EP 784 - NALDO BENNY
Naldo Benny é cantor, compositor e dono de hits como “Amor de Chocolate” e “Se Joga”, que marcaram uma geração. Pioneiro na mistura do funk com o pop internacional, também ficou conhecido por colecionar algumas das histórias mais inacreditáveis da internet
- Indústria MusicalMúsicas gospel e Marilene Santiago · Influências de Tim Maia e Roberto Carlos · Dupla Naldo e Lula · Transição para o funk pop · DVD Naldo na Veia Tour
- Infância de GisèleComplexo da Maré · Mãe crente e pai trabalhador · Perda de amigos e irmão · Violência e traumas de infância
- Recomeços e oportunidadesAproveitar oportunidades de estudo · Dedicação e trabalho árduo · Superação de traumas · Importância da base familiar e espiritual
- Encontros com CelebridadesChris Brown · Will Smith · Kanye West · LeBron James
- Seu Jorge e sua carreiraRoberto Carlos · Construção civil e imóveis · Navio de Roberto Carlos · Presente para Tom Cavalcanti
- Futebol e jogadores famososConfiança na Seleção Brasileira · Romário · Ronaldo Fenômeno · Ronaldinho Gaúcho
- Briga entre Malévola e Jojo TodynhoDesafio de Bambam · Recusa em lutar · Questões de respeito e valores · Motivos para não lutar contra Popó
- Escândalo do funkSimplificação da música · Falta de harmonia e melodia · Influência do TikTok · Produção musical e falta de conhecimento teórico
- Lua Afonso na NASAPrimeiro brasileiro homenageado · Reconhecimento musical · Próximos passos e projetos
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É isso aí, rapaziada!
Já estamos aqui.
Tudo bem, carinha?
Grande boleta! Mais um episódio de Ticaracati Cast hoje, imperdível, imperdível. Naldo Bene aqui com ele, Naldo Bene, ele, a lenda, o mito. O monstro sagrado do pop funk brasileiro carioca.
Obrigado por ter vindo, irmão.
Obrigado, irmão.
Uma grande honra.
Novas histórias, você não pode perder. Naldo, cada dia melhor, cada dia revelando novidades. Então você não saia daí porque ele já está aqui. Naldo Bene. Lembrando que você pode curtir, compartilhar, curtir tudo isso aí.
Faz tudo para nós, tá?
Isso aí. Naldo, obrigado.
Beleza, meu irmão?
E hoje temos patrocínio da Philips, só para avisar, só para avisar.
Patrocínio da Philips Audio Video. Já já a gente fala mais um pouquinho aí, você não pode ficar de fora.
Aproveite.
Naldo Bene, muito bom ter você por aqui mais uma vez. Naldo Bene tá aí teclando com quem?
Com a esposa, com Cris Brown.
Cris Brown, fodido, velho. Pô, você tá com esse boné, esse óculos, olha para aquela câmera lá, Naldo, você tá a cara do Patropi, mano.
Patropi, caralho!
Só falta a bolsinha de couro do lado.
E o cabelo grande também, o meu cabelo grande, não tão grande quanto dele, mas você tá com esse boné, tá a cara do Patropi, mano.
Então tá vendo? Tá parecido com Patropi, pô.
Famoso.
Quem não sabe o que é Patropi, joga no Google.
Personagem da praça.
É isso aí.
Eu acabei de acordar. E quando acaba de acordar, eu não acordo cedo nunca. E vocês me fizeram acordar.
Desculpa.
Você acorda que hora, Arnaldo?
Eu acordo 1, 2 da tarde.
É mesmo? Mas você vai dormir que horas?
À tarde, né?
Você tá a cara do Patropi, mano.
Aí Tá vendo?
É o óculos, é o óculos, é óculos, vai lembrar bem, verdade.
Caralho, velho, você tá a cara do Patropi, mano. Vai lembrar bem, que isso, parece o Patropi aqui.
É verdade, pior que tá parecendo mesmo.
É essa barbicha, sei lá.
E aí você dorme tarde?
Não, não durmo tarde, eu durmo 5, 6.
Puta merda, caraca!
Não, todos os dias é normal, normal. Se eu, do dia que eu dormi 2, 3 da manhã, é, irmão. E final de semana então aí é 7, 8 da manhã.
É mesmo, Naldo?
São os dias de show, né? O dia que aí até voltar para casa É, o couro come forte. Os shows normalmente, palco são 2 horas da manhã, 3 horas da manhã. Eu gosto de chegar uma hora antes, gosto de atender depois também. Aí eu vou chegar em casa beirando 5, 6, até tomar um banho, baixar adrenalina e tal, vou dormir 7. Então é normal acordar 1, 2 da tarde, porque o horário também de dormir, eu não durmo 11 da noite, não tem como, não existe.
Não é possível que você dorme 7 horas da manhã, mesmo uma segunda-feira.
Você já dormiu que hora? No mínimo 3.
2, 3 da manhã no mínimo da vida, no mínimo, todo dia no mínimo.
Não, não, 2 horas da manhã eu durmo também.
É, não dá para usar, não. Aí final de semana, papo reto, é 7 da manhã, 8 da manhã, até você fazer o show, até você atender a turma, até você— olha, basta pensar, é 1 hora, 1 hora e meia de show. Se eu começo 2, 3 da manhã, eu já tô saindo da casa 4:30, 5, até chegar em casa, pá, tomar um banho, vai virar.
Ainda tá bombando, graças a Deus. Que bom, velho.
Graças a Deus, trabalhando bastante há uns anos, né, já há alguns anos. Então tudo que eu construí de fato tá na história, sacou, do funk, da música, da música, da música da favela, da música da pista, porque eu consegui uma transição, né, do funk pra uma questão do pop aí. Então a gente faz um show com banda, com dançarinos e tal. Então tem uma parada que assim, Eu brinco até, né, por exemplo, o Leozinho, um cara que eu gosto pra caramba, a música dele é incrível.
E a gente brinca, né, tipo assim, se ela dança, eu danço. É um grande hit e o Leozinho faz show pra caramba até hoje. Você imagina eu que tenho alguns, né? Eu tenho Como Mágica, Tá Surdo, Meu Corpo Quer Você, Se Joga, Na Veia, Exagerado, Chantilly, Amor de Chocolate, Meu Bem. Então assim, você tem música, hein? Dançar algumas, né? 99, que é um hit mais recente com a participação da Melody. É, se joga, se joga, joga no meu lado.
Se te chamassem para fazer o encerramento da Copa do Mundo, Naldão, que música você ia cantar?
Se me chamassem?
É, maluco, você vai fazer encerramento da Copa, o show de encerramento ali, você vai participar.
As minhas, as minhas são sugestivas de alto astral, de alegria, de positividade. Imagina o Brasil com hexa, que é essa é a torcida, então botando a taça para cima. Não tem como no seu alto cima Altíssima, altíssima, altíssima, boa, para cima. É verdade, os caras vão entrar no campo daqui a pouco falando: vamos para cima, vamos para cima, vamos embora, alto astral, a gente tem que ganhar, positividade, né? A vitória é certa, pá, vamos ganhar.
Então as minhas músicas, o Se Joga, galera, bora se jogar, vamos embora, vamos curtir o jogo, vamos ganhar, vamos se divertir, pá. Então Se Joga também é muito sugestivo, sacou? Sei qual é, as músicas tem essa camisa verde e amarela e tudo combinando.
Qual o teu grau de confiança no Ex, irmão?
Nesse momento, 50%.
50% nesse momento, tá?
Como brasileiro, 100%. Mas analisando essa cadeia hereditária, né, analisando essa cadeia hereditária, 50%, porque eu acho assim, eu tenho—
tá confiante, Reinaldo?
É porque a gente, a gente é, nós somos tetrapenta. Nós somos penta.
Nós somos penta.
É, já começa por aí. Então a gente é diferenciado. É, acho que a magia que tem o futebol brasileiro não vai se perder. Acredito eu que todos os brasileiros, ainda mais, pô, os mais, desde os mais novos estão vendo o Neymar jogar, mas a gente viu, pô, Zico, Romário, Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho, Roberto Carlos, Cafu. É assim, é muito talento. E aí eu sinto que a gente precisa pôr isso em prática. Alguém, mesmo que é informalmente, tome essa responsa, assuma isso.
O que eu sinto falta, de uma certa forma, no Brasil nesse momento é alguém que caia para dentro de falar, mano, eu tipo Romário, marrentão mesmo de chegar, mano, o bagulho é comigo, vou ganhar essa parada.
O Vini Júnior tá pegando esse papel, eu acho.
Então eu, perto do Romário, tá fraco, né?
Porque o Romário é bizarro, né, brother?
O Romário, autenticidade do cara Cara, e o poder mesmo de saber que vai chegar e resolver, isso é uma responsa. O cara bater no peito e falar, vou entrar e vou resolver.
Porra, 94 era assim, baixinha era braba, é braba, velho.
Irmão, como é que é? É meu amigo para caramba, graças a Deus eu tenho a honra de ser amigo do Romário. Porra, do Romário, que legal. É um ídolo meu, na verdade, no futebol.
Você também é meu parceiro, Naldo.
Aí é assim mesmo, Flow, ele me chama de Flow. Qual é, Flow?
Qual é, Flow?
Torcer para o Carlos.
É porque eu uso muito a palavra flow, né? Eu uso porque o flow é um movimento de dança. Então, como eu treinei b-boy, movimento acrobático de solo e tal, você tem uma parada de pé, não perde o flow, vamos embora no flow, no flow, que é a energia de uma coreô, de um movimento contínuo.
Quantos flow, as paradas que a gente já fez aí, porra, na balada, flow, fala aí.
Ele é assim mesmo. Ontem eu tava falando com ele até, ele tá em Nova York.
Eu tô aqui em Nova York, dentro da minha casa.
Eu tava conectando ele com o Fat Joe, sacou?
Com quem, peraí?
Com o Fat Joe. É, pô.
Com quem?
Com Fat Joe.
Com Fat Joe?
Fat Joe.
Por quê? Para ele ir para balada?
Foi, era para ele dar um rolê.
Acho que ele quer ficar no hotel.
Tinha show do Fat Joe ontem, e aí eu tava falando com eles, aí o Joe separou uma mesa para eles e tal de conhecer. Aí eu tava armando para botar o Romário e o DJ Anão em contato com o Fat Joe e se conhecerem, curtir o show e tal. Só que aí o Romário tava ainda em Manhattan e o outro moleque no Brooklyn, aí acho que não conseguiram se encontrar, mas eu tinha conectado eles lá.
Eu tenho uma das Uma das coisas mais assim loucas da minha vida aconteceu. Não sou brother do Romário, nada, mas o Cristóvão Cachorrão, teu empresário, eu tava gravando no Rio, eu vi, sei lá. E aí acabamos de gravar, vamos sair à noite. Falei, pô, vamos, vamos, vamos na balada. E fui, Cachorrão me pegou no hotel e fomos para balada. E subi para o camarote, a hora que eu pulo lá, tá o Romário, velho. Eu olhei, eu não consegui me mexer, irmão. Caralho, é o Romário, mano! Que Demais, cara.
Eu sou, eu sou, eu sou, eu sou situação louca, mano. Eu sou tetracampeão do mundo, entendeu? E a parada é essa aí, o baixinho bate em torcedor, irmão. Não, ele é brabo, cara. A gente enfia a mão na cara dos cara, dos cara, dos cara, entendeu?
Os cara, essa porra não, tá ligado? O Baixola é diferente, né, cara?
No futebol tem o maior brother, irmão.
É.
É, eu sou muito, muito. Esse ano, por exemplo, eu fiz 2 horas e meia de show no aniversário do Romário. Caraca, todo ano eu sei que fez aniversário na minha casa. As festas do Romário são festas como é o Naldo Bene, são festas faraônicas assim, é nababesca, são festas fora do normal, são 3 dias de festa. Ele faz 3 dias de festa, 3 dias de festas. Aí toca, é sempre uma label muito, muito nossa assim, né? Tem alguns artistas que tocam que ele tem um carinho, tipo Cubelo, Mumuzinho, Thiago Soares, é alguns outros, só gente fraca.
Ele contrata ou vai na amizade?
Porra, eu vou na amizade. É, agora não sei os outros, eu vou na amizade, sempre fui. E ele falou uma parada esses dias com a minha esposa, até a gente conversando, ele falou: porra, mano, o Naldo nunca me pediu nada, sacou? Porque eu tenho uma admiração pelo Romário e pelo Ronaldo, o primeiro que foram dois caras que eu vim trazer, o fenômeno. O Gaúcho também, mas o Fenômeno é um ídolo pra mim que me inspirou durante muito tempo na vida como atleta, de treinar, de superação.
E eu vi o Romário trazendo uma taça pra gente e o Ronaldo trazendo uma taça pra gente. Então isso me marcou muito, né? Os caras como protagonistas, assim. Então eu tenho admiração de ter um ídolo e ser amigo do cara. Isso pra mim é muito forte, assim. E aí eu tenho hoje É do futebol, é o cara que eu mais, que eu mais tenho afinidade, que a gente se fala. O Emerson Sheik também é um cara que é meu parceiro para caramba, mas o Romário, a gente tem uma frequência mais de se falar, de jogar bola, de estar junto na casa.
Joga bola com ele?
Jogo, meti um golaço numa. A 9 na casa do Ronaldo, na casa do Romário, é minha, né? Eu sou, eu sou centroavante atacante, 9 é minha. É tua? É minha.
Ele já fala, 9 para o Matador.
É, a 9 é minha. E aí teve um lance dentro da casa do Romário, que a bola vem meio que meia altura assim, aí jogando, pelada rolando. E aí a galera, eu sempre falei, gostei muito de basquete, mas eu jogo futebol também. E aí a bola vem meia altura, todo mundo tipo assim, jogada perdida, né, mano? Eu consegui subir, acho que tipo, sei lá, 1 metro de impulsão, subir, pô, de letra, caraca, de letra no ângulo do goleiro, meio que de escosta aqui, subir, pô, no ângulo.
Aí quando acabou, o Romário falando para mim, você pode repetir. O Romário falou, porra, esse é o cara mesmo, ganhou meu respeito.
A 9 é dele, ganhou meu respeito, a 9 é sua.
Aqui em casa a 9 é dele. Pronto, essa fala ficou eternizada.
Alguma época da sua vida você quis ser jogador de futebol?
Não, você, você não quis?
Porra, imagina, eu não queria ser jogador de futebol também, né?
Acho que ia ser bombeiro, mas nunca. Era moleque, não era gordo, cara, e nem careca.
Porra, eu, eu fiz, eu fiz Eu tive muita vontade de ser jogador de futebol, mas o meu irmão, o Lula, né, que era dupla comigo, que faleceu, Jorge Luiz da Silva, meu irmão, que a gente tirou muita onda na cena musical em botar músicas em primeiro lugar no Brasil e fazer Faustão e tal. Para quem não sabe, eu era uma dupla, Naldo e Lula, é meu irmão de sangue. E o Lula era muito, muito fã do Djalminha.
Porra, Djalminha é craque!
O ídolo do Lula era o Djalminha e o Ronaldinho Gaúcho.
Craque!
E eu era muito, sou, né, muito fã do Romário, do Ronaldo, e o Lula, Djalminha e Ronaldinho Gaúcho. Aí O Lula, onde a gente passava, se tivesse um boné do Barcelona, ele queria comprar, uma mochila e tal. Ele era muito fã do Ronaldinho Gaúcho. E a gente chegou também a fazer, acho que 3 anos, o Ronaldinho fazia um Réveillon fora de época, quando ele vinha de férias, né?
Caralho, o cara fazia Réveillon fora de época. O cara gosta tanto de balada que o cara inventa o Réveillon.
Abril, abril.
Ele muda o calendário.
Era o sítio dele, o sítio que ele tem. Que maravilhoso. E aí era um Réveillon, todo mundo tinha que ir de branco, de fato, de branco, queima de fogos e tal, porque quando ele vem de férias, E aí ele fazia o Réveillon dele aqui, em julho ele fazia. E aí também, também 3 dias de festas. Foi emocionante quando a gente conheceu o Ronaldinho Gaúcho. Meu irmão ficou bem emocionado.
É um cara que eu tenho tanta vontade de conhecer, não conheço.
Ronaldinho Gaúcho, gente boa para caramba, vontade de conhecer ele, entende muito de música. É mesmo, entende muito de música. Teve uma vez a gente na casa dele É tipo, tava Altair Veloso, uns caras assim muito casca grossa na mesa. E aí o microfone rodava, aí para os caras era uma surpresa, né, de uma certa forma. E aí o microfone rodava, cada um cantava uma, sacou? E ele toca instrumentos e compõe bem.
Não, é o Ronaldinho Gaúcho, para mim é um absurdo.
Ele é um cara fora da curva.
Ele tem um clipe com Jorge Vercilo, eu falei, mano, Não combina.
Ele, ele tem, ele cantou com o Jorge Vercilo, é do caralho. O Safadão cantou com Safadão.
Sim, sim, sim, sim, sim. Não, ele saca de música, ele manja de música e gosta do universo. Então tinha umas resenhas na casa dele até hoje com músicos mesmo, com artistas que são de verdade, e ele tem propriedade da parada. E aí bateu em mim, aí eu cantei, por exemplo, uma do Vercilo Aí dava outra volta, depois eu cantei Lupicínio Rodrigues, depois eu cantei Cartola.
Lupicínio é bom demais, que Lupicínio é gaúcho, né?
Já Melão, eu não sabia da origem dele assim.
É gaúcho, é de Porto Alegre. E por isso que provavelmente o Ronaldinho deve gostar muito, porque é um compositor local, né?
E aí, mano, é bem interessante ver essa parada dele de talento, né, também na música.
É, tu gostava de, pô, tu falou de Lupicínio agora, porra. Me lembrou de bolero, né, essas paradas. Tu, quando é que tu se ligou para música assim? Falou assim, caralho, o que te pegou? Eu sei o que me pegou quando eu ouvi assim, eu sei que me fisgou. O que te fisgou assim?
As músicas gospel. Minha mãe zeladora de igreja, limpava igreja. Aí eu ouço Melodia FM, é Rádio Duque de Caxias, tinha uma rádio de melodia, é Melodia FM, é Duque de Caxias, era AM. E minha mãe ouvia uma cantora chamada—
canta muito em igreja, né?
Minha mãe ouvia uma cantora chamada Marilene Santiago, uma irmã do Emílio Santiago, né? Deve ser prima, alguma coisa.
É irmã.
Tá falando sério?
Tô falando sério, pô.
Sério mesmo?
Tô falando sério, pô.
Não sabia.
É irmã do Emílio Santiago.
É Marilene Santiago, uma voz maneira, marcante. E aí, isso no mundo gospel, tá? E no universo, é que a minha irmã, a Leide, ela, ela me apresentou às FM. Ela gostava muito de música, então ela comprava os discos e eu ficava ali escutando, lendo as coisas, ouvindo. Por exemplo, Tim Maia, Sandra de Sá, Roberto Carlos, RPM. Caraca! E aí eu lembro que uma vez Eu tava deitado assim em casa e aí eu comecei a cantar tipo: os meus sonhos de criança, sou fiel, meus sonhos de amigos, companheiros e irmãos, uma coisa não desisto. E eu entendi que eu tava na região do Timaia ali e tal.
Eu falei: cara, Bola nem deve conhecer essa música.
Acho que não.
Procurando te encontrar. Essa música é maravilhosa. É isso aí.
Que eu pudesse imaginar.
E a vida mudou.
Isso é bom, né? Porra, bom pra cacete!
E se acostumou.
Aí eu falei, cara, eu acredito que eu consigo fazer isso.
Essa música é do Tim Maia com Roberto, cara. É mesmo? Depois que eles ficaram amigos.
Aí você se ligou que sou que eu consigo fazer essa, eu consigo essa questão da afinação. Isso eu tinha 7 anos, sacou? A questão de entender que eu tava cantando afinado, né? Que eu tava entendendo que era uma região grave, era uma região grave do Tim Maia. Tim Maia tem uma voz gravíssima. E aí eu comecei a curtir. Com 10 anos eu já escrevia música assim, com 10 anos eu já tava compondo, escrevendo músicas que eu gosto de, músicas românticas no geral.
Lembra o nome da música?
E essa tal felicidade, essa tal felicidade É isso aí, essa tal felicidade.
É, o Tim Maia mexeu muito com a minha infância, ele nos programas de TV e tal. E eu lembro que eu ficava na casa da minha tia também, quando ia na minha tia em Santa Cruz, minha tia Lúcia, eu ficava olhando, por exemplo, um disco do, do, como é o nome do cara?
Hildon?
Não, ele é, ele é Bryan Adams.
Bryan Adams.
Eu ficava pirando nesse cara. Aerosmith eu gostava de ouvir com meus primos, Marcelo e Alexandre, mas tinha um gosto musical é assim um pouco diferente, na tipo Capital inicial, sacou? E aí ao mesmo tempo minha tia tinha uns discos do Zeca Pagodinho. Olha que mistura, que mistura!
Do Martinho da Vila, ficava, se eu te amar, faz de conta que sou primeiro.
Lembra de Elson do Forró Guaia?
Elson Elson do Forró Gode, como é que ele cantava? Como é que é a música dele? Lembra a música dele?
Porra, pera aí. Elson do Forró Gode é Talismã. É Talismã do Leandro Leonardo, sabia que é dele?
Como é que é Talismã?
Aquela, sim, a música Talismã.
Mas saudade diz para ela. Isso é Talismã.
Mas saudade diz para ela.
Ele cantava assim, né? Mas o Elson cantava assim: diz para ela, parei de te conhecer. Era assim.
Mas saudade Tio, cara, a minha chorijampa.
Como chama o tio?
Elson do Forró e Pagode.
Já morreu, já morreu, já morreu.
Ele misturou, de segunda era mistura de forró com pagode.
Elson Forró e Pagode.
Esse cara fez sucesso no Rio para caralho. E essa música Talismã é dele, né, cara?
Sim, sim, dele.
Sim.
E aí eu ouvia tudo isso, mano. Eu tenho até um projeto que eu não lancei ainda Que eu fui engraxar no Largo da Carioca, tem uma parada, era uma escova de engraxar sapato.
Pô, você acha que vai ter essa porra aqui, Naldo?
Não vai ter nada, cara. Uma escova de engraxar sapato.
Aleatório pra caralho.
Ah não, mas dá pra fazer com isso aqui, ó. Acho que dá pra fazer isso aqui, ó.
Claro, aqui, ó. Ah, você tocava com as escovinhas.
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Sabe qual é o nome disso aí que você tá fazendo, cara? Embolada de coco.
Tá vendo aí?
O ritmo, Coco, né?
Chama coco lá. Começou no Nordeste, os cara pegava a casca do coco para fazer isso, exatamente isso aí.
Chama coco isso aí, caixa de fósforo.
É, não, depois um pouco mais para frente eu ficava ouvindo aí, ó, só me dando, te querendo. Escrevi essa aqui, na verdade, embalado por Brian Adams, não, por Lulu Santos, na verdade.
É verdade. Se existe alguém na linha, se tem alguém no ar, por favor responda agora, não me faça esperar, há uma certa urgência.
Alô, informação, aqui sou eu sozinho do outro lado, sozinho.
Instalei uma antena e lancei um sinal, nada no radar. Procura um namorado que me vá entregar suas emoções, que me vá pedir que nunca lhe abandone, que me atrapalhe as noites a este frio, que me vá curar o coração partido. Em vez de haver primavera, sexta de enero, e baixará a lua para que voemos. Dime se tu te vas de mim, carinho meu, que me vá curar o coração partido.
Que delícia!
Bonito, bonito, bonito!
Isso, tá muito baixo para mim. Isso é bom demais, né?
Bonito, porra.
Rapaz, você sabe que essa música para mim ela é muito significativa, porque o Lulu Santos eu sempre fui fã para caralho. Eu também, mas muita coisa. Aí eu comecei a trabalhar na Jovem Pan, já imitava faz tempo já. Nem imitava, nem imitava.
O Lulu Santos teve uma parada comigo e respondeu assim: o Lulu Santos é o Lulu Santos, né?
É verdade, eu odeio você, mas Eu amo.
Não, aí ele fez assim, ele fez assim. Eu fui, eu tava com a naveia explodida, a naveia.
Tira a mesa, cadeira e vem logo para cá.
Aí foi quando eu conheci ele assim. Aí eu tava nervoso, eu tava nervoso. Foi um show que ele fez de prefeitura no Rio. Aí eu tava nervoso, eu tava com um CD meu, esses CDR, né, que a gente fazia antes de divulgação. Aí eu falei, caramba, Lulu Santos, eu sou muito seu fã, Lulu, porra, eu amo você, cara, assim, de um nível, pô. Mas eu não tenho a capa do CD, tá só com essa capinha de papel assim. Ele fez assim, Não tá bom, né? Aí eu estou totalmente fodido, sem graça assim. Falei, pô, o cara não tá errado, porra. Tipo assim, você entendeu a capa, né?
Que artista de merda é esse?
Tem uma boa dele, tem uma boa dele.
Cadê o capricho?
Tem uma boa dele no Jô, né, meu?
Eu tive a honra de participar do aniversário do Lulu Santos na casa dele, mano. Caraca, porra! Eu tava saindo para fazer um show, ele fez, olha, Não, você é o Naldo, fica aqui que você não pode ir embora.
Aí eu falei, não, Naldo, fica aqui. Não, mas o Lulu assim, cara, eu sério, acho que por causa da minha idade, eu sou de 76, eu 79, é, a gente tá, é bem contemporâneo. E o Lulu, o foda do Lulu foi 83, 84, 85 ali. Que música, pô! Eu era, é o que eu tava começando entender música aí, pô. E o Rio é muito lindo, né, cara? Então você anda pelo Rio e ouvia isso no rádio, cara, fechou muito bem, né?
Lembra que eu te falei das FM? Sim, das FM a gente deve ter tido a mesma sacação.
Rádio Cidade, Transamérica e tal, não adianta.
Exatamente.
Eu ouvia muito Alvorada, por isso que eu gosto de MPB. Eu ouvi muito Alvorada uma época, né? Rádio Alvorada, que a antiga Del Rey.
Quando ele ia, por exemplo, RPC, acabava o mundo, mano. Lulu Santos na RPC, que era a rádio popular do Rio, arregaçava, porra.
Bota o fone aí, vê se não era isso aqui, ó. Lulu Santos, culpado.
Não era isso aqui, ó, para matar a saudade. Ah, fica muito melhor.
RPC FM, é isso mesmo, 100,5. Não, claro que não, você é Jorge Ramos, caralho.
Porra, muito bom.
Mas era assim, né?
RPC.
Você sabe o que quer dizer RPC?
Não.
É do caralho, né?
Bolação, rádio.
Você não sabe o porquê que é RPC?
Não sei.
O que que você descobrisse? Eu achava uma merda, mas é bom. Rádio do Paulo César. Ah, olha isso, é verdade, Rádio do Paulo César.
O dono era o Paulo César, ele botou RPC. Puta do nome, é um puta nome, né?
Que depois vira no mesmo dia.
Sim, mas voltando ao Lulu, um dia depois, voltando ao Lulu, aí, cara, eu era muito fã, eu sabia de muito, caralho, achava ele o cara absurdo assim, né? Lembra de Condição?
Porra, né?
Eu não sei, porra, isso pegou muito, 87, por aí. Casa, casa, porra, foda. Aí, bicho, eu tava, tinha acabado de entrar na Jovem Pan assim pouco tempo, cara, foi meu primeiro show do Lulu que eu vi no Scala. Era a época do Anticiclone Tropical, que é o álbum dessa música.
Aí ele voando, ele voando, avisa o navegante.
Aí eu fiquei louco, cara. Ele com aquele cabelo loiro e tal, ele é pó, né? E ele cantou essa música aí, cara. Aí pronto, fodeu.
Aí é ele mesmo.
Eu não dava nada de dinheiro, mas eu vendo o Lulu Santos no Scala, minha primeira paixão de moleque.
Eu lembro que eu escrevo a mina, tá? Eu te amo, calado, Como que eu ouvi uma sinfonia.
É, essa música é foda.
Aí eu falei, cara, tô arrebentando.
Aí eu tô ali tirando onda, né, moleque?
Aí o Nelson Motta também muito com ele, né?
Isso aí é, eu adoro essa música, Certas Coisas.
Isso mesmo, porque o Lulu e o Nelson Motta é um grande parceiro do Lulu Santos, que combina para caramba as poesias dele e tal. Então eu sou um grande admirador do Lulu Santos e E muito das, do meu show, o que que surpreende no meu show? E isso desde quando eu fazia com guitarra somente e um meu DJ, que era meu irmão, que era meu DJ, era Tamborzão, por exemplo, e o Roni Bezer, que é meu guitarrista. E aí eu cantava como uma onda no meio de um show, sacou?
Pais e Filhos, o cara do funk. A gente já tinha Tá Surdo, A Festa É Nossa, Me Chama Que Eu Vou, Linda Demais, tudo no Rio, né? Muito, muito regional. E aí logo depois que eu perdi meu irmão em 2008, eu escrevo a naveia. Aí eu chegava pra fazer os shows e cantava tipo assim 5 músicas do Lulu Santos. Então era muito... E dentro da afinação, coisa e tal, mas sem... Desprendido de medo, porque não tinha uma banda de fato. Eu fazia com um tambor e um violão e tal.
Então é... Eu também tive de fato na carreira a introdução de um monte de música do Lulu Santos que fazia meu repertório ficar maior e todo mundo gostava muito de ouvir da forma que era, tipo como se fosse uma versão exclusiva, né? O Lulu Santos em funk assim, ele gosta muito de funk.
Lulu Santos, Tim Maia, quem mais então que você curtia para caramba?
Roberto Carlos. Roberto Carlos. Aí são muitas músicas dele que me marcou para caramba. É muito maneiro eu conhecer o Roberto Carlos, eu devo ser o primeiro. Conheci o Roberto Carlos. A gente faz aniversário mesmo dia.
Você faz no dia 19 de abril? Dia do Índio.
Dia do Índio, que legal. Dia do aniversário do Roberto Carlos. Devo isso ao Ernie Johnson, meu, meu, eu chamo ele de mais velho, meu parceiro, que ele me chama de caçula. Não, ele me levou para conhecer o Roberto Carlos.
Que legal!
Não, foi um ano que ele não fez no navio, ele fez em Porto de Galinhas.
E aí quando eu entro no camarim, o Roberto Carlos chega, ele não fazia o navio, hein?
É, foi alguma coisa que rolou, ele não fez naquele ano. E aí ele, ele chega no camarim, já vem de braços abertos, grande naldo, bicho, grande mesmo, grande mesmo. E aí me deu um abraço tal, aí pô, eu me emocionei muito, chorei para caramba. Por ter lembrado da minha infância. E pô, ter chego num ídolo, né, mano? Conhecer o cara, conhecer o cara. E tem um vídeo dele no meu, no meu Instagram até, ele fazendo: Naldo, pô, seja bem-vindo lá, você é meu, pá.
Hoje ele tá bravo, tá velhinho, né? Tá bravo, tá velhinho, tá cansado, né?
Paciência. De repente, né, por conta da idade mesmo, o cara tá meio irritado com algumas paradas.
E tem uma galera que fica hateando o Roberto na casa dele. Aquele, tu já viu essa porra? Que ele sai com os carros, fica uma galera. Ele mora ali na Urca, abre a pardo e sai.
Carrinho feio, né, ele?
É na Urca? Não, ele tem uns 20 carros.
Tem um R8, irmão.
Não, R8, ele tem calhambeca de Lamborghini branca assim.
É, ele tem uns puta carro.
Ele gosta, né? Pô, lembra que ele—
o embaçado foi em Miami. Desculpa te cortar. Imagina eu em Miami com os amigos lá, tal, que eu já vou para lá muitos anos, passeando, passeando, eu dando um rolê. E aí, nego, pô, esse barco aqui, pô, é do Roberto Carlos. Desculpa até falar isso do Roberto Carlos, mas foi o que rolou lá. E esse outro aqui, tipo, o cara é gigantão, mano.
É, mas pouca gente sabe. Por exemplo, tem um bairro aqui de São Paulo, um dos mais ricos de São Paulo, que é a Vila Nova Conceição. Eu acho que o Roberto é o maior construtor desse bairro.
É mesmo? Não sabia.
Sim, não sabia.
Aqueles prédios fodidão que tem ali na Vila Conceição, cara, isso é construtor do Roberto Carlos. Eu não vou falar qual é, eu não vou falar qual é, mas tem um prédio aqui prédio mega maneiro que é dele. Inclusive o prédio é todo azul e branco dentro e tal.
Qual é o prédio?
Eu não vou falar, né, mas tem, tem. Eu já fui lá várias vezes, gravei um clipe lá até.
Mas o Roberto, o bairro da Vila Nova Conceição, me parece que ele é meio que um—
como já a construtora dele?
Eu tô checando aqui, ó, uma extensão dele, né?
Emoções. Emoções. Aí, aqui, ó, construtora incorporadora fundada, ó, ó, projetos icônicos como Horizonte JK, Coletânea Office Square na Zona Leste, Horizonte Vital Brasil Zona Oeste, edifícios de alto padrão na Vila Madalena, Goiânia. O cara fez o Parque Flamboyante, o cara não tá fraco não, hein, meu? É, o cara é o construtor, meu irmão. Ele é, ele em vez de tão porra, quero ver a galera na herança, morando bem, velho.
Robertão, não, é onde ele mora, é absurdamente bonito, né? Porque ele tem a visão do Pão de Açúcar e Cristo Redentor ao mesmo tempo, é de Guanabara, os barquinhos lá maneiro para caramba. Pô, imagina tu acordar com visão daquele, tudo Lady Laura, os barcos dele, né? É, é aqui sim. Não sei se lá, não lembro o nome lá fora, não sei, não lembro o nome.
Se o Zaque achar aí no Google os prédios que o Roberto Carlos fabrica, Constrói, mostra para nós aí se achar. Horizonte JK, coincidência de fazer, não é fraco não, cara. É um cara inteligente, né, brother? E para mim, desculpa, temos Tom Jobim, que eu acho que Tom Jobim é uma outra esfera, né? Produto, produto exportação. Não, aí eu tenho essas, mas Roberto assim no povo, Roberto não tem, é Roberto, cara, é o rei mesmo, é o rei, é o rei, não tem como.
E a consciência dele também indústria musical é bem maneira. O fato de eu vi isso acontecer e depois, ou já ouvia, depois vi acontecer, né? Exemplo, a banda, tipo, o empresário dele eu conheci e tal, é até ex, né? É o Dodd, que por sinal eu ia fazer até o navio dele. Quando eles me viram cantando, rolou mó vibe maneirona.
Que merda, você não fez o navio do Roberto? Sabe por quê, mano? O Tom Cavalcanti acho que sempre faz o navio do Roberto, né? E o Tom nunca cobrou, Roberto.
Nunca, não colocou cachê, você disse?
Nunca.
Ia lá para ajudar a fazer o navio.
Aí o Roberto um dia foi no show do Tom, levou um barco para ele.
Não, deu um carro, deu um carro absurdo. Quer ver? É verdade, ó, procurei presente do Roberto para o Tom Cavalcanti.
Porra, puta prédio!
Ele fez isso aí, ó, na JK.
Olha, se eu parar aqui, amigo, construtora do Roberto Sinistro. Robertão não brinca, amigo. Sinistro, belo e difícil.
JK ali, ó, Robertão não sabia disso não, velho.
E aí, ó, Robertão, aí o Dodge, o Dodge, aí tipo assim, porra, então quando começou o papo eu fiquei sabendo disso, né?
É, porra, aí, ó, é aí, Corvette, rolado, Corvette, Corvette, caraca, velho, já faz tempo. Aí ele foi no show, tem esse vídeo aí, aí acaba o show, ele sai Aqui, bicho. Porra, bonito o carro, Roberto! Ele toma a chave, bicho.
Deu uma Corvette, né?
Deu, é teu, bicho. O cara deu um Corvette para o Tom.
Que legal, velho! Que bacana!
É porque o cara acho que nunca cobrou. Ele falou assim, deu um Corvette em agradecimento. Se quiser chamar nós aí para fazer seu navio, ele vem cá ver meu carro. Aí não, agora é seu. Aí pegou e deu a chave.
Conversível ainda, hein?
Não, fudeu! Aí ele fala da banda, tem esse carro até hoje, lógico, não vende, não tem como vender, não dá, não vende.
Você ganha um Corvette do Roberto, você vai vender? Mas nunca que eu vendo, e ainda mais um presente, né?
Senão não vai vender, não tem como.
De quem é?
Nem sei quanto vale um Corvette desse, acho que não tem nem valor.
Ah, é, ainda mais a carinha do Tom, a carinha dele, a carinha.
Não vale muito não, não vale muito, mas pro Tom vale para cacete.
Como não vale? Por ser do Roberto, cara, o carro tem história, o carro que o Roberto deu pro Tom.
Quanto é que vale isso, cara?
Não tem nem Nem como colocar um valor, nem como colocar um valor. E aí assim, a questão dele, tipo, a banda, a banda, pô, essa banda não sei o quê, foi falar. Então aí começa o papo, né? Pô, essa banda aí eu vou ter que, o que que a gente não mexe, tal? Aí ele, não, primeira, na banda não se mexe, né? Não, então tu tá certo, esquece a banda então. E aí acordes, né? Pô, um cara sugerir, vamos botar um aí. Não, não, mano, é o Mi maior.
É maior, dó maior, pronto. É assim, a forma de cantar muito simples, né? Bonita para caramba, mas simples de você entender o amor, entender a forma que ele canta. Então tudo isso é genial, né? Simples e muito genial.
E por que que você não acabou não fazendo o navio dele, irmão?
Na real, acho que ele tinha dado uma parada já de, é, e eu, mas eu fiquei muito feliz com tudo que rolou, de ter conhecido a galera e tal. E aí essa coincidência de fazer aniversário mesmo dia E eu, pô, conhecer o cara, né, para mim é isso, isso é um dos momentos para mim bem especial. Imagina como foi conhecer grandes nomes, né, e tal, é bem louco. Como eu falei, eu comecei falando isso para vocês aqui antes, né, que nego duvida, tem essas sacanagem toda.
Mas é isso. Aí o Romário ontem deu um alô, pô, mano, tu tromba o Fedrô ainda, tal. Falei, calma aí, deixa eu ver aqui. E aí conectei os cara, tipo, né, eu tenho que, parece que de uma certa forma tem que viver provando as coisas, né.
Quando quem que fez você treinar as pernas, mano, que nem eu falei, Eu nunca me esqueço quando eu conheci a Xuxa e quando eu conheci o Silvio Santos. Os perninha tremiam, né?
Foi surreal para mim. O dia que ele fala o fucking shit, é o Naldo que tá aqui. O dia que ele faz isso, ele faz o fucking shit, o Naldo tá aqui. Porque foi um rolê, isso já tinha sido, isso foi Miami, dentro do Phantom Blue, que é um hotel em Miami.
Phantom Blue, vocês, aquela puta balada lá, o hotel com o Tio Tio Tudo, né?
Ali, porra, como tem tchute ali, né, mano?
As mina meio pelada. Eu fui lá jantar com meus filhos uma vez, eu falei, porra, que ambiente!
Você foi jantar na Fontana Blu?
Num hotel fui jantar, no hotel, no restaurante. Quando cheguei lá, meu, Ferrari, é primeiro mundo, né?
Meio pelada, é o mais topzera, primeiro mundo.
Mas só muita bis que eu achei.
É, então, porque a Liv é uma parada mundial, né? A Liv é uma das casas mais mais pesada mundialmente falando. Só que também é um hotel e ele tava hospedado lá. Aí a Priscila, que é minha vizinha lá, parceira, amiga: pô, Naldo, você é tão fã dele assim que eu postei uma foto que eu tive na Livre no domingo, quando ele me vê no camarote chama. Aí na segunda eu postei essa foto, ela falou: não sabia que você era tão fã dele assim, tem uma festa hoje, vamos.
Aí quando eu falei vamos, minha mulher, quando eu fui falar com o Chris Brown, o telefone da minha esposa era, disparava um flash automático se tivesse escuro. Ela veio com o ônibus, ele me chamou, eu falei: vem comigo.
Amigo.
Quando ela foi registrar o momento, os seguranças viram, tentaram tirar o telefone dela. E para explicar que é minha esposa, que eu sou amigo do Chris Brown, no meio de uma balada, o segurança não sabe. O Chris Brown: calma, calma. Não deu tempo de explicar tudo isso, só que ela ficou irritada. Na segunda, quando eu posto a foto, aí eu falei: ó, Priscila tá chamando a gente para ir numa festa. Ela: pô, na moral, se eu sou você, não vou nada.
Esses caras são tudo babaca aqui, não sei o quê. Ela ficou com raiva, lógico, né? Aí eu falei: pô, sabe quando vai coincidir da gente estar em Miami de novo com Ainda tinha um jogo do Lakers nesse domingo, tá, em Miami, com Chris Brouwer na live. O Lakers aqui, é bem possível que o LeBron vá. E o LeBron foi na balada.
O LeBron foi depois do jogo?
O LeBron foi, o LeBron foi. Normal, normal.
Porque olha o nível da balada.
Não, absurdamente sinistro, mano. Parece mentira.
Olha o nível.
As coisas são tão faraônicas comigo que parece mentira, verdade.
Não, mas eu acredito.
E aí eu tinha o Cidinho comigo, que é um brasileiro empresário no Rio de Janeiro, que tava junto comigo. Ele viu tudo isso, ele viu tudo isso. O Chris Brown me chamando, esse moleque já postou falando até amanhã eu tava com o Naldo lá, tal. E aí isso foi no domingo. Quando chega na segunda-feira que eu posto essa foto que minha esposa disse pra mim, eu falei, pô, sabe quando vai dar pra gente coincidir isso de novo? Acho que sei lá quando.
Então eu tô indo, se você não quiser ir, tal. Ela, não, então vou contigo também, que eu não vou ir. Aí ela foi. Aí quando chega nesse local, o segurança já trata a gente totalmente diferente, porque ele já conhecia. Porra, ontem o mano chamou o Naldo para falar, é a esposa dele. Aí ele já, ó, vou ter que guardar o telefone, porque, né, tem que guardar, que é uma festa do cara, lógico, não dá para ficar fazendo foto e vídeo, mas vou guardar no local diferente.
Vocês já entendia a parada. Então ele guardou de uma forma diferente ali e tal, até porque eu falei que não ia demorar muito e tal. E aí a gente quando entra na parada, tinham 5 brasileiras sentadas no sofá de frente para o mar, uma varanda. Aí eu lembro que as meninas falaram, não, do Moranguinho. Eu falei, porra, vocês salvaram minha vida, que eu tô muito nervoso. Porque eu achei que era numa boate, numa balada, mas não, tava tipo assim como se fosse na casa dele, porque ele tava no hotel com mais uns amigos, mas de boa.
Deve ter pego a presidencial.
Sim, eram dois andares, com toda certeza, eram dois andares.
Fez uma pequena festinha.
Aí ele sai do sofá e vai na jacuzzi, mano, que era tipo mais ou menos uns 2 metros assim de distância. Depois ele vem caminhando na minha direção, ele tá de bermuda, de sunga, tá não normal, calmo. Calça, tênis, boneca, menino normal.
Entrou na jacuzzi?
Não, não, ele se distanciou.
Não, não, o cara já querendo já comer as mina ali, não, não, na frente da galera.
Não, ele sentou no degrau ali, mas tava vazia ainda, não tava nem a hidro, não tava cheia nada. Tinha umas mina conversando, tomando drink. Ele tomou mais distância para ele sacar se era eu mesmo, porque eu cheguei no bagulho do cara e não dei nem boa noite. Eu fiquei tão nervoso, por isso que vocês perguntaram quem você tremeu as pernas. Eu fiquei tão nervoso que eu não consegui.
Imagino.
Falar com ele, cumprimentar assim com medo, tipo assim, caraca, não foi ele que me convidou. Se ele falar assim, pô, quem chamou ele aqui? Eu tava nervoso até por isso.
Esse cara tá fazendo aqui, né?
Aí ele vem na minha direção, vem, vem, vem, vem, vem. E aí eu já abro os braços, tipo feliz da vida, agarro ele, pá. E aí ele fala, mano, eu não entendi, você chegou e não falou comigo. Eu me distanciei, ele levanta o boné, eu me distanciei. Porra, fucking, é o Naldo que tá aqui? Porque Ele já me seguia no Instagram, ele sabe que eu sou do Rio, brasileiro. Tipo, como esse cara tá aqui na parada e pô, nem me deu um alô? Pô, mano, tu tá, tu é meu, chamei ele, cara, que do caralho.
Pois é, e tu é meu, pô, porque tu não me deu um alô? Porque aí eu falei, mano, eu tô nervoso para cacete. Enquanto ele falava essas coisas, eu olhava assim para o céu, mano, olhava para o mar, tipo, caralho, é o cara que tá falando comigo. Porque eu tenho ele como um grande ídolo assim. E aí ele é bem educado, aí cumprimenta minha esposa, mano, não sei o quê.
Eu me arrepiei. Não, não, foi pós-Rihanna ou antes?
Eu acho que foi 2018. 17 ou 18, 16, entre 16 e 18, tá? E aí eu me arrependo, eu nunca fumei. Eu não tenho nada contra nada, eu não tenho preconceito com ninguém. Eu acho que cada um tem que ser feliz do jeito que quiser, cada um deve ser feliz e ser completo da maneira que ele achar legal. Eu nunca fumei um, mas eu não tenho preconceito com nada. E eu me arrependo de não ter fumado a maconha com ele nesse dia, porque ele me chama para fumar, ele fala, mano, tu quer fumar?
Tu quer beber? E eu tava Muito focado, caraca, o bagulho. Eu não bebi, não fumei, tô de boa não. E aí eu falei, pô, eu podia fazer confusão, não quero mais saber.
Imagina que você tava nervoso.
Eu tava muito nervoso, tava muito nervoso. Puta que pariu, eu não consegui nem aceitar um drink assim e tal. Ele cumprimentou a gente, eu percebi que ele tava maneiraço assim, feliz da vida. Ele trocou de roupa umas 3 vezes, ficou dançando a noite toda.
O cara trocou de roupa 3 vezes?
3 vezes.
Ó, estileira, né, meu?
Tem um álbum, sabe quando você sabe que você tá—
que ele vai ficar a festa com a mesma roupa?
Tu sabe que ele Sabe quando você chega no lugar que tu percebe que é bem recebido assim? Eu percebi que ele tava numa vibe maneira, tipo assim, e ele sabe que eu sou muito fã. Então ele botou um álbum que era o Indigo, um álbum inédito. Eu saquei que era um álbum inédito porque tem a Inside, que era uma música que me marcou muito, que foi o Scott Storch que produziu. E eu conheço Scott Storch. E aí ele tocou, eu percebi que era um álbum inédito, ele tava tipo assim conferindo o álbum, ouvindo e dançando, dançando, dançando. Eu falo, eu comigo, mano, esse álbum é inédito, cara, eu conheço tudo dele.
Dele.
E essa música me marcou até. E quando eu comentei até, pô, fiquei feliz de ter ouvido em primeira mão essa música, nego, a internet, porra, mente e tal, não sei o quê. Mas rolou todo esse papo e eu ouvi essa música de fato antes dele lançar o álbum, nessa noite aí. Eu tive com ele algumas vezes já, já fui na casa dele, na frente da casa dele algumas vezes. Minha mulher fala, pô, tu é maluco, não sei o quê e tal. Então é uma das vezes, eu lembro que eu— esse é foda eu contar, mas é verdade— eu tinha a placa não entre Eu vou falar onde ele mora, mas eu já fui duas vezes em duas casas diferentes dele.
Miami?
Não, Los Angeles. Eu fui quando ele morava em Hollywood.
Eu fui em Beverly Hills?
Não, Hollywood mesmo. Hollywood, Hollywood é uma rua sem saída assim e tal. E aí fui agora onde ele mora agora, que eu não vou falar, mas ele também posta, tava em Tarzana. Ele posta aí também, não tem problema falar. E aí tava uma placa: não entre. Cara, aí eu falei pro moleque que tava comigo, falei, entra nessa porra. Aí o segurança já veio armado, mano. Caraca, tipo, pá. Aí eu falei, pô, mano, calma aí. Falei, porra, eu sou do Brasil, sou mó fã dele para caramba, tal.
Aí o cara sacou de fato, pô, guardou a arma. E aí falou, pô, não. Aí falou de São Paulo, falou, pô, São Paulo, eu gosto de São Paulo, São Paulo legal. Tu lembra que ele fez isso? Valeu, tá, beleza. Pô, só não pode ficar, tal. Aí eu fiz a volta, foi gente boa. É, fiz a volta, tava assim, aí Mas um desespero de ver ele, tirar uma foto. Até então não tinha estado com ele ainda, né? Depois que aconteceu, isso foi antes. Depois que já teve vídeo, vídeo de eu jogando basquete, que na casa dele tinha umas tabelas de basquete.
Eu e minha filha, minha filha pequenininha, jogando basquete com a minha filha. Minha filha pegava a bola, jogava, e eu jogando. Minha mulher dentro do carro, tipo assim, caraca, mano, esse cara é muito doido. Ele tava gravando um clipe com o Jeremiah nesse dia. Depois que eu saí, ele chega, eu vi ele postando as coisas. Então até eu estar perto do Chris Foi foi uma coisa de muita admiração assim e eu sou bem tenso com as coisas assim então eu não tenho vergonha de falar o quanto eu fiquei nervoso quando tive com ele nesses momentos aí.
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É, não é?
Eu não tive nem essa intimidade com o cara.
Mas eu não tenho a manha de fazer o que você faz, não.
Eu também não.
Não, muita gente não tem. Acho Ninguém tem.
E na casa ali, não, o nego não tem.
Nível, nível, nível fanzaço mesmo assim.
Nível fanzaço.
Cena aleatória mais aleatória que eu já vi na minha vida assim, não digo, já vivi alguma, mano, que eu ri, eu ri por dentro. Eu fui na NBA, aí vem aqui na suíte, quando eu chego na suíte tem uma pessoa assim vendo o jogo falando, Dilly fans, Dilly fans.
Falei, não, não é possível.
Mas por quê?
Porque era o Faustão, tá ligado?
Defesa, olha aí, defesa!
Aonde foi?
Em Orlando.
Aí, Orlando, tá, numa suíte.
Um cara amigo meu tava lá. Ó, o Falcão aqui, quando eu vejo o Falcão com a jaquetinha, bicho, ele gosta de basquete então, né? Porra, tô falando sério, o filho dele foi na quadra comigo, depois me deram. Não, o João, o João era moleque ainda. O João, pô, o cara gritando defense, pô, bom para caralho. Agora vamos falar de uma coisa rapidinha aqui. Copa do Mundo tá rolando e você precisa conhecer e comprar imediatamente a sua Ambilight TV, né, Bonita?
Não marque bobeira, não marque bobeira, espetacular, exato, som maravilhoso. Você quer assistir igual um cinema, cara?
Tá demais a Copa na Ambilight.
A qualidade de uma TV Philips Ambilight TV é outro nível, é outro nível para você ver série, gente.
Dá um tapa aí na sua casa, troque a sua TV porque já tá ultrapassada, porque a Ambilight TV B1— conheça essa TV maravilhosa da Philips, tá bom?
Procurar em outra marca que não vai ter, tá? Ambilight TV ilumina atrás, você pode colocar alguma coisinha de decoração mundial que só a Philips tem.
Então conheça Philips Audio e Vídeo Ambilight TV, vai lá, presentinho pro Naldo aqui, Naldo.
Você me faz tão bem, valeu, meu parceiro. Esse fone é o Mário, todos os dias, mas já vai usar de boa, irmão.
Aí, ó, fone da Philips para o meu querido amigo Naldo Beni. Naldo Beni, Naldo Beni, Naldo Beni, Naldo Beni, grande. Tá bom, tá bom. Já levou o fone.
Então no Mike Mobeira, Philips Audio e Vídeo, quer encontrar sua tela Aproveite.
É isso aí.
Obrigado, Philips.
Veja a Copa com a Philips. E também tem meu show, tá?
Carioca botando pilha.
Onde vai estar agora?
No final do mês, em Porto Alegre, dia 31. Tô aí, Porto Alegre. Dia 1º em Bento Gonçalves. Dia 2, Caxias do Sul, no Ux. Chique lá no Porto Alegre, no Henriques. Bento Gonçalves Teatro, Casa das Artes.
O quê?
Não, aqui não pode. Aqui não tá, não é o combinado. Aqui é tipo, mas quiser pôr, a gente combina também. Vai que pesca, né? É, tá bom, tá braba também. Mas enfim, um abraço aí para todos vocês. Voltando, compra o ingresso que acaba rápido, tá aí no link no meu Instagram ou nesse episódio tem lá, você pode comprar o ticket.
De outra coisa que não é música, deve perguntar, boletar. Que papo é esse que o Bambam tá te chamando para o pau agora, irmão, no box? Cara, é verdade isso?
É lógico que eu fiquei sabendo, né?
É, eu fiquei sabendo também. É, eu vi e amigos me ligaram e tal, que ele ganhou a última luta, Bambam, né?
Eu não respondi.
Aí você tá chamando o Naldo pro pau, tá chamando você pro pau, Naldo.
É, em respeito, verdade.
Mas você esmaga eles, tá ligado, né?
Só preciso de uma mão e um round.
Eu acho também.
Eu não respondi nada.
Eu tenho certeza que você vai enfiar porrada no Bambam, eu não tenho dúvida.
Até pra ele aprender a ser homem e respeitar homem. Puta vida, eu acho que tem situações que tem que ter limite. Eu não respondi isso lugar nenhum. Por respeito a vocês, eu tô respondendo sobre isso.
Obrigado, irmão, obrigado.
É, não respondi isso em lugar nenhum. Alguns veículos até tentaram me contactar e teve lugares que eu tava, já tinha um veículo até inclusive do combate e tal, e não respondi. Que eu falei, cara, primeiro que eu acho que se se falar de arte, eu tenho que dar ouvido ou tratar com alguém que executa uma arte.
Perfeito.
Que eu acho que não é o caso ali de forma alguma, em nada. É, então eu, ele foi da turma do Didi, mete essa, pô, pelo amor de Deus. Eu acho, eu acho deselegante a pessoa ir em podcast e detonar nomes que não estão ali para se defender. Eu acho isso de uma deselegância, de uma, de uma falta de respeito com o ser humano, sacou? Acho, acho baixo, acho, acho pequeno demais. É, e aí eu vou voltar agora só falar para responder vocês sobre o seguinte: por que que não aconteceu com o Popó?
É, ficou o papo, né, de que, pô, aí o Naldo peidou, ah, o Naldo mentiu, peidou, peidou. Na verdade, na verdade, eu não posso nem dizer se respeito, coisa e tal, porque não me respeitaram. Eu tinha um grupo com o Mamá e com os advogados até, e na hora do negócio de fechar a coisa, de fechar, não foi o combinado. Não foi o que tinha sido falado, foi um valor ridículo que foi oferecido, entendi, e tentaram forçar a barra com aquilo.
Eu desisti porque assim, eu faltei, faltaram com respeito e o negócio não foi legal, por isso até que não aconteceu. Sim, então esse foi o real motivo. E aí depois passar para situações pessoais de fala e tal e de ofender, entendi, porra, nada a ver, mano, nada a ver. Eu acho que assim, acho que tem um limite para você causar audiência, para você causar clique, para você buscar atenção do povo.
Acho que tem que ter respeito e ética, legal, mas não precisa forçar a barra, né?
Aí eu acho que é, aí eu acho que é é gente baixa demais. E eu não tava errado, porque se o negócio dentro do combinado do Falado tivesse seguido, eu iria fazer. Só não foi o combinado, o negócio não foi bom, não topei, pô, sacou? Se tivesse combinado, feito o combinado tratado, até porque eu venho de um lugar que a gente aperta a mão e vamos fazer, porque é bagulho de homem. E aí, se tem um papel, advogado, se tá aí, o cara vem dar um papo torto, ridículo, na hora eu falei, pô, cara, mas se não rolar uma grana boa, você topa, irmão?
Se me respeitarem acima de tudo, tudo, ainda tem essa, sacou? E o negócio for bom, sacou? Eu não respondi porque assim, eu tô focado para caramba, como sempre fui, na minha música, na minha arte. É, eu não preciso fazer uma luta para eu fazer uma grana ou para eu alcançar hype, que você já tem, graças a Deus. Então é, eu acho que tem que ter essa consciência, sacou? Eu não sou um lutador, eu não fico provocando uma luta para eu ganhar dinheiro ou audiência, não é isso.
Se eu fizer, porque eu gosto de esporte e porque pode ser maneiro dentro do negócio, pode ser legal.
É isso, perfeito, está explicado.
Muito que bem, muito explicado, bem explicado. Ele gosta dele, né? Ele gosta. Mas o cara, pô, fez a turma do Didi, pô. Também não é assim, pô. O cara foi o primeiro campeão do Big Brother, pô. O cara é lenda.
E a boneca?
Não, o cara, 20 anos, o cara manteve o nome dele. Depois eu queria saber sobre Sobre os novos artistas, porque a música mudou muito, Naldo. A música cada vez, pelo que eu vejo pelos meus filhos, eu tenho filhos adolescentes, eu percebo que a música é extremamente simplória. É uma batida, um beat, não tem harmonia, não tem melodia assim. Até tem a melodia porque os caras cantam em cima e tal, mas harmonia, campo harmônico, porra, a música tá muito muito, como é que eu posso dizer, eu, eu, é muito TikTok, eu não sei, ela tá pequena, é um beat só e um martelinho e o cara canta em cima e canta mal.
Isso é comprometedor, mano, né? Eu tenho, eu tenho um certo cuidado de falar disso porque envolve muita coisa, envolve o executar de uma situação que se você não tem a consciência daquilo, como é que você vai pôr para fora? Se você não tem, se você nunca se familiarizou com aquilo ou não chegou em você, de repente falta de oportunidade, você vai escrever o que, o que chegar. Por que que eu quero dizer com isso? É, se o cara nunca fez uma aula de violão, por exemplo, se o cara não tem noção do que é harmonia, do que é música, o que é música, a música é arte de combinar, de combinar sons, sacou? E aí você tem melodia, harmonia, ritmo, isso é música.
Então você tem que ter esses 3 elementos, juntar tudo, né?
Isso é música. Eu não sabia, quando eu comecei minha carreira, se me perguntasse isso, eu não sabia. O que que é música? É falar, mas o que é a música? O que que você tá fazendo aqui dentro do estúdio? Tem gente que faz de uma forma mais simples porque não sabe, porque não chegou no cara, não chegou no moleque ainda.
Isso.
Então ele escreve a realidade dele dentro de uma forma de produzir que o DJ também que tá fazendo também não sabe. Então o cara, às vezes eu já ouvi músicas de sucesso explodida que a produção tá num tom e o cara tá cantando em ou outro. Eu já vi música isso acontecer, que musicalmente falando tá errado, mas o cara também que fez de repente não sabe. Mas aí o povo, a tribo abraçou a música, gostou, aconteceu, já é, beleza, tudo certo.
Então, só que eu não posso falar que isso é tudo, porque se eu fosse falar que eu tinha que escrever sobre a minha realidade, eu tinha escrito músicas até hoje falando do crime, falando de tiro, tiro com polícia e bandido, que eu nasci numa favela. Eu nasci no Complexo da Maré, saí de lá com 27 anos. Eu abracei as oportunidades que me deram, eu fui estudar música teórica, técnica vocal, aula de dicção com a professora pessoal particular, a Dona Sílvia, lá no Grajaú, que o Costa e o Serinho colocaram para gente.
Foram nossos, que você teve, se aproveitou, que eu tive, agarrei e não me vitimizei. Eu quis levar para casa das pessoas positividade, falando de amor, porque algo que uma vez um divulgador, ele era, ele era o divulgador da Zâmbia, Zimbábue aliás. E aí ele falou, cara, você quer fazer sucesso para o resto da vida? Cante o amor. O cara me falou isso, Mairim, que o nome dele, se eu não me engano. E aí nunca mais esqueci disso. Ele falou, pô, olha o Roberto Carlos, olha os grandes, eles cantam música falando de amor.
Isso hoje você pode amar uma pessoa, daqui a pouco você vai ter filhos que também vão se apaixonar, eles vão ser adolescentes, vão casar, e outras pessoas.
Mas o amor ele é muito além de homem e mulher, né? Sim, sim, o amor é coisa de pai e filho, de amigo. O amor, ele tem várias, tá sempre na moda, é o melhor sentimento do mundo, né, velho?
Tudo tá sempre na moda. E aí eu abracei essa oportunidade, né, cara? Mas tem gente que escreve uma realidade dele. E assim, mano, também tem, existem verdades. Vamos supor, o moleque morreu o pai e a mãe, o moleque tá sozinho na favela com uma irmã de 10 anos. Situação, como é que você fala para esse cara? Moleque tem 12, uma irmã de 10, e morreu o pai e a mãe. Aí o crime vem, abraça o cara, porque o cara não tem uma família que de repente abraçou, que é maneira.
E aí o crime vem e dá isso de suporte para o cara, para o cara ter o que comer, tem onde morar. Como é que você vai julgar um cara desse? Aí se o cara pega, pô, não quero ficar no crime não, quero escrever, ele começa a escrever o que ele viveu.
Lógico.
Como é que eu posso dizer que esse cara tá errado se a verdade dele— graças a Deus eu tive uma mãe que meu pai, trabalhador para caramba, meu pai é soldador elétrico e pedreiro e sempre trabalhou muito. Meu pai é de João Pessoa, da Paraíba. Eu tenho o maior orgulho de ter o sangue nordestino na veia. Eu acho que eu sou um dos cariocas que ama trabalhar muito, por isso todo ano eu tô lançando coisas e tal. Meu pai é de Jampa, meu pai é de João Pessoa, de Riachão, e minha mãe carioca, e minha mãe crente.
Então eu tive a base de um cara que trabalhava para cacete. Por exemplo, hoje eu não sei soltar pipa, pipa, porque meu pai dizia que os moleque que soltava pipa ficava de olho na polícia, na boca de fumo, para avisar os cara. Então ele falava, se eu te pegar soltando pipa, tu vai tomar uma surra. Eu não sei soltar pipa.
Porra, era mó bom soltar pipa, pai. Imagina, eu soltei pipa para caralho, para cacete. Rio de Janeiro, em São Gonçalo era muita pipa. Eu gosto de soltar pipa. Você soltava pipa, bosta?
Soltava, mas nunca fui bom.
É, eu gostava. Não era maravilhoso, mas adorava empinar, empinar, né? A gente fala soltar pipa, E eu gosto da caififa, que a gente tem que ser sincero.
É caififa, tá ligado?
Papagaio, quadrado, morcegão, raia.
Raia no Rio também tem, mas eu amo.
Eu gostava folhão, é, né? Tá ligado?
Folhão, que é uma raia grandona.
É, que é uma caififa grandona que, meu irmão, fica só no prumo assim, ó, paradinha. Puta linda essa!
E o RJ tem uma questão também da, da da estação, do calor, da temperatura. Então as mulheres ficam de chinelo, sem camisa, no sol soltando pipa. Não deixar, não sei soltar pipa até hoje por conta disso. Então eu tive as oportunidades de minha mãe ser a pessoa da fé, né, de me falar: olha, isso não vai agradar, isso aqui não é da vontade de Deus e tal, e vamos orar. E minha mãe orando o tempo todo para que a gente não se perdesse demais.
É uma base, uma base espiritual para família, é muito séria para o moleque, como para o ser humano, né? Então eu não posso dizer, julgar um moleque que escreve uma parada dentro da realidade dele, mas também não posso dizer que é o final do mundo, que é o fim do mundo, que o cara só tem aquilo para fazer. Eu contrariei, tá ligado? Eu contrariei uma parada que seria muito normal eu também ser melodramático e me vitimizar. Não, eu vi um amigo meu morrer, eu, porra, a forma que eu perdi meu irmão, mano, sacou? Em 2008 foi foi cruel. E eu tive que levantar a cabeça e olhar para música, né?
Deve ser muito duro, né, brother? De novo, você sabe que eu meti o pé assim, foquei em sair de lá por causa da violência, cara. Não é, irmão, aconteciam coisas, pô. Tu vê um brother que joga um videogame na tua casa, tá com a metade da cara sem.
É isso aí, coisa. O Jornal O Povo, é isso aí, é isso aí.
É uma coisa que tu, cara, tu acostuma, mas ao mesmo tempo tu tu se desespera, uma angústia do caralho.
Não quero isso, né?
Você fala, cara, eu preciso fazer alguma coisa para sair dessa situação aqui, que morre um cara ali, morre um cara ali, ah, morreu um ali. Virou uma coisa corriqueira, jovens, sabe?
Eu dificilmente— é pesado falar disso, mas por isso que eu falei, lembra que eu falei, atinge algumas áreas, é bem amplo a parada, é complexo, porque falar disso é muito delicado. É, mas vou ser rápido. É, o moleque que tá ali fazendo a música, que tá trocando tiro um com o outro, tá pagando por um sistema que não vai mudar nunca. Quando eu gravei com o Mano Brown, eu vi muitas pessoas comentando, pô, o Brown agora tá gravando com playboy, porque pegaram o Amor de Chocolate, aquele meu momento de estouro, e acharam que, sei lá, que eu nasci em Ipanema, não sei.
Mas a minha história, o Brown levei o Brown lá, ele viu a realidade qual é, tal. Então eu quis também mudar a cena porque eu cresci perdendo amigos, mano.
É o carioca que sempre fala isso aqui, tinha dias, irmão, mas é maluco ali, o maluquinho ali já foi. 95%, Zé Negão, Marcelo, que era todo mês um, irmão.
95% dos meus amigos, 95%, inclusive meu irmão, eu perdi por conta da violência.
Tem noção disso?
Eu, eu, eu, eu, eu Eu tenho lembranças assim, olha que louco, né? É só para contar um pouco da minha realidade, é o que eu falo para os meus filhos até.
Tem que contar, não tem que falar, tem que colocar para as pessoas entenderem.
Uma casa, 8 cara cheio de bala, sacou? Caraca, era esse nível. Eu olhar pela, pelo buraco das minhas mãos e minha mãe: sai daí, meu filho, o que que você tá vendo? E eu vendo um cara matando outro assim a olho nu, eu com 10 anos de idade. É muito forte o Querendo do Rio de Janeiro, que não mudou. Não mudou, piorou.
Isso que eu ia falar, acho que piorou.
Porém, porém, assim, graças a Deus o esporte é uma saída, a música, a arte, a arte em si, é uma base familiar, é uma saída.
Essa é a maior, né, pô, mano.
Então eu acho que é isso, eu acho que eu não posso julgar os moleque, mas assim, você tem que se ligar no que vem de oportunidade para você até passar para os outros. O que que é o legal?
Cidade de Deus, esse filme retrata bem, né, daquele moleque que quis ser o bonzinho e foi trabalhar no jornal para ser fotógrafo e viver ali os amigos dele em volta. É, é muito isso, cara, é dolorido demais.
Eu, eu acho que é válido eu citar aqui no papo desse para nego entender que tipo assim, pô, não é, eu não, hoje não fico tirando onda, não sei o quê tal, e minha vida não foi fácil. Eu acho que serve também como um um grande incentivo para quem tá ouvindo, para quem tá assistindo. A gente tem a resenha toda, mas assim, não foi mole, porque às vezes nego chega só a hora que a gente chegou, mas não foi fácil.
O ano 90, o ano 90 no Rio foi muito pesado, cara. É, o ano 90, como aqui em São Paulo também, né, bola? Foi Jardim Ângela, que também era morrer mesmo.
A periferia era braba.
No ano 90 foi um negócio muito, é verdade, foi muito gangster assim, foi muito, muito sangue, né, cara? Hoje o crime é mais organizado, Essa coisa de fechar a rua, mas essa coisa de matar o outro assim, acho que nos Estados Unidos também tava rolando isso, né, em Nova York, né, de gangue. E aqui também, né, cara, o Rio então, puta que pariu, cara, o que eu vi de gente baleada, que porra, eu pensando no sangue coagulado assim, é foda.
Isso infelizmente ter convivido com isso, né, eu tenho uma lembrança horrível. Eu lembro que o primeiro, a primeira vez que eu Acho que foi a primeira vez que eu pisei na praia, no Arpoador. Aquele primeiro arrastão, a hora que eu pisei na areia começou o arrastão. Primeiro da história assim. Bem, eu lembro disso, era 484 que a gente pegava o ônibus, eu ia cantando só para contrariar. Dentro do ônibus já música, e única, eu ia com a minha rapaziada, eu que fazia o som assim, cantando Gabriel Pensador, animadão, só para contrariar.
Rolou arrastão, não tinha nada, mano, era Aí, vamos ver, pega o vídeo do arrastão aí, vê se você consegue o primeiro arrastão do Rio no arpoador. Aí a gente vê se vai que aparece o Naldo no vídeo.
Eu apaziguando lá o povo, né? Porque eu fui para curtir, eu fui para curtir. Aí era igual ir para os bailes, meu pai não deixava ir para os bailes. Eu tive que ir uma vez e tive que falar para ele, pai, eu quero dançar, pô, só quero curtir assim. Porque não deixava, com medo, né? Eu sou mais velho dos homens, você vai fazer coisa errada. Na verdade, droga, droga rolava muito, né, à noite, né, mano. Então ele tinha uma preocupação comigo de— mas eu não gostava, eu só queria dançar mesmo.
Então eu ficava ensaiando as músicas, dançando, pô, Trinere, Stevie B, e por aí vai.
É, mora no Rio, né?
É, ele mora, eu acho que é em Los Angeles e no Rio também. Acho que ele é casado com uma brasileira.
É, Stevie B, lembra de Stevie B?
Lembro, pô, lógico.
Era melody, né? Sim, sim, que é onda do latino também. O latino foi essa onda do melodic funk, né?
Bem mais, bem mais melodic.
No começo da carreira dele era melodic, né?
Sim, sim, sim.
E aí, que as referências internacionais para a gente, depois a gente começa a escrever até mesmo em cima de bases dos funks gringos, e aí fazendo o famoso rap e tal, não sei o quê.
Tem o amor, sei que não dá mais, acabou entre nós, já não existe mais tempo.
Bom que tava vazia, pá.
Isso era uma música, acho que do Nelly Furtado, que é uma versão de uma música, acho que da Madonna.
Mas a imagem é mais impressionante do que a foto, porque aquela é o vídeo, era o bicho, a correria do caralho.
E nessa época ainda tinha briga de galera, briga de galera, tem o roubo e tem a briga diária. Acho que brigava na porrada no baile do Bojador. Alô lá do A, alô lá do B, lá do B.
E tinha uma parada do bonde, porque porra, era mó escroto isso, cara. Eu ia dar, eu ia em São Gonçalo no Tamoio.
Sim, lembro do Tamoio de São Gonçalo, claro, cara.
Então eu ia nas matinês da Tamoio e bailinho do Tamoio, porra. Começou a morrer nego, porra. Todo dia morria um, cara, na saída.
E o caralho, velho, tranquilidade.
É, morria um.
É, mano, era o bairro de briga.
Isso. Aí você estava lá de boa, até rolava umas músicas boas. Aí começava os cara, porra, que é do Porra da Pedra aqui, não sei o quê, do Bom Dia do Boa Vista. Aí bom dia não sei o quê, começava a passar Se o cara soubesse onde você era, meu irmão, jogava no membro, meu irmão, já era.
Você era de que bonde?
Eu não era de bonde nenhum. Eu enfiava o cu na barriga, pezinho quietinho no canto. Não, a gente ia participar, mas isso rolando de repente um show do Bikini Cavadão, entendi. Porrada comia.
Aí tem essa hora aí, cara, põe aí.
Tá aqui, parou.
Como é que é o nome de baile? De que mesmo?
Baile de corredor. Baile de corredor.
Arruma esse vídeo aí para o Bola entender o que que é baile de corredor.
É, eu não sei o que é baile de corredor, mas ao mesmo tempo é bom.
Tipo um corredor polonês?
Não, mas ao mesmo tempo é bom.
Era uma corda, Bola, era uma corda. Tinha uma corda no meio, tinha uns que era de briga mesmo, uma corda no meio do baile. Aí ficava ali, por exemplo, a galera da, da, aqui do lado de cá, Nova Holanda, Vila do Pinheiro, Vila do João, e do lado de lá, Morro do Adeus, Nova Brasília, pá pá pá.
E a corda no meio.
Aí tipo aqui, 50 moleque do lado de lá, 50 do lado de cá. 50, você tá sendo Sendo generoso. É, e aí de repente uns começavam a atacar o outro, não sei. Aí de repente um cara tirava a corda, tipo um negócio de louco. Eu ia para ver as mina, para ouvir som, para dançar. A ideia era essa, igual você, pô.
Sim, tava conhecendo a noite, meu irmão, porque era sua mania de sucesso.
Aí lá vem os cara Graças a Deus, né, pô, a gente viu hoje mesmo uma fase do funk maravilhosa. Mas tinha o Espião Choque de Monstro, aí também tinha A Coisa, A Bosta, O Troço e O Gabiru e O Bagulhão. Tipo, esses bailes, meu irmão, tinha um baile no Chaparral, tinha um baile no Chaparral. Olha isso, cara, que surreal, que disseram que o capeta apareceu no baile. É, meu demônio, pô, de tão pesado que era o negócio.
Era pesado.
É a Nova Holanda.
Solta aí, solta aí, se liga, se liga, se liga, se liga.
A cordinha ali, ó, solta, ó, ó.
Não, mas eu gosto daquele que tem um mulão assim andando e todo mundo sem camisa, meu irmão. Mas esse aí você pegou um trampo. Eu vou achar um aqui.
Isso era diversão. É que ele não quer também ficar lembrando.
Olha os bufetes aqui, é o segurança aqui, é o segurança mandando sair. Parece uma penitenciária, velho.
É, mas era, né, cara?
Isso era muito loucura, cara.
Caralho, baile de corredor.
Aí teve um apelo do funk, sacou, para que isso acabasse.
Ah, já entendi.
Teve músicas e tal, a galera tava morrendo muita gente, cara. É, tava muita confusão. Isso não tem nada a ver com a curtição da noite, sem nada a ver.
Não tem mesmo.
E aí começam a ser as músicas e tal, é as músicas mais, mais falando de amor. Os DJs começavam a tocar muito mais música.
Esse é mais recente, esse aí é mais recente, é macuzão. Eu vou mandar um aqui para o Zap, você vê como é que era nos anos 90 mesmo, só para você entender o que que era faroeste total. É do nada, bola, do nada, cara. Cansei de ir no— lembra do Tulipão ou não? Em São Gonçalo, eu ia no Tulipão, meu irmão. E o tulipão era tranquilo, era música ao vivo, não era baile assim. Meu irmão, do nada sai um tulipão cheio para caralho, rolando somzinho, mulher, pá, molecada e tal.
Acabou, tá, tá, tá. Juro por Deus, mas era recorrente. Um tiro, dois tiros do nada, vira laje do nada, do nada tiro.
Na minha área tinha um baile do Clube do Bom Sucesso, era o baile do Bom Sucesso, mano. Pô, tu vê nego saindo carregado, tipo, que loucura. Eu olhava aquilo e falava, pô, mas eu quero o baile que era o mais lotado.
Aí, ó, esse é baile, é esse aí, ó. Aí, bola, se liga, anos 90, vai vendo, vai vendo, meu irmão. Olha só, os irmãos, olha a galera ali, ó.
Que estádio, o de vermelho é segurança, o de vermelho é segurança.
Que estádio! Olha só, olha só a galera chegando, meu irmão.
Jurando, outro de bode e dançando.
Não, é o bailão rolando, fã que os cara querendo pegar, ó. Vai vendo, ó, o mulão. A gente chamava de mulão, né? Ó, isso, bola!
E o de vermelho é segurança.
É, tá segurando ali o cara, meu irmão. Isso aí era foda, compadre.
Mas acontecia do nada?
Não, era do bairro. Se você morasse em outro bairro, tu apanhava. O nego sabia que você era de outro rico. Aí, ó, pedrada, é o diabo, velho!
Que isso!
Não, isso aí não era briga, tá? Isso era o baile.
Era o baile, é isso aí. Não era briga, o nego ia para isso. O baile tá rolando ali, tu não quer brigar, tu sai dali, fica em outro canto.
Aí eu ficava só na rebarba pegando a merda, brincando.
O lance era, era, mas assim, graças a Deus acabou, né? Foi, foi ruim.
Não, esse aí não, Mas vamos combinar, ao mesmo tempo era emocionante.
Os homens que curtiam, a diversão dos cara era essa. Eu não entendi porque o cara bota uma roupa, uma madeira, um tênis, voltava todo sujo, vai brigar, né?
Um dá tapa no outro.
Não, era foda, velho, era pesado.
Aí vem as músicas românticas para amenizar isso aí até.
Aí começa a aparecer Coyote e Raposão: é que eu moro na estrada da posse, digo para o mundo que eu amo você.
Tá vendo a letra?
Mas ele tá falando da área, porque era isso. Ao mesmo tempo você tinha que dar um salve na galera.
Entendi.
É, por exemplo, todas as músicas de funk tinham um lance de falar do nome das áreas, que era justamente por isso, porque tinha um lance do baile que você tinha que agradar essa rapaziada, sacou? Então, por exemplo, Claudinho Mochicha, quando ele canta: na Praça da Playboy, ô Niterói, fazenda chumbada no boy, Quitungo, Guaporé, nos locais do Jacaré, Taquara, Funaim, faz quem que é Barata Cidade de Deus, Borel e Agambá, Marechal Urucran e Irajá, os Murama, Guadalupe, Sangue Areia e Pombal, Vigário Geral, Macinho aí.
Isso era um salve para galera que tava ali no baile na intenção de cair na porrada, mas ao mesmo tempo você canta Nosso Sonho, né? É, Macinho aí já veio bem mais romântico, né?
É, quando estava triste o meu coração, eu fui para o Coelho.
Vem um Volt Mix que era uma base pesada para caramba. Tudo isso foi mudando a parada aí e foi ganhando expressão nacional.
Era foda, mano, do Silvio, que é a Estrela não brilha, ele era funkeiro, mas era pai de família.
Alô, alô, Fundão!
Alô, alô, Pirão!
Esse é Edmar, é o DJ.
Alô, alô, Pirão!
Alô, alô, Boa Vista!
Vem pro baile, meu amigo, diga violência, não quero ouvir isso! Já era o papo de acabar com isso.
Isso era 95, 94, por aí.
Sim, e aí acabou, e aí acabou.
Mas assim, os anos 90 ali, cara, louco, velho. 91, 92, até uns 96.
Que diversão boa, hein?
Mas o que tinha, puta merda, bicho. Eu queria ir para o baile, mas não era, eu queria ir para o baile.
Claro que não, nenhuma vezinha.
Não, eu ficava tipo no altinho vendo e rindo para caralho.
Não, eu acredito, porque eu também ia, mas não ia para brigar.
Mas rindo, não.
E é assim, e nego provoca, né?
A minha juventude era muito marginal. E ser grandão, velho, olha aqui, eu vou lembrar um negócio que o Naldo agora era muito marginal. Naldo, olha só, era baile funk, que era baile matinê, você queria curtir, e era isso, só rolava, não adianta, você ia, rolava isso aí.
E era o som da favela, o som da periferia.
Agora eu vou lembrar, eu vou lembrar para o Naldo que foi uma febre no Rio e era emoção purinha.
Pega, porra, pega de carro, pega mesmo de carro, de moto, de, meu irmão, pega, macho.
É, mas no Rio era essa multidão que ficava na rua e os cara vindo, aí do nada chegava a polícia dando tiro, gás lacrimogêneo e bala de borracha. Do nada a galera abria. Jacarepaguá tinha muito, São Gonçalo tinha muito, tinham, sabe, o nego pegava aqui, tinha de acelerar, né?
Corrida, corrida.
No Rio não. O Rio, cara, a galera ficava isso, fazer manobra, borrachão, e a galera gritava. E tipo, bota o carro, do nada vinha patamo.
Sim, acabava com a brincadeira da galera.
Couro, né?
Eu vou ver se eu acho mais cena de pega aqui.
Como as ruas são diferentes, né? São Paulo e Rio, né, velho?
É até impressionante o nome, né? O título é diferente Pega também.
É, pega, não era pega?
Pega, pega, chamava de pega até hoje.
Tu vai nos pega, meu irmão, até hoje dá rola de vez em quando.
Pega ainda rola porque é muito mais exibição, né?
Ah, mas igual, igual aquele momento não. Agora aquilo não existia, meu irmão. Isso aqui era loucura total, era loucura. E era uma febre quando eu era, tinha 17, 16, tinha bastante segurança. Não, de 15 anos assim, cara, eu já ia para os pega, porque minha irmã namorava um cara que gostava de pega e também corria lá. Meu irmão roubava carro dos meus tios, caralho, para levar para o pega. Pegar pau louco era foda, dava 360 e o cara, meu irmão era maluco, chevetinho, meu irmão era louco, tração traseira, né, meu irmão? Era ruaça, era diversão essa porra.
E cara, e não tem assim, é muito doido isso, né? Mas a diversão, né, o carioca tem uma parada que é fora para favela, por exemplo, os bailes funk e tal, não existia. Como é que você vai fazer uma música mais rebuscada e tal se tu não tem grana para comprar os instrumentos também? Hoje melhorou muito, né? Hoje melhorou muito, mas o alcance à arte, meu irmão, um teatro, é uma peça, o cinema, nego não tinha grana para isso. Então o que tinha naturalmente, que eram as festas, pô, por exemplo, a equipe de som que chega lá e cobrava, sei lá, R$5 a entrada do baile, Era isso, pega, não paga nada, tá vendo?
Aquela de graça, aquele lance rolado, que é também o que é acesso, que tem acesso ao povo, sacou? Eu não posso, eu vivi lá dentro, não posso hoje também chegar e só criticar uma parada que eu sei que tu não tem acesso até as paradas, sacou?
É, eu pedi para o Zaque separar aí, ó, uns pega dos anos 90. Porra, olha isso aí, velho! Mas isso aí tá de boa, tá? É um lugar isolado. Os cara, o Chevetico deve ser ali, essa porra deve ser ali para aquele lado ali do fundão de Jacarepaguá ali. A turma, isso, o carro era atropelado todo tempo, acontecia direto, acontecia muito, morria muito o cara porque ficava para fora do carro e o carro tombava e o cara morria, morria direto.
Não, o Chevetinho era o rei, é Chevette Opala, tração traseira, é isso aí, mais caro. Chevetinho, se liga, é que não tá com áudio, né? Mas porra, olha, os cara moía o Chevette Júnior, velho, nego moía.
Já rebaixou, já cortou a mola.
Era sonzão no panelão, ó, o tio com o braço para fora.
E os cara dava uns cavalos de pau nervoso, ó, ó, ó, ó, dá 360 aí, ó, metia 360.
Aí pega ali a turma, corria, meu.
Isso aí era alegria da galera, de verdade. É direto a merda, bicho. Não, é isso aí. Só que esse aí tá legal, esse ainda tá legalizado.
Agora que eu vi Esse é playboy, velho.
É de aldão, uma tração na frente, ó.
É, mas você vê que já não vira igual, né?
Lógico, né, meu?
É, ó, o Chevetinho lá só tá dando pião direto ali, mano. Mas isso era o caos, era o caos, juntava gente, hein? Caraca, não, esse aí tá tranquilo. É mesmo, tá muito tranquilo.
Quando o vídeo que o carro vem, deu 360 e pô, deu outro para o alto.
Bota o outro vídeo aí, Isaac. O outro tá à noite. Aí esse era o bandido, o da noite que era o bandido.
Escondido, que era proibidão, digamos assim.
Isso aí, a gente escondido. Vocês estão onde? Já tá na casa de Paulinho, meu irmão. Pega lá do Boa Vista, era o melhor.
Aí vocês falam de, né? É, vocês de São Gonçalo falam de, né?
Porque de alguém, né? Você sabe que na minha faculdade teve esse debate.
Não, eu acho que não tá certo. E olha que eu sou bom de concordância. Não, não, você tá certo.
Meu professor de linguística, caralho, da UFRJ.
Então agora vamos ter que debater.
Eu vou na casa do Ronaldo ou na casa de Ronaldo?
Ronaldo.
Aqui a gente chama do, mas é de.
Aí pronto, tá levantada a questão aqui agora.
Não, porque você vai na casa de alguém, não do alguém.
Mas eu tô falando do sexo masculino, do, não, de alguém.
Alguém quem? Ronaldo, de Patrícia, de Flávio.
Não dá Patrícia, é por isso que eu tô te falando, a concordância é feminino e masculino, mas é de. É, eu sempre soube assim, exatamente.
Ó, meu professor da faculdade, esse é o professor da errada, trocou a ideia comigo.
Porra, caralho, aí é foda. Mas porra, boa, Naldo. Niterói fala D. Na casa de Flávia, na casa de Flávia, fala Naysi, porra.
Naysi, eu falo Naysi, eu falo Naysi. Minha esposa que me corrige. Pô, que Naysi? Eu falo, minha filha, mas eu que entendi que eu me interpunhei, eu falo Naysi.
Mas eu lembro que eu ouvi isso aí numa música, primeira vez. Naysi, não tem I, caralho.
Naysi pra te amar. Eu tenho uma música que chama Naysi. Nasce, nasce.
Aí, esse aí é bandidão, esse aí é bandido.
Não dá para ver nada, caralho.
Calma, vai soltar o play, se liga. Ó, vai vendo, mano, olha isso.
Ó, a polícia chegou, a polícia, a galera.
Aí pronto, gás lacrimogêneo aí, o pau torava.
Ó, gritaria, velho.
Isso era louco, velho.
A torcida aí, ó, era diversão isso aí.
Só quem viveu vai sacar a parada. Parece imbecil o bagulho, mais ou menos.
Chevetão, chevetão no rei, Opala e Chevette.
É matéria do Fantástico.
Não, isso aí era febre, bola. Puta merda, bicho, é, não pega gigante. Ó, a polícia chegou, tá atirando, vai vendo a galera correndo.
A polícia tá atirando, velho, do caralho!
Você vai ser—
a polícia tá atirando, velho!
Era faroeste total, a polícia chega atirando. Mas você viu a multidão? Esse cara— mas ao mesmo tempo, vou te falar, eu tinha medo, eu ia ver porque eu tinha que fazer. Ah, vamos lá no pega, vai ter o pega hoje no Boa Vista. Eu ia muito poucas vezes.
É, você ficava do ladinho ali?
Não, não, eu ficava um pouco mais para trás ali.
Ficava, você pode tomar uma lama.
Não, não, ninguém tá colado ali, são os kamikaze que existe na vida mesmo, sacou? Os doidos que não tem medo de nada. Os moleque saíam, mas meu irmão dava cavalo, tá? 484, 484, Olaria, Olaria Penha ou Olaria Copacabana. O moleque em cima do teto do ônibus, no Ateu do Flamengo, ônibus A80, A90, e nego em cima do teto surfando.
Surfando.
Teve essa época também. É, nego ia para praia ou para o trabalho mesmo em cima do teto. Olha que loucura!
Não, era foda, era só isso.
Flamengo, o cara em cima, surfista de trem, lembra?
Também. Tá aí, deixa eu ver isso aqui.
Tinha em São Paulo também surfista de trem. Até o cara fez o Jorge Ben Jota surfista de trem. Porra, o trem da Central do Brasil, os caras iam para o trabalho surfando, cara.
Acho que é Belford Roxo, É, os caras iam em cima do trem. E falando do ônibus, o ônibus é pior ainda na praia.
Mas era o ônibus, era quando era dia de praia.
Então, sim, mas tu pegar do— não, às vezes tinha dia a dia também, mais difícil. Não, mano, tô te falando, era mais praia.
Praia, os caras galopando.
Isso era da minha área, porque o ônibus, ônibus vinham lotado, subia no teto. Dia de semana eu trabalhando, dia de semana tinha também na praia. Aí na praia era guerra. Porque na praia juntava o roubo, a briga, o teto. Aí era uma confusão generalizada.
Sim, sim, sim, sim.
Não, não dá, cara.
Bagulho doido. Rio de Janeiro não é para amador, como dizem. Não é para amador.
Dá para perceber.
Não é para amador.
Eu assim, nesse sentido, São Paulo é ficha perto do Rio. Nesse sentido comportamental era pior, eu acho. Era mais caótico o Rio. O Rio era mais caótico nos anos 90, era mais caótico que hoje. Hoje o caos, na minha opinião, por exemplo, pega não sei o quê, O tráfico fala, não vai ter.
Sim, é, sim.
Por que que o tráfico não quer que tenha?
Para polícia não ir.
Exato. Então não tem essa bagunça aí.
Isso aí era terra sem lei, galera chegava, chama atenção, polícia vai lá, capaz de achar outras coisas.
Tudo que o tráfico não quer é polícia na boca. Sim, né não? O cara quer vender pó, me venha fazer arruaça, cara. Faz, mas os baile funk são bem piores hoje, né?
Assim, disso, mas ainda rola bailão assim?
Ah, tá, tá, tá, tá, tá, tá, tá.
Hoje o negócio perdeu, tá completamente indecente. Hoje os cara vão para fuzil para cima, é negócio bizarro. Mas provavelmente morre menos gente, não tenha dúvida.
Você vai brigar no baile, tem fuzil, caralho. Não, a briga não existe mais, né? Baile de briga não existe mais, todo mundo se conscientizou disso. Até porque não vai brigar, vai morrer logo.
Já cantou em baile brabo assim, Naldão?
Muitos.
É mesmo?
Muitos, muitos. Inclusive fui a muitos bailes. Não imaginei também, mas cantar no de briga não, mas fui porque eu era muito moleque. Era esse momento que eu tinha 13, 14 anos, que meu pai não deixava eu ir. Aí quando eu comecei a ir, ainda tinha os bailes, só que eu sempre fui de ficar com os amigos mais velhos. Sempre tive amigos mais velhos que eu, mais para trás ali, maior que eu, mais velho. Os cara tomavam conta de mim, falava, pô, não, falava para minha mãe, ó, vou tomar conta dele, tal, não sei o quê.
Então o medo, o medo, Naldo, né, vamos deixar claro, o medo do pai dele, ele devia entrar para brigar, né? Não, meu irmão não ia para baile, mas que sabia que ele era maluco, falou não vou porque vai dar ruim. O Naldo vai entender o que eu vou falar, porque o problema, Bola, é assim, o que é o medo do pai do Naldo? 13, 14 anos era muito engraçado, porque às vezes o cara era bonzinho, cara muito legal, mas começava a vida, já era, mudou a estação. 6 meses o cara já tava virando bandido, era um negócio assim.
Sabe o que aconteceu?
Não, mas aquele moleque era muito tranquilo.
Exatamente. Exatamente isso, era isso. Ó, tem um moleque, meu melhor amigo de infância, meu melhor amigo de infância, melhor, melhor, meu maior fechamento. Eu costumo dizer que se ele tivesse vivo, ele tava trabalhando comigo, seria um braço meu assim.
Que legal.
Roberto, Roberto Xavier de Souza, aniversário 27 de agosto. Tu vê como é que o moleque era meu amigo, meu fechamento. Eu não vi o Jackson 5 até hoje, eu não vi esse filme porque eu não tinha televisão em casa. Esse moleque ficou sentado na rua comigo, na calçada, a rua deserta na Vila do e a mãe dele, ó, não vai trazer ninguém aqui não, não sei o quê. Ele falou, pô, se tu não vai ver, eu também não vou. Rolando Jackson, faz todo mundo em casa vendo, e eu sem televisão em casa.
E ele ficou na rua sentado comigo. Não, parceiraça, hein, meu amigo, meu maior amigo, meu melhor amigo. Fui fazer capoeira por causa dele, o apelido dele virou Calado, porque ele, para ter como era tão quieto, Calado. Só que a rua começou a usar cocaína, eu logicamente não usei porque minha mãe ficava em cima. Ele foi no embalo. Só que qual era o problema? Por que que também tem a ver com crime. Quando você entra e não tem como comprar, tu vira um deles para poder consumir, entendeu?
O risco que você tem também dentro do crime, além dos moleque na porta: qual é, Ronaldo? Que na Vila do Peru todo mundo chama de Ronaldo, ninguém me chama de Naldo, os amigos é todo mundo Ronaldo. Qual é, mano, bora para roubar?
Não vou não, sacou?
Roubar, para roubar, porque eram as saídas assim. Tu quer comprar um tênis, não tem. Na infância não tive tênis, eu não tive. Não foi: ah não, eu tenho um maneirinho.
Não, não tinha ninguém. Tem até o que o Lebron não tem, cara.
E aí, mano, tu tem essas coisas na porta ali na favela. E aí o moleque, quando ele não consegue comprar, muitas das vezes ele faz isso. Ele, por defesa, porque tá um viciado e tal, infelizmente cai no morrer.
Quanto tempo, Naldo, mano?
Mais 2 anos, mais 2 anos.
Virou a ficha e tu descolou, né?
Não, aí já era, aí já era.
Quando ele— e o cara some, né?
Era engraçado, né?
O cara muda o olhar, o cara muda olhar, finge que não te conhece.
Era um negócio muito louco, acaba que se desconecta, sacou? Tipo assim, eu sofria pra cacete porque eu falava, ficava com medo dos moleque, mano. É foda viver na favela e você seguir na moral, sacou? Tu, eu, porra, eu vou contar uma parada que é difícil, mas eu acho que por isso, de novo, eu acho que é um incentivo para os meus filhos para entender que minha vida foi muito difícil. E para quem tá ouvindo, eu dificilmente me abro com isso, mas eu depois que passei a fazer terapia, as experiências de vida do ser humano é o que diz o que ele é.
Mano, o moleque pegou na minha mão depois de minha mãe me levar uma semana para escola. Eu fui de 7 anos com ele a 11, 12. Ele que me levava para escola, Marcelo, morava do lado da minha casa.
E vamos embora.
Ele que não, pô, tia, deixa que eu tomo conta dele. Morava do lado, do lado da minha casa, mano. Esse moleque, o papo de usar droga, pá. E aí o moleque começou a roubar e dentro da favela Fala, tem uma lei. E aí, numa primeira, o negócio até te alivia. E ele já tinha sido avisado, irmão. Eu não consegui ver o moleque. Botaram o moleque, arrebentaram ele, e ele morreu. E tá dentro do latão com a cabeça e os pés junto assim, ó.
Quebraram no meio.
Você imagina, tu vê o amigo que te tratou mais do que um pai assim, que me levava para escola, irmão mais velho, né?
Puta situação, velho.
Então assim, mano, é eu falar isso, quando eu chego hoje na pista, que nego olha para mim, ou que nego dá risadinha, né, do lance do meme, porra, da resenha toda, eu ri, eu fico rindo e tal.
Aí você é playboyzão.
Mas o que eu vivi, brother, se eu for contar para vocês aqui, o clima vai ficar— não, mas é importante, mas eu acho que é importante para que nego entenda de onde eu vim e quanto eu quis chegar.
É foda, né?
Quando eu costumo dizer o seguinte, vamos ver se você se esforçou Vão, porque eu era para ser um daqueles, bro, né?
Então poderia, poderia, poderia ter sido, mas a tua mãe aí, pelo que eu tô vendo, foi o grande, a corda, né?
Eu devo tudo à minha mãe. Inclusive, quando eu ganho meu primeiro disco de ouro, meu primeiro DVD de ouro, o Ronaldinho Gaúcho sai da frente do camarim, fala, mano, agora é de vocês. Ele tava muito colado comigo nesse momento aí. Ele pega e deixa e sai todo mundo, e minha mãe vem com o DVD de ouro na meu irmão. E como mãe, ela foi perfeita e sublime. Ela olha para mim com uma palavra, com uma frase: meu filho, eu sempre acreditei.
Que legal!
Então isso é, isso me emociona para caramba.
Imagino.
Isso é eu falar para vocês do que, de onde eu vim, da forma que foi.
Que legal, cara!
Hoje a gente tá aqui resenhando e eu lembro do meu irmão, lembro dos amigos, lembro da minha mãe, lembro de toda história. Eu falo isso para os meus filhos, sacou? Eu hoje chego aqui, dá uma risada com você, ser amigo.
Exemplo bom, cara. Eu entendo muito a sua dor. Não que eu tenha vivido tanto pesado, mas eu vi muita coisa fora. Eu vi, e eu, e eu, meu maior desespero, brother, era escapar. Eu lembro, eu lembro uma vez que mataram um cara perto da minha casa, aí ficou o furo de bala. Eu devia ter 8 anos, cara, 9 anos, e o sanguinho assim, tá ligado? Eu não esqueço disso. Aí tinha um supermercado perto da minha casa chamado Amanhãs. Minha mãe do nada tava cozinhando, falou assim: filho, vai comprar sal para mamãe.
Meu irmão, quem disse que eu tinha coragem? Eu corri, eu só andava correndo. Eu acho que até um pouco da minha tag que eu tenho Tadinho, era o desespero de passar naquele lugar ali. Então eu corria, eu era uma criança que eu tava correndo, eu tinha medo, cara, entendeu? Tá ligado? Então assim, eu até, é bom até eu falar isso com o Naldo e repensar, porque assim, a galera não tá ligado. Eu acredito que muitas crianças, muitos jovens passam por isso, cara.
Cara, medo, pânico, muito do que a gente, do que, meu, de um lugar sem lei, entendeu? De um lugar que foda-se, jovens morrem, pô, com medo, por nada, morre, mataram, entendeu? Então, tipo assim, porra, você tem valores, no meu caso, da minha mãe, que eu sou muito grato também, que me vigiou muito. Por exemplo, eu gostava, sempre gostava de tomar uma cervejinha, mas que bom, ficava no bar, a minha mãe Minha mãe no portão, ela não sai do portão enquanto eu não saio do bar. Já era constrangimento para mim, eu já tinha 18.
Minha mãe, vem para casa.
Minha mãe, eu lembro, minha mãe no portão assim, ó: ih, Dona Odete brava para caralho.
A galera já sabia: vai lá, maluco, brinca, não brinca com a Dona Odete não.
Algum corno aí tá devendo, vai, vai todo mundo. Porque ela morria de 8, né? Chacina era assim: tá no bar, quer pegar um, tá todo mundo ali dentro, foda-se. Passou o palão atirando para dentro e foi. Pega aí, pegou.
Eu não falei que era isso, tipo assim, guerra do crime, mano.
Quem pegar, pegou, e foda-se.
Fora, fora a polícia que entrava 3 da tarde, bala para tudo que é lado. Quem tiver na rua, se acertou, já era. Eu tenho o melhor amigo de um dos meus melhores amigos de infância, que faz parte desse bonde aí que eu falei, de 95% se foram. O Marquinho, que me ajudou muito, muito até eu chegar no sucesso assim. Ele faz aniversário dia 18 de abril, eu faço 19. O Leka se foi. O Leka fazia— não, Marquinho faz 17, o Leka 18, eu 19. O Leka se foi ano passado, uma pena, porque eu era até padrinho da filha dele, e se foi por conta de droga.
Moleque inteligente para caramba. Eu lembro que eu— aí vai me foder eu lembrar disso, mas fazer Eu lembro que eu gravei Meu Corpo Quer Você, eu não tinha computador em casa, e aí eu mandei para o caralho, eu mandei para o Leka as músicas que eu gravava porque eu não tinha onde guardar. Aí ele falava, caralho, mano, essa música vai ser mó estouro! Ele ficava me mandando mensagem, ligando, falando, cantando Meu Corpo Quer Você, cantando Meu Corpo Quer Você.
Eu escrevi Meu Corpo Quer Você, mandei, eu mandava as músicas para casa dele dele, ele guardar para você. Ele ficava falando para mim, essa música vai estourar, mano, demais, isso vai ser sucesso. Meu Corpo Que É Você, antes da Preta Gil gravar comigo, antes de ir para o rádio, o moleque falava isso comigo, o Leka falava isso comigo.
Que demais!
É, mas é a realidade que a gente— aí o Marquinho finge que não existe, existe para caralho.
O Marquinho, eu tive um momento que falaram que o Senac tava afundando afundando. E eu já era pai do Pablo, já casado com a mãe do Pablo. E aí falaram assim, porra, quem tiver lá, quem tiver lá tem direito a ganhar uma casa, vai ter direito a ganhar uma casa. A gente pegou um quarto, era uma escola que tava afundando, e a gente foi para lá porque falaram que iam dar uma casa para quem tivesse morando ali. Então se você pegasse um cubico ali, fizesse, você tinha direito, você ia ter direito.
Eu lembro que eu peguei um canto de frente para o chiqueiro assim, mano, era realmente de frente para o chiqueiro, lavar a parada porque tinha porco, tá um fedor horrível. Botar um bico de luz, não sei o quê. O Pablo nasceu, eu tinha 17 para 18, eu fui pai muito novo, não tinha grana, tempo do quartel, a música não tinha acontecido. E aí, pô, vai ganhar casa, vamos dar uma casa, vamos dar uma casa, não vai dar casa nada. Avisaram, já saiu até na televisão, quem tiver ali a polícia tá chegando, vai tirar uma porrada, tirar na marra, mano.
Helicóptero, pá, não sei o quê, mano. Mano, o Marquinho já tinha casa e o Marquinho foi lá. Para você ver como é que é dentro do universo de uma favela, mano. A polícia chegou com bala de borracha, mas chegou com bala de verdade. O Marquinho, quando bateu, polícia para caramba. Só que acontece, tudo que acontece na favela é um evento. Ele foi para ver o bicho pegando, para ver o que tava acontecendo.
Um polícia tomou.
Eu não vi a cena, eu não vi a cena, mas ele tomou. A sorte dele é que ele correu para frente da casa da minha mãe mãe. Um vizinho viu que ele era, já conhecia, porque ele trabalha consertando lanterna no carro, ele é bom nisso, ele reforma o carro do zero assim. O cara tinha reconhecido lanterneiro, lanterneiro, lanterneiro. Graças a Deus pegaram o cara, pegaram o Marquinho, conseguiram levar a tempo para o hospital e ele sobreviveu.
É vivo hoje, mas tem uma cicatriz gigante. Ele parece o Alan Iverson assim, de joga basquete. Foi quem me influenciou no basquete para caramba. E um dos meus melhores amigos, né, que tu imagina, 2, 3 ruas juntos, você tem uma cabeçada de 50, moleque. Tá vivo, graças a Deus, mas tomou um tiro do nada de bala de verdade e já tava começando a botar sangue para fora, tipo assim, já tava dando merda. Eles já conseguiram chegar no hospital e fazer uma cirurgia e tirar a bala, ficou com a cicatrizona.
Mas são essas, essas vivências, né. Né, que existiram. Tu imagina, tu vê um moleque que cresceu junto contigo acontecendo esse tipo de parada. Então foi muito difícil chegar até aqui, sacou? Então hoje é uma— quando eu digo aqui para vocês, pô, obrigado, mano, pelo— por eu estar aqui, vocês darem um espaço da gente falar do nosso dia a dia, cara.
A gente, nós dois aqui somos contemporâneos, nós vivemos a mesma situação, ser de um lado ou do outro, né? Obviamente, acho que você vivia em condições mais precárias que a minha, muito mais, né? Ó, quando eu tinha 5 anos, a minha rua era, era, o entorno era bem perigoso, mas a minha rua ainda dava, não, eu lembro, mas dava merda, mas era mais de boa, mas não era quebradona, sabe?
Eu lembro, brother, eu, é por isso que eu sou tão dedicado hoje, não tem preguiça, não tem, eu me esforço, eu vibro com cada vitória, mas muito. 4, 5 anos de idade, meu pai fez um barraco na Nova Novo Holanda, aonde é o CIEP hoje, na Novo Holanda. Eu nasci na Novo Holanda, no Hospital Geral de Bom Sucesso, saí da Novo Holanda com 6, 7 anos para o Pinheiro, mas eu sou da Novo Holanda, nasci na Novo Holanda. Aí a maré subia, tá?
Aí o mamãe, porque era, sacou, o Herbert Vianna fazia o FRJ, Herbert Vianna passa em cima, e quando ele escreve, eu contei isso para ele até, quando ele escreve: alagados, favela da maré, a esperança não vem, porque Ele via o Complexo da Maré sendo construído. E aí meu pai foi um dos caras que enfiou lá o barraco, a perna de 3 para fazer os pala-fita. E aí eu falava, mamãe, a água aqui tá molhando, mamãe, aqui.
Porque aquela água cheirosa, a maré.
E aqui, aquele que você passando para o aeroporto do Galeão, aqueles, isso aí era ali. A gente morava em cima daquilo. Aí eu falava, aí eu falava, aí eu falava, mamãe, aqui, barata, sacou? Porque dava 6, 7, a luz caía porque um monte de barraco ligava, a luz não tinha. Latão, água era latão, e gato rolando, tudo de gato. Aí, barata, sacou, subindo na perna, não sei o quê. Eu era molequinho. E aí, rato, mano, ratazana, tipo, mano, surreal.
E aí eu fui estudar na CETOD com 4 para 5 anos, minha mãe ia me levar. Aí eu lembro que os cara ficava, era oitão, né, na verdade era a arma mais braba, era um oitão. Aí o cara falou, passa aí, tia, passa aí. Aí minha mãe atravessava carro, eu comigo, 4, 5 anos. E aí quando o caminhão acabava de passar, o cara sai de trás do poste, pá! Aí você escondia. 2 horas da tarde, pá! Foi isso.
Caraca, irmão! Então de onde você é um puta vencedor, pô, irmão! Pô, puta vencedor!
É muito sinistro, irmão.
Agora imagina os outros, ó, o Davi, 350, é 1 milhão e 250 mil pessoas. Quantas pessoas vivem essa condição, 2 milhões e meio de pessoas vivem nessa, nessa, até hoje, nessa situação, até hoje.
E é muito foda, e é muito foda falar isso aqui. Você é daqui, sou daqui, ele, ele entende, ele entende, tem muita verdade do que eu tô falando, porque você entende a propriedade disso. E o quão, e você também tá, mano, merece os parabéns por estar aqui também, porque o bagulho é doido real.
Eu colei numa coisa, cara, eu colei assim, eu lembro de sofrer perder, pô, perdi amigo meu com 11 anos que pegou arma aí, deu tiro no olho. Eu nunca encostei numa arma por causa disso, né? Perdi um amigo que pegou brincando comigo. Não, não pegou, brincou e deu tiro no olho. Minha mãe fazia eu olhar assim, olha aqui, ó, certo?
O que aconteceu aqui, ó?
Eu imagino ter 10, 11 anos em choque assim. Então assim, no caixão e tal. Mas assim, eu lembro de coisas que acontecem, de difunto era porra, porra, jogar bola, tá o defunto lá e foda-se, já continua o rolê, a bolinha rolando. Então assim, eu lembro de ter traumas assim de ver coisas e aquilo me motivar a falar: estude, vai, para sair daqui. Aí meus amigos me chamavam para sair, eu falo: não, não, tem prova amanhã, eu vou estudar.
Sabe o que falavam comigo?
Foco.
Já na minha favela, é por isso que quando rolou o lance dos memes eu falava, eu passei até uma fala assim, um raciocínio, uma postura, tipo, eu comecei a lembrar da minha história. Eu falo assim, eles vão rir sempre porque riam de mim. Eu ia estudar com Fabiano Monteiro, professor Fabiano Monteiro, um projeto da UEVON pela Prefeitura do Rio de Janeiro. Era a hora que chegava as oportunidades em mim, eu ia e abraçava. Que era a questão de entender o que era uma pauta, para eu botar aqui uma pauta com a partitura e conseguir ler.
Eu fui estudar isso, eu fui entender o que que era construir uma música, eu fui estudar técnica vocal com a professora Adriana que eram entender sobre respiração, sobre vocalize, sobre um aquecimento, sobre o que era fazer um canto mesmo popular, mas com conhecimento. Por isso que eu faço 3 horas de show e não fico rouco. Eu fui estudar isso, só que essas aulas eram sábado e domingo, e eu trabalhava de segunda a sexta. E no sábado e domingo era onde tinha o projeto grátis, aula grátis pela UEVON, professor Fabiano Monteiro, que me ajudou muito, que eu tenho o maior orgulho de ter amizade dele, o carinho dele, da Adriana Rossi.
Adriana Rossi dava aula, ela era professora do Cantástica, um um bom curso no Rio que existia. E na hora do almoço dela, ela falava, para eu te dar aula de graça, vai ser na minha hora do almoço no sábado. Eu andava 1 hora e meia a pé da Vila do Pinheiro ao centro de Bom Sucesso, todo mundo indo para praia, e eu com caderno, com caderno para anotar as paradas.
Mas é bom você falar isso, irmão.
E nego, mas tu não vai para praia, mano? 3 anos isso eu ia a pé porque não tinha grana.
É a paixão, né?
É.
E falar assim, a minha saída tá aqui, né? Eu sei, eu tenho um talento que tem dentro de mim.
Aí, molecada, vai escutando, vai escutando.
Eu falo, eu falo para o meu filho e para um moleque que de repente queira, né? Porra, mano, caraca, porra, tu, carro, porra, música, hits, dinheiro. Eu falo, irmão, quanto tu quer? Tu quer fazer isso aqui? Porque a hora que você vê o cara tirando onda com carro maneiro, a gente aqui fazendo essa entrevista, porra, o cara é famoso, né? Mas para chegar lá, tu vai pagar esse preço? Preço. Quanto você quer? Eu abri mão de fato. Eu chego com meu filho hoje que faz música, que tá no palco comigo, que já tá lançando um álbum, projeto agora, MC PJ, que lançou um audiovisual maneiraço, o Alma Lavada, que é back vocal na minha parada e faz os shows dele.
Eu falo: o quanto você quer, xará? Não é porque você é meu filho que o jogo tá ganho, não.
Pelo contrário.
A Sandra de Sá é nossa madrinha musicalmente falando, mãe do meu irmão. E ela me falou uma frase uma vez que ela falou assim: o fato de vocês serem meus afiliados, vocês têm que ser mais foda ainda. Não vem usar meu nome para tipo assim, porra. Muita gente não sabe disso, mas ela abraçou a gente através do Cezinha, que é um amigo meu, produtor hoje, meu fechamento. Ele ajudava muito a gente. E ela falou, tem que ser um detalhe vocês serem meus afiliados, as pessoas têm que querer vocês pelo talento.
Então eu falo isso para o meu filho, é isso mesmo. Porque assim, não foi mole eu chegar aqui. Eu não tive um pai, mano, que eu chegava lá e, ó, meu pai mandou eu vir aqui. Meu pai tá pagando aqui para mim. Meu pai chegou para mim, meu irmão, e falou assim, levou a gente lá, tinha um lugar na Vila do Pinheiro chamava Quebrada, até hoje se chama Quebrada, que é um realmente uma quebrada. Quando ele ia morrer, levava para lá desenrolar, era tudo para lá, um escuro do cacete no pé da maré.
Meu pai foi andando com a gente conversando, chegou lá quando parou ele chorando, falou, porra, eu quero que vocês parem, eu não aguento mais ver vocês tentando. Foram 10 anos aí, meu irmão, tentando, tentando, tentando, tentando, batalhando, batalhando. Álbum gravado e não rolava, grava outro, gravamos pela EMA e não rolou. Quero que vocês parem, não aguento mais. Aí meu irmão mais novo que eu, sempre vinha tudo na minha, era como mais velho, meu irmão deixava a responsa comigo.
Eu olhei dentro do olho do meu pai, meu pai chorando. Eu falei, pai, eu sei o que eu quero, acredita, eu vou conseguir, a gente vai chegar.
Mandou bem.
Eu sei o que eu quero, eu não tô aqui de perdido não, eu sei o que eu quero, mano. Ele engoliu Tá acabado, encerrou o assunto, vambora. Abraçou aí meu irmão e voltou.
Que legal!
Foi minha resposta pra ele. Tipo 10 horas da noite na Vila do Pinheiro, uma escuridão do cacete, só nós três. Meu irmão não respondeu nada, chegou, a gente se abraçou e voltou. E vambora, vamo pro jogo.
É isso aí, é isso aí. E como é que você acha que você virou Naldo e Lula ali brigando? Como foi o tic-tac ali? Qual foi a viradinha de chave que você falou, caralho, ouvi minha música no rádio a primeira vez?
Você lembra disso? Super bem.
Você lembra?
Lembra? Lembro. No show então, mas mais claro ainda para mim quando eu vi, foram 8 mil pessoas em Cabo Frio cantando Eu Arrumei um Amor. É povo, essa é nova. Eu, essa foi a primeira música nossa em 2005 que saiu pelo álbum do Marlboro, que vendeu 600 mil cópias. É, na época tinha essa coisa do disco, né? Então 600 mil cópias, era realidade no país. E o Piratão comendo solto, Piratão comendo solto. R$600 mil que a gravadora também avisava que era R$600, né, porque já eram R$6 milhões.
Na verdade é isso, tem essa parada. Aí a gente botou Ata Surdo, Depois Me Chama Que Eu Vou. Em 2007 é Como Mágica, eu e meu irmão. Como Mágica é impossível não fazer um trecho que a galera Seus olhos brilhavam para mim.
Você tem o quê, querubim? Tua pele tão doce tem mágica para mim. Eu quero ser para você o seu bem, bem maior. O seu mel é meu tudo de bom. Quero ter de você o mais puro desejo, me entrego em seus braços, me dá o teu beijo como mágica.
Bonito, é isso aí. Mas no rádio, qual foi a que você ouviu no rádio?
Eu arrumei uma 2005.
Hoje vai dar para balançar É só me chamar.
2007, como farol, 2007.
Aí eu escrevo: bem, não faz isso comigo, que o Belo grava a capela.
Então a gente fica gigante, faz Faustão, Estação Globo com a Ivete, Hebe, Eliana. Aí eu entro pela, como os caras do Revelação falaram pra gente, vocês entraram pela porta da frente no rádio no Brasil, com Como Mágica, Tá Surdo, Me Chama Que Eu Vou. Isso na RBS na época já era assim primeiro lugar. Primeiro lugar, tem uma música que eu— essa música, essa música tocou muito na FM Dia no Rio, que muita gente não conhece. Só que é uma música, olha só isso, Eu e Meu Irmão.
Ei, meu irmão, é uma parceria do Cláudio Novatti, o Lula, Márcio Tavares. É uma música nossa, ó.
Isso é Cara que você sonhou, você precisa acreditar. Não gosto de te ver chorar. Se foi bom para você, foi tudo que eu queria. Se foi mais que prazer, mais Adiós, minha noite fria, meu bem, meu bem querer completa minha vida. Eu prometo a você, é o seu jeito para mim, é como florzinha dela, a mais pura, enfim. Mas na cama é como fera, me pegou, me lançou. Dançou nos braços do amor, amor, que nada, nada, nada vai ser maior que o meu amor.
Você precisa acreditar. Não gosto de que nada Nada, nada vai ser maior que meu amor. Você precisa acreditar, não gosto de te ver chorar.
Ronaldo, essa música aí é engraçado, né? Que essa música tua aí que você tocou agora Cara, ela é muito, ela é de igreja, né?
É de igreja, ela é de igreja, né?
Sabe por quê? Por causa da mão direita, que eu lembro que tinha as aulas de violão, ficava morrendo de vontade, né? Eu não tinha um violão, mas a mãozinha direita, me lembrei da igreja. Eu falei, pô, isso é música, tá? Eu falei, pô, é música de igreja, pô. Olha, a levada, levada, levada, levada de igreja.
O BPM elevado, a construção da parada. E aí, que é isso, aí é isso. Nada também foi uma outra música muito estourada no Rio nossa. E aí 2008 eu perdi meu irmão, aí eu achei que acabou, né, mano? Acabou tudo, acabou. Porque assim, acabou. Como é que eu vou para o palco sem meu irmão? Aí não tinha tecnologia de hoje, então você tinha uma foto que aquela foto já era, porque vou ter que cortar meu irmão na foto, vou ter que fazer outra sessão de foto.
Mas a gente não tinha explodido de fato. A gente já fazia uns shows esporádicos um ao outro, com músicas tocando, mas a cara não tinha sido ainda—
tava conhecidinho.
Exato, né? Já fazia, por exemplo, a gente já tinha conhecido o Ronaldo Fenômeno. O Ronaldo e o Adriano levou a gente no Faustão, eles ajudaram a gente. Fazia já o show na casa do Ronaldinho Gaúcho, mas a gente não tinha ainda emplacado. Com tudo isso, tá, 5, 6 músicas já rodando, não tinha colocado a Pior ainda, quando eu escrevo A Na Veia com a produção do Humberto Tavares, mãozinha, Humberto Tavares é brabo, né? Aí eu começo a conversar com o Batutinha sobre dança, porque eu combinei isso com meu irmão de fazer dança.
E aí meu irmão se foi, eu comecei a fazer a dança sem o meu irmão, porque eu tinha alinhado isso com ele. E a gente falava assim, cara, a gente tem que fazer um DVD igual aos gringos. O que eu fui fazendo depois eu tinha combinado com meu irmão uma noite antes dele falecer. E aí Aí eu escrevo A Naveia, já botei uma letra totalmente diferente, com clipe, com dança, coreografia, em 2009. 2010, Chantilly, que aí o Rio, aí eu já passei o 01 do Rio.
Chantilly tocando para cacete. Gravo o clipe de Chantilly um ano depois com ela tocando, porque as músicas tocavam um ano, você lembra disso, para você estourar. A Naveia tocou um ano e 3 meses até estourar. Quando Wagner Farias me liga para de mim, que eu era solo na época. Eu tinha Bernardo Miller como empresário, mas o Bernardo muito focado com pagode. Então eu fazia o funk eu mesmo. Aí o Wagner Faria, ele, mano, você vai fazer o Show da Virada.
Então eu fui fazer o Show da Virada, mano, com reloginho de camelô em 2009, sacou? Com Nikezinho lá que eu tinha conseguido comprar fazendo um show ou outro. Eu lembro disso. Aí em 2010 eu empurro a Chantilly já tocando quase um ano, faço o clipe. A música explodiu ainda mais porque a minha mulher participa do clipe, e isso foi um gancho acho muito positivo para minha carreira, porque ela já era uma mulher muito bonita e muito conhecida, e ela me ajudou muito.
Ela se abriu a isso, tipo assim, poxa, pode fazer programas que eu também participe para ajudar ele. Porque quando eu canto a Naveia para Ellen, que eu mostrei o álbum Naveia para Ellen, ela leva o CD até ela, falou, poxa, isso pode acontecer, eu vou te ajudar, você é muito talentoso. Porque eu cantava na casa da galera, do Ronaldo, do Adriano, as festas, eu ficava fazendo voz e violão aqui. Os caras gostavam disso. Ela, pô, você é muito talentoso, você canta muito bem, você merece ser muito famoso, né?
E aí ela participa do clipe. A gente lembrou dela depois, ela participou do clipe. A gente começa uma história de muito amor, de paixão. E aí depois vem Exagerado em 2011. Aí Exagerado 2011, mano, eu já tinha 3 solos: Na Veia, Chantilly, Exagerado. Eu falei, agora, agora não volto mais. Aí eu cheguei para o Humberto Tavares, olha isso. Falei, mano, vou fazer o DVD. O Betinho, que é gênio, falou, como você vai fazer o DVD? O Mãozinho falou, não, não tem como.
Eu falei, tem como. Eu levo para os caras a ideia de como seria o DVD. Eles, caraca, né, que tem mesmo. Por isso que o formato que foi, a sonoridade do meu DVD, se você pegar um outro antes de mim, você não acha essa sonoridade. Por isso quando eu digo assim, aí tem a brincadeira, sem o Naldo não existiria Anitta, né? O Naldo é o 01 do bagulho. O Naldo transformou o funk pra funk pop. A temática, a construção do DVD, se tu pegar meu DVD de 2011, o Naldo na Veia Tour, mano, é só ritmo atrás do outro e com uma sonoridade maneira.
Se você olha o clipe, você fala, porra, é um gringo. Tu olhava o clipe, tu olhar o clipe Desagerado, de Amor de Chocolate, você acha que é um clipe gringo, porque eu trouxe essa junção de tipo, porra, eu vou fazer uma parada parecida com o Chris Brown, parecido com o Usher.
Exagerado.
Você me conhece bem, você me faz tão bem.
Essa música eu ganhei do Roberto Carlos na época. Roberto Carlos com Esse Cara Sou Eu, fiquei em primeiro lugar no iTunes. As músicas do Exalta, eu era primeiro lugar e o Exalta segundo. O Exalta voando nas rádios do país, do país, com Exagerado, que nem não tinha Amor de Chocolate ainda. Se a gente for falar de números, aí quando chega Amor de Chocolate, aí já é 2012 para 13. Aí eu sou, eu sou, aí eu sou, aí eu sou homenageado pela GQ, eleito Homem da Música do Ano de 2013, que foi a música mais tocada do país pelas bandas, pelas rádios, pelas boates.
Essa música, vodka, isso aí tocava em tudo que era lugar. Isso aí foi um inferno. Aí essa pegou Brasilzão.
Brasilzão e fora.
Aí eu gravo com Fat Joe de 12 para 13, a Se Joga, que Fat Joe vira um amigo e tal. Aí o Will Smith vem para o Rio e, pô, quero conhecer ele com Kanye West, com Kim Kardashian e tal, aquelas histórias todas.
Ele levou a Kim Kardashian sabe aonde, bola?
Fala aí. No Lins. Lins é um bairro na Zona Norte, colado com Méier.
É tipo no Méier, é no Méier, no subúrbio.
Levei eles para, eles queriam ver como é que eu fazia música. Aí o Batutinha me avisa, mano, o Batutinha Gaguinho, né, que é meu, um dos meus maiores amigos hoje da música e meu produtor, o cara é gênio. Aí, ô, ô, ô, ô, ô, Ronaldo, onde você tá? Eu falei, tô em Salvador, tenho 2 shows em Minas e um show à noite no Camarote Brama. Eu lembro disso, na Sapucaí. E o Will Smith contratado pelo, pela outra cerveja. Aí, e o, o, o Will quer te conhecer.
Aí eu, que o Will, mano? O Will Smith, porra. Aí eu, pô, tá bom, valeu, tô indo voado para aí. É isso mesmo? É, ele quer te conhecer. Cheguei, pegar um avião de Salvador, desci em Minas, falei, irmão, cheguei para produção, tal, a gente precisa fazer o show mais rápido da vida, eu tenho que chegar no Rio, tem que voltar, tem que voltar. Não deu para a gente se encontrar na noite porque eu com shows para cacete, durante 3 shows no dia no Rio, no dia não encontrei ele no dia, mas no outro dia a gente toma café da manhã e rola a parada que rola lá do vídeo.
Você lembra disso? Fazana. Depois desse vídeo do Fazana, a gente vai para o Lins, que eles queriam saber como é que eu fazia música, como é que era a parada do funk e tal. Foi um rolê desse. Aí você foi mostrar, a gente foi para o Lins, é, e quando chega dentro do estúdio, eu falo, eu pergunto do Jay-Z para o Kanye West e começa a resenha, né? Vamos comer o quê? Eu falei, mano, tem que dar frango com farofa para galera. O que que a gente come aqui, porra?
Um sábado, 4, 5 horas da tarde, vai pedir o quê? Pegam, vai no barzão lá, galeão, galeto e cerveja, vamos embora. Nesse rolê eu fico para o Kanye West: porra, mano, e o Jay-Z? Como é que é o Jay-Z? Pô, chama o Jay-Z aí. Liga. E o Kanye West ficando puto, tipo assim: porra, mano, eu sou o cara aí, tu tá aqui, tu quer falar do Jay-Z? Porra, quem tá aqui sou eu. E eu: porra, mano, dá uma ligada para ele aí, pô, chama ele aí e tal, não sei o quê.
É claro que eu falando em português. E o Rodrigo, que é um cara muito influente no Rio, do meu traduzindo, traduzindo. É, no Fasano foi o Pierre Thomé, e lá no Pierre Thomé, o Beto Gatti, que faz aquele bendito vídeo. O Beto Gatti é um fotógrafo hoje genial, mas na época ele nem era. Ele se transforma por conta daquele vídeo até. E o Pierre Thomé é o cara que conectava as pessoas. Por exemplo, Pierre era o cara que ia me conectar, por exemplo, com Obama, tipo umas paradas assim doida.
Mas claro, com a importância do meu trabalho. Então ele fazia essa conexão. E aí o Rodrigo era que acompanhava. O Rodrigo, por exemplo, agora na vinda do Bruno Mars, ele foi com o Bruno Mars no Maracanã, sacou? Do Fluminense. Aí quando tava no Rio e tal. É por isso quando eu conto o bagulho com esse nego Bruno Maza falar, oi gatinha, é tudo real, porque tem um— quando eu vou explicar que não é só o corte, tem veracidade. E aí o que ele fala, boca para fora, é, aí o Will fala assim, bota o clipe dele aí para a gente assistir, pô.
Aí a gente bota o clipe aí, o Kenny fala, ele dança meio engraçado, né? Eu falei, porra, e tu que não dança? Ele começou a virar o Rezende. Eu canto bem, eu danço bem e tal. Aí esses dias eu lembrando disso, eu botei o nome do novo o álbum de UOL, porque eu lembro dessa discussãozinha nossa, no bom sentido. Eu canto bem, eu danço bem, eu componho bem. Aí eu boto o nome do álbum de UOL, que é o álbum novo que a gente tá trabalhando, que é o álbum escrito no Grammy, que tem produções do Batutinha, que a gente tava dentro do estúdio lá com ele, do Batutinha, é produções do Papatinho e do Kevin Malibu.
É um álbum escrito no Grammy com participação do MC PJ, do meu filho, na faixa Festinha na Laje. E é um álbum que a gente tá já com 2 clipes gravados em Las Vegas novembro passado. O álbum tá escrito no Grammy Latino, que a gente— eu tô na torcida para a gente trazer esse Grammy para gente. E tem toda essa atmosfera já gringa. Aí eu lembro que na recepção, se tu ganha o Grammy, vai ser do caralho, vai ser demais. Eu vou dedicar o Kanye West aqui, chupa!
Tipo assim, eu sou muito fã do Kanye West. E aí Mano, eu lembro que na hora da gente sair para o estúdio, eu olhei assim, eu falei, o Chris Brown tinha dito essa frase ainda, senão eu teria dito fucking shit, mano. Eu olhei assim, mano, minha esposa, que se parece muito com a Kim Kardashian, né? Kim Kardashian, Kanye West e Will Smith, mano.
Situação, hein?
Caralho, merda.
Para a gente ir para o Meyer, para o Lins, para dar um rolê, para ouvir como é que eu faço música, não sei o quê. Então, que legal, tem essas situações assim, sacou? De linha do tempo de sucesso. Aí depois vem Meu Corpo Quer Você junto com Amor de Chocolate, que é com Que foi uma linda quando eu cantei para ela. Pô, você aceita topar? Ela foi numa rádio na FM O Dia, aí era Chantilly ainda. Ela falou, aí perguntaram ela, quem você tá ouvindo nesses últimos tempos?
Ela falou, cara, eu gosto muito do Naldo, toca Chantilly aí que eu sou muito fã dele. Quando ela falou isso era Twitter ainda, eu mandei a direct para ela, segui ela, agradeci e tal. E aí depois ficou, trocamos telefone. Aí quando eu fui fazer meu DVD, eu convido, aí cantei.
Boa essa música!
Essa é o tirar, senão vai eu cair de novo, vai virar meme essa porra.
Meu corpo quer você, cada vez quero mais. E se você não vem?
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Bye. Meu corpo quer você, eu não tenho seus, não chega aos seus pés, cada vez quero mais.
E se você não vem, meu mundo se desfaz.
A Preta Gil manda muito bem aí, muito, é muito legal. Esse eu já vi, é um show, eu não sei que lugar do Rio é aquele que você fez o Show, que tem um DVD que ela canta, ela entra no palco com você.
É o DVD Naldo na Via Tu, é isso aí, primeiro DVD, é isso aí. Naldo na Via Tu.
Ó, queria agradecer a nossa querida Philips por esse episódio maravilhoso. Áudio e vídeo, você já sabe, é Philips, não tem para ninguém. Ainda tem Copa aí, galera, então aproveite, compre logo a sua Milite TV e aproveite, troque a sua TV que tá aí, controle remoto, porque a Smart TV das antigas ainda, bora, não tem a qualidade.
Em casa, mano. Pode trocar, porra. Manda Philips mandar uma para mim, o meu fone já tá na mão.
Então pega aí. Cadê a caixinha?
Tá aí, pega a caixinha aí.
A caixinha, a caixinha. Depois dá uma moral para os cara também lá. Deixa comigo, é no story. Cadê? Traz para mim a caixinha aí, Zaqueu.
Renato, de 100 polegadas.
Não, logo duas. Eu posso dizer que eu vou te dar uma de 100, te entrego uma de 55.
Tá bom, duas.
Você vai botar a Sambilite no seu quarto?
Eu achei que ele ia falar no seu cu.
Não, calma. Presta aqui, Julinha. Daqui, ó.
Daqui, ó.
Vindo do carioca e do bola, falei, pô, aqui, ó. É TV mesmo?
Ganhou.
Porra, moleque!
Aí, uau!
É só mandar o endereço.
Tá vendo, Augusto?
Quem não chora não mama, Augusto.
Aí, ó.
A Philips é braba, velho.
Pô, manda duas para mim, por favor.
Não, porra, aí não fode.
Você já tirou da minha mão.
Eu te dou uma, aí você compra outra, caralho. Já sai por 50%.
Só é comprar que você vai ver a qualidade. Só é comprar.
Então uma é minha, né?
Muito obrigado.
Vai receber, a Júlia vai pegar direitinho para onde enviar. Ambilight TV da Philips, essa TV, para, corra, espetacular! Vê o jogo na casinha nessa porra aí.
Porra, demorou!
Não, não, não, não, espetacular!
Você vai ficar muito bolado. Bota no teu quarto que ela acende, a Ambilight ela faz a luzinha.
Ah, é? É. Porra, demorou!
É mágica, é o creme de la crème da Visão. Valeu, Philips, obrigado pela oportunidade. Um beijo para o Bruno, para a Ari, para toda a galera. O time da Philips, o time de marketing mais fodido que tem áudio e vídeo, você sabe, é Philips. Naldão, que papo da hora, hein?
Fiquei feliz, irmão.
Que papo brabo, hein? Obrigado, obrigado, obrigado, mano. Muito obrigado. Eu preciso— Resenha raiz. Acho que de todos que a gente já fez, o melhor. Foi mesmo, foi mesmo o melhor.
E assim, muito legal.
Cara, é falar da verdade, acho que é importante, né? Porque a gente tem a brincadeira, sem problemas, sim, mas é passar o quanto foi difícil e o quanto, né, o ser humano pode se superar e vencer, independente dos traumas, das experiências de vida. A gente tá aqui como duas testemunhas vivas que passam, que veio de uma parada muito difícil.
Carioca sempre fala aqui, você falando, que as pessoas não imaginam, é diferente, é fora, por exemplo, cara com criança e morar naquela porra com barata no braço, é foda, irmão. Não foi o meu caso, tá? É o meu caso, não, o meu caso foi mais punk, meu caso foi muito mais punk. Mas eu lateralmente assim vi muita merda.
Sim, sim, porque também era um lugar, é um lugar difícil, um lugar difícil, né? É isso, uns muito mais forte, outros um pouco menos, mas é difícil. Aproveitando aqui, eu preciso falar sobre a corrida, o Now The Room, vai ter, é que já tem marcado inclusive aqui em São Paulo também. Eu não lembro a data, mas aqui em São Paulo no Morumbi vai vai ter no Rio de Janeiro algumas, pelo Brasil. É um projeto de corrida, Naldo, porque eu gosto de praticar esporte. Então teve tudo a ver quando o meu time me trouxe.
Qual a distância?
Primeiro, os primeiros são 5 km. Aí tem todo aquele esquema, é medalha, camisa, aquela parada toda. E aí tem música, porque é um trio elétrico que eu vou cantar em alguns momentos no trio elétrico. Quando finalizar, aquela hora que nego quer tomar uma cervejinha, não sei o quê, tem o Casa do Naldo, que é meu projeto de pagode.
Que legal!
É o É Tudo Verdade, por conta de tudo isso que aconteceu Aconteceu, eu fiquei muito feliz também quando a minha equipe trouxe a ideia de eu fazer um espetáculo. É um espetáculo de humor, eu vou fazer isso pelos teatros do Brasil afora. Já convidei grande carioca, você também, quando a gente vier aqui em São Paulo. A gente vai fazer disso, a gente vai fazer disso uma grande palhaçada, na verdade, mas vai ter música também no final.
Por exemplo, o que eu fiz aqui de no final ali fazer um som também vai ser maneiro. Então preciso falar que em agosto começa É Tudo Verdade, é o nome nome do espetáculo que a gente começa a fazer pelo Brasil inteiro. É isso aí, é tudo verdade. Albuell na área, o Albuell na área! E eu tô muito feliz por ter sido homenageado pela NASA. Eu sou o primeiro brasileiro real de ter um reconhecimento da NASA.
Esse é o Albuell.
Que bela foto, hein?
Um beijo para Rosângela, para o Kevin, para toda a galera do Malibu, da Star Bennett. Alô, Jorginho! Alô, Nego! Alô, Augusto! Alô, mídia! Aí, então, todo meu vídeo, todo meu bonde que que tá na área aí.
Aí você teve sua homenagem da NASA.
Homenagem da NASA, que legal, por todo o reconhecimento deles, né, comigo dentro da minha história musical. Então eu tenho alegria, felicidade de ter sido escolhido o primeiro brasileiro homem musical funk, música popular, e receber as honras da NASA. Mas é papo real assim, vocês vão ver nos próximos meses. Muitas vezes. Tô muito feliz, então quero agradecer isso também. São os próximos passos de tudo que vem acontecendo comigo.
É isso aí, galera, obrigado! Até o próximo programa.
Vamos nessa, bola! Beijo, obrigado!
Vamos nessa! Beijo, Naldão!
Show de bola! Obrigado, obrigado, obrigado! Uma honra!
Valeu mesmo, beijo, rapaziada!
Beijos!
Philips
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