EP 779 - CHUPIM
Há três décadas no ar, o Chupim conquistou o público com seu humor autêntico, trotes que marcaram gerações e entrevistas descontraídas. Um dos programas mais tradicionais do rádio brasileiro, segue reunindo milhões de fãs todos os dias.
- Sufoco e suas conotaçõesTrote do Apagão do Chupim · Trote do Clone · Trote do Falso Lula · Trote do Robinho imitando Silvio Santos · Trote da Dercy Gonçalves · Trote da Conceição · Trote do Carlos Caramujo · Trote do Fofão
- Histórias da Rádio Atlântida e Pretinho BásicoOrigem do nome Chupim · 30 anos de Chupim · Transição do rádio para o digital · Experiências na rádio Metropolitana · Rivalidade entre programas de rádio
- Carreira Atuacao InfantilDesafios de ser artista mirim · Rafael Ilha como artista mirim · Grupo Polegar · Sandy e Junior · Justin Bieber · Macaulay Culkin · Faro como artista mirim · Comerciais de TV na infância
- Humor e ComédiaHumor negro · Humor ácido · Humor de rádio · Humor na internet · Humor de Camila
- Campeonato Brasileiro de FutebolAnálise da seleção brasileira · Copa do Mundo · Paquetá · Neymar
- Relacionamentos FamiliaresCasamento e relacionamentos duradouros · Ter filhos · Humanização de animais de estimação · Relação pais e filhos
- Indústria MusicalGrupo Polegar · Carreira solo de Rafael Ilha · Música na rádio
Isso é o retorno. Começou mais um, começou mais um, menino!
Mais um episódio, mais um, e hoje espetacular, hein?
Hoje bom, hein, Bola?
Pô, eu, por um pouco, nós ficamos 30 anos inédito, né, Gordinho?
Inédito hoje tá aqui. Com a galera do Chupim. Mas antes, aniversariante, para o nosso amigo, irmão querido Dionísio Bolinha, palilo, Dionísio Palilo, feijoada do universo, melhor feijoada do Brasil, não há igual.
Muito obrigado, parabéns, que Deus te abençoe, te ilumine e te consiga, como chama, Considere, proteja, destrua. Te deixo esse cara maravilhoso por muitos e muitos anos.
É isso aí, meu querido Dionísio Palilo, 80 anos do Feijoada do Bolinha.
É, não é só vaguinho não, hein?
A feijoada do Bolinha é sensacional, espetacular. Bom, eu tô feliz também, Bola, porque tu tendo a oportunidade de estar com o cara aqui também, temos visita.
O Léo da Pet World, por favor, por favor, Léo, você precisa viajar com seu bichinho, papelada, tudo, ele organiza tudo, meu Deus, sensacional, papelada, tudo, vacina, caixinha, você vai, ele leva o bichinho na caixinha, que legal, obrigado, trouxe presentes para nós, vários presentes, valeu garoto, mas qual é o nome lá do, para os convidados cagou, né?
Não, agora eu venho, vai, vem, vem, você tomou conta do cachorro, o convidado não ganha nada, quantos, quantos vão ter quantas pessoas na equipe?
Eu falei duas. Duas, então trouxe para duas.
Vamos tirar no pau aí por aqui.
Vocês vão dar o endereço e a patchwork vai mandar para vocês.
A Abigail Regina vai amar, tá?
A Abigail Regina vai adorar.
A Abigail Regina vai ficar maluca com vocês.
Obrigado, mano.
Vinhozinho bom.
Vinhozinho sempre é bom.
Vaguinho começou assim, ó.
Para, cara.
Coisa fina, papai.
Não tá brincando o homem não, ó. Olha que lindo, cara!
É o Nicola Catena, é maravilhoso esse vinho, gosto muito.
Olha, obrigado!
Já vou levar pra Floripa hoje já, pra tomar com meu sogro.
Eu não entendo porra nenhuma de vinho, bicho.
Bichinho, eu tenho duas, hein? Bella e Chiara.
Olha, vinho é coisa pra rico.
Amigadão, por favor! Esse é pra amigável.
Vou dar por bem, gente, por favor. Nossa, que vinho bom, hein?
Aí não dá, né, gente?
A Bella, pra que ela?
Pode tomar macaco? Tem mais de 2 macacos aí.
Vou dar para o Benji e para o Paçoca.
Minhas cachorrinhas, boa!
Eu não tenho presente.
Tudo bem, a gente tem um aqui também.
Só colher para vocês levarem embora. Então põe de volta.
Valeu, obrigado! Obrigado pelo presente, irmão.
Adorei!
Obrigado pela visita.
Vou encher a mala hoje.
Hoje está mata cheia, carioca.
Já estou indo para comer. Carioca, guarda o deles aí.
Guarda o teu, carioca.
Valeu, cara, obrigado.
Vocês sempre ganham presentes assim?
Sempre, irmão.
Então como vocês fazem para ganhar presente?
Não fazemos nada, a turma traz.
Chama um cara, chama um cara.
Obrigado! Carisma, gente boa.
É o seguinte, finalmente vamos receber o Chupim aqui hoje.
A mão na minha cara!
O programa de rádio tá quanto tempo no ar, Barbuda?
30 anos, cara. 30 anos. Começamos em novembro, ó, mais precisamente 29 de novembro de 96. Caramba, começamos o Chupim lá.
Mas meu, eu lembro que no comecinho você era ouvinte do Pânico.
Não, eu sempre fui ouvinte.
Esse cara, ele faz um negócio sensacional que ninguém sabe o que ele fazia? Ele ligava pra uma véia e fazia a véia falar com outro cara que ele ligava.
Puta, o clone.
Eu não sei o que que você tinha de equipamento. Eu juntava as linhas. Você tinha um esquema e a gente amava quando ele ligava. Aí o Barbuda, a gente ficava feliz que ele ligava, porque ele fazia isso. Então era uma puta zona, cara. Ele ia direto na pomba. O Barbuda é um cara muito legal, cara, muito bacana.
Babu, muito bom poder te encontrar. A gente se admira, né?
Te adoro, adoro vocês, bicho.
Sim, a gente tem um carinho mútuo. Porque Rafael, sempre foram os nossos, não digo concorrente, porque vocês sempre operaram em outro horário, mas era um programa com a mesma pegada da Metrô, o Pânico no rádio e o Chupim, o carro-chefe da Metrô. Mandar um beijo para o Jair lá, para todo time. Beijo, irmão dele, como é que é o nome? Já como, já como, já como, vaquinho, mais fácil, já como, já como, já como, é mais fácil, mas o Giacomo, conheci o Giacomo.
Então um abraço aí pro Jair. Encontrei outro dia no Bareto. Olha, bicho, Bareto, tá de volta. Encontrei o Jair. Então um beijo pro pessoal da Metropolitana.
Que beleza, irmão.
Ô, Bola, eu conheço vocês antes, porque o Chupim tem 30 anos, mas eu...
A gente se conhece desde 94.
É, porque eu fui naquela... Lembra que tinha as Olimpíadas do Pânico?
Lembro.
E aí era você, o Batista e o Emílio.
Isso.
E aí, bicho, eu fui lá, deixei uma camiseta lá preta.
Foi mesmo.
Quando eu voltei, "Você desgraçado, você encheu a camiseta de nó, mas uns puta nó forte." Temos nó bom, puxar um de cada lado, nós.
Porra, bicho, filho de uma puta, né?
Mas aí, cara, porra, eu sempre ouvia vocês, adorava.
Você é um cara muito querido, velho.
Veio Carioca, veio Ceará. E isso. E, meu, sempre acompanhei vocês pela TV também.
E tá com um equipe legal, né, mano? Esse aqui é um irmão, figuraça.
Grande, cara. Eu tenho um carinho pelo Rafa, né, brother? O Carica é da velha data, né?
De velha data.
E outras épocas duras, né, irmão?
E depois na época boa também. O Carica nunca deixou de me atender, né? Sempre quando eu liguei para ele, pô, bola, bola, porra, o Carica dá para você vir.
Eu tenho uma desculpa para te pedir da época da merda dele.
É, para mim também, porque vocês falaram que eu no programa e não foram.
Eu não fui convidado.
Não, você foi sim, bola, várias vezes.
Eu tenho que ir lá, eu vou no shopping.
O que aconteceu?
O Rafael, quando deu o negócio da pilha lá, o caralho, ele foi na rádio logo depois assim, que deu, né? Lembra disso? E aí ele se atrasou, cara, mas eu não aguentei, eu mandei a piada e eu acho que ele ficou meio puto. Eu falei: meu Deus, acho que eu fiz merda, mas tá tudo certo. Depois ele: não, não, de boa, hoje é só love, só love. Aí você mandou porque ele estava meio atrasado. Aí eu falei: aí, meu, tá tudo certo? Aí tô aqui, Rafael Willian.
Aí eu falei: porra, atrasou, cara. Pois é, cara, tava resolvendo um problema lá do meu sofá lá em casa. Falei: caralho, tu já tá comendo até sofá, irmão?
Tranquilo, uma viadinha leve.
Já tá comendo sofá, parceiro?
Eu comendo braço do sofá lá.
Mas tava no auge do negócio. Caralho, o cara já evoluiu pro sofá.
É, a dona Bia come um sofá. Não, como um zulo.
Atrasei porque eu tô consertando o sofá lá de casa. Ele: caralho, já tá pro sofá?
Mas o Rafael, depois que entrou no Chupim, ele virou da zoeira, bicho. A gente fala de dar uma cu cu, humilhar o Gugu.
Eu sempre fui da zoeira.
Humilhar o Gugu. Então hoje eu acho que o Gugu é o chefe.
Mas eu nunca falei isso.
Você que fala.
Eu deixo ele falar porque ele é meu chefe, brother.
Você falou porque você tem a mensagem dele. A última mensagem que ele mandou foi pra você.
Eu vou fazer o quê, Boletá?
Eu vou brigar com o chefe?
Jamais, jamais. Eu não brigo com ninguém que é meu chefe. 'Eu não bico carioca.' 'Quem é meu chefe?
É você, bora.' 'Não, você.' 'Sou eu não, você tá com cega, meu chefe.' Aí ele fala, aí o Saci do Inferno aqui também fica tirando sarro.
Mas a verdade é uma só, a última mensagem que uma pessoa mandou para outra, que no caso o Gugu mandou, foi para você. E você próprio disse isso: 'Eu tenho a última mensagem do Gugu.' Obrigada pelo Gugu. Exato, foi, não foi?
Os caras querem que eu mostre.
E tu falou que era áudio ainda, tá? Áudio, áudio.
Não interessa, mano.
Mas você sabe que o Rafael foi uma surpresa, né? Porque a gente fez uma pegadinha com o Bartô que eu combinei com o Rafael.
Vocês chegaram a ver essa pegadinha?
Não tem aonde ir.
Puta internet, cara. Puta internet de merda isso.
O Rafael ia, mas o Rafael—
Pegadinha é um negócio muito bom, né, velho?
É, mas eu assim, meu, minha primeira profissão, meu primeiro diploma foi de ator.
É verdade.
Eu me formei com a Célia Helena como professora. A Lígia também dava aula pra mim.
Bravo, irmão, bravo.
Entendeu?
Aí o Rafael ia no Shupim e já tinha um podcast pilhando, né? Pilhando geral. E o Bartô não sabia. O Bartô, vamos oferecer pilha para ele? Aí eu falei, puta, ele não vai ligar mais.
Eu falei, puta, eu queria um saquinho de pilha. Em determinado momento ele me dava desse, eu rolava duas pilhazinhas para ele. Falei, quer um salgadinho? Tá servido. Mas olha a merda que deu.
Pois eu vou falar que a história não é bem assim, tá?
E falei, Rafael, o Bartô vai te oferecer pilha para zoar. Quando ele fizer isso, bicho, joga bravo, mas muda o seu comportamento, fica bravo. Se quiser me empurrar, eu vou tentar te acalmar. Me empurra 'Não, para eu cair no chão, vai, faz o negócio, bicho.' Vai virar. Cara, o Bartô gelava, falava: 'Desculpa, Rafael, perdão.' Ele já é meio verde, né?
Foram contados, o indiano, foram contados 79 desculpas no decorrer do show.
Vocês não têm noção.
A história não é bem assim não, né, Marcelinho? A história não é, Marcelinho. Ele armou já pensando em falar comigo no camarim. Ele armou, chegou para mim no camarim e falou assim: 'Rafa, olha, eu fiz um negócio com o Bartô para o Bartô te pedir jogar pilha para você comer.
Não, mas eu não sabia, eu não tinha a menor ideia.
Eu já armei com ele: você vai virar um Jiraya. Eu falei: beleza, né? Aí a Aline já começou: não, porque você não vai fazer isso com o cara, não sei o quê. Falei: beleza. Aí cheguei lá, aí esse aqui cutuca o Bartô, e o Bartô joga pilha bem num horário inoportuno ali. Aí eu falei: porra, brother, puta piada sem graça, cara.
Nossa, eu fiquei mal.
Isso é piada sem graça.
Eu fiquei mal, passei mal, porque juro por Deus, é um negócio tão fora do comum que eu falei: "Meu Deus, eu ofendi o cara." E naquele dia faziam 30 dias que a gente tava com o programa no ar. Eu falei: "Pô, fudeu, né, velho? Perdemos o emprego." Tá certo? Falei: "Puta, vai dar uma merda do cacete isso." E o pessoal do Barbu ficou bravo. Não, não, o Barbu, o Jair, o Jaco, todo mundo tava bravo.
O cara roubou a tua ideia, né, da Jovem Pan, né?
Oi?
O cara roubou tua ideia lá na Jovem Pan.
Vai lá, vem merda, fala. Não, o pilhado roubou, que eu sou o único cara pilhado de verdade, né? Aí o que que acontece, Carica? Esse aqui chega, deu a deixa, ele pumba, brincou. Aí eu só fiz assim: porra, cara, puta brincadeira ridícula, cara. Na boa, na boa, eu não sei se você sabe, meu filho tá assistindo o programa.
Maravilhoso.
A minha filha, a minha filha "tá assistindo o programa, você não tem uma coisa mais engraçada, tal, tal, tal?" O Bartô já começou a engolir.
"Não, eu fiquei verde, eu sou preto e fiquei verde." Entendeu? Na boa, você fica verde.
É uma situação...
Não, e outra, é um negócio que você fala: "Puta, eu ofendi o cara." É a mesma história que você acabou de contar, que brincou e fica engasgado isso, né?
Resumindo, cara, o Bartô pediu 79... Você tem que pedir desculpas e perdão pro Rafael engolindo seco. E o Rafael: "Eu só não te arrebento porque você é aleijado, não sei o quê." Foi eu.
O melhor vídeo que a gente tem no canal é esse, de verdade.
Caraca, irmão, é bom demais.
Olha só aquela puta de adagio, abraçação, beijação.
Aí depois entrou no final ali, ó.
Quanto?
Desculpa. 79, 73, contava.
Não é brincadeira não, a menina, a outra menina que tava no programa, né? Ela começou a chorar.
Ela começou a chorar. Você bravo pra caralho.
E eu querendo bater no Bartô, aí entrou mulher, entrou todo mundo. E eu, mano, pra cima dele. Mas foi bacana, né, Bartô?
Mas, ó, mano, tem outra surpresa.
Posso falar uma palavrão aqui?
Saiu uma apresentadora do Chupim brava comigo, né? Puta da vida comigo e tal. E o Rafael me ligou no dia seguinte.
Por que ela ficou brava com você?
Porque ela tava meia putinha comigo, tava meia putinha. E aí, cara, eu dei uma ignorada nela no programa, uma ignorada.
Aí ela falou: "Pô, você ficou 42 minutos lá, você não tem que falar essas coisas desse jeito." Foi embora.
E aí foi embora, saiu: "Tô me demitindo." Eu falei: "Tá bom, tá certo." Aí o Rafael me ligou no dia seguinte e falou: "Porra, meu, que sacanagem, pô, será que não é a hora de eu entrar?" Eu falei: "Claro que é, bem-vindo, porra." Mas eu convenci com você porque ele tava querendo meio que responder.
Isso tem quanto tempo, Barbu, que o Rafael tá?
Um ano e pouco, né? É, um ano e dois meses.
E o Chupim, todo dia que horas na metrô?
6 da tarde.
6 da tarde.
Exatamente, galera.
6 às 8.
É um horário de pico, né, pra pegar a galera do rádio.
31Q esse Chupim, irmão.
Cara, minha mãe que deu esse nome.
Tua mãe? É a mãe dele. Por quê?
Eu não sabia, cara.
É de velhinha.
Por quê? O chupim, querendo ou não, você é um pássaro que ele usa o ninho do tico-tico, ele suga o tico-tico e tal. E eu sempre tive essa pegada de trote, de sacanagem.
Desde sempre.
Então quando eu entrei no chupim, já entrei para fazer isso, cara. E aí, meu, puta, minha mãe falou: "Você enche um chupim e os outros ali, meu, para ganhar audiência." Eu falei: "É isso aí, chupim, bora que anda." Parabéns.
Como chama sua mãe?
Vera.
Parabéns, Vera.
Dona Vera.
Tá vendo, hein?
Ela é demais.
Belo nome, belo nome.
Mas o Barbu, como é que você foi parar no rádio? Porque assim, você, pelo que o Bola tá relatando, Metropolitana, não sou dessa época, eu cheguei depois no Pânico. Pelo que você falou, 96, 98, no comecinho do Pânico ele ligava todo dia. Sim, mas como é que você, sendo fã de rádio, né, aquele ouvinte que quer participar, como é que você conseguiu o microfone na Metropolitana?
Vamos ver se o Bola lembra. Eu era amigo já do Jair, e eu ia com o Jair lá na Jovem Pan, entendeu? Eu falava, Jair, vamos lá com a iguana, a iguana, é isso, não saía aqui do meu ombro. E aí E eu ia lá com o Jair, né? O Emílio não sabia que era o Jair. Quando descobriu, começou a falar: "Meu, vê se tem cabimento um dono de rádio aqui, não sei o quê." Você lembra disso?
Lembro, pô.
E aí, cara, permanecia essa amizade com o Jair. Um dia o Jair me liga e falou assim: "Barbur, eu vou assumir a Metropolitana." Falei: "Como assim?" "É, teve um problema com meus irmãos lá, né, com o transmissor lá que fica no prédio lá do Paulo Abreu e eles..." "Deu merda ali, eu vou assumir a rádio." Eu falei: "Ah, vai assumir?" Ele falou: "Vamos comigo, cara, você precisa estar comigo nessa." Eu falei: "Pô, vamos, Jair." Aí já viu que você tinha tino pra coisa.
Exatamente. Aí foi, começamos, né? Primeiro cuidamos da parte técnica lá, puxando o cabo. Meu, foi super improvisado.
Quer dizer, você é o Emílio da Metrô.
Isso.
É isso, eu sou o Emílio da Metrô.
Exatamente.
Do zero.
E aí, meu, Foi lá, foi dando certo.
Eu fazia administração na época, não tinha nada a ver com rádio, com programa, nada ainda.
Mas começamos a brincar lá, falando que ia passar de helicóptero na Zona Leste, atacar merda na Zona Leste. Era meio pesadinho.
Nada. Naquela época tudo era zoeira.
Tudo, lembra você?
Eu lembro da Bebe.
Ô sua vagabunda!
Como é que era o nome daquele doido que trabalhava com você? Por onde ele anda?
Qual doido?
Ricardo, que trabalhava comigo.
Isso, doido, o Ricardo.
Tudo.
E aí, cara, tudo bem? Que fazia uma bibinha no programa.
Não é Judite?
Ah, Judite!
Ah, o Ricardo Tofanello, exatamente.
Ricardo Tofanello, exatamente. Por onde anda Ricardo Tofanello?
Foi pra Minas Gerais, depois voltou.
Você nem vai lembrar. Você lembra dele?
Lembro, lembro.
Ele era muito amigo dos caras do mecânico do Vinícius. Ele era amigo dos caras e eu conheci. Ele saía com a gente às vezes. Olha, eu lembro disso aí.
Chegaram comendo?
Troca, troca, nada.
Carioca, carioca puro.
Olha só, não, eu não vou aqui, não vou aqui, não vou aqui.
É uma curiosidade que não leva a nada.
Eu não vou tecer a minha opinião porque envolve outras pessoas, entendeu?
Boa, Carioca, não pode misturar.
Não, eu lembro dele, que ele trabalhava com vocês, ficou um tempo lá.
Sim, sim.
Não sei se ficou muito, mas ficou.
É, ele, o Veneno, o Bartôzinho tá comigo já muito tempo.
Desde 99. Caraca, bastante tempo, hein? Eu saí e voltei, saí e voltei umas 3 vezes, é isso?
É, você manda ele embora, ele volta.
É, ele manda embora.
Cada vez que ele vem, tava uma coisa, ah, vou num navio, não sei o quê.
Vou na casa do Casseta, vou, vai. Como assim, cara? Daqui a pouco eu vou estar tudo de novo. É casa minha. Entendeu? Quando você separa, mora em casa diferente, depois quer viver junto, é normal.
Entendi.
É igual vocês dois, vocês se amam, meu irmão.
Muito.
A gente separou só quando saímos da rádio.
Só. Que aí teve aquele, acabou o pânico, o Bola saiu da rádio, eu fiquei na rádio até agosto.
São vocês três que se gostam muito, é você, o Bola, o Carioca e o Edu, né? O Edu, o Stécnico.
Muito, muito. O Carioca gosta muito.
Eu gosto.
Cara de ódio do Carica.
Não, não tem não, não tem não.
Não, eu também não tenho ódio, só tenho um problema Umas extra curriculares. Não, o Sterblitz é meu parceiro, assim, não é o Bola, né?
Gente boa.
Não, não é o Bola, pelo amor de Deus, mas é um cara que, como é que eu posso dizer?
Essa polêmica já rendeu demais.
Não, e é um cara que, como é que se diz, pô, vivi minha vida inteira com ele, né, cara?
O Emílio já veio aqui.
Por que a gente criou só um na pancha chamar ele?
É, ele vinha no primeiro, no zero, no episódio zero, para ajudar a gente, né?
Ele falou: "Ah, o que que eu vou falar?" Ele não faz, né?
Não faz nada.
Ele só foi um do filho dele, do filho dele só.
Isso é porque teve que subir o prédio só.
Eu chamei também, fui lá, ele não vai.
Não dá, esse negócio de podcast aí, às vezes você fala mais, aí ele vai lá, zoa o negócio da Globo News, quase vai para cadeia.
Exatamente, exatamente.
Mas o velho não vai, não adianta, que deixa o velho na dele.
Ele não gosta, não gosta. E aí a gente respeita, né?
Também não tem opção, né, bicho?
Obrigado.
É, não vou, não vou, ponto final.
Você vai ficar Você ia fazer um negócio show, né?
Vai fazer o quê?
Convidamos até porque a gente tava preocupado quando a gente começou aqui.
Puta honra, Elias.
Eu falei, mano, se a gente abre o YouTube e vem 30 nego, velho, o cu assim.
Só que graças a Deus o Podpah nos ajudou. Danilo aí, gente.
Nunca ninguém ajudou a gente, bicho. Só se fudendo.
Lá é na marreta, então.
Foi mesmo um ouvinte, pô, um ouvinte.
Ah, mas não é essa mulher que você escreveu o canal? Antiga. É igual quando o Panin começou. Panin começou na pauleira também. Era o Emílio e o Billy, o Batista lá embaixo.
O Billy, puto mais!
E o Emílio lá em cima.
Tá na Alemanha.
E se virava, irmão. Panin começou assim. Nós somos das antigas, Barba.
Verdade, bicho.
Hoje em dia é muito mais um ajuda o outro. Nossa, é bom demais.
Mais fácil, né? Tem um collab mais forte, né?
Quando tinha banda, algum ajudava o outro?
Ninguém ajudava nada.
Tem um que ajudou.
Olha, Bartô, na boa, eu não vou falar nada que o Bartô ele tá vivendo momentos difíceis, tal, tal, tal.
Já não tá mais, já.
Bartô é nome de cachorro de boiola. Bartôzinho, oi, tudo bem? Tudo certo? Cadê o Bartô?
Quero Bartô!
Já me chamaram.
Gente, levou o Bartô no veterinário?
Você pôs esse nome de algum cachorro?
Já me falaram isso já, de algum cachorro.
É um inferno.
Você tem razão, no começo era mais, nossa época era muito mais difícil, não tinha muita ajuda. Hoje em dia a turma tá mais acostumada. As rádios, todo mundo concorrente, irmão.
Eu odeio isso.
Eu também odeio, no rádio e na TV.
Não, mas o rádio é muito pior do que a TV.
Mas hoje é menos, né? Hoje eu ligo, às vezes eu quero alguém da Nativa, eu ligo pro Siqueira.
Ô Siqueira, queria, porra, Barbosa, pra você.
Você queria ser minha maravilha.
Eu queria, Murilo na Band. Ô meu, contato hoje. Só Jovem Punk, meu, ali é o Tutinha, né? O Tutinha não conheço.
É outro nível, né?
Você não conhece o Tutinha?
Não conheço, conheço de vista assim.
Você não conhece o Tutinha?
Chama na violência de vista, velho. Vi o Tutinha uma vez lá em Las Vegas na feira.
Pô, achei que você conhecesse ele.
Vi o Tutinha uma vez numa balada. É, mas não conheço não.
É, o Tutinha é maravilhoso, cara.
Me chamaram uma vez pra ir trabalhar lá, ele abriu uma porta de correio assim, ó, ficou me olhando assim, aí eu virei pro Marcelo Eduardo e falei: ah não, não, eu vou continuar na Metropolitana. Não vou vir para cá não.
Mas você ia se dar bem na Pan.
Ia mesmo.
Eu amo a Metropolitana, bicho.
É, tá no teu DNA, né, velho?
Comecei ali, ali eu tenho uma puta liberdade.
Não, 30 anos, pô. Eu fiquei 25 na Pan, irmão.
Caraca, bosta.
Fiquei 25.
Meu Deus.
Fiquei de novo.
Você saiu da Transamérica e foi para lá, né?
Saí da Rádio Cidade.
Ah, de Cidade.
Eu fiz Transamérica, Rádio Cidade e Jovem Pan.
Olha, bicho, que incrível, mano. Nossa, Rádio Cidade, que eu fiz divulgação na Rádio Cidade.
Eu lembro, cara.
Foi do polegar, né? Lembra, bola?
Puta merda, eu conheci a filha de um cara da tua banda, garota, gente boníssima, amiga da Camila.
Será que é?
Trabalha com o Celso Soares. Eu entrevistei ela, filha do Marcelo, filha disso, conheci ela.
Amigona da Camila.
Eu encontrei, eu fui fazer a TV, ela veio falar comigo. Aí o Celso falou: ela é filha do Marcelo do Polegar, uma moça já enorme. Aí eu falei: cara, como é que o tempo passa, né?
Pô, estamos ficando velho.
Ela só me chama de tio Rafa.
Você era moleque, mano.
É que era, bicho, é por causa do povo.
Você tá na idade, né?
Eu tô com 40 e alguma coisa aí, bicho. E você?
Alguma coisa?
O que é? É tipo 42, 43.
Só?
É mais novo.
48.
É, então tenho 50.
49.
49?
Tá pegando alguma coisa no colar.
Foda-se, entendeu?
Eu tô indo aos poucos.
Eu fiz 59 ontem, caralho.
Caralho, irmão, foi só briga.
Muito obrigado.
Você tá de sacanagem, você tá falando sério?
Não parece.
Você não teve paciência para ter filho, Bola?
Não tive, irmão. Não tinha. Quando eu quis ter, eu não achei a pessoa para ter, porque ter com qualquer uma também é uma desgraça, irmão. Fazer filho à toa não ia fazer, mas filho nunca é à toa.
Faz método de coisa, bicho.
Olha, Bola, você tirou as palavras da minha boca.
Filhos têm toda razão. Filho nunca é ator, filhos têm razão. Qual que é a pista que vem com filho? Vem nada.
Vem sim, brother, a maior pista da minha vida, mano, veio do mundo.
Mas não é pista, velho.
Meu filho é o meu príncipe, cara.
Você tem que manobrar. Mas então, manobrar o quê, mano?
Manobrar pro caixão, meu irmão.
Eu tenho minhas cachorrinhas que são minhas filhas, eu amo de paixão.
Mas você veste ela com roupa?
Vou trazer ela com a roupa do Brasil aqui, velho.
Você humaniza mesmo cachorro?
Não tem aniversário, não tem nada.
Você jura, bicho?
Pô, elas são meus amores, cara. Se me xingar, eu falo: beleza, irmão, tá tudo certo, pô, eu deixo até passar um pano.
Mas não xinga.
Mexe com a minha cachorra, eu mato.
Mato, mato.
Bola, deixa eu só te perguntar uma coisa, uma pergunta que o Bebe fez outro dia na rádio. Como que você fala com o seu cachorro?
Você fala como o Bebê com o seu cachorro?
Não, eu falo: piquiruxa, vem aqui, gorda. Eu chamo ela de gorda.
Mas fala, faz enquanto que ela tá aí, fala.
Vem aqui, gorda, vem com papai, vem, meu amor, vem, vem.
Boa, boa, boa.
Não vai ter assim fininho não.
Você não fala assim, ó: Oi, bonitinho, vem aqui no seu...
Eu falo, eu falo: Petinho, papai, vem, chuchu, vem, chuchu.
Todo mundo fala assim.
Todo mundo fala assim. Mas é uma delícia.
Ele falou que não fala.
Fala, né? Fala, né?
Eu te falo, ô, nininho.
A gorda, a minha cachorrinha é demais, cara.
Claro que fala, pô.
É, claro.
Uma pepechinha.
Pepechinha.
Ai, meu Deus!
Quem fala que não faz tá mentindo, tá mentindo.
Ai, que coisa mais linda!
Aí tem um certo retardo, né?
Eu já vi o Roberto Carlos falando assim com a neta, cara.
Eu quase tive um flaps.
Não tinha como, se não tivesse o óculos, eu gravava.
Nossa, viu isso?
No especial dele, quando eu trabalhei na Globo, eu fui no especial do Roberto.
Fui assistir.
Isso.
E a diretora de palco dele era minha diretora de, no video show, de programa. E ela fazia esse bico, que é uma vez por ano, e ela dirigiu o palco. Aí eu falei: pô, queria pra caralho conhecer o Roberto. Aí ela: "Vou fazer o seguinte, vai dar um intervalo pra trocar a banda, o Roberto vai ficar ali, eu te levo lá no Miguel e beleza." Eu falei: "Beleza." Aí tô andando pelos LEDs assim atrás, sabe, no bastidor assim. Aí quando eu tô chegando, bicho, o Roberto já tinha tomado.
Aí tem: "Cut! I take my crack with vovó!" Logo o Ken foi pra trás. "I take my crack with vovó!" "I take my crack with vovó!" Foi a primeira vez que eu vi a única do Roberto.
Primeira impressão é aqui, falando assim: "Vovó!" Meu Deus, que pena que não filmou, bicho.
Já fiz um vídeo disso, é maravilhoso.
Eu fiquei meio— Eu fiquei assim, ó, olhando, tipo: "Que porra é essa que tá passando?" Se não perde o equilíbrio.
Ela baixinho, as mesmas frases.
Aí eu fiquei meio assim: "Caralho, conheci o Roberto numa situação muito inusitada." Estranho, nunca mais. Falando que nem com o cachorro.
Mas você conheceu ele?
Conheci, e logo após eu— ele não podia, não podia, não, pô, o cara é cheio de mania, cheio de controle. Foi uma camaradagem assim. Mas aí na hora que ele terminou de falar assim, você chegou, tava a família, filho, quando ele tava, filho dele, os netos, a mulher, a família dele assim atrapalhando. E eu cheguei pelo— eu cheguei do nada.
Trazer inconveniente.
Com ajuda de terceiros ainda.
O Rafa, o Gugu tinha animais?
Oi?
Só o Rafael?
Não, eu acho que tinha. Eu acho que ele tinha um cachorrinho, tinha um cachorrinho, ele gostava de cachorro, chamava Bartô.
Cozinho, você sabe que eu tenho uma mania e eu quero falar isso com o Rafael, que é muito legal. Outro dia eu mandei pro Faro uma, eu vou até mandar o Um comercial aqui para você do caralho.
Mania de quê?
Eu tenho a mania de assistir, às vezes não é uma coisa assim, mas o algoritmo do YouTube me entrega tipo assim Fantástico de 81.
Eu assisto inteiro.
Olha que doido, cara!
É legal porque você vê as notícias, o que tava acontecendo na época. Esses dias eu tava— não, mas até que não, não, a galera tá fazendo uns negócio maravilhoso agora.
É mesmo?
A internet é do caralho.
Obrigado.
Os cara, eu peguei ontem um treino do Fluminense de 77. Nossa, que sensacional, cara! Mas os cara tão jogando aí, aparece hoje. Os cara tão tratando agora, então fica legal para caralho, fica com a imagem bacana. Eu vi ontem o treino do Fluminense de 77, o Rivellino, o cara na laranjeira assim. Mas voltando, aí do nada, velho, sempre aparece o Rafael Criança ou Faro, cara.
Vocês faziam muita propaganda, cara, fazia muito comercial na época. Na época eu tinha 9 anos quando eu comecei a fazer comercial. Aí eu era eu ou era o Faro.
Sim.
Ele fazia uma campanha, eu fazia outra. Era assim, né? E depois a gente foi, fez teatro juntos na Célia Helena, né?
Eu mandei pro Faro esses dias, eu vou mandar aqui pra botar no ar.
As antigas, né, bicho?
Rafael, você fazia Danone, eu fiz Batavo, Danone, Caleta Bic, Kixute, eu fiz Neston.
Vocês já fizeram comercial na época de criança?
Não, nunca, nunca. Eu nem pensava em entrar em rádio, nunca na minha vida.
Eu fiz um primo nosso uma vez, que era um concessionário de carro.
Eu lembro, pô.
Eu fiz 3, eu fiz esse, o Max Yo-Yo, que era um ioiô que jogava acendia, e Tênis Rainha.
Chique, você fez?
Fiz esses 3, meu, tá em fita cassete, tem que achar essa porra.
O Zach tá no teu Instagram, tá, Zach?
Pega aí, do Faro, é legal.
Fiz um pouco de Larissa Manoela comigo, sim.
Fez? Ela fez?
Você fez?
Não fiz DVD da Eliana, já, aquela música de Todas as Brincadeiras que Eu Gosto, a melhor é Pula Corda. Essa eu fiz também. Fiz Margarina Cremosa, fiz um monte.
Pô, fez um que você fez então também?
Eu fiz o Seasa, cara.
Campanha anti-drogas.
Diga não ao crack.
Eu fiz o Diga Não ao Cara Que Diz que uns 5 meses.
Que maravilhoso!
O Bartô, mano, ele manda essas pérolas, mano.
Que maravilhoso!
Quem foi que você arrancou a perna, brother?
Como é que é?
Quem foi que você arrancou a perna lá no meio do programa?
Eu arranquei a perna?
Ele metralha todo mundo com essa perna.
Ele daqui a pouco, ele tirou, ele desencaixou a perna dele.
Sai metralhando.
Aí ele começou a tirar, daqui a pouco ele pôs o cotoquinho, ele dava tchau com o cotoquinho.
Você é louco, você é um psicopata.
Sério, por isso que a gente ama.
O Arthur, ele gosta de humor, aqueles humor pesado, pesado, black. Às vezes a gente tá dando uma notícia, puta, trágica pra caralho, ele começa a rir, não, ele começa a rir, mas de se matar de rir.
Pô, a pessoa subiu no barranco pra tirar uma selfie e caiu de lá. Puta, coisa linda, cara, uma maravilhosa.
Ele acha um divertimento, né?
Puta, o cara na beira do abismo, né, velho?
Isso eu concordo com ele também.
Ah, mano, ele começa a imaginar umas coisas que nem teve uma Lembra da vez que o Fofão, na carreira furacão, de uma delas pegou fogo? Você lembra?
Eu passei mal.
E aí o Bartô começou a imaginar a bochecha derretendo, e ele chorava de rir.
Era um puta assunto sério, bicho. Você lembra que na semana seguinte o outro cara que se vestiu de Fofão foi atropelado? Então, ou seja, a roupa do Fofão, ela é maldita.
Ela não é maldita, ela não é. O E pelo que eu descobri, o Pessini, que é o...
Proibiu.
Ele pegou, escondeu tudo, jogou... Ele não quer que ninguém faça nada das paradas dele.
Não quer que faça nada, ele falou. Do Fofão, cara.
Do Fofão.
Nenhum.
Diz que ele escondeu todas as próteses, a molde, pra ninguém replicar. Aquilo morreu com ele.
Mas não tem como, né, cara?
Então as pessoas tentam fazer, mas dá sempre merda.
Ele deve ter amaldiçoado, porque os dois caras que usaram a mãozinha... Não, por que o Fofão tiveram problema. É, dois ou três.
Aí, voltando àquele assunto, O faro, o faro novinho dos anos 80. Olha que legal, quer ver?
BMX, pô.
O que é BMX para você? Esse é o faro? Não, qual que é o faro?
Depois pede para o diretor.
Olha que legal, ultraleve.
É legal, né, bola?
Isso era sonho, BMX. Nossa, pô.
Aí o faro, aí, viu o faro? Você viu o faro? O Lourinho ali, tá bom, tá, valeu.
Pedalava ao contrário.
Eu falei, caralho, o Faro novinho, cara.
Depois pede para ele ver, tá fácil.
Tem alguma do Rafael aí?
Da Bic, do Kixute, bota aí.
Bic, Kixute, Neston.
Eu lembro, você arrebentou no Neston. E o Faro, eu tenho uma memória emocional com Faro muito grande porque ele fazia o Master Dicas, cara.
Que que é isso?
Nossa, cara, eu ficava doente esperando essa porra.
Mas você passava no Rio?
Não, passava no Brasil inteiro, porque o Master Dicas era o seguinte: Master System era o videogame, acabava a sessão de aventura, era um breakzinho de 1 minuto e meio, verdade, ou 40, sei lá, 1 minuto. Então você passar de fase era uma dica que ele dava no intervalo, velho, da Globo, depois da sessão de aventura, o Faro entrava.
É verdade.
Mas o Master Dicas para você, não sei o quê, eu nem imaginava, já com controle na mão, o jogo secreto, caralho. Lembra disso?
É isso mesmo, chamava Master Dicas.
E aí o Faro, todo dia ele ficou, acho que mais de um ano.
Master System eu jogava muito Alex Kidd.
Isso, primeiro cohort, claro, que a revista deu o jogo inteiro no pôster.
Lembra disso? Demais, demais.
Acho que foi o único jogo na vida que eu zerei, eu acho. Era legal. Lembra de Double Dragon?
Double Dragon, você joga essas merda há muito tempo, hein, mano. Aí, aí, ó, aí, ó.
É você?
O Rafael Novinho pegava Cristiano Oliveira, bicho.
Ai, que bonitinho!
Olha o que o cara que faz com a pessoa, né?
Que filha da puta!
É o Bartô!
Genial!
Você sabe o ano disso aí, Rafa?
Isso aí, 88, eu tava o quê, com uns 10, 11 anos. Não, brother, não, isso aí é 84, 85, por aí, por aí.
Dava muito dinheiro, né?
Não, eu ganhava muito dinheiro, cara. Eu fazia, meu, que nem eu falei, era eu, Faro, era um dos dois. Quando a gente ia pra teste junto, quando eu não passava, ele passava.
Ele é você, você era muito forte, pobre, tem até hoje. Não, você era muito forte, né?
Oi, já foi na casa dele?
Já, não, pergunta, eu nunca fui naquela piscina dele.
Vou dar margem, vou dar margem. Quer ver, quando a gente fazia comercial juntos, aí a tia Vera, tudo, ele dormia na minha casa, eu dormia na casa dele. Era muito amiga, a gente fazia, a gente fazia teatro junto. Aí depois do teatro a gente ia na casa dele jogar bola. Então, mas qual que é o problema?
A gente não tem preconceito, você quer, dê para quem você quiser.
Não, mas eu não dei para ninguém.
O Rafael pegava Cristiano Oliveira, você lembra?
Pegava marroá, a juma, meu irmão.
Ele assumiu, né? Respeito, eu fui casado, quase 3 anos. Então respeito ao relacionamento que eu tive alguns anos atrás. Foi um relacionamento sério.
Você era novinho, eu lembro você de um TV animal uma vez.
Eu tinha de 16 para 17 anos. Meu Deus do céu!
Ela queria sustentar uma criança, é isso?
Não, pegar para criar, velho, botar para Mato.
Não vai falar aqui que é um programa sério, cala a boca.
É, será?
Foi paixão, foi amor à primeira vista.
Acontece.
Você não tá arrependido de ter convidado a gente?
Zero.
Por que, cara? Tá feliz?
Vocês falando, tá maravilhoso, tá maneiro, maravilhoso, muito bom.
Cara, eu adoro esse cara, ele tá ligado, ele tá ligado.
Eu vi assim, coisa antiga, caricato. Olha, assim, entrar pro Chupim, assim, primeiro que foi um sonho, tá, de trabalhar em rádio. Eu já tinha trabalhado em tudo na televisão, trabalhei como produtor e como repórter da Sony, mas eu nunca tinha trabalhado em rádio.
Rádio é gostoso demais.
E porra, quando eu fui trabalhar em rádio, trabalho com um programa histórico que é o Chupim, né, com essa figura maravilhosa que é o Marcelo, que tem um uma admiração maior do que ele, é um cara sensacional. Quando eu brinco com ele na rádio, falo: "Fala, Marcelinho, lenda do rádio." Eu falo de forma verdadeira, porque ele é um puta cara bacana e é uma lenda mesmo. Então é um porra, é uma honra estar no Chupim, um programa que vai completar esse ano 30 anos, né, brother?
Deixa eu te fazer uma pergunta.
Não, se eu dei pro Marcelo, se eu mamei o Marcelo, não fiz nada com ele.
Não, então é uma pergunta conceitual, uma dúvida conceitual. Eu tenho uma teoria.
Mandar via Zap.
Qual seria a teoria?
Não, olha só, vamos lá, vamos lá. Eu tenho a teoria de que é muito complicado quem tem filho, né, colocar para fazer a vida artística muito jovem. Eu acho que começar muito cedo, eu acho, porque quando estoura, o artista ele não tem a maturidade para ser um artista, que para ser um artista você tem que— tudo bem, tem talento, mirins e tal, mas eu sempre acho que quando é criança, por exemplo, Sandy e Júnior, você, Trem da Alegria, todos têm muita dificuldade na vida adulta de ter que voltar a ser aquele cara que você já foi, tá ligado no que eu tô dizendo?
Isso é um cara normal.
Não é isso, é o cara, é, ele é uma criança, ele é um polegar. Você tinha o quê, 13 anos?
Comecei na televisão com 9 anos de idade.
Não, mas ali você é garoto propaganda, vamos dizer que artista, tô falando assim, o polegar é música, é outra pegada. Reconhecimento na rua, o nome, porque propaganda você não tem nome.
Ah, o garoto do Netshawn, o cara do Bombril. Até nessa época eu dava até autógrafo na escola, entendeu? Era uma coisa que a mídia tinha um alcance gigantesco.
Sim, mas só para resolver a questão, é notório que, por exemplo, você pega o Juninho Bio, toda essa galera que teve uma simoni, pode ver, deu um bizil. Não é que dá bizil, a pessoa se acostuma com artista quando ele criança, só que ele fica grande, aí perde a graça.
Eu vou entrar no detalhe agora, você quer ver? Eu acho que quem sentiu isso muito e deve estar sentindo até hoje é o menino que era a miniatura do Gugu. Falando sério agora, esse menino, exatamente, o Guguzinho. Esse menino, depois que cresceu, que ele perdeu essa referência do que ele era na mídia, ele teve É um problema seríssimo, cara.
É, mas você vê lá o Esqueceram de Mim, como ele chama?
É, o Macaulay Culkin. Exatamente.
Eu acho que a pessoa—
Deu uns problemas nele, né?
É, por exemplo, o Justin Bieber.
Justin Bieber.
Tá todo bichadinho, coisado.
Esses caras é diferente, esses caras são mundiais.
Mundiais, é outra pegada, é outra visão.
É uma escala bizarra. Mas a minha pergunta vai nesse sentido. Por exemplo, meus filhos são bons músicos e tal assim, tem uma veia, né? Normal, tem, mas não querem. E eu também nunca deixei, como é que eu posso dizer? Dizer, ah, pai, se eu estudo, então estuda a música, estuda a música, o caminho fácil para quando você atingir a tua maturidade como ser humano, você fazer a escolha, para que aí você, o artista que tá dentro de você, vai brotar naquele momento que você quer.
Sim.
E você foi muito jovem, e de certa forma as pessoas conectam com aquele cara que fica outro cara. Como é que você vê essa questão do artista artista da infância, primeira infância, o cara estoura e depois— assim, queria entender isso de você, cara.
E que eu comecei, como eu falei para você, que eu tô mais cedo trabalhar na televisão com 9 anos. O meu objetivo ali, mesmo jovem, né, quando eu vou e me formo em teatro, né, no melhor curso que tinha na época, o meu sonho era ser ator ou jogador de futebol. Eu tava jogando no São Paulo, já tinha jogado Vitória da Bahia, tava fazendo, eu tava meio que encaminhado para futebol.
Do nada, é craque, isso a gente já sabe. Daqui a pouco briga com ele agora, pô.
Não, é que a gente não combinou.
Se tivesse combinado, já pia pra fuder. Um cara que não revelaram.
Aí o que que acontece? Do nada, do nada, me aparece o convite lá pela dona, pela Tia Irene, que era dona da agência, por onde eu era agenciado, de ir para o grupo. Eu já tava, eu tava, eu fazia é com o Manga, eu fazia com o Newton Travesso comerciais de TV, e já tinham conversado com a minha mãe que queriam me levar para Globo, só que tinha acabado de chegar do Rio de Janeiro. Eu vim para o Rio de Janeiro, para cá, para São Paulo, com 7 anos de idade.
Então 9, 10, eu já tava recebendo proposta para voltar para ser ator na Globo. E aí era essa, eu queria ser ator ou jogador de futebol, do nada vem para eu integrar uma boys band.
Por que que te conquistou sua banda, irmão?
Cara, não foi assim, me conquistou, né? Não me conquistou, foi um teste que eu fui fazer. Ah, Rafael, você vai, o Gugu vai fazer uma banda nova, tá, tal, você vai? Vou. Eu tinha sido já passado no teste de fotografia, depois fui ter uma reunião com Carlinhos e com Gugu, falecido Carlinhos. Falou, meu, você canta? Eu falei, canto. Falou, você toca? Eu falei, brother, eu não toco, mas eu aprendo. Beleza, seja bem-vindo ao Polegar, entramos.
Entramos, né, fui eu, Ricardo, Alex e o Alan, né. Tinha tido Alex, depois um outro, um outro Alexandre, o irmão dele faleceu, ele não ficou bem da cabeça, entrou o Alan. Nós ficamos um ano ensaiando, um ano, um ano ensaiando. Antes era Garotos da Cidade, aí ficamos um ano, o Gugu lançou para ver como seria a reação do público, aceitação do público. Ficamos um ano ensaiando, depois lançou o grupo Polegar. Mas assim, eu sempre me servir, tanto o Grupo Polegar tal, como trabalho, como trabalho.
Tanto que quando eu saí do grupo, né, eu não usava polegar em nada. Eu nunca usei a Rafael Ilha do Grupo Polegar, nunca. Acabou, é Rafael Ilha, que é o meu nome, Rafael Ilha Alves Pereira, né. Então eu nunca usei. Todos, depois que acabou o Grupo Polegar, todo mundo, ah, fulano polegar, não sei o quê, grupo pegar, entendeu? Nunca usei. Eu lido com isso muito bem, carioca, e assim de boa. Eu sempre, meu, o que eu já fiz de trabalho, já trabalhei depois que eu terminei, né, que depois que eu saí do grupo, pô, já trabalhei como representante comercial de gráfica, eu já trabalhei em loja de esporte, fiz tudo, brother, tudo que você pode imaginar na vida.
Mas por exemplo, você não era melhor? É que assim, quando a gente é criança, a gente tem aquela vontade louca, né? Ainda mais quando a criança tem um tino artístico mesmo, ela quer Ela quer.
Eu amo a comunicação. Sim, adoro trabalhar como comunicador.
Mas tá madura, depois dos 18, acho que o cara consegue, como é que eu posso dizer?
Ele tem controle melhor, né?
Talvez.
É, e o público também já vê um cara maior, né?
Mas nunca tive problemas, é isso que você quer saber? Nunca tive problemas emocionais, psicológicos, depois, né, que acabou, entre aspas, a fama.
Mas não acabou a fama.
Gente, sim, todo mundo tem problema.
Não posso abrir a boca em lugar nenhum, galera.
Está autoaprendendo.
Aí o Zia Basta é maravilhoso.
O que eu acho, a minha opinião é que, meu, criança, cara, tem que brincar para caramba, bicho. Eu brinquei muito, todas as fases da minha vida. Mas não, mas quando a criança é pública assim, tem um trabalho, alguma coisa coisa, tem que ficar indo a show, ensaiando, já não tem muito compromisso.
É trabalho, né?
É igual jogador de futebol, né, cara? Os cara começa a jogar na base, depois chega uma determinada idade, eles piram da batata que eles não sabem pra onde vão.
Sabe sim, querem ir pra balada também, mulherado, caçamba, né?
Mas se não for bom de bola, já não vai pra frente.
Só que as do job só.
A gente sabe.
Você vê o Neymar, bicho, o Neymar O Neymar com seus, quantos é o seu Neymar?
35, 34.
Meus parça, vamos lá turminha. É porque acho que não tem, não ficou jogando bola pra porra, e não tinha aquele tempo de brincar mesmo, de teatrinho, babado, de curtir. Chega uma hora que adulto é um adulto jovem, né?
Síndrome de Peter Pan.
As pessoas acham que, ah não, o cara curtiu pra caramba, comeu gente pra caramba, né? Fez sucesso, ganhou um monte de dinheiro. Primeiro, né, esse negócio de ganhar dinheiro. Eu não ganhei dinheiro no Polegar, né? A gente ganhava 12,5% cada um, nós éramos 4, né? Então multiplicando isso dá pouco, dá o quê? O Gugu pagava pouco, dá o quê? 4 vezes, né? 50%, 50% nós ganhávamos. Promoção, isso, 50% nós 4 juntos. Não, não é, não era dinheirada que é pago artistas de sucesso hoje, cara.
Por show era muito, não, não, 4, brother.
Fora os custos, é o que sobrava.
Veja, entendeu? Aí o que que acontece, a gente naquela época com 14, 13, porque 13 anos, 14 anos, a gente tava, mano, na Rádio Cidade em primeiro lugar fazendo divulgação pelo Brasil inteiro.
Vocês não podiam passar lá.
Eu passava 3 meses fora de casa fazendo turnê e não tinha telefone celular. Eu vou lá, né?
Nessa época o Marcelo Braga da Cidade tinha uma parceria grande com o Magrão do SBT, do Domingo Legal.
Sim, sim, era uma parceria fortíssima.
Então lançavam juntos as coisas, eu lembro disso.
Isso, mas assim, em relação...
Mas se eu não viajasse o Brasil, eu não divulgava essa parceria.
Não, mas eu falo mais, Rafa, por exemplo, por exemplo, todo mundo viu aqui o filme do Michael, acho que provavelmente vocês assistiram, e ali você vê um pouco da da—
ele não foi uma criança normal, mas também o pai dele era um capitão, né, velho?
Mas já se tornaram sucesso mundial, né?
Não, ele criança, e tipo, aí você pega hoje o outro documentário sobre o negócio, você fala, cara, o cara bagunçou, cara, porque o cara não teve uma vida normal, entendeu?
Eu não entrei, eu não fui para as drogas assim, não me tornei um químico causando sucesso. Nada a ver. Eu entrei nas drogas por curiosidade, porra, né? Como qualquer outro moleque pré-adolescente, ele entra, conhece, né, com os amigos, vai tomar uma, né? Toma uma cerveja escondida, uma cachaça, cheirava. Hoje tem lança perfume, né? Naquela época você misturava benzina com Babalu, era umas coisa louca.
Olha, imagina o bizil que não dava.
Mas você tava com o Babalu, não, mano?
É, sim, você espremia o Babalu lá dentro e jogava no vidrinho de vizina.
Puta que pariu, velho.
Vamos ensinar coisa ruim pros outros, não. Aí, porra, fumei maconha, nunca curti. Eu conheci isso aí com 13 anos, mais ou menos, mas eu nunca curti. Aí conheço uma, quando eu tinha uns 15 anos, tinha uma namorada mais velha, né, com 18 anos. Anos, que aí ela cheirava. E aí eu experimentei, me tornei um dependente químico imediatamente. Mas não foi por causa— ai não, a cabeça do Rafael tava bagunçada por causa do sucesso. Eu tenho dois filhos, curiosidade, né?
Eu tenho dois filhos, tem o Cauã com 23 anos, lindo, a Laurinha com 11, linda. O Cauã é um monge, né? Eles conhecem, Cauã é tímido, é bonito, lindo, né? Mas é tímido. A Laura, a Laura puxou Homem, beijos amiga, tem um filho. É o Fernando.
Faz cosquinha no neno.
Que atrapalha o neno, é o bigode.
Aí tem a Laurinha com 11 anos. A Laurinha não, a Laurinha é super comunicativa, né? Ela canta, ela dança, ela interpreta, ela apresenta, ela faz tudo.
Já tá fazendo curso, alguma coisa?
Não, não. Eu deixo ela, eu não vou— na hora que ela falar assim, fala assim, ó, é isso que eu quero, legal, é uma das ideias dela, porra, eu quero ser advogada, quero ser veterinária. Então na hora que ela decidir o que ela quer, aí eu, pumba, eu empurro, né? Não tem essa coisa, não, minha filha tem que ser artista. Porra, puta coisa chata que a gente vê hoje, né, né, baby? Os artistas querendo empurrar seus filhos, querendo empurrar filho, mano, que não tem nem, sabe, talento.
Não tem dom, não tem qualidade para nada. Meu filho vai ser cantor, não vou assentar um cantor, né? Mas que tenta empurrar todos os filhos para ser cantor e nenhum deles tem o dom, né?
O que que é?
Fala alto, você é doido.
É biguê?
Não, vídeo de João, né?
Ai, pensa nessa puta, né?
Que ódio. Mas um monte de gente que a gente olha, nós como profissionais, a gente olha e fala: puta, coisa chata, né? O cara é isso, o cara é apresentador, quer empurrar o filho como apresentador, que é uma merda. E assim vamos, né? Eu não faço isso com meus filhos. Mas tá certo você.
Põe a mão na minha cara.
Agora, e você, Camila? Uma moça tão bonita, elegante, como é que você parou no meio desses maloqueiros?
Ah, eu entrei na rádio lá em 2019 fazendo estágio.
Em 19?
2019.
Antes da pandemia?
Antes da pandemia, tudo presencial, mó loucura. Me formei em rádio e televisão também.
Nossa, que desgraça, hein?
E já fui, é uma coitada, só faço escolha merda na minha vida, já dá para perceber.
Brincadeira, amor, eu te amo.
Uma hora dessa Eu não sabia falar.
Obrigadinha.
Tá bom, então. E aí você foi lá fazer estágio?
Fui fazer estágio, comecei um projeto de vídeo na rádio, que era um programa que chamava Bombo, que era só no YouTube. Então a gente fazia o programa, era das 2 às 3, era bem curtinho mesmo, só para ter um teste. E aí depois acabei saindo do jornalismo, fiquei anos no jornalismo, e aí em 2024 2024, me chamaram para o Chupim. Aí eu comecei a fazer live pré-programa, porque eles tinham conversado com o diretor do YouTube, falaram que era bom fazer uma chamada. Fazia segunda, quarta e sexta.
Cala a boca, Camila! Esse véio invejoso, ele não tem perto de nada.
Sacaneia com a Camila agora.
Ele perguntou de mim, deixa eu falar, ô.
Bota a tecla no currículo, manda aí.
Caceta! Enfim, nem sei onde eu parei mais.
Você parou que você tava na entrevista, você mandou o currículo.
É, aí eu comecei ideia de fazer as lives. E tinha uma ONG de pets também que queria fazer divulgação no Chupim. E aí me chamaram para fazer divulgação. Nisso tinha um concurso de apresentadora, eu falava dos animais, um quadrinho super breve também. E aí o chat começou a pedir muito para eu participar.
Ah, que legal!
Muito pessoal do chat, as meninas do chat, que por sinal um beijo, que estão aqui acompanhando a gente, fiéis, maravilhosas. Que Elas estão sim acompanhando a gente. E elas começaram a pedir, e aí colocaram.
E quando eu vi, eu fiquei trocando a prótese.
E aí você namora o Barbuda.
Gente, é isso, não. Aí eu entrei em 2024, aí passou um tempinho, ele começou a fazer umas brincadeirinhas, eu comecei a dar risada.
Não foi assim não.
Chamou o Budei.
Namorava na época, ela começou a ir lá no meu apartamento. É isso mesmo. Falar com você.
Da Laricóia.
Foi lá, começou umas conversinhas.
Cala a boca, sua velha dada!
Ai, gente, tira esse homem daqui!
Claro que não, é claro que não!
Quando foi ver, já era.
Mas eu passei um bom tempo no chupim com a gente.
Nem olha para ele, nem vou dar atenção para esse homem.
Ele vai dormir na casinha do cachorro.
Não, mas a Camila é uma surpresa maravilhosa, tem um talento único. A Camila, ela tem um humor— é difícil uma mulher ter humor assim, né? A gente tá vendo aqui alguns exemplos, mas a Camila tem esse humor, meu, na veia, e deixa um chupim muito mais legal, cara.
E conversa com a mulher também, né?
Exato, exatamente.
Porque a gente faz humor muito masculino e não adianta.
Deixa mais bonita, porque o humor de homem é o humor de homem e o humor de mulher é o humor de mulher. Aqui também, irmão. Pô, mostra aqui que tem alguém bonitão. Porra, o Emílio falava na rádio: a gente faz rádio porque a gente é feio, senão tava todo mundo na TV.
Mas agora desvendaram o pano, né? A gente tá no YouTube, que merda, né, cara?
Mas na época eu lembro que o velho falava: a gente só faz rádio porque a gente é todo mundo feio. Se fosse bonito, tava na televisão.
É verdade.
E vocês estão namorando há quanto tempo?
Quanto, amor?
Ah, vai fazer um ano.
Um ano já?
Que legal, velho!
Então começou antes de acontecer, né?
Mas junto com você então, vai fazer um ano.
Falando sério agora, a gente se dá muito bem.
É, mas é mentira sua.
Do quê?
Vai fazer um ano.
O quê?
Vai fazer um ano.
Vai fazer um ano.
E a gente não se gostava na rádio, sabia? A gente passou muito tempo se odiando. Ele cortou várias oportunidades minhas, mas aí depois aqui, né, velho?
Por que que você Você deu então?
É difícil. Ai, não sei, porque esse sorrisinho dele acabou comigo. É que eu gosto de homem bobo, sabe? Aquele homem bobo, os caras que eu me relacionava, eles não achavam graça do meu humor. Eu ficava: nossa, que piada etarista! Ficava só porque eu chamei o outro de mongol, tipo Era um negócio assim. Aí não deu certo. Ele me aceita do jeito que eu sou.
Que bom, que bom.
Com beijo grego e tudo.
Os cara hoje em dia tão fraco, né?
O quê? Eu falo, gente, da minha geração não rolava.
Existem 3 tipos de homens hoje hétero.
Eu só gosto de homem velho, meu amor.
Olha só, 3 tipos de hétero. O hétero que é o cara hétero mesmo, só que já tá comprometido. Só já tá comprometido. O hétero João Guilherme, né? Que é aquele hétero mais...
Ai, Deus me livre, que vai usar minhas roupas, vai usar meu shampoo e tal.
Mas bonzinho.
E o terceiro hétero que, meu, ele vai, vai ser casual, vai sair com a mulher casualmente, não vai querer ficar com nenhuma. Agora o cara que, por isso que a mulherada tá reclamando demais, tá reclamando daquele hétero que começa um relacionamento, ficam juntos, né? Isso tá difícil no mercado, então a gente precisa valorizar também, meu.
Você tá com a tua mulher lá?
Eu tô há 14 anos, vou fazer 14 anos que eu tô casado.
Pô, que beleza!
A Laura tem 11 anos, tô a 14, vou fazer 14 anos agora em janeiro.
Ele foi fêmea, 24 anos, mas ele, depois teve uns tempos nesse relacionamento.
É igual na rádio, ele sai e volta.
Mulher de fases. É mesmo, Bartô.
Piquei, piquei, fiquei aí uma semana, mas deu certo depois.
Ele e a Rosana formam um casal maravilhoso.
A mulher dele é espetáculo, a mulher dele é sensacional. Demais, ela é mais séria que a gente, mas ela tá super bem com a gente.
Você não sabe muito, até o cara da CT é mais sério que a gente.
Puta que pariu, caraca!
Ô, Barbô, o trote ficou uma coisa difícil, né? Hoje em dia, porque assim, o chupim, cara, olha só, vou falar uma parada para vocês. Tem um trote que eu não consigo esquecer que depois vocês— tem dois, na verdade, duas coisas que vocês fizeram para mim que são uma supra-suma do humor, que é o trote da época do apagão. Teve uma época, na época que Fernando Henrique era presidente, o Brasil passou por um apagão, uma crise energética, crise energética, e tinha apagão.
Então teve um apagão assim que a gente ficou horas, o Brasil inteiro sem luz e tal. E aí eles inventaram a tarifa que até hoje tá na conta, né? Até hoje essa merda tá na conta.
Atualizado, ele vê todo dia.
Eu vejo lá, você tá na tarifa vermelha, tarifa amarela, uma merda para aumentar tua conta, te roubar, né? Eles são incompetentes e te roubam.
Mas deixa um fio da tua rua cair, você vai ver, demora um mês para arrumar.
Aí, enfim, aí ele fez um trote, cara, que eu amava, chamava Apagão do Chupim. Apagão do Chupim, ele ligava. Conta aí, Barboa.
Era assim, a pessoa tinha que ter um telefone fixo ali, né? Que era uma sacanagem com a mãe da pessoa. Então eu combinava com ouvinte, falou: meu, vamos pegar sua mãe?
Vamos.
Você vai ficar na chave geral, eu vou ligar no telefone da casa da sua mãe, vou fingir que o barulho de teclado de fundo é música de espera, tudo como se eu fosse, né, isso, não é nem light. Eu falava: olha, a senhora tá passando da meta de consumo, que tinha uma meta que você não podia ultrapassar, e aí a senhora passou da meta de consumo, a gente vai ter que desligar sua energia. Ela não sei o quê, não sei o quê, não sei o quê.
Aí num determinado momento do trote eu dava um sinal para o ouvinte, que é protocolo, a chave geral, e a mulher ficava com— tinha que ser telefone fixo, é porque não precisava de energia, né? E aí desligava. E aí a pessoa: você desligou minha energia? Eu falei: senhora, infelizmente. Começava com aquele gerúndio de telemarketing: infelizmente a senhora vai ter que vê não sei o quê, não sei o quê, não sei o quê, não sei o quê, né?
Aí voltava a luz, aí do nada voltava, tá vendo só? Vou te dar uma chance.
Aí depois voltava a luz, quando voltava falava, ok, tá perguntando com você, seu filho tal, que tá na chave geral.
Aí avisava, é porque o moleque ficava com alquimem também para poder escutar. Era do caralho isso aí, era maravilhoso. E o clone, o clone, o clone maravilhoso, maravilhoso, mas foi simples. Primeiro eu vou no banco, depois eu vou na Band. Caralho, eu amo isso, cara, eu amo essa porra.
Eu queria passar isso.
É, acho que tá no YouTube, né?
O Silvio Luiz, você sabe que o clone foi criado sem querer, né? Porque a gente foi gravar com ouvinte no híbrido. O híbrido, para quem não sabe, é um aparelho que pega a linha telefônica e joga numa mesa de som, né, para a gente poder ali jogar e gravar o áudio, enfim. E a gente prende o ouvinte no híbrido e voltava a gravação dele, põe ele falando e ele respondia ele. Aí eu falo: não, não, é gravação, a gente tá editando aqui.
Beleza, voltava e ele respondia Quer ver?
Eu falei: caralho, bicho, dá pra fazer, hein? Vamos fazer um trote da pessoa falando com ela mesmo. Que ela, naquele tempo, as pessoas não reconheciam tanto a própria voz como nessa época, né?
Antes o som era pior, era tudo ruim, a qualidade era uma merda.
E aí fizemos isso, meu, e foi bem pra caramba. Fizemos da Beth, a da Beth é a mais famosa.
Mas trote é um negócio desde do Emílio na Jovem Pan.
Foi na linha.
Trote é um negócio que dá muito certo. É, dá pra fazer. Hoje em dia não dá pra fazer mais.
Acabou.
Telefone hoje em dia.
Eu comecei a passar trote por causa de uma senhora na minha rua, Dona Amélia, que, meu, ela— a gente explodiu, é verdade, juro por Deus, a gente explodiu a caixinha de correio dela com bomba, né? Bombinha naqueles morteiros triângulo, lembra? O triângulo, que era cheio de corte pra caralho. Enfim, aí ela foi falar com meu pai, meu pai "Seu merda, não sei o quê, me deixou de castigo." Aí eu ficava puto no quarto, essa velha, por causa dela eu tô de castigo, eu vou me vingar dela.
Aí eu peguei na lista telefônica o telefone dela, mas eu atormentava essa velha, ligava, falava: "Eu vou matar você." Ela: "Seu filha da puta." Ali foi o início de trote, cara. Ali eu falei: "Pô, que legal." Trotes é muito legal.
A gente amava quando o Brasil ganhava da Argentina, né? A gente ligava também, puta, ligar para os argentinos.
A gente fazia um negócio maravilhoso, ficava eu, o Vesgo e o Carlinhos. A gente, na vó do Brasil, era o melhor horário, né? Aí a gente botava a mesa toda em áudio, tinha que tirar o PGM, né? Quem trabalhou em rádio sabe o que eu tô falando, que eram dois botões. Se você apertar o PGM, vai pôr o canal, vai pôr. Mas você tira o PGM, deixa só em áudio, você grava MD, você tira, você fica trabalhando fora como se fosse um back, né?
E aí a gente ficava ligando, o da Pan era maravilhoso, aquele pretinho com os teclados, é bom pra caralho, é um híbrido fodido. Então você tem várias linhas ali, aí a gente ligava, por exemplo, Milton Neves, aí tinha brigado com o Silvio Luiz. Oi Milton, tudo bem? Só um minutinho que o seu Silvio quer falar com você. Tá bom, só um minutinho. E a gente gravando, alô, "Silvio, o seu Milton quer falar com você só um minutinho." "Tá bom, só um minuto." "Quem é o Milton?" "Mas não fala que era o Milton Neves." Aí botava os dois juntos. Aí os dois juntos, pode falar. E plugava. Meu irmão, alô.
"Oi, tá falando?" "Quem é?" "Tem uma dessa com..." "Você que me ligou?" "Não, você que me ligou, caralho." "Eu tenho uma dessa que eu fiz com o Wando e com o Jair Rodrigues." "Com quem?" "Wando e Jair Rodrigues." "É muito bom." "Botei os dois: 'Ô Wando, ô bandoleira do Brasil.'" Os dois começaram a Conversar ao vivo na rádio.
Incrível!
Incrível!
Quem não viveu isso perdeu um negócio muito foda, caralho.
A gente pegava os mais inimigos, ligava um pro outro.
A gente ligava Portugal pra pedir pizza, fudido, mas não entrega. Como não entrega, pô?
Não entrega.
Então a gravação de vocês, cara, que ligou um ouvinte, viralizou demais. Ah, o pânico fora do ar.
E você xingou.
Carioca é o delegado. É maravilhoso, porque a gente O Bola xingava pra caramba. Eu e o Emílio, a gente fazia caldeirão. Então a gente toda segunda gravava pra poder ir pro Rio. E a gente gravava aqui, ó, no intervalo. Ia pro break, a gente ia. E se o cara atrapalhasse, a gente perdia o break, fudia com a gente. Aí esse cara queria falar, cara, ó, caraca, delegado, a gente tá bom. Prendeu o pau no cu, puta. Perdemos a ligação.
E tinha que pegar o avião, né?
Então, perdemos. Seu filho da puta, você é bicho.
Mas demais, vocês já ouviram isso?
Vou contar pra vocês, beleza?
Vai chorar de rir. Eu tô saindo da churrascaria, irmão, aí para um carro na porta, uma mãe e uma filha: "Bola, Bola!" "Opa, olha o que a gente está ouvindo!" Botou isso aí no talo.
Puta merda!
"A buceta da sua mãe!" "Baixa, baixa!" Eu com uma vergonha, e as tias chorando de rir num volume, pelo amor de Deus! Meu Deus, que vergonha que eu tô passando na porta! Era muito foda.
Mas quando é que você parou com trote? Você parou? Ainda faz alguns às vezes?
Eles estão reprisando na rádio alguns, né, que o Jair é muito saudoso de trote. Eu, por mim, já tiraria aquela merda já do ar faz tempo, mas nunca mais passei trote. Tentei uma vez passar, eu e o Bartô, a gente ligava, a pessoa não atendia.
Acabou essa expectativa.
Hoje em dia não tem telefone fixo.
Qualquer pessoa que te liga, você não atende. Exatamente.
Além disso, se não vem o número sem identificação, atende mais.
Pessoal fala: quem é?
Esse telefone fixo você atendia porque você não sabia quem era.
Exato.
Tinha: alô.
E era meio que obrigatória a idade de se atender, né, cara? Porque você não sabe se o pai tinha morrido, se a mãe tava bem, enfim, você queria saber.
Exatamente.
Mas era muito bom, né? E o troço do Lula que nós fizemos convidando o pessoal.
O falso Lula.
Falso Lula. Esse deu merda.
Esse deu merda internacional. Esse deu merda internacional. Escuta essa. A gente ligava, a gente ligava, o Bartô, vamos fazer um trote o seguinte, meu, a gente vai ligar para as rádios do mundo que fala português, convidando eles, né, para você falar das Olimpíadas, porque ia ter as Olimpíadas no Brasil, você chamando, né, o presidente do país.
Tá convidado, pode vir, a gente vai recepcionar bem.
Então o que a gente fez? A gente criou um e-mail falso do governo.
Cheio de tempos.
E aí, bicho, a gente mandava pras rádios: "Olha, vamos fazer..." Vocês querem o Lula, né? Uma entrevista do Lula?
Quero.
Só que é o seguinte, o Lula não faz gravado, tem que ser ao vivo, porque o Lula tem medo desse negócio de corte, não sei o quê. Ah, beleza, beleza. Então marcava o horário, a gente ligava, eu primeiro, né? O assessor, o assessor do senhor presidente, quem que vai vai fazer, o locutor Luiz Antônio: Oi, que prazer, vai entrar aqui Angola, Cabo Verde, Moçambique. Aí entrava lá, bicho, agora eu tô aqui com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Angola são poucas rádios, e a rádio que a gente entrou é para o país inteiro, uma rádio do governo de Angola para o país inteiro.
Aí entrou, bicho, como bateu, faz aí como você fazia.
Nós entramos num birô de rádios na Austrália, lembra dessa?
Essa deu uma merda.
A mulher era Era um sábado isso, um sábado à tarde, todos os locutores já tinham ido embora, só tinha um cara que tava rendendo. Ela convocou todos os locutores de volta pra voltar, porque cada um tinha uma cabine responsável por um país. Os cara tavam almoçando, tomando banho, a mulher convocou todo mundo e os caras voltaram pra atender o Lula.
Cara, mas isso é foda.
O que você falou, Bartô? Fala aí, pô.
Ah, na época eles iam perguntando tudo.
Mas fala do jeito que você fala.
Na verdade, a gente queria que a pessoa Oviete para cá, para a gente poder conversar, entendeu? A gente vai ter macaco no farol para poder— vai ter girafa, entendeu? Olhando a parte de cima para ver se não tem problema de segurança. Então a gente vai ter, e a gente gostaria muito que você estivesse todo conosco. O povo de Moçambique mora no meu coração, inclusive a minha vó é de Moçambique.
E a deixa do Trote era quando ele estava no morro ali e começava um tiroteio. Aí tinha o final, matava a Marisa.
Meu, era uma puta, matava, mano. Começava no finalzinho, pá, pá. Eu disse: 'Marisa, agora ferrou, tô começando a tirar. Atira, Marisa, atira, Marisa, pega o rebote.' 'Não, esse não, Marisa, esse é muito fraco.
Pega o técnico.' Isso ao vivo na rádio, no Cultura em Pânico.
E o cara começou com um puta de um tiroteio do inferno, entendeu? E eu mandando a Marisa atirar, e nego atirava na Marisa. 'Levanta, pelo amor de Deus', entendeu? Aí dava uma ameaçada.
Aí matava o Lula no final, aí ficava tudo mudo. Aí Bem, essa foi a entrevista com o presidente.
Mas aí depois deu ruim, não deu?
O que que deu ruim?
Porque essa da Austrália que o Bartô falou foi uma mulher que ela chamou todo mundo de volta, cara. Aí ela entrou em contato com o governo e aí mandaram aquele, como chamava aquele negócio, aquela entidade do governo atrás da gente, entrou em contato com Brasília.
O Lula tava viajando e ela enganhou que isso poderia ser um trote.
GSI, GSI, GSI, GSI, GSI, GSI.
Aí ela entrou em contato com o gabinete. Meu amigo, depois disso virou uma merda. Todos os meios de comunicação estavam na rádio no dia seguinte.
Todos, todos, fora de São Paulo, Veja, tudo, tudo, tudo tava lá, tudo.
Tá cagado.
E aí saiu em mídia internacional, começou a sair na Globo, no Jornal Nacional, né?
É uma brincadeira de rádio, não sei o quê, não sei o quê, não sei o quê.
Sensacional!
Já era segunda que quando o Lula se elegeu.
O que o Jair pensava antes?
O Jair ficou em pânico na época. Aí o advogado falou: é só não responde, a gente vai esperar.
Mas você avisava ele que você ia fazer ou não?
O Jair? Não, já tava feita a merda. Aí quem nos ajudou com o Lula foi Aquele da CUT, porra, não da CUT, não, o outro, o da Força Sindical.
Ah, sei, sei, Paulinho.
Paulinho da Força, Paulinho era muito amigo da mãe do Jair, né? Aí, acho que ainda é. Aí o Paulinho levou pro Lula, falou: "Ô Lula, é uma brincadeira." O Lula viu que não era nada político, entendeu? Então era uma zoeira de uma rádio fingindo que... Sim, não tinha coisa política ali, entendi. Pois é, que mais pegam eles. Aí o Lula falou, deu risada e acabou ali, cara.
E já era segunda já, né? Porque a primeira, quando o Lula assumiu no primeiro governo, a gente demitiu o Graziano, que era o principal secretário do Brasil. Saiu na primeira página do antigo Diário Popular, entendeu? Que a gente tinha oficial, não, Diário Popular era um jornal que tinha certa, exatamente, que nós tínhamos demitido o cara, entendeu? Foi um puta regaço de novo.
É, os trotes assim, marcou, pô, eu sou muito grato aos trotes pelo tempo que eu tô na rádio, pô, foram, né?
Caralho, eu nem dei problema com trote.
É, mas deram muito, eu te processo pra caramba.
Pô, dei.
Eu dei problema com trote também.
Agora que foi, é verdade.
Agora que você acertou as paradas.
A do Robinho, é. Ah, eu lembro disso. Saiu de uma guerra.
Porque não queria mais, aí você era amigo do Bola, mas não queria mais ir no pânico, eu lembro disso.
Não foi mais.
Não, não, é.
Foi a música.
Foi a música, não.
A trote que ele passou por Rubinho imitando Silvio Santos, o Rubinho.
Caraca!
Só que assim, eu não queria fazer. Aí, e o pânico tinha uma regra: se aparecesse a Eng lá, a Eng é a equipe de produção para gravar da TV, você tem que fazer. Caso contrário, você paga a Eng.
Meu Deus!
É, podia falhar. Só que eu falei, não vou Não vou fazer, não vou fazer, não vou. Deixa o Robinho quieto. Não, não, não quero. Robinho, gente boa, não quero, não quero, não quero, não quero.
Já tinha dado a merda da música, já bem depois da música.
E o Robinho já tinha saído da Fórmula 1, não sei, ele ia fazer uma coisa com o Pânico. Aí o diretor e o Emílio, faz, faz, faz, fazendo. Não quero fazer. Chegou na rádio, tá aí, hein, lá, você paga, você faz. 'Eu sou carioca, a equipe tá aí.' Aí eu falei: 'Já sei o que que eu vou fazer. Vai dar 2, 3 ligações, o cara não vai atender, eu derrubo, morreu, não vai dar certo. E se ele atende, eu vou fazer de um jeito para ele perceber, para ele perceber, e morre.' Entendeu a parada?
É um jeito de eu não ter que pagar. Só que, bicho, tu Alô, alô, Rubinho, é o Silvio.
Putz, oi Silvio, que lindo!
Ele pegou a isca na hora.
Não, tem a secretária, bota musiquinha do SBT, aquela porra.
Não vai dar.
Eu: alô, tudo bom, Rubinho, como é que você tá? Ô Silvio, desculpa lá o carro que ele deu uns cavalos de pau no Domingo Legal, no Marco Portioli. Não tem problema, não tem problema, você vai lá, era tudo Certo, bicho, o cara mordeu. Era eu e o Zuckerman, malucão, cara, quer dar um programa para ele, o caralho. Eu lembro de eu sair do trote e falar: vai dar merda, não põe no ar, não fode. Não, mas não dá nada. Deu, sentei do lado do monte de bandido na Lapa ali, fui pro criminal, pô. Mas eu ganhei.
Mas me diz uma coisa, a rádio na época não segurou?
Não era, mas ele botou na minha pessoa física, né?
Então, mas você consegue tirar e jogar responsabilidade para cima.
Mas eu tive que ir lá, né? De qualquer jeito tive que ir. Mas deu bom, deu bom, deu bom, ganhamos, ganhamos, ganhamos.
Mas deu bom. Mas o bolo que amigo dele não conseguiu contornar.
Mas eu nem queria envolver porque o bolo de comer nem eu tinha. Mas depois eu conversei com o Robinho e tá tudo certo. Robinho hoje vem aqui, é o nosso amigo querido, manda mensagem no WhatsApp, problema para não tá.
Problema muito injustiçado, é um puta de um piloto, né?
E gente boa para caralho, cara, de um coração gigante. Deu merda, deu merda. Eu lembrei disso na hora que você falou, foi o cara do que o Ceará fazia também com Silvio Santos ligando para o Paulo Henrique Amorim sair da Record e para o SBT. E marcaram no Rancho da Pamonha, brother.
Gente, pelo amor de Deus!
Demais! O cara topou, tá ligado?
Genial, genial! Onde a gente vai marcar pra conversar? Pra não dar problema, vai ser ali no quilômetro 35, Rancho da Pamonha.
E aí, mas vocês foram lá, mano? Não, não, não.
Gravaram? Mas aí deu merda.
Cara, eu me divertia com o Pânico porque eu conhecia vocês e eu sabia que ali era verdade os negócios.
Né?
Então eu, porra, cara, mas o que eu ria com vocês, bicho? Mais do que eu ria.
Mas tem um maravilhoso, esse não foi o ar porque o Japa apagou o arquivo. Queria matar o Japa, eu quase, o Emílio me matou esse dia. O Daniel Zucca me imitava o supla, cara. Esse dia, eu juro por Deus, esse é o trote que foi muito além, quando dá uma merda além, tá ligado? Passa um pouco do limite. E aí ele ligou para chamar a Hebe. A gente ligou para casa da Hebe, maravilhosa, pânico rolando. A gente correu para o estúdio para poder entrar no bloco seguinte, cara.
Ficou maravilhoso. Ele, o Supla, ligou para casa da Hebe, tipo assim: poxa, não me chama mais pro seu programa, papito. Ela aí, ela chamava ele de Eduardinho. Eduardinho, como é que você tá, Eduardinho? Não, tô chateado. Não, você vai, eu vou ligar para Adileia, que não sei o quê, que era diretora. Você vai, esses cara aí, meu, você não me chama mais, você gosta mais de mim, tipo, o Supla comendo o toco da Hebe, tá ligado? Pra ir no programa, cara. O Japa foi editar, apagou o áudio.
Mentira!
E o Emílio anunciou que a gente ia ligar pra ela. Foi o Japa, Marcos Aguena.
Puta, burro!
Apagou, meu. E aí eu falei: Emílio, apagou. Aí o Emílio ficou puto pra caralho, ficou prometendo não vai, que não foi, e não foi.
Falamos pra caralho que ia passar.
Foi numa quinta-feira, quarta-feira assim, cara. Tô eu em casa "Segunda, mano, não tô brincando, velho. Tô em casa na Hebe vendo, tá o supla na Hebe." Mentira!
Mentira!
E ela: "Meu amor, desculpa, você falou que não vê." Ele não entendeu nada.
Ele não tá vendo de nada, velho.
Como assim?
Não foi ele, pô.
Legal, mas foi legal, né? Foi massa.
Eu sou assim: "Ju, quem me põe no SBT tá maravilhoso, brother." Valeu, Adele! "O que é, Biel?" "Não é possível, você não me ligou?" "Eu não te liguei, meu, puta nóia do caralho." Sabe uma dessa que eu fiz também boa?
Tava o Domingo Legal ao vivo e tava convidada do Domingo Legal a Gigi Monteiro, né? A Núbia Oliver. Aí sabia que tava nos bastidores o Gustavo, que é aquele cara que licenciava brinquedos, o Gugu. Tava também o Walter Vanderlei. Eu falei: "Pô, tem um monte de gente que eu conheço aqui." E eu tinha um chip da BCP na época.
Nossa, BCP, minha mãe trabalhou na BCP.
É, aí eu mandei uma mensagem para todos esses que estavam ali no palco do Gugu, pus assim, ó: BCP informa, acabou de falecer a comediante, atriz Dercy Gonçalves.
Puta que pariu, bicho!
E aí, bicho, aí ao vivo o negócio, e começou: Gugu, olha, eu queria dizer que acabou de chegar não sei o quê, uma informação que a gente vai checar do falecimento conhecimento de Dercy Gonçalves, porque chegou no Walter Wanderlei, chegou na G-Monteiro, chegou na— todo mundo que tava ali. E aí ligaram para Dercy depois, né? Primeiro deram informação, aí ligaram para Dercy. A Dercy fala: é esse pessoal que usa tóxico, é não sei o quê, puta do ar.
E eu lá em casa, meu, vibrando com tudo aquilo, né? Então essas coisas, cara, assim, nunca mais aconteceram, nunca mais, nunca mais, né?
Nunca mais.
Solange Roberval, Conceição, que a gente ligava sempre para a mesma vítima. E a vítima não sabia que ela tava aqui.
O pessoal, Marcelinho, tava aqui no chat falando desse Conceição. Como que foi esse Conceição aí?
Então, Conceição foi passar um trote para uma senhora que trabalhava no interior, e ela tava, ela se abriu para mim, né?
Do que que era o trote?
Eu nem lembro, nem lembro. E ela trabalhava no caixa de uma padaria, tá? E eu ligava na padaria: Oi, Conceição, tudo bem? E ela Ai, foi se abrindo para mim. No dia seguinte eu liguei, ela se soltou para mim, tal. E aí foi, eu fui levando isso. Então era uma novela, eu comecei a fazer a plástica com o Seição, eu não me lembro muito bem. Aí no episódio anterior, aí passava eu falando com ela.
Você fez uma novelinha? Uma novelinha.
Aí mandei chocolate para ela, mandei flor para ela, e isso ficou Ficou no ar, meu, ficou todo dia, o pessoal esperava pra ver o capítulo do Dia da Conceição. Até o dia que eu falei: Conceição, preciso falar uma coisa pra você, eu sou gay, não sei o quê. E ela: nossa, uma puta decepção. Ela tava apaixonada, tava apaixonada. E aí o pessoal na época começou a entrar em contato com a rádio lá, falar: meu, isso é um absurdo, as pessoas se envolveram.
É lógico, lógico.
Mas você chegou a conhecer a Conceição?
Claro que não, ela era de Ribeirão não sei o quê, nem lembro de onde ela era. Ribeirão Bonito, acho.
Ribeirão Bonito. A gente fez com o Japa, a gente fez uma coisa muito parecida, que a gente ligava pra Portugal. Carlos Caramujo.
Carlos Caramujo.
O repórter.
O surdo. E ligava pro Miguel, o nome dele. A gente entrou num site de relacionamento gay de Portugal.
Maravilhoso. Lembra disso?
Filho da mãe!
Ele começou a namorar, de cara mude começou a namorar um cara por telefone, cara. E Miguel era maravilhoso, cara. O cara fazia sexo virtual por telefone, brother. Ai, que delícia! Era muito bom, virou meme na novela também, te ligava por O Miguel, todo dia, tu tinha, vinha conta deliciosa, né? Mas falei: "Tá rendendo." É, é, é.
Tô rendendo pra caramba.
Cara, eu pegava classificado de Portugal, era maravilhoso.
Porque era caro ligar internacional, né?
Era caro, caro.
Eu já tinha um horário pra ligar ali, tipo 10:30. Falei: "Já pensei o horário, 10, 10:30, ligar pra Portugal." 10:30, todo dia a gente ligava. Pegava o... A gente conseguia o jornal, tipo, primeira mão deles, né?
Aham.
Puta, era maravilhoso.
E hoje em dia a gente tá no YouTube, tá no TikTok, a gente vê umas coisas viralizando.
Sim.
A gente fala: porra, a gente já fez isso pra caralho.
Há 200 anos atrás.
Viraliza muita coisa da gente.
Carica, você viu o que viralizou da vó baiana que falou que o Neymar ia abduzir os jogadores do futebol?
Eu vi isso aí.
Você viu? No jogo de ontem do Brasil e Escócia.
Eu fiquei esperando, até hoje eu tô esperando.
É, tamo lá, eu achei que ia abduzir. Muito legal.
Brasil ganha a Copa?
Eu acho que ganha.
Você acha?
Eu acho que chance zero, cara.
É chance zero.
Eu acho que chega às quartas.
Zero.
Acho que chega às quartas.
Não, torcer a gente torce muito, mas tem que ter— não vou me frustrar à toa.
E você, do jogo ontem?
O Brasil não tem meio-campo, velho.
Não tem meio-campo, isso é verdade.
Aquele Paquetá, ele tá jogando nada. Não, nem tirou ele aí do Barcelona.
É um buraco no no meio. O Brasil tem um buracão. Quando pegou time fraco, a hora que pegar um time forte que impõe um jogo, tipo Marrocos impõe um jogo ao Brasil, o Brasil arrancou.
Vai ser Japão ou Holanda?
Se pegar a Holanda já era, amigão, já ia cair ali mesmo.
Acho que vai ser Japão.
A gente vai pegar a Suécia.
O podcast tá fazendo aniversário, 5 anos.
Anteontem.
Anteontem.
Vocês também começaram O cara falou, pô, vamos aqui, ó, na casinha aqui mesmo, montar uma nossa emissora.
É verdade.
E é, e é, é verdade.
Curiosidade de imbecil: por que este nome?
Não tem, não era o Carlinhos? Qualquer coisa na rádio, tipo, puta, eu fui almoçar com o Barbura lá no Ticaracatica, pô. Você esquece o nome, qualquer coisa é Ticaracatica.
Entendi, entendi.
Então virou, aí o cara falou, vamos fazer um Ticaracatica. Pô, legal, Carica, belo nome.
Que isso que tá falando?
Ticaracatica não, não.
Entendeu? Então aí ficou. E eu gostei do nome por um motivo específico. Eu falei para o Bola, Bola, a hora que botar T-I-C-A, Tica, só tem ele no YouTube, só tem isso. Então vai aparecer primeiro. A pessoa não sabe o nome, mas se ela botar Tica, acabou.
Já vem.
Você vem aqui, bota Tica, já aparece, ó, oferece, ó, T-I-C-A.
Pronto, já entendeu?
Qualquer Tica que Põe no TICA, mas não tem um significado, não é nada, é o abracadabra, é um ticaracatica lá, entendeu?
Então, pouca pontuação, aí vai um podcast, começa a arrebentar, né, bicho? É um tapa na cara ali também.
Eu acho que é uma oportunidade para que, eu acho, para, para, é porque é diferente, né, cara? Porque uma coisa você fazer um programa de rádio que tem toda uma infraestrutura. Outra coisa é você fazer o programa e ter que cuidar da infraestrutura. Se você não tem sócios bons, né, que no caso aqui a gente tem o Papai aqui que faz a parte administrativa, porque é uma empresa, é uma produtora, então você tem que ter—
no rádio é um negócio muito complexo, né, mano.
E também se der problema você tem que correr atrás.
Rádio é punk.
Mas você sente falta de rádio ou não?
Isso aqui para mim é rádio.
Não, sim, mas assim, de rádio é gostoso.
Eu não ouço mais rádio.
Aqui não tem música, não tem break.
Para não dizer mentira para você, Barbô, ontem eu tava me vestindo, eu peguei um, eu tenho um rádio que eu comprei, um de couro amarelo assim, maneiro, retro.
Não escuta, se amarra, brother.
Mas é ridículo, cara. Aí eu falei, cara, vou ficar com rádio, vou ouvir rádio hoje. Fiquei mexendo, fiquei ouvindo, falei, a sonoridade do rádio por causa do Optimode, né, é um pouco diferente.
Eu faz muito tempo que eu não ouço rádio.
Aí eu usei o YouTube, mas, cara, nem no carro, não, nem no carro, não.
Eu já plugo o celular, já boto tudo no YouTube, tudo no YouTube. Bluetooth.
Que doido, cara!
Eu só vejo YouTube, velho.
Eu sou do rádio ainda, cara.
Eu sei, né?
Mesmo no carro, mesmo no YouTube, mas meu, o rádio ainda, eu não sei por quê.
Pra falar, se eu tô no trânsito, se eu ouço vocês, se eu tô acionado no trânsito, eu ouço, que eu gosto, e ouço de manhã o 97, lá o Domênico.
Ah, o Domênico, ele ainda faz o palhacinho ainda?
Faz. Não, ali de manhã não é futebol, é o 97.
Ribeiro.
Não, é o meu Domenico Palhacinho, o Bernardo. Isso, eu ouço eles de manhã.
Eu, para falar que eu não ouço nada, eu ouço isso, mano.
Mas engraçado, depois eu não tenho muito costume de ouvir rádio. Mesmo quando eu tava no Pânico, eu não ouvia. Ah, tô na rua, não gostava de ouvir.
Eu gosto do jornalismo do rádio, cara.
É muito imediato.
Muito bom. Muito bom, é muito, é autêntico, é na hora, no momento, sensacional. Eu acho muito bom isso, cara.
Eu sei, quem fez rádio não esquece, né, mano? Rádio é um negócio mágico.
O que eu gosto mais do rádio do que do podcast, por exemplo, é a vinheta, é a trilha, coisa que YouTube não dá.
Sim, sim.
Eu não posso, eu queria, você acha que eu não queria ter uma trilha aqui para operar? Não, não é fazer com uma trilha, é fazer um jingle, né?
Então eu uma mesinha lá, quem me indicou foi o Otaviano Costa, cara. É uma mesinha, só que você só pode colocar trilhas brancas que o YouTube autoriza.
Mas se tiver um, desculpa, um corno que registra aquela trilha, você se dana depois.
Não, mas são trilhas do YouTube. Não, são trilhas, você puxa trilhas que eu posso usar no YouTube.
Sim, mas algum corno pode?
Não, porque já é do YouTube. E aí Aí você pega essas trilhas, todas essas você pode usar. E são boas, são boas, tem uma infinidade de trilhas. Eu adoro, uma infinidade.
Lá no cara corta meu microfone, Marcelo corta meu microfone.
Vai dormir, maconheiro. Mas aí é feito, mas tem as trilhas também. Aí pede para sua produção, depois você vai você vê, bicho, tem uma infinidade.
Eu tenho uma mesa, eu tenho uma GoXLR, porque eu fiz, eu estremei na pandemia na Twitch e eu montei um estúdio como se fosse de rádio na minha casa.
Por isso começou o Tica.
Lembra da minha mesinha GoXLR? Eu tenho uma puta mesa bacana.
Você tem uma veinha de rádio?
Então o que que acontece, na pandemia eu fiz rádio toda noite de 10 às 3 da manhã.
Deixa a profissão, né?
Eu também.
Foi porque eu não fiz a Metrô. Lembra que eu ia fazer a Metrô?
Quase bateu na trave. O que aconteceu?
Na verdade, eles queriam que eu fosse para lá 7 horas da manhã e eu queria, eu já tinha o estúdio em casa, falei: eu quero fazer de casa. Ah não, de casa você tem que vir aqui. Eu falei: 7 horas da manhã na Paulista eu não vou. Então valeu, obrigado.
É uma pena, cara.
Mas tudo bem, mas eu fazia Twitch. Então, cara, e era Twitch na Seu Tica, tá entendendo?
Uma coisa vai, louco, eu lembro.
Você sabe, eu levei o bolo Falei: "Bola, que eu queria que o Bola estreiasse também." O pessoal tá pedindo pra você vir aqui um dia, é verdade.
Bateu na trava. E também o Carlinhos e o Vinícius. Tomei uma época lá também.
Tomei uma bela rádio.
O Jair é muito fã de todos vocês também, porque acompanhava, né, o Pânico, enfim. Então eu acho que uma hora aí, se vocês quiserem, fazer um papo.
Metrô é uma rádio legal.
Não, o Metrô é... 98,5, pô.
Exatamente.
Agora tá no Brasil.
Tá em rede?
Tá em rede.
Metrô Rede.
É, Maceió, Belém do Pará, Salvador. Foz do Iguaçu, mas legal, um monte de capital.
E é de segunda a sexta o Chupim?
Segunda a sexta, 6 horas da tarde, 6 às 8, na metrô. Exatamente, tem um canal que é o youtube.com/chupim, bota Chupim, é youtube.com/chupim, é Chupim com CH.
Sobe no YouTube, bota Chupim, mas eles não entregam, sabe por quê, bicho?
Eu acho que por causa dos trotes que teve, muita rejeição versão de trotes, às vezes você vai digitar chupim, você tem que dar um enter para entregar, senão ele não entrega. Nos Estados Unidos começou chup, ele já entrega.
Mas por exemplo, ontem teve jogo do Brasil, o que que você fez?
A gente fez o chupim na Copa, aí chamamos o Guipa e o Clédinho e mais aqui o time, mas no horário do jogo, vocês estavam no horário do jogo, ficava comentando do jogo, falando.
Vocês não viram o jogo então?
Lado da rádio.
A gente vê, tem um monitor, a gente fica assistindo e comentando.
Porra, é uma merda, porque eu queria estar lá comendo pipoca, né? Então ontem a gente fez o programa aqui até as 4. Então, mas o barato do YouTube, que eu falo que é do caralho, é porque 95% da nossa audiência vem depois, não fica no ao vivo.
Sim, exato. São os cortes, as entrevistas, depois, após entrevista.
95% da audiência vem depois. A gente faz ao vivo porque a gente gosta, e também tem a vantagem de fazer ao vivo, ter superchat, a galera participar. Inclusive, a gente pode atender o telefone, atender a galera aqui. A gente tem uma plataforma, você pode entrar no nosso chat aí, clica aí, entra na plataforma e fala ao vivo com a galera do Chupim. Aí é o rádio, né? Olha, muito legal. A gente tem um fone.
Vai xingar o Marcelo.
Quem tá falando? Matias. Fale, Matias, o que que você manda, meu irmão?
Fala, Boleta! Fala, Chupim! Fala, Carica!
E aí, fala de onde, Matias?
Interlagos, São Paulo.
Boa, meu velho! O que que você manda, Matias?
Bom, queria dizer que eu sou ouvinte do Pânico desde 95, na época da Patilene.
Tá velho, lembro!
Patilene, Flávio Machado, Machado, Samanta, Samanta, né?
Por onde anda o Machado, hein?
Nunca mais vive.
Era a época que vocês gravaram aquele CD Macacaralho, né?
É isso, é sério, nunca mais viu o Machado. Por onde ele anda?
Ele tava numa rádio de Minas, a BH.
Ah, é?
E ele virou todo um tipão assim, que ele fala com as mulheres.
Ele tem Instagram, Flávio? Alguém tem Instagram? Não, não, porque é um cara que eu trabalhei uma época, né?
É gente boa para Caramba, eu lembro que o Flávio Machado trabalhava na Metropolitana e o Jair às vezes ficava meio puto com alguma locução e chamava no Nextel ali, ó, Paulista na escuta, e ele ficava quieto. Depois, Jair, pô, você não ouviu? Ele falou, eu sou carioca, não sou paulista. É verdade, queria morrer, bicho.
Que mais, Matias?
Bom, eu acompanho vocês, né, desde essa época aí. Obrigado. E aí, aproveitando a presença do Chupim, eu me lembro deles lá em 98, que eles cantavam Cuco Louco. Cuco Louco também, é isso aí. É minha época de adolescente aí, né. Enfim, e aproveitando a presença do Chupim, hoje eu me lembro, né, nessa época aí tinha uma pequena rivalidade, né. Eu escutava muito pouco o Chupim porque eu morava numa cidade, Campo Limpo Paulista, e lá não pegava muito bem a rádio.
Então acabava escutando só o Cuco Louco. Enfim, aí tinha uma rivalidade entre os programas, mas enfim.
Qual programa? O Cuco Louco, que era de manhã, né, com o Bandeirantes. Que a gente tinha rivalidade?
Não, pessoal do Cuco Louco. Não, não, na própria Metropolitana o Cuco Louco era de manhã, e aí o pessoal do Cuco Louco tinha uma rivalidade com o Cuco Louco.
Nossa, nem lembro disso, porque o Luanes e Adani Zanetti sempre foram meus irmãos assim?
Não lembro não por vocês, por parte das pessoas que escutavam o Cuco Louco lá da audiência.
Ah tá!
Isso isso entendi! É, e aí né Luanes, Adani, próprio Luiz enfim eles eram bem legais era um gente boa tava sempre lá inclusive eu fui uma vez depois na rádio conheci o Marcelo. É claro, ele não vai lembrar de mim porque era muita gente, né? Mas enfim, é para também não tomar tempo aí, cara. E que bola, né? Hoje eu tô trabalhando com pesquisas e aí hoje não teve pesquisa para fazer. Eu tô acompanhando vocês desde o começo aí.
Muito obrigado, obrigado, valeu, Matias!
Obrigado, irmão, valeu! Estamos fazendo uma junção que jamais na Pan faríamos, né?
Exato, exato.
Não é legal isso? Porra, meu, a gente trouxe aqui o pessoal da A galera da, como é que é o nome lá da galera do esquenta, do encrenca, do encrenca, o Ângelo, muito legal, o Café.
Mas daqui a pouco a gente tá tudo morto, cara, é, sabe, eu acho que nada, eu falei por vocês, eu sou homem, você fuma, pode aí para caramba, meu Deus do céu, daqui a pouco pode, pode, a minha paz que tinha que morrer Eu já enterrei, já.
Tem certidão de óbito? Não pode pôr fogo, dá para as crianças comerem.
Mas aí tem que dar documentação da cremação também, porque senão é sério.
Eu sabia, né?
Mas isso tipo assim, por exemplo, do partiu foi do joelho para baixo. E se, por exemplo, foi um dedo também, mesmo procedimento.
É o corpo que se achou em algum lugar, tá no lixo. Que que é aquele corpo, entendeu?
Eu sabia, eu sabia.
Quem tá aí agora?
Vamos ver aqui.
Alô, Maria Gulosa!
Maria Gulosa está presente!
Maria Gulosa! Maria Gulosa!
Delícia!
Alô?
Faz aquele de 3 vezes, Bola, melhor, que aí quem atender primeiro atende.
Aí, fala, Matias, de novo rapidão, só para pedir para você mandar um abraço para o meu filho Ian. De novo?
Um beijo para o Ian, abração, Ian.
Valeu, meu filho.
Valeu, Matias. Vamos lá, aí a gente tem a plataforma Atende, tem, a gente vê chat. E a galera usa pelo WhatsApp, então é só clicar, entrar na plataforma, você entra aqui ao vivo. Legal, maneiro da gente interagir. É porque o chat não dá, né? Chat, chat.
Ó, oi, quem tá falando?
É a Martinha do Rio Grande do Sul.
Ei, Martinha, tudo bem com você?
Eu vou, sério, real, vou começar a chorar. Não tô acreditando.
Não chora, senão a gente chora também.
Martinha, sem chorar, Martinha.
Não, sério, cara, nossa, não tô acreditando. Fala, mulher. Conheci o Chupinha no passado e comecei a acompanhar muito também depois que o Rafa entrou.
Olá, Rafa!
Aí, Rafinha!
Martinha, beijo, minha querida!
Eu mandei um direct para ele com foto dizendo que eu tava assistindo e tal. E eu quero dizer para o Chupim parar de convidar essas sensitivas, gente. Além de falar que o Rafa morreu, ela ficou falando umas coisas nada a ver. Falou que o Brasil ia ganhar ontem de 4 a 1 e o Neymar ia fazer um gol. A outra baiana vai lá, a outra bandinha vai lá falar pobrema. Por que que Não sabe falar português, gente.
Adoro, é que a gente adora essa turma, essa turma. A gente adora porque tem sempre um humor subentendido ali, entendeu? E é, você pegou, captou exatamente esse tipo de humor subentendido.
Ontem eu vou ser breve, por mim ficava tarde inteira, mas sabe uma coisa que me pegou muito uma vez? Me lembra muito foi na Lene ano passado, que uma pessoa no chat perguntou se ia passar num concurso que ia fazer e ela disse assim: "Não, não vai ser dessa vez." Porra, cara, imagina, a pessoa já se acreditou, já vai pro concurso sem nenhuma vontade.
Já zero de vontade.
Mas é ótimo isso, né? É, mas se ela amasse a sensitiva, pelo menos pega um papel, fica fazendo umas contas ali do aniversário da pessoa. Acha que o Michael Jackson tá vivo? Pelo amor de Deus! Mas o Michael Jackson está vivo nos nossos corações.
Ele e o Elvis.
Elvis não morreu, ele mora numa casa subterrânea.
Porra, aquele documentário do Michael Jackson, dos meninos.
É deixando Neverland. Porra, é bom.
Um beijo para você, você é de Porto Alegre?
Esses caras ali, eles foram, eles falaram depois que eles mentiram na época, e os pais, quando eles tinham 13 anos, eles fizeram um acordo e ganharam muita grana.
Então, mas não mentiram, eu acredito na versão dos moleque ali.
É, né?
Eu acredito.
Capaz ele era capaz.
Martins, eu acho.
Um beijo, Marta.
Beijo, Martinha.
Um beijo para vocês. Aqui no Sul tá muito frio, muito frio.
Imagina aí, você é de Porto Alegre?
É verdade, você é de Porto Alegre? Ah, eu vou dizer que é, que sou, mas na verdade é Novo Hamburgo, é do lado de Porto Alegre.
Sei, sei, é grande, grande Porto Alegre.
Rio é a capital nacional do calçado.
Isso, eu vou estar aí, só para lembrar que eu vou estar com meu show aí, Botando Pilha, dia 31 de julho.
Que merda é essa? Você roubou meu negócio, botando pilha, mano? Você tá, porra, brother, podia ser o garoto propaganda.
Não, eu ainda sou, não é? É carioca botando pilha com a Elvina por cima. Então dia 31 estaria em Porto Alegre, dia 1º em Bento Gonçalves Dia 2, Caxias do Sul, tá bom? Tá convidada.
Nossa Senhora, tá bom?
Então só para avisar aí para vocês que eu vou estar aí, tá bom?
Beijo, Martinho.
Valeu, Martinho.
Um beijo, beijo, bebida.
A gente queria ir num show seu aqui em São Paulo.
É bom, irmão, é bom.
Eu vou provavelmente fazer uma quinta-feira, não consigo final de semana, vai ser uma quinta. Eu te convido, eu vou pegar teu WhatsApp. Chama o Ju, porque tinha aquele grupo, eu ficava saindo, né? É verdade, mas é porque eu tinha motivos para isso, não era nada pessoal. Então eu tinha motivos, por isso que eu não estava ali, entendeu? Sacou, brother? Tá ligado nas tretas lá, porque eu adoro, eu adoro a galera, mas às vezes tem coisas que não dá, né, brother?
Porque o Emílio, o Emílio é Tipo, mas o Emílio, ele é filha da mãe também. Então às vezes ele deixa, ele escrevia lá a treta que é.
O véio é foda, né? É, é, é lazarento, véio.
E ele se diverte naquele grupo pra caralho. Ele ama aquele grupo.
Eu imagino.
Sabe como surgiu aquele grupo, cara?
Tem um grupo de todos os locutores, explica pra galera, um grupo de WhatsApp.
Eu fiz esse grupo junto com o Zé Américo e com o Felipe Xavier, né, que a gente começou a comentar no Facebook uma foto dos sobrinhos do Ataíde antigo. Chama esse grupo. E aí eu comecei, aí eu coloquei o Emílio no grupo. Emílio no começo não falava nada. Aí colocamos Ronco, foi colocando todo mundo nesse grupo. As pessoas têm hoje, aí hoje diminuiu porque tiramos um monte de gente, aí ficou só uma natazinha lá, só os topzinho.
Aí, mas meu, esse grupo aí teve encontros, ainda tem os encontros. Bartô já foi alguns, né? E o Emílio já fez do apartamento dele uma vez.
É assim, quando não tem treta, ele promove, ele e o Emílio promovem treta. Vocês promovem, tá no grupo.
Tem que render, gente, o diálogo no grupo.
Ah, não me diga. Tem super aí, cara?
Tem demais aí, pô. Tem demais um aí.
Olha o horário, hein, meu.
Fica tranquilo, bonitão. Fica tranquilo, bonitão.
Eu vou pra casa, irmão.
A gente se vê daqui a pouco. Eu vou pra Florianópolis, mas tá no horário aí, tá de boa. Ainda dá pra pegar o voo. Deixa eu ver que hora eu vou.
Alô, bonitinha, quem tá aí?
Fala só, galera.
Essa plataforma aí é legal, né? Porra, é, não é tão bom quanto o híbrido, né? O híbrido é o melhor.
A gente tem um sistema lá que a gente liga aqui um audiozinho, atende pelo celular, mas o WhatsApp cai.
A gente foi fazer isso, derruba o WhatsApp toda hora, caralho. Derruba, manda ligadão número, a plataforma foi o único jeito que o cara tem que criar um cadastro. É muito boa, você filtra mais realmente quem queira participar, entrar.
Sensacional.
Depois, se quiser, eu te passo a fita ali da plataforma. Obrigado. E eles fazem para Super Chat, faz tudo personalizada.
É top demais.
O cara pode mandar Super Chat com voz de Bolsonaro, voz que quiser. Olha que legal.
Fale, Daniel.
Bom, só tô querendo deixar uma mensagem para vocês aí.
E eu até deixei uma mensagem outro dia aí falando sobre que eu sou representante comercial na região de Ataléia, Minas Gerais, certo? Quero deixar um grande abraço para vocês aí, parabenizar pela, pelos 5 anos aí do programa. Muito obrigado, irmão, que vocês são especiais na minha vida, que me ajuda demais aqui na região.
Que é isso, velho, que bom!
Somos muito, sou muito grato na verdade por vocês aí.
E nessas estradas, como a gente roda sozinho aí, a gente fica muito sozinho e vocês fazem uma grande companhia para a gente aí. Bacana, só para, fico feliz aí, meu velho.
Um abraço para vocês aí.
Obrigado, Daniel.
Obrigado mesmo, possa ser muito próspero para vocês aí.
Amém, para nós todos, irmão.
Valeu, Daniel.
Muito grato por vocês aí.
Valeu, é gostoso isso.
Obrigado demais, Daniel.
Aí, né, o caminhoneiro.
Obrigado, Daniel. Floriano, um beijo, irmão.
Um abraço, meu irmão. O caminhoneiro, cara, a gente tem um caminhoneiro lá da França. Olha que bacana, ele liga direto, liga direto. É porque o O caminhão, o cara fica às vezes, sei lá, 7 horas por dia, e o podcast male male vai 2 horas, ele vai ouvindo o outro. Quando ele vê, o dia dele já foi, só ouvindo. Faz companhia mesmo.
Faz isso comigo.
Fernando de Minas Gerais, tudo bem, Fernando?
Ô, Bebe, você lembra de mim?
Eu sou o Galata de doce.
Que o quê de doce?
Que eu dei uma lata de doce para você uma vez. Lata de doce de Minas Gerais.
Lembro, lembro, lembro, lembro, sério, lembro. Você trouxe de Minas, não foi? Você e sua mãe?
Foi.
Eu lembro de vocês.
Ligação tua tá uma merda.
É o quê, o telefone colonoscópico?
Tá falando da lata. Fala mais devagar, Fernando.
Meu Deus do céu.
Ó, mas obrigado. Eu lembro dos doces, lembro de vocês, era mãe e o filho, lembro. Vocês foram lá na Paulista, lá na Rádio, um beijo para vocês, muito obrigado, viu?
Meu Jesus, tão bizarro!
Tinha uns loucos na rádio ainda, comendo na Jovem Pan, irmão.
Muito mesmo ali, cara.
Eu ia lá, a esquina de louco, né?
Ouvinte de rádio é meio louco. Tinha um probleminha que ele ligava, falava assim: o Bebe, "Eu vou te matar." Aí eu falava: "Ó, probleminha." "Por quê?" "É porque eu quero te matar." Mas ele era desequilibrado. Aí ele ligava na recepcionista da rádio: "Ô, Nani, eu vou te matar." E uma vez ele foi lá na rádio, teve que chamar um castanho.
Bateu na porta. Tivemos que segurar ele na portaria.
Uma vez eu recebi, eu fui passar um trote, falei: "Eu gosto de cocô, eu gosto de cocô." Teve um ouvinte que me mandou uma lata de merda.
Nem fudei, velho.
Juro por Deus. Bola, o Gastão, que é o cara lá, lá na portaria, falou: o Bebê, chegou um presente para você, tá cheirando muito mal. Eu falei: o Gastão, abre. Aí abriu, é, ele falou: puta, é cocô, bicho. Eu falei: e veio uma carta. Ah, é, Bebê, já que você gosta tanto de cocô, que você pediu, ele mandou.
Então assim, muito doido, né, cara?
Tinha dançarino, né?
Tinha um cara que esse cara era fenomenal para mim, ele aparecia com uma roupa de algum lugar que ele trabalhava todo dia diferente. Então um dia ele vinha de bombeiro e ele se dizia que era de bombeiro e com crachá. No dia seguinte ele era enfermeiro e ele vinha com crachá. Aí num outro dia ele vinha como segurança e com crachá. Falei, cara, onde ele arruma tanto crachá, velho?
Só gente louca, só gente louca.
A Rádio Amaral.
Até hoje vai De vez em quando a gente olha assim, sai do elevador, aí cola umas pessoas.
Tinha uma na panca, a gente descia, o Emílio, a gente descia, a gente tinha que sair correndo. Ela emendava copo d'água na gente porque ela falava que a gente tava hackeando os computadores e os telefones dela.
Olha que maravilha, bicho!
E ela mandava copo de água fechado na gente. Olha, mano, tinha que sair voado da rádio. Que delícia, né, cara?
Ainda bem que ela largou a gente.
O que que é? Mas rádio, pô, rádio é coisa de gay.
É, tinha um que marcava a parede.
O Eli Santos, ele foi uns 3 anos todo dia na rádio. Lembra quando a gente era no 14?
Lembro.
Tinha o vidrinho, se olhava o vidro assim, tinha uma marca do pé, a marca da bunda. Ele encostava, ele ficava encostado o programa inteiro assim.
Caralho, cara!
Aí você fala: Eli Santos, que você tá fazendo aqui? Vim ver onde você trabalha. Eu trabalho na Bayer. É mesmo, irmão? Vou te "Vem tentar um dia." "Não dá, tem 8 portões para você atravessar." Falei: "É mesmo? Por que que você vem? Você trabalha como? De terno?" "Não, eu pego meu carro, eu paro no shopping Ibirapuera, eu troco de roupa, pego um ônibus e venho para cá." Putz, que homem! "É, meu, aí depois eu volto, ponho o terno e volto para Bayer." Meu Deus! Fazendo ali, qual ele foi? Ele foi uns 4 anos, né?
Aquela índia.
A gente faltava.
A índia.
O Pinto também, Ninja.
É tipo internet, ela saía lá que vocês ia lá na rádio.
Sabe quem eu falo que me ligou? O pessoal do Olhar Cínico, falei com o Seninha, o Seninha, Marcelo de Sena. Esse é maravilhoso.
Você fez Breaking Bad? Ele fez Breaking Bad?
Fiz, 8 anos.
Tem a foto aí dele no Breaking Bad? Cadê? Aí, ó.
Meu Deus, todo mundo fala, cara, inacreditável.
Mas é igual, tá? Igual, igual, igual.
Deixa crescer o cabelo, o cabelo.
Todo mundo fala isso.
Falava que ele parecia também o Silvino lá.
Eu bebi no Ubatuba, enchi a cara num quiosque em nome do Paulo Silvino.
É mesmo?
É, o cara tava colocando as caixas no quiosque, arrumando o quiosque, eu atravessei a rua que eu tava chapado, o cara falou: meu Deus, Paulo Silvino na minha barraca, ó, vamos tomar uma, falei: é pra já, querido. É, cara, agora. Eu bebi até meio-dia.
Mas é igual, impressionante, cara.
Só porque é diferente, né? Esse aí é negro, o batom é verde.
Batom indiano.
É, ele é tipo, parece que tem problema de pele.
Ô, Bola, e TV? Vocês pensam ainda?
Eu não, irmão. Não, né? Eu não, cansou, Bola.
Eu voltei pra Pan, né?
É, é.
Eu voltei pra Pan.
TV, TV, TV.
Tamo lá de terça a sexta às 10:30 da noite.
10:30 da noite, isso não é um talk show. Exatamente. Olha aí, É, eu vi corte já.
É, viu corte?
Você não pensa em TV? Mas fazer onde, Marcelão?
É, hoje em dia tá fudendo.
Não, quem tá fazendo um projeto que eu acho que é interessante para o humor é o Edu e a Tata. Ah, sim, sim, meu, eu e a Camila, a gente vê, meu, direto. Eu não vi o programa inteiro, eu vi só os cortezinhos.
Meu, assiste o episódio que eles fazem com a Roberta Miranda, mas é de chorar de rir, cara.
Eu não vi ainda.
É de chorar de rir. E a Tata dá murro na bunda da Roberta Miranda.
Eu não vi ainda.
Fica o Edu como se fosse uma mulher e a Tata e a Roberta Miranda de sapatão pegando ele, ele como mulher. Meu, é maravilhoso.
É uma figuraça, né?
Vamos lá, irmão, vai.
Vamos lá, sorte. É uma crítica aqui, ó.
Críticas.
Arquitetura Digital enviou uma mensagem. 'Como assim o Débito não é gay? Eu não ouvia programa porque achava que ele era gay.' Olha que homofóbico, homofóbico!
E qual é o problema se eu fosse gay? Mas acho que você é gay, é porque antigamente era imitava Hebe, então comecei assim, ó, que gracinha, oi xaxá, oi, que gracinha! E aí E com isso muita gente sempre achou que eu era gay.
É bom para você isso, é ótimo.
Exato, todo mundo acha que ela é ciumenta, mas é ciumenta, é só um pouquinho tóxica. Você é tóxica?
Só um pouquinho só.
O quê?
Ontem veio brincando, é como é que é o nome?
É, não, só um pouquinho só.
Ontem no programa eu falei das meninas do vôlei, já vixi, é mesmo, ficou torta comigo.
Idiota!
Já mandou o idiota.
Quando eu tenho motivo, é bom que tem um respeito já no ar.
Mas posso falar, eu e a Camila, a gente se dá, a gente brinca assim, mas a gente se dá bem, a gente tem uma parceria. A família da Camila, meu, me ama, minha família ama a Camila. Então a gente é importante, deu tudo certo, deu tudo certo, sabe? Quem diria, né?
Quem diria?
Mas temos aqui, tocou o barulho.
Thiago Jos Furoni enviou uma mensagem: boa tarde, queria dar os parabéns pelos 5 anos do Tica. Acompanho vocês desde o início do Pânico na rádio e queria perguntar para todos o que acham do futuro dos programas de humor via rádio.
É a voz do Vinheteiro, gente.
Não, é o equipamento, né?
Você escolhe a voz.
Mas é isso mesmo, você escolhe. Aí, aqui você escolhe Pessoa, às vezes Xandão, Bolsonaro, o cara que falou antes, a voz do cara do Bill.
Você pode escolher a voz, você escolhe a voz, ou pode mandar áudio.
Aí a pessoa manda o Super Chat da forma como ela quiser.
Cara, o humor no rádio, humor no rádio tem que hoje em dia é você se policiar em tudo, não é mais ovos, né? É, não é mais humor como era antigamente, que a gente brincava com tudo. Hoje em dia mais, né?
Eu acho que quem faz quadro de rádio ainda que continua persistindo e manda bem é o Felipe Xavier, né?
Exato.
Ainda tem um quadro muito bem, né, da Sandra.
Exatamente.
Então, mas ele ainda faz humor específico, né, de áudio, vamos dizer assim.
Eu acho que só ele, só o Felipe, né?
Era o Café.
Ah, o Café também O café, porra, eu adoro o pessoal do Café Americano. Porra, porra, eu adoro eles, cara. Eu tô tentando, falei já com o Jair, tô tentando levar eles para Metropolitana.
Ia ser bom, hein, velho. Nossa, fazer isso aqui, vamos lá.
Os caras são bons para caramba. Só tem aí.
Último, Débora enviou uma mensagem porque estão fazendo de conta que a moça não Não existe.
Ai, descansa, militante.
Nossa, ela existe, existe muito, irmão. É, fica tranquilo, ninguém tá fazendo de conta nada aqui.
A Camila no programa, ela sempre canta um funk proibidão.
É, não, mas ela pegou de surpresa. Quer ver?
Ó, Camila, vai!
E aí, piranha, quem é que te come? Vamos no cartório passar seu cu para o meu nome.
Você também, carioca?
A gente quer vocês lá, a gente vai fazer camarim e tudo, tá?
Não precisa, lá eu sou em casa.
Só tem pão de queijo.
É o que tem. É a única coisa que tem.
Padaria Astro Rei.
Eu espero vocês lá mesmo, eu vou falar com a produtora, falar com a produtora de vocês.
Vamos tentar alinhar um dia, um horário, acho que eu vou conseguir numa quarta-feira.
Boa, boa.
Que segunda e terça geralmente eu tô na Pan, às vezes eu gravo quarta, e no horário, entendeu? É meio nesse horário aí. Eu gravo às 8, 7, tem que estar 6 e pouco na Pan. Segunda e terça já não consigo, mas uma quarta, meu, a gente consegue.
Muito grande por vocês, adoro vocês, vocês são minhas bases, né?
Você também é parceiro nosso, colegaço aí.
E eu fiquei muito feliz de vir aqui hoje e rever vocês.
Muito legal.
Daqui a pouco a gente vai sair daqui, ó, 6 horas você põe no YouTube, transmite ao vivo pelo YouTube, e na Metropolitana 98,5 Agora você pode ouvir de segunda a sexta, sempre às 6 da tarde, esse programa antológico e tradicional do rádio brasileiro, agora da internet também, que ficou muito bacana. O cenário, graças a Deus, Chupim, Rafael Ilha, Camila, Bartô, maravilhoso, nossa Cacura e Barbujão. Mas aí vou jogar real aqui, era muito legal poder fazer rádio sem poder mostrar a cara e fazer a voz.
É, a pessoa tá te ouvindo e você: "Boa tarde, tudo bem?" Eu nunca me esqueço da primeira vez que um cara me reconheceu, cara.
Eu fui numa padaria, eu falei: "Pô, eu quero um café com leite, um pão e tal." A voz... "Você é o Bola?" Eu falei: "Pergunta pra Miss da Jovem Pan." "Não sou?" "Não sabe?" "Foi pela voz." Tem gente que tem essa facilidade de...
Ouvido.
Vamos nessa, Gordinho! Obrigado, maravilhosa semana, maravilhosa!
Vai ter jogo do Brasil, Brasil ganhou, olha, parabéns para todo mundo!
Boa, obrigado! Beijo para o Bolinha, que é aniversário dele.
Beijo, meu irmão!
Grande Bolinha, fica com Deus!
Espetacular, melhor do mundo!
O Flit também, né? O Flit também.
Beijo, meu irmãozão!
Um beijo para vocês!
Vocês vão no aniversário do Marcelo? E aí, é domingo agora?
Eu acho que eu não vou em nada mais.
Não, eu vou.
Eu tô de corrida. É meu sonho de nunca ir em lugar nenhum.
Nem me chamem mais.
Eu vou lá só com a Camila, domingão, no Marcelo Yeye.
Se marcar, vamos ver se dá uma passada ali.
Ô, Carioca, na hora que você estiver com o Yeye, aí você pergunta pra ele, chama ele de quebrada, fala assim: ô, Yeye, que história é essa, brother, lá do Hopi Hari com o Mariano, que era produtor do Gugu?
Boa! Boa! Boa!
Pergunta para ele, tá bom?
Vamos fazer, fazer aqui perguntar.
Ele é sensacional, sensacional.
Eu não vou estar aqui, meu irmão, mas fica aqui meus parabéns. E terça-feira, a partir das 2 da tarde, Tikarakati Cast. Beijo para todo mundo e vamos ao Jogo do Brasil, segunda, 2 horas da tarde.
Brasil e algum time, vamos lá.
Yes, I'm okay.