PrimoCast 514 | O MÉTODO PRÁTICO PARA VENCER NA VIDA
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No Primocast de hoje, recebemos o mentor, escritor e empresário Tiago Brunet para uma conversa profunda sobre as lições que o futebol pode ensinar sobre a vida, os negócios e a espiritualidade.
Partindo dos ensinamentos do livro O Jogo da Vida, falamos sobre perseverança, disciplina, propósito, a importância de ter mentores e como os grandes jogadores desenvolvem características que também são fundamentais para quem deseja vencer na vida.
Além disso, discutimos temas como fé, controle emocional, destino, ambiente, meritocracia, tomada de decisão, sucesso nos negócios e a analogia do "apito final" — uma reflexão poderosa sobre legado, propósito e eternidade.
Se você gosta de futebol, empreendedorismo, desenvolvimento pessoal e conversas que fazem pensar, este episódio é para você.
Hosts: Kaique @kaique.editor e Lucão @lucaszafraa
Convidados: Tiago Brunet @tiagobrunet
Sua marca no PrimoCast: publicidade@timeprimo.com
- Futebol e FluminenseLições do futebol para a vida e negócios · Perseverança e disciplina no esporte · Propósito e a importância de mentores · Fé, controle emocional e destino · Meritocracia no esporte e nos negócios · O 'apito final' e o legado
- O papel da espiritualidade na criaçãoAs três regras para o jogo da eternidade · A diferença entre remorso e arrependimento · A fé como ferramenta para lidar com as adversidades · O papel da espiritualidade na vida terrena
- Livros sobre a VidaA vida como um jogo com regras e juiz · A importância do preparo e do destino · O processo de escrita e publicação do livro · Acessibilidade e simplicidade do futebol como analogia
- Caráter e CoerênciaO jogador como exemplo de perseverança infindável · A aplicação da perseverança no dia a dia · Treino infindável como chave para o sucesso
- A importância de um mentorO papel do técnico na carreira do jogador · Aceitação da repreensão e disciplina · A necessidade de mentores na vida e nos negócios
- Influencia do AmbienteO ambiente como fator determinante no sucesso · Meritocracia no futebol e nos negócios · A importância de estar na posição correta · O jogo ganho longe da bola (vida familiar, emocional)
- Direção e Propósito PessoalA importância de saber o que se quer · Definir o que não se quer como ponto de partida · Habilidade natural e inteligência
- Afastamento e controle emocionalLidar com polêmicas e críticas · A importância do domínio próprio · Diferença entre problemas criados e inevitáveis
- Ambição e DestinoO destino pode não ser o que se treina · Estar preparado para as oportunidades · A importância de fazer bem o que está em mãos
- Análise da escalação e do banco de reservasO banco de reservas como preparação disfarçada de espera · Análise estratégica e autoanálise no banco · A importância de não se sentir rejeitado
- O valor da presençaVisibilidade sem valor é vaidade · Valor sem visibilidade é irrelevância · A combinação de valor e visibilidade para o sucesso
Voz A:Ready to soundtrack your summer? With Red Bull Summer All Day Play, you choose a playlist that fits your summer vibe the best. Are you a festival fanatic? A deep-end DJ? A road dog? Or a trail mixer? Just add a song to your chosen playlist and put your summer on track. Red Bull Summer All Day Play. Red Bull gives you wings. Visit redbull.com/brightsummerahead to learn more. See ya this summer.
Tiago Brunet:O que que o jogador de futebol fez? Com 18, 19 anos, tá ganhando milhões, às vezes já de euros, tá na seleção ou no clube europeu, e a gente, pessoas comuns, com 30, 40 anos, não sabe nem o que quer da vida ainda. Treinamento é infindável. Ah, mas eu ganhei a Copa do Mundo. Mas se não treinar essa semana, você não vai ser escalado na próxima. Não tem férias para treino.
Tiago Brunet:Estamos aqui mais um PrimoCast, e dessa vez estamos com Thiago Brunet. Um mentor, um amigo, um cara que eu admiro, um cara que me apresentou muitas coisas boas na vida, que me ensinou muita coisa e é um grande escritor, né?
Tiago Brunet:Qual é a sua escalação no campo da vida? Já pensou se o Messi, que o destino dele era ser atleta de futebol, resolvesse do nada ser goleiro? Que ele se inspirou no Tafarel e agora quer ser goleiro? Ele não tem nem altura pra isso. Você acredita que tem muita gente jogando no campo certo, mas na posição errada? "Não, Thiago, mas dá mais dinheiro." Mas aí que tá. Você vai fazer pelo dinheiro ou pelo que você nasceu para fazer? Porque a tua realização pessoal não está no dinheiro, está no que você nasceu para fazer. Senão todo rico seria feliz. Um esporte que há anos lota estádios, movimenta múltiplos bilhões no mundo. Se você aprender quais são os princípios elementares do futebol, você vai entender a vida e negócios. O futebol, assim como a vida, é feita de preparo e destino. Ou seja, destino, coisas que você não controla, Mas que você tá preparado pro que deve é. Que você acreditando ou não, todo mundo vai morrer um dia. Nesse apito aqui final, eu explico isso no último capítulo. Você vai saber se você vai ser convocado pro jogo da eternidade ou não.
Tiago Brunet:Estamos aqui mais um PrimoCast e dessa vez estamos com Thiago Brunet, um mentor um amigo, um cara que eu admiro, um cara que me apresentou muitas coisas boas na vida, que me ensinou muita coisa, e é um grande escritor, né? É um grande escritor e toda vez que ele decide lançar algum novo projeto eu tô aqui para apoiá-lo, porque afinal de contas eu sei que é um projeto que vai me edificar, vou aprender, vou crescer de alguma forma, e eu tô curioso para saber sobre esse novo projeto. O Brunet acabou de lançar um livro chamado Jogo da Vida: O que o futebol pode ensinar sobre a vida e os negócios. Cara, loucura! Eu quero conversar sobre esse livro e estou aqui com o Bruno. Bruno, eu queria te agradecer por você ter vindo. Bom dia, cara.
Tiago Brunet:Bom dia, eu que agradeço. Para mim sempre é um privilégio, você sabe da sua importância na minha vida, o crescimento dos meus negócios, a nossa amizade pessoal, como você significa para mim. Você sabe que eu devo muito a você em muitas coisas. Então, sempre que eu venho num lugar onde significa muito para mim, emocionalmente, sem você perceber, você entrega o seu melhor. Você não dá o seu melhor em qualquer lugar, mesmo que você queira. É que as suas emoções seguram, é inconsciente. Então, eu tenho certeza que esse podcast vai ser muito construtivo e transformacional para muita gente. Por causa da sinergia, do amor mútuo e é claro o conteúdo que está muito, muito especial desse livro.
Tiago Brunet:Cara, e você, Brunner, você é um cara que tem uma característica que acho que quem está em casa que é legal saber, que eu tenho o privilégio de conhecer um pouco do Brunner no bastidor também. E o Brunner é um cara muito consistente, em especial nos estudos. Então é um cara que está sempre estudando, está sempre estudando, estudando, lendo livros novos. Então ele é quase que um cara no sentido clássico da coisa, um escritor eu diria clássico. Então, quando ele escreve algo é porque ele geralmente desenvolveu uma teoria, uma tese. E eu gosto, isso me alimenta. E eu queria entender qual que é a tese, essa sua nova tese, Brunet, porque o título do livro é O Jogo da Vida. E, cara, vocês estavam de futebol aqui, ou não é de futebol, enfim. Cara, qual que é a sua tese? A gente vive um jogo? É mais ou menos isso? A gente está vivendo um jogo na nossa vida? Qual que é a sua teoria?
Tiago Brunet:A vida é um jogo, tá? Mas eu quero explicar antes como eu formulo meus livros. É, eu não tenho nenhum tipo de pressão das editoras, apesar de ser um dos autores mais lidos no país. A gente tem milhões de livros físicos vendidos no Brasil e ser publicado em 18 países. Mas um dos acordos que eu tenho com a editora é: nunca me coloque pressão para escrever, porque eu só escrevo quando o assunto já tá maduro A teoria está bem estudada, o ciclo está bem fechado. Então, no caso deste livro, eu comecei a perceber que o futebol, né, você fala futebol, eu falo futebol, engraçado, né? É ele que faz isso.
Tiago Brunet:Por que será?
Tiago Brunet:É porque eu fui criado no Rio, né? Lá a gente fala, você falou futebol, eu falei assim: "Futebol?" Não é futebol que fala? Futebol. Pô, é? Valeu, pessoal do Rio que está assistindo a gente. Eu comecei por causa do meu filho. Eu tenho 4, né? 2 meninas e 2 meninos. O meu mais velho vai fazer 14 anos, então ele tá naquela época de "pai, me leva". Tudo é jogo. "Vamo pro jogo, vamo pro jogo, vamo pro jogo". E como, graças a Deus, por causa do nosso trabalho, eu conheço a maioria dos jogadores da seleção brasileira, dos que jogam nos grandes times da Europa, eu comecei a escrever pra alguns, falando assim: "Olha, eu quero assistir o jogo aí do Real Madrid, do Chelsea e tal". Comecei a ir nos jogos. Por causa do meu filho. E aí, quando eu estive no Real Madrid, na verdade, eu acabei entrando numa imersão, porque eles me chamaram para almoçar na casa dos jogadores, aí estive com todos os meninos lá, os brasileiros que jogam no Real. Fui no treinamento que era fechado, sem imprensa, eu fiquei ali 2, 3 horas acompanhando tudo. Aí via como o técnico dava ordem. Aí conheci não só o técnico, mas conheci dono de clubes, conversei. Com vários jogadores. Há muitos anos eu venho mentoreando e conversando com alguns, entrevistando também. E ali em Madrid nasceu, começou a nascer a ideia assim: caramba, como futebol tem 4 bilhões de fãs, 4 bilhões de fãs no mundo.
Tiago Brunet:O Bruninho, a gente tem 2,3 bilhões de cristãos no mundo. Não, futebol tem mais fãs de futebol do que cristãos. É. Caraca!
Tiago Brunet:São 4 bilhões de fãs. Aham. É um esporte que há anos, todo fim de semana, lota estádios, movimenta múltiplos bilhões no mundo. O primeiro presentinho que o menininho ganha quando nasce é uma bolinha. Uma vez eu vi uma foto de uma guerra, se eu não me engano foi a guerra do Iraque, anos atrás, tudo destruído, aquelas fotos, né, que o pessoal faz, tudo destruído. Uma criancinha assim pequenininha, de uns 3 aninhos, toda suja, com uma bola de futebol assim.
Tiago Brunet:Caraca! Não, e todo mundo, eu também, toda criança, ela tem o time dela. Não tem alguém que não tem time, né? Isso vem, é quase que uma tradição, já vem dos pais.
Tiago Brunet:É cultural, exatamente. Então comecei ali sentado no Real Madrid, já tinha ido pro Chelsea, eu comecei a analisar como o futebol pode nos ensinar sobre vida e negócios. E liguei para a editora e falei: "Ó, tô com uma nova tese." A editora falou: "Ora, mas pelo título você vai ter que lançar antes da Copa do Mundo." Porque a maioria dos jogadores convocados para a seleção agora, além de serem amigos, já receberam o livro. Eu falei: "Quantos dias eu tenho para escrever ela?" "7." 7 dias.
Tiago Brunet:7 dias? De 12 para 13 dias. Sem pressão toda? Não.
Tiago Brunet:De 12 para 13 dias.
Tiago Brunet:Então essa foi a primeira vez que você teve pressão?
Tiago Brunet:Não. Mas é porque eu pedi, né? Você pediu, sim, sim. Eu que dei a ideia. Pela primeira vez eu que dei a ideia. Eu quero publicar um livro agora. Geralmente a editora vem atrás de mim e fala: "Olha, vamos publicar um livro?" Mas você escreveu 13 horas por dia? 13 horas por dia.
Tiago Brunet:13?
Tiago Brunet:13.
Tiago Brunet:Entre café, banheiro, almoço... 3, 10, 11, 12, 13?
Tiago Brunet:13 por dia. Em 7 dias eu entreguei isso aqui. Cara... O livro todo ficou pronto em 30 dias, de eu começar a escrever aí pra gráfica. Agradecer até a editora por isso. E a gente, qual era a ideia? Escrever um livro que ensinasse pra qualquer pessoa, de qualquer nível social, de qualquer mentalidade, de qualquer business, de qualquer classe social, como se leva a vida, porque muita gente não sabe levar essa vida, tá perdidinho, perdidinha, e negócios, mas de uma forma que eu quero entender. Então, por exemplo, se você tem filho adolescente, Compra esse livro pro seu filho adolescente, ele vai entender a vida e talvez até ter ideias de negócio.
Tiago Brunet:E aí você vai conseguir falar de forma que identifique com ele, né?
Tiago Brunet:Aí que tá. A gente escreveu, Nildo, aí entra a questão da inteligência, né? A gente escreveu um livro de uma forma que qualquer um possa ler. Por exemplo, uma pessoa que nunca leu um livro na vida pode começar por esse. Porque ele é bem didático, muitas frases de impacto, muitos quadros de pensamento. Então, o primeiro feedback que eu recebi, que ele chegou essa semana nas lojas, foi um cara que falou, escreveu por direct pra mim: "Olha, eu nunca li um livro na vida, porque eu tinha medo de não entender, de começar e não terminar." Às vezes é chato também, né? Ele leu em 5 horas. Ele leu em 5 horas. Então, a tese desse livro é: se você aprender quais são os princípios elementares do futebol, você vai entender a vida e negócios. É claro que eu também mexo com espiritualidade, então eu coloco muitos princípios milenares, bíblicos aqui. Que tem a ver, né, quais analogias do futebol. Mas a vida é um jogo. Por exemplo, a vida não tem regras?
Tiago Brunet:Tem.
Tiago Brunet:Eu posso quebrar regra? Posso fazer o que eu quiser? Posso bater?
Tiago Brunet:Quebrar, mas você vai ter consequência.
Tiago Brunet:Então quer dizer que tem um juiz. Então olha só, olha como é que a vida é um jogo. Tem regra, tem juiz para supervisionar se você tá quebrando regra ou não. Trata-se totalmente de perseverança. Você nunca vai ver, nunca vai ver um jogador de futebol que hoje está ganhando milhões, está ganhando medalha, está ganhando Champions League, está aparecendo no álbum de figurinhas, que não tenha sido perseverante. E se a gente for fazer uma analogia com o cristianismo, uma das regras básicas do cristianismo é perseverança. Aquele que perseverar até o fim será salvo. Se o jogador for perseverante só na época da peneira e depois relaxar, ele nem vai pro profissional. A perseverança— eu vou usar a expressão jogador versus uma pessoa comum, tá? Só pra gente analisar quem não é jogador e quem é jogador. O jogador, uma das características infalíveis que tem, tem várias que eu posso dar hoje, é a perseverança. O que é perseverança? É a capacidade de não desistir e continuar fazendo todo dia. Muita gente me escreve assim: "Olha, sou aluno do Café com Destino, Thiago, você é muito perseverante, né?" Por quê? Eu tô há 5 anos e pouco, 6:57 da manhã entrando ao vivo. Eu cheguei da Guatemala ontem, fui falar para 13 mil guatemaltecos lá, uma oportunidade muito boa. Eu tenho falado muito da América Latina ultimamente, a gente tem livros em espanhol, e eu cheguei 2 horas da manhã Já tava vindo de uma mentoria nos Estados Unidos, cansado, voo longo, 2 horas da manhã, dormi, 6:57 tava ao vivo, irmão, no Café com Destino. Então a pessoa fala: "Poxa, você é perseverante." Então, eu não desisto e faço todo dia.
Tiago Brunet:Então vamos pegar assim, ó, você chamou de características infalíveis, né? Então, se a gente pegar as características infalíveis, você tá atribuindo a parte do sucesso ter essas características. Então, se eu for pegar na vida alguém que às vezes está ouvindo a gente que trabalha numa empresa, a pessoa trabalha numa empresa ou a pessoa é um empresário, o que seria essa pessoa aplicar a perseverança, por exemplo, no dia a dia dela, na prática?
Tiago Brunet:A perseverança só é válida quando você está no campo certo. Se você foi chamado para ser jogador de basquete, e tá no campo de golfe, você pode ser muito perseverante que você não vai dar certo. Por isso que nesse livro começa falando sobre destino, né? Você sabe que eu acredito em destino, né? Eu falo sobre isso, ensino sobre destino. Então eu acredito que toda pessoa foi destinada a alguma coisa. Tanto que se você nunca viu uma placa assim, ó, dá-se aula de natação para peixes, né? Aqui a gente ensina pássaros a voar. Porque naturalmente eles fazem isso. O jogador de futebol, ele não vê como uma obrigação, tanto que nas férias ele tá batendo bola com os amigos. Como é que ele pode viver disso? Em vez de descansar nas férias, o cara tá jogando bola com os amigos. É natural, é um peixe na água, é um pássaro voando. Então as análises que a gente tem que fazer do que eu chamo infalível é: o que que o jogador de futebol fez para com 18, 19 anos tá ganhando milhões, às vezes já de euros, tá na seleção ou no clube europeu, e a gente, pessoas comuns, com 30, 40 anos, não sabe nem o que quer da vida ainda. Aí tem que analisar. Aí eu comecei a fazer essas análises e tá no livro. Primeiro, característica que o jogador tem e o ser humano comum não tem: já sabe o que quer. "Com quantos anos eu descobri o que eu queria?" Com 30 e pouco. O jogador com 5, 6 anos já sabe o que quer. Outra característica é que o treinamento do jogador é infindável. A gente se treina, que é muito difícil treinar, mas se treina, treina uma parte da vida só. Treina para passar no concurso, treina para entrar na empresa, treina para aprender tal coisa e acabou. O Cristiano Ronaldo é um dos melhores, se não for o melhor do mundo, tem 41 anos, 42, não sei, e tá treinando todo dia. Todo dia. Ou seja, o treinamento é infindável. "Ah, mas eu ganhei a Copa do Mundo." Mas se não treinar essa semana, você não vai ser escalado na próxima. Não tem férias pra treino. A gente nem sequer treina, e se treina é só por um período, é pra um objetivo e depois para. O jogador de futebol, ele consegue essa perseverança, essa constância, Porque o treino é infindável. Grave essa frase: treino infindável. Você começou o podcast falando que eu tô sempre lendo, que eu tô sempre estudando, tô sempre participando de mentorias, de cursos de outras pessoas, vou para os Estados Unidos, vou para a Europa, para onde abrir a porta para eu ir lá estudar. Porque eu entendi que para ter o resultado que um jogador tem de futebol, eu preciso ter treino infindável. Outra característica do jogador que a gente não tem O ser humano, aliás, odeia isso, é ter um técnico.
Tiago Brunet:Ter um técnico, cara, é muito difícil, né? É desde criança.
Tiago Brunet:Quando ele tinha 5, 6 anos, era o pai, era o avô, era o tio que tava na beira do campo: "Volta! Marca!" Sempre teve alguém chamando atenção. Aí ele entra no time de base, tem um treinador. Ele vai pro time oficial agora, profissional, tem um técnico. E outra coisa característica incrível: pode ser Neymar, Pode ser Messi, pode ser Mbappé, pode ser qualquer jogador. O técnico falou: é pela esquerda. O cara corre pela esquerda. Volta. O cara volta. Ele não fala: irmão, sou Mbappé, vai gritar comigo? Isso não existe. Ele já é o cara, já tem Copa do Mundo, já tem Champions League e continua submetido ao técnico.
Tiago Brunet:E qual que é o nome disso? Você acha que é obediência? É humildade? Porque assim, muitos dos que ouvem o técnico São arrogantes ainda assim.
Tiago Brunet:Claro.
Tiago Brunet:O que faz ele ouvir o técnico?
Tiago Brunet:É porque ele, gostando ou não, ele sabe o que dá certo. Ele não quer colocar a carreira em risco, ele não quer colocar a chance de ser escalado no próximo jogo em risco. O problema do ser humano comum é que ele não está pensando no próximo jogo. Então o técnico grita com ele agora, vamos supor que seja seu pai ou sua mãe hoje, porque você é adolescente, vamos supor que seja um líder que você tenha, um chefe, ou se você é espiritualizado, o teu guia espiritual, e fala: "Ó, não faz isso." A gente tem dificuldade com repreensão. E Salomão, em Provérbios, que você conhece bem, ele, depois da palavra sabedoria, a palavra que ele mais fala em Provérbios é repreensão, ou disciplina, que é sinônimo em Provérbios. Então, aquele que ama disciplina, aquele que aceita repreensão, alcançará sabedoria. O ser humano não gosta de ser chamado a atenção. "Ah, meu chefe toda hora mandando fazer um negócio. Eu fiz certo, ele falou que eu tô errado." A gente sempre acha que a gente tá certo e o técnico tá errado. O jogador não tem esse problema. Mesmo que ele não concorde, porque muitas vezes ele não concorda. Você acha que todo jogador que é substituído no primeiro tempo: "Pô, sai!" Ele sai feliz? Não, ele sai: "Pô, o técnico me tirou, mas sai!" Então, o princípio é obediência, humildade, mas principalmente a ambição do próximo jogo. Por que ele sai? Porque se ele der uma de rebeldinho ali, fizer gracinha, ele não é convocado, ele não vai pro próximo jogo. Então o ser humano não pensa na próxima fase, não pensa no próximo jogo, ele quer reagir emocionalmente agora. E principalmente ele não se submete à repreensão. Quer ter um técnico, a gente pode chamar de mentor, de guia. Se você ainda mora na casa dos seus pais, seu pai, sua mãe, que você escuta. Ou se você, por exemplo, tá começando um negócio, quem é o seu mentor para esse negócio? Você realmente acha que vai dar certo sozinho, sem orientação? Sem chamar atenção. Você até hoje, imagina que o Nigro tem um negócio bilionário, eu tenho um grande negócio também, até hoje a gente senta pra gente trocar ideia, conversar como é que tá lá, como é que faz, qual é a ferramenta e qual é o— Constantemente. Como é que uma pessoa que tá começando não faz isso, gente? Então é claro que o futebol— Esse aqui não é um livro sobre futebol, tá? Futebol, falando igual você, futebol. Não é um livro sobre futebol, é um livro sobre vida e negócios, mas usando as analogias do futebol.
Tiago Brunet:Cara, que animal! Então ele tá falando de ter um técnico, né? Ou seja, você aceitar essa repreensão, você ser perseverante. Agora, quando você fala que, por exemplo, jogador ele já sabe o que quer desde muito novo, isso é bom, isso te ajuda, te corta caminho, te economiza, te dá direção, foco. Mas se a pessoa não sabe o que quer, assim, Se parte do sucesso é saber o que quer, como eu faço pra saber o que eu quero então?
Tiago Brunet:Tá, vamos pro outro lado. Se a pessoa ainda não descobriu o que quer, ela pelo menos tem que fazer a lista daquilo que ela não quer.
Tiago Brunet:Ok.
Tiago Brunet:Por que eu tô te falando isso? Porque quando eu era jovenzinho, talvez com 12, 13 anos, eu olhava a minha realidade, eu morava no subúrbio do Rio de Janeiro, de frente ali pro Morro do Juramento, pra quem é do Rio de Janeiro, ali entre Irajá e Vicente Carvalho, O nome do meu bairro chamava-se Vila Cósmica, um bairro bem pequenininho ali entre Irajá, Vila da Penha, Vicente Carvalho. De frente pro Morro do Juramento, bala comendo solta ali e tal, tiro e tal. Cansamos de ver coisas terríveis ali. E muita limitação financeira. A gente não passava fome, né? Meu pai sempre foi trabalhador, mas muita limitação financeira. Nunca podia ter um tênis. Ia pra escola com bamba, pra quem é da antiga lembra. E todo mundo ia com tênis, melhor.
Tiago Brunet:Cara, mas desculpa, bamba?
Tiago Brunet:Bamba.
Tiago Brunet:Acho que eu não sou tão da antiga.
Tiago Brunet:Que chute, era da minha época. Eu sou mais velho que você, eu sou 10 anos mais velho que você.
Tiago Brunet:Não, que chute, mas eu conheço.
Tiago Brunet:É, bamba também é da minha época. Quem tem mais de 40 aí vai lembrar. E aí, que eram calçados muito baratos, né, muito populares. Então, sempre essa limitação financeira me levou a uma revolta interna que com 12, 13 anos eu internalizei o seguinte: eu não quero ser limitado financeiramente, eu não quero ser pobre. Então assim, eu não estou... Porque no Brasil, por causa da falta de interpretação de texto da maioria, você tem que explicar o que está falando. Então vou explicar para você não me interpretar mal. Eu não estou falando contra o pobre, eu estou falando contra a pobreza. O pobre a gente tem que ajudar a crescer, dar estudo, dar educação, tem que ter programas. Eu faço muitas obras sociais em comunidade, muitas. A gente imprimiu esse ano 1 milhão de livretos. 1 milhão. Imagina quanto custa imprimir 1 milhão de livretos. De 12 temas diferentes que eu escrevi. Como criar um futuro melhor, como perdoar o imperdoável. E distribuímos em comunidades carentes e presídios. Então a gente faz uma obra socioeducacional para ajudar as pessoas muito grande. Mas eu decidi desde cedo, eu não sabia o que era ser rico, então eu falei, não é que eu falei vou ser rico, eu falei pobre eu não quero ser. Então definir o que não quer é muito importante para você chegar à conclusão futuramente do que você vai querer fazer. E aí já na adolescência eu comecei a me apaixonar por palcos, eu via músicos, eu via palestrantes, como eu fui criado na igreja eu via pregadores, Aí o palco me chamava muita atenção. E eu percebi que eu tinha uma habilidade natural. Grave isso: habilidade natural é coisa que você não aprendeu, mas sabe fazer. Ou seja, ninguém te ensinou, você não foi pra escola aprender aquilo. Tipo tocar violão. Tem gente que toca violão, irmão, nunca foi pra escola. Tem gente que fica 10 anos na escola de música e não aprende a tocar violão. Qual é a sua habilidade natural? Aí eu percebi que eu tinha uma habilidade natural, negro, de falar em público. Com 5 aninhos de idade, eu já recitava salmos de cabeça. Na igreja, na frente de 400, 500 pessoas num domingo de manhã.
Tiago Brunet:Caceta, cara.
Tiago Brunet:Na escola, eu sempre fui o orador da turma. Eu não era um bom aluno, tirava notas baixas, repeti várias vezes, né? Eu sempre falo isso, gente: não confunda inteligência com genialidade. Genialidade é uma coisa que nasce contigo. O gênio, ele lembra datas históricas, faz conta matemática de cabeça. Isso é pra pouquíssimos. Inteligência é simplesmente você entender como as coisas funcionam. Então quando você começa a entender como as coisas funcionam... Tanta gente fala assim: "Ah, eu quero ser um bestseller." Tá, você já entendeu como é que funciona escrever um livro, publicar, fazer ele chegar na livraria e ter 1 milhão de pessoas comprando? São processos completamente diferentes, você tem que entender isso. "Ah, eu quero abrir uma empresa, eu sinto que eu nasci pra ser empresário." Tá bom, você sabe o que é isso? Como funciona? Inteligência é entender como as coisas funcionam. Muita gente tá sofrendo no casamento agora porque não entende como o casamento funciona. Eu hoje, com 21 anos de casado, eu tô levando uma vida extremamente feliz com a minha esposa depois de quase separar, depois de passar por crises fortíssimas. Por quê? Porque antes eu não entendia como as coisas funcionavam. Então quando alguma coisa saía do controle, em vez de eu ter a resposta: "Ah, isso aqui é só ficar calado e esperar 10 minutos que resolve", eu não, eu rebatia, porque eu não entendia como funcionava. Quando eu entendi como o casamento funciona, a gente conseguiu avançar.
Tiago Brunet:Pô, mas esse mistério você tem que ensinar pra gente.
Tiago Brunet:Eu vou lançar outro livro sobre isso.
Tiago Brunet:Esse mistério...
Tiago Brunet:Casais de destino, vou lançar. Porque, mas é verdade, se você entender como as coisas funcionam, você só tá ganhando dinheiro com a sua empresa, você entendeu como funciona o jogo.
Tiago Brunet:Sim, sim, com certeza.
Tiago Brunet:Você entendeu? Você entendeu? Se eu não tiver escala, eu não vou vender muito, eu vou ter um teto. Se eu não tiver uma equipe competente, não adianta o quão bom eu seja, não vai para frente, porque sozinho eu não consigo. Modelo de negócio, que que adianta você ser o maior especialista no modelo de negócio errado? Então você entendeu como funciona, por isso você tá ganhando dinheiro. E muita gente não tá ganhando dinheiro, não tá se dando bem no casamento, não tem amizades de verdade porque não entende como funciona. Quando eu posto qualquer coisa de amizade no meu Instagram, eu recebo um monte de hater. "Isso não existe, tá falando besteira, todo mundo é traidor." Porque as pessoas estão tão feridas com supostos amigos que quando você posta sobre isso elas se sentem agredidas e te batem. Mas por que elas estão feridas com amigos? Porque na verdade elas não entenderam como amizade funciona. Naquele meu livro Especialista em Pessoas, eu explico como categorizar os amigos. Sim. Então tem gente que tem um amigo estratégico, ou seja, que é um amigo que você tá andando por um objetivo em comum que vocês querem, e você ali comendo uma pizza, rindo, o ambiente tá agradável, você começa a contar segredos para ele, começa a revelar suas fraquezas para ele. E isso é só um íntimo que pode saber. Então você que erra em pegar teus segredos, revelar teu coração para alguém que é só estratégico. Isso deveria ser compartilhado somente na categoria de amigo íntimo, que são pouquíssimos, 1 ou 2 na vida. Então, nesse livro Especialista em Pessoas, eu explico sobre isso.
Tiago Brunet:Cara, às vezes você pega um conselho como esse, que parece tão simples, mas aplicar esse conselho te pouparia tantos problemas na vida. Às vezes você contou uma pequena coisa que não precisava para uma pessoa e isso aqui acabou estragando uma série de coisas que poderiam ser melhores. Agora, eu estou vendo aqui no sumário Cara, tem uma série de coisas muito interessantes. Realmente eu vejo que é um livro de negócios. Mas antes, você tem o prefácio do Kaká e do Augusto Cury, é isso mesmo?
Tiago Brunet:É, o Kaká, nosso bola de ouro de 2007, beijo Kaká, fez o prefácio. O Augusto Cury fez uma nota do profissional, que ele explica em uma página por que o jogador da vida, se perder o controle emocional, perde tudo.
Tiago Brunet:Tem gente que perde, né?
Tiago Brunet:É, o Augusto Cury é o psiquiatra mais lido do mundo.
Tiago Brunet:Pô, dos Zidane ali, pá, deu aquela cabeçada ali.
Tiago Brunet:Não, vários.
Tiago Brunet:Custou caro, né?
Tiago Brunet:O Leonardo, lembra do Leonardo que depois virou treinador, técnico? Deu uma cabeçada no cara, o cara tá com sequelas até hoje. Leonardo que era da seleção, jogava no Milan. A gente tem muitos fatos no futebol de pessoas que perderam a cabeça e sofreram consequências sérias. Perder a cabeça no sentido de controle emocional e sofreram consequências seríssimas. Então, se você— último capítulo, não quero dar um spoiler, mas qual é a diferença do jogo de futebol para o jogo da vida? Grava isso aqui, gente. É que no jogo de futebol, se você cometer uma infração, falta, pênalti, impedimento, o apito soa na hora. E hoje ainda tem um VAR. Pra confirmar se foi mesmo. Na vida não tem um apito na hora. E por isso que às vezes você erra e continua errando, porque ninguém apitou. A importância de ter mentores, pelo menos pra te sinalizar, que seria o VAR. Mas o problema da vida real é que nós temos o dia do juízo final. Que você acreditando ou não, todo mundo vai morrer um dia. Nesse apito aqui final, eu explico isso no último capítulo, você vai saber se você vai ser convocado pro jogo da eternidade ou não. Então, eu jogo o jogo da vida pensando nesse apito final.
Tiago Brunet:Pensando em ser convocado pro...
Tiago Brunet:Em ser convocado pra eternidade, que é o verdadeiro jogo de longo prazo. Você entende bem disso.
Tiago Brunet:É como se a gente tivesse na categoria de base aqui e... Aqui a gente tá treinando.
Tiago Brunet:Tão jogando.
Tiago Brunet:Pra ver se vamos ser convocados.
Tiago Brunet:Aqui a gente tá no jogo das eliminatórias pra receber a convocação da Copa no apito final.
Tiago Brunet:Caraca.
Tiago Brunet:Entendeu? Então...
Tiago Brunet:E qual que é o segredo pra ser convocado pra essa seleção, digamos assim?
Tiago Brunet:Cara, deixa eu ler a página do livro, você vai me fazer dar um spoiler. O jogo da vida não termina aqui na Terra. Apenas se você quiser acreditar nisso. Mas como no futebol, a vida também tem regras e tem um juiz para mediar. Então, nesse contexto, você precisa aprender 3 regras para o jogo da eternidade. Número 1: crer no coração e confessar com a boca que Jesus Cristo é o Senhor e Salvador. 2: se arrepender dos seus pecados por mais terríveis que sejam, por mais perturbadores, por mais que te tragam o peso da culpa, Jesus veio à terra para perdoá-los. Ou seja, depende de você pedir perdão. Por ele está resolvido. Regra número 3: andar de uma forma diferente a partir de agora. Comportamentos, pensamentos, atitudes que são alinhados com as regras e fazer de tudo para a partir de hoje não quebrá-las mais. Dios es juiz e ele vai apitar a sua absolvição final. Então eu encerro o livro. Você sabe que além de ser fundador de instituto de educação, trabalhar com nossas mentorias, escrever livros, eu sou um pregador voluntário, né? Voluntariamente eu prego, ensino a Bíblia para as pessoas. Não ganho nada com isso, é meu trabalho voluntário. Faz parte da minha crença, da minha espiritualidade. Todo domingo no meu canal de YouTube tá lá uma palestra bíblica às 8 horas da manhã. E de segunda a sexta, às 6:57 da manhã, o Café com Destino no meu canal, Thiago Brunet, também. Então, mesmo que eu não seja religioso no sentido de: "Oh, você tem que acreditar no que eu tô falando. Oh, tem que falar assim, tem que falar assim." Não sou religioso no sentido do dogma, mas eu sou espiritualizado. Não tem como levar essa vida terrena de forma mais leve sem espiritualidade. Porque você vai passar por situações que não tem explicação natural. A morte de um ente querido. Eu já tive que enterrar minha mãe. Se eu não fosse uma pessoa espiritualizada, eu ia entrar em desespero, porque era a pessoa mais importante da minha vida. E o que me consolou foi naquele dia, o dia final ali da despedida, a gente saber que vai se encontrar na eternidade. Então a espiritualidade ela te dá muita esperança, te dá fé para os dias difíceis e principalmente te ensina as regras e os comportamentos que você tem que ter na terra para poder jogar o jogo da eternidade.
Tiago Brunet:A gente se juntou para lançar o Legado. Barsi, o que que você acha do Legado? Faz sentido investir no Legado para quem quer melhorar como investidor?
Tiago Brunet:Faz todo sentido. Aliás, não é só questão de fazer Nesse sentido, ele é importante. Se você quiser mudar a sua vida, você tem que traçar uma trajetória, e essa trajetória está representada pelo legado que a gente acaba de formalizar.
Tiago Brunet:Exatamente. Então clica aqui no link da descrição ou aqui embaixo, coloca seu nome e e-mail, já faça sua pré-matrícula, porque no dia 16 de junho a gente abre oficialmente essas inscrições. Não sei, a gente vê às vezes que os jogadores, eles parecem que todos têm fé, né?
Tiago Brunet:Não necessariamente religião, Mas todos têm fé.
Tiago Brunet:O que acontece que geralmente todos eles são tão apegados a Deus e ainda assim muitos deles fazem tantas coisas que ferem os próprios princípios de quem, né?
Tiago Brunet:É porque muitos têm Deus só como amuleto da sorte para o jogo, não têm Deus como realidade de vida. Mas na vida também é assim. Tem muita gente que tem Deus assim: "Você acredita em Deus?" "Acredito." Mas é só para tipo: "Ele vai me dar alguma coisa, ele vai me dar um emprego, ele vai..." Você quer algo que Deus possa te dar. É. E você não conhece bem a Deus. É por isso que tem jogador que entra fazendo sinal da cruz, outro que levanta a mão, agradece a Deus, outro que abre camisa, Jesus é Senhor, 100% Jesus e tal. Mas fora dos campos, leva a vida que quer. Mas isso é comum na vida normal também, na vida comum. Muita gente acredita em Deus, é porque essa é a diferença. No Método Dash, no ensino, são 12 princípios milenares que eu ensino, e um deles é o princípio da honra. E muita gente pergunta assim: "Thiago, o que é honra?" Eu falo assim: "Depende do nível que você quer honrar." Por exemplo, o primeiro nível da honra é o do reconhecimento. Pô, eu reconheço que o Thiago me ajudou. Eu não viralizava Reels antes de você, você que me ensinou a viralizar Reels. Eu não sabia estruturar um negócio antes de você, "Você que me ensinou a estruturar meu negócio, né?" E depois, posteriormente, o Flávio, né? Beijo, Flávio. Então, eu reconheço que foi você. Então, esse é o primeiro nível da honra. Se alguém me pergunta: "Cara, como é que você chegou nisso?" Eu, por reconhecimento, falo: "O negro me ajudou." Mas tem o segundo nível da honra, porque o último censo deu que 92% dos brasileiros acreditam em Deus. 92%, ou seja, não é que tem religião, é que acredita em Deus. Então, na rua, falar para uma pessoa: "Deus te abençoe", ele vai responder: "Amen", né? Acredita em Deus. Agora, se a gente for— eles reconhecem Deus, 92%. Agora, se a gente for passar para o segundo nível da honra, que é o respeito, que a Bíblia chama de temor ao Senhor, aí aqui já cai drasticamente. Aí já é muito menos de 10% que respeitam a Deus. O que é respeitar? Procurar fazer o que ele ama e nunca fazer o que ele odeia. Então, depois do primeiro nível da honra, que é o reconhecer: "Poxa, o Negro me ajudou", é: "Mas eu respeito, Negro. Eu sei que você não gosta de certas piadas, então não faço mais. Eu sei que você gosta de café com chocolate. Sempre que você vai na minha casa, eu preparo um café com chocolate. Eu te respeito." Isso vale para Deus. Eu reconheço Deus, mas eu respeito Deus? Ou seja, eu faço o que ele gosta e não faço o que ele odeia? Por exemplo, uma das coisas que mexe comigo, que a Bíblia fala o seguinte: 6 coisas Deus odeia, a sétima ele abomina, ou seja, ele vai virar as costas para você. Aquele que joga briga entre pessoas, entre irmãos. As 6 são: olhar altivo, orgulho, quem fala falsamente, dá falso testemunho, "Quem derrama sangue inocente..." E o sétimo: "Aquele que joga contenda", briguinha entre os seus irmãos, entre as pessoas, entre seus semelhantes. Então, quem é da fofoca, quem é da calúnia, quem é o leva e traz, esse é um tipo de pessoa que Deus odeia. Então, se você faz isso, quer dizer que você pode até reconhecer Deus, mas você não respeita. Se respeitasse, você ia fazer o que ele ama, não o que ele odeia. E aí tem os outros níveis de honra que eu ensino no Método Destiny. Então, fora os outros 12 princípios milenares, os outros 11, né, porque o da honra é um. Então, se a gente quiser aplicar tudo isso que a gente tá falando no negócio, você que tá começando no negócio...
Tiago Brunet:Você tava falando sobre os jogadores terem fé.
Tiago Brunet:Ah, perdão, perdão.
Tiago Brunet:Aí depois vem o resultado.
Tiago Brunet:Obrigado, obrigado, obrigado. Vamos lá. Eu entrevistei muitos jogadores Penta Campeões pra esse livro aqui, muitos, né. O Cafu teve, o nosso capitão do Penta, teve comigo lá no Brunecast. E grandes outros jogadores, né, o próprio Kaká, né. Então, e entrevistei alguns também da seleção atual que estão indo para essa Copa de 2026, para eu poder colocar um quadro que se chama Um Jogador Me Contou. Em cada capítulo, são 12, tem um quadro chamado Um Jogador Me Contou, né. Então, o que que, o que eu entendi de um jogador me contando, é claro que eu poupo nomes aqui, por questão de direito autoral, direito de imagem e um monte de coisa, e ética, né? Um jogador me falou o seguinte: "Thiago, eu posso estar preparado, eu posso ter treinado muito, mas eu sei que eu vou precisar de um toque divino para a bola passar inexplicavelmente por um zagueiro que é mais alto que eu, ele errar a cabeçada e cair justamente no meu pé para eu fazer o gol." Então, o jogador, ele sabe que não depende só dele, por isso que ele é espiritualizado em geral. Independentemente da religião, tem gente que entra, como eu falei, entra fazendo sinal da cruz, tem gente que é mais evangélico, tem gente que é mais espírita, independente mesmo da religião, né? Lá, tanto na Europa quanto na Arábia Saudita, que agora tá em alta no futebol, você vê os islâmicos, cada um tem seu ritual, mas todos acreditam que precisa de uma forcinha divina para aquele jogo sair bem. Você pode ver que os jogadores Independentemente da sua fé, da sua crença, eles se reúnem e fazem uma oração antes de entrar. Seleção Brasileira, dia de Copa, principalmente.
Tiago Brunet:Sim.
Tiago Brunet:E assim, eu treinei, eu joguei, mas eu vou precisar de uma forcinha sobrenatural aqui. E muita gente na vida também apela para essa força sobrenatural, porém apenas para ter um benefício e não para viver o estilo de vida. Então, como eu vivo esse estilo de vida, Eu entendi o seguinte, que a regra básica é: se eu errar, e vou errar porque eu sou ser humano, que fique claro, eu preciso me arrepender. Então qual é o problema do estilo de vida? É quem quer viver do jeito que quer e acabou. Eu sou assim, acabou. Não, no cristianismo, por exemplo, não tem isso. Você tem que abandonar o velho homem e nascer de novo. Aí nunca mais vou errar? Não, você vai continuar errando, de preferência não nas mesmas coisas, mas você pode errar no orgulho, Você pode errar um dia contando uma história que não foi bem assim. A pergunta é se você vai ter a coragem de resolver, de consertar, de pedir perdão.
Voz D:When you need to build up your team to handle the growing chaos at work, use Indeed Sponsored Jobs. It gives your job posts the boost it needs to be seen and helps reach people with the right skills, certifications, and more. Spend less time searching and more time actually interviewing candidates who check all your boxes. Listeners of this show will get a $75 sponsored job credit at indeed.com/podcast. That's indeed.com/podcast. Terms and conditions apply. Need a hiring hero? This is a job for Indeed Sponsored Jobs.
Tiago Brunet:Perdão. Errar é natural, todo mundo erra, mas assim, é difícil você pedir desculpa, né? É uma coisa que você tem que ir treinando, treinando, treinando, então você precisa ter coragem mesmo. Só que se você não consegue se arrepender, você também não consegue melhorar, né, cara? Você insiste no erro, né?
Tiago Brunet:O arrependimento É uma palavra obrigatória no Evangelho. Todo sacrifício de Jesus foi simplesmente para nos livrar do que você vive todo dia, que é fruto do pecado. Nossos sofrimentos, nossas culpas, nossos pesos emocionais, os erros que cometemos e feriram muitas pessoas, Tudo isso é fruto do que a gente chama biblicamente de pecado. E Jesus veio para tirar o pecado do mundo, mas isso só acontece quando você reconhece no coração que Jesus Cristo morreu e ressuscitou e se arrepende dos seus pecados. E uma prova do arrependimento é você não ter coragem de voltar para lá. Isso é uma das provas do arrependimento. A diferença de arrependimento e remorso é que o remorso Você tá chateado com o que fez por causa do que os outros vão pensar.
Tiago Brunet:Tá.
Tiago Brunet:Caramba, peguei aquela caneta lá no grupo primo, Thiago Negro ficou sabendo, agora ele vai achar que eu sou ladrão, ele não vai mais me chamar pra podcast. Isso é remorso. Arrependimento é não tá nem aí pro que os outros estão pensando. Eu tô preocupado com o que Deus achou disso e eu quero me reconciliar com ele. Eu quero que ele me aceite, que ele me perdoe por isso.
Tiago Brunet:É tipo assim, você tem aquela cagada que você fez E você tá tranquilo com ela. Aí quando alguém descobre, aí de repente começa a doer em você. Isso é o mais puro remorse.
Tiago Brunet:É o remorse. Então essa é a grande diferença de remorse e arrependimento. E viver uma vida de arrependimento é o que faz você, fora dos campos, ser uma pessoa de verdade, não entrar em tantas ciladas. Eu repito, tem gente que acha que porque você agora tá espiritualizado, porque você agora é um cristão, você é perfeito. Não, gente, desculpa. Quem inculcou isso em você fez de forma errada. A gente continua sendo imperfeito, a gente continua sendo limitado, a gente continua sendo ser humano, mas agora a gente tem uma característica: a gente não acostuma mais com erro, a gente não concorda mais com isso, e se errarmos, a gente se arrepende. Então, se eu por acaso peguei a caneta e levei, o que eu tenho que fazer como cristão? Voltar aqui. Olha como é difícil confessar: "Nigro, cara, ontem..." "Depois do podcast eu vi a caneta, achei que eu podia levar, olha a vergonha, e eu queria que você me perdoasse por isso." Isso é o que o cristão faz, ou seja, não é que ele não vai errar, mas é que se errar ele vai lá consertar, vai pedir perdão.
Tiago Brunet:Tem pouco cristão no mundo então, né, Bruno, que realmente vive assim, né, cara?
Tiago Brunet:Não confundam igrejas lotadas com cristianismo de verdade. Igrejas, sejam evangélicas ou católicas, não importa, a denominação, mas viver uma vida cristã é uma vida de sacrifício, é uma vida de dizer não, é uma vida de não vivo mais eu, mas Cristo vive em mim, é uma vida de preferir o próximo em honra, humildade.
Tiago Brunet:Deixa eu pegar um gancho no que você está falando, porque eu imagino que assim, um aprendizado da minha vida, não tem nada mais poderoso do que o ambiente.
Tiago Brunet:Pega um cafezinho para mim, Gil.
Tiago Brunet:Eu também queria muito cafezinho. Pô, cara, sem sacanagem, o Bielzinho, pede para mim um daquele do Alex Atala, que eu achei que está uma delícia, cara, de verdade. Cara, eu aprendi na minha vida que não tem nada mais poderoso que o ambiente de verdade.
Tiago Brunet:Ambiente sempre vence.
Tiago Brunet:Sempre vence. Então eu posso aprender algo, eu posso ter a boa intenção, eu posso querer fazer isso, eu quero fazer a dieta, por exemplo, e aí no meu ambiente está todo mundo arregaçando, "Eu vou conseguir resistir uma vez, duas, três, quatro, vai chegar uma hora que eu vou cair." Você vai falar assim, ó...
Tiago Brunet:Mas mesmo que você... O problema não é cair. O problema é você falar assim: "Cara, fiz de novo e já vi que eu não consigo me livrar disso." Aí você se entrega. Isso é apostasia. Esse é o pecado sem perdão. Isso é a blasfêmia contra o Espírito Santo. É você falar assim: "É, eu não consigo me livrar disso, não." Claro que consegue. É que você não está tendo vida de oração suficiente, não está jejuando para matar carnalidade e fortalecer a espiritualidade, que é essa função do jejum, do alimento. Você está no ambiente errado. Por isso que eu vou à igreja. Não vou à igreja porque eu sou religioso. Eu vou à igreja para estar em um ambiente onde eu percebo: "Caramba, eu estou errado nisso aqui." É isso, perfeito. Se afiar para você se perceber.
Tiago Brunet:Mas aí, pensando então nisso do ambiente, a gente está falando que os jogadores, acho que muitos têm fé e realmente gostariam de fazer o certo. Fora do campo. Mas, cara, eles às vezes estão em um ambiente que talvez acabe trazendo muitas tentações, muitas influências negativas, e eles acabam às vezes fazendo besteira. E aí você tem um capítulo aqui que fala que nem todo companheiro quer que você faça gol. Assim, cara, qual que é o impacto do ambiente de fato na vida, seja do jogador e da pessoa comum, que a gente está trazendo esse paralelo? E o que você quer dizer nessa mensagem?
Tiago Brunet:Aí tem vários, tem múltiplos sentidos. Vamos pegar o caso do Hendrik. O Real Madrid é um grande time, um dos maiores. Certeza. É, se não for o maior, um dos maiores. Eu não entro em discussão de time porque cada um tem o seu, e eu mesmo não sou um cara fanático por futebol, então. Mas eu acho que é um dos 3 maiores do mundo, vamos lá, tá? O Hendrik é um grande jogador, menino, tá começando agora, mas um grande jogador. Ele brilhou no Real Madrid, mais ou menos. Aí ele foi para um time bem menor, o Lyon, brilhou, tá brilhando para caramba. Foi convocado para seleção. Então, eu não tô falando do Henrik, falando do ambiente. Às vezes o ambiente é muito bom para o Mbappé, mas não é bom para você. É muito bom para o Cristiano Ronaldo.
Tiago Brunet:Tem um ambiente bom e o ruim. Você tem um ambiente bom para você, para você.
Tiago Brunet:É isso em termos, eu tô falando em termos profissionais agora. Daqui a pouco eu entro no termo geral e espiritual. Então, em termos profissionais, eu posso trabalhar na melhor empresa, não dá resultado nenhum. Porque aquele meu talento, aquele meu dom, aquela minha habilidade natural funcionaria muito melhor numa startup que está começando agora.
Tiago Brunet:Tá.
Tiago Brunet:Mas naquela grande empresa eu fico apagado, porque tem gente que é igual ou melhor. Beleza. Esse é um tipo de análise. Outro tipo de análise desse capítulo é— um jogador me contou: "Muito estão de frente pro gol." Muitos atacantes estão de frente para o gol, mas ele tá marcado, o outro atacante tá livre. Ele falou assim: eu não vou tocar para ele, puta, porque ele vai ser o goleador, os jornais só vão entrevistar. O cara pensa isso em fração de segundo e tenta driblar o zagueiro. Acontece, não é sempre, mas acontece.
Tiago Brunet:Mas faz sentido.
Tiago Brunet:Tem até um fato, a gente pode, esse a gente pode dar nomes porque é público, tá aí na internet. De um jogo que eu não lembro se foi 2002 ou 2006, de Copa, que o Ronaldo e Rivaldo não estavam tocando a bola um pro outro. Nossa, de Copa? É, o Ronaldo pegava, viu o Rivaldo, tentava driblar, 2002, né? Tentava driblar e fazer o gol. O Rivaldo pegava, tentava chutar direto. Então assim, e não era que era uma rivalidade entre eles, é que eles entendiam, que aí você tem que entender isso, que A vida e os negócios, assim como o futebol, é meritocrático. Você só fica se você faz gol. Você só continua se você faz gol. Você só brilha se faz gol. Uma das características do futebol, quando eu entrar nessa comparação de futebol e negócios, eu vou falar sobre meritocracia. Mas a terceira questão do ambiente é— nesse capítulo eu explico que o jogo não é só a bola. O jogo não é só a bola. Por exemplo, você tá...
Tiago Brunet:O jogo às vezes é ganho longe da bola, capítulo 5, né?
Tiago Brunet:O jogo às vezes é ganho longe da bola, né? Não é só a bola.
Tiago Brunet:Por quê?
Tiago Brunet:Às vezes você tá no 5º casamento, com 10 pensões alimentícias, enfrentando o grito da torcida contra você, a imprensa te batendo todo dia, perde um familiar e tem que entrar no jogo pra brilhar no domingo. Olha que confusão. Então, claro que o jogo não é só a bola. Tu emocional tá bem? Tua vida familiar tá pelo menos saudável? Porque perfeita nunca vai ser, mas saudável. Como é que a torcida e a imprensa tão contigo? Tudo isso— obrigado— tudo isso determina, olha, irmão, determina muito como você vai jogar.
Tiago Brunet:Porra, muito, cara.
Tiago Brunet:Entendeu? Então as pessoas acham que é só treinar, é só minha habilidade. Não, cara, tem outras coisas, tem outros detalhezinhos. Né, como é que é sua vida fora dos campos? Você dorme bem? Como eu falei no início, o futebolista, o jogador de futebol, atleta, ele treina infindavelmente, incansavelmente, é sempre, é para sempre. A gente só treina por um objetivo e para se treinar, né, cara?
Tiago Brunet:Contar uma história que eu nunca contei aqui, e acho que nem para você, mas foi uma das situações mais difíceis da minha vida. E tem a ver com essa conversa que a gente está tendo, que é sobre você ter que vencer a demais do que está acontecendo na sua vida. E aí teve um momento da minha vida que, cara, como a gente é exposto publicamente, a gente tem os louros disso, mas também tem um lado ruim. E o lado ruim acontece muito mais vezes.
Tiago Brunet:Ônus e bônus.
Tiago Brunet:Ônus e bônus. E aí eu passei pela minha primeira grande polêmica na vida, na época, que tinha sido aquela polêmica da dívida do apartamento. Eu nem vou entrar nesse mérito, mas de repente, cara, foi a maior polêmica que eu já passei até então, virou trending topic no Twitter 2 dias globalmente. Então você tinha lá Primo Rico e tal. E aí sabe como eu fiquei sabendo dessa notícia? Eu estava dando muita palestra pelo Brasil e aí eu sei lá em qual cidade eu estava, eu ia subir no palco, Brunet. Quando eu estava subindo no palco, faltava 1 minuto, para me chamar, eu atendi a ligação. "Nossa, deixa eu ver quem que é. Alô? Oi, aqui é repórter da Veja e eu queria saber o seguinte, porque a gente vai postar uma matéria agora falando que tem uma dívida de R$1.700.000 e tal, que eu vou postar isso aqui agora, eu queria saber se você tem algo a dizer." "E agora que você é isso, Thiago Negro?" Cara, meu Deus. Aí eu subi e fiquei uma hora e meia pensando em toda essa repercussão. Eu vi as pessoas pegando o celular assim, Bruno, no meio da palestra, Chamando as outras assim, eu falei: "Caraca!" E eu não sabia o que estava acontecendo. E foi um dia, é raro isso, mas eu fiz duas sessões nesse dia de palestra, então foi uma seguida da outra, não deu para parar. Brunet, foi uma ansiedade. Ainda assim, tinha que estar lá, dar palestra e fazer o meu jogo, digamos assim, na época. Então, cara, é difícil esse controle emocional, você conseguir às vezes deixar isso para trás, conseguir jogar, focar no jogo, no que está em jogo, essas coisas todas, é difícil para caramba. O jogador tem que ter essa habilidade.
Tiago Brunet:O bom é a gente evitar problemas fora do campo, Mas se forem inevitáveis, você ter domínio de si, que a Bíblia chama de domínio próprio, para você anular essa emoção negativa por um tempo para poder cumprir o teu papel naquele momento. Eu já passei por uma história bem parecida quando eu fiz a minha primeira palestra depois da minha quebra. Um minuto antes, uma pessoa me ligou e eu tinha um pacto comigo mesmo de atender toda ligação porque eu tava devendo muito nessa época, e meu pai me ensinou: Quer sair da dívida? Atende todo mundo, não foge de ninguém. Tocou o telefone, era um número desconhecido, não sabia. O cara falou assim: "Eu sei onde é que você tá e eu vou falar pra todo mundo quem é você." Eu desliguei o cara. Thiago Brunner, era minha primeira palestra. Interior do Paraná.
Tiago Brunet:A primeira?
Tiago Brunet:A primeira, sim, depois da quebra, né? E eu subi falando: "Cara, o cara vai vir aqui e vai fazer um escândalo." Ainda assim, eu tive que neutralizar essa emoção negativa. Imagina a pressão emocional. E dar a palestra. E graças a Deus foi uma excelente palestra, saí dali com vários outros convites. Então, mas o bom é que a gente não cria problemas fora do campo, porque o jogo ele não se trata só da bola, se trata de como tá o teu emocional, como tá a tua família.
Tiago Brunet:Qual que é o segredo para não criar problemas fora do campo? Porque difícil, né?
Tiago Brunet:É difícil viver sem problemas na vida, mas não é tão difícil você não Você parar de criar problema. Há uma diferença. Tem uns problemas inevitáveis que vêm e tem uns problemas que você cria. Então, eu tô aqui no trânsito, o cara buzina pra mim e me xinga. Eu tenho que ter domínio próprio de, por mais que o sangue esquente, porque eu sou ser humano, deixar ele ir embora. Se eu baixar o vidro e começar a discutir, eu tô criando um problema. Eu tenho que estar disposto a ir pra delegacia fazer um BO, a se ele tá armado eu tomar um tiro, a se a gente discutir e sair na mão, vai todo mundo, sabe, sai no jornal. Eu tenho que estar disposto. Eu tô disposto a isso? Não, não tem nem tempo pra ir na delegacia. "Então, filho, se segura." Entendeu? Um dos frutos do Espírito que o apóstolo Paulo nos ensina é o domínio próprio. Você ter o poder de controlar a si mesmo. Inclusive, gente, eu estou te falando assim, teologicamente, biblicamente, o nosso maior inimigo é a nossa própria carne, é a gente mesmo. Não é o diabo, qualquer outra coisa, tá? Ignorância é uma inimiga fortíssima. O orgulho é o maior inimigo que a gente tem. As obras da carne, que tá lá em Gálatas capítulo 5, se você ler a Bíblia, depois você lê, o apóstolo Paulo fala assim, ó: as obras da carne são manifestas e elas são prostituição, orgulho, inimizades, porfias, que são as lutas desenfreadas, não para de brigar contigo, é, glutonarias, bebedices, é, imoralidade. Como eu já os avisei e agora aviso novamente, quem pratica tais coisas não entrará no Reino dos Céus. Então uma das coisas que o juiz vai analisar não é o que você fez, é o que você está fazendo. Por isso que para Deus o nosso passado não importa, porque quando eu passo pelo perdão, zerou o game. Inclusive se eu errei hoje de manhã, eu posso zerar de novo o game com a minha oração de perdão. Senhor, me arrependo profundamente, Eu não quero viver isso. Mas se eu estou na prática, quer dizer que eu não experimentei o perdão ainda. Quer dizer que eu não acredito que Deus pode me redimir mesmo através do seu filho Jesus Cristo. Então, essa parte da espiritualidade, para mim, é muito importante para a vida fora do campo. Porque dentro do campo tem mais a ver com a tua capacidade pessoal, com a tua habilidade, com a meritocracia, vai fazer gol ou não. Do que com a espiritualidade. Mas fora do campo, você depende muito da orientação espiritual, da iluminação divina para você errar menos. Impossível não errar, mas o objetivo é errar menos, o mínimo possível.
Tiago Brunet:Posso te dizer aqui, ó: o problema é que o público só vê o gol, poucos veem o preparo invisível, a dor que dá forma às orações e às lágrimas. E realmente, né, cara, assim, é As pessoas só olham para jogada final, mas assim, o mais importante é o treino, né? As pessoas que você falou, a pessoa treina, treina, treina, treina, aí ela faz o gol e, cara, não valoriza todo esse preparo que teve por trás, né?
Tiago Brunet:Você já parou para pensar que o jogador que tá fazendo um gol, que vai fazer um gol agora na Copa do Mundo, né? Esse garoto com 12 anos tava pegando ônibus 5 horas da manhã com marmita enquanto os coleguinhas estavam soltando pipa, fazendo outra coisa ou dormindo, indo pro treino que geralmente ficava 2, 3 horas da casa dele, ou ele já tava morando no CT, no centro de treinamento, longe dos pais, chorando, pra poder aos 18 ser profissional. E aí você vê ele agora com 25 fazendo gol na Copa do Mundo e fala: "É, que bom aí, que joga muito, hein?" É, só que ele tá desde os 12 anos fazendo isso. Então a gente não tem constância, negro, a gente não tem perseverança, a gente não tem treino infindável, a gente não tem técnico e quer resultado de jogador, quer ganhar bem, quer ganhar título, quer ganhar Copa do Mundo. Como, irmão? O futebol pode ensinar muito sobre vida e negócios. Quando você quiser falar sobre negócios, fala que eu tenho muita coisa a fazer negócio comparando com futebol. Porque por enquanto ele tá só na vida, né? Então, se você analisar, existem muitos jogadores É porque tem uma questão também de timing na vida, destino e tempo de acontecer as coisas. Eclesiastes 3: "Existe tempo para todas as coisas debaixo do sol." Teve jogadores que durante sua vida profissional como jogador foi mediano, nunca foi famoso, nunca apareceu. Quando para, vira técnico, vira um fenômeno.
Tiago Brunet:Por quê?
Tiago Brunet:Porque existem coisas na nossa vida que ainda não são nosso destino, é só o preparo para o destino. Se você não tivesse sido jogador, você não teria capacidade de ser técnico, mas o teu destino era ser técnico. Então você foi mediano aqui para poder brilhar aqui. Caraca, entendeu? Então você imagina a história de Davi, você conhece o Rei Davi. Davi era o melhor tocador de harpa da região, por isso quando Saul tá atormentado, ele manda chamar o melhor. E vem Davi. Sabe quanto leva pra você aprender um instrumento e ser bom no instrumento? 7 anos. Pergunta pra qualquer profissional. No mínimo.
Tiago Brunet:E aí, só que o destino dele não era ser um tocador de harpa.
Tiago Brunet:Nada a ver com o destino dele. Ele ficou 7 anos se preparando só pra entrar no palácio. Sem saber, né? Se preparando inconscientemente. Era o destino. "O dia que mandaram chamar o melhor de harpa, não mandaram chamar o melhor rei pra me substituir." Nem Saul sabia, que era o rei da época, nem Davi sabia. Isso aqui é coisa do destino. Então, você tem que fazer bem o que tá na sua mão hoje, porque pode não ser o seu destino, pode não ser o seu propósito de vida, mas se você não fizer bem isso, não te chamam pro palácio. Ele só entrou no palácio porque tocava harpa bem. O destino dele não era esse, ele acabou virando rei depois. Como ele também, antes de virar rei, virou capitão do exército, mas também não era o destino dele ser capitão do exército. Então tem pessoas que têm muita dificuldade em largar o que eles treinaram muito para fazer hoje e passar para o próximo nível. Porque, poxa, eu vou ter que— eu fiquei 7 anos na harpa, irmão. Você quer continuar na harpa ou você quer ser rei? Tem coisa que você tem que abandonar, tem que largar, mesmo sendo bom. Foi bom por um tempo, não é bom agora. Isso vale para amizades. Tem amizades que não erraram contigo, não te feriram, mas não são as que vão estar no próximo nível com você. Você tem que deixar ir. No próximo nível elas vão virar uma pedra, vão virar um problema. Então celebra quem entra na tua vida, mas não reclama de quem tá saindo, porque Deus sabe de tudo. Deus inclusive escuta conversas que você não escutou. Por isso que ele tira algumas pessoas da tua vida e você nem sabe por quê. Ele sabe, ele vê tudo.
Tiago Brunet:É, isso daí é só tendo fé mesmo, né? Porque assim, quando você jogar na racionalidade, né, eu passei por isso. Às vezes tem umas pessoas saem da sua vida, ou algumas que entram, enfim, você fala assim: puta, cara, que cagada, isso não era para ter acontecido. E aí, pela fé, você precisa acreditar que, cara, tem alguma coisa maior guiando esse nosso destino, essa nossa jornada, né? Que senão, cara, se você for querer controlar tudo—
Tiago Brunet:para eu não falar da minha fé, porque cada um tem a sua, para eu não ficar aqui, eu quero dar exemplos reais. Um, por acaso, você conhece, um bilionário que já tem múltiplos bilhões, entra numa situação difícil. Claro que não é financeira. Aí manda me chamar. Você tava comigo, você sabe quem é. Aquele problema que ele tava passando, que depois te contei, é o dinheiro não resolvia, irmão. Então ele apelou por quê? A fé. O que muita gente que está escutando a gente não sabe é que na hora que o bicho pega, o bilionário, o poderoso, ou a pessoa que está só começando a vida agora, não tem nada, apela pra fé. É engraçado, eu faço muitas obras sociais desde criança por causa da minha fé cristã, então visito hospitais desde criança até hoje, até hoje, faço doações e tenho obras sociais e tudo, distribuo livros em presídios e tal. "Porque é um mandamento bíblico, Jesus fala: 'Tive fome e não me deste de comer, tive sede e não me deste de beber, estive preso e não fostes me visitar, estive doente e você não cuidou de mim'." E aí as pessoas falam: "Quando, Jesus, te vimos nessa situação e não te ajudamos?" Ele falou: "Quando vocês deixaram de fazer a um destes pequeninos." Então ali ele deixa claro que é uma obrigação cristã você estar preocupado com pessoas que não conseguem hoje mudar sua realidade. E quando eu faço visita ao hospital, eu reparo uma coisa: no hospital todo mundo é crente. No hospital não tem essa. Filho tá morrendo ali de câncer, o pai tá se despedindo já ali, os filhos em volta, todo mundo aceita oração, todo mundo tá com uma Bíblia aberta do lado, todo mundo vira crente. Então, a gente precisa entender que a fé não pode ser um instrumento que a gente recorre quando tá debaixo de dor ou sem saída. Por que não pode? Porque a vida seria muito mais leve se ela fosse nossa realidade diária, entendeu? A vida é mais leve com a fé. Ela não é fácil para ninguém, nem para quem tem fé, nem para quem não tem, mas ela é muito mais leve. Porque eu encaro notícia— só ontem recebi 3 notícias bombásticas. Como que eu administrei isso? Com Rivotril? Com terapia? Não, dobrei meu joelho e falei: Senhor, tu sabe todas as coisas. Nessas 3 notícias eu não tenho controle nenhum. E só de começar a fazer essa oração, eu já comecei a ficar aliviado, minha alma ficou mais leve. E outra coisa, eu pedi sabedoria a Deus para resolver essas situações. Dentre elas, uma foi resolvida já hoje, um dia depois. Então assim, a Bíblia diz: "Não existe nada impossível para Deus." E na nossa vida, no decorrer da nossa história aqui, da nossa peregrinação terrena, acontecem muitas coisas que a gente não consegue resolver, que é impossível para nós. Então uma pessoa que vive sem fé, claro, é uma pessoa que vai ter uma vida mais pesada na terra. Além de quem acredita, né, lógico, não vai adentrar na eternidade que é o nosso verdadeiro jogo de longo prazo. Aqui é um jogo de curto prazo, a gente vai passar 70 anos na Terra em média, mas a eternidade não tem fim, não tem como contar. Então, não é bíblico, mas é uma situação que eu gosto muito do Maximus, do Gladiador, que ele fala: "O que a gente faz na Terra ecoa na eternidade." Você assistiu o 2, aliás? Assisti. É, eu gosto muito de filme, eu gosto de filme até porque eu aprendo assim, tem cenas que eu vejo que eu falo: "Isso aí dá uma palestra, hein? Isso aí dá um curso, hein?" Eu gosto de aprender.
Tiago Brunet:Deixa eu te perguntar um negócio, quando você olha para o livro aqui, ele diz assim: "O que o futebol pode ensinar sobre a vida e os negócios", né? E aqui estamos diante de um negócio, o Grupo Primo. Se eu for pegar esse livro, né, "O Jogo da Vida", que aliás foi lançado essa semana aqui, Já está disponível, né?
Tiago Brunet:Tá, tá em todas as plataformas digitais, Amazon, Mercado Livre, qualquer livraria física. A gente vai deixar todas as informações para você adquirir seu livro agora. Deixa eu só fazer uma recomendação rápida. Você que é pai e mãe e está me assistindo, se seu filho adolescente, menino ou menina, porque é sobre vida e negócio, não é sobre futebol, é obrigatório adolescente ler. Você que é jovem, de 18 a 25, 26 anos, você está tomando as decisões mais importantes da vida agora. Obrigatório para você. Você que tem 40 anos, 50, não importa, mas ainda não sabe bem o que quer da vida, tá começando o seu primeiro negócio, é um livro básico para ler para você não errar. Então tá aqui a minha recomendação do nosso novo livro, Jogo da Vida: O que o futebol pode nos ensinar sobre vida e negócios.
Tiago Brunet:Ô Bruno, mas tá disponível? Eu tô vendo aqui na Amazon, tô vendo audiobook só.
Tiago Brunet:Não, tá, inclusive tava em primeiro lugar essa semana.
Tiago Brunet:Deliver to Thiago, será que é o endereço que tá errado aqui? Acho que eu tô com o endereço dos Estados Unidos, talvez, sei lá.
Tiago Brunet:Tava... Essa semana ficou em primeiro lugar em algumas categorias, né?
Tiago Brunet:Nossa, ele tá aqui. Tá? Tá aqui. Inclusive, tá em promoção aqui. Tá em promoção, turma. Aproveita aí, vou deixar o link pra vocês.
Tiago Brunet:E é um livro barato. É um livro de R$40, R$40 e poucos reais, né?
Tiago Brunet:Mas é igual do preço, cara. Você fica... Tem uns dinheiros que você gasta e eu acho que o como você aloca o seu dinheiro... R$46, tá?
Tiago Brunet:R$46.
Tiago Brunet:É, cara, o como você aloca o seu dinheiro é muito importante. Às vezes, sei lá, R$46 você acha que pode mudar a sua vida ou seus negócios. Eu tive um livro que mudou a minha vida e me deu milhões de reais.
Tiago Brunet:É custo-benefício, é o melhor custo-benefício do mundo ali.
Tiago Brunet:Exato. Se ler, né?
Tiago Brunet:É, se ler.
Tiago Brunet:E se não ler também, porque acho que é tão barato que às vezes você deixa ficar pelo menos bonito.
Tiago Brunet:Existe uma frase famosa, "Qual é a diferença de quem não lê para aquele que não sabe ler?" É muito forte. Que adiantou você passar pelo processo da educação, da alfabetização e não ler?
Tiago Brunet:Exato.
Tiago Brunet:É a mesma coisa que o analfabeto que não lê. A leitura ela forma nossos pensamentos, nosso caráter, nosso repertório. E, por exemplo, você parou pra pensar em presente? Por exemplo, você comprar um livro de R$46 pra dar de presente. Você às vezes vai dar uma camisa de R$200, R$300 pra pessoa, nem sabe se a pessoa vai gostar. O livro é o melhor custo-benefício que existe, não só pra você aprender, mas pra presentear. Porque você presenteia uma pessoa com 40 reais e muda a vida da pessoa. É verdade. E olha como é que tá a diagramação do livro. Você vai ler esse livro em horas, talvez em um dia, dois dias, se você for iniciante. Ficou bem emocionante. Se você é leitor já, isso aqui você vai ler em horas. Então, muitas frases que vão te dar um destino. Por exemplo, aqui eu falo: "O futebol, assim como a vida, é feita de preparo e destino." Ou seja, destino, coisas que você não controla, mas que você está preparado para o que der e vier. O futebol é assim também.
Tiago Brunet:Cara, eu não li o livro ainda finalizado, mas eu lembro que quando você estava escrevendo, você mandou alguns capítulos para eu ler e eu dei até algumas opiniões e tudo mais. E, cara, está muito legal já. Eu vou ler agora para ver como ele ficou finalizado e diagramado. Eu, por exemplo, o meu livro, quando eu lancei, O Homem Comprou o Tempo, eu nunca tinha tido a experiência de ler ele físico. Quando eu peguei ele físico a primeira vez, eu peguei e enchi a banheira, eu sentei e em duas banheiras eu peguei ele inteiro. É gostoso você ler diagramado, é outra experiência. Mas deixa eu te perguntar, indo para o fim, mas não tão fim assim, eu queria que você pegasse, quase que extraísse o lado de negócios que você registrou nesse livro e que você tentasse aplicar isso, não só obviamente ao esporte, mas também à minha empresa. O que você acha que faz uma empresa bem-sucedida quando a gente aplica esses conceitos que estão aqui aplicados ao futebol, mas agora ao mundo dos negócios?
Tiago Brunet:Vamos lá. Você que está começando o seu negócio ou já tem o seu negócio, por que o futebol tem 4 bilhões de fãs? Por que o futebol é o jogo ou o esporte mais patrocinado do mundo? Por que o futebol para Vários países aos domingos, tanto para encher estádios quanto pessoas na sala assistindo pela TV. Número 1, porque ele é extremamente acessível. Se você não tem dinheiro para comprar bola, você faz com bola de papel. Você pega papel, você enrola. Como muita gente, quantas vezes criança eu joguei bola com bolinha de papel, com bolinha de qualquer coisa, de meia, bolinha de meia. Seu negócio é acessível, Qualquer pessoa consegue acessar. Outra coisa, o futebol é fácil de entender. Você vê o rugby, futebol americano, quebra-cabeça você tentar entender as regras. Futebol é simples, tá com a bola no pé, tem que fazer gol. Fácil de entender. Se o negócio é fácil de entender, a pessoa tem que pensar muito para— Às vezes tem gente que vem fazer proposta de negócio, nego, o cara fala uma hora, eu não entendi nada do que que no final faz. Mas o que que é? O que que você tá vendendo?
Tiago Brunet:É verdade.
Tiago Brunet:Falei: "Gente, que loucura, o cara ficou uma hora comigo." Seu negócio é fácil de entender, porque é muito fácil explicar o que é a Amazon, o que é a Apple. É muito fácil explicar o que é uma empresa que está no topo, justamente pela acessibilidade, né? Qualquer um entende e tem acesso, e qualquer um sabe do que está comprando. Você tem certeza de qual é o produto. Outra coisa, o futebol é meritocrático. Você pode treinar, treinar, treinar, não fazer gol no domingo nem na quarta, provavelmente na próxima semana você não vai ser escalado. A não ser que não seja sua função fazer gol, você seja zagueiro. Que é uma coisa que eu falo muito no livro, presta atenção, ó. Primeiro capítulo eu falo o seguinte: qual é a sua escalação no campo da vida? Já pensou se o Messi, que o destino dele era ser atleta de futebol, resolvesse do nada ser goleiro? Que ele se inspirou no Tafarel e agora quer ser goleiro, não tem nem altura para isso. Você acredita que muita gente jogando no campo certo, mas na posição errada? E aí eu entrevistando o Cafu, ele fala: cara, meu sonho era ser meio-campo. E eu comecei a jogar no São Paulo de meio-campo. E o Tele Santana, que era o técnico na época, falou assim, ó: você vai ser lateral direito. Ele ficou resistente, mas teve que obedecer o técnico. Virou o maior lateral direito do mundo. E foi o capitão do Penta. Então vale a pena obedecer o técnico e principalmente descubra qual sua posição no jogo da vida. Então, por exemplo, eu estou posicionado como educador, como um professor de vida, que eu explico várias áreas da vida, como alguém que ensina a espiritualidade e a Bíblia para as pessoas. Tenho instituto de educação. Então se você me chama Mesmo que você vá me dar 50 milhões de dólares de direitos autorais ou de royalties, do que seja, pra gente montar um negócio de surf, eu vou negar, vou falar: "Cara, obrigado, é muito dinheiro, adoraria, porque eu vou ter que jogar fora da minha posição a minha energia, meu tempo, as minhas habilidades, preciso estar muito focado no que eu tô construindo, eu não posso surfar agora." "Não, Thiago, mas dá mais dinheiro." Mas aí que tá, você vai fazer pelo dinheiro ou pelo que você nasceu pra fazer? Porque a tua realização pessoal não tá no dinheiro. Tá no que você nasceu para fazer, senão todo rico seria feliz. Verdade, né? Então assim, você nasceu para ser jogador, para ser lateral direito? Você nasceu para ser zagueiro? Então pare de ficar se comparando com atacante. Só ele, só ele dá entrevista no final. Claro, filho, ele que fez o gol. Você é zagueiro, você precisa acalmar suas emoções, parar de se comparar. Eu explico isso no livro. Muita gente nunca chega ao próximo nível porque tá no campo, mas tá olhando para o jogo do outro. Faz o teu, irmão. Você é goleiro? Seja o melhor. Você é lateral esquerdo? Vira o Roberto Carlos. Rapaz, qualquer lugar do mundo, ó, como é que você não precisa ser atacante? Qualquer lugar do mundo que você vai tem foto de Roberto Carlos. Eu fui num país agora, eu fiz agora Estados Unidos, Panamá, Guatemala. Nos três países eu vi foto do Roberto Carlos na rua. Ele já parou de jogar há anos, era lateral esquerdo, não era atacante. E tá na história aí. Como o Tafarel era goleiro, tá na história. Então assim, faz o teu bem feito sem sair da tua posição. E você vai ver se você não faz história também. Então, a questão do jogador ter disciplina máxima vale muito pros negócios. Cara, aconteça o que acontecer, 6:57 da manhã eu tô no café com destino. Eu gravo todo dia, produzo conteúdo. Muita consistência, perseverança. Disciplina mesmo. Faço reunião toda hora, tô lá com a minha equipe, isso e aquilo. Viaja, dá palestra, faz isso. Ou seja, as pessoas não querem ser disciplinadas, mas querem o resultado da disciplina.
Tiago Brunet:Não existe. Cara, isso daí, em uma das palestras que eu dou, eu mostro uma foto do meu perfil no Instagram assim. E aí eu tenho hoje 10,6 milhões de seguidores, né? E aí eu chego na plateia e pergunto quantos seguidores as pessoas têm. Quem tem mais de 10 mil? Quem tem mais de 100 mil? E chega uma hora que para de levantar a mão. Pelo menos até hoje, nenhuma palestra, alguém tinha o número de seguidores que eu tinha. E aí eu pergunto: "Qual que é a minha diferença para você?" E aí as pessoas falam: "O talento, não sei o quê lá e tal." Aí eu passo um slide e eu mostro o seguinte: o número de stories que eu fiz. Então eu fiz já mais de 40 mil stories. Eu fiz mais de 570 lives às 5 horas da manhã. Produzi, não lembro agora quantas toneladas de horas de conteúdo e tal. Aí eu mostro e falo: "Alguém produziu mais do que eu?" Ou seja, esse é o meu esforço, olha quanto eu imprimi de disciplina, de consistência e tal. Então não é porque eu sou diferente apenas, é porque eu fiz mais do que todo mundo. Alguém fez mais do que eu? Alguém foi mais consistente? Então quando você fala dessa consistência é isso, é você fazer todo dia sem parar.
Tiago Brunet:Tem uma frase que eu me esqueci qual é o filósofo, eu amo filosofia, mas me fugiu agora qual foi o filósofo que falou: Se alguém lembrar, comenta aqui nos comentários. Ele fala o seguinte: vai chegar um tempo em que os pensadores não vão poder mais falar e dar a sua opinião porque os ignorantes se sentirão ofendidos. É algo desse tipo, é mais ou menos isso aí. Por que eu tô falando isso? Esses dias, em algum conteúdo que eu tava gravando, não lembro se era um podcast, se era um vídeo do Instagram, Eu falei o seguinte: tem muita gente que chega pra mim e fala assim: "Brunê, eu vou estar no mesmo palco que você um dia, hein." "Ah, a gente vai fazer muita coisa, um dia eu vou ser teu sócio e tal." Aí nesse vídeo eu falo assim: "Será?" Porque eu 5 horas da manhã estou no meu devocional, 6:57 da manhã eu estou no Café com Destino, gravo 10 vídeos por dia, conteúdos longos às vezes, a noite estou dando palestra, e isso há anos. Estou há mais de uma década fazendo isso Todo dia. Aí uma pessoa ficou ofendida e comentou. Até o Erle, que tá aqui comigo, que falou: Tiago, tem uma pessoa que ficou ofendida aqui, ó, mostrou o comentário, porque você falou que você só tá onde tá porque você é disciplinado. E se a pessoa chegar lá por outro motivo? A pessoa ficou ofendida. Mas na minha teoria, na minha experiência, e é claro, não sou o dono da verdade, Só o que você produz no dia a dia é o que vai gerar o resultado que você tem, não vai ser a sorte. Então você tá falando aí do seu, seus múltiplos conteúdos, a sua quantidade de horas de trabalho. Aí você fala: quem trabalhou igual a minha aqui? Quem fez? Quem produziu como eu produzi para ter seguidores que eu tenho? Então é claro que as pessoas que não têm um resultado vão ficar ofendidas, mas deixa eu te dar um conselho, querido, querida: não se ofenda Use como referência para você começar a criar o teu destino, o teu sucesso. Porque pessoas que se ofendem facilmente geralmente não vencem na vida. Quantas coisas eu deixei para lá porque eu estava tão focado em vencer, em seguir na empresa, em faturar, no meu trabalho ministerial, em pregar e ensinar a Bíblia para as pessoas. Eu simplesmente deixei pra lá, perdoei, não vou entrar nessa confusão não, deixa pra lá. A pessoa tentou me ofender, eu falei: "Tá bom, tá tudo certo." Porque eu sei que aquilo é uma perda de tempo, aquilo ali é um... Só atrapalha, só suga minha energia. Minha energia tem que estar pro meu propósito, não tem que estar pra uma pessoa que eu nem conheço. Então aprende isso, calma. Seja blindado, blindada emocionalmente, não se ofenda com qualquer coisa. Seja uma pessoa que olha pra frente e não pra trás. O Apóstolo Paulo diz: Esquecendo-me das coisas que para trás ficaram, agora eu prossigo para o alvo. Isso é uma frase bíblica. Deixa o passado no passado e vai pra frente, né? Então aqui no livro Jogo da Vida, eu falo, por exemplo, sobre o banco de reservas. Uma pessoa na vida profissional, falando de negócio, quando entra no banco de reservas começa a falar mal do chefe, começa a botar culpa no colega de trabalho. O jogador vai pro banco de reservas pra ficar observando as estratégias, quem tá fraco, quem tá correndo pela esquerda, quem não tá correndo, porque quando chegar a oportunidade dele, ele vai entrar para fazer gol. Então tem muitas diferenças do atleta de futebol para uma pessoa comum. E se a gente aprender com esses atletas, a parte boa, é claro, porque tem a parte ruim, como o Nigro citou, algumas coisas que acontecem fora do campo, que é por falta de espiritualidade, por falta de ambientes corretos, e até por problemas na infância. Muitos passaram por traumas tão fortes na infância, às vezes privações financeiras tão severas, até de fome, que quando ganha um dinheiro começa a gastar tudo com os prazeres. E geralmente você sabe que muitos jogadores terminam pobres, não terminam bem financeiramente.
Tiago Brunet:Eu cuido do dinheiro de vários jogadores aqui, e é engraçado, tem uns jogadores que eu acho que não ia ter dinheiro, de repente chega e Tem tipo 100 milhões de reais e jogador que era pra ter 1 bilhão e, cara, tá começando a guardar dinheiro. É muito louco, diferente mesmo, né?
Tiago Brunet:Então, eu tenho várias frases de impacto aqui no livro. Olha essa aqui, ó. Quando eu vou falar sobre a questão de humildade, orgulho, relevância que o jogador tem.
Tiago Brunet:O que que tá dizendo?
Tiago Brunet:Tá dizendo assim: visibilidade sem valor é vaidade. Visibilidade sem valor. Eu quero que me vejam, vão me chamar no teu podcast, me bota pra palestrar, não sei o quê. Visibilidade sem valor é vaidade. Porque se você tiver valor, algo que acontece, valor, mas agora o contrário, valor sem visibilidade é irrelevância. Então eu tenho valor, mas ninguém me vê, eu tô irrelevante. Então qual é a combinação? Você criar valor no que você faz, porque as pessoas vão começar a reconhecer e vai, isso vai trazer visibilidade para você. Esse final de semana eu tive falando 3 mil pessoas lá na Guatemala, como eu comentei. 2 semanas atrás, 16 mil pessoas em Lima, no Peru. E aí, nos dois, nessas duas palestras, eu falei a mesma coisa: eu não pedi para estar aqui, eu fui convidado. Porque quem tenta arrombar portas pode estar apressando algo que você não está ainda maduro para fazer. A porta certa Deus abre no tempo certo, você só tem que preparado. Davi não pediu para ser rei de Israel, ele era pastorzinho de ovelhas. Ele foi entregar queijo e pão na frente de batalha para os capitães do exército e para os irmãos. De repente vem um gigante chamado Golias e começa a desafiar o exército de Israel. Destino, ele estava no lugar certo, na hora certa. Todo mundo com medo de Golias, porque Golias além de ter 3 metros de altura lutava com espada. Davi sabia atirar com fundas, porque sendo pastorzinho de ovelhas ele protegia o rebanho com funda, né, aquele que atira as pedras, né, atiradeira. Ele vai lá e mata Golias e fica famoso em Israel. E aí começa o processo de virar rei, que é um processo longo para virar rei, que ele só assume aos 30 anos de idade. Mas ele estava preparado para derrubar aquele gigante. Vou repetir: ele não queria ser rei, mas estava preparado. Ele não estava querendo abrir uma porta, "tomara que morra o rei para eu entrar", não, mas ele estava preparado. A pergunta é: você está realmente preparado para o que você sonha no futuro? Ou você está achando que as coisas vão cair do céu? Você está lendo livros? Você está se preparando fisicamente, mentalmente? Você está aumentando seu repertório? Suas amizades, seus ambientes te levam para lugares melhores? Cortam seus vícios e aumentam suas virtudes? Como diriam os filósofos. Então tudo isso você tem que parar pra pensar e esse livro vai te ajudar demais nisso.
Tiago Brunet:Essa frase aqui, ó: "Torcida contra testa sua identidade, não a sua habilidade." Opa! "A identidade não pode depender de aplausos." Caraca!
Tiago Brunet:O que é torcida contra? Você fez gol no domingo, aplauso. Errou na quarta-feira, a mesma torcida fala: "Você é ruim!" "O que você tá fazendo aqui? Sai desse time!" Se a torcida mexe na tua identidade, em quem você é, então você não tá com a identidade fixa ainda, definida. A torcida, ela vai gritar, ela é a massa, ela vai gritar o que tá sentindo na hora. Você não pode tomar decisões na sua vida pelo que os outros estão sentindo na hora. Você sabe quem você é. Aí você acha então que Se um dia vaiar um Cristiano Ronaldo, ele vai falar: "Ah, vou parar de jogar, a torcida me vaiou hoje." É ruim! Jogador é perseverante. Quantos jogadores já saíram do estádio escoltados por policiais debaixo de vaias terríveis da torcida e dois meses depois se transformaram em heróis porque fizeram gol na final? O jogador sabe passar por esses altos e baixos e continuar constante e perseverante. O ser humano recebe uma crítica no trabalho e já pede demissão.
Tiago Brunet:É verdade.
Tiago Brunet:Um feedback negativo e já acha que o colega tá contra ele, em vez de aprender com isso e tá sempre melhorando. Então, O Jogo da Vida é um livro que vai te levar para um nível de entendimento, porque através dessas histórias, dessas analogias do futebol, vai te ensinar muito. Lembrando que jogadores campeões do mundo foram entrevistados para esse livro ser escrito. Não é uma coisa que veio da minha cabeça apenas, né? A teoria sim, mas as entrevistas foram com jogadores. E tem uma frase aqui que eu tô lendo do banco de reservas, tem um capítulo chamado Banco de Reserva, que fala assim, ó: o banco às vezes não é uma rejeição, é só preparação disfarçada de espera. Tem gente que se sente rejeitado quando é colocado no banco, mas é ali no banco que você tá colocando sua cabeça no lugar, que você tá vendo o jogo. "Ah, por isso ele entrou no meu lugar lá, como é que ele joga pela esquerda e eu não consigo ir pra lá." "Ah, como é que ele tá dominando a bola." É, você tá ali se autoanalisando, você tá analisando as estratégias do jogo e refletindo pra voltar melhor no próximo. Só que, vou repetir, o ser humano comum não tá com essa sobriedade emocional. Ele tá: "Ah, esse técnico, com certeza é inveja, com certeza ele entrou no meu lugar porque ele tava fazendo um trabalho espiritual contra mim, ele tava..." "Ah, tá com inveja também?" A gente começa a criar fantasias em vez de só observar, criar estratégia e voltar melhor.
Tiago Brunet:Cara, muito bom. E aí, fazendo uma autocrítica, às vezes a gente quando tá inside do banco, que tá jogando e é titular e atacante, a gente para de fazer o que a gente fazia quando estava no banco, né? E aí por isso a gente acaba dando brecha para outras pessoas virem e tomarem nosso lugar, né? A gente para de...
Tiago Brunet:Quem é titular é titular para sempre?
Tiago Brunet:Não é.
Tiago Brunet:A Bíblia diz: aquele que está em pé, cuide-se para não cair. Ninguém é titular para sempre. Por isso que o jogador, mesmo ganhando Copa do Mundo, sendo bola de ouro, no outro dia ele tá treinando de novo. Sim, ele sabe que ele não é titular para sempre.
Tiago Brunet:Brunet, então onde que, onde que é o melhor lugar para quem tiver assistindo a gente, ouvindo a gente, comprar esse livro?
Tiago Brunet:Então, o mais prático para você clicar é o link que a gente vai deixar aqui na descrição da Amazon. Ok, que eu acho que eu que entrega mais rápido, tem uma logística boa. Mas você pode ir na livraria mais próxima, você pode procurar no site que você gosta de comprar livros. Jogo da Vida: O que o futebol pode ensinar sobre vida e negócios.
Tiago Brunet:Mais um bestseller do Thiago Brunet. Eu recomendo que vocês, não só por eu admirar o Brunet, por eu conhecê-lo, por eu entender que o que ele fala é verdade e por admirar também todas as obras que ele já escreveu. Li algumas das obras dele. Talvez conheça quase todas e conheça um pouco o jeito dele de pensar. Esse livro em específico eu também li um pouco do processo dele antes de se tornar o produto final, que eu vou ler junto com vocês. Então, recomendo que vocês comprem o livro do Thiago Brunet, leiam com calma e recomendem para os amigos também. Vou deixar o link na descrição. Brunet, para te seguir nas redes sociais?
Tiago Brunet:No Instagram eu estou como @thiagobrunet, Thiago sem H, Brunet com T no final. No YouTube é onde passa nosso programa Café com Destino e os ensinos da Bíblia aos domingos, é Thiago Brunet Oficial, tá bom? Você pode também seguir o Brunetcast, né, Brunet com T no final, cast, que é o nosso podcast, que aliás tem vários com o Nigro lá também sendo entrevistado. E é isso aí, paz e prosperidade.
Tiago Brunet:Grande abraço, até o próximo episódio e tchau!
O Primo Rico
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