PrimoCast 536 | COMO MAURÍCIO MEIRELLES GANHA DINHEIRO FORA DOS PALCOS
SP: GARANTA SEU ACESSO À FINCLASS COM 30% OFF: https://finc.ly/0845258ec2
COMPRE REISE USANDO O CUPOM "PRIMOCAST" PARA 15% OFF (em compras >R$497): https://www.reise.com.br/s/mauricio
No PrimoCast de hoje, recebemos Maurício Meirelles, o humorista, publicitário e empresário para conversar sobre como ele ganha dinheiro além dos palcos. Do stand-up ao Achismos, da agência de criação às palestras, Maurício revela como transformou sua criatividade em diferentes fontes de receita.
Ele também abre o jogo sobre sua relação com dinheiro: o medo de perder tudo, o hábito de guardar parte do que ganha, os prejuízos com um bar e uma cobertura e a importância de investir para ter liberdade de falar o que pensa.
Uma conversa sobre humor, empreendedorismo, investimentos e os bastidores de uma carreira em que uma piada pode gerar tanto dinheiro quanto dor de cabeça.
Inscreva-se no canal e conte nos comentários: você já conhecia o lado empresário do Maurício Meirelles?
Hosts: Kaique @kaique.editor e Lucão @lucaszafraa
Convidado: Maurício Meirelles @maumeirelles
Sua marca no PrimoCast: publicidade@timeprimo.com
- A relação dos comediantes com o dinheiro e a educação financeiratabu de falar sobre dinheiro·medo de perder tudo·administração do dinheiro·falta de educação financeira de berço
- Experiências de Maurício Meirelles com investimentos e negóciosprejuízos com bar e cobertura·investimento em imóveis·conservadorismo financeiro·liquidez e segurança
- A relação entre comédia, política e o cenário atual das eleiçõescríticas a políticos e o contexto·isentismo e iconoclastia·engajamento através de polêmicas·rejeição de candidatos e falha democrática
- As diversas fontes de receita de Maurício Meirelles além dos palcosagência de criação Dromedário·eventos infantis Kids House·canais de YouTube como Achismos·palestras sobre criatividade
- O processo criativo de Maurício Meirelles para novos formatos de comédiaWebbullying e Facebullying·Achismos e Geração Z·Três Continentes e humor livre·show interativo com QR code
- A experiência de Maurício Meirelles com especial de comédia na Netflixprocesso de curadoria e produção·impacto da pandemia no lançamento·valor de branding e não financeiro·restrições contratuais de exclusividade
Tá começando o PrimoCast, o podcast oficial do Grupo Primo. E no programa de hoje, Kaique, vamos falar aqui com Maurício Meirelles. Ele que é humorista, é publicitário de formação, já tem mais de 8 milhões de seguidores, já fez TV, fez CQC, já foi para Globo, não sei o quê, tem programa com o Zuckerman, já passou em tudo que é lugar, fez um monte de coisa, tá fazendo agora até debate, cara, até debate político ele tá cobrindo agora.
Mas será que ele tá fazendo tudo isso porque ele não conseguiu juntar aquele patrimônio grande vende para ele se aposentar.
Será que ele tá rico?
Eu não sei, cara.
Será que o Albani veio aqui, ele fica todo, ai, não sei o quê, mas ele tá rico, né? O Thiago Ventura veio aqui, ele tá ricão. Eu lembro que tava ricão desde aquela época.
Rafinha Basso veio aqui também, tá ricão.
Rafinha Basso, será que ele tá? Ele fica choramingando também, né?
Ah, mas ele é reclamão, é diferente.
Ai, o meu aluguel! Aí ele fica com uns papinhos assim, né?
Meu aluguel em Nova York.
Eu não caio nessa não, cara. Eu não caio nessa não. Maurício, obrigado, cara, tá vindo aqui falar com a gente.
Não tô rico, não, porque vamos lá, estamos no Brasil. Começar falando, tô muito rico, Galera, e meu endereço é Rua Aurélia de Moraes, aí 5 e meio sai, chave, ó, ela fica embaixo do extintor. Se você virar 3 vezes, amassar, é uma pedra falsa, né? Pois é. Mas os cara chega aqui, eu vi o Albano outro dia fazendo, o Albano falou umas parada aqui que eu falei, cara, o Albano tá falando isso daí de imóvel, né, que ele compra, ele vem aqui e fala, não, eu sou milionário e tal.
Eu falo, pô, construindo uma casa, tô com muito dinheiro. E eu ando com muito dinheiro sem segurança, hein, galera, falando assim de boaça assim. Então tudo que você falar para mim, eu vou jogar para o cara, não sei nada de investimento, fodido. Que é a tática Romário, né? Que assim você não paga pensão. Você vai nos lugares e fala, cara, tô fodido, velho, tô fodido. Aí ninguém cobra. Não, tô fodido, tô fodido, velho. Eu vim aqui para aprender a fazer meu primeiro milhão.
Tô zerado. O cara vem com os bolsos para fora aqui.
Exato, mano. Não, cara, Brasil não dá para falar. Se eu tivesse em Dubai, eu ia falar, cara, tô com muito dinheiro. Mas aqui no Brasil assim, Alphaville dá para falar, Jundiaí dá para falar. Eu moro em São Paulo ainda, na Zona Oeste. Eu tenho meio medo de falar.
Então vou mentir um pouco, mas até entrando nesse tema assim, cara, a galera no seu ciclo ali, a pessoa que você conversa, o pessoal tem um tabu ali de falar dinheiro?
Eu não sei se é no meu ciclo. Eu, é muito louco que depois que o Thiago, né, o Primo Rico, ele começou a crescer, eu vi que essa coisa de dinheiro virou um assunto muito de podcast, né? Você vai lá no G4, o Thales fala bastante de dinheiro e tal. Mas eu cresci, é interessante porque são bolhas, né? Mas eu cresci numa época, e é ruim isso, tá, que ter dinheiro era uma coisa considerada meio, puta, meio não fala muito não, não fala quanto você ganha, né?
É porque não fala muito quanto você ganha, nem vilão, é tipo assim, não fala muito quanto você ganha porque não pega bem. Não é que você é vilão, mas não pega bem você falar quanto você ganha porque, sei lá, as pessoas podem ter inveja, as pessoas podem, que é um pensamento muito brasileiro, muito católico talvez, eu não sei. O americano é aquela coisa muito de, cara, eu tenho isso, meu dente é de ouro e eu tenho uma pica desse tamanho, todo mundo Sim, sim, sim, sim, comprei a Ferrari, eu tô agora fazendo mais 3 Ferraris.
Então eu fico numa dualidade de entender quem tem dinheiro e quem mostra que tem dinheiro. Eu já não sei mais, é a coisa, tem de tudo. Pois é, porque você entra no Instagram, o Instagram ele faz você ficar meio mal, que você fala, velho, não tenho essa grana aqui.
Pô, não dei certo, né, igual os cara, né?
Esse é meu medo, porque tem muita gente que olha e fala assim, caralho, mano, trabalho igual esse cara, mora no mesmo bairro que esse cara, esse cara tá com dinheiro para caramba. Mas ele lava, ninguém sabe o que que ele tá fazendo, entendeu? Mas eu de verdade, assim, eu cresci numa geração que dinheiro nunca foi uma parada assim que a gente falava bastante, saca?
A gente vê hoje um pouco, que nem a gente falou do Instagram, né? A galera muito alavancada, né, para mostrar que vive uma vida, um lifestyle que não é lá essas coisas.
Eu acho principalmente Alphaville, né? A gente acaba vendo de tudo isso, né? O cara que você fala assim, pô, esse cara aí, eu tô ligado que ele tem a casa alugada, que ele não sei o quê.
Eu andei, já andei com muito bilionário e olho para a vida deles, eu não gostaria de ter a vida deles. Vou te falar por quê. Óbvio, se você parar pra pensar que se ele tem liquidez de bilhões, óbvio que o Gui tem a vida dele. Mas geralmente um bilionário é um cara que assim, ele tá devendo 150 milhões em algum lugar aí. E se ele tomar um tiro, o filho dele tá muito fodido que vai pegar essa dívida pra ele. Então o cara tá dormindo meio assim, cara, tem que pegar o dinheiro de um fundo pra pagar a merda que eu fiz aqui, pra acertar aqui.
Ele tá sempre ali meio... Cara, eu cresci com minha mãe me ensinando assim, nunca deva pro banco. Eu sou aquele cara dos anos 80, numa família classe média, que a mãe falava assim, você nunca vai dever para o banco. Não sei se minha mãe tem um trauma, mas assim, eu nunca, eu nunca fiquei no vermelho na minha vida. Que é um pensamento até errado para quem— não é errado, né, que eu tô falando, mas assim, o cara que é um bom investidor, ele sabe que ele precisa tomar riscos a ponto de, cara, tô tirando uma grana daqui porque daqui vai vir para cá, que vai alavancar.
Às vezes até mesmo financiamento bancário, eu ia falar, até mesmo pegar um financiamento para tipo assim, pô, não vou pagar à vista, né, vou financiar que é mais barato.
Eu sou aquele cara que faz financiamento e na minha cabeça demorei muito tempo para entender que financiamento é investimento. Para mim, financiamento é despesa. E tem várias vertentes. Tem vertente que fala assim, cara, financiamento é, cara, é um investimento. Você tá, sei lá, você tá R$1 milhão aqui guardado, tá rendendo na Selic 15%, daqui você paga no financiamento.
Aí sobra um dinheiro, você tem dinheiro.
Eu penso assim, cara, eu tenho um custo, eu não penso no investimento. Eu cresci com uma cabeça muito quadrada para investimento. Muito. Então eu sou um cara assim muito comedido e muito conservador, cara. Acho que essa é, mas ninguém me sequestrar aí, tá?
Mas teve uma época que você, beleza, eu acredito, né, que todo mundo, pô, quando você começou, todo mundo é meio ferrado, o cara ganha pouco. Mas teve algum momento que você começou a, porra, agora eu tô dando, tá dando certo aqui, hein?
Ó, o comediante stand-up, já vou falar do meu filão assim da galera. Não sei, veio aqui quem? O Albani, o Thiago Ventura, quem mais veio? Rafinha, que você falou, o Afonso Padilha veio aqui faz bastante tempo, que é também, que tem a mesma cabeça minha. O Afonso é um cara que não gasta muito dinheiro, né? Ele guarda muito dinheiro. Eu acho que a gente veio— o stand-up, embora muitas pessoas achem que é um lugar de gente elitizada, é uma mentira, é muito democrático stand-up. O Danilo veio fodido, né? O Rafinha era um cara de classe média também.
O Danilo já veio aqui, Danilo já veio.
Então assim, o Rafinha já era um cara mais classe média. Você vai pegar o Murilo Couto, já era um pouco mais com grana. Rabin com grana. Aí você pega o Ventura, não tinha grana, né? O Albani, acho que era classe média. Cada um tem um lugar ali que é muito democrático. Mas a gente não é uma galera assim de uma família muito estabelecida a ponto de saber o que fazer com dinheiro que a gente nem imaginava. Então do nada, cara, você tá ganhando uma puta grana, você não sabe muito bem o que fazer com ela.
Porque eu acho que o problema para mim é o seguinte: ganhar dinheiro não é o problema, a gente sabe ganhar dinheiro. O problema é saber o que fazer com esse dinheiro, que eu acho que é muita gente acaba se perdendo. Então eu vi muito colega meu Que o cara abre um comedy club, né? Os cara faliram comedy club, o Thiago. Não que eles faliram, pegou a pandemia, então não foi culpa deles, mas, né, não souberam fazer.
O cara tem uma grande liquidez, ele pega e enfia num negócio e fala assim, puta, fodeu, ele colocou numa hamburgueria, tá ligado?
Eu fiz merda, mano, abri bar, já me fodi.
Abriu bar de comédia já?
Não, de comédia não, bar de cachaça e consegui me foder.
O cara abriu tipo na esquina universitária, tá ligado?
Quase cracolou. Não, brincadeira. Mas assim, foi bem o bar, mas bar é uma parada assim, a margem é muito pequena, cara, ruim pra caralho pra ter. Mas na época eu queria ter porque você tem sonhos do seu passado que algum momento você fala, vou executar esses sonhos. E 90% dos sonhos que você tinha quando você era adolescente é uma bosta na realidade. É tipo a casa da praia, a cobertura, a marca de roupa. Exato, é o bar. Quero ter um bar.
Você fala, mano, quero ter um bar. Você fala, você não tem nenhuma experiência pra ter um bar, você vai se foder nesse bar. E você vai ter processos trabalhistas durante a tua vida inteira.
Eu achava que se eu tivesse um bar, meus amigos iam lá todo dia. Eu falava, cara, acho que já dá para viver desse.
Sabe o que que é ter um bar? Expectativa, você fala assim, mano, festa, bagunça, a galera vindo. Realidade, tem que comprar gelo 3 da manhã, você tem que sair. Eu tava com tanta raiva do meu bar que eu, quando eu queria beber, eu ia no bar do lado, porque se eu ia no meu bar ia ter problema. Eu chegava lá no bar Aí chega a garçonete pra mim e falava assim, ó, Maurício, deu problema na caixa d'água, deu problema não sei o quê. Aí você quer ir pra relaxar, você fica puto o tempo todo, você tem que resolver pica.
Então você fala, pô, que merda, achei que ia ser uma festa o tempo todo e na verdade sou eu oferecendo uma casa legal pra uma galera vir cagar na pia. É uma merda ter bar.
Aquele cheiro de cerveja.
É, o cara saindo na mão, o cara sediando a mina, é uma merda. Você sempre vai ter um risco muito foda. Mas o que eu tava falando, todo comediante, eu acho assim, a gente ganhou um dinheiro muito bom assim, a maioria dos comediantes que hoje tá aí. 15, 20 anos de carreira, mas eu acho que poucos souberam administrar bem o dinheiro assim. Eu acho que eu administrei muito bem por conta desse medo conservador que eu tenho. Agora, dos últimos 2 anos pra cá, que eu tomei meio no cu assim com algumas coisas— posso falar palavrão aqui? Lógico. É, imagina, não falei 350 até agora.
A gente vai cortar, né, todas as vezes.
Não é só da classe de comediante, cara. Até o trabalho que o Thiago tem feito no canal dele de O Ajudando a Investir, que ele ajuda tipo amigos, entre outras celebridades, A gente tem visto muito, e a gente viu muito de outras pessoas que pediram ajuda, até mesmo a gente criar um quadro de pessoas que eram de certa forma anônimas e ganharam muito dinheiro no período muito curto de tempo. Tipo assim, cara, o cara ali tinha um salário normal ali de uma pessoa normal, aí do nada ficou conhecida, e no período de 1, 2 anos conseguiu, sei lá, juntar 1, 2, 3, 10 milhões de reais.
E o cara fica maluco, né? Fica maluco, porque do nada você não tem nada, e do nada você pode comprar o carro que você quiser, a casa que você quiser, você pode viajar para onde você quiser. E o cara não tem uma educação financeira de berço, aí o cara fica doido.
Aí tem educação financeira de berço no Brasil? E aí você, quantos anos vocês estão?
Eu tô com 32.
É, 32.
Então vocês são de uma geração, uma geração a menos que a minha, né? Eu tenho 42, eu tenho 10 anos a mais que vocês. Eu acho muito difícil encontrar pessoas da minha geração que tinham, que tem um pouco do conhecimento que vocês têm. Obviamente vai ter, vai ter agora aí o Cláudio lamentável xingando, mas assim, tem um cara que é isso, que tá puto comentário, os cara é um idiota. Mas assim, pelo menos nos anos 80, essa conversa de investimento, cara, investimento naquela época era terreno, maluco.
É isso, mete dinheiro em terreno, compra casa. Que hoje, agora com meu conhecimento assim, não é um puta investimento. Depende, é um puta investimento, mas já perdi dinheiro com imóvel. Você já perdeu dinheiro com imóvel? Já perdi dinheiro para cacete com imóvel.
Porque você já fez com imóvel?
Comprei cobertura. Cobertura da infiltração. O sonho do adolescente: quero ter uma cobertura, quero ter uma cobertura. Isso é anos 80, venderam para você, mano, compra uma cobertura. Sabe a pessoa que mais quer vender uma cobertura assim? A pessoa que já comprou uma cobertura e tá doida assim para vender a cobertura dela.
Cobertura onde?
Comprei ali na Zona Oeste em São Paulo, comprei uma cobertura, eu falei: caralho, meu sonho, mano, cheguei!
Cobertura, cobertura, você paga 2 condomínios, você não tem liquidez, né? Você não passa por uma cobertura para outro cara do Né? Não é um apartamento normal, né?
É caro para você ter e você vai ter que fazer um quarto para um pedreiro, porque toda hora vai ter um cara botando a manta porque vai foder, vai ter infiltração. Meu filho nasceu embaixo de uma infiltração.
E cobertura, querendo ou não, é só uma área de lazer dentro do seu apartamento, né? Porque geralmente na parte de cima da cobertura fica tipo a churrasqueira, uma piscina, não fica tipo mais quartos, né?
Geralmente eu acho legal, porque você tá em São Paulo, eu nasci, eu sou carioca. Então acho que o carioca tem essa coisa do tipo assim de espaço, né? O carioca, ele, o carioca sempre zoa São Paulo porque fala assim, São Paulo é muito apertado, é muito barulho e tal. Aí você fala, pô, eu queria morar numa casa, mas eu tenho medo de morar numa casa porque casa de rua e aquilo não tem condomínio tão fácil como é do Rio de Janeiro, na Barra da Tijuca inteira, que é condomínio.
Aí você fica assim, pô, queria uma casa, mas ao mesmo tempo, porra, no caso não dá, não é seguro. Apartamento que seja grande também é muito caro. Eu falei, cara, uma cobertura. Peguei a cobertura, falei, maravilhosa, puta, sonho da minha vida, eu toco. Aí eu fiz um estúdio, puta, sonho. Aí começava a chover, velho, chovia. Da onde eu tava, eu falava, fudeu, vou chegar em casa, vai estar tudo alagado. Porque era isso, caralho, porque alagava.
Aí você descobre que cobertura é o seguinte, cara, eu tô falando aí os pedreiros do Brasil, um abraço para vocês, que é o seguinte, tem um buraquinho escondido em algum lugar que vai cair a água. Aí beleza, você tapa esse buraco, vai ter outro buraco aqui. Aí você vai ficar, vai tipo um queijo suíço. Pelo menos na minha vivência, que tem gente que deve estar feliz com a cobertura, na minha vivência foi o tempo todo. Durante 4 anos eu tinha que fazer obra.
Então as obras foram caras, você vai consertar, e quando você vê, cara, você olha e fala, pô, tô gastando um dinheiro absurdo.
Aí você passou esse negócio para frente.
Aí eu vendi mais barato do que tava o valor de mercado, porque eu queria tirar aquilo da minha frente. Então eu gerei uma oportunidade para alguém que deve estar muito feliz nesse momento, ou tá embaixo de uma água aí que a gente não sabe. Então, para mim, então, perdi dinheiro. Então assim, você põe isso na minha cabeça: ah, imóvel sempre é bom, e eu tomei essa decisão e foi errada. Aí você olha a renda fixa agora gerando 15%, você fala: meu irmão, cara, acabou o imóvel.
Mas você não acha meio doido? Eu tenho, eu tenho, comprei um apartamento também, só que tipo assim, cara, quando a gente, até quando os antigos falam de terreno, eles falam de terreno mesmo, porque é apartamento, você comprou um espaço no céu, né?
Sim, sim.
Você comprou um espaço, claro, lá no contrato lá você é dono de um teco do condomínio lá, mas basicamente você tá comprando.
Eu acho que era mais fácil para eles tipo assim acertar sem querer que eles estavam comprando lugar errado.
Sim, porque tu tava crescendo para caramba.
Exato, exato. Por exemplo, eu tenho história na família assim, cara, é muito louco. Eu sei que, ó, deixando claro, não sou irresponsável. Eu sei que terreno, que imóvel é uma puta fonte de renda e tal, tem muita gente que se dá bem nisso, mas eu tive muito azar nas minhas decisões baseadas em imóvel. Eu tive muita sorte em decisões baseadas em investimento. Porque tipo, as assessorias que eu tive me ajudaram muito assim, ó, põe na renda fixa que agora tá rendendo liquidez.
Aí eu fui pegando tal, mas imóvel, tipo assim, eu tive um avô que herdou um terreno no lugar que virou favela. Puta, já começa ali a história de merda na minha vida assim, de terreno, não compra terreno. Porque ó, quando eu comprei, sabe, eu cresci com isso. Obviamente 90% dos casos dá bom, mas ali foi, aí depois teve a cobertura que deu merda. Eu falei, porra, eu tive um apartamento no Rio de Janeiro também que eu comprei assim, sei lá, por R$400 mil, passou 10 anos, tá valendo R$550, sabe assim?
Ele não— aí você coloca no ChatGPT, eu falo quanto que renderia isso na renda fixa, você fala merda, perdi um dinheiro. Só que assim, eu não saber fazer isso, então não é da minha— eu aprendi assim que para você comprar e vender imóvel você tem que ter uma noção de oportunidade, você tem que ter uma noção de localização. Eu não tenho saco para ficar indo em Saquarema ver se ali funciona, entendeu?
E hoje o que que você tem de negócio, cara? Como que é que você faz dinheiro, né?
Eu tenho uma locadora de VHS, aqueles cara que é único, né? Que é a única locadora de VHS para o público que vai surgir daqui a 6 anos. Cara, eu tenho, eu tenho algumas empresas, né? Então assim, eu trabalho com stand-up, meu show ele gera bastante grana, mas show é uma parada muito complicada para ganhar dinheiro porque precisa de você 24 horas, você tem que estar lá, e às vezes você não quer estar E você às vezes enche o saco, né?
Enche o saco, cansa. Tem filho. Quando meu filho nasceu, eu falei, preciso ter um negócio aqui. Eu há 11 anos eu sou sócio da Dromedário, fundador. Eu abri uma empresa, é uma empresa de, é uma agência de criação. Há 11 anos ela é uma agência que ela começou com teatro e ela se tornou uma agência de entretenimento.
Legal.
Então eu faço, além do meu canal lá que é o Axismos, tem vários outros canais que a gente cuida. A gente cuida de marcas, a gente faz publicidade, a gente faz peças. E aí tem outra empresa que eu também sou sócio, que é Kids House, que é um evento da Dromedário que a gente criou em parceria com outro sócio, que é tipo um Rock in Rio infantil que a gente faz todo ano. A gente faz. A Xismos TV também é outra empresa que eu tenho. Eu tenho equity em algumas outras empresas assim.
Mas sabia que os canais de YouTube que você fazia, eu pensei que era, sei lá, uma agência que convidou você para ser host?
Não, não, eu que faço. O Xismos é meu assim. O Xismos, por exemplo, a Luana Zuccolotto, ela tá lá na empresa, que ela é puta comediante, Não sei se alguém conhece, que ela faz muito de CLT e tal. Então ela tem o Instagram dela, bomba, ela faz as coisas dela paralelamente, mas a peça de teatro dela foi a gente que montou.
Legal.
Então assim, eu escrevo muita peça de teatro, escrevo muito roteiro pra outros comediantes. Não texto, mas o roteiro, como é que vai ser, como é que entra, como é que sai, pra onde que vai. Então fiz muito programa de TV, fiz programa da Anitta no Multishow. Fiz programa na Globo, a gente teve um programa na Globo que foi da produção da Dromedário, quadro na Record. Então a gente vai fazendo várias coisinhas por aí. Que da hora! Palestra também, eu ganho muito dinheiro com palestra.
Você faz muita palestra?
Tô fazendo agora, cara, de criatividade.
É mesmo?
Que é onde eu, porra, eu sou publicitário de formação, né? Acho que é importante falar disso. Eu fui publicitário, quer dizer, nasci publicitário, nasci, me formei na Casper Líbero, trabalhei em agência de propaganda durante de uns 10 anos. Eu tenho um Grand Prix em Cannes, então tem esse mercado, é, eu tenho esse rolê de criatividade. Aí eu peguei toda criatividade que eu tinha de publicidade, fui para comédia, que é um mercado que eu tava sentindo que tava vindo legal.
Comecei fazendo show simplesmente para dar risada e a coisa foi crescendo. E aí quando eu entrei na comédia, foi quase como um lugar do tipo, é um publicitário na comédia, então você vê com outro olhar. Então eu não sou ator, que virou comediante, entendeu?
Então, pelo que eu tô vendo aqui, cara, realmente você é um comediante que consegue, com sua expertise, know-how que você aprendeu, a monetizar tudo que você faz, cara.
É a cabeça do público. O Danilo é assim também. O Danilo, ele tem uma cabeça muito de publicitário. A gente que é publicitário, a gente tem um rolê meio conceitual das coisas, de jornadas. Vou falar os termos assim mais técnicos, assim, mas é quase como não é simplesmente, ah, eu vou lá e faço show de comédia. Não, cara, tudo tem um, tem um como é que eu posso dizer, uma ligação mesmo mercadológica.
Porque tipo assim, às vezes quando eu vejo assim a galera, principalmente influenciadores e tudo, quando ele tem um pouco dessa expertise, ele é ator e vai que faz comédia ou qualquer outra coisa, ele tá muito pelo entretenimento, pela arte, e o dinheiro é uma consequência. Sim, a sua cabeça é muito mais, é um 360, que tipo assim, cara, eu tô pela arte, eu tô para o negócio, mas tem que dar dinheiro, tem que dar dinheiro.
E eu vejo muito artista, mas assim É uma pena porque o Brasil é um país muito difícil para você ser artista, porque não é, né, né, pelo fato da arte ser boa, arte ser ruim, mas aqui é um lugar que o dinheiro ele é difícil de sair, né. Então assim, está falando de, porra, a galera não conseguindo pegar empréstimo no banco hoje em dia. Então o artista nos Estados Unidos, ele é um cara que, pô, quanto que custa para você pegar um empréstimo para fazer uma coisa louca lá?
Então você vai lá nos Estados Unidos, é verdade, é muito fácil, entendeu? Então eu quero fazer uma ideia muito louca, uma ideia louca de fazer, cara, um festival de abajur, o cara vai e faz. Porque ele pega um dinheiro aqui e consegue ir.
O Brasil sempre foi uma tremenda bagunça, né? Mas antes do Plano Real, quando a gente tá falando antes lá de 1994, o Brasil tinha uma hiperinflação absurda, né? Era aquela coisa lá, seus pais devem falar para vocês, ou você, né, às vezes que tem idade pode lembrar disso. Você ia no supermercado lá, o negócio tava um preço, aí você ia no outro dia, o negócio já tava outro preço. A galera juntando um monte de dinheiro, bolo de dinheiro, pessoal tendo que comprar imóveis para conseguir congelar patrimônio.
O negócio era uma loucura. Aí foi criado o Plano Real, né? Eles tentaram ali estabilizar a questão da moeda. O dólar até ficou 1 para 1. Nossa, que saudade disso, hein? Você lembra? O pessoal ia para Disney, ela comprava um monte de coisa com dólar 1 para 1, era genial. Só que, né, a história não é tão simples assim. O negócio foi degringolando no meio do caminho até chegar no momento que a gente tá hoje, que vocês sabem, né, que o real já perdeu muito valor, principalmente quando você vê comparado ao dólar, né?
Então olha só, para você saber essa história assim no detalhe, a Finclass preparou um documentário para você muito especial, que é o Do Real à Ruína, certo? Você vai ter um documentário muito completo onde vai te explicar toda essa história. E olha só quem que a gente trouxe para falar nesse documentário. Você vai ter o FHC, ou seja, o cara que tava lá no meio, cara, implementando esse negócio lá na época, tá? Você vai ter o Michel Temer.
Olha só que legal, você vai ter vai ter Henrique Meirelles, você vai ter Pérsio Arida, Armínio Fraga, Guido Mântega, Joaquim Levi, Gustavo Loyola e Marcos Lisboa, e outros nomes aí incríveis também. Vou deixar aqui um link na descrição, então pega seu celular, clica em mais, que às vezes você vai ver aqui debaixo do vídeo. Clica em mais, você vai ver os links ali embaixo, clica e tem um desconto exclusivo para você, inclusive nesse mês aqui, um descontão da FinClass para você e tem vários outros conteúdos lá.
Tem carteiras recomendadas para você lá também, meu querido, para você investir sem achismo, com ajuda de especialistas. Aproveita o desconto, link na descrição, QR code na tela.
E para o Brasil, graças a Deus que a tecnologia avançou, né? Porque até 2010 era muito difícil audiovisual no Brasil, porque era inviável você comprar equipamento, câmera.
Por isso que para você ser artista, por isso que o stand-up ele vem de um lugar diferente do que eu vejo os atores surgindo. Para você ser artista no Brasil, seja você ser um artesão ou você com grandes exceções, geralmente o cara ele vem de uma classe mais, mais alta, porque é muito difícil ter dinheiro para fazer essas paradas assim, tempo para ter tempo, né? Até isso virar dinheiro, você vai ver, geralmente o cara que faz cinema, o cara que faz cinema, o cara que faz cinema é um cara que você vai ver a família do Walter Salles, tem uma galera ali, tem que ter uma grana.
O cara, não dá para você chegar, quando você pega por mês R$2.000, vou fazer cinema na papo, você não vai fazer. Então, mas o stand-up, ele virou quase como um grito de pessoas que querem de alguma maneira contribuir com entretenimento, mas não veio desse lugar, não veio desse lugar elitizado. Então você vai ver, por exemplo, o Thiago Ventura é um moleque que assistia comédia, eu. Aí você vai pegar o Danilo, você vai pegar o Rafinha, é uma galera normal, não é uma galera com muito dinheiro, rica, que, ai, vou subir no palco e vou fazer stand-up.
Você vai ver gente de todas as camadas sociais assim. Fazendo comédia. Gente muito fodida, gente muito miserável fazendo comédia e ganhando dinheiro hoje. E isso também é um grande problema, porque vira um jogador de futebol, né, que o cara ele veio de baixo, ele ganhou dinheiro, ele não sabe o que fazer muito bem com dinheiro.
E às vezes ele pode ter uma carreira curta, né, porque ele pode ter tipo assim, ah, um ano, dois anos muito legais, e depois a gente acaba acontecendo, cara, ele dá uma explodida.
Aí eu acho que aí é onde entra a educação financeira, é que o cara ele não aproveita essa explodida para monetizar o máximo possível fazer colchão e sobreviver.
E projeta, né? O cara projeta e se ganha para sempre.
Uma coisa que a gente fez, que o Fausto até já conversou com a gente sobre isso quando a gente gravou com Fausto, é o Meizinho.
Ah, tá.
Quando a gente conversou com ele lá atrás, ele fazia menos de um ano que ele tinha explodido. A gente fez um projeto chamado Primo Cachoeira, a gente trocou uma ideia com ele em bastidor. Eu falei assim, cara, não nega nada, faz o máximo de coisa possível e guarda dinheiro. Mas sabe que, cara, esse é meu foco, porque eu não sei até onde vai durar esse personagem.
Mas vou te falar, mas o Fausto, o Fausto, ele é o fora da curva, porque ele fez um personagem que tá vivo há 3 anos. Então, mas eu vou te falar, há 20 anos eu acho que tudo vai acabar ano que vem. Há 20 anos eu tenho esse pensamento, por isso eu sou conservador de grana. Eu até tava falando ali antes de começar, tava falando com os caras, mas é verdade, é verdade. Eu, a gente tava falando ali, né, tipo que o jogador de futebol, né, a sua produtora tava batendo papo comigo, falou assim, ah, tem muito jogador de futebol que vem aqui e faz o projeto do investido, Thiago.
Pô, o cara não tem grana nenhuma, que ele ganha 1 milhão, ele gasta 1 milhão, tal. Eu falo, cara, mas tem uma— obviamente o cara tá ajudando a família dele, mas tem uma coisa baseada em ego também. Porque eu acho que o jogador de futebol, ele pensa assim, cara, eu vou, tô estourado, eu sou foda, em 5 anos eu vou estar bem pra caralho, vou estar na Copa. Eu, diferente de outros comediantes, eu tenho um pensamento do tipo assim, é quase que o meu conservadorismo ele vem da minha insegurança comigo próprio.
Amanhã vai dar merda, velho, vai dar merda, vai ter uma pandemia amanhã, eu tô fodido, vai dar uma situação aí, você cancelado, puta. Aquela piada minha vai viralizar, eu tô fodido. Então eu sempre trabalhei pensando assim, tudo que eu ganhar eu vou guardar metade. Então eu fui muito mão de vaca no começo da minha vida, assim, muito mão de vaca mesmo, porque eu já tinha ganho dinheiro da publicidade, eu fiz um bom dinheiro na publicidade.
Mas essa é aquela coisa assim, né, da minha mãe falar, nunca deva dinheiro para o banco. Então tudo que eu ganhava, 30%, nunca fui margem de 10%, 30% eu guardo. Então eu morava em república, morava eu e mais 6 caras, então eu não morava sozinho. Aí quando eu comecei a ganhar uma grana Aí fui morar eu e mais um amigo, não foi nunca eu sozinho. Então eu nunca fui esse cara de ter o carro. Então, pé, ônibus, vai ônibus até eu poder, cara.
O primeiro carro foi um Chevette, você vai indo, foi um Monza no caso, você vai indo. Aí você vai, porra. Então eu nunca fui muito, cara, eu preciso gastar esse dinheiro que eu quero aproveitar. Eu sempre tive medo. O medo fez as minhas finanças acontecerem hoje. Agora eu com 42 anos, um filho de 8 anos e tal, que eu deveria estar guardando, eu tô mais gastando. Guardando. Não tô dizendo que deveria estar guardando, é mais assim, é mais um lugar de, porra, a vida também, pô, vou aproveitar, vou viajar, tô com filho, vou aproveitar.
A minha vantagem, cara, que as coisas mundanas, isso é interessante falar, tudo que gera, tudo que tem valor eu faço de graça na minha vida. Explicar, eu trabalhei no CQC, velho, acho que eu vivi experiências que o dinheiro não paga. Então fui para 30 países, eu Eu vivi todos os eventos que você pode imaginar. Então isso daí eu não gastava dinheiro, né? Fui pra Copa agora, fiquei 50 dias na Copa, eu ganhei pra trabalhar lá. Então tudo isso que é pra pagar, então eu nunca tive gasto, eu sou um cara muito simples.
Fora que tudo que você tem vontade, tipo, é só 3, 4 contatos, talvez você consiga fazer de graça. Tipo, ir num Rock in Rio, ir num hotel, ir num resort. Pô, vou viajar, pô, será que a Decolar vai pagar meu voo se eu falar com eles?
É, eu sempre tentei ser esse cara. O Zuckerman é muito assim, né? Que é permuta de QI. O cara fala umas paradas que você também fala.
Cara, tem um vídeo dele que é maravilhoso, que já vi você zoando. Ele abrindo, você soube dessa história? Ele abriu as portas do, sabe dessa história?
Essa história é maravilhosa. O Zuckerman é o seguinte, eu amo, meu melhor amigo assim da porra de entretenimento. O Zuckerman é o cara mais engraçado que tem. O Zuckerman, ele tava numa época meio fazendo a casa dele, aí ele conheceu essa porra dessa empresa que faz guarda-roupa, faz mobiliário, marcenaria, marcenaria. Aí o cara foi lá lá e fez uma permuta com ele. E ele falou assim, mas ele tava meio com vergonha de fazer permuta, né?
Ele falou, pô, vou fazer no meu Instagram. O cara falou, não, não, vai ser no TikTok. Ele não sabia o que era o TikTok, porque o TikTok tava começando ainda no Brasil. Era no TikTok da marca. Aí ele falou, TikTok da marca, foda-se, ninguém vai ver essa bosta. Só que o cara fez de um jeito muito foda. Aí ele abrindo os armários e botando, é muito vergonha alheia.
Olha a qualidade disso, ele abre um armário assim.
É, mas é muito vergonha alheia assim. Você vê, o cara tá precisando de dinheiro, assim, de botando e tal. Só que o cara, na época que o TikTok tava começando, o cara é bom de marketing, sei lá, o cara, essa porra explodiu no mundo. O vídeo gerou assim, tipo assim, 1 bilhão de views, assim, chegou em todo mundo. De o Duzuque mandar na Indonésia, a galera falou, o cara do armário, sabe assim? E aí, e aí várias vezes eu tava dando cuzuca em alguns lugares, chegava umas pessoas, cara, eu te vi abrindo uns armários, ele viralizou. Como o cara que abre armário, mano.
Ele não era fez tanta coisa na vida, né?
É isso, é isso. Então assim, mas nem que eu tenho vantagem de permuta, eu não uso isso. É quase como, não tô zoando, me dá a impressão que tudo aquilo que a gente olhava quando a gente tinha 14 anos gera aquilo que você tem de vontade agora que você é adulto. E eu sempre olhava, não sei, tipo, nunca fui fã de diva pop que gasta para caramba, não era fã do Elton John, Eu era fã do Slash, que é um cara que toca guitarra e se mija no chão, entendeu?
É uma coisa mais rock and roll que eu gostava. Então eu nunca fui muito de, cara, eu quero ter uma mansão, eu quero ter o jato. Embora os caras são do Guns N' Roses, mas assim, eu sempre fui um cara meio assim, cara, eu quero só, mano, o básico, comer bem. Eu gosto de gastar dinheiro com comida, eu gosto de gastar dinheiro com viagem, é onde eu gasto dinheiro pra caralho, velho. Então tudo pra mim não foi muito assim, cara, eu quero ter o carro.
Hoje eu comprei um carro legal, hoje eu tenho uma condição maneira de, sei lá, fazer uma reforma maneira na minha casa. Mas eu nunca fui esse cara preocupado em ter o tênis foda, ter a calça mais foda do mercado. Eu nunca fui esse cara, então não gastei muito dinheiro, então guardei muito.
Mas você tem um teto de gastos, vamos dizer assim, seu, assim, para você falar assim, cara, senão eu começo a subir tudo aqui, retardado, meu teto de gasto. Agora eu começo a comprar uma AP, agora eu começo a comprar. Aí você fala assim, cara, agora eu virei, virou um mensal aqui que eu não posso mais parar de trabalhar.
São duas contas que eu faço na minha cabeça, o CNPJ e o CPF, porque eu sou de uma empresa. Então na minha empresa eu tenho 45 funcionários. Caramba, é responsabilidade grande, é bastante. Então eu não posso falhar. E exatamente por eu não poder falhar que eu fui abrindo, eu fui fazendo um growth da empresa para não ter tipo dependência minha, porque se eu fico doente acabou 45 funcionários. Então expandi a minha área. Por isso que eu falo muito de criatividade, porque minha palestra é sobre como que você nos tempos— pelo contrário, até acho que a criatividade é o maior insumo que a gente tem hoje, porque a IA tá surgindo aí e tem muita gente que Caralho, que agora fudeu, cara.
É criativo, é a criatividade. Então eu acho que a palestra que eu vou querer vender para caralho para qualquer empresa que esteja me escutando é: comprem, contratem minha palestra sobre criatividade, porque é o que o funcionário precisa de abrir a cabeça e como ele vai programar para criar. Enfim, eu através de criatividade, criando formato do webbullying, do achismo, do geraçãozinha fazendo coisas, eu fui abrindo, expandindo a minha operação.
E ali eu tenho uma conta que é uma conta de, pô, pró-labore. Ali tem uma coisa bem assim, tipo, aceitar Tadinho, tem um sócio, tá? Aqui eu não posso falhar. Eu, CPF, eu ainda sou o cara, eu tenho duas contas na minha cabeça CPF. Tem a conta da rentabilidade do banco, que é o rentista, cabeça do rentista, de, cara, quanto que eu faço por mês? Eu não quero pegar esse dinheiro, mas se der merda, eu sei que tá ali entrando, juros compostos comendo, beleza.
E quanto que eu posso gastar por mês Eu faço uma conta de uma margem ali de pelo menos deixar guardado, de eu, quer dizer, de eu tentar guardar pelo menos 30% do que eu ganho. Não importa, eu tenho uma base assim, cara, eu posso gastar isso e mais 30% disso é o que eu vou guardar.
É assim que eu faço, caramba, bastante coisa.
E aí o que você faz é investimento? Falou assim, ah, pô, sou o cara ali da renda fixa, mas eu não gasto muito dinheiro, cara. Você tem investimento em bolsa?
Tenho, cara, tenho. Legal. Queria agradecer inclusive a Ana Bress, que é uma amiga minha, é uma menina que eu conheci num podcast.
Ela te ajuda, hein?
Ela me dá uma assessoria, pô. Ela fez uns negócios, fez umas aulas comigo, me ensinou aqui tá ruim, aqui tá errado, cuidado com isso, tira isso daqui. Aí eu fui fazendo uma consultoria com ela, pô. Vi que eu tava fazendo muita cagada, chacói, sabe? Umas coisas assim que assessor passou por isso. É, e aí eu olhei e falei, cara, porque eu fui naquele, eu fui aquele cara que assim, eu não tenho tempo de mexer. É uma merda isso daí, tá?
Eu não tenho tempo de mexer em dinheiro, então vou deixar alguém cuidando. Tudo bem, o cara tá fazendo o trabalho dele, mas será que aquilo que ele tá fazendo tem a ver com aquilo que eu quero? Então a coisa foi indo, quando eu olhei e falei, mano, acho que tem coisas aqui não estão funcionando para mim.
É igual procurar realmente um médico, né, que você, pô, o cara é um profissional, você tem que ouvir o cara, né? Aí por isso tem que procurar um bom cara, né?
Porque, por exemplo, você tava na época que você tava fazendo merda, provavelmente você tava sendo assessorado, você tava sendo mal assessorado, ou tava sendo assessorado por um cara que tinha um interesse diferente do meu, ou talvez eu mudei meu interesse no meio do caminho. Mas quando eu olhei e falei assim, cara, eu tava, eu descobri que eu tava sem liquidez. Então tava com muito dinheiro em ação, muito dinheiro em imóvel, tá, mas se der uma merda aqui, eu fiquei preocupado.
Eu sempre penso na, eu tenho uma conta da minha cabeça que é a conta do, e se tiver uma hecatombe de novo igual teve a pandemia, se o Putin apertar um botão errado, que que eu faço? Eu preciso ter liquidez. Então fui tentando trazer liquidez para mim. Então assim, eu não tenho tenho o conhecimento que vocês têm, mas eu tenho uma leve noção do que eu preciso. E essa noção eu descobri que é o seguinte, mano, é ser simples. Eu não posso gastar.
Eu entendo que o relógio ele é importante, que com relógio de 1 milhão você vai entrar nas mesas, aí você vai viajar de jato. Tem uma galera que fala essas coisas. Eu, eu olho e falo, mano, vou gastar aí. Quer ver? Casa na praia, puta casa na praia. Toda hora que eu vou numa casa na praia, eu falo, velho, queria ter uma casa na praia. Eu olho e falo assim, mano, é 10 pau pelo menos para ter um cara aqui, porque que a grama vai crescer.
Eu falo, por que que eu vou, mano? Airbnb, vou lá quando dá, entendeu? Aí eu fui tirando a coisa de eu ser refém do dinheiro. Então eu pensei assim, eu preciso ter dinheiro para eu ter liberdade para falar as coisas. Se eu falo muita merda, ó, meu pensamento foi, se eu falo muita merda e se eu faço comédia e eu tô preocupado com, sei lá, o que que eu posso falar que pode ser cancelável ou não, eu vou ter que ser conservador no meu dinheiro.
Dinheiro, porque aqui eu já tô a risco. O meu trabalho é muito risco, velho. Eu trabalho o tempo todo, eu posso perder um job. Fiz piada com a Luiza Sonza, eu perco palestra. Você fica meio com medo. Então aqui eu tenho que estar livre. Como é que eu vou estar livre aqui? Tendo uma liquidez e uma garantia aqui para eu poder estar livre para fazer o que eu quiser. Então pensei nesse modelo estratégico para cima, né? Eu vou ter dinheiro aqui guardado bem para eu não ter que depender de, puta, vou ter que ir para fazenda. Caralho, para fazenda agora, no dia de sunga branca dançando com a Gretchen.
Se der tudo errado na edição 2000, na Fazenda 21 vai estar lá, é, vai estar, vai estar o Maurício lá brigando com Rafinha lá.
Comprei uma casa na praia. Aí vai estar eu lá. Se vocês me verem agachado, pode ter certeza, se eu tiver, se eu tiver tretando com a filha da Gretchen, sei lá, no meio da fazenda, porque eu comprei uma casa na praia, cabelo loiro, né, e com cabelo tingido de loiro, né, porque todo mundo tem que pintar o cabelo, né. Fazenda, cabelo loiro, com dente para caralho, tudo.
Puta, ele é MC Daniel brigando na fazenda.
Cala a boca você, mano, doce de leite é meu. Alguma merda eu comprei, velho. Eu comprei um, sei lá, eu investi errado, comprei mais coi, alguma coisa eu fiz errado.
Mas o segredo sempre é esse, cara, é gastar menos do que você ganha e não perder dinheiro do mercado financeiro.
Eu não acho, eu não, você falou, né, pô, eu não sei tanto tal, né. Eu acho que essa estratégia ela é ela é a mais correta, essa coisa tipo assim, cara, eu ganho, eu guardo, eu não vou gastar tudo que eu ganho, eu não vou gastar mais do que eu ganho, cara, vou investir aqui.
Mas assim, não perder o dinheiro, mas é anti-primo rico de alguma maneira, no sentido de obviamente vocês fazem várias assessorias e consultorias para várias pessoas. E eu sei que para investir você tem que ter um certo grau de risco e ser um certo grau de ousadia.
Não necessariamente, não necessariamente, porque por exemplo, que nem você falou lá, pô, tinha umas coisas ruins mais, cara. Acho que 95% das pessoas que a gente já gravou, e a gente ajuda, até tem pessoas que não quer gravar, a gente só ajuda na pessoa física, é, todo mundo tava cagado com a carteira. A maioria não tava focado no seu objetivo, a maioria tava no modelo aonde quem cuidava do dinheiro dele ganhava comissão em cima, que é uma merda, porque o cara que ganha comissão vendendo produto, ele fica te vendendo produto para ganhar dinheiro.
Então não é uma coisa tipo os objetivos ali combinados. Então todo mundo tá meio ferrado. Alavancado. Então, cara, não necessariamente precisa correr risco. Por exemplo, tem gente que a gente cuida aqui que o cara é total avesso a risco na pessoa física, porque na pessoa jurídica ele já tá muito alavancado. Aquilo que você falou lá, o cara tem uma empresa com 300 funcionários, o cara tem um fundo investido, tudo depende dele, tá tudo risco aqui.
Então todo o dinheiro que ele tem na pessoa física, pô, 90% tá em renda fixa, pessoa física, e 10% é diversificado em alguma coisa, porque ele já tem muito.
Agora o que a gente fala, o cara é Às vezes compra 5% aqui da sua carteirinha em Bitcoin, se expõe um pouco, dolariza um pouco, né? Nossa, eu acho que é mais isso.
É tipo assim, pô, por exemplo, você falou, cara, eu sou muito avesso a risco. Às vezes seu portfólio é isso, é 70%, 80% bem conservador e esses outros se expõem uma coisinha ou outra.
Porque cada caso é um caso, né? Se o cara é um engenheiro que, sei lá, já tem uma profissão mais conservadora do que a minha, talvez ele pode se arriscar um pouco mais porque ele sabe que ele vai se manter mais tempo no trabalho. Como eu não sei o que vai acontecer no meu dia a dia, porque assim, cara, pandemia me deu um susto. E a pandemia foi muito boa também, porque a pandemia, ela, quando ela entrou na minha vida, porra, acabou.
Eu faço teatro, e aí? E aí foi ali que a Dromedário, que é a minha empresa, eu tive uma, um foco maior ali, né? Pelo contrário, eu mudei a forma de trabalhar. Hoje eu sou uma agência de criação por conta da pandemia, porque eu olhei e falei assim, se depender de teatro, que é tipo assim, se depender só de renda fixa, se depender só disso, fudeu. Então eu falei, cara, daqui, na pandemia, foi em 2020, eu lembro que eu tava em casa, tive uma epifania, eu falei, Tá todo mundo fodido.
O que que vai vencer esse problema? A criatividade. Porque as pessoas estão querendo fazer conteúdo. Aí de repente tá pessoas que estão na TV falando, mano, e agora, o que que eu faço, cara? Internet. Quem sabe fazer internet? Pô, Maurício sabe fazer internet. E ali foi meu crescimento. Então a pandemia ela me assustou porque, cara, chegou o momento da pandemia que eu olhei e falei, eu tenho 45 pessoas. Na época era menos, mas 30 pessoas para pagar, 20 pessoas para pagar.
Eu não tô tendo entrada, tá tudo parado, você não sabe quando vai voltar.
Fodeu. E ali olhou, falei assim, cara, o meu trabalho ele é muito arriscado para eu ficar tomando decisões inconsequentes. Então eu sou um cara assim, eu faço as decisões inconsequentes, tá no meu podcast, tá aqui, tá. Isso daqui é minha decisão inconsequente, eu ganho para dar essas decisões inconsequentes. E todo o negócio que é aqui tem que ser, não dá para botar aqui Bitcoin. Sim, sim, sim, sim, não tô fodido.
É, mas tem, por exemplo, que nem você falou, você tem filho, é casado e tudo, às vezes investimento tem coisas seguras que você pode fazer que protege a sua família caso aconteça até alguma coisa com você.
Ah, já fiz.
É porque, pô, tem que ter previdência, tem que ter seguro.
Já tem o seguro.
Então você tem uma consciência muito grande.
Fiz, eu fiz holding.
Você tem uma consciência muito grande.
Já tô daqui a pouco botando dinheiro em Caimã.
É porque, pô, eu vi o último completo completo que eu assisti, acho que assistiu, acho que o do Renan e o do— quando eu via lá a thumbzinha, você e o Monark, eu falei assim, cara, Caramba, eu falei, meu Deus, deixa eu ouvir esse negócio aqui para ver se o Maurício vai existir amanhã.
Pois é, e você parece com o Monark, é uma merda isso para você, né?
Todo post é uma— todo post, cara, vem o cara e fala assim, ó, o Monark. Mas eu acho que o cara, quando ele comenta, ele deve pensar, eu sou o primeiro que tá comentando.
É igual bolos, só eu reparei que o Maurício parece o bolo, só, só você. Pra caralho. Mas eu tenho, eu tenho isso assim, cara, é quase como é o dinheiro do, é o investimento do foda-se. Eu tenho um pouco disso assim. Por exemplo, tá, vou trazer o Monark lá, mano, é que vai fazer uma porrada de coisa que pode ser da merda. Tudo bem, que bom que eu tenho dinheiro para poder trazer pessoas para que podem gerar um risco para mim.
Até dentro dessa coisa, imagina as merda. Então eu queria entrar dentro disso. Tem alguma coisa que você já deixou de fazer dizer que você falou assim, puta, aí já é demais.
Já, já. Mas é pensando na minha família, não é pensando na consequência em você. Não, não, não. Eu sempre fui um cara muito— sabe por quê, cara? Eu vim da publicidade, então eu tinha um trabalho CLT sério de acordar 6 da manhã, ia às 7, chegar às 8, ficar até às 9. Sempre vivi isso. Quando eu larguei isso para fazer isso que eu faço, não dá para chegar e ser coxa nisso que eu faço. Porque se fosse para ser coxa, eu estaria lá.
Então aqui foi quase um lugar do tipo assim, cara, eu vou me jogar, mano, vou fazer aquilo que eu acredito e vou feliz nisso. Agora, óbvio que tem consequência. Agora, um papo até que eu tive no Flow, pô, Maurício, e os patrocinadores? Eu comecei a ligar uma, uma no começo, acho que você tá querendo ganhar dinheiro, querendo fazer, você fica meio tentando tentando se adequar. E faz uns 5 anos para cá que eu comecei a falar, foda-se, velho, eu acho que o patrocinador ele tem que jogar o meu jogo, tem que estar comigo, não é?
Tipo, Maurício, a partir de agora você pode ser a favor da causa XPTO. Eu não sei se eu sou a favor dessa causa, então não posso eu ficar me adaptando. É porque você fica refém da marca. E aí, e aí você começa a se tolher com medo de perder o dinheiro da marca. E eu não tenho que preocupar com o dinheiro da marca, marca. Eu tenho que me preocupar com dinheiro do show. E o que que gera dinheiro para o meu show? As opiniões livres que eu dou.
Então qual que é o jogo que eu faço? Eu vou me preocupar em me tolher e fingir que eu sou alguém para ganhar marca, ou vou ser o cara que eu acredito no que eu faço para ganhar público? Aí vai ter: ah, mas eu odeio o Maurício. Tudo bem, então você tem o direito de não ir no meu show, mas quem gosta vai lá e paga, entendeu? Então eu vou criando uma comunidade de pessoas que gosta da minha forma de lidar, da minha forma gostaria de ver, e não de um personagem que eu tenho que fazer para agradar a marca.
Então eu fico nesses momentos agora, eu acho que é o melhor momento do mundo para você ser você próprio, de você ter autenticidade, porque tem marca para caralho. A Insider me banca, acho do caralho Insider me bancar. Já Coca-Cola pode falar, puta, eu acho o Maurício meio arriscado. Tá bom, qual refrigerante que entra na comédia? Então eu fui numa busca maior daquilo que eu acredito como arte. Assim, eu acho que assim, a arte da comédia ela tem muito a ver com aquilo que eu acredito, com meu pensamento, com meu posicionamento, como que eu— tem gente que não vai gostar, tem gente que vai gostar.
Hoje é muito difícil você fazer comédia e ter patrocinador, porque você vai deixar alguém ofendido.
Você é um cara de opinião, né?
E é arriscado, é arriscado, é arriscado, porque você— o drama você vai ter patrocinador porque todo mundo chora ou todo mundo entende a dor. Agora, comédia, tem gente que não entende que é ironia, tem gente que não entende deboche. Então, cara, não posso depender de marca, não posso depender. Então dependo exclusivamente de audiência. Então não necessariamente precisa ser 1 bilhão de pessoas gostar de mim, mas é a conta do 1% que eu fiz uma vez, que é— eu já falei isso outras vezes, mas eu vou repetir, que é, velho, se eu fazer, se eu fizer aquilo que eu gosto, que eu acredito, que eu adoraria assistir, não é possível que não tem 1% da população população, 1%, tô falando 90, é 1% da população que olha e fala assim, pô, eu gosto desse cara, quero consumir ele.
Cara, 1% da população brasileira é 2,2 milhões de pessoas, tá ótimo. Não dá para viver com 2,2 milhões de pessoas te ajudando a realizar o teu sonho? Foi que eu pensei, falei, então em vez de ficar me adequando a Hugo que tá escrevendo agora, não gosto dele, tá, beleza, vai para outro. Mas a Laura gosta, então vou fazer o que eu acredito. E o Brasil proporciona isso, que tem 220 milhões de possíveis consumidores. Foi o que eu fiz, cara.
E na parte de processos, cara, já tive muito, bastante, já tive, cara. Eu assistia, então eu assisti o webbullying na época que era Facebook, era Facebook. Vai dar merda, hein?
Manda para Maíra, tô comendo, tô comendo coxinha.
O Thiago era muito bom, porque se um dia o Thiago falar, cara, por favor, cria um grupo de WhatsApp WhatsApp com grandes nomes, Benchimol, AID, bilionários, churrasco, comida para um churrasco.
Sabe o que seria engraçado que eu falei com o Thiago? Pedir dinheiro para o Benchimol.
Me empresta, me empresta R$100 mil aí, eu te devolvo amanhã.
Me empresta R$36, é mais engraçado. Tipo, o cara viu R$36, é mais absurdo. O cara vai, faz o Pix, dá para fazer.
Cara, deve ser muito ruim você consertar o seu WhatsApp depois.
Puta, deve ser muito ruim, cara.
Você participou do web Depois você deve ficar tipo assim um dia inteiro ligando para as pessoas.
Cara, na verdade, cara, eu vou contar um segredo assim, colateral, né? Quando acaba o webbullying, eu vou com a pessoa para o camarim, eu já desfaço toda a merda.
E faz uns vídeos para galera, faço várias coisas.
Chego, fala, galera, tudo bem? Ó, não foi o Thiago que fez, fui eu, Maurício. Desculpa qualquer coisa, ele nem sabia. Qualquer merda do tipo, entendeu? Porque eu geralmente eu tenho uma sequência na minha cabeça quando eu faço webbullying, que assim, vou mais para cima.
Você não fazia isso, né?
Fazia depois.
Fazia depois também?
Fazer depois, fazer depois. O fato de eu diminuir fazer webbullying, porque agora eu escolho os momentos que eu faço webbullying, porque a internet virou um negócio muito realmente pessoal. Na época do facebullying, a internet era uma, era um entretenimento. Você entrava na sua rede social meio que para ver vídeo e tal, não era uma parada assim, cara, que tá toda a tua vida ali, é muita exposição. Então eu tomo muito cuidado para esse caminho.
Hoje o cara tem muito medo de botar um celular na minha mão É porque tem tudo ali, tudo. A vida dele tá na minha mão. Então é um grau de confiança muito assim, cara. O cara não me conhece, o que que eu vou fazer se eu sou um retardado? Realmente eu não sou, juro. Mas o cara até descobriu, o Kariane fez comigo, foi maravilhoso. Mas ele ficou com medo. Cuidado que você vai fazer. Aí ele olhou e falou, beleza. Eu tenho um pré-combinado com as pessoas hoje que eu não tinha no face bullying.
Vou falar, Kaique, vem cá, me fala o que que você pode, o que que você não pode. Pô, mal, tô com uma treta com uma mina, tá? Não vou mexer.
Eu tenho 3 amantes, tem Romântica, arquiva, não quero ver.
Porque eu acho que a piada, para mim, não é— muita gente ela tem várias piadas do Web Bullying que as pessoas buscam. Tem uma piada que eu não faço mais, que é a piada da maldade, do tipo assim, fazer aquilo que o cara não quer. Isso eu já fiz muito no Face Bullying, que é tipo assim, porra, tava começando, tava testando como é que faz, né? Então pega o seu celular, sei lá, você é corintiano, eu vou e falo, sou palmeirense, qualquer merda do tipo. Mas é uma coisa que vai no lugar do que te fode.
E o Facebullying era muito bom, que era pessoas anônimas, era no Facebook. Eu assisti o vídeo depois entrando no Facebook das pessoas para ver as coisas que as merdas—
se o cara continua. Não, e deu muita coisa legal. Eu até posso falar disso daqui, mas assim, hoje a minha brincadeira é mais do nonsense. Eu acho mais engraçado é pegar o teu celular e, sei lá, vou tentar em um minuto tentar entender qual a tua história. Sei lá, você tá com uma mina, você brigou, seu pai tá chateado com você, sua mãe nasceu em Franca, alguma coisa eu vou descobrir. E dali eu vou criando umas coisas mais nonsense, e não tipo, porra, pai, tô sendo sequestrado, que pode realmente dar merda hoje, entendeu?
Na época do Facebook não dava tanta merda quanto hoje. Mas falando do Facebook, né, a época que era mais hardcore, teve processo para caralho.
Eu lembro uma que estourou, que até você teve que tirar, que descobriu uma traição.
Você gastou, você teve que gastar dinheiro?
Já, já que eu gastei com advogado, na verdade, advogado e processo. E pior do que o processo é você ter que ir para a cidade lá, porque o processo, cara, a função do processo não é te tirar de dinheiro só, é tirar sua paciência muitas vezes. Obviamente, se você tá errado, tudo bem, foda-se. Mas tem processo que vem na maldade assim.
Uma coisa é te vencer no cansaço, né, cara?
Ficou, tipo, por exemplo, vou dar um Vou dar um exemplo, tá? Não aconteceu, mas você entender como é que funciona. Você vai no meu show, aí você sobe no meu palco, aí você chega para mim e fala assim num vídeo: ah, porque eu tenho um primo meu que é gay, sei lá eu. Beleza, é da tua boca. Aí eu vou, faço uma brincadeira com você e tal. Aí esse primo, que a gente nem sabe qual é o primo, que você tem 8 primos, tem um primo que fala: ele tá falando de mim, eu quero processar o Maurício.
E aí do nada eu tenho que ir para Amazônia respondendo a vara, na audiência, na vara da puta que pariu. E eu vou ganhar esse processo, mas é tanta encheção de saco que aí você fala, mano, faz um acordo, dá R$10 mil para o cara aí. Isso acontecia no passado, hoje não acontece mais, mas no passado acontecia. Aí eu fui mitigando riscos porque eu comecei a olhar, falei, cara, tô muito exposto, tava no pânico. Então pânico na Band toda hora, porra, era primeiro lugar o bagulho, audiência alta para caramba.
Sim, sim, puta, acho que aquela imagem ali é minha. Processo. Então muita gente não sabe disso, mas porra, chegou um momento que eu falei, cara, não vou ficar aqui pagando processo o dia inteiro, então vou segurar um pouco web bullying. Aí foi diminuindo, aí o processo acabou uma hora, nunca mais teve, porque a gente aprendeu a fazer o blur, aprendeu a pedir autorização, e a coisa foi melhorando. Mas até você, desculpa, só até você implementar o produto perfeito, tu vai se fodendo gastando dinheiro. É, perde muito dinheiro.
Isso que eu queria falar assim, você falou que, pô, tem fazer palestra de criatividade e tudo mais, né? E você é um cara conhecido por não participar de vários programas, mas criar várias iniciativas, né? Como que você faz isso? Você é uma coisa meio de— você tem realmente um processo criativo? Eu fico numa sala, tenho para caralho, sério, cara. Pinto as paredes.
Por isso que eu falo, cara, criação ela não é uma coisa de dom, velho. Tudo bem, talvez você pode ter uma característica mais hábil, tá? Mas eu aprendi a ser criativo, eu tenho um processo de de criatividade, de criação. Eu tenho minha própria criatividade como você tem a sua, só que às vezes você não sabe nela. E eu ensino isso porque não sei qual que é a tua vibe, mas basicamente a criação— por isso que eu acho que a criação é a única atividade que a IA ela não vai conseguir substituir.
Eu também acho que não vai, sabe por quê? Aí ela sabe ler padrões, ela consegue entender padrões e ela consegue buscar coisas que concatenam ideias, mas tem uma coisa da criatividade, velho, que é a gênese da criatividade, que aí nunca vai ter, que é dor. É sempre, não sei se você já passou por algum problema de depressão, de um término de namoro, você para superar um problema você tende a ser criativo. Você faz o mesmo processo de brainstorming de você resolver uma ideia, porque você tá assim, caralho, eu terminei com a minha mina, eu tô puto, tô chateado, o que que eu faço?
Você coloca no papel as ideias, o que que eu faço, tá? Pô, eu preciso talvez, porra, Vou pensar mais em mim, vou começar a fazer academia. Você começa a criar situações para você solucionar esse problema. É basicamente isso que você faz com criatividade, cara. Você olha e fala assim, cara, qual que é a situação? Cara, eu preciso bombar na internet, tá? O que que tá bombando na internet? Você vai pegar as referências que estão bombando.
Isso daqui tá bombando, tá? Mas eu quero fazer isso daqui, quero fazer isso daqui. Qual caminho que eu quero ir? Quero ir para esse caminho. E não é copiar a ideia, obviamente, mas entender assim quais são os públicos que eu posso almejar, que tipo de comunicação que eu faço.
Que a pessoa, a galera tá consumindo agora, a galera tá consumindo conteúdo mais orgânico, mais curto, não sei o quê.
Ah, tá, a galera gosta de podcast, tá? Que tipo de podcast que eu poderia fazer? Poderia fazer um podcast antagônico ao que tá rolando. Quando você vê, cara, você tá solucionando um problema que é o seu problema de, pô, tô travado com aquele negócio do Word piscando. Então eu ensino isso, tipo, como você sai do zero para uma ideia que de alguma maneira vai dar certo, entendeu? E eu acho que é fundamental. Às vezes eu vejo muita coisa na internet assim que eu falo assim, cara, o cara tá copiando um formato gringo e adaptando para o Brasil.
Funciona, mas eu acho que o brasileiro é tão criativo, mano. Acho que o cara nem sabe que ele é tão criativo que ele poderia fazer uma ideia, porra, foda para caralho, que bombardeia, sabe? Tipo, o Thiago tá fazendo um negócio de pegar pessoas para resolver o financeiro do cara. Isso de alguma coisa é uma ideia criativa e resolve uma dor. Então quando você tem várias, é que o por trás disso isso, né?
Porque a criação disso, né, cara, a gente faz um formato que muita gente tá consumindo, que é um formato vlog. A gente tem uma situação aonde a gente sempre traz um cara diferente bombado dentro do nicho dele. Então eu trago pessoas de fora de um nicho para dentro do meu nicho. Então, por exemplo, Cariane, a galera do fitness que é muito fã do Cariane, para começar a ver esse negócio de investimentos e negócio. E também é um jeito diferente de eu comunicar e fazer um CTA da minha empresa.
Sim, porque aí eu mostro autoridade, tipo assim, caramba, o Cariani tá confiando na empresa do Thiago para cuidar do dinheiro do Cariani. Cara, eu gosto muito do Cariani, eu respeito a opinião do Cariani.
Olha só, você tá resolvendo dor. Você tá falando assim, cara, eu preciso divulgar a minha empresa. Para divulgar a minha empresa eu preciso— aí você começa a pensar, aí você vai fazendo quase como solucionando dorzinha. Eu preciso do quê, cara? Podcast. Podcast chega nas pessoas. Eu preciso de uma pessoa que endosse a minha mensagem. Quem poderia ser? Um cara que tá bombado. Pois esse cara que tá bombado vai atrair outras pessoas.
Qual que é o formato? Se ele começar a falar dos problemas que ele tem financeiro, eu vou me conectar com ele porque eu também tenho problemas financeiros. Como é, pô, quando você vê, cara, você tá resolvendo em termos de namoro, você tá resolvendo. Então toda criatividade, ela, base dela é dor. Você não vai ser criativo se você não tiver precisando fazer alguma mudança na tua vida, você vai ficar na zona de conforto. A criatividade vem disso.
E no mundo empresarial é tipo assim, cara, é bater uma meta, é alcançar um número, é fazer uma mudança, é trocar o formato.
Por isso que eu falo, todo mundo é capaz de ser criativo, as pessoas não sabem. O Web Buller, ele surgiu disso, que eu olhei, porque que o Web Bunny foi criado? Porque em algum momento eu olhei e falei assim, todo mundo tá fazendo stand-up, só que o stand-up ele tava maldito naquele período por causa das polêmicas do Rafinha, do Danilo, do CQC. O Rafinha tinha comido o bebê, aquelas porra. O Danilo tinha feito alguma piada com judeu, tinha dado, tava uma merda.
Então eu não poderia vender um show falando stand-up, porque, pô, se os cara que são os pica do stand-up não estão queimados, né, tão queimado, imagina eu que cheguei agora, não sei o quê. Eu cheguei no lugar maldito que CQC, né? Eu era o repórter novo do CQC. Os dois principais, se os dois principais tá essa bafafá, imagina um novo, vai ser uma merda desse daqui. Então eu falei, não podia vender stand-up aqui agora, então preciso criar um quadro.
E esse quadro precisa ser semanal para eu ter recorrência. Então se é para ser semanal, ele não pode ter roteiro, tem que ser improvisado, porque roteiro é muito difícil de eu acertar de primeira. Então eu fui pensando, cara, o que que eu posso fazer? Eu fiquei Web Bullying, acho que foi o quarto formato que deu certo dessa minha tentativa. Eu fiz um formato de competição de piada que não deu certo. Depois eu olhei e falei assim, caralho, pô, tem uma piada, era o seguinte, era uma premissa que eu tinha que eu falava assim, pô, as pessoas na vida real elas são muito diferentes do que elas são digitalmente.
Vamos abrir o celular do Kaique aqui e mostrar como é que é o Kaique no Facebook, como é que é o Kaique na vida real. Aí você chegava lá no meu show, Kaique, você pode subir aqui no palco? Aí beleza, palmas do Kaique. Abrir o celular do Kaique, ó, o Kaique no Facebook, você tudo bonitão, abdômen, com cachorro, e você na vida real lá tudo fodido. Essa era a piada. E aí a vida ela vai te dando coisas. Aí do nada alguém mandou uma mensagem, aí eu falei, vou responder.
Pum, respondi. Puta, teve risada. Falei, aqui é no chat, tem chat aqui, tem um trote versão 2.0. Vou começar. Então primeiro web bullying teve minutos. Já cheguei a fazer 1 hora de webbullying. Então a coisa foi aumentando, você começa a criar ali, beleza. Tira o webbullying, passou um tempo, qual que era o meu novo? Não queria mais fazer webbullying. Eu falei, porra, o que que eu posso fazer? Axios. O que que é o Axios? Axios foi olhando e falando assim, caralho, a internet tem muita gente cagando regra o tempo todo.
Eu, por exemplo, todo mundo tá cagando regra, todo mundo com muitas certezas. Quem que é o melhor para o Brasil? Que é o que é melhor investimento? Eu falei, porra, eu vou admitir minha ignorância, eu sou burro para caralho em muito assunto. Então eu vou trazer especialistas de tema onde eu vou fazer as perguntas mais óbvias do mundo que ninguém tem coragem de fazer. Perguntar para o padre se ele se masturba, perguntar para aeromoça se ela tem grupo de WhatsApp com comissário, se eles se comem.
Essas merda, vou tentar entender. E essa merda bombou. Por quê? Porque eu sabia que ia chegar nas bolhas específicas. Toda aeromoça vai ver esse vídeo, toda faxineira vai ver esse vídeo, todo, sei lá, repórter. Eu fui Então tem uma parada com uma estratégia, não é simplesmente, cara, tive uma ideia genial, vou fazer. Porque essa ideia genial que você vai fazer é genial para você, mas será que tem capilaridade? Será que as pessoas vão consumir?
Geração Z foi outra coisa que eu falei, cara. Falei, olhei, falei, porra, tá tendo um choque de geração para caralho, né? Todo mundo de saco cheio do jovem, o jovem de saco cheio do velho. Falei, mano, e tava numa época que tava todo mundo abraçando muito jovem, jovem, coisa de, ah, o jovem é foda, parabéns jovem. Eu falei, Paulo, mesmo caralho, jovem é burro, todo jovem é burro. Fui burro. Só que o jovem, ele tem uma parada que é mais foda ainda.
Se eu criar o anti-herói, eu tô feito, porque eu vou ser o único cara do Brasil que em vez de estar abraçando a Trident e falando Lollapalooza do cara, falar essa porra é uma bosta. Eu vou ser um anti-herói desses cara. Aí eu botava os cara no palco para falar, você é um imbecil, velho, você tá no Twitter cagando, você bosta. Aí eu fazia, cara, essa merda explodiu. Aí o meu público lotou de jovem. Aí, mano, você vai criando estratégia e tal. Tem muita que eu fiz que deu errado.
Aí você faz umas perguntas assim, aí eu falo assim, o que que você acha que é isso? Aí o jovem fica assim, sei lá, você pergunta um bagulho bem anos 90 lá, o cara fala assim, isso aqui é uma pasta de dente, tá ligado?
E eu sempre vou, não, é isso mesmo, parabéns, acertou. Jovem tem sempre razão. E a coisa foi então assim, agora o meu formato que eu tô fazendo agora, pô, tão convidadíssimos, é o meu show agora, ele tem um QR code. Que que é o show agora? A plateia— qual foi a minha pira? Minha pira foi o seguinte, cara, tem mil pessoas na minha plateia, deve ter um cara que já roubou, tem um cara que já foi preso. Eu não sei quem é esse cara.
Alguém já foi preso nessa plateia, alguém já bateu num cara, alguém já, sei lá, sei lá, tem várias questões. Alguém já viajou e deu uma merda, algum perrengue. Então antes de começar o show tem um QR code, as pessoas entram no QR code, preenchem um questionário, aí eu tenho acesso a dados de todo mundo da plateia, e dali eu vou fazendo improvisamentos. Então a plateia já me dá um insumo antes de começar o show da onde eu vou improvisar.
Legal. Aí o que que eu faço? Eu faço um telão que fala assim: quem aqui é contra o Neymar? Pô, tem show que é 90% da plateia odeia o Neymar, tem show que é 10%. Aí eu mudo o texto. Então eu vou entendendo quem é de direita, quem é de esquerda, quem é homem, quem é mulher. Em vez de ficar perguntando, tá aqui, ó: caralho, 50% da plateia tem 30 anos. Eu já mudo o texto. Então assim, você vai criando coisas para você resolver problemas.
E é isso que eu gosto de fazer, mais do que ser comediante, Eu gosto de ficar usando, porra, ferramentas criativas para fazer a comédia de alguma maneira ir para outro lugar. É a minha pira, tá ligado?
Eu tenho outro projeto que você gosta, que eu gosto muito, que você falou, que é o Três Continentes também, que eu falei, que é a mesma coisa também, que é outro projeto, que é outro formato, que nem falei dele, cara. E é um bagulho que tipo assim, como que você vai cancelar um chinês falando mal da China, um francês falando mal da França, um gorila? Você não consegue.
A ideia do Três Continentes ela surgiu de um dia que eu olhei e falei assim, caralho, tá muito difícil fazer comédia no Brasil, imagina fazer comédia em Angola daria certo. Eu falei, caralho, pera aí, e se eu chamar um chinês? Não, na época não tinha nenhum chinês, mas se eu chamar nacionalidades diferentes para eles falarem a realidade deles? Porque é muito engraçado a coisa, a graça das coisas é o controverso. Se eu ficar falando, não, parabéns, a água é— não, isso daqui não tem graça.
Não precisa ofender também para ser engraçado, mas a graça tá nas diferenças, né? A graça tá na, sei lá, Às vezes na intolerância, numa burrice. Isso que tá engraçado, é o que dá molho, que dá caldo no absurdo. Absurdo é muito engraçado. E aí quando você brasileiro fala umas paradas, a galera vai te destruir. Puta, eu falei, cara, se botar isso na boca de um francês, de um chinês— então eu virei o cara, tanto que eu sou o cara que menos é assim, embora opine bastante, mas ali é eles.
Eu fico levantando, eu sei como é que põe fogo, eu sei que o chinês e o angolano se odeiam numa coisa. Essa é a graça da parada, entendeu? Tem uns choques ali que são muito curiosos. Então a ideia inicial foi: como que eu posso fazer uma parada que tem humor livre? Que todo mundo tá reclamando do humor, tá mimimi, mimimi, mimimi. Eu falei: cara, o chinês, nenhum cara de esquerda vai encher o saco do chinês, porque não é chinês, mano, é a realidade dele.
Você vai encher o saco do cara, do chinês? Você vai encher o saco do francês? É a realidade dele, maluco, ele come essas porra. E aí você vai, é isso. Uma coisa sou eu falando, outra coisa— tanto que o cara mais odiado do 3 Continentes geralmente sou eu, porque eu sou brasileiro. Que a pessoa fala nada a ver isso que o Meirelles tá falando. Pô, mas é minha vivência, caralho, é minha vivência, eu vivi isso. Mas o Brasil não vive, o Brasil é plural.
Só que o francês, quando ele fala da França, ninguém chupa, porque ninguém sabe porra nenhuma da França. Então ele fala o que ele quiser, entendeu?
Isso é bom. Vamos dar o presente para o Meirelles, que a gente não deu ainda. Você, eu sei que você tá usando camiseta da Insider aí, mas você pode usar tênis de outros lugares, né? Você vai ganhar um presentinho da gente.
Já valeu muito ter vindo.
A pergunta foi uma merda, mas o tênis é maravilhoso, cara.
É, e a Raze é uma parceira nossa aqui do PrimoCast, né, o ano inteiro, né. E esse tênis que a gente tá dando para o Maurício é o RS8 Avante cinza, que é um best-seller. E se você entrar no site da Raze, montar o carrinho, usar o cupom PrimoCast, né, em compras acima de R$497, você tem 15% de desconto, tá. Então demais, ó, para você ficar bonitão aí. Olha aí, legal, hein.
E eu posso usar porque a Insider não faz tênis, então Legal, é isso aí. Mas faz meias que vão ficar ótimas nos tênis.
Já faz um blend, uma collab com as duas marcas. Então a gente vai deixar o cupom, QR code na tela para você usar aí, é os tênis da Raze. Beleza? A gente tá sempre com os tênis da Raze, né, Kaique? Eu já leio, tem uns 3 aí que eu uso sempre.
Uma coisa que eu queria perguntar, que eu vi aqui, cara, que eu sempre tive curiosidade: como que é fazer um especial Netflix, cara?
Porra, legal!
Como que chega nisso? Como que você cria um projeto, o cara chega em você Cara, eu acho que ali é mais uma coisa de curadoria da própria Netflix.
Não é a gente, assim, obviamente existe essa coisa mais ativa de você ir lá e bater na porta da Netflix. Olha, eu tenho uma ideia aqui de um especial. Eles geralmente vão olhar e falar, ah, legal, deixa aqui.
Mas os caras são firmes ou os caras são arrogantes?
Depende do momento.
Temos Stranger Things aqui.
É rotatividade muito grande? Então muda time direto?
Quando eu fiz foi em 2000, cara, tem uma história boa disso, porque quando eu fiz foi em 2000, eu gravei em 2019, era para lançar em 2020 e no meio da pandemia aconteceu toda a merda. Então assim, 2019 foi quando eu gravei, 2020 ia para o ar em março, assim, que foi no período da pandemia. E a galera não tava muito nessa de ver comédia, a galera tava, tava tragédia, né? A galera tava vendo os filmes que mais bombavam na Netflix, era pandemia, epidemia, morreram, tudo, tudo era muito assim, tá ligado?
Eu acho que era um momento meio de medo assim. Assim, foi muito bem. Eu acho que qualquer especial de comédia que você vai colocar no streaming, ele vai bem porque tem um público para isso. Mas eu tava no meio, pensa assim, eu tava competindo com o mundo inteiro dentro de casa. Então foi uma coisa meio, caralho, né, ficou meio doido. Mas vamos lá, como é que funciona esse processo? Eu acho que pouquíssimos comediantes têm um especial Netflix aqui no Brasil.
Quem tinha na primeira leva foi, teve levas, a primeira leva foi o Rafinha que fez um especial, o Marco Lu que fez Especial, e o Danilo fez um especial. Eu acho que deve ter dado muito certo, tal, porque passou uns 2, 3 anos. Qual que vai ser a segunda leva de pessoas? Aí a segunda leva, se eu não me engano, começa comigo, com Ventura e com Padilha. Somos nós três depois. Depois passa uma outra leva, que é o Whindersson, Bruna Luiz e Rodrigo Marques.
Eu devo estar esquecendo de alguém. Como que funciona. Na época que eu tava, quem trabalhava lá era o Fidel, era um americano talvez, e ele era o cara que tinha essa curadoria. A Netflix, ela não era brasileira, a Netflix era internacional, não tinha uma boutique aqui, uma coisa meio tipo assim, ah, o cara do TI trabalha aqui no Brasil, né, o cara que resolve o cabo da Netflix, mas era em Los Angeles a sede. Então entraram em contato amigo, do tipo, a gente gosta do seu material, a gente acha que o seu material ele é internacionalizável, né?
Essa foi a minha, não sei qual que foi a do Padilha. Para mim foi, a gente acha que seu material é internacionalizável, então a gente queria fazer o conteúdo de comédia com você. Geralmente eles dão dinheiro para você, uma grana tipo assim, sei lá, 300 pau, e você cuida da produção, entendeu?
Então assim, mas eles pedem assim Tem, tem um nível ali de qualidade.
Microfone tem que ser esse, a câmera tem que ser essa.
Até se você até jogar na internet lá, tem os equipamentos, $10.000, fala, não, o resto é tipo assim, tem uns equipamentos mínimos que a Netflix, tipo assim, até a câmera, tem a câmera mínima hoje que eles aceitam, FX3.
Isso, exatamente, exatamente. Então eles, por exemplo, eles comigo foi isso, eles fazem um orçamento, tem uma pessoa que intermedia entre Netflix, que fica em Los Angeles, né, no caso, era uma, acho que na minha época era Carol, mandar até um abraço para Carol. Ela é a pessoa que intermedia, ela tá ali na Netflix tipo como uma responsável de critério desse material que vai para o ar. Então ela que vê se o diretor é bom, se o cenário vai ficar legal.
E nisso a gente produtora do Brasil faz toda a colaboração, captação, quem que vai ser o diretor, quem que vai ser a empresa que vai fazer a luz, que que vai ser a empresa que vai fazer o cenário. A gente tem todo um bastidor gigantesco. A partir do momento que a gente tem isso, você manda o texto para eles, eles aprovam, tem essa pré-aprovação. Você manda em inglês. Eu me lembro que eu mandei em inglês e o cara aprovou, falou, cara, só tira.
E não é tira porque censura, tira porque não vai dar tempo, tem que ser uma hora de material.
Entendi.
Na época minha era uma hora de material, então esse daqui vai ficar além. Só para tirar alguma coisa, eu tiraria isso daqui pelo critério do cara. Então muita gente pode falar, pô, mas os caras estão se metendo na sua obra. Porra, mas de alguma maneira é a quatro mãos, né?
Os caras são Netflix.
É, e você podia falar assim, cara, vou tirar porra nenhuma. O cara fala, beleza, então você não vai estar na Netflix.
Então é isso aí, quero estar na Netflix, vai ser bom para caralho para mim. É um puta cartão de visita quando você tem qualquer lugar do mundo, você fala, eu tenho um especial de comédia da Netflix. Opa, que legal!
Mas a Netflix é muito mais para o comediante, né? Muito mais um selo, tipo assim, uma coisa mais de branding do que uma coisa assim para ganhar dinheiro logo de cara, né, cara?
Ganhei dinheiro porque eu fiz um trabalho, mas não é tipo, meu Deus do céu, estourou, fiquei rico por causa disso. Você vai ver o Dave Chappelle lá, o cara, pô, fechou um contrato de 80 milhões de dólares em 3 especiais. Não é isso que acontece no Brasil. Acho que a única pessoa que ganhou dinheiro com especial de comédia foi o Whindersson, porque ele fechou um contrato com a Netflix. O Whindersson tem muita, não sei se ele ainda tá na Netflix ainda, eu acho que não.
Tinha tipo uma exclusividade ali, uma exclusividade, ele tinha que fazer.
Inclusive é uma coisa até curiosa, Netflix, você faz o especial e você não pode usar nas suas redes sociais nada daquele projeto no mínimo em 5, 6 anos assim. Nem cortes, não pode usar corte, eu não podia divulgar.
É porque o Whindersson, se eu não me engano, ele tem 2 especiais, ele tem uma série, não tem uma série, tem um realityzinho, não é o quê, ao redor?
É que vai ver às vezes as uma das obrigações contratuais dele é fazer um especial de comédia uma vez por ano, sei lá, é um outro contrato.
O meu era isso. Então o meu, eu me lembro disso assim, era muito, tanto que quando eu fui fazer a gravação do especial de comédia, eu não podia botar gravação de especial Netflix, vai lá, não posso usar o termo Netflix. Temos gravando um especial, vai lá. Aí na hora eu falei que era da Netflix, as pessoas ficaram felizes e tal, mas eu não poderia divulgar Netflix nas minhas redes. Eu lembro disso naquele período, não sei como é que tá hoje.
É, mas já passou, Pedro, já pode, já, já pode dar.
Eu já botei alguns, alguns cortes recentemente, você não tem mais exclusividade. Então se a Amazon quiser fechar um especial, eu posso agora negociar. Mas eu fiquei tipo assim, sei lá, uns 6 anos sem poder fazer nada em outro lugar.
É legal, mas para você, pô, foi top, foi ótimo, cara, foi ótimo.
E Netflix, ó, se você quiser fazer outra coisa com o cara, eu acho que a Netflix, ela, isso é uma parada que eu fico um pouco chateado assim, a Netflix ela saiu da comédia, não sei o que aconteceu, às vezes foi resultado, pode ser também. Mas ela deu uma— eu não sei se teve aquela questão mais de comédia, puta, vai ofender. Eu não sei se caiu nesse lugar, nessa diretoria, nessa diretriz woke, que era um momento bem assim. Mas eles pararam de fazer. Quem tá fazendo bastante é Amazon agora, o Prime.
Mas o posicionamento das duas é muito— a Netflix já virou uma marca mais bonitinha. Eles são a— você vê o catálogo da Amazon Prime Video, irmão, é de piweb.
Eu posso estar falando merda e provavelmente tô falando merda, mas é tipo assim, é resultado mesmo. Tem, teve uma fase dos reality shows, tem as fases das animações, tem a gente tá entrando agora na fase de minissérie, tá voltando alguns outros tipos de reality aí.
Pois é, cara, é muito legal.
Uma competição no Alasca, eu falei, caralho.
E é animal que você, você vendo, vocês que manjam muito de investimento, de equity e tal, você vai ver que a Netflix é uma conta que não fecha, né? Mas ela tem um valor de mercado muito gigante, porque a produção, né, é porque pelo ativo que ela tem ali. Exatamente, porque ela gasta muito dinheiro, ela investe muito para fazer as produções. Aí você fala, mas da onde tá vindo esse dinheiro? De assinatura? Não necessariamente, eles não se pagam.
Se você ver, eu acho que deve estar, deve estar uma dívida do caralho. Mas eu acho que o objetivo dessas empresas, minha visão, tá, é ter uma, uma, um valor de mercado tão grande a ponto de ser comprado por uma Fox. Futuro, e a coisa vai virando grande conglomerado.
Tem uma coisa que agora tá começando a fechar um pouco mais a conta, é que com as assinaturas baratas eles estão ganhando muito dinheiro com anunciantes. Isso. E agora eles estão começando a testar IA dentro dos filmes, que é um anúncio sem ser um anúncio.
Como assim? Tipo um product placement?
É, não, é tipo assim, sei lá, do nada o Batman vai estar lá, ele vai cair, do nada você vai ver um logo de uma empresa, entendeu? Tipo assim, eles vão inserir, mas eles só vão poder fazer isso em produções próprias.
Pois é, cara.
Então, tipo assim, vai, sei lá, alguém vai estar tomando uma cerveja, aí vai ver, a cerveja vai ser verde. Daqui 2 anos a cerveja vai ser da Budweiser. Eles estão começando a testar esse tipo de coisa, que vai mudar, né, de acordo com a região, dependendo da região e tudo mais. Vai ter algumas inserções dentro das séries de produtos que foram implementados ali. Eles vão usar provavelmente através de IA ali para colocar as coisas.
Eu acho que agora eles já têm, né, assim, como se diz assim, o licenciamento das coisas também, né? Você pega, pô, Amazon aí com The Boys, é um negócio que é super— agora ele pode vender mochila, pode vender Stranger Things.
Antigamente a Netflix ela não fechava tanta conta porque ela tinha que pagar royalties para, sei lá, passar o Breaking Bad. Ele tinha que ir lá na escola, muito dinheiro para ter o produto. Hoje o produto é dele, então ele pode fazer aquilo que o Lucão falou, é tipo, pô, ele pega uma série, né, para vender produto, a série que deu certo lá, e cria boneco, aí cria Funko, aí cria evento, vai criar o sorvete, vai criar.
Mas é por isso que eu acho que eles investiram na comédia em algum momento, que eles sabem, por exemplo assim, qual que é o pensamento talvez deles? É o seguinte: vou trazer o Whindersson aqui porque é um público que não tá tanto na Netflix e vai querer ver o especial do Whindersson, eles vão pagar. E pagando, eles vão ver as outras coisas, vão ver as outras coisas. Então botei esse cara aqui dentro, e esse cara aqui dentro agora já compensou toda a grana que eu gastei no Whindersson.
Acho que era o cara de maior awareness de comédia ali naquele momento, sim.
Com certeza. Hoje eu não sei quem é, tem muito cara hoje assim, né, que tá— eu acho que agora ficou mais nichado tudo, né. Hoje você tem comediante de medicina, comediante de comunidade gay, comediante judeu.
O cara dá certo hoje não só como comédia, mas como conteúdo, o cara tem que ir nichando.
Eu acho, cara, para comédia assim. E esse é o grande problema de comédia na TV aberta, é difícil você fazer comédia na TV aberta porque alguém vai alguém ficar puto com alguma coisa que você fizer, e é o suficiente para encher o saco de um patrocinador, e o patrocinador falar, cara, então tira. Você vai tentar agradar todo mundo, você não vai agradar ninguém, cara.
Você acha que por isso que esses grandes que foram mais genéricos assim, eles estão um pouco menor hoje?
Eu acho que é minha percepção. E a comédia, quanto maior for, mais mainstream for, mais higiênica vai ficar, porque ela não vai—
mais polida.
Então se você quer ser uma boa comédia, foda-se que tem gente que não gosta de você. Acontece comigo o tempo todo. Aí eu não gosto desse cara, tá bom, caralho, você quer que eu chore? Vai ver outra coisa. As pessoas, elas, e é muito louco, as pessoas elas reclamam como se fosse assim que, puta, eu queria mudar o Kaique, não gosto do Kaique. Tá bom, Kaique é isso, não vai mudar o Kaique. O Kaique é isso. Você quiser, você vê o Cláudio, tem vários caras.
E eu acho que a comédia ela vai nichar, assim como eu acredito que o mundo vai nichar. É uma teoria pesada que eu tenho, que eu acredito real que a algoritmização das mídias digitais tá chegando no lugar que a meia-verdade está existindo. Que é o quê? Se você parar para pensar hoje, tem mais gente— eu tenho 42 anos— tem mais gente de 42 anos para baixo do que 42 anos para cima, né? Porque tem gente que com 80 anos de idade que morre e tal.
Enfim, essas pessoas para baixo, elas estão no universo mais digital do que essas pessoas de 42 anos para cima. Esse universo digital foi crescente com essas pessoas, de fazer elas acreditarem que o algoritmo é a verdade delas. Porque eu vim de universo híbrido, vocês também. Vocês vieram da televisão, era um universo vertical.
E a gente, e a primeira geração de internet, acho que até 2010, o algoritmo ele não era nichado.
Exatamente, exatamente.
Pesquisar, você tinha que pesquisar O Facebook era maravilhoso, todo mundo viu o Catracalipo, todo mundo era impactado pela mesma coisa, né?
O Twitter era para todo mundo, tal, Instagram para todo mundo. Então daqui a pouquinho a gente vai chegar no momento que as pessoas— meu filho tem 8 anos, ele vai acreditar que todo mundo tá falando sobre moto porque ele gosta de moto, ele vai falar disso, só se fala disso. Então eu acredito que no futuro vai ter prédios para marombeiro, então prédio nichado, vai ter um prédio para velho, bairro. Eu acredito que vai ser essa coisa.
Então a comédia serve também disso. Assim, cara, eu gosto de comediante hétero judeu que fala sobre riquezas. Esse é o cara. O cara que fala muito para todo mundo, em algum momento ele vai esbarrar em algo que você não gosta. E aí você não gostando de alguma coisa, você já vai deixar de seguir. Então a gente tá mimando a sociedade para ter aquilo da dopamina certa, do jeito certo. E isso é foda comédia. Mas eu vejo assim que as pessoas estão cada vez mais— você vai ver show, por exemplo, tem um cara que é muito bom, cara, eu gosto muito dele, o Diogo Almeida, cara legal para trazer aqui. O Diogo Almeida, ele é o comediante que mais vende ingresso hoje no Brasil.
Sério?
É, ele é professor. O show dele só vai professora, professor e professora.
Negócio de identidade, não vai você, identificação total, não chega em você.
Você, mas ele vai lá, lota 5 mil pessoas no show dele.
Eu nunca vi.
É, então é um cara que assim, ele chega na cidade, acabou a cidade, todo mundo quer ver o show desse cara, mas não tem um padeiro sentado na poltrona. Mas ele pegou o nicho de professor. Aí tem outras pessoas que perceberam isso, falou, cara, vou fazer o nicho de corretor de imóvel.
Tem um comediante corretor de imóveis, tem um que eu não lembro o nome, que eu já vi o stand dele, é muito bom, que é peão de obra.
Ah sim, esqueci o nome desse cara.
E ele faz muito show para empresas, para empresa disso daí. É, então tipo, sei lá, a sei lá, pensa na Usiminas, deve ter 2.000 operários lá. Ele faz stand-up para os 2.000 operários, os cara racha o bico porque ele fica falando de tipo assim, sabe, pô, da vivência dele, da vivência dele. A mina do RH te chama, ele fala como que é tipo ir num bandejão, sabe, tipo todo mundo escolhendo salada, ele quer pegar a carne, sabe.
Tipo, ele pegou nicho. Se ele fosse um cara plural, talvez ele estaria ganhando 20 vezes menos do que ele ter sido esse cara que virou o cara que toda vez que tem um evento chama ele. Então assim, mas ao mesmo tempo eu acho arriscado, porque se você como artista, né, você fala, caralho, parece que vai esgotar rápido, né? É, eu quero falar de outra coisa.
E aí, aí tem isso também, pô, não aguento mais falar disso.
E aí eu não aguento mais fazer, né?
Que passa, né?
Que passa. WebBúlio, eu precisei parar um momento para voltar a fazer, porque se eu viver só do WebBúlio, tava fodido. E aí toda hora tem que fazer. Imagina, eu deixei de gostar de fazer, aí você começa a fazer de saco cheio. Então depender de uma coisa, por isso que eu acho que a criatividade é fundamental, que é um mênzinho. Eu já tive esse papo com ele, né, que é legal para caralho personagem dele, mas vai chegar uma hora que ele vai se cansar de fazer.
Não é que o público, público vai renovando, mas ele ia falar, não aguento mais botar essa peruca, fingir que— então ele vai tentar, ou ele vai criar um novo personagem, ou ele vai criar um novo ecossistema do personagem dele. Agora é o Menzinho tá indo morar na Itália, sei lá, qualquer merda que ele vai criando, reality do Menzinho. Senão, cara, você vai ficando de saco cheio de fazer a mesma coisa, né, é tocar sempre Satisfaction. Toda hora. Você fica de saco cheio, você quer tocar tua música.
Deixa eu falar, ontem você tava lá no Flow, né? No momento que a gente tá gravando esse podcast aqui, você tava lá no Flow no debate político, cara. Sim. Como é que foi isso, cara?
Eu tenho experiência.
Te convidaram? É, você gosta de se envolver nesse tema, cara?
Que é um tema que me irrita muito porque patrocinador fala assim, puta, não gosto, adoro você, mas você fala de política. Aí você fala, caralho, aí você não me coloca e coloca o cara que tava, sei lá, na manifestação gritando vai Lula, sei lá, qualquer coisa desse tipo, que é uma mentira. Todo mundo fala de política e todo mundo tá envolvido em política de alguma maneira. Só que eu não falo de Bolsonaro, eu não falo de Lula, eu sacaneio o contexto.
Eu não tenho— as pessoas me chamam de isentão. Eu acho o contrário, eu acho que eu sou um isento para um cara que nem fala de política. É o sistema errado. Isentão, isentão, o cara que não tá falando de nada, é o cara que você fala, e por isso, cara, ah, não quero me meter. Isso aí é isentão. Eu vim de uma escola que chama-se, uma escola que eu gosto, que é a iconoclastia, é onde eu aprecio a comédia, que é South Park. Bate em todo mundo.
Eu cresci com South Park batendo em todo mundo, eu cresci com Casseta Planeta batendo em todo mundo, e eu aprendi não sei o quê que se bate em todo mundo, inclusive em você próprio, nos seus colegas. Essa é a função da comédia. Então, cara, tá tendo um negócio do Vorcaro, porra, piada com Flávio Bolsonaro, piada com Lula, piada com Renan, piada com todo mundo que você puder fazer, você vai fazer. E isso gerou para mim engajamento absurdo, porque tá tendo muita coisa engraçada que o Brasil tá oferecendo de tema.
É o Vorcaro fazendo suruba com ministro, isso já dá um vídeo. Aí 120 mulheres, aí passa um tempo, sei lá, é o Alexandre de Moraes falando umas groselhas com Gilmar Mendes, Mais piada. Isso foi me dando muito engajamento. Então eu tô hoje em dia, nessa semana de eleições aqui agora, antes dos últimos 15, 20 dias, cara, tô fazendo conteúdo todo dia, tá dando 2 milhões, 3 milhões de view por vídeo. E eu acho que isso chegou no flow do tipo assim, quem que a gente vai chamar para fazer o debate, fazer umas piadas? Ah, vou chamar o Maurício. Maurício fala essas merda o tempo todo.
Aí sei lá.
Mas eu acho muito errado do público ele te obrigar a escolher um lado sendo que não tem tem um lado bom. É tipo assim, o cara te dá 5 opções, é tipo assim, 2, 3 opções muito ruim, 2, 3 mais ou menos, não tem nenhuma opção boa, e o cara te obriga.
Sabe qual é o problema? Eu vou ter, eu vou eleger alguém, eu não vou votar nulo. Sim, eu não voto nulo, eu aperto um botão e tal. Mas qual o botão que você aperta? Eu falo, sabe por que que eu não falo? Porque as pessoas, elas não têm uma maturidade para ela entender que eu não estou endossando esse cara, eu só estou votando. E não que eu tô votando nele porque eu acredito muito nele, esse cara vai salvar o Brasil.
É porque quando você fez a sua listinha lá de prós contra, ele ganhou, ele ganhou. Você pega 10 nomes, aí você fala assim, pô, esse cara aqui é ruim nisso, esse é ruim, esse é bom nisso, esse é ruim nisso. Aí você vai fazendo as suas perguntas, você fala assim, caramba, olha, esse aqui que marcou 3 pontos, todos os outros marcou 2, eu vou ter que votar nesse.
Aí o cara fala assim, por causa de você o Brasil acabou. Eu falo, não é por causa de mim, velho, eu tive que votar em uma pessoa, seja ou Lula ou Bolsonaro ou Ciro Gomes ou Renan. Eu olhei e falei, cara, para mim eu acho que o ideal é esse cara aqui. Não, ideal não, para mim as opções que eu tenho, as opções que eu tenho essa daqui, mas não significa que eu tô fazendo L, tô fazendo a arminha, tô fazendo M, tô fazendo o V do Vorcaro.
Eu tô só escolhendo uma pessoa. Então eu prefiro ser esse cara. Ah, mas você devia falar em que você vota. Não, porque eu não confio. Como é que eu vou chegar e vou falar assim: caralho, votem nesse cara, ele é a melhor solução para minha concepção do que eu tô vendo aqui? Eu não quero, eu não quero influenciar você, porque realmente eu nem sei se esse nunca vai dar certo, porque eu acho ele tão ruim que eu não quero modular você a fazer uma decisão merda.
Então eu prefiro não. Enquanto não tiver um cara que eu ache legal, eu não tenho por que eu falar. Até porque eu acho que de fato influencia uma pessoa ou outra através do meu critério, de um cara que tem 3 empresas, ganha uma grana legal. Aí eu tô eu falando assim para um cara que é um fodido, trabalhando para caralho, falando faz esse cara. Às vezes para mim é bom e para o cara não é, mano. Sim, caralho, cadê a democracia? Decide você, mano, escolhe o que você acha melhor, formula seu pensamento, formula seu pensamento.
Agora, através das coisas que eu falo, é diferente das coisas que eu, assim, as coisas que eu falo, ó, eu acho que isso daqui é legal, acho que isso daqui é ruim, acho que daqui não é o Kaique a melhor opção. Eu falo assim, pô, acho que é legal empreendedorismo. Significa que eu estou falando vote nesse ou vote naquele? Não, significa que eu acredito no empreendedorismo. Não significa que no final da história é Viu, você falou de empreendedorismo, então você me obrigou a votar num cara que eu não— não, mano, tô falando que eu gosto disso.
Agora não significa que Maurício está endossando um candidato. Não estou endossando candidato, cara. Eu acho até, eu acho até, eu acho que eu tenho que endossar pautas políticas, falar de política, mas eu acho muito errado. Eu, Maurício, não acredito que eu deva explicar para pessoa que ela deve votar nesse cara, que eu acho que é muita arrogância, prepotência da minha parte, cara.
E a gente tá vivendo até uma eleição diferente das das outras, né? Porque a gente já viveu outras eleições com internet, Instagram do jeito que a gente tem. Só que esse é uma eleição que ninguém quer aparecer, todo mundo tá com medo de falar, todo mundo tá com medo de aparecer. Ninguém tá comparecendo nos debates, ninguém tá fazendo conteúdo para as redes sociais, ninguém tá fazendo nada.
Porque aquilo que a gente tá falando, no debate da Band, né, tradicional, os cara não foram.
É tipo assim, parece que o quanto menos você falar, menos a pessoa vai descobrir que você é uma péssima opção.
Não sei, sabe? É exatamente isso. Eu acho que foi falado, as pessoas falaram demais demais e se prejudicaram. Eu acho que o Marçal, de alguma maneira, ele jogou essa merda no ventilador, ele modulou o debate a ponto do cara falar, velho, eu não quero ir para lá para não virar um corte de eu errando numa, abrindo a água, não vou para lá, não vou.
É porque antigamente era um negócio que tipo assim, todo mundo, todo mundo falar, é que não tem mais só o Marçal, né, agora temos Renan e tudo mais, mas é tipo assim, a galera ia até essa linha. Hoje tem uns caras no um debate que os cara atravessa todas as linhas, ele enfia o dedo na sua cara mesmo e fala que todo mundo é querido.
Acabou, porque isso dá engajamento. Você sabe que esse vídeo aqui nosso que a gente tá gravando seria muito mais visto se eu saísse na mão com você?
Com certeza, sem dúvida.
Se você jogasse o microfone na minha cabeça.
E aí eu começo a achar que pessoas já estão percebendo isso e estão indo em podcast para sair na mão com você. Porque qual é a melhor forma de eu vender o meu, a minha palestra de criatividade criatividade. Foda-se se eu vou sair na mão com você. No final eu tô falando, galera, porra, curso de criatividade. O cara vai clicar no vídeo, ele vai ver uma hora de vídeo para ver eu batendo em você, mas no meio do caminho eu tô vendendo curso, tô vendendo coisa, tô vendendo ação, tô vendendo roupa, tô vendendo o tênis.
Então assim, o mais importante do que a proposta, mais importante do que o conteúdo, as pessoas estão vendendo é a audiência. E o que que dá audiência? Isso daqui não dá audiência como daria eu chegar e Caralho, se engasga todas as gerações da sua família, porque isso vai virar um corte. Olha o que o Maurício fez, Maurício é um imbecil. Então hoje em dia é interessante você sair como imbecil, sacou? É interessante, não tô falando que é legal, mas é interessante.
Então falando de mim, aquela filosofia tipo assim, cara, é cresça e faça as pessoas te conhecer por qualquer motivo, e depois de 2, 3 meses todo mundo vai esquecer.
Aí você vendeu. Porque aquela coisa assim, se eu chego para você, vamos lá, vou dar um exemplo aqui, eu não tô dando ideia para maluco, tô falando o que acontece. É o que acontece, tá? Não é façam isso, é acontece. Se eu saio na mão com você agora, te dou um soco na boca, vai sangrar, vai bombar, vai bombar. Esse vídeo vai explodir e vai ter um corte agora bombando. E as pessoas, a primeira coisa que elas vão fazer é entrar no meu Instagram para ver se eu comentei sobre esse assunto.
Na sequência eu vou e posto, ó, galera, 30% de desconto no tênis. Então o cara tá querendo ver briga, ele fala, pô, mas tem 30% de desconto no tênis também, aproveitar, comprar um tênis. E aí tá todo mundo entrando em podcast para dar porrada. Isso serve para o debate. O cara fala assim, cara, o debate o Brasil inteiro tá vendo, eu vou fazer uma proposta, eu vou aproveitar esse momento para me vender. Foda-se que vai ter praça em Rondônia, ninguém tá se importando com praça em Rondônia.
Agora, se eu falar que você cheira cocaína, mano, nossa, você é cheirador, tá ligado? Depois eu desminto. Então vai render meu corte, minha cara, eu vou aparecer em vários lugares.
Tá falando, é interessante, porque o que eu tô entendendo que não tem um upside tão bom, né? Você, e você fala assim, cara, não vai ter alguma coisa que eu vou falar no debate que vai impactar positivamente as pessoas e eu vou conseguir converter em eleitores? Agora pode ser que eu dê uma escorregada lá, que aí eu vou perder. Exato, os cara que eu já tenho.
E fora que, tipo assim, hoje, sei lá, se você pega um debate que vai ter o Renan e o Marçal, você fala assim, cara, será que meu discurso é melhor do que desses dois piroca que não que não tem filtro, aí o cara já fala assim, pô, um Lula, um fala assim, cara, eu tenho muito mais risco do que ele.
Eu vou lá falar sobre segurança pública e fala, não, a gente tá pegando uma frota com IA. E o cara tá lá assim, ai, você que dá o cu! Como é que você compete com isso?
É verdade, é muito melhor, né, cara?
O cara não consegue, o cara não consegue brigar.
É verdade, eu tô conversando com você sobre, cara, eu acho que a renda fixa e você que você tá bebendo, ele vai ganhar, cara. Ele vai ficar, entendeu?
Então aí você perde a linha. Aí você, tipo assim, aí você, aí tipo assim, por exemplo, você fica fazendo isso, Mauro, ele vai ficar bravo, ele vai ficar louco, vai assim, cara, o cara perdeu a linha, perdeu a linha aí, não tá preparado, olha lá, controle emocional.
E o cara foi lá só para falar, cara, eu queria divulgar uma proposta aí de educação. Não vai ganhar o cara que tá com uma proposta de educação, vai ganhar o cara que vai aparecer mais, tipo, olha lá, ele fez o cara ficar puto, esse cara é Tanto que ninguém sabe as propostas do Lula e do Bolsonaro, ninguém do Flávio Bolsonaro, ninguém sabe as propostas. A gente sabe que, a gente sabe as polêmicas, a gente sabe que o Lula tretou com não sei quem, que o Flávio Bolsonaro tem uma ideia de bosta aqui, que tem uma polêmica aqui, que tem uma, vai comprar celular, uma denúncia aqui. A gente não sabe porra nenhuma, não precisa.
Ninguém, cara, vamos jogar real, quando tinha proposta a gente não assistia, a gente não entendia nada.
Vamos jogar Tava lá o Al que, puta, era o Al que me encontra, o Aécio, sei lá que porra, chato.
José Serra, né?
Serra sabe.
E a Marta.
O Serra tem uma pergunta para o candidato. A Fifi Domingos fala, puta, chato, pá, pá, pá, vou mudar. Aí chega agora, é um circo, é um porra, porradaria. Você quer ver o cara falando que você é cheirado? Virou um bagulho de Big Brother, mano. Então você não vai ter proposta proposta boa. Então o cara nem pensa na proposta. Bobear o livro do PT não tem nada, mano. Qual que é o livro de proposta do Flávio Bolsonaro? Sei lá, escreve qualquer merda.
É o que a gente sempre fala aqui no PrimoCast, né, que é isso, né. Se a galera vai para falar de propostas, de projetos, fica muito difícil para todo mundo entender exatamente o que tá rolando. Agora, se eu for lá com um assunto simples, né, uma pauta, né, super assim, ah, cara, não gosto de você, que você dá o cu. Aí esse cara fala assim, porra, já entendi, eu tô do lado também desse cara, que eu também não gosto.
Maluco, tem gente que era vereador há 2 anos atrás falando assim, eu sou contra a causa palestina. Falando, você é vereador de Sorocaba, não tem nada a ver a causa palestina no teu projeto. Porque você tá falando, você tá falando do projeto, o banheiro trans é uma vergonha. Tu fala, maluco, não é a sua função essa do banheiro trans, você tá, mas você cria uma repulsa a ponto de, eu gostei desse cara porque ele odeia as mesmas, ele odeia as mesmas coisas Isso é maluquice, né? Então eu voto em você porque eu e você, a gente odeia ele, velho.
Uma questão ideológica, mas é uma ideologia meio barata assim.
A gente odeia junto, mano, a gente odeia junto. Eu fiz até um vídeo no Instagram sobre se o ódio virar a grande válvula da sociedade. A gente tá muito— vai ter campanha publicitária de ódio. Ah, você que odeia ciclista, compra um novo Renault que abre a porta rápido.
Vai virar isso, um grande fã biciclista não.
Você vai comprar pelo ódio os bagulho, tá ligado? Eu vou comprar essa porra porque eu odeio chuva. O Tinder vai ser você, você e a fulana odeiam a Catarina, vocês têm muito mais em comum do que vocês imaginam, vocês têm match. Você fala, porra, caralho, a gente tá se pautando nisso. Eu acho meio perigoso porque vai ser a primeira eleição das últimas aí. Não sei se a última também teve isso, mas pelo menos essa eu tenho certeza, que o candidato que ganhar, seja Lula ou Flávio, ele tem mais rejeição do que aprovação, porque ele tá no primeiro turno, sei lá, com 30% de intenção, outro tá com 38%, sei lá eu, mas eu sei que a rejeição passa de 50%.
Não, mas eu acho que o Bolsonaro ele perdeu na última porque ele tinha mais, né, que ele tinha mais rejeição do que—
por isso que eu sou a favor na urna ter que ter uma porra de um botão escrito nem fodendo. Como é que nem fodendo quanto você quer, Flávio ou Lula? E aí você faz uma equação de se teve nem fodendo maior do que talvez o cara garantir uma vaga, ele perdeu. Sim, não pode, você não pode botar um cara que mais da metade da população não quer ele e ele ganhou porque teve um, sei lá, quantidade de nulos.
O nulo só cresce, né? De ano após ano só cresce.
Pô, como é que você pode botar um mesmo assim, cara? O cara teve sim, 48% de pessoas do Brasil odeiam esse cara e 44 votaram para esse cara ganhar. Como é que esse cara entra? É uma falha democrática. Você tá botando um cara que 44% da população falou eu quero ele, 48, mano, você fudeu minha vida se você entrar. Então tem mais gente odiando do que gostando. Isso vai acabar acontecendo nessas eleições, que é perigoso.
Maurício, obrigado, cara, tá vindo aqui falar com a gente. A gente espera gostaria muito que a gente, né, que o Thiago faça, né, o quadro com ele ajudando a Maurício Meirelles a investir, né?
Ele vai me ajudar, mano.
Vamos falar para o Thiago para a gente fazer esse quadro. Obrigado por ter vindo, cara. Você tem show aí próximo? Fala alguma coisa que tá rolando aí.
Todo sábado no Shopping Eldorado, tá bom, que é uma temporada que eu vou fazer até o final do ano. Até o final do ano a gente tá lá? É, até o final do ano, todo sábado, 10:30 da noite. Chama Surto Coletivo esse meu show, que é esse o QR code que as pessoas preenchem.
Legal, legal.
Lá com minha mulher.
Pô, vamos lá, vamos lá, vamos lá, vamos lá, vamos armar para vocês irem lá, pô.
Tá bom, não vou pegar celular, relaxa. E aí todo sábado tá lá. E além disso eu tô no Axismos também lá no meu canal, né, que tá lá, o Três Continentes, que é meu podcast. E convidados também para a gente fazer um dia uma resenha lá.
E o Instagram para a galera te achar para palestra?
Malmeirelles com 2 L's é o Instagram meu, né, Malmeirelles com 2 L's. E dromedário.etc é da minha empresa. Nunca tinha falado assim, mas dromedário.etc, contrato, contrate minhas palestras e vamos se divertir.
Contrata ele de advisor. Às vezes você tá em empresa aí que tem conteúdo ruim, aí você chama um cara de conteúdo bom, consultoria.
É porque tem muita gente aqui que fica mandando mensagem para gente, ó, é um cara criativo.
Já manda para mim, caralho, manda lá, manda no malmereres com dois Ls que eu converso com você. Valeu, pessoal, obrigado pela oportunidade, viu? Do tênis também.
Você que tá assistindo o PrimoCast pelo YouTube, é só você deixar o seu like aí, compartilha com todo mundo. Se tiver no Spotify, você pode dar 5 estrelas, você pode seguir também, você pode comentar, pode fazer o que você quiser no Spotify. Beleza? Grande abraço, até o próximo episódio e tchau, valeu!
Finclass
Documentário "Do Real à Ruína"Raze
Tênis RS8 Avante cinzaReise