Episódios de Ciência Ufes

CIENCIA UFES 233(10) - 08.05.26 - MONIQUE CORDEIRO - UNIVERSIDADE ABERTA DA PESSOA IDOSA DA UFES - UNAPI - GOIABEIRAS

08 de maio de 202655min
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O programa Ciência Ufes fala com a coordenadora da Universidade Aberta da Pessoa Idosa (Unapi) da Universidade Federal do Espírito Santo, Monique Cordeiro. Entre tantos projetos, a Unapi está oferecendo oportunidade de alfabetização a pessoas com mais de 60 anos no município de João Neiva, no Espírito Santo. Segundo Monique Cordeiro, uma das coordenadoras da Unapi, iniciativas como essa são fundamentais para a promoção da cidadania, da autonomia e da inclusão social das pessoas idosas, já que a maior parte da população analfabeta do país tem mais de 60 anos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Assim, a aprendizagem da leitura e da escrita possibilita que essas pessoas ampliem sua participação na sociedade, acessem direitos, utilizem serviços, compreendam informações e fortaleçam sua autoestima.

Assuntos3
  • Políticas Públicas para IdososEstatuto da Pessoa Idosa · Expectativa de vida e desigualdades regionais · Centro Dia como equipamento essencial · Insuficiência de instituições de longa permanência · Conselhos municipais e estaduais da pessoa idosa · Participação cidadã e cobrança de políticos
  • Divulgação CientíficaAproximar o conhecimento da vida real · Combate à desinformação e fake news · Vulnerabilidade de idosos a golpes digitais
  • Mascote da Justiça EleitoralImportância do voto para o futuro do Brasil · Título de eleitor e alistamento eleitoral · Canal oficial do TSE no WhatsApp
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Ciência UFIS. O seu programa de divulgação da ciência capixaba.

Eu sou Hélio Marquioni, estamos no ar com mais um programa Ciência UFIS. O programa de divulgação científica das pesquisas, ações e projetos da UFIS que tem um impacto direto na sua vida, um impacto direto na vida das pessoas. Programa Ciência UFIS.

Ciência UFIS, a ciência que tem impacto direto na sua vida. E esse é o programa 233 Ano 8, o programa Ciência UFIS 233 Ano 8. Meu abraço científico vai para a professora e coordenadora do Grupo de Estudos e Práticas em Psicologia Positiva da Universidade Federal do Espírito Santo, Valesca Guerra.

Lembrando que você acessa todos os programas Ciência UFIS no portal da nossa rádio, no endereço rádio.ufis.br barra Ciência UFIS. rádio.ufis.br barra Ciência UFIS. E também na nossa página no Spotify. Acessa lá. Ciência UFIS. O seu programa de divulgação da Ciência Capsaba.

E o programa Ciência UFIS de hoje fala com a coordenadora da Universidade Aberta da Pessoa Idosa, conhecida como UNAP, projetaço aqui da Universidade Federal do Espírito Santo. Ela é a Monique Cordeiro. Monique está conosco aqui e vai falar entre tantos projetos que a UNAP realiza. A UNAP está oferecendo...

uma oportunidade de alfabetização a pessoas com mais de 60 anos lá no município de João Neiva, no Espírito Santo. Segundo Monique Cordeiro, uma das coordenadoras da UNAP, iniciativas como essa são fundamentais para a promoção da cidadania, da autonomia e da inclusão social das pessoas idosas.

já que a maior parte da população analfabeta do país tem mais de 60 anos, de acordo com o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Assim, a aprendizagem da leitura e da escrita possibilita que essas pessoas ampliem a sua participação na sociedade, acessem direitos, utilizem serviços.

compreendam informações e fortaleçam a sua autoestima. Esse projetaço de alfabetização das pessoas com mais de 60 anos é o projeto mais recente da UNAP, mas a Monique vai falar com a gente sobre esse e outros projetos que a UNAP realiza na Universidade Federal do Espírito Santo. Olá, Monique Cordeiro, seja bem-vinda ao programa Ciência UFIS.

Olá, Hélio. Olá, ouvintes da Rádio FM. Muito obrigada pelo convite para a gente discutir esse tema tão importante. Importantíssimo. Sou fã do trabalho que vocês fazem aqui na UFIS. E já vamos começar com uma curiosidade. Desde quando que a UNAP trabalha com os idosos aqui na universidade?

A UNAP é um programa de extensão que foi criado em 1996 por duas professoras do Departamento de Serviço Social. E é importante dizer que a UNAP não é uma exclusividade da Universidade Federal do Espírito Santo, porque no Estatuto da Pessoa Idosa tem previsto em um dos artigos que é dever da universidade promover atividades para a população idosa. Então, no Brasil existem várias universidades que também têm esse programa de extensão.

E aí aqui a gente oferece várias atividades, como módulos, cursos, oficinas, palestras gratuitas para a população 60+. E também a gente tem um papel fundamental no combate ao etarismo, que é o que? É esse conjunto de preconceitos, discriminação e estereótipos em relação à idade.

E eu imagino e vejo, a gente vê no dia a dia, que os idosos sofrem muito com esses estereótipos. A gente vê políticas...

para as minorias, e aí a gente pensa logo em várias populações, negros, indígenas, mulheres, pessoas com deficiência, a própria universidade tem cotas para inserir essas populações e a gente quase nunca vê políticas para os idosos. Essa população idosa sofre muito com isso.

Completamente. Há muitas pesquisas que falam como esse preconceito afeta a qualidade de vida e até a expectativa de vida é diminuída por causa desse conjunto de discriminação que a gente tem na sociedade em relação à idade. O etarismo é algo que a gente precisa falar, conversar mais.

Há pouco tempo isso começou a ser falado. Não sei se vocês ouviram aquela história da estudante de Bauru que tinha 47 anos e fazia o curso de biomedicina e os colegas de sala de aula fizeram chacota com ela, falando que ela não tinha idade mais para estudar. Isso é um exemplo dentre os milhares que a gente tem no nosso cotidiano em relação ao preconceito.

dos mais velhos. O etarismo, quando a gente fala, é discriminação por idade, não necessariamente de pessoas idosas. É todo tipo de preconceito e discriminação em relação à idade. Tanto que, por exemplo, essa estudante tinha 47 anos e ela sofreu etarismo.

Então, é algo que a gente precisa falar mais e combater mais, porque isso afeta diretamente a qualidade de vida da pessoa que envelhece.

E o projeto UNAP, Universidade Aberta da Pessoa Idosa, da Universidade Federal do Espírito Santo, desenvolve muitos projetos para tentar combater esse etarismo, esses preconceitos contra a pessoa idosa. Fala um pouquinho, Monique, quais projetos vocês desenvolvem na UNAP e quem pode participar?

Então, a gente tem muitos projetos, a gente tem aproximadamente 18 atividades hoje acontecendo. Que bacana, bacana. E eu vou falar de alguns que a gente não vai ter tempo de falar de todos, mas vou falar de alguns que eu acho que são essenciais, como de inclusão digital.

que a gente tem um curso de celular voltado para a população idosa, porque a gente sabe que a tecnologia está presente no nosso dia a dia, mas a tecnologia avança e, em paralelo, a gente não vê uma educação das pessoas de como usar essa tecnologia.

Principalmente para a população idosa que não é nativo digital, né? Exatamente. Foi cresceu, foi educado, foi formado num tempo que não tinha celular, a gente não tinha essa vida digital, né?

Pois é, e aí o que acontece? As pessoas ficam excluídas de acesso a diversos serviços. Há um tempo atrás eu mandei um ofício para uma prefeitura porque a única forma de você marcar uma consulta era digital, de forma digital.

E as pessoas que não têm acesso à tecnologia. Então, assim, eu acho importantíssimo esse avanço da tecnologia. Isso traz para a gente vários benefícios na sociedade, agilidade, mas, ao mesmo tempo, ela tem que vir em conjunto.

com acessibilidade e educação para as pessoas saberem utilizar. Então, eu acredito que esse curso do celular é fundamental para que as pessoas idosas consigam acessar diversos serviços e até a forma de interação hoje social é mediada muito pelo celular.

Pela tecnologia. Pela tecnologia. Então, é muito importante que essas pessoas tenham o direito de aprender e usar essa tecnologia. Então, hoje a gente tem o curso. Infelizmente, a gente tem uma fila de espera enorme para acessar. Eu ia perguntar se é só idoso que pode entrar nessa fila, né? Porque eu também podia entrar nessa fila. Então, é uma dificuldade danada com essa tecnologia aí.

Pois é, a gente queria muito ampliar, mas por enquanto a gente queria inclusive fazer esse projeto para estudantes da universidade. A gente tem visto cada vez mais estudantes mais velhos entrando na universidade, fazendo curso de graduação.

E com dificuldades, durante o seu curso, de fazer algumas atividades de forma digital. Então, é um projeto nosso. De fazer até para dentro da universidade também. Promover essa acessibilidade em relação às tecnologias digitais.

Esse é um dos projetos. É um dos projetos. Mas, além disso, a gente tem oficina de memória, de lógica, educação física, dança. A gente tem módulos que a gente discute sobre os direitos da população idosa e as várias violências, como identificar.

enfermagem, a gente tem uma parceria com o departamento de enfermagem, né, que a gente discute sobre saúde, qualidade de vida, nutrição, enfim, são muitos projetos, né, porque a ideia da UNAP é educação permanente, não essa educação na lógica formal, né, de sala de aula, mas a gente acredita o quê? Que não é porque a gente tá na fase da velhice, né, a gente vira idoso, que a gente tem que parar de aprender.

A gente aprender, a gente pode aprender até a gente morrer, né? Não existe limite. Então, a ideia é essa educação permanente, a UNAP promover essa educação permanente com essas diversas atividades que a gente oferece.

Perfeitamente, Monique Cordeiro, uma das coordenadoras da Universidade Aberta da Pessoa Idosa, um projetaço da Universidade Federal do Espírito Santo, está conosco aqui dando uma aula sobre direitos da pessoa idosa e sobre esse projeto muito importante aqui da Universidade Federal do Espírito Santo.

O projeto mais recente, o NAP Itinerante, está levando educação, alfabetização para pessoas com mais de 60 anos, começando no município de João Neiva, no Espírito Santo. Queria que você falasse um pouquinho sobre esse projetaço que é o NAP Itinerante.

Pois é, a UNAP itinerante surge a partir da ideia da professora Senira, porque aqui dentro da universidade a gente consegue atingir um público específico da população idosa. Mas muitas comunidades mais carentes ficam de fora desse acesso. Então a gente pensou, vamos criar essa ideia de levar um pouco da universidade até as comunidades.

E aí, graças ao edital da FAP de extensão, a gente não tinha essa possibilidade de se inscrever antes, porque não existia edital voltado para a extensão. E aí, a partir do momento que surgiu, a gente começou a se inscrever. Então, a primeira vez que a gente foi contemplado, a gente foi para Domingos Martins.

Ah, legal. E agora a gente está no município de João Neiva, oferecendo várias atividades lá no município. Uma dessas atividades é a alfabetização para pessoas idosas. E por que surge essa ideia de alfabetização para pessoas idosas? Porque, teoricamente, a gente tem o EJA, que é o Educação de Jovens e Adultos. Só que a gente percebe que o público idoso tem particularidades.

E a gente já ouviu vários relatos que muitos idosos não conseguem acompanhar ou até se sentem discriminados quando entram no EJA e às vezes tem pessoas muito mais jovens e aí se sentem acanhados e acabam desistindo.

E fora que a metodologia, ela precisa, a gente acredita, que ser específica por essa população. Então, a gente pensou, vamos criar um curso voltado para essa população, já que os dados mostram que a realidade do Brasil, a maior parte das pessoas analfabetas são pessoas idosas. Então, é uma reparação histórica, uma reparação social a essas pessoas para trazer um pouco mais de dignidade.

a gente vê, a partir dos relatos, que não foi porque elas não... Não foi escolha. Ah, eu não estudei porque eu não quis. Foi falta de oportunidade. Tem uma participante lá, Maria Antônia, de 78 anos, que ela falou assim, a minha caneta foi a enxada e meu caderno foi a foice. Porque essas pessoas começaram a trabalhar haha haha haha haha

por volta de 7, 8 anos de idade. Antigamente, as mães tinham 13, 14 filhos, e aí era uma cultura no interior de, às vezes, distribuir os filhos, porque elas não davam conta. E aí eles tinham que começar a trabalhar muito cedo.

Então, assim, não tiveram oportunidade de estudar, de aprender a escrever e a ler. Então, a gente fala isso, né? Que eu acho que mais do que ensinar a eles a ler e a escrever, é resgatar um pouco da dignidade, né? Porque você saber escrever o seu nome, né?

Você saber ler, você traz uma imensidão também de acesso e de oportunidades que eles foram excluídos ao longo da vida. E você falou de edital da FAPS, a FAPS, Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo, que financia pesquisas, que coloca dinheiro, investe nesse tipo de pesquisa. Você falou também da professora Senira. Quem é Senira nessa história da UNAP?

Então, Senira é uma das fundadoras, é professora da UFIS, do Departamento de Serviço Social. Ela e a professora Graça, que fundaram a UNAP em 1996. Eu acho importante dizer, porque o Estatuto da Pessoa Idosa, que fala dessas iniciativas, foi promulgado em 2003.

Mas elas antecederam e já criaram, a partir da percepção desse envelhecimento populacional, a partir das pesquisas, elas já criaram antes até mesmo do Estatuto da Pessoa Idosa aqui na universidade. Ou seja, universidade pioneira. Uma das pioneiras. A gente está aí entre as cinco primeiras que criaram a UNAP no Brasil.

Que bacana. Monique Cordeiro, uma das coordenadoras da UNAP, Universidade Aberta da Pessoa Idosa, conosco aqui no programa Ciência UFIS. Monique, vou te fazer uma pergunta muito simples que eu quero ouvir de você. O que é ser idoso?

E como os governos estão tratando os idosos nos níveis municipal, estadual e federal. Porque todo mundo fala que a gente não vive no Brasil, ninguém vive no Espírito Santo. As pessoas vivem nas cidades, vivem nos municípios e nos seus bairros. Então a gente tem uma tendência de olhar as políticas só do ponto de vista municipal. Mas acredito também...

que a gente deve ter políticas em nível estadual, em nível federal, essas leis, estatuto do idoso, é uma política em nível federal. Então me responda, o que é ser idoso e como os governos estão tratando os nossos idosos? Bom, vamos lá. Primeiro dizer que segundo o estatuto da pessoa idosa, a pessoa é considerada idosa a partir de 60 anos. Perfeito.

Mas ser idoso não é uma experiência única. A gente costuma dizer que não existe uma velhice. Existem velhices. Certo. O envelhecimento é profundamente marcado pelas condições de vida que a pessoa teve em sua trajetória.

Por exemplo, sabemos que as mulheres vivem mais do que os homens, em média. Isso porque os homens se envolvem muito mais em situações de violência, tanto em trânsito, homicídio e também em relação ao cuidado de saúde. Quando a gente vai ver as estatísticas, as mulheres se cuidam muito mais do que os homens.

E isso é algo que a gente precisa olhar com atenção. Por que o homem tem, às vezes, até o preconceito de ir fazer algum exame, de ir ver a questão da sua saúde? Então, isso já é um dado.

Agora, outro dado importante é, por exemplo, se você nasce e vive no Distrito Federal, a sua expectativa de vida é de 79 anos. Perfeito. Agora, se você nasce, por exemplo, em Alagoas, a sua expectativa é de 74.

Então, veja, o fato de você nascer em um lugar já dita o quanto de tempo que você tem aí de expectativa. Por quê? Porque o acesso aos serviços públicos e a sua qualidade de vida é diferente, dependendo do lugar. Até na Grande Vitória a gente consegue ver essa diferença. A expectativa, por exemplo, de vida da Serra é menor de quem vive no município de Vitória.

Então, assim, depende da trajetória de vida de cada pessoa, do acesso e as oportunidades que elas tiveram ao longo da sua vida.

Aí você me pergunta como os governos têm tratado essa população. Exatamente. A gente tem legislações muito avançadas em relação a essa área. Só que, infelizmente, como em outras áreas, a gente vê uma distância, uma lacuna enorme entre a legislação...

E a prática. E o cumprimento da legislação. Fazer valer. Que a lei não pega no Brasil. Pois é. Mas, inclusive, sobre isso, eu acho que falta, Hélio, a gente lutar mais pelo cumprimento das leis. Acho que a gente perdeu isso um pouco na nossa história. Verdade.

Então, a gente, por exemplo, quais movimentos que a gente tem visto que tem lutado pelas políticas do envelhecimento? São pouquíssimos, né? As pessoas, aqui no Brasil, a gente costuma dizer que as pessoas rejeitam a velhice, elas acham que elas não vão chegar lá. Os jovens, eles não querem saber do futuro. Mas, se a gente não morrer antes, a gente vai chegar lá. Claro. Mas não é uma pauta que a gente dá muita atenção.

E deveria, porque a expectativa de vida cada vez aumenta mais, né? Pois é. Por exemplo, um exemplo concreto que tem na legislação, mas na prática a gente não vê. Um equipamento chamado Centro Dia. O que é o Centro Dia? Não faço a menor ideia. Pois é. O Centro Dia está previsto lá no Estatuto da Pessoa Idosa, de 2003.

Mas, para vocês terem ideia, aqui no Espírito Santo, público só existe no município da Serra. E o que é esse equipamento? As pessoas idosas que têm algum tipo de dependência, que não conseguem realizar suas atividades diárias sozinhas, por exemplo, se alimentar, tomar banho.

Esse equipamento é para ela passar o dia, onde ela vai ter uma série de estímulos, de cuidado, de interação social. Pessoal para ajudar. Pessoal para ajudar, profissionais capacitados para ajudar. E depois a família busca essa pessoa e volta para casa.

Esse equipamento é essencial, tanto no apoio das famílias, porque as pessoas precisam trabalhar, e a maior parte da população não tem condição de contratar um cuidador, e também para a pessoa idosa, para ela não ficar isolada dentro de casa, e a gente vê que a falta de estímulos e de cuidado acelera ainda mais o processo de dependência.

E ainda, esses equipamentos são importantes para prevenir a institucionalização, que antes a gente chamava de asilo, mas hoje não é mais asilo que a gente chama, são instituições de longa permanência para pessoas idosas.

Então, se a gente tivesse esses equipamentos, a gente poderia prevenir que essa pessoa fosse para uma instituição. E ainda ia dar um suporte que é essencial para as famílias no cuidado da pessoa idosa. Como se fosse uma creche para idosos.

Isso. A gente não gosta de usar esse termo creche porque a gente não gosta de infantilizar. Creche é para criança. Creche é para criança. É como se fosse. É como se fosse. É para a pessoa passar o dia e depois voltar para casa. O nome é Centro Dia. Centro Dia. E aqui na Grande Vitória só tem na Serra?

No Espírito Santo todo, só tem na Serra. Particulares a gente tem um monte, mas quem tem acesso? É uma minoria. E na Serra, esse equipamento tem um, mais de um e fica onde? Um só. Só um? Só temos um lá.

É um descuido total. E que não é suficiente, né? Com relação aos idosos, né? Pois é. Mas é um equipamento que no Espírito Santo todo só tem na serra. É uma iniciativa do governo municipal, estadual ou federal esse equipamento? É uma iniciativa municipal. A legislação fala que esse equipamento tem que ser feito pelo município? Pode ser feito pelo município com cofinanciamento do Estado. Perfeito.

E aí eu dei só um exemplo, né? Mas quando a gente fala dos antigos asilos, que são as instituições de longa permanência, a gente vê que são insuficientes.

a gente já está tendo uma fila de espera para acessar essas instituições. E tem muitos municípios comprando vaga em instituições privadas, porque não tem condição de... Às vezes, as instituições públicas não têm condições de... Não têm mais vagas para essas pessoas, e aí tem muita gente comprando vaga nas particulares.

E como é que a gente faz para reivindicar a criação de mais espaços como esse, Centro Dia, nos municípios? Existe algum movimento de reivindicação, alguma luta dos idosos para que se abram mais espaços como esses?

Pois é, acho que era isso que a gente estava conversando um pouco, né? Que a gente vê pouco as pessoas falando sobre o assunto. Parece que é uma realidade distante, mas não é, gente. 2030, daqui a pouco a gente vai ter mais pessoas idosas do que criança.

Então, a gente precisa olhar com mais atenção e lutar mais. Então, por exemplo, a gente tem os conselhos estaduais e municipais da pessoa idosa, que o objetivo é acompanhar e fiscalizar as políticas públicas. A gente precisa participar mais desses espaços.

e fazer mais movimentos de pressão e outra coisa, a gente está em época de eleição, então a gente precisa olhar com mais atenção quais são as propostas dos políticos. Eles estão incluindo a pauta da população idosa? Então a gente precisa olhar, a gente como cidadão é nosso dever a gente cobrar, fiscalizar e votar em pessoas que vão olhar com mais atenção para essas pautas também.

Você arrisca dizer que o idoso no Brasil está abandonado? Com certeza. O envelhecimento populacional já está sendo anunciado há muito tempo. Então, o Brasil já deveria ter se preparado para isso, mas não se preparou. Então, a gente vai ter que correr muito atrás do tempo e a gente já está vendo situações trágicas.

Como exemplo eu dou da realidade de muitas pessoas idosas que estão morrendo sozinhas dentro dos seus lares. E para mim isso é muito chocante, né? De as pessoas sentirem falta muito tempo depois, a pessoa faleceu dentro de casa e as pessoas se dão conta dias, às vezes semanas depois.

Para mim isso é um trágico. A gente chegou num nível que é terrível. De abandono. De abandono. O ser humano capaz de abandonar outro ser humano dessa forma é triste. É triste. Você falou do conselho...

municipal da pessoa idosa. Você tem uma visão para passar para a gente, como é que esses conselhos estão nos municípios aqui no Espírito Santo? As cidades todas têm esse conselho, ainda falta muito, tem muita cidade que não tem, como é que está esse panorama? Todos os municípios do Espírito Santo têm conselho municipal da pessoa idosa. Imagino que a legislação obrigue, né?

Sim, mas assim... Está previsto na lei, né? Está previsto na lei, mas isso é uma conquista muito grande, assim, a gente ter isso no Estado inteiro. Mas a questão é que a gente precisa de mais participação. Não adianta ele existir e a gente não ter pessoas... Claro.

participando, esses conselhos, eles promovem o que a gente chama de fóruns, o que são esses fóruns? Às vezes tem uma temática para discutir com a população para ver o que está precisando, o que a gente precisa avançar.

Mas não é só ir lá e reclamar, né? Depois, como que a gente vai encaminhar isso? Como que a gente vai pressionar isso? Se a gente olhar para a história, nenhuma conquista, nenhum direito foi dado de graça. A gente precisa correr atrás e lutar.

para a gente conseguir alcançar aquilo que a gente deseja, a gente melhorar como sociedade. Então, assim, eu acho que falta um pouco isso. A gente precisa se atentar e olhar o que a nossa sociedade está precisando. Vamos ir atrás, vamos correr e vamos pressionar para que a gente consiga avançar em termos da concretização, porque as legislações estão aí. Mas concretizar o que a gente tem previsto em lei.

Perfeitamente. Monique Cordeiro conosco aqui no programa Ciência UFIS. Ela que é coordenadora da Universidade Aberta da Pessoa Idosa da Universidade Federal do Espírito Santo. Falamos aí das políticas públicas, Monique.

nível municipal, estadual e federal, como é que os governos estão tratando os nossos idosos. Mas vamos olhar para as universidades também, Monique. As universidades estão preocupadas com os idosos? Você vê que tem políticas de inclusão, por exemplo, para essa população nas universidades? E outra coisa, a academia, o mundo científico...

tem pesquisado sobre essa população? Pois é, é algo que a gente precisa avançar também. As universidades precisam falar e discutir mais sobre velhice e envelhecimento. Até porque penso eu que a universidade é um espaço jovem, né? É um espaço predominantemente colocado para a juventude.

O cara sai do ensino médio ali com 17, 18 anos e o caminho natural dele é entrar na universidade. Então a comunidade universitária, preponderantemente, pela sua característica inerente, é jovem. Mas é um espaço que está preparado para acolher, abrigar, receber o idoso.

Então, a gente tem até algumas políticas de inclusão, mas eu acho que a gente precisa estar mais próximo a essas pessoas, que vão ter dificuldades diferentes, né? Você falou muito bem que, assim, em sua maioria, são jovens que frequentam, mas as pessoas idosas estão cada vez mais se inserindo.

nas universidades, e elas, quando entram, apresentam diversos tipos de desafio. Tanto o preconceito, que a gente conversou um pouquinho atrás, né? Mas tanto as dificuldades até em relação à questão tecnológica. Então, assim, a gente tem um núcleo de cidadania digital dentro da universidade, o NCD.

Mas não existe ainda nenhum projeto voltado para isso, de apoio, de oferta de acessibilidade. Então, eu acho que a gente tem aqui na universidade espaços importantes que a gente pode criar projetos para dar mais acessibilidade e incluir mais essas pessoas no mundo acadêmico.

Mas quando a gente fala dos cursos de graduação e das pós-graduações, ainda são poucos cursos que abordam o envelhecimento na formação dos estudantes. E isso é uma questão que a gente precisa ter mais atenção.

É fundamental que o envelhecimento seja incorporado de forma mais consistente na formação profissional e na produção de conhecimento. Porque a gente está falando agora de uma mudança estrutural da sociedade. Ou seja, a gente vai ter muito mais idosos. Então, a gente precisa de profissionais qualificados e preparados para lidar com essa realidade.

E você observa que a gente tem pesquisas na universidade que tem um olhar para o idoso? A gente tem, mas não é suficiente. Entendi. A gente precisa avançar mais. Temos ainda muito poucas.

E essa população tem muito a ser pesquisada, né? Muito, muita coisa. Tem muita coisa para a gente pensar, olhando para a população idosa. Nossa, muita coisa. A gente ficaria aqui horas. Discutindo as pautas, a agenda, os temas. Exatamente.

Tem muita coisa a ser pesquisado e a gente precisa olhar melhor para essa população. Vocês da UNAP, Universidade Aberta da Pessoa Idosa, vocês da UNAP se sentem abraçados pela Universidade Federal do Espírito Santo?

A gente já é abraçado pela universidade, mas a gente precisa avançar em várias questões. A UNAP, por exemplo, a gente atende aproximadamente 400 pessoas idosas por ano.

E de equipe técnica só tem eu. A gente olha para a realidade de outras universidades, outras UNAPs, a gente tem mais profissionais. Muitos facilitadores são voluntários, porque a gente não tem recurso para contratar essas pessoas.

E o espaço físico também, infelizmente, a gente fica escondido lá no CCJE, que é o Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas da universidade. Então, a gente precisa de um espaço físico mais acessível, mais próximo da entrada. A gente está falando de pessoas que muitas vezes têm dificuldade de locomoção. A maior parte das nossas atividades estão sendo ofertadas nesse centro, que é distante da entrada.

Então, a gente precisa, sim, de um olhar mais carinhoso da universidade e mais investimentos para que a gente possa cada vez mais ofertar mais atividades e trazer mais qualidade de vida para essa população.

Monique Cordeiro, uma das coordenadoras da Universidade Aberta da Pessoa Idosa, projetaço da Universidade Federal do Espírito Santo, conosco aqui no Ciência UFES. Monique, uma das coisas que a gente escuta muito falar é sobre cuidados que o idoso tem que ter consigo mesmo. E também as pessoas, né? Todo cuidado com os idosos. Mas o autocuidado é fundamental.

Gostaria que você desse algumas dicas para o nosso ouvinte, a nossa ouvinte, idoso, idosa, estar nos escutando, nos dando a honra da audiência aqui no programa Ciência UFIS. Alguns cuidadinhos que as pessoas têm que ter consigo mesmo. Algumas dicas de proteção no dia a dia, no banheiro, na cozinha. Fala para a gente.

O que é o NAP? Quais os recadinhos que o NAP tem para a população idosa com relação ao autocuidado? Bom, quando a gente fala em envelhecimento, muitos estudos apontam três questões importantes. Vamos falar que são as principais que merecem atenção. Perfeito. Quando a gente vai envelhecendo, a gente tem o que a gente chama de declínio cognitivo.

Ou seja, a nossa capacidade de processar informações, a nossa memória, ela começa a ser um pouco afetada. Porém, os neurologistas falam que a gente tem uma capacidade de resistir a esse declínio. Pra isso, a gente precisa ter nossa mente ativa. Estimular, né? Estimular.

E sabe qual é, Hélio, uma das principais coisas pra gente manter a nossa mente ativa? Fala pra mim que eu tô precisando.

Aprender coisas novas. Oh, bacana. Fazer as coisas de forma diferente. Às vezes até tomar um caminho diferente para ir no mesmo lugar. Exatamente. Coisas simples que você pode colocar no seu cotidiano. Só que a gente observa, Hélio, que a gente vai envelhecendo e a gente faz o contrário. Verdade. A gente fala assim, ai, estou muito velho para aprender isso.

E a gente, às vezes, resiste a aprender coisas novas. Então, a gente tem que, na verdade, fazer o contrário. Se propor a aprender, a fazer as coisas de uma forma diferente do que a gente faz. Isso é uma receita para a gente manter a nossa mente afiada e resistir o que a gente chama esse declínio cognitivo. Perfeito.

Outra coisa que já é muito disseminada, falada, é a questão do declínio físico. Claro. Quando a gente vai envelhecendo, a gente perde muita massa muscular, nossos músculos. E aí, isso cai naquilo que você falou do cuidado, né? Quais cuidados que a gente tem que ter na nossa casa, na cozinha, banheiro. Porque uma das coisas que mais afeta a pessoa idosa no campo da saúde são as quedas.

muitas pessoas morrem devido às quedas ou ficam com alguma sequela grave em relação à queda. Acidente domiciliar. Acidente domiciliar. Então, a gente precisa fortalecer nossos músculos. Malhação. Malhação, atividade física. Perfeito. E também tomar cuidado.

com tapetes, com coisas dentro de casa que pode tropeçar. Então, a gente precisa estar mais atento a essas questões. E a outra, o terceiro ponto que a gente chama muita atenção é a nossa saúde mental. A gente tem observado, Hélio, muitas pessoas envelhecendo com depressão.

Triste, né? Muito triste. Inclusive, quando a gente fala de suicídio, essa população tem um aumento considerável nas estatísticas. Então, a gente precisa olhar com mais atenção a nossa saúde emocional. E a convivência social, ela é importantíssima.

Pensando na nossa saúde mental, na questão emocional, mas porque conviver em sociedade com outras pessoas também estimula a mente. Então, não faz bem só em relação ao nosso humor, em como a gente se sente, mas também faz com que a gente estimule o nosso cérebro.

Perfeitamente. Monique Cordeiro, uma das coordenadoras da UNAP, Universidade Aberta da Pessoa Idosa, aqui da Universidade Federal do Espírito Santo, conosco no programa Ciência UFIS. Monique, você está no Ciência UFIS, a gente está falando bastante dos idosos.

Mas vamos mudar um pouquinho de assunto. Você está no Ciência UFES, um programa de divulgação científica das pesquisas, projetos e ações da Universidade Federal do Espírito Santo que tem impacto direto na vida das pessoas. E o que a gente está fazendo aqui é batendo um papo sobre um projetaço, um programa espetacular da universidade que é a UNAP, Universidade Aberta da Pessoa Idosa.

Na sua opinião, qual a importância da divulgação científica para a ciência e para a sociedade?

Hélio, a divulgação científica é fundamental porque aproxima o conhecimento da vida real das pessoas. As universidades produzem muita coisa importante. Verdade. E pesquisa, projetos, novas tecnologias. Mas se isso não for divulgado e acessado para...

Pela população, do que adianta? Verdade. Divulgar o NAP. Exatamente. Por exemplo, o trabalho lindo que vocês fazem. E, além disso, a gente tem visto muita gente acessando informações falsas. Desinformação. Desinformação. Fake news. Exatamente. E penso eu...

Você tocou num ponto importante, desinformação, fake news. Penso eu que aliado à dificuldade com o universo digital é um problema que deve afetar muito as pessoas idosas. Exatamente, isso a gente discute muito.

dentro dos nossos cursos, módulos. No da inclusão digital, por exemplo, um dos temas é como não cair em golpes, que é uma população muito mais vulnerável. Contando um pouquinho da minha vida particular, esse final de semana, por exemplo, eu estava ensinando a minha avó sobre a inteligência artificial. Certo.

Eu criei várias situações de imagens e mostrei para ela e falei, isso é verdade ou é mentira? Para ela entender que nem tudo que ela vê nas redes sociais é verdade. Porque ela estava acreditando, ela estava vendo umas flores em forma de macaco, de gato. E ela estava, olha isso que incrível. Eu falei, mas você sabe que isso é inteligência artificial.

E aí eu fui explicar para ela, porque é uma população muito mais vulnerável no sentido para cair em golpes e acreditar em desinformação. Então, eu acho que esse projeto de você falar sobre ciência, trazer o conhecimento que a universidade produz, ele é essencial, ele é muito importante.

Fundamental, né? E você, a gente agradece muito sua participação aqui no Ciência UFSS para divulgar esse projetaço que é a UNAP, Universidade Aberta da Pessoa Idosa da Universidade Federal do Espírito Santo, Monique Cordeiro, conosco aqui. Monique, um ouvinte nosso...

Idoso quer encontrar vocês, quer saber desse trabalho, quer conhecer mais, quer encontrar vocês, aonde que essa população idosa encontra a UNAP? Então, a gente está localizado aqui na Universidade Federal do Espírito Santo. Perfeito.

No CCJE, agora a universidade colocou umas plaquinhas que eu acho que está facilitando mais a gente se localizar. Campos de Goiabeiras, Vitória. Campos de Goiabeiras, Vitória, CCJE. E aí você chegando lá no CCJE, se você perguntar, como eu disse, infelizmente nossa sala é um pouco escondida, mas as pessoas que estão ali, os profissionais, sabem onde ficam localizados e podem orientar.

O atendimento ao público é de 1h às 5h da tarde, então vocês podem ir lá conhecer. Todos os dias, segunda a sexta. De segunda a sexta. E todo semestre a gente abre atividades, a gente divulga nas nossas redes sociais, mas também, se você tem WhatsApp, a gente coloca você num grupo.

Do WhatsApp, que a gente coloca lá todas as novidades quando abre as atividades, o período de inscrição, tudo direitinho. Então, é só procurar a gente que a gente vai informar tudo certinho. Rede social, fala para nós. O NAPUFS. Arroba o NAPUFS. Arroba o NAPUFS. Vocês estão no Instagram? Estamos no Instagram, no Facebook e temos o WhatsApp também. Perfeito.

É só mandar uma mensagem ou ligar para o 999-07-0095. Vamos repetir? 999-07-0095.

Esse é o número do WhatsApp da Universidade Aberta da Pessoa Idosa, projetaço da Universidade Federal do Espírito Santo. Nesse número você encontra a turma no WhatsApp, além de estar também no Instagram e no Facebook.

Monique, a gente ficaria, como disse você, horas conversando aqui sobre esse trabalho lindo que vocês fazem na UNAP, Universidade Aberta da Pessoa Idosa da Universidade Federal do Espírito Santo. Monique Cordeiro, uma das coordenadoras. Mas nosso tempo está chegando ao fim. Eu quero deixar o microfone da Rádio UFIS FM, do Programa Ciência UFIS aberto para suas considerações finais. Convida os idosos para participarem da UNAP.

Ótimo, Hélio. Agradecer a oportunidade de falar desse programa. Eu acho importante a gente lembrar que envelhecer não é um problema, é uma conquista. O problema é envelhecer em um contexto de desigualdade, sem acesso a direitos e sem o suporte adequado.

Então, assim, o Brasil está envelhecendo rapidamente e exige de todos nós, governo, universidades e sociedade, um compromisso real com essa pauta. Não dá mais para tratar o envelhecimento como algo secundário. Monique, muito, muito obrigado pela sua participação aqui no programa Ciência UFIS. Eu que agradeço, Hélio. Até mais. Você está no programa Ciência UFIS.

Eu não vou deixar de dar minha opinião. Eu não vou permitir que outras pessoas decidam por mim. As eleições decidem o futuro do Brasil. E na real, eu faço questão de fazer parte disso. Então, é claro que eu vou votar. Por quê? Porque eu já posso votar. Simples assim. Eu voto porque eu posso. Eu voto porque eu quero. Eu voto porque eu me importo.

E você, vai ficar parado enquanto outras pessoas decidirem a sua vida? Se você também faz 16 anos antes das próximas eleições, tire seu título de eleitor na internet e bora votar. A justiça eleitoral também é digital. E aí, bora votar? Só bora. Bora. Esse país também é nosso. E a gente pode fazer. A gente vai fazer a diferença.

E o programa Ciência UFIS é um programa de divulgação científica das pesquisas, ações e projetos da UFIS que tem impacto direto na vida das pessoas. Nosso papel aqui é promover os canais de divulgação científica da nossa universidade. E um desses canais, um importante canal de divulgação científica da UFIS, é a revista Universidade, que produz importantes matérias sobre as principais pesquisas da UFIS. Você acessa a revista Universidade no endereço.

blog.ufs.br barra revista universidade blog.ufs.br barra revista universidade nessa página você vai encontrar matérias incríveis sobre saúde, meio ambiente, tecnologia, comportamento e tantas outras áreas do conhecimento humano

Muito simples, acessa lá blog.ufs.br barra revista universidade. Muito bacana, hein? Você está no programa Ciência UFs.

E as redes sociais da UFES estão no perfil arroba UFES Oficial. Isso aí, arroba UFES Oficial. Estamos no Instagram, Facebook, LinkedIn, X e também no YouTube. E no Instagram você vai encontrar a agenda da UFES, os destaques e tudo sobre o jeito UFES de ser. É um jeitinho só nosso.

Basta acessar o perfil arroba UFIS Oficial e seguir uma das melhores universidades federais do Brasil. Segue a gente no perfil arroba UFIS Oficial. Você está no programa Ciência UFIS. Cultura, jornalismo e música boa.

E nem só de ciência vive a humanidade, né? A cultura é outra fonte de conhecimento incrível para a gente crescer e compreender melhor o mundo que nos cerca, né? E a UFES tem um parque cultural incrível, com teatro, cinema, galeria de arte, observatório astronômico, planetário, museus e muito, muito, muito mais por aí vai.

Tudo isso está sob a responsabilidade da Secretaria de Cultura da UFIS. E é na página da Secretaria de Cultura da UFIS que você acessa a programação de todo esse parque cultural. Então acessa lá cultura.ufis.br. Muito simples, cultura.ufis.br.

E fique por dentro de toda a programação cultural da minha, da sua, da nossa Universidade Federal do Espírito Santo. cultura.ufs.br Você está no programa Ciência UFs. Informação, ciência e música em sintonia com você.

E as redes sociais da UFES estão divulgando material muito bacana para você conhecer melhor os cursos e os campi da nossa universidade. Basta acessar o perfil arroba UFES Oficial no Instagram, no Facebook, no LinkedIn ou também na plataforma X e seguir uma das melhores universidades federais do Brasil.

Segue a gente no perfil arroba UFIS Oficial. Estamos também no YouTube, não podia esquecer. YouTube, é só acessar o perfil arroba UFIS Oficial. A produção desse material sobre os cursos e os campos da UFIS é da TV UFIS. O resultado ficou muito legal. A TV UFIS você acessa no YouTube no endereço arroba televisão UFIS.

Se você ainda não está inscrito no canal da TV UFIS, vai lá, arroba televisão UFIS e se inscreve. Na TV UFIS você vai ter a agenda da UFIS, entrevistas, matérias sobre os cursos, tudo sobre a UFIS. E falando em conhecer mais sobre os cursos da UFIS, você confere agora uma reportagem feita pelo perfil arroba UFIS oficial no YouTube. Quem traz as informações é a jornalista Camila Fregona.

A UFES possui quatro campi universitários e na capital do Espírito Santo estão localizados os campi de Maruípe e Goiabeiras. No campus de Goiabeiras são ofertados 51 cursos gratuitos de graduação, com oportunidades em diversas áreas do saber.

tais como tecnologia, educação, artes, desportos, ciências humanas, naturais e exatas, ciências jurídicas e econômicas. Na POS, são mais de 30 mestrados e 25 doutorados. Além dos inúmeros espaços de ensino, pesquisa e extensão,

O campus de Goiabeiras conta com diversos espaços de convivência, cultura e lazer, como o teatro universitário e o cine metrópolis, galerias de arte, museus, planetário, núcleo de línguas e a Biblioteca Central, a maior biblioteca pública do estado. O campus de Goiabeiras também conta com um restaurante universitário, além de concentrar os setores administrativos da universidade. Saiba mais no site ufis.br.

Você está no programa Ciência UFIS. Cultura, jornalismo e música boa.

Já está no ar o canal oficial do Tribunal Superior Eleitoral no WhatsApp. Agora ficou mais fácil conhecer os serviços eleitorais, as campanhas e as ações da Justiça Eleitoral, tudo na palma da mão. E para seguir é muito simples. Basta abrir o seu WhatsApp, clicar na aba Atualizações e pesquisar por Tribunal Superior Eleitoral. A nova ferramenta foi criada para ser mais uma forte aliada no combate à desinformação.

Com esse, já são 10 perfis do TSE em diversas redes sociais. A presença do Tribunal nas mais diversas plataformas tem o objetivo de compartilhar informação correta e de qualidade para ajudar no combate à desinformação na internet. Você está no programa Ciência UFIS. Cultura, jornalismo e música boa.

Estamos chegando ao final de mais um programa Ciência UFIS. Esse foi o programa 233 Ano 8. Programa Ciência UFIS, 233 Ano 8.

Ciência UFIS, um programa de divulgação científica das pesquisas, ações e projetos da UFIS que tem um impacto direto na sua vida, um impacto direto na vida das pessoas. Toda sexta-feira, aqui na Rádio UFIS FM 87.1.

E você sintoniza a nossa rádio, Rádio UFIS FM 87.1, lá no seu rádio, na frequência 87.1. Ou também pela internet, no endereço rádio.ufis.br. Está com dificuldade de acessar 87.1 no seu rádio? Vai para a internet.

CIENCIA UFES 233(10) - 08.05.26 - MONIQUE CORDEIRO - UNIVERSIDADE ABERTA DA PESSOA IDOSA DA UFES - UNAPI - GOIABEIRAS | Castnews Index — Castnews Index