👻#263 - IA PARA MENSAGENS INBOX NO LINKEDIN
A IA está invadindo o Linkedin. Primeiro, em perfis executivos e em algum momento, terá o seu uso massificado, sendo usada por todo mundo, não importando o nível. Nesse episódio eu trago dicas de como usar a IA e principalmente, de como não usar ao mandar mensagens para recrutadores e selecionadores.
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Eduardo Saigh
- IA em mensagens LinkedInUso da IA para criar posts e mensagens · Problema de mau uso da IA · ChatGPT
- Comunicação em redes sociaisMensagens idênticas de executivos C-level · Perda de individualidade e valor do perfil · Estratégia de pseudo-gurus
- Estratégias de Conteúdo e PlataformasEstabelecer relacionamentos verdadeiros · Extrapolar relação virtual para pessoal · Validação social e produção de conteúdo · Manter individualidade e identidade
- O futuro do LinkedIn e IAIA gerenciando perfis no futuro · LinkedIn atraindo novas gerações · Foco em relações humanas
Não é segredo para ninguém que a inteligência artificial veio para ficar, e obviamente tem muita gente utilizando ela no dia a dia. E ela serve para isso, ela serve para que primeiro você tente ganhar algum dinheiro com isso, caso você seja uma empresa, ou que você melhore seus processos transacionais, se você também for uma empresa. E para nós, a gente tá utilizando aí para melhorar os nossos processos, muitas vezes do dia a dia, para facilitar alguma coisa, obviamente fazer ali um meme, É claro, escrever muitas coisas pra nós, porque a gente tem preguiça, porque a gente quer ali, a gente não tá a fim muitas vezes de fazer alguma atividade, né?
Até aqui, gente, tudo normal, eu faço isso, provavelmente você faz isso também e tá tudo certo. O tema desse podcast é o seguinte: são as pessoas que estão utilizando inteligência artificial pra criar postagens e mandar mensagens pra recrutadores, selecionadores e pra conexões. O problema não é utilizar inteligência artificial pra fazer isso, o problema é fazer isso mal feito. E é sobre isso que eu vou tratar nesse episódio. Olá, caçador de emprego, tudo bem com vocês?
Bem-vindos a mais um episódio de podcast Empregabilidade Máxima, o lugar que eu, Eduardo Saig, criei para ajudar vocês a conseguirem emprego, entenderem como todas as dinâmicas, processos, fluxos ferramentas funcionam da maneira prática, sem frufrufru, sem blá blá blá, sem teoria, tudo baseado na minha experiência. Eu sou recrutador profissional, famoso headhunter, sim, nós existimos, e eu sou contratado pelas empresas para encontrar os melhores talentos disponíveis no mercado.
Então, se tem um profissional que consegue entender a dinâmica entre candidato, empresa e eventualmente RH, sou eu. Como você sabe muito bem, deixa 5 estrelas no seu tocador de podcast favorito, onde provavelmente você está me ouvindo agora. Eventualmente deixa um comentário se você quiser. Visite o nosso canal no YouTube, curta, compartilhe e se inscreva por lá. Você sabe que isso é muito importante para mim que produzo conteúdo para vocês.
Se eu não fosse especialista em LinkedIn, empregabilidade, todas as artimanhas, processos, procedimentos, tudo aquilo que um candidato e uma empresa fazem para conseguir se comunicar, eu diria que de umas 3 semanas para cá muitas coincidências interessantes têm acontecido no meu inbox do LinkedIn. Mas como eu sou um especialista naquilo que eu tô falando, eu sei muito bem que existe um movimento que não está conscientemente orquestrado por parte dos profissionais que estão buscando recolocação.
Por que que eu chego nessa conclusão? Porque faz mais ou menos 3 semanas que eu venho recebendo no meu inbox do LinkedIn o mesmo tipo de mensagem, na maioria das vezes de executivos C-level. E como essa mensagem: Oi Eduardo, tudo bem? Tenho acompanhado como o mercado tem evoluído na busca por lideranças que conectem tecnologia e a estratégia de crescimento em escala global. Atuo como executivo de tecnologia em contexto de transformação e achei que vale trocarmos algumas leituras sobre esse cenário.
Até aí, gente, a primeira mensagem parece uma boa mensagem, pô, direta, objetiva, conecta ali muitas coisas com a minha atividade core. Qual é o problema? Sem brincadeira, mais ou menos 10 a 15 minutos depois eu adicionei uma nova conexão e veio com a mesma mensagem. Exatamente, não era exatamente a mesma mensagem, mas era muito igual. Inclusive até a gestalt, que é como as coisas são escritas, como as palavras são colocadas, tudo o layout era exatamente igual.
Sem brincadeira nenhuma, eu comecei a receber continuamente novas conexões, pedidos de conexões de executivos, pessoas reais com trajetórias reais e replicando exatamente o mesmo modelo. E quais são as reflexões que eu trago sobre isso, né? Primeira coisa é o seguinte: a massificação do mesmo estilo de mensagem. Provavelmente essas pessoas aprenderam ou por um, entre aspas, guru, ou por alguém que diz saber como contatar recrutadores e headhunters, né?
E obviamente a gente precisa entender o seguinte: quando estamos falando da sua carreira e do LinkedIn, que é uma rede social sim, mas ainda é uma rede social profissional onde minimamente a gente preza individualidade, a partir do momento que você tem o mesmo tipo de frase, o mesmo tipo de estratégia sendo replicado por várias pessoas quase que ao mesmo tempo, o seu perfil vai perder valor, porque é óbvio, você acaba sendo massificado com as outras pessoas, com os outros profissionais que estão fazendo exatamente a mesma coisa que você.
E isso eu estou mostrando para vocês na prática. Eu devo ter recebido, sem brincadeira, no espaço dessas 3 semanas, mais ou menos de 30 a 35 mensagens, todas nesse mesmo padrão. Qual é o ponto aqui, gente? De uma maneira ainda mais prática, tentando ser didático, a primeira pessoa que me mandou essa mensagem, eu ia responder ela. Só que no exato momento em que eu ia responder ela convidando ela para um café, eu adicionei uma outra pessoa que automaticamente me mandou exatamente a mesma coisa.
Aí eu falei, puxa, peraí, temos aqui uma situação esquisita. Obviamente a minha agenda deu uma mudada, eu só voltei no meu LinkedIn umas 3, 4 horas depois, e nesse espaço de tempo tinham 5 ou 6 novas solicitações, novas conexões de executivos, pessoas reais novamente com carreiras reais. E todos eles me mandaram exatamente a mesma frase, exatamente o mesmo pedido, da mesma forma. O que aconteceu? Eu não respondi nenhuma dessas pessoas, porque eu entendi que é uma estratégia.
Não sei se é algum alt placement, se é algum pseudo guru, alguém tá dizendo pra essas pessoas fazerem isso. Fui consultar os meus outros colegas headhunters, eu sou headhunter há 12 anos, então eu tenho um grande, uma rede de conexões de contatos de novos headhunters e de antigos headhunters, e eles falaram que eles estão passando pelo mesmo momento. Novamente, o LinkedIn é uma rede individual, né? O seu rosto que tá ali, a sua carreira que tá sendo exposta.
Se por um acaso eu não tivesse recebido outras mensagens, provavelmente eu ia chamar a primeira pessoa, o primeiro profissional que me mandou, com certeza, porque é uma mensagem interessante, convenhamos. Só que ele deu azar, ele deu azar que todo mundo tá bebendo da fonte dele, e provavelmente a fonte dele é o ChatGPT. Então, se por um acaso você está fazendo esse tipo de estratégia, a minha sugestão é: tente mudar Ou você coloca alguma coisa diferente, alguma coisa que chame atenção, alguma coisa que seja real e que diferencie você dessas outras pessoas, porque essa estratégia já está sendo conhecida e não está funcionando.
Por que que eu tenho certeza que isso é uma estratégia orquestrada por algum pseudo-guru, por alguém que tá orientando essas pessoas? Porque depois de mais ou menos 2 dias que eu não respondo e não vou responder, surge uma segunda mensagem meio que me apertando, dizendo: olha, Tô aqui, faço determinada coisa, tive determinado resultado. Também não me interessa. E aí, por fim, depois de uns 2 ou 3 dias, vem mais ou menos a seguinte frase que eu vou trazer para vocês: passando apenas para manter o contato ativo.
Meu interesse é acompanhar movimentos em que tecnologia tenha papel estratégico, especialmente empresas que precisam ganhar maturidade, eficiência e capacidade de entrega. Sem urgência do meu lado, mas fico à disposição caso faça sentido conversarmos em algum momento. Não faz sentido conversar nem agora e provavelmente nenhum momento futuro. Futuro, porque simplesmente eu vou esquecer esta pessoa e ela vai ser só mais um rostinho no meu LinkedIn.
E é isso que vocês, como candidatos ou pessoas que estão buscando uma nova recolocação profissional, precisam entender, que com a massificação do uso do LinkedIn— e o LinkedIn tá fazendo tudo isso de propósito, tá, pessoas? Não é uma questão nossa de usuário, é uma questão deles, é uma estratégia deles, é uma estratégia deles que tem com base tentar atrair as novas gerações, porque a gente precisa entender que o LinkedIn tem aí quase 20 anos, talvez aí um pouquinho menos, e o analista, o estagiário que começou a utilizar o LinkedIn lá nos anos 2000 e alguma coisa, provavelmente hoje ele é um gerente, um diretor, e ele tem um certo modus operandi.
A grande questão é o seguinte: como é que o LinkedIn ele se atualiza e ele se torna atrativo para as novas gerações? Então ele está cada vez mais tentando se tornar algo como um TikTok, com algumas funcionalidades. Eu acho que ele vai sempre tentar trazer inovações para atrair esse público. E o grande problema do LinkedIn não é só atrair, é atrair e manter a pessoa conectada. Porque a gente também precisa lembrar o seguinte: o LinkedIn funciona muito bem de segunda a sexta, sábado e domingo é uma rede morta.
Então essa rede morta, esses 2 dias em que a atividade cai drasticamente, Alice, se não me falha a memória, uns 80%, eles precisam tentar recuperar isso. E eles enxergam que as novas gerações podem ajudar a ferramenta nesse sentido. Então a gente vai ver uma massificação de muitas coisas. O grande porém é que é o seguinte: o LinkedIn, ele representa a tua vida profissional, diferente do Instagram, onde você tem ali um entretenimento, onde você tem um outro perfil.
Aqui não, gente. Aqui é o seu rostinho, aqui é a sua carreira. Então quanto mais você manter a sua individualidade, além de todas essas estratégias, você tende a sair desse senso comum, dessa vala comum, e você vai continuar mantendo a sua identidade, porque é isso, no final das contas, que nós vamos buscar principalmente em executivos. Sinceramente, eu acho que esse cenário tende a piorar. Dentro do que eu consegui mapear, o perfil das pessoas que estão utilizando essa estratégia são de fato executivos, ali uma galera C-level, e eu acho que já já a gente vai começar a ver outras pessoas de outros níveis, talvez mais baixos ali, nível tático operacional, utilizando a mesma estratégia.
E eu tenho plena certeza que em algum momento as IAs de fato vão gerenciar os perfis. O que você deve fazer caso você deseje sair desse oceano vermelho, né, desse mar vermelho? Porque as pessoas vão começar a utilizar exatamente as mesmas estratégias que elas acham que dão certo. Primeira coisa, pessoas, novamente sei que estou sendo repetitivo, o LinkedIn reflete a sua carreira, sua vida profissional. Então comece a estabelecer relacionamentos verdadeiros e seguros com o máximo possível de conexões.
Infelizmente você não vai conseguir conversar com todo mundo em profundidade porque você trabalha, as outras pessoas trabalham, mas é importante ter isso em mente. Quando for possível, estabeleça relacionamentos verdadeiros, mostre que é você que tá falando, tente ao máximo possível extrapolar toda essa relação virtual para uma relação pessoal, Ou tente sair do LinkedIn, vá para o WhatsApp, vá pelo Zoom, vá pelo Teams, conheça nem que seja por vídeo essas pessoas, troque ideias, né?
Por exemplo, com as pessoas que têm o mesmo interesse que vocês, que trabalham na mesma área que vocês, ou pessoas que vocês sabem que tiveram projetos relevantes e você tem dúvidas. Eu realmente acho que o uso da inteligência artificial ele vai ser cada vez mais explorado e massificado, e tá tudo certo. E com essa massificação nós vamos nos voltar para as relações humanas, inclusive no LinkedIn. Então é por isso que eu vou sempre estimular vocês a obviamente se conectarem com as pessoas que vocês acham interessante utilizando o LinkedIn neste primeiro passo, e obviamente tentar extrapolar, né?
Porque eu acho que esse vai ser a grande diferença estratégica de quem vai conseguir se recolocar, quem vai conseguir um novo emprego, quem de fato vai utilizar o LinkedIn muito bem. E outro ponto que eu acho que vai contribuir muito para todo este processo é o seguinte: quanto mais validação social você tiver, melhor. Vou dar um exemplo: se você tiver condição de você participar de um podcast de outras pessoas, de você aparecer, de você contar um pouco da tua história, trazer o teu ponto de vista sobre um assunto específico, vá, aceite esse convite, porque muito em breve toda essa prova social, esse investimento da produção deste tipo de conteúdo vai ser muito benéfico, uma vez que ele mostra que de fato você conhece, você é aquela pessoa, é você que de fato produziu aquele conteúdo, participou daquela entrevista, participou daquele podcast.
Alguém em algum momento viu valor em você te convidou e vocês produziram X conteúdo. Então eu percebo que cada vez mais esse tipo de conceito vai ser um conceito que vai trazer uma prova social de que você é quem você diz que você é. Outra coisa, não adianta você mandar uma super mensagem interessante no LinkedIn se você não posta continuamente trazendo elementos que vão sempre ter evidências de que você sabe daquele determinado assunto, de que você de fato contribui para sua área de atuação ou para sua área de interesse.
É que eu já falei aqui dezenas de vezes em muitos episódios: não adianta só você postar alguma coisa, algum conteúdo interessante no LinkedIn. Você precisa postar ele sempre tentando entender com quem você vai falar e com recorrência, pelo menos 2 bons posts por semana. E tá tudo bem. E é isso, acabou. Não precisa ficar no LinkedIn o dia inteiro. Quem participa de mentoria comigo, primeiras coisas que eu falo: você não precisa ficar no LinkedIn a menos que você queira.
No máximo 10 minutos por dia. E olha lá, porque o próprio LinkedIn ele já te oferece ferramentas onde ele te avisa quais são as vagas, os projetos que tem o perfil que você cadastrou. E eventualmente você só precisa compartilhar ali os seus 2 conteúdos semanais e eventualmente dá uma olhada nas principais conexões, nas pessoas que você segue, para ver o que que essas pessoas estão postando. E se você achar interessante, você vai você vai curtir, você vai se engajar, e é aí que essas relações elas se tornam fortes.
Gente, é simples quanto isso. Agora, o que a maioria das pessoas faz? O contrário. Por quê? Porque é cômodo você ficar scrollando LinkedIn até o final, é cômodo você se entreter achando que você tá buscando emprego, ou você se entreter justamente para você não trabalhar, para você sair do seu emprego. E aí, ao invés de você ficar no Instagram, por exemplo, ou você fica no LinkedIn. Espero que essas reflexões ajudem vocês a afinarem as suas estratégias de conexão ao mercado.
Cada vez mais eu acredito na estratégia de contato contínuo, ou seja, independentemente se você está buscando um novo emprego ou não, se você deseja se movimentar ou não, você precisa continuamente estar em contato com o mercado, conhecendo novas pessoas, expondo os seus principais projetos, você mostrando para o mercado quem é você, quais são suas áreas de interesse e principalmente qual é o problema que você resolve. E tudo isso pode e deve ser feito de uma maneira contínua, independentemente se você tá sendo promovido, se você tá num bom, no mau momento no seu emprego.
Você precisa entender que a tua carreira ela é de longo prazo. Carreira não é tiro de 100 metros, é uma maratona. É uma maratona que pelo menos, se você deseja trabalhar no mercado corporativo, vai durar de 20 a 30 anos, sendo que você vai ter 15 anos ali de alta intensidade. Tá bom? Espero que esse conteúdo tenha ajudado você. Conte comigo sempre que você precisar. Escreva para mim caso você ache que faça sentido, contato@empregabilidade máxima.com.br.
Se conecte comigo pelo LinkedIn, vai ser muito interessante ter você por lá. E por favor, não me mande uma mensagem escrita por um ChatGPT, tá bom? Seja você mesmo. Muito obrigado e até semana que vem.