🤬#264 - POR QUE NÃO TE RESPONDEM NO LINKEDIN?
Nesse episódio você vai entender por que recebe poucas ou nenhuma resposta sobre as mensagens que envia para RH's e headhunters.
BAIXE O E-BOOK GRATUÍTO
COMPRE NOSSO E-BOOK
📲REDES
INSTAGRAM:
TIKTOK:
@empregabilidademaxima
LINKEDIN:
Empregabilidade Máxima
🌐SITE:
🎧PODCAST:
➡️Contato Comercial: contato@empregabilidademaxima.com.br
Eduardo Saigh
- LinkedIn· NegociosMensagens genéricas e IA · Agenda corrida de recrutadores · Pressão interna em RH · Diferenças entre RH e Headhunter
- Furosemida Refratária e Estratégias AdjuvantesConstrução de familiaridade na rede · Diferenciação no mercado · Relacionamento de longo prazo · Aumento de chances de empregabilidade
- Comunicação no trabalhoMensagem direta e objetiva · Especificar a vaga desejada · LinkedIn não é WhatsApp · Evitar textos longos no inbox
- Headhunters· NegociosContratação por empresas · Tipos de Headhunters (pesquisador e comercial) · Especialização de Headhunters · Interesse em posições específicas
Você está cansado de mandar mensagens inbox no LinkedIn para recrutadores e selecionadores e não ter respostas? No episódio de hoje do podcast Empregabilidade Máxima, o lugar que eu, Eduardo, saí e criei para ajudar vocês a conseguirem emprego e a entenderem como é que os processos seletivos funcionam, você vai entender por que que isso acontece. E acredite, não é nada pessoal. Olá, caçadores de emprego, tudo bem com vocês? Bem-vindos a mais um episódio do podcast Empregabilidade Máxima.
E o tema dessa semana é o seguinte: por que que ninguém me responde no LinkedIn, tio Eduardo? Eu mando mensagens inbox educadinhas, peço para o ChatGPT ou qualquer outra aí escrever a mensagem para mim. Eu comprei um curso de um pseudo guru de empregabilidade que me disse que eu devo mandar 3 mensagens, sendo que a primeira mensagem é uma mensagem básica de olá, a segunda mensagem é onde eu vou fazer ali basicamente um grande resumo da minha carreira.
E a terceira mensagem é dizendo mais ou menos o seguinte: fechado por aqui, Eduardo, se você precisar de alguma coisa, conte comigo. Se você está fazendo exatamente desta forma que eu acabei de dizer, ou algo parecido, parabéns, você está fazendo tudo errado. E aonde você leu, não sei quem é a pessoa, ou se é um método, ou se simplesmente é uma sugestão da IA, você está fazendo isso errado e não está funcionando. Pegando carona no episódio anterior, onde eu disse basicamente como você deve utilizar a IA para enviar uma mensagem para recrutadores e selecionadores, eu decidi fazer esse episódio para vocês que não estão tendo respostas, mas muito mais no sentido de explicar para vocês por que que nós recrutadores não vamos responder vocês, não vamos marcar um café, não vamos marcar uma conversa proativa.
Vamos começar do básico. Primeiramente, vamos falar do seu primeiro público-alvo, você que tá buscando emprego ou uma recolocação profissional. Vamos falar dos RHs, dos recrutadores e dos talent acquisitions, que são pessoas que trabalham em uma determinada empresa. A agenda deles é extremamente corrida, tanto quanto a de um headhunter, mas aqui a gente tem algumas características que o headhunter não tem. Por exemplo, os recrutadores, eles têm tanto uma agenda de contato com os candidatos, análise dos perfis, realizar de fato as entrevistas.
Então existe toda uma tarefa pré-entrevista durante entrevista, né, que de fato é realizar, é avaliar ali os candidatos, e o pós-entrevista, né. Tudo isso alinhado com aquilo que cada projeto necessita. E muitas vezes o mesmo recrutador tá conduzindo processos diferentes para áreas diferentes, de níveis diferentes. Uma das principais diferenças entre um recrutador interno de uma empresa e um headhunter é que muitas vezes o cliente desse recrutador, ele chega na mesa dele E muitas vezes chega impondo uma vontade porque ele tá com pressa, o processo seletivo dele muitas vezes tá atrasado ou tá demorando demais e tá prejudicando a área dele.
Na grande maioria das vezes, um headhunter, por exemplo, ele não sofre disso. Por quê? Porque existe ali um prazo pré-determinado. Na maioria das vezes, headhunter e cliente, eles não estão no mesmo prédio, não estão no mesmo lugar físico. Isso obviamente impede, por exemplo, de que um cliente dê um chilique, coisa que os recrutadores e os talent acquisitions muitas vezes sofrem. Existe ali de fato uma pressão interna, muitas vezes até assediosa, porque os clientes querem, os gerentes, os diretores, ou ali os coordenadores querem candidatos como se eles fossem impressos, como se fosse fácil muitas vezes achar o candidato que ele quer, não entendendo que existe todo de fato um processo seletivo.
O próprio nome processo seletivo não é à toa, ninguém inventou essa nomenclatura. Então, para os recrutadores existe sim uma agenda, que é uma agenda não só do próprio processo, mas uma agenda de gestão. E também a gente precisa entender que muitos recrutadores não trabalham só com recrutamento e seleção. Às vezes eles têm outras funções, muitas vezes é um RH generalista que tá conduzindo um processo seletivo. Por isso que muitas vezes você manda uma mensagem para essas pessoas e elas não vão te responder, ou elas te respondem até num primeiro momento, mas não continuam a conversa, não dão o direcionamento que você quer.
Nesse contexto, então, o que você deve fazer a partir do momento que você identificou o projeto, a posição, a vaga que você quer? Você pode, você deve colocar para ele na uma mensagem: olá, recrutador, tudo bem? Me interessei pelo projeto tal, tenho certeza que tenho o perfil, estou disponível para uma entrevista. Simples assim, porque automaticamente ele vai dar uma olhada no seu LinkedIn ali, ele já vai entender se você tem ou não o perfil e vai te dar uma resposta.
Ou simplesmente ele não vai te dar uma resposta, mas você entendeu que ele visualizou a sua mensagem. Ele não vai te dar alguma resposta por N motivos: porque ele esqueceu, porque você não tem o perfil, porque ele não vai te dar nenhum tipo de resposta. Pode ser uma orientação para que você não fique enchendo o saco dele e coisas do tipo. Eu sei que isso pode parecer frustrante, mas dessa forma você aumenta suas chances de você ser lembrado por esse recrutador.
E tem uma outra situação que acontece muito. Muitas vezes você vai mandar essa mensagem, ele vai olhar, ele não vai te responder, mas por algum motivo o processo dele não andou, ele vai precisar de novos candidatos e ele vai revisitar as mensagens dele e vai ver o seu perfil. E aí sim, muitas vezes depois de 2 ou 3 semanas ou até mais tempo do que isso, você acaba tá fazendo parte do processo, que você tinha mandado esta mensagem lá atrás.
Por isso que é importante, a coisa talvez primordial, você mencionar na mensagem qual é a vaga que você deseja. Se essa vaga tiver algum tipo de código, porque geralmente tem, melhor ainda, tá? E outro ponto que é muito importante também: entendam uma coisa: o inbox do LinkedIn não é WhatsApp. Então você precisa estudar e entender o que que é comunicação assíncrona. Então, ao invés de você mandar uma mensagem: oi Eduardo, tudo bem?
E ficar esperando minha resposta, não faça isso, candidato. Candidato. Não faça isso, candidata. Já coloca ali: oi Eduardo, tudo bem? Vi o projeto tal, vaga tal de código tal, acho que tenho perfil para a posição, estou disponível para uma entrevista, para uma primeira conversa. Ponto. Não precisa mandar ali um grande resumo porque você está no LinkedIn, que já tem a tua experiência profissional. Eventualmente ele vai te pedir o currículo ou você vai ter que cadastrar o seu currículo no sistema que essa pessoa tá usando.
Então você vai ficar gastando o seu tempo e poluindo o inbox do recrutador, que muitas vezes vai ter preguiça de de ler aquele texto e pode simplesmente desqualificar você por conta de que tem texto demais. A gente precisa entender que muitos recrutadores que trabalham na área de RH não tiveram nenhum treinamento, não tem muitas vezes noção, não tem ali nenhum tipo de etiqueta corporativa, de método ou de processo, e podem tomar as decisões com base na emoção, com base no estresse, ou eles têm preguiça, tão de saco cheio, tão muito estressados, e podem, por qualquer que seja o motivo, desqualificar você, que poderia ser a pessoa ideal para aquela posição que ele tá trabalhando.
E para finalizar a parte dos recrutadores, dos RHs, dificilmente eles vão ter tempo para tomar um café ou mesmo participar de uma entrevista proativa com você, porque como eu falei, a agenda deles é bastante corrida. Agora vamos falar da minha classe, nós headhunters, que somos contratados pelas empresas, muitas vezes até pelo próprio RH, para conduzir determinados processos seletivos e projetos de recrutamento. Às vezes vagas confidenciais, às vezes vagas que são muito específicas e o próprio RH não consegue responder na velocidade, na especificidade que as empresas precisam, né?
Tudo aquilo que eu falei sobre recrutadores e selecionadores você pode replicar pra gente com algumas diferenças. O nosso trabalho é conhecer um determinado mercado. Existem headhunters de dois tipos em linhas gerais: os pesquisadores, que são aqueles headhunters que vão conhecer muito dos candidatos que fazem parte de uma determinada área, de um determinado mercado. Geralmente esses profissionais, eles não têm nenhum tipo de direcionamento focado comercial.
E nós temos os headhunters que vão trazer os projetos. Geralmente essas duas, essas duas, esses dois tipos, eles se conversam muito bem, onde você tem esse headhunter que é o businessman, o cara que vai trazer o negócio, vai entrar em contato com as empresas, vai trazer o projeto e vai entregar esse projeto para o time de pesquisa. Linhas gerais, a gente divide o mercado nesses dois tipos. A gente tem o tipo 360, que é ali na mesma figura, alguém que traz o negócio e entrega.
Descendo um pouquinho, indo um pouquinho mais fundo, você tem os headhunters generalistas, que eles conduzem todo tipo de projeto para todo tipo de vaga. Então são pessoas que têm uma visão de mercado muito ampla. E eventualmente você tem ali os headhunters especialistas, que por exemplo vão atuar só em um determinado nicho de mercado. Eu, Eduardo Saig, sou especialista em 3 mercados: RH, tecnologia e negócios, né? Então faz parte do meu dia a dia conhecer as empresas para entender aonde tem ali os negócios, onde eu posso suportar o RH ou mesmo as áreas de negócio e até a liderança dessas empresas.
Também faz parte do meu perfil conhecer os candidatos, os profissionais, para justamente facilitar o meu processo seletivo quando eu tiver uma posição. Anote isso que eu estou dizendo: quando eu tiver uma posição. Porque é justamente esse fato, gente, que faz com que eu tenha agenda ou interesse para conhecer determinado perfil, determinado candidato. É isso que muitas pessoas que me abordam no LinkedIn e abordam os meus colegas não entendem.
Então eu só vou tomar um café com você proativamente, avaliar, bater um papo contigo, se eu tiver uma posição que faça sentido para você ou se eu achar o seu perfil interessante. E isso é o que não é falado. Nenhum headhunter vai virar para você e vai falar: cara, me desculpa, mas eu não acho o seu perfil interessante, o seu perfil não vale o meu tempo para uma entrevista, para uma conversa. Sinceramente, me desculpe, mas eu não tenho como falar isso sem muitas vezes parecer grosseiro, sem muitas vezes parecer deselegante.
Ainda ainda mais que todos esses convites para tomar um café são pelo LinkedIn. E aí, se eu te der uma resposta torta, você pode publicar isso, isso pode se voltar contra mim. E eu tenho certeza que você, candidato, candidata, vai me entender perfeitamente, você que tá me ouvindo agora. Porque você que tá trabalhando, você não vai perder o seu tempo com qualquer pessoa que pede 5 minutos para você. Não é assim que as coisas funcionam, ainda mais no mercado corporativo, ainda mais para um profissional que, como eu, tem uma agenda lotadíssima.
Ainda mais um profissional como eu que tem uma agenda lotadíssima grandíssima e tá recebendo exatamente as mesmas mensagens de pessoas diferentes. Por quê? Porque alguém achou cargas d'água de usar inteligência artificial para fazer o trabalho que deveria ser um trabalho muito simples e um trabalho humano. Da mesma forma que eu falei no episódio passado sobre como utilizar a inteligência artificial para você mandar mensagens no LinkedIn, é justamente para ajudar você a se diferenciar e a sair desse oceano vermelho.
E tem um ponto aqui também: muitas vezes você vai utilizar inteligência artificial que vai bolar essa estratégia tosca ela pode até funcionar, mas vai ser ali muito mais um evento, né, um processo em que você tem controle, entendeu? E tem um outro ponto, né. Vamos supor, eu estou trabalhando uma posição que faz sentido para você, você já tinha mandado essa mensagem automática para mim e eu não respondi. O que que você vai fazer?
Você vai ficar com uma birra de mim, entendendo, por exemplo, poxa, esse cara é um escroto, esse cara não quer falar comigo. Ou por algum motivo você vai levar isso para o lado pessoal, Nada disso. Eu simplesmente recebi exatamente a mesma mensagem de 10 pessoas iguais a você nas últimas 3 ou 4 horas. Então o que você deve fazer? Você deve insistir quando você encontrar um projeto em que eu estou conduzindo que tem o seu perfil.
Porque uma coisa que também não é falada é que processo seletivo é uma questão de temporalidade. Nós, tanto nós headhunters como os RHs, nós precisamos encontrar os melhores candidatos disponíveis naquele espaço de tempo, naquela janela de tempo, que geralmente é de 20 a 40 dias. Muitas vezes a gente obviamente tem processos muito mais longos, mas aí elas são exceção, não são a regra, entendeu? E aí você me pergunta: tio Eduardo, me ajuda, como que eu faço então, além de ficar mandando, bombardeando as pessoas com mensagens inbox?
O que que eu faço para me destacar? É nesse ponto, meus queridos, que entra a estratégia de produção de conteúdo, que vocês sabem, é o que eu falo há muitos anos por aqui. Por que que a estratégia de conteúdo de uma maneira consistente, focada, funciona? Porque você vai bombardeando a sua timeline com boas informações, informações, bons conteúdos sobre a sua área de atuação, sobre o seu interesse, e você vai passo a passo se tornando cada vez mais familiar para mim.
Não só para mim, mas para todas as conexões que você tem, incluindo recrutadores, selecionadores, gestores das posições, alguém que eventualmente possa ter um emprego para você. Por isso que não faz sentido você ficar postando coisas inúteis, coisas pessoais que geram engajamento mas que desqualificam o seu perfil profissional para determinado projeto. Aí sim faz sentido, porque de uma maneira muito prática você vai mandar essas mensagens, eu vou te ignorar, mas quando eu precisar ou quando eu entender que eu tenho um projeto para você, eu vou te mandar uma mensagem.
Existem grandes chances de você me responder porque você entende que a minha agenda ela é super lotada, e talvez naquele momento do passado em que você tentou várias vezes entrar em contato comigo eu não te respondi Entende? E a gente sabe que aqui no Brasil a gente tem muito mais candidatos disponíveis do que oferta de trabalho. Isso acaba influenciando nessa dinâmica. Mas o grande ponto aqui é o seguinte: você precisa colocar na tua cabeça que a produção de conteúdo ela faz parte de uma estratégia de relacionamento de longo prazo.
Quanto mais familiar você for para sua rede de contatos, vai ser melhor para você e aumenta muito mais a sua chance de empregabilidade. Porque esses contatos, essas mensagens que você manda inbox para qualquer pessoa elas passam a ser mais familiares. Querendo ou não, toda vez que eu vejo ali o mesmo perfil postando coisas interessantes, mesmo que eu nunca tenha entrado em contato com ele, instintivamente eu sei quem é essa pessoa, eu sei do que que ela fala, do que que ela gosta, do que que ela compartilha.
Isso acaba, obviamente, nestes momentos, que são momentos muito específicos, acabam sempre gerando coisas positivas, gerando oportunidades para as coisas acontecerem e não fechando Espero que esse conteúdo tenha sido útil para vocês. Dê as 5 estrelas no seu tocador de podcast onde você está ouvindo essa minha bela voz. Muito obrigado pela sua presença. Deixe o seu comentário ou me mande um email com as suas dúvidas ou sugestões de assunto: contato@empregabilidade.com.br. Muito obrigado e até semana que vem com um novo episódio.