EP 739 - PANDA BETING
Gianfranco “Panda” Beting é jornalista e comunicador especializado em aviação e referência no Brasil por seus conteúdos acessíveis sobre companhias aéreas, aeroportos e experiências de voo nas redes sociais.
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E aí Cara é foda
Hello, hello, rapaziada. Estamos ao vivasso, Marcos Queza. Tudo certo, Carica? Tudo certo. Então tá bom. Posso só resolver um turu aqui, bola? Deve. Apresento que eu fiz uma cagada aqui, preciso resolver. Então resolva. Familiar, uma coisa rápida. Já aproveito e embala, rapaziada.
Curta, compartilhe, inscreva-se no nosso canal. Tanto este canal aqui como o canal Decortes, oficial do Tica, tá? Dependemos muito de vocês. Estamos indo bem graças a vocês. Muito obrigado. Me siga no Instagram, siga o Carica. O que mais nós temos? Temos super chat hoje. Hoje, se você quiser ligar pra gente, dá pra você ligar. Tá aí na descrição. Você liga pra gente. Pode ligar pra nós. Nós vamos atender aqui a turma.
Hoje o negócio tá completo, tá? Participe do Superchat, tem ligação. Hoje vocês vão participar bastante, que o papo vai ser bom. Eu vou invadir aqui, Bola. Eu tô tentando resolver uma cagada. O que é isso aí? Eu fiz uma cagada aqui. Uma pequena grande cagada, a gente faz, né? Então a pessoa me espera, né? Fiz uma cagada com a minha cabeça boa que eu tenho, Bola. Ah, normal, eu imagino. Você sabe que eu tenho uma mente...
Eu não tô achando a porra do negócio aqui, mas tudo bem. Vamos em frente. Vai indo, Boletá. O que mais? Já se inscreveu no canal? Já, já se inscreveu no canal. Se inscreva no canal. Torne-se membro. Participe, torne-se membro aqui do Tica da Catiquest. Por favor, tá bom? É isso, obrigado. Achei, achei o que eu queria.
Estamos no Spotify, estamos no Amazon Music, estamos em todas as plataformas, você pode escutar e ver nós, tá? É isso, Boletar. Obrigada, de coração, valeu. Aí, pronto, desculpa, Bola, eu fiz uma cagada. Não, não, tamo lá. Lembrando, Bola, do show. Vamos falar do show, gente, a abril tá chegando. O link pra participar do programa tá na descrição, tá bom? Hein? O link pra participar aqui do programa está na descrição.
Você que quer participar... Pode ligar. Você que quer participar... Manda seu superchat. Você que quer participar aí do Tica-la-ca-tica, você pode entrar na nossa plataforma, você pode ligar por telefone, você pode participar com o superchat, você pode fazer o que você quiser. Tá bom? É isso aí. Valeu? Boa. Fechou, Gordinho? Fechadar. E vamos falar do nosso show ou não? Opa. Por favor.
Humorfobia, rapaziada. Cadê a humorfobia? Tá aí a humorfobia? Partido dia 8, toda quarta-feira de abril, estaremos eu, Carioca e Vitor Sarro, no Teatro Sabesp Frey Caneca, rapaziada. É isso aí, Teatro Sabesp Frey Caneca. Humorfobia a partir das 20 horas. Isso, isso. Então, adquira seu ingresso no uhu.com. Isso. Partido dia 8 até o dia 29 de abril, humorfobia. Carica, eu e Vitor Sarro.
O Vitor Sarro tá bravo porque ele falou que a arte você tá parecendo o Matheus Ceará. Ah, que bom, Matheus Ceará é bom pra caralho. Amplia a imagem aí pra ver se é isso mesmo. Matheus Ceará é bom pra cacete. Vamos providenciar uma arte com as nossas fotos, o nosso querido Renatinho? Vamos providenciar? Vamos ver se a gente consegue colocar. O Agar já tá passando essa 200 anos, vai mudar agora? É porque o Sarro... O Vitor tá bravo. O Sarro tá puto, ele tá achando que você tá parecido o Matheus Ceará.
é? Olha lá parece uma tensão é o bolo, mas tá escrito bola, né? só maluco pra não perceber a zoeira
Muito bom. Enfim, vocês que mandam. Mas é assim, humorfobia... Todas as quartas de abril, você pode comprar seu ingresso com o link... A partir do dia 8. Isso, com o link na descrição desse canal, você pode aqui... Comprar seu ingresso, aparece lá. Vai prestigiar nós. Escolha uma quarta e venha ser feliz. Pague para entrar e reze para sair. Tem que ser nesse nível, porque senão não vale, meu querido Marcos. Vai dar uma escargada, quero só ver. Não, nós vamos gravar isso aí.
Só pra vocês ficarem cientes, tá bom? Boa, cara. Eu também estarei dia 10 de abril em São Sebastião. Temos a arte? Não sei, ele mandou a arte aí pra você? Zack.
Que legal, hein? Cadê a arte? Acho que ele me mandou, mas ele tem que mandar pra você. Te mandou, te mandou que adianta. Onde vai estar o Carioca botando pilha, Cari? Dia 10 em São Sebastião. Certo. Atenção, Sebastião. São Sebastião, dia 10. Isso. Carioca botando pilha é muito legal, rapaz. É imperdível. É isso aí. É isso aí. Onde mais?
Vai ter em junho em Florianópolis. Então, atenção, Florianópolis. Atenção, Criciúma, Joinville. Eu vou estar por aí no começo de junho. Em julho, Porto Alegre, Bento Gonçalves e Caxias do Sul. Tá bom? Boa, Cari. Que é isso aí. Valeu. Mandou bem.
É isso aí. Maravilha, meu querido Marcos Kiesa. Ótimo, ótimo. Olha, eu tô tentando, Bola. A plataforma já falou, né? Tá aí o link da plataforma. Se quiser ligar por telefone. Estamos prontos já. Exatamente. Então recebi o link da plataforma ou recebi o link
Não recebi o link, né? Me falaram que iam me mandar todo o programa, mas não me enviaram o link da plataforma. Eu tô sem acesso à plataforma. Então, gente, você pode mandar o superchat, você pode ligar. Detalhe, o superchat tem um barato. Você pode escolher a voz da pessoa que vai mandar o superchat.
Entendeu? Você escolhe. Quer dar uma testada aqui? Vê se tem alguém na linha aí, vamos ver. Vamos ver o Cassiano aqui, vai. Atenção, vê se o Cassiano tá na área. Vê se o Cassiano tá ligado. E eu não recebi o link do Zaque, hein, Zaque. Não recebi o link da... Alô! Alô! Alô! Fala, Cassiano, tudo bem, irmão? Olá, beleza? Beleza, e você?
Tudo jóia. O que você manda, irmãozão? Ligando pra dar um abração em vocês. Eu sou super fã seu do Carioca. Obrigado. Valeu, Cássio. Há anos atrás, estivemos juntos lá na Pan. Tem uma foto quando eu ainda tinha cabelo e era magro. E queria mandar um abração aí pro Panda. Meu querido amigo Pandolino.
Oh, conhece o Panda? Que legal, o Panda é maravilhoso. É isso aí. Você não é brother, ele tá me devendo um X-Egg lá do Joaquim. Tá aí, tá devendo um X-Egg. Da melhor hamburgueria de São Paulo, uma das melhores, o Joaquim. O cara é carioca, mas sabe tudo de São Paulo. Joaquim, ô hambúrguer número 1, 31680030. Você sabe que o cara é gordo quando ele sabe de cor o número da lanchonete, né? Fala mais próximo, Mickey.
31680030 você é gordo, né? sabe de qual é o número da lanchonete? liga aí pra ver se não é Joaquins Joaquins o hambúrguer definitivo eu amo Joaquins eu não tenho tatuagem, mas o dia que eu tiver vai ser um X-Burger Egg e o bigodinho amarelo é a única casa de lanches cujo logotipo é um pelo facial é verdade
31680030 vai estar embaixo do X Burger Egg valeu Cassiano, obrigado vale uma nota abraço pra vocês os caras são nossos amigos de longa data assim que eu cheguei em São Paulo eu tive a oportunidade de comer no Joaquim uma das primeiras experiências já de cara eu ia lá quando eu fazia faculdade
E conheci o Silvestre. Seu Silvestre Colange. Ele falou que vinha aqui e não veio o viado. É, o filho, né? O filho. E o Léo. Eu sou um amigo dos dois. São parceiríssimos. São gente boníssima. Amorim, o Métri. Um Amorim. Puta merda. Eu vou lá só desde 1971. Só? É, eu acho que 80% do meu entupimento coronariano se deve às minhas idas ao Jó.
lá o lanche tem uma coisa que eu amo e só vejo lá claro, dois estentes um é o cheeseburger egg o outro é o beirute maionese extra eu tenho quatro safene amamara então, tamo junto tudo psicológico mas lá o cheese salada tem uma vantagem o tomate verde puta merda
Aquela acidez dele. Durinho. Não é no molho lanche. É durinho. É a textura. Exato. E é isso que eu gosto muito lá do Joaquim. Joaquim Zé Fala. Apresente o convidado. Nosso convidado, Bola, há muito tempo eu quero trazê-lo aqui. Verdade, verdade mesmo. Há muito tempo. Ele tá sempre ocupado, tá em Miami. Tá sempre viajando, é. Ou tá andando em algum avião que ele precisa andar em todos os prefixos. Ele vai contar um pouco sobre isso também.
Boa, boa, boa. Enquanto ele não anda em todos os prefixos, ele não sossega o rabo. Não sossega. Ele precisa andar. Igual criança, né?
loucura total, mas é um cara que eu particularmente adoro, é um assunto que eu acho que cada dia mais cresce na internet que é a aviação, né aviação, agora cara igual o panda bola
Ele tem a Flap TV, que eu adoro, a revista Flap. Certo. Que é um puto acesso totalmente ligado. A vida dele, filho do nosso querido e saudoso amado, Joel Mirbetin. Mestre, mestre. Irmão do nosso amigo Maurão. Esse é gente boa. Hã? Mas esse é gente boa demais. Maurão Cabelinho. Maurão Cabelinho. Beijo, Mauro Betin. Mauro Franja. Mauro Franja.
E é um aficionado, um apaixonado, eu não sei. Como é que você definiria a sua paixão pela aviação? Uma doença mental, uma psicopatia, uma patologia. É mesmo? É. Desde quando isso, irmão? No verso. Três primeiras palavras na vida. Varig, Varig, Varig.
foda. A coisa é imemórdia. Esqueceu o cruzeiro, o cruzeiro. É, em seguida, depois de 75. Isso. Ele sabe tudo. O Joel Mir, ele que conta essa história, que a gente tava no Fusquinha Verde. Verde.
Parmeira, lógico. E tinha um periquitinho grudado na parte de trás, tinha tal. Não vou falar com você sobre futebol. É melhor não. E aí, o Fusquinha passou embaixo da pista de Congonhas, eu meti a carinha na janela e falei, Vague, Vague, Vague. É mesmo? O moleque tá falando? Falou Vague? E aí foi. Que demais, cara. Já veio torto. O pau já nasceu torto. Pô, dele no berço, então.
É, porque eu acompanhando você na Flap TV lá, cara, ele tem uns vídeos de Congonhas, assim, dos anos 80, né? É. 80, ali não é... Pô, eu lembro que era um evento isso, né? Eu lembro que o meu pai saia de casa, ele botava a gente no carro, a gente ia pra Congonhas ver os aviões. Tinha um restaurante ali, uma varanda. Ih, sentava ali. Eu casei no restaurante de Congonhas. É mesmo? Não.
Você não chegou nesse nível. Você fez a festa de casamento no aeroporto. Que maravilhoso, velho. A cerimônia civil e a festa. Naquele restaurante? Que maravilhoso. Como é que é o nome do restaurante? Na época era um restaurante do aeroporto, né? R.A., se não me engano. Hoje eu não sei. Hoje mudou. Mas é bom, mas caro pra caralho, né? Desculpa o termo. Pra caramba. Naquela época era outra coisa.
Não, o buffet lá é cento e pouco pra você comer. Mas hoje. Eu achei caro, fui lá comer outro dia. Hoje, antigamente é outro. Historicamente, todo restaurante de aeroporto é caro porque eles têm que pagar um aluguel danado, né? E aí, se não cobrar caro... Mas era um evento, a gente ia lá ver avião decolar e pousar. Era a diversão nossa, era essa.
Os cariocas brincavam e deram o apelido de que Congonhas era a praia de Paulista. Era a diversão das famílias. Mas era mesmo. Meu pai enchia o carro, a gente ia todo mundo pra lá pra ver os aviões. Porém, em volta não tinha quase nada.
O pai jornalista, né, fudido de grana, assim, no começo da carreira, assim, não sobrava nada, né? Tinha 11 empregos pra manter o básico, assim, né? Férias era ficar em casa, então, assim, não tinha. Presente era duas vezes por ano, Natal e aniversário. E aí, o que você quer de presente? Eu falava, eu quero ir pro aeroporto. Então tem foto minha em 68, com 4 anos de idade, vendo avião no aeroporto. Que legal, cara. É um fascínio desde criança.
e agora Congonhas faz semana que vem 90 anos quantos? 90 90? e eles me chamaram pra ser uma espécie de embaixador de Congonhas, até entrega do terminal eu e a Aena empresa espanhola
Vai melhorar a coisa lá porque estava feio. Puta merda. É que Congonhas é um aeroporto saturado. Então. A demanda é muito maior do que a capacidade do terminal. Que foi projetado nos anos 40. E foi ganhando puxadinhos. Mas agora é um projeto totalmente novo. Não daria. Olha só. Todo mundo sabe da importância de Congonhas.
informações privilegiadas, eu também tenho, por mais que aquelas cabeceiras foram colocadas pelo Tarcísio, que ele chegou no aeroporto, chegou para uma pessoa em questão e perguntou, o que está precisando aí? Aí a pessoa fala, precisa ir urgente disso aqui. Diz que em dois meses ele colocou aquele... Uma expansão ali. O freio, né? Uma zona de contenção. É um material... É uma camada extra de segurança. Isso.
E ele foi lá rapidamente e colocou aquilo no aeroporto, ainda era ifraero e tal. Não haveria uma possibilidade, por isso que eu fico às vezes e falo, cara, por que tanta dificuldade de expandir um pouco aquele aeroporto? Ele ia pro Jabaquara. Expandir pra onde? Ué. Aterrar e aumentar. Tirar as casas?
Ué, isso é normal. Eu conheço gente que... Meu pai perdeu uma loja porque passar uma estrada é um bem maior para todos e o Estado vai lá e compensa a pessoa desapropriar. Haveria, sim. E aí você ganharia um comprimento maior de pista aumentando as margens de segurança porque Congonhas é um aeroporto perigoso, é um aeroporto crítico.
perigoso é aquele cuja Santos Dumont Santos Dumont é um aeroporto crítico também não é perigoso? não, não é perigoso, mas tem aeroportos que a gente não dá nada se falar tudo bem e que são mais complicados perigosos porque as condições naturais são desafiadoras Congonhas e Santos Dumont tem pistas curtas né? Santos Dumont é curtíssima
Porém, é no nível do mar, então melhora a performance do avião. São Paulo está a 700 metros, então degrada um pouquinho a performance. O problema de São Paulo é o entorno, que não tem zona de escape, a pista está num platô em volta de São Mojo, então se você sair da pista...
as consequências normalmente são desastrosas e a cidade cresceu em volta. Mas isso é um ponto importante, as pessoas que se queixam do barulho e da poluição, cara, Congonha está lá desde 36, o cara vai lá comprar um apartamento na rua em frente e reclamar barulho. E Moema, é só o dia que vira avião elétrico. Vai morar em Cabreúva, você quer paz e cinêncio.
Santo Antônio do Pinhal. Não copa na cabeceira da pista, né? Pô, compra o apartamento e tem um ano falando, nossa, que barulho, que aviões passando. Cara, vai morar em Santana, velho, vai morar na Zona Leste. Tá certíssimo, não faz barulho, é. O aeroporto tá lá desde 36, como é que, cara, bom, eu posso falar porque eu morei 15 anos em Moema pra ficar perto dos aviões. É mesmo. Opa! Pra ouvir aquele barulho. Sabe pra ouvir o barulho. Pra ouvir e ver.
Eu ficava na janela, vidrado, morava lá, chegava em casa, pegava um binóculo, uma bebida alcoólica. Amigo, eu preciso te mostrar um lugar que você vai pirar. Eu preciso te levar no lugar pra você tomar um café comigo. Você vai ficar louco. O escritório da Adapta.
Ah, é bonito. Tu foi na área de trás? Fui, vi lá. Tu vê a cabeceira. Você vê o aeroporto. Ele é aquele terra, aquele... Entre a berrine e a bandeirante. E a... Bem no comecinho ali. E a bandeirantes, né? É, a berrine e a bandeirantes. O cara tá no... Ele tem uma janela. De trás você vê o aeroporto inteiro. Que é exatamente a cabeceira. A coisa mais linda. Tá, vamos encerrar o podcast aqui. Vamos parar. Valeu, vamos.
Eu vou ver se eu acho a foto pra você ver. Não, exato. É muito legal, muito legal. Panda, Panda, eu fiquei louco. Cara, eu fiquei uma hora lá. Ele ia gostar onde você morava antes, no teu primeiro apartamento, pô. Era legal. Eu morei na frente com o Goiás. Na frente, na frente. Eu morei no Quality. Bah!
No 2102 ali. Eu ficava na minha varanda vendo na crise aérea e eu vi lá de baixo uma porrada de avião. Ali era o começo do Flight Radar que quando só tinha na conta da Apple lá fora. Não tinha na conta aqui. Que legal.
Eu também gosto também. Eu sei. Eu curto, eu curto. Você gosta muito. Mas, bicho, esse lugar da... Bora, vamos. Não, não, não. A Javita é muito legal. Mas tu vê, velho, é o único lugar que você vê a cabeceira, assim, você vê o avião perfeito, a visão do piloto quase ali, assim, de final. O que a gente faz, a gente... Com o Waze não tem mais lugar pra ver avião, infelizmente, né? Pra o quê? Não tem mais lugar pra você ver avião.
Não tem mais terraço, não tem nada. Você tem que ser passageiro pra poder ficar na janela olhando os aviões. Então quem gosta de avião tem que ficar ou na pracinha, em frente, tem uns lugares lá do outro lado do aeroporto, lá pra cabeceira do japa-cara. Na pracinha que você diz onde for o acidente da TAM.
Você pode ficar lá. Pode ficar lá. Mas não é tão legal, né? O avião passa um pouco em cima e a gente acaba alugando um quarto num hotel lá na frente, o Slaviero. E a gente entra no quarto, aluga, abre a janela e fica lá fotografando.
Tem um amigo meu que faz o Eco, como é que é o nome dele? Eco Oscar, como é que é? Que transmite 24 horas no aeroporto, gente boa. Ah, o Golf Oscar Romeu. Golf Oscar Romeu, meu camarada. Sim. Ele deixa a câmera automatizada ali. Sim, sim, sim. Puta trabalho bacana. Mas voltando a Congonhas, não daria para ter um projeto para... Tem um caso parecido. O aeroporto do Funchal, na Madeira, ele foi palco do único acidente fatal da TAP.
A TAP, na história de 81 anos dela, nunca teve acidente fatal. Teve um. Que número bom, hein? É. Porra. Eles são uma tremenda companhia. Eu trabalhei pra eles, né? E esse único acidente foi devido ao fato de que o aeroporto Funchal era um aeroporto crítico. O avião pousa um pouco além do ponto ideal. Tava chovendo. Passou a pista. O piloto cansado passou a pista. E assim como com o Goiás tem um barranco, o avião se despenhou. E morreu a maioria dos ocupantes perdendo a vida.
Aí o governo do Funchal pegou e falou, cara, a gente tem que ampliar, a gente tem que ter um aeroporto para manter Funchal conectado com o mundo. Aí o que eles fizeram? Exatamente o que você está sugerindo, eles alongaram a pista, essa pista está sobre estruturas de concreto, pilotis, tem uma autoestrada que passa por baixo, eles colocaram mais mil e poucos metros de pista.
Como se fosse um viaduto. É, uma construção... Que loucura. Então, se hoje pousa no Funchal, a pista tem, sei lá, 2.700 metros, mas essa mudança aconteceu depois do único acidente fatal com a TAP.
Mas uma Congonha já teve. Já tivemos dois pesados aqui, famosos, que é o de 96 e o de 2007. Nos anos recentes. Se a gente analisar a história toda de Congonhas, de 36 pra cá, a gente tem mais um punhado de acidentes importantes de aviões grandes com passageiros que decolaram, um deles estava em aproximação, o Constellation da Panela.
E a gente teve duas perdas fatais com o Verza Cruzeiro, que decolaram, perderam o motor, tentaram voltar e caíram. E a mesma coisa com dois ou três DC3 da VASP. Decolou, perde o motor, tenta voltar, não consegue, cai sobre a cidade. Teve isso. Mas tipo, para entender, eu não estou querendo isso. Mas tipo...
Congonhas sai de lá. É uma coisa também plausível, não tem cabimento. Não, mas assim, qualquer cidade do mundo... Tem a central, aeroporto. Ajoelharia no milho pra ter um aeroporto central. Não, também acho, também acho. Cara, pensa o que seria de São Paulo sem Congonhas. São Paulo sem Congonhas seria uma fazenda. Seria uma fazenda. Cara, só pra lembrar. Congonhas abre em 36.
Em 1946, com o final da guerra, ele explode. Passa a ser, no início dos anos 50, o sétimo aeroporto mais movimentado do mundo. Caramba! Porque isso tá colado com o desenvolvimento econômico, né? Claro, o aeroporto muda tudo. Até 1960, com a inauguração de Viracopos, Congonhas era um aeroporto internacional de linhas aéreas que vinham dos Estados Unidos da Europa. Então, você ia pra Congonhas, tinha Lufthansa, Ibéria, Panamérica, Branniff, Boak.
Turma que vinha da Europa e... Até hoje ainda é um aeroporto internacional. Hoje sim, mas só para... Aviação é um pequeno. Aviação é um pequeno. Especiais. É. Para executiva. É, mas isso pode vir a mudar daqui a algum tempo, vamos ver. É, porque é de Buenos Aires, né? É. Aí, em 60 inaugura a Viracopos, o tráfego vai para a Viracopos, né? E Congonhas... Em 60 que inaugurou a Viracopos? Outubro de 60. A Viracopos foi em Campinas, é longe de pra cacete. Pois é.
Puta, foi longe. Aí Guarulhos veio nos anos 80, né? 85. Então, entre 60 e 85, o Congonhas recebia tráfego internacional da América do Sul, né? Conissú, voos pro Peru, mas sobretudo o Prata, né? Aeronaves menores. Aeronaves menores, até o 727, depois o A300 e 767, chegou pra lá.
Mas em 85, o governo fala, não, agora vai todo mundo pra Guarulhos, que inaugurou Guarulhos, então vai todo mundo pra lá, você vai ficar ponte aérea e regional. Então, de 85 a 91, a 90, final, o jogo de 90, só ponte aérea e regional. Em 90, chega o Fokker 100 da TAM.
Aí Congonhas volta a ter voos a jato e a TAM começa a crescer brutalmente, porque Transbasil, VASP e Varig não podiam operar em Congonhas, mas Rio Sul e TAM sim. Então ela começou a fazer voo de jato de Congonhas para Brasília, de Congonhas para Curitiba, com o Fokker sim. Aí pergunta para os empresários se os caras preferem pegar um avião em Congonhas ou ir para Guarulhos. Não, não tem comparação.
Isso em parte explica o crescimento brutal. A partir de 90 quando chega o Fácar 100. Ah, então foi isso. A Rio Sul que recebe 737 em 91, 92. Também elas crescem muito. Transbasil, Vasp e Varig não podiam voltar para Congonhas. E só depois de muito tempo...
Eles não podiam voltar porque eles não tinham avião para pousar lá, é isso? Eles tinham, mas as autoridades proibiam a presença de jatos. O jato só volta... Mas a TUT e o FOCA era menor? Era por causa do tamanho do avião, é isso? Não, porque as autoridades fizeram um arranjo para proteger as regionais contra as três grandes domésticas. A aviação é muito politizada, né? Entendi, entendi. Tem que analisar sempre sobre essa ótica, assim, de interesses econômicos, de...
Enfim, como tudo na vida, mas... Como o Brasil é, né? Como o Brasil é. O Brasil funciona dessa forma, tá aí. Só não vê quem não quer, né? Entendi. E é assim muito na aviação também. E aí ficou a TAM e quem mais em Congonhas? Ficou a TAM e a Rio Sul, que cresceram, e as regionais de porte menor, Presidente... Pantanal. Pantanal, que vicejou, cresceu, baseada em Congonhas, né? Com os ATRs.
E aí a coisa, gradativamente, como saturou Guarulhos, aí não podia mais proibir. Aí a turma teve que voltar, permitir voo pra Porto Alegre, das grandes, né? Então volta a Varig, a Gol nasce no ano 2001 em Congonhas. Pô, eu fui muito no começo. Eu fiquei revoltado, porque, logicamente, a gente estranha. Quando a gente foi voar de Gol, deram um ticket como se fosse um cartão de crédito. A gente, porra!
Eu lembro bola, puta que bosta Lembra bola? A gente ia pra Belém Era um voo desgraçado Saia seis e meia da tarde, aí fazia Brasília, Brasília, Terezina, Terezina Porque tem uns outros que você fala, que coisa maldita Terezina, Belém É um negócio muito bosta Que não tem mais isso hoje, né? Não tem mais essas escalas A gente demorava a gente sair de São Paulo, nove horas de voo Pra Belém Isso é uma questão de ponto de vista, né? Eu acho voo sem escalas maldito, eu gosto com escalas E aí
É mesmo. Ah, claro, a gente gosta de voar, a gente quer o máximo de pouso e decolagem possível. Porra, puta. Você me dá uma passagem com nove escalas intermediárias pra belé, é essa que eu compro. É essa que você compra? Porra.
A gente senta de brincadeira, Fanda. Eu faço isso o tempo todo. Fanda é muito louco. Não, você não compra. É um bagulho apertado, é meio bosta. Não, é melhor um dia voando do que um dia ruim voando do que 100 dias bons na Terra. Não, é o contrário. Cara, eu tenho uns malucos, o Fabinho lá, aquele cara que trabalha comigo lá na Flap. O Rob, assim, por isso que eu falo, eu sou louco e ele é louco super trunfo. Aí, Fabinho, o que você fez no fim de semana? Eu fui pra Samoa. Hã?
No fim de semana? É. Como que você foi pra Samoa? Ah, via Panamá. Não, tá bom, não vou continuar perguntando. O cara trabalha comigo. Ele vai pra Samoa. Mas ele compra o ticket e vai à toa e volta? Só pra voar.
Ano passado. É mesmo? Não é possível. Então, ó, vou contar mais uma. Há um ano atrás... Me dá um pouco dessa paciência aí. E o cara não vira piloto, caralho? É, porra. Aí não para de voar. Não, aí é que aí voa numa companhia só. O barato dele é igual ao meu. Máximo de companhia, máximo de modelos de aviões, máximo de rotas. Entendi, entendi. História real. Ano passado, um ano atrás. Panda, eu tô reservando a viagem pra China, pra gente voar avião chinês dentro da China. Topa?
Eu tinha lá um tempinho livre, uma graninha no banco, falei, bora, vamos. Então, eu estava a trabalho em Lisboa e falei, eu saio daqui de Lisboa e vou te encontrar na China.
Tá bom. Ah, a gente vai voltar via Tajiquistão. Falei, tuturo-comunistão. Falei, porra, legal. Não, vamos voltar via Ashgabat. Falei, legal. Aí falei, como é que você vai sair do Brasil e vai pra China? Ah, então, vai ser muito legal. Eu primeiro vou pra Angola, depois pra Uganda, depois pra Dubai, Irã, e eu vou voar do Irã até Shanghai, na Mahan Air.
Aí a gente se encontra em Shanghai, a gente fica uma semana voando, fizemos 14 voos em 11 companhias aéreas diferentes. Tudo com avião diferente? Pra que repetir? Nós só vamos voar nos aviões chineses. A gente pegou um avião chinês, tem 45 anos de história, tinha 6 no mundo iguais voando. Caralho, que loucura, irmão. Mas que maluquice isso, né, cara? É, puta.
E aí no último dia, a gente tinha o dia livre lá em Beijing, né? Eu falei, cara, vocês nunca estiveram na China, vale a pena conhecer a Grande Muralha, vale a pena ir pra Cidade Proibida. Bons turísticos. Aí a gente fala, chegamos duas horas da manhã em Beijing. E o dia seguinte era livre. Aí a gente caminhando pro hotel, tava com um amigo, né? Éramos três, o Tiago, o Fábio e eu. Aí o Tiago pegou e falou, Panda, eu vi que tem um voo às cinco e meia da manhã.
Da Tibet Airways. A gente pode voar no A330 da Tibet. A gente andando, tá? Quatro graus de temperatura. Vamos nessa? Eram duas horas da manhã. A gente não tinha nem feito o check-in. Cinco horas era outro voo. Aí olhou pra cara do outro e falou, puta, Tibet é... E como é que faz? Não, depois dá pra conectar com um da Chongqing, a gente vai pra Shanghai, de Shanghai a gente voa no...
Vocês são muito loucos. Aí a gente ficou... Não foram conhecer nada, foram voar. Eles não conheciam... O Tiago conhecia a China, o Fábio não. Eu já conheci a China, fui algumas vezes a trabalho e tal. Então eu não tava com vontade de fazer turismo, eu tava com vontade de voar. E essa é uma história que aconteceu um ano atrás, mas eu faço isso há décadas. Há décadas eu falo, Oi, tudo bom? Eu queria comprar um voo de A pra B? Sim, sim, claro. Tem com escala? Ó, se tiver com troca de aeronave, melhor ainda.
Com troca de companhia, ainda melhor.
Bicho, o que é isso, cara? Eu não quero chegar, eu quero voar. Mas você, deixa eu entender, você vai de executiva, você vai de econômica, você vai confortável? Às vezes sim, às vezes não. O que eu faço é que eu transformo isso em conteúdo de uns tempos pra cá. Então esse livro que eu tô te dando de presente... Pô, muito obrigado, Come Fly With Me. É, é um livro que eu fiz contando como é que é voar nessas 115 companhias, 115 voos em 70... Ah, nem lembro.
115 linhas aéreas, 71 aviões e 61 países num livro só. Você é recordista, será? Não, tem gente. Tem gente mais louca que você. O Thiago já teve em... Esse Thiago que viajou com a gente, ele tem... É o que trabalha no teu programa? É o Fábio. Ah, o Fábio. Eles são brothers, assim. Mas você é um avião de carga? Eu voei, cara. Opa.
Muito não, mas... Pô, isso aqui era ruim, me desculpa, mas isso aqui era uma bosta, hein, cara. O que é isso? Isso aqui era uma bosta. A Evelinha? O Webjet, olha, me desculpa, mas isso aqui era uma... Era uma proposta. Não, era uma proposta horrorosa. Era uma proposta mal vestida. Que legal, irmão. Faltando botão na camisa.
O Abjet. Você voou de Abjet? Voou? Quem nunca? Era barato. Não, era barato, mas era ruim. Assento quebrado. A asa faltando... Faltando parafusos. São detalhes. Voou de Concorde? Voei. Puta, eu conheço dois. O pai do frango e ele. Você voou de Concorde? Voei uma vez. Puta, o pai do frango também voou uma vez. Uma vez só?
De Paris, o quê? Pro Rio? Não, cara. Foi um golpe de rabo. Eu tava em Londres pra fazer uma reunião. Isso tem que ter na vida do cidadão. A vida sem ter sorte é uma merda. Rapidinho, isso aqui você tá vendendo onde, Panda? Só pra... Na bettingbooks.com.br, que é a minha loja online. Bettingbooks.com.br
Faz esse favor pra mim, Isaac. Você pega o Betting Books, coloca o link nesse episódio pra galera já clicar direto e já acessar. E avisar a turma que Betting não é cor de aposta, viu? É Betting de panda Betting. E eu fiz 18 livros, né? 18? Eu tenho alguns. Eu registro.
Eu tenho alguns, viu, Panda? Eu tenho o da Azul, que é lindo. Inclusive, tem uma comissária da Azul, que é namorada de um amigo meu. Queria roubar o livro, eu não deixei. Não, manda um pra ela. Ela é comissária da Azul, ela se apaixonou. Demais, uma pintura especial da Malásia. Olha esse aqui, bola. Puta que pariu, olha aqui.
Isso aqui era demais. Uma amiga da minha mãe era comissária gringa, nos anos 80. Ela me dava canetinha, aquela canetinha marrom com dourado. Eu não conseguia me desfazer. Eu fiquei anos, trocava a carga. Era uma caneta marrom com douradinho da Varig. Tinha os mimos da Varig. Eu tenho umas coisinhas que eu vou te dar de presente. Da Varig? Não, mas são suas, pô. Não, não, não, não.
Na boa. Eu gosto de dar presente pra quem gosta de receber. Ai, obrigado. Eu amo isso. É uma turbina. Você sabe que os seus livros estão na minha prateleira principal da minha casa. Muito obrigado. Juntamente com o livro da Elis Regina e o Songbook dado pelo Diavan pra minha pessoa. Tá do lado. Eu vou te trucar. Você tem um livro da Elis Regina? Eu tenho. Você sentou no colo dela? Não. Você ganhou um beijo dela? Não. Então tá falando com um cara que sentou no colo dela e ganhou um beijo dela. Aí, ó. E a filha? Voou com ela? Não. Ah, não.
Ah! Olha a fina que tira do... Eu sou muito louco por música. Depois da aviação, música é a minha maior paixão. E pra mim a maior cantora de todos os tempos, em qualquer lugar do mundo, é a Elis Regina. Ela é sinistra. Então quando eu a conheci, meu pai era jornalista, foi fazer a maquiagem antes do jornal na TV. E a gente entrou no camarim e a Elis estava lá. Eu tinha nove anos de idade.
Aí ela tava no camarim, ela falou, Jô Mir, que prazer, quem é esse guri lindo? É teu filho? Ele falou, é, ele diz, é meu filho. Vem cá, senta no colo da tia. Eu já fui travado, né? Lógico, né? Eu ouvia e amava a Elissa Gino desde os 5 anos de idade. Pô, já foi se borrando, né?
se eu sei quem você é. Enfim, falei, sei. Não tive coragem de falar que ela era a maior cantora de todos os tempos, mas é o que eu acho. Eu acho que os dois maiores cantores de todos os tempos são brasileiros. Mulher é Elis Regina. E homem? Homem é o Dick Farney. O Dick Farney. O Dick Farney é foda, cara. Você sabe, tem um cara chamado Francis Albert Sinatra.
Sim. Acho que eu sei que é. Já ouviu falar? Já ouvi falar, é. Ele falou que o maior cantor que ele tinha ouvido na vida era o Dick Farney. Pô, pro Frank Sinatra falar isso, tá que pariu. E o Dick tem uma história incrível. Ele foi expulso, ele cantou uma vez no Rio, descobrindo ele, ele foi pra Nova York na semana seguinte, ganhou um programa na NBC. Você imagina um cantor brasileiro, um moleque de vinte e poucos anos de idade, ganha um programa em Nova York, na NBC, pra cantar.
O cara tinha acabado de sair do Brasil. E aí ele começou a fazer tanto sucesso que um dia chegaram três caras lá, amigos do Frank, falaram, não, então, a gente ficou sabendo se você tá voltando pro Brasil. Ele falou, não, não tô. Agora você tá. Nos acompanha até o aeroporto. E foi expulso. Turma da máfiazinha leve, né? Ou o Dick Farnett. Seria o nosso... Dick Farnett. Como é que é o nome daquele americano, me fugiu o nome dele agora, que canta jazz maravilhosamente bem, que era um puta louco. Ficou doente pra caralho. Edgar.
Como é que é o nome dele? Duente? Hã? Chet Baker. Ah, não, não foi doente. Ele era o Chet Baker. Ele ficou, ele era... Não, eles tinham umas puta gonorréia, o caralho. Não, ele pegou, não é que ele ficou duente, ele pegou, comendo os outros. Ele pegava, era um puta louco. Não, o Chet Baker era um dos meus heróis, cara. Eu fui ver onde ele morreu. É mesmo.
Eu fui lá no local... Não, ele... Há controvérsia. Dizem que ele se atirou ou que ele foi atirado de uma janela de hotel e caiu na calçada em frente. Eu fui lá no local. Na calçada. De tanto que eu gosto dele. O Chet era um junkie pesado, assim. E era um grande trompetista. O cara tinha uma beleza helênica, assim. Era um lindo. Um ator de cinema, assim, lindo pra caralho. Tocava trompete como poucos encantavam. Pô, tem foto dele aí que quero ver o negócio meio curioso. Chet Baker? Você nunca ouviu o Chet Baker? Acho que não.
maravilhoso. A voz do Chet Baker é bizarra. Assim, é uma coisa inacreditável, né? Pra mim o maior cantor de jazz, eu gosto mais do que o Frank Sinatra do Chet Baker, eu acho mais legal. É que o Chet ele não tem voz, então ele aprendeu a cantar mansinho. Ah, tá. Ah, mas é legal. Canta de leve. You've been so happy. E o Frank tem uma amplitude de voz, né? Grave, agudo. Não, é. Mas o Chet era um trumpetista maravilhoso. Só que ele começou a dever dinheiro pra um cara naoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveove
pra um traficante, e deixou de pagar e um dia ele enfrentou o cara. O cara falou, você nunca mais vai tocar trompete. Chamou dois caras e tiraram todos os dentes da boca dele. É mesmo? A turma é de boa, né? E aí ele ficou quase dois anos pra conseguir aprender a tocar trompete sem os dentes. É uma história... Tem um documentário do Bruce Weber que vale muito a pena pra você ver. Chama Let's Get Lost.
Onde está isso? Numa plataforma, eu não lembro qual. Eu tenho problemas de memória, né? Minha memória... Recente, hoje eu vi você falando. Memória recente não existe mais. Eu lembro do que aconteceu em 1973. Antes de ontem, o que eu jantei, já não lembro.
É, não estou exagerando, mas assim, coisas antigas eu lembro os segundos, coisas recentes. Mas você estava, você esqueceu, você estava falando do Concorde. Ah, cara, o Concorde, então, eu estava em Londres, eu trabalhava na Transbrasil e tinha uma reunião na quinta-feira. Na véspera, na quarta, falaram, olha, a reunião foi adiada para terça.
Falei, tá bom, ok. Liguei pra TransBrasil, falei, fico aqui, tô falando 96, não tinha internet. E aí falei, fico aqui ou volto pro Brasil e volto pra reunião na terça? Não, você já tá aí, fica aí.
Aí acordei na sexta-feira e falei, pô, minha cidade preferida no mundo, Londres, não tenho nada para fazer até terça-feira, que delícia, né? Pô, vou dar uma banda passeada, né? Aí abri o jornal, estava lendo o The Times lá, tomando café da manhã no jornal, tem lá, almoço supersônico. Venha voar conosco, 500 libras, você decola ao meio-dia deste domingo no Concórdia, vai até Islândia, a Mach.2, a 55 mil pés de altura, e volta depois de duas horas de voo.
500 libras. Nossa, é isso mesmo. Catei o telefone e liguei. Falei, tem lugar? Tem, tem. Então tô indo aí. Como é que faz? Falei, ah, te passo o endereço, o endereço tava lá. Era em frente ao hotel. É mesmo? Era destino. Atravesei a avenida e domingo ao meio dia tava lá decolando. Mas era apertadinho com o código, não era? Ele era igual a um Fokker 27, assim, de diâmetro de cabine. Apertado. O pai do Franco falou que era um avião apertadinho. A janela deste tamanho.
pequenininha. Muito pequena e muito barulhento, cara. E o barulho não era do motor, era o barulho do ar passando sobre a estrutura da fuselada. Você falava assim, um tom acima pra poder pedir uma champanhe. Cara, aquilo uma população desvoou, né, de Concorde. E dou graças a Deus porque a aviação tem três, é um tripé que busca três objetivos. Velocidade,
alcance, quanto você vai voar e a capacidade de transportar, de carga. Esses três vetores é o que faz a aviação se desenvolver. Perfeito. E o vetor mais sexy dos três é velocidade. É. Você vai de moto, né? Com certeza. Tudo que se movimenta... É o mais sexy, é. Falou bonito.
Não, trem. Qual que é o trem? É o trem-bala. Qual que é o avião? É o supersônico. Tudo bem, a gente é meio outros e a gente gosta dos ventos também. Mas, assim, é um absoluto na aviação, né? Então vai levar voltaremos a voar supersônico não tão cedo, mas voltaremos. Você acha que vai voltar? Ah, com certeza. Quem que tá fazendo o projeto, irmão? É uma fabricante que foi...
moldada só pra fazer esse avião Boom Aerospace, é um maluco que falou não, nós vamos fazer um avião supersônico pra transportar 70 passagens a velocidade menor que o Concorde vai ser mais devagarzinho Mach 1.5, 1.6, 1.7 Concorde ia até? 2.2 2 vezes 2 vezes e um troco a velocidade do som na hora que você passava a velocidade do som era um anticlimax só tinha um velocímetro eoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveove
E aí o comandante pegou e falou, era um voo especial, né? Então as pessoas estavam eufóricas lá dentro. Imagino, pô. E ele falou, Ladies and gentlemen, welcome to Supersonic Flight. Assim, comandante inglês, assim, falei, yes! Como disse um amigo meu, ele disse que com o corde ele dobrava o nariz quando ele quebrava a barreira do som.
A barreira do som quebrava na vida. Mas o que quebrou esse avião foi aquele acidente Charles de Gaulle. Foi ali. Pegou uma peça na pista. 98 ou 99 que eu dei aquele acidente? Foi em 2000. Julho de 2000. E ali foi o último... Pegou uma peça na turbina.
Essa é a tese oficial, mas existe um livro que eu recomendo demais, a leitura, que é de um comandante, chefe de pilotos da British Airways, que falou, nós fizemos uma investigação paralela e descobrimos que havia um problema de manutenção, uma peça no trem de pouso, e que o trem de pouso começa a falhar antes até de bater na peça. Ninguém discute que a peça...
infelizmente cortou o pneu, mas os pneus já estavam começando a falhar porque eles tiveram problema de manutenção. Entendi. Essa não é uma teoria minha, está no livro do piloto-chefe da British Airways. E foi muito impressionante, porque isso teria mudado completamente uma série de coisas, inclusive, talvez, a possibilidade de manter o concordo mais tempo. Então, mas na tua opinião, ele tinha uma vida ainda mais longa ou você acha que já já ele é? Não, não, ele voaria mais 10 anos facilmente. Mais 10 anos. Facilmente.
Que avião também tem vida útil, né? Então. O avião é assim, tem um negócio chamado célula que você tem que preservar. Pode manter e tal. Mas é como um carro antigo. Aquela parte, o chassi, você não troca. Você mantém. O que você troca é o motor, o câmbio, o pneu, etc. Então o avião é a mesma coisa. É a panela de pressão.
Tem os ciclos de... Pressurização. Isso aí que é uma coisa que pega, né? Isso é o que vai tirando a fadiga. É porque as aeronaves têm todas um desenho para suportar um certo número de ciclos. O cálculo correto não é nem hora, é ciclo. Sim, eu fiquei sabendo, não sei se é verdade.
que às vezes eles mudam os trajetos do avião, você que trabalhou na Azul, você deve saber disso. Eles alteram para que... Eles voem mais baixo, voem mais alto, eles meio que criam uma escala para poder não prejudicar esse ciclo, ou isso é lenda? É lenda. Uma vez que você pressurizou a cabine, já contou como um ciclo. Tá. Não importa se está a 20 mil pés ou a 40. Não. E hoje em dia, qual o tempo de vida de um avião?
De novo, é medido em ciclos, né? Mas dá para dizer que, assim, 60, 70 mil ciclos ou horas, dependendo do... Ou bastante coisa até, porra. Digamos assim, um número grosseiro. Varia muito. Mas existem casos de aviões que voaram mais de 100 mil. Caraca! Um deles da VASP. Foi durante muito tempo o avião que mais voou para uma companhia aérea no mundo era um 737 da VASP.
E depois foi suplantado por um 727-100 do Lloyd Aero Boliviano. Ambos passaram 100 mil ciclos. Que loucura. Mas geralmente aqui no Brasil eles trocam a frota a cada 20 anos, mais ou menos, a média, não é? Não passa muito de 20 anos a aeronave, né? Não, porque aí é como qualquer máquina velha. Você começa a gastar mais na manutenção do que na operação. Então é o ciclo economicamente viável. O avião poderia voar mais, sim, mas custaria muito caro manter esse avião voando.
E passa pra onde esses aviões aí? É isso que eu queria entender, porque eles vão pra onde? O cara tem... Você vai vender 10, 7, 3, 7. Esses A319, a Latam tá meio que restaurando alguns, eu vi lá no flap, que restaurando aqui o interior deles, mas deu uma dispensaria alguns pra trocar por uns 20 ou não. Vai pra onde isso?
Olha, existe um ciclo assim. Ou vai para desmanche. Não, vai de países mais desenvolvidos para menos desenvolvidos, economicamente mais pujantes para menos pujantes. Então, companhias aéreas americanas ou asiáticas repassam esses aviões para a América do Sul, para a África, para companhias low cost no mundo todo, que não podem arcar com o custo de 300 milhões para comprar um avião novo.
Aí compra um avião de 20 anos por 30 milhões de dólares, 8 milhões de dólares, 5 milhões de dólares, aí gasta mais na manutenção, mas não tem o custo de aquisição tão elevado. Entendi. Então, por exemplo, na história da aviação brasileira, nem sempre os aviões chegaram zero de fábrica. Esse é o fenômeno mais recente. A Varig, por exemplo, ela construiu a frota dela praticamente toda com aviões de segunda mão. É mesmo. Eu não sabia, que loucura. Ela começa a comprar os primeiros aviões de fábrica.
quando ela está melhor economicamente nos anos 60, que ela recebeu os cara velho direto de fábrica, aí recebe os 707 direto de fábrica, aí a Varig melhora, ela cresce, ela adquire uma companhia aérea chamada Real, em 1961, e aí ela se transforma na gigante que ela era. Em 65, ela engole a Panera em circunstâncias vergonhosas, porque a Panera foi fechada.
A Pané foi fechada? A Pané foi fechada. A Pané teve o certificado de operação caçado no dia 10 de fevereiro de 65 e ela não tinha razão nenhuma pra ter certificado caçado. E quantos aviões eles tinham? Ah, eles tinham, enfim, a Pané nessa época devia ter uns 15 aviões, mas operacionais uns 10, 11, por aí. E não nada? Não nada, o governo militar que eram inimigos políticos dos donos da Pané falou, não, esses caras aqui estão incomodando. 65.
Um ano depois da Revolução. Então a gente vivia um período de exceção. Tá solto, tá cassado. Entendi. E quem que era? De onde era a Panair? Que eu não sei. A Panair era carioquíssima, como você. É mesmo. Na verdade, ela nasceu como uma subsidiária da Pan-American. O nome Pan-American era abreviado pra Pan-Air. Em rádio, em comunicação de rádio, telégrafo. E aí na hora de criar a subsidiária brasileira, eles falaram Ah, vamos usar o Pan-Air.
que era o nome que a Panã tinha nos telégrafos. Então eram os americanos que eram donos. Inicialmente sim, era a capital norte-americano. Aí, claro, o Brasil termina a Segunda Guerra, existe um movimento nacionalista, de nacionalização, e a Panã começa a ficar mal vista porque era empresa gringa. Aí um grupo, os brasileiros compraram. Vamos comprar.
E aí ela acabou sendo nacionalizada. O Mário... A família Simonsen foi... Sim, o Mário Simonsen. O Mário Simonsen era o ministro, mas era da família Simonsen, né? E o outro era o...
Puxa, o filho é o Rodolfo, esqueci. Mas enfim, eram dois empresários cariocas, muito bem sucedidos, trabalhavam com outros setores, mas eles eram pró-Juscelino. Eles eram caras que não interessavam politicamente ao governo militar de 64. Então, de castigo, a empresa foi fechada.
Tem até uma música do Milton Nascimento Que canta sobre esse avião Música maravilhosa Nas Asas da Paner Tem uma música do Milton É conversando no bar, mas todo mundo conhece a música Como Nas Asas da Paner Paner do Brasil O primeiro susto que levei na vida Foi Nas Asas da Paner A Elis canta Susto, deve ter passado alguns Se tanto que você voa até hoje
Eu tenho 2.800 voos, eu tenho todos anotados, um por um. Não. Até o prefixo da aeronave. Você faz um relatório pessoal. Evidentemente. Não, na verdade, desses 2.800... Mas você passou susto, caralho.
um de travar o toba não dá tempo eu tava na cabine do avião ele foi jogado por uma corrente de vento ele quase bateu no chão aí a gente arremeteu e foi alternado na hora eu não senti medo porque foi muito rápido, eu tava na cabine voando era um voo da Transbrasil, eu tava na cabine eu vi os pilotos trabalhando pra sair dessa sinuca cara, não dá medo
É que você tá acostumado, né, irmão? Sei lá. É, eu escrevi um livro sobre acidente, então pra mim não é um território acidente. Porque agora, acho que ontem, anteontem eu vi o vídeo do Delta agora em Guarulhos. Pô, dá um desespero, você vê aquele clarão lá na asa, e a galera dentro gritando aquele fogo. A galera gritou o vídeo? Porra, puta que pariu. Não tá acostumado, cara. Você vê uma turbina pegar fogo, não é uma coisa agradável. Tem todo dia. Porra. E o barulho, né? É, então.
quem não tá acostumado, vai falar, essa merda vai cair, meu. É, mas não tem ninguém acostumado com isso. Você tá lá, olha pra... Não tô dizendo, você tá lá, você fala, bom, você conhece os parâmetros, as coisas. É, eu já... Você vai ficar mais calmo. Você vê o fogo, né? Então, velho. Vê o fogo é foda. Mas gritar... Porra, vai fazer o quê? Vai de jeito. Não reza, caralho. Não reza. Tem duas reações clássicas, né? O pânico negativo, que a pessoa fica imobilizada, não grita, não fala, não se mexe, trava, fica...
em estado meio catatônico, e tem a histeria, que é o vamos morrer pra caralho, pelo amor de Deus. Eu vi o vídeo, assusta, porque você vê um clarão daquele. Os caras têm treinamento pra... Ontem eu dei uma entrevista pra Veja, que me procurou pra falar sobre o assunto. Olha, pra mim é um não evento, tá? Quero falar só uma coisa sobre esse acidente. Incidente. Não, ele é um acidente. Ele é um acidente? Ele é um acidente porque tem perda material.
Ah, então vira acidente. Porque pra mim, acidente é quando tem vítima, quando dá-lhe uma porrada. Um estouro de motor, eu acho que seja um incidente. Aí é uma questão quase semântica, mas ok, a gente costuma chamar de incidente. Mas tecnicamente é um acidente, porque houve uma alteração do curso natural. Sim, teve que retornar. O motor tá perdido, os passageiros perderam as conexões, enfim, é um acidente.
É que nem, tive um acidente de carro, você morreu ou não? Mas foi um acidente. Mas, nós soubeu um acidente, é. Tá, é que acidente é uma coisa mais pesada. É que a gente associa o acidente à fatalidade. É. Bati o carro, você morreu ou não? Mas ainda é um acidente. Sim, concordo. Então, mas a questão é semântica, né? Mas as pessoas raciocinam mais como você. Ah, não, foi um incidente. Não.
Foi um acidente de pequenas proporções. Como é que o cara faz, Panda, nesse acidente, esse agora da Delta, que estourou o motor, o tanque cheio, velho? O cara que deu que descartar? Como é que é feito isso? É, assim... O peso, né? Não, é que assim, o peso máximo de decolagem é maior do que o peso máximo de pouso. Por quê? Porque você pressupõe que o avião vai decolar, gastar combustível e chegar no...
e chegar no destino com menos combustível. Então você sempre decola com um peso superior ao que você pode pousar. Sempre não, mas na maior parte das vezes. Só que quando você tem fogo, o fogo é detectado, aí você tem a obrigação de pousar o mais rápido possível. Tanto assim que esse voo da Delta durou nove minutos. Foi o tempo de decolar, estabilizar, matar a pane, fazer o que tinha que fazer, voltar e pousar. Então ele pousou acima do peso máximo permitido.
Ele pousou acima do peso máximo e para isso existe um procedimento. O avião tem que passar por uma série de cheques, às vezes tem que trocar alguns componentes de trem de pouso. Eu não sei exatamente porque eu não vi o relatório. É por causa da pancada, se riscou do peso. É porque ele pousa mais... Peso, né? Por exemplo, tem um acidente fatal da Suicera em 1998, que é um MD-11 que decola de Kennedy.
e começa a pegar fogo no sistema de entretenimento do avião. Puta, meu. E esse fogo começa a se alastrar na parte superior, por onde passava a fiação que entrou em combustão, e esse fogo tem uma origem próxima da cabine de comando. Então a zona geradora de calor depois de fogo, de chamas, é em cima da cabine de comando, a fumaça começa a descer, entrar no cockpit, incapacitando os pilotos.
E eles, suíços, super padrão, falaram, olha, a gente está alternando para Halifax, uma cidade no Canadá, tinha decolado de Nova Arca com destino a Genebra, mas a gente está acima do nosso peso máximo de pouso, então a gente vai alijar combustível.
E nesse processo de alijar combustível, não deu tempo, o fogo se alastrou, eles perderam o controle, 200 por 20 mortos em 98. Mas, enfim, então, fogo é uma das piores emergências que você pode ter. Tem que pousar o mais rápido possível, acima do peso máximo de fogo. Não interessa o que tá. Você perde o avião, mas fogo, cara, você tá num tubo pressurizado.
então não tem brincadeira esse avião da Delta, ele pousou aqui faz toda a manutenção aqui trocar motor, trocar tudo ele tem que ser restaurado é uma condição de voo tem como ele voar, né? porque aí ele tem que voltar eu não sei se tudo vai ser feito aqui muito provavelmente não, mas o básico tem que ser feito pra ele voar de volta pra base e acabar lá e terminar lá
lá dá um checklist, às vezes pode até fazer aqui, mas lá vai passar por uma revisão vamos dizer assim, a vantagem é que você vê uma opera no Brasil a 330, então a Latam, né, ou a Azul tem condição de fornecer peças mas no caso a Delta traz essas peças e os técnicos e realizam o trabalho aqui
E você tem noção de um preço de um motorzinho desse? Tem, porque ele trabalhou na azul e tem noção de gosto sim. Vai, chuta aí, um prejúdio. Então, é uma ideia básica. É, dá um chute aí. De 30, 50 milhões de dólares. Oi? O motor é a coisa mais cara do mundo. Peraí, peraí, peraí. Mais um viperda total, será? Porra, você não viu o fogo? Saiu? Não, eu vi, mas... Puta que pariu.
Morreu. Morreu. Morreu. Game over. Game over no motor. Puta merda. 30 milhões de dólares. Depende do motor. Depende do avião. E você sabe qual era esse motor? GE ou era o... Eu acho... Os Royce. Eu acho que esse motor é um Pratt. Pratt-Witt. É. Mas tô chutando. Puta merda. 30 mil é pro caralho.
É porque o Airbus tem vários motores, ou não? Tem. É o quê? Essa escolha da companhia ou a escolha da Airbus? Como é que é feito? No caso do A330, a Airbus era um avião que entrou no mercado para competir com o sucesso do 767 e 777 da Boeing. Então, algo que é muito sedutor para as companhias aéreas é você oferecer um novo modelo com opções de motor.
Porque as companhias podem escolher motores parecidos com o que elas têm, reduzindo o custo. Ah, entendi. Tipo a Gol, tudo igual. Tipo a Gol, padroniza tudo pra facilitar. Mas a Gol tem basicamente um tipo de avião só, o 737. Mas, por exemplo, a Varig tinha o 747 e o DC-10. E ela especificou o mesmo motor pros dois aviões. Para o GS F6, 80.
Se der problema, nos dois mexe ali, o mesmo motor está tudo certo. Mesmo bancada de teste, mesmo inventário de peça de reposição, reduz custo. Então, alguns fabricantes fizeram isso lá atrás. Então, você quer o A367? O A367, você podia pegar o avião com motor GE, Pratt & Whitney ou Rolls-Royce. Você escolhia na hora ali. E o Rolls-Royce, ele foi muito escolhido pelas companhias aéreas britânicas.
Por que será, né? Por que será. Então, 747. 747, as versões... Até a versão 400, tinha três tipos de motor que você podia escolher. E a British colocou Rolls-Royce. Depois, não. Ultimamente, as companhias estão fazendo um motor só por questões de custo. O desenvolvimento de um motor é uma coisa bilionária. E você tem que vender...
800 motores para recuperar o capital investido. Então agora você compra um avião, agora está mais difícil ter opção de motor. Na verdade, hoje em dia praticamente não tem mais. E você falou do 47, você já voou na Cacunda ali no Calomba? Muito. Ali é verdade que ali é a primeira classe? Depende da companhia. Tá. Porque eu sempre ouvi falar, ali a Cacunda é a primeira classe. A Corcova. A Corcova.
É que assim, a Corcova, ela nasceu por razões técnicas, né? Porque o 747 é basicamente o projeto de um avião cargueiro. Depois eles adaptaram pra passageiro. A Corcova é pra poder ter carga embaixo.
Ele levantava o nariz, né? E aí, com o nariz levantado, a carga entrava. Os ticaracatica. E aí, aerodinamicamente, eles precisaram fazer aquele calombo, essa corcova, né? E os caras falaram, o que nós vamos fazer com esse espaço? Aí a Pan American, né? Que foi a primeira a encomendar e receber o avião, falou, cara, vamos fazer um bar. Um lounge. Então, nos primeiros 747, aquele lá era um bar.
Então tinha umas cadeiras, piano. Tinha uma melontava, subia ali. Tomava uma, dava uma paquerada. Que loucura, velho. Trocava umas ideias. Aí na medida que o mercado vai se aquecendo e mais gente começa a voar, eles falaram, não, chega de piano, chega de bar, cacete. Vamos pôr o assento aí, vamos levar as pessoas. Então dependendo da companhia da época, lá foi primeira classe, foi executivo. Pô, loud? Você chegou a pegar loudzinho assim? Peguei. Em qual companhia? Na Panam.
Cara, a Panam. É, eu ganhei na Panam. Dizem que a Panam quebrou por causa do fax, é verdade? Do? Fax. Não. Tem essa lenda. Porque a Panam era a maior transportadora de documentos do mundo. Aham.
Dizem que era uma companhia que transportava. Posso estar falando uma puta bobagem. Só porque inventou o fax? É, porque aí o fax tirou esse transporte de documento. Mas quanto de documento ela transportava? Não, não tem nada a ver. Então conte a história por que acabou a Panam. Depois daquele acidente, não foi bravo? O acidente, digamos, foi o último prego no cachorro.
Aquele de Lockerbie, né? Isso, que de 21. 21 de dezembro de 88, estoura uma bomba no voo, o avião cai em cima de uma cidade na Escócia, Lockerbie, mata todo mundo, evidentemente, mas 30, 20 e poucas pessoas em solo. E aí as pessoas pararam de voar na Panam, falaram, cara, não vou voar nesse negócio.
e a Panam fecha no final de 2000 e... de 1991, né? Porque, se a gente lembrar, foi o ano da Guerra do Golfo, da primeira. E aí, ninguém queria mais voar em lugar nenhum. Eu fiz um voo num avião da Lufthansa com quatro passageiros em fevereiro de 91. Quatro? É, eu e mais três. Então, ninguém tava voando.
E a Panam, que já estava mal das pernas, acabou não tendo energia para continuar viva. Mas a Panam, como a Varig, elas fecharam como um acidente aéreo acontece. Nunca é um fator só, é uma somatória de fatores. Então a Panam, a explicação é longa, tá? E acho que vai ser meio chato ficar muito tempo nisso, mas foi uma sequência de coisas que passaram por problemas advindos da desregulamentação do transporte aéreo nos Estados Unidos em 78.
Até 78 nos Estados Unidos, para você lançar um voo ou um serviço, você tinha que pedir autorização para o governo, que ia falar sim ou não. Eu quero aumentar a capacidade, autorização. Tinha que consultar os concorrentes. Quero aumentar o preço da passagem. E se não desse, não aumentava nada. Como é aqui no Brasil? Como foi no Brasil? Foi. O Brasil foi assim até 91. Em 91, o Brasil liberalizou. E é por isso que as empresas tradicionais se atrapalharam, porque elas não sabiam competir.
Mas enfim, na Panam foi isso. Então em 78 desse regulamento dos Estados Unidos surgiram dezenas de companhias aéreas, quase todas já fecharam, foram compradas, falidas, fusionaram. E o que era para ser um aumento de companhias, na verdade acabou depois de um tempo virando um funil. E hoje a gente tem, sei lá, 80% do tráfego aéreo norte-americano está nas mãos de quatro empresas.
Mas, voltando à Panam, a Panam teve esse problema de desregulamentação, em 80 ela deu o primeiro passo, o pé trocado, ela comprou a National Airlines, que era uma concorrente, não precisava ter comprado, pagou muito caro. Já deram a primeira errada. Primeira errada. Em 85, a coisa mais valiosa da Panam eram as rotas para o Oriente, a Panam era a principal companhia para o Oriente, eram as rotas mais rentáveis, ela vendeu tudo isso para a United, que até então era uma empresa mais ou menos doméstica. E por quê? Porque precisava fazer caixa.
Então eles venderam pra United por 700. Ele vendeu a mais lucrativa. É, então... Vendeu a joia da coroa. Por 750 milhões de dólares pra United. Pegou essa grana toda praticamente pra pagar a dívida. Isso em 85. Em 88 você tem um acidente de Lockerbie.
Ele falou que você voou prego no cachorro. Foi um prego no cachorro, as pessoas pararam de voar Panam e aí em 1991, no final do ano, acho que dia 3 ou 4 de dezembro, o último avião chega aqui em Guarulhos e o último voo pousa em Miami, que foi o último voo do histórico da Panam. Eu tenho três paixões aeronáuticas na vida. Transbrasil, que foi onde eu cresci, nasci. Puto, que eu voo de Transbrasil, nossa senhora. Eu lembro daquela cena nossa, Transbrasil também, não vou nem falar aqui. Puto bravo, é puto. Xingando pra caralho.
Tá graxa. O cara ficou puto com você. Agora tem que falar. Não, que a gente tava escrito pra Florianópolis, sei lá, alguma coisa assim. Eu não lembro, acho que era... E o avião não tava com o ar condicionado. Não, não é graxa, é o... É, você falou passa a graxa nessa merda e fecha. Não, não é do... Na VASP? Não é do, como é que chama? Não, é esse trans Brasil, foi do ar condicionado. O cara ficou putasco com você. Fala quente.
Falou assim, o comissário chegou, um calor do caralho, veio um quente, velho. O cara, ó,oveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveove
infelizmente o avião está sem ar-condicionado hoje. Não é um puta calor. Mas muito. Aí o Bola falou assim, tem graxa? Aí o cara, graxa é passa e fecha essa merda. Fiquei nervoso, né, bicho? Por que vocês passam na porta e fecha essa merda?
O cara ficou irado com bola. Imagina. Você não pode falar assim da Transbrasil. Eu peguei outra vez a gente voltando de Bariloche. Fui gravar em Bariloche. Acho que era a Lolínia. Eu me lembro da cara do comissário até hoje. E a mesma coisa. Parou o avião, bicho. Um calor, velho. Um calor do cara. Falei, amigão, tem eucalipto pra gente fazer a sauna aqui? Porque, porra, brincadeira, cara.
Já tava todo mundo de sunga. Pô, de quase, irmão. Tirando camisa e o caralho, meu. Ô, Panda, mudando de assunto, você acabou de contar da Panam, então essa história do fax... Eu lembro que eu tinha um pôster, eu era moleque, eu tinha o pôster do 47 da Panam. No meu quarto. Decolando assim. A Panam era uma paixão. Porque a Panam, então, é... Era meio Varig, né? As cores eram meio parecidas, né? Tinha uma onda, né? A Panam ensinou o mundo a vá.
A maneira como o mundo voa se deve ao que a Panam inventou. É mesmo? Puta que pariu. A Panam inventou aviões, inventou rotas. A Panam cruzou o Pacífico nos anos 20, nos anos 30, antes de qualquer companhia acreditar que era possível. A Panam chegava na Boeing e falava, faz um avião aí pra mim, assim, assim, assado, a Boeing ia lá e pá. Fazia. É mesmo? 747 é assim. Ah, foi a Panam. Tem um diálogo famoso entre o presidente da Panam e o presidente da Boeing. O presidente da Boeing falou...
compro o avião que eu construo. O presidente da Panam olhou e falou, não, construa o avião que eu compro. Mas o resultado é o 747. Caralho, que loucura. A Panam inventou a aviação, cara, dá pra resumir assim, eu ficaria, dava pra fazer 55 polícias. E você tem um livro lá na Panam da... Não da Panam, porque a Panam tem 80 livros. Eu falei, cara, não vou fazer um livro, né? Ah, mas faz da sua ótica, pô. Ah, não, a Panam é muito maravilhosa, cara.
Então, as minhas... Você chegou a voar de Panam? Muito. Muito? Muito. Olha aí. Sei lá, uns 40 voos.
Que legal, né? E eu vou ir na Panam. A minha paixão era Transbrasil, que foi o lugar em que eu me criei na aviação. Foi na Transbrasil. Foi o primeiro lugar que você trabalhou com aviação? Sim, com 12 anos de idade. Com 12? Você foi trabalhar com 12? Aceitava? Eu fiz um trabalho com 12.
Que é assim, eu conheci o Omar Fontano, fundador da Transbrasil, e meu pai... Da onde era a Transbrasil, só pra saber? A Transbrasil, originalmente, era de Santa Catarina, mas a sede ficou sempre em São Paulo. A Transbrasil chamava Sadia Transportes Aéreos. Ah, é mesmo? Ela nasceu da Sadia...
do presunto da salsicha. É mesmo. A história é fascinante. O Omar Fontana era filho do seu Atílio Fontana, fundador da Sadia. Atílio Fontana. E aí seu Atílio Fontana, que era gaúcho mais radicado em Santa Catarina, ele foi criando os filhos, tinha dois filhos homens e três mulheres, e ele não queria ninguém, as mulheres não podiam trabalhar, coisa daquela geração, e os homens tinham que ajudá-lo na Sadia. E o Omar Fontana nasceu fascinado por avião.
E aí falou, cara, não quero saber de sardinha. E aí um dia ele acordou e falou, pô, já sei como é que eu posso juntar as duas. Tô resumindo. Sim, sim, sim. Eu vou pegar um avião e vou transportar as carnes que a gente faz nos nossos frigoríficos de Concórdia, do Oeste Catarinense, e vou levar pra São Paulo, carne fresca. De avião. Porque naquela época não tinha estrada e o caminhão. Mais rápido. Não tinha caminhão frigorífico, a carne estragava.
Aí chegou o pai e falou, pai, vamos levar a carne pra São Paulo de avião? Bah, Omar, eu não criei filho pra ser chofer de avião.
Ele falou, não pai, vamos estudar isso aí. Ele falou, eu sei que você não quer largar essa coisa de aviação, se você conseguir os clientes... Tá fechado. O Amaro veio pra São Paulo, arranjou 20 clientes, começou a trazer carne de avião, um cargueiro, nasceu a Sadia Transportes Aéreos, depois Passageiros e depois Transbrasil.
Então essa é a origem. Pô, era sadia, tinha passageiro também? Sim, primeiro eu levava a carne do frigorífico e depois começou. Eu brinco até hoje, foi a época mais legal da minha vida, porque eu ia toda semana pro Rio de Janeiro fazer o Graval Caldeirão. Claro. E a gente ia de Transbrasil. Não sei se a Globo tinha acordo, enfim. E cada perna que eu fazia, e de volta eu ganhava uma...
Um trecho. Puta, eu tinha passagem pra caralho, irmão. Mas eu vendia pros amigos, eu dava. Porque você podia fazer... Você ganhava, mas você podia fazer o que você queria. Sim, sim. Puta, eu amava voar de Transbrasil, velho. Eu voei muito de Transbrasil. E aí, com nove anos de idade, eu fui apresentado com o Mar Fontana pelo meu pai, né? Eles eram amigos. E aí, o Mar se apaixonou por mim e eu por ele. Porque ele não teve filhos homens e houve uma identificação. E aí a gente se encontrava todo fim de semana no clube.
meu pai jogava vôlei com ele lá, eu jogava futebol e terminava o futebol. Qual clube? Pinheiros. Clube Pinheiros. Clube Pinheiros, é. Trocava aquela ideia. Trocava aquela ideia, ele me dava uma atenção extraordinária, ele era extremamente generoso, cordial comigo, eu achava aquilo fantástico, porque eu já era apaixonado por aviação e pela Transbrasil, que tinha uns aviões coloridos, e aí um dia ele falou, olha, Jean Franco, é o seguinte, eu vou receber uns aviões novos e cada um vai ter uma cor diferente.
Orçamento sem compromisso. Cria aí umas combinações de cor. Se eu gostar, eu fico.
Meu pai tinha acabado de me trazer da mão um conjunto de canetinha estábulo, assim, 50 cores. Eu fui lá, 12 anos de idade. Fui lá, fiz um monte de combinação, cheguei na semana seguinte e falei, toque, né? Ele falou, ah, ok, gostei. Aí passam-se seis meses e vem um convite. Por favor, venha receber uma nova aeronave que vai chegar no dia 12 de dezembro de 1976.
E aí eu fui lá no andar, né? Lá vai você. Aí cheguei lá no coquetel, aquele monte de adulto, eu com 12 anos, ele fala, ah, senhores, esse aqui é o jovem que criou a pintura do nosso mais novo avião. Puta que pariu, bicho. Aí desci no pátrio. Você tem foto disso, óbvio. Claro.
Tem aí pra gente poder mostrar? Manda aqui pra mim por airdrop que eu boto aqui no ar. Pô, tem que mostrar isso aí, né, Rola? Puta que 12 anos. Tu já fez a pintura? Com 12 anos. É, eu, na verdade, é. Aí foi meu primeiro trabalho, né? Porque o avião acabou sendo pintado mesmo, né? É aquela cauda de arco-íris ou não? Foi antes. Foi antes, tá. Era uma época que cada avião tinha uma pintura diferente. Tá, entendi.
uma combinação de cores diferentes. E aí, cara, você imagina um moleque que já era fanático por aviação, né? Porra, puta que pariu. Você ter essa deferência, né? E a gente nunca mais se separou. Então eu fui crescendo e na minha adolescência... A gente entrou no Brasil no nome, né? Sim. Tanto assim que eu continuo amigo da família e a filha...
a Marise Fontana, filha do Omar Fontana, ele faleceu em 2001. A Marise chegou para mim e falou, olha, a gente tem um acervo pessoal da família de tudo aquilo que é memorabilha da companhia.
E eu vou te dar de presente. Então, nos próximos dias, eles vão levar lá caixas e caixas de coisas que eram da Transbrasil. Que legal. Você sabe que era nosso brother, o Bruno Fontana. Faleceu no acidente de carro. Era ele? Que trazia da família sadia. Pô, eu lembro dele. O Bruno não trazia os kits no final de ano. Ele vinha aqui direto. Trazia os kits no final de ano. Pô, a menina tava grávida. É. Eu ia ser padrinho de casamento.
Tá cagado aquilo. Puta cagada, o Brunão maravilhoso, velho. Eu lembro disso aí. Lembra, então. Era o Bruno Fontana. Aí eu, até o falecimento dele, eu trabalhei na Transbasil muitos anos, fui diretor de marketing lá, era braço direito. Quantos anos você ficou lá, irmão? Puta, assim...
76 é o primeiro trabalho, mas eu comecei assim, oficialmente num cargo executivo em 89, fiquei até 92. Aí voltei em 95, fiquei até 97 e a Transbrasil fechou em 2001. Com a morte dele, fechou. Foi comprada? Foi o quê? Ela faliu. Faliu? Ela faliu. Porque a Transbrasil é uma das três que não conseguiu competir, não conseguiu se adaptar à nova realidade competitiva da aviação brasileira.
Que aí, sim, ensejou o crescimento da TAM, o surgimento da Gol, e essas duas passaram a dominar a aviação brasileira em detrimento de VASP, Varig e Transbrasil. Deixa eu tirar uma dúvida com você. Por que eu só vejo carcaça de VASP?
Na verdade... Eu não vejo mais. Você viu umas puta carcaça. Só os Vaspão. Justiça, né, meu? Porra. Porque no Brasil, infelizmente, quando uma empresa vai à falência, a justiça brasileira, ao invés de pegar os bens, vender os bens, porque são aviões que estavam voando até ontem, né? E aí colocar esse dinheiro numa conta...
de scroll, uma conta que você pode acessar e depois quando a justiça definir quem é que vai receber essa grana, você ó, airdrop, tá? Manda aqui tá, essa foi a sua primeira pintura eu quero ver isso aí, é meu primeiro trabalho tô curioso, pô, vai aparecer Marvel aí
Quem que é Marvel? Sou eu. Se é o Gianfranco ou sou o Marvel? Qual que é o código? Aqui, ó. 865 tá aqui, papai. 787. 787. Marmelada, hein? Marmelada, cara. O código é 787. Mas, enfim. Aí, é...
Eu tive essa relação muito forte, muito intensa com ele a vida toda. Então ele me trouxe pra esse mundo mais ainda, me ensinou muita coisa. Legal. E aí a viúva dele, a dona Denilda, também falecida, fui escrever o livro da Transbrasil. Ela falou, ah, Jean Franco, eu sou espírita, talvez você não acredite, mas pra resumir a história... Não dá mensagem. Não, o Omar foi teu filho.
Por isso que a vida inteira ele chegava e te perguntava as coisas. Porque é como um filho querendo a aprovação do pai. Eu falava, dona Daniela, ele tinha idade para ser meu avô? Sim, mas isso é neste plano, nessa vida. Anteriormente você foi pai dele.
Que coisa, cara. A viúva dele. Que loucura. Então, a gente vai pôr no ar. Então, esse avião que nós vamos colocar aqui... Recebeu? Recebi, já enviei. Já vamos pôr aqui. A pintura foi dele. Você que desenhou em casa a pintura em 1976. É. Não, assim, a pintura já existia. Eu escolhi a combinação de cores.
porque cada avião da Tram Brasil tinha uma pintura só, um padrão só de pintura mas cada avião tinha uma combinação de cores diferentes por isso que eu me apaixonei pela empresa porque pro moleque de puta merda não sei se dá pra ver, mas ele é café com creme é um 27 aonde é essa foto?
Congonhas? Olha os eletrão lá atrás. Eu voei de eletra. O que é isso aqui? É um morro? Ah, não, é um hangar, né? Um hangar. Esse pão de açúcar, não sei, porque no Rio tem os morros, assim. É um hangar. Eu voei de eletra. Ali, ó. O VASP. Que agora destruiu tudo, né? Vai destruir tudo. Foi tudo pro chão. Ainda bem, né? Diz que vendeu pro país que não fez manutenção, porque aqui nunca teve acidente de eletra, né? Não.
o Eletra teve um teve um acidente mas não morreu ninguém, foi em Porto Alegre fez um pouso duro, o avião ficou irrecuperável e aí foi canibalizado mas que vendeu e todos caíram porque falta de manutenção ou não? não alguns caíram outros não
Então você fez essa escolha de café com creme. Aí ele aprovou uma segunda que era uma cor de chocolate. Mas todos eram esse filetinho. Sempre essa pintura básica. Vai botando aviões da Transbrasil aí, meu querido Isaac. Aí eu fiz um segundo que era o tango e a quiosca, que ele era um marrom. Aviões da Transbrasil. Aí eu fiz um segundo que era igual a um 727, que era um marrom médio com amarelo mostarda.
Totalmente anos 70 essas cores. Sim, lógico. Mas eu lembro de uns arquivos da Tange Brasil, amarelo, meio amarelão. Tinha, tinha. Vocês estão convidados pra fazer um podcast lá em casa que a sede da Flap é minha casa e tem um lugar, que é umas 5 vezes esse estúdio, com mais de 1.200 maquetes. Vocês vão pirar. Puta merda. É foda. É um lugar bem legal.
Tem dois aeroportos. Chamar uma pessoa pra ir comigo ali, ó. Não, ele não pode. Que loucura, velho. Não pode, Pedro. O convite é só aqui, tá? Tem dois aeroportos na escala 1-400. Tem um galeão de 4 metros. Eu acho que eu já vi isso. 50 aviões. Você já postou isso aí? Já. Olha isso. Esse é o Bacona Eleven.
é o que? é o Bacona Eleven, é um avião em inglês o que é um Superjet 500? era o nome que a Transbasil dava pro avião pro modelo, o modelo era o Bacona Eleven 500, aí criaram esse nome de marketing Superjet 500 mas a Transbasil chamava ele publicitariamente de Jatão
E o Panda tem uma outra loucura. Ele lembra de todos os prefixos. As matrículas, é. As matrículas, ele decora todas. Esse é o Milton Neves da aviação. O Milton Neves da aviação. Ele sabe todas as que... Ele me chama de Turbina, Bete. Ó, esse é o S.
Esse é um Dart Herald. Ele sabe tudo. Caralho. Você voou nesse aí? Infelizmente não. Não é possível. Pois é. Eu tenho várias dores. Alguns escaparam. Muitos escaparam. Ele fazia o que? Ponte aérea? O que ele fazia? O Dart Herald foi o primeiro turbo-hélice da Sadia. Ele fazia Brasil todo.
e no final tem escrito Harold lá em cima, é verdade um avião inglês pouco vendido, bastante raro poucas companhias no mundo compraram eu vou em esse esse eu vou em pra caralho esse eu trouxe pro Brasil você trouxe? eu vim no voo da fábrica até São Paulo Seattle, Miami, Brasília, Congonhas
Seato, Miami, Brasília. Esse dessa caldinha arco-íriso. Seato, Miami, Miami, Brasília, Brasília com Goiás. Esse é um 737? 767-200. O primeiro, tango alfalfa.
Eu vou nessa pintura, assim, essa caldinha. Mas qual é o tango alfalfa que eu não tô vendo? Porque tá com a pintura dos Estados Unidos ainda, né? Esse 362 e o november 8277 Vitor, são a matrícula que ele usou no show aéreo de Le Bourget. Ele foi se exibir no show aéreo na França. E o 362 era o número do show aéreo pra controlar. E aí, depois que ele chega no Brasil, ele recebe a matrícula brasileira tango alfalfa. Tango alfalfa. Papatango, tango alfalfa.
Não pode nunca mais ter essa matrícula, meu querido? Aí é abandonado, aí é largado. A rigor não, mas existem casos que sim. Então, por exemplo, a Transvazil tinha um 767, que era o Tango Alfa Fox. PT Tango Alfa Fox. Aí ele foi devolvido, depois de um ano de uso, e a TAF, Transportes Aéreos, ou Taxi Aéreo Fortaleza, de Fortaleza, Ceará, recebeu um bandeirante com a matrícula PT TAF. Então...
A VASP também reutilizou algumas matrículas, mas a rigor, não. Não pode mais. Tipo, Papa Tango, Tango, Alpha, Charlie, não pode mais usar. No Brasil, usou uma vez. Morre.
Tipo assim, essa matrícula não existe mais hoje. Na aviação é proibido, é proibido, não pode. Esse é um 767 também. 767. Só que é com a pintura, a última pintura que a Transdúrcia teve, né? Linda, diga-se de passagem, a que eu mais gostava. Ó o amarelão aí. Ah, esse é triste, esse foi o que bateu em Florianópolis. Puta, meu. Do governador? Não. Não. Ele matou 55 dos 58 ocupantes no dia 12 de abril de 80.
Esse avião? É. Esse avião aí, Tanguyang Sierra. Tanto assim que a Transbasil teve quatro acidentes fatais, os quatro acidentes a matrícula terminava em S. É mesmo? E aí os caras falaram, agora mais nenhum avião vai ter matrícula terminada em S. E quando a Gol... S de Sadie. Pois é. E quando a Gol surge, tinha muita gente da Transbasil, os caras falaram, aqui não vai ter S. S não. Então, durante os primeiros anos da Gol, nenhum avião tinha a matrícula, a letra final na matrícula Sierra.
Esse que o prefixo era? Tango e Serra. E esse aí? Esse é o Tango e Romeu. Essa foto é em Congonha. Mas como é que você sabe? Cadê o prefixo aí? É pela cor. Pela cor você sabe? Claro.
É, completamente. É tango Yankee Romeo. Onde era escrita nessa época? Tá debaixo do motor lá do Boeing 727. É que não dá pra ver direito aqui. Ah, tá. Entendi. Ela ficava meio escondidinha. Bem escondida, diga-se de passagem. Isso foi uma coisa não muito legal dessa pintura, é que a matrícula era difícil de enxergar. Hoje em dia, qual que eu tô? Olha que bonitinho. Isso é bandeirante. Isso aí depois virou Inter-Brasil. Tô errado?
É, não. É isso aí. A regional da Brasil era Inter-Brasil. Eu arremeti com um desse em Cascavel.
Tudo bem, você tá aí contando a história. Tranquilo. Arremeter... O cara ia pousar uma puta chuva. Esse era o cor de café. Você que cresceu. Eu amava esse, achava o mais bonitinho. A Trambazinha tinha seis.
Quantas aeronaves chegou a ter a Transbrasil, Panda? Ah, cara, acho que chegou a ter no auge umas 25, 30. Caramba. O que pra hoje é ridículo, né? A Azul tem 130, a Gol 150, a Latam tem 170, é tudo mais de 100. Naquela época, pô, tinha 20 aviões. É porque voava muito menos do que se voa hoje. Hoje todo mundo voa. Hoje são 100 milhões de brasileiros fazendo viagens por ano, naquela época era 10.
Pouca diferença. Até que tinha bastante, se você parar pra pensar. É, é que a passagem era muito cara. A passagem hoje é 50%. Corrigida a inflação. A passagem era 50% do que era nos anos 70, 80. Aí, olha as cores dos bichos aí. Eu fiz os dois de cima. Que legal. Aquele é o Oscar e aquele é o papá da direita.
Embaixo tá o novembro, o tango Tchali Alpha, o tango Yonk Uniforme e o tango Yonk Tango. Esse laranja e preto é bonito também. Laranja e verde de petróleo. Parece preto. Esse foi o primeiro nessa pintura. Bonito, pô. O primeiro até essa pintura foi o TYU esse aí. Ah, mas eu gosto mais também da pintura mais... Aquela da última eu acho maravilhosa. Do arco-íris, né? Do rabo ali. Não, aquela texturizada acho que ficou muito legal. É, essa foi a última. Eu fui muito pouco de Transbrasil. Nossa, que...
É que eu comecei a voar muito tarde, né? Pelo amor de Deus. Se comparado comigo... Ah, essa aí, porra. Essa que você mais gostava. Não, comparado com você não, mas eu ia toda semana pro Rio de Transbrasil. Transbrasil, você falou. Toda semana. Eu gostei dessa modernização do Transbrasil, acho que ficou super legal. Você participou disso aí? Não, né? Não, foi feito... Eu tinha acabado de sair da companhia e contrataram uma empresa norte-americana que fez o desenho dessa pintura. Bonito mesmo. Eu gostei. A minha preferida é a arco-íris, a anterior.
Tem aí? A gente acabou de ver. Aquela primeira que eu voei bastante, é? Que é só a calda, não tem o corpo. É a mais tradicional, acho que é a que mais ficou. Só a calda. É essa que ficou, acho que mais tempo. Ficou muito tempo. Ficou de 78 a 87... 78 a 97. É, ficou quase 21. E você falou que a Panam é tua companhia preferida. São três. Trans Brasil, Panam e Lufthansa. Lufthansa eu sou doente pela primeira companhia que eu voei. Você tem? Ai que bonito, velho. Puta merda.
minha família é de origem alemã por parte de pai, né, o Betting então ele me ensinou a amar a Alemanha o primeiro lugar que eu voei na vida e viajei foi pra Alemanha pegou Lufthansa eu nunca voei Lufthansa deve ser muito legal
Aí tem uma história legal, só pra concluir. Em dezembro veio o presidente da Lufthansa, né? Veio pro Brasil fazer uma visita. Aí eu falei, cara, vou surpreender o alemão, né? Fiz um pôster com todos os aviões que a Lufthansa voa em 100 anos, que ela tá fazendo 100 anos ali. Caralho, velho. Aí cheguei pro alemão e falei, olha, vou atrapalhar sua viagem aqui, você vai ter que levar isso de volta pra Alemanha. Abriu o pôster no meio do coquetel, o alemão olhou e falou, cara, que isso?
Então, são todos aviões da companhia. Não, eu sei que são todos aviões da companhia, mas de onde vem isso? Eu fiz. Você fez? Sim, eu fiz. Como você fez? Eu listrei cada um desses 94 aviões diferentes e eu fiz a ilustração. Leva duas horas para fazer cada um.
Não posso acreditar. Olha, tem o nosso último avião. Falei, sim, o Alfa Bravo Papa Uniforme. Como você sabe? Isso é a matrícula de qualquer avião da Lufthansa. Falou, não é possível. Falei, fala aí o nome, fala uma matrícula que eu te digo que avião que é. Alfa Índia Romeo Lima. Um A321. Alfa Índia Lima Alpha. É o primeiro A319 que vocês receberam. Você é muito louco. Aí o cara olhou e falou...
O que tá acontecendo aqui? Que classe de doido é esse aqui? Mas você falou das suas três companhias preferidas. Você tem algum avião preferido? O Electra. É o teu avião preferido. É a paixão da minha vida. Eu fui pro Canadá ano passado. Ó, esse é o poster que eu fiz e dei pro Alemão.
Puta merda. Um por um, todos os modelos que a companhia voou. E aí tinha que fazer uma pesquisa danada, né? Porque teve avião aí que voou um mês. Olha essa primeira coluna, os puta tecoteca. É o começo, né? Puta merda. Em 1926, né?
A aviação estava engatinhando. A Lufthansa nasceu um ano antes que a Varig. A Varig é de 27, a Lufthansa é de 26. Então eu tive que desenhar cada um desses, duas, três horas pra fazer cada avião, colocar na escala, matrícula certa, nome de batismo. As ilustrações são grandes. Se você ampliar, tem o brasão da cidade com o nome de batismo de cada avião. É mesmo, que capricho, irmão.
Aí ele olhou e falou, ah, não... De 26 a 26, olha lá, caralho. Aí ele olhou e falou, não, nós não voamos este avião. Aí tá errado. Eu falei, não, voaram sim, vocês voaram um ano em 1966, a matrícula era novembro, 8.008 delta, era o primeiro DC-8 construído. A Douglas impressou esse avião pra Lufthansa que voou um ano sem pagar. Pra ver se vendia o avião. Você tinha que trabalhar lá, pô. É, no final do papo eu falei, ó, se você quiser me chamar... Estamos aí, estamos aí. Partiu Frankfurt.
A sede da Lufthansa é em Frankfurt? A sede oficialmente é em Colônia. Frankfurt é o principal centro de voos. Munique é o segundo. Mas a administração está espalhada entre Munique, Frankfurt, Colônia. E se for América Latina e América do Norte, está em Nova York. Então, a avião preferida é a Eletra. Eletra. Você tem alguma companhia preferida? A Lufthansa, ele fala de falar.
As três. Atualmente, tirando Transbrasil. Se estivesse pegando fogo num prédio e tivesse que salvar uma única companhia aérea, seria a Transbrasil. Eu sou fundador da Azul, né? Mas dessas que voam hoje, estou dizendo. Uma que voa hoje em dia. A Lufthansa. Não é o melhor serviço. Mas é...
Do coração. Ó, eu gosto muito da história, pouca gente sabe, mas o avião da Azul tem tudo a ver com você. E essa história é muito boa. Você sabia disso, Bob? Não, como assim? Ele é o cara da Azul no Brasil. Ele vai te contar a história. Então conte. Do gringo, na casa dele. É muito boa essa história. Você que voa de Azul aí, que acha que eu acho sensacional, tá? Tá. Parabéns pelo bom gosto. Mas ele vai contar a história, boletar. É que assim, o David Nileman, ele...
comprou aviões da Embraer e colocou na companhia que ele tinha nos Estados Unidos, chamada JetBlue. Aí, tinha uma empresa chamada BRA no Brasil, a Bra. Credo. Pois é. Credo, né? Vamos combinar. Quadrão credo, né? Quadrão credo. Faliu, teve uma briga de sócios, faliu. E tinha investidores que tinham colocado uma grana e a BRA tinha encomendado os jatos da Embraer. A Embraer ficou chateada, falou, pô, não vou vender 40 aviões. 40? É. 40 aviões. Porra, o BRA pediu 40, eles tinham um avião.
Não, tinha um pouco mais. É que eu tenho trauma. Eu estava em Porto Seguro uma vez, voo atrasado de um dia, foi para o outro dia. Aí já estamos no aeroporto. Tá bom, que hora que o voo chega? Então, o avião está saindo agora de Buenos Aires. Bom, mas aí a BRA tinha falido, os aviões estavam lá à procura de compradores. Ao Deus dará. E aí o presidente da...
da Embraer chamou o David e falou, você não quer ver uns aviões aqui? O David veio pro Brasil e falou, cara, por que você não mandou a companhia aérea no Brasil? Ele falou, hum.
a gente faz um preço aí pra você nesses aviões, e ele, o David já conhecia a casa, a Embraer adorava o avião, e aí ele falou, tá, vou montar a companhia no Brasil. Através de um amigo em comum, ele veio pro Brasil, e aí falou, pô, preciso montar a minha equipe, né? Você conhece alguém aí que cuida de marketing, comunicação? E talvez esse amigo em comum, um outro amigo me indicou, um dia toca a campainha em casa entre o David e o Nino. Caralho, o que é isso?
Minha casa parece um hangar, né? Tem pá de hélice na sala. Cadeira. 1.200 modelos. Puta, merda. Loucura. Pôster. Museu. É um museu. É um museu. Ela entrou e falou, o que é isso aqui, né? Que porra é essa? Que porra é essa, é.
E aí tinha uma pá de hélice de Electra na sala. Aí um colega dele, que viria a ser meu chefe, o Trey, ele falou, ah, isso é uma pá de hélice de Electra. Eu falei, sim, sim, sim. Meu avô era diretor de marketing da PSA. Eu falei, sim, que eu vou cinco Electras. O Novembro é um 71, 72, 173, 174, 175 do Papa Sierra. Como você sabe isso? Cara, não sei como eu sei, eu só sei que eu sei. Eu sei que eu sei. E aí ele falou, bom, você tem 45 minutos para vender teu peixe. Seis horas depois ele pegou e falou.
É o seguinte, nós já temos um diretor de marketing aqui, você vai trabalhar com a gente. Aí eu virei o primeiro funcionário da Azul. Que legal, cara. E a sede da companhia foi na minha casa por três meses. Antes de estrear, três meses? Antes de ir pra Barueri, três meses. Três meses dentro da sua casa. Eu acho a companhia muito legal, Azul. Eu gosto muito. Aí eu fiz a pintura, os uniformes, o serviço. Cara, tu mandou muito bem.
Porque assim, a identidade visual da Azul é muito legal. É um primor, cara. Ainda aguenta, depois de quase...
Ainda faz 20 anos, né? Ainda faz 20 anos já. 2008, né? Já tá na hora de trocar os aviões. Os aviões estão sendo sempre trocados. É ver a história de que era pra ser no Galeão? E não aceitaram? Na verdade, é parecida com isso. A gente, na hora de modelar o início da companhia, o plano de negócios previa um centro de operações no Santos Dumont. A gente ia concentrar uma parte importante dos voos no Santos Dumont.
Aí nós fomos falar com o governador, na época, no Rio de Janeiro. Qual o nome dele? É um tal de Cabral. Tá. Serginho. O Serginho. E aí ele ouviu a gente dizendo que queria montar a companhia aérea lá e tal, e ele ficou...
A gente falou, olha, governador, nós vamos gerar milhares de empregos para o Rio de Janeiro. Vamos recolher milhões de reais por mês. Impostos. Impostos. Vamos dinamizar a indústria do Rio de Janeiro. Ah, tá bom. A única coisa que a gente pede é poder operar no Santos Dumont. Não, tudo bem, então. Um mês depois, e eu não posso, e não quero, e não vou entrar em detalhes, ele nos chamou lá e falou, ó, se vocês quiserem vir para cá, é galinhão. Santos Dumont não vai entrar.
A gente falou, não, não, não. Pra gente, é lógico. A gente tá no Santos Dumont. Não, se vocês quiserem vir pro Rio de Janeiro, é Santos Dumont. Aí o David pegou e falou, cara... Galinhão. A gente... Vocês tem que ir pro Galinhão. Aí o David falou, cara... Não, não vou. E aí a gente, plano B, foi pra Campinas, pra virar copo.
Vocês transformaram a aviação de Campinas. Transformaram a aviação brasileira, porque assim, não existe nenhum hub na América do Sul que tem tantas ligações sem escalas quanto Campinas tem com a Azul. Nem Guarulhos, nem a Gol, nem a Latam tem essa conectividade que a Azul apresenta em Campinas. É um mal que veio pro bem, então. Um mal que veio pro bem.
Criou um novo conceito, né? Campinas virou meio... Virou o terceiro aeroporto pujante de São Paulo. Olha que burro. Porque o ano que era moleque, ele era só aeroporto de carga, né? Sim. Era um aeroporto bem esquecido. É, bem esquecido, porra. Essa é uma lição de empreendedorismo. Eu levei ele pra fazer a primeira visita pro aeroporto deserto, né? Tinha saído um voo às oito da manhã, o próximo seis da tarde. A moça do pão de queijo tava assim, tinha o cachorro... Era abandonado.
Aí a gente chegou lá, eu e o Miguel Dau, que era o vice-presidente de operações, e o David Nino. E aí a gente ficou lá, o Miguel, que é carioca, olhou para tudo aquilo, aquele aeroporto deserto, e a gente com a intenção de começar a voar lá, o Miguel olhou e me puxou de lado assim, porra, pana, nos fudemos! Olhei para ele e falei, puta, Miguel. Calma, tio.
Eu falei, é, acho que é isso aí mesmo. Aí o David veio assim, todo excitado, chegou perto da gente, me segurou pelo ombro e falou, panda, panda, esse aeroporto está vazio, nós vamos encher o aeroporto do avião, vai encher o aeroporto do passageiros, vai encher o bolso do dinheiro, porque vai dar muito certo, vamos encher isso de tudo. Vai ficar cheio do avião, cheio do passageiros, cheio, tudo bom. Vai fazer grande companhia aérea aqui.
Vai em Campinas hoje é assustador Que é um aeroporto maravilhoso Mas a lição do que é um cara de divisão E o Mané O Mané vira e fala O porto tá vazio, vamos fuder O empreendedor vira e fala O porto tá vazio, vamos encher de avião, de passageiro Oportunidade, ele viu uma oportunidade Por isso que o cara é um fora de série Tá E por isso que eu sou o Mané Você que quis sair da rua ou não?
Sim, mas é aquela coisa, né? É que nem um marido ofendido, depois de sofrer algumas agruras, eu falei, não, desse jeito eu não fico. Pra mim não dá. Entendi, é porque a coisa cresce, perde a mão, né? A corrente política de empresa muda muito, né? Teve um...
Foi um acidente provocado por vários fatores. Eu tenho um ego muito grande, que eu tento controlar desesperadamente, mas eu não tinha consciência disso na época, então meu ego às vezes mandava. E eu entrei em rota de colisão com algumas pessoas lá dentro por questão de ego, por imaturidade. E aí esses caras viraram inimigos, e aí quando você tem inimigos poderosos, você apanha, apanhei muito, mas tinha alguma resiliência. Fiquei anos apanhando lá e acho que não fui tratado com... Um...
de forma justa, mas isso é o mundo corporativo, né? E felizmente como tudo na vida é passageiro, já diria Wagner Canhedo, a gente fumou o cachimbo da paz e esses caras... Resolveu. Tá tudo resolvido, tá tudo ótimo. Que bom. Hoje eu tenho uma relação excelente com todo mundo lá, na companhia, tá tudo certo. É. No hard feeling, sem mágoas. E até hoje a tua escolha, os aviões não mudaram praticamente nada.
A única mudança que teve, eu ainda estava lá, foi o início dos voos internacionais, que eu pus verde e amarelo, e coloquei sete bandeiras brasileiras em cada avião. Inclusive uma gigante na barriga. Tem sete bandeiras? Em cada avião tem sete bandeiras do Brasil? Eu nunca tinha me atentado a isso. Tem na dobra da asa, nos winglets. Nunca reparei. Junto da matrícula.
Então, duas, três, quatro, tem mais duas com a palavra Brasil escrita na fuselagem, seis, e embaixo um bandeirão do Brasil na barriga do avião, sete.
Azul faz uns bonitos, não faz do Star Wars. Eu fazia essas pinturas especiais. Faz uns bonitos. Faz o Mickey, o famoso avião da Disney. Muito famoso. A gente tem um que os soldados imperiais é a coisa mais linda. E eu gosto dessa ideia. Foi ideia sua de cada azul da cor do mar, azul brasileiro. Foi ideia sua? Foi ideia da JetBlue, aí a gente adaptou, que era uma ideia da JetBlue, que era uma empresa que o David fundou. E os primeiros aviões tinham que ter alguma coisa relacionada às bandeiras.
Então a gente usou o nome de música. Sim. A gente usou... Todo Azul do Mar. É. Música do Tim Maia. Vê se acha do Soldado Imperial. Aí 50 também é azul. E aí a gente começou uma época de homenagens. A gente homenageou, começou a homenagear pioneiros da aviação. Então tem o Osílio Silva. Esse cara é sensacional, hein? E músicos. Porque, como eu falei, eu gosto muito. Então tem Nas Asas Azuis de Milton Nascimento.
Tem. E tem João Bosco e Azul, que eu sou muito amigo do João Bosco, do músico.
que é um cara que eu amo. Eu também amo o João Bosco. Monstro. Eu amo o João Bosco também. Monstro. Amo, amo. Fora que é um ser humano de primeira classe. Eu não conheço ele pessoalmente. Eu conheço, ele não é perfeito, porque é flamenguista, mas tirando isso... O filho dele, eu acho que eu estudei com o filho dele, que é poeta. Olha o banderão na barriga. Que lindo, puta merda. Eu nunca tinha reparado o banderão na barriga. É porque você não entrou debaixo da barriga, aí você não repara, né? Vai lá, meu, fica debaixo do avião.
Agora, é pop-up aquilo do mapa do Brasil? São pop-ups aquilo? Tipo, pop-upzinho? Não, essa ideia foi logo no começo da companhia. Eu pensei o seguinte, a Varig morreu.
a Latam na época era a Latam a Latam é uma empresa que é muito identificada com São Paulo e a Gol é uma empresa de baixo custo o brasileiro está órfão de uma companhia aérea para chamar de sua uma que dê orgulho de você falar essa é do Brasil essa é do Brasil
E aí, é uma longa história da criação do nome, mas eu apresentei o mapa logo na segunda reunião e tal. Eles olharam e falaram, cara, que legal. Mas por que é tudo colorido? Eu falei, não, porque o Brasil é um país multifacetado. Cada estado tem sua personalidade, né? Então, eles falaram, meu, tá lindo isso. Aí teve um cara que falou, isso é o mapa do Brasil ou da África? Eu falei, não, os brasileiros sabem que é do Brasil.
mas aí cada estado tinha só o contrário aí o pessoal deu risada mas foi adotada essa ideia e aí começaram alguns códigos algumas brincadeiras Minas Gerais é dourado porque é o estado de ouro São Paulo é o vermelho do café
E aí, a empresa chama Azul, e eu peguei e falei, cara, nós temos muita gente ex-Varig, né, vai ter sempre contato com o Rio Grande do Sul, que vai ser um mercado importante. Eu chamo Azul, os torcedores do Colorado nunca vão voar com a gente, né? Aí, aí eles mudaram depois, mas ó, tá vendo aquela segunda cauda lá? É vermelho. Aí eu pus o vermelho no Rio Grande do Sul, porque daí o primeiro cara do Internacional que eu ia falar, bate, tu trabalha na Azul, nunca vou voar nessa companhia. Eu falei, ó, baguala.
Dá uma olhada qual que é a cor do Rio Grande do Sul. É colorada, tia. Oh, no. Então tem umas histórias assim nessas coisas. E mudou pra amarelo por quê? Na verdade, porque esses aviões... No caso do Embraer, é porque a azul deu uma racionalizada, diminuiu o número de cores. Tá. Quando o azul começou, e aquele Yankee November lá, aquele Embraer 190, cada estado era pintado.
Então, onde eu fui lá na fábrica da Hebraera, os caras da pintura chegaram e falaram, aí, pessoal, olha quem que é o filho da mãe aí que faz a gente ter que... É culpa dele. Esse é o culpado, tá? Ah, dava um trampo da porra. Claro. São 26 cores, né? Então tem que pintar, papelar, pintar. Diz que a pintura do avião é um negócio caríssimo, né?
É um custo. Na verdade, assim, a Embraer não cobra por cor, mas a Airbus sim. Então, quando você vai pintar um avião no Airbus, eles falam, bom, tem cinco cores, a gente cobra, sei lá, 50 mil euros por cor, vai custar 250 mil só a pintura.
né? E aí no caso dos Airbus, quando a gente começou a receber, eu falei, gente, quanto é que vai custar a pintura, né? Aí o pessoal falou, ah, então, aqui é 26, mais o branco 27, mais o azul 28, tem cinza 29 cores, vai custar 3 milhões de dólares a pintura de cada avião. Falei, você... Pô, tá brincando. Surtou. Aí eles falaram, então, adesiva. Então, no caso dos Airbus, o mapa é um adesivo.
No signo, no signo. Plotado, plotado, né? Eu não sabia nem que podia adesivar. Eu também não sabia que podia. Tem adesivos aeronáuticos. Eu não sabia disso. Legal, né? Legal pra caralho, porra. Pô, eu vi um negócio no teu programa, cara. Eu adorei o cara. A entrevista com o presidente da Latam. Ah, puta, o Jerome é nota mil, cara. Pô, quero trazer esse cara aqui. Ele é muito bom. E o Celso, você viu o da Gol?
Vi também, que é piloto, né? Muito louco esse cara. Ele gosta tanto que ele virou piloto. Eu vi isso aí. Ele é demais. É muito legal. E o John Rogerson também é um grande cara, assim. Ele é um outro estilo, ele é americano, mas assim, a gente tá muito bem servido de presidentes das companhias aéreas. Cada um com uma característica. Eu vou ser um pouco... Posso puxar minha sardinha? Por favor. Hoje, minha namorada mora em Santa Catarina, então você já sabe como é que tá a minha vida, né?
Eu não consigo voar a não ser Latam. Eu me apeguei ao sistema, ao programa de milhagem. Eu virei você da Latam. Tá. Eu sou um cara que eu só quero voar. Só quero voar Latam. Só quero voar Latam.
Já sei todas as entradas, saídas, maneiras, formas. É, enfim. Gostei do presidente pra caramba no teu podcast. Achei ele é um cara muito legal. O Gerromel é um cara fora da turma. Muito legal, a mente do cara, né? A forma como ele administra a empresa. Os preços que a Latam pratica hoje, agora eu consigo entender porque eu assisti a entrevista do cara. A forma de pensar, de crescer, né? E agora a Latam...
Quebrou o protocolo e vai ter Embraer. Sim. Ah, vai ter Embraer. Você viu isso aí? Bonita pintura nova. Você viu? Sim, sim, sim, sim. Ficou bonito, hein? Sim, é lindo. Quando é que vem, chegam esses Embraer? Acho que os primeiros chegam agora no final do ano. Já? É. Já? Vai ter Embraer esse ano? Terceiro ou quarto trimestre.
E quantos a Embraer vai ter isso aí? Você tem uma noção? Depende porque tem um número de firmes e encomendas, mas pode chegar a 60, 70 aviões. Tá Embraer. E vai ser aquele 2-2, aquele mesmo? É, 2-2. É o avião tesão, cara. O E-95E2 é um absurdo, né? Eu vi aquele vídeo, obviamente, você viu. Tá no YouTube, bola?
que é um projeto da KLM com a Embraer. Aquele vídeo ficou maravilhoso, do cara aqui, eles indo até Amsterdã. Eu assisti aquele documentário. A entrega do avião. A entrega do avião. É. Que é um meio... Sempre são voos fascinantes, né?
Você leva o primeiro avião. É. Eu imagino. Mas o vídeo com a KLM, o conteúdo que a KLM tá fazendo pra internet, segue, embora não veja o YouTube. Não vejo. O conteúdo que eles fazem com a equipe, com o time, é sensacional. Eu fui de KLM pra Amsterdã, quando fui gravar com a Sabrina. É. Fomos de KLM, foi uma puta empresa aérea. KLM é espetacular. Porra, puta merda. Grande companhia. E agora, com a saída do A380, qual vai ser o maior avião que nós vamos ter?
É, assim, vai ser o 777-9X, que é o sucessor do 747 na Boeing, né? Tá. Vai ser o maior modelo oferecido pela Boeing. Ele vai ser um pouquinho maior do que o A350-1000, que é o maior avião hoje oferecido pela Airbus.
Mas Airbus já falou e já tá pensando no A350-2000 que pode vir a ser lançado ainda esse ano e que seria... Maior que o 777. É, vão ficar bem parelhos. Mas o A350 é um puta avião. Ah, cara. É o meu preferido. É a frente mais bonita. Eu fiz um voo da Latam.
Ele fazia Guarulhos, meio dia. Ele fazia Guarulhos, Miami. Eu voei nesse... Mas ele não tá voando mais com esse aqui. A Latam devolveu os A350. Por quê? Porque o avião quente demais, com muita demanda, muita procura. E o leasing dele...
É muito elevado. Então, assim, começou a não valer a pena ter o avião, porque assim, pagava-se demais pra ter o avião. Mas é lindo, hein? Ah, é maravilhoso. Eu voei nele, eu tive esse privilégio de fazer Miami. É o meu avião favorito, cara, pra voar. Silencioso pra caramba. É isso aí, ó. Ah, mas se ele estiver de frente, é maravilhoso, que o olhinho dele é diferente, né? É, o caixininho, né? É, o design da cabine front, da cabine comando. E quem comprou os A380 tomou no Toba?
Ou não? É difícil responder assim, de tomar no toba. A Emirates, parte do sucesso da Emirates se deve ao fato de que ela comprou mais de 120. E ela construiu uma malha mundial. Em cima dessa ideia. Em cima desse evento. Como o 767 e a... A Transbrasil. Não, não.
o 747 fez com a Panam. Então foi uma vantagem competitiva. Então, no caso da Emirates, não dá para falar isso. Mas companhias, por exemplo, como a Malaysian, que comprou seis, a TAI, que comprou seis, aí você fala, bom, não faz muito sentido ter só seis. É assim, o estoque de peça, treinamento, não são todas as rotas em que pode voar. Não usa qualquer aeroporto.
Porto. É, a gente tem companheiros que pararam completamente de voar o A380. China, Southern, Malaysian, Thai Airways, a própria Air France. A Air France chegou a ter acho que 10 aviões e parou completamente. A Air France parou com o A380. Dá pra acreditar? Então hoje o A380 na Europa tá na Lufthansa e na British Airways. Mas tipo, nesse caso, que tem para de voar, eles não tem pra quem vender esse negócio. Não. Encosta num canto e larga? Encosta e corta.
Puta prejuízo. Esses aviões estão todos encostados ou a Emirates incorporou? A Emirates já parou alguns. Já transformou em panela, já cortou. Já tá fazendo reposição, já tá fazendo canibalizando. Sim e não, porque ela tem um estoque de peça maravilhoso, mas alguma coisa volta, né? Por abelo prejuízo.
Quantos a Emirates para? Quantos a 380, eles já pararam? A Emirates, você tem ideia? Eu não sei, mas acho que uma meia dúzia. Estão lá completamente... Não, não, já cortaram. Você pode comprar pedaço deles. Já picotaram. Tem empresas que cortam a fuselagem. Você compra o quadradinho. Você compra o quadradinho. Ou tem uma maluca que comprou o...
O Wing Fence comprou aquela coisa aqui na ponta da asa e pôs na parede do apartamento dela. Que legal, cara. Três metros de altura, aquele negócio que foi virado na parede. Mentira. Eles fazem isso? Sim, tem um mercado de pessoas que compram partes de aviões. Tem a matrícula do avião que comprou em uma... Eu não sei aonde que eu vi, cara. Chaveiro.
Você comprou o que, David? Aqui no Brasil. Ah, eu vou perguntar. Um cara vendendo porta de emergência. Eu tô quase comprando uma fuselagem com a porta pra entrar no nosso estúdio, lá na sede da Flop. Você abre ali. Vai ser uma fuselagem, você vai ter que abrir uma porta de avião. Legal pra caralho. Maravilhoso. Mas, pô, vai ser de um 380, né? Acho que não. Se desse pra fazer, de um Electra. Ah, essa história é legal. Eu fui pro Canadá.
Porque foram 190 elétrons produzidos, né? Segundo a ponte aérea. E o que eu mais amava era um da Varig, o VJW. A Varig chegou até 15, mas o que eu mais amava era um com a matrícula VJW. E esse avião tá descansando no Canadá, na última empresa que opera elétron no mundo. Que é uma empresa de combate a incêndios. Os caras colocaram um tanque na barriga do avião e os elétrons ficam... Jogando água, né? Jogando nos incêndios, né? E um mecânico é brasileiro, o Leonardo. Aí ele me ligou e falou, Panda!
dia que você quiser vir aqui conhecer, os Eletra estão todos aqui te esperando. Falei, cara, não fala isso. Bom, pra resumir, fui lá. Foi na hora, né? Cara, um mês depois tava chegando lá em Red Deer, que fica no estado de Alberta, né? Perto de Calgary. Aluguei um carro, cheguei lá, aí ele falou, ó, casa é sua, aí visita, tal. Aí fiquei debaixo dos Eletra, liga motor, veio o avião. Só não foi. E eu fui lá ver o VJW, que era o meu querido, né?
Aí eu não aguentei, né? Cheguei lá pro cara, falei, meu, eu quero voltar pra casa com um pedaço dele, alguma coisa. Pode ser o Manche?
Falei, puta, não sei, precisa perguntar pra chefia. Foi lá, voltou, falou, pode. Já veio com a ferramenta, tirou o manche do elétrico. Parafusou ali. E eu voltei com o manche do elétrico. Quando vocês forem lá no estúdio, vocês vão ver. Puta, que legal. Manche do elétrico.
Do VJW, não é de uma Electra. Do VJW. Do meu Electra. Do meu próprio. Do avião que eu mais amo na vida. Você tinha que pegar a tagzinha, arrancar o painel. Olha ele aí, olha o bichão aí. Olha esse avião, VJW. Esse aí. Aí eu peguei um manche e peguei aquela antena de rádio que tá embaixo da fuzera. Eu sei. Desse tamanho a antena, assim. Tá comigo também.
Essa antena aqui na barriga, tá vendo? Tô vendo aqui embaixo. Assim, aqui, assim. Eu voei nesse, eu voei no normal, eu voei no que tinha o loungezinho atrás. Esse tinha lounge. Dois não tinham. Eu voei uma vez nesse. Esse tinha lounge? Esse tinha. Eu voei duas vezes no fundo. Lá no fundo. É, na verdade só dois não tinham, VLA e VLB.
Eu voei nesse, então, um dos dois e voei no que tinha o lounge. Com lounge e sem lounge. Os que não tinham o lounge só davam embarque na porta de trás, não tinha a porta da frente. Eu não lembro, eu não vou reparar nesse detalhe. Mas enfim, aí cheguei lá e tal e consegui, né? Consegui levar o mancha. Aí você perguntou o tagzinho que tem no meio, né? Sim, o tag do painel. Os pilotos da VAR, quando souberam que o avião ia aposentar, cada... Lógico, né? 14 pilotos, na verdade 28 pilotos tiraram os tags e levaram de...
e não tem isso no mercado não tinha mercado negro mercado livre eu fui convidado não tem no mercado livre OLX não tem nem na cheinha
miolo de mancha de elétrica, não enquanto é um artigo mas você tem um artigo, dois show de bola, mas olha que história legal, eu fui convidado a participar de um grupo de pilotos da Varig, então a gente é muito amigo fazia churrasco lá em Porto Alegre, os caras falaram bom, entra aí, você não foi Varig, mas tá adotado
E no último churrasco em Porto Alegre, no passado, eu tava comentando com um deles, né? Falei, poxa, tô com manche lá em casa, fiz um pedestalzinho, dá pra brincar de pilotar e tal. Só falta o emblema escrito Electra, lindo, no meio, assim, né? E eu preciso, eu vou mandar fazer, eu tenho foto, eu vou mandar construir no meio, né? O cara me olhou, Oscar Birg, o cara adorava, assim, foi engenheiro de voo da Varga. Eu falei, não precisa não, eu tenho dois, um é teu.
É mesmo. E tu botou lá. Puta, que tesão. No dia seguinte, pá, Sedeck chega lá o meu ninho da Letra. Quase chorei. Original. Oscar Birgel. Obrigado, Oscar Birgel. Pô, que legal. Que loucura. Quem tem amigos não morre pagão. É verdade. Por exemplo, Flamengo é amigo da CBF, né? Não morre pagão. Não é pra brasileiro, né?
na mão grande, leva o libertador desnacionado, arranca a tíbia o perônio do... Se você soubesse a tristeza que está a CBF, nem vou falar nada.
Melhor não, hein? Melhor, eu quero poupar a minha sanidade pessoal. Quero distância. Depois a gente entende porque o Brasil anda tão desgostoso com a nossa seleção. Tudo interligado. Não seja tão amargo. Não, não é amargo. Temos agora a Páscoa aí. Pô, não é vamos brasa, caralho? Vamos brasa. Então, pô.
O demoninho na camisa. O demoninho na camisa. O demoninho na camisa foi de fome. Maravilhoso. Puta capeta, meu. Não, e outra, assim, tem o feriado agora, Páscoa. Eu já tô com a reserva no Tayhaya, vou passar lá, que é um resort super legal. Chique no último. Sim. Tá certíssimo. Pedi um filé amoraizinho. Filé amoraizinho. Claro. E depois em seguida eu vou pra Londres, que vai ter uma degustação de macallan com charuto lá. Ah, isso aí é importante. Isso aí é importante. O Banda... O British.
Não, eu vou com o avião da FAB, né? Tá. Ah, melhor, de carona, né? Também concordo. Cara, avião comercial, pra quê, né? Bobagem, né? Vamos socializar esse custo. Lógico. Cada um paga um pouquinho. Lógico. Você que entende tanto de aviação, eu não sei se você manja tanto de militar, eu sou igual a você, eu gosto mais de aviação comercial do que militar, bem mais. Falando isso, eu não tenho nenhum aviãozinho na minha casa, eu sou um lixo, né, brother?
Puta, você é chato. Pra quem gosta. Termina essa merda aqui, vamos lá pra casa, cara. Você pega lá.
Pra quem gosta, você não ter é foda, hein? Eu não tenho um aviãozinho. Para, meu. Eu vou perrumar um da Latam. Até aqui. Não, não, minto. Eu ganhei dois. Esse eu voei. Vou tirar uma onda com você. Deixa eu te perguntar. Qual que é o teu avião preferido? Hoje, hoje o A321. Ah, bom, você é um Latam boy, tá. Eu sou um Latam boy. Mas é mesmo? É o teu avião preferido? É, hoje é o Airbus 321.
E o E95E2 também, que é de chorar, de rir. Esse avião, eu andei nos Estados Unidos. Ah, eu sei. Enfim, meu filho me falou. É, é. Meu filho falou. Fala, pergunta lá pra ele, que meu filho é militar. Meu filho é aviação militar. É. Isso aqui é demais, cara. É do Maurício Frisarim. Tá. Porra, eu fui em Oshkosh, porra, com esse avião aí. Ah, tá o nome dele aqui, ó. Maurício Frisarim. É, gente boníssima. Daqui eu...
Lindo, cara. E esse é meu avião de pregeleto da vida, né? Tô sabendo. Esse é amigo do Sérgio lá, do Sérgio da Plane, né? Sim, é o Sirrus SR-22. Ah, cara, isso aqui é um showdown. É, isso aí é foda, né? Aí ele me deu o Copini.
Aí eu falei, pô, eu não tenho. Fiz igual a você. Só que eu não tenho, concorda que eu não tenho? Não sei se você entende. Aqui é minha segunda casa, não é? É minha primeira casa, é minha segunda casa. Seus problemas estão resolvidos. Eu queria o da Latam. Pô, se tiver o do novo agora, da Hebraé, atenção Latam, manda pra nós. Eu tô quase black.
Pra ter benefício, sabia? Fica um pouco. Aguarde no local. A minha bola, a gente quase não pega mais fila, né, bola? Aguarde no local. Você vai sair com uns presentinhos lá de casa. Pô, eu quero. Ó, esse avião aqui é sensacional. Esse avião é maravilhoso. Você já pilotou ele? Não, eu já voei, mas não pilotei. É. Eu não sou piloto. Eu também não sou piloto. Só vou no lado, né, bola? O quê? Só vou do lado. Vai do lado. Eu voei um Boeing 727, mas essa é outra história.
Ah, mas é muito... Por exemplo, eu vi um vídeo que o Lito postou esses dias maravilhosos de uma ponte aérea. Você viu esse vídeo?
Bom, hein? Bom. De 86, um documentador... Tu já viu esse vídeo? Dentro da cabine. Não, filmou o voo inteiro. Tava o Chacrinha no avião. Maravilhoso. Não, maravilhoso. Tava o Chacrinha e tinha uma outra pessoa nesse voo.
Era o Chacrinha e uma outra artista. Quer uma história punk? Quero. Nesses inacreditáveis? Eu tenho uma tradição. Há muitos anos eu vou no dia 24 de dezembro pro aeroporto. Vou sozinho com a minha câmera, fico lá, passo a tarde do dia 24 de dezembro, que não tem trabalho, não tem nada. Véspera de Natal. Véspera de Natal. Matando o tempo pra ir pra ceia. Fico no aeroporto sozinho fotografando, é uma coisa meio de comunhão. Tem um aeroporto específico?
Onde eu estiver. Comunhas, Viracopos, Miami, onde eu estiver. Onde você estiver. É. Aí eu vou lá, fotografo. E aí em 92 eu fui, fotografei e filmei.
e filmei as operações, tinha uma câmera legal na época, uma Canon L1 a primeira filmadora com corda digital com umas lentes era uma filmadora com lente de câmera de fotografia, era um conceito revolucionário tremenda qualidade digital 92
Aí, há uns anos atrás, eu recuperei isso e publiquei um vídeo desse dia, do 24 de dezembro de 92. E coloquei o vídeo lá, então tem os Boeing da Varig, da Rio Sul, o VASP, todo mundo operando lá e tal. Aí, pôs o vídeo no meu canal, né? E um telespectador pegou e falou, Panda, eu acho que esse cara aí debaixo do avião da Varig é o Lito, hein? Nem fudendo.
Cara, aí eu olhei e falei, puta, se não é muito parecido, né? Aí peguei e mandei o link do vídeo e falei, cara, é você aqui embaixo? Resposta, sim. Puta, que maravilhoso. Ele era mecânico, né?
Que maravilhoso. Mundo pequeno, né? E aí, eu tava com o Radinho escutando e gravando, né? Então eu filmava e tava com o Radinho gravando a conversa de piloto com o Torre, né? Eu tenho um grande amigo que foi piloto-chefe na Azul, né? O Álvaro Neto, comandante Esvaring, um cara adorável, amigo de infância, assim, um cara brother.
E aí ele me manda uma mensagem também. Panda, sou eu aí pilotando o Vitor Papa Bravo. Sou eu fazendo a forneia. Minha voz... Puta, Pete, não posso acreditar. Então, no mesmo vídeo, tá o Lito, sem saber, e o Pete, o Álvaro Neto.
Fazendo a fonia. É. Muito legal. Que demais, cara. Puta que pariu. Eu tenho meio trauma do meu primeiro voo, eu tenho um pouquinho de trauma. Meu primeiro não, meu segundo voo. Porque eu tava, pô, já era homem, já. Não voei criança, não tive esse privilégio mais. Já pirava em ver os aviões e tal. Eu voei com 15 também.
É, voa tarde, né? É. Você voa tarde. É. Porra, mesmo trabalhando com 12, fazendo um desenho, o cara não te deu um voo, meu? Não, cara, é uma história de terror. Ele me convidou várias vezes e minha mãe não deixava voar porque ela tinha medo. Entendi, foi tua mãe. Porra, o cara desenha um avião, tem a pintura, mas não voou, não faz o menor sentido. Porque a mãe não deixava, cara. Por isso que ele voa tanto. Você acha que ele não foi convidado? Lógico que foi. Por isso que ele voou.
Em 1977, a Transbasil inaugurou o hangar de Brasília, que era o maior hangar da América do Sul na época. E o Omar Fontana falou, olha, você vai comigo, você vai na cabine atrás de mim, nós vamos pousar e entrar com o avião dentro do hangar. Minha mãe falou, não vai não. Puta, imagina que você não chorou. Chorei a noite inteira. Eu não perdoa, transcorridos aí 50 anos, não tem perdão. É verdade. Amar é deixar ir. É. Quando você ama, você deixa o amado ir e não prende.
Mas era uma coisa da época, né? Tudo bem. Ok. Era uma coisa da época, de não poder dormir na cara de amigo. Eu perdoo, mas eu não esqueço. Sim. Entendi. Boa. A lembrança ainda dói. Melhor assim. Eu queria... Eu tava curioso. Eu ia te perguntar uma coisa, acabei esquecendo, mas... Eu quero saber porque a aviação tá passando um momento muito bizarro. Principalmente o Oriente Médio, onde temos as maiores companhias, os maiores hubs.
Que é Emirates, Etihad, Qatar, criaram uns gigantes do hub global e agora isso tá sob ameaça, né cara? Eu fiquei muito triste esse jeito que Emirates não voou um avião.
Eu fiquei olhando no site e falei, não é possível que a Emirates... Cara, a Emirates é a maior companhia em número de aviões ou não? Não, mas é grande. É uma das maiores companhias no tráfego intercontinental. Por uma razão, as companhias do Golfo, pela localização geográfica, elas servem 90% dos destinos, ou mais, 95% dos destinos sem escalas. Se você está em Paris, você não consegue chegar na Nova Zelândia. Se você está nos Estados Unidos, você não consegue chegar no Oceano Índico. Se você está no Oriente Médio, você chega no Onde. Sim, sim.
então eles usam essa vantagem geográfica usaram essa vantagem geográfica pra se transformar em transportadoras globais além do que eles falaram o petróleo no dia vai acabar e a gente tem que transformar essas cidades em atrações em especial Dubai, os outros são mais conservadores e elas estão sofrendo barbaramente, eu tenho amigos que voam lá nas companhias, estão todos no chão todos em casa com medo de tomar bomba então você imagina não está voando Emirates, não está voando? está voando então
Assim, está muito irregular. Às vezes voa, às vezes não, às vezes tem um serviço. Ele está voando voos de repatriação, porque ficaram dezenas de milhares de passageiros sem ter como retornar. Né? Ah, então ela está voando só mesmo. O Airbus está aqui ainda? Não, saíram de São Paulo, mas vieram buscar pessoas que estavam aqui.
porque uma coisa que a gente não pensa é que quando uma empresa quebra ou para ficam milhares de pessoas e tripulantes não é só sair de lá, tem que levar a turma de volta e trazer de volta, então por exemplo, os pilotos da Emirates que estão aqui no hotel, na Avenida Paulista
três semanas, comissários. Eles datam aqui, voltaram. Ficaram um tempo. Então eles operaram vários voos de repatriação, de trazer as pessoas de volta pro hub. Lembrando que, assim, eles tiveram que levar as pessoas de volta pra Dubai e entregar esse cara em Praga, em... Novadell, porque... Assim, tem um grupo de pessoas que vão, tem origem e destino em Dubai, mas essas companhias, elas são... Gente do mundo inteiro.
Indo para lugares do mundo inteiro, né? Passando pelo Oriente Médio. Então, cara, é um caos, um desastre. Estamos sem voo São Paulo-Dubai? Operacionalmente? Cara, isso está sendo definido dia após dia. Acho que sim. Eu sei que aconteceram algumas operações nesse período, mas não tem mais previsibilidade.
E isso é dramático, porque assim, viajar é programar, né? Assim, você não sai na louca. Pô, pra caralho, é. Não pra Dubai, vamos. O que nós vamos fazer? Você sai, nós não. É, é coisa sua. É que eu acho que tem dois estilos de viagem. Nós programamos, é. Não, eu gosto de viajar programado. Acho que tem lugares que você tem que programar tudo, né? Receptivo, hotel, restaurante. E tem lugar que o bacana é sair na louca.
Não depende da viagem, do destino e da companhia. Boa. Tem que ter uma companhia que curte viajar na luta. É, porque eu fiquei triste, falei, cara, a Emirates parada é meio chocante, né, cara? A Catar, e a Etihad, e a Omaner, e a Elal. A Elal tá operando, né? Minha mulher é nascida em Israel.
Então a gente tem uma relação forte com esse tema todo, né? Porque minha mulher, ela é nascida em Israel e ela é quase zionista, assim. Ela é uma pessoa que defende Israel sobre qualquer... A unha vizidense. Ela nasceu lá, é diferente. Então a gente tá... Essa questão da guerra é uma questão já familiar, porque a gente tem amigos, parentes, todo mundo lá assustado, né? Se defendendo e tal.
E a gente tem uma perspectiva um pouquinho, digamos, pró-Israel em relação a esse conflito. Porque no final é a única democracia da região, e quando dizem que Israel é um Estado genocida, como é que ele pode ser um Estado genocida se 2 milhões de árabes moram dentro de Israel? O país tem 13 milhões de pessoas, 2 milhões são árabes. Tem árabes no parlamento... Como é que pode, né?
Ah, mas tem bastante voo da Emirates aqui, viu? Tô vendo agora em real time. Ó, tá uma fileira bonita, ó. Tão voando a rodo. Tá bom.
É porque assim, a cada 24 horas está mudando. Muda, né? Tá, mas agora nesse exato momento... Eu não vejo de Doha o... Da Qatar. A Qatar eu não estou vendo. Não vai ter MotoGP, não vai ter Fórmula 1. É, eu vi, não vai ter nada. Fórmula 1. Nem MotoGP. Não, outra, a gente tem a Copa do Mundo agora, cara. Como é que faz? Tem muita gente que precisava dessas companhias pra chegar, pra sair, né? É um evento mundial. O Irã tá na Copa, né? Tava, né? Tava, né?
A Irã vai sair da Copa? É. Vai? A FIFA deu uma... Não, acho que os caras falaram... Ah, os caras mesmo, não vamos. Os Estados Unidos estão metendo uma bala nele. Como é que eu vou, né? Eles vão pros Estados Unidos. A Rússia também tá fora dessa Copa? Eu acho que ela já estava. Acho que tinha sido proibida. Aí tá, ela conseguiu ir?
Ela tá quase. Ia ter um jogo agora, né? É. Itália e Croácia. Ela tinha passado o último jogo e tá pendurada por um jogo. Se não for a terceira Copa, ela não vai. O Irã não vai, mas o Mirassol vai substituir. Boa. Tá no nível.
O Botafogo falido. O Botafogo falido. Botafogo falido. Vamos pro Superchat, Boletar? Vamos lá, irmão, vai. Pô, tô muito feliz de você estar aqui, cara. Todas as segundas eu tô... Não digo todas, mas quase todas. Por exemplo, há três semanas você tava em Miami. Tá na escuta. Você entra com o teu foninho lá.
Eu sei, é uma honra. Deixa eu falar uma coisa pra vocês. Eu amo o trabalho de vocês. Obrigado, meu querido. Eu acho vocês, dois seres humanos espetaculares. A gente é fã da família, irmão. Cara, vocês são foda. Vocês são foda. Eu ia te pedir uma coisa, mas acho que vai ser demais. Peça, peça. Não, vai ser foda. Pode pedir, pode pedir. Um Ronaldinho com tic tac.
Ronaldinho com o Tic Tac. Não, tá bom. Tem o Tic Tac aí? A última vez que pedi, não tinha o Tic Tac, só esse detalhe. É porque às vezes a VadeFi manda ou não. Cara, eu choro de rir com aquilo, cara. Ou fui do Tic Tac? Não pode cortar o cabelo. Ah, lá. Pronto. Aí, ó. Você trouxe livros maravilhosos, a gente faz. O cabelo não pode cortar. E eu estou em Miami, né? Que eu vi que está em Miami. Esse é o grande momento, cara. Não consigo acreditar nisso.
E aí, boda Beleza Você pode cortar o cabelo, Ronaldo? Não, raspar a cabela Você não pode mais E o Cruzeiro, Ronaldo? Vendi bem, né
Tirei o time da falência. É bom o dente, velho. É um puta dente de vampiro. Ele faz o olho do... Ele se plasma, né? Puta vampirão, meu.
Aí eu vendi bem. Vendeu bem. Por causa do supermercado. Beijo, Edu. Edu Cruzeirense. Vendi. O pessoal do mercado. Do Hortifruti. Eu sigo todas as contas agora que estão replicando o material do pânico. Mas é muito legal porque o seu programa, o FlapTV, pode seguir lá, FlapTV, você dá tudo, sabia.
Como a gente gosta muito da... Que foi, cara? Como eu gosto muito de aviação... Caiu o dente aqui. Caiu o dente. A gente guarda.
Então a gente gosta muito da aviação. É um puta bulldog, né, meu? Como pode isso, cara? Eu inventei isso de loucura. Coisa de doente. Aí quando eu gosto de acompanhar... Eu gosto, cara. Eu adoro ver lançamento da Embraer. Eu adoro avião também. Adoro. É uma paixão. Logicamente não é no seu nível que transforma isso pra vida pessoal e profissional.
Mas é uma coisa que eu gosto de flight simulator. Desde 2000 eu tenho. Eu gosto de drone. Eu falo que quando eu era criança, eu imaginava o drone. Sério? Deitado. Eu falava, vai ter uma coisa que eu vou poder ter uma câmera e poder ver.
Meu bairro aqui, assim, eu já tinha essa coisa. Portanto que quando eu vi, eu fiquei louco e já comprei. Eu tenho desde os primeiros. Sério? Você inventou o drone. Não, não. Foi por causa do Marino. Marinão, velho de guerra. Porra, não tinha, cara. Tinha os gimbal, era tudo adaptado com a GoPro. Não tinha? Antes da DJI. Tá, tá, tá. Aí eu vi o tal do Parrot.
Você teve parró também? Lembra do parró? Não. Puta que pra eu. Me arrependi profundamente. Que vendia na loja da Apple. Que era o que você pilotava com iPhone. Fazia assim, ó. Nossa, não. Tinha uma câmera horrorosa. Eu lembro, eu não sabia o nome. Parró. É, um parró. Parró, eu acho. Aí eu tive parró, caiu, molhou, caiu, morreu. Aí eu consegui...
da DJI antes do Phantom, aí a gente fazia o gimbal e tal, eu já começava a gravar com a câmera, ainda não tinha estabilizador, mas aquilo pra mim já era uma loucura, aí até o dia que eu botei o óculos pela primeira vez e... é uma coisa que eu gosto muito. Voar, de qualquer forma, né? É fascinante, né? Eu nunca pude voar por causa dos óculos, né? Eu tenho problema sério de visão, assim, miopia... Braba. Altíssima, eu operei, mas eu tinha praticamente 11 graus,
era daqueles que seu sabonete caía no chuveiro era no tato só aí tinha que agachar, aí era perigoso não agachar não melhor ir no pé assim mas enfim
Assim, eu não podia voar por causa disso, né? E aí eu fui fotografar avião, né? Que a minha paixão é... O meu hobby é fotografar avião. Boa. Mas o drone, antes de dizer da falta de avião, porque se eu montar um drone pra voar perto do aeroporto, eu sou carne frita, né? Acabou. Não pode. Não pode, né? Não pode. Não pode. Não pode mais. Não pode.
Ache pra cabeça também não pode. E voar drone no aeroporto? Também não pode. Porra, Ronaldo. Você sabe que o outro dia eu tava voando, não vi a porra do drone, cara? Da porra do negócio? Como assim? Deu, vi. Olha assim, ó. Quase deu. Oh. Aqui, mal subiu.
Aqui em Moema. Um drone aqui sim, ó, cara. Nossa. Tem dois sim. Você viu do avião. Da janela. Eu comuniquei e o cara chamei a comissão e falou, ó. Drone. Drone, avisa. Avisa a torre. Avisa lá, porque tem drone. Tá. Pro cara botar lá, né. O drone passou assim? Cara, passou embaixo aqui assim, tava embaixo assim. Nossa, cara.
Na subida. Com Goiás e Moema, algum filho da puta. Com drone. Mais ou menos ali... Ali na Bandeirantes, ali... Um pouco à direita, assim. Mas mal subiu, eu já vi o drone. Assim, na... Falei, caralho, velho. Puta drone. Um dronezinho assim. Eita. Ó, aí se você entrar no motor...
Não, ferrou e na subida ainda. E outra cena que me assustou bastante, eu não sei se você com tantos voos desses, você com certeza já observou essa cena. Esse dia eu passei mal. Eu tava no voo da Latam indo pra Fortaleza e eu tava muito... Sabe que ali é aquela área meio desértica do Brasil, né? Aquela área ali do Ceará e tal, do Piauí, meio... E eu tava muito dia lindo, e eu assim na janelinha.
Viajando. Viajando, assim, que lindo, ouvindo música, bem relaxado. Cara, de repente, passa um avião embaixo assim de mim. Cara, meu coração quase veio na boca. Eu nunca tinha apresentado essa cena, na bola.
Do avião passar embaixo do meu? Na contramão? Não. Na tua janela? Não. E a única vez que eu vi, cara, eu me assusto. Não, é lindo não. É assustador, cara. É muito baixo e é muito rápido. É. É 1.600 por hora.
Contra? Tá devagar. Não, 800, a sensação, se você... Meu. É 1.600. E muito grande, então passou um outro do mesmo tamanho, mas assim, a mil pés, cara. É. E na cara, assim, ó. Sim, porque o céu é feito de rodovias, né? Sim. Sim. E, cara, eu juro, ali eu vi, me assustei, meu coração... É?
Você sabe tanto de aviação. Pois é, mas eu nunca tinha presenciado isso visualmente na janela do avião. Foi meio chocante. Confesso que foi meio perturbador. Acordei e falei, cara, imagina se essa porra bate e não sobra nada. É, sobra pouca coisa. Vamos lá. Soltando aqui o primeiro superchat. Vamos lá. Marcelo Tavares enviou uma mensagem.
Esse áudio é parte 2. Só tinha 30 segundos. Não sabia. Quem sabe? Não te dou de presente. Um cuecão de couro. Vai, pombinha. Leva minha mensagem. Beijos. Peito cabeludo. Um beijo para o meu amigo Tom Cavalcante. Toca.
Que mensagem mais inusitada. O cara gasta dinheiro mandando uma bosta dessa. Vamos ver. Mais um. Marcelo Tavares enviou uma mensagem. Ele de novo, ele de novo. Vai, Marcelão. Boa tarde, bola. Boa tarde, carioca. Hemorroida. Sou fã de vocês.
Eu quero mandar um recado. Eu quero sobreviver. Existir. Expressar meu sentimento. Vocês fizeram parte da minha infância. Me liga. Quem sabe? Não te dou de presente.
Ô, Machado, para de usar droga, por favor. Barbitúricos. Você vê que a droga fode com o cidadão, né, amigo? Não é? Acaba com a vida, acaba com a pessoa. Não usem droga. Vocês teriam um exemplo bom agora. Mais um, bola. Vai. Rogerio Pereira enviou uma mensagem. Carioca, pergunte para o Panda se ele consegue influenciar a Latão P e implementar Wi-Fi nos voos internacionais. E o A Europa. Estão atrasados.
Aí, ó. Você consegue influenciar lá? Não, quem sou eu na fila do Aeropão. Não, essas decisões... Um sistema de Wi-Fi é complexo, custa milhões de dólares. É mesmo? É muito caro. Pô, não achei que fosse tudo isso, não. E aí tem uma série de questões. Os voos intercontinentais são sempre um desafio, porque você tem que ter a rede de satélites. Mas eu peguei um voo da Qatar quando eu fui pra China.
É louco porque do nada entra o Starlink. Sim. Puta internet animal, aí do nada some. Mas... Essa é a questão. Mas quando pega também é a coisa mais linda, né? É tipo 300 mega dentro do avião. Falei, que loucura. Já tem conexão muito rápida. E de grátis, e de grátis na Qatar. No Vasco. No Vasquinho, né?
Na faixa. É isso aí. Depois pega a pintura da Latam, do novo Embraer aí, meu querido Zaque. Eu mandei um vídeo pro Zaque depois pra mostrar que é legal pra cacete. Bora, quero ver. Eu acho muito louco. Você deve ter visto já, mas eu acho tão louco, velho. Aqui, ó. Vamos lá. Mais um aqui, ó. Mais um. Pãozinha. Jô Henrique Ferreira enviou uma mensagem.
que espetaculou a cultura aeronáutica, ainda vive. Carioca mostra a lanterna da Boeing para o Panda que VC ganhou esses dias. Ah, piloto! Poxa! Você jogou a lanterna? O piloto me deu... Eu estava no voo da Latam, estava indo para Goiânia, o piloto me viu.
Do nada, a comissária chegou e me entregou a lanterna dele, da Boeing. Fazer o walk around. Isso. Que ele usou na formatura e com bilhete pra mim. Que legal, velho. Aí eu fiquei até sem graça. Falei na cabine, falei, cara, isso aqui é a tua lanterna, é da tua formatura. Não faz sentido. Ele, não. O humor que você tá... E me presenteou. Que legal. Que gente tá comigo, uma lanterninha da Boeing. Vamos dar de presente pra ele uns livros lá da Panda.
Boa, boa E ele E eu guardei o bilhete dele também A cartinha que ele fez Então muito obrigado, eu tô com o nome dele aqui Puta, eu esqueci o nome dele agora Uma coisa dessa vale mais que um prêmio É verdade Poxa O nome do piloto eu vou lembrar até o final Gente boníssima É com J, alguma coisa assim Jacó
João Miro. Tá na minha... Tá na minha... Tá na minha caixinha, que tem coisas que meus filhos me dão. Eu tenho um baúzinho de cartinhas à mão, coisas assim. Legal, legal. Eu tenho um baúzinho. Mas eu vou lembrar o nome do comandante. Tá aqui nos meus stories. Obrigado aí, João Henrique. Próximo Super Chats. Vamos lá.
Renan enviou uma mensagem. Depois de ouvir sobre as viagens do Panda, cheguei à conclusão de quem o Mauro, irmão, é normalíssimo, kkkk.
O Mauro perto de você é normal. Cara, posso contar uma passagem do Mauro, que é maravilhosa? Por favor. Ele, tinha alguma coisa no café lá de casa que saiu só gente perturbada, né? Cada um com perturbação diferente, mas todo mundo, são pessoas perigosas que não deveriam estar no convívio da sociedade. E o Mauro tinha uma coisa que eu amava, ele jogava futebol de botão e ele fazia um campeonato brasileiro com 80 clubes. E o campeonato de botão dele eram partidas de 90 minutos.
Não, com 80 clubes. Então a tarde inteira dele era fazendo jogos. Jogos de 90 minutos, mas a coisa mais punk. Com intervalo de 15 entre o primeiro e o segundo tempo. Ah, ele parava 15? É. Lógico, oficial, o negócio não é bagunçado. Ele tinha uns 20 personagens, então tinha repórter de campo, tinha um locutor, tinha um comentarista. Massagista, caralho. E um jogo de futebol de botão, se for jogar botão, quanto é que é o placar? 16 a 14.
Então era 1x0, 0x0, 2x1. Não podia passar disso. Ah, tem que ser original, tem que ser. Aí você chegava, mano, vamos andar de bicicleta? Não, não, são 32 do segundo tempo aqui, o Sampaio Correia tá jogando com o Remo. Tá bom. Coisa perturbada, né? Jogos de 90 minutos de botão. 15 de intervalo é maravilhoso. Não é isso? Maravilhoso. Chegava e falava, e aí vamos? Um jogo de botão, pô. E ele fala, pô. E aqui, cerveja escola, cerveja dos alunos doi? Fazer as moduladas.
E hoje é um dos maiores comentaristas do futebol. Só mais uma do Mauro, que é maravilhosa. Uma vez entraram em casa uns bandidos entraram em casa. Os meliantes. Enfim. Entraram em casa e tal, e aí eu cheguei na hora que a polícia tinha acabado de chegar, e eles já apontaram a arma, falei, não, eu sou morador. Eu sou morador. Então, estamos aqui, foi um avisado que entrou gente aqui, falei, tá, deixa...
E eu aprendi a respeitar a policial nesse dia, né? O cara é pago pra entrar num lugar pra levar bala. Pra levar atira. Então ele foi armado, mas com as mãos tremendo. E eu andando atrás dele, que eu falei, deixa eu ir junto, que eu vou te mapeando, você não conhece a casa. Eu falo, vira aqui, cuidado que aqui tem uma porta, né? E eu fui atrás dele. Aí a gente foi, não tinha ninguém no térreo, assim, ele já tinha jogado as coisas no tapete, já tava fechando o tapete pra carregar.
E aí a gente subiu pro segundo andar, né? Aí ele entrou no meu quarto e tal, e eu atrás dele, né? Entrou no meu quarto.
E andou mais um pouquinho, entrou no quarto do Mauro, né? Ele falou, é, aqui os meliantes estiveram. Eu meti a cabeça por cima do ombro dele e falei, não, não. É normal, é assim mesmo. Que tava tudo revirado, tudo fodido. Os caras pensaram que os bandidos tinham zonhado. Não, esse é o normal. Pegaram ou não pegaram os bandidos? Não, eles tinham fugido. Já tinham escapado. O quarto do cara é tão zonhado que acharam que os bandidos tinham mexido.
Maravilhoso. Esse é Mauro Betting. O verdadeiro Mauro Betting. Boa, Maurão. Aí, ó.
Davi Smarques enviou uma mensagem. Salve amigos, grande bate-papo. Conheça o Panda através do canal do Arriba do Lato, TBM Indico. Tede para o Panda falar sobre os Electras com o amigo Luciano Jaffete.
Eu não entendi um cacete em algumas coisas, mas tudo bem. Essa voz é meio esquisita. Não é voz, é que às vezes tem umas legendas que o cara põe AG Badolato, eu não sei o que é isso. O Badolato é um empresário muito bem sucedido cuja paixão é Carros Brasileiros Antigos. Então ele deve ter uns 600, 700 carros. Ah, bobagem. Só. É. Besteira. E ele é o rei do Dodge Dart. Então ele deve ter uns 100 Dodge Dart, uns 200 Opalas. É assim...oveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveoveove
É uma loucura. E ele pega a grana e restaura. Deixa como um novo. Deixa como zero. E a gente tem um amigo em comum, que é o Luciano Jaffé, que é o cara mais maluco que eu conheci. Ele tem uma paixão impossível pelo Electra. Só pra você ter uma ideia, nos últimos anos que o Electra operou, ele ia toda santa noite pra cabeceira de Congonhas e ficava observando os elétrons pousarem até as 23 e 25, quando chegava o último ano. O último.
Então, e ele é muito engraçado. Luciano é muito figura, cara. É um grande querido amigo. Boa. Ligado em carro, avião e em elétrons em especial. Aí, ó. Muito bem. Eduardo Classen enviou uma mensagem. Admiro muito o Panda. Sou assinante da Flap e já comprei livros e poster dele. Pede para falar da coleção de miniaturas.
Isso é meio loucura, assim. Meio? É. Meio tudo, tudo dele é compulsivo. Você tem transtorno. Fácil. Fácil. Mas fácil, fácil. O irmão fazia intervalo no jogo de botão, cara. Você vai esperar o quê? Porra. Eu tenho... Acho que eu parei de contar, mas deve ter mais de dois mil, três mil modelos, assim. Meu Deus. Caralho, irmão. Três mil modelos. É, tem uns mil... Mas guardado em caixa ou exposto? Não, exposto.
Puta que loucura, velho. Tem que estar exposto. Exposto, não pode ficar na casa. Tem que fazer puxadinho pra toda hora. Cara, minha mulher já não sabe mais. Eu imagino, cara. Vai tomando conta, né? Então, assim, tá no Brasil e nos Estados Unidos. O principal tá lá nos Estados Unidos, em casa.
Agora na Flap tem mais espaço, a coisa tá séria. São milhares de modelos. Que eu herdei a revista Flap, né? O espagate que é o fundador morreu e ele deixou o acervo pra mim. Aí eu toquei e dei continuidade à revista. E ao receber esse acervo histórico, a revista tem 62 anos. Caramba, tudo isso? É, a revista tem 62 anos. Então, eu recebi aí nesse acervo, eu recebi um milhão e meio de fotografias, a maior coleção de cardápios de companhia aérea do mundo, mapas de navegação e mais de 1.200 modelos. E aí
que estão na nossa sede. Então, o que você está vendo aqui... Aonde é? Aqui em São Paulo. Ah, é?
Então, você chega lá, tem assim... Eu imagino. Puta que pariu. É uma coisa inacreditável que tem lá. É um mini-museu. Na verdade, eu preciso pensar em... Fora que você vai ganhando, vai guardando. Ganhando, vou trocando, ou vou comprando, né? Vou fazendo as... Não posso falar que senão a minha mulher... Vamos parar por aí. Jason enviou uma mensagem. Manda um salve pros meus amigos motoristas da Rodoval Transportes.
Você conhece a sua voz? Volta. Eu consegui matar na hora. É porque eu acho que eu sou imitador. Então eu mato. Você não entendeu de quem a voz é bola? Não, também não. Eu já ri na hora. Entendeu? Não, não. Eu errei. Eu errei. Juntei a voz errada. Eduardo Classe nem enviou uma mensagem.
Tem que excluir, eu vou excluir aqui. Não é esse não, é o outro. Eu sou assinante da Flávia. E já comprei livros e poster dele. Pede para falar da coleção de miniaturas. Tá, eu soltei errado, eu soltei errado. É essa aqui, ó. É muito boa essa voz, eu já sei quem é. Jason enviou uma mensagem. Manda um salve para os meus amigos motoristas da Rodoval Transportes. Xandão, cara.
O cara escolheu a voz do Xandão. É a voz do Xandão. Abraço, pessoal da Rodoval. Pegou? Como chama a firma? Como é que é aqui? É Xandão. É uma mensagem curta. Jason enviou uma mensagem. Manda um salve para os meus amigos motoristas da Rodoval Transportes.
Rodo Wall Transportes. Eu gosto de quando ele faz assim, ele pode falar. É. Cara, escolheram a voz do Xandão aí. Muita autoridade. Aqui na plataforma, escolhe a voz se você quiser. Rob Acosta enviou uma mensagem. Panda, na sua opinião, qual foi a maior evolução
na aviação comercial nas últimas décadas e qual mudança futura VC acredita que vai transformar completamente a experiência de voo. Convido VCSP, um voo panorâmico sobre NY.
Nossa, sobre New York. Convida você para o voo panorâmico em Nova York. Convite aceito. Muito obrigado. A gente organiza isso. A maior mudança foi o advento da aviação a jato, sustentável a partir de 1958, porque o avião a jato, ele não ganha apenas tempo, ele ganha produtividade. Então, um avião que fazia Nova York e Paris em 7 horas, voltava de Paris para Nova York em 7 horas. Então, em 14 horas, ele levava 130 pessoas e trazia 130 pessoas de volta. 260 passageiros.
Em 14 horas. Ele substituiu um avião que levava 14 horas só pra ir. E levava 60 passageiros. Então, o jato não traz apenas ganho de tempo. Aumenta a produtividade. Ao aumentar a produtividade, cai o custo unitário. Ao cair o custo unitário, democratiza, populariza o transporte. Mas a gente pode viajar. Então, o Boeing 707, que é o primeiro avião a jato economicamente sustentável, depois o DC-8.
ele muda a história do planeta, para mim essa é a grande evolução, e a segunda parte da pergunta... O que futuramente pode melhorar na aviação? É, eu acho que vai ser a eletrificação dos motores, porque isso tem a tendência a tornar o planeta mais limpo, muito embora a aviação seja uma partícula pequena da poluição, mas é percebida como vilão.
e acho que assim novas matrizes energéticas tem a tendência a provocar outra onda de revolução que é com energias mais baratas caem os custos mais gente pode viajar a coisa mais legal do mundo pra mim é viajar é legal pra caralho Diego Heller enviou uma mensagem boa tarde meus queridos encontrei com o panda no porto pra receber um autógrafo desse gênio super gentil um abraço
Valeu, Diogão. Matou de quem a voz? Não. Eu matei. Vamos lá, repete. Eu matei, eu matei, eu matei. Agora eu tô nessa nóia, agora eu tô com esse toque. Agora eu vou, deixa eu pegar esse toque aí. Aqui, ó, é fácil. Esse é fácil, pô. Aí, ó, quem quer essa voz, boleto? Diego Heller enviou uma mensagem. Boa tarde, meus queridos. Encontrei com o panda no porto pra receber um autógrafo desse gênio. Super gentil. Um abraço.
Não matou? Caramba. Serjão dos Foguetes, porra. Nossa, que legal. É o Serjão? É, porra. Você não matou? O Serjão. Aí, ó, ele falou que você é muito querido. Diego Heller. Obrigado, Diego. Um autógrafo desse jeito. Ainda conseguiu um autógrafo? O Carlos quer ver um livro aqui. Vamos ver. Vamos ver quem é a próxima voz.
Mandou um podcast por... Matheus Cordeiro enviou uma mensagem. Da Rosca. Panda, qual avião de linha aérea em atividade mais antigo do mundo e do Brasil? E qual o seu avião favorito de todos?
mais antigo voando no Brasil e no mundo, você sabe? eu não vou te falar aquele avião que voa regularmente mas existem alguns Junkers 52, poucos um punhado voando no mundo, não regularmente mas são aviões de 1936 35 esse ralho né
Da mesma maneira, existem alguns DC-3 que são dessa safra, não sei se 35, 36 ou 37, mas esse é o ano em que o DC-3 surge, é 36. Então, dá para falar sem medo de errar que o DC-3 é sustentavelmente o avião mais antigo em operação. Ele está fazendo 90 anos e voando comercialmente.
Ah, onde? Do lado de casa. Eu tô em casa, eu começo a ouvir o barulho dele, eu saio pra fora e faço um cargueirinho. Em Miami. Cargueiro? Sim. Puta, que loucura, cara. Que outra máquina tem 90 anos de idade e continua voando? Não tem. Que loucura, hein? Não é incrível? E no Brasil, qual companhia aérea que tem um avião mais antigo? Cara, é...
O cargo a gente já sabe que é, mas... É cargueiro, né? Confesso que eu não sei, precisaria fazer um estudo, né? Uma pesquisa. É, porque a gente tem alguns aviões antigos de carga operando, né? Tem algumas empresas cargueiras. E são aviões provavelmente dos anos 80 ou começo dos anos 90. São 737s.
300, 400... Charutinho não tem mais? Charutinho não tem mais. Não, não tem mais. Oxe, não tem mais o charutinho. Eu voei, eu voei já no charutinho. Eu tive o privilégio de voar. Mas pode raspar a cabeça? Podia raspar a cabeça no charutinho? Podia, podia. Só você encostar a cabeça no charutinho. Eu fumei no avião.
Amir enviou uma mensagem. Gigante. Boa tarde, Panda, tudo bem? Meu nome é Amir, tem que ser breve aqui que eu tenho 30 segundos. Bem, eu sou apaixonado por aviação desde que eu nasci, acho que eu não tenho nem como pôr em palavras o quanto eu amo isso. Hoje eu trabalho para conseguir pagar meu curso de piloto. Contudo, eu sempre tive muito interesse na área corporativa da aviação e eu sei que você tem uma história muito grande nesse ramo.
Qual que é a melhor maneira de você ingressar no meio corporativo de linha aérea?
Um abraço, até mais. Valeu, Amir. Olha, Amir, assim, eu te diria que a gente vai ser sempre um profissional mais valorizado na medida que a gente for acumulando conhecimento específico ou geral. Então, leia, se informe, escute música, frequente bares, estude, assim, acumule conhecimento, porque o valor de um profissional em qualquer ramo, e a aviação não é diferente... Você tem razão.
É o profissional que aporta para o seu empregador mais conhecimento. A aviação precisa de muito conhecimento específico. Mas um grande profissional, ele sabe falar bem, ele sabe se portar bem, ele é uma pessoa educada, ele sabe receber, ele sabe sair desviado das balas, enfim. Você tem que ir se transformando num ser humano com um repertório muito grande de conhecimento específico ou não.
Portanto, enquanto está todo mundo indo jogar bola ou está indo tomar cerveja, fica em casa, leia, leia a revista Bula de Remédio, aprenda, porque assim, se eu conquistei alguma coisa na vida, foi através de esforço. Não caiu nada na mão. É estudo. Estudo de esforço. E vamos para o Raul, esbombou aqui, você é uma lenda aqui, ó. Último.
João Paulo enviou uma mensagem. Grande panda, dormi no carro em Curitiba uma vez só para ver o Golfo Uniforme Juliette gol internoite e fiz 200 fotos. Tem cura. Tem cura? Tem cura. Esse Golfo Uniforme Juliette é um avião da Gol que tem uma pintura linda do Chico Bento.
O personagem do Maurício de Souza. Acha ele aí, Isaac. PR, Golf, Uniforme, G, U, J, tá? G, U, J. É, é o PR, G, U, J, da Gol. Vai aparecer um avião. PR, G, U, J, da Gol. O avião da Gol. Então... PR, G, U, J. É uma pintura linda com o Chico Bento, um avião maravilhoso. Bom, eu adoro o Maurício de Souza, né? Conheci ele.
Enfim, é um cara que eu adoro, admiro muito. E a Gol fez essa pintura especial do avião. E existe essa coisa de você perseguir pinturas especiais. Eu imagino. Pega esse livrinho que tá aqui embaixo, assim, ó. Esse menorzinho? É, o menorzinho. Esse livro é uma série, né? Esse é o segundo volume. O Top Shots, eu não sei que câmera que tá, mas enfim. Esse livro aqui, ó, ele é inteiro. Corta aí, ó.
esse da capa já é lindo não é lindo? é uma tartaruga coisa linda esse avião é um avião de uma companheira japonesa que fez um concurso para uma pintura especial e o ganhador foi um cara que descobriu que as tartarugas migram do Havaí para o Japão, que é a única rota que o avião opera
Ai, que tesão. Isso é uma 380? É. Gastaram pouco pra pintar. Pouco. Eles fizeram três. Um azul, que é esse o primeiro, um verde e um laranja. Que legal, cara. E o laranja é uma tartaruga fêmea, assim, né? Ah, que tesão. Que puta ideia do cara. Lindo, né? E esse livro aqui é só de pintura especial. Ah, que legal, hein? Então, ó, você... Que louco, meu. Olha esse aqui, ó, que legal. Tem um bico de passarinho, uma empresa da Tailândia.
Ah, muito legal. Então, é um livro só com as pinturas malucas. Você que fez essas fotos, Panda? Todas. Todas? Você acha que foi? Não é normal, né? Só 900 mil, né? Tem pouca coisa. Olha ele aí, olha. Olha ele aí. Olha o Chico Bento aí, olha. É o G ou o J, olha lá. Olha lá, olha.
Bem louco. E a gente entende porque que o cara passou... Isso é adesivado ou é pintado? É um mix. Tem a base de pintura com adesivo. Eu acho bonito do Cobra. Teve avião do Cobra? Não, né? Eu acho que nunca vi. Teve. Teve os Gêmeos. Os Gêmeos tiveram. Os Gêmeos, né? Um avião do Agô. Eu vi isso aí. O Cobra é um grande artista, mas o avião era do Gêmeos. Mas esse é muito bonito, cara. O Cobra podia fazer também. O Cobra é animal, né? Tá assim até hoje?
Tá, tá assim até hoje. Que legal, cara. Lindo, né? Ó, eu pedi pra separar a foto, chama Comandante Varela, tá aqui, ó, a foto do gift que ele me deu durante o voo, aí, ó, com uma carta. Ó.
comandante Varela do Alatã, muito obrigado pelo carinho, adoro o Alatã, companhia diferenciada. E aí ele me deu a lanterna da formatura dele, cara. Porra, o cara pegou pesado. A próxima é a foto com ele, cadê? Aí eu fui lá na cabine. Eu fiquei sem graça, porque eu queria devolver. Falei, cara, eu sei que o teu carinho é muito bacana, mas essa lanterna pra você é muito importante.
Então vamos fazer o seguinte. Sem graça, meu. A gente vai fazer um kit de... A gente vai fazer um kit de livros da... Aí ele aí. Você manda pro Varela. Aí ele aí. Vamos mandar pra ele? Comandante Varela, jhpiloto, arroba jhpiloto. Gente boa pra caramba. Vamos fazer o seguinte, vamos convidar ele pra ir lá na sede da Flap. Claro.
Claro. Você também, a gente faz esse encontro e entrega os livros pra ele. Mas ele me deu um presente, um gift um pouco acima do normal. Não se compara aos livros, porque o livro foi feito pra qualquer um e aquilo era um objeto pessoal. Do cara, né, velho? De afeto pessoal, da história dele. É, da formatura dele. Cadê o vídeo que eu te mandei, Isaac? Cadê o vídeo que o Bola mandou? Essa lanterninha, ela é ferramenta de trabalho.
Sim. Quando você anda debaixo do avião antes de cada voo, você vai usando... Ah, é demais isso. O que é isso aí, Bola? Acho que eles estavam fazendo um comercial, que coisa louca, velho.
filmando uma 350 é é
Olha isso. É bonito, olha que coisa linda, cara. É. Puta que passei embaixo. Fiz muito isso. Isso é muito legal. Você fez muito isso. Pra fotografar, né? Em air to air, assim, de um avião pra outro. Eu fui contratado pela Embraer uma época, então eu fazia as fotos da Embraer e depois eu segui fazendo isso pra várias companhias. Cara, que tesão. Isso é um tesão. A gente tem que parabenizar aqui
A Embraer é... Porra! Esse cara aí, o... Osiris Silva. Osiris Silva. Monstro. Que cara importante pra aviação e... Mundial, né? E o que é a Embraer, né, cara? E agora, atenção, companhias Airbus, estão roubando o mercado com esse 95E2, que é um avião sensacional, né, Panda?
Pô, espetáculo. A gente tem que tirar o chapéu porque existem aí, vai, mais ou menos oito países no mundo que tem indústria aeroespacial digna de... Seat 8 luzes, abre os olhos com São José dos Campos. Exatamente. Ei, Gavião Peixoto. Ei, Gavião Peixoto.
Fica marcando. Quem diria que São José dos Campos e Gavião Peixoto ia assustar Seato e Toulouse. É Toulouse, né? É um gigante de 1,65m, o Azir Silva, que é um cara que fez o impossível. É o pai do impossível.
Porque não era para o Brasil ser polo de tecnologia aeromática, nem nada. Então eu sempre digo, né, os dois grandes brasileiros da aviação são Santos Dumont e Osiris Silva. Osiris Silva é monstro. Um poço de conhecimento, uma pessoa humilhíssima, querido, um cara, assim, não consigo, ele é quase perfeito.
É apaixonado, focado e empreendedor. Cara, que ser humano de primeira casa. Graças a Deus eu convivi com ele um pouquinho, aprendi com ele. E tem o Rubem Berta também, né? É, o Rubem Berta foi um titã a seu tempo, né? Mas tem o Rolinho Amaro. Sim. Tem o Omar Fontana. Eu uma vez embarquei num voo da TAM, na época, com ele recebendo na escadinha.
Sim. Panda Bet. Panda Bet, lógico. É, Panda Bet é importante. O próprio Lito. Pô, o Lito é um cara muito importante pra aviação, eu acho. Muito. Eu falo e não vai ironia nenhuma. Digo que o Lito é um popstar. Ele é um cara que popularizou o conhecimento, a cultura de aviação. Porque até então era meio... Eu acho que ele pegou o que era uma coisa de gueto e muitas pessoas fora desse clubinho querendo saber... Como fala no mainstream.
ele conseguiu conectar, ele foi a mídia, ele foi o meio em que trouxe essa galera toda que era ávida por isso, que era uma coisa muito específica e pra poucas pessoas, ele trouxe e popularizou. E hoje é o cara... Ele fez mais ou menos o que o meu pai fez. Ele e o Aero também, o Fernando também. Fernando é párbara. Fernandinho também. Gente boa no último. Bom, então, ó, link na descrição tá aí. Siga FlapTV do meu querido amigo aqui, PandaBet, que eu conheci através do Lito.
Sim. Que eu vi ele te entrevistando e falei, puta que pariu, já adorei, já amei. Irmão do Mauro, então o filho do Jormita em casa. Então, porra, eu adorei, até você me deu... Você me mandou os livros, eu guardo com todo carinho do mundo, eu tenho lá o livro da Azul, Transbrasil e Varig.
Quando o meu irmão falou que você gostava do meu trabalho, eu quase chorei mesmo. É verdade. De ódio ou de alegria? De ódio. Não, porque eu comecei a fuçar, né? Aí eu fui fuçar. Aí eu me deparei com o paraíso. Sabe quando você vai mexer e você vai... Sim, sim, sim. Quando você ganha um presente, você abre uma portinha, abre mais outra, abre mais outra. Muito legal. Eu falei, cara, que legal o que esse cara faz. Aí eu fiquei fã dele pra caralho.
Muito legal mesmo. Portanto, que eu tinha porrinho pra vir aqui há quanto tempo?
É que não dava, cara. Sempre acontecia em algum entrevista. Bola, há quanto tempo eu falo, cadê o Panda, porra? Cadê o Panda, porra? E quando eu recebi o primeiro convite, eu cheguei pros meus filhos e falei, puta, pai, não é possível, jura, puta, que demais. Estão lá em Miami assistindo. Como é que é o nome deles? Tem dois, né? Tem o Tomás e tem o Bangu 2, que é o mais novo, né?
Tomás e Bangu 2, um abraço pra vocês aí em Miami. Qualquer dia, pô, tem um amigo meu que mora ali no Doral. É um avião embaixo do outro na casa dele o tempo todo. É cabeceira. Você vai imaginar porque o mais novo chama Bangu 2, né? Por quê? Porque é encrenca.
É Bangu 2. Bangu 2. Um abraço pro Bangu 2. Valeu. Vamos nessa, gordinho. Até amanhã, né? Amanhã estamos aqui. Deixa eu só te perguntar uma coisa. Eu vou sair daqui. Eu queria saber se eu posso raspar o meu cabelo. Não, raspar. Tem que fazer completo. Faz direito. E dá tchau, e dá tchau. Yes! Pergunta de novo, panda.
Seu Ronaldo, eu vou sair daqui. Eu não tenho muito cabelo, mas eu gostaria de raspar. Posso raspar a cabeça? A cabeça não pode. Só transplante. Dá tchau, Ronaldo. Até amanhã, galera. Posso fazer transplante? O Brasil vai chegar no clima dessa conta aí. Pode anotar. Faz, sim. Eu enxerloque. Amanhã às 14, rapaziada. Caiu o dente. Tchau.