Episódios de TICARACATICAST

EP 774 - IRMÃOS KATOOSH E O COMANDANTE

16 de junho de 20262h31min
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Começou a voar aos 18 anos e levou sua paixão pela aviação para além das fronteiras. Mário Jorge construiu uma carreira global, tornando-se referência em ferry flight e especialista em translados internacionais de aeronaves.Criados em um veleiro em Ubatuba, os irmãos Katoosh navegaram pelos três oceanos, passaram por 52 países e concluíram uma volta ao mundo que durou 7 anos. Hoje, compartilham suas aventuras e experiências com milhões de pessoas nas redes sociais.

Participantes neste episódio5
B

Bola

HostHumorista
C

Carioca

HostComediante
L

Lucas

ConvidadoFotógrafo
M

Mário Jorge

ConvidadoComandante
N

Neto

ConvidadoIrmãos Katoosh
Assuntos8
  • Decisão de Sair da XP e Volta ao MundoPlanejamento e duração da viagem · Ubatuba · Amir Klink · Financiamento e patrocínios · Energia solar e eólica · Tecnologia de navegação (Starlink, GPS) · Pesca e alimentação a bordo · Perrengues e perigos (tempestades, baleias, pirataria)
  • Viagens AereasComparativo entre avião e veleiro · Aviões de celebridades (Drake, Luciano Hang, Neymar) · Aviões brasileiros (Empire Colt, Stallion) · Aviões executivos (Cirrus, Bonanza, Global Express) · Custos e manutenção de aeronaves · Segurança na aviação (anti-gelo, paraquedas, treinamento) · Regulamentação e burocracia aeronáutica · Drones e segurança de voo
  • Mercado de LuxoIates de luxo e seus recursos · Ilhas paradisíacas (St. Barts, Alter do Chão) · Custo de vida em locais de luxo · Aviões de celebridades e seus custos
  • Acidentes AéreosColisão de helicópteros no Rio de Janeiro · Investigação do CENIPA · Importância do treinamento e comunicação · Acidentes com drones e balões · Perigos de pássaros e urubus para aeronaves
  • História pessoal e trajetóriaExperiências de infância no veleiro · Perrengues em viagens (tempestades, acidentes) · Superação de desafios e aprendizados
  • Oceano e espaço como inexploradosCorrentes marítimas e temperatura da água · Oceano Índico como rota perigosa · Fenômeno das 'freak waves' · Pontos de parada e resgate no Oceano Índico
  • Direção e Novos ProjetosProjeto de volta ao mundo de avião dos Irmãos Katoosh · Projeto de volta ao mundo de avião do Carioca · Eventos de aviação (Semana de Vela em Ilhabela, Bonanza Flyinto) · Encontros e interações com a audiência
  • Campeonato Brasileiro de FutebolAnálise da seleção brasileira · Expectativas para a Copa do Mundo · Jogadores (Neymar, Vini Jr., Rafinha) · Estrutura tática do time
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Voz A:E aí, oi, tica-tica-tica-tá, tica-tica-tica-tá, tica-tica-tica-tá. Alô, galera! Hello, rapaziada! Salve, salve!

Voz B:Começando mais um Ticaracatecast. Muito obrigado a todos que estão aí e aos que virão também.

Voz A:É isso aí! Hoje é aniversário do nosso amigo Zacarias. Parabéns, viu, Zac?

Voz B:Um beijo, Bilu!

Voz A:23 anos do Zac, o menino, né? É isso aí, moleque!

Voz B:Parabéns, meu velho!

Voz A:Um beijo para você, Zaque. Vamos começar logo o programa agora que acabou esse negócio de seba. Já tomamos uma.

Voz B:Se inscreve se quiser, se não quiser não se inscreve, vai para o inferno.

Voz A:Nós tomamos aquele famoso come e toba. Não, é assim, se você sentir duas bolas no teu traseiro, relaxa que o pior já passou. Já tem presente logo de cara, logo de cara, logo de cara, presente para os convidados.

Voz B:Quem mandou foi o Dr.

Voz A:Marcelo Coloca, meu dentista, que inclusive estarei lá amanhã. Oral Advancement Care.

Voz B:Esse é o Cirrus, esse é o comandante, esse é o SR-22. Aí, ó, qual que é esse aqui? O Carioca, extra 300.

Voz A:Extra 300, já, já. Já, esse aqui tem também.

Carioca:Não tem nada, é o piloto, né?

Voz A:Não, é lógico, eu já andei nessa porra com paraqueda, que o cara vira e você vai embora.

Voz B:Isso aqui é um Sukhoi, esse eu não sei de quem que é.

Carioca:Será que é do comandante também?

irmãos Katoosh:Caramba, você saiu com a furada até agora, hein?

Voz B:Olha o meu que chique, rapaz.

Voz A:Tá escrito no papel, Bola, você lê?

Voz B:Olha o meu que chique.

Voz A:Se você ler, é o quê?

Voz E:Pra quem que é?

Carioca:Ah não, Bola, pera aí, vamos conversar.

Voz B:P51, rapaz.

irmãos Katoosh:Esse é do Neto.

irmãos Katoosh:Esse é o que você tava falando, que teve duas e tal?

Voz B:Então esse aqui ele falou aqui, Que se quiser já faz um pra você.

Carioca:Pode fazer, uai.

Voz A:Isso aí é tudo pra sua rola?

Voz B:Esse é pro comandante. A tua rola tá bem zoada, hein, meu.

Voz A:Não, isso aqui é pra círculos.

irmãos Katoosh:Eu acho que tem tudo a ver com círculos.

Carioca:Isso com círculos é a melhor combinação.

Voz B:É a base.

Voz A:É a base de... Coloca onde essa base?

Voz B:A rola do cara tem uns caroços, velho.

Voz A:Não é isso, é brinquedo de sexo, ela fica girando pra dar emoção.

Carioca:Como é que é o nome do doutor mesmo?

Voz B:Doutor Marcelo Coloca.

Voz A:Marcelo é o S aqui, ó.

Voz B:Esse aqui é do teu amarelo.

Carioca:Não, eu vou ser generoso aqui, eu aceito esse 51 de áudio de mão assim com o doutor Marcelo Coloca.

Voz A:Pô, mas aí eu vou presentear o meu amigo aqui, ó.

irmãos Katoosh:Aí sim!

Voz A:Mas esse é outro, Marcelo manda mais. Ele manda depois.

Voz B:Você dá os teus presentes, o meu é meu.

Voz A:Mas ele manda depois.

Voz B:Pau no cu, o meu é meu.

irmãos Katoosh:Ó, eu dei o meu aqui, então Tá show, tá bom.

Voz A:Obrigado, Marcelo. Vou fazer mais hoje, mano.

Voz B:Tá bom, ele faz e manda para ele.

Carioca:Tá bom, sucesso.

Voz B:Você quer dar minhas coisas? E olha o que eu ganhei, que legal também.

Carioca:Aí, beleza.

Voz B:Como chama teu brother?

Carioca:O Taylon.

Voz B:Ah, o DC3, bonito!

irmãos Katoosh:Que legal, esse é o clássico antigo.

Voz B:Obrigado, irmãozão.

Carioca:Ah, você tem?

Voz A:Belo presente. Tira para a gente ver aí, ó.

Carioca:Que espetáculo! Isso é clássico, hein? É edição limitada, isso é clássico. Aí, ó, olha que animal!

Voz A:Curtiu?

Carioca:Não, são dois motores.

Voz B:Ele pega as coisas dos outros, ele dá para os outros. Ele é engraçadinho.

Voz A:Não, só tô mostrando, bola.

Voz B:Tá, já mostrou.

irmãos Katoosh:Tá bom.

Carioca:O que que é?

Voz A:iPad, bom, né? Depois o Tica me dá outro, tá tudo certo. Bom, estamos aqui hoje com o nosso querido Mário Jorge, o Comandante.

Voz B:Deixa eu botar ali.

Carioca:Mais uma vez, um abraço.

Voz A:Ô, meu querido, prazer, uma honra.

Voz B:E eu chamo dois mais loucos que ele, Comandante.

Voz A:Os irmãos Catucho.

Carioca:Mais louco que ele.

irmãos Katoosh:Celso Neto.

Voz A:Celso Neto? É. E Lucas Neto, irmão do Felipe Neto, não?

irmãos Katoosh:Não, primo. Não, não é nada, é Lucas e Neto.

Voz A:Tá, vocês são velejadores. Velejadores. Mais perto do microfone.

irmãos Katoosh:Sim, velejadores, uma volta ao mundo, e agora estamos entrando no... pro ar também.

Voz A:Peraí, vamos entender. Vocês meteram um Amir Klink na parada?

irmãos Katoosh:É. Saímos de Ubatuba março de 2018 e...

Voz A:Fala mais perto do microfone.

irmãos Katoosh:Saímos de Ubatuba março de 2018 pra dar uma volta ao mundo. Planejamento de 3 anos e chegamos ano passado. 7 anos. Deu uma atrasadinha muito grande, irmão.

Voz A:Peraí, você vive o quê? De pesca, irmão?

irmãos Katoosh:Pescamos bastante também, perdemos muito peixe também, mas...

Voz A:E peso também, óbvio.

irmãos Katoosh:E cabelo, e cabelo.

Voz B:Aí o avião já é dureza. Agora, não tem um negócio mais lazarento que barco.

irmãos Katoosh:Isso é complicado. Porque chacoalha. Bora, tiver alguma experiência ruim com barco agora, Ricardo.

Voz B:Eu fumo muito, eu não passo muito tempo.

Carioca:Eu falo a mesma coisa.

Voz A:A única coisa que eu acho estranha do veleiro é que você fica uma pessoa meio de lado.

Voz E:É.

Voz A:Isso é complicado.

Voz B:Só 7 anos.

Voz A:Não, e fica assim, né?

Voz B:Então, ó, que delícia!

Voz A:O barco fica assim, então tipo lá dentro é muito foda.

Carioca:Não dá, eu falo para eles que a parte do avião que a gente faz esses voos longos é muito mais sossegado que barco. Muito mais, você é louco!

Voz B:Muito mais, cara, pegar uma tempestade, aquelas ondas gigantes, e a porra do— Quantos pés tem o velho?

irmãos Katoosh:43. É grande, não é pequeno, não é pequeno, mesmo assim não é muito grande não. A parte física é uma das piores Mas é uma das piores partes assim de uma volta ao mundo, porque pega muito mesmo, cara. Você pega uma travessia aí de 15 dias de um país para o outro, é 24 horas.

Voz B:Quem teve essa ideia? Quem foi o irmão que teve essa ideia de 15 dias?

irmãos Katoosh:Quem foi o Lazarinho? Lazarinho, exatamente.

Voz A:Peraí, peraí, peraí. Você fez a primeira perna em 15 dias?

irmãos Katoosh:Ó, a primeira que foi... De Ubatuba para onde? O Brasil a gente foi pingando bastante, né? Então a gente ficou no máximo uns 3 dias no mar assim. Tá. De viagem. Mas a primeira longa foi Recife-Tobago. Que é Caribe. Então Brasil-Caribe foram 17 dias.

Voz A:Vocês fizeram pelo Caribe, não cruzaram o Atlântico?

irmãos Katoosh:O Atlântico a gente cruzou para terminar, né? Vindo da África para cá foi a última perna.

irmãos Katoosh:A última perna.

Voz B:É, transatlântico já é chato, já demora 7 dias no mar.

Voz A:Transatlântico você não faz nada.

Voz B:Então já é chato. Você imagina um veleiro, irmão. E eles contam para vocês que só Amir Klink, né?

Voz A:Era remo do Amir?

Voz B:Do Amir era remo, não era vela. Não, ele fez muita coisa fez a vela, só que ele fez a remando, saiu da Namíbia, de 100 dias.

irmãos Katoosh:Aí é brabo, aí é brabo.

Voz B:Vê se o cara é normal também. Não é normal, né, velho? Essa turma é muito louca.

Voz A:Vem trazer o Amir Klink aqui para contar essa porra.

irmãos Katoosh:100 dias remando, vai sair o filme agora, né? 100 dias é um livro muito bom, inclusive, o 100 Dias em Céu e Mar. E agora parece que virou um filme, alguma coisa assim.

Voz E:É absurdo.

Voz B:Mas quem foi o jumento que teve essa ideia, irmão?

irmãos Katoosh:A gente vem de família, meus pais já moravam no veleiro quando a gente nasceu. Então a gente já cresceu no veleiro e essa ideia já tava no sangue, já, entendeu?

irmãos Katoosh:Mas a ideia era fazer bem mais pra frente assim, porque quem faz isso normalmente o cara estuda e trabalha e quando aposenta aí muda pro veleiro e faz isso em 10 anos. Aí, ó, mas aí a gente tava na faculdade lá, já não tava gostando muito, a gente falou: é o quê?

Voz A:Vambora!

Voz B:Vocês largaram a faculdade pra fazer isso?

irmãos Katoosh:Pra fazer isso aí.

Voz B:E de onde veio o dinheiro, irmão?

irmãos Katoosh:Cara, rede social, patrocínio.

Voz B:Que legal! A galera, a galera... Insider, C6...

irmãos Katoosh:Isso aí foi na segunda metade, né, que começaram as marcas e tal. Mas no começo foi bem na raça.

irmãos Katoosh:No começo até crowdfunding a gente tinha, sabe? Aquele financiamento. Sim, sim, vaquinha, vaquinha.

irmãos Katoosh:A gente fez site de vaquinha e ia nessa, assim.

irmãos Katoosh:O começo foi perrengada total.

Voz A:Mas, por exemplo, tem um negócio ali, você pode colocar, por favor, o aniversariante do dia, a imagem? Eu quero...

irmãos Katoosh:No barco, manda bala.

Voz A:Eu tenho perguntas. Um dos meus melhores amigos de infância, ele é maluco igual vocês. Eletricista também, é velejador, velejador. E ele faz igual esse doido aí, ele traz os veleiros lá do— inclusive ele inventou uma rota da Casa do Chapéu para América meio que sem ir para Europa.

Voz B:Se ligou, ele tava no barco, né?

irmãos Katoosh:É naquele dia do Guerra, ele lá na Ilha Grande.

Voz A:É, é meteorologia aquilo ali? O que que é?

irmãos Katoosh:Gerador, gerador. Toda essa parte plana aqui é gerador solar e aquele ali girando gerador eólico. 100% da nossa energia vem daí.

Voz A:Toda limpa?

irmãos Katoosh:Toda limpa.

Voz A:E dá bom?

irmãos Katoosh:Bom demais.

irmãos Katoosh:Funciona perfeito.

Voz A:Internet?

Voz E:Starlink, refrigeração.

irmãos Katoosh:Starlink, dá pra ver antena na frente do gerador eólico ali, ó.

Voz A:Ah, que delícia. Então, hoje em dia tá mais de boa, né, cara? Antigamente era um aparelhinho só que avisava o ponto que você estava.

irmãos Katoosh:Essa primeira travessia longa de 17 dias foi às cegas total, sem comunicação, sem previsão de tempo. Por quê? Porque a gente tava muito duro e não tinha.

irmãos Katoosh:7 anos atrás nem tinha essas coisas, né?

Voz B:Vocês não tinham porra nenhuma.

irmãos Katoosh:Quem sofreu mais foram nossos pais, sem saber onde é que a gente tava. Busola? Não tinha, você conseguia ter um GPS assim, mas você não tinha comunicação, não tinha previsão do tempo, não tinha previsão do tempo.

Voz B:Que legal, hein?

irmãos Katoosh:Puxa vida, meus pais quase morreram de preocupação, pensa.

Voz A:Hoje em dia, hoje em dia é muito mais de boa, né?

irmãos Katoosh:Hoje em dia você faz live de qualquer lugar do mundo no meio do oceano.

Voz B:Olha o tamanho do peixe! Douradão, né? Dourado, dourado na água do mar.

irmãos Katoosh:Esse peixe aí é um dos nossos preferidos assim, a carne dele é branquinha assim, putz, daí sashimi.

Voz B:Pois se alimenta quanto tempo vocês?

irmãos Katoosh:Ah, cara, mas tem dura.

Voz B:Olha o tamanho do bicho, mano.

irmãos Katoosh:Porque muito disso daí a gente come na hora, sashimi, mas tira os filezinhos assim, enrola no papel filme, guarda na geladeira, dura muito.

Voz A:E vai comendo de boa. De boa. Mete o azeitinho, shoyu, chapa.

irmãos Katoosh:A primeira mordida o peixe tava se mexendo ainda.

Voz B:Imagina, puta merda. Que gente louca, bicho.

Voz A:Caralho, velho, muita guerra, hein.

Voz B:Mas quem que teve a ideia que vocês não falaram até agora?

irmãos Katoosh:Nossos pais, o sonho dos nossos pais.

Voz B:Eles quiseram que vocês fizessem?

irmãos Katoosh:Não, não, eles construíram um barco para eles darem uma volta ao mundo, só que daí no meio no meio do caminho, dois percalços, eu e meu irmão. A gente nasceu e acabou meio que atrapalhando o plano deles, entendeu?

Voz B:Ah, entendi.

irmãos Katoosh:E a gente começou a crescer. No começo, a gente continuou morando no barco com eles, a gente fez...

Voz B:Nesse barco mesmo?

irmãos Katoosh:Nesse mesmo barco. Eles fizeram o Brasil inteiro junto com a gente, a gente crescendo e tal. Mas quando o Neto tinha uns 5, 6 anos, eles sentiram que era melhor parar em algum lugar pra ele ir pra escola, pra ter contato com outras crianças e tal.

Voz B:Ah, vocês viraram um jumento.

irmãos Katoosh:É, pra não viver um... Não era uma vida social, né?

irmãos Katoosh:Só amigos imaginários. Aí paramos em Ubatuba. Mas a gente cresceu no barco ali, infância sempre no barco, então essa ideia da viagem de volta ao mundo assim sempre foi muito presente, sabe, em casa.

Voz A:É tua casa, né?

irmãos Katoosh:É a casa. Não, 100%.

Voz B:Os pais falando toda hora.

irmãos Katoosh:Os pais falando.

Voz B:Vocês atrapalham nossa viagem, seus bosta. Furazóis.

irmãos Katoosh:E aí na nossa volta ao mundo eles viajaram e encontraram a gente em alguns pontos assim.

irmãos Katoosh:É, uma vez por ano eles iam.

Voz A:É, pra passar o Natal, essas paradas.

irmãos Katoosh:Ficava com a gente por aí.

Carioca:Galápagos, 7 anos. Indonésia.

irmãos Katoosh:Muita.

Voz A:Mas tu conheceu cada lugar. Nossa.

irmãos Katoosh:Isso que é legal, porque assim, de avião, por exemplo, você chega em algum país, você fica 2, 3 dias, uma semana e vai embora. De barco a gente ficava sempre o limite do visto, que normalmente 3 meses assim dá para ficar passeando muito. Então assim, a gente ficava 15 dias de um país para o outro, 15 dias no mar, mas chegava nesse país, ficava 3 meses no país. A gente ficava muito mais tempo parado do que velejando.

Voz B:Por isso que demorou tanto assim.

Voz A:Qual que era a bossa de ficar 3 meses? Para viver a experiência?

irmãos Katoosh:Porque pô, é muito legal, a cultura nova.

irmãos Katoosh:O gringo chega no Brasil, ele chega vindo da África e chega ali em Ubatuba, Ubatuba. Ele conheceu Ubatuba, esse tamanho da costa do Brasil.

irmãos Katoosh:Aí você vai pingando de praia em praia, aluga um carro, viaja.

irmãos Katoosh:E mesmo em Ubatuba, pô, ele vai parar em uma praia ali. Aí, pô, a gente ficava 3 meses no lugar, num país, mas nunca no mesmo lugar. Você fica 1, 2 dias aqui, você mergulhou, fez as trilhas, foi na cachoeira, vamos para a próxima praia, vai para o próximo lugar.

Voz A:A mesma coisa aqui, trilha, cachoeira, natureza.

Voz B:É, muda umas árvores. Ele tem mais tempo que você, verdade. Você não curte tanto, né?

Carioca:Não, é diferente.

Voz B:Você pousa, arruma as coisas ali...

irmãos Katoosh:Mas pra volta ao mundo você tá pensando em fazer algo mais parecido?

Voz A:Sim, tu é um iFlight.

Carioca:O negócio é que o avião proporciona esse lado de... O meio de transporte, esse tempo de transporte é muito mais rápido que o barco.

irmãos Katoosh:Então eu acabo curtindo aonde eu tô indo.

Voz B:Você não sabe cozinhar, pescar, caçar...

Carioca:Pescar, caçar dentro do avião. "Vamos caçar um passarinho." O máximo que eu faço é um banheiro dentro do avião. Mas de fora disso não tem mais nada pra fazer no avião.

irmãos Katoosh:Eu não vou cozinhar alguma coisa.

Voz B:Tomar um banho, não faz nada. Nada.

Carioca:Não, então, mas eu curto lá o lugar que eu vou. Então eu não tenho esse tempo de travessia. Pô, a gente tava agora num voo que é o segundo voo que nós fizemos, Estados Unidos e Brasil juntos, né?

irmãos Katoosh:E aí eles olhando o mapa, de cima, dizendo: "Deixa aqui." Uma peidação da nave.

Carioca:"Só 3 dedos, só 3 dedos aqui." Então imagina o tanto de merda que sai da nave.

Voz A:Não, mas é tranquilo.

Carioca:Aí vai por cima, por baixo, por trás.

irmãos Katoosh:Tranquilaço. Tranquilo.

Carioca:E aí os guris olhando assim ficavam impressionados, né, velho? Porque eles pegavam o mapa e aí ele falava: "Cara, Barbados, Brasil, a gente tá fazendo em 3 horas.

irmãos Katoosh:Pô, isso aqui pra gente é uma semana, velho." Falava: "Não é possível, cara, uma semana de..." A gente fez uma conta rapidinha ali, cada hora que a gente voava a gente precisava de mais de um dia pra cobrir.

Carioca:O mesmo por 24 horas, né?

irmãos Katoosh:É, 24 horas sem parar.

Voz B:Turno.

Voz E:Puta merda, velho.

irmãos Katoosh:Pra cada 40 minutos, vamos contar, era um dia.

Voz B:Mas essa viagem agora não foi aquela loucura igual a primeira que você contou pra gente?

irmãos Katoosh:Não, aí a gente só fez Estados Unidos, Brasil só.

Voz B:3 dias, né?

irmãos Katoosh:É, 3 dias.

irmãos Katoosh:Ah, não, 3 dias.

Carioca:3 dias.

irmãos Katoosh:3 dias. Mas tem um outro ponto também, que de avião, de veleiro você depende muito mais das condições climáticas. Porque, por exemplo, a gente pegou dos Estados Unidos e desceu pro Brasil, de Cirrus, né, com avião. De barco, eu acredito que pra descer pro Brasil talvez seja mais fácil você cruzar pra Europa e depois cruzar de volta pro Brasil do que vir direto. Por causa dos ventos e correnteza contra, que de veleiro vai ser uma pauleira se conseguir chegar.

irmãos Katoosh:O que a gente fez em 3 dias de veleiro é um planejamento de uns 8 meses.

Voz B:É mesmo? Putz, esses grilo, que demora.

irmãos Katoosh:Preparar o barco, cruzar para a Europa e chegar lá.

Voz A:É porque para ir para os Estados Unidos você tem que ir para a Europa, para a América Latina. Esse meu amigo, ele fez uma rota.

Carioca:Eu falo, você não perde tempo não.

Voz A:Ele fez uma rota que ninguém ficou meio bolado. Tem que perguntar para ele, porque ele fez uma rota meio louca assim.

irmãos Katoosh:Para vir de lá para cá, tipo da Europa ou da África para o Brasil, é bem mais tranquilo. Para ir que o pau quebra um pouco.

Carioca:É, mas que o tranquilo já não é tão tranquilo, né?

Voz B:É embaçado, né?

irmãos Katoosh:Cara, a travessia de Atlântico da África pro Brasil, ela é tranquila.

irmãos Katoosh:Olha o que você faz com a gente, você é putido.

Voz A:Puta tranquila. Sucesso, cara.

Voz B:Olha lá, olha lá, olha lá. Ah, que doido.

irmãos Katoosh:Eu posso ir com eles, ele olha pra mim e fala: pode ir de boa, mano. Isso aí foi um perrengue que a gente bateu.

irmãos Katoosh:Isso é tipografias, fundo verde.

irmãos Katoosh:Isso a gente bateu numa baleia, quebrou o barco.

Voz A:Bateu numa baleia?

irmãos Katoosh:Quebrou o barco, isso a gente tava tentando arrumar o barco.

Voz A:Pô, isso aí é o problema, hein.

Voz B:Mano, que é isso, pô?

Voz A:Vocês bateram numa baleia? Batemos, cara.

Voz B:Quebrou o quê do barco? O leme. Pô, só o leme? Só bobagem. Só?

irmãos Katoosh:E aí? E aí, puta, cara, esse foi o maior perrengue de toda viagem. A gente tava tentando acelerar que tinha uma tempestade chegando. E a gente tava a 2 dias de chegar na Polinésia Francesa. E a gente acelerando por causa dessa tempestade. E aí, numa manhã, bum, barulho gigantesco, o barco balançou, a gente saiu lá fora, sem leme o barco. Batemos numa baleia. E assim, bater na baleia, cara, não foi erro nosso, porque não tem como. Às vezes ela dorme, ela fica numa, bem na superfície ali, tá? Então se você der o azar de estar na rota, você bate. Não tem aparelho que pega, você não consegue ver ela nem nada.

Voz A:Não tem nenhum aparelho que um sonarzinho que pega a baleia, nada.

irmãos Katoosh:Hoje em dia acho que até estão desenvolvendo uns 3D para frente assim, mas é muito raro, é caríssimo.

irmãos Katoosh:E aí moral da história, a gente ficou sem o controle do barco e aí a tempestade que a gente tava fugindo chegou. A gente ficou 3 dias sem controle do barco, na tempestade.

irmãos Katoosh:Foi 36 horas a deriva e a tempestade quebrando.

Voz A:Mas ninguém rebocou?

irmãos Katoosh:Eles queriam ir lá salvar a gente de helicóptero, mas a gente teria que abandonar o barco. Aí eu falei: "Não." Falei: "Nem vem, cara, a gente não vai sair desse barco, não." Porque a guarda costeira lá ficou sabendo e... Isso aí a gente tava tentando instalar um leme reserva, ó.

Voz B:Com isopor, com...

irmãos Katoosh:Isopor pra tentar diminuir o peso dentro da água. Cara, foi um trampo. Mas daí deu tudo errado, a gente não conseguiu instalar.

Voz B:O que vocês fizeram, irmão?

irmãos Katoosh:Pouco frio, não muito frio, não muito frio, adrenalina danada também.

Voz B:Mas conseguiu arrumar?

irmãos Katoosh:A gente fez uma gambiarra que a gente conseguiu começar a navegar, conseguiu proar mais ou menos o destino que a gente queria ir.

irmãos Katoosh:Não, primeiro a gente esperou esses 3 dias a tempestade passar. Depois que passou, a gente, para conseguir controlar o barco, a gente pegou um cabo bem, bem longo, de uns 100 metros, e a cada metro a gente amarrou alguma coisa nesse cabo para fazer um arrasto, travesseiro, balde, e jogou na água. E aí a gente amarrando esse cabo de um lado e do outro do barco pra conseguir dar uma direção. Aí a gente chegou numa ilha lá.

irmãos Katoosh:Porque aqui o tempo começou a piorar gradativamente, fica a tempestade chegando. Então no começo a gente tava tentando instalar um leme de reserva, mas o tempo foi piorando, quanto mais demorava ia piorando, ia piorando. Aí isso aí foi o começo do fim. Uma hora um cabo, eu tava dentro da água, um cabo enroscou no meu pé e o leme caiu.

irmãos Katoosh:Nossa, tá foda, mano.

irmãos Katoosh:E eu fiquei segurando, aí tipo assim, nesse momento a gente falou: "Ixi, cara, a gente tá começando a correr um riscozinho grave aqui." Daí a gente, nessa hora, quando o negócio enroscou no meu pé, a gente falou: "Meu, vamos parar e pensar melhor, velho." Quê?

Carioca:Isso foi no terceiro ano de travessia?

irmãos Katoosh:Foi no segundo ano de viagem.

irmãos Katoosh:E aí nesse momento que o negócio me puxou, a gente parou com tudo, entrou lá, foi lá pra dentro do barco, fechou tudo e foi a primeira vez, cara, que a gente sentou no chão assim de cansaço, um olhou pro outro, acho que adrenalina e tal, um olhou pro outro, a gente deu um abraço no chão assim, a gente caiu num choro, velho. Caraca. Acho que não era nem de medo, não sei do que que era, mas a gente tava cansado, velho.

irmãos Katoosh:O que que está acontecendo?

Voz B:Nenhum momento pensava, bicho, vamos chamar um helicóptero e foda-se.

irmãos Katoosh:Cara, a gente não pensou em desistir, velho.

Voz B:Não pensou. Não, porque o barco, a gente tinha uma ligação muito forte.

irmãos Katoosh:Mas a gente tava, foi a vez que a gente ficou mais perto de abandonar o barco. A gente tem um, tem um, chama balsa de abandono, é uma caixa grande que a gente tem no barco, que é a última coisa. Pô, vai afundar, você pega essa caixa, você joga na água, ela vira uma casinha, você entra dentro, tem comida, tem rádio, tem umas coisas. Foi a primeira vez que a gente pegou essa caixa e deixou pronto para jogar.

Voz B:Obrigada, velho!

irmãos Katoosh:Nessa hora aí que o negócio acabou, estourou um cabo e um cabo enroscou no meu pé. Acho que a gente nunca tinha comentado desse lance, né, que enroscou no meu pé.

Voz B:Isso aí foi durante o dia, mas de noite que o bicho pegou Cara, a gente faz isso à noite, de dia já tá um desespero, velho. Imagina de noite, você não enxergar nada.

irmãos Katoosh:De noite a gente dentro do barco ali tentando descansar, cara, de vez em quando batia umas ondas assim que a gente ficava de pé na parede do barco assim, de tanto que inclinava.

Voz B:Nossa, velho.

irmãos Katoosh:O veleiro à deriva você fica de lado para vento, né, e de lado para o vento e de lado para as ondas quando o veleiro ele fica derivando. Então a gente, a tempestade começando a aumentar, aumentar, aumentar, e tu fica lá.

Voz B:Esse turu tem motor?

irmãos Katoosh:O veleiro tem motor, mas sem leme não adianta. Se dá motor, ele vai.

irmãos Katoosh:E é um motorzinho muito pequenininho, é só para chegar em marina, não é um motor para—

Voz B:não aguenta navegar.

Carioca:Que loucura, viu, cara.

irmãos Katoosh:Meu Deus do céu. Ali aquela hora que eu tava com uma lixadeira aqui tentando instalar um leme reserva, a gente colocou um pedacinho do eixo do leme, o barco balançando nas ondas deu uma balançada, a pontinha entortou, e daí não entrava mais. Daí a gente catou a lixadeira para tentar esmerilhar a ponta, para tentar enfiar, mas tipo no meio da tempestade, a máquina tava dando choque assim na minha mão.

irmãos Katoosh:Ai, eu ia falar, começou a molhar, começou a dar choque.

Voz B:Eu vou com eles, Marião. Depois disso aqui, mais frente. Eles não estão indo com você?

irmãos Katoosh:Então você vai fazer você vai curtir, vai curtir.

Carioca:Mas eu tenho, a gente tem uns 3 dias. Não, nós vamos fazer agora de barco, provavelmente em julho agora, né?

irmãos Katoosh:Vai ter Semana de Vela lá em Ilhabela. A gente quer ir lá velejar, lá participar desse evento.

Carioca:Então eu vou com eles nessa ilha já.

irmãos Katoosh:Ah, eu bato o milhabela, vai dar umas 3 horinhas.

irmãos Katoosh:Que pra mim já é uma puta aventura já, velho, tá louco. Você vai de sunga, né, boleto?

Voz A:3 horas e meia, você.

Voz B:Eu quero uma semana.

Voz A:Uma semana não, um mês, pô. Uma semana também é tranquilo.

Carioca:Mas vai ter, a gente se conversa pra fazer umas coisas de barco mais pra frente, mas eu vou embarcar em algumas coisinhas dessas aí com eles.

irmãos Katoosh:A gente quer fazer esse crossover assim, tá?

Voz B:Legal, legal.

Carioca:Vai rolar, isso vai rolar.

Voz A:Mas e aí, esse, repara, vocês chegaram nessa ilha, Aí basicamente a gente mandou para o estaleiro, não tinha nada, cara.

irmãos Katoosh:A gente conseguiu chegar numa ilha, jogar âncora, esperar o tempo melhorar, sobrevivemos, melhorou, fim do pesadelo.

irmãos Katoosh:Essa ilha era um atolzinho, parece um anel que tem no meio do oceano assim, ó, é só uma bordinha de terra. Malemar vai ter, cara, tem um mercadinho, uma quitanda.

irmãos Katoosh:Um dos lugares mais bonitos que a gente já foi no mundo chama Fakarava, lá na Polinésia Francesa.

irmãos Katoosh:5 mil habitantes.

Voz B:Mas não tinha como arrumar o barco, não tinha como.

irmãos Katoosh:Aí a missão era a gente consertar, tentar fazer alguma gambiarra para velejar até a ilha mais próxima com uma estrutura para a gente conseguir de fato arrumar o barco, que era o Tahiti, que é o centro ali da Polinésia. Mas dali no Tahiti dava uns 2 dias velejando.

irmãos Katoosh:Aí a gente ficou 15 dias lá arrumando esse leme. A gente conseguiu instalar esse leme que a gente tava tentando, a gente conseguiu instalar lá, e a gente ficou 15 dias esperando uma previsão certinha, bem calminha. E aí chegou essa previsão, a gente tocou pro Tahiti, chegou lá, e aí sim, aí tirou o barco. A gente ficou um ano para conseguir arrumar o barco.

irmãos Katoosh:Um ano?

irmãos Katoosh:É porque sem grana, pô, o barco tava falido na época.

irmãos Katoosh:E aí, além de dar porrada na baleta e quebrado lenço, outras coisas no barco.

irmãos Katoosh:Quebrou muita coisa do barco.

Voz A:Ele existe até hoje?

irmãos Katoosh:Existe.

irmãos Katoosh:Agora tá lá na Polinésia, tá lá na Polinésia.

Voz B:Vocês largaram o barco lá?

irmãos Katoosh:Largamos lá. Não, na verdade, a gente trocou de barco no meio da viagem Depois de arrumar, a gente ficou um ano velejando por lá ainda, só que daí deu COVID. E aí durante o COVID a gente acabou vendendo esse barco e comprou um outro.

Voz B:Ah, maior, menor?

irmãos Katoosh:Mesmo tamanho, só que novinho.

Voz B:Entendi.

irmãos Katoosh:E com sistema antipaleia.

Voz B:Não sei se não existe. Bicho, olha isso, qual a situação.

Carioca:Cara, no meio do nada, né? Sem ninguém perto, sem nada.

irmãos Katoosh:Esse botinho a gente perdeu nessa tempestade, a gente amarrou ele com uns 3, 4 cabos. Durante essa noite que a gente ficava de pé na parede do barco, cara, uma hora deu um estouro de uma onda, mas absurdo, né? A gente saiu, tinha levado embora a onda, cara. Estourou 3 cabos que a gente tinha amarrado, estourou tudo.

Carioca:E não achou nunca mais?

irmãos Katoosh:Nunca mais. Esse bote era zerinho, cara.

Voz A:Olha lá, era só meter um air tag nele.

Voz B:Ah, vocês são muito merda, hein?

irmãos Katoosh:Não, mas isso daí foi um ponto assim completamente fora da curva.

Voz B:Isso aí foi o maior perrengue da viagem.

irmãos Katoosh:Foi o maior perrengue da viagem.

irmãos Katoosh:É porque aí juntaram duas situações, né, cara? Ter perdido o leme e ter pego uma tempestade absurda.

Voz E:É isso.

irmãos Katoosh:Sabe igual você fala na aviação que um acidente se dá por uma sucessão de fatores? Um perrenguezão no mar também é por uma sucessão. Teve o lance do acidente com a baleia e a tempestade. Se fosse um ou outro, dava pra manejar.

Voz B:Entendi.

irmãos Katoosh:Só a tempestade com o barco tudo certo...

Voz B:Com o leme bom... Você ia bem.

irmãos Katoosh:E só o acidente com a baleia num tempo tranquilo... Com o mar mais calmo... Você vai bem também.

irmãos Katoosh:É porque tempestade a gente pegou muitas.

Carioca:E além de você estar ali... Tentando resolver os BO do barco e fixar e tentar resolver, sair dessa situação, você ainda ficava preocupado com o irmão, né, que tá lá na água sozinho, largado num bote, num botinho ali sozinho.

irmãos Katoosh:Pelo amor de Deus, né?

Voz B:De prontidão.

irmãos Katoosh:Não, a partir do momento que a gente negou o resgate, já era, negamos resgate. Mas aí também, uma merda fodida, a gente que assumiu a responsabilidade. Mas aí vem o pensamento, Pô, a gente levou resgate, se a gente morre, e meus pais no Brasil, como é que ficam? Então a gente, caraca, a gente pensa, e agora, velho?

Voz B:Você não pode chamar de novo, tipo assim, me arrependi, corre que dá tempo.

irmãos Katoosh:Deu, assumiu, assumiu a responsabilidade, a responsabilidade é nossa.

Carioca:E nessa época vocês ainda tinham cabelo ainda, e depois disso caiu tudo.

irmãos Katoosh:Essa hora aí, ó, essa hora é boa. Tá vendo? É um cabo bem longo que a gente foi amarrando várias coisas nesse cabo. E aí depois a gente pegou esse cabo, jogou lá pra trás. E aí o barco... Aí colocando esse cabo de um lado e do outro lado do barco, a gente conseguia dar direção, entendeu?

irmãos Katoosh:Pensa, o barco andando, você freia o lado esquerdo, ele tende a vir pra cá. Você freia o lado direito, ele tende a ir pro outro lado.

Voz A:Vocês bolaram essa traquitana aí?

irmãos Katoosh:Cara, isso a gente leu num livro.

Voz A:Olha que branco, velho.

irmãos Katoosh:Que da hora, velho. A gente leu num livro muito tempo atrás. Aí na hora a gente: "Puta, aquele cara fez isso." "Vamos fazer." "Vamos fazer." E rolou. Rolou, a gente. Aí depois disso aí, a gente ergueu o velho e conseguiu ir até a ilha.

Voz E:Que da hora.

irmãos Katoosh:Fazendo isso, fazendo isso, equilibrando total.

irmãos Katoosh:Depois que a tempestade começou a dar uma tranquilizada, pô, aí a gente conseguiu velejar bem com esse, desse jeito.

Carioca:Que da hora!

Voz B:Hoje, e essa foi a primeira viagem de vocês? Vocês tinham feito outras antes?

irmãos Katoosh:A gente já fez Brasil, só Brasil, só Brasil grande assim.

irmãos Katoosh:Foi a primeira, quando a gente saiu tinha 22 anos.

Voz A:Pelo menos não perderam o motor, né?

irmãos Katoosh:Então por isso que a gente tirou, que a gente tava suspeitando que poderia dar ruim.

irmãos Katoosh:A previsão tava de piorar. A gente, bom, vamos salvar o motor pelo menos, que aí pegou outro bote, é mais É um prejuízo menor. E porque esse motor a gente conseguiu depois amarrar ele atrás do barco e a gente usou ele para controlar o barco.

irmãos Katoosh:Ah, da hora! A gente falou: você tem um motorzinho, você tem um planador.

Voz A:Aí você vai controlando.

irmãos Katoosh:A gente fez isso para chegar nessa ilha.

Voz A:Ah, então vocês deram uma boa maneira ali.

Voz E:Sim, sim, cara.

Voz B:E água sobe.

Voz A:Caralho, olha isso, velho!

irmãos Katoosh:E ali você vê que tem um monte de cabo amarrado assim, que eu comecei a ficar com medo do vento arrancar todo esse sistema de cima, que é a nossa produção de energia. De solar e eólico. Eu falei: "Meu, vocês não fazem isso aqui?" Além de tudo, a gente perde tudo. Perde comunicação, perde tudo.

irmãos Katoosh:A 100 km/h de vento, só noite.

irmãos Katoosh:A gente amarrou tudo, falou: "Meu, energia a gente não pode perder." Eu lembro uma vez...

Voz B:Olha lá, tio, fudido que eu fiquei. Já acabei de falar.

Carioca:Já tá afinal do fenômeno aí.

Voz B:Fui mergulhar uma vez com uma amiga minha, com o pai dela. Tinha um puta barco legal de 60 pés, mas de motor. Aqueles iateszão, é. E fomos até uma... Nem lembro o nome da ilha que era, velho. E tamo indo no solzão, o mar tava que eu enjoo pra caralho, velho. E chegando na ilha assim, o pai dela: vamos voltar. Falei: cara, nem mergulhamos, pô, tá tudo que eu pedi. Ele falou: tá vindo uns pescador, tô encostando na ilha, vai vir alguma coisa.

irmãos Katoosh:Ah, o cara já se ligou, ele se ligou.

Voz B:Bicho, nós voltamos, a gente pegou uma tempestade, meu irmão. Eu botar eu com balde na cabeça assim, botava uns poff eu joguei água fora, mas não tinha o que vomitar, mano. Eu passei, então eu cheguei, a hora que nós chegamos lá—

Voz A:Você nunca mais andou no mar?

Voz B:Não, nunca mais.

Voz A:Então foi esse o trauma, foi esse o trauma.

Voz B:Fala que teve batismo, né? Eu beijava o chão.

Carioca:Não queria mais saber de água.

Voz B:Foi no canal de Bertioga ali em cima. Não tem uma onda, não tem nada.

Voz A:Eu lembro que o mar assim, quando eu ia pra Ilha Grande moleque, eu vomitei uma vez naquela barca da transmissão.

Voz B:Eu passo muito mal, cara.

Voz A:Eu vomitei pra caralho porque eu enjoei. Eu falei nunca mais, nunca mais. Eu entendi a dinâmica do horizonte.

Voz B:Não pode olhar para onde for.

irmãos Katoosh:Isso será que é gostoso, hein?

Carioca:Será que isso, isso eu tirando para parte, não vai, não acho que não tem nada a ver. Nunca andei de barco, é só de água.

irmãos Katoosh:Vai dar ruim, boleta.

Voz B:Eu já quero fazer um ferry Atlântico, 30 dias. A gente manda foto para vocês verem depois, por favor.

Carioca:Ah, sim, dos barquinhos pequenos, né, com esses motorzinho 15 para pescar no Pantanal. É o que eu ando lá, os bichinhos pequenos. Não tem nada, onda é do outro barco que passa e faz.

Voz B:Só dá uma chacoalhadinha. E você vai encarar essa agora?

Carioca:Depois da volta ao mundo de avião que nós vamos fazer esse ano, aí a gente tem umas coisas para fazer.

Voz A:Você vai fazer? Eu vou fazer esse ano.

Voz B:Que avião?

Voz A:Com qual aeronave?

Carioca:Com Bonanza. Um F-33 Alpha da Beechcraft.

Voz B:Quanto tempo de viagem?

Carioca:A princípio, mínimo de 6 meses, mas aí durante a viagem, se for acontecendo coisas, dá pra ficar 7 meses.

Voz A:Mas assim, comandante, é um projeto que você tá fazendo. É. Primeiro pra você conhecer o mundo, mas você vai fazer, já tem patrocínio, você já tem a galera da internet, o Crown Founders.

irmãos Katoosh:Crown Founders, a gente é fã do voo.

Voz A:Então você bolou pra fazer isso aí.

Carioca:Só ele, por enquanto, né?

irmãos Katoosh:A gente tem a nossa planejada para o ano que vem, mas agora assim, outra, mas vamos chegar lá.

Carioca:Vai, vai, vai, a gente, pera aí, deixa eu, antes que eu esqueci, cara, porque eu tenho que dar a gabarita. Esse é o meu presentinho para vocês, ó, é uma quadrilha de Little Jesus, um time de futebol, para abençoar vocês. Obrigado! E para a galera toda. Isso aí eu ando encontrando pilotos e tripulantes e pessoas enquanto eu passo e vou dando um para cada um, sabe? Sabe? Legal de deixar no avião para que voe, no carro, no escritório e tal.

irmãos Katoosh:Tá lá o Little Jesus.

Carioca:E essa aqui saiu lá da fábrica carioca assim, ó, tava no meu bolso, trouxe pensando.

Voz A:Eu tenho uma camisa da Cirrus, é polo animal, e é legal, né? E eu tenho uma jaqueta também, top, velho, uma jaquetinha preta.

Carioca:Peguei uma lá, tava até ali guardada.

Voz A:Por incrível que pareça, eu não sei onde tá essa jaqueta. Bem lembrado, vou procurar essa jaqueta que eu não tenho visto ela.

Carioca:E ela é animal essa jaqueta aí do comandante Hamilton.

Voz A:Não, não, Campini também deve estar no meio. O caralho, o que era diretor de segurança, porra, não é o Neto? Não, Neto é o outro, é Cabral. Cabral, gente fina.

Voz B:Vou fazer um evento lá em Primavera do Leste. Inclusive inauguraram o KFC, lá tá uma puta festa, viu?

Voz E:Inauguraram o quê?

Voz B:KFC. Ah é? E chegamos em Cuiabá, lançamos de ir para o puta avião legal, cara. Qual? Um King Air de 8 lugares.

Carioca:Ah, B200.

Voz B:O animal! Fantástico! Mas fomos num conforto, irmão.

Carioca:O bicho é bravo.

Voz B:Eu falei, minha meta de vida é comprar um negócio desse.

Carioca:Aquele é bravo.

Voz B:É um negócio legal, cara.

Voz A:E na volta, um MD-500. Top também.

Voz B:Mas é mais apertadinho.

Carioca:Mas é mais apertado.

Voz B:Eu fui de copiloto. Zero quilômetro.

Carioca:São coisas—

Voz A:eu fui de copiloto nos dois. O Meridian não é gostoso para quem tá ali voando, não, mas é ruim para entrar ali no copiloto. Vai se foder.

Carioca:Eu já trouxe desse para o Brasil, inclusive minha esposa veio comigo também.

irmãos Katoosh:É o Meridian.

Voz A:Mas é muito rápido o Meridian, né?

Carioca:Tá louco, eu gosto dele por conta disso. Assim, para mim que é piloto, vou sozinho, não tô carregando ninguém, cara, é um foguetinho. Na mão, é um kartzinho que voa assim, que o bicho é bom, voa rápido, alto.

Voz B:Você tá lá fazendo, você vai fazer um, qual o maior trajeto que você fez de quilometragem, de tempo de voo?

Carioca:Então, até hoje, você fala de todos os voos, cara, foram 12 horas e meia direto.

Voz B:Você consegue, tipo, falar, eu vou sair aqui do banco, botar o piloto automático, sei lá, e vou dar uma dormida lá atrás?

Carioca:Não, não dá não, não tem como, não tem como, é impossível, até contra a legislação.

Voz B:Segurança.

irmãos Katoosh:Mas se falar agora, deu ruim.

Voz B:Aquela pescada, não dormir ali sentado, dorme.

Carioca:O cara é 100%, 24 horas em vigia, é tudo certo.

Voz A:É muito padrão.

Voz B:Eu achei que desse, se dá uma ali para trás e dá uma, e o pau quebrando.

Carioca:Se ele tiver um copiloto, sim, tudo bem, mas solo assim não tem Não tem como. Deixa eu deixar aqui, senão tanta coisa que eu vou mexer, eu não paro de mexer. Mas não tem como não, porque você tá em comando. Então se você tá em comando, de fato você tem que estar no comando. Se por um acaso você tá cansado, pô, vou tirar um cochilo, então você tá semi no comando, que você botou um piloto automático. O piloto automático é teu cupila, né? Então você fica gerenciando, ele tá ali. E é indispensável um piloto automático para essas Você assim, faz? Sim, faz, pô, lógico que faz. Tem o cara que remou 100 dias.

Voz A:Levar na mão é muito chato, cara.

Carioca:É, mas já trouxe avião na mão. Meu avião, Bonanza da Volta ao Mundo, não tinha nada, não tinha nada, zero.

irmãos Katoosh:AFR, zero.

Carioca:Só tinha um reloginho, só tudo relógio, nem NDB, não tinha nada, nada.

Voz A:Não tinha NDB, zero, só bússola. Só bússola? Não, você é maluco. Nem NDB? Não tinha nada, viu, não tinha nada. O NDB é muito legal. O NDB é um velocímetro que tem no painel, que em alguns aeroportos tem uma transmissão de FM, correto, comandante? E aí você bota lá 90, que é a frequência daquele NDB, são 3 números, se não me falha a memória.

Carioca:É uma M, né?

Voz A:É, 500, 612, você põe lá, você tá na bússola na direção, aí aí, o que que acontece? É, tá aqui, né? Vou dar um exemplo. Ponteiro tá aqui, né? Para esquerda um pouco.

Voz B:Se sair, não, não.

Voz A:Aí tá entrando o sinal, ele começa a entrar e tremeu um pouquinho, ele entrou. Aí tu já muda e põe ele no meio, porque aí você tá na direção, certo? Traqueando aquele sinal. Aí quando você passa em cima do aeroporto, ele faz assim, ó, ele vira para trás. É isso aí.

irmãos Katoosh:Pô, mas aqui não, entendeu?

Voz E:É isso aí.

Voz A:Aí você passou na frequência, limbo.

Carioca:Pessoa tá no limbo fixo porque é onde ele tá, você tem que girar ali e tal. Os outros, tem outros que daí não.

Voz B:Você trouxe só instrumento assim?

irmãos Katoosh:É, eu nem mexi.

Carioca:Mas aí eu tenho que complementar porque senão fica— é, aí eu tenho iPad, iPad com ForeFlight, que aí tem o GPS embutido, aí faz tudo, né? Mas é um voo visual normal. Visual, mas o voo, toda a regra do ar, eu fiz tudo visual.

Voz B:Então, na mãozinha, na mãozinha, controlando aqui a altitude, sem tirar a mão do zóio.

Voz A:O HDGzinho, o HDG na mão.

Carioca:HDG é o zóio.

Voz A:Vamos voar, vamos voar.

Carioca:Aqui, velho, é que ele, na ocasião, tava meio também descompensado. Ele é antigo, a cada 5 minutos ele sofre um negócio que chama de perspiration, né, que ele vai cansando, né? Então aí você tem que ir lá e ajustar, olhar a bússola e vai lá e coloca na bússola. Beleza. Aí vai passando um tempo, ele tá virando para lá, mas você tá indo aqui, aí você tem como. Então você já esquece de vez, olha a bússola e vai na bússola. E aí olha a rota que tá no GPS e vai.

Voz A:Você grava um story, você já tá na esquerda, volta, vai rabiscando lá mesmo assim, ó.

irmãos Katoosh:Mas o iPadzinho faz muita coisa, salva demais.

Carioca:Foi assim que a gente conseguiu vir mais sucesso assim, né?

Voz A:A iPad salvou muito a aviação, né?

Voz B:É um antigo Pai, não é inteiro de instrumento ali, né, meu?

Voz A:Não, sim, mas o cara não tem nem DB, caralho, no avião.

Carioca:Não tinha nada, zero. Assim, ele é um, ele era, né, porque aí mudou bastante, tá? Depois eu vou mostrar uma foto, ficou outra coisa. Agora tá pronto para volta ao mundo.

Voz A:Ah, você meteu uns Garminzão nele?

Carioca:GPS, quase o G1000, chama G3X, que dependendo do que você vai fazer chega a ser até melhor, dependendo do que você vai fazer, né?

Voz A:No meu caso, automatizou o avião GPS, Garmin agora, tá?

Carioca:Mas você pressiona, ele faz tudo, põe você na quase pousando já, reformou o avião inteiro, né?

irmãos Katoosh:Ele trouxe peladão assim, reformou.

Voz B:Isso você consegue fazer em barco, tem modernizar tudo?

irmãos Katoosh:Sim, sim, sim, sim. Pegar de volta e modernizar tudo igualzinho, igualzinho avião, tudo Garmin também, piloto automático, tudo radar.

irmãos Katoosh:Mas hoje em dia também você consegue fazer muita coisa com a internet, que ali para vocês Mas o importante é o fundo, né?

irmãos Katoosh:É o mapa, o mapa, como chama, o mapa importante quando você tá chegando, né? Porque lá no meio você tá com 5.000 metros de profundidade, não tem nada, né?

Voz A:Nem uma pedra, nem uma rocha, nem uma baleia.

irmãos Katoosh:Lá no meio que você precisa mesmo é você saber sua direção, obviamente, e com internet, que é muito bom, e previsão do tempo, né? Previsão do tempo você consegue se preparar para alguma mudança de tempo e tal.

Voz A:Mas e à noite, por exemplo, navio cruzando essas porra aí, como é que faz?

Carioca:Os aparelhos mostram hoje em Mas se não tiver nada, tipo, tem o ATC, ele apita. Eles me contaram, pera aí, antes que eu esqueça também, que é um negócio curioso do NDB. O NDB antigamente, quando tinha instalado no avião NDB e não tinha radar meteorológico, quando você tem ele instalado e você tem uma tempestade, ele te, ele delata onde tá a tempestade, porque quando tem uma descarga elétrica Fica batendo flopa para lá, não dá para ir não, não vou ir para cá. Então você consegue antigamente, né?

Voz A:Antigamente. Hoje eu quero ir lá no Wind lá, acabou.

irmãos Katoosh:Wind, acabou.

Carioca:Wind na hora, vai traqueando.

Voz A:Vê o Windzão lá, ó.

Voz B:Acabou, né, cara? Já era, tchau, fodeu. A gente indo, é, passou do lado daquela nuvem ali, pegou uma...

Voz A:Sim, o cara pegou uma chuvinha só de olhar, só de olhar. Só de dar uma olhadinha assim, né?

irmãos Katoosh:Só de olhar.

Voz B:Lambidinho, só de olhar. Só de verzão bonito, velho. E é bonito de ver, né? Bonito de ver.

Voz A:E o sol rolando, aí você passou um pouquinho na pontinha da CB, molhou o avião um pouquinho lá.

Voz B:Eu passei bem na borda assim, foi embora.

Carioca:É só lambidinha. É, pula pirata.

irmãos Katoosh:E essa é uma vantagem na aviação também, que você consegue desviar dessas coisas, né? De veleiro você não consegue desviar porque você é muito lento. Você consegue se preparar porque o negócio tá vindo, recolher vela, essas paradas.

Voz B:Esquece, é muito lento.

irmãos Katoosh:É a velocidade média, 10 km por hora.

Voz A:Mas por exemplo, vocês vão fazer uma travessia assim de 10 dias, ela é programada com a previsão do tempo.

irmãos Katoosh:Você não mete o louco a partida, né? Porque você tem uma previsão precisa para os próximos 2, 3 dias, alguma coisa do sétimo dia, mas depois você não sabe, depois é cegas.

Voz A:E no caminho vai atualizando, você dá uma mudada ou segurar numa ilha ali qualquer, que aí você dá um— só que aí vem um avião brabo aqui, então vamos pegar uma ilhazinha mais próxima aqui, dá uma segurada.

irmãos Katoosh:Se tiver algum ponto de parada, sim, mas você tá no meio do Oceano lá não tem o que fazer.

Voz A:Não tem uma ilhazinha às vezes?

irmãos Katoosh:Às vezes sim.

irmãos Katoosh:Então, por exemplo, entre Brasil e África tem uma que é Santa Helena lá, que é 15 dias de distância.

Voz A:Santa Helena, onde fica a Marinha Brasileira. Onde que fica aquela? Na puta que pariu, que você nem imagina que naquele lugar tem a Marinha Brasileira lá.

irmãos Katoosh:Pode ser Trindade, talvez.

Voz A:É, acho que é Trindade, alguma coisa assim.

irmãos Katoosh:Mas é perto aqui da costa. Você tá falando é Atlântico, sendo Atlântico, é Atlântico Sul assim. Ah, deve ser, deve ser.

irmãos Katoosh:Será que deve ser Trindade?

irmãos Katoosh:É perto, é perto relativo.

Voz A:É a ilha mais distante do Brasil. Buscar 3 dias é a ilha mais distante do Brasil. Acho que é o ponto mais distante do Brasil, Trindade.

irmãos Katoosh:Ou Atol das Rocas, pode ser também.

irmãos Katoosh:Mas pode ser, pensando, ou Trindade ou Atol das Rocas, talvez.

Voz A:É, eu tava pensando, eu vi naquele cara do canal Náutica atravessando também, com, sabe o canal Náutica? O cara fez essa travessia aí da África para o Brasil. Eu vi isso aí, bem legal esse doczinho do cara. Pô, ele é gente boa pra caramba, não conheço, mas eu assisti o documentário inteiro.

irmãos Katoosh:Eles foram para Antártica também.

Voz B:Andar com baleia no mar gelado, porra, e as baleias batendo.

Voz A:Ah, deixa aí, deixa passar isso aí, isso é muito lindo, velho. Isso é Austrália, velho.

Carioca:Austrália. Isso é Austrália, eu acho que eu tava saindo de Brisbane indo para o Golden Coast.

irmãos Katoosh:Tinha acabado de acordar do banco de trás lá.

Voz B:A como eu tô? Vamos fazer um café da manhã aqui, porra.

irmãos Katoosh:Muito legal.

Voz A:Cirrus é foda, né?

Carioca:Cirrus é gostoso pra cacete.

Voz A:Essa janelona deles, você tem uma visibilidade gigante.

Carioca:Então, você é todo enrolado, você acaba, né?

Voz B:Leva alguém, bicho, é ruim sozinho.

Voz A:É, não tem quem conversar.

Carioca:Acostuma, você conversa com você mesmo, você sai melhor, você fica bom. Buda, é um Buda, você fica ali só refletindo e tal.

irmãos Katoosh:Starlink ajuda nisso aí também, né, cara?

Voz B:Fazendo stories, fazendo lives e tal.

irmãos Katoosh:Distrai.

Voz A:E você meteu ali o Starlink, né?

Carioca:Trava no Starlink, foi que me ajudou muito porque muitos lugares aí tem esses voos de 10 horas.

Voz B:Os loucos lá embaixo, balançando. Puta merda.

Voz A:Mas vamos lá, fala aí do Starlink, comandante.

Carioca:Muitos lugares da viagem, quando a gente faz esses voos de 10 horas, aí é igual os meninos, mas trazendo para aviação. 10 horas de voo diretão, você anda muito longe, né?

irmãos Katoosh:Né?

Carioca:Então o clima muda muito também. Tem as previsões, mas pô, não é preciso para 10 horas para aviação, porque 10 horas a gente sai lá de Boa Vista e chega aqui perto de Goiânia já direto. Então é muito longe. Então a Starlink me ajudava muito nisso, de eu ficar vendo as previsões logo mais à frente, né? O que que muda, o que que não muda, como é que tá. E também como é que tá o aeroporto em si de destino, né? Pô, tá legal, não tem nada acontecendo no aeroporto, a pista tá liberada, então beleza, eu sei que eu vou pousar.

Voz B:Desviar, né?

Carioca:Então você tem que ir já para outro com antecedência, porque você chega lá, não tem, aí não tem tanta estrutura, não dá para pousar. Mas a Starlink ajuda bastante.

Voz B:Existe um recorde de volta ao mundo de rapidez?

irmãos Katoosh:Tô dizendo, tem muita gente que dá volta ao mundo sem escala, né? Que muita gente não, mas tem gente que dá sem escala. Tem inclusive brasileiro, o André Almeida de Mello foi o primeiro e talvez o único, né? Acho que o Tomer Klintz já deu hoje em dia também, mas enfim, ele saiu de Ilhabela Ilhabela, e aí deu a volta ao mundo inteiro e só pisou de volta em terra voltando para Ilhabela.

irmãos Katoosh:Mas aí é um propósito completamente diferente, né? Ele tá para fazer isso. A gente tava, cara, beleza, a gente gosta muito de velejar e tal, mas o nosso propósito era conhecer o mundo, não era velejar o mundo inteiro. Tanto que a gente ficava, pô, o visto inteiro em cada país. Se a gente fosse uns tarados por velejar, a gente ia chegar, abastecer o barco, descansar e seguir, entendeu?

irmãos Katoosh:Mas tem regata de volta ao mundo. A regata é uma corrida de veleiro. Existe regata de volta ao mundo, tem uma famosíssima, acho que sai da França, se eu não me engano, os Sai e acelera. E tem regata solo de volta ao mundo, os caras cada um em um barco solo, sem equipamento. Tem um monte, só estrela. Não, não tem isso, não tem ainda.

irmãos Katoosh:2023 sozinho, sozinho, sem equipamento, só bússola.

Voz B:E que barco que usa?

irmãos Katoosh:Pequenininho.

Carioca:Pô, mas não é pedi para fazer dos móveis?

Voz B:Aquele do Fernandinho, como o Jair pôs na água.

irmãos Katoosh:Qual?

irmãos Katoosh:Ah, o petrel.

Voz B:Petrel do Fernando.

Voz A:Petrel não dá, né?

Carioca:Mas é fazer de petrel essa regata de...

Voz B:Petrel não sei se é muito, velho. Eles vão sozinhos.

Voz A:Fernando, vamos dar uma volta de petrel.

Voz B:Os cara faz uma regata sozinho.

Voz A:Não vou fazer um vídeo por um negócio desse, não.

Voz B:Os cara faz uma regata sozinho, sem equipamento.

irmãos Katoosh:Não.

irmãos Katoosh:Aí é loucura, né, cara?

Voz A:Petrel, cara, assim, nada contra.

irmãos Katoosh:É que não é pra isso, né? Cada máquina é pra uma coisa, né? Ah, isso aí é a nossa chegada.

Voz A:Depois de 7 anos.

irmãos Katoosh:7 anos.

Voz A:A barba já branca, sem cabelo.

Voz B:Cabelo já não tinha. Cabelo já perdeu.

irmãos Katoosh:Esse dia foi uma loucura, cara. A gente tava esperando já que tivesse algum barulho lá, né? Mas, cara, foi muito legal. Esse vídeo é foda. Tinha uma galera, pô, esse dia foi muito especial, cara.

Voz A:7 anos de rolê.

irmãos Katoosh:E foi louco, assim, a gente fala que é muito especial porque por alguns momentos a gente não acreditou que a gente fosse conseguir, cara. Isso é louco.

Voz B:Sim, eu já gosto mais da do lado lá, Cabras Marcha 50. São as clássicas ali, dava, né? Aí já dá uma passeadinha, é gostoso.

irmãos Katoosh:Pô, que animal, cara!

irmãos Katoosh:Isso foi onde?

Voz E:Batuba?

irmãos Katoosh:Batuba, exatamente o lugar que a gente saiu.

irmãos Katoosh:É, exatamente o mesmo lugar.

irmãos Katoosh:Não, e foi muito doido porque na saída tinham 7 pessoas ali, 8 pessoas no cais ali, meu pai, minha mãe, uns 2, 3 amigos e tal. E aí na chegada tinha uma flotilha, mais de 100 barcos assim acompanhando a gente, escutando o barco. Cerco, enterra mais de 2 mil pessoas, todas as emissoras de TV.

Voz A:Tem essas imagens aí?

irmãos Katoosh:Tem um Reels nosso aí bacana, acho que é o que tá fixado, se não me engano.

Voz A:Eu quero ver isso aí.

irmãos Katoosh:Não, foi muito legal.

irmãos Katoosh:No canal é o episódio, se não me engano, 340. Você coloca assim: Conclusão Volta ao Mundo.

Voz A:Como é que é o nome? Qual é o canal de vocês? Irmãos Catucho? Então você pode seguir aí no YouTube. Olha só a procissão, né?

Voz B:Que loucura, irmão!

Voz A:Os veleiros, galera, até vendeu pacote para receber.

irmãos Katoosh:A gente lutou 3 escunas, tipo 200 pessoas em cada uma, tá vendo? Jet!

irmãos Katoosh:Aquela ali é a Marinha do Brasil, aquela lancha que tá ali.

irmãos Katoosh:E a gente pediu autorização, porque isso daí são fogos de sinalização, né, de emergência. Daí a gente foi para estourar, daí a Marinha do lado Aí eu falei, ó, então a ONG vai, pode, os cara manda bala.

Carioca:Vocês estão 7 anos navegando, manda bala, tá tudo certo.

Voz A:Pô, que bom que vocês não usaram essa merda.

irmãos Katoosh:Pode usar. Solta.

irmãos Katoosh:Foi muito legal, cara.

Voz A:É, muito legal.

Carioca:E emocionante, né?

irmãos Katoosh:Ah, muito, cara.

irmãos Katoosh:E foi uma baita pressão, porque a gente botou a data e a hora da nossa chegada 2 meses antes.

irmãos Katoosh:A gente tava lá na África, a gente falou, ó, a gente vai chegar dia 17, 10 horas da manhã, dependendo de vento para chegar, imagina.

Carioca:Pode mudar, né?

irmãos Katoosh:E isso no barco é que na aviação é uma coisa que você consegue programar melhor, né? Mas de veleiro você um oceano para cruzar, é loucura.

Voz B:E tanto que a galera jogava, fudeu qualquer coisa.

Voz A:Vocês vieram de que lugar da África para cá? Última perna foi da onde?

irmãos Katoosh:Namíbia. A gente saiu da Namíbia, mas a gente fez uma parada em Santa Helena, que é a ilha onde Napoleão morreu e tudo mais. E aí Santa Helena, Brasil.

irmãos Katoosh:Namíbia deu 20 dias, né?

Voz B:Quanto tempo deu, Lucas?

irmãos Katoosh:20 e pouco dias. De Santa Helena para cá foram acho que 22, 23 dias.

Voz B:Pegar uma dessa, mano, é uns 20 dias, velho.

irmãos Katoosh:Mas atravessar a zona, tranquilaço. Tranquilo. Essa aí você ia curtir, velho, tranquilaço.

Voz A:Pegamos um peixe ali onde Jásgos, que tem uns ladrões, né, os piratas, essa porra.

irmãos Katoosh:É do outro lado, é Somália.

Voz A:Somália, mas diz que na Bíblia também não tem os cara que ficam ali roubando? Pirata? É, tem muito.

Voz B:Na Namíbia?

Voz A:Não, ali no litoral africano tem muita essa porra de navio de carga. Na outra costa, é na outra costa, do lado de lá, do lado de Madagascar, essas paradas.

Carioca:Vocês podem falar aquela história lá legal, velho, os cara ficam roubando navio, sabe?

Voz B:Os piratas, tem um filme até, o Capitão Phillips.

irmãos Katoosh:A gente tomou uma dessa, um Capitão Phillips Ilha Salomão, mesma coisa, aquele mesmo barquinho de madeira com 4, 5 caras em cima de vocês, vieram para subir no barco. Que loucura! A nossa sorte é que eles não tinham arma, eles não tinham arma, e a gente tinha um machado. A gente foi com machado para cima.

Voz B:Brava, ele é foda!

Carioca:Não é só baleia, cara, não é só tempestade, não é só chacoalhar.

irmãos Katoosh:Primeiro eles vinham assim, ó, vocês não sabem bater na gente. Em cima da hora eles desviavam, aí parava o barco na nossa frente.

irmãos Katoosh:A hora que ia bater, eles saíam.

Voz B:Eu vou com você, mano.

irmãos Katoosh:Bora com nós, Boleta!

Voz A:Essa hora é bom ter uma granada, né?

irmãos Katoosh:Arma, qualquer coisa, só para viajar.

Voz A:Só uma granadinha, você só mostra para eles. Escadinha de navio grande. Vou jogar aí, só mostra a granada assim, ó. Não, uma réplica só mostra.

Carioca:É só imbecil.

Voz E:Faz assim, ó.

irmãos Katoosh:A gente tinha um machado, era a única coisa, machado e arma de pesca, arpão, sabe?

Voz A:Pode ajudar.

irmãos Katoosh:Porque eles ficavam ameaçando, gritando stop e tal. Depois de um tempinho, eles vieram se aproximando e um carinha foi lá na frente do barco deles para pular no nosso. Aí ele já foi lá na frente e se preparou assim para pular. Aí eu só gritei para o Lucas: não deixa, cara, não deixa.

irmãos Katoosh:Porque daí se subir, aí é adrenalina, hein, velho. E a gente tinha um machadinho que a gente descia nas ilhas para pegar coco. E às vezes para fazer lenha assim, para cortar, para pôr na churrasqueira, fazer fogueira e tal, machadinho fininho.

Voz A:Nessa hora não é uma delícia você ter uma 12?

Voz B:A gente tentou, vem, pula, pula!

irmãos Katoosh:Lembra que cada país tem uma lei, né, você viajar com arma.

Voz A:Ah, eles revistam?

irmãos Katoosh:Cada país é uma lei.

Voz B:Você tem que entender isso. Quantos países vocês passaram? 52. Tudo já tem que tirar o visto antes? Como é que funciona?

irmãos Katoosh:Cara, o lance de visto são São muito poucos países. Estados Unidos, a gente fez isso aí, ó. Vocês saíram de Ubatuba em 2020, ali onde tá preto, ali, ó, a tarjinha preta ali.

Voz B:Ubatuba, 25.

irmãos Katoosh:Ali foi chegada, saída e chegada.

Voz B:Recife, Caribe.

Voz A:Você saiu em 2019?

irmãos Katoosh:2018.

Voz A:2018.

irmãos Katoosh:Aí subiu ali Recife. Entre Ubatuba e Recife teve mais paradas ali, né? A gente foi parando pelo Brasil, Recife, aí Recife, Caribe.

Voz A:Ah, tu passou o Canal do Panamá.

irmãos Katoosh:Mas foi louco de passar, viu? É, que legal, um monte de navio, loucura.

irmãos Katoosh:A treta foi aqui, ó, Ilhas Salomão.

irmãos Katoosh:É, aí foi a pirataria.

Voz A:A pirataria?

irmãos Katoosh:Ah, tá. Foi nas Ilhas Salomão. Aqui que é onde é mais conhecido por ser ruim, ali, Seychelles, ali foi tranquilo assim.

irmãos Katoosh:Só o mar ali que é ruim. A parte mais difícil da viagem ali.

irmãos Katoosh:Esse oceano aqui é o pior, o Oceano Índico.

Voz A:É, o Oceano Índico é o pior?

irmãos Katoosh:Entre Indonésia e... Até a gente chegar na cidade do Cabo, vai do outro lado.

Voz A:Eu tomei banho no Oceano Índico pela primeira vez na minha vida, eu fiquei muito feliz esse ano. A África do Sul, eu fui nas Agulhas ali. Eu fiquei hospedado numa cidade a 80 km. Aí eu tava no hotel na frente do mar, e o Mar Índico, né? Aí eu falei, ah, vou entrar no Mar Índico. Deu um mergulho, não tava nem um dia bonito, mas é, porra, mas eu achei ele mais quente do que o Oceano Atlântico Sul. Vai se fuder, o Sul é muito gelado, velho.

irmãos Katoosh:Porque ali tem, são regimes de corrente, né? Ali no oceano, entre Brasil e África, tem uma correnteza que ela gira sentido gira anti-horário. Então ali a água, antes de chegar na África do Sul ali, ela tava nos polos ali, mais perto da Antártica, entendeu? Porque ela fica girando anti-horário. Então tem uma corrente de água fria muito, muito foda que sobe ali na Cidade do Cabo ali e tal, entendeu?

Voz A:Foi na paz, puta dia lindo, verãozão, caralho. Aí eu falei, ah, vou dar uma mergulhada ali, tava maravilhoso, maravilhoso, né, cara?

irmãos Katoosh:Um mês lá. É, que lugar lindo ali naquela marina ali, naquele waterfront.

Voz B:Puta, lindo ali, né?

Voz A:E o que fede aquele leão marinho? Caralho, fede a merda, né? Não, e fede de tudo.

irmãos Katoosh:Encontrou esses leões marinhos, esses leões também, leão marinho, né, lá em Galápagos. E aí eles subiam no bote, pô, fazia cocô no bote. A primeira vez que você vê, você fala: ai, que fofinho e tal.

Carioca:No final você fala: sai daqui, fila da puta!

Voz A:Caga no bote, os bichos chatos, e fedem pra caralho, né?

irmãos Katoosh:Um peixe, né?

Voz A:Um peixe, não sei te explicar, é estranho, peixe com bosta. Eu passava no cais assim, né, velho, que eu fui na— vocês foram na prisão do Mandela lá na ilha? A gente passou do lado de barco, mas a gente não parou lá na ilha do Mandela, onde era prisão, onde ficou Mandela.

Voz B:Mandelão.

Voz A:Aí, porra, cheguei nesse cais que vocês pararam e que tal, ali onde tem um shopping, né? Porra, eles ficam ali deitado ali, os leão-marinho fedendo pra caralho. Que porra de cheiro é esse? Quando eu olhei para baixo, os leão-marinho tudo—

irmãos Katoosh:eles, quando você tá nadando com eles, eles são um jeito gracinha assim, nada junto, passa por baixo, uma brincadeira. Na terra, cara, eles são bravos, fedido, anda igual— eles são esquisitão na terra, né?

Voz A:E grandes, né? É bicho para roer.

Voz B:Só que você não tem fé, mas eu achei você assustado.

Voz A:Uma diferença assim de 300 a 400 km que eu entrei no Mar Índico para tomar um banho e no Oceano Atlântico, eu achei a diferença da temperatura da água por 400 km muito grande.

irmãos Katoosh:Porque do outro lado é a corrente oposta, a corrente lá de cima, uma corrente descendo.

irmãos Katoosh:Então ela traz água quente, do outro lado sobe assim.

Voz B:Entendi.

irmãos Katoosh:Entendi. Por isso que a gente navega nesse sentido, pô. Por isso que a gente faz assim, a gente tá sempre junto com a corrente, com o vento.

Voz A:Mostra aí o rolê de novo aí, Isaac, por favor. Legal ver isso aí, né?

irmãos Katoosh:E essa corrente, essa corrente que desce, a corrente das Agulhas, é uma das correntes marítimas mais fortes do mundo. Ali a água é um dos piores lugares do mundo para você navegar.

Voz A:Sim, portanto que é o Cabo das Tormentas.

irmãos Katoosh:É uma tempestade a cada 3, 4 dias.

Voz B:Canadá e Haiti também não tem nada, irmão.

irmãos Katoosh:Uma tempestade 3, 4 dias.

Voz A:Chama de Cabo das Tormentas, que era o caminho das índias, que dava muita merda.

irmãos Katoosh:Exatamente, muita merda. Ali foi o momento mais tenso ali da viagem, foi ali entre Maiote e Cidade do Cabo ali.

irmãos Katoosh:Caraca, ali foi muito difícil.

irmãos Katoosh:Maiote, a gente saiu de lá uns 15, 20 dias depois, passou um furacão que destruiu a ilha inteira.

irmãos Katoosh:Se você erra ali no seu planejamento, você morre.

Voz A:Ali é merda, ali é bizarro.

irmãos Katoosh:Ali são os mares que derruba container de navio, que navio afunda, dobre e cai o container do navio.

Voz A:É por isso que eles vêm pelo Os navios, canal de Suez ali, ó, no Egito.

Voz B:Exatamente.

Voz A:Mas que ele fura ali pra não ter que passar aqui embaixo.

irmãos Katoosh:Basicamente o que acontece, como tem uma corrente muito forte descendo e a cada 3, 4 dias tem uma tempestade subindo, quando você tem vento ao contrário da correnteza, isso tem um fenômeno que você cresce o mar e é o que eles chamam das freak waves, que são ondas monstruosas, que é uma onda muito alta e muito, com período muito curto entre uma onda e outra. Então elas ficam, elas são próximas e muito intensas.

irmãos Katoosh:Pô, é onda de 15 metros, cara.

Voz E:São dois postes. Puta que pariu, mano.

Voz A:Isso é evitável aí hoje para vocês?

irmãos Katoosh:Com previsão do tempo.

irmãos Katoosh:Com previsão do tempo.

Voz A:Com um índicezinho você consegue prever ou não?

irmãos Katoosh:Cara, sim, você prevê. Você prevê assim. Você fala: "Cara, não vamos amanhã, não vamos depois de amanhã." E ali tem poucos pontos de parada, é ponto de parada a cada 2 dias e é uma tempestade a cada 3, 4, então você tem que sair no final de uma tempestade para você chegar lá um pouquinho antes da... Mas se você tem um problema no barco no meio do caminho, é um bêozão, cara.

irmãos Katoosh:Ali não permite erro, não. E você olha vários modelos, tem o modelo de previsão, tem o europeu, o americano e tal, você olha vários modelos, compara todos eles de ver, tipo, porque ali não é tão preciso assim a previsão também.

Voz A:Deve ter tanto radar assim, né?

irmãos Katoosh:E é por isso que muita gente não dá volta ao mundo. Os caras pegam um barco na Europa e navega até Nova Zelândia, Austrália, e vende. Evita esse trecho do Oceano Índico aqui porque é muita treta velejar nesse oceano e tem poucos pontos de parada.

irmãos Katoosh:Tem dois.

Voz B:Por onde vocês passam, vocês têm resgate? Tipo, chamar alguém? No Índico, no Índico não adianta chamar não tem ninguém.

irmãos Katoosh:Não, o que é, com o que tem às vezes são uns cargueirão gigante passando. Se você der ruim perto de um cargueiro, eles desviam e acabam te resgatando, entendeu? Mas ligar para guarda costeira, essas porra, não tem, cara, não, que é longe de tudo, né? Então, Chagos ali, ó, é uma, é um arquipélago isolado, não tem nada, é só habitantes.

Voz B:Canadá, Haiti, Canadá também, no meio do nada, irmão, mais longo parece.

irmãos Katoosh:É o cara, parece mais longo, é essa Aqui foram 25 dias do Tahiti até o Canadá.

Carioca:Absolutamente nada, nada, nada.

irmãos Katoosh:A gente passou do lado do Havaí, mas é mais seguro ali, é mais seguro porque é mais comercial, né? Tem muito navio e tal. Se você leva um capote ali, fica perto, você chama um socorro, você vai ver.

irmãos Katoosh:Você tá passando relativamente perto do Havaí, você tá perto dos Estados Unidos, e é o oceano mais tranquilo do que o Índico também.

Voz A:É mais tranquilo o Pacífico?

irmãos Katoosh:O Pacífico é gigante, ele é o maior oceano do mundo, mas as condições meteorológicas nele são melhores do que no Índico.

Voz A:Por isso que ele é pacífico, eu acho. Pacífico e de paz. Eu acho que é por isso, né?

Voz E:É, né?

Voz B:Eles não têm paraquedas, né, irmão?

Voz A:E eu tenho a sensação de que o oceano Pacífico era pior, eu tinha essa sensação.

irmãos Katoosh:Não, o Índico é porque o Índico ele é pouco falado, porque quando a gente olha no mapa assim, ele tá mais, a gente tá acostumado com o Mapa Mundi assim, ele é mais do outro lado lá e não tem muita coisa, mas basicamente tem dois regimes de onda assim, um que vem de baixo da direita, um de baixo da esquerda, que eles se cruzam, então tem uma ondulação cruzada, a navegação lá Horrível, muito ruim, horrível, muito ruim.

Voz B:Onde é aquele lazarento, aquele mar de Bering que tem os caras pescando?

irmãos Katoosh:Lá em cima, lá em cima.

Carioca:Os cara pega siri, fica pescando.

Voz B:Ali é, ali o bicho pega lá. Aquilo tem que ser um lazarento também, né?

Carioca:Porra, eu tive vontade de ver isso aí.

irmãos Katoosh:A 600 milhas de Dutch Harbor, Cornelia, Maranhão.

Voz A:Porra, e vocês não foram para Europa? Por quê, cara? Não dava para dar uma desviada ali em Sunda, tu subir ali pela Índia?

irmãos Katoosh:A nossa primeira ideia era fazer Suíça e Europa, só que Quando a gente tava pra decidir, que a gente tava lá na Indonésia, tava rolando uma guerra.

Voz B:Que merda, cara!

irmãos Katoosh:Tava rolando uma guerra lá, a gente falou: "Cara..." E nessa viagem também...

irmãos Katoosh:Melhor não.

irmãos Katoosh:Melhor não ir pela África.

Voz B:Deu ruim.

irmãos Katoosh:E essa rota que a gente fez, a gente passou por lugares mais remotos assim, que a galera costuma não ir. E nessa nossa volta ao mundo, por diversas vezes assim, a gente optava por ir pra lugares menos conhecidos. Por exemplo, a gente poderia ir pela Europa e fazer Mediterrâneo, passar na Itália, Croácia, e tal, ou ir pelo sul ali, passar em Maiote, Seychelles, Moçambique e tal, que são lugares menos turísticos, sabe?

Voz B:Entendi.

Voz A:Então, peraí, tu foi Recife, Barbuda, Cabo Verde, Espanha e voltou?

irmãos Katoosh:Não, não, não. Recife a gente foi pro Caribe e veio pra cá. Isso daqui foi uma outra viagem, a gente fazendo um translado, que foi Caribe, Espanha e depois Espanha, Cabo Verde e Caribe.

irmãos Katoosh:Isso foi um trabalho que a gente fez no meio da pandemia. A gente ficou preso 2 anos lá no Tahiti, ali na Polinésia Francesa. 2 anos, é o COVID todo. A gente ficou preso lá, preso por conta que não, pô, todos os países fecharam, né?

irmãos Katoosh:Preso assim, as fronteiras fecharam, a gente não podia sair. E aí a gente ficou 3 anos lá na Polinésia curtindo, mas trampava, fazia.

irmãos Katoosh:Então aí a gente pegou esse trampo, tinha um barco, um iatão, veleirão gigantesco, que o dono tava lá no Tahiti. Ele falou: meu, queria meu barco no Canadá, vocês não levam? Falou: Pô, demorou, vamos embora. Que é o que o Mário faz, pô, que é o que o Mário faz. Aí a gente foi para o Canadá, saiu do Tahiti, foi até o Canadá, 20 e poucos dias de mar. Quando a gente chegou lá no Canadá, deu 20 dias, ele falou: cara, não quero mais Canadá, agora eu quero Costa Rica. Falou: vamos embora. Aí pegamos um Canadá, fizemos Canadá, Costa Rica. Quando chegou lá na Costa Rica, ele queria o barco na Europa.

Voz B:Pô, por que você não mandou ele tomar no cu?

Carioca:Pô, pagou bem, foda-se, cara.

Voz B:A gente não sabe onde que é o barco.

Voz A:Onde você quer essa porra, seu cara?

irmãos Katoosh:Conta paga, você vai buscar o avião na Rússia, chega no Brasil, não pega.

Voz A:Estavam desempregados, parados, porra.

Voz B:Então ele quer o barco, tá?

Carioca:Cara maldito, ele é rico, ele pega um jatinho, vai para lá, ele tem jatinho, mês para mudar do lado.

Voz B:Então ele tá lá, Ibiza, eu quero "Quero meu barco lá, tem pessoa, leva pra mim, paga." Paga, paga.

irmãos Katoosh:Pra gente foi a melhor coisa que aconteceu.

irmãos Katoosh:Comprou porque quis, não tem galetinha.

Voz A:Ué, o cara deu salário comigo.

Voz B:Qual o tamanho do bichão?

irmãos Katoosh:90 pés.

Voz B:Porra, aí mudou a história. Aí já fica uns 3 meses.

Voz A:Ainda começa a dar raiva do veleiro, né?

irmãos Katoosh:Quando a gente voltou pro nosso, a gente falou: "Pô, cabrão." Cara, mas na real que foi a virada de chave da nossa vida, assim. Porque até lá era um perrengue de grana do caramba. Que, pô, ralava para conseguir pagar o mercado ali, vamos dizer assim. E aí numa dessa a gente entrou nesse barco para ficar 20 dias trabalhando, vamos dizer assim, que era Tahiti, Canadá. No final ficou 6 meses no barco. Caramba! Então assim, foi a primeira rota aí, porque ele falava agora quero tal país, tal país. Ele foi gostando da gente e tal, foi rolando um trampo massa. Aí, pô, numa dessa. E aí depois desse rolê a gente voltou para o nosso. No ano seguinte ele chamou a gente, ó, o barco tá lá na Europa, vocês não querem trazer de volta para o Caribe?

Voz E:Bora!

irmãos Katoosh:Pegamos avião.

irmãos Katoosh:Então foi a vez, um monte de ferro que esse barco, hein.

irmãos Katoosh:Então foi a vez que a gente levanta um dinheiro, né? Levanta, pô, você ganha por dia.

Voz B:Então, bola aí, que beleza, hein.

irmãos Katoosh:E o pior é que a conta paga. Então assim, foram 6 meses que a gente não gastou um real, sabe?

irmãos Katoosh:Foi a primeira vez que a gente conseguiu ganhar um dinheirinho.

Voz A:Bebe ainda?

irmãos Katoosh:Não, foi top, né? Brasileiro? Não, não, americano. Mas é americano. E a gente nunca, detalhe, a gente nunca viu o cara.

irmãos Katoosh:Ah, é o dono?

Voz B:A gente nunca viu mesmo, ele nunca foi no bar.

irmãos Katoosh:Era um brinquedinho lá que ele falou assim, ah, leva lá para o Canadá para eu velejar lá.

irmãos Katoosh:Até queimando É por conta de época também ruim. Por exemplo, se você tá no Caribe na época de furacão, o seguro nem cobre, você tem que ficar movendo o barco, entendeu?

Voz A:Então, ó, o barco tá no Caribe, ele mandava o barco para Espanha, não foi nem curtir na Espanha?

irmãos Katoosh:Não, lá sim, só que a gente só fazia o translado.

Voz A:A gente chegava, entregava para o marinheiro dele, o marinheiro oficial dele.

irmãos Katoosh:A gente nunca viu o dono.

Voz A:Entendi, você só entregava para o marinheiro dele, ó, meu marinheiro. Eles iam de novo, quando ele chega, tá o marinheiro do cara esperando já lá no local.

irmãos Katoosh:Chave. Mas no Canadá ele não usou, no Canadá ele mudou de ideia e ele não foi também não.

Voz A:O quê, Vitória ali?

Carioca:O que que é ali?

irmãos Katoosh:Vitória, nossa, animal, lugarzinho muito massa.

Voz A:Dizem que é muito bonito.

irmãos Katoosh:A gente alugou um carro lá, ficou um tempo lá também dirigindo Vancouver.

Voz A:Deve ser bem bonito ali, muito legal.

Voz B:Eu vi a corrida lá, muito bonito.

Voz A:E aí entendi, você só fazia o traslado mesmo, entregava a chave para o marinheiro dele. Tchau, tchau. Caramba, 90 barcos, vocês aproveitaram também. Nossa, pra gente, ó, pra dormir gostoso.

irmãos Katoosh:Mas essa travessia de 25 dias...

irmãos Katoosh:Fibra de carbono, chefe de cozinha, catamarã...

Voz A:Chefe de cozinha e deixou vocês sozinhos?

irmãos Katoosh:Não, veleiro. A gente entrava na mordomia.

irmãos Katoosh:Chefe de cozinha, marinheiro, tudo. Não, é barco que só o seguro obriga a ter pelo menos 5 a bordo.

Voz A:Ah, entendi.

irmãos Katoosh:Não, é uma operação, o barco é uma operação.

irmãos Katoosh:Mas mesmo assim, teve uma pane elétrica lá que dos 25 dias, os últimos 10, 15, sem piloto automático também.

irmãos Katoosh:A gente levou na mão.

Voz A:Puta que pariu, que chato.

Voz E:E aí é uma baita de uma responsabilidade, cara.

irmãos Katoosh:Levar um barco desse tamanho, você levar na mão, barco de 80 milhões.

irmãos Katoosh:E muito doida a sensação, às vezes você velejando, sei lá, 3 horas da manhã, tudo preto, chovendo, tal, o barco anda muito, 15, 16 nós, você levando na mão um barco de 80 milhões, você lá sozinho lá fora, amarrado, sem enxergar nada, chuva, aquele negócio. Você, cara, que que eu tô fazendo aqui? Você fizer um, deu um jibe, uma manobra errada lá, quebrar alguma coisa, já pula e sai na frente.

Voz A:Como é que é o do capitão do Phillips?

Voz B:Não, o comandante lá da Itália lá que meteu o pé, foi pegar a tia, deu nas pedras, foi comer a tia, deu nas pedras.

Voz A:Tinha um nome do comandante, qual que é o nome do cara, pô? Sei lá o nome do cara, ele foi pegar uns, pô, comandante Zeruela, pô, foi Primeiro embora, porra, aí não dá, viu? Literalmente, se o chat lembrar o nome dele aí, por favor, solta para nós. Não, é esse, ficou famoso, o primeiro azar, pá.

irmãos Katoosh:Errou duas vezes, né? Errou de bater, errou de abandonar, pô, que isso.

Voz A:Já, já o nome dele aqui no chat.

Carioca:Avião, mesma coisa, o comandante espera todo mundo sair, evacuar, e depois ele—

irmãos Katoosh:Ah, com certeza, igual o caso do Sully, que foi falar.

Voz B:Porém, aquele foi golfe sim, foi dar uma pousada, explodiu.

Carioca:Foi um golfe 200, né? 200, cagada.

Voz A:Um trem de pouso que deu pau ali, não foi?

Voz B:Teve problemas.

Carioca:Era grama também, terreno.

Voz A:Esquitino tá o nome do comandante, o famoso. Obrigado, chat, o nosso amigo Breno Vicente.

Voz B:Boa, Brenão.

Voz A:Esquitino, no Costa Concórdia.

irmãos Katoosh:Obrigado.

Carioca:Famosão esse caso.

irmãos Katoosh:Desse golfe é recente?

Carioca:Eu não tô— a gente tava viajando também, eu não parei também, mas dá dó. E aí foi todo mundo, mas aeronave era boa, era, ele não era antiga pelo que eu vi também, não era antiga. Eu não parei para ler também porque a gente tava em voo também, a gente só viu a notícia. Mas ali foi bem feio, cara, foi problemas aeronave, eles vieram para eu acho que um pouso de emergência, se eu não me engano, e aí deu Deu o que deu, foi tudo. É um baita de um avião, Gulfstream.

Voz B:Porra, puta que pariu!

Voz A:É o avião, acho que o Neymar tem um desse, não sei.

irmãos Katoosh:Qual que é aquele?

Carioca:Tá não, o Neymar tá com Falcon, né, hoje.

Voz A:Caralho, ele já mandou um Falcon?

Carioca:Tá na Copa, né?

irmãos Katoosh:Tá duro dormir.

Voz A:Quem tem Falcon é o Verstappen também. De celebridade, bola.

Voz B:Quem tem um bonito é o Série 7, ele tem o Global Express.

Voz A:É, mas quem tá tirando onda mesmo de avião de celebridade é o Roberto da van.

irmãos Katoosh:Vocês já viram o Brasileirinho? Não, o Brasileirinho não mostrou a pintura para eles ainda. Pior que ainda não, vocês não viram, né?

Carioca:Não sei se a gente mandou. Não, ele mostra Mandou a foto do Bonanza, do verde e amarelo, cor do Brasil.

Voz B:Mandou? É, eu vou mostrar para você depois.

Voz A:Vamos falar das aeronaves das celebridades. É importante falar quem tem os melhores aviões do Brasil e do mundo, quiçá do mundo.

Carioca:Eu já sei quem tem do mundo.

Voz A:Esse é lindo. Esse é o quê?

irmãos Katoosh:Esse é o Globalzinho.

Carioca:Não me lembro, não me lembro. Assim, é o que eu falo, essa parte dessa área assim total high exclusive, eu não sou muito especialista de modelos. Mas é maravilhoso. Acho que esse também é igual do Adib, eu acho, cara.

Voz A:O Adib tem um Global?

Carioca:Tem.

Voz A:É mesmo?

Carioca:É o 7500 do Adib.

Voz B:Jogaram copo de cerveja nele na torcida.

irmãos Katoosh:Eu vi um vídeo dele meio pistola lá.

Voz A:Caralho, pô, eu não sabia que ele tinha esse Global. Globo é o Luciano.

Carioca:Luciano também tem, é o 7 Plus também.

irmãos Katoosh:A gente visitou uns no Catarina lá, você foi no Catarina?

irmãos Katoosh:Não, no evento.

Voz A:Não fui do evento não, mas eu conheço Catarina.

irmãos Katoosh:Mas tinha o 8000 lá, que é o novo, né?

Carioca:8500, cara. Quantos milhões? 60, né?

irmãos Katoosh:Acho que tá 80.

Carioca:80 de dólar.

Voz A:80 de dólar.

irmãos Katoosh:Tinha camona de casal lá no meio, lá eu falei: que isso, cara?

irmãos Katoosh:E vendeu 5 na feira.

Voz A:Oi?

Voz B:5?

irmãos Katoosh:5.

Voz A:Pra brasileiro?

Voz B:Pô, você e o resto.

Carioca:5 ou 6, parece. Mentira.

irmãos Katoosh:A gente perguntou, pô, mas vende, cara? Ou aqui tá só à disposição?

Carioca:Ele vendeu 5, 5 Global 8000, 8500. Sabe, sabe os que compraram?

Voz A:Não tem notícia de quem comprou?

Voz B:Não tem, não vai falar.

Voz A:Ué, claro que vai vazar, a hora que meter o prefixo, a galera vai saber de quem é.

irmãos Katoosh:Não dá para saber?

Voz A:Claro que aí, o do velho da van aí, ó, é maravilhoso.

Carioca:Ainda fiz um vídeo para o velho da van, falou: alô, velho, pinto meu avião da cor da van para dar volta ao mundo, patrocinará.

Voz A:É firmeza, Luciano Hang.

Voz B:Aí vamos conversar.

Carioca:Ele tem dois helicópteros, Global, Learjet.

Voz A:Não, ele tem um que eu adoro, que eu andei com ele inclusive. Inclusive. Ele tem um Bombardier, é XL, alguma coisa assim. O Bombardier dele é maravilhoso, cara. Foi o avião mais executivo, mais top que eu já voei, foi esse Bombardier dele.

Voz B:Nossa, ele tem um maior que esse.

irmãos Katoosh:Eu acho que era isso que ele visitou. E eu tô louco por um fone da Bose. Aí eu entrei no helicóptero lá, tinha fone da Bose para tudo que é lado. Falei, se eu pegar aquele, ninguém vai nem sentir, né, cara?

Voz B:É o maior que esse, velho!

Voz A:Ele tem uma—

Voz B:aqui é isso?

Voz A:Eu não sei se foi esse que eu andei.

Voz B:Gigante, cara!

Voz A:Isso é o quê? É um Augusta?

Voz E:O que que é isso aí?

Voz B:Eu acho que você não sabe de nada.

Voz A:Não, porque tem roda ou é Leopardo.

Carioca:É que eu sou... Que tem umas coisas assim: um Augusta, mesma coisa da Leopardi, mas é uma outra linha, umas coisas assim, mas é por aí. Ele tem casas rotativas.

Voz A:Eles são a gusto, eu acho.

Carioca:Eu acho que é o dois motores, né?

Voz A:Não voa nada que só tem um motor, Luciano. Isso ele falou para mim.

Carioca:Mas certo ele, né?

Voz A:Dois motores. Esse helicóptero tem dois motores. Se der problema no outro, aí tem operação.

Voz B:Ele tem um helicóptero maior que esse.

Voz A:Pô, mas esse é enorme já, né?

Voz B:Ele tem maior ainda, maior maior que esse.

Voz A:Será?

irmãos Katoosh:Eu vi a foto aquele dia, pô.

Voz B:Aqueles 16 negros, ele tem? Tem. Eu não lembro, velho. Eu vi a foto no Instagram, pô.

Voz A:Eu não sabia que ele tinha de 16, não.

Voz B:Aqueles grandão, aqueles bitelo mesmo. Chama no Global o que você acha.

irmãos Katoosh:É 8 mil.

Voz A:Ele é fraco não, ele é maravilhoso.

Carioca:Tem dois para isso, eu acho.

Voz A:Cara, muito gente boa. Mas vamos lá, as aeronaves de brasileiro. Eu sei que Mundo, obviamente, os sheiks árabes, os caras do Catar, esses malucos aí da Arábia Saudita, não dá para a gente, né?

Voz B:É impossível.

Voz A:Não, mas assim, que eu sei de celebridade, o maior avião quem tem hoje é o Drake.

Carioca:O dele é um BBJ, não é?

Voz A:Não, brother, você não me falha a memória, o Drake tem um 767. Bota aí, avião do Drake, 767. Vê aí, do Drake, 767.

Carioca:Mas é igual do Iron, né, a banda.

Voz B:Não, não, esse novo é um 47.

Voz A:Não, não, 767. Olha aí, o avião do Drake aí, ó. Nossa, é para ele. Olha por dentro, bota por dentro aí desse avião. É um patrocínio que ele tem.

Carioca:Será que eles patrocinam a volta ao mundo também, cara?

Voz A:Só que meu avião é menor que o teu. Esse avião é o Air Drake. Se liga por dentro esse avião. É um avião bizarro. Eu vi isso aí na internet. O custo operacional dessa porra.

Carioca:Pelo amor de Deus, não tem.

Voz A:Não, imagina o custo operacional. Ah, vou fazer voo dos Estados Unidos, vou para Itália. Olha só por dentro. Ou é Drake? Vai vendo, tem mesa de jogo, é um avião de graça. E a merda nesse avião é que ele não dá mobilidade para o cara, né?

Voz B:Não, porque ele não pode pousar em aeroporto.

Voz A:É só nos aeroportos grandes, não precisa fazer xixi na garrafinha.

Carioca:Aí não tem graça nenhuma.

Voz A:Pega mais fotos aí, ó. Se liga no avião do luxo, velho. É esse avião que o break.

Carioca:Mas será que ele comprou? Ele alugou assim a renda, arrendou para ele mesmo?

Voz A:O pau que rola nas redes ali embaixo, tá?

Voz B:Private jet rental.

Carioca:É verdade.

Voz A:Então o pau é que rola nas redes, é o avião.

Carioca:Se liga, isso é uma outra sala do avião, né? Mas que que rola?

Voz A:O pau que rola nas redes é que essa empresa meio que montou para ele. É, não sei se o avião era de cargos, que ele deve ter transformado.

Voz B:Ele faz um comercial para turma.

irmãos Katoosh:Foi no Aruba. Então não vale, pô, tem que ver quem comprou o maior.

Voz A:Foi no Aruba, não vale, pô. João, mas ele tem essa empresa como sócia.

Voz B:Cabeleireiro é fodido, velho.

Voz A:E se você, bola, quiser alugar o avião do Drake você pode?

irmãos Katoosh:Um store, dois combo de 2 rios e duas menções no podcast.

Voz A:Mas ele por exemplo é do Canadá então ele vai ver jogo da NBA em Nova York que ele vai com essa porra aí lógico né R$200 ou $300 para fazer um bate-volta barato até dólares eu acho que é mesmo porque o golfe é em reais R$780 um tanto.

irmãos Katoosh:A temática do ambiente foi mudando uma paleta de cor parece outro avião pô!

Voz A:É cara mas eles são sábios bolas, né? É porque o avião muito grande, né?

Voz B:Pelado já dando cambota, chutando as cadeiras. É meu mesmo aqui dentro.

Voz A:E agora com essa parada de internet, né, velho, o estádio encheu.

Carioca:Sabe quanto é?

Voz B:Tem uns Tem muito veleiro nessa pegada, não tem?

irmãos Katoosh:É, veleiro não, é mais lancha, né? Pô, que vem, pousa helicóptero assim, né?

Voz B:Já viu isso? Vai em Mônaco, você vê uns que, pô, a lancha é o caralho, velho.

irmãos Katoosh:Quando o barco é pra pegada luxuosa assim, nossa, é o top.

Voz B:Não, eu vi uma foto, eu mandei até pro Cadu. É um tiozinho descendo a escadaria assim, pra ele ir na parte de trás. Cadu falou: eu nem queria ter porque eu não ia conseguir subir de volta a escada, de tanto que eu ia cansar. Mas é uma escada cadaria, ele tá descendo para ir para a parte de trás do iate.

irmãos Katoosh:Pô, tem uns que tem quadra de basquete, é absurdo.

Voz B:Ele vai atrás, né, as placa, entra com Rolls-Royce, é, embute dentro, entra no porto, ele tira o carro para dar rolê na cidade.

irmãos Katoosh:Olha essa que doida, a gente tava numa ilha no Caribe uma vez, chama St. Barts, a Ilha dos Milionários. Você deve conhecer, que é o aeroporto lá e tal.

Voz A:Não conheço, mas já ouvi dizer. Não, nunca fui não.

irmãos Katoosh:Tinha uns terreninhos. E aí tinha um barco que o nome inclusive era parecido com o nosso, era Tatu, se eu não me engano. E aí os cara ficava, ah, o Catucho 2.

irmãos Katoosh:Eles conseguem jogar aí, Tatu.

irmãos Katoosh:E eles tinham nesse barco, é, eu acho que é isso, Tatu. E nesse barco eles tinham um veleiro assim em cima que o pessoal punha na água para divertir durante o dia ali, sabe? Um brinquedinho, um veleiro de brinquedo. E esse veleiro era maior do que o nosso barco. É sacanagem, é um veleirão de 50 pés que eles tinham em cima.

Voz B:Se diverte comigo.

irmãos Katoosh:O cara dá uma velejada, tal, desce, assim. E se olhava de longe, era porque se divertir com 50.

Voz B:Aí, ó, o veleiro tá do outro lado, tá vendo?

irmãos Katoosh:Tem uma motora lá no meio, tem lancha, tem tudo que você quiser.

Voz B:Lancha do lado ali do barco, velho. Dá uma ligada, é perto da Habana.

Carioca:Caceta, isso é um Royal Caribbean, velho.

irmãos Katoosh:Tá ali, ó, bote lá em cima. Você abre uns armários e tem jet ski.

Voz B:Olha esse barco, mano! Deve ter aberto o armário, tem uma volta pelo interior.

Voz A:Seria legal, viu, Zach?

Voz B:Esse aí dá para dar uma volta.

irmãos Katoosh:A gente passou do lado desse bicho aí.

Carioca:Dá para morar de fato. Sucesso com helicóptero ali atrás.

Voz A:Aqui embaixo é a tripulação.

irmãos Katoosh:Casa de máquina, garagem náutica, porque Sim, jet ski, jet boat.

irmãos Katoosh:Ali é uma porta que abre, é uma garagem ali, ó. Você abre, ele tem um barco.

Voz B:Aonde?

Voz A:Aonde a porta?

irmãos Katoosh:Ali, ó. Isso aí abre, tem lancha, jet ski, tem um monte de brinquedo aí dentro.

irmãos Katoosh:Tem uns barcos assim que a porta da cabine abre assim, faz uma plataforminha no mar. Aí você tá na cama de casal, você aperta o botão, desce assim a parede.

Voz B:Você tá louco, mano.

Carioca:O Global, o novo, 80 milhões de dólares. Aí por dentro, ó. O que que é um bicho desse comparado a um Global?

irmãos Katoosh:Eu acho que é uma coisa dessa aí, mano.

Voz A:Também, 80 milhões. Aí isso é uma casa.

irmãos Katoosh:Ah não, gente, olha isso aí de grande.

irmãos Katoosh:Muito mais.

Carioca:Olha aí, para morar aí, a casa, aí já é o tamanho do meu apartamento, só essa área, só essa sala.

irmãos Katoosh:Aí você vai, bora, vou.

Voz B:Aí dá para ir, mas andar no carro de vertioga, o barco desse aí tem no mínimo uns 15 funcionários aí, no mínimo, no mínimo, chefe e tudo mais.

Voz A:Tem que render equipe, o caralho!

Voz B:Você imagina, olha isso, cara.

Carioca:Ave Maria! Aí o Drake ficou no chinelo aí, não tem como, ficou. Olha isso aí, não dá, não dá. Ah, não dá.

Voz B:É que o barco é maior, né?

Voz A:O cara tem um cruzeiro próprio, vai, vamos dizer assim.

Voz B:E daí ele é do Yacht Charter Fleet.

irmãos Katoosh:E por exemplo, você consegue alugar, você consegue pegar preço, é interessante pagar.

Carioca:Aí, ó, que que eu vou te falar?

irmãos Katoosh:Às vezes é tipo assim, 3, 4 milhões de dólares uma semaninha.

Voz A:Você tá maluco? Olha só, olha só, irmão, é melhor Olha a sala do navio, do barco. Podia hoje uma sala de leitura, vai.

Carioca:Vamos dizer que podia rolar uma semana do Tica no barco desse, né?

Voz B:Nós estamos transmitindo um podcast lá, nós transmitimos já do navio.

Carioca:Porra, puta trampa! Eu nunca fui, mas vocês levaram Starlink, tudo?

Voz A:Não, aqui, olha o quarto, bola, suíte.

Voz B:Puta, eu não ia sair daí, irmão. Olha essa cama!

Carioca:Pô, que irado!

irmãos Katoosh:Olha só, velho, essa coxinha ali, que da hora!

Voz B:Esse cobertinho gostoso, ar bem frio, vendo a TV, vendo Netflix tranquilo, vendo Cabo Verde jogar, vozinha, o stand-up do Bola, o stand-up espetacular, aí você vê o Tica, vê o Tica de Vem aí, ó.

Voz A:Vem aí, ó.

Voz B:Que barco é esse, cara?

Voz A:Esse barco aí, Catucho. É, como é que é o nome desse aí?

irmãos Katoosh:Catucho.

Voz B:Esse é o verdadeiro Catucho, né?

irmãos Katoosh:Esse é o Catucho 3.

Voz A:Depois, olha a piscininha, bola!

irmãos Katoosh:Imagina você ali tomando uma marguerita, porra, tranquilão, né?

Voz B:Nadando peladão com ovo para cima.

Voz A:Aí o funcionário vem, é papelão.

Voz B:O barco é meu, faço o que eu quiser.

Carioca:É, para ter um barco desse aí, então ele fica rodando muito.

irmãos Katoosh:Normalmente faz tempo nada.

irmãos Katoosh:São Bartos, São Bartos. 3 dias atrás a gente tava subindo.

Voz A:Por que que você não deve ir a São Bartos? Porque vai esse tipo de gente, passar vontade. Aí você vai tomar uma Coca-Cola em São Bartos, R$100. Então não vá para São Bartos, Porque só vai esses cara, velho.

Carioca:Você duvidar, 100 dólares a Coca-Cola já.

Voz B:Você viu quanto tá a Coca na Copa? Não vi. 12 dólares.

Carioca:12 dólares no estádio?

Voz B:12 dólares o copo de Coca-Cola.

Carioca:O ingresso tá 2 dólares, pô. Eu acho que um convite lá, um ingresso de um jogo, já tá 2 mil dólares, cara. 96 minutos.

Voz B:Normal, você vai, você vai na puta que pariu, você vai no, você vai no barzinho, anda uma, duas Coca, 25 $25.

Carioca:Você é louco, cacete!

Voz B:Ó, sempre tem um filho, $25 na cabeça.

Voz A:Aí, ó, cerveja lá, ó, no México, $92,50.

Voz B:Que isso, cara, um pacotico de chips! É, ah não, cara, é, não, é preciso deixar as calças, as coisas, né? Conjecturando de, ó lá, 44 pounds impressionante, irmão.

irmãos Katoosh:Tá maluco!

Carioca:O Boranzinha fica pronto e tá pintando, né? Finaliza, a gente ia subir para Copa lá para ficar voando, porque ele tá todo pintado de Brasil. E a gente tava pensando em voar até lá, Estados Unidos, e ficar rodando com ele lá. E viu uma galera na rua, cara, responde 10 perguntas, você responder todas certas, a gente leva voar e põe no Boranzinha, faz o voo lá. A gente tava, ainda estamos com esse plano, eu e os meninos.

irmãos Katoosh:R$80 milhões.

Carioca:Esse é mais caro que o Air Drake.

Voz B:Que bonito, velho.

Voz A:Mas para pintar ele tem uma cagada aí, não tem? A pintura aeronáutica, ele é diferente, tem que ser regulado, é caro para porra.

Carioca:A tinta é diferente, o material utilizado tem que ser homologado aeronáutico.

irmãos Katoosh:Que bonito, ficou bonito demais.

Carioca:Tá ficando assim, esse é o layout feito e apresentação final, mas agora a gente tá pintando. Ontem a gente foi em Goiânia, tá lá no SAMUCA, na escolinha e fizemos já o amarelo, o verde e o branco. Hoje vai começar o azul. Mas sexta-feira parece que tá pronto, avião.

irmãos Katoosh:Aí eu vou lá buscar e começar a voar o Brasil.

Voz B:Bom que você tá voando um pouco baixo aí, né?

Carioca:Alô, Anarki, você não sou eu, é o ChatGPT.

Voz B:Tá de boa, bonito demais.

Carioca:93, 93. E mas tô fazendo tudo, né? Fizemos painel, motor, a gente vai fazer uma revisão legal. Ah lá, agora tá assim, na verdade tem nada, sem antigelo, sem oxigênio. E aí, raiz, raiz, e vamos do jeito que a gente veio da Austrália, vamos com calma. Ó, tá passando verde aí no avião. 160 nós. Que a gente voa no cruzeiro nele. E aí, cara, a gente vai até o teto do oxigênio, 12.500.

Voz A:Mas você opera em 12.500? Aí o salto da água— Não dá uma mão?

Carioca:12.500 não, mas te cansa mais cedo. Então não é, ah, vou fazer um voo de 10 horas do dia, cara, vou voar 9.000, vamos a 10.000, vamos lá embaixo.

irmãos Katoosh:É, ele ficava sonolento, tava um soninho, falei, cara, eu estou com preguiça e tal, né? Acho que você deve rolar acostumar também ou não?

Voz B:Eu costumo.

Carioca:Bom, eu acredito que sim, porque hoje pra mim 12 mil pés é de boa.

irmãos Katoosh:Eu fiquei acompanhando a saturação pelo relógio assim, aí uma hora eu tava meio cansado, meio na preguiça, daí eu olhei e tava um pouquinho mais baixo do que costuma ser. Mas acho que é questão de costume, porque foi na primeira, né? Depois foi melhorando.

Voz B:É o ar efeito, né?

Carioca:Tá ficando bonito, velho. Tá ficando lindo, cara. E aí você tinha perguntado dos patrocínios, né, de marcas. Eu tenho alguns patrocínios fechados, que vão no avião. Então esse avião vai alguns adesivos da galera, né? E mais óbvio, ainda aberto, viu, turma? Tamo aberto a patrocínio, publicidade, pode falar.

Voz B:Dos meninos também tá aberto.

Carioca:Então a gente vai levar assim para volta ao mundo marcas e patrocinadores, né? Fazendo.

Voz A:Vamos falar da cagada que deu lá no Rio, domingo, helicóptero, é, dois helicópteros bateram, né? Que é uma coisa difícil, né, comandante?

Carioca:Muito difícil isso aí, cara.

Voz B:Muito.

Voz A:O pau que rola nas redes, o pau que rola nas redes. Eu recebi um telefonema hoje de um dia dizendo que é horrível fazer o que eu vou fazer, não se deve fazer, então não vou fazer.

irmãos Katoosh:Pronto, valeu, obrigado, até o próximo episódio.

Voz B:Não se deve fazer o que eu vou fazer.

Voz A:Tem que esperar o relatório lá da CNI, né, que deve sair, deve sair o quê, em 6 meses esse relatório aí, em média, é uma investigação bem profunda. Obrigado, viu? Tinha alguma caixa preta? Você sabe se tinha esse helicóptero? Ele era— tinha um, tinha, né? Não, não, nenhum dos dois tinham.

Voz B:Não, não, aí eram helicópteros maiores.

Carioca:Eu não entrei na notícia, não, não, cara. Eu vi só um vídeo rápido, eu vi o Bel, tá? Só bater, eu acho que é isso, é um Bel e um outro também coisa grande, também coisa top, não é nada tipo de— com dois pilotos experientes, pessoas experientes para fazer esse tipo de voo, esse tipo de helicóptero. Que cagada, é triste, né? Porque, pô, todo mundo—

Voz A:difícil que os dois não sabiam dos dois, entendeu?

Voz B:É difícil.

Carioca:Ali tá um encontro, então, em coordenação, porque eu não sou da rotativa, mas é aviação. Então, na aviação, quando a gente voo no local ali igual eles, visual, abaixo altura, a gente se coordena nas frequências falando onde você tá, para onde você tá indo, qual sua proa, né, qual posição que você tá atingindo. Então, putz, é uma—

Voz B:é fantástico. Não dá, não dá.

Voz A:Não, o pau é que rola na gente. Aí eu queria saber de você, eu vou falar, pronto. Tem uma suposição suposição, uma suposição, gente, é uma suposição de que pode ter uma coisa do tipo assim: vou passar aqui, mas eu também. Não, mas é, tira você.

Voz B:Não, eu vim antes.

Voz A:Eu vivo igual carro, você quer sair da agulha da estrada e se encontra aqui. Você, você, eu não vou tirar, nem eu, nem você, nem eu, nem você, nem eu, nem você, nem eu. E isso a gente fala bastante, tem uma suposição havendo um forte de que isso possa ter acontecido. Eu não sei, tá vendo? E aí, vamos ver. Ah não, vai, não sei, posso estar sendo muito— Calma, vamos esperar. Mas rola, é uma hipótese, vamos dizer assim.

Carioca:É um acidente, né? Então pode acontecer muitas coisas nesse acidente. Tem, então se trabalha com várias hipóteses e vai iniciar uma investigação mais do que tá acontecendo.

Voz A:Mas como é que o SENIPA vai fazer isso?

Carioca:Os cara é brabo, véi.

irmãos Katoosh:É, né?

Carioca:Os cara é brabo.

Voz A:Porque o cara pega o rádio, calcula hora, tempo.

Carioca:Os cara fazem até estudo de personalidade de pessoa, quem era o comandante, e puxa todo o histórico da pessoa, toda a parte de vivência. Caramba, caramba. É todo um, por isso que demora muito os relatórios do SENIPA.

irmãos Katoosh:E por isso que eu acho que também não dá pra trabalhar com suposições, né?

Voz B:É muito fator isso, cara. Só que eu entendo a galera que se tá rolando a internet.

Carioca:Isso eu entendo porque deles falarem, porque de fato é algo que você comunica, né? Você tá comunicando: eu tô aqui, você tá onde? Eu tô aí, cara, eu vou passar em tal lugar. Mas ao mesmo tempo é difícil a gente falar qualquer coisa e levantar uma bandeira de algo quando é muito aberto, né? Não tem, não dá para entender ainda, né?

Voz A:É mal que não dá para entender.

Voz B:Bizarro, não dá para entender, é absurdo. Mas aí a gente é um fluxo assim, com um piloto só, né, um helicóptero.

Voz A:É, mas o fluxo de voo, só que assim, pouco, vai, vamos dizer assim, é um corredor.

Voz B:Bateu no taluco.

irmãos Katoosh:É, qual que é a chance de um veleiro bater numa baleia?

Carioca:E tem um outro caso, é que, é que eu sou muito tonto nessas coisas, porque assim, eu não falo a rede social lá no Comandante, tudo, eu não abordo acidentes, eu não falo sobre acidentes aéreo e tal. Então eu leio, a gente no off a gente conversa para a gente levantar hipóteses, tentar, cara, se fosse você, o que que você faria? Como é que eu evitaria? Mas teve um caso também nos Estados Unidos.

Voz A:Eu vou dar mais uma especulada aqui, eu vou chamar um parceiro que roda na área lá, rotativa. É rotativa.

irmãos Katoosh:Não vou falar o nome, tá louco.

irmãos Katoosh:Fala, Pedrinho, beleza?

Carioca:Comandante fulano.

Voz A:Não, mas teve um cara que falou na CNN, assim, um comandante até, não é nem de asa rotativa.

irmãos Katoosh:Ah, mas eu acho que essas especulações é a galera. Não, tinha uma época que especulavam que eu e o Neto eram um casal homossexual viajando o mundo de veleiro.

Voz E:Mas não é?

irmãos Katoosh:Os cara da internet sempre falam muito, né?

irmãos Katoosh:Pra gente era.

Carioca:Tudo que eu vi no avião, então... Yeah. Peraí.

Voz A:Tá. Muito bom, né, cara?

irmãos Katoosh:Caraca, tem que inventar, galera especula, sai especulando do nosso acidente lá, o tanto de coisa, tanto de teoria que eu falei, caraca, eu que tava lá não sabia dessas coisas, né?

Carioca:Teoria até hoje sobre tudo, né?

Voz A:Porque assim, é difícil falar antes do relatório do SENIPA também, porque existem famílias, né, envolvidas, família dos pilotos. Então fica aqui, antes de mais nada, todos os nossos sentimentos aí, é muito triste, né? Sim, muito dolorido, porque a família de um aviador, exato, ela sempre tem esse receio, né? Por mais que, como uma profissão de policial também, né? Sim, é uma profissão que muito segura, mas ao mesmo tempo tem o risco. Então assim, é muito dolorido para família. Então a gente deixa aqui, não tinha um cantor americano, os nossos sentimentos, uma música estourada, youtuber argentino, é por isso, carioca, que é É, eu sou um aviador, né?

Carioca:Eu sou um piloto que eu ganhei minha vida pilotando desde o início. Aí veio a internet recentemente, faz um ano que eu faço vídeos de internet na aviação. Mas quando sai essas coisas na rede, únicos vídeos que eu falo sobre é da família, cara, porque eu tenho a minha família e eu sou um aviador. Então um erro que eu cometo pode ser fatal. E como é que vai ser para eles, entende?

Voz A:Então eu fico meio, cara, Se não me falha a memória, recentemente é o segundo, né, de colisão.

Voz B:Helicóptero bater?

Carioca:É porque teve um nos Estados Unidos, lembra?

Voz A:Não faz tanto tempo. Ah, é, militar, foi militar.

Carioca:Foi dois helicópteros ou foi um helicóptero e um avião?

Voz A:Eu acho que foi um avião com um helicóptero. Acho que foi, fazendo um exercício.

Carioca:Isso, não era um aeroporto grande.

Voz B:Eles estavam passando, fazendo manobra.

Voz A:Mas ali foi sem querer.

Voz B:Então.

Voz A:Mas era exercício militar.

Carioca:Só que ao mesmo tempo aí eu trago, assim, só viajando na maionese, porque eu não entrei a fundo lá também, tanto que eu nem lembro se eram dois helicópteros. Helicóptero, helicóptero, avião. Mas trazendo a realidade aqui, pô, lá eles estavam sob um controle de aeroporto, que era torre e afins, e que tem um controle muito grande de comunicação. E mesmo assim ocorreu. E aqui, às vezes, a parte de, pô, os caras não quiseram sair, eu não sei, às vezes não é fundamental, às vezes realmente a informação que foi passada não foi correta. Cara, eu tô aqui, você tá aqui. Não, mas pera aí, cadê, cadê? E o cadê?

irmãos Katoosh:Como que tá?

Voz A:Será que existe essa gravação de rádio? Como comandante.

Carioca:Capaz, tem que ver. É que helicóptero eu não sei se é igual avião. Se fosse avião, por exemplo, táxi aéreo com determinado número de pessoas acima, é obrigado você ter um CVR, que chama, né, que é um voice recorder.

Voz A:Mas ali, por exemplo, ali provavelmente, por estar no Rio de Janeiro, tem um controle Rio.

Carioca:Se tiver, tem gravação.

Voz A:Provavelmente eles falando entre eles, o controle tá pegando esse áudio, né?

Voz B:Sim, se tiver.

Carioca:Ou às vezes uma outra aeronave que tá ali e tal.

Voz A:Pra que existe esse áudio?

Carioca:Pra tirar isso de frente, né?

Voz A:Isso, você consegue elucidar até pra evitar outros tipos de ocorrência nesse sentido, né? Mudar a rota, né? Porque o CENIPA existe pra prevenção, né?

Carioca:Ele investiga e previne, fala: "Ó, a partir de agora, dá os notanzão, né?" E assim, é legal falar isso porque eu como aviador, eu não falo publicamente sobre acidentes, mas dentro da minha esfera a gente conversa pra também evitar, sabe?

irmãos Katoosh:Pra aprender, né?

Voz A:Aprender.

Carioca:É triste dizer, mas a gente aprende com os erros dos outros. É triste falar, mas é verdade. Então tem muito acidente aéreo que ocorreu que a gente estuda para a gente evitar que ocorra com a gente, ficar mais esperto, prestar mais atenção.

Voz A:Você faz treinamento, comandante? Com que frequência?

Carioca:Não é mais treinamento, mas são revalidações de carteira, né? É igual carro, venceu, revalida.

Voz A:Mas você, por exemplo, você agora vai ter um bonanza, certo? Eu, existe, por exemplo, a cada 6 meses você fazer um treinamento?

Carioca:Não, acabou. O treinamento seria se eu fosse voar um caça, um jato, né, um jato tipo bombardeiro global. Todo ano você tem que fazer um treinamento lá para manutenção. Existe esse treinamento que é legal. Você comprou um Cirrus usado, novo, tanto faz, você tem um treinamento que você pode fazer para não aprender Mas não é obrigatório. Isso aumenta a segurança da pessoa na operação, seguro e tal, mas não é obrigatório.

Voz A:É porque eu acho que deveria ser obrigatório, porque, por exemplo, você subiu, né? Se acontecer algo, você consegue manobrar, bem treinado você. Sim. Porque o treinamento, você treina vários tipos de pane, né? O cara aí fica botando pegadinha ali, você vai treinando. Ó, porra, não, cara, aqui 20, não sei o quê. Eu vi um vídeo outro dia na internet de um maluco que dá uma pane do nada e o cara faz um monte de coisa assim rápido para caralho e pousa num campo de futebol, não olha para o outro e fala: puta que pariu.

Voz E:Por quê?

Voz A:Porque o cara tava bem treinado.

irmãos Katoosh:Mas isso a gente treina nos cursos, né?

Carioca:Quando você começa um curso você treina muito isso, mas na carreira assim não se treina mais.

irmãos Katoosh:Mas eu acho que mais do que no outro também, de manter afiado, fazer bom mental, treinar e tal.

Carioca:Onde eu mais treino Isso é mental mesmo, pô. Se acontece isso, eu faço todo voo de translado, tô no mar, porque daí não é só o avião. Pô, eu tive uma pane, não é só sobre o avião. Aí eu treino, cara, se for avião é bomba, é isso, mudo de tanque, porque às vezes o tanque tá contaminado, então vou para outro tanque e tal, tenta reiniciar, não deu. Aí vem o treinamento de fuga do avião. Que que eu faço antes de cair no mar? Pô, é o bote, onde tá o bote? Colete salva-vidas, já tá aqui, é coisa de emergência, abre essas portas, espero impacto e tal.

Voz B:Esse avião você não tem paraquedas?

Carioca:Eu alguns tem.

Voz B:O seu não tem?

Carioca:O meu não. Tá, aí é pouso de emergência mesmo e bote colete e vai embora.

Voz B:Paraquedas pessoal também não existe? Não, não existe.

irmãos Katoosh:Isso é uma coisa que a galera mandava para gente. Acho que tem muita gente que imagina, né? Pô, se você voar de paraquedas, né?

Voz B:No caso dele, de repente, sei lá, se pudesse ter um teu, não tem como ele nem sair do bolo.

irmãos Katoosh:Tem certas coisas que eu acho que na teoria funciona bem, mas na prática não.

Carioca:Igual a gente Eu falo assim pra você, é... Pô, você vai sair do teu avião de paraquedas e o teu avião sai soltar no meio dos outros?

Voz B:Tem, sabe?

irmãos Katoosh:É meio estranho.

irmãos Katoosh:Igual no GTA, aperta o botão, sai do avião e abre a paraquedas.

Voz A:Às vezes não é bem por aí, né?

Carioca:Vai, tenta, tem os procedimentos de emergência, coloca o avião, vai, faz, foi feito e vai embora.

irmãos Katoosh:E não vai dar ruim, né? Não vai precisar... Zero, zero.

Voz A:E tá pra começar, né? Mas é uma profissão que ainda tem muita resistência de família, né?

Carioca:Muita, porque o pessoal fica receioso de você estar voando, né?

Voz A:E sai muita notícia, acontece muitos acidentes aqui no Brasil.

Voz B:Já que a gente fala que antigamente...

Voz A:Aviação civil aqui tem bastante coisinha, né?

Voz B:Que antes a gente não ficava sabendo. Hoje qualquer coisinha você sabe de tudo.

Voz A:Uma vez eu tava em Brasília, cara, eu assisti em tempo real, tem um amigo meu que ele ficava no Sindacta 1, um grande amigo meu, mandar um abraço para ele, Ronan, Capitão Ronan. Se eu chamar ele de sargento, ele fica puto. E aí, cara, ele trabalhava na época no resgate, então ele trabalha no Sindacta 11. Então ele ficava no Sindacta, porque quando havia um porra, tem um algum problema, um aparelho tem o ELT, isso dispara, aciona na FAB, entendeu? Aí eu tava lá com ele, ele me mostrando do nada, velho, e patinga. Mas, meu irmão, você tinha que ver os caras tudo dando, irmão, já cata telefone, já liga para o bombeiro, caiu em tal lugar, o caralho, o cara só sabe que aconteceu um algo ali, não sabe aeronave direito, vai para esse lugar, a referência é essa, tá em tal lugar, aconteceu uma ocorrência Aeronáutica, imediatamente já vai o bombeiro, entendeu? Aí ele já aciona a sindacta, já aciona o local para saber, liga no lugar perto para saber se o que foi, se ouviu estrondo, o que é, entendeu?

Carioca:E a gente que voa, é igual aconteceu comigo faz um mês, estava nos Estados Unidos voando, tá ocorrendo muita coisa em solo. Aí a gente que tá próximo do local, o centro ou controle que tá falando contigo, ele pergunta: você tá escutando um ELT na sua frequência? E naquele caso eu tava escutando bem forte, um apito mesmo assim, né, intermitente. E ele me perguntou, eu falei: sim, tô escutando. Quão forte? Falei: muito forte. Então beleza, obrigado. Então ele pegou minha posição e viu quão alto estava essa transmissão de ELT perto de mim. E ali ele vai fazendo isso, né, vai pegar uma área grande e vai diminuindo, diminuindo, até meio que achar o ponto mais correto de chegar.

irmãos Katoosh:Ah, que legal!

Carioca:Então é assim, e todo mundo escuta. Todo avião que passa por perto, ele emite essa onda sonora que a frequência que você tiver capta e fica pitando para você. Na onda de emergência também, que é 1215, você fica escutando também. Então você coloca lá e você escuta esse sinal de emergência.

irmãos Katoosh:No rádio também a gente tava na verdade, a gente ouviu um Mayday, Mayday, Mayday.

Voz B:Responder alguma coisa?

irmãos Katoosh:Não, a gente tava chegando na região da Polinésia Francesa e naquela época a gente não falava francês ainda, hein, cara. A gente só entendeu Mayday, Mayday. Mayday, Mayday. Depois era um monte de coisa, o cara falando meio desesperado, a gente não entendia nada que o cara tava pedindo.

Voz A:Deu bom ou deu ruim para ele?

irmãos Katoosh:Então, depois que a gente chegou nesse lugar, um tempo depois, o cara chegou e conseguiu se safar assim. Foram lá resgatar o cara, mas cara, desesperador.

irmãos Katoosh:Mas era quebrado, coisa quebrada, parco do cara tava quebrado e tava sendo jogado para uma barreira de coral lá, lembra?

Carioca:E o cara, para ver que barreira de coral regaça tudo, pedra, né?

irmãos Katoosh:E o cara tava chegando de uma travessia tipo de 30 e poucos, 40 dias assim, só sozinho, tava o cara já tava zoado, começou a dar problema. Ele desesperado gritando no meio dele lá. Mas é um negócio que escuta no rádio, você fala, cara, que loucura, velho.

Voz A:E ele deu a posição?

irmãos Katoosh:Não, você não sabia? Eu acho que ele falava a posição, mas a gente não entendia nada. Ele não tava falando inglês, tava falando em francês rápido, desesperado, barulho de rádio. E tava um tempo ruim, a gente já tava meio ferrado também.

Voz A:Mas é bom que dá a tranquilizada na alma, né?

Voz B:Tranquilário, fica bem de boa, passa nada, né, irmão?

Voz A:Já dá aquela tranquilizada, né?

Voz B:E quando você começa a avortar o mundo, irmão?

Carioca:Agora, depois da Copa. Bora, depois da Copa, porque vamos ver o Brasil ser hexa, né, primeiro. E aí tá confiante assim, se colocar o Hendrick para jogar, quem sabe?

Voz A:O brasileiro tem essa mania de depositar tudo no cu do cara, tem que ser, pô. Resolve, viram merda.

Voz B:Ele sozinho não vai resolver.

Carioca:Eu acho que o problema do Brasil é mais grave, é mais embaixo o buraco.

Voz A:Brasil não tem lateral, Brasil não tem meio armador, Brasil não tem volante forte.

Voz B:Zaga tem um do ataque que se fosse expulso, nego, nem percebeu.

Voz A:Um brasileiro só olha o ataque. O Neto me falou uma coisa que eu nunca mais esqueci no futebol.

irmãos Katoosh:Barbaridade, barbaridade.

Voz B:Quem? Um do ataque, que tem um cabelo de Rafinha, o Rafinha.

Voz A:Tem uma enquete rapidamente, só para falar aqui que tem uma enquete rolando no chat. Só para fazer um adendo aqui, tem uma enquete. Pode seguir, pode compartilhar, curtir aí, segue a gente. Vamos bater 3 milhões aí, crescemos aí. Obrigado. Mas e você também no Spotify também pode seguir a gente. Muito obrigado. Se você fizer isso, a gente agradece. Tem uma enquete rolando aqui: você daria a volta ao mundo com quem? Com o representante com brasileirinho, irmão Catucho, tanto faz, iria a Aremá ou não iria nem a pau? Você pode responder essa enquete aqui no nosso. O bolo é de Catucho com a gente, não, mas o carioca é de avião. Mas assim, é a seleção. O Neto me falou uma coisa que eu achei legal para caramba. Eu lembro que o Botafogo foi até aquele ano que o Botafogo arregaçou e não ganhou o Brasileiro, mas antes de dar merda, é, mas antes de dar merda, ele falou assim: o Botafogo tem uma coisa que é perfil de time campeão, que é o quê? A espinha dorsal do futebol. Você tem um jogador foda na defesa, um foda volante, um foda no meio e um foda no ataque. Acabou.

Carioca:Se você tem esses 4 caras topzera, são os maestros.

Voz A:O cara foda da zaga, o foda volante, o foda meio, foda ataque, você tem a espinha Quer dizer, você tem um time estruturado, em cada posição você tem um foda. O Brasil não tem isso nenhum no ataque. E o meia, quem é o meia foda do Brasil? Fala um meia armador aí. Não tem. Quem é o meia volante foda? Não tem. Qual é o zagueiro foda? Vai ter até tempo de Marquinhos, vamos dizer, vai, vamos dar essa. Mas não tem volante, mas não tem meia.

irmãos Katoosh:Então os cara ficava trocando bola, o time fica perdido porque não 4, falta 3.

Voz A:Nosso problema não é o Hendrik, nosso problema é estrutural, é bem maior, né? E pior, a gente não tem 2 laterais.

Voz B:Aquele lateral maluco que ele botou lá, aquele maluco lá, eu não sei nem de onde veio porque eu sou bem leigo.

Voz A:Nem lembro o nome do maluco. Pode me ajudar aí, o carequinha lá, o puta louco aí, tá improvisado, machucou o Wesley lá, o cara lá machucou, já tá improvisado. Ele botou o cara aqui, meu, o próprio Paquetá, que é meio ataque, seria Jogou mal demais, primeiro tempo dele foi assombroso, entregando bola besta, querendo dar lençol nos cara.

Carioca:O Vini deu uma jogadinha, né? Não, o Vini joga pra cacete.

Voz B:Ele salvou, né?

Carioca:Ele salvou, fez o gol. E eu sou bem leigo de futebol.

Voz A:E outra coisa, teve uma jogada antes do gol que mudou o jogo. Qual jogada? Teve uma jogada de perigo antes do gol.

Carioca:Brasil atacando.

Voz A:Que o Vini foi assim no que no fundo, aquele cruzou, pô, acho que o Rafinha que deu um chutinho que a gente tava pedindo, a gente tava morrendo de fome, fez o gol de cabeça, que o Igor lá quase fez o gol de cabeça, acordou. Isso, acordou. Não, aí não é que acordou ali, que o Vini fez uma puta jogada, né? Ali os cara tava muito com muito ímpeto, tá ligado? Ali os cara falou assim, caralho, é Brasil ali. E por isso surgiu o gol, foi a hora que tirou a coragem dos cara, porque os cara tava muito A gente, velho, começaram o jogo botando maior pressão.

Carioca:Caramba!

Voz A:Jogando pra caralho. Mas aquele lance do Vini ali, o Brasil tem essa porra, né, do individual.

Carioca:A gente falou sobre isso, né? Pô, é um cara pegando a bola e indo pra frente, porque não tem aquele passe, aquele negócio.

Voz A:Vamos ver se chegando o Neymar, a gente, se o Neymar conseguir chegar, ajudar.

Voz B:Se for pro próximo jogo, ele não joga.

Voz A:Não joga? Já confirmou?

Voz B:Não foi pra campo até agora, não foi nada.

Voz A:É porque eu vi ele mancando contra o estreia.

Carioca:Eu quero que ele jogue porque eu acho legal, eu gosto dele assim em relação ao jogador, joga bem na minha opinião. Eu não sei jogar bola, mas eu acho que ele joga bem. Mas mesmo se não for Hexa, a gente dá a volta ao mundo depois da Copa, depois do dia 20 de julho, Brasil Hexa ou não, a gente sai para—

irmãos Katoosh:caraca, tá na porta, hein?

Carioca:Tá na porta, cara. Você tá ansioso, cara? Eu tô ansioso, mas ao mesmo tempo o mesmo tempo assim, coração mais pisando, tá ligado? Caso da Olivia e tal.

Voz E:É um mix, né?

irmãos Katoosh:Reta finalíssima, finalíssima.

Voz A:Faz o quê?

Carioca:A gente tá no dia 16, é um mês, daqui um mês, 35 dias eu decolo para voltar ao mundo já. E aí eu decolo dia 20.

Voz A:Você tem um roteiro já? Tem um roteiro, tem o mapa do teu roteiro aí?

irmãos Katoosh:Aí ou não?

Carioca:Não, não tenho.

Voz A:Acho que não tem nenhum gráfico aí para mostrar.

Carioca:Sabe por que que não? É, vai ter, mas é um roteiro meio assim. Tem o voo da Austrália que nós fizemos aí começo desse ano, que você é louco, né?

Voz B:Que foi um tiro para descer.

Voz A:Puta rolê do caralho!

Carioca:Foi uma delícia, cara. Aquilo transformou muita coisa, não só de experiência, mas muita coisa da minha vida em relação preparação a tudo, né? A pensamentos, a questão de segurança, níveis de voo e tal. Mas vai ser aquilo, só que sem pressa e sem muito roteiro. Pô, eu tô aí, aí eu separo é por país ou continente. Eu tô no Canadá, eu sei de onde eu saio do Canadá, mas o que me leva até de onde eu saio? Ah, cara, vou vendo. Pô, tem algo legal para fazer ali? Tem. Vamos lá, vou parar ali, tem um evento rolando ali, vamos voar, o cara lá.

irmãos Katoosh:É que acho que o translado você tá mais na missão de levar o avião. Na volta ao mundo você vai na missão de conhecer e produzir conteúdo.

Carioca:Porque o translado é eficiência, né? Então a gente tá na missão de ser eficiente. Pô, preciso chegar no melhor jeito, mais seguro e mais eficiente, mais rápido, mais rápido. Agora você vai curtindo, basicamente é curtindo mesmo, aproveitando. Não tem baleia para bater e passar perrengue. Olha isso, velho, isso é loucura! Isso é cenários mais lindos que eu vi.

Voz A:É mais do mesmo, vai, também lindo. Ó, depois 2 horas, assim, caralho, mudou nada, tá tudo branco. É, aí depois tá assim, é, é.

Voz B:Mas para quem tá vendo só um pouquinho, coisa mais linda.

Voz A:Então, do caralho, mano, que dá dó.

Carioca:2 horas, vou te falar, não dá para ver a fiz assim no celular, cara.

Voz B:Você vê, tá os dois encalhados com o barco.

Carioca:E o pior que eu teve um voo, teve um voo eu fazendo no meio do nada, eu vi um veleirinho desse tamanho, eu fiz um vídeo. Os moleque aqui no meio do nada, cara, usando essas roupas aí de gelo.

Voz B:Você é doido, cara. Essa roupa é caso você tenha que cair em pouso, você tem essa roupa preparada, seja mar, ou ali, por exemplo, você vê que é só branco.

Carioca:Aquela roupa me ajuda a segurar aquela temperatura, que, cara, é foda.

irmãos Katoosh:Em 2 minutos morre em 5, né?

Carioca:Ao invés de 2 horas, de fato são 2 horas que ela aguenta na temperatura sem você ter hipotermia numa água.

Voz A:Mas quem vai te buscar na Groenlândia, irmão?

Carioca:Cara, ali é bom, né? É bom, é foda falar bom.

Voz B:Vai te buscar.

Carioca:Se esse cara me encontrar, fudeu, entrega, porque não vai dar uma de Joe, como é que é o nome daquele filme lá, mas não tem como lutar com urso, mas me garante 2 horas sobrevivência. Isso é um dos pontos mais críticos.

Voz B:Se não for no frio, você usa outro tipo de roupa.

Carioca:Aí é roupa normal, se não é no frio igual essa, em cima do mar, ah não, aí é colete, colete só, e uma calcinha tornozoleira que eu uso.

Voz B:Calcinha, cara, sai do avião de colete e calcinha, bicho.

irmãos Katoosh:De cirrus é assim o procedimento.

Voz B:E os irmãos de biquíni no barco, meu amigo. Aí fala que eles eram homossexuais, por quê? Porra, mano, que homem idiota, né, cara.

Voz A:Aí, ó, esse avião aí vai— olha lá o gelão.

Carioca:Olha o gelão aí, que eu peguei no Canadá, em Labrador, cara.

Voz A:Mas ele tem anti-ice.

Carioca:Esse avião? Não, tem os modelos com, esse aí não tinha nada.

irmãos Katoosh:Aí tá o perigo, é o perigo.

Carioca:Isso eu pousei alternando, não, isso aí antes de eu decolar. Eu ia decolar, tava tudo congelado e tal. E esse dia eu não voei, que esse dia não tava legal de voo, tava muito fechado numa região que eu ia passar, não tinha como eu ficar voando baixo. Vamos ficar no chão mesmo, vai.

Voz A:Amanhã eu vou.

Carioca:Zero, cara, esse voo foi bem calculado, bem calculado. Eu não tinha anti-ice em asas, eu não tinha um equipamento que você aquece o motor também, porque isso é outro problema, né, do óleo. É um pistão, tá -30 no chão, como é que você vai ligar sem aquecer? Não tem como, estoura o motor todo, né. Então até isso eu tinha que, cara, esse lugar tem lugar que precisa, tem.

Voz B:Se você quiser botar anti-ice, você paga mais, paga mais, aí você pode pôr, pode pôr opcional, é um adicional. Entendi.

Voz A:$180 mil dólares.

Voz B:É bobagem.

Carioca:Eu não consegui colocar ar-condicionado no meu avião. Vou botar antigezo, vou nada.

Voz A:Não consigo colocar um ar-condicionado no meu Fusca, velho. Ar-condicionado do avião do cara não tem mais, não cabe no lugar.

Carioca:A porta aberta, não tem.

Voz A:A porta aberta, pararaca, que ele comprou.

irmãos Katoosh:Mas isso é só no chão, né? Depois que tá voando, vai embora, né?

Carioca:Então, cara, é depois que tiver Cruzeira.

Voz A:Aí, aí, aí, a pista da 33 lá dentro, cara, o calor do caralho para decolar.

Carioca:Quando eu vim com ele do Brasil, foi isso aí. Isso aí é gelo, porra, é gelo. É Groenlândia também, é Groenlândia ou Islândia. Não, é Groenlândia.

Voz A:Mas olha só, deixa eu tirar uma dúvida contigo, comandante. Você tá voando aí, qual a temperatura aí em cima?

Carioca:Mais ou menos -27, 26 lá em cima onde Gostoso.

Voz A:Qual que é a merda para voar e dar gelo na asa?

Carioca:Só umidade. Aí não tem gelo nenhum, cara. Aí você tá tranquilo, não tem gelo. Não, não.

Voz A:Então pega de novo, com água, tá frio e úmido, né?

irmãos Katoosh:Aonde é que você vê a umidade?

Carioca:Windy?

irmãos Katoosh:Nuvem. Ah, tá. Mas você não procura em aplicativo?

Carioca:Não tem perigo de nada, vai embora.

Voz A:Ah, é?

Carioca:Não tem?

Voz A:É a nuvem que condensa.

Carioca:Que condensa, exatamente. Aí vem, beleza, se você tá com -30, -35, é tranquilo que isso aí já virou gelo, é flats de gelo, já virou neve, vamos dizer. Então ela não congela, não gruda, ela já tá formada.

Voz A:É aquela aguinha que encosta e congela.

irmãos Katoosh:Isso aí, isso que forma gelo.

Voz A:É meio 0 grau aí, né?

irmãos Katoosh:É um 0 para o -15.

Carioca:Aí ele mole e vai virando gelo, aí um gruda no outro e vai criando a camada.

Voz A:Aí você tá fodido, que você perde o seu rosto aqui com o avião da UATR. Total, total.

Carioca:Aquilo era, como é que era o nome da empresa?

Voz B:Passarinho?

Carioca:Era passarinho?

Voz B:Era Voipass.

Voz A:A empresa foi desativada, né? Porra, a ANAC tirou de circulação.

Carioca:Esse dia eu ia voar, cara, eu tinha acabado de chegar no Brasil com um Cheyenne e eu tava indo para Arapongas e foi meio que ali tava meio ruim, eu via a previsão para mim, eu falei, cara, não vou não, tá meio cagado, mas aqui eu consigo fazer isso. Isso foi, beleza, vamos. Aí eu comecei a organizar o avião, tal, tô sentado no avião esperando uma tarifa para pagar, que o avião era americano, né, então tem umas tarifas, uns negócios, tô esperando liberar. Aí eu tô na internet esperando liberar, eu, caraca, eu Caiu o avião, pô, acidente ali na região que eu ia voar, Campinas, né? Eu falei, cara, que isso? Abri, eu vi o vídeo, puta, me deu uma ruimzera, eu tô abortando.

Voz B:Você já se arrependeu de sair no meio e falar, puta, não devia ter vindo?

Carioca:Pros dois, isso é legal.

Voz B:Uma vez só, puta, acho que dá, será que eu vou voar? Aí você vai no meio e fala, puta, não devia ter vindo. Uma vez, vocês não?

irmãos Katoosh:Não, não, porque já aconteceu da gente tá para vai sair, olhar a previsão de última hora, nem vamos falar, cara, volta, tá? Porque isso é uma coisa meio de ego assim, tem uma coisa meio, normalmente o cara que sai não volta, não vou voltar. A gente já voltou várias vezes, não, não várias, mas umas 5 vezes já voltou.

Carioca:Eu já passei por conta de, era um translado que eu tava fazendo, acho que era o da África, e aí eu passo nessa região também da Groenlândia, foi ano 2024, e aí quando eu pousei saindo da Escócia, é, não, tava saindo da Islândia indo para Groenlândia, eu olhei o tempo, não, era Groenlândia, Canadá, eu olhei o tempo, tinha uma formação de chuva no meio do caminho muito grande, só que não era tempestade, mas era chuva. Eu olhei e falei, cara, tá ruim, mas vamos, vamos trabalhando, sabia que ia dar trabalho. Falei, cara, vou por cima, dá para ir por cima, vamos lá. Mas eu pensei, falei, cara, mas dá para ficar, mas puta, se eu ficar vou demorar uma semana que isso aí não funcionária. Vamos embora.

irmãos Katoosh:Beleza.

Carioca:Eu fui sabendo, né, de que não estaria fácil. Comecei voando por cima das camadas, e porque já tava com temperatura de gelo, aí entra aquelas, aquelas contas. Pô, ali eu não posso entrar que tá com gelo. Comecei a subir, comecei a subir, comecei a subir, a camada subir, subir. Eu falei, caralho, não dá mais para subir, velho, que o avião não aguenta, eu não tenho oxigênio. Não, vamos embora, vou furar essa camada aqui que ainda tá fina e vou por baixo, que depois me foda, vim por baixo. Só que aí por baixo comecei a pegar muita água, comecei embaixo da camada assim com 1.000 pés, 6.000, já começou a chacoalhar para caralho. O chacoalhar não, porque isso eu vi que tava de boa, era só questão de gelo mesmo, que aí começou a embaçar porque começou a chover e a temperatura começou a cair. E aí começou a cair e começou a cair, aí chegou no 1 grau, falei fudeu, velho, eu não posso congelar nessa caceta não. Não, porque tem mais 2 horas para frente. E aí eu baixei mais um pouquinho para dar temperatura positiva. Aí fui, aí comecei a baixar, baixar. Falei: agora, meu, já tava 2000 pés, 2000 pés. Não, a gente tava no mar, alto mar mesmo, por isso que eu desci bem. Aí eu comecei, e chuva, chuva, aí ficou 2 graus ali. Eu falei: cara, não pode mais baixar essa temperatura e eu vou segurar aqui, velho. E aí Eu falei: para que que eu saí, velho? Que idiota! Foi a única vez na minha vida inteira que eu sou um cara muito consciente, que eu falei: para quê, velho? Eu nunca fiz isso na minha vida, hoje eu faço. E aí eu tô aqui num gosto de bosta do caceta na boca.

irmãos Katoosh:Esse cara aqui, esse que é o ponto, né? Assim, eu acho que de avião é menos perrengue, mas quando você passa perrengue é risco de vida ali, né?

Carioca:Porque não tem acostamento no negócio.

Voz B:O cara bateu, vocês se viraram, vocês têm tempo de arrumar. Lá se der merda, o nego vai puxar.

irmãos Katoosh:Uma dessa você passou mais perto de morrer nisso aí do que a gente na balé, 3 dias lá.

Carioca:E isso que a aviação ela é um meio de transporte muito seguro. Sim. E mais segura ainda para aqueles que não tem pressa. Eu sempre falo isso para os amigos, que aviação é o meio, avião é o meio de transporte mais rápido para quem não tem pressa. Não tem essa eu tenho que chegar. Cara, é segurança, Não interessa, sabe?

Voz B:Fica. Fudeu, é.

Carioca:Não, minha reunião é hoje. Pô, remarca, velho. Não, mas aí não tem como remarcar. Mas também você não remarca enterro, meu filho.

Voz B:E o piloto tem medo de perder o voo.

Voz A:Essa frase é boa, né?

Carioca:Essa frase é maravilhosa.

Voz A:É o avião próprio, é o meio mais rápido de você chegar a um ponto ou outro.

irmãos Katoosh:Pra quem não tem pressa.

Voz A:Pra quem não tem pressa.

Carioca:Não pode. Eu sempre tive isso comigo a vida inteira de aviador. A parte de segurança sempre no primeiro lugar. O dia que eu sabia que ia dar trabalho, mas aí a parte de temperatura não tinha me ligado que ela poderia cair. O dia que eu fiz isso, eu passo um gosto de merda na boca, falo, cara, não tem, não tá aqui. E aí passou, não é necessário, até o Canadá baixinho. No Canadá eu lembro que tinha uma restrição de entrar no país a 4000, mas eu não podia ir a 4000, que não ia dar. Eu tava meio zonzo. Aí que entrava merda, que aquele trecho, ainda mais com aquele tempo e aquela altitude, ninguém me escutava. Foi a cego total. Nossa, passava as linhas aéreas, eu chamava a linha aérea, a linha aérea não me escutava também. Sem falar com ninguém, velho. Aí nessa área de 4 mil pés restrita abaixo era militar. Eu falei, se eu subir, eu congelo. Se eu ficar, eu tenho a sorte do cara tá dormindo e não tá voando hoje. "Vamos aqui." "Vamos dormir, tudo bem?" "Piloto automático e tchau." E eu fui falando na área, ó, tô a tantos mil pés devido à formação, tantos mil pés devido à formação, e fui ingressando no Canadá. Mas deu tudo certo. Aí foi só pra atestar que, bicho, ter pressa e fazer coisa de louco não tem jeito. Não tem jeito. Viação não brinca, sabe?

Voz A:E vocês aí, de voltar, de...

irmãos Katoosh:A gente já relutou muito pra sair, igual o Neto falou, já chegamos a levantar âncora e dar aquele último check na previsão e voltar e tal. Mas é que com o veleiro a gente nunca teve pressa, porque não tinha um patrão ou não tinha um cronograma pra ser seguido nem nada. Então a gente sempre esperou muito, sabe? Porque a maioria das vezes que a gente fala com alguém que já teve alguma treta, algum acidente e tal, é sempre o mesmo padrãozinho assim. "Pô, eu tava voando com o meu patrão." "Eu tava com a esposa do meu patrão, ela queria ir pra tal lugar e tal." O cara fica meio sem jeito e tal. E fica meio sem jeito de negar o trampo ou de falar que o tempo tá ruim e tal.

irmãos Katoosh:Acaba dando uma forçada. Uma coisa é ele, que é experiente, se botar numa situação dessa. Isso, outra coisa, a gente que tá começando agora, a gente começou na aviação faz 6 meses com projeto de uma volta ao mundo de avião. Então a gente não pode arriscar, a gente tem que fazer muito padrãozinho porque a nossa experiência é muito pouca, né? Então agora é uma fase de treinamento para ano que vem sair para essa volta ao mundo aí.

Voz A:Vai os três então?

Carioca:Então, Carioca, isso é uma coisa que a gente tá conversando bastante aqui.

Voz A:Não dá, né?

irmãos Katoosh:Não, não, não, não, aí seria, não dá, só que de qualquer forma seria a gente no nosso o sonho dele, né?

irmãos Katoosh:O que que a gente tá—

irmãos Katoosh:é porque a gente vai ano que vem, a gente vai fazer, a gente tá nesse projeto de uma volta ao mundo de avião.

Carioca:E eu vou esse ano, ele vai esse ano, só que aí, aí que entra os planos da vida. Eu vou esse ano e quando eu voltar em fevereiro, e eu faço uma volta ao Brasil, tá? E eles vão fazer o Brasil e depois o mundo. Então a gente tá meio, cara, vamos tentar fazer as duas coisas, todo mundo junto, e botar pressão e resenha. E faz os eventos onde vai indo.

irmãos Katoosh:É Empire, porque, cara, a gente queria um projeto 100% brasileiro, que isso não tem assim, sabe, 100% brasileiro. Então nós brasileiros, avião brasileiro, tudo brasileiro, e a gente conseguiu fechar com Empire. É uma fábrica de Campinas.

Voz B:De Campinas.

Voz A:Tem um avião aí, como é que é o nome?

Voz B:Empire. Empire.

irmãos Katoosh:O que a gente tá voando agora é o Colt, que é um dois lugares dele, é um aviãozinho treinador assim, que é o que a gente tá voando no Brasil e ganhando experiência. Experiência. E o que tá em construção é o Stallion.

Voz A:Cumprindo hora voo, né? Ou já cumpriu?

irmãos Katoosh:Não, a gente já chegou.

irmãos Katoosh:Então agora a gente tá ganhando experiência.

irmãos Katoosh:Então voando mais para ganhar experiência mesmo.

Voz A:200 horas de voo para ter uma porra dessa, né?

irmãos Katoosh:Para aprender, para pegar a mão, né? Porque não tem como. No curso ali você vai pegar toda a teoria, vai checar, ter a carteira, mas a experiência que—

Carioca:Por isso que eles estão indo também nesses voos dos Estados Unidos ao Brasil, que eles estão indo, já são pilotos, né? E indo para pegar o jeito. Não, burocracia, como é que atravessa o que que tem que se ver, quais os, ah, o tempo, clima que muda muito. Pô, Mário, e foi legal, né, que tinha várias formações de chuva. Ele tá, Mário, toma aqui, que que você faz?

irmãos Katoosh:A gente voando, a gente parece criança, sabe assim? Ô, Mário, pô, isso aqui, isso aqui como é que você faz?

Carioca:E aí falou, ó, eu vou aqui por conta disso, você pode ver que a nuvem tá assim, ali já tá assado, é melhor você passar aqui.

irmãos Katoosh:Isso é o que a gente tava e pelo Brasil.

Voz E:Ah, legal!

Voz B:É legal!

Voz A:É um 6 linha brasileiro, muito legal, super econômico.

Voz B:Mas esse é o que vocês estão treinando?

irmãos Katoosh:Esses são 2 lugares. O 4 lugares é igual isso aí, só que maiorzinho, maior.

Carioca:Nós temos esse, essa questão, esse projeto aí de— mas agora a gente vai focar na Copa, que nós vamos fazer uns voos juntos no Brasil, inclusive na Copa, juntos.

Voz E:Legal.

Carioca:Vamos sair aí, rodar alguns estádios por cima, onde tem aglomeração de brasileiros. E quem sabe Estados Unidos, vocês vão fazer a mesma pintura no avião?

irmãos Katoosh:Não, não, de brasileirinho não, não seria muito copiar demais.

Voz B:Ia ser legal, mas ia ser legal mesmo.

Voz A:Bom, conseguiu o prefixo Katushi?

irmãos Katoosh:Pô, ia ser legal.

irmãos Katoosh:A gente já deu uma olhada em prefixo e tal, mas para mudar o prefixo prefixo de uma, quando você importa, você meio que pode escolher, mas para trocar um prefixo de um avião que já tem nacional é chatinho, né?

Carioca:Não sei como é que é embaçado, dá, mas é bem embaçado.

irmãos Katoosh:É, mas estamos nesse mundo novo aí, estamos gostando para caramba, cara. Legal, muito massa.

Carioca:Agora é eu trazendo eles para o céu, né? Daqui a pouco eu tô fazendo um ferry de barco.

Voz B:Você vai com o teu barco? Não, eles vão com o deles, vocês vão juntos?

Carioca:Pô, eu não tenho, na água?

irmãos Katoosh:Tem o barco?

Carioca:Não, pô, tá maluco, cara? Churrasco, se for meu botinho de duas pessoas, já tem lá para pescar, ou um caiaque.

Voz B:Tá louco, irmão!

irmãos Katoosh:Não, aí eu vou no deles.

irmãos Katoosh:Catucho tá lá para nós, Catucho tá lá para nós fazer o churrasco.

Carioca:E quando é que nós vamos fazer, para falar para a galera, já ia nosso primeiro voo? Final do mês?

irmãos Katoosh:Semana da Vela, lá em Ilhabela.

irmãos Katoosh:Semana da Vela, Semana da Vela. Inclusive, é verdade, né? A gente vai estar lá em Ilhabela, final de junho.

Voz A:Solteiro indo com os casados, Semana da Velha. Vamos para o telefone, Boletão. Vamos ver a galera que é aqui nosso podcast.

Voz B:Agora a gente tem a plataforma, faz igual a rádio, atende, atende mesmo.

irmãos Katoosh:Se a gente escutar aqui, se a gente pôr aqui, a gente escuta.

Voz B:Eu vou ficar aqui. Alô?

Voz E:Opa, e aí, galera?

Voz B:Quem tá falando?

Voz A:Faz assim, ó, bota um.

Voz E:É o Aroldo Rodrigues. Fala, Boletão!

Voz B:Fala, Aroldão, tudo bem, irmão?

Voz A:Bota um mão e bota.

Voz E:Tudo joia, graças a Deus.

Voz B:O que que você manda, meu?

Voz E:Oi, deixa eu te falar, sou um fãzaço de aviação também, cara, e eu tenho um problema igual o seu. Eu sou economista, faço consultoria em outras cidades, queria um modelo para fazer as consultorias, mas no seu caso foi minha esposa que não tá deixando, velho. No seu foi sua filha, né? Seus filhos.

Voz B:É, é, mas você já fez o curso ou não fez nada?

Voz E:Tô no início, sou manicaca total. Galera sabe que é manicaca. Tô com 10 horinhas, mas já 8 horas, mas já pousando, já apagaram a pane, não deixei cair, e tá indo bem.

Voz A:Mas comprou, tem alegria no céu, inferno em casa, né, velho? Aí é foda, né?

Voz E:Não, a instrutora, instrutora, tipo, motou do nada, olhou para mim, tipo, se vira, ué, se vira. Ô comandante, me ajuda aí, cara. Fala com a Jéssica aí que é seguro, que tá tranquilo. Não é um Cirrus igual o que o Carica quer não, sabe? Eu tô querendo um Pelican, um avançado, mas é seguro também, cara.

Carioca:A gente, eu acho que você não é o primeiro que tem esse problema. Problema em casa, não é nem na aviação. Mas eu acho que a partir de agora eu vou começar a criar conteúdos específicos para esposas que não deixam as pessoas voarem avião, que aí é explicando a segurança, que é bom, que dá para você levar ela tomar o café da manhã em outro lugar.

irmãos Katoosh:Mais seguro.

Carioca:Eu acho que eu não vou abordar segurança, abordar o que que você pode fazer com ela no avião, levar ela para tomar um café da manhã no lugar bom, banco de trás, entendeu?

Voz B:Deixaram o piloto.

irmãos Katoosh:Carcada nas alturas, carcada nas alturas é bom, pô.

Voz E:É, ela é lá de Boa Vista, ô Mário, vejo sempre vocês nessa plataforma.

Carioca:Pô, Boa Vista é maravilhoso, cara.

irmãos Katoosh:A gente tava lá 2 dias atrás.

Carioca:A gente tava lá até. Ô Jéssica, vamos permitir o Haroldo aí voar. Se você tiver meio não deixando ele voar por conta de medo, pô, acompanha a gente lá no O Comandante, você vai ver nossos voos, você vai ver que não tem stress, é um negócio muito tranquilo, aviação é é boa. E é sério esse negócio dele te levar tomar um café da manhã na beira de um rio, entendeu?

Voz B:No mar.

Carioca:No mar, pô, isso aí é interessante. É avião em curta distância, né?

Voz A:Então, ó, aproveita.

Voz B:Respondido, Aroldão.

Voz E:Valeu, comando. Boas sortes aí na volta ao mundo, galera.

Voz B:Valeu, obrigado, Aroldão. Um abraço, meu velho.

Voz E:Abraço.

Voz A:Mais um comandante aí que pode surgir, né?

Voz B:Mais um.

Voz A:Eu gostaria muito assim de poder ir fazer meus shows eu mesmo tocando parada. Mas também dizem que isso não é muito bom, né?

Carioca:Se você é porque show, tem um telefone, né?

Voz A:Ou não? Não, mas dizem que isso não é muito bom.

Carioca:Só um minutinho, meu filho, só me dá um segundinho, uma coisa rápida, já vai falar.

Voz A:Dizem que não é muito bom a pessoa que é proprietária e voa, porque não voa com tanta frequência, né? E às vezes fica um mês e meio sem voar Isso não é bom assim, faz sentido, faz, especialmente quando você tem um show, né?

Carioca:Porque você tem que ir pro show. Ah, o tempo tá ruim, pô, exatamente.

Voz B:E aí, velho, eu não vou deixar de ir.

Carioca:Só que aí entra uma segunda opção que existe, pô, chama um piloto para fazer esse voo contigo. Às vezes o seu limite de segurança é o teu limite de segurança, é um, mas o do piloto é acima do seu, porque ele tem outros meios de voar naquela uma condição naquele voo, tu chama um cara para voar contigo, acabou o problema, tá bom? Agora, se for algo que é muito, um tempo muito ruim, você pode ter certeza que você vai saber antes.

Voz A:Não é algo para 48 horas, dá para saber com certeza. Esquece da gente, garanto, é isso aí, te garanto, você tem tempo hábil.

Carioca:Então, mas a única coisa que você precisa trabalhar é você contigo mesmo, que falar, cara, eu não vou sozinho nesse tempo. Ah, eu quero ir sozinho porque, pô, eu preciso, comprei o avião para isso, tirei minha carteira para isso. Não precisa nada, my friend. Tem um monte de piloto querendo voar profissional já, sabe? Pega o cara e vai. Segurança não tem, não tem barganha. Ou é ou não é. Vai dar.

Voz B:Alô, alô, quem fala?

Voz E:Me chamo Ian.

Voz B:Fala, Ian, tudo bem, irmão?

Voz E:Sucesso! Primeiro queria dizer que é um prazerzão muito grande estar falando com vocês dois aí, Bola e Carioca.

Voz B:Prazer é nosso, irmão.

Voz E:São duas pessoas que fizeram aí minha infância e adolescência.

Carioca:Não sei se é toda nossa, né?

Voz B:O que que você manda, irmão?

Voz E:É assim, pô, cara, sou muito fã aí do Comandante, do Scatouche aí. São dois universos que eu amo muito, aviação e a navegação. E aí eu queria saber como é que tá sendo essa troca de experiência, e já tem já uma data de navegação aí para o comandante estar aprendendo algumas coisas com o Scatouche?

irmãos Katoosh:Pai Lucas, boa, direto.

irmãos Katoosh:Bom, deixa eu pôr o fone aqui. Em relação a essa troca de experiência, por enquanto tá sendo meio que unilateral, né? A gente tá só sugando no conhecimento do comandante, só aprendendo, só aprendendo. E a gente não levou ele para o Catucho ainda, né? Não ensinamos porra nenhuma para ele ainda também.

Carioca:Não, pô, teve, a gente foi lá na Yacht Club de Vitória.

irmãos Katoosh:Ah, mas foi muito rapidinho. Mas julho, ó, já dando um spoiler aí, a gente tem uma, tem várias coisas para fazer agora em julho, né, de navegação. A gente tá querendo ir lá para Ilhabela pescar, fazer as coisas lá.

Carioca:E eu acho que já é fato a gente falar do da regata lá de Ilhabela.

irmãos Katoosh:Ah, é da Semana de Vela. A gente vai estar na Semana de Vela em Ilhabela, que é na última semana lá de julho.

irmãos Katoosh:A gente vai com o Catucho e o comandante vai estar junto com a gente.

irmãos Katoosh:Então vai ser legal, porque na real são dois meios que eles se comunicam muito assim, sabe? Parte de navegação, meteorologia, é muito legal, cara.

Voz B:Usa a mesma coisa, mesma coisa, mesma coisa, mesmo conhecimento.

Carioca:Vou de brasileirinho para Ubatuba e sai de barco com eles de lá.

Voz B:A gente vai sempre fazer isso.

irmãos Katoosh:E aí sim, a gente vai trazer você um pouco para o nosso meio, mas por enquanto Mas era mais a gente voando com ele e tudo mais. E qual que foi a outra, o que que ele falou da outra parte?

Voz B:Que mais você quer saber?

Voz E:Ah, é data?

Carioca:É quando a gente sai junto pra um rolê.

irmãos Katoosh:Pô, ah é, daí a gente vai fazer esse rolê junto, mas aí o Mário já vai, a partir daí você já tá rodando o Brasil, a gente sai do Catucho e começa a rodar o Brasil junto, ele vai estar no Brasileirinho, a gente vai estar com o nosso avião.

irmãos Katoosh:É, a partir da primeira semana de julho agora a gente vai estar voando junto e navegando junto em alguns momentos, né?

Voz E:É isso aí.

irmãos Katoosh:É isso aí. A nossa ideia é muito essa, né?

Voz E:A gente quer Posso sugerir um destino aí para vocês conhecerem?

Carioca:Só se fizer o Pix.

irmãos Katoosh:Só se organizar o churrasco.

Voz E:Manda, eu organizo. Então, o Comandante, vocês já chegaram a voar por aqui pela região, ali por Itaituba? Seria interessante vocês pousarem um dia aqui, o Comandante pousar com vocês aqui um dia em Alter do Chão, Santarém, Alter do Chão, para vocês conhecerem. Aí, cara. Um lugar paradisíaco, é o Caribe brasileiro, é um destino foda para vocês conhecerem aí. E vou até dentro, vou fazer um churrascão para vocês.

irmãos Katoosh:Pô, demorou!

Voz B:Vamos embora! Como chama?

irmãos Katoosh:Alter do Chão. A gente tá querendo organizar uns encontros com a galera assim, rede social, e abrir onde a gente vai para pousar e fazer uma resenha com a galera.

Voz B:Que legal!

Carioca:Junta uma turma, minha turma, turma dos meninos, e vai fazendo o Brasil todo. Mas eu vou anotar essa aí, Alter Alter do Chão, é próximo de Itaituba ali. Eu fui bastante, vou até hoje bastante Itaituba lá no Pará.

irmãos Katoosh:Vou anotar o Alter do Chão e o churrasco, hein, que você prometeu.

Voz B:Tá marcado, irmão. Valeu, my friend. Não vai dar para trás não.

irmãos Katoosh:É nós, valeu, tamo junto, abraço.

Voz B:Eu e o Carioca vamo de carro.

Voz A:Ele já vai estar pedindo já.

Voz E:Só tem que ter coragem, só tem que ter coragem para enfrentar a Transamazônica aí, que não é fácil.

Voz B:Valeu, Ian, obrigado, velho.

Voz A:Custo muito alto, avião custa muito alto. Valeu, cara. Brincadeira cara.

Voz B:É caríssimo.

Carioca:Mas como que estão os shows?

Voz A:Não, tão super bem. Lotados. Uma coisa é que passa pela sua cabeça, outra coisa é a vontade, a realidade, elas se... Elas se não. Não, não tô não. Não tô não, a vontade, a vontade.

Carioca:Mas olha só, se você faz hoje, o avião te tira das dívidas, é o meio de investimento, sabe por quê? Vou te dar uma ideia, saca só.

Voz B:Vamos comprar um Cirrus hoje, vai, Carica.

Carioca:Você importa um Cirrus, vamos falar que você vai comprar um Cirrus, 3 milhão, para início de conversa.

Voz B:É, já dá. O zero?

Carioca:Não, zero. Um dólar?

Voz A:É, em quanto custa?

Carioca:Aí é 1 milhão e meio de dólar, um 100 mil e tal. Mas vamos falar que não precisa ser zero para voar demais. Financia! Faz leasing, faz consórcio... Avião tem outra coisa: você não vai voar 50 horas por mês. O que dá pra fazer? Você importa um avião e já vai pagar mais barato por importar ele— eu busco pra você, entendeu? A gente já vem construindo um conteúdo nesse rumo.

Voz A:Pronto, aí vocês são piadistas!

Carioca:Vai pagar mais barato por importar, de fato tem que ser esse ano, que ano que vem tem umas reformas tributárias.

Voz A:E assim, demora entregar também? Encomenda tá no quê, 2 anos?

Carioca:1 ano você já consegue, mas eles conseguem antecipar com filas e tal, tem várias formas.

Voz B:Entrega do avião é chique no último, meu irmão. Você viu? Eu tava lá.

Carioca:Cortina, toca uma puta música legal. Foi uma experiência do cacete, cara.

Voz A:Foram 2, né?

Voz E:Foram 2.

Voz A:Eu vi, eu vi.

Carioca:Esse vídeo aí, cara, maravilhoso. E só que assim, você não precisa ser dono sozinho do Cirrus.

Voz A:Sim, você pode ter um.

irmãos Katoosh:Você compartilha e não precisa ser zero, pô.

Carioca:Não precisa ser zero. Sim, ou precisa ser zero.

Voz A:Tem aquele problema dos 10 anos, né, do paraquedas.

Carioca:Aí você troca ele. É, de hoje, $20 mil.

Voz B:Mas é $20 mil dividido em 10 anos, pô, entendeu?

Carioca:Bobagem. Se você faz um show por semana, você vai dá para fazer 5, né?

Voz A:Entende? Não, não vale a pena. Para teatro não vale a pena. Era mais por uma questão de ir curtindo também, entendeu? Sim, a voo é teu sonho ou não, cara? Quem não gosta de estar em São Paulo assim? Pô, vamos até Ubatuba, vamos almoçar hoje lá em Vitória para conhecer um pouquinho, tá ligado? Vamos almoçar ali. Acorda 7 da manhã, toma um cafezinho, vai até hoje em dia aí o Campo de Marte e tal.

irmãos Katoosh:Top demais!

Voz A:Uma hora e meia até Búzios, sai 10 horas daqui, chega meio-dia e meio lá em Búzios, acabou, né? Meio-dia almoça, sabe? 2:30, 3 horas pega o voo de volta, 4 horas tá aqui.

irmãos Katoosh:Pronto, aí tem que pegar um ponteão, é maravilhoso.

Carioca:Avião é maravilhoso, ele curta demais.

irmãos Katoosh:Um coachzinho bem mais barato, bem mais econômico, tem paraquedinha.

Voz A:Quanto custa o coach, cara?

irmãos Katoosh:Um completinho, acho que foi EFR assim, com paraquedas, 2 lugares. Aí você tem que ser 4, acho que vai ser uma milha aí.

Carioca:Mas aí eu acho que de real, de real, de R$1.300.

Voz A:Esse daqui, ele tem paraquedas também, esse avião?

irmãos Katoosh:Tem, tem um tchau de paraquedas. Aí é mesmo, bebendo 17 litro hora, mas não pode ter pressa.

Voz A:É o quê, de aviagás? Quanto, quanto vão fazer aí? Um Rio-São Paulo, quanto dá aí?

Voz B:3 dias, não pode ter pressa.

irmãos Katoosh:Sem nós, pô, 180 km por hora em linha reta.

Carioca:É porque ele é uma outra categoria de avião.

Voz B:Sim, outra categoria.

irmãos Katoosh:Porque o Silvio, você tá falando num Porsche, Zé.

Carioca:Mas aí o Empire seria um Stallion.

irmãos Katoosh:Em 4 lugares.

Carioca:Aí sim chega nesse patamar, mas não é caro igual um Cirrus, mas aí é da categoria de fato.

Voz A:Sim.

Carioca:Nada contra o carro, mas eu falar para você ir para o Rio no Mobi.

Voz B:Sim, sim.

Carioca:Entendeu? É esse nível de categoria.

Voz A:É assim que a gente fala.

Carioca:É um baita avião também.

Voz A:Mas é diferente.

Carioca:A velocidade é outra. De fato não existe só Cirrus. Claro. Cara, existe tantos outros pilotos.

Voz B:Pilotos. Qual avião você usa preferido dele?

Voz A:Não, se usa avião SR22, não vou dizer.

Carioca:Não pode começar um G3, que é maravilhoso, 3 milhões, 3 milhões e meio.

irmãos Katoosh:O Lolo tava vendendo um lá, 3,1 milhões.

Voz A:O problema do avião não é só o custo final, é o custo de tudo.

Voz B:Vai no aviãozinho, vai no aviãozinho.

Voz E:Escuta um pouco.

Voz A:Quanto custa eu sair de onde aí? Vamos lá, vamos levantar aqui.

Carioca:Se eu te falar, você vai querer um avião amanhã, cara?

Voz A:Claro que não, vai, cara. Claro que não. É mais barato Ah, que carro, né?

Carioca:Não, cara, o combustível.

Voz A:O combustível, mas tem taxa de pouso, decolagem.

Carioca:Não, não, taxa de rádio, barato, menos de R$100.

irmãos Katoosh:O quê?

Voz A:É taxa de controle aéreo? Se eu for daqui até Búzios, é barato.

Carioca:Taxa de pouso em avião, é pouso no aeroporto, aí dependendo do aeroporto pode ser que tenha umas coisinhas ali, mas vai entre R$300, R$200, R$500, gente do lugar. Hangaragem, mas aí você tem a Ruba, pô, você tem a Rubinha, a carioca do meu andar.

Voz A:Jacaré Pagué é caro para caralho, né?

Carioca:Jacaré é caro para dormir lá.

Voz B:É que a gente voltamos, foi o cara que a gente falou assim, ele pode pousar em Congonhas ou pode pousar em não sei aonde. O Congonhas você pousar é 4 É, velho, R$4.000, absurdo. Falei: "Cara, para em Congonhas." Ele falou: "Não, você tá louco." É caro pra cacete. "Vai pousar em 7, que não é por lá." Não é fácil, 4 pau pra você pousar em Congonhas.

Carioca:Porque Congonhas tem uma administradora agora de aeroportos. Aí saiu com a Via... Eles não querem executiva ali, porque executiva não dá tanta grana igual comercial, que eles pagam por passageiro, né?

Voz A:Slot, né?

Carioca:Aí tem o slot que começa a ser ruim pro... Tá uma Absurdo que tá acontecendo em Congonhas ali, eles querem que sai fora.

Voz A:Eu acho que deveria ter um aeroporto, cara, aqui em São Paulo. Tem lá o Catarina, longe pra caralho, lá em São Roque. Eu acho que Campo de Marte, mas o Campo de Marte é aquela trigonometria ali, né, que é zoado, cara. Se der qualquer teto ruim, fecha por qualquer coisa porque atrapalha a operação de Congonhas e de Guarulhos.

Carioca:Aí você vai para Jundiaí, legal, onde eu tô morando hoje. Inclusive, mudei agora para Jundiaí, sair do lado do aeroporto, lá do Jundiaí, tesão, tesão. Aí dá para pousar lá, que é uma horinha da minha casa.

Voz A:Jundiaí dá 1 hora e 15.

Carioca:Eu fiz conta, carioca, agora eu morando em Jundiaí, tem lugares que eu saio de Jundiaí, vem para São Paulo, vem para o Tica, é mais rápido que dependendo do cara sair de Alphaville vir para cá. Não tenha dúvida, é mais rápido, cara.

irmãos Katoosh:Eu fico, que isso, meu irmão?

Voz B:Vim para cá, entendo.

Carioca:Às vezes é legal morar lá e vir para cá.

irmãos Katoosh:É um baita aeroporto também, o de São José.

Voz A:São José dos Campos é o problema de São José dos Campos, é o trânsito para São Paulo, que é horrível.

Carioca:E eu vou te falar, deu agora, mudou horrível a partir do dia 25 de junho, cara. E lá tá caro para caceta, porque todo aeroporto tem duas tarifas que você paga. Uma se chama taxa de área de manobra e área de movimento. Que coisas é do aeroporto? Quando você para na área de manobras ou movimento, tem um custo para isso. São José dos Campos, depois das 24 horas, eles começam a cobrar como de movimento.

irmãos Katoosh:Nossa, eu ouvi dizer isso aí mesmo.

Carioca:Aí fica um absurdo. É, o cara vai final de semana, paga R$3.000.

Voz B:Que isso?

Voz A:Então, São José, São José vai ficar. Você acha?

Carioca:Eu acho que é por causa das concessionárias mesmo de aeroporto, que eles querem faturar, né? Então vai mudando muito.

Voz A:Onde era que você vai andar nessa roubada? O Zaque não tá abrindo o Smart aqui para mim, o aplicativo, coisa, tá? Puder mandar o link aí. Só que não tá com problema, não sei, cara.

irmãos Katoosh:Eu já vi que você quebrou o seu presente.

Voz A:O Renato tem que estar aqui. Vai daí, então vai daí. Chama o Super Chat, meu querido Zacarias. Só para lembrar rapidamente antes do Super Chat, quero que eu botando pilha.

Voz B:Vamos lá, imperdível, rapaziada.

Voz A:Teremos Porto Alegre dia 31 de julho, 1º de agosto em Bento Gonçalves, dia 2 em Rio Grande do Sul, esperando vocês aí apareçam. 30, é isso aí, esperando vocês, tá bom?

Voz B:Mandou bem, carinho.

Voz A:Vamos aí para plataforma o nosso superchat.

Voz B:Sorte, Isaac!

Voz A:Vai, Isaac! Delícia!

Carioca:Ian Furtado enviou uma mensagem.

Voz E:Fala, boa, fala, carioca, meus ídolos do pânico, um abraço forte para vocês Aí, irmãos Catucho, o Comandante. Primeiro quero fazer um convite para vocês virem conhecer o Terra do Chão aqui na região de Santarém. Eu sei que o Comandante voa aqui perto, que é Itaituba, mas fica aqui o convite para conhecer o Terra do Chão. Eu queria saber dos Catucho, eu já sei que o pior perrengue foi a deriva às 86 horas. E do Comandante, teve algum perrengue assim no meio da viagem?

Voz A:Ele contou aqui aqui, né? Você contou aqui essa perna da Groenlândia para o Canadá.

Carioca:Foi um perrengue controlado, mas foi chato.

Voz A:É assim, a chance de dar merda tava grande.

Carioca:É uma merda, se saísse da mão, ferrou, sabe? Então na mão tava bom.

irmãos Katoosh:Boa!

Voz B:Experiência de receber dois Cirrus zero na fábrica.

Carioca:Bora para o próximo, que os dois já foram vendidos pela THX Avião. Meu brother Thalesson, aí sim, cara, a gente trouxe esses dois Cirrus, né? Então já foram vendidos, foram comprados para venda. Pelo jeito já vendeu.

irmãos Katoosh:Vamos embora buscar outro.

irmãos Katoosh:Bora, bora!

Carioca:Será que é do Carioca?

Voz A:Não, eu queria, eu queria um dia, se eu pudesse um dia, eu queria Vamos fazer esse rolê que você disse que queria fazer, da fábrica.

Carioca:Então tá, vamos combinar isso aí.

Voz A:O problema é que o Tica, Jovem Pan... Não, não, mas aí a gente... Dá quanto?

Voz E:Uma semana?

irmãos Katoosh:Não, dá menos.

Carioca:Dá menos, 3, 4 dias.

Voz B:Dá pra você sair quinta e voltar.

irmãos Katoosh:Dá, pô.

Voz A:Dá pra sair de lá quinta-feira, mas tem que ir pra lá, né, bola? Pra lá é mais de um dia.

Carioca:Você sai quarta pra você estar aqui no Tica segunda-feira, vai. Terça-feira que você grava?

Voz A:Eu gravo segunda na Jovem Pan.

Carioca:É segunda na Jovem Pan?

Voz B:É.

Carioca:Dá totalmente. E não precisa ser Cirrus, pô.

Voz A:A gente pega um turbo-hélice. Quero Cirrus, quero Cirrus.

Carioca:Você vai adorar, o Cirrus é demais, né, mano? Ó, o que que nós vamos fazer?

irmãos Katoosh:Somzinho, ouvir uma musiquinha, né, rapaz?

Carioca:Vamos fazer o seguinte.

Voz B:Ar-condicionado, puta, visual.

irmãos Katoosh:É um baita espaço também.

Voz A:Aquele avião é foda.

Carioca:O que que nós vamos fazer?

Voz B:Fala.

Carioca:Eu vou para a volta ao mundo e aí você já vai se programar. Volta ao mundo são 6 meses.

Voz A:Se for pegar um me chama. Aí se o dono não quiser ir pegar, eu vou no lugar dele.

Carioca:Eu organizo com a galera. É difícil ir, cara, é difícil, né? Mas assim, eu organizo com a galera. Se der, aí faz conteúdo, com certeza, né?

Voz B:Claro.

Carioca:E mesmo se não der, dá para a gente ir de bonança, cara.

Voz A:Não tem ar-condicionado, mas eu deixo, eu passo um pouquinho.

irmãos Katoosh:Não tem paraquedas, né?

Voz A:É melhor não passar, né? Prefiro agradeço, igual o outro, vamos voar de Petrel. Eu falei, não, obrigado. Aí deu uma merda com a mãe de uma pessoa famosa de Petrel, eu mandei para ele, é isso mesmo?

irmãos Katoosh:Tá vendo?

Voz A:Falei, é isso mesmo que você quer de mim? É que o Petrel é legal que ele vai na água, né?

irmãos Katoosh:Vai, legal.

Carioca:Eu quero voar isso ainda, não voei.

irmãos Katoosh:É?

Carioca:O meu sonho de aviação mais para frente, eu acho que é difícil chegar porque é muito caro, mas é Fazer um voo muito longo, quem sabe uma volta ao mundo, até num Caravan Amphibio. Aí eu acho que é um sonho muito louco que eu tenho assim, com a família.

Voz A:Mas Caravan é homologado para voar o presidente dos Estados Unidos.

Carioca:É outra, outro, pô, a gente põe uma moto lá dentro do avião.

Voz B:Caravan é fudido.

Voz A:Ele é o avião homologado para voar com o presidente dos Estados Unidos. Não é fraco não. Não, pode. Ah, precisa voar com Caravan.

Carioca:Precisa ser um monomotor?

Voz A:Caravan. Pode voar que tá tudo certo.

Voz B:Tá tudo certo.

Carioca:Eu trouxe um dos Estados Unidos deles foi o voo mais delicioso assim de avião, assim manso, um tratorzão. Não é tão rápido, mas pô, você tá no carro, velho, grande, monstrão, né?

Voz A:Aí sim é o avião da Azul faz Conecta, né? Do Azul Conecta.

Carioca:É que quando você vê ele na Azul Conecta, você fica, se assusta, pequenininho, teco-teco.

irmãos Katoosh:Os cara chama de teco-teco, cara, que que é isso?

irmãos Katoosh:O teco-teco é muito pejorativo.

Carioca:Se alguém me chamar o avião que eu tô voando de teco-teco, mas fica bravo.

Voz A:Tem mais algum, Isaac? Solta aí.

Carioca:Amanda Borges enviou uma mensagem.

irmãos Katoosh:Fala, bola!

Carioca:Fala, carioca! Comandantes, dogs queridos, aqui Amanda da Impaer. E ó, faltam 10 dias para o nosso evento, hein? 10 dias para o Bonanza Flyinto, ansiosa demais para encontrar com vocês e para as resenhas que vão rolar por lá no estande da Impaer. Um beijão para vocês, bola e carioca, são convidados da Impaer. Se quiserem ir, vai ser um prazerzão.

irmãos Katoosh:Beijo!

Voz A:Tô brincando, de Campinas aí, é esse que fabrica esse avião aí de vocês. Qual é o avião mesmo, o nome? O nosso vai estar lá em exposição, é da Impaer, é uma fábrica, são vários modelos lá em Em Amarais, que tem uma pista ali, é uma empresa brasileira, velho, que tá fazendo avião.

irmãos Katoosh:Esse evento é muito legal, é agora, 26 e 27, em São Joaquim da Barra. É um dos maiores, é um dos maiores eventos de aviação de pequeno porte.

Carioca:E vai Cirrus para lá, hein, cara?

Voz A:É, mas eu não vou estar aí, vou estar em Santa Catarina. Vai fazer show? Não, a minha namorada é de Florianópolis, aí eu tô indo para lá, eu tô meio morando aqui, meio morando lá, tô nessa aviãozinho aviãozinho nisso aí, pois é, ia ser delicioso. Esse Floripa, São Paulo, moria de voo.

irmãos Katoosh:Moro em 15, São Paulo.

Carioca:Jundiaí lá é o Marquins, moro em 15, né?

Voz B:Pega o aviãozinho nacional amanhã, já compra, cara.

Carioca:Vai lá na Empaé, vai na Empaé.

irmãos Katoosh:Você conhecia a linha de montagem lá? É massa a fabriquinha lá.

Voz A:É, se tem paraquedas a gente começa a querer conversar.

Voz B:Tem mais aqui, pô, tirou uma mudança para nada, né, velho?

Carioca:Daniel Daniel Caetano enviou uma mensagem.

irmãos Katoosh:Bora, Daniel!

Voz A:Fala, bola, carioca!

Carioca:Prazerão falar com vocês.

Voz B:Prazer.

Voz A:Somente para agradecer vocês dois por ser meus parceiros de viagem nessas estradas aí. Eu sou representante comercial, sou da cidade de Ataleia, Minas Gerais, interior de Minas Gerais. Um grande abraço para vocês aí, um abraço para todos os estão por aí.

Voz B:Muito obrigado, Daniel.

Voz A:Valeu mesmo. Daniel de Ataléia, porra, que maneiro.

Voz B:Boa viagem, obrigado, irmão.

Voz A:Que Deus sempre te abençoe na estrada aí. Sempre te acompanhe. Porra, representante comercial, a gente tem uma audiência, essa galera que—

Voz B:Tem mesmo, viaja, viaja.

Voz A:Que dizem que transporta. É, porque podcast ajuda a passar o tempo gostoso, né? Pode. Com histórias, né? Tipo a de vocês aí. Acho que isso vai fazendo companhia pra pessoa que tá ali, né? Com certeza.

Carioca:A pessoa consegue sair daquela, ela consegue viajar ali de certa forma, né? Aprendendo histórias, aprendendo—

irmãos Katoosh:É entretenimento e viajando.

irmãos Katoosh:É, viajando. Por exemplo, vocês lá tão navegando, vocês usavam muito, cara, podcast, um vídeo de YouTube, baixava muito.

Voz A:O que que é isso?

Voz B:Chegou outro aí, mano. Sorte, sorte, esse cara só descabelando o mastro.

Carioca:Dá descarregada, né? Qual a possibilidade de dar merda no voo por causa de um drone pessoal de 250?

irmãos Katoosh:Manda um abraço para toda a comunidade fronteira.

Carioca:Um abraço aí, comunidade fronteira. Cara, é um terror, velho.

irmãos Katoosh:Tá um rolo isso agora, né, velho?

Carioca:Pô, vamos lá, 250 gramas ele falou ali, né?

Voz A:Um drone é o 249 que eles falam, aquele mini, mini 249, né? Para não burlar, para burlar.

Carioca:Qual o peso de um pássaro de 249 gramas? Sabe assim qual o tamanho do bicho?

Voz B:É uma bela porrada.

Carioca:É uma bela porrada, velho, sério. Parabrisa, pô, se quebra, vai pro pau. Ou se for na asa também dá dano, com certeza. Não é legal, não é legal.

Voz A:Ah, é só 249. Drone é só não passar de 120 metros, acabou.

Carioca:É isso aí, acabou.

Voz A:Tá lá, tem um limitador, tá lá no app.

Carioca:Tem gente que quer tá voando junto do avião, velho.

Voz B:É filmar o avião.

Carioca:Ah, peguei uma imagem do avião.

Voz A:Pô, mas não sabe o risco dessa caceta, velho. Eu mandei um notão outro dia, tava no avião, velho, não tô zoando. Aí subiu aqui por essa perna de Moema, cara, quando eu tô aqui na janela Gelinho, o puta drone aqui. Eu falei, ô cara, tem um drone aqui.

Voz B:É mesmo? Você viu?

Carioca:Viu o drone aqui, ó.

Voz A:Você não tava parado, óbvio. Viu o drone aqui assim, passando na subida comercial, na cabeceira de mão. Filha da puta, devia estar em cima de um prédio ali. O cara devia estar, sei lá, 200, 300, 400 metros ali.

irmãos Katoosh:Que perigo, cara.

Carioca:Não façam isso, por favor, cara.

irmãos Katoosh:Uma coisa que é menos perigoso, mas que dá susto, é pipa também, pô. A gente treinando lá, cara, vira e mexe pipa, cara.

irmãos Katoosh:Urubu lá?

Voz A:Não, mas Urubu é Jundiaí, tem muito urubu.

Carioca:Urubu pra caceta.

Voz A:Outro dia eu tava com o comandante lá, tava indo pra final ali, porra, aqui do nada, aqui, uau, toma. Que isso, cara? Ele, porra, devia ter urubu. Falei, mas como é que tu viu esse urubu, maluco?

Carioca:Porque a gente já sabe que tem muita incidência de foco de luz, a gente já fica caçando já.

Voz A:Cara, Urubu é foda, né, velho?

irmãos Katoosh:Urubu é grandinho, baita perigo.

irmãos Katoosh:Urubu é grande.

Voz B:Mike Drone, com certeza, bem mais.

Voz A:Mike Drone. Urubu tem uns 2,5 kg.

irmãos Katoosh:Mas urubu não dá para você controlar, você tem que controlar o cara de drone, pô, o cara soltando pino.

Voz A:Não, e urubu também dá uma desviadinha, né? Ele tá ligado, ele meio que também foge, né? Ele vê você, ele também dá um— ele é ligeiro no ar, né? E tipo, ele dá o—

Carioca:os melhores formas de evitar assim numa manobra para sair do urubu são laterais, porque às vezes ele tá voando em cima e às vezes ele afunda e não tá te vendo direito, aí que ele afunda e vem para cima. Então você não é Legal, passar embaixo não é muito bom. Não tem jeito, beleza, né? Aí pode ser que ele não afunda.

irmãos Katoosh:Os caras falaram isso daí pra gente, porque num susto ele não vai querer subir, né?

Carioca:Ele vai querer afundar. Então vai pelas laterais, se der por cima, show. Mas tem essas manhas aí. Mas drone não, gurizada, pelo amor de Deus, esquece drone. Drone baixo tá bom demais, ou lugar que não passa avião.

Voz A:Igual balão, né?

Carioca:Os caras tão soltando uns balão também que é bizarro, velho.

irmãos Katoosh:É muito grande, cara, cê é louco.

Voz A:Bom, vamos agradecer a vocês aí pela presença. Obrigado, animar. Muito obrigado você aí que assistiu a gente.

Voz B:Sigam esses três malucos, moto, arroba dos cara aí, que agora do mar para o ar, agora de barco, de avião, daqui a pouco eles estão de esquimó, de cachorro puxando coisa, de bicho no morro, Alasca, Fiat, Maranhão 147.

Voz A:Arroba ocomandante no Instagram. Estão sempre fazendo conteúdo para você que curte aviação, para você que curte náutica.

Voz B:E patrocine a viagem desses meninos, vamos lá, tá faltando.

Voz A:Alô, galera aí das patrocínios, marcas, publicidade, chama.

Carioca:Tem canal no YouTube também, os Irmãos Cartucho, Comandante. Segue a gente lá, tem muita história, tem muita viagem.

irmãos Katoosh:E é só começando.

irmãos Katoosh:E daqui a pouco tem conteúdo nosso no Buscar o Cirro Zero do do Bola lá, do Bola, poderia ser também, né? O Bola vai fazer uma travessia com a gente de Catu, ele já tá ali na cortina, ele tá curtindo.

Voz A:Eu toco lá um dia, conhecer em Pae, né?

irmãos Katoosh:Mas quem é que vai conhecer a fábrica deles lá?

Voz A:Você vai curtir, porque minha agenda, cara, não tô brincando não, eu tô completamente—

Carioca:Ô Carioca, uma pergunta antes da gente encerrar: se um dia a gente tiver na cidade para fazer show, a gente consegue 'Pode dar uma entradinha ali?

Voz A:Eu tenho que comprar o ingresso.' Claro que você me chama, pelo amor de Deus, você é meu convidado VIP, obviamente.

Carioca:Ah, William, não chora não, mano.

Voz A:Se um dia, se você for de Silvio pra Florianópolis, quiser dar uma carona, eu aceito.

Voz B:Trocamos, beleza.

Voz A:Ah, uma quinta ou uma sexta, 'Ó, sexta eu vou pra Florianópolis, você vai?' Ou perguntar se você tá voltando, quer voltar. É, domingo eu volto, segunda, se você tiver pela área lá.

Voz B:Bonanza não é qualquer coisa, ele fala qualquer coisa.

Voz A:Vou começar a ficar igual meus filhos. Amanhã teremos uma lenda aqui, bola.

Voz B:Puta, amanhã é verdade, lenda, verdade.

Voz E:Quem?

Voz B:Júnior Baiano, da medalhinha para cima, né?

Voz A:Da medalhinha para cima. Teremos o Júnior Baiano e o Fred Hing aqui. Vamos falar de Copa do Mundo, que o bicho tá pegando.

Carioca:Aí eles vão saber falar.

Voz A:0 a 0 e o Senegal quase fez um gol aqui, cara, tá dando trabalho, sacou? Copa aí, favorito, amigo. É, a galera tá jogando bola. Vamos nessa, gordinho! Até amanhã, amanhã estamos de volta ao vivo.

Voz B:Abraço, beijo no mundo, valeu, valeu, obrigado!