PrimoCast 522 | Como começar a empreender e criar seu primeiro negócio do zero
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No PrimoCast de hoje, recebemos Rodrigo Tognini e Ricardo Gotchalk, fundadores da Conta Simples, para falar sobre como empreender do zero.
Empreender no Brasil não é fácil — burocracia, impostos, gestão financeira e cultura são desafios reais que travam muitos negócios antes mesmo de decolarem. Nesse episódio, eles mostram que dá pra virar o jogo com planejamento: como se organizar financeiramente desde o início, criar uma cultura forte com o time e validar sua ideia antes de gastar dinheiro.
Eles também contam os principais erros de quem tá começando, se dá pra empreender sem capital, e por que misturar as finanças PF e PJ pode quebrar seu negócio.
Hosts: Kaique @kaique.editor e Lucão @lucaszafraa
Convidados: Rodrigo Tognini @rtognini e Ricardo Gottschalk @ricardogott
Sua marca no PrimoCast: publicidade@timeprimo.com
Curte, comenta e compartilha com quem quer empreender!
- Validação de Estratégias e PlanosTestar demanda antes de lançar · Landing page e lista de espera · Fake door no produto · Feedback de amigos e familiares
- Tarifa zero CuritibaPaixão pelo problema vs. ideia · Adaptação e reinvenção · Importância do cliente
- Organização FinanceiraMistura de contas PF e PJ · Pró-labore fixo vs. retirada de lucro · Previsibilidade de gastos · Sócio pobre, empresa rica · Conta Simples como ferramenta de gestão
- Gestão de equipes e liderançaVender o sonho e inspirar a equipe · Programa de sociedade e divisão de resultados · Reconhecer e recompensar talentos · Dor de dono
- Definição de problema e soluçãoEmpreendedor como máquina de resolver problemas · Síndrome do protagonista · Olhar o copo meio cheio · Escolher as decepções que se quer viver
- Financiamento de empresasEmpreender sem capital · Criatividade para buscar recursos · Vender serviço para produtizar · Investidores anjo
- Desenvolvimento de Produtos e MarcasProduto perfeito é produto atrasado · Iteração e melhoria contínua · Exemplos: Netflix, Instagram, Conta Simples
- O propósito por trás dos negóciosEmpreendedorismo part-time vs. full-time · Y Combinator e dedicação dos fundadores · Sacrifício e trabalho braçal
Está começando o PrimoCast, o podcast oficial do Grupo Primo. No episódio de hoje, Kaique, a gente vai falar sobre como empreender do zero. Bom, hein, Kaique?
Dá para empreender ainda do zero? A galera fica fazendo essa perguntinha, né? Pô, é difícil. Será que— qual que são as dificuldades? Pessoal tem muito problema na parte ali contábil, número, regularização.
Eu acho que ficou mais fácil inclusive de começar novos negócios aí.
Pode ser, pode ser.
Você tem agora vários agentes aí que podem substituir aí vários, né, departamentos iniciais.
Então a gente vai te ajudar, você aí que tá com uma ideia na cabeça de fazer um negócio ou tá começando um negócio aí com a família, mulher, amigo, a virar um negócio de verdade estruturando isso.
Não é ouvindo esse episódio aqui que você vai tirar esse negócio do papel. É isso aí, certo? E para falar sobre isso, estamos aqui com o Rodrigo Tognini, que é fundador e CEO do Conta Simples, principal plataforma de gestão de despesas no Brasil. Ele é formado em administração pelo, pelo Insper. Olha só, que é um cara inteligente, inteligente, e também com especialização em negócios, empreendedorismo, pela Columbia University. Em 2024, passou a integrar a lista de Ah, Forbes Under 30, Kaique.
A gente não consegue mais, sabe disso?
Essa aí a gente já passou, a gente não consegue ocupar. Isso. Rodrigo, tudo bom, cara?
Tudo bem, obrigado, pessoal, pelo convite. Prazer estar aqui.
Muito bom. E estamos também com o Ricardo Gottschalk. É isso, Ricardo?
É isso.
Mandei bem. Co-fundador e vice-presidente do Conta Simples. Ele é graduado em engenharia mecânica pela Unicamp, com especialização em gestão de vendas pelo Insper, sua cara inteligente.
Muito inteligente.
Primeiro, não é essas faculdades que você fez aí. Não, que isso. Comunicação, rádio e TV, essas coisas que é meio zoeira. Bom, gente, vamos lá. E antes da gente começar, já deixa 5 estrelas se você tiver no Spotify, curte e compartilha esse episódio com todo mundo que tá pensando em abrir um negócio.
Se inscreve aqui, dá uma olhada aqui embaixo.
Você sempre tem aquele tio que tá abrindo um negócio que você já sabe que vai dar errado, você já sabe que esse cara vai perder dinheiro.
Ajuda ele. Às vezes o que faltou para ele é um bom modelo de negócio. Então manda esse podcast para ele que a gente vai falar sobre Vou começar com essa pergunta.
Vocês acham que o principal erro, um dos principais erros do empreendedor... Tá vendo? Eu já não vou seguir o roteiro. Então, se vocês ficaram presos nisso aqui, vai se dar mal. Vocês acham que um dos principais erros do empreendedor é se apaixonar pela ideia e não se apaixonar pelo modelo?
Com certeza. Com certeza. Inclusive, tem um livro muito bom do fundador do Waze, que é Apaixone-se pelo Problema. E a gente, obviamente, como Conta Simples, a gente atende, já passou em clientes nossos, mais de 100 mil empresas na nossa base. E já viu todos os tipos de modelos de negócio, né? Empresas digitais, empresas da economia real, empresa de serviço, startup, empresa de tech. E a gente muitas vezes pega empresas e vê e conhece fundadores que estão começando, né?
E aí é muito curioso, porque tem empresa que começou com um modelo específico e o negócio teve que se adaptar, teve que evoluir, teve que pensar, pivotou, teve que se reinventar. E aí você encontra um empreendedor depois de 1 ano, 2 anos, o negócio que ele tá fazendo é totalmente diferente do que ele começou. Mas por quê? Porque ele não tava apegado com a ideia que ele teve, ele tava apegado com o problema que ele tava tentando resolver.
Diferente de outros negócios que às vezes você conhece um empreendedor e assim, cara, a pessoa gasta a maior energia do mundo para te convencer que a ideia dela é fenomenal e vai transformar o mundo. Só que aquela ideia está na cabeça dele só, a hora que vai para o prático, vai para a rua, para a mão do cliente, não encaixa, tem alguma coisa que não fecha.
Não tem escala.
Não tem escala, o negócio às vezes, a monetização tem um modelo errado. Só que a pessoa está tão apaixonada naquela ideia, naquela coisa que ele pensou, que não se permite ter que ajustar e pivotar, porque não posso porque é minha ideia. E eu acho que a maior habilidade de um empreendedor, ainda mais no mundo de hoje, é a capacidade de se adaptar e se reinventar e de não ter apego à ideia, tem que ter apego ao problema que você está resolvendo. Então esse para mim é um equívoco gigantesco.
Muito bom.
E se for complementar, eu diria que um apego grande ao cliente também, porque no final do dia o problema vai mudando ao longo do tempo. Então o cliente vai entender um negócio, vai falar de uma coisa, vai ter um problema que de repente você resolve, aí você vai, entende muito o cliente, você resolve um outro problema dele. Então eu concordo com o Toggs. A solução, no final do dia, ela é só um final que talvez nem seja o melhor jeito de resolver aquele problema de verdade.
Então, se você quiser garantir que aquilo que vai sair na rua talvez não seja a melhor coisa, pode ser outro jeito de resolver o problema.
Eu posso até dar o exemplo da conta simples. A conta simples que ela é hoje, ela não é a conta simples que a gente idealizou quando a gente abriu o CNPJ.
É mesmo?
O que mudou? Cara, bastante coisa. Acho que o que não mudou é a nossa missão. O que a gente tinha como missão. A gente começou a Conta Simples em 2019. A ideia era montar uma solução de conta digital para empresas.
Simples assim, uma conta PJ.
Uma conta PJ, essa era a ideia inicial. E a gente sempre viu o banco como uma barreira do empreendedor. Empresa vai começar, você tem várias burocracias e barreiras. Tem que ir lá abrir o CNPJ na junta, aí tem que achar um contador, aí tem que ter um advogado, aí se você tem sócio tem que criar um acordo de acionistas, aí você Você vende o primeiro produto ou serviço, de repente você descobre um imposto que você nem sabia que existia, tem que pagar o imposto, a margem que você pensava.
E aí o banco era mais um empecilho na jornada. Ah, tenho que abrir a conta no banco, tem que pular na agência.
Cara, eu lembro na época que eu fazia freela, eu abri um CNPJ, um MEI, e eu lembro que eu fui negado em vários bancos. Eu nem sabia que era possível você querer abrir conta num banco, que eu tinha que abrir conta PJ para receber o meu dinheiro. E o banco falou assim, não, não, a gente... Ele falava mais bonitinho, mas basicamente, a gente não quer um cliente pequeno como você aqui. Basicamente isso.
E você se sente até mal, fala assim, pô, tá fazendo alguma coisa errada?
Eu fui em vários bancos e me negaram. Eu falei assim, cara, não é só abrir uma conta?
Pô, eu tô começando.
Não é só abrir uma conta?
E essa é uma das barreiras, que é abrir a conta. Daí você abre a conta, aí você pega lá o produto que o bancão oferece, cara, 300 mil funcionalidades, você não sabe qual que é o botão que você tem que apertar, o que acontece. Aí você vai tirar dúvida com o gerente da conta do bancão, só que aí são 5 1 da tarde, aí você vai mandar mensagem, ele já não tá mais lá, aí cai numa ura gigantesca. E aí assim, pô, taxa, tarifa, juros escondido.
Aí, cara, o banco ele é, ele sempre foi visto como mais uma barreira. A gente, cara, nossa missão é, e sempre foi, a gente tem que ser uma alavanca de negócio, desenvolvimento das empresas no Brasil. O banco tem que ser visto como algo que de fato fomenta.
E a gente começou com essa ideia, mas a ideia era ser uma conta PJ.
E a gente foi lá, montou a solução, banco digital, montou a conta, montou o primeiro produto, bem embrionário, bem básico. Só que aí a gente percebia que o nosso topo de funil, o volume de clientes sempre foi muito bom. A gente lançou o site, lançou uma lista de espera, não tinha que fazer muito esforço para vender, que a gente era um banco que estava facilitando a vida dos clientes, sempre teve interesse. Mas a gente percebia que o cliente que abria a conta tinha um percentual baixo que usava de fato que tinha retenção.
A gente começou a entender, cara, por que que tá acontecendo isso? Por que que a galera não usa? E a gente começou a perceber que tinham vários tipos de empresa, vários tipos de empreendedores. Então você falou que você tinha um, você abriu um CNPJ para fazer freela, é um meizinho, né? Aí o seu negócio vai ser um negócio que vai ter um faturamento ali, mas vai ser uma conta que você vai receber um dinheiro, depois você vai transferir.
É um tipo de modelo, tipo de operação que acontece. Aí você vai ver uma startup É um CNPJ também, mas ela foi lá e levantou, sei lá, 1 milhão de dólares, tem que ter uma solução de investimento, aí depois tem que ter múltiplos cartões para pagar anúncio, mídia, software, que é um outro tipo. Aí você vai ver empresa de serviço, é um outro modelo de operação. A gente começou a perceber que tinham diferentes tipos de CNPJs e empresas, que a gente tinha que desenhar uma solução que de fato atendia uma dor, uma jornada.
E não daria para atender todo mundo. Não daria para pegar e falar assim: Pô, a gente vai atender todo tipo de CNPJ, do profissional de serviço, do profissional liberal, do freelancer, da empresa de tecnologia, da empresa grande de serviço.
É que nem você falou, tem empresa que precisa de cartão de crédito, tem empresa que precisa de maquininha, tem empresa que precisa sei lá do quê.
Exatamente, exatamente. Daí a gente falou assim, cara, se a gente fosse apaixonado pela ideia, somos um banco digital para todo mundo e não vou pensar diferente, a gente ia estar apaixonado até hoje porque a gente não ia conseguir criar diferenciação. Daí a gente falou, vamos fazer um recorte então. Quem são as empresas que estão mais utilizando? Quais são os produtos que elas precisam? Qual é o tipo de empresa? E daí foi aí que a gente foi entendendo e descobrindo.
Então, a gente percebeu que tinha uma demanda muito grande na época de 2019, 2020, de empresas digitais com demanda para solução de pagamento, principalmente com cartão corporativo. Era um produto que sempre foi negligenciado pelos grandes bancos. Muitas empresas escalando no mundo digital precisavam investir em anúncio, pagar software, não tinha acesso a cartão no bancão, tinha que usar o cartão pessoal, uma mistura toda de cartão PF, cartão PJ.
A gente falou, vamos atacar aqui. E aí, a gente começou com o cartão, aí a gente começou a ganhar mercado. Começa a ter viralidade na ponta, porque o cliente vê um produto que de fato muda a vida. O nosso cliente virou nosso vendedor, né? Isso começou a gerar uma roda, um ciclo virtuoso. E aí a gente percebeu que o cartão era só uma etapa. A empresa precisava gerenciar o centro de custo, precisava organizar as despesas, precisava conciliar essa transação, precisava criar regra de uso.
Então a gente começou a criar camadas de inteligência em cima das transações financeiras, que era uma coisa que surgiu da interação, como o Goti falou, com o cliente na ponta. Mas isso não foi algo que a gente idealizou na concepção do CNPJ, foi algo que a gente foi construindo ao longo do caminho. E isso foi o que criou o nosso diferencial para conseguir mais clientes, trazer empresas maiores. Inclusive, Grupo Prime é cliente nosso, várias outras empresas do mundo digital são clientes nossos.
Mas foi assim que a gente foi achando o mercado. Se a gente tivesse apaixonado pela nossa ideia inicial, a gente não estava aqui contando essa história agora, seria uma outra história.
O que que vocês acham? Como saber se é uma boa ideia? Assim, você fala assim, cara, o que que vocês identificariam se vocês tivessem numa espécie de um Shark Tank e os caras vêm ali fazer um pitch, vocês falam, cara, isso aí é um negócio ruim?
É porque ideia todo mundo tem, né? Aí você chega lá, dois amigos conversando na mesa de um bar lá, os cara pensa em 3, 10 negócios todos os dias, né?
Vou dar um exemplo, tá? Nem sei se o negócio das meninas lá tá indo bem ou não, tá? Eu assisto sempre o Shark Tank pelo Casimiro, tá?
Então você assistiu um legal, já que tem que 8, Casimiro avaliou.
Então é sempre legal. Uma foi uma cliente lá, fazer o pitch lá, uma cliente, né, uma empresa que elas vendiam filtro de barro, sabe esse filtro da vovó? Só que elas deram uma gourmetizada no negócio, tipo assim, ah, o filtro era branco, e eles falaram assim, ah não, porque agora essa água é muito é a melhor água, do filtro de barro, e a gente voltou com ele mais bonito. Era isso o negócio.
Por que não comprou um filtro de barro?
Não, mas não vai... Você entende que é um negócio que você fala, cara, não vai explodir, não vai virar uma febre, não vai voltar com tudo. Não, cara, voltou com tudo.
Tira o filtro da empresa e põe filtro de barro.
Sacou?
Então não...
Entendeu? Aí eu olhava para aquilo e falava assim, pô, cara, é bonitinha a ideia, mas é ruim.
É ruim.
Acho que tem dois tipos. Antes de falar se uma ideia é boa ou ruim, acho que a gente, minha opinião é que a gente teria que ver qual que é o tipo de negócio que você quer ter também. Porque um é o tipo de negócio que você quer ir para uma escala muito grande, por exemplo, talvez esse não seja o melhor modelo. Então se você quer fazer um negócio grande, que é escalável, que talvez vai ter—
Se a missão dela for tipo assim, é ter um filtro de barro em cada casa do Brasil, né?
É, talvez seja uma ideia que seja um pouco mais difícil de conseguir. De conseguir. Mas por outro lado, se você quer montar um negócio que talvez vai ser menor, que você vai viver daquilo com um certo nível de qualidade de vida específico e tudo mais...
É só um lifestyle business.
É, o que a gente chama de lifestyle business, talvez possa fazer sentido, porque ela vai vender ali, sei lá, 50 filtros por mês. Eu não sei, não conheço o negócio.
R$30 mil, R$40 mil, né?
Que ela vai tirar R$30 mil, R$40 mil, por exemplo, isso é o suficiente, tudo bem.
Não vai dar dor de cabeça, é um business legal.
Ah, eu acho que dor de cabeça sempre dá.
É, não, sempre dá. Talvez dê até mais do que... Mas acho que você tem que definir isso antes, porque o que é bom para um pode ser ruim para o outro. Então, acho que essa é uma primeira divisão. Eu vou falar um pouco mais do nosso modelo de negócio, que talvez a gente está mais conectado, que são negócios mais de escala. E aí o Tog me complementa, o Rodrigo me complementa, que a gente chama Tog e Goti.
Tá bom, dupla sertaneja.
Dupla sertaneja aqui. Cara, se você vai para um negócio que é de escala, primeiro você tem que saber se aquele negócio É algo que tem um mercado muito grande. Porque se é um mercado pequeno, por definição vai ser um negócio pequeno. Então é algo que tem um mercado muito grande? Isso é um ponto.
Estamos falando do TAM aqui.
Do TAM, beleza. Mercado grande? Poxa, beleza. Se a resposta é sim, check, talvez você consiga fazer uma empresa grande. Outra coisa, é uma dor grande? É uma dor latente? Porque se não for uma dor que assim... Não faz a diferença. Pode ser até um mercado grande, mas talvez não tenha movimento pra fazer aquela mudança, por exemplo.
Vamos pegar a ideia do filtro de barro. Todo mundo bebe água? Todo mundo bebe água.
É, poderia ser assim.
Então o mercado é gigante, é óbvio que tem.
Se a gente for encarar o TAM dessa forma, sim, todo mundo bebe água.
Só que todo mundo tem dor de, cara, eu preciso de um método de filtro pra beber água que eu preciso pensar diferente da forma que eu acesso água hoje. Cara, não, tem 300 mil formas da pessoa, né?
Ou você é só mais bonitinho, por exemplo, pô, talvez não seja, né?
Se você pensar na facilidade, pegando o exemplo do filtro de barro, você fala assim, pô, sei lá, eu que sou um cara que não tem muito tempo, eu não quero um lugar que eu tenho que ficar repôr na água. Porque não sei se você sabe, o filtro de barro você tem que encher de água o filtro para depois sair a água, entendeu?
Então só sai na temperatura única, né?
É única, que é do filtro de barro.
Então, acho que isso primeiro já tem alguns filtros. Segundo, poxa, algo que tem uma demanda grande? Talvez sim. Tem uma dor latente para aquilo? Tem algum canal de venda, por exemplo, que é um pouco mais claro, que vai te dar essa escala, sim ou não? Então, acho que é um pouco... Esses são 3 pontos, por exemplo, que a gente pode olhar. No mundo de startup, a gente fala muito de ter um cliente com uma dor, com um canal muito específico.
E se a resposta for não, talvez não vai ser um mercado grande, talvez não vai ser um negócio de grande escala. Mas como eu falei, tudo vai depender de qual é o tipo de negócio que é.
Eu acho que depende, também é necessário às vezes esses negócios pequenos de pouca escala. Vou dar um exemplo aqui, eu estou comprando novos braços articulados. É uma empresa que faz braço articulado para microfone. Qual o mercado disso no Brasil? Não é um mercado tão pequeno, mas também não é um mercado gigante. Quantos podcasts tem? Quantos programas de rádio tem? Entendeu? Então existe um teto mais previsível ali.
Mas eu vou pegar o... Como validar se a tese é boa ou se tem mercado? Eu acho que tem uma forma muito simples que a gente aplica até hoje dentro de Conta Simples. Porque pensa que a gente é uma empresa que acertou um modelo, cresceu, escalou. Mas a gente, nossa missão é ser um negócio de cada vez mais escala e cada vez mais resultado, receita, volume. Então, a gente tem que estar lançando produto. E aí, o que a gente faz hoje se aplica para alguém que quer começar a montar um negócio do zero, que é basicamente você testar demanda.
O que é testar demanda? Você pode testar de várias formas. A gente fez isso quando a gente começou a Conta Simples. Antes da gente lançar o produto, a gente levantou uma landing page, explicou na landing page o que era o produto e falou assim: Você tem interesse em ter uma conta digital 100% no seu celular, sem ter que ir à agência física para abrir a conta, sem tarifa? E como fez o propósito de valor lá: Você tem interesse? Se inscreva na lista de espera.
E se você indicar a Conta Simples, esse link, para mais 5 pessoas, você vai subir na lista de espera. O nosso produto tava pronto? Não. A gente, o cliente que ia se inscrever ia usar o produto?
Não.
Mas a gente conseguia testar a demanda. E aí a gente começa a soltar, faz lá Google AdWords, faz lá mídia paga, faz algumas ações de marketing e vê quantas pessoas fizeram sign up na lista, né? Pô, você tá pensando em montar um, vender filtro de barro, você não precisa, cara, comprar um monte de filtro de barro, produzir um monte de filtro, cara, sei lá, Faz um vídeo agora com AI, solta isso numa mídia paga, levanta uma landing page, o melhor filtro de barro do mundo...
E vê aderência do mercado. E vê quantas pessoas você consegue. Calma aí, ele não está falando para você vender o negócio, ele está falando assim: Pô, se você tem interesse, se cadastra aqui.
Faz uma hotlist ali.
É, se você tem interesse nesse produto, se cadastra aqui.
Se cadastra aqui. A gente fez isso, a gente lançou uma solução no passado que é a nossa conta global. Então, a gente pegou o que a gente oferece no Brasil e lançou uma solução internacional, um cartão emitido internacionalmente para empresas que estão operando lá fora. E operam no Brasil, a gente consegue uma eficiência de IOF, de custo e tudo mais. Como que a gente validou essa ideia? A gente pegou nossa base e lançou, colocou lá o que a gente chama de fake door no produto, colocou lá um novo menu, conta global.
Quando o cliente clicava, ele não tinha uma conta global, ele tinha ali uma chamada, ó, a gente está desenvolvendo uma solução de câmbio e conta global, você teria interesse? Se você teria interesse, o que seria importante nesse produto? 2, 3 perguntas. A gente soltou para nossa base, a gente teve em 2 meses 3 mil respondentes com interesse. A gente falou, opa, aqui tem um negócio que se a gente desenvolver faz sentido. Em cima disso a gente começou a desenvolver.
Resumo, cara, conta global hoje representa 5% do nosso faturamento, é uma vertical da empresa que tá crescendo num ritmo de receita acima do patamar e pace do que o core cresce e virou uma business unit da empresa. Isso foi uma uma estratégia que a gente usou para lançar uma nova vertical. Tudo que a gente pensa em fazer hoje, a gente pensa nessa ótica. Vamos testar demanda primeiro, ver se tem aderência e depois lança. Então essa é uma forma de validar o mercado antes, muito fácil, muito barato, muito mais barato de você fazer isso do que lança um produto inteiro, faz uma campanha inteira de marketing para ver, ah, não tem demanda.
E eu acho que isso muito empreendedor, muita empresa e a gente já errou isso, né? A gente já... Teve um momento que a gente achou assim, ah não, agora a nossa base tem mais de 50 mil empresas aqui utilizando, se a gente lançar mais uma coisa aqui vai ter um percentual que usa. E cara, tiro na água. E às vezes não foi, né? Só que a gente foi lá, gastou tempo, desenvolveu e não deu. E aí a gente começou a inverter essa lógica, vamos testar demanda primeiro, fazer igual a gente fez lá no começo.
Então acho que para todo mundo que está testando e está pensando em lançar um produto ou um serviço, dá para testar demanda antes. E hoje em dia, você falou de AI, a gente estava falando disso, cara, dá para lançar uma landing page que você monta em um dia, você consegue usar alguns recursos ali que você replica uma pessoa, como se fosse uma pessoa real falando num vídeo. O custo e o tempo que você tem para montar isso hoje em dia, então, nossa, é muito mais rápido.
E um complemento, olha que legal, você vai ter gente disposta a conversar daquele assunto específico que você quer entender mais. Então, uma das coisas que a gente fazia muito é: poxa, se inscreveu um monte de gente, a gente filtrava e ligava para todo mundo e conversava com todo mundo, porque essas pessoas já estão interessadas no seu negócio, elas já querem acessar aquilo. Então, a gente conversava e entendia ainda mais as dores, os problemas, as necessidades.
E uma coisa que a gente se preocupou muito foi de não necessariamente validar a nossa tese, com um amigo, com um familiar, porque em geral essas pessoas, elas gostam muito de você e elas não querem te frustrar. Então dificilmente eles vão te meter a real, entendeu? Não vão falar, cara, esse produto aqui, cara, uma porcaria, não segue com ele não. Não vão falar. Mas se você testar demanda real com gente real lá na rua, e inclusive entender as dores, os problemas, o que que eles precisam, você tem uma chance muito maior de acertar.
Então, isso que o Taqui falou é uma mina de ouro para você acertar o produto, inclusive.
E essa é uma dica boa, não se iludam com o feedback do familiar, do parente, do amigo falando assim: Nossa, muito legal o que você está construindo, realmente maravilhoso. Aí você fala assim: Então paga. Ah não, mas espera aí.
Não preciso usar.
Então, não se iludam com isso.
Isso aí é um insight muito importante, principalmente para o cara que às vezes ele já está nessa... Ele já teve a coragem, já colocou um produto no mercado, ou um produto físico, online, qualquer tipo de produto, e tá pensando em crescer, né? Então, pô, se você já tem uma mini base ali, se você já vendeu para alguém, pô, então você já tem cliente. Então é muito mais fácil você perguntar para o seu cliente se ele teria interesse de alguma coisa que você tá pensando do que ter todo o esforço, lançar tudo do zero e talvez falhar, né?
E tem uma coisa que é mais interessante do que você falar assim, cara, será que você tem interesse nisso que eu tô fazendo? Cara, Vem construir comigo.
Cara, se você trouxer as pessoas para construir com você em cima de uma dor que você identificou que ela tem, né?
Exato, cara. Você vai ser mil vezes mais assertivo, vai fidelizar, vai fidelizar, e ele vai dar claramente as dores para você.
O Got era craque nisso no começo, ele até hoje, né? Mas no começo ele fez muito isso. E aí teve um dia que ele teve um cliente lá que precisava de uma solução que a gente tava desenvolvendo, e aí o O cliente engajou e o cliente, ele era um DJ de final de semana. E esse cara aqui, pô, nunca vindo para balada e nada, né? De repente ele fala, não, tô indo, vou na balada do, do, como ele chamava, cara?
Não lembro agora, mas foi ali na, cara, ali na Ibirapuera que tinha um rooftop.
Só sei que ele foi no sábado à noite, de tão próximo que ele ficou do cliente, viu o cara tocar na balada. Nessa relação a gente construiu junto, né? Esse cara ajudou demais com vários feedbacks, insights. Então, essa proximidade é valiosa. Só para pegar o número, eu lembrei aqui. A gente, quando lançou a conta simples, antes de colocar o produto no ar, a gente fez a lista de demanda, a lista de espera para gerar demanda reprimida. A gente teve mais de 1.000 inscritos nessa lista.
Legal.
Com um investimento em marketing muito baixo. Então, a demanda estava validada.
Tem uma amostragem ali.
Não era mais se ia ter gente querendo comprar ou ter uma solução de conta digital para empresa. A dúvida era como que a gente ia reter e como que a gente ia fazer essa turma usar. E aí, esse processo de construir junto foi o que guiou a gente na construção.
Legal. Kaique, agora tem uma outra etapa. Às vezes o cara achou ali uma boa ideia e tal, e aí ele faz o quê? Ele não tem dinheiro. E aí, eu queria perguntar para vocês, qual que é o melhor jeito para esse cara que não tem grana? Ele traz aquele...
Sabe aquela confusão?
Que já cheira mal, que fala assim, eu entro com o trabalho, você entra com o dinheiro. Já ouviu essa, né? Ou, ah não, cara, já tem que— vou fazer o MVP, já vou tentar aqui trazer um investidor.
Isso que eu ia falar, porque às vezes também o empreendedor do zero, ele é muito ansioso, né? Ele quer que, tipo assim, ele tá com papel de pão hoje, amanhã ele tá com PPT, ele na cabeça dele em 3 meses ele tá tipo de Lamborghini. Ele tem essa filosofia da cabeça dele.
Mas no Instagram tem um monte de gente que é assim.
A galera é assim, né? E às vezes o cara também é dentro dessa pergunta do dinheiro, às vezes o cara acha que tem que ter muito dinheiro para começar. Ele nem testou ainda o MVP, validou, então vamos...
O que vocês acham?
Eu vou ser um pouco categórico aqui, eu acho que a pessoa que acha que para empreender tem que ter muito dinheiro para começar é porque ela está preguiçosa em ter criatividade para pensar em caminhos. É que, cara, destrava um valor rápido. Cara, a gente começou a conta simples e foi difícil para caramba, mas nossa primeira rodada foi— a gente abriu o CNPJ com R$10 mil de capital social e a gente, primeira rodada foi R$160 mil de investidores anjo.
Você fala assim, pô, mas R$160 mil também, cara, tem realidade para muitas pessoas, fala, pô, é muito dinheiro. Cara, a gente tava se propondo a montar um banco com R$160 mil. A gente teve que ter muita criatividade para pensar como fazer isso.
Imagina se a gente Beleza, se 16 pessoas pegassem um limite de R$10 mil de cartão de crédito, tipo assim, era mais do que a empresa tinha de caixa.
Exatamente, exatamente, exatamente. Então acho que a primeira coisa assim é, cara, essa é uma premissa, para mim é uma falácia. Ah, para você começar alguma coisa você tem que ter muito dinheiro, né? Aí vai depender do modelo de negócio. No nosso caso, para lançar o produto, a gente tinha que desenvolver uma primeira solução de conta, a gente tinha que pagar o setup de um parceiro, a gente tinha que investir em desenvolvimento de programação, que a gente precisava colocar isso no ar.
Então tinha um custo upfront que a gente precisou de um dinheiro, por isso que a gente foi atrás de investidor anjo. Mas tem muito negócio e muita tese que você pode vender no começo serviço e em cima do serviço depois você produtiza. Então vou pegar o exemplo de uma empresa, não vou dar nomes aqui, mas que eu sei que a história foi a seguinte: uma empresa hoje de tecnologia super conhecida, levantou dinheiro com vários fundos do Vale do Silício, E a empresa no começo, eles tinham contratado uma fábrica de software para fazer o produto, só que ele negociou que ele ia pagar a fábrica de software em 6 meses.
Só que ele combinou o prazo que ele tinha que lançar em 3 meses. Só que o que ele fez em paralelo? Enquanto a fábrica de software produzia, ele estava vendendo contrato futuro do serviço que ele estava construindo. Ele chegou em grandes empresas e falou assim: Olha, eu tenho esse produto, Eu vou ter esse lançamento daqui 3 meses, tô dando um desconto especial para quem comprar agora, você quer fechar? E ele identificou a dor, foi, negociou e a empresa começou a pagar.
Aí o que aconteceu? Ele começou a pagar, lançou o produto, no que lançou o produto a empresa pagou mais uma parte, aí ele pagou a fábrica de software, a empresa entregou e ele começou a girar, a roda começou a girar. Então ele já tinha 2, 3, 5 clientes, para chegar no 6º cliente depois de 5 é mais fácil, aí você tem para 10 clientes é mais fácil. Em 6 meses, 1 ano, só sei que ele conseguiu, sei lá, não sei quantos clientes. E ele conseguiu ter um superávit na operação, que ele pegou esse superávit, esse lucro, e foi lá e comprou a fábrica de software, que se transformou no time de engenharia e tecnologia dele.
Esse cara, esse empreendedor, ele não tinha nem o time de engenharia no começo e nem cliente. Mas ele fez um arranjo que ele vendeu o futuro de um lado, garantiu entrega do outro, balanceou isso durante um tempo e depois a conta fechou. Hoje essa empresa vale mais de bilhão de bilhões de reais, né? Aí você fala, pô, mas esse cara não tinha dinheiro no começo, tal. A gente tem a história que eu contei, né? R$160 mil, monta esse dinheiro, vai. Cara, dá para começar.
Você acha que nesse mundo que a gente vive hoje, se a Conta Simples tivesse naquele modelinho lá, você teria feito muito mais rápido até que usou o primeiro dinheiro?
Teria. Teria, porque hoje o custo de desenvolvimento de tecnologia é muito mais baixo. Você tem o termo lá do vibe coding, agora você vibe coda tudo. Você vai lá no cloud code, vai lá no Codex, você vai lá nas AIs e começa a desenhar landing page, começa a desenhar um primeiro MVP. A gente precisava contratar desenvolvedor técnico para codar, para programar.
Cheio de ladainha, que desenvolvedor cheio de ladainha.
Exatamente. A sorte nossa é que a gente tem o Fernando, que é o terceiro co-founder, que era o cara O cara que cuidava dessa frente, ele conhecia e entendia o mundo de tecnologia.
E tinha gente muito boa que a gente já conhecia, principalmente ele conhecia do passado. Então não era...
Não era mais... Hoje...
Não é que a gente ia substituir, mas o início do MVP, fazer tudo, landing page e tudo mais... Muito mais fácil. Hoje em dia você faz tudo realmente no mobile, você consegue fazer.
E hoje tem um conceito no Vale do Silício, até a Sequoia, que é um dos maiores investidores de venture capital e startup do mundo, fez um material bem interessante, mas que hoje o termo que se usa é software as a product, não, service as a product, né? Então é o serviço como um produto. Que que é na prática? O que que a AI tá transformando? As empresas de serviço, elas conseguem agora serem produtizadas com AI. Que que significa na prática?
Vamos pensar uma empresa de cobrança de crédito. Que que uma empresa de cobrança de crédito hoje faz na essência?
Ela compra crédito e cobra o crédito.
É, só que como que ela faz isso? Ela contrata um monte de gente em call center, faz uma esteira de produção de ligação bizarra e gente com um roteiro script ali que tem que seguir aquele script certinho, pega o dado no banco de dados lá de qualquer empresa que ele vai cobrar agora, ah, tá devendo R$30 mil, eu tenho uma oportunidade para negociar X% disso e aí liga lá. O script é ligar, perguntar, quer negociar? Cara, hoje você põe uma AI que você treina esse processo de cobrança, você treina o script, você conecta no banco de dados e mais legal, 24 por 7.
Só que essa empresa é uma empresa que vende um serviço de cobrança. O que que a AI tá transformando? Eu tô produtizando esse serviço via tecnologia. Então hoje, na era da AI, cara, você consegue pegar tudo que é serviço e produtizar e vender isso como tecnologia. E essa é uma indústria gigantesca, gigantesca. Então, e que que você pode começar? Para você quer começar a entrar nesse setor, o que que você faz? Em vez de você já vender a tecnologia, vende o serviço que a empresa já vende, você mesmo presta o serviço, cobra um preço um pouquinho mais barato para você ter um ângulo de entrada e em paralelo produtiza isso.
Você vai conseguir entrar, você vai conseguir receber um upfront, vai conseguir produzir para escalar. Você vai ter que ter uma inteligência com AI, vai ter que ter um apetidão de como desenvolver isso, como produzir. Mas assim, a barreira de aprendizado hoje é paciência e vontade. É sentar na frente do computador, consumir todos os cursos e conteúdos e coisas que tem hoje disponível de graça, tem muita coisa, aprender a operar isso e daí dar a cara a tapa no mercado e sair vendendo.
Tem muita gente conseguindo fazer isso e aí tem gente que começa a atingir uma escala. Então assim, uma dica que eu dou para começar quem ia falar, pô, tô sem dinheiro, vende primeiro serviço, Monetiza esse serviço em cima de um preço hora-homem. Em cima desse preço que você tá vendendo, você em paralelo cria tecnologia e depois pensa em escalar. Esse negócio de, ah não, eu preciso de R$1 milhão para começar a empreender. A não ser que você queira montar, sei lá, um negócio que você tem um investimento em espaço físico gigantesco, você quer montar um teatro, quer montar um teatro vai ter que investir em tijolo, cimento, cadeira, madeira, aí não tem o que fazer.
Aí vira outra coisa.
Mas você pode mesmo assim testar, né?
A demanda reprimida de, cara, vou criar uma peça de teatro que eu vou lançar daqui 3 meses com não sei quantos atores e lançar, e, cara, ver se tem demanda, né? Então tudo dá para criar essa lógica e fazer em cima.
Muito bom. Vocês acham que é outra coisa muito comum também quando a pessoa tá começando a empreender, é que geralmente ela tá numa dupla jornada, né? Às vezes ela tá no emprego atual e aí ela tá meio que se dividindo ali E aí ela empreende depois do trabalho e tal. Vocês acham que isso funciona? Vocês acham que tem que— Qual que é o momento que ela fala assim, cara, eu tenho que ser integral ao que eu tô, a esse novo projeto?
Qual que é o momento que ela tem que ter esse ato de coragem, né? É um ato de coragem de falar, cara, vou seguir o negócio aqui, chega.
Acho que tem um empreendedorismo talvez ali de complementar a renda e tal, isso acho que talvez não vai secar, mas num lugar para ir para montar um negócio grande, eu vou dar minha opinião, eu acredito que tem que ser 100%. Eu acredito que é muito difícil você conseguir construir um negócio grande, relevante, não se dedicando integralmente. Obviamente, talvez tem que se preparar um pouco para fazer isso, Porque se aquilo, o negócio, talvez seja o seu sonho, um grande negócio, algo que você está vendo que é realmente para onde você tem que ir, para mim não faz sentido você dedicar o menor espaço do seu tempo, que vai ser horas à noite, um pouquinho de manhã e talvez o período que você vai estar mais produtivo, que talvez seja durante o dia, para você não se dedicar para aquilo.
E a gente participou de uma aceleradora de startups que chama Y Combinator, é a maior aceleradora de startups do mundo. Passaram Rappi, Airbnb, Dropbox lá, Brex, Conta Simples, a gente passou lá. E dentro do application que eles falam, que é o mínimo para você estar elegível a participar do processo, ele pergunta: os fundadores estão dedicados part-time ou full-time para o negócio? Tempo inteiro ou estão meio período? Se você coloca que é meio período, cara, já nem passa, por exemplo.
Os fundadores têm que estar o tempo inteiro. Então, na minha opinião, na minha visão, eu acho que a gente tem que se dedicar integralmente, porque senão você vai ficar meia boca talvez em um lugar, meia boca no outro, vai estar em um lugar pensando no outro. Então, a minha visão é que tem que ir all in no negócio.
Eu concordo. Para começar, para testar, para montar uma landing page, testar uma demanda, começar aquele primeiro start, Acho que dá para conciliar, mas se você quer fazer esse negócio virar, você quer que esse negócio vire a sua fonte de renda prioritária, se você quer que esse negócio te mude de patamar de vida, te faça dar voos maiores financeiramente, enfim, não tem como fazer isso achando que, ah não, vou trabalhar aqui de noite, vou tocando aqui, uma hora o negócio vai engatar.
Cara, assim, a nossa experiência... Vocês passaram por isso? Cara, quando eu fui montar a Conta Simples, eu já estava 100% full-time. Antes de montar a Conta Simples, eu tentei montar um outro negócio que deu errado. O que era? Era uma fintech também, no caso era uma wallet, estava na febre das wallets e a nossa tese era desintermediar a maquininha e a bandeira e o cartão fazendo pagamentos por QR code no setor de benefícios corporativos.
Era super agressivo. A gente montou as duas plataformas de quem recebia e de quem pagava, montou a tecnologia do QR code. Na época não existia Pix, isso era 2017. E esse negócio começou... Foi assim, o desenho da tese, da jornada, da arquitetura... Eu trabalhava numa consultoria naquele momento e eu estava terminando a faculdade. Então, eu ia para aula de manhã, mas era o que a gente chamava que era o kit de formatura. Então, aquela aula que você vai, assina lá a lista, pode ir embora.
Naquele momento, você não está aguentando mais. Você fala assim, mano, só quero terminar esse negócio.
Só quero terminar esse negócio. Que você pega as eletivas mais fáceis lá e fala, cara, quero me livrar disso. Aí, eu ia para consultoria durante o dia, trabalhava lá nos projetos e à noite chegava 8 e ficava até 1, 2 da manhã com meu antigo sócio montando e desenhando. Isso foi por 4 meses. Chegou um momento que eu não conseguia mais conciliar. Cara, reta final da faculdade, que já não era o que pesava, a consultoria e esse negócio para escalar.
Eu tomei uma decisão antes de eu me formar, eu cheguei e falei, meus pais super felizes que eu estava na consultoria, saí já com um baita emprego, eu estudei no Insper, eu tinha bolsa lá, eu tinha que, tinha uma parte que eu tinha que pagar a faculdade depois de formado. Pô, só o salário que eu ia ganhar, bônus, tudo, pô, já tava tudo encaminhado. Cheguei e falei assim, ó, eu tô saindo da consultoria, eu quero empreender, o negócio tá começando a tomar uma atração, tá me demandando que eu faça isso, não tem como eu conciliar as duas coisas.
E aí, mesmo fazendo esse passo, saindo da consultoria e dedicando full time pra parada, o negócio deu errado por vários motivos. Modelo de negócio, o modelo de implementação era muito trabalhoso, não era um negócio super escalável, então toda implementação em restaurantes levava tempo mudar status quo da galera, não pagar mais com cartão, pagar com uma wallet que tinha que colocar o dinheiro na frente. Tipo assim, tinha uma questão de confiança que a gente tinha que quebrar, que era difícil.
Então assim, deu errado, mas assim, eu me dediquei assim 300% do meu tempo para isso. Então não tinha como. Aí quando a gente foi montar a Conta Simples, aí eu já tinha, né, já não tava mais no mercado, já tava com essa ideia, já tinha bagagem também, já tinha experiência, tinha casca, né, já tinha apanhado para caramba nesse negócio, fiquei um ano apanhando. Dinheiro já estava acabando também, era aquele negócio assim, cara, queima o barco, vai.
Atracou na ilha, você desceu do barco, queima o barco e fala, não tem caminho de volta, eu tenho que fazer esse negócio dar certo.
O cara se jogou no oceano, queimou o barco e ficou remando e falou assim, mano, eu vou conseguir chegar na ilha.
É isso aí, era essa... E a conta simples foi isso, o plano A era dar certo, o plano B era fazer o plano A funcionar, não tinha discussão. Então, fazer um negócio dar certo, fazer um negócio escalar, você gerar diferenciação, você fazer um negócio que para de pé, que escala, que os clientes amam o seu produto. Cara, é um trabalho braçal, é um trabalho de esforço que você tem que colocar. Eu creio que tem pouquíssimos casos, eu não gosto de ser nunca e sempre, eu não gosto dessas palavras.
Mas os negócios que falam, ah não, eu me dediquei aqui um pouquinho, part-time, de repente escalou. Obviamente a internet vai achar algum caso, vai falar assim, não, aquele lá deu. Mas sim, é exceção da exceção da exceção.
Você acha que tem que realmente— quantas horas você trabalhava assim no primeiro 1, 2 anos? E você acha que é preciso para o negócio dar certo se dedicar nesse nível aí?
Cara, é preciso. Eu não lembro quanto tempo, eu não lembro.
Cara, a gente trabalhava muito até hoje, né? Não que hoje, mas assim, cara, era muita dedicação assim, e era dedicação 7 dias da semana assim.
Na época que a gente começou a escalar, a pandemia. Então a gente lançou a conta simples em agosto de 19, Aí a gente começou a escalar, levantou uma outra rodada ali final do ano, início de 2020. Aí veio a pandemia, o negócio não tava gerando muita receita, a gente tava queimando caixa, a gente tava com uma questão de será que o investidor ia colocar o dinheiro de fato ou não. Cara, não tinha o que fazer, era trabalhar, trabalhar, trabalhar, trabalhar.
E aí a gente trabalhava de domingo a domingo. Eu lembro assim, nessa época a gente começava a trabalhar, eu começava a trabalhar umas 7:30, 8, sentava na cadeira, acordava super cedo. Fazia lá, corria em volta do quarteirão, tava no interior de São Paulo na época, corria em volta do quarteirão lá da casa. E aí voltava, sentava no computador, daí era das 7:30 até o almoço ali, almoçava rápido, aí à tarde, aí final do dia, cara, jantava, tomava um banho ali e tal, não sei o quê, ia até umas 10, 11.
Isso era todo dia durante, sei lá, 5 meses. Quando a gente voltou, né, para o escritório, quando voltou, né, a pandemia resolveu, cara, era a mesma coisa. Hoje, até hoje, eu chego no escritório entre umas 8:15, 8:30, vou embora 6:30, 7, quando não 7, 8. Final de semana sempre tem um bloco ali que tem que resolver uma coisa, tem que preparar a semana, tem que ler o material, tem que ver o material da semana que eu não consegui ver. Então assim, cara, não tem esse negócio, pô, é 80, 60, 70 horas por semana.
É porque tem muito discurso de tipo assim, o cara vai ser Não quero trabalhar para os outros, eu vou abrir meu negócio. É, não ficar me dedicando aqui para o negócio dos outros, não, vou abrir meu negócio porque aí eu consigo ficar mais tempo com a família. Tem um pouco desse discurso no mercado, né, cara?
Mas acho que é porque no final do dia daí você não tem ninguém, então, cara, daí você tem que gerenciar, você tem que pagar todo mundo, você tem que fazer tudo. E tem um assim, você vai ficando bom nas coisas com o passar do tempo, não é que a gente Poxa, a gente ficou bom de vender, já nasceu pronto. Não nasce pronto, nasce do trabalho, execução. Cada hora que passa, que você trabalha mais, você aprende mais coisas, você evolui.
Então não tem essa assim, ou alguém acertou alguma coisa e foi muita sorte, assim, que isso que ele falou, ou é exceção total, mas são muitas horas de trabalho. Cara, não tem nenhuma empresa, não tem nenhum empreendedor ou empreendedora que a gente conheça que deu resultado, que montou um negócio grande, que não trabalhou para caramba assim. Não tem ninguém.
É, eu vou, eu vou, esse negócio quem fala que eu vou empreender porque eu não quero ter chefe, quando você empreende, monta seu negócio, você tem mais de um chefe, porque o cliente vira teu chefe.
Sim.
A não ser que você queira ser um empreendedor que vai montar um negócio que vai negligenciar o cliente. E se você fizer isso, não vai durar muito, né? É, minha hipótese é que não vai durar muito. Então assim, o cliente vira teu chefe, E aí você quer ter mais clientes, quanto mais cliente, mais chefe você tem. Os funcionários, as pessoas que você traz para o barco viram pessoas que você trabalha para também. Porque no final, acho que aquele estigma do empresário, ah não, porque eu tenho meus funcionários e eles me servem.
Cara, você não vai criar uma cultura muito legal assim, você montar uma empresa com esse pensamento.
E hoje não cola muito isso, porque hoje tem muita... Tem muita variedade, tem muita oportunidade. Então, cara, se o cara não curte aqui, ele vai embora para outra. E tem 50 empresas que são iguais, na mesma pegada, ele vai ganhar igual, vai ganhar mais, entendeu?
E fora que você tem, cara, você tem que ter a responsabilidade, tipo assim, pô, eu sou sócio do grupo, pô, é uma puta responsabilidade. A gente tem que ser lá com os colaboradores aqui. Só no Grupo Primo, aqui na parte de educação, aqui estamos o quê? 250 colaboradores no escritório. São 250 famílias, são 250 sonhos, é 250 pessoas pagando conta em casa, pagando financiamento de casa, carro, escola das crianças. Pô, é muita responsabilidade, cara.
Então você trabalha para essas pessoas também, né? Você serve essas pessoas, então elas viram teu chefe. Se você levar, levantar rodada de investimento então e tem investidor, investidor também vira teu chefe, que você tem que, cara, ter uma responsabilidade frente ao dinheiro que o investidor colocou, né? Então eu falo assim, cara, se você tá indo empreender pensando que você vai empreender, você vai ser o chefzão, as pessoas vão te servir, vão ficar te abanando lá, perguntando se você quer café e tá tudo bem. Cara, esquece, porque não é assim, entendeu? Não é assim.
Por outro lado, tem muita gente que às vezes pensa com isso, só que quando vai, aí tem uma ideia que é— muitas vezes fica mais feliz também empreendendo, trabalhar mais, entregando mais, mas porque ela tá percorrendo um sonho dela, uma vontade, uma dor. Tem uma pessoa que a gente trouxe para o time recentemente que a esposa dele era do mercado financeiro, saiu e montou uma marca de cosmético. Ele falou, cara, ela trabalha muito mais do que trabalhava no mercado financeiro, que já trabalha bastante, só que ela é infinitamente mais feliz.
A gente ficou uns 2 anos desenvolvendo o conceito.
Exato, só que ela é infinitamente mais feliz porque ela está fazendo um negócio que ela gosta, tava conectado com o propósito dela num período específico da vida. Então ela trabalha muito mais, mas muito mais feliz, com muito mais energia pra família, entendeu? Mas ela tem muito mais responsabilidade também do que ela tinha antes, sabe? Então tudo depende de como você quer ver esse assunto, sabe?
E você montar um negócio também tem as encheções de saco, também tem os desafios, também tem as coisas que te dão dor de cabeça, que você só vai saber, você só vai ter na hora que que você abre o CNPJ e opera lá. Vou dar um exemplo, quando a gente começou, montamos lá conta, nem era conta Simples, era outro negócio, era o anterior. Aí abrimos CNPJ e tal, estamos lá crescendo, fazendo conta para ver se vai sobrar dinheiro no final do mês e tal.
O contador me liga e fala assim, cara, você tem que pagar o TFE. Eu falei, mas o que é TFE? Não, tem uma taxa aqui da prefeitura, porque todo CNPJ em São Paulo você tem que pagar uma taxa que se chama TFE, é sei lá, R$2.000. É que você precisa pagar. Falei, mas se eu não pagar, o que acontece? Não, você toma uma multa, você pode ter o seu CNPJ invalidado, você pode, você não vai conseguir mais operar a empresa. Eu falei, tá bom, cara, não tinha pensado nesse TFE, você não fez acima disso.
Aí você vai lá, contrata um funcionário. Aí você contratou funcionário, você tá operando bonitinho, tudo mais, vai vir investidor, coloca o dinheiro, ele vai fazer uma diligência, ele fala, cadê os contratos dos funcionários todos que você contratou? Falei, mano, contrato é difícil. Não, mas tem que ter contrato. Você tá contabilizando isso como? Se a auditoria vem, vai pegar, vai colocar esse... Pô, tem que...
É uma de burócrata, né?
É uma de burócrata que você não... Papelada. Papelada. Quando você vai empreender, você fala, não, vou montar meu produto aqui, meu serviço, vou sair vendendo, os clientes vão amar, o negócio vai crescer, vou ganhar dinheiro. Cara, tem um monte de coisinha que você vai tendo que lidar depois, né? Que obviamente a empresa vai crescendo, você vai dividindo.
A gente aqui, a gente só aceita, né? Vem o compliance, vem advogado, fala assim, não, tem que ter. Eu falei assim, claro, tá bom, tem problema. Não, Kaique, mas não é assim, você não pode sair convidando e planejando. Você falou assim, falei, não, eu entendo, mas agora com vocês.
Compliance, a gente é regulado pelo Banco Central. Eu tenho uma responsabilidade na pessoa física frente ao Banco Central de toda conta simples, cara, que a gente tem, né? Que, cara, Você está disposto a isso? Você não está disposto? Você acha que é só colher os frutos?
Às vezes você abre mão de coisas da vida pessoal para não interferir na empresa.
Tem que abrir.
É um trade-off, você tem que escolher. E uma coisa que a gente fala assim, você tem que escolher e depois tem que estar tranquilo com aquela escolha, porque se esse negócio não estiver bem resolvido contigo, cara, não vai dar certo. Você vai voltar naquilo uma hora, E aí imagina quanto tempo já passou, tem que estar bem resolvido, porque se isso te preocupa, tira seu sono à noite. Essa questão do que a gente é regulado pelo Banco Central, a gente tem uma responsabilidade na pessoa física lá.
Se isso não tá bem resolvido entre a gente pessoalmente, vai dar problema, entendeu? E um problema lá na frente muito maior do que o que a gente tem hoje.
E acho que você vai aprendendo a lidar com isso e E você vai, não vou falar que eu gosto disso, mas assim, você dá valor para a responsabilidade que você vai ganhando e vai tendo, e você usa isso com sabedoria, né? Quando você faz isso, as coisas se encaixam e fica um pouco mais leve, fica menos pesado, tipo, ah não, mais burocracia, mais tarde, mais tarde, mais coisa, mais imposto, mais regulador em cima. Cara, faz parte do crescimento, faz parte, você quer montar um negócio grande.
É isso, eu jogo um botequinho lá, deixa só os cara jogando bilhar, né? Tem uma coisa que todo empreendedor erra logo no começo, que é misturar conta PF com conta PJ, né? Então você fica ganhando dinheiro pela empresa, você começa a achar que você tá rico, você começa a pagar a conta de casa, né, com o dinheiro da empresa ali, não faz um pró-labore, não faz o negócio direito, né? Começa aquele empreendedor começa a roubar a própria empresa e dá uma confusão danada.
Ou então às vezes você contrata alguma solução de conta PJ, mas aí não tem controle disso, né? Você precisa do cartão ali para os seus colaboradores, né, para as pessoas de confiança, e começa a gastar dinheiro adoidado. Então para você solucionar isso, né, e seguir a sua empresa de uma maneira bem saudável, né, você pode contar com a conta simples. Olha só, a gente tá conversando com o pessoal aqui, olha como os caras são inteligentes.
E você também pode ter um cartão da Conta Simples, que é o cartão mais inteligente do mercado, né? Então você pode criar, definir ali categoria, né, de gasto. Você pode colocar limite, você pode colocar regras por usuários. Então, pô, essa pessoa aqui pode gastar tanto, essa pessoa pode gastar tanto. Isso é bom porque aí você tem um controle, né, na ponta do lápis aí do que a sua empresa tá gastando com a sua conta corporativa.
Vou deixar um link na descrição, QR code para você. Eu tenho certeza que a Conta Simples vai te ajudar muito a prosperar financeiramente no seu negócio, tá bom?
Aí uma coisa que é muito importante, tá? Aí beleza, o cara tá lá, abriu o CNPJ, fez toda a parte burocrática e tudo, conseguiu dinheiro, tinha dinheiro, não importa. Mas aí o que vem primeiro? O que vem primeiro? Você deixar tudo redondo, o processo bonitinho, produto 100% redondo, ou vem o investimento em marketing, ou você vai ter que ter o time de atendimento perfeito? Qual que é a ordem ali para o cara começar a crescer o seu pequeno negócio ali?
Quer começar?
Olha, eu não acredito que você vai deixar tudo redondo, tá?
Nunca tá, né?
Nunca tá redondo. Então, se você tem uma expectativa de deixar tudo pronto para começar, acho que já vai nascer meio morto, tá? Porque assim, todo dia você vai melhorar, todo dia vai mudar alguma coisa. Então, até tem uma frase do fundador do LinkedIn, falou, cara, se você tá esperando para lançar o seu produto perfeito, você já lançou tarde demais.
É, se seu produto foi lançado sem bug, redondo, funcionando, é porque seu produto lançou tarde demais. E exato, né?
E aí vou dar um exemplo nosso, cara. O primeiro produto que a gente lançou assim era uma experiência que não tem absolutamente nada a ver com o que a gente tem hoje. Basicamente era um aplicativo que você colocava saldo na conta através de um boleto E tinha um cartão físico só. Cara, mas isso foi suficiente para a gente validar de que tinha gente usando.
É, isso rodou alguns milhões de reais, um produto bem tosco. E o primeiro lançamento, o primeiro lançamento, eu lembrei da frase, tá? Depois eu falo.
Boa.
O primeiro lançamento, cara, deu um monte de bug.
Muito?
Deu um monte de bug. Que assim, e aí o primeiro lançamento quem foi usar? O investidor que investiu o anjo, os clientes que estavam na lista de espera ali, que a gente tinha uma relação próxima. Cara, o meu instrutor mandou para a gente e falou assim, cara, fiz esse dossiê aqui, cara, não tá funcionando. Eu fui emitir o boleto, não chegou no meu email, o produto fica carregando, mas não vai para a próxima página, isso aqui tá errado.
A gente olhou para aquilo e falou assim, cara, e agora? Mas a gente percebeu que tinha clientes que começaram a usar e estavam funcionando. Tipo, cara, se a galera tá tá usando e tá reportando os problemas é porque eles estão usando, estão querendo passar por esse, por essa barreira, né, cara? É o produto, era o produto ideal, era a jornada mais, a mais experiência e tal, cara? Não, a melhor experiência não, mas foi, foi o passo próximo que a gente deu de conseguir validar na ponta com o cliente o que que ele tava querendo.
E essa é a roda da construção de um produto, de um negócio. Que nem eu falei, antes de você lançar o produto, você tem que ir lá e validar a demanda. Se tem demanda, vai, põe o produto. Você pôs o produto, tem bug, tem problema, mas o cliente está te pedindo para ajustar e para melhorar, cara, você faz aquilo, você vai dar o próximo passo. E aí isso vai girando, vai fazendo um círculo virtuoso.
Acho que tudo que lança no mercado é meio que assim, embrionário. A gente quando lançou a Finclass era tipo assim, cara, era basicamente um LP grande lá com umas caixinhas lá que você clicava, assistia os vídeos. Hoje tem comunidade, Tem gráfico, tem outras coisas. O próprio, tipo, empresas grandes como, sei lá, o Instagram. Pô, Instagram era umas fotinhas quadradinhas, tinha uma limitação para texto, não tinha stories, não podia postar vídeo.
E o negócio era uma foto com filtro.
É, era foto com filtro, não tinha chat, não tinha stories, não tinha vídeo, não tinha nada. Era foto e filtro, acabou.
Cara, eu lembro que meu sogro assinou a Netflix em 2014. E aí, na hora que ele assinou, era tão ruim. Eu falei assim, nossa, velho, não vai dar certo esse negócio, cara. Alugar é muito melhor.
E a própria World Adopters.
Ele foi um olhar.
Foi, cara.
E a própria Netflix nasceu alugando DVD físico.
Pois é.
Você tinha uma assinatura lá e depois virou outra coisa.
Só que se ele não tivesse dado esse passo inicial, por exemplo, ele não ia ter conseguido nenhuma dessas. Vocês aqui não iam talvez já falar, não, lá na frente vou ter uma comunidade, vou ter uma plataforma. Cara, todo mundo vai descobrindo ao longo do caminho. E é muito melhor você resolver os problemas de verdade. Puta, a nossa plataforma lá, o boleto não chegava no email, qualquer coisa. O problema de verdade do que uma hipótese.
Não, mas se a gente tiver isso um dia, talvez a melhor jornada é essa. Aí você bota na rua e não vai funcionar, entendeu?
Mas sabe o que eu acho assim, na minha visão, vendo várias empresas que dão certo, das que dão errado? Eu acho que das que dão errado tem duas coisas. A primeira é o empreendedor não consegue tirar o problema da frente, cara. Porque você empreender, você tá à frente de um negócio, você tem que ser uma máquina de resolver problema. Você tem um problema na semana 1, na semana 2 aquele problema tem que estar resolvido, você tem que tirar da frente.
E aí você vai aparecer mais 2 problemas, você tem que resolver os 2 problemas, vai aparecer mais 4. Aí você resolve os 4, vão aparecer mais 8. E aí, cara, eu tô— a gente tá 8 anos tirando problema da frente. Sim, não parou de aparecer problema, né? E dos que dão certo, dos que não dão certo, os que dão certo conseguem ser essa máquina de resolver problema. Dos que não dão certo, a pessoa fica com o mesmo problema ali. Ó céus, ó vida, esse problema tá aqui, eu não consigo resolver, mas será que vai dar certo?
Não, mas ai meu Deus, eu tô na dúvida, mas eu vou ter que fazer, vou ter que dar aquele movimento, puta, mas eu vou ter que investir esse dinheiro agora, mas eu não tô confiante. E aí fica com o problema, fica com o negócio ali, o negócio não escala, o tempo passou, morreu.
Aí fala assim, eu resolvo semana que vem, eu vejo isso.
Então não quer encarar o problema, tem que entrar de cabeça no problema, mergulha. O problema tá na frente. Eu falo na empresa, galera, não me traga assim traz os problemas que não estão conseguindo resolver. Mas sim, se você me colocar um problema na frente e não olhar que você tá resolvendo, a bola tá quicando, eu vou chutar, porque eu sou condicionado a isso. Tem problema, tem que resolver. Então o empreendedor tem que pensar com essa cabeça.
E a segunda coisa que eu vejo, que daí não é sobre resolver o problema, mas é acho que o mundo que a gente vive hoje no Instagram, no LinkedIn, na LinkedIn Disney, cara, todo mundo tá crescendo a empresa. O mundo do LinkedIn é uma coisa maravilhosa, todo mundo tá crescendo a empresa, todo mundo tá batendo meta, todo mundo tá Todo mundo agora usa AI.
Não tem nem desempregado lá, o cara tá procurando novas oportunidades.
Não tem, não tem. É exatamente, o desempregado é consultor, cara.
O LinkedIn encerrou um ciclo, ele não foi demitido, ele encerrou um ciclo.
Ele não foi demitido, ele não entregou as metas, ele não bateu. Não, não, ele só encerrou um ciclo.
A verdade que a gente sabe é o seguinte, galera, todo mundo tem desafio, todo mundo. A gente tava falando aqui, né, antes de começar, cara, a gente tá reta final aqui de período de de quarto semestre, tem meta para bater, tem desafio para tirar da frente, tem problema para— e aí as pessoas começam a empreender e acham que quando o problema aparece, ela só, ela tem aqueles problemas e começa a pesar, começa a ter uma ansiedade.
É síndrome do protagonista, né? Ela acha que ela é Harry Potter, né?
Que o filme é sobre ela, né?
Exatamente.
Não, e a pessoa começa a colocar uma pressão nela mesma, que tá difícil, que ela não consegue resolver, que meu Deus do céu. Galera, pega leve, comemora comemora as pequenas conquistas, olha, olha, tenta olhar o copo meio cheio. Porque, cara, quando a gente tava começando a conta simples, se a gente quisesse olhar o copo meio vazio, puta, a gente sentava, ficava chorando em posição fetal e não saía do lugar, porque o problema era que não faltava, né?
Então acho que também tem uma questão aqui da pessoa ter uma coisa de mentalidade, uma mentalidade de falar assim, cara, eu quero resolver, eu quero tirar da frente, eu quero olhar o copo meio cheio. Eu lembrei da frase, manda ver. A frase era isso que a gente tava falando sobre empreender, sobre continuar no mesmo emprego, né, tendo chefe e tal. Tem uma frase do Clóvis que é o seguinte, que ele fala: a gente só vive as decepções da vida que a gente escolheu viver.
Por isso a gente tem a falsa impressão, percepção, que se a gente tivesse escolhido diferente, teria vivido melhor. Então, ah, eu sou um funcionário, tem um chefe aqui que tá me demandando muito. Ah não, se eu fosse dono do meu negócio, minha vida ia ser muito diferente, eu ia ter o meu horário, eu ia sair a hora que eu quisesse, eu ia tirar férias quando eu quisesse, eu ia... Aí tá lá o empreendedor falando assim, pô, se eu tivesse trabalhando naquela empresa que eu tava, pô, não ia ter esses boletos para pagar, não ia ter esse funcionário aqui que me colocou, me processou, não ia ter esse imposto que apareceu do nada aqui.
Não ia poder tirar férias.
Não ia poder tirar férias, esse cliente que tá me ligando aqui que tá pedindo o dinheiro de volta porque o roadmap atrasou. Cara, você só vai viver as decepções daquilo que você escolheu viver, né? Então eu tenho essa filosofia de vida, que é assim, cara, Cara, se eu tenho esse desafio na frente, se eu tenho isso que tá acontecendo, é porque é a vida que eu tô vivendo.
Não vou ficar encarando a verdade, você vai ficando mais maduro, né?
Não vou ficar pensando, ah não, se eu tivesse feito aqui, se eu tivesse aqui, cara, não, o se não ganha jogo, né?
Cara, você escolheu isso, né? Não é ninguém que for, você não foi forçado, você escolheu isso.
Exatamente. O Thiago foi fundamental para a gente conseguir evoluir lá no começo, porque ele empurrava, não, ele Fora, claro, a persona que ele tinha na parte empreendedora, ele empurrava a gente. A gente, sei lá, desenha. O Thiago fala assim, pô, ele é o cara mais visionário da empresa. Ele fala assim para o Lucas, Lucas, desenha o que você acha que poderia ser o nosso podcast. Na época não tinha o PrimoCast. Cara, o Lucas mostrou, nem sei se foi um PPT, mas eu acho que foi dois.
Existe, esse PPT existe.
Foi 3, 4 slides feio. Posso falar que é feio?
Não, foi assim, ele falou assim, cara, me mostra isso. Isso era de manhã. Aí eu pensando assim, ah, cara, eu vou mostrar no final da semana. Ele passou na segunda até sexta-feira. Aí ele fez assim, o que que você tá fazendo? Eu falei assim, ah, tô montando esqueleto aqui, no final da semana eu te mostro. Ele, não, não, na hora do almoço.
Aí o Lucão mostrou. Aí o Lucão mostrou, aí o Thiago falou assim, ótimo, vamos gravar amanhã. E não tinha equipamento de podcast, não existia isso, entendeu? E não é que tipo assim, na época você não Tipo assim, irmão, Thiago, a gente pode gravar sexta-feira? Porque a gente deve— não, não, vai ter que ser amanhã. Aí tipo assim, irmão, se vira, se vira, arruma os equipamentos, faz dar os seus pulos, a gente vai gravar. E cara, dito e feito, a gente, o Lucão arrumou numa segunda, a gente gravou um ou dois dias depois, o Lucão editou e a gente postou.
Só uma coisa que eu tava lembrando esses dias, Kaique, é o quanto que a gente usava dinheiro do bolso Não, eu, para fazer as coisas, gente, hoje é uma coisa inimaginável, né, nesse futuro de grupo premium que a gente tem, mas é até arriscado, né. Eu era, eu era recém, eu era recém, recém, ganhava dinheiro para caralho, ganhava nada.
Eu era um pobre premium com crédito, eu era um pobre premium com crédito.
Isso, pobre air fryer.
Aí o Thiago falou assim, cara, se vira, tem que arrumar. Aí eu falei assim, puta. Aí o Thiago, acho que ele foi palestrar, sei lá o que ele foi fazer, ele sumiu 1, 2 dias. Que o Lucas apresentou segunda, a gente gravou quarta. Cara, terça-feira eu tava na Santa Ifigênia com meu cartão de crédito pessoal, pessoal, eu comprei 4 microfones, um gravador, 4 XLR e um fone eu já tinha. E foi esse equipamento que a gente usou, o PrimoCast, de 2019 a 2021.
Caramba, é o mesmo equipamento. Quantos podcasts deu esse?
Ah, deve ter sido o primeiro 100, podcast?
Não, não, acho que um pouco mais, Lucas. Eu acho que foi uns 150, porque na época da pandemia a gente gravou muito mais.
Eu sei que o Spotify comprou a exclusividade do PrimoCast na época com esse setup.
Esse é o setup aí. Eu gastei R$3.500.
Você ganhava alguns milhões de reais ali.
Deixa eu fazer uma pergunta agora, porque o que vocês estão falando é muito interessante.
Aí você fica assim, ai, mas como eu vou começar a gravar conteúdo se eu não tenho uma câmera? Irmão, PrimoCast durante 3 anos. O investimento foi R$3.500. Ah, mano, tinha vídeo? Não tinha vídeo. Tenta procurar o vídeo do primeiro episódio, não existe.
Não tinha vídeo, era só áudio.
Agora, o que que vocês viram quando o Thiago vem com essa ideia e vocês vão atrás e fazem? Por que eu tô falando isso?
O Thiago era muito visionário, irmão. Então, tipo, o Thiago, ele, ele tem, ele é muito visionário e ele tem um poder de te dar visão. Então ele fazia a gente enxergar Tipo assim, quando o Lucas mostrou, você olhava, eu olhava assim, mano, esse cara tá doido.
Você acreditava no que ele tava falando.
Só que aí o Thiago, ele pegava o que o Lucão mostrou e ele contava uma narrativa que a gente em 3 meses ia ser o maior do país. E você acreditava, falava assim, caralho, o que ele tá falando é muito real, é verdade. Então vamos fazer, vamos fazer. Em 3 meses a gente era o maior do país, maior podcast de negócio do país.
É uma convicção na visão, né? E isso é uma coisa que eu vejo que também é muito importante. Que eu falo assim, cara, quem tá empreendendo, quem tá montando um negócio, tem que ser um vendedor de sonho, tem que ser capaz de tangibilizar uma visão, tem que conseguir transmitir isso. As pessoas acreditam nisso, vivem aquilo e depois realizam. Mas aí tem que realizar, porque é o que eu falo lá na Conta Simples. Eu falo assim, cara, não adianta a gente ficar vendendo sonho, mas a gente só sonhar e não trabalhar e não pegar lá na Santa Efigênia, comprar 4 microfones, colocar um negócio de pé, no segundo dia lá da semana tá gravando, tá?
Tem que realizar, né? E ter gente, cara, que empreende junto, né? Porque, cara, a gente não fez nada sozinho, cara. Tem muita gente que acreditou no sonho.
E você bonificar esse cara que tava com você, fala assim, meu, acredita, vem comigo, acredito, não vou conseguir te pagar muito agora, mas vem comigo. E depois, na hora que você tiver grande, agora é a recompensa.
O Thiago vendeu esse sonho aí, foi bizarro, cara, em 2017. O Thiago vendeu uma historinha para mim que a gente ia ser o maior do país.
Na época parecia historinha, né?
É, parecia uma historinha. A gente pensa assim, o Thiago ele tinha 26 anos, eu tinha 22, o Thiago tinha 250 mil seguidores no YouTube, não tinha Instagram, o Instagram dele devia ter 10 mil, sei lá quantos.
O cabelinho dele penteado lá, ele full jeans. Cabelinho full jeans, fio.
E ele falando, e eu tipo assim, eu ganhava R$1.200, ele falando que a gente ia ser o maior canal de finanças do país. Eu nem sei o que significava isso na época.
Fala, cara, eu só quero ganhar R$2.200, cara, para de falar.
Falou que a gente ia mudar o jeito do brasileiro investir, que a gente ia ajudar milhares de pessoas, que a gente ia conseguir criar uma empresa incrível, que a gente ia ser o maior educador de finanças. Tipo assim, cara, e ele prometeu tanta coisa. E na minha cabeça, cara, eu só quero ganhar R$2.500 e um computador novo, cara. Você tem ideia disso?
Eu vou falar assim, se tiver vale-transporte, eu tô dentro, cara.
E tipo assim, e ele tinha uma visão E ele batia isso na tecla direto. E uma parada que ele fez que foi muito boa pra gente, que a gente entrou como tudo estagiário, ele vendia um sonho e colocava a gente pertencente do negócio. Mesmo a gente sendo tudo estagiário, júniorzinho e tudo mais, ele nunca deixou ninguém tratar a gente inferior. Então, tipo assim, na cabeça dele todo mundo era igual ali. E era— e o primo, ele chamava, ele falava que o Primo Rico não era ele, era a gente.
Ele só era o apresentador, ele só era o personagem, né? A gente era o Primo Rico. E ele tava representando a gente nas câmeras, nas palestras e viajando.
E o cara, você se sentia pertencente.
Então tipo assim, pô, o canal do YouTube, o vídeo do YouTube ia mal, eu ficava mal. Sim, eu sou o primo rico, pô, e meu vídeo tá mal.
A gente se sentia responsável.
O podcast ia mal, o Lucas se sentia mal. Ai, a publicidade não fechou, o Lucas se sentia mal.
E isso, cara, essa capacidade de você escalar o time de pessoas e a capacidade de construir é o que faz o negócio crescer. Porque o Thiago sozinho, ele não ia, o Grupo Primo não ia chegar no patamar que chegou, só o Thiago achando que, ah não, só eu aqui e tal. Cara, e tem muito empreendedor que às vezes pensa isso, né? Que de novo volta aquele empreendedor que ele tá montando para ser servido. Cara, ele tem que servir, ele tem que devolver, ele tem que enriquecer as pessoas.
A gente tem um desenvolvedor lá na Conta Simples que tá com a gente até hoje, ele entrou em 2019, final de 2019. A gente precisava contratar desenvolvedor, a gente fez uma campanha na faculdade e começou a achar gente em comunidade de Facebook e tudo mais. E aí apareceu um desenvolvedor, 17 anos. A gente montou um desafio lá para o desenvolvedor fazer, para os applications, para a turma que estava aplicando fazer. Cara, veio um puta desenvolvedor, um código, uma qualidade de programação muito alta.
Daí a gente olhou e falou assim, pô, já tinha 3 caras com a gente super talentosos, super também novos, recém saindo da faculdade, não tinham se formado ainda. A gente falou, pô, esse cara aqui vai ser o quarto cara do time. A gente chegou, só que olhou lá o currículo do cara, ele tava no supletivo. Eu falei, mas supletivo, cara? Esse cara tá programando nesse nível, ele tá no supletivo, ele nem na faculdade tá. Daí a gente chegou pra ele e falou assim, cara, me conta tua história.
Ah não, pô, eu cresci com meu irmão, minha família teve uns desafios e tal, eu, cara, não consegui me formar no ensino médio, mas eu gosto de programar, aprendi programação sozinho estudando e tal. UOL, mas eu não consegui me formar, tô no supletivo para conseguir concluir o ensino médio. Mas, cara, você tem um nível de programação de código assim que assim você arruma emprego em qualquer lugar. Por que que você não tá trabalhando, cara?
Porque muitas empresas que eu bati na porta, por eu estar no supletivo, não me deram oportunidade para trabalhar. Aí ele falou assim, mas assim, se você me der oportunidade aqui, eu te mostro o que eu sou capaz. Só me dá oportunidade. E, cara, na época era para ganhar R$2.500, não era um negócio assim R$3.000.
É tecnologia, aquela época, né? Não era nada.
E a gente deu oportunidade para ele, ele tá com a gente até hoje, ele virou sócio da empresa depois de um tempo. A gente levantou uma rodada em 2023 que foi o nosso Series B, a gente levantou ao todo R$200 milhões. E nessa rodada teve oportunidade, né, com os investidores entrando, eles compraram uma parte do da turma que tinha ações, já tinha uma parte vested, pegar um percentual daquilo e vender. A gente chegou para ele, né, falou assim, ó, tem essa oportunidade, você é um sócio que tá um bom tempo aqui, tem essa oportunidade.
Se você quiser vender uma pequena parte, colocar um dinheiro no bolso, você pode. Também não quiser, cara, a gente continua aqui trabalhando, construindo esse negócio, esse negócio vai valer ainda mais, vamos junto. Ele falou, puta, cara, eu queria, porque, pô, tô casando, tô comprando apartamento, pô, esse dinheiro vai resolver aqui a questão do meu apartamento, pô, isso para mim vale muito. E eu fiquei lembrando, cara, pô, como empreendedor você tem que ter essa capacidade de pegar aquela pessoa que às vezes é desacreditada ou que tá num canto que ninguém, que as pessoas olham e fala assim, pô, né, esse cara ainda é nada, cara, e fazer essa pessoa virar uma pessoa relevante e virar uma pessoa que de fato mexe ponteira, protagonista da história do teu negócio.
Só que você tem que reconhecer e recompensar também. A hora que você faz essa simbiose, cara, você monta uma empresa que assim é uma, é um rolo compressor de resultado, né.
E, cara, e uma das coisas que eu mais gosto assim, que a gente mais se orgulha, é desse do programa de sociedade que a gente tem. Porque legal, isso é uma das coisas que a gente se orgulha muito, porque no final do dia a gente tem que dividir o resultado com a galera, com todo mundo que constrói esse negócio. Porque não é, não sou eu, Rodrigo Fernando, só a gente hoje é a menor parte ali, né? A gente tem muita gente que tá trabalhando muito duro para fazer as coisas acontecerem.
Mas só que desde o dia 1 a gente sabia que a gente tinha que dividir o negócio com essas pessoas, com as pessoas que fazem a diferença, que estão super alinhadas na cultura, as pessoas que são replicadoras da cultura, são embaixadores, vamos dizer assim, de verdade, que entregam resultado, porque eles vão fazer com que a gente consiga amplificar ainda mais. Provavelmente é a mesma coisa que aconteceu com vocês, né? Então vocês, cara, eram as pessoas que estavam lá mostrando como tava fazendo.
É dor de dono, né? Dor de dono. E a gente não quer ninguém que, ah, vou virar sócio para depois atuar como. Não, a gente quer pessoas que sejam sócias de verdade, que aquilo seja delas, porque no final do dia a Conta Simples também é delas de verdade. Então esse foi um dos casos, a gente tem vários casos de pessoas que mudaram vida assim já com a gente. Então, e a gente poder dividir isso, a Conta Simples com eles, cara, uma das melhores coisas que a gente pode fazer.
É, eu acho que o insight que vem para o empreendedor é que algumas pessoas que vão trabalhar com você, elas não vão ser um colaborador normal, elas vão empreender no seu negócio. Então a gente lá no começo, lá a gente era um monte de moleque ali, era estagiário e tudo, mas o Thiago de algum jeito ele viu um potencial da gente ali em empreender com ele, né? Tipo assim, caramba, é uma molecada que tá junta, tá sempre comigo, tá comprada.
Pô, se eu levar esses moleques comigo até o final aqui, a gente vai crescer muito e eles vão ser o meu sócio um dia. E a gente virou sócio, virou case da vida de vocês também.
Também, né? Vocês são empreendedores juntos e, cara, todo mundo vai colher frutos disso. E acho que esse é um papel importante de quem começa um negócio, de quem escala um negócio, é a capacidade de atrair gente, conseguir vender esse sonho, fazer a roda girar. E obviamente, na hora que tem os resultados, na hora de colher os frutos, também tem que dividir, também tem que conseguir recompensar. Porque é onde cria a verdade do negócio, negócio gira.
E até contra-intuitivo, né? Porque a gente é sócio, se a gente dá mais ações para as pessoas, a gente no limite a gente tem menos ações.
É um recurso finito, é um recurso finito.
E se a gente tem 10, se cada um dá um, a gente vai ter menos. Só que a gente acredita que se a gente dividir esse pedaço com as pessoas, o valor da ação vai valer mais. Então o bolo todo cresce. Não é que a gente tá tirando um pedaço do bolo para dar para alguém, a gente tá aumentando o tamanho do bolo para todo mundo.
O recurso, número de ações é finito, mas o quanto essa ação pode valer é infinito. É, exato. Assim, a capacidade nossa de inovar, de crescer, de construir produto, de gerar mais resultado, de atender mais cliente. Cara, eu quero ter gente pensando com essa cabeça diariamente.
Total. Às vezes você dá, você dá um para ganhar dois, três ou quatro até.
É, exato, exato. E é isso.
Deixa eu bater no último ponto assim. Eu sei que daria para a gente ficar 4 horas falando aqui. É, tem uma coisa que vocês A Conta Simples é super especialista nisso, que é falar da organização financeira aqui do empreendedor.
Puta, essa etapa aí é doída pra caralho.
Quando esse cara está começando, o que vocês veem que esse cara patina muito? Essa coisa de misturar o dinheiro da empresa, PF, PJ. Esse cara está começando, o que vocês veem eles cometendo de erro?
Final do mês, sobrou aqui R$20 mil. O cara na hora faz um Pix para PF.
Como é que faz? Pega o cartão da empresa e... Sabe assim, putz, gastei caro.
Paga mercado, né? Pega mercado. Você, amor, paga mercado com esse cartão aqui, o preto da empresa.
O que vocês veem aí?
Cara, tem alguns vários, mas um dos principais a gente vê e viu muito essa mistura de despesa da pessoa física com despesa da pessoa jurídica.
Isso aí deve ser uma loucura.
E acontecia muito porque muitas empresas, quando chegavam para o banco e falavam, preciso de um cartão corporativo, o banco não liberava.
Pagava.
Então a pessoa às vezes tinha que pagar uma ferramenta, comprar com o próprio cartão, porque era o único instrumento que ela— o estabelecimento só aceitava cartão, ela só tinha um cartão pessoa física. Aí a pessoa vai lá, compra, mas não faz um reembolso, não mexe no fluxo, e aí começa a misturar, né? Eu uma vez a gente fez uma entrevista no Começo de Conta Simples, uma startup grande, tinha levantado um bom dinheiro. O CTO dessa empresa pagava cloud, né, AWS, com cartão pessoal era na casa de R$100 mil por mês.
Ele pedia reembolso todo mês, né? O banco não tinha liberado um cartão para eles, né? Esse caso já tinha um processo de reembolso lá, mas assim, esse é um problema que acontece, né? Acontecia.
E o cara ia para Disney todo mês de graça, né?
Tinha esse ponto. A gente fez uma pesquisa com a Visa, ainda tem mais de 3 milhões e meio de empresas no Brasil que usam o cartão pessoal para as despesas do negócio. Tem muita gente. Então esse é um O segundo, quer complementar?
E olha aqui só, isso que é uso exclusivamente cartão da pessoa física, só que a maioria ainda mistura, ainda tem gente que usa cartão corporativo e tem gente que usa cartão pessoa física também. Então esse número de 3,5 é muito maior. Cara, uma outra coisa que a gente viu que é muito legal, que é muito legal não, né, que não é boa, né, ao contrário, mas que é super interessante, que dá para a gente, que a gente ajuda a resolver.
Antes de falar disso, e a conta Simples resolve o primeiro problema do cartão corporativo, né, cara? Abre a conta, tem acesso a cartão corporativo na hora.
A gente vê, vou pegar a mesma linha do Tog aqui. Nessa pesquisa a gente entendeu que acho que 60, em torno de 65% das empresas não consegue ter uma boa previsibilidade de gastos. Então não consegue fazer um planejamento bem estruturado do que vem por aí, porque, e a gente, todo mundo sabe, né, a receita ela não é garantida, mas os custos eles é todo bem, todo bem. Fala sempre isso aqui, eu sei que vocês falam, por isso que eu tô falando.
É uma das coisas que vocês mais falam. Então você tem que se planejar para isso. Só que se mais da metade das empresas do Brasil não conseguem ter um alto nível de previsibilidade, cara, tem uma oportunidade de organização e gestão muito grande e de muita eficiência financeira para essa galera. Imagina de quanto de resultado essas empresas não podem ter a mais. Então imagina só você, um, ter mistura, dois, não conseguir se planejar, ter uma clareza grande, Cara, tem um poço de oportunidade ali, entendeu?
Para se organizar melhor, gerenciar melhor, ter mais resultado, poder reinvestir no negócio para crescer mais. Provavelmente é que tem muito dinheiro saindo pelo ralo, inclusive.
Acho que uma terceira coisa que eu vejo é os empreendedores, é o que vocês falaram, sobrou um dinheiro no final do mês, põe no bolso. Cara, uma boa prática durante um primeiro ano, dois anos, Determina um pró-labore fixo que você precisa tirar e seja fiel a esse pró-labore, né? Pô, meu custo de vida aqui, eu consegui ter uma reserva, tô montando um negócio, então eu preciso ter uma renda de R$15 mil, R$10 mil. Ah, mas empresa lucrou no mês, cara, sobrou R$30 mil.
Cara, tira os R$10 mil que você se planejou a tirar. Esses 20 excedentes, cara, reinveste, aloca, deixa em caixa. Porque, cara, o mercado às vezes muda, muda alguma coisa. Você tem um cliente que tava no pipeline para fechar, não fecha, descasa um giro, né? Exato. Então assim, o excesso, eu vejo que a ansiedade de novo da pessoa é: putz, eu preciso tirar o máximo possível, quero tirar, quero ganhar. Cara, não, planeja, tenha paciência, é um processo, né?
Então Então, dica: determina um pró-labore que não é que também vai te dar um luxo na pessoa física, mas que te dá um conforto, que ajuda a pagar as tuas contas, que isso é importante. Então, eu vejo muita ansiedade da pessoa: Ah, deu lucro, vou tirar tudo. Até porque tem muita gente que mistura lucro com margem bruta, com... E aí, de repente...
Aí é uma loucura.
Aí, de repente, não percebeu que tinha uma prestação, uma parcela de alguma coisa que estava ao longo prazo, aí já tirou, aí vem um imposto, aí vem uma taxa da prefeitura que você nem sabe de onde veio, aí tem um descasamento, aí a empresa começa a se apertar. Então eu gosto de falar, no começo, a gente sempre usa essa teoria, no começo sócio pobre, empresa rica. Sócio pobre, empresa rica. Porque se sócio rico, empresa pobre, cara, depois vai ficar empresa pobre e sócio pobre.
Então no começo eu sempre falo, cara, o primeiro 1 ano, 2, Padrão de vida mais baixo, determina um pró-labore fixo, excedente de caixa, de lucro, deixa reinvestido em caixa, se permita investir em uma coisa ou outra, faz isso durante 1 ano, 2. Se você não tem paciência para fazer isso durante 1 ano, 2, 3 anos e você já quer o resultado imediato, talvez você não vai ter estômago para empreender e montar um negócio e ter um negócio que tenha resultado e pare de pé.
Então, se você não consegue esperar isso, cara, 2 anos, 3 anos, passa sim, né? Então esse sacrifício no começo, ele é muito importante. E obviamente, né, a parte da gestão das despesas, organizar. E a gente entrou exatamente nesse ângulo. Essa foi uma dor que a gente viu que nenhum banco ajudava. O banco sempre foi uma barreira, sempre foi mais um empecilho, uma burocracia a mais para o empreendedor. E a gente não só resolveu isso como a gente trouxe ferramental para as empresas conseguirem separar centro de custo, planejar, a acompanhar as despesas, como que estão os gastos, conseguir ter uma previsibilidade futura.
Então a gente entrou numa camada que entra numa parte de gestão, que a gente ajuda as empresas a construírem isso. E agora com AI, com inteligência artificial, a gente vai lançar muita coisa nessa direção, né? E vai ajudar demais quem tá começando, demais as empresas que estão escalando. E a gente fala, a gente quer atender empresas que escalam, que querem crescer, que querem prosperar, né? Esse é o tipo de empresa que a gente quer atender, porque no final do dia quem quem tem essa cabeça tem a cabeça de se planejar, de gerenciar, de olhar para as despesas de uma forma com cabeça de um gestor profissional, de fato, né?
Legal.
É, gente, importante, tenha dinheiro no caixa da sua empresa, porque pode acontecer qualquer coisa, cara. Às vezes um colaborador pede demissão e o cara já quebra, pois é, e o cara não tem dinheiro para pagar rescisão.
E se não paga o colaborador, às vezes coloca, não consegue um acordo, coloca o cara na justiça.
Pelo amor de Deus, gente, tem aí Virou uma bagunça. 6 meses aí de desgaste, pelo menos.
E aí sabe o que o Brenner fala? Ah não, aquele cara não sei o quê, foi mau caráter, não sei o quê. Cara, às vezes tem os dois lados da história, né? Às vezes a pessoa, por algum motivo pessoal de vida, precisava fazer aquele movimento. Às vezes tá na lei, a pessoa precisa pagar essa rescisão.
Tem que falar assim: caramba, cara, eu acho que eu faturo tanto e não sobra nada. Provavelmente a gestão dos recursos da sua empresa está sendo feita errada. Provavelmente deve ter um furo, um gargalo aí, um descasamento pagamento, alguma coisa que você não tá fazendo certo. E às vezes tem R$10.000, R$20.000, R$30.000 aí que você poderia salvar e você não tá salvando porque você não tem esse conhecimento.
Simplesmente por gestão, simplesmente por gestão.
Vou deixar o link da Conta Simples também para quem quiser conhecer, saber mais, aqui na descrição do episódio. Senhores, muito obrigado, baita aula! Vamos falar mais vezes aí, com certeza.
Contem com a gente. Obrigado pela oportunidade e é isso, vamos junto, certo?
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Se colocar o BR também vai.
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Fechado.
Qualquer dúvida manda para eles lá, eles vão responder.
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E o meu também, LinkedIn, Rodrigo Tognini. Tô postando bastante coisa agora com AI. É, eu tô aproveitando a LinkedIn, né, entrei um pouquinho no circuito. E meu Instagram é @ritognini.
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Pessoal, obrigado, até a próxima semana, grande abraço e tchau!
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