Episódios de se a insônia falasse

porque precisamos trintar (why god why)

06 de maio de 202622min
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episódio baseado em: acho que botei todos os links:

video do dante: https://vt.tiktok.com/ZS9q6Stmr/

post do insta: https://www.instagram.com/p/DXXwOl_FPXK/?igsh=MWhqeGtzODR5Y2Vheg==

Assuntos5
  • Crise dos 30 anosReceio cultural em relação aos 30 anos · Percepção de ser levado a sério · Dificuldade financeira da Geração Z · Abordagem de não levar a vida a sério · Dante
  • Autossabotagem e disciplinaFalta de disciplina como forma de não levar a sério · Necessidade de choque de realidade · Medo de lidar com perdas e mudanças · Potencial desperdiçado por falta de foco · Taekwondo
  • Viver o presente e a importância do perdãoViver a vida como se não houvesse replay · Consciência tranquila sobre o melhor feito · Perdoar a si mesmo e aos outros · Empatia e comunicação interpessoal · Redes sociais e superficialidade
  • Comunicação em redes sociaisImpacto negativo das redes sociais · Filtro de conteúdo insuficiente · Consumo passivo de conteúdo · Opiniões rasas e falta de aprofundamento · Perda da habilidade de comunicação pessoal
  • Agradecimento e reflexão sobre o podcastMarca de 500 reproduções no Spotify · Disponibilização em outras plataformas · Substack como plataforma de conteúdo · Nina Nesbitt
Transcrição59 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Eu tava gravando aqui o que deveria ser Acho que provavelmente um dos melhores episódios Do meu podcast, outra certeza É Eu Olha que engraçado, eu tava falando comigo mesmo Aqui, eu deveria ter gravado Apesar da gente saber que O Whatsapp, o Instagram e as outras E as redes sociais ouvem tudo que a gente fala Meta e Google E Elon Musk

Enfim, não falhei o nome dele não, tá gente? Foi só zoeira, tá? Pelo amor de Deus, que seu nome não vem atrás de mim, que é tudo maluco. Enfim, e aí eu falei assim, bom, vou gravar e vou tentar lembrar pelo menos boa parte das coisas que eu falei, né? Nessa minha conversa sozinho, porque antes de fazer qualquer episódio de podcast eu troco uma ideia muito legal comigo mesmo. É muito importante que todo mundo faça isso. E aí...

Eu falei, vou gravar. Aí eu comecei a gravar. Aí eu tava falando de um vídeo que eu acabei... Nossa, meu Deus, só porque eu falei, acabei de lembrar do nome do menino do TikTok. Eu pensei assim, se eu só minimizar...

a gravação, eu consigo gravar, né, e aí eu vou lá no TikTok e vejo o vídeo do menino, pra ver se eu acho, pra poder passar o nome dele sem que eu precise, né, colocar na descrição, e aí eu voltei aqui, eu só voltei agora, eu não encontrei o perfil dele, nem o vídeo dele, mas eu lembrei do nome agora que eu já vou falar pra vocês, e aí eu abri o aplicativo agora aqui,

E tinha parado a gravação, então vou ter que gravar tudo de novo. Eu tava, acho que falando já uns sete minutos. Não, sete. Não, três minutos e pouquinho. E aí ele tinha parado e depois eu continuei falando. Falei mais uns dois minutos. E aí eu descobri que aconteceu isso. Enfim, tristeza.

Mas enfim, o vídeo é um vídeo de humor, mas também que tem uma realidade muito legal Eu não sei se foi isso que ele quis passar no vídeo, mas foi o que me impactou no vídeo O que acontece? É o Dante, acho que é Dante o nome dele, se não for, mil desculpas Mas eu vou procurar sim no TikTok e colocar na descrição Porque se não fosse esse vídeo eu não teria...

esse vídeo e um outro post no Instagram que também eu vou deixar na descrição não teria me influenciado a criar esse episódio antes de mais nada eu queria agradecer eu bati a marca de 500 reproduções no Spotify junto do Spotify, Amazon Music e Apple Podcast pra quem não sabe eu comecei a disponibilizar meu podcast em outros lugares também

E também postei acho que uma ou duas vezes no Substack, que é uma plataforma, uma espécie de rede social pra você compartilhar o conteúdo de texto. É mais popular de texto lá, mas tem texto, podcast, vídeo, etc, etc. É bem legalzinho, tem uma galera lá que...

É bem top, tem uma galera que é tipo, geralmente é um pouco inalcançável em alguns termos Por exemplo, tem uma cantora chamada Nina Nesbitt Que ela não é tão conhecida, mas ela faz uma música sensacional Se você gosta de Taylor Swift, você provavelmente vai gostar dos últimos álbuns dela Tem uma vibe bem parecida E ela começou a escrever no Substack e cara, ela posta demos, possíveis demos que vão estar no próximo álbum dela Ela escreve sobre o processo criativo Ela inclusive já escreveu sobre...

O processo criativo dela pra compor músicas. E, cara, isso eu acho muito da hora. Quando o artista abre, sabe, desmistifica esse mundo que é o dele. Principalmente essa galera que tá perto de outro pessoal que é muito famoso.

e que a gente não faz ideia de como a mágica realmente acontece, né? Às vezes um pouquinho, se ele lançar um documentário ali, mais ou menos. Mas enfim, esse vídeo fala sobre... É um personagem, ele faz um personagem, que no caso é ele mesmo, sentado numa cadeira. E aí vem um outro personagem que é representando os 30 anos.

E assim gente, eu não sei vocês, mas eu comecei a ter minha crise dos 30 anos com 27 Tem gente que acontece bem antes, tem gente que acontece depois Não dá pra entender muito bem qual é a ordem dos fatores Mas...

Eu tive essa crise dos 27 né E eu fiquei pensando depois de ver esse vídeo Como é engraçado o fato da gente ter crescido com filmes e séries Que incentivaram muito esse pensamento, esse receio de fazer 30 A gente pode ver ali por exemplo em Friends Todos os personagens com receio de fazer 30 anos E o Joe e a Rachel sofrendo mais que ninguém

E esse vídeo em específico, ele propõe uma outra abordagem para os 30 anos, que é você... Ele fala até de uma frase que eu acho muito engraçado.

porque muito, pra dar um contexto pra vocês, muitas pessoas já achavam, hoje em dia é um pouco mais difícil, mas antes muitas pessoas achavam que eu tinha tipo 16, 17 anos, quando eu tava ali nos meus 25, 24, 26 anos, e eu sempre tive um pouco de dificuldade de ser levado a sério em relação a minha competência no trabalho, em relação as coisas, informações que eu dou,

Porque tem pessoas que desacreditam um pouco das coisas que eu falo, por diversos fatores, mas eu tenho quase certeza que muito deles foi por conta de eu parecer mais um adolescente e aí eu não era levado muito a sério, tá? Posso ser coisa da minha cabeça, mas era assim que eu interpretava na época.

E isso continuou durante um tempo e tal, e nesse vídeo ele fala sobre a gente chegar nos 30 e finalmente poder ser tratado como adulto. A vida já trata a gente como adulto durante muitos anos, principalmente quando você sai da casa dos seus pais, tendo que pagar suas próprias contas, mas tem gente que ainda tem dificuldade de tratar você como adulto.

E parece que você fala, ah, eu tenho 30, as pessoas meio que mudam, né, o comportamento delas com você. Eu não sei exatamente se isso acontece ou não, se pode também ser coisa da minha cabeça. Tipo quando a gente fazia 18 anos e achava que o mundo, nossa, ia ser top pra caralho. Mas isso nunca aconteceu.

Só que essa forma de você abordar os 30 anos de tipo, caralho, finalmente eu vou poder me sentir como adulto Não tem a ver só com as pessoas te olharem como adulto, mas tem como você também se enxergar como adulto Porque na vida que a gente tem hoje, não conseguindo comprar um carro, financiar um carro, não conseguindo financiar uma casa

E sendo a geração Z sendo uma das gerações mais endividadas nos últimos anos, você vê que a gente precisa se endividar muito pra conseguir as coisas que a gente quer. Não que nossos pais não tiveram que ter algumas dívidas também mais pra trás, mas os nossos avós não teve tanta essa dificuldade. Meu avô, por exemplo, ele comprou a primeira casa, a primeira, tá? Casa própria com 23, 24 anos.

Então assim, pra mim isso é bizarro até hoje, eu saí da casa dos meus pais com 24 anos, eu ainda não tenho minha CNH, sabe? Então assim, é complicado, sabe? Uma situação bem complicada. Então a gente acaba tendo essa crise dos 30 anos, também um pouco sobre isso, mas eu acho que quando a gente começa a abraçar a ideia...

De que a gente precisa se sentir adulto Não só pra gente, tipo, ah, pra levar a vida a sério Pelo contrário, pra não levar a vida a sério Né? Esse vídeo também me fez repensar no quanto a gente se segura Eu também vi um outro vídeo também Que eu posso também colocar na descrição De uma menina falando que ela quase disputou ligas nacionais De, acho que era de Taekwondo A menina falando

E que ela era muito boa, só que ela não levava a sério, né? Ela faltou a muitas sessões importantes, nacionais. Ela treinava a hora que ela sentia vontade de treinar.

não tinha uma disciplina, mas ela sabia que no fundo ela poderia estar fazendo uma coisa com todo o potencial dela e ser, por exemplo, uma das melhores do mundo no taekwondo. Só que ela prefere não fazer isso. E aquilo me identificou de uma... Eu me identifiquei de uma forma, gente. Foi um tapa absurdo na minha cara, sabe? Porque eu me saboto muito, justamente pelo mesmo motivo.

Não no sentido tanto de não levar a sério, mas no sentido de não ter disciplina. E não ter disciplina é não levar a sério o que você tá fazendo. Porque eu já ouvi muito falado que às vezes a gente precisa de um choque de realidade pra gente começar a levar a sério certas coisas na nossa vida. E eu não quero esperar chegar a um choque de realidade tão bizarro.

Que ao invés de me fazer levantar e fazer as coisas, vai fazer eu ficar e não sair nunca mais do lugar. Entendeu?

Porque às vezes esse choque de realidade pode ser uma parada muito pesada. E eu prefiro viver essa parada que talvez acontecesse, seja por exemplo a perda de algum familiar e coisa do tipo. Eu prefiro lidar com isso com uma cabeça muito mais madura do que simplesmente esperar isso acontecer para eu querer dar algum passo importante na minha vida. Entendeu?

E muitas vezes isso pode demorar pra caralho pra acontecer. Então uma das coisas que esses vídeos, esses conteúdos me fizeram perceber é que a gente não tira tanto proveito da vida que a gente tem hoje. Independente da sua crença, independente se você acredita que vai ter um replay do Playcenter.

pra você tentar de novo, ou pra fazer melhor, ou pra fazer diferente do que você fez hoje em dia, independente se você acredita ou não, passe a viver sua vida como se não tivesse replay nenhum, como se você faça o seu melhor hoje, porque se por um acaso, porque assim, a gente só vai descobrir se realmente é isso, quando já acontecer.

Então, por mais que você acredite muito nisso. Então, foque um pouco no que você tem certeza agora. Porque você pode estar desperdiçando os melhores anos da sua vida, perdendo as melhores oportunidades que você poderia estar vivendo, tendo experiência com aquilo, justamente porque você simplesmente se apegou numa ideia que, cara, a gente só pode ter certeza depois que acontecer.

Tá ligado? Muitas vezes. Certeza absoluta de você estar vendo e vivendo aquilo, provavelmente só quando depois que acontecer. Então, se tiver vida após a morte ou alguma coisa desse tipo, eu prefiro ir pra lá, pro outro lado.

com a consciência tranquila de que eu dei o meu melhor que eu vivi pra caralho, tá ligado? Do que viver uma próxima vida tentando fazer diferente da vida que eu vivi hoje. Como se a vida que eu vivi hoje fosse uma coisa descartável. As pessoas que passaram na minha vida não tiveram todo impacto assim ao ponto de eu querer viver minha vida intensamente, de querer viver minha vida no presente, de querer falar eu te amo quando eu queria, de pedir perdão quando eu deveria pedir perdão, pedir desculpa quando eu deveria pedir desculpa.

E não diminuir as pessoas por atitudes que ela tem no passado, no presente, no futuro, não importa. Sabe, porque eu sei que existem níveis de coisas que a gente tem dificuldade de perdoar das pessoas, porque o que é perdoável pra mim pode não ser perdoável pra você. Mas quando um bagulho começa a atrapalhar outras áreas da sua vida, muitas vezes é porque você não deu o perdão. E a gente sabe que... E...

Só a gente conhece nós o suficiente, ou pelo menos deveria conhecer bem o suficiente, pra saber todos os erros que a gente cometeu na nossa vida, e tem muitos erros que a gente nem sequer toca no assunto com outras pessoas. Porque são nossos, e a gente sabe o quão solitário é ter que se perdoar por esses erros, ao ponto de conseguir conversar com eles sobre outras pessoas, e ao ponto da gente ter um pouco mais de empatia com as outras pessoas.

Porque a gente tem medo de falar sobre os nossos próprios erros, e a gente tem medo de falar sobre os nossos próprios erros.

como se fossem condenar a gente, porque a gente condena as outras pessoas pelos erros que elas cometem, a gente não dá abertura muitas vezes para as pessoas mudarem, a gente não tenta ensinar elas outra forma de fazer, as pessoas aprendem diferente, as pessoas não vão aprender na primeira vez que vocês ensinarem para elas, e eu, por exemplo, em relação aos meus 30, eu passei boa parte dos meus 20 e poucos anos aí, errando pra caralho, tentando um milhão de vezes,

Tive muitos altos e baixos na minha vida E hoje eu sinto que eu tô vivendo um momento muito bom na minha vida Não tenho muito do que reclamar, sabe? Eu nem deveria reclamar das coisas que na verdade acontecem de ruim na minha vida Eu reclamo mais por hábito mesmo Que é uma coisa muito ruim a propósito Suga muito tua energia, sabe? E assim, cara Eu fiquei pensando nisso e refleti, refleti bastante em tudo isso que eu falei pra vocês

E eu preciso agarrar a ideia dos 30 como, cara, é uma nova fase e agora tudo que eu aprendi na casa dos 20 tá na hora de aplicar, entendeu? Esse é o momento pra gente viver aquilo que a gente penou tanto pra aprender com os 20 e poucos anos e agora é a hora da gente aplicar, é a hora da gente... A gente não queria se sentir como adulto, então faça valer a pena, entendeu? Viva a sua vida como se não tivesse um replay do PlanSater, é isso.

Esse é o recado, sabe? Posso falar mais coisas aqui, mas esse é o recado principal. E assim...

Tentar ter, a gente tem muito medo de tantas coisas que a gente não tá tendo empatia pelas outras pessoas. Que eu falei, um dos episódios mais escutados, ouvidos, não sei se falar ouvidos é bom ou se tá errado, mas enfim. Um dos episódios que as pessoas mais escutaram no meu podcast é o que se chama Vamos Falar da Cultura Emocional.

E a cultura emocional, um pouco desse vídeo, desse episódio de podcast, eu falei muito a respeito de redes sociais. Eu falo muito de redes sociais nos meus episódios, porque é uma das coisas que mais impactam nossa vida diariamente, principalmente negativamente falando. O filtro que a gente possui de conteúdo nas redes sociais não é o suficiente no momento.

pra gente consumir realmente só o que a gente quer, a gente consome muito conteúdo passivamente, a gente tem opiniões muito rasas sobre diversos assuntos, a gente pode conversar sobre qualquer assunto, mas se passar um pouco mais de 5 minutos, a pessoa vai ficar no tédio, sabe, as pessoas estão deixando de se aprofundar nos assuntos, uma das coisas que eu quero voltar a fazer é ler mais, eu assisto muito série, muito filme, sabe, eu gosto pra caralho,

Mas eu preciso voltar a ler. E tem muitos livros aqui que eu li na minha adolescência e que eu quero reler porque eu acho que quando eu leio livros diferentes e bem fora da curva do que eu costumo ler, me ajuda a ter empatia por outras pessoas, principalmente em relação a assuntos que geralmente eu não tenho tanto interesse. É bom a gente ler coisas que a gente não tem tanto interesse.

Porque abre nossa cabeça por experiências que talvez a gente não vá viver. Mas outras pessoas viveram. E pra gente conseguir conversar com elas, não no sentido de ajudar, mas pra gente ser bons ouvintes em assuntos que a gente não tem tanta...

tanto domínio, que a gente é um pouco raso, que a gente só tem uma base daquilo, é importante que a gente leia sobre esses assuntos também pra gente criar uma empatia por essas pessoas, tá ligado? E não só consumir conteúdo passivo dentro de rede social, achando que você está se aprofundando em algum assunto, achando que aquilo vai te dar um embasamento fodido pra você trocar ideia com pessoas, por exemplo, que são cientistas, que são criadores de conteúdo.

Que se baseiam em coisas que realmente são fontes. Que eles citam e ainda colocam ali pra você buscar. E muitas vezes as pessoas tem preguiça de buscar o bagulho. Tá ligado? As pessoas tem preguiça hoje em dia até de jogar no Google alguma coisa. Então não fiquem só no raso. Não tô falando pra você não ficar no raso. É bom você saber um pouco de tudo. De assuntos diferentes. Mas se aprofunde em mais outras coisas diferentes. Então eu gosto muito de ler, por exemplo, meu Harry Potter.

de ler Percy Jackson, de ler muito romance, eu gosto dessas coisas, eu gosto, por exemplo, de assistir minhas séries de conforto, que é Todo Mundo Lê, o Chris, The Big Bang Theory, o Patrônia das Crianças, eu gosto de assistir repetidamente porque acalma bastante minha cabeça, me deixa mais tranquilo, principalmente em relação aos meus transtornos, mas se eu não me aprofundar em outras coisas,

eu dificilmente, dificilmente mesmo, vou conseguir ter empatia por outras pessoas. E é aquilo de a gente sentir medo também de falar sobre as coisas que a gente vivencia na nossa vida por medo de ser julgado, também abre, também na verdade fecha a oportunidade da gente ter empatia pelas pessoas, pelas coisas que elas vivem na vida delas.

E pelos erros que elas cometem E que elas estão tentando mudar Tem erros que, cara, são Completamente bizarros E a pessoa vai ter que lidar com a vida dela Daquela forma, sozinha E ela vai ter que se perdoar Ela que vai ter que recomeçar a vida dela E muitas vezes ela não vai poder trazer As pessoas que ela tinha antes da vida dela De volta pra vida dela, né

Mas pessoas podem surpreender, né? Eu já fui surpreendido por diversas pessoas de diferentes formas, pessoas que eu achei que ia agir de boa, não agiu de boa, e pessoas que eu achei que iam me largar, sabe, de lado, são pessoas que me surpreenderam pra caralho, de uma forma muito positiva. Então, é por isso que eu falo.

É muito importante ter empatia, é muito importante a gente saber se relacionar, é muito importante a gente saber se comunicar e sair um pouco das redes sociais principalmente. Porque, cara, isso não está destruindo só a nossa capacidade de reter conteúdo, da gente lembrar das coisas, está acabando com uma das habilidades que fez o ser humano.

evoluir como sociedade ao longo de mais de 100 mil anos, que é o ato de se comunicar pessoalmente, olhar nos olhos, trocar uma ideia e se aprofundar em coisas, não simplesmente trocar um assunto a cada 2 minutos, porque nem todo mundo tem TDAH e...

Vai tomar no cu também, né? Todo mundo falar que tem TDAH, pelo amor de Deus. A gente sabe que a gente tá vivendo na era mais fodida que todo mundo tem aí na cabeça. Mas nem todo mundo tem TDAH, tá gente? Às vezes é só uma ansiedade aí que não tá sendo controlada direito. Porque você tá surtando por outras coisas na área da sua vida.

Às vezes não é nem uma ansiedade generalizada, é só uma ansiedade mesmo. Então, que dá pra ser tratado com um pouco de terapia, exercício físico, alimentação boa, e que você pare de ficar toda hora pensando mil e uma coisas de que a vida é uma merda, as coisas são uma merda, e nada vai melhorar. A gente sabe que o mundo tá vivendo um caos atualmente.

mas a gente também sabe que a nossa vida não é só o que acontece no mundo, o mundo acontece guerras e desastres e mortos o tempo todo, desde que o mundo é mundo, então não dá pra gente agarrar o mundo no braço e tentar resolver todos os problemas do mundo antes da gente sequer estar bem com nós mesmos, no nosso país, na nossa cidade, no nosso trabalho, na nossa faculdade e na nossa própria vida. Enfim.

Esse é o recado, eu espero que vocês tenham gostado desse episódio, eu espero que tenha ajudado vocês de alguma forma. Eu falei muito mais coisa na versão que eu não gravei, o que me chateia um pouquinho. Mas não tenha medo de fazer 30 anos, é uma idade que deveria ser da hora pra caralho, uma idade que você deveria comemorar, é uma idade que você... Cara, eu principalmente, pra mim, eu...

sobrevivi muitas coisas durante esses últimos 2, 3 anos que eu achei que eu não fosse estar aqui, tá ligado? Então, ter oportunidade de fazer 30 anos pra mim é uma dádiva, sabe? Eu só tenho a agradecer, então eu não tenho porque eu ficar na crise só porque eu não consigo ter uma casa própria, porque eu não consigo comprar um carro.

As coisas são feitas no seu tempo, eu estou tirando minha CNH, por exemplo, eu fiz o meu curso teórico, finalizei ele só em fevereiro, só agora que eu estou tendo aulas práticas. Então a gente não precisa ter pressa, mas a gente também não pode simplesmente parar. A gente tem que continuar fazendo as coisas que a gente quer fazer, mesmo que de pouquinho em pouquinho, entendeu? Uma coisa de cada vez, não dá pra gente abraçar o mundo o tempo todo.

Enfim, é isso, um abraço bem quentinho, que você durma bem, ou que você acorde bem, ou que você tenha um ótimo dia, não sei em que momento que você está escutando esse episódio, mas em breve a gente está aí de volta, belezinha?

Tchau, tchau e muito obrigado mesmo Pelas 500 reproduções aí Eu agradeço de coração Isso só me faz, me incentiva muito mais A vir gravar aqui umas paradas legais pra vocês Tá bom? Até a próxima e tchau