EP 772 - EDUARDO CORRÊA
Eduardo Corrêa é um dos maiores nomes do fisiculturismo brasileiro. Ex-atleta profissional e 8 vezes finalista do Mr. Olympia, marcou a história do esporte pela dedicação, superação e intensidade nos treinos. Hoje, atua como treinador e mentor de atletas no Brasil
- Transição de Carreira e Retorno ao FisiculturismoTransição de carreira pós-competição · Saúde e longevidade no esporte · Impacto psicológico da aposentadoria · Eduardo Corrêa · Max Titanium
- Mitos e barreiras para o exercício físicoUso de substâncias e seus perigos · Insulina, diuréticos e clenbuterol · Mortalidade de atletas jovens · Gunley · Fórmula 1
- Treino e saúdeImportância do treino regular · Cardio e musculação · Consciência corporal e funcionalidade · Adaptações do corpo ao esporte · Sedentarismo
- Saúde, Academia e CorpoPressão por resultados rápidos · Influência das redes sociais · Romantização do esporte · Idade ideal para iniciar
- Alimentação Saudável e SuplementosWhey protein e creatina · Suplementação para idosos e sarcopenia · Termogênicos · Vitaminas e acompanhamento médico
- Medicamentos e TratamentosMonjaro e Retatrutida · Análogos de GLP-1 · Efeitos colaterais e perda muscular · Importância do acompanhamento médico
- História pessoal e trajetóriaExperiência como segurança de Puff Daddy · Viagens e competições nos EUA · Memória muscular e recuperação
- Copa do MundoExpectativas para a Copa · Jogadores e escalações · Impacto da internet no consumo de mídia
- Esporte de Endurance e IronmanRiscos da corrida de longa distância · Impacto no corpo a longo prazo · Alternativas de exercícios funcionais
- Regulação de HormôniosCrescimento do fisiculturismo natural · Alta performance e saúde · Categorias de competição
- Trajetória profissional e acadêmicaProfissionais de educação física · Diferenças entre Brasil e EUA · Importância do acompanhamento profissional
- Alimentacao e NutricaoUso de Tadalafila para treino · Efeito na aparência das veias
Bola:Não, não, não, não sou não. Tudo bom, querido? Estou bem, menino. E você, carinho?
Voz B:Começando mais um Ticaracati Cast ao vivaço para vocês.
Bola:Muito obrigado, rapaziada.
Voz B:Trabalhando pouco, Boletá. Vamos que vamos. Essa semana já nem se fala. Vamos desvelar o Boemiro a ganância.
Bola:Não, não é ganância, né? É sobrevivência.
Voz B:É verdade, você sabe muito bem.
Bola:Mas tá fazendo bem as coisas, cara.
Voz B:Obrigado, gordinho, obrigado. Tamo lá na Jovem Pan também, sempre às 10:30 da noite. Isso aí é, tem que trabalhar, né, filho? Aproveitar que tem saúde, né?
Bola:Quanto menos eu trabalhar, melhor.
Voz B:E eu ainda tô conseguindo encaixar o treino. Tipo, ontem eu treinei de manhã, certo? Hoje eu saio daqui, treino e vou para Jovem Pan. Perfeito, entendeu? Ainda faço mala para poder viajar.
Bola:Eu tenho uma parada, vou voltar agora.
Voz B:Bola, você não pode parar.
Bola:Não posso.
Voz B:Há quanto tempo você tá fora da academia, boleto?
Bola:Duas semanas.
Voz B:Não, não pode. Semanas não pode. Você tava com que frequência?
Bola:3 por semana.
Voz B:Porra, não pode parar.
Bola:Vamos voltar.
Voz B:Hoje você vai?
Bola:Vou. Não, hoje não. Vamos. Tô com o pé fodido.
Voz B:O que que foi, a planta do pé?
Bola:Não, eu fui andar com uma caralha de um tênis sem meia, fez uma puta de uma bolha. Ué, eu não consigo pisar.
Voz B:Faz o treino de braço.
Bola:É, vou fazer braço, pode ser.
Voz B:Braço aqui, ó, braço e ombro aqui.
Bola:Desculpa, nem hoje é que eu tô com o pé machucado.
Voz B:Não, sem desculpa. Bola, Gabi, vai.
Bola:Gabi já foi de manhã.
Voz B:Puta que pariu. Aí ela vai cedinho, ela tem que ir com você.
Bola:Ela vai comigo à tarde.
Voz B:Então vamos, tá bom. Bora, Gabi, leva o bola. Quero bola 3 vezes por semana, no mínimo. É, no mínimo, no mínimo. Eu tô dentro da minha rotina, tô encaixando, tô tendo que encaixar. Mas semana passada eu fiquei uma semana sem treinar.
Bola:Aí tá vendo, não tô tão ruim.
Voz B:Não, não, uma semana, mas é que não deu mesmo. Agora essa eu falei, cara, vou encaixar em algum horário aqui, tem que dar e vai dar.
Bola:Boa.
Voz B:E com trânsito de São Paulo, eu vou para Morumbi para depois voltar para Paulista. Não importa, tem que treinar. E é isso aí, meu. E minha namorada que também fica. E aí, treinou?
Bola:É bom, isso é bom.
Voz B:E aí, treinou?
Bola:A mulher, quando dá um gás, é bom.
Voz B:Ela colabora bastante. É isso aí. E é isso que vale. É isso aí. Bom, a gente o boletim para que você se inscreva. Inscreva-se no canal, né, Boletim?
Bola:Curta, compartilhe, inscreva-se no nosso humilde canal. Agradecemos desde já. Ative o sininho, dê o like chocolate, faça tudo para ajudar a gente. Estamos chegando aos 3 milhões graças a vocês. Isso, muito obrigado, rapaziada. É isso aí, é isso aí. Muito obrigado de coração. Vocês, esse canal e o canal oficial de cortes.
Voz B:Vamos aumentar a inscrição, vai. Vamos bater 3 milhões, gente. A gente queria Faltam alguns dias, faltam 14 dias pra gente completar 5 anos e a gente não evoluiu pra nós, pelo menos pra 2.900.
Bola:Ajuda nós, rapaziada.
Voz B:Inscreva-se no canal, é importante você se inscrever no canal.
Bola:Não custa nada.
Voz B:A gente quer, vamos fazer, ô Renatão, Cadu, vamos fazer uma brincadeira junto com o Gans aí, com Axel Rose, pra fazer uma campanha dos 3 milhões. Vamos fazer uma campanha. É o João. É isso aí. Tipo sacaneando o Renatão. Vamos fazer um vídeo de campanha pra gente estimular a galera a se inscrever. Vamos fazer? É isso aí, da poltrona.
Bola:Muito obrigado, rapaziada.
Voz B:A gente faz uma caracterização de Renato Aragão. Não, é isso aí, com aquela roupa branca. É isso aí, vamos colaborar.
Bola:Só inventa, velho. Inventa umas puta moda.
Voz B:O Renato Aragão, se você ver hoje o semblante dele, ele tá assim, ó.
Bola:Mas também tá com quantos anos, Renato Aragão? Ele tá triste, ele é triste. 112?
Voz B:Não, Renato Aragão ele tá com 90.
Bola:É, tá só o corrupiu também.
Voz B:Tá tadinho, mas é um ídolo, né?
Bola:Um ícone.
Voz B:Amo demais.
Bola:91 anos.
Voz B:91, é, meu.
Bola:Você é que ele tá animadão e alegre.
Voz B:Pô, tá nos acréscimos.
Bola:Já passou, já tá nos acréscimos bonito.
Voz B:Tá nos acréscimos bonitão.
Bola:Morra.
Voz B:Pô, um homem com 91 anos.
Bola:E ele foi um cara muito forte.
Voz B:E provavelmente o Didi O Renato Aragão, seu Renato, desculpa a brincadeira, ele provavelmente, não sei se teve uma vida muito regrada em relação ao exercício, mas ele era um cara bem definido nos filmes, ele tinha uma, fortinho, ele tinha um...
Bola:É, pode ser uma característica, acho que ele não fazia exercício.
Voz B:Mas ele sempre foi magro, né?
Bola:Sempre foi magro, é, sempre foi magro.
Voz B:Quer dizer, depois dos 70 ali...
Bola:A genética do cara era boa.
Voz B:Era boa, é, cearense arretado. Bom, temos a plataforma, você pode entrar no chat.
Bola:Liga pra nós, mande o super chat. Como é que faz pra entrar na plataforma, Carinha?
Voz B:É só você aqui no chat, tem um linkzinho aqui que não apareceu até agora, meu querido Zacarias, tô aguardando. Tá aqui, Smartcast. Você clica nesse link, entra na nossa plataforma, envia sua mensagem. Você pode comprar o Super Chat, né? Você pode mandar com a tua voz, se você quiser mandar em áudio, se você quiser a voz do cara da B.O.I.D., escreveu, escolheu o personagem ali para mandar com a voz em ar, como você quiser. Você pode ligar para cá, hoje nós vamos atender telefones, então você pode ligar para cá. As dúvidas, tudo tem lá na plataforma. É só você entrar aqui, clicar nesse link, faz seu cadastro com a sua conta Google e tal, rapidinho você acessa aqui instantaneamente a nossa plataforma, que é a plataforma do Ticaracatecast. Tá certo, moletom?
Bola:Estamos no Spotify, estamos no Amazon Music, inscreva-se, estamos em todas as plataformas.
Voz B:Segue a gente lá no Spotify se puder, lá, Tica seguindo, pá, dá o dedinho. Eu sei que tem muita audiência do Spotify nossa na academia. Muita gente coloca play e vai treinar e curte. Então hoje, para você que está treinando, o papo vai ser completamente voltado para treino, saúde, bem-estar. É isso aí. Esse esporte que cresce avassaladoramente no Brasil, que é o bodybuilder, né? Que é o bodybuilder, o fisiculturismo.
Bola:Fisiculturismo.
Voz B:Eu ia falar halterofilista e não é isso. Eu estou desatualizado. Sabe a década de 70? É. É Arnold Schwarzenegger, o puxador de ferro. Isso, o homem que cria músculos. Isso aí, eu tô na luta. Vamos fazer um outro apelo antes de começar?
Eduardo Corrêa:Vamos.
Voz B:Pede para mamãe treinar, Dona Odete.
Bola:Não vai, já pediu 86 vezes.
Voz B:Eu pedi para o Boris antes.
Bola:Ela não gosta, tadinha.
Voz B:Ô mãe, não é questão de gostar.
Bola:Ia ser bom, lógico que ela sabe.
Voz B:Minha mãe tem 74 anos, tá começando a dar umas mancadas.
Bola:Eu falei: mãe, se você for para academia "Você vai ganhar tanta autonomia, mãe." "Não precisa fazer exercícios pesados, só fazer um..." "Tem que fazer uma musculaçãozinha, um negocinho..." "De leve, Dona Inês." "Para poder ter mais autonomia." "Vou falar uma coisa para a senhora, é chato pra buné, é muito chato." Os caras vão falar: "Não, é gostoso, é igual comer chocolate, porque libera..." Libera bosta nenhuma, dói tudo, é uma bosta. "Não dói tudo não, mas tem que ir para a saúde da pessoa." É isso aí, sustentar autonomia.
Voz B:Eu não quero... Eu já falei para ela, eu troquei uma ideia com ela essa semana.
Bola:Já falei: "Mãe, pega o personal, manda..." Tem personal, tem tudo.
Voz B:É só me ligar, o cara eu acerto com ele, já falei com ela. Você só vai, só vai ter caso com o pessoal, inclusive o nosso convidado de hoje, que eu particularmente tive o privilégio de conhecer enquanto estive lá na Max Titânio. Tive a honra de conhecer o atleta, o profissional e a pessoa e a família. E é um cara que eu adorei de cara e viramos amigos. Eduardo Corrêa hoje aqui. Obrigado. Um dos maiores nomes do cara, botando o pino, foi do Phillips.
Bola:É verdade. Ai, Phillips, é Philips, meu amigo.
Voz B:Philips, Copa do Mundo amanhã começa.
Bola:Pela manhã, você não tem hoje? Tem hoje, você, bom, tem um tempinho para você comprar tua Ambilight TV para você assistir a Copa de outro jeito. Exato, Boletim, outra profundidade. É um, é uma TV espetacular, meu velho.
Voz B:Isso aí, Ambilight TV, a TV da Copa do Mundo, é a TV da Copa do Mundo, é a TV da Copa do Mundo, e você não pode perder a Copa. Em 4K, Philips. Gente, eu tenho certeza que a sua televisão já tá com aquele controle remoto que demora, Smart TV, tudo tá na hora de trocar, zoado. Tem que botar uma Philips, você vai entender.
Bola:Qualidade de som e de imagem é outro padrão, é outro padrão, é outro nível.
Voz B:Pega uma 55 e põe no quarto, uma Ambilight The One, põe lá, põe lá, uma série 8000, vai na minha que você, série 8000 The One Ambilight, essa é a TV.
Bola:Entra no site, é bom, ó, tem o QR code, entra no site, Tem o QR code aqui, meu, tá com preço legal e você vai ver a Copa com outros olhos.
Voz B:Eu vou dar dica, bola, tá aqui, ó, Ambilight. Vou botar aqui, ó, Ambilight TV, 55, para você pôr no seu quarto, 55 polegadas, Philips The One, The One, série 8000, série 8000. R$8.000.
Bola:Tá fácil escrever aí?
Voz B:Não, aqui eu acho que é R$8.800 a série. Deixa eu ver aqui. Essa TVzinha, meu velho, é sensacional, entendeu, Birubô? É uma barbaridade. A série R$8.000, série R$8.000, vai na minha. Pera aí, tem de 3, tem de tudo aqui, tem preço ótimo.
Bola:Pode comprar de olho fechado, é uma delícia.
Voz B:Edu tá aqui, presentão, para treinar. Obrigado, maravilhoso, irmão.
Bola:Esse fone é uma qualidade espetacular.
Voz B:Costuma treinar, Edu, com fone? Música, faço cardio todo dia com fone ouvindo música. Não desfoca, porque tem gente que fala: aí pode desfocar a música ou alguma coisa.
Eduardo Corrêa:Não, não, eu faço cardio assistindo podcast, assistindo só o cara.
Bola:Musculação você não usa?
Eduardo Corrêa:Não muito, porque normalmente eu treino com alguém, né?
Bola:Ah, então o cara vai falando. É, entendi.
Voz B:Boa! O Eduardo Corrêa. Bom, o Botando Pilha vai estar aí no Rio Grande do Sul em julho, tá bom? E Campinas em agosto.
Bola:Compra seu ingresso.
Voz B:É isso aí, tá aí. Tá as datas aí, ó. É, não era pra estar com essa arte, era pra estar com a outra, mas tudo bem que esse show G-Syma já foi, ele não recebeu, eu sei, eu tô ligado. É brincadeira, mas tudo bem, pode tirar. Bom, a gente vai atualizar essa arte aí.
Bola:É da Elgin, rapaziada.
Voz B:É isso aí, obrigado aí, Elgin, pela Patrocinação, né?
Bola:Patrocinação sempre é importante.
Voz B:É o name right, ele compra o name right. Sempre importante. O name right botou no pino.
Bola:Sempre importante.
Voz B:Aí você, obrigado, viu, Bola, pela moral. Valeu, fique em paz. Eduardo, você falou de cardio, né, que você faz o cardio ouvindo podcast. Você faz quantos cardio por semana, só para a gente tirar uma dúvida?
Eduardo Corrêa:Faço 5 de 36 minutos.
Voz B:Por que 36?
Bola:Mas correndo ou caminhando?
Eduardo Corrêa:É caminhando rápido com a esteira inclinada.
Voz B:Tá, inclinada com que grau? Só para a gente saber.
Eduardo Corrêa:Ah, 2, 3.
Bola:E a esteira, que rápido, que velocidade?
Eduardo Corrêa:Ah, eu não consigo andar muito rápido, 5.6 no máximo.
Bola:É o que eu ando, é.
Voz B:Você anda 36 minutos a 5.6 inclinado em 2?
Eduardo Corrêa:Hoje, né, porque quando eu era atleta mesmo, tava no auge, eu não conseguia passar de 5.0 de velocidade, por causa que as pernas eram muito grossas.
Voz B:Entendi.
Eduardo Corrêa:É bem difícil.
Voz B:Então, 5.6.
Bola:O cardio eu continuo fazendo, eu vou caminhar todo dia.
Voz B:Não, mas é pouco.
Bola:Você perde músculo. Cardio é gostoso.
Eduardo Corrêa:Fazer cardio, 36 minutos. 36 minutos.
Voz B:Por que esse número?
Eduardo Corrêa:Porque eu comecei a fazer 30 minutos por semana, e aí eu percebi que fazer 5 minutos a mais já é outra coisa. Já, já tava ali, falei, ah, Só que 5 minutos a mais dá 25 vezes por semana, dá 25. E aí eu comecei a calcular isso em um ano, dá praticamente um mês a mais no ano. É, dá um mês a mais.
Voz B:Dá 30.
Eduardo Corrêa:Aí eu pensei, cara, eu vou ganhar um mês no ano se eu adicionar 5 minutos de caminhada no momento que eu já tô ali, sabe? Então, Bola, tem uma dica muito boa para quem quer fazer esteira e não tem muita vontade, cara. Sobe em cima dela, aperta o botão verde, aí tu decide se tu vai fazer ou não depois que tu apertar o botão. Cara, sempre funcionou para mim.
Bola:Repete, é uma dica boa, cara.
Eduardo Corrêa:Todo dia a bola tá falando: ah, o cara vai dizer que é bom treinar, que é prazeroso, que é igual comer chocolate.
Bola:Pô, se fosse igual comer chocolate, libera endorfina lá.
Eduardo Corrêa:Ah, tudo bem, mas depois de um tempo. Mas é caro, né? É caro, né? Tem que sofrer bastante para liberar. Chocolate é mais fácil.
Bola:É verdade.
Eduardo Corrêa:Só que O que que eu tava falando?
Bola:Da esteira, você fazer, você sobe e desce depois que você apertar o botão.
Eduardo Corrêa:Isso, isso, isso. Aí eu não tenho vontade de fazer também, eu acordo todo dia e vou me obrigando a fazer. E aí uma das estratégias assim, cara, só vai, sobe em cima da esteira, aperta o botão, depois se arrepende, depois xinga, e funciona, cara. Aí os 35 minutos virou 36, porque eu comecei a fazer uma conta e percebi que 6 minutos a mais 5 vezes na semana, já era 30. Aí eu arredondei esse número. Então, apesar de ser um número quebrado, porque ninguém faz nada com número muito quebrado assim, né? O cara vai caminhar 40 minutos, 1 hora. E aí eu faço 36 minutos, cara. Bate bem no psicológico, porque não é 40.
Voz B:Mas você treina em conjunto, aí 5 também você faz o cardio e treina, é isso?
Eduardo Corrêa:Não, não, aí eu treino no horário separado.
Voz B:Por quê? Você muda o horário do cardio?
Eduardo Corrêa:Cara, eu gosto de acordar de manhã, subir na esteira e matar meu cardio já. Já é a primeira coisa que eu faço.
Bola:Aí faz suas coisas do dia a dia. Aí faço minhas coisas. E depois você vai treinar?
Eduardo Corrêa:Depois vou treinar.
Voz B:Você treina à noite assim, mais à tardinha?
Eduardo Corrêa:À tarde, à tarde, dependendo. Agora nessa fase que eu tô agora, eu tô produzindo muito conteúdo, então eu treino quando que dá. Mas normalmente enquanto atleta eu tenho uma rotina bem, bem fixa.
Bola:Mas agora você não tá competindo?
Eduardo Corrêa:Não, não. Minha última competição foi 2022.
Bola:22.
Eduardo Corrêa:É, e de lá para cá eu venho me dedicando aos projetos da Max, me dedicando a outras coisas.
Bola:Uma coisa que eu queria entender, depois que o cara para, que você, pô, você foi Mister, foi Miss Olympia 20 vezes, é, arrebentava lá, pô. Depois o cara para, ele dá uma diminuída. Não é estranho para o cara isso, velho?
Eduardo Corrêa:Cara, esse é um ponto bem importante de tocar, porque não se fala muito sobre isso. A gente fala como ficar forte, como se tornar um fisiculturista, mas ninguém pergunta para mim como que é depois que para, sabe, cara? É um ponto bem importante esse, cara.
Bola:Gigante. "Então, né?" Você fala, o cara para. Pô, deve dar uma diminuída.
Eduardo Corrêa:Então, mano, a minha identidade, cara, vamos dizer assim, ela foi forjada mediante a forma com que eu me enxergo. O fisiculturismo, pra mim, sempre foi muito mais do que só a prática do exercício, o esporte. Pra mim, era a minha identidade. Eu conseguia me enxergar ali. E depois que tu acaba de competir, isso já não é mais um objetivo, tu tem que avaliar outras questões. Saúde, longevidade, né? É, eu tenho 12 cirurgias ortopédicas por conta do fisiculturismo.
Bola:Olha o tamanho do homem.
Eduardo Corrêa:É muito caro em termos não só financeiros, mas em termos de saúde também se manter com esse volume muscular aí, 100kg.
Bola:Caro em que sentido, irmão? De grana ou de saúde mesmo?
Eduardo Corrêa:Dos dois, de financeiro e de saúde. Porque quando a gente fala de saúde, também de tempo, porque pra tu manter um físico desse aí, tu tem que se dedicar 24 horas por dia. Tudo que tu faz tem que ser em prol do teu físico.
Bola:Sabe? Caraca, irmão, tá aqui, ô pariu!
Eduardo Corrêa:Ali eu já tinha acabado de competir. Essa foi minha primeira competição, essa do lado esquerdo. Essa molecão aqui é minha primeira competição em 2001.
Voz B:Porra, 2001, faz tempo, hein? 2001, cara, 25 anos.
Eduardo Corrêa:Eu comecei no fisiculturismo quando ele não era um esporte ainda tão popular, era muito marginal, era muito, muito, muito.
Voz B:Era aí esse cara aí, caralho, irmão!
Eduardo Corrêa:Esse ano eu ganhei.
Bola:Você não conseguia andar na esteira, caralho. Pô, a perna do— putas que paroca, bicho.
Eduardo Corrêa:Esse aí foi quando eu ganhei o prêmio de atleta mais condicionado do ano de todos os atletas que competiram no Mr. Olympia.
Bola:Que demais, cara!
Eduardo Corrêa:Você ganhou mais condicionado do ano. É o maior grau de definição assim, consegue visualizar todos os músculos do corpo.
Bola:Puta que pariu!
Voz B:Parece um livro para escrever livro de medicina que eu esqueci o nome.
Bola:É de anatomia humana.
Voz B:Aquele livro lá, esqueci o nome daquele, Guy, Guy, Guy, não lembro, não é? É, sei lá o nome.
Eduardo Corrêa:Então essa é a forma com que eu me enxergava na maior parte do tempo.
Bola:Então aí você para, você tá desse jeito, certo? Você parou, você fala: fudeu, minha vida acabou, eu vou diminuir.
Eduardo Corrêa:Como é que você sabe? Eu fiz essa pergunta para o Diego Ribas quando a gente foi fazer um podcast lá no CT da Max. Ele é da Probiótica, né? Daí a gente foi conversar, eu perguntei: cara, como é que tu lida com o fato de não tá vestindo mais a camisa do Flamengo? Porque ele falou para mim: Edu, os atletas muitas vezes quando param de competir, param de jogar no time grande, eles não têm mais os mesmos acessos, eles não têm mais, eles não vestem mais a camisa. Então ele falou para mim que o meu valor, na época ele foi bem legal, ele assim, ele falou: o teu valor ele não tá naquilo que tu faz, ele tá naquilo que tu é. Então eu comecei a tentar trabalhar isso na minha cabeça e pensar que o meu real valor não tava no meu corpo, tava naquilo que eu me tornei para ir buscar esse corpo, sabe? Então eu comecei, pô, fisiculturismo me ensinou lições valiosas assim, sabe? Eu tô escrevendo um livro, inclusive terminei o livro, tô, pretendo lançar até o ano que vem o livro, tô me reunindo com a editora e estamos conversando aí, mas justamente porque o intuito do livro é tentar pegar trazer todo o significado para aquilo que eu já vivi, né, dentro do fisiculturismo, as lições que o fisiculturismo me ensina, né. Eu nunca fui um cara— eu comecei a treinar porque eu tinha vergonha de tirar camiseta na praia, na piscina.
Bola:Mas você já foi gordinho?
Eduardo Corrêa:Eu não era gordinho, era um falso magro. E aí eu tinha vergonha e eu busquei uma academia, falei na época que era para tentar melhorar o condicionamento, jogava futebol, mas meu filho, a galera busca academia porque quer botar o shape, quer se ver no espelho, quer se gostar. E de lá para cá isso foi se tornando uma profissão, porque eu fui me apaixonando pelo processo, sabe? E aí, quando eu parei de competir, eu comecei a entender que a minha relevância ela não podia depender do meu shape, né? Então eu tinha que pensar, pera aí, quando tu acaba de competir, tu olha, tu para, olha para frente, tu não enxerga nada ainda, tu enxerga um caminho vazio e tu pensa assim, pô, será que vale a pena competir mais uma vez?
Bola:Então é isso que eu fiquei pensando, mais um aninho só, cara.
Eduardo Corrêa:É muito comum começar a olhar para aquela estrada e falar assim: pô, mas se eu for mais um pouco? Só que aí tem uma outra estrada que se abre do lado assim, que te mostra que existe um outro universo e a possibilidade de viver vários auges dentro de diferentes papéis. Então eu comecei a, da mesma forma que eu me tornei pioneiro lá em 2001, quebrando muitas, quebrando muitos recordes, muitos números, porque não tinha, tivemos um atleta no Mr. Olympia até então. Meu primeiro Mr. Olympia foi 2009.
Bola:Antes de mim, o primeiro brasileiro, o único Último brasileiro que tinha pisado no Mr.
Eduardo Corrêa:Olympia era Luiz Otávio de Freitas em 91. Porra, então eu quebrei muitos paradigmas assim, sabe, que tipo de que o brasileiro pode chegar lá fora e competir junto com os americanos, né. Então da mesma forma que eu me tornei referência para muita gente que compete hoje, eu também acho que essa fase que eu tô vivendo agora vai ajudar muita gente quando parar também, porque o atleta ele vai ter que se deparar. A gente está atleta, né, a gente não é atleta, está atleta, a gente precisa se deparar com o fato de não ter mais a capacidade de conseguir performar da mesma forma. Isso é muito difícil porque é uma sensação de impotência, de incapacidade. Tu olha e fala assim, ó, meu último Mister Olympia em 2022, eu sempre fiquei entre os top 5 da categoria durante 8 anos seguidos. De repente me vi numa situação lá atrás assim, e aí eu falei, pô, eu não tenho mais a capacidade de fazer o que eu faço, entendeu? Eu tenho que assumir isso, cara.
Voz B:É aposentadoria, né? O corpo É a idade, é o processo, já passei, né? Tipo, pô, já deu. O atleta, ele não pensa isso ao longo da carreira, cara, mas a realidade é essa, tá parecendo.
Eduardo Corrêa:Uma hora vai chegar, uma hora vai chegar, e as pessoas vão lidar com diferentes formas sobre essa situação, entendeu? No fisiculturismo tem um agravante ainda maior, porque além de tu não conseguir mais performar da mesma forma, tu também visualmente não se parece mais com aquela pessoa que você viu a vida toda. Então isso muitas vezes faz o cara buscar recursos para tentar se manter forte. E enfim, cara, eu assim, graças a Deus, eu vivi vários momentos da minha vida segmentados. Hoje eu sou pai, sou marido, então eu tenho, eu tenho isso muito claro para mim, sabe? O fisiculturismo, eu sempre, eu costumo dizer que eu sempre eduquei o meu ego o ego pra poder me relacionar bem com ele, porque eu acho que a forma com que o ego age na vida da gente depende muito da forma com que tu se relaciona com ele, né? Um ego deseducado é um ego que te—
Voz B:ele come você, ele te devora.
Eduardo Corrêa:Ele não gosta de dificuldade porque ele não aceita frustração. Sabe? E eu sempre enxerguei o fisiculturismo como um estilo de vida, uma filosofia de vida. Então eu sempre tive uma visão muito profissional do esporte, e isso me fez entender no final da carreira de que se eu parasse de competir nos palcos, a minha carreira ela não tinha se encerrado. Pelo contrário, eu comecei uma nova fase. A primeira fase me preparou para a segunda fase, que é a fase que eu vivo hoje, sabe?
Bola:Sim, tipo, só para entender uma coisa, por favor, Cassinha, aí você parou. Em algum momento, agora que você parou, te deu um alívio assim que eu digo, essa puta merda, bicho, eu não vou ter que treinar igual um filho da puta, eu não vou ter que passar fome, eu não vou ter que— porque você se dedica que nem um filho da mãe, passar apuro na saúde, passar por um monte de coisa. Dá um alívio a hora que você para, tipo, esse alívio que eu digo de um bom sentido, fala, puta merda, agora eu posso relaxar um pouco.
Eduardo Corrêa:Dá um alívio de não depender mais disso, né? Falar assim: cara, meu sucesso hoje não depende de quanto eu vou agachar hoje, porque isso vai consumir teu cérebro.
Voz B:Coitada das tias, das tchutchutchu, agora eu vou me agachar hoje.
Eduardo Corrêa:É, mas é difícil, cara. É, então. A dependência do uso de hormônios também é algo muito relevante nessa fase. As pessoas têm uma dependência psicológica também em relação a isso, porque um cara que performou a vida toda com uma testosterona em níveis suprafisiológicos níveis 1000, 2000, 3000, esse cara ele já entendeu que a vida dele funciona dessa forma. E de repente tu se vê numa situação normal, com níveis hormonais normais, é muito diferente também. Eu comecei um tratamento para engravidar, para ter o segundo filho agora em dezembro do ano passado, e eu tive que parar inclusive com a reposição, tá? E eu comecei a sentir, eu perdi 7 kg de lá para cá, e aí eu tive que ir para outro nível de conscientização em relação ao meu corpo. Porque desde 2022 eu vinha trabalhando isso já, fazendo uma algo de forma progressiva para mim manter bem. Eu gosto muito de treinar, apesar de eu não precisar. Eu ainda acho que eu passo mais fome do que eu deveria, treino muito mais pesado do que eu deveria. Eu gosto disso.
Bola:Eu cheguei aqui, estava com a tua marmitinha ali bonitinha.
Voz B:Qualquer lugar que você vai com ele, o cara só come marmita, velho. Ele tem uma disciplina Coisa bizarra.
Eduardo Corrêa:Eu vivo aquilo que eu propago, né, cara? Eu me considero 100% atleta, sabe? Em todos os âmbitos assim.
Bola:Mas você não dá uma escorregadinha hoje em dia? Ah, hoje eu vou numa pizzaria, não rola?
Eduardo Corrêa:Rola, mas de vez em quando rola, mas eu sou bem regrado. É muito louco isso, porque assim, ó, eu sou um cara que eu gosto de comer doce, eu também não consigo fazer dieta, eu também tenho dificuldade em fazer dieta como qualquer pessoa. Mas é incrível a capacidade que a gente tem de se acostumar depois de muito tempo, sabe? Por isso que é importante para quem tá buscando processo de emagrecimento, nos primeiros meses ali, se forçar a fazer, sabe? Comer mesmo sem ter vontade de comer algo saudável, porque o teu paladar ele vai mudando com o tempo. Tu vai começando a sentir mais prazer naquelas coisas que normalmente não era muito atrativo para ti, sabe? E aí aos poucos tu vai entendendo que Isso traz benefícios e esses benefícios vão te motivando a continuar. Só que eu fiz isso durante tanto tempo na minha vida.
Bola:Isso que é foda, cara.
Eduardo Corrêa:Isso já tá intrínseco dentro de mim, né? Então, pra mim já é algo muito comum assim. E eu percebo que a nova geração tá cada vez mais precoce. Eu, quando comecei a competir, eu fazia dieta só pra competição. Então, eu saía da competição e ficava lá períodos de off-season comendo tudo que eu queria. E depois voltava a fazer dieta. Só que hoje eu percebo que os jovens já têm uma mentalidade diferente. Os caras estão fazendo dieta com 14 anos, 15 anos, 16 anos. Já imaginou o cara na escola se privando, se privando de comer?
Voz B:Por exemplo, a minha namorada é nutricionista, então tipo assim, ela me deu um toque que eu acho válido para caramba, né? Ela falou assim, cara, você pode tomar teu negocinho, teu drink, no meu caso, que é um teu drink, por saúde, tá? Não é, não sou atleta, por saúde, por estar bem, por estar tá mais magro, tá mais, pô, com um pouco mais de músculo. Não, você, tô me cuidando, 50, meu irmão, 50, bateu e tal. Aí ela falou, segunda a sexta no almoço, cara, segura, maneira, coordena, mais legumes, mais frutas, segura na tua rotina, porque como você não vai estar muito distraído, você tá trabalhando, você não come frango, isso que é ruim. É, então, cara, é, come mais segura. No final de semana, beleza, chega sexta-noite, sábado, domingo, dá uma boia, vai um churrasquinho, feijoadinha. Segunda-feira, segura. Então assim, se você levar de segunda até sexta à noite, tá tudo certo. É, o final de semana você dá uma abusadinha, e segunda, bora, treino e alimentação mais, mais Mas controlada, né?
Eduardo Corrêa:É, eu acho que tem que fazer algo que se torna sustentável, né? Não adianta o cara que quer começar a treinar, ele começar aí 6 vezes na semana. Ele precisa assumir o compromisso que ele consegue entregar. Então, se ele pode 2 vezes, porque isso vai gerando frustração, porque se tu falar, pô, eu vou me comprometer aí 5 vezes na semana para academia, aí tu vai 2, tu já tá frustrado, aí você não consegue ir. Aí tu fala assim, ah, quer saber, eu já não fui mais, só fui 2 vezes, desisti lá, vou mais semana que vem, tá? Então aí começa assim, entendeu? Então, cara, o cara que quer começar, que ele vá 5 minutos fazer esteira, então, cara, que seja 5 minutos todo dia, então, sabe?
Voz B:E não fazer um Tabata, e não 2, não 2 horas fazer um Tabatinha. Pronto, muito louco.
Eduardo Corrêa:É porque às vezes as pessoas querem abraçar o mundo e elas não conseguem, depois elas desistem porque não é sustentável, né? A carreira do atleta de alta performance, ela não é sustentável, né? Não é algo fácil.
Voz B:É uma profissão, né?
Eduardo Corrêa:É uma profissão.
Voz B:Não é uma, como é que eu posso dizer, uma lifestyle assim de...
Bola:O cara é profissional.
Voz B:É profissional. É igual um jogador de futebol. Exatamente. É um trabalho, né?
Bola:É a profissão dele.
Voz B:Isso. Não é um lifestyle apenas.
Bola:Mas a turma, você acha que a turma se arrisca muito nessa profissão assim por querer ter o corpo perfeito, enfim, por ser maior? Eu quero ser maior, eu quero... Que nem a gente teve o caso do menino agora que faleceu.
Voz B:Que é uma cagada gigante do Gunley, né? É, então a gente, vamos entrar nesse assunto também.
Bola:Mas enfim, com 22 anos, é bom.
Voz B:Eu vou fazer um adendo aqui na pergunta, no questionamento do Bola, e eu queria saber sua opinião. Do que assim, da pandemia para cá houve uma mudança significativa no comportamento humano, acho que em várias situações, né, em relação a compras na internet. O mundo mudou, literalmente mudou. As pessoas também entraram numa situação em que de cuidar mais da saúde. Acho que as academias nunca tiveram tantos alunos, o personal nunca trabalhou tanto. Tudo para esse lado da saúde, o ser humano despertou, né? Porém, rolou o fenômeno, rola no Brasil hoje, um fenômeno nunca visto antes, que é o fisiculturismo atingir, acho que hoje, depois do futebol, Vai basquete, o fisiculturismo entre os jovens. Eu falo que eu tenho um filho de 17 anos, é impressionante. Não é só academia, bola, é o lifestyle. É impressionante.
Bola:Eu vou aqui, eu faço aqui, é uma de especialista em luta e tem musculação.
Voz B:A molecada em peso, a gente chama de Enzo, que eles adoram. Eles gostam da flexão, é o brinquedo dos "Vai fazer aquela porra, vai treinar, fazer a..." Não, e outro dia o Edu até brincou, meu professor lá.
Bola:Beijo, Edu, obrigado. O moleque foi fazer, o moleque tava levantando o negócio, falou assim: "Se esse moleque escorregar, ele vai se matar." Porque ele botou muito peso. Aí ele vai lá, ele ensina, não põe tanto. Que a molecada quer ficar gigante em um mês, né, irmão?
Voz B:Só pra eu fazer um complemento pra explanação do Eduardo, então eu percebo que houve uma, que é legal pra caramba, a glamorização, comum, né, a romantização para os jovens com Cariane, Júlio, Tino, você, Bitello, Giga, viraram grandes astros. Vocês são astros hoje, vocês viraram astros, entendeu? Literalmente astros. Todo mundo mudou a vida, mudou a vida de todo mundo. E você acha que essa situação do é um pouco da, para mostrar e alertar os jovens também do risco que é ser um fisiculturista, qualquer coisa. Exato. Eu queria que você entrasse nesse assunto com essa, esse entendimento do jovem que tá aí hoje querendo ser bodybuilder ou não, e querer ser fortão, fazendo qualquer coisa para ficar grande.
Bola:Tinha 22 anos, né?
Voz B:Então, e mudou muito rápido. Eu queria que você explanasse sobre isso, meu querido.
Eduardo Corrêa:Cara, falecimento do Gunley impactou muito na minha vida assim, sabe? Mas não só da forma com que eu vejo fisiculturismo, nada disso. Me impactou na minha vida, me fez, me fez refletir muito sobre a vida assim, porque ele era muito próximo. A gente viajava muito, a gente gravava muito, e de repente eu recebo a notícia, cara. Eu tava numa viagem de férias com a minha família Era o primeiro dia, a gente tava jantando à noite e eu recebi a notícia. E cara, eu tava num lugar paradisíaco com a minha filha, com a minha esposa, e recebi a notícia. E falei, cara, e eu comecei, não era algo que eu premeditei, mas eu comecei a pensar assim, cara, isso aqui vai acabar um dia, eu vou, sabe? A gente começa a ficar meio reflexivo. Então a morte dele, cara, me pegou de jeito assim, de um jeito que eu nunca imaginei que fosse acontecer, sabe? Porque eu já tive perdi alguns, já perdi amigos. Já perdi, já perdi amigos por causa do esporte, por causa, cara, não vou dizer que por causa do esporte, mas por causa da conduta, sabe? Eu não acho que o fisiculturismo matou o Gunley. Eu acho que a gente tem que responsabilizar as atitudes, a forma de atuação, sabe?
Bola:O produto que usa.
Voz B:Explica a cagada, explica a cagada, porque, por exemplo, eu falei eu sei o esporte, né, mas eu acabei errando.
Eduardo Corrêa:Por quê?
Voz B:Qual que é a cagada? Eu queria saber aonde tá o erro desses caras jovens que não conhece o esporte e eles querem resultado.
Bola:No caso deles foi insulina, cara.
Eduardo Corrêa:Eu não sei até agora porque não saiu um laudo oficial, né. Falaram de adaptação do coração, né, então eu não consigo afirmar exatamente. Mas, cara, é difícil de Sei lá, porque tu pega um menino como o Gunley, cara, o que as pessoas viam no Gunley? Não era o shape. O Gunley era muito mais que shape. Só que na cabeça dele não. Na cabeça dele, ele precisava crescer cada vez mais. Mas o fato de o Gunley ser um cara tão especial era o jeito dele. Ele é muito reativo a tudo, ele era muito comunicativo, ele tinha um senso de comunidade absurdo, ele inspira as pessoas nas falas, nos gestos, nas atitudes. E eu acho que ele foi sendo validado cada vez mais pelo público, né? Pensa como que funciona a cabeça de um menino hoje que saiu da pandemia, que praticamente não ia nem para escola. De repente ele tem uma rede de 1 milhão de pessoas, um engajamento absurdo, e as pessoas aplaudindo, e cada vez que tu faz para ele. É, e cara, eu viajei com o Gunley para Nova York, a gente foi fazer uma campanha de roupa faz pouco tempo. E o Breno chegou para ele e falou assim: cara, te pago 5 mil se tu entrar nesse um lago congelado. A gente tava no Central Park. E aí eu falei: ah, ele não vai entrar nesse lago. Era R$5.000, acho que era R$5.000. Ainda bem que era real, porque, ó, aí o Gunley pegou, tirou a camiseta, levantou a calça assim. Eu falei: não, ele não vai fazer isso, cara. Cara, ele foi lá, que ele entrou, é um lago do Central Park, ele tem uns patos congelados. Os patos estavam surfando em cima do gelo assim, Ele foi lá, quebrou o gelo e ele entrou, ele imergiu completamente dentro da água com a cabeça, tudo, e voltou. E foi lá, e aí o Breno teve que pagar R$5 mil pra ele na hora. Só que aquilo ali, cara, aquilo ali chegou até o hotel molhado, irmão, cara. Daí ele, a gente falou, a gente não vai voltar pro hotel, tu vai ver. Aí ele pegou o dinheiro, foi numa loja da Nike ali, comprou um short, comprou, comprou uma calça, comprou calça e camiseta, cara. E ficou ali com a calça molhada, com a camiseta.
Bola:Que louco!
Eduardo Corrêa:E ali, aquilo ali me chamou atenção, cara. Aquilo ali resume bem o Gunley, sabe, cara? Aquele cara que tá disposto a chocar, que tá disposto, vamos para zoeira, sabe? Então assim, ele não tem limite, sabe? Então, jovem, né, cara? A mesma, a mesma, talvez a mesma coisa que tornou Gunley quem ele é talvez tenha matado ele também, sabe? Então assim, qual o limite? Aí faz a gente pensar, qual é o limite das coisas, sabe?
Voz B:É porque assim, por exemplo, qual é a idade? Eu me preocupo porque eu tenho um filho, meu filho tem 17 anos, e meu filho fica toda hora assim para mim, toda hora. Eu só falo para ele, fala assim, cara, cuida do seu corpo, da sua alimentação. Ele não quer ser atleta, ele nem tem condições para isso. Eu falo, cara, Traz, treina, usa nada, mantém. É isso aí, alimentação é o fundamental e treino, tá tudo certo. Mas eu sinto que é uma coisa dos, sabe, deles assim, sabe? É uma coisa que entre eles isso pegou muito, entendeu? Então, por exemplo, qual a idade boa para o cara comente para poder ser um atleta? Ele não era muito jovem para já atingir A maturidade muscular, tem isso também ou não?
Eduardo Corrêa:Com certeza, né? Maturidade muscular, ela se alcança com anos de treino, dedicação. Porque tem uma variável no fisiculturismo que ela é muito negligenciada, que é o tempo, né? As pessoas perguntam: "O que que eu tenho que tomar para crescer?" Mas elas não perguntam: "Por quanto tempo eu tenho que fazer aquilo?" Então, acho que os jovens têm que se perguntar mais: "Por quanto tempo eu preciso manter essa rotina?" Porque, ó, eu fiz a seletiva da Casa dos Campeões, eu viajei 15 estados, nesses 4 primeiros meses do ano. E eu falo que eu fiz a maior avaliação de shape da história, porque a gente fez 15 estados, mais ou menos umas 10 mil pessoas passaram pelo processo seletivo para a gente selecionar 20 para participar da Casa dos Campeões. E eu viajei, cara, 15 estados, principalmente Norte e Nordeste do Brasil, e eu pude ver a realidade da— e assim, eu me espantei muito com a quantidade de pessoas que apareciam na seletiva, 2, 3, 4 mil pessoas dependendo da cidade, cidades menores, tipo cidades que não eram tão grandes, tipo Mossoró, lotado de gente. E eu percebi nas entrevistas que eu fazia com os atletas mais novos que muitos deles não têm uma noção ainda muito romantizada do esporte, sabe, da alta performance. As pessoas às vezes elas querem ser igual menino que sonha em ser jogador de futebol, né? Ele acha que ele vai se tornar um Ronaldinho Gaúcho, um Cristiano, um CR7. Então ele começa a olhar para esse cara e Fala, puta, cara, um dia eu vou ser como esse cara. Só que existe um caminho a se percorrer muito grande, sabe? E não tem atalho, né? E o fisiculturismo, infelizmente, cara, ele é um esporte que não é para todo mundo, né? O fisiculturismo é um esporte que, cara, tem gente que pode treinar a vida toda, não vai conseguir, não vai. Agora, se tu pode ser um fisiculturista sem subir no palco, tu pode.
Bola:Nesse caso que o cara se fode maldade, porque ele não consegue. Ele fala: vou tomar tal coisa para crescer mais. E vai tomando tudo que aparece na frente dele para crescer. Não é nessa que o cara erra, cara. Você tem gente que não adianta, o cara não vai chegar. Mas o cara, você chegar alguém para ele falar: toma. Na época, minha época de faculdade, os cara falavam: toma vitamina para cavalo porque você cresce. E nego tomar uma vitamina para cavalo, irmão, e foda-se.
Voz B:Antigamente era pior, né?
Eduardo Corrêa:Não sei não, cara, eu não sei.
Voz B:Não, você acha que não?
Bola:Meu medo é esse, o cara não conseguir crescer.
Voz B:Mas eu, por exemplo, eu lembro que eu tinha uns 18 anos, tinha um amigo meu que tomava Primobolan, fazia pirâmide. Eu lembro só de, eu nunca vi ele tomar, só que ele tomava Primobolan.
Eduardo Corrêa:Hoje o cara toma Primobolan, não sabe se tá tomando Primobolan. Então, entendeu?
Voz B:Tem esse problema também. Não, eu lembro dessa época de tomar Primobolan, era o nome. Eu me lembro até, não sei o quê, Zetec, não sei o nome, nome assim, sabe? Tinha um outro lá, Durateston, não sei o quê. Ai, que eu tô fazendo pirâmide, realmente ele ficou forte assim e tal. Então, mas aquilo não me apeteceu. Eu falava assim, cara, eu já bebo, o meu fígado ele tá reservado para os meus drinks, entendeu?
Eduardo Corrêa:Eu não sei se ele vai ter capacidade de Isso, mas o drink, cara, o corpo humano ele é muito individual, né? Existem as regras, né? Existe a fisiologia, né, o metabolismo que se comporta de forma igual como todo mundo. Se tu comer mais do que tu gasta, tu vai engordar, não tem jeito. Da mesma forma, se tu comer menos, tu vai emagrecer. Então assim, existem as regras, a fisiologia, né, do corpo humano, mas existe questões que são muito individuais, tanto na responsividade de ganhar massa muscular quanto na de ter algum problema, sabe? Então tem pessoas que vão ter adaptações maiores do que outras com menos uso de hormônios, sabe? Então quando a gente pensa numa questão individual, isso muda completamente as regras do jogo. Porque pra— a gente vê que um cenário aonde um replica o que o outro faz, né? O fisiculturismo tem muito disso, né? Vem um, vem replicando aquilo que o outro passou e vai, vai, vai, vai, e vai se afastando cada vez mais da ciência. Então eu tenho contato ao longo da minha vida toda com vários atletas que competiram muito tempo no Mr. Olympia, cara. E as maiores cagadas que eu vejo assim acontecem no amador, longe dos palcos, dos maiores palcos do mundo. Tivemos alguns atletas que tiveram problema assim, mas eu vejo assim, cara, vou falar uma coisa que, sei lá, nem sei se as pessoas concordam, mas é culpar o fisiculturismo da acidente do Gunley, cara, para mim é como culpar a Fórmula 1 do acidente do Giga lá de carro agora, do Senna. É, cara, porque o Giga, que o Giga porrou com a Porsche lá, não era ele que tá dirigindo, não era ele, era ele, sei lá, é culpar a Fórmula 1 porque o cara que é entusiasta, o cara vai comprar um carro esportivo e vai sair correndo no meio da rua.
Bola:Tem nada a ver uma coisa com a outra, você tem razão.
Eduardo Corrêa:Aí eu penso assim, cara, o Gunley ele tava iniciando uma vida, ele não competia ainda, ele não era um atleta profissional, ele tava ele é um entusiasta, né?
Bola:Como ele tava grande, né?
Eduardo Corrêa:Então, só que esses entusiastas é o cara que não mede, não mede os limites, sabe? É o cara que tá disposto a fazer qualquer coisa. Eu acho que sim, cara. Acho que a rede social ela tem um papel muito importante também nessa questão de validação do jovem, de ele entender que ele tá no caminho certo. Porque como que ele vai parar para refletir sobre as atitudes dele se a rede social dele Ele tá cada dia crescendo mais, mais pessoas estão aderindo à filosofia dele, tão gostando. Ele pensa: cara, eu tô no caminho certo, é aí que eu tenho que seguir mesmo, sabe? Então é complicado assim. Eu acho que a conduta, quando acontece alguma coisa como a dele, cara, eu acho que é uma série de acontecimentos assim, sabe? Que colaboram com isso.
Voz B:Mas são erros, tipo acidente aéreo, como o Lito lá fala, né? O elo da corrente são vários. Vários elos que foram sendo quebrados, né? Porque parece que você tem foto dele em meses aí, Zacarias. Eu vi que, Zac, por favor, porque me parece que ele teve uma evolução de tamanho num curtíssimo espaço de tempo. Tipo, ah, ele ano passado tava assim, esse ano ele tá assim.
Bola:Você fala assim, nossa, como cresceu tanto!
Voz B:E o cara pode ter se empolgado.
Bola:O cara se empolga, ele vai tomando tudo que vem pela frente.
Voz B:Mas, por exemplo, você teve com ele, você falou que teve com ele em Nova York, ele buscou, você sabe se ele tinha alguma orientação ou se ele buscava algum profissional, é, ou ele fazia tipo, ah, os cara tão falando para eu fazer, caralho, você quer?
Bola:É então, é isso que é meu medo, entendeu?
Voz B:O que que você sentia?
Eduardo Corrêa:Ele tem toda uma equipe, ele tem estrutura, né, ele tem uma grande empresa por trás dele, ele tem centro de treinamento, ele tem profissionais capacitados, Todos, mas como eu falei, existem questões individuais e existe a forma que a conduta do atleta, que é individual também, sabe, cara? Eu não consigo ver um responsável direto. Eu me sinto um pouco culpado também, assim, culpado no sentido de derrotado, no sentido de é um cara que convivia comigo e talvez eu não consegui, o que eu falei para ele não era suficiente para fazer ele mudar de ideia.
Voz B:Você chegou a alertá-lo de alguma coisa?
Eduardo Corrêa:A gente fazia muito podcast junto. Teve um podcast inteiro, teve até um corte que eu postei recentemente, que eu falei que todo usuário de esteroide anabolizante vai ter um nível de insuficiência cardíaca. Aí cabe determinar qual a conduta aderir a isso, tá? Mas sim, existe, já é de conhecimento das pessoas. Ele tava se preparando para uma competição que ele ia fazer agora em Curitiba com o Dudu Fit, né, que é um atleta da Max Natural. Então tava se rolando uma disputa entre ele e o Dudu, que era uma rivalidade pessoal que eles tinham, que eles levaram para cima do palco. E quando o Gunley viu o vídeo do Dudu desafiando ele, cara, a gente tava lá em Salvador, eu tava junto com o Gunley, e ele olhou e falou assim: cara, se precisar vender a alma para o diabo para vencer esse desafio, vou fazer. É mesmo? Então assim, só que, cara, a gente acha que, sabe, a gente— molecagem, é o típico do moleque, 22 anos, moleque, moleque, ele tinha um projeto Dallas. O Projeto Dallas é— o Dallas foi um cara que, cara, é até ruim de falar porque ele morreu da mesma forma que o Gunlen, caído na cozinha lá, sabe? Então ele apelidou o projeto de vida dele como Projeto Dallas. Eu até tenho um corte que eu falo, cara, eu acho que tu é inteligente o suficiente para conseguir extrair o lado bom disso, né? Porque o cara não tá aqui hoje para contar história, mas a gente nem passa na nossa cabeça que isso vai acontecer, sabe?
Voz B:É um cara novo, né?
Bola:Molecão.
Voz B:Você viu? Cadê a foto aí, Isaac? Olha só como é que o cara muda em um mês, cara. Olha só, nem um mês. Olha isso.
Eduardo Corrêa:Só que tem, se tu buscar tipo 2 anos para trás, ele era uma criança, cara.
Voz B:Tem foto dele, a cara dele, a cara dele é impressionante como envelheceu a cara, né, dele, né? A cara dele é bizarra, mano.
Bola:O cara tá assim Olha ali, vai, ele vai melhorando e fala: quero ficar maior.
Voz B:3 meses para o show, não é possível que em 3 meses ele mudou isso.
Eduardo Corrêa:Dia do show, é, acho que foi, eu não sei, ele, ele se preparou para algum campeonato, mas eu acho que não foi nenhum campeonato oficial.
Voz B:Mas é impressionante como mudou a cara, né, velho? O rosto, né?
Eduardo Corrêa:Muda muito.
Voz B:Que loucura, cara.
Bola:É porque todo mundo fala: o cara quando chega no nível profissional é muito desgastante, né? É muito forte.
Voz B:Mas foi o que o Edu falou, ele nem era profissional ainda.
Bola:Mas ele tava querendo, né? Tava querendo chegar lá, né? Ele tava querendo, ele tava meio no estilo dos profissa.
Eduardo Corrêa:Eu perguntei para ele: quanto tempo tu acha que tu se vê num profissional? Eu queria medir, sabe? Ele falou para mim assim: 7, 8 anos. Eu falei: ah, tá bom. Achei assim uma resposta bem coerente, porque se ele falasse— hoje o atleta fala: eu quero virar profissional daqui um ano. O cara compete há menos de um ano, o cara tá pensando em virar profissional. Pô, então ele tinha essa noção de que o atleta da categoria open, que, na verdade, ele já era um profissional. Ele vivia como profissional, né?
Voz B:Não, não, ele já era, porque ele já tava tendo rentabilidade.
Eduardo Corrêa:Não, é que tá, ele tinha estrutura de um profissional com a mentalidade de um jovem, né?
Voz B:Sim, mas ele, por exemplo, por que que eu tô falando profissional?
Bola:Ele tinha patrocínio, claro, ele, a vida dele já era aquilo.
Voz B:Então, tipo, ele devia ficar 24 horas para treinar, para crescer, as pessoas cobrarem. Então, por mais que ele não competisse num palco, a postura que ele tinha que vender e as pessoas compraram era de uma aposta. Tipo um garoto que tem 16 anos, que já, nossa, ele já é um profissional, por mais que ele não tenha ainda se jogado no time principal, mas ele já tá no processo de trabalho ali, que é o trabalho, né? Quantas horas um cara desse treina por dia e se cuida, come certo para poder? Então ele já tinha uma, ele não subia no palco de um Olympia, de um Arnold, mas ele já tinha uma vida profissional.
Bola:Tinha, não tem dúvida. Agora não sei, por isso que eu falo, aí o cara de repente ouve um fala daqui, outro fala dali e vai usando coisa que nem você sabia.
Voz B:Eu não sei o quanto, o quanto ele, como é que eu posso dizer, o quanto ele roubou no jogo, vai, para, porra, tá dando bom, vou acelerar esse processo, vou cortar. Em vez de 3, daqui a 7 anos no palco, eu vou ver se em 2, 3 anos eu tô no palco. Não, aí vai chegar um monte de gente, fala, não, tem um caminho aqui, o caminho ali. E o cara meio que, todo mundo, não tava no auge assim, ele poderia obviamente aumentar esse auge, mas parece que no Arnold ele não podia nem andar de tanta popularidade, não é verdade?
Eduardo Corrêa:Demais, ele tava no auge da vida, sabe? Então acho que isso que deixou as pessoas ainda mais chocadas.
Bola:Do mesmo jeito que tem um monte de gente que nem você legal para ajudar, tem 500 para atrapalhar, né, irmão?
Voz B:Sim, para falar bosta no vídeo, não ter conhecimento.
Eduardo Corrêa:Então, pô, fisiculturismo, ele me deu tudo que eu tenho na vida, sabe, cara? Assim, ó, se eu, tanto a pessoa que eu me tornei quanto bens materiais, como a família que eu construí, eu devo tudo ao fisiculturismo, cara, mas principalmente as minhas condutas, né? A minha responsabilidade Eu entendi desde cedo que a gente tem um papel, a gente tem uma responsabilidade de poder alertar os jovens, não dizer o que ele tem que fazer, porque uso até o exemplo do Gunley, cara, chega para o menino e fala: "Cara, não vai por esse caminho, isso é perigoso." Ele não vai te ouvir. Aí o meu papel é dizer para ele assim: "Cara, existe, tu vai sofrer de insuficiência cardíaca, tu vai ter que tomar remédio para o coração, tu precisa de um cardiologista." É isso, entendeu? Eu comecei recentemente a abrir abrir um pouco do meu quadro de saúde para poder compartilhar no meu canal do YouTube informação para que as pessoas saibam exatamente o que elas estão fazendo, sabe? Eu acho que não cabe a mim dizer o que um jovem tem que fazer ou não, mas cabe a mim trazer, alertar, pode ser até através dos meus exemplos, trazer informação, porque a informação é um insumo básico para qualquer tomada de decisão na tua vida.
Bola:Então chegou Você teve algum problema sério, você, do que eu digo, de treino, de machucar?
Eduardo Corrêa:De machucar? Sim, só de, só ortopédico. Mas foram 12 procedimentos cirúrgicos.
Bola:12?
Eduardo Corrêa:Eu operei o ombro duas vezes, o cotovelo, bíceps, tríceps, ombro do outro lado, bíceps, tríceps.
Voz B:O mesmo médico meu, o Zé. Beijo pro Zé Garcia.
Bola:Eu gosto muito mais dele do que de você.
Voz B:Produzir vídeo, cara.
Eduardo Corrêa:Eu tava vindo pra cá, o Zé mandou uma mensagem pra mim pedindo pra que eu fizesse um vídeo pra ele colocar meu depoimento no site dele. Aí ele assim: "Tu pode falar um pouco sobre a cirurgia?" Eu disse: "Que cirurgia?" Ele começou a rir. Eu achava que o Zé me achava hipocondríaco, porque toda vez eu chegava no consultório dele e falava: "Zé, deu ruim." Aí: "Vamos operar." É sensacional ele, cara. Nossa.
Voz B:Zé Carlos Garcia é um dos maiores especialistas de ombro e cotovelo.
Eduardo Corrêa:É isso aí.
Voz B:O meu, eu vou te falar, velho, eu tô melhor.
Eduardo Corrêa:A minha mãe operou o ombro com ele, operei o ombro com ele, o Muzi, que acompanha ele. Sim, o Muzi opera com ele.
Voz B:E cara, impressionante, eu voltei a ter, não sinto nada de dor.
Eduardo Corrêa:O Muzi operou o ombro agora com ele.
Voz B:Eu zoei ele porque ele me sacaneou na sala de cirurgia, esse filho da puta. O Muzi me sacaneou. Porque quando eu tava entrando para operar o ombro, na hora que eu tava sendo anestesiado, ele falou assim: o seu ombro vai ficar muito bom. E deu uma puta porrada no meu peito, cara, mas muito forte.
Eduardo Corrêa:Eu não acredito, tá?
Voz B:Eu só fiz assim, ó, ah, e apaguei. Mas eu fiquei com isso na cabeça, falei: caralho, filha da— Mas eu falei: cara, o músico me deu um tapa que ardeu muito. Aí agora eu vi ele com ombro operado, eu entrevistei ele, eu olhei assim, ó, Minha macumba, filha da puta, pegou, se fudeu.
Bola:Minha praga.
Eduardo Corrêa:Eu acordei da cirurgia, o Muzi tava na sala de recuperação, abri o olho, olhei para ele assim, eu tava meio sonolento ainda, ele olhou e falou assim: Edu, tu tem uma mancha de nascença na bunda? Eu falei: caralho, é pior que eu tenho mesmo, sabe?
Voz B:Aí eu assim, cara, que que ele fez comigo, velho? Filha da puta. Mas assim, eu vou complementar a pergunta do Bola Vou acrescentar, é, por exemplo, como é que tá sua situação de saúde pelos efeitos dos anabolizantes?
Eduardo Corrêa:Cara, não dá para relativizar. Eu aprendi com o médico, uma das maiores autoridades de cardiologia do Brasil, João Gifoni, que me acompanha, e ele falou assim: a gente não pode relativizar. Quando eu falo relativizar, é assim, ah, mas pelo que ele já tomou e já fez, tá bom, tá bom, cara. Não existe tá bom pelo que ele já fez, existe tá bom, tá ruim.
Bola:Exatamente.
Eduardo Corrêa:Tem um problema para você ser tratado, em que nível é isso, entendeu? Então tem que parar de relativizar e achar, não, mas pera aí, pô, pelo que ele já fez tá ótimo, pelo que ele já fez tá bom, sabe? Não, não, não, existe uma insuficiência, ela tem que ser tratada sim. Eu faço exame periódico, tomo 2 medicamentos para o coração, tá, para controle de pressão, assim, doses baixas, Tá, tá, mas eu tenho um padrão, eu tenho um padrão do coração bem, bem parecido com um padrão de coração de uma pessoa normal. Porém, tratando, né, tratando, e assim, ó, tem outra coisa também. Ah, significa então que eu não preciso mais me preocupar, o remédio tá fazendo efeito? Sim, porém existem questões individuais e imprevisíveis também que ao longo do caminho essas alterações elas podem começar a mudar, aumentar Tá, né? O lado bom disso é que eu tenho essa consciência de saber que daqui para frente eu não é— o corpo para mim não é mais o meu, minha prioridade. Então isso me faz manter doses fisiológicas de hormônios, me manter mais— só que aí entra naquela questão, né? O atleta sabe o que precisa fazer, mas será que ele tem o culhão para ir lá e dizer: vou largar tudo, vou perder 20 quilos, e aí como é que eu vou me ver?
Bola:Vou perder esse corpão.
Voz B:A vaidade, né?
Bola:É foda, cara.
Voz B:Eduardo já foi muito maior. Isso, isso, tá pequeno, tá magrelo, cara. Cadê aquele Edu Correia que a gente conhece? Então, os babacas.
Eduardo Corrêa:Eu, por exemplo, eu vim de agasalho porque, cara, eu ainda não consigo me olhar o vídeo e me ver menorzinho. Tô sendo honesto, entendeu?
Voz B:Claro, eu acho isso legal.
Eduardo Corrêa:E assim, quem vai passar por isso vai entender, porque, cara, às vezes eu tem dificuldade em me ver. Eu tô treinando de moletom agora os últimos dias aí, e eu sei que isso é algo que eu tenho que trabalhar na minha cabeça, entendeu? Mas a partir do momento que tu entende a importância disso e a necessidade de ter que seguir por esse caminho, tá tudo certo.
Voz B:Você faz terapia, Dou?
Eduardo Corrêa:Fiz muita terapia. Hoje eu não faço não, cara. Minha terapia é trabalhar, produzir. E hoje eu me tornei mais relevante, mais popular entre os jovens, inclusive, inclusive por conta do meu trabalho do YouTube, e não é por causa do Mister Olympia, sabe? Então assim, como eu disse, a primeira carreira, carreira de fisiculturismo, ela me preparou para essa nova fase. Só que agora eu tenho que olhar para essa nova estrada, entendeu? Eu não posso continuar querendo— as pessoas perguntam: Edu, faz The Last Dance, a última competição. Falo: cara, para quê, velho? Para que que eu vou, sabe, submeter meu corpo a isso de novo? Não dá, entendeu? Entendeu? Aí, ah, então tu não aconselha as pessoas a seguirem no caminho do fisiculturismo? Não, a questão não é essa. A questão é: você tem consciência de onde você tá entrando? É essa pergunta que você tem que fazer. Se tu quiser saber, senta aqui que eu vou te explicar.
Bola:Aqui, e ela é gente boa no último grau, cara. Ela falou pra gente: eu comi 6 meses tilápia e batata. 6 meses! Mas não é possível alguém comer 6 meses só tilápia batata. Ela falou: eu comi 6 meses tilápia e batata.
Eduardo Corrêa:Ela é impressionante, né, cara?
Bola:Ela é impressionante, cara. E ela é gente fina. Mas eu falei: como é que a força de vontade da pessoa, cara, de se alimentar com tilápia e batata durante 6 meses?
Voz B:Morri de fome. Puta que pariu!
Bola:Só, né, que você dá uma variada. Não, não, eu gosto de tilápia, gosto de batata, mas não dá, cara.
Voz B:Puta, Zé Mago, não dá para você comer 6 6 meses a mesma coisa.
Bola:Pode ser Big Mac, carioca, não pode ser qualquer coisa. Você comer só aquilo 6 meses é difícil, porra, irmão, é foda, cara. Eu olhei para ela, falei, cara, é muita falta de vontade, é muita falta.
Voz B:Mas eu vi o vídeo do Júlio Balestrin, Balestrin, é, falando com garoto sobre— porque assim, é importante alertar, por que que os cara, nem todos, mas por que que alguns caras insulina.
Eduardo Corrêa:Cara, a insulina, ela, o nosso corpo, o nosso corpo, ele produz insulina, né? Se tu come uma comida, uma refeição carboidrato, o teu corpo, ele, o teu pâncreas libera insulina, que é um hormônio, justamente para, exatamente. Então ele serve para esse trabalho. O que se entende no fisiculturismo é que se tu usar insulina e aumentar a ingestão de comida, tu vai ter mais poder de captação ação daquele, da utilização daquele carboidrato. Então normalmente isso é uma estratégia que se faz, não é crônica, apesar de muitos atletas usam insulina diariamente, isso não é algo que se faz crônico. Eu percebo que lá fora eles usam muito mais esporadicamente em dias de carboidrato mais alto, sabe? Mas é uma estratégia super arriscada porque a partir do momento que tu coloca insulina para dentro, né, de forma tu tá submetendo teu corpo a uma necessidade de ingestão de calorias. E existe uma conta, né? Se tu erra na conta, e a conta é sutil, então é algo arriscado. Eu costumo dizer que duas coisas matam um fisiculturista assim de forma aguda, né? Diurético e insulina. Diurético, é diurético. Porque o diurético, eu já perdi uma. Eu fui, quando eu fui para os Estados Unidos morar lá, no início da minha carreira, eu fui adotado por um casal mundial de fisiculturistas. E eu vi a mulher falecer, nossa, por conta de uma parada cardíaca, por conta de diurético. Ele acaba roubando toda água do teu corpo, todos os sais, e teu coração ele precisa de água, de sais. Então ele entra em colapso. Então ela teve uma parada cardíaca por conta disso. Outra coisa que— outra coisa, eu diria 3 coisas, falei 2, mas eu diria, eu adicionaria Clenbuterol nessa. Clenbuterol é um broncodilatador, é de usado para cavalo de corrida. Putz, cara, é um gel. Só que assim, ó, cara, não vou ser hipócrita, tu compra esse gel em qualquer agropecuária e toma, entendeu?
Voz B:E aí toma o gel.
Eduardo Corrêa:Não, toma, toma.
Bola:Ah, um gel, eu gosto, ingere.
Voz B:É um gel igual o gel de que dá energia, é mesmo, tipo um sachezinho.
Bola:Zinho?
Eduardo Corrêa:Não, é um tubo com um negócio de apertar assim.
Voz B:Mas esse gel é para cavalo?
Eduardo Corrêa:Para cavalo de corrida.
Voz B:Mas você dá para o cavalo ou passa no cavalo?
Eduardo Corrêa:Ele ingere, ele dilata os brônquios do cavalo e o cavalo consegue captar mais oxigênio e ele consegue melhorar a velocidade na corrida. Aí muita gente usa também, isso é uma prática é até comum no fisiculturismo de uso de clembuterol. Então assim, clembuterol, diurético e insulina são 3 coisas. E posso falar, cara, é, a galera usa esses 3 juntos ainda, sabe? Principalmente o diurético em fase de pré-competição, em fase de finalização, aonde a gente tem que desidratar, a gente tem que colocar o máximo de água possível para dentro da célula e tirar aquela água do interstício, baixo da pele, para o músculo ficar mais evidente. Também, gente. Então se usa diurético também de forma muito pontual e muito precisa para poder otimizar esse processo de desidratação. Isso pode ser feito de forma natural quando aumenta a ingestão de água. Por exemplo, se tu ingerir 10 litros de água durante 2, 3 dias seguidos, teu corpo vai entrar num modo de diurese, tu vai começar a eliminar líquido. E se tu cessa a quantidade de água, tu vai perceber até que a tua boca fica seca. Só que o diurético ele potencializa processo. Então ele é um recurso ergogênico, é um atalho, né? É, ele potencializa, né? Ele consegue níveis de desidratações maiores. Só que é muito perigoso. Só que olha só, vou dar esse exemplo do diurético, vou dar o meu exemplo. Eu quase morri por uso do diurético, cara, em 2005. Olha só, 2005, cara. Quando a gente fala do Gunley, é importante deixar bem claro uma coisa, cara. É, eu já tive a idade dele e eu já corri os mesmos riscos que dele. E poderia ter sido comigo, cara, não vou ser hipócrita de falar isso, porque eu já passei também. Talvez minha mãe esteja assistindo isso, deve estar apavorada, mas assim, ó, eu já passei por situações com uso de diurético. Eu fui para uma competição aonde a competição tu entrava no primeiro confronto nas prévias na quinta-feira e a final era no sábado. Eu nunca tinha vivido uma situação parecida de competir assim, com esse intervalo, porque normalmente a prévia é de manhã, final à noite, ou a prévia é num dia à noite. No Olympia, por exemplo, a prévia é na sexta à noite e o campeonato, e a final é no sábado à noite. Então assim, eu era mais tempo, era um Campeonato Brasileiro. Então na época tinha muitos atletas, muita categoria, eles dividiram o campeonato. Aqueles campeonatos começavam de manhã, terminava de madrugada, e o atleta ficava ali 10, 15 horas no backstage. E aí eu lembro que eu competi as prévias bem desidratado, tinha tomado um diurético super forte que um amigo meu me mandou dentro de uma revista de musculação lá dos Estados Unidos. É um diurético que não tem no Brasil. Ele colocou dentro uma cápsula dentro da revista assim, mandou para mim, eu tomei. E aí beleza, competi as prévias no talo. É isso aqui, beleza. Era quinta-feira. E aí agora, o que que eu faço até sábado? Falei, ah, para garantir, não vou tomar água, né? Vou ficar sem tomar água no sábado. Quando chegou no sábado, eu tava ali aguardando para para subir na competição, eu senti que eu comecei a ficar muito febril assim, muito quente, muito quente, muito quente, e confuso das ideias assim. E aí veio os paramédicos no backstage e mediram minha frequência cardíaca, tava 205.
Bola:Que isso, irmão!
Eduardo Corrêa:Ele falou assim: teu coração, ele tá bombeando, ele tá— tu não tem água no teu corpo, tu não tem água para produzir teu sangue, coração tá forçando ali, ele tá trabalhando sem o fluxo "O que ele precisa? Então tu tá forçando muito o coração, tu pode infartar, cara. Tu precisa tomar água." E quem me convencia a tomar água, sabendo dos riscos, cara? Então assim, a pessoa que vos fala aqui é o cara também que já foi o gunner, entendeu? Então assim, da mesma forma, eu tenho certeza, cara, que o Balestrin, o Renato, a turma já passou a púlpita, já passou muita coisa, sabe, cara? Então assim, não vou ser hipócrita de falar que sim, que poderia ter sido comigo, sabe? Sabe, mas são, existe, existem duas coisas aqui. Existem as adaptações cardiovasculares que os hormônios causam, as insuficiências cardíacas que os hormônios causam durante a carreira de um fisiculturista, que são algo, é algo mais crônico. E existe aquilo que é agudo, aquilo que se tu mexer ali e de forma errada, tu vai para o saco, né, que é insulina, diurético e clenbuterol.
Bola:E campeonato não tem anti-doping, nada disso?
Eduardo Corrêa:Tem campeonatos naturais que tem anti-doping, mas é naturais que tem uma vertente agora de atletas naturais vindo aí, né, bem forte. Eu acho bem bacana, principalmente para proteger o jovem, porque o jovem, cara, antes de se lançar numa carreira de atleta, ele precisa entender o que é ser um atleta, né? O que que é ser um atleta, cara? Eu preciso de antecipação, eu preciso preparar minha comida, eu preciso ter responsabilidade, eu preciso saber o horário que eu tenho que treinar, que eu tenho que dormir. Ah, o atleta quer ser fisiculturista e quer ir para balada, não quer dormir cedo, entendeu? Então assim, é, as categorias naturais elas vieram para educar, para fazer o cara chegar aos 20, 22 anos e dizer assim, olha, já entendi o que é ser um atleta, e poder tomar decisão de seguir ou de continuar natural. Mas na minha época, quando eu comecei no fisiculturismo, quando eu falei eu quero competir, automaticamente a galera lá da academia falava, beleza, tem que tomar isso, isso, isso. Não tinha opção, não era uma opção se manter natural. Fisiculturismo natural não existia 20 anos atrás. É, não tinha uma opção, não tinha nem categorias como Men's Physique, Classic Physique, ou tu vai ser bodybuilder ou não. Então não tinha muito, muita divisão.
Bola:E você acha que a tendência é essa, mas tá seguindo mais para isso, o natural, irmão?
Eduardo Corrêa:Cara, o natural vem ganhando cada vez mais força. É, no início rolava uma discussão meio idiota assim entre os atletas que defendem fisiculturismo natural e o fisiculturismo com uso de hormônios. Cara, a gente, eu vejo isso como fisiculturismo, porque um atleta que não faz uso de hormônios e ele também, por conta da intensidade do treino e do déficit calórico, ele também suprime os níveis fisiológicos os níveis de testosterona que ele tem no corpo também não é algo saudável se manter com uma testosterona de 100, entendeu? Então assim, alta performance de certa forma não é saudável. Claro que não tem os recursos ergogênicos para potencializar as merdas que ainda acontecem, mas alta performance no geral não é— eu não dividiria fisiculturismo hormonizado de natural.
Bola:Eu vi outro dia, você comentou até aqui, passou No Instagram, além de uma matéria desses caras topzera de maratona, esses quenianos e tal, o cara com 30 anos tá arregaçado, ele tá destruído.
Voz B:Eu assim, destrói o cara mudando assim, eu vou fazer aqui o meu relato. E assim, eu que eu ouço, e posso estar falando uma grande cagada, mas acho que não, eu vou falar, não tenho essa de Eu assumo os meus riscos como comunicador também. É, eu acho que essa galera que entrou nessa vibe de ficar correndo igual doido aí, tão arrumando ideia para cabeça, porque um dia vão ficar velho, vão precisar de locomoção, vão precisar andar. Ah, vou correr. Eu acho que correr não é uma coisa assim, claro, você corre uma vez por semana, duas vezes por semana, 5 km, 3 vezes por semana, 4, cara, primeiro tem que ver seu calçado, tem um monte de coisa, cara. Lesão no joelho, não, quadril, cara. Corrida machuca muito o corpo, cara. Vai nadar, irmão, vai nadar. A galera tá nessa vibe de correr maratona, cara. Maratona, velho, 42, meia maratona, de carro já cansa. 5K, beleza, vou fazer uma corridinha de 5K aqui e tal. E uma vez fazer uma de 5K, uma, eu lembro de fazer os 5 km com muita dor.
Bola:A quem chegou?
Voz B:Por muita dor, dor, e começou a doer.
Eduardo Corrêa:Percebe que não é saudável, né?
Voz B:Começou a doer, doer, doer. Eu falei, cara, não é normal isso.
Bola:Igor do Flow, não sei que ele tava na academia, não sei com quem, não sei se era com o Palestino, não lembro quem que era, com o Cariani e com o Palestino, falou: ah, você não corre 5K? Ah, não corro 5K, teu rabo! E eu gosto que eu corro. Botou o cara na esteira e pau, corre 5K, vamos ver você correr 5 km.
Voz B:É, correr.
Bola:Ele parou no meio vomitando.
Voz B:Não, eu tô te falando, eu fui fazer uma corrida de 5 km e o terreno não era muito nivelado, Tinha umas subidas, umas descidinhas e tal.
Bola:Na ponte alta?
Voz B:Não, não, na rua, mas as ruas tinham, eram um pouquinho íngreme, não muito, mas um pouquinho. Cara, eu lembro de estar no quilômetro 3,5 assim, o meu corpo doía absurdamente, doía, doía o quadril, doía, doía, dor muscular, dor, dor, dor. Eu falei, cara, doía. Aí eu falava, não, eu vou concluir, eu vou concluir. Eu tinha um amigo meu muito querido que era meio maratonista do meu lado, e ele, ele, cara, me incentivou. Mas como era 5 km? Eu falei, beleza. Mas a recordação, a memória que eu tenho era de dor. Então assim, é legal um esporte que você tenha muita dor. Por exemplo, eu pratico voleibol, mas queimei meu ombro, né? É que é foda.
Bola:Todo esporte a nível profissional, o cara vai se foder.
Eduardo Corrêa:E cada atividade exige uma adaptação também, né? Não dá para o cara que não sabe correr começar Exatamente.
Bola:Então, ah, vou começar eu querer correr agora.
Voz B:Eu, eu, vôlei machuca, machuca o pé, planta do pé, puta que pariu, velho.
Bola:Ombro, tudo, velho.
Voz B:Ombro eu operei, agora eu trabalho academia para o ombro, eu faço um treino mais perna e ombro para o vôlei, né? Porque eu também não tô jogando há um mês por causa da agenda. Mas enfim, eu acho corrida, cara, machuca muito o corpo a longo prazo assim, cara, que corre 3 vezes por semana, 10, tudo.
Eduardo Corrêa:Ateromatose é uma É uma doença crônica onde a gente tem um acúmulo de placas dentro das artérias, né? Então isso é esperado em atletas não só de fisiculturismo que usa hormônio, mas também atletas de endurance que já tem ali acima dos 40 anos, por conta da própria característica da atividade de elevar a pressão todos os dias ali. E aquele aumento de pressão faz com que as paredes dos vasos criem adaptações que são diferentes de pessoas que não submetem o corpo a esse nível, entendeu? Então assim, existem adaptações, existem consequências que são esperadas para atletas de alta performance, independente se eles usam hormônio ou não. Não tô defendendo o uso de hormônio dizendo que é a mesma coisa, não é a mesma coisa. Mas alta performance em si é um jogo bem perigoso.
Bola:Você vê o Oscar, vê aqui o saudoso Oscar, e falou Ele falou: bicho, a gente vive com dor, a gente aprende a conviver com a dor a nível profissional.
Voz B:A dor faz parte, eu entendo. Você vai praticar um esporte, por exemplo, tênis, cara que joga tênis, porra, é calcanhar de Aquiles. Não, mas tudo bem, um tênizinho, ombro.
Bola:Não, a nível profissional.
Voz B:Não, tô falando das pessoas de lazer. A corrida virou um lifestyle, entendeu? Eu acho que a corrida corrida. Ela é, cara, eu corro 4 vezes por semana, 15 km, cara.
Bola:Mas depende do pace do cara, ele vai de boinha.
Voz B:Se o cara caminha é uma coisa, mas correr mesmo, correr, eu acho que o cara quando tiver 65 anos vai estar andando que nem aqueles idosos de 90, que de lesão mesmo, cara, arrebenta. Corrida arrebenta o corpo, cara.
Eduardo Corrêa:Quer ver um cara que admiro muito é o Sebum, velho. Sebum, ele se aposentou cedo, né, e ele faz um trabalho funcional. Então assim, ele se mantém forte, claro, atlético, ele não tá como ele era quando competia, mas ele continua exercícios mais funcionais, cara. Isso é uma linha que eu tinha vontade de começar a seguir, porque eu acho que chega um determinado ponto que a funcionalidade também reflete na saúde. De um, que ele faz trabalho de mobilidade, trabalho de fortalecimento, trabalho de impacto, trabalho de, ele prepara o corpo dele justamente para criar essas adaptações e se tornar cada vez mais funcional. Eu acho isso bacana, bem legal.
Voz B:Eu vejo, tem um atleta que eu admiro muito, é um ídolo acho que global e impressionante. Ele mostra os treinos dele, eu falo, por isso que esse cara tá aí com 40 anos e jogando mundo, que é o LeBron. Cara, o LeBron, ele só faz treino praticamente isometria, cara, naquele búzul, sabe? Tudo dele é com búzul. Então ele pega peso, ele fica num pé só, ele treina muito isometria, estabilidade, né? É, eu acho que para as articulações ali, para os tendões, para os estabilizadores, ele faz muito treino nesse essa pegada de funcional, de tipo bozu, para poder fortalecer. Eu não sei, eu não entendo, não sou educador físico, não sou fisiologista, enfim. Mas ele é um cara que eu vejo que ele treina muito isometria, cara.
Eduardo Corrêa:A musculação é a mãe de todos os esportes, né? Só que se tu faz só musculação, no caso do fisiculturismo, tu acaba perdendo a funcionalidade, perde mobilidade, né?
Bola:Tu não consegue mais ter habilidade, dependendo, não consegue Você não caminhava na esteira muito bem por causa das pernas grossas, né?
Eduardo Corrêa:É, e assim, ó, a gente é forte, mas quando minha filha nasceu e pesava, sei lá, 1 kg, eu não conseguia segurar ela mais do que 3 minutos no braço, porque meu braço, ele, eu faço uma rosca direta com 40 kg, mas não conseguia segurar um bebê de 1 kg no colo por causa da, justamente pela falta de capacidade que eu tinha de exercer força por mais tempo. Período mais longo. Então, para mim, levantar 40 kg é mais fácil do que ficar segurando 2 kg 5 minutos, sabe?
Bola:Entendi.
Voz B:Então, resistência muscular, né?
Eduardo Corrêa:O nosso corpo, ele se adapta muito. Então, a gente tem que trabalhar de forma muito específica quando a gente tem um determinado, uma determinada atividade, né? Igual surfista, ele trabalha diferente, ele tem as adaptações para ele. Então, ciclista, né? Mesma coisa, corrida também.
Voz B:Cada esporte tem a sua. Ó, já já a gente vai para o telefone. Então, entra aí na plataforma, a gente vai atender a galera. Daqui a pouco você vai poder falar com o Edu Corrêa, tirar suas dúvidas. Tem superchat, você pode mandar. E também, Bola, estamos com uma enquete aqui no nosso chat. Isso, você que tá aí no chat me xingando, ó, você treina por qual normal?
Eduardo Corrêa:A galera da corrida?
Voz B:Não, a galera normal.
Eduardo Corrêa:Só por eu existir, entendi. Só pelo fruto de eu estar aqui, já tá ligado que esse pessoal chama, né?
Voz B:É, eu sei lá, meu, cago também, pode me xingar, fica à vontade. Você treina por qual motivo? Por shape, por saúde, ambos, ou não treino? E a gente tá com essa enquete rolando aí no programa. Eu tô enxergando bem para caralho.
Bola:Quer que eu vejo?
Voz B:Por ambos, por shape e saúde, entendeu? Mas tem 20% que não treina. Manhã, entendeu? Tá aí no sofá.
Eduardo Corrêa:E tem 20% que treina por shape, fala que treina por saúde e acaba prejudicando a saúde para ter o shape também, né?
Voz B:Exatamente. Se o cara treina certinho, vamos dizer, vamos botar aqui, 4 vezes por semana. Se o cara faz um, pega uma nutricionista e faz um e segue o cara vai ficar cheipado, ele vai ficar assim.
Eduardo Corrêa:O cara pega uma nutricionista, como assim? Que nem tu assim?
Bola:Não, calma, calma.
Voz B:Você pega uma nutricionista? Não, não.
Bola:Eu pego uma nutricionista.
Voz B:Também, né? Não, mas o cara tem uma nutricionista, ele faz um acompanhamento nutricional e ele treina. Se ele fizer isso certinho, sem apelar, irmão, só na alimentação, que para mim acho que deve ser o quê, uns 80%? Você comer menos, adianta treinar e comer um puta bolo. Você come um bônus todo dia, você come um pacote de bônus, fodeu.
Eduardo Corrêa:E sono, né?
Bola:Isso, dormir bem é importante para crescer.
Eduardo Corrêa:Acho que sono, treino e alimentação é o tripé.
Voz B:Então alimentação, você tem acompanhamento nutricional e treina certinho 4, 5 vezes por semana, meu irmão, você vai ter o corpo maneiro.
Bola:E também na academia tem um acompanhamento de um profissional, porque você vê uns cara fazendo uns O negócio, você fala, bicho, o cara vai se matar, tá assim, ó, tudo torto, velho, tudo, sabe? Vai se arrebentar, velho.
Eduardo Corrêa:Sabia que nos Estados Unidos é pior, cara? Porque no Brasil a gente ainda tem o Conselho Regional de Educação Física que obriga o responsável técnico a estar presente dentro da sala.
Voz B:Mas eles estão sempre do seu lado, não tô brincando. Mentira, mentira, tô enchendo o saco.
Bola:Eles ajudam mesmo.
Eduardo Corrêa:Agora nos Estados Unidos, cara, pelo amor de Deus, não tem ninguém. Tu aluga academia, tu paga mensalidade, tem direito a usufruir da estrutura. Não tem um profissional para te ajudar. É mesmo?
Bola:Aí tu chega lá e faz condomínio do prédio, se você quiser tem que contratar alguém.
Eduardo Corrêa:É isso, entendi. Aí, cara, os caras treinando de calça jeans, de sapato, fazendo um monte de coisa. É uma loucura, cara.
Voz B:Estados Unidos é muito louco, não tem o profissional educação física na academia. Mas isso no Brasil é muito legal ter o profissional ali, você tirar dúvida, ensinar. Lá é igual condomínio do prédio, é lá e treina.
Bola:Importantíssimo isso.
Voz B:E é engraçado, eu já vi umas academias em Orlando que é meio dentro de um centro de um hospital.
Bola:Hospital? Dentro de hospital?
Voz B:Não, uma clínica assim.
Bola:Nunca vi isso.
Voz B:Não, academia lá em alguns lugares é meio uma parada meio de fisioterapia para eles, e não como aqui que é uma coisa mais moderna, com luz, tipo lá.
Eduardo Corrêa:Academia.
Voz B:Você tem a Ironberg lá em Floripa, né? Pô, a Ironberg é toda som, né?
Bola:A Malá também tem essas academias, pô.
Voz B:Cara, mas é o que eu vi lá, umas duas academias que eu vi em Orlando.
Bola:Tem umas LA Fitness gigante.
Voz B:Sim, mas eu vi em Orlando.
Bola:Você não foi num centro de dojo?
Voz B:Não, não, fui numa academia e era meio uma...
Bola:Você foi no lugar errado.
Voz B:Não, era meio numa pegada... Eu fui ver, eu achei uma pegada meio... A parede era bege assim.
Bola:Não, você foi pro lugar errado.
Voz B:Não fui, cara, tô te falando. Tô te falando. E lá, tudo bem, isso aí faz 12 anos, não é igual agora, hoje que hoje mudou com a internet e tal. Mas era uma— o americano tinha uma pegada assim: tem os aparelhos, tem os equipamentos, faz aí. Era a mesma coisa.
Bola:Estados Unidos é maravilhoso.
Eduardo Corrêa:Então eles consomem muito aplicativo lá. A Carol, porra, ela tinha um aplicativo de planos de treino que ela vendia muito para os Estados Unidos, porque lá, como não tem o professor, eles compram. E aí o cara leva aquele celular para, olha e fala: "Beleza, é assim que tem que fazer." Nem sempre é exatamente o movimento certo, né?
Bola:O cara fala assim: "Porra, ajeita o quadril." Porque pro cara se arrebentar fazendo exercício errado também é rapidinho, né?
Eduardo Corrêa:Sim, com certeza.
Bola:O cara se arrebenta.
Voz B:Mas eu sempre falo, cara, eu comecei a criar consciência corporal quando eu fiz Pilates. O Pilates que me deu a porra do negócio chamado consciência corporal, de movimento, de postura, de de tanto que eu fiz. Eu fiz 2 anos. Então, tipo, eu me sinto um cara que eu controlo melhor meu posicionamento com Pilates. Pilates me deu essa condição. Tem gente no telefone aí, Boleta? Vamos lá atender a galera. Estamos diante desse cara que é fantástico, referência no bodybuilder brasileiro, obrigado, no fisiculturismo, gente fina, um pioneiro aí, um dos pioneiros aí aqui, ex-atleta, hoje tá na Max Titânio coordenando, né?
Bola:Treinando alguém hoje?
Eduardo Corrêa:Não, já já ele vai falar. Não, não, não treino diretamente, é, oriento jovens, mentoro jovens, passo a minha experiência, mas não treino diretamente.
Bola:Alô? Hello?
Voz B:Não entrou ninguém aí? Não tem gente aí, só tá falando, né?
Bola:Alô, ligue no que tá falando.
Voz B:Mateus, fala, bola!
Bola:Fale, Mateus, tudo bem, irmão?
Voz B:Bem com vocês?
Bola:Graças a Deus, tudo já. Fala de onde, meu velho?
Voz D:Fala de São Paulo aqui, pô, da capital. Acompanha sempre vocês aqui no Tica, pô.
Bola:Que legal, obrigado! O que que você manda, Mateusão?
Voz D:Então, eu queria fazer duas perguntas pro Edu.
Eduardo Corrêa:Faça, claro.
Voz D:Saber se Ele se considera maior que o Ramon Dino no Olympia por não ter toda a mídia que ele tinha, que ele tem atualmente. E para ele contar a história que ele era segurança do P.
Eduardo Corrêa:Diddy, já aconteceu já essa história. Envelheceu ruim, né?
Voz B:Envelheceu ruim para caralho. Passava óleo de bebê no P. Diddy?
Eduardo Corrêa:Não, não. Deixa você me explicar.
Voz B:Então, por favor, se explica.
Bola:Primeira pergunta, vai.
Eduardo Corrêa:Cara, não me considero maior que o Ramon, primeiro porque o Ramon é nosso primeiro Mr. Olympia, mas eu me considero um dos grandes responsáveis também por esse título. O título, ele é muito mais do que o título do Ramon, é o título para o fisiculturismo brasileiro. E quando o Ramon venceu o título do Mr. Olympia no ano passado, cara, foi um dos dias mais felizes da minha vida. Eu tava fazendo um react, dava para ver em emoção, chorando, abraçando minha esposa. E a minha esposa começou a chorar compulsivamente também, porque eu acho que a gente se realizou na vitória do Ramon. Então, quando a gente consegue ficar feliz pelo feito de alguém, significa que a gente tá livre de qualquer tipo de frustração, né? Eu não tenho o título do Mr. Olympia, mas eu consegui de alguma forma inspirar e trabalhar para que outro brasileiro conseguisse esse título, sabe?
Bola:Sabe?
Eduardo Corrêa:Boa. E cara, então, velho, eu morei nos Estados Unidos, em Miami, quando eu trabalhava com esse, com esse caso, eu morava com esse casal aí. E aí ele teve um episódio onde ele foi preso, o cara que morava na casa. Eu pagava lá para poder ter direito a um quarto, internet, um quartinho lá. É, e a gente ia treinar junto, era um casal de bodybuilder. E aí ele teve uma situação que ele se envolveu numa briga de trânsito, ele foi preso. E aí ele fez muita amizade com os policiais lá de Miami. Normalmente os policiais lá são policiais cubanos, são caras muito grandes que gostam de treinar. E aí ele começou a prestar consultoria para esses caras, os caras começaram a frequentar nossa casa e eu comecei a conhecer alguns deles, tá?
Bola:E aí veio o convite de, aí o convite de, não quer ganhar um troco?
Eduardo Corrêa:Não quer ganhar um troco por fora aí e tal? Era novo, forte. Aí o cara falou, pô, eu faço umas festas privadas final de semana, se se quiser. Aí eu falei, cara, pode ser, só que eu não tenho terno, não tenho nada. O cara falou, não, eu trago tudo para ti. Aí o cara chegou lá em casa com um terno, entrei no carro e a gente foi. Aí eu assim, para onde que a gente tá indo? Ele assim, a gente vai para casa do Puff Daddy. Aí, porra, bem na primeira ilha ali, da— eu sei até onde é a casa dele inclusive. E era uma festa de Réveillon, né, a primeira festa que a gente fez na casa dele. Era virada de ano. E os caras deram uma lista Festa, velho. Os caras deram uma lista de convidados na nossa mão e falaram assim, ó, só entra quem tá aqui. É, tinha uns 5 postos, tipo, ó, tu vai ficar. Eu ficava no trapiche para esperar os convidados que vinham de barco, tá? E aí, pô, tinha Lil Wayne, tinha uma lista de gente famosa, e eu só ficava no pier lá esperando. Não chega ninguém, por favor, não chega ninguém, não chega ninguém. E aí, aí durante a noite a gente revezava, a gente fazia rodízio assim. Aí dos postos, é, dos postos. Aí eu fui colocado na porta da cozinha e ele falou assim, ó, o segurança particular dele tava aproveitando a festa, eles terceirizam nessas ocasiões, né. Aí ele falou assim, cara, não deixa ninguém que não seja da família dele entrar aqui dentro da cozinha. Eu falei, cara, quem que é da família dele? Nem sabia direito quem era Puff Daddy na época, cara. Os filhos dele eram pequenininhos assim, e aí eu ficava parado na porta Eu saía da cozinha assim com aquela cara tipo de confiança, e quando o cara vinha me atravessando no meio assim, eu saía da frente. Quando o cara ficava meio cabreiro, eu, opa, não pode entrar. E só podia preto e branco na festa, cara, só podia vestir preto ou branco, não podia colorido. E aí, pô, vi duas meninas com vestido rosa lá. Sai daí! Aí eu olhei assim, falei, cara, comecei a escutar português, elas falando português. As duas brasileiras, cara, que estavam ali, sei lá convite de quem, assim, com a roupa totalmente errada, com a roupa errada. Mas assim, cara, algumas coisas me chamaram atenção. Era uma equipe gigante que trabalhava na casa dele, tinham vários brasileiros que trabalhavam, tipo, de cozinheiro, de doméstica, coisa assim. Tinha alguns brasileiros. Eu lembro porque quando eu parei—
Voz B:brasileiro é bom nisso, né?
Eduardo Corrêa:Brasileiro é, cara.
Voz B:Engenharia, engenharia.
Eduardo Corrêa:Agora eu parei para jantar e sentei com os funcionários e fiz amizade ele colocou alguns brasileiros lá, era uma equipe gigante e era tudo muito organizado, cara. Não podia usar nenhum tipo de droga nas festas, só podia preto e branco, só podia estacionar o carro fora da propriedade. Os únicos carros que entravam na propriedade eram os deles. E eu lembro que chegou lá pelas— a gente fechou até um horário da madrugada que eu não lembro. Depois ele chamou a gente, falou: se vocês quiserem ficar até 6 da manhã, pode curtir, aproveitar. Não, a gente dá um adicional para vocês. E aí a gente ficou até 6 da Aí depois ele entrou no carro, no Rolls-Royce conversível lá, com aquele chapeuzinho dele redondinho, e com a mulher dele na época, e foram para um after. E aí depois a gente fez várias outras festas assim. Toda vez que eles terceirizavam segurança e chamavam os policiais para fazer esses bicos, eles me chamavam.
Bola:E ganhava bem, irmão?
Eduardo Corrêa:Cara, não, para mim na situação lá, cara, eu ganhava tipo $600 numa noite, era bastante, era bom, cara.
Voz B:É um bom salário.
Eduardo Corrêa:E aí eu trabalhei lá como faxineiro de academia, trabalhava limpando academia, e depois eu comecei a dar algumas aulas assim, e eu usava todo o meu dinheiro naquela época para viajar nos Estados Unidos e assistir o Mister Olympia. Chegava em Las Vegas sem ter um puto lá para cagar. Chegava lá, pô, eu já vivi Las Vegas de várias formas. A gente fez um passeio no Grand Canyon lembro de helicóptero.
Bola:Bom, bom, legal.
Eduardo Corrêa:Mas já fui, eu fui para Las Vegas, acho que foram 17 anos, cara, 17 anos, 17 vezes, 9 competindo e o resto assistindo as competições, né, Mr. Olympia, né. Então eu lembro que nessa época eu gastava todo o dinheiro que eu ganhava para poder viajar nos Estados Unidos nos campeonatos, poder entender qual era o universo do fisiculturismo, né. E isso foi importante porque quando eu virei profissional eu já sabia quais os eventos mais exatamente quem eram os promotores. Exato, esse cara aqui eu preciso ter moral, esse aqui outro tal. E aí isso foi me trazendo uma certa estratégia por conta do período que eu morei lá.
Bola:Boa, respondido, Matheus.
Voz B:Quer dizer, as festas do Puff Daddy, quando você teve por lá, nada, nada de estranho? Cara, é engraçado que as pessoas me perguntam como se eu tivesse Passado o óleo Johnson na galera.
Bola:Visto umas puta barbaridade.
Eduardo Corrêa:É, não, não, era tipo, era nível, era nível muito fino assim o negócio.
Bola:Entendi, marazona. Obrigado, Marcelo.
Voz B:E é muita gente famosa, e é muita gente famosa.
Eduardo Corrêa:É muita gente famosa, cara.
Voz B:É, você lembra de alguma assim que você falou, cara, eu lembro de uma menina que fazia Velozes e Furiosos, aquele Velozes e Furiosos que saiu no Japão.
Bola:Ah, o Desafio de Tóquio.
Eduardo Corrêa:Desafio de Tóquio. E tinha uma que era uma japinha, ela não é tão jap, ela é só um pouquinho assim, que ela era casada com o cara Era lá do Japão lá, e chegou o gringo e meio que ela ficou meio que assim com o gringo e tal. Era o pivôzinho ali da história. E eu lembro que ela tava lá, cara, nessa época, eu acho que era época do filme, 2005 por aí, ela tava muito em alta. Eu ligava a televisão, era, tava propaganda de shampoo, propaganda não sei o quê. Aí quando eu vi essa menina na festa, cara, eu falei: meu Deus, cara, eu fiquei apaixonado, sofri de amor nessa noite. Aí Eu lembro que eu olhei, e a vontade de deixar o terno assim, eu olhei tanto para ela, cara, eu olhei tanto para ela que quando deu meia-noite, cara, meia-noite não, meia-noite e 5, ela veio na minha direção e me desejou feliz ano novo. E para mim ali foi um feliz ano novo. Conquistou.
Voz B:É só isso que ela deu, uma certa condição, cara?
Eduardo Corrêa:Acho que não, acho que não, cara, acho que não, acho que não, acho que não, foi educação.
Voz B:"O pau vai te bater", só se você não é de boa educação.
Eduardo Corrêa:Não, não, acho que eu não tinha nem vaidade suficiente para achar que era essa aí. Essa aí? Essa aí, essa aí.
Bola:Ela fez o filme mesmo, é verdade.
Eduardo Corrêa:Essa menina tava muito em alta na época.
Voz B:Tinha... Natalie Kelly é o nome dela? Não sei, o Isaac soprou aqui.
Bola:Natalie Kelly.
Voz B:Eu não manjo porra nenhuma de Hollywood. Hollywood eu não manjo nada, para mim é um mundo dessa galera Eu acho que se bobear foi eu. Eu assisto muito documentário, eu gosto de ver documentário e eu gosto de música.
Eduardo Corrêa:Eu lembro que eu não conhecia muito o Puff Daddy, depois eu comecei a ver que ele tinha a história dele e tal, e aí ele tava ali super acessível, sabe, com os filhos ainda, bem pequeno.
Bola:Você nem imaginava.
Eduardo Corrêa:Nem imaginava, pô, assisti aquele documentário que saiu no Netflix ali.
Bola:Pesado, hein.
Eduardo Corrêa:É melhor nem te assistir.
Voz B:Melhor mesmo, que pesado, hein?
Bola:Fala, Gabriel.
Voz D:E aí, Boleta, beleza?
Bola:Beleza, e você, irmão? Fala de onde?
Voz D:Falo da Califa.
Bola:Da Califa, boa, irmão. Tem pergunta para o Edu?
Voz B:Muito mendigo.
Voz D:Faz uns episódios aí que eu não consegui ligar, mas tamo aí, tamo aí junto.
Bola:Boa, irmão, é isso aí, boa. Tem alguma questão para o Edu?
Voz D:Sim, cara, eu faço. Sim, tenho. E aí, Edu, beleza?
Eduardo Corrêa:Beleza.
Voz D:Eu tenho a pergunta assim, tipo, eu faço academia desde os 17 e tal, mas não é nada assim pesado, mais para manter o condicionamento. Eu gostaria de saber quais são os benefícios que o atleta do fisiculturismo mesmo cole depois de parar? Essa é uma questão que eu tenho. E outra coisa, vocês estavam falando da academia aqui nos Estados Unidos, que o povo é estranho e tal. É fato, fato, você entendeu? E agora tá uma onda de moleque de 15, 16, 17 anos treinar de papete e meia, meu.
Voz B:Pelo amor de Deus, cara. É papete e Crocs, é meio uma papete de couro, né, cruzada. É um calçado, eu tô ligado, no chinelo Jesus, meu filho, meu filho usa isso para treinar, cara.
Voz D:A gente gasta mó grana com tênis para ir treinar, sabe, da, né, das regras e tal. Aqui, meu povo tá cagando.
Bola:Ô, Bola, os cara de calça jeans, é, seus tontos, não vai de papete, meu.
Voz B:É, eu esqueci o nome, tá na moda, é uma papetezinha que tem uma lateralzinha alta, eu esqueci o nome. E de cruzadinha assim, eu tô ligado, meu filho usa isso aí.
Voz D:É, na minha época de moleque era, a gente chamava de papete essa porra aí.
Voz B:Já já o chat vai dizer o nome, tá bom? O Edu vai responder, repete a pergunta.
Voz D:A primeira pergunta, irmão, então assim, quais são os frutos que o atleta do fisiculturismo colhe depois que ele para, depois que ele dá uma relaxada. Porque assim, eu tenho um amigo que ele participou de campeonato e, meu, tu já foi aqui uns 15 anos atrás, e hoje ele reclama muito de dor nas costas e ele reclama bastante. Mas assim, nem tudo é ponto negativo. Eu queria saber os pontos positivos, cara.
Eduardo Corrêa:Existe uma coisa chamada memória muscular. Então, por exemplo, se eu quiser ficar forte de novo, e eu vou conseguir voltar muito mais rápido do que uma pessoa que nunca conquistou esse nível de massa muscular, desenvolvimento muscular. Eu tenho um conhecimento absurdo de treino, tenho conhecimento, tenho muita propriocepção, tem muita consciência corporal, como o Carioca falou. Então isso vem do treino, né? Então eu já sei lidar melhor com desconforto, eu já sei o caminho. É como se, é como andar de atleta, já sabe o caminho, sabe? E a memória muscular, ela foi muito importante ao longo da minha carreira dessas 12 cirurgias, porque quando eu operei, eu fiquei parado, teve uma época que eu fiquei 4 meses sem treinar, sem poder mexer o braço por causa de uma artrose. E cara, eu perdi muito, muito, muito, eu fiquei bem magro. E depois, menos de um ano depois, eu já tava competindo gigante de novo. Então assim, a memória muscular vai voltar, para quem já foi forte um dia, é algo determinante.
Bola:Entendi.
Voz B:Ó, a papete que eu falei que tá na moda.
Bola:É sandália de Jesus.
Voz B:Não, é Birk. Birk.
Bola:É feio pra buné isso aí.
Voz B:Custa 1 barão e 200 essa merda aí, ó. Barato. Birk, é.
Bola:Para comprar sandália de Jesus.
Voz B:É, Birk.
Bola:É feia que só.
Voz B:1 barão e meio essa merda aí, ó.
Bola:Isso é feio demais.
Voz B:Chama Birkensstock. Birkensstock.
Eduardo Corrêa:É bom que os cara deixar cair o peso nos dedos.
Bola:Não, já perde a unha, o dedo, Um barão e meio isso. Deus olhe, viu.
Voz B:Mas isso é uma moda na molecada. Eles pedem ao invés de tênis isso, Birk. Birk é uma coisa que tá na moda entre os moleques hoje, entre os adolescentes.
Bola:Ainda bem que eu não sou mais moleque.
Eduardo Corrêa:Mas tem que usar de meia.
Bola:Tem que usar com meia. Tem que ser—
Voz B:Não, isso aqui com meia fica horrível.
Bola:Nos Estados Unidos os caras vão de meia, acabou de falar. Tem que ser horroroso ao extremo, não pode ser só horroroso. O cara mete a chinela e mete um birke também. Deus o livre e guarde. Essa porra aí, negócio.
Voz B:Vamos lá, mais um telefone aí, Boleta.
Bola:Hoje, Eduardo Correia. Valeu, irmão!
Voz B:Valeu, irmão! Eduardo Correia hoje aqui, uma sumidade. Tô muito feliz de você estar aqui, cara.
Eduardo Corrêa:Eu ia falar isso, cara. Eu olho para vocês, eu assistia vocês na televisão durante muito tempo.
Voz B:Eu gosto muito do Eduardo. Ricardo, alô!
Eduardo Corrêa:Ó, Carol tá aqui no chat, tá?
Voz B:Beijo, Carol! Falou, Carol aqui, tô de olho, hein!
Eduardo Corrêa:Vocês botando foto da menina ali falando.
Voz B:Eu não botei nada, quem botou foi o Zaque. Você brinca com ele, você enfia a mão na cara dele. Eu perguntei, obviamente.
Bola:Alô!
Voz B:Não, porque realmente, pô, tem pessoas, não são mulheres, mas que, porra, sei lá, tá o LeBron James na festa, porra, vai ficar maluco, caralho, LeBron e tal.
Eduardo Corrêa:Devia ter muita gente que eu não conhecia também.
Bola:É, eu falei aqui, eu já atirei, fui atirar em Miami e tô atirando, que eu gosto de atirar e tal. Espera, um negão desse tamanho do meu lado, e eu atirando, saiu. Aí o cara me falou: você viu quem era do teu lado? Falei: não, LeBron. Falei: não percebi, não vi que era ele.
Voz B:Falei: puta, então puta merda, é brabo demais.
Bola:Fala, Erico.
Voz D:Tudo bom?
Bola:Bem, e você, irmão?
Voz B:Tudo bom.
Voz D:Ô Bola, eu sou o cara que mandou aqueles gibis para vocês o ano passado dos cachorros.
Voz B:Ah, obrigado, muito legal, irmão. Puta trabalho bonito, cara.
Bola:Muito legal.
Voz B:Ele faz um personalizado com cachorro da pessoa.
Bola:Muito legal.
Voz B:Se você tem um dog, ele faz legal. Ele faz um quadrinhos do cachorro da pessoa.
Bola:A pele da Chiara, irmão.
Voz B:Pô, qual é seu arroba aí para divulgar para galera o seu trabalho, velho?
Voz D:O @ericoSanJuan, tudo junto.
Voz B:De novo, @erico com K ou com C?
Voz D:Com C. Érico San, é S-A-N-J-O-A-N, Érico com C, San Juan. Isso aí, isso aí, cara.
Bola:Érico San Juan.
Voz B:Manda sua pergunta aí, Érico. Boa! Capital de algum país aí, San Juan, se não me falha a memória.
Bola:Faça a pergunta, Érico.
Voz D:Ô bola, eu queria só dizer o seguinte: eu acho legal que o entrevistado de vocês aí não é o pastor da maromba, entendeu?
Voz B:Não é mesmo, capitão de Porto Rico.
Voz D:Então assim, pela experiência dele pessoal, eu acho que ele tem um poder de convencimento muito maior do que esse pessoal maluco aí que fica querendo impor a experiência dele, sabe? Então eu acho muito mais, mais funcional, é muito mais efetivo o convencimento dele, né?
Eduardo Corrêa:Então, obrigado, cara, porque inclusive depois desse acontecimento do Gunner aí, cara, eu evitei fazer pronunciamento, coisa assim, que eu não me senti no jeito, porque pô, eu penso muito na mãe, na família, sabe? Eu falei, cara, quem sou eu para fazer um esclarecimento de alguma coisa, sabe? Eu só vou ter lá, meu luto ali. E mesmo, mesmo as coisas que eu sei que eu posso fazer e ajudar, acho que também tem um momento. A gente tem que, a gente tem que viver o luto, respeitar o momento, sabe? Não é usar o tema para sair falando falando sobre, sabe?
Bola:Então, pô, obrigado, Erico.
Voz B:Não, eu acho que é importante.
Voz D:Fala só uma coisa, eu quero um dia aí tá com vocês aí para fazer caricatura dos convidados, pô.
Bola:R$1.200 custa para vir aqui, carioca que falou, mas eles fazem 12 vezes.
Voz B:Fala pelas redes sociais do Tica aí. Fala com a Gabi aí nas redes sociais do Tica, tá bom?
Eduardo Corrêa:Boa!
Voz D:Para fechar, para fechar, o seguinte: eu nunca imaginei que eu ia ver no seu programa o Roberto Carlos falando o preço do chuchu.
Voz B:Tá vendo?
Bola:Boa!
Voz B:Gostou? Inusitado!
Eduardo Corrêa:Valeu, Erico!
Voz B:Um abraço, um abraço, querido!
Bola:Valeu! Desliga na cara antes que ele faça outra pergunta.
Voz B:Tá fazendo um pouco a pergunta, tá fazendo pouco, né?
Bola:Puta que paróquia, meu! Você dá o braço, o cara quer o corpo, bicho.
Voz B:Alô, alô, aqui é o primeiro podcast que até o rádio da galera ligar.
Bola:Alô, alô, maldito, quem tá falando?
Voz B:Maldito, vai, bola, faz daquele jeito.
Bola:Quem tá falando? Quem? Fala, Guto, tudo bem? Fala de onde? Do inferno, porque a ligação tá uma bosta. Já desliguei na cara também. Pronto. Alô, alô, a outra desgraça.
Voz B:Alô.
Bola:Tá aqui, cada vez mais difícil, bicho.
Voz B:Alô, alô, fica um pouco, ela leva 3 segundos para o cara falar, entendeu?
Bola:Alô, alô, fala, quem tá falando?
Eduardo Corrêa:É o Guto novamente, caiu a ligação.
Bola:Não caiu não, desliguei na sua cara, Guto, pode falar.
Eduardo Corrêa:Não, mas desculpa, eu tô acompanhando o programa ao vivo aqui pela TV.
Bola:Legal.
Eduardo Corrêa:E quero parabenizar você pelo grande trabalho de vocês e dizer que eu tô em orações sempre.
Bola:Muito obrigado, amigo. Que legal, fiquei muito feliz, Guto. Obrigado, velho. Nunca mais, cara.
Eduardo Corrêa:Que isso, eu só quero dizer que eu me divirto muito com vocês.
Voz D:E depois, Edu, também, o que que ele acha do termogênico?
Bola:O que que você acha do termogênico, cara?
Eduardo Corrêa:Eu acho uma ótima, um ótimo aliado para quem busca acelerar o metabolismo, pensando em aumentar o gasto calórico, pensando no processo perda de gordura. Só que assim, é muito importante a gente deixar claro, cara, que o termogênico ele é um aliado, né? E aí vai depender daquilo tudo que a gente tava falando, cara. Parece meio clichê, mas eu Muito obrigado a falar, porque a gente fala sobre o suplemento, a gente, cara, termogênico é sensacional, sabe? Só que tu precisa fazer o teu papel, né? Ele vai entregar aquilo que ele promete se tu entregar aquilo que tu prometeu para ti mesmo, né? Então, se o cara treina e faz dieta, sim, é um ótimo aliado. Boa! Claro que dependendo dos termogênicos, né, sempre bom falar também, é, os níveis de estimulante depende muito da individualidade, da capacidade de resistência que cada em relação aos estimulantes. Então, se o cara é cardíaco ou ele já teve algum evento, é legal sempre perguntar orientação do médico, né?
Bola:Boa, boa, boa.
Voz B:Sempre com profissional.
Bola:Ó, respondido, Gustavo, respondido, perdão.
Voz D:Bom trabalho para vocês aí.
Bola:Muito obrigado, um beijo, irmão.
Voz B:Deixa claro para galera, na vida é muito importante você ter o seu médico. Você tem que ter o seu médico da sua confiança. Eu vou dar um exemplo, o meu médico de confiança é um cardiologista. Cardiologista, o meu também, e ele é cardiologista clínico. Então ele meio que me dá um suporte. Quando ele percebe alguma coisa, ele encaminha para um outro especialista. Mas você tem que ter o seu médico. Então se você quer fazer uma coisa com performance, não digo profissional, mas quer melhorar sua condição de vida, procura um médico. Ele vai pedir exame, vai olhar tudo e tal. Procurou o médico, beleza. Vou, quero treinar, quero melhorar meu corpo, minha saúde, quero ter massa muscular, quero. Aí você procura um educador físico, um personal personal trainer e um nutricionista. Pronto, esses são os profissionais, né, Edu? Acho que o cara basicamente tem uma orientação nutricional, uma orientação física, de qualquer jeito as coisas, vai te medir, vai fazer uma avaliação, vai ver o que você pode tomar, o que você não pode, vai montar seus treinos, vai, porra, vai mudar seus treinos. Então eu acho que não precisa ser um personal trainer, né, assim diretamente.
Bola:Não tem que ter acompanhamento de um médico.
Voz B:Não, não, não, sim, médico já falamos, mas tô falando parte física, né?
Eduardo Corrêa:Mas hoje tem muitos personal trainers que são atletas também, que sabem fazer um treino direcionado mesmo para quem quer competir, sabe? Então eu sempre, eu sempre treinei com personal trainer a minha vida toda, mesmo sabendo treinar também. Então personal não é só para aquele cara que quer aprender a treinar, mas também para aquele cara que quer ir para um próximo nível, talvez, com segurança.
Bola:Vamos lá, vamos atender mais uma rapaziada aqui. Alô, alô, quem fala? Fala, Gustavo, tudo bem, irmão?
Voz B:Tudo certo, bem aí.
Eduardo Corrêa:Você, boleta aí, carica.
Bola:Bem, irmão, fala de onde, Gustavão?
Voz B:Falo das áreas de salto.
Bola:Salto?
Voz B:Sim, até ali, processo outro dia aí também.
Bola:Ah, que legal! Que que você manda, Gustavo? Um salto, um salto de sapato.
Voz B:Ah, não, Edu, sobre essa questão de suplementação que vocês estavam conversando, ele chegou, parece que tá bom, atletas que é com zero suplementação.
Eduardo Corrêa:Você acha que é possível?
Voz B:É, sem suplementação nenhuma?
Bola:Chegar o quê? No Mr. Olympia, você diz? É um nível de competição sem suplementação nenhuma, cara.
Eduardo Corrêa:Dá para chegar, dá para chegar. Seria hipócrita se eu dissesse que não dá para chegar no nível altíssimo sem suplementação. Porque, ó, um dos produtos mais estudados hoje que a gente tem evidência científica é creatina, né? Só que se tu chegasse para mim, perguntasse qual o suplemento que se tu pudesse escolher um para o resto da vida para usar, eu ia falar whey protein. Dá para viver sem whey protein? Dá. Só que o que ele vai facilitar a tua vida, talvez ele aumente tanto adesão ao plano que tu consiga permanecer mais tempo dentro de um plano alimentar, seguir, se ele for mais versátil, ele for mais gostoso. Então assim, os suplementos, é como eu disse, todos os suplementos eles são aliados. Então eles são totalmente dispensáveis, né, mas são fortes aliados. Então hoje a gente tem uma tecnologia de desenvolvimento de produto absurda. Então a A gente tem produtos para todos os tipos. E quando eu falo suplemento, eu não tô incluindo as vitaminas, as coisas, porque isso já a gente já vai para uma parte de deficiência nutricional, que aí já é uma questão de tratar com profissional.
Voz B:É endócrino. Outra coisa que eu quero alertar o público de casa, atenção você de casa, quero lhe alertar: endocrinologista. Tem muito médico te enganando, então acordem para ter um endocrinologista gente gosta, você vá no Conselho Regional na internet do seu estado e veja se ele tem o RQE. Tá lá, bota o nome do médico. Não, porque não sei o quê, eu faço endócrino, eu vou na minha endócrino. Aí, como é que é o nome? Não é endócrino não, é radiologista. Então assim, endócrino é muito sério. Então prestem atenção. Se você é de São Paulo, CREMESP. Rio, CREMERG. Cremesc em Santa Catarina, Cremersi no Rio Grande do Sul. Então procure o Conselho Regional do seu estado, coloca o nome do seu médico e veja se ele tem o RQE, tá lá o nome dele. RQE quer dizer especialização, se ele é endocrinologista. Porque tem muito médico que eu ouço de amigos: olha, você precisa conhecer meu endócrino, Não, brother. É, cara, tá demais isso aí. Então tem que ter RQE. Então atentem-se a isso, tá bom?
Bola:Respondido, Gusttavo.
Voz B:Dica aqui para vocês.
Bola:Valeu, irmão, obrigado.
Voz B:Pegar mais um aqui, fundamental importância. Tem muito, mas é, tem mesmo.
Eduardo Corrêa:Só ouço isso.
Voz B:Fala, meu irmão, beleza?
Eduardo Corrêa:Gustavo de Curitiba. Fala, Gustavo, tudo bem? Igualmente, prazer.
Bola:Que que você manda, Gustavo?
Eduardo Corrêa:Cara, queria saber do Leonardo Correio o que que ele vê sobre a suplementação, proteína, enfim, para quem tem mais idade, tá preocupado com a sarcopenia, sarcopenia. Então, quando a gente passa ali dos 40 anos, a gente começa a ter a sarcopenia, que é a perda da massa muscular. Então assim, tem que estar muito atento à ingestão de macronutrientes, né, não só gorduras, carboidrato, mas também proteínas. É onde eu falo que entra whey protein, por exemplo, né. Então whey protein é uma opção versátil, fácil, prática, gostosa, rápida. Então eu acho que é importante, como eu disse, Se tu consegue obter todos os teus nutrientes através da alimentação, tu não é muito que bem.
Bola:É, mas se o whey vem para facilitar complexo vitamínico, Edu, o que que você acha?
Eduardo Corrêa:Cara, eu acho que dependendo das vitaminas, a galera fica tomando muita vitamina por conta própria, né? Eu acho que primeiro um acompanhamento médico, acho que seria o mais indicado, sabe?
Bola:Perfeito, ótimo, cara.
Voz B:Não custa, faz o exame de sangue, hemograma, o médico mexe com parada aí é o endocrinologista. Endócrino, velho, vai no endócrino que tem a RQE, acabou.
Bola:Respondeu, Gusttavão?
Eduardo Corrêa:Respondeu?
Voz B:Eu tenho uma raiva disso. Sou ortomolecular. Que ortomolecular?
Eduardo Corrêa:Medicina integrada, integrativa.
Voz B:Aí eu sou médico integrativo. Não caia nessa casca.
Eduardo Corrêa:Obrigado, por favor.
Voz B:Isso para mim é Soroterapia integrativa.
Eduardo Corrêa:Fala, fala, quem não vai para academia acontece? Manda um recado para turma aí.
Bola:Ah, morre de problemas sérios.
Voz B:Morrer, bola?
Bola:Não, vai para academia sim, se você não for pode dar problema, tá?
Eduardo Corrêa:Obrigado, valeu.
Voz B:Que tipo de problema, bola?
Bola:Pode dar? Intestinais, caganeira.
Voz B:Não, sedentarismo é uma merda, cara. Eu fui muito tempo sedentário, eu só trabalhava, trabalhava, trabalhava, Cara, hoje, há 2 anos eu treino, é outro patamar, velho. Não, eu treinei novo.
Eduardo Corrêa:Ah, tá.
Voz B:Eu já tive aquele ciclo de treinar, mas hoje direto, 2 anos direto assim, 2, 3 vezes semana no mínimo. E assim, a qualidade de vida, qualidade de sono, disposição, ausência de dor, não nas costas, Mudou, é impressionante, é outra realidade. Não tenho nenhum shape, mas tenho meus músculos mais firmes, qualidade de vida, entendeu? Que que é isso?
Bola:Tá matando o filho, acho. Pedro matando meu filho, tá doido? Que que é essa gritaria aí, meu irmão? É meu filho, mano, tô matando não. Ah, bosta, que você tá dando uma facada nele, pô, tá gritando, bicho. O que que você manda, Pedrão? Viu? Não, é Eduardo Corrêa aí, top mundial, cara. Parabéns mesmo, obrigado. Só isso?
Voz D:Cidade Leste aqui.
Bola:Cidade Leste, aí é bom. Os caras estão mandando agora caneta de Monjaro falsa, viu?
Voz B:Ah é, tem isso também?
Bola:Ah lá, irmão! Olha que lazarento, velho!
Voz B:Monjaro verdadeiro ou falso?
Bola:É lógico que é falso, porra!
Voz B:É, isso aí é outra cagada que estão fazendo. Os cara metem um princípio ativo.
Bola:Imagino, deve ser, irmão. Boa! Que mais você vende de bom, Pedro? Eletrônicos, eletrônicos.
Voz B:Queria parabenizar todos aí, sou fã de vocês.
Bola:E bola, você fica desligando a nossa cara, pô, toda hora, mano. Quem desliga na cara? Já desliguei, pronto, pronto. Reclamou, toma uma desligatina.
Voz B:Deixa eu te falar, eu tô com uma dúvida, irmão. Eu faço uso da maconha, do monjaro, eu tenho ciclos, mas tudo com acompanhamento médico. Meu médico me orienta, inclusive ele nem quis me dar dessa última vez 3, é para dar um tempo, né? Não, mas como eu ia estrear no programa da Pan, eu falei: pô, Doutor, vai 3 meses, vai dar 3 meses para mim de receita. Aí ele olhou para mim: ó, teus exames estão muito bons, vou te dar esse, mas ó, chega, não precisa. Aí eu falei: não, mas eu queria um reforço. Aí vai me ajudar. Aí me deu. Só que tem um novo, não é isso? Retrato Tida, é isso o nome?
Bola:É, vai chegar.
Eduardo Corrêa:É Eu acho que ainda tá em fase, né?
Bola:Vai chegar.
Eduardo Corrêa:Já tem, já estão vendendo, né? Um fala que não é, porque ele fala: pô, o negócio tá sendo pesquisado.
Bola:Esse que é o comprimido?
Voz B:Não, não, não, não, não, não, não.
Bola:Vai chegar o comprimido agora.
Voz B:Mas o Monjaro é comprimido, mas a caneta é tirar pra tira. Eu queria que você sabe falar o que que vai ser a revolução do retrato tira? Você sabe explicar a revolução?
Eduardo Corrêa:Então, na verdade, isso tudo são análogos de LP1, né? A gente tem o hormônio da saciedade, Na verdade, então a gente engana o nosso corpo, né? Como se a gente já tivesse comido, tá satisfeito e eu não vou comer. E na verdade, a retatrutida é um análogo que ele também atua na mobilização de gordura. Então eles dizem que ela é mais eficiente tanto para o efeito dela quanto potencial de queima de gordura, sabe? Porque ela atua em outras vias também de de captação de gordura. Então ela promete mais, é um medicamento mais avançado, mais tecnológico, sabe?
Voz B:Algo novidade. Porque o Monjaro, ele basicamente, ele come a massa muscular também. Você perde massa muscular se você não treinar, não se alimentar direito.
Eduardo Corrêa:E algumas pessoas relatam enjoo, dificuldade de visão. Problema de visão. É, problema, teve tudo isso.
Voz B:Eu tenho visão às vezes me dá um— eu não enxergo direito, fico sem enxergar, sou perfeito.
Eduardo Corrêa:É tudo certo. Quanto que tu usou de quantidade? 5 por semana?
Voz B:Não, por semana é 5mg.
Bola:É, não, não, 5 aplicações.
Voz B:Não, tá louco, 5 aplicações? Tem 2,5 e 5. A caneta, eu vou— a caneta não tem como dar metade da dose, né?
Bola:Não, é uma dose só.
Voz B:Você aperta, eu uso, acabou.
Eduardo Corrêa:Ela vai, tá, tá bom. E tu sentiu a diferença? Tomou e sentiu a diferença em quanto tempo?
Voz B:Ah, já na segunda semana, primeira mesmo, velho. Você já sente o corpo dar uma desinchada assim de retenção, sabe qual é?
Eduardo Corrêa:Mas tu percebeu que tu não tinha vontade de comer?
Voz B:Não, é impressionante. Não, eu sou um puta zen fome, meu. Eu sou um puta, eu acho que mora uma criança faminta aqui dentro.
Bola:Zen meme.
Voz B:É, como, e ele meio que me completamente me controla, completamente assim. É impressionante o meu comportamento alimentar sob o efeito do Monjaro. É, quem me dera se eu tivesse esse efeito natural, orgânico. Essa, por exemplo, treino, cara, eu quero comer, velho. À noite assim eu quero destruir tudo, me dá uma fome. Ainda mais se eu fizer cardio, meu Deus do céu, me dá uma fome louca, louca, cara.
Eduardo Corrêa:É por isso que o pessoal acaba às vezes perdendo muita massa muscular, porque para de comer e para de ingerir a quantidade mínima de proteína, né?
Voz B:É, mas aí eu, por exemplo, desde que quando eu comecei a conviver um pouco com vocês ali na Max e tal, e uma barrinha, não, eu faço uso de whey protein. Então isso meio que me dá uma saciedade. Não vou falar mais, não, meu, eu lembro. Guto de merda, vai se foder, Guto.
Bola:Galera, superchat aí, Carica. Não, vamos mais, acabou, não tem mais ninguém, não tem mais ninguém no telefone.
Voz B:Não, mas eu queria que ele falasse sobre o retrato TIDA mesmo. Então disseram que esse retrato TIDA, que eu não sei como é que vai ser o nome do equipamento, do equipamento do medicamento, que Monjaro é o nome referência, já tem o nome referência da sematotida, retrato TIDA, cara, tem, mas eu não tô lembrando também. É, e é do mesmo laboratório, né? Do mesmo lugar, da Lilly, né, cara? É do mesmo cara que inventou.
Bola:Esses caras são bons, estão ganhando pouco dinheiro.
Voz B:Não, mas parabéns, né?
Bola:Lógico, ainda bem, pô.
Voz B:Porra, é igual o cara que inventou o Viagra lá, Pfizer. Pô, imagina o que a Pfizer não ganhou com a paldorecência da galera, hein? Fala aí. Ah, outra lenda: Tadalafil melhora a veia mesmo ou é lenda da galera?
Eduardo Corrêa:Na veia Tadalafila funciona, né?
Voz B:Dá uma saltada na veia? Não, do braço. É pra treinar.
Bola:O cara fala: tomo Tadalafila pra treinar.
Voz B:É pra aparecer mais a veia.
Eduardo Corrêa:Eu não acho que precisa, sabe?
Voz B:Você acha que não?
Eduardo Corrêa:Acho que não.
Voz B:É porque eu vi os cara: não, na minha eu tomo não sei o quê, não sei o que lá, 5mg todo dia de Tadalafila pra poder aumentar as veias, aparecer mais as veias. Não tem Não faz sentido nenhum, Edu.
Eduardo Corrêa:Não, não vejo sentido, não vejo necessidade também.
Voz B:Agora vamos acompanhar, né, Bola, a retrato tida, né? É porque a retrato tida dizem que, segundo os estudos, são 3, né? GLP, é isso? É o Jipe, é, não sei, eu não entendo um caralho desse negócio. É porque ele não vai Você, porra, deu um pau na minha plataforma aqui.
Bola:Deu problema?
Voz B:Não, deixa eu ver aqui. Disseram que esse novo você não tem a perda muscular tão relevante quanto. Ó, deu pau na plataforma aqui para mim, viu, gente? Não consigo abrir superchat.
Bola:Você passou?
Voz B:Entrei no link que você me mandou hoje, gatinho. Tá aqui, ó. O que que acontece? Boletar, ver se eu tô mentindo.
Bola:Carregando. Despeje could not load. Could not load.
Voz B:É, deu problema aí, vê se manda de novo aí, Isaac. Manda de novo, vai, tenta mandar de novo, por favor. Mas esse novo remédio, ele além de fazer o efeito do Monjaro, né, não tem a perda muscular, é, vai reduzir. Não sei se reduz ou se, porque não adianta, ah, o cara perdeu 10 quilos, porra, mas de 10 quilos o cara perdeu uns 7 de músculo.
Eduardo Corrêa:É bom para quem é obeso, né, cara? É fantástico, né? Quem sofre de obesidade.
Voz B:É, né?
Bola:Eu não sou obeso, toma no seu cu. Pelo menos eu não sou broxa nem careca. Tomar banho, olha para mim. Vai se foder, bicho! Tu tá abrindo a plataforma. É culpa sua, você não sabe mexer mexer? Você é burro, abre! Não, eu não, o meu telefone funcionou, meu telefone funcionou. Você é burro, você não sabe mexer, carequinha? Vai, vai, cara, é palhaço carequinha, vai tomar banho, bicho!
Voz B:O Bola nunca tomou monjaro.
Bola:Tomei, mas não tô bosta nenhuma.
Voz B:Você tomou nada? Não abriu?
Bola:Não abre.
Voz B:Então solta daí, então vai, solta daí o Super Chat.
Eduardo Corrêa:Leandrine Ismaia enviou uma mensagem.
Voz B:Me dê motivos, é o de ontem, tá soltando na mensagem.
Bola:É o cara, não, não, não, não, não, não, não, você não vai ver só o bola. Você vai ver o Ticaraca de Cast, meus amores.
Voz B:Tá maluco, chato, velho. Pra gente finalizar, Edu, eu queria saber o que que você faz hoje na Max. Primeiramente, manda um abraço lá para Mari, para todo time da Max, para o Jorlan, pra galera lá.
Bola:Eu comi um salgadinho proteico lá, pô, boa, porra, meu. Coisa boa, velho.
Eduardo Corrêa:É bom demais, né?
Bola:Puta merda.
Voz B:O que que você faz hoje lá na Max, lá naquele CT, né? Eu tenho CT lá, o centro de treinamento.
Eduardo Corrêa:Cara, esse ano faz 5 anos que eu completo de MaxiTuning, uma das melhores empresas que eu já trabalhei no mundo.
Bola:Que legal, velho.
Eduardo Corrêa:Por conta das pessoas que estão lá, sabe? Eu tenho um ótimo relacionamento pessoal com os sócios proprietários, com a Mariane. Então ela é uma parceira no sentido de... Ela é muito gente boa, cara. Essa transição de carreira, ela foi muito importante para mim porque ela fomentou, patrocinou alguns projetos pessoais, como o livro, por exemplo. Porque ela entende que o meu sucesso reflete no sucesso da empresa. Então ela não tem aquela ânsia por ter que fazer com o nome da empresa, sabe? Ela me dá apoio aos projetos pessoais, independente se ele vai ser feito na MaxiTânia ou nas minhas redes pessoais. Então acho isso fantástico. E a gente tem um time de atletas que dispensa comentários, né? É o Rafael Brandão, Gabriel Zancanelli. A gente tem o maior treinador jogador do que é o Pacho hoje.
Voz B:Pacho é maravilhoso, gente boa demais.
Eduardo Corrêa:A gente tem o Tenente Breno, a gente tem Paulo Muzi, Gabriel Kaminski, né, o Ramon.
Bola:Então é só gente fraca, né, irmão?
Eduardo Corrêa:Então a gente ama muito. Foi meu parceiro nessas viagens aí pelo Brasil, né? Ele só não tava quando a gente capotou o carro lá na Transamazônica lá. Merda, mas ele não tava só nessa, mas, ó, cara, eu pagava para ver o Jorlan junto com a gente nessa, cara. Imagina o Jorlan saindo do carro assim reclamando. Temos o Igor Fina também, ontem ele tava lá.
Voz B:Igor Fina, maravilhoso.
Eduardo Corrêa:Faixa Preta.
Bola:Eu vou falar com você aqui, irmão.
Eduardo Corrêa:Então a gente tem um time muito rico assim, sabe? É uma empresa muito boa de se trabalhar, é muito feliz, produtos bons, com produtos bons, é muito legal.
Voz B:Legal, mas você dá consultoria para os atletas lá também?
Eduardo Corrêa:Então, essa transição de carreira, eu acabei saindo do papel de atleta onde eu fui contratado há 5 anos atrás, e hoje eu acabei de finalizar um dos projetos, um dos maiores projetos que existe no nosso meio, que é a Casa dos Campeões, né? A Casa dos Campeões é um projeto, como eu disse, a gente passa por diversas cidades e estados selecionando pessoas para participar desse reality show que é a Casa dos Campeões. A gente fez um formato diferente esse ano, é um formato que focou muito mais no processo seletivo. A casa durou 13 dias com 20 pessoas, mas o processo seletivo durou 4 meses e envolveu mais de 10 mil pessoas. Porque a gente, no final das contas, a gente não pode selecionar todo mundo para participar, mas a gente pode dar voz para muita gente, né? Então as pessoas receberem um card da nossa mão, receberem um feedback, um "Vivo, pô, continua, tu tem potencial." Então onde a gente passou, a gente deixou nossa marca. Acredito que ano que vem a gente vai repetir isso aí, vai tornar o processo, o projeto ainda maior.
Voz B:Boa, é isso aí, pessoal. Um beijo aí para todo time da Max, Mari, sensacional, cara, Pacho, todo mundo lá, galera que, pô, a gente teve lá quase um ano e foi muito legal.
Eduardo Corrêa:Foi mesmo.
Voz B:E tem um carinho muito grande por vocês, porra, viraram pessoas que eu admiro. A competente Fiamma também, uma querida, um beijo para Fiamma, muito gente boa. E um abraço para todos vocês aí da Max Titanium, é muito— a Suplei, né, um abraço, eles são excelentes, sabe, pessoas preocupadas com consumidor, com a qualidade dos produtos, de qualidade. Recebo até hoje os produtos, faço uso dos produtos também, me auxiliam aí, a creatina, Creapure, do Brandão. Quer que eu falo, Bola? É criar pure. Criatina tem que ser criar pure.
Eduardo Corrêa:O Brandão tá voltando pro Brasil essa semana aí.
Voz B:Ah, valeu, é legal. E ele vai pro Mr. Olympia?
Eduardo Corrêa:Não, não, ele vai fazer um off-season agora.
Voz B:Ah, ele vai dar um off. Mas o Dino vai esse ano? Vai tentar sustentar o cinturão?
Eduardo Corrêa:Pô, ele tá monstro.
Voz B:Ele tá?
Bola:O Dino?
Voz B:Você acha que vai pro bicampeonato?
Eduardo Corrêa:Eu tô mais confiante com bicampeonato do que no ano passado. Porque ano passado tava entre ele e o o Mike Summerfield tava assim, pode ser qualquer um esse ano, cara. Porra, o Ramon é o grande favorito assim, pelo que eu vejo, sabe? Que legal!
Voz B:E vai ser em outubro, né? Vai outubro, é isso aí.
Eduardo Corrêa:Você vai acompanhar outubro ou setembro?
Voz B:Eu acho que é outubro. Acho que é outubro. Então você vai acompanhar tudo nos canais da Max aí. Um beijo para todo mundo. Vamos nessa, Boleta! Amanhã começa a Copa do Mundo, né? Começa, começa.
Eduardo Corrêa:Jogou o México. Vocês estão otimistas com a Copa?
Bola:Eu tô acreditando um pouquinho mais, irmão.
Eduardo Corrêa:É mesmo?
Bola:Um pouquinho mais.
Eduardo Corrêa:Essa primeira Copa que eu não sei nem quem são direito os jogadores, cara.
Bola:Não tem uns que eu não conheço também, mas eu fiquei assim, eu vendo.
Eduardo Corrêa:Eu também não. Já foi essa época que a gente sabia a escalação completa.
Bola:Muito mais.
Voz B:É, mas eu acho que sabe o que que tá acontecendo? Tem muita coisa rodando na vida. A internet, ela espalhou a nossa mente. Então assim, antigamente você ficava vendo mais televisão.
Bola:Só focava na Copa.
Voz B:Então eles davam ênfase maior.
Eduardo Corrêa:Globo, Bandeirantes, Record.
Bola:Isso, só focava na Copa.
Voz B:E era muito aquilo, jogador, o cara, não sei o quê. Hoje é bodybuilder, é bicicleta, a galera do pedal, não sei o quê. É dancinha. É o, porra, é o cérebro já tem capacidade. É Monjaro.
Bola:É tudo que é coisa.
Voz B:É curso. Então hoje o cérebro tem mais o que fazer, né?
Bola:Verdade. Coisa mais que fazer.
Voz B:Mas curtir uma Copa do Mundo é legal.
Bola:A África do Sul e México.
Voz B:Então amanhã a gente vai estar aqui com o Dumenezes. O Fred vem?
Bola:O Fred ia responder hoje ainda.
Voz B:Tá, vamos ver. A princípio o Dumenezes, mas provavelmente também, caso o Fred, o Fred Hinger, e vamos falar sobre a estreia da Copa. Que hora começa a Copa amanhã? 4 da tarde?
Bola:No conoco.
Voz B:Aí, meu querido Zacarias, você tem horário?
Bola:É México e África do Sul.
Voz B:Amanhã estreia 4 da tarde, eu acho.
Bola:Abertura é Sexta?
Voz B:Como assim? É abertura depois, né?
Bola:Abertura depois. Abertura é sexta-feira.
Voz B:Vai começar o jogo sem abertura?
Bola:Sei lá, velho.
Voz B:Dá uma puta zona, né, meu? Puta zona. Amanhã, 4 da tarde, estreia a Copa do Mundo. Brasil joga no sábado, da noite. Eu vou estar um pouco bêbado, eu acho. Eu acho, eu acho. Você bebe não, né?
Bola:Você bebe, Dudu?
Eduardo Corrêa:Cara, bebo socialmente, assim, um litro de vodka. Mas não é, eu parei de beber aos 14 anos, meus maiores porres foram nessa época.
Voz B:Então é isso aí, vamos nessa, gordinho. Então até amanhã, 2 da tarde, estamos aqui, um flow de Copa do Mundo.
Bola:Amanhã começa a Copa. Valeu, gente, obrigado.
Voz B:Vamos ganhar da Kazé TV, gente, vamos!
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