PrimoCast 520 | O BRASIL tem SOLUÇÃO? O que o ZEMA faria como PRESIDENTE
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No PrimoCast de hoje recebemos Romeu Zema, empresário, ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República.
Ao longo da conversa, Zema relembra sua trajetória no empreendedorismo, explica como recuperou as contas públicas de Minas Gerais e apresenta seu plano para o Brasil. Falamos sobre impostos, gastos públicos, privatizações, combate à corrupção e os principais desafios econômicos do país.
Além disso, Zema comenta o cenário político para as eleições de 2026, sua relação com a direita brasileira, Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e responde à pergunta: existe um caminho para o Brasil voltar a crescer?
Hosts: Kaique @kaique.editor e Lucão @lucaszafraa
Convidado: Romeu Zema @romeuzemaoficial
Sua marca no PrimoCast: publicidade@timeprimo.com
- Teoria do CrimeSuper presídios · Experiência de El Salvador · Controle do crime organizado · Novo Cangaço
- Planos Futuros para GAC no BrasilChoque contra a gastança · Reforma administrativa · Reforma previdenciária · Revisão de programas sociais · Privatizações
- Projeção da economia brasileiraImpacto da gastança do governo · Endividamento das famílias · Custo Brasil para empresas · Concentração de renda
- Ministério Público de Minas Gerais· PoliticaCombate à corrupção · Recuperação das contas públicas · Redução de cargos públicos · Seleção de secretariado por mérito
- História empresarial de ZemaConcessionárias de veículos · Varejo de móveis e eletrodomésticos · Expansão para 470 cidades · Desafios do varejo moderno
- Unificação Política de DireitaEleição de 2018 como antipolítica · Desunião da direita · Tarcísio de Freitas · Família Bolsonaro
- O futuro da esquerda no BrasilDependência de Lula · Falta de sucessores
- Críticas ao Governo ZemaAcusações sobre dívida pública · Críticas ao aumento salarial · Jornalismo tendencioso
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Está começando o Primocast, o podcast oficial do Grupo Primo. E no programa de hoje vamos falar sobre o plano para salvar o Brasil. Será que é possível melhorar esse país que sempre dá promessa, sempre aí nessa coisa de dias melhores virão, sempre o país do futuro que nunca chega? Será que é possível a gente traçar um plano para o Brasil virar um país sério de uma vez por todas? E para ter essa conversa aqui, estamos aqui com o pré-candidato à presidência, Romeu Zema, que também foi governador de Minas Gerais, foi empreendedor, tem uma história super legal que a gente vai conhecer um pouco aqui. Zema, obrigado, cara, ter vindo aqui falar com a gente no PrimoCast.
Eu é que agradeço, Lucas, um prazer estar aqui com você. E realmente o Brasil tem muito potencial, né?
Né?
Aqui nós temos um povo que quer dar certo. Você conhece muita fonte de energia renovável, a maior área para agricultura do mundo, um clima bom. Aqui não tem terremoto, não tem furacão. Problema no Brasil é que sobra ladrão.
E como que a gente resolve isso, né?
Em Minas nós resolvemos.
É mesmo?
Em Minas nós resolvemos.
É mesmo? Segura aí que eu já, já vamos falar sobre isso. Então, se você tiver assistindo aqui no YouTube, pode dar o, pode curtir, compartilha com todo mundo, comenta aqui também. Se você tiver no Spotify, já deixa 5 estrelas e ativa o sininho também para você receber as notificações de todos os episódios, ok? Vamos lá, Zema, fala um pouco mais sobre isso, fala um pouco do seu, eu quero conhecer um pouco da sua história também, mas fala um pouco do, dessa questão do governo de Minas.
O que que fez lá? Deu uma reduzida lá na questão da bandidagem aí? Como é que foi?
Bom, eu nunca tinha sido político. Eu falo que dos pré-candidatos, Luca, eu sempre fui aquele que só pagou impostos até hoje. Nunca recebi impostos, mesmo como governador de Minas. Tudo que eu recebi de salário eu repassei para a SAPAES, que é uma instituição que eu sempre admirei muito. E desde que eu assumi em 1º de janeiro de 2019, tá lá no meu discurso, eu coloquei o meu, a minha principal bandeira é combater a corrupção. Fiz o discurso na Assembleia Legislativa de Minas, fui ao Tribunal de Justiça de Minas falar a mesma coisa, fui ao Ministério Público de Minas, ao Tribunal de Contas, a Defensoria Pública, para deixar claro: eu estou aqui para combater o que sempre foi feito de errado.
E fiz um governo de 7 anos e meio sem corrupção, sem escândalo, sem esquema. O Estado de Minas tem 300 mil funcionários. Eu não levei um parente, nenhum parente meu se beneficiou do meu cargo, fez algum contrato, algum fornecimento para o Estado. Eu até tenho um primo que é presidente de um banco internacional, e durante todo o período em que eu fui governador, esse banco não teve um relacionamento com o Estado nem com as estatais, para não gerar suspeita.
Então eu falo, quando você quer fazer dar certo, dá para fazer. E lembrando que a minha vida foi toda vasculhada quando eu fui eleito governador, não encontraram nada. Então é necessário você não ter o rabo preso também, senão você vai ser vítima de chantagem, concorda?
Não, sem dúvida.
Você tem alguém da sua família envolvido, ou você mesmo, ou alguém do seu partido, e aí você, ah não, então vou ceder nisso aqui porque senão fulano vai ser processado, vai ser preso. Comigo não teve isso. E em Minas os ladrões estão encantados. E um detalhe importante, O PT não terá candidato nesse ano de 2026 ao governo do estado e não teve em 2022. E o que me levou para política foi o desastre do governo PT em Minas Gerais, que foi a pior coisa que já aconteceu para o estado.
Caso contrário, eu ainda estaria lá, talvez na minha empresa, que nunca pensei em ser político. Mas na hora que eu vi o PT destruindo o meu estado, eu falei: não, não dá para tolerar isso aqui não.
Eu já vi você dizendo em entrevistas que você pegou o Estado de Minas ali quebrado, né? O que quer dizer isso na prática ali?
Ó, é massa falida mesmo. Nós tínhamos lá vencido, quando eu assumi, coisa que já tinha de ter sido pago, salário, 13º fornecedor, prefeitos. Prefeitos de Minas estavam renunciando, adoecendo, e até tirando a própria vida porque não recebiam os repasses do Estado. R$29 bilhões. Hoje esses R$29 bilhões, praticamente 90% já foi pago. Ainda tem um parcelamento com as prefeituras que está em andamento. Então meu governo foi um governo assim de muito sacrifício, foi de ficar pagando dívida, entendeu?
O tempo todo dívida feito feita pelo governo PT. E eu vou só te citar aqui um caso para você ter ideia: 240 mil funcionários públicos, o estado tem 300, estavam com o nome sujo no SPC e Serasa porque o governador do PT descontou no salário o empréstimo consignado e não pagou os bancos. Qualquer empresário que fizer isso na sua empresa é provável que vá preso. Lá em Minas não aconteceu absolutamente nada. É o sistema, como eu falei, se acobertando.
Alguém é bandido e fica cobrindo outro bandido. E como eu não tenho, vamos dizer, essa costa larga que eles têm, eu tive que fazer tudo certo. Acabei durante o meu mandato como governador, sendo de certa maneira até meio que perseguido pelo establishment político. Mas como eu sempre fiz tudo certo e as coisas foram avançando, o povo, o mineiro, viu o resultado. Nós reduzimos mais de 50 mil cargos. Quantas empresas no Brasil tem 50 mil funcionários?
Nossa, na hora que você reduz 50 mil cargos, vamos dizer que você coloca aí uma média de 5 mil por mês, incluindo encargos, tudo vezes R$50 mil, você já tá economizando R$250 milhões por mês, concorda? Num ano vezes 12 dá R$3 bilhões por ano. Já dá para reformar escola, já dá para investir na saúde, já dá para recuperar estradas. Então foi um governo igual a gente faz na iniciativa privada, que é de onde eu venho. Sem parente, sem favorecimento, mas incomodei muito a classe política tradicional de lá.
Mas hoje eles estão encantados, como eu te falei. O mineiro viu que um governo transparente, um governo com gente competente, faz toda, toda a diferença. Um detalhe importante: meu secretariado, eu não levei Um que foi indicado, que foi do partido tal a tal, todos selecionados. Até o governador de São Paulo, Tarcísio, no início do processo ele chegou a participar, lá no final de 2018. Ele tava participando do processo seletivo, aí o Bolsonaro chamou ele para ministro, aí ele deixou o processo seletivo e foi para Brasília, mas ele próprio estava participando.
Eu falo que se você quer ter chance de ganhar uma Copa, você precisa levar craque e não companheirada e parentada, como infelizmente acontece na política no Brasil. Eu não sei se você acompanha, você nunca teve do outro lado do balcão não, né? Não. É, eu estive. Então dá para ver coisa bem cabeluda mesmo, sabe? Coisa assim que te causa indignação. Por isso que o brasileiro paga tanto imposto.
Você veio do setor privado, né, empresário e tudo mais, e sempre tem, né, principalmente alguns empresários, né, que depois acabam se tornando políticos, vem com essa mentalidade de, ah, eu acho que eu consigo governar como uma empresa, eu acho que eu consigo lidar com o Estado como um CEO. Isso realmente é possível ou não? O sistema, ele atrapalha tanto, tem tanta falcatrua, tanta burocracia às vezes que realmente não dá para lidar com o setor público da mesma maneira que lida com o setor privado.
É, o Lucas, é bem frustrante, mas eu quero fazer uma comparação aqui para ficar claro. Eu queria ter feito 5.000 coisas como governador e fiz 2.000. Só que quem vinha antes de mim da politicagem fazia 50. Se eu comparar com as 5.000 que eu queria fazer, extremamente frustrante. Mas se eu comparar as 2.000 coisas que eu fiz com as 50 que eram feitas, você concorda que foi um avanço excepcional? Então é um manancial de oportunidades, tá, no setor público, porque o que tem ali de desperdício, de privilégio, de mordomia, de coisa tendenciosa— teve contrato lá que nós conseguimos reduzir o valor na renovação em mais de 90%.
Um contrato que custava mais de R$100 milhões, nós reduzimos ele para R$8 milhões, com o mesmo escopo. Então você vê que tinha gente ali enriquecendo, gente tirando proveito. E como eu fui com a missão de fazer diferente, de fazer o certo, deu para melhorar coisa demais. Tanto é que eu fui reeleito em 2022 no primeiro turno, Mesmo Bolsonaro tendo lançado um candidato que teve quase 10% dos votos. E eu fico muito feliz, satisfeito, ô Lucas, quando eu vou no interior do estado e sempre encontro um ou outro prefeito.
São 853 prefeitos em Minas que me fala assim, ô Zema, eu só entrei na política porque eu vi que você foi E dá para melhorar muita coisa. Sujeito antes era médico, era um bom advogado, ou era um empresário, ou era qualquer outra coisa do privado, e animou a ir para política porque viu que pode contribuir. E o Brasil precisa mais disso, porque geralmente vai para política, eu não sei se você já observou, quem não tem muitos princípios morais, éticos, que tá disposto a fazer de tudo para enriquecer e não para poder servir.
Além do despreparo, né, de experiências, né, essa pessoa não tem repertório nenhum, né, não tem nem pega ministros do Lula aí para ver, né, dá uma olhada aí nos ministros dele que você vê claramente a gente, a maioria totalmente despreparada. E lá em Minas o que nós fizemos foi o contrário, um time de elite para poder resgatar o estado. E hoje Minas está de pé de novo. Eu falo que lá nós tiramos o Titanic do fundo do mar. Todas as contas em dia, rigorosamente em dia, e dinheiro para fazer investimento.
Antes era zero de investimentos no estado. O que eu recebi foi um grande cemitério de obras abandonadas, inacabadas, e hoje o estado é um grande canteiro de obras em andamento. O Rodoanel Metropolitano, igual de São Paulo aqui, que é uma obra fundamental. A expansão do metrô, a Linha 2, que ficou 23 anos parada. Os hospitais regionais. Antes nós tínhamos caso lá de pessoas que andavam 500, 600 km para poder fazer uma cirurgia simples.
Uma desumanidade, né, um sofrimento para o paciente e também para família. E tudo isso tá acontecendo hoje lá. Então eu entreguei para o meu sucessor em março de 2026 um estado que não tem nada, nada a ver com aquele que eu assumi em 2019.
Olha só. E o que que, aonde que a oposição mais te ataca ali, mais fica apertando? Que pontos ali que eles pegam mais pesado?
Ô Lucas, corrupção eles não têm o que falar, coisa errada eles não têm o que falar. Então eles ficam criando factoides, entendeu? Coisas que não existe. Vou te dar aqui um exemplo. Eles falam que a dívida de Minas subiu na minha gestão, tá? Só que eu falo que dívida você mede não é em valor nominal, é incapacidade de pagamento. Não é isso? Se há 10 anos atrás você devia 8 salários do que você ganha e hoje você deve 6 salários do que você ganha, a sua solvência melhorou ou piorou?
Melhorou, não é?
Uma empresa que devia 5 EBITDA e hoje deve 3 EBITDA, ela melhorou a capacidade de pagamento. Então Eles falam que a dívida nominal subiu, não tem o que falar, falam isso. Falam que eu aumentei o meu salário em 300% também. Como eu te falei aqui, tudo que eu recebo eu dou. Quando você doa, você não faz nenhum uso. Quem achou bom foram as APAEs de Minas, que já doei lá para umas 70, 80 entidades já APAEs. Minas é o estado que mais tem.
E isso foi feito devido ao populismo do passado. Você sabe quanto é que um secretário de educação de Minas ganhava para poder estar à frente de 200 mil funcionários? R$7.000 por mês.
Caramba!
Qualquer secretário de educação de uma cidade pequena ganha mais do que isso. O secretário de educação de Minas Ganhava R$7.000 por mês. Eu falei, eu vou corrigir, tem tempo para esse pessoal ficar aqui trabalhando como tipo voluntário. Que até no início do meu governo, todo mundo que foi, foi meio como voluntário mesmo, entendeu? Para poder resolver a massa falida. E ninguém nunca tinha tido coragem para corrigir isso. Eu falei, não, vou corrigir.
Secretário de Educação de Minas vai ganhar a média do que ganha Rio, São Paulo, Goiás, Paraná, Não tem por que ficar ganhando menos. E um detalhe, no passado eles ganhavam R$7.000, mas na verdade, na hora que colocavam os jetons, os conselhos, etc., ia para R$50.000, R$70.000. É aquela velha história: me engana que eu gosto, né? Então ficava. Então quando eu fiz a correção certa, falei: o salário é isso. Pronto e acabou, não tem jeton, não tem nada.
Aí foram criticar. Então teve a questão do salário, a questão da dívida. Deixa eu ver aqui. Aí teve uma coisa interessante, esse eu acho que foi mais um jornalista, uma jornalista. Existe uma estrada que liga o Alto Paranaíba, que é a região onde eu moro, aonde estão as cidades de Patrocínio, Patos de Minas, Araxá, ao estado de São Paulo, tá bom? Uma estrada ali que tem uns 100 km, e essa estrada estava toda esburacada, ninguém passava por ela, sempre indo pela Anhanguera via Uberaba devido à situação.
E eu, com esse governo sério, arrumei recurso para reformar a estrada. Aí anunciaram que eu estava reformando a estrada que leva ao rancho da minha família. Para ver também como que às vezes alguns jornalistas, mídia, são tendenciosos. Se você for lá hoje nessa estrada, ficar lá uma hora, você vai ver que vão passar ali centenas de automóveis, linhas de ônibus, entendeu? E anunciaram isso. O problema é que às vezes tem mentira que pega, entende?
É, mas a verdade sempre prevalece. Mas tem hora que tem mentira aí que pega, infelizmente prejudica alguém.
E me conta um pouco assim, às vezes o pessoal, né, te conhece de governador, tá conhecendo um pouco mais agora por causa da pré-candidatura à presidência, mas conta um pouco da sua história. Você fala que foi empresário e tudo mais, o que que vocês faziam? Eu sei que é um grupo, era um grupo da família, conta um pouco disso.
O Lucas, eu trabalho desde criança, eu falo que eu não lembro o dia que eu comecei a trabalhar. Porque eu sempre estive ao lado do meu pai, e assim que eu aprendi a contar, com 6, 7 anos, eu já tava lá ajudando ele naquilo que uma criança consegue fazer. Nós sempre atuamos na área de concessionária de veículos, vem desde o meu bisavô. A empresa sempre foi dessa atividade, já tem mais de 100 anos. E o meu pai ia lá atender um fazendeiro, um caminhoneiro, que o caminhão, o trator ou a máquina quebrou.
Enquanto ele separava lá as peças complicadas, mancal, rolamento, retentor, eu ajudava ele contando porca, parafuso, arruela, embrulhando aquilo, fazendo o conjunto ali, que muitas vezes o caminhoneiro, fazendeiro precisava. Então trabalhar para mim sempre fez parte. Nasci em Araxá, que é uma cidade pequena. A única loja de peças que existia era dele, ao lado da casa que nós morávamos. Então eu tava sempre ali, abastecia, abastecia não, colocava combustível nos carros no posto desde criança também.
Aquele negócio de empresa que tá junto da casa, pequena. E sempre tive junto dele, mas diferente dele que ficou órfão cedo, eu tive oportunidade de estudar. Eu fui para Ribeirão Preto fazer o ensino médio, fui para São Paulo, fiz GV, fiquei morando em São Paulo 4 anos, mas eu acabei frustrando e decepcionando o meu pai. Ele queria que eu fosse trabalhar com ele em concessionárias de veículo, que era um negócio muito bom até os anos 90.
Você é mais novo, talvez você não vai lembrar, mas no Brasil só tinham 4 marcas: GM, Ford, Fiat e Volks. Quem quisesse comprar um carro ficava às vezes 2 meses, 3 meses esperando o carro chegar. E consequentemente a margem bem larga. Então ele tinha razão, só que eu não me identifiquei com o tipo de negócio que é meio que franquia, né? Eu queria ter um negócio para ter mais autonomia, mais liberdade de atuação. E o meu pai tinha lá um negócio que ele pegou meio que contrariado, que era uma loja de móveis e eletrodomésticos, tá bom?
Ele nunca gostou, ficou com aquele negócio lá porque foi obrigado a pegá-lo quando ele comprou uma concessionária de veículos. E aí eu falei com ele, ó, eu tô sempre aqui nas cidades vizinhas e já vi que nesse ramo de móveis eletrodomésticos nós temos condição de fazer algo muito melhor do que o que existe aí. Pessoal nem acendia a luz da loja, um mix de produto muito pobre. Só vendia no cheque predatado, 3 pagamentos, sabe? E nós tínhamos condição de vender em mais pagamentos.
Era época da inflação alta ainda, e pouquíssimos brasileiros naquela época tinham conta em banco, né? Hoje ainda tem um tanto que ainda não é bancarizado, mas naquela época muito mais. E aí eu combinei com ele Ele não gostou, mas eu falei, você vai me emprestar dinheiro, eu vou me dedicar aqui a esse ramo de varejo de móveis eletrodomésticos. Quebrei muito a cara no começo. Acho que das 10 lojas que eu abri inicialmente, que eu errei muito, eu tive que fechar a metade.
É porque é um negócio, né, a gente que é do mercado financeiro aqui, a gente sempre ouve que o varejo tem a margem muito espremida. Puts, aí sempre tem essa forma de pagamento, o cara paga em 24 vezes, como é que você vai ter fluxo de caixa na empresa assim, né? Então o negócio difícil mesmo, negócio difícil.
É, e hoje quem compra um celular vai pagar ele em 10, em 15 pagamentos. Exatamente. Mas eu errei muito no início, aluguei às vezes um imóvel caro, aluguei um imóvel que não tinha fluxo de pessoas, contratei gente errada. Não treinei adequadamente, mas aprendi o caminho das pedras. Em resumo, eu fiquei 30 anos nesse ramo de atividade e coloquei lojas em 470 cidades diferentes.
Caramba!
Nesses 30 anos, ô Lucas, eu troquei de carro 20 vezes. A cada 100 mil quilômetros eu trocava de carro. Então dá para concluir que eu rodei 2 milhões de quilômetros.
Pô, tava pensando assim, trocou de carro 20 vezes, que ganhou dinheiro para caramba.
Não, não, era carro tudo comum, né? Lembrando que não tinha nada de carro de luxo não, até porque eu pegava só carro da empresa, era Fiat ou GM que a gente tinha na época. Então era sempre dessas duas bandeiras aí. E rodei 2 milhões, isso fez com que eu conhecesse Minas Gerais muito, muito bem. Eu falo que um caminhoneiro conhece o estado melhor do que eu, mas na hora que alguém fala o nome de uma cidade, é aquilo pisca na minha cabeça, você tá entendendo?
Na hora que fala lá Monte Azul, eu sei que tá lá no norte, perto da divisa com a Bahia, entende? E sem saber, eu tava meio que pavimentando um caminho político, você concorda? O nome da loja é Zema, que é o meu sobrenome, acabou de certa maneira contribuindo quando eu fui candidato em 2018. Mas nunca fiz, né, nenhuma simulação, que eu sempre detestei política, sempre. Eu nunca tinha almoçado na minha vida com um vereador, com um prefeito, com um deputado, com ninguém.
Eu falava: política para lá, tô pagando aqui os impostos. Tô recebendo os fiscais, eu não gosto, sei que é coisa meio que criminosa e tô focado aqui no privado. Mas foi uma época assim de muito sacrifício. Eu vivia metade do tempo em campo praticamente, mas eu fiz tudo isso com equipe também. Não tem jeito de fazer sem equipe.
Mas os negócios foram bem, deram certo?
Deram, tá lá funcionando hoje, mais de 5 mil funcionários direto com carteira assinada, é, sem considerar os que prestam serviço. Não tá é dando lucro, igual você falou, o varejo tá sofrendo muito. As outras redes grandes de Minas Gerais todas desapareceram. Nós somos o único sobrevivente com mais de 100 lojas em Minas Gerais. Os demais Infelizmente sumiram devido principalmente concorrência do e-commerce, concorrência aí das blusinhas importadas, etc., dos chineses, entende?
É um ramo que tá passando por grandes transformações e não somos só nós não, tá? Todo setor aí, se você conversar. Outro dia eu tive uma reunião com o IDV, Instituto de Desenvolvimento do Varejo, E a reclamação é muito grande. Daqui a pouco vai fechar todo mundo e vai ficar aí só os chineses que estão mandando mercadoria para o Brasil, entende? Porque o que tá acontecendo hoje é isso. Nós ainda temos uma salvaguarda, que são os produtos grandes e volumosos, que não dá para vender pela internet, ou é mais difícil de vender, principalmente a linha de móveis.
A linha branca, que são refrigeradores, freezer, né? Agora, quando se fala em miudeza, realmente a compra pela internet avançou muito. E você vê essa mudança nos shoppings também. Você vai nos shoppings, tinha redes no Brasil todo que hoje não estão operando mais. Você vê que shopping tá virando muito mais conveniência, entretenimento do que propriamente comércio.
Comércio tem sofrido muito aqui em São Paulo, até por questões de segurança pública que tá cada vez mais complexa, né? Os shoppings viram realmente um complexo de entretenimento, tem um cinema, restaurante para caramba. Então tem tudo lá, né? Você praticamente não precisa mais ficar andando na rua, né? O shopping tem tudo lá, né?
E você, o que que você me conta? Você compra pela internet ou em loja?
Nossa, eu só compro hoje, eu só compro pela internet.
Aí, tá vendo? Roupa também, calçado ou não?
A roupa eu acabo, eu sou muito ruim nisso. A gente é patrocinado por algumas marcas aqui, né? A gente tem a Reise aqui que tá sempre com a gente. Então eu vou te falar que eu tô, tenho sido muito desapegado assim. Tudo que o patrocinador me manda, tô sempre com a roupa do patrocinador. Hoje eu tô com a roupa, camiseta e calça do patrocinador. Faz tempo que eu não compro. E coisa para casa, a bugiganga assim, né? Mercado Livre e Amazon.
Não vou nem para os chineses não, tá? Mas Mercado Livre e Amazon é a escolha ali.
Mas no Mercado Livre tem muita coisa de chinês, não tem não?
Tem, tem, tem, né? Tem também. É tudo aí. É mais porque entrega rápido, preço é bom, né? Eles acabam usando, né? Às vezes a galera não percebe, mas a própria Amazon usa muito de coloca um produto muito barato, né, para você entrar lá comprar, e você acaba comprando um monte de coisa, né? Você não compra só aquilo, né?
Sempre vai mais alguma coisa na cesta.
Você entra lá para comprar, né, pô, um caderno que tá R$9 e você sai de lá com uma TV, né? Então essa é sempre a— mas é isso. Mas eu vejo que também tem a questão das cidadezinhas, né? Acho que tem muito ainda o âmbito de consumo da galera aí. Lembrando, o pessoal acha que as coisas só acontecem Aqui a realidade de todo lugar.
Tá me falando aí um ponto importante: a empresa que eu criei não tem uma loja em shopping, e ela, grande maioria das lojas, 90%, estão em cidades aí de 10 a 50 mil habitantes.
É esse cara, gosta de ir na loja, né?
É fácil de ir, né? É uma cidade que tem ali do centro um raio, vamos dizer, de 1 km, 2 km, dá para ele ir andando.
E da cidade que às vezes tem pouca coisa ali para fazer, é uma volta que o cara tá indo, né?
O cara não vai É um programa para ele. Não tem um shopping, não tem um cinema numa cidade dessa, então ele tem que ter um programa ali. É um hábito de consumo diferente.
É, exatamente.
Acho que nós tivemos essa sorte de termos ido, porque as que foram para centros maiores sofreram mais.
É, fica muito mais competitivo ali, né? Tem muita coisa, né?
E aluguel em shopping é mais caro. É, você precisa de duas turmas em shopping. Né, porque funciona 7 dias por semana, um horário estendido. E quando você tá no comércio de rua, não é tão difícil. E outra coisa que atrapalhou muito foi o aumento da inadimplência. Nós vendemos muito financiado, 60% da venda é a prazo. E com inadimplência subindo como está, o brasileiro tão endividado, Aí o resultado da empresa sofre mais ainda.
Puts, aí fica difícil, né? É porque os grandes aí, os caras têm investidores, né? Tem outras fontes de receita para o negócio não morrer.
Nós ainda usamos lá muito, acho que você nunca deve ter comprado, no carnê.
Não, nunca comprei, mas eu sei que era famoso, né?
É porque às vezes a pessoa tá com o limite do cartão tomado e quer comprar mais alguma coisa, ele compra no carnê. Então todo mês ele vai lá na loja e efetua o pagamento. E é hábito bem no interior ainda de comprar dessa maneira. Num grande centro ninguém tem tempo para ir pagar um carnê, é uma minoria que compra, mas no interior acontece muito. Mas esse endividamento, ô Lucas, já que nós estamos falando, tá acontecendo muito devido essa taxa de juros elevada que é provocada pela gastança do Lula e do PT.
Você tá acompanhando aí a questão fiscal do Brasil. Depois das eleições, com toda certeza, nós vamos ter aí um ajuste muito, muito grande, porque não dá para conviver com essa taxa de juros nesse patamar. 80% das famílias brasileiras, na hora que vão comprar um celular, na hora que vão comprar uma moto, na hora que vão comprar um carro, fazem isso financiado.
Sim.
E com os juros nesse patamar em que ele está, o que que significa? Uma prestação lá em cima. E uma prestação cara significa o quê? Menos renda, menos dinheiro no bolso. Concorda?
Não, total. Eu mesmo, né, que isso que eu não nem faço parte da realidade do brasileiro aí, né, tô Tô muito mais tranquilo que isso, né, graças a Deus.
Você tem dinheiro aplicado, você tá surfando essa onda dos juros altos.
Mas eu mesmo olhei, né, quando eu falei para minha esposa ali em 2024, né, quando o negócio começou a taxa de juros ali ameaçar passar de 10, eu falei, ó, ou a gente compra um apartamento agora ou nós vamos ter que esperar depois, sei lá, uns 5 anos até esse negócio voltar. Aí eu peguei uma taxa lá de 9,5 ali e falei, putz, cara, prefixada, é.
E aí você fez um bom negócio até agora.
É, então, então a gente tá, né, porque o dinheiro rende mais que isso, né, sim, com essa Selic alta. Então vamos nessa, né. E aí vamos ver, mas é difícil, né, até para mim assim, que você fala assim, cara, Tem que ganhar. Eu tava pensando nisso esses dias, né? Pô, moro aqui em Alphaville e tudo mais, beleza, mas você tem que ganhar muito dinheiro para ter assim o básico, o que eu considero o básico, né? Pô, você tem um carro ok para você andar ali, né?
Precisa ser de luxo, mas um carro bom, de luxo, mas estamos falando que, pô, um carro que vai te dar o mínimo de conforto, né, para você, para sua família, um lugar que você mora que seja seguro, ou seja, um lugar também confortável, que tem uma segurança para sua família, tudo mais. Você, sei lá, comer bem, né, vestir uma roupa ali. Às vezes você tem filhos, né, colocar o seu filho numa boa escola. Ou seja, são coisas que eu sei que no Brasil são considerados até luxo, mas não tem nada.
Plano de saúde, são coisas muito assim que deveria ser a base né? Aí na hora que você vai colocando tudo isso, fala, cara, o cara é para fazer minimamente isso, o cara tá gastando, sei lá, R$30 mil por mês, entendeu? Tá gastando R$35 mil. Você fala, cara, qual é a porcentagem da população que consegue chegar nisso? E você tá falando para, meu, para o cara andar ali, tô falando para o cara andar com Ford, alguma coisa, não é nem para andar de BMW não, entendeu? Entendeu? É difícil, cara.
E aí eu falo que a economia do Brasil, devido à gastança, e essa gastança que é a origem do problema, você sabe muito bem disso, porque aí o mercado precifica, vai, fala: eu só vou emprestar dinheiro para esse governo gastão irresponsável numa taxa maior, porque não há responsabilidade. Lembrando que nós já tivemos o teto dos gastos lá em 2017, quando o Temer assumiu, que a taxa de juros foi lá para baixo. Foi depois que ele falou: nós vamos fazer diversas medidas aqui de austeridade de economia.
E o mercado precificou isso. Agora, com o governo irresponsável como o governo PT e Lula, não tem como ser diferente. E isso para famílias é um sofrimento gigantesco, como nós estamos falando, tá corroendo o poder de compra. E é uma coisa coisa, ô Lucas, que é o que mais provoca concentração de renda. Quem é que tá ganhando com essa situação? É quem tem milhões, bilhões aplicados. Você concorda?
É total.
Esse sujeito tá enchendo o bolso de dinheiro e quem tem dívida tá no inferno hoje. E um dado também interessante: as empresas que acreditaram no Brasil há 5 anos, há 6 anos atrás, que fizeram investimentos, que pegaram dívida para levar esses investimentos adiante, são as que estão quebrando hoje. Quem acredita no Brasil quebra. Quem não faz nada nesse governo PT fica ganhando rios de dinheiro. Então é um incentivo totalmente às avessas que nós temos no Brasil.
Recorde de recuperação judicial, recorde de falências e não temos nenhuma previsão de estar mudando nada no curto prazo. E o pior, temos ainda, né, um cenário o mais sombrio possível pela frente, porque esse governo não tá adotando nenhuma medida.
Uma coisa é certa, não dá para ficar terceirizando o futuro da sua vida, sua prosperidade, né, futuro da sua família para o governo. Né, isso daí já deu para ver que é um sistema muito mais complexo, tem muita coisa aí para acontecer, para as coisas melhorarem. Então é você que tem que fazer a diferença na sua vida, tá? Então se você tá um pouco cansado, pô, às vezes acha que tá ganhando pouco, acho que tá numa carreira que não tá legal, eu vou dar uma dica para você boa aqui, vou te fazer um convite para você participar do evento da Nova Carreira que vai acontecer nos dias 18 e 19 de setembro, para você que tem interesse em trabalhar no mercado financeiro.
Então viver essa vida de Faria Lima, é trabalhar em XP, BTG, esses grandes players que você ouvi falar, mas sempre pensou, pô, como que eu posso fazer isso? Como que eu posso dar um próximo passo na minha carreira, né? Como que será que eu consigo trabalhar nesses players? Então tô te convidando para você aprender tudo sobre o caminho para você trilhar uma carreira super legal no mercado financeiro, onde você pode conseguir salários de R$18.000, R$20.000, R$30.000.
Conheço caras aqui na Portfél que estão ganhando R$50.000 por mês trabalhando aqui, inclusive no Grupo Primo. É um, é uma carreira que você pode trabalhar inclusive aqui com a gente, tá? Então vou deixar para você aqui um link na descrição. São 2 dias de conteúdo, muita coisa legal. Vai ter Thiago Negreiro, vai ter Bruno Perini, grandes nomes para você aprender tudo sobre essa nova carreira. Aproveita o lote zero que vai estar bem baratinho, tá?
Vai estar só R$150 para você participar de 2 dias de evento. Então você não vai gastar muita grana, mas se você não comprar agora, depois vai ficando mais caro, tá bom? Então link na descrição e QR code na tela para você. Você acha que é possível a gente resolver dívida pública do Brasil? Teria um plano, porque a gente tá passando aqui de 80% do PIB, né? Esse negócio vai dar ruim, né?
Você já viu a dívida pública no Brasil crescer, a tributação reduzir?
Só acontece, só cresce a dívida, né? E os tributos também crescem, né? Só crescendo, só cresce tudo.
É, o que eu tenho de plano, ô Lucas, é primeiro reduzir tudo quanto é despesa. Nós vamos precisar de uma reforma administrativa no Brasil para ter um governo mais racional, mais enxuto. Vamos precisar também de uma reforma previdenciária. Expectativa de vida tá crescendo, não dá para manter o que está aí não. Já teve uma aí 8 anos atrás, mas é preciso uma nova. Vamos precisar rever os programas sociais, tem muita fraude, tem muito mau uso, e vamos também privatizar tudo.
Para mim não tem vaca sagrada, privatizo Petrobras, Banco do Brasil. Em Minas eu vendi na minha gestão 118 empresas, inclusive agora nesse ano de 2026, em abril, maio, a Copasa. Que é a empresa de saneamento básica. A única que não foi vendida ainda é a empresa de energia, que é a Semig. E isso é muito bom. Primeiro que você paga dívida, você tem mais recursos para investir naquilo que é importante para as pessoas, que é saúde, que é educação, que é segurança pública, que é infraestrutura.
E é ruim para politicagem, porque a empresa estatal Eu vi lá, ela é utilizada só para fazer politicagem, cabide de emprego, distribuição de favores. Vou te contar aqui rapidamente o que que acontecia lá na Semig, que é a companhia energética de Minas Gerais. Até eu assumir, só conseguia autorização lá para poder construir uma usina solar em Minas Gerais quem era amigo do rei. Ele conseguia autorização, era um negócio extremamente rentável, e em vez de fazer o investimento, ele saía no mercado oferecendo e vendia aquela autorização que ele tinha, transferia a mesma, não sei se por 5 milhões, por 8, por 10.
Então era algo que beneficiava um grupinho de quem tinha contato político. Só quando eu assumi, Minas Gerais gerava 500 mega de energia solar. Quando eu saí, o estado já gerava 14 giga. Nós colocamos dentro de Minas Gerais o equivalente a uma Itaipu, só fazendo, Lucas, uma mudança. A única mudança que nós fizemos foi colocar disponível para qualquer interessado todas as conexões possíveis onde, caso ele construísse uma usina solar, ele conectasse no sistema.
Levamos R$80 bilhões de investimentos. Não sei se você entendeu. Antes, a fila não andava, só um grupinho se enriquecia. De ter um lugar na fila, porque ninguém mais podia ter lugar na fila. E na hora que eu falei, essa fila tá aberta para todo mundo e vai andar, R$80 bi de investimentos. Então o Brasil hoje fica refém desses interesses de políticos.
E eu acho que o problema é que foge muito essas situações, né, elas fogem muito do conhecimento da população, né.
E na hora que você vai ver, aparentemente, apesar de ser totalmente imoral, não é nitidamente ilegal. Você concorda, né? Não, eu não vou dar autorização para ele não, porque ele não tá atendendo esse requisito aqui. Coloca aquela quantidade de requisito que não tem nada a ver, né, mas que acaba às vezes justificando, né? Que é o que acontece muito no Supremo Tribunal de Brasília hoje. Com relação a julgamentos aí. Então fica manipulando a coisa para beneficiar alguns.
E com isso, lá em Minas nós tivemos aí uma avalanche de investimentos. Eu falo que um dos orgulhos que eu tenho é de ter criado no estado mais de 1 milhão de empregos com carteira assinada, de acordo com o CAGED do Ministério do Trabalho. No setor privado eu criei 5 mil. Como governador, criei 1 milhão, e já falei que como presidente eu quero criar uns 15 milhões de empregos. E emprego para mim é a solução. Hoje, quando fala que esse nível de desemprego é baixo, é um número que eu não acredito, porque só considera desempregado quem está procurando emprego.
Só que nós temos muita gente aí que se acostumou a viver de outras formas e nem procura emprego mais. Beneficiário do Bolsa Família, alguém que vive aí num bico precário, que tá levando a vida daquele jeito. E na minha opinião tinha de considerar todos esses aí. E em Minas nós tivemos uma mudança que nunca havia ocorrido antes que também me dá muito orgulho. Aqui em São Paulo você encontra muito mineiro que mudou para cá, sim, mineiro que foi para o Rio, mineiro que foi para o Centro-Oeste.
Durante o meu governo em Minas, o fluxo inverteu. Brasileiros de todas as regiões vão para Minas Gerais numa proporção muito maior do que mineiro indo para fora. E as pessoas mudam para onde? É para Venezuela ou para os Estados Unidos, hein? Para onde que as pessoas mudam, não é? Vão para onde tem oportunidade, para onde tem segurança, para onde a vida vai melhorar. Então eu tenho muito orgulho de Minas Gerais, junto com Santa Catarina, que é o estado que mais atrai brasileiros, ter virado essa chave aí.
Hoje Minas é um estado que recebe brasileiros de todas as regiões porque tem crescido acima da média Brasil. Um ponto também é que vale a pena frisar aqui é que o PIB de Minas ganhou participação no PIB do Brasil. Então isso demonstra que é uma economia mais dinâmica, uma economia que tá com menos amarras do que economia do Brasil, que lá tudo que era possível cortar nós fomos cortando de complicação. Mas o grande entrave hoje ainda é a legislação federal, que precisa de mudança.
Teve várias coisas que você falou que fez aí, né? Que que de mais impopular ali que ameaçava não só a sua popularidade ali com o sistema, mas também com os eleitores, que você teve que tomar uma atitude impopular assim, mas que ela precisava ter sido feita assim?
O Lucas, o Brasil e os estados e até as prefeituras são tanto como reféns das corporações. Na minha reeleição de 2022, como eu já tinha um governo bem avaliado, já tinha colocado as contas em dia, chegou janeiro de 2022, começou em Minas Gerais aquela quantidade de movimentos sindicais, manifestações, greves, querendo desestabilizar um governo que já tinha colocado as contas do estado na direção correta, pagando tudo em dia, para poder fazer com que eu não fosse reeleito.
Então é uma movimentação muito grande. Lembrando que o estado tem 300 mil funcionários, E tem 300 mil pensionistas aposentados e pessoas na reserva. Mas as pessoas são do bem. O problema são sindicatos que têm interesses políticos, que ficam elegendo os deputados estaduais, federais, vereadores. Eles querem manter o controle de boa parte dessa massa. Então eles chegaram e falaram: nós queremos 30% de reajuste. A inflação tinha sido mais ou menos 5%.
Eu assentei com o meu secretário da Fazenda, analisamos lá e falamos: o máximo que dá para dar de reajuste é 5%. E eu fui para todas as rádios, TVs, e falei: eu vou dar 5% de reajuste, eu prefiro perder a eleição dando 5% e entregando para o meu sucessor um estado viável do que dar 30% de reajuste, ser reeleito e ficar com o estado ingovernável na mão. Então tem hora que você tem de bancar. E o mineiro viu a seriedade minha e votou em mim, e eu fui reeleito em primeiro turno.
E tem muita gente que cede. Entende? Porque a pressão é muito grande. É você ir em qualquer evento, você chega lá, tem 200, 300 pessoas te xingando, mandando tomate, mandando ovo, você entende? É uma pressão muito grande. Mas eu falei, eu tô aqui para fazer o certo. Se for para fazer o que todo mundo faz, eu estaria lá na minha zona de conforto. Então eu sou muito tranquilo com relação a isso. Acho que o fato de ser meio estoico Ajuda muito.
Eu sempre fui nessa linha aí, você entendeu, de não esquentar a cabeça, falar as coisas ruins fazem parte da vida, e nós temos de decidir ou se nós vamos ceder ou se nós vamos chegar à conclusão que isso é algo normal. E é algo normal você não conseguir agradar a todos, mas o mineiro gostou do meu governo. E lembrando, ser governador num estado com muito dinheiro até que é fácil, mas ser um governador bem avaliado num estado quebrado, como era o caso de Minas Gerais, e que ainda enfrenta dificuldades, é bem mais difícil.
Então deu para mostrar bem, mas é, não é fácil, não é todo mundo que consegue segurar o rojão não.
Agora, tem algumas atitudes aí, algumas ações impopulares que vão ter que ser tomadas aí para a gente mudar inclusive esse cenário de dívida pública. E você acha que se o próximo governante que entrar não tomar uma atitude em relação a isso, o Brasil pode realmente quebrar, entrar numa crise que seja difícil de sair dela?
Ô Lucas, a situação só tem agravado. A dívida, como você falou, crescendo e o déficit aumentando. Então isso significa o seguinte: é como se uma família que já tem dívida—
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E hoje a economia do Brasil é o equivalente a um carro que anda com freio de mão puxado, vai devagar, gasta muito combustível porque tem ali um atrito enorme, esquenta, estraga, e muitas vezes não chega ao destino. Se nós não tivermos um choque contra a gastança esse país nosso não dá certo, simplesmente até por um motivo: não existe país do mundo que deu certo onde o empresário, para poder pegar dinheiro num banco, paga juros de praticamente 20%.
Quem tá nos acompanhando aí sabe, se for num banco hoje, apesar da Selic ser 14,5%, o spread ali, os outros custos, serviços, não faz com que o dinheiro fique acima de, abaixo de 20%, e isso é quase que proibitivo para o investimento. É um empresariado que não tá investindo devido esses juros altos. Isso significa que a nossa indústria tá ficando desatualizada, menos competitiva, menos produtiva, e se ela já tá sofrendo há muito tempo A tendência é que venha a sofrer mais ainda no futuro, porque esse custo Brasil que todos nós que estamos aqui carregando não permite que a gente modernize, que a gente seja mais competitivo.
Então o Brasil vai ter de resolver esse grande problema, e o problema é cortar gastos. Eu já falei que eu vou passar o facão de cabo a rabo aí E dá para fazer essa Selic cair tranquilamente de 14,5% para 6%. Ué, é bom, hein? Tranquilo. O teto de gastos já mostrou isso, e o meu vai ser muito mais intenso do que o que teve no passado. E aí realmente a indústria volta a ter condição de modernizar, de poder fazer investimentos. Caso contrário, nós vamos ser cada vez um país menos relevante no cenário mundial.
Na década de 80, o Brasil representava 4% da economia do mundo, hoje 2%, e com tendência de diminuir mais ainda.
Nossa, terrível. Geralmente nas empresas, né, quando um CEO novo vai assumir, ele tem aquela coisa, aquele plano dos primeiros 100 dias ali, né, que é onde a gente vai, né, a gente consegue analisar se o cara realmente vai fazer alguma coisa ou se não vai, se o negócio vai fluir ou se não vai, né? Ele tem que chegar ali, arrumar casa, demitir pessoas, colocar os projetos, né, para rodar. O que que você pretende fazer nesses primeiros 100 dias aí, caso você ganhe a presidente do Brasil?
Ô Lucas, primeiro tem que ficar claro aqui: em 100 dias dá para fazer muita coisa, mas para consertar tudo no Brasil é uma geração. Nós estamos falando aí de 25 anos, mas as minhas ações são tripé. É um choque contra a gastança do Lula e do PT, que eu acabei de falar aqui, para taxa de juros cair para níveis civilizados como 6% ao ano. Um choque moral e de credibilidade. Você acha que o que nós estamos assistindo aí é normal?
É, não.
A sua esposa já conseguiu contrato de R$129 milhões ou não?
Não.
Será que a esposa de alguém que tá nos acompanhando aqui já conseguiu contrato de R$129 milhões?
Foi um bom contrato, hein?
Né? Eu acho que não, né? A empresa que eu criei, que tem 5 mil funcionários, levava anos e leva anos para lucrar esse valor. Ele conseguiu ali com uma canetada do banqueiro bandido. Então é um choque moral e ético que eu quero detalhar aqui, e um choque contra a criminalidade. Tem certeza que muita gente aí igual eu já perdeu o celular para bandido. Eu já perdi 3 vezes, eu já fui roubado, furtado, assaltado. Então o brasileiro também tá farto dessa criminalidade.
Nós temos hoje um governo que não faz nada. Choque moral e ético. Eu tive, Lucas, quando fui eleito, a minha vida totalmente vasculhada. Foram conversar até com ex-namorada, ex-mulher minha, você entendeu? Para poder me atrapalhar no segundo turno. Não encontraram nada e nem vão encontrar. Minha vida foi trabalhar, foi pagar impostos a vida toda. E o que a gente vê no Brasil É que nós nunca tivemos um presidente que chegasse lá sem ter o rabo preso.
Ou tinha problema com familiares, ou tinha problema com alguém do partido dele, e aí fica cedendo à pressão. Eu não vou ceder, até porque não tenho o rabo preso. Nenhum outro pré-candidato à presidência tem criticado tanto os intocáveis lá de Brasília, principalmente os ministros do Supremo, como eu. É uma pouca vergonha, eu falo, um ministro ficar usando do cargo para poder ter vantagens financeiras pessoais. Um com o resort, tai-ai-á, o outro com a esposa, um contrato que nem a maior banca de advogado do Brasil jamais conseguiu, e muitas outras coisas.
Hoje o governo federal nessa gestão Lula-PT tá totalmente loteado e contaminado, e eu vou chegar com essa bandeira de combater a corrupção da mesma, da mesma forma que eu fiz em Minas Gerais. Não vou levar um parente, não vou dar cargo para ninguém, não vou apadrinhar ninguém. Eu vou querer gente competente E no meu discurso de posse já vai estar escrito lá: eu tô aqui para combater a corrupção, que é o câncer do Brasil, é um tumor gigantesco que tá tomando conta do Brasil.
E quem tá lá para olhar negócios pessoais, como esses ministros do Supremo, tão pouco se ralando para os problemas dos brasileiros, que estão endividados, pagando os maiores juros do mundo e assistindo os maiores escândalos de corrupção do mundo também. Então esse choque moral e ético é prioridade zero. E eu não tenho medo. Lá em Minas Gerais, como eu falei, PT sumiu, não disputa mais governo do estado. Os ladrões estão encantados.
E desde que você fique na porta do galinheiro com uma espingarda, nenhuma raposa chega perto. Em Minas não chegou não. O banqueiro bandido nasceu, cresceu, estudou, casou, tem família lá em Belo Horizonte. Que é a cidade para onde eu mudei há 9 anos atrás. Sabe quantas vezes eu encontrei com ele? Nunca, nunca encontrei com ele. Adivinha quantas vezes ele pediu agenda comigo? Nunca pediu, nunca pediu. Assombração, Lucas, sabe para quem aparecer.
E ele já sabia da minha postura e nunca pediu. Mas ele teve aqui em São Paulo, ele teve em Brasília, ele teve em Salvador, ele teve no Amapá e não sei mais aonde. Então esse choque moral é fundamental. E o terceiro e último aí é a questão de um choque na segurança pública.
Nossa, isso aí tá difícil mesmo, viu?
Eu vou construir super presídios e vou mandar a bandidagem para lá. E o ano passado, 2025, eu fui com meu secretário de Segurança Pública ver o que aconteceu no país que teve a mais bem-sucedida experiência de redução de homicídios. Incríveis 99% de redução num espaço de 4 anos. Sabe que país é esse? É El Salvador.
É, já ouvi falar disso.
O que fizeram em El Salvador foi: é bandido, é faccionado, tá preso. E se é faccionado, é de organização criminosa, até equiparado a terrorista. E todo o aparato do Estado, Exército, Aeronáutica, Marinha, Polícia Federal, Receita Federal, COAF, lutando contra esses criminosos que hoje estão ramificando.
Às vezes eu fico pensando nisso, pô, não é possível que o Estado não seja mais forte que os caras.
É muito É o Salvador, caiu 99%. E dois detalhes importantes lá: o turismo bombando hoje. Encontrei um brasileiro lá no aeroporto, ele fala: eu venho surfar aqui há muitos anos, os hotéis hoje todos lotados, antes vazio. E 300 mil salvadorenhos que moravam fora já voltaram para um país pequeno. Sim, hoje nós temos 5 milhões de brasileiros morando fora, inclusive a minha filha. Que mora em Londres. Então é o Brasil hoje, você deve ter muitos colegas que fizeram essa opção, foram morar fora porque não viram futuro aqui.
Com certeza você deve estar sempre encontrando gente que fala: não, eu vou morar. Eu conheço umas 10 pessoas do meu círculo familiar e de amizades que foram para fora.
Exatamente. Ou acabam se distanciando, indo mais para o interior, né? Eu aqui mesmo em Alphaville, né, já é uma sensação de segurança um pouco melhor, né, do que—
mas não é todo mundo que tem essa condição, né?
Mas é isso, aí você tem que gastando muito dinheiro, tem que comprar carro blindado, tem que não sei o quê, aí ferrou, você gasta R$50 mil por mês para viver.
Ô Lucas, e hoje no Brasil 60 milhões de brasileiros vivem em áreas controladas pelo crime organizado. Esse pessoal come o pão, a rosca e a broa que o diabo amassou. E eles pagam tudo mais caro: a energia, a água, a internet, porque geralmente quem controla aquilo tudo ali não é mais a companhia, não é mais o Estado. Eu tive no Ceará nesses últimos dias, vi lá as áreas lá controladas pelo Comando Vermelho, E aquela operação que teve no Rio em outubro de 2025, quem mais aprovou aquela operação da polícia carioca foram as pessoas que moravam naquela região afetada pelo crime organizado.
É uma vida do cão morar. Você conhece a Light, a operadora de energia no Rio? Você sabe que ela tá numa situação pré-falimentar. Outro dia eu encontrei com o diretor da empresa e ele me falou: Zema, 52% da energia que a Light vende, fornece, ela não recebe. Quem que recebe?
Os bandidos.
Os bandidos. E metade do faturamento da Light não é pouca coisa não. Hoje, comércio de droga, de entorpecente para eles, virou fatia pequena do faturamento e dos ganhos. A grande parte vem dessa extorsão de fornecimento de recursos públicos que eles se apropriam, fazem os gatos lá, e quem não paga para eles não tem energia, não tem água, não tem internet. Lá no Ceará, as empresas de internet sumiram. É o crime que controla tudo.
Nossa, isso aí desanima, né? Porque a gente já tem que trabalhar para caramba, a vida já é difícil, já é desafiadora, ainda você precisa ficar se preocupando com vagabundo tentando te roubar, controlando a cidade, não sei o quê. E, pô, você tem que cada vez ficar se protegendo cada vez mais, preocupado com a sua família quando sai. Isso é muito ruim, meu.
E esse pessoal paga imposto?
Paga nada, né, meu?
Quem que tá pagando? Você, eu e quem tá nos acompanhando aí.
Isso daí precisa ser resolvido, porque eu acho que se resolve isso daí, pelo menos as pessoas conseguem trabalhar, viver um pouco em paz, né? Às vezes eu vejo lá uns vídeos na internet, pô, o trabalhador, o cara já tá na periferia ali, tá indo pegar o ônibus, pô, e o cara é roubado.
Tipo assim, meu cara, ele tá pagando o celular em Pix, pelo amor de Deus, né, cara? Pelo amor de Deus, uma prestação que pesa no bolso dele. Nossa, chega ali um bandido e leva. É um sujeito desse não pode ficar solto não, ele tá atrapalhando quem é do bem, tá atrapalhando, ele tá prejudicando muito quem é do bem.
É uma injustiça muito grande.
Grande. E hoje não se prende. Lá em Belo Horizonte eu tinha um caso lá de um rapaz que tinha 88 ocorrências por furto e roubo de celular. 88, um único cara, um único cara, 88 vezes ele foi detido, foi feito o BO, ele foi para audiência de custódia e a justiça soltou. Então nós estamos aqui, então, que o crime compensa, mas comigo não vai compensar não. Lá em Minas é bom citar, durante a minha gestão lá nós não tivemos, Lucas, nenhuma invasão de terra.
Eu falei, propriedade privada aqui vai ser respeitada. Não é o que acontece em boa parte do Brasil. E segundo, nós tivemos um evento lá muito emblemático na cidade de Varginha, que é no sul de Minas, logo no início do meu governo, que sinalizou muito bem qual que era a minha posição. Que eu, quando eu assumi, eu falei para o comandante da polícia: rigor total. O que a lei permitir você fazer contra bandido, você vai fazer, custe o que custar.
Que que aconteceu lá no início do meu governo, 2019, 2020? A inteligência da Polícia Militar de Minas detectou que 28 homens alugaram uma chácara próxima à cidade de Varginha. Não é algo muito normal, é estranho. Será que foram lá para comemorar 20 anos de formatura? Será que foram lá para fazer um retiro espiritual? E a polícia viu que tinha suspeição e foi lá averiguar. Foram recebidos a bala. Pediram reforço, teve lá um embate, resultado 28 bandidos mortos, e encontraram lá um arsenal de guerra.
Era aquele pessoal do Novo Cangaço, com muitos explosivos para poder explodir agências e caixas bancários de madrugada em cidades pequenas, que é o que mais tem ali no sul de Minas, porque não tem nem, não tem nem corpo policial para se combater isso, né? Usam escudo humano, colocam inocente dentro do carro, até no capô do carro, para polícia não atirar. E depois desse evento, parece que o recado ficou muito bem dado para toda a bandidagem.
E para Minas Gerais não é um bom negócio esse tipo de ação do Novo Cangaço, que tinha mais de 260 ocorrências, caiu para 2 o ano passado. Praticamente eliminado. Então, na hora que você coloca o custo lá em cima da criminalidade, o bandido vai pensar 500 vezes se compensa ou não ele continuar com aquela atividade ou não. E hoje no Brasil a gente sabe que o custo é muito barato, ainda é.
É isso aí, precisa ser combatido. Isso aí é dureza mesmo. Agora, Zema, você É, eu queria entender assim, né, quando a gente teve ali o efeito Bolsonaro ali em 2018, né, Bolsonaro ganhar a primeira vez, a gente vinha de um governo do PT ali muito manchado, né, aquela coisa da Lava Jato, impeachment da Dilma, putz, veio aí tudo isso culminou muito, né, numa ascensão do Bolsonaro ali até o poder. Naquele momento parecia que simbolicamente, não tô falando nem se funcionou ou não funcionou, tô falando simbolicamente, parecia que a gente tinha uma direita estruturada.
Este daqui é o pilar da direita, é o que representa a direita. Depois disso, as coisas foram se pulverizando cada vez mais, né? E aí vão se desmanchando aqui em pequenos núcleos aqui da direita, e não ficou mais aquele apoio total ali ao Bolsonaro e a família Bolsonaro. Como que você se vê hoje? Como que você vê a direita no Brasil hoje? Hoje você se vê como apoiador da família Bolsonaro, e você vê que a direita hoje ela já tá mais pulverizada.
Lucas, é interessante isso aí que você tá falando, mas primeiro eu quero dizer aqui que em 2018 nós tivemos uma eleição da antipolítica, né? Tava logo após a Lava Jato, durante a Lava Jato ainda, que deixou todo mundo muito indignado com aquilo. E esse ano de 2026 nós temos uma situação semelhante, só que a Lava Jato não causou tanta indignação como nós estamos tendo hoje. Durante a Lava Jato nós vimos muitos políticos serem presos. Você viu algum político ser preso no escândalo do Banco Master?
Não, por enquanto, por enquanto não.
Tá se desdobrando as coisas aí, mas eu só vi o dono do Master, o o presidente do BRB, político, que foi quem criou isso tudo, não foi preso e precisa ser preso. Então as pessoas estão muito, mas muito indignadas com toda essa situação de ninguém ter sido punido. O ministro que ganha R$129 milhões, o outro que ganha R$20, R$30 milhões com transação do Taiaia, ficar por isso mesmo ocupando o cargo, nem afastado foram. Então, primeiro, nós temos uma semelhança com 2018 em 2026.
Mas a direita no Brasil, diferente do que às vezes alguém que tá de fora pensa, ela não está desunida, nem fragmentada, nem qualquer coisa do tipo. Nós tivemos alguns meses atrás uma eleição no Chile. Diversos candidatos da direita disputaram. E no segundo turno, aquele que foi teve apoio dos demais. Isso vai acontecer aqui no Brasil. Cada um hoje está caminhando lado a lado do outro. Temos propostas diferentes. Eu falo que os demais pré-candidatos, todos vieram do meio político.
Eu venho do meio privado. Eu tenho propostas diferentes e quero um setor público muito mais eficiente, coisa que político não gosta muito. Político adora distribuir privilégios, adora ele e o grupo dele usufruir de mordomias, não prestar contas, trazer apadrinhados e não gente competente. E é o que eu não fiz em Minas Gerais. Então as minhas propostas são diferentes, mas a direita vai sim estar unida no segundo turno. E eu lamento muito, Lucas, que o melhor nome da direita, que teria todo o apoio meu, não tenha vindo a candidato, talvez por questões aí partidárias, políticas, familiares, pessoais, que não vale a pena entrar, que seria o governador Tarcísio.
Até decidir outro nome, o nome dele era o que estava mais à frente e que teria toda condição de estar ganhando do Lula nesse pleito, entende? Então, nesse ponto, teve um erro aí de condução, sim, que não depende de mim nem do meu partido, porque nem sou do partido dele, mas ele teria total apoio meu, como vai ter na candidatura de São Paulo.
E você, você acha que a família Bolsonaro acabou se enrolando, principalmente depois desses últimos áudios aí do Vôrcaro com Eduardo Bolsonaro lá? Você acha que o negócio degringolou completamente?
Ó, eu já disse a respeito, já comentei isso. Com toda certeza prejudicou sim. Você mesmo falou, o sujeito é radioativo, não é isso?
É.
Você, você queria trazê-lo aqui para entrevistá-lo?
Não, não, tô tranquilo.
Ia pegar bem ou mal para você? É, não é? Você já trouxe gente radioativa aqui e aí é ruim, e é ruim, não é? Então de gente radioativa a gente fica longe.
É, tá bom, tá entendido, tá entendido.
Mas eu tô confiante aí.
Sim, para a gente finalizar aqui, eu queria rapidinho aqui duas perguntas, né? A gente tá, a gente falou um pouco da direita. Quando a gente vai para a esquerda, eu tenho uma impressão aqui com um pouco pouco conhecimento político que eu tenho, de que o Lula é a única figura ali que tem força realmente, mas que ele não conseguiu fazer um trabalho de sucessor ali. Acho que a esquerda não conseguiu formar muito esses nomes. Você tem essa mesma, essa mesma impressão também, ou você acha que nos próximos anos aí pode ver que a gente tem um crescimento muito grande do lado de lá também?
Concordo com você em gênero, número e grau. A esquerda sempre dependeu do nome dele. Ele foi o único candidato nesses últimos 40 e tantos anos, e graças a Deus agora ele tá aí para poder aposentar. E como eles não são competentes em fazer o certo, não fizeram nenhum sucessor para ele. A direita que nós comentamos agora tem diversos nomes. A esquerda só tem um nome que vai aposentar, que está disputando a sua última eleição. Então isso traz de certa maneira um alívio para o brasileiro, que não vai ver a continuidade da esquerda e do nome dele nas eleições a partir do ano que vem.
Certo. Para a gente finalizar, quem você acha que foi o melhor presidente da história do Brasil?
Lucas, como mineiro, eu sou suspeito para falar, né? Mas eu sempre tive uma admiração pelo trabalho dele. Talvez foi um dos presidentes que mais conseguiu mudar o Brasil de patamar, que foi o Juscelino Kubitschek. Talvez ele tenha feito coisas que muitos questionam, que a dívida aumentou, etc., gastança, né? É, mas ele fez, pelo menos foi uma gastança para o bem. Vamos dizer que em vez de ter gastança hoje com magistrados, com corrupção, com desperdício, tivesse na construção de estradas, de modernização da economia.
Você concorda que seria uma gastança muito mais justificável, né? Hoje nós estamos vendo uma gastança que Não serve para nada a não ser para poder criar privilégios. Então eu admiro ele. E pelo que eu me recordo, tirando Tancredo, que não assumiu, foi o último mineiro presidente do Brasil.
Excelente, Zema! Obrigado pelo papo, foi muito bom. Obrigado aí por você ter vindo aqui falar com a gente.
Eu é que agradeço, Lucas. E lembrando aqui para a gente encerrar que em outubro agora de 26 a gente tem essa grande missão aí.
Pois é, tá chegando, hein?
Tá chegando. Ou manter os intocáveis lá em Brasília, ou colocarmos lá os brasileiros de bem. Tenho certeza que nós vamos caminhar no sentido correto. O Brasil tá farto do que dá errado. Muito obrigado.
Muito bom. Deixa aí a sua opinião. O que que você achou do programa aqui, desse episódio do PrimoCast? Que se você discorda, concorda, quem que vai ser seu candidato aí em outubro? Deixa aqui nos comentários. Deixe seu like. Se você tiver no Spotify, 5 estrelas e ative o sininho. Grande abraço, até o próximo episódio e tchau!
Nova Carreira
Evento para trabalhar no mercado financeiro