EP 791 - CÉSAR MENOTTI & FABIANO
César Menotti & Fabiano são uma das duplas mais marcantes da música sertaneja e ajudaram a popularizar o sertanejo universitário no Brasil. Com mais de duas décadas de carreira, acumulam grandes sucessos, um Latin Grammy e seguem levando seus shows para todo o país.
- Projeto em homenagem a Milionário e José RicoMentalidade Milionária · Audiovisual · Gravação em Jaguariúna
- Carro Antigo e PersonalizaçãoDodge Dakota Shelby · Restauração de carros · Fusca · Coleção MF Import
- Indústria MusicalFormação em Belo Horizonte · Sertanejo universitário · Sucesso em casas noturnas
- Influencias Musicais na InfanciaTensão EUA-Irã · Preparação vocal infantil · Influência de Sandy e Junior
- Origens e FormaçãoPadre Veridiano · Mudanças constantes na infância · Influência musical familiar
- Música e CulturaMúsica do Sul do Brasil · Música nordestina · Música americana · George Benson
- Planos futuros e turnêsEstados Unidos · Inglaterra · Suíça · Logística de shows no Brasil
- Sucesso e FamaRecepção do público em diferentes regiões · Valorização do artista · História de fã em show
- Tecnicas VocaisSegunda voz · Violão · Sanfona · RPG de Várzea
- Producao MusicalInteligência artificial na música · Marília Mendonça · Música caipira vs. sertaneja
Salve, salve, rapaziada! Beleza?
Tudo bem com vocês? Como vai, carinho?
Que maravilha!
Começando mais um Ticaracaticast ao vivo para vocês. Lembre sempre de se inscrever no nosso canal.
Exatamente, por favor, inscreva, curta, já curta, compartilha. Lembrando que eu vou estar em Porto Alegre, Alô Porto Alegre, semana que vem. Não perca, sexta é Porto Alegre, não perca, 8 da noite no Henrique, sábado em Bento Gonçalves, Dois Caxias do Sul, domingo aí no Ux, tá bom? Esperando vocês aí no Rio Grande do Sul, Gauchada. Bom, vamos falar da Philips, tem presente para eles, fone da Philips para vocês, fone para vocês aí, ótimo. César menor que o Fabiano. Chegaram cedo, né? Chegaram cedão.
Estavam almoçando, deixa eles, porra.
Não, nós não almoçamos para poder vir para cá.
César Menotti, não almoçaram?
Não, porque pode ser, eu falar que nós almoçamos pode atrapalhar você servir alguma coisa para gente.
Vocês estavam aqui, que você quer? Só pedir alguma coisa, pode pedir que a gente—
Que alegria! César Menotti, Fabiano, duas monstros sagrados da música popular brasileira.
Que honra!
Quantos anos na estrada já, irmão?
23 anos mais ou menos.
Tá bastante, hein? Puta merda!
E vocês são lá de Minas Gerais?
Não, eu sou paulista, o Fabiano é paranaense.
Caralho, que loucura!
Mas cada um nasceu num canto.
É, mas a gente mora em Belo Horizonte já quase uns 30 anos.
Tá.
E como é que foi de nascer cada um?
Deu para o quê?
Do Exército? Garimpeiro.
Nosso pai.
Ah, o pai era garimpeiro?
Meu pai foi garimpeiro no Brasil todo. Nós mudamos muito, nós mudamos muito, muitas vezes. Nós temos uma cena curiosa que a gente morou numa cidade chamada Ponte Nova.
Conheço, perto de Ouro Preto ali, depois indo para perto do Doce de Leite. Maravilhosa, conheço. Cidade de João Bosco. Exatamente. Ele é de lá, Ponte Nova.
E acho que foi a cidade que a gente mais viveu como criança, né? Eu, né, Fabiano, moramos em outros lugares antes. E a gente voltou lá esses tempos atrás visitando o bar que a gente morava. A gente morava no Bar Santo Antônio, os vizinhos e tal. E visitamos a escola que nós estudamos.
Que legal, cara!
Aí o Fabiano olhou pra escola assim e falou, olha, saí daqui há 21 anos Na 4ª série. Eu volto 20 anos depois, tô na 6ª.
Começou já, começou.
Não, mas é verdade, eu não tive não.
Caralho, foi rápido, tá rapidão, tá rapidão. Fabiano tá rápido.
Só para citar quantos lugares que a gente mudou, Fabiano estudou seguramente em mínimo umas 20 escolas.
É mesmo? Não dá para fazer amigo, velho.
Não, infância não. Que jeito?
A gente tem conhecido de infância, amigo de infância, aquela convivência, não tem.
É tanto que mudou, meu, porra, não parava, né?
É porque garimpeiro, o cara vai, vai onde tem o ouro, né?
Atrás do sonho, da fofoca, onde ouve falar. Se ele tá garimpando ali em Minas Gerais e ouve falar de uma fofoca lá no Pará, ele vai, junta tudo, vai embora, embora, vida seguia.
Cometendo o carro e ir embora, é isso?
Subir os equipamentos no caminhão, na caminhonete, montava a pionada e vai embora. Cara, que loucura, cara! Meu pai já viveu coisas.
E teu pai era metido com música também ou não? Porque não tô entendendo da onde veio a música para vocês, pô.
O pai garimpeiro, velho, ele era apaixonado com música caipira, tá?
E cantava também.
E cantava também. Ele cantava também.
Dá para perceber porque vocês, né, absorveram tanto, né?
Mas os dois lados da família tem, pode ir, mas os dois lados da família tem músicos, os dois lados, né? Mas ninguém levou a carreira a sério. Tínhamos um primo, o João, o que é o João Lopes, lá do Paraná, que ele seguiu como artista, tá? Mas tirando isso, da carreira Apesar de muitos, né, saberem cantar e tocar, com a gente é que aconteceu de partirmos para sermos artista mesmo, viver da música.
Que bom, né?
Bom.
Eu adoro você no Twitter.
É, obrigado.
Ele é muito bom, alô para todo mundo, né?
Já fui acelerado, agora eu tô mais devagar. Me deu uma excluída, não parei.
Te deu uma excluída?
Te excluíram?
Sim, uma série de causar.
Não, nunca mais fazer piada. É mentira que o X— mas o Elon Musk não prometeu que ia ter liberdade de expressão?
Foi antes do Elon Musk.
Ah, e você nunca mais retomou a conta?
Tentei recuperar de todas as formas, não consegui.
Então vou pedir para o Elon Musk aqui, o time do X.
Clonaram, hackearam minha conta, nunca mais. O cara ainda me zoou ainda, falou que eu era um artista.
No Twitter também?
No Twitter mandou.
Dos dois?
Os dois, mas foi em situações diferentes.
É que ele é louco, ele zoa muito, ele zoa muito, ele zoa muito e não consegue evitar.
É do caralho, as piadas é boa pra caramba.
É mesmo difícil. Eu gosto muito. Devolve a conta para os meninos, cara.
O XX, eles vão devolver.
Eu nunca tive esse negócio na vida, então não.
Mas é legal, né?
Eu tenho umas 60 contas que não sou eu.
Ô louco, é outra pessoa.
Marcos Queza, Bola.
Eu nunca mais entrei, tá? Hoje até alguém lá também fazendo. Deve ter, certo?
Com certeza, irmão, causando. E pior que você não é banido, entendeu? Isso que é foda, bicho. Faz mais merda que você fazia e não é banido. Vai entender. Esses lugares não tá ótimo.
Vou retomar. Como é que entrou a música para vocês?
Com o pai garimpeiro.
O meu pai, ele era o maior fã de moda de viola que eu já conheci. Meu pai alucinava por música caipira. E nesse decorrer da vida, da história, meu pai foi ficando amigo dos caipiras. Meu pai contratava show dos caras para alguma cidade, viajava com eles, que era a turma de Tonique Tinoco, Dino Frank Moraes, tinha um Carreira e Pardinha, Zé Galinho e Léo. Meu pai gostava dessa turma e nisso foi nos incentivando. E aí, em um determinado momento, meu pai passou a ter o sonho de ter filhos cantores de música de viola.
E sempre chegava uma visita em casa, a gente queria brincar, fazer alguma coisa. Não, tinha que cantar, se apresentar, fazer um sketch, declamar uma poesia.
Meu pai é lá, pai do Michael Jackson.
O pai do Michael Jackson, só não apanhava não.
Tem que agradecer ao papai. Como é que é o nome do papai?
Antoninho do Ouro.
Antoninho do Ouro já partiu?
Já partiu.
Antoninho do Ouro, onde você tiver, os diamantes que você largou aí, largou uns diamante bom aqui, irmão, bom.
Ele viveu os melhores momentos com a gente. É os momentos mais incríveis da carreira, da ascensão, quando estouramos, quando gravamos coisas muito importantes, ele tava junto ali. Isso é bom, né?
É louco isso, né? Muito bom poder olhar essa, às vezes parar para pensar na vida e falar assim, puta merda, a minha mãe me chamava de louquinho. Louquinho, eu chamo até hoje assim, de louquinho. Não, mãe, desculpa. Minha mãe falava, Márvio, pé no chão, você viaja demais. Falei, não, mãe, Eu vejo e eu vou. Não tem limite, né, velho? E aí o pai queria a trajetória nela, sai em Ponte Nova. Você imaginava, velho? Vocês imaginavam assim que, pô, vamos cantar essa porra um dia?
Você tá vendo a TV e fala assim, um dia eu vou estar aí? Vocês chegaram a ter essa visão assim quando tocava ali?
Para entender, vocês queriam isso ou foi uma imposição meio do seu coroa?
No começo não foi. Na realidade, nós começamos, a gente já sabia cantar, a gente cantava, mas nós começamos aí para estrada para agradar o nosso pai. A gente foi viver o sonho do pai.
Entendi.
Vamos cantar porque o pai tem vontade que a gente seja artista, vamos cantar para agradar ele. Só que nessa de agradar ele, começa a cantar na casa de um amigo, deveu o primeiro boteco, desagradaram o país. Isso onde?
Deus abençoe. Profissionalmente começou em Belo Horizonte. Mas isso morando no Paraná. O Fabiano não lembra mais de todos os lugares que nós passamos.
Não, moramos em muitos lugares, mas começou mesmo, tudo começou pra gente em Belo Horizonte. Nossa vida, nossa carreira musical começou em BH e de lá a gente partiu pra rodar o Brasil e o mundo.
Mas é curioso que eu até 15 anos eu não cantava nada, eu não sabia fazer primeira nem segunda.
É mesmo?
Eu era completamente desentoado e eu fui com muito esforço Eu tinha um tio, fazia segunda, eu achava bonito demais. E chegou um momento ali com esses 15 anos que eu queria mesmo fazer segunda voz. Aí fui aprendendo, esforçando. E viola também, eu estudei, teve uma época da minha vida que eu joguei muito, todos os dias, muito tempo, para assimilar esse dom. Então eu não, eu acho que eu não tenho isso naturalmente, eu fui um esforço mesmo.
Retroce viola aí ou não, pai?
Acho que tem que ser um violão.
Vamos, antes de fazer a viola, vamos saber, vamos É assim, eu morro de vontade de aprender a segunda voz. Eu juro que eu não consigo, cara. É um negócio que é um clique, né? É igual andar de bicicleta. Dizem que é tipo, você não consegue, você não consegue, você consegue. Depois que você entende, vai. É como se fosse um, putz, como é que é isso? Porque eu não consigo, cara.
É mais ele falou que se esforçou pra caramba pra aprender a segunda voz.
Eu comecei pela imitação. Né? Eu via os caras que tem uma segunda que aparece bem, tipo Mato Grosso, que a segunda dele aparece bem nas músicas.
É igual do Marrone.
É, Marrone, acho que ele cumpre o papel.
Segunda é só ele. Marrone, sacaneio, cara. Deixa o Marrone quieto, bicho.
O Coronel, eu fiz isso na live dele, meu irmão.
Coronel é gente boa.
Ele começou a me zoar, me chamar de Ceará na porra da live na época da pandemia. Eu ia sortear o carro porque eles não conseguiam fazer mix. Eu fiquei fazendo a live, fiz duas lives para eles lá na época da pandemia. Aí eu falei, porra, cara, qual é? Aí acabou uma música assim, aí eu, olha só, Bruno e Marrone, liga o microfone do Marrone, tá desligado desde o começo da live. Aí pronto, a merda feita.
Os cara queriam matar o carioca, bicho. Ele é gente boa demais.
Beijo para o Marrone, Bruno e Marrone. Mas vamos lá. Segunda voz, como é que faz uma capelinha para eu entender essa segunda vozinha aqui numa canção qualquer que vocês quiserem?
Saudade da minha terra.
De que me adianta viver na cidade se a felicidade não me acompanhar? Adeus Paulistinha do meu coração, lá para o meu sertão eu quero voltar.
Olha só, é bonito demais, né?
Eu não, eu vejo você mais no meu De que me adianta? A primeira, eu não sou afinado, né?
De que me adianta viver na cidade?
De que me adianta viver na cidade se a felicidade não me acompanhar?
Adeus Paulistinha do meu coração, lá para o meu sertão eu quero voltar.
Essa aqui é complicada, tem umas nuances que você fala, porque de que me adianta? Fudeu.
Não consigo. Eu vivo há 20, mais de 25 anos escutando o César cantar do meu lado, né? Eu não sei fazer segunda.
Você não sabe fazer segunda voz? Você já tentou inverter?
Que loucura!
Não, para você ver, é uma questão assim, é você realmente entender, né? E eu não dei conta, não deu certo.
Eu tentei uma vez, até um amigo meu, Leandro Voz. Você conhece o Leandro Voz? É do caralho, Leandro Voz, meu querido! Um beijo para o meu querido, que vai começar a fazer show. Beijo, Leandro Voz! Ele falou que tem que fazer com piano, né? É ótimo. Ele falou que com piano você consegue, você pegar o tom, é porque você fica na nota, na segunda coisa, o piano você consegue visualizar as notas.
É diferente do instrumento de corda que você não enxerga a nota que você tá fazendo. Sabe que o dó tá aqui, que o ré tá aqui, só apertar esse é o ré. Cria outra coisa na mente.
Tem isso também, é coisa de dodói, né?
Eu não sei fazer a primeira, eu não consigo. Se eu tiver cantando uma coisa de primeira aqui e uma pessoa fizer segunda do meu lado, eu desafino.
Porque você vai pra segunda sem querer, né?
Você vai pra uma festa com 10 mil pessoas, 10 mil pessoas cantando de primeira, só ele de segunda, a confusão é muito grande na cabeça.
Cara, e é muito legal. Eu queria ver um quarteto sertanejo.
Ah, já vou recomendar pra você o maior grupo vocal sem segundo lugar do Brasil, chama Os Altaneiros. Os Altaneiros, por dentro, para você ver, maravilhoso. São 4 caras, cada um numa voz, nos seus instrumentos, e canta música raiz como ninguém.
Caralho, Os Altaneiros, tá anotado. Eu admiro no Brasil Roupa Nova, né, cara? Roupa Nova é legal demais, né, velho? É Boca Livre também, é bem legal assim. O, como é que se diz, vocalismo deles. É, eu acho maneiro para caramba. Falta isso, não tem muito hoje em dia mais, não.
Abertura de voz tem muito. Aí, ó, eles aí, ó, esses meninos aí são bonitinhos, hein?
Não são?
Além de cantar muito, tocam muito também. Os caras são sensacionais.
Parece aquele moleque do Faceiro. São muito Faceiro, sabe?
Aquelas bandas mexicanas, né, meu?
Eles cantam música mexicana como ninguém. Então os 4 cantam juntos, abrem as vozinhas, faz uma brincadeira que é legal, que tá virando muito na internet. Eles pegam uma música caipira aí, Chico Mineiro, Chico Mineiro na primeira voz, aí o primeiro voz canta, é o segundo Chico Mineiro na segunda, segundo canta, Chico Mineiro na terceira, o terceiro canta, cada um canta sozinho.
Eles falam Chico Mineiro em 4 vozes, aí eles abrem aquela voz, que bem bonito, emocionante, emocionante.
Eu tenho vontade às vezes de entrar num coral. Assim para coral?
Porque foi bom.
Por que você não entra?
Porque eu não tenho tempo. Vontade é uma coisa de executar, é, né? Mas coral, acho que você aprende. É legal, cara, quando você junta, cara. E os meus filhos são bons para caralho, velho. Os dois cantando junto, eu falo, ó, vai se foder, velho. E um faz segunda voz. Nunca vi.
Ah, toma banho, irmão.
Os meus filhos cantam assim, cara, eles fazem segunda voz. Eu falo: cala a boca, como é que vocês conseguem?
Mas já tá engatada ou não, irmão?
Cara, tô deixando. Ela é muito novinha ainda, né?
Tem quantos anos?
Tem 12 anos.
Tem vídeo no TikTok dela cantando?
Tem.
Qual o nome para a gente botar aí? Eu quero ver.
Juju Menotti.
Juju Menotti, acha aí, por favor. Juju Menotti no TikTok.
Ainda não tá.
Não, a gente tá deixando assim, ela tem vontade, ela quer ser, mas a gente tá deixando ela estudar, amadurecer.
Isso, isso mesmo.
A obrigação dela é ser criança.
Melhor coisa, é isso aí.
O resto é alegria. Se deixar, quer cantar todo show, quer cantar o dia inteiro, já canta o dia inteiro por conta própria.
Desde 2 anos de idade, é mesmo normal. Ninguém, por exemplo, ela chega no palco, fala umas coisas que eu e Fabiano, meu pai ficava falando pra gente falar, chega lá, faz cumprimento público, manda um abraço pro prefeito, não sei quem. Ela chega no palco e faz isso, cara, dá impressão que alguém ensinou. Mas ninguém falou nada.
Ela desenrola natural, desenrolada demais, bicho.
Você vê, é que você tá, eu acho que você tá fazendo certo, porque dá muita dó. Por exemplo, vou falar de Sandy e Júnior. Desde 5 anos eles cantam, né? 5, 4 e 5, uma coisa assim. E hoje eles não conseguiram cantar o que eles não conseguem cantar, o que eles querem. Eles cantam o que eles eram crianças, que se eternizou ali.
Tem essa história musical deles, né, que não tem como ser esquecido.
Mas eles não— eu não vejo que eles como dupla, que acho que nem tem mais, só se reúne para fazer turnê, eles não conseguiram atingir. Não precisa ser o sucesso que foi, mas não consegue atingir nunca, tá ligado? E eu acho que esse é muito forte, né? Vamos ver tua filha aí.
Triste de ter você longe dos olhos e dentro do meu coração.
Olha isso, velho, canta muito, bicho!
Legal, né? Ainda deu uma filha da mãe. Parabéns, Juju!
Continue demais, hein?
Estude, faça fono, estude bastante, estude na escola, estude, se prepare, né?
Exato.
O dia que você tiver grande, você vai.
Exatamente.
Ela tem feito isso, essa preparação, principalmente a preparação vocal, porque a gente aprendeu a cantar ouvindo. Nós não estudamos a música da mulher certa.
Mas vocês tiveram um assessor bom também, tiveram. Só essa turma antiga, porra.
E ela, a maneira de usar a voz e tal, então ela tá aprendendo isso tudo hoje, né? A respiração que nós já tivemos que aprender no dia a dia, na estrada, ela já tá aprendendo antes. É justamente para não ter desgaste vocal, para não ter cansaço vocal, para ser um profissional de verdade. Nós viramos profissionais na raça. Sim, ela tá se preparando para isso. Se daqui 3, 4 anos ela vai querer continuar na história de ser artista ou não, de cantar ou não, é outra história.
Por isso que a gente tem que deixar ela viver a infância dela. Levo ela, pô, nós colocamos, eu levei ela para Barretos, 70 mil pessoas numa arena. E ela falou, papai, quer cantar? Eu falei, não pode, barreto é um negócio de muita responsabilidade. Pensei comigo, porque eu todo ano que eu canto, muitos anos de barreto, me dá um frio na barriga.
Barreto é gigantesco, né?
Mas deixa ela, deixa ela cantar. Chamou, deu coragem. Chamei meu coração na boca. Ou não tem lógica não, ela entrou como se tivesse cantando na sala de casa para as crianças, para os amigos dela. Cantou uma, cantou duas, o povo aquela loucura assim.
E ela era uma naturalidade do povo, agradecendo.
Que demais!
Aparecia gente chorando. Teve um canal de televisão que falou assim, ó, ela não pode aparecer, né, porque não tem isso, não tem liberação, não tem idade. Aí o produtor falou assim, como é que eu vou tirar de lá? É a filha do Fabiano. Isso antes dela entrar. Aí ela entrou e o canal esperando pra gente dar entrevista assim que terminasse o show, né? Quando nós saímos de lá, quem tava dando entrevista?
Ela.
Quando ela entrou no canal, o canal fez voo. Ela tava sabendo que ia dar esse problema.
Porque nós temos uma assessoria de imprensa que eles marcam entrevista no meio do show da gente, qualquer horário, eles não controlam muito.
Entendi.
Ah, que legal.
Ali, ó, Dona Silvia.
É Dona Silvia?
Não, a Silvinha é brava, irmão. A Silvinha é brava.
Vocês querem um cafezinho?
Eu aceito.
Eu aceito também.
Quer um cafezinho?
Café daqui é bom, hein?
Aceito, vai logo.
3, 3, cara.
O café daqui é escolhido a dedo.
3 cafés. Você gosta?
Rapaz, é, café é uma coisa importante. Apesar de eu colocar um pouco de açúcar, é uma coisa importante que fala que eu cago. Mas isso é realmente, é muito legal ter essa maturidade, sabe, Fabiano, de esperar, deixa ela ser adulta, deixa ela amadurecer, fazer o que ela quiser, não ia amadurecer no repertório, porque vocês sabem, né? Show e música é repertório. Não adianta, velho. Pode ser o melhor cantor do mundo, pode ser o Frank Sinatra.
Uma música boa, ela estoura um artista mais ou menos, mas música ruim não estoura com artista que já faz sucesso.
Claro. E vocês compõem?
Já, já compomos. Agora a gente tá meio, eu tô no jubilando, né?
Tá jubilando. Mas vocês, o começo da carreira assim, quando vocês estouraram Era música de vocês ou dos outros?
Quando vocês descobriram que vocês estouraram, foi com o quê, irmão, em BH?
Em Belo Horizonte?
É, você falou, puta, agora nós somos sucesso.
A gente começou a cantar nas casas noturnas menores e tal. Isso foi um curto espaço de tempo. Aí um dia uma pessoa sugeriu da gente arrumar uma casa pra vocês tocarem. Arrumou uma casa na Zona Sul, não tinha música sertaneja lá. A música sertaneja em Belo Horizonte até essa situação era periférica, eram bailões e tal. Não tinha na Zona Sul. E a gente encarou na terça-feira, que era o pior dia da semana pra sair. Segunda-feira tinha um evento pra fazer de casa, na terça ninguém saía.
E começamos ali, o público foi crescendo, mas assim, num mês, o mesmo tanto de pessoas que tinham do lado de dentro tinham do lado de fora tentando entrar, que é o observatório que eu chamava. E ali a gente percebeu que tinha um gatilho ali que tava funcionando.
O negócio tá pegando. Que demais, cara.
Vamos voltar nesse assunto, mas pode soltar o vídeo aí, Zaque.
De quê? Aí, ó, é em Barretos. Espero que você vou estar cantando em casa, irmão.
Aí, o som dela com 70 mil pessoas na frente, sem mojar aí, né?
Aí tinha mojado.
Música da Marília Mendonça, né?
Sem manjar aí, né?
Que legal, velho!
Tava bruto aí, viu?
Tava bruto, hein? Quantos anos que ela tinha aí?
Fazem 3 anos isso, né? Ela tinha 9 anos de idade.
E ela escolheu o repertório Ela te fala as músicas que ela canta. E essa música aí, nós fomos fazer o repertório de um disco que a Marília Mendonça e o Juliano Tchula, ainda não eram, Marília não era conhecida, fomos numa audição de música, ela mostrou essa música pra gente. A gente não quis, sabe? Não tá muito nada a ver, deixa passar. Aí depois a Júlia, anos depois, sem nenhum, achou essa música maravilhosa, que era do que ela tava gravando.
Que loucura!
A Marília Mendonça era a maior compositora sertaneja assim que vocês viram, porque Eu não tinha sucesso, hein? Essa mulher parece que fazia música boa para ela.
Era naquele momento, ela foi até porque ela tinha parceiros bons também, pessoas boas, mas ela foi um fenômeno realmente. Mas nós temos compostoras no Brasil também, temos Fátima Leão, temos Roberta Miranda, assim, que indiscutivelmente ajudaram a construir a história da música sertaneja moderna.
Sula Miranda, a Sula, quem que é um bom hoje em dia?
Compositor bom.
Nossa, tem muito, não tem como falar o que acontece hoje. Vou falar por que que a gente precisa de muita gente.
Suno é bom, é muito grosso.
Eu tenho pavor quando alguém manda música feita no Suno. E não tem como enganar. Chegou no Suno, chegou uma copy pro Instagram nosso feita no Suno, eu já ligo na hora, falo, cara, do GPT. Eu já ligo na hora, cara, tá errado. Eu sei quando é GPT, porque ele tem uns vícios que ele coloca na música. E música do Suno também não dá, porque quem compõe Geralmente, eu fui compositor muito tempo, a gente, quando a gente compõe uma música, a gente não tem um senso crítico primário.
Você olha e fala, pô, que música que eu escrevi, é boa demais, meu Deus do céu! Aí você mostra para 2, 3, 4 pessoas, ninguém gosta.
Entendi.
Aí você olha de novo, você já tem um senso crítico, já começa a notar ruim.
Vamos mudar aqui, vamos mudar ali.
Uma pessoa que nunca escreveu uma música, não tem ideia do que é construir uma composição, joga no sul na ideia, faz lá e te manda completamente empolgado que ele fez no hit.
É, eu tenho isso.
É a falta de senso crítico.
Eu tenho isso. Eu tenho isso.
Ah, mas é assim, vamos lá. Eu conheço uma galera da barra pesada, inclusive um que foi na minha casa, que eu não vou citar nomes aqui. Um cara que tem um sucesso, uma música gravada e estourada nos anos 80, estouradaça. E ele falou que hoje ele faz assim, ó, ele tem uma ideia, ele escreve, aí ele põe no Suno e também só para ter uma referenciazinha, algumas ideias ali, ele aproveita.
Eu vou repetir o que eu já falei outras vezes: a inteligência artificial, ela é excelente para o cara que já produz, que já compõe, que já tem experiência. Ele usa ela como um plus, como ferramenta, como uma ferramenta de trabalho para auxiliar. Mas não pega um cara que não tem noção nenhuma e faz por ele.
É porque música é matemática, né? Eu sempre falo isso, música é uma matemática, né? Ela é totalmente matemática, né?
Sim, claro, né?
A música é, mas a letra é, mas você tem que pegar a letra, é o poeta, mas não deixa de ser a matemática dentro da métrica. Eu falar da vida dele, eu falar da vida de alguém, eu contar o cotidiano, mas quantas músicas americanas a gente gosta, não sabe Nem ideia do significado, nem ideia. Tem esse poder aí que é a matemática.
Até música, sensibilidade, às vezes em português, quando entendo, tu tá falando. Gosto sobre as músicas gaúchas. Eu, vixe Maria, eu choro com aquilo lá, sou alucinado. Tem umas que são indígenas, mas eu não entendo, que eu não tenho aquela cultura.
É verdade.
E gosto.
É do Vaneirão lá, o Vaneirão.
O dia que Vagino veio aqui, eu quase vendi tal coisa.
O Vagino é maravilhoso, o Vagino é bom demais, né?
Bom demais, muito bom, cara.
Que filha da puta, né? Bom demais, eu imagino, né? E ele tem uma— eu adoro acordeão bem tocado, porque acordeão ele pode ser insuportável, uma sanfona pode ser uma coisa chata, como pode ser uma coisa dominguinhos, né? Que para mim é—
citamos isso ontem, falando de um artista que tinha um sentimento na ponta dos dedos, que era o Dominguinhos na sanfona. É algo Meu Deus do céu, ele chora com a sanfona, filho da puta!
E aquilo era uma transmissão da vivência dele para o acordeão, porque ele era assim. Nós gravamos com ele. Quando ele foi gravar com a gente, primeiro lugar, a docilidade dele, a gentileza. Eu fui lá fora, ele foi buscar o acordeão no porta-malas, eu fui lá fora acompanhar. Aí ele falou, tô chegando de Fortaleza. Eu falei, ah tá, você veio de Guarulhos aqui para o estúdio? Ele, não, vim de carro. Ele já foi de Fortaleza, São Paulo, de carro para gravar com a gente. Ele não voava.
Isso, puta merda, que coisa!
Ele é de carro, loucura. É, eu vi o documentário dele, né? Eu, cara, acho que o Dominguinhos assim, meu Deus do céu, que coisa linda! Quando eu vi o Vagino tocando aqui, totalmente diferente, né?
Dominguinhos e o Vagino.
Não, não, sim, mas a, a, o feeling, a beleza, sentimento no tocar, isso é muito. Ele tocava aqui, eu falei, cara, você tá me levando para dominguinhos assim de uma forma muito bizarra. É um gostoso, é uma lágrima, é um— já muda a energia da pessoa na hora que o cara começa a tocar assim, sabe?
Hoje quem que é o bom na sanfona aí? Porque uma época era tudo com o Maestro Pinóquio, ele tava em todas. Pinóquio arrebenta, né? Continua bom, ele que manda para caramba, rapaz.
O Pinóquio, você pode estar com ele, você pode estar com raiva dele, A hora que ele pega uma sanfona e chama aqui no peito, coloca na sua frente, você tá maluco, acaba tudo.
Eu acho que ele é bom demais.
Tem um vídeo, vamos ver se você acha, Isaac, do Dominguinhos no Jô explicando a diferença da sanfona do Sul, os estilos, né?
Você viu esse vídeo?
Você viu isso aí?
Ele mostrando os estilos de cada região.
É, ele falou do Sul, né? Porque o gaúcho estende, abre o fole, né? Abre muito o fole. E ele não. E o Nordeste é curtinho. E aqui Cara, mas é muito legal desse vídeo, tem nas redes sociais dele explicando para o Jô porque que, qual que é a diferença do Nordeste para o Sul da sanfona e por que que soa diferente. É muito interessante ele mostrando.
Eu, nós que tínhamos, fomos criados uma parte da vida, a família nasceu no Paraná, nós fomos criados uma parte da vida, é muito influenciado pela música do Sul ali, né, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. Então a gente teve mais vivência com a música gaúcha, essa cultura dos vaneirão e tal. E a cultura nordestina é recente, é de uns 15 anos para cá que eu conheci. Assim, encantador que aqueles caras tocam.
É, ó, o menino é de lá, né? Ele começou lá, eu não lembro quem. O Teló fazia música do Sul, não?
Foi, sim, mas ele fazia música criado no Barra do Sul, né?
Isso, esse é outro gente fina demais. Que moleque gente boa!
Ele é nascido em Medianeira, no Paraná, se eu não me engano, e aí ele foi criado no Mato Grosso do Sul. Então ele já veio com a cultura do Paraná, mas lá no Mato Grosso do Sul tem muita cultura gaúcha também. Toca-se muito, tá? Ele tinha uma banda chamada Tradição, que era justamente essa levada do sul do país.
Eu lembro que ele tinha uma onda do sul, ser humano assim.
Ele é maravilhoso, que cara do bem, bicho!
Michelin, que eu queria, eu queria, antes da gente falar de comida, né, que eu acho que é uma especialidade aqui do César Menotti Fabiano, que tem um texto maravilhoso. Resgatei, a gente canta nessa comida, né, cozinheiro novo, né? Mas o César, ele fazia, é bom avisar, né?
Eu peguei, avisa que ele não tá sabendo.
Eu peguei você no lugar nenhum, tá doido?
Piada dos times. Tá aqui, ó, algumas postagens mais famosas do César Menotti Fabiano. Pô, tinha uma aqui da do suco detox.
Dos dois ou de um só? Eles não chamam César Menotti Fabiano?
Essa foi a primeira.
César Menotti.
A do suco detox foi a primeira aqui.
Foi a primeira? É boa. Eu tô tentando buscar aqui algumas, alguns posts antigos.
Algumas pérolas.
Claro, né? A menina postando receita de suco detox para começar bem o dia. Filha, o mundo tá acabando, vai fritar um bacon.
Boa, boa!
Isso aí foi porque tava no começo da pandemia, daquele desespero, daquela primeiro mês, né? E a menina fazendo suco detox e tal, conhecida nossa.
Filha, vai fritar um bacon. Bela dica, pô! Bela dica!
A gente tá meio lá e cá. Ó o Dominguinhos explicando aí, é legal para cacete isso aí, cara, é legal para caralho ele explicando isso aí. O gaúcho toca mais forte.
Não, porque a sanfona do gaúcho, ele, ele é interessante.
Se você toca o shot, por exemplo, shot gaúcho, não é o fole que abre, é o gaúcho.
Já o nordestino, ele toca mais.
No fole quase não abre. Que engraçado, velho! Que loucura, meu!
Legal para cacete, né?
Sabe o quanto é difícil manter esse fole fechadinho, viu?
Mas você viu como é que muda, né, cara?
O clima, né?
Um pouco, não. O nosso, algum de vocês dois toca um pouco de sanfona?
Nós temos um sanfoneiro que, que do Brasil.
É, que bom.
Vamos fazer uma para galera aí.
Galera tá pedindo, pega aí, vai atrás, vai atrás.
Povo ama vocês, hein, cara, demais. Pô, Luizão mandou um abraço. Luizão, amigo meu, que tava, falou, porra, eu mudei o horário do meu almoço, vocês chegaram atrasado. Luizão, abraço aí, ele é fã para cacete de vocês.
Amigo nosso.
Televisão, como anjo, como anjo, ou não?
Pode ser.
Anjo, a luz do sol tá me apagando, não vai embora, estou te amando, por favor não me deixe só. Anjo, não quero abrir meus olhos Quero seguir vivendo um sonho de sermos só você e eu.
Tá que pariu, hein, meu irmão!
Canta pouco, cara, da mesa, que se lasque lá em cima.
Que se lasque, que se lasque, que morra, velho!
Eu acho que tem mais extensão vocal você ou o Bruno, cara? Acho que você tem mais, hein?
Acho que volume de voz, né? Eu tenho volume, tem muito volume de voz, né? Então assim, é diferente você cantar um tom mais alto ou um tom mais baixo. Eu tenho muito volume.
Caixa, caixa.
Agora um modão, vai, um modão das antigas, irmão.
Das antigas?
Das antigas.
Um lá de Minas Gerais. Esse violão tá afinado acima, esse violão, né?
Não sei, for arrumar alto que já afinou.
Ah, afinou um tom e meio pra cima ou dois.
Cadê o Barba que afinou o violão?
Vou tocar lá de Minas Gerais pra você.
Então vai.
Vai.
Eu quero que risque meu nome da sua agenda, esqueça o meu telefone, não me ligue mais, porque já estou cansado de ser o remédio para curar o seu tédio quando os seus amores Não lhe satisfaz.
Bonito demais. Aí tomar banho, bicho.
Que pariu.
Isso tá louco. Isso aí que não azona, irmão. Deus olhe e me guarde. Que pariu, viu? Coisa boa, bicho.
É ruim cantar pro carioca. O gosto musical do carioca é bem apurado. Você me dá até umas dicas de umas coisas pra eu ouvir uma vez.
É, é apurado.
Fizemos o Pânico juntos.
Aham.
Você mandou uma lista de coisas que deveria ouvir.
É que assim, eu não tenho culpa, né? Porque eu acho que a formação musical do indivíduo ela é concebida ali com 5, 6 anos de idade, 8 anos de idade, até os 14, 15.
Exatamente.
Você, o que você ouviu de 4, 5 até 15 anos já te consolidou, né, para aquilo que te emociona. Porque a música ela tem memória, ela tem, né, uma ligação. E no Rio, cara, esse tipo de música não chegava. Na tua época, eu sempre falo aqui, a música que me tocou pela primeira vez, que eu me identifiquei com um receiver assim de mexer e entrar numa rádio e ouvir uma música e ficar completamente hipnotizado, foi Travessia, Milton Nascimento.
E agora, Travessia, Milton Nascimento. Aquilo me pegou, cara. Então a minha onda sonora são esses caras, Clube da Esquina, Caetano. Jesus, ué, mas eu vou fazer o quê? É o que me forjou, pô.
Eu amo, cara.
Djavan para mim é o cara mais bizarro de, porra, eu sei tudo de Djavan, tudo que você possa imaginar. Eu ouvi toda discografia do cara, eu sei, pô, tô ouvindo inclusive uma música chamada Pássaro dele que eu recomendo, boa demais. Puta, um puta jazz.
Mas é fato que você falou, eu na minha infância eu ouvia só música caipira. E eu não tinha com quem compartilhar, porque na escola, se eu falasse, ó, eu escuto Gino Falante com Morai, Tião Carreiro, os colegas não admitiam aquilo, era bullying o tempo todo, né? Então ouvia muito solitário, e é o que eu gosto até hoje, é o que formou a minha emoção musical. Não dá para mudar isso, não dá.
O Bola, por exemplo, ele ouvia muita rádio sertaneja aqui em São Paulo, no Rio.
E eu passava todas as férias no interior Então eu sempre fui meio ligado com essa, com essa coisa do sertanejo.
E olha que louco, tem uma música que me emociona muito, é sertaneja, porque quando a gente vinha muito para o interior de São Paulo, muito não, uma vez por ano a gente vinha aqui meio para Poços de Caldas, sai do Rio, eu ia para Serra Negra com meus pais e tal, aqui nessa região das águas aqui, São Paulo. É, e eu ouvi uma música do João Mineiro e Marciano que Cara, eu me hipnotizei tomando café da manhã no hotel, tava no rádio assim.
Como chama?
É, como é que é a música? É, eu cantei com um acerto aqui. Esquecer, se eu não puder te esquecer, essa música aí, porra, você fizer, ninguém é capaz, se amou um pouquinho, esquecer você, nem pensar.
E quando eu tentar que eu morra sozinho, o começo dela eu acho maravilhosa.
É muito legal, é uma música que me marcou. E eu lembro que nos anos 90 a minha mãe me aparece com um disco, vinilzão. Aí eu peguei um pouco de ódio porque ela, ela peguei ódio porque ela ouviu muito e ela, sábado era o dia que eu queria dormir. E ela queria que eu acordasse, então ela abria a porta do meu quarto, botava a caixa do som, legal, botava a caixa de som dentro do meu quarto e fechava a porta pelo fio, sabe? Só tocando essa música e tocando o disco inteiro dos Titãs em Xororó, aquele de 90, que eles estão cowboy na frente, os dois em pé.
Dizem que se você quer odiar uma música, basta você colocar ela como alerta do seu telefone.
Também é uma boa dica para se você quer esquecer sua mulher, o namorado, um grande amor.
Exatamente, né?
Fica tocando ali.
Mete a voz dela ali.
Agora eu quero dar, como você me deu uma indicação, quero te dar indicação agora também.
Boa, boa, boa, vai.
Você já deu aqui os, como é que é o nome?
Os Saltaneiros.
Os Saltaneiros.
É de estilo, nota aí, música caipira é diferente da música sertaneja do modão. Sim, as músicas caipiras foram feitas para pessoas inteligentes. Elas são músicas que necessitam de um exercício para compreender, porque elas não têm refrão. Elas são uma história com começo, meio e fim. Então você consegue hoje entender a história do Brasil através da música caipira. Então vou te recomendar, se ouvir umas modas de viola escritas pelo Tino Franco e Morai, músicas gravadas pelo Tião Carreira e Pardinho, que retratam a história de um povo que vivia naquela época, conta a história do sítio, da plantação, do mato, da chuva.
Do êxodo rural. A música Caboclo na Cidade, por exemplo, ela retrata, é uma crítica, é uma crônica jornalística que retrata exatamente a saída do homem do campo para cidade. É muito forte isso. Outras, quando falam de amor, temos, por exemplo, Catimbau, que é como se fosse uma peça de Shakespeare, é uma tragédia, mas muito bem escrita, com muita inteligência. E que necessita do ouvinte acompanhar para compreender. É muito legal música caipira.
E vocês têm uma preferência para cantar ou não assim? Você prefere a música caipira? Você prefere uma moda? Como é que funciona isso, irmão? Para vocês, quando vocês vão fazer um repertório, sei lá, como é que vocês montam?
Nós temos, a gente vem de uma geração mais nova, tá?
Apesar da gente ter o sertanejo universitário, já isso, né?
Por conta disso, foi a nossa base musical, começou aqui onde o Cezinha falou. Mas nós vivemos muito também os anos 70 e 80 ali com o Menor Nerd José Rico, com o Mato Grosso e Matias, o Jovem Nerd Marciano, o próprio Parada Dura, né? Então a gente, aí daí veio o Titão e o Chororó, veio muita gente que veio nos influenciando. Quando começou essa história de sertanejo universitário, era música que a gente já cantava desses, das pessoas que são os ídolos pra gente.
Mas cantar do nosso jeito, nosso estilo, um romântico um pouquinho mais acelerado, romântico mais para frente, romântico mais para cima, né? E aí a gente foi beneficiado pelo, pela internet que tava começando, esse auge da internet, e os universitários foram os principais divulgadores desse trabalho nosso, né? Que foram, acho que duas situações que aconteceram simultaneamente, que foi com a gente em Minas Gerais e com João Bosco e Vinícius lá no Mato Grosso do Sul.
Aí criou-se o sertanejo universitário, mas na hora definir as músicas que a gente canta, a gente tem que estar atualizado com o mercado, que para estar nas grandes festas, para fazer coisa mais antiga, né? Exato. A gente vai para muitos lugares com festivais, por exemplo, você canta as músicas mais antigas porque a base nossa é essa, mas a gente canta as coisas mais novas também.
Entendi. Legal, boa, boa.
Falando nessas coisas de música, hoje eu até te mostro, te mando depois Cara, eu me emocionei de manhã porque eu vi um post falando de uma música. Eu adoro George Benson, cresci muito ouvindo George Benson, né? Rio tocava muito música negra americana e eu tenho recordações de Ponte Niterói, George Benson, The Give Me the Night, sabe qual é? Indo para o Maraca com meu pai. Então tem essas coisas, é isso aí, né, que a gente tava falando.
E aí tem uma música chamada The Great Love of All, sabe que música é essa? Ela é bem famosa. Cara, quando eu vi o clipe do George Benson cantando para umas 8 crianças essa música, eu fiquei em choque. Eu falei, cara, acho que toda escola, toda escola deveria cantar essa música para as crianças educar. Depois, uma criança entende, ele canta em inglês, as canções americanas elas entendem. Todos os Estados Unidos, sim, mas traduz. As escolas hoje ensinam a língua inglesa para criança, né?
Hoje foi minha dúvida também, viu, Bora?
É, falei, caralho, vai pegar a escola estadual, tocar George Benson, criança vai cagar.
Essa música, ela é a música, pode fazer uma versão, é uma música.
Vocês curtem versão?
Curto. Até porque tem muita coisa brasileira que a gente descobre até depois que é versão, você nem imaginava que era, né? A gente curte. Mas sinceramente, música americana eu nunca fui um ouvinte. Comecei a ouvir depois por estudo mesmo, para conhecer e tal. Mas eu conheço muito pouco de coisa que não é brasileira.
Entendi.
Mas só para concluir, essa música, essa The Greatest Love of All, Deveria ser obrigação na escola para cantar para uma criança. A letra é uma porrada de ensinar o amor próprio desde pequeno, assim, é uma puta porrada. Aí, e é uma música bonita, né, cara? Toque, é muito bonito, merece uma versão.
Legal, vou ouvir com essa atenção.
Não, lê, cara, eu vou te mandar o vídeo, tu vai ficar meio perplexo. Que eu falei, cara, ele cantando essa parada para as crianças, as crianças olhando, tem uma criança até que chora.
Eu falei, meu Jesus amado, tocar o coração da criança, obrigado.
Tem uma criança com olho cheio d'água porque Ele fala sobre heróis, sobre não sei o quê, mas o verdadeiro amor é o seu. Do tipo, legal, fantástico, tá ligado? O conceito é meio, acredito que as crianças são o nosso futuro. Aí começa assim, né? Porra, a música já é uma porrada.
E é uma mensagem poderosa isso daí, porque falta essa referência de amor. Porque quando você tem, nós temos filha, por exemplo. Vocês têm filhos?
Tenho dois.
Eu não tenho.
Tenho dois.
Mas quando você tem uma filha, por exemplo, você tem que demonstrar para ela o que é o amor. Ela tem que entender que o nível de amor dela é nivelado muito alto. Se ela não tem isso, a hora que o vagabundo na rua falar que ama, ela acredita. Ela precisa, ela não tem um nível para ela comparar referência.
Exatamente, é isso mesmo. É muito legal, você é nivelado por baixo, né?
Deixa eu voltar só que você falar do Rio de Janeiro. O Rio de Janeiro foi o último lugar que a gente entrou. E a gente sabe dessa dificuldade. Quando nós almejamos ir para o Rio de Janeiro, tocava no Rio de Janeiro sertanejo, tocava o Leonardo, o Zezé e o Luciano, era mais esses caras, só os top faziam. E o Rio de Janeiro tem uma particularidade, que é a única capital do Brasil que não é influenciada pelo interior. Todas as outras são.
São Paulo, a música vem do interior para capital. Minas Gerais é do interior para capital. Rio O funk desce do morro, samba desce em Rádio Brasil, tem essa característica. E nós vamos tocar a primeira vez no Canecão.
Puta merda, Canecão já de cara!
Vocês ainda pegaram o Canecão aberto?
Pegamos o Canecão, fizemos 2 dias.
Como é que foi o Canecão aberto?
Foi ruim. Vai lá ele, vai lá ele. Mas fizemos os 2 shows no Canecão esgotados. Mas a gente sabia que naquela primeira ida nossa ao Rio Era um público imigrante, era, não tinha mineiro, nordestino demais e tal. Mas depois começamos a tocar milwatt no Rio, até que a gente falou assim, agora nós vamos consolidar aqui no Rio, vamos subir o morro, vamos fazer um DVD no Morro da Urca.
Caraca!
E fizemos um projeto, Morro da Urca, uma confusão para subir equipamento lá para cima, deu um trabalho.
Mas é legal para caramba.
Mas foi incrível, cara, foi incrível.
O Nath Roots fez uma parada no Dona Marta, muito legal também do Nath Roots, porque o Morro Dona Marta, o Mirante Dona Marta, ele é meio estratégico. Porque você tem duas fotografias. Você tem a do Corcovado, ele tá no morro no meio entre o Corcovado e o Pão de Açúcar. Então você tem as duas como cenário. Legal, é o DVD do Nat Roots. Você já viu ele em cima do rio assim? É do cacete, porque ele tá no lugar que é o lugar que eu mais gosto do Rio, que você fica— o Corcovado tá aqui e o Pão de Açúcar tá aqui.
Então você tá no meio, então você atira para os dois lados, você tem dois cenários foda, né, cara?
Sabe onde é que eu adoro no Rio de Janeiro?
Aonde? Porcão.
Não, final da Praia do Leme. Sim, Mário's Degustação.
Mário's é bom demais.
Aquele banheiro é maravilhoso.
Mário's é bom demais.
Não, banheiro já é do caralho.
O banheiro, o ambiente com as peças e tal.
É, vai quebrar as garrafas no final.
Não, aquele banheiro é bom demais. Aquele banheiro eu nunca vi nada igual, né?
Pô, Mário's é ótimo.
Lembra concha? Concha.
Você acha que você tá no fundo do mar, né?
Parece que você entrou numa câmara fria também lá dentro. É muito louco, velho.
É legal, é muito bom.
Puta merda, eu fui gravar, eu cheguei na sexta à noite, eu gravava sábado de manhã. Aí eu falei, puta, eu vou pedir para o cara me levar até o Porcão para eu comer, né, comer um churrascão e tal. Aí entrei no táxi, pensei, me leva no Porcão, irmão, por favor? Ele falou, você não quer ir no Mários? Eu falei, irmão, para cima de mim com Mários, velho, vai tomar no cu!
Que Mários?
Piadinha besta. Eu falo, não, o restaurante chama Mários.
É Mários, é legal.
Então me leva na porra do Mários, eu te ouvi.
Aí, puta, fui toda vez que ia para o Rio, como lá. Eu vou te dar, pô, é bom demais.
Eu vou te dar uma dica então, faz tempo que eu não vou para o Rio.
Adoro.
Pertinho do Mários, na primeira esquina, antes você entra para trás da rua paralela, tem um lugar que chama Shirley's.
Shirley's é pequenininho, que foi casada com Mários.
Eles fazem lá uma paella, só que vê esse arroz, é aquele macarrão pequenininho, cabelo de anjo, meu amigo, é de lascar o cano.
E confia, todo gordinho sabe. Por exemplo, você vai no restaurante, eu já fiz esse teste com a minha namorada, comida boa, chama o chefe. Que é assim, quando eu como no lugar excepcional, que eu falo, cara, isso aqui é muito bom, eu tenho esse hábito de pedir para chamar o chefe para falar, cara, agradecer, parabéns. Porque é um artista e o artista merece o reconhecimento. Eu falo isso, cara, Fala, porra, tô no lugar, vou ter que anotar.
Aí eu acho que isso é uma forma de você, como é que se diz, reconhecer o trabalho do cara, honrar a pessoa, né? O cara tá se fodendo na cozinha para cozinhar e você chamar o cara e parabenizar o cara, é um puta alto de você falar.
Uma atitude legal.
É isso, eu sou assim. Quando eu como um lugar diferente que é top, eu chamo. E 90% quando eu chamo, o cara é gordo. Eu falo, por isso que é boa comida.
É igual gordinho, gordinho manja. O gordinho é igual você, manja, pô. Você vê a mulher, não sabe de nada.
Se você vir a mulher fazendo um doce no tacho e não balangar isso aqui nela, a merda, o doce é ruim.
Tem que balangar essa bochecha aqui, tem que balangar.
Pescoço do boi.
Se não balangar Você tem toda razão, irmão.
Merendeiro, né?
Merendeiro de escola, aquele puta bração.
Tive aquele braço de merendeira, não é?
Puta, é verdade.
Mas eu quero saber, o Rio de Janeiro hoje, eu acho que foi a internet, parou daquela coisa do rádio, das gravadoras, abriu a internet. O Rio de Janeiro hoje consome sertanejo igual, de igual para igual, de igual para igual.
Mas bastante tempo já que o sertanejo de BH, por exemplo, começava a tocar muito nas boates do Rio. Acho que foi do logística, né? Sertanejo mais próximo que tinha para trazer para ali nas boates do Rio de Janeiro. Aí começou a atingir a Zona Sul, a galera que não era de fora. E hoje o movimento lá para gente é normal, a gente toca muito no interior do Rio, sim, e na capital sazonalmente.
E onde vocês foram para fora do Brasil que vocês ficaram surpresos, irmão?
Surpreso com o quê?
Com que, rapaz? Sensibilidade, com cheiro ou com a merda?
Pode ser com os dois.
Bom, Eu amo os Estados Unidos, mas Inglaterra nós fomos surpresos com o público.
É mesmo? Que engraçado, cara.
Na Suíça eu fiquei surpreso com os preços, tudo baratinho, tudo baratinho, cara. Eu não faço conversão de valor quando eu tô viajando, deixa eu falar.
Quem converte não se diverte.
Lá não tem jeito, cara, é bom que eu já não vou.
Já avisou.
Mas lá fora a gente já tocou em vários lugares, nós tocamos no festival na Itália. Bom, tocamos, fizemos Brazilian Day em Londres, né? Fizemos o Brazilian Day Quinta Avenida, Nova York. Caraca! Aí fizemos Lisboa. Então assim, são lugares que para a gente foi Milão, foi lugares assim incríveis para gente. Legal, é muito legal. A comunidade recebe muito bem a gente lá.
Poder levar sua música para outros lugares, né?
É ótimo, adoro. E em especial Estados Unidos. Só que eu tenho um compromisso com Fabiana agora, que ela, vamos fazer show agora A gente tem um compromisso no Texas. Vamos fazer show fora, na Europa e na América, só se a gente tiver uns dias para ficar, tá? Porque eu, nós que temos a criação muito simples, é muito triste você chegar, você chegar em Nova York e pensa isso há 15 anos atrás ou mais, quando era a primeira vez que a gente foi.
Você chegar, já ir direto para o hotel, daqui 3 horas começa o show e você dorme, pega um voo 6 da manhã para voltar. Você só vê de carro passando em frente do lugar.
É ruim, é um filme de terror.
Triste demais, é um prisioneiro.
Tem que ficar uns 3 dias, mas por aí você sente um prisioneiro sendo transportado de cadeia.
Você pode vir embora ou não?
A gente não faz isso, mas hoje nós mudamos muito isso.
Ah, mas é porque vocês estabilizaram, criar aquele começo, né? Eu acho que é isso para qualquer artista, né? Não é a questão da grana curta, eu acredito. É que quando você bomba, você fala, mano, vou aproveitar a oportunidade, vamos, agora é a hora, estão chamando a gente, vamos aproveitar o momento. Você acha que aquilo vai acabar? Não sei, eu acho que é por isso.
Antes você ia atrás do cachê, né? Claro, é uma oportunidade para a gente. Primeira vez nós nos Estados Unidos, a gente já foi para cantar, ganhar indoleta, né? Exato. Hoje aí do cachê que a gente ganha lá, lá mesmo fica. A gente já nem volta com ele para trás.
Vocês compram instrumento para caralho, a gente vai para se divertir, a gente vai aproveitar, leva a fiada, leva a família inteira.
Que legal trabalhar 2, 3, 4 dias e depois temos a delícia.
O pior dinheiro que eu gastei foi fazendo compra em viagem. É, eu fui um comprador compulsivo.
É, nas primeiras vezes, qualquer coisa, qualquer coisa mesmo, qualquer coisa mesmo, é mesmo, qualquer coisa de verdade. Cortador de alho nos Estados Unidos, já viu alguma coisa dessa? E o negocinho, o negocinho passa assim, fazia mala de shampoo.
Já nunca mais vou achar um cheiro bom como esse. E esse foi o pior dinheiro, porque tudo que eu comprei em viagem virou nada, não existe mais. E o melhor dinheiro que eu gastei foi com turismo e gastronomia, né? Conhecendo as coisas, não esquece nunca mais, não esquece nunca mais.
Que lugar que você se surpreendeu com o lugar, a beleza e a comida?
Beleza, Suíça, achei um dos lugares mais bonitos que eu já fui, só que caro. Comida, eu gosto muito da comida nos Estados Unidos, americana, óbvio, mas eu gosto muito dos restaurantes portugueses da região onde tem brasileiro. Você não erra um restaurante, qualquer Qualquer um que você entra é sensacional. Mas você vai achar umas churrasqueiras portuguesas, sim, que não tem muita opção na brasa. Não tem dessas, não tem. Eles fazem carne de boi, frango, galeto e camarão.
Porco para caralho também, eles gostam de porco.
Caraca, qualquer um que você entra é maravilhoso.
Eu comi lá na Roca, Cabo da Roca, é onde o lugar mais ocidental da Europa né? É o que chama-se Cabo da Roca. Venta para caralho, irmão. Eu comi lá, chama bacalhau à lagareiro.
Deve ser um espetáculo, né?
É um churrasco de bacalhau, velho. Bacalhau à lagareiro, na brasa, na brasa, meu irmão. E o nosso puta porco, você imaginou o bacalhauzinho? Era crocante por fora e molhadinho por dentro.
Meu Jesus, que show! Chega lá e tem cara que você aí, essa crocante bonita, bolinha.
Mas sabe o que eu gosto de fazer compra, que eu gosto de comprar nos Estados Unidos hoje? Essa minha identificação que eu tenho com bola, carro.
Putz, você compra carro lá?
Compro.
Putz, que demais!
Nossa, é bom demais! Eu sou apaixonado com esse ramo automobilístico assim porque nós temos alguns amigos que falam de vocês. Eu gosto de comprar Eu gosto de comprar as picapes.
Ah, você é da picape?
É, você gosta das picapes?
Mas você compra coisa antiga ou nova?
Antiga. Nova também, deixa tudo lá. Não, eu trago para cá.
Puta, que demais, irmão!
Eu vou te surpreender agora.
Que que você tem de bom?
Eu vou te surpreender.
O que eu tenho de especial? Tá, uma Dodge Dakota Shelby 89, fabricaram 750 unidades.
Puta merda, você tem também vermelha?
Eu tenho um monte de carro teu guardado.
Carro dele.
Vê se não foi seu, ele vai pôr na tela aí. Veja se não foi seu aí, ele vai pôr aí já já. Não, já foi sua?
Já.
Bonanza, que é uma, é uma, é uma, já foi sua? Já foi minha.
Ah lá, pode passar a próxima.
Lindo.
Aqui é carta na manga, irmão.
Já foi sua?
Já foi minha. Aí vai, a Dakota vai aparecer aí, tem duas.
Vai.
Vai, é porque foi minha pessoa. Não gosto de você, o Alex da AMF.
Um abraço para o pessoal da AMF, maior coleção de carro que eu já vi na vida. Bola tem que ir lá, caralho.
Só que eu tenho uma briga com ele porque ele compra carro da gente, mas não vende nada para gente.
Ah, não vende? Posso só comprar?
Alex, tem que vender uns carrinhos também, mano.
A tua é essa aí?
É.
Você vendeu para ele?
Não, tenho duas.
Eu tenho outra também igual, mas você vendeu para ele?
Essa eu vendi para Que louca, velho!
Que demais, meu!
Eu só não posso falar para ele para não chateá-lo, que a outra que eu comprei já tava no Brasil, ainda foi mais barato do que ter importado.
Não fala nada daquele que vai lá fora e manda trazer o carro, cara.
Mas você vai lá procurar ou você acha sem querer?
Eu tenho um amigo lá muito querido, Bruno, que já vai separando as coisas. Que ele trabalha com isso, né?
Então ele já me passa a fita toda, desenrola e manda o carro de navio para cá.
De navio, que louco, irmão, que demais!
E leva uns 45 dias para chegar.
Já foi na Old Town lá em Orlando?
Já, na Old Town?
Sim, puta, aquele, aquela feira de carro antigo.
Ah não, Old Town que eu pensei fosse o parque, que lá tem um parque.
É uma peça, uma cidadezinha antiga, tem um parquezinho de, sim, lá tem um Tem um encontro de carro antigo. Puta, é demais aqui, é demais.
Eu tenho um Corcelzinho, a única coisa que eu tenho, um Corcelzinho 72.
Ah, você não tem nada? Cadê? Tá vindo, tá agora, tá vindo há 8 meses.
Eu tenho Corcelzinho, tem foto dele aí, Zaqueu? Precisa que eu mande? Ele vai caçar.
Tá trazendo de onde?
Não, na verdade era um carro que meu irmão me deu.
Podre, completamente podre.
Levei 6 anos para restaurar. Era um carro que o meu avô ia me buscar na escola, né?
Ah, tem uma história massa aí.
Aí sabe qual é, tipo, eu falei, ah, tá bom, vai, precisa ter um carro velho, antigo.
Para restaurar carro é um saco. Quando o cara é bom, é um grande restaurador, você tem que dar tempo para ele. Eu tô com um carro restaurando há 2 anos, demora mesmo. E fiquei com um produzindo lá no Rio de Janeiro quase 2 anos também.
Eu não tenho saco, né, irmão?
E eu não aperto, e eu não aperto o cara. Tem vez que ele manda mensagem, fala É o Rodak, irmão, é no seu tempo, vai com calma.
É, vocês têm essa paciência.
Quantos carros você tem?
Ah, não tem muitos não, uns 18. Não, não fala isso, que senão os bandidos—
esse, ele chegou assim para mim, me deu assim. Você deu um trato nele, meu irmão, ficou zero, me entregou assim, ficou zerado, podre. Presente para você. Eu falei, putz, que minha irmã tinha morrido e eu queria deixar ele animado. Ele tá meio mauzão aí. Eu falei, tá, vai ser uma parada que ele gosta e eu vou animar. Só que levou 6 anos, 5, na mão de 5 negros.
Ele chegou original, ele chegou na originalidade dele, ele chegou mexido. Não, não, chegou original.
É mesmo, falou isso. Você sabe que você ia transformar ele e tava no tempo, então o carro apodreceu e tal. Agora mostra como ele tá.
Ficou zeradinho, tá rápido.
Aí, caramba, valeu a pena! Você tá maluco? Sensacional, não precisa fazer nada, só chegar e ficar olhando para ele.
É gostoso, é isso aí. De volta, Marcião, ele vai mandar, ele vai mandar, ele vai mandar.
Aí, ó, saiu, ficou bonito.
Você tá maluco, eu tenho desse aí, ele é 4 portas, 4, raro. É isso aí, raro. Aí dei um tapinha, ficou legal.
Parabéns, ficou legal.
É o carrinho antigo.
Aí domingão às vezes eu tava dando uma rodada, passear de vez em quando, é gostoso.
Mas o volante é duro demais. O Bola foi dar uma volta, quase morreu, né, Bola?
Para sair da vaga A gente não tá acostumado, da finura do dedo. Pô, mas apesar que puxar um balde de laje, né, você pega assim o negocinho, a hora que você foi, eu falei, cara, que é isso?
Não, para manobrar, meu irmão, quem sabe dar uma manobradinha na rua, meu irmão, você faz assim para o cara esperar.
É, mas era o que tinha, não tem jeito, é desse jeito.
Aí não tem muito jogo, então, meu irmão, é maravilhoso, é foda. Então você tem essa parada e você já não tem, você já não tem, Fabiano?
Você tem algum hobby, alguma coisa, irmão? Violão, sei lá?
Não. Aí, ó, do boleta.
Esse é o meu, é a minha fuca.
A fuca do boleta aí.
Essa é minha fuqueta maravilhosa, 68.
Falar nisso, meu irmão tá com um desse branco, todo desmontado. É só montar.
É só montar que é o difícil.
Então ele tá me oferecendo Fusca para eu montar, um branquinho, mas tem tudo, todas as peças, todas, só montar.
Que ano que é?
Tem que perguntar para ele, mas deve ser meia alguma coisa.
Esse vale a pena, né?
Lindo, era bonito Fusca.
Eu tenho um 94 com 32 mil km, mas é o 96, meu 96, o Itamarzão.
É, pô, mas esse é raro, difícil vender.
Não, tá com você.
E é legal, é legal.
Quanto tempo acho melhor?
Ah, entendi. Quando você acha o melhor, acho melhor, é o mais raro. Interessa.
Não foi assim não, tá?
Então vou te dar uma dica. Você conheceu esse aí?
Tá maisão.
Porra, que legal esse Fusqueta aí!
Esse aí tá mais—
eu tive um desse vermelho e eu andava com ele aqui em São Paulo. A gente vinha para cá, é aquela correria fazendo 20 shows por mês, uma loucura. Eu estacionei esse carro no hotel e esqueci onde é que tava. Não, esqueci. O carro sumiu, desapareceu. Aí fiquei uns 3 meses sem saber onde tava esse carro.
É mesmo? Esse é outro, tá mais ou menos, tá com óleo de pó, tá mexido.
Esse é 1995, o série ouro, ele é vinho. Há uns amigos nossos, Maria Cecília e Rodolfo, Tava em São Paulo, se hospedava no hotel, e para alguma informação alguém falou para eles: ah, esse carro aqui é do César, colega de vocês e tal. É, aí pegou o carro, tirou uma foto dentro, mandou. Pô, você esqueceu esse carro aqui, fechou. Uns 3, 4 meses.
Pô, gastou uma fortuna no estacionamento. O resgate, o resgate foi caro.
Você acredita que não me liberaram?
Não liberaram?
Me liberaram, não cobraram.
Mas como que você perdeu o negócio do Maldição da Múmia.
Esse aí, ó, você deu uma de Belchior, né? Deu uma de Belchior, né?
É só que eu voltei.
Belchior largou em Congonhas, lembra dessa história? Largou o carro em Congonhas e nunca mais voltou, e nunca mais foi buscar o carro, lembra?
Mas não queria o carro, né, pô?
Não, ele fugiu, ele foi embora do Brasil. Isso, ele parou o carro no aeroporto e nunca mais voltou e morreu.
O cara esqueceu no hotel em São Paulo.
Que loucura isso, velho!
Como esquecer um carro?
Eu acho que a pessoa tá prejudicada.
Deve ter tomado um gorozinho, né? Se fosse 28 shows por mês, é verdade, é que a gente não imagina o que é isso.
Vocês têm ônibus?
É quase um show por dia, cara.
Hoje nós temos impressionante. Essa é a grande dificuldade do nosso trabalho hoje, não é a parte ruim, é a dificuldade, é logística, porque o Brasil é muito grande, não compara. Se você trabalha, mas você tem aquele negócio de dois palcos, monta um, faz outro, quando precisa sim. Tá, mas não é sempre. A gente não gosta de fazer dobrada, fazer dois shows no mesmo dia, tá? Quando precisa, sim. Se esse trabalho nosso fosse na Europa, a gente tocava pelo menos em 4, 5 países.
Ah, não tem do tamanho da dimensão do Brasil, né? Então mesmo hoje tem a carreta, tem um ônibus, usando avião, tem avião, ainda assim é logística apertada aqui, é longe, tudo longe.
Mas vocês chegam a usar avião ou não?
Toda semana só.
Mas vocês têm o de vocês ou vocês locam?
É pela quantidade que a gente voa, a gente voa quase todo dia. Então tem que valer a pena, é mesmo todo dia, quase todo dia. Às vezes vocês voam juntos?
Porque tem essa nóia, né, de não voar com outro.
As grandes empresas trabalham assim, né? O presidente não voa com vice-presidente, pessoas e tal.
No Pânico você sabia que eles mandavam a gente separado?
No Pânico era assim.
Um dia eu falei, ué, mas por que que a gente ia fazer o Pânico inteiro Mas por que que o Emílio vai no voo, a gente vai lá para ir para, sei lá, tinha um negócio da Jovem Pan em Salvador, e foi diferente, foi diferente. Não, é porque se cair o avião não acaba, beleza, sobra alguém, alguém sobra. Eu juro que eu tomei um susto, cara. Foi por isso, se o avião não morre, o pânico inteiro, sobra alguém para contar a história. Mas é, mas é verdade, a gente fazia isso, a gente começou a andar Jovem Pan, mandava em voo preparado.
Foi a cagada que a Chapecó, esse, o time inteiro para o inferno, cada que eles erram ela.
Mas que você vê, então é hoje, mas hoje melhorou bastante, ou tá melhorando os aeroportos aí, não? Você acha que não? Melhorou muito de 20 anos para cá, no começo da carreira para hoje.
Melhorou, lógico, cara.
É, pô, sim, mas passa um nervoso ainda, né, irmão, no avião, de dar uma travada no toba. Eu fiquei quase 3 anos sem voar. Por pânico, peguei. É, hoje às vezes dá um medinho assim, mas uma situação, mas vai de boa, tranquilo.
É que o ritmo de você já deve ter diminuído, né, de shows?
Porra, pior que não, 150 shows por ano.
Mas chegou a quanto?
Ah, chegou a 200 e pouquinho, mas diminuiu bem, só 150.
A merda é assim, vai fazer show em Minas, aí o outro é lá em Amazônia, outro é em Alagoas.
Você se fala, caralho, vai, velho, fala aí, fala aí, fala aí.
Ano passado vamos fazer um show final do ano, dia 30 de dezembro, meu aniversário, no interior de Santa Catarina. E aí arrumaram o Réveillon para gente no Piauí.
Puta merda, pertinho, 7 horas de voo.
Nossa, velho.
E eu falei, Seda, vamos, cara, vamos no voo de carreira que é mais tranquilo, cara. Vai ser mais rápido um pouco, né? Falar não, não vamos não. Bom, decolamos, 4 horas de voo. Acho que foi Joaçaba que nós decolamos, passamos em Luís Eduardo Magalhães, 4 horas de voo para abastecer lá na Bahia. Depois mais quase 3 horas até Parnaíba, no litoral do Piauí, no delta do Parnaíba, lá no delta. Aí eu vou te falar, bicho, esse dia foi cansativo.
Eu gostei das Voluções Brasil, é grande, né? Temos um voo na outra semana que vão dar 4 horas e meia de voo de Belo Horizonte até o nortão do Mato Grosso. Acho que é Terra Nova do Norte. Terra Nova do Norte. Então tem uns lugares muito longe ainda, né?
Tem, pô, se tem, tá louco.
Mas sair de Joaçaba aí para Parnaíba de um dia para o outro, agora essa tabaca que o Fabiano gosta de fazer de avião de carreira, no nosso avião, eu particularmente não gosto de avião de carreira.
E ele faz assim, ele fala, vamos de carreira, ele fica convencendo, fica 10 de me convencendo só para eu não ficar tranquilo. Aí no último dia ele vai comigo. Pode você que eu não vou. Então vou também, só para pirraçar.
Vamos ver se tem alguém no telefone aí para falar. Porra, a gente aqui, nós temos a rádio, a gente atende a galera. Tenho o privilégio de receber uma das maiores duplas sertanejas do Brasil. A gente tá muito feliz de vocês estarem aqui.
Muito, vocês são uns caras muito bacanas, vocês são gente Você já falou da época em lugares que não tinha muita música sertaneja. Nós passamos isso em rádio também. Quando a gente foi no Pânico a primeira vez, quem deu moral pra gente foi o Bola. Era o que conhecia das músicas sertanejas, o que sabia tocar voz.
Sempre, sempre, sempre deu moral.
Eu mandei moral pra vocês, tem moral no mundo inteiro, irmão.
Vocês estão loucos.
Mas eu não tenho culpa, aquilo que eu te falo, entendeu?
Só criação, né? Você é do Rio capital mesmo?
Eu sou de Niterói.
Niterói.
Niterói. Niterói é—
não é Niterói, fala direito.
São Gonçalo. Eu nasci em Niterói. É que São Gonçalo ninguém conhece.
Já cantamos São Gonçalo também.
Aguenta, irmão.
Sobreviveram?
Eu aguento.
Tô brincando, tô brincando.
Já tem gente aí.
Beijo para São Gonçalo.
Alô?
Alô?
Tudo bom, menino?
Quem que é?
Tudo bom, menino?
Tudo bem. E aí, tudo bom?
Como é que é a sua noite? Gabriel de Rotterdam.
Gabriel da Holanda, da Holanda, tá na Holanda ouvindo a gente. Fale, Gabriel, o que você manda, irmão?
Porra, nem precisa, cara.
Eu queria saber quando é que o Cezinha vai assumir a Cris Paiva, pô.
Aí, loucura! Eu já assumi a Cris Paiva, eu já assumi como um grande amigo demais, né, velho? É uma querida.
Cuidar também, amor especial, puta merda demais.
Só isso, só queria me deixar constrangido, já deixou, já conseguiu.
Beijo, irmão.
É um casal, é um casal fenomenal. O que eu queria, você tem que pedir para os dois aí dar uma palhinha de É o Amor, mas no tom original.
Ah não, não, vai se foder, tá causando.
Roterdã, vai dormir. Tá muito, Zé, na cara já. Pronto, toma banho em Roterdã.
Beijo, Gabriel.
Quem quiser ver o Amor na original, já tá. Nós postamos um vídeo antigo da Regina Casé, a gente cantando. Aí o pessoal todo vai agora, quer que a gente canta o Amor em tom original.
Puta merda, eles também inventam moda, né? Alô?
Oi, fala, bola!
Quem fala, irmão? Tudo bem?
Beleza, boa tarde para vocês aí.
Tarde.
É o Thiago.
Fala, Thiagão, fala de onde, irmão?
Mandaguari, no Paraná.
Que que você manda, meu velho?
Então, queria falar que sou muito fã dos meninos aí.
Não é só você não.
Eles estouraram para o Brasil quando eles vinham na região aqui, é para o Carana fazer show, não perdia nenhum. E eu queria ver se lembram se de uma situação que ocorreu no show na Spoingá. Eu acho que foi a primeira vez que eles vieram na Spoingá e tava lotada a arena, cheia de gente. Do nada o cara tirou um revólver para cima e começou a meter bala.
É mesmo, irmão?
Lembro, lembro demais.
Mandaguari também, para comemorar.
Não, cara, não sei se esse cara arrumou uma briga lá no meio, tava tupido de gente, é lá umas 30, 40 mil pessoas, o parque todo lotado. E o cara sacou de uma arma lá e arrumou uma treta lá. Graças a Deus, que eu saiba, saiu todo mundo bem, não teve nada de grave, né? Mandaguari fica pertinho de onde eu nasci. Eu sou nascido em Califórnia.
Nossa, é gringo, cara!
É gringo! A gente foi criado ali por entre Califórnia e Apucarana, né? Conheço muito Mandaguari, tem muitos amigos lá.
Aí, ó, o cara lembra, Tiagão!
Aí sim, legal, hein?
Valeu, irmão, abraço.
Valeu, obrigado. Falou, meu jovem.
Alô, vamos ver se tem mais alguém aqui. Elo, alô.
Hoje, César, melhor, Fabiano, eu queria falar da Philips enquanto ninguém fala. Fale, fale para você aí, a Ambilite TV. Atenção, Bilate TV e a Boom Beach, né?
Boletão áudio e vídeo é Philips, meu amigo, não tem para ninguém. Você me desculpa, é isso aí. Tudo que você precisar de fone de ouvido, televisão, essa caixinha para você ouvir o Cezé Melhor de Fábrica, é bom demais.
Daqui a pouco aquelas, aquelas Party Box também, pô, sensacional. Entra no QR code para você ouvir um churrascão.
Produto de primeiro mundo com preço espetacular.
Você já vai direto e já conhece os produtos da Philips.
É um espetáculo. Vai conhecer que é muito legal, tá?
Exatamente.
Acontece uma coisa com vocês assim, quando vocês são patrocinados por alguém, igual a gente tem as nossas parcerias assim, o cara falou, você não consegue um desconto lá não?
Ah, várias vezes. Vá, ou me arruma um, ô irmão.
A gente tá, a gente tem, a gente é parceiro da RAM, né? A gente é embaixadores da RAM.
Me arruma aqui, pô, me arruma uma RAM. Eu dava uma RAM para ele, toma, congelada.
Começa a andar com umas RAM, né?
Você não consegue um desconto lá na Ponsigo.
Legal, hein?
Espetacular. E a gente assim, independente de hoje termos a parceria profissional, a gente já era louco por RAM. É bom, né?
Desde 2007, adoro, adoro.
Eu tive uma F-150 Raptor, espetacular, pegava duas faixas da radial, velho.
Eu andei nos Estados Unidos, mas um amigo meu uma época, porque eu fiquei meio encantado, cara. É uma gigantesca que levanta o O Estribo, o Estribo, era uma coisa de fazenda, ela tinha alguma coisa assim, farm, não sei o quê.
King Ranch?
Não, não era isso aí. King Ranch é essa aí, cara.
Mas a RAM é um negócio surreal, e ela tem essa coisa do estribo. Quando você abre a porta, ela abre o estribo, você fecha a porta, ela fecha o estribo.
Não dá para andar também em São Paulo?
Em São Paulo tem lugares que não.
Eu só ando nela.
É mesmo? Você é bom de braço, que a bicha é grande.
São Paulo eu ando nela, mas é a 1500, a 1500.
Dá, dá. A 3500 é mais comum.
Não, mas é por causa do tamanho, é por questão de categoria, né? Em São Paulo você não pode andar numa 2500, né? Você pode andar na 1500, mas em termos de tamanho não pode andar. Não, não, é considerado caminhão, é categoria.
Mas porque tem que ter card especial.
Não, isso aí tudo bem, mas não pode andar essa aí.
Não, essa aí é uma Ford, mano.
Que que você meteu aí?
Ford, tu tá maluco? Essa King Ranch da Ford.
Não, mas é, não, mas era uma, uma RAM mesmo, uma RAM. O cara meteu Era uma RAM meio com um modelo assim, que os tribão levantando.
Olha o tanto que eu gosto!
Olha isso, é bonito!
Papai, né? Papai deixou um ouro para mandar fazer, né?
Papai deixou o legado, deixou a profissão boa. Então hoje a gente segue tocando.
Papai deixou os ouros, né?
Papai não era besta, né, irmão?
Alô, papai deixou os ouros aí, irmão.
Quem fala?
Ô, Bola, é o Mateus aqui de Joinville, Santa Catarina.
Fale, Mateusão, tudo bem, meu velho?
Grande Joinville!
Que que você manda, Mateus?
Já uma boa tarde aí para vocês.
Hoje aproveita que as lendas estão aqui, irmão.
Ô, cara, uma satisfação tá participando desse programa aí, falando com eles aí. Quer dizer que eu gosto muito do trabalho de vocês e acompanho desde sempre. Dizer que a minha esposa também é muito fã de vocês, ela gosta muito do trabalho de vocês. Vocês puderem mandar um abraço para ela e a Rafaela.
Rafaela, um grande abraço para você, querida.
Grande abraço, Rafaela. Tudo de Joinville, lugar que a gente adora cantar.
Ah, boa!
Qual lugar que não gosta, né? Tem gente, tendo gente entrando no show, é qualquer lugar, né?
Verdade.
Mas alguma coisa Queria pedir mais um favorzinho aí, se fosse possível. Queria que ele desse uma palhinha aí de Me Apaixonei e dedicar para nós aí, o casal Mateus e Rafaela.
Aí sai uma palhinha, irmão. Então vai.
Me apaixonei quando vi os teus lindos olhos brilhando em outra direção, olhando, e eu não Existia para você.
Aê, tá ferro!
Tá aqui para cantar pouco, né, irmão?
Deve, porra, para nós cantar pouco, né? Se quiser, irmão, tá aqui, é tudo nosso, cara.
Gostou, irmão?
Minha chance!
Ano passado a gente teve em Curitiba para assistir um show deles ali, que ela queria muito assistir. Ela nunca tinha visto um show deles.
Bacana!
Aí subiu a serra, subiu a serra, a gente foi ali no estádio do Atlético Paranaense, a turnê Histórias ali, né?
Histórias, que legal!
Obrigado, irmão, obrigado mesmo, hein?
Esse foi muito massa, muito massa.
Valeu, irmão, um abraço, cara! Viaja quilômetros para assistir vocês, é muito foda isso, é legal, isso é fantástico.
Um dos últimos shows que fizemos agora, sei lá, tem uns 10 dias, acredito, Foi um senhor, Seu Francisco, ele mora em Ubar, Minas Gerais. Ele tem uns 80 e alguma coisa. Ele pegou o ônibus em Ubar, desceu na cidade de Leopoldina, que era mais próximo do show, Zona da Mata. É, em Leopoldina ele ficou tentando uma carona. Caraca, ele queria ir para o Trevo, que no Trevo passava mais ônibus. Mas daí, por coincidência, um rapaz tinha ido buscar a namorada em Leopoldina na rodoviária para levar para o show.
Esse rapaz dá uma carona para ele, chegou no show da cidade, chegou 2 horas da tarde, nos esperou até meia-noite e pouco, a gente chegar, assistiu o show com a gente. No outro dia, agora eu vou pegar carona e vou embora. Falei, não, então vou levar o senhor para o hotel e amanhã a gente dá um jeito. Cara, que incrível que faz um cara desse sair para assistir uma pessoa. Você tem que se sentir muito valorizado com isso.
Tem que se sentir, tem que sentir, tem que sentir, cara, porque é o poder que a música tem, o artista tem de mexer. Porque às vezes as pessoas estão tristes, estão— a música muda o dia, cara.
Nem vocês, se a gente vê nos vídeos, vocês são uns cara muito gente boa, tem todo mundo bem, vocês são uns cara muito— que tem uns cara que são meio cuzão, né, velho? Está ligado, os cara que liga a câmera são legalzão, cara.
Eu há 15 dias eu realizei um sonho Qual deles? Por causa da música. Eu peguei, tinha Earth on the Fire. Não sei se você tá ligado em Earth on the Fire.
Não, não.
September, a música assim, tem Let's Groove Tonight, não também? After Her Love Was Gone. Eu desde moleque ouvia Earth on the Fire, para mim era a maior banda de todos os tempos. Eu fui, peguei, fui assistir no Madison Square Garden Earth on Fire e Lionel Richie, cara. Peguei, fui lá e vou falar, o americano esculacha a gente na produção, na engenharia sonora, né, cara? Que que é aquilo, cara? Como é diferente o som, o grave tudo equilibrado.
É legal que você fala assim, cara, mas é que Estados Unidos tá sempre um pouco à frente na tecnologia. Só que você pega lá, mas os Beatles, cara, já era um som de você parar assim Meu Deus do céu, como é que os cara fazia isso aqui naquela época? Aí, cadê você? Cadê a tecnologia daquela época? Não tinha, cara.
Eu fiquei impressionado com luz e som dos caras. Eu falei, meu Deus do céu, eu não acreditava no que eu tava vendo, cara, e ouvindo, né? O grave dos caras, você fala que aqui no Brasil é o som, o som melhorou muito nos últimos 20 anos. Hoje a gente tá muito bem, mas os caras ainda faz diferente, é tudo mais dividido, grave, e você consegue conversar, não é alto, é um som bom, cara. Cara, filha das puta, né, cara? Os engenheiros dos caras são bons ali.
O cara do PA do cara ali não tem que vai ajustando durante o show, não, já chega pronto, já chega filé, né?
Já, mas é uma bola. Nós tá precisando fazer uma imersão sertanejo carioca, ensinar as coisas antigas. Não conhece?
Não, mas eu aprendi muita coisa, eu convivi com muitas pessoas do interior, fui muito ao interior no final do ano.
Vai lá para Foz de Caldas, para uma fazenda que a gente tem lá. Você vai passar 3 dias com a gente escutando só modão, só as coisas antigas, raiz, sertanejão. Primeiro que você vai ficar apaixonado com o podcast, que lá é maravilhoso. Segundo, você vai escutar só modão.
Eu ia para Foz de Caldas, tinha rétros de modinho, era bom demais.
Sim, tinha.
Não, mas eu fiz uma imersão uma vez, eu fui para o Pantanal com uma galera do interior, fui pescar, subi o Rio Paraguai lá.
Sim, lá em Corumbá.
Isso, Joyce lá, tá ligado?
Joyce Tour, já pesquei com eles. Legal.
E era modão. Eu fiquei de quarta a domingo só nesse universo aí, cara. Boate Azul, essas porra toda aí.
Esse passeio lá é incrível, né?
É legal, né? Fui até o Beraba lá em cima. Não, não, não, Beraba é aquela lagoa que divisa Brasil e Bolívia, Lagoa de Beraba lá.
Eu fui até Bolívia, pô.
Inclusive hoje, hoje meus amigos estão pescando, tem uma turma pescando com o Jorge Lá para cima de Corumbá, estão pescando e eu não pude estar lá por causa dos compromissos aqui em São Paulo.
Mas tá top, não deixaram você pegar na vara, irmão.
Aí, ó, agora é bom demais aquele rolê, né, velho?
É maravilhoso, cara.
Você vai de dupla com a— desliga na mente a jacaré, o cara é legal para caralho. Bora, mais um.
Alô, alô, bola!
Quem fala?
Me chamo Gabriel. Beleza, cara?
Beleza, e você, Gabriel?
Oi, graças a Deus.
Fala de onde, bonitão?
Eu falo de Belo Horizonte, cara.
Aí, ó, o que que você manda, meu velho?
Cara, eu tenho duas histórias, né, do Concerto de Remédio Fabiano, né? Uma foi uma vez que eles foram tocar perto da minha casa. Eu morava aqui do ladinho, na cidade de Sabará. E eles estavam iniciando a carreira deles, eles foram tocar num sítio, no circo que ficava instalado no campinho de futebol. E eles foram tocar, e eles sim, né, o pessoal, como é de graça, o pessoal não valoriza muito, mas eles tocaram, eles começavam a tocar e a voz deles ecoava pelo bairro inteiro.
E foi ecoando e as pessoas foram chegando, tipo assim, gente, da onde que tá vindo? Esse som maravilhoso. E aí esse som foi ecoando pelo bairro todo, que era um bairro bem periférico assim, e eles, o pessoal foi chegando. Passou umas meia hora, o show tava lotado, graças a Deus.
Foi muito legal, isso é legal, velho, bom relembrar.
E aí minha mãe uma vez viu eles, viu eles na televisão. Minha mãe falava, minha mãe sempre Ela pegava com carinho as pessoas, né? Daí pegava assim, falou assim: é os meus gordinhos, adoro os meus gordinhos.
Legal, valeu! Aí tá vendo, teve a oportunidade de conversar, teve oportunidade de falar com os cara, pô.
Fala, teve uma vez que eu fui no condomínio deles, né?
Eu fui, aí já foi encher o saco, vai no condomínio já vai encher o saco. Aí já foi atazanar os meninos.
Eles estavam fazendo a mudança para o condomínio deles. Aí eu fui ajudar esse colega meu. Quando chegou ali, estava fazendo um churrasco, um churrascão de garagem, e todo mundo que passava eles chamavam, gente, vem para cá! E eles tocando violão e comendo carne. Foi assim duas experiências maravilhosas.
Eu pude abraçar eles e falar assim, minha mãe amava muito eles.
E foi muito bom, velho.
Um abraço, meu irmão.
Obrigado, abraço, cara.
Feliz por saber.
Valeu, Gabriel.
Boa. Antes da gente ir para o Super Chat, estão pedindo para você contar a história aqui do show de Jaguariúna, que foi surreal. Não sei o porquê.
Conta aí, Fabiano.
De Jaguariúna, inclusive, inclusive eu estava com o Valdomiro Polizello, que é um querido amigo, é o dono do Rodeio de Jaguariúna. Agora, foi um negócio muito interessante porque Nós era o segundo ano nosso de estouro no Brasil, acho que foi 2007. E agora ele não é uma festa muito tradicional, né? E o que aconteceu foi que os ingressos foram vendidos, 65 mil ingressos vendidos com uma semana de antecedência. Havia esgotado os ingressos com todas as bilheterias fechadas e travou a BR.
Quem ia não conseguia chegar porque quem comprou antecipado tava indo e quem não sabia que tinha acabado tava na porcaria tentando comprar, né? Então eu tive que falar com o amigo do Polizelli alguns dias para trás, falou assim, eu tenho processo até hoje correndo daquela vez. Acho que teve um vereador, alguém que falou assim que atrapalhou o comércio porque travou Campinas. Nós gastamos 3 horas para ir de Campinas a Jaguariúna escoltado, irmão, escoltado, tudo parado, pedágio parado, tudo parado.
Ele tem uma fábrica de celulares ali entre Jaguariúna e Campinas que trabalha Motorola, eu acho, era mesmo. E lá trabalha em turno, os ônibus não conseguiam sair nem chegar para trocar os turnos. É, nós voltamos 7 horas da manhã, nós gastamos 2 horas e meia na volta, 7 da manhã. Então foi um negócio assim, né, para a gente foi algo assim que a gente não conseguiu.
Os pitos de Minas Gerais não são fracos. Vamos lá aqui, ó.
Aqui, ó.
Manda hoje, César Menotti e Fabiano, uma honra ter vocês aqui.
Grande dia, grande dia!
Não tocou aí, Zé Zacarias? Apertei aqui, ó. Jonas Souza enviou uma mensagem.
Boa tarde, Carioca Bola, essa dupla maravilhosa aí, César Menotti e Fabiano, representando nosso estado aqui de Minas Gerais muito bem aí pelo país inteiro. Sou Jonas aqui da cidade de Sabará, né, colado aqui em BH, região metropolitana. Tive o prazer de, no aniversário de Sabará, poder ver essa dupla maravilhosa presencialmente aí, que deu a vida no show. Já fui a outros shows deles também, e assim, é muito, muito admirável o trabalho da dupla.
Grande abraço!
Obrigado, Jonas!
Eu me lembro desse show, último, última vez que cantamos Sabará foi no aniversário da cidade.
Sabará é a terra da jabuticaba!
Ó, bom demais, hein?
Puta merda!
Mais um, Mateus Lacerda. Enviou uma mensagem. Só completando a mensagem: a cidade é Virginópolis, Minas Gerais, interior de Minas. Abraço para você também, Fabiano. Saudade de vocês.
Aí, ó, olha, Matheus, aqui é uma AI, cara.
Escolheu a voz bem mímica.
Eu ouvi aqui, Leandro.
Pedro Dures enviou uma mensagem. Grandes artistas, vejo muito eles aqui em Belo Horizonte, perto de casa. Gente da melhor qualidade. Pergunta se eles lembram de um show em Santarém que choveu demais e caía raio toda hora. Eu longe de casa e chorando molhado ouvindo. É aqui que eu amo.
Lembra desse show? Eu tenho uma postagem desse show, e foi uma casa de show, a casa lotada, desceu uma chuva que foi algo surreal assim. Falei, não tem cabimento, a chuva tá caindo. E eu filmei na hora, tipo, do palco, eu filmei todo esse água que descia, água descia, o povo lá embaixo, pau quebrando, lá em Santarém, no Parazão.
Eu lembro demais desse show.
Você imagina, puta merda.
Bola, eu vi que falou gente aí do Paraná.
O cara falou, Alex, desculpa, enviou uma mensagem. Obrigado pelo carinho, meus amigos Carioca e Bola, e um super abraço aos queridos Cezinha e Fabiano. Sinta-se convidados a Anfim. Obrigado, Alex da AMF. Obrigado, irmão.
Você viaja o Brasil inteiro fazendo show também, então você vai entender o que eu tô dizendo. Há muitas formas de considerar o sucesso. Sucesso financeiro é bom demais, né? Não tem— eu não acredito assim naquela coisa de trabalhar apenas pelo amor à arte. Pelo amor à arte, eu ficasse em casa fazendo arte e mandando para o mundo. Tem que ter uma roleta, tem que rodar. Mas tem um negócio que eu e o Fabiano temos conversado recentemente e que eu compreendi que para nós é a maior marca do sucesso pra gente, que é tocar, vou dar exemplos, em São Borja, no Rio Grande do Sul, e tocar em Serra Talhada, no Pernambuco, e ter a mesma recepção do público, a mesma energia, a mesma força.
Não tem diferença pra gente tocar nos lugares hoje. Então isso é uma grande conquista que não é, às vezes artistas bem mais famosos não alcançam.
É isso aí, unir as culturas, né? Conseguir atravessar várias diversidades culturais, né?
Sorte demais.
Vamos ver se vai agora aqui.
Aí, Mateus Lacerda enviou uma mensagem: sou fã demais dos Menotti, tive a oportunidade de cantar com eles na minha cidade. Abraço pessoal, saudades, Cezinha.
Mateus Lacerda, valeu, Mateus! Temos que cantar de novo.
Boa!
Boa!
Aí, Henrique Patrick enviou uma mensagem: boa tarde, turma, cresci vendo vocês no Pânico e cresci ouvindo essa dupla maravilhosa. Mas falando da música do Sul, um baita gaiteiro e cantor aqui do Sul é o saudoso Porca Veia. O homem era diferenciado. Abraço, turma!
Abraço, porca velha! Eu fui muito fã dele, da Sônia, e ele fez um negócio incrível, cara, que ele gravou um projeto e ele pega a sanfona assim, ele fala: essa aqui é uma homenagem aos meus irmãos sertanejos. Ele toca uma moda de viola na sanfona e, cara, moda de viola e cantando, bonito demais!
Que legal, velho! Vamos lá, mais um.
A hora que a gente precisa ir embora, assim, a gente precisa ir embora. Diogo Pires enviou uma mensagem: Eu ouvi tanto eles que minha mãe quebrou o DVD que eu tinha. Marcaram minha juventude em Minas Gerais.
Baúm também.
Boa, Diogão!
É isso aí, irmão!
Você tem quebrado o disco da sua mãe. Eu arranhei com dente assim, ó. Eu fiz assim no disco. E nessa loucura, e nessa loucura, e nessa loucura. Desculpa, Chitãozinho, chorarão, mas eu fiz isso que eu não aguentava mais. Quando eu digo que nem sei.
Augusto Guedes enviou uma mensagem.
Sou de Itapira, ESP, cidade natal do César.
Vocês cantam muito e são orgulho a todos nós. Abraços a todos vocês.
Boa, Augusto!
Obrigado, Itapira, minha terra natal. Grande abraço!
Aí sim, hein!
Porra, não para aqui, o cara tá empolgado, hein?
Manda ver, não tem pressa não. Alex, é o Alex de novo, Sócrates, a galera enviou uma mensagem: abração, amigos carioca e bola! É um super abração aos amigos Cezinha e Fabiano.
É isso aí, Alex, valeu, irmão!
Muito legal, ele mandou outra, o Sócrates agora. Os cara não para, meu.
Sócrates.
É o Silvio.
Uma mensagem, um abraço dos amigos da ANF Import. Para nós é uma alegria ter os carros do Menotti em nossa coleção.
Alegria minha, quero muito em breve lá conhecer. Eu nunca conheci.
Eu conheço, conheço.
É bizarro. Vende alguma coisa para ele, pô, vai, só compra.
Para você ver a coleção, olhando rapidamente, é carrinho de golfe, senão você não consegue, a pé não dá.
Passa o dia, né?
Não, não, você não tem uma ideia, o negócio assustador. Jopala deve ter uns 30. João Moura enviou uma mensagem.
Fala, turma, aqui quem fala é João Moura, sou de Moeda, Minas Gerais, uma cidade pequenininha aqui pertinho de Belo Horizonte. Eu acho que muita gente no restante do Brasil não conhece, mas com certeza os menotes vão saber contar boas histórias daqui. Eu tenho um perfil no Instagram, chama Partiu Moeda, que eu conto as histórias, falo dos pontos turísticos. Segue lá para acompanhar meu trabalho.
Muito obrigado, valeu, valeu, João!
Eu não sabia que existia Moeda, bem pertinho de Moeda. Eu morei lá, inclusive. Moeda, morei lá. O Cezinha morou lá, um lugar fantástico, cidadezinha acolhedora, lugar uma delícia lá, cara.
Moeda, Moeda, Moeda. Depende se é de 10 centavos ou de 1 real, pia da bosta, mas vamos embora.
Depois você procura a história, você vai ver que tinha de todas. É, é. Lá tinha um problema que havia uma concorrência ilegal, que eles faziam moedas exatamente iguais a do estado, e o estado não entendeu que era.
Entendi, entendi porque que a moeda é que eu contar a piada dos 90 centavos. ADR Richards enviou uma mensagem. Fala, Boleta! André da Genebra de Santa Catarina, fala sempre pelo Insta. Fala, carioca!
Beleza.
Beleza, cara, não consegui ligar ao vivo no programa, mas eu vou assistir depois no YouTube.
Sou fã dessa dupla aí.
Eu me lembro que há 19 anos atrás, quando eu comecei a namorar com a minha esposa, comprei o CD do César Menotti e Fabiano, levei ela para jantar ouvindo César Menotti e Fabiano. Deixa registrado aqui, abraço.
Aí, irmão, valeu, irmão.
Você já sabia se foi pirata? Pirata, né?
Porque nessa época, ah, legal, depois você manda no DM.
Precisa saber se vocês deram original ou pirata, né? Mas passou muito tempo. Vocês era pirata rolando solto, de fato.
A pirataria impulsionou muito a divulgação, era muito rápido. A pirataria chegava primeiro que a distribuição da gravadora.
É isso aí. E vocês fizeram parte dessa pirataria. Bom, agradecendo a nossa querida Philips, sempre com a gente aqui no Ticaracatica. Ao de vídeo é Philips, não tem maneira. Agradeça todo o trabalho da Philips. Lembrando que eu estarei semana que vem, atenção, Porto Alegre.
Não marque bobeira aí no Henriques, Henriques, Porto Alegre, Bento Gonçalves e Caxias do Sul, rapaziada.
Eu vou estar lá, vou passar lá no Pretinho Básico, vou dar aquele rolê básico lá em Santa Catarina.
Boa!
Agradecer a vocês pelo carinho. Obrigado, obrigado aí, a gente adora vocês. Porta Vocês são demais! Vocês estão com algum lançamento, alguma coisa na área para divulgar, para falar?
Para mostrar patrocinador?
Fala o que você quiser, velho.
A gente chegou um momento da carreira da gente fazer algo muito especial, começar a homenagear os nossos ídolos. A gente já lançou tudo que queria ter lançado e nós nunca estamos falando isso aqui, a primeira vez. Vamos fazer um projeto dos nossos sonhos que é, nós vamos gravar agora um audiovisual, um DVD em homenagem à dupla Milionário e José Rico, cantando o repertório deles, todo movimento para homenagear a história desses dois.
Mas vai botar a mãozinha aqui ou não?
A minha mulher imita o José Rico.
É, tem que botar a mão aqui, ó.
Puta, que demais isso, irmão!
Vocês estão convidados, viu?
Na rede, dia 17 de outubro.
17 de outubro.
Já nós falamos, nem a Silvia a gente avisou.
Você não tá sabendo ainda não, Silvia?
Ah, então 17 de outubro, presta atenção, você aí de Jaguariúna.
Pô, que legal!
17 de outubro, Jaguariúna, César Menotti e Fabiano homenageando o milionário Zé Rico.
Que demais!
E vai ser gravação para postar no YouTube, para subir no canal de vocês no YouTube.
Sim, sim, sim, audiovisual, audiovisual.
Que demais!
Fazer o DVD não faz mais sentido para o canal do YouTube, tem que inventar essa nomenclatura. Ninguém sabe falar, vamos gravar gravação no DVD. DVD, todo mundo fala isso, mas DVD ninguém mais tem.
Não tem, então, mas é para o YouTube, foi bonito, é um audiovisual especial para o YouTube.
Que que pode ser audiovisual?
É muito Caetano Veloso, porque na verdade não é só para o YouTube, é um projeto como esse você acaba negociando com outras coisas, outras plataformas.
E alguém tá, pode ser para o Spotify e tal, mas vai, alguém tá patrocinando essa parada aí ou não?
Ainda não, mas seria muito bem-vindo.
Então atenção, Philips, ó, presta atenção, presta atenção que isso é demais, cara.
Então, atenção, e se esses caras forem na cidade de vocês, vai assistir porque vale muito a pena, tá? No Michael Alberich, esses dois são demais.
Ô Fabiano, só para deixar claro, Monjarão cantando bonito, hein, moleque? Então, rapaz, Monjarão cantando, você tá diferente, você chegou aqui, velho, falei, mano, tá diferente, monjarado, né?
Deixa eu contar, conta, conta. Não é monjada, só monjada, porque eu tomo a mesma monjada que o Fabiano.
Você toma?
Toma. Então ele começou antes, foi um dos primeiros a começar, ele começou antes de mim. Ele falou que a gente chega de um show, às vezes quando a gente tem que voltar para casa e tá no interior, a gente volta assim que o sol nasce, né? A gente chega virado, sem dormir numa viagem. Eu vou dormir, o Fabiano vai para academia. Então a disciplina aí é pesada.
Mudança de vida mesmo, mudança de vida e mudança de alimentação, né, cara?
Melhora os exames, melhora tudo, né?
É, não sabe como é, tem que fazer.
A canetinha ela ajuda, mas é um conjunto para poder dar certo.
Tem toda razão.
E reparou a disposição?
100%.
Tá da linha em dia?
Quase 60 kg a menos. Nem precisa, né, com essa disposição tudo agora, a testa batendo certinho.
Tá da linha em dia, tá da linha em dia.
Se precisar, com certeza.
Tá aí, ó, agenda de julho: César Menotti Fabiano, dia 2 de julho. Já foi, né? Já estamos no dia, vocês têm show, que dia é hoje?
A gente faz dia 24, Mauá, sexta-feira agora. Depois a gente vai São Gabriel da Palha, Espírito Santo, e vamos para Resplendor, Minas Gerais, no domingão.
Aí, ó, já agenda tá aí. Júlio, César Menotti, Fabiano, Mauá. Atenção, Mauá, show desses caras imperdível. Quando vocês estiverem por Santa Catarina, Floripa, me avisa. Já fizeram P12?
Estaremos Já fizemos, já fizemos o P12 e estaremos, acho que se não me engano, não sei se agosto ou setembro, em Florianópolis.
Aí eu vou ver se calhar de eu tá lá, eu vou assistir vocês. Combinado, vou ficar de olho. Você sabe o lugar?
Não, ainda não vou lembrar o lugar de cabeça agora, sim, a gente vai estar lá.
Tá bom, vamos nessa, gordinho. Obrigado, agradecer a galera.
Que dia, tá bom? César, nosso Fabiano, já sabeu, todo mundo inscreva-se no nosso canal.
Isso, curta, compartilhe, dá aquela moralzinha. Estamos batendo 2 milhões. Vamos junto! Em breve, Milionários é Rico no YouTube, Você de Aquariano em Outubro vai ter o privilégio de estar nessa gravação especial, tá bom?
Vamos nessa!
Obrigado, beijo, valeu, galera!
Obrigado, moçada, valeu!