EP 785 - BISON E COMASSETO
Bison e Comassetto são a dupla sertaneja por trás do sucesso “Sai, Cachorro”, que viralizou na internet. Formados em Goiânia em 2023, eles criaram o “Modão Atualizado”, unindo o sertanejo raiz à sonoridade contemporânea, com letras bem-humoradas e uma mistura que conquista fãs no Brasil e no exterior.
- Memes e ViralizacaoTransformação de funks em modão · Músicas como 'Tropa do Bruxo' · Música 'Meu Cavalo' · Recepção do público
- Música do Ano polêmicaComposição e inspiração · Letra polêmica e atual · Sucesso viral no TikTok · Reconhecimento no mercado
- Origens e FormaçãoBison em Goiânia · Comassetto em Goiânia · Pandemia e dificuldades · Formação da dupla
- Música 'Se o Zé Rico Tivesse Vivo'Homenagem ao Zé Rico · Atualização de linguagem sertaneja · Recepção dos artistas
- Música: Coração em DesalinhoComposição de Vitor Zara · Letra sobre casamento e decepções · Sucesso no YouTube e Spotify · Primeiro grande sucesso orgânico
- Censura à exposição de funkMúsicas com palavrões · Adaptação para TV e rádio · Recepção do público e críticas · Músicas como 'Compadre Azevedo'
- Música 'Mundo Moderno' (continuação)Reflexão sobre mudanças sociais · Comparação com anos 90 · Impacto cultural
- Início da carreiraPrimeiros shows e cachês · Trabalho como Uber · Festas clandestinas · Gravação do primeiro DVD
- Música pop e showsGravação 'Cru e Sem Frescura' · Desafios de gravação ao vivo · Importância do público · Adaptação a problemas técnicos
- Parcerias EstrategicasGrupos de composição · Henrique Batista · Composição para artistas · Dificuldades financeiras
- Profissões do futuroAusência de empresário · Parceria com Arbigaos · Produção de shows e reconhecimento · Aquisição de ônibus
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Alô, hello, cambada!
Fala, Boleta! Beleza, carinha?
Maravilha!
Pronto para mais uma?
Vamos embora! E já vamos direto para o que interessa, soca a lenha, vamos embora! E a galera já sabe, né, velho, que aqui no ticket se inscrever, tudo aquilo lá, tem meu show em Porto Alegre, já sabe tudo, sabe dos patrocínios, sabe do Carioca Botando Pilha.
Vamos embora, é isso aí, cara!
Boleta, vamos já com os nossos convidados que são maravilhosos. É uma dupla sertaneja que tá viralizando na internet, não é isso aí, Boleta?
Sai Cachorro.
Sai Cachorro, né?
Bom, os meninos são bons demais.
É Bison e Comaceto.
Bison e Comaceto.
Bison e Comaceto.
Pega assim, para quem fala inglês é Bison, né? Mas para quem não fala, Bison, né? Bison mesmo.
Vai atrás dele.
Bison americano.
Não, não, Street Fighter.
É, na verdade é um sobrenome. Não tem nada a ver.
Não dá atenção para o maceto, não. Mas ele é fã, né, cara?
Que legal! É sobrenome, é sobrenome.
Bisonho, aquele que é elástico?
É, não, era dos Três Pais. Mr. Bisonho.
Quem que é? Qual o poder dele?
Aquele que tinha uma boina, o Chico.
Ah, é verdade, velho! O que ficava ferrando com quem? Com o Rio, né?
É verdade, é verdade. Bisonho, puta merda!
Bisonho e Comaceto, um cara gaúcho e um do interior de São Paulo.
Não tem nada a ver, né?
Não tem nada, né?
Que moram lá em Goiânia, né, cara? Goiânia, as terras se encontram lá em Goiânia para o sertanejo, sabe? Por que que você parou em Goiânia, cara?
Aí, ó, é ele mesmo. Parece você, irmão.
Parece, tá quase igual, até o cabelo.
Até o cabelo parece. Esse não tá puro não, esse daí.
Não, esse daí tá mais envenenado, né, cara?
Como é que você parou em Goiânia? Um do Sul, outro de São Paulo.
Cara, a história começa assim: eu cheguei em Goiânia primeiro, né? Tá.
Eu, eu chego para quê, cara?
Eu tava no Rio Grande do Sul, já cantava. Meu pai veio do bailão também. Eu comecei a cantar na igreja com a minha avó e tal, morei no interior do Rio Grande do Sul. Cachoeira do Sul. Aí fui para a cidade grande ali, região metropolitana de Porto Alegre. Fui tentando sertanejo lá, só que chega um momento que não vai, cara. Não sei o que acontece, acho que o lugar que você tá, né?
Porto Alegre não tem muito cara de ser sertanejo.
Eu nunca vivi 100% da música, né, lá. E eu vivia tipo assim, fazia Uber e música.
Você era Uber?
Uber.
E aí, beleza.
E acontece, chegou um momento, falei lá para minha família, falei, gente, vou para Goiânia. Ele falou, mas é doido, tu não conhece ninguém lá.
Eu falei, não, eu me viro, vou para Goiânia.
Vou para Goiânia. E aí eu falei, aí eu falei assim, cara, vou botar tudo dentro do carro, vou lá, vou lá e vou alugar um quarto, alugar um quarto lá em Goiânia. E R$700 na internet por um mês pago. Eu falei, depois eu me viro, vou fazer meu Uber, vou pagando. Cheguei outubro de 2019 lá em Goiânia. Aí fui conhecendo a galera, porque Goiânia é desse jeito, cara. Tu fala que tu é cantor, os cara fala, tu canta mesmo? Tu pega o violão e canta?
O povo ama isso.
E aí é incrível que eu parei, meu primeiro show que eu fiz lá em Uma caminhone, foi pago, foi dia 6 de dezembro, e hoje se tornou até minha mulher, foi a empresa dela lá que eu fui fazer uma confraternização.
Você pegou o contratante?
Pois é, velho, tem vários, já começou bem. Mas só depois de um tempo, né? Mentira, até nesse filme. Mandar um beijo, tchau, meu amor. E aí que aconteceu, mas foi depois, a gente, eu não sabia. E o primeiro show que eu fui fazer lá, eu não sabia como é que cobrava os valores. A gente falou assim, é, eu queria já ingressar.
Eu falei, cara, era você e o violão?
Eu não, eu levei a banda junto, acústica, cajon. É tipo essa, era festa, era competição, aquela caixa, aquela sanfona, né?
Cajon é mó zoada, essa galera fica tirando sarro na internet. Cajon não é música, cajon não é instrumento.
Aí, cara, o que aconteceu? Eu não sabia quanto que cobrava, os músicos tudo cobrava, a maioria dos cantores lá, R$2.000, R$1.500. E eu falava, nossa, era um cachêzinho bom, né? Aí eu falei, cara, vou cobrar uns milão pra conseguir entrar, pelo menos vou ganhar uns 250 pila aqui, 200, tá bom, né? Aí eu falei, falei, não, R$1.000, tá muito caro. Eu falei, caro? Vou levar 3 músicos junto e eu, entendeu? E aí ela, não, tá muito caro, tem que ser mais barato.
Resumindo, você casou.
Aí eu falei, já dava sinais, já dava sinais.
Se fosse o Bizão, ela não ia colocar. Se fosse o Bizão e ela na economia, nós tava, era a melhor economia do mundo.
A gente tá brigando nesse cachê até hoje.
Ela mandou que mil era muito.
Aí o que que aconteceu? Eu peguei e tirei meu cachê. Eu falei, ó, vou tirar o meu cachê, eu te faço por R$750, mas aí só vai pagar os músicos, eu vou cantar. Eu falei assim porque eu quero fazer, cara, eu precisava, velho, sabe? É o que eu posso fazer, não posso pagar para trabalhar. Ela falou assim, não, ainda tá muito caro, quero achar uma banda aqui que toca por tempo determinado. E leva som e vai fazer mais barato. Eu falei, porra, prostituição, né?
Eu falei, que loucura. Eu falei, não, então agradeci, obrigado, não vai rolar, não vai dar certo. Eu tô na esperança de fazer o primeiro show em Goiânia. Resumindo, faltava 3 dias para o evento, ela pega e manda assim, vai ser você. Eu falei, vai ser o quê? Aquele preço. E eu, cara, eu juro por Deus, eu falei assim, eu ia mandar para puta que pariu, ia falar assim, cara, Já tenho data, já fechei, não vai rolar. Só olhei para cima, para Deus, e eu precisando no dia.
Dormi 3 dias dentro do carro já, velho, daquele trampo danado. E aí eu falei, você tá, você tá me testando para ver se eu quero realmente isso aqui. E eu falei, eu quero, eu vou fazer o melhor show da minha vida aqui hoje. Fui lá e fiz o show, 700, cantei 4 horas e meia, quase 5.
Não deu tão bom que ele, né, casou com a dona do show.
Não, é só escuta.
Aí terminou o show, terminou cantando, lá em Goiânia é comum.
Aí o Bizonho Fizemos 8.
É, nós já fizemos 8 horas de show. É o vilão, é porque ia vencendo o prazo, o cara ia, ah, vou pagar um pouquinho mais, pagar um pouquinho mais.
Mas 8 horas não dá, irmão.
Dá, rola.
E a voz aguenta?
É aquele jeito, a ocasião faz o ladrão, né?
No começo era só você, só eu.
Aí escuta só, essa história é dele aí. Aí que acontece, eu não tinha conhecido o Bizão ainda, ainda tava começando em Goiânia, meu primeiro show.
Eu não tinha nem chegado na Goiânia ainda.
Chegou na segunda-feira, pessoal mandou para mim R$1.000 na minha conta. E eu fiquei feliz e triste ao mesmo tempo, porque eu pensei que a menina que tava me pagando, que a assessoria dela lá, eu falei assim, ela não sabe que foi por R$750, né? Vou ter que devolver R$250. Eu falei, eu não sei se a Kelly combinou com você, falando tal, mas é o cachê, R$750, tem que te devolver R$250. Ali eu ganhei o coração, ali foi a facada, né?
Aí eu ganhei. Mas assim, honestidade, honestidade.
Foi aí, aí tudo começou, porque assim, em Goiânia é esse negócio de muita indicação. Só que aí eu conheci o Itamar, Eu parei 8 meses de favor na época, e logo chegou a pandemia. É, e aí, olha só como Deus ajuda a gente. O mal fecha uma porta, mas Deus abre a janela. Eu comecei a cantar muito nas festas clandestinas de Goiânia. Existia muita festa clandestina, tinha que sobreviver, tinha que pagar as contas, né? Auxílio emergencial para lá, Uber não funcionava mais, comércio fechado.
E eu falei, eu vou nas festas clandestinas, cara, vou lá, moço. Aí quase que eu saí em 3 notícias lá com a mão na parede assim, os cara gravando. Prendendo todo mundo, parece que é um destino. Eu lá no meio, só que eu conheci muita gente, porque logo que passou a pandemia eu entrei em todos os bares de Goiânia, comecei a entrar e tocar. Início que eu conheci o Bison, o Caio Fernando Bison aí, né? E aí ele conhece, a gente conheceu depois num bar, depois você explica a situação.
E fui trabalhando, e nisso eu gravei um DVD lá em Goiânia, meu primeiro DVD, que é a minha esposa me ajudou a gravar, ela que foi me ajudar.
Como é que tu—
tudo ele.
Calma lá, quero só entender, depois eu vou chegar no bisonho.
É que ele foi na frente, eu fui logo atrás, entendeu?
Eu entendi, mas eu quero entender a tua parceira.
Foi parceira minha, me ajudou a gravar.
Sim, mas você devolveu o dinheiro, aí vocês começaram a ter um relacionamento?
Começou as conversadas, daqui a pouco começamos a ficar, namorar, e eu continuei tocando, fazendo meus barzinhos.
E ela te ajudou nesse processo?
Me ajudou, porque assim, o que que aconteceu? Tem muita gente chegando em você, batendo nas falando, vou te ajudar, você canta muito, você é o cara.
Mas ninguém abria mão.
Isso aqui é o que mais tem, irmão.
E todo mundo com medo, cara, depois daquela pandemia. Eu entendi, todo mundo ficou assim, cara, vou mexer com artista não, artista é complicado, entendeu? Aí ajudava, não é aquela ajuda, ajuda, né? Quem me ajudou mesmo foi o Itamar, que me colocou dentro de casa, da casa dele lá. Morei 8, 9 meses de graça na casa dele, me ajudou, foi um pai para mim lá em Uberlândia. Itamar é aquele cara que tem uma fotinho da Faenzo. Imóveis, do nosso DVD. A gente só, a gente coloca para ajudar.
Entendi.
É um patrocínio dele lá.
Aí você morou de graça com ele?
Com ele. Até hoje ele ajuda a gente, né, Bison? Nos DVDs a gente coloca lá porque é uma irmandade nossa com ele, né? Uma parceria. E aí, aí fui gravando solo e tal, mas eu sempre tive o sonho de ter dupla, né? Eu sempre tive esse sonho. E olha de quem partiu esse sonho, foi justamente do Bison, que chegou em mim E uma festa clandestina. Nisso, o que aconteceu?
Quando eu voltei, a gente quase ia preso, mas eu saí antes.
Quando eu voltei, quando eu voltei a tocar, fazer os Uber, fazer os barzinho, e nisso conheci o Bizão. Bizão já mexia com produção e fazia uma ótima segunda voz e baita músico. Então eu já colocava ele, chamava ele muito para os eventos aí, meio que foi coisa de irmão mesmo. A voz entrosou, e aí eu tinha o meu show mesmo, Matheus Comacete solo, e o Bizão eu colocava do lado aqui junto. E aí falava com o Macedo, mas vocês estão colocando aqui do lado, velho, vai ficar confuso. Eu falei, não, velho, você já divulgou esse nome aí.
Parece ser uma dupla, né? Eu falei, é solo, você tem o teu projeto aí.
Eu nunca tive esse negócio, então a dupla já nasceu lá atrás, na verdade, né?
Sem a gente saber.
É, sem a gente saber. E aí, desde que ele fez o convite pra mim, eu falei, na hora. Eu já falei pra minha parceira também, porque ia virar uma dupla.
Mas teve umas situações antes aí que a gente tem que separar.
Você parou em Goiânia como, irmão? Só pra entender também.
Fala aí.
É o seguinte, o Macedo chegou um ano e pouco Antes, ele foi antes da pandemia, ele deu aquele azar que beleza, 2020 explodiu a pandemia, acho que foi em março, né? Eu tava indo para Goiânia, me planejando em 2020 ir para Goiânia e veio a pandemia. E eu tinha uma dupla com o meu irmão, né, durante vários anos, 5 CDs gravados, 2 DVDs, enfim. Como chamava? Eric e Caio. É, então a gente tinha assim, o cara muda de nome na hora, mas tipo assim, não era, a gente tinha uma história toda ali e tal.
E eu sempre tive esse sonho de ir pra Goiânia, porque eu via que em Goiânia eu queria entender a linguagem comercial pro sertanejo. Porque 80% do mercado sertanejo saía de Goiânia, né? Então eu queria entender essa linguagem comercial. E até mesmo quem não era de Goiânia tinha pelo menos passado por Goiânia, né? Então eu queria entender essa parada. E aí, me planejando pra ir e tal, pandemia veio, pandemia fechou. Aí a gente tinha shows e tal, muitos shows de prefeituras ali, eu e meu irmão marcados e tal.
Caiu tudo, cancelou tudo, os cara ligando, ó, cancelado, não tem previsão de volta, a gente não sabe o que tá acontecendo, vamos ter que esperar. Enfim, aí o mundo caiu, né? Aí passa 3, passa 6, aí a gente não vai fazer Uber não. Não, eu virei técnico de celular. Técnico? Eu montei uma loja antes de ir para Goiânia, eu montei uma loja na minha cidade, Catanduva.
Já foi pedreiro também.
Você é de Catanduva?
Interior de São Paulo.
De celular.
Não, aí um amigo meu quebrou, ele tava numa cidadezinha do lado, quebrou. Aí ele pegou e falou, cara, aí ele veio me oferecer essa bucha, né? Ele falou assim, cara, não, vou montar uma loja. Falei, maluco, montar uma loja na pandemia? Eu sem dinheiro, eu quero ir pra Goiânia. Ele falou, não, mas eu tenho os equipamentos todos, minha loja eu tive que fechar, não aguentei pagar o aluguel. Aí eu falei, cara, pensei bem, falei, pô, meu pai tem uma portinha lá que era um pontinho comercial que tava fechado.
E tentando alugar. Aí eu fui, falei com meu pai: pai, você ajeita aí, presta para nós aí. Falou: não, fica à vontade lá, depois se der certo vocês me pagam, se não der também tá tudo certo, tava, vou ajudar vocês aí. Aí eu falei para ele: então vamos fazer o seguinte, eu vou entrar com o lugar, você entra com o equipamento, aí se der certo a gente faz a sociedade.
Mas você sabia mexer em celular?
Nunca tinha, nem imaginava que a gente que abria um celular na vida. O muito que eu tinha feito era soldar cabo, soldar um pino P10, um Que era aí, ele falou, não, eu te ajudo, eu te ensino ali a mexer com isso. Eu falei, pô, cara, vamos tentar, não tô fazendo nada, né? Aí beleza, abrimos a loja, tudo fechado, porta abaixada, né? Tinha que ser o papel por baixo da loja, porque se passasse a polícia, todo mundo preso. É pandemia, foda, né? Aí beleza, a gente começou a atender.
Aí eu comecei, papel por baixo da porta.
Aí tipo assim, aí, cara, aí foi aquele lance dos auxílios, né? Aí eu lembro até hoje que tipo assim, o brasileiro tem que ser estudado, cara. Os cara deixava de comprar comida para arrumar celular, era incrível. Tipo assim, teve muitas coisas que eu sei de várias histórias ali que a galera, que a gente arrumou o celular da galera que não tinha o que comer, mas arrumava o celular.
Então também era o quê?
Era para passar o tempo, fazer aula, era tudo online.
E deu certo, cara, sem celular, velho.
Não, e começou a dar certo a loja. A gente abriu essa, aí a pandemia deu aquela fraquejada, a gente abriu outra e foi assim Só que a minha ideia era ir para Goiânia. Resumindo, chegou depois de uns 9 meses ali, eu falei para ele, cara, eu vou para Goiânia. Foi meio que no meio da pandemia, meio da pandemia, tinha assim ali, é maluco mesmo. Eu fui no começo de 2021, eu falei, cara, eu quero ir para Goiânia, eu vou para Goiânia e tal.
Aí beleza, falei para o meu sócio, não, tá aqui, vamos organizar a sociedade. Ele ficou com a parada ali e tal, e eu peguei, bora para Goiânia. No meio da pandemia, meio da pandemia. Tipo assim, ela tinha dado aquela acalmada, aí depois teve uma época que voltou. Quando voltou de novo, aí minha mãe falou, não, você não vai, você não vai. Aquela coisa de mãe e tal, né, família. O meu pai também, não, vai arriscado, a gente não conhece, não sabe o que vai ser.
Até que um dia eu peguei, carreguei. Eu tenho um home studio, carreguei no meu carro de noite, de madrugada, depois de uma hora da manhã que eles estavam dormindo. E tipo assim, não, eu carreguei o carro, deixei tudo carregado, a mala pronta, No outro dia, 7 horas da manhã, eu acordei, eles já estavam lá tomando café. Cheguei com a mala, né? Pus essa mala. Não, tô indo para Goiânia. Não, você não vai, pelo amor de Deus! Mãe, pode confiar, o carro já tá carregado, eu tô indo e eu não vou sozinho, Deus tá comigo.
Então vou ver o que que vai acontecer, eu preciso ir, eu tenho que ir. Eu tinha uma coisa na cabeça que eu tinha que ir para lá.
Para que ano isso?
2021. 21, 21, comecinho ali de 21. Beleza, arrumei tudo, minha mãe quase chorando e tal, meu pai também triste. Eu catei o carro e fui. Beleza, cheguei em Goiânia. Chegando em Goiânia, depois de 3 semanas lá, eu falei, que que eu vim fazer aqui, meu amigo? Aí você vai bater numa porta, bate na outra, não conhecia ninguém. Eu tinha um amigo meu que eu conheci pela internet, o Aurélio, recebeu na casa dele. Fui na localização da casa dele, não conhecia pessoalmente, conhecia por vídeo, né?
Fui lá, me recebeu bem e tal, mas ele também não tinha condição de me oferecer nada. Um cara lutador também, beleza. Aí conhece um, conhece outro, aí bate numa porta, bate na outra, nada. Todo mundo ninguém conhecia, né? Ninguém dava moral. Aí até que beleza. Aí eu fiz um curso de composição lá com um cara, peguei lá o Henrique Batista, que era compositor. Ele tava vendendo uns cursos de composição. Falei, vou arriscar aqui, pegar o dinheiro que eu não tenho, parcelar no cartão, vou ver, né? Eu quero conhecer esse cara. E saber o que que eu faço.
Fazer um curso de composição, não sabia nem que tinha isso.
Não, exatamente, na pandemia teve muitos e eu queria entender o que que era o lance da composição para entender o lado comercial e eu queria enturmar com a galera, né? E o Henrique era um cara bem enturmado, bem, bem visto ali e tal. Falei, vou, parcelei o curso dele, perder de vista no cartão, falei, vou lá, já tô aqui mesmo, tô perdido aqui, né?
Lascado por lascado, irmão.
Aí fui lá, fiz esse curso com ele e tal, aí ele gostou de mim para caramba e tal. Que eu também sempre mexi com produção, né? Ele gostou, ele falou, eu vou pôr você no grupo meu de composição. Eu nem sabia o que que é grupo, como assim grupo? Não, tem um grupo de composição, vou colocar você. Eu falei, massa, aí tô dentro, né, cara? Tô em Goiânia agora, vai dar certo e tal. E nesse meio tempo eu fui no show do Comaceto, do Matheus Comaceto, para pegar, porque eu queria, eu cheguei em Goiânia sem grana, né, cara? Então já era músico, já tocava muito tempo.
Viola?
Não, viola, violão, guitarra, gaita de ponta. Eu toco vários Mas porque eu gravava, né? Então eu tive assim, aí eu falei, cara, eu preciso me manter, eu vou ter que me manter. Eu falei, tem que me manter, mano, tem que me manter.
Lógico, tem que se virar.
Aí eu fui no show dele, eu vou pedir para fazer uma participação. Não, esse já tava aberto, já tava certo. Foi o primeiro que eu fui, foi certo. Depois teve os outros clandestinos. Aí eu falei, cara, vamos ter que dar uma segurada porque eu não quero ir preso, né, cara? Aí ele deixou fazer uma participação, fiz a participação, beleza, foi legal e tal. Aí ele, né, cantamos ali junto, entrosou legal. Aí ele falou, pô, passa teu contato aí, eu preciso sempre de alguém fazendo freelance comigo de violão, porque preciso de violeiro e tal. Falei, não, mano, anota aí, tô aí, tô lutando aí, preciso trabalhar, né.
E lá em Goiânia é tipo 4, 5 horas de show, né, nos barzinhos. Aí ele, eu deixei ele cantando quase uma hora lá, sem cachê.
Até que eu dei um grito, falei, ô, né, Matheus Comaceto, cadê você? Porque o cachê aqui é seu, senão a gente vai ter que rachar, né?
Eu vi que ele era bom, ele saiu do palco, foi lá beber lá com a turma lá.
A hora que eu olhei, ele tava lá no fundo curtindo o show. Falei, não, velho, é loucura. Eu sabia que em Goiânia os cara dava oportunidade, mas também não explorava essa oportunidade, né? É um cachorro, o cara quer cantar direitinho. Beleza, conheci o Matheus, fiz o curso com Henrique. O Henrique, vou postar no grupo de composição. Aí o Matheus me ligou, já tinha feito uns 3 showzinhos, né, sem você e tal. Aí tinha massa, eu falei, pô, começou a entrosar, começou a dar certo.
Já falei, pô, se eu ganhar aqui um X por mês, tá bom, eu já consigo me manter, já não fecho a conta no vermelho. Beleza, já consigo pagar meu cartão de crédito, pá, beleza. Quando pensa que não, Henrique Batista, eu tava na estrada, eu tava voltando, eu nem sei, no começo é muito difícil, né. Aí eu lembro que foi acho que Dia das Mães, eu voltei pra Catanduva É para passar o Dia das Mães com a minha mãe e tal. E nessa volta de Catanduva para Goiânia tocou o meu telefone na divisa ali de São Paulo, Minas Gerais.
E ali, cara, é meio complicado o sinal de celular. Eu vim ter sinal de celular quase ali em Itumbiara, de volta ali, um sinal estável. Aí eu vi a ligação, falei, pô, o cara me ligando aqui, velho. Eu tô empolgado, né? O cara falou que apoiou no grupo. Falei, massa, pô, já retornei e Ele atendeu, falou, não, um negócio massa para você, eu vi que você tava passando. Porque quando eu passei a divisa de São Paulo-Minas, eu postei um storyzinho que ali acabava o sinal.
Falei, vou postar um storyzinho aqui no meu. Então ele viu, Henrique Batista viu e achou que eu tava próximo de onde ele precisava que eu estivesse. Aí ele mandou mensagem, ele falou assim, pô, não, eu vi que você tá ali perto de Minas ali, você já vai lá no grupo lá dos meninos lá. E eu falei, como assim? Ele falou, não, porque o grupo de composição é lá em Minas. Aí eu falei, sério, mano? Eu falei, massa, né? Falei, não vou.
Mas sabe aquela massa assim que você fala, pô, meu, que bom, você tá em Goiânia, velho.
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Aí ele falou, não, não.
Ah, ele viu mais para puta, né?
Aí ele falou assim, você vai ter que voltar tudo.
Não, aí eu falei, não, mano.
Mano, eu tenho que ir para Goiânia, não é assim? Pegar minha roupa e tal, que jeito que é o esquema? Falou, não, vou te mandar. Então chega em Goiânia. Eu já tava entumiado, 200 km de Goiânia. Chega em Goiânia, faz a tua mala, ajeita tuas coisas, amanhã você vai para Minas. Falei, beleza, mas como que funciona? Não, mano, você tem que estar lá, é assim, vou te mandar a localização. Mandou a localização, eu olhei, 700 e tantos km, Itaú de Minas.
Mas como que funciona, Henrique? Não, não, é Você vai compor com a galera, vai entrar nas músicas, tá?
Tem que ajudar ela um pouco.
Itaú de Minas é onde surgiu o Banco Itaú.
Exatamente, exatamente. E o Cimento Itaú, né? E o Cimento Itaú também é de lá, é dessa cidade. Não, a cidade massa para caramba, legal. Só que era num sítio do lado de Itaú de Minas. Aí eu falei, cara, mas e aí, ajuda de custo? Não, não tem ajuda de custo, não tem nada. Eu tô te dando uma oportunidade aí para você tá entrando no esquema aí. Se tu acertar uma música, mas tudo tem um porquê, cara. Mandar um abraço aí, que o Henrique foi um cara, foi um cara que aí eu falei, meu, a tua esposa quis se lascar num cachê, o outro não pagou ele para querer que ele fosse de graça.
Não, puta, começo duro, irmão.
Aí eu pensei a mesma coisa que ele, eu pensei a mesma coisa como o Maceto. Falei, cara, Deus tá Tá mostrando um caminho para mim e tá falando assim, vamos ver se esse cara quer. Mas eu vou. Ele falou, vamos ver se esse cara quer. Aí eu falei para o Henrique, eu vou, não tem, não paga nenhum combustível, Henrique, mas eu tô. Não, não tem jeito. O Henrique também, ele é mão de vaca para caralho. Aí ele falou, não, não tem jeito.
Falei, eu vou.
Deixa eu ver o cartão de crédito, limite dá para abastecer. Eu vou, eu vou, eu vou, Henrique. Beleza, cara, cheguei lá, velho. Putsgrila, mano. Cheguei lá, os cara tava tudo meio assim que brigando, né? É porque é muita, muita gente junto numa casa morando há uns 6 meses já, então tem conflito, né? Muito, tudo homem, né? Pô, assim, os cara, a galera tudo tava meio de cara virada e tal. E aí eu chego no meio do rolê dos cara, né? Aí os cara tudo bravo achando que eu, que eu era um intruso, né?
Pô, chegou do nada, né?
Aí, cara, resumindo, Aí os cara, eu falei, mano, eu fiquei, porque os cara é uma turma, né? Era, se eu não me engano, 6 ou 7, e eu era o 8º compositor chegando. Aí eu fiquei meio ressabiado. Aí eu peguei e falei, pô, mano, vou falar nada para o Henrique não, mas eu vou dar um jeito de entender.
Lá os cara tavam tipo assim, tavam compondo uma coisa, você ajudar eles.
Isso, a gente chega porque existem os grupos de composição. Hoje em dia as músicas, elas são, você pode olhar, é 5, 6 compositores, 4, no mínimo é 4. É, hoje em dia assim, tem música que tem até 10 compositores, porque Que não sobra nada para ninguém no final das contas. É como se fosse uma fábrica de composição, né? É uma fábrica, né? Então tipo assim, junta, vamos supor, tem 8 compositores, são 4 aqui e 4 lá, são 2 grupos fazendo música.
Aí todo mundo assina a música. Isso, não, sai por dia, sai por dia. A meta lá era fazer de 3 a 5 por dia, porque separava 2 grupos, aquele grupo fazia 2, aqui fazia 2, e aí todo mundo assinava. Só que chegou num ponto que eu sentava, isso eu nunca contei em lugar nenhum, eu sentava Como eu cheguei meio que intruso no negócio, os cara tava na roda assim, situação, não. Aí o Henrique não me passou nada, o Henrique falou assim, não, tá tudo 10 lá e tal.
Os cara tava no grupo de 4 pessoas que compõem, eu levantava de manhã cedo, a hora que eu sentava, cara, era incrível. Eu sentava assim, ô galerinha, e aí, bom dia, bom dia e tal. Eu sentava assim, aí um levantava, outro levantava, nem fodendo. Aí os cara deixava eu sozinho na mesa, eu falava, é mesmo, bicho? Desse jeito aí, porque os cara, não, vou compor com esse cara não, não sei o quê. Depois eu fui entendendo a situação, aí depois de um mês, para dividir, exatamente.
Aí, aí eu fui fazendo amizade com os cara, eu vi que tava meio em conflito, mas aí eu fui organizando, fiz amizade, depois consegui compor com a galera, foi melhorando isso. Só que nessa contrapartida eu fiquei 2 meses dormindo dentro do meu carro. É, 2 meses não, 4 meses foram de grupo dormindo no carro. Eu baixei o banco do meu carro e dormi no carro porque os cara, tipo assim, os cara já tinha os quartos deles. Aí os cara, eu não conhecia os caras, aí eu fiquei com medo, né, cara, de ficar ali, ninguém ia dividir nada.
Aí o meu sono é pesado, eu falei, cara, Nossa, esses cara tá levantando para não compor comigo. Vai saber qual que é a ideia dos cara, né? Vou dormir dentro do meu carro, que dentro do meu carro eu tô seguro, né?
Comer meu toba, mano, que situação!
E o pior que, tipo assim, o Henrique não sabia dessa parada. Depois que eu contei para ele, ele não sabia desse rolê aí. E eu não queria perder a oportunidade de estar no grupo, saca?
E se soubesse, ele ia falar: não faz parte mesmo, cara.
É isso mesmo, provavelmente.
Aí acontece.
Pô, mas 4 meses dormindo no carro, caralho, velho!
4 meses, certo? Aí, mas aí os cara tomaram Que carro que era?
Era um Cretinha, um Creta, um Creta.
Até que é maiorzinho, é maiorzinho.
Não deu. Aí eu peguei, fui no Instituto, peguei um colchãozinho, joguei ali na traseira dele, mas os pés não esticava, ficava ainda meio encolhido ali. Mas, cara, quando a gente quer, aí eu falo que tudo isso que a gente foi passando foi para dar valor depois nas outras coisas e aprender. E eu fui aprendendo. Aí aprendi, aprendi e tal. 4 meses passaram, falei para o Henrique, aí, cara, tem que ir para Goiânia esse grupo tal. Porque eu falei, se tiver em Goiânia, eu tenho mais chance, eu vou, trabalho e volta para minha casa para dormir, né?
Aí graças a Deus o Henrique ajeitou, levou o grupo para Goiânia. Depois o grupo se desfez, como qualquer outro grupo de composição, é difícil manter. Mas aí foi para Goiânia.
Afinal de contas, você ficou 4 meses lá, produziu alguma coisa decente?
Produziu, cara. A gente fez músicas para artista, só que os caras estavam muito em conflito. Aí quando veio para Goiânia, que que aconteceu? Aí os caras, é porque eu fui muito mais, eu ficava muito mais chegado com Henrique Batista, que era o dono grupo. Aí ele me transferiu para outro grupo e a gente foi, eu e ele, para outro grupo. E esse grupo ficou ali, depois ele se desfez, enfim. Mas foi um aprendizado foda.
Mas já em Goiânia?
Em Goiânia já. Aí eu voltei a fazer freelance de show com o Comaceto, Matheus Comaceto. Ele tinha os shows dele, né, o artista Matheus Comaceto. E eu fazia alguns, alguns freelances com ele. E eu também comecei a pegar uns barzinho em Goiânia, porque em Goiânia É massa. Falei, pô, voz e violão, vou fazer aqui, ganhar uns troco. Aí eu fazia show com o Comaceto, fazer um showzinho particular sozinho e tal, cara. Aí comecei, pô, aí você sabe quando você começa a ter uma renda?
Eu falei, cara, legal, tô no grupo bom de composição agora, tô em Goiânia, tô fazendo uns freelance de violão com o Matheus Comaceto, tinha outros também que eu fazia, e tô fazendo uns freela de solo, né, de cantor solo. Massa, tá legal. Aí começou aquela história, como eu sempre tive dupla com meu irmão, a hora que eu me estabilizei em Goiânia eu falei, vou tentar trazer o meu irmão, né?
Já tinha algumas composições rodando.
Aí meu irmão, tentei, ele tentou vir e tal, só que aí ele falou, cara, não rola para mim, a família não apoiou, filho e tal e tal. Aí eu falei, cara, beleza, tal. Ele falou, mano, eu falei, eu falei para ele, eu não volto, cara, eu não vou voltar mais para o interior de São Paulo, vou ficar em Goiânia. Falou, cara, tudo que você quiser fazer eu te apoio. Eu acho que manter a dupla à distância é difícil. E ele falou, cara, eu não tenho condição de vir, mas continua o rolê. Ele me apoiou.
Mas para entender, um showzinho desse de bar que você fazia sozinho, você fazia, você tem que cantar de tudo, desde modão até coisa nova.
Você canta de tudo.
Mas Goiânia é mais modão, né? Dentro do sertanejo a gente tem que fazer de tudo, e até às vezes um rock mais popular, uma parada até diferente, que a galera também gosta de um pagodinho aqui. Você precisa, acaba tocando umas 2, 3 músicas ali de rock, umas 2, 3 de pagode mais famosa, acaba tocando. Mas o sertanejo dos anos 80 até o universitário, até agora, até 2026, a gente tem que fazer também. Mas todos os anos, velhão, tipo tripada, mas até anos 70, se bobear, tem que fazer.
E o barzinho, porque todo mundo fala que o barzinho é a escola, né?
Como você sabe disso? Isso, porque o barzinho ele te força. Você não sabe a música, chega o cara lá, fala: eu quero que toca tal música.
Até hoje tem muita música.
Aí você fala assim, cara: não, é, não sei. Aí: não, na próxima eu vou tocar uma. Toca uma tal música do Zezé. Você não sabe a música, mas aí o que que você tem que fazer? Tem que ter jogo de cinturão. Eu não sei essa, mas na próxima vez eu prometo que eu vou trazer para você. Mas vou fazer outra aqui, mandar para você. Você tem que saber, né, uma pelo menos. Aí a gente faz e vai tocando música para cacete. Essa questão, cara, repertório tem que ser tipo assim, você tem que saber no mínimo umas 200 músicas.
É coisa para caramba, é o baile que a gente chama de bailão, é o bailão, né? É o baile no baile, faz o artista, é exatamente, exatamente.
E assim, esse negócio de composição em Goiânia é muito, muito forte, né, cara? Todo mundo falava, como é que você tem que compor tal? Eu nunca quis compor para os outros, eu sempre compus para mim, né, pensando no meu projeto. Então é E graças a Deus o artista sempre que eu acertei foi—
Você fez parte desses grupos ou não?
Não, eu fazia parte de grupo assim aleatório. Eu montava lá, eu conhecia muito compositor, sempre tive muita amizade, fácil de fazer amizade, né, cara? É igual cachorro, cara.
A composição, a composição, ela é um lance muito doido, cara. Quando eu fui compor com o Maceto primeira vez, aí ele falava, não, eu gosto de compor para mim. Eu falei, também, eu gosto de compor para mim também. Mas assim, eu tava nos grupos e a galera compondo para os artistas, tentando acertar os artista, só que nunca foi minha vibe. Aí depois de um certo tempo, meu irmão não quis vir para Goiânia. Comaceta aparece na minha, no meu home studio, no meu AP.
Eu tinha dentro do AP, eu montei o home studio, tá? E aí os cara reclamar de barulho, administrando, que é bem político ali, né? O Comaceta lá para o cara, vai dar merda. Você fala, não, mano, quer? E ali eu trabalhando, vamos levando, vamos levando. Aí síndico conversando, eu falo, não, cara, vamos organizar. Você tem ideia, eu não podia pôr ar-condicionado no no lugar que era o estúdio. Mas aí o síndico foi parceiro, falei, cara, eu só consigo resolver o problema do barulho se você deixar eu fechar a porta.
Mas tem que ter um ar-condicionado, morro lá dentro. Aí falou, não, mas como que é? Eu falei, cara, me autoriza, ninguém vai ficar sabendo, é eu e você aqui.
Falei para o síndico, agora não tá sabendo, agora provavelmente, mas eu não vou falar onde foi.
Aí ele falou, não, mas aí tem que passar isso. Eu falei, cara, não, a gente passa o cano onde tiver que passar, o negócio do ar ali e tal. E tal, e você me autoriza. Não, mas vai furar a coluna. Falei, cara, é um buraco que não vai, não vai pegar ferro. Aí ele falou, não, vamos organizar isso. Aí ele autorizou.
Falei, fala em mim, eu sou pedreiro.
O cara queria derrubar o prédio, né, velho?
Era esse o medo dele. Aí ele veio acompanhar o cara, a instalação do ar, ajeitou. Falei, pô, agora instalou o ar, valorizou meu AP, cara. Agora fiquei valorizado, né? Só eu que tinha o ar-condicionado no segundo quarto da AP, porque ninguém mais ali tinha. E eu com isso, vai, fechei a porta, resolveu o barulho. De julho. Aí nesse meio tempo instalei o ar, mostrei, o Comaceto foi lá gravar uns trem, mostrei para ele, ele falou, cara, massa, ficou bom demais.
Aí, cara, deu uma semana, aí meu irmão não vinha mais, né? Falei, pô, carreira solo, né? Aquela tristeza, 30 anos de dupla, cara, com meu irmão, desde criança, 30 anos, desde 5 anos de idade cantando com ele. Aí ele, aí eu fiquei assim, pô, carreira solo, eu nunca gostei de cantar solo, né? Mas aí o Comaceto eu ia lá e eu ficava meio assim intimidado, falar, cara, o cara tem a carreira dele, né? Já tinha até DVD gravado. Eu falei, ele não vai topar, vou ter que seguir aqui, né? Quando penso que não, aparece o Comaceta e mais um cara lá no meu home studio.
Quem era o cara?
Não, não vamos citar nome não, para não prejudicar, não, ele fazia o quê?
Preservar a identidade. Ele falou para mim, esse cara falava assim, não, nós vamos fazer igual um projeto igual do Cabaré. Eu falei, mas como é que é? Não, é, eu tenho minha carreira solteira. O projeto era ambicioso.
Modo cabaré, cara.
Começamos grande, é isso aí. Começou gigante, cara.
A hora que ele falou para mim, eu quase chorei de rir.
Mas aí o cara, velho, o cara falou, não, vou vender o show tal, prefeitura, não sei o quê, para dar particular, tem todos os esquemas. Foi, cara, é isso. Vou levar lá no Bizão agora para a gente gravar. É nós! A gente só precisa gravar uns vídeos cantando junto, tal, para a gente mostrar o projeto. Eu falei, eu tenho o cara, eu fico meio— o cara é até botou um ar-condicionado no jeito, barato, todo benefício, o cara é bom. Chegamos lá, na hora que eu fui colocar a segunda voz, eu já olhei, falei, fudeu, velho.
Não, pera aí, é um detalhe, é um detalhe, o outro não cantava, velho. Ficou mal, mas ele era muito— ele era um ator, né, na verdade.
Ele queria vender o show de vocês igual cabaré.
Ficou umas duas, ia ser a logo do show, ia ser assim: Mateus Comaceto e fulano de tal. E o show ia ter um nome lá, sei lá o que que eles iam colocar no show lá. Só que o lance é o seguinte, show sem segunda voz.
Aí eu, aí eu fico, cara, umas duas, três horas, o Bizão já ficou louco agoniado.
O combinado meu com o Comaceto, tipo assim, ele ia lá gravar esses conteúdos aí, que era conteúdo para internet. Não, ele me paga, eu fazia um preço X para ele porque eu sei do rolê, como que é buscar um turnê. Então eu ajudava ele ali conseguia fazer um preço melhor. Mas ele era massa, pô, meu amigo, né? Eu chegava com meia hora, pagava à vista, não me dava trabalho. Meia hora ele gravava e tava tudo certo. Aí eu fazia aquele X valor, camarada, bom para ele, bom para mim.
E ele fazia segunda voz também.
Até então você não tinha ouvido o outro cantar?
Não, não. O outro falava que era— um dia que eu fui fazer um ao vivo com ele assim, eu cantei, eu falei, cara, e aí, velho?
Ele olhava assim e fazia assim, só mexia a boca, mexia a boca e acenava.
Esse cara vai cantar?
Exatamente.
Não, aí no estúdio, no estúdio, no estúdio, era meia hora. Ele tinha, ele tinha 40, eu dava 10 minutos de prazo a mais, que o meu combinado com o Comaceta era meia hora fazer o rolê, 10 minutos de prazinho a mais para eles, né, se errasse alguma coisa, 40, 45 minutos tolerante, né, ali tá de boa, meu amigo, pô. Aí o cara, Comaceta, pôs a voz com 10 minutos, fiz o violão, pá, tava lindo. 15 minutos, faltava 15 minutos para o cara pôr a segunda voz, que é a segunda voz, é tipo assim, não é a música inteira, pô, era o refrão que ele tinha que gravar.
Aí 2 horas e meia depois, não saía, não saía. Aí eu peguei, eu peguei, eu com vergonha, eu com vergonha, eu já com vergonha, né? E eu tipo assim, como que eu vou falar para o cara agora?
Ah não, aguinha.
Como que eu vou falar para o cara aqui Aí eu falei, como que eu vou falar agora para o Comaceto uma parada sem magoar o Comaceto? Que eu não sei o que que eles combinaram. E tipo assim, eu não posso falar na cara do cara, né, velho, que o cara não tá sabendo fazer a segunda voz, porque é chato, né? Porque tem gente que acha que sabe, às vezes não sabe.
Não canta, aí eu peguei comendo tempo de estúdio, comendo tempo.
Eu já peguei uma mensagem aqui, eu falei, pera aí, e eu deixando de ganhar dinheiro com outra coisa. Aí eu peguei assim, o cara gravando Eu mandei para o Maceto o negócio é o seguinte, cara, tipo assim, o trem vai ficar caro aqui porque já foi duas horas e meia com esse cara, a gente não tinha nada, mano. E aí, o que que você quer fazer, velho? Ah, não sei, cara. Aí ele mandou para mim no Instagram: não sei, velho, me ajuda aí, pelo amor de Deus.
Eu também não sabia o que que a gente faz. Falei: eu tenho a solução, eu tenho. Aí ele olhou para mim: faz o que você quiser fazer, cara, só me tira dessa enrascada. Ele: deixa comigo. Aí parei a gravação.
Parei.
Irmão, deixa eu te falar, você já fez segunda voz? Não, mano, então eu tô aprendendo e tal, não sei o quê.
Cara, eu tenho 50 anos aprendendo a fazer segunda, pensa. Não, vai aprender, né?
Mas tipo assim, aí ele falou, aí ele falou, vou eu fazer segunda voz?
Aí ele falou, tipo assim, ele falou, cara, não, eu tô aprendendo e tal.
Eu falei, mano, vamos fazer o seguinte, é que aqui, ó, já ficou foda, né? 2 horas e meia que você tentando. Vou achar um jeito aqui de te ajudar, porque tinha que gravar um vídeo ainda depois da gravação do áudio, tá? A vida é gravar o videozinho. Aí eu falei, mano, Mano, vamos fazer assim, você não se importa, eu vou fazer a segunda voz, certo? Eu gravo para você, aí eu pego só o áudio da segunda voz, eu mando para você no teu celular, você vai ouvir, você vai aprender, e aí depois fica mais fácil.
Porque foi assim quando eu era criança, aprendi a fazer segunda voz dessa forma.
Quando eu tinha 7 anos, tipo assim, não 50.
Aí tipo assim, aí Aí ele concordou, ele é mais do que concordou, né? Nossa, mas aí é top demais, você vai me ajudar demais. Falei, não, cara, tamo aqui para resolver.
Eu descobri o talento dele, cara, é um ótimo ator. Tem que ver dublando, cara. Aí ele dublava a segunda voz do Bisonho.
Aí, cara, não, aí eu achei que ia ser só aquele que o cara ia tirar da ideia de fazer isso e o Comacete ia acordar que não tinha jeito de fazer projeto, que se o cara tava sendo picareta, pá.
O cara achou que tinha aprendido.
É, aí não, cara, isso deixa eu te explicar. Fiz a segunda voz, passei esse esquema para ele, fomos lá, gravou o vídeo, ele imitou super bem. Ele foi um ator, parecia ele mesmo cantando, não errava.
Sabe aqueles cara que eu errava minha própria?
Ele errava, sim, que perfeito, sim, que perfeito.
Fez, cara, fez o rolê. Aí eu falei, bom, foi embora. Aí falou com o Maceta, tem o cara, menino, tem. E como é que você achou? Eu falei, cara, aí uma merda, né, uma merda, porque o cara tomou 3 horas e tanto do estúdio, você pagou só durante a meia hora, eu não vou te cobrar mais.
Uma merda!
Se esse cara vier de novo aqui desse jeito, eu tô fora. Falei para ele, e aí, tipo assim, não, mas ele vai acertar a parte dele. Falei, como acerta? Eu não tenho nada com esse cara, velho, eu tenho com você. Você dá o aval? Deixa o cara quieto, não quero nada com esse cara. Ele falou, não, o cara vai acertar. Com maceta? Não quero, velho, eu quero com você. Aí, não, não, deixa comigo, deixa comigo, com maceta. Aí eu falei Beleza. Isso foi mais 7 músicas, cara, desse jeito.
E ele nunca aprendeu, tacada de pau, pô.
Aí ele nunca aprendeu a segunda da primeira que eu passei. Todas as outras eu fiz o mesmo rolê, só que aí eu punha a segunda voz. E aí era 40 minutos para gravar.
Mas para você ver que tudo tem um sentido, né, cara? Porque nesse erro ali, naquela loucura ali, o Bizão percebeu, uai, o Comaceta tá querendo montar um projeto.
Eu saquei que tipo assim, o Comaceta ele não tava ele não tinha aquele ego tipo assim, não, eu quero ser cantor solo, porque eu achava que ele queria ser cantor solo.
Bom, e percebi que ele queria botar qualquer porcaria, fazer dupla, velho.
Não, é desespero, né? Então é o que eu tô falando, moleque encalhado pega qualquer tronco, homem encalhado pega qualquer coisa.
Botou aquele cara que não sabe cantar, porra, velho.
Aí eu falei assim, eu chamei o Comaceto, vem cá. Aí o cara, aí eu falei, mano, e esse cara depois de 7 músicas? Falou, não, mano, eu já tô sortando a peia dele. O cara não vendeu, faz 2 meses aí, o cara não vendeu um show ainda, só conversei e tal, tirada.
Como é que você se livrou dele?
Não, não se livrei.
Não teve que se livrar, simplesmente foi embora, não atendeu mais o telefone.
Hoje ele sumiu 4, 5 dias. Eu falei, deixa ele ir. O cara, quando é para fazer um pouco do outro, sei lá onde ele tá.
Outro que não cantava também. Aí eu falei, como assim? Comaceto, meu irmão não vem, já falei com ele. E eu até troquei uma ideia com meu irmão, meu irmão falou, meu irmão conheceu ele, né, antes da gente formar dupla. Meu irmão falou, cara, aí eu mencionei, falei, pô, meu Comaceto apareceu com um cara aqui doido, aqui parece que quer formar dupla, eu vou dar um alô para ele, porque a gente unindo ia ficar mais fácil, né. A gente já cantava junto.
Legal, cara.
Aí eu falei, meu irmão falou, cara, super apoia, velho, eu adoro. Eu não vou, o cara é um cara gente boa, sangue bom, se faz, velho, tenta, porque eu acho que é mais fácil dar certo, né, aquele lance e tal. Aí eu falei para ele, falou, não, mano, o cara já, o cara lá da segunda lá que não fazia não, cara, é picareta, não sei o quê, não sei o que lá. Falei, pô, velho, então meu irmão não vem, já falei com meu irmão também, tô sozinho, tô sozinho, velho, é difícil, nosso meio é difícil, né.
A gente já canta junto, você tem um conhecimento de gente fazendo música em Goiânia, né, cara, demais. Só que assim Aí o lance difícil que a gente mais sente dificuldade no sertanejo, tipo assim, principalmente dupla, dupla existe uma parada que a gente fala que é entrosamento de voz.
Sim.
E quando harmonização harmoniosa, tem que harmonizar, tem que combinar.
E quando eu cantei a primeira vez lá no boteco, como você deixou eu participar do show dele, ele cantou a música comigo. E aí a coisa foi assim bem massa, sabe? Eu falei, pô, cara, parece que eu já cantava com esse cara, casou a voz. E a gente fez outras coisas juntas. Aí eu chamei ele, falei, cara, você queria formar dupla com um cara que não cantava. Eu queria muito trazer meu irmão, meu irmão não vem, já falou que não vem. Vamos fazer o seguinte, cara, o que que a gente não é nós? Vamos tentar. Se não der certo, mano, amizade é a mesma.
Eu continuo com estúdio, você faz teu show e tá tudo certo.
Vamos fazer um combinado aqui. Sentamos, fizemos combinado. Aí ele falou, pô, eu também sempre quis ter dupla e tal e tal. Aí beleza, fizemos um combinado e a gente tava testando para onde que ia esse rumo.
Sobre o que que acontece hoje em dia, dupla sertaneja não é só cantar mais, não existe mais isso.
A gente já sabia disso, cara.
Hoje você tem que trabalhar para caramba e não é— hoje você tem que ser produtor, tudo, tudo. Aí o que que tem? As plataformas, YouTube, hoje você tem que ser videomaker, produtor, você tem que saber tudo, cara, porque senão, se você não tiver só cantar Não adianta mais. Aí até descobrir o nosso conteúdo, inclusive a gente estourou mesmo na internet depois de uns 8, 9 meses. A gente, eu levei a proposta ali para minha esposa, que me ajuda, né, parceira de vida.
Aí depois eu e o Bizão começamos a andar sozinho, depois uns 8, 9 meses começamos a trabalhar sozinho e tal.
A gente queria vir, a verdade é essa, a gente tava querendo viralizar alguma coisa porque a gente nunca teve grana para peitar o negócio, porque é caro, mercado caro.
Lembra da Companhia das Letras?
Lembro, o primeiro hit do funk.
Eu queria muito gravar. A gente tinha uma menina que trabalhava no marketing com a gente. A gente já tinha viralizado alguns vídeos que a gente transformava, a gente mudava, a gente fazia, transformava. A gente mudava o quê? A gente pegava a música atual, funk atual, e transformava em modão no futuro, tá? Isso, entendeu?
E o funk, você tá ligado que o top 10, tipo assim, tinha uns, na época tinha uns 10 funks ali, tipo, cheio de palavrão. Cara, só que a batida do funk ela dá uma escondida.
Tuba de mesquita, conhece?
Quando a gente pegou esses funks que falavam um monte de palavrão e colocou na melodia de modão, na melodia e harmonia dos modão.
Qual que vocês fizeram?
Ah, pega a prova do bruxo.
Chamei pra vir pra minha base, o bagulho vai ser de verdade, nós vai fuder no modo hard, bota tudo com vontade pra brincar sem fazer alarde.
Do bruxo é menino selvagem, te fode forte sem massagem, foda aquelas gostas que nós não tem piedade. Muito bom, é muito bom, cara.
Foi uma das primeiras que a gente fez.
Porra, tem várias boas do funk e viralizou. Você tinha que aprender.
Chegou chatuba, hein?
2050. Isso aí, ó, a gente 2024, não volta mais.
É meio poderoso.
Isso aí, aí começou tudo.
O compositor levou 2 dias para compor. Olha, magnífica!
Na época dos bailão, bailão, sabe que eu fiz parte de uma tropa, né? Sério, aí lembra bastante.
Isso é meio para vir para minha base e o bagulho vai ser de verdade, nós vai poder no modo hard Manda tudo com vontade na brisa, sem fazer alarde, tropa do bruxo feminino selvagem, de pó de forte sem massagem, foda aquelas bosta que nós não tem piedade.
Bonito, hein?
Puta merda, que lindo, né?
Bonito, irmão.
Puta sacada, mano.
O primeiro dia que a gente foi fazer, que aconteceu assim, a gente foi, a gente tava enjoado já de fazer vídeo vídeo cover, que a gente gostava muito assim de fazer músicas normais. Fizemos muitos, acho que mais de 100, deve ter dado uns 300. É certeza, vídeo cover e brincadeirinha assim e tal, de fazer uns memes e tal. E a gente tinha lá o Instagram com quase 70 mil seguidores. Toda vez que a gente postava, perdia. É mesmo, chegou a bater um, cara, postava, perdia.
Aí o Comaceto chama eu, eu querendo fazer um negócio aí, chama eu na zoeira. Descobri, descobri Não, como você falou, descobriu o ponto. E falando sério comigo, eu falei, velho, massa, o que que você acha? Fala aí. Não vamos postar mais que a gente não perde.
Falei, mas não cresce também, né?
Eu falei, não, mas pelo menos a gente não cai, né?
Pelo menos a gente—
aí eu falei, mano, você é um cara de pau, velho. E eu empolgado achando que ele é fã. Aí beleza. Aí um dia, eu não sei, eu não sei se vocês se lembram, a gente tava acompanhando muito Spotify. Aí viralizou, aí viralizou nas virais um cara com aquela, o Pedrinha Moraes, com aquela piporopopó. Nas virais bateu top 1. Aí a gente tem um amigo até hoje que ele faz parte do projeto nosso. Aí ele, o Arbi Gauss, eu fui no escritório dele, aí ele mostrou esse trem para mim e eu fiquei, falei, porra, velho, manda um abraço para o Arbi Gauss também.
Ele é abraço de motoqueiro, abraço por trás.
Aí ele falou, mano, Mano, tem esse negócio aqui que aconteceu. Eu falo para vocês que tem que ser diferente, tem que ser diferente. E o Comacete tava viajando e eu fiquei com aquilo. Ele ia chegar no outro dia. Arby Gauz, tem que ser diferente. Eu fiquei com aquele cara, puto, o cara viralizou com um negócio que já existia, velho, e fez lá todo cantado errado e uma loucura. E aí eu peguei e falei, aí ele, que ele tem que ser diferente, tem que ser diferente, ficou batendo na minha cabeça.
No outro dia, o Comacete ia chegar, a gente ia gravar uns conteúdos, mais do mesmo.
A gente sentou na piscina lá e ia gravar, ia gravar uma porra. A gente falou assim, vamos gravar uns covers aqui na piscina, uns rolê ali, não sei do quê.
E aí eu falei, Jorge do Henrique, você gravou cover demais, a gente tem que fazer uma coisa diferente. Aí eu falei para ele, falei, você viu isso aqui, ó?
Aí eu falei para ele, cara, cabe no modão esse trem aí, Bison? Aí o Cateu, ele falou, cabe.
Eu catei o violão, tenta, mas pega a viola aí, pô.
Só que eu não vou lembrar essa música mesmo.
Não, não é não, era essa música, mas a gente fez tipo, cara, não vou lembrar.
Gravou outras também no dia. Vamos fazer a da Hilux?
Aí gravou essa, aí o Luan Pereira tava estourado com a música da Hilux. Tinha uns 3, tá? Aí é da Hilux, é só o maior, acho que é.
Não, não, dentro da Hilux, ela movimenta no beat do Tuti Stuti, Pedro embaçando ela, roçando na fivela, o pau torando e eu Que saudade do meu tempo, meu amigo!
2024, né? Muita ideia boa!
Aí isso, isso foi, a gente fez esses dois videozinhos, aí isso foi um, a gente tava testando, aí gravamos a road cover, beleza, lá, e criamos os bordão, né?
Criou os bordão, pessoal fala, é, os antigos fala muito a época de ouro. Aí eu falava para o Bizão, fala assim, eu nem digo época de ouro, Época Diamante. E aí eu nem sabia que o Época Diamante tinha um duplo sentido.
Aí a galera nos comentários, os cara fala, diamante é joia ou diamante?
Falei, e aí, mano, aí fica a seu critério, né?
Aí tipo assim, postamos o primeiro ali para teste, pô, ganhamos mil curtidas, cara, não perderam seguidor. Não, mil e poucas curtidas, deu mais de 30 mil visualizações nesse videozinho e ganhou seguidor no Instagram, né? No Insta, é, nosso vídeo já tinha 70 curtidas, 50, cara. Aí eu Aí eu falei, maceta, aqui tem um negócio. Postou outro vídeo, mesmo rolê, achamos um caminho aqui. Pô, para com esse negócio de fazer cover aí, a gente não vai deixar cantar as músicas que a gente gosta, que a gente queria fazer.
Mas vamos fazer um trem aqui? Vamos lá. Sentamos no outro dia no lugar lá em Goiânia, começamos a pesquisar as 10 mais do Brasil, né? As top 50, os fãs, que a gente queria pegar os fãs das top 10 ali. Separamos, sentamos, fizemos 10 músicas, inclusive a do Tropa do Bruxo, né, que foi uma.
A Silverado, vamos fazer da Silverado aí.
Silverado era assim, ó, essa também é da Dona Pereira, inclusive postou, né, ele repostou depois, né.
Ela quer rolê, minha Silverado, ela quer rolê.
É que pouco fôlego, mais pouquinho de— é na minha Silverado, é que ela liga toda noite pegando mel, tá na boca do cowboy, querendo ser o meu esquema. Sabe que quem tem o mel é nós, e quando pega nós destrói. É que elas gostam do problema.
E aí, para tu por aí, vai, eu quero Muito legal, muita ideia boa.
É ideia boa, né?
Aí eu falo, mano, é quebrar a cabeça, né, velho?
Tem que sofrer. Aí foi uma diversão. Mesmo quando eu tentava assistir, mas fazia desse jeito, velho. Tinha música que nós parava no meio rindo, velho.
Então isso é bom. E é o sofrimento que tá ligado à vida.
O sofrimento, dificuldade levou a gente.
Tirou o medo, porque o cara fala assim, ah, ia mostrando para o meu netinho, que era em 2050, né?
A gente fingia. E aí o comerciante também começou a pegar ele. Ele misturava meio que um pouco o Poderoso Castiga, o Zé Rico. Aí tinha galera falando, parece Poderoso Castiga. Aí o outro, não, não, mas parece o Zé Rico, não sei o quê. E tipo assim, aí isso foi levando, foi mostrando um caminho.
Até a timbragem de voz, né?
Você vai se moldando. Foi tanto é que você for pegando ali, você vai ver que foi tudo, se foi se encaixando. Aí isso foi levando a gente para um caminho, para um rumo. Quando a gente entendeu esse rumo Beleza, a gente postou acho que mais de 100, 200.
A gente não ficou na mesma.
Vamos parar no— pode falar emissora aqui?
Pode, lógico, lógico.
Vamos parar no programa da Patrícia Abravanel lá, o programa do Silvio Santos, SBT. Fomos chamados lá, fizemos esse quadro lá, foi legal para caramba, ganhamos um monte de seguidor e tal, aquele rolê maluco. E o conteúdo entregando, até que a gente queria fazer coisas muito mais doidas. Só que o pessoal que trabalhava com a gente, ele que ajudava a gente, a menina do marketing, ele falava: não, a rede vai cair.
Eu queria falar todos, queria falar, cantar do Cumpadi, sabe? Na verdade, como você queria, cara, o que a gente canta no funk, inclusive no SBT, quando eu fui cantar lá, eu falei meio assim: pode falar com punhetada?
Mas é que ele perguntou, né?
Não devia ter perguntado. Aí a mulher: não, com punhetada não pode. Aí nós gravamos uma do Mamona. Que fala de suruba. Suruba pode, né? Não, suruba tá ok.
Suruba faz tempo que vem na televisão.
Porra, é essa?
Eu falei, mas é porque suruba faz muito tempo, cara.
Vamos fazer do Mamão os Beijos? Roda, roda e vira.
É maior? É dó.
Roda, roda e vira, solta, roda e vem me passar a mão na bunda. Ainda não Ainda não comi ninguém. Roda, roda e vira, solta, roda e vem. Neste raio de suruba já me passaram a mão na bunda, ainda não comi ninguém.
É no modão, entendeu?
Muito bom, muito bom.
Como você queria falar, companhetada, não podia falar, podia cantar, né?
Então não deixaram.
Quem pensou aí, velho?
Quem entrou nessa onda uma época e fez exatamente uma coisa nessa pegada, no sertanejo, mas no funk, foi o— como é que é o nome dele? O que morreu lá, porra, que tinha 50 filhos, cara. Ah, o Mr. Catra pegou a música do Bikini Cavadão chamada Tédio. Lembra de Tédio do Bikini Cavadão? Aí ele fez o da 4x4 A gente zoa, whisky Red Bull só para mulher boa, vai rolar o adultério. Ele pegou a música, ele fez uma versão do Biquíni Cavadão, então, mas é também possível que vocês peguem essa, a música original, e fazer uma versão, uma versão dentro do campo de vocês, entendeu?
Tanto é que depois que a gente descobriu esse caminho, aí a gente pegou e falou, cara, porque a gente sempre foi compositor também, então você sabe que quando o cara canta autoral é diferente de você cantar um cover. Por mais que a gente tava criando um negócio, misturando os trem ali, a gente falou, pô, é uma sátira, né? É uma sátira, não tem como ir tão longe. Aí essa música, essas coisas começaram a dar certo, Certo, como a Ceto tinha me mostrado antes de viralizar isso uma música.
Eu falei, não, mano, você estava tudo bêbado. Tava ele e uns cara lá, fizeram. Eu falei, mano, você estava tudo bêbado, você estava tudo muito louco, isso daí não vira.
Pô, muito ruim, música ruim.
Desanimei ele dum tanto. Ele falou, pois é, é ruim mesmo. Eu falei, uma bosta, merda, puta que pariu, como que vocês fizeram esse trem? E aí, mas eu fiquei com aquele trem na cabeça assim, eu falei, cara, o refrão até ajudar, mas onde que vai pôr isso? Ninguém vai gravar isso. Ninguém vai gravar isso.
Aí era composição de vocês, né?
Composição. Eles tinham um refrão, na verdade, ele mais 4 amigos, né? Mais 3 amigos.
O refrão tava meio descabeçado.
Aí, tipo assim, ele não reverteu. Na verdade, o refrão foi o que me chamou atenção. O refrão era bom, mas eu falei, cara, ninguém grava isso. E deixei quieto. Nesse meio tempo, a gente fez toda essa parada, fez os covers aí dos funk e tal. Pôs no Modão, viralizou. Passou um mês disso e a coisa— cada vídeo que postava dava 5 milhões.
Aí ele falou, agora tá na hora de mexer aqui embaixo.
Aí eu virei para ele e falei, cara, Cara, a gente precisa de uma autoral. E eu vou falar para você, a gente tem, só falta terminar. Ele falou qual? Eu falei, lembra aquela loucura que você me mostrou assim, assim, assim? A gente pode sentar eu e você e mexer? Os caras autorizam lá? Porque é composição, é uma parada muito delicada, né? Tem que ter um respeito mútuo, né? Então tipo assim, ó, liga para os meninos, vê se pode sentar. Eu tenho uma ideia para aquilo lá, porque vocês têm o—
vamos mudar um pouquinho.
É o principal da música que vocês têm, só que não tem ela construída. Vamos construir ela eu e você. Você. E o refrão, que é o principal para mim, é aquilo: só falta dar um caminho para esse refrão. Porque ele tinha uma linha harmônica ali e melódica que ficava. Eu falei, mano, o refrão tá pronto, é só criar uma parada na harmonia e na melodia aqui que ela vai ser legal, encaixar. Se você autorizar, e os meninos também, eu mexo com você.
Eu vou ter que entrar na composição porque eu vou ter que pôr algumas coisas ali, mas ela é uma música massa para o que a gente tá fazendo agora. Aí ele ligou para os cara: não, moço, pode mexer e tal. Aí ela é mais ou menos assim, ó.
Foi o primeiro que viralizou nossa, bateu mais de 3 milhões no Instagram, cara.
Que beleza, hein?
Porra, vai!
Que passa, como assim? Ela disse que quer rolê no cavalo de 4 rodas ou de 4 patas?
Ela quer rolê no meu cavalo, galopa, galopa, Galopa, galopa, gosta de sentar no cavalo de 4 rodas.
Galopa, cowboy de la costa e gote não está na moda.
Cowboy playboy que ela gosta, é que ela gosta da batida da fivela e não dos graves. Prefere o mato da fazenda do que os fervo da cidade.
Sabe que nas rédeas do cowboy é só pressão, e quando o chicote estrala, minha cama de capim vira colchão.
Ela quer rolê no meu cavalo, galopa, galopa.
Agora subiu.
Ela quer rolê no meu cavalo, galopa, galopa. Aqui nós tem gado de ouro Diamante, galopa, galopa, galopa, galopa.
Isso é da época, Diamante. Aí viralizou, cara, não vai por causa desse.
Aí é só a criançada começou a curtir, a galera, lógico, pô, puta música bacana.
E você mexeu, botou rolê, botou umas paradas modernas.
É uma harmonia de modão, a melodia de modão. Com papo atual, sabe?
Acertaram na veia, irmão.
Aí essa foi a primeira que começou a acontecer. Aí eu falei, pô, como acertou?
Vai.
Aí a gente, massa. Aí ela sozinha no YouTube, essa música pontuando legal, e a galera procurando. Só que a gente só tinha ela no YouTube, tinha umas outras que não eram nesse estilo, mas elas era praticamente só ela no canal. E a gente não conseguia, a gente não tinha na verdade recurso para fazer um negócio legal, para fazer um negócio direito, porque o YouTube ele é uma plataforma, recursos, fazer filme, usar câmera profissional.
Isso, exatamente. A gente não tinha, porque as outras plataformas você pode fazer com celular que roda bem e tal, mas o YouTube até dá para fazer com celular, mas tem que ser um negócio mais bem feito, mais profissional.
Era outra bola, né?
Fazer com rede, o YouTube exige uma qualidade maior.
Então a gente não queria entregar qualquer coisa para o YouTube, até porque Smart TV, né, já o cara já vai pôr na TV, é um clipe, né, é um clipe.
Aí a batalha foi, aí isso tudo foi andando, aí, pô, foi legal para caralho.
Para caramba. Não, cara, né?
Pode falar.
Aí foi muito legal, cara. Coisas foi acontecendo, foi muita gente aparecendo. E aí, tipo assim, a gente sozinho no rolê e beleza. Até que chegou um ponto que o conteúdo, vocês sabem, pô, conteúdo chega num ponto que ele fica, é que ele chega no ápice dele, ele estaciona. Aí a gente tentou pegar essa parada e colocar nos barzinhos, só que a gente foi para uns barzinho de Goiânia né, mais elitizado. E não rolou, não rolou legal, pegou.
Porque a gente fazia, aí a galera filmava a cara de peixe morto, né? Tipo assim, não era o nosso público, não era um público que a gente foi assim para nós.
É mesmo?
É, exatamente. Foi foda, foi foda, foi foda.
Coisa linda, cara, coisa linda.
Eu adoro isso aí.
Aí, aí, aí você foi à família buscar pé cumprimentando. Que eles cumprimentam aqui?
Eu falei, estamos aqui para ouvir sertanejo, vai cantar essas porcaria aí?
Será ruim, né?
Eu não culpo eles.
Os cara que seguia a gente ainda, a galera que seguia a gente até curtia, mas não era todo mundo, né? Tinha que a gente tava ali boiando ali, fala que porra é essa, velho? Esses cara fazendo isso aí. Aí, como acerto, beleza. Eu queria gravar com o Padre Zé Vedo já, querendo gravar com o Padre Zé Vedo. Falei, mano, mas aí nós gravamos.
Maravilhoso, cara.
Com o Padre Zé Vedo foi o vídeo mais lindo.
Aí a gente sofreu, aí a gente Porque tudo é na crise que se resolve, né? Aí a gente sofreu uma parada assim que a gente ficou, cara, teve vez no nosso projeto, vou mentir não, que acho que eu e ele acreditava só, mais ninguém. E aí a gente ficou tipo assim só nós dois.
Mas já é o mais importante, irmão.
Mas aí quando você tá naquela parada assim, você tá bem sozinho, eu acho que aí você se reinventa, né? E ele queria fazer, falei com o Maceto, agora é só eu e você. E ele falou, mano, Foda-se, vamos meter o pau. Falei, cara, você tá ligado que pode cair a rede, o pessoal falou para nós lá atrás. Mas assim, gravou um monte de funk, né?
Nunca deu, vai cair Compadre Azevedo, é loucura, né, cara?
Aí eu falei, porque a Compadre Azevedo, mano, ela é bem pesada, é mais brava.
Nós passamos no pânico, velho.
Mas aí que tá, aí que tá, é bonita, poética. A gente gravou a versão romântica dela.
Nossa esperança foi essa, só que aí que qual foi o lance? O lance foi o seguinte, Gente, não ia ter o pi para tapar nada e a gente precisava de uma música maior. A gente precisava entender o contexto dela todo, não só aquele pedacinho. Aí quando a gente se viu sozinho, aí você liga o foda-se mesmo e vai para o pau, né? Aí sentamos um dia lá no estúdio em casa, eu falei com o Macedo: a compadre Zé Vero, que jeito que é que você sabe?
Ah, eu sei essa, que é a primeira parte, né? Aí eu falei, tá faltando. Eu achei essa daqui, procuramos na internet. Aí vamos procurar aqui. Achou outro pedaço, achou outro. Aí nós achamos um cara que fez uns negócios lá diferente, melodia, né? Falei, cara, a melodia que a gente vai fazer uma parada para dar ênfase nesses trem aqui, que a gente queria dar ênfase no palavrão mesmo. Porque chegou num ponto que eu falei para ele, eu falei para ele, ele concordou.
Falei, cara, a gente começou do zero, se a rede cair a gente faz outra. E se der certo, vai crescer para caralho, cara. Aí pegamos, fizemos isso aqui, ó. Pode cantar?
Fica à vontade, por favor.
Coisa boa, né, cara?
Depois de Emerson Ceará e Mateus Ceará nesse programa, nada mais me surpreende.
Normalmente pedem isso para nós nos shows, mas tipo assim, não dá para tocar porque a gente vai fazer a versão romântica. Eles cantaram aqui, eles cantaram aqui, mas essa é um pouco mais pesada, eu acho. Essa aqui é a versão romântica ainda, não é a de putaria. A gente tá preparando A versão romântica.
A mulher do compadre Azevedo tem cabelo no cu que dá medo, mas eu com meu pau cabeçudo arranco os cabelos do cu dela todo. A mulher do compadre Azevedo tem uns pelos enrolados no Eu dava, ia gemer os pelos do cu que doía. E nós vamos dançar, todo mundo, todo mundo, todo mundo com dedo no cu menos eu.
Todo mundo, cabunda de fora, e quem disse que não dava dedo? Quando bato punheta Saco balanceia, privada arrebenta, cai caco de teia. Você tá apertada, a gente lacera.
Um hino, né?
Bonito demais, é um hino.
Aí a gente fez Filho do bloco.
A gente fizer isso, não, aí postou, vamos podar e foda-se. Colocamos, aí veio outros, aí 20 milhões, mais de 20 milhões no Instagram.
E não bloqueou, graças a Deus, cara.
Eu acho que é porque é cantado, o algoritmo não entende que cantar não pode ser feito. Não pode falar, cantar pode.
No Facebook, licença punhética.
No Facebook eu gostei que um comentou assim, vocês são os apocalipse do sertanejo.
Não, o Facebook foi, foi, foi, foi até que meteram bloqueio, não sei o quê. Hoje tá mais ou menos desbloqueado, mais ou menos bloqueado.
Hoje pede no show, cara, mas essa música é muito boa. Como é que canta, né, cara?
Como é que canta no show? Aí a gente precisa—
isso aí vocês sabem, cara?
Não sei, cara, eu queria encontrar esse cara.
Essa parada a gente meio que criou porque a gente queria enfatizar os palavrão.
A gente emendou um monte de coisa.
Aí a gente para, pode ver que a gente para. É, mas eu com meu pai, aí a gente para para Para enfatizar mais. Mas, cara, não sei, isso aí é coisa— aí mandaram um vídeo de 1962 de um filme, aí o cara canta, mas é diferente a melodia.
É um trem doido.
Já essa música tinha, o cara é velho para caralho.
É um trem antigo.
É por isso que o Edson Hudson, ele deve saber melhor que nós. Deve ter, deve ter. Também, cara, como é que é? O meu cu fica ai ai, que boca estreita esse pinico tem quando ele caga o pau, ficar de fora quando ele mija Mijo fica também. É bonito, isso é bonito. Eu ouvi isso quando era criança, em cima das músicas. Ai, ai, que boca estreita esse Penico tem quando ele caga, pô, fica de fora.
Quando ele mija, o cu fica também. Bom hit isso aí, velho.
Cara, a gente não sabia quando a gente tava nessa vibe, senão a gente teria gravado.
Era nessa pegada.
Penico é pior.
Como que é aquela outra que a gente fez?
A da treinada em Cuiabá?
Não, a outra o que o Gustavo, a que o Gustavo fez.
Ele disse, cara, velho, é boa essa música. Eu lembro quando era criança e foi no interior de São Paulo que eu ouvi.
Como chama isso?
Não sei, eu lembro só disso.
Ai, ai, que boca estreita esse pinico tem quando ele cagou para ficar de fora, quando ele mijou com o fica-colher.
Isso é coisa de colégio, né?
Isso a gente aprende rápido, né? Não é uma música, né?
Isso é bonito demais.
Voltar para casa Antôniozinho, né?
É bonito isso aí.
Aquela que a gente fez depois da Compartilhando a Noite, chama outra, Butina Preta.
Meu Deus do céu!
Aí o Gustavo Lima pegou e fez uma, é lógico, isso foi brincando lá no show lá, ele fez lá uma música, essa Butina Preta aí também, essa estourou aí. E aí a gente pegou tipo meio que deu um rumo para ela ali, direcionamos ali, criamos algumas partes e postou também.
Vamos fazer esse ano para eles?
Eu nem lembro qual que estão, que ela é.
Eu tenho uma botina preta, espingarda borboleta, nunca vi couro tão duro igual couro de buceta. Buceta subiu no pau pra tirar uma jataí, a pica picou demais, buceta desce daí. Buceta ficou doente e a pica foi visitar, a pica bateu na porta, buceta mandou entrar. Caixinha de fazer gente é uma caixinha de segredo, pra baixo do umbigo um palmo, pra cima do cu dois dedos. Moça nova quando mija faz um buraco no chão da força que vem de dentro do pinguelo camarão.
Ruia velha quando mija parece uma cagadeira, o cu vai bater no bico e a buceta batendo as veiras. Quem tem limite é município pra dispensar buraco, se não tem buceta aberta como o cu desse viado. E o cara vai jogando rola entra rola sai ou arrancando os pelos do reto desse rapaz. Isso daí, mais 20 milhões, versão romântica.
O engraçado, engraçado que nessa loucura toda aí começaram a chamar o Comacê de Cumpadre Zevedo, parar na rua, ô Cumpadre Zevedo!
Mas vocês gostavam de fazer show só com isso? Não, aí que tá o detalhe, tem uns particulares, fazia uns particulares, tudo feito, você no bar você não mandava essas barbaridades?
Não, não.
Não, aí que acontece, tinha gente, teve gente que contratou nós para festa particular só para ouvir essas besteiras.
Legal que só a pessoa que contratou conhecia e os convidados não, não entendendo nada, velho.
Vem do céu! Mas aí tipo assim, a gente chegava lá e fazia o rolê, cara. Só que era muito pouco, era muito pouco. A gente, a gente teve, a gente fez, a gente começou a ser assim taxado como dupla de meme, não dupla de cantores, entendeu? Pessoal achava que tipo assim, ah, esses meninos é só meme. Aí o mercado inteiro consumia, o mercado inteiro musical, tipo assim, os artistas, isso mesmo, os artistas, os artistas que tipo assim consumiam essa parada achando, tipo assim, tá achando a gente como meme, os caras são meme e tal.
A gente chegou a topar com alguns artistas famosos assim, eles, não, curto vocês demais, tal. E os empresários chegaram na gente assim, falar assim, a gente tentar, né, contato com os empresários dos caras e tal, os cara falar assim, ah, então, mas e aí, como que tá o YouTube? Não, o YouTube a gente não trabalha e tal. E Spotify?
Não, no YouTube nós só tinha rolê no meu cavalo.
É, aí tipo assim, aí os caras olhavam, falava, não, esse menino é meme e tal. Aí eu falei, pô, velho, que merda, mano. A gente, isso foi uns 5 ou 6 que a gente, que falou com nós. A gente cantava, todo mundo curtia, todo mundo gostava, só que aí a gente era taxado como dupla de meme.
Entendi.
Então isso foi uma barreira.
Tu achou a 7 gramas lá, Rafa?
Isso.
Mas é, eu vou chegar, tipo assim, no, no, como é que vai virar comercial, né?
Exatamente, é essa bolha, é outra bolha, né? Mas que que a gente coisa. Mas que que a gente queria? A gente queria pegar um empresário do meio para tipo assim, cara, a gente tem a rede, a gente faz a galera rir, vamos fazer um projeto. Só que o sertanejo, ele tava caminhando para um lado muito assim, muito sofrência. As músicas sertanejo são mais sofridas hoje em dia, mas teve uma época que sertanejo trazia uma parada alegre.
Você pega Gini Geno, você pega César, exatamente.
E a nossa vibe era trazer uma parada alegre porque a gente que, pô, a gente faz o meme que é para gerar conteúdo, porque não é só cantar, a gente precisa trazer um negócio. Só que esse negócio não é só isso, a gente canta, pô, é um sonho de família, meu, dele. Lógico, tanto é que tipo assim, é uma vida, né, velho? É uma vida, é um negócio.
E quando a gente ouvia essa parada, saiu de casa para isso, para viver o sonho.
Exatamente. Quando a gente ouvia essa parada dos caras, tipo assim, pô, ficava chateado. Até que um dia eu Eu fiquei muito puto da vida com as coisas que eu ouvi de uns empresários aí. Aí eu cheguei no barzinho, a gente ia gravar de novo outros conteúdos assim de meme e tal. Falei pro Maceto, Maceto, vamos fazer uma loucura? Tô puto, velho, tô puto com isso aqui. A gente não é só isso, a gente tem coisa pra mostrar, a gente tem composição, a gente escreve, a gente canta, a gente— eu, eu, eu sou produtor musical, eu sei o que é bom, sei o que é ruim.
Se a gente fosse ruim, eu tinha já parado de cantar com você. Entendeu? Então eu acredito demais no projeto. Aí ele falou, aí, mano, qual que é a ideia? Falei, eu tô com uma ideia doida aqui que ninguém nunca fez, uma música que ela é nossa.
Tu falou, tu falou uma coisa assim para mim, eu lembro, cara, essa música ela é foda, mas perto dela, essa música acho que ela foi feita para gente, mas perto do mic aqui, como acertou.
Você não tá muito longe, puxa o mic para você.
Aí não, mas antes dessa música, eu antes mesmo de achar a música, eu Eu tava puto, eu falei para o Comerciante, eu tenho uma ideia de projeto. Porque todo mundo cobrava nós de ter um projeto rodando no Spotify, YouTube, nas plataformas e tal. Aí eu falei, cara, eu tenho uma ideia de projeto. Todo mundo queria a linguagem, eu não sei se era essa, eu acho que tipo assim, o pessoal queria um catálogo. Quando eles falavam catálogo, eles queriam que a gente tivesse músicas.
Seria como se a gente precisava ter um DVD e um CD CD. Só que a gente não tinha dinheiro para ter o DVD, mesmo com as redes viralizadas, é tipo assim, Instagram não tinha, cara.
Desculpa, você tem um negócio que me incomoda, no bom sentido. Não, ele vai, ele é atormentado.
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Porque o criador, não, ele é atormentado. E atormentado não de inconformismo com as coisas. Isso é muito bom, porque é, eu tenho isso para caralho. E você tá me irritando porque você vai falando as coisas e minha mente vai fazendo assim, ó. Você fala assim, é porque o teu inconformismo vai também me dando um incômodo, no bom sentido criativo. Eu acho tudo do caralho, você tem um puta brother. E aí, velho, você falando eu tinha um projeto, a minha mente tá fazendo assim, ó.
Aí Eu já pensei num negócio, olha que loucura. Projeto, projeto, a merda vendo. Não me importa, projeta. Então assim, eu tenho um projeto de vida com você, te levo, projeta, e faço um projeto para ter um filho, tá?
Que a mulher que é um projeto, é um tema, só que você leva projeto.
Projeto, e o filho faz o jato, entendeu? Tem tudo, tudo tem sentido ali. Ele entrou na música, não na companhia aérea.
Vamos fazer essa.
A mente, vamos lá, ficando doente.
Não, porque eu tenho projeto. Eu falei assim, nossa, a gente precisa levar a mina para o projeto.
Agora para o jato aí já entendeu, ele já foi, já foi.
Mas dá altura, né, meu anjo?
Já gostou?
Não, já me deu a loucura, cara.
É um duplo sentido, você não entendeu o duplo sentido do pedido. Aí você enlouqueceu, puto da vida eu tava, cara, que os cara queria o trem. Eu falo, mas os cara quer tudo pronto, velho, como que a gente faz? Vai entrar? Pô, não, mano, loucura. Aí eu falei para o Maceto, ó, negócio é o seguinte, a ideia doida é essa. Nós sempre começamos com uma ideia doida, né? E todo mundo, ninguém acreditava na loucura. A hora que a gente fez, aí é fácil a galera aplaudir, né?
A loucura é fazer o catálogo. De que forma? A gente vai lançar um projeto por mês. Que é o projeto, não, um por mês. Como assim? Aí ele falou, mas como assim? Não, nós vamos lançar um DVD por mês.
Mas você não falou o Época Diamante primeiro?
Que a gente não, não é o que é. Eu tô pulando essa parte que já foi, já foi outra coisa.
Que o Época Diamante eu falei para o Bison depois, eu falei, cara, eu gostava de uma sonoridade, eu queria ouvir no projeto como se tivesse aqui, ó. Vamos ver, tu colocar no Churrasco em Família, parece que o cara tá tocando junto com você. Eu não queria aquela muita, é, muita maquiagem nos instrumentos.
Mas na época Diamante ainda foi, a gente pegou música sertaneja e colocou sempre no ritmo, na melodia de modão, ainda que eu queria. Aí ficou tipo assim, aí era as músicas sertanejas, só que todas remoldadas no modão. Não era o que a gente queria, porque aí pôs bateria, pôs umas coisas e outras coisas de teclado. Então não foi isso. Mas isso mesmo não agradou. A gente fez um e parou. Aí isso mesmo não agradou nenhum mercado, tipo assim, não era o que a gente tava pensando em fazer.
A gente pensou em fazer, mostrava, só que a galera tudo com o pé atrás. Falei, cara, não é esse caminho. Aí eu falei para ele, eu quero violão daquele jeito, eu quero ouvir violão que nem a gente tá no boteco.
Falei, não, é só botar flat. Então é isso aí, é desse jeito.
Porque ele não sabia falar que ele queria flat. Falei, é flat sem equalizar, sem equalizar.
Eu tô tocando Aqui, ó, assim, eu quero, eu quero isso aqui, isso aqui é o meu.
Então é violão de linha puro, beleza, entendi. Mas aí eu falei para ele, vamos fazer o lance do— ele falou, como que vai chamar? Falei, o lance vai chamar Cru e Sem Frescura. Porque a gente não vai ficar com firula nenhuma, a gente vai chegar e não é TVS não, é gravar ao vivo, tudo. Na raça ali. Não tem nem clique, não vai pôr clique. Não vamos pôr clique, é chato, né? É o lance, porque a gente fica limitando os músicos ali, os compassos.
E não vamos pôr, vamos ensaiar os meninos, vamos ensaiar os meninos. Vai ser uma parada assim, para quem olhar, imaginar tipo assim, pô, os cara tava no boteco tocando, chegou os músicos, começou a tocar e gravou. E é essa a ideia. Beleza, a gente faz uma edição ali e tal e organiza algumas coisinhas, mas é muito pouco. Então ele é bem natural. Aí eu falei, só que é o seguinte, a gente não vai fazer um, porque quando a gente faz um, a gente fica limitado àquele um, né?
Falei, a gente vai ligar o foda-se para prévia de postagem, para fazer pitch. A gente vai, não vai ligar para isso, encher de conteúdo. A gente vai encher o lance de conteúdo, vai fazer sem fazer o pitching que é falado, né? Tipo assim, a gente vai subir, simplesmente subir a música.
Música.
Fizemos o primeiro, correm atrás de patrocínio, aquele rolo. Nosso cameraman lá, o Mateuzinho, mandar abração, que é o nosso violeiro, o Mirandinha, o Feguinha, o Bruno Fega no baixo. Enfim, ajeitamos uma galera que abraçou o projeto, só os cara. Foi tipo assim, eles não são amigos, eles são irmãos, porque eles fizeram uma parada de irmão. A gente explicou a situação, mano, não tem dinheiro, o rolê é esse. Porque normalmente o músico, quando ele vai gravar, ele cobra por faixa.
Sim. Falei, cara, eu não consigo, a gente nem eu nem o Comaceto não tem dinheiro para pagar o projeto, cara. Não, não consigo te pagar. Falei para eles nada. Falei, Comaceto, vamos falar com os meninos. Aí o Comaceto também chamou o outro, eu chamei, falei, mano, a gente não consegue pagar. O que vocês conseguem fazer? A gente vai tentar achar patrocínio. Que que Aí eles falaram, vamos fazer o seguinte, a gente cobra um cachê de músico, um cachê de show normal.
Falei, cara, pode ser, eu não vou ficar enchendo o saco de editar, de tipo assim arregravar, eu vou me virar com o que tiver, eu não vou ficar enchendo o saco de vocês porque eu ia editar depois.
Cara é muito bom, né, velho?
Precisa arregar um pouquinho. A gente pegou, juntou na casa do Comaceto, juntou na casa do Comaceto, ensaiou uma galera. Né, aquele medo que não sabia o que que ia acontecer. E eu com medo também, porque tipo assim, eu ia fazer a captação lá com o meu notezinho ali simples, e a gente locou a parada que faltava. E aquele medo também porque era o primeiro. E aí, tanto é que no primeiro você vê a música 7 Gramas, que a gente vai tocar ela já já, que ela deu um up legal pra gente, tá?
O tiozinho do boteco, né? Como você falou, você viu que o tio do boteco passou de cascadeira Costas, derrubou os microfones. Eu falei, eu vi, eu fui editar o áudio, não tinha nada no carro. Inclusive, olha só, mas o carro, não, aí tinha um pedaço, eu tive que catar um pedaço ali. Mano, mas tipo assim, mas o que o menino, o que o Gui toca nesse carro, maluco, cara, não é brinquedo. Porque você dá tapa na mulher, meu amigo, só para você ter ideia, quando a gente viu ele tocando a primeira Primeira vez eu falei com o Macedo, esse menino no cajon ali, arrebentava.
Não, mas ele tocando cajon aqui, um pratinho de bateria e dois bongô na frente. Falei, que isso, cara? Faz, bicho, que loucura, o cara é bom mesmo. Aí a hora que foi gravar o projeto, falei, não, mano, não pode ser, porque é boteco, né? Não dá para pôr uma bateria num espaço tão caro. O espaço lá era muito pequeno, faltou cerveja no barzinho, faltou tudo.
A gente não sabe isso sem agradecer o Vitor. Olha só, não tinha nem dinheiro para pagar a música, Liberação. Bem legal. O Vitor Zara, essa música 7 Gramas é do nosso irmão Vitor Zara, irmãozão mesmo, cara. Ele é compositor da música, só que tem mais 2 caras ou 3, se não me engano, mais 3. Ele pegou e pagou para os outros cara a liberação para a gente poder gravar. Tem base isso aí, velho.
E tipo assim, a gente fechou de fazer o projeto, falei, como você topou, falei, mano, é loucura, vamos fazer um por mês. Beleza, loucura, loucura. Dá para editar o Bizão? Ele falou, eu vou fazer, vai fazer, vou fazer acontecer, cara, vamos fazer, vou me abdicar. Minha mulher tipo assim, não, mas nós não vamos na pizzaria, nós não vamos ali e tal. Falava, amor, não dá, não dá, eu tenho que fazer isso aqui. Ela entendeu também e abraçou também a causa.
E eu tava, aí faltava as músicas. Aí beleza, fechar o projeto é uma coisa, coisa. Conseguir as músicas é outra, faltavam as músicas.
Vamos fazer aí só um detalhe besta, né?
É um detalhe, é o principal. Aí a gente tinha essa parada do Vitor Zara, que quando eu tava em Uberlândia com minha esposa, eu lembrei e falei para o Comaceto, falei, cara, essa música, escuta essa música, você falou para mim, tira ela, testa no violão. Incrível que pareça, ó como que é Deus agindo, né? Quando eu ouvi essa música a primeira vez Tava eu e o Comaceto num barzinho aleatório e esse cantor que é o Vitor Zara tava cantando a música.
A hora que eu ouvi, eu falei, música boa, velho, música muito top. Eu pensei isso há 4 anos antes da gente gravar ela, cara. Olha só, aí ele cantando a música, eu falei, essa música é muito boa. Depois de tanto tempo a gente viralizou todo o rolê lá, eu falei, cara, aí eu liguei para o Comaceto, aquela música, porque ela é um modal atual, cara, vamos fazer ela, vamos fazer ela. Aí eu falei, é aquela música, cara. Aí ele falou, Mano, se o Zara, o Vitor Zara, a gente chama ele de Zara, liberar, eu falei, eu acho que sim, porque é muito tempo que eu não vejo ele trabalhar ela. Mas, cara, é a nossa música.
Como chama?
7 Gramas.
7 Gramas, tá.
Ela é engraçada, mas ela é uma parada bem bacana de ouvir e uma música que não fala palavrão. Isso é bom, entendeu? Ela é engraçada, mas não fala palavrão.
O nome dessa música é 7 Gramas. Porque são 7 gramas de ouro, aliança que ele deu para sua amada. Não bastasse isso, meu amigo, ele colocou até silicone na mulher.
Eita!
Só que tem um porém.
Aí que vem a tragédia.
Quem que estreou, meu amigo? Outro cara, outro homem. Só agora reparei no seu status, deve ter mudado esta manhã.
Logo Você que não tinha vaidade, agora tá usando OnlyFans.
Essa bolsa da Gucci eu não te dei, quem será que comprou para você?
Nunca gostou de bebida e cigarros, agora bebe e fuma narguilé.
Marvada?
Pensei que te conhecia conhecia. É natural, a gente erra.
Quer conhecer sua mulher? Separa dela. Eu que ralei muito para pagar as prestações, 100 gramas de ouro, 7 decepções, uma para cada ano, parcelei o meu sofrimento. Será que não se lembra que eu paguei seu silicone? E o pior de tudo, quem estreou foi outro homem. Descobri que o sexo mais caro é o casamento. Descobri que o sexo mais caro É o casamento.
Isso é verdade.
Bonito demais, coisa linda!
Você viu?
Poesia, é o que eu falo, é uma coisa sofrida, mas engraçada. Mas a poesia, a malandragem, né? Por exemplo, o palavrão, ele é um caminho mais fácil. Agora, quando tem a sacada e a poesia, mais legal. Essa música é mais legal.
E essa música, tipo assim, quando eu lembrei dela, falei com o Macedo, ela é a cabeça do projeto. Aí lógico, depois veio outra também que foi muito massa, Coração Mafioso, que é do Cult Music, né? Após o Fim também já era uma composição. Não foi, foi no segundo, no segundo, né? Aí tipo assim, aí as coisas foram acontecendo, sabe? Aí a galera, a galera começou tipo assim, eu acho que o universo vai conspirando tanto que a gente chegou, fez o primeiro Primeiro.
Aí a gente tinha 3 autorais, não é isso? É, todo projeto mais ou menos 3 ou 4 autorais, 3 ou 4 autorais, o resto era regravação.
E agora o próximo, aí a gente numa próxima é só autoral.
Aí a gente naquela loucura de conseguir as músicas, porque ninguém compõe esse estilo no mercado, os compositores, ou a gente tinha que fazer a música ou tinha algum amigo que tinha alguma outra coisa perdida lá, enfim. Enfim, aí beleza, vamos fazer o segundo projeto. Vamos fazer. Cadê as músicas?
Puta merda.
Do nada, o Comaceto me manda uma música que tu tinha mandado para mim. Eu tinha mandado para ele, ó, há um tempão. E essa música, claro, não casava com o nosso—
Se o Zé Rico tivesse vivo no mundo da música, olha que doidera. E não tem isso na música.
Não tem.
Eu falei, mas não tem escrito na música. Eu fiquei com isso.
A gente não sabia o nome. A gente não sabia o nome.
É verdade.
Aí tipo assim, ah, não sabíamos o nome. Aí tipo, qual que é o nome desse? Ele mostrou a ouvi a música, eu falei, cara, eu te mandei isso. Ele falou, foi você que me mandou. Falei, mano, ela é boa, temos que mudar só umas coisinhas aqui, dá uma apimentada, mas essa música é muito top, velho, é outra parada muito boa. Aí eu liguei pro compositor, falei, pode pôr uma palavrinha aqui e outra ali? Ele falou, não, beleza, fica à vontade, mas você não vai entrar na moda não.
Falei, não, não quero entrar na moda, só quero apimentar ela ali e boa, tá? Aí ele falou, não, perfeito, fica à vontade, manda bala. Aí ele mandou a música pra nós, aí a gente foi gravar Foi gravar. A gente gosta muito de testar as músicas antes de gravar valendo. Então a gente testa nas redes sociais, no, né? Então tipo assim, aí a gente foi gravar essa música aí, eu não sabia o nome da música, liguei para ele, peguei o celular, pá, liguei para ele. Ele falou, o nome da música é Se o Zé Rico Tivesse Vivo, cara.
Aí os artistas tudo grande começou a seguir a gente. O próprio Henrique do Henrique Juliano postou essa música. Então veio a galera toda seguir a nós. O Matheus, Matheus Kauan, Daniel seguindo a gente, com certeza. Tipo assim, Cara, uma galera assim que a gente é fãzasso.
Essa do Zé Rico, o Comaceto falou assim, cara, mas não tem na música. Falei, pois é, eu falei para o compositor também que não tem o nome. Falou, não, porque eu já tive muito problema com plágio e tal, e eu não quero correr o risco. O nome é esse.
Por causa do nome também, às vezes tu bota o mesmo nome de outra música igual, aí dá aquela confusão.
Aí ele falou, falei, ok, é esse o nome, o cara é o autor da música, ele sabe o que ele quer. Só que eu falei para o Comaceto, a gente precisa dar um jeito nisso.
Isso.
Aí ele falou assim, eu falei, mano, vou falar isso antes de começar a música, vou fazer um versinho, falar assim, se o Zé Rico tivesse vivo, ele cantaria mais ou menos assim. Mas aí entrou um duplo sentido nessa parada que eu não saquei na hora. E veio com maceta também. A galera achou que o Comaceta ia cantar igual o Zé Rico, que ele lembra, aí ia copiar. Mas não é se ele cantar igual o Zé Rico, mas foi bom porque deu aquele, é, deu, foi bom.
Mas tipo assim, seria teria, se o Zé Rico realmente estivesse vivo e cantasse o modão hoje, ele teria que atualizar as palavras. Então ele ia falar com essas palavras, entendeu? Então é isso.
Mas depois a galera entendeu, e ela é mais ou menos assim, ó: não se faz amor igual antigamente, tá difícil até a gente se envolver, não existe Tinha mais boteco bom pra gente, agora é tudo bar de narguilé. A cachaça era pura aguardente e hoje até metanol se bebe sem saber. É verdade, as modas eram mais apaixonadas, as mulheres tinham bola de cristal.
Hoje a moda é ver homem de saia.
Tem mulher que mata cobra e mostra o pau. Será que estou num mundo diferente onde ouvir besteira é tudo natural? Não aguento mais beber cerveja quente e saber que fala, tô dizendo, normal.
Bonita, hein? Bonita.
E essa música é de vocês?
Não, essa é de um compositor, né, de dois compositores. A gente colocou o Todes e o Metanol.
E Brincadeira tem uma parte lá que a gente mudou também um pouquinho, é uma parada bonita, deram uma lapidadinha.
A gente colocou o nosso molho na música, deu uma diamantada nela, né?
E aí foi crescendo para caçamba.
Então isso tudo foi estruturado, isso foi no 2, no Cruzeiro Sem Frescura 2. Aí que que tá acontecendo. Aí já alguns, algumas pessoas começaram a entrar em contato porque a coisa tava indo bem, mas assim, a gente ainda não tinha furado a bolha. Que a gente, quando fala furou a bolha, tipo assim, a gente chegava nos lugares, pessoal conhecia, essa música e as 7 Gramas eram, estavam muito conhecidas. Tem Após o Fim também, que é uma romântica, que também o pessoal começou a conhecer demais.
A Coração Mafioso. Mas a gente ainda tava num estágio assim que tinha procura de shows, mas às vezes não vendia, tá, entendeu? Vendia tipo assim uma parada menor, um show acústico. A galera tava naquela vibe assim, muito assim, pô, os menino faz o esquema no bar, eu vou chamar eles para tocar no meu aniversário que vou pagar um X pila aqui, e aí vamos fazer. E não era também o que a gente queria. A gente sempre almejou uma parada top, porque aquele lance do boteco era tipo fazer com o mínimo possível de investimento evento para mostrar que a gente era musical e que a gente tinha músicas autorais.
A ideia era mostrar que não tinha dinheiro também, né?
Não tinha dinheiro.
Você podia mudar teu nome, né?
É, você sabe que nós chegamos, né?
Comaceta.
Acho que vai, você tava pensando ali, né?
Você tá vendo?
Come seta.
Todo esse tempo para mudar uma letra.
Nós chegamos numa fazenda lá em Campinas.
Bezói com Miceta, né?
Bezói com Maceta.
Nós chegamos numa fazenda em Campo Grande, chegamos numa fazenda lá em Campo Grande, e o dono da fazenda, a hora que falou, chegou em mim, chegamos, né? Chegou no Comaceta. Como é o nome da dupla?
É o Bezói com Maceta.
Nós chegamos na fazenda em Campo Grande, chegamos numa fazenda lá em Campo Grande, e o dono da fazenda, a hora que falou, chegou em mim, chegamos no nome, né? Chegou no Comaceta. Como é o nome da dupla? É o Bezói com Maceta. Mandar até um abraço gigante para ele, porque ele foi, ele ajudou demais no patrocínio do primeiro Cruzeiro né? E depois não quis nem que divulgasse nada para ele. Enfim, foi demais. E ele falou assim, como assim? Nossa, como que é? Aí eu comecei, repete, como que é?
Bizão e Comaceto.
Nossa, mas que nome ruim, puta que pariu! Que nome ruim, tiozinho, já uns 80 anos. E acabou com o Comaceto. Comaceto chateado. Eu olhei para ele assim, sem entender muita coisa, né, que eu não tinha ouvido direito. Comecei chateado assim. Aí o Comaceto todo chateado Prazer, como que é o nome do senhor?
E o seu nome?
Seu nome? Aí falou, Valfrido.
E do teu irmão?
Do teu irmão, Daltinho.
Eu falei, o de vocês que é lindo, o nosso que é feio.
Resumindo, nós ficamos 3 dias cantando na fazenda dele, batendo viola, fizemos festa lá, enfim. E quando foi gravar o Cruz Sem Frescura, eu lembrei, porque aí a gente foi fazer um show, ficamos na fazenda dele. Quando a gente chegou em Goiânia Goiânia, a gente enturmou. Ele gostou tanto do nosso, da nossa vibe ali de cantar para ele e tal. Chegou em Goiânia, ele falou assim, irmão, ele pegou o meu Zap, ele chegou em Goiânia, ele falou assim, eu falei, ô, Seu Valfrido, chegamos aqui, graças a Deus, o senhor pediu para avisar, tá tudo bem, obrigado pela receptividade e tal.
Cara, um amor de pessoa, não só ele como todo mundo lá. Enfim, é muita gente, galera de Campo Grande total. Aí ele falou assim, me manda o teu Pix Pix e o do Comaceto, que ele já sabia o nome certinho, que era ruim, mas ele decorou.
Decorou.
Manda o teu nome, Bizão, o teu Pix, Bizão, e o do Comaceto, e vou mandar a gasolina para vocês aí. Eu falei, não, Seu Valfrido, fica tranquilo, a gente já foi, tá tudo certo, já tá. Não, já manda o teu Pix e o do Comaceto que eu vou mandar a gasolina para vocês. Se você não mandar, eu vou ficar chateado com você. Falei não, eu tô precisando. Pode mandar assim.
Aí eu saí, por isso que eu sou seu fã.
Queremos a K2.
Se quiser mandar o posto para mim, fica à vontade.
Aí eu mandei, falei não, você é minha doutora em ciência, né?
Herdeiro melhor, que ela faz venda dele.
Mandou, cara, ele mandou tipo assim, eu não acho que foi R$2.000 para cada um ou R$1.000 para cada um, cara. E aí tipo assim, Eu falei, puta que pariu, cara, como que seu Walfrido é demais, mano, cara massa, né? E vamos fazer o Cruzeiro Frescura. Eu lembrei, falei, eu vou pedir um, ele tem uma parada lá, ele é advogado. Falei, ó, a gente divulga o escritório do senhor aí. Aí ele falou, manda o Pix teu que eu vou, eu vou te ajudar como eu posso aqui, não com muito, mas eu posso fazer o que eu puder, eu vou ajudar, cara.
Ele mandou mais do que eu esperava. E tipo assim, aí depois que tava o projeto gravado, eu mandei, liguei para ele, né? Eu falei, Seu Alfredo, manda a logo do escritório do senhor que a gente vai pôr no final aqui do vídeo e tal. E enfim, como apoio, não quero nada.
Tu pensa um sacrifício que era aí, velho, legal, cara.
Não, tipo assim, a gente encontrou várias pessoas no meio do caminho, mas é assim, né?
Todo mês eu tinha que correr atrás de patrocínio, cara.
Era uma louca, era até hoje.
Fiquei rico, fiquei pobre, fiquei rico, fiquei pobre.
Entrava dinheiro, mas aí Tipo assim, a gente foi, tinha um mínimo para pagar esse projeto. Os meninos faziam uma parada de irmão, mas tinha um mínimo e a gente precisava desse mínimo, que a gente não tava fazendo show e nem ganhando. Aí foi acontecendo até que a gente chegou na Mundão Moderno. A Mundão Moderno, quando a gente fez, a gente começou a compor, né, a juntar a galera e compor. E aí também começou alguns compositores compor com gente, o Vitor Zara, o Couto Music, Juliano Couto.
Ele aí, a gente tava junto com o Juliano no dia, com o Couto. Tínhamos feito duas músicas já lá na casa do Couto.
Inclusive as músicas que o Couto manda para nós é Coração Mafioso, Não Existe Mulher Feia, Já Venci. O cara só libera para nós, né? Tudo mundo moderno também é dele junto com nós, cara.
Tipo assim, tá sempre com a gente acreditando também na parada desde o primeiro.
Que legal!
E aí tipo A gente tava compondo com ele. Não, vamos reunir, compor. E aquela, fizemos duas músicas, tava meia-noite e pouco, já indo embora. Aí o Comaceta: não, vamos fazer a terceira.
Eu tava no arco, deixa eu ficar dormir, cara.
Aí todo mundo, eu e o Couto com sono, né?
Não, meu Couto, meu limite é duas.
Aí eu falei: porra, velho, não tem o limite não mesmo. Não vai embora não, não sei o quê, vamos fazer alguma coisa. Eu falei: Comaceta, para para com isso, cara, para com isso. Aí eu falei, ah, então tá bom.
Eu queria fazer muito, falei, cara, a gente quer fazer uma música animada, eu quero a pegada Raul, porque a gente tinha gravado um Raul, vocês, os onde tinha Cowboy Fora da Lei. E eu fiquei muito naquela coisa, eu quero algo mais, que é uma parada nesse tempo, nesse esquema, cara, nessa pegada.
Aí ele falou, não, como assim, isso aí é— aí, puta. E nós tava doido para ir embora.
Enquanto tem o áudio todo lá, mano, nós compondo, cara, massa para caramba, loucura. Nós dava risada e coisa.
Aí tipo começa, mas então vamos fazer uma uma coisa doida aqui, já que você quer fazer, então fazer uma coisa doida.
Vamos embora.
É, daí eu falei do negócio do carro, não sei do quê. O Comaceto falou do Del Rey. Eu queria colocar o Del Rey porque aí Del Rey, Del Rey, isso é muito bom, velho.
Porque o 38 engatilhado, não sei o quê, aquele meme. Eles iam colocar outro carro porque a gente já tem uma música que é a Placa Preta, e eu também peguei daquele meme, Del Rey ligado, 38 carregado, puta no colo, cigarro aceso, começou o fim de semana, uma coisa assim. Aí eu coloquei, aí ele falou, não, vamos botar outro carro. Tem que ser o Del Rey. Del Rey é massa, velho.
Cara, Del Rey já tem o gatilho do Neme, né? Aí tipo assim, aí só que a gente começou a pôr umas coisas na música e aí tipo assim ficava, a gente tinha que arrumar um contexto. Aí eu falei, cara, meu vô tinha um Del Rey, meu vô tinha um Del Rey. Aí falou, então vamos bater o Del Rey. Eu falei, aí, cara, essa parada de pôr assim, você já pensou se o cara, porque eu fiquei puto uma vez que aconteceu lá em casa, como assim? A gente fez uma reunião com um cara lá em casa casa. E esse cara, ele bebia café descafeinado.
Foi.
E eu nem sabia, cara, era essa, velho.
Fui para casa, deu uma raiva, cara.
Suco do Cid. Eu falei para ele dar com café normal, para ele, ninguém vai ver.
Falei, mas vai que morre.
Descafeinado. Eu ia pegar o normal. Falei, vou subir ali pegar um. Eu fui, fui até em casa, minha esposa falou, ele vai perceber.
Foi dar o normal, mano, ele vai perceber.
Eu falei, Será, meu Deus? Aí, como a Ceto ficou lá enrolando os cara lá na área de lazer, e aí eu peguei e falei, vou ter que ir atrás desse café. Eu fiquei aí meia hora depois, apareço eu com saquinho de café caro, que é um trem, aquele saquinho pequeno, cara.
Não presta, pode botar fora.
Putz, foi ele, tomou a xícara e acabou, joguei o resto fora. Ninguém aguenta aquilo lá. Não, desculpa, gente, tem gente que gosta.
Aí beleza, cerveja sem álcool também é outra coisa.
Pelo amor de Deus, pelo amor de Deus.
Meu Deus, aí eu fiquei com aquilo também na cabeça. Falei, não merece, que raiva, velho. Fui lá, comprei um café para o cara, paguei caro, não deu certo nada do que nós falamos ali com o cara, não rolou nada, né? Só perdeu tempo. Aí beleza, aí fomos fazer a música. Falei, mano, tem a parada hoje, café descafeinado, né? É cerveja sem álcool, esses trem tudo doido. Aí começou doce sem açúcar, aí começou a vir as paradas, brincadeira, café sem açúcar, dança sem paz.
É o Buchecha também tem, né, aquela música, né? Assim sem você, né? Avião sem asa, fogueira sem brasa, futebol sem bola, pio-pio sem frajol.
Então tipo assim, sem tomada, carregador, carro na tomada, carregador sem tomada.
Porque hoje o carro você põe na tomada para carregar, e o celular você pega o carregador, põe aqui, não precisa da tomada para carregar. Então tipo assim, aí a gente foi pensando nessas paradas.
Quando eu queria fazer a segunda parte ainda, aí não, mano, já tá grande demais.
Nós fizemos uma baita de um texto, comecei— não, porque eu comecei, não queria deixar nós ir embora, essa que é a verdade.
Ele queria amanhecer, eu disse, já era 4 horas da manhã.
Aí fizemos no tom errado, né?
Foi muito baixo.
É, aí no outro dia tem um grupo, né? Faz a composição, manda no grupo aí. Não, massa, ficou massa para caralho. Ouvi assim, falei, mano, tá massa, mas parece que não tá certo ainda, né? Acho que nós tá muito bêbado mesmo. Eu falei para ele, cara, tá baixo, nossa, tá parecendo tipo assim 4, 5 tons abaixo do original. A gente tá muito doido, mas saiu a melodia. Mas não, mas vamos encontrar o caminho, vamos acertar isso aí.
Bateu, ficou, é tipo assim, bem, bem gravado, parece que parecia falada, né?
Aí o Comaceto Não, eu falei, mano, tem que ajeitar isso, tem que arrumar o tom. Aí começamos a produzir, faltando 2 dias para o Cruzeiro sem frescura 5, lembra? Não tinha arranjo, não tinha tom da música, não tinha nada, só tinha um texto ali.
Correria da porra.
Chamei o Comaceiro, falei, vem cá. Aí cantamos, achamos o tom da música. Na verdade, achou por telefone, né? Você falou, pega o violão aí, faz aí, porque não vai dar tempo de você vir aqui não. Canta aí, deixa eu ver que jeito fica. É O som é esse. Agora falta o arranjo, falta criar a parada e no outro dia ensaiar com os músicos para depois no outro dia gravar.
Porque o nosso jeito que a gente canta, ele já é diferente também do normal. Se um cara canta vovô bateu 2 vezes, já fica diferente. Nós cantamos de um jeito que o Bizão faz muitas terças, coisa mais pegada meio mexicana, usa muito isso, né? O Sul também lá usa muito isso, essas terças, essas referências mexicanas. O próprio Zé Rico também usava muito, né?
O próprio Zé também tinha muito.
Uma, aquela, como é que é, mariachi, uma, uma, vaneirão com mariachi.
Isso aí, isso aí, uma parada doida, uma mistura doida. Só que aí a gente tinha essa influência do Cowboy Fora da Lei, que a gente tocava assim, ó, a roupagem nova era assim do Cowboy Fora da Lei, canta um pedacinho, ó: Mamãe, não quero ser prefeito, pode ser que eu seja eleito, alguém pode querer. E por aí vai. Ela ficava nesse country, mas ia mundão moderno, tinha que ser essa parada. Nada. Só que aí a gente, beleza, achamos o tom da música.
Criei, o Couto tava até comigo no estúdio na época. Não tem, o Couto tava comigo no estúdio. E aí ele falou, cara, mas e agora o arranjo? Falei, calma, Couto, vamos esfriar a cabeça, calma que vai vir o arranjo da música. Ele foi embora, levei ele na porta, pegou o elevador e tal, desceu, foi embora. Bora. Cheguei no estúdio, aí tem coisa que a gente faz sempre numa métrica, né? De tanto treinar, você tem as métricas, você sabe o que pode dar certo, que pode dar automático.
Mas tem coisa que é divina, tem coisa que não dá para explicar. Simplesmente eu comecei a criar o solinho da música e casou demais com a música. E aí, a hora que eu mandei para o Comaceto, mandei para o Couto, aí eles falaram, pô, não sei o quê, acertou, acertamos aqui, não sei o quê. Eu falei, cara, massa, os cara gostou, foi o caminho certo. Né? E aí, porque era um lance de country, country rock, na verdade, parada era essa.
Só que aí a gente tinha uma letra polêmica e todo mundo com medo. A gente tava com medo de ser cancelado, derrubado. Por mais que, como você sempre fala assim, a gente já nasceu cancelado, né, pelas coisas que a gente já fez. Só que tipo assim, a gente tava falando uma parada de sociedade, o que acontece no país, muitas coisas Entendeu? A gente sabia que podia dar muito certo, como podia também ter o risco de dar muito errado.
E a galera também no mercado começou a falar para nós dessa música, ela é um, é uma bomba relógio.
É um risco, é um risco.
Talvez outro, outro cantando talvez poderia, não sei se talvez a rede não estivesse tão preparada do jeito que a nossa já tava, com os memes, com aquelas brincadeiras, talvez teria dado problema.
Mas aí não ia fazer, tá com o pau.
Quando a gente gravou, no dia gravando essa música, a galera veio de um jeito que nunca veio em nenhuma das outras gravações, sem ter ouvido, sem ter ouvido.
Porque nós chegou no DVD, o pessoal não chega lá, não sabe que música que é.
A gente não é aquela parada de DVD que você tem as meninas contratadas. A galera normalmente contrata as meninas, passa música para galera ensaiar. Não, nós era assim, era aleatório, é os bebo tudo, é os bebo ali. E aí esse movimento começou a crescer porque a gente tinha preocupação de não trazer problema para o cara do barzinho, tá? Porque a gente não queria que desse polícia, que o cara fosse multado, porque a maioria dos cruzeiros em frescura em Goiânia foi sem autorização, né?
Acho que todo, não teve nenhum.
E aí, tipo assim, então a gente não queria travar o bar, travar a rua para não dar polícia.
Só que trava, né?
Só que começa o número 4 e o número 5, a coisa começou a correr tanta notícia, e a galera: vamos lá que é bom demais, vamos lá que é bom demais! E começou Divulgou 7 dias antes, 5 dias, porque a gente começou a divulgar, postar, a galera começou a ir. E aí, a hora que a gente fez a música, a galera veio de um jeito totalmente diferente. Cara, pensei comigo assim, né, isso aqui, olhei para o Comaceto, será que acertamos? Parece que é um trem diferente.
Aí beleza, aí foi fazer, aí essa a gente fez o pitching de lançamento dela, fez o pré-save dela, foi muito bem. Lançando, lançando.
A gente fez algo diferente que ninguém faz. A gente já lançava ela cantando refrão, cantando ela, uns pedacinhos dela, antes mesmo dela tá no áudio disponível, né, nas redes sociais.
Viralizava, cara, viralizando aquela loucura.
Aí, pô, lançou a moda.
Isso aqui tem coisa diferente. Lançou a moda, ela veio tipo uns 15 mil visualizações, plays. Ela começou, ela começou numa parada muito bacana, ela começou assim tipo uns 15 mil plays por dia, né? Depois foi para 20, 30, começou a subir de uma forma assim, até que um belo de um dia eu acordei. Aí a gente, o Herbie Gauss falou assim, o dia que ela der, o dia que a música— ele tinha falado isso para mim, eu guardei lá no começo— o dia que uma música de vocês ela der 30 mil players por dia, a gente tem que acender a lâmpada e ficar ligado, porque Tem que trabalhar, é um sinal, é um sinal. Ela começou quase 15 mil, 14 mil e pouco no primeiro dia.
Já porque ela no segundo dia ela já deu tudo.
Aí não, aí foi, aí foi no segundo dia 25. Aí no, lá por depois de uma semana, 50 mil. Aí eu lembrei do que ele falou, 50 e pouco, 60. Aí eu liguei para ele e falei, ô, por dia, né? Lembra quando você falou 30, que era 30? Aí eu falei, então aqui tá, eu tô vendo aqui, deu 50 e pouco mil players. Aí ele já me jogou um balde de água fria, né, porque ele entende do negócio, eu não entendo tanto, ele mexe com digital, né. Aí ele falou, não, mas aí você tá vendo o álbum inteiro, não é só ela.
Aí ela tinha dado 28, uma coisa assim. Aí eu falei, ah não, beleza, então beleza. Aí passou uns 2 dias, né, eu até falei para o Macedo, liguei para ele, falou, tem um trem errado aqui, velho. Véio, que eu abri o trem aqui, só ela. Aí eu aprendi a ver, ele me ensinou, né? Aí só ela tinha batido cento e tantos mil players. Aí eu já passei, liguei para ele, falei, bicho, aconteceu um doido aqui, cara, não sei o quê. Tem um trem acontecendo aqui.
Ele falou, mas que doido? Falei, vê aí, vê aí, vê aí que eu vou desligar. Desliguei, liguei para o Erbigaus. Erbigaus, lembra aquele dia que você falou assim que era 28, mas era que eu confundi de eu vou te mandar um print aí, você dá uma olhada aí que eu tô te mandando um print aí. Eu falei, e agora?
Agora como que a gente faz?
Aí ele falou, porra, boi! Ele chama a gente de boi, né? Ele costuma falar todo mundo boi, boizeira e tal. Porra, boi, que loucura, velho! Agora o trem veio mesmo. Falei, pois é, cara, não tô entendendo mais nada não. Falou, não, mano, tá acontecendo, trem aconteceu, furou a bolha. Que a gente tem um ditado que fala furou a bolha. Olha, aí, mano, aquela loucura. Aí é a galera, tipo assim, mundão moderno entrava, entrando no Instagram, e tipo assim, vários e vários vídeos, a galera postando a música.
O Chelsea, cara, postou.
É, o Chelsea postou a música no TikTok lá, postou, cara. Então tipo assim, aí eu falei, cara, que loucura, velho.
Mais de 100, mais de 120 mil, acho lá. Pessoas gravou com áudio, uns postou vídeo com ela no TikTok.
E tanto eu quanto você fazendo mímica, né?
Tanto eu quanto o Comaceta, a gente sempre achava assim, existe sim a parada viral, mas existe uma parada que tipo assim, lógico, tem que empurrar, fazer um investimento na música e tal.
Ainda mais YouTube, né, cara?
Então tipo assim, mas chegou num ponto, cara, que aí eu fiquei assim desacreditado. O Comaceta também falou, cara, a gente saiu sem, tipo assim, a gente tinha dinheiro para comer. Se a gente tirasse da nossa comida e pusesse no projeto, a gente não ia vai comer, entendeu? Aí tipo assim, aí a galera ajudou, aí a música, sabe, tudo foi acontecendo porque essa música ela podia ser talvez de outra pessoa, talvez outro poderia ter feito a música, né?
Vai saber.
Então tipo assim, tudo foi conspirando. Aí a hora que aconteceu, falei, cara, eu não acreditava que o viral, que existia uma parada viral para alguma música ou algum tipo de música.
Ainda mais no mundo que hoje o Spotify, se for ver, cara, os top 50, não é criar polemica, mas assim, tem música que é top 1, tu nunca ouviu, velho.
Exatamente.
Top 2, top 3, eu nunca ouvi.
É normal.
Como que essa música é top 1 Brasil, top sei lá, top 5? Eu não conheço, eu nunca ouvi, cara.
Exatamente. Agora, agora a resposta nossa para entender que foi orgânica mesmo, a gente começou a chegar nos lugares, nos shows, esse cara aí tinha fila para ir no camarim, né? Os cantor do vovô, os cantores Aí teve caso de show que a gente chegou assim, a galera fazendo fila.
Último show que nós fizemos aqui no Paraná, por dentro, o cara botou um Del Rey dentro da noturna, cara. Foi o nosso lugar de, de, praticamente, apertar. Falei, nós vamos bater aqui no Del Rey aqui mesmo. Del Reyzão, rapaz, isso aí que é raiz. Os cara falando, não tem aqueles negócio aqui. Batemos com o Del Rey, Del Rey no fundo lá, e batendo foto com o povo. Bem legal, né?
Porque assim, chegou num ponto que aí a galera entendeu. E eu acho que tudo partiu do primeiro show que a gente fez, realmente, porque a música viralizou e ainda tinha alguns que não entendiam que a gente tocava realmente, tinha banda, tinha um esquema completo. Aí a gente fez o primeiro show e postou, e a galera cantando, né?
Onde foi?
Fernandópolis, São Paulo, na exposição de Fernandópolis. Aí a gente montou, a banda foi montada às pressas.
Antes de se fazer o show, o Erbigal chegou em nós e falou assim: boizeira, todo mundo com medo, vamos, vamos dar uma volta aí no na Expo, é Fernandópolis, vai ver se, como é que tá a fama de vocês, vai ver se o povo vai conhecer e tal. Puta que pariu, São Paulo, Fernandópolis, cara, e se ninguém conhecer nós, que vergonha!
Eu falei, mas vocês vão chamar tico, pera aí, como vai ser?
Porque eu tô pegando uma melancia lá para mim, outra você, nós vamos pegando um frito no pescoço, falar, agora dá uma volta lá, o negócio para poder testar.
Aí vai, bora, vamos, bora! Nossa, velho, cara, saímos, foi o primeiro, parou nós, que daqui a pouco começou os carros de som tocando nossa música, a galera aqui, legal, viu? Falei, colocaram a música Era legal ter gravado isso para fazer um TikTok, né?
Fazer um doc, né?
Aí tipo assim, a galera parando, os meninos aí. E muita gente, por mais incrível que o nome é estranho, né? Então tipo assim, a galera ainda chamando a gente pelo nome.
Que que é o legal, cara? Legal, a gente criou uma parada na internet que o povo conhece, igual vocês. Vocês chegam, todo mundo conhece vocês pela imagem. A imagem de vocês é muito forte, né? Então tipo assim, a O povo chega em nós e conhece nós pela imagem. Um cara reconheceu o Bizão pelos anéis lá na rodoviária. Então tipo assim, cara, é muito massa.
O cara viu assim, ele parou de caçar, que aí ele abriu a foto, deu zoom, falou, ah, os anéis.
É muito engraçado. Eu olhei, mas não sabia. Eu vi pelas tatuagens, né? Aí fui ver se você tinha, aí eu reconheci você pela tatuagem.
É massa, né, velho?
É massa.
Posto lá antes de subir para a serra, tava com meu pai, tá no posto, daqui a pouco passa um caminhão e para e olha, e olhando para mim, olhando para mim, dois caras no caminhão. Eu fiquei imaginando que é briga. Você quer o bisonho com maceto? Eu falei, não, eu sou com maceto.
Essa música vocês estão falando é Mundo Moderno, né?
Mundo Moderno.
Só para vocês terem uma ideia, vocês que que estão aí assistindo, o Ticaracatica, tava dando uma olhada aqui no Spotify, eles estão com 2,2 milhões de ouvintes mensais, e essa música já bateu quase 11 milhões de plays no YouTube, tá acho que mais de 24 milhões, beirando 25 milhões já.
Que beleza, mundão moderno!
E essa daí é a décima música que a gente lançou, a gente lançou de trás para frente, é porque todo mundo fala assim, mas e aí a próxima e tal.
A gente fala, calma, não se preocupa, essa é, a gente vem de trás para frente. Então essa era a décima, agora vai lançar a nona, vai lançar a nona. Então tem que ter esse primeiro sucesso.
Vamos embora!
Humildade da gente, né, irmão?
Vamos lá! Vovô bateu, o Del Rey ficou em coma por 30 anos, o vovô ficou na lona, quando acordou se assustou com as novidades e eu com calma fui contando os detalhes. Vovó, com herança dele, virou sugar baby.
O seu caçula viciou nos mato-verde.
O mais velho até mudou o vocabulário, agora é todos é do grupo não binário.
Vovô não gostou deste mundo moderno, reclamou e pediu um resumo É rato correndo atrás de gato, gato mordendo cachorro, o vovô tá apavorado. É cerveja sem álcool, é café sem cafeína, doce sem açúcar, tá desesperado. Mendigo pegando mulher dos outros, padre passando rodo, presidente presidiário. É carro na tomada carregado ou sem tomada, uns pendrive feito pra sondar fumaça. Vovô não gostou deste mundo moderno nem um pouco.
Muito boa, muito boa, velho.
Pô, muito bom.
Aí você imagina o cara acordando de um coma 30 anos depois, nos anos 90, e vendo tudo isso. Ele vai falar o quê, cara? Porque nos anos 90 não tinha cerveja sem álcool, café descafeinado, os pedaços doce, açúcar, celular. Não tinha, mano, não tinha. Tipo assim, é loucura, né?
Se for ver, a gente é de uma geração que veio da era analógica para era tecnológica, né? Exatamente. Você viu a locadora virar, como é que fala hoje, o Netflix. É, entendeu?
Você viu o cinema virar locadora, locadora virar Netflix.
Disco de vinil, hoje nem pendrive praticamente, o pessoal tá usando hoje é digital, é YouTube. YouTube, é tudo na nuvem.
E o pendrive, o cigarro eletrônico, como é que tu explica para uma pessoa?
O negócio eletrônico soltar fumaça, não adianta você explicar.
Doideira, né, cara?
Não entende, não entende.
Imagina isso, o cara 30 anos, orelhão, cara, uma dificuldade.
Você tinha que botar a ficha, colocava a fichinha lá, depois ele foi para o cartãozinho, e aquele bagulho comia ficha, meu amigo, comia. É uma dificuldade você conversar.
Que bom, hoje é de graça, né?
Hoje é, e vai fazer o quê?
Você paga o plano do seu celular, mas é mais acessível, né? Que bom também, né?
Bom, é a mesma coisa, as coisas boas e ruins, né?
Por isso que as nossas músicas, a gente tenta sempre pegar essa parada de do que era e do que é hoje, entendeu? Principalmente o mundão moderno, a gente retratou isso porque não adianta. A música também, ela tem que se remoldar porque os assuntos mudam, as situações mudam, né? Os carros mudam. Então, tipo assim, a gente tenta pegar o papo atual. E uma coisa que a gente percebeu que para nós deu muito certo, não quer dizer que não tem fórmula, o sucesso exatamente não tem fórmula.
E você gravou na tua casa essa música? Não, no estúdio.
Não, a gente gravou no boteco ao vivo. Aí faz no boteco ao vivo. Aí eu editei no meu home studio em casa, editei track por track ali, canal por canal, porque é sem clique. Se fosse com clique, com o metrônomo, era mais fácil você editar, né? Porque aí sem metrônomo a gente tem que ter um metrônomo imaginário na cabeça para você conseguir organizar. Organizei tudo, aí mandei para fazer a mix e master com até um grande, foi demais também, o Emílio Borges, que fez a mix e master muito foda. E aí entregou esse material.
E, cara, e vocês têm empresário hoje? A tua mulher, como é que tá?
A minha esposa é minha parceira de não só na música, né, de negócio, mas o Bizão tem a parte dele. A gente é sócio, eu, o Muzon e o Arbigaos.
Hoje na dupla tá eu, Comacete e o Arbigaos. A gente não tem empresário porque chegou num ponto, tipo assim, teve vários escritórios que veio conversar e tal, até são amigos nossos até hoje. Só que tipo assim, a gente viu, pô, vamos nesse caminho, porque aquele receio talvez de entrar num escritório X ou Y e talvez não conseguir fazer o que a gente queria fazer, entendeu? Então a gente é muito grato também, todo mundo que veio ajudou a gente.
Mas aí a gente tá nessa parada sozinho e no início assim, tá indo bem, tá indo bem.
Tá fazendo quantos shows por mês?
Vocês estão fazendo hoje, graças a Deus, é a média aí de 10, 15 shows, né?
Fizemos, vamos tentar no Uber, né, velho?
Na verdade, a gente tá em cima para cantar Para 1.750, para quem dormiu no carro.
Olha só, em Prudentópolis os cara, na verdade, a gente abria agenda para junho e aí não teve como recusar o convite de Fernandópolis, que foi o primeiro, né? E aí, tipo assim, a gente montou a banda às pressas também, cara. Tipo assim, foi uma loucura.
Já tem busão ou não?
Compramos agora. Não batam, por favor, estamos pagando, viu, gente? Não compramos, financiamos. É do banco, né?
Senão É tipo assim, antes do dinheiro vem o reconhecimento. A galera, você fica famoso, mas o dinheiro não cai, né? Famoso assim, né, entre aspas. A galera começa a te reconhecer na rua, achar que você tá rico, mas você não tá, porque o dinheiro não cai. Mas a galera te reconhece. Depois, graças, né, a Deus, vem o crédito, mas o dinheiro ainda não vem. Mas o crédito veio. Então quando veio o crédito, a gente tá gastando muito com aluguel, de van e tal, e tava ficando muito caro.
Aí veio o crédito, só que veio, falou, bom, vamos financiar o bizarro. Lógico, aí vamos lá, financiemos.
Ainda não tá plotado, vai ser plotado aí, vai estar dando igual aqueles ônibus de turismo.
Não tá plotado ainda.
Não, nós vamos plotar aquela marca assim, Rurais.
Boa também, faixa amarela. É bom, Rurais é bom, hein?
Tem que ter frescura. A gente tava fazendo um show lá em Prudentópolis e acontece, né, cara, do show às vezes para o som. É uma máquina, né? Uma hora para, trava, pode falhar.
E na nossa vez, na nossa vez é sempre assim.
Se você comprar lá não, ele cresce, daquele jeito.
E aí, como assim? Calma, não fala toda a verdade.
Aí parou, parou o som lá. E aí nós pegou o visão, falou: pega o violão, vamos fazer o bar de violão. Moço, o povo enlouqueceu, adorou.
Aí a parada é o seguinte, tipo Tipo assim, o som, beleza. O técnico falou para mim, a potência tá esquentando. Aí a banda tocando, aquela pressão, e eu tive banda baile, né, mais ou menos entendo assim. Eu falei, pô, se tirar a pressão, falei, então aí eu falei, então vamos, vou ganhar tempo para os meninos, né, dar uma organizada. Falei, o negócio é o seguinte. Aí deu aquela voltadinha, o som, que já era a terceira vez que parava.
Aí voltou o som, o negócio é o seguinte, vamos fazer o seguinte aqui, enquanto os meninos ajeita aqui o Bom, o pessoal da banda pode descer, pode descer todo mundo da banda aí, vai lá, vai lá tomar uma água, vai para o banheiro, nós vamos fazer um trem aqui só voz violão. Eu falei, tinha avisado, comecei a fazer voz violão para dar um tempo para os cara aí arrumar o trem, né? Aí voz violão, como assim? E eu, como assim voz violão para nós é normal, só que a gente não sabia se o povo ia gostar ou se odiar.
Aí foi bom porque aí a gente começou a fazer algumas músicas nossas, fazer músicas conhecidas, a galera, aí a galera veio mesmo. Aí ganhamos ali uma meia hora, né?
Aí, cara, quando nós terminamos o show, aí voltou depois a banda, eles trocaram as caixas e tal, voltou.
Aí, detalhe, foi voltando a banda devagar, arrumou. Aí eu falei para a banda, agora vamos fazer o seguinte, vamos testar um negócio, vamos voltando a banda devagar. Primeiro vem um sanfoneiro, depois o violonista, esquentar, aí entrou a bateria. Agora a bateria, eu falei, baterista, agora você só, só bate o bumbo da bateria aí, vai devagar. Aí foi Foi organizando aí, o técnico fez assim para mim, agora faltou todo mundo.
Aí é isso, cara. O dono chegou em nós e falou assim, chegou em mim e falou, cara, já teve duplas que veio aqui, aconteceu isso, e os cara desceu do palco e não foram embora, não cantaram, não continuaram. Falei, cara, que loucura, como assim, velho? Porque o artista fala assim, o artista não pode ser dependente dessa toda essa produção, entendeu? Aqui é verdade, aqui não tem maquiagem, você tem que saber pegar o violão, voz violão, e se virar, cara.
É, e se não tivesse nem som lá, a gente teria feito alguma coisa até. A gente cantava nem que fosse na goela ali, cara, porque o lance é o seguinte, é, não é todo dia que você tá lá para te ver, né, velho? Pois é, a galera foi ali, pagou ingresso, tá ali.
Não vou fazer o show nem que seja inteiro no voz violão, mas tem que ter um respeito mútuo, né?
Tem que fazer um tipo assim, a gente precisa desse público que tá ali. Esse público foi ali porque eles gostaram de alguma parada e estão curtindo o nosso trabalho.
Agora eu falei para ele, a gente precisa conquistar isso cada vez mais, porque Ticaracatica? Não tem, porque é um ticaracatica, um ticaracatica, é um ticaracatica.
Tipo, eu fico com tesoura cadabra, peguei o bisão, nós somos aquele restaurante.
Como é que é o nome daquele ticaracatica?
Não tem, é uma coisa sem definição.
E também tem a vantagem de você botar TICA no YouTube, já vem logo a gente de cara. Não tem TICA, não tem. Essa foi boa, hein, cara? Também tem isso, bota tica. Se você botar TICA Gente, entrar no Google, já aparece em qualquer lugar. Como em qualquer lugar já aparece a gente, entendeu?
Mas aí vem um negócio que não tem nada a ver.
Bota Beck, vem a maconha, né?
Aí fudeu.
Muito legal, ó, de verdade.
Aí vem bispo, vem um monte de trem lá, e aí eu tenho que pôr bisão para vir o bisão com maceta.
Eu já tô seguindo vocês aqui no Instagram, muito legal o trabalho de vocês, porra. Muito, que história maneira, né, bola?
Maneira.
Começaram bem ralando mesmo, os caras se ferrando, mas tá aí, o trabalho consolidando, acontecendo, virando e sendo reconhecido pela internet.
Merecido, né?
Não é mole, muito legal, né?
Para nós é uma honra, cara. Eu tô numa nostalgia pura aqui.
É verdade que você tá de badocinho.
Antigamente era melhor. Não gosto muito, mas posso só mandar um beijo? Mandar um abraço? Beijo para minha esposa, Kélia Espírito, para minha mãe Luciana Comaceto, para meu pai, Edalberto César, para minha avó Juraci. Grande beijo, amo vocês!
Um beijo também para minha família, meu pai, minha mãe, meus irmãos, enfim, para minha esposa também, um beijo, amor. E é isso, e tamo aí, tamo aqui agora com os cara aqui, ó, já tá sempre alegre na televisão. Sabe, show é só se divertir.
Bizão e Coma Cedo.
Segue o Instagram, tem lá o Show em Coma Cedo em todas as plataformas.
É isso aí, ó, inscreve-se lá, inscreva-se aqui no nosso canal Ticaracati Cast. Você pode se inscrever, curtir, compartilhar, tá bom? Vou ter show aí em Porto Alegre em julho, já já tô chegando aí.
Carioca Botando Pilha, compra que esgota!
Aí tá aí, ó, 31 de julho, Porto Alegre. Primeiro Bento Gonçalves, dia 2 em Caxias do Sul, esperando vocês aí botando pilha.
Carioca Botando Pilha, vai tomar um vinho lá, hein? Vai tomar um vinhozinho.
Aonde? Onde?
Então, Bento Gonçalves e Caxias é tua terra, né? Tua terra, né?
É isso aí.
Valeu, galera, obrigado!
Até Até o próximo, beijo, valeu, valeu, valeu!