PrimoCast 495 | 7 CONSELHOS DE UM CEO QUE PODEM MUDAR SUA VIDA PARA SEMPRE
USE O CUPOM 'PRIMOCAST15' E GANHE 15% DE DESCONTO NA LOGITECH STORE: https://r.oprimorico.com.br/9a517462627 CONSELHOS DE UM CEO QUE PODEM MUDAR SUA VIDA PARA SEMPRE | PrimoCast 495No Primocast de hoje, recebemos Jairo Rosenblit, CEO da Logitech Brasil e México.Jairo compartilhou sua trajetória até a cadeira de CEO, os erros que cometeu empreendendo (incluindo negócios que quebraram) e os aprendizados que acumulou ao longo de mais de 20 anos de carreira.Durante a conversa, Jairo compartilha 7 conselhos de CEO que podem mudar sua forma de pensar trabalho, liderança e crescimento profissional.E tem presente para a audiência: vamos escolher, pelo Instagram do @primocast, quem vai levar os produtos mostrados neste episódio.Corre lá no insta, procura o post dos produtos Logitech e comenta porque você merece ganhar!Hosts: Kaique @kaique.editor e Lucão @lucaszafraaConvidados: Jairo Rosenbilt @logitech_brSua marca no PrimoCast: publicidade@timeprimo.com7 CONSELHOS DE UM CEO QUE PODEM MUDAR SUA VIDA PARA SEMPRE | PrimoCast 495
- 7 Conselhos de CEO para a vidaImportância do Tempo e Investimento · Comunicação e organização pessoal · Fazer o básico bem feito antes de complicar · Multiplicidade de perspectivas · Surpreender e fazer a diferença · Disciplina e Autocontrole · Cuidados com Plantas
- Papel do CEOTrabalho em Gillette no projeto MAC3 · Decisão de ir para finanças · Experiência na Kodak como head de operação digital · Empreendedorismo e empresas que quebraram · Ingresso na Logitech há 15 anos
- Falhas empreendedoras e aprendizadosEmpresa de games Interzone com Romário · Crise financeira 2008 e falência · Como comunicar fechamento de empresa · Gestão de equipe em crise · Negócio de tecnologia 3D que não funcionou · Aprendizados com fracassos
- Construção da Logitech Brasil do zeroOperação começou em casa · Estratégia de transformar periféricos em produtos diferenciados · Category management e exposição em lojas · Transformação de commodity para produto premium · Liderança absoluta de mercado conquistada
- Influenciadores e desenvolvimento de produtosParceria com jogadores profissionais de esports · Mudança de fio para tecnologia wireless · Influenciadores ajudando em desenvolvimento na Suíça · Cacerato e outros gamers como consultores · Dominação do mercado de periféricos wireless
- Crescimento profissional e desenvolvimento de carreiraPaciência e timing correto no avanço profissional · Agilidade em adquirir conhecimento · Importância de aprender, desaprender, reaprender · Experiência em múltiplas áreas · Como saber se está no lugar certo
- Liderança HumanizadaReuniões semanais de time de liderança · One-on-ones com líderes de cada área · Pensamento simultâneo curto, médio e longo prazo · Prêmio trimestral Surpreender · Exercício anual de auto-demissão
- Kodak - caso de falta de inovaçãoKodak como maior empresa de fotografia · Desenvolvimento de fotografia digital ignorado · Foco em rentabilidade do filme tradicional · Perda de liderança para concorrentes · Aprendizado de como NÃO fazer negócio
- Gestão de crise e comunicação de más notíciasComunicação transparente com equipe · Criatividade sob pressão - caso Romário · Retenção de equipe em situação adversa · Construção de confiança mesmo em fracasso · Impacto emocional e gastrite
- Historia e CuriosidadesBisavó veio de Romênia/Rússia fugindo de perseguição a judeus · Criação de cooperativa para ajudar imigrantes · Origem de Seu Davi da Copenhague · Importância de conhecer passado familiar · Legado de empreendedorismo na família
- Sistema tributário brasileiro e complexidadeManicômio tributário brasileiro · Impostos sobrepostos · Mudanças de warehouse por mudança de impostos · Dificuldade de explicar para matriz em Suíça · Reforma tributária necessária
- Saúde, bem-estar e pensamento 360Dor no pescoço com origem em perna mais curta · Abordagem holística de problemas · Conexão entre todos os pilares do corpo · Analogia com business 360 graus · Importância de se olhar por ângulos diferentes
- Inteligência ArtificialIA para economizar tempo · Transformação futura trazida por IA · Mudança no mundo do trabalho e relações
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exatamente na hora, como tudo, como a gente quer, ou como a gente planejou. E eu acabei quebrando três vezes. E é real, né? Você aprende muito. E no programa de hoje, Kaique, a gente vai falar aqui sobre sete conselhos do CEO que podem mudar a sua vida para sempre. Estamos aqui com Jairo Rosenblit, que ele é CEO da Logitech Brasil e México agora, Kaique. Como que você absorveu esse desafio de ser um CEO de algo que estava começando aqui no Brasil?
duas vezes certo. Agora vai dar certo. Ficar lá fora como funciona a parte tributária aqui no Brasil é uma arte. Planejou bem o seu tempo. Você fez o básico bem feito. Já está na hora de você fazer a diferença. Então é o que eu falo, o poder do surpreender. Está na hora de você fazer um algo mais. Mas antes da gente começar, quer dar um recado? Quer mostrar? Quero mostrar. A Logitech, a gente conversa muito com o Jairo, tá gente? Nas reuniões e tudo mais. A Logitech é uma super parceira aqui do Primocast.
É um sucesso a nossa parceria aqui. Vocês gostam bastante. E o Jairo trouxe presentes aqui que eu estou pensando se a gente vai dividir com a audiência ou não. Se a gente vai sortear ou não. E a Logitech, se você não sabe, é uma empresa suíça, tá? Então tem uma qualidade excepcional. E você que ouve aqui o Primocast, você tem um desconto. Então você consegue aplicar aqui o desconto Primocast 15 na Logitech Store e ter 15% em todos os produtos da loja, tá? Esse cupom tem feito bastante sucesso.
Aproveite, tá? Porque o Jair, daqui a pouco, ele vai cortar. Ele vai falar, não, chega. Tá muito desconto. Chega de desconto. Ele vai cortar esse negócio. É uma raridade de você achar hoje que ele é um astro em parceria com a McLaren. Que legal, hein? Foi um fone absurdo que vocês lançaram. Esse aqui é um lançamento novo da Logitech. Legal. Que é o MX Master 4. Falando só com tempo isso aqui? Acabou de lançar. Menos de três meses.
Muito legal. Tem pouquíssimo tempo. E esse daqui é um mouse que eu uso, pessoal. Eu usava a versão anterior.
A versão aqui eu acho sensacional. Esse aqui já está... Vou sortear para a audiência. Então todo mundo que se inscrever aqui no canal e correr lá no Instagram, na nossa fotinho lá, e comentar os produtos da Logitech que você tem, você vai concorrer a esse mouse aqui. E esse aqui, eu até queria começar o podcast falando isso aqui, cara. O que foi esse absurdo desse mouse que vocês lançaram? Que eu sei que está ganhando até prêmio em Guinness.
Que foi um mouse que os gamers estão malucos querendo comprar. Eu nem sei se deve ter estoque já ainda no Brasil desse mouse aqui, porque eu sei que foi um sucesso gigantesco.
Nem chegou o estoque, está uma febre absoluta, porque rolou toda essa, porque alguns jogadores profissionais começaram a ganhar os torneios e ser eleito os MVPs, e faz toda a diferença, a diferença de viver ou morrer, ganhar ou perder uma partida, com essa nova tecnologia desse mouse. Então, Super Strike, está sendo super aguardado aí no mercado, e uma febre. A gente já está triplicando o forecast de todo o interesse do público aí nesse produto.
O vídeo do PrimoCast também vai concorrer a esse mouse aqui. Vai concorrer a esse? Vai concorrer a esse aqui. Esse aí o Kaique vai liberar para vocês. Vou liberar para vocês porque, como ele falou, não tem ainda. Eu poderia ter ficado comigo, mas... Escreva aí no post que a gente vai deixar no Instagram do PrimoCast, no arroba PrimoCast, por que você merece ganhar esse mouse. E a gente vai escolher a que a gente achar mais legal.
É, a dedo. Simples assim. É, a dedo. Jair, vamos lá. Antes da gente falar dos conselhos aqui, você, 15 anos de experiência como CEO, consegue passar, não tenho dúvida, conselhos muito valiosos.
gente, como você chegou a uma cadeira de CEO, né? Porque eu imagino que deve ter tido um background aqui, claro, que teve um caminho pra percorrer até o momento que essa oportunidade chegou pra você e eu também quero entender se na hora que isso chegou pra você, você se sentiu pronto ou não, você ficou com medo na hora que chegou uma cadeira dessa pra você. Então conta, por favor, primeiro, como é que foi? O que você fez antes de chegar à cadeira de CEO da Logitech?
Legal. Acho que é um bom ponto, eu gosto de dividir minha história, acho que tem muitos
Altos e baixos e muito aprendizado. Mas um ponto também que eu queria depois contar também é um pouco do legado que a gente carrega, né? Um pouco da nossa essência. É importante a gente conhecer nosso passado. E eu acho que a minha família, assim, traz um legado muito legal e que me inspirou muito. Eu tive uma grande sorte, abençoado, de estar dentro desse ambiente, né? Tem gente que não tem. Mas acho que é importante os que têm e os que não têm entender.
Porque, de repente, faz da uma maneira diferente, né? Se tem uma coisa que me inspirou muito foi a minha família, meu bisavô. Pra vocês terem uma ideia,
eles moravam na Romênia, entre Romênia e Rússia ali, e começou a ter uma perseguição para os judeus. E aí o que aconteceu? Ele falou, vou procurar um lugar melhor para a minha família. E aí ele saiu, pegou um navio qualquer e foi parar, chegou depois de um cargueiro, chegou em Santos. E aí quando ele chegou em Santos, sem falar nada, nada de língua, nem nada, ele começou a se virar. Ele era um cara muito empreendedor, ele tinha uma visão muito grande e ele sempre quis ajudar as pessoas.
começou a construir uma cooperativa para ajudar todo mundo que chegava de fora na mesma situação que ele. Ah, o que você sabe fazer? Ah, eu sei fazer roupa, eu sei vender. Então um produz, o outro vende e assim por diante. E ao mesmo tempo ele queria trazer, começar a vir o que era um lugar legal de morar, seguro, e trazer a família dele. Ele ficou 10 anos sem conseguir entrar em contato, falar, saber se estava viva ou morta a minha bisavó.
Na época ainda não tinha minha avó, não tinha começado a minha família. E nesse meio tempo ele começou a ajudar muita gente.
E um dos que chegou nessa cooperativa, ele chegou e falou assim, ah, eu sei fazer doces. Falei, tá bom. Montou a estrutura lá, a cozinha na casa dele, e esse era o seu Davi Copenhague. Caramba! Então, um dos que começou na casa do meu bisavô, foi a Copenhague, começou lá dentro, e aí tem várias histórias muito legais. Ele recebeu um prêmio, uma homenagem da Câmara Municipal de São Paulo, de 100 anos, a chegada dele, só uns 10 anos atrás.
E isso me inspira muito. Depois de 10 anos, ele conseguiu trazer a minha bisavó,
morta no Brasil. Ficou mais de um ano no hospital. E aí, assim que começou a minha família. Aí que eles tiveram a minha avó e assim por diante. Mas é uma história que me inspira muito e de tanto, né, de como inspirar outras pessoas, como ajudar e como construir um legado, né? Acho que ele trouxe esse legado. Tem um pouco disso que eu queria trazer, mas voltando na sua pergunta, né, da carreira, eu acho que a minha carreira também tive uma grande sorte. O início da minha carreira foi fundamental. Eu entrei na Gillette,
E aí entrei no projeto do MAC3, na época. E aí eu entrei em marketing, adorei trabalhar em marketing, era muito legal. E nesse projeto durou mais ou menos um ano, eu trabalhei com uma pessoa brilhante, que era a líder, a EPA Julie Brasil. E aí quando acabou o projeto, ela falou, o que você quer da sua carreira? Eu falei assim, não, eu quero marketing, adorei isso aqui. Ela falou, não, vai para finanças. Quer ser bom marqueteiro, vai para finanças.
Falei, não, finanças, né? Como assim? Aí eu fui para planejamento estratégico financeiro e foi, putz, era para ficar seis meses, acabei ficando quase mais de um ano e meio,
rodei ali entre as áreas, entre vendas, marketing, ajudar a construção do P&L, saber bem a parte financeira, rodei ali na área financeira. Depois ainda tive a chance de trabalhar em vendas, em administração de vendas. E aí quando eu falei, e aí, estou pronto para ir para marketing? Ela mudou, saiu da Gillette. Aí ela foi para a Kodak e ela me levou com ela. Aí sim, entrei em marketing. E a Kodak foi uma ótima história, trabalhei com pessoas geniais também, mas foi uma ótima história para aprender a como não fazer. Todo mundo sabe,
história da Kodak. Hoje os mais jovens. Na época era entre as cinco empresas mais valiosas do mundo. Que ano que era isso, Jair? Isso aí faz 25 anos atrás. Tá. 2000 ali. 2002, 2001. E você viu de dentro a Kodak implodindo ali? Você já sentiu um clima estranho? Como é que era isso? É, foi super interessante. Na época, a Kodak, quando eu entrei, era líder absoluta. Ainda era o mercado tradicional. Filmes ainda trazia uma rentabilidade
No Brasil, ela fazia o que, além de filmes? No Brasil, tinha a parte tradicional de filme, tinha a área médica, que era muito forte, tinha a parte de revelação de fotos, tinha Kodak Express, lojas espalhadas, mais de quase 2 mil lojas espalhadas pelo Brasil inteiro. Pensava em fotografia, você pensava em Kodak. Você pensava... A área médica também era muito forte. A área de cinema, Kodak era muito forte também. Então, tinha algumas divisões de negócios. E foi um enorme aprendizado,
que depois começou a entrar o mundo digital. E a Kodak, o que ela fez? Ela segurou. Pouca gente sabe que ela desenvolveu, ela tinha patentes do negócio digital, da fotografia digital. Só que ela segurou, porque o tradicional dava tanto dinheiro, era tão lucrativo, que ela resolveu segurar ao invés de sair na frente e apostar. Então ela ficou atrás, outras marcas lançaram, e aí ela começou a se desfazer de alguns negócios. E a Kodak depois foi dividida entre tradicional e digital.
E na época, o presidente na época me escolheu muito jovem ainda, eu tinha, sei lá, 25 anos, para ser o head da operação digital. Então eu cuidava de tudo que era digital. Então a gente montou uma fábrica em Manaus de câmera digital. Era o único lugar fora da Ásia que tinha a fábrica, era o Brasil, junto com uma parceria que a gente fez, a revelação digital. Então assim, foi um momento muito legal. Eu era o mais jovem da equipe, estava ali liderando, então foi uma experiência muito boa. Mas assim, começou a entrar num colapso.
empresa, era semanalmente, tinha reuniões de, putz, quem que a gente já tem que demitir, demissões, enxugar, enxugar, menos investimento, por mais que eu tava numa área que era de investimento. E eu sempre tive essa veia empreendedora, eu quis empreender. Só um parênteses, tá? Assim, conheci pessoas brilhantes, eu só tô, fui pra Logitech, porque o presidente da Kodak foi pra Logitech e me levou depois. Então, uma pessoa brilhante também, que é um super amigo e que, putz, a gente tá numa jornada há muito tempo trabalhando junto, então é importante essas conexões,
sonho, né? Sim. Então, aí eu resolvi empreender e na minha vida de empreendedor, eu costumo falar que também foi uma bela jornada, porque eu acabei quebrando três vezes, uma baita experiência, acho que assim, depois que passa, a gente, né, olha e fala, nossa, como eu aprendi na hora, né? Vira até palestra. Vira palestra, da gastrite, né? Mas assim, acho que as experiências ruins, às vezes, né, tem aquele jargão que a experiência é ruim,
É melhor, né? Porque você aprende... E é real, né? Você aprende muito. Acho que uma dessas passagens é bem interessante que eu conto na... Parece que é... Essa eu achei que eu ia ficar... Era uma empresa que eles desenvolviam games. Eles desenvolviam o game e o game explodia e eles vendiam. Eles já tinham feito duas com mega sucesso. De smartphone? Não, era um game. Esse game era... Na época, não sei se vocês lembram do Second Life.
Tinha uma vida. Ele criou um Second Life do futebol. Chamava Interzone. Montava um time.
O jogo começava da favela e o objetivo era virar um superstar. E aí tinha as fases, você ia crescendo e jogava 11 contra 11 online. Só que num tempo muito... O tempo é tudo, a hora certa. E a internet ainda não estava pronta. Tinha um lag. Mas o jogo estava em desenvolvimento ainda. A gente chegou a assinar com o Pelé para ser o Garoto Propaganda. Depois ele não tinha direito de uso do nome dele. Uma baita frustração. Meu Deus do céu. Como assim, cara?
A empresa tinha Estados Unidos, China, Austrália e Brasil. O jogo era passado no Brasil. Era todo... Futebol, né? Futebol, né? Então tudo era passado aqui. A gente tinha um escritório aqui em Alphaville, aliás. Tinha uma equipe bem grande nesse desenvolvimento. E uma das estratégias de marketing foi ter uma celebridade. E a gente falou, não, nada melhor do que o Pelé. Então, imagina sentar com o Pelé, fechar com ele. E depois os advogados, a gente viu a decepção
dele, ele tinha vendido o nome para uma empresa americana, então tínhamos que desfazer o negócio, aí acabamos fechando com o Romário, fechamos, deu certo, o Romário chegou a anunciar para a imprensa, tem as matérias dele, e o Romário foi super interessante, porque ele é um cara super rápido de raciocínio, que nem ele é na grande área, é um cara diferenciado, e aí em 2008, o Lehman Brothers, lembra da crise financeira? Sim, sim.
O Lehman Brothers quebrou, e os investidores eram mega alavancados no Lehman Brothers.
Aí ele me ligou e falou assim, Jairo, outro aprendizado, não tinha plano B, plano C, a gente só estava consumindo dinheiro e ele mandava todo final do mês os valores para pagar todos os contratos, as contas, tudo. Não tinha nenhuma reserva. Vocês rodavam com o investidor, não jogava receita. Era caixa zero. Não, a gente estava na fase de desenvolvimento. Estava dois anos em fase de desenvolvimento, caixa zero, só investimento nesse momento.
ele me ligou e falou, Jairo, a operação vai ter que ser desligada, não tenho mais, não tenho nem como mandar o dinheiro do final do mês. Eu falei, como? Pô, tinha gente que eu tinha contratado, né, da IBE, com família, com... Como resolver... Você fala pro cara, muda de cidade, né? Vendeu sonho. Vendeu sonho, ó, você vai ter aço. Eu achei que eu ia ficar milionário, porque, né, tinha um monte de ações, tocava operação e ia, assim como o meu time aqui, prometi uma série de coisas. Então, foi, assim, uma experiência
única, eu diria, de como gerenciar e de como o MBA de crise na prática. Depois, acho que tudo é transparência. Por incrível que pareça, muitos resolveram ainda ficar trabalhando de graça, porque a gente ainda tinha o sonho de vender o jogo, mesmo que ele não estava acabado. Alguns ainda ficaram, outros já saíram com computador, com monitor, com coisas que tinham na empresa. Eu não recebi nenhum processo. O que você fala? Como é que você informa a empresa? Como é que é?
Primeiro, assim, eu informei os líderes, né? De cada célula. E depois a gente fez uma reunião super transparente com todo o time. Mas eu acho que tem até um passo atrás, cara. Você já era casado nessa época? Não, não era casado. Não era casado. Você morava com seus pais? Eu morava sozinho, mas... A primeira coisa é, tipo, como se absorve essa notícia? Porque o cara te liga e fala assim, ah, cara, aquelas 30 pessoas que você mudou, tipo assim, esquece, deu errado.
Aí, automaticamente, você cai a sua frente e fala assim, irmão, não tenho dinheiro, então. Tipo assim, quer dizer que eu também não vou ter dinheiro.
Quer dizer que eu não vou conseguir palmeir as contas. Quer dizer que eu vou ter começado zero. Como que foi primeiro o processo pra você, pra depois descer pra galera, cara? Você lembra o que passou na sua cabeça? Assim, pra mim o que mais me pegou é assim, como é que vai ficar o meu time, né? Assim, porque acho que a gente se vira, né? Tinha uma reserva, era solteiro, mas assim, pra mim o que impactava era que tinha gente que era casado com dois filhos, que pagava aluguel, sabe?
Então assim, isso, como é que a gente vai, como é que eu vou criar uma alternativa pra ajudar essas pessoas? Então, acho que essa foi o...
Eu costumo ser uma pessoa calma, mas me gerou interno. Como trabalhar com isso? Aí rola, automaticamente impacta a sua saúde. Gastrite, enxaqueca, você fica numa... Mas assim, eu acho que foi uma situação que a gente conseguiu contornar com as equipes, com os funcionários. Então, ficou tudo... A gente não teve nenhum processo, todas as pessoas saíram bem da empresa, tenho contato até hoje. Mas ainda tinha o Romário.
O Romário tinha pago uma parcela, faltavam três. Como é que eu ia falar pro Romário que eu não ia mais pagar ele, né? E aí esse caso é emblemático, né? Eu falei, nossa, eu sempre gosto de trabalhar com o cenário A e B, né? E trazer alguma, surpreender alguma coisa difícil. E eu lembrei que um dos papos com o Romário, ele falou assim, ah, eu, puta, tô sentindo futebol, não tem mais futebol arte, é muito trancado, eu gostaria de ver alguma coisa mais... Eu fiquei com isso na cabeça. E aí o braço direito do Romário era o piloto.
um grandão, dois metros, super gente fina. Você olhava para ele, dava medo, mas o cara, muito legal. E aí eu liguei para o piloto, acabei ficando próximo dele, falei, piloto, me avisa quando o Romário tiver um bom dia. Porque o Romário, às vezes, ele tinha um dia a mais. Aí eu falei, bom, quer saber, montei um projeto, a toque de caixa, liguei para um amigo, falei, vamos montar um projeto, ele me ajudou, que era resgate do futebol arte, que era jogar sete contra sete, e aí não importava só o gol. Então, se o cara dava um chapéu, uma bicicleta, você votava com o celular,
também pras jogadas bonitas. E no final do jogo, via quem deu mais jogada bonita com os gols, e aí tinha um somatório, tinha uma interação com o público. Montei todo um projeto, um design lá. Falei, vou apresentar pro Romário. O piloto me ligou, falou, Jairo, tá num dia bom. Eu falei, pô, tá ótimo. Peguei o avião, fui pro Rio. Falei, Romário, tem uma notícia boa e uma notícia ruim. Qual que você quer primeiro? Ele falou, não, me fala ruim. Falei, pô, eu posso falar boa primeiro? Aí ele falou, tá bom, fala boa.
lembra daquilo que você me falou, do futebol arte, ó, tá aqui o projeto, né, olha só, um pouco do que você falou pro resgate, o que que você, pô, adorei, achei demais, pô, que projeto legal, muda isso, faz aquilo, deu outras ideias legais, vamos fazer, puta, começou a conversar do projeto, assim, ficamos um tempão falando do projeto, tanto que ele esqueceu da notícia ruim, falei, puta Romário, mas ainda tem a notícia ruim, infelizmente eu preciso te dar, olha, a empresa quebrou, e não tenho mais como acertar, né,
trato que a gente tinha, não sei o que na hora ficou meio assim mas entendeu os motivos falou, bom, vamos aí cair de cabeça nesse novo projeto, e aí do dia pra noite eu tava envolvido pra criar esse novo projeto de futebol arte e sim, esse merece depois uma cerveja pra contar os detalhes, mas aconteceu, teve muita coisa engraçada até balada, aconteceu de tudo meus amigos achavam que
Eu estava vivendo, mas assim, uma loucura. Claro que não deu certo. Sim. Não deu certo, mas também outra fase de aprendizado. Aí depois, putz, entrei no negócio de 3D, tecnologia 3D, câmera 3D de uma empresa taiwanesa. Também não deu certo. Aí quando eu já estava assim, num momento... Pô, onde eu passo, não está dando certo. Você começa a sentir, né? Sim. Aí eu ia falar com uma empresa de Israel para trazer para o Brasil. Um amigo meu falou para mim assim, olha, Jair, deixa eu te falar uma coisa. Vou te dar uma dica. A empresa lá é Startup Nation, né?
Eles gostam muito. Eu sou assim, quem quebrou tem vantagem, porque eles consideram que tem um aprendizado muito bom. Eu nunca vou esquecer, eu entrei na conferência e falei, eu já quebrei três vezes, já aprendi. E aí a gente acabou trazendo esse negócio, era um negócio de beleza, estética com tecnologia, acabou dando certo, essa foi a operação boa. E aí o Flávio falou, olha, a Logitech, empresa suíça, super reconhecida no mundo inteiro, tentou entrar no Brasil duas vezes e não deu certo.
no Brasil forte agora de novo. Puta, Jairo, quer tocar operação? Quer começar a operação do Brasil do zero? Isso foi há 15 anos atrás. Foi aí onde eu comecei a operação da Logitech da minha casa e hoje a gente é líder absoluto de mercado. Baita reconhecimento. Falei bastante aqui, mas para te contar um pouquinho da história. Você tem que falar mesmo. Não se preocupa com isso. Como que você absorveu esse desafio de ser um CEO de algo que estava começando aqui no Brasil?
Você sentiu aquela sensação de síndrome do impostor? Ah, eu acho que isso não é para mim, acho que eu não vou conseguir. Ou não, você falou, não, cara, eu acho que eu vou abraçar. Qual foi a sensação? Porque acho que muita gente no dia a dia que deve sentir que quando aparece uma oportunidade para ela, cara, será que eu estou pronto para isso? Eu acho que a gente tem que sempre, sempre pensamento positivo e ir para cima. E entender, né?
Acho que assim, o primeiro ponto, eu acho que a gente tem que fazer, estruturar,
a estratégia. Então, assim, a partir do momento que eu sabia que a empresa não tinha dado duas vezes certo, eu falei, agora vai dar certo. Então, assim, por que que deu errado antes? Então, entender muito bem o mercado, entender com os clientes, entender quem já teve na operação antes, eu fui atrás pra entender por que que não tinha dado certo. E montar um time, né? Tudo são pessoas, eu montei um baita time. A maioria deles tá comigo até hoje, né? Os diretores hoje tão comigo na operação até
Hoje a gente está sempre se reinventando, sempre trazendo coisa nova, sempre... Então, eu acho que o segredo está em sempre se reinventar e trazer valor para os seus clientes, para o consumidor e como entrar nessa jornada junto. Qual era o objetivo inicial quando você negociou com Logitech? O que era uma meta ali? Porque, cara, estou pensando aqui em uma operação que nasceu na sua casa só com você. O que era de projeto inicial ali?
desacreditado que ia dar certo. Como é que era o cenário? Quem que dominava o mercado na época? O que você tinha de objetivo até o final do ano? Isso é um ótimo ponto. Eu construí um planejamento estratégico de curto, médio e longo prazo. Sendo que já no final do médio, no final de cinco anos, era para a empresa já ser líder de mercado. Nos Estados Unidos a empresa era líder. Na Europa a empresa era líder. Na Ásia a empresa era líder. E aqui no Brasil a gente tinha
quase nada de market share, tinha um distribuidor um pouquinho importando alguma coisa. Então, acho que o primeiro passo foi convencer a organização de que valeria a pena investir no Brasil e que o mercado aqui justificava. Então, os primeiros anos eram de investimento para chegar, como chegar nessa liderança. Então, depois que a gente desenvolveu esse planejamento estratégico, acho que o ponto principal
é como é que a gente faz o básico bem feito. Então, assim, produto. A gente tinha o portfólio correto para o mercado brasileiro. Sim. Então, a gente tinha que trazer os produtos. Você perguntou como é que estava o cenário. Olha que interessante. O Brasil tinha 98 marcas de acessórios de informática. Tinha mais marcas no Brasil do que na China. Brasileiro é empreendedor. Então, várias marcas iam nas fábricas, traziam suas marcas, private label. Então, assim, qual que era o nosso
desafio, convencer o cliente que ele tinha que diminuir o número de marcas para ele ser mais rentável. O que acontece? Quando o consumidor chegava no ponto de venda, havia um monte de marcas. Ele acaba se confundindo e aí tem várias pesquisas que mostram que ele acaba indo para a opção mais barata e não tem uma identificação com uma marca. Então, a gente trouxe para o mercado, uma das primeiras estratégias foi convencer os clientes a me dar uma, três, duas lojas, três lojas para eu te
que eu vou tirar o produto fora da caixa, eu vou transformar o mouse, acessório, mouse, teclado, uma coisa sexy, que era mouse de qualquer um, ninguém tinha dado o importante. Eu vou melhorar a comunicação, eu vou deixar a pessoa testar o produto. Por quê? Porque se ela testar, tem produto que é para alta performance, tem produto que é para design, tem produto que é lifestyle, tinham vários estilos. E aí eu vou te ajudar a ter uma experiência do consumidor tão boa que ele vai optar, ele vai sair mais feliz,
que ele vai comprar um produto melhor para o que ele precisa. Você vai ficar melhor porque você vai vender um produto com valor agredado mais alto, um ticket médio mais alto e todo mundo vai ganhar. Então, a gente começou até a fazer, na época, uma brincadeira assim... Até vocês têm ideia de quanto tempo você percorre com o mouse, para a pessoa dar importância. Você tem uma ideia de quanto você percorre? Eu sempre faço essa brincadeira.
Eu sei essa aí já. Você sabe já? Essa aí eu sei já. Era quanto mesmo? Era bastante. Era muito. Chegava quilômetro o negócio. Uma maratona, 42 quilômetros.
a gente punha no ponto de venda, a gente fez toda uma comunicação para o cara ver como é importante o seu celular, você usa o mouse. E aí, a partir disso, a gente provou para as lojas que a gente teve crescimento de 60%, 70% em pouquíssimo tempo. E as exposições super bonitas, super clean. E aí, a partir disso, a gente começou a ter relevância. E de três lojas, a gente passou para 100%, para 200%, para 1.000%. Então, a gente mudou o cenário e entramos com aquele gerenciamento de categoria e mudamos a história do varejo
de informática. E aí isso foi uma das estratégias para pouco a pouco com o objetivo de assumir a liderança. Eu acho que a parte de comunicação faz toda a diferença. Acho que o trabalho que a gente fez com equipe de influenciadores. E acho que é um negócio legal. Hoje o Brasil se tornou tão relevante para a operação que os nossos influenciadores, os nossos jogadores estão ajudando no desenvolvimento de produto. Então eles vão para a Suíça junto com os engenheiros e desenvolvem novos produtos.
Esse que você mostrou no início, o Cacerato, que é um dos melhores jogadores do mundo de CS, ele ajudou no desenvolvimento do produto. Então mostra um pouco de como o Brasil conseguiu ter mais um pouquinho da história. Isso é legal, né? E aí, Jairo, entrando no que a gente colocou aqui como tema do episódio, você fala na sua palestra sobre as sete ondas aqui. Eu trouxe sete conselhos aqui para a galera entender.
falar um pouco disso, assim, do que que você conseguiu, né, juntar desses 15 anos de experiência como CEO, desses mais de 20 anos de experiência de mercado aqui, que você pode passar um pouco pras pessoas aqui. Aqui tá, o primeiro conselho seria o tempo, né, cara? Como que o tempo ali pode servir pra quem tá começando aqui, pra você começar a olhar pra realmente inspirar, ter um conselho ali dentro disso, né? É, assim, é um tema que eu gosto muito do tempo,
Eu acho que cada vez a gente tem a sensação que o tempo está passando mais rápido. Vocês têm essa sensação também? A gente está no mês 3. Parece que a virada do ano fica aqui, sem dúvida. Tem algumas teorias, tem uma teoria que eu acho interessante que fala até que a tecnologia é um dos responsáveis e pode ser para o bem ou para o mal, que são tantas novas tecnologias na última década que a gente consome tudo e nos faz perder tempo. Eu acho que o segredo é saber como agora, principalmente,
com inteligência artificial, a gente consegue usar ao nosso favor para economizar tempo. Mas o tempo, eu aprendi de uma forma muito dura, eu gosto sempre de citar esse caso, que tudo pode mudar em um segundo. E eu acho que a gente sempre tem que fazer o exercício de perguntar se a gente está usando o tempo da melhor maneira possível, se a gente está sendo relevante. Eu estava jantando com meus pais, eu tinha 30 vezes,
anos naquela data e meu pai teve um ataque cardíaco na minha frente, eu e minha mãe e em segundos minha vida mudou. Durante muito tempo eu não conseguia falar sobre esse tema, foi muito duro, mas eu hoje faço esse exercício e lembro de uma maneira sempre positiva do meu pai, mas sempre pra fazer exercício se eu tô investindo meu tempo ou tô gastando meu tempo. Eu sempre faço essa reflexão e todos os dias.
A gente pensar em planejar o tempo, planejar o que você quer, planejar o que você vai fazer, colocar metas, curto, médio, longo, é super importante. Então, isso é uma primeira reflexão e é um tema que eu trabalho bastante comigo, com o meu time e quem está no meu redor. O tempo é fundamental. Legal. Então, você colocar aqui, dar tempo para as coisas certas e colocar ali metas e objetivos de curto, médio e longo prazo para você se planejar. Legal. Muito bom, Jairo.
Segundo aqui, que é a comunicação. A gente só tem três aqui que você... Eu tinha visto uma palestra sua que você precisou fazer meio correndo lá, só tinha três. Eu só anotei três aqui. Você vai ter que falar os outros. Os outros são secretos pra mim. Claro. Você falou da comunicação. Explica um pouco pra gente. Cara, eu sempre falo que comunicação é uma arte. Eu acho que a comunicação é a chave de sucesso ou do fracasso. Depende da forma como você coloca.
Você pode ser interpretado da... Você fala A, você pode ser interpretado com A, você pode ser interpretado com X.
E isso acontece muitas vezes. Muito verdade isso. E aí, às vezes, você vê o time de marketing e vendas, às vezes, eles estão falando a mesma coisa, mas de uma maneira diferente, estão brigando. Então, como é que a gente consegue se comunicar de uma maneira? Isso no profissional e no pessoal. E como é que você consegue criar uma conexão e ter a flexibilidade de se adaptar? Como é que você vai falar com um de uma maneira, com outro? Onde você consegue captar a atenção? Eu acho legal.
o case em palestras, assim, você sempre fica preocupado se você vai conseguir captar a audiência, se vai prestar atenção. Durante muitas vezes, você filma a palestra, vê como é que foi, se você está falando de uma forma, se comunicando bem. Eu achei legal, recentemente, eu vi uma ideia muito legal, que é filmar ao mesmo tempo a audiência. Ver a expressão das pessoas enquanto você está falando. É legal mesmo. É um termômetro, né?
É um termômetro, porque no final, se alguém está bocejando, pegou o celular, acabou. Não tem...
E muitas vezes a pessoa está olhando lá, mas o meu filho sempre fala, está pasmando. Então, na verdade, não está pensando em nada. Então, assim, como é que você faz para a pessoa não pasmar? Então, eu acho que a comunicação é chave do sucesso. Eu mostro nas minhas palestras, às vezes, uma imagem do príncipe lá, ele está assim, né? E aí, se você vê de um ângulo, correu essa imagem, se você vê de um ângulo, você fala que ele está com os paparazzis assim, você vê, na verdade, que você só vê o dedo do meio, você vê que ele está xingando alguém.
na verdade ele está assim, falando que ele está tendo o terceiro filho, está comemorando. Então é tudo uma questão de perspectiva. E eu acho que a gente sempre tem que pensar, claro, em como se comunicar e como interpretar. Acho que essa é a chave. Em todas as situações, você falou do pessoal, por exemplo, o meu filho, eu tenho dois filhos, um é super comunicativo, o outro também é, mas às vezes ele estava naquela fase, ah, como é que foi o dia?
Legal. Ah, e o que você fez? Ah, foi legal. Pô, mas conta alguma coisa. Não, legal.
Adolescente, né? Adolescente, começa a falar. E aí eu comecei a falar, quer saber? Vou mudar um pouco a estratégia, né? Eu falei, quer saber? Eu vou contar pra você três coisas do meu dia. Duas são verdade e uma não é. E aí você tem que adivinhar. E aí depois você. Faz a mesma coisa. Aí você prendeu a atenção dele. Porque ele fala, cara, tem que prestar atenção pra saber qual que é a verdade. Qual que é a verdade? Eu contava do meu dia, ele prestava atenção e depois ele contava, foi uma forma, ele começou a desenrolar,
Eu estudei isso e achei legal, comecei a implementar. E depois a gente nem faz mais. Agora a gente volta no carro conversando. Mas foi uma maneira de estimular e dele. Então acho que você encontrar formas de se comunicar e ser bem interpretado no pessoal e no profissional, no profissional é fundamental, é chave. Tem um case da Logitech também de mudar. Por exemplo, eu sei que o Kaique foi de games,
um desafio, que era mudar o business, que o gamer jogava tudo com fio, produtos com fio, sempre. Era mais rápido, além de ser mais rápido, mais rápido no sentido de resposta, porque tudo que com fio, a conexão vai mais rápido, o Bluetooth ainda tinha aquela barreira na época que tinha delay, então, porra, era muito difícil. 0,2 segundos é a diferença do cara morrer no CS ali, né? Aí a gente tinha uma comunicação que a gente falava, não,
na Suíça, tem os testes. E a gente queria mudar o mercado porque era muito melhor pro jogador, muito melhor pro cliente, um ticket médio bem mais alto, um monte de fio. E não dava certo. E aí o que a gente fez? A gente mudou a comunicação e foi pros melhores jogadores do mundo, começou a utilizar e começaram a ganhar os campeonatos sem fio. E deixou eles comunicarem. Olha, eu ganhei, fiz essa jogada, isso me ajudou. A partir do momento que eles comunicaram, mudou. Hoje a gente é
80% do mercado do que no Brasil é sem fio. E a Logitech domina isso. Então foi, sim, mais uma questão que é a estratégia baseada numa comunicação diferente também. Cara, foi muito boa, hein? E a Logitech é uma empresa suíça e você está aqui no Brasil, cara. Qual que foi os desafios de comunicação para você explicar esse Brasilzão aqui? Porque deve ser difícil explicar o Brasil. Negócio continental, né? A Suíça tem moleza, né, cara?
Chega o Jair e fala assim, não, pô, aqui os caras estão querendo dobrar o imposto aqui,
no nosso segmento. Pô, tem que acontecer isso. Os caras tem gamer, tem TikTok. Alguém vem com a ideia, você fala assim, pô, não sei se vai funcionar aqui no Brasil. Como que é essa comunicação que você tem ali dentro, cara? Ah, isso é um ótimo ponto. Eu costumo falar na minha equipe, assim, se é um bom profissional no Brasil, você trabalha em qualquer lugar do mundo. O Brasil não é fácil. O Brasil são muitas variáveis que a gente tem que entender, que a gente tem que prestar atenção, porque pode afetar diretamente o negócio. Então,
Eu acho que é uma construção de confiança com a matriz. A parte de desenvolvimento de produto é suíça, a parte de business é mais Estados Unidos. Agora está na Índia, que a gente reporta que mudou a região. Mas é independente, é uma construção de confiança e de planejamento. Mostrar prós e contras, cenários, o que pode acontecer, o que não pode. É uma construção, porque são muitas variáveis que podem acontecer aqui no Brasil. A gente chegou a montar um warehouse,
ir num lugar e depois mudar os impostos. Mudamos para outro lugar. Então, tudo é... Por que a gente foi para lá? Por que a gente tem que mudar investimento? Então, aqui a gente tem que ter preparado para surpresas. Toda hora pode acontecer alguma surpresa. Mas no começo teve alguma coisa que a galera estranhou muito, que você tinha que explicar como que funcionava o Brasil. A galera falou assim, como assim? É assim aí? A parte tributária... Isso é fome. Explicar como é que constrói um preço aqui no Brasil,
Para você ter uma ideia, algumas vezes, mas uma vez foi emblemática, entrou um head financeiro japonesa, genial, e aí comecei a explicar imposto, outro imposto, outro imposto. Chegou uma hora que ela falou, olha, realmente não dá, acredito, monta o preço, a estratégia, porque assim, como é que vocês trabalham assim? Falei, olha, e assim, para cada estado é um preço, depende da forma como você importa, é um preço, é um imposto sobre imposto.
fala que é um manicômio tributário, ainda bem que, né, acho que tem a reforma tributária, espero que ande o mais rápido possível pra facilitar, porque, assim, explicar lá fora como funciona a parte tributária aqui no Brasil é uma arte. A galera dá uma assustada? Assusta, assusta, assusta muito. Processo de importação, toda essa parte de processos, operação, o Brasil tem particularidades muito mais
complexas do que qualquer outro lugar do mundo. Muito bom. Terceiro conselho aqui tem a ver com surpreender. Ah, posso ir? Porque o surpreender é o final. Claro, claro. Qual que é o próximo? Você deve saber eles de cabeça. O anterior, eu sempre falo do básico bem feito. Esse é fantástico. Eu acho que tem uma frase do Steve Jobs que eu gosto bastante, que ele fala que o simples é muito mais difícil do que o complexo.
E no final é isso. Na verdade, a maioria das pessoas gosta de complicar. E você ter muito ciência do que vai fazer a diferença no básico, nos pilares, eu acho que é fundamental para o sucesso. Então, o básico foi crucial para a procuração. Então, como eu comentei no início, a primeira coisa, quando a gente trouxe a operação, entender bem o mercado, entender bem os clientes, entender o perfil do consumidor,
entender que produtos a gente vai trazer, fazer uma política comercial, que os preços estejam, em qualquer canal de vendas, ele esteja uniforme, o vendedor está bem treinado, o básico, tudo é básico. Mas muitas vezes a gente não presta atenção no básico e é um desses pilares e o negócio não dá certo. A gente vê muito isso de startup. Às vezes o cara quer revolucionar uma ideia que vai mudar o mundo,
e às vezes era não corrigir um básico da operação, não pensar um pouco do caixa, pensar um pouco da estratégia, um pouco de mercado. Realmente, na vida profissional das pessoas, planejar o básico bem feito ali muda o jogo. É, a gente vê muito isso aqui, por exemplo, cara, a gente tem uma reunião semanal de educação, onde a gente discute orçamento, geração de receita e tal, e às vezes a gente só chega na conclusão de que, pô, se eu estivesse pegando o que a gente já faz, só que, pô, eu estou gravando mais,
Eu tô fazendo... Tô mexendo no preço do produto. Tô fazendo coisas que não é... Ah, tem que criar um produto do zero. Agora eu tenho que colocar o Perini sentado num foguete. E você tem que pagar 500 mil reais por ano pra falar com ele na lua. Não, cara. Se eu fizesse isso aqui, já... Se você fizesse dois testes AB a mais, uma gravação a mais... Já ia chegar no... Melhor. Já ia melhorar os resultados. Total. A gente acaba vendo muito isso. O básico bem feito. Teve alguma coisa na Logitech que vocês passaram, assim,
que vocês estavam... Quebrando a cabeça. Quebrando a cabeça e você falou, gente, isso aqui é só fazer isso aqui. É simples. Eu acho que, assim, alguns cenários a gente tenta ser mais complexo e, na verdade, o simples é o mais fácil. Então, mesmo na questão de distribuição, de ter o warehouse aqui, de exposição de produto. Então, assim, algumas ideias que são, na verdade,
são as que funcionavam melhor. Então, é um ponto que eu pego bastante com a equipe. Antes de qualquer coisa, estamos fazendo o básico bem feito e acho que isso é um ponto ali que sempre aparece praticamente todos os dias em nossas reuniões. Boa. Então, o 3 é o básico bem feito. Vocês estão anotando aí? Tem que anotar. Vocês vão voltando aí e anotando. Qual que é o 4? O 4 é, eu falo, o pensamento 360. O que isso quer dizer? Está tudo interligado.
Eu gosto de contar uma história pessoal para depois ir para o mundo do business. Eu gosto de falar... Eu tomo uma dor no pescoço e sempre me incomodou muito, mas muito. É de esporte? De fazer esporte? Eu sei que você surfa. Eu gosto de surfar. Pode ser muito ligado ao surf também, mas acho que do esporte, do trabalho. Acho que uma composição de fatores e me incomodava muito. Fui no médico, ele me passou por ortopedista e aí ele fez os exames,
Ele falou, olha, eu vejo aqui que tem uma questão na sua coluna aqui, uma fusão nas vértebras, mas assim, nada de muito complicado. O seguinte, faz 10 sessões de fisioterapia. Bom, fiz 10 sessões de fisioterapia, não adiantou absolutamente nada. Voltei lá, aí ele olhou de novo e falou, puta, mas eu estou vendo aqui seu ombro um pouco torto. Seu ombro é um pouco desnivelado. Puta, vamos fazer um trabalho para nivelar seu ombro. Mais 20 sessões aqui, fisioterapia com personal, com não sei o quê.
Também fiquei com mais dor, não adiantou nada. Aí fui pro outro médico, aí ele olhou pra mim, assim, olhou, puta, seu pescoço, seu ombro é torto. Puta, mas na verdade o seu quadril é torto. Seu quadril é torto pra cá, e aí você compensa com o ombro, você tá com o ombro torto pra cá. Puta, mais 20 sessões de fisioterapia. Puta, não adiantou nada. Aí eu falei, puta, tá ficando... Aí me indicaram outro médico. Fui no outro médico, ele olhou, olhou assim, falou, nossa, eu vou fazer um exame nas suas pernas, porque eu tô achando que isso é torto, tudo torto.
Eu acho que você tem uma perna maior que a outra. Aí ele olhou, fiz o exame, né? Aquele exame com o par, realmente eu tinha uma perna maior que a outra. Bom, tá aqui, achei o problema. Como você tem uma perna maior que a outra, você compensa o quadril, que aí compensa o ombro, que repuxa o pescoço, você é todo torto. E aí dá a dor completa, então você tem que usar uma palmilha pra daí compensar, né? E aí aos poucos você vai fazendo fisioterapia, vai melhorando, você vai melhorar o corpo inteiro. Conclusão, né? O olhar 360,
às vezes você toma uma atitude para, assim, é o pescoço, mas na verdade, o que está por trás? Todos os pilares ali do corpo, assim como no business. Então, assim, o cara de marketing teve uma ideia brilhante, mas ele realmente pensou no impacto que isso vai dar no financeiro, em vendas, no logístico. Ele alinhou todas as áreas, está tudo bem feito no 360. Então, assim, esse é um tema também que eu puxo muito.
mundo interligado, todos os pontos têm que estar conectados. É, isso é importante, né? Porque às vezes a gente fica olhando uma coisa ali que pode ser só a ponta do iceberg, né? Nos negócios ali e tem muita coisa para ser avaliada, né? Sim. Aí cada área vai puxar a sardinha para o seu lado, né? Tipo, o financeiro fala assim, não, cara, é só economizar que vai aumentar a margem. O outro fala assim, não, é só vender, mas vai aumentar a margem.
O outro, não, pô, é só fazer uma estratégia que vai aumentar. E realmente o 360 ajuda, né? Você tem a clareza total, né? Total. Então, no 4 aqui temos pensamento.
360. E o 5? O 5, aí eu vou pular para o surpreender. A partir do momento que você planejou bem o seu tempo, que você fez o básico bem feito, que você se comunicou bem, que você tem a estratégia 360, está na hora de você fazer a diferença. Então é o que eu falo, o poder do surpreender. Está na hora de você fazer um algo mais. Acho que a gente está aqui sempre para trazer alguma coisa diferente.
Eu gosto muito do Surpreender. É um dos temas que eu mais gosto. Eu criei um prêmio dentro da Logitech que se chama o Prêmio Surpreender. E aí todo trimestre é opcional e as pessoas se candidatam para falar como que ela surpreendeu dentro da sua área e o que ela fez de diferente. Às vezes eu crio um tema, às vezes não. Mas como que ela surpreendeu? Isso gerou ideias sensacionais, gera uma interação. O prêmio também é uma surpresa. Então todo trimestre eu gero uma experiência.
Suíça, já foi viagem, já foi alguma coisa legal. Teve um até que foi muito legal, que o prêmio era... Você tem que surpreender a pessoa amada, a pessoa que ganhou. E aí, depois, ele veio pra mim e falou assim, puta, Jorge, você não sabe. Você ajudou até no meu casamento. Porque a gente tava ali balançando. Quando eu fiz uma surpresa inesperada, não era dia dos namorados, não era casamento, não era nada. Puta, eu fiz uma surpresa, um negócio legal. Falei, nem precisa me contar o que é.
É uma brincadeira, mas ele falou, foi muito bom. Então, essa surpresa gerou uma conexão de novo. Então, eu acho assim, pessoal, no profissional, se a gente investe tempo para você surpreender, para você trazer algo mais, para você mostrar que você está se importando com o business ou com o outro, gera um engajamento muito legal. Um tema que eu gosto muito. Muito bom surpreender. É, porque hoje em dia você vê muito também, tem uma geração hoje que você vê, às vezes,
que tipo, quer só fazer o básico ali, pô, não sou pago pra isso, não sou isso, não sou aquilo, e às vezes o cara tá tipo assim, querendo tanto amarrar ali no não vou fazer, não vou fazer, e acaba perdendo a oportunidade de crescer, prosperar, porque até mesmo na sua trajetória, certeza que você surpreendeu a sua primeira chefe na Gillette. Fez mais do que era pedido, né? Surpreendeu a sua chefe na Gillette, que ela te levou pra Kodak, surpreendeu a galera na Kodak, que eles até te indicaram pra você ser,
assumir um outro cargo, né? Se você ainda usa toner pra imprimir, tá na hora de você saber que o principal componente é o plástico. Um ano de impressão com toner em todo o mundo equivale a 20 bilhões de sacolas plásticas. É muito plástico, não é? Chegou a hora de reduzir o plástico nas suas impressões e ainda diminuir também o consumo de energia. Mude para uma impressão toner free escolhendo as impressoras empresariais de jato de tinta Epson Workforce com a tecnologia Precision Core.
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de sendados internos e de terceiros. Eu acho que, na verdade, tudo é... Eu vou falar depois, mas do ação e reação, acho que tudo está interligado. Então, quanto mais você... O próximo é esse, já pode puxar, então. Oi? O próximo é... Não, o próximo não é. É o último, na verdade. Mas você não sabia, mas você já concluiu. Não, posso ir para o próximo? Pode, pode. Pode ir para o 6. O 6, eu sempre falo assim, que é disciplina. Eu acho assim, nada vai funcionar,
se você não tiver disciplina, se você não tiver um cara organizado com disciplina, se você, né, você precisa de disciplina para poder surpreender, você precisa de disciplina para poder organizar seu tempo, você precisa de disciplina para sempre pensar, meu, eu estou olhando 360, se você não tiver essa disciplina, recentemente eu até levei, eu gosto de levar algumas pessoas que inspiram lá na Logitech, eu levei uma pessoa que foi incrível, que ele chama Samuel Bortolin, ele escreveu até um livro chamado Sem Desculpas,
Ele teve paralisia cerebral. Os médicos davam a ele... Você sabe dessa história? Davam a ele que ele não ia poder nem andar, nem engatinhar a vida inteira. Os pais fizeram um trabalho brilhante. Ele morava no interior do interior. E ele foi o primeiro brasileiro, com 28 anos, a primeira pessoa no mundo a completar um triatlon. Então, ele tem uma história muito legal de disciplina. E ele falou, se eu não fizer essa disciplina de todo dia, vai atrofiando.
conseguir. Sim. Então, eu acho que o ponto da disciplina em tudo, profissional, pessoal, para você gerar relevância, para você querer chegar, é chave para o sucesso. Cara, aqui entrando nisso, a disciplina tem muito a ver com a rotina e com repetição. Quando você ocupa um cargo maior de liderança dentro de uma empresa, que tipo de rotinas você tem que ter com o time, por exemplo? Tem que ter uma reunião...
que fala one-on-one, é uma reunião para cada unidade de negócio, que tipo de rotinas o líder ou o empreendedor tem que ter dentro da empresa? Eu acho que o que eu tenho dentro da empresa e para organizar bem é como é que eu vou ter o meu tempo investido no curto prazo e como é que eu vou pensar sempre no longo prazo. Acho que a gente tem que sempre fazer esse exercício. Entregar agora, porque a gente é medido quarter a quarter, mas como é que eu vou preparar a empresa
frente para trazer algo novo. Então, assim, como eu divido, a gente sempre tem uma, toda segunda-feira tem uma reunião, um time de liderança. Então, o time de liderança tem essa reunião. E eu tenho ano a ano, durante a semana, com todos os líderes de cada área para alinhar curto, médio e longo prazo e as ideias, assim. Então, é fundamental. É um pouco de como a gente tem essa disciplina e se organiza. Você acha que toda empresa tem que estar pensando, tem que dividir esse pensamento entre
Foi até uma vez que a gente gravou um episódio com o Magaldi, que isso ficou na minha cabeça, que ele falava no livro dele sobre motores de crescimento, que você tinha que pensar no motor 1, que você pensava o que gerava resultado e receita hoje, mas também tinha que pensar no amanhã, que a Netflix tinha que pensar lá no passado em como que ela entregava DVD, mas também que ela tinha que pensar no projeto futuro, que era como que ela ia digitalizar o negócio e ir para um próximo passo.
Você acha que todo negócio tem que estar pensando nisso o tempo inteiro? Eu acho que essa é a grande armadilha,
e acho assim, o grande desafio, porque a gente está sempre preocupado para entregar o hoje, e tem que entregar, mas se a gente não separar e não ter a disciplina de deixar um tempo para a gente melhorar a operação, trazer coisas novas, como é que a gente vai ter um serviço novo, um produto novo, uma nova forma de receita, pensar em como é que a gente vai fazer diferente a médio, longo prazo, a gente entra numa espiral e aí é a chave do fracasso. Então, assim,
Sim, a gente tem que pensar e é um exercício difícil, tá? Porque não é simples. A gente acaba sempre tendo a tendência de ir para o imediato ali, porque é mais fácil. Porque você está sobrevivendo, né? Empreender é uma sobrevivência quarta a quarta aí, né? Então, não só empreender, mas ser um executivo de uma empresa, né? Você está sobrevivendo ali, né? Você tem sempre alguém ali, cara. Te cobrando resultado de hoje, né? Te cobrando em cima de você ali, cobrando, né?
Eu tinha uma pessoa que a gente trabalhou, ele tinha uma teoria muito legal que eu uso também, que ele falava assim, todo final de ano e eu faço exercício, eu me demito. E aí você pensa assim, o que eu poderia estar fazendo de diferente? O que não deu certo? O que o Jairo não está fazendo? E depois eu me contrato. Quais são as novas soluções? Quais são as novas soluções? O que eu vou fazer? Então, assim, é um pouco disso. Estou sendo só quarter a quarter ou eu estou pensando no negócio também para o futuro?
E outras conclusões também. Mas é um exercício interessante. E a última, a sete, o que temos aí? A sete é aquela que o Kaique já matou a charada. É o ação e reação. No final, tudo que você... Parece um clichê, mas eu acredito muito no que você planta, você vai colher. Nossa, é muito real. Acredito muito nisso. Eu acho que, independente de qualquer religião, eu acho que o que você plantar, ele vai voltar.
que eu gosto bastante, eu estava até, foi num momento triste, mas uma história que me marcou, eu estava no enterro do pai de um amigo meu, e na época era um enterro judaico, o Rabino falou de uma história que o João tinha falecido, e aí quando ele chegou lá em cima, veio dois anjos, um entregou um tablet para ele, com todas as coisas ruins que ele tinha feito, e o outro entregou com todas as coisas boas que ele tinha feito, e aí ele começou a ler,
as coisas ruins e as boas. E ele falou, pô, várias coisas que eu fiz aqui nesse tablet, não fui eu que fiz. Não estou identificando. Pô, acho que tem tanto o João, né? Acho que os caras lá em cima mudaram o tablet errado. E aí ele chamou um dos anjos lá. Falou, ó, tá vendo? Fiz essa coisa ruim aqui. Não tem nada a ver. Essa coisa boa. Eu nunca fui para o Panamá. Tá dizendo que eu ajudei a construir uma escola no Panamá. O anjo falou, sim.
Você não teve um aluno, Carlos? Sim. Ele falou, olha, você foi tão bom para a vida dele.
você inspirou tanto ele, que ele resolveu, os pais dele mudaram para o Panamá e ele abriu uma escola no Panamá. Então, essa escola no Panamá é uma escola que ajuda muita gente e sim tem influência sua. Então, está aqui no seu tablet que você ajudou a fazer uma escola no Panamá. Então, eu acho que é isso. Acho que tudo que a gente faz, a gente gera uma inspiração e tem uma ação e reação. Eu gosto muito dessa teoria da semente no mundo do business também, que fala que você depende da maturidade,
de cada business, mas o ideal é você ter a árvore, que ela gera os frutos, que ela gera o faturamento, a receita, pagar as contas. Mas assim, você tem que preparar a planta, a planta para um dia se tornar árvore. E na verdade você tem que ter as sementes, que você vai lá, algumas sementes vão dar certo, que vão se tornar planta, que aí um dia vai se tornar árvore, que vai ter as frutas. Então é um pouco de como também olhar o business e onde é que você vai estar em cada estágio e como que você vai se preparar para o que a gente falou
curto, médio e longo prazo. Legal. Então, anotaram aí os sete. E aí eu queria falar com você, Jair, o seguinte. Você, 15 anos como CEO, pô, eu considero isso como uma... É uma decisão que eu acho que a decisão é sempre mútua, né? É uma decisão da empresa de a gente manter no cargo e uma decisão sua de se manter no cargo também. E é uma decisão de longo prazo, né? Cara, você está 15 anos no lugar, a gente está... Eu estou a oito, Kaique está a nove aqui. Cara, para nós já é assim. Você fala, nossa, cara,
Parece que eu estou há 20 anos aqui. Meu Deus do céu, parece que eu estou a vida inteira. Eu não me lembro de outro lugar além disso aqui já. Não me lembro da vida que eu tinha antes. O que você pode passar para as pessoas hoje que às vezes elas estão construindo carreira ou estão construindo as empresas e elas são muito curto prazistas no pensamento delas. Pô, cara, o cara fica seis meses num cargo e vai para outro lugar. O cara fica um ano e já acha que precisa ganhar um aumento.
Tem que ser promovido, ganhar três vezes mais. O que você tem para falar em relação a isso?
Já que você é um cara que está provado, né? Consistência, né? Gosta do longo prazo, né, cara? Eu acho que, assim, é uma troca. Eu acho que, primeiro, assim, acho que os 15 anos, e às vezes até algumas pessoas falam assim, pô, mas você está há 15 anos. Pô, 15 anos, mas, assim, muita coisa aconteceu. Eu acho que foram várias unidades de negócio que a gente lançou no Brasil. Então, começou com acessório, mas aí depois foi game. Aí tem toda a parte de B2B, videoconferência, governo, enterprise,
serviços. E agora eu peguei a Operação do México, que é um grande desafio também, cultural, como é que estruturar, gerenciar o México. Então as coisas vão, eu acho que vão se conectando a partir do momento que você vai entregando e você vai fazendo uma boa história, uma boa jornada. Às vezes, acho que é muito importante o timing correto. Eu sinto muito que a nova geração, às vezes as pessoas não têm paciência. É isso que você comentou. É tudo muito imediatista.
É importante você sonhar, você colocar um plano onde eu quero chegar, colocar o que a gente falou muito aqui do curto, médio e longo prazo. Mas, às vezes, na vida, é importante você saber o timing certo e ter paciência. Esperar um pouco. Não dá para sair tudo. As coisas não acontecem exatamente na hora, como tudo, como a gente quer ou como a gente planejou. Então, eu acho que a questão paciência está faltando hoje um pouco no mundo como um todo.
E tem uma coisa também que todo mundo... Existe uma crise existencial que todo mundo pensa, que é, pô, será que eu estou na empresa certa? Será que eu estou no lugar certo? Será que eu deveria estar fazendo outra coisa? Será que eu estaria ganhando mais dinheiro em outro lugar? Será que eu poderia estar fazendo mais do que eu faço? Como que você, 15 anos no mesmo lugar, consegue identificar que, cara, você está no lugar certo? E o que você consegue passar para as pessoas?
para que elas consigam refletir e chegar a uma conclusão em relação a isso? Elas estão no lugar que elas deveriam estar ou não? Sempre para tudo vai ter prós e contras. Sempre. Eu acho que a partir do momento que eu coloco, eu ainda consigo gerar inspiração. Eu acho que é uma troca. A empresa tem ferramentas para motivar, mas a pessoa, o funcionário, cabe a ele se automotivar sempre.
Eu acho que muitas vezes, às vezes, eu sinto as pessoas esperando. Ah, não, eu preciso que a empresa traga isso. Eu preciso que ele está ali acomodado, não está fazendo nada. Então, assim, como é que... E aquilo que a gente falou de ação e reação, surpreender, voltar, o que eu vou fazer de diferente? Se eu não estou feliz com a empresa, pô, deixa eu entregar algo diferente. Deixa eu propor uma ideia nova. A partir do momento que você fez todo esse exercício, se comprometeu, tentou.
E aí a empresa não está retornando, não está vendo esse seu esforço, talvez esse não seja o lugar certo para mim, vou tentar. Mas eu acho que só esperar, eu preciso ser, eu quero ir, se não, não vou fazer, eu acho que aí não é esse o caminho. Então, o meu ponto que eu sempre falo é, você primeiro, alguém tem que dar o ponto de partida. E acho que tem que sair da gente primeiro, não esperar nada em troca dos outros. Acho que primeiro você tem que dar o ponto.
por incrível que pareça, vai voltar. Vai vir o recompensa. Pode ser naquela empresa ou pode ser alguém que está vendo, vai mudar de empresa, vai te levar com você. Mas é assim que eu enxergo. Queria pedir um conselho extra aqui também. O que você pode passar para as pessoas? Uma dica para que elas consigam crescer na carreira delas. Porque você chegou à cadeira de CEO, que é um cargo super alto de liderança. Agora você está chegando não só numa liderança Brasil,
Então, assim, teve toda uma jornada. O que você pode passar para quem... O cara está começando agora. O cara que assiste a gente aqui, ele é novo, tem 25 anos de idade. Talvez ganhou a primeira promoção agora. Está bem no começo da jornada ainda. Então, assim, o que você consegue passar de conselho para que essa pessoa consiga crescer e alcançar cargos altos e bons salários. Enfim, se sinta próspero aí no negócio.
Você falou do seu time, que você falou que tem gente que está com você há 15 anos também. Sim, eu tenho gente, o Filó, o Ronaldo, o André, o Fujita, tem os diretores que estão comigo nessa jornada há 15 anos. E o mais interessante hoje é só um olhar que a gente já sabe o que está pensando e como cada um vai reagir. Eu acho que a questão hoje principal, a gente tem que ser muito
rápido em adquirir conhecimento. Então, é agilidade, isso em todos os cargos, em todos os níveis, né? Quem está começando e quem já é mais sênior. Eu acho que o mundo está mudando muito rápido. Essa questão da inteligência artificial vai mudar completamente tudo que a gente está acostumado e tudo que a gente viu e a forma de relação, forma de trabalho, tudo. Então, eu gostei muito de uma frase até do Walter Longo, sei que ele é um amigo da casa. Super amigo. Que ele fala muito que hoje o analfabeto do futuro não vai ser
que não sabe ler e escrever, mas assim, aquele que aprende, desaprende e reaprende, né? Então, acho que a gente vai ter que ter essa agilidade muito forte no aprendizado. Então, o conselho, assim, eu acho que um dos motivos da minha carreira e por eu ter atingido a posição do CEO foi o conhecimento em diferentes áreas, foi o know-how que eu fui adquirindo, foi sucessos e insucessos na minha carreira e, principalmente,
entender que o comportamento das pessoas em diferentes áreas são diferentes. Então, é muito legal entender que como você se relaciona com os financeiros, ou com o marqueteiro, ou com o cara de vendas, ou logística, você tem que se adaptar, você tem que entender o lado deles. Então, por que será que esse cara está querendo ir para esse lado? Tem um motivo, tudo tem um motivo, tudo tem dois lados. Eu vejo que a pessoa vem com as ideias, tem um conceito,
não deixa de escutar e deixa de aprender. Então, quanto mais experiência, quanto mais aprendizado, eu acho que é mais rápido e melhor você vai ter desenvolvimento na carreira. Poxa, galera. Muito legal. Acho que, assim, vários conselhos aqui para você seguir, crescer aqui. Espero que tenha servido para você. Vamos relembrar aqui que a Logitech é um parceiro do Primocast já há bastante tempo. E a gente sempre deixa um cupom para você, que é o Primocast15,
você usar em toda a Logitech Store. Vai lá na Logitech, monta o seu carrinho, coloca tudo o que você precisa, compra as coisas para os seus filhos, que isso aqui é muito bom para você trabalhar, estudar, jogar. Tem de tudo lá, desde fone de ouvido, mouse, teclado, coisas para jogar também. E o PrimoCast 15, pô, dá uma baita ajuda. Pô, dá uma ajuda boa, hein, cara? Dá uma ajuda boa. Se você quiser concorrer a esses dois produtos aqui, que eu vou abrir mão aqui e vou dar para vocês os produtos. A ele, né?
Vai lá no Instagram do Primocast. Vai ter um post lá que vai ser desse episódio. Sim. E comenta lá o porquê você deveria ganhar. Por que você merece, né? E aí os deuses do podcast vão escolher o porquê você vai receber esse teclado. Jair, obrigado, cara. Quem quiser, enfim, seguir você, você produz conteúdo em alguma rede social hoje? Como é que você está em relação a isso? Eu estou no LinkedIn. Eu gosto disso. Eu estou no LinkedIn. É executivo, de verdade. Não é palhaçada, né?
Então você está lá no LinkedIn, você faz os posts lá? Eu faço os posts, tenho conteúdo no LinkedIn. Perfeito. Não faço muito conteúdo, mas eu gosto. Manda mensagem para ele lá. Mas será um prazer, quem quiser. Maravilha. Show de bola. Pessoal, muito obrigado por acompanhar aqui. Se inscreva no PrimoCast. Por favor. Porque a gente tem uma meta aqui de bater 2 milhões de inscritos. Se você não estiver inscrito, acompanhe esse negócio.
Por favor, se inscreva. Se você estiver no Spotify, dá 5 estrelas e segue também. Um grande abraço, até o próximo episódio e tchau. Tchau.
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