EP 787 - LUCAS BEBER E RICHARD RASMUSSEN
Richard Rasmussen é biólogo, apresentador e explorador da vida selvagem, conhecido por encarar de perto alguns dos animais mais perigosos do planeta. Conquistou o público ao transformar aventura e conservação ambiental em entretenimento.Lucas Costa Beber é produtor rural, formado em Direito e presidente da Aprosoja Mato Grosso. Também atua na liderança da Aprosoja Brasil, representando os produtores de soja e milho e defendendo pautas ligadas ao agronegócio brasileiro.
- Preocupação ambiental dos brasileirosImpacto do agronegócio na fauna · Manejo de populações de animais · Projeto Tamar e conservação de tartarugas · Queixada e sua importância ecológica · Extinção de espécies e tráfico
- Meio Ambiente e SustentabilidadePercentual de preservação no Brasil · Reserva Legal e APP · Código Florestal Brasileiro · Comparativo com outros países
- Inovação na AgriculturaPlantio direto e sequestro de carbono · Uso de drones na agricultura · Piloto automático em máquinas agrícolas · Bioinsumos e biofertilizantes
- Impacto Ambiental da MineraçãoPotencial mineral da Amazônia · Carajás e a mineração sustentável · Exploração de madeira e manejo florestal · Fertilizantes e dependência de importação
- Energia RenovavelEtanol de milho e cana-de-açúcar · Biodiesel e sua importância estratégica · Energia solar e taxação · Incentivo governamental para energias limpas
- Desafios de ProduçãoReconhecimento e compreensão · Burocracia e amorosidade em licenças · IBAMA vs. Ministério da Agricultura
- Infraestrutura BrasilFerrovias e hidroviárias · Comparativo com Estados Unidos · Projeto Ferrogrão · Desafios da infraestrutura portuária
- Transformação do AgroExportação de matéria-prima vs. produtos processados · Desafios da industrialização no Brasil · Cadeia produtiva da soja e milho · Produção de etanol de milho
- Gestão de Resíduos SólidosImpacto do saneamento na qualidade da água · Privatização de serviços de saneamento · Monopólio vs. concorrência em serviços públicos · ONGs e visibilidade ambiental
- Direitos de minorias e manifestaçãoAlimentação vegana para pets · Direitos LGBTQIA+ e sociedade · Cachorros trans e não binários
Fala, cambada!
Quem disse que a gente não entra ao vivo nesse horário?
Hoje um pouco mais cedo. Obrigado pela presença de todos vocês, tamo junto, é nós, valeu! E lembre sempre, inscreva-se no nosso canal.
A TV lá, preciso pegar o controle remoto. Cadê? Corre aqui alguém! O controle remoto, a TV está com nossa logo, é que tá com a nossa logo aqui.
Eu tava vendo o jogo, dá para o Soja Mato Grosso.
Aí, boa, Zaque!
Zaque não é fraco não, rapaz.
Rapaz, aí as pessoas vão perguntar, são exatamente 10:17. Vou falar assim, por que que nós estamos entrando ao vivo esse horário, Bola?
Porque a gente achou uma coisa que não aconteceu.
Nós fizemos a nossa parte, fizemos. A seleção brasileira não fez a dela. E as pessoas que estão aqui em questão São pessoas que têm uma agenda, tem uma agenda. Exatamente.
Então isso foi, são pessoas importantíssimas.
Exatamente. A gente simplesmente falou assim, poxa, se o Brasil hoje poderia estar rolando um Brasil e Argentina. Exatamente, poderia.
Você imagina, acho que nem essa hora dá certo.
Imagina o povo, eu testo para caramba. Mas como isso não está acontecendo, os nossos convidados que estão aqui, pode cortar para lá, meu querido.
Zacarias, coisa linda!
Richard Rasmussen, tá bonito, você tá bonitão aí, Richard.
Você vai me contar, você tá estilo Monroi, irmão, homem que eu estou.
Só falta um rolecão no pulso, só falta isso.
Então vamos, como a agenda desses homens aqui são agendas muito concorridas, concorridas, tivemos que, né, estamos ao vivo agora.
Se você, onde eu estou, acabei de sair do hospital, acabei de sair do hospital, é verdade, estou com esses dois arrombados É assim que faz isso com o amigo Lucas Weber da produção.
Vamos falar um pouco do agro, vamos falar mal do agronegócio, a vida selvagem, o agro.
Você quer ouvir? Quer ouvir? Porque quando se fala mal, vocês querem vir. Link agora aqui e vem com a gente.
É isso aí, boa, boa! É isso aí, vamos falar do agro, é para turma entender mais.
Rapaziada, entendeu por que que o Tica tá entrando 10 horas da manhã? Justamente por isso, porque as pessoas têm agenda e a gente Eles não teriam agenda se fosse às 2.
E aí foi para a gente conseguir fazer esse programa bacana para vocês, foi agendado há um mês atrás, né, Boleta?
Então, para a gente não perder essa pauta sensacional, entramos 10 da manhã. Se você quer ver às 2 da tarde, tá aí também, o episódio já tá completo para você, tá bom?
Hoje ele trouxe rapé para você cheirar.
É, vai dar uma rapezada hoje.
Não, nem ferrando, nem ferrando. Não, hoje não, vou fazer mais tarde, depois do jogo da Argentina.
Eu já, já.
Ah, pronto.
O Lucas tá acostumado então.
Não, rapaz, não, não tenho condições psicomotoras, psicoemocionais para, para, não estou preparado. Um dia que eu tiver contigo lá na selva, aí acho que eu vou lá.
Vocês precisam, vocês vão lá navegar pelo Rio Negro comigo, cara.
Grande herói, muito legal, cara.
Precisa marcar, ué.
Mas você faz isso sempre?
Tudo bem.
Pô, fui para África do Sul lá, maravilhoso, hein. Maneiro, mas não fiz o roteiro Richard Selvagem, né? Não faltou pegar numa cobra. Não peguei na cobra, até porque a cobra africana é muito assustadora. É gigantesca, uma cobra muito robusta, né? Mas assim, conheci lá mais aquele ocidental, sabe? A Cabo Ocidental, sul, é bonito aqui.
Cape Town você foi?
Fui para Cape Town, mas conheci toda aquela região. O arco todo você foi? Quase o arco todo.
Você foi até Garden Route?
Não, não lembro.
Mas fez toda a costa?
Kisna. Isso, isso, fui para um pouquinho mais à frente. Legal, né?
Que lugar bonito, né? Que lugar bonito!
Que, ah, como é bonita a África do Sul! Bom, então vamos falar o seguinte, hoje nosso programa ele é totalmente dedicado ao agro, né, Boletá?
É, quem é o Lucas Carioca?
Para todo mundo entender, é simplesmente o presidente da ProSógia Mato Grosso. Boa, tá certo!
Já foi nossa parceira muitos anos aqui.
É a nossa parceira, é nossa parceira, é verdade.
É sensacional, nossos parceiros.
E o uma caminhada muito bacana, também faz um trabalho bacana com a ProSója, não é isso, Richard?
Cara, eu lembro muito, a turma não entende o agronegócio, né?
Nem da forma, nem os biólogos entendem. Sabe o que é triste, Bola? É que assim, vamos lá, só para a gente dar aquele kickstart inicial. Vamos lá, hoje nós temos 30% do Brasil tá preservado. Só essa informação, que é essência, é essência. 30% hoje tá preservado. Em terra indígena e unidade de conservação. 30% do Brasil, tá? Pelo menos na caneta tá protegido, na caneta, mas já é um bom começo. Beleza. Isso coloca o Brasil como número 1 de proteção de área pública.
A Austrália tem 19, Estados Unidos acho que tem 13, e assim vai. Nós somos número 1, ou seja, estamos fazendo dos 10 maiores países do mundo, né?
Que beleza.
Outros quase 30, 26% hoje de preservação está dentro das áreas rurais. Ou seja, pera aí, vamos falar. O Brasil hoje, por exemplo, não reserva legal. Todo produtor hoje, qualquer produtor, eu quero produzir, compra uma terra, do pequeno ao grande, ele tem que manter de 20 a 80% da sua área, dependendo do bioma que está, como reserva legal ou APP, são as áreas de preservação permanente, ao longo do rio. Se o rio tem essa largura, tem que ter isso por lei.
O Código Florestal, perfeito. Não existe esse código em outro lugar do mundo. Se não me engano, acho que o Paraguai é 20%, mas não existe em outro lugar. Em qualquer lugar do mundo que você vai, Estados Unidos, Europa, o cara produz. Portugal, os caras produzem até nas ilhas, eles produzem porque querem aproveitar o máximo.
Já viu aquele Fazenda do Clarkson? É um documentário que ele compra uma fazenda, ele era do GTO, inglês, e ele lá ele falou Lá os caras arregaçaram a porra, não tem mais nada, né? Usa 100%, até beira do rio usa 100%.
E o legal disso, né, Richard, quando você fala que os Estados Unidos tem esse percentual de preservação, Austrália, Austrália considera o deserto do Outback como preservação. Os Estados Unidos, deserto do Mojave, o deserto de Sonora como área de preservação dos aborígenes, é terra original dos aborígenes, é o Outback, que é grande parte.
Austrália é um grande deserto, só tem na costa que tem vegetação. E aí Eles consideram essas áreas de deserto, ou seja, não só quantitativo, nós precisamos preservar qualidade. Porque aqui, meu amigo, você tá chupando uma laranja e cospe no chão a semente, vai nascer uma laranjeira.
Vai, vai, vai. Você tá brincando, Brasil.
Por que então, Bola, nossos amigos biólogos, que você é biólogo também, por que que os biólogos fazem guerra contra o agro, sendo que o agro preserva tanto quanto a gente preserva a árvore?
Mas eu acho que é porque não entendem.
Não é isso não, isso é na faculdade que fizeram a cabeça. Ah, mas desde a faculdade, academia, papai, é na academia, é na academia, papai. E o cara é programado ali já por um professor que, né, é ali, ali onde tudo começa. É que o cara não é bem informado, não tem informação certa, o cara nem estuda, o cara já vai programado com aquele viés, já tá com viés no estudo, já tá tudo enviesado, já tá contaminado, já não, já não tem mais a a dialética, a visão ampla para fazer realmente uma pesquisa, como é que eu posso dizer, séria, com isonomia.
Não tem, porque eu também aprendi isso, cara. Eu aprendi, eu, eu assim devo muito para a ProSógia, porque durante 2 anos eles abriram a porteira para gente falar.
Eu falei, não, não, não, não, não, deixa eu participar com eles. Eu falei, eu graças à ProSógia comecei a entender direitinho, porque a gente sabe de uma coisa, beleza, Mas a hora que você começa a conviver com essa turma, que você fala, caceta, os caras são brabo, irmão, os caras são bons.
A gente fez uma série de um ano, cara. Eles me levaram para os Estados Unidos para ver como é a planta lá, para comparar a diferença de infraestrutura. Não, um ano, sério, eu saí a campo um ano. E assim, eles me deram, que eu falei, abriram a porteira e falaram, nós não vamos influenciar em você em nada. Ele foi para os Estados Unidos, eles falaram, tá aqui um carro, tá aqui produtores, qualquer conversa com quem você quiser, pergunta o que você quiser, faz o que você quiser.
Pergunta os Estados Unidos, a mesma coisa no Brasil, eu quero que você visite aí os produtores. E conversa com eles, me deram a liberdade. Tem uma série no nosso YouTube que deu milhões de visualizações.
Que legal!
E porque o povo quer saber essas coisas. Agro Verdade chama.
Agro Verdade, que bacana, tá? Ô Lucas, você como presidente da ProSója, quais são as dificuldades hoje dos produtores no Brasil? Porque a gente sabe que a economia brasileira hoje, ela é o maior ativo do Brasil, é o agronegócio. Eu acho que a maior fonte de renda e de produção do Brasil para o nosso PIB. Você sabe quanto corresponde o agro hoje para o PIB brasileiro?
Mais de 25%. E mais de 25% dos empregos hoje gerados é pelo agro também no Brasil. Praticamente um a cada 3 empregos é gerado pelo agro.
Um quarto dos empregos.
O agro são pessoas, né? A gente sempre usa um modelo. Acho que Mato Grosso é um laboratório para o agro. Nos últimos anos nós tivemos a pandemia que que trouxe muitas coisas ruins, tristes, mas ela trouxe um ensinamento muito positivo. Mato Grosso, por incrível que pareça, é um dos estados menos industrializados do país, porém o que mais se industrializou nos últimos 20 anos. E é previsto pelo IPEA, inclusive tem uma fala do Aldo Rebelo disso, que será o maior estado industrializado do futuro.
E isso graças à agricultura. Hoje, Mato Grosso fosse um país, ele fica alternando com a Argentina entre o terceiro ou quarto maior produtor de soja Caramba, do país produzindo biocombustível. Richard visitou lá biorrefinaria de etanol de milho, produtor rural.
Que legal, Lucas!
O biodiesel. E aí você tem o DDG que vira alimento. Essa indústria gera arrecadação de emprego. Então por que que eu trago o exemplo da pandemia? Nos últimos 20 anos, Mato Grosso foi o estado que deu os maiores saltos no crescimento econômico e no PIB. Aí você fala, mas isso tá concentrado na mão de poucos. Mas é o estado que nos últimos 6 anos tem dado os maiores saltos melhora do Índice de Desenvolvimento Humano e também nos melhores, nos maiores saltos no Índice da Educação, maior melhora percentual no Índice da Educação.
E durante a pandemia, Mato Grosso e Minas Gerais foram os estados que mais cresceu a economia enquanto a economia do país, de outros países, retraíram. Então mostrou de fato a força que o agro tem, não só para quem vive daquilo, mas para a população, para o país, e tem sido responsável Tanto pelo superávit quanto saldo na balança comercial.
Impressiona. Em Primavera do Leste, né, uma cidade com 40 anos, é um negócio absurdo a cidade, mano. E não é tudo que gira em volta do água, tudo que gira em volta, exatamente.
Serviço, restaurante, hotéis, escola, gira, né, economia, o dinheiro, cara.
Tem aquele, eu adoro esse ditado do R$100, que um cara vai no hotel Ah, eu vi isso, muito legal.
É muito legal, R$100 como circula, diferente quando você paga com cartão. Não era isso que você viu?
Não, não, é o cara vai no hotel, aí o gringão vai no hotel e fala assim: olha, eu queria ver se os quartos estão legais. Aí o cara fala assim: para você dar uma olhada nos quartos, você precisa deixar R$100 aqui. Você pode conhecer o hotel inteiro, achar que você pode ficar ou não. Aí o cara deixou R$100, aí o cara do hotel foi correndo no açougue com R$100 na mão, falou assim: bicho, a carne que eu tava te devendo, paga aí. Aí o cara do açougue foi no produtor, falou assim: tá aqui, ó, tava te devendo R$100, tô te devendo R$100.
Produtor foi no plantador de soja, fornecedor de carne, o cara batedor. Porra, tá aqui R$100 para você aqui, R$100, porque porra, tava te devendo aí. Não quero, beleza. Aí o cara do açougue foi na tchucha, falou assim: prima, tá aqui os R$100 que eu tava te devendo. A prima, beleza. Aí a prima voltou no hotel e falou assim, ó, da noite de ontem, tem 100 aqui. Aí do nada o gringo volta e falou assim, ó, não gostei do hotel, vou querer meus R$100 de volta.
Resumo da ópera, esse 100, pagou 6 pessoas, os R$100 girou e todo mundo se acertou.
É, eu tenho visto, eu viajo, o negócio do cartão, muito, é muito louco. Quando você paga com cartão R$100 no posto, já não é mais R$100, já ficou 90, o cara recebe 97. Aí esse mesmo cara paga outra coisa com cartão, o dinheiro sempre vai ser o dinheiro, né? Porque eu sei, sempre vão valer 100. Mas quando você vai pagando no cartão, quem fica com dinheiro é o banco, né, mano?
No fim você ficou, se passar 100 vezes R$100, o dinheiro todo do cartão vai embora. Mas você entende a dinâmica do dinheiro? Você vê uma nota que o cara deixou de crédito, ela andou para todo, resolveu o problema de todo mundo e voltou para a mão do cara.
Louco, né?
O legal disso, carioca, antes você perguntou, né, a maior dificuldade maior dificuldade. Eu acho que a maior dificuldade é ainda ser reconhecido e compreendido, porque o produtor, ele, ele já começa junto com você no amanhecer, no seu café da manhã, no caminhão que tá levando a mercadoria para o mercado, que saiu aquele produto, foi produzido numa fazenda, foi industrializado, gerou arrecadação, chega no supermercado, a pessoa chega lá para pegar uma caixinha de leite, mas não sabe que lá teve o DDG do milho que produziu etanol para fazer aquele leite, o farelo de soja que virou óleo de soja e biocombustível, que também foi usado para alimentar aquela vaca.
A pessoa que tirou o leite da vaca, tudo oeste, na feira que nós fomos tinha um estande da ProSója, tinha uma casinha tipo você entender o que que a soja, que que você produzia, cara. É impressionante, é impressionante, irmão. Nós fomos na ProSója, é o petróleo, né? Que que você faz com a soja? Você acha que soja é só leite de soja? Cara, é tudo, irmão. É tudo escova de cabelo, é tudo impressionante, cara.
E o legal disso é que semana que vem vai estar aqui na Paulista, no shopping. Ajuda aí, puta, que legal! Cidade de São Paulo vai estar a casa aqui para trazer essa pessoa, já vai estar aqui, verem o quanto a soja, milho fazem parte do nosso dia a dia.
Shopping São Paulo, cidade de São Paulo, cara.
Passem, né? Vamos ver isso que é impressionante, cara. É muito legal você saber. Ah, soja, eu tomo leite de soja e óleo, cara. A soja sai tudo. É impressionante, Lucas.
Só que uma dúvida que eu tenho é: qual é a maior luta do produtor em relação— e depois o Richard, eu queria uma colocação também— qual é a dúvida que o produtor tem e as dificuldades em relação a IBAMA versus Ministério da Agricultura? Porque, por exemplo, para você pegar uma terra hoje para plantar, licença, como é que funciona isso hoje? A burocracia é muito grande? Tempo? Como é que tá isso aí? Como é que tá essa dinâmica?
Legal a pergunta. Acho que antes de começar a falar, a gente tem que considerar que a gente não concorda com ilegalidade, né? A gente tá sempre do lado do que é legal. Hoje a taxa de desmatamento ilegal no Brasil é menos de 2%. Ainda tem, acho que tem que ser punido fortemente quem é. Porém, quando você fala disso, o maior problema da regulação do Brasil é amorosidade e a burocracia, que às vezes força o cara fazer coisa errada, porque o cara vai ser punido.
O cara não, e às vezes leva anos para destravar uma licença que o cara tem o direito adquirido. Ele tem a terra, tem o georreferenciamento, pode fazer pela lei, mas até tem previsão legal. E ainda assim rola, o cara, a terra tem que cumprir a função social dela, até porque desapropria. Então essa é uma das dificuldades que tem. Então falta conversar isso, acredito que tem que ter, tem que ter deixar de lado a ideologia. É triste quando uma ministra do Meio Ambiente chama nós de ogro negócio. Na verdade, entendeu?
Nós hoje, ela que é a ogra, né?
Eu não tô aqui para criticar, mas assim, sim, sim, é lamentável num país como o nosso que tem essa biodiversidade que o Richard pôde conhecer lá no Mato Grosso, acompanhar, viver, e o sistema de produção que ela nunca fez, né? É, e o sistema nosso, que é algo de orgulho, acho que nós estamos agora podendo surfar uma nova onda que é dos biocombustíveis, que é justamente os combustíveis limpos que são produzidos através dos grãos e que mesmo assim você produz alimento desse processamento.
E da maneira que é feito hoje através do plantio direto, você sequestra o carbono. Então, diferente da Europa, que é a emissão, hoje nós temos pesquisa da Embrapa que mostra por hectare O sequestro médio anual de 1,9 tonelada. Eu tô falando de balanço, considerando emissão e sequestro. Então torna o nosso biocombustível mais verde. Se você der um Google aí, tem a Stellantis, que é a maior fabricante de automóveis do mundo. Ela fala que hoje o carro a etanol brasileiro, ele emite menos que um carro elétrico na Europa.
E aí, como que uma ministra que nós temos toda essa capacidade de contribuir para o meio ambiente, mundial produzindo alimentos, ela nos chama ainda de agronegócio. Então acho que precisa ter, as pessoas precisam conhecer mais. Eu não quero criticá-la aqui, eu quero convidar ela a fazer o que o Richard fez, né, Richard?
Pisar lá na lavoura, não só no Brasil, mas ela já pisou na lavoura, irmão?
Ela precisa pisar.
Ela já procurou vocês?
Ainda não, mas eu estou convidando aqui, aproveitando.
Ela é amazônida e tá vindo aqui para São Paulo agora para fazer correr aqui em São Paulo. Ou seja, na Amazônia ela não é bem vista.
Então o legal disso, Richard, quando eu levei o Richard para fazer o circuito da ProSoja, teve gente que falou, aquele cara é esquerda, tem posicionamento.
Eu falei, não, todo mundo que é meio do meio ambiente, eu falei, tem essa viés, né?
E eu achei legal que o Richard foi lá e esse cara me questionou de uma maneira fora do comum. E ele que gostava de causar polêmica, lógico, vou defender esse negócio aqui. É a credibilidade dele, é a credibilidade.
O que mais te impressionou lá?
Primeiro que é assim, vamos lá, primeiro caso que a gente tem que começar na cabeça é assim: em qualquer lugar do mundo que você vai, eu viajei o mundo, então eu tô no meu lugar de fala, tá? O produtor rural é um herói. O francês que faz o vinho e coloca o queijo é um herói. O americano que põe corn flakes, o orange juice na mesa, o que faz é um herói. Aqui virou um bandido.
Por quê?
Então assim, tem algo errado nessa Nesse colocar, por que que nosso produtor, sendo que nosso produtor é o único produtor do mundo que planta com sustentabilidade, nenhum país europeu nem nos Estados Unidos o produtor compra uma terra e tem que deixar 10%. Se falar para um americano, deixa 10% da sua área, que 10%, tá, não 20/80, 10 para sociedade, ele vai falar ou fuck you ou ele vai falar how much. É isso, quanto você vai me pagar?
Ou aí eu deixo.
Então assim, primeira coisa que a gente tem que colocar na cabeça é isso, nosso produtor é diferenciado, tá. Nós estamos falando dos caras que respeitam o Código Florestal. Ah, mas tem cara que faz— esses caras estão em ilegalidade, um monte de outros problemas que tem que ser resolvidos, dando título de terra para ter CPF. Porque quando você tem terra que não tem CPF, você não adianta, você não consegue saber. Qualquer um faz.
Então é isso que nós temos que pensar, mas é uma outra discussão. Ah, mas Richard, eu sou contra agronegócio, por causa que o negócio ele desmata. Existe o desmate legal e o ilegal, ok? Nós temos que colocar isso em mente. Segunda coisa: ah, mas eu não como milho. Porra, cara, então você não entende porra nenhuma. Primeiro, o milho está onde hoje? Não é o milho que você tá roendo na festa, na canjica, na festa de São João, na pipoca.
Fora isso, está também, mas assim, o milho está nos nossos combustíveis hoje. Biocombustível brasileiro hoje, o milho tá chegando nas 30% do carro a diesel, né? Nós estamos chegando, exato, nós estamos chegando aos pés da cana. O milho tá crescendo demais. Então o que que acontece se dá problema no milho, se o queixada, o javali vai lá e come metade do, ou mesmo queixada come metade da produção do milho, que que vai acontecer com milho?
Por que que a gente torce contra o agro? Se metade do milho tiver problemas de clima, de tempo, que são os problemas que eles têm, que são os grandes desafios deles, muita chuva, muito seco, etc., os bichos que come, etc., se comer metade do milho, que que vai acontecer com milho? Ou o cara vai deixar de produzir? Vai plantar outra coisa, o preço vai subir, o preço vai subir para cacete. Aí o cara vai e fala assim, mas eu não como milho.
Sim, mas quando você vai abastecer o carro, vai subir o preço do combustível. Quando você for comer carne de boi, carne de galinha, tem tudo. O seu cachorro come o quê? Come milho, porque ele come carne. O DDG, que é um subproduto, né, que tira o etanol, né, e tira o DDG, ele está em tudo, todos os bichos, galinha, porco, todas as rações, todas as coisas.
Lembrando que o Brasil tem a proteína animal mais barata do mundo. Nós conseguimos produzir com a maior eficiência. Um boi aqui não custa nem metade do que você gasta na Europa para produzir ele. Um frango não custa metade.
Mas não tem espaço, não tem nada lá, né?
Quanto isso interfere na inflação do nosso país e no poder aquisitivo. Apesar que acho que é uma discussão muito grande falar de salário mínimo, de poder de compra, mas se nós não tivéssemos um agro tão forte e um clima abençoado que o Brasil tem nós não teríamos, nós teríamos muito mais fome, muito mais dificuldade.
E esse é o problema. O problema, e eu aí tô falando do aspecto agora ambiental, que é meu lugar de fala, né? O problema é que os caras lá de fora, da Europa, Estados Unidos, você acha que eles estão preocupados com macaco que vive na floresta e com as nossas florestas? Honestamente, vocês ainda acreditam?
Eu acho que não. Eles querem as patentes, plantar, e como é que é o nome? Eles querem as Isso aí que eles têm, são donos de quase tudo aqui no Brasil.
Sim, de patentes, das patentes internacionais, de plantas, de sementes, de tudo.
Você sabia disso? Sabia que eles queriam levar o açaí, que eles vêm, patentiam as nossas plantas, as nossas—
nunca foi pelo macaco e pelas florestas, nunca foram inocentes, gente. É, né? Como é que você faz para atacar um setor que você não consegue? Quem é dono da comida é dono da geladeira. É dono da casa. O Brasil é dono da comida.
Hoje no mundo, aproximadamente 1 a cada 10 pratos servidos no mundo sai do Brasil.
Olha que beleza!
Da década de 1975 para cá, nós produzíamos menos de 35 milhões de toneladas de alimento. Década de 1975, nossa época, 35 milhões há 50 anos. Hoje, hoje o Brasil aumenta ocupando 200% só a mais de área produz praticamente 8 vezes mais do que produzia— não, perdão, 10 vezes mais, porque nós vamos ultrapassar 360 milhões de toneladas esse ano.
Quanto você acha que a gente planta em percentual, o Brasil? Qual área do Brasil hoje é agrícola?
Acho que nem 6%.
8%. É 8% agricultura, só agricultura, 8%.
E agricultura e pecuária vai dar 30, é mais 15.
Só que tem pasto nativo, tem pasto que é nativo, que é natural, tipo Pantanal. Pantanal é natural, ninguém desmata.
É uma discussão uma polêmica.
Então hoje a coisa que mais se planta ainda é soja ou não?
A cultura mais plantada é soja. Só que daí a gente tem que considerar, e é algo legal também, que também entra na nossa eficiência hoje quando você compara com a Europa, os Estados Unidos. Lá os cara tem neve, então eles conseguem fazer uma safra por ano. Nós plantamos a soja, fazemos o plantio direto sem revolver o solo, que eles revolvem todo ano, e isso desprende carbono. Nós não revolvemos, então sequestra carbono. E aí a gente planta o milho, e aí faz duas safras por ano, ou algodão ou outras culturas.
O próprio Trigo Sul faz muito soja e trigo, soja e milho. O Centro-Oeste, soja, milho e algodão. E aí com duas safras ocupando a mesma área por ano, e com médias espetaculares através da pesquisa científica.
Não tem como competir com o Brasil. Esse é o problema dos caras.
E aí eles ficam fazendo esse lobby lá fora.
Aí começa essas organizações que vem te meter taxa.
Tem um documento, é, basta vocês darem um Google, eu não tô inventando. Sim, lógico, chamado Farmers Here, Forest There, fazendas aqui, florestas lá, por uma associação de um estado norte-americano. Isso já tem mais de 20 anos eles falando justamente, vamos plantar aqui e os brasileiros que preservam lá. E nesse documento eles falam de patrocínio de ONGs para justamente evitar a produção brasileira, tapetão, para não ter mais oferta de alimento para regular o preço e eles poderem competir.
Se vocês comprarem do Brasil, estão destruindo o pulmão do mundo, né?
Isso faz com que todos os processos aqui sejam mais caros. Mas o Brasil tá correndo atrás de tudo. Sabe o que é incrível? Toda vez que vem esses essas exigências, o Brasil tá correndo atrás e cada vez mais tá entregando essas exigências.
É mesmo?
Então os caras não tem como fugir, não tem como fugir, cara. Hoje o Brasil hoje produz como nenhum outro país. Nos Estados Unidos eu fui visitar um campo de milho lá, o Corn Belt, que é um— em Iowa? Fui. Que estado você foi que eu fui?
Você lembra? Iowa, Illinois.
Illinois, eu não lembro. Foram 2 ou 3 estados.
Os caras fazem o combustível, é feito do milho lá, né?
É, é lá que começou. Mas hoje a maior biorrefinaria de etanol de milho do mundo está em Sinop, lá no Mato Grosso. É a maior biorrefinaria do mundo. E é um brasileiro que fez a primeira indústria no Paraguai, e agora ele tá fazendo indústria, tem duas ou três no Mato Grosso, três já no Mato Grosso, tem na Bahia, tem no Maranhão, tem no Mato Grosso do Sul, tá fazendo no Goiás. E também tem indústria que tá vindo de norte-americano lá também investir aqui no, aqui o milho.
Que legal, cara, aumentando o consumo. Que daí entra justamente aquela narrativa do agricultura não gera, não industrializa, não gera emprego. É bem o contrário, tá dando um boom enorme na indústria. Só para ter uma noção, Bola, para cada tonelada de milho processada você faz mais de 420 litros de etanol. Já estão chegando a atingir de 450 litros, e o estado arrecada mais de R$300 por tonelada processada.
Porra, é muito bom!
Quanto que é? Quanto que isso gera de imposto, de melhora na infraestrutura, na educação, na saúde das pessoas?
É impressionante como—
não, se o agro parar, nós estamos fodidos, irmão. Nós estamos mortos. Você planta?
Não.
Você cria? Então você tá fodido. Mandioca só, né? Você sabe o que é marrom por fora, branco por dentro? Tem que saber. Eu já sei, já sabe, já fizeram. Eu pensei que ia pegar.
Cuidado com a mandioca, mas vermelho não tem.
Outra coisa, o que que você tá vestindo aí? Isso aqui é algodão. Você, algodão aqui, algodão aqui, algodão. Irmão, algodão não cai do céu, tá? Só para você saber. Eu falo isso para os veganos, eu falei: por que que a flor aparece? Eles falam: nós devastamos floresta para plantar milho. Falei: mas isso é uma, é você quando corta abre uma área, você é um licenciamento ambiental. Eu tô tendo que fazer um terreno que eu comprei aqui na Granja Viana, tem lá, tem muito legal, 5.000 metros.
Eu vou tirar 20 árvores que eu preciso ocupar o terreno. Eu estou plantando 1.000 árvores de volta, é licenciamento ambiental, é meu direito. Aí o cara que tá no apartamento, que já tá no lugar que foi devastado, onde existe indígena, fala: mas eu sou, eu falei Eu fui, o vegano fala, mas espera um pouco, a tua floresta que tá usando algodão, ela é mais importante que a floresta da minha soja que o boi tá alimentando? O boi, eu falei, qual que é a tua, aquele princípio de valores?
Quer dizer, você tá, todo mundo aqui tá usando algodão, que é 40 negros na sala querendo me comer vivo. Falei, vocês todos estão usando algodão? Eu falei outra coisa, eu falei, eu olhei aqui, falei, se ainda fizesse bem para saúde, eu falei, dos 40, 38, tinha 38 gordinhos na sala, mano.
E tem comendo ultraprocessado que nem maluco, comendo ultraprocessado.
Eu falei, nem para isso serve, mano. Sério que vocês estão querendo entrar nessa comigo? Porra, tão doido, cara.
Tem mais um detalhe, para viabilizar economicamente o algodão você tem que plantar soja. É as duas culturas juntas. Se tu plantar só algodão, tu vai virar monocultura, vai virar doença. A soja acaba sendo uma rotação, o milho acaba sendo uma rotação Diz que algodão é difícil de plantar. Então todo produtor de algodão é produtor de soja.
É, tem que plantar junto, né?
Entendi.
Planta soja, colhe, planta algodão.
Quando é que começa o plantio da soja?
Normalmente em meados de setembro começa.
Daqui a pouco começa o plantio.
Se chover bem, janeiro já inicia a colheita, vai até final de março.
Tá colhendo agora, vai começar a colher algodão agora.
Agora milho e algodão. Agora está, já tem mais de 60% do milho colhido no Mato Grosso e está iniciando a colheita do algodão, que o algodão tem um ciclo maior. Ele é plantado antes que o milho para aproveitar a chuva, geralmente planta em janeiro. Então o produtor planta uma soja mais precoce, colhe na última semana de dezembro, início de janeiro, planta algodão e aí carca na soja.
E aí o algodão leva 6 meses, algodão 8 meses, ele é mais ou menos, ele tem um ciclo maior.
Agora. Então, de janeiro até agora, mais ou menos isso, janeiro, fevereiro, 7 meses para o algodão polvilhar, 5 a 6 meses.
6 meses.
Agora tem um processo muito interessante que a gente precisa dar aqui um corte, porque esse foi o primeiro programa que eu fiz lá, foi sobre a questão dos incêndios, do fogo. Isso é muito importante, que é uma preocupação que todo mundo tem. Quando você coloca no Google, eu falo assim: o produtor Botafogo. Senhores e senhoras, por favor, O produtor não tem interesse. O fogo destrói. O que que acontece? Ele tá colhendo milho, certo?
A palhada do milho, quer dizer, o bagaço, a planta, a planta, eles colhem o milho, né, o grão, mas a planta fica ali no solo, ele fica ali. Isso protege o solo, umidade, a riqueza, né, todos os nutrientes ficam protegidos. Não devolve carbono para natureza porque não tá revolvendo. Quando você revolve, você devolve o carbono para natureza. Aí eles deixam ali e eles plantam em cima dessa palhada soja. Se pegar fogo, isso acaba com a vida deles.
É 5 anos de investimento que vai embora, porque todos esses nutrientes que estão ali vão ser perdidos. Então o produtor rural não põe fogo. Isso é técnica normalmente de roçado indígena, coisa antiga.
Acho que a turma antiga via botar fogo em cana.
Não faz mais hoje.
É legal isso, porque o plantio direto é algo assim que o brasileiro teria, teria que ser matéria de escola entender o que que é o plantio direto, que justamente que o Richard falou, aquela palhada fica protegendo do sol. Então você mantém uma temperatura mais baixa, tem menos evaporação, solo acumula mais água. Quando decompõe aquela palha, ela vira alimento da matéria orgânica, então aumenta atividade biológica, compostagem, tipo uma compostagem, vai disponibilizar mais nutriente para planta, vai aumentar a matéria orgânica.
Então quando quando queima, aquela alta temperatura, além de não deixar a palhada, mata esses microrganismos. Para você voltar aquela produtividade, principalmente na cultura da soja, vai demorar em média de 4 a 5 anos de novo. Então, prejuízo tremendo, e vai desprender carbono novamente. Então é prejuízo de todo lado para o produtor. E eu fui para China, Richard, ano passado, ano retrasado, Cana planta muito ou não? Planta, só que só faz uma safra por ano, só uma.
E aí eles têm que optar soja ou milho, que também é as principais culturas que eu vi lá, principalmente na fronteira com a Rússia, que tem aqueles solos negros. Então, né, solos negros que tem uma fertilidade fora do comum, que também, que também a diferença nossa, porque o solo do Mato Grosso é um solo pobre por natureza, ele puxa por arenoso, tem alumínio tóxico, é muito ácido, mas com a tecnologia desenvolvida nós transformamos ele num solo altamente produtivo.
E a China tem aqueles solos negros de alta fertilidade, matéria orgânica natural, e os cara taca fogo todo ano. Ele escolhe o milho, guarda parte da palhada para tratar o animal no inverno, e o que não guarda, não quer aprender com a gente, irmão. Eles, eles já estão ficando interessados. Nós damos aula para eles, com certeza. A tecnologia brasileira, que elas não têm essa oportunidade porque tem a neve, né? Até a soja bola, entendeu?
Eles podiam plantar sorvete, mas eles não plantam.
É bom, eles não plantam, pô.
Eles dão mole para recolher, acolhe o gelo, já comeu.
Você vê você falando, a gente aqui é muito foda, irmão.
Até a soja, que é uma planta nativa de lá, uma planta naturalmente do clima temperado. A nossa pesquisa da Embrapa ali na década de 70 tropicalizou ela e hoje a gente tem uma média de produtividade praticamente o dobro que é a média mundial.
O eucalipto que é plantado na Austrália, a gente aqui é eficiente em não sei quantas mais vezes do que eles próprios, que a planta é de lá. A soja, aquele lá, a gente é melhor aqui. O Brasil ganha prêmios hoje. Uma coisa que a gente tá desenvolvendo que os outros países estão atrasados, não tem, é a questão dos bioinsumos, né, dos biofertilizantes, né, todas biológicos. O Brasil ganhou agora um Oscar, que esse é o Oscar da, da, da gente não vê na mídia, a gente não vê na mídia, biólogos trabalhando.
A Embrapa tem um trabalho bacana para caramba, né, cara?
Maravilhoso, né?
Embrapa revolucionou aqui no Brasil, né? A Embrapa, eu acho que, acho que é uma das poucas entidades governamentais que tem um trabalho assim de 40 anos que salvou literalmente né, nos estudos, nas pesquisas, né, falam muito bem da Embrapa, né.
Com certeza, lá na década de 70, na época, o setor político teve aquela visão de mandar nossos estudantes para fora do país para aprender, principalmente na parte de ciências agrárias e agronomia. E os caras foram lá, aprenderam, aprenderam o que tinha de melhor e adaptaram aqui para o Brasil. E a Embrapa fez esse boom da agricultura tropical. Isso não representa só alimento, não representa economia. Tem que lembrar que representa paz, porque quando você tem falta de alimento no mundo, isso gera guerra.
Os países vão atrás do território. O povo briga por petróleo, mas petróleo você vive ainda. Agora, sem alimento você não vive. Então o Brasil é um país que garante a paz para o mundo diante da oferta de alimentos que ele teve através dessa, da tecnologia da agricultura tropical.
O Lucas, um, quer dizer que um quarto do que o mundo come sai daqui?
Não, é 1 a cada 10 pratos.
Ah, tá.
1 a cada 10, 1/4 é proteína animal, né? Isso, a proteína animal.
Hoje que é exportado, o Brasil é o maior exportador de carne bovina, já maior de carne de frango. Suíno tá, acho que é o terceiro ou quarto maior suíno. Caramba! Então é proteína vegetal é o maior hoje, é porque a soja, que inclusive em 2019 os Estados Unidos era o maior. 2018, 2017, os Estados Unidos eram o maior produtor exportador. 2018, o Brasil virou o maior exportador. 2019, maior produtor exportador de proteína do mundo.
Lembrando que a proteína, mantendo florestas, exatamente, 66% do Brasil, 66% do Brasil está em florestas preservadas. Como é que eu que sou um biólogo da conservação, não quero ser amigo de um setor que preserva metade desses 66%.
E tem uma vantagem, corresponde a 48 países da Europa esse número.
Como que eu não vou ser amigo desse segmento? Porra, eles têm condições de trabalhar. Cara, eu sou muito fã também, eu sou muito fã também.
E tem uma coisa que eu aprendi quando a gente teve lá no evento da ProSoja, isso que eu fiquei bolado, O produtor levou a gente, são os mananciais, na verdade, tudo certo, guardiando as águas nasce guardiando as águas, porque eles preservam a área de manancial. Porque fala assim, ah, porque só quer preservar manancial. Não, é porque sem manancial ele não tem nem água para produzir.
Como é que ele vai regar o bagulho?
É legal vocês falarem isso porque na década de 70, 60, quando começou a colonização, como é que era o lema, Richard? Me ajuda.
Era ocupar para conquistar, para conquistar, que era ocupar para O governo dava um motosserra, se o cara não desmatasse, ele tomava a terra do cara. A gente esqueceu essa história 50 anos atrás, foi ontem.
Para ocupar Amazônia, para não deixar os gringos tomarem a Amazônia.
Projeto Rondon, famoso Projeto Rondon. Eu sou dessa época aí, um herói. Eu lembro que o Projeto Rondon, no início dos anos 80, tinha vizinho meu que ia para Rondônia para poder justamente ocupar. Exato.
E aí entra essa parte do manancial de água, porque na época, devido à malária, eles pediam para você derrubar até o rio. Você tinha que derrubar. Hoje é um crime isso. Mas mesmo o produtor lá naquela época derrubando, porque era estimulado, hoje se você pegar Mato Grosso, que é o maior estado produtor, e eu falo hoje é maior que a Argentina na produção de soja, 95% das nascentes estão preservadas. A soja, quanto?
95% no estado do Mato Grosso.
Nós temos Mato Grosso, uma, foi feita uma catalogação georreferenciada de altíssima precisão. Inclusive hoje a Secretaria de Meio Ambiente usa essas imagens porque é de uma base de dados de alta precisão, tem um convênio conosco. Nós fizemos esse monitoramento em mais de 105 nascentes nos maiores municípios, e 105 mil nascentes nos maiores municípios produtores do Mato Grosso, 95% das nascentes estão em bom estado de conservação.
Que beleza, hein, meu!
Dificilmente você vai encontrar isso em outros estados produtores mais antigos que o Mato Grosso. E quando você falar em outros países, os maiores produtores agrícolas, esquece, esquece mesmo, meu.
Os caras nos Estados Unidos, cara, eles plantam lá, a densidade do milho é diferente assim. Eu não sou produtor, mas é quando eu parei lá, mas você entende, eu falei para minha mulher, não, atendo assim, porque aqui no Milharal, quando você entra no Milharal para roubar umas você consegue entrar, você consegue entrar lá nos Estados Unidos. É tão denso que você não consegue entrar, o milho tá tudo junto. Então o que eles fazem?
Esse negócio de biológicos, que é só para explicar, biológicos são o quê? É bactérias boas, né, fungos bons que são, que existem na natureza e que ajudam a conservar as florestas e podem ajudar a conservar, e são utilizados para hoje como fertilizantes, né, fertilizante biodefensivo também, como defensivos. Enfim, Brasil tá no topo disso, tá? Então lá eles nem conhecem isso, os Estados Unidos estão começando. Os cara plantam o milho até a beira do rio.
Então nós somos em lugares que você tá encostado aqui, existe uma lei que é do Código Florestal que chama APP. Então depende da largura do rio, você tem que manter um X tanto de floresta em volta, de mata ciliar em volta, não sei o quê. Beleza, lá não tem isso. Então o que acontece com esse NPK, que é o nitrogênio, fósforo e potássio, que eles colocam como fertilizante agentes químicos lá, que é o que eles usam mais, é químico, né?
É, acaba dentro do rio. Então o que acontece? Quem se alimenta? As algas. Então a gente vai ver os rios lá tão mortos porque é tanto defensivo que as algas prosperam e matam a vida. Muita alga causa desequilíbrio, não tem oxigênio dentro do rio, consome oxigênio do rio, morre os peixes. Então assim, esse é o problema que nós estamos muito à frente, mas nós estamos muito à frente deles, né? Sendo que aí, mesmo assim, o cara de lá é um herói, o agricultor.
Agora, sabe o que falta no Brasil que eu fiquei impressionado lá? É assim, você ia te perguntar se alguma coisa lá, claro, as coisas boas que nós temos que trazer aqui, infraestrutura. Então você tem estrada de ferro, você não anda, você sai com caminhão da sua propriedade carregando milho, você não anda 50 km, estrada de ferro, estrada de ferro leva até uma hidrovia.
Comentei aqui outro dia Você vê aqueles filmes de tornado e tal, toda fazenda tem um silo, tem uma estrada de terra, o cara armazenar a produção dele e o tornado leva, mas tá lá.
Só, exato, só um número legal disso: os Estados Unidos, se você considerar o Alasca, o Havaí, ele tem acho que é 15% a mais que o território brasileiro. Se for considerar só o território mesmo ali do dos Estados Unidos é menor até que o Brasil, mas todo junto dá 15% a mais. Eles têm proporcionalmente 7 vezes e meia mais ferrovia que o Brasil. O Brasil, desde a década de 60, nós chegamos a ter 35 mil quilômetros de ferrovia. Hoje nós temos menos que 32 mil quilômetros, diminuiu.
Rediminuiu, porque não deixam ambientalmente. Tem uma estrada que tem que sair, que é a Estrada do Ferrogrão, foi 900 km, vai andar do lado da BR, vai economizar 40% de solda. Vamos lá, o que que é isso aqui? Isso aqui, madeira? Não, isso é carbono.
As pessoas têm que entender essa porra.
Isso aqui é carbono. O que que é o processo? Quando a gente fala em sequestro de carbono, que todo mundo fala, e fala de Amazônia, que é o lugar mais pobre do Brasil hoje, infelizmente, miséria lá, porra. Então a floresta não tá pagando a conta, entende? A floresta tem que pagar a conta. Se é um lugar mais lindo, mais mais importante do mundo, porque lá que estão as pessoas mais pobres. Mas beleza, vamos lá.
Isso aqui é que vai destruir, né?
Quer salvar uma floresta? Quer salvar uma floresta? Vamos para o teu corte. Quer salvar uma floresta? Não adianta botar no teu Instagram dando um beijo. Pode ser cortar uma árvore, pode salvar uma floresta muito mais, mas com certeza muito mais do que dar um beijinho na árvore. Beijinho na árvore não salva floresta. O que salva é inteligência de uso dos recursos naturais. A gente não sabe fazer isso, bola. Isso aqui é o carbono, porque a árvore, uma floresta respira CO2 e Quando ela é em equilíbrio, já tá montada, ela não tá trazendo um grande sequestro de carbono.
Quando você maneja, vai para dentro da floresta e fala: essa árvore tem 40 anos, vou usar ela, é jardinagem, jardinagem, todo o carbono tá lá naquele lenho. Aí você tira aquela árvore, leva ela embora. Olha só as vantagens que você cria. A primeira delas, você tá dando emprego e tá criando renda, porque olha só essa mesa quanto vale, essa mesa, entendeu? Isso é valor, isso é agregar valor a madeira que vai morrer, vai morrer, processar, aquela árvore vai cair, morrer e despejar o carbono de volta.
Pô, tem que, vamos usar aquela árvore. Nós temos árvore aqui, vamos ser inteligentes. Você dá emprego, cria riqueza, manejo. E outra coisa, você acelera o processo de sequestro de carbono. Por quê? Porque é uma árvore lá, aquela mamãe enorme que tem hoje há 40, 50 anos, ela jogou um monte de semente ali. Aquelas sementes caíram no solo e nasceu uma plantinha que tá tímida. Por quê? O que come a planta? Luz solar. Chega luz solar no solo da floresta?
Não.
Quando eu tiro a mamãe, chega luz solar. Aquelas filhotes começam a brigar para chegar lá em cima no docel. Tá acontecendo o quê? Sequestro de carbono acelerado, porque é uma competição, tá chegando o sol. Então você olha só, tem vantagem. Isso é ciência, é entender de biologia, papai.
Manejo, entendeu?
Então o cara acha cortar uma árvore pode ser bom, cara, dentro de um processo de manejo diferenciado, fazendo direito.
Isso é feito hoje no Brasil? Cara, tem empresas fazendo, como é que tá isso aí?
Mas só que você vai na internet, pergunta, vai numa escola e pergunta, sabe, mano? A gente tem que ensinar isso, cara. Não é justo.
E também queimar árvore às vezes é bom. Eu vou dar um exemplo, que é a produção do etanol. Que que o pessoal faz? Nós não temos gás lá no Mato Grosso para atender a usina. Então o que que o povo faz? Planta eucalipto. Esse eucalipto vai sequestrar carbono. Certo, eu vou lá, corto eucalipto. Aí no momento de destilação eu preciso usar a energia desse eucalipto para aquecer a caldeira, para evaporar e fazer o etanol. Então eu libero de novo o carbono, mas é um ciclo, porque eu primeiro sequestrei para emitir, e esse eucalipto deixou raiz, e esse eucalipto deixou a raiz debaixo da terra também.
Então parte desse carbono ficou preso mesmo assim. Então acaba sendo mais limpo do que o próprio gás utilizado em outros países para processar.
Os cara queriam proibir tudo. Você viu essa?
Não, não vi.
Exótico, aí estamos fodidos, porque o café que a gente toma também é exótico, a manga que a gente chupa também, a banana também. Então, pera aí, queriam proibir tudo que é exótico, ou seja, eucalipto, tilápia, que isso não é, não são animais nem plantas do Brasil. Mano, se você tirar o eucalipto do Brasil, você para o Brasil, porque as caldeiras todas, inclusive para fazer o efeito Não, repara, o eucalipto tá em tudo. As pessoas não entendem isso. E ele sequestra 5 vezes mais carbono do que uma floresta nativa nossa.
5 vezes mais rápido, entendeu?
Então, ou de onde eu usar essa madeira? Vamos parar de usar, sabe assim, não queremos mais.
Qual que é a grande sacada?
Porque meio ambiente é exótico, a narrativa não tá em ciência.
O cara olha o lado que eu queimo eucalipto Muito, mas não vê todo lado bom.
Assim que proibiram, que queriam proibir a tilápia, que não vai acontecer, óbvio, que é um peixe que todo mundo come no Brasil, Brasil, principais empregos, gera uma importação filé de São Petersburgo, uma importação filé de São Petersburgo da JBS, da vida do Vietnã. Puta que eu parei! Esse Brasil é incrível, mano. Fecha uma porta para abrir outra.
É engraçado, vamos proibir para alguém trazer. Puta merda, bicho!
O povo fala que não depende do agro. Qual que é o alimento que a gente mais consome no mundo?
Arroz, feijão? Não sei.
Leite.
Leite.
E para o leite você tem que produzir soja, milho também, para confinar o boi, para ajudar, auxiliar. E além do pasto, qual que é o segundo mais consumido? O trigo.
É o trigo.
E sabia que também aí vem a tecnologia? O hectare que mais produziu trigo no mundo foi aqui em Goiás há 2, 3 anos atrás.
A gente planta trigo aqui?
Planta. Porém, o Brasil ainda não é autossuficiente. A gente planta metade porque nós importamos do Canadá, Estados Unidos e Argentina.
Clima deles é melhor, né?
O clima deles é melhor. Eles têm subsídio. A gente não consegue concorrer com eles por conta do subsídio. Então o produtor deixa de plantar, que também é uma alternativa para sequestro de carbono. No trigo e plantio direto.
O sul faz porque favorece mais, é o clima mais ameno, né, para o trigo. Tem que ser um clima mais ameno, né?
E aí logo em seguida vem o arroz. E tudo isso é agro. Quando você vai para o Mato Grosso, acho que tem essa divisão também que eu chamo de ideológica, porque eu não tenho nada contra aqui. Até eu falo que a ProSógia Mato Grosso hoje nós temos 10 mil associados no Mato Grosso.
Que beleza, hein?
Do assentado da reforma agrária até o maior produtor do mundo são associados da ProSoja Mato Grosso.
E esse apoio que vocês dão é maravilhoso.
Tanto faz o pequeno ou maior, eles plantam feijão, eles plantam arroz, eles plantam milho, eles plantam soja, e tudo isso vai para mesa. Então essa história que só o pequeno produtor põe a comida no prato também é algo para causar divisão, porque não é uma verdade. É o pequeno produtor põe sim, e o grande também impõe. Porque você pega hoje, você tem fazendas enormes de produção de gado leiteiro em Minas Gerais, você tem fazendas enormes no Goiás que produzem feijão irrigado, no Mato Grosso, no Paraná, em São Paulo.
Você tem o arroz também, acaba virando o Natan lá, o nosso diretor, vocês conhecem também. Natan normalmente tem feito arroz, soja e feijão no mesmo ano irrigado dentro da fazenda. Então, beleza, exato. Ele não é um pequeno produtor produtor. Então essa narrativa de que, ah, só agricultura familiar põe a comida no prato acaba sendo uma injustiça com todos os produtores. Na verdade, tem que acabar esse negócio dessa divisão no Brasil, que é algo que acaba gerando um conflito desnecessário.
Todo produtor, Fla-Flu tem que terminar. Todos os países, torcida de futebol, torcida de futebol é outra coisa, é outra coisa, é outra coisa.
Deixa eu te fazer uma pergunta, Richard. E a questão da fauna, como é que, boa pergunta, como é que a fauna fica no meio dessa, dessa, dessa brigaria? Não, não, dessa coisa de plantar, expansão. Como é que, como é que fica os bichos no meio disso aí?
A cuna, o pardal.
Vou ficar lá na mata, vou assistir a Disney, e o Simba é amigo do Pumba. Até os 7 anos, quando você acredita que o Simba é amigo do Pumba, tá beleza, com 37, você tem que ir para um psiquiatra.
O leão vai comer, lógico.
Então assim, o que que tá acontecendo especificamente? É um exemplo muito bom que a gente vai dar especificamente no Centro-Oeste brasileiro, tá? Vamos lá, Goiás, Mato Grosso, tá acontecendo isso. Não sou eu que tô dizendo, tá? Porque vão falar para mim, é o Richard, é um biólogo. Eu sou mais economista, né? Eu tenho um mestrado na economia, um bacharel aqui na USP, eu tenho uma faculdade meia boca de biologia aqui. Beleza. Eu só que 30 anos que eu ando falando com os cara que são os foda, tudo pós-doc que eu converso.
Tem um deles chamado Leandro Silveira que a gente tá comentando agora, que é o cara do Instituto Onça-Pintada, né? Ele mora do lado dali desse Parque Nacional das Emas, ele mora do lado. 30 anos que ele estuda onça-pintada. Tem um mapa que mostra a distribuição das onças-pintadas dentro do parque e fora do parque. Fora do parque é um mosaico produtivo, tá? É a turma que planta. Em volta do parque. As onças-pintadas, se você olhar o mapa, é pena que a gente não tem aqui, mas assim, eu uso nas minhas palestras para explicar para os biólogos o que acontece, para as pessoas.
Se você olhar dentro, no centro do parque, as coleiras que ele coloca dão um sinal GPS. Você não vai ver nenhuma marca de GPS ali. As onças estão todas na borda do Parque Nacional das Emas e dentro das fazendas, dentro do agronegócio. Por que que a onça— comida, comida Comida. Porque qual o principal alimento da onça-pintada? O queixada. Onde está o queixada? Trabalho científico publicado. Podem falar o que quiser, eu levo as porradas dos caras falando fake news.
Trabalho publicado científico. Tanto é verdade que o estado do Goiás, através, é aí no estado, eu não lembro o nome da secretária, porque hoje os licenciamentos ambientais são feitos pela, não mais por IBAMA, que tá perfeita. O cara tá em Brasília no IBAMA, que que ele sabe de Goiás? Ele tá sentado em Brasília Quem tem que fazer licenciamento ambiental é quem tá lá, né, que sabe. O queixada é um animal que está com status de ameaçado no Brasil inteiro, inteiro, tá?
Ele tá, não existe mais no Sul, tá ameaçado no Sudeste. Que que aconteceu no Centro-Oeste brasileiro com a chegada da comida, que é o milho? Ele passa hoje, se sente no estado do Goiás, 63%, trabalho científico científico publicado, tá? Vamos lá, depois qualquer coisa eu mando para vocês. Pesquisem, pesquisem. 63% do tempo dentro do milho, 14% dentro da cana, já são 77%, e 8% na mata de galeria, que é o grande, ou seja, eu tô dizendo que vão ter só milho?
Não. Mas hoje o mosaico, que hoje eu acho que é 40% que vocês têm que preservar lá no Cerrado, não, no Cerrado 35%, então o cara tem que manter APP, que é em volta dos rios, mantém 35% de reserva legal, tem ali o Parque Nacional e tem o celeiro, o refeitório dos animais. O queixada hoje tá dentro, prosperou, melhorou a população. Que bom, devia ser os melhores. Não, não, ele é ameaçado porque isso é nacional e devia, na minha opinião, ser regional esse levantamento, né?
No caso caso do Centro-Oeste brasileiro, a população de queixada, não só de queixada. Se você vai num campo produtivo hoje, você vê curicaca, ema, tatu, anta, você vê capivara, você vê queixada.
Cara, queixada, o que que é?
Desculpa, os porcos selvagens, javali morto é ele, tá?
O mau javali nem tô discutindo, que esse é um bicho, é praga, tem que matar.
É mesmo, tem que matar.
Depois eu conto uma história boa para vocês sobre javali.
Falou que javali é bravo, né?
Javali tem que matar. Agora, o nosso silvestre é um silvestre, não é permitida a caça. Eu também não acho que tem que caçar, mas o que eu acho que tem que fazer?
Queixada. Eu queria ver esse bicho aí.
Ele é um pecarídeo, né? Ele parece um porco, ele tem um colar branco, ele é um porco bem menor. O javali é enorme.
Esse é o queixada?
Esse é o queixada. Tá vendo que ele tem o queixo branco? É o queixada. É o maior. Nós temos o cateto, que é um pouco menor.
Você chega perto dele, ele estrala o dente. É um porquinho, parece um chicote, aquele estralo de chicote assim. Se isso daí, se uma onça entrar no meio disso daí, morre.
É mesmo, eles têm, eles atacam a onça. A onça pensa duas vezes, vai tudo em cima dela.
Ela tem que ter uma estratégia para caçar. Geralmente ela vai no filhotinho, porque se ela entrar na manada, ela toma um couro.
Os caras prosperaram lá, isso é bom. É uma agenda positiva, não é?
Que é a comida da onça.
Comida da onça.
Então já tá virando excesso também por conta que tem o aumento aí. Por isso que precisa do manejo que o Richard tá falando.
A carne dele é boa para nós comer, Richard?
Uma delícia para comer. Se tá virando excesso, porque o nosso presidente não tava comendo uma paca esses dias? Qual o problema? Parabéns, é ótimo. Isso é manejo, é criação ex situ, fora do ambiente natural. Isso é bom, tem que criar os nossos bichos.
Quando tem muito, está virando excesso, de repente coisa é para comer.
É uma fórmula, uma fórmula. É tão simples. Eu tô gordo, eu tenho que fazer o quê? Perder peso. Eu tô magro, eu tenho que fazer o quê? Engordar. Pronto. Se tem um excesso de uma população, de uma espécie na natureza, qualquer que seja, eu tenho que trazer ela para o equilíbrio. Isso é feito nos países onde a conservação ela não é emocional e ela é técnica. Quando tem emoção, fode tudo, porque a turma do amor e Inclusive a biologia infelizmente está sendo tomada por turma do amor.
É uma faculdade barata, põe um monte de gente para fora que ama animais, e não se trata disso. Conservação ela tem que ser técnica, e muitas vezes fazer coisas que a gente não quer. Tem pouco bicho, é, os cara nem, eles falam, eles nem planta com negócio que eles falam. Mas enfim, se você tem muito queixada, você tem que diminuir, fazer manejo. Se você tem pouco, você tem que introduzir. Aqui, tem que criar fora. Então conservação é isso.
Aí lá no estado do Goiás eles fizeram esse trabalho, o próprio órgão ambiental reconheceu que existe um problema. E quando existe um problema que é um problema a mais, o que que tem que ser feito em conjunto com a sociedade? Porque vira uma guerra de meio ambiente com agro. Não é, o agroamigo tá preservando floresta, como que você vai ser inimigo desse cara? Tá alimentando os animais, tá alimentando os animais, como você vai ser inimigo desses caras?
Aí o que que o estado propôs? O estado, isso é uma coisa que tá Inclusive agora estudar no Mato Grosso também é sensacional. Eles vão fazer o quê? Manejo. Existe contágio, tem que trabalhar, né? Tem que trabalhar, pô, gente.
Tem que trabalhar. O homem do campo, né? A família dele é do campo, né?
O governador Caiado lá conta quantos tem uma área lá, quanto que deveria ter de queixada aqui. Olha, pelos nossos trabalhos aqui, porque queixada não é só contra o agro, ele destrói a nascente da água, ele destrói a natureza em excesso, é ruim. Tem 5 mil. Quantos que deveria ter? 4 mil. O que que nós vamos fazer? Retirar mil. E vamos fazer o quê?
Carne.
Sim, vamos produzir.
Isso pode ser, perguntei se a carne na boa para comer.
Pensa, o primeiro frigorífico CIF de queixada surgiu agora no Goiás.
Ah, tem o primeiro.
E eu espero que isso se repita em outros lugares. Por quê? Porque quando o meio ambiente não reconhece um problema, que pode ser a mais ou a menos, Tem a menos, ararinha azul tá desaparecendo. O que que não fizeram? Não foram lá, pegaram as poucas que existiam, botaram uma jaula, reproduziram para voltar. Não fizemos isso. Fomos lá no traficante lá fora e pegar as que tinha, que já na natureza não tem mais. Erramos. Tinha pouco, erramos.
Quando tem muito, tira uma parte, processa aqui e equilibra. E quando o meio ambiente não olha para isso, fala, ah, isso não é um problema meu, ele terceiriza alguém para resolver esse problema. E pode ser que resolva, não resolva da forma certa. Então se junta, meio ambiente trabalha junto com o cara do agro e chega numa solução, mano. Lógico, óbvio, chega numa solução porque o agro tá ajudando a pessoa, né, Richard?
No Peru também, exemplo no Queixada no Peru.
A gente só tem exemplos, a gente não consegue trazer exemplo bom para o Brasil, só pega exemplos merdas e traz as merda, cara.
Que que é o do Peru?
Que que é isso do país? No Peru estão fazendo isso, no Peru fazem isso, na Goiânia fazem a queixada, ah, então manejando manejo Manejo.
E o couro tem um valor altíssimo também, é considerado couro nobre.
Isso pode trazer o quê? Pode ser até um futuro que traga conservação, se faz com gente de barriga cheia, tá? Qual é o projeto que deu certo de bicho no Brasil? Conta um para mim, um que vem na tua cabeça na hora.
Mico-leão-dourado.
Mico-leão-dourado deu certo. Vamos fazer um que ocorre no Brasil inteiro, grande.
Não, tartaruga.
Tartaruga.
Porque deu certo o Projeto Tamar, porque o Tamar trabalhou da forma certa. Você tem que, você quando quer salvar uma floresta, você tem que perguntar quem vive aí. Esse cara que você tem que melhorar a vida dele, porque se você não melhorar a vida dele, pode fazer, não adianta falar, tá proibido, não sei o quê, não adianta proibir. Quando que deu certo usar cinto de segurança? Quando multaram, tio.
Tem gente, senão você tá comendo, mas vai ter uma multa pesada.
Exato. Então você tem que interferir isso junto com alguém. Então o que que nós temos que fazer? Nós temos que pegar esses caras que estão na floresta e ajudar eles. Qual era o problema do Tamar? O pescador pegava o ovo, o pescador enrolava a tartaruga na rede, sei lá, comia tartaruga, não sei o quê. O que que eles fizeram? Vem cá, pescador, agora você é assim, nós vamos contratar você, você vai ganhar dinheiro. Pegar alguma, se você pegar alguma, você chama a gente, a gente vem pegar.
A gente não vai brigar com você, a gente vai te ajudar. A gente vem aqui, vai pegar a tartaruga para soltar, e você vai ser nosso nosso valor. Você vê que a tartaruga põe ovo, que você sabe onde coloca, porque vocês estão o tempo todo lá, você avisa a gente, a gente vem aqui, tira o ovo e põe. E você vai ganhar, além do— você continua pescando, mas você vai ganhar uma grana extra. Ele falou: opa, comecei a gostar de tartaruga.
Aí pegaram a mulher dele para costurar bonequinhos de tartaruga para vender na loja. A mulher falou: caralho, de repente tem uma receita! Mulher: marido, tô ganhando uma grana agora nisso aqui. Falou: que lindo! Pegaram o filho dele, colocaram no curso técnico dentro do Projeto Tamar, mano. Só não tem tartaruga voando, tio, porque não tem asa. É isso que é conservação, né?
Conservação.
Outro dia tava aqui no litoral de Santa Catarina, apareceu uma tartaruga.
Quer salvar o pirarucu? Come ele, mano. Aí os caras biólogos ficam assim: como assim? Se eu comer? Não, dar valor à fauna. Nós não damos valor. Quanto vale uma queixada? Vale o quê? A emoção. Ai, eu gosto tanto desse porquinho, ele é tão lindinho. Vai tomar no cu, mano!
Desculpa.
Tem que dar valor pra ele. Quanto vale um kudu na África? O cara sabe. Quanto vale um antílope na África? Ele sabe o valor. Quanto vale uma girafa? Ele sabe o valor. É isso que preserva, dar valor às espécies. Porque aí a gente cria— O que salva é dinheiro, gente. Para com isso, pelo amor de Deus. É receita, é dinheiro, é um projeto econômico e não emocional. Emoção não salva nada. Nada, nada. Para com isso. Biólogos vão começar a abrir a mente. Nossa, eu fico— desculpa, desculpa.
É bom aprender. Eu sou assim, eu sou um cara completamente— eu sou muito desinformado. Eu não sei nada sobre a fauna brasileira.
Isso é ótimo para aprender.
Terminou o podcast, o Lito falando essas coisas. Que é um cara genial, gente boa, maravilhoso, é um gênio, mas não tinha ideia disso que nós estamos falando. Terminou o podcast, ele olhou para mim e falou, caralho, meu, mudei totalmente a minha cabeça, mano.
É a falta de conhecimento, é foda.
Nós estamos vendendo ilusão aqui, nós estamos vendendo a conservação de verdade.
Eu quero saber lá no Mato Grosso como é que funciona hoje a fauna lá junto ao agronegócio, quais são os animais que estão em Extinção, extinção.
E os que estão sobrando prosperaram para caramba, tá? Vários segmentos prosperaram, tá? Hoje você vê, você vê muito mais onça, você vê. Por quê? Porque hoje nós estamos no modelo também que você tem que pensar que esses caras foram lá, são histórias lindas. Eu fiquei emocionado. Histórias de caras que foram lá, venderam o que tinha de terra no sul, foram lá. Esse é a conquista do Oeste brasileira. E pegaram, compraram terras e viviam em lona com lona de plástico em cima durante anos.
Agora todo mundo olha e fala, faz a tua caminhada, rapaz, sem luz, sem sinal de celular, sem água.
A Fazenda Tio Zico falou, cheguei aqui, não tinha nem telefone, não tinha nada, não tinha estrada, não tinha nada.
No Meio Oeste americano, né? Até antes vocês falaram da cobra da África, eu te mostrei a cobra do Mato Grosso lá um dia que nós tava indo para pegar o voo e eu encontrei a caninana lá. E aí eu te pergunto, você encontrou cobra lá no Meio Oeste quando você andou? Você encontrou peixe lá no Meio Oeste?
Ó, nem na Espanha, aqui o caminho antigo que eu fiz, isso aqui é o caminho de Santiago, eu andei 40 dias naquela porra para cima e para baixo, no meio do mato. Eu vi um anfíbio, eu vi um anfíbio. Vai lá agora no norte, nosso norte, vai andar nossos campos, pode ser no sul, pode ser Você vai ver bicho para caralho. A fauna, ela está hoje porque, porque os caras não caçam mais. Tem, ah, mas tem o cara que caça, é um cara.
Eu vou confessar para vocês, o único animal, Richard, desde os, eu, eu mudei para o Mato Grosso em 94 com 10 anos, eu só vi um bicho diminuir.
Só para entender, teus pais já eram produtores lá no Rio Grande do Sul?
Minha família do Rio Grande do Sul. Eu vou fazer a cachaça no Rio Grande do Sul.
Aí sim, hein?
Depois meu pai começou a plantar e plantava trigo. Depois meu pai trigo e soja. E aí no início da década de 80, meu pai foi um dos pioneiros de Nova Mutúbia.
Que legal, cara!
E aí eu acabei nascendo lá no sul. Com 10 anos eu mudei para Mato Grosso. E cara, contar a história deles, se fosse contar assim, é coisa de filme. Que é que se replica para todas as famílias. Se você conviver com produtor de lá, quem chegou ali na década de 70, 80, conversar, cada um dá uma história diferente, coragem, né? E aí eu vi, inclusive teve animais, o curicaca lá em Nova Mutu, onde que eu moro, quando eu cheguei lá eu não via curicaca.
Hoje você vê curicaca. Marreco eu não via, hoje você vê marreco. O queixada tinha, mas era pouco. Hoje tá virando quase praga de tanto que tá multiplicando. Arara você via pouco, hoje tá tendo arara assim no meio da cidade, elas fazendo de louco no meio da cidade. E só teve um animal que diminuiu, E aí a gente se pergunta, tinha o porquê. Então, o perdigão, o perdigão é um animal sensível. Na época, aquela ave, existia alguns defensivos que acabavam pegando ele, mas mesmo esse defensivo já foi banido, não existe mais, que controlava ele, era um tal de furadã.
Mas mesmo assim o perdigão continua diminuindo, e é uma coisa que ninguém fala. Hoje, se eu ando no meio da lavoura de noite, Às vezes eu saio, vou, tô indo para cidade, passo no meio da roça, sabe o que que eu vejo muito? É gato. Gatos. O gato tá selvagem. Nosso gato, gato doméstico, cara. As pessoas abandonam.
Esse é o perdigão.
Se você for lá na minha fazenda hoje, Richard, eu tenho acho que uns 50 gatos. Eu nunca levei um gato para fazenda.
De onde veio?
Eu moro 10 km da cidade. As pessoas abandonam Entendeu?
Abandona um gato, você não vai largar a mão, né, irmão?
E é um desequilíbrio que tá virando mais.
Abandonam por quê? Porque as pessoas— gato tem que ficar dentro de casa.
As pessoas acham que é legal o gato na rua, o gato já tá grávido, tá colocando a culpa no produtor.
Não, aí o canaço, um monte de filhote, você libera os filhotes, solta. E é que é crime.
Eu moro a 10 km da cidade, eu não— a gente não vence mais.
Tá acabando com o perdigão.
Eles caçam, tem o ovo do perdigão, tem o O pintinho nasce lá e você vê no chão. E é algo que ninguém tá preocupando, ninguém tá falando. Vocês são biólogos, é um animal exótico. E é o felino, é o felino que tem a maior eficiência na caça.
Aconteceu esse negócio com pirarucu. Pirarucu é um animal, é um animal, né? Sim, tem um pirarucu bonito para colocar aí, é legal. Tem uma foto aí, o maior peixe de água doce do planeta, o maior.
Bonito, né?
Fora que é lindo, é o maior, é amazônida. Ele tava à beira da extinção até 4, 5 anos atrás, tá ameaçado de extinção. E hoje, e hoje saiu porque não tinha valor. Essa é verdade. Tinha, os caras tinham, pescavam lá na Amazônia, não tinha, faziam questão de controle e lacre, mas assim, não era um bicho que tava disseminado. Quando agora você vai no Pão de Açúcar aqui em São Paulo, você vai encontrar pirarucu. O que que aconteceu?
Criou demanda criou valor. Quando tem demanda, né, não oficiosa, mas oficial, isso cria valor. As pessoas começaram a reproduzir o pirarucu. Hoje o pirarucu, ele saiu da lista de extinção. Ou seja, comer o pirarucu salvou o pirarucu. Comer o pirarucu salvou o pirarucu. Então é isso que nós precisamos começar, é o uso dos recursos. Isso chama-se manejo, uso de recursos.
Olha o tamanho do bicho, mano!
Essa é uma fêmea prenha que a gente foi lá na lagoa aí que a gente gravou.
Que loucura!
Secam as lagoas, eles vêm.
Porra!
Tem para vender pirarucu?
Para cacete! Maravilhoso, um dos melhores. Tem que comer, maravilhoso!
Porra! Eu não gosto de—
Aí você é muito chegado a peixe.
Eu não sou chegado a peixe e de água doce, andar no mar.
Não, mas pirarucu é uma delícia. Você já comeu bacalhau na tua vida? Bacalhau eu adoro. Você gosta? É o bacalhau brasileiro.
Ah, é? Mas faz o processo do bacalhau mesmo?
Eles têm também seco e tem um úmido. Mas a carne é maravilhosa, carne branquinha, você vai amar. Não tem pitu, não tem cheiro forte, nada.
E é caro para cacete ou não?
Não, hoje já tá muito acessível.
Ele é carnívoro, Richard?
Ele é carnívoro.
O que que é carnívoro? Ele come peixe, inclusive a piranha, né?
Ele, pô, que peixe bonito, né, velho? Ele parece um bacalhau mesmo, né?
Ele respira ar atmosférico, ele sobe e respira ar atmosférico. Ele é um peixe antigo, a cabeça parece um ferro.
E é de fundo? É de fundo? Não, ele sobe na superfície, né?
Superfície.
E ele come a piranha sem ter problema nenhum.
É porque a piranha é uma cobra grande, é gostoso, né?
Caldo de piranha. Sabendo, a gente é do tempo, nós quatro, da frase máxima que era aplicada em outras coisas, mas que serve para tudo: sabendo usar, não vai faltar.
Verdade.
Sabendo usar, não vai faltar. Tem que usar os recursos naturais do Brasil.
Deixa eu te fazer uma pergunta assim, dois bichos que eu sinto muita falta O que que aconteceu? Não, não, fugindo até um pouco do tema, mas como o Richard tá aqui, eu tenho curiosidade. Eu via muito quando criança dois tipos de insetos que eu não vejo mais: borboleta e vagalume.
Por quê? Muita luz nas cidades, muita luz nas cidades.
E tatu-bola sumiu.
Como assim muita luz nas cidades?
É o tatuzinho, aquele moleque pequenininho. O jardim de casa tinha 500, irmão. Tinha mesmo.
Hoje em dia, onde anda os vagalumes e as borboletas e os tatu-bolas e os tatuí da praia?
Bastante.
Eu bati em camboinhas assim, cara.
Aquele cano é o branco, é o tatuí branco da areia da praia.
Eu tinha um monte de tatuí, aquele é um crustáceozinho, chama tatuí.
Também não tem mais.
Eu quando eu ia à praia eu fazia assim, via tatuí na mão.
Eu acho que esse aí é porque você não tem ido mais à praia fazer isso.
Faz tempo que você não vai para praia.
Antes era criança, mas vagalume é por causa da luz.
Vagalume, muita luz, matar, matar instinto.
Porque ele identifica os outros pela luz. Se você tem muita luz, então ele tá restrito a lugares mais escuros. Agora não tem mais, cara.
Tinha muito quando era criança, muito, muito vagalume.
Mesmo no interior, já para os lugares você não vê tanto.
Eu adorava quando eu era molequinho brincar com vagalume, cara.
Ele tem, ele tá sumindo. Ele precisa da luz para identificar a questão sexual.
Né, cara? Eu via muito quando era molequinho, vagalume, cara.
Borboleta ainda tá de boa, tá?
Por onde anda, eu não vejo mais borboleta, cara. E olha, eu moro num bairro onde tem a ver o nome, Panambi. É o lugar das borboletas, panã, panã, panã, panã, né? E não vejo borboleta como eu via quando era moleque. Eu lembro da casa da minha avó, no jardim, tanto, né, irmão? Mas eu não via no meio da cidade. Eu vi em São Gonçalo, tinha borboleta.
Eu não vejo borboleta, mas florestas tem muito ainda borboleta.
Tem muita borboleta lá?
Tem, tem. Tinha seu Eurides Furtado lá, ele faleceu faz 2 anos, era um produtor de abacaxi lá entre Nova Mutum e Nobres. O cara tinha, acho que ele tem mais 10 livros, publicação internacional sobre borboleta lá na região. Inclusive ele catalogou mais de 5 espécies que ele não existiu, não era reconhecido ali de Nova Mutum. Ali ele inclusive, a filha dele foi casada com um primo meu que depois a gente perdeu, falecido. E era uma pessoa que você conversava com ele, não tinha noção do conhecimento que ele tinha.
Até quando ele faleceu, a Universidade de Mato Grosso fez uma homenagem para ele pela contribuição que ele deu nessa questão da fauna.
Hoje, que que tá considerado em processo de extinção no Brasil?
Quase todos os animais estão hoje ameaçados, é mesmo, poucos estão low concern, né, que é o pouco preocupante. Mas você sabe que é esquisito isso, né? Porque olha como a gente trata isso emocionalmente. A gente tem uma espécie de arara, que é uma arara, não tô falando de um insetinho, que falava um insetinho que eu não vi. Uma arara é um bicho grande que existia na Caatinga, que é a Xenopsidis spixi, que é ararinha azul da Novalgina.
Não existe mais na natureza, não existe, não tem mais. Tinha uma na natureza, uma em cativeiro, soltaram de cativeiro para morrer junto com a outra, né? Porque quando tá no processo como esse já tá extinto, 2 indivíduos não fazem mais, você precisa de uma população, né? O que que a gente deixou de fazer em algum momento? A gente deixou de fazer aquilo que ninguém quer fazer. Por isso que eu falo, conserva. Não, essa aí, arara azul, ia sentir-nos, porque tanto que eu tô na natureza, mas essa é burro, porque para estar assim eu devo estar dentro de um zoológico, alguma coisa assim.
Esse é a Anadorhynchus hyacinthinus, a arara-azul-grande, o maior psitacídeo que existe. A arara é a do Blue, do Blue do desenho. Então, o que que existia na Caatinga? Ela é da Caatinga e ela foi diminuindo a população, sei lá por quê. A palmeira que ela reproduzia não tinha, porque o índio fazia cocar, porque tinha tráfico de animais, uma série de fatores que ele nem sabe definir qual foi, foi sumindo. O que que nós deixamos de fazer?
Ir até a floresta, pegar um grupo de machos e fêmeas, botar atrás de jaula, chama conservação ex situ, é um nome bonito para isso, reproduzir para ter um banco gênico, falar, pô, tentamos uma segurança aqui que se esse bicho desapareceu. Desapareceu, não fizemos isso, tá sumindo. Aí tem um cara na Alemanha que tem 300, 300, tem um cara na Arábia que tem cento e tantos. Esses bichos estão pelo mundo inteiro, que saíram como? Através do tráfico.
Tráfico ilegal. Extinção no Brasil, então fora tem.
Sim, mas é um bicho brasileiro.
Esse cara não enviava, esses caras foram, esses caras foram receptadores do tráfico, preservou a espécie.
É, tem um lado ruim e um lado bom. Primeiro, eles são receptadores do tráfico. Segundo, talvez fosse a causa principal, só que ainda bem que tem lá, porque senão ia ter mais por causa deles. Exato, isso existe por causa deles. Eles estão reproduzindo esses bichos lá, tá, lá fora, a -4 graus de temperatura, coisa que a gente aqui não conseguiu ainda fazer aqui no Brasil. Mas beleza, vamos lá. Então nós fomos lá, pegamos uma ararinha, trouxemos agora, estamos tentando botar na natureza.
Já deu um problema porque deu uma doença delas que é uma coisa séria, tivemos que tirar. Mas enfim, o que eu quero dizer com isso? Os sites, olha como é louco isso, como nós pomos a emoção em cima da razão. Nós, infelizmente, os caras que prestaram concurso, muitos que prestaram concurso, muitos que foram para o meio ambiente, foram tomados, foram com essa coisa: eu amo o Claro que eu amo bicho, mas por amar bicho eu preciso fazer coisas que são importantes, né?
Então o meio ambiente tem que estar com pessoas que pensa primeiro no que tem que ser feito. Que que o CITES, que é um comitê, Commission on the Endangered Trading Species, é um comitê que nós somos signatários, que põe todos os animais do mundo, põe eles em níveis de extinção. Então é nível 1, nível 2, nível 3, dependendo se é mais ameaçado. CITES 1 é o mais ameaçado, ela Petson, mas o que que ele recomendou para o Brasil? Sugerimos ao Brasil pegar arara Xenopsittis pixie e arara liliar, que é uma arara também outra da Caatinga que também super avançada, e colocar elas em planos de reprodução comercial, assim como tem da ararinha azul. A arara azul tem, eu tenho uma arara azul.
Ah tá, tem mesmo?
Comprei de um criador australiano. Como você compra exatamente?
Sim, de um criador autorizado pelo IBAMA.
Não, tipo assim, vidas não se vendem, não vamos colocar essa. Falei, como não se vendem? Se vendem, tanto que teve um cara que comprou. Então enquanto tiver gente, você quer mudar as pessoas, prefere extinguir a espécie do que você quer mudar as pessoas. Você não vai conseguir, você não tem tempo para mudar as pessoas. Talvez um dia daqui a mil anos, sei lá. Mas assim, enquanto o homem quiser um animal dentro da sua casa, e nós temos que dar, fazer com que não a natureza forneça isso.
Um criador forneça isso, porque aí o cara não tem que tirar da natureza. É tão simples e óbvio isso, cara, que chega a ser assim deprimente a gente ver esse tipo de atitude. O Brasil, ele tem que entrar nisso com outra mente. Ah, mas eu não gosto de ter uma arara. Não tenha, não tenha, mano. Lógico, mas alguém vai querer ter e a gente precisa oferecer isso legalmente.
Do mesmo jeito que você tem que cobrar compromisso, por exemplo, de quem cria um Se você tem um gato, é para cuidar bem dele, não para soltar e esse animal virar uma espécie.
É isso aí, tem razão.
Entendi.
Que loucura, né, velho?
Então é, ô Lucas, como é que tá? Mudando de assunto, o Brasil, a gente sabe que o Brasil adora fornecer coisas para fora brutas, o minério. A gente não manufatura, a gente deixa de ganhar muito mais, a gente exporta o aço para comprar o carro lá de fora.
Sim, né?
Como é que tá essa situação com agro? Por exemplo, o milho, ele vai bruto, a gente tá processando, manufaturando. Como é que tá essa cadeia? O Brasil tá se especializando. Mato Grosso, por exemplo, fale pelo Mato Grosso, que você é de lá. Como é que tá essa situação de pegar o produto, tipo algodão, soja, milho, agregar mais valor para exportar não só o grão em si, e sim manufaturar para que a gente até fature mais.
É algo que às vezes eu me pergunto e me cobro, né? E a gente sabe que a sociedade cobra muito isso da gente. Ah, o Brasil é exportador de matéria-prima e não processa aqui. Realmente acho que todo mundo tem essa visão. A verticalização é um caminho. Porém, como que nós competimos com outros países se os caras têm energia elétrica mais barata, Os cara tem imposto mais barato, menos burocracia. Então aos poucos sim você tem. Eu vou dar um exemplo fantástico.
Dias atrás o ex-ministro Cabreira me encaminhou da Indonésia, que agora aprovou a adição do B50, ou seja, biodiesel 50%. Enquanto os caras já aprovaram e homologaram a utilização de 50%, aqui no Brasil nós estamos ainda Brigando para passar dos 16%. E os Estados Unidos, quando teve a primeira guerra comercial Estados Unidos e China lá em 2019, eles eram o maior exportador de soja do mundo. Hoje praticamente eles estão processando tudo.
Hoje, o ano passado, nós exportamos só para China 86 milhões de toneladas de soja. Os Estados Unidos exportou aproximadamente 20. Por quê? Porque eles estão investindo pesado no uso de biocombustível, que é uma das alternativas que, além de ser verde e limpo, ele também traz segurança energética para nós. Nós tivemos o fechamento do Estreito de Ormuz. Se nós tivéssemos mais oferta de biocombustível, nós ficaríamos menos dependentes.
Esse ano tava faltando diesel durante a safra, o pessoal racionando. Nós podíamos perder a nossa colheita a desperdiçar alimento por falta de óleo diesel. Voltou a pegar lá agora de novo. Então nós temos que acelerar o uso de biocombustível no Brasil. E lembra do exemplo que eu dei do etanol de milho? Mais de R$300 de arrecadação. O biodiesel não é diferente da soja. Então nós vamos aumentar arrecadação, a industrialização, geração de emprego.
O álcool tá indo bem, a cana assim, tá indo muito bem.
Só que hoje o milho tem oferecido sentido mais viabilidade econômica. E você produz ao mesmo tempo energia e alimentos. E antes, quando nós falamos do eucalipto, o eucalipto também tem toda uma cadeia. Você tem o cara que é especializado em plantar, o cara que é especializado em cuidar, porque é uma plantação, você tem que cuidar de pragas, o cara que é especializado em colher, o cara que é especializado em adaptar. E lá na usina, quando você utiliza essa energia, é aproveitado até o excedente do calor, porque lá tem uma biocaldeira.
Só a usina de Nova Mutum, que ela processa, ela gera energia elétrica para uma cidade de mais de 60 mil habitantes, só com vapor remanescente da usina. Então você aproveita em toda ponta aquela energia e gera, acaba também tendo maior oferta energética, que é mais barato. A fábrica, além de ser autossuficiente em energia elétrica, ela tem energia para vender.
Você tem isso nas escolas hoje?
O Brasil processa.
Por que que não tem isso na escola, Lucas? Por que que vocês não se movimentam para começar junto ao Ministério da Educação?
Porque tem que ser, já está sendo feito, é, tem que ter isso, cara. Uma pessoa que eu sugiro vocês trazerem aqui, que é um ser humano fantástico, foi o ministro mais novo da história do Brasil, é o Antônio Cabreira. O cara é uma enciclopédia humana em termos tanto de cultura quanto de conhecimento de agricultura. E ele tem um trabalho chamado De Olho no Material Escolar. Ele é uma das pessoas que lidera isso. E ele não— e eu não tô falando número vago.
Eles fizeram um levantamento hoje, 60% do conteúdo de material escolar feito pelas escolas hoje ele fala mal do agro, porque 50 anos atrás, e somente 3%, somente 3% que eles constataram que tem informação, comprovação científica. O restante é tudo opinião. Então pera aí, cara, vamos, vamos ser sério. E o nosso país é naturalmente agro, clima nosso favorece, tudo favorece. Nós temos um potencial de indústria. Agora, bola, como que nós vamos também falar industrializar, enquanto nós temos 30 mil quilômetros de ferrovia, os Estados Unidos têm mais de 230 mil quilômetros.
Como que nós vamos competir o nosso farelo de soja industrializado, nosso biodiesel para exportar, com americano, já que eles jogam num trilho de trem? Eles não pagam, eles gastam menos da metade que nós para levar para qualquer lugar do mundo pela eficiência logística. Que eles têm.
Mas como é que tá sendo esse trabalho hoje, por exemplo, governamental, PPPs, para melhorar? É um, acho um absurdo uma soja sair de Rondonópolis, vir parar no Porto de Santos de caminhão.
Mas é o jeito, é vir como?
Então é isso, é engraçado, porque tem, hoje nós temos a Ferro Norte, ela interliga Rondonópolis a Santos, mas mesmo assim ainda vem caminhão. Grão, porque como nós não temos concorrência, nós não temos a Ferrogrão, que aqui eu tenho que destacar hoje.
Olha só o que que tá faltando para Ferrogrão sair. Vamos lá, menos, faltou quantos quilômetros?
É 900 km, não tem um palmo construído ainda aqui. Essa ferrovia, praticamente todo o traçado dela, mais de 90% do traçado é dentro da área de domínio da BR BR-163, não tem que, não tem que desmatar. A única área que seria desafetada é na Reserva do Jamanxim, que seria 800 hectares, que seriam, e vai ser dada uma compensação de 51 mil hectares para compensar esses 800 hectares. Isso ficou travado quase 5 anos no STF. Agora, dias atrás, que foi liberado somente isso que foi porque o pessoal vai pôr mais ação para tentar impactar.
Se construída essa ferrovia, 3,4 milhões de toneladas de carbono seriam emitidas a menos por ano.
Mesma coisa com hidrovia, nós paramos com hidrovia, a gente deixou isso.
Só na economia de Mato Grosso ficaria R$8 bi por ano, que seria aquele exemplo dos R$100 que ficou no hotel, que R$8 bi ficaria por ano, seria economizado de frete. Da ferrovia, porque você teria concorrência. Hoje o problema da Ferro Norte é que ela não tem concorrência. Então no pico da safra, quando tem muita procura, que nós temos o gargalo da armazenagem também, o frete rodoviário fica e ferroviário fica igual. Às vezes até o ferroviário fica mais caro porque não tem caminhão.
Então, e aí nós teríamos viabilidade econômica, viabilidade ambiental, porque você diminui, e nós seríamos mais eficientes para competir contra outros países.
Tem alguma previsão para sair ou não? Como é que tá aí? Que pé tá isso?
Então, hoje, graças a Deus, o governo teve um olhar, já tá andando o processo dentro da NTT. Na metade do ano que vem já deve ir a leilão a concessão. Inclusive, o governo nesse ponto tem que falar, parabenizar nesse ponto, porque eles permitiram o processo de concessão mesmo travado no STF. Se no STF não tivesse destravado, eles iam ter que segurar, mas pelo menos eles deixaram andando.
Já adiantou o processo.
Vai demorar pelo menos uns 10 anos ainda para construir essa ferrovia, que faz mais de 20 anos.
Por que que leva 10 anos para construir uma ferrovia?
Porque o Macron vem aqui, pega na mão do cacique Raoni e fala que isso vai ser prejudicial para natureza, enquanto que ele é o presidente da França que destruiu tudo, que junto com a Alemanha Tem o mesmo tamanho do território do Mato Grosso, França e Alemanha. Eles têm 70 mil quilômetros de ferrovia, nós temos menos de 400 operando hoje. Agora tivemos uma inauguração de mais 150. Cuidar da vida dele, da mulher dele, e ele vem dar pitaco aqui para nós.
Quer dizer, mais 10 anos para construir uma rodovia de quantos quilômetros?
900 quilômetros. 10 anos, 10 anos para chegar de Sinop até Meritituba, que é— povo chama porto de Meritituba, mas na verdade lá é uma estação de transbordo que vai para barcaça. Da barcaça sobe para os portos mais ao norte, onde que embarca em navio e vai para o mundo.
Os caras lá na Europa fazem o que querem, que ele que se foda, mano. Os alemães, quando acabou o gás russo, eles foram lá. Eu sou filho de alemão, meu pai contava as florestas lá de Toiteburgo, onde os sapos puseram para baixo as em Taitaiburgui queimaram. Os caras lá aumentaram a temperatura do carvão mineral, que é altamente poluente. Cadê o protocolo de Quioto? Foda-se o Quioto, cara. Então assim, eles fazem o que querem e ficam exigindo da gente cada vez mais, entendeu?
E é legal eles andarem de Tesla, que é tocado a usina de carvão.
Tem um carro elétrico lá, quando acaba a bateria você enfia na parede, e a parede tá te dando o quê? A tomada?
Carvão mineral.
Tem que derrubar árvore, carvão mineral, porra. Então assim, cara, não tem sentido nenhum, cara.
É assim, e como é que nós estamos de maquinário aqui no Brasil?
Já tá modernão também, muito moderno. Legal você falar isso, porque até o Cabreira sempre fala, ele fala que a soja, o grão da soja tem mais tecnologia que um iPhone. Porque você imagina todo esse ecossistema, genética, nós transformamos uma planta temperada em uma planta tropical, nós colocamos o dobro da produtividade que aonde ela é nativa. E tem todo esse maquinário, esse ecossistema que tem uma tecnologia violenta. Uma das marcas, das principais marcas, esse ano lançou uma máquina que ela vai fazendo uma leitura por infravermelho antes de colher, tipo a 3 metros antes da plataforma.
Ela sabe qual que é a produtividade que vai dar essa soja, o grão. Ela já vai ajustando as peneiras, todo o sistema industrial, porque uma colheitadeira é uma indústria que anda. Ela pega o pé de soja e tira o grão, limpa e devolve a palhada para lavoura. Ela se ajusta, praticamente daqui a pouco o operador vai só pilotar, porque ela faz todo o ajuste que antes era um cérebro humano tinha que fazer, ela vai se ajustando automático.
Então eu tive um exemplo em 2010, foi o ano que nós começamos a utilizar na nossa propriedade, a maioria dos produtores, o piloto automático dentro das propriedades. E aí eu achei engraçado que em 2019 eu fui para os Estados Unidos numa conferência de agricultura e eu encontrei um dos ex-presidentes da Associação Norte-Americana dos Produtores de Soja. E ele falou que ele veio para o Brasil, acho que em 2013, numa fazenda, durante o plantio num trator, viu o piloto automático, viu que tava funcionando bem. Daí ele voltou para os Estados Unidos, comprou para fazenda dele.
Que legal!
Que o piloto automático, ele foi criado lá, mas ele foi desenvolvido e viabilizado aqui no Brasil.
Então o negócio é foda, né?
O meu pai foi em 97 para os Estados Unidos, ele falou, ó, eles estão 50 anos à nossa frente hoje. Então a gente tá igual em algumas coisas, a gente tá na frente. Um exemplo, a produtividade de soja, nós produzimos mais que deles. E o milho a gente perde, mas vamos chegar lá.
Nós vamos tentar sair disso. O último episódio da Fazenda, o Clarkson, ele arou e plantou os grãos sem motorista, sem nada, tudo via satélite.
Mas ainda ele cometeu um crime, ele arou. Nós não aramos.
Eles aram, eles aram a porra toda e foda-se. Mas lá passou a máquina e atrás vinha plantando o grão, tudo GPS. E do cara, a máquina tava vindo, parou Parou. Caralho, isso quebrou, está merda. Ele foi ver, tinha um ninho, tinha um ninho. Máquina leu que tinha um ninho e parou. Que demais, cara! Mas assim, fez sem nada. Ele só via no celular se tava andando e beleza. E plantou, colher, colher, colhedeira, o trator do lado, enfim.
E agora, como é que tá essa questão drone, né? Drone é uma evolução, é uma revolução.
Não, né?
Uma revolução.
Já tem produtor que tá trocando aviação agrícola pelo drone. É mesmo? Tem produtor também tá tirando pulverizador autopropelido só pelo drone. É uma nova revolução e tem muito a evoluir ainda, tá nos primórdios, mas vai evoluir. Mas tá sendo muito usado, muito aplicado, gigantesco, né, cara? Tem uma eficiência fora do comum, vai permitir também outras culturas. Que eu falo que o Mato Grosso ainda também, o Mato Grosso e o Brasil nós estamos nos primórdios da agricultura.
A parte de hortifruti, granjeiro, drone vai viabilizar muito para o pequeno produtor, que às vezes ele tem dificuldade de contratar pessoas para trabalhar braçal, para fazer aplicação, se expor menos ao defensivo. Com drone ele vai resolver tudo isso.
Nós vamos futuramente, esses estados tropicais vão virar Califórnia aí, é porque o hortifruti ele é muito próximas grandes cidades, né, as plantações, porque precisa estar, é muito perecível, precisa estar fresco. Então, por exemplo, pega aqui Ibiúna, que é, sei lá, 60 km de São Paulo, pô, é um grande produtor de hortifruti, né. A sua área mesmo ali, Cotia, deve ter muito produtor.
É isso, já não é, ou, perdão, eita, não estraguei o áudio?
Pera aí, não vai estragar, não vai estragar, eu desliguei até não queima. Fica tranquilo, fica tranquilo, Lucas.
Tá tudo bem.
Poxa, fui derrubar em cima dele.
Não tem problema, relaxa, relaxa.
Você manda um trator para nós, Lucas, não esquenta a cabeça. Não, relaxa, tá tudo certo, né?
Tá tudo certo, tá tudo certo.
Eu sou desde moleque. Joga aqui o paninho.
Que você quer, Oscar? Que você quer, seu vagabundo? Vamos lá, ó, Oscar ali, ó. Ah, vem aqui, Oscar.
Ô meu Deus do céu, que cheiro, cara!
Que besteira!
Não, relaxa, Meu irmão, relaxa, tá em casa, tá em casa, já resolveu. Ô meu Deus, pronto, pronto, pronto, tá resolvido. Vê o cachorro aí, Bola, cachorro do amor.
Você tá bem?
São muito carinhosos esses caras aí, mano.
É o quê, um francês? Não, esse aí é francês também, é grandão.
Quer ver o tio Richard? Tá convalescente. Quer ver o tio Richard?
Ronca para caramba, né? Mas vamos lá, Lucas, vamos lá, continuando aí. Pode deixar, Lucas, relaxa. Pronto, dá para ligar.
Será que vai, cara?
Já foi.
Importante é secar. Secou, tá tudo certo.
Aí, bora, bora, Richard! Bom, vamos lá, voltamos onde paramos. Voltamos, voltamos, voltamos.
Alô, alô, alô, alô!
Tá susto, coitado da tecnologia.
Eita, tá ruim aí, bola?
O meu tá bom, o meu tá bom, tá saindo aí o áudio.
O meu tá ruim.
Alô, alô, alô!
Agora o meu tá bom, meu tá bom, meu tá bom, tá bom, tá bom aí. O seu?
Meu tá ótimo, eu tô ouvindo todo mundo.
Então beleza, mas vamos lá, vamos lá, vamos lá. A gente tava no Hortifruti, correto? Exato, lá na— esse tipo de manejo ele é mais próximo às grandes cidades, né?
Alfalfa, tem que ter fresquinho, né? Mas perecível.
Mas você encurta isso com a logística, né?
Então, exatamente.
A partir do momento nós tiver trilho de trem, você põe um container lá refrigerado em cima, nós mandamos para o mundo inteiro.
Manda para o mundo inteiro, tem razão. Manda para o mundo inteiro.
É Amazônia agora, então eu tenho que fazer uma série sobre Amazônia, sobre pequenos produtores da Amazônia, porque a gente acha que também que o agro é tudo grande, né? E o Brasil é dirigido, tem essencialmente pelos pequenos produtores, né? E lá na Amazônia é um modelo que precisa, né? Porque você vê aquela estrada que eu percorri lá, tudo é caro. Eu parei para comprar uma camiseta, eu gastei acho que R$600 numa camiseta e num shorts, cara.
Não, pois é, a mulher falou disso, mas infelizmente é porque aqui é caro para chegar, não tinha, não tem estrada, e os caminhões o custo é agregado, né, o valor do produto, né? Tá aqui para nós, temos que ter, nós temos que estrada, acesso, nós temos que ter pequenos produtores produzindo Amazônia, produzindo, porque senão fica tudo caro, tudo que tem que chegar de longe para Amazônia, porque virou uma maldição nascer na Amazônia.
Minha mulher é de lá, né? Virou uma maldição, cara, porque você tá, tudo é mais caro, tudo é mais complicado, sabe?
Como é que tá Amazônia hoje? Em relação, por exemplo, desmatamento, é desmatamento, mas parece que tá, tem muito problema de violência, né, em relação à falta de segurança nos rios.
Isso confere, isso confere em alguns, na calha ali dos Solimões ali você tem pirataria, você tem rota de droga, né, é rota de droga, aí tem guerra entre os caras das drogas também, tá muito perigoso, transporte de grão Teve relato ali de barcaça até chegar nos portos mais ao norte, aonde que passa para navio.
Pessoal tem que investir em segurança porque às vezes os cara vão e sequestra as balsas, cobra resgate, entendeu?
Para pirataria mesmo.
Então essa parte tem que combater. Tem algo legal da Amazônia, eu pude, 2 anos atrás eu fui para Manaus, a gente visitou o pessoal lá da uma indústria que tem lá, Bertolini. A gente vê muito na BR eles passarem, eles trazem muito de Manaus, televisão, eletrodoméstico, que é produzido na Zona Franca. E eles têm fábrica de carroceria de caminhão, eles fabricam barcaça e fabricam, eles têm essa parte de logística, eles dominam.
Não estão fracos não, hein?
Legal. E uma coisa legal que eles fizeram lá, Richard, e até seria legal a gente conhecer, eles falaram para para nós. Eles fizeram uma balsa que é uma indústria de açaí dentro, é um barco, navio dentro do rio. A própria Bertolini fez e eles estão industrializando. Eles vão nas cooperativas do povo que mora ali, encosta essa balsa aí, pega a produção deles, processa tudo ali dentro do navio. Já vem um outro barco, carrega o produto processado, leva, e aí eles vão indo na beira do rio, encostando nas comunidades e processando açaí.
Então, quanto que a gente tem para avançar? Quanta riqueza tem na Amazônia de forma sustentável? Basta ter logística, incentivo.
Amazônia não é só castanha e açaí, entendeu?
Isso é ruim. Não é. Fora que tem remédio, né, Richard?
É tudo. Amazônia, sabe o que é mais? É mineral. Isso que ninguém pensa, porque a floresta cresce de novo. É madeira e curso. A riqueza da Amazônia tá embaixo do solo.
O legal disso é o fertilizante. Hoje o Brasil, quando a gente fala nós somos o celeiro do mundo, até onde nós somos o celeiro do mundo? Nós importamos 85% dos fertilizantes e o nosso solo tá repleto de nutrientes. Nós podemos ter todos os nutrientes aqui dentro do nosso país.
Aí exporta quanto?
Você falou, nós importamos 85% para nossa produção agrícola, maior exportador de do mundo tem que importar 85% do fertilizante para produzir.
E não precisava, a gente poderia ser autossustentável.
A Amazônia é riquíssima, dá para explorar com sustentabilidade. Aí sabe o que que a gente faz? Nós compramos potássio do Canadá, que é retirado dentro de uma reserva indígena, que eles recebem royalties, e é investido dentro daquele povo indígena e se desenvolve. E nós aqui não podemos fazer para melhorar as condições dos nossos indígenas e realmente trazer segurança alimentar. Porque agora nós estamos com impasse, nós temos aproximadamente de 40 a 30% do fósforo para a próxima safra que não foi comprado por conta do fechamento do Estreito de Ormuz, e que tá com preço altíssimo.
Mesmo que abrir, talvez não viabiliza. Isso pode dar quebra de safra. Isso é ameaça na segurança alimentar, é ameaça na arrecadação, ameaça na exportação, porque a partir do momento que a gente perde exportação, outro ocupa nosso lugar lá fora no mercado. Será que depois a gente reconquista isso? Então isso é um golpe para nossa economia, e nós tínhamos que estar discutindo isso aqui no nosso país, e não tá sendo discutido, não tá sendo da maneira que Carajás, por exemplo, Carajás é um buraco, né?
No meio da, que é uma mineração que tá no meio da Amazônia, e Carajás paga a conta da proteção. Que que protege? Porque a gente é engraçado, a gente fala assim, a gente tem, porque isso que eu falei, no papel 30% do Brasil hoje tá protegido em terra indígena e unidade de conservação, mas está protegida mesmo, entendeu? Porque o papel não protege. Quando a gente fala que os 26%, quase 30% das áreas agrícolas estão protegidas pelo Código Florestal, estão protegidas mesmo, porque tem um satélite que aponta, tem um CPF, o território nacional é dentro de propriedades particulares agrícolas.
Exatamente. Então quando um cara faz qualquer tipo de desmate, por exemplo, na hora toca o sinal da porteira e vem alguém, porque o satélite acusa. Agora, e nos parques nacionais, nós estamos protegidos de verdade? Você acha que ninguém entra no parque nacional? Terra indígena não sai madeira? Garimpo, eu desafio, eu desafio, se alguém falar comigo isso, eu posso mostrar coisas, entendeu? Então assim, como que a gente tem que fazer?
A gente tem que botar dinheiro lá dentro. Então, por exemplo, um Carajás. Carajás é uma mineradora, né, que tá ali, que é a Vale, e ela é um buraco, tudo bem, só que protege uma área gigantesca de floresta porque ela tem dinheiro para fazer isso. É o dinheiro que gera tudo isso, bola. As pessoas romantizaram de outro jeito, capitalismo, tomando rabo, mano.
E não tem novas licenças, novas Carajás sendo implementadas no Brasil?
É isso. E tem que estimular. Em parques nacionais tem indígena, tem muita coisa. Eu lá na terra de onde vem, lá do Mato Grosso, de onde vem o Luca, tem os índios parecidos. E agora não é índio, é indígena. Desculpa, indígenas parecidos. Não sei, é a mesma coisa.
Quem falou que não pode falar índio? É funal.
Falou que agora é isso. Falar índio, índio é uma palavra indígena, e pergunta se ele se importa com isso.
Claro que não.
É sempre quem não é é que tá importado com esses termos, que tá fazendo palhaçada.
Vamos ceder, não vamos ceder, né? Não vamos ceder.
Aí vão lá, que que tem os Paracis? Paracis é uma das maiores terras que existe indígena do Brasil, tá? Eles plantam 1,4%. Antes os cara que viviam lá, os jovens, não ficava em casa, porque é bonito ser indígena ou índio, enfim, Enfim, o cara vive com fome, sem saúde, pelado no meio do mato, com muriçoca picando, tem que sair para caçar. O cara falou: não quero ficar nessa merda não, eu vou trabalhar para o agronegócio. Aí ele sai da terra dele e vai trabalhar para o agronegócio que fica em volta.
Aí ele chega ali, ele olha e fala: pô, é a mesma terra que tem em casa, é a mesma terra, por que que eu não posso plantar lá? Quero plantar lá. Os caras pareciam conseguiram isso, é uma forma, a luta grande. 1,4% da terra deles, eu vi colheitadeira R$5 milhões com um cara de 20 anos lá, parecido, indígena parecido, pilotando aquela merda e colhendo. Isso é progresso. Vai uma ONG dessas aí tentar vender uma facilidade para eles.
Não, temos que nos juntar. Vamos juntar a casa do cacete. Eu tenho a melhor internet da cidade, tá dentro da terra indígena. Lá tem saúde, comida. Ah, você quer ser advogado? Não tem problema, a cooperativa nossa aqui, Copihana, lá nós vamos pagar a tua.
Tá tendo isso hoje, os índios estão fazendo esse movimento.
E vem gente do Brasil inteiro aprender com esses indígenas. Eu sou da seguinte filosofia: o indígena resolve o que ele quer fazer.
E às vezes não é só questão da pecínia, ele tem autonomia, mas eles têm ou não?
Não, porque tem os caras da ONG vendendo coisa lá, tem a FUNAI tá fechando as portas. Depende muito, tem FUNAI em épocas boas e FUNAI em época ruim, porque depende também de quem tá liderando a FUNAI.
Como é que tá? Que não é mais FUNAI, é o quê agora? É FUNAI ainda? É indígena, Fundação Nacional Indígena, é isso agora?
O que que a FUNAI deveria fazer? Proteger o interesse do índio? Deveria fazer o quê? Que que você quer fazer? Eu quero ficar escondido aqui pelado no meio do mato. Ok, nós vamos proteger esse teu direito. Não, eu quero tá aqui, eu quero— o que que tem? Dá para plantar aqui? Então vamos ajudar você produzir uma pequena parte. O que que tem aqui? Madeira? Vamos ajudar você explorar madeira.
Manejo, fazer o manejo.
Já é hoje explorado, só sabe que só Isso é ilegal. Minério já é explorado, só que isso é ilegal. Por que não regulamentar tudo isso? Quem que ganha com isso é a pergunta que fica. Quem que ganha com isso? Tem muita gente ganhando dos problemas, tá, e não querendo resolver problema. Essa é a verdade.
Quer atender telefone aí, Boleta? Vamos lá rapidinho, vamos ver se tem alguém na linha aqui. Você pode entrar na nossa plataforma, tá aí o link na descrição do chat. Você pode entrar aí, entra em nossa plataforma, você pode ligar aqui aqui, você pode mandar o Super Chat. Você que vai ter que soltar o Super Chat da hoje, tô sem iPad hoje.
Quem fala?
Olha, deu um bizinho.
Tô aqui de Limeira.
Opa, fala aí, você chama, irmão.
Wesley aqui de Limeira, bom dia.
Tudo bom, Wesley?
Bom dia, Wesley, tudo bem? Como é que você tá?
Ao pessoal por aí. O Lucas, cara, graças a Deus, bem. Primeiramente, parabéns pela pauta, parabéns pelo espaço.
Por não, obrigado, irmão.
Falada hoje em podcast e tudo mais, e é muito importante isso. Um tema que vocês falaram aí, que até o Lucas levantou, que é a parte da energia renovável, né? Aqui no interior de São Paulo nós temos muito a produção de cana-de-açúcar Acer e a laranja. E é um, e é pouco explorado esse reuso do bagaço de ambos os produtos para produção do biocombustível, da energia renovável. Falta um pouco de incentivo pela parte do governo e interesse também dos municípios na produção dessa energia.
E vamos dizer, o aumento do consumo depois abaixar também imposto, abaixar tudo isso nessa energia renovável.
Entendi.
E você, e você é produtor rural?
A minha família é produtora rural de bagaço de laranja, né? A gente produz laranja, tá, aqui no interior de São Paulo. A gente tem um, deve ser lá perto de Colina, né?
Onde vocês estão? Então, em que região? Limeira, Limeira, São Paulo. Bom, é isso aí.
Então é forte essa produção e é pouco incentivo para essa energia que pode ser renovável, biocombustível, usar o bagaço aí.
Entendi. Mas tem uma cooperativa aí, como é que tá a situação? Porque a ProSoja, você vê no Mato Grosso, eles estão, não, eles estão se organizando. Como é que Como é que tá o interior de São Paulo hoje em relação, né, que acho que cuida de, não sei, eu tô por fora.
Isso, ela existe, é um incentivo, porém ainda é muito pouco para pequenos produtores, entendeu? Se a gente for fazer a junção desses produtores, eu acho, eu acredito que isso aumenta, diminui alguns pontos de custo, aumenta essa energia renovável, essa parte biocombustível, bioeletricidade, eletricidade para essas pequenas cidades. Então, ao meu ver, isso poderia ser aumentado, poderia ser mais divulgado também junto aos municípios, às empresas e tudo mais.
Boa, é isso aí, meu amigo.
Beleza, um abraço aí, manda um beijo para todo mundo de Limeira, Piracicaba, toda essa região.
Você gosta de laranja?
Nossa Senhora, essa não dá bola.
Foi legal, foi legal que ele que você trouxe.
Valeu, valeu, valeu, valeu, obrigado.
Tudo de bom.
Foi legal porque no Brasil se fala muito das energias renováveis, energia verde, mas é justamente isso, não só falta incentivo como desincentivam, porque até a luz solar foi taxada aqui no Brasil. Então você quer libertar o país da dependência energética, tornar ele um melhor concorrente, emitir menos carbono, você taca imposto lá em casa de energia solar.
Eles estão taxando também? Como que estão taxando?
Como assim?
Botou as placas, tudo?
Tem que espremer a toalha até secar ela toda.
Pera aí, como é que é essa taxação de luz solar?
Taxação do sol, como é que é? Imposto do sol, você tem que pagar um imposto.
Não, mas você tendo energia solar, você gera, você manda para concessionária e pega de volta. Então o seu, se tiver excedente, eles já taxam o imposto.
O excedente, que seria essa minha receita que veio do sol, que do investimento que eu fiz acreditando na energia solar, agora o que eu gero eu vou ter que pagar imposto sobre isso.
Aí você incentivaria, você teria mais energia elétrica mais barata, aí sim faria.
E você botar uma bateria aí, você nem liga para eles, é bom.
Não, é que eu tenho, eu queria hoje, eu criei uma, eu tenho excesso, por exemplo, no verão eu tenho excesso.
Não, você nem conecta na energia da rua, pronto, aí não paga porra nenhuma, pronto, um abraço.
Valeu.
Não pode, não pode fazer o grid no Brasil, não pode. Tem algumas restrições, até um certo tamanho de uma altura em diante você não pode fazer.
Lógico, a turma vai abrir as pernas, porque aí você pega, faz bateria e você fica autossuficiente, entendeu?
Porque daí você se liberta, eu acabo ficando, entendeu? Porque eu fiz até, ampliei agora a minha instalação, eu tô com bastante energia e ela tá sobrando.
Eu tenho picos no inverno, sim, mas o problema é que à noite você não vai ter. E aí a bateria socorre. É isso que eu tô falando, você, você tem a bateria para você ter à noite, e durante o dia ele vai enchendo a bateria.
E durante o dia, o modelo não era para ser assim, né, cara? O modelo é mais ecológico não ter a bateria, vamos, entre nós.
Porque não, a bateria dura 30 horas.
Os cara tão fazendo agora, é, mas é, não dura tudo isso. Mas sabe o que os cara tão fazendo? Os cara tão pegando os carros agora, que as novidades, o carro elétrico é um celular, né? Não é um carro, né? É um celular. Aí eles estão pegando as baterias dos carros que foram muito bem projetadas e os cara tão montando os grid com bateria desenxergada, tá ligado?
É, e dura, dura. É, por exemplo, eu tenho carro elétrico, tem carro aí, acho que o Seal faz isso, é muito louco, né, cara? Se você conectar ele na rede da sua casa, tem um aparelhinho, amigo meu tem esse aparelho, ele abastece, você tem 3 dias de energia elétrica na sua casa, abastece tua casa. Olha que loucura. O próprio carro, você conecta ele na tua rede, acabou a força, você pode ter esse carro. Por exemplo, você tem lá sua rede, não tem?
Beleza. Aí você carrega teu carro à noite, o teu carro assume a sua casa, sacou? Por 3 dias ele segura se tiver ausência de energia.
Já me deu uma ideia aí, já te dei uma ideia.
É verdade, dura 3 dias, cara. Lucro, né?
Mas tem que ter, tem que ter essa visão. É que nem eu falo, o país. Se a gente quer estar na vanguarda da energia verde, tem que incentivar energia verde, não tenha dúvida. Se a gente quer industrializar, nós temos que melhorar a logística, nós temos que incentivar. Aí vem as ferrovias. Se nós queremos explorar, nós queremos explorar fertilizantes, nós temos que ter um desentrave ambiental, nós temos que ter uma legislação trabalhista também que compita com países de primeiro mundo.
Porque lá é diferente. Os Estados Unidos, que eu ainda acho um dos melhores sistemas, hoje tem essa discussão escala 6 por 1, por exemplo. Eu tô com meu sobrinho estagiando numa fazenda lá no Kentucky, uma das maiores produtoras de cevada dos Estados Unidos. Ele esses dias gravou um story lá, quinta-feira, amanhecendo o dia, ele já tava com 47 horas acumuladas. Ele não tá ganhando nada estagiando. Mas por quê? Porque a fazenda tá contratando sul-africanos, eles foram trabalhar lá, agora é o período de safra desses trabalhadores.
Então eles estão fazendo hora porque eles querem ganhar dinheiro. Aí meu sobrinho tá lá, tá acompanhando.
Se fosse tão boa legislação nossa aqui nesse sentido, por que que os cara vão daqui e vão prosperar lá nos Estados Unidos? É só pensar. Eu não costumo ficar comparando coisa muito técnica, eu gosto de soluções simples para tudo. O cara sai daqui para ir trabalhar lá, Então lá deve ser melhor do que aqui, né? Ou não, tô errado?
Por que será?
Deve ser, deve ser.
Por que será que tem rixa para entrar no país?
Deixa eu ficar entrando em detalhes, é só pensar assim mesmo.
E esses trabalhadores da África do Sul, se essa escala aí 5 por 2 é melhor, então eles vão, não vão mais para os Estados Unidos, vão vir para o Brasil, né? Vão ganhar mais.
Foda, né, velho?
Fazer conta, papai.
Foda, né?
Tem mais telefone aí, Boleta?
Temos mais aqui, ó.
Quem quer trabalhar menos não trabalha, quem quer trabalha. Agora você não pode tirar mais. De quem quer trabalhar com a gente.
Só quero dar um toque aqui do meu show em Porto Alegre. Atenção, Porto Alegre, ó, imperdível! Tô chegando aí, Carioca Botando Pilha, muito bom! Dia 31 estarei em Porto Alegre, dia 1º em Bento Gonçalves, dia 2 em Caxias do Sul, com meu espetáculo. Então rodando aí, vai ter, vai ter São Paulo já, legal, Campinas dia 22 de agosto. Então fique ligado aí, tá certo?
É muito bom, não marca bobagem, tá na tela aí, põe na tela. Ingresso, compra seu ingresso.
Exatamente, tá aí, ó. Cadê, cadê? Não botou aí, garoto. Dia 30 em Porto Alegre, dia 1º Bento Gonçalves, Caxias do Sul. A turnê botando pilha para você aí no Rio Grande do Sul. Tem alguém na linha?
Alô, fala bonito, fala carioca, como é que vocês estão?
Beleza, e você, Rafa? Fala, Rafa, tudo bem, irmão?
Mandar um salve aí para o Lucas e para o Richard. Richard, conheci você lá dentro do lá em Brasília, cara. Ah, em Brasília, legal, top. Richard, eu sou muito fã do Henrique, troco muita ideia com ele, acompanho o trabalho dele, o seu. Eu quero falar um pouquinho sobre dois pontos com você. Aquele debate seu do 30 contra 1, essa primeira pauta que você falou lá dos veganos, dos pais de pet, tem uma pauta que tá chegando no Brasil.
Eu quero falar de uma próxima que tá vindo. Os pais de pet vegano já empurrando nos animais, que os animais, os pets deles também são veganos. Isso é maus-tratos. Eu tô louco para entrar, tô louco para que isso aconteça, para a gente entrar com ação com esses caras. Isso vai ser maus-tratos. As empresas que entrarem nessa onda, preparem-se, vão ser infernizadas. Nós vamos infernizar. Isso é maus-tratos. Você não quer alimentar, você é contra o boi, ou quando é seu direito.
Agora, você dá, você substitui alimentação que dum gato estritamente carnívoro, o O cachorro, ele é onívoro com preferência carnívora, e você alimentar com onívoro, você, isso é maus-tratos. Não tem um cachorro e um gato, porque se tiver e alimentar, nós vamos para trás. Nós vamos para cima disso, nós vamos se organizar para isso.
Já tem ração vegana para animal?
Não, é o que eu saiba, que não existe aqui ainda. Se tiver, nós vamos, nós vamos massificar ações contra, tá? Isso é maus-tratos e tem lei no Brasil para isso.
Caraca, não sabe responder, Rafa.
Muito forte lá fora, tá muito forte lá fora. E a próxima pauta que tá rolando lá fora, que vai chegar aqui, é cachorro trans e cachorro não binário. Tem um monte de vídeo disso rolando lá fora.
Que loucura, né?
Não, mas também já tá passando o limite, mano.
Que loucura, né?
Não tem uma turma, não tem mais o que inventar, né?
Cachorro, cachorro.
Sabe o que é surreal, pessoal? Sociedade, pelo amor de Deus, sociedade. A gente, eu acho que a gente tem que garantir, óbvio, espaços, direitos das minorias, ajudar as minorias, acho perfeito. Mas as minorias não podem condicionar a sociedade sociedade toda para que sigam, sejam, a gente pense igual a viver a vida da minoria. Cara, desculpa, como é que a gente tá aceitando esse tipo de coisa? A gente é dar direito, sim, dar espaço, ajudar para que eles possam, enquanto minoria, progredir.
Mas outra coisa é você pegar isso e fazer com que a sociedade toda, sabe? Eu apoio homossexuais, mas não preciso começar a dar o meu, sabe? Eu sabe o que eu quero dizer? Não tem nada a ver uma coisa com a outra. A gente tem que ajudar, né? Lógico, mas dá para progredir, para tirar essas todas as pressões, os preconceitos. Acho que tô nessa pauta 100%. Eu tenho família, então inclusive familiares que não vou entrar em detalhes, que também são, tem bissexual, tem homossexual, não tem problema, não interessa. Mas transformar tudo, né? Enfim, tem que tomar muito cuidado com isso.
Pô, mais um telefone aí. A galera do telefone tá ativa, amigo.
Obrigado, Rafa, valeu, irmão.
Tá ativa. Ei, Richard de rádio, cadê o biólogo, hein?
Ele não quer, ele não atende, não vai vir aqui? Claro que vem, ele adora vocês. Cadê o biólogo Henrique? Vamos trazer.
Já tentamos 30 vezes esse cara aqui, eu adorei ele.
Tentamos 30 vezes já.
É, não quero essa merda. Não, é que ele, deixa eu falar, ele precisa, né?
Exato. O problema é que ele não tem, é, ele o quê? Ele ganha dinheiro lá fazendo os vídeos. Ele vai sair de lá Ele tem que ter— pera aí, pera aí. Não, nós vamos trazer ele. Eu quero trazer ele aqui.
Duvido você trazer ele aqui.
Vamos trazer ele aqui, porra.
Duvido você trazer ele aqui.
Duvido você trazer o arrombado.
Bota o áudio aí.
Ô, vem cá, os cara tão chateado com você aqui, querem você aqui, ó. Fala com eles.
Porra, tu não vem aqui, professor?
Já tô aí, já tô em São Paulo. Já tá aí, ó. Dia 13. Cadê, cadê a Júlia?
Dia 13.
Vem com ele, por favor.
E aí, professor, você tá em Saquarema?
Tô aqui, ó. Fica aí, fica aí, fica aí na tela.
Olha aqui, ó.
Vira lá para câmera.
Chamei vocês para vir aqui, você não veio.
Não, não tira o áudio.
Aí, pô, que vida ruim, irmão!
Cadê?
Aí, aí, porra, carioca! Que nem você, ele tá na praia, não quer saber de nada. Dia 13, vamos marcar, vamos marcar isso, que a gente trazer aqui, papai. Tá, vamos marcar, eu vou estar com você na feira aí. Dia 13, não, acho que é 11, 12, 13.
11, 12, 13, é agora em julho? É agora em julho, agosto, julho, agosto.
Feira que é?
Feira Livre do Pacaembu.
Ah, da Pets, da Petsalt? Então, então acho que tem que ser dia 12. Consegue dia 12? Dia 12, eu venho junto com você, eu vou estar 3 dias contigo, vamos ter um podcast, vamos se levar. Te amo, beijo. Ele é meu aliado, quero ver.
Eu adorei ele, eu conheci ele em Brasília. Esse cara é uma figura, velho, que cara legal, adorei ele, mas ele nunca consegue vir aqui. Vamos para o Super Chat boletar.
Só com o pau, irmão.
Hoje um episódio totalmente esclarecendo, esclarecendo um pouquinho melhor. Hoje é um episódio para informar, esclarecedor, informar o que as pessoas trabalham para desinformar. Esse episódio é verdade, as pessoas trabalham para desinformar, para criar narrativas, e a gente tá aqui hoje para esclarecer. Então, se você tem dúvidas, a gente tá aqui para isso.
Vamos lá, metragem, topografia, enviou uma mensagem: bom dia, fui aí assistir o episódio com o Tito, sou amigo do Fabiano Ayazaki. Aí, Richard, vi no seu vídeo com negro que tá reformando sua casa, posso te ajudar com levantamento da área, incluindo interno das casas, metragem, topografia. Aí, ó, já tô, já comecei a lucrar, gostei. Pode mandar, arroba, tá, tua arroba, Richard Rasmussen. Hasmussen.com.br, contato, arroba meu nome, richardhasmussen.com.br.
Ele trabalha com Fabiano Hayazaki, meu amigo, meu amigo. Um beijo para o Fabiano Hayazaki, um grande arquiteto brasileiro. Obrigado, irmão, lá de Rio Preto. Meu amigo Fabiano, conheci na China junto, foi comigo para China.
Top, seja bem-vindo.
É isso aí, é a metragem_topografia, tá?
Fechou, manda para o Richard, irmão.
Vamos lá. Mais uma aqui, ó. Leandro Dures enviou uma mensagem: tudo que sai do esgoto dos hospitais, cemitérios e lixões acaba nos rios do país. Cidades rio abaixo bebem a água podre que as cidades rio acima de cima descartaram. Esse é o maior impacto ambiental do Brasil, mas o eco chato critica o agro.
Aí, ó.
É um problema, Richard, as águas.
Eu vou dizer isso, que sabe qual é o problema ambiental principal do Brasil que as pessoas não falam? Qual? Saneamento básico. A gente tá cagando no mar, tá cagando no mar, irmão. É mesmo? Aí dentro tem a baleia lá bonita lá em São Sebastião, você tá cagando no mar. Nosso grande desafio hoje é saneamento básico, cara.
E chegou a ter lá em 2019, quando Bolsonaro lá, o Marco, agora tem um Marco, tem um Marco, problema do saneamento no Brasil.
É justamente porque é uma obra que não aparece, né?
No Brasil tem que aparecer mais visibilidade. Não é bom para ONG, até as ONGs de saneamento básico, não tem uma ONG de saneamento básico, só tem ONG de elefante, não tem de macaco. Já pensaram isso? É só como as coisas funcionam no Brasil. As ONGs que aparecem, o quê? A do elefante, essa que é pelos elefantes. Cadê do macaco-prego? Que é um problema que a gente tem um monte de macaco-prego que tá fora aqui, que precisa já estar jogado dentro dessas unidades que tem de setas aí entulhando os sets.
Por que não faz a ONG do macaco prego? Porque não dá visibilidade. Por que não faz a ONG do saneamento? Porque não dá visibilidade. Esse que é o problema. As pessoas querem aparecer, mano. É porque é o quê? O dinheiro. Conservation as a business. A conservação é um negócio como qualquer outro, mano. É isso.
Mas, por exemplo, eu, uma coisa que eu fico p da vida com o Brasil, em tanto energia quanto esgoto, é o monopólio. Porque as pessoas falam: ai, a privatização não mudou nada na energia elétrica do no Brasil. Ela só vai mudar quando a energia elétrica tiver um concorrente. Claro, sim, entendeu?
Aí vamos, a Sabesp, aquele telefone celular, a Sabesp foi privatizada, não mudou nada.
Claro, porque não deveria privatizar a Sabesp, deveria privatizar e falar assim, o setor, quem quer participar do saneamento básico aí? Quem quer ganhar dinheiro comigo? Você de casa vai escolher a Sabesp ou a Sabosp. Tem a Sabó, Bospe. Então essa Bospe tá com preço melhor, então vou entregar meu esgoto para Sabó. Correios, a energia elétrica é, como é que é o nome daqui? É Enel. Enel. Mas tem a Painel. Eu quero a Painel porque, como, por que que a telefonia celular no Brasil é do cacete?
Eu tava nos Estados Unidos agora, claro, aqui dá pau Dá pau, dá pau. A Vivo dá pau lá, é mais rápido, tô te falando, mais rápido, mais rápido, porra. Aí, por quê? Porque aqui no Brasil hoje você tem uma— o povo, o Brasil, qualquer brasileiro hoje tem celular, mais de um celular por habitante.
Verdade.
Por quê? Porque tem 3, 4 empresas, 5, 10, 15 brigando.
É igual liberar a Starlink, né?
Mas a Starlink, mano, para vocês aí é maravilhoso, para vocês não vou, mas tô dizendo, por quê? Porque não existe o monopólio, existe a privatização e abre o setor. O esgoto no Brasil é uma concessão, privatizou, mas o cara é um, então ele não tem nem estímulo para investir. Agora, a partir do momento que entra o outro, aí o cara se mexe, melhora o preço, melhora o serviço, melhora tudo.
Na verdade, algumas coisas vão na contramão, né? Eu dou um exemplo: a carne. O brasileiro reclama que a carne tá cara, né? Mas a gente tem que lembrar lá atrás, financiaram a JBS, comprou o maior frigorífico do mundo na Argentina, na Austrália, nos Estados Unidos. E aqui no Brasil tá comprando todo mundo. Então pera aí, o BNDES tá financiando para os cara criarem um monopólio, e aí ele paga menos para o produtor, produtor é o que menos ganha, só tem ele, né, irmão? E vende mais caro para a população. Isso é perigosíssimo.
É, é o Brasil brasileiro, mulatizaneiro. Vamos embora.
Renan enviou uma mensagem: 60% da borracha brasileira vem do noroeste paulista, porém topim de pneu e borracha asiática colocam o setor em crise. China, EUA, Europa classificam como recurso estratégico.
O que será que eles sabem e nós não? Aí é uma boa pergunta.
É, conheço pouco de borracha.
60% da borracha brasileira vem do Noroeste paulista, tirar o leite do pau, né?
Porém, o damping no pneu, a borracha na verdade foi um roubo, né, do Brasil. Eu não lembro agora, primeira biopirataria feita pelo inglês, levaram embora. Ninguém pagou patente, ninguém pediu autorização, simplesmente levaram mudas para para outros países tropicais difundir.
E plantaram como eucalipto, um do lado do outro, porque o segredo aqui, o cara que ia, ele tinha que sair de manhãzinha cedo, tinha uma seringueira aqui, outra lá.
Agora plantaram em grande escala.
Então o cara tá reclamando aqui que borracha é fundamental.
Eu não sei, eu conheço pouco de borracha para dizer.
Você é ruim de borracha? Borracha fraca? Vamos lá para o último aqui.
Entrou um KKK.
Alô, KKK! Não entendi nada, mas tudo bem. Obrigado, obrigado.
Danilo Rodrigues enviou uma mensagem.
Caraca, de cast! Bom dia, bom dia! Satisfação falar com vocês novamente. Carica, me perdoa, comprei um ingresso para ir no teu show em Joinville e não pude ir, tava viajando, cumpadi. Porra, fiquei chateado, hein? Porra, eu fiquei chateado. Todos vocês, Richard, sou teu fã, cara.
Obrigado, irmãozão.
Obrigado pelo teu trabalho.
E a ProSógio, Lucas, satisfação falar com você por aqui. Parabéns pelo trabalho, um forte abraço a todos.
Tem que dar realmente parabéns.
Valeu, Danilo.
É, o Danilo mandou aqui o Super Chat. É isso aí, galera. Então você quer saber tudo sobre, você se interessa pelo setor, eu vou dar uma dica, vou dar uma dica importante aqui. Você pode chancelar isso, o Richard também. Você que é jovem, tá assistindo esse programa, tá um pouco desorientado na carreira, porque hoje eu percebo que o jovem está um pouco perdido, né? Às vezes acontece o cara ter 16, 17, 18 anos aí, 19. Cara, vá para o agro, confia, procure uma boa faculdade.
Você pode indicar algum setor bacana para o cara, é uma carreira exato, para ele poder trabalhar no agro, agrônomo veterinário, engenheiro agrônomo.
Quem, quem de fato se dedica, o cara desponta, porque hoje nós temos até a informação na palma da mão. Antigamente o cara precisava vir aqui para Exalc para ser um cara top. Agora o cara forma, se ele for atrás de informação, ele forma em qualquer universidade do país. E é legal, engenheiro agrônomo, é legal lá na nossa região região, porque tem muito engenheiro agrônomo que aqui da grande São Paulo, o cara que nem era do campo, e o cara se identificou, formou e tá sendo um baita profissional lá.
É isso aí. O que mais? Que mais que ele pode se especializar?
A veterinária também é algo fantástico.
Se você gosta de bicho, não seja geólogo.
Não, calma aí, Richardinho. A biologia tem uma seara muito grande. Tentaram tirar esse direito do Brasil Hoje o Brasil é o campeão mundial em bioinsumos, o país que mais utiliza. E tentaram tirar o direito de você fazer biofábrica dentro da fazenda. Hoje muito produtor tem biofábrica de bioinsumos dentro da fazenda, defensivos, que diminui o uso de químico. E você precisa de um biólogo para tocar isso dentro da fazenda. Então tem um campo muito grande para o país.
Bichinho, acha bichinho fofinho, não faça biologia, por favor.
Cara, o biólogo vai somar.
Seja biólogo é muito importante, a profissão que é muito discriminada no Brasil, é muito pouco valorizada. É uma puta profissão legal, é maravilhoso, mas é muito desvalorizada.
Vai ser a revolução, é a inteligência artificial e aplicação de agricultura. Já tá surgindo cursos por aí.
Quando eu fiquei sabendo quanto que um piloto de colhedeira ganha, quase que eu fui lá trabalhar, irmão.
Ganha muito bem. Eu falo que o Mato Grosso é um importador de mão de obra. Nós, vem pessoas do país inteiro. A primeira onda, o cara vinha do Sul trazer o trabalhador de lá. Hoje o mato-grossense tá aprendendo trabalhar, plantar. Eu, dentro da minha propriedade, 90% dos meus funcionários são do Maranhão.
Que legal!
E ótimos operadores de máquina, ótimo operador de secador dentro da fazenda.
Galera, hoje existe algum projeto para Universidade do agro, porque eu acho que seria um negócio assim interessantíssimo, uma universidade do agro. Ela é toda voltada para ocupar, né? Porque os Estados Unidos ele faz isso, ele tem aqui o lance, ele prepara e lança. Tipo lá você vai para o Vale do Silício, eles têm todo já um interessante isso, hein? É uma universidade do agro lá em Cuiabá, por exemplo.
Cuiabá, a gente tá discutindo, universidade totalmente voltada para aquela região.
Pode vir no Brasil inteiro, porque na verdade tem agroindústria, né?
Esses IBMEC aí, o INSPER, produção ambiental, que tem duas características que vão, porque agro é meio ambiente, claro.
Até engenharia aeronáutica, engenharia de engenharia para logística, investir em pesquisa, estudo e nova mão de obra.
Robô também é um campo tremendo. Hoje tá faltando operador de drone já para operação agrícola e ganha bem.
E onde o cara pode procurar? Pode procurar a ProSógia para poder aprender, encontrar um curso, alguma coisa nesse sentido?
Vai indicar. A gente ainda não tem algo nisso, mas a gente vai ter que construir. Hoje tem também no estado, tem o Senar, né, que também o produtor, inclusive na produção, eu pago um percentual que vai para o Senar, que vai para capacitação de profissional.
É isso aí. Então, QR code tá na tela, a ProSógio, link na descrição. Cara, vai na minha, quer crescer, quer se desenvolver aqui, pô.
Paulo, você veio operar, meu filho.
ProSógio, Lucas, ProSógio Mato Grosso foi para mim um divisor de águas na agricultura. Já tava trabalhando muita questão de proteína animal no agro, e as portas que se abriram com a ProSógio de poder me colocar no campo, e aprendi muito agricultura. E se você quiser abrir a tua mente, você vai no nosso canal, toda semana tem uma playlist chamada Agro Verdade, tá? A partir de outubro teremos um programa na Bandeirantes chamado Agro Verdade também, tá?
Que vai ser exibido no final de semana, de uma hora de duração, para que a gente realmente possa ir escutar a verdade. Aqui é a verdade, irmão. Eu como biólogo teria vergonha de defender algo que eu não acredito fielmente, cara.
É isso aí, tá?
Então é isso aí.
Só para complementar o que eu tava dizendo, Boletá, pois não, QR code tá na tela. Se você quer, tá perdido, tá desorientado, quer aprender, cara, mais informado, estude o Estúdio Agro, cresça, seja um profissional do agro, que com certeza você vai garantir o seu futuro. Confia.
E se não conhece nada também, procura os caras que você vai aprender muita coisa.
Aí, a ProSógia tá aí, o link, QR code na tela. Lucas, obrigado, manda um abraço pro pessoal, povo maravilhoso lá do Mato Grosso, trabalho incrível. O Agro já sabe, pode contar com a gente, tanto vocês, Farm Show, a própria Canatec também. Tamo junto, conte com a gente. A gente quer que o Brasil se desenvolva de uma maneira honesta e correta, e uma maneira, né, Boleta, é muito legal, manejo com cuidado, com preservação. Então Esse espaço tá sempre aberto para vocês.
Obrigado, conte com a gente sempre para a gente poder informar, trocar essa ideia, para que você que esteja do outro lado— porra, é verdade— comece a criar sua consciência. Você pode discordar, mas aqui você tá sendo informado sem nenhum— ah, não, se quiser, se você também tiver do outro lado e quiser vir aqui para contestar, espaço aberto também. Isso aqui é um espaço democrático. Prático, honesto e sincero para você que tá aí. É a nossa vontade de te fazer rir, mas também te informar, né, Boletá?
Boa, Kaique. Amanhã às 14 horas, horário normal.
Nós teremos amanhã, Boletá, Dedé Santana. Puta merda! E Didi e Dedé, dois monstros, cara. Aí você me pergunta por que que Diego Hipólito tá com Dedé Santana.
O que que tem a ver?
Circo, circo.
O Diego Hipólito agora vai para o circo junto. Então amanhã eles Vamos contar um pouco. Vai ser um prazer receber. Eu conheci o Dedé Santana lá no Graffiti.
Eu conheci o Dedé há muito tempo por causa de Orlando.
Vou ter o privilégio de receber a lenda do humor brasileiro, da nossa infância, Dedé Santana, já com 90 anos. Eu acho que já tá mais de 90 anos.
Muito bem-vindo, tá bom?
Até amanhã às 14h.
Não perca, abraço! Obrigadão, gente!