Episódios de TICARACATICAST

EP 763 - GOTTINO E LOMBARDI

21 de maio de 20261h55min
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Reinaldo Gottino é jornalista, apresentador, narrador e escritor. Na Record, tornou-se um dos principais comunicadores da TV brasileira, comandando programas como Balanço Geral SP, SP Record, Record Notícias e, atualmente, o Cidade Alerta.Renato Lombardi é jornalista e comentarista, construiu uma carreira marcante em veículos televisivos e foi amplamente reconhecido e premiado pelo seu trabalho. Atualmente é comentarista de segurança da Record no programa Balanço Geral.

Assuntos4
  • Criminalidade no BrasilOperação policial contra Deolane · Bloqueio de R$ 360 milhões · Impunidade e crime compensa · Lavagem de dinheiro · Crimes contra o patrimônio (celular, aliança) · Violência e roubo de direitos · Comparativo com outros países (Lisboa, Roma, El Salvador) · Cultura do crime e apologia · Sistema judiciário e leis frágeis · Medidas severas e drásticas · Daniel Vorcaro · Marcinho VP · Bukele
  • Cultura da NFL no BrasilInfluência do funk e apologia ao crime · Reflexo da cultura na sociedade · Comparativo com a Coreia do Sul · Investimento em educação e cultura · Educação financeira nas escolas · Empreendedorismo na juventude · Precatório e corrupção · Sistema bancário e lobby · Mudança de comportamento da juventude
  • Carreira e evolução como jornalistaInício no jornal Última Hora · Repórter policial · Prêmio S de jornalismo · Notícias Populares (NP) · Jornal da Tarde · Record Notícias · Balanço Geral · Hora da Venenosa · Cobertura de segurança pública · Jornalismo ao vivo
  • O Papel do Centrão na Política BrasileiraPolarização política e seus lucros · Crítica ao sistema político e judiciário · Constituição de 1988 · Monarquia vs. República · Salário e privilégios de políticos · Enxugamento da máquina pública · Função do vereador · Cargos públicos e pensões · Importância do legislativo · Falta de retorno dos impostos · Dom Pedro II
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Oi!

Opa! Fala, cambada. Tudo bem com vocês? Bom dia. Ao vivaço, gordo. Bom dia, Carica. Ao vivaço, excepcionalmente hoje. Hoje não é boa tarde. Bom dia. Apesar, é... Porque, assim, os nossos convidados são de garbo e elegância. Categoria máxima. E é difícil fazer um programa que não seja extra com essas duas lendas aqui do jornalismo brasileiro. Não é bola.

Puta, o Lombardão, tá aqui, eu tô numa felicidade que vocês não fazem ideia, irmão. O Continão já é de casa, o Continão já é irmão. É. Mas o Lombardi eu não conhecia, eu sempre falo que ela precisa conhecer. Eu ia pra Aircraft e falei eu preciso cruzar um dia com o Lombardi no corredor pra dar um abraço nele, hoje eu realizei. Obrigado, Lombardão.

Mas eu que sou fã do Bola, imagino. O que é isso? Aí, ó. Grande. Então, hoje, o nosso público não está acostumado a gente entrar a esse horário, mas diante da magnitude... Dos acontecimentos. E dos nossos convidados maravilhosos, a gente abriu esse episódio extra, quis compartilhar com vocês esse programa ao vivo, né, Bola? Ao vivaço. Porque, como diria o nosso amigo Fausto Silva...

Quem sabe faz ao vivo. É isso aí. É sinistro, porque a gente gosta de fazer ao vivo. Logo cedo já deu uma gueta gigante. Já deu, né? A gente acordou com a polícia prendendo a Deolane.

mas enfim, daqui a pouco a gente vai tratar também desse assunto e falar do Lombardi também o Lombardão, quero saber tudo do Lombardão o Rotino já veio aqui, o Lombardão a gente quer entender um pouco a história também que eu acho que deve ser uma história interessantíssima, né mas a gente pede pra que você

Se inscreva no canal, né, Boletar? Por favor, curta, compartilhe, ative o sininho. Dê o do like chocolate pra nós sempre. Ajuda a nós, que nós ficamos muito felizes com vocês, rapaziada. Exatamente. Muito obrigado. Eu vou fazer um vídeo, vou postar agora aqui. Vai, vai.

Vídeo do Gotil, o Lombardão É isso aí Ao vivo no Tica-Raca-Tica Entra agora aí, gente Acabou de voltar na Turquia Você tava na Turquia, eu tenho um amigo meu que passou Ele vai contar Eu quero conhecer Eu quero conhecer a Capadócia Eu tive na Capadócia Eu sou devoto em São Jorge Eu queria muito conhecer

A Capadão. Deve ser lindo. Deve ser lindo. É bom que tava passando os foguetes meio perto, mas beleza, né? Ali a base, a base. Só a base tá ali. Só na Turquia. A base pra ir pra cima do Irã. Mas beleza. Temos a nossa plataforma, né, Marquinhos? Você pode falar com a gente ligar pra nós aqui? Isso. Mandar seu super chat. Onde que entra na plataforma, Carica?

Vai aqui no chat, tem uma tarjetinha amarela ali. Boa, boa. Você clica ali, tem link para a plataforma. Você entra aqui, você pode ligar. Pode. Você pode mandar superchat automatizado. Você pode escolher a voz da pessoa. Ou fazer com a sua própria voz. Ou você mandar o recado, a gente vai ouvir ou ler aqui no ar. É isso aí. Ou a IA ler com a voz. Pô, tem direito, bota xandão.

É muito engraçado. É muito engraçado. O que você quiser, ela vai ali, tem algumas vozes pré... Que legal. Como é que se diz? Pré... Pré-ticaracataca. Pré-ticaracateca. Pré-ticaracateca. Pré-ticaracateca. Pré-estabelecidas ali. Você pode escolher. Você escreve, vai ler com a voz da pessoa que você quer também. O FUM. O FUM. Conseguiu o carro? Rubinho.

Eu sei, ele me mandou a mensagem. Tá vendo, Gordo? Nada na vida. Como falar? Você fala que eu falo demais? Porra, legal. Você fala que eu falo demais? Fiquei feliz pra cacete. E essa ajeitada de bola pra você? O que você achou? Achei linda. Conta pra galera o carro que você vai ficar uma semana, pra você dar uma banda. É o Audi RS6. Aí, ô louco. Eu sou fã desse carro. Você gosta de carro, né? Adoro, Gordinão. Puta merda, bicho. Mas com motor, né?

não me venha sem motor aquele carro é teu que tá aqui na frente eu vou de elétrica não é maravilhoso tem carro melhor que esse aí? um CEO esse carro é sensacional e anda pra caramba tem ele ali acelera forte eu tô pra fechar o meu mas não vem tá rapidão o pessoal lá enfim, um abraço pro meu amigo

Alexandre Baldi Tamo aí Baldi Então é o seguinte Boletar Plataforma você entrar lá a gente já explicou Estamos no Spotify, estamos no Amazon Music Spotify vai lá seguir a gente no Spotify Porque o Spotify também tem som e imagem A gente tá muito bem lá Então obrigado você que tá com a gente Pelo Spotify Se quiser ajudar mais torne-se membro Do Ticaracatiquesse Como?

Temos o Carioca botando pilha. Exatamente. Show do Carica. Tá quase cheio. Florianópolis já... Mas aí a família... Eu falo, compra logo que esgota. Aí é minha família, né? É minha família. Não, mas também não enche um teatro. Não, mas tá trabalhando, pô.

Sim, mas que bom. Minha mulher tá ajudando. Tem que lotar, velho. Ó, a Dri Dri lá, ela tem um restaurante. Lá no armazém. Não, Natalia. Já panuncia lá. Botuflai. Que legal, velho. Tão ajudando. Que bacana. Então, um beijo, amor. Tá vindo pra cá hoje. Que bacana. Amor, te amo.

Dona Aline Mirosch também está me ajudando. Então, assim, já estamos com o teatro praticamente esgotado lá em Florianópolis. Que bom, graças a Deus. Obrigado você de Florianópolis. Criciúma, estou chegando nesse frio. Todo lugar vai esgotar. Então compra teu ingresso, tá? E Júlio Porto Alegre, boleto. Boa, Carica, é isso aí. Campinas em agosto.

E vem muito mais coisa por aí. E também tem o Isso Não É o Talk Show lá na Jovem Pan, 10h30, de terça e sexta. Com a Erika Schneider. Eu não vi ontem, cara. Foi sensacional. Comecei a ver um filme e eu esqueci. Foi muito bom. Então, se quiser assistir... Me perdoem, eu vou ver depois. Erika Schneider, uma das loiras do Vorcaro. Está no YouTube. Ex-bailarina do Faustão.

Foi um programa muito bacana. Muito bacana. E também foi fazendeira. Foi da fazenda. Bom, vamos começar o programa, Bola? Vamos. Hoje, estamos aqui com Lombardi. Lombardão Parmerense, irmão nosso aqui, um cara da mais alta categoria, um cara do bem.

Lombardi. Você falou gotinha, você fala de Lombardi. Lombardi é ele. Você é Lombardi parente do Lombardi? Não, tem nada a ver. Nada a ver. Não é da família que fala assim? Porque o Lombardi vem da Lombardia, que está a região da Itália. Por isso.

Lombardi tem mais... Eu sou Marcos Chiesa. O que acontece é que a minha família veio da Lombardia, que é no norte da Itália, e aí os meus... Meu avô desceu, foi pro sul. Quando você veio pro Brasil, Lombardo? Em 1953. E por quê?

Porque depois da guerra, a situação estava ruim na Itália, meu pai veio pra cá. Tem uma história incrível, porque meu pai nasceu no Brasil. Olha que loucura isso. Nasceu em Jardinópolis, perto de Ribeirão Preto. Porque o meu avô, quando os escravos, eles receberam alforria, os fazendeiros, os donos, os senhores de donos de café fizeram o quê? E começaram a trazer...

o europeu pra cá. E o meu avô foi trabalhar numa fazenda de café e teve três filhos aqui, entre eles meu pai. Aí o pai do meu avô ficou doente na Itália e aí ele falou, olha, eu vou pra Itália e vou cuidar. Aí minha avó disse que a avó falou, não, se um vai, vai todo mundo.

E aí foram todos, três irmãos, meu pai e dois irmãos nascidos em Jardinópolis. Voltaram para a Itália. E aí eu nasci na Itália. Quando, depois da Segunda Guerra Mundial, a situação estava pau-perre na Itália. E aí meu pai, brasileiro, veio para cá. Veio para cá e nos trouxe. Nós e eu e irmã, e tem um irmão que nasceu aqui.

Realmente, olha, é uma situação muito legal, porque eu morava numa cidade que tem até hoje lá, que tem 14 mil habitantes, chama Castel San Giorgio.

perto da cidade onde nasceu o pai do Gotino. Castelo de São Jorge? Castelo de São Jorge, é. Tem um castelo, a gente morava no topo da montanha, o castelo, os alemães detonaram o castelo, lá destruíram o pai do castelo. E aí, o que acontece? A cidade de Castelo de São Jorge fica na província de Salerno, no estado de Nápoles. Então, eu sou napolitano.

E aí nós viemos morar... Napolitano. Com tudo isso, tinha uma situação boa na Itália. A gente foi morar em Vila Maria, na Zona Norte de São Paulo, não tinha água encanada, não tinha luz, não tinha saneamento básico, não tinha nada, cara. Nada em 1953. Olha que interessante.

O Lombardi é o meu parceiro, meu irmão, meu amigo de televisão. Nós estamos juntos, já está trabalhando há mais de 10 anos. Caraca. E qual a chance? A família dele é de Salerno, a família do meu pai é de Salerno, que é uma cidade com pouco mais de 100 mil habitantes. E Castelo São Jorge e Castelo São Lourenço, onde é meu pai, é do lado, é um bairro do lado, é como se fosse... Sim, Osasco.

Não, o Osasco seria Salerno É como se fossem dois bairros, tipo Vila Leopoldina E a Vila Romana aqui do lado É do lado, é muito perto E ele saiu de lá, o meu pai também saiu de lá Nos anos 50 E veio pra cá E a gente ficou super amigo Que legal A Itália é o reino, né? A Itália são reinos A Itália é nova O país unificado Ou eu tô falando besteira É O país unificada

Não, sim, tem a Roma antiga, mas a Itália fundada como um país independente. Se você vê a Itália nova, a Itália como formação, o reino da Itália, né? Ou eu tô falando besteira? Tudo começou na Itália, tudo começou com os romanos, né? Então é um negócio assim. Não, que Itália é hoje.

Romano é na época de Cristo. É, o Romano... A Roma mandava no mundo. Onde ele andou, ele deixou uma coisinha, onde você vai, em qualquer lugar. Eu estive na Turquia, tem lá os arcos dos romanos, os acodutos, né? Mas, ó, ser italiano, assim, eu não consigo perder esse lado italiano meu. Não perco. É, a República só vem em 46, né? É, então. Mas é a República.

Sim, mas a república como é hoje, a Itália, só em... Pô, o Brasil foi em 1889. O Brasil é mais antigo como república do que a Itália. E a Itália era um reino. Então, e a Itália tem um negócio muito interessante, porque a Roma Antiga perseguia os cristãos. E a Roma Nova, a Roma dessa Itália, é a capital do catolicismo. Que é onde tem o Vaticano, que é um país dentro da Itália. Então é muito interessante essa mudança.

Mas é legal, é legal assim, esse caminho que a gente fez, é um caminho incrível, porque eu com 14 anos eu estava lá no jornal. Fui ser contínuo, o oficibói de um jornal, da redação do jornal, chamado Última Hora. Tinha que se virar, não é o guardão? E nunca mais saí desse meio. É mesmo, começou com 14. Puta, que legal. 14 aninhos.

14 anos, eu entrei numa redação de jornal, cara, você entrou numa redação e falou, é isso que eu quero. Qual jornal? Última Hora. O último jornal do Samuel Weiner, um jornal que tinha sucursais em todas as cidades, tinha jornais entrando nos principais estados. Eu lembro de última Hora no Rio. É, a última Hora começou no Rio, a sede era do Rio, veio pra São Paulo e de São Paulo foi, agora...

O jornalismo tá embutido aqui. Então, como tá na gente, né? A gente, você não consegue fugir disso. E aí você fala assim, pô, até quando vai? Sei lá, até morrer, porque... Ah, não tenho dúvida. Você lembra que ano foi isso? Lembro, foi em 1900, eu comecei em 1958.

Quando você entrou na... Com 13 pra 14 anos. Na redação. Na redação. Meu Deus. Lembro quando eu sou o CIOJ, minha mãe me levou num ônibus, calcinha curta. Usava calça curta, não tinha calça comprida. Aí chegou lá, me apresentou, me deram um farda, uma farda caque, uma gravatinha azul, calça comprida. Eu falei, eu aqui, eu uso a calça comprida, né? E aí, meu irmão?

um ano depois, eu comecei assim, não quero ser, quero ser, quero ser, e continuei, tanto é que quando eu fiz 18 anos, eu passei a repórter, fui repórter de uma sucursal. Sem ter faculdade. De onde você foi, a sucursal? De Santo André. Santo André. O Lombardi falou que isso foi em 58. Nós estamos em 2026, e eu trabalho com ele todo dia. Quem é o cara mais animado do estúdio?

É ele. O cara chega animado. Então o Lombardi, eu acho que ele representa hoje o que é essa nova vida, de que a gente vai viver mais, que a gente vai viver bem e que a gente pode ter uma vida legal com saúde. O cara acabou de voltar da Turquia. Acabou de viajar, é. E o cara já falou, semana que vem tô lá e já vai tá voltando pra trabalhar. E uma animação. Com vontade. Isso é muito legal. Isso é muito legal. Isso é muito bacana.

E aí qual foi o teu primeiro emprego? Foi nesse jornal que você foi repórter? Comecei na... Eu queria ser repórter esportivo. Tá. Aí não tinha. Aí tinha um repórter que depois virou juiz, virou desembargador, chamado Alexandre Moreira Germano, falou pra mim assim, ó, tem uma vaga lá em Santo André.

Repórter policial, é. Repórter policial. Aí correr atrás de defunto. E aí eu fui. Depois com o passar do tempo, apareceu uma oportunidade que o editor de esportes da última hora chamava Álvaro Paes Leme, que é o pai do Alvinho. Sim, sim. Aí ele falou pra mim, ó, você quer vir trabalhar? Quando eu comecei já no jornalismo policial, eu comecei a criar fonte. Cara.

Já tava enraizado ali. Aí, meu amigo, com fonte. Não quero fazer esporte. Hoje a gente tem isso aqui. A gente tinha carteira de telefone. Mas eu ganhei o prêmio S de jornalismo. Aí, cara, aí eu... Você ganhou o prêmio S? Qual reportagem? Vou te contar a história. A história foi incrível, essa história aqui, ó. Vale a pena, vale a pena. Eu recebi um dia um telefonema, num plantão de sábado.

falando assim, ó, vocês querem uma boa reportagem? Tava lá, tem um cara em Santana que tinha um escritório de contabilidade pequeno, morava numa casa, numa casa bem pobrezinha. Modesta. Hoje ele tem aras em Mairiporã, tem carro importado, contou a história toda e me deu o endereço.

Eu era cantor de funk. Participei de uma... Ou influencer digital. Nada, nada, numa reunião de pauta. Aí eu fui lá e falei, olha, vou apurar isso aqui. E comecei a levantar. Foi em Santana, na casa, a casa estava fechada, a vizinha falou assim, é, era uma filha de italianos.

Mudaram daqui, agora é tudo rico, não volta mais aqui, nem pra ver os vizinhos, mais o quê? Aí me deu as dicas todas de onde era. Eu levantei a história, bom, pra encurtar. Eles tinham um escritório de contabilidade e se aliou aos médicos que era na época do INAMPS. INAMPS, porra, claro.

Aí o que aconteceu? Um corte de... Um simples corte no dedinho virava uma cirurgia. Uma cirurgia de coração. Carícia. E eles começaram a ganhar dinheiro. Eles começaram milionários. Aí eu detonei isso na reportagem, cara. Puta merda. E o cara foi preso. Tinha um médico que chamava na época... Tinha um cabana, um médico.

Todos eles foram presos. Mandei de aprótese. A polícia federal. E aí eu ganhei o promesso de reportagem. Que legal, Lombardão.

Por isso que eu acho que você tem que acreditar no jornalista, uma outra história que eu vou contar rapidinho que eu lembrei aqui. Vocês lembram do Detran de São Paulo, não lembro? Sim. No Ibirapuera ali. O apelido que era lá? Serra Pelada. Serra Pelada. Porque era uma grana, a caixinha lá era uma coisa muito louca. E aí tinha um investigador chamado Miguel da Silva Lima, acusado de ser o chefe da caixinha. Esse cara pega e dá uma entrevista, um dia, uma entrevista coletiva.

Fala assim, olha, vocês estão me acusando, a única coisa que eu tenho aqui é um apartamento, ele deu uma entrevista no salão de festa do apartamento dele, do prédio dele. A única coisa que eu tenho aqui é esse apartamento meu, que está para pagar em 25 anos, e a única excentricidade que eu tenho é uma secretária eletrônica, que eu comprei em Miami, que eu fui lá com um amigo meu em Miami.

Na entrevista coletiva, eu sempre participei de entrevista coletiva, eu deixava a entrevista e depois falava, eu quero cinco minutos com o cara só, porque aí você tem coisa pra perguntar, vai todo mundo... Aí eu falei pro cara aqui, vem cá, me mostra a sua secretária eletrônica. Aí eu subi no apartamento dele e mostrou a secretária eletrônica.

Isso foi na sexta-feira. Aí eu trabalhava no Estadão. Aí o Estadão deu lá. Pô, meu único bem é uma secretária eletrônica. Aí eu tô lá e ligou um cara com sotaque espanhol, falando assim, ó, você quer saber a história verdadeira desse cara aí? E me deu, falou, vai no cartório de Catanduva e de São Carlos e pergunta só sobre isso. Puta que pariu. Isso num sábado.

Segunda-feira era dia de rirão de pauta e cheguei lá e falei, ó, tem um assim, assim? Recebi essa informação. Não, vai. Falei, pô, vamos lá bancar. Vai bancar o quê? Vou de carro. Banca um hotel, digo, um hotel. O Palão? Aí eu fui. O Palão. Fui lá, cheguei e peguei. O jornal tinha correspondentes nas principais cidades. Aí, eu, pra ir no cartório, eu não tinha condição. Foi um advogado. Miguel da Silva Lima. Na Catanduva. Levantou lá. Fazenda.

São Carlos, Fazenda. Puta... Aí o advogado pegou e o que ele fez? Ele pegou para ele pedir cópia das certidões dos documentos da Miguel de Silva Lima e a mulher dele. Meu, com toda a documentação na mão, tinha um advogado lá do Estadão... Jogou na cara dele. Porra.

Puta merda. Outra matéria imensa. Imensa. Na época os cartórios não conversavam, então não tinha como saber. É, então. Incrível, incrível. Mas Lombardão corajoso. E aí ele rodou. Rodou não, porque no Brasil foi preso. Por quanto tempo? Não, ele ficou preso lá em Itaubaté, ficou preso. Por sinal, depois ele morreu, mas foi... Morreu na cadeia? Pra gente ficar feliz um pouco? Não, não morreu na cadeia. Mas só pra terminar, ele se formou em direito, depois virou advogado.

Um dia eu levei a tia da minha mulher no médico, lá na Mandaré, na Liberdade. Entrei no estacionamento com o carro. Quem sai do elevador, cara? Esse Miguel... Quando ele me viu... Aí eu falei... Me ferrei aqui.

Aí ele olhou assim e falou, ainda tem volta, hein? Caraca, lembrava. Cara, então o jornalismo tem essas coisas, né? Que são muito legais, cara. Você trabalhou num jornal que eu fui capo uma vez. Sério? No NP. Eu comecei no Notícias Populares. Você torcia sair a sangue. Tô ligado. Quando eu vim morar em São Paulo ainda existia o NP. Quando o Barão Vemmeu lançou o disco, na Calada da Noite, a gente fez uns personagens, fomos pra frente do cemitério da Consolação.

Colar adesivo em carro na rádio

E tiraram foto e botaram os mortos saem da cova e a gente lá de bispo. Você sabe que o Notícias Populares era um jornal popular. O NP. Mas assim, pra trabalhar lá, você tinha que ser muito bom, porque tinha que escrever bem e ter uma criatividade. Porque o pessoal achava que qualquer um trabalhava lá. Não era assim, não. Tanto é que do NP, uma época depois de um tempo, vendia 150 mil jornais por dia.

O grupo que trabalhava lá saiu, um pessoal foi, o Percival de Souza trabalhou no NLP, um pessoal foi para o Jornal da Tarde, um outro pessoal foi para o para Abril, para Veja, eu fui trabalhar no Globo. Nós saímos de lá, então o conteúdo era muito bom. A manchete era...

Eu ajudava a fazer, eu fiz uma vez uma manchete que eu nunca mais esquecia. Trocou a mulher por um Fusca, 3 de 11, que era que se encaixava. É um negócio incrível. É, pô. E tinha o dono do cara que criou o jornal, porque na repressão de 64, a ditadura, eles empastelaram o jornal. A última hora começou a fechar.

E aí tinha o Herbert Lever, a dona de um banco aqui, e criou esse jornal, que ficava na rua do Gasômetro, lá no Brás. Onde o Gasômetro. Ficava a redação, o maquinário todo. E aí o cara que criou isso, ele chamava-se Jamelê. Era um romeno que tinha sido preso, ficou preso na Rússia durante muito tempo.

Quando ele veio pra cá, ele foi trabalhar na última hora, era editor internacional. E quando o Cunha, o empastelamento do jornal com a ditadura, com a repressão, ele simplesmente bolou isso aí e ele criou o jornal. E ele falava errado pra caramba. Tanto é que tem um livro aqui. Nós fumo, nós vamos. Tem um livro aí que até me sinto, porque eu criei uma música um dia, porque ele falava assim...

Desce e embaixa, desce e embaixa, é desce com a matéria lá pra oficina. Aí eu escrevi um texto assim, você comeu salsicha com bolacha, desce e embaixa, desce e embaixa. Eu não sabia, outro dia um amigo meu me falou, você tá num livro aqui sobre o NP, o cara escreveu sobre você. E aí, desse, do NP, que era um negócio incrível, só que depois de um tempo, eles venderam o título pra Folha. E aí...

Criaram Bebê Diabo, aí acabaram. Aí simplesmente acabaram. Porque em Santo André um dia apareceu um cara que falou, tinha uma criança nasceu, lá aparecia um diabo. Aí o gênio da redação lá, já não trabalhava mais lá. Aí foi lá e começaram, ficaram com Bebê Diabo, Bebê Diabo, Bebê Diabo. O jornal simplesmente acabou, se desmoralizou com o jornal. E era um puta jornal legal, cara. Quando eu cheguei em São Paulo ainda tinha o NP.

98 tinha o NP. O título começou, a Folha pegou o título, que vendia muito bem, mas eles pegaram mais o título do jornal, não era nem pelo jornal, era pela cota de papel, que tinha a cota de papel que rodava o jornal. E era uma época que as pessoas passavam na banca e as capas ficavam, todo mundo parava pra ver. Não tinha... Parava aquela galera pra ver a manchete. Não tinha rede social, não tinha internet. Então se passava, se informava... Se informava nas capas.

fazer jornal. Pô, era cinco minutos pra dar uma passadinha pra ver o que tá rolando, né? Uma galera parada na banca. Aí se você quer um assunto que você... Eu era assim, né? Porque o dinheiro era curto. Tinha um assunto que eu queria muito consumir, era lá comprar o jornal. Mas é que eu falo, desde que eu me conheço por gente, coisa que eu lembro do meu pai. Era todo dia ele pegando o Estado de São Paulo de manhã, que ele assinou até ele morrer.

E via na sacolinha. Até ele morrer, ele recebia o jornal impresso em casa. É. E o cara, ele vinha, pegava o jornal afim. O futuro não começa com o carro. Começa com energia. Enquanto outros faziam promessas, a Bio ID já estava construindo baterias. Enquanto o mercado discutia, nós colocavamos milhões de veículos nas ruas.

Aqui, tecnologia não é um acessório. É a base. Bateria, chip, motor, software. Tudo construído junto desde o início. Por isso, somos mais seguros, mais eficientes e mais acessíveis. Não construímos carros para poucos. Criamos mobilidade para todos. BYD. Uma revolução global. No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.

aquele puta negócio gigante, né? É, porque o jornal era imenso. Hoje ele é recrutora. Hoje ele virou tabloide, né? Hoje virou tabloide, mas ela... Jornal de domingo. Puta, né? Um chumaço. Um milhão de exemplares chegando a rodar porque oferecia uma série de facilidades. Em cartes, tinha coleções, fascículos. Eu lembro qual que era que tinha o Jornal do Cal, que eu esperava toda quarta-feira. O Jornal da Tarde tinha. O Jornal da Tarde.

Não, e tinha aquele da maçã, primeira mão. Primeira mão, era pra comprar e vender. O Bolo chegava na rádio toda hora com essa merda, lembra, Bolo? Comprar peça pro carro. Mas esse era de informação, o jornal do carro. Você via os lançamentos da Chevrolet, da Volkswagen, você caralho. Aquilo no Rio era diferente, né? No Rio era a JB, o Globo, o Dia. Agora, o Jornal do Brasil. O Jornal do Brasil era legal, né? Maravilhoso. Era legal. Capa do Jornal do Brasil era demais. Coisa chique. É.

Era incrível. E o jornal, de simplesmente, tá morrendo, né? Então, aos poucos, tá morrendo, tá morrendo. Foi tudo pra internet. Mas assim, você concorda também, Gotino, que não é porque morreu, é que a forma de consumir mudou. Mudou. Mudou. Não que as pessoas estejam... Eu acho que as pessoas estão até lendo mais.

Estão tendo mais acesso. Mas estão lendo aqui, né? É, entra aqui numa page ou vai no X, vai no... Mas eu acho que já é fruto dessa tecnologia, porque o jornal, ele roda na madrugada e chega de manhã.

E aqui tem como ter uma atualização online. É. Então, por exemplo, prenderam a Deulane. É instantânea. Essa informação estaria no jornal, mas prenderam a Deulane, ela foi levada agora, está passando por audiência de custo a tudo isso, vai atualizando, então é muito rápido. O jornal que iria dar o furo aqui em São Paulo seria o Jornal da Tarde, porque ela foi presa de manhã e não daria tempo. Só ia sair, tá? Só ia sair.

amanhã. Não, mas o Jornal da Tarde. O Jornal da Tarde, ele fechava, o Jornal da Tarde fechava no final da madrugada, ia pra banca às dez da manhã, às dez da manhã. O Jornal da Tarde saía mais tarde, mas depois acabou e começou a sair de madrugada também, aí mudou, né? É, mas o ideal era sair no Jornal da Tarde, porque foi de manhã, ainda dava pra sair umas duas, três horas, saia o Jornal da Tarde, né?

Agora eu te explico o que é o jornal, porque o jornal impresso, hoje não sei, nessa loucura da mídia... Nem tem mais banca direito. Não, não tem, não tem. Porque assim, o que acontece? Eu ia fazer uma reportagem, eu ia pro jornal, eu concorria com o rádio e com a televisão. Sim. Então eu tinha que pegar um ângulo diferente. Por isso que eu pegava sempre um... Por quê? Porque, cara...

Você vai ler o jornal, se você ler, é o que a gente fala, o lead, né? Você lê as dez primeiras linhas. Se te interessar... Você continua. Se não, joga no lixo todo um trabalho que você fez. Então, eu fazia o oposto do lado. Tanto é que, cara, por isso que eu falo da fonte. Você tem fonte, você tem informação nova, diferente. Os caras ficavam putos da vida. Falaram, pô, como é que saiu o negócio lá e eu não tenho aqui?

Porque, pô, o cara te dá informação. E ele faz isso hoje na televisão, né? Porque ele é comentarista do programa que eu apresento, do jornal que eu apresento. Isso. E eu tô falando que eu falo, falo, falo, chamo outro cara, outro cara fala, chamo o repórter, fala. E aí tem que voltar pra ele, ele tem que entrar com o comentário dele e tem que ser algo diferente, porque senão fica muito bom. Tem que estar informado de tudo, né? Isso. Aí ele entra... Então, tchau.

ele entra e tem que fazer um comentário que chama atenção, então ele tem que dar um destaque tem o Percival, tem o Lombardi, a Record tem muito isso de ter esses comentaristas o Percival tá lá? Não, o Percival agora aposentou de manhã tá o de olho claro como chamo o Guastelli tá de manhã e tem também o comandante Luca que tá na hora do almoço agora, o que parece o 007 é o Luca, 007

Eu lembro do... Percival. Do Percival, a gente fez até uma sacanagem. Você imitava o Percival? Não, eu não, era o Edu, eu só fazia o Marcelo. Ah, o Marcelo sem dente. Porque eu tava um dia assistindo, tinha uma moça que fazia... Eu adorava, ela achava ótima. Uma mulher que apresentava o balanço ali naquele horário.

Na Record. Apresentava? Era uma mulher muito boa, falava muito bem. Tal. Isso faz um tempo. Há uns 12 anos atrás. Não era o Geraldo. Antes do Geraldo. Era uma moça. Era a Fabiola Gadelha?

Não era... Luciana Oliveiro. Ah, Luciana Oliveiro, ótimo. Luciana Oliveiro. Ela fazia o Record Notícias. Isso. E era o comentário de Percival. Isso. Bicho, aí eu comecei a ver um dia, e aí foi aí que eu saquei o negócio. Aí eu falei, vou sacanear no... No pânico. No pânico. Porque ele falou assim, olha gente, ela fala bem, essa moça é bem. Ela é maravilhosa. Ela é desenroladíssima, assim, ao vivo, super desenrolada. Ela tem uma eloquência maravilhosa.

E ela, estamos aqui, o Marginal, completamente parado, um acidente, Percival. Aí ele, é, realmente... Ele mandou, eu falei, não, ele não mandou essa. É, acidente, Marginal é complicado, né? Quando cai uma moto, obviamente vai acontecer o congestionamento, vocês estão vendo aí. Eu falei, tá, isso eu já estou vendo, mestre. Aí daqui a pouco outro negócio, é, realmente...

Quando uma pessoa toma um tiro na cara e ela cai e morre. O Carioca morra. E foi nesse Record Notícias que eu tava apresentando uma vez, ele é antes do balanço, é no horário do balanço, mas foi antes do balanço estrear. Eu tava apresentando esse Record Notícias uma vez, eu vivi um dos momentos mais interessantes da minha passagem na televisão.

A Hebe Camargo estava internada no Einstein. E nós estamos ao vivo. Aí não sei porque eu falei assim, olha, a Hebe vai ter alta daqui a pouquinho, ela vai descer, vai atender a empresa. E eu acredito que ela esteja assistindo a gente agora. Então, Hebe, se estiver assistindo a gente, dá uma palavrinha, conversa com a gente, por favor. A gente quer muito te ouvir. A rainha da televisão, tal, tal, tal, tal.

Acabou, ela desceu, teve alta. Desceu quando ela foi no microfone. Cadê a Record? Nem fudendo. Aí eu fiquei grandão, né? Algotino, amanhã eu quero você na minha casa. Você é meu convidado. Eu fui na casa dela no dia seguinte. Ficamos amigos, pô. Que pessoa maravilhosa. Ela falou, gostei da sua energia, do jeito que você falou. Foi muito bacana. Mas tem... A televisão, vocês sabem melhor do que eu, né?

Tem essa loucura. E a gente tinha uma afinidade aqui, a gente tinha uma afinidade boa.

Ao vivo, né? Que vocês se conheceram aonde? Na TV, de manhã. Na Record mesmo? É, porque ele que falou, começou a fazer o balanço, falou, não, eu quero que ele trabalhe comigo. Até então você não fazia? Eu fazia link. Ele tava lá fora, eu falei assim, eu quero um cara comigo aqui. Eu falei assim, o Lombardi... Puta caralho, irmão. Tem história, né? Tem experiência, né? Tudo é a experiência. Mas aí mandou um abraço aí pro Percival, que depois a gente fez, o Edu sempre comia um bolo. É.

E o bigode era metade da cor. Percival, como é que o homem é assassinado? A pessoa toma o tiro, né? Vou te falar uma coisa. As pessoas da televisão conhecem o Percival nessas condições.

Mas o Percival foi um dos principais jornalistas na área de segurança do país. Super, super, super. Maravilhoso. Tem dez livros escritos. É que o Marcelo Rezende chegou a uma época que ele tentou desmoralizar o... Não foi isso, porque o Marcelo Rezende, como o quadro começou a fazer sucesso no Pânico, o Marcelo comprou aquilo, porque ele tinha uma concorrência muito grande com o da Atena.

Inclusive eu tive problemas com o cinema da Pond depois, porque era meio 5x6, 6x5 e o Marcelo comprou

a brincadeira e transformou o programa dele num circo. Só que isso levou ele pra 12 e o da Atena pra 3. Aí os caras começaram a vir pra cima de mim, entendeu? Ele voltou pra cima de um trono. Isso. Ele viu que tava crescendo a audiência e tudo. É audiência na televisão. Vamos lá. Alô, maló. Ele tinha um negócio de uma ambulância. Começou a fazer umas puta loucura. Eu lembro, acho que o dia que eu mais dei risada na minha vida, foi o dia que eu tava assistindo o Pânico.

E surgiu uma... Não tinha esse negócio de internet com tanta frequência, mas surgiu a Susan Boyle. Susan Boyle. Cantou no... Cantou no programa. Aí no domingo, você está assistindo lá o Pânico, esse cara me aparece. Susan Boyle. Mas assim, acho que no Teatro Municipal. É isso. Puta, cara, eu não aguentei de dar risada. Ela cantou no American Idol. É, no American Idol. É.

Na lívia, o que aparecia, a gente fazia. Mas o Marcelo foi isso. Aí o Marcelo começou a pegar aquilo que a gente sacaneava o Percival e o Marcelo ali e começar a sacanear ali. E isso dobrou a audiência. E aí eu tive que parar. Olha, é melhor se dar uma segurada. Porque a gente tava na banda, né?

E já era a segunda minha mudança desse quadro. Esse quadro teve dois problemas que eu não posso contar. O primeiro que eu comprometo vocês. Vamos lá. Eu fazia a turma do Didi Mais C. Aí falaram, para. Não pode. Mais outro. Para, melhor parar. Aí eu fiz o Marcelo. Lá na final eu falei, para também.

Tá, que paró. Entendeu? Não podia fazer mais nada. Então aí você que levou o Lombardão pra frente das câmeras. Não, não, ele participava do link de fora, na parte externa. Aí eu falei, pô, traz o cara pra comentar comigo de manhã. A gente fazia um programa de manhã, o São Paulo no ar, a gente chegou a bater primeiro lugar, a alcançar a liderança em vários momentos. Aí a Globo criou o Hora 1.

Porque de manhã a gente tava dando um calor nos caras já.

A hora que eles se ligavam, vamos criar alguma coisa. Colocaram mais jornalismo mais cedo. Que legal, velho. Não, o que a gente fazia, um tipo de... Não ficava só na violência. Um dia nós tivemos um acesso de riso lá que a gente não conseguia parar. Eu imagino. Ao vivo, não conseguia parar. E o cara, para, pô. Para com isso. Que jeito que eu vou parar, cara. E você fez eu perder meu emprego também. Eu fiz isso. Sério? Vocês acabaram com o video show. Ah, o video show. Eu tava lá, né? É. E posso falar. Agora...

Não é um segredo industrial, vai. Não vai comprometer. Porque eu não conto muito coisas... Deu um calor. Não, eu não conto coisas na minha carreira. Coisas horríveis, pesadas, que aconteceram. Várias coisas bizarras eu não falo. Tem gente que vai em podcast e fala. Eu não acho isso legal. Acho que quando você está dentro de uma empresa, existe ali um sigilo, né? Claro. Uma ética. Mas isso eu acho que não vai ferir muito.

Mas incomodava. É. Eu tava lá dentro, com o programa ao vivo, e os caras putassos que eu tava perdendo pra recorrer, cara. Putaço, uma garota. Putaço, assim. E posso falar, a gente fazia o Balanço Geral, e tinha a Hora da Venenosa.

E a gente tava tentando descobrir, tentando achar. Porque quando eu comecei a fazer o balanço geral, passou um mês, eu fui lá e entreguei o boné. Falei, ó, não tá virando, não tá dando certo. E... Vou sair fora. Aí o pessoal da direção falou, não, a gente acredita, o programa tá legal, tá... Vamos nesse caminho. Cara, parece que os caras falaram isso no dia seguinte, que saiu um peso, assim. Aí a gente ficou um minuto em primeiro lugar.

Que legal. Cara, um minuto a gente falou assim, é o caminho. A Hora da Venenosa tinha 15 minutos.

E você botou eu amo o Lombardo e fala mesmo e não tá bem aí. Não, e ele não ficava. Ele saía. E quando ele fazia isso, a galera gostava. Aí amanhã, ou amanhã vai ter mais. Ele falou, não vou ficar aqui, não sei o que. Aí no terceiro dia ele falou assim, eu vou ficar só na primeira, porque o assunto me interessa. Aí ele foi ficando. Aí dois minutos em primeiro, três minutos em primeiro, daqui a pouco quinze minutos. Aí você sabe como é que é a televisão.

O quadro de 15 já virou meia hora. É isso. Aí daqui a pouco a gente ficou o programa todo. A gente criou o lombômetro lá, lembra? É, lombômetro, é verdade. Pô, vai pro lombômetro, não vai medir um dia. É verdade. Quase me ferrei com a Jojo Tadinho, porque, pô, ele tava de férias, o Matheus tava no lugar dele, falou assim, você levaria a Jojo Tadinho pro lombômetro? Aí eu, meu, eu sempre falei a verdade. Não tem esse negócio. Não falava mesmo. No dia seguinte saiu na capa da UOL, assim, Renato Lombardi é gordofóbico.

Eu falei, não, não levar por enquanto. A hora que ela entrar em ordem, eu levo. E a gente tinha várias coisas. Tu não aguenta, Lombardo. O Lombardo é fodido. Ele manda mesmo. Acho que ninguém aqui aguenta muito. E não tá nem aí. Bom, vamos ao assunto do dia que acordamos hoje, que pra mim não é uma novidade.

acho que ela já está indo para a cadeia de novo acho que ninguém esperava que ia acontecer eu vou perguntar para o Lombardi que é um cara que é um jornalista mais de base assim de local para a polícia chegar

nesse ponto, empreender a Deolane e fazer essa operação porque provavelmente tem dados mais robustos. Você tem alguma informação lombar? Bloquearam 360 milhões. Então, começa com o dinheiro. Fizeram o levantamento com o dinheiro. Porque assim, eu acho, eu acho, não tenho certeza, que esse pessoal não acredita na justiça aqui.

Depois de tudo que aconteceu... Mas elas têm motivos pra isso. Então, mas os caras não acreditam. Então, o que que acontece? No fundo aqui, eles não prenderam assim, ela vai lá e decreta a prisão e pega. Não, não é assim. Fizeram um levantamento completo. E ela continuou, ela tá sendo acusada de ter movimentado. Movimentando. Operar, operar. Do dinheiro, entendeu? E aí, agora, se você me perguntar, ela vai ficar preso quanto tempo?

Eu não sei. Ela ficou presa há pouco tempo. Da última vez. Quanto tempo ficou o Ian e o outro? Um mês. 28 dias. É o que fica, entendeu? Esse que é o problema. Por quê? Porque eles se aprofundam num determinado instante e chega ali e dá uma parada. Agora, no caso dela...

Ela peitou todo mundo. Ela peitou o delegado lá, quando ela foi presa. Eu lembro. Inclusive, ela ia sair e não saiu porque ela desobedeceu. Ela não podia falar, exatamente. Ela desobedeceu. Ela não podia falar e desceu a boca. Porque tem gente que acha assim, fala, fala, fala, fala e não acontece nada. E não acontece nada mesmo. Não acontece nada mesmo. Exatamente. O que eu fico triste, o Otino.

não sei se sua impressão soa também, é que cada vez o crime, ele se arvora contra o Estado e não está nem aí, porque, por exemplo, quanto bloquearam dela? 360 milhões. Isso em ativos, isso no dinheiro rastreável. Fora...

fora criptomoeda, enfim, que deve ter muito mais. Dinheiro fora do país. Hoje quem trabalha com isso, obviamente. A gente sabe do crime que aconteceu no aeroporto de Guarulhos era em relação a isso. Ela chegou ontem da Itália. Sim, mas a pergunta que fica é, ela faz uma conta, fala, pô, eu tenho 300 milhões, vou fazer isso aqui.

Fica um ano, um ano e meio preso, o crime compensa. Mas não é dela, né? É, então, esse que é o problema. Não, não, não, mas ela tem um bom dinheiro. Não, sim, mas é... Que seja 35 milhões. É uma participação aí, né? Que seja 30, 40 milhões. Pro cara que não tem escrúpulo, meu amigo, 30 milhões, fica um ano preso, quem não troca um ano e meio preso por 30 milhões? Vamos aqui falar a verdade.

Eu não sei. Eu não sei como é ser preso. Não, mas pra quem não tá na merda, desculpa o tema, quem tá na merda, porra, eu vou pegar 30 milhões e fico um ano e meio preso. Mesmo porque com dinheiro preso te dá uma situação tranquila. É, tem esse detalhe também. Uma cadeia. Você com dinheiro é... Na cadeia você tem tudo. Tudo o que você quiser na cadeia. Com dinheiro. Esse eu acho que é o problema hoje do Brasil.

O cara faz as falcatruas, portanto que o crime de estelionato no Brasil nem dá cadeia. Então a gente costuma falar isso aí. Tem que mudar, isso tem que mudar. A gente costuma falar, eu não conheço o sinatário que tá na cadeia. A gente não conhece quase, não tem. Outro dia, agora ele foi transferido, o Vorcaro, mas mostrou onde ele ficava, era um quarto de hotel. Era um quarto de hotel. O Cabral tinha até barril de chope, brother.

frigo bar isso é muito triste, né? porque a gente antigamente a pessoa ia presa era uma situação, falava, pelo amor de Deus acabou, hoje tem fã na porta

Porque a pessoa... Tem grupo de fã na porta. Ela muda a narrativa. Não é que o crime compensa, é o tal do Peter Pan lá. Sabe a... Síndrome. A síndrome do tipo, ah, eu tô tirando dos ricos.

Robin Hood Robin Hood, perdão, eu mandei o tempo errado, Robin Hood o rico pro pobre, é aqui, eu sou da favela mesmo, provavelmente deve como é feito no Rio de Janeiro lá na Zona Oeste principalmente, que tinha o Papai Noel de Quintino, os caras que dão presente faz o Natal da molecada, não sei o que

Porra, eu acho que essa galera opera e cada vez mais vai operar. Por quê? Porque ela fica um ano e meio presa com o tanto de dinheiro que tem, sai comprando todo mundo, paga um bom advogado, a lei é frágil.

Tá bom, fiquei um ano e meio preso, agora tenho 30 milhões pra curtir, 40, 50 milhões pra curtir a vida. E o crime organizado, ele tá cada vez mais mudando a forma de agir pra lavar o dinheiro, porque a polícia vai rastreando, vai buscando, e antigamente eles lavavam dinheiro em salão de beleza, em loja de carro, e aí ficou muito manjado. Agora os caras tão lavando dinheiro com obra de arte.

Os caras estão lavando dinheiro com... Ouro. Com ouro, com restaurante. Eles vão diversificando. Pôs de gasolina, posto de gasolina. Mas posto de gasolina agora já tá muito visado. Rede de farmácia. Rede de farmácia. É mesmo, farmácia. É drogaria. Por isso que é drogaria.

Entendi, por causa do grupo. Agora, o que me preocupa muito, sabe o que é? O que me preocupa é no que está aqui embaixo. O cara que mata por um celular. O cara que mata por uma aliança. Isso me preocupa. Por que me preocupa? Porque esse que está matando por um celular, por uma aliança...

Não tá nem aí. Não acontece nada. Não tá nem aí, ele não se preocupa, né? Não se preocupa de se eu vou matar alguém, vou ficar 20 anos na cadeia, nada. Ele não tá ali. Ele sai na aldeia de custódia. Essa semana teve o dato, Oliveira, o piloto. Infelizmente. Barbaridade. Cara, esse cara foi piloto de helicóptero por muitos anos, trabalhou em várias empresas, ele pilotou o Globocop por anos.

Ele já tinha sofrido acidente. Ele foi sequestrado no ar. Verdade, verdade. Esse cara passou por várias situações. Foi ele que caiu aquele helicóptero? Não foi da Record. Mas ele filmou. Ele estava lá e ele pousou para ir socorrer. Um cara... Não conhecia o cara, mas todo mundo que conhecia o cara... O Lito falou super bem. O Lito, isso. Um cara maravilhoso. Aí o cara se aposenta.

Tá com 70 anos, tá de boa. O carrinho dele, a casa dele, a vida dele numa boa, vem um cara mata, atira e mata. Ah, continuo, mas ele reagiu. Cara, cada um reage de um jeito, as pessoas se assustam. Ele tentou pegar a arma do cara, pelo que eu vi. Mas assim, foi uma reação, se ele tivesse pensado, mas na hora você não tem, podia ser você, podia ser eu. É uma loucura, entendeu? E o cara matou e foi embora, concordo com você. Mas por isso que eu tô falando, o cara que tá aqui em cima, é uma loucura.

que tem dinheiro, ele... O cara fala, pô, se o cara tá lá em cima, tá à vontade, por que que eu... Por que sou eu que vou ter que... Nada? É a impunidade, né? Eu acompanho isso há 50 anos, vai. Não era assim. Não era. Não era assim. Eu falo assim, eu era moleque. Mas só piora, a gente tenta... Não era assim. Com tanta informação, a coisa só piora. Não era moleque, a gente viu uma viatura da rota virar esquina e a gente se cagava na carro. Não era assim. Hoje... Quando eu queria ver a meio cinza virando, tudo...

cagava nas calças. Hoje o cara peita. O cara peita policial hoje. O cara peita. A gente tá acostumado a ver. O que você quer? Tem que ter respeito. Respeita pra poder ser respeitado. Exatamente. Não existe mais isso. Mas como é que o Estado vai se impor? Se tem cara do judiciário ganhando cento e quantos milhões julgando o próprio cara que a esposa é...

Acabou, meu irmão. Acabou aí. Quando a alta cúpula tá com resort, não sei o quê. Aí eu acho que a gente começa a coçar a cabeça e falar assim, tamo ferrado. Eu acho, eu vejo dessa forma. Mas o Lombardão tem razão mesmo. Não dá o exemplo, então vira balbúrdia. Mata e não vai acontecer nada. Sim, mas o crime no Brasil é um negócio muito lucrativo e tranquilo.

Eu acho que o Trump... Aí a polícia aprende e não adianta nada. A polícia, coitado, fica no meio da guerra. Eu acho que o Trump tem feito aí as declarações, o Marco Rubio, chamando atenção para isso. O Brasil hoje é um país extremamente perigoso para o mundo, cara. Porque fornece droga. Arma. Tudo. Aqui...

Não tem um bukele loucão pra fazer. O Salvador aqui tinha que virar o Salvador. Eu penso que as pessoas não param pra refletir, o cidadão mesmo, nós todos aqui, de quanto a violência, mesmo que você não tenha sido assaltado, mesmo que você não tenha sofrido, porque tem gente que não foi ainda. E aí ela não se importa muito com o tema. Mas a criminalidade, ela rouba de você, mesmo se você não for atingido diretamente. Vou dar um exemplo.

tá? Nós não fomos assaltados aqui essa semana, tá bom. Certo. Você sai a noite andando aqui e vai até sua casa a pé? Não. Meia noite, uma hora da manhã? Nem fudendo. E em Lisboa, você vai? Vai. Em Roma, você vai? Vai. Nas outras capitais, nas outras grandes cidades. Roubaram isso da gente. Você lembra quando a gente ficava no portão jogando bola, beijo, abraço, aperto de mão? Você ficava brincando, você ficava curtindo a mãe e falando, vem tomar banho, vem tomar banho, vem de jantar.

E você ficava na rua. Hoje você fica na rua? Não. Se o filho fica na rua, não fica, velho. Então a violência, ela rouba da gente, mesmo que a gente não seja atingido diretamente. Ela já roubou. Roubou o nosso direito de ficar batendo papo no portão, de ficar conversando. Roubou o direito de você ter uma moto legal. É convivência, de viver. Mas, por exemplo, eu tô indo muito pra Florianópolis, a minha namorada é de lá.

Cara, lá é diferente. Mas é outra história. Lá é diferente. Cara, eu vou pra lá e eu falo assim, caramba, que delícia. Às vezes eu vou... Que sentido é diferente. Por exemplo, eu fui numa aerografia... É mais seguro. Porra, mas lá eles não têm isso. Eu fui na praia, não pode deixar o celular aqui. Com gente na praia, ninguém pega.

Eu, porra, no Rio, com ele na mão, o cara some, você nem vê ele. Tá aqui, né? Com ele aqui também, é. O problema maior aqui, que eu acho, que assim, é a história, não aconteceu comigo, tá tudo certo. Ferre-se, entendeu? Porque você junta lá, do Doida Palusa lá, você junta 300 mil caras, vamos juntar 15 mil pra... Lola Palusa. Vamos juntar...

300 pessoas pra reclamar da insegurança. Você não junta, você não consegue. É verdade. Não consegue. Mas lá você junta. Todo mundo lá, tamo lá. Esse é o problema. Você acha mesmo isso? Mas se for a J-Lo, você vai ver. Peraí, peraí, peraí. Eu discordo, cara. Por quê? Quantas manifestações a gente vem fazendo de 2013 pra cá, lotando paulista, lotando cidade, pelo Brasil inteiro. Ah, mas é diferente. Uma ou outra. Não, com várias reivindicações. É diferente.

E nada, piora, parece que o cara ainda persegue, prende mais, tira o direito de falar. Eu acho que é o contrário, eu acho que o crime reage contra o... Mas eu me refiro... Mas eu não vejo uma unificação do país todo. Isso aí é verdade. Esquecendo ideologia, esquecendo política, esquecendo esquerda e direita, todo mundo sai na rua e fala assim, ó, chega de violência. É isso aí. Chega de violência. Não rola.

Não tem. E é, em pesquisas, eu acho que é o dado, é a maior preocupação do brasileiro. A gente resolve vários outros problemas. Vou te dar um exemplo. Você falou de Santa Catarina. Eu estive na folga de Natal em Jericoacoara, que eu não tinha estado lá. Fortaleza. É, lá no Ceará, perdão. Aí os caras falaram, a gente é super conhecido lá, esse pessoal ficou se falando. Aí falaram, pode deixar o chinelo aqui, pode deixar o celular aqui.

Aqui não tem. Ninguém rouba aqui. Por que não rouba? Porque não rouba aqui sim. Se roubar...

toma um puta cacete. E aí, o que acontece? Ou toma cacete, ou toma outro rumo na vida. Porque ou vem pelo mar, ou não tem outro caminho. É, o parque nacional lá, né? Porque se o cara quebra o esquema, ferra o turismo. Então, agora, você pega num bairro aqui, na Zona Leste, aqui de São Paulo. Há um tempo atrás, tinha um grupo de...

paraibanos, pernambucanos, eles se juntaram lá e começaram a pegar os ladrões e bater na mão dos ladrões. Aí apareceu um bocado de gente com pão quebrada. Porra, a polícia foi lá, pegou os caras, identificou os caras e indiciou os caras. E esses caras não fizeram mais nada disso. Mais nada, não faz mais nada. Então... Mas a cultura, Lombardi, a cultura, você concorda? Eu não sei. A cultura hoje, se você pega as canções, eu tenho filho adolescente, você também tem. Pega lá.

É cultural, é um orgulho do cara. Sexo, drogas e coisa de ser meio marginal, de ser meio gangster. Respeitar a polícia. A música. Então, a música reflete muito o que vem por aí. E o pessoal meio cansado, né? Porque é um tal de senta, senta. Você tem que sentar de pé. Tá cansado pra caralho. Pô, todas essas músicas. Se senta aí, dá um trabalho da porra, velho. Cansa. Cansa pra caramba. Se senta aí, cansa. Pelo amor de Deus. Se senta, cansa. Cada música pesada. Então.

Mas assim, a cultura, o problema tá na cultura. Quando você ouve o que a comunidade tá cantando, quando você ouve o que os adolescentes estão ouvindo, você já fala, opa... Outro dia eu tomei um susto aqui no bairro. Eu tava vindo ali da Santa Fé, andando. Aí eu ouvi, bicho...

Pega na minha pica e senta na choroca. É, é. Eu caio, que porra é essa, mano? É pesado. Eu olhei pra trás, uns cinco, seis moleques com uma caixinha. É. Na rua. É o que eles têm na cabeça. Não custa volume. Aí você vai falar de ele. Pega na minha pica. Eu falei, que porra é essa, irmão?

Aí você pega o funk de 2000, 2002, você fala... Aí você fala, cara, a gente era feliz e não sabia. E já era uma coisa menor. Eu só quero, é ser feliz. É, Clasinho em bochecha. Aí você fala, caraca, essa música era boa e a gente criticava na época. Falava, isso é ruim.

Não, não tem comparação. Não tem comparação. Eu acho que a cultura, Lombardi, a cultura traduz exatamente o que as pessoas pensam. E isso é feito, construído num moleque de 7, 8 anos, vai ouvindo, vai... Ele vai achando que aquilo é uma coisa legal. Normal, né? Legal. É mais do que normal. Ele acha legal. É o Ítalo, porra. E além de ser legal... Tá ligado? Se pegar ele, não vai acontecer nada. E uma outra coisa que eu... Deixa eu só falar um negocinho sobre o funk. Eu fui num aniversário outro dia...

de 15 anos de uma menina. E olha que interessante. E aí nós estamos falando de... Era uma família com boas condições, um belo buffet, uma boa festa, um lugar muito legal. Festa vorvor caro. Então, é um pouco mais barato, mas é o mais barato. Mas aí olha que interessante. DJ, várias músicas legais, pista vazia.

A hora que meteu o funkão, a pista bombou. Nós estamos falando de meninas de classe média, classe alma. E é o que você falou. Culturalmente, o funk, esse funk que te deixou horrorizado, que deixa todos nós, esse funk está enraizado hoje em todas as camadas sociais. Não é só na periferia. Claro.

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Por que não? E é legal. Por isso que assim, Rian, quando vai preso, essa galera, vai uma multidão. Porque ele é um ícone. Ele é um ídolo dessa molecada. É triste isso, né? É triste, mas é cultural. Então como é que nós vamos resolver? Mas a turma só vê a parte musical. Não pode censurar. Agora, como é que a gente resolve? A questão é mais sociológica. É uma questão de sociologia. Porque assim, eu

Se você analisar, começa com o político. O político, grande parte do político, não tem estrutura nenhuma. Você acha que começa pelo político? Eu acho que começa pelo eleitor que bota o político. Não, mas então. Então não começa, o político é reflexo. A gente vem reclamando quem faz as leis. A gente vem repetindo lá, quem lida com lei é deputado federal e senador. Sempre falando isso.

Desculpa a expressão aqui, eles estão se cagando. Não estão nem aí. Nada, nada, nada, nada. Eu estava comentando com um guia lá de Itambu, que eu estive lá, falando a respeito de arma. Ele falou, como é que é no Brasil? Falei, no Brasil o cara encosta a arma na tua cabeça pra você entregar a aliança e entregar o celular e se você bobear ele te mata. Quando tá matando. Ele falou, mas como isso?

Aqui não existe... Aqui joga bomba. Não existe... É uma outra história. Aqui arranca a mão fora. Mas entendeu? Isso vai mudar quando? Quando eu morava em Vila Maria, a gente voltava de madrugada dos bailinhos, na porta do boteco, lá ficava o saco de pão e o engradado de leite. Ninguém mexia. Exatamente. Nada, nada. Hoje os caras carregam o bar hoje. O negócio arremia um romba a porta pra levar o bar, né? O que mudou isso? Mas, então, tem uma coisa interessante. É...

O brasileiro, nós temos uma mania muito interessante de... A gente só valoriza o campeão. Sim. A gente não valoriza... O segundo lugar não vale nada. O segundo lugar. Entendeu? A gente é muito... Ayrton Senna, maravilhoso. E os outros? Mais ou menos. O Barrichello ficou 20 anos na Fórmula 1. O Ruguinho é maravilhoso. Maravilhoso. Maravilhoso. E assim, mas o brasileiro valoriza o campeão. E nas eleições a mesma coisa.

O brasileiro valoriza presidente, governador, prefeito, os cargos executivos. Só que quem faz lei, você lembra em quem você votou? Você que está assistindo a gente agora, você lembra em quem você votou para vereador? Muita gente vai falar assim...

Alguém me indicou alguém aqui. Não pode ser assim. E o deputado federal? E o senador? Esses caras que vão mudar as leis. Esse ano eu vou votar no caneta azul, deputado federal. E a gente vai levando... Não, você não faça isso. E a gente vai levando assim. É sacanagem dele. Entendeu? Pode ser. Não, e a gente faz isso. E vai ganhar, tá?

E a gente faz isso. Não vai. Vai ganhar. Não é possível. A gente não valoriza. A gente não valoriza. Só que esses caras são os caras que comandam o país. Então. Deputado. Então a gente tem que saber. Eu vou votar nesse cara porque esse cara tem projeto, ele tem plano, ele tem uma vida íntegra, ele é correto, ele é limpo. É isso que a gente tem que avaliar.

Mas será que existe, Gotinho? Eu não sei. É complicado, mas a gente não valoriza. O presidente, vou votar no fulano. Governador, fulano, ciclano. A gente só pensa nesses cargos executivos. E a gente deixa o legislativo de lado. O legislativo é importante. O que nós estamos falando aqui, a gente fala todo dia na televisão. Todo dia. A gente cobra na televisão todo dia. Não é possível. Mas infelizmente as pessoas parecem que não recebem. Todo dia você fala pra tiazinha assim, toma cuidado. O golpe da...

E todo dia a pessoa cai no golpe, não é possível. Caiu mais um dia, perdeu 200 pau. Como é que pode isso? Isso que eu acho que é cultural? É cultural. Eu sei que o país vive uma polarização. Tem uma polarização do país. E aí eu vejo que muita gente lucra com isso dos dois lados.

que os caras estão nessa polarização e vai pra internet e fica alimentando isso, gente de esquerda, gente de direita, sendo que os caras tinham que sentar e falar assim, vamos resolver o problema do país. Vamos se juntar. Mas não tem isso. Vamos se juntar. Eu acho que esse é um problema. Vamos resolver. Qual que é o problema? Segurança? O que a gente vai fazer pra segurança pública? Segurança tem que andar junto com educação.

Porque não adianta construir só presídio. Tem que construir presídio, meter uma lei severa, prender os caras. Amigão, você roubou um celular? 20 anos de cadeia pra você. Você roubar o celular. Só que é o seguinte, educação, formação, o dia inteiro na escola, pra mãe poder trabalhar. Esporte. Esporte, atividade. A gente não tem. E os caras ficam aqui assim, ai, é só pauta moral, os caras ficam se degladiando dos dois lados.

Eu acho que esse é um problema seríssimo que a gente tem que resolver. Você tem toda a razão. Eu, assim, cada dia que passa, vendo o que está vindo por aí, por ter filho adolescente, acompanhar e olhar, tudo bem, o adolescente, o jovem, ele tem aquele... Todos nós tivemos os nossos...

Que a tua mãe olhar, falar, isso não tem futuro. Tem isso, dos mais velhos olharem pros mais novos e ficar sempre diminuindo. Sim, sim, sim. Sempre. Então é uma coisa que a gente tá... Na minha época, não sei o que. É, na minha época, sempre tem isso. Mas, olhando fixamente...

Se você quer mudar algo no país ou numa sociedade, é através da cultura. Não tem outra forma. Mas olha, mas aqui, só se você impor. É. Se você não impor, não adianta nada. Mas não tem imposição no Brasil? Então, é como o cara que, igual o cara sai na liberdade, no regime semiaberto ou aberto. Eu cansei de falar isso assim.

O cara estuda na cadeia? Ele não estuda na cadeia. Ah, não estuda. Se ele estudar, ler um livro três dias... Não, não, não. Ele tem que fazer. Na hora do regime semiaberto ou do aberto, vão fazer o vestibular pra saber. Não passou, vai continuar preso. Por quê? Porque esse cara, quando sair, ele tem que sair legal e o próprio governo tem que dar emprego pra ele. Porque também se não der emprego pra ele, não vai adiantar nada. Como chama o tio do... O Bukele? O do Comando Vermelho. O Fernando Rimbler Amar?

É o Felberamar? Felberamar, do Comando Vermelho. Marcola, do PCC. Não, do Comando Vermelho. Que escreveu quatro livros e já caiu um ano a pena dele. Marcinho VP? Acho que é Marcinho VP. Eu vi ontem essa notícia. Então, mas por exemplo...

É discussão besta, mas, por exemplo, o cara leu um livro, estudou, cai três dias da perna. Isso. Não, tinha que ser assim, ó. Você vai comer... A tua comida standard é essa. Quer comer melhor? Estuda. Vai pra comida. Muda o prêmio. Você tem que impor isso. Faz um vestibular. Mas é, exatamente. Ah, eu li esse livro. Você leu mim. Faz um resumo. Isso. Resume a prova do livro.

redação, me escreve já se leu? e outra coisa, reprovou, perde todos os discos claro, agora pra quem não sabe a residência aqui no Brasil chega a 80 85% é tão bom assim a cadeia vai e volta, vai e volta porque é um negócio que dá dinheiro, Lombardi a gente tava falando isso no começo da Deolane a Deolane ficou famosa

provavelmente, está sendo investigado, mas foi com isso. E aí ela virou um ícone, porque o ex-marido dela era um ícone. É o que você jogou lá. Você jogou, não, caiu, sei lá o que foi. Foi fugir dela. Então, por que será que ele fugiu dela? Está entendendo, irmão? Está entendendo? Quantos seguidores ela tem? Eu não faço a mesma ideia. 27 milhões. Putas que pá. Então.

Esse é o lance. Essa pessoa hoje é referência. Hoje é referência do cara que é pobre, do cara sonhador, do cara que tá ali numa situação que o Brasil é desigual pra cacete. O ícone dele pra ele falar, pô, vou seguir esses passos. Nós estamos mal, vou me inspirar. Nós estamos mal, nós estamos mal. Nós estamos mal porque é o seguinte, o que eu quero saber da vida da Virgínia?

O que eu quero saber? Mas a Virgínia ainda é menos mal. Não, mas eu tô dizendo assim, tem a Virgínia, mas assim, o que a Virgínia fez pra ela ser esse ícone? Você entendeu? Aí tem a Virgínia, aí tem a Luana Piovani. Por que a Luana Piovani virou a xerife do mundo?

Treta. Tudo ela comenta. Entendeu? E por que eu tenho que saber disso? Mas o que eu tô querendo dizer é o seguinte, a gente poderia estar falando aqui de cantores, de artistas. Mas a gente alimenta, a gente tem culpa nisso. Alimenta, alimenta, mas aparece aqui. O algoritmo põe pra gente.

A gente faz parte. A gente lá na Hora da Venenosa, eu costumava dizer o seguinte, sabe quanto tempo demorou a Ludmilla pra escrever a frase é hoje? Ela demorou seis meses. É hoje, é hoje. Seis meses pra fazer é hoje. Era uma sacanagem, porque, cara, o que acrescenta é hoje, é hoje, é hoje, numa música pro jovem? Mas menos mal é hoje.

menos mal do que senta, senta cara, você não tem noção do que tem por aí o É Hoje ainda é um entretenimento acho que o sertanejo também tem tem músicas assim a É Hoje ainda é boa se tivesse no É Hoje eu tava feliz o problema é a apologia a apologia, cara a apologia é o crime a apologia é o sexo a apologia é o sexo

novinho, com... Você tá ligado? É apologia de sexo, bebida, drogas, e de um jeito... A gente era feliz e não sabia. Se você buscar, vocês que são de rádio, vocês fizeram história no rádio, se a gente busca anos 80, bandas, você tem lá Ira, o Traje a Rigor, Titãs, Capital Inicial.

Mas era o momento do Brasil, era a saída da ditadura, tinha essa coisa. Era o momento do Brasil, mas assim, você tinha N bandas, N apresentações. Sensacionais. Hoje, o que nós temos de música, o que nós temos de artistas, o que nós temos de... Cara, é uma loucura. É alguma coisa de sertanejo e funk. Entendeu? E pagode, pagode é muito forte. E não é saudosismo, não, sabe? O que eu acho que o importante é você acrescentar cada vez mais. Não é? A escola é tudo na vida.

Quando eu era moleque, eu estudava no colégio do Estado. Quem era burro, ia estudar no colégio particular, que era o reforço. Hoje não, hoje se você não tiver no colégio particular, você tá ferrado. Faculdade já tá assim, já piorou. Já tá em faculdade. No meu tempo, já não era escola pública, já não era boa. Como tá em faculdade? Faculdade hoje... Eu não quero que meu filho vá pra uma faculdade pública.

Você quer a barba aderna, quer? Você quer? Para os seus filhos da faculdade pública? Não, eu fiz faculdade particular. Entendeu? Eu estudei na ECA, fiz na ECA, na USP. Estudei na USP, na época que eu estudei, era muito legal. Já tinha baseadinho na época? Tinha tudo. Tinha lá outro, pô, tem o dog lá. Já tinha? Imagina, tinha festa, tinha tudo.

Você participava? Não. Ô, Lombardinho. Lombardinho. Sapa da Pantera. Julieta. O que eu gostava das festas. Gostava das festas. Sem... De namorar. Só sexo. Lombardão só é um dedo de gorila. Aí, pô. Que era uma...

Era uma situação, na época, imagina, que não tinha, era difícil, né, cara? Era difícil. Agora, você lidava no meio do jornalismo, no meio das artes, era um outro tipo de conversa, você tinha. Por isso que eu falo, tem cara que tem trinta e poucos anos hoje aí, com um punitão cheio, e não quer saber de mulher, é burro. Não quer. É burro. Não quer mesmo? Ô, Juca, não quer saber de mulher, não quer tirar a carta de motorista.

Não, não é burro não. Porra. Não é burro também não. Tem que repensar. Depende do que ele quer. Hoje os caras não estão assumindo as paradas. Não, estão, estão, estão. Mas estão com dificuldade por causa da sucessão de divórcios e divisão, não sei o que. Os caras ficaram com medo, né?

É verdade, isso é verdade, tá? Isso é verdade. Mas mudou muito, o comportamento mudou, né? Por exemplo, a gente quando ia completar 18 anos, o nosso sonho era tirar a carta. Puta que pariu. Hoje você chega com um garoto de 19, não, não, não, eu vou de aplicativo. Não, não, não, eu vou de aplicativo. Não, não, não, o nosso sonho era tirar a carta rapidinho. Então isso mudou também. Tem uma casa, comprar uma casa, um apartamento, isso é impossível.

Hoje o moleque tá falando, não, eu vou trabalhar, vou morar de aluguel e tá tudo certo. Mudou muito a chavinha na cabeça da galera. Você falou, eu não vi a hora de fazer 18 pra ter a porra da cárter de motorista. Ah, mas meu filho tá ansioso. Ah, tá, mas não é também, ai meu Deus do céu. Mas tá com vontade. Tá com vontade, mas não...

Não é igual nós que sonhava. Era a coisa mais importante da vida. Era fazer 18 pra tirar a carta e entrar num cinema proibido pra 18 anos. Eu falsificava. Pô, falsifiquei várias vezes a carteira de Estudante. Que isso! Olha aí! É pra ir na sessão da meia-noite. Que isso!

Paulo Mardão, Léo. É que depois, depois, eu quando comecei a trabalhar como jornalista, eu conheci um jornalista chamado Ramon Gomes Portão, que infelizmente nos deixou faz muito tempo, e eu comecei a andar na noite de São Paulo com ele.

Cara, ia no Lalicorne. Eita, pô! Pô, ia nas boates todas que tinham. Era uma outra vulta. Era, da Laura Garcia. Era perto do Sesc ali. O Major Sertório. Isso. Eu lembro que eu passava pro meu pai, era moleque, e passava na frente, tinha umas tochas na porta e tal. Não, era muito legal. E aí eu falava, o que é isso? O pai falou, não passa aí, que é lugar das bruxas.

Eu tinha medo que você... Pra ele não falar o que era mesmo, né? O Lali Corne. A vida era diferente. Era outra coisa. Era outra história. Era outra história. Hoje não. Hoje você tem uns pancadão aí que, pelo amor de Deus, né? É no meio da rua o negócio e tá... E não tão nem aí, meu. Mas de qualquer forma, eu sou esperançoso. Eu sou... Eu acho que a gente uma hora vai mudar. Você acha, Lomboidão? Você tem que mudar. Mas ainda vai piorar bastante.

Não, tem que mudar. Tem que piorar bastante pra poder reagir. É o fundo do poço.

que vai... Nós vamos saber o que vai acontecer com esse Brasil. Nesse ano tem eleição, já estamos lascados, né? Vai votar em quem? Ah, mas toda eleição essa... Nosso problema também não é só a pessoa. Nosso problema, eu acredito também que seja... Tá na cara que o sistema não deu certo. Isso aí é fato.

Mudou em 88 a Constituição. Tá na cara que não tá dando certo. Tá muito óbvio que esse sistema político, o judiciário, o Brasil tem que... O Brasil foi bom, não vivi, mas pelo que eu leio, o Brasil foi bom ali com Dom Pedro II. Ali o Brasil foi fora. Você acha que ele volta a rei pro Brasil, cara? Não sei.

Teve plebiscito. Eu votei. Eu votei no presidencialismo e votei na República. Na época. Eu cheguei a votar. Você votou no plebiscito também? Eu votei, votei. Lembra disso aí? República e presidencialismo. Isso. Eu votei. Nos anos 90 teve isso. Eu penso que o brasileiro, ele é muito apegado, o brasileiro que eu digo assim, a classe política.

Dinheiro e poder. Pra caralho. Então... Ou Estados Unidos também. Então, mas aí o que acontece? O cara vai pra política, deveria ir pra política pra resolver os problemas da população. Então eu vou dar um exemplo simples aqui. Por que o vereador tem que ter um baita salário, com um monte de assessor, carro, se em 90% dos países, 90%, 90%.

dos países, o vereador ele é um colaborador da cidade ele tem um emprego, ele tem um trabalho ele já tem um cargo e ele oferece dois, três dias no mês como vereador pra ajudar e aí ele vai de metrô, ele vai de trem entendeu? só que aqui vira um trabalho remunerado é cultura qual o sonho da tua mãe? qual era a profissão que a sua mãe queria pra você, Lombardi? queria que eu fosse e...

médico, queria que eu fosse um professor, um advogado. Não, não, tem uma chave mágica aí quando eu era pequeno. Tem um... Botar um predileto de todos nós, da sua mãe, da minha, da sua e da dele.

funcionário público. Ah, funcionário público. Ah, é porque é um emprego definitivo. Exato. O grande... Gravitalício. Exatamente. Se você pegar aí o que tem de farra nesse país de pessoas que trabalhavam, não sei o quê, que o recebe pensão, que... O brasileiro, por si só, ele já teve um pensamento que vem lá de trás do orgulho.

E quer vencer na vida, vai ser funcionário público. É porque é emprego pra toda vida. É isso aí. Nunca mais vai se preocupar com emprego. E aí vai dar certo? Não. Nem não vai, meu. Não é difícil. Era uma questão de orgulho, eu tô errado. Passe pra Petrobras, meu querido Gotino. Meu sonho vai ser um juiz. Banco do Brasil. Banco do Brasil. Banco do Brasil.

Não era isso ou eu tô errado? É verdade, é verdade. Eu acredito muito que há uma necessidade do enxugamento da máquina pública. Isso precisa acontecer, porque com a modernidade, com a tecnologia...

muitos trabalhos ficaram superados. Você não precisa ter mais 20 funcionários num departamento lá pra atender uma pessoa. Caiu. Caiu pra cacete. Caiu, tem que enxugar. Se você enxuga a máquina pública, você consegue ter mais dinheiro pra oferecer serviços públicos pra população. Só que quem enxuga é a máquina privada, né? A pública não justiça. Você precisa ter um cara pra puxar a cadeira?

Mas tem. Mas tem. Tá bizarro. Não precisa, cara. Ganha um puta salário. É, não precisa. Ganha. É absurdo. Entendeu? Acessor disso, assessor daquilo. Deixa eu fazer uma pergunta. Quem trouxe você pro trabalho hoje?

Você veio com o teu carro? Vim com o meu carro. E você que veio dirigindo? Eu que vim dirigindo. Você também. Isso. Você também. E aí o que acontece? Por que o político tem que ter um carro com motorismo? Oficial com motorismo. Pra ir trabalhar se o trabalho dele é remunerado. Porque ele cansa, Gotinho. Então, mas é o seguinte. Se o senhor ligar na Record e falar assim... Oi, vocês podem mandar alguém me buscar? Eu quero falar, mas não, você já ganhou todo o salário. Se vira, velho. Esteja aqui, senão, ó. Você vai dançar.

Cara, por que que no serviço público o cara tem que ter carro, motorista... Não, carro oficial. Carro oficial, isso. Carro que não toma mútuo. Então, o cara tem carro, tem motores. Pra quê? Se o cara é remunerado e bem remunerado, vai ter o teu carro, pô. O governador, e olha só, governador... Não, mas olha só, governador e uma parte do legislativo eu acho importante.

por uma questão de segurança. Porque ele pode votar leis que podem atrapalhar a segurança da família. Mas tudo bem, 3, 4. Tipo, alguns caras do MP, alguns caras do Judiciário. Vide o caso lá da juíza lá de Niterói.

mas ele tem um motorista. O motorista vai fazer o quê? Mas ela tava sem motorista, né? Naquela época ela tinha abdicado do motorista. Ela tinha abdicado, mas esse cara não ganha... Mas você entendeu a parada? Se ele tivesse motorista, ia fazer o quê? Não, é que tem... Não, segurança. Porque tem cargos e cargos. Ah, tudo bem. Aí sim, eu acho que é, Neneno. Mas assim, o cara não ganha o suficiente pra ele ter um carro blindado, ele ganha. O presidente da república não vai sair ele dirigindo, pô.

Então, é o que eu tô te falando. O governador também. Não, tudo bem, mas tem alguns cargos que são chave. São três, quatro. Agora, o vereador... O Zé Todinho não precisa. Eu não conheço um cara que entrou na política pobre e saiu pobre.

Eu não conheço. Eu tenho um amigo meu, que era vereador, ele falou, eu vou cair fora disso aqui porque isso não é pra mim. Saiu antes. Saiu antes. Foi embora. Já se ligou. É igual você pegar o Joaquim, que foi o ministro lá, ele saiu dez anos antes. Joaquim Barbosa. O cara...

Pagou mão. Tem cara que vai até o osso. Até o último dia. Tem apartamento em Buenos Aires. Tem um monte de coisa legal. Viva uma vida maravilhosa. Então, e aí? Como é que ele ganhou tudo isso? Funcionário público. Olha que delícia ser um concursado. E ele é do altíssimo escalão. Caiu antes fora por quê? Um descobri? Então, mas imagina, o cara pode dar uma canetada. Olha que gostoso, Lombardi. Você dá uma canetadinha assim, ó.

Vou me aposentar, vou receber o mesmo. Vou me dar um aumento. Um abraço, obrigado, vocês são demais. Deu pra mim. Acabou, olha que delícia. E tá lá ganhando uma fortuna que a gente paga. Mas vai fazer o quê? Uma cultura...

que lá atrás o meu avô já falava, você tem que ser funcionário, você tem que ser concursado. Todos falavam isso pra mim, tias, avós. É, muita garantia, lógico. Acho que falavam isso pra você também, acredito que falavam isso pra você. Era uma idolatria pra ser, um orgulho. O Lombardi falou, era Banco do Brasil. Não, aquele até também era Banco do Brasil, concursado do Banco do Brasil. Tem um primo meu que teve uma festa porque ele passou por uma Petrobras.

É, também. Porque o cara era foda também. Mas o cara, tipo, ó o orgulho, que é legal, tal, mas... Né? É a bela empresa, mas também não precisa, né? Sim, mas pra você ver na época a dimensão da coisa. De ser um cara... Ao mesmo tempo eu pergunto aqui, tudo isso aqui que a gente tá conversando aqui, a gente tá cobrando, analisando, será que ninguém percebe que tá na hora de mudar mesmo?

Mas todo mundo percebe, Lombardo. Mas quem tem que mudar não tá nem aí, cara. Não tá nem aí, mas perceber, percebe, lógico. Os caras tão discutindo agora... Ela tá vendo a merda que tá... A lei, a lei de antiviolência, anti não sei o quê, nada. Eu quero... Tem que começar embaixo. E eu fico pensando... Tem que começar aqui embaixo. Eu fico pensando... Dá pra perceber que incomoda muito o Carioca essa questão.

Será que ele deita e dorme e não pensa nisso? Não pensa. E o cara, de repente, tá assistindo e ele fala assim, pô, eu podia fazer uma coisa... Cara, você fica com a conta atrasada, você já fica, pô, pela pera. Ele dorme mais gostoso que nós, botinho. Mas você sabe por que ele pensa assim? Opa. Que aí é a merda. Ela fala assim, é meu direito. Eu não tô fazendo nada errado.

É um direito. Sei lá, parece que são pessoas com a consciência cauterizada, nada fere, nada atinge. Porque é direito. Quando vira direito, eu tô dentro do meu direito. Ué, tô fazendo nada de errado. É impressionante.

É direito. Como tem situações aí de pessoas que se separam, o meu marido fez isso comigo, a minha mulher fez isso comigo, a pessoa fala assim, não, meu direito. A lei manda. É direito. É direito. Não, mas se a lei mandou, você vai falar... Não é, é direito. O cara foi lá e... Cumpra a lei. Por isso que eu falo, o problema de tudo é cultura. É ali que o negócio pega. Na Coreia do Sul, as coisas mudaram depois que investiram na educação e na cultura.

Mudou, o país mudou completamente. Aqui, cara, não sei. Eu não sei alguém, não sei. E olha que interessante, não demora muito pra você ver o resultado, né? Você falou da Coreia do Sul, Coreia do Sul é um belo exemplo. Em 1982, o país tava na merda.

Os caras se reuniram, falaram assim, vamos mudar a cultura, vamos mudar a educação. Chamaram os principais professores do mundo. Falaram, quanto você ganha no teu país? Aí o cara lá de Cambridge, de Oxford, de Stanford e tal. Eu ganho 50 mil dólares. Nós vamos te pagar 100 mil dólares.

O cara falou, opa, pede licença aí, vem. Levaram os caras. Cara, o que aconteceu com a Coreia do Sul de 82 pra cá? Você conhecia LG? Não. Hyundai. Hyundai. Samsung. Samsung. Samsung. É...

Tem várias outras aí, tem um monte. Um monte. Cara, você vai lá no país hoje, é uma loucura. A revolução que os caras... Porque começa na educação, começa na cultura e depois vem pra economia, vem pra indústria, vem pra criatividade. Pô, os caras contrataram os caras da Ferrari pra fazer carro lá na Coreia. Mas aqui, Malemar, você consegue abrir uma empresa, Gotino?

Não, não, não. Agora isso já melhorou. Sim, mas estou dizendo que melhorou aquele imposto de coisa? Não, já melhorou. Mas eu sinto também. Não, está mais fácil para abrir, mas ele está dizendo no aspecto de imposto. Isso. A hora que você vê o que você paga de imposto... É um absurdo. O cara fecha o que ele não ganha em topal. Mas na verdade o problema não é pagar imposto, porque tem muito país que cobra até mais imposto do que o Brasil. O problema é que a gente não vê um único retorno.

Ninguém retorna pra você. Por exemplo, você paga IPVA, as ruas todas esburacadas, os caras roubando carro na rua. Você paga IPVA. Pô, você paga um monte de imposto, você não tem o retorno que você... Você precisa ter seguro do carro, você precisa ter convênio médico, você precisa de um monte de coisa. E só uma parte da população consegue isso. Exatamente. Mas você vê, essa conversa que a gente tá tendo aqui hoje, se nós conseguirmos alcançar...

uma faixa, mesmo pequena que seja, e que absorva tudo isso, eu já tô contente e feliz. É verdade, Lombardão, você tem toda a razão. Porque é uma coisa que tem gente, muitas vezes as pessoas têm... A gente fala tudo na televisão, a gente fala, fala, fala, fala, alguém vai entender, alguém vai entender. Vocês martelam todo dia. O duro é quando não fala, você não fala...

Não adianta nada. Eu tenho esperança. Não sei pra quando. Não sei se eu vou conseguir ver isso. Acho que nem eu, Vilão Bordão. Porque tá na hora de mudar. Acho que nem eu. Tá na hora de mudar. Como? Nós precisamos ter alopatia aqui. Não é homeopatia, não. É alopatia. Tem que...

Bater o pau na mesa e vamos em frente. Fazer o tio de El Salvador. E vamos em frente. É, o Bukele meteu o louco lá, né? Você viu o documentário da Brasil Paralelo? Não, não vi. Ele reduziu o negócio de... Ele não acabou. De pau a zero. Zero. Não tem um ano sem nenhum. Os caras ficam presos, dormem em cama de metal, tem só uma cueca branca e uma camiseta, eles não podem conversar.

Não pode. E é luz acesa 24 horas. Quem quer ir pra lá? E botou todo mundo lá e é isso. E acabou, rapaziada. E come arroz, sejão e...

Uma farinha. Uma tortígia. Não tem proteína. Não, pra que proteína? Pra eles ficarem fortes? Então nós não damos proteína pra eles. Proteína deixa eles fortes. Come tortígia, arroz e feijão. Mas proteína você não tem, senão você vai ficar sarado. É, você vai bater em nós. E pegou o cara do, vai o exemplo, do comando vermelho do PCC e botou junto da mesma cela. E se matam aí, se quiserem, se resolvam aí. E é proibido falar. Não podem conversar entre eles.

Não pode. E se conversar? Deve meter solitária. Solitária. Luz acesa 24 horas por dia. Não apaga a luz.

E dorme no... E dorme no... Sabia, eles dormem no... Cama de metal. Cama de metal. Não tem colchão. Não tem colchão, não tem cobertor, não tem porra nenhuma. A pergunta é, isso é para todos os criminosos? Todos. Nós não. Roubou um celular, não. É cara de gangue. Só quem é do... Os caras brabos. Faccionado. Matou. Aí você vai falar. Faccionado. O que eu penso?

Eu penso que o Brasil poderia ter resolvido o seu problema de outra forma. Como não conseguiu, infelizmente a gente tem que entrar hoje com medidas mais severas e imediatas. Mais drásticas. Hoje a gente precisa.

Porque a violência bate na porta de todos nós todos os dias. Todo dia. Entendeu? Então, a gente precisa hoje de uma dosagem. Mas eu acho que não adianta se a gente não mudar do outro lado na questão educação, na questão cultura. Porque senão a gente só vai construir presídio. Senão a gente só vai... Confinar. Só confinar. Mas é o remédio, né? Se você não mudar aqui... Então, eu penso que a gente tem que ter um remédio hoje pesado porque já passou do ponto.

Então a gente tá hoje com a criminalidade enraizada que os caras tão pintando e bordando. Só que se a gente não trabalhar aqui desse outro lado na questão educação, na questão cultura, a gente só vai construir presídio. A gente precisa hoje oferecer isso e ir mudando pra que as pessoas possam crescer falando assim cara, eu prefiro trabalhar, eu prefiro você entendeu? Porque quando perguntava pra gente, você quer ser o que quando cresceu? O Lombardi falou aqui, ah, eu quero ser médico e hoje?

Se perguntar pra um garoto, o que o cara quer ser influencer? Entendeu? Youtuber. Não, assim, há uma diferença, né? Que eu percebo nessa geração mais jovem, que tem uma coisa, um lado positivo. Não vamos aqui também só defenestrar, né? Só destruir. Recaçar. É.

eles hoje têm um pensamento mais disruptivo no sentido de serem menos incorporados a um sistema que o sistema bancário impunha para a nossa educação. Nós não tivemos educação financeira de verdade. Não tinha essa matéria.

Por exemplo, ensinar o que é juros de verdade, o investimento, não teve essa cultura. Mas isso foi provocar. Hoje foi provocar, a gente foi induzido a isso, porque o sistema bancário, o lobby, era muito grande. Pode ver que no Brasil tem o quê? Três, quatro, cinco bancos e olha lá.

Por quê? Porque esses caras ainda mandam no Brasil e eles não deixavam com que a população tivesse muito acesso à economia. Até hoje não entende, né? Até hoje a população. Não, mas já há uma movimentação nas escolas.

e os próprios pais que foram atrás disso. Quais escolas? Algumas escolas, isso já é matéria hoje em várias escolas, que é educação financeira. A gente não teve essa matéria, cara. Eu não tive. Não, não tinha. Não tinha como obrigatório. E hoje isso, os próprios pais, há muito tempo, há muito tempo que eu digo 10 anos, já entram na escola e falam, ó, e eu sinto que os amigos dos meus filhos, assim, a molecada que eu vejo, hoje há um pensamento que eu falo.

Já de ser empreendedor. Teu filho e os amigos não são parâmetros, né? Gente classe média alta. Sim, mas antigamente nem isso a classe média alta já tinha. Queria ser funcionário público. Entende? Rapaz, eu fui descobrir o que era commodities depois de velho. Sim.

Tá entendendo o que é inflação, juros? Ter a noção do que é um debênture. Você tá entendendo? Isso tem que ser ensinado. Quer ver uma sacanagem que é feita no Brasil e ninguém sabe o que é? 99% da população brasileira não sabe. E é uma das maiores ladroagens que tem no Brasil. Precatório.

Precatório. Sabe o que é precatório? Olha aí. Não sei. Então, é onde... Não me interessa. Mas tem que interessar, porque é aí que está o buraco. É aí que os caras deite e rolam. Não tem o precatório? E o precatório foi onde o Vercaro ganhou dinheiro. É, então. Exatamente. Não derruba. Onde o banco deite e rola. Porque o sistema cria, o funcionário público não paga, porque está no poder.

Então, putz, queima agora. Por que a gente não pode ensinar as pessoas o que é precatório? Para as pessoas ficarem ligadas. Porque é aí que eles metem a mão. Vai mudar uma coisa de ficar ligado? Mas pelo menos é aquela coisa. Ah, estou ligado. Você deixa a porta da sua casa aberta? Não. Você põe um cadeado. Você tem que começar a pôr o cadeado.

Informar as pessoas é fazer com que as pessoas, minimamente, elas põem o cadeado no portão, coloquem o alarme. É isso. O brasileiro não sabe o que é precatório. E o precatório no Brasil é uma vergonha. Se eu puxar aqui agora, quanto o atual governo liberou de precatório, não digo só esse atual não, pode olhar aí o retrospecto de vários governos. É um puta absurdo, cara. Porque o precatório o que é?

O Globardi tem uma ação contra a prefeitura que gerou um algo a ele. Uma loja, sei lá, desapropriaram e fizeram uma sacanagem com você. Você processa o Estado. Você ganha. Tem que receber 100 pau. Vamos dizer que você tem que receber aí um milhão de indenização que um juiz decidiu. E 10, 5 anos o Estado não te paga, velho.

Aí o banco chega pra você e fala assim... Não, não, te paga em precatório. Aí você fica com o precatório. Isso. Então o Lombagal recebeu um milhão em precatório. Ele faz o quê? Aí ele vai brigar com o governo pra receber. Só que o governo vai empurrando com a barriga. Aí passa os cinco anos. Aí um banco vem e fala assim, você tem um milhão de precatórios, eu te pago 200 mil. Agora. Agora. Aí você fala, peraí. E eu vivo.

200 mil na mão, um milhão voando. 200 mil. Só que aí o cara do banco tá com um milhão do Lombardi, no dia seguinte ele vai lá no governo e fala assim, amigão, eu tô com um precatólico. Opa, meu brother, tá aqui um milhão. Pumba, pagou pro cara.

E as pessoas não sabem o que é isso. Isso é uma vergonha. E não é ilegal, tá? Por isso que eles falam que é uma moeda podre. Ela é moeda podre. Se não é ilegal, é podre pra quem? Ela é moeda podre na mão do trabalhador. Quem ganhou é a causa. Mas quando vai parar na mão do banqueiro, vira... Entendeu então isso? As pessoas precisam ser educadas. É por falta de informação. Não é receber precatório.

Não, não. Essa vergonha acontece... Mas não é legal, você falou. Cara, não é que é legal, é que é um esquema, né? É, então. Se a Polícia Federal bater, vai pegar o cara. Duvido que o cara que libera o precatório não leva uma comissão do banco. Ah, deve levar, lógico. Então, é aí que dá o lance. Agora, olha aqui, ó. Em 2023 e 2024, só pra você entender o tamanho da sacanagem. Quanto foi o rombo do Banco Master?

50 bi. Cada hora fala uma coisa. 60 bi. Mas é de bi. É de bi. E é um escândalo. É bem bi. E é um mega escândalo. Acho que é o maior escândalo do Brasil dos últimos tempos. Dizem que é o maior. Então vamos lá. Na calada da noite, entre 2023 e só de 2024, 90 bilhões só do federal.

para quitar o estoque de dívidas judiciais, liberando diretamente a aposentadoria. Pensa no INSS, 90 bilhões. Em 2025, ao longo do ano, foram 70 bilhões. Porra, quase duas bancas com máster, bicho.

E todo mundo acha, e ninguém sabe. Porque não conhece. Porque não foi educado na escola. E isso mostra como o Brasil é forte, né? De grana. O que movimenta, o país movimenta bilhões com facilidade, assim. Quando falaram que aquele lobo de Wall Street... Tá no site do Gov ainda. O maior golpe dos Estados Unidos, aquele lobo de Wall Street, né? Que o cara foi um dos maiores golpes que ele deu lá. Quem? Ele perdeu, o cara é um bosta.

O Mordor. Ele é um bosta perto do Vorcar, é um bosta. Eu falei, mano, como é que pode, cara? Ele perto do Vorcar é um Zé Mané. Ele não roubou nada. Falei, caralho, nós estamos bem então, porque o nosso é muito maior que o dele. Sim, mas por isso que a gente, quando você fala de educação da Coreia do Sul, quando você cita isso...

Meu filho precisa saber. Os filhos das pessoas precisam saber. Mostrar, olha, isso aqui. Mas teu filho sabe. Porra, mais ou menos. Porque eu mais ou menos mostro as coisas pra ele. Explico. Mas não tem no colégio, você falou? Tem educação financeira. Mas não sei se... Eu vejo a minha filha fazer... Eu que ajudo ela a fazer aula, eu falo, pô, que legal, eu não aprendi isso na escola.

É bom aprender o que é ação. Pô, eu achava que bolsa de valores, velho, era uma bolsa que o cara levava.

Eu levei quase 30 anos para entender a importância de uma bolsa. A bolsa é a coisa mais importante de uma economia. Os Estados Unidos, 50% da população investe na bolsa. Porque é o dinheiro que você coloca na economia e esse dinheiro injeta em investimento. O dinheiro que você dá para o banco, ele pega e multiplica por 8 e empresta para mais 8. Só alimenta o próprio banco. Eu estou botando no DI, por isso que é vantajoso. Então, assim...

Você vê, né? E começa aqui em cima, vai, vai, vai até chegar aqui.

Quando chega aqui na raiz aqui da coisa, que é coisa de... Vamos pra Itália, Bate. Meteu o pé. Bora meter o pé. Eu sigo uns negócios da Itália. Uma costeira mofitana. Um negócio com preço bom, velho. 90 mil euros, 100 mil euros, os apesinhos. Falei, caralho. Tá que pariu, viu, meu? Meteu o pé? Porra, meteu o pé. Minha vontade de meter o pé. Eu tenho faz tempo. Eu vou ser lixeiro lá. Vou ser o quê lá, caralho? Só for ser lixeiro, né, mano?

Mas a Itália é bom.

Eu não conheço, preciso conhecer. Você não conhece a Itália, né? É bizarro que eu não conheço a Itália. Roma, eu sou apaixonado por Roma. Não acredito. Roma é sensacional, né? Eu amei Roma. Se você vai na coceira malfitana, então, hein? A Fabiola foi pra Itália. Agora eu indiquei uns lugares pra ela, vou indicar pra você. Tá bom. Você vai no La Campanha, o mais antigo restaurante do mundo. Onde é? Roma. Roma. Ao lado do Alfredo de Roma. Quem é o Alfredo? O cara que inventou o Fettuccine Alfredo.

Também ali, em Roma. Aí você pode, em Roma você pode ir na primeira, me fugiu o nome agora, você pode ir na primeira sorveteria do mundo. Caralho. Tá lá. É caríssimo. Sabe quando você paga uma bola de sorvete? Você quer o bola, você vai ter desconto. Um euro.

É barato. Sorvete não. Caríssimo. Gelado. E o canelone? O canelone... O canelone eu fui no restaurante que criou o canelone. É uma paróquia em Sorrento. Eu adquirei comida. O paroquiano em Sorrento. É maravilhoso. Roma é delicioso, né, cara? A Itália toda. O cara só vai pros Estados Unidos, não é possível. Vai comer hambúrguer.

Não vai comer hambúrguer e hot dog. Fica toda hora levando linguiça lá no pão, pô. Boleta, se você for à Costa Malfitana, é o lugar mais lindo do mundo. Bom que é barato. Mais que o Rio, é? Não, é mais barato e não é caro lá. Porque é sul, sul é mais barato. Um dia você vai em cada ilha, um dia você vai pra Malfi, um dia você vai pra Positano, um dia você vai pra Cabre. Cara, saindo de Sorrento.

Demais, cara. Pô, demais. Pra mim é o lugar mais lindo do mundo. Eu não conheço a Costa. Eu não conheço a Costa. Eu conheci Pisa, conheci... Pisa, legal. É, que também não tem... Conheci Moda, eu conheci Maranello, Milão... Parte Norte... Nós somos do Sul, nós somos do Sul, nós somos do Sul. Sul é que é... Eu costumo falar o seguinte, ó. Lombardi, Lombardi! O verdadeiro italiano é de Roma pra baixo.

De Roma pra cima é tudo boiolaço. Bora com a mãe até os 50 anos. É Nutella. Entendeu? Ai, não quer saber de mulher. De Roma pra baixo, meu irmão. O pau tora. Você reparou o que ele faz? Ele faz assim, ó. Ele olha aqui, aí tá só ela ali, né? Aí ele olha aqui, ó, não tem ninguém vendo, então eu vou falar. Só que tem um milhão de pessoas assistindo.

É isso aí, Lombardão. O que é isso aí? Mudando completamente de assunto. Que você foi embora da sua casa de ambulância. Da casa do Gotino. Da casa do Gotino? Eu caí lá, eu tive uma queda de pressão, cortei, fiz um corte aqui. Puta merda. Você estraguei um churrasco lá. Achei que era por causa de cachaça. Não, eu não tinha nem bebido nada, nem nada. Mas deixa eu contar então. Essa história é o seguinte. Essa história é um dos dias mais marcantes da nossa vida. Você lembra disso aí?

A gente trabalhava juntos. Aham.

Fabiola, tudo, e era uma semana, tava um calor insuportável em São Paulo, eu moro numa casa, tem piscina e tal, eu falei, galera, domingão vamos fazer uma fumaça aí, vamos fazer um churrasco e tal, a gente pega uma piscina e tal, vai ter umas bebidas, a Fabiola falou, opa, legal, você sabe que a Fabiola só bebe em dois momentos do ano, quando é o aniversário dela e quando não é. Não tem fé. E aí a gente... Fabiola, mandou a cachaça boa. Aí a gente foi E aí

Lá em casa, daqui a pouco estamos lá preparando o almoço, daqui a pouco acontece um barulho, o lombardi caiu. Caralho, velho. Cara, esse dia é inesquecível pra mim, um dos dias mais marcantes da minha vida. Caracas, o lombardi caiu. A Mari, a esposa dele com ele ali e tal, todo mundo, o que que acontece? Ele caiu e tinha um castiçal na janela assim, o castiçal entrou aqui. Nossa, fez um corte aqui. Fez um corte, o cara sangrou. Nossa senhora. Ele apagou.

Cara, se eu falar três minutos, pode ser que eu esteja exagerando, mas na minha cabeça foram uns três minutos, mas que seja um minuto. O cara foi embora. Aí, velho, eu vi Fabiola orando. Eu vi Fabiola orando, meu Deus. O marido dela ligando, a Mari abraçou ele e falou, Lombardi, onde você tá? Não me deixa.

E aí minha esposa orando, todo mundo ali pedindo pra Deus. De repente esse cara faz assim, ó. Assim, acho que... Eu penso que foram uns três minutos, porque foi uma eternidade. Esse cara faz assim, ó. Ele tava apagado assim, ó. Pô, gente, tô dando uma descansada, pô. Vocês tão me atrapalhando. Não me enche o saco. Porra, não me enche o saco.

Cara, ele voltou, todo mundo abraçou o cara. Caralho, que legal, velho. Todo mundo foi pra cima dele, abraçou assim, mas aí ele teve que ser levado pro hospital, ele tava machucado, mas a galera abraçou e o choro se transformou em alegria. Foi um dos momentos mais marcantes. A Mari abraçou ele de forma maravilhosa, a gente viu o amor que ela tem por ele, ele conheceu uma pessoa maravilhosa, a Mari é incrível, e esse cara é amado pra caramba. Então, assim, esse dia foi... E...

Foi um dia chocante, assim, o que a gente vivenciou ali. E aí, por isso que a gente tem uma amizade hoje, eu, ele, a Fabiola, as nossas famílias, a gente tem uma amizade hoje porque é mais do que colegas de trabalho, sabe? É uma coisa de... É difícil isso aí, viu? É difícil, não. Difícil. Difícil, não. Ter essa unidade dentro do mesmo ambiente de trabalho. A gente ama, a gente ama. Que bom, né? Que bom. Mas ele sempre foi assim. Todo mundo pergunta como é que ele é fora.

Eu falei, igual. É igualzinho. Não muda nada. E a gente se conhece antes porque minha mulher...

morreu depois de 12 anos, que ela teve um AVC. E a primeira vez, quando a gente começou a trabalhar junto, foi no fim de ano, e ele me convidou pra almoçar na casa dele, num dia de Natal. Aí eu falei, mas tô com a Adélia, com a cadeira de rodas. Não, tranquilo. Me perdi lá. Me perdi lá. E aí eles foram me buscar. Ele e a Simone foram me buscar. Nesse dia, até o pai tava lá também. A gente... Tanto é que quando ele...

primeira vez quando ele saiu da Record, quando ele foi convidado pra trabalhar naquela outra emissora, eu falei pra ele, ó, você vai ser chamado. Até que foi o primeiro cara a ser chamado.

que ele tinha cara... Ele aguenta uma cobertura de 24 horas. Aguenta. Fácil. Tranquilo. E falando a mesma coisa. Eu falei pra ele isso. E ele foi. E aí a gente criou um grupo, entre três, eu e a Fabiola, e a gente sempre se...

Se troca, troca mensagens. Amigos. E a gente fez uma amizade, e é uma amizade, você que falou, você vê, é difícil. Não é difícil. A amizade quando é verdadeira. Não, mas é raro de se ver no nosso meio, é isso. É raro. Mas, ó. Por exemplo, eu tô com bola, trabalhando com bola há 27 anos. 27 anos. Ele é padrinho da minha filha, então é raro. É raro mesmo. É raro. Mas sempre se respeitando, sempre... Ele falou sobre... Menos na época do Rara Cristo. Mas sempre...

O Lombardi falou sobre a esposa dele que faleceu. Ele sabe que eu conto isso porque é um dos momentos mais incríveis que o amor existe. O amor existe. Esse cara é a prova de que o amor existe.

Lombardi, foi casado com uma grande jornalista. E ela sofreu um AVC. Hemorrágico. Isso. E ela ficou numa condição debilitada. Sim. E aí a gente começou a trabalhar junto.

começamos a ficar em primeiro lugar, o programa estourou, aí começa a melhorar, começa a melhorar, o cascaio, e aí, o que que acontece, a gente começa a ser reconhecido na rua, aquela coisa toda, tal, tal, tal, e o Lombardi, ele saia de férias e ficava em casa, porque ele tinha um home care na casa dele, ele cuidava da esposa, ele tinha as enfermeiras, ele saia só pra trabalhar. Eu falei, Lombardi, você vai sair de férias agora, você vai fazer o que? Ele falou, não, eu não viajo, eu fico aqui, eu tô cuidando da minha esposa.

Aí dá mais seis meses. E aí, Lombardi? Ô, Lombardi, vai tirar mais 15 dias. Falei, 15 dias, mas vou ficar em casa e tal. Falei, Natal. Não, Natal, vou passar em casa. Falei, ó, vai na minha casa e tal. Mas é a minha esposa. Falei, pô, leva ela, leva as enfermeiras. Se ela puder ir, lógico. Se puder, vai. E aí a gente começou a criar essa amizade. Aí o que aconteceu? Eu cheguei na direção da Record e falei assim, ó, Lombardi não viaja, ele não curte, porque ele tá cuidando da esposa. Tá preocupada. Posso arrumar uma clínica?

clínica top pra que ele possa deixar ela lá e ele vai, pode ir todo dia lá visitar ela, mas ela vai ser super bem cuidada e aí a gente faz uma permuta aqui, aí os caras da Record falam assim, beleza, pode fazer que legal, cara, porra arrumei um lugar, 50 mil reais na época caralho hoje deve ser um cem pau caraca fechou, topou, topou, cheguei pra ele e falei Lombardi, tem uma novidade pra você, chamei ele no camarim falei, tem uma novidade pra você, cara, fui atrás arrumei um lugar adorei

é cinco estrelas, é maravilhoso, e ela vai super bem cuidada. Você vai ter um sossego, né? Ele falou, você quer continuar meu amigo? Esquece isso aí, cara. Esquece isso aí. Deixa que eu cuido. Eu cuido, e eu vou cuidar dela até o fim, vou fazer por ela o que ela faria por mim. Quer ser meu amigo? Esquece isso.

bonito. Cara, aquilo mexeu tanto comigo, cara. Como pode? Aí eu liguei na empresa lá e falei assim, ó, cancelando, não vai rolar, não vai rolar, não vai rolar. E ele cuidou dela até o final. Aí ela faleceu, aí depois de anos ele conheceu a Mari, casou com a Mari e hoje tá super feliz e ele tem todo esse direito e hoje ele tá podendo viajar. Mas assim...

O cara ficou com ela ao lado dela, cuidou dela.

E ela teve o cara ao lado todos esses dias, velho. E ele tinha essa possibilidade de colocar... Não é que ele ia abandonar ela, colocá-la num lugar... Jamais, jamais. Era um lugar ali no Morumbi, um lugar top, top, top, top. Que ela ia ter tipo cinco, seis pessoas cuidando dela 24 horas por dia. O cara falou assim... Você quer ser meu amigo? Você quer ser meu amigo? Mas aqui ninguém cuida como você, né? Ah, não, isso é verdade. Foi demais, com amor, né?

Homem, né, velho? Ela ficou... Homem de verdade. Homem de verdade. Porra, esse é homem de verdade. Ela ficou 12 anos numa cama, nunca teve uma ferida sequer. Que todo dia... Que bem isso. Eu vivia... Tanto é que a Fabíola me enchia o saco, porque meu lazer era ir em farmácia e ir nesse mercado.

Mais nada. Onde você vai amanhã? Vou no sábado. Vou no supermercado. Eu ia na farmácia, lá na Avenida do Jabaquara. Era conhecido lá. Outra forma. Tanto é que eu... Tanto é que...

Você não sabe o que é. Muita gente que está nos ouvindo agora aqui, é interessante, porque a funcionária lá da farmácia me ensinou como fazia um creme pra passar na pele e pra evitar a ferida. E ela que me ensinou. Eu ia e comprava. Era uma pomada mais barata, com óleo. Cara, é impressionante isso. E aí, meu...

Eu falei pra ele isso. Ela teria feito o mesmo por mim. É uma situação realmente que muita gente, às vezes, abandona. Cada um é cada um. Lógico, lógico. Eu acho que... Hoje eu sou feliz. Eu sou feliz. Toco a minha vida.

Eu tenho 81 anos de idade. Você tá bem, viu, meu? Tá bem Lombardi, caralho. Você tá bem, chefe. Eu vou fazer 59 e tô pior que o Lombardi, caralho. O cara já no estúdio, ele é o mais animado. Mas a gente vê no ar. Sabe, eu acho que é assim. Ele nunca tá com cara de bunda, sabe? Lombardão, ele tá sempre dança, faz as coisas. É isso, é isso. Ele reclama um pouco.

Eu não gosto de dançar. Mas claro, ele mexeu o saco pra dançar, porra. Vai dançando, hein? E joga as coisas. E ele sabia, o Gostinho não sabia das coisas, ele falava, ó, vem cá, topa.

topo sim, ou não não, tô te consultando lógico porque cara, meu maior problema era assim, quando antes de sentar na bancada da Venenosa lá era não ser ridículo sim, perfeito porque, pô eu fiz um nome no jornalismo eu era repórter especial do Estadão conhecido aí até um dia eu encontrei um desembargador e ele falou pra mim, você mudou agora?

Por quê? Ah, você agora não é mais Lombardi? É Lombi? É o Lombi. Aí eu falei, expliquei pra ele, a minha mulher que falou, que se eu conhecia você. Claro, ele falou, conheço você. Pô, o cara foi presidente da Associação dos Desembargadores. Então, minha preocupação era essa, era de não cair no ridículo. Não queimar o filme. Ah, é. Então, sabe. Mas você tá certo, você tá certíssimo.

Mas a gente vai até a página 2, da página 2. Mas assim, parabéns aí pela sua ombridade, pelo que o Gotino está relatando aqui. Obviamente você não ia falar isso, mas tendo um amigo de verdade como o Gotino e mostrar para as pessoas o exemplo. É. Porra, puta que pariu. Porque viver o que você viveu...

Não é pra qualquer homem, velho. Não é não. Não é? Não é mesmo. E não é questão só de ser homem. É questão de honra, caráter, né? Bancar isso aí. Bancar. Matar no peito. Com um casamento que os dois são um só, né, velho? Que pega pra um, pega pro outro. É isso. Quem tem esse espírito no relacionamento, parabéns. Essa é...

Esse é um exemplo. Muito obrigado. Vou te contar. Parabéns por fazer de tanta merda, desculpa o tema, de tanta merda que a gente falou aqui, o final inspirador, né? Porque tem uma coisa que eu acho que eu sempre tive esse caminho de nunca me queixar.

Não adianta eu me queixar. Não vai mudar nada. Vou me queixar pra quem? Vou reclamar pra quem? Ah, mas às vezes é o egoísmo, né? Sabe, então, é aquela história. É igual a história de você encher a cara. Vou beber hoje pra esquecer, mas amanhã... Vai lembrar do mesmo jeito. A realidade bate a porta. De novo. Vai lembrar do mesmo jeito. E aí, você tem uns amigos assim. Os seus amigos são diferentes. Ele fez uma festa pra mulher dele. Surpresa.

Pra Simone? Ah, esse dia foi legal. Foi incrível isso, assim. E aí fizeram no buffet que o elevador tava quebrado, tinha uma escada que subia e as mesas todas na parte do mezanino. E embaixo não tinha nada, era um salão. E eu tava com a cadeira de roda. E aí? Como é que eu vou subir a escada? Não, a festa mudou de lugar.

É mesmo. A festa desceu. É incrível. Maravilhoso, bicho. É uma coisa assim, então, isso são coisas que acontecem, né? Isso não tem preço. Claro que não. Não tem preço. Aí isso é o famoso papo de homem. Papo de gente grande, né, Bola? Não tenho dúvida. Vamos pro Superchat? Vambora. Vamos lá pro Superchat. Daqui a pouco, hoje tem cidade alerta. Tem. 4 e meia. 4 e meia. 4 e meia. 4 e meia. É só ele que tá, porque eu tô de férias, pô.

Ele tá de fé o Lombardão. Lombardão é... E você não vai pra Itália? Eu fui pra Turquia. Eu tô da Turquia. Eu tô ontem, então. Agora eu vou pra... No fim de semana eu vou pra Maragogi. É mesmo.

A Lagoa, você mandou bem. É, vou aproveitar a Lagoa. Praia de Pratagi. Eu tava conversando com ele, falou, por que você não vai lá? Eu fui, demais, demais. Quando você volta, Lombardão? Não, eu vou ficar uma semana lá. Depois vou voltar a trabalhar dia 4. Dia 4. Na Copa. Vocês precisam conhecer Pratagi, eu fui lá. Maravilhoso, tem parque aquático pra quem tem filho e tal.

Vai que é maravilhoso. É um cacau famoso de lá, não é? O Pratagi? É. Cara, tem um hotel lá maravilhoso. Pô, é um negócio fora de série. Eu adoro o Norte Alagoano. É. Eu gosto muito. Ali, Barra de Santo Antônio, Pairi Poeira. Porra, lugar lindo, cara. Você pega o carro, você pode ir até Pernambuco lá, você vai embora. É, mas o Norte Alagoano é o Caribe brasileiro. Mão pro super. Com certeza, um dos litorais mais lindos. Vamos lá.

Portal AMM enviou uma mensagem. Galera do Tica. Padre Sala. Dito. Sigam. Portal AMM no Instagram. Arroba Portal AMM e no YouTube também. Bença Proses. Amém, padre. Padre. Padre ia fazer comercial.

Dormir, padre, vai. Tá merda, meu bicho. A Savassaladoras Oficial enviou uma mensagem. Gotino, meu sonho é te conhecer aqui. É a Rosana.

Rosana, eu sou andado a te conhecer. Ah, legal. Porta da Record, já vou te dar a dica. Número tal. Leva uma cartolina. Ali fica uma galera ainda. Fica aquela galera ali na Rua da Vaz. Ali é muito legal. Eu queria transformar aquela rua em Rua Silvio Luiz, cara.

É, seria legal, viu? Rua da Vaz é pra Rua Silvio Luiz? É, porque Rua da Vaz já tô, hein, Mércia? Já tô nessa briga, ô Prefeitura de São Paulo, algum vereador, por favor, vamos fazer essa campanha. Ajuda a nós. Sabe por quê? Porque tem tudo a ver. O Silvio começou na Record.

E morreu na Record. E terminou na Record. E a Rua da Várzea, não tem nome de ninguém. É verdade, tem tanto vereador ali. Será que já não tem esse nome em outra rua em São Paulo? Precisa ver. Rua Silvio Luiz? Rua Silvio, aumenta o nome dele, então. Locutor Silvio Luiz. Rua Silvio Luiz, olho no lance.

Não, não, locutor Silvio Luiz É uma boa ideia Vou junto com você nessa Não, mas já falei com a Leia Já teve um vereador aí, mas Meio que ficou Vou falar com o Palumbo, vereador Palumbão, Palumbão Isso, fala com ele Boa ideia Tem que homenagear o Silvio Luiz

Porque a Rua da Vaz, como é na Record, e ele foi o cara que... Quantos anos de carteira e trabalho? Vixe! 70? 70 anos. Vou falar hoje no ar isso aí. Não é? Bora. Boa, Goti, não. Pode deixar. Boa. Tem que ser a Rua Locutor. Eu falei do Major Palumbo. E ele passou mal ali na Rua da Vaz. Então assim, porra. Ele terminou ali, é. Eu já parei pra pensar nisso. Eu já falei com o Alê, filho do Silvio. Bora. Tem que transformar aquela rua em...

Rua Locutor Silvio Luiz. Boa, boa, boa. Virou uma missão que a gente no dia a dia acaba esquecendo, mas fica aqui se algum vereador, alguma autoridade do Legislativo de São Paulo, né? Quando encontrar o prefeito um dia, se eu tiver esse privilégio de encontrar o prefeito, fala, porra, cara. Mas enquadrando, né? Tá certo. Boa, boa. Mas é isso aí, vamos lá. Não é legal? Não é legal? Tem. Então vai. É bom que eu...

Ih, não apareceu o nome. Peraí. Desculpa, eu estou enxergando que é uma beleza. Tem um negócio no óculos. Portal AM enviou uma mensagem. O pedido, padre e sala aqui. Grandes, Gutino e Lombardi, icones do jornalismo. Carica, estou com dicas para o teu programa. Quer?

Amém. Não quer bola. Não, obrigado.

Ó, ainda falta um pouquinho pra acabar o programa. Quer botar alguém no telefone ou não tem ninguém no telefone? Temos, temos sim. A gente atende telefone aqui. Vamos embora. Qual o podcast que a gente atende o ouvinte? Legal, legal, legal. Como na época do rádio. Como na época do rádio. Ué. O híbrido, né? Era o híbrido que te pegava. Agora é a plataforma. Pela plataforma. Continuando as antigas. Não, a gente falou, pô, a gente sempre fez a rádio inteira.

Vamos fazer isso aqui. Legal. De atender o ouvinte, atender a galera. Eu acho isso... Como?

Bacana pra... O cara participa, é. Não, dá... Pô, no rádio isso era... Você sabe como é que eu fui promovido no rádio? Caiu. Eu trabalhava numa rádio em Jundiaí, eu trabalhava da meia-noite a seis. Aí tinha o DAT. DAT, pô. Lembra do DAT? Lembro. Era um gravadorzão profissional.

O que eu fazia? Depois de um mês trabalhando, peguei a manha, eu gravava a programação. Não tinha break? Eu gravava a programação. Então eu fazia da meia-noite até uma hora da manhã ao vivo e das duas às cinco eu soltava um date de três horas gravado. Cinco horas eu voltava no gás. Os caras falavam, pô, os caras eram animados. Fui promovido pra dar seis às nove.

Eu soltava e ia pro berço, dormia três horinhas. Que beleza, hein, Cotinho? Todo dia. Se desse pau no Dati. Mas nunca deu. Eu tinha um esquema com o porteiro, ele ficava ouvindo a rádio. Falei assim, dá um problema, você sobe e me chama. Era a Rua do Retiro, centro comercial, perto da 9 de junho em Jundiaí. Qual o nome da rádio? Rádio Gama FM 95,5. Ainda existe essa rádio? Não sei.

Você começou lá? Eu fazia faculdade, pegava o cometão 11 da noite, chegava lá meia-noite. Meu Deus. Um dia eu dormi, fui parar dentro da garagem do busão. Os caras lavando o busão duas da manhã, eu acordei. Puta que pariu. E o cara não pôde ir embora, o Laércio Santos, lá a galera. Cheguei lá, o cara...

Lógico. Puto da vida. Você não foi cobrir ele? Porque lembra, a rádio você só... Lembra, você cobria. O cara só pode ir embora quando o outro chega. Só. Cheguei duas da manhã na rádio, dormi no busão. Que beleza, hein? Que beleza. Aí a pessoa acha que o cara tá bem na vida porque ralou amigo. Eu trabalhei 30 anos na Rádio Bandeirantes. Na Rádio Bandeirantes? 30? Caramba. Noticiário, velho. Olha pro telefone. É.

Apareceu alguém aí, Bola? Será? Aqui não. Alô. Só pra dar um privilégio pra alguém conversar com essas duas lendas do jornalismo brasileiro. Já estão conectados aqui, ó. Mas não falaram? Não. Não falaram? Então Alô. Alô, vagalama. Tá com problema Isaac. Será que deu problema aí, Zacarias?

Ah, então deixa pra lá. Então deu pobreza. Ó, então você já sabe, cidade alerta. Hoje. Presta atenção. Hoje a partir das quatro e meia? Quatro e meia. Quatro e meia. Quem tá no lugar do Lombardi? Altair Moraes. Altair Moraes. A partir das quatro e meia da tarde você vai saber tudo sobre o caso de Eulani. Isso. Sei que goia da fofota. Altair Moraes, ele fala assim. O bandido. É jaula ou vala?

é Jaúva boa boa Jaúva ou li é Jaúva ou vaula ó, quatro e meia da tarde na Record TV temos o Gotinão no Cidade de Alerta e a partir do dia, quatro quatro, de junho o Lombardi tá de volta vai voltar do Alagoas

Com o renovado. Já tá. Olha que pele hidratada. Não, voltou da Turquia agora. Eita, fé. Ei, Lombardão. Realizei um sonho, viu, Lombardão? Obrigado. O sonho é meu, cara, sabe? Eu sou o maior fã de vocês. Eu sou muito seu fã. Do Gotinão também, mas o Gotinão já é de casa. Hoje é jornada dupla. A partir das 2 da tarde, o que vem de classe vai voltar pra zoeira.

Laura Miller e Eros Prado daqui a pouquinho, ao vivo aqui no Ticaracati Cash valeu galera é isso aí

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