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PrimoCast 502 | O que DEUS espera de VOCÊ? (com Teo Hayashi)

20 de abril de 20261h36min
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No PrimoCast de hoje, recebemos Teo Hayashi, pastor, fundador do movimento Dunamis e líder sênior da Igreja Zion, para uma conversa sobre fé, propósito e o que significa viver uma vida que honra a Deus.

Teo compartilha sua história: filho de pastores, viu o pai abandonar a família aos 9 anos, se afastou da igreja e, no meio de uma balada nos Estados Unidos, teve um encontro sobrenatural com Deus que mudou sua vida. Largou tudo para ser missionário na Ásia e hoje lidera um dos maiores movimentos cristãos do mundo.

Uma conversa que desafia a forma como vivemos a fé e propõe uma visão prática de como honrar a Deus em todas as áreas da vida.

Host: Thiago Nigro @thiago.nigro

Convidado: Teo Hayashi @teohayashi

Sua marca no PrimoCast: publicidade@timeprimo.com

Participantes neste episódio2
T

Thiago Nigro

HostJornalista
T

Teo Hayashi

ConvidadoPastor
Assuntos5
  • Encontro com DeusTeo Hayashi · experiência sobrenatural
  • Honrando a Deusvida cristã · propósito
  • História de Teo Hayashifamília cristã · movimento Dunamis · Igreja Zion
  • Fé e Espiritualidadetransformação pessoal · crise de fé
  • Experiências missionáriasYWAM · missões na Ásia
Transcrição115 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Eu vi um argentino, um evangelista argentino, orar por um garoto que não tinha orelha. E eu vi a orelha do menino crescer na minha frente em 30 segundos. Sozinho lá na pista de dança. Bom, tive um encontro com Deus. No meio da balada, interrompi o processo de cidadania. Interrompi o mestrado. Terminei o relacionamento. Disse não a assumir a igreja. E Deus falou pra mim, hein? Volto pro Brasil. Isso que aconteceu, de alguma forma, te fez ter raiva da igreja?

E no episódio de hoje a gente vai falar sobre como honrar a Deus com a sua vida e o que Deus espera de você. Pra isso a gente tá aqui com ele, que é o Théo Hayashi, que é pastor, fundador do Dunamis, um dos maiores movimentos cristãos do mundo. E além disso, o Théo, ele é o líder sênior da igreja Zion. Um pai de 70 milhões de evangelhos que estão nessa situação. A gente fala de uma fé que transforma o ser humano e transforma o mundo. Só que não tá transformando o nosso Brasil. O que adianta?

Qual que é a sua teoria do porquê que a gente não é transformado, cara? Se realmente todos falam que são. Ah, mas minha teoria até eu não sei se ela é. Eu acho que a igreja evangélica brasileira prega o evangelho errado.

Começando o PrimoCast, o podcast oficial do Grupo Primo. E no episódio de hoje a gente vai falar sobre... Tem um título aqui, mas eu sinceramente não sei para onde vai o episódio. A gente vai falar sobre como honrar a Deus com a sua vida e o que Deus espera de você.

mas são tantas possibilidades com o convidado de hoje. E para isso a gente está aqui com ele, que é o Theo Hayashi, que é pastor, graduado em psicologia e teologia, fundador do Dunamis, um dos maiores movimentos cristãos do mundo. E além disso, o Theo é o líder sênior da igreja Zion, autor de diversos livros, faz parte da liderança do The Sand, que é uma iniciativa global que mobiliza jovens a abraçar um estilo de vida missionário.

E é isso aí, estou muito feliz em receber você hoje, Théo, porque faz muitos anos que, de alguma forma, a gente está para se encontrar, pelo menos do meu lado. Do meu também. Então, estou muito feliz com isso, cara. Tiago, obrigado pelo convite, é uma alegria poder estar aqui com vocês e dividir um pouco. Eu amo esse tema e eu sei que você já está fazendo isso, honrando a Deus com a tua vida. Então, a gente está aqui em um off, estava batendo um papo aqui.

Pô, muito incrível ver o que Deus está fazendo aqui no PrimoCast, no Grupo Primo, através da tua vida. Parabéns, obrigado por me receber. Obrigado, Theo. E assim, eu não sei se você sabe, mas o PrimoCast tem uns 6, 7 anos, eu acho. É até um bom tempo já e eu gravo o PrimoCast desde sempre.

Mas eu parei de gravar o Primocast. Então hoje é o Kaique e o Lucão que gravam. E eu só gravo quando um episódio, um episódio geralmente que a gente vai falar sobre Bíblia, um episódio espiritual, uma coisa assim. Porque aí é onde entra o meu propósito. Certo. Minha produção de conteúdo, ele está no meu outro canal. Entendi. Então é que eu só venho quando a gente vai gravar sobre isso. Pô, que da hora. Eu vim para o lugar certo. Vai ser muito legal, Teo. Vai ser muito legal. E, cara, aqui na empresa você tem muitos fãs, cara. Você tem muitos fãs. Tem galera que vai na Zion. Tem uma turma que vai aqui na Zion, não tem, cara?

Você e Vitora Jéssica. Mas tinha mais gente também que ia, não é? Ou às vezes vão para os... Visitando, né? Que legal. E tem também, eu acho que às vezes no The Sand. Sim, sim, sim. Tem toda uma bagunça generalizada. Que legal, cara. Porra, demais. Cara, e olha só, hoje você vai chegar sendo honrado aqui. Louco. Vai sendo honrado. Vou me empurrar aqui para você. Olha, olha.

Peguei, peguei. Vai ser um radar. Pode abrir? Claro, cara. A Reis é a parceira aqui do PrimoCast. E ela mandou um presente pra você. Obrigado, Reis. Vamos ver. Espero que você goste. Vamos pecar aqui ao vivo. Rapaz, isso que é embalagem, hein, Reis?

Meu Deus. Mas cadê o meu também, Lorena? Olha só, cara. Bonitão, hein? Cadê o meu, Lorena? Aí você pega, traz um para o convidado e eu fico sem. Esse aqui ficou legal, hein? Olha só. Essa cor aqui eu gosto. Para combinar com a camiseta. Eles já fizeram para combinar aí, ó.

Muito obrigado, Reis. Esse daí é o RS8 Avant, que é um dos best sellers da marca. Muito legal. E você que está assistindo a gente também pode ganhar um presente. Se você está aqui buscando uma evolução pessoal, a sua imagem chega antes de você nos lugares. Em qualquer lugar, é aqui que a Reis entra. Você precisa se vestir bem também. Eu lembro que eu no Primo, quando eu fazia reuniões...

atrás, quando ninguém sabia quem eu era. Era importante como eu me vestia. Hoje é um pouco menos importante, mas antes era muito importante. Estou lembrando que eu ia de gravata, de terno, nas reuniões, que era o primeiro impacto. Era um menino jovem. Então é importante se vestir bem, em especial quando você quer que elas dão uma boa impressão.

E as pessoas ainda não sabem exatamente quem você é. Então se você quiser, você pode usar o cupom PRIMO e você pode ter 10% de off no site em compras acima de R$497. Então vai ter alguma coisa aqui na tela e um link na descrição para você. Ou você vai direto no site da Raze e usa esse cupom para ser com tênis muito maneiro.

Theo, cara, eu quero antes de a gente começar a entrar nesse tema especificamente, ou sei lá para onde a gente vai aqui hoje, cara, eu queria conhecer um pouco da sua história. Sim. Porque você está aí, você é um grande líder para muitas pessoas, cara, de verdade. Como eu já disse aqui no grupo.

vários pastores que eu já conheci, cara, em vários momentos diferentes, falaram, pô, você já conhece o Theo? Você precisa conhecer o Theo. E não sei o que lá. Eu não sei se pelo fato de eu ser um empreendedor, eu entender que dentro do mundo ministerial, digamos assim, você também é esse cara, esse empreendedor. Não sei se as pessoas às vezes vinham a essa ligação, não sei, mas eu vejo que você tem muitos projetos. Assim, hoje você é esse cara conhecido, mas quando você era mais novo, como começou a sua história com Deus? É. Você já foi do berço?

Sim, a minha família é uma família cristã, evangélica. Eu conto para as pessoas, obviamente, quem está me assistindo aqui, enxerga, eu sou asiático. O meu nome Hayashi é japonês. Então, quer dizer, minha família veio do Japão.

meus avós vieram do Japão pro Brasil como missionários então normalmente você vê assim, as famílias japonesas aqui vieram por conta do acordo que o governo brasileiro teve com o japonês eles vieram aqui pra desenvolver fazendas o agro já os meus avós por conta da imigração, a denominação falou, olha, tá cheio de japonês lá que não tem como entrar numa igreja, não fala português e aí

vocês topariam ir para o Brasil como missionários? Meu avô era dentista lá no Japão. E eles começaram trabalhando com um barco hospitalar no Amazonas. E lá ele contraiu malária. E estou falando aqui da década de 30. Então, os caras falaram, você vai morrer. Então, assim, ele falou, me põe de volta no barco para o Japão.

Falei, se a gente puser você no barco, você morre no navio. Falei assim, ó, tem só uma esperança pra você. Instituto Butantan.

Então, pegaram ele lá do Amazonas, levaram para São Paulo, trouxeram ele para cá. E daqui ele nunca mais saiu. Então, ele saiu recuperado do Instituto Butantan, curado de malária. E as missionárias americanas da denominação que ele fazia parte, da metodista livre, falaram, olha, a gente quer que você fique aqui e plante igrejas para a comunidade nipônica. Então, eu cresci...

num contexto, eu estava conversando até dois dias atrás com um pastor. Aí eu falei, cara, na minha infância, eu ia para a igreja, que inclusive era lá no Morumbi, onde você também morou, perto do portal. A nossa igreja é uma igreja pequena. A gente tinha o culto japonês e tinha o culto em português.

Então, eu ia só pro culto português, porque eu não falo japonês até hoje, não falo. Sério? É. Então, quer dizer, os avós, normalmente, do pessoal, iam pro culto japonês. Os netos iam todos pro culto português, porque a gente não falava japonês. E os pais iam um dos dois. Enfim, eu cresci nesse contexto. Mas, assim, a minha mãe, ela era a líder da igreja. Minha mãe começou a igreja em 77, solteira. Meu pai não tinha nem aparecido na cena. Meu pai vem depois.

E eles casam e começam a pastorear juntos. Meu pai era seminarista metodista. Meu pai é ocidental, descendente de português e italiano. E eu sei que quando criança eu comecei a me dar conta, lá pelos cinco anos de idade, que tem alguma coisa errada aqui na minha família. Eu não sabia dizer o que era, mas tinha alguma coisa errada.

Eu fui começar a entender o que é adultério, o que é mentira. E comecei a entender que minha mãe passava por situações que porque ela fez o voto no altar até que a morte me separe. Minha mãe era aquelas old school. Falei, cara, eu vou ficar aqui nesse... E num tempo também mais antigo. É, década de 80, é isso. Então, eu vou ficar aqui.

Então, quer dizer, eu cresci vendo uma coisa, meu pai no púlpito da igreja, outra coisa em casa. E na minha cabeça aquela confusão. Cara, isso aqui não tá certo. Enfim, um belo... Você tinha quantos anos aqui? Ah, devia ter uns 5, 6, 7 anos. Daí, 8 anos, mais ou menos, 9 anos, ele chega e fala, olha, o adultério vem à tona.

Daí, protocolo da igreja, você tem que remover do ministério, tem que tratar, tem que buscar reconciliação, entra, põe um pastor interino. Nesse processo todo, ele fala, olha, eu confesso, mas eu estou fora. Não quero igreja, não quero essa família. Pegou as coisas e vazou.

E até hoje vazou. Ah, tipo, ele vazou? Vazou. Foi lá comprar cigarro e não voltou? Tipo, foi. Depois a gente foi descobrir que se mudou do Brasil e depois voltou pro Brasil. Enfim. E daí, naquele momento, é eu, minha mãe e minha irmã. Minha irmã também mais nova do que eu. E minha mãe lá naquela guerra lá toda. Então, quer dizer, eu cresci nesse contexto. É uma longa história aí. A gente foi parar na Europa, depois voltamos pra cá porque tem uma igreja na... Deixa eu dar um pequeno parênteses aqui. Sim. Porque...

Acho que é importante recortar um pouco essas fases. Eu estou... Acabou de nascer Eloá. Eloá tem cinco meses, por exemplo. Que legal. E um dos grandes desafios é... A gente também convive com a Sofia. A Sofia já era filha da Mayra antes. Hoje é a minha filha também. E ela tem sete anos. Sim. Então, você está falando de uma fase, mais ou menos, da fase da Sofia e tem Eloá que vai chegar daqui a pouco. Exato. Então, pega um recorte aqui.

Isso que aconteceu, de alguma forma, te fez ter raiva da igreja ou alguma coisa assim, cara? Te afastar de algum jeito? Não teve raiva, mas sabe aquela coisa assim? Porque assim, o momento que a minha mãe se encontra sem marido, o que eu vi foram muitos pastoras que a gente esperava dar apoio e tiveram alguns que deram apoio aqui, com quem eu tenho relacionamento até hoje. Mas muitos com quem eu esperava vai dar apoio, porque agora a igreja vem pra apoiar. Pelo contrário, falou, agora você não pode ser pastora.

Entendeu? Então, assim, eu falo para as pessoas, né? Assim, a mesma... Está errado isso? Está errado, óbvio, né? Então, quer dizer... Dá um cafezinho aí? Eu aceito. Me ajuda aqui, por favor. Mas aí, eu acho que está errado, porque assim, ó... Por um lado, né? A gente tem que acolher, tem que proteger, etc. Mas, por outro lado, não tem também um pouco de... Assim, não tem uma certa legalidade de quem pode ou não pode atuar? Sim, mas a questão não era nem... Obrigado.

A questão não era nem pode ou não pode pastorear. Porque minha mãe estava numa posição que ela falou assim, olha, não tem condição emocional, espiritual agora, eu estou precisando ter meu tempo. Tanto é que um dos pastores que mais nos apoiou veio e falou assim, olha, seguinte, a nossa igreja está conectada com uma igreja na Inglaterra que falou, olha, a gente está disposto a receber toda a família. Manda a família aqui para a gente.

A gente tem um lugar aqui pra ela estar trabalhando, a gente vai ver uma casa pra eles, a gente vai cuidar deles, até eles se recuperarem e daí eles decidem se eles querem, se ela vai querer voltar no ministério ou não. E foi o que a gente fez. Então, tivermos algumas pessoas que eu vi, e falaram, pô, pensei que a gente... Isso aí eu tô falando assim, garoto de nove anos, mas já tava com noção. E eu comecei a desenvolver dentro de mim pra responder tua pergunta, Tiago, essa coisa de... Não é que eu tô bravo com a igreja, eu tô falando, cara, esse negócio de igreja é muita treta, hein?

eventualmente eu vou tocar a minha própria vida, o que é que eu fiz. Então, assim, eu fui me envolvendo mais tarde com esporte, era futebol, natação, era a minha vida, e pensei, vou me formar no ensino médio.

E me formei no ensino médio e eu ia para o... Eu estava jogando bola lá na escola. Apareceu um técnico dos Estados Unidos e falou assim, ó, você sabia que você pode ter uma bolsa de estudo jogando bola? Eu falei, pô, com nota eu não consigo entrar na universidade. Então, quem sabe pela bola, né? Daí eu acabei indo, eu e meu melhor amigo na época. Você era boleiro então, jogava bola bem. Jogava.

Pra americano tava bom, né? Pra americano. Eu fiz várias peneiras aqui, não passava. Daí ele falou, não, mas você consegue lá. E daí foi eu e um amigo meu, ele foi pra Flórida, eu acabei indo pra Pensilvânia. E fui estudar.

Agora, 17 para 18, indo para lá, sem ninguém. Eu fiz 18 e fui no mês seguinte. Então, quer dizer, independente, morando na República. E daqui a pouco, assim, minha mãe mandava... Era a época que ela falava assim, ó, liga, cobra, mas fala rápido, porque é caro. Então, ela falava assim, e eu ligava toda segunda-feira para ela. Ela falava assim, você foi para a igreja? Eu falei, não consigo mentir para a minha mãe, né?

Falei, mãe, eu tô tentando achar igreja. Então, acha uma igreja, você tem que ir pra igreja. Aí, finalmente, eu comecei a frequentar uma igreja, mas eu não encontrei um grupo de amigos que... Eu falei, cara, isso aqui eu consigo viver o evangelho com eles. Daqui a pouco, eu já tava com uns amigos meus falando, você promove aqui a balada aqui, eu era amigo de DJ.

Eu tava promovendo balada na faculdade dos Estados Unidos. Aquela coisa típica de filme. Sim. Era a minha vida. Loucura, bebendo ao contrário. É, todas aquelas coisas doidas lá. A gente alugou um casão, ficava todo mundo na casa lá. E aquela... E, enfim, era... É o que eles chamam de frat house, né? De fraternidades. Então... Não, mas, cara, é essa fase. Eu tô imaginando quando minha filha chegar nessa fase, assim. Porque todo mundo tem esse seu momento ali.

De desafio, né, cara? Passar por essa fase bem. Eu falo com a minha esposa, com a Júnior, assim, o meu mais velho tem 10. Falei, ó, com 18 ele já vai embora pra casa. Eu tenho 8 anos pra incutir nele tudo que eu preciso ou que eu posso. A partir de lá, tá na mão de Deus. Porque você não consegue controlar. Minha mãe, eu considero minha mãe a melhor mãe, assim, do mundo.

O melhor exemplo de cristianismo na minha vida foi minha mãe. Só que ao mesmo tempo, eu chego lá, estou lá longe, vou fazer o que dá na minha telha. E foi o que aconteceu. Eu estava até contando para o pessoal quando eu cheguei, eles estavam me perguntando qual foi o teu maior encontro com Deus. Foi nessa época.

Eu lá nos Estados Unidos, muito louco, balada, tarde balada, notas assim despencando e com risco de perder. Risco não, eu perdi a bolsa porque as notas não estavam acompanhando. E eu tô tudo lascado lá. Num dia, numa balada lá, eles falaram, ah, vamos lá pra Flórida lá.

Porque tem o Spring Break lá, que seria tipo o carnaval do universitário americano. Eu morava num lugar que era muito frio, lá na Pensilvânia, lá no norte. A galera pegou, entrou nos carros, todo mundo desceu. Fomos lá pra costas, lá pra baixo, pegar praia. Tô lá uma noite lá, tudo muito louco. Ninguém orou por mim. Ninguém pregou. Ninguém pôs as mãos. Nada. Tô sozinho lá na pista de dança. Pum. Eu tive um encontro com Deus. Sério mesmo, cara? No meio da balada.

Muito louco, sóbrio na hora. Tuf, fiquei sóbrio. E eu falo para as pessoas, as pessoas falam assim, como que eu sei que eu tive um encontro com Deus? Quando você tem um encontro com Deus, você é convencido da tua necessidade de Deus. Na hora eu falei, cara, eu preciso de Deus. Eu estou todo errado aqui, cara. Comecei a chorar, daí os caras colaram em mim. E aí, o que você tomou? Eu falei, mano, não tomei nada não. Você não vai entender nada que está acontecendo. Porque eu era um dos únicos lá naquele contexto, cresceu a igreja.

Falei, cara, você não vai entender. Saí correndo, fui pro banheiro no meio da balada. Lá em Tampa, até hoje eu lembro. E Borceria, um lugar que só... Tipo, como se fosse assim, o bairro boêmio lá, só dos universitários. E, cara, eu entrei numa daquelas cabines, botei o assento pra baixo, sentei lá e comecei a chorar. E falei, Deus, eu tô fugindo. Eu tô fugindo, Senhor. Tô voltando hoje. E eu escutei e Deus falou pra mim, eu te criei pra muito mais do que isso.

Então aquele dia lá foi meu shift. Saí do banheiro, eu falo que eu entrei naquele banheiro de um jeito e saí do outro. E quando eu saí, aí eu comecei a me tornar um cara muito esquisito com meus amigos.

Os caras não estavam entendendo mais nada. Tipo, cara, o que você está fazendo? No semestre seguinte, eu tranquei matrícula para ser missionário. Depois eu voltei para terminar meus estudos, mas naquele momento eu falei, cara, eu preciso sair desse ambiente aqui. Terminei o relacionamento que eu estava, terminei algumas amizades, porque os caras achavam que eu estava muito louco. Falei, cara, eu comecei a ter uma fome por ler a Bíblia.

Cara, eu cresci na igreja, eu sei que é a Bíblia, mas de onde está vindo essa fome? Eu comecei a ter esse momento que era... Eu passava mais tempo sozinho falando com Deus do que com as pessoas. E eu sou um ser bem social. A minha vida antes daquele encontro era festa, era vida social constante. Então, aquele momento lá foi meu 180. Aí, mesmo assim, Tiago, para responder a tua pergunta, eu continuando falando do assunto, eu falava, Deus, eu amo o Senhor, eu amo Jesus. Eu amo Jesus.

Mas eu não quero saber da igreja, não. Porque a igreja, aquela memória que eu tenho lá atrás... Tem como servir a Deus sem ter que estar na igreja? Deixa eu dar um pause aqui. Cara, vamos falar um pouquinho desse encontro seu com Deus.

você tem muito cristão, você tem crente que tá buscando um encontro com Deus agora, Deus fala comigo pelo amor de Deus, fala comigo, fala comigo e aí você tem aquele momento, né, do silêncio Deus não tá respondendo muitas vezes ou você não está ouvindo, ou não chegou a hora de falar com você, mas ele tá lá buscando e cara, não tá ouvindo

E no seu caso, você estava fazendo o contrário. Estava fugindo. Você estava fugindo de Deus. Aí Deus foi e falou com você. Só que quando ele falou com você, ele te trouxe no coração a vontade de falar com ele. Porque ele chegou e falou assim, caramba, e você, na verdade, chegou à conclusão que precisava dele. Sim. Então, como você entende esse tipo de coisa? Por que você acha que Deus falou com você nesse momento?

em que você não estava buscando? E por que às vezes a gente está buscando e às vezes Deus não fala de uma forma tão clara e audível quanto a que aconteceu com você, ou tão intensa? Como você entende isso, desse timing, de Deus ter falado, de Deus ter colocado um desejo no seu coração?

O que você entende disso? Tem a soberania de Deus que cobre os nossos pontos de interrogação, porque não é uma ciência exata.

Seria muito mais fácil se fosse, mas não é. Eu diria assim, você vê na Bíblia, por exemplo, não faz sentido Saulo, Atos capítulo 9, indo para matar a crente. Daí Deus fala, porra, Saulo, por que você está me perseguindo? Eu quero te usar como o maior apóstolo da igreja. Até hoje a igreja se sustenta e se alimenta das escrituras de Paulo. Você pega aí Jonas.

Pô, o Jonas tá fugindo de Deus. E daí, de repente, vem um naufrágio e uma baleia pega ele. Então, quer dizer, umas histórias que você fala, cara, mas não faz sentido. Eu também converso com pessoas que falam assim, Theo, eu tô aqui no meu jejum, cara. É silêncio, cara. Eu não tô escutando nada. É só cri-cri.

Nada, nada, nada, nada. E eu já tive também esses meus momentos assim. Eu acho que assim, não existe uma resposta pra isso, Thiago. Eu acho que sim, tem a soberania de Deus. Mas ao mesmo tempo, uma coisa que eu tenho percebido como princípio.

Eu, obviamente, tive esse encontro com Deus e amo ter encontros com Deus. Mas eles não são tão frequentes quanto eu gostaria. Se eu falasse que tem encontro com Deus aqui toda semana, esse tipo de sobrenatural. Você acabou de dividir uma coisa em off aqui pra mim, da tua família, tua esposa, com um encontro, aquilo é sobrenatural. Entendeu? Se eu falasse assim, ah, eu tenho encontros sobrenaturais. Não, eu estaria mentindo. Eu tive já e tenho alguns, mas o que eu tenho todo dia? Eu tenho um momento que eu abro a minha Bíblia,

E eu estou lendo a palavra. Às vezes eu não sinto nada, não tem nenhum calafrio. Agora, tem vezes que são mais raras do que as que eu não sinto, que eu estou em prantos, estou chorando. Porque é convicção do Espírito Santo. Então eu falo para as pessoas que não tem a ver com sentir, com sentimentos, tem a ver com convicção, a verdade. E eu falo também porque as pessoas às vezes não procuram. Tem gente que espera um encontro com Deus sem dar busca. A busca por Deus.

Eu sei que você está usando o exemplo aqui de alguém que está buscando, mas mesmo no processo de busca, eu tenho aprendido que o silêncio me aprofunda. E às vezes é justamente a estratégia que o Espírito Santo usa. Me busca, ele põe uma fome, Deus, eu preciso escutar tua voz, eu preciso escutar a tua palavra, eu preciso ter um encontro contigo.

Não estou escutando e você está indo mais fundo, mais fundo, mais fundo. Às vezes não tem a ver com aquilo que ele vai gerar em você, mas é aquilo que a busca gerou em você. Essa busca te aprofundou, te trouxe mais convicção. Então, o Senhor Deus fala através da palavra Logos, que são as santas escrituras, e ele também fala através do Rema, que é a palavra vivificada. Às vezes você está lendo a Bíblia e você escuta Deus.

Então, eu acho que se você é fiel com o Logos, ele te confia, Rema. Então, eu não acho que tenha uma ciência exata, mas eu acho que o padrão de Deus é você buscar ele enquanto ele pode ser achado. A Bíblia fala buscar o Senhor enquanto ele pode ser achado. O que significa que tem momentos que ele não pode. E se você está com...

Ar no teu pulmão? Desejo no coração? Cara, ele pode. Vai buscando ele. Algo está sendo gerado no teu coração. Independente de você estar escutando, tendo calafrio, chorando, tremendo, caindo no chão. Isso aí são só manifestações. Mas uma realidade interna está sendo gerada dentro de você.

É animal, assim, eu acho que quem já não se questionou sobre isso, né? Por que você não responde? Ou por que? Não, eu já tive várias crises dessas. Cara, e aí a gente fez umas três células pra trás e a gente tava refletindo um pouco sobre isso e sobre o porquê isso acontece, né? E aí tem várias hipóteses, né?

E aí o que eu vejo muito de quando você ora e Deus não responde é que às vezes Deus vai mudar o tempo, às vezes Deus vai mudar a circunstância, mas às vezes Deus vai mudar quem está orando. Com certeza. Então muita gente está esperando que aconteça algo aqui fora, só que ele não responder faz a gente, na insistência e na fé, mudar aqui.

Que é esse negócio do aprofundamento. E aí a gente fica esperando acontecer algo aqui fora e nem percebeu que mudou algo aqui fora. Exatamente. É isso. Isso é sensacional, né? E aí... Então, tudo bem. Aí, beleza. Aí você... Então... Rapidinho. Só pra mencionar em cima disso aí que você tá falando, que é muito forte. Tem um provérbio, um conto africano, no meio cristão africano, que ele fala que Deus apareceu pra um homem de Deus.

E falou pra ele, levou ele pra fora da aldeia, mostrou uma rocha gigante e falou pro homem de Deus, você empurra essa pedra, essa rocha, pra aquela direção. E ele ficou empurrando, empurrando, e falou assim, ó, empurra forte, daqui a pouco eu vou voltar. E Deus foi, depois ele voltou. E daí quando ele fala, você tá empurrando? Ele falou, eu não consigo, é muito forte.

Daí você deve conhecer isso aí. E daí Deus fala pra ele, olha teu braço, olha teu ombro, olha tuas costas. Não tem a ver com você empurrar a pedra, tem a ver com eu gerar força, uma nova musculatura, uma nova estrutura dentro de você. Eu acho que assim, essa coisa de você estar num lugar secreto, buscando uma oração, uma resposta a uma oração, alguma coisa está gerando dentro de você. Uma resiliência espiritual.

E eu acho que assim também, eu vejo que toda vez que a gente faz alguma cagada séria na vida, ela tem a ver com o ego. É o ego, né? O ego é te colocar acima de Deus, né? O ego é te colocar acima das outras coisas, né? E eu acho que a oração...

onde você não tem uma resposta clara e imediata, também te coloca na posição de submissão. Sim. Te bota na posição de hierarquia, onde quem é a hierarquia. Você não pode demandar uma resposta. Exatamente. Tem um pouco disso também. Isso daí é impressionante. Mas aí me conta.

Continua aí. Aí você teve esse encontro, aí você começou a buscar Deus ali. Eu tive um encontro com Deus, cara. E assim é doido. Eu conto para as pessoas assim, as pessoas falam, não, não é possível. Eu falo, é perante Deus. Eu pisei para fora da balada, eu escutei uma voz. Que nem você falou... Que louco isso, né, cara? Até hoje eu fico chocado com essas coisas. É, eu escutei uma voz. E a voz falou assim para mim, YWAM, que não é uma palavra. YWAM. YWAM. YWAM. E eu vi Y-W-A-M. É uma sigla.

Naquela noite, eu fui para o apartamento do meu amigo, na República dele, que era esse meu amigo que foi jogar bola lá na Flórida, ele estava todo mundo com a fraternidade dele. Fui para o apartamento dele e falei, cara, posso entrar no teu computador? Era tipo quatro da manhã. Entrei lá e botei no Google, YWAM. E caiu numa organização chamada Youth with a Mission, Jovens com uma Missão.

Cara, a base era no Havaí. Quando eu vi que o Havaí, eu falei, pô, tô gostando desse negócio aqui, cara. Vamos pra lá. Daí, cara, eles têm a Universidade das Nações, né? Que é um campus de treinamento missionário lá. E eu comecei a pesquisar, pesquisar. E eu falei, cara, não é possível que Deus tá me chamando pra eu ser treinado como missionário.

Cara, naquela noite lá, para pensar, é a loucura. Eu estou fazendo o meu processo seletivo, estou filling out lá o application, a aplicação que os caras têm lá, o formulário. E eu estou pensando, mano, isso aqui é muito doido, cara. Eu estou falando aqui que eu quero ser missionário, mas quatro horas atrás estava na balada muito louco. E daí os caras me responderam e falaram, ó, vem para cá que a gente vai te aceitar, você vai ser treinado. Então eu tranquei matrícula na faculdade e me meti para lá.

E, obviamente, quando eu falei para as pessoas, ó, estou indo lá para ser treinado como missionário, eu falei, pô, que incrível, você vai para a África? Eu falei, não, estou indo para o Havaí. Tipo, ah, você vai... Que mané missionário, cara. Eu falei, não, vou... É, exato, eu ia pegar onda e tal. Daí, enfim, acabei indo. Nessa que eu fui, depois eu acabei indo para as Filipinas. Eu fiquei lá com o missionário das Filipinas.

Mas eu tive momentos com Deus que me marcaram até hoje. Fruto daquele momento que eu tive, daí na época eu deveria ter coisa de 20, 21 anos de idade, é hoje o Dunamis. São coisas que eu anotei no meu caderno lá atrás.

Não tinha celular, era caderno mesmo, eu ficava com Deus lá e orava, li a Bíblia, ficava assistindo as ondas caindo, quebrando em cima das rochas lá, tinha meu tempo com o Senhor e anotando as coisas que eu escutava Deus falar para mim. E muito do que eu anotei, tenho esses cadernos até hoje, é o que a gente está fazendo hoje no Dúnamis. Então eu fiquei com essa missão por uns três anos.

E, obviamente, minha mãe muito feliz que eu estou com Jesus, mas, ao mesmo tempo, uma mulher japonesa, que para japonês tudo, né?

Que bom que você está servindo a Deus, mas você tem que terminar a sua faculdade. É, né, cara? Entendeu? Então tinha esse negócio nela também. Eu falei, não, eu vou, mãe. Eu prometo que eu vou terminar a faculdade. Mas daí eu fiquei com eles três anos. Fui missionário na Ásia, nas Filipinas, no Egito. Passei um tempo na Índia. E quando eu estava na minha última missão, que seria a Índia...

eu tive mais um desses momentos de encontro com Deus. Daí eu fui numa busca, eu entrei no jejum. Então eu fui sempre ensinado. Você entrou no jejum? Era normal para você fazer jejum ou foi a primeira vez que você fez jejum? Cara, eu vi a minha mãe fazendo jejum desde que eu era pequeno. E eu falava, mãe, eu tenho que fazer jejum. Eu falava, não, você é muito criança, você tem que comer bem, tem que se alimentar. Um dia você vai ter entendimento de jejum, você vai fazer jejum. Daí eu, beleza. Daí eu entendia, assim, quando o negócio aperta, você faz jejum, cara. Que daí você escuta Deus.

E era mais ou menos essa mentalidade que eu tinha. E eu tava lá na Índia, eu morava, pra você ter uma noção, Thiago, eu morava numa favela islâmica em Nova Delhi. Caraca, velho, que louco. Eu trabalhava com outro missionário sul-africano, que é da mesma missão.

E, cara, ele já estava lá seis anos, falava urdo, porque os muçulmanos lá não falam o hindi, né, que é a língua principal deles. É um outro idioma chamado urdo. E, cara, o cara já era fluente, pra mim era tudo aquilo, era muito novo. E ele falou, cara, você joga bola, vai lá na universidade.

E entra lá pro time de futebol, que é tudo muito aberto, que era a maior universidade islâmica do mundo, tá em Nova Delhi, de Miami University. Fui pra lá, comecei a jogar bola com os caras, fiz amizade, e comecei a dividir Jesus com os caras.

Cara, tô aqui. Mas o que você tá fazendo aqui? Não, porque eu amo Jesus. Jesus me mandou pra cá e papapá. Os caras, tipo, mano, esse cara tá muito louco. Como assim? O que você tá fazendo aqui e tal? E chegou um determinado momento que eu falava, cara, você precisa conhecer Jesus. Ele falava, ó, fica com a tua fé, eu fico com a minha fé. Tá de boa, você pode ter a tua fé, eu vou ter a minha fé. Eu sou islâmico. E aí, como que você passa nessa parte? Ah, frustração, né, cara? Eu me sentia impotente, tipo, cara.

Tô aqui, tô me doando, tô aqui conversando, investindo em relacionamento e os caras não conseguem nem, não querem. Eu falei, Deus, o que eu tô fazendo aqui? Eu sou um missionário muito fajuto, cara. Porque não tô conseguindo ganhar a vida pro Senhor. Almas não estão tendo encontro com o Senhor. Então, quer dizer, aí alguém me deu um livro.

chamado Evangelismo por Fogo, de um alemão, Reinhard Bonnke. Se você não conhece, cara, vale a pena pesquisar. Morreu já há uns, se não me engano, 5, 6 anos atrás. Mas o cara foi talvez um dos maiores evangelistas do mundo. O pessoal sabe muito sobre Billy Graham. Pensa no Reinhard Bonnke, o Billy Graham com milagre.

O cara é maior que o Billy Graham? Eu não falaria que ele é maior que o Billy Graham, porque o Billy Graham tem uma... Ele tem uma reputação, mas uma representatividade muito forte, o Billy Graham. O pastor dos presidentes. Ele é um cara que tinha abertura em todas as denominações cristãs. Reinhard Bonk era pentecostal. E Reinhard Bonk focou na África.

Tem uma cruzada dele lá na África, o pessoal pode botar aí no Google, depois você vai ver. Na Nigéria, 1.9 milhões de pessoas presenciais. Nossa, velho.

O pessoal punha ônibus lá no fundo para quando o Reinhard Bonk fizesse o apelo, as pessoas entravam nos ônibus, eles traziam o pessoal para frente. Tão longe. O som dele, do microfone, chegava lá em coisas assim de segundos, de 10 segundos de delay. Nossa. Então assim, são as fotos assim, você vê os vídeos, dá para pegar nos vídeos no YouTube até hoje. Mas enfim, alguém me deu o livro dele.

E o lance lá era assim, cara, você vai fazer o evangelismo não é só na teoria, é na prática. Você vai falar sobre o poder de Deus? Demonstra o poder de Deus. Você vai falar que Jesus quer curar a pessoa? Então, impõe as mãos sobre os enfermos e ora. E vê o surdo, o vivo, o cego, o veia e tudo mais. Então, aquele negócio me confrontou demais. Eu falei, cara, meu cristianismo aqui é só teoria.

Eu estou tentando vencer os caras e não tenho nada contra a apologética. Eu amo a apologética. Mas eu estou tentando aqui, eu debater aqui só na apologética. E se eu falasse, tudo bem, cara, então você tem tua fé, eu tenho minha fé. E se o Espiritanto falasse para mim uma palavra de conhecimento? Olha, a mãe dele está doente. Amanhã eu posso ir na tua casa orar com tua mãe? Que é a situação que você acabou de me descrever da tua esposa. Ela teve uma palavra de conhecimento, uma revelação.

Isso é sobrenatural. Agora, como é que você falou a uma pessoa que estava na plateia, que não acreditava que Deus existe, agnóstica atéia, Deus existe. Por quê? Não é pelo argumento, pelo convencimento apologético. Não, é a demonstração do poder. Então você pega um cara que nem o apóstolo Paulo.

Se for traduzir a carreira acadêmica ou a formação acadêmica do apóstolo Paulo para os dias de hoje, eles falam que ele teria o equivalente a quatro PHDs. Ele chega e fala assim, olha, quando eu fui para vocês, eu não fui na sabedoria humana, na eloquência humana, eu fui propositalmente na demonstração do poder. Então, eu comecei a falar assim, cara, eu não tenho como demonstrar poder. Eu não tenho, assim, essa...

Eu sei pregar, eu sei falar, eu sei argumentar, eu sei provar na Bíblia, por A mais B, que você precisa de Jesus. Isso é importante, é muito bom, mas e se eu pudesse, junto com isso, adicionar isso que Paulo está falando? Eu não vou ficar só na eloquência humana, eu vou vir aqui na demonstração do poder. E se eu fizer aquilo que eu estou lendo nesse livro, Evangelismo por Fogo? Ser um canal do poder de Deus palpável, não só na teoria.

Então, quer dizer, aquilo lá me pôs uma crise. Eu lá, sendo missionário, lá numa crise. E eu falei, cara, eu vou jejuar, eu vou orar, eu preciso de uma resposta, eu preciso fazer alguma coisa na minha vida. E foi uma crise muito boa, mas não deixou de ser uma crise. E eu entrei, eu lembro, eu até contei também lá pro pessoal aqui fora, quando eu era criança, eu tive um encontro com o poder de Deus.

Eu vi um argentino, um evangelista argentino, orar por um garoto que não tinha orelha e eu vi a orelha do menino crescer na minha frente em 30 segundos. Sério? Na minha frente. Quanto ano você tinha? Tinha 10. 10 anos. 10 anos, eu tava contando aqui. 10 anos, isso aqui foi na Itália. Minha mãe foi lá com um grupo de pastores pra uma conferência de evangélica lá, de pentecostal, e daí eu fui junto com minha mãe.

Não entendi italiano. A Argentina começou a pregar lá. Minha mãe falou assim, ó, você não vai entender nada porque ele vai falar em espanhol e você traduzir para italiano. Se você quiser, pode ficar lá atrás brincando com os meninos lá atrás, os italianos lá atrás. Fiquei lá brincando lá com os meninos. Ela falou, quando começar a tocar música, banda, você vem para frente. Minha mãe era dessa pegada. Ela falava, todo homem de Deus que ela vinha, falou assim, ó, impõe as mãos sobre o meu filho aqui. Ora pelo meu filho aqui. Ora pelo meu filho. Quando você tocar, você escutar a música, você vem para frente que o homem de Deus vai orar por você.

que era esse argentino, o nome dele é Carlos Anacondi. Daí, comecei a tocar música, eu falei pros meninos lá, não sabia o que fazer, a gente fazia só assim, não, tava jogando bola. Vazei, entrei no ginásio, era um ginásio grande, lá em Caserta, sul de Nápoles. Entrei, vi minha mãe lá na frente, mas quando eu comecei a andar pra frente, eu comecei a ver vários corpos no chão.

Porque é aquela coisa, né? Não, mas porque eu não tinha visto isso antes na minha vida. Ah, entendi. Então eu não tava acostumado com aquilo. Eu falei, caraca, o que aconteceu? O povo tá doente. É chocante a primeira vez mesmo. Pô, imagina um menino de 10 anos. Daí eu fiquei olhando e falei, caramba. E eu vi minha mãe de pé. Falei, pô, minha mãe pelo menos tá de pé. Saí correndo e quando eu cheguei lá, tava cheio de gente chorando. Tremendo debaixo da unção. Eu não sabia o que que era unção. Tinha 10 anos.

Pessoal estirado no chão. Eu falei, mãe, a senhora tá tudo bem. Isso aqui é poder de Deus, minha mãe. Primeira coisa, ela quis me sossegar. Fica aqui. Ela me abraçou e falou, isso aqui não tem problema. Isso aqui é poder de Deus. Você tá sentindo o poder de Deus isso aqui? Tá bom, mãe. Tá bom, mãe. Ela falou assim, você vai receber a oração do homem de Deus. Ela pegou a minha mão e foi me levando lá pra ele. E tipo, você tá falando aqui de uma... Um ginásio, sei lá, de 3, 4 mil pessoas. Todo mundo querendo receber a oração. E...

Beleza, eu tô lá, e nessa aí que ela tá tentando me levar e eu tô pra tentar receber oração, eu recebo a oração, mas daí eu não sinto nada. Não caio de poder, nada disso. Nada. Como se fosse uma outra pessoa veio, pôs as mãos sobre mim, orou, pronto, amém, e ficou por isso. Só que eu vi um pai vindo, arrastando um adolescente. E você via que o adolescente, ele não era saudável. Ele tinha algumas deformidades.

E ele vinha sendo arrastado, sendo carregado pelo pai. E o pai italiano põe na frente do argentino, desse evangelista, esse menino. E ele tenta falar italiano e o argentino não fala italiano. Ele fez assim, ó. Fez assim, ó. Fecha seus olhos. Botou a mão na cabeça do menino. O pai com os olhos fechados, ele botou a mão na cabeça do menino. Cara, de repente o menino, pum, caiu no chão.

Nessa aqui, o pai ficou desesperado. E o argentino pegou e vazou. Foi orar pra próxima pessoa. Eram filas que se formavam pra receber oração. Então ele foi lá orar pela outra pessoa. E eu fiquei do lado. Nessa que eu fiquei do lado, o pai tá lendo daquele jeito dele lá, sinalizando

desesperado, tentando pegar a ajuda de alguém, atenção de alguém, e eu tô do lado. O garoto, 10 anos, eu tô aqui parado, olhando, e eu vi o menino estirado no chão. O menino devia ter, sei lá, 14, 15, 16 anos, estirado no chão. E eu percebi que, aqui no crânio dele, ele tinha uma massa, ele não era uma orelha, era uma massa de pele e um buraco.

Caraca, de repente eu fiquei olhando, comecei a ver que tinha coisas... Ah, o queixo não era normal. Então, quer dizer, ele tinha algum problema. E daí, nesse processo todo aí, ele começou a ficar vermelho. E daí ele começou a tremer. Aí comecei a ficar assustado.

Ficou tremer, tremer, tremer. E daí ele começou a urrar, urrar, urrar. Daí nessa, o pai tá desesperado, tá berrando, berrando. Só que você tem que pensar. Ginásio, banda tocando, louvor. Nego caindo, nego chorando, caindo pra tudo quanto é que... Tipo, é um pentecostalismo doido. E o cara tá gritando aqui, ninguém tá vindo pra ele.

Eu tô olhando assim esse menino, eu começo a ver as veias saltarem. Nessa que as veias saltarem, ele começou a tremer, tremer, tremer, tremer, tremer. De repente, eu vi, assim que nem eu tô te vendo. Eu vi aqui na minha frente. 30 segundos. Saiu uma orelha. É mesmo, velho? Vi. Diante de Deus. Eu vi.

Cara, é muito louco isso. Tiago, aquele dia mudou a minha vida. Ó, tô te falando de uma coisa com 10 anos de idade. Até hoje, não esqueça que negócio marcou a minha vida e impactou o resto da minha vida. Cara, que louco. Tanto é que quando eu tô na Índia, eu penso, eu já vi esse negócio que eu tô lendo no meu livro aqui, nesse livro aqui. Por que eu não tô vivendo isso? Que era crise, eu falei assim, Deus, eu vou entrar no jejum, fala comigo o que eu tenho que fazer. Se não, a minha cabeça, sei lá...

no desespero, eu falava, eu pego um avião aqui, tinha 700 dólares no meu nome, eu pego esses 700 dólares, eu vou comprar uma passagem de ida pra Buenos Aires, eu vou atrás daquele argentino, e eu vou ficar perto desse cara aí, porque eu tenho que viver esse negócio, ou senão eu volto pra balado, meus amigos ainda estão lá, curtindo, eu larguei aquilo pra quê? Pra ficar fazendo uma coisa assim, sem poder?

Então, quer dizer, na minha cabeça era muito simples, cara. O que eu fiz? Eu abri mão de amizade, de namoro, abri mão de bolsa de estudo, de faculdade. Eu tô aqui numa favela islâmica em Nova Delhi. Ou eu vivo esse negócio aqui, ou eu tô fazendo uma coisa totalmente errada com a minha vida. Então, foi um momento que eu fiz um teste, né? Você vai ler lá em Juízes a história de Gideão. Gideão põe um teste perante Deus.

Ele põe uma lã e fala assim, Deus, se é isso mesmo que o senhor quer, tudo volta molhado à lã seca. Depois ele faz, não. Agora, se é mesmo, segundo teste, a lã molhada ao redor seco. Então, quer dizer, eu vou fazer o meu teste. Gideon fez o teste dele, eu vou fazer o meu teste. E eu falei, Deus, eu vou entrar num jejum de sete dias, na água.

Se o senhor não falar nada, já sei que é a resposta que eu tenho que pegar o avião, vou pra Buenos Aires achar esse cara. Se o senhor falar que não é pra fazer isso, o senhor vai me parar no meio do caminho. Então, beleza. Deu no sexto dia, minha mãe me ligou. Falou, olha, minha mãe tava morando em Colorado na época. Tava fazendo doutorado dela. Daí ela falou assim, ó, tô aqui no doutorado e veio um professor convidado da África.

pra falar, e ele é um diplomata, ele trabalha com ONU, mas ele é um profeta, e ele não sabe nada de você, e falou, e descreveu, me descreveu pra mim você, e falou que você é o filho espiritual dele, eu falei, mas que coisa, uma doida isso, cara, eu só deixei minha mãe falar, e ele me deu o cartão, ele passa a metade do tempo dele na África, em Gana, de onde ele é,

E ele passa a outra metade do tempo dele em North Carolina, na Carolina do Norte, onde ele tem a igreja e o escritório dele e o instituto dele está lá. E ele falou para você ir lá para a Carolina do Norte que ele vai te ensinar como ser um homem de Deus.

Falei, mas que coisa mais bizarra, eu nunca conheci esse cara. Me passa o nome dele aqui. Eu botei no Google lá, eu falei, tá, tudo bem, eu vi tudo o que ele fez. Grandes, sabe, conquistas diplomáticas e tudo mais. Só que eu falei, Deus, que maluquice, eu vou largar tudo o que eu tô fazendo aqui pra ficar seguindo... Seguindo esse cara aqui, esse negão aqui que eu nunca vi na minha vida. E minha mãe falou, ó, você não tava orando? Isso aqui é de Deus. Falei, mãe, tá, agora eu tenho que... Bom, longa história curta, isso aqui foi em novembro. Em fevereiro eu já tava na Carolina do Norte.

E nunca tinha conhecido esse cara antes. Pousei lá e fiquei cinco anos com ele.

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