Minha Canção #18: Rosalía
Sarah Oliveira destaca a trajetória da cantora, compositora e produtora musical espanhola Rosalía neste episódio do ‘Minha Canção’.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
- Ameaça Cósmica e a Influência da VozComparação entre os álbuns Motomami e Motomami · Transição do pop experimental para a música erudita · Estrutura sinfônica e influências clássicas
- Rosalía - BerghainEstudo e revitalização do flamenco · Influências de música eletrônica, hip-hop, jazz e reggaeton · Comparação com Björk e influência mútua · Impacto na música pop contemporânea
- Torre de Babel e confusão das línguasUso de 13 idiomas no álbum · Criação de um disco global e espiritual · Exploração de diversas culturas e línguas
- Músicas sobre árvores e florestasColaboração com Björk e Yves Tumor · Alusão ao clube de música eletrônica em Berlim · Analogia com a floresta de pensamentos · Influência da trilha sonora de 'Hamnet'
- álbum da AnittaSignificado do nome 'Motomami' · Experimentalismo e mistura de gêneros (metal, jazz, reggaeton) · Sucessos como 'Saoco' e 'Despechá' · Inovação sonora e influência no pop · Inspiração em videogames antigos ('Biscoquito')
- Motomami: Relíquia e La PerlaCoautoria de Guy-Manuel de Homem-Christo (Daft Punk) · Sucesso e impacto de 'La Perla'
- História de RosalvaColaboração com Pedro Almodóvar · Atuação ao lado de Penélope Cruz · Música 'A Tu Vera'
- Noel e avós maternosVoz da avó de Rosalía em catalão · Expressão de emoções e beleza do flamenco
- Colaboracao PremiadaSingle do álbum Motomami · Conexão com a Geração Z
- La Yugular: Sample de Patti SmithInspiração na busca por transcendência e libertação artística · Referência ao livro 'Just Kids' · Mensagem de curiosidade pela vida
Esse podcast é um oferecimento da Wise, o app feito para você ser do mundo. Com a Wise, você pode enviar, receber e pagar com o cartão em mais de 40 moedas, economizando na conversão. Seja enviando dinheiro para um parente que mora fora, pagando com o cartão da Wise em uma viagem para o exterior ou recebendo dinheiro de outro país. Com a Wise, você faz tudo de forma prática, segura e rápida.
Mais de 15 milhões de pessoas do mundo todo já usam e confiam. Afinal, quem sabe, vai de Wise. Baixe o app da Wise hoje ou visite wise.com. Termos e condições se aplicam. Começa agora Minha Canção, com Sara Oliveira.
Quem pudesse vir de esta terra e entrar no céu e voltar à terra? Que entre a terra, a terra e o céu nunca virá!
18ª temporada do Minha Canção, 18 temporadas, que delícia, desde 2017, é, desde 2017, fazendo uma temporada por semestre nessa rádio que eu adoro, que é a Rádio Eldorado. Se você assiste no YouTube esse programa, a gente faz desde o primeiro episódio, da primeira temporada, a gente coloca no YouTube com imagens, com uma curadoria linda que o Gabriel Ribeiro faz de imagens.
E aí também vai ao ar em todas as plataformas de podcast, Spotify, Deezer, Amazon, Apple e também no streaming da Rádio Adorado. A gente vai fazer uma coisa muito bacana nessa temporada. A gente vai falar de três musas pop. Uma dos anos 90, que foi Bjork, e continua sendo, né? Mas que estourou nos anos 90. Outra que estourou nos anos 2000 e também continua e acabou de lançar um disco maravilhoso que é a Lily Allen.
E Rosalia, que é sobre quem eu vou falar hoje no Minha Canção, que é a nossa musa dos anos 2020. Ah, Fê, que delícia. É a minha artista favorita atualmente. E ela está com essa turnê maravilhosa de looks desse disco maravilhoso, que tem feat com Bjork.
Ela tirou a Bjork de casa para fazer o Brit Awards. Eu fiquei passada. Vocês viram esse show? Foi muito, muito lindo. Imagina o poder de tirar a Bjork de casa lá da Islândia para fazer um show com toda aquela pompa. Que coisa linda. Rosalia está de parabéns. Em poucos anos, ela se tornou uma das cantoras, compositoras mais influentes da música pop atual. É uma espanhola. Essa espanhola passou mais de uma década estudando flamenco, que é uma das formas de arte musical mais antigas e mais complexas do mundo.
Eu acho a coisa mais linda que a Rosalia conseguiu fazer, que é aproximar essa tradição do flamenco a uma nova geração de ouvintes, sabe? Ela revisitou o flamenco de uma forma muito única e juntou aí as influências de música eletrônica, hip-hop, jazz e reggaeton. A gente falou tanto de reggaeton no Bad Bunny e agora a gente vai falar de eletrônico também na Rosalia. E no programa seguinte que vai ser...
Em homenagem a Bjork, a gente vai falar muito dessa influência da eletrônica na música pop, tá? Bom, impressionante a capacidade de Rosalia de transmitir emoções profundas através da sua música. E Lux é um disco que comprova isso. E a turnê de Lux também. Essa turnê tá impecável. Eu não vejo a hora dela vir pro Brasil.
Isso porque ao vivo ganha uma outra dimensão, né? Um show da Rosalía impressiona por tantas razões, gente. Ela tem presença de palco, ela tem uma intensidade de performance, a forma como voz, dança e produção visual se articulam, né? É um espetáculo que mantém o público atento do começo ao fim. Ela consegue mostrar que técnica e emoção podem sim caminhar junto.
A sua discografia mostra bem esse caminho também. Então, desde Los Angeles, que é o disco dela de estreia, passando pelo impacto conceitual de El Malquerer, a ousadia sonora de Motomami, que é o meu disco preferido, a profundidade de Lux, que eu acho também lindíssimo. Cada faceta da Rosalia mostra uma artista que explora novas possibilidades, mas sem perder a tradição flamenca, sem perder o que molda a sua voz e a sua interpretação.
E com essa combinação de tradição, inovação e autenticidade, a Rosalia se tornou uma das maiores referências da música pop contemporânea. É muito poder e muito talento. Eu já começo com o Saoco. Ah, gente, vamos começar lá em cima esse programa. Saoco de Motomami. Saoco, papi, Saoco.
Saoko papi, saoko Chica, que dices? Saoko papi, saoko Saoko papi, saoko
Tá aí Saoco abrindo minha canção, Saoco, que é do disco Motomami. Eu adoro quando Rosalie explica o nome do disco, que ela diz que é estar com muita energia. A palavra é uma junção de força, que é moto, e fragilidade, que é mami.
E a gente abriu com o Saúl, com essa loucura experimental. Eu amo, eu acho essa coisa maluca que ela fez e lindíssima. Imagina que ela misturou metal com jazz e reggaeton. Fez um videoclipe incrível, caótico, violento, né? Visualmente lindo. Eu acho a Rosalia, assim, tão poderosa nesse sentido. O que ela faz no audiovisual é muito, assim...
Por isso eu acho que ela é tão fã da Bjork também, porque a Bjork, a gente vai falar disso no próximo programa, ela tem esse peso no audiovisual, né? Cada uma no seu estilo, claro, mas tem essa preocupação muito forte. Então, a Rosalia deve ter bebido muito na fonte da Bjork.
Não só por isso, mas também pelas referências musicais e pelas referências sonoras da Bjork, né? Bom, mas voltando a Saoco, vocês sabiam que ela... Eu acho que eu já falei isso aqui, porque eu já falei de Rosalie algumas vezes no Minha Canção. Eu nunca tinha feito um programa inteiro em homenagem a ela. Mas eu acho que eu já contei pra vocês, mas eu vou contar de novo, porque eu adoro falar isso. Ela compôs essa música maluca, maravilhosa, no piano, gente. Que coisa linda. E agora tem Despechado.
Echa o louco Que Deus me livre de volver A tua loco
Despechá, que delícia esse grande sucesso das pistas e dos streamings. Alcançou um bilhão de reproduções só em plataforma de streaming. Rosalia arrasou. Eu estou muito empolgada aqui porque essa sequência é muito deliciosa. Saô com o Despechá e agora vai ter Biscoquito.
As Três, de Motomami. E eu resolvi começar com esses grandes sucessos dela de Motomami pra mostrar a que veio, Rosalia. Porque ela deu um giro no pop que poucas pessoas deram nos últimos tempos. Vamos de biscoquito.
Eu não sou um nível, sou teu biscoito Mas tenho tudo que tem de lito Que me põe na na sol que me derrito É mal de ojo que me manda mal oquito
Quase uma vinheta de Tom Curtinha, mas eu adoro o Biscoquito, mas um golaço do álbum Otomami, um pop do jeito da Rosalia, né, gente? Um regga-tom experimental. O arranjo de Biscoquito foi totalmente inspirado no som dos videogames antigos e eu acho muito legal que nessa letra a Rosalia usa do humor e da ironia para afirmar a sua autonomia artística. Ela é o máximo. Agora a gente vai com Mala Mente. E depois tem Dios no Libre del Dinheiro. Gosto dessa dobradinha.
Se aponta a noite rara, a saída de uma estrela. Me disse que essa gitana, melhor não sairia a ver ela. Eu sonho que estou andando por um ponte que é a acera. Quanto mais quero cruzá-lo, mais se move e está malé. Não é a mente. Assim sou eu. Eu não lembro do dinheiro. Música
Música Música Música Duas canções da época que eu conheci Rosalia, minha filha adora essa, Dios nos libre del dinero, antes teve Malamente, a gente se divertia ouvindo essas músicas em 2019, depois passou a pandemia ouvindo, e na sequência ela lançou Motomami e foi demais. Música Música Música
Ó, queria lembrar uma participação muito legal que a Rosalia fez no filme do Almodovar, um dos meus diretores preferidos. Aquele filme que também é um dos meus preferidos do Almodovar, que é o Doro e Glória, que é de 2019. É um filme maravilhoso, eu já vi três vezes. Eu vi no cinema e depois foi para o streaming na sequência, e daí teve a pandemia, né? Porque eu estou lembrando muito disso.
Porque eu assisti durante a pandemia duas vezes no streaming depois do cinema. E está ainda, eu acho que, na Netflix. Gente, vale muito a pena rever. Quem não viu, Dor e Glória. Tem uma participação muito bonita da Rosalia com a Penélope Cruz no comecinho ali do filme. Ela aparece como uma das lavadeiras, que é a personagem Rosita. E canta a música Atuveira ao lado da Penélope Cruz. Numa cena de flashback da infância do protagonista, que é o Antônio Bandeiras.
A participação marcou a estreia da Rosalina Astelonas. E eu soube que o Almodóvar era super fã dela. Aí ele chamou ela para fazer essa participação. Imagina que maravilhoso. Toca seu telefone ao Almodóvar falando. Cara, eu adoro seu trabalho. Faz uma participação no meu filme. E ela novinha de tudo. Maravilhosa. A gente então vai ouvir um trechinho só para lembrar dessa música, dessa participação dela no filme Dor e Glória do Almodóvar. Eu acho muito bonito. Olha que bonita são.
A tua vera, sempre a verita tua, sempre a verita tua, até que me penamora. Que não miras em teus olhos, que não chamas de a tua porta. Salvita, não te movas de aí, hein? Que não me deshase de noite.
Não, era só pra gente lembrar mesmo dessa participação dela no filme do Almodóvar, A Toeira, que linda. E dando continuidade a essa vibe flamenca, eu vou tocar a Genis, que ela compôs em homenagem ao seu sobrinho. No final da música, dá até uma vontade de chorar, é tão bonito, porque tem um áudio narrado em catalão pela avó da Rosalia de Arrepiar. Presta atenção.
Onde passei a la modelo Pico nos braços Pico nas estrelas Não quero traerte Pra que nunca venha
Geniz, esse flamenco, lindo demais. Essa canção é muito bonita. Rosalia fez pro sobrinho dela. E agora a gente vai fechar esse bloco com um feat muito bacana da Rosalia com The Weeknd, que faz parte também desse disco Motomami, que é La Fama, é um boleirão pra geração Z.
La fama, Rosalia e The Weekend. Ó, eu vou pra um rápido intervalo e daqui a pouco eu volto com mais minha canção em homenagem a Rosalia, que tá com disco novo e tá com turnê nova. Aí a gente vai falar disso no próximo bloco, tá?
Você ouve Minha Canção, com Sara Oliveira. De volta com Minha Canção.
Eu sou a Sara Oliveira e esse é o Minha Canção Rosalia, essa artista maravilhosa que vem encantando todo mundo com uma mistura muito bem feita e muito bonita de pop, flamenco, música eletrônica, altas doses de experimentalismo. E esse bloco vai ser totalmente dedicado ao Lux, o disco novo da Rosalia, que é super importante porque, além de todas as misturas que eu falei no primeiro bloco, que ela faz e que ela fez na música pop,
ela pega e insere a música erudita para uma nova geração. Eu acho isso louvável também, sabe? Porque ela é uma estudiosa da música erudita. Ela fez escola de canto, escola de música, cantou muito com orquestras.
E daí ela foi lá, depois de três anos do Motomami, que foi aquele impacto pop, e ela traz essa música, ela traz esse trabalho mais introspectivo, que não deixa de ser ousado, que é tão ousado quanto, né? Mas ela divide e organiza esse trabalho como uma obra clássica. Ela divide em quatro movimentos semelhantes a estrutura de uma sinfonia. Isso é muito legal também, porque, além de tudo, ela dá uma aula de como funciona a música erudita, né?
A Rosalia canta no álbum em mais de 13 idiomas, incluindo espanhol, inglês, catalão, latim, árabe, alemão, mandarim e português. Ela disse que queria criar um disco global e espiritual, explorando diversas culturas e línguas. O primeiro single desse disco maravilhoso foi Bergan, que é o feat dela com a Bior, que tem uma participação do rapper Yves Tumor. Essa música é linda porque tem orquestra, coral, canto lírico, rap, enfim. O título faz alusão a um famoso clube de música eletrônica em Berlim.
que é o Berguen, e a Rosalie explicou que o Berguen se refere ao significado literal da palavra em alemão, que é bosque de montanha. Ela disse o seguinte para explicar essa canção, todos nós temos essa floresta de pensamentos dentro de nós, onde é fácil se perder. E eu estava fazendo aqui a pesquisa para o programa, junto com o Felipe de Paula, e eu lembrei de uma cena de Hamnet, esse filme lindíssimo, que a atriz ganhou o Oscar e ela mereceu muito, né, a Jessie Buckley.
E tem uma cena muito bonita dela na floresta com a trilha sonora do Max Richter, que ele que fez a trilha de Hamnet, e mostra bem isso, o que a Rosalia fala. A trilha de Hamnet é bem sinfônica, bem nessa vibe de looks da Rosalia. E daí eu vi uma psicanalista escritora que fez uma análise bonita, falando que quando a gente entra na floresta de Hamnet, a gente que é o telespectador, o público que está assistindo no cinema, é só que a gente entra na floresta,
e o filme mostra isso, a gente tem que entrar sem medo na floresta. Porque ela vai ter os espinhos, ela vai ter os momentos escuros, ela vai ter os buracos ali, mas a gente tem que se jogar nesses atalhos, né? Porque senão a gente não se arrisca. E daí a trilha sonora do filme acompanha isso. E eu acho que quando a Rosalia vem e diz...
Eu vou fazer uma música que fale de uma floresta, que é uma floresta dentro de nós, que a gente não pode ter medo de se perder dentro dessa floresta, me fez lembrar de algumas cenas de Hamnet nesse sentido. Eu acho que é uma analogia bonita, também por conta da trilha mais sinfônica, né? Bom, teve a apresentação de Bjork e de Rosalia. Como eu disse no começo do programa, ela tirou a Bjork de casa. Elas arrasaram no Bridge Awards. Rosalia, grandona, amei. Vamos lá de Berganha.
A CIDADE NO BRASIL
Que coisa linda, o primeiro single desse álbum Lux, épico, épico, épico, uma riqueza esse álbum, né? Tanto significado na espiritualidade, relações amorosas conturbadas, fé, poder, renascimento, uma gama infinita de sonoridades e estilos que vão de música erudita passando pelo flamenco, pela música eletrônica, pelo fado, adoro, uma experiência muito linda.
ouvir esse álbum todo, assim, colocar no fone e ouvir o álbum. Foi uma experiência muito gostosa pra mim. A gente vai agora com Relíquia, que é uma das minhas preferidas desse disco, e depois tem La Perla.
A decepção local rompe corações nacional Um terrorista emocional O maior desastre mundial
La Perla, que é uma das músicas mais ouvidas, eu acho que é um dos grandes hits, né, de looks. E antes teve uma das minhas preferidas, Relíquia, que é co-autoria de um dos meninos do Daft Punk, que é o Gui Manuel de Homem Cristo. Falei certo, eu adoro esse nome dele.
Muito legal, gente, muito legal. Eu adoro essas combinações de Rosalía. Rosalía antenadíssima. E como eu falei, antes teve La Perla, e eu só vou fazer um comentário que eu gosto muito dessa música, porque ela começa num violão super despretensioso, daí ela vai crescendo, crescendo, crescendo. Uau, que canção. E agora eu vou destacar outra minha favorita, que é La Yugular.
Que ela sampleia a Pat Smith. Ah, eu acho o máximo. Ela sampleia a voz da Pat Smith. A Pat Smith fala o seguinte. You know? It's like break on through the other side. A million doors aren't enough. Essa fala, ó. Vamos colocar só pra galera ouvir.
Uma porta não é suficiente. Um milhão de portas não é suficiente. É isso, essa fala é da própria Pat Smith, retirada de uma entrevista muito bacana que ela deu em Estocolmo em outubro de 76. No áudio original, a Pat Smith reflete sobre a busca incessante pela transcendência e libertação artística, mencionando que até os sete céus da tradição religiosa não seriam suficientes para sua curiosidade.
Eu estou lendo um novo livro da Pat Smith, que talvez seja a biografia mais íntima dela, que é O Pão dos Anjos, estou adorando. E ela reflete muito sobre isso, sobre essa curiosidade que ela tem pelas coisas, sabe? Que nada é suficiente para acessar a curiosidade dela. Aliás, desde Just Kids, o primeiro livro dela que mudou a vida de muita gente, a minha inclusive,
de pessoas de todas as áreas, ou apenas garotos, um livro maravilhoso que ela fala sobre a vida dela e do Mapplethorpe e o começo da carreira dela, as escolhas artísticas dela, a curiosidade que ela tinha pela vida. Então, é muito inspirador. Você termina de ler esse livro e fica com muitas vontades.
Você fica com muito desejo de viver de uma forma que é coerente ao que você acredita, sabe? É isso que a Pat Smith passa. E nesse novo livro que eu estou lendo, Pão dos Anjos, ela fala a mesma coisa. E é muito inspirador para todo mundo de qualquer área, mas principalmente para as mulheres.
Aliás, isso que eu tô falando aqui, eu falo bastante no programa que eu fiz em homenagem a Pat Smith. Muita gente me pergunta, ah, você, porque sabem que eu sou muito fã da Pat Smith, você já fez o Minha Canção Pat Smith? Sim, gente, eu fiz lá atrás, na primeira temporada, tem participação especial da minha irmã, minha amiga querida, Pitty, e eu conto muitas coisas sobre a Pat Smith. Então, tá no streaming da Rádio Adorado, tá no podcast, né, no Spotify, enfim.
por aí e também tá no YouTube. É só colocar minha canção, Pat Smith. Vamos pra lá, Yugo Lá.
Essa foi Laíl Goulart, com direito a Pat Smith, sampleada no começo. Duas mulheres de diferentes gerações, estilos diferentes, e que se conectam com a mesma mensagem que é não deixe de ser curiosa, siga tendo curiosidade pela vida, que é a coisa mais linda a gente ter curiosidade pela vida. Tem uma foto que elas postaram outro dia das duas juntas, e eu até brinquei. Ai, duas das minhas pessoas preferidas no mundo, Pat Smith e Rosalia juntas.
Bom, eu vou encerrar a minha canção com duas canções bonitas, com duas músicas muito bonitas aqui. A Divinais, que traz uma espiritualidade intensa, cheia de força e transformação. E Magnólias, que vai para um outro lado, um lado mais contemplativo, né? Ela reflete bastante sobre a aceitação da finitude e da morte, da perda, enfim.
Mas ambos têm essa experiência espiritual, né? As duas músicas. Então vai ter o contraste de força e delicadeza, transcendência e aceitação. Divinais e Magnópolis. Through my body you can see the love Lose me up a little of my pride Know that I was made
E aí
Magnólias e Divinais, encerrando minha canção Rosalia, vocês não imaginam a alegria que eu estou de ter feito esse programa. Eu adoro a Rosalia e dividi com vocês essas canções tão bonitas, esse disco lindo que ela acabou de lançar, que é o Lux, essa artista que eu acompanho já faz um tempo e que cresce a cada música, a cada entrevista e a cada disco que ela coloca no ar, né? Bom, e eu tenho certeza que ela vai seguir surpreendendo a gente cada vez mais. Tio logo!
Amanhã, Sara Oliveira volta com mais um Minha Canção, especial Lily Allen. Você ouviu Minha Canção, com Sara Oliveira.