EP 773 - DU MENESES
Du Meneses é jornalista e apresentador da ESPN, reconhecido pelo seu carisma na cobertura esportiva e seus bordões de sucesso. Com forte bagagem no rádio e na TV, virou referência na cobertura de grandes clubes. Hoje, ele faz sucesso unindo informação e as famosas "resenhas" dos bastidores do futebol.
- Análise de Jogadores e Números HistóricosComparativo Messi vs. Cristiano Ronaldo · O legado de Pelé e Maradona · A Copa de 1994 como marco pessoal · A Copa de 2002 e o futebol vistoso · A Copa de 1982 e a decepção · A Copa de 2006 e o 'Quadrado Mágico' · A Copa de 2010 e a eliminação
- Neymar: Marketing vs. HabilidadeA convocação de Neymar para a Copa · Neymar como marca e negócio · A dependência da seleção brasileira em Neymar · Recuperação física e possível papel na Copa · A influência de Neymar na seleção
- Seleção BrasileiraA falta de laterais e meias no Brasil · O trabalho de base do Palmeiras · O papel de Endrick e outros jovens talentos · A importância de jogadores com 'sangue no olho' · A necessidade de um 'gênio' em cada setor
- Ego e desempenho no futebolRomário, Viola e Túlio como exemplos · O papel da imprensa nas provocações · Rafinha e a ousadia nas declarações · Diferenças entre o futebol do Rio e São Paulo
- Carreira e Experiência de Lucas GodoyCobertura de Copas do Mundo · Trabalho na ESPN · O poder do futebol como celebração global · A evolução do futebol e a globalização
- Geopolítica e futebolNaturalização de jogadores · A influência da Nike e a marca Jordan na camisa da seleção · A evolução do futebol para um negócio global
- Admiração por ídolosA admiração por Romário e Zinho · A importância de jogadores como Pelé e Garrincha · A memória afetiva das Copas do Mundo
- Jornalismo EsportivoDiferenças entre a imprensa do Rio e São Paulo · A abordagem mais lúdica do futebol no Rio · A abordagem mais severa e ranzinza em São Paulo
- Apostas e jogos de azarAposta de Du Meneses em fazer cabelo cascão · Aposta de Bola em se vestir de Ancelotti · Aposta de Carioca em se pintar de dourado · Promessa de doação de Marcão
- Formação base desenvolvimento jogadores futebolO trabalho do Palmeiras com a base · O aproveitamento de jovens talentos · Endrick, Estevão e outros jogadores da base
- O jogo de 7x1 contra a Alemanha em 2014A humilhação do Brasil contra a Alemanha · A reação dos jogadores brasileiros · A Alemanha jogando bonito
- O Jogo e a Arte do GolfeA experiência de Bruno em Utah · O trabalho com carrinhos de golfe · O ingresso para a Copa do Mundo
Voz B:É isso aí, fala, cambada!
Voz C:Cabelos desgranhados.
Voz B:Começar Copa do Mundo, boleto. Daqui a pouquinho vai começar a Copa, mas antes de começar a Copa, você tá com a gente, a gente encerra E você vê a Copa, pode ser? Boa, muito que bem. Estamos aqui para falar de Copa do Mundo, seleção brasileira. O Hexa vem?
Voz C:Será?
Voz B:Será?
Voz C:Será?
Voz B:Temos aqui essa fera do Menezes da ESPN, muito querido amigo.
Du Meneses:Bela camiseta, maravilhosa, porque ela sintetiza o que é, o que são os últimos craques, né, que tem. Ó, isso aqui de 94, Ronaldo, fenômeno bem jovem, Romário, só os fera mesmo. Final do Depois, 2002 foi campeão. Mas uma alegria imensa estar aqui com vocês, vocês sabem o quanto eu amo vocês.
Voz C:Obrigado, a alegria é toda nossa, irmão.
Du Meneses:De verdade, cara.
Voz C:Saiba disso.
Du Meneses:E vamos contar muita história aqui, resenha, você que está esperando a Copa do Mundo chegar.
Voz B:E se quiser entrar aí na plataforma para você participar com seu telefone, dê sua opinião, o Hexa vem ou não?
Voz C:Liga pra nós e manda um superchat.
Voz B:Pode botar um chat aí, pode botar a enquete aí, sabe? O Hexa vem ou o Hexa não vem? Vamos ver como é que tá o sentimento popular, meu querido Domenezes. Domenezes, já vamos abrir com isso, o Hexa vem ou não?
Du Meneses:Olha, Carioca, eu tenho total confiança que o Brasil vai fazer uma boa Copa do Mundo. Agora, eu acho que o Hexa vem. Eu tô falando isso e eu quero que façam até corte, porque eu não tenho— o negócio do corte, o cara às vezes tem medo do corte. Eu não. Nessa coisa do Hexa, eu não tenho medo, porque eu já vislumbro aqui, ô Bola e Carioca, eu no trio, eu vou estar no trio do Hexa. Eu, Léo Santana, que pediu pro Antelotti a convocação do Neymar, O Thiaguinho vai também. Thiaguinho me ligou, eu quero ir nesse trio. Eu, vai estar liberado. É o Txelo, o Txelo, eu chamo de Txelo, né? O Txelo com bonecinho para trás, tomando aquele belo charuto dele. E o Neymar. Mas nós vamos ser extra, cara, porque assim, eu acho que o futebol brasileiro, nesse momento, a seleção brasileira, eu acho que primeiro eu vou recorrer às últimas situações. É, com o Brasil sempre foi campeão quando teve muito Tá coisa atribulada.
Voz C:Quase não vai.
Du Meneses:Aí fala: "Pô, cara, esse time é uma desgraça." Aí quase não vai, quase não vai, vai, vai, vai. Em 94, que podia ser a primeira vez que o Brasil ia ficar fora de uma Copa do Mundo classificado na Copa.
Voz B:Sim, Zagallo e Parreira, aquela treta. Romário, Farias.
Du Meneses:E aí em 2002 o Brasil também vai, vai, não vai, vai. Tá classificado e aí bate campeão.
Voz B:E 2002 teve a polêmica do Ronaldo, né?
Du Meneses:Sim, se levam no joelho, tá podre, tá bichado.
Voz C:A mesma coisa que o Neymar agora.
Du Meneses:Então, e aí eu acho que o Brasil tem um técnico que é o Ancelotti. O fato de terem renovado com ele pra segurar ele, ó, você tá garantido pra próxima Copa, talvez traga uma leveza pro cara.
Voz C:Dá para eu fazer um pouco de magia.
Du Meneses:E eu acho que Copa do Mundo é muito acertar o time. Se a gente for olhar os caras que são favoritos, você vai falar da França, da Espanha, que tem uma molecada muito boa.
Voz C:A França também, só falam de França e Espanha.
Du Meneses:Mas aí depois vem a segunda prateleira, que eu acho que tem, em minha opinião, tá, Portugal você pode colocar. Aí você não vai ter mais Argentina. Eu brinco lá no programa, fala Argentina tá velha, porque na verdade é a mesma seleção Só que 4 anos depois ela tem um outro jogador ali colocando.
Voz B:Então eu acho que aquele meia deles é muito bom. De Paul.
Du Meneses:De Paul, mas ele já era da última Copa, né?
Voz B:Caralho, mas esse cara joga muito. Mas esse cara joga muito. Ele lembra o Simeone.
Du Meneses:É, na Copa América eu tava...
Voz B:Pô, esse cara jogou pra caralho na Copa América.
Voz C:Segunda prateleira, Argentina.
Du Meneses:Na segunda prateleira eu acho que tá Argentina, Portugal. Aí os caras podem... Você pode até botar Inglaterra ali como uma... E o Brasil, cara, não tem, não vai fugir muito.
Voz B:A Holanda não tá na Copa?
Du Meneses:A Holanda tá, mas eu acho que a Holanda... A Holanda tá com um grande problema do meio pra frente. O Memphis Depay é a grande esperança deles, mas o Memphis quase não foi, o Memphis se recuperou de contusão.
Voz C:Ontem eu tava vendo o Filipão falando, ele falou que uma surpresa que pode ser, que ninguém espera, é o Japão.
Du Meneses:É, eu tava falando nos bastidores aqui, eles tão com o time acertadinho, ganhou alguns amistosos importantes aí recentemente, então pode ser que tenha surpresa. Outros caras tão falando muito da Holanda.
Voz B:Qual foi aquele time que surpreendeu na Copa passada lá? Marrocos. Marrocos, né?
Du Meneses:Os cara ficaram doidos lá no Qatar.
Voz C:Não perdeu nenhum jogo.
Du Meneses:É lá no Qatar, os caras ficaram doidos, é que eu tava lá e eles começaram a avançar, avançar, avançar, avançar, e foram chegando e chegaram. Você sabe que essa história da de quase não foi? É, tem duas histórias de bastidores engraçadas das seleções quase não foram. Em 93, a seleção brasileira ela não vai, ela fica batendo na trave, precisava ganhar do Uruguai, não podia perder do Uruguai, no Maraca. E aí chamam o Romário, né, o Parreira, não É, o povo.
Voz B:Brasil obrigou.
Du Meneses:E o Romário fala: "Eu fiquei só esperando que a hora que começou a apertar, os cara: 'Vamo ligar pro Romário'." E o Romário é muito amigo do Ricardo Rocha. E o Ricardo Rocha falou pra mim que ele chegou e falou assim: "Aê, voltei, hein?" Isso no treino antes do jogo do Uruguai. Aí ele falou: "Anota o que eu vou te falar. Quem me tirou da seleção foi o Zagallo." Zagallo tinha brigado com ele e tal. "Não vai com a minha cara." Aí ele falou assim: "Fica vendo o que eu vou fazer amanhã." "Eu vou dar uma caneta, um chapéu, vou marcar 2 gols e vou lá falar com o Zagallo, vou trocar uma ideia com o Zagallo." Nossa, velho. Começa o jogo, ele pum, dá uma caneta. Aí eu olho pro Ricardo, caneta já foi, isso no Maracanã.
Voz C:Agora o chapéuzinho.
Du Meneses:Daqui a pouco, pum, sombreirinho. Aí ele olhou, aí desce pro intervalo, 0x0. Aí o Ricardo fala assim: "E os gols?" Ele falou: "Aguarde um segundo, vou fazer os 2 gols agora no segundo tempo." Ele volta, mete aquele gol de cabeça e depois o drible que ele vai e volta. Quando ele faz o segundo gol, o Ricardo Rocha começa a se aproximar do banco e fala assim: "Esse cara é gênio, já meteu dois gols no chapéu, minha careta. A hora que apitar, ele vai vir direto no Zico." Aí tem a cena que quando apita o jogo, todo mundo vai comemorando. O Romário, acho que saiu andando, esqueceu. O Romário não ia fazer aquilo. O Ricardo sai correndo e dá um abraço nele: "Vamos comemorar, vamos comemorar, esquece o homem, nós estamos na Copa." E ele sai. E aí é engraçadíssimo porque o Romário falou que ia dar caneta, o chapéu nos dois gols, e foi lá e fez, cara. Eu acho que isso é um pouco do espírito.
Voz B:Mas o Romário era...
Du Meneses:O Romário era uma bomba.
Voz B:Tinha dois jogadores que eram muito assim, tinha mais, tinha o Viola aqui em São Paulo.
Voz C:Mas espera um pouquinho, não tá comparando o Viola com o Romário.
Voz B:Não, não, não tô dizendo sobre futebol, tô falando sobre a característica de provocar.
Voz C:Ah, de provocação não tenha dúvida.
Voz B:Por exemplo, o Túlio. Era delicioso.
Voz C:O Túlio provocava demais.
Voz B:Botava fogo em Flamengo, vai encher aquela porra. Aí, rapaziada do Flamengo, vocês podem encher o estádio, mas amanhã vou botar vocês pra chorar, vou guardar dois.
Du Meneses:Ele mandava lá no Rio de Janeiro, mandava no Globo Esporte, meu irmão. No Rio de Janeiro teve disputa de quem era o rei do Rio, era Renato, Romário e Túlio.
Voz C:Eu lembro que teve uma matéria com um coroa, o cara.
Du Meneses:E aí o Túlio mete gol no clássico e vai na, olha que coisa maravilhosa, isso que eu falo que sinto falta isso. Ele pega o repórter, vai com ele no carro, o carro e ele vai dirigindo, ele fala: "Vamos na frente da casa do Renato." Fica buzinando: "Pê, pê, pê, sai aí, Renato!" E aí?
Voz C:Isso não tem mais, né, meu irmão?
Du Meneses:Não tem mais, cara.
Voz B:Mas você não acha que é também por causa da violência?
Du Meneses:Mas eu acho.
Voz B:Das torcidas e tal, né?
Voz C:Naquela época não era tão violenta.
Voz B:Sim, mas hoje tem as redes sociais que controla, MP, aí fica essa porra. Pô, os cara aí dá uma merda, tá vendo? Você que causou isso aí.
Voz C:Foi provocar, é.
Du Meneses:Então, o último que fez assim, embora isso eu sinto falta, eu acho que também é um pouco culpa da imprensa. A imprensa, o cara vai lá, dá uma entrevista fera. Pô, o cara desafiou, aí todo mundo fica: "Ih, isso não é legal." Cara, ele tá sujeito... Eu acho que quando o jogador fala, ele tem que estar sujeito a aguentar, segurar a bronca. Se ganhar, ele vai ser gênio. Se perder, os caras vão pegar ele. O último que foi, que falou assim mais abertamente, foi o Rafinha, que falou: "Nós vamos pegar a Argentina e vamos amassar a Argentina." Foi mesmo. Pô, os cara deve ter passado em looping a frase dele.
Voz C:Ah lá, passou direto. Nós vamos amassar aí, gol da Argentina.
Du Meneses:4, acho que a Argentina ganhou de 4 a 1, 4 a 0.
Voz C:Ele foi expulso, não foi?
Du Meneses:É, os cara foram pra cima dele. Mas enfim, eu gosto, mas eu prefiro jogador que fala, que vai lá e faz.
Voz C:Tipo o Machinho.
Du Meneses:É, mas eu acho que sim, também vai lá, fala e tenta se garantir em campo. Porque eu também prefiro um cara que vai lá e se coloca em risco do que o cara que vai lá meio que acomodadão, tá no grupo, ah, legal, se ganhar, ganha o grupo. Acho que precisa ter um pouco de personalidade também.
Voz C:Essa é a tua Copa, que número, irmão?
Du Meneses:Ixi, ó, trabalhando, porque eu fiz a Copa de 2002, foi a primeira, quando eu trabalhava na Rádio Globo, eu era produtor, a gente trabalhou na Copa. Qual Copa? 2002, Japão e Coreia.
Voz B:Mas in loco, você trabalhou aqui?
Du Meneses:Não, trabalhei aqui, na Rádio Globo aqui de São Paulo. E aí em 2006, Alemanha. Então 2002, 2006, 2010. Aí 2014 eu fiz in loco, foi no Brasil obviamente. 2018 não fui. E 2022 eu fui, Catar eu fui. Então in loco eu fiz duas Copas e além das coberturas aqui. Essa aqui eu vou ficar, você tava me perguntando se eu não—
Voz C:Você vai pros Estados Unidos ou não?
Du Meneses:Então, tava entre—
Voz B:Acho que não, né? Ele tá aqui, vai começar a Copa daqui a pouco.
Du Meneses:Mas tinha uma chance. Na verdade tava entre eu e o Neymar, né? O Txelote, fiquei esperando a lista do Neymar. Aí o Txelote falou: "Vou apostar no Neymar." Aí eu falei: "Ah, Txelote..." "Deixa eu ver o Neymar." Aí ele levou o Neymar. Mas eu tinha ainda uma esperança, que era estar na pré-lista, que é os 55. Não tava também. Aí eu fui, mas assim, a gente... A ESPN vai fazer a cobertura daqui e com ajuda do pessoal de lá.
Voz C:Vai fazer bem bacana, hein?
Du Meneses:Isso, porque vai ser a cobertura dos jogos, pré-jogo, pós-jogo. Então teremos o Resenha direto lá dos Estados Unidos. Os programas pré e pós, muitos vão, eu vou fazer ali do Futebol Show, que é o que eu apresento das 1 às 3 da tarde. Aliás, todo dia assistam lá. E aí bota o Tica do lado assim, aí põe aquele zoom lá, né?
Voz B:Pode ver.
Voz C:Um olho no peixe, outro no gato.
Du Meneses:Exatamente, que é muito legal. E aí vai ser bem bacana assim da gente cobrir. Mas lá no Catar eu fui, Copa do Mundo é legal, né? Porque você encontra várias culturas ali.
Voz B:É, Copa do Mundo eu acho que é o auge da celebração. Olimpíada e Copa, né?
Du Meneses:É, mas você vê que é engraçado, Olimpíada é reunião de vários esportes, a Copa é só futebol. É o poder do futebol, né? É, o futebol é alucinante.
Voz B:E é legal isso acontecer nos Estados Unidos, porque os caras vão falar porra, né? E México, né?
Voz C:Canadá e México.
Voz B:Que porra, eu acho isso uma puta bosta, né?
Du Meneses:Em 3 lugares. Eu também não penso que vai ter uma Copa que vai ter mais de um lugar. A próxima é Marrocos, Espanha e Portugal, se não falha a memória. E abertura, alguns jogos vão ter um jogo ou 2 no um no Uruguai e outro na Argentina, para homenagear o centenário da Copa do Mundo.
Voz C:Os cabeças duras vai ser no Uruguai.
Du Meneses:É, e aí abre lá uma pessoa.
Voz B:Ah, eu achei isso uma merda. Então, o gostoso da Copa é viver, por exemplo, eu tenho uma memória afetiva muito grande com a Copa de 90, que foi na Itália assim, aí mostrava a Itália, mostrava os lugares, você vive um pouco a experiência do país assim, a cultura, acho que é uma forma de promover o país muito legal a Copa do Mundo, né? Aí fica essa porra aí, cada hora no lugar, perde um pouco essa essência. Pô, essa Copa foi para Copa do Brasil da Espanha, Copa de 82, Copa de 70 do México. Eu acho que é muito legal quando ela é aqui, é, vai criando, né?
Voz C:Você sabe se o Brasil joga no Canadá e no México?
Du Meneses:Não, Brasil só joga nos Estados Unidos, só Estados Unidos. E sabe o que você falou? Tem uma diferença. Por exemplo, quando tem uma Copa num país continental, o Brasil, Brasil também, a Copa de 14, muitas viagens longas. Estados Unidos, Canadá e México também são países gigantescos. É difícil, cara, não tá, pô, vou jogar aqui, daqui. Eu fiz a Copa do Catar, eu tava lá em 22, era como assim, você pega quem é de São Paulo, de Jundiaí a Guarulhos, você tinha tudo ali. Então você via, dava tempo, tanto é que os cara fizeram uma matéria de um jogo para o outro. No Catar a gente conseguia se locomover muito, é claro que tinha o trânsito, mas Cê tinha tudo no indoor ali, no circuito. Então ajudava muito. E aí muda um pouco a característica. E olha que no Qatar não podia beber.
Voz B:Não podia beber, só nas processos.
Du Meneses:O Rabin não bebeu. O Rabin aconteceu, é, o Rabin na verdade, eu acho que o Rabin extravasou em alegria.
Voz B:Eu acho que o bom, vamos, vamos, ele fez uma cagada tão grande que deu problema com o Israel.
Du Meneses:Foi mesmo?
Voz C:Não sabia disso.
Voz B:Foi acionado para buscar o cara, tipo nesse nível chegou a dar um alerta, que ele é judeu, né? E aí alguém aqui acionou que ele tava preso lá, e é uma puta treta dos caras.
Voz C:Eu lembro que ele mandou recado: você viu, o Rabin tá sendo preso. E o bicho, eu já botei na hora no Instagram, chiclete na boca. Puta merda, bicho.
Du Meneses:É, na verdade, lá era assim, muito controlado e tudo, né? Porque também é o jeito lá do Catar, né?
Voz C:Mas é, e aí ele fez uma Copa do Mundo num país que não pode beber, é esquisito, né, irmão? Então, mas a torcida do mundo inteiro, mas aí podia preencher o caneco, lógico.
Voz B:Então foi uma Copa estranha, eu achei, sabia?
Du Meneses:Sobretudo que a gente não ganhou, eu fiquei péssimo, juro por Deus.
Voz B:Lógico, eu fiquei, todo mundo ficou péssimo.
Du Meneses:Se você quer brasileiro e torce pra Argentina, você tá totalmente equivocado.
Voz C:Mas quem quer brasileiro e torce pra Argentina?
Du Meneses:Tem um monte. Um monte de gente.
Voz C:Torce pra Argentina.
Voz B:Põe camisa e o caralho.
Du Meneses:Põe camisa. Aí, sabe o que eu ouvi um dia? Que lindo, Messi coroado, campeão.
Voz C:Merece.
Du Meneses:Ele merece. Ah não, o Neymar não merece. O Brasil não merece. Você quer o Messi. É capaz do cara virar agora e falar assim: que o Argentina tem que ser bicampeão.
Voz B:Bi não, vai ser tri, né?
Du Meneses:Não, sim, mas agora na sequência, né?
Voz B:Já é tri, tetra.
Du Meneses:E na sequência, bicampeão. Ai, se a Argentina ganhar de novo, que legal, o Messi merece. Você acha que lá em Buenos Aires tem quantas camisas do Brasil andando lá? O Neymar merece, hein? O Casemiro merece. Então para de torcer para Argentina. Eu acho que todo mundo tem o direito de escolher para quem torcer, mas não torça para Argentina. Isso aí, olha, aí o cara torce lá para Argentina.
Voz B:É Palestina com Israel, não dá, não combina, não orna.
Du Meneses:Argentina, o cara foi lá para Ah, torce pro Messi, aí é difícil. Mas eu fiquei secando a Argentina na Copa, toda minha entrada ali.
Voz C:Demais.
Du Meneses:É, porque assim, quando a Argentina perdeu, aliás é um...
Voz C:Ela começou perdendo, né?
Du Meneses:Começou perdendo, da Arábia.
Voz B:Então, eu falei: "Foi pro saco já." E eu tava no estádio, eu falei: "Agora desabou, desabou." Eu trabalhei na Copa aqui do Brasil que eles perderam na final.
Du Meneses:Que delícia.
Voz B:Aquilo eu torci contra. É, então aí eu fui... Ainda saí do estádio pra gozar os cara aí, eles queriam me bater, que delícia.
Du Meneses:Então, eu tive dois atos que eu... Talvez eu acho que eu que ajudei eles a ganhar. Porque o que aconteceu? Quando eles perdem da Arábia, eu pego um mexicano e falo pra ele: "Imita o Chaves." E aí eu entro ao vivo com ele: "Olha, a Argentina perdeu." Tava no mesmo grupo do México. O México pegava a Argentina. Aí eu falei: "Olha, perderam. Vamos, ô, que dó." Aí ele: "Pi, pi, pi, pi, pi, pi." E eu ao vivo: "Pi, pi, pi, pi, pi." Zoando pra caramba os caras. Daqui a pouco, a Argentina começou assim a engrenar. E eu lembro que teve um... Nesse jogo da Arábia, eu fiz um link Mas assim, me arrisquei, porque é difícil. Eu ainda era repórter, eu peguei ao vivo os caras saindo, um silêncio. Tamo aqui ao vivo, e eu querendo rir pra caramba. O que que aconteceu? O que passou? O que passou? Os cara, que passou?
Voz C:Passou os cara bravo.
Du Meneses:Aí eu fiz uns 3 minutinhos ali e saí. Acho que esses dois caras— Mas você sabe que os cara contam que o Messi e o Di Maria que conseguiram mexer naquela seleção. Quando a Argentina é campeã, tudo começa aqui na Copa América, um ano antes, que é aquela bola que quica na frente do Renan Lodge, ela cai, o Di Maria faz o gol no Maracanã, quando a Argentina é campeã da Copa América. Eu tava atrás do gol, a bola veio vindo, cogitei entrar pra imaginar, ia ser uma coisa maravilhosa. Mas ia perder o emprego.
Voz B:Não, você não ia perder o emprego, você ia perder a eternidade do futebol.
Voz C:Eu cogitei.
Voz B:Você não ia trabalhar em lugar nenhum e não ia ter credencial de lugar nenhum mais.
Voz C:Mas eu sou o cara mais famoso do mundo.
Du Meneses:É, mas acho que talvez assim não.
Voz B:Não, mas numa final de Copa No final de Copa do Mundo, eu acho que tem um lance desse aí no interior, engraçado, já viu? Do Gandula que salva, os caras vão enfiar porrada.
Voz C:É muito bom.
Du Meneses:Aí a bola veio, eu falei: "Vai entrar e vai gol." Ali começa, porque aí eles começam a se ajeitar. Você falou do depôs, os caras começaram a marcar e começaram a jogar em torno do Messi, né, cara? Porque o Messi, nessa Copa, ele meio que ficava fingindo de morto, ia pro cantinho. Aí eles botaram lá o Julian Álvarez pra correr pra caramba, os caras ali. E ele de boinha. Aí eu olhei para o meu câmera lá, falei assim: esse baixinho ninguém pega, porque é só dar uma porrada nele, mas não acha ele, porque ele é muito inteligente. Então ele puxava e ele vinha correndo, ele fez um monte de gol assim com os caras para abrir espaço, seleção em torno dele. Mas tô torcendo muito para agora.
Voz B:É, e tá forte Argentina?
Du Meneses:Então é um outro time, você vê que eles continuam jogando em torno do Messi, mas o Messi também não tá, o Messi é 4 anos depois, né?
Voz B:O Messi tá quantos anos? 40 já?
Du Meneses:Quantos anos tem o Messi? Uns 38.
Voz C:É, 40 e pouco.
Voz B:Filho da puta, ainda já ganha.
Du Meneses:Mas isso aí é culpa do Messi ter jogado tanto assim, é que ele conviveu com Ronaldinho Gaúcho, né? Quando ele surge no Barcelona.
Voz B:É legal, no documentário eu vi.
Du Meneses:E tem uma história maravilhosa, o Deco me contou. O Deco falou pra mim, o Messi, o Deco me contou duas histórias, uma do Cristiano e uma do Messi, que me marcaram. A do Messi, que ele jogou com os dois, né? Seleção portuguesa, o Cristiano. E o Messi no Barça. Como o Messi era molequinho, o Messi... Os caras falavam assim: "Tem um moleque aí na base que tá jogando pra cacete." Tá arrebentando. Aí, um dia, o Ronaldinho, os caras, o Deco foram olhar. "Meu Deus do céu!" E ele... Parecia videogame. Aí subiram ele. Quando ele chegou profissional, Ronaldinho, Deco, aquele Barça jogava pra caramba e era bom fora de campo também. Aquela festa maravilhosa. E o Messi, molequinho, que achou que ele era... "Vou andar com as águias aqui." Com os top, né, irmão?
Voz C:"Vou andar com os cobra." Lógico, né?
Du Meneses:O Deco e o Ronaldinho: "Pô, vem, vamos, vamos." Só que aí o Deco falou assim: "Meu, o moleque é muito bom. Nós já estamos da metade pro fim na carreira. O moleque tá começando." "Nós vamos estragar o bicho." "O moleque joga pra caramba." Aí o Messi queria andar com eles. Aí, disse que o Deco falou pra ele: "Olha só, você joga muito, joga bem, mas passarinho que acompanha morcego acorda de ponta-cabeça." Eu vou te ensinar uma coisa.
Voz C:Não tenha dúvida.
Du Meneses:Vem com nós na festa, mas vai ter uma hora que vai despertar, vai tocar meu despertador aqui. Pipipipi. A hora que tocar, você tem que sair. Aí a festa era das 10 até as 4 da manhã. Dava 1:30, pipipi, aí Messi, Messi: "Não, não quero ir embora, não." "Vai, vai, vai, vai ter que ir embora, vai embora." E eles falavam pra ele: "Vai dormir." E aí ele gostava muito de andar com os caras, porque ele pegava a malandragem ali dos dribles, tal, o jeito, e os caras cuidavam dele também. Ronaldinho, Deco, pegaram muito ele pra se meter.
Voz B:Até que o primeiro gol dele é assistência do Ronaldo. Ronaldo que dá a jogada pra ele fazer. Exatamente. E alegria de ver a carinha, né, de celebrar ali.
Du Meneses:É, e ele era molequinho, né, cara. Ele tava com o Ronaldinho Gaúcho, que foi um gênio também. Cara, que absurdo, moleque, né? Tô com o Ronaldinho, né? Então isso foi muito legal de ver assim. Mas o Messi ainda, eu prefiro o Messi do que o Cristiano. Pra mim o Messi é mais jogador que o Cristiano. Jogador, né? Atleta, o Cristiano. É, por exemplo, o Cristiano, cara.
Voz C:Você já ouviu uma história do Cristiano, não é?
Du Meneses:O Deco, O Cristiano começa a servir a seleção portuguesa. Olha como é a cabeça do Cristiano Ronaldo, tamanha dedicação e profissionalismo a ser atleta. Ele pegou e foi um dia na concentração, os caras fizeram um campeonato de tênis de mesa, de ping-pong, entre os jogadores de Portugal. Hoje inimaginável, porque hoje os caras só andam com celular, né? Ninguém vai fazer isso. E os caras lá, pum, pum, jogando. E o Cristiano começou a tomar um cacete atrás do outro, perder de todo mundo. Aí o Cristiano Ronaldo foi embora, jogou. Na outra data FIFA, um mês e meio depois, o Cristiano veio e falou: vamos fazer aquele campeonato de pingue-pongue. Ganhou de todo mundo. Aí os cara: que que aconteceu? Aí o Deco, conversando com a família dele, a esposa do Cristiano, falou assim: sabe o que ele fez? Ele contratou um professor de pingue-pongue para ficar treinando, tá aqui, eu preciso ganhar dos cara lá na concentração.
Voz B:Olha que cara maluco, competitivo pra caralho, e opcionalmente aprender a jogar.
Du Meneses:O Deco falou: cara, ele é louco, meu.
Voz B:É sobrenatural, né?
Voz C:Natural. Que coisa!
Voz B:É, mas assim, é perceptível a diferença de um futebol para o outro. O Messi é um futebol muito mais vistoso, né? O Cristiano Ronaldo, você vê que ele é muito foda, mas é muito esforço, né?
Du Meneses:Não, e ele é atleta, né, Carioca? Você viu que o cara, o corpo dele, deve ser chato. Acho que Cristiano tem 41, né?
Voz C:Pô, 41.
Voz B:Quantas bolas de ouro tem?
Du Meneses:4?
Voz B:É 5. E o Messi, 6, né? Eu acho que tem uma bola de ouro a mais, não tem?
Du Meneses:Cristiano Ronaldo, 8.
Voz B:Vou dar uma olhada aqui, cara. Mas assim, não é um pouco de exagero, não?
Voz C:Do quê?
Voz B:De 8 bolas de ouro?
Du Meneses:A última bola de ouro do Messi, nem ele concorda, foi a que deram a bola de ouro para ele. Acho que nem foi pegar, porque ele falou assim, ó, Obrigado, fiquei muito contente. Mas acho que teve gente que chegou uma hora que os caras começaram a—
Voz B:não, virou muito essa polarização. Cristiano, o Rivaldo, o próprio Neymar.
Du Meneses:Então o Neymar tem o azar, entre aspas, de conviver com esses caras, né, de concorrer com os caras.
Voz B:Mas eu acho que o Neymar merecia pelo menos no mínimo aí umas duas bolas de ouro, no mínimo, no mínimo.
Du Meneses:No mínimo, o Neymar de 2014, 15 ali, é brincadeira.
Voz B:Não, no mínimo duas bolas de ouro, no mínimo.
Du Meneses:É um cara da terceira, terceiro colegial jogando com esses caras.
Voz B:É que assim, o Neymar, eu não sei se eu tô falando besteira, mas o Neymar, essa votação é entre os jogadores e técnico, certo? O Neymar, ele mudou a história do futebol. Sim, em relação ao quê? Marca. O Neymar não é um jogador de futebol, Neymar é uma marca. Ele elevou o nome dele como se fosse uma entidade.
Voz C:Por quê?
Voz B:Porque o companheiro dele ganhava 15 vezes menos que ele. Ele transformou uma boutique e os ganhos dele são avassaladores perto dos outros. Então isso meio que gera uma antipatia dos outros, entendeu?
Voz C:A Masukata jogando bola, que mundo?
Voz B:Não, mas essa votação é entre os jogadores, não é?
Voz C:Tá bom, entendi.
Voz B:Não, mas gera aí, jornalista, gera, gera.
Du Meneses:Não, e eu acho que tem um detalhe que é o seguinte: ficou muito, primeiro que o Cristiano e o Messi jogaram e jogam absurdamente, que jogam, pra mim eles estão na mesma, pra mim é, você vai ter uma discussão qual é o melhor jogador de todos os tempos, você vai inevitavelmente citar os caras, você vai falar dos caras.
Voz B:Pelé, Maradona.
Du Meneses:Pelé é muito maior que o Maradona, já começamos errado.
Voz C:Pelé não conta, não é o concurso.
Du Meneses:Aí você vai falar Maradona, Messi, Pelé, Maradona, Messi, Cristiano, e o Neymar, você vai Tem outros cracaços do Brasil. Teve Ronaldo Fenômeno, que pra mim é prateleira desses caras.
Voz C:Eu sou fã do Gaúcho demais.
Voz B:O Ronaldinho Gaúcho, que ganhou uma Bola de Ouro, né?
Du Meneses:Mas você vê, Carioca, que o caso do Neymar, você via desde molequinho. Eu cobri aquele Santos de 2010, era brincadeira, parecia que era um ET jogando aqui. Porque ele driblava os caras, o cara caía. Era meio desconcertante, era meio vexatório, cara. Acho que o cara pedia, pelo amor de Deus, não faz mais isso aí, não vem. Porque o cara, então, ele começou, ele teve um nível muito alto. Por isso que eu acho que a galera, eu gosto muito do Neymar, eu defendi o Neymar indo para essa Copa, porque eu acho que o Neymar é o único jogador diferente que essa seleção tem tecnicamente. Você fala, pô, esse cara é acima dos outros. É uma pena que ele tenha se lesionado tanto. Você vê que as Copas ele jogou machucado, tudo fudido. Aquela ajoelhada, 18 tinha um negócio do metatarso, em 22 eu tava lá, você Eu olhava ele mais maduro, porque acho que ele aprendeu muito com aquela coisa, né, que foi criticado. Mas ele é um cara obstinado, assim. O Carioca falou, é verdade. Ele começou a entender o que ele representa desde muito cedo. Que eu acho que o Messi não tem. O Messi, ele entende depois, porque ele é um fenômeno. O Cristiano, eu acho que eles começaram a jogar e depois viraram a marca. O Neymar, não. Já é uma marca desde muito pequeno, né?
Voz B:É, não, e o modelo de negócio Neymar, você vendo assim, se assusta. O pai dele foi muito empreendedor assim. O Neymar, ele se colocou meio na onda que o Ronaldo meio que abriu isso, entendeu? Só que o Neymar foi mais advanced, entendeu? Ele foi mais, tipo, pegou aquela coisa do Ronaldo, daquela coisa da imagem, e transformou num puta negócio. Neymar lança condomínio, Neymar lança, não, tudo, porra. Ele usa o name right.
Voz C:O Hard Rock é deles, da Praia Grande.
Du Meneses:Ah, é?
Voz C:Da família.
Voz B:Não, mas eu não tô falando só do restaurante. Não, eu não tô falando do restaurante, dos negócios. Tô falando da marca.
Du Meneses:Ah, sim.
Voz B:Ele como marca, ele é muito mais marca. Muito se discute, né? Ele é muito mais marca. Ele aparece muito mais como o cara da festa, o cara do hype da molecada. Transcendeu o futebol dele, ficou meio que no segundo plano. Pelo menos é o que a imprensa fala. Pode ver, a imprensa sempre pega no pé do Neymar. Nunca "Ah, dá a moral realmente que ele merece." Por quê? "Não, mas o Neymar, ele é o cara da festa, ele tem filho fora do casamento, ele tem filha que não sei o quê, ele tá na balada, ele faz as festas do Neymar." Ele traiu a mulher. Aí ele faz o navio, aí ele faz... Ele criou um ambiente, Neymar, ele meio que protagonizou, entendeu? A seleção, a "Neymar Dependência", entendeu? Então, isso acabou atrapalhando ele. Nesse ponto, dentre os colegas e o meio, né, que é todo meio cooperado.
Du Meneses:Você sabe que os jogadores gostam muito dele. Eu nunca vi um jogador—
Voz B:Eu percebi na Bola de Ouro.
Du Meneses:Não, não, não, os jogadores da seleção brasileira. Sim, mas os que conhece, então, porque ele criou a galera que convive, ele virou um ídolo. É, a galera não convive com ele, gosta muito, mas muito assim, tipo, tanto é que os caras começaram: ah, o Neymar nessa Copa, será que não vai atrapalhar o ambiente? Ele não atrapalha nenhum ambiente. Os caras gostam dele. O que eu acho que muitos jogadores ficaram "Ah, pô, o Neymar, quando que o Neymar volta?" E a gente... É muito isso de cada jogador, entendeu? O caso do Neymar, eu acho que o Neymar, ele agrega... Como eu acho que ele vai agregar na questão do... Você vê que ele já tá diferente, ele tá mais focado, porque a informação que vem é que ele tá treinando 2, 3 períodos pra recuperar logo. Ele quer jogar. E ele talvez... Eu tenho, assim, quase que certeza, posso queimar minha língua, que ele vai ter a maturidade de entender que: "Pô, não quero atrapalhar os caras, eu vou ajudar. Se eu precisar entrar..." 20 minutos eu vou entrar e vou ficar no meu, sabe? Ele vai entender porque ele também quer ser campeão do mundo.
Voz C:Você acha que ele joga com Haiti?
Du Meneses:Então, eu acho que sim. Haiti, segundo jogo, segundo jogo tem a possibilidade.
Voz B:E aí, como é que tá a recuperação dele?
Voz C:Você tem informação?
Du Meneses:Agora ele já fez a ressonância, teve evolução.
Voz B:Tá tocando na bola ou não ainda?
Du Meneses:Não, ainda não, nesse exato momento não.
Voz B:Ele tá treinando, é só fazendo, na verdade, a parte é reforço muscular, correndo pelo menos.
Du Meneses:Então Pelo que eles falam, porque é muito essa, essa, esse departamento médico da seleção é muito transparente. Os caras tão falando, né? Teve a polêmica de, ah, o Santos não quis dizer que tinha lesão, no Brasil não teve, ali foi uma coisa meio que desencontro de informação. E aí os caras devem ter pensado, bom, vamos levar ele, né?
Voz B:Temos que agradecer ao quarto árbitro, porque se ele joga ali, a panturrilha dele é mais, é, sabe a história do que ele saiu do jogo?
Voz C:Errado. Ah, viu, viu, viu, viu, salvou ele. É isso que salvou, senão ia foder de vez, ia estourar de vez.
Du Meneses:E aí, na ânsia de querer mostrar que tava recuperado, talvez ele ficasse o jogo todo e ia atrapalhar mais.
Voz B:Então olha como é que Deus opera às vezes na vida do cara. Pode ser uma coisa, se o cara ganhar a Copa, esse episódio vai para história, vai, né?
Du Meneses:Exatamente, um erro do árbitro, um erro que ele ficou louco.
Voz B:Às vezes Deus mostra coisas para gente que a gente não aceita, mas é o destino. É louco isso, né?
Du Meneses:E você falou da figura do Neymar. Uma vez eu fui dar entrevista, a repórter me perguntou: se você fosse o Neymar? Aí eu falei: olha, se eu fosse o Neymar e tivesse vivo, já seria uma grande vitória. Vocês querem que ele jogue? Ou roleta ou rango.
Voz C:Irmão, eu tô com você. Se eu fosse o Neymar e eu tivesse vivo... É que eu falo, eu não sei como algum que viveu muito o Maradona, velho. Eu vi o documentário do cara, eu fiquei assustado.
Voz B:Maradona é bizarro, velho. Maradona era amigo da gente.
Voz C:A gente é uns bosta.
Du Meneses:O Maradona já era uma loucura. O Neymar, imagina, cara.
Voz C:Se eu tivesse vivo, isso é maravilhoso. Se eu fosse o Neymar e eu tivesse vivo, eu já seria uma vitória.
Du Meneses:Puta que pariu. Uma vitória. Eu pessoalmente falo, aquele time de 2010 tinha o André Balada, né? Agora eu posso falar que foi ele.
Voz B:Que era amigo do Neymar na época do Santos.
Du Meneses:Que eu era repórter na época e cobria lá. E aí um dia a gente tava encostado assim, ó, conversando lá no CT. Ele falou: Edu, que coisa maravilhosa, cara, o time tá voando. Neymar, Ganso, porra, nós estamos voando. E outra coisa, fora de campo então, nossa, fomos numa festa agora, nossa, uma festa cheia de artista, pô, no rooftop, uma festa maravilhosa. Aí fui em outra festa agora, eu, Neymar e o Ganso, meu Deus do céu, coisa linda, maravilhosa. Edu, nós estamos voando. Ele falou: inclusive "Oi, gente, sábado vai ter show do Exalta Samba, Tiaguinho mandou mensagem." Pô, vai ser maravilhoso, é Péricles, Tiaguinho, show. Aí eu falei: "Mô, André, vocês vão jogar domingo, sábado vocês vão estar concentrado." Ele: "É por isso que eu falo, esse negócio de futebol tá atrapalhando minha vida." O cara joga. Eu acho que tem uma hora, você vai ver que os cara é... Esse negócio deles...
Voz C:O mundo estraga, né, mô?
Voz B:É, porque pro cara é ter que trabalhar, né? Eu conheço um jogador, será que eu cito o nome?
Voz C:Não sei, melhor não, senão vocês vão achar que eu tenho má cara, não, pô.
Voz B:Que isso eu vivi, eu vivi, eu posso testemunhar, testemunhar ocular. Ele jogava no time chamado Corinthians e a gente tava no auge, época da Pecato, eram dois. Os dois, aí a balada, o jogo era quinta e domingo ia ter o jogo no Rio. Então, e o jogo de quinta era na Vila Belmiro e o jogo de domingo no Rio. Então quer dizer, o time saía, concentrou para Vila Belmiro, da Vila Belmiro já é direto para o Rio, não ia voltar para ir no sábado, não, concentrado. Cara, tô na balada, o cara manda mensagem, falou assim: deixa no esquema. Aí eu falei: mas tu não vai pro Rio? Aí ele: relaxa, deixa no esquema, só não deixa muito a galera me ver. Você consegue o acesso? Eu falei: consigo. Tá bom, cara, mas eu acho que tá fazendo cagada. Não, não, não, tá foda. Falei: tá bom. Dito e feito, aparece um, foi expulso no jogo da Vila, e o outro tomou terceiro amarelo já para não jogar domingo, entendeu? Avisaram antes do jogo.
Voz C:Eu tenho isso também, aí o jogador também, mesma coisa, é, tô andando em Campo de Jordão uma sexta-feira, é o mesmo, é o mesmo, é o mesmo, tá lá encostadinho assim. Eu falei, caramba, ele tinha ido no pânico tipo 10 dias antes. O irmão, ô bola, cara! Aí eu falei, pô, não tem jogo domingo? Não, tomei o terceiro amarelo, fica tranquilo. É, vamos farrear. Eu falei, vamos embora, cara.
Voz B:E dá lição de moral hoje, na lição de moral. Não, mas vocês têm que pensar assim, não, mas aí eu assim, mas viver é bom também. Então, claro, o cara não pode só querer jogar bola, né, pô. Tem um episódio desse cara também que eu nunca mais vou me esquecer. Gente boa, que ele mandou a 'Eu vou chutar fora do estádio num pênalti só para foder o treinador.' Falei: 'Porra, um outro jogador.' Falei: 'Não, tu não vai fazer isso.' Odiando uma decisão do técnico.
Du Meneses:O Carioca tá dando muitas dicas, todo mundo já está matando quem é a pessoa.
Voz B:Você já matou? Eu já, mas eu não vou falar. Escreve aqui no teclado para mim então, escreve no teclado do seu celular. Deixa eu ver se você acertou.
Voz C:Vamos ver se o Du tá bom.
Voz B:Vamos ver se o Du tá bom. Sim, claro.
Voz C:Óbvio, matou.
Du Meneses:Se me der R$100, eu falo, mas é um figura, é barato do porra.
Voz B:Mas que era foda, é.
Du Meneses:Mas eu acho que o grande, né, então, mas enfim, era um figura, mas tá aí e tá tudo bem.
Voz C:Eu acho, né, tudo bem.
Voz B:Vamos falar de Copa, vai, tamo no clima da Copa, vamos foder os cara.
Du Meneses:Pode, pode, pode. Você falou pra gente quebrar essas aqui só pra eu lembrar, senão eu vou esquecer. A gente tá falando de Copa, eu fui semana passada dar entrevista no programa do Vampeta, que pô, eu amo o Vampeta. O Vampeta é maravilhoso. Aliás, ele parou uma vez a Jovem Pan, né? Jovem Pan tava em festa.
Voz B:Tava em festa, sim.
Voz C:Aniversário de Vampeta.
Du Meneses:Aniversário de Vampeta. Eu lembro, eu lembro.
Voz B:E aí, ah, maravilhoso.
Voz C:Igor que o diga.
Voz B:Isso é maravilhoso.
Du Meneses:Aí eu fui dar entrevista pro Vampeta agora, semana passada, E a gente foi na Rede Ronaldo. E aí o Ronaldo: "Pô, que legal, né, cara? Pô, eu nunca tinha ido na Rede Ronaldo." E era o Ronald que cuida, eu fiquei muito feliz. "Pô, tá muito legal a Rede Ronaldo." E teve aquele moleque, gente boa, né? Gente boa demais.
Voz C:Puta merda.
Du Meneses:E aí o Vamp falou: "Pô, vamos conhecer o escritório e tal." Aí tava o produtor dele. Aí ele falou: "Vamos na sala do Ronaldo lá, do Ronald." Aí ele abriu a porta, tava a Copa do Mundo. Assim. Num canto da mesa. E a FIFA mandou réplicas da Copa do Mundo dando moral pros caras que foram campeões. Então, a Copa do Mundo mesmo é uma réplica oficial da FIFA, toda banhada a ouro e tal. E quando você vira, tá escrito o nome da pessoa e o título dela. Então, Ronaldo Nazário, 94, 2002. Aí eu olhei, caramba, que linda, né? Aí o Vampeta tava junto com o produtor, aí falou assim, o produtor falou: "Não, ele deixa bonito aí, muito legal." Aí eu falei: "Ô, Vamp, você ganhou uma também?" Ele falou: "Ganhei." Aí eu falei: "Cadê a sua?" Ele falou: "Então, quando eu recebi, eu achei esquisito, um pacote pesado. Aí eu levei tudo pro bar, aí foi a vó abrindo assim, eu falei: 'Ah, pega esse pacote aí pro amigo meu, abre isso aí que eu não sei nem o que que é'." Aí ele falou que tava ele mais uns 3 amigos bebendo num bar na Vila Maria." Aí disse que a hora que o cara abriu, falou: "Porra, Vampi, é uma taça!" Aí a taça da Copa, aí ele: "O Ronaldo, mó cuidadoso, deixou nesse vidrinho e tal." "Sabe o que eu fiz com a minha?" Eu falei: "O quê?" "Ah, mandei o pessoal lá, os bêbados, tudo tirar foto, levantava a taça." "É, como? Imagina, compadre!" Eu falei: "Vampi, você é doido?" Ele começou a ligar: "Vem aqui que a Copa tá aqui." Aí os caras começaram a fazer fila pra tirar foto com a taça. O negócio é da fita oficial. E ele falou, cara, eu logo dei pro povo, que o povo tem que ver.
Voz B:Mas onde tá isso? Tá com ele? Pensei que ele tinha deixado no boteco.
Du Meneses:Ele deixou os caras tirarem foto. Tirou foto, tira foto aí, todo mundo tira foto, pega aí na tela, que é uma taça.
Voz C:Eu, se eu tivesse, mas o Vampeta era banco também, vamos falar, mas tava lá, mas tava lá.
Du Meneses:Ué, é, o Vampeta foi importante naquela seleção porque eu acho que aí nós não estamos falando de Copa do Mundo, Às vezes não é só o cara que joga, o cara que não joga ele ajuda a manter o ambiente. Você viu o Ricardo Rocha, 94, em 2002 o Vampeta também é um cara importante. É mesmo? É, porque por exemplo, o Vampeta ele joga bem as eliminatórias, foi um puta jogador, né?
Voz B:A gente não, maravilhoso, puta volante, puta volante.
Du Meneses:Hoje que os cara fala de box to box, de lá para cá, fazia. O Vampeta faz aqueles gols no Morumbi contra Argentina, que Brasil eliminatórios, Brasil ganha Então ele jogou muito, ele é maravilhoso, muito bom. E o Vampeta não era titular, mas ele segurava os caras, ia conversando. Tem até uma história curiosa que o Edilson, o Júnior, o Edilson Capetinha, o Júnior e o Luizão andavam muito com o Vampeta. E o Juninho baiano, o Edilson baiano, e Luizão amigão dele do Corinthians. O Luizão entrou num jogo e jogou bem, e aí falou para um dia assim, Vampeta, deixa eu te contar "Vampeta, será que eu vou jogar o próximo jogo?" Aí ele: "Quê? No lugar de quem?" Do Ronaldo Fenômeno. Ele falou: "Não, não, senta aqui que o preço é a mesma coisa, nós vamos ganhar o mesmo prêmio. Fica quietinho, não te mudo." E aí diz que tem um treino lá e o Edilson tá sentado assim do lado do Vampeta e fala: "Olha lá, como é que nós vamos ganhar a Copa? Olha lá o tamanho do Ronaldo, Ronaldo tá gordo." Aí diz que tem um treino, o Ronaldo, treino de finalização, a bola vem, o Ronaldo puta golaço na forquilha, plim, no ângulo. Aí o Vampeta olha pra ele, aí o Edilson: "Eu falei que ele tava gordo, não que ele é ruim não." Eu falei que ele tava gordo, muito. Aí ele fica quietinho, mas é bom de bola, fica quietinho. Então esses caras ajudam a segurar. Então ele sabia, por exemplo, não cria o tumulto e você consegue segurar. Eu acho que nessa seleção também tem caras, por isso que o Ancelotti levou, acho que o Ancelotti levou uns caras aí que já disputaram Copa. Então acho que vai chegar nos caras e meio, ó, vai acontecer isso. Você vê que é uma base da última Copa do Mundo, foi a primeira vez na história em que repetiram mais nomes de uma Copa para outra. É essa daqui agora. Ah, é? Então acho que pode ajudar com o ambiente de rádio, televisão.
Voz C:E o Hendrick, irmão, é banco ou tem chance de jogar?
Du Meneses:O que que você acha? Vou te falar, se der oportunidade dessa seleção, eu falei no programa, vou repetir aqui. Eu acho que, por exemplo, se você pegar, com todo o respeito que temos que ter, a Rafinha e Vini Júnior que são protagonistas nos clubes deles, estão falando de Barcelona e Real Madrid, tira eles do clube, vamos falar do Rafinha e do Vini Jr. em seleção brasileira. Eu acho que o Hendrik causa mais conexão com a torcida do que o Vini e o Rafinha. O Hendrik é um menino que eu conheci na época de repórter lá no Palmeiras, o pai dele trabalhava no CT A história dele é muito bonita. O Douglas, que é um cara, sabe, super humilde. E ele mostrava vídeo do Hendrik. Olha o que meu filho fez. Eu lembro que eu estacionava o carro no CT e era muito legal de ver aquele todo orgulhoso. Vem, vem, olha o que ele fez agora na base. E você já via um menino diferente. O Hendrik tem uma coisa que eu acho que pode agregar muito a essa seleção brasileira, que é o sangue no olho, a vontade de vencer. Não que os outros não tenham, mas sabe aquela coisa de...
Voz C:Mas ele tem mais, né?
Du Meneses:É, sabe aquela coisa meio... Vamos, sabe, vamos lá, vamos pegar, dá para jogar. Porque eu acho que como os cara convive com muito respeito, eu acho que o Rafinha e o Vini, eu tô torcendo muito para eles ganharem essa Copa.
Voz B:Cara, eu não gosto do Rafinha, posso falar? O Vini eu gosto, acho que o Vini é bom, mas o Rafinha, caralho, velho, esse cara nunca, eu nunca vi uma apresentação desse cara na seleção, uma, uma, caralho, para ele ser titular. Pô, no último jogo ele fez 2 golaços e deu, serviu, jogou para caralho. Primeiro tempo jogou para caralho, não jogou?
Du Meneses:Mas eu acho que é para mamar, pô.
Voz B:Não importa, não importa.
Du Meneses:Não tava jogando com ninguém, né?
Voz B:A seleção brasileira não joga nem com Panamá, entendeu?
Du Meneses:Eu vou, eu vou entrar nessa do Rafinha só para te falar do Hendrick. Eu, se eu sou o Ancelotti, eu dou mais minutos ao Hendrick, tá? Eu gostaria de ver o Hendrick titular da seleção brasileira em alguns momentos, até não sei se ganha posição Porque eu acho que o Hendrik, ele tem um olhar para essa Copa do Mundo de— você vê que até o Casemiro falou assim, às vezes ele superação, passa um pouco. Não é que passa um pouco, eu acho que ele quer ganhar. Sabe aquela coisa de vamos lá, vamos lá? E é um moleque, eu acho que a próxima Copa do Mundo nós vamos ter ele, o Estevão, Rayan. Esse menino Rayan também é outro, posso?
Voz B:É o Rayan do Vasco. Então, mas sabe o que que o Hendrik passa para a gente? Vamos lá. Por que que o brasileiro gosta do Hendrick? E particularmente, ele tem uma característica foda: ele é campeão. Ele é campeão. Tem caras que são nascidos para ser campeão. Vou dar um exemplo: ele tinha 15 anos, ganhou a porra da Copa São Paulo, despontou ali, cara. Botou o cara no Palmeiras, o cara Aquele Campeonato Brasileiro último, ele foi campeão.
Du Meneses:Palmeiras e Botafogo, lembra do jogo? Ele botou a bola debaixo do braço.
Voz B:Não, ele, aquele, aquela reta final que ele era banco, que o Português nunca colocava ele. Inclusive até aquele jogo contra o Boca que o Palmeiras colocar, ele segurou. Não, e quando ele entrou, ele incendiou o jogo. Então assim, é aquele moleque, ele é o tipo, é a persona, ele tem um perfil do campeão. É, então o Hendrik, ele é um jogador onde ele vai, ele ganha. Então ele não aceita a derrota. Sim. Então acho que é por isso que a gente gosta dele, entendeu?
Voz C:Mas no lugar de quem?
Du Meneses:Pois é, sabe o que eu faria? Por exemplo, eu acho que ele pode ser uma referência ali onde tá jogando. O meu ataque, eu montaria, por exemplo, se com o Neymar eu colocaria 3 volantes e o Neymar na frente. Acho que a posição do Neymar é aquela de armador para ele pifar os caras. Vai ter que ter paciência com o Neymar, como o cara é série, ele quer resolver lá, quer pegar a bola no volante, quer atacar. O Neymar de armador, eu jogaria. Agora, sem o Neymar, esquece o Neymar, vamos pensar no Neymar do segundo tempo. Eu colocaria o time com o Casemiro, Bruno Guimarães. Eu acho até que o Danilo, que joga no Botafogo, jogou no Palmeiras, pode crescer muito nessa Copa e entrar ali nessa vaga, de repente no lugar do Paquetá, ou enfim. E eu colocaria o Vini, o Rafinha e o Hendrick. Eu acho que ele pode, só que ele vai virar banco, eu tenho certeza. Mas, Carioca, dessa vez, diferente da última Copa, por que que eu acho que essa Copa aqui tá melhor que a outra, apesar de um monte de contusões? Porque nessa tem alternativa e tem cara no banco fazendo assim: se piscar, eu tiro o seu lugar. O próprio Igor Thiago, calma lá, Luiz Henrique, Luiz Henrique também.
Voz B:Então a nossa seleção, ela é boa do meio para frente. Eu não gosto muito dos meias do Brasil não, vou te jogar real lá, ó.
Du Meneses:Você não gosta do Bruno Guimarães? Eu gosto, acho ele bom jogador.
Voz B:A gente é rival do Neymar, irmão.
Du Meneses:Ah não, mas o Bruno não tem armadura. Eu acho que você tá falando dos armadores, né, que hoje tá jogando Paquetá.
Voz B:O Brasil não tem, é, o Paquetá é uma esperancinha, mas não é o cara. A gente é o rival do cara.
Du Meneses:É, mas não vai ter mais, acho que nenhum desses, entendeu?
Voz B:Aí você olha assim, você fala, pô, o ataque tá do caralho. Ou os 3 atacantes. Agora, a composição, Casemiro, que é um cara de estabilidade ali, um volante meio ofensivo também, um cara até que se bobear ele tá armando.
Du Meneses:Casemiro também chega madeira, tem que ter um cara para pegar, para dar um—
Voz B:quem que tá com ele? Eu nem sei quem.
Du Meneses:Casemiro e Bruno Guimarães estão jogando, tá?
Voz B:Aí o Bruno, é, e o Paquetá é banco.
Du Meneses:Paquetá tava jogando como referência ali agora.
Voz C:Nós já temos um time titular para o primeiro jogo aí ou não?
Voz B:O que que você acredita? Vai dar escalação aí pra gente.
Voz C:Brasil e Marrocos.
Du Meneses:Qual a ideia do Antelotti? Não a minha, tá? Ele deve colocar o Alisson. Na lateral direita eu acho que ele vai pôr o Ibanez, que é um zagueiro que tá—
Voz B:improvisou, improvisou. Que é aquele cara que joga com a meia arriada.
Du Meneses:É, o Ibanez é o zagueiro que é meio desengonçado, bem estranho aquele cara.
Voz B:Ele lembra o Josimar assim.
Du Meneses:Então é, pode ver o Ibanez, aí o Gabriel Magalhães e o Magalhães e o Marquinhos e o Douglas Santos.
Voz B:Gabriel Magalhães vai ser o zagueiro?
Du Meneses:Douglas Santos.
Voz B:Gabriel Magalhães e Douglas Santos na lateral esquerda. Quem que é esse Douglas Santos?
Du Meneses:Ele, o Douglas Santos, ele jogou pouco tempo assim, ele é negociado. Douglas Santos, ele ganha na verdade as laterais. Tem uma coisa engraçada lá, quantos passaram? Acho que são 14 laterais, 10 laterais passaram nesse ciclo de Copa do Mundo e não achamos nenhum.
Voz B:Pode, Roberto Carlos.
Du Meneses:Fábio Santos, que é meu parceiro lá da ESPN, trabalha com a gente. Nós estávamos no Futebol Show agora, ontem, falando sobre por que não tem lateral. Ele me falou uma coisa que eu falei, cara, é verdade. Ele falou, sabe por que não tem lateral, Edu? Porque não tem o 10 e o 9 mais. Falei, por quê? Não tem mais o armador. Essa figura do Rivaldo, do Alex, do Djalminha, o Zico, o 10, não tem. Porque hoje são volantes.
Voz B:Mas o futebol argentino resgatou isso. Não, não, futebol não sempre teve o 10. A escola argentina, aquele maluco que o próprio Messi, ele é um atacante, mas ele anda pelo meio, ele arma, pega o Almada do Botafogo. Tanto é que quando a gente tem que ter 10, tá aí, boa, obrigado, obrigado.
Du Meneses:Tanto é que quando a gente precisa ter o 10, a gente no futebol brasileiro vai buscar na Argentina. Aí não tem o centroavante. E aí o Fabinho falou, Edu, lateral hoje ele virou um zagueiro, que não passa mais do meio de campo, ele não tem a função de ir lá e cruzar uma bola. Você viu o Jorginho, lateral direito, O Cafu, eles iam lá, o Roberto Carlos.
Voz B:Mas não era um outro futebol também?
Du Meneses:Então, mas aí, carioca, sem o centroavante, por que que o lateral vai ter que ficar passando toda hora? Não precisa cruzar a bola lá, o ponta já tá lá, tem um ponta ali. Então tá jogando com esses caras abertos assim.
Voz B:Qual é a formação do Zanetti?
Du Meneses:Vamos lá, aí tem no meio de campo o Casemiro.
Voz B:Mas quem que é esse lateral esquerdo? Ele joga onde?
Du Meneses:O Zanetti, né, junto com o Luiz Henrique. É, e ele assim, eu acho ele bom jogador, mas é Ele tá ali inclusive, a carinha dele. E aí você tem, eu gosto desse aqui, mas ele não é brasileiro.
Voz B:Eu adoro esse lateral do Palmeiras, cara.
Du Meneses:Ah, o Piqueires?
Voz B:Puta que pariu, esse cara é muito bom. Se ele fosse brasileiro, se machucou, Palmeiras sentiu muita ausência, caralho. Esse cara podia ser nosso, né? Puta lateral esquerdo bom para caralho.
Du Meneses:Por exemplo, se o Arrascaeta fosse brasileiro, jogava essa Copa aí, não tem uma camisa 10.
Voz B:Então É o que eu tô te falando, a gente não tem esse jogador.
Du Meneses:Então a gente não tem. E aí ele falou disso aí, ó, no meio de campo ele deve colocar o Bruno Guimarães, o Casemiro, e aí a tendência é que o Paquetá jogue ou o Matheus Cunha na armação ali de jogada. Aí ele vai colocar, não sou eu, tá, a cabeça do Ancelotti, Vini Júnior, Rafinha. E aí tem uma dúvida em relação ao Luiz Henrique, eu até o próprio Mateus Cunha. Então Luiz Henrique, Mateus Cunha e Paquetá disputam duas vagas na cabeça do Ancelotti. Ele vai de 4-3-3, é 4-3-3 lá na frente, com esse centroavante às vezes voltando fazer um 4-4-2 ali, que é essa figura aí do Mateus Cunha, que pode jogar no meio.
Voz B:Não vai ter o centroavante, um cara que joga onde?
Du Meneses:O Mateus Cunha joga na Inglaterra, no Manchester United.
Voz C:E o artilheiro lá, não é?
Du Meneses:Não, o artilheiro é o Igor Thiago.
Voz B:Segundo tempo lá e tratorou lá no Panamá.
Du Meneses:Eu vou te falar, sabe o que eu gostei do Thiago? Na hora do pênalti, pegou a bola, quero bater, porque vários na hora do pênalti não, deixa eu falar, vamos ver quem vai bater. Bate você, bate você, entendeu? Então eu gostei dessa seleção, mas não vai mudar muito. Você vê que os nomes que tem, carioca, se você for fazer enquete no chat, não vai ter um ou outro tal, mas Goleiro, tinha dúvida. Eu acho que goleiro e as laterais são os lugares mais, sim, complicados para o Brasil, né? Porque o Alisson e o Ederson— Alisson tá voltando de contusão, Ederson não tá bem na Turquia, e o Everton, goleiro, foi convocado pela experiência que tem. Eu gosto do Everton, eu gosto.
Voz B:Mas eu achei, cara, quer ver, não é porque eu sou clubista não, né? Não, desses 3 goleiros aí, o John é melhor do que os 3.
Du Meneses:Tava entre os cotados.
Voz B:O John, o Bento, Hugo Souza e o Carlos Miguel, tenho certeza que dos 4, o John, cara, o John, ele é bom para caralho, que ele me lembra o Dida, sabe lá onde? Na frieza. O goleiro tem que ser frio.
Voz C:E Botafogo tem um goleiro bom que leva de—
Voz B:não, mas agora tá complicado, tá complicado, tá sem dinheiro, tá sem tudo, tá sem dono, tá um inferno. Textor falou que não vai mais, mas tem um cara que comprou, tem um Ficar mais um pouco então, mas o John, o John não é porque eu sou botafoguense não, mas cara, difícil ter um goleiro que erra muito pouco assim, sabe sair do gol, é um puta goleiro, porra. Acho que ganhou uma liberta, né? O cara tem, você vê que a próxima, eu nem sei onde ele tá. Onde é que tá o John?
Du Meneses:O John tá no Northam Forest na Inglaterra. Sabe que tem um ponto interessante? É o Brasil para a próxima Copa do Mundo, ele já tem meio que a seleção formada. A galera não tá olhando para— primeiro que eu acho que o Antelotti tem que ganhar essa, não tem esse negócio de ai, vamos ver a próxima. Mas a próxima já tem uma boa base, ó. Só de goleiro tem Hugo Souza, que não foi do Corinthians, é, esse é bom, o John, o Bento, o Carlos Miguel. Quer ver, tem mais gente de goleiro, só de falando de goleiro, tá? E aí tem uma renovação, as coisas vão renovando. Goleiro, atacante, o Estevão não tá nessa, o Rodrigo vai jogar mais uma Copa.
Voz B:Mas o Estevão não tá porque tá machucado.
Du Meneses:Tá machucado. O Juninho também machucou, senão iria.
Voz B:O Estevão joga pra cacete, velho.
Du Meneses:Você tem vários caras que tão surgindo e que vão pra Copa do Brasil.
Voz B:Eu sei, mas o Brasil, o que me dá raiva é que o Brasil só produz atacante, caralho. Tá faltando, por exemplo, no nosso tempo, Roberto Carlos era um puta ídolo. Putaído, cara, o cara era rei no Real Madrid, lateral esquerdo. Pô, não tem mais jogador, outras peças de outras posições, Cafu. Sim, mas o Roberto Carlos era o cara assim e era um lateral esquerdo. Então acho que falta para o Brasil há muito tempo. Você não vê um jogador referência, você não falta atacante, um zagueiro. Tudo bem, o Marquinhos tem estabelecido bem, joga para caralho, mas não tem o que o Hendrick É, você concorda comigo? Não, esse punch nessa coisa, o cara que é do pênalti aqui no Brasil, o cara chorando, caralho. Capitão, não, mas não pode, não pode. O Dunga, você jamais vai ver o Dunga chorar, não vai, na posição que o cara tá. Então não seja capitão, irmão.
Voz C:O capitão, ele e o cabeleira que chorou pra caralho. Pô, esse chorou também, que eu tenho um voto.
Du Meneses:Você sabe que do 7x1 tem uma história boa? O Jô contou que os caras, 5x0 para a Alemanha, primeiro tempo, né? Aí deu volta do intervalo e o Felipão olha assim para o Jô, para os caras todos, ó, vou aquecer lá. Aí 5x0 para a Alemanha no Mineirão, os caras aquecendo atrás da placa. Vai fazer o quê? 5x0 para a Alemanha, já acabou. Aí diz que o Felipão olhava assim, 20 minutos, começou a olhar, aí diz que os cara baixava assim, fala Para esconder, para não entrar em campo. Eu não vou entrar nesse set. Sim, quase lógico, cara. O João falou que os cara ia só abaixar, não ia parar a aula. Olha, tá olhando, tá olhando, abaixava. Cadê os cara? Os cara não estão ali, os cara escondido. Os cara não foram aquecer.
Voz C:Lógico, velho, é óbvio.
Du Meneses:São situações aí que o cara vai ter que durante Copa do Mundo. Mas ali foi 7x1, Davi Luiz tava nessa, foi mais, pô.
Voz B:Não, Davi Luiz, o Davi Luiz bolou, ele pegou Eu tava atrás do gol aquele jogo. O Davi Luiz, ele achou que ele ia ser o cara que ia substituir o Neymar. É porque o Neymar machucou, não é a posição, mas ele fez gol na Copa, fazia, batia muita falta, cabeceava. Ele avançando que nem um louco aquele jogo, aí abria, entendeu? Cara, pega aquele jogo, eu tava no estádio, falando: que que o Davi Luiz tá fazendo lá, maluco? Eu acho que bateu, ele falou, bateu desespero, o cara deixa 'Vem comigo.' O cara sai correndo da zaga lá para frente toda hora.
Du Meneses:Eu vou te falar, tem que agradecer muito os caras da Alemanha, que eles tiraram o pé.
Voz B:Tiraram o pé, mas aqueles caras jogavam bonito, hein? Eu lembro que a bola chega, aquele filho da puta daquele, aquele meio, meio uca ali que jogava no Real Madrid.
Voz C:Que joga bonito! Quer humilhar, manda uns 3 assim.
Voz B:É esse cara batia na bola assim, ó, ele fazia assim, a bola fazia assim e no pé do cara, da puta que ele os pariu. Eu falei, mano, esse cara joga para caralho, né, meu?
Du Meneses:Mas eu acho que eles foram fazendo, e aí tanto é que você vê que a partir do quarto gol eles meio que estão constrangidos. Então ele faz meio um gol assim, putz, meu, você não comemora muito, né? Não, eu lembro desse jogo, tava tão fácil, o cara foi pegar uma água no começo do jogo, já tá 2x0.
Voz C:Eu falei disso, lembra? A gente tava em reunião na casa do Emílio, uma terça-feira, aí 1x0, 2x0, 3x0, falei: bicho, que vergonha. Eu saí, não sei fazer o quê. Hora que eu voltei, 4x0. Não, velho, não é possível. O cara, a hora que fez 5, eu parei de ver, eu falei: não vou nem ver mais essa bosta.
Du Meneses:Não, mas Copa do Mundo é difícil.
Voz C:Ah, mas pô, Eu quero um pouquinho, mas não para tanto, para 7, irmão. 7 é vergonhoso, não. 7 é para fechar o time e não voltar nunca mais.
Du Meneses:Eu acho que o 7x1, aliás, o Flávio tava aqui, falou que o dia mais feliz. Flávio, você é doido, Flávio! Seu dia mais feliz da vida foi o 7x1, Flávio!
Voz B:Mas o Flávio sempre foi antes, pô, sempre foi antes.
Du Meneses:Legal que ele ainda fez assim, pergunta, não é, Vanderlei? Não foi nosso dia, Vanderlei? Não, acho que deixa eu falar. O Vanderlei dá uma segurada, eu acho que deu muito.
Voz B:Mas o Flávio Prado sempre foi antes, porra, sempre foi, sempre foi, desde sempre reclama. Porque assim, aí o time tá bom, pode ver esses caras que são antes seleção, aí o time tá bom, aí eles vão para os dirigentes, é, não é, eles têm que, eles têm que fuder de alguma forma, é o prazer do cara.
Du Meneses:É, então, mas não tem que falar do time.
Voz B:Aí o time jogando no Brasil em 2002, cara, eu me recordo, esse cara, aquele Juca que fura, aquele Zé Ruela. Ah, Zé Ruela, pra mim é Zé Ruela. Aí o cara fala assim: "É, mas aí o Ricardo Teixeira, que não sei o quê, daí fez isso e..." Porra, cara, deixa pro tabloide de polícia resolver isso. Essa é a diferença da imprensa do Rio pra São Paulo. Eu sempre, eu constatei isso quando eu vim trabalhar aqui. O Rio de Janeiro, e ele, por mais que seja um lugar extremamente violento, o futebol não é. Você reparou?
Du Meneses:Não, é mais lúdico lá.
Voz B:Isso é verdade mesmo. Mas isso sabe por quê? Por causa da imprensa. A imprensa esportiva do Rio, ela trata futebol como espetáculo. O Maraca lotado, que festa bonita! Hoje é dia de samba, futebol. O futebol no Rio é um evento, bola, porra. Maracanã tem meio a meio, já fui lá ver jogo. Maracanã tem meio a meio. Se você for naquela intermediária, tem tricolor e flamenguista um do lado do outro. Até hoje tem, no Rio tem. Então assim, é uma coisa cultural aí. Por quê? Porque a imprensa carioca, crônica esportiva carioca, ela trata o futebol Futebol nas quatro linhas. Tem os maletas, mas é muito mais contemplativo. Bota musiquinha de festa, samba, então tá muito ligado a: pô, vamos pra praia, mas hoje tem um Mengão, hoje tem um Fogão, hoje tem... Sabe, é uma coisa... Aqui não. Aqui é guerra. A imprensa, é o dirigente, é o técnico. Ah, é muito... Você vai jogar uma pelada, velho. Véio, no Rio, jogou uma pelada no Rio? Já jogou uma pelada aqui?
Du Meneses:É, aqui é mais pegado.
Voz B:Lá é pelado, aqui não. Aqui os caras dão carrinho, voadora. Eu ia jogar bola, eu parei. Eu jogava bola no Rio peladinha, pô. Tava aqui jogando um futebolzinho, tamo divertindo. Aqui os cara gritando, dando porrada e voadora. Eu falei, mano, que porra de pelada é essa aqui, cara?
Du Meneses:Que porra aqui?
Voz B:Os cara vem pra quebrar. É um futebol futebolzinho.
Du Meneses:Mas tem cara que leva muito a sério.
Voz B:Não, aqui em São Paulo o futebol é diferente demais do Rio.
Du Meneses:Esses dias eu perdi um pênalti numa pelada e eu falei: pessoal, agora eu sei como é que se sente Zico, Bádio. Mesma coisa.
Voz B:Não, é sério, cara. Faz 27 anos que eu tô aqui. Eu chegava aqui para jogar bola com os cara, agora eu entendo, pô. Um carrinho lá de baixo, na minhas pernas. Eu falei: que isso, brother? Não, é para, pô, Falei: que isso, cara, é um futebolzinho.
Voz C:Aqui é mais pegado mesmo, é.
Voz B:Não, então assim, mas eu acho que a imprensa, a crônica paulista, ela é responsável.
Voz C:É mais nervosa.
Voz B:Ela é muito, trata o futebol como uma coisa muito severa, mas mais ranzinza do que romântico, entendeu?
Du Meneses:É, tem a crítica, né, que eu acho que faz parte, mas é, enfim, eu acho que hoje tem assim, historicamente, a questão do Rio de Janeiro é só você Tem razão que é o futebol. Na verdade, eu acho que também tinha mais essa— eu, a gente acabou de citar aqui os caras que jogavam e faziam: ah, se você fizer o gol, vamos levar, vamos lá para praia, vamos não sei o quê, vamos fazer uma matéria assim e tal. Acho que compravam mais essa ideia, né? Mas enfim, eu acho que nessa Copa também tem um olhar mais de— eu acho que o Ancelotti, fator Ancelotti, vai dar uma blindada um pouco nessas coisas da crítica, porque você tem o melhor, um dos melhores técnicos do mundo, tá, na seleção brasileira. Ganhou tudo, ganhou tudo. O Txela não tá nem aí, é malandro, fuma vape, agora tá fumando no negócio. Só falei, é loucura, tá no meio do banco lá, ele tá lá. E aí, o que acontece? Ele, ele vai— eu acho que se você for pegar o Tite, é um baita treinador. Adoro o Tite, eu gosto dele. Nossa Senhora! Mas ele é vencedor.
Voz B:Não gosto.
Voz C:Ele deu uma negada no 7x1, né?
Du Meneses:Não, mas foi o Felipão no Não, o Tite quando ele foi na última Copa, foi das duas últimas, nos pênaltis ali, né? Mas eu acho que nessa vez, por exemplo, você pega o Felipão com história gigante, o Tite com história gigante, mas você tem o Ancelotti que é assim, o Ancelotti levou o Neymar, os cara, beleza, os cara começaram, não, mas tem que levar, tem que levar, o Ancelotti falou, não, vou levar o cara, acabou. Eu acho que o Ancelotti que levou o Neymar, eu acho que o Ancelotti, então concordo, não concordo, mesmo a gente não sabendo, eu não concordo.
Voz B:Quem levou? Você levaria o Neymar?
Du Meneses:O cara.
Voz B:Não, eu acho que quem levou, levar, tem uma conjuntura de fatores. A gente, a gente tem uma, existe uma inocência de que o treinador manda, entre aspas, sacou? Você acha que não tem uma cláusula contratual numa negociação em que, veja, ele sabe da importância, aquilo que eu te falei, que o cara criou uma marca Você acha que a Copa do Mundo, a FIFA não queria o Neymar? Não, para, tá entendendo? É claro, é um interesse muito maior.
Du Meneses:Para FIFA eu acho que não teve essa interferência, minha opinião, mas eu acho que para FIFA, cara, eu entendo que você tá falando, claro, eu entendo que você tá falando sobre os terceiros caras lá. Claro, pô, para FIFA, quando você olha a Copa do Mundo, quem que vai para o banner lá? Vai o Joãozinho ou vai o Neymar? Quem vai para o banner?
Voz B:O Cristiano, então é Mbappé, é esse cara, Messi, Neymar, Mbappé, os cara tem que ir para a Copa, irmão. O Neymar foi convocado machucado, machucado.
Du Meneses:Quando um jogador machucado não vai, não vai para Copa, teve essa interferência direta, irmão.
Voz B:Vamos lá, vou repetir, vou repetir. O Neymar foi convocado machucado, que não vai estar para o primeiro jogo. Isso não existe. Existe o quê? Negócio. Futebol é um negócio. A FIFA, CBF é um negócio. Fala assim: Lanchelot, quantos jogadores são convocados? 26, 25 você convoca. Esse aqui é, faz parte, tem que levar, tá? Tudo bem, se ele machucar a gente troca, bota outro. Mas a gente precisa do comercial. Não é o comercial, gente, é só ver a hora que o cara fala.
Du Meneses:Fala: "Neymar Tórnion!" Não, mas aí foi explosão.
Voz B:Então, mas é, eu acho, posso falar que tem uma visão?
Du Meneses:Primeiro, quem levou o Neymar, pouca gente fala, isso é informação em primeira mão, foi o Naldo Bene. O Naldo falou pra mim, garantiu que foi no... Vocês dão risada, o Naldo é meu vizinho de bairro. O Naldo falou pra mim: "Du, eu tô com uma ideia agora, o Antelotti..." O Naldo vai cantar disco do Michael Jackson. É uma pena que o Michael faleceu, né? Mas tava tudo certo, pô. O Ronaldo, ele chegou e falou assim, é Fratelli, né, o nome do restaurante na Barra? Eu não sei, sei lá, um restaurante da Barra lá. Diz que ele falou para o Antelotti, sei que você tá comendo, foi lá e falou, ó, vou levar o homem aí. E aí, coincidência, na semana seguinte ele convocou. Mas você sabe que o olhar do Antelotti, eu acho que tem uma coisa se o Ancelotti não leva o Neymar, eu levaria, tá?
Voz B:A bunda é toda dele. Aí, garotinho, ele rachou a bunda, tá ligado? Ele também não toma isso.
Du Meneses:Eu levaria, eu, Eduardo, eu já vou começar a ser assim, eu levaria o Neymar porque eu acho que ele é o único diferente, tecnicamente ele é bom, ele não está se recuperando, mas se ele tiver 100%, ele pode agregar à pressão, ponto. Agora, a lista, imagina se é o técnico, se é o Antelotti, fala assim: se eu não levo o Neymar, a pressão vem toda para mim e para esses caras. Com o Neymar eu divido a responsabilidade, eu não tô levando o Joãozinho, eu tô levando o Neymar, que causa esse furor do "ah, com o Neymar".
Voz C:Você que é um cara que entende das coisas, o Neymar vai chegar a estar 100%, irmão?
Du Meneses:Eu acho que, ô Bola, 100% ele nunca mais vai estar porque é difícil. Agora, ele vai vai estar recuperado. Eu acredito que ele vai se recuperar 100%.
Voz C:Vai jogar de boa.
Du Meneses:O que eu falo dessa coisa do 100%, que é interessante sua pergunta, porque a galera tem uma visão do Neymar, pô, o Neymar vai estar recuperado, é o Neymar de 2014, 15, que vai dar chapéu. Só que não é. Eu acho que você vê até que tecnicamente ele jogando no Santos, ele faz ali as jogadas, não é mais o Neymar, mas você vê que tem um talento ali. Agora, 100% fisicamente, ele vai estar certamente, vai estar apto. Eu acredito que ele vai estar, a seleção vai recuperar ele, mas precisa ver como ele vai se encaixar com esses caras, porque esse fator também do do Hendrick, do Rayan, dessa molecada jogando bem, meio que deu uma diminuída no furor, que era coisa de ter que botar o Neymar, tem que botar o Neymar. Agora acho que o Antelotti conseguiu. E o Neymar pode também ter uma outra função boa, Carioca, que é meio de blindar os caras. Desce primeiro do ônibus, vai lá, outro, bem, gente, aí câmera tá toda nos caras, tá toda no Neymar, os moleque deixa os moleque trabalharem, entendeu? E ele consegue, sabe, colaborar com isso. Mas eu entendo o que você tá falando sobre a marca, tá?
Voz B:Entendi o que você falou. Ué, você acha que eu— quem que manda no Angelotti? Quem que manda no Angelotti?
Du Meneses:A CBF.
Voz B:Fala assim, isso é— não, isso acho que é já na vinda, falar, ó, foi acertado lá atrás, falou assim, seguinte, esse cara, pra gente, você— a gente quer te dar autonomia total. Normal. Você pode convocar, você pode fazer o que você quiser, mas especificamente isso aqui é além. É uma coisa que patrocínio, negócio, não, que tem business, tem futebol. Então assim, dá uma atenção especial porque a gente precisa ter esse cara como—
Du Meneses:você sabe que não tem muito personagem, sabe que não tem muita interferência no futebol.
Voz B:A esperança Rapidinho, esperança dá muito dinheiro. Não tem muito, tá entendendo?
Du Meneses:Eu acho, sabe que hora favorável também o Neymarinho? Olha o quanto nós estamos falando aqui de Copa do Mundo, se o Neymar não vai, porra, é outra pegada.
Voz B:Quantos caras meteram dinheiro em comprando transmissão, patrocínio? O Neymar, ele traz a visibilidade, ele traz o interesse geral da seleção, né?
Voz C:A escalação de um dia para o outro ele ganhou 40.
Du Meneses:Então o boné da Red Bull, Copa do Mundo, eu também acho, porra, só eu também acho.
Voz B:Bola, bola, ele ganhou quanto?
Voz C:R$40 mil.
Voz B:Agora imagina quem tá por trás. É, então se o cara pagou R$40, imagina o quanto não vira, tá entendendo? Pra pagar R$40 é o que eu tô te falando, é um business, porra. Copa do Mundo é um business e um puta business, entendeu? É mundial, mundial, puta business. Então assim, como é que você não vai ter um cara que é conhecido no mundo inteiro, um dos mais conhecidos é Cristiano Ronaldo, Messi, Neymar?
Du Meneses:Então pra Copa a grana é muito, é os caras, lógico.
Voz B:É claro, lógico que é grana, é negócio, gente.
Du Meneses:Mas eu acho que ele acabou indo também por essa questão de dar responsabilidade. Acho que a leitura também.
Voz B:Então, união de fatores. Agora, nunca vi um jogador ser convocado machucado. Romário não foi por muito menos.
Du Meneses:É verdade, 98, e depois ele se recuperou, né?
Voz B:Romário não foi por muito menos.
Du Meneses:Mas você sabe que a história é verdade, que o Estevão tá bom. Então eu vi isso aí, eu vi isso aí. E olha, eu respeito muito todas as religiões, eu acho fantástico ele ter ido à igreja, ter falado lá, se pronunciado. E eu acho que ele falou até, pô, eu tô recuperando, mas Mas eu, assim, eu acho que o Estevão, jogador muito importante, eu não sei se a CBF abriria, alguém foi cortado, é, ele não tá na lista dos 55, ele não tá, não tá, porque ele já se machuca antes da lista de 55. Ah, mas essa lista dos 55, ela é obrigatória, é assim, ó, 55 jogadores são listados na pré-lista, não dá para trocar. Hoje nós estamos na quinta, amanhã, 24 horas antes do jogo, Jogo do Marrocos, você tem a última chance de mudar ou não. Então, se o cara se machucou no treino, Deus abençoe, ninguém vai se machucar, mas o cara se machuca, você tem a possibilidade de troca mediante o exame médico.
Voz C:Tipo, se o Neymar, vamos, exemplo, só hipoteticamente falando, daqui a 2 jogos se machuca feio, aí não tem, não tem como fazer.
Du Meneses:E aí não consegue modificar até 24 horas antes do primeiro da estranha. Então você tem essa, é isso. Mas você falou de interferência no futebol, eu acho que nunca teve isso aí. Tem um amigo meu que falou que jogava no interior, o técnico reuniu os cara, falou: ó, vamos lá que eu vou passar a escalação aí, gente. Pegou um papel do bolso, tava ele e o cara auxiliar dele, ele falou: goleiro, bola, 2, carioca, 3. Letra feia desse diretor aí.
Voz C:O diretor que deu o papel pra ele, mas cara, esse diretor escreve mal pra caramba.
Du Meneses:Ele é o diretor que escreveu. Às vezes tem o cara, mas na seleção, acho, com o Antelotti, também meio difícil da coisa rolar dessa maneira. Mas tem esse ponto.
Voz B:Mas tem a chance do Estevão tá nessa lista até amanhã, é isso?
Du Meneses:Não, não, não, não, Estevão não tá na lista.
Voz B:Mas dá para incluí-lo na lista?
Du Meneses:Não dá mais, 55 é pré-lista que você fez, não tem mais chance.
Voz B:Mesmo o cara se recuperando, não dá para colocar.
Du Meneses:Como teve o primeiro Veto, não vai ter essa volta. Eu adoraria ver o Estevão na Copa do Mundo, viu, meu, porque eu acho que ele é um belíssimo jogador, muito bom jogador. Ele tem a característica do Hendrick de pegar bola e ser mais agudo.
Voz C:Se machucou contra Panamá, vai estar fora já.
Du Meneses:Já tá fora. O Wesley tá machucado.
Voz B:Não, vira ilha, vira ilha.
Du Meneses:Convocado o Ederson, que deve jogar agora na Premier League, deve ser negociado. Tava nos 55, e ele é meia. Ele é volante, né?
Voz B:Então vamos improvisar na lateral direita.
Du Meneses:Na lateral, acabei de te contar, o Ibanez, ele pode jogar lá, que é o zagueiro que você falou. Improvisado, improvisado, né? Você vê que é engraçado, a lateral direita tem uma coisa da— eu primeiro, se eu fosse convocado para Copa, eu já ia meter um spoiler.
Voz B:Não, e antigamente, olha aqui, não juro por Deus, vamos combinar, vamos combinar, sempre tivemos dois, né?
Du Meneses:Então, mas não tem nenhum. Mas o carioca, olha só o que eu tô falando da lateral direita. Se eu sou convocado, eu já ia ver isso aí, os banho de sabão, porque lateral direito, 98, quem joga contra Holanda? Zé Carlos foi convocado, aquele que imitava Galo. Ele foi convocado de última hora, jogou contra Holanda, o jogo eliminatório. Joga em 86, quem joga? Josimar. Josimar, que nem tava. O lateral direito era o Edson, uma porcaria.
Voz C:Fez um gol espírita, fez um gol espírita.
Voz B:Já sei lá, Holanda, Polônia, tava lá.
Du Meneses:Então você tem a lateral direita, sempre teve essa coisa do cara não ter o cara da posição.
Voz B:É muito grave, é muito grave.
Voz C:Mas quem vai jogar?
Du Meneses:O Ibanez, zagueiro, que deve jogar.
Voz B:Não, não tem um banco, bola, não tem nem banco, não tem uma posição.
Du Meneses:Tem Militinho, cara, na cabeça do Antelotti, o cara que seria para lateral direita era o Militão, que também é zagueiro improvisado, que se machucou. Essa seleção com mais cortes que tem de todas, em todas as Copas, né, da seleção brasileira.
Voz C:Mas eu vi outra seleção também que tá lascada com quem que foi, mesmo se foi, bom, não lembro, uma outra seleção não brasileira, de outro time que tá na Copa, que também tá lascada com contusão.
Du Meneses:É, então tem muita, o Marrocos agora que a gente tá falando, teve corte, Inglaterra, Também tá cheio de problemas assim, até por opção do treinador. Então você tem muitos caras, e assim, eu acho que isso é o retrato do que é o futebol hoje. Futebol ficou muito físico, né?
Voz B:Que é físico, os caras estão jogando o tempo todo, não tem mais respiro.
Du Meneses:E além disso, futebol é muito contato hoje, né, Carioca?
Voz B:Muito rápido, né?
Du Meneses:Você não consegue, você dominou, você passou, o cara veio, já te deu uma pancada aqui. A pancada que ele daria no futebol mais lento talvez não fosse a mesma pancada daquela pancada rápida, intensidade. A intensidade é muito grande, é muito grande. Hoje o cara é uma máquina jogando, você vê o cara jogando é outra pegada.
Voz C:Você tem que querer ver, eu pedi para o Zaque separar, depois a gente mostra, tipo, o caminho do Brasil se for ganhando, quem que ele pega.
Du Meneses:Então é legal de colocar, talvez o Brasil encontre Japão, Holanda, Argentina na semi, Argentina, final pode ser com a Espanha, Argentina na semi, né?
Voz C:Se for para Argentina, de doer, na semi Puta merda, mas eu acho que eu queria doer o rabo, velho.
Du Meneses:E o detalhe, né, essa Copa do Mundo tem muita seleção, a próxima vai ter mais ainda. Então, e aí é muito, você não tem noção, a primeira fase passam, você passa na primeira fase, só se fizer uma Copa horrorosa você não passar. É 2 por cada grupo, mais 8, né? E 1/16 avos você é testado, tipo uma dessa pega um Japão que encaixou bem acabou, lascou. Mas é um, você não tem um, antigamente com 24 seleções você tinha grupos, fala, puta, passou, passou grande, sabe? Caramba, chegou encorpadona.
Voz B:Agora é mais, o Brasil gosta de quem joga, né?
Voz C:É, e a partir da segunda fase é mata-mata, né?
Du Meneses:Aí é 1/16 avos para frente, é 1/16 avos, não é segunda fase? Não, primeira fase, grupos, 1/16 avos que são 32 seleções.
Voz B:Vai ser 1/16 de final?
Du Meneses:Esse é o nome? Depois passa para as oitavas de final.
Voz B:Esse nome, 1/16 avos, que bosta, hein?
Du Meneses:Você tá um pouco contrário com a bandeira.
Voz B:Não, mas o nome, né? 1/16 avos de final, eles tinham que inventar um nome, né?
Du Meneses:1/16 avos de final, não fica esse negócio de inventar, capaz de venderem o nome. Ó, uma ação aí, vamos vender o nome.
Voz C:Vai ser 16ª 10, tem as oitavas, décimas, quartas e sextas.
Voz B:Não, eu ouvi dizer segunda fase.
Du Meneses:Não, é 1/16 avos essa fase.
Voz B:Aí é a primeira fase, a segunda fase, aí a oitavas.
Du Meneses:Passou da segunda fase, mas perdeu ali no 1/16 avos, já é mata-mata.
Voz B:Então é finais, né? Então 16 avos finais, é mata-mata, é 16 de finais, sei lá o nome.
Du Meneses:Não, mas tem o Se você for ver o caminho, dá para, dá para ir chegando, é, dá para ter um pouco de noção. Mas também é que eu te falei, é, o Bola lembrou, classificam também mais 3, os terceiros colocados, 2 de cada grupo e mais os 8 terceiros. Então você não é meio loucura, entendeu? Daqui a pouco a Copa do Mundo vai ter todo mundo, você vai já, você tem uma seleção aí, já vamos botar para Copa do Mundo.
Voz B:Só achou o texto, ó, ele botou aqui: caminho do Brasil se classificando em primeiro, 16 avos.
Voz C:Eu vi a imagem, pô.
Voz B:Oitavas de final, é segundo colocado do grupo F, que eu não sei o que que é grupo F. Você tem aí?
Du Meneses:Vou pegar aqui para você, vai falando aí que eu vou pegando para você.
Voz B:Pega aí a tabelita.
Du Meneses:Vamos lá, espera aí, vamos ver. Copa do Mundo.
Voz B:Porra, mas tá horrível isso aqui, ô Zaque.
Du Meneses:Não, mas o Zaque ele vai ajudar a gente.
Voz C:Vamos lá, ó, tá aqui na TV.
Du Meneses:Grupo F, vai, o Brasil se passando ele vai pegar ali o Holanda, Japão, Suécia ou Tunísia, é o grupo, é um grupo forte, é um grupo forte, mas aí pode pegar um, né, vai pegar um dos 4, aí pode pegar segundo colocado ou se o Brasil for primeiro ali, pode pegar um terceiro ali.
Voz B:Aí tem oitavas de final, é o vencedor do segundo do Grupo E contra o segundo do Grupo I.
Du Meneses:Então, por exemplo, o Grupo E tem Alemanha, Curaçao, Costa do Marfim, Equador. E o grupo I tem França, Iraque, Noruega e Senegal. Detalhe, lembrando que, por exemplo, França, esses caras aqui devem começar a ganhar bem. A Alemanha sai por todo lado, é tudo primeiro. Então o Brasil pode pegar um Equador, Costa do Marfim, pode pegar aí Noruega, pode pegar isso, o Brasil avançar.
Voz B:Aí avançou Ganhou do primeiro do A contra o melhor terceiro do primeiro do L.
Du Meneses:Vai tomar no cu isso aqui, tá complicado isso aqui. O A tem México, Coreia, África do Sul, pode ser República Tcheca.
Voz B:Aí eu não quero mais ver esse jogo.
Du Meneses:Eu não sei o que que tá mais confuso, isso aí que o—
Voz B:Tá bem confuso.
Voz C:Eu vi na TV ontem uma bonitinha.
Du Meneses:Não sei se o Skuzak comandou ou o álbum da figurinha.
Voz C:Tá confuso.
Du Meneses:Um pouco triste.
Voz B:Óbvio que não. Óbvio que não, sempre colecionei figurinha. Eu também, mas esse ano não tive paciência.
Du Meneses:Olha, um pai que deixa ter na mesma casa 2 álbuns para mais é um trouxa absurdo. 5 pau, né? Eu tenho 2, 5 mil reais, é por aí, quase uma bis lá.
Voz B:Não, não, os 2 álbuns dá isso aí, se bobear 3, 4 pau.
Du Meneses:Ó, um pai, um pai que tem 2 álbuns em casa para mais é um trouxa. Eu tenho 2, mais velha e mais nova.
Voz C:Não tinha Neymar, não tinha.
Du Meneses:Não, mas continua, não tem o Neymar. Só que o que acontece?
Voz C:Ah, continua sem o Neymar?
Du Meneses:Tem um drama real, para um pai é difícil. A Duda e a Malu têm o álbum. Então a Duda tem 11, a Malu tem 6, vai fazer 7 agora em junho.
Voz B:Quer dizer, de 6 é você que é o álbum, né?
Du Meneses:Então, aí ela sonha, ela: "Papai, trouxe figurinha." Ela abre, você compra 15 pacotes, ela fala assim: "Ai, não tive sorte nenhuma, não peguei nenhuma do Brasil." Eu falei: "Filha, tem 15 pacotes aí, 7, 15 vezes 7, vai ver quantas figurinhas tem aí." Aí deixa lá, eu que vou colando. Aí o que acontece? País é de 1 a 20. É 1 a 20 Noruega, 1 a 20. E aí eu colei o Equador na Colômbia, que as bandeiras, sabe, o delé. Aí vai colando Tunísia na Turquia, depois você vai tirando e é desesperador porque vai do 1 a 20. Não é por nome, não é por de 1 a 600 e pouco, né? Número é 1, 2, 3, 20, país. 1, 2, 10, 20, Brasil.
Voz B:Ah, eles fizeram assim?
Du Meneses:Confusão. Muito confuso.
Voz B:Não, mas eu vou te falar, as últimas copas pode ser.
Voz C:Eu passei no shopping onde tem essas casinhas que vende coisa.
Voz B:A molecada adora.
Voz C:É uma multidão de gente.
Du Meneses:Eu ia trocar. Eu fui no shopping aqui, é que eu não posso falar o nome do shopping porque é propaganda. Não pode? Eu fui no shopping Cidade de Jardim ver o filme do Michael Jackson, só eu e minha mulher. Só que eu malandramente botei o bolo de figurinha no bolso.
Voz C:Olha o cara, bicho. Aí eu saio.
Du Meneses:Foi, eu vi o Michael Jackson e tal. Amor, vamos passar ali só para dar um bisu, vamos dar um dar no shopping, Shopping Cidade Jardim. Aí eu cheguei, comecei a olhar, olhar, falei: na Praça de Limitação não tinha nada.
Voz B:É igual maconheiro procurando droga.
Du Meneses:Aqui nada. Aí ela fez assim: o que você quer? Falei: só um pouquinho. Aí ela: o que é isso aqui na sua bolsa? Um bolo de figurinha repetida. Ela: 'Eu troco esse figurinha.' 'Eduardo, você é ridículo.' Eu falei assim: 'Amor, vou explicar, eu não quero mais gastar dinheiro, tá quase para acabar, me deixa trocar figurinha aqui.' Aí ela: 'Você tem 45 anos, você é apresentador da TV, você quer tirar uma foto, você trocar figurinha com uma pessoa, uma menina, uma molequinha de 7 anos?' Eu falei: 'Mas eu preciso ir.' Aí eu, no alto desespero, perguntei pro segurança no shopping Cidade Jardim: 'Onde é a troca de figurinha?' Ele olhou bem para mim, tipo: 'Irmão, aqui não tem isso.' Quase que ele completou: o pessoal que vem aqui é mais fácil você comprar um jogador, você não quer negociar? Por que contratar o Yamal? O Yamal pra ir na sua festa? A minha mãe falou: "Olha, cê é louco, cara, você vai trocar figurinha aqui no shopping?" Aí eu falei: "Ah, eu errei." Aí eu ia trocar, viralizou, tem imagem do São Paulo trocando figurinha, né? É mesmo? É, que os cara bate desespero, você quer completar logo, que chega uma hora que você não está gastando dinheiro absurdo.
Voz C:Eu vi uns picareta que Tá imprimindo em casa, você viu isso aí?
Du Meneses:Não, tem uns aí que é espilante, imprimem em casa, velho.
Voz B:Inteligente, né?
Du Meneses:É, mas tá tão grande a pirataria que tem gente vendendo a camisa da seleção.
Voz B:Mas merece o que tá custando.
Du Meneses:Não, pirata, o Jordan nem pulou ainda para fazer a sexta.
Voz C:Ele tá com a mão para baixo assim.
Voz B:Não, fim da picada botar o Jordan, né, meu?
Voz C:Mas cara, mas aí eu acho que a marca, o carioca, mas é um fim da picada, mas é azul O que tem o Jordan?
Voz B:Amarelo tem o pecado.
Du Meneses:Mas pra mim, sabe o que me incomoda mais?
Voz B:É o braço. Incomoda o Jordan?
Voz C:Não, mas o braço não existe, mano.
Du Meneses:Ninguém fala braço.
Voz C:Nunca existiu um braço forte.
Voz B:Não, mas assim, vamos lá. Como é que eu manto? Porque a camisa da Seleção Brasileira é um patrimônio. Botar o astro de basquete? Desculpa. Ah, mas é estratégia da marca. Não, a seleção tem que falar não. Ah, vai criar o Pelé? Porque o Jordan é uma marca, eu sei. Mas, cara, é americano, caralho. Não é. É uma ofensa nossa, cara. É aquela coisa de posicionamento, é posicionar, falar: não, isso aqui, cara, isso aqui é pentacampeão, isso aqui é Brasil, é essa camisa, camisa mais importante do futebol.
Voz C:Azul também tem o capeta.
Voz B:Ah, vai entrar o Michael Jordan?
Du Meneses:Acho que não.
Voz B:Azul tem um demônio aqui, tem um demônio, tem um demônio. Mas eu assim, na boa, é a camisa do demônio e do E o Jordan, então assim, essa azul não vai dar certo. Não, não, mas o Jordan, cara, porra, é basquete, porra, sacanagem.
Voz C:Eu acho, põe em meio da Nike, tá tudo certo, acabou.
Du Meneses:Agora Jordan, ali foi uma estratégia de negócio, entendeu?
Voz B:Esse cara quis chamar atenção, beleza, mas me estranha CBF permitir surfista.
Du Meneses:Mas o Brasa, ninguém fala Brasa, nunca na história. Tipo, vamos ver o Brasa Nunca.
Voz B:Brasa é churrasco.
Voz C:Nunca.
Voz B:Me remete a linguiça, perigão.
Voz C:Nunca ninguém falou.
Du Meneses:Brasa é... Nem a molecadinha que fala farmoura. Não.
Voz B:Você está arriscado a falar por causa deles, né?
Voz C:Não, não.
Du Meneses:Acho que ninguém fala brasa.
Voz B:Brasa, meu irmão, tinha uma Brasília que ele botava uma plaquinha escrito brasa.
Voz C:A Bebê Arthur de Brasília. Eu tenho uma brasa. Não, pô, Brasil... A seleção brasileira nunca na história foi chamada de brasa.
Voz B:Canarinho.
Voz C:Canarinho, beleza, amarelinha, sei lá.
Du Meneses:Mas mesmo assim você não não fala vamos ver o jogo da Canarinho, fala vamos ver o jogo do Brasil, Brasil, sei lá, Brasilzão, Brasil, ninguém fala, Brasilzão não existe. Mas aconteceu, os caras botaram Brasa, mas tá escrito Brasa ainda?
Voz B:Não, não, tiraram, tiraram, tiraram o meião, é o meião, e aí tiraram. Mas assim, eu deixo aqui o meu manifesto contra o Michael Jordan na camisa. É manifesto, é uma ofensa para nossa camisa, cara. Gostou, cara? O Braz é menos pior, entendeu?
Du Meneses:Pra mim é pior.
Voz C:Que porra de Braz?
Voz B:Porra de Brasil ainda, pelo menos. Agora, Michael Jordan, Michael Jordan do basquete americano.
Du Meneses:Mas eu acho que é porque já tinha a marca lá.
Voz B:Não, é só porque se eles quiserem vender lá no mercado americano, né? Tudo bem, eu sei que a marca, a marca Jordan é legal. Gente, eu não tenho nada contra a marca Jordan, acho legal pra caralho.
Voz C:Eles Jordan, seleção brasileira.
Voz B:É o símbolo nacional, camisa seleção, quase um patrimônio, pô. Botar um ídolo do basquete, pô, sei lá, faz o capeta, velho.
Du Meneses:Não, mas não é o capeta não, que isso.
Voz C:Põe uma foto da camisa azul aí, Isaac.
Voz B:Bola, depois parece um troféu aqui, os cara não vão te patrocinar depois. Parece um troféu, parece um troféu.
Voz C:Eu também gosto da Adidas.
Voz B:É camisa da Argentina, tô zoando.
Du Meneses:Sabe quem você tá parecendo? Eu trabalhava na Transamérica, Sul-América com o Neto. E o Éder Luiz ficou uns 3 anos querendo marcar uma reunião com o McDonald's. Aí mandou um abraço pro cara: abraço pro Flávio do McDonald's. Daí o Neto: opa, opa, ô Éder, eu não levo meus filhos pra comer nesse lanchonete, lanche é ruim, é gordurento, não sei o quê. Aí o Éder foi afundando. Puta que pariu! Ele fez assim, foi, vamos pro intervalo. Ele falou: é, Neto, cê é louco, eu fiquei 1 ano atrás do cara pro cara marcar uma reunião comigo.
Voz C:Que absurdo!
Du Meneses:Aí ele virou e falou assim: sabe o que você faz agora? Pega essa gravação e vai no Bob's, pô. Desceu o pau, vai na Adidas agora.
Voz B:Não, mas é, eu, eu, olha lá, parece um troféu.
Du Meneses:Não, é um Pikachu, mas eu posso ser um Pikachu para aplicativo. Mas eu posso te falar, eu gostei dessa camisa azul. Eu vou falando sério.
Voz B:Cara, isso não tem nada a ver com o Brasil, nada a ver com a seleção brasileira. Vai ser o escudo no meio.
Du Meneses:É, mas você sabe, meu, isso não tem, juro por Deus, não gostei também.
Voz B:Isso não tem nada a ver com o Brasil. Eu gostava, sabe, eu tenho uma saudade, é nostálgico, né?
Du Meneses:O que é?
Voz B:Eu tenho uma, eu tinha, cara, aquilo, queria muito encontrar a camisa de 80. Aqui era da Umbro.
Du Meneses:É, eu tenho a de 94, puta, assinada pelo Ronaldo.
Voz B:Aquela azul de treino, eu tinha aquele, um blusão.
Voz C:Uma que eu vi também na loja do goleiro, bonita, bonita camisa, hein?
Voz B:A de 8,5, a 8,5, top, linda.
Voz C:Eu ia comprar, que eu vi o preço, até dei uma desistida, mas bonita.
Voz B:Cara, eu tenho uma camisa da seleção que a CBF me deu, não dessa Copa. Eu fiz um evento para CBF na Copa de 2018, eu tenho. Esse da Carioca, bonitinho. Pô, fui ontem, peguei a camisa. Falei, cara, né, eu vou viajar hoje, vou pegar minha camisa. Cara, camisa é do caralho, só que assim, mano, minha teta aparece.
Du Meneses:Opa, como sua teta aparece?
Voz B:A minha teta fica assim, ó, ela é fininha. Essa é do caralho, isso aí é uma camisa. Olha, escudão aqui, CBFzão no meio.
Du Meneses:Eu olho essa camisa, eu lembro do Ricardo Rocha dando a pré-eleção da final.
Voz B:Não, e Romário com ela larga aqui, né?
Du Meneses:Que larguinha!
Voz B:Eu falei da importância do cara, o Ricardo Rocha fez aí, porra, mas olha só que beleza!
Voz C:Camisa linda, né?
Du Meneses:Os cara tinha que dar moral para essa camisa bonita, não é bonita?
Voz B:O número no meio, eu amava essa camisa, cara.
Du Meneses:Ó, eu gosto dessa camisa da seleção, acho linda. E a de 2002 eu acho linda também, que marcou 2002, que ganhou, né?
Voz C:É, olha essa camisa, Bonita mesmo, puta que pariu.
Du Meneses:Essa seleção, uma seleção interessante, porque essa seleção ela tava pressionada igual essa de agora, 24 anos sem ganhar um título. Aí ela sobe e aí os caras se fecham, né, porque lembra, entrava de mão dada, tudo. E o Romário tem uma função importante, todo mundo sabia do talento dele.
Voz B:E aí o Vasco tá lá, o Vasco tá lá, né, viu ali, ali a Cruz de Malta ali no meio, tá vendo, Bala? E essa seleção ela tem uma coisa engraçada, o Vasco lá, ó, No peito do Romário.
Du Meneses:Antes, esse jogo foi 4 da tarde, 3:20, 3:25, os caras se fecham no vestiário, vão falar a última palavra. Aí o Ricardo Rocha falou: "Pô, agora eu vou meter a prensa." Os cara aqui fechado, ele: "Ó, nós temos que dar vida, é a final da Copa. Igual nós viemos até aqui, nós viemos unidos. Todo mundo criticando e nós continuamos. Nós temos que nos inspirar naqueles japoneses." que davam a vida por uma causa. Eles enchiam o avião, iam lá e, sei lá, vida, se atiravam. Vamos nos inspirar naqueles, nos Kawasaki. Aí, a hora que ele terminou, o Romário: pô, tu é burro pra caramba, é kamikaze, pô. Ele deu uma quebrada, os cara: vamos pro campo, vamos pro campo, ganhar! E aí, por muito tempo, eu acho essa aí também bonita.
Voz B:Bonita, hein?
Voz C:Puta merda, bonita mesmo.
Du Meneses:Por muito tempo eu achei que essa história era assim.
Voz C:Essa é bem bonita.
Du Meneses:Eu achei que era assim. Mas o Romário fala num documentário. Essa daqui—
Voz C:E o cabelo?
Du Meneses:Então, esse cabelo foi uma estratégia dele, né? Que ele tava— Essa história é muito legal.
Voz B:É legal.
Du Meneses:O Ronaldo, ele tinha muito medo de acontecer com ele na final de 2002 o que aconteceu em 98, quando ele teve teve, passou mal, a convulsão. E aí ele não dorme, ele fica na concentração, cara, fica comigo, fica comigo, que ele fica com medo de dormir de um dia para o outro. E no almoço ele fica com medo de ter outro pico, foi bem naquele momento. E aí ele fica conversando com as pessoas, cara, fica comigo, fica comigo. E a galera, pô, Ronaldo, eu te amo, pô, todo mundo cansado. E ele fica aí, ele nessa época, bem na reta final, ele tem medo Tinha um receio, apesar de ser um gênio, um trauma, né? E um trauma, mas um gênio. Ele era um gênio, sempre jogou para caramba. E ele faz o cabelo para as pessoas falarem do cabelo e não falarem dele, para não relembrar aquelas coisas. E aí ele faz o cascão, faz o cabelo assim e muda totalmente o foco. Ele aparece no treino, todo mundo: caramba, o cara tá com o cabelo!
Voz C:Vou fazer uma aposta aqui: se o Brasil for campeão, você faz o cabelo?
Du Meneses:Opa, aí sim! Não, vai! Faz. Não, mas não dá, não dá, não dá. Não, mas dá, dá.
Voz B:Nem quero que ganhe.
Du Meneses:Por quê?
Voz B:Eu quero que ganhe, claro que eu quero. Mas fazer o cabelo cascão, eu já não vou querer que ganhe.
Voz C:Se for campeão, eu faço.
Du Meneses:Você faz, Bola? Faço. Se Brasil for campeão, você faz o cabelo cascão aqui no estúdio? Olha que essa promessa é maravilhosa.
Voz B:Faço.
Du Meneses:Olha só, não vou fazer tatuagem. Eu faço cabelo cascão, a camisa do nome do Eduardo. Eu venho, se quiserem me pintar de taça da Copa do Mundo, eu venho todo de taça, fechado?
Voz B:De dourado? Eu não posso ficar de fora.
Voz C:Eu venho com apostinha, eu quero ficar. É a apostinha louca.
Du Meneses:O meu é pegada personalizada.
Voz C:Vai ser o cascão, o troféu.
Du Meneses:Virão todo dourado.
Voz C:E se for campeão, eu já cumpri uma boa aqui, já cumpriu, é passado.
Voz B:Eu comprei a camisa do Flamengo, eu não sei se fosse campeão da Liberta, eu usaria camisa do Flamengo. Eu fiz uma promessa aqui, aposta. Inclusive fui xingado para caralho.
Du Meneses:Brasil campeão, o Bola faz o cascão. Eu venho todo pintado de amarelo igual a Copa do Mundo, eu venho de Copa do Mundo. Eu aqui e você dá cambalhota igual o Vampeta aqui.
Voz B:Não, aí tá fácil, tem que ser uma coisa mais desafiadora.
Voz C:Pode escolher, Carica, o que que você acha?
Voz B:Sugestões no chat.
Voz C:Sugestões, sugestões, sugestões.
Voz B:Sugestões, eu pedi sugestões. Vamos ver o que que a galera vai sugerir.
Du Meneses:Enquanto eles estão sugerindo, eu vou contar uma rápida de 2002. Marcão, goleiro, falou para mim, cara, tava tão tenso na final. O Marcão não vem aqui.
Voz C:Marcão, vem aqui!
Du Meneses:Marcão, aqui é maravilhoso, cara, eu te amo! Vem aqui que é muito bom! Marcão, baita conteúdo!
Voz B:Tem um amigo meu lá da Betobola que é amigo, que faz podcast com ele, já falei, já tô agilizando.
Du Meneses:O Porcão, sabe quem é o Porcão? Depois eu vou te dar um outro contato bom pra você marcar com ele. Porcão! Aí o Marcão falou pra mim: Edu, eu tava tão tenso que eu tava deitado pensando como ia ser a final. Aí ele falou: cara, fazer uma oração. Ele fez uma oração, falou: Deus, Ele falou: se eu ganhar essa Copa do Mundo, eu vou doar 80% do prêmio para as instituições de caridade.
Voz B:Vou doar, vai o quê? Vou doar, doar quanto?
Voz C:Doar 80% do que ele ganhar.
Du Meneses:E aí ele fez oração, aí ele deitou de novo, aí ele falou que começou a pensar: bom, você tem que pagar o imposto, é 27,5. Aí ele fez assim, Deus, rezar de novo, Deus, O senhor sabe que 80 é muito, imposto é alto, pode ser 40, 30. Ele renegociou, é o único cara no mundo que renegociou a promessa. Aí ele: agora vamos pro jogo.
Voz C:Deus, 80 é muito, por favor.
Du Meneses:E a melhor é o diálogo: que maravilha, Deus, você sabe como é imposto, 80.
Voz B:Vamos, acho que 20 é o tchelote, pode ser?
Du Meneses:Você vem de antelote?
Voz B:Eu venho de antelote.
Voz C:Não, que eu ponho uma briga e venho de antelote.
Voz B:Não, eu venho vestido, caracterizado, de terno e o caralho. Eu vou fazer o antelote o programa inteiro.
Du Meneses:Então tá bom, eu faço o que eu faço.
Voz C:Não, mas você fala assim mesmo?
Voz B:Ele fala assim.
Du Meneses:Então, reclamando, tá marcado. Então, Brasil tá marcado aqui, ó. Brasil campeão. Brasil vai ser hexa.
Voz B:Eles pediram para tatuar 5 estrelas, mas eu não faço tatuagem, meu caro.
Voz C:Faz de rena. É proibido.
Voz B:Ferrari não pode botar disso.
Voz C:Lógico que pode.
Du Meneses:Você tem ideia?
Voz C:Não, é só Ferrari também, pintar um adesivo numa Ferrari, $15.000. Eu vi isso aí para pintar, eu vi, não é adesivo.
Du Meneses:Não, disse que não pode fazer, que os cara não deixa você comprar mais depois, né?
Voz C:Não, você tem um adesivo aí, um emblema normal, adesivo, e passa resina por cima. Para você pintar a mão, o emblema da Ferrari é $15.000.
Du Meneses:$100 mil.
Voz C:A mais, só para pintar, só para pintar.
Voz B:Imagina o cara vai lá dar uma porrada lá, imagina.
Du Meneses:Então recapitulando, aposta feita, você vende troféu, vende Copa de Dourado. Dourado, como que ele vai sentar aí, velho? Não, aí a gente vai, a camisa, mas pinta a cara pelo menos.
Voz B:Cara, eu vim fuder a cadeira, fudeu. Pinta a cara, vai vir de dourado.
Du Meneses:E você, anti-elote, tá marcado.
Voz C:Tá marcadaço.
Voz B:Vamos celebrar.
Du Meneses:Tá marcadaço. Imagina quantas semanas para tirar toda a tinta.
Voz C:Não, você não sabe, a gente fazia isso no Pânico. Isso é o maior inferno do mundo.
Du Meneses:É então.
Voz C:Puta que pariu, cara. Ou já vou avisar os gêmeos para no dia depois da final eles irem cortar meu cabelo.
Du Meneses:Pronto.
Voz B:Diz que a França tá zoado o clima lá. É que a França é favorita, é França, Argentina, Espanha.
Du Meneses:Não, na verdade, a França tem algumas coisas de bastidores. O que eles estão falando da França é que nesse momento teria um grupinho do Mbappé e um grupinho do Dembélé. Além disso, eles estavam discutindo muito a premiação com a federação, e aí não chegaram a um acordo. Pô, se for campeão, não sei o quê, e aí isso aí sempre dá problema em Copa do Mundo, em especial na França, é, tem até um documentário bem legal da França que mostra a greve de 2010, é a pior Copa do Mundo da França. Quando a seleção francesa encontra problemas como esses, os caras praticamente nem treinam, entra em greve, joga, briga com treinador. Então, tão falando que isso pode afetar, é, o ambiente. Isso pode afetar, puta merda, ainda mais com os caras, nós estamos falando da França, torci para caramba para França contra Argentina. Aliás, meu último jogo como repórter é França e Argentina, final da Copa do Mundo. Aí eu voltei, eu vim no avião louco para falar com meus chefes aqui na ESPN. Falei: não me escala mais nenhum jogo. Já imaginou o último jogo, seu último jogo de repórter antes de virar apresentador? Copa São Paulo, andar aí, não sei quem. Eu falei: não, deixa a França e Argentina. Foi uma das melhores finais, se não a melhor final de Copa, né?
Voz B:Foi top.
Du Meneses:Nossa, o Mbappé jogou muito, cara.
Voz B:E o Messi também.
Du Meneses:E o Dibu Martínez, aquele goleiro da Argentina, é chato para caramba. Ele é bom porque ele é chato, ele entra na mente cara. E aí teve uma bola, não sei se você lembra, Carioca, que lançou.
Voz B:Aí eu não vi esse jogo direito, eu fiquei tão nervoso.
Du Meneses:O francês bate, o Dibu Martínez pega. Você tava bêbado?
Voz B:Aí eu fiquei vendo, como era Argentina na final, não quis nem muito ver assim, não fiquei muito vendo, não fiquei com foco. É, aí eu, quando eu tô puto, eu já meio vi que Argentina tava jogando para caralho, eu falei, ah, mano, fodeu.
Du Meneses:Mas os caras, eu achei que a França podia levar, mas aí Argentina ganhou no mental, eu acho.
Voz B:É que o jogo mental, eles são fortes.
Du Meneses:E outra, no jogo mental, o goleiro fica pulando e fazendo um monte de coisa, o cara fica pistola, meu, para fazer, para ganhar.
Voz B:É que se o Brasil botar a panca que tem que colocar, então, cara, não, o Brasil mental, Brasil é comando vermelho e PCC, irmão. Aí, ó, Brasil para marginal, se for para botar para marginal, baixaria, entendeu? Não, mas nessa hora mental, o cara chega aí, meu irmão, tu pisar lá, vai passar férias lá no Rio, você for jogar no Rio de Libertadores, sabe que morrer, né?
Voz C:Você tem uma Copa preferida? Lembra, Colômbia, mataram os zagueiros, matou os zagueiros, fez um gol contra, mataram os zagueiros, cara. O que ele tá falando?
Du Meneses:Não, tá absurdo, não era brincadeira não.
Voz C:Você tem uma Copa preferida?
Du Meneses:Então, sem graça, a minha Copa preferida é a de 1994. 94. É muito louco como é, marca as gerações, né?
Voz B:É sério, juro por Deus. Mas aquele time não era nada encantador, engraçado.
Voz C:A minha também.
Du Meneses:Então eu vou te contar por quê.
Voz C:94, nós tivemos aqui, comemoramos tanto, foi tanta festa, foi tanta alegria.
Du Meneses:Eu acho que é muito louco, por exemplo, cada um tem sua Copa, né, preferida. Geralmente as pessoas falam: pô, e quando perdeu em 82, me marcou muito.
Voz B:Me marcou também, para caralho, muito molequinho.
Du Meneses:Quando ganhou em '92, puto encantamento, me marcou tal. Ah, 98 me marcou porque o Zidane deitou e rolou. Aliás, essa do Zidane aí, 98, César Sampaio me contou que o Zagallo gritava pra ele assim: 'Marca o Zidane, marca o Zidane!' Ele falou: 'Só se for com um pincel.' Ele não para ainda jogando pra caramba. Então as pessoas às vezes marcam, se marcam na derrota ou na vitória. Pra mim, a Copa de 94 é minha Copa preferida porque eu tenho 45 anos, eu era Mec, eu me emocionei. Foi uma Copa que eu chorei quando terminou, que eu acho que a descarga de primeira vez, né, primeira vez. E 24 anos depois carregava muito isso, né, aquela Copa. Tanto é que um dos caras assim, eu, dos maiores ídolos que eu tenho, que foi tenso também, que foi nos pênaltis, né, foi muito tenso. Você vê como que é. E aí 2002 é campeão, eu tenho a felicidade de cobrir o Corinthians depois com o Ronaldo jogando. E eu convivia com o Ronaldo no CT e tal, sempre olhei pro Ronaldo, cara, esse cara é gênio. Mas eu não tinha aquele back, eu entrevistava ele, mas não era aquele back "Ah, tal." Com o Romário, eu fui entrevistar o Romário, cara, eu ficava olhando para ele igual o Badi ficou olhando para ele. Eu fiquei uns 2 minutos assim olhando, aí o Alex Dias que fez a intermediação, que foi jogador do Vasco, do São Paulo, do Goiás, falou: "O que que foi, Edu?" Eu falei: "Não, moço, desculpa." É o Romário. Porque marcou. Por isso que eu tenho esse carinho com o Romário, Bebeto, o Zinho que trabalhou.
Voz C:A minha também é engraçada, foi em 94.
Du Meneses:Em 22, eu tô no avião indo para Copa do Mundo, eu tô sentado no no voo indo pela ESPN. Aí, um dado momento, viagem longa para caramba, eu dei uma olhada para o lado, o Zinho tava sentado assim, né, na poltrona do lado. Aí eu olhei e falei, cara, é muito louco, a gente não tem muita ideia, né, noção do que as vidas vai apresentando para gente. Igual você tem um ídolo na música e aí você vai gravar com o cara, você meio que fica olhando. Aí eu fiquei olhando, cara, eu tô vindo cobrir uma Copa do Mundo com o Zinho campeão. Que em 94 eu chorei porque eles ganharam. Então é uma parada meio doida. Então pra mim 94 marca por isso, porque foi o título que me marcou mais do que 2002.
Voz B:O Zinho é um gentleman, né, velho?
Du Meneses:Pô, maravilhoso.
Voz B:Eu voltei num voo com ele de Miami uma vez, ele é... ficamos trocando ideia, é um cara... ele veio aqui, né?
Du Meneses:Veio, eu acho.
Voz B:Ele veio aqui.
Voz C:O Zinho?
Voz B:Acho que ele veio aqui, o Zinho, não veio? Eu vim aqui com o Djalminha uma vez, mas eu acho que o Zinho veio aqui também.
Du Meneses:Acho que sim.
Voz C:Esse era craque.
Voz B:Eu acho que veio o Zinho.
Voz C:Nossa, que jogou de bola esse senhor.
Voz B:O Zinho veio.
Voz C:Eu não lembro se o Zinho veio.
Voz B:Ele veio com o Mauro Naves, ele veio.
Voz C:Ele veio com o Mauro Naves, verdade.
Voz B:Ele veio, ele veio aqui.
Du Meneses:E ele é tão vencedor, né, maravilhoso. E você vê o que foi a superação, porque na época na Copa do Mundo—
Voz B:Que daí, enceradeira, ele fica putaço, ele falou aqui.
Du Meneses:Mas você vê um pouco da nossa responsabilidade às vezes, né, que a gente fala às vezes, os cara fala um monte, jornalista às vezes fala um monte e depois não—
Voz B:Tem uma família ali, né.
Voz C:Assume a pizza, né.
Du Meneses:E mais, o Zinho é um cara, vencendo todos os clubes que ele foi, praticamente foi campeão em todos, né? Então jogou muito e foi importante naquela coisa, taticamente falando também, né?
Voz B:Ele foi um cara, um cara muito determinante assim. Ele ficava ali segurando a bola.
Du Meneses:Não, e você sabe que ele me contou um dia, ele tá até inclusive, tá nos Estados Unidos, tá, não faz parte da nossa cobertura lá dos canais ESPN. É, ele me contou que ele dava aquele giro porque, como tinha mais volantes e precisava dos caras se recompondo da defesa para trás, dava tempo de, dava tempo no giro da galera vir correndo.
Voz C:Então, mas aí o cara vem, caralho, prende a bola, não sei o quê.
Du Meneses:Mas não era, era uma questão de inteligência do cara.
Voz B:É, mas assim, eu concordo com você, 94 para a gente foi a primeira Copa. O Bola era vivo em 70, mas não lembra, né?
Voz C:Ela tinha 6 anos, era muito molequinho.
Voz B:Você não lembra nada?
Voz C:Eu lembro, engraçado, eu tenho flashes da festa. Então era da festa em casa, puta galera.
Voz B:Eu tenho flashes, mas de jogo, de que nem eu com 82, eu lembro direitinho. Não, eu lembro, eu lembro a tristeza que me deu.
Voz C:Eu que eu lembro de 82, como é que chama, que deu gol, que atrasou a trazendo a bola errado.
Du Meneses:Foi o Batista, não sei se foi o Batista, o zagueiro, né, o brasileiro que atrasou a bola errado, que os cara aí virou. Calma aí que eu vou te falar agora, pera aí. Aquela zaga tinha Oscar, Luizinho, calma aí que eu vou te falar.
Voz C:Puto, eu tinha um ódio, peguei um ódio dele.
Voz B:Era Pérez, não era?
Du Meneses:O goleiro? Não, o goleiro é o Valdir Pérez.
Voz B:É, o Pérez, Valdir Pérez.
Voz C:Os gols mais bonitos que ele fez foi o gol do Valdir Pérez.
Du Meneses:Oscar e Luizinho jogaram na seleção brasileira.
Voz C:Que atrasou a bola errada. Errado, pô. O gol mais bonito que eu já vi foi aquele gol do Falcão, lindo, no meio da rua. Puta que pariu! Aí depois o cara faz aquela puta cagada, puta, como eu fiquei triste.
Voz B:Vou te falar agora, escalação do Brasil, eu me lembro da Copa de 86, o Júlio César chutando a bola lá atrás, o zagueiro, porra, lembra disso? Não, então, mas aquela Copa é engraçada, que eu mais curti, 86, assim que eu curti muito.
Du Meneses:O Zico fala que não queria ir jogar aquela, porque ele tava machucado, né? Pobre pecado, o Zico não tem uma culpa.
Voz B:Ó, vou te falar, a galera falou que é o Cerezo.
Voz C:Tá boa a dica, eu fiquei dele, Toninho Cerezo, ele mesmo.
Du Meneses:E assim, aquela seleção, não, aquela seleção tinha o Paulo Rossi.
Voz B:Paulo Rossi fez 3 gols, porra. Paulo Rossi, o meu abola, destruiu jogo. E eu me lembro da Copa de 82, os flash que eu tenho assim, era a galera arregaçando a rua, tipo bandeirinha, nego pegando os bambuzão e arrancando as bandeirinha.
Voz C:O povo, eu fiquei muito puto, velho.
Voz B:O povo, eu me lembro do povo depredando, pintando o título de Rony, pintando em cima.
Voz C:Os jogos acontecendo, a gente tinha certeza que ia ser campeão, que o Brasil humilhava tudo.
Voz B:Jogando pra caralho, né? Humilhava. Era cada jogo lindo, né?
Du Meneses:Humilhava.
Voz C:Aí começamos a cair, tá ali 1x1, e falei: "Cara, agora puta hora que perdeu, bicho." E 82 merecia mesmo, tinha uma seleção absurda.
Voz B:Era a mesma coisa de 74, Holanda, né? É. Que também não ganhou.
Du Meneses:Sabe uma seleção que eu queria que tivesse vencido? 2006. Adriano, Kaká, o Ronaldo Fenômeno.
Voz B:Quadrado Mágico, né?
Du Meneses:Quadrado Mágico. Mágico o quê? O Ronaldo. Só que os caras mesmo falam, né, foi uma bagunça, que aquela seleção que os caras estão treinando, a loira entra, dá um abraço lá em Vegas, ali virou loucura. Tem uma hora, tem um jogo, perderam a mão, né? Os cara tão substituindo o Roberto Carlos, tá assim no banco, até meio adiantado.
Voz B:Então, mas os caras estavam, aquela seleção, eu acho que se 2010 levasse Neymar e Ganso, a gente ganhava aquela Eu acho que na minha opinião, então, que nem a França fez em 2018, levou a molecada e ganhou a Copa.
Du Meneses:2010 é a última seleção que você olha e fala assim: o Brasil podia ter ganho essa Copa. Porque 14, 18 e 22, não. 2010, se não fosse porque ali o Felipe Melo fez uma excelente Copa do Mundo até a expulsão, que é engraçado, fica marcado. É, mas o Felipe O Marcelo foi um baita jogador naquela Copa, foi. Tira a expulsão, ele era o cara que arma, ele dava cada passe por dentro, jogou bem. Só que ali foi uma fatalidade da expulsão, o Júlio lá com aquele gol, né, que sai, que vai tentar. Então ele perdeu numa fração de segundos.
Voz B:Foda, né, velho?
Du Meneses:Então, e o Brasil tinha, eu acho que aquela seleção com o Luiz Fabiano no ataque, o Kaká também jogando muito bem, o Elano, a galera, eu acho que o Brasil tinha condições de ganhar aquela Copa Copa do Mundo. Mas eu repito, é até injusto, que a Copa do Mundo ela é injusta às vezes, que marca um cara num lance, o cara é marcado, e às vezes a galera esquece do que o cara fez para trás. Então é difícil.
Voz C:É que a turma fala do Zico contra a França, lembra do pênalti que ele perdeu, mas não fala do que ele fez. Então, porra, em 82 também, brincando, né?
Voz B:Exatamente. Mas aquele bate, nossa, que ódio, cara.
Du Meneses:8,5.
Voz B:É, goleiro da França pegando a porra dos pênaltis, filha da puta. Pegava muito e era pequenininho, né, cara?
Du Meneses:Goleiro pequeno, inferno. E numa época carioca aqui, os pênaltis, o cara não tinha estudo. Hoje o cara sabe, o cara vai bater o pênalti, ele pega no pé da trave, ó, bola bate no cantinho. Não, os cara iam na sorte, na sorte. Entendeu? Não tinha muito o que fazer.
Voz B:Mas a 94, só para concluir, que você falou que foi realmente uma Copa marcante de festa, e mais, o time era do caralho, Romário e Bebeto, sim, mas não tinha um futebol. Então é que descarta 2002, jogou muito mais bola.
Du Meneses:Sim, sim, eu também acho. Não, 2002 a gente jogou muito mais bola, mais vistoso, mas 94 foi mais na garra.
Voz C:Então, exato.
Voz B:E nos pênaltis, aquele jogo foi sofrido, puta merda. Aquele bola que bate na trave do Mauro Silva, do Zema, velho.
Voz C:A gente saiu da rádio, veio tudo pra casa do Vaguinho. Foi uma galera, bicho. Eles não bebiam, eles bebiam cerveja e tal. E aquele nervoso, bicho. A hora que o Brasil é campeão, o Vaguinho vai gritar gol, ele dá uma vomitada que sai um jato de cerveja daqui na TV, assim, parecia o Exorcista.
Du Meneses:É gol! Ah! Gente, caralho! Ai, Brasil!
Voz C:E o cara gorfa. E ele gorfando, velho. Isso, bicho, olha Olha a empolgação do cara, cara, gorfou, cara.
Du Meneses:Eu adoro essas histórias de coisa maravilhosa.
Voz C:Já tava tomando nervoso.
Voz B:Na minha rua em 94, eu lembro de ter muita, como tinha uma festa, um orfanato perto da minha casa, e tinha uns gringos fazendo trabalho voluntário. Mas devia ter uns 15, 20 gringos assim perto da minha casa, e esses gringos eles ficaram completamente alucinados, velho. É lógico, e a festa, rua batucada, e os da favela descendo o caralho, todo mundo se abraçando, porra, a rua parava, aí via rua bloco, eu me lembro disso, e os gringo louco.
Du Meneses:Na comemoração, é por isso que o Vampeta deu cambalhota, eu acho que eu sou campeão do mundo. Eu mostrava o saco, eu acho que eu arrancava a roupa.
Voz C:Eu descia do avião com a bola para fora assim, ó, e a Joga o ovo pra fora e foda-se. Eu sou campeão, velho.
Du Meneses:Os cara conta que no trio, no trio, a Ivete cantando e o Edilson: "Nossa, ela tá bonita, eu acho que eu vou ficar com a Ivete." Os cara calou tua boca, Edilson. Cala a boca, Edilson. Ele queria jogar no lugar do Ronaldo e queria ficar com a Ivete. "Ô Edilson, tá meio brincalhão, né, cara?" O que você quer mais, pô?
Voz C:Mais humilde, né, meu?
Du Meneses:Não, mas é inacreditável, né? Os caras agora, a FIFA, eu te falei que dá mó moral para os caras, e agora os caras são FIFA Legends. Os cara tem acesso a todos os jogos da Copa, o cara praticamente anda no campo. FIFA Legends pode ir na Copa, o cara é campeão do mundo, ele tem uma moral absurda.
Voz B:Mas é, eu acho isso do caralho, né? Pô, o panteão, né? Você não tem um panteão? Não, se o cara não vira um, é história, pô. Cara, é um guerreiro que ganhou um. A coisa mais difícil, eu acho, do futebol é ganhar uma Copa do Mundo.
Du Meneses:Eu acho, é de 4 em 4 anos, você tem que estar lá sendo convocado com uma galera muito boa, entendeu?
Voz B:Seleção, né?
Du Meneses:Seleção é outro nível, é outro nível assim.
Voz B:Agora, a única coisa uma coisa foda que muda, é muito, por exemplo, a França tem muitos, né, estrangeiro pra caralho, só eles naturalizar.
Du Meneses:Mas tem um monte de seleções também que tem até brasileiros jogando e tal, é, acaba acontecendo.
Voz C:Globalização.
Du Meneses:O Paraguai tá com Maurício que joga no Palmeiras, ele se naturalizou porque a mãe dele é paraguaia. Então você falou de marcar, em 2002 tinha a conversa do Ronaldo e do Rivaldo, né, Pô, toca bola, não toca, não toca bola. Aí disse que os cara fizeram uma reunião, ó, vamos fazer o seguinte: o Ronaldo toca pro Rivaldo, Rivaldo toca pro Ronaldo. Os cara, ah, beleza, beleza. Aí quando o Felipão virou as costas, eu não vou tocar nada para você não. Aí o Rivaldo falou, eu não vou tocar bola para você não. O Garrincha tocou um monte de bola para o Pelé, os dois foram campeões. Só falando do Pelé, e o Ronaldo e o Rivaldo jogaram. E imagina, nós tínhamos esses caras. É o grande lance, a seleção brasileira hoje, eu torço muito para a gente ter alguém despontando aí, para a gente Pode ser.
Voz B:É que isso aí, enfim, a gente tem elenco, tem jogadores de qualidade, pelo menos isso, né? Tem um banco, o banco do Brasil é bizarro. Mas aquilo que eu te falei, não, mas aquilo que eu te falei, o Neto tem uma frase muito legal: o futebol é uma espinha dorsal, né? É um, tem que ter um cara foda na zaga, um cara foda no volante, um cara no meio, é mais ou menos É nova, ele fala que tem que ter um jogador foda, um, o time tem que ter um, um, cada ali em cada setor tem que ter um gênio. Não adianta ter 5, 3 gênios no ataque, mas o cara do meio-campo é meia bomba, o zagueiro é médio. O time bom ele tem que ter um foda na defesa, um foda no meio. O Neto tem essa teoria e obviamente eu vou, porque você olha, eu vou concordar, porque ele jogou boa, né?
Du Meneses:E você olha como referência, né, Carioca? Eu acho que é por isso que ele fala, porque você olha o César Aguirre, você olha pro lado, tá o fera.
Voz B:Ele fala: você não precisa ter um time de— ele falou assim: você não precisa ter craques para caralho. Agora, se você tem um cara foda na defesa, um cara foda no meio, um cara em cada setor, tem um cara foda, bom para caraca, aí é sua chance.
Du Meneses:Goleiro também, time importante.
Voz B:Essa porra desse telefone aqui, não, mas o que O que que é? Não, não tá abrindo a minha plataforma aqui. Você foi falar da plataforma, que plataforma? Ah, eu não tá abrindo aquela lá.
Du Meneses:Eu elogiei a plataforma.
Voz B:Elogiou? Aí ela não abre, ó, igual ontem. É, não tá abrindo.
Du Meneses:Eu elogiei a plataforma.
Voz B:Ela não tá abrindo aqui desde ontem. Ela comigo, ela tá assim, ela tá. E já mandou link novo, já mandou tudo, e ela não Não, fica tranquila. Então eu não consigo nem ver quantos superchat tem aí, tá? Então quer atender um telefone para dizer que vai atender aí pelo menos a galera, né? Participar pelo telefone.
Voz C:Vamos atender a turma aqui. Alô, alô, quem fala?
Voz B:Tá bonita a copa, hein?
Voz D:É o Bruno.
Voz C:Fala, Brunão, tudo bem, irmão?
Voz D:Ô, bola, satisfação falar com você, cara.
Voz C:Sou muito Sou seu fã, mano. Obrigado, irmão. Fala de onde, Brunão?
Voz D:De Utah, mano, aqui dos Estados Unidos.
Voz B:Olha aí, ó, tá lá na terra.
Voz C:Vai ver algum jogo da Copa aí nos Estados Unidos?
Voz D:Pô, não vou essa semana, eu tô de férias aqui. E no sábado, amanhã eu vou estar assistindo, no sábado eu vou estar assistindo só.
Voz C:Tá barato, né?
Du Meneses:O bom do ingresso é que é dinâmico, tá, menino? É ele que tá em Utah. Sabe, você paga o ingresso, é $5.000. Aí, de acordo com a procura, vira 6, 10, 20.
Voz D:É $5.000 no Mercado Livre, no Marketplace aqui tem um monte de gente vendendo que já tinha comprado antes. Então realmente virou um comércio aqui para quem mora aqui.
Voz B:É porque o cara precisa de uma prata para tocar a vida, né?
Voz C:Uma prata, cara.
Voz D:Fala, meu irmão, rapidinho. Eu sou muito seu fã, igual do Bola, desde o Muito orgânico.
Voz C:Obrigado, irmão.
Voz D:Eu venho vendo sua evolução em muitas coisas, na saúde, na dieta, assim como pessoa também.
Voz B:Obrigado.
Voz C:A voz tá boa.
Voz D:O Bola, eu vi o Bola falar que não queria casar e vi o casamento do Bola também.
Voz C:Obrigado. É verdade, irmão. E foi a coisa mais legal que eu fiz na vida.
Voz D:Vai ter um filho, né, Bola?
Voz C:Que o Bola também falou que não queria ter filho. Não, filho eu acho que não. Filho eu tô broxa já. Brother, brother, filho, não, filho, eu tô um pouco nervoso aqui que eu tô falando com vocês, porque realmente era você. Obrigado, irmão, obrigado, irmão.
Du Meneses:Que que você faz aí, irmão?
Voz D:Eu moro aqui em Sandy, eu trabalho na empresa de golfe, de carrinho de golfe.
Voz C:Ó, que legal, irmão, pô, que bacana, chama Inter jogar golfe.
Voz D:E eu tenho um filho autista de 8 anos, o Antony, e ele não fala ainda. E quando eu tava, ele tava no Brasil, eu tava aqui, quando eu trabalhava de madrugada, e a única coisa que me alegrava por continuar era a risada do Bola e as piadas sem graça do Carioca. Então, cara, você sair para sua casa, Bola, e trabalhar trabalhar não é só, é por muitas pessoas que precisa ali tá ouvindo o Ticaracatecast todo dia, assim como eu que tô de férias. Falei, meu, nas minhas férias eu vou conseguir porque no meu trabalho eu não posso mexer em celular. Eu fui o primeiro a entrar aqui, eu falei, eu preciso.
Voz C:Obrigado, irmão.
Voz D:E o meu, sou muito fã. Obrigado, obrigado, obrigado. Manda um beijo pro teu filho aí, o seu show. Ou o Ticaracatica agora. Isso não é um talk show, espero que não afete o Ticaracatica, porque o Ticaracatica ele representa muitas pessoas.
Voz B:Como é que é o teu nome, velho?
Voz D:Bruno, é Bruno, mas sou conhecido como Gugu aí.
Voz B:O Gugu, é o seguinte, quando você tiver aqui no Brasil, vem aqui visitar nós, já é convidado, você é nosso convidado a tomar um café.
Voz C:Você já é, já é.
Voz D:É só fazer mais dois pedidos. Primeiro era um, por favor, pica-pau louco, porque eu quero conhecer ele.
Voz C:É, esse eu sei que toma cuidado, irmão.
Voz D:É esse aí também. E eu sou muito fã do carinho que o carioca tem pelo Carlinhos também. Valeu, carioca sempre tenta trazer ele para perto. Desculpa, já saiu um pouco do foco da Copa, mas eu sou fã de vocês, entendeu? Eu sou fã da Copa igual o Bola gosta do Boa, irmão!
Voz B:Boa!
Voz C:É isso aí, é isso aí! Obrigado, irmão, muito obrigado pelas palavras. Eu fiquei emocionado, velho.
Voz D:Vocês alegra o carioca, tenta vir para Las Vegas fazer show, né?
Voz C:Eu tive em outubro do ano retrasado, mas fazer show, fazer show, você acha que MGM, pô.
Du Meneses:Tenta lutar com alguém lá.
Voz B:Tem, pô, tem.
Voz C:Você é gigante, Carioca, vocês imaginam. Fecha MGM e faz um show lá para nós, porra.
Voz B:Bruno, fica com Deus, amigo. Um beijo, irmão, por favor.
Voz D:Um beijo, família. Ô, bola, xinga, xinga a bola.
Voz C:Não, Bruno, vai para o inferno. E se você tiver aqui, vem visitar a gente, irmão.
Voz D:Obrigado, irmão, um abraço, amo você.
Voz C:Um beijo, Bruno, obrigado.
Voz B:Um abraço, valeu, Bruno! Um abraço, querido!
Voz C:Obrigado, irmão!
Voz B:É isso aí, a vida é recheada de incertezas e dores também, né? Mas o grande, pode ser, o grande barato é você aturar, né? Assim, é você falar, porra, a porrada veio, e você fala assim, tô aqui de boa. É a história desse menino Aí, cara tá de pé. É isso aí, irmão, continue firme. Gol do Médio, tô vendo o jogo, está fazendo um programa, cara. Tô curioso para ver como é que é a arte da quadra. Não, vamos embora.
Voz C:Alô, quem fala? Alô, fala, Leonardo, tudo bem, irmão?
Du Meneses:Fala, bonita carica, beleza?
Voz C:Fala, parceiro, fala de onde, Leonardo?
Du Meneses:Maningá, Paraná.
Voz B:É o estado do Paraná.
Voz C:Que que você manda, irmão?
Voz E:Já vi você contando história daqui, tô 4 anos aqui, era de São Paulo também.
Voz C:Legal, Maringá, terra boa, velho. Tem muitos amigos, tem muitos amigos. Que que você manda, bonitão?
Voz E:Fazer uma pergunta para vocês aí. Eu vi vocês comentando muito, engraçado. Eu entrei aqui, eu fiz segunda fila, ia falar sobre o Henrik, mas depois vi o Du falando aí e tudo mais. Eu queria até comentar assim, perguntar para vocês o que vocês acham disso. Por exemplo, eu vejo que o Henrik, o Stevon, eu vejo muita seriedade nesses moleques e vejo que eles têm todo o potencial de resgatar o que, na minha opinião, na minha visão, eu, conversando, ouvindo de outras pessoas, que perdeu, que aquela vontade de pintar as ruas eu não vejo mais. E até tentar, vocês não acham também que o trabalho que o Palmeiras tem feito com a base, esses moleque vindo da base, vocês acham que isso também não tem contribuído? Porque eu talvez esteja enviesado nesse Ele tá na caverna dos moleques. Entendeu?
Voz C:Então assim, perguntou da base do Palmeiras.
Du Meneses:É, eu tô entendendo aqui que ele tá falando, tá falando sobre o trabalho. Um abraço para ele também, é um Leonardo, um abraço para você. O Leonardo fala sobre muito do trabalho da base do Palmeiras, que tem o João Paulo Sampaio, é, tem o Estevão, tem o Hendrick, tem muitos outros que saíram da base. Eu acho que ele fala muito disso, que o Palmeiras há uns 10 anos, 11, 12, ele era tido como, pô, tem a base, mas não aproveitava quase ninguém, ou aproveitava de uma maneira errada. Desde então, desde o Paulo Nobre presidente até o João O Paulo Sampaio, que eles fizeram foi colocar uma metodologia que conseguisse lançar os caras e os moleques com propriedade. Então, Hendrick, Estevão, vários outros que surgiram da base também. O Danilo, que tá jogando na seleção hoje, que é do Botafogo, foi prata da casa do Palmeiras, também saiu da base. Então você vê que esses meninos são diferentes, então foi tudo trabalho do Palmeiras.
Voz B:O próprio Gabriel Jesus, se bobear, né?
Du Meneses:Não, Gabriel já é dessa você leva também.
Voz B:Isso é isso. Vamos para o Super Chat.
Voz C:Vamos embora, solta de lá. Pô, desculpa aí, brother, você ligou aqui, mas cara, o tempo aí ruim, a caverna.
Voz B:É, você tava falando da caverna lá da Tailândia lá, que chuta.
Du Meneses:Será que ele tava com o ET lá? O ET foi no Paraná, né?
Voz B:Foi.
Voz C:É, pode ser bonito.
Voz B:Vamos ver o Super Chat. Solta aí, Isaac, que eu não consigo daqui. Vai, Isaac. Não estou conectando. Edu Edis enviou uma mensagem. Lá vem ele, lá vem ele, lá vem ele, meus amigos! Tudo disso, cara.
Du Meneses:Boa tarde, passando por aqui no plantão do Jornal Racional, agradecendo ao Tica por me contratar. Vamos fazer um link na Copa. Opa, 2026, beijos!
Voz B:Vai ficar, a gente não sabe quem é, cara, porque ele muda o nome todo dia. Nunca você sabe o nome, mas é bom isso. A gente só tem informação que ele é das Filipinas. Ah, é? É, aqui segundo você tá sendo rastreado, tá?
Du Meneses:Nós vamos atrás de você nas Filipinas, jogar você na caverna, seu filho da puta!
Voz B:Vai morrer! Vamos ver quem é o próximo.
Du Meneses:Bruno Rezende Lino enviou uma mensagem: a taça do mundo é nossa e a hemorroida do carioca.
Voz B:É verdade, lembra disso, bola?
Du Meneses:Lembra?
Voz C:A taça do mundo é nossa e a hemorroida do carioca.
Voz B:Enchi o meu saco com isso.
Du Meneses:Isso é da época do Preciso de um Companheiro, da rádio.
Voz B:Não, era da época da rádio. Tá bem, tá bem.
Du Meneses:E ele achou um companheiro.
Voz B:Até hoje não tem companheiro.
Du Meneses:Ele tem um brechó.
Voz B:Que maravilhoso! Eu procuro companheiro e não consigo companheiros.
Voz C:Tem mais aí, Zaqueu?
Voz B:Já tá 1x0 para o México, hein, bola!
Voz C:Já meteu um, já meteu um.
Du Meneses:Padre Sala enviou uma mensagem. Carica e Dudu, Padre Sala de Ituaqui, Deus abençoe.
Voz B:Brasil ganha a Copa. 26, Ronaldinho Gaúcho, o maior de todos os tempos.
Du Meneses:Carioca, que te meteu, vai bola nas costas. Brincadeira sadia, viu, Xuxu? Busca em portal, amém no Google.
Voz C:Engraçadinho também, padre, tá? Zé Graça você, né?
Voz B:Mas tá bom, tá bom. Aposta para o jogo de hoje, já tá 1 a 0 México. Você acha que ganha México, África África do Sul. Vamos dar uma placadinha.
Voz C:Eu acho que empata 1x1.
Voz B:Vamos fazer uma, uma, se a gente fosse entrar na bet, na bet, na bet. 1x1 Brasil? Não, aqui o África do Sul e México.
Voz C:É que foi o que você perguntou.
Du Meneses:Tá sacanagem.
Voz B:Brasil e Marrocos, vai bola.
Voz C:2x0 Brasil.
Du Meneses:2x0 Brasil também. E eu acho que o Brasil faz, ainda pode diversificar, acho que é para não, vai, um gol do Vini Júnior, outro do o Hendrick.
Voz C:Boa!
Voz B:2x1. Pronto, você é diferente.
Voz C:2x1, mais apertadinho.
Voz B:2x1, tá bom.
Du Meneses:Vamos ver.
Voz C:E lembrando, Brasil campeão, vai, Du!
Du Meneses:Brasil campeão, você não pode perder aqui no Tica. Nós teremos o Bola replicando o cabelo cascão do Ronaldo.
Voz C:Fenômeno!
Du Meneses:Eu estarei totalmente pintado de dourado como a Copa do Mundo.
Voz E:Mundo.
Du Meneses:E o Carioca vai se vestir de Ancelotti, vai fazer o programa todo de Ancelotti. Fechou, é isso, tá feito.
Voz B:Vamos nessa, Gordinho. Obrigado. Inscreva-se no canal, curta e compartilhe.
Voz C:Temos o Carioca Botando Pilha, não se esqueça.
Voz B:Rio Grande do Sul, por favor.
Voz C:Showzaço, showzaço.
Voz B:É isso aí, meu amigo. Na Copa do Mundo, dá um serviço aí para a galera, onde você vai estar na ESPN.
Du Meneses:Vamos lá. Durante a Copa do Mundo eu sigo lá no Futebol Show, dá 1 às 3 da tarde. Assistam, que é maravilhoso, Lá tem loucurada a todo momento. E também nós teremos programas especiais ali ao longo da Copa do Mundo. Nossa equipe também enviada para lá, teremos o Resenha da rodada de lá, vai ter muita coisa legal para vocês com a nossa cobertura. Mas assistam o Futebol Show, que eu tô sempre lá, 1 da tarde, de segunda a segunda, que teremos no final de semana também. E me sigam nas redes sociais, @dumenezes, tudo com S.
Voz B:Tá aí, tá aí, tá na tela, foi da tela, Eduardo Menezes.
Du Meneses:Companhia, entretenimento, aquela coisinha maravilhosa é aqui, inclusive com umas fotos maravilhosas, que eu sou lindo demais. Me sigam. E onde você— eu gosto quando o cara fala assim: onde que te encontra? Eu falo sempre: na noite, aí na rua. Uma vez que eu vim aqui, mandei abraço, o pessoal do Love Story me seguiram.
Voz C:Que nem aí, pronto.
Du Meneses:Aí, mas não fui não, é perigoso lá, hein?
Voz C:Perigosíssimo.
Voz B:Acompanha o trabalho do Duzão aí na Copa. É uma honra, eu adoro a ESPN, adoro.
Du Meneses:Eu preciso ir lá no futebol show.
Voz B:Imagina, tá fácil.
Du Meneses:Eu também não entendo, há 26 anos e tô aí também.
Voz B:Hoje é quinta-feira, hoje é quinta-feira. Eu fiz uns 10 programas essa semana, eu sei, de segunda para cá. Aliás, muito obrigado. E o Bola, que eu amo demais, Eduardo de Menezes. Acompanha o Du na ESPN e mandar um beijo para todo o time da ESPN, que eu adoro.
Du Meneses:Eu queria, nós vamos fazer um programa lá.
Voz B:Pô, eu sou fanático da ESPN desde a época, cara, em São que ficava com anteninha, entrou em UHF pela TVA. Eu nunca mais vou me esquecer disso. E eu vendo, e a programação da ESPN era americana, era os caras fazendo ginástica. E para mim, nossa, eu achava aquilo foda.
Voz C:Tinha uma antena em casa que chamava de cabo, mas era uma antena, só pegava ESPN, assistindo.
Voz B:Lembra TVA?
Voz C:Tudo em inglês.
Voz B:Eu lembro, tudo em inglês, era muito legal.
Voz C:Hoje eu vejo o bicho MotoGP, OKB, futebol. O Disney Plus foi bicicleta.
Du Meneses:O Disney Plus, você me mandou um dia mensagem, tô vendo o Campeonato Equatoriano, né?
Voz B:Que você ficou, porra, eu não, eu pirava quando era o, não era o Star Plus. Isso, que agora tem o Disney Plus, cara, aquilo você tem uma infinidade de coisas assim, de esportes espalhados, é muito legal que foi integrado, né, o Star Plus, né, ao Hulu também. Enfim, tá uma, tá aquela maravilha, né? Mas um beijo para você, todo o pessoal da ESPN, Obrigado por vir aqui, agradeço. E até terça que vem, tamo ao vivo, 2 da tarde. Vamos lá, vamos beber, bora beber, bora beber!
Du Meneses:É o que vale na vida, é ficar doido.