EP 818 - PAUL CABANNES E OSVALDO BARROS
Paul Cabannes é humorista francês radicado no Brasil, conhecido pelo stand-up em português e por abordar as diferenças culturais entre França e Brasil. Com milhões de seguidores, conquistou o público com seu estilo espontâneo e histórias sobre a vida no país.Osvaldo Barros é humorista, ator e comediante de stand-up, conhecido nas redes sociais por transformar situações do cotidiano familiar em humor. Natural de Sorocaba (SP), ele acumula mais de 16 anos de carreira e milhões de seguidores na internet.
- Diferenças culturais entre franceses e brasileiros na comunicação e etiquetagarçons na França·sarcasmo francês·simpatia brasileira·elogios e falsidade
- A resiliência e o humor do povo brasileiro em contraste com outras culturasbrasileiro não desiste nunca·sabe viver e curtir a vida·humorista por natureza·adaptação e malemolência
- A tensão geopolítica e a ameaça de drones russos na EuropaPutin e a França·CIA alerta sobre drones explosivos·aliança OTAN e União Europeia
- Experiências de Paul Cabannes em comunidades e situações inusitadas no Brasilshow em comunidade do Rio·piada com facção errada·entrada em carro de traficante
- Debate sobre modelos econômicos e políticos: socialismo, livre mercado e regulamentaçãosocialismo e comunismo·liberdade e meritocracia·agências reguladoras·modelo norueguês
- A cultura chinesa e seu modelo de organização social e econômicasubserviência e condicionamento·foco em engenharia e inovação·disciplina e obediência·distribuição populacional
Salve, salve! Como é que vocês estão? Tudo bem, cambada? Tudo bem, carica? Comendo aquela pipoquinha para dar aquela adocicada na boca, né?
Sobremesa, né?
Sempre bom, né?
Almoçamos, almoçamos, comemos bem. Comemos, eu gosto de falar tudo errado.
Comemos bem. Aí foi ali, você é meio Zé do Cachão, né?
Como é que era o Zé do Cachão?
Nós vamos pegar você e as pessoas, e as pessoas vai perder os dedos.
Ele não tinha muito plural, Zé do Cachão, porque exatamente, praticamente, praticamente todas as vezes.
Obrigado, rapaziada, pela audiência. Tamo junto sempre, tá? Continue se inscrevendo no nosso canal. Agradecemos desde já. Obrigada, cambada!
Boletar?
Pois não, irmão.
É, inscreva-se no canal. Sim, curta, compartilhe, vai aí, dá aquele likezinho, papai do céu. Porra, vocês estão foda, porque a galera não assiste o vídeo e não dá o joinha. Poxa vida! Né, bola?
Dê o joinha, por favor, tá obrigado. Ajuda nós, cambada.
Já estão perguntando se o francês tomou banho. Os caras são filha da puta, né?
Posso falar? Posso falar? Literalmente, literalmente, há 30 segundos eu li uma notícia aqui de um jornal francês que o Putin quer mandar drones explodir uma cidade na França. E aí, mas bora lá fazer piada de croissant, Richard. Vamos lá.
Peraí, é sério isso?
Sim, sim, sim, sim.
Vocês estão lá, vocês estão na guerra lá? Por que que tem a ver?
A gente não tá, mas ele tá, pelo jeito, com a França. O Putin já entrou na guerra, parece. Até agora ele não tá na guerra com a França, ele não tá na guerra com nenhum país da União Europeia, né? Mas ele, segundo a notícia, o quê? É uma notícia fresca, por isso que talvez não chegou.
A CIA, a CIA, ele falou agora pouco para mim, antes de entrar no ar, ele falou assim, cara, vamos bombardear A CIA falou que vão bombardear. Eu falei, a CIA?
É a promoção.
Loja de roupa, pô. Não, não, não é se bombardeou não. A CIA, ela comunicou com a França que o Putin tá com intenções de mandar drones pra França, Itália e Espanha. Drones explosivos. Então essa é a notícia.
Mas a troco de quê?
Irmão, você vai ter que perguntar pra outra pessoa. Eu conto o que a CIA me passou.
A CIA alerta Itália, França e Espanha. Já tá aqui, ó. Tá vendo?
Se ela, bem no momento que eu consegui um trampo de comediante de boa, acabei de comprar um apartamento, vou ter que guerrear contra uns ursos, bicho, lá no jornal.
Relata um dossiê entregue.
Você vai se alistar lá? Você é obrigado aí ou não?
Vou me alistar no Exército de Manaus, vou pintar postes, vou tirar as placas de habitação.
Esse cara quer bombardear os cara porque devem estar fornecendo coisa para Ucrânia, deve ser isso. Material bélico.
É isso aí, deve ser isso aí.
Tipo assim, é uma retaliação, Ucrânia não acaba arma, aí os cara ficam só abastecendo, entendeu? Aí a França, Itália, Espanha estão fornecendo, aí o cara tá: aí, filha da puta, vou mandar em você, entendeu?
Aí os cara começa a mandar nele.
Ah, mas é isso, né? Pode ser isso.
É, eu suspeito, mas aí eu suspeito que o Trump e o Putin eles teriam uma aliança não dita para acabar com a União Europeia. Porque se você for pensar, é mais, é mais fácil fazer isso do que acabar com a Rússia, eu acredito. Mas isso aí a gente vai saber no futuro, a gente vai saber.
Mas vocês gostam da União Europeia, Calbani? Você acha que funciona?
Quem, eu?
A França, os franceses? Qual é o sentimento assim? Porque a Inglaterra pulou fora.
Eu acho que, eu acho que fracassou. Não, eu acho que é melhor até, porque se você não tiver Você não vai se defender contra esses impérios. Quem vai ser você contra a China, a Rússia e os Estados Unidos?
Você sozinho, né?
É sozinho, mano. Nós franceses, 3 guilhotinas e aliança, né? Então essa aliança ela é necessária.
A gente pode prestar um chavante para você, pô.
Mas não tem um OTAN lá? OTAN é um braço disso aí, né?
Mas a OTAN é verdade, você tá certo.
O Atlântico Norte lá, o acordo.
Mas aí tem que ver se os caras querem continuar.
Não é porque a OTAN é um acordo bélico e a União Europeia é um acordo comercial.
Também tem essa questão. Então isso é muito mais fácil. Igual você pode ir para Argentina gratuitamente sem tirar visto, é mais fácil. A gente pode ir para qualquer lugar. Mas o que eu ia te dizer é que a OTAN ela é uma aliança com os Estados Unidos. Até onde eles querem isso também. Então se acaba isso, se os Estados Unidos falam, cara, a gente não financia mais e não faz mais parte da OTAN, eu acho que a gente se fode bastante. É, mas qualquer aliança.
Sem os Estados Unidos não completa a aliança, fica faltando um pedaço da aliança.
Eu acho que um belo pedaço.
Na União Europeia tem dois países que tem a bomba nuclear, a França e o Reino Unido. Então pelo menos esse poder de persuasão eles têm.
É verdade.
Lembra o Chirac ficava testando?
Mitterrand, lembro.
O Mitterrand fazia isso, lembra?
De quê? Fazer o quê?
François Mitterrand testar bomba atômica no mar, lembra?
Sim, sim, lembra disso aí?
Ele fazia uns puta teste nuclear.
Mas quem não tem se ferra bastante, né? No mundo? Eu percebi que você tem que ter.
O Brasil não tem. O Brasil só tem a nossa brasilidade, a nossa malemolência, nosso sotaque. Nós temos Comando Vermelho, PCC, a gente tem um negócio aí, mano. Se mandar essa turma, irmão, aí eu queria que mandasse, que ele já, os cara rapidinho, velho, põe na linha de frente. Eu acho que todo, tiver uma guerra, o Brasil envolvido, manda toda a galera do PCC, Comando Vermelho, na frente.
Os cara vão de chinela, vão de infantaria e fuzil, regata e fuzil, e acaba com a turma.
E droga, porque ele joga droga no inimigo, o inimigo cheira, já fica louco.
Eu tenho umas histórias assim bem doidas, mas é, tem umas que eu posso contar, outras que não.
Então vai.
Mas você não quer falar alguma coisa só para sentir que você tá dentro do programa também?
A gente vai chegar lá.
Eu tava pensando aqui o quanto o Vitor Antim, Sorocaba, tá preocupado com a União Europeia, OTAN, né?
Mas tá demais, tá?
Nossa, então o prefeito Manga, ele tá super preocupado com ele.
Ele só tá preocupado com a Polícia Federal, de resto beleza.
Sorocaba tá mais voltado para a crise do elefante Sandro mesmo.
Manga só tá preocupado com a picape.
Foi embora agora, foi embora.
Eu vi que ele foi embora.
Manga só tá preocupado com a picape preta que tá levando a manga embora.
Mas Sorocaba é uma puta cidade, tá louco, velho.
Mas no Brasil assim, para vocês que são brasileiros, tipo, esses assuntos são muito longe, né? Tipo a guerra do Putin, essas coisas, né? Não, vocês se preocupam?
Não, para o brasileiro médio esquece, cara, não sabe nem quem é o—
Mas hoje em dia eu acho que a gente se preocupa por outras razões, não por causa de vir mandar drone para cá.
É, isso não vai acontecer.
Não é isso não.
Brasileiro médio quer saber de Bolsa Família.
Nosso negócio é preço do petróleo.
Achei que você fosse falar buceta. Você começou também. Também são os gringos que vêm para o Brasil em cima. Mas o brasileiro, minha mãe tá no Brasil agora.
Você consegue fazer esse desprazer para mim, meu morar aqui?
Que eu desconfio que não seja a mãe de verdade.
E é engraçado assim como é muito diferente, cara. E aí ela tenta, tipo, ela tenta entender como funciona e tudo. E minhas filhas, elas nasceram na França, mas elas cresceram no Brasil, então é muito diferente. Minha mãe quer levar elas para o ópera. Eu explico, ó, aqui minhas filhas, elas cresceram no Brasil, acho que elas não ligam muito para isso, mas é muito contraste isso.
É muito interessante. Leva sua mãe no baile funk, por favor, e filma para galera. Não faz isso, tua mãe no trapzão.
Não, eu quero também lucrar com a minha mãe, mas por enquanto eu percebi que o brasileiro que dá em cima da minha mãe, mas os caras é doido, é mesmo, é bonita, solteira, tal. Porque tipo, não basta vocês comerem a mãe dos outros brasileiros, tem que comer dos franceses também.
Não pode apresentar para o Brasil para ir da fome.
Mas isso aí às vezes não tá em cima, cara, tá? O quê? Às vezes não é que dá em cima, é o jeito de falar.
O Igor, não pode apresentar para o Igor Fina mesmo. Aí, Igor, eu gosto de milf, me chama, ele adora.
Mas fala aí, fala aí, fala aí.
Não, eu ia falar que não é o jeito de falar. Alguém ali fora chamou alguém de amor ali, ele já: é sua namorada? Sua esposa? Não, cara, no Brasil as pessoas chamam de amor assim.
Não, isso eu já sabia, mas tipo, você chamou a Júlia de amor, não foi?
E aí, de homem para mulher, isso eu não sabia que fazer essas paradas.
Por isso que eu falo meu queridão, fala meu queridão.
Não, mas para mulher, você para mulher fala meu amor, tudo bom, querida?
Mas eu falei meu amor, a minha namorada não gosta, mas eu falo, eu nem percebo.
Eu falei meu amor para sua mãe ontem.
Aí não, no sentido de eu conhecer sua mãe, eu falaria também, ô meu amor, tudo bom? Dá um abraço.
Ô meu amor, você pode se vestir?
Tem foto da mãe dele aí para a gente mostrar?
Mas de homem para mulher é estranho. Tem diferença de amor? Depende. Eu já chamei várias pessoas de meu amor, mas depois teve relação sexual, tá? E antes também. Agora, quer dizer, amor não, no caso, porque senão amor e sexo aí, duas coisas diferentes.
Eu acho, eu acho, Cabanha, que depende da musicalidade, entendeu?
Mas a musicalidade que você usou com a Júlia, que trabalha aqui, foi uma musicalidade sexual, velho. Cadê a Júlia? Você não achou?
Não. Tá querendo impetrar um assédio, caralho, no meu trabalho? Quer me foder, viado? Não, tô aqui de boa, né, mano? Fala aí, Juliana.
Pediu só um cafezinho, né?
Pô, meu amorzinho, cafezinho para papai, acabou.
Até o atendente de padaria fala: ô, meu querido, meu amor.
Mas eu sempre falo: desculpa, tá muito cedo.
O problema não é com você, é comigo. Francês é marrentão, que eu vou para França. Você vai quando? Janeiro.
Você nunca conheceu? Não, primeira vez.
Eu conheço também.
Sério?
Me dá uma dica boa para Paris aí.
Ah, não vá. Isso é a primeira dica. Não vá. Que bom.
Eu tô doido para não ir.
Puta dica boa, velho!
Não vá. Eu adoro.
Que legal, mano. Eu fico feliz que você vai. Legal, vai ser legal.
Faz muito tempo que eu ouço que francês é mal educado. Que porra é essa?
Mas é mesmo.
Metade é, metade é muito educado. Então é 80/80, é tipo o carioca, sabe? Metade do carioca eu adoro, outra metade você odeia com todas as forças. Eu odeio, eu acho grosseiro, sabe? Mas é, mas é, mas é, mas o parisiense é exatamente essa pegada, bicho, exatamente essa pegada. Mas vou te dar dicas boas. A primeira, se você for para lá, não vou zoar, vou falar a real, se você falar 3 frases e o resto você se esforçar, você falar inglês ou português, é melhor do que zero frase em francês.
Quais seriam?
É, seria, por exemplo, bonjour, Bonjour. E você pode falar, je ne parle pas français, que é eu não falo francês.
Je ne parle pas français.
É, porque o cara vê que você se esforçou para fazer um passo, entendeu? Em dia, je ne parle pas français.
Je ne parle pas français.
Je ne parle pas français.
Je ne parle pas français. Je ne parle pas français.
E aí você faz isso com esse sorriso.
Aí, desculpa, como é que eu posso falar desculpa? Pardon. Je ne parle pas français.
Pardon.
Isso, você faz isso com essa cara aí que você fez, cara, já vai te aceitar melhor.
Para caramba, demais! Não, de verdade, é uma dica muito boa. Então, se você fizer isso, o cara já vai te oferecer de passar para o inglês, para o português. Então já melhora muito. Uma outra dica é que às vezes é costume no Brasil— vou falar isso de maneira que todo mundo está de carreira, já ganha dinheiro, já pode ser cancelado. Então vou falar da maneira politicamente incorreta. Às vezes eu já vi certos brasileiros, não tô falando de vocês, já vi certos brasileiros que acham que o garçom é um escravo.
Se você fizer isso na França, eu recomendo ter um tato, sabe? Então, por exemplo, uma coisa que as pessoas não sabem na França é que o garçom, ele tem menos garçons na proporção. Então assim, muitas vezes ele te viu, mas ele não vai necessariamente vir no segundo que você sentou. Sabe? Então às vezes você espera tipo uns 3 minutinhos, ele não veio, aí você faz um sinal tipo s'il vous plaît, que é o por favor, s'il vous plaît, aí ele vem.
Se você fizer qualquer coisa assim, obviamente você não vai fazer isso, eu sei que você é um cara educado, mas tipo se você assobiar, fazer essas coisas, pegam mal.
Não é cachorro.
É, não é cachorro, a gente não consegue. Alguns merecem ser tratados como cachorro.
Porque eu falo, fala, GV, fala, mestre.
Ô, irmão.
Fala, irmão, é nós.
Chega aí.
Porque para vocês é amigável, eu entendo, eu gosto disso, eu gosto para caramba, de verdade.
É amigável, exatamente.
Mas eu acho que na cabeça do cara e eu já fui garçom, inclusive, já tem um outro, uma outra conotação. Ele vai achar que você tá desrespeitando. Não acho que tá certo, mas tô te explicando que eles vão reagir dessa maneira. Como ele se sente, como ele se sente. Entendo. Então tá aí os dois.
Que mais? Que mais Paris tem legal? Não quero ver a Mona Lisa, não quero ver Mavô.
É isso aí, melhor coisa que você vai fazer.
Não quero ver.
Não faça essas paradas.
Não, mas vão me levar.
Eu não quero. Você vai.
Não faça essas paradas. Não vai nem na Torre. É chato pra caramba, não faz nem sacada.
Ele vai na Torre e vai no Louvre, certeza. Você tem que ir, mano, não tem como. Primeira vez que você vai, irmão, não tem como você não ir.
Como não tem?
Não tem.
Não vou.
Não tem.
Ah, vamos no— não precisa.
Você quer ir aonde?
Mas qual a tua motivação pra ir naquela cidade? Só pra, tipo, atender?
Tô me levando.
É tua mulher?
Ele nem queria.
Mas você não tem? Família.
É, vou.
Você não tem vontade? Então me levando, você podendo no vulcão, você vai?
Calma que não é bem assim, porra. Eu não tinha vontade. Não, é eu que tô intrometido com rolê dos outros, então não posso reclamar.
Então faça o seu rolê, caralho.
Não, mas eu tô na, tô no contexto.
Dá dicas, porque ele foi, eu levei.
Eu não queria ir para África do Sul ano passado, esse ano. Ah, vamos para África do Sul.
Eu, Osasco, que é bom, né, Carioca? Agora Aí beleza, Paris, eu posso falar, África do Sul é ruim.
Fui nessa mesma esquema, me apaixonei pela África do Sul, me ferrei, entendeu?
Você pode se apaixonar por Paris.
Então deixa rolar, deixa, me leve, me conduzam. É isso.
Mas ele foi para Paris, eu levei o Osvaldo para Paris. Você tem dicas para falar?
Não, dica eu não tenho, mas o que eu achei engraçado lá, porque o povo falou assim, não, você vai ver lá, é tudo diferente do que falam aqui, não é, não é do jeito que— cheguei lá, todos os estereótipos que vocês têm sobre francês existe lá, eu juro para você.
Assim, para um turista, muitos ratos, muitos ratos.
As pessoas são realmente muito bonitas, nunca são bonitas, se vestem muito bem. Então, 6 horas da tarde, pessoal saindo do trampo de bike assim, parece foto de capa de revista assim, cara. Eu achei da hora mesmo. E todos eles fazem aquela cara que é por isso que a gente acha que o francês é metido, porque o francês tem umas caras que a gente não faz aqui. Aí sempre assim, ó, Pode ver, se você lembrar do Mbappé, Zidane, Platini, o Prost, eles estavam sempre com essa cara.
É o jeito deles, não é que eles são— Jacquin parece estar sempre bravo, mal-humorado. E aí ele falou, não, mas não são os estereótipos, nada a ver. Daí eu fiquei hospedado na casa do amigo dele chamado Pierre, que é coisa mais estereótipo. É amigo dele, a casa do amigo dele. Vi pessoas vestindo boina, aquelas blusinhas, como chama, aquelas camisetinhas de marinheiro, listrada, todo estereótipo. Tinha um cara tocando acordeão com gato no colo, exatamente nas ruas.
É, né? Falei, caralho, mano, dentro da casa, caralho!
Dentro da casa era o Pierre, amigo dele, tocando acordeão com gato. Não, mas é assim, todo estereótipo que a gente imagina assim do francês Eu ouvi que tem, cara.
A galera, não sei se é da galera, você curtiu ou não?
Curti, curti. Eu fiquei 3 dias lá só, mas eu curti. Fiquei pouquinho. Fomos lá na frente, tiramos uma foto, fizemos um videozinho lá.
Conta a história lá do cara, fala. Eu sei que vai parecer racista e tal, mas conta o que que aconteceu.
Ah, cara, porque assim, ele fala da França com autoridade, mas ele já tá muito tempo aqui e ele vai a cada 2, 3 anos que ele volta para lá. E aí, pô, quero uma cerveja dessa aí também, como que é?
Por favor, pega aí, ó.
E aí ele—
Meu amor, é— Não, você vai seguir, dá até uma olhada.
Pode chamar, não tem problema, com respeito.
Aí a gente tava na torre e veio um— primeiro veio um cara assim, veio um cara pedir pra gente tirar uma foto pra ele. E o Pôja não quis, ele tava entregando o celular dele pra gente tirar a foto e ele não quis. Falei, o que que é, pô?
Eu achava que era um golpe.
Eu falei, mas que golpe é esse? Que golpe é esse que a pessoa te dá o celular? Não tô entendendo isso. Até que veio outro cara e aí ele falou golpe. O cara acho que entendeu e o cara começou a bater boca com o Paul. E daí, obrigado. Daí o cara, o que o cara falava assim, aí você percebeu que não era golpe.
Eu me liguei. E coitado também, é tipo, ele achou que era racismo porque era um americano da Califórnia, um cara negro e tal. E aí eu fui grosseiro para Caralho, porque eu achava que era um golpe. Então assim, não ia ser educado com o cara, só que não tinha nada de golpe, velho.
Ele só queria um favor.
Aí quando eu pedi desculpa, ele começou a falar: too late, too late!
Tipo, tarde demais.
E aí eu falei: e aí, pô, era golpe? Não, acho que foi só racismo mesmo.
Então foi só uma trocação de opinião. Francês ignorante, tá vendo?
Não, é, não, aí sim, aí isso foi foda.
Então vou te dar uma dica carioca.
Pickpocket tem que tomar cuidado, tem. Mas isso é só em lugar bem turístico, Torre Eiffel, Louvre, metrô às vezes, tipo assim.
E aquela, eu tô vendo na internet muito uma turma que dá uma pulseirinha para você, fala que é presente.
Essa galera aí é igual, tem também, você nunca vai levar um golpe na Itália.
Tem que ficar esperto, sabe onde? Na estação de trem, de trem, não de metrô, é de trem que você vai para outras cidades na Itália, que aquela estação que você chega e fica esperando o trem chegar, encostar, e vai botando as malas. Aquele momento eu me liguei. Aí eu vi os cara rodeando. Aí o que que eu, como bom Rio de Janeiro, cidade maravilhosa, né, eu jogava para o cara no peito dele, fazer assim: ô, esse cara aqui! Aí o cara se assustava, falou assim: tão falando com você ali, ó. Aí ele: oi! Para não, eu não quis, eu tipo assim, muito confuso.
Alice, você expressa assim também na Jovem Pan ou as pessoas entendem?
Não é confuso, você vai entender. Você que é francês mesmo, retardado.
Ele chegou ontem no Brasil, ele não Funciona, tô entendendo perfeitamente.
Eu simplesmente mostrei para ele que ele tinha sido flagrado, mas de um jeito que eu não gritei para mandar prender.
Ah, tô ligado.
Para que todos ali não fossem vítimas dele, entende?
Isso é muito brasileiro, tipo, ele é bandido. Isso é muito brasileiro, mas é tipo, você é bandido, eu te peguei, mas não vou te foder. Mas não comigo, irmão, não com ninguém daqui, que você já foi flagrado.
Aí o cara ficava tentando me entender, eu vi que ele tava rodando com o grupo dele Aí falou assim, você, você tem o One Coke here for you. Aí ficava assim, aí o cara ficava confuso, mas do tipo assim, ele sacou que o ladrão ele não quer ser percebido, óbvio que não quer ficar escondido. Não, não fiz isso, só falei Coke, your Coke. Aí o cara ficou confuso, mas todo mundo olhando. Aí do tipo eu assim, ó, para galera, entendeu, cara?
Como você é um cara que é sorridente e que você tem essa coisa carioca, eu chuto que você vai ser bem recebido em Paris. E essa dica de falar coisinhas francesas, elas vão te ajudar bastante.
Ok, que mais?
Eu acho também que isso que você falou, eu também concordo 200%. Eu não iria, tipo, vá no Louvre, nessas coisinhas, a galera te levar, mas o barato lá mesmo eu acho que é sentar num café, num bistrô. Você pede um café, vai te custar 2 euros, e você vê A vida acontecer, as pessoas. Quando eu vou para o Rio de Janeiro, eu gosto de fazer isso. Quando eu vou para qualquer lugar do Brasil, eu gosto de fazer isso.
É ver se você sobreviver.
Aí que tá, esse é o rolê do Paulinho. Ele gosta de sentar no café e ficar olhando. Eu gosto de turistar, eu também gosto de andar. Eu lembro lá em Portugal, quando a gente foi para Portugal, ele fazia isso, ele ficava no café. Só que daí ele ficava bravo se tivesse calor, ele ficava bravo de ficar lá fora. E se tivesse frio, ele ficava bravo de ficar lá fora de ficar lá dentro também. Então é meio difícil o rolê dele. Eu lembro que ele chegou e ele falou assim para mim, não, quando você, seus filhos chegarem, quando seu filho, minha filha não tinha nascido, né, seu filho chegar, vá passear com ele de tuk-tuk. Legal, porque deve ser legal.
Deu uma dica.
É porque com tuk-tuk em meia hora você faz tudo e já volta para o hotel, entendeu? Esse é o negócio dele, já volta para ficar no café.
Mas eu tô com pôr assim, eu gosto de ver as experiências, sabores, o ar, atmosfera do lugar.
Comeu bem em O problema do lugar, mais ou menos, cara, é porque assim, o rolê que a gente foi, ele, ele, a gente foi para Portugal para fazer uns shows e ele tinha um compromisso na França, um compromisso familiar. E aí ele falou, ah, beleza, você vai ficar uns 3 dias lá. E aí eu fiquei meio sozinho esses dias, então eu fiquei meio no fast food mesmo, sabe, nas pizzas e tal. Não fui num restaurante legal porque eu tava bem avulsão assim nesses dias.
Mas tem umas pizza boas, negócio bom, tudo meia-bocaça.
Tem, tem. Os frios, né? Você vai comer frios, é muito diferente lá, né?
É porque é lugar frio, né?
Nossa, velho, mas outra parada é porque lugar turístico eu entendo, vocês vão querer visitar, lógico que eu faço parte, mas aqui não é uma experiência que é tão parisiense. Tipo, se você for no— olha o que ele descreve, mano, com todo respeito ao Oswaldo, ele foi comer pizza É, então, mas minha namorada morou lá, então ela conhece.
Acho que ela morou, então ela morou um tempo lá. Então ela gosta, ela adora, por isso que eu tô indo. É, então eu tô na mão dela e tá tudo certo. Sabe quando você vai, a pessoa já conhece, já sabe os bairros legais, já sabe.
Você vai mudar sua opinião sobre nós.
E o que que tem perto de Paris?
Eu nunca fui, eu nunca quis ir, vou te falar a verdade.
Eu também não tenho vontade de ver tudo.
Nunca fui. Eu também não.
O que que motivou vocês a me convidar aqui hoje exatamente?
Você é diferente, você já ficou meio brasileiro. Eu vou lá ver a Torre da Globo, eu vejo na Paulista.
Eu vou te dizer exatamente, Torre da Globo, eu vou te dizer.
Aí eu não quero ver a Monoi, eu fui a bola.
Mas aí você tá fazendo um negócio que é para qualquer lugar. Então você vai lá ver o Castelo da Cinderela, você adora.
Ah, mas diferente, porra, muito nossa iluminação, tem música, tem as montanhas-russas, criança, o cara tá Montanha, criança cagada, nego cinturão. Lá você para na frente de uma torre e fica assim, ó.
Não, mas é o que ele falou, bola, é atmosfera.
É atmosfera e cu é rolo, velho.
E a Disney não tem atmosfera?
Mas muito diferente, muita animação, gente querendo pra caralho.
Então fica igual a luta assim, ó, fica quieto.
Fica na frente de uma torre de metal assim, ó.
Você sabe que os franceses inclusive eles detestam A Disney, eu não podia ir na Disney. Mas tem, mas os franceses não vão, é tudo turista, cara. Porque minha mãe, por exemplo, ela acha que é tipo, pô, você não vai na Disney ver um rato se tem 200 anos, 2000 anos de história? Aí minhas filhas, elas querem ir para Disney, lógico, elas são adolescentes, sabe? Aí eu falo, não fala isso para minha mãe, não dá. Vai fumar maconha se você quiser, mas Disney não dá.
Porque minha mãe detesta, tem um preconceito do caramba. Os defeitos e as qualidades dos franceses são bem claros. O defeito é: somos sarcásticos. Isso é desagradável. Eu percebi no Brasil que tem sempre uma ironia, uma indireta. Eu adoro, eu adoro. Então aí talvez essa parte você vai curtir.
Eu adoro isso.
E a gente não se preocupa muito em ser amigável, receptivo, ser brother. É, não, isso também não tem. São os defeitos. E tem um certo, o francês é um pouco preconceituoso, que é tipo um pouco, um pouco está sendo amigável. Tipo, do jeito de se vestir, de falar, de essas paradas. A etiqueta, etiqueta, etiqueta é bem rígida.
Se você tá, entre aspas, mal vestido, o cara já olha feio.
Sempre quer saber quem é.
Você falou uma vez que é sem muita marca à vista, né?
Que aí você vai parecer uma emergente, dessas paradas.
Mas assim, mas isso é notório aqui também, tá?
Eu não acho que seja muito positivo.
Eu odeio quem usa roupa com aquela O que que ele disse?
Desse tamanho.
Porra, meu irmão, é telefone para caralho, tênis, a calça e a cinta. Aí, ô, balanceara gigante, aquelas paradas. A galera que vai assim na França se sente muito mal, muito julgado. Qualidade, eu acho que o francês é um povo que tem um profundo respeito pelo outro. Tipo, não tem essa pegada de vou ver como eu posso usar esse cara, sabe? Tipo, é mais assim, não, vamos fazer de maneira que seja bom para todos.
Preconceituoso, mas tem um respeito pelo outro.
Ficou meio Mas eu acho que não, mano. Eu acho que são duas coisas diferentes. Tipo, não, realmente faz sentido nenhum o que eu falei. Eu tava tentando justificar.
Se eu chegar num lugar, vamos supor, eu vou chegar num café ou num negócio de comer um sanduíche frio lá. Se o cara já se ligar que eu não sou francês, que ele vai perceber na hora, ele já me trata de outro jeito ou não?
Eu acho que é 80/20, cara. Mas em geral eu diria que não. Acho que tem um respeito assim, pode ter uma grosseria, mas é diferente. Pode ter grosseria, mas tem respeito. Você entende o que eu digo? Aqui para nós o respeito é mais assim, não é ser marrento. O francês ele é marrento, mas ele não acha que isso seja desrespeitoso. Para o brasileiro é muito desrespeitoso ser marrento, para o francês não. Você é marrento porque você é um cara, você tem postura, você é sério.
Agora, você é o suficiente, é isso. Eu odeio isso no Brasil. Pô, eu odeio.
O quê? Qual parte?
Essa coisa de você tem que demonstrar que você é uma pessoa simpática.
É muita humildade isso.
É uma exigência de que você seja uma pessoa, ai, eu sou benevolente, e nem é.
Mas tem que mostrar isso no Brasil?
Tem, tem.
Eu nunca mostrei.
Tem.
Eu sinto assim, aqui, aqui, sou benevolente, é uma pessoa muito legal, você extremamente simpático. Nossa, ele é um chato!
Não pode, é, você não pode falar isso. Então no Brasil você tá sempre simpático, tem que ser simpático.
Eu percebo isso em relação aos atletas, por exemplo. No Brasil, um atleta, ele tem que sempre, não, a gente vai lá, vai fazer o possível para vencer, não sei o quê lá. Aí você vê o Mbappé falando lá que ele tem que ser o melhor do mundo. Isso é cultural também, ou só?
Demais.
Então acho que é mais ou menos isso, porque ser marrento é aceitável.
Na França é aceito. Tipo, os atores da gente, eles são sempre pessoas marrentas. E se você for ver, as minas, elas acham atraente um cara marrento. Tipo, você chega, você tem postura, você fuma, você fala mal das pessoas, é marrento e tipo não te exclui.
E você fala mal das pessoas, ele praticamente descreveu a tia fofoqueira que a gente tem em qualquer lugar.
Não, mas no Brasil não. Ó o jeito de criticar Vocês são, vocês não, o brasileiro nunca é marrento. O brasileiro ele fala assim, ah, eu amo, eu adoro que o Bola se permite falar, né? Ele é muito livre. Na verdade eu tô te falando que você é muito mal educada, mas é uma maneira de falar sempre simpática.
Entendi.
Mas eu gosto disso no Brasil, eu acho que é legal.
É falso, Cabanes.
Não tem falsidade também, mas só falso tem educação e falsidade. Vocês têm os dois, a gente não tem nenhum dos dois.
Ai, como você tá linda! A mulher tá parecendo um palhaço na boca.
Mas você não manda que coisa linda?
Oi, tudo bom? Nossa, tudo bom? Oi, lindo! Nossa, você tá bonita hoje!
Você, eu não falo nada. Como você tá linda para te aparecer num palhaço, eu não falo nada.
Não, mas esse elogio é uma outra coisa.
Como é que você tá? Tudo bem? Bom te ver, tal. Acabou.
Bom te ver, você já mentiu. Bom não tá sendo.
A pessoa pode ser legal, entendeu? A pessoa pode ser legal. Se a pessoa é feio, não é outra história.
Nem tanto.
Se a pessoa é agradável, é bom te ver. Agora, se ela parece um palhaço, não vai como ser linda.
Sabe aquelas maquiagens extravagantes, aquela roupa?
Aí não dá, aí não dá. Eu não falo, tá linda, tá bonitona, hein? Não, não, não, é você.
Mas você tá bem, rapaz, tá bem.
Eu nunca falo isso, tá bem.
Você tava falando do tráfico e tal. Eu tenho uma história muito doida. Eu tava esperando, na verdade, eu contar ela no palco algum dia para ser mais exclusivo, mas agora eu vou contar. Eu fiz um show numa comunidade do Rio, né, Barra Favela.
Como chama?
Não, eu não posso falar, tá? Eu não, realmente não posso falar. Eu fiz benevolente, igual você falou, porque um brother meu que tem um brother que morava lá e ele explicou, porra, na realidade, né, a maior parte dos caras é trabalhador e tal, e eles iam apreciar muito um show lá. Fiz, eu quis, e para mim era interessante também conhecer, porque tipo, ah, eu nunca entrei numa comunidade. Aí eu fui lá, tal, nada. E daí a primeira coisa que, bom, obviamente eu tinha que entrar com autorização, né, do pessoal, lógico.
E daí eu vi lá, eu entrei e tal, os detalhes vai sendo o palco, mas tipo, resumindo a história, algum momento tirar uma foto de algo que não podia, já veio um cara me dar uma chamada brutal e tal. Aí a gente começou, a gente ia começar o show, é, meu brother veio, falou para mim assim, você tirou foto de um dos caras e tal. Eu falei, não, é, mas já paguei. Ele falou, ah, tá, mas toma cuidado também. Aí eu comecei a estressar. Entretanto, um cara tinha falado, você tem que fazer piada com os caras que mandam aqui.
Eu falei, mas você é louco, velho, como que eu vou fazer piada sobre os donos do imóvel?
Eu posso tirar?
Só que ele falou, não, tô te falando, os caras vão apreciar, eles têm senso de humor assim, os caras que mandam aqui. Falei, não, você tá louco, ele quer me foder. Eu pensei isso. Aí o show começa, era num bar, recepção muito legal, a galera tava muito grata que eu tenha ido sem cobrar cachê, obviamente, tal, funcionava bem.
Em troca de maconha, fala a verdade, vai.
Não foi, não foi um tijolo pago com tijolo. Eu não sou chegado a pagar nada lá que tem dinheiro, pô. Eu sou um consumidor de crack, maconha não é minha parada não. Aí eu começo o show, beleza, o show não tava emplacando. Funcionando, não tava funcionando muito bem. Era num bar, não tinha palco, não tinha uma luz, o microfone não era dos melhores. Então eu sentia que não tava conectando. Nesse caso, o que a gente faz? Você sabe, né?
Você vai no improviso ou você faz alguma coisa que conecta a galera. Aí eu falei, bom, então vou fazer a piada que eles falaram. Aí eu vou zoar o pessoal daqui. É, não, o pessoal, o pessoal que manda, o pessoal que manda. Aí eu fiz a piada. Eu não lembro qual piada eu fiz genuinamente, mas eu sei que o erro é o nome da facção. Aí eu vi 50 pessoas fechando a cara. E aí eu falei, eu acho que eu falei alguma coisa errada. Aí um dos caras falou, mano, essa facção é do outro lado.
Puta merda!
E aí, cara, eu terminei, realmente teve um mal-estar grande. E é legal essa. Aí eu fui embora e tal, agradeci. E é legal essa história porque todo mundo sempre me pergunta qual o limite do humor. E hoje em dia eu posso responder, eu não sei, mas eu sei que eu já estive lá.
Teve no limite pra caralho.
Existe limite no humor.
Você mandou contra eles, pô.
É, não, é foda, né, essa história é foda. Eu vou achar um desfecho melhor pro palco porque eu senti que podia ter melhorado um pouco da história.
Você mandou mal pra caralho, puta merda, bicho.
Você é bem louco, velho. É, eu fui bem louco. Só esse tipo de gringo que vem e tem problema e não sabe por quê, sabe?
Teve o dia do cara que você entrou no carro errado também, né?
Aonde?
Aqui? Não, não, no Rio também.
Ele entrou no carro errado achando que ia entrar no Uber.
É, e aí eu entrei num carro que tipo assim, como que você entrou no carro? Eu tava na Zona Sul, eu tava num lugar muito chique, aí eu peço um carro, aí chega um carro que era exatamente o modelo, eu acho que era um Honda Civic cinza. Falou, não vou olhar a placa também, porra, é um Honda Civic. No momento que tinha que chegar o carro, eu entro. Aí silêncio, o motorista fala: vidro. Aí ele não ligou o motor, sabe? Falou: pô, ele deve estar sugerindo que eu abaixe o vidro.
Falou: podemos abaixar, mas tá de boa, ar-condicionado tá bom. Fica mais um silêncio, aí ele me entrega um pacote. Aí demorou um minuto a entender, às vezes é um presente do cara, que vidro eu lembro que era, significa metanfetamina. É a maneira que eles chamam isso. Aí eu me ligo, eu devolvo o pacote da maneira como se eu tivesse com um explosivo, um drone russo, tá ligado? Não, obrigado, eu acho que talvez eu tenha eventualmente errado o carro, possivelmente, mas boa sorte, sucesso com tudo que estiver fazendo, sabe?
Tipo, com medo de morrer. Aí eu saio, eu entro, chega um outro Honda Civic na hora. Isso foi em Ipanema, uma história real assim. Eu entro e aí eu falo, cara, eu acabei de ter uma história muito doida, velho. Eu acho que eu entrei no carro de um traficante. Aí o cara fala, cara, por isso que veio um cara que entrou no meu carro agora há pouco e perguntou sobre vidro. Falei, acho que teve um equívoco assim. Dá um estresse. Não, mas não sou louco, porra.
Eu acho que eu já contei essa história É que uma vez, quando eu tinha uma namorada, isso aí eu tinha 18 anos, 17, sei lá, e eu ficava no ponto de ônibus de madrugada, cara. E aí, puta, eu saía a pé da casa dela, ficava no ônibus. Pô, imagine São Gonçalo no ônibus para ir embora, né? Faz, ah, por amar, vai. Você tá sendo muito francês escroa. Por amar é por amor, é sempre pelo sentimento.
Eu respeito o amor, mas busão em São Gonçalo às 2 da manhã, meu amigo, era meia-noite, vai.
Era meia-noite. E cara, para mim, se eu perdesse aquele ônibus, às vezes eu esperava 40 minutos no ponto de ônibus sozinho. Você tá louco, mas a gente acostuma, bola. O cérebro humano é o que você pode, é o que dá. Então 40 minutos tem que esperar, não é não?
Mas você é de São Gonçalo? Você nasceu lá?
Não, eu só nasci, é, nasci lá, eu sou de Niterói, mas eu me considero uma até gonçalense. Então me considero. Então assim, aí eu tô lá na porra do ponto de ônibus esperando, esperando. Aí fica ligado no movimento, né, que é tudo carioca, ele é muito ligado. Eu percebi, pode perceber, tudo carioca ele dá sempre o 360, um 180, tá sempre assim, tá sempre igual radar assim, ele tá no lugar, ele tá sempre.
Tem o 38 também, é bastante número, com certeza.
Aí beleza, aí que passou um carro, cara, passou um carro. Eu fiz assim, puta, meu vizinho lá da minha rua, tá ligado? Eu ainda espero. E o caralho, aquele cara, porque porra, mal tinha um Apollo na época, né?
Pô, puta carro, era um puta carro, Apollo, puta carro, puta.
Mas eu fui certo achando que era o Apollo do vizinho, né?
E já gritando e o caralho, já. Ô, tá bem, eu paro.
Tá que me dei bem, meu vizinho lá é ele. Não vou pegar o busão, manequim, que eu entrei, meu irmão, fechei a porta, o cara andou. Quando eu olhei, eu falei, não era o cara. Aí eu travei. Aí o cara, que surpresa maravilhosa!
A gente achando que havia um traficante.
Aí, mano, eu juro, fiquei assim, ó, não consegui me mexer, velho. Vamos para Charitas tomar uma cerveja? Não, essa história, claro que não. Aí eu, porra, uma carona, o ônibusão tá demorando, pô, eu moro ali em Neves ali, irmão, pô. Ai, você não quer ir mesmo? Não, pô, que legal. Fui puxando um papo para descontrair, eu falei, caralho, mano, preciso sair dessa situação aqui. Aí ele me deixou até lá embaixo, andei até minha casa, mais 15 minutos, mas Porra, entrei no carregamento, cara. Que pisco, meu irmão!
Não sei, é muito boa essa história.
Não dei abertura, mas eu entrei cego.
Você leva ela muito bem porque parece que ele vai nos levar para um lugar de perigo, e aí você quer contar.
Então, mas onde eu moro já era um perigo, então tudo é um perigo, né? Mas é horrível a sensação horrorosa assim que eu fiquei de medo, né, cara? De— e eu era menino ainda, né? Tinha, sei lá, 18 anos, menino, né?
Você nasceu onde, Bora?
São Paulo capital.
Você é de São Paulo?
Sempre fui.
Você conheceu São Gonçalo ou não?
Sim, eu fiz show lá.
Conseguiu?
Não é essa parte que é engraçada, mas é tipo, a piada tá muito ácida hoje, tem que parar.
Tem que ficar ácido, é assim que a gente gosta, pô.
Nunca vão me convidar de novo. Não, fiz show, mano, fiz show em São Gonçalo, fiz show em Duque de Caxias, fiz show em Nova Iguaçu. E fiz show aonde tem que fazer show, sabe?
É legal, né, cara? O povo é muito—
não, não, mas realmente assim, o povo é diferente, uma galera muito legal. E o povo não quer sair de lá, inclusive, sabia? Eu sei, eu pergunto para os caras, esse cara quer voltar?
Não, mas ele tá falando, é verdade, não quer sair de lá, não quer sair.
São Gonçalo, que é uma baixada e tem um shopping, isso é um oásis ali, né, no meio daquela coisa. Não, esse aí eu fui sozinho uma vez, cara. Uma doida me contratou e eu mais doido de aceitar. Eu fiz vários eventos em escolas, vários shows em escolas. E eu lembro que a gente entrava numas ruelas assim, cheio de carro abandonado. Uma coisa que eu achei engraçado, lá tinha uns muros escritos assim: reservado para pichador profissional.
Tinha bastante disso. E aí o muro ficava limpinho. Os cara: não, sou profissional. Aliás, reservado para pichador amador, né? Daí o cara: sou profissional.
Isso é engraçado, mano.
E aí a gente— e do nada tinha uma portinhola assim, você entrava, era uma baita de uma escola assim de educação infantil. E aí eu fazia os eventos para os pais, eu lembro, para as mães, para os pais, Dia dos Pais, Dia das Mães. Mas é uma, é muito louco porque é uma cidade assim cheia de, pelo menos o que eu me lembro assim, ruelas, parques e diversões abandonados, carros abandonados e um shopping, um baita shopping no meio. Foi mais ou menos isso, né?
Ali é o Gradim, ali é Porto da Pedra. É porque ali, cara, era área de manguezal e o Brizola pegou O que que nasceu aquilo ali? O Brizola, quando ele foi governador, São Gonçalo tinha seus lugares e eram lugares até legais assim, tipo Moca, sabe? Assim, era uma cidade mais industrial, era, não era mais bem mais tranquilo. Quando o Brizola chegou, ele tinha muito terreno do estado, ele começou a dar terreno, dá, chega aí, cara, a galera tinha aquela época do êxodo também por causa da seca do Nordeste.
Teve muito êxodo. Então, porra, os cara saiu do Rio para ir morar lá, que tá dando terreno, cara. E dando, não é que ele montou uma infraestrutura, tipo, a pessoa não tinha o que fazer, ocupa aí, meu, a terra é final, se vira, monta essa porra aí, foda-se. Dava material, não dava nada. Então a galera foi ocupando, ocupando, ocupando, ocupando, ocupando, ocupando, entendeu? Foi a moda do caralho aí, entendeu? Aí virou um lugar, vai, vamos dizer que São Gonçalo tinha 300 mil habitantes, hoje tem 1 milhão.
Ah, tem 1 milhão de pessoas em São Gonçalo?
1 milhão de pessoas.
Caramba, é gente, hein?
É 1 milhão. E foi assim, a loja do tamanho é lá.
Sim, e meu show vendeu 27 ingressos, mano.
Caralho, que fracasso!
Não, mas a casa cabia 30, foi bom, pô.
Caralho, mas lotou, esgotou. Não, fiz show lá num teatro, eu não lembro o nome, mas é legal.
É o da prefeitura lá que É o do rodo, é isso aí, é do rodo.
Pô, é bizarro, cara.
Já fiz o Brasil inteiro, só falta Teresina, o Acre e Cuiabá, que a gente vai agora. Que legal, a gente tá fazendo junto. É isso, a gente tá fazendo junto esse ano.
Sim, é legal.
E aí também falta— você conheceu todos os estados do Brasil?
Não.
Ah, tá. Você criou que você conheceu todos?
O cara conhece mais que eu.
Eu fiz show só em um que eu não fiz até hoje. Só um lugar, um estado e uma capital que eu não fiz show: Tocantins, Palmas.
Aí eu fiz, eu já fiz lá.
O resto eu fiz todos, todos.
Você nunca foi para Palmas?
Nunca fui e nunca fiz show. Só falta um, é o único lugar. O resto eu fiz todos, todas as capitais, todas. Aracaju.
Você fez Amapá?
Fiz Macapá, Macapá, fiz Boa Vista. Fiz Acre, Rio Branco, fiz Porto Velho.
Eu fiz um mapa do Brasil que foi muito roubado inclusive pela internet, porque eu esqueci, eu bobei, eu não coloquei o meu arroba, sabe? Aí do tempo que demora para fazer amizades no Brasil, dependendo da região, cada lugar, como que é assim, São Paulo eu colocaria 30 minutos, capital 45, Rio de Janeiro 10 minutos, sul Um dia. Curitiba, 3 anos. Aí o Centro-Oeste, eu queria também um churrasco, menos em Campo Grande, que em Campo Grande é 2 gerações, mas aí vai durar 10 gerações.
Campo Grande é uma exceção, é a Curitiba do Centro-Oeste, mas aí também dura para sempre. Então também tem francês. Aí o Nordeste, o Nordeste, 30 segundos. Menos Vitória da Conquista, que é a Suíça brasileira, só que é a Suíça que tipo não vai nas festas do Vorcaro, é outra Suíça. Aí tem, aí lá é 10 minutos e o norte eu creio que era 5. O norte tá entre o Nordeste e o Centro-Oeste, eu diria, de rapidez de amizade.
Brasília é uma festinha do Vorcaro rapidinho.
Brasília é uma festa do Vorcaro. E é legal essas coisas de cultura e tal, eu acho super interessante. Aí na França é Na França é tipo 3 anos, mas dura para sempre. É isso, é, demora, mas é, mas é para sempre. No Rio de Janeiro eu não sei se é uma amizade que é sincera, porque é muito rápido também fazer amigo no Rio, mas ela é sincera ou ela não é?
Não é que ela é sincera, ela é fluida, entende? Quando eu tô andando, amizade ela pode ser a coisa mais maravilhosa e dura 2 dias e vai ser para sempre.
Então Entende?
Ela não precisa ser necessária, a presença, como São Paulo cobra. Por exemplo, conhecer um cara num dia, por exemplo, você conheceu Toninho, Toninho do Boteco, pô, vocês criaram um vínculo legal, pô, o cara é muito legal, pô, vamos ali, você passa um dia foda, depois você nunca mais vê o cara e ele é muito legal como se fosse seu amigo de 10 anos, e ao mesmo tempo ele parece que nunca mais vai aparecer.
Mas qual a leitura disso então? É teu amigo de verdade?
É o momento. É um momento, é um momento. O agora é o que vale. Viver a vida é o agora. Agora, construir não é o que eu acredito, tá? Tô aqui sendo um puta, é o que eu sinto.
Mas isso é interessante da projeção no tempo também, que quando eu pergunto para os comediantes brasileiros como ele se vê daqui 5 anos, ninguém consegue me falar, porque eu acho que o brasileiro vive muito no momento. Se eu perguntar para os franceses, eles têm um plano de carreira há 30 anos. Eu acho que isso para o francês gera muita ansiedade também.
Então não é qualquer área de trabalho, qualquer área de trabalho.
Então gera uma, o francês é muito ansioso, mas ele muito planejado. Se não der certo, ele não sabe como sair do planejado, ele não tem gambiarra, ele não tem jeitinho. E o brasileiro é o contrário, ele pode lidar com qualquer coisa. Brasileiro, se o plano A não der certo, ele vai para o plano B, vai para o plano C, para o D. Se não der certo, ele pega uma grana com a tia.
Se não der certo, ele se vira.
Se vira. Eu admiro isso, são muitas resiliências.
O francês é meio mal-humorado, essa área do humor lá é grande, é grande, mas é restrita.
Não, é grande, mas é um humor muito sarcástico. Tipo, você chega no palco, você é sarcástico, você não sorri, você não é carismático, e os temas são diferentes. Aqui tem muito, muito tema ligado a sexo, a sexo, mais que lá. De fato tem muitos, tem mais ligado à pobreza, porque é uma coisa que bastante comediantes viveram. Quem faz esse humor lá são os imigrantes, que de fato nasceram na pobreza em geral. E tem piadas na França que são impossíveis de se fazer, que eu sinto que a liberdade, o limite do humor aqui é um pouquinho mais restrito por conta dos temas.
Eu tava vendo hoje mesmo no carro um cara que fez a piada seguinte, eu até mostrei para o Oswaldo. Ele é um cara lá, lá, essa piada eu vou traduzir, mas essa piada pegaria muito mal aqui, eu acho. Ele fala, ele é um cara branco, eu adoro, eu acho, ele é um cara branco chama Alexi Tramouni, eu não conheço ele pessoalmente. Ele chega ali e fala, parece que os judeus só podem, só os judeus podem falar em nome dos judeus e só os negros podem falar em nome dos negros, então vou aqui falar em nome dos racistas.
E tipo, isso obviamente uma ironia, porque ele não é racista, eu sei que ele não é racista, mas é percebido como uma ironia que funciona na França. Se você fizer a mesma coisa aqui, eu acho que não funciona, pega mal.
É um tipo de piada que o povo faz e ele falou que na França é comum, é zoar que tá pegando a mulher do cara.
E isso aqui pega mal, é, pega mal também.
E lá não pega mal, você conhece o cara, a gente brinca disso.
Sei lá, quem faz? É, por exemplo, ele chegou, ele brincou agora há pouco com o carioca: da sua mulher eu gosto. Aqui não é muito usual essa piada assim, é muito pouco assim.
Você não mexe com a mulher dos outros, entendeu?
É mais fácil você zoar a mãe do que zoar a mulher.
Mas aí é porque você tá cometendo tá cometendo um crime capital, né? E o Brasil, ele é muito católico.
Eu nunca tinha pensado por esse lado.
Claro, não cobiçai a mulher do próximo. Isso é um dos 7 mandamentos, porra. Isso aí fere para caralho o brasileiro.
Quais são os 7 pecados? Cobiçar a mulher do outro, cobiça, roubar, não matar, comprar CD do Master.
Os 10 mandamentos. Sindicatos? Não, não, mandamentos.
Não cobiçar muito, viajar. Quais são os 10 mandamentos?
Não matar, não roubar, amar a Deus sobre todas as coisas, não desejar a mulher do próximo, e amar ao próximo como se fosse seu filho. Não cobiçar as coisas alheias.
Não peguei tua mulher, mas já desejei.
Pô, não cobiçar as coisas alheias.
Começar as coisas ali, porque aí inveja, mulher do cara também, honrar pai e mãe. Por isso que você fala assim, não fala da minha mãe, essa porra no Brasil dá merda. Exatamente, porque tá nos 10 Mandamentos, faz sentido, entendeu?
Que mais?
Não furtar. Porra, tem que falar isso no Brasil, né?
Esse mandamento tinha sido esquecido faz tempo.
Não levantar falso testemunho também foi esquecido. Também não tomar seu santo nome em vão. Não tornar seu santo nome em vão.
Então aqui pega muito mal essa coisa de zoar a mulher e amar e tal.
Guardar domingos e festas de guarda.
É isso, vocês fazem muito.
Não fazer putaria de domingo nem data.
É domingo de dar uma segurada, você vai para igreja rezar. Não pecar contra a castidade.
Aí, ó, que seria isso?
Não comer virgem, entendeu? Não pode, castidade é sagrada. Só pode perder a castidade quando você casar, é por amor, entendeu?
Mas isso eu acho que tem a ver com os 10 Mandamentos.
Eu acho que sim, mas eu acho que também tem a ver com a história recente, porque a França ela teve colônias, mas a escravidão aconteceu nas colônias. Nunca teve escravidão, é, nunca teve Ah, não sabia, que loucura! Então teve na Guiana, teve na Martinique, teve na África, que foram colônias, mas no território nunca teve. Então essa questão do racismo, ela existe, claro, mas ela não é tão forte, ela não é tão, inclusive, não, ela não é tão enraizada.
Então essas piadas que eu te falei, igual o cara que fala isso, ela pega. E o contrário existe, tem um humorista negro que apresentou na França a cerimônia do César, é o Oscar francês. Primeira piada dele: oi, brancos! Porque obviamente nessa cerimônia só tem branco na plateia, e isso também no Brasil pegaria mal. Então, num sentido como no outro, eu sinto que tem mais essa margem.
Mas aí só por causa desses partidos de esquerda, porque senão a galera não ia ligar. Se você tiver num lugar mais São Gonçalo e pode tirar sarro, pode, pode ser nesse sentido, pode. Mas aí tá entre uma elite, uma galera mais alterna. Ai, que delícia! A galera do Amigui, fudeu!
Mas aí tem uma outra coisa que a direita não ia deixar aqui: piada com Jesus, religião. Sim, e lá na França também pega, fazem também, também fazem.
É mesmo?
Porque o Charles Hebdo lá, ó, Charles Hebdo, sim, porra, tu não viu?
Quem é o Charles Hebdo?
Jornal que falou do Maomé, os cara meteram bala nos cara, cara. Lógico, mexeu com os maluco lá, os cara não conversam.
É, não, esses cara não conversa não, não convém.
E lá tem um monte, né?
Mas são detestados na França, cara, detestado. Os muçulmanos integristas fundamentalistas são detestados na França e tem que ser, porra. O Islã normal moderado é respeitável, sim, lógico. O extremista que não é, porra.
Eu acho que eles têm um plano de ocupação, sabia, que tá sendo feito lentamente. Eu acho, produzem filho para caralho, coisa que o mundo ocidental não produz.
Mas isso é só vontade de transar, não tem nada. Eu não sei se o cara lá tá, tá lá, irmão. Amiga, a gente precisa te comer porque na França daqui a 30 anos precisa ter mais da gente.
Nós vamos dominar lá.
Eu acho que é porque o cara segue o livro. Se o cara segue o livro, o livro tá, o plano.
Mas o livro diz que tem várias, como é que se diz?
Eu trabalhei com imigrante.
Entende a parada? É interpretações, ocupação, né, velho? É cultura e ocupação. Pode ver cultura, eles não abrem mão, e ocupação. É isso.
Eu trabalhei com imigrante e descendente de imigrante, fui durante 3 anos em Paris educador Então eu trabalhei diretamente com esses caras, tá? O que eu senti, tem uma parte que é extrema e uma parte que tá nem aí. É tipo igual os evangélicos, tem uma parte que vai jogar coquetel Molotov, que deve ser 0,0001%, e os outros são de boa. Eu senti isso, eu sentia isso. Tinha uns moderados e uns extremistas. Agora o desafio é não deixar os extremistas passar o número de moderados. Entendeu? Mas os moderados eu não sinto esse plano de ação.
Mas eu vejo que eles, não sei, é uma percepção que ocupar, entendeu? E eles são fundamentalistas no sentido não se diferenciam, é, eles tentam. Mas isso é uma coisa de várias etimologias, de várias vertentes, né? O judaísmo tem isso também, tipo judeu casar com judeu, eles têm uma resistência Isso é de cultura, né, velho? Então acho que é uma coisa assim a longo prazo, sabe? Eu acho que filho para caralho, vamos, vamos ter, vamos fazer pessoas e espalhar por aí.
Eu acho que tá na hora da nossa doutrina, eu acho que tá na hora da gente se pegar pelas mãos, promover amizade entre brancos, judeus, cristãos, negros, muçulmanos, para ir foder os chineses, que são realmente uns filhos da puta. Eu falo, eu sou hondo, eu admiro o modelo chinês. Não tudo, mas eu admiro uma parte do modelo.
É o modelo chinês, é o que eu, assim, eu tive o privilégio de ir na China e adorei. Então adorei a China. Você já foi na China?
Não, mas eu quero ir. É muito legal passear.
O que eu achei legal da cultura chinesa, que é completamente diferente da nossa, é subserviência ao modelo deles.
Isso aí.
Mas é porque eles não foram educados. Eu percebi que eles foram igual a doutrinados. Não, não, eles foram condicionados, entende? Igual o cachorro, ele vai sempre fazer a mesma coisa. Se você mandar 10 vezes jogar o pau, voltar, você não educou o cachorro, não, você condicionou. Então o chinês, ele é meio condicionado. Então assim, eles são preparados desde criança, moldados, e fala assim: você vai ser isso aqui, esse é o seu lugar.
E não tem discussão, o cara é aquilo e vai ser aquilo até a morte. O cara, o cara vê, eles percebem logo a habilidade do cara, e criança já, já vai para lá. Então isso é uma organização, não tem essa liberdade ocidental.
Inclusive, será que precisa?
Então não, porque, cara, somos burros, porra. Eu vejo na internet, eu falo, eu sou moderadamente burro, tem gente que é mais burro que eu ainda. A gente não tem que ter o direito de muita coisa, sabe? Tipo, eu queria sair na China, foda-se, eu queria morrer se eu falar mal do governo, porque a gente é burro, porra. Se você, o ser humano não é inteligente, eu tô falando para mim, eu tô me incluindo. Eu prefiro esse modelo, tá ligado?
Inclusive, para você morar em outra cidade lá. Isso é muito legal, isso é legal. Mas aqui, se você jogar, a galera vai pegar mal. Se você jogar essa ideia, né? Mas é porque a ideia de se distribuir melhor ali no território, né? Aqui a gente tem— eu lembro quando você falou de Palmas, eu lembro quando eu fui lá uma vez, e na época, já faz muitos anos, uns 10 anos, eu lembro que é uma cidade projetada para 2 milhões de pessoas e tinha 200 mil pessoas.
Enquanto aqui em São Paulo tá todo mundo apertado, 104 milhões. É, então Então por que não ter uma distribuição mesmo, né?
E outra coisa, lá tu rouba, a qualquer nível tu vai morrer. Sim, a qualquer nível, empresário.
E esse deslocamento para você, vamos supor, eu moro em Sorocaba, eu quero ir lá morar agora em Palmas, não é assim, eu vou lá e moro. Você tem que ir lá, eu falei Palmas, mas vamos pegar um exemplo mais, quero morar no Rio de Janeiro, que é uma cidade grande, aí eu vou lá, eu tenho que ficar um tempo, eu tenho que ter uma autorização, tem um monte de, tem várias burocracias para você conseguir. É igual como se fosse mudar, ir para outro país. Tem várias burocracias até você poder morar lá de fato.
Posso estar falando merda, mas mais ou menos é. Mas vamos lá, um país com 1 bilhão de pessoas, eles têm uma regra de não desordenar as cidades. Eles estão se, como é que eu posso dizer, se organizando. Então se implementar isso aqui no Brasil, seria do caralho. Eu acho é que vão pegar mal. Aí você acha xenofobia, não sei o quê. Não, o cara vem lá da casa do cacete, vai vir para cá. Para que que você tá vindo, irmão? É porque aí vai vir, vai criar, cria o quê?
Qual é o problema do Brasil? A pobreza extrema e as periferias, trabalho. Não é porque não se organizou política e geograficamente. Vamos distribuir as empresas. Pô, São Paulo tem muita indústria. Ou indústria tem que ser um plano central, né?
Quantas pessoas cabem aí, né?
É, vamos aqui pegar, tá vindo gente da onde? Que, ah, tá vindo muito, muitas pessoas de Rondônia. Vou dar um exemplo, tá, gente? Não é. Então vamos fazer um negócio, foi o que fizeram em Manaus, né, a Zona Franca, para justamente ver se desenvolve aquela região que o Brasil era inóspita. Então assim, o chinês precisa de licença, a empresa tem que ficar um ano sem a família. Depois de 2 anos, porra, a empresa, o cara realmente bom, já tem lugar para morar?
Tem. Então pode trazer a família de outra região. Ah, mas a gente quer ir também.
Não, calma que nós vamos levar a empresa aí, nós vamos, como é que se diz, e por outro lado, se eles quiserem se deslocar, sei lá, o cara quer, se eu não me engano, eu vi um, você consegue fazer, por exemplo, a distância daqui de São Paulo até Salvador em 3 horas, se eu não me engano. Então se você quiser passar um dia em Salvador, aqui seria possível, você vai lá, passa um dia e volta, entendeu? Por outro lado, tem essa liberdade de deslocamento.
Sabe que a China, eu já percebi que é o único assunto no Brasil que une esquerda e direita. Porque, por exemplo, Richard Rasmussen, e provavelmente, né, vocês, pelo que eu entendo, vocês são mais uma galera da direita e vocês admiram a China. Mas o cara que vota no Lula também admira a China por outros motivos. Talvez vocês adiram. Então eu acho que ali o ponto de convergência, e é por isso que eu sempre te falo, no fundo você coloca dois caras que pensam diferente, você coloca para trocar ideia uma hora, eles têm ideias mais parecidas do que a gente acha.
Falta para a gente um bom ditador. Não, brincadeira.
Não, mas o Brasil, veja, veja, veja, o Brasil ele quer O Brasil, brasileiro, o brasileiro, acho que como todo povo que é o messiânico, tá?
É que é o messiânico assim.
O brasileiro bota a ficha num cara só. Seria porque nós fomos colonizados pelos portugueses e era o imperador?
Não é assim que funciona.
Mas o Brasil nasceu com imperador, porra.
Um cara só não vai resolver bosta.
Não, não, mas não é isso. Um comando central. O brasileiro, ele pode ver, ele volta para presidente, ele esquece do resto. Exato, é isso aí. Então quer dizer, é uma ilusão, né, achar que um homem não é um homem, é um sistema que faz a coisa acontecer.
O problema é que eu vejo assim, é que, desculpa, depois a gente volta na comédia e tal, mas é que eu sinto que na América do Sul em geral tem um poder forte, mas são as corporações, né. Eu vejo que quem manda é a Nestlé, sei lá, JBS, essas coisas. Então como são corporações, eu acho que o objetivo não é o o bem-estar de todos, vai ser os acionistas, porra, faz parte, são empresas. E aí nesse sentido eu não sinto que tenha igual tem, por exemplo, na China, um partido que tá acima de tudo.
Mas aí também é complicado porque não tem liberdade, é um preço. Você quer organização, tá, você vai ter uma organização extrema, mas você não tem liberdade. Exatamente, tem que escolher um ou outro, é uma renúncia, então você tem que optar. E a China, pelo modelo cultural e educacional, o cara é extremamente condicionado.
Sim, sim.
Por que que a China hoje tá com tecnologia de ponta, um monte de coisa de inovação? Por que que eles focaram em vamos formar engenheiro para caralho? Nós temos aqui o X, só BioID. Sabe quantos? A BioID ela não fabrica carro, carro é um, é uma coisa para cacete. É igual a Hyundai, como faz Faz a placa solar, faz ônibus, trator, máquina, faz um monte de coisa. Entendi. 110 mil engenheiros contratados, só engenheiros. Então assim, imagina, 110 mil, isso não deve ter no Brasil, só para uma empresa pensando o tempo inteiro em fazer cada vez melhor, sabe assim?
Então é um povo dedicado, é como é que se diz, a cultura deles é de disciplina, de obediência. Então o cara vai lá e faz o que tem que ser feito.
Do tchauzinho lá que você falou, que ficava na fila?
Sim, eu testei, eu fiz um teste, teste, é como é que se diz, in loco. Eu percebi que eu passava pela menina e toda vez que eu passava ela fazia assim, eu fazia assim, ela fazia assim e ela parava, voltava a um estado. Aí eu passava, eu, ela, e voltava. Aí eu cheguei para os cara, falei, ó, vou passar 15 vezes, vamos ver se ela vai fazer o mesmo movimento, ela volta igual cachorro que você faz, dá patinha patinha, volta, dá um petisco, dá patinha.
Tem um condicionamento, é um condicionamento.
E ela ficou parada no mesmo lugar, passei 15 vezes.
Ela era do comércio?
Não era do evento, e ela tava ali para dar tchauzinho. E ela não parecia um boneco, ela ficava lá.
Não é, tem essa parada. Mas um dia eu vou na China e vou— BYD, se você tiver aí, convidar o povo, vamos patrocinar. Agora uma parada que eles não têm é tipo senso de muito assim essa leveza, né? Eu, o Paulo Chinês, que eu trabalho no Três Continentes, ele me fala disso, que aqui é mais de boa. Cara, só no Brasil, eu tenho certeza.
Essa leveza acho que é só nossa.
Quer dizer, eu não acho que seja só no Brasil, mas eu ganho mais seguidor falando que é só no Brasil. Eu acho que na América do Sul em geral é meio assim. Talvez vocês são ainda mais. Por exemplo, cara, eu simplesmente adoro, velho. Não é para puxar saco, a gente já— eu posso descer a lenha no Brasil se você quiser, mas Eu adoro sentar num lugar, numa lanchonete. Aí o cara, o atendente vem direto, vai na brincadeira direto, tipo assim: e aí, hoje vai ou sem açúcar, pô?
Aí na hora eu falo, tipo, sei lá, é que nem homem, né? Aí o cara: pô, mas francês é homem. E aí vai uma— eu nem conheço o cara, porra, tipo. E é muito legal, pô, é bom demais. Aí daqui a pouco eu vou embora, tem uma vizinha aqui fala comigo. Aí eu falo, pô, tá elegante a senhora. Ela fala, é, sou solteira, né, preciso. O povo brasileiro é humorista, vocês são humoristas, cara. É engraçado, é impressionante isso.
Quando a gente começa a namorar, tipo, eu tô com a minha mulher há 4 anos, já acostumou, mas tá comigo no comecinho. Aí o cara passa, porra, Bola, e aí, como é que você tá, que beleza e tal. Você conhece? Fala, não, não conheço, você nunca vi na vida.
Ele é exatamente.
Aí vem outro, porra, Bola, caralho, e abraço. Abraça e beija.
Minha mãe, ela é assim, que ela tá aqui.
Você conhece?
Não conheço, né? Minha mãe, ela conhece todo mundo, meu. Minha mãe, ela vê porque as pessoas na rua com uma certa frequência tiram foto comigo. Enfim, aí ela é conhecida. Não, sim, você é conhecido. Não, a galera me para na rua para caramba, e parte disso é dos 3 continentes. E aí é engraçado porque a galera não é tipo, pô, senhor, pô, por gentileza. Não é tipo na França. Gostaria muito de falar que sou fã. Não. E aí, alemão? Pô, legal para caralho.
E aquele chinês tem pau pequeno? Aí eu vou brincando, tira uma foto, e ela acha que eu sou amigo dos caras. Minha mãe acha que sou amigo dos caras. Aí ela fala, você tem muitos amigos, né?
É bem assim mesmo.
Não, é que você é popular também, né? Que nem ele, a galera, você não é um transeunte.
A turma adora ele. Eu tô andando com ele, fala bola, fala Ceará.
Não, mas é isso aí, o Brasil é um mais fácil. E brasileiro adora gringo. Exatamente. Brasileiro é apaixonado por gringo.
Facilita para nós também.
Eles amam. Ele vê que é gringo, ele já quer agradar, né?
Não, vocês têm uma, uma coisa diferente.
Ontem aqui, achou?
Isso aí não existe aqui.
Eu tava na Jovem Pan, faz muito tempo isso aí. O filho do presidente do Carrefour vinha, o presidente do Carrefour veio para cá, e o Tutinha falou: leva o filho dele sair, moleque, não ficar em casa e tal, leva ele. A gente não levou esse moleque nas baladas, rodízio de carro. É o francês. Rodrigo, esse moleque, o dia que ele ia embora, ele chorava.
É lógico.
Que foi, cara? Eu não quero ir embora. É, não, é muito filho do presidente do Carrefour, né, que é um Zé Ruela. Sim, ele chorava. Eu falei, mano, você tá chorando por quê? Você tá voltando para França, deve ter comido muita mulher aí. Pode ser também, mas pô, quer dizer, é o que você falou, brasileiro tem essa—
não, é gostoso, é diferente. O Brasil é um país pobre, um país com muitas dificuldades de infraestrutura, sabe?
É um país, não é um país de primeiro mundo, mas não é de terceiro também. Vocês são a classe média, porque, por exemplo, vamos para São Gonçalo, sei lá, vamos para os lugares que você vai dizer, é que é muito de fato. Mas, por exemplo, os caras de Angola, no Batiste, ele vem aqui, para ele é Hollywood, é muito diferente. Eu fui para Angola, né? Eu percebi que de fato, com todo respeito a Angola, o Brasil ele tá já, ele obviamente tá num outro nível. Inclusive é um dos únicos países que não vai quebrar muito, né?
Mas é engraçado, eu Eu vou contar uma coisa. Uma vez eu conversava com angolano e eu tenho um livro, né, que ensina a fazer comédia stand-up e tal. E ele pediu esse livro, Como Fazer Stand-up Comedy, tem no link da minha bio lá. E aí eu mandei esse livro para ele, daí ele falou, só me fala quando que você vai mandar porque eu preciso ir lá buscar. Como assim lá buscar? Não chega na sua casa? Eu não entendi assim, porque ele falou que não tem numeração nas casas.
Só que daí eu compartilhei isso isso, cara, o que teve de brasileiro comentando, falando, cara, não, mas em casa é assim também, eu tenho que buscar não sei onde. Aí eu vi a bolha, né? Então a gente tem também essas, depende muito dos lugares mesmo, depende muito dos lugares.
Não dá para comparar o Brasil com Angola, né?
Sim, sim.
Não, mas já teve guerra 20 anos, era guerra civil, tudo. Nunca fui para La Paz. Aí, bom, chegar você já não respira, para onde conversa, por conta da poluição, altitude, 3.600 metros.
E aí, bicho, você chega, eu a gente indo para o hotel e tal, as casas são todas no tijolo, elas não tem, como é que chama, reboco, não tem reboco. E o caralho, velho! Aí perguntei para o motorista, meu, por que que as casas aqui não tem, não tem o reboco, não pinta? Ele falou, porque assim a casa, eles, eles alegam para prefeitura, para o governo, que a casa não tá terminada, porque se o cara termina a casa ele tem que pagar imposto.
Ah, entendi.
Então ele faz a casa É que ele não reboca, não pinta, não faz nada.
Ó, que política inteligente! O importante era falar assim: quem tiver com a casa rebocada aqui não vai pagar. Então, mas lá é o contrário, é burrice, né?
Então as casas são todas no tijolo aparente, não tem uma casa pintadinha.
Que merda!
Você fala: que lugar esquisito, feio, caralho! Fala feio, esquisito.
Você fala: pô, é lá inferno, não é lá paz, caralho?
Esquisito, pô. É porque se o cara terminar e começa a pagar imposto. Então ninguém termina as casas para não pagar imposto.
Ouro Preto tinha isso também.
Ah é? Não sabia.
Ouro Preto, uma época que tava detonado, sabe, falando anos 80. Falei, mas por que que o pessoal aqui não? Não, porque aqui a casa é sua, é, não é bem sua, você mora, é patrimônio. É, se você reforma, o governo até reforma, mas você perde a posse.
Entendi.
Então fica meio um limbo jurídico.
Você contou uma história que na França tem um esquema de de você comprar a casa de alguém que ainda tá em vida? Como é que é isso?
Chama viagê, é uma modalidade que você pode comprar mais barato a casa de alguém que tá em vida. Então, por exemplo, vamos supor, você tem 85 anos, eu falo, tua casa vale 1 milhão, posso te dar 500 mil mais uma renda de 3 mil por mês enquanto você tá vivo, mas também quando você morrer ela é minha. E aí, obviamente, isso tem um conflito de interesse, porque no fundo vai ser meu interesse que você morresse mais rápido. Só que aí você faz, você morreu um mês.
É uma aposta, é uma praga, é uma aposta, você tá apostando. Acho que esse cara vai morrer rápido.
Tigrinho, a gente faz isso, não vai durar 6 meses. Sabe o tigrinho? Para nós é o maninho, que a gente chama. Então aí eu fiz isso com uma, eu comprei uma casa recente assim de uma mulher, e aí a mulher tava zoando, ela tava falando, ah, mas eu tô em boa saúde, você vai demorar muito tempo, né? Né? Falei, não, eu sei, lógico, você vai viver mais 20 anos e é isso que eu quero. Aí a mulher falou, eu acho que é 30. Falei, vamos fechar em 25, pode ser? Aí topou. E aí falei, não, obrigado.
Deu um dinheiro e paga por mês.
É isso, para minha mãe, né, no caso.
Aí ela tava tipo assim, tua mãe tá morando lá, amor? Só que você só ocupa a casa na hora que a tia for para o saco.
Era mais uma piada assim, né?
Ele tentou fazer uma piada mesmo para caramba.
Eu preferia fazer show em São Gonçalo Mas eu achei que era sério isso aí, velho.
É mentira? Não, a lei é real.
Ah, entendi.
Mas é que eu dei, é brincadeira. Mas a lei existe, é porque no fundo é uma aposta, é uma aposta assim.
No fundo é uma aposta, né? Você aposta, acho que vai morrer logo, então vale a pena investir.
É a bet dos caras.
É bet familiar.
Bet house.
Porque ele falou tigrinha.
É o tigrinho das empresas.
Mas posso falar? É uma boa iniciativa. Eu admiro muito os europeus, eu não sei como é que tá essa situação hoje, mas é um, é obviamente é o continente antigo, né, o velho mundo, mas que tem um negócio bacana que é essa coisa da herança hereditária, né. Aqui no Brasil tá todo mundo de pé descalço, ninguém herda porra nenhuma de ninguém.
Não, porque você procurar, não tem.
Não, mas a partir de, por exemplo, você sabe qual é a faixa etária da população mais rica do Brasil? 70 anos, 60 anos, é onde estão o dinheiro, tá na galera com 60 anos. Aí o brasileiro tinha uma mentalidade assim, ah, eu vou gastar a porra toda porque deixar dinheiro para quê? E na verdade é o contrário, né? O legal, pô, se você bota filho no mundo, é a perpetuação da sua espécie.
Mas de novo, vai a coisa que eu tava te falando da projeção no tempo. Tipo, o brasileiro é um povo que é muito no presente, então ele curte para caramba também. Vocês são um povo que sabe curtir a vida, que a turma fala que cachorro não tem gaveta. Isso aí. É, aí o francês ele é exageradamente no futuro, a gente vive pouco no presente, é grande, a gaveta é muito grande. Então assim, vocês têm essa coisa também do sabe viver, é um conceito interessante, sabe viver.
Tipo, ah, esse sabe viver, em geral ele tá descrevendo um cara que tá tirando o vorcário. É, exatamente. Mas tem muito essa coisa do Brasil, tem que viver, tem que tipo aproveitar o máximo enquanto tá solto.
Caralho, velho!
E você, o brasileiro tem um FOMO, um FOMO de tipo, pô, não vivi suficiente, não aproveitei. Tem uma sede de viver, eu percebo isso. Ele tem uma sede de curtir, curtir, aproveitar cada um, celebrar, curtir.
Isso é verdade, mano.
Tem mais garra também, né? Tipo, vocês também tem essa coisa de vocês não se abalam facilmente, tem essa coisa brasileiro não desiste nunca.
Eu desisto Eu trabalhava de, eu trabalhava, quando eu trabalhava CLT, eu lembrei duas coisas. Uma é quando chegava sexta-feira, o caminho do escritório até o estacionamento que eu pegava a minha moto, eu já ia pensando, ia salivando com a cerveja que eu ia tomar no final de semana. E a outra coisa que eu lembrei é que daí quando eu trabalhava, eu já era estagiário na época, na verdade, mas eu trabalhava comissionado, vendia anúncio de jornal, tá?
E assim, eu não tinha horário para entrar e sair, né? Eu tinha que chegar lá, vender os anúncios e tal. Né? Era bom dar uma passada no escritório, vender melhor para você, cara. Eu lembro o dia que eu vendi um anúncio grande lá, sei lá, 4 páginas o mês inteiro, uma coisa assim. Eu sabia que eu ia vender, o cara já tinha falado: vem amanhã que amanhã eu fecho com você. Eu fui lá tipo 7 horas da manhã, passei no jornal, dei o alô lá, fui para o cliente umas 8, fechei o contrato, trouxe o contrato, fui para casa, fiquei de pijama o dia inteiro com esse pensamento: ah, mereço, hoje eu mereço, hoje eu não preciso trabalhar mais, vendi bem. E assim, quando eu poderia estar ali vendendo mais durante dia, né, cara?
Vou fazer, eu vou fazer meu merchan. A partir do ano que vem eu vou estar num show solo que vai ser sobre como que o brasileiro ele lida com a vida e ele, ele é resiliente, porque vocês são muito mais resilientes que a gente. Eu tenho um casal de amigo, o meu brother ali é francês e ele casou com uma brasileira. Aí recentemente eles descobriram um rombo de 2 milhões na empresa dele, foram enganados pelo contador. Tipo, tomar cuidado com isso, tipo, na hora de pagar os impostos o contador tava pegando dinheiro e não pagando imposto.
Exatamente.
Então assim, tem que fazer uma auditoria do teu contador sempre. Mas fica a dica para você. Eles foram enganados. E meu amigo, ele queria quase se matar, porque para ele era tipo, porra. E a mulher dele, ela viveu muita coisa na vida dela. Então ela falou assim, cara, isso é fichinha, a gente vai resolver e ficar na paz. Quando eu vi esse exemplo, eu percebi que a melhor qualidade de vocês não é o pão de queijo, sol e fazer brincadeira.
A melhor qualidade do brasileiro brasileiro é que vocês são resilientes para caralho. O brasileiro não se abala, ele lida com as dificuldades. Inclusive até a taxa de— desculpa falar disso, mas de se matar, ela é muito baixa no Brasil. O cara não vai desistir. E eu vou fazer um show sobre isso, eu vou explicar de onde vem. Aí acho que tem as festas, o jeitinho, a garra.
Ano que vem.
Mas aproveitando, eu acho que a mistura é só ver.
Só terminar, eu acho que, por exemplo, ó, a garra. Vocês estão é uma cultura de de, ó, os livros de você, você vai na farmácia, na livraria, é tudo assunto, o arte de ligar o foda-se, seja foda, enfoder-se, vai se foder, quero que você se foda. É tudo uma coisa meio de motivação assim. O brasileiro gosta de tipo reação, buscar, é malhar às 6 da manhã. Vocês são cariocas, vocês são doidos, mano. Acorda às 4 da manhã, vai malhar, vai treinar, vai comer uma sei lá, vai na praia, o mar tá em 6 graus, tá quentinho, irmão. É verdade mesmo, são guerreiros.
Aproveitando, tem um show, eu não sou brasileiro então, o show que tá rolando, Paul e Osvaldo, né? A gente tem agendinha aí, dia 9 de outubro agora em Praia Grande, dia 31 de outubro em Cuiabá. Depois de novembro a gente vai para o sul, em Canoas, Novo Hamburgo, São Leopoldo, e interior de São Paulo em dezembro, Jundiaí, Sorocaba e Mogi das Cruzes. Quem quiser mais informações, pauliosvaldo.com.
Eu faço stand-up, ele faz stand-up, e a gente tem uns quadros no final que são quadros de interação e tudo mais.
É a Casa França Brasil, lembra disso?
Casa França Brasil durante a Copa do Mundo, né?
Era mistura da França com Brasil.
Vai ter em Sorocaba.
Isso, Sorocaba, dia 4.
Que legal, é uma turnê curta.
Sorocaba é uma puta cidade legal, né, velho?
Cara, eu gosto de lá, cara. Eu gosto porque Assim, eu preciso estar sempre em São Paulo por conta de trabalho, show, de evento, mas é perto. Exatamente.
Ah, puta cidade legal Sorocaba, muito amigo lá.
Mas ainda tem aquele arzinho do interior.
É, exatamente, uma cidade muito bacana.
A gente pôr a máfia, a gente tá falando de tráfico, ela tá pegando na França também, viu?
É mesmo?
É, ela fica localizado no sul da França, mas os gringos, não, é francês, tipo Aí ela fica no sul, na Marselha. E me relembra uma história também, já que eu contei duas, que eu fui garçom no sul da França. Eu fui garçom na Riviera Francesa e eu lembro que tinha bastante uma festa chique para caralho. É chique para caralho.
Não foi aqui na Praia Grande, foi na Riviera Francesa.
Não, Praia Grande eu faço show, mas é legal.
Eu vou, eu vou para a PG direto.
Para PG?
Meu sogro tem apartamento lá em Praia Grande, tá muito legal a PG, cara. Ele tem na Praia do Forte ali. Ah, sim, muito legal, cara, muito bacana.
E daí eu lembro que tinha mafiosos lá que eu servia, porque dava para ver pela estética.
Dava mesmo? É, eles têm, já se ligava.
Sim, eles têm óculos, é aquela estética de mafioso italiano, mais ou menos. É cordão de ouro, é óculos de sol peculiar, é um jeito de falar. E daí eu servia esses caras, e eu lembro que uma vez tem uma história que me marcou muito. O mafioso, ele sabe falar com você na França pelo tom de voz. Aí uma vez eu servi ketchup para o cara em vez de maionese, aí ele falou comigo assim: ô menino, vamos fazer o combinado? Quando eu te peço maionese, você não me serve ketchup, você me serve maionese. E aí só pelo tom eu senti todo o peso.
Você sabia que ele já tava colocando um passo de colocar ele na lista, né?
Na listinha, o dedo no gatilho, ele tava já.
Ele só precisava assim: quero te falar uma coisa, botar a arma na mesa.
É ketchup, não é molho mostarda, seu filho da puta.
É mais ou menos, mas é pelo tom, sem xingamentos, sem nada, só o tom de voz e a formalidade. Ele tava passando o carisma assim. Eu comecei a reparar nessas coisas, eu sou apaixonado.
Ele tá impondo o poder dele, ele mostra, demonstra o poder, né? Porque o bandido, ele tem um poder até ser cercado pela polícia. Aí muda, aí muda. Quando ele, né, quando ele é cercado pela polícia, a polícia pega, ele vira um fofinho, ele fica todo fofo.
Os presidentes, eu senti também que quando eu encontrei o Macron, né, várias vezes, eu percebi que ele tem uma maneira de te comunicar sem palavras através do aperto de mão. Por exemplo, eu acho que o Trump, ele vira a tua mão e ele aperta muito forte, é uma demonstração de poder. O Macron faz uma outra coisa, ele te aperta a mão e enquanto ele tá segurando tua mão, ele te demonstra a atenção que ele tá te dando. Então você tá aqui Beleza, beleza, beleza, beleza, beleza.
Soltou é uma maneira de ele já vira, então é uma maneira de te demonstrar que já foi.
A tua hora já foi.
É interessante, tem uma coisa do perfume também, ele usa muito perfume. Isso é uma tradição que vem do Rei Luís XIV, que usava muito perfume, e não era para disfarçar o banho não, era para mostrar impacto, mostrar impacto, presença, presença.
Tomar banho. Você é um cara ligado em perfume, pô?
Sou ligado em perfume, eu gosto bastante. Eu entendo porra nenhuma, mas eu gosto de perfume, eu gosto de perfume, é, eu gosto dessas paradas. Eu não cozinho, né? Então eu sei o que que é perder.
Mas você fala que aqui a gente não gosta do cheiro do corpo, né? É bem visto, digamos assim, né?
Você não gosta do cheiro do corpo?
Vocês detestam cheiro de corpo? Repara, você vai Eu tive uma fase de solteirismo no Brasil, tá? Então eu tive uma fase que eu saí com determinado número de mulheres, e aí elas nunca tinham nada de cheiro corporal. Mas não tô te falando de feder, tô te falando de tipo um cheiro no pescoço característico. Eu não sabia o cheiro da pessoa. E isso eu entendi que no Brasil é um crime ter qualquer cheiro corporal. Vocês não gostam de cheiro, inclusive vocês também têm nomes para cheiros, de tão importante esse sentido ali para vocês.
Vocês têm CC, Chulé, Asa, Suvaqueira, e cada cheiro é diferente. Então vocês têm essa pegada muito forte.
Vocês não é uma mistura de tudo, como não toma banho fica todo um só, né? Uma maçaroca, mendigo, cheiro de mendigo.
Por que que o francês pegou essa fama de não tomar banho?
Porque no passado não tomava mesmo, não tomava mesmo.
Aí o povo, ele é um cara que mantém muito as tradições do passado, conservador.
Mas também o chuveiro de vocês não ajuda, mano. Tem os chuveiros, quando eu mudei para Maringá, tinha os elétricos que algum brasileiro viu a água, eletricidade, ele falou vamos fazer um chuveiro disso aí, mano. Aí tinha esse chuveiro que você tem que, parece cofre, né? Aí você tem que escolher. Minha mãe, ela ainda, esse chuveiro assim, ela não entende porque não tem água quente. Eu falo, ou você vai ter muita água, muito vazão, ou você vai ter água quente.
Então explico para minha mãe, você vai ter que achar o ponto certo, o clitóris do chuveiro. Depois que você acertar, isso mesmo, clitóris do chuveiro. Aí na França, a gente, os reis não tomavam banho porque tinham medo da água. A água passava bastante doença na França porque as ruas eram muito estreitas, isso proliferava muitos germes. A galera não tomava banho, e durante um tempo tomar banho era visto como algo muito suspeito.
Entendi.
Essa tradição se perpetuou. A gente toma muito mais banho, mas menos que vocês. Os adolescentes de vocês aproveitam até do banho para se masturbar. Eu também gosto de me masturbar.
É o famoso banheta.
É, eu também gosto de me masturbar, mas não ao ponto de tomar banho.
Quando namorava a Bianca, lembra? Quando namorava a Bianca, sim. Sim, sim. E ela foi fazer cordon bleu na França, o curso de lá na escola, e ficou lá, falou, bicho, um dia me ligou, a gente conversando, falou, meu, os russos também não tomam banho. Ela tomava 2 banhos por dia, os cara ficava horrorizado com ela, horrorizado. Como são?
Imagina mexer em comida e não tomar banho, não faz sentido. Tipo, é um cheiro de comida, cara.
A cada 4 dias tomava um banho.
É verdade.
Se o cozinheiro, velho, tomava de manhã e à noite, mas para os caras não entendiam como que tomar 2 banhos por dia.
Não, é, não entendi.
No Brasil é normal.
Uma coisa que o Brasil tem agora, tá numa moda, e sim, a mulherada, o caralho, é hidratação. É muito creme, mas é bom isso para pele. Não, mas muito creme, creme, creme e body splash, creme, creme.
Vocês se hidratam tanto? Vocês trabalham numa borracharia? Vocês moram no Ceará?
Vocês é muita gente, eu não me hidrato também.
Não, mas a sua mulher com certeza só no rosto.
Porra, a Gabi é só no rosto.
Meu Deus, vocês têm, vocês se cuidam bastante no rosto.
Eu passo no corpo à noite, passo no rosto.
Eu vou te falar que eu fico com canela de pedrinha, minha mão fica bem, é a minha também, mas eu esqueço.
Sabe que eu tô usando na mão que tem funcionado muito? Tem problema na mão por causa de cimento, né? O cimento acabou com a minha mão.
Você trabalhou com cimento?
Sim, quando eu era criança menor. É, e aí eu passo vaselina, cara, melhor coisa, caralho.
Na mão também, na mão também, para dormir eu pego um pouquinho, faz assim na mão também, cara.
A melhor, no cu também. A melhor coisa que eu aprendi, o melhor hidratante para mão assim, aquele Vazenol, aquela parada, antes de dormir você passa e quando acorda bem pouquinho assim.
A gente tentou trazer a piada com muita sutileza aqui, o cara não no cu também. É lógico.
Não, é vaselina, bola, para hidratar a mão ressecada.
No rosto para não ficar irritado, para não— e o cara me falou, o Vinicão da farmácia, não tome banho, tomar banho mais quente.
Ai, queima!
Ele falou, não tome banho quente, tome banho morno.
É porque o quente queima perto, né?
O lance aqui de ficar manchado, fica vermelho.
Me dava umas uns vermelhos e descascava. Eu, que porra é essa, cara?
É água quente.
Aí ele falou, bicho, não toma banho quente, meu sabonete, e passa hidratante. Não deu pouco, eu fiz isso, nunca mais tive nada.
Eu ultimamente eu tenho, eu virei um cara, eu passo no rosto de dermatologista. Acho que foi a Aline que fez isso comigo.
Tomar banho com shampoo de hotel, cara, o cabelo fica, usava o shampoozinho do hotel, fica pálido. Eu falei, não, agora Eu falo, tem que levar o shampoozinho.
Eu hoje eu passo sérum antes de dormir, eu tenho meu sabonete facial. Os franceses que são tchola, eles falam sabonete facial bom para caramba, ele é tipo um ácido, tá ligado? Essa noite, por exemplo, eu passei ácido para dormir, tá ligado ou não?
Tô ligado.
É um creme, você passa um pouquinho de ácido. Isso aí, tá adiantando porque não tá, porque tá muito ruim. Minha pele acho que melhorou, né?
Tá bonito, pô, tá melhorou.
Mas é a minha Aline que me educou, falou, cara, você precisa— é, me educou. Eu passo Balmy hoje de manhã, passei Balmy para vir para cá.
Falou bem, mas como eu não sei também, uma vez que eu fiz uma lista das coisas que são tchola no Brasil, basicamente tudo é tchola no Brasil. Você lembra dessa lista que eu fiz?
Sim.
Então assim, é basicamente confirmar ou não, vai, você vai confirmar Ó, pedir vinho, já em geral é tchola. Pedir um drink com qualquer flor, tchola. Ok, gosta flor, gato no copo, gostar de gato, usar protetor solar, dirigir um Kwid, tchola. Passar hidratante, isso vocês vão falar que sim, ele vai falar que não. Usar cachecol, tchola. Ser francês, Tiolíssimo, muito tiolíssimo. Ir no show de stand-up de um francês, como seria? Porque tem gente que me assiste aí, é tiola não praticante.
Pode ser, tá bom.
Secar o cabelo com que secador?
Tiola.
Porra, acertei de tudo, é tiola. Gostar de velas aromáticas?
Puta, tiola no último grau, aí fica difícil.
Última, então, fazer pilates.
Tchola, faz bem, mas é tchola.
Você não tá se pronunciando, é que ele faz tudo, ele faz tudo.
Porque eu acho isso, eu acho que o brasileiro ele não quer ver o outro bem, aí ele cria essas coisas.
Que mais? É que ele tá se, ele tá se, mas é verdade, cara.
Se você joga beach tênis e você tá feliz fazendo isso, então que mais?
Não ser natural da Bahia, isso é mais engraçado. Não ser natural da Bahia. Tchola, não sei, para os baianos sim. Pedi para baixar o som.
Não, mas então você é muito tchola, você pede para baixar o som.
Eu nunca falei que eu era tchola. Na verdade, o brasileiro já me colocou na categoria LGBT, bicho. LGBTF, o F é francês.
Sei lá, se eu botar o som aqui, a turma fica surda.
Aí eu tenho mais 3, vai usar a palavra lavabo.
Toalete.
Toalete é mais choro.
Toalete é mais choro.
Onde que eu posso mijar? Isso é muito feio, mas não falar mijar, né?
É, não falar mijar. Saber a diferença entre bege e off-white. Isso é choro, né? Eu acho choro também.
Qual que eu não percebi?
Bege e off-white, a diferença, furta a cor. É choro isso.
E ser argentino, último. Putz, é choro ou não? Porra, ser argentino Agora eu vou falar um comentário inconveniente, vou fazer um comentário pessoal. Pegar outro homem não é necessariamente gay, aí já é brotheragem. Então essa lista é mais, muito mais chola do que pegar outro homem no Brasil.
Pegar outro homem é brotheragem.
Não tem esses caras que falam, se você pegar, mas por favor, você que come, você não é gay?
Tem, fala.
Só é gay quem dá as ideias.
Ah, isso não cola, isso não cola, não cola. Mas assim, eu acho que o brasileiro, o brasileiro gosta disso.
Vamos fazer um corte disso.
O brasileiro, por isso que rede social faz tanto sucesso no Brasil, o brasileiro ele gosta muito mais da vida, da vida do outro do que a dele. Isso é fato.
A grama do vizinho é sempre mais verde.
Não, não, mas que nem a grama do vizinho é dele já, não é? Na cabeça dele. Então ele quer Toda essa coisa, pô, o cara tá com— quer ver uma coisa que eu falo que é chola? Ter aquele carro Mini, Mini Cooper.
Inclusive o do patrocinador, não vamos falar o nome aqui, mas é considerado chola também.
Eu tive 5 Mini.
Então, mas é considerado chola. Aí o cara tem Mini Cooper, aí joga beach tênis, chola.
Pô, por exemplo, mas é um combo também, né?
Aí foi para o extremo.
Eu tenho Várias paradas que, mas cara, desculpa o termo, foda-se. Sim, sim, eu não ligo. Eu jogo vôlei, velho, e aqui no Brasil jogar vôlei é uma ofensa.
Vôlei não, é coisa de tchola, entendeu?
Tem humorista, o Felipe Branco, ele fala coisa que é gay ou viadagem. Daí ele fala jogar vôlei é gay. Sei, ser bom já é viadagem.
Mas eu adoro voleibol, adoro voleibol.
Eu sabia que era coisa de tchola.
Porra, você tá de brincadeira! É o esporte, até vai lá, mas o vôleibol, eu jogo só com a família da minha namorada, eu não jogo.
Mas também eu uso para ser uma tara nisso, tipo, parece que a vida do brasileiro, do vôlei, é o tchola vintage. Mas dos 7 aos 90 anos, do 0 aos 7 anos, eu acho que a preocupação do homem brasileiro Morroi é comer e poder estar perto da Maia. Dos 8 aos 92 é que ninguém acha que ele é gay. E tipo, dos 93 aos 100 é não morrer.
É tipo isso, basicamente.
Mas assim, porra, é verdade.
Inclusive vou fazer um vídeo, sabe aquele vídeo de tendência?
Qual que é o negócio de não morrer aí? Qual a idade que é medo de não morrer?
97 até 100.
Mas aí, se tiver que dar o cu para se salvar, o cara tá na hora.
Mas eu vou fazer um vídeo disso, sabe? Aquela, tem uma trend desses números de idade e tal. Vou fazer uma trend, a preocupação do brasileiro.
Muito bom.
Mas eu acho que isso é muito da rodinha dos amigos. Eu tenho futebol, os teus amigos de futebol de quarta-feira é assim, cara.
Os cara com o Cariani, o que eles zoam o Cariani é absurdo, porque ele é o mais bem-sucedido. E ele vai, eu vou chutar Isso aqui é para chuchar no molho. Eles acabam, eu dou tanta risada.
O brasileiro, ele sempre vai no cara que tá melhor, entendeu? Aqui, ao contrário, por exemplo, da cultura americana, o cara tá bem, é admirado, todo mundo quer pôr respeito e fala: porra, esse cara é foda! É aí, é aqui que a gente— essa é a meta. O americano tem esse pensamento. O brasileiro é um cara, tá bem, não, Tá roubando, tá roubando.
E o francês é tipo, tá bem, vamos usar guilhotina. É um terceiro pensamento. Não, ser rico na França é muito foda, é difícil assim.
País comunista, né?
Você diz assim, pega mal.
Socialista, é socialista, velho.
Porque você tem liberdade de empreender, sim, mas a mentalidade é socialista. É de redistribuir e tudo mais. É uma pergunta de verdade, tá, que eu vou fazer aqui. Não tem socialismo e comunismo é a mesma coisa para vocês?
Tipo, eu acho que não, mas você vê da mesma maneira?
Tipo, para vocês, ou tem uma distinção?
Eu acho que o comunista ele é mais fundamentalista.
É o que eu vejo assim também.
É isso mesmo.
Mas duas merdas para mim também, entendeu? Para mim não é isso, é porque eu acho que a essa coisa da esquerda, ela é hipócrita, e ainda mais no Brasil. Eu acho que uma coisa mais importante para o indivíduo é a liberdade, a meritocracia e a ordem. E sim, eu acho que se a pessoa tem, se ela é ordeira, se segue as leis e protege, conserva ali o que tem, né, e tem um método de trabalhar, ele tem todo o direito de que, porque aqui no Brasil bilionário é mal visto.
Pera aí, que tenham mais bilionários, pô. É o contrário, o dinheiro precisa circular. Quanto mais dinheiro, mais dinheiro. O cara que tem muito dinheiro, ele não negócio que o cara tem uns 10 bilhões, que tá 10 bilhões, não, 10 bilhões do cara tá guardado, né? Não, os 10 bilhões do cara tá na economia, mano.
Mas isso que você descreve da China é socialismo, comunismo, porque lá é ditadura, é porque lá é imposição, trabalho escravo, né?
Que o cara ganha 3 dólares por é imposição e casta para caralho.
Aqui também tem, mas lá casta é muito regra, né?
Então acho que, mas isso que você falou, não dá para, tem que escolher, porque ao mesmo tempo eles têm isso, planejamento, eles tiraram 90% da galera da pobreza. Então aí você entende, não dá para ter tudo. Eu acredito aqui, não dá para ter tudo.
Acho que o modelo americano é o mais legal para a gente, eu acho. O brasileiro, o sonho do brasileiro é ser igual Estados Unidos, tudo tudo, porque é cultural.
Eu defendo o modelo europeu, sabia que eu sou nisso aqui? Porque você é chola, quer ser chola. Não, mas é capitalismo, mas tem regras também, não é, não é uma selva. E também não é, você entende? Tem tipo, por exemplo, você pode empreender, mas você vai ter que pagar imposto para ajudar também uma galera, e também vai ter normas, você vai, você não vai poder pagar o imposto assim que eu digo.
É, mas o Estado brasileiro, pô, não, 90% do que você ganha vai para custa.
No Brasil é isso que eu tô dizendo, e não tem nada em troca.
É isso que eu falo aqui, ó, negócio, pedágio é caro, não é barato, mas estrada que o pedágio é cobrado um pouco mais caro, a estrada é sensacional, cara. Então vale a pena você pegar uma Castelo Branco e sim uma Bandeirantes, porra, porque você não vai ter um buraco, Carvalho Pinto, assistência. Então legal, cadê que você gaste um pouquinho de dinheiro a mais, mas você tem isso em troca? Eu acho do caralho.
É isso aí, é duro você pagar um negócio e não ter recebido. Eu sou a favor de herança, bilionários, economia torando livre, livre mercado. Eu acredito muito no livre mercado. Vou dar um exemplo: todo mundo no Brasil era contra isso. A economia do Brasil hoje, ela sobrevive diante de toda essa cagada que eles fazem de endividamento público. O Brasil tá tudo fodido, mas mas a economia real ainda funciona. Temos que agradecer a uberização do mundo, cara.
A uberização, eu acho.
Vou dar um exemplo. Antigamente você via muita fila de desemprego aqui, muito. O cara ficava 3, 4 meses desempregado e assim com família, e o cara ficava com papelzinho, a pastinha, com currículo, ia vários lugares tentar emprego e não conseguia. Hoje o cara, porra, ele tem um carrinho, cara, vou fazer um dinheiro aqui de Uber, ou vou pegar bicicleta, eu entrego. Ele consegue rapidamente um capital ali para ele tocar a vida dele naquele momento de dificuldade.
Por exemplo, o cara tem um Uber, cara, aqui motorista de aplicativo, o cara tá lá, ele tem até um trabalho ali. Aí ele fala assim, cara, vou, quero viajar com a minha família final do ano, então essas 2 horas que eu vou sair do meu trabalho todo dia, 2, 3 horas, eu vou fazer umas corridas e dessa grana eu guardo. Essa praticidade, essa dinâmica de trabalho salário. Essa opção, outra, por exemplo, o cara, você é motorista de uma empresa, você tem que estar lá de segunda a sábado, domingo você folga, mas de tal hora a tal hora você vai ganhar esse salário.
Só que você não pode pegar sábado e viajar com a tua família, tu não pode dar passeio porque você tem que trabalhar. O Uber não, o cara de repente trabalhou bem para caramba, chega na sexta, ele, pô, já sobrou um dinheiro, ele tem a liberdade de ter esse tempo livre.
Mas posso fazer uma provocação? E é legal discutir assim, lógico, no respeito, né? Claro. Eu acho que ainda assim, eu concordo com você, tem que ter liberdade. Eu sou o primeiro nisso. Por isso que eu não sei nem se eu sou um cara de esquerda, sabia? Mas aonde eu acho que tem que ter também umas regulações é que assim, e por isso que tem que ser um, é o que eu chamo de capitalismo com regulações. É tipo assim, se não tiver, vou te dar exemplo preciso, se não tiver uma regra de para construir prédios novos tem que respeitar a estética da cidade, a cidade não vai ser muito bonita.
Aí isso aqui, a Europa, ela mandou bem porque a cidade tem uma harmonia. Buenos Aires mandou bem porque tem uma harmonia. Então qualquer nota em questão já de para o bem-estar do cidadão já faz diferença o contexto. Aí você adiciona nisso, por exemplo, o agro. Obviamente ele sustenta o Brasil, mas se ele não tiver norma nenhuma, aqui no Brasil tem 5 mil vezes mais glifosato que é um agrotóxico, do que na Europa, por exemplo. Então, para nosso bem-estar também, alguma hora a conta chega.
É nesse sentido que eu acho que eu sou, eu tô com você, é livre mercado e tudo mais, mas alguma hora o poder político também tem que vir e falar assim, ó, a gente vai jogar Monopoly, mas tem regras, é um de cada vez, entendeu?
Então, o Brasil, ele é errado numa coisa: a justiça, ela tomou conta de tudo. Quem virou dono do Brasil hoje, quem virou império, virou a justiça. Tudo é justiça. Poder Judiciário hoje no Brasil, o Brasil vive uma juristocracia, fato, não tenho que falar. Quem manda no Brasil hoje é o Judiciário. Ele se arrogou de todo o poder, de tudo. A palavra final é nossa e põe o seu cu, obedeça. O Brasil hoje é isso, sim, entendeu? Mas o que, na minha opinião, funcionaria, por exemplo, o Banco Central hoje é descentralizado do governo, mas eles fazem o que eles querem.
Mas as agências reguladoras que vieram com uma boa intenção deveriam ser também, sabe? Entendeu?
Sabe onde a gente vai concordar? Anatel. Anatel é a melhor coisa. Anatel é independente. Anatel hoje em dia, se você tiver um problema com Vivo, Claro, Oi, qualquer um, a Anatel vai resolver. Então ela te protege como cidadão de potenciais predações dessas empresas. Mas ao mesmo tempo, as empresas também funcionam, só que tem um regulador, ela é independente.
Mas Isso é, mas ela tem que ser, ela tem que ser desligada do governo, do governo. Tudo bem, não é, mas deveria. Eles conseguem colocar pessoas ali que consegue fazer as maracutaia. Eu acho isso uma merda. Eu acho que agência ela tem que ser um poder independente. Tudo bem, Agência de Agricultura, Anatel, Anel de Eletricidade, são agências que regulam os setores, sacou? E isso funciona.
Você entende por que que eu te digo que se você colocar dois cara inteligente numa mesa uma hora, eles conseguem concordar em algumas coisas?
Não, não é concordar, é tipo chegar a uns bom senso, pô. O nome disso é lógica.
Lógica.
Se você não brigar com ela, né, se você não colocar sua paixão na frente.
O problema é que se toda a esquerda chamar a direita de fascista e toda a direita chamar a esquerda de comunismo, aí já começa, não tem muito diálogo. Então assim, sabe, não tem nem como começar. Então assim, vamos comer, é isso, é isso.
Eu acho que o cidadão tem que ter liberdade, a liberdade econômica, que é a uberização do mundo. Olha o quanto tentaram lutar sindicato e contra, eles tentam até hoje, né, assinar carteira de um cara que tá de moto. Gente, desculpa, não é, a proposta é outra, a proposta é justamente da liberdade. Que que é a liberdade? Liguei meu aplicativo, eu trabalho. Eu desligo, eu não tô trabalhando e eu não vou ser mandado nem embora.
Mas de novo, até certo ponto, carioca, porque olha os planos de saúde. Eu fui no SUS muitos anos, aí depois fui para os planos de saúde, comecei a ganhar uma grana. Todo ano era 20% de aumento. Alguma hora eu falei, bom, vou para outro plano. O outro plano era também 20% de aumento. Liguei para minha corretora, falei, como assim é 20% de aumento? É, todos eles estão aumentando 20% todo ano. Falei, mas a inflação não é tipo 6%?
Ele falou, é, mas então tem grupos que alguma hora— eu não vou falar para não ter problema jurídico, mas eu acredito que também é possível que eles se falem para falar, galera, vai servir de desculpa.
36, não faça 59.
Então, mas você entende, meu plano dá para comprar um carro por mês quase. Mas se tivesse uma regulação de carro, vocês vão respeitar, vocês vão, vocês vão vocês vão poder fazer o preço que vocês quiserem, nos limites do aumento da inflação, por exemplo.
Você entende? Perfeito, perfeito.
Então é por isso que eu te digo, é, o Macron, ele me falou uma coisa muito inteligente. Ele falou, você pode não gostar do Macron, mas isso ele acertou muito. Ele falou, o mundo é cada vez mais complexo e as pessoas querem respostas cada vez mais simples. É genial, porque é complexo, não é Esses são filhos da puta, esses estão certos. É complexo, eu concordo com você, é livre mercado e tudo mais.
Mas livre mercado para mim é o segredo, cara.
Mas aí, aí você não pode reclamar que os caras estão, entendeu?
A China adotou, ela adotou que o Estado— quer ver um lugar que é um socialismo e funciona para caralho?
Trabalho escravo.
Quer ver um lugar onde— Noruega. A Noruega, ela adotou um modelo que é invejável no mundo inteiro. Dinheiro ou não.
Exatamente, exatamente. Mas a Noruega não é um livre mercado sem limite, carioca.
Não, não, não, eu tô falando no seguinte sentido. Olha que homens públicos que aí você fala, porra, que cara, como esses caras bolaram o negócio. Eles têm um petróleo, certo? Ganharam muito dinheiro com petróleo. Hoje a Noruega, a maior fonte de renda dela foram empresas que elas compraram fundos no mundo inteiro dessa grana do petróleo petróleo, que banca o país, e menos imposto para quem tá lá, e uma puta qualidade de vida. O estado é milionário, tem fundo no mundo inteiro, ganha uma puta grana.
O dinheiro volta para o estado, isso é para o bem-estar daquele povo. Porra, que isso! Bem bolado. A Venezuela pegou todo esse dinheiro, distribuiu a população a Deus dará, dava até comida.
População, claro, o bolso de 1, 2 população Não, não, não, deu, deu, deu.
Bancava tirar o imposto. Não, mas você não entendeu, calma. Foi mal feito.
Ah, bom.
Eles pegaram o petróleo e tudo eles compravam, lembra? É modelo Cuba, né? Para população, meio barato, meio, ó, gasolina você não precisa nem pagar. Lembra disso, que a Venezuela era rica? Então eles depredaram, porque uma hora a economia quebra. O preço do petróleo é $100 o barril, daqui a pouco é $70. E isso acabou. Eles não investiram no país, eles distribuíram, eles gastaram aquilo, né? Eles não pegaram a grana, tipo, pega aí, Doha lá, como é que é o nome lá?
O Catar. O Catar, ele pega a grana que ele vende o petróleo, porra, ele tá criando um puta tudo ali. É, eles estão crescendo turismo, estão investindo em coisas para que não depender do petróleo. Petróleo, especificamente só do petróleo. Por isso nós somos ricos.
Esses países são pequenos, eu já reparei. Os países mais bem geridos na América do Sul, Uruguai, eles falam sempre. Beleza, 3 milhões de pessoas. Aí na Europa é sempre Suécia, Noruega, Finlândia e Dinamarca. Nenhum desses países tem mais de 8 milhões de pessoas. Então também eles têm essa vantagem, de fato. Dá para, né, você tá 8 milhões, você fala, pô, Brasil é o tamanho de um continente, não dá. É muito difícil.
É menor que São Paulo. É, mas é muito difícil. Mas o que vale, acho que não é a quantidade de gente, é o conceito, na minha opinião.
Mas como é que você conversa com 220 milhões de pessoas? Como é que você senta na mesa, fala, porra, tudo isso que a gente tá fazendo aqui, que que os Estados Unidos fez que deu certo? Mas eles são polarizados para caralho.
Não é isso, é que os Estados Unidos fez uma coisa que é do caralho, que o Brasil deveria ter feito. Lá é uma federação de fato, independência para cada estado. Tem 4 ou 5 leis federais, o resto, meu irmão, você quer ter tiro, você quer ter arma, tem.
Andar de moto sem capacete pode andar.
Isso eu sou muito a favor de descentralizar o poder.
Cada estado tem a sua regulação.
Eu acho, eu acho.
Ah, tem estado que fala assim, nós não vamos cobrar nada das indústrias aqui, que é Delaware, né, que é o Delaware, que as indústrias, as empresas de tecnologia tem tudo, porque o cara, a Suíça fez isso, né? É isso aí, muito difícil. Sigilo bancário e virou banco do mundo inteiro e se desenvolveu em cima de banco.
Essa parte eu tô bem a favor também. É isso, o poder tem que ser pequeno, regional. É isso mesmo.
Você não falou que com menos pessoas você consegue fazer melhor? Lógico. Então federaliza.
Durante 2 milhões de anos, o ser humano vivia em grupo de 150 pessoas, era Faz somente 10 mil anos que a gente é civilizado assim, civilizações. Teve a civilização egípcia e tudo mais, mas os gregos, né, cara, os gregos. Mas isso faz pouco tempo, cara, faz menos de 10 mil anos, os gregos deve fazer 4 mil. Então assim, no fundo, o natural é grupo pequeno. Não dá para, porra, gerenciar 200 bilhões de pessoas.
Eu falo a favor da herança. A herança é a que constrói um país grande. Muita gente no Brasil pensa o contrário. Herança, e o governo cada vez quer taxar mais herança para os seus. Você, seu filho é parte de você, é você em outra pessoa, né? Então, se você já tem uma sociedade que ela é organizada, cada um fazendo o seu com uma grana e deixou herança, e aquilo vai prosperando, os novos que vão chegar vão chegar numa condição melhor, vão chegar numa condição melhor, vão chegar numa condição Olha, foi assim que o teu país, ele é o país que é, as heranças que foram deixadas pelos outros.
Eu acredito nisso. Agora, o Shaquille não nasce, os nego nasce uma puta desgraceira, velho, tem que correr atrás. Você fala, pô, brasileiro é resistente. Claro, ele já nasce fodido, pô, ele tem casca, né?
Lógico, lógico, é por isso.
O francês já tá meio que ali, entendeu, né?
Não tem que construir Eu cheguei aqui aos 25 anos, tomei um banho de realidade. Eu nasci em Paris e, como eu te falei, fui garçom, fui massagista de rua. Eu me fodi também um pouco, mas eu me fodi à francesa. Tipo, quando eu cheguei aqui, percebi o mundo, ele é duro, ele é uma selva. Eu senti que eu tinha crescido num ambiente protegido. Aí eu cheguei no Brasil, eu falei, porra, aqui é o mundo real, aqui é sem camisinha, aqui é o mundo sem camisinha, aqui é pé descalço.
Vocês por isso. Inclusive, o brasileiro que emigra, em geral, ele é gostado assim na França. Ele é gostado porque é um povo trabalhador, reclama nunca, trabalha para caralho. Se tiver que ter 3 empregos, tem. Vocês têm essa malemolência assim, vocês são correria, correria para caramba. É, o brasileiro é desenrolado, vocês desistem nunca. Eu praticamente desisto do nada.
É porque vem do nada, entendeu? Esse vir do nada faz o cara ir buscar coisas. Então o cara vai buscar, cansa. Agora, ser herdeiro, a negar, aí o cara é herdeiro, porra, não, não tem esse preconceito, cara. O cara é herdeiro e que ele pegue aquela herança e multiplique, e que faça melhor, lógico, e que gere mais empregos e que gere mais oportunidades para as outras pessoas. Porque aqui o bilionário, ele é preconceito, cara. Eu quero mais é bilionário, quanto mais bilionário melhor, mais dinheiro na economia real, mais emprego, mais oportunidade, mais gente ganhando. É o que eu acredito.
É legal esses debates. Hoje é menos comédia e mais debate.
Foi bom aqui no Brasil, dá vontade de rir, né?
Isso aí. Não, mas não é que eu quero ganhar dinheiro. Eu ganho mais dinheiro fazendo comédia. Não, mas eu gosto. Eu acho que, eu acho que, bom, eu tenho 2,5 milhões de seguidores no Instagram e você tem mais. Mas eu acho que alguma hora tem que se posicionar, tem que influenciar também, né? Então aí tá aí minha opinião, você faz o que você quiser, mas eu gosto também de falar disso.
Claro que é legal, importante, é cidadania. O telefone tá ruim, bola, hoje tá ruim, tá com problema o Super Chat também, ou dá para soltar daí, Zacarias? Eu adoro conversar sobre, porque a política é, ó, hoje quem botou Super Chat aí fodeu.
Chat aqui, ó.
Dá para soltar a bola?
Não sei.
É no verde.
Deixa eu ver.
Muito apertado.
Lê aí, bola, lê aí, lê aí.
É de hoje?
Eu não enxergo aí essa letra de merda pequenininha.
Fala, Edir Reis. Fala, bola, fala, carioca. Passando só para agradecer por esse excelente podcast e deixar minha— tá aqui, deixa minhas tardes mais top. Top e mandar parabéns para o Paul e Oswaldo com um trabalho excelente. Venha fazer shows em Juazeiro na Bahia, Carioca e Paul também.
Juazeiro da Bahia, Bahia não quero ir não, tô falando, cara, muita discussão legal o programa inteiro.
Bahia eu não vou, obrigado.
Petrolina e Juazeiro.
Junto, caralho. Eu nunca fui.
Petrolina, Petrolina, Juazeiro, todas duas eu acho uma coisa linda. Eu gosto de Juazeiro e adoro Petrolina. Jorge Deltinho.
Acabou, é isso aí.
Pô, queria mais um pouquinho.
Nossa, porra, tinha 3 pessoas ao vivo, uma fez, uma fez uma pergunta e duas estavam mandando alô.
Não, é que tá com algum problema na plataforma ou algo. A gente botou o telefone, A galera ligada com a ideia.
Que da hora!
Não tá abrindo.
Só que manda para mim o link aqui, Zaque. Vamos ver se nem o link você tem hoje.
Pera aí, pera aí, Zaque.
Eu vou tentar, vou tentar. Eu sou persistente. Olha lá, quando ele falou que brasileiro não desiste, brasileiro é praga, rapaz. Você vai ver que eu consigo aqui. Eu sou fela da puta senhora.
Sabe onde tem muito brasileiro? Em Buenos Aires.
Achei, falando no Brasil. No Brasil tem mais, né?
Aconteceu uma coisa engraçada também. Buenos Aires Buenos Aires. Eu tava em Buenos Aires em dezembro, aí uma argentina percebeu que, como tem muito brasileiro, a galera tirava foto comigo na feira. E daí ela perguntou, quem é esse cara? Aí um brasileiro, como vocês são zoeiros demais, ele falou, ele é um atacante do Atlético de Madrid. E aí ele não negou depois, ele não desmentiu. Aí a mina começou a falar para um monte de gente, ele é atacante do Atlético de Madrid.
E agora deve ter dezenas de pessoas na Argentina que estão procurando minha foto. Abriu, abriu, abriu.
Sabe, mas tem telefone aí, tem alguém? Vamos dar oportunidade para alguém falar. Põe o fone aí, pô. Sei que é um cara das oportunidades. Alô, alô, quem é que está na linha? Fala, galinha!
Quem fala?
Silvio Santos.
É a Kelly.
Olá, Kelly, tudo bem?
Oi, tudo bem.
Fala de onde, Kelly?
Eu falo de Gravataí, Rio Grande do Sul. Eu sou uma das poucas meninas que liga sempre para o—
é verdade, que coisa boa! Eu tô sentindo falta de mulheres de ligarem para cá.
Tá querendo? Que que você manda, Kelly?
Sim, primeira pergunta. Eu sempre digo, né, que eu amo vocês, que eu sou muito fã. Obrigado. Mas primeira pergunta é para o Bola: quando fizeram aquela trollagem contigo que tu ia no pânico, faz mil anos atrás. Tu realmente acreditou?
Para caralho, para caralho! Eu falei, pô, eu acreditei, não fiquei assustado na hora. Eu assumo, lógico que eu assumo tudo, eu não tenho— homem é homem. Mas vamos fazer o DNA. Até ela ficou brava, jogou um copo de água na minha cara. Não sei se você lembra disso. Eu lembro, eu lembro. Aí entrou a bandinha E minha filha era um porquinho. Mas pô, na hora eu assustei, cara. Pô, tomei um puta susto, meu. Você não espera, né, cara? É uma notícia que você não espera.
É uma notícia, né?
Você vai ser pai, você, caralho, de uma, de um, né, de um rolê. Puta merda! Mas foi verdade, eu assustei de verdade. Foi muito bem feito. Jogou descalço, né, gordinho? Joguei pé descalço. Aí complica, né? Foi no pelinho, mas foi verdade, foi verdade.
E outra pergunta é para o Paul, dizer também que eu admiro muito o trabalho dele.
Ô, valeu!
Que eu tô estudando francês no Duolingo.
Eu sei que é uma merda, mas né, eu não acho uma merda não, eu acho uma merda não.
Eu, eu falo de francês já, Kelly.
É, vamos ver.
Ah, é, je m'appelle Kelly, je suis brésilienne. Salve, Paul!
Entendi porra nenhuma, tô zoando. Tá legal o sotaque, tá em dia, tá em dia. Salve, Paul! Salve, Paul! É, não, não, não tá péssimo não. Ela, eu vou traduzir para galera, ela falou assim: sou, para mim você é o melhor da comédia brasileira, você é um gênio, Paul. Não tô zoando, humorista. Ela falou tudo bem, essas coisas.
Legal, que Pô, que bacana! Vai, que mais?
Não, eu queria perguntar para o Paul se ele ainda tem a escola de francês, né, que era a escola, eu não lembro o nome da escola.
E vou lá, vou lá, escola, vou lá. Pô, é legal! Eu vou te dar depois os R$15 que a gente combinou para você fazer essa pergunta, né, ao vivo. Tem mais que nunca, tem, tá funcionando bem. Já passamos de 5 mil alunos.
Como chama?
Tô pensando em fazer inglês. Vou lá, vou lá, escola, vou lá. Tô pensando em criar um curso de inglês algum dia também.
Onde a turma acha a escola, pô?
Instagram e tal, né? V-O-I-L-A.
Você tem uma que é uma online?
Sim, é sua? É legal, que legal, velho. Eu ensinei francês antes de ser comediante. Então, pois é, eu vou dar uma essência para o carioca para ir para Paris e e falar alguma coisa impressionante.
Cara, sabe o que que eu tenho usado?
IA também. Mas na verdade é mais fácil, a gente usa as ferramentas de IA dentro da plataforma. É uma boa, é o melhor jeito de fazer. Então obrigado por fazer a propaganda e para logo com o Duolingo, por favor, eu preciso ganhar dinheiro.
Vamos para voar lá, rapaziada!
Vamos para voar lá!
Exatamente. Obrigado, Kelly!
Eu posso fazer mais uma pergunta?
Pode, lógico, lógico.
Rapidinho, eu sei que ele mora em São Paulo, mas se ele não fosse morar em São Paulo, qual estado que ele gostaria de morar? E se ele gostou de fazer show aqui no Rio Grande do Sul nas vezes que ele veio?
É muito, eu adoro realmente assim, sem puxação de saco. Se eu detestasse, eu também não falaria, né? Mas eu realmente Eu realmente gosto do Rio Grande do Sul, principalmente a região da serra, sabe? Sensacional assim. Você foi, né? Você gosta, Oswaldo?
Sim, gosto de Porto Alegre. Já fui para Uruguaiana, que é longe para caramba assim, da onde eu moro pelo menos, né? E agora a gente vai estar em novembro agora também, Canoas, Novo Hamburgo e São Leopoldo.
Já aproveita aquele aí, ó.
E você, Elizinha?
Eu quero ingresso de graça ainda depois dessa propaganda da tua escola aí.
Quer dizer, ela tá mendigando. Gravataí, querida, francês é mão de vaca, porra, não dá nada ninguém.
Gravataí tá próximo de alguma dessas cidades que eu falei? Novo Hamburgo, Canoas ou São Leopoldo?
Tá do lado de Canoas.
Ah, me chama no Instagram aí, @osvaldobarrosoficial, te dou um par de ingressos. Boa, mais próximo.
É isso, vamos lá.
Põe o Instagram dele aí, Isaac.
Eu chorei, eu chorei e ganhei.
Valeu, amiga!
Que foi brasileiro. Se fosse um francês aqui, ai, temos que cuidar das pessoas, temos que fazer o mundo ao socialismo. Zero empatia aqui, se foda, cada um se caga.
Inclusive, eu quero saber teu sobrenome para te bloquear dos meus shows, além de não te dar ingresso.
O meu sobrenome é Goldas, é descendente de polonês.
Goldas era do queijo. Pô, você, eu já vi que não chora não, mano.
Já vi que não chora não, mano.
Daqui a pouco o Bola vai desligar na minha cara.
Não, não desliga não. Obrigado, viu?
Tchau, um abraço para vocês, fiquem com Deus aí, tudo de bom.
Amém, um beijo.
Valeu, pessoal, eu quero os meus ingressos, hein?
Pode chamar lá.
Beijo, Kelly, tchau!
É isso aí.
Ele já ouviu a expressão quem não chora não mama?
Tem essa expressão aí, já ouviu, povo?
Eu acho que sim, mas eu não— é alguma coisa de chupão.
Parece o Chapolin falando os ditados populares. Outro dia no show de Sorocaba, ele entrou no palco todo empolgado e falou: hoje o pau vai torrar!
Aí o pau vai torrar.
Quem não chora não mama é se você não pedir, você não vai conseguir mamar, é isso?
Isso. Será que se o neném não Ele não mama. Ah, tem que chorar, mas ele já tá com fome, tá chorando ainda, mamar e parar de chorar.
Sim, sim, faz sentido, faz sentido. É legal falar ao vivo assim, né? É legal ter uma coisa de ouvir sua voz.
É a ideia essa, ué. Vai, atende mais uma aí, a gente vai embora para casa dar uma cagada, dar uma gola, né, gordo?
Alô? Alô?
Alô, todos os seguidores de vocês são surdos, mano?
Eu tô achando, viu, que tá aqui parado.
Quer ter um delayzinho de—
caiu, caiu, caiu.
Eles estão assistindo na Casé TV, velho.
Até esse delay aí, um delay de 12 minutos.
Casé TV é foda, né? Mas também a melhor imagem, né?
Porra, mas eu tava para assistir, na hora que eu escutei o vizinho gritando Quem fala?
Fale, Ed, fala da onde, irmão?
Juazeiro.
Acabei de mandar mensagem aí, bola.
Ah, de Juazeiro. Que que você manda, Ed?
Ei, primeiro falar para o povo aí, e ele disse que não vem fazer show aqui, então não, ele vai, tá brincando, pô.
Diga aí, diga aí.
Pronto, agora quando o Carioca vir aqui, é certo eu ir.
O Paul não, porra.
O show dele é mais engraçado que o meu.
Quem falou?
Bota os dois juntos, faz um show junto, põe os três, né?
Já põe o Zaldão no meio.
O povo já tá cortando Osvaldo, o povo disse que agora é só o ano que vem.
Não, não, não, é isso que eu ia dizer, é isso que eu ia te dizer, ele é, o show dele é mais engraçado, mas no meu, no nosso, a gente tem dois, então você tem duas vezes mais chance de gostar.
É verdade, aí vai ser bom então, aí vai ser bom, exatamente.
Que mais, irmãozão?
Pois é, só para dar uma alusão para vocês, agradecer, viu?
Obrigado, Edilson, beijo, irmão.
Valeu, tchau, tchau.
Irmão, posso falar, você tá, você vai entrar no Guinness porque porque você fez a intervenção mais aleatória da história do podcast brasileiro, e isso ninguém vai tirar de você, velho.
Campeão!
Seu campeão, seu campeão! Beleza, valeu, mano, tamo junto, abraço, obrigado!
E mais um aqui, cara, tipo um papo de elevador, né?
Legal o teu show, né? Que bacana, né?
A gente se vê aí.
Alô!
Alô, quem fala?
É o Juan, tá escutando? Tá escutando bem?
Tô escutando muito bem, Juan.
E você, como é que você tá, boleta? Tudo jóia, carinha?
Tô bem, irmão, graças a Deus. Beleza, que que você manda, Juan?
Joia, joia, cara. Queria mais hoje parabenizar vocês aí por mais um, por mais um episódio bacana, extrovertido, E eu queria mandar, mandar dois adendos, um elogio e um adendo aí para vocês.
Mande, cara.
Primeiro, Carioca, queria parabenizar você, cara. Admiração que eu tenho por ti. Faz mais ou menos aí, cara, um ano e meio que eu venho acompanhando todos os episódios aí de vocês ao vivo pelo YouTube. E assim, a minha admiração, cara, por ti cada vez mais. Demais, tanto na, em vários setores, na música, no automobilismo, cara. Você comenta sobre Fórmula 1, você comenta sobre a MotoGP. Naquela entrevista que você deu para mulher lá no MotoGP, eu fiquei, caralho, até nisso o cara tá entendendo. Então, então assim, meus parabéns, minha admiração por ti.
Obrigado.
Eu acho que o homem, ele tem que estar em estudo permanente, ainda mais a gente que trabalha.
Por isso que eu sou tchola, eu estudo porra nenhuma.
Eu acho que assim, a gente que trabalha com comunicação aqui, de conversar com pessoas de vários— a gente conversa aqui com humorista, um francês, um médico.
Francês.
Que bacana, que bacana isso, cara, que bacana isso.
Você já viu alguém conversar com francês, irmão?
Tem gente do Rio, tem gente de Sorocaba, tem gente normal, tem de tudo, mano.
Mas é a verdade.
Não, verdade, cara. E eu queria um adendo e uma atenção especial do Fala, fala. Eu sei que o programa de vocês aí, uma coisa bacana que vocês sempre deixam claro é que desde o início o podcast nasceu já com regras, já com combinados, já antecipadamente, certo?
Sim, perfeito.
Isso é, isso, isso faz parte, isso faz parte para qualquer negócio funcionar bem. E por isso que o podcast funciona bem. Mas eu gostaria de um adendo teu, Bola, que eu sei que você não gosta de política, cara.
Você não gosta, não, verdade.
Mas assim, eu acho que o programa de vocês, pela relevância que tem, cara, vocês teriam que dar um adendo. E eu sei que o Carica se morde para entrevistar os políticos, cara. E eu acho que você deveria dar uma atenção dá uma atenção bacana a esse assunto por conta da relevância aí do programa de vocês. E eu acho que seria bacana. E vocês estão num momento muito bacana que vocês poderiam surfar nessa onda aí maravilhosamente.
Vamos pensar, irmão.
É o Bolo odeia. Então tudo que eu quero fazer é não desagradar meu gordinho.
Não, não é questão de desagradar, é só que ele falou combinado aí.
Não, combinado.
E também não vamos mexer com política.
Não, mas pode ter também. Às vezes a gente algumas pessoas aqui com muita moderação.
Quando não é época de campanha é mais fácil, entendeu? É época de campanha, é uma bosta.
A gente até faz, veio o Nicolas Ferreira aqui, veio outro dia a mulher aqui que é delegada, veio o Derrite, veio, pô, tá aqui. Eu tô com saudade do Faúr, cara.
Faúr é maravilhoso.
Então assim, eu acho que política é falar sobre a vida de todos nós, né, cara? E no Brasil existe uma cultura para aqui. Não, falar de política é muito complicado. É o que eles querem.
Semana que vem vem o Guilherme Boulos aqui.
Eles são massa. Topo, topo, topo.
Por isso mesmo que eu falo que por conta da relevância do programa de vocês, cara, vocês têm que trazer esses caras aí, entendeu?
Tem já é uma coisa nossa, tem é demais, tem é muito, né, muito. Está muito ignorante, Juan.
Ô, que isso, bola, não sou nada.
Mas pensaremos com carinho, Juan.
Ô, foi um prazerzasso falar com você.
Muito obrigado, irmão.
Eu já liguei outra vez aí.
Ligue mais vezes.
Fala aqui de Araraquara, viu?
Ainda tem muita laranja aí?
Ah, demais, viu?
Demais. Você gosta de laranja, pô?
Gosto, gosto.
Então vou te dar um saco para você chupar depois.
Obrigado, Juan.
Um abraço, cara.
Um abraço, irmão, valeu. Foi a piadinha mais velha.
Eu não vi essa chegar, mano, eu não vi essa chegar, porra.
Nossa, essa é antiga, mas é como ele não conhecia.
Mas agora você pegou essa aqui na França, é com maçã.
Tem super?
Eu não sei, mandou o link aqui, Isaac.
Coitado.
Tu sabe que é engraçado?
Porque já foi, você já leu.
Tu sabe que eu ganhei um prêmio? Tu sabe que eu ganhei um prêmio de melhor competente do Brasil é o mano que ia chamar Ibeste. Isso diz muito quanto— ninguém conhece. Isso diz muito não o quanto eu sou bom, o quanto os humoristas brasileiros são ruins, mano. E esse ele acabou de comprovar com essa piada, velho. Eu tinha que revidar de alguma maneira.
Vou dar um saco para você chupar, coitado francês.
É boa, é boa, é boa, é boa. Essa você pode fazer lá na França, pô. Hoje não vou entender.
Deixa eu ver se funciona, porque a palavra saco ela não tem esse duplo sentido. Só funciona por conta do trocadilho, que saco é o escroto. Então não funcionaria.
Entendi.
Mas vamos nessa, gordinho.
Bora, irmão!
Obrigado vocês aí pela audiência essa semana. Legal, muito legal, recebendo pessoas aqui, sempre maravilhosa. Vamos trazer você com a Russinha.
Ah, é, tá.
Ela é querida demais, mas ela é maravilhosa. Eu adoro ela, ela é uma das meninas mais legais assim que já vieram aqui. Eu adoro o cachorro.
De novo, a agenda, não é agenda só para turma lembrar dos shows dele, de Osvaldo.
Ou nos nossos Instagrams, Paul Cabanes, Osvaldo Barros Oficial. Queria agradecer aqui, tá?
Obrigado, irmão.
Para mim é um prazer conhecer meus ídolos. Acompanhava o Pânico na rádio, Pânico na TV. Então, para o povo não significa nada porque ele chegou depois, ele não viu vocês.
Não, não, na França eu assistia para caralho. Era traduzido, era o Panique. Aí era isso. Não, não, mas eu sei que vocês representam muito. De fato, é engraçado porque eu não vivi essa coisa, então para mim nunca tem o peso emocional.
Mas isso é muito bom, é muito bom, é muito bom, é muito bom. É disso que a gente gosta. É verdade mesmo, você caga, né?
Tipo assim, eu falei, 2 ROL que estão aí.
É isso aí que a gente é, essa é a verdade.
Porque eu me liberto, entendeu?
Mas é muito bom. Liberté, fraternité, como é que é?
É igualitê.
É Mbappé. É Mbappé.
Boa, obrigado, beleza?
Obrigado, até semana que vem.
Valeu, galera. Até a próxima, valeu.