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PrimoCast 513 | COMO SUPERAR MOMENTOS DIFÍCEIS DA VIDA (com Matheus Falcão)

09 de junho de 20261h5min
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No Primocast de hoje recebemos Mateus Falcão, sócio do Grupo Primo e diretor de seguros da Portfel, para uma conversa sobre como superar os momentos mais difíceis da vida.

Diagnosticado com uma leucemia agressiva aos 24 anos, ele enfrentou meses de tratamento, transplante de medula e desafios financeiros que colocaram sua família à prova. Foi justamente nesse período que encontrou um novo significado para sua vida e descobriu o propósito que guiaria sua carreira.

Uma história sobre dor, resiliência, dinheiro, propósito e a capacidade de transformar o pior momento da sua vida em uma nova missão.

Hosts: Kaique @kaique.editor e Lucão @lucaszafraa

Convidados: Matheus Falcão

Sua marca no PrimoCast: publicidade@timeprimo.com

Participantes neste episódio3
K

Kaique Editor

HostJornalista
L

Lucão Zafra

HostJornalista
M

Matheus Falcão

ConvidadoSócio do Grupo Primo e diretor de seguros da Portfel
Assuntos6
  • Superação de DificuldadesDiagnóstico de leucemia agressiva aos 24 anos · Tratamento e transplante de medula óssea · Desafios financeiros durante o tratamento · Resiliência e mentalidade positiva · Valorização das coisas simples da vida
  • Carreira de Matheus NachtergaeleDiagnóstico de leucemia · Tratamento intensivo e internações · Mudança para São Paulo para tratamento · Transplante de medula óssea com doador pai · Recuperação e retorno à vida normal
  • Regulação Financeira e SegurosEducação financeira no Brasil · Importância do seguro de vida · Terceirização de responsabilidade e risco · Custo-benefício do seguro · Seguro para doenças graves · Seguro residencial · Seguro de responsabilidade civil profissional
  • Mercado Segurador e CorretagemCobertura para doenças graves · Capital segurado para morte · Cobertura para invalidez por acidente · Diária de internação hospitalar · Assistência funeral
  • Indústria de Seguros nos EUAPropósito encontrado na profissão · Oportunidade de ajudar outras pessoas · Mercado de seguros no Brasil · Potencial de ganhos financeiros · Importância de mentoria e treinamento · Coragem e resiliência na carreira · Masterclass gratuita sobre a profissão
  • Doação de SangueImportância da doação de sangue · Processo de doação de medula óssea · Compatibilidade de doadores · Superar o medo e a desinformação
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Matheus Falcão:Se a gente conseguir fazer hoje no podcast que as pessoas entendam isso aqui que eu vou falar agora, a gente ganhou o jogo.

Lucão Zafra:Quanto tempo você levou para montar uma carteira legal que você falou assim: "Pô, tô bem." E isso traria uma cobertura de R$1 milhão.

Matheus Falcão:Se isso me ajudou, tenho condição de ajudar outras pessoas também.

Lucão Zafra:A gente vai conversar aqui com o Matheus Falcão, que ele é sócio aqui do Grupo Primo, ele é diretor de seguros na Portfél Consultoria e ele defende a tese de que o seguro é um instrumento financeiro estratégico.

Matheus Falcão:Aos 24 anos de idade, a gente tem certeza que nada vai acontecer de errado. E do nada, um bum, um diagnóstico de doença. Que é uma ferramenta necessária e que traz segurança financeira em um momento crítico. Hoje eu sou corretor porque eu vivi isso na pele lá atrás. É uma sensação, Lucão, de você valorizar o que é importante. Eu estou podendo viver, sair daquele ambiente.

Lucão Zafra:Pessoal, já curte, compartilha, deixa o seu like.

Kaique:Se inscreva.

Lucão Zafra:Se inscreva, se você estiver no Spotify, dê 5 estrelas. Falcão, obrigado, cara, por estar aqui com a gente.

Matheus Falcão:Obrigado vocês pelo convite, é um prazer estar aqui no podcast e vamos lá.

Lucão Zafra:Eu vou te falar um negócio, eu sempre ouço nos corredores aqui, eu sempre ouço a sua história assim de: "Pô, cara, o Falcão tem uma história ferrada, não sei o quê." E eu sempre ouvi assim alguns pedaços, fragmentos, nunca parei realmente para ouvir. Depois que surgiu a oportunidade de a gente gravar, né, A gente tava até preparando o roteiro, falei: "Cara, não vou ouvir nada." Não me conta, não me conta. Não vou ouvir nada, eu quero saber lá pra ter as reações no momento. Mas eu tava até conversando com o Caco aqui, que é outro sócio, ele falou assim: "Cara, outro dia eu tava sentado do lado do Falcão, ele tava fazendo um call lá pra galera e contando a história dele, na hora que ele terminou eu falei: 'Caramba, velho!

Matheus Falcão:Porra!

Lucão Zafra:Fiquei assim, velho, cara, parabéns!'" E hoje a gente vai contar isso pra vocês então.

Matheus Falcão:Vamos lá.

Lucão Zafra:Falcão, vamos lá. Conta um pouco da sua história até antes de você entrar no Grupo Primo, o que você já fazia. Começa contando e depois eu quero até entrar um pouco nessa parte mais financeira da coisa aqui, porque muita gente fala mal de seguro. "Ah, dinheiro jogado fora, não sei o quê, desperdício." A gente vê a galera na internet falando e eu acho que é importante a gente falar sobre isso também.

Matheus Falcão:Tá bom, perfeito. Vamos lá. Primeiro ponto, eu acho que o grande desafio que a gente tem quando a gente fala de seguro é que... O primeiro detalhe é a educação financeira no Brasil. Eu acho que o grupo hoje fomenta muito isso, a gente cresce muito educando os brasileiros em relação a esse tema. E quando a gente fala de educação financeira, o seguro entra dentro disso também. E pouco se fala de seguro hoje. Então, a gente precisa educar a população sobre a importância e a necessidade desse instrumento de proteção. Então, acho que esse é o primeiro ponto, educar a população brasileira. Trazendo um dado importante em relação a esse tema e puxando um pouquinho para o seguro de vida em relação a esse assunto, hoje a gente tem em torno de 18% da população economicamente financeira ativa no Brasil caminhando protegida através de uma policy de seguro de vida.

Lucão Zafra:Ah, legal.

Matheus Falcão:Desses 18%, 52% ficam qualificados naquele seguro que é o seguro coletivo, que é o seguro que... A gente está aqui no grupo, todos os sócios e funcionários do grupo hoje caminham protegidos através de uma policy. Então você tem sua policy de seguro de vida, o Kaique também, eu também, enfim... Todo mundo aqui do grupo vai ter essa cobertura. Então, 52% dos 18% caminham protegidas porque a empresa banca esse produto para aquele funcionário. Certo. O restante, os outros 48%, tomaram a decisão de contratar o seu próprio seguro. Então assim, Existe um mato muito alto quando a gente fala de seguro no Brasil. Então, a gente precisa fomentar esse tema, falar mais sobre o assunto, porque é uma ferramenta necessária, é uma ferramenta de proteção e que traz segurança financeira em um momento crítico, que é o que a gente vai conversar aqui hoje, a gente vai evoluir esse tema aqui hoje. Muito bom.

Lucão Zafra:E quando você vê, às vezes, a galera falando assim: "Ah, porra, mas o seguro é um dinheiro que..." Não volta. Não volta, é mau gasto. Pô, é um negócio mesmo, porque... Você fica pagando lá para você não usar mesmo. Como é que você vê isso?

Matheus Falcão:Maravilha! Eu acho que se a gente conseguir fazer hoje no podcast que as pessoas entendam isso aqui que eu vou falar agora, a gente ganha o jogo. Que é: a ideia do seguro é terceirização de responsabilidade, é terceirizar esse risco. Então, ao invés dele assumir o risco com o próprio patrimônio, ele terceiriza isso para uma seguradora. Então, ele paga um percentual, um valor daquele risco, E ele cobre caso um sinistro venha acontecer. Por exemplo, se eu fosse hoje vender para vocês uma cobertura de R$1 milhão para uma eventual invalidez por acidente. "Mateus, o que é uma invalidez por acidente?" Poxa, estou dirigindo um carro, por exemplo, aconteceu uma batida e eu perdi o movimento de uma mão, de um braço ou de ambos os membros, por exemplo. E isso traria uma cobertura de R$1 milhão. Quanto vocês acham que vocês precisariam pagar por mês por uma cobertura desse tamanho?

Lucão Zafra:Cara, não faço ideia. Parece que você tem que pagar muito, né?

Matheus Falcão:Chuta um valor.

Lucão Zafra:Sei lá, R$5.000, R$10.000? É, parece que é mais de R$1.000.

Matheus Falcão:Mais de R$1.000. Mais de R$1.000 por mês? E você, Kaique?

Kaique:Acho que por aí também.

Matheus Falcão:Uns R$1.000 por mês?

Kaique:R$1.000, R$2.000 por mês.

Matheus Falcão:Entre R$70 e R$80 por mês para vocês protegerem um valor de R$1 milhão para uma eventual invalidez por acidente dentro de uma pólice de seguro de vida.

Lucão Zafra:Meu Deus, cara.

Matheus Falcão:Então assim, é muito barato. E esse é o ponto, a gente fala pouco disso. E se a gente pega R$1 milhão hoje, então vamos lá, a gente tem um cliente que tem R$1 milhão e ele investe esse R$1 milhão hoje. Quanto que rende esse R$1 milhão?

Lucão Zafra:Vai render pelo menos 1% ao mês.

Matheus Falcão:Vai render seus 1% ao mês ali, falando real, tirando inflação, vai render seus R$6.000, R$7.000 por mês. Isso. Desses R$6.000, R$7.000, a gente está tirando R$70, R$80 por mês para trazer uma cobertura de R$1 milhão. Então, caso venha acontecer um acidente nesse sentido que gere uma invalidez, ao invés dele usar esses R$1 milhão que estão guardadinhos ali, que é patrimônio dele e da família, ele está usando da seguradora, da policy de seguro que ele contratou no passado. Então, essa é a lógica, é uma terceirização de risco. Você vai pagar um prêmio pequeno, um valor mensal de seguro para proteger um risco muito grande.

Lucão Zafra:Perfeito! E agora, por que a gente fez essa introdução aqui sobre o produto? Porque tem... Total relação com a sua história.

Matheus Falcão:Perfeito, certo, exatamente.

Lucão Zafra:Queria que você começasse aí a falar.

Matheus Falcão:E aí, falando um pouquinho da história, né, e contextualizando, quando eu saí do ensino médio ali, eu decidi ser médico. Então eu tentei seguir essa carreira, enfim, entrei no cursinho no pré-vestibular e comecei a estudar para isso. E conheci minha esposa, tá bom, na época do pré-vestibular. E em determinado momento ali, eu falei: "Cara, não é para mim, eu vou empreender." Comecei a empreender, enfim. E a minha esposa seguiu como médico. Hoje eu me realizo médico com a minha esposa. Então, vivo isso diariamente com ela. Largou a medicina. Mas estou feliz, larguei a medicina e estou feliz por não ter seguido esse caminho. E estou contando isso porque tem um contexto junto com a história. E aí, entrei para o curso de administração de empresas. Então, comecei a estudar administração e empreendendo ali no momento. E aí, no meio da minha faculdade ali, eu tinha 24 anos na época quando aconteceu esse caso que eu vou contar. Eu fui abalado e diagnosticado, né, com uma doença grave. Só que o grande ponto é que aos 24 anos de idade a gente tem certeza que nada vai acontecer de errado. A gente tem certeza de uma invencibilidade, né? Então Na verdade, todo mundo tem essa certeza diariamente. A gente nunca imagina que alguma coisa vai acontecer com a gente.

Lucão Zafra:Sim.

Matheus Falcão:Vai acontecer com o cara da televisão, vai acontecer com, sei lá, o meu vizinho, mas dentro da minha casa? Desculpa, não acontece. E infelizmente aconteceu comigo. E aí eu tinha 24 anos de idade, eu estava no início da minha carreira ali, então, poxa, estava ganhando meu dinheiro, estava com um bom relacionamento, relacionamento estável, família estável, estava tudo ótimo. E do nada, um bum, um diagnóstico de doença. E que diagnóstico foi esse? Foi um diagnóstico de leucemia. Então, aos 24 anos de idade, eu recebi esse diagnóstico e era uma leucemia de alto risco. E quando recebi esse diagnóstico, no primeiro dia, então eu recebi o diagnóstico ali dia 23 de março de 2016, eu já fui ali para o pronto-socorro, do pronto-socorro Já me levaram para fazer uma primeira transfusão de plaqueta e dali eu já fui internado. No outro dia, minha médica entra no quarto e ela vira para mim e fala assim: Mateus, a gente vai precisar fazer um exame em você para identificar o subtipo de leucemia que você tem, para a gente conseguir atacar a doença de forma certeira. Provavelmente seu plano de saúde não vai cobrir e a gente vai precisar fazer isso de forma particular. A gente pode fazer esse exame? Falei: Poxa, para identificar o subtipo e a gente atacar a doença? "Vamos fazer." E aí ela colheu a amostra da minha medula, entregou pra minha esposa, minha esposa levou no laboratório. Chegando no laboratório, a atendente vira pra ela e fala assim: "Giovanna, o plano de saúde não cobre, como a médica já tinha falado, e você, pra conseguir fazer esse exame hoje, vai custar R$11.000." Então, em menos de 24 horas de diagnóstico, eu já tinha uma conta pra pagar de R$11.000. Isso há 10 anos atrás. E aí naquele momento você já tá desesperado porque um diagnóstico de uma doença grave aconteceu. E aí você começa a se preocupar agora com outra relação que é o financeiro da coisa. Fala assim: "Cara, se em menos de 24 horas já tem uma conta de 11, qual que é a próxima?" A próxima vai vir. E ela vem. E ela veio. Então assim, e ali naquele momento quando a Giovana me ligou, ela me ligou chorando: "Amor, como que a gente vai pagar?" Eu falei: "Cara, não sei." "Vai e faz, a gente vai dando o nosso jeito." E ali, depois que ela desligou o telefone, eu lembrei que eu tinha contratado um produto que funcionaria para isso. Mas mais para frente eu conto que produto é esse. Tá bom. E aí fui diagnosticado, então veio esse primeiro baque financeiro, que foi desses R$11 mil. E nesse primeiro período de internação, Kaique e Lucão, eu precisei ficar internado por 24 dias direto.

Kaique:Nossa!

Matheus Falcão:Então foram 24 dias fazendo ali um chamado indução à leucemia, então uma quimioterapia muito forte para iniciar esse tratamento de câncer, enfim. E aí fiquei 24 dias internado e depois recebi a minha primeira alta. Recebi a alta, fui para casa e depois eu precisava fazer um acompanhamento ambulatorial. Então todos os dias eu ia para o hospital, tomava minha medicação, às vezes eu entrava no ciclo de quimioterapia ali dentro desse período, chamava essa quimioterapia chamada de consolidação. E aí ia, tomava quimioterapia, voltava para casa. Então é um ritmo muito intenso. E aí, o que que eu quero trazer aí? Porque que eu tô falando sobre esse ritmo muito intenso? Isso quer dizer que você não consegue trabalhar. Então imagina hoje um médico, um dentista, por exemplo, um profissional autônomo, que para ele ganhar dinheiro ele precisa estar lá vendendo, ele precisa estar presencialmente dentro da tua clínica dentro de um centro cirúrgico. Imagina ele ficar 24 dias sem trabalhar porque ele tá internado no hospital. Como é que fica a vida financeira dessa pessoa?

Lucão Zafra:Fica uma bagunça.

Matheus Falcão:E depois o tratamento continua, como eu falei, eu precisava ir e voltar para o hospital todos os dias. Então ele não consegue trabalhar da mesma forma, ele precisa se dedicar exclusivamente ao tratamento. Então imagina ficar ali mais um mês, dois meses fazendo essa rotina. De onde vem dinheiro para bancar toda essa história? Então você começa a usar recurso financeiro. Você começa a usar a sua... E aí o dinheiro sai primeiro de onde tem dinheiro para sair. Então o dinheiro sai de reserva de liquidez. Então, poxa, vou tirar primeiro da minha carteira de investimento. E aí a carteira seca muitas vezes. Tá bom, agora eu tenho um patrimônio imobilizado ali, eu tenho minha casa, meu carro, deixa eu vender isso. Eu não tenho nada, deixa eu fazer um empréstimo. Porque o que é mais importante, né? A nossa vida ou o nosso patrimônio, os meios que a gente está construindo?

Lucão Zafra:Isso é um negócio, na verdade, que a gente acaba dando valor só quando a gente realmente passa por uma situação, né? E nem precisa chegar numa situação extrema como essa. Às vezes você fica internado, né? O Kaique já ficou aí por um problema aí, né, da trombose, ficou uns dias aí. Você fala: "Cara..." Não vale de nada, né? Você fala: "Meu Deus..." Você fala: "Cara, não..." Você daria todo o meu dinheiro aqui para... Me livrar disso. Só para resolver isso, né? A gente não pensa nisso. Eu queria fazer uma pausa aqui, ó. Você ficou 24 dias, mas eu queria voltar um pouco. Quando você descobriu, você se sentiu mal? Como é que foi isso?

Matheus Falcão:Boa. Eu tava... Eu sou natural de Brasília, então nasci em Brasília, enfim, fui criado lá. E eu tenho um grupo de amigos que a gente gosta muito de correr de kart. E aí eu tava lá em Brasília, certo dia a gente marcou uma corrida, tava lá correndo de kart com eles e a gente fez a primeira bateria ali, na primeira bateria deu tudo certo, tava bem, show de bola. A gente olhou o resultado, falou: "Vamos correr de novo?" "Pô, aquela zoeira de amigo, vamos." Aí a gente entra pra correr de novo e aí nessa segunda bateria, na primeira curva assim do kartódromo, eu comecei a passar mal dentro do kart. E aí, não sei quem corre de kart, mas o kart é caro, né, para você fazer as baterias ali. Eu falei: "Cara, já paguei, vou terminar essa corrida." Então, fiquei, fiz a corrida ali, terminei a corrida passando mal. E dali, quando eu saí do kart, o pessoal falou: "Ah, vamos no restaurante para a gente comer alguma coisa." E aí, eu cheguei no restaurante, eu saí correndo para o banheiro. Ao chegar no banheiro, vomitei para caramba. E ali eu melhorei. E consegui me alimentar. Foi tudo tranquilo ali, consegui comer bem ali no restaurante, tava tudo certo. Só que o problema é, a partir dali, 2 semanas depois veio o diagnóstico. Então, qual foi o cenário, né? E essa construção até chegar a data do diagnóstico. Eu, cada vez eu comia menos. Então, eu ia tentar me alimentar, por exemplo, eu começava a sentir muita dor na barriga. Então, às vezes eu fazia, sei lá, o café da manhã, almoço e Não comia mais nada. Aí só ia comer no outro dia. Aí em outro dia eu conseguia fazer 3 refeições, depois não comia mais. E aí eu ia diminuindo. Então eu começava ali com 5 refeições, depois eu passei a fazer 4, 3, 2. Aí chegou o ponto que eu tava fazendo uma refeição por dia. E na minha cabeça, né, e homem, né, homens que estão assistindo aqui esse podcast, cuidem da sua saúde. O homem tem aquela característica de: "Ah, não, depois eu vou, depois eu olho, depois eu cuido." A gente só vai no médico quando tá com dor, quando é uma coisa mais grave. Quando é urgentíssimo, né? Você vai empurrando ali com a barriga. E o meu caso foi isso. Eu falei: "Ah, tô com alguma dor na barriga, vou marcar um gastro." Liguei no plano de saúde lá, o plano de saúde me indicou um gastro, e o gastro era tipo assim, um mês depois. Falei: "Tá tudo certo, tá marcado." E minha família me cobrando: "Mateus, vai no hospital." Enfim. E aí chegou um dia que eu tava na faculdade, e aí voltando da faculdade, eu fui sentar na mesa pra almoçar com os meus pais. Eu fui dar duas garfadas assim na comida, e aí na segunda garfada eu virei pro lado e vomitei pra caramba. E aí meu pai e minha mãe naquele momento: "Mateus, já deu, vamos pro hospital." E aí me levaram pro hospital lá em Brasília. E aí é um ponto importante eu falar isso também. Eu cheguei nesse hospital, eu fui super mal atendido, eu tava extremamente fraco, cara. Tava duas semanas ali sem comer direito. E aí eu tava completamente abatido, fraco, tinha acabado de passar mal. E o médico me atendeu super mal. Ele deita na maca lá, tal, fez os exames na barriga ali, apertou a barriga, enfim. Ele falou: Mateus, o que você tá sentindo não é coisa de pronto-socorro. Eu tava no pronto-socorro, ele podia ter me pedido qualquer coisa lá. Essa coisa que você tá sentindo não é coisa de pronto-socorro. Tá aqui um pedido médico, ele me passou um exame de sangue pra fazer de forma ambulatorial, então procurar um laboratório depois pra fazer. E um abdômen, fazer um exame de abdômen, enfim. "Um ultrassom de abdômen." Eu falei: "Tá bom." Não tinha argumento ali pra falar: "Por que você não pede aqui?" Sim, sim. E aí fui pra casa, isso era uma segunda-feira. E aí cheguei em casa cansadíssimo, dormi, só fui acordar no outro dia, na terça-feira. E aí na quarta-feira de manhã eu fiz o exame de sangue. E aí meu exame de sangue, eu fiz cedinho ali na quarta de manhã, e aí na quarta à noite esse médico que me tinha atendido na segunda-feira, ele entra em contato comigo e ele fala assim: Mateus, estou te ligando porque o laboratório que você fez o exame acabou de entrar em contato comigo porque seus exames vieram completamente alterados. Aí eu: Ah, mas tá completamente alterado em que sentido? Qual é o problema disso? Ele falou: Suas plaquetas estão muito baixas. E a plaqueta, basicamente, falando de uma forma bem genérica, é o que cicatriza um machucado. Então, se você machuca, o que faz a cicatrização ali são as plaquetas. E aí a plaqueta em um homem adulto saudável, ele fica em torno ali de 130 mil plaquetas. Eu tava com 15 mil plaquetas. E aí ele virou pra mim e falou assim: "Cara, cuidado pra você principalmente não esbarrar em nada, principalmente a cabeça, porque senão pode dar sangramento espontâneo." Eu falei: "Tá bom." "E vai pra um hospital. E se você precisar de ajuda, me liga. Eu tô aqui." Eu falei: "Caraca, mudou o jogo, né?" Do nada agora ele tá super proativo, né? E aí minha esposa, na época minha namorada, me buscou e a gente foi para o hospital juntos. E ali eu recebi o diagnóstico. Então, entre o momento ali do início de ter passado mal, durou 2 semanas até o diagnóstico realmente acontecer.

Lucão Zafra:Como é que ficou o seu mental nesse momento?

Matheus Falcão:Então, aí é o ponto que eu tinha falado ali anteriormente, que é essa sensação de super-herói. Então a gente nunca imagina que isso vai acontecer. E é literalmente um buraco que se abre. Então você nunca imagina que vai acontecer. E infelizmente está acontecendo contigo. E toda a narrativa que a gente tem sobre câncer é que a pessoa que foi diagnosticada vai morrer. Ou que ela vai passar por um tratamento extremamente crítico, que vai ser super difícil, que quimioterapia é uma coisa absurda. Então assim, começam a vir aquelas crenças, aquelas histórias. Então é novela, filme que você assiste sobre o tema. E você começa a ficar muito nervoso e preocupado, né? Mas... O primeiro dia ali, principalmente. Mas graças a Deus, cara, eu sempre tive uma cabeça e uma mentalidade muito positiva, assim. Então, vira e mexe aqui, eu tô sempre sorrindo, né? No escritório, sempre tô feliz, enfim. E eu tratei e levei o tratamento muito dessa forma também. Então, eu sempre buscava acreditar, né? Tá feliz, tá contente. E aí, falando sobre o tema que você trouxe hoje, né, às vezes tem alguém passando por uma situação como essa, ou um outro diagnóstico, né, seja um diagnóstico de depressão, ansiedade, talvez um burnout, talvez tenha perdido alguém. E uma coisa que eu sempre colocava ali no meu tratamento é que às vezes as pessoas iam me visitar ali, né, na minha internação, e aí chegava alguém, falava assim para mim: Mateus, cara, vira para Deus e tipo questiona Deus, fala: "Cara, esse tratamento não é para mim, não é meu." E aí, lógico, eu não queria ser mal educado com a pessoa que tava lá, "Poxa, obrigado pela visita", enfim. Mas por dentro, quando alguém me falava alguma coisa nesse sentido, eu falava: "Cara, mas é meu, tá comigo, né? Tá aqui dentro, eu tô passando por isso mesmo, né?" E eu lembro que eu sempre falei a frase que é: por aceitar eu vou vencer. Então, Deus, se eu me emocionar aqui é porque é forte. Eu sempre falava: Deus, se o senhor tá me fazendo passar por isso, eu aceito tratamento, e por aceitar esse diagnóstico eu vou vencer esse diagnóstico. E eu sempre fui com essa cabeça. Então assim, eu lembro que, e aí voltando para parte do segundo dia ali, quando A médica se apresentou. Eu lembro que eu virei pra ela quando ela entrou no meu quarto, eu falei pra ela assim, chama Doutora Flávia, Doutora Flávia Xavier, maravilhosa, de Brasília, hematologista. E eu lembro que eu virei pra ela e falei assim: Doutora Flávia, a senhora tá confiante com o tratamento? E ela virou pra mim assim, cara, ela não pensou 5 segundos, ela pensou 2 segundos assim, ela: Mateus, eu tô aqui pra você sair curado. Mas ela falou com uma firmeza assim, falei: "Cara, é você." E aí eu lembro que eu virei para ela e falei assim: "Tudo que você me pedir eu vou fazer. Se você me pedir para ficar pulando de saci-pererê aqui porque é bom para o tratamento, eu vou fazer. Eu vou ser o seu melhor paciente." Ela falou: "Combinado, estamos alinhados." Falei: "Show de bola." Então, muito com essa cabeça e essa característica de que, cara, se eu estou vivendo, já está comigo. "Não tem como fugir disso aqui, então vamos pra cima. Isso tá acontecendo, eu aceito e eu vou vencer." Pô, cara.

Lucão Zafra:É bem, assim, bem forte mesmo. E como é que foi? Você passou por um período lá, né, voltando na sua internação, você ficou 24 dias na primeira vez, é isso? Internado?

Matheus Falcão:Isso. Então fiquei 24 dias internado nesse período, nessa primeira fase de diagnóstico ali, né? Então você faz a primeira quimioterapia, é uma quimioterapia muito forte.

Kaique:É realmente tudo aquilo que relata em filme, série, debilitado, passar mal, enjoo.

Lucão Zafra:Você deve ficar só o pó, né, cara?

Matheus Falcão:Isso.

Kaique:Perdeu muito peso?

Matheus Falcão:Você perde peso, enfim, perde cabelo, né? Então, tem quimioterapias hoje, dependendo do tipo de quimioterapia que você faz, que você não perde cabelo, enfim. Mas no meu caso, a quimioterapia que eu precisava fazer, eu perdi, né? Então, perdi cabelo, e é muito o que aparece em filme mesmo assim. Você está lá deitado na maca e do nada você acorda, começa a ver tufo de cabelo assim, o cabelo começa a cair. O meu demorou 14 dias mais ou menos, desde a primeira quimioterapia, para ele começar a cair efetivamente.

Kaique:Você emagreceu muito?

Matheus Falcão:Emagreci. Durante o tratamento todo eu perdi em torno de uns 10 kg ali. Eu tinha na época uns 60... Eu tinha uns 68 kg, eu fui para uma casa dos 58 ali. Nossa! Fiquei bem magrinho.

Lucão Zafra:Bem forte.

Matheus Falcão:Mas isso durante o tratamento inteiro, né? Então, e aí era isso. Então é exatamente o que acontece. Então tem um momento que você passa mal realmente. Então, poxa, que tem momento que você fica debilitado, que passa a vomitar mais um pouquinho, você fica um pouco mais fraco, cabelo cai. E um outro ponto importante que eu sempre falo quando eu conto a minha história também da importância que a gente tem e que você pode ser, Lucão, que o Kaique pode ser, que é doador de sangue, por exemplo. Então, doador de sangue e doador de plaqueta. Então, eu lembro que muitas vezes eu tava fraco ali no hospital, na internação, e porque minhas hemácias e minhas plaquetas tava tudo muito baixo, né? Então, quando eu recebi uma bolsa de sangue, por exemplo, cara, aquilo lá era como se fosse o O espinafre do Popeye, assim?

Lucão Zafra:Sim.

Matheus Falcão:Eu tava lá triste, meio pálido assim, paradão, enfim, sem ânimo. E aí eu recebi uma transfusão de sangue. Cara, recebi a transfusão, era energia, sabe? Eu ficava bem, eu ficava feliz, enfim. Então fica aqui o convite também, se você hoje tá assistindo o podcast, se torne, tá, doador de sangue, doador de plaqueta. Então você tem a chance e a oportunidade, literalmente, de se tornar um super-herói na vida de alguém. Então uma bolsinha transforma vidas. Então você dá energia para aquela pessoa que está ali debilitado, passando por um tratamento, que precisa da tua ajuda, tá? Então esse é um ponto importante que eu sempre defendo. É um detalhe importante. E aí, pós esse período de internação, Como eu falei, eu passei a ter esse tratamento ambulatorial. Então, e voltava do hospital todos os dias, então tinha que ir para o hospital todos os dias fazer antibiótico, soro, enfim. E tinha momentos ali que eram momentos relacionados a ciclos de quimioterapia. Esse ciclo de quimioterapia desse período é chamado de consolidação. Então, eu tinha um tipo de leucemia que era uma leucemia de alto risco. Então, o meu diagnóstico era uma LMA, Leucemia Mieloide Aguda, comutação de FLT3. Então era uma leucemia de mau prognóstico e que o tratamento necessário para alcançar a cura dele, eu precisava fazer um transplante de medula óssea. Então eu precisava passar por todas as etapas, que era a etapa de indução à leucemia, consolidação. Eu fiz dois processos de consolidação para entrar nesse processo de transplante. Então esse foi o fluxo e do momento do meu diagnóstico até o momento de eu me mudar para iniciar esse processo de transplante, que daí é uma outra história, vou contar para vocês, levou em média ali de 3 a 4 meses fazendo esse tratamento intenso. E aí, mais uma vez, né, você precisa parar de trabalhar. Da onde sai o dinheiro para bancar isso, né?

Lucão Zafra:Até nesse momento que você tava nesse vai e volta de hospital aí, como é que tava sua Você estava empreendendo, né? Como é que estava essa sua vida, essa sua carreira, né? Não tem, né?

Matheus Falcão:Largada.

Kaique:É, não tem, acho que não tem como se concentrar o mínimo, né?

Matheus Falcão:Não tem, exato. Então, estava parado. E aí, esse é o ponto. Então, é pensar e novamente trazendo esse detalhe, como que fica um profissional autônomo frente a um diagnóstico desse, né? Então, um médico, engenheiro, arquiteto, enfermeiro, Enfim, é desafiador.

Kaique:É porque a vida acontece, né? Além da doença, tem aluguel para pagar, tem escola, tem tudo.

Matheus Falcão:Quem paga o boleto do plano de saúde quando você tá internado? A cobrança continua chegando. Quem vai arcar com esse compromisso? Quem vai arcar com essa responsabilidade?

Lucão Zafra:Sim. E você ficou quanto tempo nesse tratamento?

Matheus Falcão:Então, e aí a próxima etapa dele É o transplante de medula óssea. E como eu te falei, eu morava em Brasília, fui criado em Brasília. E Brasília na época não tinha estrutura pro tipo de transplante que eu precisava fazer. Então eu precisei me mudar. E aí eu me mudei pra São Paulo. Então vim pra cá, vim pra São Paulo. No dia 2 de julho eu me mudei pra São Paulo. E aí chegando aqui em São Paulo, São Paulo é uma cidade muito cara, né?

Kaique:Sim. Nossa.

Matheus Falcão:Imagina chegar em São Paulo de forma urgente. Então eu cheguei em São Paulo e aí eu fiz o tratamento todo pelo Ciro Libanês aqui de São Paulo. E aí chegando em São Paulo eu fiquei 30 dias internado direto, então foram 30 dias de internação. E aí depois eu precisei ficar mais 3 meses morando aqui na cidade, e aí pagando o aluguel caro. Morava do lado do hospital, então pagava um aluguel caro, né, para eu conseguir também fazer essa movimentação. Eu tinha que ir para o hospital toda semana E caso acontecesse algum cenário mais crítico, eu tinha que ir na hora para o hospital para aquilo ser resolvido. Às vezes uma febre, enfim, a gente tinha que acabar com aquilo lá rápido e identificar o que estava acontecendo. Então assim, eu precisava estar perto. E estar perto do hospital é caro. Então assim, existe um custo envolvido nesse diagnóstico, é um custo muito alto. E aí, voltando para a parte da chegada aqui em São Paulo, então cheguei, fui para a internação, então entrei no hospital. E aí, ao entrar no hospital, eu começo a fazer uma nova quimioterapia. Que é uma preparação para o transplante de medula óssea. E aí essa preparação para o transplante é uma quimioterapia que ela literalmente destrói a sua medula. Então destrói a medula óssea. Então assim, ela abre espaço para que uma outra medula de um terceiro ocupe aquele lugar. E a medula óssea hoje é o teu órgão que produz tudo, assim, basicamente é vital ali, né, o seu sangue, imunidade, etc., plaqueta, tudo sai da medula óssea, tá? Então ela é responsável por isso. Então é pensar que eu fiz várias transfusões de sangue, várias transfusões de plaqueta nesse período, porque a minha medula literalmente ela já tava funcionando errado por conta do diagnóstico. Quando você mata ela ali, ela não tem como produzir mais nada, né? Então esse é um detalhe muito importante. Aí fica aqui mais um convite também da importância de você que está assistindo o podcast se tornar também um doador de medula óssea. Então hoje, para a gente encontrar uma pessoa compatível é basicamente, tá, uma em 100 mil pessoas. Então assim, é muito difícil.

Lucão Zafra:Meu Deus, cara, não sabia que era assim não.

Matheus Falcão:É muito difícil você encontrar uma pessoa compatível com você. E aí às vezes você até encontra uma pessoa compatível e aí essa pessoa ela é compatível em um exame de alta resolução. É tipo assim, é o primeiro exame que faz. E aí olha ali o exame de alta resolução, ela vê, poxa, ó, tem compatibilidade, é realmente 100 para 100, enfim, é 100% compatível. E aí eles começam a averiguar mais e fazer um exame de alta resolução. E aí fazendo o exame de alta resolução, identifica lá que, ah não, não é 100%, não casa tudo direitinho, na verdade tem 50% de compatibilidade, enfim. Então às vezes não é o melhor transplante para a gente fazer nesse momento, enfim. Então fica aqui o convite também para você se tornar um doador de medula óssea. E só fazendo um adendo aqui também, Mateus, como que eu me cadastro para me tornar um doador de medula óssea? É muito simples. E aí existe também uma crença limitante em relação a esse tema, que é, poxa, eu vou chegar lá, eles vão— como que você imagina que é um transplante, uma doação de medula óssea? Um cadastro.

Lucão Zafra:Cadastro, cara? Não saberia nem por onde começar. Eu imagino papelada pra caramba.

Kaique:Acho que você vai preencher uma ficha só.

Matheus Falcão:Mas colhe alguma coisa? Como que ele cruza informação?

Lucão Zafra:Nossa, velho. Aí eu não sei. Não faço ideia. Eu ia ter medo de fazer também.

Matheus Falcão:Pois é, medo.

Kaique:É na coluna que ele enfia a faca?

Matheus Falcão:Exato.

Kaique:Ele enfia a faca na coluna pra tirar?

Matheus Falcão:Tem que coletar alguma coisa, né? Pra ter uma amostra do teu do teu DNA ali pra cruzar informação e saber se é compatível ou não, né? E aí vai muito pra esse lado, que é: "Caramba, eu vou enfiar uma agulha na minha coluna pra tirar..." E...

Lucão Zafra:Deve ser terrível, sei lá, né?

Matheus Falcão:Exato, né? Só que o ponto não é esse. Então, pra se cadastrar como doador de medula óssea, você faz uma coleta de sangue, como se fosse fazer um exame de sangue. Tá. Sei lá, no Fleury, vai lá colher uma amostrinha de sangue. Colheu essa amostra de sangue, aquilo ali tem material genético suficiente para fazer esse cruzamento de dados, de informação, e identificar se você é compatível ou não com aquela pessoa. E aí, uma vez que esse cruzamento dá certo, identifica que você é uma pessoa compatível com essa pessoa que está precisando da medula, você é convocado para fazer essa doação. E esse processo de doação também, muitas vezes, existe uma crença que é: "Caraca, e aí?" "Ah, e nessa hora então vou enfiar uma agulha aqui para coletar." Sim. Existe esse processo. Existe esse processo que é a gente nesse formato, você acaba coletando uma medula mais pura para aquele paciente, enfim. Mas existe um outro processo também. E aí a pessoa é sedada, enfim, é super tranquilo, tá? Fica aqui a dica, tá, pessoal? Não fiquem com medo, façam mesmo assim. É um processo cirúrgico, mas é bem tranquilo. E o outro ponto é como se você fosse fazer uma doação de sangue mesmo. Então, alguns dias antes, uma semana antes, enfim, você começa a tomar uma medicação e essa medicação ela começa— a sua medula ela começa a produzir e ter mais medula correndo ali na tua corrente sanguínea.

Lucão Zafra:Tá bom.

Matheus Falcão:E você entra numa máquina como se fosse uma doação de sangue mesmo, coloca uma agulha desse lado, outra agulha desse, E a máquina começa a filtrar o teu sangue, e ao filtrar o teu sangue, ela consegue separar o que é medula do que é o restante do sangue que ela precisa devolver pro teu corpo. E a doação é feita dessa forma. Então assim, tem formas tranquilas de realizar essa doação hoje. E mais um ponto e mais uma oportunidade da pessoa se tornar ali um super-herói na vida da outra, tá? Então esse é um diferencial super legal, e fica aqui mais um convite. Para vocês fazerem isso, tá? É, e aí voltando para o tratamento, eu precisei fazer o meu transplante de medula óssea. E aí, chegado o momento ali, então a gente tomou, eu tomei toda a quimioterapia, minha medula foi destruída. E chegado o momento de fazer o transplante, o meu doador foi o meu pai. Então o meu pai me deu a oportunidade de estar aqui hoje conversando com vocês. Então foi o doador ali mais compatível que a gente encontrou naquele momento, que fazia mais sentido, mais próximo, enfim. E a doação foi feita por ele. Então hoje eu tô vivo porque o meu pai me proporcionou estar aqui. Que legal, através da medula dele.

Lucão Zafra:Muito bom, parabéns! Que bom, hein, que deu certo. E aí, beleza, você fez esse transplante de medula, deu certo, e aí Como é que é, tipo assim, pá, beleza, fizemos aqui, tá curado?

Matheus Falcão:Como é que funciona?

Lucão Zafra:Recupera rápido. Como é que é a recuperação disso?

Matheus Falcão:Boa. Então, eu comecei o tratamento em março, então dia 23 de março ali de 2016, eu terminei o tratamento, eu voltei para Brasília no final de outubro. Então, final de outubro eu tava de volta, e aí eu comecei, eu precisei continuar o tratamento, assim, Teoricamente, deu tudo certo, aconteceu a pega da medula, que a gente fala, então a medula se encaixou no lugar onde ela precisa estar encaixada e ela volta a funcionar. Então ela volta a produzir sangue, plaqueta, imunidade, etc. E aí esse é um ponto importante, o transplante medulóssico não é um processo cirúrgico. Então é como se fosse uma transfusão de sangue mesmo. Então você tem a tua medula, a medula do doador, né? E eles colocam uma agulha e essa medula é injetada no teu corpo. E essa medula fica rodando. E o tempo médio—

Kaique:Pra adaptar no corpo, né?

Matheus Falcão:O tempo médio pra pega e funcionamento de uma medula é entre 15 a 25 dias. A minha pegou ali em média em 14 dias, mais ou menos. E uma vez que ela encontra o lugar dela, ela se aloca. E a medula hoje fica alocada nos principais ossos do corpo. Então bacia, enfim. E uma vez que ela se aloca nesse lugar, ela começa a funcionar e é chamado de pega da medula e ela começa a produzir normalmente. Então ali eu alcanço a cura, basicamente. Só que o tratamento continua, né? Então precisei voltar para Brasília e aí depois continuei tratando algumas consequências do transplante. Então pode acontecer um certo processo de rejeição, às vezes tem um outro remédio que você precisa tomar por mais tempo, enfim. Mas é um tratamento muito mais tranquilo do que o inicial ali de quimioterapia, etc. Pelo menos no meu caso foi.

Kaique:Até aí você já tinha gastado quanto?

Matheus Falcão:Ótima pergunta. Vamos falar do custo. Então teve o primeiro custo ali, que foi o custo de R$11 mil que eu falei para identificar o subtipo de leucemia que eu tinha. O outro custo principal e alto foi o custo da minha mudança. Então me mudar de Brasília para São Paulo de uma forma urgente, Pagar um aluguel caro, enfim, foi um outro custo bem relevante em relação a esse processo. Quando eu internei aqui para fazer o transplante de medula, o plano cobria a parte hospitalar, mas não cobria a parte de honorário médico. Então, honorário médico eu precisei pagar à parte. O valor de honorário médico foi um valor de R$45 mil à vista naquele momento. Eu não podia pagar parcelado, na época existia cheque ainda, parcelado no cheque, no cartão de crédito, era uma TED, não tinha nem Pix. Era uma TED que eu precisava fazer no valor de R$45 mil. Então assim, existe advogado, precisei contratar advogado no período do tratamento também, às vezes para entrar contra o plano de saúde por conta de algo que eles não queriam cobrir, enfim. Então assim, existem custos muito altos durante esse processo. E aí, mais uma vez eu pergunto: da onde sai o dinheiro para a gente resolver tudo isso? O dinheiro sai da onde tem dinheiro para sair. Só que no meu caso, Kaique, Lucão, eu 10 meses antes do meu diagnóstico, então fui diagnosticado ali no início de 2016, mais ou menos em agosto, julho, agosto de 2015, então uns 10, 11 meses antes ali do diagnóstico, eu recebi uma ligação de um corretor de seguros que tinha sido, eu fui indicado por um amigo e ele me ligou, falou: Mateus, "Eu estou te ligando porque o seu colega me indicou, enfim, vamos fazer uma reunião, vamos tomar um café, quero te apresentar meu trabalho." E aí ele me apresentou o trabalho dele, ele era um corretor de seguro de vida, e para mim naquele momento, quando ele apresentou a policy, eu falei: "Poxa, faz sentido." E eu tomei a decisão de contratar um seguro aos 23 anos de idade. A minha policy de seguro de vida, que existe até hoje essa mesma policy, Ela tinha o capital de morte, então uma morte de qualquer causa, tinha um capital de invalidez por acidente, diária de internação hospitalar, então eu tinha uma proteção de renda pelo período que eu ficava internado, pelo período que eu precisei ficar internado, tinha uma cobertura de assistência funeral e uma cobertura, e uma das linhas da cobertura é a linha de doenças graves. E dentro dessa linha de doenças graves, ela tinha, né, ela tem a cobertura de câncer. Então, por eu ter sido diagnosticado com câncer, eu recebi da minha policy de seguro de vida R$250 mil, que foi o dinheiro que naquela época, junto com meu plano de saúde, me deu suporte, condições de honrar com todo compromisso do meu tratamento, sem a necessidade que na época eu tava no início da minha carreira, então meus pais que iam ter que liquidar patrimônio para conseguir me restabelecer, Eu tinha dinheiro suficiente para honrar esses compromissos sem a necessidade deles abrirem mão de alguma coisa.

Lucão Zafra:E numa dessas você acaba, né, pô, com um caso desse você acaba quebrando a família ali de um jeito que depois não dá mais para voltar.

Kaique:Acontece muito isso, né, cara?

Lucão Zafra:Não dá para se reerguer, não vai fazer, né? Total.

Matheus Falcão:E o grande ponto é, meus pais, eles sempre... Sobrou um dinheiro, por exemplo, "Poxa, consegui guardar um dinheiro, vou comprar imóvel." Então, meus pais sempre não tinham dinheiro líquido, era sempre alguma coisa, estava imobilizado esse dinheiro. E qual é o problema de um dinheiro imobilizado? Quando você precisa dele de forma urgente...

Lucão Zafra:Vai demorar um ano, às vezes, para vender o apartamento.

Kaique:E para você pegar esse dinheiro rápido, você vai ter que queimar muito patrimônio.

Matheus Falcão:Perfeito. Então, ou vai demorar muito para ele chegar até mim, porque eu preciso de prazo e tempo para conseguir vender, ou eu vou ter que queimar esse patrimônio para receber esse dinheiro rápido.. Então, um exemplo, um apartamento que custa, sei lá, R$400 mil. Para eu conseguir o dinheiro daqui a um mês, eu não vou vender por R$400 mil, eu vou vender por R$200 mil, porque eu preciso do dinheiro agora. Então, é onde muitas famílias infelizmente entram em crise financeira por causa disso. Às vezes até tem um bem, até começa a ter patrimônio, mas às vezes ele tem que ser torrado para conseguir restabelecer a saúde da família.

Lucão Zafra:E aí, como é que foi depois disso? Você saiu do hospital, como é que foi esse final aí, né? Como é que foi essa sensação também de, pô, consegui, deu certo?

Matheus Falcão:Boa. É a sensação, cara, é a melhor do mundo. Eu lembro em uma das minhas internações, não sei se vocês já ficaram internados por muito tempo assim, o período mais longo que vocês já ficaram internado, mas ficar internado por muito tempo É uma sensação horrível, porque você perde coisas da tua rotina de dia a dia. E eu lembro que depois da minha primeira internação, dos meus 24 dias internados, eu lembro que quando eu saí do hospital e meu pai foi me buscar de carro, eu lembro da sensação, cara, até hoje, de pegar na maçaneta do carro, abrir aquela maçaneta E eu falar assim: "Caraca, eu tô vivendo isso aqui." Você dá valor pro simples. Eu abrir aquela maçaneta, eu sentar no banco do carro e eu abaixar o vidro do carro e conseguir sentir o vento. Caraca, cara, eu tô podendo viver, sabe? Eu saí daquele ambiente. Eu lembro que eu cheguei em casa nesse dia e eu tava morando com meus pais ali na época. E eu lembro que eu cheguei em casa E na nossa sala tinha um sofá aqui encostado na parede, tinha um outro aqui. E a minha mãe estava sentada nesse sofá aqui, eu estava sentado nesse, deitado. E tinha televisão aqui na frente. Eu lembro que eu fui no meu quarto, eu peguei minha coberta, eu sentei no sofá, minha mãe estava do meu lado, a gente assistindo um filme. Eu falei assim: "Caraca, eu estou seguro." Então, é uma sensação, Lucão, de... De você valorizar o que é importante, sabe? E que muitas vezes no dia a dia a gente esquece, né? Pela correria do trabalho, pela correria do dia a dia mesmo, assim.

Lucão Zafra:A gente torna tudo muito banal, né?

Matheus Falcão:Exato. Ah, poxa, o ato de pegar essa caneca aqui, a gente conseguir beber água, cara, isso é ouro.

Lucão Zafra:Sim, daí a gente tá tranquilo aqui, podendo gravar isso, fazer parte do nosso trabalho, né?

Matheus Falcão:Num ambiente super legal, com ar-condicionado ligado, sabe? Isso tem que ser valorizado, mas que às vezes é batido, tá acostumado, já virou hábito, né? Então você volta a valorizar as coisas simples da vida, sabe? E eu acho que essa foi a maior sensação assim, quando eu realmente— Mateus, a pega da medula aconteceu, tá tudo certo desse período que eu precisei ficar em São Paulo. Agora você pode voltar para Brasília, voltar para sua vida, para sua rotina. Lógico, com várias restrições ali por conta de início, né? Eu tinha que dar continuidade ao tratamento em algumas mas assim, tá tudo certo, você tá bem, você tá vivo. Então você passa a valorizar coisas simples da vida, que eu acho que esse é o grande trunfo ali da coisa.

Lucão Zafra:Muito bom. E você se tornou um corretor?

Matheus Falcão:Exato.

Lucão Zafra:Como é que se conectou isso?

Kaique:Boa.

Matheus Falcão:Qual que é o ponto, né? Por eu ter recebido o capital segurado ali da minha policy, ali virou uma chavinha para mim. Então eu falei assim: se isso me ajudou, eu tenho condição de ajudar outras pessoas também, com essa carreira, com essa profissão, enfim. Só que eu não entrei de cara na corretagem de seguros. Então, eu voltei, terminando o meu tratamento ali, eu voltei para a faculdade, enfim. O meu negócio, eu troquei de área, eu comecei a trabalhar mais focado no mercado financeiro, eu comecei a fazer alguns planejamentos financeiros, tentei outros negócios nesse meio do caminho também, alguns não deram certo. E aí fui focando no mercado financeiro. E aí, dentro do mercado financeiro, de planejamento, etc., surgiu uma oportunidade de eu ir para o Banco Safra. E aí fui para o Banco Safra. E ao entrar no Banco Safra, eu fazendo prospecção por lista fria, então era muito o trabalho de um consultor financeiro que a gente tem hoje aqui dentro da Portfél. Então, fazendo prospecção mesmo para abrir conta e captar recurso e fazer a gestão daquele recurso do cliente. Eu me deparei com um cliente, com uma pessoa que eu estava tentando prospectar, na verdade, que ele era líder de uma grande multinacional de seguro de vida, que é a MetLife. E aí, ele sentou comigo, eu sentei, apresentei o banco para ele, ele ficou apaixonado, enfim. Só que ele voltou depois e falou assim: "Mateus, eu quero abrir uma conta, eu quero trazer meu dinheiro para o banco, "Mas eu te quero na minha equipe também. Então, eu gostei muito do teu atendimento e eu gostaria que você fizesse parte da minha equipe. A gente pode conversar?" E ali naquele momento foi onde eu descobri o acesso à corretagem de seguros, então ao mercado de seguros. E eu lembro que eu virei para ele, contei minha história, ele falou: "Mateus, é o teu momento, realmente é tua hora, a sua história tem muito match." Então, assim, "Faz todo sentido você estar nessa área." Eu falei: "Sim, faz todo sentido mesmo. Chegou a minha hora, vamos lá, vou trabalhar com isso." Isso foi em 2019, 2020 ali. E entrei de cabeça no mercado e eu sou completamente apaixonado. Então, assim, é um mercado que realmente me abraçou, que eu amo trabalhar, eu amo falar disso. Então, assim, eu sou muito feliz na minha carreira, eu sou muito feliz com isso, eu não me vejo nunca trabalhando com outra coisa.

Lucão Zafra:Você acha que você acabou encontrando o propósito através do trabalho?

Matheus Falcão:Total. Hoje, e é um ponto muito importante, Lucão, que muitas vezes existe o questionamento: "Será que o seguro paga?" Porque esse é o grande ponto. Sempre tem aquela história do cliente, do tio, da tia, da avó, que tinha um seguro contratado e foi tentar acionar aquele capital E ao tentar acionar não recebeu aquela cobertura. E aí eu falo para vocês aqui, a gente paga sinistro aqui na Portfél todos os meses. Então todo mês algum cliente aciona e a gente paga essa cobertura de seguro. Então o seguro paga, paga e paga muito, tá? A gente está chegando agora no valor ali de R$2 milhões que a gente já conseguiu pagar desde a implementação da corretora dentro da Portfél. A gente tem basicamente 3 anos e meio de corretora, a gente já pagou R$2 milhões. Então assim, é um trabalho com propósito, literalmente. Por quê? Porque assim como ajudou a minha vida a manter o patrimônio da minha família, hoje a gente consegue proteger vidas e famílias e patrimônios por conta de um produto que me salvou lá atrás. Então assim, tem um propósito muito grande envolvido nesse processo.

Lucão Zafra:E como é que foi esse processo assim de... Se adaptar a essa profissão? Foi difícil no começo? Quando foi que você começou a pegar cliente? Quando foi que o negócio engrenou? Quando você falou assim: "Cara, estou ganhando dinheiro." Quando que isso aconteceu? Como foi esse começo aí?

Matheus Falcão:Boa! Eu tive no começo um suporte muito grande da pessoa que me levou para essa profissão. Tá bom. E esse é um diferencial importante, ter uma base de conhecimento para você conseguir rodar bem nesse mercado. E eu consegui essa base inicialmente e ele foi o meu empurrão. Então, ele me acompanhava nesse processo, ajustava os processos ali e desde o início deu muito certo. Então, por eu ter vivido o que eu vivi e que eu passei, contar a minha história e oferecer o produto contando a minha história ali por trás fazia muito sentido. Então, as pessoas viam conexão nisso e tomavam a decisão de contratar. Então... Eu consegui rodar muito bem nesse mercado. Legal. Mas ao mesmo tempo, eu consegui rodar muito bem, existem uns desafios como qualquer mercado de venda, que é o desafio da prospecção.

Lucão Zafra:Sim, é porque eu penso às vezes... Você pensa no corretor, no consultor de seguro e você fala: "Puta, cara, esse cara aí... Até ele ganhar dinheiro vai ser difícil.

Kaique:Esse cara aí vai sofrer muito." Tem que vender muito para ganhar dinheiro.

Lucão Zafra:Nossa, tem que prospectar. Eu tinha uma visão, até quando a gente estava falando disso em algumas reuniões aqui, o pessoal falou: "Não, cara, o negócio é o mercado, você não está entendendo. Os caras aqui podem ganhar R$30 mil no primeiro ano." Eu fiquei tipo assim: "Cara, o que é isso? Como assim?

Matheus Falcão:Não sei o quê." É um mercado muito promissor. É um mercado, como eu falei no início do nosso podcast, é um mercado hoje de mato alto. Então, existe muita oportunidade. Eu estou citando aqui um produto, que é o seguro de vida. Mas existem N outros produtos, existe seguro para tudo basicamente. Então, poxa, muitas vezes eu estou sentando com um cliente para falar de seguro de vida, existe a oportunidade de eu depois vender um seguro residencial para esse cliente.

Lucão Zafra:Eu tenho seguro residencial. Precisa ter, né?

Matheus Falcão:Perfeito! E que muitas vezes a gente esquece que existe esse produto e ele é importante. Então existe o seguro residencial, existe o seguro hoje, por exemplo, que é o seguro que protege o médico de um erro que ele venha a cometer, que é um seguro de responsabilidade civil profissional. Imagina um cirurgião plástico que ele vai fazer uma cirurgia no nariz da pessoa e esse nariz fica torto. E aí a pessoa fica chateada e vai, aciona o médico na justiça pedindo uma indenização por conta disso.

Lucão Zafra:Sim.

Matheus Falcão:Existe um seguro que protege o médico dessa notificação que ele está recebendo.

Lucão Zafra:Tá.

Matheus Falcão:Então ele vai conseguir contratar um advogado, ele vai conseguir muitas vezes, se ele for condenado nesse processo, pagar a indenização através do seguro que ele tem. Então sim, seguro é necessário e é importante. Então existem várias frentes que as pessoas conseguem ganhar dinheiro com esse produto, não necessariamente o seguro de vida. Às vezes a gente vai ter aqui alguém ouvindo, por exemplo, e ele fala assim: "Poxa, eu sou advogado." Então existe esse produto que é o seguro de responsabilidade civil, que tem tudo a ver com a minha profissão, existe.

Lucão Zafra:Entendi. O cara pode usar isso como um complemento de renda no começo.

Matheus Falcão:Por exemplo, sim. Um corretor de imóveis, por exemplo. Ele aluga o imóvel e ao mesmo tempo ele oferece o seguro residencial, por exemplo. É uma renda extra que ele consegue complementar. Então, "Poxa, Matheus, eu não gostaria de ser o corretor de seguros que vai ficar lá focando em prospecção, ligando muito." Às vezes você já tem essa carteira dentro de casa. Total. Você só precisa trabalhar ela em outro produto. Às vezes é uma renda e uma receita que você está deixando na mesa.

Lucão Zafra:Em quanto tempo que você levou para montar uma carteira legal que você fala assim: "Pô, estou bem"?

Matheus Falcão:Então, eu vou dar o exemplo de dentro de casa hoje. Então, hoje a gente tem uma estrutura de corretora de seguros aqui dentro da Portfél. E vocês vão até ver, o pessoal está gravando depoimento hoje aqui, então vocês vão ver, acompanhar o depoimento deles depois. De como que eles estão, enfim. Mas eu tenho pessoas no meu time hoje que em 6 meses eles estão tirando R$4.000, R$5.000, R$6.000. Pessoas de 1 ano dentro de casa tirando seus R$10.000, R$12.000. Pessoas que trabalham com intensidade, às vezes 1 ano tirando R$15.000 por mês. E pessoas que já estão há 2, 3 anos aqui e tiram mais de R$30.000, R$40.000 por mês. Caramba, que legal, hein! Então, assim, é um mercado que se você foca e você trabalha muito bem nele, você consegue ter uma receita recorrente.

Lucão Zafra:É isso que eu ia te perguntar, como é que funciona esse comissionamento aí?

Matheus Falcão:E esse é o grande diferencial, você começa a construir um castelinho de comissionamento, é uma receita recorrente que está sendo construída. Então existem seguros, por exemplo, e eu vou te citar aqui o seguro de vida. O seguro de vida é um produto que não necessariamente tem uma renovação, Então, se você contrata esse produto, esse produto fica ativo até o cliente desistir desse produto. Você não precisa ficar voltando no cliente e renovando esse produto, por exemplo, todos os anos. Então, você começa a ter uma receita recorrente dessa carteira que está sendo construída. "Mateus, eu vendi um produto há 2 anos atrás." Se esse seguro continua ativo, você continua recebendo a comissão de uma venda realizada há 2 anos.

Kaique:Caramba!

Matheus Falcão:Existem produtos, por exemplo, que é o caso do residencial, que é um produto que você precisa renovar a cada ano. Então, anualmente, você tem contato com esse cliente para realizar essa renovação. E às vezes a pessoa vira para mim e fala assim: "Poxa, Matheus, mas é chato, né? Porque eu tenho que ficar entrando em contato com o cliente a todo momento para renovar." Mas é uma ótima oportunidade. Porque quando você senta com o cliente para renovar o produto dele, às vezes você identifica uma nova oportunidade de venda.

Kaique:Às vezes aquele produto já está desenquadrado, tem que ser um outro.

Matheus Falcão:Exato, pronto. E esse é um ponto importante também. Por exemplo, eu falei de seguro de vida de 2 anos atrás contratado. A nossa vida muda muito a cada 2 anos. Se vocês olham a vida de vocês há 2 anos atrás... Muda. Kaique não tinha nem filho, né, Kaique?

Kaique:2 anos atrás.

Matheus Falcão:Ele tinha uma só, agora tem duas. Agora tem duas, mudou a realidade. Então, se agora o Kaique tem 2 filhos, a necessidade de seguro mudou. A necessidade de capital segurado antes era uma, agora é outra. Às vezes, o imóvel que vocês moravam antes era um, agora é outro. O seguro mudou também. Às vezes, a profissão da pessoa muda nesse período. Então, é uma ótima oportunidade quando a gente tem seguros de renovação anual de identificar novos negócios para ser feito com aquele cliente.

Lucão Zafra:E o que você pode passar de, por exemplo, o cara que está ouvindo a gente falou: "Pô, nunca tinha pensado nisso, já sou um corretor de imóveis, já sou um advogado, já sou um arquiteto, que eu posso vender o seguro..." de casa, de moradia. O que você passa para esse cara para ele começar assim? Você fala: "Cara, começa por aqui." Boa.

Matheus Falcão:Eu acho que é começar explorando a tua própria profissão. É isso que eu falei, que você já tem esse cliente dentro de casa. Então, estuda um novo mercado. E eu acho que o grande ponto quando a gente fala de seguro, não necessariamente você precisa ser o corretor. Então, às vezes é você se associar a uma corretora de seguros. Não necessariamente você precisa ter a certificação e abrir uma corretora para você comercializar. Às vezes você pode ser um preposto da corretora, então você é uma pessoa que vem de dentro daquela estrutura de corretora. Então essa é uma oportunidade de negócio também. Então: "Ah, Matheus, eu sou arquiteta", por exemplo, "Eu não quero parar para estudar um novo produto, uma nova carreira, tirar uma certificação para eu conseguir vender." Tá bom, às vezes você usa a estrutura de um colega, de um parceiro e você vende através dessa estrutura um produto que faz sentido para o teu nicho. Então, arquitetura, por exemplo, beleza, vai ter o seguro residencial, como vai ter um seguro, por exemplo, de risco de engenharia. Você está lá construindo, aconteceu um acidente e você é responsável por isso. "Existe um seguro que consegue te defender de um risco como esse, por exemplo, de um erro dentro daquela obra. Você calculou algo errado na obra, o dono da obra te processa, você consegue se defender." Isso é importante mesmo. Tem muita coisa. Então, tem muita oportunidade dentro do mercado de seguros e as pessoas podem explorar a própria carreira, a própria carteira de clientes que eles já têm no segmento em que eles atuam, para complementar a renda através de uma pólice que pode ser comercializada.

Lucão Zafra:Isso é legal.

Kaique:Cara, se falar até dentro de arquiteto, às vezes o seguro faz parte do pacote do próprio projeto dela, que nem você falou desse risco. Ela fala assim: "Cara, todos os clientes que eu tenho, eles têm que assinar esse seguro." Obrigatoriamente.

Matheus Falcão:Perfeito. É isso.

Lucão Zafra:É isso. Nunca tinha olhado por esse prisma.

Kaique:É porque eu lembro quando eu morava de aluguel, Para eu alugar o apartamento, eu tinha que assinar um seguro específico do meu inquilino lá, que era obrigatório para ele lá.

Lucão Zafra:E aí, a galera que ficou interessada aqui, esse é um mercado que tem um profissional para cada mil brasileiros, Kaique. Caraca! Então tem gente para caramba, ou seja, tem um mercado gigante para você explorar. E no dia 17 de junho, às 8 da noite, o Matheus Falcão vai dar uma masterclass gratuita para você descobrir um pouco mais sobre essa profissão. Para você alcançar assim, como você consegue alcançar R$30 mil de faturamento mensal em até 3 anos fazendo o básico bem feito, ou seja, fazendo um arroz com feijão bem feito ali, você chega nesse valor, que é um baita de um valor.

Kaique:É um baita de um valor.

Lucão Zafra:Até para o cara que já tem uma outra profissão, cara, é loucura. E você também vai entender por que essa é uma das carreiras mais promissoras da próxima década e como garantir também uma comissão, a sua primeira comissão em menos de 100 dias. Então você já começa, você vai aprender, em 90, 100 dias você já consegue fazer a sua primeira venda e receber sua primeira comissão.

Kaique:E o mais legal de masterclass, gente, essas aulas ao vivo, é que o Matheus vai estar lá à disposição respondendo todas as suas perguntas, dúvidas e tudo de uma forma gratuita.

Lucão Zafra:Isso, exatamente. Fazendo essa masterclass, depois se você quiser você pode participar da inscrição aqui para você fazer parte da primeira turma aqui da formação de consultor de seguros, que é um novo curso aqui da Top Invest. É isso aí. Para você fazer parte disso e ter uma história legal, assim como a do Matheus, que acabou achando um propósito no trabalho dele. Você acredita, Matheus, que... Então, link na descrição, QR code na tela para você participar.

Kaique:Só reforçando que a Top Invest é uma empresa do Grupo Primo que a gente certifica Mais da metade do mercado financeiro em todas as áreas de bancos, corretoras e agora como corretor de seguro.

Lucão Zafra:Perfeito. Pensando nessa satisfação que você tem com a sua vida, com o seu trabalho hoje, com a sua carreira, você acredita que as coisas acontecem por algum motivo? Você acredita que você teve que passar por tudo que você passou, aprender um pouco mais sobre a vida no geral, sobre dar valor para as coisas importantes e até mesmo encontrasse a sua profissão por conta do que você passou? Perfeito.

Matheus Falcão:Tem uma frase que eu gosto muito do Steve Jobs, que é: quando você tá hoje, né, no presente, olhar para trás, ligar os pontos é muito fácil. E na época que você tá vivendo aquela situação, você não entende por que que você tá vivendo aquilo, né? Por que que você foi diagnosticado, o motivo que está passando por essa dificuldade o que você está passando hoje, mas, cara, tem que ter um motivo, sabe? Então, hoje eu sou corretor porque eu vivi isso na pele lá atrás, porque eu acionei o meu seguro. É muita coincidência, né? Eu contratar o seguro 10 meses antes do meu diagnóstico, conseguir acionar minha pólice, eu estar vindo aqui hoje falar da forma como eu tô falando, com o propósito que eu tenho em relação a esse produto. Então, assim, Eu acho que Deus escreve certo por linhas tortas, literalmente. E às vezes a dificuldade que a gente está passando e a gente não entende o porquê que a gente está passando, tem algo maior por trás, sabe? E a minha história é um pouquinho disso. Então fui lapidado e construído para conseguir vir aqui falar da forma como eu tô falando.

Kaique:Aí às vezes você tá alguns dias ou meses pedindo um sinal para uma oportunidade, para mudar de vida alguma coisa, e por algum motivo se assistisse o episódio até aqui.

Lucão Zafra:Eu acho que é sempre assim, né, cara? Se você está com olhos bem abertos e ouvidos, você sempre vai entender, ao seu redor sempre aparece alguma coisa. Você pede, o negócio é que não vai chegar do jeito que você quer, o negócio de mão beijada.

Kaique:Eu gosto muito de usar um exemplo que às vezes eu lembro que o Lucas já deu, que o Lucas conseguiu essa vaga de emprego que ele está aqui sentado hoje porque ele assistiu um Stories do Thiago e mesmo achando que era impossível ele ser chamado para entrevista de emprego, Ele entrou lá no Stories para encher o cadastro lá e tudo aconteceu.

Lucão Zafra:Sim, eu já estava deitado na cama, eu vi o Kaique e o Thiago lá no Stories e falei assim: "Ah, cara, pô, eles têm 80... O Thiago tem 80 mil seguidores, ele não vai me ver, cara, não dá.

Kaique:Mesmo assim eu vou mandar, vai, vou mandar o currículo lá." Então às vezes não é por acaso que você está assistindo esse episódio até agora.

Lucão Zafra:É, exatamente, é muito bom. E aí outras pessoas podem estar pensando o seguinte, Falcão: "Ah, cara, mas eu conheço o cara que..." que trabalhava com seguros, o cara estava sempre quebrado, estava sempre enrolado. E aí você, como um cara que tem sucesso nessa carreira, o que você pode falar para a galera que está pensando aqui em participar disso, para você ter sucesso nessa carreira como um consultor aqui?

Matheus Falcão:Boa, perfeito. O grande ponto, eu acho que é estar presente no curso. Então, você aprender com quem já sabe fazer, com quem está fazendo bem, seu talento está rodando bem. Acho que esse é um detalhe inicial, foi o que aconteceu comigo no passado. Então, se eu dei muito certo, porque eu tive ótimos mentores no passado e que me empurraram e me direcionaram da forma correta para alcançar o resultado que eu tenho hoje. E o segundo ponto é muito trabalho, né? E é ter coragem de colocar a cara a tapa ali e correr atrás do que você quer, né? Então, o que você está contando aqui, se você não tivesse mandado aquela resposta no Stories ali, mandado o currículo, Você não estaria aqui hoje. Então, é ter coragem de tomar um não. E a venda é basicamente sobre isso. Então, a gente tem muito medo do não e o não faz parte do nosso dia. Todos os dias a gente toma não. Então, não diferentes e a gente vai tomar não no cliente também. Então, a gente vai tomar não ao tentar oferecer um produto, ao tentar oferecer um seguro e a gente tem que ter coragem de correr atrás dos nossos objetivos. Acho que é um pouquinho disso. É ter um sonho muito grande e correr atrás desse objetivo para fazer dar certo. E até pegando um gancho desse sonho, tá? Trazendo outro relato do meu momento de tratamento ali. Eu lembro que na frente da minha maca, aqui em São Paulo, eu podia rabiscar no quarto. Então, o hospital, ele dava giz de cera pra gente, pra gente rabiscar o quarto e tentar deixar aquele ambiente um ambiente mais confortável ali pra vocês que ficavam muito tempo internado, enfim. E eu lembro que eu escrevi na frente da parede da minha maca assim, Eu coloquei: "Qual é o seu sonho?" E todos os dias eu acordava e eu lia aquela frase e falava: "Qual é o seu sonho? Por que você tem que continuar vivo? Por que você tem que vencer mais um dia?" E eu lembro todos os meus sonhos ali, né? Poxa, eu tenho um sonho de ter meu filho, eu quero levar ele no estádio de futebol para ver um jogo do Cruzeiro, eu quero construir minha família, eu quero casar com a minha namorada, eu quero levar meus pais para para uma viagem XYZ. Então tinha muita coisa que eu queria realizar e conquistar. E a pergunta que eu deixo aqui agora para esse corretor, por exemplo, que muitas vezes não deu certo, é: qual é o teu sonho? O que te faz se mover? O que vai te fazer ir além, tomar um não a mais? Às vezes o sim é o próximo medo que você estava de tomar um não. Às vezes o sim vem dali, sabe? Da próxima ligação. Então acho que é ter o direcionamento correto, Lucão. Então ser treinado pelas pessoas certas e ter coragem de correr atrás dos seus objetivos.

Lucão Zafra:Muito bom. E se você tem saúde, né, cara, a gente falou muito aqui de saúde, pô, o resto você vai arrumando, né, cara? O resto você vai tocando a vida.

Kaique:O que tem é o de menos ali, né, para resolver.

Lucão Zafra:Ô, Matheus, quem quiser saber um pouco mais, tirar dúvidas com você, além dessa live que a gente vai ter, também tem o seu Instagram, né? Se você quiser falar do seu Instagram, o pessoal vai te conhecer lá.

Matheus Falcão:@soumatheusfalcão. Então pode me chamar lá no direct, vai ser um prazer compartilhar, responder as dúvidas de vocês e a gente se encontra. Sempre produzo conteúdo lá também, então vai ser um prazer te ter lá acompanhando.

Lucão Zafra:Eu vou deixar aqui na descrição do vídeo, porque quando você joga Mateus Falcão às vezes no YouTube aparece um cantor de reggae.

Matheus Falcão:Então, sou o Mateus Falcão, @soumateusfalcão.

Lucão Zafra:Vou deixar aqui. Atenção para não ter confusão, para você ir lá no cara do cantor de reggae perguntar sobre seguro, o cara não vai entender nada. Mateus, obrigado, cara, ter vindo aqui compartilhar sua história, falar um pouco da sua profissão. Mais uma oportunidade que a gente tá dando aqui para os primos, para a galera que a gente tá tanto tempo aqui acompanhando a gente no PrimoCast.

Matheus Falcão:Total, gente, obrigado vocês pelo espaço, é um prazer. Esse era um dos sonhos, né? Ah, olha aí, tá junto com o Kaique, com o Lucão aqui, contando um pouquinho dessa jornada. História. Então obrigado pelo tempo, obrigado pela disponibilidade, e vamos para cima!

Lucão Zafra:Tamo junto, tamo junto, pessoal! Muito obrigado por acompanhar, não deixe de curtir, dá like, segue, 5 estrelas, e tudo mais. Link na bio, e é isso aí, link na bio e tudo mais, tá bom? Até o próximo episódio, grande abraço e tchau!

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