Episódios de Empregabilidade Máxima | Eduardo Saigh

🔔262 - ESTEJA SEMPRE EM ALERTA

07 de julho de 20265min
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Nesse episódio, uma rápida reflexão sobre a importância de estarmos sempre prontos e alertas, mesmo que a situação mostre o contrário.

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Participantes neste episódio1
E

Eduardo Saigh

Host
Assuntos2
  • Validação e Critérios ProfissionaisGoleiro Nyland · Atacante Haaland · Oportunidades perdidas por despreparo · Medo e crenças limitantes · Desenvolvimento em situações de risco · Consciência e alerta no mercado corporativo
  • Possível convocação de Neymar para a CopaEliminação do Brasil na Copa do Mundo · Anestesia pós-1998
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
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Pois é, gente, mais uma vez fomos eliminados da Copa do Mundo. Confesso para vocês que pós-98, quando a gente tinha um time super competitivo e perdemos para França por 3 a 0, após essa Copa aí eu confesso para vocês que eu tô sempre amortecido, anestesiado. Sofro, sofro, mas com muito menos intensidade, muito menos impacto do que eu sofri até 98, né? Então, para mim, infelizmente, para minha geração aí, é a 6ª Copa, se não me falha a memória, que o Brasil é eliminado.

Vocês sabem muito bem que eu não gosto de traçar paralelos diretos entre o esporte e o mercado de trabalho, principalmente o mercado corporativo. Eu acho que existem ali diferenças abissais entre uma coisa e outra. Por exemplo, o que motiva um atleta não é exatamente a mesma coisa que motiva um executivo, né? Não dá para você julgar, analisar a liderança de um técnico da mesma forma que você analisa a liderança de uma empresa, e por aí vai, né?

Mas a reflexão que eu faço não é exatamente sobre o Brasil, mas sim um goleiro da Noruega e obviamente o atacante Haaland, né? O que me chama atenção no goleiro, por exemplo, é que ele está desempregado e ele é o titular da seleção da Noruega, que foi uma das principais seleções, se não me falha a memória, foi a seleção europeia que terminou em primeiro lugar em todas as eliminatórias desse ano. E o meu ponto de reflexão exato é o seguinte: o quão preparados o goleiro Nyland e o Haaland estavam para diante do Brasil, diante de todo esse cenário da Noruega não ser talvez a favorita, deles terem acabado com a gente.

Principalmente o goleiro, que está desempregado, provavelmente pós-Copa vai receber algumas ofertas. Mas o ponto aqui é: os dois, os dois atletas estavam plenamente prontos quando eles foram exigidos e corresponderam às expectativas. E aí o ponto de reflexão que eu trago é o seguinte: quantas e quantas vezes a gente não espera o momento ideal para aí sim começar a treinar, aí sim eventualmente se preparar, da primeiro a oportunidade aparece para depois a gente se preparar.

Talvez você já tenha ouvido isso antes. Eu confesso que eu já fui assim, e eventualmente algumas coisas da vida eu também espero. Eu espero a oportunidade aparecer para eu me preparar. Obviamente, em 100% dos casos, a oportunidade passa por mim diante dos meus olhos. O meu despreparo é tanto que muitas vezes eu nem percebo que é uma oportunidade. Que a exata leitura que eu faço tanto do goleiro norueguês quanto atacante: eles são extremamente competentes, e quando eu reflito e trago essa situação, esse contexto para o dia a dia profissional da gente, principalmente a gente que trabalha no mercado corporativo.

Quantas boas oportunidades a gente não deixa passar porque a gente acha que eventualmente não vai valer a pena, que o nosso esforço para se desenvolver vai ser grande. Talvez a gente tem medo, talvez a gente ache que não vai dar conta do recado. Simplesmente a gente acaba dando voz a muitos medos, a muitas crenças limitantes que nós temos, e a gente não enxerga que justamente essa situação, que é uma situação de risco, que a gente entende como de risco, uma situação que muitas vezes não vai valer a pena em termos dos recursos gastos.

É justamente o contexto que a gente precisa para se desenvolver, né? Eu fiquei pensando, cara, o goleiro tá sem emprego, tá jogando uma Copa do Mundo, tá defendendo para caramba. O que que será que motiva esse cara? Será que realmente ele tá com medo de ficar desempregado? O Haaland, cara, ele ficou ali 70 minutos parado, correndo de um lado para o outro. Quando a oportunidade apareceu, ele fez. Então você já imaginou, por exemplo, se ele ficasse desmotivado durante o jogo, se ele ficasse se escondendo do jogo como muitos atacantes fazem em jogos grandes, em jogos decisivos, né?

Já imaginou se isso acontece com ele? O mundo inteiro vendo ele literalmente se acovardar. Nenhum dos dois se acovardou. Então, quando eu refleti ali, tava vendo o jogo, tava pensando, cara, a gente precisa estar pronto, consciente, alerta o tempo inteiro. Obviamente entendendo que ficar consciente e alerta tem um custo. E eu acho que o limite dessa consciência, desse estado de prontidão, é justamente a gente impedir com que a nossa saúde mental ela seja afetada, porque o estado de consciência, o estado de alerta, não é exatamente aquele estado, por exemplo, de luta e fuga que a gente conhece muito bem.

Não, não é nada disso, é um nível muito abaixo, mas é a gente estar alerta e consciente sobre tudo aquilo que a gente faz e principalmente o que está acontecendo ao nosso redor. Quais são os movimentos para nós que trabalhamos no mercado corporativo em que a gente pode aproveitar para ser um contexto de desenvolvimento, mesmo que a gente tenha medo, mesmo que muitas vezes a gente não esteja pronto. Espero que essa rápida reflexão tenha feito sentido para você.

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