IC 66- Papos Infinitos: Projeção Astral, Blu-ray do Beco e Shein
Bem-vindos, ouvintes! Neste episódio de pauta livre, Ricardo Oliver, Nightsy e Paty Cherry entram em um papo insano, recheado de assuntos variados e muito bom humor.
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EDIÇÃO: Irene Croft
VITRINE:Nightsy
AUDIOS FEMININOS: Zizibs
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Estou revendo aquela série Dois Homens e Meio, meu. Que série maravilhosa. Já assistiram Dois Homens e Meio? Já. 2,5 minutos. Nossa, é bom demais. Eu estou na oitava temporada, no segundo DVD que eu comprei lá no Exército da Salvação. Estou assistindo no meu aparelho de DVD que eu intitulei Blu-ray do Beco. DVD do Beco? DVD do Beco. Exatamente, cara.
Meu Deus do céu. Como o Ricardo me coloca em enrascada. Mas na verdade eu que te coloquei nessa, né? Porque eu que achei o anúncio, né, Ricardo? É, foi nós, né? Porque tinha... Como nos metemos em enrascadas, né? Tinha esse cara aí e a moça do S. André, né? É porque foi o seguinte, o Ricardo queria comprar um aparelho de Blu-ray, né? Pra ver os filmes dele. Aí eu achei um cara no Facebook. Foi? Foi no Facebook. Quanto que o cara tava cobrando, Ricardo? 150. 150? 150.
Aí o Ricardo, ah, tá bom, tá no preço bom, tal. Aí a gente foi, o cara passou o endereço. Aí a gente chegou lá. Calma aí, Rogério, calma aí, calma aí. Calma aí que eu sabia que você ia pular umas etapas. Fomos comer lá no Mamas Dog, né? O melhor dog do ABC. É verdade. E o cara tinha combinado da gente ir lá, eu ir lá, meio dia e meio.
Certo? Sim. Chegamos lá, meio-dia e 20. E tinha o cara no portão, na porta, né? O cara tava na porta. E aí eu cheguei lá, opa, vim aí buscar um DVD. Aí o cara, ah, tá, beleza. Aí o cara abriu a porta, falei, é aquele ali, ó. E tinha um rapaz mexendo numa moto. Eu falei, opa, vem aí buscar o DVD.
Aí o cara ficou nos olhando e voltou a mexer na moto. E aí ele começou a falar de moto. E o cara nem pegava o DVD, né? Ele ficou trocando ideia ali, falando de moto. Mexendo na moto. Peça. E aí eu falei pro Renato. Renato, que horas mesmo que você vai sair pra trabalhar? Aí o Renato, relaxa, filho. Tô com pressa, não. Tô de folga. Tô de folga. Você é doido pra ir embora o Renato lá, trocando ideia de moto.
Não, detalhe que assim, foi num beco sinistro, o cara ele falou, ah não, entra aí, entra aí, entra aí. Aí a gente entrou, era um beco apertado, que ficamos nós quatro, né, o Ricardo, o Renato, eu e o rapaz. Ele marcou meio dia e meio, a gente chegou lá meio dia e vinte, ele ficou segurando lá por dez minutos, que depois eu olhei no relógio ali. Aí ele olhou o relógio ali, ah, já é meio dia e meio, né? Aí a gente, sim. Aí ele, ah, então vamos lá. É.
E tinha aquela tiazinha que ela olhou pela janela e ela regalou os olhos quando nos viram? Foi. Tipo, a gente entrou no... No beco. Nesse beco esquisito, né? Aí a gente... Meu, tinha umas pessoas estranhas aí. Entrou uma senhora esquisita. Ficou olhando pra gente. Aí ela levou um susto, né? De ver a gente ali. Aí eu, opa, tudo bom? Boa tarde, né? Pra tranquilizar. E ela passou, tipo assim, encarando, olhando...
eu me senti no Resident Evil ali, não tem aquele quadro que tem umas escadas assim que é tipo era tipo aquilo ali, o B e a gente foi subindo umas escadas estranhas olhando, aí o cara chegou colocou a gente num ele falou, ah entra aí, entra aí eu vou pegar aqui o aparelho, era um cômodo
Tipo um cômodo assim, meio que num subsolo, cheio de tranqueira e lixo e fedia pra caramba. Aí o cara... Aqui, ó, o aparelho, assim, tirou o aparelho de Blu-ray. Entregou. Aí o Ricardo, ah, que eu vou ver filmes aqui, né, com esse filme. Ele, é? Que filme bom que você tem lá, pra não bater rolo. Aí o Ricardo, ah, não, não, não, não, não tenho. Não tenho mais filmes, não.
Eu não faço trocas, é só coleção. Não faço trocas, é. Só coleção. E aí... Isso. E ficou o Rogério e eu olhando o aparelho, o Renato no fundo, filmando, né? O Renato falou que tava até mandando a localização, acho que pra ex dele, né? Pra Carol, mandando a localização pra ela. Essa tiazinha que levou um susto, ela apareceu ali, ela apareceu. E aí ela nos encarou e ela subiu numa outra... Tinha uma outra escada ainda!
Tinha, tinha um monte. Ficava atrás de mim a escada. Eu nem tinha visto aquela escada. Ela subiu e ela desapareceu. Sumiu? Entrou no set de além. E o cara veio com uma caixa cheia de DVD, né? Ele, não, eu tenho uns aqui, ó. Deixa eu te mostrar aqui os DVD. Aí ele separou alguns lá que ele não vendia. Só filme, só uma trinqueira. Só uma trinqueira. É, ele trouxe uma caixa sinistra também. Ah, tem uns filmes aqui, ó. Você quer ver uns filmes aqui, ó? Pra ver se eles querem comprar? Tá. Ele é um filme da Barbie, né?
É, Bard. E tem uns filmes lá, tipo, sei lá, o De Volta para o Futuro. Ah, não, esse aqui eu não vendo, não. Esse aqui eu não vendo, não. Aí guardou lá num monte de tralha de lixo. Aí perguntou se a gente gostava de videogame. A gente, ah, a gente gosta ali. Ah, eu tenho uns videogames aí pra vender. É, qual? Ali, cara, tem Playstation 2. Só.
Tinha um Super Nintendo. Super Nintendo também. Começou a olhar, olhar, olhar, olhar. Acho que eu vendi, cara. E aí tinha um jogo do Sonic, né? Tem um Sonic aqui do Master System. Eu não sei qual que era o Sonic, né? É o Sonic Chaos. Eu falei, tá quanto esse Sonic aí? Ah, não, tá Sonic. Ele falou lá um valor. Eu falei... O que você acha, Rogério? Não, não, não.
Não, não, já tenho, já tenho, já tenho. Vamos embora daqui. Isso. Mas eu já tinha no jogo. E aí eu pedi o controle, né? Falei, não, tá, mas e o controle? Tá onde o controle? Aí o cara, ah, é, tá certo. Ah, é? Eu te falei que tinha controle? Sim, falou que tinha controle. Olha no anúncio. Não, não, peraí, peraí. O cara ficou lá fuçando ali na... Mergulho, na Estrália. Na Estrália. Aí achou o controle. E aí foi pro Pix, né? Foi pro Pix, aí eu fiz lá o Pix e aí, ó, vazei, cara. Que engraçado o Pix.
Foi muito engraçado o Pix, porque ele falou assim, ele falou, é, o Ricardo, tá, vou pagar no Pix. Aí ele, tá bom, o Pix é meu celular. Aí ele, tá, qual que é o celular? Aí ele, não, eu já passei pra vocês lá no Facebook, lá na negociação. Aí eu, detalhe, não tinha, o cara não tinha nome, não tinha foto, tinha foto de um leão, não era? De um gato? É, era foto de um tigre e não tinha nada a ver, o cara quer.
Localizado nos Estados Unidos? Não, no Canadá. É. Não, e detalhe, o Pix a gente fez pra uma outra pessoa, não era tipo... Eu acho que... Eu não lembro se ele falou o nome dele, mas o Pix foi o nome de uma mulher. Claramente não era ele. É. Aí eu falei, ó... Aí ele... Eu falei, qual que é o número? Ele... Não, eu já te mandei lá no Facebook. Aí eu... Tá, tá bom. Aí eu fui abrir a conversa pra procurar. Aí eu passei o Pix pro Ricardo. Falei, ó, Ricardo, é... É 11? Não, não, não, não, não.
Aí tá, é nome de não sei quem lá, e o cara é. Esse mesmo. Tá bom. Aí, meu, a gente vazou de lá, tipo... Não, e detalhe que tava todo zoado, né? O aparelho, tipo, o Rob teve que fazer todo um martelinho de ouro. Mas, aliás, ele tava um pouquinho amassado. Ele tava um pouquinho amassado na frente, aí... O Rob foi lá em casa, a gente abriu, tinha teia de aranha, tinha barata morta.
Ele fez uma baita faxina no aparelho, ele... Martelinho de ouro também. E tá aí, ó, funcionando perfeitamente. E aí, a gente testou na casa do Rogério e não tava saindo som. Ah, foi, né? Por quê? Eu não lembro por quê. Cara... Porque era o cabo HDMI? Não era o cabo HDMI, era uma... Acho que era o volume da TV, era alguma coisa do tipo, não lembro também. Acho que a configuração do aparelho não tava batendo com a configuração da TV. Pra gente conseguir fazer funcionar.
Nossa, quando funcionou o Blu-ray, o Ricardo, grossos a Deus, jogou as mãos assim, pro céu. Acabou, cara, acabou. E eu não ia voltar lá, não. Acabei de ir o Pix de volta. É, eu falei, não, você quer voltar lá? Ah, eu também não faltaria, não. Deixa quieto. O Ricardo falou, deixa quieto. Pro Ricardo, que é um cara, tipo assim, mega, como eu posso dizer... Mão de vaca. Mão de vaca.
econômico respeitoso com as finanças pro Ricardo falar deixa quieto, 150 reais é porque você imagina o nível do sinistro ali do negócio
Mas eu não posso falar muito não também que eu fui comprar uma televisão. Eu já morava aqui, né? Minha mãe queria uma televisão. Aí achei uma no... Acho que no Marketplace do Facebook. Aí foi eu buscar, né? Aí eu ia sozinha e meu irmão não deixou eu ir sozinha.
Aí cheguei lá de um apartamento no meio da favela também, desse CDHU, assim, lá no Santo Inácio. Aí também a casa, tipo, meio... um apartamento meio esquisito, abafado, que o povo não abria as janelas. Nossa, uma vez eu fui comprar jogo, foi mais ou menos isso. Meu irmão que não deixou. Mas você comprou? Comprei, deu certo. Ah!
Uma vez eu fui comprar também em jogo e era mega sinistro, assim, o apartamento do cara também. Também, tipo, no CDHU, assim, eu lembro que eu cheguei e tinha uma galera, tipo, sentada num sofá velho. Tinha, tipo, um cara gordão, sem camisa, sentado, assim, com os outros caras meio, bem mal encarados. Falei, ô, boa tarde, tudo bom? Onde que é o bloco 6B? Aí o cara, eu não sei não, eu não sei não. Eita, que cara esquisito.
Aí eu fui, achei o bloco Aí o cara falou, ó, sobe aqui Falei, meu Deus do céu, eu vou ser sequestrado Aí, um lugar mega sinistro Mas aí comprei o jogo e saí fora Funcionou legal
Mas, Paty, o detalhe é que o beco do DVD era ali no Silvina. Ah, era no Silvina. No Silvina, era no Silvina. Eu não sabia que existia um lugar assim ali no Silvina. Ah, da gente é cada um. Ali na avenida, ali… Não, ali na avenida, de frente ali com a praça.
Nossa, ali! Por isso que a gente encarou. Porque eles entraram no sete além. O quê? O cara aqui no Silvina não, vamos com ele, né? A moça lá era de Sant André, só que não tinha controle. Eu falei...
Aí não adianta. Aí o Rogério, pô, mas em Santo André, você sabe que eu amo ir pra Santo André, né? Eu falei, pois é, cara, então deixa. Vamos atrás do cara do Silvina mesmo. Você não gosta de ir pra Santo André? Ah, sempre me dou mal indo pra Santo André. Sempre tem um problema indo pra Santo André. É mesmo, né? Parece que, não sei.
Eu chego em Santo André, uma nuvem negra de energia negativa me cerca. Desde que eu era criança, eu lembro a minha mãe e minha avó, a gente vai pra Santo André. Aí o ônibus nunca chegava, chegava lotado, eu sempre passava mal. Ficava andando naqueles calçadão, medo de me perder. Eu tinha pesadelos com Santo André. Aí depois do meu primeiro emprego eu fui em Santo André, eu tinha que pegar dois ônibus ainda, andar um pedação. Aí uma vez eu fui comprar um videogame em Santo André, não achei a loja.
Teve uma vez, foi o meu pior dia em Santo André, foi quando o pessoal lá do trabalho me chamou pra ir num barzinho. Aí eu fui, fomos ali de carro com um cara, que eu tava afim de uma menina. Ih, virou desilusões amorosas. Eu tava afim de uma menina, e achei que ela tava afim de mim também, porque ela ficou, não, vamos lá, pô, esse barzinho é legal, você vai curtir e tal. Eu falei, beleza, vai, vou nesse negócio aí. Aí, beleza, fui.
Quando cheguei lá, assim que a gente desceu do carro, a menina encontrou com o cara lá, já começaram a dar um beijão assim e tal. Que merda, hein?
É, desilusão amorosa. Virou desilusão amorosa. Aí, todo mundo sentou lá na mesa. É um barzinho de Santo André, que chama, acho que é meio natural, que tem umas plantas, umas árvores, assim. É um lugar bonito. Só que aí eu fiquei tão bravo que eu falei, ah, eu vou embora, gente. Eu preciso ir embora. Aí eu falei, não, pô, fica aí, fica aí, toma um chopp. Aí eu falei, não, não, não, não, não, eu vou embora.
Isso era umas 10 e meia da noite, mais ou menos. E aí, eu não tinha, tipo, não tinha celular, GPS, essas coisas aí. Começou a chover e eu andando, tipo assim, na chuva, sem encontrar, tipo assim, uma avenida pra chegar, pra pegar o ônibus. Aí eu lembro que eu subia, tipo umas ladeiras, aí eu chegava lá no topo e pensava, não, beleza, quando eu chegar lá no topo, eu vou identificar alguma construção, alguma coisa que eu consiga achar o caminho de casa, né, o caminho pra pegar o ônibus. E aí o tempo passando e a chuva aumentando.
Eu pensei em bater em alguma casa para pedir ajuda, mas não sei por que eu não pedi. Eu devia ter batido, amigo, tudo bem? Estou perdido. Onde é que fica a estação? Onde é que fica alguma coisa assim? Aí eu chegava no topo lá das ruas que eu subia, aí tinha uma descida. Aí eu descia, aí tinha uma outra subida, estava uma montanha russa. Aí eu fiquei, acho que eu caminhei umas duas horas e pouco. Aí bem ao longe, numa dessas subidas, eu vi o shopping ABC bem ao longe.
Não faço ideia de onde eu tava. Aí eu falei, beleza, agora pelo menos eu sei pra onde eu devo ir. Aí fui, aí cheguei em casa e estou aqui pra contar o quanto que eu odeio em Santo André. Superação! Caramba, eu não gosto ali do... Ali perto ali daquele shopping ali em São Bernardo, como que chama? Metrópole? Não, não. Golden.
Não, o outro ali perto do Ferrazópolis, ali no Ferrazópolis. É, os Tomar do Plaza. Gente, eu odeio ir pra aqueles lados de lá. Eu odeio. Mais pra trás tem o Irajá, né? Irajá, Vila São Pedro. Eu odeio. É? Nossa, eu detesto ir pra esses lados. Ué, mas por quê? Não sei. Principalmente de quando eu tinha carro. Eu odiava dirigir pra lá, principalmente quando eu tava em obra. É difícil, velho. Muito, muito, muito.
Aquele pedaço. Nossa. Nossa, pior, né? Sempre estava em obra, aquela região. É. Eu odeio. Nossa, eu não gosto daquele lugar. Não sei o que tem ali que eu detesto. Puta merda. Isso aí me lembrou uma vez que a minha irmã, ela me ligou, que ela estava com uma amiguinha dela lá na casa dela, que queria me conhecer. Aí eu fui lá a pé.
que eu não fazia a menor ideia como é que eu chegava lá de ônibus. Então eu saí lá da minha casa, da minha mãe, até a casa dela, que ela morava na Vila São Pedro. Uma baita caminhada. É, um rolê. É um rolê até a casa dela. E aí, chegando na hora, nossa, uma menina chata pra caramba, insuportável.
imitável Nossa que menina chata que pariu que mulher chata aliás falando da sua irmã no aniversário de 15 anos dela eu e minha amiga nós fomos né aí a gente tem um ponto errado aí você tá falando isso de andar para caramba eu lembrei a gente desceu no ponto errado desse eu sei lá muito antes assim eu a gente andou aquele dia em para chegar lá na casa da sua irmã meu Deus
Que é pra esses lados aí que você não gosta. Sim. Nossa, a gente andou aquele dia. Eu nem lembro onde que a gente desceu. Se desceu, sei lá, pra farina, sei lá. Aqueles lados lá eu não conheço. Mas a gente andou demais aquele dia. Mas a gente era adolescente e a gente não se importava, né? E pra adolescente tudo é festa. Mas, nossa, se fosse hoje em dia, ia ficar muito puta.
morava ali perto, se eu não me engano, né, não tenho certeza, mas era ali perto já do ponto final da Vila São Pedro, não era? É, ali, por aqueles lados ali, atrás de uma escola, atrás de uma escola que parecia um presidiário. Ué, como assim? Não entendi. A escola parecia um presidiário? Parecia, cara. Um indivíduo. Um presídio, cara. A escola parece um presídio. Ah, tá.
Ah, presidiário. Nossa, não. Ah, é? Nossa, que burro. Presidiário é um presidiário. Não, presídio. Isso. Agora que eu me dei conta. Não, presídio. Parece um presídio a escola. É ruim, né, cara? Quando eu era criança, eu tinha muito pesadelo. Mas muito, muito. Eu dormia... Não sei o que acontece, que eu dormia tão mal que eu tinha tanto pesadelo. E era tudo pesadelo com monstro.
com chupa-cabra, com lobisomem. Eu tinha muito pesadelo com caveira. E aquela caveira do... Não tem o Killer Stint, Ricardo? Sim. Sim, com o Spinal. Spinal! Spinal. Cara, eu tinha muito pesadelo com a caveira do Killer Stint. Porque eu tinha uma revista e eu achava ela sinistrona, assim, a imagem dela. Aí, beleza. Quando eu cresci, eu continuei tendo pesadelos. Mas hoje em dia não é mais com o monstro. É que eu tô perdido. É sempre que eu tô andando que eu tô perdido em algum lugar.
Que eu tô num lugar que eu não conheço, que eu tô... Eu acho que foi por conta do dia de Santo André que me traumatizou. Aí virou a Chaves. Mas eu sonho muito... Agora tá mais sujado. É. Tem uma galera que fala que tem, né, sonhos lúcidos, que consegue controlar e tal. É, mas aí pode não ser um sonho, pode ser uma projeção astral. Oh, eu queria fazer. Eu queria fazer uma projeção astral.
Qual sua opinião, Paty, sobre isso? Tipo, projeção astral existe, assim? Você acha que é capaz? Eu acredito que sim, eu acho que existe, sim. Eu já tive uma projeção astral há muitos anos atrás, assim, mas foi... Não foi consciente, assim, não foi... Então não foi uma projeção astral? Foi, eu vi, não foi... Não foi inconsciente porque eu quis, entendeu? Fazer, só aconteceu, aconteceu. Faz muitos anos isso. Daqui onde eu estou.
Será que eu conseguiria fazer uma projeção astral até a casa da mina do Eurotrip?
Não sei, vai tentando aí. Vai tentando, porque tinha um cara que trabalhava comigo, dois caras que trabalhavam comigo, que eles falaram isso, né? Não, não, que eu... Um cara comentou, não, que a minha irmã faz projeção astral e tal. Aí o outro, sério, cara? Pô, eu também faço, eu também faço, sério. Nossa, que bacana. Meu, faz o seguinte, ó. Ela faz projeções lúcidas e tal? Não, faz, faz sim. Ele, meu, fala pra ela. Ó, eu vou projetar hoje ali perto do metrópole.
Ele tipo, não, beleza, beleza, vou dar um toque pra ela lá. Aí qual que é o nome dela? Ah, é tal. Ah, beleza, beleza. Não, eu vou tentar, vou procurar por ela. Me mostra o face dela aí. Mostrou, tá? Não, beleza, fala pra ela, ó. Ali perto do metrópole. Não, beleza, beleza. Falei, caramba, o cara tá marcando um encontro astral.
Aí, assim eu gostei, né? Pode ser meio lorota, assim, nesse caso. Mas já aconteceu comigo. Tipo, eu tava deitada, tava eu e uma galera, eu era adolescente, né? E a gente tava num... A gente tava num prédio abandonado. Paty, não era projeção astral. Não era, não era. Você tinha fumado alguma coisa. Não, não tava. Tava, mas não era isso. Adolescente, num prédio abandonado.
com um monte de adolescente fedido. Com certeza era muita bebida e fumando alguma coisinha. Adolescente, eles não sabem o que estão fazendo. Por isso, só fazem merda. Esse dia eu não tinha bebido, não. Eu vi direitinho, assim. Eu vi direitinho. Eu deitada no sofá, os meninos também sentados, conversando. Não, acho que estava todo mundo dormindo. Era de madrugada, isso era.
Eu vi direitinho. Todo mundo. Eu vi de cima. Eu me vi. Eu vi os meninos deitados. Eu aproveito direitinho. É droga. E tem vários casos também. Não comigo, né? Tem até um... Eu não sei onde está esse livro. Tem um... Eu acho que eu emprestei. Tem um... Como que é o nome do livro? Ah, eu não sei o que é lá. O Planeta Vermelho. Que falam que quando...
É que assim, né? Eu gosto muito da doutrina espírita, né? E aí a gente entra muito nessa questão do espiritismo, né? Quando fala sobre isso. Sobre projeção astral, questão de você sair do corpo quando você dorme, né? Principalmente. Tem gente que consegue sair, voltar.
É isso, lembrei O planeta vermelho Tem um livro que fala sobre isso Que quando a gente dorme O nosso espírito vai pra esse lugar Mas essa galera é meio O meu irmão ganhou esse livro Muitos anos atrás e ele me deu Aí ele pegou e foi trocar ideia Com o pessoal lá Ele já começou a querer falar de alienígena Tudo, aí os caras Não entendiam nada Aí meu irmão, ah, então os caras não sabem de nada
se a gente vai por esse planeta aí, então eu sempre vou pra parte, as periferias porque é cada lugar feio
A periferia dos planetas. A parte do nosso sonho a gente não lembra, né? Não é. A parte dos nossos sonhos a gente não lembra. A gente sempre sonha, mas... E que a maioria dos sonhos... A maioria, não todos, né? A gente vai pra algum lugar. É lembrança de alguma coisa. É igual o Sete Além, né? Que eu já falei brincando, mas é verdade. Tem cada história de Sete Além que... Nossa!
Você tá falando desde o início do programa e não faz a menor ideia do que diabo é isso. É como se fosse o ponto invertido do Strudetink. Que tem alguns portais, alguns lugares que você... Tem vários casos, vários relatos, né? A pessoa, tipo, por exemplo, tá andando numa estrada.
Certo. Né? E aí, do nada, ela começa a ver que as cores dos lugares estão diferentes, que as coisas estão meio esquisitas. Então, porque aí no caso ele tá acordado, né? É verdade.
Sim, no caso a pessoa tá acordada, no caso a pessoa tá acordada. Então eu acho que é mais esse caso de portal. Dizem que ali perto da extinta MTV tem um portal que vai pro site além. Tem várias histórias. É tipo o que o mundo invertido dos três argentinos.
Parece que o governo americano estão cogitando que essas aparições podem ser de seres dimensionais. Sim, sim. Dimensionais e não de outros planetas. É, pois é. Tem uma galera que está ali no meio da ufologia brasileira, fala isso. Aquelas aparições lá em Cláudio também, né?
Sim, sim. Ali é muito estranho. Eu não descarto também, a gente recebe visitas de outros seres de planeta, né? Eu não descarto, não. Não, então. Até agora, de planetas, a gente não tem certeza. Mas, às vezes, de outras dimensões. Pelo menos, de não-planetas aqui perto, perto da gente, né? O universo é muito grande, morou, cara? Não é possível que exista só a gente nessa galáctica.
Mas aí saber, porque o universo é tão grande e ele continua em expansão. Vamos ver, né? Dizem que o máximo aí é 2027 e até 2030, né? Pra tudo ser revelado. Ah, é? Tem uma data aí? Tem uma data, cara.
É muitos casos, tá louco, é muitos casos. Ontem, ou era hoje de manhã, eu tava ouvindo do caso de Mirasol. O carinha lá, ele foi abduzido várias vezes. Ele trabalhava como caminhoneiro, aí ele casou, anos depois ele virou segurança, né, noturno. E aí ele falava pros caras, ó.
Terça-feira não vou vir, que talvez eu seja abençoado. Exatamente. Exatamente. Falou, qualquer coisa aí, se vier alguma coisa de errado, sumi. E era dito e feito. Dito e feito. O maluco dava o horário do maluco, o maluco ia para casa, os caras já iam procurar ele. E não achavam.
Que cara genial Ele não precisava nem do atestado É Ele era abduzido depois do serviço Ah, coitado Até ele não tem um minuto de paz Pois é Além de ser abduzido Ele era abduzido depois do trabalho Pra ele, tipo Ele via um negócio no céu Ele via uma luz no céu e pronto, beleza Ele já tava Vamos lá Vamos lá
ou é ter o medo de morrer no final do dia, depois do trabalho, imagina que triste. Pô, você é pra morrer que morreu de manhã, antes de ter o dia inteiro, ter trabalhado. Tem que trabalhar primeiro pra depois morrer. Nossa, que coisa triste, cara. Não, não, que seja antes do trabalho. Pra decepcionar muita gente, tipo assim, bem no dia, tipo, puta, aquele monte de arquivo, aquela monte de coisa pra fazer. Cadê o cara? Pô, o cara morreu, velho. Nossa, e agora?
É tipo ser mandado embora do final do expediente, né? É muita sacanagem também, né? Uma vez eu vi um cara que ele postou um relato, que ele saiu do trabalho, tipo, deu meio-dia o horário de almoço dele, ele saiu, aí ele voltou pra casa dele. Ele falou, ah, quer saber? Vou pra casa. Aí foi pra casa, e aí ele voltou no dia seguinte, depois do horário do almoço. E todo mundo, ué!
O que aconteceu aí, cara? Que sumiu ali? Nada, eu fui almoçar. Aí tipo, não, mas você saiu ontem e tá voltando hoje ali. Não, cara, acabei de sair. Faz tipo uma hora que eu saí. Aí ele com a mesma roupa que ele tava no... Com a mesma roupa aqui mesmo, tudo. Tipo, eu só fui ali almoçar e voltei. Aí todo mundo ficou sem entender. Aí ele falou assim, ó, a única explicação é que eu entrei num buraco de minhoca de espaço e tempo. Onde eu me teleportei de ontem pra hoje. Depois do horário do almoço. Todo mundo, tá bom, então.
entra aí e continua trabalhando, ele continua trabalhando meu irmão se você tá dizendo, né que argumento que eu tenho acabei de sair daqui, vocês tão loucos que dia que é hoje? é 22, não pode, é 21 e aí foi isso, o cara deu um pulo no espaço-tempo igual uma vez com o Testa, que a gente marcou de ir no McDonald's aí a gente trocando ideia, pô, podia comer um lanche vamos lá, então beleza
Vamos lá no shopping? Fechou. Cheguei lá no shopping. Falei, Tessa, tô aqui no McDonald's já. Aí ele, ué, eu também tô aqui. Falei, onde você tá? Ah, tô aqui perto das lixeiras. Não, pô, eu tô aqui. Cadê você? Levanta a mão. Ó, tô levantando. Não, mano, você não tá aqui não. Ele, tô, pô, não, você tá me zoando. Aí ficou aquela, né, discussão. Tipo, não, você tá me zoando. Não, pô, tô aqui. Cara, é impossível, tô aqui, ó, na frente do McDonald's.
Não, eu também tô. Pô, cara, a única explicação é que a gente entrou, tipo, num vórtice temporal. E eu estou em um dia, você tá no outro. Você viajou no tempo.
A gente tá no mesmo espaço, mas não no mesmo tempo. Não faz sentido. Vê se ele... Que shopping que você tá? Eu falei, eu tô no São Bernardo Plaza. Ele... Pô, mano, eu tô no Metrópole. Hum... E eu falei, pô, mas entende-se que shopping é o São Bernardo Plaza. Que é tipo o shopping mais próximo da nossa casa. Ele... Pô, esse shopping é uma merda. Tem que ir lá no Metrópole. Tá bom, então eu vou pra ele. Não, não, deixa que eu vou pra ele. Vai, já teve desencontro. Essa foi boa, essa foi boa.
Eu não gosto de shopping, então todos para mim são uma bosta. E por que você não gosta, Paty, de shopping? Eu não vejo graça. Só tem roupa feia, só tem gente feia. Você falando em roupa, né? Ainda estou tentando achar o meu guarda-roupa ideal. Seu... Contrata uma personal stylist. É seu estilo pessoal. Contrata uma personal stylist.
para ela descobrir qual é o seu estilo. Vai na Shen, na Shen. Compre roupa na Shen. As roupas da Shen é legal. As roupas chegam, Paty, quando você compra na Shen? Chega, eu troquei meu guarda-roupa todinho na Shen. Eu amo. Até minhas calcinhas compram na Shen.
Sério? Eu tenho um azar que eu compro as coisas online e não chega, dá uma raiva. Não, e se não chegar, eles devolvem o dinheiro. Uma vez aconteceu, eu comprei uma sandália linda, linda, linda, linda. Aí me roubaram no correio, tenho certeza. Foi no correio. Eles devolveram o dinheiro, me embolsaram.
Não, tem umas calças, eu tava mostrando pro Ricardo esses dias aí umas calças é... legal pra caramba, tipo estilo meio tecnológico, assim, parece um personagem de... Com certeza tem! Com certeza tem lá na Shen, com certeza! Tem, tem, tem! É, da Shen mesmo! Mas de conta de comprar na Shen, são as taxas, né? Porque graças a Deus... A primeira é a taxa do amor, né? Exato, exatamente, a taxa do amor, exatamente isso!
Então eu vou baixar esse aplicativo aí, vou ver o que eu consigo encontrar lá que possa me agradar. Porque assim também, eu não sinto mais ânimo de querer comprar camiseta da Marvel, de Star Wars, sabe? Ah, ele virou ovinho. Pois é. As que eu tenho aqui eu uso, mas agora tipo, ah, vou comprar aqui. Não, não, não, sei lá.
Não sinto mais ânimo pra isso. É mesmo? Pois é. Não, mas tem muita roupa legal, sim. Será que não é porque os filmes da Marvel estão chatos e tal, aí você não quer mais por conta disso? Pode ser. Não tinha parado pra pensar nesse ponto. Ah, não quero mais do Batman, assim, não. Não é do Batman, não. Quem quer da Marvel aí? O Homem-Aranha. O Miranha. O Miranha. Pois é, não sei.
Ó, bermuda, chinelo e camiseta de time É uma falta de respeito você sair com a mulher usando... Não, não pode, não pode A menina se arruma pra sair com o cara E o cara quer sair com camiseta de time... Não, não, anota aí no seu caderninho Já tá anotado Mas nem no segundo encontro? No terceiro encontro? Não, não, nunca
Nem bermuda e chinelo É uma falta de respeito com a mulher Com o perfume de cebolinha Ah, piorou Que coisa absurda Ah, não, não abre mal O perfume de cebolinha não abre mal Eu particularmente gosto Então, não, eu já ouvi falar muito bem Eu já ouvi falar muito bem
Mas é que virou zoeira, né? Dá uma dica de perfume bom aí, Paty. Ah, eu não entendo de perfume masculino. Eu não posso ajudar. Se o Zanzin estivesse aqui, ele ia falar um perfume, sei lá, um boutique de la France. Boutique. Que custa 399 reais, um vidrinho de 50 ml, né?
Eu sei que tá muito na moda os perfumes árabes, né? Que são mais baratos e... Eu ouvi falar. Que são muito bons. Ô, Paty, e você encontrou meu irmão e achou que era eu?
Foi? Ele falou, mano... Que vergonha, cara. Que vergonha. Não tá lembrando de mim, não? Não. Ah, ele falou que ele me conhecia também, né? Sim, sim. Como foi que ele falou pra você, Nath? Mano, uma mina veio falar comigo, tipo... E eu...
conheço e tipo ela falando o Night, porque meu irmão ele é todo performático falando ele foi meio performático com você pá, tipo, eu acho que nós não nos conhecemos
Um pouquinho Mais ou menos Eu acho que não Eu não sabia onde enfiar Você enfiou no celular Porque você fez um vídeo depois pra contar Fiquei com muita vergonha
Ei, só um recadinho rápido. Se você está curtindo o episódio e está ouvindo pelo Spotify, não esquece de clicar em seguir, deixar cinco estrelas e comentar o que achou. Isso ajuda demais! Obrigado por escutar! Siga no Instagram, arroba InfinitaCast. Narrações por Zizibs! Yay!