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MARKETING QUE FUNCIONA EM 2026: VALE TUDO PRA VIRALIZAR? (João Branco) | PrimoCast 506

11 de maio de 20261h22min
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No PrimoCast de hoje recebemos João Branco, ex-CMO do McDonald's por quase 10 anos, autor do novo livro "O Cliente Percebe" e um dos maiores especialistas em marketing do Brasil. E nesse episódio a gente debate o que tá realmente FUNCIONANDO no marketing em 2026…

Por que o CEO global do McDonald's deu uma mordidinha ridícula no novo Big Arch e virou meme mundial? Por que a Adidas tá destruindo a Nike entre os adolescentes? Como o Duolingo bomba no Brasil com UMA ÚNICA funcionária e ZERO real em tráfego pago? E qual é o segredo da Cimed pra vender até remédio genérico?

Se você tem uma empresa, trabalha com marketing, ou só quer entender por que algumas marcas viram febre e outras somem do mapa, esse episódio é OBRIGATÓRIO.

Hosts: Kaique @kaique.editor e Lucão @lucaszafraa

Convidados: João Branco @falajoaobranco

Sua marca no PrimoCast: publicidade@timeprimo.com

Assuntos9
  • Preferência do consumidorImportância de entender o público-alvo · Personalização do atendimento e serviço · O valor da experiência do cliente · João Branco
  • Estratégias de MarketingMarketing de performance vs. Construção de marca · Autenticidade e conexão com o público · O papel do serviço no marketing · Predisposição do cliente
  • Infância e juventudeDesafio de manter relevância infantil · Estratégia de pais para filhos · Ciclo de nostalgia e novas gerações · Pokémon e Disney
  • Design visual e identidade da marcaRiscos de rebranding · Logotipos minúsculos e proximidade · Menos cor, mais seriedade · Coca-Cola e a variedade de tampas
  • Financiamento do DesportoNubank e Allianz Parque · Consistência em patrocínios · Conexão com o público e comunidade
  • Distribuição e Marketing na Era da IABarreiras de entrada reduzidas · Ascensão de marcas chinesas · A importância de nichos de mercado · Menos variedade pode vender mais
  • Ronaldo Doritos MarketingGuia Michelin de restaurantes · Estratégia de incentivo ao consumo de pneus · Formas de aumentar o faturamento
  • Formatos conteúdo recorrenteLivros curtos e dinâmicos · Preferência por conteúdos compactos · Música sem introdução
  • Carros chineses (BYD/Denza)Competição com marcas tradicionais · Tecnologia e preço acessível · Mudança na percepção de produtos chineses
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Dá-lhe clique aqui, compre agora, últimas vagas. Constrói venda do fim de semana, tá? Mas não constrói marca da mesma forma. Eu queria que você falasse aqui quem não tá fazendo um trabalho legal, velho. Acabou de anunciar que faturou 38 bilhões, selecionante. Estamos aqui com o João Branco, que tem mais de 20 anos de experiência na área de marketing, trabalhando com grandes marcas como o P&G, Ferreira e McDonald's. É que pra mim esse é um oceano azul de oportunidade. Muito pouco visto pelas marcas e pelas empresas.

E quem que você acha que tá fazendo um trabalho legal? Você vai falar assim, pô, eu acho que essa marca tá sendo hoje uma referência. É diferente o resultado. Se você faz o mesmo anúncio, o mesmo copy, pra duas marcas diferentes, existe valor em construir uma. Eu não sei se eu deveria contar isso aqui. Eu fiz uma coisa nesse livro que eu nunca vi nenhum autor brasileiro falar. Que isso?

Bom, obrigado por estar aqui com a gente mais uma vez. Super parceiro aqui do Primocast. E aí, turma? Legal estar aqui com vocês de novo, hein? Muito legal. Vamos fazer o cliente pagar mais, ficando feliz. Gostei desse gancho aí. Não é bom isso? Olha aí. E não é? E não funciona? Boa. Eu acho que a gente tem que descobrir como é que faz isso, né?

Então o João Branco vai nos ajudar aqui nessa missão. Você, pra nos ajudar na missão de chegar aos 2 milhões de inscritos. Já se inscreve aqui nesse canal. Já se inscreve. A gente tá fazendo um monte de conteúdo legal esse ano. O 24 Horas voltou com o Guilherme Ventimol. A gente lançou um episódio muito legal. Voltamos com a série do Mentor, que é uma série que a gente tá fazendo em parceria com a V4. Não, não, lançamos, né? Lançamos.

Lançamos a série do Mentor, que a gente tá fazendo em parceria com a V4. Voltamos com o Primalcast na rua.

Voltamos com o PrimoCast na rua, lançamos o Isso Dá Dinheiro. Será que dá dinheiro? Será que dá dinheiro? Que é uma série onde o Kaique fez fazendo de house flip. Então assim, cara, PrimoCast fazendo um monte de coisa. Se inscreve para você ficar por dentro de tudo. João, vamos lá, vamos começar. Esse ano aqui, a gente estava comentando aqui no bastidor, está acontecendo um monte de coisa.

Coisa, né, cara, no mundo do marketing aí, né? O que tá acontecendo, cara? Tá agitado, né? Eu tô feliz, cara, porque no ano passado, ano retrasado, era difícil garimpar uma coisa legal que uma marca tava fazendo. É verdade, é verdade. Esse ano teve desde, cara, Nubank virando o nome da Arena do Palmeiras. É verdade. O Kit Kat que foi roubado e virou brincadeira com um monte de gente. Cara, mas é verdade ainda, né, cara? Roubaram uma tonelada de Kit Kat lá, os caras fizeram meme com isso ainda.

Um monte de coisa, e assim, coisas inusitadas também. Tipo, vai lá o Trump, captura o Maduro, e aí o cara tá com um conjuntão na Nike no dia que ele é capturado e bomba a Nike, aquele conjunto. Só assim, cara, o pessoal tá comprando isso aí por causa disso, sabe? Umas coisas que eu falo, o que aconteceu? Um monte de marcas surfando ondas e gerando hype. Então tá cheio de coisa acontecendo no mundo do marketing. É, então, sabe uma coisa que eu queria começar, que a gente tava falando do bastidor aqui?

que tem um pouco de relação com o nosso tema. E eu acho que você que trabalhou muitos anos no McDonald's, acho que é legal você comentar sobre isso, que foi aquele vídeo que viralizou muito do CEO global lá, McDonald's, dando uma mordida no sanduíche do McDonald's, ele faz uma cara meio estranha, né? E dá uma mordida pequena, né? Dá uma mordida meio...

esquisita ali, né? Meio emborrachada, aí ele fica chamando de produto, e aí o negócio saiu super mal, o próprio BK se aproveitou disso. Não, nem só o pessoal do BK, foi o pessoal do BK, o Endes, todo mundo que é concorrente do Burger King, lá que tem um marco mais de guerrilha, né? A galera começou a fazer o CEO, acho que foi o Endes que o CEO, ele fez, ele fritou até o hambúrguer, o cara do Burger King deu uma mordida gigantesca.

O CEO do McDonald's, ele não é influenciador, ele não é... O executivo, né? Ele é o executivo, o cara top. Já trabalhei lá na empresa, quando ele era o CEO já. Cara, muito bom. Olha o valor da ação do McDonald's, desde quando ele entrou e até hoje, o troço assim, ele conseguiu mais do que dobrar o valor da empresa, que é uma empresa gigante, que não é um negócio fácil de fazer.

Então é um cara muito bom como executivo. Em algum momento, eu imagino que alguém deve ter falado pra ele, cara, é bom você se expor mais, né? Vamos fazer aqui o seu canal. Já faz tempo que ele faz vídeos. A galera do marketing, né? Buzinando nele. Já faz tempo que ele faz vídeos assim. Então o canal dele, Chris K, você acha lá no Instagram? Tem um monte de degustações.

E ele é desse jeitão, cara. Ele é um cara executivo, alta performance, norte-americano, outra pegada, entendeu? Então ele não fica lá fazendo gíria, fazendo dancinha, ele fica lá fazendo review de produto, falando o que estão lançando em algum lugar, respondendo caixinha. E num dia ele foi lá mostrar esse sanduíche, que, assim, a coisa que ninguém falou é que esse é um sanduíche histórico pro McDonald's, tá?

Chama Big Art, Grande Arco. Eles fizeram pela primeira vez um sanduíche que é grandão mesmo. Ou Big Mac, vamos combinar que chama Big Mac, mas já não é mais tão big. Não é, não é. Porque a gente tá se acostumando com coisas maiores. As hamburgueres artesanais.

Big Mac, eu dou três mordidas, acaba o lanche. A inflação acabou com o Big Mac. E a empresa... Cara, o Big Mac não diminui o tamanho, mas as outras opções vieram. E a gente se acostumou com isso. E eles... Cara, pra mim é um movimento histórico. É a empresa falar, eu reconheço que tem um grupo que quer um sanduíche maior, eu vou lançar. E começa a lançar em alguns países e começa a ir bem.

E um produto bem maior, tá? Ele tem, assim, mais do dobro do que tem de carne no Big Mac. E ele foi lá, foi mostrar pro pessoal. Ele falou, olha como é grande. Aí deu aquela mordidinha, né, cara? Uma mordidinha ingênua, pequenininha. Desenhadinha. Mostra, assim. Aí o pessoal cai matando, porque McDonald's é uma marca que gera a conversa assim.

Ele se explicou agora, tá? Que passou o hype e foi lá e postou um vídeo numa entrevista pro Wall Street Journal falando que, ah, eu fiz isso porque a minha mãe me ensinou a não falar de boca cheia. Mas assim, cara... Não fazia sentido, senão ele ia ter que ficar 30 segundos mastigando o lanche pra depois falar. Porque ele não é influenciador pra ficar comendo e falando e também não quer aparecer todo ali falando de uma maneira indelicada, tá?

Agora, eles podiam ter sido um pouquinho mais simpáticos, podiam ter ido lá e falado...

É, você acha então que minha mordida é feia? Vamos fazer aqui uma brincadeira? Manda sua foto aí, como é que você morderia o maior lanche que o McDonald's já lançou na história. Isso aí seria uma ótima campanha. Olha só, o João não tava lá, não fez essa campanha. Cara, mas assim, a gente aqui no Brasil tem uma forma de ver essas coisas.

O pessoal do Globó é diferente, sabe? Pra eles, assim, o que é sério, o que é brincadeira, em que momento você pede desculpas, em que momento você entra numa tendência, eles têm outra cabeça. Agora, a gente aqui, se fosse a minha hamburgueria aqui no Brasil, eu teria feito uma coisa assim. Mas eu entendo eles terem essa postura. Aqui é só meme, né? Então, mas até aquele caso que a gente comentou em off, aqui também do Kit Kat.

Eu achei que as empresas embarcaram numa onda muito brasileira ali. É. Brasil que faz esse tipo de coisa. Surpreendeu, surpreendeu. É, surpreendeu bastante. Porque às vezes acontece algum caso, sei lá, na Netflix, e todas as outras streamings na conta Brasil, eles fazem um monte de trend, meme. E aconteceu isso lá nos Estados Unidos. Mas eu acho que teve um detalhe. Porque foi no 1º de abril. E é uma data em que as marcas mundialmente estão preparadas para zoar um pouquinho mais, sabe?

de fingir que vai lançar um sorvete de cebola. Licença poética. E no começo, eu acho que muita gente pensou que era uma brincadeira de 1º de abril do Kit Kat. Falando que teve uma carga roubada de sei lá quantas toneladas, bem numa data. Falaram, ah, tá zoando, vamos brincar também. E no fim era verdade.

E aí, era verdade, e agora? Mas aí o Kit Kat levou na boa, brincou, falou, ó, divulgamos o número de lotes dos produtos roubados, a gente realmente quer saber se chegar na sua mão, aí vai lá. E aí as marcas começaram a pegar mais leve e pararam com isso, né? Ninguém vai colocar no cardápio agora a Domino, sei lá, falando, ó, lançamos o sabor de Kit Kat no cardápio, é o Kit Kat roubado, de verdade, né?

Aí o pessoal, não, não, não. Passou, passou, passou o primeiro de abril. Muito bom. João, você está com um livro novo, que é O Cliente Percebe. Olha aí. Eu achei muito legal você falar assim, esse livro é mais curtinho. Eu vi que ele tem 100 páginas aqui. Isso. Menos que isso até. Ele tem metade do tamanho do Desmarketse, do Depropósito. Eu achei bom pra caramba, tá? Um livro com 94 páginas em 2026. Por causa do Beach Tennis. Ah, é mesmo? É. Qual é a relação?

Cara, olha a relação marqueteira, tá? Eu acho que, assim, tá todo mundo hoje em dia cada vez mais procurando coisa mais dinâmica, mais compacta, mais acessível, mais fácil. Tá bom. A gente assiste menos filme de duas horas e meia e mais episódios de 30 minutos de série. A gente joga menos tênis, que tem que ir lá na quadra. Cada cinco bolinhas pegar a bolinha lá longe e tá jogando mais pickleball, mais beat tênis, que é um formatinho mais rápido, mais dinâmico, mais perto de casa.

A Kings League. Cara, pra mim, parece um compacto de melhores momentos de futebol. Quando você fala, pô, eu perdi ontem a semifinal da Champions League, deixa eu assistir o jogo. Você vai assistir depois já sabendo o placar? É chato, cara. Não dá. Porque parece que o jogador demora. Eu quero ver um compacto dos melhores momentos. A Kings League é meio isso. Eu falei, cara, quer saber? Eu acho que tem muita gente que se tivesse um livro...

Tem livro que enrola pra caramba, vamos combinar? Os meus não, hein? Mas tem livro que... Isso tem me impedido um pouco de ler, sabia? Então...

Esse aqui, uma dor de barriga, você vai ler do começo ao fim, tá? Um voo, um Uber. Cara, 100 páginas. Eu acho que uma hora e meia você mata. Pô, achei muito honesto, cara. 100 páginas, viu? Gostei muito. É engraçado, você falou de série, né? Você pega umas séries mais antigas. Uma temporada tinha 20 episódios, 24 episódios. Hoje em dia tem 8. Eu sou fã de minissérie.

E tem seis episódios e acaba. Até com música, Kaique. Música não tem mais introdução, cara. Antigamente, as músicas demoravam pra ter alguém cantando. Tocava, tocava, tocava, tocava, tocava, finalmente alguém tá cantando. Agora não tem mais. Porque a gente não tem mais paciência. E por quê? No Spotify, você ganha, né? Quem publica uma música lá, a cada música que tem o play. E se a pessoa fica naquela introdução e fala ah, não, passa pra outra, não ganha.

Então, o mundo está conspirando a favor de conteúdos mais dinâmicos. Quem sabe isso aqui vira uma tendência. Olha, pequenininho, olha. Eu gostei também. Gostei bastante da ideia. Está disponível já, João? Já está na Amazon e também é mais barato. Porque por fazer menor, eu consigo fazer mais acessível. Onde está esse livro aqui? Então, ele tem o preço de capa de R$ 49,90, mas é daí para baixo.

Ah, Amazon joga isso daí lá embaixo. Joga. Então procura aí, acessa. Vou deixar um link pra facilitar pra galera aqui, pode ser? Boa, claro. Aí a capa aqui tá dizendo o cliente percebe. O que quer dizer isso? O cliente percebe. É um livro sobre foco no cliente. E a capa, o pessoal vê, ela tem uma continuação. O cliente percebe se está no alvo ou no coração.

Ele é sobre você colocar o seu público no alvo. É sobre você se importar com o seu cliente. É sobre você entender que esse podcast aqui não é para todo mundo. Não estou proibindo ninguém de escutar, tá? É verdade. Mas ele é feito para um grupo de pessoas. E quando você desenha o seu negócio, o seu produto, o seu serviço com atenção para aquela galera que precisa do que só você consegue oferecer, eles percebem.

Então, será que você deveria fazer formatos mais longos ou mais curtos? Depende. Quem é o seu público? Será que você devia falar palavras em inglês aqui difíceis? Depende. Quem é o seu público? Será que você devia trazer quem pra ser entrevistado? Depende. Quem é o seu público? Quando vocês escolhem fazer intencionalmente assim pra eles, eles percebem.

De vez em quando, vocês talvez tragam aqui algum convidado, algum convidado, que não tem muito a ver. Sim. O público também percebe. Ou de vez em quando, vocês vão lá e fazem um negócio e falam assim, cara, a gente deu uma enrolada, né? A gente tava mais cansado. É. Tem dia que a gente fala assim, putz, cara, caramba, tinha um monte de coisa aqui, não sei o quê, tem gravação, acontece, cara. Não é hoje não, né? Você tá com energia baixa. Não, hoje não. Hoje não.

Hoje não. Mas acontece, porque a gente tem uma agenda executiva também. É, acontece. Aí, o dia inteiro fazendo reunião e um podcast no final do dia. 4, 5 horas da tarde. É, cansa, cansa. Aí já tá cansado. E a mesma coisa pra quem tá atendendo no posto de gasolina o dia inteiro. Pra quem tá na farmácia o dia inteiro. Pra quem presta consultoria o dia inteiro. Pra quem dá aula o dia inteiro. E a verdade, gente, é que pra mim esse é um oceano azul de oportunidade. Muito pouco visto pelas marcas e pelas empresas.

Tem um monte de gente que tem podcast, gente, que tá o dia inteiro só olhando lá quantos plays tem no meu podcast versus o PrimoCast. Tá na competição. E, cara, a quantidade de gente que não escuta podcast, a quantidade de gente que, se tivesse um podcast num formato diferente, que fala uma língua daquela pessoa, escutaria mais, é muito maior. Qual foi a última vez que você foi numa farmácia?

Saiu da farmácia e falou assim... Parece que esses caras adivinharam o que eu precisava. Parece que eles perceberam que eu estava com pressa sem falar. Parece que eles descobriram que eu estava triste, que minha mãe estava doente. Parece que eles entenderam que eu estava aqui fazendo a conta do que cabe na minha cesta.

Cara, é tão pouca gente que tá ligado no cliente e que fala assim, opa... Cara, mas você falou de farmácia, cara. Eu me senti... Kaique adora farmácia. Não é mexer nem nada. Eu vou muito em farmácia. Eu com o Drieco, essas paradas. E eu tinha uma preferência sempre maior de ir na São Paulo. Aí tem uma drogaria raia perto de casa e eu fui uma vez. Cara, eu fui tão bem atendido.

Foi um negócio, tipo assim, eu estava com... Não lembro o que eu estava. Atendente, desde perguntar o que eu queria, ver os melhores preços, perguntar se a farmácia podia mandar uma mensagem depois do meu tratamento para perguntar se eu estava melhor. Eu chegar no caixa, ter alguém lá pegar minhas coisas e tentar passar mais rápido. E eu estava com pressa. E ela viu que eu não queria conversar muito, porque era de madrugada. Então, ela já foi cancelando tudo, só para passar o cartão rápido, assim.

Então, realmente é difícil, porque é um serviço tão simples que você vai, pega um remédio e vai embora, mas quando você tem um pouco de encantamento ali, é legal, né? Você não vai acertar todas, não vai ser perfeito. Mas se você melhorar um pouquinho, se você tentar, o cliente percebe. Mas, por exemplo, eu comecei a voltar lá sempre só por causa desse atendimento aí. Olha aí que legal.

Cara, isso vale até pro taxista. Isso vale pra um grande negócio, tá? Isso vale pra uma rede de franquia. Isso vale pra B2B. Isso vale pra quem faz... Pra quem vende commodity. Cara, a commodity... Outro dia eu terminei um livro do Seth Godin e ele usou uma frase que eu adorei. Fala assim, a commodity só é uma commodity se o vendedor tratar ela assim.

porque você tem a possibilidade de adicionar serviço em qualquer coisa. Cara, se o melão da redinha conseguiu, se o genérico CIMED conseguiu, se o aço ArcelorMittal conseguiu, seja no tempo de entrega, na consultoria que você vai dar, seja na embalagem, na forma como você vai entregar isso para o cliente, você consegue descomoditizar um pouquinho qualquer coisa.

Então, trata sim o seu cliente, entende o que ele precisa. Tem cliente que quer a entrega mais rápida. Tem cliente que quer que você conte uma história. Tem cliente na farmácia que quer conversar.

que quer bater papo, eu tô com o tempo livre, porque o único momento do dia que alguém me dá bom dia é na farmácia, eu vou lá pra isso. A senhorinha, né? A senhorinha gosta de ter aquela ideia. A senhorinha adora conversar. E tem cliente que não quer nem dar o CPF. Sim. Eu não quero olhar na cara de ninguém, eu queria... Sabe, tem uma cafeteria na Argentina que é um buraco na parede.

Aí você não vê ninguém. Você só chega lá, alguém te enfia um braço com um café pra fora, você fala, ótimo, eu não queria contato com ninguém hoje. Tem negócio pra cada cliente, né? Sabe que um tempo atrás, a gente resolveu trocar os nossos filhos de escola lá em casa.

Eu tenho um menino de 12, um menino de 9, né? E eu e minha esposa falaram, vamos mudar eles de escola? Vamos. A gente começou a visitar escolas, né? A gente mora aqui por perto também. A gente foi primeiro numa escola, chegamos lá. Cara, era uma escola grande, assim, bem arborizada. E tinha uma diretora que parecia a diretora da novela Carrossel, sabe? Aquela senhora, vestindo terninho, segurando uma régua na mão. E ela batia em tudo que ela falava.

aqui é disciplinar, pá! Aqui nós somos disciplinados, pá! E a gente ia andando pela escola com ela e pelas paredes da escola tinha só rankings de notas de alunos impressos. Cara, tudo ranking. Falei, meu Deus do céu, se meus filhos tivessem tudo aqui... Competição aqui é absurda, né? Como é que vai ser esse negócio? O que eles vão virar? Aí fomos pra outra escola. Chegamos lá e falamos, não...

Aqui, a gente não forma alunos, a gente forma empreendedores. Aqui nós demos aula de pitch de vendas, de educação financeira, de projeto. Com 10 anos de idade, eles já estão fazendo aqui uma startup.

caramba, meus filhos, se eu vier estudar aqui, o que vai acontecer, né? Aí fui pra outra escola, cheguei lá, cara, um negócio bem no meio do mato, as crianças tudo sem camisa, rolando na grama, tocando bossa nova e as crianças tomando água saborizada. Falando, ah, aqui a gente quer sustentabilidade, contato com a natureza. Fui subindo em árvore.

Cada escola era de um jeito. E eu falei, isso aí é ótimo. Por quê? A pior coisa que pode acontecer é as escolas ser tudo parecidas, ser tudo a mesma coisa. Tem escola para cada público e tem pais e mães que são bem diferentes. Tem pais que querem que o filho passe no vestibular. Tem pais que falam, eu nem sei se eu quero que o meu filho vá para a faculdade. Faça o seu negócio para um público. Mas faça ele perceber que você desenhou para ele. Trate ele assim, sirva ele assim. É isso que eu estou defendendo aí.

É, porque faz sentido. Porque às vezes a empresa quer abraçar todo mundo. Não consegue. E vira uma empresa genérica. Nem o McDonald's consegue. E vira uma empresa 100% genérica. 100% genérica. Por isso que o McFish saiu do cardápio. Porque o McDonald's entendeu que não é para todo mundo.

O McDonald's, eu acho que ele tem uma coisa que combina muito com a gente, que é a praticidade, né? Você vai lá comer, cara, é muito prático, é rápido. É fácil, tudo é fácil. Putz, porque eu e o Kaique, a gente vai em alguns lugares aqui. Cara, Alphaville tem um alto problema de atendimento.

Um alto problema. Não sei se tem exigência. Não, é difícil. Não, e a gente tá falando mais da parte de alimentação, assim, cara. Então, tem café que a gente vai e tudo mais. É tipo assim, você pede dois cafés e um pão com ovo, a pessoa já se perdeu já. Porque você pediu um adicional de queijo. A pessoa já se perdeu já. Saiu do escopo.

E às vezes eu falo assim, mano, é mais fácil lá no Mac, porque você vai pedir o número 1 lá e a pessoa vai embalar rapidão, você vai comer rápido. Número 1, isso entrega a sua idade. Cara, faz mais de 15 anos que não é isso. Isso entrega muito a sua idade, hein, cara? Falar o número, hein? E quem que você acha que está fazendo um trabalho legal nesse sentido agora, João? Que você vai falar assim, pô, eu acho que essa marca está sendo hoje uma referência.

Eu sei que você fala muito de McDonald's e McDonald's gera muita conversa, mas quem que você até pontuou aqui no seu livro que está fazendo um trabalho...

Bom nesse sentido. Cara, eu não cito nenhum caso específico no livro, mas deixa eu contar algumas marcas que eu estou observando. Tá bom, tá bom. Eu hoje sou professor também, tenho um curso, eu estou sempre de olho, né? Quem está fazendo coisa legal. Tem empresas que são mais tradicionais, que parecem que falam assim, ah, não inova tanto, mas que estão conseguindo um resultado muito legal, e eu estou de olho. E tem empresas mais moderninhas, fazendo coisas bem diferentes, que eu também estou muito de olho. Vou dar dois exemplos de cada, tá? Tá.

Negócios tradicionais que eu tô vendo, cara, estão indo muito bem. Primeiro, Boticário. Cara, o Boticário tá arregaçando o resultado. Acabou de anunciar que faturou 38 bilhões. E você olhar e falar, nossa, que grandes maluquices o Boticário tá fazendo. Eu falo...

muita consistência e isso aí constrói marca. Total. Que legal, um caso bacana. Todo ano, acabaram de lançar uma campanha no Dia das Mães, chora todo ano no Dia das Mães esse negócio. Como que consegue? Consistência, consistência, consistência. Outra marca que também não é nova, tá? E que também não está fazendo nenhuma maluquice, mas que me chama muita atenção. Adidas.

Cara, se você entrar no Google Trends e ver o nível de busca pela marca Adidas no mundo e no Brasil, vocês vão cair da cadeira. Quando eu era criança, Adidas não era tudo isso.

De repente, cara, sei lá o que foi acontecendo ao longo do tempo. E não é que eles acertaram todas. Tiveram a questão lá do Kanye West, que não deve ter sido fácil lidar. Aham, dos tênis, né? Como é que eles conseguem fazer o samba? Um troço inventado na década de 50. Explodir desse jeito. Não tem collab, não tem que pagar royalties pra ninguém. Cara, não tem uma celebridade. Não, é um negócio deles. Que é mega copiado, inclusive.

Bomba, cara Adidas, pra mim, tô muito de olho. Como ele consegue usar a nostalgia, conectar com comunidades, falar com grupos, virar a marca preferida dos adolescentes, mesmo nem sempre sendo a marca patrocinadora oficial de um país, como não é aqui no Brasil.

Cara, mas a linha de collabs dele é muito boa. Eu sou pai, eu compro todos os tênis da Disney lá para minhas filhas, eu compro. Eles lançaram com a lista do País da Maravilha, bonitinho, com lacinho. Você tem collab com a Farm também, né? É absurdo, cara. Eu sou muito Team Nike, cara. Cara, vou te falar, eu sou Team Nike, mas a Nike virou um troço tão genérico, irmão. Tá tão genérico. Tipo assim, eu era viciado em tênis, eu comprava quase um a dois tênis por mês.

Depois que a Nike começou a imprimir tênis como se fosse dinheiro impresso, porque antigamente tinha uma exclusividade absurda. Hoje em dia, meu, você entra lá, coloca qualquer modelo que você acha. Isso acho que perdeu um pouco da vontade de eu ter. Então, virou um negócio tão genérico que perdeu um pouco a minha atratividade. E a Adidas, eu gosto muito.

Uso pouco, mas eu gosto muito. Minhas filhas, elas só têm Adidas. Eu também sou da geração que Nike dominava, né, Lucão? Cara, mas eu fico impressionado de ver hoje, assim, os adolescentes, as crianças, cara, Adidas e Vans.

Estão muito presentes ali, sabe? Então eles fizeram algo diferente com essa outra geração. Sim. Aprendendo com eles. E aí duas marcas mais diferentosas, assim. Uma que eu acho muito curioso, cara, é Duolingo. Duolingo. Verdade. Duolingo está muito presente, né, cara? Duolingo. Isso é um bom, né? Vocês sabem, o Duolingo está gigante agora no Brasil. Sim. Cara, faz post todo dia, coisa divertida, tal. Você sabe qual o tamanho da equipe do Duolingo aqui no Brasil?

Não. Eles têm uma funcionária que cuida do marketing. Mas, na verdade, é uma funcionária que cuida de tudo. Só tem uma pessoa da Duolingo no Brasil. Conheci ela, ela mora aqui, por aqui. O resto é a gente... Contratar ela. Analígia, entrevistei ela lá no podcast. Cara, uma pessoa, uma pessoa. E o resto é tudo fornecedores contratados. Tem uma galera que cuida do social. Eles não fazem um real de tráfego pago.

Que isso? Não tem um real de tráfego pago. Que isso? Tudo num negócio online que poderia ser mensurado, que poderia ter tráfego pago, saber o número de downloads e tal. E eles não põem um real. Tudo no orgânico. Cara, mas pensa. O cara tem uma comunicação absurda, cara. Eles comentam, interagem de brino a empresário a... Não, mas cara, isso é muito, cara. Eu estava numa reunião agora sobre despesas, né, cara? E você fica... Você fica porra, cara.

Enfim, acho que é um baita de um aprendizado, além de ser um negócio que tem uma causa social por trás, que usa todos os artifícios da gamificação para fazer o pessoal ficar viciado em estudar. Eu acho muito legal.

E se eu fosse dar um último exemplo, eu diria CIMED. Eu participei do conselho da CIMED por um tempinho, aprendi com eles, acho que deixei também algumas coisas lá. A gente continua bons amigos, eu não estou mais com eles já desde abril do ano passado, mas assim, está aí uma marca que é impressionante. Como que você vê o case da CIMED no sentido de

Como que eles saem de uma farmacêutica normal, que é aquela coisa chata, engessada, vende remédio para ser essa CIMED popular, amarela, divertida. O Adib na comunidade. Como que você... Isso tudo... E você estava lá dentro. Isso tudo foi proposital, as coisas vão acontecendo. Cara, é também consistência? São anos? Estratégia.

Cara, eu vou dar o meu ponto de vista, tá? Como se forma isso? Obviamente, sem contar nenhum segredo, um abraço lá pro João Adib, pra Carla, pra toda a família, pro Eric Chibata também. Vou dar só o meu ponto de vista, tá? Mesma coisa que eu falava pra eles lá. Eles são um sucesso mais recente. A empresa existe há bastante tempo, mas eles explodiram mesmo mais recentemente. Começaram como uma empresa de genéricos ou de...

oferecer alternativas a produtos que já existem de uma maneira bem acessível. Certo. Uma empresa de genéricos, cara, conseguiu criar um modelo de negócio que vai direto para a farmácia pequena e que faz relação com essas farmácias para conseguir vender até genérico. Que é um produto que tem diferencial nenhum e que nem pode ter. Não é que não tem porque eles não querem, não tem porque não pode. Não pode ter marketing em cima do produto. Não pode ter um...

Não pode ter diferencial nenhum no produto, senão você não é um genérico. Agora, você vai na farmácia, você fala que era um genérico do ibuprofeno, ele te dá um de 10, um de 15, um de 20 reais. E não vende só o de 10. E o da CIMED não é o de 10. Não é o mais barato. Só que eles conseguiram fazer com que cada vez mais gente valorizasse um genérico.

E não é só porque a caixinha é amarela. No meu ponto de vista, eu acho que o grande diferencial deles é que eles são uma família brasileira que você olha e fala assim, ó, João Adib, tem muito mais gente que segue o João, a Carla e os filhos do que as marcas, tá? Ô, João, tem gente que gosta mais do João e tem gente que gosta mais da Carla. Tem gente que prefere a Juliana, tem gente que prefere o Adib. Tem gente que prefere o Edu.

Tem gente que tá lá, o 01 agora, que é o filho mais novo dele e também tá aparecendo.

Tem gente que não gosta de algum deles. Assim como tem gente que gosta da Mônica e não gosta do Cebolinha. Tem gente que gosta da Magali e não gosta do Cascão. Tem gente que gosta do Chaves e não gosta da Chiquinha. Tem gente que gosta do Seu Madruga e não gosta da Dona Florinda. Sim, sim. Quando você gosta de um, você gosta de todos. E você se identifica. Parece a grande família. Tinha o Agostinho Carrara, o Lineu. Só assim, ó, eu acompanho eles lá.

Porque com um deles, você se conectou e você se identificou. Só que para medicamento, isso tem um peso dobrado. Porque medicamento exige confiança. Então, você está comprando um remédio para cuidar da sua mãe, do seu filho. Para cuidar da sua irmã. E aí você compra um produto que é de uma família para cuidar da sua família.

eu acho que isso construiu neles um diferencial para um genérico. Porque quando você compra de outro, tem outros que são muito conhecidos, que têm todos os padrões de qualidade também, mas você não sabe de quem que é.

Você não sabe pra quem você reclamaria, com quem você conversa, sabe? Mas será que também não tem o fato de... Eu tô aqui fazendo... Observando os últimos movimentos deles, né? Que eles fizeram muito barulho ultimamente não foi nem pelos remédios, pelos genéricos, mas foi pelos produtos de consumo. Pô, a Carmed, a Esporadorante, não sei o que lá.

Será que essa estratégia não foi muito acertada? Porque aí o público grande conhece a CIMED por esses produtos que eles podem fazer um marketing absurdo em cima, que é a pasta de dente. E aí depois o cara vai lá e também compra o genérico, porque agora ele já conhece, ele já tem uma conexão com essa marca. Olha que interessante. Primeiro eles construíram tudo isso com principalmente genéricos. Com genéricos. Só que aí eles montaram uma cadeia de distribuição que vai direto na farmácia. Tá?

Tem as suas fábricas e consegue chegar lá. Com isso, ele consegue ter uma cadeia mais barata, por isso que ele consegue vender por um preço mais acessível. E montou uma força de vendas que é capaz de vender até genérico. Isso eu falava muito lá com o João. Você montou uma equipe de vendas?

Ele é o grande capitão de estudo, o grande general. O cara faz live de venda às seis e meia da manhã, ensinando os caras a vender, treinando o pessoal de venda. E consegue vender até genérico. Um dia, essa empresa acertou de lançar um produto que não era um medicamento, que foi o Carmed. Pegaram, ah, é um produto que já existe fora do Brasil, vamos fazer a nossa versão aqui, vamos chamar de Carmed. Fizeram, depois de um tempo, a collab com a Fini.

E o pessoal arregaçou de vender. Por quê? Cara, é muito mais fácil você vender uma coisa que tem marca do que um genérico. Quando você tem uma equipe de vendas que já está treinada para conseguir vender até genérico...

A primeira oportunidade que eles tiveram de vender uma coisa que tem diferencial de produto, que tem marca, que você consegue agregar valor, para eles foi mais fácil até. E aí eles descobriram um novo mundo. O mundo das marcas. O mundo do consumo. E falaram, quer saber? Vão começar a investir nisso e lançar outras.

E daí vieram, Carla Vitam, Kamed, agora João e Maria, que é um produto pra bebês, Super, e estão falando, já tem uma equipe que consegue vender de tudo, agora nós vamos colocar coisas que tem marca, esse é o caminho que eles estão indo. Mas marqueteiramente, na comunicação, eles seguem fazendo, no barulho, na conversa, no orgânico, mostrando muito a família, e entrando nas conversas no dia a dia das pessoas.

expansão e conhecimento de marca é muito importante porque é aquilo que você falou no começo o farmacêutico vai te perguntar qual que você prefere, vai falar três marcas provavelmente você vai conhecer ali a CIMED porque está na internet e está na boca do povo então é mais fácil você falar assim as outras duas não lembro direito de quem é, mas essa aqui eu conheço vai construindo uma relação de confiança

Então, assim, eu sei que tem coisas que tem gente que gosta, tem gente que não gosta, tem gente que acha polêmico, tem gente que não acha. Mas essas marcas, e dei quatro exemplos bem diferentes aqui, vou ficar atento porque acho que elas mostram para onde o marketing vai. No futuro, o marketing está mudando muito. Gente, quando a gente era criança...

A gente lembra das propagandas, sabe? O jingle, o mascote, aquelas musiquinhas que grudavam. Quem não lembra? A musiquinha do Danoninho. Me dá, me dá, me dá. Me dá, Danoninho. Cara, era outra coisa. Era muito diferente. Nada mais gostoso. Lembra aquelas campanhas da Axe? Era maravilhoso os comerciais da Axe. Sempre que ganhavam os prêmios argentinos. Era bem legal, cara.

virava um assunto que o país inteiro falava. Não tem mais isso. O marketing está mudando muito. Por que não tem mais isso? As marcas não querem mais fazer. Lógico que elas querem, mas não conseguem. Não conseguem por dois motivos, eu acho. Primeiro porque a audiência está muito pulverizada. Então você não consegue mais falar eu vou falar isso aqui para todo mundo e todo mundo vai ver isso aqui. Não tem mais um programa de TV que você coloca e todo mundo assiste.

Você precisa divulgar em 500 mil lugares, não dá. Você não consegue mais criar isso. E o segundo motivo é que está todo mundo com meta para bater até o talo e dar-lhe performance. E dar-lhe clique aqui, compre agora, últimas vagas. Que é code. E isso não constrói marca da mesma forma, gente. Constrói venda do fim de semana, tá? Mas não constrói marca da mesma forma. Assim como um serviço meia boca, também não constrói marca da mesma forma. E o cliente percebe.

Você acha que as marcas que tiveram essa oportunidade lá atrás, hoje elas são mais antifrágeis? Tipo, como uma Coca-Cola que por ano martelou na minha cabeça que Natal sem Coca-Cola não é Natal. E agora uma marca nova que é difícil ela emplacar por causa disso? Tenho certeza absoluta que uma marca que construiu um crédito emocional no seu público, ela é mais blindada a novos concorrentes, ela precisa dar menos desconto, ela é menos sobre performance. Agora...

Não quer dizer que ela está intocável, tá? Ela precisa seguir sendo querida, amada. Coca-Cola é um excelente exemplo. Cara, vem uma geração aí que toma menos refrigerante. E agora? Eles estão sempre se reinventando para seguir conectado com esse público. McDonald's também. Cara, entre as 20 marcas mais valiosas do mundo, está cheio de coisa de tecnologia. Então, um McDonald's no meio lá, uma Coca-Cola no meio. Como é que consegue isso aí, né?

Tem que estar sempre conectado. Não pode deixar o Burger King de vinho e se tornar a marca preferida do adolescente. Deu um trabalho, fez isso aí. Tem que seguir se atualizando. Agora, quem trabalha com marketing de performance, e eu sei que tem uma galera do marketing digital que assiste vocês, você tem que entender, tá? Você que faz marketing de performance. É diferente o resultado se você faz o mesmo anúncio, com o mesmo copy, com o mesmo gatilho, no mesmo veículo, com o mesmo bid.

para duas marcas diferentes, uma mais querida e outra que ninguém conhece. É diferente o resultado. O custo por clique é diferente. O custo por lead é diferente. Porque existe valor no vínculo que uma marca é capaz de gerar. Um valor que não vem só através de um jingle divertido, mas que vem através da consistência do que essa marca faz, do serviço, da proposta de valor, de deixar clientes satisfeitos ao longo dos anos. Existe valor em construir marca.

E como é que faz para trabalhar isso nesse momento hoje que está todo mundo pensando só na performance? O cara está querendo garantir a venda do final de semana? Está loucura o semestre e tal. E aí, às vezes, quando você levanta a mão na reunião, cara, eu acho que a gente tinha que trabalhar melhor a marca. Os caras falam... Olha os doidos aí. O cara está pensando cinco anos na frente. Está louco, cara. É bem isso. Como é que faz isso?

Cara, quem tá no começo, ou quem tá sem fôlego financeiro, tá? Quem tá enforcado porque precisa vender de qualquer jeito, realmente é hora de pensar em vendas, tá? Assim, você tem que fazer performance 100%. Nada institucional, nada que não vai fazer vender mais hoje. Você precisa vender. Você tá no começo, você tá... Você precisa gerar caixa, tá? Agora, à medida em que esse negócio for crescendo...

À medida que você for ganhando fôlego, entenda que cada real que você consegue colocar, pouco a pouco, gradual, puxa, eu vou colocar 5% nisso, vou colocar 10% nisso, gradualmente, em construção de marca, saiba que isso é igual e na academia, cara.

Isso é igual tomar vitamina. Isso é igual formar músculo. Daqui a um ano, daqui a dois anos, daqui a cinco anos, sua marca vai vender mais. Você não vê, você vai na academia, né? Você faz um mês de academia, olha no espelho e fala, não mudou nada. Isso é igual fazer coisa de marca. Entendi. Mas se você faz por um ano, dois anos, três anos, cinco anos, o shape muda.

a performance muda. Você consegue ter mais pessoas falando bem de você, ter pessoas mais predispostas. A predisposição é um negócio engraçado, cara. A pessoa vai num show de humor, chega lá, o humorista pega o microfone, ele nem contou nenhuma piada, ele só falou dois, três palavras, o pessoal tá tudo rindo.

porque tem uma predisposição. Você foi lá pra rir, né? Você pagou pra rir, só de olhar a cara da pessoa, você já lembra das piadas que ela contou e você já acha graça. O marketing faz isso também. Eu vejo o M do Mac, eu já me dá água na boca. Quantas palestras eu vou fazer? Eu faço palestras pra caramba. No meio da palestra, a pessoa faz uma cara diferente, depois ela me procura. Cara, no seu slide 18, subiu um cheiro de batata frita, né? Como é que você fez isso? Ela não subiu nada. A cabeça é que fez isso.

É uma predisposição que fica na pessoa, um cheirinho de cheddar, João. Sabe, só de eu falar assim, tem gente que já tá ouvindo... Aquele pãozinho, né? Dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola. A pessoa já tá salivando. Não fiz nada aqui, tá? Não tem tecnologia.

Mas marketing é capaz de fazer isso. E isso aí você não faz só com anúncio de clique aqui. Tem que fazer com construção, com falar sempre a mesma coisa, ser sempre do mesmo jeito. E o que pouca gente percebe é que você também faz isso com serviço. Sabe? A forma que a comissária de bordo já atendeu lá no avião construiu uma arca.

A forma que o pós-venda resolveu um problema lá do seu carro que você vendeu, construiu a sua marca. E pouquíssima gente vê isso, sabe? Vou dar um exemplo bem chocante, tá? Quantas vezes você foi num médico e 15 dias depois alguém te ligou para perguntar se você estava se sentindo bem?

É, é bem difícil. Quantas vezes alguém de alguma escola ligou pra você falando, estão te ligando só pra saber se você tá satisfeito com a educação que eu tô dando pro seu filho? É bem difícil pra mim. Quantas vezes uma loja de roupa te ligou e falou assim, ó, você veio comprar roupa, você avisou que você ia pra uma festa, né? E aí, como é que foi a festa?

Cara, quem se importa comigo? Você quer só me empurrar a coisa? O cara quer pegar seu número para mandar cupom, para mandar não sei o quê. E principalmente, às vezes, o pequeno fica aclamando e o pequeno consegue fazer isso com todos os clientes. É.

Por exemplo, a Zara adoraria mandar mensagem pra cada cliente que foi lá comprar, mas ela não consegue mais. Não consegue. Milhões de pessoas comprando. Mas vou dar uma dica, tá? Você tem uma rede, tem vários. Tem uma companhia gigante, tem um restaurante gigante. Beleza, você não consegue fazer com todo mundo, tá? Você consegue deixar dois clientes muito satisfeitos por dia. Cara, tem um monte de gente que sai do McDonald's com o pedido errado por dia e que sai pé da vida, tá?

Quando eu digo um monte, é um, dois por cento, mas é um monte. É um monte. Um, dois por cento pro McDonald's é um monte.

Cara, se ele conseguir fazer duas pessoas por McDonald's, sair de lá muito feliz por dia, depois de fazer isso por cinco anos, vai ter uma multidão de gente falando, cara, eu não troco McDonald's. Outro dia eu peguei um voo da Latam Airlines, tá?

Eu tinha uma palestra pra dar. Tinha mais de mil pessoas lá me esperando. Eu não podia faltar de jeito nenhum. Só que eu tava atrasado. Eu sou bem pontual, cara. Eu nunca perdi nada. Mas esse dia aí foi por pouco. Cara, eu peguei um trânsito lascado. Cheguei, cara. Eu tava mega nervoso. Entrei no voo.

Fui o último a entrar. Falei, consegui. Sentei na cadeira, eu chorei, cara. Sabe quando você tá tão tenso, eu vou perder, vou perder, não perdi. Chorei. Veio uma comissária de bordo, botou a mão no meu ombro e me deu um yakuti. Me deu um yakuti. Eu faço uma palestra que eu conto que no meu primeiro trabalho...

Meu primeiro salário da vida, eu usei pra comprar um engradado de Yakult. É uma palestra emocionante, que fala sobre a sua relação com o seu trabalho, e ela assistiu. Chegou pra mim e falou, um dia, o seu trabalho deixou o meu dia melhor, hoje, o meu trabalho vai deixar o seu dia melhor. Pô! Pô, Latam! Que legal, cara! Sim. Entendeu?

Carol Matos, ela chama. Até achei o Instagram depois, eu postei essa história. O presidente da Latam curtiu lá. Muito legal. E certeza que toda vez que você vai comprar passagem hoje, você prioriza. É, lógico. Porque eu sei que não é perfeito, tá? Eu já tive vários problemas com todas as companhias da Aérea. Eu sei que não dá pra acertar todas. Mas quando você acerta, quando você tenta, quando você se importa, o cliente percebe. É. Mas aí, cara, eu ainda tô pensando aqui...

Como é que você para esse pensamento nesse mundo da performance? Cara, olha, vai ter uma squad aqui que pensa no cliente, então... Não, a gente tem que trabalhar dois motores de crescimento aqui. O cara que só trabalha hoje e os caras que trabalham amanhã. Como é que faz, velho? Na prática? Isso não é uma tarefa só do marketing, tá?

A empresa inteira, todas as áreas, do jurídico, vendas, operação, produção, sistema, tá? A gente tem que entender que a gente tá fazendo isso aqui pra um grupo de pessoas ficar muito feliz. É a razão de existir um negócio. Eles vão nos recompensar a ponto da gente bater as nossas metas. Mas é pra eles que a gente tá fazendo. Como tem que ser a usabilidade do nosso aplicativo? Depende quem é esse cliente.

Como tem que ser o contrato que nós vamos mandar para fechar? Tinha que ter 25 páginas, escrito em três idiomas, super difícil? Quem é o cliente? Como tinha que ser o conteúdo que a gente vai colocar no ar aqui de educação financeira? Depende quem é o cliente. A empresa inteira tinha que estar atenta nisso. E entender, cara, que existe um grupo de clientes para quem você é a melhor opção.

Já pensou se o músico da banda da Anitta entendesse que existe um grupo pra quem a Anitta é a melhor cantora do mundo e é pra esse grupo que ele toca? Então, como é que eu vou tocar? Todo mundo na empresa tinha que ser assim. João, como é que eu faço pra ter uma cultura assim na minha empresa? Primeira coisa, ouvir mais os clientes. Tá mais perto do cliente. Não, mas eu vendo pra uma empresa que vende pra outra empresa que vende pra outra empresa que vende pra alguém, um usuário final.

Primeiro, quem compra de você já é seu cliente, tá? Entenda bem dessa pessoa. Segundo, vamos entender também quem é o usuário final lá pra você ajudar esse seu cliente a vender mais pra ele.

Quem são os seus clientes mais satisfeitos? Eu não sei se vocês sabem, tá? Mas quem são os ouvintes mais satisfeitos desse podcast aqui? Quem são as pessoas mais satisfeitas do Finclass? Quem são os caras que dão mais cinco estrelinhas? Eu não quero saber os mais ricos, nem quero saber os que dão menos trabalho, tá? Faz de conta que é uma academia. João, tenho mil alunos na minha academia. 750 nunca vem num ano inteiro. 250 vem aqui.

Pra mim, o melhor cliente é aquele que paga e nunca vem. Ele não suja o banheiro, ele não dá trabalho pra revezar, ele não fica pedindo pra filmar o treino. Cara, esse não é o seu melhor cliente. O seu melhor cliente é aquele que mais sentiria a falta se a sua academia fechasse. É aquele que mais ia ficar com saudade se esse podcast não existisse mais. Sabe o nome de todo mundo quando vai na academia. Eu não vou conseguir saber o nome de todo mundo, mas eu quero saber...

O cliente sabe o nome de todo mundo. Sabe o nome de recepcionista. Ele vai muito. E eu preciso descobrir o que essas pessoas têm em comum, entendeu?

O que essas pessoas têm em comum? Pegue depoimentos delas, entenda elas e conscientize a sua empresa. A gente tá aqui, ó, por causa do Alberto. Quem é o Alberto? Eu tô fingindo que ele é o nosso cliente, ó. A gente tá aqui por causa da Giovana. A gente tá aqui por causa da Maria Lúcia. Quem é? Ela é uma mãe que tá muito preocupada com os seus filhos em casa. Ela trabalha fora.

E ela tá neurótica. Será que meus filhos estão seguros? A gente vende equipamento de segurança, gente. É pra ela ficar mais tranquila. E aí você começa a pegar depoimentos. Cara, uma coisa que pouquíssima gente faz no mundo. Você pegar aqui um vídeo e botar, ó. Vou mostrar pra vocês. Tem uma pessoa que ela acha que o Primocast... Ela acha que ela conhece vocês de tanto que ela escuta.

Ela chama vocês pelos apelidos. Ela acompanha tudo. Deixa eu mostrar aqui uma história dela. Você vai ver um vídeo dela? Cara, é pra ela que eu faço.

A maioria das pessoas nunca viu. A pessoa tá na fábrica de colchão, apertando o colchão o dia inteiro. Nunca viu uma pessoa que dormiu no colchão que ele apertou aquele parafuso. Vou deixar um incentivo forte aqui pra todo mundo que tá assistindo a gente. Esteja mais perto dos seus clientes. Ouça as histórias das pessoas. Conheça o seu principal público. Você vai ver o que vai acontecer com a sua empresa. Porque quando você entende mais quem tá do outro lado do balcão, do outro lado do microfone, do outro lado da tela, você trabalha diferente, cara.

Você trabalha diferente. Interessante demais isso, hein? E, João, você... Só para não perder o gancho, então vai lá no arroba primocast ou no meu Instagram do Lucas lá e a gente quer conhecer vocês. É boa essa ideia. Fala lá com a gente. Vamos que a gente faz um programa ao vivo, alguma coisa. Eu adoraria os mais... Pô, a gente precisava fazer isso. Os mais fãs mesmo, a galera que escuta mesmo a gente. Ficar mais próximo, perguntar o que gostou, o que não gostou.

Perguntar se está gostando de uma coisa. Às vezes o pessoal pode dar um direcionamento. Legal, é legal. E falando de encantamento ao cliente, a gente aqui do Grupo Primo pensou numa mega promoção para você, ouvinte, nosso cliente, que é o Fim Hub. Basicamente, a gente vai juntar duas assinaturas, que é a Fim Class.

e a MyHub numa só chamada FinHub. É a promoção da FinHub, onde você vai assinar duas plataformas pelo preço de uma. Você vai ter acesso a FinClass, que é a maior plataforma de educação financeira que tem no Brasil, e temos também recomendações de investimentos lá dentro. E você vai ter acesso a MyHub.

que dentro da MyHub tem mais de 14 ferramentas de IA compilado numa só. Além de ter 40 cursos no MyHub, 70 cursos na Finclass, é um show de cursos e educação para você conseguir aprender mais, aprimorar e conseguir aplicar isso na sua vida. Se você quiser acessar essa promoção, que é por tempo limitado, clica no link na descrição do QR Code e você vai ter acesso a duas plataformas pelo preço de uma só. Então clica no link ou aqui no QR Code e bora lá.

É, vamos lá. João, agora eu queria que você... Eu sei que você é bonzinho, você não gosta de ser polêmico, você é tudo aí sorridente, mas eu queria... Eu queria que você falasse, você falou, vou listar aqui algumas empresas que eu estou observando, que estão fazendo um trabalho legal. Eu queria que você falasse aqui, quem não está fazendo um trabalho legal? Falar assim, putz, meu, esses caras, eles vêm errando. Tem potencial, mas está errando.

Eles vêm errando, esses caras são bons, mas não está legal, essa empresa aqui está tentando emplacar, mas não tem...

Tá bom. Quem que você tá chegando que não tá bacana? Fala aí, vai. Inclusive, já passa o telefone aí pra ele te contratar e pra ajudar. E aí a gente já te arranja lá um trabalhinho. Cara, eu não gosto de falar mal de ninguém, sabia? Nem do Burger King eu falo mal, cara. Porque eu acho que todo mundo tem uma estratégia que pode funcionar, sabe? Dentro do seu público, da sua meta. Se eu fosse falar uma coisa que faz muito errado, sabe o que eu diria? O carro da pamonha, pode ser?

O carro da pamonha faz muito errado. Cara, o carro da pamonha sai gritando na rua, enchendo a paciência de todo mundo. Você tá com o seu bebezinho em casa lá pra dormir, quando ele tá fechando o olho, pamonha, pamonha! A pessoa fala, pô, João, sabe falar mal do carro da pamonha? O carro da pamonha é uma instituição brasileira. Sim. Eu viajo o Brasil inteiro, todo mundo conhece. O carro do ovo, o carro do limpeza. Mas eu não conheço nenhuma marca que conseguiu ficar grande.

vendendo pamonha assim. Nenhuma. Conhece alguma? Fala, ó, uma marca nacional de pamonha. Uma marca forte de pamonha, de uma região. Fazendo isso, não conheço. Talvez o Igão deva saber que ele é um especialista em pamonha. É verdade. Não conheço, cara. Nem em Piracicaba, nem em São Paulo. Não tem em outro lugar. Por quê? Porque, cara, essa é uma prática muito do marketing que parece marketing, né? Que é...

Eu vou sair gritando e meia dúzia de pessoas vão ficar felizes. Olha, que legal, chegou o carro da pamonha, eu estava querendo. E 920 vão estar xingando o cara da pamonha. É um marketing conveniente? É, isso aí é puro coisa de marqueteiro.

Sabe? Isso aí é igualzinho o cara que faz um banner que explode na sua tela e que é feito pra você não saber onde tá o xizinho pra fechar. Sabe? É feito pra você clicar sem querer. Não tem gente que faz isso? Tem. Gente, pô, isso aqui não precisava ser assim, né? O cara...

quis me enganar aqui, clickbait total, puro marketing que parece marcar, que enfia um panfleto no seu bolso, no farol, sem você querer, sabe? Então, cuidado, não faça o marketing igual o carro da pamonha, faça o marketing...

de quem cochicha no ouvido, só de quem gosta de pamonha, falando assim, eu sei que você... Pamanheiro. Gosta de pamonha. Mas quais são as outras coisas no mundo do marketing que, cara, já funcionou e hoje, tipo assim, cara, galera, foge disso, porque isso vai mais estragar a imagem da sua empresa do que te ajudar.

Cara, eu acho que funcionou por muito tempo você só gritar pra todo mundo, você empurrar um produto em quem não precisa. Funcionou por muito tempo e funciona ainda você se apoiar muito só em gatilho. Ah, pra mim, toda a minha estratégia de marketing é eu vou o tempo todo ficar gerando sensação de escassez, de urgência em todo mundo, porque isso faz vender. Faz vender mesmo. E ainda funciona pra muita gente, tá?

Mas eu acho que chega aí uma geração que é diferente. E que quando você desgasta demais isso, ela fala, cara, funcionou por muito tempo você colocar fotos perfeitas.

você pegar aquele hotelzão lá e colocar uma foto de uma família perfeita no anúncio. Puta, isso é foda, né? Você chega no hotel, o hotel é horroroso, você fala, meu Deus, fui enganado. E aí você fala, pô, não só do hotel, mas dos atores, né? Que claramente são atores, que estão fingindo que estão comprando lá.

Funcionou há muito tempo isso aí. Sabe? Colocar pessoas que... Olha como você vai ficar se você usar o nosso shampoo. Se você usar o nosso sabonete. Hoje você olha no TikTok. Cara, às vezes eu olho uns posts de creme pra espinha. Cara, eu olho uns posts da molecada e falo assim... Meu Deus, sinistro. A menina com a pele toda zoada. Falando, eu tô passando, mas tá melhorando. E a pessoa olha e fala, a minha tá assim também. Eu quero comprar isso aí.

Entendeu? Cara, antigamente não consigo imaginar. Era uma espinha quase invisível que a menina passava e eu vi aquele 3D e sumia a espinha. Nunca iam colocar uma pessoa que tem espinha fazendo a propaganda, né? Uma coisa totalmente sem autenticidade, totalmente falsa, sabe? A pessoa sempre, a propaganda era passe de dente, aquele sorriso perfeito.

clareamento até umas horas hoje em dia não, hoje em dia você fala colocaram, qualquer um de nós aqui de repente podia ser garoto propaganda de uma roupa, mas a gente não tem aquele shape estamos no caminho estamos construindo hoje em dia é porque isso gera mais identificação isso gera conexão e o marketing caminha pra lá então as coisas mais perfeitas as coisas mais que são só marketing tchau

tendem a funcionar cada vez menos. Mas eu vou voltar. Eu vou tentar cavar um pouquinho mais. Vai a resposta. Ele falou do cara pra mãe. Eu lembro da última vez que você veio aqui, que eu acho que foi no... O tempo passa rápido. Eu acho que foi no final de 2024. Foi.

E a gente falou naquela época do caso da Jaguar, que estava recente lá, que eles tinham mexido e tal, né? Putz, feito lá, né? Arrependeram, né? Passou um filme. Depois, não sei o quê. Não teve nada recente assim, que você fala assim, putz, cara, acho que os caras pisaram na bola aqui. Acho que não...

Cara, o caso da Jaguar foi um negócio assim, curioso, né? Na época tinha acabado de acontecer, a gente não sabia o que ia dar. A gente falou, ó, minha opinião na época foi, achei muito arriscado.

Hoje a gente está vendo que realmente o risco é alto. Estamos até agora esperando ver se por acaso tinha uma grande coisa ali que a gente não sabia, porque realmente foi um grande risco. De lá para cá, uma coisa que tem acontecido muito é mudança de marca o tempo todo. Mudança de logotipo. Ah, nossa nova cor. Ah, o nosso novo slogan. Ah, agora mudamos de agência. Ah, agora não somos mais isso, somos aquilo. Mudou o nome até na empresa.

Direto eu vejo no aeroporto marca falando assim, olha, a marca que chamava assim, agora chama assim. Olha, essa era a nossa identidade, agora é essa. Eu não sei por que tem tanta marca fazendo isso. Acho que uma parte disso é porque tem muita agência oferecendo. Olha, vamos fazer também. Também tem muito marqueteiro ou marqueteira falando assim, agora que eu entrei nessa vaga, eu vou deixar a minha marquinha aqui e vou dar uma mudada.

E vou fazer história. Marqueteiros duram pouco no cargo, então naquele pouco tempo que ele dura ali, ele quer já deixar uma marca. É verdade isso. Mas a verdade é que existe muito mais risco em mudar uma marca do que em manter como ela está. Então, já vamos nessa marca...

E o velhinha, né? Podia dar um up. Vai ficar mais bonito. E o pior é que vai ficar mais bonito mesmo. Mas você vai gastar um dinheirão pra explicar pra todo mundo, pra comunicar, pra avisar que mudou. Cada vez que eu vejo no aeroporto uma marca falando assim, não chama mais A, agora chama B. Eu falo assim, esse dinheiro que ela tá usando pra explicar que mudou de nome, ela devia estar usando pra explicar que o meu produto é o melhor.

Ah, mas João, o logotipo da Minâncora, você não mudaria? Eu não mudaria. Não mudaria, tá? Bom, mas João, tá na moda, sabe o que tá na moda? Fazer os logotipos ficarem tudo com letra minúscula.

tá? Então, ó, primocres, Mayu, tá gritando, tá nervoso, tá sendo autoritário, né? Olha aqui, vamos mudar. Aí vem aqui uma empresa e incentiva vocês a fazer logo minúsculo. Por quê? Porque o minúsculo é mais próximo, não é um grito, é um sussurro. E aí você compra essa ideia.

E aí você vai lá, a pessoa não acha mais no Spotify o canal do Primocast porque não sabe como é o logo novo. Sim. E aí, até você explicar, era pra você estar falando que é o podcast mais acessível de negócio. E não isso, entendeu? Então, cuidado. Eu acho que tem muita marca fazendo isso que não precisava estar fazendo isso. Cara, não sei se eu sou preguiçoso, mas eu detesto quando troca o logotipo, troca a cor e tudo mais, porque eu estou acostumado já.

Estou acostumado com aquela embalagem vermelha e azul. Eu não quero que ele troque para verde. Porque aí quando eu passar no mercado, eu não vou conseguir ver. Eu acho que às vezes faz sentido, por exemplo. Sabe um negócio que você... A Coca-Cola. Agora está com a tampa preta, tampa vermelha e tampa verde. Porque eles estão mudando. Agora é uma original, é uma menos açúcar e a Coca Zero lá, que agora está com a tampa verde lá. Mas eu ia falar exatamente que eu acho que faz muito sentido o que a Coca fez.

Pô, mas tá com três tampas agora, ele tem que comunicar. Porque eu vou falar a minha visão. Surdo isso. Antes o cara, ele tinha lá a Coca normal. Aí quando ele olhava a Coca Zero, a lata preta, não sei o que, ele falava assim, puta, eu tô tomando a Zero, não sei o que. Puta, eu tenho que tomar isso aqui. É ruim, é pior. Eu acho que colocar tudo na lata vermelha faz o cara ter esse sentimento maior de que ele tá tomando Coca-Cola, entendeu? Beleza, isso aí eu concordo.

Acho que já era mais as cores da marca original ali. Parece mais gostoso. O que eu acho que eles estão confundindo é que eles trocam... Antes era o rótulo vermelho, mas eu falei assim, pô, é a preta. Então eu olhava a tampa preta e falava assim, mano, a preta é a zero. Agora é a verde.

A tampa zero. É tipo a Heineken ficar com o rótulo azul lá da Heineken Zero. Eu fico me sentindo um loser quando a gente tomar aquele negócio, entendeu? Eu acho que você se confundiu aí com o negócio da Coca-Cola, tá? Eu tenho quase certeza que a Coca normal é vermelha, a Coca Zero é a preta.

E era tampinha vermelha e tampinha preta. Só que para a Copa do Mundo, eles fizeram a edição que tem a promoção. Ah, verde agora. E aí fizeram a... Acho que é isso, tá? É, pode ser. Agora, se não está claro, quer dizer que essa é uma prova... É velho, aí o idoso vai no mercado e não consegue comprar uma coisa. Toda vez que muda, você tem um esforço de comunicar. Esse esforço de comunicar custa dinheiro, gente. É, ok.

trabalho. Compra em carfa de vidro e eu vou te falar, eu sou muito grato que a gente é brasileiro e vem poucas opções pro Brasil desses produtos. Tá bom. Porque você vai no Walmart lá, cara, é...

500 sabor de Oreo. Meu Deus do céu, como que você vai se achar nesse negócio? É importante também você ter... Poucas opções? Poucas opções. É verdade, ter poucas opções para você se comunicar melhor. É o mercado mais fácil. Cara, você sabe que tem um estudo que provou que mais variedade atrai mais clientes, mas faz vender menos.

Fizeram um estudo, pegaram lá uma loja e colocaram... Fizeram um teste. Primeiro, essa loja vai vender seis sabores de geleia. Depois, essa loja vai vender 24 sabores de geleia. Puta, aí já me bugou a cabeça. Quando ela vendeu 24 sabores de geleia, ela trouxe mais clientes, mas ela faturou menos. Porque muita gente ficou tão em dúvida que não comprou nada.

Então, você tem que achar o seu ponto, tá? O McDonald's tem quatro molhinhos de nuggets. Pô, me dá uma vontade lascada de colocar 200 molhinhos. Porque é fácil, isso não complica a cozinha, está pronto ali. Mas o tempo que ia demorar para a pessoa escolher no caixa... Não é coisa cor de carro. Pode ver. Cor de carro no Brasil, o que vende? É preto. É.

Prata claro, prata médio, prata escuro, prata... Branco. Prata, prata, prata... E um pouco de branco. É isso. Tem umas variações de cinza e azul. Vermelho, azul... Por que que não tem mais? Se você for a maioria das marcas, te dá cinco, seis opções de cores, tá? Seja porque é difícil fabricar, aparar uma linha pra fazer um carro amarelo e tal.

Mas a verdade é que não vende. Não vende. Por quê? Porque a pessoa fica tão na dúvida e ela não quer errar. E depois na hora de vender, como é que vai ser e tal. Então tenha o número de opções certas. Se uma pizzaria tiver 250 sabores de pizza, provavelmente você vai comprar a mesma calabresa e portuguesa. Eu me perco muito nas opções. Eu sou um cara mais simples. Você até falou de cor. O que aconteceu com as pessoas que elas...

Estão deixando de comprar coisas mais coloridas. As marcas estão menos coloridas. O próprio McDonald's, hoje ele é cinza e preto. Eu não sabia. Porque antigamente era aquilo. Você só via carro azul, vermelho, verde, vinho. Hoje você só via carro preto e branco, basicamente. As casas, né? As casas estão todas opacas. O McDonald's era extremamente colorido. Hoje ele é cinza e preto.

Eu não vejo assim como uma tendência das coisas serem menos coloridas, tá? Agora, eu vejo que as pessoas mudaram os seus gostos em algumas coisas, né? Então, tem coisa que você quer mais variedade, tem coisa que você quer menos variedade. Então, antigamente os supermercados eram... A gente ia nos hipermercados, agora a gente tá querendo os formatinhos mais de bairro, ou os atacarejos. Antigamente, os carros continuavam com poucas cores, né? Mas tinha, de vez em quando, lá o Camaro Amarelo, tinha isso, tinha aquilo.

Continua muito parecido isso. Eles usam uma cor diferente pra lançar, pra chamar atenção, e depois continua produzindo só o que realmente vende. Roupas. Ah, João, tem mais. Eu vejo muito mais tênis, muito mais chuteira. Quando eu era pequeno, chuteira tinha poucas cores. Agora tem a rosa, o amarelo, tênis de corrida. Pra algumas coisas, as pessoas querem mais variedade, pra outras coisas, não. Então, cada um que tá assistindo tem que entender o dele lá.

O McDonald's ficou mais serião? Não, cara, o McDonald's ficou menos infantilizado. Tem menos bexiguinha, tem menos festa de aniversário, tem menos Ronald. Porque aquele público virou adolescente, o público adolescente não quer ir no lugar que tá sua tia comendo com seu priminho.

Ele não quer ir no buffet infantil comer hambúrguer. Então, ele acompanhou a sua geração. Assim como a Xuxa acompanhou a sua geração, a Eliana acompanhou a sua geração. E eles têm que estar sempre mantendo a mesma linguagem do seu público. Mas não é um risco para o McDonald's não fazer uma nova geração? É. É um risco. Agora, tá. Então, tem uma outra marca que é super infantil para criança? Também não. Por quê? Porque fazer marketing de hambúrguer de batata frita para criança também não é fácil.

Tem muita gente que pode olhar e falar, ah, está querendo empurrar a batata frita para os pequenininhos. Ah, está querendo colocar uma comida que é questionável para uma nova geração. Então, o McDonald's, mesmo diminuindo o tom das cores, dessas coisas, ele consegue continuar sendo a marca preferida das crianças, porque a criança não vai sozinha para o McDonald's, ela vai com seus pais. E os pais foram no Mac quando eram crianças.

Olha aí, aí vira um ciclo. É. Deixa eu te falar, acho que tem um... Mas, cara, deixa eu só fazer um parênteses. Claro, claro. Você fez uma colocação legal. Se você entrar Google Trends e ver nível de buscas por galinha pintadinha na internet, você vai ver que o negócio bombou e depois passou. Sim. Se você colocar foot paródias, também bombou e depois passou.

Todos os canais de YouTube pra crianças, todas as coisas que... Esmilinguido, mesma coisa. Nossa, esmilinguido. Tem o seu momento e passa. Quando a gente era criança, posso falar várias coisas, né? Que, sei lá, Fido Dido. Foi, passou. É um desafio muito grande.

você ser uma marca que é a preferida de crianças por gerações. É muito difícil fazer isso, tá? Tipo, o que Danoninho faz, o que Toddinho faz. Cara, é muito difícil. Até o Nescau, né? O Nescau agora está se transformando mais em adolescente adulto do que infantil. Muito difícil. É, eu vejo, né? Eu gosto de comentar esse caso. Eu sou muito fã de Star Wars, né?

E a marca Star Wars tem um grande desafio hoje de novos entrantes, por exemplo. Porque eles só fazem coisas muito atreladas aos filmes antigos lá. Então, assim, o cara que é novo...

Cara, eu quero começar a assistir hoje. Puta, vai assistir um filme tedioso, absurdo. É difícil ele ter alguma coisa hoje que é pra ele entrar nesse mundo. Agora, a estratégia que eu vejo muita gente usando pra fazer isso e que tem dado certo é usar os pais pra passar pros seus filhos, né? Exato, beleza. Então, Super Mario. Cara, os filmes novos. O Mario Galaxy, muito legal. E aí os pais vão pro cinema levando os filhos. 2027 vai voltar um filme do Shrek, cara.

Shrek foi um fenômeno na minha juventude. Sim, sim. Total. Em 2000 ali, bem comecinho. E faz mais de 10 anos que sumiu. Sumiu mesmo. Vai voltar falando, ó, pais, contem pros filhos. Porque a gente quer que o brinquedo do Shrek lá no parque, lá na Universal Studios, continue tendo vila. Porque a molecada joga que é brinquedo do que? Isso aí?

Esse gordão verde aí. Vamos passar pra próxima geração. Essa é uma forma de você fazer. Outra forma é você falar a linguagem da molecada.

é você saber que agora é 6x7, é... farmando aura, coisa arada, você tem que ficar muito ligado, passa rápido. Parece que as coisas estão, tipo, subindo muito e descendo muito rápido. A janela cada vez menor. Então, por exemplo, há cinco anos atrás, eu tenho um filho agora, né? Patrulha Canina bombava. Hoje é Bluey. Ninguém mais assiste Patrulha Canina. Então, tipo assim...

Antigamente parecia que as janelas eram maiores. É. Agora tá muito curto. É muito difícil você ficar ali. Bato Palma. Sabe pra quem? Álbum de figurinha da Copa do Mundo da Panini. É verdade. É verdade. Banca de jornal. Lutada. Tava fadada. Porque jornal não vende mais. Não, não vende. Revista vende muito pouco. Gibi.

Até o cigarro, né, que dava dinheiro lá, tava nem a menos. E o álbum de figurinha conseguiu. Vende cada vez mais. Uma coisa bem analógica. Já tentaram fazer virtual, não foi muito certo. Lá em casa, febre do álbum de figurinha. Eu acho que uma marca que acerta... A Panini tava projetando o recorde. Acho que é 6, 7 bi, né? Não, desculpa, é 2 bi, eu acho. É? É um negócio absurdo aí. Exato.

E eu acho que uma empresa que acerta muito, que voltou num hype absurdo aí, foi a Pokémon, cara. Pokémon. Pô, a Pokémon pegou minha filha de dois anos. Forte. Minha filha, ela vai no shopping, ela quer comprar a pelúcia do Pokémon. E a Pokémon tá aí há 30 anos, pegando a geração... Pokémon absurda. A Disney, a Turma da Mônica, fazendo o formato diferente, a Mônica Toy. Cara, eu admiro, tá? Empresas que têm o público infantil como muito importante e conseguem se manter muito tempo.

É muito difícil. Essas aí estão de parabéns. A Disney mesmo é porque a Disney tem um portfólio muito grande, cara. Mas eles sempre têm que ficar lançando novos filmes. Mas eles têm dificuldades em fazer coisas boas, novas também. Tem mesmo. Né? Pega aí, nos últimos 15 anos, o que estourou realmente? Mas é porque eu acho que está meio que enlatado. Eles têm um prazo muito curto para fazer. Antigamente eles ficavam 3, 4 anos fazendo um filme, uma história.

Pô, sei lá, você assiste Toy Story e o filme que lançou semana passada... 35, né? Porra.

Não tem nem comparação. Ô, João, agora tem uma coisa que tem muito a ver com o seu livro, cara. Que é... Como que você vê... A gente estava comentando muito de carro aqui. Como que você vê a chegada dos chineses, cara, nesses últimos três anos que... Cara, a gente pegou marcas aqui que... Cara, os caras estavam seguros aqui. Ford, Toyota, né? GM. Os caras dominavam aqui. Painel seco. Não tinha muita crise. Eles brigavam entre si ali, mas era uma coisa meio de compadre, assim, já, né?

E os chineses chegaram arrebentando, cara. É que antigamente era tudo igual, né? Você ia comprar um Peugeot ou um Chevrolet, não tinha tanta diferença na entrega. O preço era parecido. E aí, por que eu achei conectar com o seu livro? E aí, eu queria saber a sua visão.

Porque os carros começaram a ficar cada vez mais caros. Começaram a ficar cada vez piores. Mais cru, né? Você entrava lá no carro, cara. Tudo plástico. Tudo um acabamento pobre. Um negócio zoado. Aí vem o chinês.

Ele falou assim, ah, eu sei o que você quer. Você quer uma tela gigantesca? Você quer uma tela bonitinha? Você quer um corinho ali no painel? Você quer tudo macio? Banco de couro? Você quer potência? Você quer coisa boa e você quer pagar barato? Nas devidas proporções aqui da realidade, que eu sei que está tudo caro, não é verdade? Mas, cara, você não quer pagar 200 mil reais para ter isso aqui? Eu te ofereço isso por R$149,00 e você já tem isso daqui.

Como é que você vê os chineses chegando aqui na indústria? Cara, eu acho que até mais do que os chineses, eu acho que a gente está num momento em que nunca teve tão pouca barreira de entrada para você fazer qualquer coisa em qualquer mercado. Quem diria que a gente teria banco sem agência?

Quem diria que a gente teria cursos oferecidos massivamente por marcas que não são de escolas? Quem diria que a gente teria carros assim, roupas tecnológicas? Está tudo muito aberto a você falar, olha, o que aconteceria se amanhã ninguém mais quisesse o que eu vendo?

O que aconteceria se amanhã, livro físico virasse uma coisa do passado, porque agora o pessoal lê numa tela? Os chineses têm muita capacidade de produzir muita coisa com tecnologias novas a um custo muito acessível e estão tendo acesso em muitos mercados onde isso faz diferença.

Eles também têm uma cultura que pegou muito na juventude e não é só em coisas tecnológicas que eles estão entrando. Tem uma onda amarela até nas comidas, nas bebidas, nas sobremesas, sabe? Marca de chá, marca de... Assim...

Teve uma geração que achava que coisa chinesa era xing-ling. Xing-ling. Agora, tem uma outra geração chegando aí. Cara, o TikTok é chinês. Para eles, chinês é legal. O dorama é asiático. Asiático é legal. Então, é outra cabeça. E isso é uma pergunta que todo mundo que tem um negócio deveria se fazer. Fala assim, eu tenho aqui uma pet shop.

O que aconteceria se o camarada do meu lado, que também tem um pet shop, falasse a partir de agora eu atendo 24 horas e eu busco e levo o pet na casa de todo mundo? Eu tenho uma clínica médica. O que aconteceria se o médico do meu lado começasse a falar que eu atendo na sua casa agora? Cara, eu pensei se o dentista fosse na sua casa pra tá o seu dente? Animal mesmo. Eu tô há uns três meses tentando marcar dentista lá pra fazer uns reparos e não consigo, cara.

Talvez tenha um dentista que olha e fala João, você tá louco, cara. Jamais um dentista vai fazer isso. De repente chega um dentista chinês, entre aspas, né? Chega um novo entrante. Chega uma startup. Chega uma... X-Tech, né? Uma food tech, uma fintech, uma edutech que fala assim, não.

Agora você marca, manicure vai na sua casa. Agora a gente corta cabelo na sua casa. Agora não precisa mais ter agência. E aí mudou. O que você construiu? Como você reage a isso? E para mim a resposta disso é você tem que se apegar a um público.

você tem que ser a melhor opção para um grupo grande de pessoas. Para esse grupo, você tem que ser a melhor opção. Um grupo que não é pequeno, um grupo que não vai sumir do mapa daqui a pouco, um grupo que é seu.

Você não vai conseguir bloquear todos os clientes de todos os entrantes. A gente vai começar a ter cada vez mais opções, gente. Mas para um grupo, você tem que ser o melhor streaming, o melhor videogame, a melhor água, o melhor relógio. Você tem que ser o melhor. E para fazer isso, você não precisa ter o melhor produto. Você precisa ser o que melhor entende o cliente.

Você precisa dizer, não, não, não, tem um público. Cara, eu não consigo entregar tão rápido quanto o Mercado Livre. Eu não vou conseguir. Ferrou. Meu negócio vai morrer. Tem um público, pra eles, a entrega em 15 minutos não é o mais importante. Sim. O mais importante é outra coisa.

A reputação daquela loja, né? A confiança. O relacionamento do lojista. É vir escrito à mão. É, não sei, quem é. O que é que só você consegue fazer por um grupo grande, pega nesse aí, porque senão, daqui 20 anos, vai ter um chinês, um tech, um jovenzinho, uma startup, que vai estar tudo comendo do seu bolo aí. Cara, a gente foi num evento da BioIG, eu fiquei impressionado com o sistema que eles estão criando.

que é uma gamificação de quem tem um BYD e for comprar outro, tem desconto por ser já cliente. Tipo assim, você vê isso em vários mercados, agora num setor automotivo, que, sei lá, todo mundo já teve essa oportunidade de fazer e nunca fez. Você fala assim, caramba, cara, os caras estão... Parece uma coisa óbvia, né? Isso vale para tudo, tá? Vale para o hotel, vale para o... Tudo, tudo, tudo, tudo. Todo mundo tem um público.

entenda bem, se apaixone mais pelo seu cliente do que pelo seu produto. Entenda o que essa pessoa precisa. Sua escola tem um grupo de alunos que fala assim, eu jamais vou tirar os meus filhos dessa escola, porque para mim é a melhor opção. Quem é? Faça com que esse grupo fique cada vez mais satisfeito.

João, para a gente ir para o final aqui, eu queria falar sobre uma atualidade, que é o caso do Nubank comprando o Naming Rights do Allianz Parque. Ficou sabendo disso? Eu fiquei sabendo. O pessoal estava falando que ele ia envelopar o Allianz Parque inteiro de roupas. Eles abriram uma votação lá com os nomes. Eu achei todos meio nada com nada, na verdade. Estou entrando.

Não, é que eu acho o Allianz Parque um puta nome. É um nome bom, né? Você entende que vai sair o Allianz? Eu sei, eu sei, é um nome bom, né? Então, assim, como é que fica isso? Porque o Allianz Parque, ele grudou, cara. Funciona. Como é que fica o trabalho do Nubank agora pra virar o Nupark aí, sei lá o que eles vão fazer? Cara, eu acho que, pelo que eu entendi, né? Existem duas discussões aqui. Primeiro de negócio e outro de marca.

A de negócio, a questão de ter muitos shows, como eles vão depois fazer isso reverter, né? Talvez eles vão fazer que o cliente Nubank tenha lá um benefício. Toda vez que alguém for divulgar um show, vai ter que divulgar o Nubank. Toda vez que tiver uma atração muito legal no Brasil, a marca vai estar presente. Isso tem um valor de negócio, tá?

E a outra questão é o naming rights do estádio de um time de futebol, tá? Que o que eu vejo aqui no mundo dos esportes, parece que no Brasil acordaram pra naming rights. Não só de esporte, de tudo. Tem naming rights de estação de metrô. Não duvido que daqui a pouco vai ter naming rights de ponte, de praça, naming rights de... Está sendo caso do Bahia, né? Tem, tem, tem. Daqui a pouco vai ter o...

Ah, vai ter o Naming Rights de um feriado, sabe assim? Vai ser Tiradentes, uma empresa de Jodon Colgate. Colgate. O pessoal acordou pro Naming Rights. Fica a dica aí, pão de açúcar, pega logo o pão de açúcar do Rio de Janeiro. É, olha aí. A estação Carrão do metrô brasileiro tá pingando aí pra uma marca de carro. Carrão Volkswagen, Carrão Chevrolet, Carrão BYD, podia ser, né? Sim. Agora, o Naming Rights, ele...

Para que serve o naming rights? Quando vai ser um bom naming rights? O naming rights, assim como um patrocínio de um time de futebol, ele só funciona se ele for parte de um plano maior e com muita consistência. Então, estar na camisa de um time, lembra a Calunga estava no time do Corinthians muitos anos, a Parmalat no Palmeiras, se você colocar o seu logotipo numa camisa de um time, um jogo,

Não vai mudar nada. Não vai fazer fila, não vai estourar de vender. Não mudou nada. Você vai ter que fazer por muito tempo uma associação de marca com alguma coisa para que aquilo pegue. E quando você entra no lugar de outro que já pegou, é um desafio dobrado. Não vai ser fácil para o Nubank conseguir virar o Nupark, o Nubank Park, o Nubank Arena. Não sei qual vai ganhar, tá? Não vai ser fácil. Mas eles têm potencial para isso.

Minha maior dica que eu daria pro Nubank agora é eu sei que não é uma negociação fácil, eu acho que eles fecharam por oito anos. Oito anos nesse mundo não é muito. Não, não é. E eles vão ter que se desdobrar pra fazer essa transição, pra conseguir virar o estádio que tem esse nome e fazer de um jeito que o palmeirense goste tanto que o próprio palmeirense não queira que muda mais.

Então, não é impossível fazer, mas é difícil. E eles vão ter que ter muita consistência e se conectar com o público. Então, eles vão ter que... Sabe, cara, o Nubank é roxo e o Palmeiras é verde. Estou muito curioso para saber como é que vai ser isso aí. Nossa, é verdade. Porque, cara, toda vez que a CIMED, que patrocina o Palmeiras, faz uma coisa que se mede, é verde, cara. A CIMED é amarela. Mas toda vez que a CIMED faz uma coisa com o Palmeiras, é verde. E o Nubank? Como é que vai ser?

Cara, você tem que se conectar com esse público. Porque isso não é só uma questão de fazer barulho.

É uma questão de você virar o preferido deles gostarem, você entrar na realidade, sabe? Você tem que entender essa comunidade. Sim. Então, vou assistir ao vivo esse case. O do Murumbi foi mais fácil, né? No caso do Murumbis, porque não teve que trocar, só adicionou um negócio atrás. Mas é meio ridículo, né, cara? Ah, eu sei. E Murubi YG também é mais simples, entendeu? É meio tosqueira. O do Allianz é um negócio que ficou pomposo, ficou bonito, encaixou, entendeu? Ah, eu entendi, mas troca o nome inteiro. É que troca o nome inteiro.

Eu acostumei até com o Neoquímica Arena, cara, do Corinthians. Achei que era um negócio que nunca ia pegar. Se fosse Nubank Park até agora e fosse virar Allianz Parque, você ia falar que esquisito, cara. Essa é a nossa reação. Vamos ver. Se você é palmeirense, deixa nos comentários se você gostou da mudança. Você vai usar a camisa roxa, hein? O goleiro dá, né? Mas você vai usar a camisa roxa. Me diz se você gostou da mudança. Lucão, falando de atualidades, posso falar uma coisa que eu lembro que está rolando agora, que pode ser uma coisa curiosa? Por favor.

Cara, acabou de sair que dois restaurantes brasileiros, pela primeira vez na história, ganharam a premiação de Três Estrelas Michelin. Ah, eu vi isso daí. Nunca, nenhum restaurante da América Latina foi premiado. Esse é o nível máximo, tá? Do...

do indicador de qualidade de restaurante, maior reputação do mundo. Só tem uns 160 restaurantes, acho, no mundo, tá? Que tem três estrelas Michelin e dois brasileiros conseguiram. E eu acho muito legal. O marketing desses restaurantes aí tá garantido pelo menos por um ano, né? Agora, Michelin...

É uma marca de pneu. Total. É o mesmo Michelin, tá? O Michelin do pneu. Sim, do guia. Que faz o guia Michelin de restaurante. E uma coisa muito curiosa, que não é muita gente que sabe, é que uma marca de pneu resolveu fazer um guia de restaurantes justamente para incentivar as pessoas a pegar o seu carro e rodar e gastar pneu. É isso.

Cara, isso aí pra mim deixa uma aula final aí pra turma, tá? Só tem três formas de você crescer seu faturamento. A primeira é você fazer mais pessoas quererem comprar o que você vende. A segunda é você fazer mais pessoas quererem comprar versões mais caras ou mais completas do que você vende. E a terceira é você fazer cada vez mais pessoas quererem comer o seu produto, comprar o seu produto com mais frequência. Essa costuma ser a estratégia mais fácil, tá?

Vou fazer as pessoas escutarem o meu podcast com mais frequência. Vou fazer as pessoas virem no meu salão de manicure com mais frequência. E aí um monte de marcas já fez isso de maneiras muito diferentes. Por exemplo, já teve uma marca de ketchup que aumentou a boca do pote pra fazer a pessoa usar um pouco mais cada vez pra ela comprar com mais frequência. Já teve uma marca de pasta de dente que colocou total 12 na embalagem pra fazer a pessoa, ah, eu preciso escovar a cada 12 horas.

Já teve uma marca de supermercado que fez você colecionar selinho pra trocar por panela pra você vir com mais frequência. Cada um de um jeito, tá? Deixa eu deixar um exemplo bem bizarro. O que aconteceria se a marca de colchões Ortobon lançasse um suco de maracujá? Porque com o suco de maracujá você fica mais calmo, você dorme mais e você vai gastar mais o colchão e vai trocar mais o colchão. Sim. Parece bem bizarra essa ideia. Bem bizarra essa ideia.

Mas é um caminho meio distante, assim, que um dia uma marca de pneu fez, com um ranking de comida, que mostra pra gente que talvez a solução, às vezes, não é a mais óbvia, né? Então, vou deixar a provocação pra quem tá assistindo a gente aí. Como você faz quem compra o seu produto, pensar na possibilidade de talvez comprar uma vez a mais no ano, tá? Não precisa ser... Seu cabeleireiro não precisa te convencer a começar a cortar o cabelo todo dia. Não precisa te convencer a cortar o cabelo uma vez a mais no ano.

Como é que ele faz isso? Michelin deixou um exemplo curioso aí pra gente. Excelente. E você, dono do restaurante Michelin, convida a gente. É, a gente vai. Porque deve estar caro agora. É, então convida a gente. Só não vai comer muito, né? Senão você vai ficar com outros pneuzinhos aí. Ó, ó, ó. Pra você comprar o livro do João, que é o Cliente Percebe, a gente vai deixar aqui um link na descrição aqui da Amazon pra facilitar pra você.

Estude o livro, eu acho que é legal demais. E eu gostei. Livro de 100 páginas. Gostei disso, Kaique. Façam mais. Tendência. Se começar a bombar livro curto no Brasil, começou aqui, hein? Começou aqui. Foi o João Branco. Achei bom demais. João, como é que faz pra galera te seguir, te encontrar, te fazer pergunta, enfim, interagir com você? Arroba Fala João Branco lá no meu Instagram, no meu LinkedIn. Responda todo mundo que me escreve.

Eu tento, tá? Olha. Vou contar uma coisa. Eu não sei se eu deveria contar isso aqui. Pode contar. Acho que você deveria.

Eu fiz uma coisa nesse livro que eu nunca vi nenhum autor brasileiro fazer. Que isso? O quê? Nesse livro aqui tem o meu WhatsApp. Que isso? É verdade? Verdade. Só que você vai ter que ler para descobrir onde é que está. Mas está o meu WhatsApp aí, pessoal. Tá?

A pessoa vai escrever aí, vai cair no meio. Não é um robô, não é uma equipe, não é uma assessoria. Tô fazendo essa loucura. Minha esposa nem acreditou que eu fiz isso. Mas tá aí no meio o meu WhatsApp pra você fazer contato comigo. Então pode entrar em contato comigo lá no Instagram, no LinkedIn. Mas se você quer o meu WhatsApp, tá lá no livro. Vai lá descobrir essa.

João, você vai ter que trocar de número, cara, na hora que você sai aqui. Sabe que eu fiz isso? Porque o cliente percebe. Faça isso pelo seu cliente também. Muito bom, pessoal. Você que ouviu o Primocast aqui, não deixe de dar cinco estrelas, se você gostou do episódio. Siga o episódio, que nós vamos bater 2 milhões de inscritos no YouTube esse ano. Por favor. Certo? Grande abraço. Até o próximo episódio e tchau. Tchau. Valeu.

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