Episódios de PrimoCast

PrimoCast 512 | SABOTAGEM EMOCIONAL: Como sua mente está te impedindo de enriquecer

08 de junho de 20261h59min
0:00 / 1:59:06

APRENDA A INVESTIR COM BARSI + PRIMO RICO (87% OFF): https://r.clique.ly/82368b31af

No Primocast de hoje recebemos Wendel Carvalho, empreendedor, palestrante e pesquisador de comportamento humano, para falar sobre como desarmar a sabotagem emocional e construir prosperidade com consistência.

Falamos da Tríade da Prosperidade, metas financeiras, limites e liderança sem humilhar, além de disciplina real e treinos diários que moldam caráter, foco e execução.

Um episódio pra quem está cansado de saber o que fazer e não fazer, quer clareza emocional, relações mais saudáveis e resultados que aparecem no bolso.

Assista até o fim, comente seus insights e compartilhe com quem precisa desse empurrão.

Hosts: Kaique @kaique.editor e Lucão @lucaszafraa

Convidados: Wendell Carvalho @wendellcarvalho

Sua marca no PrimoCast: publicidade@timeprimo.com

Participantes neste episódio3
K

Kaique Editor

HostJornalista
L

Lucão Zafra

HostJornalista
W

Wendell Carvalho

ConvidadoEmpreendedor, palestrante e pesquisador de comportamento humano
Assuntos8
  • Superação da instabilidade emocionalGanho primário vs. ganho secundário · Temperamentos e vícios emocionais · Consciência e autoconhecimento · Tríade da Prosperidade (Emocional, Relacional, Técnica) · Triângulo do Drama (Vítima, Salvador, Perseguidor) · Necessidades emocionais e como suprí-las · A importância do sacrifício e da disciplina
  • Dívidas e prosperidadeDesordens emocionais · Questões relacionais · Capacidade técnica
  • Drama, vitimismo e protagonismoVítima · Salvador · Perseguidor · A dinâmica dos papéis nos relacionamentos
  • O Impacto das EmoçõesPerda da capacidade de reflexão na era digital · Padrões familiares e sua influência · A necessidade de autoconhecimento para o sucesso
  • A Importância da Disciplina e ConsagraçãoMortificações e o minuto heroico · A busca pelo sofrimento como caminho para o crescimento · Abrir mão do prazer momentâneo pelo futuro
  • Relacao Emocional com DinheiroA influência da infância na relação com o dinheiro · O conceito de merecimento e suas bases · A necessidade de um plano para alcançar objetivos financeiros
  • Conhecimento e AprendizadoA necessidade de aplicar o conhecimento adquirido · Definindo metas financeiras claras · Desenvolvendo habilidades técnicas para sustentar o sucesso
  • Santidade e FidelidadeO chamado para a santidade · A relação entre dinheiro e desprendimento · A jornada de lapidação pessoal
Transcrição237 segmentosassemblyai/universal-3-pro-async

— Anúncios inseridos dinamicamente —

Wendell Carvalho:Você diz que quer enriquecer, só que talvez você quer mais uma outra coisa. Eu quero mais agora parecer descolado, bacana para os meus amigos, por isso eu tenho um iPhone 17 parcelado em 24 vezes. Se a pessoa não desenvolver um nível de virtude ou de força interna e de clareza para querer mais o ganho primário do que o secundário, ela vai sempre viver no vício, num vício emocional.

Kaique Editor:E no programa de hoje, Kaique, a gente vai falar sobre Sabotagem emocional.

Lucão Zafra:Essa sabotagem emocional que está te impedindo de enriquecer.

Kaique Editor:E para falar sobre esse assunto estamos aqui com o Wendell Carvalho, que ele é empresário, palestrante e pesquisador dos padrões de comportamento humano.

Wendell Carvalho:Eu não consigo o resultado que eu quero porque minha equipe não é boa, porque minha esposa me enche o saco demais, porque o Lula não sei quantas, sei lá, e é por isso que eu não consigo os resultados que eu tenho. E quase nunca é isso. Normalmente são os padrões que eles são. Para você se desenvolver emocionalmente e você se desenvolver tecnicamente. Não é só um e não é só o outro. Então o revés da pessoa que está no papel de vítima é se tornar um criador. Como é que eu mudo isso, Wendel?

Kaique Editor:E para falar sobre esse assunto estamos aqui com Wendel Carvalho, que ele é empresário, palestrante e pesquisador dos padrões de comportamento humano, com mais de 1 milhão de alunos, Kaique, em mais de 112 países. Wendell, obrigado, cara, por estar aqui com a gente depois de tanto tempo, hein?

Wendell Carvalho:Eu que agradeço o espaço e vamos destrinchar esse tema com profundidade que talvez as pessoas nunca viram, mas eu lembro que eu vim gravar aqui e na época nem era vídeo ainda, era só áudio.

Kaique Editor:Oh, época boa, hein? Internet.

Wendell Carvalho:Era feliz e não sabia de internet.

Kaique Editor:Internet.

Lucão Zafra:Internet. Desde gravar o dia e meio sentado no chão com microfone.

Kaique Editor:Naquela época você fazia qualquer coisa, dava certo. A gente falava: "Pô, acho que a gente é foda mesmo." Lidia 1,50. Nossa Senhora.

Lucão Zafra:A gente pegou uma fase, essa fase foi muito boa mesmo.

Kaique Editor:Que coisa boa, hein? Comenta aí se você é da época do PrimoCast no Spotify lá em 2019, 2020.

Wendell Carvalho:E será que daqui 7, 8 anos vamos estar falando: nossa, aquela época lá, meu Deus, era tão bom quando era a gente que gravava e não uma IA?

Kaique Editor:Pode ser, pode ser isso mesmo. A nostalgia sempre bate, né? E então, se você já é um fã aqui do PrimoCast, não deixe de curtir e compartilhar. Se você ainda não acompanhava, segue o canal.

Lucão Zafra:É isso aí, dá uma olhadinha aqui embaixo, porque às vezes você acha que você é inscrito e você não é.

Kaique Editor:Então já se inscreve. A gente tem vários quadros, tem o 24 Horas, tem o Mentor, né, tem outras coisas que a gente fez todos os anos aí. Será que dá dinheiro? Será que dá dinheiro? Tem um monte de coisa aí para você acompanhar aqui no canal do PrimoCast. É isso aí. Wendell, vamos lá, cara. A gente começou falando um pouco de sabotagem aqui emocional. E eu sei que esse assunto tem várias camadas, né? Você fala sobre até as relações que a gente tem e tudo mais. Como que a gente consegue introduzir esse assunto aqui para a gente entender um pouco sobre isso?

Wendell Carvalho:O ponto é o seguinte, né? As pessoas, elas sempre vão dizer: eu quero alguma coisa, seja lá o que for. Quero emagrecer, eu quero aprender a editar vídeos. "Eu quero ter um casamento melhor", "eu quero criar o hábito de leitura", "eu quero algo". Aí eu não vou nem entrar no mérito do porquê que essa pessoa quer isso. Se é uma questão de vaidade, se é uma questão virtuosa, se é uma questão de uma pressão social, se é uma questão relacional com os pais, não vou nem entrar o porquê a pessoa quer. Mas o porquê mesmo querendo alguma coisa a gente costuma fazer coisas diferentes daquilo que a gente quer. É porque a gente quer mais uma outra coisa. Você diz que quer a dieta, você diz que quer enriquecer, só que talvez você quer mais uma outra coisa. Eu quero mais agora parecer descolado, fancy, bacana para os meus amigos. Por isso eu tenho um iPhone 17 parcelado em 24 vezes. Então eu quero ter um lastro financeiro, eu quero construir riqueza, mas eu quero mais alimentar minha vaidade agora. Só que isso não é consciente, é um padrão inconsciente. E a gente chama isso de ganho secundário. E aí entra a questão do sabotador, porque eu não gosto muito da ideia de sabotador, porque na verdade a pessoa tá simplesmente escolhendo uma outra coisa que ela quer mais agora.

Kaique Editor:Ela não tem, ela não consegue, não tem consciência, não tem consciência disso.

Wendell Carvalho:Ela chama de, ela simplesmente chama de sabotagem. Mas quando ela começa a ter um nível de consciência maior, ela vai entender que na verdade ela só está querendo uma coisa mais do que aquilo que ela quer, e ela quer mais essa outra coisa agora. E aí gera essa dissonância, gera essa confusão. "Então eu quero emagrecer, só que mais do que isso, agora eu quero descansar. Eu quero o nível de independência financeira, o dinheiro trabalhar para mim e eu não precisar mais trabalhar com dinheiro, mas o que eu quero mais agora é esse pequeno prêmio." Então quais são os ganhos secundários que a pessoa está buscando? Então o ganho primário é óbvio: eu vou trabalhar, eu vou tirar 20%, 30% daquilo que eu faço, vou colocar ali em renda fixa, renda variável, pá, vou aprender lá na Portfél, vou aprender como é... "Vou colocar o dinheiro no portfólio e investir." Beleza, vou fazendo isso. Só que o que faz com que naquele momento eu não tire os 20, 30% e faça uma outra coisa? Entender isso é entender que a pessoa quer mais o ganho secundário do que o ganho primário. E quando a pessoa para pra pensar: "Mas isso não faz sentido, é que eu quero realmente aquela outra coisa." Se a pessoa não desenvolver um nível de virtude ou de força interna e de clareza pra querer mais o ganho primário do que o secundário, ela vai sempre viver no vício. Num vício emocional. Te dou um exemplo disso. Vocês conhecem alguém aqui na empresa, ou talvez um de vocês dois seja assim? A pessoa que é comunicativa, otimista, pra cima, porra, chega e dá high five em todo mundo, pá, aquela... Tem alguém que é assim?

Lucão Zafra:Sim, sim, sim.

Wendell Carvalho:Maravilha. Essa pessoa, ela tem um tipo de temperamento. A gente pode entrar nisso, inclusive. São características que Deus colocou dentro de cada um de nós, insuflou, né, dentro de cada um de nós. Essa pessoa tem uma característica natural. E ali dentro dessa pessoa ela tem virtudes, coisas boas, mas tem vícios. E ela precisa lidar com os vícios dela. Mas por que que eu não— vou dar um exemplo dessa pessoa. Por que que eu não consigo lidar com os meus vícios? Por que que mesmo querendo ser uma pessoa disciplinada com leitura, esta pessoa é a pessoa que compra o livro porque fica super empolgada, é uma máquina de comprar livro. Alguém fala do livro, ela já tá lá no Mercado Livre comprando o livro. "Ah, já comprei tudo!" Mas não lê nenhum. Essa pessoa, ela é movida por umas características positivas que ela tem, e também movida por vícios ocultos que ela tem. Dessa forma, ela é a pessoa que consegue começar muitas coisas, mas não consegue terminar as coisas que começa, porque ela tem um temperamento, ela tem um jeito de funcionar. Ou seja, ela tá mais interessada neste momento da vida de começar coisas novas, porque isso é a tendência natural dela, e ela começa a sabotar a disciplina dela, que é começar coisas novas, do que seguir as coisas que ela começa. Wendell, como que isso atrapalha o enriquecimento? Total, é uma máquina de começar uma coisa a cada 6 meses. Imagina uma pessoa começa uma coisa nova a cada 6 meses. A cada 6 meses ela tem a coisa da vida dela. Então dessa forma essa pessoa tem a questão de temperamento, essa pessoa tem a questão de funcionamento natural dela, essa pessoa tem aquilo que ela quer, aquilo que ela não consegue conquistar por conta de se concentrar somente em alimentar o seu ganho secundário. Então, no caso dela, o que é o ganho secundário dela? O ganho primário é: "Caramba, eu quero enriquecer, eu quero ter disciplina, eu quero ler esses livros". Qual que é o ganho secundário dela? "Pô, me divirto pra caramba no mundo, o mundo tem tanta opção, por que eu vou parar e vou ler esse livro agora, sendo que eu posso começar um projeto novo, fazer uma outra coisa nova?" E essa pessoa fica alimentando conceptivamente o vício dela. Onde é que está a beleza do processo? Que aí é a coisa magnífica. É quando eu tenho consciência que isso acontece. Cachorro não tem esse processo de consciência. Consciência é eu penso sobre o meu pensamento. Eu olho e percebo o que eu penso, eu percebo como eu faço, eu consigo me desassociar, eu saio da cena e me olho de fora. Olha eu de novo lá dizendo que vou num compromisso, sendo que eu disse que eu tinha que estudar. Olha eu de novo lá dizendo que investi e agora eu já estou aqui rodando para ver uma passagem parcelada para ir para Maragogi. Olha eu de novo entrando no mesmo padrão. Quando eu desassocio e olho com esse olhar de observador, eu começo a olhar de fora e falo assim: "Caramba, por que eu estou fazendo isso de novo?" Aí a pessoa começa a ter consciência do quê? Eu estou buscando o meu ganho secundário. Qual que é o meu ganho secundário? Adrenalina, no caso dessa pessoa que é extremamente extrovertida, adrenalina, eu estou buscando aprovação social, eu estou buscando alimentar minha vaidade, mas eu estou colocando isso como "ah não, porque eu estou muito cansado, eu mereço mais uma viagem". Mas quer uma viagem pra quê? "Ah, porque eu vi meus amigos postando que viajaram também". Quando eu começo a olhar pra tudo isso, eu começo a entender que na verdade o que me move são comportamentos muito antigos que vêm do meu temperamento que 90% das pessoas não tem a menor ideia de qual é o temperamento delas e nem de como que elas funcionam, e não tem consciência sobre qual é o padrão oculto secundário, ganho secundário que ela quer ter. Se ela não tem clareza sobre isso, como é que essa pessoa vence? Vai ser difícil. Ela não sabe como é que o carro funciona, ela não sabe onde é que liga, ela não sabe onde é que passa a marcha, ela não sabe onde é que é o freio de mão. Simplesmente ela tá dentro de um veículo que ela não sabe como funciona. Por isso tanta gente com potencial incrível que fez pós-graduação, mestrado, não consegue para frente, porque essa pessoa esbarra nas questões emocionais. O jogo do dinheiro é um jogo emocional. O jogo do dinheiro é um jogo emocional. Investimento, lidar com criar uma empresa, marketing digital, seja lá o que for, é um jogo completamente emocional. A gente pode ensinar para pessoa aqui como é que investe. O Nigro e o Perini ensinam isso a vida toda. Por que será que mesmo assim tem gente que não investe? É porque eles são professores ruins? Óbvio que não, são os melhores do Brasil. Eu vou lá, ensino a pessoa como é que ela monta um negócio digital, E por que que essa pessoa vai lá e muitas vezes não funciona? É uma questão de padrão emocional. Naquele momento que ela precisa, por exemplo, ir lá e fazer uma live, ela precisa lá ficar na frente do ChatGPT, criar o material dela, o e-book, até chegar no ponto que tá good enough, não precisa ser perfeito, ela precisa botar aquilo ali, botar nos stories o link e oferecer. Por que que não faz? Eu posso entregar o roteiro para ela. E essa pessoa naquele momento vai escolher o ganho secundário. O que que é o ganho secundário? "Ah, eu acho que eu vou ver um Netflix, isso aqui vai me proteger da frustração." Então qual é o ganho primário? O ganho primário seria: eu vou lá, ofereço, faço minhas primeiras vendas. "Pô, isso aqui vai mudar minha vida!" E vai mesmo. Qual é o ganho secundário? O ganho secundário é: eu me protejo disso, eu me protejo de uma pequena humilhação, porque ir lá oferecer, fazer algo e tudo, tem uma pequena humilhação nisso que é necessário para poder cauterizar o nosso coração na vaidade ali. Aí essa pessoa escolhe o outro lado. Só que sempre fica aquele resquício do tipo: "Não era isso que eu queria, eu queria uma outra coisa, eu queria estar vivendo uma outra coisa, eu queria estar vivendo algo num nível diferente." Aí a pessoa vai buscando o que vai acalentar o coração dela de alguma forma, que vai ser o quê? Um pequeno prazer. "Ah, eu tenho um Netflix, eu tenho um TikTok, comprar alguma coisa no TikTok Shop, vou para pornografia, vou fazer uma outra coisa que isso de alguma forma suprir com um pequeno prazer aquilo que eu não consigo realizar, porque eu não sei como eu funciono, não Eu não sei quais são os meus ganhos secundários. E aí uma terceira camada, eu não sei nem onde é que eu quero chegar ao longo da minha vida, que é um outro desafio. Se você pergunta para alguém onde é que essa pessoa quer estar daqui 10, 20 anos, a pessoa não tem a menor ideia de onde ela quer estar daqui a 10 a 20 anos. Não que seja um objetivo fixo, mas você não tem nenhum. O que que drive as minhas decisões hoje, entende? Então eu não gosto muito do termo sabotador que a gente começou, mas eu entendo que é necessário, é uma coisa para trazer as pessoas. Mas eu gosto muito de que as pessoas— eu quero que as pessoas entendam: eu não faço alguma coisa porque eu tô buscando o meu ganho secundário. Então é analisar qual o meu ganho secundário. Eu não estou fazendo isso para conseguir uma outra coisa que me aquece agora e que me preenche, mesmo que temporariamente agora. Quando a pessoa começa a ter nível de consciência sobre isso, vai para um outro lugar.

Lucão Zafra:Até porque quando você não faz uma escolha, você escolheu não escolher, né? Então, tipo assim, sempre você tá fazendo uma escolha.

Wendell Carvalho:Não tem como não escolher. Não tem como não escolher.

Kaique Editor:Essa questão da pessoa não ter consciência ou não saber sobre isso, É uma coisa que pode vir da própria educação que ela teve? Isso é uma coisa que vai passando de pai pra filho? É uma coisa meio que de criação isso?

Wendell Carvalho:Então, não ter consciência sobre algo é a pessoa não ter repertório. A pessoa não tem repertório. A pessoa, por exemplo, nunca parou pra pensar sobre seus próprios pensamentos. Tá. E as pessoas carecem cada vez mais disso. Analisa como é que era lá atrás, quando você brigava com a namoradinha.

Kaique Editor:Sim.

Wendell Carvalho:Você brigava com a namoradinha, você brigava com alguma coisa, tinha algum problema na tua vida, você parava pra pensar naquilo. Hoje em dia não. Qualquer pequeno problema que você tem, você já abre o seu celular, você tem vários estímulos que não faz com que você não pare pra pensar sobre a sua própria condição. Então o ser humano tá perdendo cada vez mais isso, coisa que existia lá atrás, na época dos nossos avós, bisavós, na época dos nossos pais. Hoje isso tá acabando.

Lucão Zafra:É, pensa, sei lá, na época dos nossos avós não tinha entretenimento nenhum, então eles só tinham a cabeça dele mesmo pra ficar pensando.

Wendell Carvalho:Então, uma conversa de merda aconteceu no casal e existe um problema no comportamento daquele homem, ou no comportamento daquela mulher, ou no comportamento financeiro. Ele vai precisar ali ficar 2 horas olhando para a parede com uma vela do lado dele porque não tem para onde ele ir, e ele vai precisar pensar sobre aquilo. Hoje em dia não se tem mais isso, então hoje em dia as pessoas não param mais para pensar sobre os seus próprios pensamentos, por isso o nível de consciência é tão baixo, as pessoas não param. E eu não estou nem dizendo que a pessoa sozinha consegue chegar a um determinado lugar que seria satisfatório, mas ela pelo menos consegue chegar em algum lugar que seria satisfatório, mas ela sai daquele momento problemático, doloroso daquela discussão e busca alguma coisa prazerosa. E a rede social tá repleta disso, seja de uma palavra de conforto, seja de comida, seja de sexo, seja pornografia, seja de comida no iFood rapidinho, seja lá o que for. Então isso vem por um padrão familiar? Vem. Isso vem por falta de referência? Vem. Isso vem por falta de um estudo e um mergulho dentro de si mesmo?

Lucão Zafra:Vem.

Wendell Carvalho:As pessoas, elas estão muito mais interessadas, por exemplo, em enriquecer do que se desenvolver para enriquecer. As pessoas têm que trabalhar muito mais forte nelas do que no negócio delas. Só que se você pede para as pessoas, elas estão trabalhando muito mais forte no trabalho delas, no negócio delas, do que nelas mesmas. As pessoas não se lapidam. E nós temos um grande desafio, que é a pessoa ter a seguinte resposta: "Por que é que eu faço o que eu faço?" E a maior parte das pessoas não tem essa resposta. A pessoa fala: "Eu simplesmente procrastino. Eu simplesmente fujo de conversas." Por que as pessoas fogem de conversas difíceis? Por que a pessoa diz: "Agora eu vou ser disciplinado" e não consegue? Por que a pessoa que tem muita atitude tem dificuldade de ter paciência? "Eu tenho muita atitude, eu realizo tudo, eu tenho dificuldade de ter paciência." A pessoa nunca meditou pra pensar nisso. A pessoa que tem muita atitude, o que ela pensa? "Eu tenho que me cercar de gente que tem atitude igual a mim." Só que você pega um andar desse aqui do Grupo Prime, coloca só gente que tem um monte de atitude e não tem paciência, com uma semana vocês estão se esfaqueando e dando tiro um no outro. Então a pessoa não pensa em: "Como eu posso corrigir os meus vícios emocionais?" para ter as minhas potências, que é atitude e realização, mas ter paciência com as pessoas. Ela não para para pensar nisso, porque o problema está no outro, o problema está no mundo. As pessoas têm que ser iguais a mim. Da mesma forma, a pessoa é muito pacífica, muito tranquila, muito querida, muito fofinha, muito gente boa, mas ao mesmo tempo ela não tem atitude, energia, e ela pensa: "O mundo tem que ser igual a mim, por que as pessoas não têm paciência?" O pensamento nunca é: por que eu tenho essas virtudes, esses comportamentos são positivos, e quais são os meus vícios emocionais que eu tenho que corrigir? A beleza do processo é essa, é quando eu olho e entendo: eu tenho virtudes, tenho potências, mas eu tenho vícios emocionais. Eu vou usar essas potências que Deus me deu, mas eu vou corrigir esses vícios. Eu vou te dar um exemplo disso meu, aí vocês podem, talvez vai virar um confessionário do meu lado, pode virar um de vocês aí. A minha característica natural é evitar conflito, a minha característica natural é querer agradar, essa é minha característica natural. Quem de vocês já ouviu alguém falando que essa é uma característica natural de querer agradar, de evitar conflito e tal? As pessoas nem falam sobre isso, porque Isso é se expor, e a pessoa não quer se expor de forma alguma. Se eu entendo isso, eu também entendo quais são as minhas coisas boas. Eu quero evitar conflito, mas eu sou mestre em fazer as pessoas se apaziguarem. Eu sou mestre em deixar um clima leve. Tá tendo um clima de merda, você me coloca lá, faço o clima ficar leve. Então eu tenho potências, tenho coisas boas, e eu tenho problemas. Quando eu olho para isso, eu vou usar as minhas potências para performar, e eu tenho que corrigir os meus vícios. Como é que funcionava minha vida tempos atrás? Eu não conseguia cobrar as pessoas. Se um trabalho era mal feito, o meu vício dizia para mim: foi você que não ensinou para pessoa, foi você que não falou direito. Evita o conflito, pega o trabalho, vai você até 2 da manhã fazendo. Era normal colaborador ir embora 18 e eu até 2 da manhã fazendo a página, fazendo anúncio, revendo a campanha de tráfego. Era normal isso, porque o meu vício era: eu quero ser amado, eu não quero ter conflito, "Eu quero que seja uma vida de paz, amor e tranquilidade." Pô, isso não existe, não existe, mas era como eu encapsulava ali as minhas ideias e a minha vida. Aí eu vivia de um lado o que eu tinha de positivo, que era conseguir ter um clima agradável com as pessoas, conseguir ser pacífico, conseguir ser amoroso, só que do outro lado eu vivia o meu vício, porque eu buscava o meu ganho secundário. Qual era o ganho secundário? Eu quero ser amado mais do que ter sucesso financeiro. Eu quero ser manter um ambiente sem brigas, mais do que construir de fato algo que vai ajudar as pessoas. Quando a pessoa não tem consciência disso, ela vai só vivendo e vai sofrendo. Sofrendo como? Poxa, eu trago pessoas, as pessoas não ficam na minha equipe. Ou então eu trago pessoas, as pessoas não fazem o que tem que ser. Eu sou uma máquina de começar projetos novos. Ou eu fico overthinking aqui, pensando pra caramba, pensando pra caramba e nunca lanço nada, nunca faço nada, não coloco nada pra rua. Então, quando a consciência vem, esse processo começa a transformar. Então, por exemplo, hoje, "Algum trabalho tá mal feito." Hoje é mais natural, porque eu tô me trabalhando já, sei lá, tem 12, 13 anos que eu tô me trabalhando. Mas lá no começo, quando vinha um trabalho mal feito, eu imaginativamente colocava uma máscara, uma máscara. Eu me imaginava colocando uma máscara. Tinha um colaborador, uma cena que eu tinha que ser mais pontual, mais justo, mais duro ali, né, naquilo que tava ruim. Eu me via colocando uma máscara que eu tinha que criar alguma pressão pro outro lado. Porque se deixasse, eu ia de novo pegar. Mas onde vem a consciência disso? É o orar e vigiar. E presta atenção, você não tá percebendo? De novo você tentando a mesma coisa. Pera aí, de novo? Aí o funcionário saiu, eu pegava o trabalho, fala assim: cara, de novo eu tô aqui no carro, tô com notebook, tô indo para casa. Desgraça! Que merda! Por que que eu não falei? E eu falei: não, já sei, orar e vigiar. Eu começar a prestar atenção nisso. Porque eu costumo dizer que saber que a doença existe é 50% da cura. Você sabe que a doença existe, isso é 50% da cura. Você vai começar a observar, você vai começar a se medicar, vai começar a fazer exames. E aí, na próxima vez, eu falei: caramba, o funcionário tá vindo, eu chamei ele aqui, caramba, tô chegando, é déjà vu, é a mesma cena, caralho, mesma cena, meu Deus. Eu colocava imaginativamente uma máscara e era desconfortável, era desconfortável. Eu falava: cara, olha só, talvez eu não te expliquei bem, nossa, mas olha, não ficou como eu queria e tal. Eu tava morrendo de medo de não ser amado. Só que do outro lado ele falava assim: ah, agora entendi o que você quer. 'Pode deixar que eu vou fazer.' Eu olhei assim: 'É sério? Really?' E ele foi lá e fez, e voltou daqui uma hora, tava pronto. Eu falei: 'Cara, olha só que louco! Então eu consegui falar, eu consegui o resultado que eu queria, economizou meu tempo, ele não vai ser mandado embora, eu não fiquei sofrendo, e eu ainda consegui ser amado de alguma forma, né, por ser um líder justo.' Mas eu precisei olhar para situação e perceber: por que que eu não tô tendo o resultado que eu quero? Então, qual que é o resultado que a pessoa quer? E a pessoa só fica pensando o seguinte: "Ah, se eu quero ter um resultado diferente, alguma coisa milagrosa diferente tem que acontecer." Não, você tem que olhar qual é o padrão emocional que você tem e buscar um processo de correção desse padrão, baseado exatamente nisso que eu falei. Então, talvez, pra pessoa que não tem paciência nenhuma com a outra, que tem muita atitude e tal, como é que ela vai desenvolver essa paciência? Qual é a máscara que ela precisa colocar, entrar num outro personagem, pra que momentaneamente ela consiga ter mais amor, caridade com a outra pessoa? A outra pessoa que não tem a diligência, que não tem a constância, a mesma coisa. A pessoa que come desregradamente, vai lá e come, chega lá, sabe, tem gente que tem esse pensamento: eu vou no lugar e eu— pensamento de escassez— vai que eu nunca mais como nesse lugar. E a pessoa tá lá, ela come o quanto então? Tudo. Não, tem que comer tudo.

Lucão Zafra:Cara, eu já tive esse pensamento aí, mas é tipo assim, sabe, você vai no rodízio, você fala assim: não, pô, eu paguei R$80, eu tenho que comer R$90. "Vou dar para a cabeça aqui." "É, não, eu tenho que comer até o estômago dilatar para justificar o que eu tô pagando." Eu demorei para entender isso daí, que eu podia...

Kaique Editor:"Pô, eu posso voltar aqui semana que vem." Eu demorei também.

Lucão Zafra:"Não preciso comer até passar mal, eu posso vir aqui outro dia, pô.

Wendell Carvalho:Eu não tenho mais aquela escassez financeira, eu posso vir mais de uma vez no rodízio." Mas esse dizer é importante, porque já teve vezes, por exemplo, a primeira vez que eu fui para a França, porra, inacreditável, né? A gente tinha... Foi uma época que eu tinha lançado o produto de Gestão do Tempo, né? Eu enriqueci ensinando as pessoas a Gestão do Tempo, Foco e Disciplina, fiz mais de 42 milhões R$100 mil com isso. E aí, por conta disso, a gente viajou para a Europa. Eu e a Karina, a gente tava lá no hotel maravilhoso lá em Veneza, e eu falei: não, eu tenho que comer mais uma sobremesa que eu adoro, que é um brioche, que tem um tipo de brioche ali com a calda e tal. Falei: nossa, eu preciso comer isso de novo. Eu falei: cara, eu não tô com fome, porque eu tô querendo comer? E aí veio aquela coisa: vai que eu nunca mais volte aqui. Naquele momento foi colocar aquela, sabe, observar aquele comportamento e dizer: "Eu não vou comer porque eu vou voltar aqui várias vezes." Depois disso, eu já fui pra Veneza várias outras vezes. Então, passa por esse movimento mental de escassez. Então, a pessoa só consegue romper isso quando ela tem essa consciência do porquê eu não estou conseguindo o resultado que eu quero. Só que, normalmente, a pessoa olha pra fora. "Eu não consigo o resultado que eu quero porque minha equipe não é boa, porque minha esposa me enche o saco demais, porque o meu marido não sei o que lá das quantas, porque o Lula não sei o que lá das quantas, sei lá, e é por isso que eu não consigo os resultados que eu tenho." E quase nunca é isso. Normalmente são os padrões que eles são emocionais, relacionais e técnicos. Eu chamo de tríade da prosperidade. Quando a pessoa precisa resolver essas três coisas, ela resolve, a riqueza acontece inevitavelmente.

Lucão Zafra:Eu queria até uma ajuda sua para tentar resolver uma que eu acho que é muito padrão de muitas pessoas. Vou falar até um relato meu assim. Eu lembro que na época que eu comecei a faculdade...

Wendell Carvalho:Só um pouquinho, tá? Antes de você falar da faculdade, eu confidenciei algo meu aqui, eu quero ser uma confidência de vocês.

Kaique Editor:Claro, beleza. Pode falar, pode deixar.

Lucão Zafra:Até o final do episódio a gente fala aqui. Porque assim, na época da faculdade, eu entrei na faculdade e era aquele ambiente novo e todo mundo se conhecendo. E eu, no primeiro, segundo semestre assim, eu adorava ser o popular da sala, eu era representante de sala, o pessoal fazia festa e tudo mais. E eu lembro que era muito gostoso realmente esse ambiente. Pô, todo mundo, eu era querido, todo mundo perguntava: "Pô, que horas você vai chegar? Vamos sei lá o quê." Então tipo assim, Aí pega nessa linguagem, pô, eu me sentia muito amado, era muito legal. E aí eu comecei a trabalhar. Eu lembro que eu consegui um estágio, uma oportunidade no primeiro semestre de faculdade, é muito raro isso acontecer. Então no primeiro semestre eu já comecei a trabalhar em cinema. Eu tava fazendo rádio e TV e tava trabalhando em pós de um filme, um longa-metragem que ia sair no cinema. Era um filme do Paulo Coelho. Eu trabalhando e eu lembro que tipo assim, eu não conseguia falar não. Pra nada que me pediam. Então, no sentido assim: "Pô, Kaique, vamos sair?" Era domingo à noite e a galera tava querendo sair pro bar. Eu ia em todos os rolês de faculdade. E eu perdi meu emprego por causa disso.

Wendell Carvalho:Olha aí.

Lucão Zafra:Porque eu chegava atrasado, porque eu chegava cansado. Eu lembro que teve um final de semana que eu saí quinta, sexta, sábado e domingo. E, tipo assim, domingo eu fiquei tão tarde que eu acabei indo pra produtora, eu dormi e, tipo, meu chefe me acordou segunda de manhã, assim. Me cutucando assim, eu tava dormindo num sofá. Então tipo assim, essas aí acabou me acarretando de me demitir. Claro que pô, foi evoluindo e pô, se eu tô aqui hoje eu saí desse ciclo vicioso. Só que era muito difícil para mim tipo assim abandonar os meus amigos para realmente eu ter uma vida adulta. E eu acredito que muitas pessoas tão, frequentam muito esse ciclo de tipo assim, cara, deixam de fazer alguma coisa por causa da opinião de um amigo, opinião de um familiar. Pô, o cara não vai ficar até mais tarde no trabalho porque alguém chamou para ir para outra coisa. E é isso aí, a galera está sabotando. Eu tinha consciência que eu precisava trabalhar para ganhar dinheiro.

Wendell Carvalho:Só que você escolheu uma outra coisa.

Lucão Zafra:Porque eu estava numa situação muito ruim, morava na Coab e tudo, mas eu sempre escolhi o secundário porque era mais gostoso, porque eu me sentia querido, porque eu queria me sentir amado. Como que uma pessoa naturalmente sai desse, como que ele consegue criar consciência? Porque na época eu tava tão míope, eu lembro que quando eu fui demitido eu fiquei bravo, mas mesmo assim eu fui comemorar com meus amigos, porque eu tinha mais tempo livre. Tipo assim, sabe?

Wendell Carvalho:Era o ápice. É o ápice.

Lucão Zafra:Quando você tá enfiado nisso, é muito difícil você ver, cara, que você tá nesse limbo.

Wendell Carvalho:O peixe não consegue saber que ele tá dentro d'água até que ele sai d'água. Ele não consegue saber. Então ele tá lá na água, a pessoa fala: "Como é essa água? Como é que é respirar na água?" A pessoa fala: "Mas o que é água?" Aí depois eu falo como que eu tive a minha consciência.

Lucão Zafra:Eu nem sei se foi uma consciência.

Wendell Carvalho:Não, mas é exatamente isso. Então você optava mais por uma coisa do que pra outra. Por quê? Porque você aprendeu a ser amado daquele jeito. E aí você fala assim: "Ah, mas como é que a gente faz em relação à opinião das outras pessoas?" A conversa ainda pode ir num nível mais raiz do processo, onde é realmente a causa de tudo ali, né? Onde é que tá a causa disso tudo? Qual é a sua necessidade? Isso é um processo que as pessoas não param pra pensar. Qual é a sua necessidade emocional? Então as pessoas fazem de tudo pra suprir suas necessidades. Vou te dar um exemplo. Vamos supor que a pessoa tem uma necessidade de controlar as coisas. Se eu sou um homem que tem uma necessidade de controlar, eu posso chegar em casa e ser um homem brutalmente amoroso com as minhas filhas, com os meus filhos, com minha esposa. Eu quero controlar aquela família, então eu sou amoroso, eu sou provedor, eu crio uma agenda de viagens, sabe? Eu quero controlar a família. Imagina viver com um homem que tá pensando na próxima viagem, um homem que tem controle sobre a vida da saúde da família, todo mundo tem plano de saúde, ele cria o jantar. Imagina viver com isso, é maravilhoso. Então ele está manifestando a sua necessidade de controlar de uma forma virtuosa. Só que tem homens que tem uma necessidade de controle vicioso. Ele chega em casa, ele quer controlar a esposa, ele bate nela. Ele quer controlar os filhos, ele bate. Então perceba, eu não tô dizendo que justifica, nada justifica violência, eu tô explicando porque acontece. Então aquele homem ou aquela mulher tem uma necessidade e a necessidade precisa ser suprida. Se não for suprida de um jeito virtuoso, vai ser suprido de um jeito vicioso. Então eu posso escolher, só que a pessoa não tem consciência. É como se a pessoa só tem uma única ferramenta, ela só tem uma colher, e você fala: cava um buraco. Ela cava. Fala: corta uma picanha. Ela vai tentar cortar com a colher. Ela abre o carro, ela vai tentar abrir o carro com a colher. Só tem uma ferramenta, então ela não tem uma outra forma de conseguir chegar no mesmo lugar, que é: eu quero controlar, entende? Então, no teu caso, eu quero ser amado, eu quero ser bem-quisto, ou eu quero ser popular. Talvez era por conta do teu vício em amar, em ser amado, é o jeito que você aprendeu na tua infância. Ou talvez era por conta de você querer alimentar sua vaidade. Quero o quê? "Eu quero estar com os meus amigos e eles sempre gostarem de mim." Então olhar para essa nuance é importante também. Quando eu começo a olhar para isso, eu entendo: "Beleza, então eu queria alimentar a minha necessidade de ser amado. Qual outra forma que eu posso fazer para ter a mesma necessidade sendo alimentada?" E tem dezenas de formas diferentes de fazer, muitas que são viciosas e muitas que são virtuosas. Tem pessoas, por exemplo, que para alimentar a necessidade de coisas novas acontecendo, necessidade de variedade, necessidade de coisas novas, Essa pessoa faz o quê? Ela trai a esposa. A pessoa tem uma necessidade de variedade, ela vai lá e trai a esposa. Essa pessoa vai lá e cheira cocaína. Essa pessoa vai lá e arruma briga na rua. Essa pessoa vai fazer diversas coisas pra ter coisas novas e diferentes acontecendo na vida dela. Wendell, eu quero alimentar minha necessidade de variedade de uma forma saudável. Jiu-jitsu. Você nunca sabe como é que uma luta vai terminar. Você nunca sabe como é que um campeonato vai terminar. CrossFit. Você não sabe como é que exatamente o treino vai acontecer. Cria um trabalho que você possa ter o seu processo imaginativo sendo criado ali o tempo todo, e aí tem um jeito novo de produzir conteúdo, um jeito novo de fazer uma outra coisa. Se você não buscar suprir a sua necessidade emocional de um jeito saudável, você vai suprir de um jeito doentio. E por que que as pessoas suprem do jeito doentio? Porque nunca aprenderam a suprir de um jeito saudável. Eu sou a pessoa que tem o vício em variedade, eu tenho isso. Só que quando eu entendi isso e eu vi o quanto isso tava destruindo a minha vida, sabe? E aí foi como, poxa, busquei ler, busquei consumir materiais. Esse é o material que as pessoas estão consumindo aqui, que aumenta o nível de consciência. A pessoa fala: caramba, qual a necessidade que eu tô suprindo de um jeito completamente doentio? Eu comecei a perceber, falei: caramba, é por isso que eu traía minha namorada lá atrás. Caramba, é por isso que eu fazia tal coisa horrível lá atrás, é porque eu queria ter essa adrenalina. É porque agora, caramba, como é que eu faço para ter isso de uma forma sustentável? Eu vou para o Final de semana, 3.800 pessoas. Igual a gente tava esse final de semana, minha voz tá um pouco rouca porque a gente teve o Protagonist, imersão de 3 dias lá em Belo Horizonte. 3.800 pessoas em sala, empresários, médicos, advogados e tudo, todo mundo querendo uma vida muito maior. E aí lá dentro eu pego o microfone, entrego para alguém e eu digo: qual é a sua pergunta? 3.800 pessoas assistindo a pessoa fazer pergunta para mim. A pessoa faz e a gente vai lá e resolve o problema. Isso aumenta meu nível de variedade, supre meu nível de variedade, porque eu não sei como é que aquilo vai terminar. Eu não sei se aquela pessoa tem um problema na empresa, eu não sei se a pessoa tem um problema sério em relação à emoção e se a pessoa tá tentando suicídio, eu não sei como é que— eu não sei o que é que vai acontecer. Então aquilo é uma forma saudável de alimentar o meu, a minha necessidade de variedade. Consegue entender? Então vir aqui é uma coisa diferente. Não é podcast todo dia, tô alimentando minha necessidade de variedade. Então, quando eu saio daqui, eu vou lidar com a outra empresa, que a gente tem uma rede de barbearias. Inclusive, eu tô muito feliz que mês passado bateu 1 milhão de faturamento no mês. Foi bem bacana, né, com as 3 lojas lá. Então, isso vai alimentando de forma saudável a minha necessidade. Então, se eu não tenho clareza sobre qual é essa minha necessidade, eu começo a fazer coisas sem nenhum sentido. E olha que loucura, você queria realmente suprir sua necessidade de, talvez, de amor, de conexão com seus amigos. E aí quando isso aconteceu você foi celebrar com eles, né? Foi. Olha que loucura.

Lucão Zafra:É, aí eu percebi que todos os meus amigos, entre aspas, tinham uma vida meio resolvida, pai rico e tudo mais, e eu falei assim: "Cara, eu sou louco, porque eu sou pobre, fodido..." Mas o que fez essa ficha cair?

Wendell Carvalho:O que fez essa chave virar?

Lucão Zafra:Cara, eu não sei se foi um...

Kaique Editor:Descobriu que era pobre?

Lucão Zafra:É, tipo assim, eu já descobri algumas vezes que eu era pobre, né? Eu acho que foi, tipo assim, a gente tava meio que num bar, uma balada, alguma coisa, E na hora de eu pagar a conta, eu sofri mais que todo mundo. Que eu tava tipo assim, sabe, tipo empilhando cartão, falando assim: "Pô, passa 100 nesse, 30 nesse, toma R$20", assim, tá ligado? E eu não lembro se eu ouvi algum deboche, alguma coisa, aí eu vi e falei assim: "Caramba, eu entre aspas não pertenço a esse ciclo. Pô, eu não posso fazer isso." E aí foi aonde eu comecei a me coçar, tipo assim: "Cara, não, cara, eu tenho que procurar o meu." Aí eu parei de andar Mas com a galera, comecei a procurar emprego, aí comecei a trabalhar em 2, 3 lugares ao mesmo tempo, comecei a ganhar dinheiro. E aí quando eu comecei a ganhar dinheiro, eu lembro até quando eu consegui o trabalho numa empresa formal do mercado financeiro assim. E aí tipo assim, as pessoas que eu achava que eram minhas amigas falavam assim: "Olá, se vendeu!" Cara, eu tava mó feliz, realizando, falei assim: "Caramba, talvez eu tenha zerado na vida, consegui o emprego dos sonhos." E a galera não tava celebrando comigo. Eu falei assim: "Cara, a galera realmente não são minhas amigas, elas só..." tavam ali comigo porque eu tava na zoeira, entendeu? Então foi vários momentos que eu vi que falei assim: "Cara, não faz sentido eu estar junto de pessoas que não celebram comigo." Aí eu meio que tipo assim me desliguei mesmo.

Wendell Carvalho:Então talvez o ponto de inflexão foi aquele ponto de: "Caramba, eu tô tentando pagar a conta e eu não consigo." Foi pagar a conta. E aí talvez aconteceu alguma coisa na frente daquelas mesmas pessoas. Sim. E aí, caramba, qual a imagem que eu tô...

Lucão Zafra:Eu acho que eu me senti constrangido E eu acho que teve um deboche, alguma coisa, aí eu acho que tipo assim, ali deu um choque de tipo assim, caramba, sabe? Tipo assim, eu sou só amado se eu faço sei lá o quê, tipo, isso aí eu não sou eu de verdade.

Wendell Carvalho:Uau!

Lucão Zafra:Foi tipo uma parada assim que eu acho que eu senti.

Wendell Carvalho:Aí foi tipo, porra, falei, porra, não, porra, eu sou pobre, eu tenho que trabalhar. E a gente fala sobre isso, é só pra ter—

Kaique Editor:É chocante quando você descobre que você é pobre, né?

Wendell Carvalho:Não, e dá pra descobrir que você é pobre todo dia, você fica do lado do Bart, você é muito pobre, né?

Lucão Zafra:Esse é um outro problema, né?

Wendell Carvalho:É um outro problema. Sempre existe um jeito de ser humilhado ali. Mas é esse o ponto, você passou por uma experiência que a gente chama de forte impacto emocional. Você teve uma experiência de ver, ouvir e sentir, que a gente chama de fator V.O.S., ver, ouvir e sentir. Naquele momento você viu, você ouviu e você sentiu.

Lucão Zafra:Eu sei disso que foi um trauma emocional, porque quando eu tô falando, eu lembro da cena. Eu lembro eu num balcão dando um cartão da CIA, dando sei lá, o cartão da minha mãe, dando uma latinha de peixe.

Kaique Editor:Quem nunca teve esses cartãozinho da CIA, hein?

Wendell Carvalho:Sabe, tipo assim, eu sei que foi traumático porque eu lembro da cena. Sim, mas esse evento traumático, bem conduzido, ele serve como processo de ruptura. Mal conduzido, ele faz a pessoa embotar. A pessoa vai pra dentro. Então, quando isso acontece, é quando acontece um processo que é o ver, ouvir e sentir. Então, quando a gente tem estrutura, né, da Tríade da Prosperidade, que a gente pode falar sobre ela, mas é como funciona no passado. Então, o que aconteceu no seu passado, se não reconfigurado, se não ressignificado, se não curado, ele molda tudo que você faz agora. É como se você tivesse tomando uma decisão no dia de hoje, você acha que essa decisão está sendo tomada agora. Não, está sendo tomada pelo que aconteceu lá atrás. Então você viu, você ouviu e você sentiu. Aquilo tudo foi um evento traumático. E aí você tomou uma decisão que seria a decisão mais virtuosa naquele momento. Tanto senão você não estaria aqui fazendo o que você faz. Isso é maravilhoso. Quero saber de ti.

Kaique Editor:O que eu posso dizer aí?

Wendell Carvalho:Qual foi o momento, hein? O que foi o momento, será que...

Kaique Editor:Cara, eu posso falar de algumas coisas talvez que eu tenha aprendido com situações que aconteceram na minha vida. Eu acho que o fato dos meus pais serem separados, o fato de eu ter visto já quando eu era pequeno eles brigando por causa de grana, eu acho que essas coisas e depois minha mãe com os outros maridos também tinham muito problema financeiro. Acho que isso me fez ser uma pessoa que não queria ter isso, entendeu? Então eu fui aprendendo.

Wendell Carvalho:Não queria ter dinheiro?

Kaique Editor:Não, não queria ter esses problemas. Então assim, cara, eu vou trabalhar de um jeito que esse problema eu nunca quero ter, nunca quero brigar com a minha mulher por causa de dinheiro, nunca quero ter esse problema financeiro, a gente nunca vai brigar por causa disso. Eu acho que isso me ajudou a me desenvolver bastante, essas experiências que eu tive na vida.

Wendell Carvalho:E quando você viu seus pais passando por esse processo, O teu comportamento, pelo que você lembra, era fugir daquela cena ou de alguma forma era tentar ajudá-los ou de alguma forma era tentar proteger um dos dois? Você lembra se você fugia, se você queria salvá-los ou se você queria proteger só um dos dois?

Kaique Editor:Ah, eu acho que é mais salvar no sentido de... Eu acho que hoje essa situação está muito bem resolvida, né? Os dois são casados. Mas eu acho que era mais uma coisa de: pô... Ter que ficar tudo, todo mundo junto, né? As coisas vão se resolver, né? Vamos dizer assim, quando você pensa hoje, né? E depois eu vi, né, inclusive meu avô que faleceu ano passado com 85 anos, ele tendo muitos problemas financeiros até o final da vida. Então ele não teve uma paz assim, ele não morreu em paz, que, porra, a vida dele financeira tava tranquila, né? Então Essa coisa de eu ver meu avô trabalhando muito até muito velho também me fez ter uma relação com dinheiro diferente, no sentido: "Cara, eu quero já ir pensando no meu futuro." Então, eu acho que eu gasto mais dinheiro do que eu deveria hoje. Eu acho que a gente precisa ajustar algumas coisas, mas eu também sou um cara que pensa muito nesse futuro, nesse... Nessa aposentadoria, nesse momento você fala assim: "Cara, eu quero chegar no momento que eu fale: 'Cara, agora eu não quero mais trabalhar, eu quero só viajar, quero só cuidar dos meus netos aqui', eu consigo fazer isso." Então eu acho que com a minha família, eu acho que de certa forma eles me ensinaram muito com as situações. Não foi nem me ensinando, professorando ali, mas eu aprendi muito observando tudo o que aconteceu.

Wendell Carvalho:Perfeito. Então, porque normalmente todo mundo que está ouvindo a gente aqui teve algum nível de desafio com os pais. Muito do que a gente vive hoje foi configurado lá entre os os nossos 5 e 10 anos, naquela idade tenra de 7 anos de idade onde o barro tá mole, né? Então naquele momento coisas aconteceram. O pensamento sobre dinheiro aconteceu ali, tem estudos que mostram isso. A relação que a gente tem com dinheiro até hoje é uma relação que a gente teve, foi criada antes dos 7, 8 anos em relação ao dinheiro. Então os meus pais brigavam muito, eles são separados, mas naquela época o meu padrão era fugir, porque o meu padrão de temperamento, que a gente pode entrar nisso, que tem a ver com as desordens emocionais que a gente vai falar, Então o meu padrão era: começava a briga do meu pai e da minha mãe, eles quebravam a casa, rasgavam a roupa um do outro, era loucura. Eu pegava a minha bicicletinha e eu saía e ia para um outro lugar para me distanciar daquilo e viver o meu mundo de faz de conta. Pegava meu xilingue, ia pegar mamona no meio do mato e ficava tirando mamona como se nada tivesse acontecido. Quando começava a escurecer, eu voltava para casa. Então esse é o meu padrão desde criança, desde infância. Tem pessoas que não têm esse padrão do fugir, tem a pessoa que tem um padrão de tentar salvar. E a pessoa tenta ficar e salvar as pessoas. E tem pessoas que têm o padrão de tomar lado de um dos dois e acusar o outro, que é o que ele chama de padrão perseguidor. Ou você age como vítima, ou você age como a pessoa que salva, ou você age como perseguidor. Isso é criado dentro da infância da criança, isso é levado para a vida adulta e isso ferra o enriquecimento.

Lucão Zafra:É brutal. Mas você acha que é possível... Porque lembrando assim, eu odeio, detesto ficar falando história triste da minha infância, mas eu acho que eu tive um pouco de dois padrões. Eu lembro que quando eu era muito pequeno eu fugia quando meu pai e minha mãe discutiam. Tentava ir pra casa de amiguinho, ou literalmente eu lembro de uma cena que eu me escondi num guarda-roupa.

Wendell Carvalho:E você saiu do guarda-roupa?

Lucão Zafra:Saí do armário. Vou sair do armário. Vou risar, velho. Eu conheço o Kaique, então. E eu lembro que um pouco mais velho, com 12, 14 anos, minha mãe com meu pai falecido, né, minha mãe com um outro marido, eu enfrentava absurdo assim, cara, de tipo assim, o cara gritava comigo, eu ia para cima para tipo assim matar o cara mesmo. Não batia, não tinha esse enfrentamento, mas se precisava eu iria tranquilamente para defender minha mãe.

Wendell Carvalho:Sim, sim.

Lucão Zafra:Aí tipo eu tive esses dois romper assim, de tipo assim, quando era meu pai e minha mãe era casado eu fugia, e nessa situação eu não fugia.

Wendell Carvalho:Sim. Então já teve, você teve momento de enfrentamento por conta das escolhas da sua mãe. Se a gente entendeu por que você estava fazendo e o que a sua mãe queria com aquela cena toda, ou seja, por que a tua mãe escolheu exatamente aquele cara? Por que a tua mãe manteve exatamente aquele cara dentro de um relacionamento, talvez durante um tempo?

Lucão Zafra:Minha mãe tem o mesmo padrão. Tipo assim, todo marido que minha mãe já teve, namorado, era meu pai em algum aspecto.

Wendell Carvalho:Ok, beleza. Então, a sua mãe tem esse padrão. Ok? E aí você, naquele momento, estava fazendo aquilo por quê? Era uma idade muito, né, 13 anos, 14 anos, era a criação de um homem ali dentro acontecendo. Então pode ser um movimento da sua criação do teu masculino saudável, né, onde você tá ali se impondo contra um outro homem para proteger uma mulher, virtuoso. Mas qual a intenção da tua mãe com esse processo? Qual a intenção dela? O que que a sua mãe realmente queria viver com aquele processo? Aí a gente tem que olhar para o ganho oculto dela.

Lucão Zafra:Entendi.

Wendell Carvalho:Aí é um outro rolê. Eu já passei do processo onde eu era com 7 anos, eu fugia, e quando eu tava com os meus 18, 19 anos, eu protegia. Só que a minha proteção, ela era completamente viciada. Eu fui criando dependência dos meus pais em mim porque eu queria controlá-los, porque se eu controlá-los, a vida deles vai ser certa, baseado nos meus critérios. Então eu fui criando um nível inconsciente de dependência dos meus pais em relação a mim. "Ó, tá aqui o dinheiro pra poder te ajudar." Ninguém pediu nada. "Vai fazer um dinheiro a partir de agora, no alto da arrogância, da soberba, vou te passar a partir de agora tanto aqui por mês, isso aqui é pra você fazer suas coisas e tudo mais." O que que eu queria com aquilo? Qual era a minha real intenção? "Ah, eu faço porque eu amo." Aí minha mãe vinha pedir o dinheiro de novo no outro mês, porque ela não tinha pedido nada, ela falava: "Sabe que meu filho vai depositar de novo?" Aí eu falava: "Mãe, não posso depositar agora, tô muito ocupado trabalhando." E fazer minha mãe esperar uma semana, fazer minha mãe esperar 10 dias. Aí eu ia lá e depositava. Aí depois comecei a perguntar: o que você tá fazendo com o dinheiro que eu tô te dando? Você tá botando energia solar aqui na casa? Mas você não vai mudar da casa? Você tá maluca? Você acha que meu dinheiro é capim? E aí, qual que era a minha real intenção em relação a dar aquele dinheiro? Qual era a minha real intenção em relação a ajudar? Exato. Qual era a minha? Qual era o meu ganho secundário ali? Então, quando eu não entendo sobre isso, tudo parece muito, muito lindo, mas é completamente nocivo. E se a pessoa cria consciência sobre esse movimento, com ir no evento, com o Protagon, 3 dias de eventos e tudo mais, que é super transformador, ouvir um podcast como esse, ler um livro, as coisas vão se abrindo para ela. Mas se a gente fosse estruturar, criar uma estrutura para as pessoas poderem entender em casa, imagina o seguinte: existe uma tríade, tá? Pensa num triângulo, tá no topo, as duas bases. Se a pessoa tem a intenção de vencer na vida, e vamos entender vencer na vida construir uma vida que seja uma vida acima da média. Não tô dizendo Maldivas todo dia, Ferrari, pô, foda-se isso, não é sobre isso. É sobre o que a pessoa quer para ela. Você quer viver uma vida virtuosa, acima da média. E eu chamo isso de uma vida épica. Não é ordinária, é uma vida acima da média. O que significa isso? É pensar em 5 áreas. A gente pensa aqui na parte de trabalho, carreira e negócio. Trabalho, carreira e negócio. A parte de prosperidade financeira, relação com dinheiro, porque tem gente que é uma máquina de trabalhar, mas não consegue fazer dinheiro, não consegue multiplicar, não consegue fazer o dinheiro ficar. A outra é a parte de relacionamento amoroso. A outra é saúde e energia. E a última é a vida espiritual, conexão com Deus, conexão com Cristo. Quando eu olho para essas 5 áreas, eu preciso crescer nessas 5 áreas. É um desejo natural de todo mundo. Quer melhorar a tua parte de negócio, a tua parte de carreira, dinheiro? Quero. E físico? Pô, também quero. Todo mundo quer melhorar nessas 5 áreas. Então, um grande objetivo da vida de todo mundo aqui poderia ser fazer um exame de consciência ao final de cada semana. O quanto eu cresci nessas 5 áreas? O quanto eu melhorei de fato em relação ao meu trabalho, corrigi os meus vícios, tal, tal, tal. O quanto eu cuidei melhor do meu dinheiro? O quanto eu fui um marido mais presente, uma esposa mais presente, mais amorosa, não tão sem paciência? O quanto eu fiz atividade física de fato, dormi no horário? Sabe, o quanto eu consegui rezar? Poxa, fui à missa, rezei o terço, li alguma coisa? O quanto eu cresci nessas 5 áreas? E isso, ao longo de 5, 10, 20 anos, é brutalmente transformador. Então, vamos levar em consideração que a pessoa daqui que está vendo a gente está num ponto de partida de: cara, eu quero "Vivei isso, eu quero melhorar essas 5 áreas e eu quero prosperar, eu quero crescer." Ótimo. Se a pessoa nem tem esse nível de consciência, a gente tem que dar passo para trás. Mas se ela tem, o que que impede essa pessoa de enriquecer? E é isso que eu e Karina temos estudado ao longo de 18 anos. Karina, minha esposa, e mais de 1 milhão e tantos alunos em 112 países e tal. Existe uma tríade, no topo dessa tríade tá a questão emocional, ou seja, as desordens emocionais. Eu preciso resolver as desordens emocionais. Se eu não resolver essas desordens emocionais, não adianta. Eu posso ser fera tecnicamente, eu posso ter feito MBA, eu posso ter estudado, posso ter vivido com o Barsi, eu posso ter colado no Nigro o dia inteiro, eu posso ter dado aula do Steve Jobs, sabe, quando ele tava vivo. Não vai funcionar. Eu preciso resolver minhas questões emocionais. Vamos falar sobre isso. A outra parte é a parte relacional. Como eu me relaciono com as outras pessoas? Quais são os meus ganhos e perdas com outras pessoas? Essas amarras que existem. E o último, e última parte da tríade é a parte técnica, porque não adianta eu ser uma máquina emocional, consigo dominar, consigo crescer emocionalmente, eu tenho aqui domínio das minhas relações, mas tecnicamente eu sou incapaz, eu não sei como fazer a parada, eu não sei como montar um podcast, eu não sei como montar empresa, não sei como delegar, não sei como criar ecossistema, não sei nada disso. Não sei como fazer marketing, não sei como fazer vendas, não sei como desenvolver oratória, nada disso. Quando a gente olha pra isso, O ponto central, neural disso, é a questão emocional. Desordem emocional. Precisa resolver a desordem emocional. Quando eu penso em desordem emocional, é tudo aquilo que emocionalmente limita a gente. Então vamos pensar em desordens emocionais. O que que emocionalmente impede a pessoa de fazer o que ela tem que fazer? As pessoas acham que procrastinação você resolve com uma ferramenta de gestão do tempo.

Lucão Zafra:Fazendo um Pomodoro.

Wendell Carvalho:Fazer um Pomodoro pra acabar com a procrastinação. Cara, o Pomodoro é uma é uma mosca e a tua necessidade de variedade é um tanque de guerra. Esse tanque de guerra vai atropelar aquela mosca, entendeu? Você vai botar o Pomodoro e com 1 minuto e meio você vai pegar para ver o seu TikTok, entendeu? Porque você não entendeu o que que realmente te move, você não sabe qual é a desordem emocional que te move. Então quando a gente pensa em desordens emocionais, a gente pode olhar para todos os medos, por exemplo, que travam muitas pessoas. Medo de fracassar, medo de dar errado, medo de ser julgado, medo de não pertencer a um grupo de pessoas, medo de perder o controle. Todos esses medos, eles acontecem simplesmente porque na raiz existe algum tipo de desordem emocional. Quando a gente olha para desordens emocionais, eu preciso olhar para parte de temperamentos. Existem 4 grandes temperamentos, estamos lá na parte emocional. Existem temperamentos, são pessoas que são mais quentes, tem um temperamento quente. Esse temperamento, isso é dado por Deus, é uma coisa magnífica. Se você tem Você tem filhos?

Lucão Zafra:Eu tenho dois.

Wendell Carvalho:Eu não tenho ainda. O temperamento dos dois, o jeito dos dois é igual?

Lucão Zafra:É totalmente diferente.

Wendell Carvalho:Olha que loucura, são totalmente diferentes. Então provavelmente um dos dois é mais para fora, o outro é mais para dentro, e aí eles têm temperamentos diferentes. Então existem pessoas que têm um temperamento, por exemplo, colérico. As pessoas são muito quentes, têm muita energia, atitude. Isso é maravilhoso, né? Pois é, mas existe o efeito colateral. E aí que é a beleza do processo, sempre existe um efeito colateral. Relacionamento amoroso: a pessoa, ela normalmente tá brigando com a esposa, com o marido, por conta do efeito colateral. A gente chama isso de sombra. A pessoa quer a coisa boa do relacionamento, mas não quer a sombra. Ela quer o fato do marido ser leve, divertido, alto astral, mas ele é procrastinador, pô, porque isso é um efeito colateral, entende? Ele tem que buscar suavizar a sombra. Então você pega o colérico, por exemplo, então falando da questão emocional, é a pessoa que tem muita atitude, energia e tudo mais, mas essa pessoa não tem paciência. "Essa pessoa patroa as outras pessoas, essa pessoa tem uma vaidade imensa, é porque ela acha que o problema é sempre o outro, nunca é ela, essa pessoa não tem a capacidade de dizer 'eu errei, me desculpe, você estava certo'." Se você ouvir essa tríade de um colérico, é fim dos tempos. "Meu Deus, Jesus vai voltar porque..." Então qual é o ponto? A pessoa não sabe como ela funciona. E vive uma desordem emocional. Se a gente olha para um outro temperamento, o temperamento sanguíneo. É a pessoa que adora comunicação, ela se comunica, ela fala, essa pessoa toda pra fora e tudo mais. E qual é o grande desafio? Essa pessoa, ela é uma máquina de comunicar, ela é uma máquina de envolver pessoas, ela tá sempre cercada de gente, mas ela não dá continuidade. Ela não dá continuidade, ela começa e não termina. Por que que ela começa e não termina? Porque ela sempre busca o prazer. Tanto que um desafio pro sanguíneo não trabalhado é a fidelidade. Por que é uma dificuldade de ser fidelidade? Porque ele tá sempre buscando prazer. Não estou dizendo que todo sanguíneo é infiel, pelo amor de Deus, mas esse comportamento de sempre buscar o prazer a qualquer custo faz ele sair de uma tarefa, ela sair de uma tarefa e ir para outra, e é sempre o prazer, sempre o prazer. Então, qual é o dom que Deus deu para essa pessoa? A comunicação, o envolvimento, agregar, a pessoa agregar, junta um monte de gente em casa, faz festa, aquela coisa. Isso aqui é herança. Você já foi numa festa que tinha um cara que chegou e pediu um combo de bebidas? Tipo assim, aqueles caras de 17, 18 anos, claramente o dinheiro não é dele. Ele não é, seguramente ele não é dono de uma startup e tal, o cara tá ali torrando o dinheiro do pai. Já foram a alguma festa assim? Já, sim, sim. Quando você via aquele cara, o que você pensava? Se o cara tá lá em cima do sofazinho lá, bebida que pisca, Moet Chandon, vê o ver clicou, sei lá o quê.

Lucão Zafra:Cara, depende da época. Teve uma época que eu falava assim: "Carai, que da hora!" Hoje em dia eu falo assim: Ah, hoje em dia eu falo assim: "Pô, meio cafona, né? Prega." "É, por que o cara tá fazendo isso, cara?

Wendell Carvalho:Tô arrumando uma puta grana por bobagem." Então, e normalmente quando você vê a idade, você até julga do tipo: "O cara, será que esse dinheiro é dele?" Provavelmente é do pai. Então qual é o ponto? Quando a pessoa se orgulha somente das qualidades emocionais que ela tem, é a pessoa que está gozando de uma herança que ela não construiu. Essas qualidades não são suas, Deus te deu. Então vamos pegar a pessoa que é colérica. Ela se orgulha muito da energia, da força, do executar. E ela acha que todo mundo deveria ser daquele jeito. Não, não, querido, isso aí é sua herança, Deus já te deu. A sua, a nossa expectativa contigo é que você corrija os seus vícios, porque isso aqui é sua riqueza, isso aqui é mérito seu. Aí imagina só a pessoa que ao mesmo tempo é uma máquina de executar, mas ela tem paciência com as pessoas. Ela é uma máquina de executar, mas essa pessoa é humilde. Essa pessoa é imparável, essa pessoa chegou no ápice do nível de excelência emocional. Então ela precisa olhar para o que ela tem de bom, não se orgulhar disso, usar isso, mas é herança, é o dinheiro que teu pai te deu, é o patrimônio emocional que Deus te deu, e desenvolver o que te falta. No meu caso, eu precisei desenvolver o não fugir de conflito, eu precisei desenvolver a disciplina, a constância, a continuidade, que são coisas que me faltavam. Com isso, eu começo a olhar e falar assim: caramba, eu vou começar, eu tô começando a corrigir as minhas desordens emocionais. E aí, quando eu começo a corrigir as desordens emocionais, e são diversas delas, eu começo a me tornar mais merecedor que a riqueza se manifeste na minha vida. E você precisa se tornar merecedor não é só trabalhar mais, eu preciso me tornar apto para que aquilo— preciso me tornar digno, terreno fértil para que a riqueza se manifeste. E a riqueza não vai se manifestar se você tiver um monte de desordens emocionais. Só que uma galera acha isso bobagem, cara, é impressionante. A galera fala assim: "Não, beleza, agora eu preciso de um curso de gestão." Não, que agora eu preciso de um curso de como é que eu faço mais marketing. E aí essa pessoa simplesmente ela pega lá o conhecimento sobre gestão, sobre marketing, seja lá o que for, e essa pessoa vai colocar para operar na vida dela. Essa é uma parte técnica, tá? Ela vai colocar para na vida dela, mas ela não trabalhou a parte emocional. Um ponto, por exemplo, tem gente que tem síndrome de Fênix, tem gente que tem síndrome do guerreiro. Que que é síndrome da Fênix? O cara precisa destruir, a mulher precisa destruir o que ela tem para que ela ressurja das cinzas. Alimentando a seguinte crença: se tudo der errado, eu resolvo. Se tudo der errado, olha como eu sou foda. Eu tive esse troço já. Aí eu fazia um negócio, dá errado, quando o troço quebrava, ia lá pro fundo lá, começava a fazer 3 mil por mês, aí eu, brrr, 90 dias de sofrimento, eu voltava a fazer 20 mil por mês. Aí eu falava: viu? Eu resolvo. Aí gerou uma crença em mim, a crença de que eu resolvo qualquer problema, entende? Problema de um determinado nível. Em vez de ir lá pra fora e criar uma empresa que fatura 10 milhões por mês, eu ficava resolvendo uma picazinha aqui, um negocinho, uma bobeirinha aqui, entendeu? E aquilo alimentava a minha vaidade. Então, porra, por que eu tô fazendo isso? Aquilo alimentava a minha vaidade. E aí, quando eu tive a clareza sobre isso, eu falei: "Pô, eu de novo fazendo a mesma coisa". Essa síndrome de querer começar uma coisa nova, do zero, para que eu possa me reconstruir. Vaidade? Quero mostrar para os outros? É assim que eu me sinto competente? E é aquele ponto, tem outras formas de se sentir competente, tem outras formas de você conseguir construir a visão de amor das pessoas para você. Hoje eu sou amado? Sou. De um jeito diferente. "Ah, você nunca pode esperar ser amado, você nunca pode..." Somos humanos, somos completamente falhos. Então, como é que hoje eu sou amado? Não daquele jeito. Eu sou amado pelo fato de entregar um resultado, eu sou amado pelo fato de conseguir agregar para as pessoas, eu sou amado pelo fato de ser altruísta de uma forma saudável, eu sou amado por ser um bom filho, mas não um filho que tenta salvar os pais. Quando isso acontece, você vai criando essas camadas de entender quais são as desordens emocionais e vai corrigindo isso, a parte emocional deixa de ser um problema, porque você começa a ter a constância, você começa a não entrar em embates que não são necessários, você começa a entrar em embates que são necessários e você começa a corrigir a parte emocional. Só que só ela não é necessária, você tem que corrigir as outras duas para que a gente tenha essa tríade funcionando. O que vocês já viram? Na vida de vocês sobre questões emocionais. Então você falou lá a questão de eu ajudar, de eu querer ser amado pelas pessoas. Então buscava ser amado pelas pessoas, usava uma estratégia ruim. Hoje você busca ser amado pelas pessoas, só que usando uma nova estratégia.

Lucão Zafra:Eu acho que hoje eu resolvo problemas para ser amado. Talvez seja isso.

Wendell Carvalho:Olha que maravilha! Olha que maravilha!

Lucão Zafra:Olha como é que é um pouco disso. Será que eu fico tipo resolvendo um monte de pica para se sentir amada?

Wendell Carvalho:Pode ser. Todo mundo faz algo pra se sentir amado. Todo mundo faz. A questão é só se isso, o quanto isso é virtuoso ou o quanto... Igual as pessoas falam: "Ah, porque a pessoa fica rodando TikTok e ela fica lá buscando essa dopamina barata." Tem um monte de gente codando no cloud e tendo a mesma dopamina, pô. Exatamente a mesma coisa, sabe? Exatamente a mesma busca. O cara vai lá e dá um prompt. É uma rodada no feed. Vem uma resposta. A resposta veio boa ou ruim. E o cara vai nesse vício de dopamina. E aí o cara vai e compra mais crédito. É tipo o Tigrinho agora o negócio, né? Então você vai botando mais crédito...

Lucão Zafra:Eu conheço uma galera que está se afundando nos open cloud da vida, no code, criando uns projetos... "Não, vai ficar incrível, vai ficar incrível." Tipo assim... Irmão, já passou 60 dias.

Wendell Carvalho:Já passou 60 dias. Provavelmente alguém já... Isso aqui que você está tentando fazer já existe no mercado, mas beleza. Isso é mais virtuoso do que rodar um TikTok? É, isso é mais virtuoso, mas é próximo, não é tão distante. Então resolver as questões emocionais é um processo extremamente importante. E aí vocês estão vendo o quanto a vida de vocês melhorou e a minha melhorou por conta disso. Então quando a gente pega, por exemplo, o processo da pessoa estudar, fazer terapia, o processo da pessoa ir para um Protagon 3 dias, imergir nisso é um processo super importante. Eu vou te dar um exemplo simples. Um homem tinha uma estética automotiva. Tecnicamente ele sabe o que fazer. Ele tinha estética automotiva, limpa o carro, pula e tal, tal, tal, ele entrega o carro limpo, maravilhoso pro cliente. Beleza? Ótimo. Ele conseguiu abrir duas, ele conseguiu abrir três, só que ele travou numa quantidade de estética automotiva, ele não conseguia crescer mais. Por quê? Porque dentro dele tinha uma desordem emocional. E essa desordem emocional era o medo de fracassar.

Lucão Zafra:Por quê?

Wendell Carvalho:Porque ele tinha uma regra interna: ninguém pode ter nenhum tipo de insatisfação. "ninguém pode falar mal de mim, ninguém pode..." E dessa forma, todo carro que saía, ele tinha que liberar. Então ele saía de uma estética automotiva, ia pra outra, ele tinha que liberar todos os carros. Ele tava ali assim, psicopata, tentando liberar todos os carros. Então ele tava preso num teto financeiro por conta de um desordem emocional. Ele resolveu isso no Protagonist, 3 dias. Porque ele entendeu o que acontecia. E ele demorou... Em 15 anos, ele tinha 8 estéticas automotivas, e depois do Protagonist, em 4 anos, ele tinha mais de 100. 112, 113 estéticas automotivas. O que que fez ele explodir desse jeito? Franqueou, foi pra cima, porque ele resolveu a questão emocional. Tecnicamente ele sabia como fazer gestão do time, tecnicamente ele sabia como fazer todas essas coisas, mas era uma questão emocional. E muita gente ainda olha pra isso e fala: "Isso é bobeira, pô, é fazer terapia." Eu tenho meu terapeuta, eu tenho meu psicólogo, entende? Como é que eu vou curar as pessoas, ajudar as pessoas a se resolverem se eu não tô o tempo todo me resolvendo, entende? Mas as pessoas ainda acham isso uma bobeira e é uma bobeira achar que isso é uma bobeira. A raiz está toda lá. Só que não só a parte emocional, a parte técnica.

Kaique Editor:Tem mais duas coisas, é isso?

Wendell Carvalho:Mais duas, mais duas coisas. Tá bom.

Kaique Editor:A parte técnica.

Wendell Carvalho:E vocês ajudam muito a galera do Grupo Primo na parte técnica. Então, o que isso significa? Poxa, eu quero aprender de fato como é que eu faço para investir tecnicamente, eu tenho que aprender. Eu faço dinheiro, mas o dinheiro não fica.

Lucão Zafra:Aí eu vou dar uma dica muito simples, cara. Comprou o curso, assiste. Não fica acumulando, porque a galera entra nessas plataformas como Hotmart e faz tudo mais, o cara gosta de ficar acumulando infoproduto. Aí você entra lá, o cara assistiu 1% de um, 2% de outro, 4% de outro. Cara, se assistir já vai resolver 80% do que o menino vai falar.

Wendell Carvalho:Total, mas aí entra esse ponto. O que faz a pessoa não assistir? O que faz a pessoa comprar a Finclass e não entrar lá? O que faz a pessoa... Primeiro, essa pessoa comprou para suprir qual necessidade dela? Por exemplo, a pessoa tem a necessidade de sentir que ela está crescendo na vida, chama necessidade de crescimento.

Lucão Zafra:Melhorando, né?

Wendell Carvalho:Melhorando, exato. Aí o que eu faço? Eu compro um livro. Aí o que eu faço? Eu compro um curso, eu compro um combo vitalício lá da oferta que existe. Aí, quando eu compro, eu estou usando uma estratégia para emocionalmente achar que eu estou evoluindo. Mas você não está. Mas neurologicamente você acredita: "Eu comprei, agora eu estou evoluindo". Não, você vai evoluir quando você estudar. E não só isso, quando você aplicar. É quando transforma informação em conhecimento. Informação tem em todo lugar, conhecimento é a diferença de quem enriquece de fato. Então existe esse grande desafio. Tecnicamente vocês fazem um trabalho muito bacana nisso, seja ensinando como viver de renda com o Perini, seja ensinando do mil ao milhão, seja ensinando o que for. Eu tenho os meus treinamentos que ensinam a parte técnica, como por exemplo, Imersão Sprint Digital, Olimpo, que é um programa de acompanhamento para ajudar as pessoas a performar no marketing digital de altíssimo nível. Tem mais de 1.200 mentorados hoje lá. A gente acompanha individualmente, olha para as pessoas. Então essa é a parte técnica. E aí tem um grande desafio. Como é que eu sei que a minha parte técnica tá ruim? Pergunta simples, perguntar para você que tá em casa: qual é o nível de dinheiro que você tem que ter guardado no investimento seguro, se você tiver assistindo esse dinheiro, você nunca mais precisa trabalhar na tua vida? A maior parte das pessoas, pô, tava em BH agora, 3.800 pessoas. Eu faço a pergunta, as pessoas ficam olhando com cara de samambaia, a pessoa não tem a menor ideia. Então a pessoa não tem nenhuma meta de onde ela tem que chegar. Eu já te respondo: se você tiver 200 vezes o valor do seu estilo de vida investido numa renda segura, uma renda fixa, por exemplo, descontando inflação, sem que ela seja galopante, louca, e a questão de imposto de renda e tudo mais, você chega no valor. "Então, 200 vezes seu estilo de vida atual." Então, se o seu estilo de vida é 1 e 200 vezes dá 2 milhões, 3 milhões, 5 milhões de reais, a pessoa fica triste nessa hora. É muito impressionante. A pessoa fala assim: "Nossa, cheguei à conclusão que eu preciso de 5 milhões de reais pra eu nunca mais precisar trabalhar e viver com essa renda aqui." "Caramba." Aí eu falo: "Não fica triste. Você descobriu algo." "Pô, você descobriu.

Lucão Zafra:Finalmente você descobriu, né?" "Você tem um alvo agora." Até pra te dar número, tipo assim: "Ah, se você gasta R$10 mil por mês, é o seu estilo de vida?" Você precisa de 2 milhões, você gasta 20, você precisa de 4.

Kaique Editor:Você gasta 30, você precisa de 6.

Wendell Carvalho:Exato. Exato. E qual é o ponto? A pessoa entristece, ele não entristeça. Você sabe qual é um alvo, antes você não sabia.

Lucão Zafra:Você vivia pelo menos— Tem a meta ali, objetivo.

Wendell Carvalho:Exato. Agora vem perguntas que são muito difíceis, que as pessoas não querem perguntas difíceis. Se eu continuar trabalhando do mesmo jeito, fazendo exatamente a mesma coisa, eu vou chegar nessa meta quando? A pessoa pensa: "Ah, vou chegar nessa meta na minha 4ª vida, na minha 5ª reencarnação." E ela começa a ver que ela tem que fazer coisas diferentes. E aí entra as questões: como é que eu vou fazer coisa diferente se eu tenho medo de ser julgado? Como é que eu vou fazer coisa diferente se eu tenho questão emocional? Então chegar nesse ponto é super importante. E aí a pessoa vai começar a pensar em: caramba, qual meu plano para chegar nisso em 4 anos, em 6 anos, em 10 anos? E isso foi o que eu comecei a fazer. Por isso eu comecei a olhar e falar: caramba, não dá para ficar ensinando individualmente gestão do tempo, que é uma coisa que eu curei na minha vida e comecei a ensinar individualmente. Eu preciso gravar esse conteúdo, gente.

Kaique Editor:E olha só, a gente vai ter uma parceria muito legal em conjunto Ready to soundtrack your summer?

Wendell Carvalho:With Red Bull Summer All Day Play, you choose a playlist that fits your summer vibe the best. Are you a festival fanatic? A deep-end DJ? A road dog? Or a trail mixer? Just add a song to your chosen playlist and put your summer on track. Red Bull Summer All Day Play. Red Bull gives you wings. Visit redbull.com/brightsummerahead to learn more. See ya this summer.

Kaique Editor:Com a AGF, uma coisa inédita, em junho, a gente vai fazer Grupo Primo mais AGF. O que nós vamos fazer? A gente vai pegar lá o Método Barsi, a gente tem lá o MBA, vamos pegar os cursos da AGF, vamos pegar carteiras recomendadas Finclass, vamos pegar Do Mil ao Milhão, Viver de Renda. Cara, a gente vai te dar um super combo do investidor endgame, supra-sumo, cara, tudo que há de bom. Então, vou deixar para você aqui o link na descrição, QR code na tela, se inscreva para você receber a notificação do dia que vai abrir o carrinho. Não perca essa oportunidade, porque isso aqui é uma coisa única. Essas collabs, essa aqui com certeza é a maior collab do mercado financeiro. E para você juntar duas empresas, duas operações são coisas...

Lucão Zafra:É meio complexo, então a gente não sabe se vai acontecer de novo. Então aproveita essa promoção.

Kaique Editor:Aproveita.

Wendell Carvalho:Dali surgiu um dos meus programas, que é o Método Cronos, que aí a gente ensinou gestão de tempo para milhares e milhares de pessoas. Então, qual é a parte técnica que te falta? Tem pessoa que não tem uma seguinte coisa: qual é o teu objetivo? Ah, eu quero fazer 20 mil líquido por mês. Ótimo. Qual é a matemática para chegar nisso? A pessoa fala: eu não sei. É bizarro se você não sabe. Você tem que saber. Vão ser quantos clientes? De qual produto? Ah, Wendel, eu não tenho um produto. Você trabalha na empresa de alguém? Trabalho. Qual é o teu plano para dobrar o teu salário dentro da empresa de alguém? Ah, eu não tenho esse plano. Você tem que ter. Mano, qual que é a tua sugestão? Chega pro teu chefe, você funciona muito, chega pro teu chefe e fala: "Chefe, eu quero mais, eu quero crescer, eu quero estar num outro nível. Qual o número que eu tenho que entregar aqui na empresa que se eu entregar esse número eu consigo 50% de aumento? Me diz qual é o número que eu tenho que botar no caixa da empresa que se eu colocar esse número eu tenho 50% de aumento, eu tenho 100% de aumento." Só que a pessoa pensa: "Mas ele vai chegar pra mim e vai dizer uma coisa que eu não sei." Cazzo! Se você não sabe, você vai no desgrama do ChatGPT, no cloud, pergunta. Saber o que fazer não é mais o problema. O problema é só pegar aquilo e implementar na vida real. Esse é o grande problema. Mas o colaborador não pensa nisso. Então chega o dono de empresa— comenta aqui embaixo do vídeo— você quer colaborador que chega para você e fale: "Chefe, como é que eu posso fazer para receber o dobro? Me diz quanto de dinheiro tem que botar no caixa da empresa que se eu colocar você me paga o dobro." É isso. É isso. Aí eu começo a ter, a desenvolver skills, habilidades técnicas que vão fazer com que eu consiga resolver problema, que vão fazer com que eu entenda mais de IA, que entenda mais de marketing, que entenda mais processo de produto, e aí eu vou desenvolvendo habilidades que vão fazendo eu conseguir sustentar o dinheiro que eu quero. Muita gente não consegue tecnicamente sustentar o dinheiro que ela quer. Aí essa pessoa faz dinheiro, o dinheiro vai embora. Faz dinheiro, faz e ir embora. Você tem que desenvolver uma musculatura para sustentar isso, e essa musculatura é a musculatura técnica.

Lucão Zafra:É, a pessoa até fazendo essa pergunta, ela até descobre outras coisas. Às vezes aquela empresa não está disposta a pagar mais ela, às vezes ela Ela percebe assim: "Não, mas eu sou funcionário público, não dá para dobrar o salário." Ela fala assim: "Pô, então realmente eu tenho que fazer outra coisa." Ou ela descobre que a liderança dela nem tem essa visão sobre o que ele pode entregar.

Wendell Carvalho:O líder vai falar assim: "Caramba, eu nunca pensei nisso." "Nunca pensei." "Vou perguntar para o diretor. Vamos lá perguntar para o meu director." Você descobre outras coisas, é importante isso. Mas qual é o ponto? Onde é que eu quero que as pessoas não fiquem? Num lugar de ilusão. "Você quer chegar no determinado lugar?" "Quero." "Então, se você quer, você tem que ter um plano. Se você não tem um plano e não quer se comprometer, fica na base da montanha. Você não tem que chegar no Everest, cara. Fica na base da montanha, aprende a ser feliz ali. Você não vai para Maldivas, você não vai andar no carro dos seus sonhos, você vai ter que, sabe, plano de saúde talvez não tenha, é o SUS, e você vai viver aquela vida. Fique feliz com aquilo.

Lucão Zafra:Ache felicidade naquilo ou compra essa briga e vamos subir juntos." Cara, isso aí que o Leandro falou é muito importante, cara, porque A prisão do sonhar é a pior que existe, cara. Porque provavelmente você já teve essas reflexões, tipo assim, ah, e se eu ganhar na Mega Virada? Tipo assim, ficou gastando dinheiro da Mega Virada sem ganhar. Você ficou projetando um dinheiro que você não tem. Tipo assim, esse mundo dos sonhos afunda sua cabeça porque você vai ficar sonhando com coisas que você não tem e você nem sabe como conseguir. E você vai se frustrar porque vai passar tempos, dias e anos e você não conseguiu aquilo. Então aquilo vai te entrando na cabeça cada vez mais: tome muito cuidado com o mundo dos sonhos que não é factível e não vai ser realizado.

Wendell Carvalho:E o que é louco, você começa a sonhar, aí o algoritmo do Instagram começa a ver que você tá seguindo algumas coisas e vendo, ele começa a mostrar para você não só o sonho, mas gente que realizou o sonho. E você começa a seguir aquela pessoa, parece que aquela pessoa realizou o sonho que você tanto queria em poucas semanas. E aí você começa a achar: poxa, eu também poucas semanas eu não tô conseguindo. Então a pessoa vê: ah, beleza, o Andrew foi lá A gente recebeu uma premiação da Hotmart agora, que a gente faturou R$570, 580 milhões de reais dentro da Hotmart. Recebemos capacete lá, aquela coisa toda, né, maravilhoso. Aí a pessoa vê: nossa, eu vou começar no digital também, eu vou começar a criar um negócio que tem um braço digital também. Aí a pessoa começa, só que a pessoa não entende que eu demorei, foram 11 anos para chegar nisso. A pessoa não entende quantas vezes eu chorei, sabe, de raiva, ou chorei sem saída, ou eu e a Karina abraçados chorando no banheiro Desesperado. A gente não abre uma live nessa hora. Galera, estamos aqui chorando, meu Deus, coisa terrível. Não acontece isso. Só que a pessoa olha a gente em Maldivas, aí a pessoa fala: ah, beleza, é só fazer um arrasta pra cima que eu vou ficar rico também. A pessoa vê a gente, só que a pessoa não entende que são mais de 200 e tantos colaboradores, que aquilo demorou mais de uma década. A pessoa não consegue ver. Então, e aí ela não consegue entender que ela precisa ter tenacidade, que ela precisa sustentar o Rojão, que ela precisa Sabe? E de dificuldade em dificuldade galgando isso. Quando fica difícil, ela começa a pular fora. Aí por quê? Volta lá nas questões emocionais, lá do começo. Que são as questões que a gente falou hoje, que são as disordens emocionais. Eu tenho um vício da preguiça. Quando começa a ficar difícil, eu não quero mais. Eu tenho um vício da vaidade. Quando minha competência começa a colocar em xeque, eu desisto antes da hora. E eu não falo que eu tô desistindo, eu falo: "Não, não, mudei os meus planos, apenas." Ah, vaidoso do cacete! "Viu que ali na frente você ia ter que ficar de joelhos se humilhando pra pedir pinico pra alguém e agora você saiu." Ou então: "Fico pensando demais porque eu executo de menos, eu penso muito, penso demais." Então, quando a pessoa começa a olhar pra tudo isso, olhar pras questões emocionais, ela começa a ver onde ela precisa destravar. E se não destravar a parte técnica, não tem como. Então, você se desenvolver emocionalmente e você se desenvolver tecnicamente. Não é só um e não é só o outro. Quando você encontra uma pessoa bem desenvolvida emocionalmente e essa pessoa sabe o que fazer pra chegar onde quer, Pô, muito do problema tá resolvido, mas não tá todo o problema resolvido. Porque lembra, a tríade da prosperidade é resolver a parte emocional, resolver a parte técnica, mas resolver a parte relacional.

Lucão Zafra:Que que é essa relacional, cara?

Wendell Carvalho:Que tem uma pica que é quando isso se resolve, é a vida, a vida da pessoa muda assim, é impressionante. A gente vê nos nossos alunos isso. Vou te dar um exemplo: prisões relacionais. Toda relação que você vive tem algum nível de prisão. Você vivia uma prisão lá atrás com seus amigos.

Lucão Zafra:Sim, ok.

Wendell Carvalho:Vivi uma prisão lá atrás, refém.

Lucão Zafra:Eu era meu refém, tá?

Wendell Carvalho:Você vivia lá, tinha aquela prisão. Então essa prisão pode se manifestar de diversas formas. A gente pode ter uma prisão relacional que tá ligado a uma promessa que foi feita no passado. Vou te dar um exemplo de promessa: os pais se separam. Muita gente tá passando por isso, deve ter, tá aqui, deve ter passado por isso. Os pais se separam, Naquele momento, normalmente quem sai de casa é o marido. E ali tá aquele menino ou aquela menina ou um casalzinho de crianças com a mãe. A mãe chorando, sofrendo, as crianças não sabendo o que fazer. O mundo delas foi separado. Naquele momento de extrema dor, a mãe, sem consciência, vira para os filhos e fala: "Me promete que vocês nunca vão me abandonar." A mãe chorando, o pai no portão indo embora. A maior carga emocional da vida daquela criança de 7, 8 anos. E o menino olha para mãe, no olho da mãe, fala: "Eu juro que eu nunca vou embora." Ponto. Ali foi criada uma prisão relacional, ali foi criada uma promessa. A pessoa nem lembra disso, mas aquilo tá dentro dela. Aí esse cara hoje não consegue ter uma família, não consegue ter um relacionamento, ele não consegue fazer empresa crescer. Porque quando a empresa começa a crescer, existe uma teia emocional que é essa prisão relacional. A empresa começa a crescer, a mãe Olha e projeta o pai que foi embora naquele filho, e agora quando a empresa tá começando a crescer, ela começa com doenças psicossomáticas, ela começa com uma pseudodepressão, ela começa com alguma coisa e prende aquele jovem ou aqueles filhos numa teia. E aí os filhos sempre não conseguem ir porque eles acham que eles têm que voltar para ficar, porque eles fizeram uma promessa de salvar. E aí entra um grande desafio: quais são as promessas promessas que foram feitas verbalmente ou promessas veladas que aconteceram que prendem você até hoje. É uma promessa em relação ao seu irmão, é uma coisa que você tem de uma sensação de responsabilidade sobre seu pai ou sobre a sua mãe, que nunca realmente foi necessário aquilo, mas você continua alimentando dentro de você e isso impede com que você avance, impede com que você se mude de cidade, que é crucial muitas vezes para você crescer. Eu precisei mudar de cidade para crescer. Impede com que você conquiste outros níveis dentro da tua empresa. E aí tem outra coisa ainda que é louca. Imagina o seguinte, que você vai crescendo financeiramente. Aí você tá crescendo financeiramente, e aí o que começa a acontecer é que os problemas dos seus pais, dos seus amigos, dos seus irmãos, os problemas crescem proporcionalmente com o teu nível financeiro. Conforme financeiramente você se torna mais potente, o tamanho do drama que tá ao seu redor também aumenta, porque agora você tem dinheiro, tempo, recurso para poder resolver aquilo. Só que exatamente o fato de você usar o seu tempo, dinheiro e recurso para poder resolver aqueles problemas que vão aparecendo, que faz você agora ficar sem dinheiro, sem tempo, sem recurso. E aí chega um ponto que aconteceu comigo, conforme eu fazendo dinheiro, o meu pai arrumando mais problemas, a minha mãe arrumando mais problemas. E aí o dinheiro e o tempo que eu ia tendo era para realmente resolver aquele problema. Chega um ponto que inconscientemente você fala assim: cara, já sei, vou ficar sem dinheiro. Porque quando meu pai voltar com uma treta, um problema, o que que eu vou falar para ele? Pai, olha só, "Eu não tenho como resolver. Olha o meu extrato, olha a minha vida." Aí o pai vai falar: "Poxa, é verdade, agora você tem um álibi." Porque como eu não sabia falar não, como eu não sabia me posicionar, eu achei uma outra estratégia de ter o recurso. Por que que eu queria? Eu não queria falar não, eu queria que o meu pai e minha mãe parassem de gerar problemas. E eu tava ali tentando resolver os problemas o tempo todo. Então o que que eu fazia? Ficava sem dinheiro. Lembra na Síndrome da Fênix, o guerreiro? Aí quando eu tava lá no fundo do poço, meu pai vinha e falava: "Olha, não tenho dinheiro nenhum, não tenho dinheiro nenhum." Nenhum. "Olha como é que eu tô." Aí ele: "Meu filho, me desculpa." "Então tá bom." Aí naquele momento era um bálsamo. Poxa vida, eu não vou ter que salvar mais o meu pai. Aí meu pai resolveu o problema dele sozinho. Minha mãe resolveu o problema dela sozinha. As pessoas resolviam sozinhas. Eu falei: "Caramba, o que tá acontecendo? Eu não resolvo, eles estão resolvendo." E ali começou a dar esse start, essa virada. Eu falei: "Caramba, eu preciso sair desse lugar onde eu estou sendo um salvador." Dentro dessa parte relacional, tem um médico americano chamado Stephen Karpman. Stephen Karpman. Em 1967, ele definiu um termo que se chama triângulo do drama, tá? É o triângulo dentro do triângulo agora, né? Dentro da parte de drama, dentro da parte relacional, existe um triângulo. E isso aqui é muito legal. Você tá no relacionamento? Sim, até casado. Maravilha. Tem que ter filhos, hein?

Kaique Editor:Não sei se precisa, né?

Wendell Carvalho:Tem que estar aberto à vida, se vai ter filho ou não.

Lucão Zafra:Isso é a grande pet, dói muito, né?

Wendell Carvalho:Fuma vape, vegan, né? Sei lá. Então, qual é, qual o ponto ali? Esse triângulo funciona da seguinte forma: vocês vão se identificar em relação às esposas de vocês, em relação a todos os relacionamentos. Que que Stephen Karpman entendeu? E essa é uma teoria dele de 67. Tem muita gente que bota: ah, não, essa teoria aqui é minha, bota um outro nome, sei lá o quê. Ele percebeu o seguinte: que todo relacionamento Você com sua esposa, você com seus pais, você com seu filho, você com colaboradores, você com clientes até, com todo mundo existe algum nível de drama. Que drama é esse? Quando você está num relacionamento, normalmente naquele relacionamento tem alguém se portando como vítima. Se tem alguém como vítima, tem alguém como salvador. E se tem alguém como salvador, tem alguém como perseguidor. Esse é o triângulo do drama. Se alguém coloca como vítima, ela faz isso pra quê? Ela faz isso pra ter o ganho secundário. Ela faz isso pra ser amada, porque faz parte do ganho secundário. Então é aquela pessoa que é irresistível. A pessoa que se põe como vítima na tua frente é quase como uma fatia de pudim. É quase como um sorvete da Häagen-Dazs. O negócio é irresistível.

Kaique Editor:E você pode ser o salvador ali.

Wendell Carvalho:Exato! Como que você não vai fazer nada, né? E aquela pessoa se coloca na tua frente dizendo coisas do tipo... O que vocês já ouviram aqui dentro do Grupo Primo? Talvez de alguém, não precisa falar o nome, mas uma frase que você ouviu que claramente era uma vitimização daquela pessoa. "Ah, mas é que eu não..." "Ah, mas é que pra mim é..." O que vocês já ouviram aí?

Lucão Zafra:"Puts..." "Não teve tempo..." "É, não tive tempo..." "Pô, mas..." "Ah, cara, eu não consigo, cara, é muito longe." "Não, pra mim assim não dá." Sabe? Essas coisas clássicas de tipo... Até... Tem uma galera que às vezes tava um pouco mais nas antigas e aí... E antigamente a gente era um pouco mais flexível com um home office ou outro ali, né, dependendo da cadeira e tudo. E aí quando você fala assim, pô, galera, não dá, a empresa tá crescendo nível foguete, a pessoa tem que estar aqui mais presente. Para segurar um negócio assim, ah, cara, ah, eu acho que não é para mim, acho que eu não consigo. E aí é um negócio que você fala assim, cara, mas como assim você não consegue? Você é um adulto, você tá falando que você não consegue, tipo, trabalhar e ganhar dinheiro? Como assim?

Wendell Carvalho:Então, sabe, são essas coisas de tipo "Então tá bom." Então, nesse momento, quando essa pessoa tem esse nível de clareza, do outro lado tem um nível de clareza do tipo: "Existem limites claros, se você não quer, alguém vai querer e tá tudo bem." Mas a maioria das pessoas que vivem um drama vão pensar o seguinte: "Caramba, tá muito longe pra ele, tá difícil." E normalmente essa pessoa fala: "É que tá difícil pra mim porque eu tenho um filho, ou porque tal coisa, porque meu pai tá com isso, tá com aquilo." Sou bem sensível pra esses dramas assim, cara.

Lucão Zafra:É bem difícil eu cair no drama.

Wendell Carvalho:Beleza. Então assim, mas você funciona de um determinado jeito. Eu só quero ver como você age em relação às outras pessoas e outras áreas do drama. Quando alguém se vitimiza, normalmente quem aparece do nada é a pessoa com perfil salvador. Que que perfil salvador faz? Essa pessoa quer salvar. Sim. Porque existem duas grandes questões aqui. A pessoa vítima, ela aprendeu que quando ela é vítima ela vai ser amada. E o que as pessoas querem, em última instância, não é nem provar que elas— não é nem ter sucesso, elas querem ser amadas, elas querem provar que elas estão certas. Então, eu aprendi na minha infância, talvez, vendo que quando eu fiquei doente com 7 anos de idade, meu pai, que nunca parava, meu pai ficou uma tarde inteira comigo. E aquela criança olha e fala: "Caramba, meu pai tá aqui comigo, eu fiquei doente, meu pai sai do quarto, quando eu começo a tossir ele volta, caramba, como é que eu posso viver mais isso ao longo da minha vida?" E essa criança aprende uma estratégia, porque ela viu, ouviu e sentiu no passado, e agora ela aprende essa estratégia e repete ao longo da sua vida inteira. E agora essa criança é uma vítima, só que ela trabalha aqui no setor de vídeo, ela trabalha na Portiféu, ela trabalha lá no Grupo Virtus, ela é, sei lá, uma pessoa que trabalha comigo no Protagon. E essa pessoa, quando se põe como vítima, ela espera que apareça o salvador. Então ela espera que o vício dela seja alimentado, e o salvador precisa que o vício dele seja alimentado. Então é uma coisa simbiótica, é o viciado que vai morar perto da boca de fumo. Então o salvador, ele sempre escolhe pessoas ao seu redor que são disfuncionais para que ele possa salvar. Se eu quero salvar pessoas, eu não posso encontrar pessoas que sejam saudáveis. Então eu tinha esse padrão porque eu tinha muito padrão de salvador. Então quando eu encontrar uma Uma namorada era namorada que só dormia com Rivotril, era namorada que tinha problema com os pais, era namorada que tava devendo mais de 500 mil, era que tinha diversos problemas. Nossa, é terrível isso. Então, mas era o padrão. Me diga se você não teve, ou não teve esse padrão, não tá tendo esse padrão. Ah, porque eu tenho dedo podre para homem, dedo podre para mulher, o dedo podre para negócio, seja lá o que for, não importa. Eu simplesmente tava querendo encontrar vítimas para serem salvas. E o que é muito louco é que quando essas vítimas elas eram salvas, ou eu melhorava a vida delas, eu saía do relacionamento. Eu falava: 'Ah não, isso aqui eu sou o problema.' Eu contava essas histórias porque eu ia buscar uma outra vítima para poder salvar. Então, será que esse é o padrão de quem tá ouvindo agora? Será que a manifestação do salvador é em relação ao cônjuge? Será que manifestação do salvador em relação aos pais? Será que manifestação do salvador em relação a funcionário? Tem gente que tá com funcionário que claramente tinha que ser demitido há 3 anos.

Lucão Zafra:Ah, acontece bastante.

Wendell Carvalho:É raro, mas acontece sempre, né? Então aí a pessoa contrata, olha que loucura, a pessoa contrata funcionário dodói, emocionalmente doente, a pessoa adora porque eu quero encontrar alguém para me salvar, e essa pessoa agora fica tentando salvar esse colaborador durante 1, 2, 3, 4, 5 anos. Não, mas não fica assim, mas vai dar certo, vamos arrumar um jeito, ah, vamos 3 dias agora de home office em casa, ah, mas seu filho tá precisando disso, tá aqui, essa pessoa vai se cercando disso porque O que aconteceu? Ela entendeu: se eu amo de fato, se eu— na verdade, ela entendeu: para eu ser amado, eu preciso estar aqui no chão, eu preciso— aquele boneco que você coloca de pé e quando você vira ele cai de novo. Essa pessoa não quer ser salva, ela quer ser amada, ok? Só que a estratégia dela para ser amada é exatamente isso, ela não tem uma outra estratégia. E o salvador tem que ensinar essa pessoa a ter uma outra estratégia de como ser amada. O salvador entende: quem ama, cuida. Só que ele confunde isso com cuidar, com salvar. E ele tá o tempo todo tentando salvar essa pessoa. Ele não quer de verdade que a pessoa resolva tudo, porque se resolver acaba a graça. Eu quero que— vamos resolver até um determinado ponto, aí você continua e a gente fica nesse rolê aqui. Só que essa pessoa tem esse comportamento com os pais, tem comportamento funcionário, tem gente que tem um comportamento salvador que só acha cliente que é tranqueira para que essa pessoa fique demandando energia. O cliente que chega e não implementa: não, deixa que eu vou te salvar, deixa que eu vou lá te salvar, eu vou fazer para você. "e essa pessoa fica completamente travada." Então olhar pra essa relação começa a te dar um diagnóstico. Eu ajo como vítima ou tô agindo como salvador?

Kaique Editor:E isso pode... Essa coisa do salvador, ela pode ser confundida com: "Ah, esse cara, ele é muito humano, né? Puts, ele é bondoso, ele é um líder humanizado." Pronto, agora essa pessoa tem a faca. Humanizado é muito bom, né? É uma coisa que soa bem, você fala assim: "Esse cara é muito humano." Aí o que acontece?

Wendell Carvalho:Aí alimenta a tua vaidade. Aí todo mundo vai bater palma pra você. "Olha só o Lucão, olha o Kaique, pararam a vida deles pra ficar com o pai, com a mãe." Todo mundo vai bater palma. Sim. Porque é uma construção de uma sociedade disfuncional, uma construção de uma sociedade que tem laços completamente desregulados, e quando alguém para pra fazer o que é errado, essas pessoas aplaudem. Porque as pessoas não têm a menor ideia do que é fazer de outra forma. Então é exatamente o que acontece. É um líder humanizado. Aí o que acontece? O time vai desfarelando, o resultado não vai vindo, E aí, em vez de ter que agir com 1, 2, 3 pessoas que são as vítimas, ele vai chegar num ponto que ele vai ter que demitir as 45 pessoas do setor, as 45 pessoas da empresa, porque a empresa quebrou. Então é sempre a lei de qual é o mal menor. Qual é o mal menor que eu posso fazer para que eu possa ter o maior ganho para todo mundo? E muitas vezes uma pessoa pensa: "Ah, mas se eu for lá e falar, o cara vai achar ruim. Se eu for lá e tiver uma conversa dura, ele vai achar ruim. Se eu for mais incisivo, ele vai achar ruim." E aqui vem um processo, né? Como é que eu faço essa vítima sair desse lugar Eu preciso primeiro entender por que eu tento salvar essa pessoa o tempo todo. Porque tem muita gente que acha que vai salvar para se tornar uma pessoa altruísta, uma pessoa que se dedica à outra. Mas e se lá no fundo do coração, e é isso que Cristo quer saber de nós, onde está o nosso coração? E se no momento que eu vou lá salvar, na verdade naquele momento quando eu acabo de fazer, eu no meu coração, eu não digo isso, mas eu penso: "Cara, como eu sou um ser humano bom!" Acabou, você fez pela sua vaidade. Você não fez pelo outro. É a mãe que vai lá e faz pelo filho porque, na verdade, ela tá com medo de ser vista como uma mãe ruim. Então, o colaborador que— você entende? Então, a pessoa não tá fazendo de fato pelo outro. Até na hora de ajudar o outro, faz por ela. E aí, é só a vaidade daquela pessoa.

Kaique Editor:Isso é uma armadilha forte.

Wendell Carvalho:Muito, porque não é o que você faz. É entender aonde tá o teu coração na hora que você faz alguma coisa. É onde tá o teu coração na hora que você faz alguma coisa. Quando você entende isso, tudo começa a mudar. Já falei isso antes, né?

Kaique Editor:Então você vira um falso herói aí, na verdade.

Wendell Carvalho:Um falso herói, exato. Então assim, por que que eu quero chegar nesse número? Por que que eu quero ter essa coisa? Se você descobrir onde é que tá o teu coração, muita coisa muda. Então, por exemplo, com a minha conversão, uma das coisas que mais mudou foi olhar para minha vaidade, o quanto eu era vaidoso, mas muito vaidoso. E aí, como eu usava os elementos ao meu redor simplesmente para alimentar mais a minha vaidade, E isso é um processo muito duro, porque com isso eu deixei de postar coisas que eu postava, porque eu postava porque era vaidade. E com isso ficou mais difícil para eu poder vender, mas sabe, num determinado momento ficou bem mais difícil. Então qual o ponto? Eu precisei olhar para isso. Vou te dar um exemplo, que é o que importa hoje, tá, o nosso coração. Fui fazer, fui para um treino de jiu-jitsu com Thales, tem um tempo isso. E falei, beleza, minha empresa fatura cento e poucos milhões por ano, a do Thales já na época faturava 300 e pouco, ele tem uma empresa maior que a minha. 'Mas eu vou de Lamborghini, porque ele não tem um carro de R$4 milhões e tanto de reais.' Esse foi o meu pensamento, cara, sério. Peguei a chave, cheguei na porta, eu falei: 'Por que que eu tô indo de Lamborghini? Por quê? Onde tá meu coração?' Voltei, peguei o carro mais simples, fui para o jiu-jitsu, parei o carro longe para chegar a pé. Se eu não olho para onde tá meu coração, isso é um problema. Outro exemplo: Um grande colega que adora relógio, eu tenho uma coleção de relógio, chegou em casa e ele tava lá na mesa da sala, fui lá na minha gaveta, abri pra pegar o relógio, falei: "Cara, vou pegar o meu relógio mais caro." Por quê? Eu não falei: "Vou pegar o relógio que ele vai curtir mais ver, pô, que a gente vai pirar, vou pegar os 4 ou 5." Ou até mesmo: "Vou pegar esse caro pra ele olhar, porque ele vai gostar." Não, por que eu pensei: "Vou pegar o meu relógio mais caro"? Naquele momento eu fechei a gaveta e fui lá encontrá-lo sem relógio. Falei: "Pô, tá sem relógio? Tá pelado, né?" Ele fez: "Não, pô, não tô usando nada hoje." Então, aonde tá o teu coração? Por que que você faz o que você faz? Não é o que você faz, é o porquê você faz. Essa é a coisa mais importante, as pessoas se perdem em relação a isso. Então Salvador tem que se perguntar: por que que exatamente eu tô fazendo isso? Porque eu não quero ser visto pelos outros como um filho ruim? Vaidade. Por quê? Porque eu quero salvar, porque quem ama salva? Ou quem ama cuida, que é uma coisa completamente diferente? Só que nesse rolê todo, vamos explicar como é que a gente sai disso, ainda tem lá o perseguidor. Que que é o perseguidor? É a pessoa que ela tem a seguinte crença: se eu não pressionar, nada acontece. Se eu não tiver aqui dando pressão, cobrando, acompanhando, nada acontece. Então aquela pessoa que tem um comportamento agressivo-passivo, é aquela pessoa que tem um comportamento incisivo em relação às outras, que normalmente faz o clima pesar em relação às conversas. Então normalmente essa pessoa ela surge no rolê mais ou menos assim, porque lembra que chama Triângulo do Drama. Temos o drama da vítima, temos o drama do salvador. Aí o que acontece? O salvador começa a se desenvolver, tá ouvindo o nosso podcast. A vítima começa a se desenvolver, as pessoas estão se desenvolvendo, o pessoal foi no Protagon e tal. O salvador começa a sair do rolê para viver a vida, a vida épica dele. Do nada aparece alguém falando assim: vocês têm irmãos? Tem irmão? Maravilha. Do nada, qual que é o nome do seu irmão? Pedro. Pedro. Do nada aparece alguém falando assim: "Lucão, e o Pedro? Você não vai fazer nada pelo seu irmão? Porque você tá tendo sucesso, beleza, mérito seu, mas como fica o seu irmão? O que que você vai fazer por ele?" Esse é o perseguidor, porque ele aparece dentro do drama para gerar medo, culpa e vergonha. Ele vai gerar medo, culpa e vergonha. Nesse momento, quando você começa a pensar no seu irmão, pô, aí você começa a pensar assim, até você até pensa: "Pô, mas ele tem que resolver as coisas dele e tal, não sou filho dele, não sou pai dele e tal." Mas começa a gerar dentro de você medo, começa a gerar culpa. E você começa a fazer—

Lucão Zafra:Será que eu deveria estar fazendo alguma coisa pelo meu irmão?

Wendell Carvalho:Exatamente, começa a ficar envergonhado. Pô, tô aqui, chegamos aqui em Milão agora pra não sei o quê, jogo da Champions League, ou então eu tô indo lá em Roma no Coliseu e você fala: "Pô, será que meu irmão vai ver?" Pronto, você se sente culpado. Ali tem uma trama, um drama relacional acontecendo. Então o perseguidor, ele tem essa função. Ele gera pressão e ele quer gerar medo, culpa e vergonha nas pessoas. Pra quê? Pra dominar e controlar as pessoas. Seja pra cima do salvador ou seja pra cima da vítima. Aí a conversa dele com a vítima é mais ou menos assim: "Mas vai ficar aí todo triste? Olha o tanto de oportunidade que você tem, porque eu na minha época fazia desse, desse e desse jeito, agora você tem tudo na sua vida e você não faz nada." Então é um discurso que não ajuda em nada, cria-se um clima de merda e essa pessoa, o que é curioso, as pessoas do triângulo até se movem por um tempo, mas elas movem por medo, culpa e vergonha. E se eu me movo por medo, culpa e vergonha, eu vou voltar para o padrão anterior em menos de 7, 10 dias. E essa pessoa tem o alimento dela. Por que que ela quer? Ela quer gente para pressionar. Então ela não consegue ter um outro papel se ela não tem um nível de consciência. Vou explicar quais são os 3 papéis que eles têm que virar aqui. E essa pessoa fica nesse drama com a Demais. Então quem que normalmente fica no papel de perseguidor? Pessoas coléricas, pessoas sanguíneas, que já tem uma tendência natural disso. Só que são pessoas que criam climas e relacionamentos horrorosos ao seu redor se ela não consegue corrigir esse processo, entende? Então vamos lá, a gente tem a vítima, a gente tem o salvador e a gente tem o perseguidor. Agora, a esquizofrenia. Olha a esquizofrenia. Discussão de relacionamento que vocês tiveram com suas mulheres nos últimos tempos, é porque todo mundo tem alguma coisa ali de algum nível, né? Aí você chega em casa e aí talvez Você chega em casa e a tua esposa diz assim para você: poxa vida, mas a gente não tem mais tempo junto, sabe? Tudo tão difícil para mim, você não me apoia, é difícil, é complicado. Eu só tô te pedindo para que a gente possa ter tempo junto, não tô te pedindo nada, porque olha só, eu que aqui com a nossa filha, olha que tal coisa, olha como é que é difícil para mim. Qual papel ela tá?

Kaique Editor:Ela tá de vítima.

Wendell Carvalho:É difícil para mim, é difícil para mim. Aí você vai para que lugar normalmente? Você vai para Salvador? Ou você vai perseguidor. Porque o perseguidor diz: pô, mas eu tô tentando crescer lá no grupo, você não tá vendo? Pô, eu virei sócio agora, pô, que loucura! Porque assim, pô, você quer que eu faça o quê? Você quer que eu abandone tudo? Ou você vai para o lugar: ô meu amor, não fica assim, calma, a gente vai resolver. Ai meu Deus do céu! Para onde você vai?

Kaique Editor:E qual que é o certo?

Wendell Carvalho:Calma, porque aí vem a esquizofrenia. E olha que a esquizofrenia é o seguinte: aí você vai lá e você tenta chegar nesse lugar. Então vamos supor Que você chega lá e você tenta ir pro lugar de salvador. E você tenta lá acolher. Quando você vai pro papel de salvador, ela sai da vítima e vai pro papel de perseguidor. Ela te empurra e fala assim: "Porque é sempre assim. Porque é desse jeito que você faz. Aí o que acontece é que agora a gente tá aqui e de novo tem que fazer tal coisa. Porque eu não aguento mais, eu não sou sua mãe. Eu fico repetindo as coisas, tal, tal, tal, tal, tal, tal." Aí pronto, você tava no salvador, ela saiu da vítima e foi pro perseguidor. Aí agora você sai do salvador, você vai pra vítima. Meu amor, mas o que que você quer que eu faça?

Lucão Zafra:Aí vira um ciclo, a discussão vira um ciclo que vai trocando.

Wendell Carvalho:Daqui a pouco você fica lá se humilhando, meu Deus, mas não sei o quê, não sei o quê. Aí ela fala assim: calma, amor, a gente vai resolver. Ela te abraça, ela foi para Salvador. Loucura, loucura. Os casais não tem a menor ideia que isso acontece, isso é um processo completamente esquizofrênico, ninguém sabe que papel está naquele momento. E exatamente a mesma coisa acontece nas empresas com alguns colaboradores, com a relação de líderes e liderados, exatamente a mesma coisa. Só que as pessoas se separam, as pessoas demitem pessoas, as pessoas fecham, acabam com sociedades porque elas não entendem qual papel cada um está. O nome do triângulo é Triângulo do Drama. A gente trabalha isso profundamente dentro do Protagon, as pessoas têm que ir lá para viver essa experiência. O nome do triângulo é Triângulo do Drama, mas qual é o ponto? Eu preciso sair do drama, mas não é sair do triângulo. Aí vem a loucura, não tem como sair do triângulo.

Lucão Zafra:Não tem como?

Wendell Carvalho:Não, você tem que acabar com o drama. Então imagina o seguinte, Estamos na época da Copa do Mundo, tem as figurinhas da Copa do Mundo, né? Então você tem a figurinha do perseguidor, você tem a figurinha da vítima e do salvador. Você vai virar essas figurinhas e eles vão se tornar outros personagens na mesma casa. Então o que isso significa? Eu sou a vítima, ou eu lido com a vítima. A vítima tem que deixar de ser vítima e virar criador. As perguntas que a vítima faz definem como ela age, o mundo interno dela.

Kaique Editor:Fecha esse ciclo do casal discutindo aí pra gente entender onde isso se encaixa, né?

Wendell Carvalho:Tá, tá, tá, mas vamos lá então. Eu, eu... Porque são duas coisas. É você interagindo com o outro ou você num papel.

Lucão Zafra:Tipo assim, esse ciclo, ele só se acaba se os dois entenderem do processo ou um só já consegue...

Wendell Carvalho:Não, um só... Isso é uma coisa que eu falo direto no Protagon. Nenhuma revolução começou com duas pessoas. Ah, isso aí. Toda revolução começa com uma só.

Lucão Zafra:Então, ó, você que tá assistindo aí... Você consegue acabar com esse ciclo, com esse drama sozinho.

Wendell Carvalho:Exato, exato. Você consegue ter grandes avanços. Óbvio, se você compartilhar, compartilhe isso aqui com seu marido, com sua esposa, compartilhe com mais amigos esse nosso rolê todo aqui, esse nosso encontro aqui. Mas você consegue manipular o processo unilateralmente, porque não existe uma dança se os dois não quiserem dançar. Entendi. Entende? Você pode conduzir. Aí o que acontece então? Vamos supor que você tá— Vou primeiro A pessoa se identificou: "Caramba, eu sou tal papel nas relações." Eu vou explicar como é que você sai disso. Primeira coisa é a gente virar essas cartas, as 3 cartas ali, porque tem um revés. Então o revés da pessoa que está no papel de vítima é se tornar um criador. "Como é que eu mudo isso, Wendel? Tenho que sair de vítima e virar criador?" As suas perguntas internas têm que mudar. Então as suas perguntas internas que você fica rodando o tempo todo dentro da sua cabeça, 'Como eu posso fazer para ser salvo pelas outras pessoas?' 'Por que que para mim as coisas são tão difíceis?' 'Por que que para mim nada dá certo?' Essas são as perguntas primárias da pessoa que está no papel de vítima. Se eu viro o criador, as perguntas mudam. Essas perguntas são perguntas do tipo agora, poxa, as perguntas são: 'Como é que eu posso fazer uma micro coisa hoje que dependa só de mim?' 'Como é que eu posso fazer para ser grato pelo que acontece?' e achar recurso para que eu possa fazer e não mais depender do outro. Quais são 3 coisas que volta e meia eu dependo dos outros que eu tenho que parar de depender para que eu possa desenvolver uma skill, uma habilidade de realmente desenvolver isso? Quando me vitimizo, eu tô fazendo isso para ser amado por quem e de que jeito? E qual é uma nova forma que eu posso fazer para ser amado por essa pessoa? Então, em vez de ser amado porque eu caio, eu posso ser amado por alguém que gera resultado e mostra o resultado para aquela pessoa. A pessoa vai te amar também. Só que é louco, ela vai te amar se ela entender que ela não precisa mais salvar. Porque muitas vezes quando a vítima deixa de ser vítima, o salvador fala: "Tá, o que eu faço com você agora? Eu vou te salvar como?" E essa pessoa vai buscar salvar alguém na empresa, vai buscar salvar alguém em outro lugar. Então o papel tem que virar. E como muda o papel? O papel muda quando eu mudo as minhas perguntas, quando eu mudo o meu diálogo interno. O papel muda dessa forma. Então a pessoa Pessoa se cura ao longo de um processo como esse. Óbvio, isso aqui eu precisaria de umas 3, 4 horas para falar só sobre isso. A gente tá dando um overview. Sim, a gente vai agora para Salvador. O Salvador, ele deixa de ser Salvador, ele vira treinador. Qual é o pensamento do Salvador? Eu preciso resolver o problema das pessoas, eu preciso tirar dor das pessoas. O treinador não pensa assim. Você tem que pensar como personal trainer. Então agora é o seguinte, não é mais como eu salvo ou como eu resolvo problema da pessoa, eu vou treinar. É como que a pessoa pode fazer para resolver o problema. Isso aqui mudou minha vida e salvou minha vida financeira, porque eu comecei a virar para o meu pai e falar: "Pai, como é que você pode fazer para resolver esse problema? Porque você é meu pai e você é foda na sua hora. Eu lembro de você lá atrás, quando você resolvia tal e tal coisa lá no jardim, não sei o quê, lá em Cuiabá, quando a gente morava lá. Ah, como é que você pode fazer?" Então, em vez de ir lá e resolver, eu comecei a fazer perguntas para o meu pai, como é que ele poderia resolver. Perguntas para minha mãe, perguntas para minha irmã, perguntas para as pessoas. Só que isso, quando eu fazia essa pergunta, doía aqui dentro de mim, porque eu falava: "Cara, eu tenho que resolver." Eu já sei, né?

Kaique Editor:Eu já sei.

Lucão Zafra:É muito mais fácil, né? Você fala: "É muito mais fácil você fazer uma pergunta, sair lá e resolver pra pessoa." Sim, e aí qual é o ponto?

Wendell Carvalho:Na maior parte das vezes, a pessoa não está... Na maior parte das vezes, você está resolvendo algo não é porque você ama a pessoa, é porque você quer acabar com o desconforto pra você. Olha que loucura. Eu consigo conviver com alguém que está sofrendo e permitir que ela sofra durante 20, 30 dias até que ela resolva o mesmo problema? Isso é um clássico. É um clássico.

Lucão Zafra:Chegar em casa, sua mulher te fala 3, 4 problemas que ela teve durante o dia e na sua cabeça é tipo assim: "Pô, cara, isso não é um problema, era só fazer isso, isso, isso." É, ela... Você tá resolvendo por ela, cara.

Kaique Editor:Só que se você fizer isso, vira uma brigaiada.

Lucão Zafra:Vira uma brigaiada, porque você tá resolvendo por ela, ela não quer resolver.

Kaique Editor:Ela queria às vezes um som, um ombro amigo.

Lucão Zafra:Ela não quer que você resolva.

Kaique Editor:Ela não quer que você resolva.

Wendell Carvalho:Mas aí entra a questão da pessoa... Virar a chave, vira a carta, e ela se torna o treinador. O treinador muda as perguntas. As perguntas é: como é que eu faço para resolver o problema? A pergunta anterior do Salvador: como é que eu faço para resolver o problema? Como é que eu faço para tirar a dor das pessoas? Como é que eu faço para— para com essas perguntas e dê outra. Como é que a pessoa pode fazer? Qual habilidade que você pode buscar hoje? E comece a fazer perguntas que leve a pessoa para um lugar de— você vai acolher, você vai ser amoroso, mas você vai colocar para que essa pessoa faça. Porque o que que o Salvador faz? Ele agacha com o peso da vida e ele fica forte e a vítima fica fraca. Então é normal um salvador ter ao redor dessa pessoa muita gente fraca. Tem salvador que, quando a gente encontra o aluno do Olimpo e tudo, o cara é forte, ele tem um monte de habilidade, um monte de skill, um monte, ele é foda. Só que os pais e os irmãos estão todos fracassados, os funcionários estão todos fracassados porque eles não desenvolvem habilidades. Porque quando fica pesado, metaforicamente, ele pega e agacha. Então ele é um bodybuilder, ele é o fisiculturista, e os caras todos são, sei lá, pessoal da Somália, entendeu? E aí fica pesado pra ele, e quanto mais fica pesado, mais ele desenvolve habilidade. E aí ele vai gostando disso, porque ele se sente necessário. E aí é uma grande prisão. Eu prendo pessoas ao meu redor, eu me sinto amado porque fulano resolve. Se eu for pra outro lugar, eu não me sinto preparado, então eu fico. E essa pessoa começa a virar um hospital de gente emocionalmente doente, que talvez não estava doente, ele fez, ela fez as pessoas ficarem doentes. Então eu tenho que ir para o treinador. Então pensa comigo, você virou um personal trainer, você não agacha mais, você pergunta como é que a pessoa pode fazer, você mostra como é que ela pode fazer, mas você está proibido daqui para frente de ir lá e fazer pela pessoa. Esse é um processo importantíssimo. E a gente vai para a última virada de carta, que é quando a pessoa deixa de ser perseguidora, ela vira um desafiador. É a pessoa que não persegue mais, porque o perseguidor quer gerar medo, culpa e vergonha. Você vai ser um desafiador. O que isso significa? A tua postura, ela ainda é uma postura intensa, mas é uma postura que agora vai ser amorosa, intensa, mas vai ter limites claros, vai ter regras claras. Porque a pessoa que tá no perseguidor, a pessoa faz isso muitas vezes, inclusive sem saber, para alimentar a tua vaidade. Ou seja, eu vou diminuir, eu vou cagar na cabeça dessa pessoa, eu vou destruir essa pessoa numa reunião "Eu vou falar que eu tô pensando no bem da empresa." Mas aquela cagada que você deu naquela pessoa, aquela mijada que você deu, não resolveu nada. A pessoa saiu péssima dali, todo mundo ficou num clima de bosta, ninguém aprendeu nada, e você sai se sentindo bem, e ainda dizendo: "Se não for eu, nada funciona." É só sua vaidade. Então, como é que isso muda? A pergunta ali é, pergunta primária: "Se eu não ficar..." As frases primárias: "Se eu não ficar pressionando, nada funciona." "Se eu não ficar cobrando, as pessoas não dão o melhor." "Se eu não ficar o tempo todo..." Essas são as perguntas primárias. Tem que virar essas perguntas. As perguntas novas são agora: eu faço acordos claros e amorosos, com limites muito bem definidos. Então, o que isso significa? A pessoa tá vendo isso daqui e já tá pensando: ah, tem um fulano que não fez o que eu esperava, tem meu marido que não faz o que eu esperava. Chega lá, a tua energia tem que ser diferente, porque não é o que você fala, é como você vai falar. E quando você chega lá e vai falar de uma forma diferente, agora é o seguinte: amor, olha só, eu espero que a gente consiga esse nível de resultado, "Quer a gente ter uma mudança no nosso relacionamento desse jeito? E seria muito legal que você conseguisse fazer assim, conseguisse fazer desse jeito. Que que você acha? Você acha que você consegue fazer?" Tem mulher que não consegue conversar assim com o marido. "Porque se não conseguir fazer, meu amor, eu vou precisar fazer tal coisa e tal coisa." Olha o limite claro e a consequência. "Se você não conseguir fazer, eu vou precisar fazer isso, isso, isso." Essa é a consequência. Mas sem aumentar o tom de voz, sem gritaria, sem loucura. Porque se o tom de voz aumenta, a gritaria, vem esse tipo de coisa, começa a acontecer que aquela mulher ou aquele homem vai fazer. Por um curto espaço de tempo, porque fez por medo, culpa e vergonha. Aqui não, eu tô te desafiando, eu tô te oferecendo apoio, eu tô deixando um limite claro, sem mais gerar aquela simplesmente aquela mijada na pessoa para que eu me sinta bem e eu acho que outra pessoa vai mudar. Muda, você tá dando mijada em pessoas aí uma década, a pessoa não muda. Aí é muito louco, essa gente é uma questão de lógica.

Kaique Editor:Já teve pessoa assim que tá levando esse porra meia década e não muda nada?

Lucão Zafra:É, com certeza. Loucura. Até hoje eu tive uma leve conversa com outra pessoa, eu falei assim, cara, uma leve conversa, feedback ali, que eu falei assim, cara, que a pessoa falou, pô, mas eu já falei 6 vezes. Eu falei assim, cara, se você falou 6 vezes, a pessoa não entendeu, você tá falando do jeito errado, pô. Senta lá e tenta desenhar de outro jeito, que é assim que o líder lida. Não adianta ficar brigando, que é um pouco disso, né? Tipo, se você martelou 10 vezes de um jeito, o negócio não foi, acho que a gente precisa colocar estratégia.

Wendell Carvalho:Essas duas pessoas aí, a gente vai colocar ela nesse triângulo aí, refazer tudo. Manda para o Protagon, os dois.

Lucão Zafra:Gente, isso é um clássico. Ai, mas eu tentei 10 vezes. Cara, você tentou 10 vezes errado, gente, ou você tentou 10 vezes do mesmo jeito, você não tá vendo que não tá funcionando.

Wendell Carvalho:Exato.

Lucão Zafra:É tipo eu tentar martelar um prego com essa caneta, tipo, ah, eu não consigo. Porra, lógico, você tá usando ferramenta errada.

Wendell Carvalho:Exato. E aí, nesse ponto, o papel vira, e vira o papel do desafiador, do desafiante, que vai desafiar as pessoas em vez de humilhar as pessoas. O desafiante é completamente diferente da pessoa que humilha. Eu tava vendo inclusive uma minissérie, né, que tá passando agora sobre a história do Rafael Nadal, que é uma minissérie muito bacana. E o tio dele tem exatamente perfil de desafiador, não tem o perfil de humilhá-lo, mas o perfil de tirar o máximo dele, mas nunca humilhando, entende? Não é assim: olha só como é que o cara é bom, você nunca vai chegar lá porque você não tem disciplina, porque você não sei o quê. Não, o tio sabe muito bem como puxar o Rafa ao limite, como ir puxando ao limite e tudo mais. Inclusive, ele só chegou onde chegou por conta desse, de puxar o limite, que inclusive teve uma consequência para o joelho dele, para a questão da saúde articular, enfim, mas é esporte de alto rendimento. Mas o tio teve essa função de, em vez de ser aquele que humilha e faz uma criança desistir do esporte, foi exatamente o desafiador, deixando, sabe, estimulando de forma precisa, dura, e deixando limites claros. Então se você tem um perfil, que é esse perfil que muitos relacionamentos são um perfil completamente tóxico de fato, que vai destruindo a estima das pessoas, a autoestima das pessoas, e você vai percebendo que não funciona, porque você faz a pessoa, você age daquele jeito, a pessoa muda durante uma semana, 10, 15 dias, depois ela volta, não é eficiente, você entendeu? Você não construiu de fato uma transformação lá do outro lado. E aí você se cerca de pessoas que você precisa ficar nesse processo que é doentio. Quando acontece a mudança das cartas, a pessoa começa a agir diferente. Então aí entra a questão de: when do— eu estou lidando com a minha esposa que é vitimista, eu estou lidando com meu marido que está no papel de vítima, eu estou lidando com alguém que é perseguidor. Então deixa eu te dar um exemplo: se a pessoa é perseguidora e ela vem conversar com você e você não quer mais lidar com aquela pessoa perseguidora, você vai ter que deixar limites claros. Então já teve pessoas na minha vida que eu falei: "Olha só, se o tom de voz aumentar, eu vou levantar da mesa e vou sair. A gente vai conversar num tom de voz amigável. Se ele aumentar, eu saio." Porque essa pessoa não tem domínio sobre você. Quando a pessoa: "Ah, mas não sei o quê, não sei o quê..." Você levanta e vai embora. Essa pessoa fica desesperada. A pessoa fala assim: "Meu Deus, eu não tenho mais controle sobre ele. Ele tá indo embora, meu Deus!" Sabe? E aí você só volta e você vai educando essa pessoa, você vai definindo limites muito claros. Então quando isso começa a acontecer, você começa a lidar diferente com o perseguidor. Então, perseguidor, tá acontecendo isso? Ótimo. Então vamos definir uma entrega clara sobre isso. Ótimo, entrega. Então eu vou 3 vezes por semana te dar um reporte, tal horário, já estou botando na minha agenda, ok? Ótimo. O que mais? Então, com perseguidor, não aceita tom de voz alto, não aceita cobranças abusivas. Defina claramente o que vai ser entregue, quando vai ser entregue. "Então esses são limites pra poder lidar com alguém que é um perseguidor, por exemplo." E é aquela coisa, a pessoa muda a postura porque ela percebe que ela não tem entrada com você.

Lucão Zafra:Temos um perseguidor e um vitimista.

Kaique Editor:Temos.

Lucão Zafra:Claramente.

Kaique Editor:É, consigo visualizar. Ixi! É, temos, com certeza.

Lucão Zafra:Vamos colocar os dois no protagon, com certeza.

Wendell Carvalho:Amém.

Kaique Editor:Juntos, né, um do lado do outro.

Wendell Carvalho:Um do lado do outro. E aí a gente olha: "E Wendel, mas eu tenho um salvador na minha vida." e esse salvador me atrapalha. A minha mãe foi salvadora na minha vida. A minha mãe me deixava dependente. Então, o que aconteceu? Eu morava no fundo da casa da minha mãe, eu já tinha, sei lá, meus 25, 26 anos de idade, montando empresa, founder, sei lá, CEO da própria empresa, tinha um CNPJzinho de merda lá, montando meu negócio e morando no fundo da casa da minha mãe. Aí, quando a gasolina do meu carro acabava, o que minha mãe fazia? "Não, meu filho, tá aqui, ó." não precisa esperar o cliente receber, tá aqui. E aí a minha mãe, por ser boa demais, amorosa demais, ela foi destruindo a minha própria capacidade de lidar com situações difíceis. Minha mãe era salvadora no meu caso. Que como é que eu lido com o salvador? Como é que a pessoa precisa lidar com salvador? Você tem que definir limites em relação a: eu quero que você me diga o que fazer, eu quero que você me mostre caminhos, mas você não pode fazer por mim, você não pode facilitar minha vida, eu tenho que resolver esse problema.

Lucão Zafra:Você acha que a geração dos nossos pais fez ter uma geração de salvadores? Porque hoje a gente vê muito isso, né? Que os pais parece que protegeram tanto essa nova geração que essa nova geração é meio machucada, que não consegue viver os novos mesmos desafios. Por isso tem tanto marmanjo de 30 anos morando com os pais ainda.

Wendell Carvalho:Eu acho que vem a geração dos nossos avós e bisavós. Foi uma geração muito mais dura. Uma geração que exigia muito mais, uma geração de homens que não estavam tanto em casa, trabalhando pra caramba, aquela coisa toda. Essa geração criou a geração dos nossos pais, e normalmente essa é a disfunção. Quando essa geração vem, ela fala: eu vou fazer completamente diferente do que os meus pais fizeram comigo. Como se a vida da pessoa fosse uma derrota completa, entendeu? Aí essa pessoa vai completamente diferente, e óbvio, produto final, ela vai ser completamente diferente. Aí essa pessoa não entende por que que o filho não consegue bancar a própria vida, e a pessoa não consegue criar uma correlação de O meu pai, sabe, emocionalmente e tal, pô, dificultava a minha vida. Era uma treta viver lá. E aí, hoje em dia, eu fiz com que tudo ficasse mais fácil pro meu filho. Meu filho tem 27, 30 anos, não sai de casa.

Kaique Editor:Não vai querer sair mesmo, né?

Wendell Carvalho:Ele não puderam. Ele não desenvolveu a musculatura que foi necessária. Só que você lembra do que o seu avô fez e você lembra da dor. Mas você não olha pra agradecer os músculos. Beleza, agachar dói. Mas você não olha pra tua perna, ela tá gigante. Você não olha pro teu bíceps, ele tá gigante. Então você só vê a dor. Mas e o resultado positivo? Aí onde é que tá a beleza do processo? Eu vou ser o personal trainer do meu filho, mas eu não vou ser emocionalmente doente como meu avô foi. Então como é que eu posso ser não perseguidor na vida do meu filho, mas ser um desafiador? Como é que eu posso ser um, na vida do meu filho, na vida da minha filha, não um salvador, mas um treinador? Então como é que eu gero um resultado muito similar ao que foi gerado lá atrás, a parte boa, mas eu também— exatamente, exatamente. E eu não sei até que ponto, que quando a gente pensa em trauma, eu não sei até que ponto pequenos traumas não são necessários.

Lucão Zafra:Ah não, pequenos traumas são necessários. Eu sou pai e eu falo, pequenos traumas são necessários.

Wendell Carvalho:São necessários, entende? Então é da mesma forma como criar massa muscular. Não cria-se massa muscular se não tiver carga excessiva. Mas carga excessiva sem gerar uma ruptura da fibra muscular. Mas eu preciso, então o que faz o músculo crescer? Repetição com estresse, mas é um estresse coordenado. Quando eu tenho uma repetição com estresse e depois desse estresse eu tenho uma pausa de descanso do estresse e volto com mais estresse, o músculo cresce. Só que se eu tenho uma carga extremamente excessiva, eu tenho um rompimento da fibra muscular e eu tenho uma lesão. Então, como é que eu crio na vida do meu filho, do meu colaborador, das pessoas ao meu redor, um nível de estresse coordenado para que ano a ano essa pessoa vá crescendo? Ano a ano ela vai crescendo, mas sem ser o perseguidor, me tornando desafiador, sem ser o salvador. Então é definir limites claros para cada uma dessas pessoas. E quando a vítima— ah, Wendell, eu convivo com uma vítima. Ah, porque minha vida é tão difícil e tudo mais. Acolhe a vítima e pergunta: eu entendo isso, mas Marcelo, João, Ana, me diz, vamos pegar um papel aqui, vamos escrever 3 coisas que você consegue fazer aqui. Vamos escrever aqui agora. Ai, que tá difícil, eu entendo, queria matar, mas não vou matar. Vai lá, vamos escrever 3 coisas. E aí você mudou a postura com aquela pessoa. E aí você tem resultados diferentes com todas elas. Óbvio, aqui, como eu expliquei, a gente tá falando sobre isso aqui durante alguns minutos. Eu preciso de muito mais tempo para poder aprofundar. No Protagonista a gente aprofunda, mas eu quero que seja uma luz para as pessoas já, que elas saiam daqui e tenham paciência. Porque a pessoa vê e a pessoa fala assim: ótimo, peguei aqui, eu vou aplicar com a pessoa ali. Aí a pessoa fecha o vídeo e vai aplicar com alguém lá. Aí não é exatamente o resultado que deveria, a pessoa não insiste fazendo outras 2, 3, 4 tentativas. E ela fala: isso aqui não funciona, nada funciona. Não, as coisas funcionam desde que você tenha a paciência para poder aplicar isso. Quando a gente fecha esse ciclo, né, voltando para tríade, a gente tem: a pessoa resolveu as desordens emocionais, a pessoa resolveu a falta de capacidade técnica, e a pessoa resolveu as prisões relacionais. E aí eu e a Karina, a gente costuma dizer que se isso acontece, a riqueza se torna algo inevitável na vida da pessoa. A riqueza se torna algo inevitável. Eu olho para minha vida, eu não tinha capacidade técnica, eu tinha um monte de desordens emocionais e eu tinha as prisões relacionais, principalmente com os meus pais e com os colaboradores. Isso mudou completamente e a gente conseguiu construir o que a gente construiu. É óbvio que quando se destravam, outras travas vão aparecendo. Quando é que isso acaba? Nunca. Isso chama vivência, chama lapidar. Então é ir olhando para aquilo que te falta.

Kaique Editor:Mas você acha que isso aí gera a pessoa que a gente fala assim: "Pô, essa pessoa é muito bem resolvida." É porque ela tem... Você acha que ela tá numa etapa dessa tríade que elas falam assim: "Cara, ela entende todas as pontas, ela trabalha diariamente todas as pontas da melhor forma possível." Aparentemente, ela é muito bem resolvida. Ela é uma pessoa bem resolvida.

Wendell Carvalho:É, mas eu quero que vocês entendam. Vocês conhecem muitas pessoas do digital que têm audiência gigantesca, eu também conheço e tudo mais. As pessoas não são tão bem resolvidas quanto as pessoas aparentam ser. As pessoas têm problemas monumentais. Aí quando você olha para aquilo, você fala: caramba, eu nunca vou chegar nesse nível. Todas as pessoas que vocês conhecem no digital, eu conheço boa parte delas, tem um nível de intimidade com elas, todas elas têm problemas homéricos, todas elas estão fodidas em algum lugar em relação à vida delas. Então que isso seja um acalento no teu coração, não para que você nivele por baixo, mas para que você entenda: as coisas não são perfeitas como que vocês acham que são perfeitas, né?

Kaique Editor:E não tem fim, né? Sim. Eu acho que assim, ó, você vai fazer uma dieta, cara, não tem fim, é para sempre, né? Você vai fazer musculação, é para sempre. Você vai estudar sobre pessoas, é para sempre. Liderança, é para sempre. Negócio, é para sempre. Não tem uma coisa que você fala assim: "Cara, putz, cheguei no topo, né? Cheguei no topo." Jiu-jitsu, cara.

Wendell Carvalho:Não, não tem. E aí quando você olha, qual é o topo da parada?

Kaique Editor:Não tem topo, né?

Wendell Carvalho:Tem, tem buscar santidade.

Kaique Editor:Ah, beleza, tá bom.

Wendell Carvalho:Isso é, Cristo nos chama para santidade, Cristo nos chama para construir uma vida, amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo. E para fazer isso é um nível de desprendimento, porque imagina só, aí você, pobre miserável, não vou ter nada e eu vou resolver o problema. Não, tem pessoas que são extremamente apegadas e vaidosas porque tem duas panelas embaixo de uma ponte. Ah, porque o cara tem Rolex aí, porque não tem, tem morador de rua que tem duas panelas embaixo de uma ponte, o outro não tem duas panelas. O cara com duas panelas fica envaidecido, se sente superior, soberbo, soberano, perdeu toda pessoa. Não tem nada a ver com Rolex. O cara consegue fazer merda com a vida dele em qualquer aspecto. Então olha como é, como é bonito esse processo. Eu vou buscar crescer, fazer da minha vida a melhor vida possível, Uma vida onde eu quero servir, uma vida onde eu quero me lapidar, onde eu quero ser melhor para fazer melhor para os outros. Ao longo desse processo eu faço dinheiro, mas eu não deixo o dinheiro me domine. Olha que processo profundo: eu faço dinheiro, mas não deixo o dinheiro me domine. E ao longo desse processo eu vou me desprendendo desse mundo, porque o que importa é a vida eterna. Essa é a jornada, e essa é a jornada mais magnífica e mais difícil que existe. Mais difícil. Vocês são o Santo Agostinho diz nas Confissões, que é um livro maravilhoso, ele até diz, né: meu Pai, meu Deus, eu quero a castidade, eu quero ser casto, eu não quero mais ser promíscuo, eu quero ser casto, mas não agora, entende? Então eu quero uma vida muito melhor, eu quero uma vida mais virtuosa, eu quero uma vida santa, ah, mas não agora, deixa eu curtir isso daqui que eu tô curtindo. Então isso é uma jornada que pode ser, que deveria ser o nosso chamado para o resto da nossa vida, até o último dia nos lapidando para nos tornarmos ajudamos pessoas a atender esse chamado, que é chamado da santidade.

Lucão Zafra:É, mas também acredito que, cara, é bom ter esse entendimento para você conseguir corrigir a rota ou antes ou durante ou até mesmo depois, com pedido de desculpa e até entendendo o que você fez de errado. Porque realmente, na hora do ferro e fogo, você pode ter um grau de entendimento, mas às vezes você pode não— você é um ser humano. Você pode ficar irritado, pode fazer alguma coisa. Então, mesmo sabendo, você corre o risco de você cair, por exemplo, no triângulo do drama e ficar naquele triângulo 10, 20 minutos até você ter um entendimento que você tá naquele limbo e mudar o posicionamento. Então é uma coisa que, tipo assim, se é difícil você não ter nenhum desse conhecimento, imagina... Acho que tudo é treino também, né? Sim, sim. Na verdade, se é difícil você tendo todo esse conhecimento, imagina você não sabendo nada disso. E vivendo esse limbo, entendeu? Então, por isso é importante você buscar isso, porque não é que você vai aprender tudo isso e nunca mais vai brigar com sua esposa, você vai ficar rico amanhã, não. Agora você tem noção do que você precisa trabalhar para você conseguir melhorar nessas áreas.

Wendell Carvalho:Total.

Kaique Editor:Isso. E treino.

Lucão Zafra:E treino. E eu vou te falar, cara, foi muito inconsciente, mas eu posso falar até pelo Lucão, tudo que a gente fez no Grupo Primo, podcast, o tanto de gente que a gente conheceu, pessoas maravilhosas que a gente conversou, ajudou a treinar nossa mentalidade e ajudou a treinar a parte emocional. Eu lembro que lá no comecinho eu era um pouco melhor no emocional, o Lucas era um pouquinho pior e a gente conseguiu nivelar e todo mundo hoje é bom. A parte técnica foi fundamental a gente estar num ambiente como esse para a gente conseguir aprender tudo que a gente sabe. E a parte das relações, cortar alguns vínculos, alguns vínculos a gente não conseguiu cortar e vai seguindo e foi fundamental para o nosso reconhecimento. Cara, eu sou um cara que vim da periferia, do bairro dos Pimentas, morena com AB1. O Lucas teve os desafios dele na vida dele.

Kaique Editor:Tive quase nenhum, né?

Lucão Zafra:Não, desafio no sentido tipo assim, cara, todo mundo tem as dificuldades. Eu tive uma dificuldade grande financeira, o Lucas pode ter tido uma dificuldade emocional, familiar, todo mundo tem um certo ali. E todo, gente, é difícil para todo mundo. Para alguns é mais difícil, mas para os outros é difícil também dentro da realidade deles. Então tem suas tretas, seus problemas, lutas e tudo.

Wendell Carvalho:Então tipo assim, e esse eu acho que O grande desafio da sociedade hoje é as pessoas não terem nenhum tipo de habilidade de passar pelo sofrimento com dignidade. As pessoas, elas querem o céu, mas elas não querem morrer. As pessoas, elas querem a virtude, mas elas não querem a cruz. As pessoas, elas querem o shape, mas não querem a dieta. E dali canetinha de Monjaro, entende? Então, as pessoas, elas querem algo, mas elas não querem se sacrificar por aquele algo. Isso é uma das maiores disfunções Isso fere uma das principais virtudes do cristão, que é a virtude da justiça. É muito que muito custe aquilo que muito vale. É muito que custe. É Santa Teresa d'Ávila: se alguma coisa vale muito, tem que custar um pedaço da minha vida. Agora as pessoas estão cada vez—

Kaique Editor:Tem sacrifício, né?

Wendell Carvalho:Tem. E aí qual que é o ponto? O processo não pode ser o processo mental hoje em dia: como é que eu faço para sofrer menos, gastar menos tempo e tal? O processo tem que ser o oposto. "Eu vou entrar nesse troço e eu quero sofrer." Mas quem que acorda de manhã e fala: "Pô, queria sofrer." Quem que acorda de manhã e fala: "Pô, queria ser humilhado." Mas é isso, é porque eu...

Lucão Zafra:"Queria ser espancado no jiu-jitsu igual o Kogu hoje." Porque quando você conversa para a massa, é muito impopular você falar do sofrimento. Sim. Vai falar que você, tipo assim, cara, para você chegar onde você chegou, você teve que trabalhar de 14h às 16h, às vezes até 18h por dia. Pô, que você não foi no aniversário da sua mãe, que você esqueceu até de dar feliz Dia das Mães para sua mãe que você estava ferrado fazendo alguma coisa, porque você não foi na apresentação na escola dos seus filhos. Isso é muito impopular falar, mas todo mundo quer ver você com carro bonito, festa, viagem. Mas vai falar do impopular que você teve que sacrificar para ter algum ganho, alguma coisa.

Wendell Carvalho:E isso começa nas pequenas coisas. A pessoa fala: "Mas por onde eu começo?" Começa fazendo o que todo cristão precisa fazer. Isso é muito profundo, é muito simples, mas não é confortável, que são as mortificações. É fazer morrer dentro de você aqueles, aquelas buscas que você percebe que você quer muito, mas que vai enfraquecendo teu coração e teu espírito. Então, Wendell, como assim mortificações? Coisas simples. Você chegou no lugar, você quer muito comer uma sobremesa e você percebe que você só tem direito em comer sobremesa no restaurante, chega lá e fala: meu Pai, meu Senhor Cristo, é por ti, não vou comer essa sobremesa. Vê todo mundo comendo sobremesa, você não come, fala: estou fazendo morrer em mim, ou seja, mortificar Essa vontade. Ah, Wendel, sou super preguiçoso. Coloca lá o despertador para fazer o treino e usa o que São José Maria Escrivá diz, que é o minuto heroico. Aquele minuto você tá na tua cama, despertador tá tocando, você fala: minuto heroico, é o minuto de um herói. Você levanta e você vai lá fazer a sua atividade física. Bota uma meta, faz isso por 7 dias só, não precisa fazer durante 1 ano, só 7 dias. Começa a fazer morrer os pequenos confortos, começa "Ah, eu quero fazer isso que vai ser super confortável." Não faça. Busca o caminho de maior resistência. Porque negar uma sobremesa, o não tomar tantas cervejas, vou tomar só metade. Pô, queria chegar no restaurante e descer sei lá quantas garrafas de vinho. Não, eu e o Karim vamos tomar uma taça de vinho hoje à noite. Vou ter que gerenciar isso daqui. que vontade de terminar esse vinho e pegar uma outra taça. Eu vou mortificar. Aí você desenvolve a virtude. Total. E aí você— O mundo deixa de ser um problema, porque você começa a fazer do mundo esse grande playground, esse grande parque de diversões, e você vai desenvolvendo as virtudes ali.

Lucão Zafra:E eu vou até falar uma coisa impopular, cara. Você que tá aí: "Pô, mas aí eu não posso ir para uma festinha, não posso ir para o show." Cara, você até pode, mas dificilmente você vai enriquecer fazendo isso, porque se você não abrir mão do agora para você ter o futuro, não vai rolar. Pois é. Você não pode. Se você quer: "Meu objetivo é enriquecer." Cara, você não vai poder sair com seus amigos no final de semana para ir para balada, você não vai poder fazer um churrasco, você vai ter que sentar a bunda, estudar e trabalhar para cacete, senão não vai dar certo, senão você vai continuar na mesma vida que você não gosta hoje, que às vezes você pega transporte público, você não aguenta mais, às vezes você mora num apartamento de 20 e poucos metros quadrados num bairro horroroso, você não gosta mais, você vai ter essa mesma vida para sempre porque você não está disposto a abrir mão do prazer momentâneo para ter uma glória no futuro.

Wendell Carvalho:E isso que a pessoa— e cada um agora está vivendo exatamente a vida que essa pessoa merece. Isso é complicado porque a pessoa tá ali, qual que é o ponto? Quando fala de merecimento, é o quê? É uma energia mística, cósmica? Não, é eu mereço porque eu tomei decisões difíceis que exigiu do meu coração, exigiu do meu conforto, exigiu da minha vaidade. E para— porque eu tomei essas essas decisões, porque eu paguei esse preço, eu chego lá na frente, eu mereço aquilo que eu estou vivendo agora. E a pessoa olha para vida dela e fala: tá, mas o que que eu tô fazendo agora que a minha vida está desse jeito? Não é o que você tá fazendo agora. A vida que você tá vivendo hoje é reflexo das decisões que você tomou 2, 3, 4, 5 anos atrás, ou até do ambiente que você viveu. Você não é refém de ambiente. Eu vivi, meu pai, minha mãe tiveram momentos terríveis dentro de casa, com drogas, com um monte de coisa super complicado e tudo. Então eu 'Eu vivi aquilo lá atrás, mas eu vou olhar para o meu passado e definir que é meu destino?' Não, eu tenho um livre-arbítrio, Deus me deu isso. Eu preciso escolher a partir de agora. É mais difícil quando existe uma família disfuncional? Em alguns níveis é. Em outros níveis, muitas vezes aquilo serve como o treino emocional que você precisou para avançar para algum lugar. Então olhem para a situação de vocês e perceba: 'Poxa, eu quero merecer uma vida melhor, quero ser digno de uma vida melhor.' Ótimo. Então qual é o preço que eu preciso pagar agora de decisões? Tem gente que tá com agenda lotada, agenda lotada e tudo mais, e não tem, não para para como é que eu pego esse conhecimento, empacote no treinamento digital para que as pessoas possam ter acesso. Ah, mas isso vai ser desconfortável, não sei como fazer. Pois é, então você não merece a liberdade de tempo, você não merece os R$300 mil por mês, não é merecedor. Então fica onde você merece agora. E isso é indigesto, mas tem que deixar que isso cutuque ali, porque essa dor que vai fazer a transformação É isso aí, muito bom.

Kaique Editor:Que aula, Wendel! Obrigado, cara, teve muita aula, conteúdo para caramba.

Lucão Zafra:Assim que é bom, né?

Kaique Editor:Fala um monte de coisa, pouca pergunta, né, cara?

Lucão Zafra:Que aí tira a responsabilidade da gente. Totalmente.

Kaique Editor:Wendel, quem não te conhece, né, quer conhecer mais até, me diz aí como é que te encontra, como é que te segue?

Wendell Carvalho:Wendel Carvalho no YouTube, Wendel Carvalho no Instagram, Leandro Carvalho em TikTok, tem tudo lá e tal. E principalmente no Instagram, onde a gente produz bastante conteúdo. YouTube, a gente tá... Lucão tava me puxando a orelha aqui que a gente tem que voltar a produzir bons vídeos no YouTube. Por favor. Porque já produzimos bastante coisa, 3 milhões de inscritos lá. Mas principalmente, se você ouviu isso e te tocou e você percebe: "Caramba, eu quero mais. Eu quero mais disso. Eu quero beber nessa fonte. Eu quero me aprofundar. Eu quero lapidar a minha vida. Eu quero criar uma família rica de fato em todos os aspectos." Vai no link da minha bio, tem lá Protagon, imersão de 3 dias maravilhoso. Aí vou até fazer uma parada aqui, tá? Claro, quem for no link da bio, qualquer Protagon, em qualquer momento, você falar no link da bio, vai ter em algum lugar lá para falar com meu time, na página de venda do Protagon, sei lá. Se você chegar no meu comercial lá e falar: eu quero desconto do que eu vi lá no Primo, no PrimoCast, tá bom, tá bom, o time vai ter um desconto que não tá na página. Pensei nisso agora, fechou, fechou essa parada, tá? Fechado. Então, Protagon é um caminho maravilhoso para vocês poderem estar lá ou Imersão Sprint Digital para criar o produto digital. Enfim, está tudo no link da bio do Instagram.

Kaique Editor:Fechado? Fechado.

Lucão Zafra:Pessoal, e se você não é inscrito aqui no canal, se inscreve, dá uma olhadinha aqui embaixo, às vezes você não percebeu que você não é inscrito. Dá 5 estrelas no Spotify.

Kaique Editor:Isso mesmo.

Lucão Zafra:Aquele grande abraço. Até o próximo episódio. Valeu!

Wendell Carvalho:You can't reason with the sun.

Lucão Zafra:Trust us, we've tried.

— Anúncios inseridos dinamicamente —

Wendell Carvalho:You're welcome.

Lucão Zafra:Columbia, engineered for whatever.

Wendell Carvalho:There's a new way to Sweetgreen. Meat wraps, handheld, hearty, and made for life on the move. With bold chef-crafted flavors, fresh ingredients, and over 40 grams of protein, they're built to satisfy without slowing you down. Try wraps today in the app or at order.sweetgreen.com. Available at all participating locations.

Anunciantes2

AGF

Super combo do investidor endgame (Método Barsi, MBA, carteiras recomendadas Finclass, Do Mil ao Milhão, Viver de Renda)
external

BARSI + PRIMO RICO

external