EP 769 - FLÁVIO PRADO E WANDERLEY NOGUEIRA
Com mais de 45 anos de carreira, Wanderley Nogueira é uma das vozes mais respeitadas do jornalismo esportivo brasileiro. Com passagens marcantes pela Jovem Pan e TV Gazeta, cobriu 10 Copas do Mundo e segue compartilhando sua visão sobre o esporte em debates, crônicas e reportagens.Flávio Prado é um dos nomes mais marcantes do jornalismo esportivo brasileiro. Com uma carreira construída no rádio, na TV e na imprensa escrita, destaca-se por suas análises críticas, opiniões contundentes e participação em programas de grande audiência.
- Campeonato Brasileiro de FutebolNeymar · Tite · 7x1 Alemanha · Copa do Mundo 1994 · Copa do Mundo 1998 · Copa do Mundo 2002 · Copa do Mundo 2014 · Virgínia Fonseca
- Corrupção no Futebol e FIFA GateCopa do Mundo Catar · Copa do Mundo Estados Unidos · Ricardo Teixeira · Marco Polo Del Nero · Joseph Blatter · CONMEBOL · CONCACAF · FIFA Gate
- Influência política e conexõesCentrão · Congresso Nacional · Supremo Tribunal Federal (STF) · Gilmar Mendes · Leomar Quintanilha · Federação Paulista de Futebol · Federação Tocantinense de Futebol
- Estratégias de Flávio BolsonaroNão gostar de esportes · Cobertura de Copas do Mundo · Olimpíada de 88 · Bandeirantes · Luciano · Carlos Alberto Silva · Abel Ferreira · Felipe Scolari
- Carreira de Wanderley NogueiraInício na Jovem Pan · Cobertura de Copas do Mundo · Grupo Silvio Santos · Diário Popular · Cândido Garcia · José Armílio de Moraes · Paulo Machado de Carvalho
- Homenagem a Luiz CarliniSilvio Luiz · Programa Pânico · Federação Paulista de Futebol · Palmeiras x Santos
- Histórias de TV e ComunicaçãoTV UHF · Futsal · Grupo Jovem Pan · Sr. Swift · Família Carvalho · Tutinha · Marcelo · Ciro Fontão de Souza
- Copa do Mundo 2026Copa do Mundo 2030 · Copa do Mundo 2034 · Uruguai · Argentina · Paraguai · Portugal · Espanha · Marrocos
- Confusão em Ribeirão PretoAlmir Laguna · José Luiz da Tena · Savoia · Dulcídio · Silvio Luiz · Luciano Duarte · Palmeiras x Botafogo
E aí, oi, alô, galera!
Salve, salve!
É nós, estamos ao vivo, é isso aí, estamos ao vivasso!
Programaço hoje, programa um pouco mais tarde, programa hoje vai ser mais curto também. Né, Bola? Vai ser um pouquinho mais curto porque o nosso convidado estava no ar na Jovem Pan.
Agora vão estar aqui, né?
Copa do Mundo falta uma semana, a gente já tá na ansiedade. Então nós vamos falar de Copa do Mundo.
Então já se inscreva no canal, vai lá, clique, compartilhe nesse aqui, no canal The Cords Oficial também. Por favor, faça isso, agiliza, vem com papai, vem, vem com papai, torne-se membro, né, Carica? Se você quiser ajudar mais também, o que mais nós temos?
Temos a plataforma, você pode entrar no link, entra na plataforma, exatamente, pode mandar o super chat, mande, é É isso aí, certo?
Que mais, Carica? Temos o Carioca botando pilha.
É isso aí, tá bom?
Eu vou tá aí, não perca o show esse final de semana, tá imperdível.
Sexta-feira estarei em Criciúma, que beleza, vai. Sábado Florianópolis e domingo em Joinville. Aí tem Rio Grande do Sul aí, Caxias, Bento, Porto Alegre, julho, e Campinas em agosto.
Chique.
Eu queria, antes de mais nada, pois não, né? Só vou dar um leve agradecimento, queria agradecer a Eugene Eugene Pilhas? Sim, ela está patrocinando o meu. Acabamos de fazer agora o Tica, o Tica não, o Botando Pilha.
O cara, parabéns, parabéns!
Colocaram, em breve vocês vão ver, vai ter uma pilha, uma iniciativa de uma empresa bacana, de uma pilha legal, sacaram um negócio bacana. Obrigado, Eugene! E é legal, sem lei de incentivo, sem nada, os cara foram lá, acreditou no projeto.
Valeu, Eugene!
Show de bola, todo time da Eugene. Tamo junto, conte comigo que vocês vão acompanhar pelas redes sociais cada cidade, cada show. Aí o Jim tá junto. Fechou, Boletim?
Fechou.
E fala em patrocínio, exatamente, a nossa querida Philips. Copa do Mundo, falta uma semana, ainda dá tempo de você comprar sua Ambilight.
Já manda sua Ambilight, você vê a Copa que nem um cinema, cara. É isso aí, é impressionante a qualidade de imagem, de som de uma TV Ambilight da Philips, meu amigo. É impressionante.
Você ainda tem o BoomBeat aí, bota junto.
Que mais você quer?
Pronto, fazer a sua festa.
Que mais você quer?
15 horas de duração, Power Bank para você.
Olha aqui, presente, professor.
Ambilight chegou, Copa do Mundo chegou. Ambilight para você, meu querido Vanderlei Nogueira, um dos maiores ícones da Rádio Jovem Pan.
Esse sabe tudo, meu amigo.
Grande Vanderlei Nogueira.
Flavião tá chegando.
O Flávio Prado já já tá chegando. Eles estavam na Jovem Pan, vieram para cá gentilmente. É que eu queria mandar um beijo rapidamente, Boletá, para minha querida querida, maravilhosa, que eu amo de paixão, minha tia Beth lá em Niterói. Eu tenho tia Beth também. Tinha tia Beth?
Eu tenho, tomo insulina.
Mandou umas senhoras agora.
Bom, tia Beth, um beijo para senhora, um beijo para você, tia, te amo muito. Aniversário da minha tia Beth foi ontem e eu passei, eu passei, eu falei com ela hoje, mas fica aqui registrado. Uma tia que eu amo, tia Ivaldo, tia Beth, beijo minha tia querida, tia Beth. Faz tempo que eu não vejo, mas fica aqui o meu amor e o meu abraço. Mesmo longe, nossos corações. Ela tá sempre perguntando, vai nos shows, aquela tia presente assim.
Que legal, que bacana, isso é bom demais.
Distante, mas presente no coração. Tia, te amo, fica com Deus. Que mais que eu ia falar? Isso não é um talk show. 10:30 da noite, você já sabe, na Jovem Pan, e recebendo esse ícone do rádio brasileiro, da história do rádio, meu amigo, da história do rádio, Vanderlei Nogueira, grande ícone da Jovem Pan. Obrigado pela presença, irmão.
Voz marcante.
Olha, olá amigos! Olha a voz do Vanderlei, vai Vanderlei!
Carioca, um abração para você, para o Bola, para todo mundo que está nos acompanhando. Sucesso sempre para vocês. É nós, irmão! Quando você voltou agora, eu soltei Rojões lá, falei, poxa, que bacana, o retorno foi muito legal. E Bola, figura maravilhosa, linda.
Vocês vão ter que me aguentar lá na Pan, Vanderlei.
A gente mais quer te aguentar para sempre. E foi muito legal, agradeço o convite, desculpe a correria. É, programa ao vivo é um negócio, começa e começa.
E mais importante é que você tá aqui, irmão.
Quando é gravado, né, a gente dá um jeito.
Estamos aqui, mas vocês têm que ser ao vivo, pelo amor de Deus.
Então foi muito bom o convite.
Só pra gente saber, quantos anos na Latinha, Wanderlei?
Na Jovem Pan, 49 anos.
A minha idade, eu tenho 50.
Eu entrei quando você nasceu, pra comemorar mesmo, meu. Eu entrei Quando você nasceu, eu falei: "Vou comemorar de alguma maneira." Então eu entrei.
E como é que você foi parar lá, irmão?
Pra quem gosta de números, eu entrei no dia 7/7/77.
Uau! Na Jovem Pan.
Na Jovem Pan.
Minha filha nasceu 22/11/11, também tem essa...
Eu tinha 10 anos.
E minha filha nasceu uma semana depois que eu cheguei à Jovem Pan, 13/7/77. Minha filha, a primeira filha, a Patrícia.
Eu conheço a sua filhota, que trabalhava com a Ana.
E você entrou como repórter pra escrever?
Como que você entrou lá? Eu trabalhava no Grupo Sílvio Santos. Tá, é verdade. Eu nunca tive menos de 2 ou 3 empregos. Parece que vocês não sabem muito o que é isso, né? Então eu trabalhava no Grupo Sílvio Santos e escrevia para o jornal Diário Popular, Popular da Tarde. Tem uma coluna chamada FPF Pegando Fogo, era uma coluna diária da Federação, no tempo que se podia cobrir Federação. Hoje você não pode nem passar nem na marginal, mas naquele tempo era todo final de semana.
Você imagina o que é isso? Presidente dos grandes clubes todos juntos no mesmo dia. Então era confusão todo dia. Por isso que tinha uma coluna diária chamada FPF pegando fogo. Então você encontrava lá o do Corinthians, do Palmeiras, do Santos, São Paulo, todo mundo lá. E o árbitro que errou um dia antes subia no elevador com o presidente. Imagina a pancadaria, era uma confusão. E eu trabalhava lá. Aí eu saía do Grupo Silvio Santos, que era na uma travessa da Brigadeiro Luiz Antônio e ia embora para Federação.
Flavião, senta aí, Flavião.
E aí, eu vou até continuar respondendo. Aí, enquanto o Flávio recebe pétalas e aplausos. E aí, o que aconteceu? O Cândido Garcia, que vocês todos lembram, era o homem que coordenava o esporte na Jovem Pan, falou que a rádio estava precisando de um repórter. Tipo terceiro repórter, quarto repórter. Lembre-se que a Federação naquele tempo era comandada por uma dupla intocável: José Armílio de Moraes e Paulo Machado de Carvalho.
Que que é isso, hein?
Doutor José Armílio de Moraes presidente, Paulo Machado de Carvalho vice-presidente. Portanto, nada de corrupção nem metição de mão, obviamente. Zero. Zero. E aí, quando ele falou que era convite da Jovem Pan, eu tive quase que desistiria. Era um sonho dourado, na verdade.
Ir para Jovem Pan.
E ficar só no jornalismo, porque eu dividia atenções, com publicidade no Grupo Silvio Santos. E aí que eu tava casado e a minha mulher grávida de 7 meses, um barrigão. Eu ganhava dinheiro, na verdade, no Grupo Silvio Santos. O jornal pagava pouco e naquela época rádio também.
Naquela época?
Hoje é uma fartura. Para astros. Naquela época foi legal. Legal é para Astros, como vocês, por exemplo. Aí eu não me queixo.
Queijo sim, queijo sim. Vai que o seu Marcelo tá ouvindo e fala: "Ah, tá bom então." Melhor não, né?
Esse é daquela linha de 8 empregos ao mesmo tempo. É um morabitu, o Flavio é.
Impressionante.
E pra concluir, aí cheguei em casa, falei pra minha mulher: "Tive uma oferta assim, assim, assim." "Puxa, é um sonho dourado, você vai aceitar?" Falei: "Não." Porque eu fiz a conta, pra gente viver precisa de 10 reais. O que eu vou receber na rádio com o que eu ganho no jornal são 12 reais. Se queimar uma lâmpada, vamos ficar no escuro. E você tá grávida e dentro de alguns dias você vai dar à luz. Então eu não vou aceitar. Aí ela falou: aceita, se não aceitar você vai ficar doente. Era um sonho dourado que você sempre teve.
Aí que vai lascar tudo de vez.
Aí de vez. A gente segura. Casei com a mulher certa.
Que mulher legal, hein?
E aí eu pedi demissão, fui embora trabalhar na rádio, e foi um passo certo. Fiquei feliz, estou feliz há décadas.
47 anos. 49 anos, a minha idade.
Que legal!
Quanto tempo na Pan, Flávio? Vou fazer 36 desse Tá entendendo?
Eu achei que eu fiquei muito, eu fiquei 25, pô. É, caramba, que história legal! Como que você parou lá, Flavio? Ele já contou a dele.
Professor, doutor, mestre Flávio Prado.
É engraçada a minha história porque ela vai contra tudo que se possa imaginar a meu respeito. Eu não sei se vocês sabem, eu não gosto de esportes, não gosto, gosto de futebol. O resto eu não gosto. Eu vou, eu tô fazendo agora minha 13ª Copa e zero Olimpíada.
Zero Olimpíada.
E passa pela minha ida para Jovem Pan a Olimpíada de 88.
Nunca fez uma Fórmula 1?
Nada, nada, nada. Eu não entendo nada, pô. Eu não entendo, não gosto. Pra que eu vou ficar fazendo essas coisas? Eu gosto de música, gosto de cinema, eu gosto de futebol, eu gosto de música, cinema.
Eu lembro que você gostava daquela banda, você era doente.
Maná. Vai abrir a Copa agora, quinta-feira.
É o Maná que vai abrir a Copa.
Olha aí, ó, você vê se é fraco. O jogo até não me interessa muito, mas o show do Maná, nossa senhora, ele é Maná lovers. Nossa, Maná demais. Mas então, e aí em 88 eu tava na Bandeirantes.
Ah, o teu presente da Philips tá aqui, Fabrício, você não tava. Muito obrigado, foi um espetacular.
Obrigado, gente. Então eu tava na Bandeirantes E aí o Luciano queria que eu fosse para a Olimpíada de 88 na Coreia. Eu já tinha ido na Coreia, eu não tinha interesse de ir para a Coreia porque eu já tinha ido lá. Então eu não quero, eu não gosto, eu não gostei muito de viagem longa e tal. Ao contrário do Wanderlei que se adapta bem, eu não. E aí, é verdade, o Wanderlei se adapta bem, eu não.
Eu não sabia que você era assim, Flávio.
É, eu gosto de ficar em casa, eu gosto de ficar quieto.
Gustavo, tamo junto.
Sacaneando os outros.
Eu não gostava do esporte. Então Copa, por exemplo, eu ia porque eu adorava aquilo. Quer dizer, eu sofria pra caramba, era uma deleite, sofria, ficava tal, tanto tempo fora e tal, mas eu gostava na hora que começava o jogo ali. Aí pô, eu sofrendo, longe aí do jogo de vôlei, porra, eu ia ficar louco.
Pô, você tá brincando de vôlei?
E o futebol, nossa, tem vôlei, poderia ser basquete, tem qualquer. E o futebol, o técnico, que era o único que poderia me interessar, o Carlos Alberto, que eu tinha quebrado um pau brigou com ele, o técnico Carlos Alberto Silva, e eu, e depois que amigo dele, amava o Carlos Alberto Silva, a gente brigou. E naquele período tava brigado, aquela época quando o técnico te tratava mal, você tratava ele também. Agora que os cara tem um puta medo desses idiotas aí que ficam maltratando, eu falo o seguinte: se esse Abel Ferreira fosse técnico na época que tinha um pessoalzinho assim, Vanderlei, Guilherme, Luiz Carlos Quartarolo e tal, cara, ele era bateu, levou.
O máximo que ele ia conseguir era abandonar a entrevista. O Filipão, que era muito mais tosco que ele, não, igual. O Filipão, eu lembro quando ele meteu o nariz de palhaço, falou, chamou de palhaço, todo mundo foi com o nariz de palhaço e tal. Você não tinha medo desse cara.
E o Muricy também era sensacional, amigo de todo mundo. As coletivas do Muricy eram só a par.
Mas a gente amava o Filipão e o Muricy. O Telê era engraçado, que eu brigava com ele a semana inteira. Então as gravações lá na Pan E aí chegava no final de semana, tinha o cartão verde, faltava o convidado. A gente ligava pro CT de São Paulo, que era do lado do... Vê se isso é possível hoje. "O Telê, faltou o nosso convidado." Você pode quebrar o galho. Ele ia, cara.
É mesmo?
É, o nosso convidado pra quebrar o galho era o Telê Santana. É. E, puto, "Você me encheu o saco a semana inteira, agora quer me entrevistar?" "Olha, você tem direito de defesa." E aí a gente quebrava o pau no ar, mas se amava, sabe aquela coisa?
Eu não te vi no palco.
Era assim. Bom, e aí então calhou, deu no técnico, eu tava brigado e eu não gostava dos esportes. Aí o Luciano: "Não, você precisa ir, que eu era um dos repórteres mais importantes da VARES, aquele time era muito forte." Eu falei: "Mas manda ele ir em Coimbra, que ele gosta e conhece. Eu não gosto nem um pouco, não conheço, não quero ir." Falou: "Então, para você não ir, você vai ter que ser o chefe da equipe que vai fazer a cobertura aqui." Eu falei: "Qualquer negócio para não ir para o Colégio." E aí comecei a trabalhar de madrugada e fiz um trabalho legal, até porque Tava fazendo um trabalho legal pra justificar não ida, né?
Tinha comprado passagem, tal. E deu certo e o Luciano falou: "Agora você vai ser chefe da equipe." Porque a segunda coisa que eu detesto, eu não quero ser chefe de nada, coordenador de nada. Eu não sou, eu sou, eu sou um bom soldado, não um artista. Você é um general, não quer mandar em ninguém. Nada, nada, nada.
Você é artista.
Eu faço o meu. Faço o meu.
Vanderlei... Porque só dá confusão.
É, o Vanderlei é um maravilhoso coordenador. Durante anos, né?
Você pode chegar um pouquinho pro lado, por favor, meu querido Flávio? Mais perto do Vanderlei aí. Isso, pra ficar aí. Acho que aí tá bom. Tá bom aí, Isaac?
Só não quero que pareça uma coisa muito... A gente suporta. É bom, é bom evitar.
Sem encostar.
Flávio, é... Mas aí, cara, eu quero só falar... Aí eu comecei a ficar com o saco cheio. Luciano queria que eu ficasse chefe. Não, você tá bem como chefe e tal. Gosto disso aqui, pô. E aí, na Copa de 90, eu fui contrariado numa coisa. Já que eu era chefe, eu queria levar um cara que eles não quiseram que levasse. E aí eu falei: "Bom, eu vou fazer a Copa de 90 e vou embora." E na Copa de 90 aparece um abençoado convite pra ir pra Jovem Pan.
Jovem Pan tava fazendo a TV Jovem Pan, que não é essa, a outra, a UHF, e eu fui convidado pra participar daquela equipe.
Que fazia, eu lembro, na Parabólica... Nossa, era maravilhoso! Que tinha futsal.
Futsal, foi a primeira... Primeiro contrato milionário do Grupo Jovem Pan. Porque a ideia do senhor, Swift, não era? Lembro disso, da família Carvalho, do Tutinha, do Marcelo, era fazer uma televisão 24 horas esportes. 24 horas esportes, você tem que transmitir cuspe a distância, tá certo?
Então, e olha, a gente transmitiu jogo de buraco.
Então qual era o negócio? O negócio é o seguinte: vamos tentar fazer esportes que não cobram direito, porque gastou um dinheirão para montar a televisão, era bem montada, mas tinha limites. Vamos começar, não dá para comprar competições internacionais e tal. E aí o idiota aqui falou para o senhor, que tal arriscar futsal? O presidente da Federação Paulista de Futebol faleceu naquela época, era Ciro Fontão de Souza, e que também precisava de divulgação.
E aí foi útil com o Gradavi. Chegou lá, olha, vamos fazer uma televisão assim, assim, assim, queremos transmitir os jogos do futebol de salão, certo? Mas tem que ser uma coisa assim firme por 5 anos, porque a gente quer começar e não quer parar. Tem um pequeno detalhe, não tem dinheiro, mas nós vamos dar uma grande divulgação. Vai variar. E o senhor vai, não tem dinheiro, e o senhor vai ter também vender para os seus patrocinadores, essas coisas todas.
E temos que fazer um contrato. Foi legal porque o contrato foi de $1, porque tem que colocar um valor qualquer no contrato. Então foi feliz para a Federação, foi um sucesso isso que você acabou de falar.
Eu lembro no Rio de ver isso aí pela parabólica, maravilhoso.
E aí surgiram narradores, Milton Leite, Milton Neves narrou.
Isso aí é uma coisa incrível. Eu era para ser um narrador, espetacular. É, o seu Tuta, o seu Tuta Ele queria, ele tentou, ó, tenta ser narrador aí e tal. O Mário Moraes foi e tal. Aí depois de umas 3 narrações, eu falei: "O senhor acha que eu como narrador vou ser o que eu sou como comentarista?" Ele falou: "Aí não." "E como repórter?" "Então por que que o senhor vai querer o pior?" Aí ele pôs o Milton Leite. Mas aí veio o convite e aí eu falei pro senhor: "Não, eu vou embora." Ele falou: "Você tá louco?
Você vai largar chefia geral dos esportes da Rede Bandeirantes pra trabalhar numa TV UHF?" Eu falei: "Sim." eu não quero ser chefe de nada, eu quero trabalhar tranquilo. Saiu, Luciano não aceitou a minha saída, eu meti uma carta, bati a máquina, meti por baixo da mesa dele, por baixo da porta. Sai numa boa e cheguei e falei com o senhor Tuta.
Porra, muito numa boa, muito numa boa.
Não, mas o cara não quer que você vá embora. Mas eu quero ir, não tem jeito. E aí cheguei lá, o senhor Tuta fez um, falou, ó, vamos juntar aqui, pegar lá pra ganhar o que eu ganhava lá, porque era o mínimo, né, que tava fora do orçamento de uma TV que tava começando. Mas ele foi gentil, juntou daqui, juntou de lá, e eu pedi de luvas um programa de futebol internacional. Falei: Seu Tuta, pedi um trabalho de luvas. E aí ele me deu a melhor coisa que eu fiz na minha vida disparadamente, que eu considero o meu maior feito em toda minha carreira, que é um programa chamado No Mundo da Bola.
No Mundo da Bola.
No Mundo da Bola. Esse programa o Seu Tuta falou: Ó, sábado de manhã tá largado aí, pode fazer o que você quiser. E aí chamava ótimos convidados, inclusive na É, e a sua mãe também, mas isso a gente fala depois. Aí, então, a partir daí, a partir daí eu comecei a trabalhar na Pan. E assim, como exemplo do Vanderlei, como é que você sai do Grupo Silvio Santos para ganhar menos na Jovem Pan? Então é a mesma história, como é que você sai de chefe de reportagem de uma rede nacional para trabalhar numa TV OHF?
Foi o maior acerto da minha vida, disparado assim, sabe aquela coisa? Deus iluminou. Não tinha a menor lógica eu fazer aquilo, não tinha lógica. Você olhava... No caso do Tomás também. Também, não tinha lógica nenhuma.
Mas sabe por que que deu certo?
Tava quase nascendo a filha e a gente arriscou. E foi uma coisa, como eu acabei de falar na primeira pergunta, extraordinária. Uma luz, porque eu fiz a vida inteira aquilo que eu gosto, que eu amo. Em 77 cheguei, 78 já fiz a primeira Copa na ditadura argentina. E daí a coisa foi andando.
Cara, o Vanderlei, tem uma coisa tua que eu não esqueço, cara, do jogo do Morumbi. Eu amo isso aí, cara. O cara chuta a bola, ele fala assim: "Bateu lá na vidraça do Palácio do Governo." Os caras se sentiam incomodados. Eu amo isso, cara.
Já vi isso aí.
O cara no Morumbi, ele manda aquela: "Tô lá em cima, ele bateu lá na vidraça do Palácio do Governo." Eu recebi a mensagem de puxa-saco dos caras bravos do Palácio. Olha, sabe, citaram o governador numa vidraça quebrada e falaram: "Não é merda." No jogo seguinte, foi tão forte que quebrou 3 vidraças.
Eu adorava do Vanderlei. E hoje muita gente cobra isso. Os caras dão muito protagonismo para juiz de futebol, essas babaeadas, VAR e tal. O Vanderlei, ele metia o assunto na semana.
Carioca estreou, retomou o podcast, aí representa a Federação Paulista de Futebol nesse jogo importante, o grande Carioca.
É isso. E ele metia os negócios assim, e era maravilhoso, né? Então era o Bozo, era não sei o quê, e os caras ficavam loucos. Pá, me chamou de bozo?
Não. Que maravilhoso.
Era maravilhoso.
Ó, o Flávio, que é um cara também mais apimentado, né?
Muito mais.
É que eu adoro também, ele falou essa coisa do futebol mundial. O teu filho é impressionante, o Bruno, como ele brilhante, como ele manda a espécie, evolução da espécie, seguir o teu caminho. E o Bruno é impressionante como ele conhece Champions, os times lá fora. Muito legal de ver essa coisa de pai para filho. Eu quero saber o seguinte, eu quero entender a alma São 36 anos, não sei lá, 40 e quantos anos de carreira.
Carreira, 52.
52 anos de carreira.
Que beleza, bicho!
De 39, 59, tem mais, né?
49, 55, 56 de carreira.
É isso aí, você vê que os caras não são fracos. A pergunta é: qual é, essa é de dizer para o Flávio, cara, a alma da seleção brasileira para essa Copa do Mundo. Falta uma semana. Qual é teu sentimento?
Qual é a alma?
O sentimento, sabe aquela coisa?
Copa, Brasil. Você tá perguntando para o Flávio se vai ganhar, se vai perder?
Não, não, eu quero saber do sentimento. O que o Flávio Prado tá sentindo? Que Copa do Mundo é uma coisa diferente, uma diferenciada. Quem gosta de futebol, é, é o nirvana, é o apogeu, é o máximo, é apoteótico. Qual é o sentimento Seleção Brasileira, Brasil e futebol, Copa do Mundo, Flávio Prado?
Eu só separo a Seleção Brasileira disso. Eu conto a minha carreira por Copas, então vou fazer minha 13ª Copa, é um negócio. E toda vez que sai a escala de uma Copa do Mundo, eu choro. Eu tô esperando sair a escala da próxima Copa, até agora não tô escalado, não saiu a escala. Saiu lá Flávio Prado, jogo X, botou na Copa, vou participar. Quando eu vou, quando sai a escala, eu choro, e quando eu vou pro jogo, eu choro. Que legal, porque é uma coisa assim Cara, 74 foi a última Copa que eu não fiz.
Alemanha?
É que eu não fiz essa Copa, eu não fiz. Eu tava começando a carreira, fazendo coisinhas assim no interior e tal, e tava atrás de estágio. E tinha um rapaz que eu não sei por que eu fiquei amigo dele, chamado Klaus Kleber. Ele era da Gazeta Mercantil e ele me indicava para os lugares, sabe? Quando o cara vai com a tua cara de graça.
E acreditava em você.
E aí eu vou lá, eu ia, né, de "ó, vem a cada 3 meses pra ver se tem alguma coisa e tal". E aí eu fui lá visitar o Klaus, o cara falou: "Não, ele tá na Copa".
Eita porra!
Aí eu falei: "Puta, que coisa maravilhosa!" Fiquei feliz por ele. Mas eu falei: "Puxa vida, Copa do que coisa? Será que um dia eu vou estar lá?" E saí andando e falei pra mim mesmo: "Essa é a última vez que eu não vou estar numa Copa do Mundo". É mesmo? E graças a Deus assim foi. Que maravilha! Não fui em todas, porque algumas eu abri mão, o Wanderlei sabe disso.
Por causa do negócio de viajar, que começa meio, né, 2006, só para reforçar, é Copa do Mundo, claro que tem duas maneiras de cobrir, presencialmente e uma imersão, que é o que quando não viaja ele faz 50 jogos. Você vê muito melhor aqui do que lá. Isso, quem viaja não faz tudo isso. Imagina. E nessa agora são 17 horários diferentes. 17. É a maior quantidade de horários que confusão que vai ser. 17, começa meia-noite e vai embora até às 23.
Tem horários quebrados e tal. Então hoje, agora, o Flávio só pode continuar, só o Flávio checa isso. Ele vai viver mais uma imersão.
Ou vai ficar sem dormir, né, Flávio?
Não tem problema, para isso vale. Você vai na Copa, por exemplo, eu cobri 78 78 a 94. 94 já cobri a seleção mais pela cultura, porque aí o Vanderlei já tava, já tava na PAN. Eu cobri a seleção brasileira, todos os jogos da seleção de 78 até 94, cobrindo seleção, dia a dia, treinamento, in loco, in loco. E isso significou não ver a Copa. É verdade, você não vê a Copa, você vê treino. É verdade, eu adoro futebol de um modo geral.
E aí eu tava no treino da seleção jogando a dinamáquina. Pô, eu falo: caramba, eu quero ver isso aí, pô. Então aí você começa a querer ver a Copa. Você vê a Copa, você não— se você tiver lá, você não vê. Ou senão você fica, a opção de você ver lá, você fica no IBC, que é uma espécie de um AMB, um lugar enorme onde você vê os jogos pela televisão. Ora, pela televisão, que é muito melhor, né? No meu conforto. Fora que você vai comer nos horários assim, né, malucos, em boteco.
O lugar nobre não tá aberto no horário, não tá à nossa disposição. E eu joguei a toalha de uma vez mesmo. Quando ele me ligou: cara, daqui a 10 minutos vai encerrar, você não vai mesmo? Seu Tuta tá perguntando. Eu não quero ir. Eu falei: imagina um boteco em Joanesburgo, foi na Copa da África. Quando começou esse negócio de África do Sul, Rússia, Catar, essa desgraça aí, eu falei: eu não quero ir.
Daniel.
E esse é outra desgraça, Estados Unidos é um lixo para Copa do Mundo. É mesmo, é um lixo.
O Panenka mandou o Wesco e o Alfredo.
África do Sul e o Daniel.
E eles ligaram para a gente chorando.
Não aguentavam mais.
Porque eles estavam dormindo no chão, no frio.
Tô falando.
Desesperados.
A Copa de 94 foi a pior que eu fiz. Não tinha condição para nada, porque é uma porcaria. Eles não conhecem nada. Eu lembro que o Vanderlei e eu estávamos na final, A gente, primeiro que o Vanderlei é um guia dos Estados Unidos de Pasadena maravilhoso. Ele falou: pega o carro, vamos lá que é o último treino da seleção, reconhecimento de Pasadena, nós vamos parar dentro do zoológico.
Maravilhoso.
E na hora que nós estamos indo para a final Brasil-Itália, a gente fala: pô, finalmente vai ter movimento. Paramos lá, era um jogo de molecada de hockey, os caras não sabiam nem do jogo, que a gente chegava muito cedo.
Vandellay não é um bom ator, um bom ways.
Vandellay, o ways dele não era muito bom não. A verdade é que eu não via a Copa em 94, você tinha que ligar para o Brasil para saber o resultado do jogo que tava lá.
Na próxima vai ficar na estrada, né? Mas é aquele negócio, eu perdoo, mas não esqueço. Até essa.
Exatamente.
Perdoa, mas não esqueça. Tudo que o Fábio falou, eu assino embaixo, tudo isso que ele falou é verdade. E a Copa do Mundo presencial e à distância, mas você vivendo a Copa do Mundo são experiências inesquecíveis, importantes, eu acho até consagradoras, porque a gente começa a lembrar, a gente acompanhou toda a transição Técnica do gravador, que era um pacote de açúcar, a um celular.
Sim.
Então, quando 78, aquele telefonão preto, e porque era ditadura, você fazia a ligação e eles ficavam monitorando. Quando você começava a dar cacete na ditadura argentina, caía a ligação. Era uma O inferno. E 82, rapidinho, e 82, 82, Espanha, certo? E nunca é só Copa do Mundo, é um peso político enorme. Toda escolha de sede tem trambique político, claramente, desde essas que nós citamos aqui à atual. Sim, sempre há uma forte influência política e muita grana.
São 25, 26 pessoas 25, 26 pessoas que votam. Então é uma moleza, se você tiver muito dinheiro e comprar 10, 15, você já ganhou. Por isso que surgiu o FIFA Gate. Não surgiu porque foram investigar e tal, surgiu porque os Estados Unidos perderam pro Catar. E aí o presidente dos Estados Unidos tava lá pra abertura do envelope. Atenção, vamos escolher a Copa do Mundo. Ele já tá comemorando. Que Estados Unidos, cara? Você acha que eu vou perder para o Catar?
É isso que você acha?
Eu achei meio complicado essa coisa de Canadá, México, Estados Unidos.
Tem que atender todo mundo.
E aí a próxima são 5, 5, 5 países.
Vamos aumentar tudo.
Como assim?
Com diversidade vai ser Uruguai, Argentina, Paraguai, mais Uruguai, Argentina, Paraguai, Portugal, Espanha e Marrocos. Tudo bem.
Não pode ser outro continente, meu irmão.
Não, pera, mas eu vou dizer por quê. Porque existe uma norma na FIFA que você não pode repetir continente. Então o que que eles fizeram? Essa Copa aqui na América, certo, que eles consideram continente à parte, com a CONCACAF. Na próxima vai ser na América do Sul, na Europa e na África, certo? Só sobra Ásia. Quem comprou a FIFA? Arábia, 2034, na Arábia já tá confirmado. Então eles puseram todos os continentes, porque olha, pelo rodízio tem que ser como uma Copa com 5 sedes.
Aí você joga, vai ser assim, tal número, você vai para 60, 60, e o Brasil não entrou nesse balaio. Joga no Paraguai, vai jogar em Marrocos, vai jogar em, é, como é, da abertura vai ser, vai ser no Uruguai, no Estádio Centenário, aí vão ter alguns jogos na Argentina, vai ter 1 ou 2 jogos no Paraguai. E aí pronto, já comprou a América do Sul, aí vai para a Europa.
Para comemorar os 100 anos do Mundial. Primeiro Mundial, 1930, agora 100 anos, 2030. Onde foi o primeiro? No Uruguai. Então nós vamos fazer um joguinho lá no Uruguai para comemorar.
Limpio, limpinho.
Abertura, no mesmo estádio.
Monumental.
Centenário. Centenário.
E aí vem.
Monumental é argentino.
Eles vão fazendo isso porque é um dinheirão, é uma máquina de dinheiro. Mas que loucura, cara.
E o Uruguai não tem grana para fazer uma Copa.
É, é por isso que a Arábia Arábia tá contratando esse monte de jogadores para justificar. Ah não, levando para Arábia porque eles estão investindo pesado. Então tem esse time de cachorro aí, Al não sei o quê, Al-Hali, é com Cristiano Ronaldo, time de cachorro.
Você gosta de futebol no mundo? Se os caras estão investindo, graças a Deus.
Na Arábia não, né? Por quê? Na Arábia não é futebol, não existe isso, pô.
Por que não?
Porque não, não dá lá, não existe.
Tradução, time, camisa, isso não tem tortidos, cara, não sabe o que que é nada. Não vem passageiro, não.
Não, claro que vai. Eles só compraram o suficiente para comprar, fazer a Copa. Quando acabar a Copa, até logo. Lembra uma época que a China botou uma puta grana? Ela perdeu da Arábia. Os dois estavam brigando. Ou Qatar? Não, a China meteu uma grana, lembra? Levou um monte de jogador e tal.
Lembro, lembro.
Quando eles viram que eles iam perder para Arábia, eles pularam fora. O Qatar, o negócio do Qatar, eles estavam nas costas dos Estados Unidos. O esquema tava rolando por fora. Aí tinha a Copa que eles queriam fazer bonitinha, era essa agora de 34, que a Arábia passou. Mas ela tem que justificar por que que os times lá da região do Catar pagaram o PSG. É grana do— faz parte da compra do voto da França. Passava por montar um baita time lá.
E por que contrataram o Neymar? É porque era garoto propaganda do Catar naquele momento. Então precisava ter Pai deu uma marula.
O Platini quase foi preso.
Que era naquele momento o grande garoto propaganda. Então é um negócio assim muito interessante porque eu ia falar sobre isso, que eu acho que esse detalhe é interessante para você, para quem nos acompanha. Por que surgiu a maior investigação de corrupção no futebol, que é o FIFA Gate? Surgiu em 2015, vocês estão lembrados, quando prenderam todo mundo lá na Suíça. O Ricardo Teixeira deu linha, o Marco Polo deu linha, ficou lá o Marinho para tomar um café e foi preso.
Mas por que surgiu isso? Por causa do negócio do Qatar. Quando o presidente dos Estados Unidos voltou para casa, perdeu, ganhou o Qatar, acabou. Quando teve uma reunião, 30, 40, 50 dias depois, com todas as autoridades, aquela reunião mensal que o presidente dos Estados Unidos recebe o cara do o cara da Fazenda, o cara do agro e o cara da segurança. Aí o cara do FBI chegou lá: "Presidente, é o seguinte, essa informação, seguinte, aquele negócio da Copa." "Do futebol lá." "Nós perdemos, né?
É, perdemos, mas é que a gente investigou e nós detectamos que há indícios de corrupção com os eleitores." Esquecemos ou tocamos? O homem falou: bom, não, se tem algum indício, segue, investiga. Tocamos. Foi aí, aí o gatilho, esse foi o gatilho, pumba. Aí os caras foram investigar e levaram, você viu que tem até documentário no YouTube, tal, tal, tal, uma compra total pelos príncipes do Catar.
Eles têm pouco dinheiro.
E por isso Estados Unidos Perdeu, mas prosseguiu a investigação. E aí ele fala: "Ah é? Então tá, levanta todo mundo." Era muita gente, então eles optaram por prender os grandões, o peixe grande. Então pegaram o cara da CONMEBOL, o cara da CONCACAF, o Blatter caiu, presidente da FIFA.
O presidente dos Estados Unidos, o barbudo lá.
O barbudo lá, que era da CONCACAF. O brasileiro. Prenderam os grandões, mas não terminava mais de aparecer gente envolvida na corrupção no mundo inteiro. Parece um lugar que a gente conhece, né? Seria uma investigação interminável.
Dizem que o Avelange foi o cara que meio que deu—
Ah, ele é Pelé, Pelé disso aí. Crime organizado foi levado para o futebol pelos Avelange.
E o que que fez os Estados Unidos? Falou assim, ó, é o seguinte, vamos prender os grandões, E vamos informar os países todos a relação dos picaretas. Então, Argentina, picaretas são esses, cuidem deles vocês, lavagem de dinheiro, esse negócio, vocês vão descobrir, trambiques que eles fizeram aí, pronto, você cuida na tua casa. Paraguai, Nicolas Leós, tal, tal, tal, cuida aí. Ninguém foi preso, você vê o que fez fazer, deu pros caras, todo mundo engavetou, inclusive o Brasil.
O Brasil não extradita, então aqueles denunciados não foram presos. E além disso, citou lá, tá na investigação, na justiça de Nova York, 40 nomes de brasileiros.
40?
40. Eu sei o número, mas não sei os nomes. Quer dizer, sei de leve. Então, 40. O que aconteceu? Nada, morreu, a vida segue. Só sobrou para o Marinho, ficou preso, veio para o Brasil só para morrer, ficou 4, 5 anos lá na penitenciária dos Estados Unidos. O Ricardo não pode sair do Brasil, o Marco Polo também.
Sobrou para o J. Ávila, forte.
J. Ávila e para 2 ou 3 amigos que nós conhecemos que tiveram que devolver tudo aquilo que tinham. Tinha depositado em bancos nos Estados Unidos para escapar da prisão. Era pouca coisa, então eles trocaram, eles devolveram e acabou. Você volta, mas devolve aqui. Então foi o que aconteceu por causa de trambiquejo, né? E é isso.
Então, quando os Estados Unidos pede uma copa, claro, por favor, macho, tá aí, você quer fazer?
Entendi, tá claro.
CBF hoje, ela é do Centrão.
Ela é de Brasília.
Ela é do Centrão. Então é o Centrão, a sede não é mais no Rio, ela comanda. O Centrão comanda, comanda a CBF, com todas as coisas boas e ruins que você possa ver em cima disso.
Só não, tem mais, tem Jude também na parada.
Sim, mas é, mas é, é todo, é o Centrão, a todo sistema que envolve a política, a política tradicional.
Isso, ela literalmente tomou de assalto a CBF. Não é uma entidade mais como Por exemplo, por mais que o Ricardo Teixeira, todos esses caras poderiam até ter uma certa ligação com a política, hoje eles compravam os deputados. Sim, sim, mas era uma coisa, uma coisa lá, uma coisa. Hoje não, hoje eles comandam, hoje eles comandam. O Congresso tá, o Congresso e o STF tá dentro da CBF.
Maior influência na história da CBF, influência mais, não, mas nem mais influência. Lembra que a gente falava aquela influência? Eu vou falar, influência maior influência ao longo da história é atual. Mas lembra que a gente falava que a área política e a área da justiça, isso são essas influências, são muito fortes, tem muito prestígio, eu diria assim, né? Muito prestígio.
A gente não falava que queria que a CBF fosse uma entidade pública? Virou, virou. E de um modo geral, e de um modo geral, a maior parte do que o Samir Chadi, que é a ponta do iceberg, de que federação que ele é? Ele é de Roraima.
Que representatividade!
Só que, só que o chefe da delegação, quem que é? Tá preparado aí?
Tô.
Vai, presidente há 39 anos da Federação Tocantinense de Futebol, a FUGEF.
Tem um problema, qual a tradição do Futebol, que não botou um Reinaldo, porra.
Ninguém tá contra Tocantins nenhum aqui.
Nada, nada. Eu só tô lembrando que a Copa é nos Estados Unidos, no México, no Canadá. Dizem que é a Copa mais chique da história, a mais cara, sem dúvida, a mais rica e tal. Então, e o chefe da delegação, eu não tenho contra Tocantins, atenção, mas o chefe da delegação ninguém sabia. Ele é vice-presidente da CBF, porque tem um monte de vice-presidente da CBF, que é um esquema político. Então, ele também é vice-presidente da CBF.
Ele é o Mar Quintanilha. Muito bem, eu não conhecia, não tive o prazer de conhecer, não conhecia. Aí eu fui investigar quem é esse senhor. Esse senhor é presidente há quase 4 décadas da Federação de Tocantins, mas quem ele é? Aí eu levantei, levantei, é só você entrar aí no Google, tem um pouco de tempo. Em 2002, Recuando agora, recuei, vim de uma geração, uma geração, tá certo? Em 2002, ele era senador da República. Ele foi senador, ele foi deputado, e ele era senador da República.
E como senador da República, atenção, eu tô dando uma informação e você pensa, pode pensar que você está aí no Google, isso tá lá, senador da República. E como senador da República, ele era um parlamentar Ele foi o parlamentar que mais defendeu o nome do ministro do STF Gilmar Mendes para assumir o STF, que vai passar para ser julgado pelo Senado, aprova ou não aprova, não é assim que funciona? E todos os candidatos fazem campanhas, vão visitar todo mundo e tal para que o nome deles seja o indicado.
E naquele momento, o que mais defendeu o nome do atual ministro Gilmar Mendes foi o então senador Leomar Quintanilha. Ponto. Décadas se passaram e não estou dizendo nada, estou só mostrando e aí você acha: "Ah, foi coincidência".
Fatos, fatos.
Décadas se passaram e a CBF, que tem uma grande influência do ministro do STF Gilmar Mendes, Todo mundo sabe, o instituto que é presidido pelo filho dele tem contratos importantes com a CBF. Até aí eles se dão bem, uma relação bem íntima, próxima. Esse senhor Leomar Quintanilha foi eleito, foi indicado para ser o chefe, uma honraria, chefe da delegação brasileira.
Quem que era das antigas? Era aquele coroa do bigodinho? Como é que era o nome dele?
Leomar Quintanilha.
Não, o das antigas era o bigodeiro, o bigodeira. Era um bigodeira.
Ó, eu sei que 94 no Mustafa Conturce, não sei se era melhor que o Quintaline.
Não, aquele bigodeira, o bigodeira era o chefe da delegação, coroa, que tinha um bigodinho bonito, rapaz.
Eu não lembro, cara.
Olha, como é que é o nome? Eu vou buscar o nome dele. Era bonitinho, bigodinho assim, ó.
Chefe da delegação. Exceção feita Paulo Machado de Carvalho, o resto, pfff, olha lá. Ele nem sabia.
Tô falando 94 no Mustafa Conturce.
Chefe da delegação faz jantar.
Ele promove nada, ele que representa em jantar na Casa Branca com todos os chefes e delegações do Haiti, do Marrocos, e do Brasil. Quem vai lá para o jantar? É ele que vai. Então é um presente, presentão. Eu só tô dizendo isso com relação à influência. Fica muito claro que há influências.
Eu só quero deixar uma coisa bem clara.
Américo Faria.
Não, não, ele era supervisor.
É supervisor, mas ele foi, ele foi chefe dele.
Ele mandava para caramba, né? Olha, com tudo isso, eu ainda considero que o momento da CBF agora é bem melhor do que era antes. Bem melhor, bem melhor, bem melhor. Em todos os sentidos, eles estão fazendo coisas que a gente queria que fizesse. Por exemplo, eles estão forçando os caras a organizar um campeonato por conta deles. Eles estão loucos para se livrar do Campeonato Brasileiro, estão querendo se livrar. É que os clubes não têm capacidade de fazer a liga, fazer a liga, por exemplo.
Eles estão exigindo fair play financeiro, coisas que a gente pediu. O que que eles querem? Eles querem tomar conta da Seleção Brasileira. Eles não querem essa mala de campeonato, nada, nada. Clubes, vocês se virem, e nós vamos cuidar da Seleção Brasileira, que para mim é ótimo. Eu acho que os clubes têm que cuidar dos clubes e a CBF cuida da seleção. Eu acho que é isso, para mim é o mundo ideal. Ah, que, de que maneira está sendo feito?
Não vou entrar nisso, que eu não quero ficar assustado. Mas para mim, a Federação Paulista, a Federação Carioca, eles que se virem lá, cada um que cuide de si, entendeu? Eles cuidam da seleção e o resto eles querem se livrar disso aí.
Eu vejo diferente, parcialmente concordo. Qual é a parte que eu concordo? Os clubes não têm nenhuma capacidade de fazer uma liga porque tem que organizar. Independente, não tem capacidade. O ideal seria Inglaterra, uma liga que quem manda é a liga, tá? É assim que funciona. Essa é a liga dos sonhos. Como eles não têm capacidade, não tem união, não tem nada, um quer apunhalar o outro, é o festival dos punhais entre os clubes, tá certo?
Mas precisa sair uma liga. Então, boazinha, a CBF concorda em organizar para vocês. Evidentemente que essa organização vai custar alguma coisinha.
Vai ter um bedelho no meio.
Não, vai ter assim um percentual, você entende? Porque eu preciso, eu vou organizar para vocês, mas eu tenho um percentual por esse trabalho. Ela não quer ficar fora, ela quer participar. Organiza, mas fica como, digamos assim, a voz que decide. Se tiver uma discussão aqui entre o Bola e o Carioca, Criou-se um impasse. A voz que vai decidir é a da CBF. Então ela vai ter um pezinho, que pode ser um pesão, dentro da liga que deverá surgir.
Então, com a independência dos sonhos, porque eles são incompetentes, porque eles estão querendo se livrar. Um cara da CBF falou: olha, só que é um saco para nós. Imagina só o mundo dos sonhos. Os caras têm a CBF, eles têm a Seleção Brasileira, baita produto que vende para caramba, dá um dinheiro enorme. E tem que se preocupar com o VAR do jogo entre Criciúma e Náutico. Não, eles não querem saber dessa porcaria.
Não quer?
Ah não, porque o cara roubou o Flamengo. Eles querem se livrar disso até logo.
E até parece CBF VAR, né?
Daí eles assinam, eles não querem saber, sabe? Ah, quem vai ser o juiz de Flamengo e Palmeiras? É uma injeção de saco. Se virem, vocês escolhem. Me dá só a Seleção Brasileira.
Antigamente tinha o Clube dos Treze, que foi implodido.
Era uma coisa que era primeiro, eram os primeiros passos para a independência. E como a coisa seguia esse caminho mesmo, foi implodido.
A Copa da União, lembra? Copa União deu um rolo danado, isso até hoje ainda rola. Tá com quem a Taça das Bolinhas? Tá com São Paulo. O Flamengo não tem?
Não, tá com São Paulo.
Lembra? Taça das Bolinhas.
O título reconhecido é do Sport. Então, São Paulo foi o que ganhou a prateleira.
Agora vamos comparar, se você puder, Zaque, por favor. A taça das bolinhas é uma das coisas mais lindas que eu já vi. Eu acho muito bonita. A taça atual é uma das coisas mais horrorosas.
Eu nem sei como é a atual.
Mas é um mau gosto.
Você tá falando do Campeonato Brasileiro?
Pelo amor de Deus, que coisa horrorosa.
Mas é, vamos saber quem fez, né, amigo de alguém.
Mas é bom.
E tu vê a camisa da Seleção Brasileira? Não, coisa horrorosa, parece a Suécia, pô.
Não, não, vocês conseguiram fazer a camisa que parece a Suécia. Mas é praza, taça.
Isso aí, graças a Deus, né? Pelo amor de Deus, é a mãe deles.
O ideal para taça, o ideal para taça é um caneco. Agora, tem canecos maravilhosos, mas é o caneco. Não pode fazer o que fez a federação recuando alguns anos no tempo. Ela fez um uma taça do tamanho do carioca. Foi genial, não tinha ninguém para erguer.
Não conseguia levantar, é.
Nossa, a Jovem Pan foi levar a taça. Sabe como ela levou a taça? Num helicóptero sem as portas, parecia um cadáver.
Pô, ela ainda ficava um caixão.
Não, porque não cabia no helicóptero. E aí a invenção que nós fizemos lá na rádio foi chegar com o Morumbi sem as portas.
Essa é das bolinhas, linda. Eu acho particularmente muito bonita.
Ela é bonita, sim.
Agora pega a de Ah, não, não, acho que você tá falando de 77. Acho que é de 77, Federação Paulista de Futebol de 78.
Acho que você tá querendo dizer, essa é linda, ela é quem era tetra, né, ou tricampeão, que ficava eternamente 5 vezes brasileiro.
Mas o Flamengo é o primeiro, na minha opinião, é que foi reconhecido o esporte. Então o Flamengo ficou com 4, São Paulo conseguiu 5 pontos.
O Sporting. Quem enfrentou os adversários mais difíceis?
O Flamengo. A minha opinião era o Brasileirão.
Não, é o Flamengo.
Clube dos 13.
Por isso que eu acho que...
Essa aí, essa aí.
Essa daí. Essa daí não dá para ler. Você pode ver que precisa... Olha o tamanho.
Quase não cabe na televisão.
Não dá, não dá. Você sabe quem descarregou? Fausto Silva e eu. Do helicóptero. Tem foto, né, Flávio? Tem foto saindo do centro do campo, 100 mil pessoas, pesadona. E aí apareceram os policiais para ajudar, para ajudar. 6 pessoas para tirar do helicóptero ali.
O tamanho, Jesus! Olha que praticidade! 77, que o Corinthians ganhou, tava no jejum.
Exatamente.
Não tem bonito é que o PSV ganhou agora.
Não, olha aquela coroa, era a esposa daquele, do Marlene Matheus. Marlene Matheus é uma anã perto da taça.
Não, o tamanho da taça, bicho, coisa gigantesca, velho. Esse daqui lá, esse não, Vaguinho.
Eu sei o que fez o gol, Basílio.
Esse aqui também jogava bola.
Tobias, é o goleirão. O Bambam tá ali também atrás.
E aquele de chapeuzinho branco, Zé Maria.
Zé Maria, super Zé. É, mas temos a do Brasileiro atual aí, Isaac, a taça 2025, 26, as últimas. Bicho, eu juro para você, é de um mau gosto. Eu não sei, eu falo, porra, quem que aprova isso, cara? Como é que pode ter uma, um campeonato, porra, o Brasileiro, pô, é o campeonato mais importante do nosso futebol, porque tem uma taça tão horrorosa.
A pessoa que deu a ideia se acha Gênio!
Mas é igual o Braz, não é?
O Braz, as camisas, gente, olha a roupa aiada, olha isso aí, coisa horrorosa, feia mesmo, é feio, cara.
O que que parece isso? Aquele fundo que tem atualmente na camisa da Seleção Brasileira. Para para pensar, o capeta, você pode achar que é o capeta, mas é o fundo. Olha para isso e depois você pega a camisa da Seleção Brasileira.
Eu acho muito feio isso aí.
Então, tem...
Pega na mão de um jogador pra você ver como é que ela não tem o menor charme. Ela não tem.
A pessoa que dá esse tipo de ideia acha que é gênio e todo mundo aplaude.
Sem mais falar.
Isso não tem nada a ver com o nome do governador.
Isso não tem nada a ver.
Você já pensou quem deu a ideia de cantar o hino nacional? Com o Amarrom e com o Belo.
Adoro. É, também.
O cara que deu essa ideia Deve ser assim, sabe aquele infiltrado pra implodir alguma coisa? Porque não é possível que alguém não tenha dito: "Olha, não vai funcionar por várias meninas." Não vai rolar. Atenção: desafinado, uma dupla desajustada.
Olha isso, bola.
Flávio, você que é ator e cantor. Parece uma capa, sei lá. Impressionante, ficou horrível, ficou horrível. Ficou horrível.
Aquilo lá, não tem como ver. Ainda tiraram o retorno deles ainda, pra ajudar, coitados.
Pra dar um gás ainda.
Deu dó, né, pô?
E ele mexia no negócio assim, sabe aquele negócio? Me faz lembrar um amigo meu que fazia uma festa num programa que ele amava e era um sucesso no Mundo da Bola, que ele acabou de falar aqui. Ele nem ia contar essa história, mas como eles perguntaram insistentemente, a Denise que é uma figura maravilhosa, trabalha na equipe do Flávio Prado. Como a gente quis saber muito, ela falou: "Vanderlei, você precisa contar essa história." Tá, então vai.
Então eu vou contar. Aí o Flávio todo ano fazia uma festa para comemorar mais um ano. Evento beneficente. É, lógico.
70 toneladas de alimentos.
Que legal, que legal.
O nosso No Mundo da Bola, que foi o mesmo sucesso. E aí ele Ele fazia, onde é que ele vai fazer? Tem que fazer em lugares grandes.
Chegou a fazer no Clube Homes, Casa de Portugal, no Renascença, ele fez em vários locais.
E nesse ano que eu vou me referir, ele fez na Avenida Angélica, no Jazz. Não, não era Café Paul, era no Tom Jazz, que era um local um pouco menor, mas muito legal também, que tem o palco e tal. O que o Flávio faz? O Flávio chama cantores famosos, Simoninha, por exemplo, o grupo Os Demônios da Garoa aparece, só gente boa.
Pessoal da Jovem Guarda, Reginaldo, os veteranos que têm marca, né?
Então tudo bem. E nesse ano específico a rádio tinha que ter um programa que que, pra entrar na hora, não lembro qual era a programação, a 1 da tarde. E o programa do Flávio começava mais cedo, desde cedo, tava lotada a casa e tal. Então, pra que não saísse do horário, a rádio me escalou pra fazer o seguinte: você vai lá, fica só apresentando o programa de longe, e lá no palco o Flávio vai chamando os convidados dele, porque a gente não pode tocar música.
Tinha alguns obstáculos com o iCat. Então não pode tocar, pode tocar 30 segundos e tal. Demora, já parou, já galou, ah, sou filho único e tal, já cortava, deixava tocando lá pro povo.
E sim, transmitia.
E eu falava, e até a tarde vai ter o futebol, agora o Corinthians vai jogar, vamos trazer informações do Corinthians, já já a gente volta aqui pra festa do programa do Mundo da Bola pra você, tá, tá, tá. Tudo bonitinho e eu fui fazendo lá! E eu via a figura no palco apresentando: "Agora vem aí Sérgio Reis!" Pá pá... Sergião! Cantava ele, apresentava tal... Beleza, tudo bem! O produtor— A Júlia sua ia? Ah, Júlia, Júlia! Passava aqui agora chegou o Roberto Carlos!
"Roberto Carlos." "Ah, tá bom, ele vai chamar em seguida." "Ah, tá bom." Ah, eu falava: "Já já vem aí o Roberto Carlos, Flávio tá recebendo aqui no palco." Porque era só som, não era imagem. Sim, sim. E, mas tô vendo o Flávio lá no palco. 10 para uma, 10 para uma, eu já tô preparando para encerrar, porque não pode passar. É isso, tá certo? Não pode passar.
Tem um horário certinho.
Tem um horário para sair, eu que tenho que coordenar.
Ele que tá coordenando, eu não tô vendo nada, eu tô fazendo. "Ah, tá fazendo." Aí chamou Simoninha.
"Pô, bacana, quase uma hora, Simoninha, vai fechar o programa com Simoninha, craque, né?" Craque. "Pá, pá, pá, pá, pá." Aí todo mundo aplaudia e o som aparecendo. Simoninha fazendo sucesso. Flávio agora vai conversar com ele pra saber o que que ele vai cantar. Som no Flávio lá. Beleza. Acabou a cerimônia. Aí eu falei assim, ele tem um produtor, né? Falei pro produtor dele que tava lá: "Ó, faltam 3 minutinhos, já vou caminhando aqui pra encerrar.
Pode continuar a festa aí a tarde toda." Aí o cara fala pra ele assim: "Olha, o Flávio pediu pra você segurar um pouco." Hoje é sacanagem, daqui pra frente é sacanagem. "O Flávio pediu pra você segurar um pouquinho, porque chegou agora o Ovelha." Nem fodendo. Aí eu falei, só internamente falando, falei: "Fulano, Flávio, só pra entender, o Flávio quer encerrar o programa do aniversário, que tava maravilhoso até agora, grandes personagens, quer encerrar." momento final, o grand finale, ele quer encerrar dessa forma. Aí ele falou, pode falar tudo aqui, né?
À vontade.
Vou falar mais ou menos só. Você fala pro Flávio, e a merda. Eu não falei isso, falei mais coisa.
Fala a merda puta que ele espariu.
Fala pra você ver que ele tá brincando, o que que passa na cabeça dele?
Sacanagem total, essa parte dele é sacanagem. Eu regaçando o cara.
Regaçando.
Aí você quer...
Não vou esperar nada. Aí pá pá pá e encerrou: grande abraço, parabéns programa histórico que não sei o quê levantei a bola é verdade tal tal tal Jovem Pan prossegue com a sua programação boa tarde Brasil até a próxima acabou zero entrou personagem que não devia ter entrado ele cantou uma música não queria parar Outra sacanagem. Não queria parar.
Eu imagino.
Não queria parar. Ele queria tirar o cara do palco, o cara: "Vou cantar mais uma." E aí, quer dizer, eu salvei ele.
Salvou.
Sacanagem. Eu pergunto para você, Carioca, tem que ser grato ali, não?
Tem que ser grato.
Muito.
Tem que ser muito grato.
De joelhos.
Mas não tomou um negocinho, não?
Não, eu nem sei. Eu sei que podia ter parado 2 minutos lá, podia, só isso.
O Flávio não respondeu da seleção.
Então eu queria saber o sentimento, eu quero saber Neymar na Copa, o que que você achou Brasil-Paraguai, vai ter Brasil e Egito, do Lancelotti, com Flávio Prado. Ah, Flávio Prado, como é que você viu? Ou a seleção brasileira?
Olha, eu não dou muita bola para seleção brasileira, sinceramente, eu não tô nem aí com a seleção. Eu fraco, fraco, mas sempre foi assim desde 82. Desde 82, 82, eu, eu era aqueles caras, eram maravilhosos. Eu fui no avião da seleção e tal. Dali para frente, tanto faz. Juntos aqui nós fizemos duas finais de Copa do Mundo, fizemos 94 O Brasil ganhou e eu saí puto porque eu não gostava daqueles caras, preferia que a Itália tivesse vencido.
E fizemos 98 que o Brasil tomou de 3 a 0 e eu saí feliz da vida, foi um baita trabalho, no estádio maravilhoso, não aquela porcaria de Pasadena que era um estádio infernal, calor horroroso, cara jogando água de bombeiro e tal. Então 98 foi uma baita Copa e eu consegui levar o Bruno com 13 anos. Você imagina, 60 mil pessoas no o estádio, um bilhão no mundo, e dois era eu e o Bruno.
Não, mas o Bruno ficou frustrado que o Brasil perdeu. 13 anos, ele tava apaixonado.
Eu não sei, eu não liguei.
Você comemorou com aquele lourinho que fez o gol lá? Como é que é? Técnico hoje, como é que é o nome dele?
Não, foi Zidane, dois, e o Petit.
O Petit, que é técnico da França?
Não, pra mim tanto faz, eu não torço contra nem a favor, eu torço para alguns amigos. Tipo assim, a Copa passada eu tava torcendo muito pelo Tite, pelo Neymar. E essa Copa eu vou torcer pelo Neymar. Se ele, o senhor Neymar, entrar, virar protagonista, eu vou estar empolgado. Agora, se eu vou torcer para o Marrocos, tanto faz. Agora, eu posso garantir para vocês, e tem um cidadão ao meu lado que se negar eu vou chamar de mentiroso, mas ele não vai negar: 7x1 foi um dos dias mais felizes da nossa vida.
A gente ria de não poder parar de rir. Eu até falo que eu saí de lá do estúdio para o hospital. Porque eu ri tanto que caiu a minha mandíbula. Foi maravilhoso, nós dois. A gente ria e se abraçava e tal. Foi uma delícia. Tinha nada a ver com aquela seleção. Achava aquilo uma porcaria, uma coisa mal feita. Detestava os caras da CBF, que era Marinho, Nabi, essas porcaria toda. Esses cara não podia ser campeões do mundo. 7x1. O mundo precisava tomar de 7, cara. 7x1 foi um prêmio especial.
Podia tomar de 3, tava bom.
Foi um prêmio especial.
Prêmio de gala.
Eu tava no estádio também, foi legal, foi a mais, sabe?
Foi mais que o bom, mas eu adorei.
Foda-se, você começa a dar risada porque perdeu de 1 a 0, puta, perdeu de 1 a 0, você fica 2, 2, não importa. Agora quando virou um atrás do outro, impressionante, nós estamos fazendo o jogo, e o Flávio, eu, a equipe Não é possível que isso aconteceu.
Bruno mandou, eu tava no estádio, atrás do gol.
O Bruno mandou uma palavra para mim só, tava 5 a 0, aí chega um plim, eu olho o Bruno, Jesus, aí eu comecei a rir de novo, porque era uma seleção muito nojenta, mereceu perder.
E chorava e chorando.
Negaram ingresso para o Barbosa porque disseram que ele dava Quando o Barbosa jogava, o Brasil ganhava de 7 a 1, não perdia de 7 a 1. O Brasil ganhou de 7 a 1 em 50 e ganhou de 6 a 1. Quando negaram o ingresso para ele porque ele dava azar, tomou de 7 a 1. Eu não tô nem aí com a seleção. Essa aí para mim pode ser que eu— mas sinceramente, eu, eu, como futebol, vamos pro futebol.
Eu gosto, eu gosto do Luiz Henrique. O Hendrick? O Vini Jr. jogou bem contra o Panamá?
Não! Carol... Mas vocês acham que dá para seleção ganhar? Dá!
Tem chance né?!
Toda Copa né!? É esperança do cara que vai cantar ou tentar namorar com uma mulher maravilhosa. Pode dar certo e pode não dar certo. Só isso, só isso.
Eu acho assim: tem um sentido mesmo... Sinceramente, para mim, a seleção brasileira, se tudo correr normalmente, o caminho da seleção vai ser 16 avos, que agora vai ter 16 avos, né, de final. Japão, oitava de final Noruega, quartas de final, salvo engano, Inglaterra, semifinal seria Argentina, final seria contra a França ou Espanha. O Brasil, esse time aí, ele pode ganhar de qualquer um desses times, mas ele pode perder de qualquer um, inclusive do Japão.
Inclusive Marrocos.
Porque é um time que não sabe, é um time que não tá encaixado. Não é nada. E acontece na Copa, pode acontecer.
Como diria o comentarista da rádio, Noguei Lopes: tudo pode acontecer.
Não, mas nesse caso realmente é uma seleção, se ela perder do Japão é normal, se ela ganhar na final da Espanha pode ser normal também. Não é favorita.
Não, nem de longe.
Favorita é a França.
França e a Espanha.
Não, França e Espanha eu dou muito valor. Nossa, a modernidade. Eu dou muito valor ao nosso momento tecnológico. O principal computador que avalia tudo isso, que eles chamam de supercomputador Optane, lá da Inglaterra, que tem acertado muita coisa nos últimos tempos, tem acertado muita coisa. Mas ele não é, na verdade, aqui entre nós, ele não é um supercomputador. Supercomputador é uma coisa que tem só na NASA, por exemplo, é uma grande análise de probabilidades, uma análise de probabilidades, né?
Mas ele não é, ele tem lógica em muitas coisas. Então ele aparece lá primeiro, para ele isso é importante, nas últimas horas, para ele, a seleção que tá lá em cima para ganhar a Europa. Espanha, segundo lugar.
França, Inglaterra, e a França é terceira.
Não, a França é segunda, Inglaterra é terceira, a Alemanha, a quarta fugiu aqui, a quinta é Portugal e a sexta é o Brasil. Então o Brasil tá no pacote de sexta. É o que o Flávio falou, pode ganhar, pode perder, tá lá, futebol é bola. Ah, sim, tem o computador, mas um drible humano manda o computador para o espaço. Aí entra o Neymar, tá certo?
Muito bom, exatamente.
Ele ou algum outro hábil, é um outro cara qualquer. Então esse é o cenário da seleção brasileira, friamente. Se ganhar, se ganhar é bom, a festa para lá, a festa para cá.
O teu pensamento é igual do Flávio com relação à seleção brasileira?
Com relação à seleção brasileira, eu também não solto, meu coração não dispara porque eu conheço a história.
É isso.
Eu conheço, fiz algumas Copas, Flávio também. Algumas, poucas. Eu conheço, eu sei o que a maioria dos personagens que vivem uma Copa do Mundo jogando ou dirigindo pensam, o que eles acham das pessoas que não jogam futebol ou que ficam nas arquibancadas. Média, pensamento médio. Deve ter algum apaixonado, mas lógico, mas muita gente tá nem aí, né? Então, e não precisa. Ou eu li uma matéria ontem dizendo que já houve um acerto de premiação na seleção brasileira.
Houve uma reunião para acertar, para não ter confusão. É isso, é porque não quer mais aquela confusão de 1990. "Que nego cobrir aqui porque não me pagou". Vamos acertar antes. E aí tem uma observação lá dizendo que, olha, foi uma reunião tranquila. O menos atento pode achar que foi uma reunião tranquila porque, puxa vida, que desprendimento, certo? Não é bem isso. É porque 1 milhão de dólares para cada um dos personagens que veste a camisa da seleção, eu sei que é um dinheirão, falando assim, mas para eles, bom, E você tem que comparar isso.
O que que é um milhão de dólares para o Neymar?
Ele vai jogar mais ou vai jogar menos por esse milhão de dólares?
Ele vai abastecer helicóptero uns 2, 3 meses, tá ótimo.
Eu falei o Neymar porque o Neymar comprovadamente é um cara que tá—
Mas ali o Neymar já não é mais dinheiro. Não, eu sei, mas eu tô falando com relação a história, que não vai, que não tem dinheiro que compre.
Agora vamos pensar, então, a premiação, muita gente, só para concluir, pode pensar Ah, que foi uma coisa tão— não, não é. É que eles não estão nem ligando para isso. Pode ligar para história, sim, certo? Agora, desejo de ganhar não significa que vai ganhar. Que nós temos seleções fortes e grandes que também tem a mesma coisa. Os caras que vestem a camisa da seleção da Inglaterra ou da Alemanha, da Espanha, da França, esses caras são duros. O cheque deles volta.
Mbappé não é duro, não.
Então vai ser um combate aí.
Cristiano Ronaldo não é duro, não.
Se nós falamos de quem comanda a seleção hoje, se o Brasil for campeão, vai ser bom para eles? Vai, né? Tem que pagar, vai ter que pagar, pagar muito. Porque quem pode dar isso para eles, esse superpoder, já tem um grande poder. Se o Brasil for campeão do mundo 6 vezes, nossa, vai valer mais ainda essa camisa, o prestígio fica muito maior.
Acho que não tinha que paga nada para CBF e distribuir para delegação toda.
Eu não tô contra o dinheiro, só acho que tem que pagar e muito.
Então é isso que vai fazer jogar mais ou menos no CBF.
Porque 90, quando o Wanderlei estourou, os caras roubaram o bicho dos jogadores, por isso que eles ficaram putos.
É mesmo, rapaz?
Eles roubaram o bicho, foi a primeira vez.
O patrocinador pagou, faz de conta, pagou 10.
Não, foi 10.
Não, pagou 10 e eles falaram que o patrocinador pagou 5. Pagou 1.
Era assim, eles fecharam um contrato com a Pepsi-Cola de 10 milhões de dólares, coisa ridícula, né? Mas naquela época era muita grana, né? Tô falando dos valores de hoje. E 10% era dos jogadores, portanto 1 milhão era dos jogadores. O que que eles passaram para os jogadores? Vocês são por 1 milhão, vocês têm 100 mil dólares. Os jogadores, os caras malandros, os caras espertos, os caras jogavam na Europa, falou, seus números muito abaixo.
Por esse valor não vai dar. E meteram a mão no incentivo da Pepsi, porque a Pepsi aí falou: pera aí, mas por que que vocês estão fazendo isso? Porque vocês ofereceram 100 mil dólares. Não, nós oferecemos 1 milhão. Aí que deu aquela confusão toda. Por isso que eu entrevistei o Lázaro no outro dia, ele falou para mim: cara, nós saímos de lá, até hoje a gente não sabe qual era o prêmio para ganhar a Copa. Uma puta confusão, porque um grupo falou: não, estão nos roubando, nós não vamos ser roubados, independentemente de defender o Brasil ou não, estão nos roubando.
Então nós não vamos aceitar isso. É uma confusão. E o outro grupo diz assim: não, deixa para lá, vamos ganhar, não sei o quê. Esses dois grupos brigaram fortemente e o ambiente na seleção era terrível.
1 milhão, então hoje é 1 milhão de dólar para cada jogador de prêmio, mais ou menos isso, é de prêmio, os 20, 26, não, 26.
E vale para toda delegação. Os jogadores vão receber mais ou menos isso e o restante da delegação comissão técnica, roupeira, tal, recebe também um percentual em cima disso. Como é que funciona? Mais ou menos 60% do total da premiação. 100 milhões, 60 milhões essa distribuição que eu falei, e 40 milhões irão para os cofres da CBF. Entendi, entendi.
Vamos para o telefone aí, Boleta. Tem alguém aí? Aqui a gente tem um telefone. Pela nossa plataforma. Tem sempre gente que liga aqui.
Eu não posso deixar, você falou telefone, só um minutinho, só um minuto.
Pera aí, Bruno, aguenta aí.
Eu não posso deixar de fazer um agradecimento a vocês, porque no momento que nós temos o telefone, eu lembrei do Silvio Luiz. Aquele dramático momento que o Silvio teve problema, vocês foram de uma dignidade, de uma grandeza. E vocês sabem o amor que eu tinha pelo Silvio. É como se eu tivesse perdido um parente. Vocês tiveram uma dignidade, uma grandeza, você seguir imitando o Silvio para que não desse a impressão que tinha acontecido alguma coisa.
Então olha, vocês têm um pedacinho do céu lá para vocês. Obrigado pelo Silvio, foi muito lindo.
Eu recebi uma carta da família dele agora.
Você disse que ia trazer para nós ver, pô.
Pô, o Pelégio não me mandou. E eu sou muito grato porque o Silvio era meu ídolo, você também, Flávio, você "Alô Flavião, como é que está, bonitão?" E aí, pô, foi duro porque o Silvio, porra, aqueles 4 anos que a gente passou com ele ali, a gente nem sabia que no primeiro ano ele tava com câncer bem mal.
Não sabia mesmo.
Que ele tava fazendo químio, ele não falava, a gente não sabia. A gente até falou: "Nossa, ele tá muito aéreo." E a gente segurava e tal. E ele foi melhorando e ele me ligava sempre e falava assim: "Vai ter ano que vem, bonitão?" "Porra, Silvio, vamos correr atrás." E a gente corria.
"Silvio, vai ter ano que vem." Então, cara, o Silvio era uma alegria fazer aquilo com ele.
Pô, e ele, como ele queria, né, trabalhando, né?
Se ele pudesse escolher, com certeza ele escolheria dessa forma. Mas vocês foram muito dignos.
Obrigado.
Porque vocês poderiam ter transformado aquilo no espetáculo, sabe? Pelo contrário, você é— mas você sabe que a maioria teria aproveitado sua situação.
Pelo contrário.
Vocês diminuíram dentro do possível, foi uma coisa triste, mas uma coisa discreta. Exatamente.
Sim, cara.
E o jogo continuou, vocês continuaram transmitindo.
E ele narrou todos os gols.
Exatamente isso.
Ele narrou o gol do título, né?
Palmeiras e Santos.
Palmeiras e Santos, ele narrou os 3 gols, foi 2x1, né? Se me falha a memória.
Sim.
Ele narrou todos os gols, acabou.
Faz tempo que eu tô querendo fazer essa gravação com você.
Obrigado, muito obrigado.
Não precisa não, cara, porque o Silvio era o nosso amor.
Era mesmo.
Né, bola?
Tá louco!
Ele virou tipo um, como você falou do parente, ele, eu perdi meu pai em 2021 e ele me ligava toda semana, o Botafogo tava indo muito bem naquela época, né?
Quase foi presidente da Federação, né, Flávio?
Pouca gente sabe, mas o Silvio nunca tinha sido homenageado.
Nós levamos ele lá.
Eu liguei para o Mauro Silva, para o Reinaldo, e falei: vem cá, Silvio Luiz tem 60 anos aí de carteira. Quantos Paulistas, Silvio? 50 Paulistas. E aí, do nada, a gente chamou o Silvio lá na Federação para tomar um chá da tarde, um café. Ele ganhou uma homenagem da Federação, rapaz. Ele ficou louco igual criança. Foi, cara, não é possível que o Silvio Luiz, maior patrimônio do, dos maiores patrimônios do futebol, porque ele era um cara folclórico, né?
Ele era, ele era a alma do futebol. Fazia show, Bragantino contra 15 de Jaú, a gente queria ver o Silvio Luiz. Então, Silvio, que Deus o tenha. Um beijo para Márcia, para os meninos, para o André, para todo mundo, para todo mundo, para filhota maravilhosa. Né, que ele tinha um amor. E é isso aí, vida que segue. Silvão, estamos sempre com você.
Alô, fala, Brunão!
Aí, carica, fala, Boleta! Beleza?
Fala de onde, meu velho?
Porto, Portugal.
Portugal, que beleza! Que que você manda, meu velho?
Olha, primeiro um abraço ao professor Vanderlei, faz falta na bancada ali junto com Flávio Prado. Junto com o Velho Vamp, o Pilhado, essa turma toda aí. Um abraço especial também para o Flávio Prado, que é um ícone da rádio, apesar dele não gostar do Abel Ferreira, né? Ele não é muito fã do Abel, não. Eu sinto isso no coração dele.
Mas será que ele é fã do Abel?
Não, eu gosto do Abel, mas concordo com o Flávio, ultrapassa, às vezes ele ultrapassa o limite.
Ele é muito bravo, cara.
É raiz, é português raiz. O Flávio conhece bem, se eu não me engano, o sogro dele é português.
Isso.
Faz falta. Olha, obrigado pela participação e uma boa Copa do Mundo para nós.
Valeu, Brunão, obrigado, irmão.
Vê se eu vim daí.
Tem mais alguém aí, Boleta, na plataforma?
Temos mais um, a Kawan, eu acho.
Vamos lá, Kawan.
Alô, alô, quem fala, bonitão? Saudade do Silvinho. Flávio Prado, por onde você tá, bonitão?
Quem fala? Fala, Kawan, fala de onde, irmão?
San Diego, na Califórnia.
Porra, que beleza, hein?
Que que você manda, Kawan?
Posso fazer duas perguntas para os dois?
Faça.
Primeiro, eu gostaria de saber se alguma seleção do mundo— não, vamos colocar a França, que é a principal, a favorita— se o Neymar fosse francês, se teria toda essa polêmica e tanta gente torcendo contra ele. E a outra, vocês estavam falando das mudanças nas federações e tal. Você acha que alguma dessas mudanças, essas ligas, poderia trazer de volta grandes clubes como meu maravilhoso Guarani Futebol Clube a ser grande novamente? Esses clubes tradicionais que se perderam na história.
Por favor, com relação à liga, se ela surgir, eu não acredito que esse esse grupo de clubes que vão formar essa liga, e nem o dedo da CBF, esse grupo todo que vai mandar, esteja preocupado em fazer clubes ressurgirem.
Devia ser Ligação da PF, né? Ligação da PF.
Não acredito. Eu acho que eles vão cada um olhar para o seu umbigo.
Eu também acho isso.
Não vou estar preocupado com Guarani, com Ponte Preta, formou a Liga, agora vamos refazer ressurgir a Ferroviária de Araraquara. Não que ela não mereça, mas os co-irmãos não são, digamos assim, tão sinceros, é o que eu penso, né? Com relação ao Neymar, eu não sei se fosse francês, eu não sei o que os franceses, os espanhóis, que também a Espanha também é uma das favoritas, fariam com um jogador importante, badalado, Ah, tem que ser no mesmo patamar que o Neymar.
Eu não sei o que eles fariam, se eles levariam mais uma posição mais rigorosa ou não. O que eu vejo, o que aconteceu com Neymar, ele não foi chamado pelo futebol jogado, só isso. Isso eu não tenho a menor dúvida. Futebol que ele vem mostrando nos últimos tempos não justifica ser convocado. De acordo com o professor Ancelotti, que sempre no desembarque no avião, quando ele sempre, por cento, não tá legal, não tá legal, tanto é que não tá jogando, vai ter que esperar, tem que acender uma vela para ele tá em ordem para segundo, terceiro jogo, pelo menos alguns minutos.
Enfim, o talento tá lá embutido, sim, mas o corpo não reage. É isso, é frio. Fora disso é paixão. Agora, por que que ele foi chamado? Foi chamado porque pela parceria Pela votação dos atuais líderes da seleção brasileira. Eu imagino pela força dos patrocinadores. Ele é uma máquina de patrocínio, é um cara fantástico. Dá para você ter uma ideia, a última conta aí que saiu está nas páginas. Quando o nome dele apareceu, no dia seguinte ele ganhou 200 milhões de dólares.
Foi isso mesmo.
Por quê? De dólares, 200 milhões de dólares ou de reais, eu não lembro, mas é um caminhão. Por quê? Porque nos contratos todos que ele tem, de todos, ele tem 15 patrocínios importantes, tem lá, se estiver incluído na lista de convocados, tem um bônus de tal. Então ele é uma máquina, é importante, certo? Você veja que nem bem saiu o anúncio dele, os patrocinadores todos colocaram mensagens que estavam prontas.
Mas o Futebol não é feito dos nomes, de nomes, não é verdade? Seleção Brasileira, tá, mas as pessoas querem ver a seleção, sim, mas quer ver o Pelé, quer ver o Ronaldo, quer ver o Neymar. O cara quer ver o Neymar, ele chama, ele vende, né?
É isso que ele tá falando. Eu não tô olhando esse negócio de show. Futebol É feito de personagens, né? Tanto é verdade que terminou o primeiro tempo contra o Panamá, por isso que você falou Panamá, eu falei: pô, carioca, Panamá, tá certo? Os 4 adversários do Brasil, os 3 outros adversários do Brasil golearam também. Marrocos escolheu o último aí, coitado que apanhou. O Haiti deu de 4 a 0 na Nova Zelândia, o Haiti, cara, ganhou de 4 a 0.
Da Nova Zelândia, tá certo? Então, e a Escócia também ganhou. Então todos os integrantes do nosso grupo golearam. Então não é que ganhou, olha, no patamar. Quando terminou o primeiro tempo, parte do Maracanã gritava o Neymar, não é verdade?
Os caras tiraram fotos depois, né?
Metade do Maracanã, metade do Maracanã gritando o nome do Neymar no intervalo, porque não estava contente, o povo não tava contente com o futebol mostrado para seleção, que no segundo tempo goleou, é outra conversa. Então isso vai acontecer, o Neymar no banco, com 10 minutos vão começar a chamar o Neymar. Eu sei disso, isso pesa, claro que pesa, claro que pesa. Mas friamente, sem coração, sem coraçãozinho, pelo futebol, não deveria ter sido chamado. Eu já chamo, até porque chegou machucado.
Eu chamaria fácil ele, depois vai ver os outros.
Até porque o time do Santos não ajuda, né?
É, então eu acho que o Neymar ele vai ter muita dificuldade, mas ele é muito melhor, muito melhor que os outros. Mesmo com 30%, ele é melhor que os outros. E a seleção brasileira ficaria muito impessoal sem o Neymar. Ninguém que— olha, 75%, para não dizer mais, dos jogadores da seleção brasileira, se eles saírem andando na Avenida Paulista, ninguém conhece, ninguém sabe quem é.
Ele é um para-choque.
A seleção brasileira, quando veio o nome Olha, por que que o pessoal quis assistir a convocação da seleção? Foi para saber se o Luiz Henrique tava convocado, se o Raí. Neymar, sim ou não? Só isso, só isso. Se ele fala, se o Antelotti fala Neymar tá convocado, todo mundo levantava e ia embora, acabava.
Audiência, senhor, queria saber só isso.
Só que interessava. Então ele é o único personagem da seleção, ele é a única figura importante que remete à seleção, e é o cara que deixou alguma esperança de ter alguma coisa diferente. Isso, não mais é o contrário.
Puxar a bucha, né? Onde a lote ia puxar.
No mais, no mais, é isso.
O treinador tem mais 4 anos de contrato.
Tudo mais, mesmo assim, ninguém quer apanhar sozinho, né?
O segundo nome mais importante da seleção é a Virginia. Tanto que só gritaram 2 nomes no Maracanã: Neymar e Virginia.
Só.
Ninguém gritou mais nada, é lógico.
Vamos para o Superchat, Boletim. Tem um probleminha de hora aqui hoje. Marcos Prato enviou uma mensagem. Lá vem ele.
Não, não, não, não, não, Bidido. Bidido, Flavinho, você está equivocado. Eu já comprei os tíquetes dos jogos.
Nós vamos ser campeões do mundo, tá me entendendo, Bidido? Vamos ser campeões do mundo, meus amores.
Boleta, carica, vem cá, vem, seu louco!
Valeu, valeu, é o cara que liga todo dia. Mais um, sempre tem mais dois.
Enviou uma mensagem: quanto tempo esperei por esses dois aí no Tica, sou muito fã. Flavio, por favor, conta a história da confusão em Ribeirão Preto que você arrumou e que o Ana salvou na primeira e o Dulcidil salvou na segunda. Obrigado. Aí, ó, essa foi uma das muitas brigas que eu arrumei no futebol.
Era um jogo Palmeiras de Botafogo, jogo comum, normal, e eu tinha mania de ir no vestiário para pegar informação do árbitro, detalhe, porque eu dava as dicas para o Silvio Luiz. Então eu pegava, por exemplo, o tamanho do pé dos jogadores. Curiosidade para Silvio Luiz, ó, o maior pé tal jogador. Para o Silvio Luiz aquilo era uma delícia, o pezinho, o pesão, um o casado, que vai casar. Eu dava essas coisas, porque era o diferencial da nossa transmissão. Não interessava o jogo, interessava essas graças assim.
Dança lambada.
Eu tava no vestiário do árbitro Almir Laguna pra conversar qualquer coisa com ele. Entra o presidente do Botafogo e entrou, sei lá pra quê, pra pressionar. Então quando ele viu o jornalista, ele ficou puto. Ah, tá fazendo o quê aqui? Não sei o quê e tal. Fez um bate-escândalo. E aí eu mandei ele pra aquele lugar, ele me mandou pra aquele lugar, virou um bate-fundo. Lá fora estavam duas pessoas frágeis fisicamente falando, José Luiz da Tena e Savoia.
Eles não sabiam o que era, mas sabia que eu tava lá dentro. Eles arrombaram a porta com segurança e tudo, a pontapé. Eu vi os seguranças rolando, saíram dando porrada em todo mundo, cara, inclusive no presidente. Só que depois você sobe para o jogo, né? E aí vem a notícia: não, atacaram o presidente, que não sei o quê e Aí eu falei, começaram a jogar pedra, jogar tijolo, jogar não sei o quê.
Eu falei, jogar a mãe, isso aqui é uma cidade selvagem, uma cidade selvagem.
E na semana seguinte era o jogo do Comercial. Foi a primeira vez que eu vi Comercial e Botafogo unidos para me matar. Eu imagino. E aí o Dulcídio, quando os caras invadiram o campo, o Dulcídio foi meter o porrada de todo mundo, foi levando tudo no peito.
Nossa.
E eu saí no carro do Dulcídio. Por falta de tem quem bater, eles bateram no Silvio Luiz e no Luciano Duarte.
Coitado, coitado do Silvio.
Eu me lembro uma vez, a gente precisa ir embora, a gente precisa encerrar o programa, mas eu me lembro uma vez, só para encerrar, você falou alguma coisa do São Paulo na Jovem Pan e tinha, quando a gente acabou o pânico, tinha uma porrada de torcedor para te pegar lá fora.
É verdade, é verdade, na Paulista.
Alguma coisa você falou?
Eu falo muito do São Paulo, né, bastante. Inter, São Paulo, Corinthians, escolheu para eles todos.
Aí os caras foram lá tirar satisfação com você.
Comigo não chegou, não sei.
Não, não, não, pode ser que tenha, mas pode ser que você não tenha nem visto.
Vamos agradecer a nossa querida Philips. Muito obrigado, aproveite. Ambilight TV é a TV da Philips para você.
A Copa bem, meu amigo, Copa do Mundo chegando, não marca bobeira, que essa TV velha podre que você tem aí. É isso aí, Ambilight TV, só Philips.
É Então, final de semana eu tô em Santa Catarina fazendo um show, Criciúma sexta-feira, sábado acho que esgotou em Floripa, e domingo Joinville, esperando vocês aí em Santa Catarina. Vanderlei, bom te ver lá na Jovem Pan. Bom, tamo lá, né?
Saudades, obrigado, Flavião.
Matei a saudade.
Obrigado.
Eu vou torcer pelo Brasil, eu sei que vocês não torcem porque vocês são jornalistas, estão ali para fazer a cobertura, mas estamos aqui na torcida para o nosso Brasil. Falta uma semana para Copa.
Vamos embora, vamos embora.
É bom que tem churrasco, reúne os amigos.
Você falou que pode dar Japão depois. Achei uns times mal mesmo.
Japão, Noruega, Inglaterra, Argentina e a final.
É isso aí.
É da Inglaterra pra frente começa. Olha, não quero baixar o churrasco de ninguém não, mas se perder do Japão também não é uma zebra. E pra mim, se jogar com a Noruega, a Noruega é favorita, pra mim, tá?
É mesmo?
Olha aí. Agora pode ganhar, claro que pode. É isso aí, é futebol, é futebol.
Não respondeu nada.
A verdade é, tudo pode acontecer. Não, não, não, eu diria que para o Brasil ser campeão vai ter que todos os santos do mundo estarem a favor.
Os astros têm que estar alinhados, alinhadinho.
Acho quase impossível o Brasil ser campeão.
Eu espero que esteja.
Não dá ser campeão, não dá, é impossível. Não, qualquer um que tá lá pode ganhar, né?
Bom, amanhã, Bola, teremos Marcos Ceneoura aqui, genealogista. Vocês vão adorar, esse cara é maluco. O maluco, ele descobre a sua árvore genealógica pelo teu sobrenome. Ele vai levantar do bola e descobrir. Eu vou já adiantar da minha. Eu sou Galvão, eu sou parente do Galvão Bueno, não sabia? Da árvore, o Galvão Bueno, do Danilo Gentili e do Roger Moreira, dos Bueno.
Como é que é o nome?
Ele mandou aqui para mim, rapaz.
Só os fera, caraca!
É, rapaz, eu não sabia disso não.
Amigo do Zach, parente do Zach.
Ele mandou aqui para mim, ó, Buenos de Camargo. Tu és um legítimo Bueno de Camargo. É isso aí. Ó, amanhã 2 da tarde, Tica na Catica aqui. Muito obrigado, beijo para todo mundo e até lá. Valeu!
Tikarakati, tikarakata, tikarakatikatikata.
Eugene Pilhas
Philips
TV Ambilight