Programa Eufonia 9.05.26
Edição 991.
Fique ligado nos destaques do programa deste sábado (9/05).
- O Visão digital explica como surgiu a primeira web câmera e como ela ficou popular no mundo.
- No quarto episódio da série sobre as principais manifestações culturais de cada região do Brasil, o Historiando informa sobre a Folia de Reis, que acontece na região sudeste.
- O Eufonia apresenta entrevista o jornalista formado em 2025, Henrique Silva, que desenvolveu como trabalho de conclusão de curso um podcast que resgata a memória do vale do Salitre, em Juazeiro, na Bahia.
Acompanhe através das nossas rádios parceiras!
Apresentação aos sábados:
Vitória FM 104,9, às 7h;
Curaçá FM 87,9, às 11h;
Orocó FM 104,9, às 11h30.
Luz do Sertão FM 87,9, às 15h30
Reapresentação aos domingos:
Petrolina FM 98,3 às 7h.
Liberdade FM 104,9, às 7h30.
Alisson França
- Podcast Salitre Fatos HistóricosHenrique Silva · Memória do Vale do Salitre · Transformações sociais, ambientais e econômicas · Conflitos agrários
- Eventos Culturais em Petrolina e JuazeiroVivência em biblioterapia · Evento Vinho, Desenho e Prosa · Exibição do filme O Discreto Charme da Burguesia
- Sarampo: Sintomas e PrevençãoQueda na cobertura vacinal · Sintomas da doença · Recomendações da OMS e SESAB
- O Gran Cursos e a jornada de concurseiroCurso de higienização em ambientes · Capacitação em exames laboratoriais · Salão de Artes Universitário Regional · Concurso da Universidade de Pernambuco
- Primeira WebcâmeraOrigem e popularização da webcâmera
- Características de Ricardo ReisManifestação cultural religiosa do Sudeste · Origem portuguesa e espanhola · Composição do grupo de foliões
- Livro Sem DespedidasHan Kang · Massacre de Chechun · Jornada de Kai Wan
- Curta-metragem Filhos de MacunaímaMariana Saturnino · Famílias indígenas e urbanização · Preservação de tradições
- Conceitos e palavrões em portuguêsOrigem e evolução do idioma · Países com português como língua oficial · Dia Mundial da Língua Portuguesa
O que você gosta de ouvir? Dicas de saúde? Filmes? Livros? Ou prefere informações culturais? Notícias acadêmicas? E que tal tudo isso em um só lugar? Eufonia, a sua revista radiofônica. Olá, Eufônico. Começa agora a edição 991 da sua revista radiofônica, que está repleta de conteúdos educativos para você. Olá, Alisson.
Olá Alexandre, é isso mesmo, tem muita informação, dicas de saúde, eventos culturais, música e entrevista. O Eufonia é um programa educativo da Universidade do Estado da Bahia, em Juazeiro, produzido por alunos do curso de Jornalismo em Multimeios e coordenado pelas professoras Fabiola Moura e Tereza Leonel.
Agradecemos a você que nos acompanha pelas rádios Vitória FM, Petrolina FM, Curacé FM, Liberdade FM, Luz do Sertão FM, Oroco FM e pela fanpage do Facebook Eu Sou Um Eufônico. Você pode nos seguir também pelo Instagram, arroba Programa Eufonia. Isso mesmo! Lembrando que você pode nos encontrar no Spotify. Se quiser rever alguma edição, é só acessar a plataforma e procurar o Eufonia.
Eufonia. Estão abertas as inscrições para o curso de qualificação profissional de higienização em ambientes em Juazeiro. São 20 vagas disponíveis voltadas para toda a população, com carga horária de 120 horas durante 24 dias de segunda a sexta-feira.
Os interessados em participar devem ir até o Centro de Referência de Assistência Social do Tabuleiro das 8 horas da manhã até as 4 da tarde, com RG, CPF, comprovante de residência e de escolaridade. Além da formação, os alunos vão receber kit didático, fardas, lanches diários, certificados e auxílio-transporte no valor de R$ 240,00.
Eufonia. No quadro Por Dentro do Campus dessa semana, você eufônico se informa sobre a capacitação em exames laboratoriais na faculdade UnifTC, em Juazeiro, sobre o Salão de Artes Universitário Regional da Universidade do Estado da Bahia, em Juazeiro e sobre o concurso da Universidade de Pernambuco. Acompanhe com a repórter Maria Luísa Martins. Por Dentro do Campus.
Estão abertas as inscrições para capacitação em exames laboratoriais, interpretando além das referências. O minicurso é ministrado pelo professor João Paim e tem como objetivo exercitar práticas laboratoriais.
A formação ocorre a partir das seis da tarde, na Faculdade UnifTC, em Juazeiro, na quarta e quinta-feira. As inscrições custam R$ 120 e podem ser feitas até segunda-feira no site simpla.com.br. Ainda estão abertas as inscrições para o Salão de Artes Universitário Regional da Universidade do Estado da Bahia, em Juazeiro.
São aceitos trabalhos artísticos e inéditos de estudantes, professores e técnicos das universidades e instituições educativas do Vale do São Francisco.
Os interessados podem se inscrever nas categorias Artes Musicais, Literárias, Visuais, Dramáticas ou Audiovisuais. As inscrições são gratuitas e online e podem ser feitas através do Instagram unebdch3 até o dia 15 de maio.
A Universidade de Pernambuco abriu inscrições para contratar novos bibliotecários, técnicos em informática, assistentes administrativos e técnicos em laboratórios de análises clínicas.
São 19 vagas divididas em cargos de nível superior e médio, com salários que variam de R$ 1.980 a R$ 3.860. As vagas são distribuídas em Petrolina e nos outros campi da UPE.
As inscrições custam R$ 120 e seguem abertas até o dia 27 de maio. Para saber mais, confira o Diário Oficial do Estado de Pernambuco. E para se inscrever no concurso, acesse o site upenet.com.br. O Por Dentro do Campus fica por aqui. Maria Luísa Martins para o Eufonia. Eufonia.
No Rato de Biblioteca de hoje, você vai conhecer o livro Sem Despedidas, da escritora sul-coreana Han Kang. Acompanhe com a repórter Mariane Reis.
Rato de Biblioteca Publicada em 2021 na Coreia do Sul, Sem Despedidas é uma obra baseada no massacre de Chechun, um dos períodos mais marcantes da história da Coreia do Sul. A autora narra a história de Kai Wan, uma escritora que após receber a mensagem de uma amiga internada,
pedindo que ela vá até sua cidade salvar seu pássaro de estimação. Kai Wan sai de Seoul rumo à ilha de Chejun. Ao chegar à ilha, uma forte tempestade de neve transforma a viagem em um pesadelo. Isolada, sem comunicação e cercada por um cenário hostil, Kai Wan precisa enfrentar o medo, a solidão e a incerteza para cumprir a missão que lhe foi dada.
Em meio a uma atmosfera onde sonho e realidade se confundem, Kai Wan mergulha no passado e revisita a história da amiga, conectada ao massacre de Tje Tjum. Ela confronta memórias de violência, silêncio e dor coletiva que ainda assombram a vila. Quer saber o desfecho dessa história? Acesse o portal meclivros.mec.gov.br. O Rato de Biblioteca fica por aqui. Mariane Reis, para o Eufonia.
Eu sonia. No quarto episódio da série sobre as principais manifestações culturais de cada região do Brasil, você vai conhecer a festa Folia de Reis, que acontece na região sudeste. Acompanhe. Historiando, porque a memória é nosso registro. A Folia de Reis é uma manifestação cultural de caráter religioso e celebra a visita dos três reis magos.
Melchior, Gaspar e Baltazar ao Menino Jesus. O Reisado, como também é conhecido, é uma festa popular folclórica realizada no Brasil desde o século XIX e acontece no período de 24 de dezembro a 6 de janeiro. Com origem portuguesa e espanhola, a folia é realizada em vários locais do Brasil, principalmente no Rio de Janeiro e São Paulo.
A formação do grupo de foliões é composta por um mestre, um contramestre, três reis magos, palhaços, os alferes e foliões.
Durante o festejo, os grupos usam fantasias coloridas, dançam e tocam músicas típicas com instrumentos como violas, reco-reco, gaita e pandeiros. Você já conhecia essa manifestação cultural? Se quiser saber mais sobre a origem da festa, basta procurar no Google pelo trabalho. A densidade do próprio na Folia de Reis. Uma investigação acerca do tempo, mito, memória e sentido.
Escrito por Andrea Luisa Teixeira. O historiando fica por aqui. Eufonia. O sarampo já foi uma doença controlada e até erradicada no Brasil. Mas a queda na cobertura vacinal nos últimos anos se tornou um problema na saúde pública. Saiba quais são os sintomas e como se prevenir no De Bem com a Vida. Acompanhe com a repórter Emanuele Carvalho.
O sarampo é uma doença aguda, altamente contagiosa, transmitida de pessoa a pessoa por meio de secreções respiratórias de 4 a 6 dias depois do aparecimento das manchas na pele.
Em 2024, a doença foi erradicada. Porém, devido à queda na cobertura vacinal, o surto voltou ao correio. Segundo a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia, CESAB, os sintomas são tosse, coriza, olhos inflamados, dor de garganta, pontos brancos na boca, febre alta e irritação na pele com manchas vermelhas que se espalham no corpo, começando pela cabeça e indo em direção aos pés.
Além dos sintomas iniciais, pode causar infecções respiratórias, otite, desnutrição, tiarreia grave, complicações neurológicas e pode causar a morte. Qualquer pessoa que apresentar esses sintomas, independente do quadro vacinal ou da idade, deve notificar urgentemente a vigilância epidemiológica do seu estado e município.
Para a prevenção, a Organização Mundial da Saúde, a OMS, e a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia, SESAB, orientam a vacinação para crianças, adolescentes e adultos com esquema vacinal incompleto ou não vacinado, disponível no posto de saúde mais próximo à sua residência.
É importante lembrar que crianças consideradas de colo, gestantes e imunossoprimidos são considerados do grupo de risco, pois estão mais vulneráveis às complicações do vírus. Com informação do Ministério da Saúde, da Organização Mundial da Saúde e da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia, o De Bem Com a Vida fica por aqui. Emanuele Carvalho, para Eufonia. Eufonia. O Sala de Cinema de hoje apresenta o curta-metragem Filhos de Macunaíma.
A obra mostra três famílias indígenas que passam por muitas mudanças com a urbanização no norte do Brasil. Conheça com a repórter Mariana Saturnino. Sala de Cinema
Filhos de Macunaíma foi lançada em 2019. Com duração de 90 minutos, o curto tem direção de Miguel Antunes Ramos e roteiro de Guilherme Gilfrida. A trama acompanha três famílias indígenas no norte do Brasil. Explora os desejos, conflitos de identidade e mudanças que as diferentes gerações de povos originários enfrentam em meio ao desenvolvimento urbano. Aborda também a preservação das tradições e os costumes dos povos no contexto atual.
O filme pode ser encontrado gratuitamente no site da Embalba Play e a classificação é livre para todas as idades. Essa é a indicação do Sala de Cinema de hoje, Mariana Saturnino para o Eufonia. Eufonia. Eufônico. Se você perdeu algum dos nossos programas, ainda pode encontrar todas as edições. É só entrar no Spotify e procurar pelo Eufonia. E nos canais do YouTube, com texto semiárido.
e da WebTV Uneb em Juazeiro, você fica por dentro das produções dos alunos do curso de Jornalismo em Multimeios da Universidade do Estado da Bahia.
Quer enviar um pedido musical para o nosso programa eufônico? Basta mandar um áudio no WhatsApp dizendo seu nome, cidade, bairro e o que você quer ouvir para o número. 879-8829-9155 Repetindo, 879-8829-9155
Eufônico, você sabe como surgiu a primeira webcâmera e por que ela ficou tão popularizada no mundo? Acompanhe no Visão Digital com o repórter Samuel Oliveira. Visão Digital
Criada em 1991 por pesquisadores da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, a primeira webcâmera tinha um único objetivo, vigiar o nível de café de uma cafeteira na universidade. Por trabalhar em um laboratório que tinha vários andares, os pesquisadores tinham que descer para conferir se ainda tinha café.
Para evitar a viagem perdida, os pesquisadores da universidade desenvolveram um sistema onde uma câmera era conectada a um programa de computador que captava imagem em tempo real. Assim, transmitia as imagens para a base interna do laboratório e permitia que qualquer pessoa tivesse acesso ao que estava sendo filmado.
Mas foi somente com a chegada da internet que essa invenção ganhou mais destaque. Afinal, ficou sendo usado não apenas nos computadores, mas também nos smartphones. Com informações da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, e do Museu Nacional de Computação da Inglaterra, Sama Oliveira, para o Eufonia.
Eufônia. Eufônico, você sabe quantos países tem o português como língua oficial? Acompanhe agora essa curiosidade linguística com o repórter Kevin Queiroz. Curiosidades.
A língua portuguesa tem origem no latim vulgar, trazido pelos romanos à Península Ibérica, onde se misturou com línguas locais. Após a queda do Império Romano, sofreu influências de povos germânicos e árabes, dando origem ao galego-português. Com a formação de Portugal no século XII, o idioma se consolidou e começou a ser utilizado oficialmente. Durante as grandes navegações, a língua portuguesa se espalhou por outros continentes.
Graças às navegações, hoje, o português é uma das línguas mais faladas no mundo, com cerca de 265 milhões de falantes. A maior parte deles, do Hemisfério Sul. O português é a língua oficial de nove países. Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé-en-Príncipe, Timor-Leste e Guiné-Equatorial.
Na última terça-feira, foi comemorado pela 17ª vez o Dia Mundial da Língua Portuguesa. Com informações do site oficial da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa e da Unesco, Kevin Queiroz para o Eufonia. Eufonia. No quadro Agenda Cultural desta semana, você fica por dentro de uma vivência em biblioterapia, em um evento voltado para artistas da região e da exibição de um filme. Todos os eventos em Petrolina. Acompanhe.
Agenda Cultural Neste sábado vai rolar uma vivência em biblioterapia com tema Quando a Vida Pede Recomeços. A atividade é para quem deseja se conectar com outras pessoas, refletir sobre a vida e buscar o bem-estar através da leitura e do diálogo.
O encontro acontece a partir das 3 horas da tarde, no Sesc de Petrolina, localizado na rua Doutor Pacífico da Luz, número 618, no centro da cidade. O evento é gratuito, mas é voltado para maiores de 18 anos.
Também neste sábado acontece no Submédio Coletivo o evento Vinho, Desenho e Prosa, um espaço aberto para artistas da região produzirem artes de forma coletiva. A atividade é totalmente gratuita e começa a partir das 4 horas da tarde na rua José Fernandes, número 80, no bairro Jardim Maravilha, em Petrolina. E para finalizar, neste sábado, no Janela 353, Café de Bule,
vai acontecer a exibição do filme O Discreto Charme da Burguesia, dirigido por Luiz Bunuel. O drama conta a história de seis pessoas da classe média burguesa que se reúnem para um jantar, mas são constantemente interrompidas por uma série de acontecimentos estranhos.
A exibição começa a partir das 6 da tarde, na rua Antônio Santana Filho, número 353, no centro de Petrolina. A entrada é gratuita e a classificação indicativa é de 16 anos. O Agenda Cultural desta semana fica por aqui.
Eufonia. No Eufonia Apresenta desta semana recebemos o jornalista formado em 2025, Henrique Silva, que desenvolveu como trabalho de conclusão de curso o podcast Salitre Fatos Históricos. A produção resgata a memória da região do Vale do Rio Salitre, em Juazeiro, na Bahia, a partir de relatos de moradores, lideranças e pesquisadores. Acompanhe com o repórter Lucenildo Júnior. Eufonia Apresenta...
o jornalista Henrique Silva desenvolveu uma série em podcast com quatro episódios. A produção aborda a região do Salitre, com destaque para as transformações sociais, ambientais e econômicas, além da resistência das comunidades locais. Seja muito bem-vindo, Henrique, e muito obrigado pela participação aqui no Eufonia.
Obrigado, Lucenildo. Desde já eu agradeço pelo convite. É um prazer estar aqui de volta e principalmente por estar falando do meu TCC, esse produto que diz muito sobre mim e também sobre o meu povo.
A honra é toda minha. Bom, para começar, como surgiu a ideia de desenvolver o podcast Salitre Fatos Históricos, como o trabalho de conclusão do curso? Bom, a ideia de fazer o meu trabalho de conclusão do curso sobre a região do Salitre, ela inicia ainda quando eu fazia o segundo período na disciplina História do Jornalismo.
onde ainda no período da pandemia, a professora Andréia, na época que foi a professora da disciplina, ela trouxe alguns relatos históricos sobre o jornalismo. Aí eu percebi que era isso que eu queria fazer, eu queria fazer um relato histórico sobre a vivência dos meus antepassados.
Bom, o projeto trabalha muito com a questão da memória e da história local. Qual foi a importância de registrar essas narrativas para a região do Vale do Salitre?
A região do Vale do Salitre é uma região que tem um potencial muito grande, porém, ao conviver na região como eu sou de lá, eu vi que essas histórias estavam se perdendo. Eram pessoas mais velhas que tinham conhecimento dessa história, mas ao conversar com os jovens, eu percebia que esses jovens não tinham conhecimento dessa história.
Por isso, como as histórias que vêm desde a década de 60, da década de 70, que eram muito importantes e que foram essas histórias, esses acontecimentos, que ajudaram a formar o lugar, formar as comunidades. Então, por essa lacuna que existia, por essa falta de conhecimento, principalmente dos jovens, eu digo, não, eu não posso.
deixar que essa história, com o tempo, ela se perca, porque ela é muito importante para a nossa região. Então eu vou fazer essa série de podcasts, que é um produto que é de fácil acesso. As pessoas podem até...
baixar esse produto e ouvir em outro momento por essa questão de eu perceber que essa história que ajudou a formar o lugar está se perdendo e poucas pessoas sabem dessa história.
Bom, para trazer essa história para esse novo público que ainda não o conhece, você realizou entrevistas com líderes da comunidade, com pesquisadores, correto? E como foi esse processo de escuta e construção dessas narrativas?
Eu sempre sou suspeito a falar desse produto, porque eu acho que foi algo descoberto. Eu sabia, desde a infância, eu ouvia meus pais falar muito dessa história, só que eu não sabia de forma profunda. E foi a partir dessa escuta, dessas lideranças da Comunidade, que vivenciaram...
Essa história que eu pude conhecer, que eu pude mergulhar nessa história profundamente. Aí eu cito um exemplo, na década de 70, os japoneses e pernambucanos chegaram na região e levaram a monocultura.
a plantação da manga, da cebola. Eu sabia dessa história, mas não sabia profundamente. Com essas entrevistas que eu pude fazer, eu pude ter o conhecimento da quantidade de japoneses que foram para a região, que alguns não são japoneses, já são descendentes de japoneses. E foi muito importante, não só para contar essa história, para essa juventude deixar, mas foi importante para mim também.
Foi algo que eu consegui descobrir várias coisas. Eu entrevistei 11 pessoas, eu andei mais de 50 km para fazer uma entrevista só. Foi um momento, como eu estava estudando ainda, eu usava os finais de semana para estar fazendo essa entrevista lá no Saleto. E assim, foi algo que até teve comunidades que eu nunca tinha andado e andei para fazer essas entrevistas.
Falando um pouco agora sobre a estrutura do podcast, ele foi dividido em quatro episódios. Como foi que você estruturou essa narrativa ao longo da série? Esse foi um momento de mais que eu sinto dificuldade, mas com o auxílio do professor Fábio, que foi meu orientador, eu consegui. Porque eu não queria deixar partes da história sem ser contado.
Aí eu resolvi fazer esse... Primeiro, no início, ia ser só três episódios, mas a origem, Salito Histórico, a origem, a problemática do desenvolvimento e os conflitos.
Mas esse terceiro que fala desses conflitos tinha muito conteúdo, tinha muito conteúdo sobre esses conflitos, que veio da década de 80 até 2019 e até hoje acontecem esses conflitos.
Aí chegamos a essa conclusão, eu e o professor Fábio, o que precisava era necessário ter esse quarto episódio, porque um episódio só para falar desses conflitos agrários era um pouco.
Bom, como deu para ver, o trabalho aborda muito sobre transformações sociais, ambientais e transformações econômicas ao longo do tempo. Tendo em vista agora o tempo que passou desde a produção, que reflexões que esses processos trazem sobre a realidade atual da região?
As reflexões assim, hoje eu estou bem presente lá na região, muito por conta que eu fico aqui na cidade, fico lá muito por conta, hoje eu sou presidente da associação da minha comunidade, aí eu consigo ver, eu converso com muitas lideranças, isso foi importante, porque assim, como eu estava publicando nas redes sociais, as lideranças.
locais me procuram, me parabenizam pela história. Eu compartilho também com os jovens. Eu fiz um podcast sobre a história do Salitre. Se vocês puderem ouvir, isso é muito importante para a gente não deixar a nossa cultura se perder. Muitas pessoas que ouviram, eu também fui compartilhando em grupo.
da comunidade, da associação, e eles falam que foi muito importante porque eles não sabiam dessa história. Muitos foram igual a mim, ouviam, mas não sabia dessa história completa.
Tendo em vista todo o papel que o seu TCC teve para trazer essa história, para reviver essa história, para apresentar para as novas gerações, qual você entende que foi o principal desafio para trazer esse recorte histórico?
É muito extenso para você ver. Os primeiros conflitos começam na década de 70. E até hoje acontecem esses conflitos. Só que hoje está acontecendo na parte de Salitre, mas que fica na área de Campo Formoso. Foi muito extenso e até hoje continua. Foi um desafio muito grande, porque esse recorte temporal do meu produto foi da década de 60.
a 2019. E como eu fazer esse produto sem deixar a coisa passar, sem deixar esses momentos históricos que contribuiu com a história, com o desenvolvimento do lugar. Aí foi essa dificuldade. Bom, e agora, para terminar, para quem se interessou e quiser ouvir o podcast, onde é que ele está disponível e como ele pode ser acessado?
O meu podcast Salitre Fatos Históricos está disponível no Spotify. É só colocar lá Salitre Fatos Históricos que vocês vão conseguir ter acesso a essa série de podcast. É isso. Muito obrigado, Henrique, pela participação. E seja sempre muito bem-vindo aqui no Eufonia.
Eu que agradeço pelo convite, eu fico muito feliz porque eu já fiz parte do Eufonia, eu fiquei durante um ano e assim, é uma honra estar contribuindo, estar sendo entrevistado por esse projeto que é muito importante.
que contribuiu também muito para a minha formação. E foi nesse programa que eu vim adquirir mais técnica e eu pude estar usando no meu TCC, nessa série de podcast. Eu agradeço demais pelo convite e sempre que precisar estaremos aqui. Lucenildo Júnior para o Eufonia.
Eufonia. Eufônico, nosso programa chegou ao fim, mas a gente te espera no próximo fim de semana com muito mais informação. Desejamos um ótimo Feliz Dia das Mães para todas as mães que escutam o nosso programa. Em especial, para a minha mãe, Ana Santos, moradora de Maniçoba, em Juazeiro. Te amo.
O Eufonia é uma revista radiofônica educativa, com apresentação de Alexandre José e Alisson França, produção dos alunos do curso de jornalismo em multimeios da Uneb em Juazeiro. Alisson França, Anne Carvalho, Maria Luisa Martins, Mariana Saturnino, Mariane Reis, Alexandre José, Kevin Queiroz, Emanuele Carvalho,
com monitoria de Lucenildo Júnior e Samuel Oliveira. Trabalhos de áudio de Andréia Soares, coordenação das professoras Fabiola Moura e Tereza Leonel. Transmissão aos sábados pelas rádios Vitória FM em Juazeiro, 104,9 às 7 da manhã, Coraça FM 87,9 às 11 da manhã, Oroco FM 104,9 às 11 e meia da manhã, Luz do Sertão FM em Uauá às 3 e meia da tarde.
Reprodução aos domingos pelas rádios. Petrolina FM 98,3 às 7 horas da manhã e Liberdade FM 104,9 às 7 e meia da manhã. Você também pode acompanhar o Eufonia no Spotify e ter outras informações no Facebook através da nossa fanpage. Eu sou um eufônico. E no Instagram, siga o arroba programa Eufonia. Eufonia. Há 19 anos você gosta de ouvir.