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PrimoCast 505 | MACRO BABY: O IMPÉRIO DE ENXOVAL DE BEBÊS EM ORLANDO (Richard Harary)

08 de maio de 202646min
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No PrimoCast de hoje recebemos Richard Harary, brasileiro que saiu do país aos 18 anos e construiu um império de R$ 100 milhões em Orlando, sendo hoje dono da Macrobaby, a maior loja de bebês dos EUA.

Pra falar sobre empreender nos Estados Unidos, a mentalidade que separa quem vence de quem quebra a cara, e os princípios que sustentam um negócio lucrativo lá fora.

Um episódio pra quem sonha em empreender fora do Brasil, quer entender como pensa um empresário que faturou em dólar do zero, ou simplesmente quer aprender com quem construiu um negócio de verdade nos EUA.

Host: Thiago Nigro @thiago.nigro

Convidado: Richard Harary @richardharary

Sua marca no PrimoCast: publicidade@timeprimo.com

Participantes neste episódio6
T

Thiago Nigro

HostJornalista
K

Kaique Editor

Co-hostJornalista
L

Lucão Zafra

Co-hostJornalista
M

Matheus Ueta

Co-hostAtor e influenciador
M

Miguel Alencar

Co-hostEmpresário e influenciador
R

Richard Harary

ConvidadoEmpresário
Assuntos6
  • Mentalidade EmpreendedoraConstrução de império de enxoval de bebês · Mentalidade empreendedora · Empreender fora do Brasil · Faturamento em dólar
  • Princípios de negóciosComeçar pelo básico e aprender a língua · Não copiar, mas se inspirar · Paciência e construção a longo prazo · Evitar a arrogância e o 'atalho'
  • História da MacrobabyOrigem como lojinha de mala · Expansão para venda online na eBay · Transição para loja física de bebês · Estratégia de parcerias com maternidades · Foco em lucratividade
  • Estratégias de Negócios e InovaçãoInovação constante · Foco no cliente e atendimento · Trabalho com influenciadores · Regionalização de produtos · Mentalidade americana vs. brasileira
  • Empreendedorismo e burocracia no BrasilPotencial da juventude brasileira · Valorização dos negócios locais · Paciência e construção de negócios
  • Consultoria para Empreender nos EUAAjuda para empresas brasileiras nos EUA · Compra de negócios e franquias · Adaptação de produtos ao mercado americano
Transcrição123 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Oi, eu tenho aqui um recado do Léo Santana pra você. Escuta aí. O GG na área pra dizer o seguinte. O Magalu e eu queremos convocar todos os brasileiros pra gente voltar a se ver do tamanho. Que de fato somos gigante. Chega de se ver pequenininho. Bora botar o Brasil no telão. Ouviu? E mais. Em qualquer compra a partir de R$199, você ainda pode concorrer a uma sala completona. São seis salas por dia até a nossa estreia.

A gente gosta de falar que o foco é lucratividade. Qual é o tamanho hoje da Macro Baby? Acima de 100 milhões de reais. Vamos aprender mais sobre negócios, loja, empreendedorismo, mentalidade. Vamos aprender tudo isso hoje com o Richard. Essa lojinha de mala começou a faturar, na época, 200 mil dólares por mês. Quebrou faturando 2 bi por ano. O que muda, geralmente, numa empresa brasileira para uma americana? Hoje é considerada a maior loja de bebês dos Estados Unidos. Nenhuma outra loja tem mais produtos que a gente.

O que você vê como seu próximo grande passo nos negócios? Onde estão nossos clientes? Hoje, Orlando, nasce 120 bebês por dia. Então, quando você vai vender na eBay, você não pode vender o preço que você quiser. Aí eu fui, entrei numa sala lá na eBay, aí estava a Meg Whitman, que era a CEO da eBay. Entrei lá, ela falou, bom, eu vim cumprimentar o segundo maior vendedor da eBay dos Estados Unidos.

Está começando o PrimoCast, o podcast oficial do Primo Rico. E é o seguinte, hoje a gente vai ouvir uma história que eu não conheço a hora inteira, mas eu tenho curiosidade de conhecer, porque a gente vai falar com um empreendedor de muito sucesso que empreende com alta performance e altíssimo grau de resultado fora do país e também faz parte da minha história. Por quê? A gente fez todo o nosso enxoval, na verdade, tudo que a gente comprou ali, coisa que eu sei o nome e coisa que eu não sei o nome. Desde carrinho de bebê até...

Sei lá, um monte de coisa diferente que eu não sabia nem que existia. A gente comprou lá em Orlando, em uma loja chamada Macro Baby. E adivinha só quem é o dono da Macro Baby? E a galera, eu queria entender por que tanto brasileiro vai para lá fazer um choval. Que loucura, a loja é muito grande. Enfim, vamos aprender mais sobre negócios, loja, empreendedorismo, mentalidade, história, resiliência, ferramentas, táticas, estratégias de negócio. Vamos aprender tudo isso hoje com o Richard.

Richard, seja muito bem-vindo Tiago, um prazer estar aqui com vocês Muito legal, uma pessoa que eu admiro E tenho tanto respeito aqui do Brasil Obrigado por estar aqui com vocês Muito bom, Richard Agora, Richard, me explica uma coisa Você tem a Macrobaby lá fora

Isso, exato. O seu negócio, ele é basicamente a Macrobaby ou você tem outros? Não, a gente tem um grupo, uma holding, que a Macrobaby faz parte dela. Esse holding foi estabelecido há uns 12 anos atrás. E a Macrobaby é a queridinha nossa, assim, porque tudo começou com a minha filha e tudo mais. Então, eu tenho muito carinho pela Macrobaby. Ela faz parte dessa holding. Ah, mas tem mais coisa lá? Tem, tem. A gente tem também. A gente também fabrica produtos de bebê nossos. Então, tem a nossa própria marca.

de policultura, desde carrinho até pratinho e tudo mais. A gente fabrica também cosméticos, já fizemos parcerias com algumas celebridades do Brasil. E a empresa de administração de casas, hoje a gente tem também uma consultoria para quem quer empreender nos Estados Unidos. Então é um grupo de várias empresas, de vários setores diferentes.

Cara, me fala uma coisa assim, quando a gente vai lá na Macrobaby, você vê umas fotos de um monte de gente que já foi lá, né? Sim, sim. Me fala umas pessoas, umas personalidades que já foram lá, só para a galera entender. A Loki, Ivete Sangalo, Padre Fábio de Mello, Dave Leonardo, enfim, é tanta gente difícil. É muita gente. E qual é o segredo para essa galera ir lá, hein?

O segredo é realmente desde o começo o atendimento com muito carinho. E aí vem do boca a boca. As pessoas ficam sabendo. Claro que a gente é hoje considerada a maior loja de bebês dos Estados Unidos. Nenhuma outra loja tem mais produtos que a gente. Então, assim, é uma seleção de produtos gigantesco, mas também um carinho que é real. E aí a gente acaba se tornando amigo dessas pessoas. Não é uma coisa forçada, sabe? Sim, sim. E lá é engraçado porque todas as que a gente vai, a Sofia ganha uma filha, né, cara? Tem uma maternidadezinha lá.

Exato. Tipo um bebê reborn, que chama? Isso, é. E é perfeito, né? Exato. E a ideia era isso. A gente sabia que as meninas, elas iam com as mães fazer o enxoval e se sentiam meio assim, abandonadas com o bebê que estava chegando. E aí agora ela tem a oportunidade de adotar a sua própria bebê e fazer tudo. Agora a gente até o visto tem, faz o passaporte e tudo mais. Tá. Agora, vamos falar de número antes da gente começar. Qual é o tamanho hoje da Macrobaby?

A gente hoje... Ou da Hold, enfim. A loja física, a gente tem a loja física e venda online. A gente não foca muito em falar sobre faturamento. A gente gosta de falar que o foco é lucratividade, que a BabyRus, que era uma antiga concorrente nossa, quebrou faturando 2 bi por ano.

Então, assim, nosso foco sempre foi em lucratividade. Independente do tamanho da empresa, se tivesse um funcionário ou 200 funcionários. Então, a holding em si, a gente emprega algumas centenas de pessoas e o faturamento a gente gosta de... Assim, dá uma ideia que é acima de 100 milhões de reais ao ano. E...

E a gente fica nisso em termos de... Dólares. Isso. Ou de reais. Reais, reais. Acima de reais. Entendi. E um business desse? É um business de margem interessante? Desculpa, a gente está falando só Macrobaby. Só Macrobaby. Exato, sem contar outras empresas do grupo. Tá.

E isso é um business de margem interessante, vender coisas para bebês? Produtos de bebês, de uns anos para cá, a margem tem sido reduzida devido ao custo que aumentou muito da mão de obra, custo de importação, agora tarifas novas. Mas os Estados Unidos não é famoso por grandes margens, é mais volume mesmo.

Entendi. Agora, cara, pois aqui é a maior loja de bebê dos Estados Unidos. Eu queria entender um pouco então da história e eu queria aprender um pouco mais sobre o seu lado empreendedor nessa construção para que os primos que estão nos assistindo aqui possam aplicar isso nos negócios deles. Então, onde que começou esse negócio?

Eu comecei lá atrás a vender na eBay, tá? Quando eu cheguei nos Estados Unidos. A eBay estava começando, era 97, 98. Eu tinha que abrir algum negócio pequeno para conseguir o meu green card na época. Porque eu já estudava na faculdade e eu precisava ter algum negócio que pudesse me sustentar para ficar lá. Então eu tinha uma lojinha de mala à venda. Eu comprei aquela lojinha de mala por 7 mil dólares. E...

rapidamente, a loja não faturava quase nada, precisava aumentar muito o faturamento. Comecei a vender para as companhias aéreas, comecei a fazer negócio com as companhias aéreas, que quando quebravam as malas, faziam reposição comigo. Então, eu ia lá no aeroporto... Quando alguém viajava e quebrava a mala...

Isso. A Delta, a American Airlines, ligava para mim para eu substituir a mala deles. E como eu consegui isso, eu fui no aeroporto. Eu logo pensei, quem que mais consome malas? Eu lembrava que uma vez quebraram minhas malas e do meu irmão. Então eu falei, pô, as companhias aéreas têm uma necessidade de reposição de mala. Então eu fui lá, bati no aeroporto e falei, olha, se vocês fizerem a reposição comigo, tem uma lojinha aqui, eu faço a reposição de noite para os clientes e dou 20 dólares por cada mala quebrada. E aí

E aí começou o faturamento crescer exponencialmente. Cara, então peraí. Então você precisava vender mala. Isso. E aí você pensou, quem é o maior comprador de malas daqui? Aí você descobriu, bom, deve ser uma companhia aérea. Exato. E aí você teve a coragem de ir até eles. Exato. E você ofertou para eles basicamente velocidade.

Que foi entregada na mesma noite e preço. Exato. Então a gente tinha preço e essa conveniência, que para eles, pô, casava muito. Então eu fiquei conhecido como o rei das malas no aeroporto. Essa lojinha de mala começou a faturar, na época, 200 mil dólares mês. Caramba. E aí?

O que aconteceu? Eu, naquela época, comecei a focar muito em malas. Eu ia nas feiras de mala. Então, virei a rede das malas. Todas as marcas. Aí eu comecei a vender Tume, Bricks & Rally, Sunsonite. Cresci, assim, tudo no segmento de mala. E aí a eBay estava começando. Me falaram, tem um site chamado eBay e tal. Que eles começavam a vender, no começo, aqueles cartões de beisebol e tal.

Coisa de colecionador. Mas aí eu falei, vou tentar listar umas malas lá. Listou e vendeu. Fiz, por que maluco de comprar mala na internet? E aí eu comecei a ver que as malas estavam indo para lugares muito aleatórios, assim, Connecticut e tal. E aí eu falei, bom, agora eu não estou mais limitado. Antes eu estava, no espaço físico era só mala. Mas agora eu posso vender o que eu quiser.

Aí eu comecei em feiras, feiras de óculos de sol. Aí eu abri a conta com a Hybank, com a Oakley, com todas as grandes marcas e comecei a listar e começou a vender muito. Isso tudo na eBay? Isso tudo na eBay. Isso tudo era no 2000, mais ou menos, a eBay começando. Aí eu comecei a vender de tudo na eBay. Óculos, relógio, pranchas de surf, paintball, armas de paintball.

tudo que você pode imaginar de todas as categorias, tudo, até torneiras, tudo em marca, tudo das melhores marcas, canetas Mont Blanc, então assim, vendia tudo. Aí um belo dia, era 2002, eu recebi uma ligação.

Me convidaram para ir para a eBay, tudo pago. Cheguei lá, tinha uma limusine me esperando. Eu falei, nossa, acho que eles até se enganaram. Aí eu fui, entrei numa sala lá na eBay, um lugar gigante. Aí estava a Meg Whitman, que era a CEO da eBay. E eu entrei, puta, tinha a maior admiração por ela. Entrei lá, ela falou, bom, eu vim cumprimentar o segundo maior vendedor da eBay dos Estados Unidos.

Que isso, cara? E aí eu não tinha noção. Eu sabia que a gente vendia muito. A UPS e o FedEx tinham mandado caminhões, assim. Eles chamavam da Muralha da China, quando vinham pegar as caixas, que era tanta caixa. E aí, assim, ela na época me convidou para fazer parte de uma equipe muito selecionada de consultores, que eram pessoas que usavam e que pudessem reportar direto para os programadores todas as necessidades que não estão sendo atendidas e tal. Então eu ia para lá com frequência.

e virei um consultor. Eu fiquei sete anos fazendo isso. E você ganhava uma grana nessa época? Ganhava, já estava bem. Eu comprava muito imóveis. Eu pegava a grana e revertia em imóveis em Orlando. Comprava bastante imóveis e investia. Alguns fundos, mas eu me focava muito em imóveis. Porque eu sabia que Orlando ia ter um boom gigantesco ainda. Estava muito no começo. Tinha áreas de Orlando que ainda tinha vacas lá. Então...

A gente sabia que ia crescer muito. Então eu investia bastante em imóveis. E aí o business em si foi indo muito bem, mas ele era uma captação de renda para eu investir em outras coisas. A gente reinvestia no negócio também bastante, mas também comprava muitos imóveis. E aí foi o ano 2007, fui ter minha primeira filha, a Gabriela.

Eu já vendia muito produtos de bebê na internet. Tanto em site quanto na eBay. E aí eu falei, caramba, eu não sei nada de produtos de bebê. Nada, nada. Pô, a gente já vendeu 10 mil carrinhos, mas eu não tenho nem ideia como montar um carrinho. Aí eu fui numa concorrente na época, que tinha uma loja grande.

Puta, porque o atendimento era muito ruim. Não dava atendimento nenhum. Aí eu fui para uma época tão especial. Eu ia lá mesmo para comprar as coisas. Mesmo que a gente tinha em depósito, de repente eles tinham coisas diferentes. E os Estados Unidos não tinha nada muito moderno de produto de bebê naquela época. E aí eu mesmo fui atrás de uma marca da Europa e comecei a importar para os Estados Unidos essa marca. Que chamava Queenie, de produtos de bebê.

E o que aconteceu é que muitas pessoas ficaram sabendo que a gente tinha essas marcas e começaram a vir atrás da gente. Clientes batendo no depósito. Vocês vendem esse produto? A gente viu no site deles que você vende. Aí eu pensei, pô, vamos abrir uma lojinha de bebê só para atender esse pessoal que para de bater no depósito. A gente pegou um espaço dentro do nosso depósito lá.

Fez uma lojinha de produtos de bebê. Esse depósito era nos Estados Unidos? Era. Tudo. Era em Orlando ou não? Era em Orlando. Eu fui daqui para os Estados Unidos, para Orlando, com 18 anos. Aqui no Brasil, eu cresci aqui, nasci aqui.

Minha vida foi toda aqui em São Paulo. E aí eu fui para lá com 18 anos para estudar. Fui para estudar psicologia e tal. Era péssimo aluno eu aqui no Brasil. Tinha estudado no Rio Branco, mas sempre reptigiano. Era meio que um caso perdido. Mas aí quando eu fui para os Estados Unidos, eu me foquei muito em querer vencer, empreender e tudo mais. Dar orgulho para os meus pais. E aí em 2007, voltando quando a Macrobaby nasceu, era uma lojinha minúscula.

Porque era algo que eu estava curtindo demais, assim, viver aquilo. Eu falei, vou montar um negocinho pequeno. E foi assim que foi começando a loja física. Então, lembrando, a maioria das lojas, empresas, vem do físico para o online. A gente foi do online para o físico.

Mas era por causa de uma necessidade minha também. Eu gostava. Eu contei uma mãe que tinha 40 carrinhos de bebê. Ela adorava e vivia a maternidade e tal. E aí o segundo passo foi, ok, agora que a gente vai atuar fisicamente na indústria de bebê aqui em Orlando...

Onde estão nossos clientes? Essa é sempre a minha primeira pergunta que eu faço com qualquer empresa que eu estou trabalhando. Nosso clientes estão lá, nascendo todo dia. Então, vamos descobrir quantos bebês nascem. Você tem uma demanda, né, cara? Todo ano. Exato. Então, hoje, Orlando nasce 120 bebês por dia.

Só a maternidade principal, que é o Unipalmer, lá hoje nascem 45 bebês. Então, o nosso cliente está sendo renovado diariamente. Caramba! Então, a gente foi fazer um acordo com as maternidades para trazer os clientes deles, as mamães, para nós.

Então você começou a fazer acordo, você aplicou aqui um conceito onde basicamente, quando você queria vender mala, você foi direto nas companhias aéreas que precisavam comprar mala. Exato. Quando você precisava vender carrinho de bebê, por exemplo, ao invés de você ficar procurando o cliente final, você falou quem que já influencia esses possíveis compradores. Aí você foi e pensou grande ao invés de pensar pequeno ali. Exatamente. Então, em vez de focar...

ir atrás de mãe por mãe, tendo que mandar mala direta e tudo mais, os hospitais, as maternidades têm tudo isso. Então era mais fácil fazer acordo com eles do que ir procurar cada um desses. Então esse foi o pulo do gato.

E aí, focar no atendimento. E aí a gente criou o nosso slogan, a loja de bebê com coração. E principalmente durante os treinamentos, eu falava, não é a loja de bebê com cifrão, é com coração. Vamos focar nisso, em atendimento, em treinamento para os nossos atendentes. Então, esse era o nosso foco desde o começo, com a Macro Baby, né? Tá.

E aí você começou a fazer essas parceiras com as maternidades e você, naquele ponto que eu conheço, era lá já? Não, não. A gente mudou para lá em 2010, 2011, mais ou menos. Era um outro ponto, era bem menor que essa loja. Ainda nem tinha o depósito focado em produtos de bebê. A gente usava, a gente dividia o nosso CD com outros produtos também.

A categoria de bebê era uma das categorias. Então era uma das ramificações de várias outras indústrias. E o produto de bebê a gente gostou tanto, a gente começou a se focar nisso depois, e aí a gente abriu um CD separado só para os produtos de bebê.

Mas você manteve o que você fazia na eBay? A gente hoje não vende tanto na eBay, a gente vende outras categorias, mas não todas. Muitas, devido a uma lucratividade muito baixa, não vale a pena. Não tem margem para vender na eBay. Então, algumas delas a gente cortou de uns anos para cá, simplesmente só não vale a pena. Categorias. Então, a gente sabe as categorias que têm mais lucratividade, que nem cosméticos, é uma categoria...

Super premium, quando fala de lucratividade. Óculos de sol. São produtos que é muito barato de se fabricar. Agora, tem produtos que não valem a pena mais. Não tem margem para vender na eBay. Mas é um negócio ainda para você, então, vender na eBay? Sim, sim. Ainda é. Algumas categorias são.

Você vende hoje mais na eBay? Ou seja, você vende mais pelo canal digital ou você vende mais na loja? A gente vende... Produtos de bebê a gente não vende nada na eBay. Não tem margem suficiente para isso. E em muitas fábricas a gente tem que respeitar o MAP, que é o preço mínimo que você pode vender um produto. Então é uma tabela. Então você não pode vender mais barato na eBay.

Hoje a gente vende... Ah, é? Então, quando você vai vender na eBay, você não pode vender o preço que você quiser. Hoje não. Mudou. De uns anos para cá, isso foi mudando. Antigamente, muitas fábricas não ligavam. Por exemplo, marcas Ray-Ban, sei lá. Eles não ligavam tanto. Se você podia vender um óculos só, que é vendido em uma loja por R$100, você podia vender por R$80 na eBay. Hoje, eles têm um MAP, que é o Minimum Advertised Price.

Você não pode vender. Se você vender lá, eles vão descobrir, vão fechar a sua conta.

Porque se você não pode, é porque você está queimando o varejista. E isso tem brigas no Congresso que falam que isso não deveria ser legal, esse tipo de monópole sobre o preço. E aí eles falam, tá bom, a gente talvez não pode aplicar isso.

Mas a gente tem o direito de não vender para quem a gente quer não vender também. Então, embora não está tanto dentro da lei obrigar alguém a vender por esse preço, mas também sou livre de vender para quem eu quero. Então, se você vai fazer isso, tudo bem. Eu não vou fechar a tua conta e falar que é por isso. Eu só não vou vender mais para você. Então, isso acontece. Então, a gente hoje, na indústria de bebê, é muito, muito respeitado as tabelas. Tá.

A não ser que é um produto que é saldo, vai sair de linha. Aí talvez você consegue. Mas então aí você foi para essa terceira fase, que foi a fase da loja física. Exato. E ali você... Qual foi o seu caminho até você chegar nesses 100 milhões, por exemplo, de resultado anual? Ok. A loja física, a gente...

Começou a fazer propaganda nas maternidades, trazer as maternidades para junto da gente. E aí a gente começou também a trabalhar com influenciadores locais, influenciadores internacionais e tudo mais, para realmente ficar conhecido. Mas não foi que a gente foi atrás dos influenciadores ou das maternidades e daí a gente começou a ter mais produto. Não, primeiro a gente deixou tudo pronto, para depois...

começar a ir atrás disso. Então, quando a gente achou que a gente já... Achou não, a gente já sabia que a gente tinha a maior seleção de produtos de bebê, de ter todas as lojas. Quando a gente já tinha um atendimento muito bem alinhado, um treinamento incrível, pessoas por detrás que tinham muito coração e emoção na indústria, a gente aí foi atrás de pegar essas pessoas e trazer para perto da gente.

Mas hoje para nós a venda online tem crescido bastante dos últimos anos para cá. Então hoje quando a gente fala de venda online ela já passou a loja física. E o que você diria que foi a sua estratégia, a estratégia que você aplicou? Porque hoje você tem a maior loja de venda de produtos para bebês dos Estados Unidos.

Só que você não tinha. Qual foi a estratégia que você acreditaria a esse êxito? O que você fez para chegar até aqui? Eu acho que eu estava muito envolvido em todo o processo, em tudo, nas ideias. A gente criou um bordo, um conselho de pessoas que são muito, muito envolvidas.

E sempre inovando. Eu nunca fui de ficar olhando para o lado nos concorrentes. Enquanto eles estavam tentando melhorar algo, a gente já estava trazendo uma limousine para pegar as mães na maternidade. Quando eles estavam pensando em algo, a gente já estava fazendo ultrassom dentro da Macrobabe. E sempre tem pessoas tentando copiar, mas eles não conseguem copiar a alma. Enquanto eles estão copiando algo que eles estão vendo, a gente já está em reuniões.

bolando novas ideias. Então, assim, essa inovação constante, constante e nunca está satisfeito. Sempre tem que ser melhor, sempre tem que ser melhor. Então, eu acho que isso aí é uma coisa muito real. É a alma do negócio. Não é uma coisa que dá para forçar. Então, e eu levo muito a sério todo o feedback de clientes e tudo mais. São muitas coisas, é muito multifatorial. Não tem como falar, ah, é uma coisa, a gente focou no cliente. Tá, isso é muito genérico. A gente...

realmente vive o dia a dia, melhores produtos, vendo o preço da concorrência. Então são muitas coisas e muitos cargos que a gente criou dentro da empresa. Por exemplo, anos atrás eu criei uma posição que se chama TQC, Total Quality Control. Quando a gerente não vê algum erro, a subgerente não viu, ninguém viu um cabo solto lá. E eu sou o que era o chato e que ia lá e via isso. Só que não dava para eu ficar indo e ver isso sempre.

uma caixa amarela, um preço, um cliente que não está sendo atendido. Então essa pessoa vai lá hoje e ela tira foto tudo, nos mínimos detalhes. Caramba. Essa é a pessoa que lá dentro ninguém gosta. Exatamente. Ela é odiada, coitada. E ela manda fotos, tudo mais.

a nossa gerente geral tenta acalmar, fala, pô, ela tá só fazendo o trabalho dela, coitado, vamos esfaquear a mulher. Então a gente é muito focado nisso. Então são várias coisas e a gente não tenta não atropelar as coisas. É focar numa loja flagship que vai ser o melhor atendimento, que as pessoas vêm de outras cidades e vêm de gente do mundo inteiro. Vêm desde o Egito, até da Colômbia, assim, pessoas de...

Muitos lugares que estão indo lá meio que realizar um sonho. Tem gente do mundo inteiro que vai. Do mundo inteiro. Hoje muita gente vem dos Estados Unidos, de outros estados, inclusive. Agora, você diria que uma parte, talvez, importante do resultado é que você esteja situado em Orlando, por exemplo? Porque muitos brasileiros vão...

Também por causa do preço, que no Brasil às vezes não é tão acessível assim. Exato. São dois motivos que os brasileiros, de modo geral, vão fazer enxamol lá fora. Um, eles não têm os produtos aqui. Então, talvez no Brasil a gente encontre 5% dos produtos que você vai encontrar lá fora. Então, essa variedade é gigantesca. E aí o número dois é o preço, realmente, a economia financeira, se você, caso, fosse comprar um produto que tem aqui.

Por estar em Orlando, na Flórida, de forma geral, é importante para nós, é bem situado, mas hoje a gente vê que a gente tem possibilidades de atuar em outros mercados e a gente está estudando quais deles para abrir lojas para locais. Hoje o nosso local passou o turista. Então a gente sabe, a gente tem dados na indústria de outros estados, de outras cidades que teriam um potencial muito grande.

Agora, você usa muito influenciadores também na sua estratégia. Exato, exato. O que você aprende em relação a trabalhar com influenciadores? Porque as marcas, no geral, não sabem trabalhar com influenciadores. Eu já trabalhei muito com marcas, trabalho ainda com marcas. É difícil você encontrar uma marca, eu acho que as que a gente trabalha hoje são assim, mas é difícil você encontrar uma marca que sabe trabalhar com influenciador. Geralmente, as marcas contratam o influenciador, reprimem ele.

De tal forma que ele perde a personalidade dele, não imprime a personalidade dele e aí depois não tem resultado para a marca. Exato. O que você aprende? O que a gente aprende é que precisa ser uma relação real. Vários dos influenciadores, na sua grande maioria, eu sou amigo deles pessoal.

Então, assim, não é uma coisa que tem como forçar. Eles são livres. Querem falar da Macrobabe? Legal. Não quer falar? É você ter um amigo igual. Para mim, não faz diferença. Porque é uma relação real. Eu não estou chegando lá e tentando comprar ninguém, tentando forçar alguém a falar de certos produtos. Então, eu acho que é um relacionamento que é criado organicamente, com carinho de verdade. Então, isso não sei. Não sei se tem como ensinar.

ou se é a alma do negócio. Então, a gente tem pessoas que trabalham lá 12 anos com a gente. Eles têm muito, muito amor pela empresa, muito. Então, acho que vem lá de cima e eles veem que isso é real. E eu acho que eu não estaria aqui hoje com você se eu tivesse sido uma pessoa escroto, obrigado você a fazer alguma coisa. Isso eu estou falando com todo mundo. Então, tem influenciadores que eu me torno sócio deles, até em outros negócios, porque é legal.

Porque hoje, graças a Deus, eu posso me dar o luxo de fazer negócio com pessoas que eu gosto, que compartilha de caráter, princípios e tudo mais. Legal. Então, eu acho que é isso. Cara, legal. Tem que ser verdadeiro, né? Exato. E o que você vê como seu próximo passo? Porque você falou, botei a loja física, você tem algumas coisas no eBay também. Às vezes, tem outros negócios, imobiliários, consultoria e tal. Mas...

O que você vê como seu próximo grande passo nos negócios? Então, hoje eu estou muito focado em consultoria para pessoas que querem empreender ou empresas que querem levar o negócio daqui para os Estados Unidos ou gente que quer comprar negócios, franquias lá.

negócios que já estejam rodando, muitas vezes a gente tem acesso a mais de mil empresas à venda. Então, hoje isso me dá muito prazer ajudar empresas que querem empreender ou querem crescer. Então, são negócios e segmentos que não tem nada a ver uma coisa com a outra, mas que eu vejo oportunidades. Quando eu vejo oportunidades, às vezes eu entro de sócio. Quando eu não vejo, às vezes é apenas uma consultoria, se eu achar que eles precisam da gente ou não.

E aí vai de outros segmentos, eu estava falando desde sela de cavalos, selas para cavalos que hoje estão exportando, açaí. Então, eu vejo oportunidades. Por exemplo, açaí. Hoje em dia, muita gente focada no açaí de tigela, consumo final. Mas por que não tentar vender para indústrias farmacêuticas que usam açaí em pó dentro das vitaminas? Então, é procurar outras oportunidades. É empresas de peanut butter do Brasil. Nossa, isso é muito bom.

É muito bom, né, cara? E tem umas empresas bombando aqui no Brasil. Tem, exato. Então, de repente, vender para o exército americano que consome muito peanut butter. Então, procurar oportunidades diferentes dentro das... Isso me dá muito prazer, ver empresas crescendo e tudo mais. Onde que os brasileiros que moram em Orlando investem a grana deles lá?

Muito em imóveis, eu vejo isso desde aluguel de curto prazo, casas de aluguel a curto prazo. Alguns investem em negócios, mas é pouco. Muitos não vão para frente, infelizmente. A grande maioria, inclusive, de empresas que abrem lá e negócios brasileiros que abrem lá. Por que você vê que geralmente não dão certo?

Eu percebo que existe uma certa, desculpa falar isso até, mas uma certa arrogância, aquela coisa de, eu vejo isso em empresas grandes daqui, que acham que dá para pegar o conceito brasileiro e vamos colocar lá e vai para frente. Então eles não americanizam o produto ou o serviço.

Muitas vezes não dá certo, porque a mentalidade daqui não tem como apenas pegar e colocar lá. Mas existem empresas que conseguiram fazer isso. É legal, são alguns cases que as empresas brasileiras se adaptaram totalmente para o mercado americano.

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O que seria, na sua visão, adaptar o produto para os Estados Unidos? Em termos de ser um princípio, valores, o que muda geralmente de uma empresa brasileira para uma americana?

Eu vejo, por exemplo, qualidade... Vou só dar um exemplo, tá? A embalagem. O Brasil não é tão exigente com a embalagem. Nos Estados Unidos, a embalagem precisa ser uma baita experiência. Você vê desde o iPhone o jeito que a gente abre e tudo mais. A embalagem no Brasil é mais simples. Muitas coisas são vendidas até sem embalagem. Então, assim, são algumas coisas, até da tradução, que às vezes eles usam uma empresa que não sabe o que está fazendo direito, aí só pega e traduz o português para inglês e não funciona. Entendi.

Então, assim, vê lá o tamanho dos produtos. Então, assim, existem várias coisas, a experiência, que influenciam bastante no jeito que o americano consome. E é o que eu falo. Para uma empresa que quer levar o produto dele para os Estados Unidos, a gente vai ter que chegar para um comprador do Walmart, do Publix, e convencer ele por que ele vai tirar um produto que está lá para colocar o teu. Sim, sim. Ele já tem margem. Então, ok, se de repente você vai dar uma margem maior,

você vai dar um prazo maior, se é um produto que ninguém tem, é um produto novo, inovador, aí já é um plus, aí já tem uma chance legal de entrar. E eu vejo que às vezes no Brasil...

Algumas, não estou falando de modo geral, mas tem algumas empresas que têm uma mentalidade de tipo, vamos dar o mínimo e cobrar o máximo. E a mentalidade americana é vamos dar o máximo e cobrar o mínimo. Então, é isso que a gente tenta adaptar para as empresas que estão indo daqui para lá. Cara, é engraçado isso, foi do Publix e tal. Vou te falar, uma das coisas mais legais que tem que fazer em Orlando. É muito louco, porque a Mayra mais gosta. E aí eu entrei na onda, a gente gosta de ir no mercado.

E ficar comprando coisas no mercado, cara. É pegar... E aí tem várias coisas diferentes. Aí a gente abre, pega um pouquinho e tal, e vai experimentando. Cara, e aí obviamente paga tudo, né? Mas assim, é muito bom, é tudo muito diferente. Os mercados são muito grandes, né? Até CVS é tudo grande. É muito legal, cara. Agora, você com certeza é um empresário de sucesso. Você tem quantos anos?

É, 48. 48, tá. E, poxa, você foi com 18 para o Orlando. Isso. Faz 30 anos, então. 30 anos. Cara, 30 anos. Então, assim, porque eu lembro que o dólar chegou a 1 para 1. Você foi numa época que não era nem isso, era antes disso. Era antes, era 80 centavos. Você comprava uma casa lá legal por 180 mil reais. Caraca, que loucura, cara.

O que você me diria, indo para conclusões, o que você me diria que são os três principais conselhos de negócios e de vida que funcionaram para você?

e que você acha que quem está escutando aqui deveria pegar para aplicar na sua própria vida. E se pegar isso daqui e executar, pode de fato mudar a sua qualidade de vida, resultar nos negócios e várias outras coisas ao redor. Eu queria três conselhos ou três princípios aqui.

Tá, o primeiro conceito é o seguinte, falando dos Estados Unidos, que é começar pelo básico do básico. Muita gente vai daqui para os Estados Unidos e em sua grande maioria não fala inglês e não aprende a falar uma palavra. Então, assim, é focar primeiro. Se eu quero mudar, sendo para onde for, primeiro aprende a cultura.

quando eu falo cultura, nos Estados Unidos a gente está falando da língua, de cara. E isso é uma coisa que eu vejo que é um erro muito grave do brasileiro que vai para lá. Ele fica dependendo de alguém, não fala a língua, complica muito. Cara, isso aqui é muito importante, porque qual é o nome do Kobe Bryant?

Poxa, eu era super fã dele, né? E ele falava muito da Mamba Mentality. Ele fala da mentalidade de Mamba, né? E aí ele falava sobre o seguinte, sobre como é importante você ter a base, os fundamentos antes de qualquer outra coisa. Porque, cara, a base é a coisa mais importante. E às vezes a pessoa quer pular essa etapa.

Então, eu vejo até no Brasil mesmo, às vezes, essas pessoas não estão dispostas a começar de baixo. E aí, por elas não estarem dispostas a começar de baixo, elas nunca chegam lá em cima. Até um pouco pelo que você falou ali, que é um pouco da arrogância. Exato. Tipo, eu não, você acha que eu vou limpar o chão? É, exato. Pô, eu lembro, fui garçom ali, no Outback, servia prato e tudo mais. E às vezes, a gente fala, eu não vou fazer isso, vou encher o pote de ketchup, está maluco? Só que, às vezes, daqui vai te fazer pegar umas nuances.

que é o que tem por trás do bastidor, você entender a mecânica, por exemplo, do restaurante, a mecânica de como que as pessoas estão fazendo o básico, às vezes se sentem e às vezes a gente menospreza as pessoas, mas sem elas o negócio não roda, elas são essenciais para o business. São tantas coisinhas que começar de baixo é importante. Até por isso que às vezes reflete, sabe, Richard, que é um grande desafio também você ser um herdeiro, no sentido de que, cara, você vem tão de cima...

Que às vezes, imagina se é filho de um bilionário. Você diz assim, cara, qualquer coisa que eu fizer é muito pequena. Eu só preciso fazer coisa grande. Às vezes você pula a base e aí quebra a cara. Exato. Realmente é baita conselho esse daqui, cara.

E eu falo isso, o que você falou agora, eu falo isso muito para os meus filhos. A gente vive isso em casa, é muito real. Hoje eles trabalham, minha filha tem 17 anos, meu filho de 15 já está trabalhando. E eu poderia comprar a franquia que eles trabalham, já até apareceu a venda para mim, mas eu não quis comprar, porque deixar eles lá trabalhando é uma franquia...

similar a um oakberry aqui do Brasil. Chama Planet Smoothie. Eles fazem... Planet Smoothie. É, eles fazem smoothies lá. E eles estão trabalhando lá e estão ralando e tal, justamente para ver isso. É do lado de casa e tudo mais, só que eu gosto muito que eles vivam isso. Vou apanhar, né, cara? Porque vamos ver o que é a realidade, né? Exato. Então, assim, eu quis deixar eles aprenderem isso mesmo, viverem isso. O que seria o segundo princípio para você?

O segundo princípio que eu vejo, que é um erro de modo geral, é as empresas e pessoas sempre querendo copiar. É uma coisa você se inspirar em alguém. É falar, pô, eu estou indo num business, aquilo lá é legal e tal. Mas é aquela coisa de, tipo, tem uma pizzaria que está dando certo ali em Orlando, eu vou abrir uma, duas, três, dez. No fim...

fica ruim para todo mundo. E tem tanto negócio legal para fazer, pelo amor de Deus, por que você não vai ver alguma outra coisa? Então, assim, eu vejo isso. Às vezes, empreendedores que querem empreender lá, me procuram, falam, vamos abrir um negócio? Tem um business, não sei o quê. Quem tem um sushi lá, tem do bem, não sei o que lá. Vamos abrir um sushi? Sushi é paleta mexicana hoje em dia, fala a verdade. É delícia, mas assim... Cara!

Pô, e tem tanto negócio, sabe? Se faltasse empresas... E isso mesmo do conceito da empresa, a gente não estava... Se a gente fosse se inspirar nos nossos concorrentes... Aliás, se a gente fosse copiar nossos concorrentes... Bom, hoje todos eles fecharam. Então, a gente sempre criou as coisas novas. E eu vejo isso. E muitas lojas vieram, abriram, fecharam, abriram e fecharam. E é por causa disso. Eu sempre penso, vamos ser inovador. Vamos criar coisas novas. Aonde se for...

Vamos pensar diferente. E isso é o que a gente faz muito dentro das nossas empresas. Criar novos serviços, novas oportunidades e tudo mais. Então, essa criatividade e parar um pouco de olhar para o lado, para mim é uma coisa muito importante. Cara, e severa. É esquecida.

O olhar para o lado, ele te destrói de várias maneiras. Eu tenho vários colaboradores que começaram de baixo, estavam em uma atuada incrível, crescendo ano a ano. Pensa assim, um crescimento bom, não um pouquinho, crescendo bem. Aí a pessoa para de olhar.

para onde ela estava e começa a olhar para onde alguém que está do lado dela foi parar. Aí ela para de olhar para o lugar certo, ela tenta replicar o que foi feito e aí ela se perde no meio do caminho. Então toda vez que a gente começa a olhar para a grama do vizinho, a gente faz besteira.

Tem até aquela parábola muito interessante, é a parábola dos trabalhadores nas vinhas, que tem o trabalhador, eu não lembro direito dos números, mas você tem um senhor que estava precisando...

de gente para trabalhar. Aí ele chegou assim na cidade de manhã e aí tinha uma turma que estava sem trabalhar. Aí eu falei, vocês não topam trabalhar lá hoje? Aí eu vou lá e vou te dar uma moeda. E aí eles, claro que isso, estou sem trabalho. Eles vão trabalhar. Aí vai mais ou menos no almoço.

e estava precisando de mais gente para trabalhar, chegamos na cidade e falamos, vocês topam trabalhar hoje para ganhar uma moeda? Eles disseram, claro, estou sem trabalho. Aí chega no finalzinho da tarde, e estava precisando de mais gente para trabalhar, e tinha uma galera ali na cidade, e falou, vocês não topam trabalhar hoje não, até o final do dia, por uma moeda? Aí eles falam, claro, estou sem trabalho, e vão. Aí trabalham.

Aí terminam o que tinham que fazer, chegam no final do dia na hora do pagamento, aí ele começa a pagar de trás para frente. Então ele paga primeiro.

Os que vieram trabalhar mais tarde. Aí dá uma moeda para eles. Aí depois ele chama os que vieram trabalhar no almoço. Aí dá uma moeda para eles.

Aí, esses caras começam a ficar incomodados. Como que os caras trabalharam menos que eu? Você está dando uma moeda para eles e eu estou ganhando a mesma coisa. Aí chama aqueles que foram trabalhar desde manhã, que trabalharam o dia inteiro, dá uma moeda para eles também. E aí eles falam assim, cara, isso é absurdo. Eu trabalho muito mais que eles, estou ganhando a mesma coisa. E aí, o que é esse negócio? Eles estavam felizes, estavam sem trabalho, deveriam ter gratidão, mas não.

Já que os outros trabalharam menos e ganharam a mesma coisa, eles olharam para o lado e acabaram ficando infelizes. Isso é um pouco o que acontece, né, cara? É, total. Exatamente isso. Eu estava vendo outro dia um filme de Israel que a família, a mulher ganhou na loto. Então ela ganhou tipo 6 milhões. Ela que chamou a família e deu 300 mil para cada um. Aí eles estão super felizes celebrando. Aí perguntaram, quanto você ganhou?

Aí ela falou, 6 milhões. Aí eles falaram, pô, você vai ficar com 4 e está sendo só 3, 300 mil. Puta, quebraram o pau. Isso aí foi muito engraçado, assim. Eles estavam felizes, mas quando souberam que ela ficou com mais, isso acontece muito, de olhar para o lado. É um erro mesmo.

E aí a terceira coisa que eu digo é paciência. E eu acho que é o que hoje falta nas pessoas. Eu vejo as pessoas que vão morar em Orlando. Então elas já vão lá morar em Orlando e, enfim, de modo geral, não só quem vai morar em Orlando. As pessoas querem tudo muito rápido. Que nem você falou, estou 30 anos lá. Teu negócio que está aqui hoje não começou ontem.

só que as pessoas veem isso, e elas não veem também tudo que eu passei, tudo que eu perdi, eu já perdi muita grana, eu já passei pela bolha imobiliária, eu já tive muitos apanhei muito então as pessoas não veem isso elas só veem, ah, é isso, começou nossa, tá ganhando muita grana, né, caramba então elas não tem essa paciência, e as pessoas chegam lá, aí vai lá, depois de um ano, já compra hoje em dia uma BM, uma Mercedes, pra postar pra mostrar que tá bem, e não é real, é um negócio assim, pô, guarda dinheiro, guarda você?

Vai montando, vai investindo. Em vez de comprar uma Lamborghini de 300 mil, investe, compra um apartamento, investe em fundos. Vai guardando. Quando tiver talvez um passivo entrando que dá para pagar esse carro, aí você faz. Então paciência, que eu acho que hoje em dia... E na juventude também. Os caras querem tudo muito rápido e tal.

E é isso, eu digo, paciência. A gente conhece essas histórias dessas grandes empresas e casos de sucesso. E as pessoas que estão estouradas no Instagram e às vezes me falam, nossa, não é justo, né? Aquela pessoa tem tantos milhões de seguidores e tal. Ninguém vê que está por trás daquilo tudo. Ninguém quer fazer aquilo tudo também. Ninguém quer ficar gravando o dia inteiro. Ninguém quer colocar esse esforço. Ninguém quer ir lá no aeroporto e bater no cara...

da mala e falar, você compra não sei o que e escutar e então assim, essa paciência de construir isso que hoje é o que falta, não se focar tanto em mostrar, vai fazendo acontecer. Cara, com certeza as pessoas elas querem tudo rápido né?

E o preço de querer tudo rápido é que às vezes você vai buscando um atalho, um shortcut e tal. E aí você acaba quebrando a cara na maioria das vezes. E cara, sensacional. Você começou então ali há 30 anos. Você começou vendendo através do eBay. Então você começou um negócio que tinha uma certa barreira financeira de entrada baixa.

Então você foi um negócio de margem, começou a expandir o seu mix de produtos e aí depois você começou a vender malas, sensacional. Você teve coragem, que é a única virtude que não dá para fingir. Você fingiu ter coragem para atravessar uma ponte, então você teve coragem. Então coragem você teve, aí você ofereceu para os maiores compradores de malas uma vantagem que era velocidade e preço para você entregar as malas, começou a fazer um dinheiro.

E aí disso daqui, você começou no seu CD a ter gente pedindo por alguns produtos. Você teve um filho nessa época ou filha? Uma filha nessa época. Aí começou a conhecer um mundo que você não estava tão por dentro, mas já tivesse vendido 10 mil carrinhos de bebê. Aí montou sua primeira loja física. E aí você pensou, caramba, eu vou atrás das maternidades, porque elas tinham os clientes.

No final das contas, ao invés de ir atrás de cada cliente final. Aí você começou a colocar influenciadores. Primeiro você focou no processo, em validar o processo, ter um bom mix de produtos. Aí você sempre valorizou a qualidade em primeiro lugar. Aí você sempre foi um dono envolvido. Então o olho do dono engorda o gado. Então assim, você lá próximo, cara, com certeza faz o negócio rolar melhor.

Não olhou para o lado, ou seja, sempre melhorando o seu processo. Inovação constante, ouvia feedback de clientes. Teve uma questão da regionalização, porque estava em Orlando. Tem a questão dos preços também, que é uma vantagem competitiva. Sempre focou em lucratividade, então crescer com margem. Tem gente que cresce por faturamento e aí faturamento ego. Você foi para a lucratividade, o que te deu longevidade. E aí para você tem três coisas que são princípios essenciais para os negócios, que é começar pelo básico.

É um fundamento forte. Depois, se inspirar e não copiar os outros, até porque é ruim para o mercado. E terceiro, ter paciência para construir as coisas, de fato, não sobre areia, mas sim sobre a rocha. Cara, sensacional. Richard, o que é uma última mensagem que você deixa para a gente aqui?

Uma mensagem que eu deixo é que eu estou aqui no Brasil há dois meses. Eu tenho observado várias empresas, visto vários negócios. E a mensagem que eu deixo é que realmente eu tenho um respeito e uma admiração por quem empreende no Brasil, que eu vejo que não é fácil. Eu tento ajudar aquelas empresas e entrar de sócio quando eu acho que é interessante, como eu te falei. Mas eu tenho visto uma...

uma juventude muito boa aqui no Brasil e muito potenciais de negócios aqui. E eu acho que às vezes o brasileiro não dá valor ao que ele tem. E eu vejo isso como várias oportunidades aqui no Brasil. Então, assim, a mensagem que eu dou para as pessoas é que elas tenham paciência no negócio delas e que existem vários potenciais legais aqui no Brasil. Cara, muito bom.

Richard, quem quiser fazer um enxoval ali no Macrobeve, alguma coisa, tem algum contato, alguma rede social, uma coisa que você sugere que as pessoas... Sim, eu deixo aqui com vocês o contato. No nosso Instagram tem o WhatsApp que atende o pessoal do Brasil. Tá, em português mesmo.

Isso, em português. A gente tem pessoal que atende todos os brasileiros. Então eu deixo aí para vocês o Instagram da Macrobaby, o WhatsApp e tudo mais. Cara, muito bom. E você tem uma outra coisa. Você também falou que ajuda empreendedores a fazerem coisas nos Estados Unidos. Exato. Deixa um contato também para quem quiser fazer isso. É o mesmo contato?

Não, é o meu contato, a gente tem a nossa equipe. Eles acessam pelo meu Instagram ou site. E daí, o meu mesmo, o Richard Harari. E aí, as pessoas entram em contato, alguém da equipe fala com eles. O seu arroba é Richard o quê? Richard Harari. A-R? Não, é Richard. E aí, H-A-R-A-R-Y. Ah, Richard Harari. Isso. O Y no final e o H ali antes. Tá bom. Turma, então sigam o Richard Harari e...

eu posso atestar para você o seguinte, fizemos um enxoval lá, foi muito legal a nossa experiência. Richard, obrigado por ter vindo e teremos mais filhos. Se Deus quiser, vamos lá. É isso aí. Um grande abraço, até o próximo episódio e tchau.

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