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PrimoCast 498 | O FUTURO DA DIREITA NO BRASIL (com Renan Santos)

30 de março de 20261h20min
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No PrimoCast de hoje, recebemos Renan Santos, fundador e presidente nacional do Partido Missão e pré-candidato à presidência da República nas eleições de 2026 pelo MBL.

Num papo sem filtro, Renan desmonta o cenário político da direita brasileira: por que o Tarcísio desistiu, o que representa a candidatura de Flávio Bolsonaro, como o centrão engoliu o bolsonarismo e por que ninguém tem coragem de falar o que ele fala.

Mas o episódio vai muito além do diagnóstico. Renan apresenta propostas concretas e, sim, impopulares: fim da CLT, reforma fiscal, combate ao crime organizado, fim da Zona Franca de Manaus e muito mais.

Se você quer entender o que está em jogo no Brasil de 2026, esse episódio é obrigatório.

Hosts: Kaique @kaique.editor e Lucão @lucaszafraa

Convidados: Renan Santos @renansantosmbl

Sua marca no PrimoCast: publicidade@timeprimo.com

Participantes neste episódio3
M

Miguel Alencar

HostEmpresário e influenciador
M

Matheus Ueta

Co-hostAtor e influenciador
R

Renan Santos

ConvidadoFundador e presidente do Partido Missão
Assuntos4
  • Implicações e Investigação PolíticaRejeição ao PT · Estratégias eleitorais · Impacto das redes sociais
  • Dívida Pública BrasilComando Vermelho e PCC · Políticas de segurança
  • Compra de votos e corrupção políticaMecanismos de corrupção · Impacto da corrupção na política
  • Reforma TrabalhistaFim da CLT · Liberdade laboral
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Se você ainda usa toner pra imprimir, tá na hora de você saber que o principal componente é o plástico. Um ano de impressão com toner em todo o mundo equivale a 20 bilhões de sacolas plásticas. É muito plástico, não é? Chegou a hora de reduzir o plástico nas suas impressões e ainda diminuir também o consumo de energia. Mude para uma impressão toner free, escolhendo as impressoras empresariais de jato de tinta Epson Workforce, com a tecnologia Precision Core. Você não vai querer continuar usando impressoras com toner, vai?

Saiba mais em epson.com.br barra toner free. As estimativas da Epson são baseadas em dados internos e de terceiros. Alguém tem que avisar, ó, o Banco Master é uma farsa, isso aqui é um golpe. Assim como votar na família Bolsonaro é um golpe na praça. Essa saída do Tarcísio, todo mundo achou que ele ia entrar nessa briga aí.

Ele queria, mas o Tarcísio é um homem fraco. Vocês precisam conhecer quem é o Tarcísio. Estamos aqui com o Renan Santos, que é pré-candidato à presidência da República nas eleições de 2026 pelo partido Missão, do qual o Renan é fundador e também presidente nacional do partido. Eu acho que essa é a parte mais legal desse jogo. Ele é humilhado por eles, é muito atacado e vai fazer campanha.

Por que tem que virar um criminoso que está nos traindo o tempo todo? Tudo que nós estamos vivendo do problemático no Brasil foi gerado por ele. Você acha que o PT ainda tem força pra ganhar essa eleição? Eu preciso destruir o modelo do sistema político brasileiro. Senão o Nordeste pra sempre será pobre. Qual, na sua opinião, foi o melhor presidente que o Brasil já teve? Eu vou destacar dois. E eu não compro o pacote completo deles. De maneira alguma.

Você que está assistindo a gente, já curte, compartilha, segue o PrimoCast. A gente está com uma missão aqui também, Kaique, de bater 2 milhões de inscritos nesse ano aqui no YouTube. E se você estiver no Spotify, dá 5 estrelas nesse programa. E antes até de começar aqui, tinha um outro convidado que era o Kim.

E ele tá bravo. Ele tá bravo com a gente, porque a gente remarcou umas três, quatro vezes que... Desculpa. A gente gosta de você, cara. Eu sempre levo o seu nome nas reuniões aqui. Foi mal aí. O cara ficou bravo. Vamos lá. Renan, eu queria que você desse um panorama pra gente. Depois eu quero entender um pouco mais sobre a criação do partido. Quero entender um pouco também do que você já tem de proposta, do que você já tem aí de pensamento.

para 2026, mas eu também queria entender como que você enxerga esse panorama, você vê que a direita está um pouco desestruturada, você vê que, pô, estava todo mundo apostando muito numa possível entrada do Tarcísio, que seria uma figura bem forte, e ele falou, pô, eu não vou seguir isso daí, não. Como é que você está vendo esse cenário?

O que a gente chama de direita, a gente tá falando aqui, é o bloco que é antipetista, né? Estamos falando, é isso. É um bloco antipetista, porque falar que é direita, a candidatura do Flávio Bolsonaro, era direita em termos nominais, é a candidatura hoje do Centrão. O Flávio representa a candidatura...

vamos dizer, da máquina política clássica brasileira. Não à toa que ele tá fazendo campanha como tal, ele fica dançando em cima de uns palcos, e ele leva o recall do pai dele. Então o que ele pretende fazer, pra fazer um overview de todo mundo? O Flávio, ele...

usa o sobrenome do pai pra captar uma base eleitoral pré-existente, ligada ao pai, é um recall. Só que ele, pra diminuir a rejeição, ele usa só o nome Flávio. Então na campanha tá só Flávio, não tem o Bolsonaro pra tentar amelhar votos de pessoas de centro, vamos colocar aí. E ele faz uma campanha despolitizada, é uma campanha de despolitização recall. Então é volume, porque você tinha falado no começo, ah, a esquerda tá mais bem estruturada. Ela não está.

Na verdade, quem está estruturado é o Centrão. A esquerda está bem fechada. Você dá uma olhada. O PT nem tem uma coalizão de partidos de centro barra Centrão ao redor dele, como ele costumava ter nas eleições de 6, 10 ou 14. O PT está bem isolado num bloco à esquerda. Então, quando a gente olha... O Flávio representa uma candidatura do Centrão. Com essa candidatura, eu volto a colocar, despolitizada. Ele não está falando nada com nada, ele dança. E...

É isso. Ele tenta reduzir, vamos dizer, a rejeição do nome do pai, fazendo esse tipo de construção meio infantil. Eu acho que ele tá tímido até, no sentido de tá aparecendo pouco. Não, pelo contrário, ele tá em campanha. Ele tá fora do meu algoritmo, então.

Graças a Deus. Neymar aparecendo muito aí com o Celote vai levar ele pra Copa ou não, aí tá atrapalhando os papos sérios. Faz bem pra tua cabeça. Posso ter certeza disso, porque a Copa é de retardado, assim. É de retardado mental. As danças parecendo um boneco de posto. E no momento que o pai dele tá preso...

quase morrendo, que o país está numa crise política sem precedentes diante do maior escândalo de corrupção da história. Mas por quê? Porque o Centrão faz campanha assim. Você vai pegar políticos clássicos do Centrão, é música que dança, música que dança, e ele está em campanha. Já tinha pra lá, já tinha pra cá. Ele estava agora em João Pessoa, estava em Rondônia outro dia, e é isso, ele vai ficar fazendo isso porque o partido dispõe de muita grana.

A gente está falando de um partido com uma estrutura bilionária que é o PL, fazendo isso.

O outro cara do Centrão que concorre com ele é o Ratinho Júnior, que é do PSD. O Ratinho Júnior é um cara que apoiava o PT no começo da carreira dele, depois ele disse que foi mais à direita, mas é um cara do Centrão, que é o PSD, é o partido do Kassab. O argumento dele aí para as eleições eu acho muito engraçado, é que sempre vamos discutir, vamos debater, que é um tipo de argumento do Centrão.

Foi perguntado no Canal Livre, lá na Band, sobre redução da maioridade penal. Ele falou, olha, isso tem que ser muito bem debatido. Acho que essa aqui seria, vamos usar, a frase clássica de um político do Centrão quando abordado com um tema um pouco espinhoso. Tem o Zema, que é o governador de Minas. Eu posso colocar ele como um candidato de direita, uma direitã.

liberal, é bolsonarista, ele é profundamente bolsonarista, ele tenta ser, como é o caso do Partido Novo, mais bolsonarista do que os próprios Bolsonaro, e ele pretende ser vice do Flávio, então ele está construindo uma pré-candidatura para ser vice do Flávio. E tem eu, que fundei um partido essencialmente direita, de um movimento que também tem na veia, na sua história, uma luta anticorrupção muito forte, a gente organizou as ruas, por exemplo, durante a Operação Lava Jato, a coisa de 10 anos atrás, liderando as manifestações contra o Dilma Rousseff.

denunciamos a direita corrupta que eu chamo o Flávio Bolsonaro de direita master, né, é o banco master da direita, inclusive tem o PL ali junto, que seria uma instituição financeira que banca as farras deles, e fomos cancelados por muito tempo na direita por falar a verdade, que a esquerda é corrupta no Brasil e a direita também, então você tem esses nomes que estão postos no jogo aí, e aí que vença o melhor, né, ou melhor não é um esporte, né, que vença, que vença aqui convencer as pessoas.

Como que você viu essa saída do Tarcísio do jogo? Todo mundo achou que ele ia entrar nessa briga aí. Ele queria. Ele queria, mas o Tarcísio é um homem fraco. Vocês precisam conhecer quem é o Tarcísio. O Tarcísio é um cara que era um burocra. Eu conheci ele, inclusive, a primeira vez que eu vi ele foi no começo do governo Temer. Então ele foi levado pela turma do Valdemar pra dentro do governo Dilma. Ficou no governo Dilma. Depois ele foi pro governo Temer, aí foi fazer aquelas PPIs e tal do governo Temer.

disso ele foi puxado aí sim como ministro no governo do Bolsonaro, aí o Bolsonaro lançou ele como candidato, então ele é um cara, vamos dizer a natureza dele é a de um burocrata, ele serve o líder em questão, se o líder é a Dilma, ele serve a Dilma se ele governou o Temer, ele vai servir o Temer na época ele serviu Moreira Franco, depois o Bolsonaro, e quando ele foi se ensaiar, porque o centrão começou a comer a cabeça dele, você é o candidato você ganha e tal

Eu nunca vi viabilidade nisso porque, primeiro, a família Bolsonaro era dona do ticket. Quem era dono do ticket? Serei candidato à direita pra presidência em 26? Vocês eram a família, quem definiria era a família. Ficaram vendendo que o Ciro Nogueira, vamos falar a verdade, ele ficou fazendo preço no mercado, que ele ia montar a chape, que já tava tudo fechado, que a família Bolsonaro ia se contentar com, vamos dizer, ficar olhando.

E só faltou combinar com a família Bolsonaro. Então, eu realmente nunca achava. Você vai pegar, tem podcast, tem vídeos meus do final do ano passado já falando, ó, gente, esqueça um Tarcísio. Não faz nenhum sentido pra família permitir que um cara leve todo o vigor eleitoral deles enquanto eles ficam chupando o dedo. Aí depois, vamos supor, ele ganha uma eleição, ele vai...

Abandonou eles, que é o que todo mundo pretende fazer com uma família Bolsonaro, porque não confia neles. E eles só botaram ele na caixinha dele. E ele, como um cara que volta a falar, não, é muito corajoso, ele ficou na caixinha mesmo. E pior, vai fazer campanha pro Flávio. Eu acho que essa é a parte mais legal desse jogo todo. Ele é humilhado por eles, foi muito atacado e vai fazer campanha.

Você não acha que o Tarcísio tem uma gratidão pela família Bolsonaro? Porque antes ele era um cara meio sumido, né? Era o cara do Rio, né? Então ele teria que ter gratidão também ao Temer. Na prática, volta a colocar, o Tarcísio é um burocrata. Eu acho que, de coração, ele tem alguma...

gratidão ali. Só que ele também se ressente do fato de que a família também foi dando linha na pipa. Ninguém chegou e falou, você não será o candidato em nenhum momento. Então ele foi fazendo uma construção paralela. E aí, né, aí a gratidão não ficou, porque assim, teve um momento que a família falou, não, não, não, não, você não é o candidato. E ele tentou.

Então, deixa-se a gratidão de lado. Só que não é aquela tentativa cara a cara, não é tentativa séria. É sempre a tentativa do bastidor, a tentativa mineirinha, fingida, de canto. Eu não consigo concordar com isso. Eu também não consigo concordar com o fato, por exemplo, que durante a eleição de São Paulo para prefeito em 1924, ele foi humilhado pela família Bolsonaro, no caso do Pablo Marçal. A família Bolsonaro teve que ficar enfiando goela abaixo um Marçal ali e denunciando o acordo que eles próprios fizeram junto com ele e para o Nunes.

Então, ele ficou exposto e solitário ali, enquanto a família largou mão. E o próprio Bolsonaro, no dia da eleição, sinalizou o voto no Marçal. Ah, olha só, esse cara não é ruim, não sei o quê.

E eu mesmo, pra ser sincero, eu mesmo falei com pessoas ligadas ali ao Tarcísio e ele ficava ali, não sabia o que fazer. Ele foi humilhado em público, mas ele não conseguia dar uma opinião em público. Porque esse é o problema de todo mundo ao redor do bolsonarismo na direita, já que isso é um programa sobre a direita. Nós temos um bode na sala. A população brasileira achou que um retardado mental corrupto, que é o Bolsonaro e a família dele, um grupo de retardados mentais corruptos, eles são grandes lideranças.

E como isso dá voto, todo mundo ao redor não tem coragem de falar que o rei tá nu.

E ninguém quer falar que o rei tá nu. É, vocês são de mercado. É tipo FOMO, é o Fear of Missing Out. Ninguém quer ficar de fora do golpe que é o Bolsonaro. Flávio Bolsonaro é como vender CDB do Banco Master, né? Não, não, não. Se o cara tá vendendo, também vou vender. Senão vai ficar todo mundo...

Entendeu? Então, assim, alguém tem que avisar, ó, o Banco Master é uma farsa, isso aqui é um golpe, assim como votar na família Bolsonaro é um golpe na praça. É um ladrão, é uma família de bandidos. Só que o Tarcísio vai fingir que não é, o Zema que quer ser vice vai fingir que não é, todo mundo vai fingir que não é, todo mundo vai ficar levando. Então, o que me irrita é a falta de coragem das pessoas que são suportes justamente homens públicos em falar que o rei tá nu.

Ninguém quer falar que o rei tá no... Ninguém quer falar que a família Bolsonaro... O Alexandre de Moraes só tem esses poderes e a gente tá vivendo uma insegurança jurídica bizarra por culpa deles. O DNA é todo deles. Quem criou esse problema foram eles. E a gente vai ficar negando, fica assim, não, não sei o quê. Eu não vou negar. Eu acho que a situação do Tarcígio... A situação conduzida por um cara fraco que terminou como um cara fraco.

E é isso. Ele vai terminar fazendo campanha pros caras, humilhado, achando que ele vai ter uma chance de 30 e não terá uma chance de 30. Ele não terá. Ele vai ficar ali.

Entendi. Você tem alguma coisa na ponta da língua aí, Kaique? Cara, foi muita informação por um começo de episódio. Mas aí do outro lado a gente tem o governo do PT. Você acha que a esquerda consegue de novo pegar esse lugar ao sol? Porque, cara...

Na minha bolha ali, parece que é uma rejeição em massa, só que do outro lado também, você vai ver os comentários, o pessoal, parece que eles têm uma força muito grande ainda. E a gente nunca sabe o quanto que a gente pode confiar nas pesquisas. Não estou querendo ser um teoria da conspiração aqui, mas fica sempre meio... A pesquisa mostra o negócio, e quando chega lá na frente, deu diferente.

A pesquisa hoje mostra que tá quase 50, 50 pra Lula e Flávio, só que você fala assim, caramba, eu não vi o Flávio quase fazendo nada, o Lula... É, ele é, cresceu bastante, acho que passou dos 30. Ele cresceu e, tipo assim, e o Lula tá fazendo tudo que ele tá fazendo, aí ele dá um discurso que ataca a esquerda, mas a esquerda ainda assim ama ele, obrigado Lula por salagem da pobreza. Tipo assim, não entendo muito o que tá acontecendo. Na sua visão, você acha que o PT ainda tem força pra ganhar essa eleição?

Eu acho que em condições normais de temperatura e pressão, não só o PT como as esquerdas, não só no Brasil, mas na América Latina como um todo, no mundo em certa medida, elas estão lenhadas. É um momento muito ruim para as esquerdas e o próprio Lula sabe disso. O Lula nem tanto, vamos botar os estrategistas, o Dirceu com certeza sabe disso. Esse é um momento muito ruim para as esquerdas do mundo porque a esquerda perdeu o horizonte histórico.

O que é perder o horizonte histórico? O que é o grande projeto de esquerda no longo prazo? Levarmos a uma revolução socialista?

O que que é? Eles perderam esse horizonte, eles se tornaram establishment em maior parte dos lugares e os movimentos essencialmente populistas, eles são à direita. Na Europa, a eleição do Trump vai nessa linha e você está tendo uma resposta à direita, aqui para falar no nosso continente e em toda a América Latina. O México é o único lugar em que a esquerda persiste e eu acho que infelizmente vai continuar persistindo.

Aqui no Brasil, a esquerda é mais ou menos isso. Eles entendem que eles não têm muito para onde ir em termos de desenvolvimento de uma agenda. Então eles vão tentar manter o poder e torcer para mudar as correlações de forças, que é o plano do Zé Dirceu. Manter o poder para eles significa, na última instância, jogar no erro do adversário.

Em condições normais de temperatura e pressão, o antipetismo é maior do que o petismo hoje. O antipetismo. Só que o antipetismo capitaneado pela família Bolsonaro, ele não tem vigor, porque ele tem alta, vamos botar aqui, uma alta rejeição nas pessoas conforme elas adquiriam um pouco mais de consciência. Então, você vai pegar grandes centros urbanos, vai pegar as pessoas mais jovens, as pessoas não compram a família Bolsonaro.

Foi esse o motivo da derrota do Flávio em 2022. E o PT pretende fazer o quê? O PT pretende que o Flávio seja o candidato. Vocês vão reparar.

A esquerda e o governo federal institucionalmente não começaram nenhum ataque contra o Flávio. Eles vão aguardar passar o período das filiações agora e depois aguardar ficar certo que o candidato é o Flávio. Aí vai vir um bombardeio contra ele. E aí eu imagino eu, eles vão jogar no erro da família. Eles vão jogar no erro dos Bolsonaro, que é uma tática do time de futebol no contra-ataque. Você tá falando que estão mais na bolha do futebol pra Copa?

eles vão jogar aquele jogo clássico de contra-ataque. Eles não têm volume de jogo para vencer, mas eles podem jogar no erro do adversário. E aí, do outro lado, os adversários que estão postos aí, para eles seria muito melhor que fosse justamente um membro da família. Então, a família Bolsonaro está tentando diminuir a quantidade de erros do Flávio, estão tentando tirar o sobrenome Bolsonaro para tentar vender ele como outra coisa, fazer uma campanha mais do centrão, o cara pulando, dançando.

E é isso. O jogo na cabeça deles é esse. Mas você acha que hoje existe uma guerra interna da direita? Porque parece que, tipo assim, cara, no final das contas, só desperta a força. Todo mundo tem uma vontade de tirar o PT, só que como fica vários candidatos, ninguém se une, todo mundo querendo puxar a corda pra um lado, parece que não chega a uma conclusão. Mas tem que unir?

Eu que pergunto. Você acha que tem que unir? Eu acho que não. Você venderia CDB do Banco Master? Não. Então por que eu tenho que vender Flávio Bolsonaro? Eu não vou vender Flávio Bolsonaro. Flávio Bolsonaro é um rachador. A família dele é uma família de criminosos.

Por que eu tenho que vender um criminoso que está nos traindo o tempo todo? A gente tem que voltar aqui no tempo e pegar o trabalho dele como senador. Tudo que nós estamos vivendo de problemática no Brasil foi gerado por ele. Ah, o STF tem superpoderes, o Brasil vive uma insegurança jurídica. Jura? Quem foi que gerou isso? Quem foi que destruiu a Operação Lava Jato? Que anulou todas as provas da COAF para se salvar? Foi um pedido de uma ação do Flávio Bolsonaro com uma eliminada de um Armendes. Depois ele destrói a Operação Lava Toga.

Depois ele e a família trabalham o tempo todo para concentrar o poder daquilo que a gente chamava de direito ao redor da família. O Lula é solto, todas as figuras que participaram da Operação Lava Jato são soltas. Esse é um processo que a família Bolsonaro fez em comum acordo com o STF. Por isso que vocês nunca vão ver a família Bolsonaro falar nada do Gilmar Mendes. Foi o Gilmar Mendes que salvou o Flávio Bolsonaro.

Então, um cara desses é um problema. E aí, eu vou ficar usando o exemplo do Banco Master, que é sempre legal contextualizar onde eu tô, que vocês falam de mercado e tal. Então, assim, é como se fosse assim, ah, todo mundo vende do CDB do Master, então eu tenho que vender também. Porque, senão você vai ficar de fora. Então, a direita fez assim, ah, nitidamente o eleitor não tá se preocupando com a corrupção e com os erros e com as traições da família Bolsonaro.

Então eu meio que vou embarcar nisso. Partido Novo é um exemplo. Partido Novo foi crítico. Eles pediram o impeachment do Bolsonaro conosco na Avenida Paulista. Só que uma parte do Partido Novo falou, gente, vamos ficar na maciota e vamos ficar farmando os eleitores do Bolsonaro, apoiando, e aí depois a gente vê o que faz. E aí eu tô vendo, né? Essa política de responsabilidade terminou agora com esse escândalo gigantesco que todo mundo tá comprado.

As consequências da gente ser oportunista geram banco master e geram o fim, hoje, a gente pode falar da República Brasileira. Então, não tem que juntar. Agora, nós temos uma eleição de dois turnos também, no fim do dia. Numa eleição de dois turnos, alguém vai enfrentar o Lula no segundo turno. Então, você pode ter... Eu posso usar o exemplo contrário. A maior das vitórias do Lula foi na eleição de 2002. Ele teve um grande desempenho. Um grande desempenho.

Passou o trator em cima do Serra. Pega qual era, vamos dizer, a lista dos candidatos. Era Lula, Serra, Garotinho pelo PSB, partido da esquerda, ele é um cara centro-esquerda, Ciro Gomes, e ainda tinha mais um que era de esquerda. Então, se você olhar direitinho, eram todos candidatos de esquerda naquela eleição. Pra gente poder dizer, ah, a esquerda tá dividindo o voto. Não, a esquerda passou o trator na eleição. Então, o que tem é o seguinte, o clima, o espírito do tempo é a direita.

O espírito do tempo é a direita. Mas há uma força muito grande que é o Lula. Não a esquerda. A esquerda brasileira está realmente no chão. E essa força, ela está cansada, ela está desgastada. E ela só permanece no poder se jogar um jogo inteligente ali de contra-ataque. Esse é um jogo dado. E no campo da direita, há uma paixão.

que está mais presa num universo, vamos dizer, de pessoas mais velhas, que é o bolsonarismo. Vamos botar aí 15% do eleitorado. Esse 15% do eleitorado é barulhento, ele é bastante alienado, ele é um petista ao contrário, que fica amando a família Bolsonaro, fica acreditando naqueles contos de carochinha deles. E esse eleitor, ele joga, vamos dizer, muita força num bloco político, que é um bloco político que não presta. É um bloco político do centrão. Isso gera danos como um todo no campo da direita.

ou no antipetismo. Porque você briga as pessoas mais oportunistas a se alinharem a isso, e aí você gera um, vamos dizer, um sistema de incentivos a um comportamento muito ruim. Você acha que esse bolsonarismo, ele acabou bagunçando muito o que é o conceito de direita, de verdade?

É uma ótima pergunta, porque nominalmente eles são de direita e eles praticam, enquanto discurso, vamos dizer, símbolos à direita. Então eu posso até colocar eles à direita, porque você pode ser corrupto de direita, você pode ser traidor de direita, você pode ser todas essas coisas de ser de direita. Não tem uma...

não tenho nenhum impeditivo pra isso. A gente pode estabelecer aqui também, na sua visão, o que é ser de direita também, né? Historicamente, o que a gente chama de direita é o defensor da ordem, e da ordem, quando se fala da ordem política, da ordem moral, da ordem hierárquica, e a esquerda como aquela que tenta inverter ou subverter a ordem.

Então a gente tem uma briga de causa e ordem, a gente pode colocar aí até o yin e yang, aquela simbologia toda. Então o bolsonarismo, ele se apropria dos símbolos da direita, sendo eles próprios, vamos dizer, brasileiros típicos na política. A gente pode colocar aí, que é o cara do Centrão, o cara que está na política para fazer um patrimônio, para ficar abastecendo determinado eleitorado. O que eles tiveram...

foi algo que foi muito específico dos anos 10, vamos colocar aqui, que foi o surgimento das redes sociais e aí as pessoas se identificarem dentro dessas bolhas com seus símbolos. Por isso que quase todos esses heróis da direita no mundo inteiro surgiram nos anos 2010. Eles não vêm nos anos 2000. Eles são um fenômeno dos anos 2010, 2014, 15, 16, 17, 18.

tudo surge mais ou menos ali, todos esses nomes internacionais que a gente vê. E o Bolsonaro foi essa versão no Brasil. Então as pessoas começaram a fazer uso de redes sociais, especialmente os mais velhos, isso é parecido com o Trump, eles geram uma identificação no sentido de meu, esse cara aqui, ele é como eu, ele é que nem eu, ele fala as verdades.

Porque aquela geração mais velha, a geração boomer, ela tá tendo ali sua espécie de... O canto do cisne, a sua última grande tentativa política de ver sua visão de mundo interferir na realidade. Então o Trump é isso nos Estados Unidos e o Bolsonaro faz isso no Brasil, a família Bolsonaro. A questão é que o Trump conseguiu trazer as gerações mais novas com ele. Na última eleição isso ficou bem claro. A família Bolsonaro já não consegue. Então eles ficaram muito presos no famoso tiozão do Zap, né? A tia do Zap.

E aí o eleitor mais novo à direita, ele está preso, ele está, vamos dizer, aberto. Então você tem o Nicolas que conversa muito, a gente conversa muito com o eleitor mais jovem. Então, no fundo, se a gente olha direitinho esse desenho, eles estão administrando um ativo que vai envelhecendo e vai meio que sumindo.

E o futuro não é com eles. Então, eles vão abdicar, a meu ver, dos símbolos mais óbvios de direita, porque eles querem viabilidade eleitoral, será a campanha do Flávio. E eles estão completamente absorvidos naquilo que a gente chama de centrão, que é o PL, né? Assim, é um partido bilionário, você tem uma estrutura...

que toda eleição tem mais de um bilhão à disposição. A cada dois anos eles torram um bi. E todo ano são centenas de milhões de fundo partidário. Fora os negócios que os caras fazem. Então você tem um universo que é muito sedutor. E eles já estão completamente comprados nesse universo sedutor. Então... Você vê que...

que com o tempo, os discursos dos candidatos, essa ideologia, essa coisa mais rede social, essa coisa mais viral, você acha que a gente tem hoje um papo muito mais raso do que a gente via na política antes dos anos 10, vamos dizer assim, antes das redes sociais? Porque eu vejo que eles usam muito do artifício hoje de uma conversa mais fácil.

se prendem até em pautas de ideologia, porque, cara, isso fica muito mais fácil da galera entender as coisas, né? Em vez de eu conversar sobre a economia do Brasil e eu falar sobre cara, sei lá, sobre família ou sobre a luta LGBT, fica mais fácil.

dos índios como que você vê isso? você acha que o negócio foi ficando um pouco mais um pouco mais raso e mais indo pra esse lado da ideologia mesmo? é vamos botar assim, a distribuição da inteligência e do conhecimento ela é desigual ela é como se fosse uma pirâmide

Portanto, a internet permitiu que existe espaço pra tudo. Então, se eu quiser procurar discussões muito aprofundadas, como não havia até os anos 2000, eu vou achar. Vou achar coisas sensacionais. Você consegue, no próprio YouTube, pra não ir muito longe, você cavucar vídeos, pesquisas, entrevistas, debates com professores, teses novas estão surgindo. Você vai encontrar. Você consegue encontrar uma cena muito viva.

Agora, assim, isso aí é restrito a uma minoria de, no Brasil, de poucos milhões de pessoas, eu diria uma, duas, dois milhões de pessoas no máximo, estourando, no mundo mais, claro. Só que aí você também, como ela é democratizante, as redes sociais, ela faz com que uma massa gigantesca de pessoas consuma conteúdo imbecilizante, né? Que é natural.

As pessoas consomem conteúdo de massa. As pessoas assistem Big Brother, porque é um produto de massa. As pessoas, sei lá, vão ouvir Pisadinha. Coisa assim, né? Porque é um produto de massa. Sim, é fácil, né? É fácil de consumir, né? É fácil de absorção. E aí, o problema é que isso bate na nossa cara muito mais fácil, porque as redes sociais te permitem interagir com esse mundo pop o tempo todo. Ele tá na tua cara o tempo todo.

E você, por mais que você tente se isolar do mundo, construindo alguns conteúdos melhores, você não consegue. Então, é uma dádiva que vem com uma maldição. Então, você consegue ter camadas de discussão. Hoje, para você produzir política, você tem que criar as camadas dela. Então, nós fazemos assim. O topo nosso, a gente tem uma revista impressa, que não tem nem conteúdo online. A pessoa paga, faz assinatura, para ler um material de ponta.

nosso, pra entender sobre o mundo, sobre o passado, sobre o futuro. Beleza. A revista Valete tá lá. Agora, eu tenho que ter criadores de conteúdo nosso fazendo reels diários. Eu tenho que ser, eu sou pré-candidato, tenho que fazer reels o tempo todo. Tenho que fazer cinco, seis vídeos por dia pra me tornar mais conhecido. Não vou vender a mãe nos reels, mas tem que ser popular. Você tem que ficar conhecido. Não tem muito o que possa ser feito.

e tento criar pras pessoas a jornada da base ao topo. Não que todo mundo da base ao topo, isso não existe, nem tem como, mas pessoas vão ficar no meio, pessoas vão ficar mais aqui, outras vão ficar ali. Acho que você tem que ser completo na forma como você passa a sua mensagem. Mas pra te responder de maneira clara, o debate está muito ruim hoje? Sim. E o debate tende a ficar pior? Sim. É triste, mas é verdade.

Vai ficando cada vez mais raso. Vai, vai porque não há... Tem um problema, que é o seguinte, o...

a política era um mercado fechado. É igual ao conteúdo. Vamos dar um exemplo. Antigamente, você assistia as coisas na televisão. E a televisão tinha um domínio completo e ela fazia a própria grade. Você tinha, ainda não, um apelo para audiência e tal, mas no fim do dia você tinha um grupo de pessoas que concentrava o que poderia e o que não poderia ser feito. Hoje, qualquer pessoa fica aprendendo quais são as regras de algoritmo para poder viralizar seu conteúdo.

E você consegue medir isso o tempo todo. É como se você soubesse quantos likes teve o programa do Gugu hoje, sabe? Sim, sim.

Hoje você consegue ver. E aí as pessoas ficam validando as outras socialmente mediante uma escala de fama e conhecimento. E isso faz com que em quase todas as áreas você tenha pessoas que são mais influencers do que um profissional daquela área. Então, na política é isso. A política, a maior parte dos políticos da nova geração não são políticos, eles são influencers. E eu repito, qual é a função social do Nicolas Ferreira? Ele é um influencer que produz conteúdo sobre política.

É isso. Qual a função da Erika Hilton? Ela é uma influencer que produz... Ela, né? Tem que ser bacana. Sobre política. Isso. Agora, factualmente, as pessoas se sentem inspiradas a produzir um conteúdo sobre política bom ou atuar politicamente bem ou, na prática, ser famosos.

As pessoas entendem que o poder é a fama dessa pessoa. E isso é muito ruim. Porque aí todo o sistema de incentivo é para que a pessoa crie conteúdos imbecilizantes, reduzam a prática política a criar conteúdo, e aí nada transforma a vida das pessoas. Então repara, um político de direita que não cria nada, a função dele é torcer para ter sempre uma confusão no dia, para ele poder ter uma pauta para gravar. Sejamos honestos, eu sou um político de direita. De esquerda também, os do PSOL são todos assim.

No dia ele tá, ah, hoje não teve nada. Hoje não aconteceu nada. Porque os caras querem gravar. A função social de um político é gravar. A maior parte dos gabinetes, dos políticos de direita e de esquerda no Brasil, são estúdios. Estúdios de gravação. Então ele fica lá, tá, grava o vídeo. Ah, tô indignado. Olha a esquerda aí que hipócrita. Olha, essa direita é fascista.

É isso. E a gente tá pagando por isso. Essa é uma sensação muito ruim que dá. É uma sensação de que não vale a pena você trabalhar. O Kim Kataguiri, a gente citou ele no começo, ele trabalha igual um cachorro. Agora as pessoas dão mais valor se um deputado grava um vídeo, se for de direita, olha só, ô xandão, ô vagabundo, acabou.

Sério, o Farrul, eu nem tenho nada com ele. Eu achei um sujeito engraçado, um cara com bigodão lá do Paraná, um policial. Ele ficou gravando uns vídeos. Vou orcar o seu safado. Ele ficou fazendo umas musiquinhas. Milhares, milhares de curtir milhões de views. Pra nada. Então, a política, vamos dizer, isto aqui...

fez a política se tornar um negócio muito retardado. Muito. E a gente precisa mudar isso. A gente fala muito em reforma política pra mexer com corrupção, pra mexer com o impacto do centrão. E o impacto dos caras que nem estão envolvidos nos casos de corrupção, que eles só tornaram a política uma grande imbecilidade. Erika Hilton, acho que é um exemplo. Imagina, você ir pra uma comissão da mulher só pra ser afrontosa. Ah, eu sou afrontosa, eu sou uma trans na comissão da mulher. Pelo amor de Deus, isso é muito estúpido.

Então, realmente precisa mudar. Eu tenho algumas ideias pra mexer nisso, mas definitivamente ser famoso não tem que ser um qualificante pra você ser um político. Não deveria. Nenhuma medida. Eu queria até me aprofundar um pouco nisso de o que existe hoje que está totalmente errado na sua visão e que independente de quem ganhar provavelmente não vai mudar.

Uau, não é tanta coisa, mas eu posso começar com um. Compra de voto. Oi? Compra de voto. A compra de voto é a base da democracia brasileira. Existe compra de voto hoje? Pelo amor de Deus, na verdade, só existe compra de voto. Quanto mais você desce na pirâmide social, mais a compra de voto está presente na vida das pessoas. O Brasil provavelmente é a democracia no mundo que mais tem compra de voto.

E você tem a compra de voto, vamos dizer, estrito-senso, que é a... Chega a época da eleição e uma família vai receber uma grana do cabo eleitoral ligada ao político. Então, em geral, o político paga aquilo que eles chamam de lideranças, ele pega uma grana com caixa 2 e a liderança vai na casa das pessoas. Quantos votos eu vou trazer aqui? Pô, tem minha família toda umas 7 pessoas. Vou dar aqui, então, 600 reais. Leva a volta a família inteira. Às vezes mil reais, dependendo da eleição, especialmente a eleição de vereador.

Isso é a compra de votos estrito-centros. Ela acontece muito em cidade pequena e muito em cidade pobre. Muito. Em geral, em cidade pequena e pobre, por exemplo, do Nordeste, as pessoas empregadas na prefeitura fazem esse trabalho de cooptação e compra da galera. Beleza, isso é a coisa um. A coisa número dois é a compra de voto, aí eu falo mais lato, senso, no espírito mais aberto, que acontece ao longo dos anos, que funciona assim.

Você elege um vereador, eventualmente você vendeu o seu voto para o vereador. Aí furou o pneu da tua Kombi. Aí você vai no vereador.

furou o pneu da Kombi, o vereador vai ver o pneu da Kombi pra você. Olha, eu tô de mudança, eu preciso arrumar um carreto. O vereador vai arrumar o carreto. Olha, quebrou o telhado da minha casa, ele vai arrumar o telhado da tua casa. Aí de onde vem o dinheiro que esse cara fica resolvendo as coisas? Aí que a gente começa a entender o mecanismo da corrupção no Brasil. O mecanismo da corrupção não é só um político grandão que tá ele próprio, vamos dizer, precisando roubar, botar o dinheiro no bolso. Lógico que isso acontece. Só que existe uma estrutura toda.

No fim do dia, esse político grandão, vamos supor, um deputado federal, que está envolvido no escândalo do INSS, esse cara tem uns 20 prefeitos ligados a ele no interior, 15, o número varia. E esses caras têm outros tantos vereadores. O dinheiro tem que fluir do topo com a base. Então tem que ter uma empreiteira ligada a esse deputado que vai operacionalizar a emenda dele com o prefeito daquela cidade e um pedaço, a reserva técnica, vai ser separado ali como superfaturamento.

E aí você vai pegar isso em cash e aí você toca com a sua base. Aí chega o prefeitor, tem 200 conto aí pra gastar ou o próprio vereador participa de um contrato com a prefeitura. E aí cada um cria o que eles chamam de estrutura, que é essa estrutura de atendimento aos eleitores nas cidades que acontece ao longo dos anos, é um processo. Você tá na base do prefeito, ajuda isso. Isto é a base da democracia brasileira.

E isso, a não ser que entre alguém, no caso, eu tô propondo isso, que criminalize muito tudo isso, e isso vai continuar distorcendo totalmente o sistema político brasileiro. De modo que aquilo que a gente chama de centrão continue mandando na gente pra sempre. E de modo a você ter um país em que metade dele é não funcional.

metade do Brasil não funciona, vamos ser sinceros. Metade do Brasil, ele vive do dinheiro extraído de outra metade do Brasil. E ele pouco trabalha, as cidades são CNPJs pra ficar operando emenda. E você tem clãs, grupos familiares que ficam disputando ali e ganhando dinheiro com esse jogo. É basicamente isso. Isso é um jogo que custa centenas de bilhões por ano. Se a gente olha direitinho o custo, põe no papel, o valor é assustador.

E esse é um jogo que precisa acabar. Acho que essa seria a grande reforma a se fazer. Agora, se eu não ganhar, esse assunto nem sequer é mencionado pelos outros candidatos. Esse assunto sequer existe. Não é uma preocupação para eles. Agora, não existe nenhuma reforma política que não passe para resolver isso que eu estou falando aqui. É, é real. E outro absurdo que tem hoje...

Eu quero saber essas coisas, é curioso. Mas tem muito, a gente está no Brasil, dá para a gente fazer um programa inteiro só disso. Sem absurdos do Brasil. Eu contei dois, eu posso amarrar, vou fazer uma coisa legal, vou amarrar uma coisa na outra. O político influencer e o político comprador de voto. Quando a gente surgiu lá em 2015, 2016, a gente falou, cara, a gente tem que entrar na política usando as redes sociais para colocar gente nova, sangue e bom na política.

Ledo engano, inocentes, né? Primeiro, o que aconteceu? Ora, se você usa a rede social como uma ferramenta, outros vão usar e todo mundo... E você tem limites. No começo tinha limite. Vamos fazer um negócio sério e tal. Só que alguém cruza o limite e todo mundo vai alargando o limite. Levando pro absurdo. Até o ponto da gente ter, por exemplo, sei lá, a Helena Pascoal fazia a campanha pra um candidato chamado Coringa Reaça nas eleições de dois mil e...

em 1922, que era basicamente o Coringa, o Coringa do Batman, que eles iam ser reaça. São figuras patéticas da direita que foram levando o discurso apenas para aquilo que é viral e atende o desejo das pessoas de entretenimento nas redes sociais. Isso virou um problemão. Até que o Centrão, o mesmo que faz essa operação de grana, falou, e se eu também gravar esses vídeos idiotas?

E aí surgiu o prefeito de Recife, o João Campos, o Manga, o próprio Topazio lá de Florianópolis, que é o prefeito do Centrão Pop nas redes sociais. Que é uma mistura de... Ah, o Manga é famoso. O Manga é colossalmente famoso. E assim, o Manga é um ladrão que desviava a grana da saúde através da igreja da esposa. A gente olha isso aqui e fala, cara, é tudo errado. O cara desvia a grana da saúde através de uma igreja.

Esse cara tem que ir muito pro inferno, não há o que dizer. Esse cara é um canalha, mas ele nem liga. Ele continua fazendo os vídeos dele de humor e as pessoas defendem ele. Porque o entretenimento fala mais caro, mais alto do que isso. Então, no fim, olha a volta que as coisas deram. As redes sociais se tornaram um instrumento daquele próprio sistema que eu tava descrevendo de manutenção dele no poder. E aí volto pro começo do podcast.

A cena do Flávio Bolsonaro, nem sei se dá pra botar isso na edição, dançando num evento lá no Nordeste. O que ele tá fazendo com isso? Ele tá fazendo manga.

Ele tá fazendo o João Campos. Ele tá entendendo. Pra eu pegar esse eleitor despolitizado, é dançar-se, é meio... Meio boçal.

Isso vem com preço. Isso vem com preço. Você não vai alterar o jogo como ele é. Você nunca vai ter uma reforma fiscal concreta, sabe? Pra gente ter aquele Brasil que a gente fala, pô, fiscalmente responsável, sem usar a marretada da taxa de juros, cair de maneira concreta, lá pra baixo, curva de dívida resolvida, a gente só focar na gente competida. Você não vai ter isso se aquele outro assunto não for resolvido.

Mas ninguém quer olhar pra esse outro assunto. Esse outro assunto, todo mundo finge que não existe. E aí ficam com aquela coisa de falar, ah, não, mas o Kassab tem um plano. O Kassab é literalmente isso. O Kassab literalmente é o cara que tem o maior número de prefeitos no Brasil, e os prefeitos do Kassab vivem disso. Então, este sistema do sistema, o sistema é foda, parceiro, do Tropa de Elite? Esse é o sistema.

o sistema é esse a gente vê as engredilagens de cima o Xandão com uma toga, vamos lá embaixo vamos lá no chão de fábrica vamos lá pro chão de fábrica, vamos falar com o peão o peão é o vereador e o jogo é esse, e esse jogo tá todo entrelaçado nesse episódio aqui a gente vai falar bastante de política aqui no Brasil

E você sabe, a política é um negócio que bagunça muito, é muito inconsistente, troca presidente, tem impeachment, o presidente é preso, é uma loucura. E a Bolsa fica se movimentando muito, e se você não souber proteger o seu patrimônio, é você que paga o preço disso. Então, o que eu vou te trazer aqui? A Finclass, que é a plataforma de educação financeira do Grupo Primo,

está com um descontão, uma condição muito especial, só no aniversário da Finclass, que é o vitalício. O que é isso? Você assina uma única vez e não precisa mais se preocupar com os aumentos de preço aqui da plataforma. Então você vai ter mais de 80 cursos, você vai ter mais de 40 especialistas e você vai ter as carteiras recomendadas. Então você aprende a investir...

com as aulas, mas depois você ainda fica em dúvida. Ah, mas que horas que eu entro nesse ativo? Por quanto que eu compro? Por quanto que eu vendo? Nas carteiras recomendadas você não vai ter esse problema, porque os analistas vão falar exatamente o momento que você entra no papel e exatamente o momento que você sai.

além de relatórios, lives todos os dias, vai ter bastante coisa para você conseguir proteger o seu patrimônio e ganhar mais dinheiro, que isso é bastante importante também. Então vou deixar o link na descrição, o QR Code na tela, para você aproveitar essa condição que é por tempo limitado, vitalício da Finclass, tá bom? Agora, dá para ser... Vocês vêm com uma proposta nova aí no Missão, dá para entrar nesse jogo sem ser engolido pelo sistema?

É verdade, porque o pessoal fala que o... Ainda mais batendo na família Bolsonaro, né, cara? Porque a galera fala que todo mundo começa honesto e o sistema te engole. Ou não deixa você progredir. A gente tem 11 anos de vida. Estamos no 12º ano. A gente não tem nenhum escândalo de corrupção. A gente já teve, vamos dizer, a sedução já passou na frente. Todas as tentações. A tentação mais fácil era, e se a gente virar bolsonarista mesmo? E se a gente só vermelho.

seria um caminho mais fácil, o Arthur Duval teria 20 milhões de seguidores no Instagram, o Arthur Duval é altamente popular, ele é o melhor debatedor que eu conheço é super corajoso se ele fosse Bolsonaro, o Arthur teria 20 milhões de seguidores tranquilamente, o Arthur é muito mais talentoso que o Nicolas, o Kim seria gigantesco, o Kim já seria estaria concorrendo pra ganhar a eleição do governo em São Paulo, tranquilamente por quê?

Porque é fácil. Essa já é a primeira tentação, que é a tentação da fama e do caminho fácil que a gente resistiu. Outras tentações que a gente poderia ter no caminho, a tentação da roubalheira, ou a tentação de aceitar um jogo fácil, não aceitamos. É da nossa natureza, a gente não mudar quem nós somos. A gente tem que permanecer sendo, essencialmente, a mesma pessoa, com os mesmos gostos, frequentando os mesmos lugares.

Sabe, nunca seja o cara que abandona os restaurantes que você come, que ouve as músicas que você ouve. Partilmente que você tenta ser outra coisa, aí além de ficar brega e desajeitado, o vorcaro da vida, aquela coisa meio ridícula, você começa a ter que ficar competindo com os outros entes políticos pela grana. E existe isso. Um político quando mostra pro outro que tem grana, ele tá passando um sinal de sucesso.

que é hoje igual ter uns seguidores de rede social. E aí um político honesto se sente meio loser, se sente meio patético em ser honesto. Isso é uma coisa muito verdadeira. Nas conversas com os políticos é assim. E você tem que se manter resolvido. Então nós nos mantivemos isso. Isso não me faz ter medo. E aí eu te respondendo sobre isso. Nós não... Nós montamos um partido político. Nós não temos nenhuma pretensão em ficar fora do sistema.

Se a gente montou uma partida para entrar no sistema e aí alterá-lo, mais do que somos alterados por ele. Então a gente vai ter que entrar lá e alterar. O que a gente está deixando claro é como se fosse um... Sabe quando o Elon Musk fez o Tesla e aí ele abriu o projeto para todo mundo? Ele deixa o projeto aberto. Quer montar um carro elétrico? Está aqui o projeto. Pode ver. É uma coisa assim, é meu open source mesmo. Olha, eu estou avisando, olha, eu vou entrar.

eu vou fazer o combate ao crime assim e assim assado, eu vou fazer uma reforma fiscal assim e assim assado, uma reforma de competitividade assim e assim assado, e o que eu quero, vocês querem mudar o Brasil? Aí eu vou entrar nesse assunto que eu estava falando com vocês. Eu preciso destruir o modelo do sistema político brasileiro. Isso precisa ser completamente alterado. Senão o Nordeste para sempre será pobre. O Nordeste para sempre, você que mora em São Paulo, vai para sempre ter que pagar a conta de um prefeito no Nordeste.

Você quer pagar menos impostos em São Paulo? Eu vou precisar resolver isso pra resolver o Nordeste e eles gerarem receita lá. Senão não vai resolver. Não vai ter jeito. O catarinense tá muito bravo que o cara do Maranhão tá migrando pra lá e vai migrar mais. A não ser que a gente resolva isso. Não será com o Flávio Bolsonaro do centrão, aliado desses mesmos caras que vai resolver. Então assim, eu vou acumular capital político destruindo o crime organizado no Brasil, passando a maior reforma fiscal que o Brasil já teve e passando a reforma de competitividade.

De resto, um mandato meu, eu vou fazer uma reforma administrativa e política, eu vou queimar todo o meu capital político, que não merejam nunca mais pra nada. Mas se eu fizer isso, o sistema de incentivos da política brasileira se altera completamente. E aí a gente começa a alterar o sistema. E aí você fala, pô, mas eu acho isso impossível.

Já teve gente que fez. Cara, o Fernando Henrique passou a lei de responsabilidade fiscal, botava na cadeia, em última instância, prefeito que não cumpria metas fiscais básicas. Imagina, você colocar na cadeia um prefeito que era caloteiro. A maior parte dos prefeitos até o final dos anos 90 eram caloteiros. A lógica de um prefeito era não pagar o salário dos funcionários públicos.

Isso passou a mudar completamente com a lei de responsabilidade fiscal que passou. O Fernando Henrique passou, vamos dizer, reformas e privatizações gigantescas no governo dele. Sendo ele próprio um cara que não era popular. Então, se ele conseguiu naquela época, por que a gente... Ah, é tão impossível.

O Lula, se quisesse, no primeiro decênio ali, entre 2002 a 2010, vamos colocar, ele teria passado. É que ele não queria. O Lula nunca quis passar uma agenda previdenciária decente, uma reforma trabalhista. Pelo contrário, ele queria piorar essa situação. Ele trabalhou pra piorar, de maneira clara, mas ele teria conseguido. E eu acho que a gente tem que ter um governo que vai chegar lá e vai fazer as reformas que precisam. Nem que, ó, nem eu vou me reeleger. Eu vou fazer isso e vou picar a mula, tá? Mas alguém precisa fazer.

O problema é que falar dessas reformas... É isso que eu acho que é um... É um presente impopular. É isso que eu me sinto às vezes num beco sem saída, porque você falar dessas reformas, por exemplo, num possível debate de TV, eles são conversas difíceis do tio do Zap, às vezes, entender, da Dona Maria entender. E aí ela fica, pô, isso aí eu não tô entendendo nada.

Mas os caras dançando, os caras brigando aqui, isso aí eu entendo bem. E aí nós vamos por aqui. É, isso funciona. A lógica do Centrão funciona. Eu sinto meio perdido, cara, com isso, entendeu? É que a lógica do Centrão funciona quando você está vivendo um momento de estabilidade, o ato de votar, meio, ah, estou indo lá votar. Esse é o momento do país? Eu não acho. Não. Não é esse momento. O Brasil está num momento, vamos dizer, pivotal para qualquer coisa. Inclusive para degringolar.

O Brasil tá passando uma crise fiscal horrenda, ninguém tá falando da crise fiscal. A crise política, a crise de insegurança jurídica é monumental. O Brasil tá vendo os Estados Unidos, tem gente que comemorar, os Estados Unidos agora tá olhando pra América Latina. Gente, isso é um horror. Isso é horrível. O Brasil vai perder qualquer chance que ele tem de ser a nação mais poderosa do nosso continente aqui. Qualquer chance dos Estados Unidos... O cara vai sentar em cima da gente. Lógico.

Lógico, e alguém acha que o Trump é amiguinho? O nosso Trump é amiguinho nem da Ivanka, nem da Melania. O Trump é amigo do Trump. E a gente pode ser, se for bom pra ele, um aliado.

O Brasil tem uma situação horrenda. Tá vindo aí, vocês são pessoas inteligentes, tá vindo aí as automações, tá vindo tudo aquilo que envolve machine learning e inteligência artificial. Agora, as empresas dos Estados Unidos, a Amazon tá demitindo, tá todo mundo começando as demissões, porque começou, né? Começou o corte de material humano simplesmente porque a inteligência artificial vai demitir geral. A classe média no Brasil pode ser varrida do mapa.

Varrida do mapa. Que Brasil é esse que tá vindo? Ninguém tem nem ideia. Mas as pessoas estão sentindo que tem algo de errado.

definitivamente não é dançando que você vai resolver. E não só dançando não resolve. O Flávio dança porque o que resta dele é dançar. Ele não tem nenhuma proposta, ele não acredita na proposta. Se eles são de mercado, se souberam da participação dele no BTG, num evento que teve uns dois meses atrás, foi um desastre. Pediram pra ele falar o que você tem de proposta. Ah, a gente vai cortar aí as coisas. Cortar o quê? Fazer uma tesourada.

Não, mas o que... Fazer uns cortes. A gente sabe o que vai fazer. Eu estive com o Guedes. Sabe?

O cara não tem nenhum plano. Não tem essencialmente uma ideia do que fazer, do que precisa ser tocado. Eu tenho uma PEC que já foi portulada pelo Kim. A reforma fiscal nossa não é um papo. É tipo uma PEC, já tá lá, a gente já tá recolhendo a assinatura. A pessoa pode entrar no sistema da Câmara dos Deputados e pegar lá a PEC inteira. Eu acho, como o Milley conseguiu, nós podemos conseguir. As pessoas entendem as coisas em termos simbólicos.

Tudo que é reduzido aos mais simples, ela é reduzida a um termo simbólico. Quando o cara dança...

Ele tá mostrando que ele é uma pessoa leve e legal e feliz. E ele quer que a pessoa curta aquele momento com ela. Que é isso, Oscar. Curte o momento e finge que não tá nada acontecendo. O Lula, sou o provedor. Estou te dando uma picanha cerveja. Porque você liga a picanha cerveja a uma emoção de um domingo feliz com amigos e família. Então você vai voltar a ter momentos em domingo, família feliz. Porque eu vou prover pra vocês.

Você vai viver isso todo dia. Todo dia. Churraso todo dia. E aí ele pega um gatilho emocional que a pessoa lembra. Tipo, picanha.

Não é só a picanha, esquece a picanha. É o filho dele passando a picanha na farinha, é a música que tá tocando no fundo, é o futebol na TV, é um momento. Gera um gatilho emocional bom. Isso é simbólico também. Outro símbolo é o remédio amargo.

O remédio amargo é um símbolo que todo mundo sabe. Ele é até cachorro, quando tá doente, come grama ou vai comer erva porque ele sabe que de alguma maneira aquilo é necessário pra ele. E é um ato voluntário que o cachorro come. As pessoas sabem que quando elas estão doentes, elas precisam do cuidado. Por isso que a figura do médico é uma figura muito importante. As pessoas gostam também do médico. Ele representa o cuidado que vai vir para um problema.

As pessoas precisam entender que existe um problema. Ou a pessoa que dança diante de um problema, ela é tratada como louca.

Ou a pessoa que aponta o problema e fala vai doer, mas eu vou resolver, ela ganha confiança. O Milley ganhou a eleição fazendo isso. O Milley virou, galera, deu muito ruim. Tá tudo destruído, não será fácil, a gente vai perder pelo menos um ano comendo pão que já amassou, mas eu vou fazer as reformas, vou fazer o que precisa ser feito e a Argentina vai ser grande.

esse cara tem um ponto, e ele é louco também, e aí dera a chance pro louco, eu acho que a gente precisa fazer a mesma coisa aqui, acho que alguém precisa falar assim, pessoal, vou dar uma dica, não vai dar pra você, eu fiz isso no Nordeste, essa é a parte mais engraçada, eu fui no coração do eleitor do Lula,

As prefeituras mais vivem de repasse de governo federal, com números gigantescos de pessoas vivendo o Bolsa Família, falando, ó, não vai dar pra viver assim, tá? Eu vou, sendo presidente da república, se você é um rapaz de 25 anos, tá indo no CRAS receber o Bolsa Família, eu vou botar você pra trabalhar. Você vai trabalhar, você vai ralar, tá? A sua prefeitura vive de dinheiro lá de São Paulo, lá de Goiás, do Agro, lá do Paraná, tá?

E eu vou ter que fazer isso mudar, porque não dá pro seu prefeito ser um ladrão. Ah, mas o que você vai fazer? Se necessário, eu vou botar um interventor nos municípios.

Vocês têm que bater indicadores de desempenho nos municípios. Vou precisar fazer isso aí. E vou matar bandido como se não houvesse amanhã. Comando Vermelho chegou na cidade e eu vou metralhá-los. Cara, minha avaliação na pesquisa Atlas, de janeiro pra fevereiro sai de 4.1 pra 5.5 no Nordeste. É, eu vi que... É sincericídio só. O roteirista colocou aqui no Datafolha você já tá com 10% já.

E tudo geração Z. É. Na Atras é ainda mais bizarro. Na Atras eu tenho 22% no 16 a 24. Eu queria até pegar um pouco dessa segurança aí que você falou com a metralhagem geral. Cara, que bizarro tá a segurança no Brasil, né, cara? A gente tá aqui em São Paulo, né? Onde a gente fica aqui é a Alphaville, mas direto a gente tem agenda em São Paulo. E, cara, eu sou um cara que vem da periferia de Guarulhos.

Eu morava no Pimentas. Caramba. Eu lembro que em 2006... Lá é PCC, brabo, brabo, brabo. Eu lembro que em 2006, minha escola foi sequestrada pelo PCC e eu tive que ficar na quadra lá, assistindo os caras com arma e fuzil, assustando a gente. E eu tô com medo de São Paulo, cara. Tipo, eu pego o carro com a mulher, com as crianças, tem pedaço em São Paulo que eu tenho medo de passar, cara. É porque a gente tá em Alphaville, Alphaville é uma bolha à parte aqui.

É. A sensação de segurança aqui é melhor e tal, né? Mas em São Paulo é ruim mesmo.

É, cara, às vezes eu tenho algum compromisso em São Paulo, sei lá, bota as crianças no carro com a mulher, assim, tem uns picos que eu passo, desde zumbi andando na rua, há uns lugares que você fala assim, cara, tá assustador São Paulo. Sim. O que vocês pensam nessa parte de segurança mesmo, cara? E até mesmo PCC e Comando Vermelho que você comentou.

Eu vou te falar, essa é uma agenda que ela vai ficar quase consensual na direita e a esquerda vai fingir não precisar falar. Porque pra esquerda eles já deixaram claro que não são terroristas, né? É uma galera do bem. Não só eles acham que não são terroristas, eles têm parceria política. Eu rodando no Ceará, eu vi isso. O governador não deixa a polícia destruir o Comando Vermelho. Porque assim, o Comando Vermelho, ele toma cidades no Ceará e...

A polícia conseguiria evitar. Chegou a ter uma cidade que a gente passou, é um vilarejo, uma cidade pequena. Mas o que o governador mandou a polícia fazer foi escoltar a população pra fora da cidade, dado que o Comando Vermelho tomou ela. Isso não é normal. A polícia é servida, escolta pra população ir embora, e não pra eliminar os bandidos.

E o que a gente sabe é que existe um lobby gigante que já foi denunciado pelo Metrópolis, pelo Estadão, tocado na época pela Dama do Tráfico, e que ONGs ligadas ao Comando Vermelho e ao PCC rodam Brasília, fazem uma política de desencarceramento e política de direitos humanos no presídio. Virou até o programa Pena Justa do governo federal, que solta bandido mediante a ideia de que esse bandido está tendo os direitos humanos dele violados na cadeia. Então é um governo que é amigo do crime. Eu posso te falar...

rodando especialmente o Ceará, até saindo do Lance Rio, São Paulo, rodando o Nordeste você vê, o PT é amigo do crime organizado, e eu acho que o PT tem algo com o Comando Vermelho especificamente não sei quem firmou, não sei como funciona mas tem, porque o Comando Vermelho é sempre beneficiado por eles, e vai desde aquela visita estranha que tanto o Lula quanto o Flávio Dino fizeram lá no complexo do Alemão aquele boleto CPX complexo da Penha, esses caras o Comando Vermelho basicamente mas tem oamento do México mas tem oamento do México

tem algum tipo de apreço pelo PT. Todo o resto, assim, isso aqui é claro, só estou falando fatos, todo o resto pode cair no campo das conjecturas ou da teoria da conspiração, mas que há, materialmente falando, um benefício com o Mundo Vermelho, existe. O

O PT não quer transformar eles em facções. O PT é contrário ao aumento de penas. O PT é contrário ao aumento de... A redução da maioridade penal. Completamente contrário. E o PT é contrário a qualquer aumento nos investimentos na área de segurança. Então, isso aqui é uma constante que esses caras têm. E eles usam uma estrutura ligada a ONGs, especialmente direitos humanos, e ONGs ligadas ao movimento negro, para criar uma tese de que toda vez que você combate o crime, você está matando negros.

Então, ah, você é muito racista. Se você é um bandido e for morto, você é racista. Então, toda a estrutura deles foi construída assim. Eu até já mostrei, eu tenho algumas lives que eu mostro, mas tem muito artigo sobre isso também. Toda a grana que vem do George Soros, esses caras, pela gringa mesmo, pra financiamento de ONGs no Brasil, majoritariamente direitos humanos e movimento negro. Aí quando você abre as ONGs que recebem dinheiro, a pauta é a mesma, tanto a direitos humanos quanto a do movimento negro.

Desencarceramento, mudança das leis penais, a ideia de que a gente prende muito, o que é tudo mentira, o Brasil prende muito pouco.

Então, para voltar em... O que eu faria? Precisa ser feito. Um, acabar com o financiamento gringo, essas ONGs têm que ser listadas como ONGs que patrocinam basicamente o crime organizado no Brasil. Então, ONG no Brasil que recebe dinheiro e ONG gringa que manda o dinheiro, Fundação Rockefeller, Fundação Soros, Ford Foundation, barrado, os representantes que ficarem no Brasil são presos. Ponto. É isso. Ligação com Comando Vermelho e com facções pura e simples. Um.

Dois, alteração nas leis penais e nas leis de processo penal, aumentando a pena e acabando com recursos como progressão de pena e saídinha. Isso simples e direto. Isso já resolve, vou falar pra vocês, 60% do problema. Aumentou a pena e acabou com a progressão, o sistema de incentivo pro cometimento de crime, que é hoje a base do jogo, ele cai. Construção de presídios, diminuição da maioridade penal pra menos de 14 anos, avaliado caso a caso.

O lance é, se um garoto de 12 anos cometer um estupro seguido de morte, ele teve força pra fazer isso, ele vai ser preso. Ah, mas tem 12 anos, dane-se. Ele teve força pra fazer, ele vai ter força pra segurar a bronca dele. Ponto. Senão a gente fica com a política da leniência e do aliciamento. Hoje vale muito a pena.

Você ir pra escola, uma escola que está na periferia do Rio, ou ir no bairro dos Pimentas, ou citar Guarulhos. Pegar um menino complicado numa escola pública, que não tem o pai e já a cabeça meio complicada, você pega esse moleque, dá uma grana, bota esse cara pra participar dos primeiros roubos, ele é pego pra polícia uma, duas, cinco, quinze vezes, não acontece nada com ele. Se ele morrer no caminho, ninguém liga, a família dele já não liga muito.

Esses moleques existem uns milhares nas periferias das cidades, e são eles que são os aliciados. Se ele sobrevive uns 18 anos...

Aí ele vira um ladrão em série com um track record já bom de crimes cometidos. E ali ele pode ser pego, mas ele já adquiriu experiência. Então a gente fala que a esquerda é conta, né? Essas políticas tipo jovem aprendiz, menor de idade ter aula. Mas ela permite que você tenha um jovem aprendiz no crime na rua. E ele faz a carreira de jovem aprendiz sem ser pego pela polícia. Depois quando pode ser pego ele já tá experiente. Então tem que reduzir a maioridade penal.

qualificação das facções como organizações terroristas, eliminando direitos e prerrogativas deles. E aí, depois de fazer todo esse arcabouço, a guerra incide em reocupação. Porque não adianta a gente fazer isso

Enquanto nominalmente aquelas pessoas que moram nas favelas ou em regiões ocupadas pelo crime, elas são brasileiras. Então eu mudei todas essas leis. Tornei o Comando Vermelha uma organização terrorista amanhã. Eles vão sair de livre e espontânea vontade do complexo do alemão? Eles vão sair de livre e espontânea vontade da cidade de Santa Quitéria, no Ceará?

Não, eles não vão. Então a gente vai ter que tirar de lá. Então a gente vai ter que pegar as polícias. Por isso que eu defendo colocar o Brasil em estado de defesa nas áreas controladas pelo crime e tocar as operações e eliminar. Eliminei os caras. É prender ou matar os envolvidos. Depende do caso. Se o cara resistiu, matou, mas se entregou, tudo bem. Vai preso por bastante tempo. Aí você já com esse arcabouço legislativo novo, vai ser muito difícil você criar uma facção nova.

E aí a imposição de lei e ordem vem. E aí vem o retorno econômico. Ah, Renan, mas isso gastaria alguns bilhões? Sim, gastaria alguns bilhões, faz umas operações. Eu acho que vale a pena, cara, gastar dinheiro com isso. Quanto que se libera de produtividade retida nisso? Nossa, cara. Já pra pensar, eu jogo a pergunta pra vocês, se são pessoas de números melhores do que eu.

O quanto que o Brasil gasta... Quanto a vida... Nossa, senhor. Quanto é o instrufilme no carro? É o porteiro no prédio? É a cerca? Cara, desvalorização imobiliária, cara. Desvalorização imobiliária deve ser um bagulho assustador, cara. Pensa o cara que há 50 anos atrás...

Fez a vida dele no centro de São Paulo, que era lindo, tinha um prédio inteiro e tudo mais. Irmão, esse maluco destruiu o patrimônio dele 90%. São quantos bilhões travados aí? É. Só no centro de São Paulo, né? É, é bizarro, é bizarro. E não é só o centro hoje, né? Tá expandindo. Então, tipo assim, cara, já tá sendo o sul-centro, já tá tendo outras áreas ali. Dinheiros, né? Você pega...

Pinheiros, Belávio, tipo assim. São Paulo, você pega, pô, é bairro com mais furtos, mais roubos. Pinheiros tá assustador. Cara, uma coisa muito louca. Você fala assim, cara, os caras devia ser um lugar mais seguro aqui, sei lá, né? Os caras, apartamento de 50 milhões de reais, o cara não pode sair na rua, o cara assalta ele. Que loucura. E aí entra a segunda derivada disso, que é uma derivada maravilhosa. Tá assim.

uma capacidade gigantesca, mais depreciação perdida que o turismo, né? Por Rio de Janeiro. Colossal. Quanto de turismo a gente não perde por ano? Mas vai ter mais uma coisa. Se eu recuperei a favela, e aí eu faço o processo de desfavelização, tanto reformando as casas e conferindo título de propriedade, quanto fazendo prédio, aqueles títulos de propriedade são passíveis de virarem garantias bancárias para as pessoas. Ou seja, você está pegando uma, basicamente, patrimônio informal, e você está formalizando para colocar isso na economia formal.

o quanto que isso não vale. Tem quantos... Se bobear, dá trilhão toda essa brincadeira que a gente tá falando aqui. Então a política de segurança é uma política econômica também. Uma política essencialmente econômica que entrega uma coisa chamada segurança jurídica que é a base de qualquer ação funcional. Então isso vai ser um salto que a gente vai dar.

colossal que, vamos dizer, essas coisas escalam. Elas vão escalando. A gente nem vai vendo. Uma vai puxando a outra porque é sinérgica. Então, se você fazer uma reforma fiscal no Brasil e acabar com o crime organizado, o Brasil vai passar por... Não digo uma era de ouro, mas vai passar por o seu melhor momento nos últimos 70, 80 anos. É algo incrível que pode acontecer.

É, cara, isso seria... Engraçado, né? Parece uma coisa... Utópica, utópica. Parece utópica. É, parece simples, né? É meio óbvio, né, resolver isso. É meio óbvio, mas ao mesmo tempo eu falo assim, cara, é fantasioso. Chega a ser uma coisa meio assim, você fala, caramba, velho. Hoje o problema... Qual que é o maior problema, porque hoje da segurança, cara, tipo, o policial ele não tem permissão pra fazer o que precisa ser feito?

em grande medida, sim. Quando ele pega o bandido, o bandido é levado pra delegacia, mesmo com várias passagens, várias vezes o delegado solta. Se ele fica, aí vai pro juiz de garantia, vai fazer a audiência de custódia, aí na audiência de custódia já soltam ele. Se ele vai preso, ele toma uma progressão penal e sai, e as penas são brandas. Então, sim, ser policial é uma tarefa muito ingrata. O cara tem que gostar muito de ser policial. O cara ganha pouco, e o, vamos dizer, a...

A alegria que ele tem em fazer bem feito o trabalho dela é jogada no lixo logo em seguida. Logo em seguida. Esse cara é... O policial, o entregador, o motorista de Uber, esses caras são heróis nacionais. Porque eles persistem quase como o Cisi empurrando a pedra montanha acima e ela rola por cima dele. Porque parece que o país é feito pra judiar esses caras. Pra castigar. E ele...

Se você olhar, a resposta, na verdade, é muito interessante. Se você pegar o dia de um policial e o drama de um policial, pegar uma semana do policial e criar soluções para os problemas dele, tudo isso que a gente está falando aqui está incluso. Porque passa por isso. O menor que não pode ser preso, que comete o crime, volta para a rua e fala E ainda tira sarro do policial, que não pode fazer nada com ele.

a progressão de pena que faz com que o bandido violento volte pra rua a audiência de custódia e outras garantias pra traficantes e membros de facções criminosas que não podem ter direitos e prerrogativas que uma pessoa normal tem, tudo isso se a gente olha direitinho, tá no pacote o que mais você tem aí de propostas que você que a gente pode chamar de cenários utópicos aí, mas que você fala assim, cara, isso aqui a gente devia dar mais atenção então

Propostas impopulares a gente tem de monte, né? Eu falei... Fim da Zona Franca de Manaus. E eu estou até indo bem nas pesquisas no Amazonas. Mas eu estou falando, galera, não dá para sustentar. Isso é doentio. Isso é bizarro. Nós precisamos acabar com a Zona Franca. Nós precisamos criar um... E eu estou falando isso no Nordeste. Eu vou voltar para o Maranhão. Fazer uma rota no Maranhão só com cidade...

com IDH África subsaariana, assim, bem hardcore. E eu estou falando pra galera lá, olha, não dá pra tirar o dinheiro dos lugares mais produtivos e sustentar a sua classe política. Nós vamos precisar fazer alguma coisa. Que seja colocar um interventor no Maranhão. Agora a gente vai precisar ter uma política com os estados deficitários brasileiros de desmame.

Todo governador tem que trabalhar com o seguinte indicador, aumento da atividade econômica e aumento de arrecadação real, e não viver da arrecadação dos outros estados. Pô, se for pegar o salário do professor da rede estadual do Maranhão e o salário do policial do Maranhão, é mais alto do que a média de vários estados que pagam a conta. Então eles pegam o dinheiro do estado que paga a conta e aí eles pagam melhor a turma deles? Isso é injusto.

Aí justo com o policial de São Paulo. O policial de Minas não tá tendo reajuste há anos. Tá pistola com o Zema. Aliás, os policiais de São Paulo também tão pistola com o Tarcísio. Enquanto isso, do Maranhão dá aumento. Que isso? E os prefeitos gastando... Todos esses escândalos agora. Agora teve o escândalo do Wesley Safadão. Porque pra um prefeito se releger, toca um show ali. Aí fica... Vai dançando, aí a população vai dançando e vendendo voto. Isso não dá.

Não dá pra ter município que não seja autossustentável, então tem que fundir os municípios, especialmente na região Nordeste. Você não vai poder permitir que essas mesmas famílias políticas se relejam de maneira indefinida como acontece lá. Portanto, se você não tiver indicadores de desempenho, o prefeito não se relege. E explicar isso foi difícil de início, mas hoje eu tô tendo uma facilidade muito grande, porque você mostra os escândalos pras pessoas, as pessoas falam, é verdade, cara, não dá pra viver assim no Maranhão.

outras coisas impopulares. O nosso pacote fiscal, que está protocolado com o Kim, tem temas que vão ser impopulares, mas a gente vai precisar discutir ele. Por exemplo, tem muita fraude no BPC, vocês acompanham o orçamento brasileiro, o avanço dos gastos com o BPC é assustador, já é uma curva quase exponencial.

E é porque você hoje consegue um diagnóstico de qualquer coisa pra você pegar um BPC. O BPC é muito maior do que o Bolsa Família. Então, o Bolsa Família, você vai lá no Crase e pega. É meio fácil. O BPC, o cara, eu sou meio... Eu sou meio tantã, assim, né? Falando. Eu podia pegar um diagnóstico, sou autista aí, tô no espectro e pronto, pego um BPC.

Então vai ter que passar um pente fino nisso. Outra coisa, ele não pode ser reajustado, que é a desindexação, igual ao salário mínimo. Então uma pessoa tá ralando, sobe o salário mínimo, é um ganho de produtividade. Aí eu atrelo a quem não tá sendo produtivo o ganho da produtividade. Não é o reajuste. Uma coisa é o reajuste, pô. E teve inflação e tal. Eu atrelo a produtividade do cara que tá trabalhando. Então eu não posso subir o BPC de acordo com isso. E eu tenho que passar um pente fino no BPC. Hoje, cara, o BPC...

pra muita gente malandra, tem muito malandro na praça, é uma boiada melhor, muito melhor do que qualquer outro benefício existencial. Por isso que ele tá crescendo de maneira gigante. Tem que mexer. Bolsa Família, eu estou rodando e já tô avisando o Nordeste, eu vou fazer frente de trabalho. Se um município tem mais de 30% da população que tá em idade pra ser ativa, inativa e vivendo de auxílio...

O cara de 25 anos, de 30 anos, que vai no crasso pegar o Bolsa Família dele, vai ter um papel, um formulário. Olha, temos uma frente de trabalho. Vou te chamar três a quatro vezes por semana. Vou pagar um valor maior com o Bolsa Família. Você vai ralar aqui com a gente. Bolsa Família é um problema mesmo? É um problema. É um problema. É assim, o problema é que todos os políticos, todos, eles adotaram o seguinte argumento. Não, pro de direito.

Eu falo de muito... Isso aqui é liberal, é Milton Friedman. Você dá uma pessoa, o jeito de escolha. O jeito de escolha é com o dinheiro dos outros. É.

Até quando? Uma coisa é você, uma pessoa que tá precisando ter. Por exemplo, tem gente que não contribui com a previdência e tem aposentadoria mesmo assim. Ninguém aqui quer largar essas pessoas a míngua. Acho que a gente acredita no Brasil que existe um pacto e que você pode dar assistência pra quem tá precisando muito. Agora, a diferença do remédio pro veneno é a dose. A dose já pegou demais. E você tem muita gente no Brasil vivendo de auxílio.

Pessoas boas, né? Que estão funcionais. Pessoa, 26 anos, uma moça de 26 anos que tem um filho, faz um bico aqui e ali, às vezes, ou um rapaz, faz um bico aqui e ali e fica de Bolsa Família e recusa emprego. Pô, não é que não tem empreendedor. Cara, eu tava em algumas cidades, graças a Deus eu rodei muito no Nordeste, acabar com preconceitos que as pessoas têm. Tem muita gente querendo trabalhar, mesmo gente no Bolsa Família.

Agora, o cara é um comerciante, cara, a produtividade é mais baixa lá, os salários é de R$1.500, R$1.300, o cara não quer. O cara faz o cálculo assim, eu vou fazer um bico aqui, eu faço um bico ali, e depois eu recebo um Bolsa Família, moro na casa da minha mãe que recebe uma aposentadoria, e meu irmão tá trabalhando na prefeitura. Você tem esses arranjos em que as pessoas combinam benefícios e emprego na prefeitura com um bico aqui e ali, e elas vão levando a vida, e não querem emprego.

E aí você fica uma coisa muito louca, que graças a Deus eu vi, até entrevistei vários, que são cidades com baixíssima atividade econômica, em que tem empreendedores de diversas áreas querendo contratar, e as pessoas que estão formalmente fora do mercado de trabalho não querem ser contratadas. Então você criou claramente um incentivo perverso.

Você não pode permitir que uma pessoa em idade de trabalho não queira trabalhar. Vai ralar, vagabundo. Vai tomar banho. Vai se ferrar. O entregador tá ralando pra pagar o benefício desse cara? Esse cara tem que ralar. Ah, mas você vai perder o voto dele? Eu já não tenho o voto dele. Se o cara não quiser ralar, ele vai votar no Lula.

deixa ele votar no Lula. Agora, o cara que é o entregador, o cara que é o dono da loja de material de construção pequenininha aqui, o cara que tem um restaurante, o cara que tem um boteco, o CLT, eu tô com esse cara. Tô avisando, ó, eu tô com você e eu vou fazer o outro trabalhar. Não vejo isso nos meus concorrentes. Aí vem entrar o que é direita no Brasil. O Flávio Bolsonaro comemora. Ai, meu pai aumentou o bolsa. Pô, parabéns, hein, cara. Eles votaram no Lula. Cê é o bichão, hein. Cê é brabo.

e até ser muito rápido aqui da CLT o que você acha desse formato que a gente tem da CLT tem alguma coisa pra mexer nisso? horrível, tem que mexer ou acabar com a CLT ou você simplesmente criar criar os meios pra que essa informalidade que é a construção de meios todo mundo faz uma meia pra sobreviver

viria apenas algo concreto. As pessoas possam vender seu próprio serviço de trabalho da maneira como quer vender o seu tempo por hora de trabalho, combinando com o empregador. E aí elas constroem a sua renda mensal com base nisso. O mundo, vamos pensar, a CLT é um regime lá dos anos 40. Já nos atrapalhou naquela época.

ajudou em grande medida a criar as amarras que vieram com o varguismo que foram freando um crescimento de longo prazo que a gente poderia ter em termos de competitividade mas era pra um mundo que todo mundo achava que ia fazer uma carreira numa empresa a vida toda, não era nem num setor era numa vida, vou passar o cara, ó, tá aqui minha carteira de trabalho eu tô na mesma empresa há 30 anos

esse mundo não existe mais. Nem que houvesse um defensor da CLT, o mundo da CLT não existe mais. O mundo de agora em diante vai ser muito confuso. Você vai trabalhar pra uma empresa, depois você faz um bico online, depois você vai trabalhar com um indiano num negócio de startup e não sei o quê, depois você vai fazer um trabalho com não sei o quê, as pessoas vão ter que se adequar a esse novo mundo. É um mundo muito diferente que tá vindo aí.

E definitivamente você não tem um marco legal que faça com que a pessoa trabalhe num mundo novo. Se o cara quer trabalhar numa lanchonete, sei lá, 15 horas uma semana, e o resto ele estuda, ele já fica todo engessado pra trabalhar assim. Todo engessado, tem mínimo disso, mínimo daquilo, sindicalizado. Não, não. E se ele só quer vender a hora de trabalho por um tempo na semana dele?

a liberdade laboral vai permitir arranjos que vão ser melhores pra todo mundo e fazem com que o contratante não tenha tanto medo de contratar e o pior, não cria essa cultura da desconfiança mútua hoje o ser CLT impõe uma desconfiança mútua, você sabe que o cara quando ele for sair ele vai querer te colocar no pau e que o juiz trabalhista vai ajudar ele ao mesmo tempo você fala, ah então

se o cara tá querendo me ferrar, vou ferrar ele antes é o jogo, é o jogo de tensão numa cidade sem confiança, então tem que ter um regime que acabe com esse negócio de precisar de fazer uma MEI em que você basicamente contrate, tenha liberdade laboral plena e esse regime

o aumento da liberdade laboral, se eu for lá em sociedades industriais que estão se industrializando hoje no leste asiático, o que a gente vê? China, Vietnã, posso falar na própria Índia, que tem regimes trabalhistas muito mais flexíveis do que os nossos. Então, assim, o mundo que cresce mais de 5, 6% ao ano tem um regime laboral que não é o nosso. Então vamos ter um regime laboral deles? Se a gente quiser concorrer com eles? Então é isso, eu quero ter um regime laboral desse. Acho a CLT é uma coisa anacrônica, arcaica.

É, acho bem arcaico também. Mas você acha que a CLT, ela pesa muito pros dois lados? Vocês pensam em melhorar pros dois lados? Pro cara que tá contratando e... Óbvio. É óbvio. E o peso dela é um peso que nem se faz valer. A pessoa acha que ela tem garantia. Ah, sim, né?

Eu tenho o meu fundo de garantia, que eu não acesso nem rende da maneira como precisa. E tenho acesso ao INSS, que é um esquema de pirâmide, que eu nem sei se fosse ser uma aposentadoria depois. É que a pessoa nem sabe que ela não tem... A aposentadoria dela é nominal. É um direito que o Estado um dia vai pagar.

Ela não tá fazendo poupança de nada. E às vezes até o contratante, ele gostaria muito de pagar mais, mas ele se ferra. Isso é uma coisa que a gente defende muito aqui, né? A gente sempre fala pras pessoas criarem uma consciência de educação financeira o quanto antes. Cara, cuida do seu dinheiro, investe, faz você o seu pé de meia, porque se você for depender dessas coisas aí... Mas posso te falar, eu tava numa padaria esses dias, e aí eu tava no Google Trends vendo minhas pesquisas no meu nome. Aí um cara achou que eu tava na bolsa.

Aí eu olhei, o cara falou, não, e aí como é que tá, você investe, você faz day trade? Eu falei, não, isso aqui é Google Trends. Aí ele comentou, não, não, porque assim, eu já tô aprendendo a usar, se a gente não souber salvar, eles usam o termo salvar, salvar nosso dinheiro, a gente vai ficar sempre se ferrando, cara, eu faço entrega, eu faço isso, tô até vendendo um negócio, ele mostrou um negócio de perfume que ele vende um catálogo. E o cara, e eu falei assim,

E você tá indo bem? Cara, eu tô fazendo minha grana e tô poupando uma grana todo mês e tô investindo. Veja, era um cara humilde, fazendo dele, não era vítima de nada. Correria. E a lógica de investir, fazer o dinheiro render, já tá na cabeça dele. Cara, viralizou um Reels muito foda. Minha mulher que me mandou. É um casal. Ele ganha dois mil reais e a mulher dele ganhava mil e seiscentos. Nossa.

Aí dá 3.600 reais. Aí no vídeo ele mostra como que ele separava as contas deles. Logo de cara ele separava mil reais. Ele falou assim, investimento para o nosso futuro. Aí depois, 500 do aluguel, 300 de alguma emergência, 800 de mercado.

O cara fazia... Não, eu falei assim, caraca, mano, um casal com uma renda de 3,600 tendo a consciência de separar mil reais pro futuro, porque não pode depender do governo, é absurdo, cara. Deixa eu te falar uma coisa, assim, a gente fica falando da Ásia, né? Eu falo muito e acho que a direita tinha que falar mais da Ásia.

Porque o nosso referencial é sempre americano, a Europa, cara. E aí você vê a China rodando liso lá. E aí a gente olha todos os outros. Eles têm uma cultura de poupança na Ásia que é grotesca. Isso aí é regra lá. Ninguém ia acreditar, porque o welfare, esse Estado europeu, provedor aí, é uma construção do século XX.

Europeia, ocidental. Na Ásia não tinha nada disso. O chinês, já no período da fome, tinha que poupar alguma coisa, senão ele morria, não tinha assistência. O regime chinês não acredita no assistencialismo como ferramenta propulsora de nada. Inclusive tem um discurso famoso do Xi Jinping falando que a América Latina adotou um caminho inimigo do trabalho, um caminho da preguiça. Eles atacaram o modelo nosso e falaram que a gente está indo para outro caminho.

isso se materializou isso se materializou absurdo dá pra ver que e aí pega a poupança chinesa pega o quanto que o cidadão chinês poupa, mas se for pegar o coreano o asiático, essa cultura da poupança é uma cultura muito boa no fim do dia ela gera investimento ela é maravilhosa e ela gera emancipação então por que diabos a gente foi vamos dizer, a nós foi retirada essa possibilidade a gente foi retirada

Porque o Estado, quando a gente pega a lógica, não só a lógica própria da CLT, mas você vai pegar a FGTS, outras coisas que vieram, ela partia do princípio que o brasileiro não iria poupar, que o brasileiro era perdulário. Que o brasileiro ia viver igual a cigarra e não ia poupar. E nos interiores, nas famílias mais humildes, tinha isso. Ninguém poupava muito.

e as pessoas contavam com sua rede familiar de assistência. Então você morava com a casa da avó, do tio, do primo, e as pessoas iam uma assistindo às outras ali, mas nunca houve uma cultura de poupança. E aí o Estado falou, não, vamos a gente criar cultura de poupança, vamos reter na fonte o salário para você ter uma aposentadoria universal lá, o nosso sistema de previdência, e ainda vamos fazer um fundo de garantia ali. Então o Estado vai retendo dinheiro, esse papel o Estado começou a fazer.

E o Estado gastou o dinheiro das pessoas. E acho que essa parte de mães canalha disso tudo. O Estado torrou o dinheiro da galera. E isso nem conta pra gente hoje como ferramentas próprias de investimento. A Previdência hoje é um problema fiscal. Não é hoje um investimento em nada. E aí as pessoas estão optando por isso. Então, tem várias pesquisas que mostram que...

As gerações mais novas não gostam da CLT, não gostam da seleção brasileira, não gostam de carnaval. E faz muito sentido. São três elementos que eram constituintes daquilo que a gente chamava de cultura brasileira. As gerações mais novas estão um pouco se lixando pra esses tótens da brasilidade. Não querem. O cara prefere fazer o trampo dele, salvar ele mesmo, o dinheiro dele, e vai poupar e tal. Ah... Ah...

A seleção brasileira não significa nada pra ele. Ficar indo no carnaval é um ato lúdico que hoje, se você for pegar um homem heterossexual, não vai muito em carnaval. Hoje, até tem amigos que são policiais, eles trabalham com carnaval. Carnaval é uma festa, tem homens héteros, mas é uma festa basicamente, metade do público é gay e mulheres, curtindo a rua. E nada de errado nisso. Só que esse homem e a menina que querem, por exemplo, ter uma vida...

estável e tal, e estão vindo de baixo, eles não veem nenhum sentido mais nesse tipo de festa. Então, esses elementos... Está surgindo um novo Brasil aí. Tem um Brasil que está surgindo. E esse Brasil, ele está querendo investir. Vai ter tranqueira no meio, como tudo no Brasil vai ter. Vai aparecer esses Pablo Marçal...

Banco Master, vai ter, vai ter os sustos no meio do caminho. O susto vai aparecer. Só que nos trancos e solavancos a coisa vai seguir mais ou menos um caminho. Que é um caminho que as pessoas querem ganhar dinheiro, elas querem ser felizes, elas querem ter suas propriedades, elas querem não depender do Estado. Esse é um Brasil, pô, esse é um Brasil que a gente quer.

A gente tem que ajudar essas pessoas. Você acha que a gente pode ter um Pablo Marçal entrando aí do lado da direita ainda pra bagunçar um pouco mais? Ah, cara, assim, tudo pode, porque esse lugar, o Brasil, eu tava sendo otimista agora, o Brasil é um país desgraçado, né? Em muitos termos, é muita gente mal intencionada.

A política é uma atividade nobre, ela não deveria ser feita por pessoas que querem vamos dizer, exercícios dos instintos mais baixos nela. Então eu vejo o Pablo Marçal e eu vejo pessoas sérias. Quando você quer ser sério, aí você vê um amigo teu, você tá na academia, aí encontra um amigo de muitos anos, pô, Renan, pô, que da hora, mano, a gente é de direita aqui, pô, Pablo Marçal é foda, eu... Pô, cara...

Sério? Sério? Eu falei, não, mas ele não é, ele não é do... Depois ele xingou o PT, eu falei, cara...

Não é, cara. Vamos tentar ser sério. Difícil. É um país difícil. E o pior, um cara como ele ressoa com esse público que a gente está falando. Com pessoas que querem se emancipar. Pra gente entender assim, que até quando você quer se emancipar, você vai ter suas dificuldades. Porque no fundo aqui é uma sociedade que não é baseada em confiança. Entra um elemento também assim, quando a gente tem os rankings internacionais de confiança interpessoal nas sociedades, o Brasil está sempre entre os últimos. O Brasil está em último nas Américas. Então, por quê? É um...

Eu tenho uma tese sobre isso, porque as desigualdades são muito... O Brasil é um país altamente desigual, como toda América Latina, mas ele é mais do que a média. E o Brasil é um lugar em que as pessoas gostam de ostentar sinais de riqueza o tempo todo, como símbolo distintivo de que aquela pessoa deu certo. Então...

É muito fácil quem tá no topo levar vantagem sobre quem tá na base. É muito fácil ser um pastor picareta e levar vantagem de quem tá na base, ser um político picareta e levar vantagem de quem tá na base, ser um influencer que vende o jogo do Tigrinho pro cara que tá na base, ser um Pablo Marçal que fala, ah, vou ajustar aqui, me dá uma grana. Então, fazer bem feito no Brasil se torna, por vezes, exceção.

E é muito ruim isso. A gente precisa resolver. Resolver o problema de ser uma sociedade que é baseada na farsa e no abuso é difícil. Renan, para a gente finalizar, qual, na sua opinião, foi o melhor presidente que o Brasil já teve na história? Vou destacar dois.

E eu não compro o pacote completo deles. De maneira alguma. O Juscelino...

e o Fernando Henrique. O Fernando Henrique, ele tinha uma agenda de reformas pro Brasil e ele passou, cara. Assim, se a gente faz uma retrospectiva, esqueçam coisas ideológicas, ele era um homem lá do tempo dele, um sociólogo que foi de esquerda e tudo mais. Nos anos 90, no Brasil, ele passar aquelas reformas que ele passou e ele ter passado as privatizações que ele passou hoje.

soaria absurdo. Passar a lei de responsável. Ele ficou a um voto de passar trabalhista na previdenciária. Isso nos anos 90, cara. Quando a gente olha, fala, nossa, isso foi muita coisa.

O primeiro é que ele era um homem com as ilusões de esquerda dele. Ele achou lindo o Lula ganhar a eleição pra presidente. Se ele era presidente, no segundo mandato dele, ele tinha que cuidar de prender os membros do PT que já estavam cometendo os crimes de corrupção mais bizarros de todos. O escândalo do Celso Daniel era um escândalo no fundo de desvio de verba da prefeitura, de contratos com lixo e tal, que tava rolando aos montos com o PT.

O PT financiou o caixa 2 da eleição de 2002 assim. Ele era complacente, mas tirando essa complacência, ele foi um cara que tinha uma visão de modernização do Estado brasileiro.

Muito acima da média de todos que vieram depois dele. O outro, Juscelino, porque ele tinha uma imaginação de Brasil muito, muito, muito braba. Vira presidente da república e ele faz a nação comprar a visão dele. Porque a visão dele não está restrita à Brasília. Tinha a ver com industrialização, tinha a ver com aumento da capacidade produtiva brasileira, tinha a ver com um Brasil que se adequava a um mundo que estava se desenvolvendo, que era a política dos 50 anos em 5. Teve problemas, teve inflação gerada com isso, teve...

teve, por isso que eu não compro pacote dos dois, mas o Juscelino tinha uma visão essa visão o colocava à frente de quase todos os líderes políticos que vieram depois então eu botaria esses dois aí na mesa Muito bom, como é que faz pra galera te conhecer aí, quem ainda não te conhece quer acompanhar um pouco do trabalho que você está fazendo agora na sua pré-candidatura

Renan Santos MBL em todas as redes sociais. No meu Instagram em especial vocês vão ver propostas. Eu faço um desafio para todos os outros pré-candidatos. Eu tenho propostas publicadas em todas as áreas. Faço vídeo de tudo, inclusive das impopulares. Então você vai ver vídeo meu nas minhas redes sociais falando de acabar com a CLT. Você vai ver vídeo meu falando de reforma fiscal. Você vai ver proposta para como ter startup no Brasil. Você vai ver proposta para como resolver município que não funciona.

Eu tô crescendo em rede social falando de proposta. É uma coisa meio maluca, mas eu pretendo fazer isso. E eu pretendo até o final manter minha integridade como uma liderança que tem um Brasil, imagina o Brasil e aponta um caminho pro Brasil. E assim será. Muito bom. Renan, obrigado, cara. E você que tá assistindo a gente, não esqueça de seguir o PrimoCast. Se inscreve aqui no YouTube. Se tiver no Spotify, se inscreva também. E dá cinco estrelas, beleza? Muito obrigado. Até o próximo episódio. Grande abraço e tchau.

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