EP 735 - PADRE CHRYSTIAN SHANKAR
Padre Chrystian Shankar é sacerdote da Diocese de Divinópolis (MG) e se destaca nacionalmente por suas pregações sobre família e espiritualidade. Também utiliza as redes sociais como ferramenta de evangelização, compartilhando conteúdos de fé, reflexões e formação cristã.
- Crise Familiar ContemporaneaDescartabilidade dos relacionamentos · Infidelidade virtual · Problemas financeiros nos casamentos · Falta de comprometimento · Fuga da dor
- Pastoral de família e casaisEncontros para casais · Trabalho com espiritualidade e autoconhecimento · Dinâmicas de reconstrução relacional · Desafios modernos do matrimônio
- Fertilidade e GravidezRezas para casais inférteis · Abençoamento de sapatinhos · Testemunhos de gravidez · Acampamentos na Canção Nova
- Ditadura do relativismo e crise conceitualPerda da verdade absoluta · Ideologia como religião · Juventude perdida · Fuga da realidade · Autoconceito vs realidade
- Vida e vocação sacerdotalInfância e chamado para o sacerdócio · Seminário e ordenação · Primeiras paróquias · Evolução ministerial
- Missa da Família e crescimento ministerialCriação da Missa da Família em Divinópolis · Crescimento de 10 a 14 mil fiéis · Repercussão na mídia · Transição para vida pública
- Exorcismo e Batalha EspiritualFormação em exorcismo · Modos ordinário e extraordinário · Tentação e possessão · Infestação de lugares · Importância da Medalha de São Bento
- Papa Francisco vs Papa Leão XIIIEstilo comunicativo dos papas · Abertura vs. doutrina · Repercussão na mídia · Retorno de católicos · Questões litúrgicas
- Desafios do CleroSolidão existencial · Desgaste administrativo · Suicídios entre padres · Pastoral presbiteral · Falta de preparo administrativo
- Fé em comunidade e grupos de apoioEncontro de Adolescentes com Cristo (EAC) · Grupos de oração universitários · Importância de pertencimento · Pressão do meio secular
- Laicismo vs cristianismo nas universidadesDenúncia de grupo de oração · Ministério Público Federal · Liberdade religiosa · Perseguição ao cristianismo · Duplo padrão
- Autoridade pastoral e liberdadePregação firme · Imposição vs proposta divina · Conversão e renúncia · Doutrina vs aceitação
- Casamento e sacramentoTrês promessas do matrimônio · Nulidade de casamento · Liberdade, fidelidade e fecundidade · Preparação para casamento
- O Papel da Fé e EspiritualidadeGratidão como prática · Beleza da natureza · 28 dias de gratidão · Depressão e perspectiva · Simplicidade
- Formacao SacerdotalDuração (10 anos) · Etapas de formação · Hierarquia eclesiástica · Dificuldades do chamado
Vai, Bilu. Vai dormir, Bilu. Vai, por favor. Vai dormir, Bilu. Tá atrapalhando. A gente tá entrando um pouquinho antes. Bilu faz umas puta barbaridades que é uma benção do padre. Mas nem ele querendo. Então, por favor, padre Christian, dá uma benzida no Bilu que tá ali. Menino precisa de iluminação. Dá uma iluminada no Bilu. Olha pra câmera lá. Ele que tá cortando o senhor aí. Bilu, Deus te abençoe. Muita paz. Espírito Santo no teu coração.
Bilu. Pra você, Bilu. Pronto. Boa, rapaziada. Começamos bem já. Bilu abençoado. Se eu contava o padre que o Bilu faz, o padre vai embora. O Bilu andou fazendo em Sorocaba. Querido em Sorocaba. Ele e o prefeito de lá. Impressionante que o Bilu é querido em Sorocaba. Ele aparece lá, ele apanha. Eu não sei por que, coitado. Mexeu em gavetas alheias. O Bilu não é fraco não. Grande Bilu. Olha, começando mais um episódio do Ticaracaticá.
Hoje é um episódio muito legal Estamos ao vivasso Acho que das poucas vezes Antes do horário Mas isso é interessantíssimo Para que você já curta Porque o padre hoje tem horário Então a gente precisa antecipar O programa Já pedimos para que você curta né Boleta Compartilhe, curta, inscreva-se No nosso humilde canal Agradecemos desde já Muito obrigado, dê o like, ative o sininho Este canal e o canal oficial de
Cortes, por favor, tá? É verdade, a gente precisa, porque sem essa ajuda de vocês, a gente não consegue ser lembrado na internet. Então, por favor, você que tá assistindo, você aí que tá hoje ansioso por esse programa... Ajude nós. Dá uma curtida, se inscreva, vai no canal de Cortes também. Isso ajuda tanto a gente, a gente tá precisando nesse exato momento. Então, sempre que a gente precisa, a gente vai e pede com muito carinho, né, Bola? Muito. Porque é importante mesmo. Pode parecer uma coisa chata, mas...
Imagina que nós dependemos tanto de vocês. É fundamental para o nosso funcionamento. Boa, Carica, é isso aí. Graças ao carinho de vocês, tanto aqui quanto seguir no Spotify, assistir também lá no Spotify. Lá no Amazon. É importante para a continuidade deste projeto, né, Boleta? Boa, é isso aí, Carica. Também temos... O cara quer ajudar mais ainda, ele pode se tornar membro. Membro. Aí você... Aí você ajuda mais ainda. Aí você vira premium aqui.
Você vira... Você vira membro. Você vira... Como é que é? É... Fundador, né? É isso aí. É como é que é patrocinador.
Patrono, patrono, é a palavra. Você se torna um patrono e a gente pode ler também o seu recado no ar aqui, a partir do momento que você colabora. Superchat, hoje linha branca. Tá aqui a linhazinha branca, aqui no chat. Hoje vamos vulnerar que temos uma pessoa abençoada aqui hoje, né? Exatamente. Por favor, rapaziada. Estamos no meio da quaresma, já há 15 dias, né? É. Há 15 dias, há 15 dias da Semana Santa, aproximadamente. É a semana que vem, a Semana das Dores, a outra já é a Semana Santa. Eu lembro, eu lembro do padre,
Pode chegar o microfone mais próximo? Eu lembro quando eu era molequinho, rapaz. Eu gostava muito, sabe do quê? Do Domingo de Ramos. É um domingo antes da Páscoa. Isso. Não é? As crianças gostam de Jesus no burrinho, né? É, aí ficava com a folhinha, levava a folhinha pra casa, o ramo. É muito bonitinho. O ramo pra casa, né? Já quer uma? Tem aí? Já pode contar a primeira? Pode. Já. Domingo de Ramos. Paróquia Nossa Era Aparecida. Jesus sempre ia andando. E os discípulos do lado.
uma coisa diferente. Falei, então vamos fazer. Vamos arrumar um burrinho. Porque fica bonito. Jesus em cima do burrinho. Só que custaram arrumar o burrinho, arrumaram um cavalo. Um cavalinho. Um pouco maior. Um pouco maior. Colocaram Jesus em cima do cavalinho. Mas parece que o cavalinho não... Não curtiu. Não, não curtiu muita gente. A procissão começou. Nossa. No primeiro estribilho da banda, meu filho, o cavalo disparou. Com Jesus em cima. Foi embora. A procissão foi sem Jesus.
Que posição ótima. Sem Jesus, que é isso, cara. Tem um vídeo muito bom também. Desculpa, pode parecer pecado, mas depois tenta achar o meu querido Bilu, o Zack, de um rapaz que tá fazendo a encenação. Ah, que ele leva a chicotada. Que ele dá uma chicotada e o cara acha que tá com muita força. Os soldados estão chicoteando ele. Só que eu acho que estão batendo forte. Ele joga a coisa, ele pega o chicote e sai dando no soldado.
Que que é isso, cara? Esse vídeo é maravilhoso. Se achar Íbilo, me fala. Eu vou tentar achar também aqui no Instagram pra você. Então nem apresentamos, né, Carica? Já começamos. Não, calma, calma que ainda tem recado pra dar. Ah, temos. Temos o nosso show. Isso. Toda quarta de abril agora. Isso aí. Bora. Atenção, não perca Teatro Sabesp. Isso. Frei Caneca, às 20 horas. Ingressos no uhu.com, rapaziada. Humorfobia. O link aqui nesse episódio, você consegue?
Então corre lá. Esse espetáculo vai acontecer de uma forma única. Então as quartas de abril no Teatro Frey Caneca em São Paulo. Teatro Sabés Frey Caneca. Todas as quartas-feiras. Então corre. Já lá adquire a sua quarta-feira predileta. Se é a primeira, segunda semana, terceira semana, quarta semana. De abril, homofobia no Teatro Frey Caneca. Precisamos de vocês lá pra gente fazer uma coisa bem divertida. Vamos fazer um programa lá também. Vamos fazer uma zoeira lá.
divertido. Tá bom? Então, vão ter quadros, a plateia faz parte. A truma vai participar. E tem a ver com, né? Pague para entrar e reze para sair. Então, você pode fazer parte desse espetáculo, tá bom? Beleza, boleta? E temos também o Carioca Botanopilha. Carioca Botanopilha, dia 10 em São Sebastião. Não deve ter mandado, provavelmente não mandou. Então, dia 10, estarei em São Sebastião, junho em Florianópolis, julho em Florianópolis, né?
Catarina, eu vou estar em... Caxias. Não, Caxias é Rio Grande do Sul. Florianópolis eu vou estar acho que em Joinville e mais uma cidade que eu esqueci agora. Enfim, daqui a pouco eu vou passar essa agenda completa pra vocês. Tá bom, boa. Passamos direitinho. Esse espetáculo, é o último ano que eu vou fazer esse espetáculo. Vou ter que bolar um novo, né? Ah, entendi, tá. Mas vai ser o último ano dessa turnê de Botanopilha. Já estamos no segundo ano dela.
Vamos partir para um novo. Ah, vou pensar uma outra coisa. Boa. É difícil o artista ficar fora do palco. Bola é... Eu imagino. Eu não tenho praticamente...
agenda, mas quando eu subo no palco, quando eu volto pra minha casa, é o melhor remédio. Fica feliz da vida, né? Exatamente. Boa, Carique, é isso aí. Tá bom? Tá bom. Então não sei quem é a base desse ano, hein? Caraca, botando pilha. Exatamente. Vamos começar? Vamos começar, então, a entrevista hoje. Estamos, né, Bola? Ele que é um figuraça, gente, boa demais. Uns 18 dias da Páscoa, praticamente, né? Da Semana Santa, 15 dias, exato, porque hoje é quinta-feira. Então daqui as duas quintas-feiras será o Lava Pés,
Não é isso? Lava-pés. Lava-pés de Jesus, que eu fiz muito na minha infância. Lavava o pezinho lá com aquele... Com o jarrinho. Com o jarrinho, o pezinho bonitinho. Era um momento, assim, muito importante da minha vida. Me recordo também que na Sexta Santa, com a minha mãe, eu era pequeno, nós tirávamos Jesus da cruz e colocavamos em cima do altar e colocavamos com pano e aquilo era muito triste pra mim. Eu, quando pequeno, aquilo me... Marca a criança, né?
demais. Os espinhos e tal. Então a gente fazia esse movimento todo. E domingo era maravilhoso, que era Páscoa, porque tinha chocolate. Aquilo era maravilhoso. As ovas. Eu me lembro, Bola, dos carrinhos de plástico que na caçamba vinham chocolates. Lembra desse carro? Lembra disso aí? Lembro. Os carrinhos de plástico. Isso era maravilhoso. E a caçambinha vinha os ovinhos. Delícia. Lembra disso, Bola? No começo a gente nem entendia o que era Páscoa, nem queria saber por causa do chocolate, né, padre?
Mas era muito bacana poder estar vivendo isso e você pode. Estamos aqui com esse fenômeno, né, Boletano? Padre Christian. Esse é gente boa figuraça. Estou muito honrado em conhecer você. Muito honrado, Padre Christian. Toda minha. Muito obrigado. Onde o senhor tem uma paróquia específica? O senhor está onde? Está parecida? Está na Cachoeira Paulista ali que tem a Canção Nova, né?
Padre, eu queria saber a sua denominação eucarística. Eu sou padre diocesano, padre secular, né? Sou reitor do Santuário São Frei Galvão, em Divinópolis. Divinópolis. Que é a sede da nossa diocese, Minas de Araís. Do Frei Galvão? É. Das pílulas? Das pílulas. Ah, que legal. É o segundo santuário do Brasil. O primeiro é em São Paulo, o lugar de que está, e o segundo lá em Divinópolis. Como é que você começou com essa vida, padre? Ó, foi assim. Resumindo, né?
Câmara do Guajuru. Câmara do Guajuru está de pequenininha, perto de Divinópolis. E o meu sonho era ser padre lá. Eu comecei lá com o padre Francisco Cota, hoje é bispo, bispo de Sete Lagoas. E ele estava pra sair da paróquia e eu assumiria a paróquia. Uma paróquia menor, mais rural, né? E eu amava aquele povo. Porque eu fui pra lá como seminarista, fiquei o meu diaconato e já tinha dois anos de padre. Quando estava pro padre Francisco sair, a gente teve uma reunião da diocese e eu ganhei uma eleição, chama Vigário Furânio, que a gente representa o bispo
da diocese. Diocese é um território onde tem um bispo diocesão, né? Eu fiquei com Divinópolis e Carmo do Cajuru, que era onde eu estava. E aconteceu um problema numa paróquia em Divinópolis e o padre teve que sair. Então teve algum problema com o bispo e ele não tinha um padre pra colocar lá. Eu já estava em Cajuru, ele falou, como você é vingado forânio, venha para Divinópolis e vai acompanhando a paróquia, que em janeiro eu nomei outro padre pra lá. Eu fiquei setembro, outubro, novembro, dezembro. Ele me chamou no início de
Jareiro disse, olha, eu pensei, você vem pra Divinópolis. Que legal. Você vai sair de Cajuru. Pra mim foi uma tristeza. Por quê? Porque o meu sonho era ficar em Cajuru. A minha vida, assim, o meu sonho era ser padre em Cajuru. Foi a minha primeira paróquia. A Cajuru é menorzinha. Menorzinha, pequenininha. Porque Divinópolis é um pouco maior. Tem 250 mil. Mas quando eu cheguei em Divinópolis, hoje resolveu tudo. Mas na época a paróquia não me queria.
E eu também não queria. Porque eu queria ficar em Cajuru e eles queriam o padre anterior que estava lá. Mas o bispo bateu o pé e falou, não fique.
e faça o seu trabalho lá. Eu notei que um trabalho tipado de paróquia ali não estava funcionando, porque o problema foi um pouco grave, né? Não vamos entrar aqui. Aí eu tive uma ideia, foi o Espírito Santo mesmo, né? Nós criamos a Missa da Família, que era uma missa na quarta-feira, onde a gente fazia uma missa maior, com mais canto, com adoração ao Santíssimo, e a missa foi crescendo muito rápido. Nós chegamos a ter toda quarta-feira de 10 a 14 mil fiéis por missa. Meu Deus!
época foi um fenômeno daquilo. Não, a gente comprou o terreno do lado, fez um galpão, cobrimos o lateral da igreja, a polícia fechava as ruas, instalavam telões. 14 mil pessoas. Tanto que foi lá o Maurício Kubrusli, da Globo. Ele foi fazer uma reportagem lá, naquele lançamento dessa missa. Foi depois que ele foi lá que a minha vida começou a mudar. As pessoas me viram e começaram a me convidar pra eventos. Aí a coisa foi acontecendo, comecei a ir pra outros de Ossé,
as pessoas gostavam, um evento ia pra outro, acabei indo pra Canção Nova, peguei lá os acampamentos do saudoso Padre Léo, que era muito engraçado também, né? A partir da Canção Nova, eu fui também para a TV Evangelizar, que estou até hoje com o Padre Reginaldo Manzotti, lá em Curitiba, tenho umas participações da Rede Vida e a coisa foi acontecendo. O senhor tá na Rede Vida. É, quando eu estou em São Paulo. Do Monteiro, do nosso amigo Monteiro Neto.
É, quando eu estou aqui, eu participo de alguns programas com eles lá de entrevista. É, o Monteiro Neto é gente boa. Boa, né? A gente conheceu de Barretos.
É verdade. É o Monteiro. Ele é da família lá, a Rede Vida. É a Rede Vida, né? Mas é bom a sua pergunta agora, porque o pessoal pensa, quando vê um padre assim, ah, o padre Cristian sempre sonou em fazer o que ele faz. Não, eu nunca sonhei em fazer o que eu faço. Você sonhou em fazer o que primeiro, padre? Não, padre de paróquia. Atendeu os fiestas, era pra missa, confissão. Da onde veio isso, padre Cristian? O senhor frequenta desde pequenininho?
Desde molequinho. O senhor sempre foi católico ou já teve alguma outra religião? Não, sempre fui católico. Agora, eu vou resumir também, mas a minha história é bonita, não é porque a minha não. Cada um tem a sua história, né?
Mas a minha mãe, Ana Maria, ela está em sintonia conosco, viu? Ela vai assistir ao vivo lá. Ela te bateu uma vez só, né? Uma vez na vida, o resto tentativa de homicídio. Aí a minha mãe já estava noiva. Minha mãe era brava. Era brava? Como chama-se a sua mãe? Ana Maria. Dona Maria, um beijo. Aí a minha mãe já estava noiva do meu pai. Mas antes de eles se casarem, ela ficou grávida. E há 20, há 50 anos atrás, foi um choque pra família, né?
muito católica, pra ela foi uma mistura de alegria e de tristeza. Alegria porque é uma vida que estava vindo. E tristeza que não era casada. E ela, quando descobriu que estava grávida de mim, eu vou resumir bem a história. Antes de contar pros pais dela, ela passou na igreja Matriz Santana, Itaúna, onde eu fui batizado. Ela foi rezar, pedindo pra Deus que recebesse o fruto, o pecado dela, que se ele quisesse eu podia ser um servo de Deus, etc. Ela rezou.
uma experiência mística, que ela fechou os olhos, pôs a mão no sacrário, aí ela viu um padre de cabelo preto celebrando uma missa de costa, levantando a hóstia assim. Ela não teve dúvida que era eu aquele padre. Caramba. Então ali ela chama Ana Maria, Maria. Meu pai chama José Emílio, José, José Maria. Por isso ela pôs Christian, que é Jesus Cristo, né? E ela chorou e entregou pra Jesus como se fosse a minha vida. Falou, ó, pode levar ele pra África pra eu não vê-lo nunca mais. Quando ela estava saindo da igreja chorando,
José Neto estava entrando, que era o padre da época. Aqueles padres ficavam a vida toda na paróquia. E ele conhecia a família dela, o Sr. Bismarck era barbeiro, eu aprendi a fazer barba contra cabelo com ele, e a dona Alice, que eram os pais da minha mãe. Você é barbeiro? Não mais, mas eu fui anos. É mesmo? Dá pra ver que a barba tá bem feita. Tá bem feita. Tá bem feita. Aí ele perguntou pra ela, Ana Maria, que ele conhecia a família, né?
O que que tá acontecendo? Você tá chorando. Ah, pai José, eu engravidei. E agora eu vou contar pros meus pais.
de alegria e de dor. Mas Deus consolou meu coração ali agora. Eu rezei e eu fiquei, sabe, e Deus me falou que é um menino e eu vou entregar esse menino pra ser padre. O padre José não gostou. Ela achou que ele ia gostar. Falou, não, você não fale uma tragédia desta, porque esse menino vai ficar com essa obrigação pra te agradar e se ele não tiver vocação, vai ser um padre muito infeliz. Você não quiser, exatamente. Chamou ela na sacristia, falou assim, ó, coloca a mão na Bíblia aqui e você vai me prometer. Você nunca vai contar isso pra ele.
Você entregou pra Deus, mas não conta. Ela disse, mas quando que eu posso contar? Ele disse, se ele ordena a parte. E ela nunca me contou, não. Caramba. E de pequenininho, eu brincava de missa, consagrava bolacha. É, fazia suco de uva, fui pra coroinha. Que legal. E durante esses anos todos, ela foi escrevendo. Aqui foi coroinha também. Foi coroinha também, né? Foi. Aí, ó. Aí eu fui pro tiro de guerra, me apaixonei pelo exército, né?
Cheguei a cabo lá. Não, foi pro tiro de guerra mesmo. É, que louco. Mas eu ficava só como capelão, né? Tá.
Deu a pintar meio fio, não, né? Não, é porque eu era cabo, a nossa vida era mais... Deu uma capinada ou não? A capinada, né? É, o meu foi carrinho. Tirar os nossos, ó. Então você era capelão do exército. É, ficava lá. E aí foi. E depois eu fui tocar na fanfarra, falei com a minha mãe, né? Mãe, eu tô pensando na minha vida, acho que eu vou ser padre. Ela nunca falou nada. Meu Deus. Ela falou, meu filho, vá. Agora, se você não quiser, a casa tá aberta pra você aqui.
Pode voltar. E eu fui pro seminário, foi uma caminhada mais complicada. Com quantos anos, padre? Eu fui com 20.
20 e 21. Aí, pronto, fiz a caminhada toda, fui ordenado diácono. Dia 27 de agosto de 2025, eu ordenei padre. Dia 28, foi a minha primeira missa, 10 horas da manhã. Aí teve um almoço. Quando eu cheguei em casa, depois do almoço, tinha na minha cama um envelope escrito sua história. Ela foi escrevendo. Ela contou tudo. Aí que eu entendi. Cara, que coisa louca. Quer dizer, Deus me escolheu no útero dela ainda. E eu nunca pensei em ser outra coisa.
Que loucura. Que legal. Que história bonita, padre. Bonita, né? Poxa. E ela nunca...
Nunca te contou. Só te levava na missa de boa e deixava você à vontade. É eu que puxava as coisas da igreja lá. Olha que doido. Pra você ver o valor da oração da mãe na vida de um filho. Mas o senhor ordenou padre no ano passado? Não. 2005. Ah, 2005. Não em 25. 2005 o senhor ordenou padre lá em Cajuru. Itaúna. Itaúna. A gente ordena na cidade natal, né? Não sei uma coisa que eu não sei. Qual que é a hierarquia? É padre? Começa como diácono? A hierarquia da igreja são só três.
Diácono, padre e bispo. Só três? É, só as três. Agora, o restante são ofício e funções, né? Tá. Igual o diácono, né? Diácono, padre. Tem o padre que é Monsenhor. Tem o cônico, tem o capelão. Tem o freio. Tem o freio. Capelão, bola. Sabe o que é o capelão, né? Que cuida das coisas? Não, é o padre que é militar, não é isso? Isso, tem uma capelania militar. Isso, ele tem uma capelania militar, ele é policial e ele pode ser padre.
Ele é o padre da polícia militar, não é isso? Do exército aeronáutico. No máximo é chegar a papa. É. Entendi. Aí tem...
cardeal, né? É, tem os cardeais. É, que é difícil chegar a cardeal, né? São poucos, né? Porque na verdade tem o bispo, depois tem o arcebispo, que ele responde para uma arquidiocese. Alguns acervis são convidados pelo Papa para ajudar no convênio da igreja. Eles recebem o título de cardeal. E quando o Papa morre, é entre os cardeais que elegem um. Entendi. E na verdade o Papa é um bispo, né? É o bispo de Roma. Por ser o bispo de Roma, sucessor de São Pedro, ele chama de primo,
interpares, é o primeiro entre os iguais. Entendi. É muito interessante, eu tava vendo esses dias a história da da igreja de São Pedro, na igreja não, né? Da Basílica de São Pedro. Da Basílica de São Pedro. É em cima da tumba de São Pedro, né? Exatamente. E eu, quando eu fui lá, eu fiquei meio encantado porque tem um fecho de luz do sol que entra na cúpula. Meu Deus, aquilo me chocou um pouco. Porque era lindo aquele altar de São Pedro, né? Não sei como é que é o nome daquilo.
da Guino de Bernini, aquelas colunas, né? Não, de madeira, aquela... Ah, é o altar da confissão. Altar da confissão. É. Lá, dentro da basílica. Dentro da basílica. E aí, eu tava lá rezando, cara. Aí, do nada, acho que deviam ter um pouco de nuvem, abriu o sol. E aí, entrou aquele fecho de luz, assim, ó. Dentro... Tá a tumba. E eu falei, meu Deus do céu, que... É ali o coração treme mesmo, que é o início, né? É. Tá louco. Não, ficou... Tem duas cenas na minha vida que me impressionaram
assim, esse dia especificamente, assim, eu fiquei meio em choque, porque foi muito bonito, tava aquele barulho silencioso da igreja, sabe, que ali não tem como ter um silêncio pleno, porque tem muita gente, mas tava todo mundo em silêncio, mas tinha bastante movimentação, eu tava rezando e entrou esse fecho de luz e ficou memorizado. E numa outra, eu tava numa época que eu tava conhecendo o Hare Krishna, e eu tava num culto o Hare Krishna meio em choque, assim, olhando e tal, mas olha, mas moleque,
Sim. E aí, eu nunca mais vou me esquecer dessa cena. Aí tinha um casal que tinha um bebezinho, ele tava só de fraldinha. Aí eles botaram o bebezinho numa almofada. E essa almofada tava no chão, assim, sabe, do templo, e tava todo mundo meio de joelho, meio sentado. Do nada, veio um fecho de luz e tchup, chum, no bebê. No bebê. E eu assim, meu... Eles botaram, deu cinco minutos, veio um fecho de luz, assim, só... Mas vem direto naquele ponto ou foi sem querer?
Naquele ponto e no bebê, velho. Cara, eu falei mesmo. Que coisa. Que coisa linda. Um bebezinho, sabe? Que coisa mais linda. Fui, cara, que coisa maluca. É muito bonito essas... A gente poder ter o privilégio, né? De ter saúde, de poder apreciar a beleza... Nem fala. Nessa vida, né, padre? É verdade. E outra coisa que você tem, que muitos não têm, é a sensibilidade de ver isso, né? Porque muitas coisas acontecem, mas muitas pessoas não veem. Só a questão de ver já é uma graça, né? Não é? É. Como é?
Eu fico, às vezes, triste por ver pessoas depressivas, pessoas angustiadas. Eu falo, se mova, preste atenção, observe, olhe o mundo com beleza. É verdade. É uma questão do cristalino. Do olhar. Com oração, obviamente, que muda a energia. E o belo, apreciar o que é belo. Começa a prestar atenção nas coisas mais simples da vida, que elas são maravilhosas. Jesus falava disso, né?
Olhar e os livros do campo, olhar e os pássaros do céu. Coisas simples, ali você encontra paz, né? Não é muito... É muito, né? Eu atendo muitas pessoas que vêm com ansiedade e depressão. E eu sempre brinco com elas assim, Flora, você não está deprimido, você está distraído. Porque a depressão, ela te foca no problema. E a gratidão, ela abre o seu olhar, né? Aí eu brinco, eles olham, você pode continuar reclamando, tem problema, porque você está depressivo, depressivo reclama.
escrever três, ainda bem. A pessoa volta na outra semana transformada. Exemplo. Ah, eu furei o pneu do carro. Ainda bem que eu tenho carro. Ainda bem que foi o pneu. Não foi um acidente. Ainda bem que o meu celular pega e alguém pode me ajudar. Esses três, ainda bem, em cima do negativo, a pessoa tem uma visão mais grata da própria vida, né? E ela começa a enxergar o que você está falando aí. Que legal isso. É o copo meio cheio, né? É a teoria do copo meio cheio. Não está meio vazio, está meio cheio.
É uma questão de ótica. Então, assim, você que está assistindo a gente, que tem... Entristecido. Leia. Olha aí, temos o livro do padre, temos a Bíblia. Observe as coisas mais simples da vida. O percorrer da água, uma flor, uma árvore, o sol, a natureza, os pássaros. Eu, quando eu estou mais, assim, entristecido, porque faz parte da vida, tem momentos de tristeza, são orgânicos, são inerentes,
ao ser humano, eu olho pra natureza, pego meu violão e fico sozinho, ou observando a noite, ou os pássaros, já cansei de sentar no meio fio da rua e ficar observando as pessoas, os cachorros, sabe, a movimentação, buscando... Não tinha tomado nada, né? Não, não, é simplesmente bola. O agradecimento e a oportunidade de estar vivo e com saúde. É verdade. Eu tenho no meu canal no YouTube, até quem não fez pode fazer, vocês dois estão convidados a fazer.
É de graça. Tem uma playlist chamada 28 dias de gratidão. Porque o ser humano, a nossa mente, ela tem a tendência a ser ingrata. Isso é natural. O neném já nasce chorando, todo mundo reclama, etc. A gratidão não é inata. A gente tem que aprender a ser grato. Eu tenho um treinamento de 28 dias que a pessoa é treinada a ver a gratidão na vida. Isso é uma coisa simples. Por exemplo, um dia é a água. Então ela vai agradecer a água que ela bebe, a água que ela toma banho, antes de comer.
ela vai ver o alimento. A conta. A gente reclama muito de pagar a conta. Como que eu falo com a pessoa? Você vai pagar a conta e vai escrever na conta. Gratidão. Como que eu agradeço uma conta paga? Olhando pra conta e vendo o benefício que ela me deu. Eu tô pagando internet. Olha quantos filmes a gente vê. Internet, celular. Eu vou tomar banho. Energia, água. Então as pessoas começam a ter uma vida mais grata. O ar que respira.
Tudo isso. São 28 dias. E se te avisaram no Brasil, mais de 200 mil pessoas já fizeram. É mesmo. Tá no teu canal do YouTube. No YouTube.
Gratuito, está lá. E os comentários são assustadores. As pessoas mudam a vida. Como é que é o nome do vídeo? É 28 dias... De gratidão. 28 dias de gratidão no YouTube. Que legal, cara. Você começar... É uma questão de percepção e valorizar o simples. Exatamente. E que quando ele falta, que aí a gente realmente valoriza. Por exemplo, faltou luz na sua casa. Primeira coisa que você faz é dar uma xingada, né? Não, aí você vai ficando sem. Um, dois dias já começa a sua vida a se tornar caótica.
E é uma coisa que às vezes a gente passa despercebido. Então, exatamente é o seu ponto. Tá triste, tá angustiado. Começa a reparar nas coisas mais simples e na beleza. É verdade. A beleza da própria vida. Na beleza, da natureza, um beija-flor. Cara, o beija-flor é um... Põe um negocinho de... Sabe? De ele tomar aguinha lá. De ele tomar aguinha. Uma aguinha doce. Todo dia ele vai passar lá. Ele vai te dar bom dia quando você estiver tomando seu café da manhã. Não coloque água com açúcar.
Não, tem uma bebidinha, né? Especial feita pra beija-flor. Põe lá que o beija-flor vai aparecer na sua varanda e você... É que não descansa, né? Putz! Então você vai poder observar. Me deu vontade de colocar. Será que vai aparecer? Se eu botar a bola. Aparece. Se marcar, aparece. Vou colocar. Tem bastante árvore. Eu vou colocar. Me deu vontade agora. Marcar pro produto certo. Não, sim. O néctar, né? Deve ser o néctar de beija-flor.
Enfim, aí o senhor... Quantos anos de... Como é que se chama? A ordenação. Não, a ordenação tem um nome. Meu Deus, quando...
Não, quando você tá no estudo, tem um nome. Ah, seminário. No seminário. Quantos anos de seminário? São nove anos. Nove anos? Nove anos, padre. É um ano. É bastante, hein? É bastante. Caramba. É um ano de propedeutico, três de filosofia, quatro de teologia, mais o estágio de Aconal. E hoje aumentou, porque deu o estágio de pastoral, vencerado de diocese, aumenta mais um ano. São dez anos pra formar um padre hoje. Caramba. Dez anos.
Tem que entrar cedo, hein? É, tem que entrar cedo. Geralmente a gente ordena perto de trinta, né? Quem entra geralmente com dezenove, vinte, vinte e um. É.
Não pode entrar menor de idade? Não, não. A igreja não tem mais aquele seminário menor. Raros lugares tem. Antes podia ir, na quinta série, sexta. Agora cortou. Ela faz todo o estudo, faz um ano no GVP, que é grupo vocacional presbiteral. Se a igreja vê que ele tem vocação, ele entra pro primeiro ano. Esse GVP é pra observar se você vai ter... É que eu digo, acho que pra ser padre, eu tenho um primo que tentou, né? Ele ficou no seminário, não sei quantos anos, mas não se tornou mal.
Largou mão, você conheceu ele. Um abraço até pra ele, pro Lucão lá, meu primo. E o Lucas, ele teve dificuldade, porque é muito difícil abrir mão de tudo pra se tornar um sacerdote, né? É. Eu falo muito, eu brinco muito, né? Eu fico brincando, falando a verdade, né? Por exemplo, eu falo que pra ser padre e a missa, se você entende e ama, é uma benção. Se você não entende e não ama, não tem nada pior. Você tem razão. Eu fico pensando, uma missa pra quem não entende, não tem nada mais chato. Você tem razão.
O que que tá acontecendo ali? Agora você entra... Todo domingo a mesma coisa, mas se você ama, aí é outra coisa. O aniversário de criança. Um dia um cara me falou assim, não, padre, eu nunca vi uma coisa mais chata que o aniversário de criança. Porque não é seu filho, porque não é seu sobrinho. Porque você acha que é filho do outro. O dia que for o seu, você tá lá. Parabéns, ei, porque você ama. É, assim a missa. Se você não ama o que tá sendo celebrado, você assiste.
Se você ama, você está ali, né? E é o que você falou, é engraçado como a gente gosta de um padre, né?
do outro, mas quando eu vou todo domingo, seis e meia missa. E é um padre que é gente boa, eu gosto muito dele, um senhorzinho. Sim. Mas eu acho que ele prega muito bem, sabe? E domingo passado a gente teve que adiantar que a gente teve um compromisso mais tarde e não conseguia no meio dia. Putz, eu já não curti tanto. É identificação, né? É engraçado isso, cara. Não que foi uma missa muito bonita. Sim. Mas eu falei, puta, eu gosto daquele tiozinho das seis e meia
Ah, tá bom. Que padre bonitinho, sabe? E fala calminho, bonitinho. É engraçado isso, né? Engraçado. Como você se identifica com... Então, mas essa eu acho que é a dor da paróquia. Quando o padre sai, então. Meu Deus, a minha mãe sofre horrores. Agora acabou de sair o padre lá que... Deve ser muito ruim isso. Porque a igreja tava meio abandonada. Parece que o barranco tava pra cair na igreja. Sim. O padre fez um mutirão. Arrumou tudo. Cara, o cara arrumou tudo. Levantou a paróquia. Levantou a paróquia.
do jeito que tem que ficar. Ele foi embora. Aí a minha mãe ficou triste. É lógico, né? Ele inclusive nos assiste. Eu mando um abraço pra ele. Mãe, depois manda o nome dele aqui. Ele nos assiste, né? É, mas essa é uma notícia boa. Dom José Belvino, vou bisco e me ordenou pares. Já é falecido já. Ele era muito engraçado. Ele brincava com os pares assim. Olha, quando você sair da paróquia, louve a Deus se as pessoas choram. Porque se as pessoas não estiveram chorando, eles vão estar soldando foguete. É muito melhor o povo chorar do que
não tem dúvida, não é? quer dizer, o padre marcou a vida daquele povo ali não tão feliz que ele foi embora, exatamente quer dizer, o trabalho foi bem feito muito bem feito quais são as dores de um padre
Padre paroquial, porque assim, aumentou, diminuiu os números de fiéis. Qual é a dor? Porque o padre mora na casa paroquial e o padre cuida, obviamente, da sua paróquia, dos seus fiéis, das mazelas, do local, da miséria. Eu acho que a igreja católica é a maior instituição do mundo de apoiar os miseráveis, de apoiar os mais necessitados. Qual é a dor hoje principal, a dor no sentido dificuldade,
para um padre paroquial brasileiro. Sim, pois é, nós temos vivido ultimamente uma dor que atinge os nossos irmãos e atinge a gente também, não é? Que são vários padres que retiraram a própria vida. E a igreja, ultimamente, vários. E a igreja, o que está acontecendo? E geralmente a dor que a gente vê no clero e que os padres falam muito, a primeira que todos falam é a solidão, não é? Eu acho que a gente tem que aprender a ser uma boa companhia para a gente mesmo.
É só chantamar as tiazinhas pra comer uma bolacha? Não, ela gosta. Por isso que fala que a igreja até tem uma frase muito bonita, que é preciso cuidar daquele que cuida. Muitos padres se veem como médicos doentes. Ele está cuidando do outro, mas não tem quem cuide dele. Então as pessoas reclamam muito dessa solidão existencial. Por isso que a igreja tem incentivado muito hoje a pastoral presbiteral, que é a amizade entre os padres.
Ninguém entende um padre como outro padre. Pode não ficar tão sozinho assim. Outro ponto... Uma igreja tem um padre só, é isso? Não. Pode ter quantos for necessário. Os cargos são diferentes. O responsável é o paroco. Ele que assina pela paróquia. E os auxiliares dele são os vigados. Pode ter quantos vigados precisam. Tem paróquia, tem um paroco e seis vigados, por exemplo. Mas é quando tem a demanda muito grande. Isso, muito grande. E outra, que os padres hoje se veem muito cansados,
é a parte administrativa. É que o Estado hoje, ele vê a igreja, claro, como uma instituição religiosa, mas como se fosse uma empresa. Então, a gente no seminário é preparado muito para a parte religiosa. Os sacramentos, a celebração da missa. E hoje muitos padres gastam um tempo excessivo na parte burocrática. E nem sempre é a nossa formação. Essa é uma reclamação de muitos padres. Chegam cansados e esgotados a mexer com funcionário, com dinheiro.
E a gente não é preparado, não é a vocação nossa pra isso, né? Eu penso hoje, tem vários motivos, mas resumindo, os dois motivos principais da tristeza que o clero reclama é a solidão, né? São homens muito solitários e essa parte muito cansativa da burocracia. Mas com o Iá hoje, padre, é só ensinar o Iá pros padres. Mas é facilita, né? Não, mas facilita muito. Se eu escolho a Iá lá, a gente tem uma, né? A gente aqui, né, Boleta?
que ela faz... Sensacional. A gente já recebe relatório, já joga IA lá, ela faz meio que... Entendi. O senhor pega o relatório, joga na IA, compara o senhor, em cinco minutos vai ver tudo que tá faltando, ela vai dizer até o que tá acontecendo, aonde tá o problema. Olha... Eu te ensino aqui daqui a pouco. É legal, padre. Mas você viu que o Papa Leão puxou a orelha, né? Por quê? O que ele puxou a orelha? Dos padres, sobre a IA. Ele falou assim, os padres devem preparar a homilia e não pedir a IA pra fazer.
Nem paro e falo, olha, faz uma... Um dia de domingo pra mim. É o Papa. Mas peraí. Eu não tô falando da parte religiosa. Não, sim. Da parte administrativa. Sim, lógico. Que eu acho que é um... Eu acho que a Iá pode ser um braço. Sim, claro. O padre é que sim. É o que eu lembrei aqui do... Eu sei. Mas por que que... Uma dúvida, assim. Eu tenho achado esse Papa muito escondido. Ele não tá tendo uma... Visibilidade. Visibilidade, né? Que o nosso querido Francisco...
Francisco e principalmente o João Paulo II, que eu acho que é um dos maiores papas de toda a história da igreja, né? Ele tem um padre meio organizando as coisas, meio que... Sim, porque na verdade eu acredito que pra cada época tem o papa que necessita. O João Paulo II foi um divisor de águas, né? Ele dava muito bem com a mídia, ele tinha formação de ator, então ele sabia lidar com o meio de comunicação com câmera, ela é muito fotogênica, muito simpática.
o Papa João Paulo era o Papa, foi o homem na época dele mais fotografado do mundo. Então você via, ele levantava os braços, era muito expressivo, né? Depois de João Paulo II veio o Bento XVI, que era mais mais quieto, né? Mas um teólogo fantástico. Ratzinger. Ratzinger, Giuseppe Ratzinger. As melhores homilias e estudos veio com ele. Era um sapientíssimo. Só que o Ratzinger, por ser alemão, já sorri menos. Mas ele foi um Papa assim muito... Foi um favorzinho simpático. O meu brinco era o Papa Bravo.
O pessoal tinha... Ele sentava com a cara fechada. Aí veio o Papa Francisco, que tentou abrir a igreja em certos pontos, foi mais aberto, mais simpático. Agora, o que eu vejo que aconteceu é que as pessoas interpretaram certas coisas muito mal do Papa Francisco, porque ele deixava as coisas muito abertas. Eu penso que quando o Papa fecha a questão, pra nós é mais fácil de resolver. Quando ele deixa a questão aberta, cada um vai interpretando do jeito que ele diz. Então, muita coisa que rodava na internet,
eu recebi muitas frases e vinha lá, Papa Francisco, todo mundo, amor, eu amo, love, o Papa nunca falou. Então, parece que a mídia, eles abraçaram isso, uma frase que o Papa dizia. E botava nele. O Papa era comunista, o Papa era esse. É, aí levava pro outro lado, ah, comunista, etc. Não, é, portanto que eu fiquei, confesso, padre, que eu tenho a medalhinha de Nossa Senhora Aparecida, tive o prazer de estar lá com a minha mãezinha e comprar, e guardo com muito
carinho, aquela medalha do bicentenário. Ah, sim. Da Casa da Moeda. Coisa mais linda. Eu tenho essa moeda. Sim. Uma medalha. Uma medalha de Nossa Senhora Aparecida pelo bicentenário da aparição. E ele não apareceu. E porque mudou o presidente aqui, ele não apareceu. Ele ficou chateado. Falou que viria. Quando veio, vai, vou vir no bicentenário. E não apareceu. Eu, modéstia à parte, eu fiquei bem triste. Eu falei, cara, é o maior país católico do mundo. Sim.
E a padroeira desse país... Nossa Senhora Aparecida. Eu falei, mas por que o Papa não veio, cara? Ele devia... Cara, ele tinha que fazer, mover o mundo pra estar aqui. E eu tive na jornada dos jovens, mundial da juventude, no Rio de Janeiro. Ah, no Rio. Que foi um negócio espetacular. Foi espetacular. E eu fiquei, poxa, ele deveria ter vindo pro bicentenário de Nossa Senhora Aparecida. É, mas essas são as questões internas mesmo. Tem muita coisa que a gente não sabe, né? Exatamente. É tão simples assim.
A gente acha que é uma coisa, é outra. É porque uma viagem papal é um evento assim que para o país, né? Mas eu vejo muito o Papa Leão XIV. Eu tô apaixonado pelo Papa Leão XIV, que para nós ele tem sido muito firme. Então, quer dizer, as falas dele é uma fala que não é aberta. Então ele tá dando mais um direcionamento, né? E ele tocou em assuntos que para o mundo de hoje não é interessante. Então parece que as pessoas, com as suas primeiras falas, as pessoas parecem que quem não é dessa linha, queimaram com ele, né?
sobre a família, ele falou mais sobre a família tradicional, ele tá pegando muito na questão da liturgia, muita coisa que foi retirada de Roma. Ele voltou com muita coisa, o Lava Pés voltou pra catedral, ele voltou pro Palácio Apostólico. Então, tem, claro, a igreja, como a sociedade, tem várias, a gente não pode ser, mas tem várias alas, né? Tem uma hora mais, etc. E parece-me que um pessoal que é mais progressista, o pessoal até mais da TL, não tá gostando muito do Papa Leão, porque ele tem sido mais,
firme nas decisões. E ele foi um eleito rápido, né? Rápido, né? E era um que não tava na lista. É, então, o nome dele nunca tá na lista. Os principais são esses, nunca tá. Mas tem um ditado em Roma que fala quem entra Papa sai cardeal. Os romanos brincam isso. Entendi. Entrou Papa, sabe que vai sair cardeal, né? É. É um Papa muito bom, muito santo. Mas, por exemplo, eu não vi a pronúncia, não sei se é por falta de mídia, mas, por exemplo, tem estourado, estourou esse conflito do Irã, Estados Unidos,
Antigamente o Papa era a primeira pessoa a aparecer, a pedir clareza, pedir acordos. Mas na verdade, se você acompanha as mídias do Vaticano, ele tem falado. Só que ele não... A imprensa não tá dando a importância. Porque na cabeça da imprensa ele é um Papa mais conservador, então eles não divulgam. Ah, entendi. Eu fiz uma homilia, graças a Deus que eles entenderam o que eu disse. Porque o pessoal falou, vai dar confusão. Isso deve ser complicado hoje em dia, né? Pelo que o senhor falou,
parece que eu tava colocando o Papa Leão melhor do que o Francisco. Não foi isso que eu disse, mas eu falava muito. Falei, olha, vocês lembram? Você abria Instagram, tava o Papa Francisco lá todo dia. Você não vê o Papa Leão. Porque a fala do Papa Leão, como é mais doutrinária, bíblica, um pouco mais conservadora, o mundo não tem interesse em divulgar isso mais. Então eles não divulgam. Agora eu tô entendendo, agora eu tô entendendo porque que esse Papa não tá aparecendo tanto. Eu não tô tendo a percepção da presença
Comece a acompanhar no Instagram o Vaticano que não está divulgando. Está repercutindo a voz do nosso querido Papa. Inclusive, acho que o número de católicos aumentou. Aumentou bem. Depois da eleição do Papa Leão, na história nunca teve tanta pesquisa na internet como se tornar católico. Tem milhões e não tinha. Nós estamos agora no mutilão de confissões. Onde foi o último dia. A gente começa
horas da tarde, foi até 11 horas da noite. É gente que não acaba. E eu conversando ontem com meus colegas padres lá, depois da confissão, éramos uns 16 padres lá. Todos falaram a mesma coisa. Pelo menos eu, de 20 anos de padre, eu nunca atendi tanta confissão de pessoas que não confessavam até as 15, 12 anos. Quer dizer, tá tendo um retorno muito forte de pessoas que estavam afastadas. É um fenômeno, viu? Putz a vida, que coisa boa mesmo. É, eu tô vendo aqui, eu puxei o Google Notícias, né? E botei Papa Leão.
Inclusive, ele tem um nome muito bonito, né? Prevolts. É. Robert Prevolts. É isso? Isso mesmo. Ele é americano, né? É. Robert... E esteve aqui na Colômbia. Ele foi... Ele trabalhou muito tempo lá. É. Robert Francis Prevolts. As notícias são de portais muito específicos. Realmente tem bastante notícia, mas é Vaticano News, A12, Instituto Humanitas. Ah, são os canais da igreja mesmo.
É, é. É muito fechado, né? Não tem nenhuma... Gazeta do Povo, que há dois dias atrás postou em Revista Oeste. CNBB, nenhum grande portal. Tá vendo? Cruzou, é, falou. É o que você falou. Nenhum grande... Do mainstream, né? G1, O... Não estão dando gás pra ele. Nada do Papa. Tá vendo? É o mundo que nós estamos. Então... Quer dizer, não falou o que quer ouvir, não divulga. Exatamente. Que loucura isso, né? Que loucura. Que loucura. Então, a gente pode contar com o Papa,
Ele tá esperto, ele tá vendo as coisas. Ele tá fazendo alguma coisa em relação à reforma da igreja? Como é que é a linha dele hoje? Eu penso que ele vai continuar a linha do Papa Francisco, que é um Papa, não vai brigar com o anterior, né? Aquela questão da igreja mais sinodal, etc. Mas a gente nota no Papa Leão, primeiro, um amor muito grande por aquilo que é da tradição da igreja. Ele entendeu uma coisa que, não tô falando dos outros, falando dele, que o papado é maior do que ele. Tanto é que antes,
papa, ninguém sabia quem era. Ninguém sabia quem era. Foi ele se tornar papa, o mundo passou a amá-lo. Ó, papa leão, papa leão. Então ele entendeu que ele está, ele doou a sua vida pra igreja, porque todo bispo com 75 aposenta. Então eles vão ajudar numa crisma, etc, mas tem a casinha deles e pronto. O papa não, ele vai até morrer. Quer dizer, é a única pessoa da igreja que a morte é transmitida. As pessoas veem ele passando mal, ele egoizando, doentinho. E as pessoas pensam que a briga é para ser papa.
A grande briga é pra não sê-lo. Quase ninguém quer. Porque é uma coisa que você vai doar pra... Não volta pra pátria, não visita mais os amigos, a roupa fica no lugar. É outra vida, né? A família não tem acesso livre como tinha. Ah, que loucura. É, ele passa a ser o sucessor de Pedro mesmo, né? E... Eu cortei meu raciocínio. Não, tá falando sobre a privacidade do cara. Isso. Só sobre o cargo dele, né? E ele tem tido um olhar do papado maior do que?
voltando certas práticas que não eram praticadas tanto pelo Papa Francisco, mas que foram pelo Papa Beno XVI, pelo João Paulo II, então ele tem tido um olhar mais atencioso. Ele tem olhado muito a questão litúrgica da igreja, que é uma questão hoje, que a gente tem que ter um olhar mesmo, não vamos entrar aqui em pormenores, mas a gente vê no Instagram vídeos que atrapalham muito a evangelização da igreja. Santíssimo entrando com drone, pessoa entrando na igreja pulando de...
Não, mas aí não dá. Aí não dá. Aí não dá. Pessoa pulando de... Vamos respeitar. Pessoa pulando de coelhinho da Páscoa, estourando bomba. Eu vi outro dia o Fredilson dando uma bronca numa mulher na igreja, irmão. A Catia tava quase pelada, né? Com o decote aqui, a saia aqui. Ele deu-lhe um come, irmão. Isso aqui é igreja, isso aqui é uma igreja, isso aqui não é não sei o que. Aí acabou, cara. Eu falei, cara, o Fredilson tá bravo. Fica bravo, né? Fica bravo, puta. Mas é, né? Vai pra igreja com roupa
tentador, rapaz. Em outros pontos também. Não é ambiente, né? Em outros pontos também. Ele tem falado muito sobre a família, sobre a tradição da igreja. Ele falou muito que o Oriente, o Ocidente, que somos nós, devemos aprender muito com o Oriente. A questão do silêncio, o respeito com a liturgia, a dignidade das coisas sagradas. Quer dizer, esse discurso hoje, para a mídia secular, não tem valor algum. E muita coisa que o Papa Francisco disse, como ele deixava a questão aberta,
fazer uma tempestade de copo d'água. Uma frase do Francisco, ah, o Papa falou isso. E ficava ruim pra nós, porque a gente sabia que não era isso. Só que ele deixava a questão um pouco aberta, aí as coisas parecem, não era. Mas parece que perdeu o rumo. Cada um fazia o que queria. Ah, não, mas isso é o que eu faço. Não, isso não pode fazer. Ah, isso pra mim é pecado. Ah, isso pra mim não é pecado. Não, isso eu pensou. Isso eu não abençoo.
É porque o Papa, o Francisco, ele era mais humanitário, mas ele tinha essa questão do acolhimento, né? É, ele era franciscano, né?
Era franciscano, né? Não, franciscano não. Ele era jesuíta. Ele era jesuíta? Ele não era franciscano? Não. Era jesu... Qual o padre você está dizendo? Era o Francisco. Jesuíta. Ele era... Pode ser que ele era aquele que atende os mais miseráveis? Não era esse? Não, são os franciscanos. Mas ele não era da ordem dos franciscanos. Ele escolheu Francisco por causa do São Francisco de Assis. Ah, eu pensei que ele fosse franciscano.
Era jesuíta. Jesuíta ou... É, vamos ver aqui. E você pode não querer subir de cargo? Existe isso ou não? Existe. Tipo você. Eu sou padre. Você vai pra onde agora, vamos supor? Bispo. Bispo. Se te chamar, você pode falar, não, obrigado, eu não quero. Pode. Pode. Pode renunciar à eleição. Mas dá uma queimada no seu filme? Não. Não, dá uma queimada, não. Mas a igreja pede que a gente seja atencioso ao convite que ela faz, né? Entendi. Porque até o...
sacerdócio, você vai por estudo. Você estuda no seminário, o bispo te ordena diácono, seis meses você é padre. Pronto. O restante é a eleição. Até engraçado entre as coisas que você falou aqui, o cara não quer ser papa, né? Porque a vida dele vai mudar de... Não, completamente. Então, mas lá não tem como escolher. É isso aí. O cara pode ser eleito e falar, não quero ser... Pode. Aí ele pode? Pode. Ah, não sabia. Não, porque, por exemplo, é o ritual da igreja, né? A pessoa eleita. Aí o cardeal,
Melenco fala com ele. Você foi eleito para ser sucessor de São Pedro. Você aceita a eleição? Ah, entendi. Ele pode dizer não, brigadão. Ele pode dizer, ó, não. Olha, conta-se os bastidores, não sei até que ponto é verdade, mas eu acho que é verdade. Que aquele cardeal brasileiro, Dom Aloysio Lochaider, ele ganhou a eleição pra Papa. E não aceitou. Ele não aceitou, porque ele era muito doente. Ele falou que ia morrer breve. Só que ele morreu, viveu há muito tempo. Mas conta-se os bastidores que ele foi, ele falou não.
Eu não posso, porque eu não vou ser papa muito tempo. Eu sou doente. Aí eles elegeram o outro. Entendi. Que foi João Paulo II. Eu não sabia que possível. Eu já escutei o pessoal comentando nos bastidores da igreja que o Dom Aloysio, ele era um cardel cotato ao papado, mas quando a doença ele não foi. Olha aí. Jorge Bergoglio. Jorge Bergoglio. Que era o papa Francisco, pertence à companhia de Jesus. Viu? Jesuíta. Jesuíta. É o primeiro papa da história que fez votos. Apesar de ter o nome de São Francisco,
Francisco de Assis, ele não era da ordem dos franciscanos. Isso. E eu achando que ele era franciscano. Por causa do nome, né? É, escolheu Francisco. É, Francisco, né? Bom, o padre, uma coisa que eu percebo, assim, em nossa sociedade, pode ser uma percepção ou não, mas a família tem ficado muito em... Encostada? Não, é mais prioridade. Os casamentos estão ruindo com muita facilidade.
em que tudo é muito descartável, isso me entristece. É, essa é uma ferida que nós estamos enfrentando hoje. Tanto que eu desde que me ordenei para, eu trabalho com família tem 20 anos. É uma grande chaga que existe. E são vários os motivos, né? E eu penso, eu não gosto de ser profeta do apocalipse, né? Lógico. Mas eu não vejo, assim, grandes mudanças nesta área, não. Se a gente não vigiar a nossa família, se os pais não assumirem o seu papel de educadores dos filhos, primeiro catequista,
pequeno, com valor, com direcionamento, esses pais vão perder os filhos com muita facilidade, né? Porque hoje tudo, eu não vou falar tudo, mas praticamente tudo que você vê no campo secular é contra a família que a gente conhece. Então, é bem complicado. E as pessoas, parece-me que não tem aquela fidelidade de vida, aquela opção fundamental que a gente fala, né? Parece que eles entram tudo como uma experiência, se descarta muito fácil. E a gente aprendeu muito isso com a internet, né? Hoje em dia, você não gosta
alguém, você bloqueia. Você não gosta de alguém, deixa de seguir. Facinho, né? O problema que era na mídia. Eles trouxeram isso pra vida real. Hoje você vê, nós estamos hoje de todos, nos últimos 25 anos, o ser humano nunca se sentiu tão sozinho. Teria uma pesquisa da Universidade de Harvard, no ano 2000, de cada 20 pessoas, três sofriam de solidão. Caramba! Estamos em 2025. De cada quatro pessoas, uma sofre de solidão.
Veja quantas milhões de pessoas se sentem sozinhas no mundo. E a solidão vem de onde? A solidão primária, que é a família. Depois relacionamentos. Eu atendo muitas pessoas que querem relacionamento, as pessoas têm a mesma queixa. Olha, ninguém quer compromisso, ninguém me leva a sério, ninguém quer altar. Então nós vivemos uma época complicada. E eu penso que o ser humano tem que não apenas essa volta religiosa, que é essencial, mas uma volta a ele mesmo. O ser humano se perdeu internamente.
E quando eu não sei quem eu sou e nem para onde eu vou, a minha vida se torna uma vida de prazer. Quer dizer, se eu vou morrer, se não tem mais nada, se não tem, então o que eu vou fazer? Eu vou tentar ter o maior prazer no menor espaço de tempo. Aí não entra o amor sacrifical, o compromisso, a parceria, a fidelidade, nada disso hoje é muito valorizado por muitos, né? As pessoas se sentem um tanto quanto perdidas. Só que o preço que elas pagam é caro, porque a conta chega, né? Vem a solidão, uma vida sem sentido.
É, infelizmente. Eu vejo que as pessoas também não querem muito ter filhos. É uma percepção, não sei se eu posso estar sendo aqui leviano, mas eu sinto que a fragilidade dos relacionamentos, como a relação humana, principalmente entre um homem e uma mulher, se tornou uma coisa muito descartável. Muito... Ah, não tenha dúvida. Poxa, antigamente, quando eu era moleque e que eu pensava na minha vida,
era aquela pessoa aí. Casar uma vez só. Exato. E você manter aquilo ali. Faça sol, faça chuva, que caia carne e ver. Na alegria e na tristeza. É isso. E não é mais a mentalidade das pessoas que eu converso hoje de outras gerações. Você fala, mas como assim? Parece que todo mundo quer experimentar, todo mundo. Ninguém quer ter. Não tem ninguém. É isso. Mas será que eu achei legal?
Eu fiquei em novembro do ano passado. E foi a coisa mais legal que eu fiz na minha vida. E tem o curso de noiva, né? Sim. Eu tive que fazer na igreja. Eu falei, putz, vou tá eu e mais três, porque eu não vejo mais ninguém casando. Tinha uns 70 casais. Ah, não, a igreja tá chique. O casamento não parou, não. Eu falei, cara, que legal, que coisa bacana. Dos 70, 47 casais. É, então, mas eu tô dizendo. Mas eu fiquei, eu falei, pô, que bacana, velho.
Lugar lotado, sabe, de gente. Todas as idades. Eu falei, pô, eu achei que a turma
mas não tava casando mais. Mas de um lado eu vejo uma coisa, não sei se eu vou ser. Mas o padre era bravo, viu? Era bravo, né? Ele começou falando das coisas, depois no fim ele falou, e aí o negócio é o seguinte, se você já tá sentindo que não é pra você, vai embora. Não casa. Não fica dois meses casado e separa, que isso é uma vergonha. Se você tá sentindo que não é pra você, se eu tô falando aqui, se você já sentiu que não é pra você, levanta e vai embora, meu velho. Meu Deus. Ah, sim. Mandando na lata. Eu falei, cara,
Caraca, bicho, o padre é meio bravo. Isso acontece muito no escuro. Eu achei legal que tem gente... Sincerão, né? É, sabe? O negro vai lá, ah, vou casar. Vou casar não é... É pra Instagram, pra Instagram. É, pra não falar. Mas essas reflexões que tem de curso de noivo, isso acontece muito. Começa o grupo com o número X, acaba a metade. Porque a pessoa vai entendendo o que é o matrimônio. Que não é um casamento. Casamento é uma coisa, matrimônio é outro, né?
A hora que eles entendem, falam, ah, não, não é isso que a gente quer pra nossa vida, né?
filhos. Eu não sei se as pessoas sabem disso. Um casal que não quer ter filho, ele não pode casar na igreja. O casamento é nulo. É nulo? É nulo. Eu não sabia. É. Na igreja, na hora do casamento, tem três perguntas que fundam o sacramento. O padre faz na hora. Você está se casando de livre e espontânea vontade? Liberdade. Segundo, você promete fidelidade a essa pessoa até a sua morte? Prometo. Fidelidade. Então, primeiro, liberdade, fidelidade.
Terceiro, você está aberta aos filhos que Deus nos confiar, educando-os na lei de Deus da igreja? Sim. Liberdade, fidelidade à prole. Se a pessoa fala, não, eu estou casado, obrigado. Nulo. Ah, eu estou casando, mas eu não quero cuidar dele. Meu relacionamento é aberto. Nulo. Ah, eu estou casando, mas eu não quero ter filho. Nulo. Então essas três perguntas são importantes, que elas fundam o matrimônio. Aí você vê hoje, quem é que não tem uma vivência profunda religiosa que quer essas três colunas?
fidelidade, indissolubilidade e fecundidade. Eles não querem um dos três. Não, vamos fazer um relacionamento aberto. Você dorme com um, eu dorme com outro. Fidelidade, vamos ver até onde que vai. Filho, não. Vamos arrumar um pet, porque filho dá muito trabalho. Essa questão de livre e espontânea vontade, hoje é. Mas eu não sei amanhã. Então, é aquilo que chama de amor líquido, né? Quer dizer, é um amor que não se sustenta. Porque o verdadeiro amor, ele passa pela doação e sacrifício, né? Por isso que você pergunta assim, qual a pessoa que
mais te ama na vida? É a mãe. Vem na cabeça, ah, a minha mãe. E por que que ela te ama? O tanto que ela sofreu por você. Carregou, carregou. Exatamente. Hoje, o amor hoje resume ao prazer, né? Se eu tenho prazer com você, eu estou. O prazer acaba, eu vou pra outro. Aí é complicado. Não tem a permanência. Não tem a dúvida. E como resolver isso, senhor, como um padre especializado em família? Como é... Abrir o olho da turma aí. Mas só abrir o olho é...
entrar na consciência dos seus fiéis para que isso não se transforme nessa banalização, nessa coisa tão descartável da nossa sociedade. Olha, eu trabalho duas colunas que têm ajudado muitos casais. Eu tenho alguns encontros no final de semana que é específico de casais. Fico muito feliz que todo ano não dá para fazer onde todo mundo quer. No Espírito Santo mesmo é um fenômeno. Nós fazemos, eu fico lá sete, doze dias, todos com casais.
São dois finais de semana com 200 casais cada um, tem um treinamento terça, outro na quinta com 150 casais cada um. E todo ano fica o dobro de fora. Então a gente trabalha quais as duas colunas? A espiritualidade e o autoconhecimento. E tem ajudado os casais. Porque se eu não me conheço, eu não me cuido. E se eu não me cuido, como que eu vou cuidar do outro? Se eu não me perdoo, como que eu vou perdoar o outro? Então é um conhecimento.
As pessoas pensam muito que é autoajuda. Eu prefiro muito mais uma ajuda do alto.
E eu entro com a espiritualidade, porque Jesus falou, para nós somos cristãos, sem mim nada podeis fazer. Isso eu olho para os casais abertamente. Falei, meu filho, no mundo que nós estamos, sem Deus, não se case que vai dar errado. Se a pessoa não tiver um horizonte espiritual, religioso, e vê o matrimônio como uma doação e um caminho de santidade, não há o que fazer. Tem o trabalho dessas duas colunas que tem ajudado as pessoas.
Elas se conhecer e elas se conhecendo. E você faz no Brasil inteiro isso? No Brasil inteiro.
Como que a pessoa fica sabendo? A gente divulga no Instagram. No Instagram, tá. Porque tem vários lugares. Só pra turma entender. É. Porque eu trabalho, até no início do encontro, a gente trabalha até a cruz, que é o relacionamento horizontal e o vertical. O vertical com Deus, o horizontal comigo e com o outro. E isso tem ajudado os casais muito. Que legal. Contar uma coisa besta. Isso é importante. É o mínimo, mas é o simples.
É, o simples. Uma coisa que ele marca, eu vou até contar um spoiler aqui que eu não falo,
pequena que tem no encontro, e eu quando comecei, eu achei que era uma coisa boba. Mas vou fazer, porque tá no esquema, vamos testar. Há um momento no encontro, onde primeiro o marido, sempre começa com o homem, porque ele é o mais calado, né? E depois a mulher. Há um momento lá, uma dinâmica muito simples. Eles têm dez minutos, o homem sozinho, ele vai fazer um desenho do que ele mais gostava de brincar quando ele era criança.
E o homem faz. As mulheres estão na outra sala, recebendo a instrução, o que elas vão fazer com o homem.
faz o desenho. E ele é instruído, a gente faz uma indução, põe uma música, ele fecha o olho, aí eu faço ele voltar no passado, vi ele brincando e etc. Brincadeira predileta dele. É, ele já tá todo emotivo. Aí vem a esposa. E o que é a dinâmica? Ele vai contar pra esposa qual era a melhor brincadeira que ele tinha, o nome de algum colega, o que ele gostava de fazer na infância. Você não imagina o retorno que os casais dão porque a mulher não sabia. Eles estão casados há 5, 10, 20 anos, ele nunca contou
pra ela a infância. Quer dizer, olha, um relacionamento superficial. Isso abre o casal, né? Depois eles vão testemunhar. E o homem chora como se fosse um menino, porque ele lembra da mãe, talvez falecida, um colega que foi a saudade da infância. Quer dizer, nós estamos num mundo muito virtual e está se perdendo o real, né? Outra coisa que a gente faz que muda o casal é o momento da carícia. Aí é o marido. A mulher vai deitar no colo do marido, num travesseirinho, e a gente põe uma música e eu vou conduzindo o carinho. Ele só faz carinho
na cabeça dela. Passa a mão no cabelo, no cafuné. Você tem que ver a cura que acontece nos relacionamentos num cafuné. Porque os casais não se tocam. Eles não se acariciam. Eles fazem sexo. É outra coisa. Aquele carinho, cuidado, toque, não tem. O encontro acontece isso. Quer dizer, é um atrás do outro. Outra dinâmica que tem, porque são muitas. Eu passo pros casais uma folha que tem 150 qualidades. E eles vão, um de costa pro outro, circular a qualidade que o marido tem.
que a mulher tem. Depois eles trocam de folha. Você tem que ver eles lendo a folha e chorando copiosamente. Falou, padre, eu não sabia que a minha mulher via tanta qualidade de mim não, que era só ver defeito. São coisas simples, mas que reconstroem o casal. E isso tem ajudado milhares de casais. É um caminho. É um encontro de casais isso? Não. Esse é o
que é muito bom também. Eu lembro, meus pais fizeram. É muito bom. Eu fiz o EAC. Ah, muito bom. E é uma das coisas, uma das maiores experiências, uma das melhores experiências como católico foi o EAC. Você sabe que é o EAC, Bora? Não sei. É encontro de adolescente com Cristo. Isso é muito bom. Muito bom. Um final de semana. Maravilhoso. Eu falo muito e repito, até quem está conosco aqui hoje. No mundo que nós estamos, a gente não pode querer viver a fé sozinho. É muito complicado.
A igreja hoje tem muitos grupos, né? Tem encontro de casais, outros casais. O EAC, a gente fala muito EAC, né? Os jovens com aqueles que têm o mesmo sonho. Senão a pessoa se sente perdida, porque é muito complicado. A igreja vê isso, né? Uma pessoa que tem uma vida religiosa, bem religiosa, dentro da igreja, mas ela tem uma inserção social no trabalho, numa faculdade, etc. Pra ela pirar, pouco custa. Porque são dois mundos completamente diferentes. São valores totalmente contrários.
Então ela vai viver aonde? Por isso que muitos pais sofrem muito com os adolescentes. Com o adolescente ele é grupo. E ele quer pertencer a um grupo. Então entre o valor do pai e a solidão na universidade, ele prefere inserir na realidade universitária. Por isso que muitos jovens são extremamente cristãos, católicos, eles vão pra universidade, eles voltam ateus. Por quê? A pressão do grupo. Então ele é isolado. Ele não é chamado pra grupo, ele não consegue namorar, ele não consegue sair com ninguém. Então aquele contexto...
ao meio que ela está. Por isso que eu falo, viva a sua fé em grupo. Que no grupo, um sustenta o outro, né? Casais, jovens, etc. Interessante essa tese, eu nunca tinha parado pra pensar. É verdade mesmo, muito boa. Eu me recordo assim, eu lembro que meus pais fizeram o encontro de casais por muitos anos, foram padrinhos, né? Que eles chamam de muitos casais. Toda semana tinha um encontro, né? Do grupo. Do grupo, isso mesmo. Na casa de um a cada mês. Tinha um cafezinho. Isso, chocolate quente, não vou esquecer, o bolinho.
Eu lembro que cada mês era na casa de um casal, daquele grupo que formou. Era muito legal mesmo. Aquilo unia as pessoas. Eu não vou entrar na polêmica aqui, né? Mas só pra gente pensar. Não sei onde é, né? Mas só pra gente pensar. Eu vi esta semana passada uma reportagem que parece numa faculdade eles se uniram pra fazer um momento de oração no intervalo. Tem uma confusão danada. Tem o processo, proibir, etc. E o rapaz, ele falou, olha gente,
eu estou sendo coibido, me processaram, não sei o que. Então, porque a gente se reuniu no intervalo para fazer um momento de oração na capela da universidade. Aí ele mesmo disse, interessante, tem gente que se une no intervalo para usar droga, ninguém fala nada. Tem gente que está atrás da universidade, praticando sexo, ninguém fala nada. A gente se reúne para oração, não pode, porque o ambiente é laico. Você nota que a questão não é a laicidade, é a questão da religião. Porque hoje o mundo está averso ao cristianismo.
E a laicidade, ela é obrigado o cara a rezar, porque faz parte do laí, ou não? É uma, dois, é uma das. Sim, a sociedade não entende. O laico não quer dizer ateu, não quer dizer... O laico quer dizer assim, aqui se pode contemplar qualquer coisa. Exatamente. O laicismo é isso. O laicismo não é o banimento da celebração, e sim a inclusão de qualquer religião possa ser dirigida.
daqui. Em que universidade aconteceu isso? Não, você pesquisa. Foi agora. Pode pesquisar. Você que é jovem, tá na universidade e tem Cristo no seu coração, implemente Cristo na sua faculdade. É verdade. Pra quem quiser ir junto, vai embora. Ouça o que o padre falou aqui. Rezar em grupo fortalece, aumenta sua resistência em relação aos perigos do mundo. É verdade. Porque sozinho é muito complicado. É muito.
muito interessante. Mas eu não sei, mas o senhor ainda faz EAC, enquanto de casais, ainda existe isso com uma grande movimentação? Não, eu não faço, mas existe. Mas lembra como é que era a bola, ou não? Eu fiz carcismo, eu não fui. Não, você vai lembrar disso aí. Lembra os carros tinham um coração vermelho e vários corações assim na adesiva? Ah, lembro, verdade. Lembra disso, Padre, ou não? Sim, é assim mesmo. Cada encontro você colocava um coração no carro, aí o carro era cheio de coração, porque era todo ano um encontro de casais, que eu lembro que
as pessoas se inscreviam na igreja. Aí os casais mais experientes selecionavam aqueles para ser o padrinho. Ia na casa, convidava. É assim até hoje. É assim até hoje? Era muito legal. Tem a carreata no final do encontro, eles casam de novo. A mulher e a menina entram com um buquezinho. É muito legal. É muito legal. Que bacana. A fé vivida em grupo é importante, né? Então o senhor hoje faz parte de uma pastoral, assim podemos dizer, totalmente voltada para a família. Para a família e casais.
Esse é o trabalho. Que bacana isso. Esse é o desafio do padre Christian. É o desafio do padre Christian. E você tem percebido o crescimento? Qual é a maior vulnerabilidade hoje de um casamento que você vê assim? Dois, né? O adultério virtual e a questão financeira. Tanto que nesse encontro de casais que a gente faz, não é a minha especialidade, mas sempre a gente convida alguém pra falar sobre saúde financeira. Porque depois do adultério, a maior causa de divórcio é a questão do dia.
dinheiro. Eles não sabem lidar com o dinheiro, né? A pessoa, ela prepara o casamento, ela prepara só a festa do casamento, mas ela não prepara a vida financeira, que é muito complicado, né? A pessoa não sabe lidar com o dinheiro, ou a pessoa não gasta nada, ela gasta tudo, a mulher não sabe lidar com o dinheiro, ou o marido, acaba que eles vão se separar. Então, a saúde financeira é algo importante também para manter os relacionamentos, né?
E outra coisa que tem muito, que eu gosto muito, eu sou conhecido como padre da gravidez, né? Que eu rezo para as mulheres
o neném, o neném vem. Mas isso começou na criança nova. O senhor é milagreiro do bebê? O senhor é o adubador? O adubador. A fertilidade faz assim, joga um adubo. Mas sabe quando começou? Quando foi pra eu ir pro seminário? Eu não tive dúvida que eu queria ser seminarista, pra ser padre, né? Mas eu sempre quis ter um neném. Eu tenho dois sobrinhos, que é o Marcos Henrique e a Maria Clara. Minhas paixões. Eu vejo de pequenininho eles lá crescendo até,
a idade que eles têm hoje. Eu penso que não há uma experiência maior do que você olhar e falar, meu filho, quer dizer, sou eu, eu e minha mulher misturado ali, né? E na época, como meu coração era mais pra ser padre, eu fui pro seminário, mas eu fiz um trato com Deus, falei, olha, eu vou abrir mão de ser pai, mas o senhor me use pra ajudar os casais que querem ser pais, mas não conseguem. E Deus aceitou o negócio, a gente reza, teve um acampamento, foi aí que começou, que o negócio espalhou, foi o acampamento na Canção Nova, nós convidamos, né, eu convidei o Mons. Jonas,
ainda, é o contador da Canção Nova. Os casais que querem ter neném, mas receberam o não da medicina, venham aqui à frente. Foram 112 casais. Caramba. Na época tinha 30 mil casais lá. Era um acampamento gigantesco. Aí nós rezamos por esses casais. Pronto. No ano seguinte, eu voltei pra pregar o mesmo acampamento. O pessoal falou assim. Falou, padre, nós temos uma homenagem pro senhor no ofertório. Fica olhando o corredor da Canção Nova. Dos 112, entraram 75 neném. Caramba. Foi aí que começou.
Aí pronto, o negócio se espalhou. Deus aceitou a sua oração. Continue rezando. Eu estava agora, só uma risadinha aqui, lá em Campina Grande. Na Paraíba. Tem 10 anos que eu prego lá no Carnaval. No Carnaval? É o Crescer. É um evento católico gigantesco. É durante o Carnaval? Durante o Carnaval. Esse ano passou durante os dias todos a quase 80 mil pessoas. Todo dia é um evento gigantesco.
de São Pio X, do Gustavo Lucena. Aí, o pessoal conhece assim, né, a reza pra mim pra eu engravidar, etc. Aí, quem foi celebrar a missa foi o bispo de Crato, né, que era Dom Rui e o Dom Dulcênio, que é o bispo de Campina Grande, estavam também. E eu na frente. Então, de os outros padres, eu e os dois. A gente indo lá pra trás pra começar a missa, né, uma mulher gritou assim, padre, me engravida! O bispo, misericórdia! Aí a profissão,
continuou. Uma outra. Padre, engravida minha nora. O outro bispo. Meu Deus! Mas é por quê? Porque o pessoal recebe a benção. É a benção. Exatamente. Engravida na hora. O senhor é famoso por fazer a benção na gravidez. Os casais trazem um sapatinho, a gente abençoa o sapatinho, fala pra colocar o sapatinho no cantinho de oração. Pouco tempo os casais vêm testemunhando. E você faz alguma coisa em São Paulo, padre? São Paulo capital? Não tem nada não, né? Júnior.
Junho, é junho, vai ter. Em relação ao que você estava falando sobre o laicismo, eu fiz a pesquisa. Inclusive, muito me causa curiosidade, Marcos Kiesa. Pois não. Eu não tenho papas, vários papas na língua. Eu não aguento. Não é porque eu falho demais. Eu preciso dizer o que precisa ser dito. Essa é a função do comunicador ou não. Às vezes a gente fala com bastante gente, então a gente precisa dizer.
Tá aqui, ó. Grupo Aviva, no nome do grupo, que fazia orações dentro da UFMG, é denunciado como organização, chamaram de organização criminosa. Olha aí. O grupo dos Marofa, não. Não. Sabe por quem? Pelo Ministério Público Federal de Minas Gerais. Olha. Então, o Ministério Público... Mas qual que é a acusação? Só pra dar uma lembrada. Não, tá aqui, ó. A missão Aviva Universitário foi denunciada ao Ministério
não pelo ministério, tá? Ao ministério por realizar curso. Quer dizer, os estudantes foram lá reclamar, né? Fomos denunciados ao MPF, né? Tem coisa mais bonita aqui. Nós fomos denunciados e o MPF bateu aqui em casa simplesmente porque fizemos um culto voluntário dentro de uma universidade pública. Nós nos denunciaram justamente por causa disso aqui. Vários jovens de joelhos dentro da universidade clamando a um avivamento e se arrependendo. O líder ainda relatou
que o denunciante chamou o Aviva de organização criminosa. Tá certo? Zumbaro da nossa fé. Então eu queria dar um recado ao MPF de Minas Gerais, ao Ministério Público, os homens da lei, que cuidam de denúncias e vão averiguar. Espero que, obviamente, não seja uma organização criminosa. Tem tanta coisa acontecendo em Minas Gerais, ultimamente nos noticiários.
público federal podia dar uma... Muita coisa passou por debaixo, muito ouro passou por debaixo dessa terra em Minas Gerais, né? Ultimamente estão nos noticiários, então deixa os meninos rezar, deixa Jesus chegar na universidade, eu acho que é um lugar que precisa. É verdade. Não é? Precisa. É laicismo, quer dizer, pra todos. Então, eu digo que às vezes, padre, eu tava até numa entrevista outro dia, porque eu falo, não é que é...
Eu acho que muita gente pegou por falta de ter uma religião, abraçou certas causas ideológicas e colocou isso como religião. Exatamente. Você não acha? Não, perfeito. Porque na Idade Média, na história da igreja, nós tínhamos que lidar muito, quer dizer, eu vou falar é polêmico, mas é a realidade. Nós tínhamos que lidar muito com as heresias. A igreja chegou a ser quem ela é hoje com os documentos que tem, com toda a teologia, por causa das heresias.
e a igreja tinha que defender aquilo que era o depósito da fé. Hoje em dia, eu não vejo muito as pessoas pecando por heresia, mas eu vejo que hoje a nossa luta é contra as ideologias. Porque a ideologia vem totalmente contrária àquilo que nós cremos na fé cristã. É o que você está falando aí. Porque se a pessoa não tem uma religião enraigada, verdadeira e experiencial, a ideologia vira para ela uma religião. É isso. Eu percebo essa cegueira dessa juventude que...
Engraçado que elas, não sei se é perceptível, acho que sim para todos, eles começam a se autodepreciar. Aí começa a bagunçar o cabelo, a estética. Sim, o modo de falar, tudo. As pessoas vão se punindo de forma, é muito estranho. Então, acredite, esses jovens que ocupam principalmente universidades, com certeza,
não conheceu Jesus Cristo. Não teve a experiência familiar, porque quem conduz, já vide a sua história, a minha, a do bola, os pais conduzem a uma vida religiosa. É uma experiência, você depois de adulto, você decide ou não seguir mais o batismo. Provavelmente não foram batizadas e provavelmente são almas penadas, no meu entendimento. Quem sou eu, no sentido teológico, para falar alguma coisa,
Andam um pouco perdidas, né? Mas eu penso, assim, olhando a sociedade e tudo que a gente está falando, eu penso que a maior crise hoje, ela é linguística conceitual. Quem falou isso foi o Papa Ben XVI. Ben XVI falou que nós iríamos viver em pouco tempo a ditadura do relativismo. Nós vivemos isso hoje. Porque quando a pessoa que estuda lá a filosofia clássica, a antropologia, a gente estuda que a verdade, ela se impõe. Exemplo, isso aqui.
Isso aqui é um copo de água. Não há como você negar. E o que é isso aqui? É um copo de água. Porque a verdade se impõe. Hoje em dia nós não lidamos mais com a verdade enquanto fato. Mas é o conceito. Se eu mudo o conceito na cabeça do pessoal da ideologia, eu mudo a matéria. E não é assim que funciona. Porque se eu pego o limão, qual que é a realidade posta? É um limão. Eu posso pintar o limão de vermelho, eu posso colocar o nome dele de... Laranja. Laranja, etc.
Mas ele não vai mudar. Nós vivemos uma época onde a pessoa diz assim, não, eu me vejo assim, eu sou isso aqui. A realidade não importa, importa o conceito, o autoconceito. Por isso que vem a ditadura do relativismo. Por isso que hoje fala que o pessoal é muito mimimi, não pode falar nada. Porque o que a pessoa tem uma concepção da realidade, na cabeça dela é a realidade. E não é. Pra mim, a maior ferida da nossa época,
é esse ponto. É esse ponto. O conceito das pessoas mudou, mas o conceito não muda a realidade. Mas não seria uma fuga da dor? E eu acho que a dor se aprende na igreja. A dor se aprende com o irmão. Porque desde pequenininho, um simples gesto de limpar Jesus na sexta-feira santa, você aprende a enfrentar a dor desde pequeno. Pelo menos é o meu testemunho. Sim.
A dor é um exercício colocada e implementada desde pequeno. Eu acho que essas fugas, elas podem ser por falta de enfrentamento da dor. Certo. E aí a pessoa cria uma fuga. Ela se acovarda diante da realidade. Sim. Não é fácil. Eu tô falando besteira. Não, eu concordo plenamente. Me baixou essa coisa na cabeça agora, padre Christian. Não é? Porque a pessoa ferida, ela tem duas atitudes. Um animal ferido, né? Ou ele ataca ou ele foge. Você pega um gato.
entra na parede e começa a bater no bichão. Ele vai fazer duas coisas. Ou ele vai fugir, ou ele vai te atacar. Então, hoje em dia, nós temos essas duas linhas aí. Pessoas que fogem da realidade. Pra qualquer outra realidade, são pessoas feridas, não é? E as pessoas que atacam. Você vê pessoas dando entrevistas e defendendo a ideologia delas altamente raivosas. Você vê o jeito que a pessoa fala, ela está constantemente com raiva.
Por quê? É uma pessoa ferida. Ou ela está atacando, ou ela está fugindo. É o que você disse. Essa fuga que as pessoas têm da dor,
ao invés de enfrentar a dor para curá-la, eles mascaram somente a consequência, não vai na causa. Joga o famoso debaixo do tapete. Vai pra baixo. Depois a gente vê. Procrastina a dor. Exatamente. E o certo é enfrentá-la, né? E é muito doido isso, porque muita gente fala assim, ah, eu não gosto muito da igreja porque eu me sinto, eu sinto muita culpa. Tem isso. Muita gente me relata isso. Mas é a mesma tese, né?
Aí eu não vou a médico porque ele arruma doença pra mim. É. Mesma tese. Mesma tese. A igreja trabalha muito na dor, na culpa. Não, onde? Tem isso, não. Eu ouço o filme de pessoas hoje. Porque na verdade, você disse aí, nós estamos na quaresma. Certo. Qual que é o primeiro discurso de Cristo na Terra? O que ele falou? A primeira coisa que ele disse, convertei-vos, porque o reino dos céus está próximo de vós. Quer dizer, é o discurso inicial, é o abre-alas. Conversão.
Qual foi o último discurso de Cristo? Devodias não falou mais nada na terra. Espírito Santo. Foi na ascensão. Permanecer em Jerusalém até receber diz o Espírito Santo. Então tudo que a igreja faz, ela está nesses dois parâmetros. Você buscando uma vida de conversão, conversão é metanoia do grego, mudança de mentalidade de vida e ser cheio do Espírito Santo. O que as pessoas buscam muito hoje? Não todas as pessoas, mas algumas pessoas na igreja. Elas não buscam conversão. Elas buscam adequação.
Aceitação. Quer dizer, Deus me ama como eu sou. Não, mentira. Deus te ama como você está. E quando você for para Deus, ele falar de você quem você nasceu pra ser. E se a gente fala isso, as pessoas não aceitam. Ah, não, mas tá me colocando culpa, porque eu tô tão feliz. Se eu estou feliz, não é pecado. Não é equivalência ao diabo, não é Deus. A Bíblia não existe isso, né? Então a questão da culpa, ela nunca existe de fora pra dentro. Ela sempre é de dentro pra fora.
A igreja apenas mostra à pessoa o espelho da verdade ali, e Jesus não é uma imposição, é uma proposta, né? Deus se propõe, Deus não se impõe. Mas toda a caminhada da igreja, ou ela propõe uma conversão, uma mudança de vida, ou não é mais evangelho. É qualquer coisa, menos evangelho. É porque o evangelho realmente propõe a conversão. E outra, as pessoas gostam muito do que eu vou ganhar, né? Rapaz, não sei se eu vou casar, eu vou ganhar o quê? Eu vou te contar o que você vai ganhar.
for segui-lo. É bênção? É carro? É mansão? Não. Toma a sua cruz, renuncia a si mesmo e siga-me. Quem quer isso? Então por isso que hoje as pessoas não tem muita questão de ter vida religiosa. Elas não querem renúncia, não querem conversão, não querem carregar a cruz, não quer nada. Então você vê, tem o rebanho. Quer que alguém carregue pra ele, na verdade. Exatamente. Mas isso, Carioca e Bola, eu vejo na sociedade como muito positivo, eu não vejo como negativo. Porque eu prefiro muito mais
Um Pedro descarado do que um Judas disfarçado. Porque Judas era muito bom, mas foi o traidor. E Pedro é aquele que falava e levou várias, mas amava Nosso Senhor. Então as pessoas preferem hoje muito mais um Judas disfarçado. Aquela fala mansa. Tranquilinho. Tranquilo, agrado, todo mundo. A hora que você vai ver está com a faca na mão. Exatamente. Ardiloso. Ardiloso. Lazarento. Esse livro aí, padre, vamos mostrar. Ah, esse é um presente. O que é esse?
Esse é para a senhora, sua mãe. Que já mantém um vídeo para ela. Dona Nildete, estou com muita saudade. Um beijo. Eu falei com a minha mãe, mandei mensaginha para ela. Aí trouxe presentes especiais. O que é isso? Isso aqui é o planejamento espiritual anual. É o planejamento espiritual. É para ajudar as pessoas. Para você e para a sua esposa. Ela vai amar. Muito obrigado. Isso aqui é para as pessoas. Muito obrigado. Eu falo muito nas pregações.
Mãe está aqui comigo. Quando a senhora vier buscar. Eu falo muito nas pregações. Que a gente precisa ter uma vida.
de oração. Certo. E eu acredito... Tem os adesivos. Tem os adesivos, é. É a cara do padre Cristo, mais alegre. Isso aqui dizendo em camiseta é bonitinho. É bonitinho. Nossa senhora. Mas eu falo muito sobre... Tem uma tatuagem da medalha na pele. Isso aqui o que é? É um dia a dia? É um diário de oração? De oração. Como é que é isso aqui? Legal isso aqui. Gostei, padre. Tem um ano inteiro, 365 dias. É mesmo? Mas a partir da palavra, que eu penso que o católico precisa conhecer a Bíblia. Então aí tem todos os dias o evangelho.
E no início eu ensino as pessoas a fazer a lexo divina. Como que eu leio a palavra do dia? Então a cada dia tem o evangelho, tem o santo do dia, a cor litúrgica, o exame de consciência semanal, o balanço mensal, propósito do mês, quaresma da igreja, quaresma de São Miguel, as orações principais do católico. Então é uma ajuda pra pessoa poder ter uma vida de mais intimidade com Deus. Onde a pessoa acha esse livro, Padre? A maioria das livros católicas tem. Tem na Amazon. Então como é que é o nome?
Luz e Vida. É Kerex, Planejamento Espiritual. Kerex. Tu Kerex ou no Kerex? Tu Kerex ou no Kerex? Kerex 2026 Planejamento. Todo ano o senhor lança isso aqui? É um anuário de orações. Que legal. Entendi. Ah, e eu trouxe um presente especial. Olha, vocês estão... Porque eu fiquei muito feliz de ter vindo aqui. Caramba. Porque eu sou também admirador, viu, dos dois. Muito obrigado. Uma grande honra. Fiquei muito feliz. Uma grande honra. Depois, eu não sei se vai ser no ar ou fora, você vai mandar um abraço.
Um abraço pro meu irmão Samuel. Agora. No Silvio Santos. Mas olha só, Samuel, como é que você tá? Samuca, um abraço pra você. Um abraço pra você, Samuel. Um beijo na sua alma. Ele é padre? Não, é casado. Ah, ele é casado. Ele faz o que na vida? É engenheiro de produção e trabalha na... Aonde? Uma firma de... Esqueci o nome. De aço. Firma de aço. Ele é um homem de aço. Como é que é o nome dele, Samuel? Samuel.
Aço. Levando aço. Levando aço pra galera. Um abraço pra você e pelo seu irmão, esse homem de Deus maravilhoso. Samuel. Eu esqueci o nome. Não trabalha com papel, trabalha com aço. Eu vou ver se eu lembro o nome da... Tá bom. Mas nós estamos lançando... Eu me emocionei agora, porque isso aí você mexeu comigo. Mas é bonito. Isso aqui é o lançamento que nós estamos fazendo, porque sempre as pessoas falaram, padre, o senhor tinha que ter um texto do senhor. O senhor que reza, prega muito. Eu falei, não, eu quero um.
Sou muito devoto a São José. Hoje é dia de São José. Hoje é dia de São José. Pai atortivo de Jesus, patrono de toda a igreja. Aí eu falei, eu quero um terço de São José. Mas eu sou muito devoto de São Bento. Então eles bolaram o terço. Porque a medalha era de São José. E eu falei, na hora do Pai Nosso, você coloca pra mim a medalhinha de São Bento. Então eles estão fazendo vários terços, há vários terços. Pra escração de igreja, eu vou falar, eu sou chato. Falei, ó, isso aqui não ficou bom.
Muta isso aqui pra mim. Aí eu pedi uma cruz que tivesse até um encrustado de um tipo de um mármore, de uma pedra. Ficou muito bonito. E nós estamos lançando na semana que vem. Até o texto do meu bispo não ficou pronto. Eu falei, mas faça pelo menos pro Bola e pro Carioca. Então, ó, é o primeiro que vocês estão recebendo das minhas mãos. É de São Bento? É de São Bento. Então eu vou te contar uma coisa, porque eu tô aqui emocionado. Que bonito.
Eu tava muito triste porque eu ganhei um mega presente e tava muito, me sentindo muito abençoado pelo presente que eu ganhei. Uma medalha de São Bento pra botar no meu braço. E eu perdi sábado. Como você perdeu? Sumiu, porque sumiu. Desapareceu e eu tava arrasado com isso, cara. Arrasado pedindo perdão. Chega você com uma medalha de São Bento pra mim. E eu tava muito triste, muito, mas eu tava arrasado, cara. Que coisa linda, hein?
Eu tava muito arrasado porque era uma medalha linda de São Bento. Eu até te mostro aqui. Nem sei se foi no restaurante que eu tava. Enfim, a pulseirinha soltava e era uma joia praticamente. Uma coisa linda que eu ganhei da minha namorada. E eu tava extremamente arrasado. E chega você aqui com o São Bento me perseguindo. Ah, eu vou de rito bola. Essa é a medalha de São Bento, né? É. E eu tava sem nada de São Bento.
Eu tava muito, muito, muito fraco. Eu carrego no peito. Pois é. Lembra da minha medalha que eu ganhei? Eu não percebi que você é perdido. Sumiu, cara. Então eu vou te contar uma. Quebrou, você não percebeu, caiu. Não, ela é meio um imãzinho e soltou. Não, você ficou emocionado. Só que é mais emocionado que a notícia que eu vou te dar então. Então vai. Guarda o que eu vou te falar. Um dia você vai me falar, padre, o senhor falou aquilo, hoje eu sei o que é.
Na igreja tem dois tipos de devoção. Tem a devoção que a gente escolhe e tem a devoção que o santo escolhe. As pessoas falam,
todos podem ser devotos, Santa Teresinha de Jesus. Mas Santa Teresinha escolhe os filhos dela. Assim também com o Padre Pio, não é? São Bento, conta-se a tradição, que ele escolhe os filhos dele, não é? E qual é o sinal que alguém é filho de São Bento? A pessoa ganha uma coisa de São Bento, quando aquilo é retirado, imediatamente outra de São Bento vem. É o sinal de São Bento. Não, mentira. Você tá de brincadeira. Já veio. Você tá brincando comigo. É verdade. Já veio. Mas faz nem uma semana, cara.
Eu tava muito arrasado, padre. Mas eu tava realmente... Não percebi, verdade. Entristecido, porque é uma joia linda que eu ganhei. Até te mostro aqui uma pulseira. E eu recebi como um chamado no sentido de proteção e trabalho. E engraçado que eu ganhei e muita coisa boa aconteceu. É, as pessoas que fazem a novena de Santa Terezinha recebem uma rosa. É um sinal, né? Os filhos de São Bento, os devotos, eles sempre têm algum lugar de São Bento. E é impressionante. Olha que linda.
recebe outra. Que legal. Olha, bonita. Não é bonita? Bonita. Linda. E sumiu. Ela tinha um ímã e um negócio muito... Eu não percebi e sumiu. Cara, eu fiquei arrasado. Agora chega você. Quando você falou São Bento, eu comecei a chorar. Comecei a chorar. Eu falei, cara, que loucura isso. Mas eu fiz ano passado. Não é bonito, hein? Bonito. Muito obrigado. Quando começa? Ah, começa hoje. Hoje? É, no Instagram. Nós vamos divulgar lá.
Padre Christian. Que legal, cara. Bota o arroba do padre aí. Coisa linda, hein? Bonito. Nossa, ela tá
Tem várias medalhas de São Bento. É, cada pai nosso é uma medalha. Caramba, que coisa bonita, cara. Mas eu já era devoto de São Bento, mas eu terminei ano passado o curso de exorcista da igreja. É isso aí que o pessoal tá pedindo pra falar. É isso aí o pessoal gosta, né? Aí lá eu descobri a importância... Mas deve ser babo, né? É pesado, né? Muito obrigado. Não é uma coisa que a igreja comenta, é muito segiloso, né? Mas lá falou sobre a importância da medalha, da gente carregar devotamente a medalha de São Bento, né?
voltando pra Minas, eu vou pegar aqui o endereço de vocês, eu vou mandar, viu, Ramon? Anote isso aí. Eu vou mandar pra vocês, de uma maneira especial pro Carioca, eu vou mandar pra você também, né? Claro, né? Mas tem a medalha de São Bento oficial que o exorcista recebe no fim do curso. E eu tenho mais de uma. Eu vou mandar pra vocês andarem com ela no bolso sempre. Ela é maior, mas... No bolso? É. Eu vou perder de novo? Não, põe no bolso. Posso pôr na mochila? Pode. Não, você vai gostar, porque é linda. Linda.
Eu sou devoto. Já já vamos entrar no exorcismo que o pessoal pede. Eu sou devoto desse homem aqui. Ah, eu vi ali. Eu sou devoto de São Jorge. E fui escolhido pelo São Bento. Aí, bola, tem um medalhão tatuado aqui de São Bento. Ah, ele contou o que tem na pele. São Bento é forte. E eu não tinha a menor... A cruz sagrada seja minha luz. O menor contato, porque meu contato quando criança foi São Antônio. Então eu fui muito...
Santo Antônio, até porque tinha um bebezinho no colo, aquilo me sentia um menino. Então, como eu fui também coroinha, e Santo São Jorge chegou quando eu cresci, quando eu virei homem, São Jorge foi um momento muito difícil da minha vida, mudou a minha vida. E recentemente, São Bento, eu perdi a medalha e você me conta um negócio desse, aí isso complica. Casou tudo, padre. Deixa eu contar uma rápida aqui, porque o pessoal gosta disso. Eu atendi uma moça, claro, você tem por alto,
porque é da nossa região lá. Mas ela teve um período de fé, de fortíssima depressão, um surto, um afastamento total da igreja,
e o retorno. Eu atendi no retorno já. Ela já tava voltando. Mas o que foi o contexto aí? Ela ficou doente das emoções dela e ela namorava. E ela, assim, eu acho que pelo que ela me contou, ela idolatrava o namorado dela. Era Deus no céu, namorado na terra. E, não sei o que aconteceu, o namorado acabou o namoro com ela. Pisou na bola. Eu acho que foi pelo surto que ela teve. Ele assustou, falou assim, eu não quero uma mulher dessa pra ser minha mulher. Como que é essa mulher surtando? Que ela quebrou tudo. Aí ele
Foi cansando, se afastou dela. Ela, depois do surto, perdeu a fé. Totalmente. E ela começou a frequentar culto satânico. E lá, ela começou a fazer trabalho para destruir o namorado dela. Que legal, hein? E ela me contou. Agora eu tô entendendo porque ele... Foi aí, ó, tá vendo? Aí contou coisas pesadas lá. Coisas de cemitério, terra, hoxa consagrada, sangue de menstrual. Uma coisa bem suja que ela fazia, né?
E o homem se intitulava, né? É um sacerdote satânico. Falava com ela que tinha algum problema. Que tudo que ele fazia, ele notava que não atingiu o namorado dela. E perguntou se ele era muito católico. Eu falei, não. Ele é católico, mas ele é muito, né? Católico de missa. É um jovem normal. Católico. E ele fazendo. E ela fazendo. Mas não vai atingir nunca. Não atingiu. O que era o segredo? Ele pediu, depois que tentou tudo, né?
por quatro, levou cueca do rapaz, o que ela podia, levou, nada deu certo. Ele falou, então eu quero uma foto do seu namorado de corpo inteiro, nós vamos amarrar, destruir esse rapaz. E ela, isso ela me relatando depois, ela levou o retrato dele, ele estava na praia, um rapaz mais forte, ele sentado, de costa, alguém tirou a foto de trás, de um mar, ela me levou a foto, o sol, e ele assim, olhando pro horizonte, e nas costas dele, uma tatuagem da medalha de São Bento. Ah, por isso.
de outro, falou, olha, ele é protegido. Não adianta, não. A importância da medalha de São Bento. Ele podia ser atingido por um malefício. Um malefício satânico não foi pela medalha de São Bento que ele tinha tatuado. Você vê que é um símbolo que realmente é exorcístico, né? Você já foi pra Campos de Jordão no Mosque? Sim. Quanto é Gregoriano. Que coisa mais linda aqui. Nossa senhora, que coisa mais linda. Tem duas coisas que estão pedindo. Nós vamos já entrar no exorcismo.
Isso. E da acerola. Muita gente falando pro padre contar o acerola. O que que é o acerola? O caso aqui tem vários. Do acerola. O que que é da acerola? Quer contar a acerola? Claro. O pessoal não tá pedindo. Não sou eu. O povo. Não sei. Vai contar. Você me disse uma coisa que em mim também me emocionou. Você falou assim. O artismo pode ficar longe do palco. Não é isso que você disse? Claro, claro, claro. Eu penso. Tem vários tipos de padre, né?
Eu sou um padre mais de mídia. Tô na televisão. Faço palestras no Brasil inteiro. Mas eu amo ser padre, padre.
Por isso que eu nunca deixei uma igreja. Tanto que eu tenho meu santuário, quando eu viajo tem padres, mas eu gosto. Eu visito doente, vou no hospital, batizo o neném, faço o casamento, atendo as paróquias, eu gosto disso. E eu acho que um padre sem igreja é um passarinho sem ninho. A gente fica muito na mídia e perde o contato com o povo, que é o palco seu. E nessas visitas que eu faço, a Inês é que marcava pra mim. A Inês é uma senhora lá de Divinópolis. Aí eu falava, Inês,
um café, porque mineira sim, foi na casa, tem que tomar café. Quer um café falando nisso? Quer um café? Dois cafezinhos, então. Dois cafezinhos, Ju, obrigado. Aí eu falava assim, marca o café pra última e agradece os outros, porque não tem como, eu vou tomar nove cafés, não tem como. Em uma casa, marcou o café pro último, então tá bom. Aí eram umas cinco horas da tarde, aí na espada é a última casa. E aqui é uma casa melhor, vai ter um cafezão, falou, Deus seja louvado. Aí abertei a campainha, a mulher abriu, falou,
um minutinho, eu vou prender o cachorro. Mas pode entrar. Aí eu entrei na garagem, ela fechou o portão e eu vi a mulher pegando o cachorro e descendo. Eu olhei pro lá, tinha um pé de acerola. Eu sou apaixonado com acerola. Falei, não, Inês, olha que acerola bonita. Ela falou assim, certamente vai ter suco de acerola. Falei, ó, que delícia. Naturalzinho ali. Naturalzinho. Certeza. Uma acerola, são 12 laranjas de x, hein? E a mulher demorou a prender o cachorro.
Falei, Inês, quer saber? Fala que fruta roubada é mais gostosa. A mulher não vai xingar o padre.
deixa eu tomar uma acerola. A senhora falou, não, muito obrigado. Aí eu peguei uma acerola, hum, delícia. Fui outra, hum, Inês, acerola carnuda, me dá mais uma. Com os pios, cabecela. Vem, padre. Aí eu desci, né? A senhora vai bem. Ô, padre, tô na aura que ela sabia. Tanto tempo esperando a visita do senhor, que alegria. O senhor veio com mais tempo. Falei, a Inês falou que tem um café, né? Exatamente, eu quero conversar com o senhor.
Tá bom. Abençoei a casa toda, né? A gente sai jogando água bem, tá na casa, passei na cozinha,
café todo bonito, pronto. E o meu olho, ó, tinha tudo. Menos suco de assarola. Eu falei, mas não é possível. A mulher colocou suco de pé. Que preguiça que é essa? Falei, não vou falar nada, né? Tem que ser educado. Tá bom. Aí ela tava servindo. Falei, eu aceito um leite com chocolate. Então, tá bom. Eu falei, ah, eu vou falar. Não tem jeito. Não tem jeito. O pé é do lado. Dona Áurea, eu gostei muito da visita da senhora aqui. Tá tudo muito gostoso. Agradeço de coração. Mas eu queria fazer uma pergunta pra senhora. Eu gosto
tanto de acerola, a senhora com o pé aqui na porta, por que a senhora não fez suco? Ela falou, ô padre, eu até podia ter feito suco. É que o meu filho veio hoje de manhã, tava com umas pragas aí, e bateu um veneno forte, e tem que esperar sete dias. Aí eu falei, você comeu veneno. Me dá mais leite. Fiquei meio tonto, me dá mais leite, mais leite.
Aí eu saí. Aí nesse, tá vendo? Você não devia ter comido acerola. Pronto. Uma semana depois, eu tô subindo a Goiás. Goiás é uma das principais ruas de Vinópolis. Rua do Comércio lá. Aí a neta dela tava do outro lado da rua. Ei, padre Christian! Falei, ô, você tá boa! Aí em vez de perguntar pra avó, né? E o pé de acerola? Ela falou, ei, padre, bateu o veneno demais, morreu. Falei, nossa senhora, mais leite. Esse é o caso da acerola. Caraca, que loucura. Quer dizer, o fruto proibido,
não pediu. Não pediu. Roubou. Comeu veneno. É o pecado da vida. Caraca. O padre explica pra gente, né, Bola? O exorcismo, né, Bola? Isso é interessante. Porque assim, eu... Porque deve ser pesadíssimo. Eu confesso que eu tenho um pouco de... Medo. É, um pouco de... Sabe o que é o medo? Porque a gente acha que é coisa de filme, né? Exatamente. O diabo tem o marketing de primeira. Se chama Hollywood, né? Exatamente. Quando você fala exorcismo, todo mundo
até comer do padre exorcista. Nossa senhora! Remexe com o cão, com o cão. Na verdade, o que é a palavra exorcismo? É afastar o mal. Então, todos nós, pelo batismo, somos seres exorcistas. Quer dizer, onde entra um cristão, afasta o mal. Afasta o mal, que é a verdade de São Bento, tudo isso. Agora, eu fui pro curso de exorcismo, por quê? Porque eu estava atendendo pessoas que no seminário não tem mais a matéria do exorcista em si, porque todo seminário, todo padre tinha. Foi cortada a matéria. Não tem mais.
A parte. A parte. É tipo uma especialização, né? Entendi. Ou o bispo pede pra um padre fazer ou a gente faz pro estudo. Eu fui pelo estudo pra entender essa questão do mal, né? E lá foi falar sobre a questão do diabo, a questão da tentação, como que ele atua, etc. E o que vem a ser o exorcismo em si? São casos raríssimos, né? Por exemplo, de 100 casos, 200 casos, um é realmente o mal ali na pessoa, a possessão, mas tem uns graus menores que muita gente sofre, né?
Tem o modo ordinário do diabo agir e o modo extraordinário. Antes disso, qual que é a maior arma do mal hoje? É a crença na sua inexistência. É aí que ele nada de braçado. Porque se você não acredita num ladrão, você fecha a casa pra quê? E outra coisa, a própria, isso aqui é bom eu te dizer, tem muita gente escutando, a própria crença na existência do mal faz parte da teologia da igreja, do depósito da fé. Ninguém pode ser,
Não, eu não acredito no diabo. Ele está incorrendo contra uma crença que a própria igreja tem. O próprio Pai Nosso. É a oração perfeita. São sete pedidos. Dos sete pedidos, dois têm a ver com o diabo. Não deixei cair em tentação, que é o tentador, e livrai-los do mal. Não é um mal social, é um mal personificado, que é o Lúcifer, o diabo. Então, esse é o primeiro ponto. O diabo existe, a tentação é real. Você lê na Bíblia aí, tem vários...
de Jesus no deserto, vários exorcismos que Jesus fez, libertando as pessoas, etc. Dito isso, como que o diabo atua hoje? Tem o modo ordinário e o modo extraordinário. 99% das pessoas vão ter o modo ordinário. Qual é o modo ordinário? A tentação. É a sedução ao mal. Você é uma pessoa de ordinária? Ah, tá vendo? Ordinário. Ordinário é o normal, né? Você se vender às tentações desse mundo.
E atendam bastante, hein? Bastante, né? Então, esse é o ordinário. É o ordinário, é a tentação. Tentação é o diabo tentando. É uma sugestão à prática do mal deliberada. Deliberada. Uns exemplos de maldades deliberadas, por favor. Vamos lá. Um roubo, um roubo premeditado. Vixe, Maria. Um adultério premeditado, né? A maldade. Porque o pecado em si... Até porque tem o adultério não premeditado.
meditado? Peraí, eu quero entender, né? Tem açúcar adoçante ali. Se o senhor quer purinho, padre, ou quer com açuquinho? Não, pode ser purinho, eu já tô treinando. Esse café é bom, você vai gostar, esse é especial, esse é uma benção, esse é divino, esse café é divino, olha que cafezinho gostoso, é especial pra você. Saboroso. É uma benção, isso aí, lembra das coisas mais simples da vida? Olha que fruto maravilhoso que Deus nos dá. Agradecer. Na mão do homem que trabalha pra caramba pra fazer esse
cafezinho. É verdade. Mas vamos lá, Paty. Mas o pecado, ele tem que ser de maneira consciente, tem que ser de maneira livre e tem que ter o ato em si, né? Quer dizer, um exemplo, a gente brincou aí do adultério, né? Claro, os dois são pecados da mesma forma, mas tem, vamos supor, a pessoa, ela tá mal no casamento, tem muito tempo que ela não tem contato com a esposa, briga, a pessoa viaja, ele sai a ela e bebe um pouquinho, ali acontece. Não foi premeditado, né? Quer dizer,
Pecou, mas não, foi um pecado premeditado. O que é o pecado premeditado? A pessoa vai pondo na cabeça aquilo, ela faz o plano e ela transforma com aquilo e ela faz o ato. A tentação é isso aí. A gente fala muito que o diabo põe o prato, mas come quem quer. É verdade. Aquela Jesus no alto do templo lá. A gente viu o primeiro domingo da quaresma. O diabo comparando com Jesus. Pula, pula. Na verdade,
queria o quê? Empurrar Jesus. Se ele pudesse te empurrar do cara lá embaixo. Esse poder ele não tem. O poder dele é a sedução. Ele é oportunista. O diabo tem uma coisa que o ser humano perdeu. A paciência. Ele é extremamente paciente. Ele fica esperando a fragilidade humana. Tanto é que Jesus só foi tentado quando ele teve fome. Enquanto ele tava bem, o diabo não foi tentá-lo. Ele tava fome, então aqui eu vou tentá-lo. Isso é a tentação. Para vencer a tentação, oração e vigilância. Jesus que deixou.
Não caídes em tentação. Oração é a prática religiosa, vigilância nos relacionamentos locais e situações. Pronto. Isso é o modo ordinário. O modo extraordinário. Então tem a infestação, que são lugares. Tem um caso meu que rola pela internet, não sei se vocês viram, que eu não tinha feito o curso ainda, mas eu fui numa casa rezar com a família. A família falou que ficava escutando vozes, criança chorando de madrugada, a dona da casa escutava o nome dela.
Abri a porta, não tinha ninguém. Aí os padres foram. O padre ficou assustado e falou, padre, vai lá e faz uma oração com a família que está nesse curso. Eu falei, não, eu vou lá. Aí eu cheguei à noite, depois da missa. A família muito assustada, mas ninguém me falou nada de palpável. Falei, não, vamos rezar. A oração... E eu sempre falo com a família, pode ficar tranquilo. O poder de Cristo é soberano. O diabo já é um perdedor.
Vamos rezar. A família na sala rezando. A oração começou e tinha um cachorro no quintal. Parece um cachorro maior. Ele latindo muito alto e metendo a cabeça.
cabeça na porta, a porta de ferro que eles tinham lá, e a família toda junta, rezou, rezou, rezou, pronto. Terminou a oração, falou, rapaz, tem um cafezinho pro senhor aí. Falei, não, vamos tomar então. Aí eu falei com a família, olha, agora durante umas duas semanas, vocês vão fazer isso, isso e isso, né? Muita gente, só abre um parênteses, eles têm birra, assim, isso eu aprendi no curso, ele tem um pouco de raiva, não raiva, mas fica desiludido com os pares da igreja que fazem esse curso, porque eles acham que é mágica. Ah, rapaz, tem um diabo, faz uma cruz aí pra ele ir embora.
Não é assim. Se não há conversão, não há libertação. Por isso que eu te falo, as pessoas têm que procurar conversão, estar no estado de graça. Aí eu passei pra família, como que vocês vão manter o estado de graça? Oração, missa, adoração, etc. E eu falei, olha, e se precisar de eu voltar, a gente volta, não tem problema. A gente vai rezando até que o mal se afaste. Mas espere pelo menos duas semanas, pra não ficar uma coisa também repetitiva.
E outra, quando eu voltar, se necessário for, durante a oração, vocês podem prender o cachorro, não tem problema não.
um cachorro. Ele falou, não, a gente chamou o senhor aqui pra isso, já não tem cachorro. Foi a primeira experiência que eu tive do mal, como padre, foi essa. Aí eles abriram o portão de ferro, o portão arranhado, torto, e um quintal limpinho, com uma casinha onde ela costurava. Era um mal que estava na casa. Que que é isso? Isso eu vi. Eu estive lá. Aí depois o meu cabelo arrepiou. Quer dizer, a gente acredita em tese, mas lá eu tive a experiência, porque eu escutei. Imagina que ela falou, não tem um cachorro. Eu falei, meu Deus, mas foi bom.
porque nunca mais pressou de bênção. Essa aí já resolveu. Quer dizer, a infestação é no lugar, né? Nós temos também a sedução, que é na mente, né? A pessoa que fica com o pensamento repetitivo. Ela vê coisas pornográficas, ela tem pensamento de suicídio, ela vê uma coisa sagrada, ela já tem pensamentos ruins, fica aquela coisa na cabeça da pessoa. Martelando. Martelando. Nós temos a vexação, que é no corpo da pessoa, né? Tem gente que vê a pessoa dormindo, o edredom,
ela arrasta, a pessoa sente um empurrão, ela olha, não tem ninguém. Ela está em casa, ela olha, se ela vê uma pessoa passada, ela olha, não tem ninguém. Quer dizer, é uma outra situação. E a última, que é a possessão, que a pessoa fica totalmente fora de si e o mal assume aquilo ali. Para esses casos, aí tem o que se chama exorcismo público da igreja, o solene, que é onde o padre, que tem a formação, o bispo é o exorcista da diocese,
bispo. Ele nomeia um padre pra fazer quando aparecem esses casos. Mas tem que ter esse curso. É. Entendi. Mas o curso é interessante, Bola. Não é praticamente como que liberta a pessoa. Se você ler o ritual com fé, você tá ali em nome da igreja, o diabo já é perdedor ali. Entendi. O padre... Isso a gente viu naquele filme, quem quiser saber como que é uma possessão real, o filme mais próximo é o Nefários. Nefários. É, pode assistir. Os outros...
Onde está isso? Não sei. Netflix. É, no curso a gente assistiu. Só procurar. É, Nefários. HBO, HBO. HBO que fui formado. Pois é, esse filme é o mais real de uma possessão. E o que aparece no filme? Ele está numa cadeia. Quando chama o padre, que ele tem na cadeia um padre, e o padre entra, é a única hora que o diabo tem medo. Que na verdade, não é o padre que tem medo do diabo, o diabo tem medo do padre. Sim, lógico. É, porque o padre vai para tirá-lo. Óbvio.
Qual é o segredo do mal? Ele não quer se revelar, porque senão ele é retirado. Ele vai tomar. Por isso que ele é mais escuro. Exatamente. Mas o curso de exorcismo, o mais complicado no curso, não é retirar o mal. É você descobrir se tem ou não o mal ali. Ok. É. Aí é por isso que tem que ter os auxiliares do exorcista. Médicos, psicólogos, tem que fazer um estudo profundo da vida da pessoa. Não é só um simples assim. Não, isso leva um tempo. A pessoa acha que chegou lá, vamos fazer. Não, nessa não. Tem um processo.
final do processo. Usa minha padre, não é uma coisa humana, não é psicológica. Então a gente faz os testes pra ver se a pessoa reage, a gente pede o bispo. Então, vamos lá. O que é, o que é? Baratinho, com milhares de ofertas, tem frete grátis, é muito prático, com entrega rapidinha e ainda tem cupons de desconto todos os dias. Valendo! É o F Magalu! E a resposta está certa! Essa tava fácil, vai.
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Como faz que eu tenho uma vida mais leve? Primeiro, procurar fazer atos de bondade,
a caridade, intensificar a vida de oração, ler o evangelho do dia e ter um contato com a palavra de Deus. Para nós somos católicos, a missa dominical, a comunhão é muito importante. E na sua casa, ter uma vida de paz na família. O Pai Nosso, Ave Maria, pedir ao padre que abençoe uma água, um padre que possa exorcizar o sal. A pessoa anda em casa rezando o Pai Nosso, Ave Maria, jogando esta água. Agora, muitas pessoas,
Elas pedem muito mais uma benção do local, mas elas têm uma vida negativa. Então a primeira coisa é abençoar o local e você ter uma vida abençoada. Se abençoar o abençoado, o local certamente será. É isso, vamos pro superchat que o padre tem horário. Vamos lá, vamos lá. Precisamos acelerar o nosso processo. Então, purificou a água, dá a guarda de casa, é isso, vou tomar água. Minha mulher me deu um susto, bicho. O quê? Ano passado fazendo com o Frei Gilson, rezando às quatro da manhã lá. Sim. E tem um dia que é da família, né? Isso, joga o arrebento.
Ela vem jogar água bem entre mim. Eu sinto aqueles negócios. Eu acordo. Eu só vejo um vulto no quarto. Irmão. Eu achei que era o capeta. Que era o bicho que é isso, cara. Isso aí é o freoma. Isso aí é o cara. Como me matou do coração, bicho. Jogando água em mim. Minha mãe faz isso. Nossa senhora. Que susto que eu tomei, velho. Vamos lá. Vamos lá. Darley Gomes. Superchat, hein? Padre Christian, te peço orações para que eu e minha esposa consigamos ter o nome
nosso esperado filho. Olha que beleza. Estamos na tentativa há mais de três anos e isso nos incomoda e nos frustra bastante. Que Deus abençoe a todos desse podcast. Darlay Gomes. Qual o nome da esposa? Não disse o nome, mas pro Darlay. Darlay e esposa. Ah, vamos casar. Outra coisa, Darlay. Arrume um sapatinho de neném, dê de presente pra sua esposa, um sapatinho branco, e vá lá no meu perfil do Instagram, Padre Christian. Nos vídeos, tem lá
benção para o casal que deseja engravidar. Foi uma benção, como nós fizemos no Santuário do Pai das Misericórdias, na Canção Nova. Mas como que faz o ritual? Você anda pro seu quarto, vai com a sua esposa, põe o sapatinho nas mãos, fecha os olhos e coloca o vídeo. E ouça a benção toda. A benção é quase nove minutos. Pela sua fé, a benção será dada. E em breve você vai testemunhar mais um neném aí bonitinho chegando aí, pra nossa alegria. Pegou? Bota o arroba do padre aí, por favor, meu querido.
Está ganhando o padre. Padre Christian. Está aí. Vamos ao próximo. Christian com CH de Christian. Bonito. Aparecido MTHS. Padre, eu e minha esposa Aline estamos enfrentando dificuldades para engravidar todo mundo. Está vendo? Também. Ela já começou o tratamento e eu vou fazer o exame semana que vem. Mas gostaremos muito da bênção sua e do nosso Senhor Jesus Cristo. Aparecido. Ele acabou. Isso. Aparecido. Mas aparecido. Manda um abraço. Aparecido. Vai dar tudo certo. Ele é Aline. Segue lá, Aparecido.
Outra coisa, o pessoal que pede bênção, eu falo assim, não sei eles, eu falo por mim, se eu tivesse uma graça grande, eu corri atrás. Lógico. Então tem vários eventos do Brasil afora, eu vou estar ensinando a Canção Nova várias vezes, se programe e vá lá participar de um acampamento e receber a bênção presencial. A Canção Nova é o melhor. Canção Nova em Cachoeira Paulista. Cachoeira Paulista. A divulgação no Instagram, tem vários acampamentos lá esse ano.
Isso, em Cachoeira Paulista, aqui no interior de São Paulo, o engraçado que é próximo da...
Aproveita, vai lá em Aparecida. É isso aí. Eu vou duas vezes lá. Gui Souza. Vai, Gui. Bola e Carioca. Conhecer o Padre Léo? Não conheço. Oportunidade de vida. Ver ele pregar. Nunca ri tanto na vida como ria com ele. Padre Léo, vamos pesquisar. Padre Léo. É, um grande pregador da Canção Nova. Os acampamentos que eram dele hoje, eu que prego, Léo, de família e de casais. Ele que pregava. Esse aqui eu conheço.
Esse é Lazar Amas. É. É um amigo que era da minha saudosa irmã de infância. Ah, sim. Moleque. E ele mora nos Estados Unidos. Saudades, Marvel. Ele tinha sumido, né? Saudades, Marvel e bola. Saudades. Padre, por favor, abençoe minha família. Rankine, Disney, Elaine, Sofia e Lana Dantas. Beijos de Cape Cod. É, lá em Massachusetts. Abençoe também as famílias que querem um mundo melhor e sem comunhão.
seguindo a Deus. Obrigado, Rankine Disney. Ah, Deus abençoe, Rankine. Você e toda a sua família aí. Boa, irmão. Tem que afirmar aí. Estiúna a comunidade brasileira na fé, hein? É. Tem muita coisa boa dos brasileiros aí. Eu vou fazer um pipi e já volto, padre. Desculpa. Francisco Felipe. Francisco Felipe. Um abraço ao padre Christian e que Deus continue abençoando. Mais e mais. Sou grande fã de toda a sua obra. Sou de Cascavel, Ceará. E a primeira vez que tive contato com o padre
em um evento em Beberibe de evangelização. Francisco Felipe. Ah, um abraço. É evento muito bonito, viu? Beberibe a gente mistura retiro com ferramentas de autoconhecimento. Muito bom. É um final de semana. Rafael Lucenar. Parabéns, Bola e Caraca, por levar o padre ao Tica. Obrigado, irmão. Parabenizo o padre por todas as ações e precisamos muito da igreja. Seja na busca pela paz, da cura,
enfrentar a dor, ansiedade, pânico e excesso de cortisol. Ah, exatamente. Tem que abaixar esse cortisol aí. Tem, né? No estresse. Boa, padre. É isso aí. Acabamos aqui. Deixa o Caraca voltar pra gente dar tchau, mas ó, quero te agradecer isso aqui demais. Ah, foi com carinho. Que presente lindo. Que bonito. Coisa abençoada. Vai lá pro nosso altarzinho já. Nós temos um altar bonito em casa. Aí dá um abraço pra sua esposa, viu? Boa, a Gabi queria muito aqui. Mas ela teve uma reunião e ela não conseguiu. Ela ficou triste.
Acabou-se, carica. Acabou-se tudo, Boletar. Acabou-se, irmão. Ó, então vamos dar uma repassada aqui. Arroba Padre Cristian no Instagram, tá certo? Ele tem tudo lá, sigam ele. Tá lá, Padre. Eu tô muito feliz por esse presente. Eu acabei de falar isso. Eu vou guardar com muito carinho, me emocionei profundamente. Vai pro altarzinho lá de casa. Porque foi uma semana muito doída pra mim, porque quando eu ganho esses presentes espirituais, eu me emociono muito. Ainda mais de uma pessoa que você ama.
Muito triste, porque eu ganhei faz pouco tempo no meu aniversário. Aí ela já não veio a perder, demorou pra ajustar, ajustou, né? No lugar onde foi. E eu, poxa, ela desapareceu. Entendeu? Como num passo de mágica, eu me senti não preterido. Não sei a sensação que tem essa, né? E receber isso do senhor me deixou muito tocado, porque eu tava me sentindo não preterido, tá? Então obrigado mais uma vez.
vou guardar com muito carinho, com muito amor. Recebeu o contrário, né? E olha que louco, você contando a história de São Bento é mais doido ainda, né? Que você pede e depois recebe logo na sequência. É muita, muita coincidência. Sim. Ou não, né? Não, não. Pra quem tem fé não é coincidência. É providência. É providência. Então, muito obrigado por essa providência. Me sinto muito mais abençoado. Grande honra ter você aqui. Mais forte ainda. Agora, se eu já tinha um pouco, agora... Aí, ó.
Os sinais, né? Os sinais divinos. E aqui está o Querex 2026. Vou colocar na cabeceira da minha cama. Então você tem um diário de oração pra você que se perde na Bíblia. Que sou eu. Eu não consigo. Eu me perco. Aí eu não enxergo porque as letras são muito miúdas. Tem que usar óculos. Eu tô com a Bíblia lá e eu não consigo ler direito. Eu senti isso aqui mais filtradinho, mais curado. Já vem o evangelho do dia, né? O evangelho do dia curado.
Então, Kerex, o pessoal tá reclamando que tá com dificuldade de encontrar. Onde pode encontrar mesmo, padre? A Amazon, você falou? Na Amazon, não é isso? E na Loyola, a Loyola que fez. Distribuidora Loyola. No Google, joga no Google, Loyola, Kerex 2026. Então, todo ano é um anuário. É um anuário. Um anuário pra você, um diário pra você fazer oração na cabeceira da sua cama. Isso. Um bom lugar pra você dormir em paz. Que dia, que dia.
A sua bênção. Ô, Deus abençoe. Foi um prazer conhecê-lo. A sua bênção, viu, padre? Um prazer pro Samuel. Obrigado.
para o Samuel, muito fraterno. Grande honra, grande honra de verdade te conhecer, padre. Valeu, vamos... Dia abençoado. O senhor vai estar por onde? Quer dar alguma agenda, alguma coisa aqui para o pessoal? É, essa madrugada, agora eu estou no texto com o Frejilson, né? Que legal. Às quatro da manhã. Quarta da madrugada. O senhor está lá para o Frejilson, está lá para o Rosado. Minha mulher vai te ver, certeza. Manda um abração para ele.
Frejilson é maravilhoso. Frejilson, um beijo para o senhor, um homem muito abençoado, nada em vão. Nada em vão. Querido. Quem está em oportunidade de... Nós tivemos o privilégio de estar
lá no passado e poder ver a simplicidade desse homem, é disso que a gente precisa, de homens de Deus e homens simples, que levam a palavra de Deus com o coração. Então, um abraço ao Frei Gilson e a todos que estão fazendo o Rosário da Semana Santa, que já faltam 15 dias pra acabar. E fiquem com Deus. Amém. E a sua bênção. Deus te abençoe. Olha, eu aproveito, se me permitam. Lógico, lógico. Olha, eu sei que tem muitas pessoas conosco. Nós estamos numa época muito abençoada, que é a quaresma.
Eu digo que a quaresma é um grande retiro espiritual. É o momento de nós nos voltarmos a nós mesmos, conhecer a nossa miséria, entregá-la ao Senhor, e Ele vai nos dar a sua misericórdia. Eu quero aqui dar um cutucão em muitas pessoas. Se você está afastado da fé, se você brigou com a igreja por um motivo ou outro, é momento de voltar. É o filho pródigo voltando à casa do pai. Procure perto da sua casa uma paróquia, uma igreja,
a Semana Santa. Não assista a Semana Santa, mas entre na paixão, na morte e na ressurreição de Jesus. Se ele ressuscitou, é porque nós haveremos de ressuscitar com ele. Procure o Senhor enquanto se pode encontrar. A sua vida só tem a ganhar, a melhorar, e é interesse seu. Se Deus tira você da vida dele, ele continua Deus. Mas se você tira Deus da sua vida, você caminha para o
Infelizmente, tem muitas pessoas desnorteadas, perderam o norte, e o norte é Jesus Cristo. Então, volte. Quantas pessoas estão voltando para a fé católica? Quantas confissões? Quantas conversões? Quantas pessoas descobriram o verdadeiro significado da vida através da fé? Aquilo que nós refletimos aqui, a gratidão, olhar as coisas simples, descobrir nas pequenas coisas as grandes manifestações de Deus.
Peça ao Espírito Santo que te convença qual é a vida que Deus quer que você tenha. Não se deixe convencer apenas pela palavra do padre, mas coloque isso em oração. Espírito Santo, dom de Deus, qual é a vida que Deus quer para mim? E por último, existem dois dias muito importantes na vida de uma pessoa. O primeiro dia...
É o dia que ela nasce. Por isso o aniversário, os presentes, o bolo, a festa, o abraço. Mas existe o segundo dia. É o dia que a pessoa descobre por que ela nasceu. Espero que você já tenha esses dois. O dia que você nasceu e o dia que você descobriu por que você nasceu. E esse sentimento, essa descoberta nos vem da fé em Jesus Cristo. Então desejo aqui ao Bola, ao Carioca, me sentir muito acolhido, muito amado dentro de vocês. E desejo a todos uma feliz
e Santa Páscoa. Que Jesus possa ressuscitar nos nossos corações, nos dando vida, paz e felicidade que o mundo não é capaz de nos dar. Não troque a felicidade de uma vida inteira por um pequeno momento de prazer. Volte ao Senhor e ele haverá de curar todo e qualquer coração ferido. Que Deus abençoe a todos e cada um. Amém, Pai. Muito obrigado. Uma semana abençoada a todos vocês. Beijo. Até semana que vem. Valeu.
Tiga, tiga, tiga, tiga, tiga
Magalu
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