EP 820 - OS MENTALISTAS
Beto Parro e Rafa Moritz, conhecidos como Os Mentalistas, unem psicologia, mentalismo e humor em experiências interativas que desafiam a percepção. Psicólogos formados pela PUC-SP, a dupla já realizou mais de 500 apresentações e atualmente integra o quadro “InvertidaMente”, da TV Globo.
- Experimentos de mentalismo com escolhas e leitura de mentesmanipulação de dados·adivinhação de celebridades·desenho mental
- A psicologia por trás do mentalismo e a manipulação da percepçãomentalismo como primo da mágica·Derren Brown como referência·confusão com hipnose·leitura fria e quente
- A flexibilidade psicológica e a resolução do cubo mágiconão deixar pensamentos controlarem ações·algoritmos de resolução·tutorial de cubo mágico
- A influência das previsões e o efeito Barnum na percepção humanacrença em numerologia e cartomantes·previsões de sensitivas e estatística·Barnum Statement e generalizações
- A origem e o desenvolvimento da dupla Os Mentalistasformação em psicologia na PUC-SP·shows na faculdade·transição para o mentalismo e psicologia acessível
- A construção da memória e a influência do contexto nas lembrançasmemória como recriação constante·experimento do acidente de carro·preenchimento de lacunas
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Tá mexendo alguma coisa?
Tá não.
Ai, Gugu, tudo bem? Que o monitor está desligado. Já falei na cara.
É, você fala, né, bola?
Já avisei na cara.
E a gente tá acostumado, né? A gente tá acostumado a Caju vai lá arrumar, é a nossa referência também. Vai desligar essa aqui? Vamos ver se ela chega nesse nível.
A Ju não é fraca não, é ninja, meu querido Marcos. Que brinca, Caju, tudo bem?
Beleza, tamo aí, né, bola?
Naquela, batendo um recorde Guinness, mais que o Jay Leno. Ai, meu Deus do céu, gravou 18 programas numa semana, cara.
Mas a gente tá aqui para isso, né? Nós somos os operários do do entretenimento.
É isso aí, bem-vindo, rapaziada! Começando mais um Ticaracati Cast. Muito obrigado pela audiência, pelo carinho sempre, tá?
É porque assim, valeu as pessoas, Boleta, não tem ideia. Ah, não sei, trabalha, trabalha, estuda e ofende e fica brava. A gente não liga, mas a gente ama vocês muito, né, Boleta? Deixa falar, deixa o povo falar. Vocês são muito legais, né, Boleta?
É isso aí, cara.
Você tá bem, meu?
Eu tô bem, e você?
Delícia!
Queria te Tô molhado agora, tomando banho com sabonete assim, meu gordinho com a piroquinha assim, ó. Rafa não quis.
Tô brincando, é bem, eu vou falar para você, é uma cena horrorosa.
Ah, mas é uma cena fofa.
Não é não, humildade, modéstia. É uma cena horrorosa, irmão. Eu não sei como minha mulher consegue, coitada, bicho.
Ela gosta de você, ela te ama.
Mas eu tô me amando demais.
Isso é te amar, né? O amor não tem limite, né, mano?
O amor é capaz de coisas absurdas. Dá para perceber, mano.
Tem que amar demais, né? Tipo o Vôrcaro, amava demais, né?
Muito, porra.
O Vôrcaro, o Vôrcaro, o Vôrcaro, eu vou te falar, meu irmão, brinca com o Vôrcaro. Esse cara, ele gostava mais de amar do que de dinheiro, muito mais. É que o amor dele era tamanho que o dinheiro, ele investia todo o dinheiro para amar, não é? É amar aos amigos, aos políticos, amor, a peleleca, a Suíça, tudo. Tudo que eu falo ninguém acredita, cara. O que mata o homem, o mundo, a humanidade, o que é capaz de fazer guerras, é capaz de guerra civil, é o egoceta, meu irmão. Ah, sim, o cara juntou o ego e a pepeca, acabou, meu irmão. Não tem, é nuclear.
Vocês são casados, esses dois? Sim, o Beto e o Rafa são casados. Então assim, não, não, entre si não, óbvio que não.
Mas a gente é casado, esses dois casados com psicóloga também, inclusive com psicóloga também.
Que tranquilidade!
Meu Deus do céu, deve ser um procurando defeito no outro.
Eles são psicólogos casados com duas psicólogas, sem imaginar dos filhos.
Esse não é um casamento, é uma terapia eterna, né?
Os mentalistas hoje aqui com a gente, rapaziada. Então aproveita, curta, compartilhe, inscreva-se no nosso canal, tá? Obrigado pela presença, senhores.
Obrigado a vocês, muito legal.
Mas vocês concordam que o mundo É baseado nisso. Ego peca, cara.
Você sabe que o Freud concordaria com metade da tua frase, que é a parte sexual do negócio? E o Adler, que era um cara que foi aluno do Freud, ou meio que contemporâneo, e gostava muito, ele achava que era tudo pelo poder. Então acho que você tá juntando aí, fazendo uma psicologia freudiana-adleriana.
É isso aí, é onde o cara, onde o mundo acaba.
Você sabia que ele tinha essa pegada?
Não sabia não, o carioca é fodido, velho.
Não, mano, isso aí não precisaria ir muito longe não.
Chegaram a usar o termo egocêntrico baceta naquela época.
Mas aí talvez fosse em alemão, então talvez a gente não tenha conhecimento.
Ou ser ego, alguma coisa assim. Porque são essas duas coisas que o homem trabalha nessa vertente do poder e da pepeca. Ele quer o poder para ter a pepeca, aí a pepeca, isso sempre dá conflito.
Me lembrou a origem do apelido do Bussunda, né, que eram as duas coisas que ele mais gostava. Então era isso, né? Me lembrou essa sua forma de olhar.
É um belo apelido.
Mas o Bussunda, ele tá apenas no campo do sexo, isso apenas. O meu é do poder. O homem gosta de poder, né? E vocês trabalham com mentalismo. O poder é a pessoa se— como se fosse um álcool, né? Ele, ao mesmo tempo que ele é prazeroso, ele pode tornar você um psicopata, né?
E para a gente começar a entender, não tem nada a ver com mágica, ou até um pouco, levemente.
O mentalismo, ele é meio que um primo da mágica assim, né? Então tem algumas coisas parecidas, no sentido de que a gente também usa algumas artimanhas aí para conseguir ler a mente e manipular a mente das pessoas. Então tem mentalistas no mundo por aí que não falam assim, eles falam assim: não, eu tenho uma intuição, caiu um raio na minha cabeça e de repente percebi que eu podia.
Quem que é o grande cara hoje no mundo, irmão?
Para a gente não tem, é o Derren Brown, é um inglês, tem especial dele na Netflix e tal, mas dá para achar muita coisa dele no YouTube.
Ah, que legal!
Derren Brown, ele é o, ele fez uma, ele vestiu o mentalismo de uma coisa da psicologia também, ele comunica um pouco de comportamento humano através do que ele faz ali de mentalismo. E a gente veio meio na esteira dele, a gente sempre foi apaixonado pelo trabalho do cara. E é muito pouco conhecido aqui no Brasil, acho que o mentalismo no geral é uma coisa que as pessoas não sabem o que é.
Tem uma confusão, né, com hipnose.
Isso, não tem a ver com hipnose, não necessariamente tem a ver com psicologia, mas ele...
Tem um pessoal que vem aí, o Bem Dormido, como chamam.
O Dolly, o André.
Não tem nada a ver com isso aí.
Não, não tem nada a ver. Tem um pouco de sugestão.
Tem que hipnotizar a pessoa.
Não, não.
Tá.
Tem mentalistas que misturam tudo, né? A gente não. A gente vai mais no mentalismo puro com a psicologia, que é a nossa formação, né?
A forma cartomante.
A cartomante é uma mentalista, né?
Puts, cara, ela deve usar algumas técnicas. A pergunta é: ela sabe o que tá fazendo ou não? Porque o mentalista sabe o tempo inteiro como é que ele vai usar.
Ah, mas tem o autodidata, o cara que tem um talento natural.
Então vai sentindo. E aí você pode pensar no tipo de empatia que a pessoa tem. Eu vou sentindo: puts, o cara tá precisando falar de tal coisa. Ou falei uma coisa e o cara concordou, então eu vou seguindo por aí. Imagina que tem um tipo de—
a gente chama de leitura fria.
Que é o... eu vou jogando algumas informações e aí, dependendo do que você comprar ou da sua reação, eu vou seguindo ali com aquela... Ao contrário da leitura quente, que é eu vou pesquisar a sua vida e aí eu vou trazer uma coisa sem você saber que eu peguei. Então, na verdade, eu tô jogando. Isso seria uma... vamos dizer, uma cartomante que fizesse isso.
Vocês já foram em cartomante ou leitora de mão, quiromante?
Eu já fui uma vez por acidente, porque um amigo... Acidente?
Como que você vai por acidente?
Achei que ele ia jogar um truco, eu cheguei lá...
Não, porque um amigo meu foi num cara, era o quê?
Era tarô?
Era tarologia? Sei lá, essas porra aí que eu nunca sei. Astro, como é que é? Astrólogo?
Sei lá, jogava búzios, essas coisas.
Não, um astrólogo e tal. Aí eu, porra, já fiquei putaço, né? Já falei, porra, tu vai lá? Eu tava de carona, não tinha carro.
Você foi meio de Miguel?
É Miguel? Não, o Robadina. Não, eu tava indo para outro lugar.
Não, preciso passar ali. Entendi.
Aí eu falei, porra, cara, é, fui acidentalmente. Aí eu tava quieto perto, brother, sabe assim, na salinha esperando. Não é tipo, putz, mano, um lugar esquisito, e eu tipo lá esperando assim.
E o cara foi lá ver as cartas dele, dele lá, entendeu?
Você sabe quem é o Hagena maluco do caralho?
Japa, o Adássio, 99, 30 anos atrás.
Aí eu tô lá, né, mano, eu lembro até hoje o nome do cara. Aí eu estou lá esperando Daqui a pouco abre a porta, o cara: Marvel! Aí eu: puta que pariu! Marvel! Eu: puta que pariu! Aí o cara meio que mentalismo, né? Tipo assim, como se tivesse sabendo tudo da minha vida. E eu assim: fala, irmão, senta aí. Eu: puta que pariu! Aí começa, aí começa, nunca mais depois disso, tá maluco!
Mas foi boa a leitura do cara, cara? Seria boa se você tivesse investido lá no negócio, teria sido bom.
Joga aí, vê qual é, né?
O cara vai falando uns negócios e tal.
E, ah, tá bom, então valeu.
É, tem um lance aí, vocês já viram aquele filme do Hugh Jackman? Como é que é o do show? Que ele é um cara do show business, né?
É bom, é bom. É o que pega fogo o circo dele no final. Isso, isso é bom para caramba.
Então ele, esse filme foi baseado na história de um cara chamado P.T. Barnum, que é o cara do show business e tal. E ele tinha uma frase que era: um bom show, ele tem que ter um pouco para todo mundo. E aí esse princípio virou um princípio chamado Barnum Statement, que é uma coisa estudada pela psicologia social e tal, que é Você conseguir fingir que tá falando coisas sobre o outro que parecem muito específicas e certeiras, mas na verdade você tá ali jogando.
Por exemplo, é só falar assim: nossa, eu tô olhando para você agora, bro, tô vindo uma coisa para mim com água, uma coisa de mais ou menos, não sei se quando você era criança, quando você era adolescente, tem uma coisa com água, tem uma coisa com água, alguma coisa, tem uma coisa do coração, não sei se não, se praia ou piscina, né? E aí a pessoa começa a pensar assim: pô, mas É, não teve nada, mas caralho, que porra é essa?
Não, isso poderia ser. Daí o cara fala assim, não, mas talvez você não lembre, mas teve uma vez que você quase morreu.
No caso, aí eu já ia pensar assim, pô, eu não tive nada com água.
É, não, com animal, na verdade, né? Eu pensei uma coisa, então. Só que aí você percebe que agora você vai esquecer que eu falei de água, você já foi para o animal. E aí, puta, animal, é verdade. E aí você é uma coisa que você estava com medo, né? Você não, você nunca superou direito. E aí, meu, e aí vai. Porque aí você começa aí pescando e você vai construindo.
Ah, você vai jogando daqui e dali.
Ou você pega uma frase bem genérica do tipo, pô, você tem um talento pra arte que você nunca perseguiu.
No caso dele funcionaria, mas...
Não, mas assim, pensar numa coisa, pô, você podia ter feito um negócio que você vai lá e todo mundo tem o quê de uma... Putz, talvez você tivesse seguido por aquele caminho.
Você tem razão.
Então você vai lá, você joga um negócio e a pessoa pesca e parece que você tá falando dela, parece que você tá falando especificamente daquele negócio.
Na verdade não, você tá fazendo uma frase meio genérica Isso são técnicas em que você vai jogando, cara. O que eu fico impressionado é que tem muita gente que vai nessas coisas, bicho. Vai para caralho, é assustador. Às vezes eu tô conversando, a pessoa não sei o quê, eu faço assim, ó: oi, aí disse o quê?
Não, você acredita em numerologia, essas coisas?
Cara, olha só, eu acredito em Deus, Jesus, eu também, e a minha fé Aí isso já, já me preenche. Para mim já é o suficiente. Vou tocando a vida com fé, com proteção, entendeu? E com Deus no coração e Jesus para fazer o que eu puder pelas pessoas. Primeiro por mim, para depois fazer por alguém. Pronto, para mim já basta. Mas as pessoas não, elas ficam buscando respostas. E por quê? Será que isso— a pessoa começa o relacionamento, vai na cartomante para saber se é isso mesmo.
Mano, porra, tu não é o suficiente para perceber se é bom ou não? Não é muito tentar adivinhar por através de uma pessoa. Eu, eu acho que é, a gente tem muito mais gente do que a gente imagina, né?
Muito, é um mercado e tanto.
Não tem aquele negócio no poste?
Nossa, traga o seu amor de volta, tarologia, tira os tarôs em até 3 dias entre parentes da cidade de São Paulo.
Isso foi maravilhoso. Isso, a pessoa vai montar um tarô Você terminou o relacionamento, tretou, o cara traz seu amor de volta.
É uma baita proposta, né?
Você fica desesperado, você vai na hora, irmão. Seu cara vai me trazer a mulher que eu gosto de volta, vou lá, velho.
Eu acho que o conceito já tá errado, né? Vocês como psicólogos, né? Seu amor não quer você, para que que você quer de volta?
Pois é, parece como se você pudesse mexer no coração de alguém por uma força. Contrata alguém, eu pago, a pessoa tira umas cartas lá e contrato, faz a pessoa gostar de mim de novo.
Parece meio artificial.
Real, né? Bom, é, né?
É, no fundo a gente chama aqui de amor próprio, né? É também.
E aí como é que você trabalha isso? Porque para pessoa não é certo. Se a pessoa tá lá buscando a solução ali, ela achou ali o caminho. E aí tem que pensar como é que ela viu sucesso naquilo, como é que ela tá, aquilo faz sentido. Talvez seja tanto, sei lá, vou chutar aqui, né? Mas a vida da pessoa tem tão pouco controle, ela tem tão pouco controle daquelas coisas que vão fazer a vida dela funcionar, que ela acaba apelando, né, para uma coisa meio mágica, uma coisa assim, pô, vai ver que é isso que falta na minha vida. Se eu não consigo dar conta, não tem dúvida. Eu vou lá e faço.
Qual a alternativa? Não fazer nada? No caso dessa pessoa, né? Fala, bom, eu não tenho o que fazer, não tem escolha.
Pelo menos eu tenho alguém que em 3 dias vai me ajudar a fazer alguma coisa. Se der certo, beleza. Se não der também, tudo beleza. Gastei uma grana e foda-se, vamos embora.
Mas, por exemplo, esse mentalismo aí que vocês fazem, que já já a gente vai entender melhor, você vai sacar, que eles têm até um show. Se vocês quiserem montar uma parada assim, vocês vão ser bem, vocês podem ser muito bem excedidos, né, nesse quesito. Ah, eu sou tarólogo, eu sou— como é que é agora? Tá na moda aí a mulher. Você viu a mulher que foi no meu programa lá, aquela que— como é que é o nome dela? A Márcia? Não é assim, a Leni.
Leni Sensitiva, aqui do negócio da Itália. Eu fiquei sacaneando naquele programa na Jovem Pan. Ela fala do Rick.
Eita, que aconteceu alguma coisa?
Cuidado, cara. E falou exatamente. Eu vou ver se recupero para você ver isso aí. Coisa, ela mandou. É, aí tá, mandou aleatório.
É, então mandou para o Rick específico, mandou.
Não manda de avião, tô te falando.
Falou nominalmente o nome dele, falou.
Olha só, tem o teto, uma praga braba. Agora faz a Copa do Mundo, foi em, ela mandou em junho. No meu programa lá, ela mandou para o nego, ela mandou, brother. Eu vou achar o trecho aqui.
Porra é essa?
Não, vou botar aqui para você ver o trecho. Ela mandou.
Duvido em você não, a porra. Como é que a pessoa—
falei, caralho, velho. Aí, porque tem um monte de sensitiva nesse negócio do Rick, coitado. Isso aí tem um monte de sensitiva falando aí. Mas ela mandou em junho, vixe. Mas ela foi na veia, né, meu? Errou na Itália, né, que a gente, porra, até brincou, né? Que ela, Itália não ia avançar na Copa do Mundo. E a Itália, a Itália é mais melhor que o Brasil.
Será que a pessoa vai chutando mil coisas até acertar uma?
Que que é isso?
Soma, mandar o nome de um tanto de dupla sertaneja, qual dupla?
Ela falou assim, aí eu falei, cara, a gente não tem como chegar e provar, não é nem nossa intenção, né, dizer que ela tá fazendo. Mas se você parar para olhar com pensamento mais cético, você pode pensar assim, ao longo de um ano, quantas previsões são feitas por pessoas diferentes que se dizem sensitivas? Vamos lá, são 10.400, tá bom? Dessas 10.400, quantas acertaram? 14. Dessas 14, uma viralizou. Foi muito também. Então estatisticamente isso é mais ou menos do que um chute.
Talvez seja, entendi, é que quando acerta, né, chama atenção, né? A gente faz a conexão.
Ó, quer ver o caso do cara?
O áudio aqui, ó, vou mandar aqui, mandar para o Zaque.
Olha que bonitinha!
Mano, ela mandou na cabeça, mano. Ela mandou. Eu tô mandando para você aqui, Zaque. E o caraca, velho, a tia mandou na. Tá viralizando, né?
Olha quando foi esse programa?
Junho. Ela mandou em junho.
Tá que parócalo.
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Mandei. Ela mandou em junho. Aí é que assim, né, é que eu falei para os cara lá depois, porra, ela manda coisa. E acho que não se concretizaram.
Então é o que ele tá falando, né?
É, você esquece normalmente.
Pô, mas mandar o nome, pô, quantas duplas sertanejas tem no Brasil?
Eu lembrei da mãe de Ná, lembra? Com os Mamonas. Que ela foi lá e cantou essa roda também. E aí fala, acertou também, né?
Ficou famosa o Cadiz por causa do Soletrano.
E o Povo Pouco, vocês lembram do Povo Pouco? Daqui acertar na Copa.
Aí, aí, ó, vamos ver, ó, tem algum famoso aí que vai dar ruim aí?
A gente vai ter uma comoção muito grande, muito grande, ligada a um grande artista do mundo sertanejo aqui no Brasil, e é uma queda de avião esse ano.
Então anote você de casa, vai parar o avião. Ela não falou, você é artista sertanejo, tá andando só de picape.
Ah, não adianta, se falar de carro eles não vão. Ah, não tem carro.
A maioria nem acredita.
Então pera aí, vamos repetir aqui.
Vamos ver se a profecia vai se valer. Tô em 2026. Repita, por favor.
Um grande cantor da música sertaneja, um cantor ou dupla?
Cantor.
Ixi, deu até frio. Eu dei aquele frio que bateu lá no cozinho, sabe? Daquela fisgada assim, sabe?
É, a tia lançou. Se acontecesse alguma desgraça, ela não falou o nome, ela falou avião, né?
Não falou. Então você vê, é uma frase mais genérica. De novo, não vou julgar o trabalho Vale o mérito dela, mas frases genéricas, lançou mais aberto. Mas se fosse específico, que nem foi o caso de uma música agora, também não me lembro do que foi que a mãe de Ná falou. Mas, ah, tá bom, o específico, ela, ele faz.
Viu como é que eu fui induzido?
Então, exatamente, o post pode ter reescrito a sua memória também, porque você viu a foto, né? Então você junta a foto com a notícia, com a informação, e recria a memória na sua cabeça.
É louco, né? Eu também já fui levado Olha que loucura!
Foi mais igual, tipo, eu tenho aqui, eu chego no tique em janeiro, ó, gente, tome cuidado, eu sonhei que algum ator ou cantor vai morrer num acidente de carro esse ano. E não falo o nome.
Se alguém morrer, eu avisei, mérito é seu.
É, e não foi nem morrer, vai ser uma grande comoção, né, envolvendo uma maquiagem.
Cantor, ela não falou o nome.
A gente vai preenchendo essas lacunas que a pessoa deixa, né? A gente vai lá e fala, já falou que ele tinha falado o nome.
Nome. Eu não lembro de tanto que marcou ele. E isso é normal, não falou o nome.
É, eu achei que ela tivesse falado o nome.
E o louco é que se não fosse o vídeo, eu estaria saído daqui acreditando nessa versão.
Vai falar para o cara, falou o nome, cara, verdade.
E talvez eu contasse, mas por causa da foto no bolso me induziu.
A foto me induziu. É isso, é louco isso, né?
Isso é psicologia, né? Então independente do que ela tá fazendo, que campo é da psicologia que é? Que engraçado, isso é psicologia. Tô pensando na parte de memória, a gente saber que a gente não faz as nossas, a gente não pega a memória como se fosse um vídeo e volta ele e assiste de novo. Não, a gente sempre que tá fazendo nossa memória, a gente tá recriando, a gente tá reeditando a memória. Então tinha um experimento clássico da psicologia, foi lá nos Estados Unidos que fizeram, mostrava uma cena de um acidente de carro para alunos da psicologia.
E em algumas, eles tinham que comentar depois sobre o acidente, como foi o acidente. Em algumas provas estavam assim, ah, a que velocidade você estima que os carros colidiram?
Destruíram.
Para algumas outras estudantes recebia assim: em que velocidade tava quando os dois carros se tocaram? Dependendo da pergunta que você faz, se você fala toque ou colidir ou esmagaram, você tende a aumentar a velocidade que você coloca. Então é como se na sua memória você voltasse lá e a palavra que tava escrita no papel faz você lembrar de uma forma diferente daquilo que você colocou.
Qual a velocidade dos carros se destruíram?
Aí é pior ainda.
Então a maioria dos estudantes ia falar: putz, foi numa velocidade gigantesca.
Cada vez maior.
Quantos de menor? Então a gente constrói as nossas memórias de acordo com o contexto que a gente tá. Então o vídeo com a foto do cantor e do helicóptero com a moça falando, a gente preencheu todas as lacunas que estavam no vídeo de verdade.
É louco isso. Vocês se conheceram aonde? Só para entender.
Na faculdade.
Na faculdade?
É.
E lá já resolveram fazer isso que vocês fazem ou não?
Mais ou menos.
Psicólogos normais, sérios, normal. A gente nunca foi, não, assim, tô dizendo que vai lá no consultório, atende, é um psicólogo. Vocês não faziam mentalismo?
Não, a gente entrou na faculdade, acho que todo mundo que vai fazer psicologia que tiver ouvindo até talvez se identifique.
Ah, é clínica?
Ah, então normalmente é o caminho mais assim esperado, né? A pessoa entra, vai ser psicoterapeuta, vai trabalhar na clínica e tal. É quando a gente entrou, Rafa entrou, cada um, né, escolheu por conta própria, obviamente. Mas quando eu entrei na faculdade, eu já gostava de imagem. Então eu curti a coisa do ilusionismo, etc., mas nunca como algo que eu faria de carreira e tal. E aí conheci o Rafa lá, a gente ficou amigo, né? Não tem muito homem na psicologia, era uma panelinha, né, dos amigos, tinha 4, 5, sei lá.
E aí ele também tinha essa, curtia, né, coisa do ilusionismo e tal. E a gente começou a fazer uns shows lá para faculdade, na semana da psicologia. A gente montou uma dupla lá de fazer umas paradas de brincadeira mesmo, com as festas e tal, né? E aí a gente se formou, Rafa foi trabalhar com educação muito tempo, eu fui trabalhar no mundo corporativo. Então fiquei 12 anos fazendo carreira no mundo corporativo até a gente ter essa ideia de falar, que é o que a gente queria, né, falar sobre psicologia pra galera mesmo, poder falar de um jeito acessível, que fosse divertido, né?
Exato, uma coisa que falasse, ah não, porque você tem que estudar e aí academia. Não é assim, psicologia do dia a dia, suas escolhas. Por que que você escolheu essa roupa hoje? Ou por que que você escolheu ler o livro ao invés de assistir a série no Netflix? Netflix ou o contrário? Por que que todo mundo compra um monte de livro, daí fica, passa maior tempo na rede social?
Aí você não consegue fazer uma coisa que você quer. Isso, eu não consigo parar de jogar na bet. Por que que eu não consigo, né? Da onde vem esses mecanismos de vício?
Tipo vício, ou pode ser coisa besta, tipo, ah, eu queria, agora eu vou fazer mais academia, ou agora eu vou ler mais livros. Daí no final das contas você acaba fazendo o que você sempre fez, você fica mais tempo no celular do que você gostaria. Por que que essas coisas falam? O que que a psicologia fala desse tipo de comportamento? Então a gente queria fazer isso, a gente bolou uma peça de teatro para falar que chamava Mistérios da Mente.
Isso faz 10 anos, né? Foi 2016. E aí vocês dois, aí nós dois, aí a gente achou que fazia sentido falar disso com mentalismo, porque tem um negócio do mentalismo que ele é surpreendente. Então a sensação de ter a lente lida, né, na frente de todo mundo, o meu comportamento manipulado, as pessoas começaram a prestar atenção no texto de psicologia junto. Então é legal assim, foi juntando, e aí isso acabou virando nossa profissão, porque aí chamaram a gente pra fazer palestra de comportamento humano nas empresas, e aí acabou virando E aí a gente criou o nome Os Mentalistas, que no começo quase deu, quase deu, quebrou a sociedade aqui, né, o nome Os Mentalistas.
Eu achava meio brega Os Mentalistas, eu não gostava. Agora eu adoro, mais ou menos, mas assim, eu achava meio uma coisa, tá, então você vai ser o Mussum, você usa carisma, uma coisa meio. E aí, por exemplo, o nome do podcast de vocês, você já devem ter falado isso em algum, mas a origem do nome, como é que um de vocês que bolou?
Na rádio, gente, qualquer coisa a gente falava, tipo, Carioca tá lá, Carioca, vamos lá, Na verdade, almoçar não sei aonde, lá no Ticaracateca, porra.
Tá, mas daí vocês bolaram o problema.
É uma besteira.
Ele ainda tem uma origem, quando ia hispano na rádio.
Ou quando a gente foi para o Barilógico com o Carlinhos, também a mesma coisa, gravar lá.
Por causa da língua espanhola?
Por causa do senhor, não sei o quê, a gente não entendia. Senhor, Ticaracateca, Ticaracateca, Ticaracateca.
E isso ficou meio uma coisa entre a gente.
Era zoeira.
A gente ficava brincando, e aí, ó, eu quero aquele Ticaracateca e quero aquele... Entendeu? Aí isso foi ficando uma coisa Ticaracatica, oi. Aí foi me pegando, esqueci o nome, tudo virava Ticaracatica, entendeu?
Coringa para tudo.
Então virou Ticaracatica, quando não sabe o nome do cara. Acabou que esse nome ficou.
Vocês estão aqui, puta, esqueci minha mochila lá no hotel, é Hotel Ticaracatica, puta merda, não lembro o nome.
Cara, qual o nome? Aí eu vi que o Ticaracatica Tica. Falei, se a gente botar o Tica, T-I-C-A, não tem nada no YouTube, vem a gente primeiro, entendeu?
Era um nome que, cara, se eu botar T-I-C-A já vem.
Eu não sei, Tica, bota T-I-C-A, Tica, pronto, aí já vai vir a gente primeiro.
E aí você falou um negócio que eu acho que teve a ver com a nossa troca de nome também, porque na época a gente tinha uma peça chamada Inconscientemente. Então a gente, nome da dupla era Inconscientemente também, porque a gente não sabia que a peça virar dupla de palestra e tal. Só que o Inconscientemente, ele tinha um problema de grafia. A galera ia escrever, pô, manda email lá para os caras do Inconscientemente. Só que INS daí tem um SC ali no meio.
Então agora o único problema que a gente tem é que a gente vira os Mensalistas de vez em quando.
Ah, é, o autocorretor muda.
Mas aí a gente tá lá, a pessoa mata.
Próximos Mensalistas.
A gente pode registrar os dois, né? Mas então a gente decidiu mudar e trazer o mentalismo para o centro. Então virou os Mentalistas, que a princípio era tava meio reticente para ser contra, mas daí achei que foi uma boa mudança, porque daí a gente fala agora de mentalismo, no centro é o mentalismo, né? E aí mistura com a psicologia também, porque nós dois somos psicólogos. Mas essa é a origem do nome da nossa dupla.
Vocês estão fazendo show aonde, irmão?
Agora a gente tá no Shopping Morumbi, Morumbi Shopping, aqui em São Paulo.
Legal, é muito legal de teatrinha, é muito legal.
A gente fez algumas temporadas desde 2022, né, em teatros aqui de São Paulo, a maioria, né? Teatro É Eva Hertz, enfim. E aí a gente agora tá esse ano com um espetáculo novo que é o Entre Nós, lá no Multiplan, até o final do ano, sextas-feiras. E aí daí ano que vem provavelmente é fazer uma turnê Brasil, né, poder ir para outras cidades.
Agora vamos lá, dá um exemplo aqui do que que é o mentalismo para o pessoal curtir, entender. É legal, dá para a gente fazer alguma coisa lá, ou alguém, sei lá.
Acho que a gente pode começar assim, a gente gosta de trazer o mentalismo dentro da história da psicologia, né. Então a primeira coisa que a gente mexe do mentalismo é com a percepção das pessoas. Então o exemplo do vídeo aqui da memória é isso. Então você tem uma imagem que junta com uma frase, que junta com uma história que você ouviu, você liga as duas coisas, você cria uma percepção. Então a gente queria convidar vocês e o pessoal que tá assistindo agora pra gente entender como que o nosso cérebro lê percepção. E aí a gente trouxe uma imagem pra fazer isso.
Isso aqui é de psicologia mesmo, tá? Então o que que tem de errado com essa foto? Eu não sei pra qual câmera ali, mas vocês estão vendo e eu sei que tá de ponta-cabeça.
Beleza? É, eu ia falar isso, ele pode estar de ponta-cabeça.
Ok, então olha só, o cérebro de você está olhando para essa imagem e essa imagem tem algo de errado e vocês estão buscando, buscando e não estão vendo. Eu vou inverter a foto, ver se fica mais claro o que tá de errado com a foto. Ficou bizarra a foto?
Muito, ficou.
A boca tá invertida e os olhos estão invertidos. Só que se eu faço isso, mesmo você sabendo, você não tá vendo. Então o que acontece? Saber que o nosso cérebro não enxerga o mundo como ele é.
Ele só botou o olho para o lado contrário.
O olho e a boca estão invertidos. Tá vendo que ela tá cabeça para cima, como se fosse a boca?
Só que o seu cérebro percebe normal. Aí, caralho, velho, que loucura!
Então assim, isso é para mostrar que isso é muito bom, acho que a cabeça para baixo tá perfeito.
E isso, mas por quê?
Porque que é nosso cérebro?
É a mesma imagem, mas por que que você tá vendo como se fossem imagens diferentes? E essa é a parte importante. A psicologia diz, né, a nossa, a gente não percebe o mundo como ele é, mas como a gente tá acostumado a perceber. A gente preenche as lacunas, como a gente falou ou no áudio ali. Então aqui você tá vendo um rosto assim normal de ponta-cabeça, mas daí quando o seu cérebro tá acostumado a ver rosto de cabeça para cima, então quando eu mudo algo do que você tá acostumado, aí teu cérebro assume que tem alguma coisa errada.
Porque o nosso cérebro evoluiu para ver cabeças de para cima, certo? Então ele tá condicionado a ler detalhes desse jeito. Então quando você olha ele de cabeça para baixo, ele não registra, ele não tem o mecanismo, ele não aplica esse mecanismo. E a gente usa essas, vamos dizer assim, falhas para poder de alguma forma criar os efeitos.
Falando para cá, se a gente olhando, você vai, pô, os cílios maiores tá embaixo, uma mosca.
Mas você não percebe, não dá aquela sensação de aflição, né? Tipo, aqui a Adele vai enfeitiçar seu pesadelo hoje à noite, né? Demônio. E assim não, assim parece só, não. Então isso é uma questão de percepção de cérebro mesmo. Então a partir dessa ideia de que nosso cérebro não percebe o mundo como ele é, mas como a gente foi moldado para perceber, a gente começa a perceber que tem um jeito de trabalhar com ilusões psicológicas e que a pessoa não sabe que ela tá sendo manipulada. E aí a gente faz os números de mentalismo em cima disso.
Então, a partir disso, uma coisa que a gente gosta de fazer assim, bom, beleza, então a percepção mexe o que a gente pensa e o que a gente faz. Então a gente trouxe aqui um exemplo, tá, para poder brincar com vocês, que tem a ver com uma coisa que a gente faz às vezes nas palestras ou no teatro, que é falar de escolhas, né. E as escolhas na psicologia, a gente sempre vai ter coisas que a gente controla, coisas que a gente influencia, influencia e coisas que a gente só torce, tá?
Uma coisa que dá muito problema, sofrimento nas pessoas, elas quererem controlar aquilo que elas só podem torcer, né?
Então eu não controlo se meu time vai ganhar amanhã, se outra pessoa gosta de mim, que nem a gente tava falando, né? Eu tô com a pessoa, você não tem controle se a pessoa gosta ou não de você, tá? Para além disso, tentar controlar algo que você só influencia ou só pode torcer gera sofrimento mental. Então a gente pegou um objeto, tipo querer controlar o resultado do dado.
Vocês jogam ou jogavam jogos de tabuleiro?
Sim.
Beleza, então posso fazer com você, Carol?
Deve.
Vamos fazer o seguinte, ó, para você só aquecer, joga o dado algumas vezes só para você ver sair números diferentes aqui na mesa.
1 seria ruim, torce para sair algum número no dado. Fala um número. 4.
Vai lá. Aí sim, até foi bom, né? Foi mais do que você que você queria. É isso, a gente não controla com o poder da mente, né, o mundo material. Só que agora você vai fazer o seguinte, Carioca, a gente vai falar algumas coisas e você vai fazer decisões, tá bom? Para isso você vai poder manipular o dado, que é uma coisa interessante, porque na nossa vida real, quando a gente é criança e tal, a gente não pode ir lá e escolher. A gente até gostaria, né, de ir lá e manipular, mas não pode.
Então você vai fazer o seguinte, você vai pensar o número que você quer. Então você pensou, você tinha pensado no 4, né? Você vai lá, manipula, coloca o 4, cobre, tampa para ninguém ver. O Wallace quiser ver, pode ver, mas a gente não pode ver, tá bem?
Tá, tá.
Você só avisa quando eu posso fazer o que que eu tenho que fazer. Você só olha, só olha. Carioca vai lá, escolhe um número na cabeça dele, escolhe, coloca no dado e tampa para ninguém ver.
Vai, escolhe. Eles não estão vendo.
Só avisa quando tiver feito, por favor. Tenta usar sua intuição, assim, o primeiro que vier na sua cabeça.
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Olha só, imagina o que acontece na maior parte das pessoas quando a gente dá a oportunidade de escolher um número. Geralmente as pessoas vão para o número alto, vão lá para o 6. Por quê? Porque a gente fica privado a vida inteira de tirar o 6 quando a gente tá jogando. Pela reação de vocês, eu começo a sentir assim, mas estatisticamente as pessoas iriam para números altos, né?
Então normalmente o 6 seria o primeiro número que as pessoas escolhem. Pelo seu olhar, cara, eu acho que não foi o 6. Eu acho que você tentou ser um pouco menos exagerado na sua decisão. Então eu não acho que você tenha ido para números baixos. Então você tá provavelmente entre os, entre o 4, 5 ou 6. A gente tirar o 6, eu tento. Você começou no 5, sim ou não? Escolhendo o número 5. Esse sorriso quer dizer sim. Tá, tá bom, beleza. Mas o primeiro Agora é meio estatístico, é chute, né?
Mas olha que legal, que do caralho! Agora você vai fazer de novo, tá? Presta atenção que as pessoas nunca repetem o que elas fizeram ao contrário. Então é impossível você vai lá e colocar o 5 de novo, tá? Então você vai fazer agora uma nova escolha. Você precisa pensar na sua mente, decidir e ver o que acontece. A gente vai tentar.
É muito comum que as pessoas vão lá para o número baixo agora, que é o oposto, né? Mas eu não tô falando isso para te influenciar, é só realmente para dizer como funciona, tá bom? Então vai lá, uma segunda escolha, Carioca. Importante que seja você que decida, tá? E não o Bola. Não, só vou estar aqui na confiança total, porque é isso mesmo.
Eu ouvi o barulho do copo.
Foi mais rápido essa, eu achei. Então o Beto falou, né?
A gente vai lá dos números altos. Geralmente a gente tenta equilibrar o mundo como se a gente precisasse, a gente devesse alguma coisa. Então você foi para número alto ou para número baixo, mas o Beto falou sobre isso. Então isso diminui a chance de você fazer.
E como a gente tá se conhecendo agora e tudo, tem uma coisa muito comum que acontece com a gente. As pessoas elas de alguma forma querem ir contra as coisas que a gente sinaliza, porque é como se fosse uma forma de sair do padrão, sair do automático. Então quando a gente faz aquele blá blá blá do começo, a nossa expectativa é que a pessoa na verdade— a nossa expectativa é que a pessoa ela faça o caminho oposto. Então a gente tem um palpite.
Só fecha seus olhos para a gente mostrar para eles antes. Pode fechar. Bora, fecha seus olhos também. A gente vai mostrar para audiência. A gente acha que eles, né, o Carioca foi nessa alternativa aqui. Pode abrir os olhos. A gente acha que você foi no 6, sim ou não? Por que que você acha? Porque a gente fez um discurso levando você para o lado oposto e a gente entendeu que você iria pegar a gente no contrapé, ou seja, você faria o caminho inverso.
Então o nosso chute— eu quero só saber se você escolheu o 6, sim ou não. Paciência, tudo bem. 6. Fiquei nervoso agora, Caião. Não, pera, pera. Última. E olha o que tá acontecendo aqui. A gente chama isso na psicologia, tem uma disciplina chamada julgamento, decisão e escolha, que é como as pessoas fazem escolhas. Primeiro você julga probabilidades na sua cabeça, depois você decide na sua cabeça. Por que que tem o dado? Porque o dado é a escolha.
Quando você manipula o dado, tá feito, não tem volta. Você não pode falar assim, ah não, na hora era o par. Não, você escolheu, tá feito. Que é assim que é a nossa vida. Uma vez que você faz, já era, né? Última chance, vamos lá.
Agora só, o problema é que você já fez 2 números altos. A chance de você colocar, não pode ser aleatório, você tem que escolher. A chance de você escolher o 4 é muito grande. Você escolher o 4 agora é muito grande. Porque você já fez o 5, fez o 6, falta o 4 pra completar os números maiores.
Mas ele pode estar falando isso só pra você, de fato não escolher o 4. Então fica a seu critério. Importante que seja uma escolha consciente, não pode ser randômica, tá bom? Tô com um pouco de medo agora, Rafa.
Pronto, pronto, tá bom.
Ó, pessoal que tá assistindo, tenta fazer com a gente, tenta fazer com a gente o raciocínio. Vai, a gente foi 5, 6, poderia ir para o 1, né, de repente a volta, a volta total, ou poderia descer para o 4. A gente tá Por que que a gente acha que não é o 2, o 3? O 2, o 3 são números sem personalidade no dado. Lembra disso quando você tá jogando tabuleiro, você fala, puta, 2, nossa, não é nem o pior, é meio, né, tipo, o 3 é um número sem graça também porque da meiuca ela é o mais baixinho, né.
Então assim, 2, o 3, pra gente eles aparecem muito pouco. Então a gente tá entre uma repetição ou um retorno a número Eu acho, não sei se é, tá bom. Às vezes dá errado essa última, tá bom.
Você escolheu o número 1, você deu a volta.
1, 1, levanta o copo, carioca. Putas que pariu, bicho!
É, tô com medo. Mostra o dado aqui, meu filho. Isso, chega mais ali. Olhei.
Porra, cara, que porra é essa?
A última.
Ah não, peraí, peraí, peraí, não fala nada, não diga não, não, não, não precisa falar.
Peraí, peraí, induzi, induzi.
Se ele não te induzir, não tem graça.
É sem personalidade, tá bom?
Vai ser meio um chute, mas ninguém nunca repete, né?
Induzir não tem graça.
Eu quero pegar eles no contrapé. Eles não gostam do meu contrapé.
Nunca ninguém nunca acertou no meu contrapé.
É, né? Eles vão no meu contrapé, cara.
A gente tá descumprindo aqui o código de ética dos mentalistas, mas tudo bem.
Acertaram 3, bicho, tá de brincadeira, mano.
Pera aí, pera aí, pera aí, pera aí. Os caras são muito fodidos, bicho. Vai, Bola, bate aqui.
Não, Bola não. Ah, ele viu, viu, viu.
Agora eu vi. Pronto, foi.
Mas quem escolheu foi você, né? Caraca, escolheu! É, tá, beleza. É que se o Bola escolher, a gente quebra toda a sequência do Tá bom, então tá. Estamos falando aqui de 5, 6, 1, né?
Agora 2 seria o mais, mas você falou o negócio do, não é personalidade.
A gente vai ter que adicionar uma camada, tá? Faz o seguinte, Carol, antes a gente tava trabalhando mais com uma previsão, uma coisa mais estatística. Conta para nós, olha para mim por gentileza, conta para nós de 6 até 1, de trás para frente, conta em voz alta como se você tivesse declamando assim normalmente. 6, senhor, vai vai falando de voz alta, de voz alta.
Pode falar regressiva e não aponta nada, só vai do seu.
6, 5, 4, 3, 2, 1.
Você percebeu uma coisa? Ele de alguma— quem tá vendo em casa, né? Ele tentou de alguma forma trazer o 4 para gente. Ele deu um sorrisinho no 4 e ele manteve uma poker face 6 e no 1. Tamo com 50%, sendo que ele acabou de colocar, né? Então foi 5, 6. Sim ou não, você tá no 1?
Puta, na boa, velho.
É ou não? Chega agora, chega.
Pô, eu vou embora.
Mas você percebe, você faz de propósito isso? Fiz de propósito.
Olha só, vocês são muito foda, velho. Onde que eu chamo você? Eu preciso ir, meu. Bom para caralho.
Você tem uma expressão muito forte. É mais fácil ou mais difícil? Mais difícil. E você tem uma tosse, você é um cara que tem tosse.
Vocês erraram uma, caralho.
Pô, pega a GoPro que tá dentro do copinho, só desliga ela.
Eles estão vendo no celular, é. Os caras acertaram 4, irmão.
Todas? 4? Não é sempre assim, tá, gente. Às vezes dá alguma coisa, dá errado. Deu muito errado.
Nossa.
Nossa, vocês estão de sacanagem! Não, é muito legal essa, essa.
Que legal isso! É muito foda, muito foda. E saber que eles vão meio... Com 2 dados dá pra fazer também? Ou é mais difícil?
Mas a gente nunca conseguiu, nunca somou. Nossa, nunca tentamos.
Com 2 dados seria muito bom.
A mesma pessoa com 2 ou eu escolho?
Não, 2 dados, você juntar os 2.
A diferença grande do mentalismo pra outros tipos de arte como essa, tipo ilusionismo e tal, é que a gente tem que definir, tem que ser mais restrito, né, as coisas que a gente faz.
E olha que agora eu quebrei vocês, eu peguei vocês no contrapé, vocês não vão me induzir.
Sim. E por que que você achou 1?
Pergunta difícil, se for não precisa responder. Não, a gente vai eliminando, né?
Então, porra, mas eliminar, caralho, você tem 6 opções. Porra, me dá número da Mega-Sena, caralho! Mas saiu a porra da bosta, 6 números, caralho! Acertaram 4 vezes. Me dá aí para eu jogar, vai, me dá um, me dá uma caneta. Não, agora eu vou entrar agora na loteria, tu vai me dar 6 números, viado? Não, vai me dar, tem que dar, tem que dar.
E tira e corta o áudio para ninguém ouvir, só eu quero ouvir.
Não, não, eu jogo agora.
Joga já os 4 que você escolheu e a gente pega mais 2. Porra, sério?
Mas é muito— Não, é repetido.
É muito— Não, pode crer, pode mudar.
Não, eu quero até 600. Vai me dar um joguinho agora, bom? Meu Deus! Joguinho para papai. Joguinho para papai.
Você tá acertando demais. Depois vê se ela vai acertar. Não, a gente não é sensitivo, é chute total.
Não, mas chuta. Eu quero 600. Chute? Eu quero 600. Você é melhor que você mesmo. Você é melhor que você mesmo. Agora vai, eu vou jogar mais rápido.
Você é o melhor fuzico de chute.
Muita merda, pô. Chuta aí de vocês, tá brincando?
Vai, tá, vamos lá falar uma. A gente vai quebrar, não, só é responsabilidade inteiramente do Carioca.
Minha, vamos lá. E depois divide o prêmio se ganhar isso.
2, 2, ok. 10, 14, ok. 23, ok. 68, ok.
68 não tem, não tem, velho.
Até 60. Você vê que o cara nunca jogou na Mega-Sena, nunca.
Ok, quanto temos? Falta um, são 6, falta um. 59, só porque ninguém acha que sai número seguido, mas é normal.
Pronto, já temos. Me dá um troco aí mesmo, pode deixar.
Para você gastando carinho, dando uma força para você. Temos um jogo, temos um jogo. Pronto, que maravilha!
Mas é muito legal isso, é muito foda, cara.
Aquela brincadeira no papel na testa, vocês devem arregaçar. Legal essa Sabe qual é?
Você tem que adivinhar o que tá na cabeça.
Mas isso é muito louco, levar a noção de que o mentalista ele poderia ler qualquer pessoa. Então joga ele no tribunal, tem aquela série, né, The Mentalist, né? O cara vai lá e lê os psicopatas e tal. E tipo, não, não rola. Isso rola no ambiente artístico, né? E o que a gente fez foi pegar essa coisa da arte, fazer um negócio que é engraçado, legal, para falar de psicologia. Então, mas a psicologia e o mentalismo são coisas muito diferentes.
Dá para fazer isso pelo telefone? Telefone, por exemplo, eu tô com dado na mão, aí vocês estão à distância, o cara, eu tô com bola do meu lado, eu falo, brother, se tiver uma testemunha até dá, porque o que a gente precisa é que a pessoa materialize a escolha dela.
Ela tem que escolher no dado e ela precisa, a gente precisa olhar para alguém que sabe da escolha, porque se a pessoa falar assim, ah não, eu tô no, eu falo, você tá no 4, ela tá no 4 mesmo, ela fala, não, não, eu tô no 5, e a gente precisa olhar pessoa.
Mas tudo bem, se você tiver com dado aqui, ele, a pessoa ligar e a pessoa tiver falando com você, tá ok.
Mas que loucura, cara, que legal, meu!
Você entendeu? Eu tô aqui com a minha namorada, eu ligo para você, eu tô com dado na mão, falo, ó, velho, tô com dado aqui, dá, escolhe o dado.
Mas você sabe o que ela vai, ela vai te falar e você vai lá escolher.
Ela tá do meu lado, vocês estão assistindo, eu tô com dado aqui. Aí você fala, eu boto fé.
A gente nunca Nunca tentou, nunca tentou.
Mas por exemplo, a gente poderia tentar aqui entre vocês, com a Júlia, com o Isaac e vocês trocando informações entre vocês, a gente tentando acessar, por exemplo. Vamos fazer, é possível. Mas vamos fazer outra coisa então. É, também dá fazer. Ó, o que a gente fez aqui tem a ver com colocar o pensamento na cabeça de alguém, ou seja, mexer na probabilidade da escolha de uma pessoa. Isso é um campo do mentalismo. O outro é você tirar uma coisa da cabeça de alguém que é diferente, é outra, outro mecanismo, tá?
Então a gente pensou, a gente pode fazer com você, Júlia? Você topa participar? Boa, boa, Júlia cantar um rap. Então tá, Júlia, vem aqui com a gente.
Vem aqui, Júlia. A Júlia tá ficando famosa, hein, Ju?
Tá ficando famosa, hein, netinha?
Onde é melhor? Aí pode.
Olha, tá toda maquiadona, bonita. Hoje já vai lá para o crime. Hoje tem, hoje tem furo, mais tarde tem Trunfada, aula de queijo. Mais tarde tem alguma coisa, mais tarde tem alguma coisa aí. Tem um date aí pós-facul, eu acho. Não, Dio, não, ela não fala, né? Ela é toda quietinha. Hein, Dio? Eu acho que tem uma caneta aqui, aqui, aqui, caneta aqui, meu brother. Você me emprestou aqui?
Ah, tem que ser tipo Pega lá, Ju, para nós aí. Imagina a bagunça dentro da sua mochila.
Nossa, é tipo a bolsa do Gato Feio.
É muito foda, é muito foda, muito foda, muito foda. Sabe, o cara chutou, pô, mas cara, são 6 números.
Técnica do caralho, velho. Ó, a gente gosta de— obrigado, obrigado, viu, Jota. Desculpa fazer, pô, mas tava muito difícil achar essa caneta na tua mochila.
Meu Deus. Seguro, pô. Não, mas porra, e o Tata, você é metalista, caralho, tem que fazer assim ela vir, pô.
Imagina que ele entrei em merda na mochila.
Deixa eu deixar o microfone aqui, acho que pega, né, um pouquinho mais. Olha só, eu preciso que você resgate na sua cabeça. Quer pegar uma cadeira? Tudo bem, eu fico aqui. Não, tá bom. Uma pessoa, uma celebridade, uma pessoa famosa que você admira, tá bom? Resgata ela na sua cabeça como se fosse uma imagem, tá bom? E aí, normalmente, uma coisa que as pessoas desconfiam muito é que é maracutá, o que a gente faz. Combinaram, né, com a Ju? Combinaram com o Carioca antes e tal.
Comigo não combinaram nada, posso dizer para vocês.
Então, Ju, só confirma se combinaram com a Ju. Você não falou essa informação para gente? Nunca falei, tá bom? Tá na sua cabeça? Nunca falei nada. Beleza. A gente vai tentar chegar nessa informação. Isso às vezes funciona, às vezes não. De alguma forma, tentando escrever aqui no ar a palavra dessa celebridade, como se escreve ela, tá bom? Então eu preciso que você olhe bem para frente ali, ó. Isso. Imagina que você vai escrever ela da esquerda para direita, ok?
E uma coisa interessante, eu falei ela várias vezes já e ela não teve nenhuma reação de resistência. Ou seja, a gente tá provavelmente falando de uma mulher, certo? E eu sou liso, confirma. Beleza. Quando eu falo, ah, ela é lá, a pessoa fica meio, não, é uma mulher com certeza. Pensa, e se você fosse escrever, seria um nome ou dois nomes, tipo nome, sobrenome?
Não fala nada, Ju, só pensa. Beleza. Lábio bem fechado, né?
A gente tá falando aqui de uma palavra relativamente curta, então pensa que você vai escrever ela letra por letra, tá bom? Então, ó, olha aqui comigo, ó. Primeira letra. Opa, você percebeu que ela parou quando eu fui dar um passo a mais dessa letra? Ela voltou para cá. Então, ó. tá, talvez 7, 8. Agora pensa uma coisa, você foi ver essa pessoa, imagina você indo ver essa pessoa, sabe o que isso quer dizer? Essa pessoa não tá morta, ela tá viva, porque se ela tivesse alguma resistência, ah, uma celebridade, sei lá, a pessoa morreu, é, não, é uma pessoa que tá viva, ela poderia ir hoje.
Olha só para a primeira letra, imagina que as letras estão projetadas aqui, faz o seguinte, ó, tá vendo todas as letras no ar. Pensa em uma delas, não me fala qual. Pensa em uma delas. Pensou? Você não pensou na primeira, né? Não pensou na primeira? É, não pensou. Você pensou numa letra mais no meio, que é provavelmente uma letra mais linhas retas, né? Você pensou, sei lá, numa H, por exemplo? É, tá. Tá bom, não fala mais nada. É que eu sinto uma pateta.
É foda, né?
E você foi— não deixa a Júlia ver. Você foi assistir essa pessoa. Eu já tenho algumas coisas. Eu sei que essa pessoa é uma mulher. Eu sei que é o nome mais ou menos assim, tem um H aqui. Ela provavelmente é uma— não é uma atriz, tá falando de uma cantora, porque tem uma coisa de assistir. Ah, é uma coisa mais assim.
A gente conheceria essa cantora, você acha, Ju? Tipo, ela é bem famosa ou ela é super nichada?
Acho que sim. Tá famosa.
Acho não é resposta, mas eu falo assim.
Tá bom, a gente tem um palpite. Jú, talvez sim, talvez não. A gente não tem como prever, tá? Qual é o nome da celebridade que tá na sua mente? Pode falar.
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Bye. Ah, mano, combinaram com ela. Juro que não.
Juro por ti. Faz com bola. Dá para fazer com bola? Juro por ti. Então vai bola agora. Agora, ó, fala que combinaram agora fazer com você.
Mas só mais uma coisa, caraca, que impressionante, brother! Não, tá bom, depois a gente, depois a gente, legal. Obrigado, Júcia, foi maravilhosa, obrigado, foi ótimo.
Porra, isso aí é foda, é bizarro, bizarro.
Isso é meio que um princípio do mentalismo, tá? Você conseguir construir, né, um pensamento e acessar ele. Você, Bola, a gente pode tentar fazer uma coisa. Eu queria propor uma coisa para você, tá? Vamos lá, que ela é mais visual. Ele adora carro, tá? Adora carro, adora carro, estamos sabendo, tá bom? Tá. Você é um cara que sabe desenhar? Mal para cacete, mas se esforça. Casinha, essas coisas de criança, não sei o quê. Você conseguiria uma coisa simples? Aí justamente conseguiria.
Quando a gente faz isso, olha na bolsa, ela foi olhando na minha bolsa, tentar achar alguma coisa.
Carro seria maravilhoso acertar o carro. Não, não, é mochila. A gente fez assim, pô, mas da Rihanna foi foda, foi foda, foda, foda.
Qual que tem de cantora no mundo?
Artista, ele não falou cantora.
Pegou uma gringa, velho.
Ó, a gente fez o seguinte, normalmente quando a gente faz isso, as pessoas, a resposta é não, eu não sei desenhar, né? Mas a gente precisa que a pessoa faça alguma coisa.
Não, sei muito mal, mas sai alguma coisa.
A gente fez uma lista que tem gato, telefone, árvore, TV, óculos, é, nem tem as 50 e pouca, xícara, estrela, guarda-chuva, enfim, tem coisas fáceis, tá bom? Coisas simples, tá? Por quê? Porque a gente vai limitar assim como Claro, tem 6 escolhas, a gente vai limitar aqui nossas escolhas, tá bom? O que que eu vou te pedir? Faz assim, uma pinça com seu dedo, levanta uma só e olha uma. Olha essa, a primeira que vem na sua mão. Viu alguma coisa?
Vi. Tá, é algo que daria para desenhar assim? Você conseguiria fazer? Mas daria, mal, mas daria, daria, daria. Tá bom. É, quer contar para o Carioca? Não precisa ficar só—
eu vi, eu vi, eu vi também.
Você saberia desenhar também? Saberia, saberia. Então tá, dá um papel para ele, por favor. Tem uma caneta aí pra você.
Mas pera aí, você vai desenhar?
Como é que ele não vai me mostrar essa caneta aqui?
Se eu virar de costas e ele faz, daí ele faz o seguinte, cara, porque eu não quero ver. Não pode ver, né?
O Rafa vai fazer junto com você, mas primeiro você não faz nada ainda. Imagina que você vai fazer. Ó, o cara inventando. Imagina, então pega a caneta, apoia no papel. Isso e pensa qual seria o primeiro traço que você faria. Não faz ainda, mas imagina a sua intenção, para onde você iria nesse traço. Só imagina a sua intenção. Eu faço? Não, não faz, só imagina, tá?
Já imaginei. O Rafa é bom de desenho, não, tá?
Então você deixa, tá?
Traça na sua cabeça, não faz nada, não faz nada. Finge que você vai até o final. O problema disso é que a gente nunca sabe para onde ir.
Vou no desenho até o final?
Vai, só que Traçar.
Isso, mais ângulo reto, tem uma linha mais horizontal, certo?
Eu tenho uma ideia, tá? Bola, pode?
Eu vou tentar.
Pensa nesse lugar, pensa, não é, pensa nesse objeto, pensa nessa coisa, não me fala nada, só pensa nele, pensa como você desenharia ele. Respira fundo para mim, olha para mim. É isso mesmo, eu acho, eu acho que é isso.
Ah, entendeu? Tá, tá, faz sentido. Tá bom, faz o seguinte, bola.
Será que eu escrevo o que é ou deu para entender?
Acho que deu. Não, escreve, vai. Nossa, será? Tá bom. Amanda fica passando mal aí, vai dar errado. Tá bom, tá. Faz o seguinte, tá feita já aqui o que eu acho, o que o Rafa acha que é. Pode fazer, usa sua criatividade.
Vai sair uma bosta, mas vamos lá.
Eita, carioca, você confirma R$10?
Personagem de Belo.
Ah, ótimo, bola!
Tá bom, tá bom.
Nossa, ficou muito bom, gostei. Ficou uma bosta. Você pode falar em voz alta aqui o que é que você fez?
Um avião. Pega aqui, mostra. Posso mostrar pra turma aqui? Pode, claro. É um avião meio bosta, mas é um avião.
Dá uma olhadinha aqui o que o Rafa fez, o que ele recebeu.
Não, não vou, tô com medo de olhar.
Só virar.
Puta, tô com muito medo, cara.
Foda, né?
Eu tinha um monte de coisa para escolher, caralho.
Ô, o seu ficou muito bom, inclusive.
Não, nem fodendo, irmão. Eu escolhi aleatoriamente.
A cara dele é a melhor, mano.
Vocês são muito foda. Cara, valeu!
Depois você autografa para mim.
Passa para mim a caneta, por favor.
Puta, que coisa louca, cara!
A do dado eu não peguei, tá? Essa eu imagino. Você tem uma hipótese boa? Eu tenho uma boa hipótese. Olha que da hora, ela parte do mesmo conceito do baralho.
Nossa, mas olha que interessante, se a gente, né, pensar que a forma que a gente conta as histórias, né, como é que a gente vai encadeando uma coisa na outra pra explicar o mundo. Você tá pensando numa hipótese e acha que as pessoas que estão assistindo também estão pensando em outras hipóteses. O mais legal é quando a gente pensou em fazer esse projeto era poder depois falar da psicologia, de como é que a gente constrói a ideia de mundo que a gente tá.
E aí pegar carona no mentalismo, que é uma coisa que as pessoas gostam de ver acontecer e tal, pra falar sobre questões de escolha da nossa vida, falar como é que a gente enxerga o mundo. Essa foi meio que a nossa, o veículo do mentalismo para a gente é muito legal.
Ela parte da mesma premissa daquele escolhe o baralho, só falar para, ou ela, ela não falei nada, tipo um force, né?
Um force, né? Uma escolha forçada, né?
É, mas entra aqui, escolhe uma dessas, fala para, escolhe aqui. Não falou para? Não, sim, mas ele, ele, eu não sei exatamente a técnica. Não, é, eu acredito, Bola, eu não tô dizendo que você tá aplicando a verdade Dá o albinho para ele, vai acertar que eu vou desenhar.
Vamos lá.
Não, mas não pode, tem que partir da parada dele. Não posso eu aqui dizer o que vou, o que eu vou passar. Se eu desenhar aqui é difícil para ele. Já pegou o negócio? Não, mas não vou quebrar o carro. Não faz comigo. Como assim?
Eu, você fala, eu escolho, você vai ver que eu vou desenhar.
Você desenha. Ó, querem fazer uma coisa mais?
Não, não, mas eu não tenho a técnica que ele tem, bola. Até porque também é difícil desenhar depois. Eu posso estar errado, posso errar. Eu mentalizei isso. Vocês também não mentalizaram? Eu mentalizei. Mas eu acho que é por isso, meu.
Não, não, bola.
Sabe quando veio o coisa aqui? Ele veio assim: escolhe uma carta, uma dessas, pega uma.
O Dólares. Aí que ele fala em espanhol é mais difícil também, né?
Porque tem toda uma— pega uma. E aí ele sempre acerta a carta. Eu acho que a premissa é a mesma.
Sim, o seu raciocínio ele parte de um princípio assim que a maior parte das pessoas não faz, tá bom? Porque quando elas vão assistir a gente no teatro, elas saem mais com as pseudocientíficas, né? Tipo, ah, então vocês estão usando preto, e aí preto você ganha, né? Então tem muito isso, é, a galera fala que tem, é, e a gente faz o caminho, tá correto, é o caminho do raciocínio para esse caso, né?
Agora, no dado eu não captei zero. O dado, não sei se você quer, no dado eu não tava de espectador, eu tava envolvido, né? É, quando você tá envolvido é mais difícil. Por isso que eu falo, é muito melhor observar quando você tá de fora. Total.
É muito absurdo.
Vamos fazer uma outra coisa, gente.
Eu não sou fodão, tá? Pelo amor de Deus, o Bola tá dizendo que não é isso. Ele é mágico. É porque por ver tantas vezes e tentar, eu tentei dizer, não foi uma coisa que eu afirmo.
Cara, porque a gente tem que deixar claro que mentalismo, que nem eu falei antes, né, não tem a ver com psicologia. E ele é um braço da mágica, do ilusionismo. Então buscar explicações é super importante.
Para mim, ele botou um baralho para o Bola, ele só mudou forma da hora na técnica.
Pode ser a má forma de escrever.
Você mudou o estilo mesmo, só mudou a roupa, na minha concepção. Posso estar equivocado. Você olha aqui uma carta, ele puxa no meio. Agora põe aqui no meio de cabeça para baixo. Olha, princípio de baralho, né?
Isso é uma coisa que a gente cuida para não fazer com baralho, para não misturar totalmente com mágica.
Mas as origens são o mesmo, só mudou o corpo do baralho.
Os primeiros mentalistas, eles explicavam de acordo com com a possessão, a espíritos, conversavam com os mortos e tudo mais.
Isso caiu quando surgiu, quando surgiu o mentalismo lá nos 1800 e pouquinho, tinha o lance do movimento espiritualista, né? Então tinha algumas pessoas que se colocavam como médiuns e elas faziam assim performances, né, tanto nas casas.
Isso daí o espírito vai ver o que está desenhando e conversava com os mortos. Você pode mandar Nossa, fácil, irmão. Então, e aí caiu um lance do nosso personagem, né, por sermos psicólogos de verdade e tal, trazer para o lado da psicologia. É uma, é como o texto é de psicologia, mas a forma ela podia ser para o espiritualista fazer o quê com o Zach?
Não sei o que pode fazer. Tem que participar, pô.
Chama, chama ele aí.
O pajé tem que participar.
Não, mas tem que ser hipnose. Hoje o Zach ia sair de lá já. Não, tô zoando, tô zoando.
Quer fazer com o Zach?
Vocês querem fazer com o Zach ou querem fazer outra coisa diferente agora?
O que vocês quiserem.
Vem para cá, Zaque.
Ah, vem, Zaque.
Tá bom, não tem ninguém para cortar lá a bola, eu acho.
Renato, tá aí? Acho que não tem ninguém.
Ah, o Axel tá aí.
Tá bom, tá bom.
O Axel, o João. O Axel seria legal também, ou ele não gosta de aparecer? O Axel não gosta muito. Gosta sim, ele aparece aqui.
O Zaque sendo hipnotizado aqui com o André, cara, foi muito louco.
Lá vem ele, ó, litorando. Vai litorando, litorando. Pá, pá, pá, pá. Pera aí, pera aí, pera aí, vou ver se ainda tá funcionando.
E nem foi hipnotizada, acho que agora ela tá natural, já acostumou já.
Legal, presta atenção.
E a galera acha que é combinado, brother.
É, todo mundo achando que é combinado.
E você tem uma vez, você tá bolado, a gente fazendo assim, eu falei assim, ó, que isso, cara? Você dá um que isso, que que vocês estão Tô morrendo, é muito louco.
Vamos lá, o microfone alcança se a gente fizer assim? Alcança. Legal. Vamos fazer o seguinte, imagina para nós, vou pedir para você resgatar uma memória, tá bom, da sua vida. Então imagina o dia que você deu o seu primeiro beijo, é uma coisa marcante, né? As pessoas nunca esquecem. Imagina o nome dessa menina, tá bom? Ok, é igual, parecido com que a gente fez com a Ju, a gente vai tentar de alguma forma acessar esse nome, tá? Mas imagina primeiro assim, aonde você tava, tá bom? Era um lugar— não fala— era um lugar fechado, né? Você tava na rua?
É um lugar aberto. É para eu falar?
Pode falar o lugar, só o lugar. Sim, lugar aberto, tipo uma praça. Onde era? Você pode falar exatamente? Era na rua. Na rua, tá. Na rua, lugar aberto. Essa menina, você tinha quantos Quantos anos, mais ou menos?
É ruim falar? Não, desencanando. 11, 13.
Porra, não, beijinho de beijinho gostoso. E olha que é legal, o que ele considera o primeiro beijo, primeiro beijo meu, aquele de língua, peguei a língua.
Primeiro beijo da tua vida.
Ah não, mas o nome não muda, então tá bom. Então tá, pensa no nome. Vamos fazer o seguinte, projeta as letras aqui de novo. Imagina que isso daqui é um teclado virtual, tá bom? Esse teclado ele tá em ordem alfabética, então você vai digitar as letras conforme você vai produzir aqui o nome, tá bom? Só que você não vai usar o seu dedo, você vai usar os seus olhos só. Então imagina que aqui tá o—
se pegar seu ângulo de visão, aqui tá o A, o Z tá mais ou menos aqui, e você vai procurando. Se você fosse escrever os meus, o meu nome, eu iria para R, que estaria mais ou menos aqui. R-A-F-A-D-E-R.
Então quando eu falar já, vamos lá, 1, 2, 3 e E vai.
A Rihanna, só sacanagem.
Olha, usou a Rihanna na rua, na rua da casa dele, foi no Guarujá.
Foi meio rápido, então vou pedir para você fazer de novo, dessa vez num ritmo assim, ó: 1, 2, 3, 4, 1, 2, 3, e vai. Beleza, pode fechar os olhos. Estamos falando dessa quantidade de letras. Ok, pode abrir. Porque dependendo do, né, então tá, a gente tem um palpite estranho. Pensa o seguinte, ó, pensa em todas as letras, pensa na primeira, tá bom? Pensa se essa letra é composta por curvas ou retas ou uma mistura das duas coisas.
Imagina ela maiúscula, curva, retas ou as duas coisas. Ela não tem curva, é uma letra reta composta por Reto. O nome não vai, não vai começar com H nem T. Talvez Z ou M. É isso aqui? Você sabe? Você sabe?
Não, não faço ideia, pô.
Tá bom, Isaac, cadê o cara? O nome da primeira— você não contou isso pra gente, essa informação tá na sua cabeça? Sim. O nome da menina que você deu seu primeiro beijo, pode falar. Maria. Nem fodendo, mentira da porra, cara!
Não é possível isso.
Vocês combinaram essas porra, velho. Caralho, né, velho? Isso é muito absurdo, velho.
Eu duvido você acertar da minha.
Manda um recado, seu Maria. Eu duvido, cara. A minha vai pegar mal.
A minha vocês não acertam. A minha, esquece o Isaac, ele não pode. Faço um desafio: a minha vocês não acertam.
É famosa? Não. Valdirene. Não, né? Cláudia. É muito difícil?
É tipo impossível? Impossível vocês acertarem.
É, eu vou deixar você falar mais tarde.
Eu sofri o primeiro beijo. É. Então fala o nome do monstertão. Não, espera, espera, espera.
A gente pode tentar depois. Ah, tá bom.
Talvez. Segura, segura.
Tá bom, tá bom. Posso falar no ouvido do bola? Pode. Então peraí.
Não, quer melhor para não. Ah, não, já falo. Que a gente pode.
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É boa, mas é boa.
Ué, putz, eu acho que deu para ouvir, cara.
Você falou, não sei, não quer fazer?
Tá bom, é legal, né?
Ele tá meio uma cara de, mas é legal, hein? É legal, não é? É legal, é legal. Bom, eu induzi também ele a falar que é legal, né?
Só eu que tô fazendo. Mas assim, você que você comentou do teatro, né? A ideia lá no show é que a gente faz essa mistureba, né? A gente traz os experimentos e a gente correlaciona eles com os temas da psicologia. A gente fala muito sobre comportamento humano, sobre escolhas, sobre emoções, sobre conexões, né? E tudo isso misturado, né, com os experimentos.
E tipo aquilo ali que o Henrique e o Klaus fizeram com a gente, aquela foto.
Aquilo foi muito legal.
Nós escolhemos antes a roupa, escolhemos as cartas.
Ah, teve o botão, é verdade.
E ele mandou a foto, cara, já com tudo ali. Falei, mano, como é que pode o cara ter a foto antes?
É isso, é muito legal.
E assim, isso tem a ver com mentalismo também um pouco ou não?
Tem, tem. Você pensar que o mentalismo, que não dá para você entender, eles fazem mentalismo, que são mágicos, né, muito bons inclusive, são nossos amigos. E acho que a ideia do mentalismo para gente é trazer para uma coisa que pareça real. Então assim, eu não vou fazer ninguém voar, eu não vou fazer ninguém passar por dentro de uma turbina de avião e sair vivo, não sei o quê.
Os nomes, puta que pariu.
Isso, mas a ideia é, é muito legal, é muito legal que eu consiga parecer que eu tô fazendo o que eu tô fazendo de verdade. É muito divertido, é muito divertido, é diferente, né?
Vocês fazem de um, de uma forma, você sabe, também igual eles fazem coletivo.
A gente faz algumas coisas coletivas, para a gente tem sempre ter que ter um voluntário. Então toda parte do nosso show que tem, a gente chama dos experimentos, tem que ter alguém da plateia junto, porque do contrário fico lendo a mente do Beto, Beto fica lendo minha mente, não tem graça nenhuma. Então a gente precisa trazer as pessoas do público, mas ninguém passa vergonha. A gente tenta fazer um negócio bem— tipo, você percebe pessoas angustiadas, cara?
Isso acontece.
Pessoa tensa no palco, sobe tímida e tal. A maioria das pessoas—
eu sei quando a pessoa briga no meu show assim, quando eu vejo quando o casal— o que que você sente? Eu sinto um desconforto. Eu vejo que eles estão distantes. Não, é isso aí.
Mas aí você faz alguma coisa? Não, eu tiro sarro.
Porque o que diz muito, o que diz muito ali quando eu trabalho com plateia, improviso. É, por exemplo, quando eu vou zoar uma pessoa, a forma do contato, como ela reage, eu mudo. Por quê? Porque a pessoa não está disposta a brincar. Isso é notório no primeiro ato dela. Sim. Então eu falo, cara, isso aqui não vai dar, não vai dar certo, a pessoa não tá confortável, isso não funciona, não rende. Isso não rende, entendeu?
Mas você faz pelo— porque não rende, ou porque daí você tá invadindo a pessoa?
Não, porque eu acho que a pessoa não tá disposta, não vai funcionar porque a pessoa não disposta àquilo. Então isso é muito, é muito desagradável. Por exemplo, a pessoa não olha para você, entendeu? Você tá aqui andando, a pessoa tá assim, ó, ela não quer. Então assim, para que que eu vou mexer com quem não quer, tá bom? Aí você tá assim, aí ela, essa daí, aí ela mente, entendeu?
Você já teve algum caso de alguém que te agrediu assim, ou que foi, ficou muito irritado com alguma coisa?
Não agrediu, não, não.
Alguém já ficou bravo com alguma coisa? Já fiz.
Fica, fica. Mas aí são técnicas que você com o tempo vai adquirindo de você. Se a pessoa tá irritada, é como se fosse o apelido que ela não gosta. Aí você utiliza as técnicas do apelido que ela não gosta. Aí eu, de vez em quando no show, você vai lá e dá aquela. Não, porque quando eu tô mal-humorado, tipo Fernanda, aí eu vou, entendeu?
Eu vou ali, vou dar só uma pitadinha. É, eu vou ali.
Mas são coisas que é engraçado que é o técnico que você vai meio que associando ao teu lance. Isso em relação à interação com plateia.
Mas ia até te perguntar, você foi melhorando com o tempo ou foi uma coisa que você sempre teve, capacidade de olhar, tipo, tô sacando, tipo, o primeiro show que você foi tentar, você já tinha isso?
Intuição?
Não, eu acho que são técnicas mesmo que você vai, é, tem umas técnicas, mas que a plateia sempre surpreende, entende? Mas eu digo, eu quanto mais eu vou abrindo, tem gente que fala, pô, carioca, você demorou nessa primeira na, porque como eu abro o meu show, eu já vou fazendo a galera, eu já vou mexendo na plateia, porque eu costuro o espetáculo de acordo com os personagens. Então se eu não tenho os personagens formatados, eu demoro um pouco mais até encontrando, entendeu?
Aí eu tenho uma trinca ali, eu falo, pô, beleza, já tem, eu já tenho a base aqui para fazer a minha zoeira durante o show. É isso, entendi. É, mas é uma coisa que eu desenvolvi assim meio que porque funciona para mim.
Mas é legal, mas a galera tem que entrar já sabendo que tem uma chance de que você vai.
Sim, mas tem gente que tá aqui, quer ficar só apenas como espectador. Entendi, claro. E tem que respeitar isso. Pô, não tô aqui para fazer parte, eu tô aqui para assistir. Agora tem gente que fala, pô, que legal fazer parte, participar. Você percebe no ato, no jeito, o corpo fala do cara, como ela, a voz, tudo.
Aí eu falar, você era timido de moleque?
Nunca fui. Sempre escreveu? Sempre fui tímido com relacionamento, tá, com menina assim. Eu demorei muito. Ainda bem, pô. Não, demorei muito. Eu não tinha coragem.
Eu fui um moleque muito mais introspectivo assim no começo, ou tinha medo da rejeição, corte, medo da rejeição, de tomar toco.
Eu não, até uma época você era feinho, aquele cabelo seu. Sim, eu era um cara esquisito, era estranho, sempre foi, mas eu estudava.
Esquisito, às vezes tem, tem o seu charme também, né?
Mas não tinha charme, era só esquisito. Era só esquisito. Era tentando ajudar, né? Então eu tentava conquistar pela graça, não, pelo intelecto. Fazia ali uma graça. Eu sempre estudei muito, então eu falava, cara, eu vou impressionar pela minha capacidade de assuntos ou de o que eu conheço, o que eu estudo. Aí eu induzo também, né?
É conhecer o que que é o teu ponto forte, né? E dobrar aposta nele.
É muito legal porque tem um amigo aqui, ele tem um livro chamado A Arte da Sedução, né, o Eduardo Nunes. Um abraço para ele. O Eduardo, ele tem, ele diz que a sedução é a arte de enganar. Caraca, ele tem esse livro, Sedução é a Arte de Enganar. Quando você tá seduzindo alguém, você tá mostrando para uma pessoa que você tá querendo conquistar muito além daquilo que você é. Você tá vendendo coisas além.
Prestem atenção, meninas, que eu vou ficar calado.
A mulher também, porque ela tá ali. Então ela é muito mais legal.
Você quer dar um gás, né, meu?
Todo mundo, os dois lados. E se eles se combinam, aí dá certo ou não.
Eu tinha pensado mais, pensei assim, né, a gente mostra uma parte nossa, né? A gente não mostra a gente inteira, a gente mostra a parte mais legal, a gente mostra aquilo que a gente tem de melhor, que é o Instagram.
E o resto, total, Instagram é isso, é sedução o tempo inteiro.
Aquilo que você deixa escondido, umas coisas que você não gosta muito, que você acha que a pessoa não vai gostar muito, mostra o que você tem de melhor.
Pode ser cagando no Instagram, né?
Não, não, nem sei se pode.
Só o Vitor Sá faria isso. Não vai, é o Vitor Sá capaz de fazer. Não façam isso, não façam, por favor.
Mas é isso, seduzir alguém é como um cara do comercial querendo angariar um cliente, ele seduz.
É uma versão, é um upgrade da sua versão do dia a dia para conseguir, né?
Só para manter o personagem, tem um livro de psicologia chamado A Arte da Persuasão, não, como chama? As Armas da Persuasão, de um cara chamado Robert Cialdini. Ele é o cara que estudou com vendedor de tudo quanto é coisa, principalmente vendedor de carro, como é que a gente faz uma outra pessoa dizer sim. E ele chegou a algumas bases que são da psicologia, que é: seja uma pessoa legal, e aí a outra pessoa aumenta a chance de dizer sim. Tem várias técnicas.
E é um livro... São os gatilhos, né?
São os gatilhos, tipo, cara... É muito legal. Parece um livro meio de... O título parece meio livro de aeroporto, tipo: As Armas da Persuasão e tal. Mas é muito legal e é psicologia seríssima. E é muito bacana. Robert Cialdini, fica a dica aí.
Época do Orkut, que eu sou velho, né? Lembra do Orkut? Olha que filha da puta! Isso é filha da putagem, mas são técnicas. Eu entrava no Orkut do date em questão, eu ia nas comunidades. Ó, leitura quente aí!
Você sabia quem era?
Você sabia do que ela gostava? Aí todas as músicas e tal, bandas, e o Monroi, um CD em cima exatamente daquilo que ela gostava. Aí sim, aí eu entrava, ela entrava no carro, já entrava exatamente a música. Nossa, eu adoro! Eu já sabia. Puxa, nossa, mentalismo!
Eu também, eu também. Que engraçado, né? Eu também gosto. Eu também.
Nossa, exatamente. Então eu já ia atraindo.
Só não podia trocar o CD, né, com a pessoa errada.
Legal. Mas olha a capacidade do que a gente pode manipular em busca de poder. E o caramba, mas era É objetivo, você tem uma missão. Então, pô, qual é outra? Eu sempre gostei muito de estratégia. Estratégia eu amo, uma coisa que eu adoro é estratégia. Pô, você tem um objetivo aqui, então tá, vamos desenhar aqui uma estratégia para a gente poder chegar aqui da melhor forma possível. Tudo tem uma estratégia. Eu acho que a pessoa que hoje tá assistindo a gente e quer certas coisas na vida, primeiro ela precisa saber o que que é. 2, saber como chegar lá.
As pessoas geralmente olham para o final, quer pular etapa. Não, é caminho, é ponto a ponto, como aviação assim, é cada ponto para chegar lá. Então você desenha uma estratégia e tenta ela.
Agora, mas o que é mais difícil, eu acho, pensando nesse sentido, é que cada ponto da estratégia pede uma flexibilidade, porque você vai chegar no primeiro ponto, alguma coisa não vai dar como você tava imaginando. Então como é que você navega sem ter um trilho?
Ah não, tem que ser assim, senão não vai dar certo.
É saber jogar um pouco. Isso é difícil para caramba. Você tem que traçar uma estratégia e saber jogar dentro dela, né?
Trabalha com hipóteses dentro de cada plano B, né? Plano B, plano B.
A galera pergunta direto se a gente tem plano B, e para a maioria das coisas a gente tem plano B. Tem que ter, né? Tem que ter, cara, porque você vai lá, depende.
O que mais dá para a gente fazer?
Vamos lá, você falou da, de ter flexibilidade. A gente podia falar, fazer um pouco sobre isso, né? Tem uma coisa que a gente fala bastante que é, vocês não sei se vocês têm isso, mas a gente conta muita história na própria cabeça sobre a gente mesmo. Isso é uma coisa que a gente ouve falar hoje em dia, modelo mental, umas crenças e tal, mindset, né? Então isso acaba meio que controlando aquilo que a gente faz ou deixa de fazer.
Então, por exemplo, a gente é psicólogo, né, de humanas. Você é biólogo, né? Um parênteses aqui, você chegou a atuar como biólogo?
Eu tava no último ano, eu entrei em rádio, aí eu continuei trabalhei em rádio, me formei em biologia, mas nunca exerci.
Tá, tá bom.
Alguma área específica da biologia, cara?
Eu tava mexendo com camarão.
Específico, fazendo o que que é o nome do especialista de camarão? É o quê?
Camarólogo. Não tenho camarólogo, não tem. Era tipo assim, tá muito no começo no Brasil. Eu fazia estágio com um professor, um japonês no oceanográfico da USP fazer, fazendo camarão render igual do Japão.
Olha, e foi para frente isso aí, você sabe?
Não sei te dizer, porque depois eu entrei em rádio.
Mas camarão é nojento, Bola? Não, porque nojento, porque dizem que o camarão ele é tipo aspirador, é então as impurezas do mar ele capta isso.
Ah, mas não é nojento, depende se você criar camarão na bosta, qualquer um.
Mas o mar tem impurezas, ele capta Não tem nada a ver. Se o mar tá limpo, por que que o camarão então causa tanta toxicidade nas pessoas às vezes?
Que tem alergia, a pessoa pode ser alérgica. Tem coisa, o cara põe, ele pesca no barco, tem produto que ele põe na lagosta, no camarão, para conservar. O cara é alérgico a isso, ao produto que conserva, ao produto que ele põe para conservar o fresco.
Isso, tipo iodo, essas merda.
Ele põe um não sei o que aí, enfim. E o Cadu é alérgico a esse produto, tá?
Não é alérgico a frutos do mar. Mas aí, para consumir frutos do mar, tem que saber se o cara jogou isso ou não, ou não tem como saber?
Tem gente que usa, tem gente que não usa, depende da distância que tá para não apodrecer, entendeu?
Tem um monte de gelo, geralmente é bom, né?
Então, mas no barco é difícil manter gelo, o cara tem que ter uma câmera fria no barco, né?
Entendi. É um iceberg, é pequeno também.
Comer mais camarão de fazenda, né? O Cadu tem que comer um camarão mais gordinho.
Por isso que a criação de camarão é feita em fazenda, e camarão é muito mais prático, né? Você tem muito mais quantidade, muito mais qualidade. Ó, uma sessão de terapia, falei?
Vocês fazem terapia? Desculpa.
Não, eu tô comendo, eu faço psiquiatria, é um pouco além. Você tá precisando de uma força química? É a força química, ela é, tá, ela é a essência. É tipo, né, são sinapses, né? São, como é que é? Mas é desequilíbrio hormonal.
Não faz, só durante a faculdade, né?
Isso é uma coisa importante falar, né? O psiquiatra, ele é um médico de forma certa, ele pode receitar medicamento. Então psicólogo não, psicólogo é da terapia. E hoje em dia acho que padrão ouro de tratamento, né? Isso, então hoje padrão ouro de tratamento para depressão é, por exemplo, auxiliar tratamento químico, é o remédio do psiquiatra com terapia comportamental e ver. Então a junção das duas coisas aumenta a eficácia do tratamento. Legal, né? Um assunto bom.
Provavelmente eu tô entrando numa terapia agora, assim, vou começar a entender. É legal.
O bom da psicoterapia é que assim, ó, o remédio ele vai ajudar, como você falou, a reativar as questões neuroquímicas ali, né, as questões físicas orgânicas. E a psicoterapia ela vai fortalecer essa musculatura, né, comportamental.
Que como a gente pensa sobre o que a gente faz, como a gente pensa, porque isso é muito, isso é puramente ser humano. Pensar numa coisa triste, pensar numa coisa que mexe com a gente, que deixa a gente verdadeiramente chateado, é só um pensamento. Mas então o cachorro não faz isso, né? O gato não faz isso. O ser humano tem a capacidade de, através do pensamento, mudar o jeito que ele tá se sentindo e o mundo que ele enxerga. E então a psicoterapia vem por aí, ela ajuda você a condicionar como uma regulação mesmo.
Quais caminhos de pensamento eu já conheço que não vão dar certo e como é que eu fortaleço outras formas de pensar? Mas a psicologia moderna, em vez de falar assim, ah não, não pense nisso, quem consegue controlar o próprio pensamento? Impossível. Então é ajude o seu pensamento a não controlar o que você faz. E isso é o nome de flexibilidade psicológica, que é o que a gente vai falar agora, que tem assim quais histórias a gente conta na nossa cabeça que fazem mal pra gente, que a gente precisa rever. Então a gente é psicólogo ruim de matemática, né? Essa era uma história, né?
Pô, eu sou inútil de exatas, não sei o que fazer.
Os números, cara.
De 1 a 6 a gente ainda garante.
Ainda te deu os números da Mega-Sena, pô.
Até 60, é verdade. Mas aí tinha uma coisa que parecia impossível, impossível pra gente, que a gente trouxe pra dar de presente pra vocês, inclusive depois.
Legal, que que é isso, irmão?
Isso é um cubo mágico. Isso é difícil demais. Então, cara, é justamente essa ideia.
Ah, mas o de vocês ali é, sei lá, é 5 por 5, é mais O cubo mágico.
O cubo mágico é impossível. Então, cara, para quem ensina a fazer cubo mágico, você topa?
Você topa? A gente faz agora. Eu aprendi a fazer cubo mágico de um jeito diferente. Mentalista. Legal.
Meu filho uma época tava viciado nessa porra aí, velho.
Então isso daqui para nós sempre foi fonte de frustração, raiva.
Eu, moleque, lembro que eu tentava fazer, não conseguia, eu quebrava ele inteiro e montava.
Aí, ó, essa é uma técnica conhecida.
E montava certinho.
Olha o orgulho, seu filho.
Inteligentes.
E aí a gente ficou até— eu tenho 42, Rafa também. A gente faz, você tem 43, eu faço agora em outubro, você já fez, né? E a gente até os 40 nunca tinha resolvido esse negócio.
E aí, o de vocês é 5 por 5, esse é loucura.
É, esse aí é outra técnica parecida.
Dá para botar ele, não dá para desmontar e montar.
Fazer isso aqui. Eu acho que se você—
esse é o tradicional, esse é o 3x3, esse é o mais tradicional.
Não, que para nós já era um inferno, era impossível. A gente tentava, a gente ficava com raiva das crianças que montava no Instagram.
Aí você montava duas crianças e ficava numa felicidade. Exatamente. Mas daí mexe aquilo que você fez, né?
Pô, eu acho isso aí muito legal. Aí eu queria aprender.
Então vamos tentar fazer um negócio junto, que vai ser o seguinte, ó.
Mas eu vou aprender para sempre?
Primeiro a gente faz o experimento, depois a gente vai te como se aprende, tá bom? E aí essa parte é real mesmo, tá bom? Legal. Então tá, a gente, juro, a gente pode ficar de pé aqui na frente da TV, né? Projeta aqui os microfones. Então vem comigo aqui, Carioca. Eu vou aí, vem comigo, vem comigo, bora!
Eu vou levar o meu também.
Cuidado com o copo aí, Carioca, para não derrubar.
Vou deixar esse para cá.
Pô, tu vai me ensinar cubo mágico, cara? A gente vai, porque legal.
Deixa apoiadinho aqui. Muito bem. Será que o microfone Áudio tá bem aí?
Tá bom aí, Isaac? Falou que tá bom o áudio, tá chegando. Vou falar mais alto aí, a galera. Tá bom, tá bom, tá bom.
Vamos lá, faz o seguinte, segura aqui o cubo mágico, segura o cabelo. Boa, o meu cabelo. Mistura ele, embaralha delicadamente, ou seja, vai com calma, gira uma vez, depois gira outra, vai vendo como que tá ficando a combinação, vai misturando, vai misturando. Isso. E eu sei que quando a gente vai misturando, a gente pelo menos ficava ansioso porque você começa Bagunçar, falar que não vou montar mais, né? Vai ficar igual, né? Só tinha um em casa.
Então enfim, põe as duas mãos para trás e continua misturando sem você ver o que você tá fazendo. Isso, dá um passinho para frente, encosta aqui mais na mesa. Obrigado. Continua misturando. Perfeito. Por enquanto é a parte fácil, tá bom? Continuar misturando mais um pouco. Eu vou pedir para você misturar o outro agora. Dá licença. Agora mistura esse. Vamos ver esse aqui como ficou por enquanto, ó. Olha, para quem nunca montou, você aprendeu a misturar bem.
Essa é a parte que já ajuda a fazer as obras. Resolvido o problema. Então tá bom, deixa eu ver o outro como ficou.
Pera aí, deixa eu só mais uma vez misturar.
Não, misturada boa, né, meu irmão? Pronto, acho que tá bem misturadinho.
Esse aqui você caprichou mais, né? Acho que vai ficar com você isso. Então tá, sobrou. Beleza, tá bom, pode sentar lá por enquanto.
Olha só, o Rafa que se lasca sempre.
Ó, o Mickey, não esquece do Mickey, não O Rafa vai te dar aqui uma inspiração. Então ele vai tentar resolver usando aqui uma técnica que ele teve que aprender, ainda que ele pensasse que ele é ruim de matemática, ruim de exatas e tudo isso. Como funciona essa técnica? Primeiro ele vai examinar o cubo mágico. Pode voltar para o Carioca agora. Ah, posso sentar lá ou fica aqui? Não, fica aí. Pode sentar. E é o seguinte, a gente vai preparar ele para isso.
Como? Eu trouxe aqui duas moedas. Carioca, só dá uma olhadinha nas Moedas, esse são moedas aí, ela tem que ser grande mesmo. Se não tem, falcatura, pegar uma fita, silver tape. Mais uma, o meio é firme, grande, tá vendo? Ela é maior porque ela vai precisar cobrir.
O meio é firme, Carica.
Boa, sacar uma mordida, né, de pirata. Uma delas vai para cá.
Pera aí, pega, manda aqui, ó.
Uma delas vai aqui no meio da fita, o arroba A gente vai posicionar.
Você vai colar fita na cara, irmão?
Vou pegar outra, vou colocar aqui. Vai fazer aqui uma venda bem raiz, sabe? Uma venda que garante. As pessoas que estão assistindo vai falar assim: nossa, vai arrancar todos os cílios dele depois, né? Mas a moeda ela ajuda nessa parte de não arrancar nada, né? Eu vou pôr mais um pedacinho aqui, até porque a gente também vai aprendendo a fazer, né?
Então acabou a fita, ele teve na cara dele.
Você quer? Eu trouxe esses aqui porque eu achei que ia ajudar, então vou colocar aqui para ajudar a ficar mais interessante, ó. Aí, pronto, beleza. Esse aqui foi o que tava mais zoado, né? Deixa eu ver. Legal, ó, centro amarelo para cima, é sempre assim que a gente começa montando, tá bom? Sempre amarelo para cima. A ideia agora é que o Rafa vai fazer algumas perguntas, só pode responder sim ou não, tá bom?
Quem responde?
Pode ser você, vocês. Então só verde? Não é verde? Verde? Não, verde. Não, verde. Verde, sim. Ok, vai, valendo. Ó o que vai acontecer agora, ele vai começar a fazer aqui movimentos que a gente chama de algoritmos de resolução. Que que são os algoritmos de resolução? São sequências decoradas de movimento que ele teve que memorizar, ainda que ele pensasse assim: eu sou ruim de memorização, eu sou ruim de raciocínio lógico. Ele guardou esses pensamentos lá e foi exercitando independentemente do que ele pensava.
A gente chama isso de flexibilidade psicológica, é você não deixar os seus pensamentos controlarem o que você faz. Então ele tá fazendo agora os algoritmos em sequência, no que a gente chama do método de camadas. Ou seja, você vai resolvendo o cubo mágico de baixo para cima, como bola disse, né? Às vezes você resolve uma parte, depois você vai resolver a outra, separa outra. Exato. Então por isso que você tem uma sequência, que é o que a gente chama do método de camadas.
A ideia é que você consiga fazer primeiro as duas partes partes de baixo e depois você vai subindo para as partes de cima. Daqui a pouco o carioca vai fazer uma coisa parecida aqui com a gente. A ideia é que ele consiga flexibilizar essa história que ele falou aqui, né? Ah, pô, eu nunca consegui. Acho que deu, acho que deu. Parou, parou, parou. Muito bom, deu muito bem. Deixa eu ver.
Ok, por favor, que a gente sai revoltado daqui, bicho. Os caras são Muito bom, velho. Eita, arrancou a sobrancelha!
Pessoal fala, você tá ficando calvo? Eu falo, não, tem um monte de cubo mágico.
Não, isso aí tá limpando a sua pele, tá tirando o cravo, gente, tirando o cravo.
Montou, montou. Que bom!
Fato é, coisa, cara, mesmo achando que nunca ia conseguir, ele foi experimentando, né? Que ele falou, ah, eu vou desafiar. Não, ele foi fazendo. Mas agora chegou a sua vez, Carol.
Será que eu vou conseguir montar um cubo mágico? Não sei, vai ser Primeiro, hein?
Fica bem aqui.
O meu filho conseguiu, ele pegou uma técnica.
Vamos colocar a fita nele? Fita também?
Lógico. Não, você quer ver?
Claro, porra, não sou ele.
Carioca, é o seguinte, só de eu montar, meu, já vou ser, ó, voltar numa felicidade bizarra.
Vamos lá, primeiro a gente vai fazer o jeito que eu vou te ensinar, depois a gente ensina para você montar. É difícil, é difícil, não é fácil. Não adianta falar só o mesmo movimento, não é, tá?
Pessoal de casa que tiver com cubo mágico pode fazer também, ou acho melhor não?
Depois, quando a gente for contar, pode. A gente vai explicar como é, tá bom? Tá bom. Como que você vai fazer? É um exercício de confiança, tá bom? Você vai ter que confiar em mim, tá bom? Funciona assim: eu vou te mostrar uma técnica e você vai ter que fazer exatamente o que eu te mostrar. É uma técnica secreta. Então olha bem como eu vou fazer aqui, ó. Olha aqui nas minhas costas. O movimento que você vai fazer é este tipo de movimento, assim, ó.
Você pode fazer assim ou você pode fazer assim. Eu sei que parece que não faz sentido, mas confia em mim, você não vai fazer nunca esse movimento, tá bem? Você vai fazer assim ou assim. Ok, de novo, confia, tá bom? Põe as duas mãos para trás. Cadê a nossa caneta? Aqui, ó. Antes de você fazer, até faz um favorzinho para mim, ó. Marca aqui o centro desse amarelinho, coloca suas iniciais, sei lá, alguma coisa que marque. Perfeito, muito bem.
Mãos para trás. Bola, você conta 1, 2, 3 e já, e a gente vai posicionar e você faz como eu te mostrei, tá bom? Preparado?
Então vamos lá. 1, 2, 3 e já!
Vai no seu tempo, sem pressão, tá? Posso pôr? Pode. Só eu vou colocar o amarelo para baixo. Vai devagarzinho, do jeito que eu te mostrei. Isso, perfeito! Tá indo muito bem. Se ficar com a montagem agora, eu vou embora de verdade. Confia, vai devagarzinho. Agora eu vou. Agora inverte um pouco a direção. Isso aí, aí mais um. Parou, parou, parou, parou. Assim, congelou, não se mexe. Carioca, você nunca tinha montado com o Mágico antes na vida.
Ele não montou, cara, eu vou dar nele.
Pode ser que ele não tenha montado mesmo, tem essa possibilidade. Mas se você montou, cara, vai ser incrível. Você vai mostrar aqui, ó, o pessoal no estúdio vai aplaudir, vai ser animal. Tá preparado? Pode mostrar para eles. Como você fez isso, velho?
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Nem eu sei como é que eu montei, eu não sei.
Parabéns, esse é seu presente.
Essa é para você aprender.
Agora vamos ensinar mesmo, vamos ensinar junto com o outro.
Não, vai dormir. Obrigado, irmão. Puta, eu não quero isso aqui que eu fico nervoso.
Não, agora eu quero aprender ou não rolar.
Sem mentalismo, sem mentalismo. Você montou de costas, caralho, você nem viu.
Nem vi, nem vi eu montei. Os caras são muito foda.
Faz um tutorial agora aí para quem quer começar a aprender.
Tutorial, uma palavra, uma palavra importantíssima: YouTube. Essa é a palavra que eu tenho para vocês. Tem um monte de— e aí, pegar o teu para você fazer também? Não, não, não, mas não, não, a gente vai fazer agora, mas assim, real. Não quero aprender, não dá para aprender. Acho que a gente aprendeu isso, eu eu aprendi em um mês.
Um mês eu montei. Um mês? Então você me desanimou.
Eu não tenho tempo para isso, um mês para me dedicar um cubo mais.
Mas assim, um mês é muito, mas você vai aprender nas horas vagas assim que você não estaria fazendo nada.
De 10 em 10 minutos, por exemplo, ou isso foi na gueta, você fica lá, o cubo, tá? Avião, busão, é hora de— então assim, a primeira coisa que você vai fazer, então imagina que tá totalmente misturado, vou só por uma questão de demonstração prática. A primeira coisa que tem que fazer é sempre se orientar. As peças de centro, elas não mexem, é impossível. Você não, você pode virar, mas ela sempre tá o amarelo oposto ao branco, o vermelho oposto ao laranja e o azul oposto ao verde.
Então essas são as suas pedras fundamentais, isso daqui não vai mexer. Então primeiro passo é montar o que eles chamam da margarida, que é um centro amarelo seguido de pétalas brancas. Então aí, tá vendo, falta só uma aqui, é só a cruzinha aqui. Então eu tenho que achar, achei ela, porque ela sempre vai estar em algum lugar, sempre central, porque ela é uma pétala. Aí vem aqui, eu vou ter que trazer ela para cá. Aí, e aí eu fiz a margarida.
Que absurdo! Então você vai, aí assim, fez isso, desmonta, aí vai lá e você vai ficar treinando essa primeira parte durante 2 dias até isso ficar natural, fluido. E aí você vai chegar você não vai poder fazer isso conversando, tipo, ah, tá tudo bem, isso daqui eu domino já.
Então você vem aqui e aí você vai fazer de novo. Eu vou tentar aqui ver se pelo menos a margarida eu consigo.
Isso, então é sempre assim, o amarelo no centro, em cima, e aí o que você tem que trazer são as peças laterais brancas. Às vezes você já dá sorte, já tem uma de cara assim, já é uma margaridinha.
A galinha, né? A galinha.
Agora aí procura as peças que são da cruz. Por exemplo, tem uma aqui. Obrigado, irmão.
E aí, ó, já tô aqui, ó.
Beleza, essa daí tá escondida aqui no canto, ó. Ela tá aqui, ó. Então como é que você vai fazer ela para botar no lugar do vermelho? Se você girar ela aqui e aí girar ela aqui Agora você traz, não é isso? Deu? Não deu. Então aí, agora de novo, embaralha tudo de novo. E aí você vai treinando, tá?
Mas e o próximo?
Beleza, demorou um mês, você quer aprender hoje?
Não, mas calma, calma. Aí a gente vai fazer, aí tem um próximo passo que é depois de montar a margarida, você vai fazer o seguinte. Então montei a margarida, agora você vai passar essa, as pétalas para baixo. Virou um tutorial de cubo mágico, né? Mas depois tem vários canais animais assim no YouTube, muito bom mesmo. Aí Aí você vai fazer assim, olha a peça vizinha da pétala da margarida. Então azul, então eu vou alinhar ela com o centro azul.
Aí laranja não, azul chegou, ok, passa lá para baixo. Ó, ela veio aqui para do lado da branca. Mesma coisa com essa daqui, qual é a vizinha? Vermelha. Traz do lado da vermelha, não chegou, chegou agora, certo? Ficou duas vermelhinhas, passou lá para baixo. Verde, mesma coisa, acha verde, passa para baixo. Laranja, alinhou, alinhou, passou lá para baixo. Então aqui atrás você tá fazendo uma cruz branca. Aí mesma coisa, embaralha tudo de novo.
Margarida, brancos para baixo. Aí você vai aprender a montar a camada de baixo. E aí você vai fazendo, cara, de 2 dias em 2 dias você vai ganhando um pouco de repertório. Não tem, ele já tá preocupado, não tem atalho, mas é muito legal, cara. E uma vez que começa a pegar, e eu tô te falando sério, nas costas, irmão. Mas a coisa real, a gente é psicólogo, ruinsão de matemática, real, real. E cara, em um mês a gente pegou isso aqui, é assim, sabe, passatempo da hora assim, legal para caramba. Agora, vendado ou não vendado?
Não, assim mesmo, assim mesmo, só para turma ver que você—
mas vai descrevendo o que você tá fazendo.
Então vou montar a margarita branca, aí agora eu vou pegar as vizinhas lá, então laranja para baixo. O azul, sei que tá oposto aqui.
Agora o verde.
Olha isso! Agora eu vou fazer as peças brancas. E aí tem um, tem todo um macete que é um movimento de gatilho. Você vai assim, tipo, aponta, aperta. Então eu procuro a branca, só narrando que eu tô fazendo, tô procurando as vizinhas aqui. Então, ó, achei uma branca, virei, achei outra branca. Quase virei. Mas é isso mesmo? Isso é, isso é entretenimento de qualidade? Claro que é. É mesmo? Então tá bom. Então a gente vai fazer mesmo, só para entender que eu tô— você notou, o cara tá numa viagem, né?
O cara: não, não, gente, vem comigo só mais um pouquinho, é legal, tem amor em volta, é super bacana. Não, vem comigo, isso aqui é milenar, é uma técnica. Não, o cara vem, tá com a mala. Milenar, não, isso vale muito a pena. Recomendo a todos os colegas. Baixa ansiedade. Todo mundo ansioso para caramba com o cara do lado, né?
Então, mas tá bom.
Então entendi. Pô, mas você fez isso quando ele vinha andando mais rápido do que—
aí não foi nenhum meio, né?
Porque você tem que saber a sequência completa. Meu Deus, o que você vai fazer?
Bom, eu vou deixar aqueles pulsos da China que manda 3 décimos, 3 segundos, né? Então tá médio, sei lá, 6, cara. 3 segundos, 6.
Esses caras é completamente outra técnica, eles não seguem esse passo a passo, eles fazem isso, é intuitivo, eles têm, eles mapeiam a posição, ó.
Aí, ó, não vi nada lá da técnica.
Que legal, cara, que legal, bicho! Boa! E o show de vocês tá onde?
Teatro Multiplan, que fica na Monobi Shopping.
Que dias? Como é que é o horário?
Sextas-feiras às 8 da noite. Aí assim, né, depende de quando a pessoa tá vendo aqui o nosso programa, aí procurar nos Mentalistas no Instagram, tem sempre lá a nossa agenda. Os mentalistas.
Vocês ficam até quando lá no Monobi Shopping?
Até o final do ano. Todo sábado?
Que toda sexta?
Sexta, que horas?
8 horas. 8 da noite. Compra ingresso aonde?
Simpla.
É só procurar Os Mentalistas no Google que vai vir já a opção de ingresso.
E a gente criou um cupom de desconto, né, para o Butica.
Então tem lá um cupom com 35% para—
vamos fazer assim, ó, debaixo aqui episódio, vai ter o link. Ah, boa, beleza.
Você compra sem gasto, põe o código e o cupom TICA.
Para finalizar, vai ter lá cupom desconto, você bota TICA, pronto, 35% de desconto. 35% para você que quer economizar. Que coisa deliciosa, maravilhosa, que coisa gostosa!
Agora vamos até o final assim, vamos assim até o final, em homenagem para você, para vocês todos.
Mentalizar o Silvio. Acabamos de metalizar o Silvio, viu? Ele chegou, vai, vem rodando aí.
Aí, nossa, veio só ao vivo, é muito espetacular, cara.
Maravilhoso. Não, você só fez o montão com o mágico de costas, cara. Isso é espetacular. Puta trouxa.
Você tem alguma ideia já de próximo personagem que você tá criando? Não.
O último foi o Vorcaro. O Vorcaro, exato. Aí eu tenho que fazer mais um vídeo dele que eu tô na mente, que eu já mentalizei.
Vem do nada ou você fica tipo, não, é voz do momento, né?
É o que eu penso, né?
Mas aí, como é que você estuda a voz do cara?
É tipo, acontece, logicamente a voz do Vôrcaro não tem nada a ver, que ele é mineiro e fala toda assim, né?
É verdade, a caracterização é boa.
É, ué, tem que trabalhar, né, gata?
É uai, o cara até mandou um uai já, acho que ele já tava no mineirês aí.
Ô Júlia, vem aqui mais um pouquinho, por favor, só mais uma vez.
Júlia virou Julia virou Julia.
A gente não vai nem escrever nada, tá? É porque quando você pensou na— normalmente quando a gente pensa na celebridade, a gente não— nem sempre, tá? Mas a gente pensa tipo, se eu tivesse assistindo um show da Rihanna, imagina, por exemplo, eu pensaria em algum lugar onde esse show aconteceria. Normalmente tem um lugar na sua cabeça, não tem? Não fala, não fala qual é, mas tem um lugar. Vamos dizer que é um lugar do mundo, vai, tá bom.
Imagina você no show da Rihanna nesse lugar, tá bom? Se imagina lá, se imagina lá.
Você já foi lá, Júlia, nesse lugar?
Sim ou não? Ah, boa pergunta. Um lugar que você já foi pessoalmente? Já foi. Ah, então estamos falando de algum lugar que não é tão distante, não tão difícil de acessar. Ó, eu não vou escrever nada, eu vou deixar a sua reação dizer para as pessoas se o que eu vou falar aqui se tá certo ou não, tá bem? Então imagina que você foi, você comprou os ingressos para ver a Rihanna, e aí você precisou se deslocar até lá, você pegou um avião, você desceu lá nesse lugar, precisa pegar avião, vocês percebem, tem para ir mais perto, né?
Tá bom, você foi lá, e aí esse lugar, pensa se ele é frio ou se ele é quente, só pensa. Só pensa, tá bom? Ele é quente, é quente, né? Pode confirmar, é quente, né? Pode, é quente, tá? Pegou avião, desceu para assistir. Lugar quente. Júlia, é uma palavra só, correto? Esse lugar seria descrito num papel com uma palavra. Se a gente fosse Rio de Janeiro, é isso, é uma palavra só. Vou falar, tá? A sua reação vai dizer se eu acertei ou não.
Eu não vou acertar, né? Tá. Julia, o show da Rihanna que você tá pensando foi na Bahia? Não, não, você não pensou na Bahia? Não, você mudou de ideia em algum momento? Olha que incrível! Qual lugar você tava pensando antes de pensar agora? Que você pensou, tava agora?
Mudei de ideia. Antes eu tava pensando na Bahia. Meu Deus do céu, ainda É que eu pensei assim, não, acho que a Rihanna não iria para Bahia, era mais fácil ela ir para Copacabana.
Aí eu pensei, ah, mas você mudou.
Olha, mas você tava com Bahia na cabeça? Tava. Ai, que bizarro! É que eu pensei, eu gosto da Bahia, eu iria muito.
Aí eu pensei, não, a Rihanna não ia para Bahia, aí é mais possível ela ir para Copacabana, né, que os artistas tudo ir para Copacabana. Rio de Janeiro. É, aí eu mudei para Copacabana.
Que doideira, Júlia! Boa, obrigada, viu? Obrigada.
Vocês acertaram então, né, Jussi? Sei que foi Lazarento e mudou o lugar, né? Que loucura que ele tava montando aqui.
A margarida não consegui mais fazer.
Não, não, pera aí, pera aí, segura ele.
Soltou uma pecinha, não consegue fazer nem a margarida.
O branco é importante, você não pode perder. Vai, vai de novo.
Não, não, velho, isso aqui é para nego louco. É, não, não, é para quem tá em casa atacar. Tô cagando, mas vai. É muito difícil. É, que mais vocês podem, consegue fazer com a mentalidade? Sei, por exemplo, eu tô aqui, né? Vamos dizer que o Bola tá querendo seduzir uma pessoa. Olha, através do mentalismo é possível captar antes de tomar qualquer iniciativa? Isso facilita assim captar o quê? Por exemplo, você tá ali, aí você já vai falar, caraca, tô perdendo perdendo meu tempo, que essa pessoa não tem o menor interesse.
Ela tá aqui para ver qual é, mas não rolou. Dá para reverter? Dá para, porra, meu irmão?
Não, é mentalismo, não, não é uma boa, não é uma boa solução. Mas acho que mais parecido com aquilo que você falou do seu show, que é entender quem é a pessoa que tá ali na tua frente, quanto que ela tá te olhando, quanto que não tá. Lembrando que não tem a regra geral, a pessoa não tá olhando Então quer dizer que ela não tá a fim. Mas acho que o ponto é sentir a pessoa, tentar conexão real, legítima com a pessoa, que é uma coisa muito difícil.
Para adolescente é muito complicado, porque as pessoas, elas dificilmente nem sabem do que elas estão sentindo. Então às vezes vão com muita sede ao pote. A vantagem é que as outras pessoas geralmente também estão com essa, essa sede ao pote, então estão com vontade assim. Então eu diria que é uma tentativa de conexão legítima. A resposta real é Nossa, é, ó, a margarida aí. Falei, agora pega nas vizinhas lá, ó.
Aí vai lá, laranja, laranja do centro, ó.
Aqui, ó, tá vizinha da pétala da maritoma. Essa daqui é verde, alinha com a verde do centro que tá aqui desse lado.
Gira, gira a pétala, só a parte de cima, verde para cá, só assim, ó.
Gira a pétala mesmo, gira a parte disso, ó. Você sempre vai colocar, desculpa, o mala, você sempre vai deixar a pétala em cima, sempre. E aí então o que você vai fazer é, você quer colocar verde, verde tá aqui, verde com verde, então você vai só girar, tá?
Só essa parte aqui, você mantém ele estável com o amarelo para cima.
Aí gira essa face aqui, passa essa daqui para baixo. Então gira isso, perfeito, duas vezes. Exato, para baixo. Agora vai fazer com as outras. Essa daqui laranja já tá alinhada, inclusive, então já pode girar para baixo. Azul também também tá alinhada, que deu sorte. A vermelha também, então só girar para baixo. E a vermelha também.
E foi, girou. Aí matou.
E aí agora é treinar essas duas um tempão. E aí passo a passo. Muito obrigado, muito bom, muito bom, cara.
É legal para caramba, é muito. Eu nunca consegui montar isso, sempre perdi tempo demais.
Ninguém consegue assim, é muito raro, né? Tem que ter uma técnica, né?
É isso, é algoritmo, é coisa decorada.
E a gente vai nas empresas, né, nos eventos que tem muito essa coisa, né, da cultura da empresa, dos comportamentos, da como se faz as coisas lá e tal. Então a gente traz um pouco essa coisa de flexibilizar, né, de quebrar esses paradigmas. A gente tá muito enrijecido, né?
A gente não é a pessoa pelo WhatsApp, dá, turma?
Nossa, isso aí, pô, você não sabe nem deles.
Eu noio muito, eu já briguei, cara. Eu tinha um negócio muito idiota, mas é muito muito engraçado, cara, no WhatsApp. Aí não sei o quê, no meio do papo eu falo assim: é preciso amar. A pessoa precisa amar por quê? Falei assim: as pessoas. As pessoas. Aí como, como se não houvesse a pessoa, como se não houvesse o quê? Amanhã eu vou fazendo várias músicas, eu vou zoando. Às vezes eu bato um papo, a pessoa não se liga que eu tô cantando, mas de várias canções, sabe?
Qual é a melhor canção para fazer? Só para estimular. Eu ia gostar dessa.
Manda mensagem dessa no WhatsApp, você dá uma quebrada.
Cara, é muito engraçado fazer isso. A pessoa entra em todas. Eu quis evitar, cara, seus olhos. Aí você vai, como assim? Mas não pude reagir. Fica à vontade então. Acho que é bobagem, pessoal. Mas por que que você acha que é bobagem?
Amanhã então, sabe?
Eu vou fazendo isso, bicho. Isso é engraçado para caralho. Que eu quero fazer, cara, negando a intenção. Aí você, mas por que que você nega?
Como certo alguém, mas tem para montar cubo mágico? Não tem, né? Para ficar mandando mensagem.
Já fiz isso no meio de uma conversa, zoando. Puta, é muito bom. A minha namorada, porra, cai em várias, cai, cai direto. Aí você, não, porque não sei o quê. Você culpa seus pais por tudo. Você acha isso é um absurdo? Um absurdo? Você acha são crianças como você e o que você vai ser quando você crescer. É engraçado pra caralho vocês. É muito bom. Mas assim, tem que fazer de um jeito em que o papo encaixe, mas é muito legal.
E a pessoa que ela caiu na primeira, cai na segunda? Cai sempre. Nossa, é no meio.
Habilidade, repertório. Não, mas é que você tem que saber o timing de jogar. Sim. Se a pessoa fala alguma coisa que tem a ver com alguma música, seus pais por tudo, né?
Essa é pesada, né?
Fala, eu Não, pera aí, eu não tô percebido. Cara, você culpa os seus pais por tudo. Você acha que eu culpo? Isso é um absurdo. Você começa a conversar sozinho. Mas não há, são crianças como você.
Então, né, maravilhoso.
Isso é muito difícil, é uma brincadeira, né?
Vou implementar essa brincadeira, eu acho. Eu curto muito, mano.
Eu lembro de um cara, Moro. O quê? Moro, Moro. No país tropical. É que aí já mata logo a caminhada.
Não, mas tem que ser de emocional, acho que fica mais legal.
Tem que ser uma música mais que pega, né?
Tipo assim, não, eu tô perdido, não sei o que fazer. Eu falei assim, nada do que foi será de novo?
Não dá para desenrolar uma conversa séria com o cara, né? Você tá com puta B.O. para real, puta.
Me ajuda aqui. Tudo passa, tudo sempre passará. A vida vem em ondas.
Você se fala muito entre vocês, tipo no direct, no WhatsApp?
Mas Instagram mandando vídeo para mim, bobageira. Eu sei que a bola vai rir, manda umas coisas, eu mando para Por exemplo, ele adora sonho. Então toda vez que eu vou na padaria, ele filma um sonho e me manda, e bota em câmera lenta os puta doce bonito e manda para ele. Eu sou diabético, eu não como em casa. Olha que legal, eu achei que era um amigo. Até saliva, você viu ontem?
Porra, ele ficou louco, mandei para ele. Eu vi, cara, eu vejo aquela açúcar com aquele creme, eu já faço em câmera lenta e mando para o Bola.
Ele é maravilhoso.
Nossa, onde é isso? Tem coisa melhor.
Antigamente vocês falavam mais do que vocês falam hoje?
A gente nunca se falou muito fora do trabalho.
Na época de TV, daí, por exemplo, até brinca, a gente pegou épocas engraçadas. Quando ele namorava, eu tava solteiro. Quando eu namorava, ele tava solteiro. Então a gente pegou fases diferentes.
Não é muito WhatsApp também? Não, não sou. Eu não sou um cara, eu tenho mais o que fazer, entendeu? Conversando, sabe?
Eu converso essencial.
É isso aí, eu preciso alguma coisa com bola. Aí manda WhatsApp e eu sempre recebo do Bola: tá chegando? Esse é a mensagem, esse é o que eu mais recebo.
Porque a gente não aguenta mais, né? A gente se vê muito.
Nossa Senhora, a gente se via, a gente se viu todo santo dia durante quantos anos, Carioca? É da rádio, 28. Se via todo santo dia, mano. A gente se via 20 anos.
Dos 28 que a gente se conhece, há 20 anos todo Todos os dias.
Nossa Senhora, todos os dias!
Aí é puxado, 2, 3 horas por dia, gente.
Vocês se julgam parecidos ou são diferentes?
Vocês são parecidos? É mega diferente, diferente. Mas a gente nos princípios e nos valores, isso é igual.
Família, tal, família, honestidade, isso a gente é muito igual.
Então a gente se une nos valores, né?
Então acho que isso a gente é muito igual.
Quando a gente tem pessoas com valores e princípios que são muito, muito parecidos, aí Pode ficar com essa foto?
Claro que tem jeito.
Tá com medo, Bola? Eu vou deixar ali, pô.
O nome disso aí—
Não, não, deixa essa porra aí não, não, não.
Mas deixa de cabeça para baixo, não dá nem para ver que daí eu já ensino.
Eu tenho problema com imagem. Problema de quê? Eu não gosto. Você acha que vai ter pesadelo?
Mas você quer deixar assim ou assim?
Sabe a pessoa ter uma pessoa na casa e ter uma sala? É a Adele, pô.
Deixa assim ou assim?
Porra, mas é o quê? Puta Adele escrota?
Tipo essas fotos de porta-retrato. Adele escrotona.
Na cabeça é zoado.
Bota na sua cama para você dormir ou quando você acordar.
Não quero dormir com a Delina, eu tenho minha mulher já.
Não, mas você se depara com essa foto, você vai ficar—
põe atrás, aí ele não faz falta. Deixa para usar.
Isso aí chama efeito Thatcher. Isso acontece com qualquer foto que for feita desse jeito.
Inverte os olhos, inverte a boca. E a primeira foi feita com a Margaret Thatcher, o psicólogo que fez isso aí.
A gente fez com a foto da Eliana lá no programa.
Vocês estão na TV também mesmo? É, estamos agora.
Que legal, cara. Começou agora.
Isso foi um trabalho, meu, bem louco, porque a gente tá acostumado no corporativo, nas empresas, no teatro, mas o ritmo de TV é doideira total. Vocês estão acostumados já, né?
Mas pra gente foi cansado, né?
Porque demora gravar e demora.
Cara, e tem um lance de uma— a galera tem, sei lá, 200 pessoas lá no programa, na plateia, né? A cada, sei lá, 20 minutos muda a galera que tava trabalhando bruto, e todo mundo tá cansadíssimo, meu. É puxado, puxado, mas é legal.
A energia de— as pessoas não entendem, mas a energia de gravação é frenética, é porque o tempo todo a gente tá pensando quem tá do outro lado.
Isso drena, né?
É isso, meio que tipo, mano, será que as pessoas lá estão gostando? Vão gostar disso, sabe? É o que te consome, é você preparar, criar território para que as pessoas— então é uma proatividade inevitável pensar isso, né?
A gente, bom, vocês têm muito mais experiência, fico imaginando como é que é para vocês. A gente é inevitável tá aqui pensando, pô, as pessoas estão assistindo, né? Como é que é? O Rafa brincou, pô, é entretenimento montar o Curubá?
Dá para fazer mais uma para encerrar aí, mas Resuma, mentalidade.
Vamos fazer uma mais adrenalina para fechar assim. A gente pensou num negócio mais, não vou dizer, não vou dizer que arriscado, porque é um ambiente controlado, mas que tem a ver com escolhas, mas são escolhas que têm um impacto mais perigoso, por assim dizer.
Então eu vou pegar na minha mochila, a maleta do mágico, ele e a maleta do mágico, a mochila do Garfield dele. Eu tô puto com a rosa branca.
Branca, caralho. Margarita. Se for rosa, não vai resolver.
Margarita, margarita.
Presta atenção lá, carioca.
Vou pensar, vou pensar. Deixar isso aqui. Muito bem. Vocês gostam de pescar? Eu acho legal.
É uma coisa que eu amo, mas é gostoso.
Acho gostoso. Mas já foram algumas vezes? Já fui. Tá. E vocês, quando vão pescar, vocês já ouviram falar? Já usaram isca artificial? Já usei. E vocês já viram como que é o anzol falar isso, que artificial a gente chama de garateia.
Isso é isso aí do agente, o cara se colocou.
É que eu sou, eu gosto de pescar também, né? É garateia, é assim, deixa eu fazer uma coisa aqui, que uma delas, vocês não podem saber qual é, tá? Mas uma delas ela representa um risco maior, porque é o seguinte, ó, a gente tem aqui uma garateia, tá? E a esta garateia a gente tem um barbante amarrado fixo, tá bom? E os outros eles estão aqui para servir de boi de piranha, a gente brinca, né? Então, ou seja, eles estão aqui só para que vocês tenham que fazer algumas escolhas.
Uma escolha só é uma escolha que vocês não podem fazer daqui a pouco, que vai ser o barbante que tá fixo na garateia. As demais, elas são escolhas seguras, elas são livres. E notem que tem cores aqui, ó, tem o verde, tem o azul, tem um rosa e tem esse que a gente vai dizer que é amarelo, tá bom? Tá bem? Uma delas tá fixa. Não, não define ainda qual vocês acham que é, tá bom? E a partir de agora eu não vou mais falar muito, até porque não vou poder.
Puta, meu cara engoliu o negócio, dá um problema na garganta.
Como é que vai funcionar isso daqui? Começar com você, Bola. Bola, você vai daqui a pouco dizer qual dessas 4 cores tá segura de verdade. Tipo, uma dessas, tem só uma presa, então 3 estão seguras. Você precisa arriscar um palpite. Pensa um pouco, você vai fazer a decisão na sua mente e depois você vai manifestar a decisão em forma de escolha dizendo uma das cores. Então a que tá segura de verdade, qual que é? Você acha para você, pensou, pensei, falou azul.
Azul tá segura, azul tá segura. Eu, agora você.
Beleza. Carioca, carioca, você vai errar, você a gente tá procurando a que tá segura de verdade. Você tem que— lembrando que geralmente as pessoas acham que o vermelho é uma coisa perigosa, então a gente colocou rosa porque para não misturar. Então rosa, amarelo, verde, fala uma que tá segura.
Magenta.
Tem uma que é uma das três.
É o rosa, é o rosa, né? O rosa, magenta, nojento, nojento.
Puxa, puta merda, mano.
Tá seguro? Beleza, graças a Deus.
Não vou puxar nada, hein.
Agora eu boto, sei que vai puxar, bola é você.
Qual que tá segura de verdade, bola?
A verde-limão ou amarela? Verde ou amarela? Faz uma decisão na sua mente e a gente vai lá.
Verde, amarelo, vermelho?
Não, eu vou na verde.
Você pode mudar de ideia até É hora de puxar. Puxa de uma vez, vai, bola! Puxe com força. Qual você vai?
Verde. Puta que pariu! 3, 2, 1.
Pera aí, pera aí, de novo, de novo. Pera aí, esse é amarelo. Saiu o papelzinho, peguei no papelzinho.
Aí, tá preso! Putas que pariu, bicho! Olha aí, mas eu me caguei na calça, velho. Top presente para mim também. Pô, cada um legal.
Tu já pescou no Pantanal? Já, já. É legal, né? Puta, demais! É muito gostoso. Caramba, que essa é pesada, hein? São brabo, velho. Então por que que você escolheu?
Por que que você foi na última escolha, você foi na amarela e não na verde?
Na verdade, sou palmeirense. A gente depender do palmeirense, brother.
Olha, como santista e corintiano a gente ficou na mão.
Putz, inclusive eu tenho um amigão meu, amigão que é corintiano roxo, e ele mandou, eu falei que vinha aqui, ele falou, não acredito que você vai lá, puta que pariu, não sei o quê. Pelo amor de Deus, fala para ele mandar um abraço. Chama Rica, ele tem uma foto sua de 2015 que ele fez uma selfie assim, não sei o quê, valeu, bolão.
Um abraço, irmão, obrigado, porque Mas não trouxe ele, pô. Ah, pois é, você vem junto, Rica.
Obrigado, um abraço para você, um abraço para você também de casa, pô. Muito prazer em conhecer vocês de fato. Os Mentalistas, então você já sabe, Shopping do Bem, Teatro Multiplan. Multiplan, sexta-feira às 8 horas, sempre às sextas-feiras às 8 da noite até o final do ano. Tem que lotar, muito legal.
Vocês podem ir, que coisa legal! Eu vou, velho.
Vocês podem ir no Teatro Multiplan. Temos o link aqui no episódio. Os Mentalistas tem desconto com cupom TICA. Cupom TICA, você tem desconto. E você entra aí no Instagram dos caras aí, ó, mostra lá. Olha lá, o Zacarias, bota lá. Isaque, ok, tá aí, ó, entrou ali, apareceu aí para você. Então, Os Mentalistas, você pode acompanhá-los nas redes sociais e também no Multiplan. Com cupom TICA você tem 30% de desconto. Sexta-feira, um programa legal para você ir com seus filhos, com sua família para assistir.
Vamos botar foto aí no teatro Morumbi, ali do Shopping Morumbi, tá bom? Boa, vamos nessa, Guandinho! Valeu, muito obrigado, um abraço, prazer conhecer vocês. Obrigado vocês de casa por mais um programa, obrigado pela sua audiência e até a próxima. Valeu!
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