EP 776 - IVANGÉLICA
Angélica Mello, criadora da personagem Ivangélica, encontrou no stand-up uma forma de transformar suas vivências em humor. Inspirada por sua trajetória no chão de fábrica e pelos desafios de recomeçar após o divórcio, conquistou o público com histórias reais, autenticidade e muita interação no palco.
- Profissões e tipos de homens que atraem AngélicaHomens rústicos e trabalhadores · Soldador e metalúrgico (primeiro amor) · Caminhoneiro (sonho de casar e viajar) · Agente carcerário e bombeiro · Pedreiro (medida protetiva) · Açougueiro (indiretas e roupas brancas) · Entregador de aplicativo (respeito e sagrado) · Motorista de Uber (coragem e preocupação)
- Vida de humorista e turnêsO início da carreira e a busca por oportunidades · A importância de casas de comédia (Polenta Comedy) · A interação com o público e a criação de material · A agenda de shows e viagens pelo Brasil · O sonho de ter uma família e ser madrasta
- Experiências de vida e superaçãoTrabalho em chão de fábrica (Marco Polo) · Divórcio e sonho com comédia · Início no stand-up em 2017 · Busca por relacionamento e tipos de homem · Sonho de ser madrasta e ter família · Viagens e shows pelo Brasil · Interação com o público e maridos · Influência de outros comediantes (Nando Viana, Paulinho Gogó, Manfrini, Aragão)
- Humor e ComédiaInteração com o público e maridos · O papel do "tino" para homens bem-sucedidos · A importância da autenticidade e vivências · O processo de criação de material e shows · Oportunidades e aprendizado com outros comediantes · Viralização de vídeos e projeção na carreira · O humor como ferramenta de transformação
- A História e o Legado da Fé EvangélicaApelido de colega de trabalho · Empresa IVA e nome Angélica · Mudança para @evangelica em feira automotiva · Aumento de seguidores e sorte
- Ambiente de TrabalhoPaixão pela fábrica e cultura de trabalho · Trabalho na Marco Polo e Randon · Ambiente de fábrica como universo · Relações amorosas no ambiente de trabalho · A importância do trabalho e dignidade
- Medicamentos para Disfunção ErétilPreço e disponibilidade no Brasil · Comparação com medicamentos de referência (patente) · Riscos de medicamentos ilegais e transporte · Eficácia e efeitos colaterais · Tirzepatida e outros medicamentos
- Relacionamentos que machucamA importância do diálogo e resolução de conflitos · Diferentes formas de resolver conflitos (conversando, acarajé) · O papel da TPM e hormônios em discussões · A busca por paz e tranquilidade em relacionamentos · A diferença entre ser macio e mau caráter
- Viagens InternacionaisViagem ao Paraguai (compras e enganos) · Compras em Ciudad del Este (Celshop) · Compra de armas no Paraguai · Viagem a Curaçao e Aruba · Viagem a Portugal (caminhoneiro)
- Meta e privacidade dos Ray-Ban Smart GlassesFuncionalidade e design · Ajuda na navegação e comunicação · Presente de Marco Diniz (Óticas Diniz)
- Copa do Mundo e FutebolExpectativa para jogos e resultados · Jogadores e desempenho (Hendrik, Kaká, Vozinha) · Aumento de seguidores de jogadores após jogos · Mulheres no futebol (narradoras, jogadoras) · O papel do Brasil na Copa
- Humor na Era das Redes Sociais e MilitânciasUso de memes e referências em conversas · A influência de influenciadores digitais · O papel do "macio" e "chato" em discussões online · A cultura do "hate" e "zoeira" nas redes sociais
Bola:Ô, Bibido! Tudo bem, Bibido?
Carioca:Como é que é seu nome, Bibido?
Bola:Meu nome é Bibido.
Carioca:Grande Boleta!
Bola:Tudo bem, Carica?
Carioca:Graças a Deus, tô bonito?
Bola:Tô bonito? Tá lindão, pô!
Carioca:Gostou do meu novo óculos?
Bola:Você parece o Joe Knoxville, já falei pra você.
Carioca:Eu tô parecendo o Joe Knoxville?
Bola:Do Jackass. É isso aí!
Carioca:Presentaço que eu ganhei, hein, Bola?
Bola:Presentaço, tá louco!
Carioca:Vou te falar isso, esse óculos é bem legal, viu, Bola?
Bola:Além de ser funcional, ele é bonito.
Carioca:Rapaz, esse óculos tá me ajudando muito.
Bola:Muito bem, carioca.
Carioca:Eu posso usar até no programa, se você quiser.
Bola:Quiser mandar um pra mim também, pode mandar.
Carioca:É Meta Ray-Ban Meta, bom, bravo.
Bola:Chique, chique.
Carioca:Funciona no celular. Por exemplo, se a gente tiver alguma dúvida no programa aqui, sabe o que a gente faz?
Bola:Você pergunta.
Carioca:Pergunto, ele responde.
Bola:Quem te deu?
Carioca:O Camur. Cara, eu queria mandar um abraço pro Marco Diniz. Ele é lá da Óticas Diniz, lá de Florianópolis.
Bola:Chique no último, parabéns.
Carioca:Tem várias lojas em Santa Catarina. O Marco diz mesmo é que O que é?
Bola:Uma tá me enchendo o saco.
Carioca:Ótica Giniz. Alô, Ótica Giniz.
Bola:Por favor, Ótica Giniz, manda um vinho pra mim.
Carioca:Obrigado, Marcão. Querido Marco lá de Floripa.
Voz D:Valeu, porra.
Carioca:Obrigado pelo presente da Ótica Giniz. Cara, eu tô pirando nisso aqui.
Bola:Tem um moleque que é computador, que é o Toba. Meu novo brinquedo.
Carioca:E o estojinho carrega e vira óculos de sol.
Bola:É transition.
Carioca:Porra, eu tava ali agora, é óculos de sol. Aí você entra aqui, só que você acostuma e tá dirigindo o carro aqui. Mandaram WhatsApp pro Bola. Aí, quer mandar pro Bola? Bola, Bola, já tô chegando.
Bola:Eu pausar um desse, minha lente é mais cara que o óculos.
Carioca:Meu irmão, isso aqui no volante, acabou esse negócio de mexer no WhatsApp, notifica aqui, ó, fala boleta, tô chegando, hein.
Bola:É muito mais prático.
Carioca:Pô, legal pra caramba, tô adorando, tô adorando. Obrigado, Marco.
Bola:Você já tem?
Angélica Mello:Não.
Carioca:Não, e o Marco, ele fez isso por causa do meu show em Floripa e eu filmei o show.
Bola:Ah, entendi.
Carioca:Pra filmar e, porra, obrigado. Ótica Genis, Florianópolis, sempre, cara, atendimento dos cara é Sorvete, chocolate, você chega lá até sorvete, cerveja. Você chega lá, você é tratado como um rei. Ótica Geniz, um abraço aí todo time do Brasil inteiro. Ótica Geniz e ao Marcão especificamente, que é um queridão, deu presente para eu dar no show, deu 6 óculos a distribuir para a galera.
Bola:Que legal, sabe?
Carioca:Foi, porra, Ótica Geniz é absurdo. Um abraço, Marcão, obrigado aí pelo gift, tô adorando. Vamos começar a programar. Começamos com essa fenômeno, né, Bola?
Bola:Fenômeno, fenômeno, né? Fã dela. É mesmo? Boa demais.
Carioca:Conte um pouco da história dela.
Bola:Ela dá um, sei lá, ela tem um tino muito bom.
Carioca:Qual que é o tino?
Bola:Para homens bem-sucedidos.
Carioca:É mesmo? É. O tino, ela dá o quê? A definição, você quer dizer?
Bola:Ela dá tudo, irmão. Ela tem um dedo, sabe?
Carioca:Ela tem, ela sente o faro do canalha, do cachorro. É o feeling do canalha.
Angélica Mello:É o conhecimento, é tu olhar, já saber.
Carioca:Não, mas é legal que você até outro dia Né, sua vida mudou com humor, é isso?
Bola:Você fazia o quê?
Angélica Mello:Eu trabalhava em chão de fábrica.
Bola:É mesmo?
Carioca:Ele é irmão do Aragão, caralho. Olha só, nós estamos hoje com a Evangelica aqui, humorista, voltada para o setor gospel, é isso?
Bola:Não, não tem nada a ver.
Carioca:Tem nada a ver? Não tem nada a ver. Mas eu não me importo, sabe por quê?
Angélica Mello:Porque daí o pessoal lê Evangelica, vem muito crente para o meu perfil, e eles são uma quantidade grande no Brasil. Eles chegam, alguns ficam, mas daí eles começam a olhar, eles: "Ué, o jeito que essa irmã procura um varão é estranho." Ela procura outro varão.
Bola:É outro varão, rapaziada.
Carioca:Tá no hype essa porra de falar varão, né? A varoa, o varão. É uma coisa meio no hype do crente agora. Ai, varoa, vou ser varão. Porra, chama logo de Kid Bengala, caralho.
Bola:Você trampava onde, mulher?
Angélica Mello:Eu, a última, já vem meio que da origem do meu nome, sabe? Eu trabalhava no meu nome, Angélica. Eu trabalhava, a última empresa que eu trabalhei se chamava IVA. E daí eu atendi o telefone, eu falava: 'Iva Angélica, bom dia.' Um colega meu me apelidou, não gostei, pegou toda essa confusão por causa disso.
Bola:Iva Angélica, que legal, cara! Que loucura! E que mais você fez lá? Seu chão de fábrica, chão de fábrica.
Angélica Mello:Trabalhei anos e daí depois eu me divorciei. Só que meu sonho era trabalhar com comédia, né, desde criança, sempre quis. Só que em 2017 eu conheci o stand-up, daí eu disse: é isso que eu quero fazer da vida. Só que era uma realidade muito distante de mim. Daí, né, tinha o Salada Serra Gaúcha, tinha nas capitais, mas não tinha.
Bola:De onde?
Carioca:Caxias do Sul, puta cidade, pô. Vou fazer show lá dia 2 de agosto, lá na UFSCar. É verdade, a terra da Marco Polo, querida Marco Polo.
Angélica Mello:Trabalhei lá também.
Carioca:Você trabalhou na Marco Polo?
Bola:Fazia busão?
Angélica Mello:Eu limpava os ônibus depois que eles ficavam prontos.
Bola:Olha, você é braba, hein, meu. Pô, que legal.
Carioca:Fábrica mesmo, puta fábrica legal, é maior fábrica acho que de ônibus, se bobear, da América. Cibobiara das Américas. Cibobiara das Américas, eu acho que é uma das maiores do mundo, né?
Bola:Os caras não são fracos não.
Angélica Mello:E paga participação.
Carioca:Isso é interessantíssimo, né? É lógico, se a empresa tá dando certo, ela bonifica, pô. Não é legal isso?
Angélica Mello:Plano de saúde.
Bola:Olha aí, ó.
Carioca:Bom, bom. E tem um papelzinho bom na bolsa aqui.
Angélica Mello:Aqui vocês são registrados?
Bola:Somos.
Voz D:Pô, é nóis.
Carioca:A gente é registrado, enquadrado, você quer dizer? A gente é enquadrado aqui, a gente não é registrado.
Angélica Mello:Não é carteira assinada.
Carioca:Não, é que é enquadrado. A gente é enquadrado.
Bola:Eu tive carteira assinada, putz, de 88 até 2018.
Angélica Mello:A funda de garantia deu bom então?
Bola:Deu. Depois de 2 anos eu comprei meu apartamento usando um teco, o outro teco eu larguei lá, o cara acabou e brigou a tirar.
Carioca:Claro, o cara guardava o dinheiro do fundo de garantia, caralho.
Bola:Não é que eu guardava, eu esqueci, meu.
Carioca:O rendimento daquela porcaria Rende menos do que a inflação.
Bola:Não é que eu guardava, eu esqueci.
Carioca:Falei: "Tira." Não, mas você ficou relutando.
Bola:Não, porque depois...
Carioca:Não, essa bobeira tem dinheiro lá.
Angélica Mello:Mas eu entendo o teu ponto de vista. Eu entendo o teu ponto de vista, mas é melhor deixar parado.
Bola:Não, não, tira.
Angélica Mello:Porque daí quando tu é demitido, vem toda aquela bolada.
Bola:Mas eu já não tinha mais ninguém.
Carioca:Não, você não entendeu. Ele saiu da Jovem Pan, 30 anos lá parado dentro do fundo. Falei: "Cara..." É, não, aí caguei. Ele levou 4, 5 anos para tirar o dinheiro. Claro, pô, com essa delícia que tá o DI aí, pô, né? Mas que legal, cara, você do chão de fábrica, se apaixonada por humor. Mas por que o nome Evangelica? Eu queria entender. Presta atenção legal, deu uma acelerada.
Angélica Mello:É que ele tá com hiperfoco nesses óculos dele. Ele tá com hiperfoco nesses óculos dele.
Bola:É, você tá com esses óculos, fica lendo coisa e vendo... É o Brasil, meu amor da galera. Ela sabe o que é.
Carioca:O Iva. Iva, podia ser Eva, né? De Eva.
Bola:Porque a firma, como chama a empresa?
Angélica Mello:Iva. E meu nome é Angélica.
Bola:Ela atendia: Alô, Iva. Iva Angélica. Angélica. Evangélica.
Carioca:Aí pegou.
Bola:Ela não gostava.
Carioca:Aí você pegou ódio e acabou virando seu nome artístico.
Bola:Entendi. Ó, que coisa.
Angélica Mello:Mas eu assumi ele por um motivo especial.
Carioca:Por quê?
Angélica Mello:Porque era uma empresa que ela fazia, tipo, peça pra caminhão. E um dia me trouxeram pra São Paulo numa feira chamada AutoMec.
Bola:É, fodida.
Angélica Mello:A maior feira automotiva da América Latina.
Carioca:Tô ligado.
Angélica Mello:E daí eu vim, eles falaram assim: "Ai, vamos levar ela junto, ela é tão conversadeirinha." Conversadeirinha. Às vezes, alegrar os clientes. E nisso chegava os influencers caminhoneiros e eles queriam fazer stories achando que era do marketing, porque eles estavam atrás de patrocínio.
Bola:Ah, entendi.
Angélica Mello:Só que meu era muito difícil. Meu chefe disse: "Por que que só essa semana tu não muda para @evangelica?" Eu falei: "Será?" Ele disse: "Sim, vai ser legal." Eu mudei. Volta ao céu.
Bola:Como que é o teu @?
Angélica Mello:Me deu... Eu nem me lembro. É que esses números, deu tanta sorte, tanta sorte. Em uma semana eu aumentei 2 mil seguidores.
Bola:Porra!
Angélica Mello:E a sorte não foi nem pela quantidade, foi pelo nível. Era só @João Scania, @Serjão do Volvo Oficial.
Bola:Maravilhoso!
Angélica Mello:Ai, eu já me imaginei rodando o Brasil na boleia do caminhão.
Bola:Eita delícia, hein? O irmão dele é caminhoneiro.
Carioca:Já foi.
Bola:Já foi.
Carioca:Mas ele gosta.
Angélica Mello:Só quero casar.
Carioca:Meu irmão? Putão.
Angélica Mello:Putão. Caminhoneiro?
Carioca:Putão. Meu irmão é putão.
Bola:É?
Carioca:Putão.
Bola:Bonito falar isso de irmão.
Carioca:Ué, putão é o cara que...
Angélica Mello:Qual o caminhão que ele dirige?
Carioca:Que pergunta difícil. Eu acho que ele dirige até carga perigosa.
Voz D:Ele tem curso.
Angélica Mello:Será que ele dá conta de carga pesada?
Carioca:A gente olha... Quer ligar pra ele agora?
Bola:Pica-pau louco.
Carioca:Ele vai falar mais merda aqui. É engraçado. Vamos testar o desligo. Você falar uma coisa muito pesada, eu desligo.
Bola:Vamos botar você pra cá. Só pergunta pro caminhão, ele dirige.
Carioca:Ele tá pra vir aqui. A gente tá fazendo uma avaliação se o Picapau Louco vem no programa ou não.
Bola:Mas gravado, pelo amor de Santo Cristo.
Carioca:Peraí, vamos botar ele aqui.
Bola:Má Márcio.
Carioca:Chamar ele aqui no vídeo. Vamos chamar ele aqui. Ele deve estar na rua.
Bola:Ó, vamos ver. Cuidado que ele vai falar: pelo amor de Deus. Lá vem, lá vem. Lá vem, tamo ao vivo aqui, cara. Pica-pau louco, tudo bem? Fala, Marcião, tá ouvindo?
Carioca:Então tá baixo, pera aí, vamos ver. Para mim tava.
Bola:Não, acho que quando a pessoa é louca.
Carioca:Vai, tá aí, tá me ouvindo?
Bola:Tô ouvindo agora.
Carioca:Foi, eu creio que tava aqui. Ô Márcio, que caminhão que você dirigia?
Bola:O modelo do caminhão que você dirigia, Marcião?
Carioca:Ah, já dirigi 313, já dirigi o Globotote, é o Gol, o Jacaré.
Bola:A tua preferência é Scania?
Carioca:Ela é mais sensível, ela é mais sensível para ganhar porrada no buraco, mas ela na estrada ela se envolve melhor.
Bola:Entendi, entendi.
Carioca:Tá certo, Iva, tá certo.
Angélica Mello:Foi bem que eu suspeitei.
Bola:Nós estamos com a mina aqui que adora caminhoneiro, irmão.
Carioca:Ela adora um caminhoneiro e falou que se você aguenta carga pesada, é, quer saber se você aguenta carga pesada.
Bola:Você aguenta carga pesada, Marcelo?
Carioca:Que negócio é esse de aguentar carga pesada? O pai tá bem, rapaz.
Bola:Ela sabe tudo de nem quantatinha, rapaz. Ela sabe tudo de caminhão, irmão.
Angélica Mello:Trabalhou na Marco Polo, que faz ônibus.
Carioca:O caminhão tá entrando num problema muito grande.
Angélica Mello:O que que acontece?
Carioca:As empresas não dão total apoio aos caminhoneiros. Isso eu te falo com certeza. Não tá tendo motorista no mercado.
Angélica Mello:Ele quer que nós abra um sindicato aqui agora.
Carioca:Não tá tendo. E de uma ou outra, ou mudam, mudam esse sistema, ou vai acabar. Não, mas o Elon Musk vai trazer o caminhão elétrico. E o caminhão autônomo, cara? Rapaz, caminhão autônomo, não adianta ficar fazendo sinalzinho não, que eu tô vendo, cara. Porque o que acontece, caminhão autônomo, se der algum problema de furar um pneu, de qualquer coisa, você só vai trabalhar com caminhão autônomo em determinado local. Minério, ali tá tranquilo. Agora, numa rua principal, não fica bom caminhão autônomo. Ó, falou, mostrou que é um fiasco, né?
Bola:Mostrou, né? Você tem razão, é verdade.
Carioca:Botar numa mesa redonda, é Márcio Pedrino, mas aí a Evangélica perguntou se você curte uma carga pesada.
Bola:Aguenta ou não aguenta a carga pesada?
Carioca:Aguenta ou não aguenta, caralho? Já dei no cu, agora eu tô devagarinho. Aí ela perguntou se você era solteiro ou casado. Você sabe o que que eu falei? Entendi, já tô. Você tá querendo me botar pra negócio, rapaz. Você é mãe de puta.
Bola:Não, ele falou que você é puto.
Carioca:Eu falei que você é putão, que você não é casado nem solteiro, você virou um putão. Não, não tô não, cara. Graças a Deus eu tô parado aí. A idade chegou, rapaz. Sabe o que acontece?
Bola:A idade chega, respeita o pica-pau louco, e botar a cabeça no lugar, entendeu?
Carioca:Porque é uma coisa que tem que andar tranquilo.
Bola:Eu assustei agora.
Angélica Mello:Falaram que, nossa, cuida que ele vai falar, entendeu?
Bola:Coach pica-pau louco dá tiro para cima e o caralho, e atender um coach.
Carioca:Tá tranquilo, graças a Deus. Melhor coisa que tem é viver em paz.
Bola:E o Marcel, e o Corsel, quando volta?
Carioca:Rapaz, eu tô esperando o meu vizinho aqui mexer, rapaz. Não é sacanagem não, tô nem andando no carro.
Angélica Mello:Fica tranquilo que eu não vou roubar o carro do teu compadre não, rapaz.
Bola:Eu falo, vamos, vamos, vai ter encontro. Pô, meu carro, o Márcio não devolve meu carro.
Carioca:Não, vou levar, cara. Ó, aí, aí, Ivan mandou um beijo para você e falou que quer te conhecer melhor, tá bom?
Bola:Para você dirigir carga pesada.
Carioca:É rudo? É serol ou não é serol? Respeito com a moça aí, viu? Como é que ele é putão! Valeu, Márcio, beijo!
Bola:Tchau, beijo, fica maluco.
Carioca:Você viu como é que ele é putão?
Bola:Mas você entendeu?
Carioca:Tá mudado, velho, tá comportado. Daqui a pouco dá o louco. Mas você entendeu o que eu quis dizer? Eu quero saber do Tino agora, porque, por exemplo, a gente ficou com o maior medo, vendeu o cara errado para você. Quando eu falei, pô, não sei o quê, você viu o que ele falou?
Angélica Mello:O que que ele falou? Respeita a moça, rapaz.
Carioca:Esse é o pior tipo de homem que tem, né?
Angélica Mello:Tu vendeu uma imagem dele para mim. Eu nem sou evangélica, eu consegui converter ele só na hora, na hora, porra, a minha presença. Mas o que que é tino para homem bem-sucedido? É isso aí, é um homem que trabalha, né? Um homem que tem carteira assinada. Eu gosto de um homem de 20 a 40 anos de idade, não de tempo de carteira assinada. Um homem mais rústico, um homem que sabe fazer uma carne, uma coisa. Eu vou falar a verdade assim, sabe?
Bola:Eu vim focada, mas tá certo, eu vim focada no bola.
Angélica Mello:Que ele tem esse jeito assim, ó, essa camisa de lenhador. Só que chegando aqui, te confesso que eu mudei um pouco de ideia.
Carioca:Por quê?
Bola:É mesmo?
Angélica Mello:Eu acho que eu gostei desse teu jeito mais macio. Eu tenho um jeito mais delicado, né?
Carioca:Eu tenho dono.
Angélica Mello:E daí chegou aqui, aí, ó, eu vou te falar, Eu nem preciso da óptica de nisso pra enxergar que tu é o amor da minha vida.
Carioca:Mas eu tenho uma proprietária agora, estamos sob nova direção.
Angélica Mello:Tá casado?
Carioca:Namorando? Namorando profundamente.
Angélica Mello:Ah, você vai dizer que tem mulher agora.
Carioca:Claro.
Angélica Mello:O Gugu também dizia que tinha.
Carioca:Não, mas peraí, não mete essa, pô. Tá me chamando de baitola, fi? Que porra é essa?
Angélica Mello:Não.
Carioca:Que não é baitola, não. É que assim, eu não gosto de ficar falando essas paradas porque quem fala muito não faz, né? É verdade que muito fala, mas eu tenho, eu tenho uma proprietária, não sei, tem uma catarinense, por sinal, uma do Sul também. Não, eu sou de princípio.
Angélica Mello:Deixa eu tentar te entender, tenta me entender. Fazer alguma pergunta, atenção, foi esse hiperfoco em óculos teu?
Carioca:Não, não foi hiperfoco, é porque não é uma novidade.
Angélica Mello:Tu tem algum vício?
Carioca:Ah, tenho.
Angélica Mello:Não, tô falando de vício de homem, tipo caçar javali, trilha de motocross, essas coisas, um futebolzinho que seja.
Carioca:Eu gosto de vôlei.
Angélica Mello:Vôlei? Tu gosta de vôlei, cara?
Carioca:Inclusive eu tenho um jogo hoje.
Bola:Tu gosta de vôlei?
Angélica Mello:E como é que tu ainda não sacou que eu tô na tua?
Carioca:Tenho gostado muito de academia, gosto de beber pra caralho quando final de semana. Não bebo todo dia, obviamente.
Angélica Mello:Mas falando em vôlei, tá? Fica aqui registrado que tu pode bloquear o meu ataque, mas até o final do programa eu vou invadir tua defesa.
Bola:Vai marcando, vai ver.
Carioca:Não, eu tô bem protegido, meu amor. Eu tô— sabe quando você tá amando?
Angélica Mello:Não sei.
Carioca:Você não sabe o que que é o amor? Você não sabe o que é o amor?
Bola:Tá procurando?
Carioca:Não, mas já passou pelo amor.
Angélica Mello:Você sabe o que é? Eu tô na busca incessante por um novo amor.
Carioca:Um novo amor? Mas você sabe o que é o amor? Então, eu tô amando e bem, tranquilo, a paz. O homem precisa de paz. Se você tem uma mulher que preenche teu coração, te dá paz, o que que acontece, Bola? Você não olha nem pro lado, né, Boletá?
Bola:Não olha pra lugar nenhum. É impressionante, né?
Carioca:É isso aí, amor. Você não deu sorte, você chegou no time errado.
Angélica Mello:Ou ela que deu azar.
Bola:Ou ela que deu azar, pode ser também, pode ser também.
Angélica Mello:Eu tô muito feliz de estar aqui, de verdade. Obrigado. Eu vim assim numa ansiedade que eu quase não cheguei. É mesmo? Quase não cheguei.
Bola:Deu problema no voo?
Angélica Mello:Deu problema no voo.
Bola:Ah, para variar, né?
Angélica Mello:Não, é só para começar, hoje deu tudo errado. Eles estão dele me cancelar naquela catraca do avião, que eu não viajava de avião. Daí tu tem que chegar, tem que passar num raio-x.
Bola:Você não viaja de avião direito.
Angélica Mello:Toda vez que eu chego no raio-x, eles me tiram alguma coisa. Sério mesmo. Esses dias foi um negocinho de limpar tênis. Hoje bloquearam meu canivete.
Carioca:Pô, mano, tu quer embarcar de canivete, caralho?
Angélica Mello:É que eu não lembrei que tava na bolsa.
Bola:Ela quer embarcar de canivete.
Carioca:É que tem gaúcho andando com faca, né?
Bola:Mas não pode entrar no avião, meu.
Angélica Mello:Mas eu não ia fazer nada.
Bola:Eu sei que você não ia fazer nada. Mas uma coisa assim, cara, maluco.
Carioca:Era pra descascar a laranja, fala aí.
Angélica Mello:Descascar fruta? Tá bom, mas não pode. Eu não como fruta, mas se um dia eu precisar descascar uma fruta, eu gosto de saber que eu tenho essa opção.
Carioca:Você não gosta de fruta, não?
Angélica Mello:Hã?
Carioca:Você não gosta de fruta?
Angélica Mello:Ah, eu evito um pouco, sabe? Fruta, legume, essas coisas eu evito.
Bola:Porra, tem que pegar um churrascão pra você sentir já. Eu gosto, eu gosto.
Carioca:Churrasquinho é bom, né? Mayonese. Mayonese de batata com cheiro verde.
Bola:É bom, né?
Carioca:É bom. Cheesebacon, eu gosto de cheesebacon pra caralho.
Angélica Mello:Aí entramos no avião, mano, demorado. Tempo para entrar, daí atrasou, daí entramos, daí não levantava voo. Daí veio o motorista lá do avião: ah, vamos ter que parar um pouco porque vai vir os fiscal, que eles têm que ver um documento. Não sei se chama multa, não sei se era multa, se era documentação atrasada, eu não sei, é, não sei o que que era.
Carioca:Não tava em dia, eu vou explicar, eu vou dar uma dilito aqui. Às vezes, eles vão prender alguém, eles fazem tudo de uma forma muito discreta.
Angélica Mello:Você tá aqui por causa do canivete?
Carioca:Pode ter sido.
Bola:Você é pra cadeia, se ligou, né?
Carioca:Tu já reparou que tu tá no avião, o cara fala assim: "Senhor Luiz Fernando Ribeiro Messias..." Identifique-se. Identifique-se aqui.
Bola:Chamada comissária.
Carioca:Aí o cara vai, nem que o cara vai e sai, a polícia já leva embora e você nem vê. Esses dias eu tava voltando da África do Sul, aí chamando: "Muhammad Salim Aha, não sei o quê, selá bahó." E ela vai até lá, e os caras foram saindo, 3 assim. Aí sumiram, demoraram tipo uns segundos para liberar a galera e tal, não sei o quê, ninguém percebeu, cara. Aí eu conheci o maluco da companhia aérea que me embarcou, né, quando eu saí.
Bola:Chamaram 3 malucos lá, ele, uns 3 com falsificador de passaporte, a polícia já grampiu. Mas não era o caso dela, né?
Angélica Mello:Só um canivete.
Carioca:Então Mas queria checar se tinha outra coisa.
Bola:Demorou quanto tempo parado no chão, avião sem decolar?
Angélica Mello:Dá demorão para caramba.
Bola:Que coisa, que a Ju falava, vai atrasar.
Carioca:Você veio de Caxias? Não, é porque eu mandei, eu disse, ó, agora você veio de Caxias ou de Porto Alegre?
Bola:Soca o pau, acelera, acelera!
Carioca:Você veio de Caxias ou Porto Alegre?
Angélica Mello:Porto Alegre.
Carioca:Ah, então tem voo toda hora. Caxias que é complicado, fecha aquela porra toda hora aquele aeroporto.
Angélica Mello:Por causa da neblina, né?
Carioca:É Caxias e Joinville, Curitiba, porque Curitiba tem bastante aparelho, né? Mas vem cá, eu quero que você fale mais sobre homens, você tem tino pra homens.
Angélica Mello:Você tá interessado em homens?
Carioca:Não tô interessado em homens, eu tô interessado na visão que a mulher tem do homem. É porque assim, hoje em dia eu sinto que há uma uma miopia aí nessa— não tá rolando uma sincronicidade de desencontros. Por isso que chamam de relacionamentos líquidos, que a pessoa—
Angélica Mello:Meu Deus, o que que tu tá falando?
Carioca:Você não tá ligado?
Bola:Eu não sou amigo de líquido, não sei tudo isso.
Carioca:As pessoas estão casando, separando muito rápido, tá tudo muito líquido, tá tudo muito sem consistência, entende? Essa volatilidade de relacionamento. Porra, uma pessoa já casei 3 vezes, casei 4 vezes, aí morei junto e casei 2, noivei uma. Não é mais aquela coisa do tipo a tua tia, tia Nilma, que virou 47 anos juntos. Essa porra acabou, cara, praticamente. Então assim, por quê? Porque eu acho que a mulher e o homem estão cada vez mais numa distopia aí, numa incongruência bizarra, entendeu? Aí eu queria entender como é que você enxerga, qual é a tua visão de namorada, mulher para o homem? Que homem? Como assim?
Bola:Por que que acaba?
Carioca:O que que você quer, entendeu?
Angélica Mello:Eu fui casada 9 anos.
Bola:9 anos?
Angélica Mello:9 anos.
Bola:Tem filhos?
Angélica Mello:Não, não fui casada, mas eu acho que também os casamentos durava quase 50 anos também, porque eu aguentando muita coisa que hoje em dia as pessoas não toleram mais.
Carioca:Você acha que é isso?
Bola:Pode ser. Pode ser.
Carioca:Você acha que é intolerância?
Angélica Mello:Não, é que vem muito também agora da independência, né? Que graças a Deus uma mulher tá com independência financeira também, porque as mulheres sofriam antigamente e tal, e hoje em dia não. E essa coisa da internet também, né? Para descobrir as traições é bem fácil.
Voz D:Bem fácil.
Carioca:Hoje você rastreia a pessoa até pelo rabo.
Bola:Vê o pessoal da FIFA.
Angélica Mello:Né, mas sobre os casamentos, tá ali durando, não tá ali durando, eu só tenho para te dizer, eu tô caçando um para mim então, o meu durando.
Carioca:Mas você tá com dificuldade de arrumar homem?
Angélica Mello:Com dificuldade.
Bola:Mas você, deixa eu entender, é qualquer tipo? Qual é teu tipo? Como é que seria?
Angélica Mello:Eu gosto de um homem mais bruto, rústico assim, que trabalhe, né, faz churrasco, essas coisas assim, gosta de carro antigo. Tu gosta de carro antigo?
Bola:Gosto, gosto.
Angélica Mello:Eu tenho um. Carioca?
Bola:Deixa eu te falar.
Carioca:O quê?
Angélica Mello:Se tu gosta de carro antigo, olha aqui, ó. Passei dos 30. Todo original. Se tu quiser, eu vou hoje num despachante arrumar placa preta pra mim.
Bola:Já pode pôr. Se passou dos 30, já pode pôr.
Carioca:Evangelica, já te disse e repito. Placa preta.
Bola:Mas não custa nada.
Carioca:Esse homem aqui tem uma proprietária.
Angélica Mello:Eu tô percebendo, bem apaixonado, né?
Carioca:Eu sou, eu estamos, né? Eu acho que é isso. Pelo menos acredito, né?
Bola:Ainda bem que você acredita.
Carioca:É, mas eu tô numa fase espetacular. Um ano de namoro.
Bola:Completou um ano de namoro, que coisa linda.
Carioca:Mudou minha vida, melhorei.
Angélica Mello:Nossa, eu tô bem feliz por ti.
Bola:Tá uma alegria, né?
Carioca:Mas eu tô fora do teu target, você tem 50.
Angélica Mello:Eu tenho muita felicidade por vocês.
Carioca:Mas você falou que era até 40.
Bola:Você falou até 40, velho.
Carioca:Eu tenho 50, pô.
Angélica Mello:Eu falei 40 anos de carteira assinada. De 20 a 40 anos de carteira assinada. Tu viu que tu não tá prestando atenção em mim?
Bola:Não tá.
Carioca:É, não tô mesmo não, porque...
Angélica Mello:Tu tá pensando em alguém?
Carioca:Eu tô pensando na minha namorada agora. Você me fez lembrar dela. Até pra eu não apanhar depois. Tô brincando, amor.
Bola:Caraca, ela apanha?
Carioca:Não, tô zoando, tô zoando.
Angélica Mello:Tá assistindo a Copa?
Carioca:Cara, não, eu tô, eu não tô conseguindo, eu não estou conseguindo, não paro trabalhando para caralho, tá louco, tô meio bizarro, você, tô meio preocupado comigo.
Angélica Mello:Não se preocupe contigo.
Carioca:É, mas eu quero entender, Evangélica, por exemplo, qual foi o último homem da tua vida sem seu marido?
Angélica Mello:Foi marido?
Bola:Você não tá quanto tempo solteira?
Angélica Mello:Vai fazer 3 anos.
Carioca:E você não catou mais ninguém?
Angélica Mello:Ah, eu tento, mas é que eu não sei se é porque eu sou muito intensa às vezes, sabe? Mas como daí os homens acabam fugindo já na conversa?
Bola:Porque você é muito intensa, que eu mostro o que eu quero, entendeu? Como é isso? Não é bom?
Angélica Mello:Eu, na minha opinião, é bom. Tipo assim, eu já conheço a pessoa, já digo: eu quero casar.
Bola:Puta, também parecendo você, caralho.
Carioca:Pô, bebê. É, não pode. Eu acho que você tem que ser um pouco mais estratégica.
Bola:Eu achei que era uma coisa homilética.
Carioca:Eu já quero casar. Oi, tudo bom?
Angélica Mello:Meu bem.
Bola:Eu já quero casar.
Carioca:E aí, quando é que a gente casa? Caralho, o cara mete o pé na hora.
Angélica Mello:Sim.
Carioca:Claro. Como casar?
Bola:Siga mais com calma, velho.
Carioca:É, vai mais estratégica.
Bola:Já manda casar na cara.
Carioca:Tem que conquistar, né?
Bola:Você tem a vantagem de não ter brasileiro.
Carioca:É, isso é bom.
Angélica Mello:É isso.
Bola:Eu não tenho filho.
Carioca:É, brasileiro atrapalha um pouco.
Bola:Já ajuda. Agora você não pode chegar com os dois pés no peito.
Carioca:Bora, depende do quê? Do brasileiro. Porque tem gente que tem o brasileiro, o cara às vezes também tem, não precisa fazer. É, e tem isso também, é uma coisa que eu acho que não atrapalha.
Angélica Mello:E o meu sonho é ser madrasta. Meu sonho, porque eu quero, meu sonho é ter uma família. Só que eu sou uma pessoa que eu viajo muito hoje, graças a Deus.
Bola:Que bom, que bom, né?
Angélica Mello:Eu sou tipo um caminhoneiro, né? Então se eu tiver uma família que vai lá em casa só a cada 15 dias, melhor, entendeu? Daí eu vou tratar bem, eu vou levar a criança no shopping, ela, eu vou levar ela comer uma casquinha de sorvete, eu vou tirar uma selfie para provar que eu tô tratando bem. Eu já imaginei as crianças andando de mão dada assim. Elas olhando para mim falando assim: tu nunca vai ser a minha mãe.
Bola:Pode ser.
Angélica Mello:A ex dele falando: o cara tá gastando tudo o dinheiro levando aquela lá fazer show. É isso que eu quero para minha vida, sabe? Aí você tem que falar: cada um tem seus sonhos.
Carioca:Você não é a minha mãe. Aí você tem que mandar: graças a Deus.
Angélica Mello:Coitadinha da criança.
Bola:Mas quando você faz show, você dá em cima da turma ali no palco? Sim, é mesmo.
Angélica Mello:Você vê um cara que tinha— dá tentativa, é livre, né?
Bola:Tentativa.
Carioca:Não é possível que você tá 3 anos na seca, não acredito. É mentirosa, mulher mente, bola, fica ligado. Mulher mente, mulher finge até orgasmo, mulher mente e finge orgasmo. Tem que ficar esperto.
Angélica Mello:É que eu tô esperando a pessoa certa aparecer, mas de vez em quando, né, eu tenho uma estratégia para os meus momentos de carência.
Bola:Qual seria?
Angélica Mello:Eu peguei um dia, eu tava na farmácia, e daí tinha um cartão no balcão que tava escrito assim: marido de aluguel, entendeu? Daí eu chamo ele, e vocês não vão acreditar, eu nunca dei informação nenhuma, nenhuma, e eles mandam bem do jeito que eu gosto, de macacão com caixa de ferramenta. Eles mandam lá em casa, daí ele entra lá.
Carioca:Só chamar a NET, porra, chamar a Fiber, o cara aparece lá.
Angélica Mello:E perfeito, eu chamei ele uma vez, daí ele chegou lá, né, daí ele falou 'Eu falei nada, eu acho que ele achou que era dessas mulheres que tinha fetiche em ver os homens arrumando as coisas, sabe, que não pode ver homem parado.' É, daí eu falei 'não, nada dele', disse 'tá, mas o que que eu disse?' 'Não, fiz um almoço para nós.' Ele 'sério?' 'Sim, fiz um almoço para nós, fiz polenta com molho para ele.' Delícia! Ele ficou muito feliz, assim, é feliz. Daí depois que ele comeu, ele disse: 'Tá, o que que tu precisa que eu faça agora?' Daí eu falei para ele: 'Tira a roupa dele.' 'Sério?' Eu falei: 'Sim.' Ele todo empolgado, né? Daí assim: 'Tira a roupa que eu vou botar lavar ali no tanquinho, tu fica sentado aqui no sofá que eu vou pegar uma cerveja para ti.' Que ele, homem, se ofendeu, não sei por quê. Ele começou a gritar, me chamou de louca, tá? De louca. Saiu porta fora batendo porta. Eu assim: 'Olha, me lembrou muito meu ex-casamento.' Assim: 'Valeu R$120.' Valeu muito assim.
Carioca:Ai, marido de aluguel, procure. Existe isso?
Bola:Claro, mas é para arrumar as coisas em casa.
Angélica Mello:Como assim?
Carioca:Não é para transar, não é para ser seu marido.
Bola:Ele vai lá, você fala marido de aluguel, pode, eu posso chamar em casa para trocar uma lâmpada, arrumar um sifão. É o marido de aluguel, é serviço, amor, não é, não é para plantar piroca. Entendeu? Não é para você plantar mandioca, não é para matar sua fome.
Angélica Mello:Nossa, agora nem sei o que que eu faço agora.
Bola:Você achou que era para isso?
Carioca:Eu acho que sim.
Bola:Quantos você chamou? Quantos você chamou?
Angélica Mello:Uns 8 já.
Carioca:Ó, eu vou te dar uma dica.
Bola:Uns 8.
Carioca:Oi, Iva.
Angélica Mello:Nossa, chega, tá nervosa. Não, sem nervosismo.
Bola:Exijo.
Angélica Mello:E vai ser uma coisa descontraída.
Bola:A Ju nunca chamou. Não, Ju, já chamou, bebê?
Angélica Mello:Mas aparentemente não é o nome dela que tá escrito ali, tá, Ju?
Carioca:Então, que tal fazer uma visita na cadeia?
Bola:Puta que o pariu! Puta, o cara vai para o extremo já, meu.
Carioca:É igual, como diz o maluco lá, meu, se tu pintar lá, tu é Xuxa, tá tudo certo.
Bola:Até eu sou pintalau, sou chupa.
Carioca:Ninguém vai escapar, e nem você.
Angélica Mello:Aí eu não iria porque é muito burocrático, né?
Carioca:Como assim burocrático?
Angélica Mello:Ah, tu tem que ter uma leg mais colorida, uma blusinha combinando com a leg. Daí tu tem que ter uma bolsa desse tamanho para botar as comidas dentro, tem que preparar. Não é só chegar lá, não é para à toa, né?
Carioca:Toda noite, manda, começa a mandar carta Vai para presídio, vai se encontrar com a sua body cantada.
Angélica Mello:Mas qual a parte de um homem que trabalha?
Carioca:Mas ele trabalha com cocaína, trabalha com essas paradas. Ué, trabalha, trabalhar ele trabalha, ele tá ali porque ele tá trabalhando, porque o crime é um trabalho, ou não é? É a profissão do cara, ou não? No Brasil, para mim, o crime não é profissão?
Bola:Claro que é, tá na carteira de trabalho dele, criminoso.
Carioca:Não é isso, é o trabalho.
Bola:O crime é um trabalho ilegal, mas é um trabalho. Assina minha carteira aqui, por favor.
Carioca:Não é isso, eles são trabalhadores, mas pro lado errado. É isso que eu quero dizer. Até a Siri ligou aqui, caralho.
Bola:Entendeu? Entendeu?
Carioca:O bandido não deixa de ser um trabalhador, mas trabalha pro lado errado.
Angélica Mello:Um dia se levarem teu carro, eu vou dizer: ele só tava trabalhando.
Bola:Exatamente. Não chama a polícia.
Carioca:Como é que ele ganha dinheiro? Trabalha o quê? Pra você ganhar dinheiro.
Bola:Mas não precisa chamar a polícia, ele tá trabalhando. Não, você não entendeu. O trabalho dignifica o homem.
Carioca:Eu concordo, mas o criminoso tá trabalhando no crime porque ele precisa de dinheiro, como nós também trabalhamos. Só que ele escolhe a— ou como é que é, o estelionatário. O estelionatário é um puta trabalho, ou não? Fica dando golpe nos outros aí.
Bola:Tá, que pariu!
Carioca:Dá trabalho. É isso que eu quero dizer. Não tô dizendo que é oficial, gente.
Angélica Mello:Resumindo, eu prefiro agente carcerário. Você é para escolher, então vai na gente carcerária.
Bola:Eu tô com você, continua assim. Vai numa gente, cara. A gente conhece um carcereiro.
Carioca:Ele vai te dar, ele vai levar algema. Olha aí, cassetete. É, tem um monte de parada.
Bola:Problema.
Carioca:Não, tô dando umas pistas aqui.
Bola:Isso é problemático.
Carioca:Ele pode ter taser, cara.
Bola:Dá um choque na pessoa, pessoa desmaia. Você transa com a pessoa desmaiada. Caraca, então você gosta de um... Vamos pôr a gente carcereiro. A gente conhece um carcereiro, o Nicolas.
Carioca:Ele ainda é ou era?
Bola:Não, ele é da polícia agora. Ele ligava no Pânico na rádio, na Jovem Pan, ele era carcereiro.
Angélica Mello:Ai, eu ia dizer pra ele: "Se tu me prender, eu nem vou fazer pedido de habeas corpus." E bombeiro?
Bola:Hã? Bombeiro.
Angélica Mello:Ah, bombeiro eu acho muito já...
Bola:Quais as principais profissões que te atraem?
Angélica Mello:As principais que me atraem?
Bola:As principais.
Angélica Mello:A principal é soldador.
Carioca:O da máscara?
Angélica Mello:Uhum.
Carioca:Por que soldador?
Angélica Mello:Porque eu tenho esse negócio com soldador, né?
Bola:Não sei se é porque... Você trabalhou em fábrica? É. Ah, você emocionou.
Angélica Mello:Não sei se é porque meu primeiro amor foi metalúrgico, né? Soldador.
Bola:Você paga pau para soldador.
Angélica Mello:E eu fico até meio emotiva, sabe, porque é época de Copa do Mundo agora, e eu conheci ele na Copa do Mundo de 2014. Me lembro como se fosse hoje, sério. Posso contar para vocês?
Carioca:Lógico, deve.
Angélica Mello:É que tu tá meio emotivo também, não sei.
Bola:Você emocionou, eu vi. Ele tá entrando na sua, vai continuar.
Carioca:Eu sou sensível.
Angélica Mello:Então você tá bem Sensível, sou um pouco sensível, bem macio, né?
Bola:Como eu sou, programa, ele cede.
Angélica Mello:Vai, eu conheci ele, né? E daí eu trabalhava lá na Marco Polo, né? Eu tava lá limpando os ônibus, ele veio vindo assim, carioca do céu, vindo assim, ó, como se fosse em câmera lenta, tirando capacete, um avental de couro, um alemãozão lá de Blumenau. Eu lembro que ele chegou para mim e falou assim: vai assistir o jogo da Copa onde amanhã? Porque eles davam folga para nós assistir os jogos. Nós trabalhava de noite, o jogo era tipo 5 horas da tarde. Eles davam folga para nós, né? Eu disse: não sei. Ele falou: quem sabe tu vai lá em casa, puta merda, eu faço uma caipirinha, pipoca de micro-ondas para nós. Eu pensei: meu Deus, aí você se deu bem. Além de ganhar bem, ele sabe cozinhar. Eu fui, fui. Vou falar para vocês, aquele dia, gente, Alemanha tava acabando com o Brasil, puta, foi um 7x1. Enquanto a Alemanha fazia 7x1 no Brasil, conquistava a Copa do Mundo, aquele alemão conquistava meu corpo, meu coração. Daí eu tenho essa coisa, sabe? E daí eu não sei, mas eu tô com a expectativa muito grande porque deu 7x1 da Alemanha essa semana de novo.
Bola:Deu.
Angélica Mello:Então acho que é um período que eu tô mais propensa, segundo os astros, a encontrar o amor da minha vida.
Bola:Mas foi em cima de Curaçao. Curaçao.
Angélica Mello:É, tem tudo a ver.
Bola:A Fabi mandou um dia na rádio: você pode viajar para Curaçao? Eu falei: quando é Curação? Pô, Curação, meu, é Curaçao, velho, que é antilho-holandesa. Dizem que é muito bonito lá, né?
Carioca:Eu fui, eu fui na ilha do lado, né?
Bola:Como chama? Aruba. Aruba.
Carioca:Aruba, bonito Aruba, hein?
Bola:Conhece?
Angélica Mello:Claro que não.
Bola:Pode te levar, pode te levar.
Carioca:Tu nunca saiu do Brasil?
Angélica Mello:Eu já fui no Paraguai.
Carioca:Fui no Paraguai comprar muamba.
Angélica Mello:Na verdade foi assim, eu tive, né, um breve relacionamento.
Carioca:É leve, tô falando. Mentinha do caralho.
Bola:Antes ou depois do casamento?
Angélica Mello:Depois, assim, mas foi uma coisa assim que ele me enganou, na verdade, porque eu pensei que é um cara que trabalha, né, comércio exterior, importação. Ele trazia cigarro e bebida do Paraguai, mas não deixa de ser. Sim, mas eu achei que ele tava interessado em mim e ele queria me levar junto por causa da cota.
Bola:Entendi. Que filha da mãe! Mas aí você foi para o Paraguai.
Angélica Mello:Nossa, viajei assim horrores, horrores, pensando, né? Nossa, como é que eu não, né? De carro, de busão paraguaio, uma Blaze preta 2007.
Bola:E você foi de carro de onde até onde?
Angélica Mello:De Caxias ao Paraguai.
Bola:Que pode estar, por favor, não deve ser tanto assim não.
Angélica Mello:Como é que tá?
Carioca:Aí tu vem falar, deve dar uns 600 km, vai.
Angélica Mello:Como é que eu acho daí? Como é que eu não ia me iludir? Porque tu vai falar assim, ah, tu misturou as coisas, mas também a pessoa me dá todos os ingredientes. Como é que eu não ia misturar as coisas se no primeiro encontro tu me leva para uma viagem internacional? Como que eu não vou achar que tu tá apaixonado por mim?
Bola:Tem razão, claro que eu tenho razão, isso é verdade. Ele te levou para uma viagem internacional. Não tenha dúvida.
Angélica Mello:É, não levou, mas daí não.
Carioca:Claro, Paraguai, primeira vez que eu entendo Paraguai, eu amei, juro por Deus. Eu passei de moto, moto táxi, os capacete amarelo lá.
Bola:Por que você foi de moto?
Carioca:Para ir rápido, porque você for de carro leva 1 hora e meia para atravessar, que trânsito do caralho. De moto tem a passagem, você passa aí 35 minutos. Você monta na moto ali em Foz, você chega em Cidade do Oeste em 5 minutos. De carro você vai levar 1 hora e meia. Aí eu fui de motoca, né, mototáxi, tá ligado?
Angélica Mello:O que que tu foi comprar?
Carioca:Não, fui lá naquela loja do Jordel, Jordel, uma puta loja lá, o Jordel, abraço aqui pra ele. Tudo, é uma loja de eletrônicos fodida, loja mais top.
Bola:Comprou o quê?
Carioca:Inclusive ele até me deu aquele tênisão Cláudio lá. Não, não lembro exatamente, foi drone, alguma coisa, fui comprar. Só que aí, Celshop, exatamente, na Celshop, puta loja, bola, puta loja.
Bola:Eu tô querendo ir em Paraguai com a minha mulher.
Carioca:Então vai na Celshop, eu vou te apresentar o Jorbel.
Bola:Mano, vamos de carro, né?
Carioca:Jorbel é gente boa demais. Não, mototáxi.
Bola:A última vez que eu fui para o Paraguai, eu comprei uma Sony Cam, aquelas maquininhas fotográficas da Sony.
Carioca:Sei, as fininhas. Tem alguma moto porra tocando aqui, deve ser essa merda.
Bola:Mas fala.
Angélica Mello:Saiu certo que ele tá falando com mulher nesse tablet?
Bola:Certeza, certeza.
Angélica Mello:Tá com alguma mulher aí nesse tablet?
Carioca:Não, é porque tá ouvindo, eu tô ouvindo barulho. Vocês estão ouvindo barulho de toque? Não é porque o meu óculos está silenciado, tem algum barulho de fundo.
Angélica Mello:Além celular, tablet, agora esse óculos.
Carioca:Era o meu celular.
Bola:Ó, que desfeito!
Carioca:Eu aqui toda, mas aí eu cheguei no Paraguai, Iva, de moto táxi. Aí beleza, cara, primeiro o cara desce da moto Tirei o capacete, paguei o mototáxi, 10 na época, tipo 10 conto, tá?
Bola:Dólar?
Carioca:10 reais, tá? Na época, agora já estão uns 20, 30 conto. Aí tá, quando eu desci, velho, já viu, o cara falou assim: vem cá. Foi o que que foi, irmão? Puxou a puta 38.
Bola:Aí foi te assaltar?
Carioca:Não, foi me vender. Ah, puta, na cara dura, na boa, ó, assim tem. Aí vem cá, é uma puta barraca de camelô, velho, de arma. "Putz, uns 45, o caralho." Eu falei: "Tô te falando, meu irmão." De boa assim, ó.
Bola:Na rua?
Carioca:Na rua. O cara já veio com 38, mostrou pra eu comprar.
Bola:Quanto pediu?
Carioca:Ah, não vou lembrar agora.
Angélica Mello:Tu comprou?
Carioca:Não. Mas, pô, você vê, no Paraguai você compra arma no camelô, velho.
Bola:Que coisa, cara.
Carioca:Te juro, eu já falei: "Caralho, puta impressão boa que eu tô tendo do lugar." Eu tava vendo outro dia, tem uma loja, não lembro o nome, enfim.
Bola:Que vende todas aquelas coisas da Ninja, sabe? Sorveteira, air fryer com forno, aquela Ninja, aquela marca.
Carioca:Não conheço.
Bola:Topzera. Não conheço. Marca que a turma vai pros Estados Unidos comprar.
Carioca:Ela tem o nome de Ninja mesmo, né?
Bola:Ninja. E bicho, tudo muito mais barato, mas muito mais barato.
Carioca:Tu já se relacionou com entregador do iFood?
Angélica Mello:Não, ainda não.
Carioca:E aí, não tem fetiche na mochila?
Bola:Podia pedir um hambúrguer.
Carioca:Pô, já vem com comida, caralho. Pensa, você pediu mais de aluguel, um iFood é legal, pô, com comida doce, vem sobremesa, eles vêm com tudo.
Angélica Mello:É que eu respeito muito assim quem carrega minha comida, é coisas que eu valorizo bastante.
Bola:Isso você tá certa, tem que respeitar.
Carioca:É sagrado.
Angélica Mello:Eu respeito, é o profissional que eu mais respeito é o do iFood. Quando eu vejo saiu para entrega, eu já desço correndo, se vai demorar meia hora para chegar lá no meu prédio, não importa. E eu fico esperando eles na porta do prédio, porque eu não quero que eles esperem um segundo. Eu acho um desaforo quem briga com entregador do iFood.
Bola:Eu também acho.
Angélica Mello:Acho um desaforo.
Bola:Eu também acho. Boa, é isso aí. Não pode brigar.
Carioca:Mas você deve tratar o entregador de iFood como na Índia eles tratam o boi, né? Para você, o entregador é sagrado.
Angélica Mello:O entregador do iFood para mim é sagrado.
Carioca:Não é fetiche, é uma coisa sacra, entende? Então E motorista de Uber? Motorista de Uber?
Angélica Mello:Às vezes, né? Nem precisa de GPS para eles encontrarem o caminho do meu coração.
Bola:Então você não tem um preferido? Eu tô vendo, você não tem um preferido.
Angélica Mello:Eu sou uma pessoa que eu sou romântica, né?
Bola:Entendi, deu para perceber.
Angélica Mello:Eu não gosto muito de autônomo.
Bola:Por que não?
Carioca:Falando com dois.
Bola:Não gosto de autônomo.
Carioca:Por que que você não gosta de autônomo?
Angélica Mello:Ah, não gosto, tem meus gostos, não gosto.
Carioca:Não te dá fetiche? Não. Autônomo. Ah, eu sou dentista, que merda.
Angélica Mello:Não, dentista sim, dentista sim.
Carioca:Mas ele é autônomo.
Angélica Mello:Ah, mas ele é dentista.
Bola:É outro nível.
Angélica Mello:Eu não gosto desses autônomos empresários, esses de podcast, essas coisas assim, eu não sou muito mais, entendeu? Mas a gente não é autônomo.
Carioca:Tinha empresário.
Angélica Mello:Mas tu acabou de falar. Mas empresário é autônomo, né?
Carioca:Mas aqui tem tudo uma— Autônomo é aquele cara autônomo mesmo, cara soldador. Ele montou a empresinha dele, ele vai lá. Isso é biscate, né? Isso é outro nome.
Angélica Mello:Biscate?
Bola:Aí biscate é outra coisa.
Carioca:No Rio é biscate, né? É biscateiro. É engraçado, né? No Rio biscate não é ofensa, é trabalho.
Angélica Mello:Ela é quem lá na minha região é quem faz bico.
Bola:É aqui em São Paulo também, aqui é bicaca, faz bico.
Carioca:No Rio é biscate, sabia, Bola?
Bola:É, você falou acho que uma vez aqui, só que no Nordeste biscate.
Carioca:Não, biscate é tchutchi. Aqui também virou uma coisa de ofensa a mulher, né?
Angélica Mello:Sim.
Carioca:E como é que você vê essa parada da mulher? Você acha que é mimimi? Você não acha que não?
Bola:O quê?
Carioca:Essa coisa aí da galera que fica narradora, narradora. Adora de futebol mulher, eu vou seguir o Silvio Luiz. Eu troco de canal, eu troco, mas não é por preconceito, é por falta de costume. Eu preciso ouvir mais. Mas acho também que se acostumar aparecendo essas, uma hora vai surgir uma Galvão, entendeu a parada?
Angélica Mello:Já é mais acostumada com voz de rapazes.
Carioca:Sim, eu sinto um tesão danado quando eu escuto assim, ó. Novinho, uma voz nova. Vem, amigos, a Bahia tem Brasil e Haiti. Porra, isso me dá um tesão do caralho. É jogo de Copa do Mundo. Eu não sou muito de futebol, né?
Angélica Mello:Você não gosta? Não, não gosto muito de futebol, mas eu tô vendo a Copa. Eu acho que tem que botar o Hendrik, porque todo mundo tá falando. Quem é Hendrik?
Bola:Não sabe?
Angélica Mello:Não sei. Só sei que ele é fiel, falaram, é muito fiel. Me lembrou o Kaká, simpatizei.
Bola:Ele é fiel. Você viu o Vozinha?
Carioca:Não.
Bola:Pô, goleiro de Curaçao.
Carioca:É de Curaçao ou de Cabo Verde? Cabo Verde.
Bola:Curaçao tomou de 7. Ele tinha 50 mil seguidores, 37 mil. Aí o Kazé foi lá, fez uma campanha pra turma: segue ele.
Carioca:Porque ele jogou muito.
Bola:Ele defendeu muitas bolas e tal. Ele tá com mais de 8 milhões.
Angélica Mello:Ai, que massa.
Bola:Top. É isso. Quanto ele tá agora? Tem que até ver.
Carioca:Acho que mais, hein, bola.
Bola:Acho que passou, né?
Carioca:Passou de 10 milhões, loucura. Mas é a Copa, mas essa coisa aí que eu te perguntei, né, você acha que, por exemplo, você não gosta de futebol, então não valeu a pergunta para você, mas eu tenho esse lance.
Bola:Quanto?
Carioca:8.347. Não, isso é mil bola, é mil. Melly, não é isso aí, não, esse é fake, tá tomando, pois o cara troca o nome, você quer um fake, pô.
Bola:Como que é o dele?
Carioca:Sei lá, caralho. Eu não tô seguindo vozinha porra nenhuma.
Bola:Eu segui, então, mas não sei qual que é a vozinha.
Carioca:Mas você acha que sim? Por exemplo, Mulher Caminhoneira, é da hora, né?
Angélica Mello:Muita, tem muita. Eu sei particularmente como eu gosto do segmento, e são boas, viu? E são boas, eu adoro ver, acompanhar a rotina das caminhoneiras aí do Brasil.
Carioca:Eu tenho, eu fico um pouco preocupado, eu juro que eu fico, quando eu tô no, chamo motorista de aplicativo, eu fico muito feliz quando vem uma mulher, porque eu falo, pô, que legal, cara, você "Mas é uma parada um pouco de..." 13 milhões. É, é um pouco de coragem, né, cara? Eu fico preocupado, eu falo: "Moça, tá tudo bem?" A gente se preocupa, porque tem muito maluco, né?
Angélica Mello:Eu, é assim, é verdade. Eu fico muito feliz quando vem uma mulher também, quando eu chamo. E fico bem preocupada, porque eu sempre pergunto quando é de noite, tipo, olha, pode ser uma besteira minha, mas: "Ai, tu dirige de noite sozinha?" Porque parece ser tão perigoso, né? É tipo eu saindo de uma festa de um lugar e vem uma motorista.
Bola:A tua terra é diferente do que aqui em São Paulo.
Angélica Mello:Ah, mas mesmo assim, lá deve ser, a criminalidade é bem menor, né?
Carioca:Mesmo assim, Caxias é legal, né? Outra cidade, eu adoro a cidade, é bonita. E é tudo assim, né? É uma cidade, parece um—
Bola:você não pretende sair de lá?
Angélica Mello:Eu não sei, eu não vim para São Paulo pelo teu trabalho. Não, é que eu já não era de lá.
Bola:Você é de onde?
Angélica Mello:Vacaria. Vacaria, que é ali pertinho. Daí quando eu fiz 18 anos eu queria muito trabalhar em fábrica. Sim, não, eu queria porque era a cultura da gente, que as pessoas iam para cidade maior, que era Caxias do Sul, para trabalhar na Marco Polo ou na Randon, que faz carreta. E as pessoas faziam muita hora extra e tal, e elas construíam a vida delas ali. Porque o salário era bem melhor. E eu fui.
Carioca:Lavoura, você nunca quis lavoura?
Angélica Mello:Tá mandando carpe diem, o que que tá? Não, tá com implicância comigo, é isso?
Carioca:Não, é porque os gaúchos, para mim, eles são ótimos na agricultura. O povo gaúcho é o melhor povo agricultor. Você não se ofenda, paranaenses, não sou, também são bons para cacete também, que eles subiram, né, o Centro-Oeste e tal, e fizeram o agronegócio do Brasil. É gaúcho paranaense, essa galera aí, os catarinenses também, vou te falar, aquele oeste de Santa Catarina também, os caras são bons de negócio, lá é bom de pecuária.
Angélica Mello:Eu não sei, eu, meu, minha paixão é a fábrica. Eu não sou nem pro lado assim, ai, gaúcho de rodeio, dessas coisas assim muito bairrista da minha terra. Não, adoro, né?
Bola:Pinhão é bom demais, puta merda, comida, pinhão, paçoca de pinhão.
Angélica Mello:Mas eu tô dizendo assim da cultura assim, dizer, ai, eu vou pôr pros rodeios, pras coisas de semana, farroupilha, essas coisas, não sou muito. Eu sou da fábrica também, não sou muito das colônias, né, que tem muito colono na minha região.
Carioca:Lá ainda tem aquela porra de carreta ficar buzinando, cara, eu enlouqueço. Carreta, carreta, no dia do colono vai um caminhão atrás do outro buzinando pela cidade. Meu Deus do céu, uma caminhota, de carreta, é carreata de carreta. Pronto, legal. Lá tem também, mas tem 3.000 caminhões, né? Negócio absurdo, cara.
Angélica Mello:Mas agora, né, o Bola, tu que é mais cheinho assim, tipo eu, eu sou mais cheio.
Bola:Verdade, verdade.
Angélica Mello:O que que tu tá—
Bola:eu tô entrevistando, não tem problema nenhum.
Angélica Mello:O que que tu tá achando da popularização das canetas, cara?
Bola:Eu usei, sabe qual eu usei? Usei o Zenpeak. Usei, foi bom para mim. Eu não usei, eu usei um pouco a Monjardim, mas não senti diferença. Agora vai chegar um bom que é comprimido, né, o novo.
Carioca:Eu te dou uma canetada aqui que você vai ver se você não vai resolver.
Bola:Resolve nada. Eu usei pica de antô mais que Monjardim.
Carioca:Você nunca tomou?
Angélica Mello:Não.
Carioca:Por quê?
Angélica Mello:Não sei.
Carioca:Não tá com vontade?
Angélica Mello:Não.
Carioca:É legal, viu?
Angélica Mello:Nunca pensei em fazer nem bariátrica, nada.
Carioca:Não, bariátrica não é bom não. Bariátrica não é legal não.
Bola:Agora, canetinha, uns problemas.
Carioca:Bariátrica, canetinha é ótimo.
Angélica Mello:Eu não tenho nada contra bariátrica, né? Eu tenho até umas amigas que são. Quando as minhas amigas falam assim, vou fazer bariátrica, incentivo, né? Que além de fazer bem para saúde delas, emagrece, a sopa delas vem para mim.
Bola:Você ganha roupa.
Angélica Mello:Sim, mas não Maravilhoso. Mas não, mas as canetas, não sei, não é, nunca usou. Não, e também porque eu penso assim, cara, sabe com quem que eu tava ontem? Ontem eu tava com o palhaço Tubinho de noite.
Carioca:Sei, bom, hein?
Bola:Tá bom demais, demais.
Angélica Mello:Ele me falou uma coisa ontem que ficou na minha cabeça, que ele disse assim, é um amigo, nós estávamos falando sobre isso, ele disse, um amigo meu falou que é a última geração que nós estamos vendo de pessoa que tem dinheiro careca ou gordo.
Bola:Ele disse, é a última geração de pessoas que tem dinheiro, é caro, é caro, caro pra caralho.
Carioca:Eu comprei ontem, puta, assalto, é caríssimo, muito caro. Eu apliquei hoje, ontem à noite.
Angélica Mello:Aí eu pensei comigo, eu não quero, porque tá todo mundo usando, né? E o que que eu acho que isso aí vai implicar muito no comércio assim de lancherias, pizzarias, essas coisas assim. Eu não quero ser responsável Por fechar as pizza também. Não quero, sem resposta. Eu não quero, eu não penso que eu vou pagar.
Bola:Minha mulher tem muita culpa de fechar muita coisa. Minha mulher tem culpa.
Carioca:Sabe que fenômeno tá rolando do manjar, o que é muito louco, de casais que pede um prato e divide por dois? Tá rolando muito isso.
Bola:Ah, porque toma manjar, abaixa o açúcar.
Angélica Mello:Veja bem, por isso que quando eu chego agora nos lugares para comer, eu vejo escorrer uma lágrima do olho do atendente, assim, do dono. De emoção, e ele sabe que ali vai.
Bola:Minha mulher sabe, eu não gosto de dividir bosta nenhuma. Eu tenho meu prato, ela tem o dela.
Carioca:E você sente preconceito de churrascaria?
Angélica Mello:Eu também não gosto. Eu só saio com qualquer pessoa, eu de: ah, quer pegar tal coisa? Ah, não quer? E vem querer pegar o meu.
Bola:Ela já tem uma mania que eu não gosto, ela vem com garfinho no meu, sabe?
Voz E:É, eu também.
Bola:Filha da porra, pega o seu pavê.
Carioca:Tinha um bandido da rádio, lembra? Que ódio, a Eu queria matar essa porra, mano.
Bola:Essa aqui é a mesma coisa. Ela vem, você pede um prato meu, aí ela fica com inveja que eu pedi melhor toda vez. Aí fica assim, ó, comendo aquelas couve que ela pede. Ela pede couve, brócolis e batata doce. Ela fica, e eu com uma puta costela. Aí ela vem com garfinho assim, fala nada. Ela vem assim.
Carioca:Nossa, ele odeia isso.
Bola:Porra, velho, não fuça na minha comida, mano.
Carioca:Mas deixa sua mulher. Eu deixo, porque a minha namorada, a gente tá até trocando de prato.
Bola:Ai, que fofo!
Carioca:Eu, Bola, eu e a Aline, a gente tá trocando até de prato, cara.
Angélica Mello:Ai, que fofo!
Carioca:Como assim? Como nesse nível de intimidade? A gente troca até o prato.
Angélica Mello:Ele falou assim: nós estamos trocando até de prato. Ele veio para me atacar e eu não posso nem reclamar, sabe por quê?
Bola:Porque é É verdade, é verdade.
Carioca:Eu tô tentando demais, né? Um homem, como diria Emílio Surita, um homem apaixonado é um homem tonto. Não, é um homem vulnerável. O homem apaixonado é um homem vulnerável.
Angélica Mello:Já foi casado outras vezes?
Bola:Já, muito tempo. Onde você tem dois pimpolhos lindos? Eu já falei que eu já fui um homem sério.
Carioca:Eu tenho. Já foi não, caralho, quer me fuder, viado?
Bola:Eu sou.
Angélica Mello:Qual é?
Carioca:Tá tirando?
Bola:Tô brincando, pô.
Carioca:Pô, qual é? Vai queimar o brother?
Bola:Não, Carica é homem seríssimo.
Carioca:Tá maluco?
Bola:Seríssimo.
Carioca:É porque assim, porque eu acho um absurdo traição.
Angélica Mello:Eu também.
Bola:Não tem.
Carioca:Eu acho absurdo. Não tem, cara. Quer outra pessoa?
Bola:Sai de relacionamento.
Angélica Mello:Vai, cara, é óbvio, é tão simples.
Bola:Quer farrear?
Carioca:Termina. Não queira para os outros o que você não quer para você. Esse é o princípio.
Bola:É que hoje virou uma coisa, banalizou, né?
Carioca:É porque Instagram é um inferno, né? Diz que o Instagram é o inferno.
Bola:É FIFA, é o diabo, todo mundo tá fazendo isso.
Angélica Mello:Ah, tu viu?
Bola:Todo mundo.
Carioca:Tu viu que faminto esse cara?
Angélica Mello:O presidente da CBF, então É, presidente da FIFA. Eu acho um absurdo ser amante do presidente da CBF. Você ainda fosse da JBS, tem bem mais status, né?
Bola:Muito mais.
Angélica Mello:Agora é da CBF. Eu já fui apaixonada por um cara da JBS.
Carioca:É mesmo?
Bola:Por quê? Não, porque você gostava dele?
Angélica Mello:Eu gostava dele.
Carioca:E como é que você conheceu?
Angélica Mello:Ah, eu conheci porque eu ia lá na frente, que às vezes eu gosto de ir na frente das firmas para me desestressar.
Bola:Você é para frente da firma?
Angélica Mello:É um hobby meu.
Bola:Entendi.
Angélica Mello:Vou em qualquer uma que tiver na mesma.
Bola:Você tá estressada, você acha uma firma e fica lá na frente.
Angélica Mello:Eu gosto, eu gosto de ver os canos saindo fumaça, eu gosto de ver os ônibus fretados chegando e saindo.
Bola:Que maravilhoso!
Carioca:Tem um escrito assim: Rural.
Bola:Que maravilhoso, é mesmo? Pô, você é da fábrica então, velho. Você não devia ter saído, velho.
Angélica Mello:Eu me apaixonei pelo cara da Degola, trabalhava lá na JBS, na Degola.
Carioca:Degola de França?
Bola:É mesmo?
Angélica Mello:E era da Degola mesmo, porque aquele homem me fez perder a cabeça.
Bola:Entendi. E não deu em nada também.
Angélica Mello:Não deu em nada. Eu gosto do ambiente fábrica, é um ambiente bom, é uma cidade. Sabe, aonde que se cria todo um universo ali, todo, todo universo, sério mesmo. Tem gente que é casado dentro da empresa com uma pessoa e fora da empresa com outro, é dois ambientes assim, sem palavras, não são fiel ali dentro, é uns absurdo assim, sabe.
Bola:Pô, tem que trazer ali o Aragão, ia ser maravilhoso. Vamos fazer esse programa, Aragão vem aqui.
Carioca:O Aragão te dá fetiche, né?
Angélica Mello:Não.
Carioca:Foi, mas ele é o cara.
Angélica Mello:Ele já passou da fase que eu queria. É, eu gostei. Se eu tivesse conhecido ele na época da Ambev, sim. Agora fazendo show de stand-up, amém. Esse é o cara que vou casar com comediante.
Carioca:Você acha que não?
Angélica Mello:Claro que não, para!
Bola:Você vai casar com alguém de fábrica?
Angélica Mello:Com certeza.
Bola:Entendi.
Carioca:Mas de um torneiro mecânico?
Angélica Mello:Não, e o Aragão, ele mudou. Mudou, vamos ser sinceros. Eu amo ele, mas ele mudou. A cara dele tá boa, de peeling, de coisa errada, e ele emagreceu, sabe? Ele tá com 3, 4, 5 motos.
Carioca:Ele virou playboy, né?
Angélica Mello:É, não te entendo. Gostava dele na época da bis financiada, nem sei se ele teve, mas enfim, devia ter se ele gostava de moto, né? É verdade.
Bola:Cara, um negócio da fábrica mesmo, brabo, né?
Angélica Mello:Aí eu tenho essa motinho para ir trabalhar, que é mais rápido, né?
Carioca:Você gosta do homem russo?
Bola:Desfinanciado é maravilhoso.
Angélica Mello:E cria empresa, tu cria todo um universo também de dentro de lojas.
Bola:Quem que é Bilu?
Angélica Mello:Eu só conheço ET.
Carioca:Bilu é o nosso operador. Operador tem carteira assinada aqui?
Angélica Mello:Tem bola, resultou em um.
Carioca:E ele que corta essas imagens aí, ó.
Bola:Bilu é raiz, meu Bilu, não é? E jovem, 23.
Carioca:Ah não, por que não?
Bola:Muito novo. É que a outra mandou o Cadu. Cadu.
Angélica Mello:É que eu assim, eu já tentei, mas não é para mim.
Bola:Muito novo, muito.
Angélica Mello:Eu já tentei, eu me envolvi uma vez, né, com modelinho 2005. Já vinha com essas opções novas de fábrica, ele falava todos.
Bola:Falar, mas não pode.
Carioca:Aí não dá, né?
Bola:Não fala todos.
Angélica Mello:Mas um querido, sabe, morava com a avó, mas trabalhadorzinho, repositor do Atacadão. Só que daí não deu certo, porque eu, para mim, eu penso, né, que para pessoa me dar um futuro, ela tem que ter um bom de um passado. Ah, umas pensão descontada em folha, alguma coisa tem que ter. E eu também me conheço, né, certo? Você ficasse com esse guri uma semana, ia tirar uma bis no meu nome para ele. Então achei melhor não arriscar.
Bola:Aqui também você tira, né?
Angélica Mello:Não vou arriscar.
Carioca:Será que ele ganhou de uma milf?
Angélica Mello:Porra, que que é milf?
Carioca:Aquelas coroas, já uma pessoa mais velha, mas a mulher mais velha que tem grana aí, da Renegade, o caralho, paga moto, paga conta do restaurante, é mãe, mãe, mulher mais velha, entendeu? Ele falou que já tem proprietária, ele também tem proprietária.
Bola:Você tá feliz? Uma motinho você arranca fácil, a proprietária.
Carioca:É porque a mulherada reclama que não tem homem na pista, reclama. Que o homem bom tá preso.
Angélica Mello:Ó, ele tá ainda com essa fetiche de presidiário dele. Tá. Peguei replicância com o Carioca.
Carioca:Não, tá preso com mulher que eu quero dizer. Tá preso, tá em relacionamento. É isso que eu quis dizer. Foi no sentido figurado. E a mulherada reclama, né? Que ai, não tem homem, não tem homem. Às vezes é lindo, mas tá com outro cara.
Bola:Gosta de outra coisa.
Carioca:Tá com Oswald. Mundo, né? Você sente isso? Você sente?
Angélica Mello:Acho que hoje em dia é difícil um relacionamento e tem que cuidar bem, não tem que se atracar mesmo, sabe? Porque hoje em dia é complicado, né?
Bola:Na hora que acha, né?
Angélica Mello:Não dá para ratear assim qualquer marca, toca, já era, viu?
Carioca:Você é uma mulher fácil, uma mulher difícil?
Bola:Eu vou Eu sou difícil de lidar. Como o cara te conquista?
Angélica Mello:Como que um cara me conquista? Eu acho que tem que ser bom de cantada, né? Porque eu sou boa de cantar.
Bola:É mesmo? Manda uma aí.
Angélica Mello:Eu já fiz várias aqui.
Carioca:É, ele não tá vendo o programa, ele me zoou.
Bola:Entendi.
Carioca:O Bola é muito, com todo respeito a Gabi, mas o Bola é todo teu tipo, né? Assim, eu acho que ele preenche teu jeito esquisito.
Angélica Mello:Eu gostei do teu jeito macio também.
Bola:É você, irmão, é você. Eu gostei.
Carioca:Acho que meu jeito é macio.
Bola:O jeito macio também, acho que seria um jeito macio, macio, macio.
Carioca:Essa é macio.
Bola:Ela te definiu bem pra caralho, velho.
Carioca:Eu sou um cara que a mulher tem que agradecer muito. Porra, tá falando sério?
Angélica Mello:Por quê? Macio.
Bola:Aí, macio.
Carioca:Minha mão tem calo, gata, de academia. Mas já é uma mão.
Angélica Mello:Que carro tu tem?
Carioca:Eu tenho Volvo.
Angélica Mello:Achei que tu tinha um BID, esses carros.
Carioca:Tá, ama, ama e apaixonado também.
Angélica Mello:Gosta?
Bola:Não tem, porque ainda não conseguiu, mas vai ter.
Angélica Mello:Cara, que no mínimo um híbrido, né?
Carioca:Meu carro é híbrido e não gasta com gasolina.
Bola:Matou já! Por isso é macio.
Carioca:Por exemplo, meu carro tá 2 meses sem ir ao posto. Hoje eu passei no posto para encher, para calibrar o pneu.
Bola:Ela sentiu que Ela fica macio já na hora. Ela é muito esperta, velho.
Angélica Mello:Mas eu tô apaixonada por ti.
Bola:Aí, boa, boa, boa! Eu vou ter que te dar um toco.
Carioca:Vou ter que te dar um toco.
Bola:Calma, assim não é assim.
Angélica Mello:Quantos anos solteiro? Eu fiquei mais um ano namorando, é um ano e meio. Ficou pouco tempo solteiro?
Carioca:Você acha pouco? Eu acho, acho muito.
Bola:Eu não acho muito também não.
Carioca:Eu achei uma merda.
Angélica Mello:Ficou quantos anos casado?
Carioca:18.
Angélica Mello:18? Não, ano e meio é pouco.
Carioca:Pouco, mas eu acho que se você também— é que eu encontrei o amor da minha vida, né?
Bola:Começou aqui, ó, o Macio. Eu vou chamar ele só de Macio agora.
Angélica Mello:Por quê?
Carioca:Cansou?
Angélica Mello:Não, é que tu tá fazendo para me provocar. Tu sabe que nós estamos com uma ligação, com um negócio. Eu sinto o Macio, ele tá me dando corda, ele me dá a corda e daí quando eu tô puxando ele joga.
Bola:O Macio tá soltando, mas continua.
Carioca:Eu tô tipo ostentando, né?
Angélica Mello:É, tu tá.
Carioca:Ah, mas eu tô dizendo a realidade.
Bola:Você viu que ela matou, que você tem um, ela se ligou em você já. De quê?
Carioca:Não sou macio, é macio sim, eu sou compreensível, mas sou complexo, sou aquariano, porra. Sou aquariano, pô.
Angélica Mello:Fala de signo.
Bola:É, não adianta.
Carioca:Por quê? Você não gosta de signo?
Angélica Mello:Ah, eu não me importo muito.
Bola:Eu também tô bem cagando.
Carioca:Então você é uma mulher no polo masculino.
Angélica Mello:O dia que a pessoa nasceu, eu me importo com o dia que ela recebe o lerite dela.
Bola:Se vai receber certinho, né? É isso aí, boa.
Carioca:Entendi. Mas eu sou um homem complexo.
Angélica Mello:A gente percebeu.
Carioca:São bem complexos.
Bola:Só quer falar de presidiário.
Carioca:Não, tô tentando te ajudar. Porra. Eu não posso lhe atender, né? As suas vontades da maciça.
Angélica Mello:O que que tu fazia quando tu tava solteiro?
Carioca:Rua.
Angélica Mello:Rua?
Carioca:Rua, cachorro de rua.
Angélica Mello:Sabe onde é que eu tô identificando bastante homem solteiro?
Carioca:Onde?
Angélica Mello:Nessas lavanderias de autosserviço.
Carioca:Ah, verdade, vai lavar a roupa sozinho. Ali é um lugar, é.
Angélica Mello:Eu tô indo bastante, eu sempre tô indo no mesmo horário agora, é mesmo, né? Só que eu vou em dias da semana diferentes, tá, para encontrar, porque eles vão geralmente depois do serviço. Daí eu pego bem essas trocas de turno, sabe? Peguei, eu fiz todo um cronograma e pendurei na parede da minha casa assim. E daí tu identifica o solteiro na lavanderia da Austrália, é o melhor lugar, porque geralmente ele tá recém-divorciado. Que ele saiu sem nada. Ele não tem uma máquina de lavar roupa, no caso dele, geralmente. E tu vê que quando é solteiro, quando ele joga as roupas junto com os panos de lavar louça, puta, mistura tudo, mistura tudo ali. Tu vê que é solteiro recente mesmo, tá frágil, tá frágil.
Bola:Você vai no lugar desse, aí você chega, você sentiu o cara, você chega no cara, eu começo a puxar assunto, né?
Angélica Mello:Porque ali é, tu tem 30 minutos de lavagem, 45 minutos de secagem, é um tempo perfeito para Não é desenrolar umas ideias?
Bola:Você não sai para barzinho, balada, as coisas?
Angélica Mello:Você não é? Não é tua praia? Não, eu gosto de ir lá na lavanderia e na frente da fábrica.
Carioca:E açougue? Açougue, você tem cara de que gosta de açougueiro. Aí eu gosto, é que fica com machado quebrando o osso assim.
Angélica Mello:E eu acho que o açougueiro lá perto de casa tá a fim de mim.
Carioca:Ele tá?
Angélica Mello:Eu acho que ele tá, eu tenho certeza que ele tá.
Carioca:Ele vai levar linguiça hoje?
Angélica Mello:Não. Porque esses dias eu falei, eu pedi pra ele assim: "Ai, queria uns bifinhos mais, né, assim, mais magrinho, porque eu tô de dieta." Daí ele falou pra mim assim: "Ai, prefiro uma carne com gordurinha." Eu já vi que era indireta pra mim.
Carioca:Aí ele mandou essa? "Ah, você não gosta? Eu adoro uma carne com gordurinha." Ele mandou essa?
Angélica Mello:Eu senti que foi pra mim.
Bola:Você sentiu? Olhando no teu olho.
Carioca:E tu não botou teu WhatsApp no papel de açougue, porra?
Angélica Mello:Ai, eu não, sou difícil, né?
Bola:É, não dá mais para tocar.
Carioca:Mas você voltou no açougue?
Angélica Mello:Mas eu acho bonito que eles usam aquelas roupas brancas, né? Parece que a pessoa casou com um médico. Eu já imagino meu varal lá de casa cheio assim de roupa branca.
Bola:É verdade, eles usam tudo, aquelas galochas brancas, tudo branquinho, com a toquinha, né?
Carioca:Toquinha do açougueiro.
Bola:Cara, que loucura!
Angélica Mello:E é um homem que entende de corte de carne, né? Diferente de você, né, que é macio.
Carioca:Não, eu sei comer.
Bola:Aí, ó, agora jogou na tua cara. Eu sou bom, jogou na tua cara.
Angélica Mello:É uma coisa que eu sei comer também, não sei se dá para perceber, mas isso aí tu não me ganhou.
Carioca:Mas eu gosto de fazer churrasco assim, não tenho feito, mas eu sei fazer churrasco, tenho minhas técnicas.
Angélica Mello:Churrasco, como é que tu fala churrasco?
Carioca:Churrasco.
Angélica Mello:B.O.I.D. Já não é o churrasco que eu comeria.
Carioca:Churrasquinho você não gosta? O que que vocês falam?
Angélica Mello:Churrasco no espeto ou na grelha?
Carioca:Eu faço hoje, eu faço na parrilheira.
Bola:Nossa, é B.O.I.D. demais, né?
Carioca:Muito macio.
Bola:É muito macio. Tá ticando tudo.
Carioca:Adoro, meio inclinadinha, já cai aqui na caixinha, já vem.
Bola:Joga beach Joguei?
Carioca:Não, beach tennis. Não, é que minha sogra faz aula.
Angélica Mello:Ai, tem sogra?
Carioca:E ela, quando eu tô lá, ela sabe que eu gosto de esporte, aí ela me convida e eu faço.
Bola:Convidou para um box tailandês, né, meu?
Carioca:Aí eu não iria.
Bola:Você gosta de esporte?
Carioca:Aí eu fui jogar beach tennis essa semana com a minha sogra, com a minha cunhada, minha mulher. Não, não jogo beach bola. Faz churrasco, fazer uma aula, fazer uma aula.
Bola:Não posso fazer uma aula? Ela tem toda razão, você é macio, velho. Eu nunca tinha reparado nisso. Nossa, nunca, juro por Deus, você é muito fodida, cara, porque você se ligou. Ele é macio demais, demais.
Carioca:O que que seria macio?
Bola:Você é um cara macio, velho.
Angélica Mello:Me perguntarem isso, eu vou mandar teu perfil.
Carioca:Não tô ligado, eu sou um cara tranquilo.
Bola:Ninguém tá falando que você é tranquilo, mas você é macio. Você acha? Pô, tô achando agora.
Angélica Mello:Não confunda maciez com tranquilidade. Não, não pode ser macio e mau caráter.
Bola:Pode, pode.
Carioca:Você tá me chamando, você tá insinuando?
Angélica Mello:Não, não tô dizendo que pelo fato de ser macio, então a pessoa, né, isso É, mas também não precisa dizer que ele não é.
Carioca:Não conhece, né? Me considero tranquilo, uma pessoa muito segura. Eu sou uma pessoa segura, eu não tenho ciúme, por exemplo. Eu não sei se é defeito ou qualidade.
Bola:Zero ciúme?
Angélica Mello:Zero ciúme?
Carioca:Não sei se é defeito ou qualidade.
Angélica Mello:É defeito.
Bola:Zero, zero, zero. Cabeçada da mulher ficar se roçando com ela.
Carioca:Não, não, não, não, isso aí não é isso, né? Mas ciúme, isso é um absurdo.
Angélica Mello:Eu gosto gosto de uma crise de ciúme de vez em quando.
Bola:Minha mãe não é ciumenta não.
Angélica Mello:Tipo, por que que tu tá olhando tanto?
Carioca:O que que é?
Angélica Mello:Por que tá olhando tanto para esse tablet?
Carioca:Porque eu tô vendo audiência, tô monitorando você.
Angélica Mello:Tá falando com alguém?
Carioca:Não, tô monitorando. Ah, você é dessas?
Bola:Clube dos Macio.
Carioca:Você invade celular?
Angélica Mello:Claro.
Carioca:Psicopata?
Bola:Não, só, só cuida do que é teu.
Angélica Mello:É, só dá uma olhada. E eu gosto de uma briga também, de vez em quando tem que ter, né? Briga é chato. Meu relacionamento é baseado em diálogo.
Bola:Você vê, eu briguei uma vez com minha mulher na vida.
Carioca:Porra, sério?
Bola:Nós estamos há 4 anos juntos. Uma vez ela me fez fazer uma porra de uma dieta cetogênica. Aí eu comecei a ficar nervoso. Aí não pode comer carboidrato.
Carioca:Vocês só brigaram uma vez?
Bola:Uma vez. Aí brigamos, brigamos, brigamos.
Angélica Mello:Quanto tempo?
Bola:4 anos.
Angélica Mello:Uma vez só?
Bola:Uma vez. Brigamos feio de vamos terminar, vamos terminar.
Angélica Mello:Mas como é que vocês resolvem as diferenças?
Bola:Conversando.
Angélica Mello:Ai, que estranho. Macio é ele.
Bola:Conversando.
Carioca:Macio é ele.
Bola:Mas resolve como? Na porrada?
Carioca:Não, mas conversando. Às vezes reativa, né?
Angélica Mello:Vai começar, ó, se nós tivéssemos um relacionamento.
Bola:Tá quase, tô sentindo que tá quase, vai.
Angélica Mello:Supondo. Supondo, mas se nós tivéssemos um relacionamento, eu quero, ó, e nós não estamos bem, e ele ia me perguntar assim: aconteceu alguma coisa?
Carioca:É óbvio que eu vou perguntar.
Angélica Mello:Eu ia: não sei, aconteceu.
Carioca:Só a cara, já eu fico com ódio, já dá uma puta briga. Não sei por quê que você tá arrumando confusão.
Angélica Mello:Confusão, que confusão?
Carioca:Já tá arrumando confusão.
Angélica Mello:Por que que eu tô arrumando confusão?
Carioca:Aí já puxou o negócio. Eu perguntei se você tava bem, você fala assim. Aí eu falo: já tá É uma confusão.
Angélica Mello:Fez alguma coisa para mim tá arrumando confusão?
Carioca:Não. O que que você tá com esse humor?
Bola:Já estão brigando?
Angélica Mello:Porque o que que tem meu humor agora?
Carioca:Tá, mas você tá me tratando mal.
Voz E:Eu?
Angélica Mello:Quando que eu te tratei mal?
Carioca:Você tá me tratando mal.
Angélica Mello:Eu tô te tratando mal? Porque tem alguém que te trata melhor?
Carioca:A minha mãe. Minha mãe me trata melhor do que você.
Angélica Mello:A tua mãe? Sim.
Carioca:Então por que que brigava comigo? Depois que eu virei homem, ela não briga mais. O que é isso, cara? É porque você perguntou se alguém quer. Eu não brigo, minha mãe.
Angélica Mello:Pronto, porque que tu botou tua mãe no meio da história? Tua mãe anda falando alguma coisa de mim?
Carioca:Não, só minha mãe. Jamais, minha mãe adora você.
Angélica Mello:Então por que que tu colocou?
Carioca:Já não vem arrumar confusão com a minha mãe. Não, tu já tá—
Angélica Mello:não, eu tô falando, nós temos que se entender, resolver as coisas nós dois, não colocar tua mãe no meio da história, tá, cara?
Carioca:Por que que começou isso? Eu só perguntei o que que tá acontecendo com você, só isso que eu perguntei.
Angélica Mello:Eu não sei, de repente Presta atenção, eu só perguntei. De repente quer perguntar para alguém no tablet.
Carioca:Não tô mexendo com ninguém no tablet, não vou com ninguém. Você quer ver? Você quer ver? Maravilhoso! Começa do nada, do nada, e vira isso. Tá bom, então vê tuas paradas que eu vou ver as minhas, beleza?
Bola:Nós brigamos essa vez, sabe como eu resolvi?
Carioca:E aí, eu sou macio no DR?
Bola:É macio.
Angélica Mello:É macio.
Bola:Como a gente resolveu a briga? 'Eu comi um acarajé, paramos de brigar.' Não é uma boa, não é uma boa.
Angélica Mello:Eu nunca comi acarajé.
Bola:Puta, uma delícia! Putz, tá marcando, meu.
Angélica Mello:Mas é que eu peguei um produtor agora, né, o Pedro Osório, que eu chamo de meu patrão. Ele tá aqui.
Carioca:Ah, é?
Angélica Mello:E daí eu tô pedindo para ele organizar todo o meu cronograma de shows com base no que eu posso comer naquela cidade. Eu pedi para ele Minas Gerais Minas Gerais com urgência, é bom, lá é bom. Minas Gerais com urgência, que eu preciso.
Bola:Tem que ir para Salvador, ainda comer uma carne.
Carioca:Não, mas eu concordo com ela. Minas Gerais, concorda comigo? Puta que pariu! Minas Gerais é fora da curva.
Angélica Mello:Minas Gerais, eu que tava sempre errada.
Carioca:A gente pode ter alguma concordância, ou não é essa lutária? Uma concordância.
Angélica Mello:Eu não vou ficar brigando na frente pessoas.
Carioca:Não, mas eu não tô brigando, é você que tá brigando. Eu só tô respondendo o que você me pergunta.
Angélica Mello:É que tu responde grosso.
Bola:Eu?
Angélica Mello:Tu sim, tu responde grosso.
Carioca:Mas você não, você tá menstruada, tá menstruada, né?
Angélica Mello:Agora vai botar essas coisas de ciclo hormônio no meio do quê?
Carioca:Você tá com TPM, provavelmente tá com escape.
Angélica Mello:Problema nunca é você, carioca. Problema nunca é você.
Carioca:Não, mas não é questão de ser problema, eu tô quieto. Capeta, tu. Você que vem me atazanar.
Bola:Ah, sim, chamou de capeta.
Carioca:Não, mas você que tá me atazanando.
Angélica Mello:Ele era feliz com aquelas paniquete, amiga dele.
Carioca:Cara, é pior que não era, tá vendo? Você tá falando merda, você tá falando merda. Você sabe como é que eu me sentia no pânico? Você quer que eu diga a real para você?
Bola:Que maravilhoso!
Carioca:Você quer que eu diga para você? Você quer saber a verdade ou você quer ficar aí querendo arrumar confusão?
Angélica Mello:Não, quero saber a verdade.
Carioca:Eu me sentia um caramelo de rua na frente do Galeto, na máquina, na televisão de cachorro. Era o que eu me sentia olhando TV. Esse era meu sentimento.
Bola:Sentiu o cheiro, mas não podia comer, entendeu?
Carioca:Tá satisfeita? Acabou?
Angélica Mello:Acabou.
Carioca:Tá de bem comigo? Acabou.
Angélica Mello:Eu sempre tô de bem contigo.
Carioca:Não tava não?
Angélica Mello:Tava.
Carioca:Não, não, quero encerrar. Vamos encerrar. Chega, boa, macio, ficar de boa.
Bola:E o Naldo?
Angélica Mello:Eu tava chegando, o Naldo tava saindo.
Bola:O Naldo é muito aleatório, né?
Angélica Mello:Mas ele tava, tava, tava, tava.
Bola:É maravilhoso.
Angélica Mello:Daí eu falei vodka ou água de coco, ele não falou para mim, tanto faz.
Carioca:Eu me decepcionei assim só porque ele não falou.
Bola:Até calor, velho.
Carioca:Mas não é Treta de casal é foda, né? Esses DR. O D e o DR. Você não tem DR?
Bola:Muito pouco.
Voz D:Muito, muito.
Carioca:Você não faz DR com ele?
Bola:Muito. Não precisa, a gente não se dá super bem.
Angélica Mello:É, se tu quiser eu já acho 3 defeitos dele aqui.
Carioca:Vai, acha 3 defeitos do Bola. Puxa DR com Bola, vai puxar DR com você. Bora! Vai, puxa DR. Ó, o bola maravilhoso na DR.
Angélica Mello:Não muda o foco, não tenta mudar o foco.
Carioca:Não, eu só tô sugerindo. Você não aceita?
Bola:Você não tem humildade para isso?
Carioca:Não, você não tem humildade para isso?
Bola:Aí, ó, tá tretando.
Angélica Mello:Não, ele quer, ele gostou, ele gostou, ele gostou, ele gostou.
Bola:Você sentiu, né?
Angélica Mello:Ele tá focando na reconciliação, eu sei.
Carioca:Não é reconciliação, eu não quero reconciliar, não quero, eu só quero paz. Agora são problema para ti, tá começando a se tornar.
Angélica Mello:Meu Deus do céu, olha cada coisa que eu tenho que passar.
Carioca:Pois é, já vai chorar, vai chamar mamãe agora, vai meter essa cheia de: ai, sou do açougueiro, sou do açougueiro, caralho, o cara do osso, a bandeirinha. Pô, vai, se enxerga, meu.
Angélica Mello:E a Copa?
Carioca:Você vai deixar eu ver o jogo? Posso ver meu jogo em paz?
Bola:Pode, Macio, pode ver o jogo.
Carioca:Fique à vontade com as suas Agatha Christie.
Angélica Mello:Ai, ai, tá, nem vou perguntar quem é essa.
Carioca:Melhor não, melhor não ler essa.
Bola:Ele pode estar te traindo.
Angélica Mello:Tu me chamou por outro nome, eu não entendi.
Carioca:É, vai lá com as suas Agatha Christie. Tá bom, vai ser feliz, tá? Vai lá, vai lá ver skincare. Como é que é? React de skincare, tá bom?
Bola:Você gosta de skincare? Calor, puta merda, bicho.
Carioca:Faz com bola, vai, por favor. Vai ficar bom, vai. Faz uma DR com bola.
Angélica Mello:Folgada, né?
Carioca:Bem que minha mãe falou.
Angélica Mello:Ele não tá incomodando. Ele tá ali bem na dele, ele tá bem quietinho ali, só rindo.
Bola:Eu tô tranquilo aqui, ele tá só rindo.
Angélica Mello:Então ele tá macio, né, no mundinho dele, tranquilão. Que que tu faz? Teu hobby?
Bola:Meu hobby? Dormir, ficar com as minhas cachorras, ficar com as minhas cachorras e dormir.
Carioca:Não, tu não cavou o pênalti, tu não cavou o pênalti com ele. Comigo tu cavou, entendeu? Tem que cavar o pênalti com ele. Tá fazendo o quê? Sabe aquelas provocadas de mulher do nada?
Angélica Mello:Mas se ele tá em casa deitado dormindo, não faz nada.
Carioca:Você não vai ficar aí nessa cama o dia inteiro vendo isso?
Bola:Eu vou ficar, a cama é minha, eu faço o que eu quiser.
Carioca:É isso que eu quero. Vai, emenda. É isso.
Angélica Mello:Eu não quero, carioca.
Carioca:Pô, mas eu quero render o bloco, tá tão bom, tá tão bonito isso.
Angélica Mello:Eu vou fazer o que eu tiver vontade.
Bola:Puta vida, tomou! Tá bom, tomou.
Carioca:Só não vem encher meu saco então, beleza?
Angélica Mello:Me deixa em paz.
Carioca:Tá enchendo, tá enchendo meu saco. Desculpa, mas eu vou te falar que você tá enchendo meu saco.
Angélica Mello:Eu acho que tava precisando de uma briga, sabe?
Carioca:Tá, vai no psiquiatra, porra. Vai lá, não vai lá fazer. Não é bom, tá bom, eu deixo. Eu sei o que que é bom para mim, puta. Eu sei, eu me conheço.
Angélica Mello:Pode ser remédio?
Carioca:Graças a Deus ele existe, dispositivo de segurança, o nome disso. Eu aceito.
Angélica Mello:E o naldo?
Carioca:Que que tem o naldo? Porra, você tá afim do naldo, cara?
Bola:Briga me dá até, acho, me dá até do nada, conseguiu tirar ele do sério. Tirou o Macil do sério. Ó, como você é boa, você é muito boa.
Angélica Mello:Tá vendo como eu sou uma pessoa difícil de lidar?
Carioca:Não acho não, a gente chata, mas isso faz parte. É o combo, sabe? O combo que você quer, você quer comer o lanche, mas não quer a Coca nem a batata.
Angélica Mello:Não é o meu caso, porque eu sempre pego tudo. É um exemplo para mim, não Não funcionou.
Bola:Ai, cara, muito bom, muito bom.
Carioca:Ó, vem cá, me conta, quanto tempo? Eu vi um vídeo seu de microfone assim, achei muito legal assim. Você não tem esse vídeo?
Bola:Não? Como?
Carioca:De plateia? De stand-up? Você tá quanto tempo fazendo stand-up?
Angélica Mello:Eu tô desde 2024 que eu consegui começar a fazer. Pouco tempo.
Carioca:E era um sonho, hoje tá lotando tudo quanto é lugar.
Angélica Mello:Era um sonho que eu tinha desde 2017. E daí, só que não, como eu falei, não tinha como eu fazer, né? Daí quando eu me separei em 2023, dali 2 meses apareceu um anúncio que abrir lá em Caxias o Polenta Comedy.
Bola:Daí eu pensei, que nome bom!
Angélica Mello:Daí eu pensei, duas coisas que eu amo, é polenta.
Bola:Puta merda!
Angélica Mello:Depois, esse lugar foi feito para mim. Daí eu comecei aí desde o dia da inauguração assim.
Bola:Mas você abrir para alguém, você já foi fazer show?
Angélica Mello:Não, eu fui para conhecer. E daí eu ia como espectadora de todos os shows, não me importava quem tava no palco, eu queria, eu queria ver a pessoa fazendo. Daí é tanto frequentar, frequentar, um dia o dono chegou para mim e disse assim: tu vem aqui todo dia, tu não quer trabalhar na portaria? Te damos R$100 por noite, tu assiste todos os shows e come a quantidade de polenta frita que tu quiser.
Bola:Puta merda, não tem coisa melhor.
Angélica Mello:Daí nós éramos 10 lá na casa, eu realmente eu trabalhava na portaria, daí a gente ia fazendo o show de elenco, as aberturas de show. E daí quando viralizou um vídeo meu, só juntei todos meus pedacinhos, me joguei, né? Quando tu falou do palco, eu tenho meu texto, né, meus textos, minhas coisas, só que uma parte do meu show que é interação, que eu tô tentando arrumar alguém E meu foco no início, antes de eu estrear o show, era achar um solteiro da plateia e eu ia focar nele, porque eu gosto dessas cantadas voltadas ao trabalho da pessoa e tal, tal, tal. Não ia solteiro no show, daí dificílimo, dificílimo, só casal. Daí eu pensei um dia, dei em cima de um marido da mulher, mulher achou engraçado. Foi postado o corte, ninguém achou ruim porque eu faço com muito respeito, né? Assim, não tem uma bacharia, nada, é só leve. E daí o pessoal começou a gostar e agora elas trazem os maridos delas, sentam bem na frente e faz esse tipo de situação, poder brincar com o marido delas.
Bola:Que legal!
Angélica Mello:E é bem legal. E é uma parte assim que eu faço no show, uns 15 minutos assim.
Carioca:E essa energia que— desculpa, Bola, mas essa energia que você traz pro teu marido, sabe o que acontece? Leva essa porra para casa dos outros, tá ligado, né? Sim.
Angélica Mello:E continua Eu aumentei a FIP desses homens horrores.
Bola:Eu imagino.
Angélica Mello:Eu aumentei a FIP horrores desses homens.
Carioca:Imagina, falou assim: tá vendo só, tá vendo só, amor, você fez lá com ela, tá vendo?
Bola:Você me largar, tá vendo?
Carioca:Agora as pessoas sabem quem você é, o jeito que você me trata.
Bola:Você vira isso, vira que a mulher quer o chilique em loop infinito. Mas já, já tem que sair de cachês, mulher, não tem jeito, meu. Show no Brasil inteiro, você não anda de avião.
Angélica Mello:Como não?
Bola:Eu ando, não tem problema.
Angélica Mello:Não, não tem problema. Não, eu falei problema de avião, porque ele sempre fala minhas coisas. É verdade, não pode entrar com canivete. Eles implicam, eles são implicantes, eles são.
Bola:Tem razão, tem razão.
Carioca:Mas porque legal você ter uma carreira assim curta, mas já tá bem, já tão— é muito legal mesmo se estabelecendo. E você é muito talentosa e começou no tijolinho, não foi uma coisa assim Mas é melhor assim, não?
Angélica Mello:Eu comecei devagarinho, e daí quando eu comecei a fazer show na minha região, que tava lotando.
Bola:Mas quem que te ajudou no começo? Teve alguém, algum comediante que te deu uma força?
Angélica Mello:Quem? A quem eu devo muito é o Polenta em si, né? Polenta, a casa de comédia, por eu ter tido oportunidade de testar muito material.
Bola:Você foi com a cara e com a coragem, porque você não teve nenhum, ninguém que te ensinou, te ajudou, um comediante?
Angélica Mello:Antigo. Não, e daí os comediantes davam oportunidade, né? Que nem teve vez assim de eu vim aqui para São Paulo também, só para abrir show de alguém, abrir show de alguém que me ajudou muitas vezes, foi o Nando Viana.
Bola:O Nando é demais, o Pedrosa, porra, o Nando é top demais.
Angélica Mello:Eu adoro o Nando. Fernando Pedrosa, quem me ajudou também já, que foi muito legal comigo, foi Paulinho Gogó. Ah, ele é demais, um show dele que eu fiz uma participação, ele me deu conselhos assim, ó, num show.
Carioca:Você teve a humildade de ouvir um homem? Teve a humildade de ouvir?
Angélica Mello:Ele me falou uma coisa, foi muita sorte assim.
Carioca:Manfrini, Manfrini, gente boa, é demais, né?
Angélica Mello:Ele foi na minha cidade, ele tem uma parte do show dele, tinha, não sei, que é uma mesa de boteco. Então tu não faz abertura do show dele, ele, tu participa daquela parte da mesa, né? E daí tinha, ele tinha, a produtora dele tinha chamado uma pessoa, essa pessoa no dia não podia, sabe, porque tinha show. Essa pessoa passou para outra pessoa, que passou para outra pessoa. Eu fui a quinta opção. Quando chegou em mim, eu falei: eu vou. Ah, mas é tal, eu não tô indo agora. Daí eu fui aonde tu vai fazer teu show, fui lá. E daí ele falou assim, ó: eu não quero saber nada, não quero saber quem tu é, o que tu vai falar. Ele disse assim: vai ter a mesa de boteco e tu vai encaixar o que tu quer falar na conversa. E daí ele me explicou. E é uma coisa que eu lembro, tipo assim, tu me pergunta: ai, que idade tu tem? Ai, eu tenho 32 anos, mas faz 3 que eu tô divorciada e tô procurando um amor. Ele que me ensinou a conduzir a conversa pro lado que eu quero. Depois ainda, ele me— a gente foi todo mundo jantar, ele perguntou do meu solo, se tinha nome, que tinha que ter nome assim. Ele me deu muito conselho, muito conselho.
Carioca:Ele te deu uma consultoria.
Angélica Mello:Ele é muito gentil, né?
Carioca:Ele é maravilhoso. E além de ser um cara foda, né? O Manfrini é macaco velho, né? Macaco velho não pula em galho cego.
Bola:E final do ano vem o Forofeiro, os três, né?
Carioca:É, ele vai vir ao Dakar.
Angélica Mello:O que me projetou mesmo assim pro stand-up, pra vender ingresso, foi uma participação que eu fiz no Show dos Canalhas.
Bola:Eles são muito bons, os três.
Angélica Mello:Que daí eu já ia lançar meu show. Show. E daí eu recebi uma mensagem lá em Caxias. Sim, eu já ia lançar meu show em Caxias. E daí eu recebi uma mensagem do que é meu empresário hoje, o Paulo Santiago, falando assim: 'Ah, o Aragão queria fazer uma coisa lá contigo, pode ser, vou te passar o número dele.' Daí ele passou, daí eu combinei com Aragão, eu fui lá no dia e eu consegui fazer um pouco do meu texto lá com eles três no palco. E os cortes viralizou demais, né? Demais, demais. E daí hoje eu trabalho com a pessoa que trabalha com eles.
Carioca:Olha que legal!
Voz D:Que bacana!
Carioca:Eles são fodas, eles são fodas.
Bola:Eu sou muito fã deles.
Carioca:Falando em Caxias do Sul, falando em show, eu só queria dar um recado. Eu vou estar aí.
Bola:Carioca botando pilha.
Carioca:Na tua região.
Bola:Olha lá, ó.
Carioca:Quer participar? No dia 2 em Caxias você tá por lá?
Angélica Mello:Não, eu olhei na... Porque eu queria ir, né? Eu olhei.
Carioca:Não, eu queria que você abrisse meu show.
Angélica Mello:Sim, mas eu olhei, mas eu não vou estar.
Carioca:Ah, que pena.
Angélica Mello:Eu já ia ir.
Carioca:Eu queria muito você abrir esse show. 31, Porto Alegre. 31, eu estarei em Porto Alegre às 8 horas da noite, no Henriques. Dia 1º de agosto, em Bento Gonçalves, às 8 horas da noite, lá no Teatro das Artes. E no dia 2, em Caxias do Sul, no Ux. Teatro da Ux.
Bola:Ó, na boa, compra logo que esgota, rapaziada.
Carioca:Então, se você quiser participar, entra nesse link que tá aqui, ó. Já compra lá. Blue ticket.
Angélica Mello:Oi? Mas tem Bento também?
Carioca:Vai ter em Bento. É legal, Bento? É, eu vou conhecer Bento, que eu não conheço.
Bola:Nunca fez lá?
Carioca:Não, eu já fiz. Eu até uma cidade que eu adoro, que eu vou fazer lá, Santa Cruz do Sul, muito legal lá no Rio Grande do Sul. Eu já fiz em Caxias e Gramado também, eu já fiz.
Angélica Mello:Eu ia abrir teu show sem tu saber, tu ia estar entrando aí, dizer só um pouquinho, só um pouquinho.
Carioca:Mas seria uma honra. Ó, é sério, se você puder, não desiste, 3 dias você vai estar por lá, né? É, senão seria uma honra se você pudesse abrir meu show.
Angélica Mello:Que que é? Tem minha agenda para colocar aí também.
Carioca:Cadê? Vamos ver tua agenda. Boa, bota aí.
Angélica Mello:Cadê?
Carioca:Ele tá separando. Vamos falar. O Zaque, o Zaque, não, Bilu tá namorando, pô.
Bola:Deixa o Bilu quieto.
Carioca:Não, que isso?
Angélica Mello:É tudo por apelido aqui, né? Tudo.
Carioca:Não, você sabe o que que é Bilu?
Angélica Mello:O nome do homem assim, ai, que vai ter o nome dele.
Bola:Falou, é a agenda gigante, velho. Você não tá fraca não, hein, meu?
Carioca:Tá dominando, ó.
Bola:Junho, julho, isso. Agora está em Americana, Mogi, Rio do Sul, Santa Catarina. Caraca, velho, tá ficando rica, hein, meu?
Carioca:Brasília, dia 10 de julho.
Bola:Ó, em janeiro do ano que vem, gravação do especial.
Angélica Mello:Eu vou ter minha própria Blaze preta 2007. É, vou.
Carioca:Isso é chique, já fechou. Imagina eu de blazer, porra, que legal, cara.
Bola:Pô, que bacana.
Carioca:Então a gente vai ter Floripa algum dia. Floripa, cadê?
Bola:Tem aí, tem Balneário Camboriú aqui embaixo, dia 7 do 11.
Carioca:Eu vejo se eu vou estar lá e vou lá te assistir no Floripa Comedy.
Angélica Mello:Senta bem na frente, vou levar minha mulher lá.
Carioca:É só se eu tiver por lá. Que dia que é da semana? Dia 7 do 11. Se for final de semana, aí eu já vejo aqui se eu vou estar ou não. Provavelmente eu não, eu já consigo saber.
Angélica Mello:Qualquer coisa, se quiser ficar lá no hotel também, eu fico.
Carioca:Não, não mete ela.
Angélica Mello:Qualquer coisa tu precisar, sabe?
Bola:Cala a boca, porra!
Carioca:Não vou estar, provavelmente não estarei, porque é o final de semana dos meus filhos.
Angélica Mello:Então já tô bem feliz com a minha agenda.
Carioca:Já não vou mais estar.
Bola:Que legal, tá lotada, velho!
Voz D:Parabéns!
Carioca:Mas não vou te te ver lá, não vou te ver. Mas o Floripa Comedy você já fez?
Angélica Mello:Floripa Comedy é bom, né?
Carioca:Demais, é bom. Eu fiz lá uma vez com Eros, eu fiz com Morgado. É legal, Floripa Comedy, gostei muito.
Bola:Legal, ali no Square, no Square, uma casa muito bacana.
Carioca:Eu tô meio morando em Floripa também, eu tô adorando.
Angélica Mello:Que ele sempre dá um jeito de me cutucar, de provocar. Daí ele vem dizer que tá implicando comigo. Eu que sou a tóxica, eu que sou a louca.
Carioca:Você é.
Angélica Mello:E digo mais, por você.
Carioca:Não, não fala assim, não. Sou macaco, já tô palito queimado. Florianópolis, Florianópolis é uma cidade que eu tô adorando.
Bola:Ah, que você é bobão, velho.
Carioca:Me sinto em casa.
Bola:É que você é bobão.
Carioca:Por quê?
Bola:Se você morasse em Osasco, você não ia gostar tanto.
Carioca:Depende.
Bola:Você gosta de Florianópolis, você gosta de É bom. Floripa, Dubai. Eu gosto tanto de Dubai, é bobão você. Balneário você não gosta?
Carioca:Já cataste um pedreiro? Já cataste um pedreiro?
Angélica Mello:Sim. Olha aí, mas não deu muito certo.
Bola:Por quê?
Angélica Mello:Porque foi assim, mas não é para tu pensar bobagem, entendeu? Lógico, é que assim, tá de uma reforma lá no prédio, né? E daí começou os pedreiros trabalhar naquele apartamento e eu meio que me encantei por um, entendeu? Daí eu comecei lá todo dia na obra levar bolo, levar café, que eu tenho meus dotes culinários, entendeu? Daí eu vi que ele começou a ficar meio estranho comigo, mas eu acho que é porque ele era muito tímido, entendeu? Começou a me evitar e tal. Daí um dia eu quis fazer uma surpresa para Ele, eu peguei, me escondi na garagem que ficava a belina deles parada lá embaixo, sabe? Daí eu me escondi. Daí quando ele apareceu, eu falei: surpresa! E daí, nossa senhora, quase morreu do coração, sabe? Daí no outro dia, né, eu acho que tinha passado uns 2, 3 dias, chegou um oficial de justiça lá em casa, daí com um negócio, né? Papelzinho e tal. Daí disse: ah, não pode ficar 300 metros dele. Daí eu pensei assim: nossa, ele gosta tanto de mim que ele não quer que eu saia de um raio de 300 metros de perto dele. Não, não podia chegar perto dele.
Bola:Ele meteu stalker, né? Medida protetiva.
Carioca:Ele meteu uma medida protetiva em cima de mim.
Angélica Mello:Mas daí é frescura isso daí, é macio, né? Porque depois a gente foi lá na audiência e tal, perguntaram se ele queria para 5 ou 10 anos, ele Falou só para 5, então eu tenho chance aí.
Bola:Pegou mal assim, pô. Puta que pariu, meu.
Carioca:Só essa história com pedreiro. Você quer que eu trago? Tá rolando tanta obra aqui do lado. Eu trago um. Quer que eu traga um aqui? Vou caçar um ali para você trocar uma ideia.
Bola:Não, obrigado, né?
Angélica Mello:Depois eu preferi eu ali, passa ali. Como que ele não quer não?
Bola:Ali atrás ela gosta dela, aí atrás.
Carioca:Mas se eu te oferecer um ali, eu vou ali na construção, tem um monte de obra. Oferecer um cara todo cagado de concreto sentar aqui.
Angélica Mello:Quando é muito fácil, não quero.
Bola:Boa!
Carioca:Você gosta do difícil? Boa!
Bola:Entendi. É isso, tá certíssimo. Eu gosto de escolher, né? Sim, tá certo, tá certíssimo.
Carioca:Boa, é isso aí, concordo 100%. Tá vendo?
Bola:A gente concordou em alguma coisa.
Angélica Mello:Tá voltando no assunto da briga? Não, nós já tinha esquecido isso.
Bola:Já era muito bom, velho.
Carioca:Você já tinha esperado?
Bola:Muito bom, meu.
Carioca:Não, só por desencargo de consciência, só por— só tava, sei lá, só para te provocar um pouquinho.
Angélica Mello:Ai, ele já tá todo macio para o meu lado.
Bola:Tá ficando um cara bem mais macio, eu tô sentindo isso, mano.
Angélica Mello:Eu sei, quando ele chegar em Caxias do Sul fazer show, ele vai lembrar de mim.
Carioca:Vai, vai, eu vou mandar um beijo trazer para você, do show, para o teu público, para tua cidade. Faço questão, mas eu vou estar com a minha namorada, só para—
Bola:Mas é beijo de amizade.
Carioca:É de amizade, não confunda as coisas, tá?
Bola:Brother, brotheragem.
Angélica Mello:Eu confundo as coisas.
Carioca:Então eu sei, por isso que eu tô falando.
Angélica Mello:Eu misturo as coisas.
Carioca:Eu sei, eu sei, eu tenho, eu tenho, eu tenho simancol. Eu acho que eu vou meter uma medida protetiva.
Bola:Bora!
Carioca:500 metros, mas daí já vou ligar para minha advogada, vai, medida protetiva.
Angélica Mello:Eu vou ser a única comediante, os comediantes colecionam processo, eu não, medida protetiva.
Bola:Diferente para cacete, maravilhoso.
Carioca:Mas você assim, por exemplo, bora, vamos fazer perguntas mais picantes ou vamos ficar?
Bola:Não, pode fazer Você que manda aí, tá? Não, manda, manda.
Carioca:Não é minha curiosidade aqui. Quando a gente entrevista, a gente tá tentando se colocar no lugar da audiência. Tem telefone aí? Bola boa, vamos para o telefone.
Bola:Melhor assim, telefone nós temos, só entrar na plataforma, rapaziada. Dá para você ligar e dá para você mandar o Super Chat. Você entra no link aí, Super Chat, ou liga.
Carioca:Isso, você pode mandar Super Chat. Aí, ó, quem fala?
Bola:É David Braga de Araruama. Puta vida!
Carioca:Esse é rechonchudo!
Bola:Esse é! O que que você faz da vida, David? Não, queria deixar os parabéns pelos 5 anos de Tica esse mês. Show de bola!
Carioca:Daqui a uma semana.
Bola:É, eu sou autônomo, mas eu queria mandar uma para Angélica, se se você permitir. Permito. Manda. Angélica, você trabalha na Philips? E o seu brilho é igual o de um ambilight, chegou iluminando o mundo. Meu Deus, caraca, mandou bem, David! Porra, meu irmão, gostou? Pode dar o telefone dele.
Angélica Mello:Autônomo do quê?
Bola:Ele autônomo do quê, David? Eu tenho uma empresa de aluguel de mesa, cadeira, tenda, moderador.
Angélica Mello:Ai, que isso! Fazer uma festa para o nosso casamento tá garantido então.
Bola:Já mandou um casamento. Eu compartilho dela sobre a questão do Mojo. Quando eu chego na churrascaria aqui, a galera me adora, sabe que ganhou o dia. Eu imagino, irmão, imagino. Valeu! Aquela história do patinete, ele é de patinete, ele é bem rechonchudo.
Carioca:Aí uma moça, ele foi no nosso show, a moça entregou que o gordão foi de patinete, que aluga.
Bola:Ele foi de patinete, velho, da puta que pariu, da casa do cara até lá, meu. Aí seria mesmo, também acho. Ela pessoalmente, boa, David, vai lá, vai conhecer.
Angélica Mello:Eu tô saindo de um relacionamento agora, né, com o Carioca.
Bola:Você nem entrou, cara, ela manda. Você nem entrou, já deu um corte fodido.
Carioca:Você nem entrou.
Bola:Boa, David! Abraço, irmão! Valeu, tamo junto!
Angélica Mello:Valeu, David!
Bola:Aí, vamos ver mais um, mais um.
Carioca:Acho que estão gostando de você.
Angélica Mello:Então, quem que é esse David?
Carioca:Ele é lá de Araruama e ele liga sempre.
Bola:Ele vem aqui assim desde a época do Pânico.
Carioca:Ele é clássico, clássico, já virou amigo, sabe? E lá vem ele.
Bola:Quem tá falando?
Carioca:É ele, cara.
Bola:Ô, Marcelão, tudo bem? Tudo bem, Filipinas, e você?
Carioca:Um grande abraço para sua senhora. Eu soube que ela está vindo aqui abrir o aplicativo dela nas Filipinas.
Bola:E eu estou muito orgulhoso disso.
Carioca:Tá difícil, né, Bola?
Bola:Você deve ter ouvido o programa anterior.
Carioca:Caiu, caiu, né, Bola? Às vezes acontece, a plataforma cai, né? A ligação que é muito ruim cai, né, Bola? Às vezes cai, né, cara?
Bola:Sem noção. Quem tá falando?
Carioca:É o André, caminhoneiro de Portugal.
Angélica Mello:Boa tarde! Ai, que chique!
Bola:Fala, André!
Angélica Mello:Uma mercadoria entregue em euro.
Carioca:Pode vir, pode vir, que aqui o cavalo é trucado.
Bola:Aí sim, mano! Aí você mostrou porque você veio, André.
Carioca:E se passa necessidade, europeu.
Angélica Mello:André, o que que tu acha de me entregar esse teu coração?
Carioca:Na hora, é só passar o endereço que o frete eu pago. Ó, já vai mandar um tape para você.
Bola:Que caminhão você dirige aí, irmão?
Carioca:É uma Scania Super 500.
Angélica Mello:Gostei. O que que tu acha de nós girar essas minhas turnês de show de Scania?
Bola:Pô, fazer turnê em Portugal, vai de caminhão?
Angélica Mello:Mas não, aqui no Brasil. Imagina eu chegando nos teatros. Portugal, mas ele vem para cá. Pode ser, amor não tem fronteira. Bom, então fazer show em Portugal, aí vou fazer, mas eu não vou querer amor de temporada, tá? Só para te avisar, André.
Bola:É, se liga, André, também não venha avacalhando, né, meu?
Carioca:Então vamos ver o que que acontece. A gente começa assim, depois vamos ver até onde vai.
Bola:Homem é bom de Brasil, tá valorizado, caminhoneiro também, velho, tá valorizado, é verdade. O Pica-Pau Louco falou a mesma coisa, irmão, tá valorizado mesmo, tem razão.
Carioca:Agora tá meio tudo embora, agora tá faltando aí, tá na hora de alguns voltar.
Bola:É, vamos ver, né? Mas fica por aí que tá melhor aí, viu, irmão?
Angélica Mello:Deixa que eu vou para aí.
Bola:Boa, boa.
Carioca:Tô sabendo, tô sabendo.
Bola:Tá bom, então tá bom.
Carioca:Abraço para vocês, cara, um prazer falar com vocês.
Bola:Beijo, abraço. Vai dirigir, irmão.
Carioca:Tchau, tchau. Caminhoneiro em Portugal. A nossa audiência com os caminhoneiros é brava, é bom, né? Na estrada, a gente convida o Tica, ajudou a passar o tempo mais rápido.
Angélica Mello:O público, quem tem público de caminhoneiro tem Tem tudo, verdade, tem toda razão.
Carioca:Tá vendo?
Bola:Alô, alô, Bibiba! Oi, fala, Pedrão, tudo bem, meu velho?
Voz D:Como é que tá?
Bola:Tudo bem, tudo bem. Que que você manda, Pedrão?
Voz D:Tava vendo aí vocês falando do Monjaro. Lembra de mim no Monjaro, não? Cidade de Leste.
Carioca:Ah, ele traz, você traz o falso aí, é muambeiro. Muambeiro.
Angélica Mello:E não é falso, é importado.
Carioca:Quanto tá o de 7,5? Só para eu saber, no Paraguai, só para eu saber. Quanto chega aqui, aqui para nós? Só para saber.
Voz D:Então, como vem com ampola, Carica, você consegue dosar sozinho, entendeu?
Carioca:Sim, mas quanto custa de 15, que são 2 de 7,5?
Bola:$350, porra.
Carioca:Dólar, dólar ou real?
Voz D:Dá para 4 meses, dá para 4 meses. Se você não, 7,5 dá para, vem 60mg, 7,5 vai dar 6 semanas.
Bola:Caraca, $350 dólares?
Voz D:Não, reais, pô, dá 300.
Bola:Você toma isso, você cai morto.
Carioca:Mas você vai dar grangrena na hora, né?
Bola:Melhor você tomar chumbinho para emagrecer.
Voz D:É, porra. O Carica, eu tomo, eu emagreci 22 quilos, pô.
Bola:Tirzepatina, 350 cruzeiros, barato, né?
Carioca:Mas isso aí não é de confiança, irmão.
Angélica Mello:Mas é caro, vocês reclamam. Vai ser barato, vocês reclamam.
Voz D:Laboratório de muitos anos, é de confiança.
Bola:Mas como que é tão barato?
Carioca:Bom, também tem imposto, não é? O Monjaro é caro porque assim, por que que o remédio referência é tão caro e aqui é barato, cara?
Voz D:R$1.350 entrega em todo o Brasil.
Carioca:Ó, um mês de Monjaro 7,5 tá R$2.200. Não, R$2.000 é R$1.350. Tá, mas mesmo assim, 6 semanas, 6 semanas você falou, é mil, é quantas semanas?
Voz D:A gente, a gente, ó, cada ampola tem 15mg, tá? Você vai tomar, você toma uma vez por semana, 7,5mg, cada ampola dá 2 semanas, a caixinha vem com 4 ampolas, são 8 semanas, são 2 meses, R$1.350.
Carioca:No legalizado, R$7,5, sabe quanto dá a bola? R$4.400.
Bola:Um mês?
Carioca:Não, R$2.200 um mês. São 2 meses no caso dele. É isso aí, R$4.400. É uma boa diferença. Mas eu acabei não contando porque o remédio de referência é tão caro.
Angélica Mello:Por quê?
Carioca:O Monjaro, porque ele tem a patente, né? Porque foi a Lilly que desenvolveu. Quanto ela não gastou para desenvolver essa parada? Ela tá ganhando o que ela investiu, então ela bota em cima do preço. Ah, o remédio é caro? Porra, ela é a única.
Voz D:Mas é muito caro, cara.
Carioca:Concordo que é muito caro, mas gastaram um caminhão de dinheiro. Mas veja bem, sim, mas você concorda comigo que o próprio insumo desse remédio é caro para custar isso?
Voz D:Sim, lógico, é caro.
Carioca:Pô, R$1.350 do remédio não é caro, caralho? É caro, remédio caro.
Voz D:Não é, cara, porque R$300, quem nunca tomou, que começa com 2,5mg, é R$300 por mês, uma caixinha dá 4 meses, pô.
Carioca:Mas é caro ainda também, tadala é R$20, pô, tadala é 20 conto. Um mês de tadala é R$20, cara.
Bola:Você dá ela como um jarro.
Carioca:Não, tô falando é um medicamento com insumo caro, entendeu? Ah, sim, é isso que eu tô querendo dizer.
Voz D:Você vai no restaurante, você não gasta isso, pô, você gasta mais do que isso.
Carioca:Tá bom, é um ponto. Você não quer falar com a nossa convidada? Você veio com papo aqui jacaré, pô. Não deixa ele. Você não quer fazer? Você não quer conversar com a Evangelica?
Voz D:Eu gosto de falar sempre com vocês aí, a Evangélica. Eu não conhecia, achei ela muito engraçada, muito legal.
Bola:Ela é muito boa, velho.
Carioca:Você é solteiro ou casado?
Voz D:Eu sou casado, cara, tenho 3 filhos.
Carioca:Putz, imagina você ter 3 enteados.
Angélica Mello:Ai, que alegria! Que alegria! Imagina 3!
Carioca:Corta aí, Isaac.
Bola:Que alegria! Tem agora, tem, é verdade. É verdade, tem mesmo.
Carioca:Pensão socioafetiva é de foder, é de lascar, né? É de lascar.
Bola:Só toma cuidado, hein, Pedrão. Abraço, irmão.
Carioca:Valeu. Pô, Monjaro dele é bom, mas eu tenho medo, bola.
Bola:Eu também não encaro não.
Angélica Mello:Laboratório, você confia no quê?
Carioca:No Monjaro No Monjaro Tikaragati.
Bola:1300 cruzeiros, 2 meses.
Angélica Mello:Eu não entendo de valores.
Carioca:Não, é um ilegal porque o princípio ativo está patenteado, a Anvisa não liberou só para o Lely, que é o Monjaro.
Bola:Tchau.
Carioca:Ele perturba aqui.
Angélica Mello:Eu acho estranho às vezes o jeito que eles trazem, né? A gente vê umas apreensão assim do pessoal, prende lá e deles trazem de um jeito mais esquisito.
Bola:Não deve não estar refrigerado, não tá nada.
Carioca:Eu acho que deve ser uma coisa, é que o Monjaro ele aguenta 21 dias fora da geladeira, mas não pode passar de 30 graus.
Bola:Tá dentro de um pneu de caminhão, você imagina o calor que não é.
Carioca:Então trazendo no pneu de caminhão, tudo que é lugar, dentro de escapamento. Mas aí a pessoa compra, usa, não vai funcionar, aí não Ah, vai não funcionar, o menor dos problemas.
Bola:É te dar um bizil, pelo amor de Deus.
Angélica Mello:Só não funciona antes de emagrecer, é a melhor coisa, é o de menos. Eu acho que ele não funciona, mas eu acho que pelo ser feito lá em laboratório lá, deve ser uma coisa certa. É só o problema, o jeito que trazem.
Bola:É, exatamente. Temos o Ticaracatica.
Carioca:Eu tô tentando abrir esta meleca. Ele tá nessa página, como é que abre aqui, ó, tá vendo?
Angélica Mello:Foi praga minha, tu viu, né?
Carioca:Aí, tá vendo? Tu fica aí, deixa eu quieto.
Angélica Mello:Eu que marquei, né?
Carioca:Não, você não tá querendo ser generosa, você tá cavando confusão. Você gosta. Ela gosta, bola.
Bola:De causar.
Carioca:Ela quer. É tirar a par do homem, mexer na ferida. Tá explicado que ela tá solteira.
Bola:Jogou para água.
Carioca:É isso aí. Saiba que um homem normal considera você uma pessoa chata.
Bola:Um homem normal, a real é essa.
Carioca:Eu tenho que dizer isso para você. E um homem macio, tudo bem, eu posso ser o que eu quiser desde que eu esteja em paz. É isso que eu preciso, necessito nesse exato momento. Entendeu?
Bola:Um homem macio é maravilhoso, entendeu?
Carioca:É exatamente isso que eu necessito, paz. Tá bom, fofa? Cara, mulher odeia que chama de fofa.
Angélica Mello:Eu gosto, não odeia não.
Carioca:Eu sou fofa, filha.
Angélica Mello:Tu não acha fofa?
Bola:Eu chamo a Gabi de meu irmão.
Carioca:Não, cara, eu chamo de cara também.
Angélica Mello:Porra, cara, eu sou bem fofa.
Bola:Qual é, meu irmão?
Carioca:Que que é, bola? Que que vocês estão rindo aí?
Bola:Que eu falo que eu tô zoando a chamada de meu irmão.
Carioca:Porra, meu irmão, tu manda porra, meu irmão?
Bola:Cuzão, cuzão! Qual é, cuzão?
Angélica Mello:Eu abri aqui o chat.
Carioca:Eles me odeiam.
Angélica Mello:Carioca macio, carioca macio.
Bola:Agora pegou.
Carioca:Carioca é macio, eles gostam de me hatear.
Angélica Mello:Por quê? Sério? Não, mas é de verdade, é brincando?
Bola:É zoeira.
Angélica Mello:Mas será que não é porque tu pega pilha?
Bola:É brincadeira.
Carioca:Pega Pilha é o nome do meu show que estará lá em Rio Grande do Sul.
Voz D:É?
Carioca:Não, tô brincando.
Bola:Tá botando pilha?
Carioca:É, eu tô botando. Eu não pego, portanto que pode brincar à vontade. Eu tenho a minha segurança, entendeu?
Bola:Ó, começou até martelar de nervoso.
Carioca:Tô trabalhando, você acha que eu tenho tempo pra isso?
Angélica Mello:O quê?
Carioca:Eu sou homem que eu trabalho demais. Perder meu tempo com gente desocupada.
Bola:Puta, chamou os cara de vagabundo, chamou a audiência de vagabundo. Os cara odeia ele, é? Não, eu acho que os cara são legal para caramba.
Carioca:Chat é uma coisa muito legal, agora a gente que faz, que fica te perseguindo para chamar atenção, então para sua atenção eu não ligo.
Angélica Mello:Eu não dou bola para hater, então não dou mesmo, até gosto.
Bola:Ó, temos uma mulher aqui no telefone para terminar.
Carioca:Tomara, né? Tem que enfim uma mulher aqui.
Bola:Alô, alô, funcionar.
Carioca:Se a tia, a mulher não apareceu, não tá aqui. Vai, bebida. Alô, pô, tá foda essa porra dessas obras aqui, meu.
Voz E:Opa, é aquele.
Bola:Fala, Kelly, tudo bem?
Carioca:Já vem, já vem um trocadilho.
Angélica Mello:Oi, é outra vez que eu falei com vocês, me chamou de calinguiça.
Voz E:Agora, tudo controlado, né, Carioca?
Angélica Mello:Ele pensou, certeza que ele falou, já veio pronta, né?
Carioca:Tudo bom, Kelly?
Voz E:Tudo bem, graças a Deus.
Bola:Que que você manda, Kelly? Nós estamos bem também, tudo ótimo.
Voz E:Eu sou muito fã da Evangelica. Meu ingresso comprado para setembro, para gravar Thaíne.
Angélica Mello:Ai, que legal, para setembro!
Voz E:Já adiantei meu ingresso. E também falar para o Carioca que o programa dele tá maravilhoso, não percam nenhum.
Bola:Boa, boa!
Carioca:Valeu, cara!
Voz E:O dia tá melhorando cada vez mais desde o primeiro. Enfim, só para falar o óbvio, que eu sou fã de vocês, como da outra vez eu falei. E mandar um abraço e dizer para Evangélica que ela não desista do sonho dela. Ontem eu vi entrevista dela com Badinha, ela disse que um dos sonhos dela é ter uma família. Então, que ela sendo tão querida assim, tão especial, ela com certeza vai ter a família dela.
Angélica Mello:Tá vendo, carioca?
Bola:Boa, Kelly, obrigado!
Carioca:Ela tá tirando em mim, o Kelly, ela tá tirando em mim, tá tirando errado. Ensina ela a tirar, por favor. Tá tirando no homem errado, tá perdendo tempo.
Voz E:Ela tem que esperar para vir para Gravataí, que aqui tem o polo industrial.
Bola:Daí eu vou te esquecer.
Voz E:Tem um monte de empresa aqui, ó, cheio de benefício, vale transporte, polo industrial.
Angélica Mello:Tem que adiantar esse show aí de setembro.
Carioca:Eu respeito muito a empresa. Que dá ticket refeição e vale alimentação. Eu respeito essa diferença. Não sei, o ticket é para você almoçar e o vale alimentação para você fazer compra. Dá os dois vales. Coisa linda, é raro. A Globo dava um cartãozão.
Bola:Ah, mas também a Globo, porra, tudo.
Angélica Mello:Como que ela sabe?
Carioca:Com meu pai, mano.
Voz E:Tem a General Motors, tem um monte de coisa que tu vai passar aqui, tu vai bombar, e teu marido dos sonhos vai ter 5 filhos, cada um vai ter plano de saúde, uma beleza.
Angélica Mello:Só espera. Ai, amém!
Bola:Obrigada, Kelly!
Carioca:Um beijo, um beijo, querida! Da onde você fala, Kelly?
Voz D:Só para eu—
Carioca:da onde você mora? Onde você mora?
Voz E:Eu moro em Gravataí. Rio Grande do Sul.
Carioca:É pertinho mesmo, entendi. Aí não deu chuva não, né? Quando deu aquela chuva aí, pegou também ou não?
Voz E:Pegou em alguns bairros, mas a gente ficou mais trabalhando em receber as pessoas de canoas, de—
Bola:entendi, de jet ski, de canoas.
Voz E:Se possível, leva um dia, você já Já entrevistaram o Índio Bem, mas o Índio Bem com o Maiquinho, porque eles são muito amigos. Eu acho que isso seria um programa genial assim, os dois.
Bola:O Índio Bem com Marquinhos.
Carioca:Índio Bem com Maiquinho. Anota aí, por favor, Julita.
Angélica Mello:Maiquinho da Praça, ele faz a Bruna Feitoria. Ah, é? Ontem inclusive eu fui no show do Maiquinho com o Tubinho.
Carioca:Ah, Tubinho é muito bom. Acho que o Índio Bem já veio aqui.
Angélica Mello:Veio.
Carioca:Tubinho é maravilhoso. O Tubinho. Ai, sei quem é, sei quem é, sei quem é, lembrei, lembrei. O Tubinho, adorei, cara.
Angélica Mello:E o Maikinho faz uma técnica de segurança do trabalho, Bruna Feitoria, é da Praça é Nossa.
Voz E:Olha os vídeos dele, é muito engraçado.
Bola:Não, vamos marcar assim, vamos marcar.
Carioca:Um beijão para você, obrigado pela dupla audiência.
Bola:Um beijo.
Carioca:Beijo, beijo, tchau, tchau. Ai, acabou isso tudo? Tem mais um, é ele de novo. Então tá, vai.
Bola:Alô, alô?
Carioca:É que leva um tempo, ele tá na Tailândia, com a Kazé TV roubando todos os dados. Intercontinental tá fora.
Voz E:Oitinho!
Bola:Desliga na cara, só um oitinho já dá para desligar, né? Entendi.
Carioca:Pronto, obrigado, viu, querida? Adorei te conhecer.
Angélica Mello:Adorei também.
Carioca:Sucesso! Vamos marcar de você voltar com o Aragão.
Angélica Mello:Muito obrigada.
Carioca:Posso marcar? Vamos marcar, ela e o Aragão?
Angélica Mello:Obrigada, Daniel.
Bola:Volta com o Aragão?
Angélica Mello:Adorei conhecer vocês.
Bola:Pô, prazer foi todo nosso, gente.
Angélica Mello:Muito obrigado.
Carioca:Eu fico muito feliz de ver uma menina como você, que tem um pouco tempo já tem tanta cancha, né, Bola?
Bola:É verdade.
Carioca:Já tem a segurança.
Bola:Muito bem demais.
Carioca:Que o humorista bom é o seguro, na minha opinião. E você é muito segura, isso é. E talentosa, obviamente. Porque às vezes a pessoa é talentosa e tem insegurança, e atrapalha. Mas você é muito segura, né, Bola? Talentosa.
Bola:Pena que ela não vai estar no teu show em Caxias. Pena.
Carioca:Ia ser legal demais. Pô, vou abrir meu show. Mas quando eu tiver em qualquer lugar onde você estiver, eu faço questão.
Angélica Mello:Eu vou ficar te perseguindo agora.
Carioca:Pode me perseguir, saiba que eu amo.
Angélica Mello:A minha agenda para tua agenda, tá?
Carioca:Mas fica tranquila que eu tenho guarda-costas. Não, mas eu tenho guarda-costas e ela é brava, ela é brava.
Angélica Mello:Nós pegando, ai, o aeroporto, que coincidência!
Carioca:A minha manezinha, ela é a minha manezinha, ela é choque de monstro, ela é brava. Vamos nessa, gordinha! Bom jogo do Brasil amanhã. Amanhã Brasil e PT, 9:30 da noite. Vou fazer um churrasquinho em casa.
Bola:Você falou que vem a família toda, né?
Carioca:Minha família, da minha mulher, que legal, que legal, que delícia!
Angélica Mello:Legal, eles vão fazer um churrasco, vai ser bem legal, vai ser bem legal, vai.
Carioca:Assim espero, né? E vai ser uma festa de semana, manda beijo a todos, vai ser um final de semana também com festa junina no clube.
Voz D:Boa, né?
Carioca:É, então vai ser um final de semana, se Deus quiser, muito bacana. E o Naldo, você gostou do Naldo, né? Espero que o Brasil ganhe para a gente ficar um pouco feliz, alguma alegria para essa porra desse país. Fecha uma Copa do Mundo bacana, todos vocês. Beijo, vai boletar, se despede da galera aí.
Bola:Beijo do Gordo, beijão, galera, muito obrigado.
Carioca:Até a semana que vem estaremos aqui, 2 da tarde, ao vivo, hein. Valeu, beijo, tchau, tchau!
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