Episódios de se a insônia falasse

mãe é tudo isso sim, e digo mais..

10 de maio de 202622min
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esse episódio não é só sobre mãe, e digo mais..

musica do alex: first day on earth

Assuntos6
  • Formação e herança familiarCulpar a mãe pelo vício e ausência · Entender que a mãe também estava em sua 'primeira vez' · Ninguém sabe o que está fazendo, todos estão tentando · Dificuldade de evoluir com a constante exposição na internet · Não ser obrigado a se aproximar de familiares que não fazem bem · Amadurecimento e perdão aos pais e irmãos · Traumas e a importância de terapia ou expressão · A vida é uma só, não viver com arrependimento · A importância de tentar mudar a realidade que não agrada · Prioridade em cuidar da própria família (esposa, cachorros) · A mãe como figura forte e trabalhadora · Não precisar provar nada para os pais · Aprender a dirigir como superação de trauma
  • História de Alex AlvarezPerda dos pais (pai com câncer, mãe com vício) · Podcast de Alex Alvarez sobre sua história · Reconhecimento da carreira de Alex Alvarez
  • Habitacao do presenteValorizar a própria vida e viver como se fosse a primeira vez · Não ter um 'replay' na vida e evitar arrependimentos · Focar na realidade presente em vez de preocupações futuras
  • O papel da literatura e da música na reflexãoMúsica como forma de reflexão · Músicas sobre política e desigualdade social · Música 'First Day on Earth' de Alex Alvarez
  • Videogames e FilmesConexão com o irmão através de gostos em comum (Mortal Kombat, Shadow of Colossus) · Diferença entre história e ação em filmes de Mortal Kombat · Expectativa de jogos como Shaolin Mox e Shadow of Colossus com gráficos modernos · Marvel como exemplo de adaptação de HQs para o cinema
  • Cocriação de compatibilidade românticaValorizar pequenos momentos · Não romantizar coisas ruins
Transcrição61 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

No último episódio eu falei sobre presença, né? No sentido de quanto a gente precisa entender, o quanto é importante a gente entender que a vida provavelmente não tem um repeteco. Nem sei se as pessoas falam isso ainda, mas enfim. De tipo, cara...

Você tá ali vivendo sua vida, você faz o que você pode, obviamente, nas condições que você pode. Obviamente que a vida não é justa com muitas pessoas onde deveria ser justa, mas você encontrar...

Você começar a... Sabe aquele... Não sei se vocês já viram vídeos assim, mas... Tem vídeos que são extremamente saudáveis no sentido quando eles dizem Romantize sua vida. Não romantizar as coisas ruins. Mas romantizar os pequenos momentos que a gente geralmente não dá tanto valor. Sabe? Tem uma música do Alex Wolverine.

que eu já tinha visto a letra faz um tempo e eu gosto muito do álbum dele. Eu tenho vídeos meus no TikTok cantando música dele, tem um até que chegou a meio que viralizar e tal, não só no TikTok, mas no Instagram também, o que foi muito legal. Mas a questão é que o que mais me chama a atenção na letra dele, que pra quem não sabe, o Alex, aquele cara que canta Ordinary,

And take you out to the ordinary. Entendeu? Essa música aí. E aí o que acontece? Essa música...

ela fala um pouco sobre o que aconteceu em relação à mãe do Alex, porque quem não sabe, é bem pesada a história dos pais dele, o pai dele, se eu não me engano, teve um câncer, e o pai dele faleceu, e a mãe dele tinha ele e mais dois irmãos, até onde eu me lembro, e ela teve que cuidar do Alex, assim, tendo que passar por um luto fudido que foi perder o pai dele, né?

Porque além de mãe, ela também era esposa. Então é uma parada complicada. E ela acabou se metendo com álcool, bebendo pra caramba e não sei o que. E a única forma que ela encontrou de alívio foi tirando, né? Né? Eu acho que vocês já entenderam. E o Alex perdeu a mãe e o pai. Ele tem um podcast que ele fez. Cara, eu não vou... Com chat. Eu não lembro agora se o nome dele é assim.

Mas se vocês procurarem podcast Alex Alvarez, acho que um dos primeiros que apareceram no YouTube ou no TikTok vai ser esse, porque ficou muito famoso, porque foi o podcast que ele mais falou sobre a história que aconteceu no passado dele, né? Com a mãe, com o pai, ele foi um dos podcasts que ele mais foi aberto, você vê em diversos momentos ele chorando, ele se emocionando e tudo mais, porque é uma história pesada e é uma história que, por mais que várias pessoas que acompanharam a ascensão da carreira dele,

que parece que foi rápida, mas não foi, o cara tá postando faz muito tempo e ele tá ganhando reconhecimento agora, mas na minha opinião o reconhecimento dele tá sendo bem baixo deveria ser maior, porque as letras do cara é pura realidade da vida dele, da história de vida dele e foi só por conta não só desse álbum

Mas por conta do que aconteceu com os pais dele, por conta do amor que ele tem pela esposa dele, você vê que é verdadeiro tudo que o cara canta. Não são só histórias inventadas, não são só hits. Eu acho importante a gente ter música pra dançar, mas também acho importante a música como uma forma da gente refletir sobre a nossa vida. A gente tem músicas que falam sobre política, a gente tem músicas que falam sobre a...

a desigualdade social, a gente tem muita música que fala sobre você amar as outras pessoas independentes, se elas fazem parte da sua vida ou não, mas amar como iguais, a gente tem inclusive uma música do The 975, da banda que ficou muito famosa durante um tempo, nem sei se esses caras estão tocando ainda, mas enfim, tem uma música deles que tem um discurso

imenso da Greta Thunberg, acho que é assim que fala o nome dela, que eu inclusive tenho tatuado uma parte desse desse discurso que é tão emblemático que cara, é do caralho, que fala sobre não só o meio ambiente que é uma pauta que ela carrega muito com ela, mas também fala

sobre mas também fala sobre o quanto a gente tem que se unir como humanidade não só como sociedade separadas em países separados mas o que isso tudo tem a ver com o Alex? aqui é legal que a gente vai pra vários assuntos diferentes, o nome disso é TDAH gente mas enfim e aí, essa música do Alex que é o First Time on Earth 1

Que no podcast ele explica que ele culpou muito a mãe dele pelo vício dela em bebida, por ela ser uma mãe que às vezes era ausente em relação aos filhos dela, que os filhos dela precisaram dela de diversas formas e ela não estava ali presente pra eles. Só que quando o Alex cresceu, né, e acredito eu que no processo de escrever essas músicas, ele entendeu que a mãe dele não tinha culpa e que era a primeira vez dela na Terra também.

Saca o que eu quero dizer? E essa música é poderosa não só pras pessoas que perderam a sua mãe, o seu pai, ou qualquer parente que signifique muito pra você, sabe? Essa música também é pra gente entender que é a primeira vez da nossa mãe aqui na terra também, caralho. Do nosso pai.

Da nossa tia, da nossa avó, dos nossos irmãos, tá ligado? Falando igual o Whindersson, você pega essa palavra, nossa, essa palavra é foda, você começa a falar, você para de falar irmãos, aí você começa a falar irmões por conta daquele stand-up do caralho dele, mas enfim. É a primeira vez deles aqui na Terra também. Não só deles, é a primeira vez na Terra de todo mundo que você aponta e julga quando faz alguma merda.

tá ligado? Ninguém sabe o que tá fazendo, véi. A gente só tá tentando e arrumando mesmo. Sabe que, você entende que, tipo assim, hoje em dia com a internet é mais difícil ainda de você cometer um erro e tentar não arrumar o erro, mas tentar ser uma pessoa melhor principalmente pra quem é famoso, pra quem é conhecido na internet, porque a pessoa fica à mercê de, tipo assim, caralho. O Justin Bieber, por exemplo, é o exemplo perfeito disso.

O menino errou e tentou acertar diversas vezes enquanto todo mundo olhava o processo. Quando a gente não tinha essa captura constante das nossas vidas na internet, era muito mais fácil você fazer alguma merda.

E ninguém ia saber se você fez a merda às vezes. Às vezes as pessoas iam saber da merda, mas logo iam esquecer e você ia poder evoluir como pessoa. Obviamente que tem pessoas que persistem no erro. Eu não tô falando que não. Eu tenho exemplos assim na minha família.

Quando isso acontece, o que você pode fazer como pessoa é se afastar dessas pessoas da sua família. Você não é obrigado a estar próximo de pessoas que não te fazem bem na sua família, ponto final. Dependente do tipo de parente que seja. Você não é obrigado.

Mas, quando o seu relacionamento, por exemplo, com o seu pai, com a sua mãe, com os seus irmãos, são relacionamentos que eles não são ruins, mas tem diversas coisas que eles fizeram e te machucaram e você não sabe muito bem como falar.

Sabe? Você não sabe como expressar, você tem medo de expressar essas coisas Porque quando você era mais novo, você tentou expressar essas coisas E muitas vezes você não conseguiu E às vezes podem ter dado risada de você Às vezes podem não ter compreendido completamente E achado que você tava tirando com a cara deles, alguma coisa assim

Sendo que não, sabe? Todo mundo tem defeitos, né? Nenhuma família é perfeita. Às vezes, quando eu dormia na casa de um amigo meu, quando eu era mais novo, eu tava acho que na quinta, sexta série, que eu morava em São Paulo, eu pegava assim e trocava, e eu ia na casa dele e falava, caralho, mano, tipo... Porque na minha casa não é tão tranquilo assim.

E a gente fica com essa comparação, sabe? Por que minha família não é assim? Por que minha família é assada? Só que eu, hoje, com quase 30 anos, e é engraçado que você chega nos 30, você começa a ter uma...

Uma claridade, acho que nem, não sei se é pra todas as pessoas isso, mas eu sempre tive essa visão de pessoas com 30 anos. Você começa a ter uma claridade de tantas coisas na sua vida. Você pode não ter casa própria, carro próprio, sabe? Coisas materiais, mas se você chegou ao ponto que você amadureceu o suficiente pra perdoar teu pai, pra perdoar sua mãe, pra perdoar seus irmãos, pra perdoar quem for, independente da merda que eles fizeram na sua vida, porque você é a única pessoa responsável pela sua própria vida,

Eu sei que traumas marcam, eu sei que traumas ficam, mas se a gente não coloca essas porra pra fora, seja por uma terapia, seja pras próprias pessoas, a gente engole isso a seco e a gente passa a viver uma vida de amargura, de ressentimento.

E às vezes até a gente pega isso e não consegue arrumar uma namorada, não consegue arrumar uma namorada, não consegue fazer amizades novas, simplesmente porque a gente é apegado a traumas que aconteceram lá atrás. A gente precisa resolver isso agora. Sabe por quê? Porque assim...

Eu, particularmente, não quero que ninguém chegue com a minha idade, se você tem menos de 30 anos, eu não quero que você chegue com a minha idade e tenha que aprender isso na minha idade, sabe? Tipo, é exatamente essas coisas. Eu sei que é um processo, que demora, mas eu acho que se vocês estão escutando isso agora, o processo pra vocês...

Aceitarem mais que as coisas Não são tão preto no branco Que fizeram mal pra mim Então foda-se, sabe Eu vou ficar afastado mesmo, não quero saber Gente, a vida é uma só, mano Tá ligado?

A vida é uma só e você tem que chegar aos 30 anos, tem vezes que as pessoas precisam chegar aos 50, aos 60, pra entender que, cara, a culpa não foi de ninguém pelas coisas ruins que aconteceu na sua vida. Tava todo mundo tentando, tava todo mundo tentando fazer, né, tá ligado? E assim, eu...

como o primeiro filho da minha mãe, é mais ainda a primeira vez dela na parada, tá ligado? Depois dos meus irmãos, ok, sabe, uma coisa ou outra do básico. Mas os meus irmãos são pessoas diferentes de mim. Então a criação vai ter que acabar sendo diferente. O processo de amadurecimento de um irmão pro outro vai ser diferente.

Um pode amadurecer mais rápido, o outro pode demorar um pouco mais pra amadurecer, entendeu? E assim, cabe em nós a compreensão. Ah, mas eu não consigo entender, só faz merda, que não sei o quê. Se afasta e tenta ver a visão de outra forma.

Tenta ter uma perspectiva diferente da situação Porque quando você tá perto Obviamente que nem todo mundo tem a oportunidade de se afastar da forma que eu tô falando Que é tipo morar sozinho e tudo mais Porque hoje em dia tá muito caro as coisas Mas é... Tenta se afastar da sua maneira Tenta não entrar muito nessa questão E tentar mudar a sua perspectiva da situação

Sabe? Porque a gente... Eu vou dar um exemplo aqui bem idiota, mas... O meu irmão... E eu e um amigo dele, a gente vai assistir Mortal Kombat. E cara, Mortal Kombat... Foi um dos supra-sumos de jogos que eu e meu irmão jogou pra caralho. E é uma das poucas coisas em comum que a gente tem em relação a gosto. Pra filmes, jogos, séries, essas coisas. E aí...

O filme tá do caralho, a gente riu pra caralho, pra quem gosta de Mortal Kombat, tá? Vou deixar isso bem claro, pra quem gosta de Mortal Kombat, porque eu vou dar um exemplo muito específico pra vocês. Legal, a história do Scorpion no primeiro filme é um pouquinho interessante, não sei o que, não sei o que lá.

Só que Mortal Kombat não é história, gente. Tentaram botar a história na porra do Mortal Kombat 1 e ficou aquela merda, entendeu? Agora você vai assistir o Mortal Kombat 2, é luta, é fatality, é literalmente só luta, luta, luta, luta. Obviamente que fiquei chateado um pouco com o desenvolvimento do Johnny Cage, um pouquinho. Mas mano, que filme que não tem seu erro, tá ligado? Faz parte. Mas os efeitos foram do caralho.

Meu irmão e o amigo dele gostaram pra caralho do filme. A gente foi saindo da sala do cinema, meu irmão. Pô, mas podia ter uma história, pelo menos, né? Não, porra! Eu falei pra ele, Mortal Kombat não é isso não, velho. Mano, quem joga Mortal Kombat pela história, mano?

Eu quero ver os efeitos, eu quero ver um bagulho parecido, eu quero, tipo, eu quero ver os personagens, mano, pra mim foi, tipo, assistir Marvel, no sentido de ver os personagens que eu via no papel, ganhando vida, tá ligado? Obviamente que na Marvel é um pouco diferente, você cria histórias porque são histórias contadas em HQs, né, em GB e tal, Mas, é, agora, o Mortal Kombat, ele é pra ser...

parecido com um jogo, um jogo que já tem movimento, um jogo que você faz o movimento, e você quer ver esse personagem ganhando vida, tá ligado?

O jogo é de luta, é de lutinha. E é isso, mano. Até o Shaolin Mox parecer que não tinha uma história com o pé nem cabeça, que a proposta é um dos melhores jogos de Mortal Kombat que eu já joguei. E por favor, Sony, se um dia... É, Sony que faz, eu não sei quem faz essa porra. Se um dia, alguma vez, esse podcast chegar até vocês, escutem esse episódio.

Porque, cara, se vocês fizessem um remaster, um remake, sei lá, deixasse os gráficos top, que eu nunca sei a diferença mais de remaster e remake. Porque as coisas tá parecendo que tá... o remaster e o remake tá parecendo que tá sendo tudo igual. Mas enfim, acho que é só a parte técnica que importa nessas questões, né? Mas eu quero um Xiaomi Moks com gráfico bom pra jogar no Play 5 com meu irmão.

Realiza o sonho dos malucos, porque porra, mano, era muito da hora, mas também a história não tinha muito pé nem cabeça, pelo menos quando eu joguei mais novo, não tinha, e eu e meu irmão também nunca conseguimos fechar esse jogo, então acho que é mais um motivo ainda pra relançar o bagulho. Tipo igual o Shadow of Colossus, eu comprei o PlayStation 4 pra mim, quando eu tive a oportunidade, e o primeiro jogo que eu joguei no Play 4 foi o Shadow of Colossus, que foi um jogo da minha infância.

Que eu jogava na casa de um amigo meu e eu nunca conseguia terminar. E quando eu terminei, mano, eu quase chorei, velho. Foi uma experiência do caralho. Mas enfim. O que eu tô querendo dizer aqui pra vocês, num resumo. É que...

A gente tem que valorizar a própria vida, que eu já falei isso pra vocês, da gente viver as coisas como se fosse a primeira vez que a gente fosse viver aquilo, porque não tem como mudar e tudo mais a questão de como a gente já viveu algo, mas tem como a gente fazer diferente.

Não achar que a gente tem um replay na vida, porque pode ser que a gente não tenha, e eu particularmente não quero viver com arrependimento, de se caso nada acontecer depois daqui, eu não quero viver, obviamente que talvez se não tiver nada aqui, a gente nem vai ter arrependimento.

Eu não sei como é que funciona, tá vendo como é muito complicado pensar nisso? Então em vez de você ficar pensando nessas coisas complicadas, tentando dar sentido nessas coisas que a gente nem sabe como é que vai acontecer Por que você não foca no bagulho que você tá vivendo agora, tá ligado? Na realidade que você tá vivendo agora, na realidade que você tá vendo agora Ah, mas eu não tô gostando da realidade que eu tô vivendo agora Tente mudar alguma coisa, fazer um curso, tá ligado? Entra no Senac, faz parte de algum fã clube de alguma coisa que você...

Não conhece tanto, mas quer conhecer pessoas diferentes Sabe, dá seu jeito, mano Dá seu jeito Mas... e... E tente arrumar

o máximo que você puder da relação que você tem com essa família, porque tem famílias que tem parentes, assim, familiares que realmente não tem muito o que fazer, eu tenho familiares, assim, que eu particularmente não tenho, que as coisas que eles fazem constantemente, o comportamento deles de forma repetida, e são pessoas, assim, que tiveram tempo pra mudar.

E cara, pode ser que o que eles fazem ou fizeram pra mim foi uma coisa que me magoou muito E por isso que eu não consiga, quem sabe no futuro eu consiga perdoar eles e tudo mais Só que no momento não é uma coisa que passa na minha cabeça Eu acho que minha prioridade é o meu pai, minha mãe e meus irmãos e acabou, tá ligado? Nesse sentido de familiares E a minha família hoje é minha esposa Pera aí, minha esposa não

E a namorada. Vamos fingir que eu não falei isso. Só saiu. Mas enfim. E aí, isso aí é coisa pra nós conversar depois, gente. E aí, ela é minha família. Meus cachorros é minha família. A família que eu tomo conta hoje. Que eu cuido hoje. Meu pai, minha mãe, meus irmãos também são minha família. Mas eles são uma família que, tipo, já tive...

Essa questão de viver perto deles e hoje eu não vivo mais, porque eu tenho minha família pra cuidar. E por exemplo, hoje especificamente, no dia das mães, que é quando eu tô gravando esse episódio.

Esse episódio também é sobre o dia das mães Mas também não é só sobre o dia das mães Sabe? Eu não tô com a minha mãe hoje No dia das mães por alguns fatores Mas não significa que eu não vá ver ela Por exemplo, amanhã provavelmente Dar o presente dela E tudo mais Eu já dei feliz Eu já dei feliz dia das mães Pra ela e tudo mais E...

E a música do Alex que eu vi pouco antes de ler a mensagem da minha mãe, do... Responder a mensagem que eu dei feliz dia das mães pra ela, foi o motivo pelo qual eu comecei a gravar esse episódio. Porque eu não, assim, tudo bem que eu vou fazer 30 anos e tal, mas eu tô dando graças a Deus que eu não precisei esperar a minha mãe não tá aqui pra eu entender um pouco disso, sabe? Posso não ter entendido por completo, posso não ter chegado na...

Na divindade, na sabedoria Mas eu entendi que Era a minha mãe comigo Não digo com meus irmãos porque eu não posso dizer sobre a experiência deles Mas comigo Ela tava tentando sozinha O meu pai biológico não tava Presente Tipo nos meus primeiros anos de vida No sentido de Porque a minha mãe separou dele quando eu tinha acho que meses Porque a minha mãe apareça Porque a minha mãe apareça Porque a minha mãe apareça Porque a minha mãe apareça Porque a minha mãe apareça Porque a minha mãe apareça Porque a minha mãe apareça Porque a minha mãe apareça

Então, por um certo período de tempo, minha mãe teve que fazer tudo sozinha, minha mãe, ela trabalhou pra caralho, e tanto que hoje eu gostaria muito que ela entendesse que ela pode ter tudo que ela quiser, tá ligado? Que ela não precisa depender de outras pessoas, porque ela sempre foi muito boa no que ela fez em questão de ser vendedora e tudo mais, e eu queria muito que ela voltasse a trabalhar com isso.

Sem achar que ela iria perder a vida dos filhos dela, ou que ela não ia estar próxima da gente, porque a gente quer ver ela crescendo também, pô. Independente da idade dela, minha mãe é uma pessoa que faz tudo e tal, não sei o que, e nem parece que ela tem a idade que ela tem. Então...

Mas a gente quer que minha mãe tenha uma vida boa, entendeu? Então o meu medo também é não ter uma vida financeira boa o suficiente ao ponto de eu conseguir cuidar da minha mãe caso meus irmãos não consigam quando meu pai não estiver mais aqui. Então a gente tem que entender que é uma vez só.

Esse é o recado do último podcast. Esse é o recado desse podcast. Desse episódio aqui também. Porque enquanto a gente. Dá o braço a torcer. Enquanto o ego falar mais alto. Enquanto a gente querer.

provar pro mundo, ou provar pros nossos pais que a gente conseguiu alguma coisa na nossa vida, porque eu passei anos da minha vida tentando provar pros meus pais que eu era capaz de morar sozinho, pagar minhas contas, e que eu fiz, principalmente pro meu pai, que eu fiz as coisas sem fazer da forma que ele queria que eu fizesse, e deu certo do mesmo jeito.

Mas hoje eu entendo que eu não preciso fazer nada disso, tá ligado? Eu quero viver minha vida, no meu tempo, fazer as coisas de acordo com o que tá acontecendo. Eu não me culpo mais por ter levado tanto tempo pra tirar a carta e só tá tirando a carta agora. Eu finalmente tô gostando de dirigir, não é mais um trauma pra mim. Essa questão, esse apego que eu tive com dirigir carro.

Mas enfim, eu espero que vocês aproveitem a mãe, o pai, a avó, a tia, o tio, as pessoas da vida de vocês. E deem espaço pra outras pessoas aparecerem também. Porque existem várias formas de amar uma pessoa. E a gente não precisa só ficar com trauma no coração e não conseguir amar pessoas novas. Tá bom? Minha comida chegou e eu espero que vocês tenham gostado desse podcast. Até a próxima e tchau!