Episódios de Igreja Oceânica

O DEUS QUE VÊ, OUVE E INTERVÉM - Gn 16.1-13 e 21.14-20 | Marcão

10 de maio de 202648min
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Mensagem do dia 10/05/2026 na Igreja Oceânica, Niterói-RJ;
“O Deus que encontrou Agar e Ismael no deserto é o mesmo que, em Cristo, veio ao nosso encontro não apenas para nos ver e ouvir, mas para nos salvar definitivamente de toda injustiça.”
Participantes neste episódio1
M

Marcão

HostPastor
Assuntos4
  • História de GideãoA promessa de Deus a Abrão e Sarai · A iniciativa de Sarai e a prática cultural · A falha de Abrão e Sarai · O encontro de Agar com o Anjo do Senhor · A teofania de Jesus antes da encarnação · O nome Ismael e a promessa divina · A segunda aflição de Agar e Ismael · O socorro de Deus no deserto · A cegueira espiritual e a ação de Deus
  • Propósito e Chamado DivinoDeus que vê, ouve e intervém · Deus que se importa com os rejeitados · Deus que encontra os perdidos · A graça de Deus maior que a confusão humana · Deus presente e fiel · Jesus como o Deus que dá vista aos cegos
  • Declarações de féApresentar a dor a Deus intencionalmente · Não tomar decisões impulsivas na aflição · Treinar os olhos para perceber o cuidado de Jesus · Criar um memorial de orações e salmos
  • Feminismo e identidade bíblicaAgar como mãe imperfeita · Sarai como mãe ansiosa e sem fé · A importância do dia das mães
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Queridos, se tratando dessa data do dia das mães e anos anteriores, tive a oportunidade de examinar passagens bíblicas retratando a história de mães bem conhecidas nas Escrituras. Já preguei sobre Ana, mãe do profeta Samuel, já preguei sobre Maria, mãe de Jesus, já preguei sobre a mãe Ciro Fenícia.

que o pastor Jônatas mencionou em sua pregação há 15 dias, mas hoje quero meditar com vocês sobre a história de uma mãe pouco lembrada em nossas pregações. Uma mãe imperfeita, pecadora, confusa, difícil, como todas as outras mães descendentes da mãe Eva.

Quero meditar com vocês sobre a história de Agar, mãe de Ismael. Por favor, abra ou ligue a sua Bíblia em Gênesis 16 e Gênesis 21. Vou aproveitar que hoje é culto único e vou pregar uma hora. Amém, isso! Amém! Examinaremos trechos desses dois capítulos, Gênesis 16 e Gênesis 21.

H. foi uma mãe que passou por situações terríveis que nenhuma mãe nesse planeta deveria passar. Mas ao mesmo tempo H. foi uma mãe que viveu uma experiência com Deus que nenhum pecador nesse planeta imaginaria viver.

Hoje eu espero que através da exposição da palavra de Deus, saiamos daqui nessa noite não só sensibilizados com o sofrimento que é a queda, que o nosso pecado impõe sobre a humanidade, desde Gênesis 3.

mas principalmente que saímos daqui ainda mais encantados e apaixonados com o Senhor Jesus, esse que foi alvo dos nossos louvores e da nossa adoração nesse exato momento, o Deus que vê, o Deus que ouve, o Deus que intervém. O drama dessa mãe chamada H começa a se desenrolar no capítulo 16 de Gênesis, mas o contexto que faz o seu nome entrar nas escrituras sagradas começa em Gênesis 13, I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I

com a promessa de Deus, que Deus faz a Abrão, que na época ainda não se chamava Abraão, então era Abrão, que Deus faz uma promessa a ele, que Abrão seria pai de uma grande descendência, mesmo ainda sem ter nenhum filho, Deus faz essa promessa a ele e a Sarai, que na época também não se chamava Sara, se chamava Sarai, Deus faz uma promessa a eles, que Abraão seria pai de uma grande descendência, mas ele ainda não tinha filho nenhum,

A promessa foi feita no capítulo 13, o tempo passou, nenhuma gravidez surgiu no ventre de Sara. O tempo passou, nada aconteceu, tudo permanecia só no campo da promessa e aí nós chegamos no capítulo 16 de Gênesis, versículo 1, acompanha a leitura comigo.

Versículo 1 diz assim, ora, Sarai, mulher de Abrão, não lhe dava filhos, mas tinha uma serva egípcia chamada Agar. Então Sarai disse a Abrão, eis que o Senhor me impediu de dar luz, filhos, tome pois a minha serva, talvez assim eu possa ter filhos por meio dela, e Abrão concordou com o plano de Sarai.

Eu vou explicando o texto à medida que formos lendo. Que iniciativa lamentável de um casal que havia acabado de receber uma promessa de Deus.

Entretanto, é importante explicar que essa atitude de Sarai não era algo incomum no contexto do Antigo Oriente. Ou seja, essa prática era algo aceitável naquela época entre os povos que não conheciam o Deus de Abrão. Na cultura do Antigo Oriente era aceitável que a esposa estéreo entregasse, na verdade usasse a sua serva.

entregasse ao seu marido para que a serva gerasse filhos, e a lógica cultural era o seguinte, a serva gera o filho,

mas esse filho vai ser tratado, vai ser considerado como um filho legítimo daquele marido, daquele patriarca, daquele homem, chefe daquela família. Portanto, quando Sarai tomou essa decisão, repito, lamentável, ela não estava inventando algo novo, ela estava recorrendo a uma solução culturalmente disponível, mas isso não torna a atitude dela correta diante de Deus.

Aqui está um ponto importantíssimo da gente abordar. O fato de uma prática ser culturalmente normal, ser culturalmente aceita na sua época, não significa que essa prática está necessariamente alinhada à vontade de Deus para a vida da gente. Atualmente, nossa cultura admite uma série de situações que Deus não admite.

Só lembrando de um exemplo simples, dentro desse ambiente aqui, dessa questão conjugal, nossa sociedade admite e considera normal a união estável.

como um tipo de união semelhante ou próxima ao casamento, mas irmãos, desde o princípio, em Gênesis 2, versículo 24, Deus estabeleceu o padrão do que deve ser casamento, foi Deus que inventou o casamento, não foram as sociedades humanas, não foi a antropologia que inventou o casamento, não foi a sociologia que inventou o casamento.

O inventor do casamento definiu que casamento é a união monogâmica de um homem com uma mulher em uma aliança exclusiva. É um pacto, é uma aliança. Não é morar junto. A união estável dos nossos dias é uma parada que nem altera o estado civil das pessoas envolvidas na tal união estável.

Ou seja, essa atitude culturalmente aceita aqui no Brasil, para cristãos brasileiros, deveria ser considerada uma distorção do padrão estabelecido por Deus para o que seja de fato uma aliança matrimonial. Aqui no texto que lemos, o que Sarai propõe ao seu marido Abrão, também é uma distorção do que Deus havia prometido a eles.

Sarai se apropria da prática de uma cultura sem Deus para tentar acelerar o cumprimento da promessa divina. Ela peca gravemente por ignorar o tempo e o modo do Senhor agir.

Abrão também falha gravemente, ele falha como homem, ele falha como marido e ele falha como pastor da sua casa, Abrão ele nem ora, ele nem pergunta assim, calma aí Sarai, vamos orar, vamos falar com Deus, eu sei que está demorando, ele fez uma promessa, ainda não aconteceu, você ainda não engravidou, mas foi o Senhor quem falou com gente, vamos orar, vamos falar com ele novamente.

Pecado de omissão de Abrão o torna cúmplice desse plano carnal de tentar acelerar o cumprimento de uma promessa divina. Ou seja, não foi apenas um erro de Saraif, foi uma falha espiritual grave daquele casal.

Versículo 3, a tragédia. Versículo 3 diz assim, Então Sarai, mulher de Abrão, tomou Agar, sua serva egípcia, e a deu por mulher a Abrão, seu marido, depois que ele já estava morando durante dez anos na terra de Canaã. Versículo 4, ele teve relações com Agar,

e ela ficou grávida, ou seja, Abraão, marido de Sarai, copulou várias vezes com Agar, até ela engravidar, versículo 4, ao saber que estava grávida, Agar começou a olhar com desprezo para sua senhora, observe que Agar também era pecadora e confusa, exatamente como Sarai, exatamente como eu e você somos,

infelizmente, Agar pagou confusão com confusão, pagou mal com mal, quem aqui nunca pagou mal com mal, que atire a primeira pedra em Agar, irmãos, responder ao pecado que você sofreu de alguém, promovendo outro pecado, isso é caminho de morte, é semear confusão,

Não existe autorização da parte de Deus para a vida da gente para cometermos o que eu chamo de pecado de compensação. A pessoa fez algo que me magoou, que me entristeceu, me ofendeu, me usou nesse caso aqui específico, me explorou, vou devolver esse pecado com outro pecado. Não existe isso no reino, autorização para nós cometermos pecado de compensação, pagar mal com mal. Nunca o resultado será algo bom, meus irmãos.

Versículo 5, então Sarai disse a Abrão, seja sobre você a afronta que é feita a mim, eu mesma pus a minha serva em seus braços, ela porém vendo que engravidou me olha com desprezo, que o Senhor julgue entre mim e você.

Irmãos, Sarai peca contra Deus por causa da sua ansiedade e falta de fé, ela e seu marido pecam contra Agar, e de uma forma ainda mais pecaminosa, Sarai fica com raiva do seu marido, e ainda cita o nome de Deus em vão, porque o plano que ela imaginou para acelerar a promessa de Deus sobre a vida deles, não estava dando certo para ela.

Daí o marido que continuava agindo como um covarde e frouxo, coloca mais lenha na fogueira das tragédias. Versículo 6. Abrão respondeu a Sarai, você continua a ter controle sobre a sua serva, faça com ela o que melhor lhe parecer. Abrão foi o primeiro Pilatos da história. Abrão lava as mãos. Sarai, faça com um agarro o que você quiser, olha a tua serva, dá até um jeito.

Então Sarai a humilhou e Agar fugiu da presença dela. Abrão, que muitos anos depois, e depois de muita ação do Espírito Santo, se tornaria o pai da nossa fé, aqui no capítulo 16, até esse momento, Abrão era só o pai dos homens covardes.

dos frouxos, até aqui nesse momento, Abraão era o ante-exemplo, do que deve ser o marido, biblicamente orientado, é óbvio, a gente vai vendo ao longo da história, a forma como Deus vai agindo na vida dele, igual a gente, na forma como Deus vai agindo na nossa vida, Deus transformou, mudou radicalmente a vida de Abraão e de Sarai, mas até aqui nesse momento, ele era tudo que nós homens não devemos ter, I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I

Covarde, frouxo e distante da vontade de Deus para a vida deles. Os resultados das atitudes carnais desse triângulo nada amoroso não poderiam ser diferentes de dor e confusão.

O pecado de Sarai gerou um conflito dela com seu marido. O pecado de Sarai e Abraão respingou na vida de Agar. Teve consequências na vida de uma terceira pessoa, que lamentavelmente também pecou, tentando pagar o mal com o mal. Os pecados se multiplicaram na vida de todos ali.

Daí Sarai humilhou tanto a sua serva que ela agora grávida decide fugir sem rumo. Eu vou para o deserto, é melhor eu ir para o deserto morrer do que continuar vivendo nesse inferno. Irmãos, que lição o texto sagrado nos ensina até aqui? Atalhos humanos para se apropriar de promessas divinas só geram dor. Essa é a nossa primeira lição.

Atalhos humanos para alcançar promessas divinas só gera dor, frustração, confusão e tragédia. Irmãos, vamos aprender com o erro da nossa irmã Sarai aqui, que Deus não precisa da nossa ajuda para nada. Fala isso para a sua alma, bem baixinho no ouvido da sua alma. Deus não precisa da nossa ajuda para nada.

Não entre numa de querer ajudar Deus a cumprir alguma promessa dele para a sua vida. É ele quem é o Deus soberano. O Todo-Poderoso. E não você. Eu e você somos apenas o quê? Barro. Eu ainda sou barro que veio do Alcântara. Barro que deveria se submeter intencionalmente à vontade do oleiro. E não ficar por aí fazendo coisas que Deus não mandou fazer.

Irmãos, a raiz desse caos que aconteceu aqui em Gênesis 16 foi a falta de fé de Sarai, sua impaciência. Muitos anos depois...

Graças à ação do Espírito Santo, Sarai também, depois se chama, Deus muda o nome dela para Sara, e ela também entra no hall de heróis da fé, lá de Hebreus 11, porque Deus é misericordioso, fiel e agiu na vida dela, mas aqui em Gênesis 16, ela ainda era uma pessoa impaciente e sem fé.

Deus já havia prometido um filho ao marido dela, mas na cabeça da ansiosa que o tempo estava passando, a esterilidade permanecia, por isso ela decidiu agir por conta própria. Isso revela algo muito humano.

revela algo que eu e você somos tentados a fazer o tempo todo, quando, segundo o nosso equivocado entendimento do tempo, segundo a nossa avaliação, quando a gente avalia que a bênção está demorando muito, que a promessa está demorando muito, todos nós somos tentados a substituir a fé, a confiança, o descansar no Senhor, pelo falso controle da situação.

Deus está demorando, segundo a minha avaliação deve estar ocupado com os irmãos lá no Japão eu vou dar meu jeito aqui, afinal eu sou brasileiro brasileiro dá jeitinho em tudo somos sempre tentados a substituir a espera e a confiança em Deus pelo pecado do sabor controle o resultado não pode ser outro atalhos humanos para cumprir promessas divinas só geram dor I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I

Entenda, nossa ansiedade só consegue multiplicar a dor. Essa ansiedade aqui de Sarai, era a desconfiança do caráter de Deus. Deus não vai dar conta. Já passou um tempão. Olha aqui para o texto. Agora, Agar e seu filho ainda no ventre, estavam sofrendo as consequências do pecado, da ansiedade e da falta de fé, de Sarai, de uma outra pessoa.

Agora um bebê crescia no ventre de uma pessoa rejeitada, como se H fosse uma coisa que pudesse ser descartável e sem valor. Versículo 7.

Acompanhe comigo. Quando o anjo do Senhor encontrou Agar junto a uma fonte de água no deserto, junto a fonte no caminho de sur, perguntou-lhe, Agar, serva de Sarai, de onde você vem e para onde você vai?

Ela respondeu, fujo da presença de Sarai, minha senhora. Então o anjo do Senhor lhe disse, volte para sua senhora e sujeite-se a ela. E o anjo do Senhor disse também, aumentarei em muito a sua descendência, de maneira que de tão numerosa não poderá ser contada. Para tudo aqui, quem é esse personagem que apareceu aqui no versículo 7?

Quem é esse anjo do Senhor que encontrou o H no deserto? A primeira vista pode parecer apenas um anjo, um mensageiro espiritual da parte de Deus. Mas quando a história continua, percebemos que há algo muito mais profundo acontecendo aqui. Esse anjo não fala como um simples mensageiro. Esse anjo não fala como o arcanjo Gabriel falou com Maria.

Ele fala como sendo o próprio Deus. Ele faz promessas que só Deus poderia fazer e cumprir.

no final do encontro, Agar o adora como se fosse o próprio Deus, ela entende que não teve um encontro com uma divindade qualquer, mas que foi sim o próprio Deus quem a encontrou naquele lugar de dor, de rejeição, de solidão, ao longo do antigo testamento, existem outros momentos assim, que o texto sagrado menciona a aparição do anjo do Senhor, muitos teólogos entendem,

que toda a aparição desse anjo do Senhor é, na verdade, uma aparição física do Senhor Jesus antes de sua encarnação como Messias. Uma aparição totalmente diferente de uma visão ou de um sonho. Não é algo totalmente, meramente espiritual. Não é algo no plano físico.

A teologia chama isso de teofania, ou seja, H. foi a primeira testemunha de uma teofania. H. percebeu a presença de Jesus pelos sentidos do mundo físico. Uma manifestação tangível do nosso Senhor, muitos séculos antes da sua encarnação como Messias. Repito, não foi uma visão, não foi um sonho, não foi uma experiência só espiritual.

Deus não falou com ela numa oração, o que a Bíblia revela aqui é que, muito tempo antes da manjedoura, muito tempo antes da cruz, Cristo já se revelava, já se aproximava, já mediava o nosso encontro com a sua graça, aleluia, aleluia, e veja a beleza desse momento irmãos,

A serva de Sarai, Agar, a egípcia, foi a primeira pessoa na Bíblia, do ponto de vista narrativo e técnico, a testemunhar, a experimentar, a ser visitada de forma tangível por Jesus. Jesus apareceu para uma mulher grávida, ferida, explorada, rejeitada e em fuga. Isso nos ensina algo sobre o caráter maravilhoso do nosso Deus.

Jesus é o Deus que se importa com os rejeitados, aleluia. Jesus é o Deus que encontra quem está perdido. Jesus é o único Deus que se aproxima da gente justamente nos momentos em que nós nos sentimos sozinhos. Irmãos, não existe nenhuma outra expressão de fé no universo que nos apresente um Deus tão amoroso, tão pessoal, tão humano, tão gracioso como Jesus Cristo.

Talvez a Agá tenha saído do acampamento de Abrão certa que ninguém nesse mundo caído se importava com ela. Mas no meio do caminho, no meio do que ela imaginaria ser a estrada da solidão, ela descobre uma verdade transformadora. Ela não estava invisível aos olhos de Deus. Aleluia! Essa é a nossa segunda lição, irmãos.

Jesus é o Deus que vê os invisíveis, Jesus é o Deus que vê aqueles que ninguém mais quer ver. Meu irmão, minha irmã, eu e você não estamos invisíveis aos olhos de Jesus. Séculos passariam e o anjo do Senhor, o amado dos céus, o Emmanuel, viria encontrar e socorrer, não só uma pessoa, mas toda a humanidade perdida em seus próprios pecados e delitos.

O Jesus gracioso que viu e foi até o encontro de Agar continua vendo e indo ao encontro das pessoas que estão perdidas em seus desertos emocionais, espirituais e existenciais. Você não é e não está invisível aos olhos de Jesus. Aleluia! Louva ao Senhor por isso, meu irmão. Jesus é o Deus que vê aqueles que ninguém quer ver.

O texto continua, versículo 11. E o anjo do Senhor continuou. Você está grávida e dará à luz um filho a quem chamará Ismael, porque o Senhor ouviu o seu grito de aflição. Irmãos, Ismael significa Deus ouve.

Igreja querida, aquele bebê não foi esquecido por Deus. Mesmo sendo fruto de uma decisão precipitada, Deus, em sua graça, já amava e cuidava daquele bebê. O nosso Deus é o Deus da vida. H só engravidou porque Deus decidiu amar Ismael. Bebê que muita gente, nos dias de hoje, afirma que não é um ser humano vivo enquanto estiver dentro da barriga da mãe.

Mas a Escritura Sagrada nos revela aqui que o nosso Deus e o seu infinito amor amou aquela vida que estava sendo gerada no ventre de H. E mais, ele definiu a identidade, definiu o nome. E o Senhor fez uma promessa de cuidado permanente com Ismael e sua descendência. Irmãos, a graça de Deus é maior que as confusões que nós, que os seres humanos causam. Aleluia! Aleluia!

Que lição maravilhosa, meus irmãos. Essa é a nossa terceira lição. A graça de Deus é muito maior que a confusão criada pelo ser humano. Aleluia. Era para a gente estar glorificando de pé. Rodando aqui, igual os irmãos do Reteter. A graça de Deus é muito maior que a confusão criada por nós no nosso dia a dia.

Texto continua no versículo 12, Deus continua falando sobre o menino. Versículo 12, ele será entre os homens como um jumento selvagem. Vou explicar rapidinho, não fique ansioso. E sua mão será contra todos, e a mão de todos será contra ele, e habitará diante de todos os seus irmãos. Irmãos, a expressão jumento selvagem não era um insulto, Deus está abençoando o menino, não era um insulto, ou uma maldição contra aquela criança, de forma alguma.

No contexto do Antigo Testamento, do Antigo Oriente, jumento selvagem simbolizava independência, vida indomável, liberdade no deserto. A ideia aqui é de alguém vivendo fora das estruturas comuns das nações da época.

Calvino vai comentar sobre essa promessa feita a Ismael, que ele teria sim uma vida inquieta, mas intensamente marcada pelo cuidado, pela providência divina sobre a vida dele. Mas um ponto importante que deve ser mencionado aqui, que a aliança da promessa redentiva não passa por Ismael, e sim por Isaac.

Filho da promessa que Deus faz a Abraão é Isaac. Mas isso jamais limitou o amor e a graça de Deus sobre a vida de Ismael. Versículo 13. Então Agar deu ao Senhor que havia falado com ela o nome de Tu és o Deus que vê. Porque ela dizia, neste lugar eu olhei para aquele que me vê. Aleluia. Você pode louvar o Senhor?

A explorada, a rejeitada, aquela que ninguém queria ver, glorificou a Deus afirmando, Tu és o Deus que vê, nesse lugar eu olhei para aquele que me vê. Aleluia. Irmãos queridos, Jesus é assim, Ele é o Deus que vê os rejeitados, os desprezados, os invisíveis, aqueles que não têm valor para o mundo. E mais, é Ele quem toma sempre a iniciativa de nos encontrar.

A graça é sempre iniciativa de Deus, nunca do homem. Notem bem, a Gar não estava buscando Deus. Ela estava cercada por um contexto de tanta desgraça que nem conseguiu lembrar de Deus. Por isso, guarde essa verdade. A graça é sempre iniciativa de Deus, nunca da gente, nunca do homem. Eu e você não temos mérito algum.

O Evangelho afirma que foi Jesus quem veio buscar e salvar o que havia se perdido. Você não encontra Deus primeiro, é Ele que encontra você. Nós só o amamos porque Ele nos amou primeiro. Aleluia! Aleluia! Quando olhamos para Gênesis 16 e vemos Jesus encontrando o Agar no deserto, isso não é um episódio isolado.

Isso é o padrão do caráter de Jesus. E esse padrão se revela de uma forma ainda mais clara, mais intensa no Novo Testamento, no Evangelho de Jesus. Aquilo que aconteceu com a Garra, no texto que nós acabamos de ler, Jesus faz repetidas vezes nos Evangelhos. Veja alguns exemplos, em João 4, Jesus encontra a mulher samaritana o quê? Sozinha, sozinha. Uma mulher marcada por um passado complicado, assim como a Garra estava isolada,

E Jesus vai até ela. Em Lucas 19, Jesus vai até Zaqueu, um homem na sua época extremamente rejeitado pela sua sociedade. E aí no meio da multidão, Jesus vê Zaqueu justamente aquele que todos desprezavam.

Em Marcos 5, Jesus para tudo por causa de uma mulher que sofria de um fluxo hemorrágico e que ninguém mais a valorizava. Na lei mosaica, ninguém podia tocar nela, ela não tinha mais vida social, não tinha mais contato físico com nenhum ser humano. Mas mesmo assim, no meio da multidão, Jesus para tudo e percebe e quer ver aquela que ninguém queria ver.

Observaram a conexão? É o mesmo Jesus. O mesmo Jesus do Antigo Testamento é o mesmo Jesus do Novo Testamento. O Deus que encontrou H no deserto é o mesmo Cristo que ainda hoje encontra por aí aqueles que ninguém quer saber, que ninguém quer ver. Jesus é, por assim dizer, o Deus que continua encontrando os rejeitados.

Amém, aleluia. Talvez alguém esteja aqui nesse auditório hoje se sentindo como um agar. Injustiçado, esquecido, explorado, emocionalmente ferido ou fugindo de alguma situação difícil. Mas hoje Jesus veio ao seu encontro. Aleluia, você não entrou por causa do acaso aqui nesse lugar. Ele viu e ouviu a sua aflição.

Hoje Jesus está aqui, Ele veio ao nosso encontro, Ele está entre nós. E mais, Jesus não apenas encontra pessoas feridas, Ele entra no lugar da nossa dor. Aleluia, na cruz, Jesus não viu apenas o sofrimento humano, Ele assumiu esse sofrimento sobre si. H experimentou rejeição e abandono no deserto, na cruz, Jesus experimentou um abandono em seu nível mais extremo.

Em Gênesis 16, Jesus vê a dor de uma pessoa. Na cruz, Jesus resolve de forma radical e definitiva o problema da dor e do pecado de todos nós. Aleluia! Em Agar, Jesus intervém para resolver uma situação bem específica. Na cruz, Jesus abre um caminho para restaurar completamente o nosso relacionamento com Ele.

Irmãos, em Gênesis 16, H. chamou aquele lugar de o Deus que vê. Mas na cruz, somos nós quem vemos o Deus. Somos nós quem vemos Jesus, um Deus que se importa, um Deus que se entrega, um Deus que intervém.

Aleluia, aleluia, eu poderia terminar a pregação aqui, mas como é dia das mães, é um dia especial, o pregador está empolgado, temos mais meia hora de pregação aqui, agora nós vamos lá para Gênesis 21, irmãos o capítulo 16 revela apenas o início do drama dessa mãe chamada Agar.

As emoções que a cercavam nesse mundo aumentariam tremendamente após o nascimento de Ismael e se multiplicariam assustadoramente depois do nascimento de Isaac. Por favor, abra agora a sua Bíblia lá em Gênesis 21.

Lembrando para os papais e mamães que estão com os bebês aí emocionados, que nós temos aqui pertinho, aqui do lado da tenda, uma salinha para você dar um help, dar um suporte para o seu filhinho, tá bom?

Abraão agora se chama Abraão, Sarai agora se chama Sara, finalmente ficou grávida, por quê? Porque Deus é fiel, aleluia. Qual a sequência dos acontecimentos aqui? Isaac, o filho da promessa, o filho da promessa que Deus fez a Abraão, nasceu.

Em seguida, Ismael passa a ser rejeitado. E Sara decide fazer outra maldade terrível contra Agar e Ismael. Sara decide expulsar os dois do meio deles. Essa atitude, naquela época, naquele contexto, significava mandar a pessoa embora para morrer no deserto. Você sair de um arraial, de um meio de um acampamento, sem a proteção bélica, armada de homens, e ir para morrer no deserto.

Você ser mandado para dentro do deserto, uma criança, sozinha, sem nenhuma proteção, era sentença de morte. E Sara faz isso com H. Acompanhe a leitura comigo. Gênesis 21, a partir do versículo 14.

Na manhã seguinte, ou seja, depois da ordem de Sara de expulsar Agar e o menino, Abraão levantou-se de madrugada, pegou o pão e um odre de água, pôs tudo sobre as costas de Agar, ou seja, não eram muitos mantimentos não, era uma mochila nas costas de uma mãe, de uma mulher com um menino.

deu-lhe o menino e a despediu, ela saiu andando sem rumo pelo deserto de Berceba, irmãos, coloquem-se no lugar dessa mãe, ela recebe de madrugada um punhado de pão, um pouco de água, um odre de água, era um cantil,

O texto continua, quando acabou a água que havia no odre, Agar colocou o menino debaixo de um dos arbustos, e afastando-se foi sentar-se em frente à distância de um tiro de arco, porque dizia, assim não verei o menino morrer. E sentando-se em frente dele, levantou a voz e chorou.

Essa distância de um tiro de arco, os estudiosos acreditam que era algo em torno de 100 metros. Uma distância relativamente curta, mas o suficiente para aquela mãe não ver o filho definhando e morrendo na frente dela. Vejam o drama dessa mãe. Hagar, mais uma vez, se encontra sozinha no deserto, sem direção, sem provisão, sem esperança. Expulsa e rejeitada, mais uma vez.

Isso mostra para a gente, irmãos queridos, que nesse mundo caído, eu e você, não estamos imunes à reincidência do caos. Você pode ser atingido pelo raio duas vezes, três vezes. Num mundo caído, a tragédia, a tempestade, a desgraça, a injustiça, pode invadir a nossa existência mais de uma vez. Humanamente falando, nesse momento aqui, a história de Hagai e de Ismael parecia ter chegado ao fim.

Mas Deus é fiel e mais uma vez o Deus que intervém age com graça e misericórdia. Aleluia, aleluia. Versículo 17. Deus, porém, ouviu a voz do menino e do céu. O anjo de Deus chamou H e lhe disse, o que é que você tem, H? Antes mesmo dela responder, Deus fala, não tenha medo. O que aquela mãe tinha naquele momento? Só tinha medo e desespero.

Deus pergunta para ela, o que você tem, H? E rapidinho ele responde, não tenha medo, não tenha medo. Porque Deus ouviu a voz do menino aí onde ele está. Põe-se em pé, levante o menino, segure-o pela mão, porque eu farei dele um grande povo. Então Deus lhe abriu os olhos e ela viu um poço de água. E indo até o poço, encheu o odre de água e deu de beber ao menino.

Deus estava com o menino, que cresceu, morou no deserto e se tornou o flecheiro. Até aqui, essa é a nossa quarta lição, irmãos. O nosso Deus é aquele que vê, ouve e socorre os aflitos. Aleluia! O nosso Deus é aquele que vê, ouve e socorre os aflitos. A garra não tinha mais forças, não tinha mais esperança, ela só tinha medo e desespero.

mas o socorro do céu já estava lá, o poço da água da vida já estava lá, o problema não era a ausência de provisão, era a incapacidade dela enxergar o cuidado divino, mais uma vez no auge da dor e do medo, a H não lembra de Deus, ela não lembrou do anjo do Senhor, muitas vezes nós no nosso momento de medo e desespero, não nos lembramos de Deus,

ela não lembrou nem das promessas que Deus havia feito a Ismael, a Gá é humana, era normal, igual a gente, alguém aqui é normal? Mas Deus é fiel, e diz para aquela mãe aflita, não tenha medo, eu ouvi o menino, eu fiz uma promessa a ele, eu farei dele uma grande nação.

Irmãos, logo no primeiro livro da Bíblia, fica claro que Deus nunca está ausente, nunca está distante dos seus. Aleluia, Ele é um Deus presente, atento, perto e fiel. Jesus é a prova viva dessa verdade. Percebam, mais uma vez, eu faço questão de lembrar, Ismael não é o filho da promessa redentora feita a Abraão. Mas mesmo assim a Bíblia afirma, Deus estava com Ismael.

Isso revela algo maravilhoso, a bondade de Deus é muito maior do que a nossa teologia consegue compreender. H, a mãe desesperada, incapaz de socorrer e salvar o seu próprio filho, achava que estava sozinha. Mas nunca esteve, porque o Deus que vê os invisíveis, os abandonados, os rejeitados, já estava lá, já tinha um plano, já tinha uma provisão.

E séculos depois, esse mesmo Deus que socorreu e salvou aquela mãe e o seu filhinho, pisaria na terra, agora sim, como um bebê. Na cruz do Calvário, ele nos concederia não apenas um cuidado temporal, mas uma salvação eterna de todas as nossas confusões, de todas as nossas iras.

o texto sagrado é tão rico que nos abençoa com mais uma lição aqui no versículo 19, de Gênesis 21 está escrito, então Deus lhe abriu os olhos de Agar e ela viu um poço de água, e indo até o poço encheu o odre de água e deu de beber ao menino, fica claro desde o início da Bíblia que até para perceber a graça de Deus, nós dependemos da ação dele sobre nossas vidas,

até para a gente perceber o cuidado divino no nosso dia a dia, a gente precisa da ação de Deus intervindo na gente, para a gente conseguir glorificar a Deus e entender que isso que está acontecendo, esse livramento, essa provisão, essa bênção, é Deus, é Deus cuidando da gente, essa é a nossa quinta lição irmãos, dependemos sempre da ação de Deus, para percebermos sua graça,

para recebemos o seu amor, o seu cuidado infinito, dependemos sempre da ação de Deus, para percebermos sua graça, entenda, sem Jesus, todo ser humano, é espiritualmente cego, incapaz de enxergar a bondade, ou agir de Deus, sem Jesus, o ser humano, é cego, todo filho de Adão, nasce espiritualmente cego, I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I

Por isso guarde essa verdade, só Jesus dá vista aos cegos. Essa era uma promessa da antiga aliança, os profetas falavam isso, o Messias vai dar vista aos cegos, só o Messias vai dar vista aos cegos. Por isso, lembra daquela pregação, daquela passagem do cego Bartimeu, filho de Davi, tem misericórdia de mim, Bartimeu sabia que só o Messias daria visão aos cegos.

Sempre dependemos da ação de Deus para percebermos a sua graça, irmãos, o seu cuidado, a sua redenção. A sua salvação não é uma descoberta humana, mas uma revelação graciosa de Jesus para a sua vida. Você nunca aceitou Jesus, foi Jesus que te encontrou no deserto, no seu desespero existencial e mudou a sua história, mudou a minha história. Agora vamos para as aplicações.

Vamos transformar isso em vida prática, assim que sairmos daqui desse auditório. Primeira aplicação, apresente sua dor a Deus de forma intencional. Apresente a sua dor a Deus de forma intencional. Não silencie, não espere muito tempo. Começou a aflição, fale logo com Jesus.

Não temos como evitar o deserto, irmãos. Não temos como evitar os momentos de angústia. Mas você não precisa passar por isso em silêncio. Por isso, de forma prática, separe alguns minutos no seu dia, nessa semana, para orar de forma bem clara, de forma bem assertiva. Diga para Jesus exatamente pelo que você está passando. Diga para Jesus o que você está sentindo.

Fale para Jesus quais são os seus medos, as injustiças que você vem sofrendo. Se possível, escreva isso, escreva a sua oração, os seus pedidos, num caderninho ou no bloco de notas do seu celular. Transforme esses momentos com Jesus em um memorial. Davi fez isso e nos presenteou com o livro de salmos. Tenha você o seu livro de salmos. Construa.

um livro de orações e salmos, você mesmo com o Senhor Jesus, Jesus é o Deus que ouve e intervém, aleluia. 1 Pedro 5, versículo 7 diz assim, lancemos sobre Deus a nossa ansiedade, pois Ele tem cuidado de nós.

Mas lembre-se, irmãos, lançar sobre Jesus a nossa aflição, a nossa ansiedade, não é apenas falar e desabafar com Ele em oração, não. É confiar ativamente na sua soberania. E no tempo perfeito do nosso Deus. Não é o nosso tempo, é o tempo do Senhor, amém? As coisas são perfeitas, a vontade dEle é perfeita, agradável, é a vontade dEle.

Então, entregar tudo para o Senhor, entregar, lançar sobre Deus a nossa ansiedade, é confiar ativamente na soberania e no tempo perfeito do nosso Deus. Quem dera, Sarai ou Sara, tivesse vivido isso. Quanta dor Sara teria evitado se tivesse confiado e esperado de verdade no cuidado e no tempo do Senhor. Por isso, apresente sua dor a Deus de forma intencional.

Segunda aplicação, não tome decisões impulsivas no meio da aflição. Não tome decisões impulsivas no meio da aflição. Gênesis 16, a primeira reação de Hagar, assim que Sara começou a humilhá-la, foi fugir. Daí Deus vai ao seu encontro, o que Deus manda ela fazer? Volta lá para fora, você vai ficar com a Sara de novo.

Não porque a situação era perfeita, mas porque decisões tomadas na dor costumam piorar a nossa história. Decisões tomadas no olho do furacão no momento da confusão só vai piorar a nossa história.

Por isso, antes de qualquer decisão importante, seja no relacionamento, aqui no ministério, no serviço, na igreja, no trabalho, adote uma regra simples, não decida nada no auge da emoção.

Ore, aquiete seu coração, ore mais. Espere pelo menos 24 horas para você bater o martelo. E se possível, busque o conselho de alguém mais maduro na fé. Você não vai falar com aquele colega que se converteu ontem, não. Você vai falar com alguém mais maduro na fé. Não é na célula, é no ambiente do a sós com o amigo mais antigo na fé.

Espere pelo menos um tempo, aquiete seu coração. Não seja servo das suas emoções ou da sua própria justiça. Seja servo somente de Jesus e da vontade dele revelada nas Escrituras. Terceira aplicação.

Treine seus olhos para perceber o cuidado de Jesus no seu dia a dia. Amém? Treine os seus olhos para perceber o cuidado de Jesus no seu dia a dia. Eu tenho certeza que se você ama Jesus, Ele já abriu, já tirou as escamas dos seus olhos. Só que a gente precisa treinar os nossos olhos para perceber esse cuidado do Senhor. Agar achava, a língua portuguesa, deixa a gente com a fonética aqui emocionante também. Agar.

respira, achava que estava abandonada e que morreria sem provisão, mas Deus já estava vendo, ouvindo e provendo, Deus já tinha providenciado tudo, muitos dos nossos problemas são exatamente isso, a gente não consegue perceber o agir de Deus, a gente fica aflito, fica desesperado, porque não consegue ver, enxergar o mover e o agir de Deus ali na nossa frente.

nos falta a percepção do agir de Deus, então treine os seus olhos, clame ao Senhor, Jesus, deixe os meus olhos aguçados, para perceber o teu mover, o teu agir na minha vida, a gente olha tanto para a tempestade, que a gente acaba não enxergando o cuidado de Jesus, presente de perto, ali no nosso dia a dia, peça para Jesus abrir os seus olhos espirituais, você vai enxergar com clareza, a providência divina na tua vida, I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I I

E aí eu quero propor um exercício prático para você experimentar isso e compartilhar na sua célula essa semana. Ao final de cada dia, anote lá no seu bloco de notas, pelo menos três evidências do cuidado de Deus com você. Seja uma provisão, seja um livramento. Livramento é fácil. Se você mora aqui na região oceânica, trabalha no Rio, foi e voltou vivo, ó, livramento. Tô mais um dia vivo no Rio de Janeiro, Senhor, obrigado. É, livramento, meus irmãos.

É livramento. A gente está rindo, mas todas as estatísticas apontam para a nossa morte. O Rio de Janeiro aqui, o conflito bélico que existe nessa cidade, a gente corre mais risco do que se a gente estivesse em Gaza com os mísseis caindo lá na nossa cabeça. Então, se você amanhã estiver vivo, se morrer, você vai para a glória, eu vou no seu enterro. Ou você vai no meu, hein?

mas aí você já anota, Senhor, hoje eu não morri, pastor Marcão falou para eu anotar aqui no caderninho, isso, faz, anota, livramento, livramento, provisão, na hora do almoço eu tinha o que comer, isso é provisão, isso é bênção, isso é espiritual,

Aí você está lendo a sua Bíblia e Deus fala com você no momento da leitura. Cara, isso é cuidado de Deus com a sua vida. Anota, o Senhor falou comigo hoje, no momento que eu estava lendo as Escrituras. Faça isso nos próximos dias e compartilhe na célula as evidências do cuidado de Jesus com a sua vida. Amém? Não viva uma fé teórica. A fé cristã deve ser alimentada por evidências reais da presença de Cristo no nosso dia a dia. Eu quero concluir dizendo que hoje...

Celebrarmos o dia das mães, a história de Agar deve nos lembrar que nesse auditório ainda podem existir pessoas se sentindo sozinhas, aflitas, pessoas se sentindo sem recursos, mas não sem Deus, não sem Deus.

Deus que encontrou a gás mael no deserto é o mesmo que em Cristo também veio ao nosso encontro hoje não apenas para nos ver e ouvir, mas para nos salvar definitivamente de toda injustiça, amém aleluia, feche seus olhos, vamos orar

Senhor Jesus, te louvamos, Senhor, porque tu és o Deus que nos vê. O Senhor é o Deus que socorre os miseráveis e que ama os rejeitados. Obrigado, Senhor, pelo seu amor, que assumiu o nosso lugar na cruz do Calvário. Aleluia, Senhor. Perdoa-nos, Jesus, porque muitas vezes fazemos coisas que o Senhor nunca mandou a gente fazer e acabamos gerando mais problemas do que bênçãos, Senhor.

Ajuda-nos a confiarmos na Tua soberania e a descansarmos no Teu tempo perfeito. E Jesus querido, para aqueles que hoje se sentem invisíveis, revela a Tua presença de forma real, Senhor. Para aqueles que hoje estão cansados, renova as forças, Jesus. Para aqueles que estão no deserto, abra os olhos, para que eles enxerguem a Tua provisão, Senhor.

possamos sair daqui confiando, não em nós mesmos, mas na Tua graça que nos encontra, nos sustenta e nos salva. Oramos assim, Senhor, em Teu nome, em nome de Jesus, aquele que encontrou H. Ismael no deserto. Amém, amém.

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O DEUS QUE VÊ, OUVE E INTERVÉM - Gn 16.1-13 e 21.14-20 | Marcão | Castnews Index — Castnews Index