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EP 760 - TUDO SOBRE A PRISÃO DE EL SALVADOR E BUKELE - LUCAS FERRUGEM E PAVINATTO

14 de maio de 20262h1min
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Lucas Ferrugem é cofundador e CEO da Brasil Paralelo, onde atua como diretor e produtor de documentários focados em história e política. Graduado pela ESPM e com formação executiva em Harvard, ele lidera a maior plataforma de streaming conservadora do país.

Assuntos7
  • Documentário Brasil Paralelo sobre Lei Maria da PenhaLucas Ferrugem · Documentário 'El Salvador, o dia que o medo mudou de lado' · Plataforma Brasil Paralelo
  • O Papel do Centrão na Política BrasileiraComparativo Brasil x El Salvador · Crise de Segurança Pública no Brasil · Corrupção no Brasil · Sistema Judiciário Brasileiro · Educação no Brasil
  • Comunicacao PoliticaPresidente Tiktoker · Marketing de Governo · Comunicação Institucional · Plano de Grande Controle Territorial
  • Gestão e Confronto Político em SalvadorGovernos Anteriores (Direita Fisiológica e Esquerda) · FMLN (Frente Farabundo Martí para a Libertação Nacional) · Dolarização da Economia · Aceitação do Bitcoin
  • Críticas ao Governo LulaAcusações de Ditadura · Suspensão de Direitos Constitucionais · Perseguição a Opositores e Imprensa
  • Comunicação GovernamentalJornal El Faro · Entrevistas com Ministros e Opositores · Propaganda do Estado de Exceção
  • Politica CarcerariaCondições Prisionais em El Salvador (CECOT) · Sistema Prisional Brasileiro · Trabalho de Presos na Melhoria de El Salvador
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E aí

Alô, alô, rapaziada! Hello, cambada! Estamos ao vivasso, um programa especialíssimo hoje, né, Boleta? Um programa muito bacana, muito legal. É isso aí. Se vão gostar. É isso aí. Hoje, pra você que tá aí querendo saber de coisas espetaculares, eu diria pra você ficar ligadaço. Exatamente. Porque o programa hoje é aquela...

Pometre. Aquela aula, aquele banho de informação pra você. Boa. Tá certo? É isso. Um programa muito especial e eu gostaria muito que vocês ficassem ligados pra vocês aprenderem um pouco e entenderem um pouco sobre um país que tá sendo que tomou uma solução drástica que era o rei da merda e que altamente poderia ter sido

usado aqui no Brasil, principalmente no Rio de Janeiro, em alguns estados do Nordeste. Ah, mas aqui falta a vontade. Ah, mas aqui tem uns estados, né? Falta a vontade. Que poderiam também adotar essas medidas e com certeza teríamos um bom remédio para tratar, né? Como diria aquele... Os médicos dizem, né? Que a quimioterapia é um remédio muito forte.

Mas salva vidas. Não, não, mas também... Tem muitas, não contraindicações, seria... Colaterais? Efeitos colaterais. Efeitos colaterais. Como tudo na vida. O que é... Eu acredito que a segurança pública nesse país...

seja o principal fator de pesquisa. Se você fizer qualquer pesquisa aí, o que mais te irrita no Brasil, obviamente, é a corrupção, mas com certeza a insegurança, a falta de segurança pública é o maior medo. E há mais de 50 anos, é um país que não consegue resolver e nós vamos falar de um país que conseguiu resolver.

90% da criminalidade. E não é da boca pra fora não, porque o homem teve lá. E nós vamos mostrar um pedaço do documentário aqui, vocês vão acompanhar tudinho. Preste atenção. Fica ligado. Então eu já peço pra que você inscreva-se no canal, né, Gordinho? Curta, compartilhe, inscreva-se no nosso canal, ative o sininho, dê o like, chocolate. Tamo junto, é nós, muito obrigado. Temos a plataforma...

que você pode ligar pra gente e mandar o superchat. Certo, Carica? Certo, Boleta. Temos também um membro, torne-se membro pra ajudar nós. Obrigado. Temos o canal Decortes, oficial do Tica. Também inscreva-se, curta, compartilhe, ajuda a nós. E temos também o Carioca Botando Pilha. Exatamente, Carioca Botando Pilha. Estarei aí em Florianópolis. Em Florianópolis em junho.

Dia 6, dia 5 eu estarei em Criciúma. Criciúma. E dia 7 em Joinville. Boa. E em julho também estarei no Rio Grande do Sul. Porto Alegre. Bento Gonçalves. Caxias do Sul. Campinas em agosto. Depois Campinas. Certo? Boa. Então você já fica ligado aí.

Pode comprar seu ingresso no show aqui nesse episódio. Vai no mar lá. Deve comprar, deve. Clica no link ou no meu LinkedIn, arroba carioca. E também siga Marcos Quiesa, arroba Quiesa Marcos. É isso, é nóis. Tá certo? Dá pra botar aí, papai, papapai aí, o arrobinha, o meu querido Zacarias. O nosso Insta? Por favor, Zacarias. Obrigada, Zacarias. Aí. Obrigada, bonitinho. Tem o Linktree lá, você pode comprar seu ingresso também.

Lembrando que estamos no Spotify Seguindo, você vai lá, segue a gente no Spotify Amazon Music E outras plataformas de podcast É um programa multiplataforma, meu querido Marcos Estamos em todas, é nós Exatamente Hoje bola é aniversário, vamos mandar um beijo pra ele Pra quem? No Alifance No Alifance

Você vai abrir o seu privacy. Não, o Tica tá no Olifant também. Ah, tá no Olifant. Não, tem que colocar no Xvideos, porra, tem que colocar no Xvideos também. E no privacy. É. Privacy. Não é que é privacy? Gostei da pronuncia isso. Gostou? Tem pessoas que falam assim, né? Sim. É o Fissibilante. É? Fissibilante. Fissibilante. Fissibilante. Fissibilante. Então tá, então faça isso aí. Onde que eu parei, boleta?

Ia mandar um parabéns pra alguém. Charles Henrique. Charles Henrique pede nosso querido amigo. Meu aniversário. Parabéns, Charles. Muitas felicidades, tudo de bom. Isso. Deus te abençoe e te ilumine. Um abraço, Marvilúcio. Um abraço pra quem? Um grande amigo nosso. É isso aí, Charlão.

Parabéns, 50 anos já, já Não, 48 Deve ter uns 48, tô brincando 47, daqui a pouco ele vai me mandar mensagem 46 ou 47 Manda pro cara quantos anos você tem, Charles Tá bom, Charlão, beijo Tá bom? Bora Ah, vamos falar

da Brasil Paralelo, então você já sabe, tá aqui, QR Code na tela. Aproveita. Aproveita, corre aí, usa esse QR Code, 44%. Os caras estão dando uma boiada pra vocês. 44% off pra vocês. No plano premium. Isso. Aproveita pra quem é nosso assistente, como chama? Nosso participante. Assistente é ótimo. Que assiste, né? É, é o assistente. Nossa audiência. É isso aí, o assistente. Tá certo.

Tá aí, que vai ser lançado o documentário El Salvador, tá? Então fica ligado aí. Obrigado por assistir, viu? Isso aí, Jange Achagas. A Jange Achagas. Quem assiste é o assistente. É. Ó, então vai ser lançado o documentário sobre El Salvador. Tudo que você não viu em lugar nenhum. Não. Você vai encontrar esse documentário El Salvador na Brasil Paralelo. E nós vamos conversar hoje com o Lucas Ferrugem, que é lá no Brasil Paralelo.

Tá magrinho, rapaz. Viva Monjaro. Viva a prisão, foi pra lá e emagreceu. Era das canetas? Fica fazendo essas viagens ruins aí. É, então, emagrece. E ele? Eu, mestre. Eu preciso de companhia. Lembrando, Boleto, que eu queria dar o último recado que eu não acabei de esquecer. Terça-feira estreia meu programa lá na Jovem Pan. Dia 19.

Dia 19, terça-feira, 10h30 da noite, de terça às sextas, sempre às 10h30 da noite. E isso não é um talk show lá na Jovem Pan, tá certo? É o quê, então? Hã? É o quê? Isso não é um talk show. Você vai entender, você vai assistir. É um negócio. É um negócio. Um negócio. É um troço. Muito bem. E vai estar lá na Jovem Pan, de terças às sextas, sempre às 10h30 da noite, na TV Jovem Pan, rádio Jovem Pan, YouTube da Jovem Pan, em todos os...

Multiplataforma que a Jovem Pan é uma emissora... Boa. Que você ficou muito famoso lá na Jovem Pan. Foi, foi.

Foi lá, né? Eu queria você no meu talk show. Não, eu só convidar, bicho. Vou te convidar. Tá fácil, é só chamar. É só chamar, tá fácil, fácil. Eu vou te levar lá. Você é assistente da Jovem Pan? Eu sou assistente. Você se tornou uma grande celebridade por causa da Jovem Pan, né? Foi, foi. Sério, é verdade. Naquele programa da tarde lá, como é que é o nome? O Linha de Frente, o Pingos nos Is também. Não, mas o Linha de Frente você se tornou conhecido, aí depois você foi lá que começou. Os Pingos. E você se tornou essa...

Maior que o Lambônia. Maior que o Lambônia. Uma muito maior. É isso aí. 1,92m. Lucas Ferrugem, prazer te ver. Mais magro, bem mais magro do que quando eu te conheci. Legal. Canetinha, canetinha da alegria? Você já vinha no processo? Já vinha, foi 5 anos de processo aí, né? É. Nem existia canetinha, né?

Um processo muito desgraçado, né? Era só Pelican na época. O Lucas Ferrugem, ele é um dos fundadores da Brasil Paralelo, né? E ele esteve em El Salvador. Sim, fiquei 20 dias lá. Ele esteve em loco, rapaziada. Fiquei 20 dias lá. Lá o maior presídio da América do Sul, é isso? É, o Secote.

Mas você ficou 20 dias em El Salvador ou 20 dias no sistema prisional? Não, em El Salvador, graças a Deus. Você ficou quanto tempo ali no Secote? Um dia inteiro. Um dia todo. É, um dia todo. Muito ruim emocionalmente. Secote é o mega presídio esse que é muito famoso em El Salvador. Eu imagino assim que deve ser um clima muito pesado, né? Muito...

Cara, eu não tava preparado, porque era uma agenda muito intensa. A gente saía todo dia, sete da manhã, pra começar a filmagem, e voltava final da noite. E aí tem um dia que eu sabia que a gente ia no Secote lá. E aí o pessoal encaixou, tá, hoje é no Secote. Aí meio longe, meio do meio do nada. Eu fui tranquilo, a gente já passou por várias gravando, né? Então, na minha cabeça, cara, já gravou favela no Rio de Janeiro, não vai ser no presídio mais seguro da América Central, né? Cara, mas quando eu entrei no pavilhão, eu vi que eu não tava preparado.

quando eu entrei, assim, quando o cara abriu a porta e eu entrei... O Toba... Porque é aqueles presídios meio americano, que é galeria, né? Tá. Fica dois lados, assim, então, um corredor grandão, tudo bem iluminado. As porquinhas. De um lado e de outro, sela. E a galera empilhada. Quando eu vi aqueles, sei lá, oito mil caras me olhando entrar, eu falei, pô, isso aí psicologicamente é ruim, hein?

Foi muito ruim, assim. No início, a galera não queria filmar. Eu tive que cutucar o câmera e falar, ó, tem que filmar na cara dele ali. E foi muito foda. Puta merda. É, foi foda. Mas os caras autorizaram, porque os caras putos não... Autorizaram, autorizaram. Eles levaram de boa. É... Mais ou menos, né? É silencioso, né? Você...

O que é o Secote? O Secote, depois a gente entra mais na história toda de El Salvador, mas o Secote é o seguinte, ele é o presídio de segurança máxima lá. É centro de confinamento do terrorismo, né? Isso aí. Só tem terrorista lá, Lucas? O conceito deles de terrorista é facção criminosa. É como se a gente fizesse um presídio aqui pro Comando Vermelho, PCC. Então eles declararam as facções criminosas como terroristas e construíram esse presídio pros faccionados.

Quantas pessoas cabem? 40 mil pessoas. É um estado de futebol. Mas aqui, quantos presos nós temos hoje? 40 mil, eles dizem que cabe, mas assim, até o administrador daquele presídio de Nova York, a Dailia Hillkers, o Hikers, não sei como fala. Não sei como fala. Mas ele falou que é impossível ter 40 mil pessoas acomodadas ali. Mas ele coloca mesmo, a lotação nominal do presídio é 40 mil.

Isso aí, isso aí. Eu entrei em um pavilhão, são vários pavilhões, mas são iguais, né? Eu passei por todos e aí a gente escolheu um pavilhão pra gravar e que tava bem lotado. É no meio do nada, aí eles fizeram esse presídio pra prender a facção e ele tem regras específicas pra preso faccionado.

Essa é a lógica, tá? Ou seja, não é todo mundo que tá preso em El Salvador que tá lá e não é qualquer crime que tu comete que tu vai pra lá. Mas todo faccionado vai pra lá. Todo faccionado vai pra lá. E lá só fica faccionado. Só fica faccionado ou alguém que eles se enganarem sem querer e botarem lá junto, né? Sem querer. É, tipo, se tem... Vai que tem um careca invocado lá, ele quer mandar pra lá, ele manda.

Mas a premissa é só faccionado. Só pra entender, pavilhão, tem os mais perigosos, os menos perigosos? Tudo igual. Tudo igual. Tudo igual. Tudo igual. Aí no meio do nada, você vai chegando assim, no meio do nada mesmo, e aí você vai chegando e vai tendo atirador de elite, vai tendo... Caralho! É, não, não, o centro é bem isolado, pra não ter nenhuma operação de tentar salvar os caras. Aí você chega numa muralha imensa, imensa, imensa, uma muralha com as torres assim, e aí o cara abre o primeiro portão e você entra num corredor de carro blindado, que o corredor é todo blindado, chão, teto, latim,

e tal. E ali você faz a certificação de entrada. Você deixa documento, é o meu filme do Jack Nicholson lá, O Estranho no Ninho. Se você bobear muito o cara não te tira dali se ele não quiser. Você deixa documento, deixa tudo, entra sem nada. Sem porra nenhuma.

E aí você entra lá, eles te levam, aí tem um chão de brita, uma vala pro cara não poder pular, arame, então são vários... É concentro. É muito bizarro. Castelo medieval. É, é, é, lembra isso aí mesmo. Isso aí, é concentro, né? Então primeiro a muralha, depois uma camada blindada, depois uma camada de brita pro cara fazer barulho se ele pisar ali, depois uma vala, aí um arame... Aí outra de mina terrestre, o cara explodiu. Arame elétrico e o caramba, e várias torres e tal. O negócio é fudido.

E aí depois tem essa zona central que é um pavilhão do lado do outro. E você ficou sabendo quantos anos pra construir isso, irmão? Cara, eles construíram rápido, né? Eles construíram em dois anos e meio, três. Quer dizer, vontade política faz a diferença. Mas sabe que não é tão complexo imaginar construir aquilo ali, cara? Porque tu olha assim, é um pavilhão, né? Ah, mas não é questão só do pavilhão. Mas as celas são elétricas, ó. As celas é com chave.

Aí, ó, esse troço aí mesmo. Pô, parece ser um negócio de galinheiro, né, meu? Parece granja, né? Isso aí já tá dentro, né? É galpão, né? Depósito. É, é. Mas isso aí é de prisão máxima. Pô, cara, não tem como fugir de você não. Não sai daí, cara. Mas esse teto, porque aqui no Brasil são aquelas vigas, aquelas lajes, né? Mas vou te contar como é que é esse teto. Aí esse pavilhão, onde ficam os caras presos, tá? E isso tudo que a gente tá vendo, esse quadrado, ele já tá dentro de uma outra fortaleza.

Entendi. Entendeu? Outro núcleo. Já tá vindo de outro núcleo. Ó a torrezinha aqui já, ó. E a cada pavilhão desses aí tem a galera. Essa galera aí são dois andares de sela, né? Tem uma sela assim que tem dois andares. Tipo o biliche, né? Esses quatro são de presos? Eu não fui nos quatro. Não, mas são de presos esses quatro? Tá.

É 10 mil em cada bagaça dessa. Não, acho que não. São mais complexos, Bola. É porque é um núcleo aí. Não, mas é isso aí mesmo. É isso aí mesmo. Só nesse lugar tem 40 mil caras aí dentro? É muito grande isso aí, tá? Tá, mas mesmo assim, 40 mil. Levou pra gente filmar bem, levou uma da tarde até as 8, 7 da noite, um pavilhão só. Caralho, é grande pra cacete. É bem grande, tá? É bem grande mesmo.

Eu diria que tem, olha, no mínimo, no mínimo, umas 5 mil pessoas no pavilhão que eu tava. No mínimo, no mínimo. Mas assim, essa prisão aí é só pra faccionado. É. Aí é de altíssima segurança. Isso. Aqueles caras que são dois grupos terroristas. Aí, ó. Parece Tremembé, pô. Aí, ó.

E aí tu entra nesse negócio, o cara abre ali, mas o negócio blindado, e aí tem algumas regras no secote que faz sentir a dor do cara. E é bem o que se for no meio do nada, né? No meio do nada, é. Agora, por que, Lucas, por que que é tão polêmico esse cara, o Bukele? Por que que se o cara resolveu 90% da crime... Bukele é o presidente do El Salvador, acho que o Lucas pode explicar melhor, obviamente, mas por que que e...

ele é tão questionado, tão polêmico. Ah, porque ele não cumpre os direitos humanos. Porque o cara resolveu 90% da criminalidade. Que o país era um caos. El Salvador era um caos de violência, assim como o Rio de Janeiro. Tipo, esse bobeiro estava um pouco pior que o Rio, como o Ceará também. Acho que o estado do Ceará hoje... Bahia. Bahia. São estados que sofrem com muita violência e a criminalidade. Por quê? Por que que ele é tão...

mal visto pela imprensa. Eu acho que ele não joga, pra dar resposta simples, ele não joga o jogo que todo mundo gostaria que ele jogasse. Eu me esforcei muito nessa pesquisa que a gente fez lá, a gente levou um time, pegou muita fonte e tal, pra entender qual é o limite daquilo que ele tava fazendo. Ele fez uma série de coisas, tá? Ele vem meio outsider da política, ele era um empresário jovem, filho de palestino, é o décimo filho do país.

Que a esquerda odeia, o cara é filho de palestino, mas a esquerda faz questão de colocá-lo como...

Ele se coloca... É que ele é um palestino fora da Palestina, né? É, entendi. Ele deu certo, o cara é empresário. Então ele era empresário, ele tinha uma agência de marketing, comunicação, que inclusive fez muita campanha eleitoral, foi bem sucedido e tal, um cara de boa instrução, educação, nasceu numa família boa. Resolveu ir pra política. Resolveu ir pra política, dizia ele que pro legado. E ele foi pra política com uma cabeça bem diferente, ele foi pra política com aquela cabeça meio eu sou o CEO de El Salvador.

E como ele era marqueteiro, ele soube fazer ali um jogo de muita visibilidade. Ele virou o presidente tiktoker. Ele pensava no filme que ele ia fazer. Então nada que ele fizesse na rua poderia não ter uma versão em filme. Mais ou menos como prefeito de Sorocaba.

É melhorado, né? Não, tudo bem, faz os vídeos. O cara tá de brinque, né? Ele mostra tudo, ele faz... O fenômeno é meio global. O fenômeno é meio global, assim. Aconteceu em vários lugares, né? Mas o Bukele é publicitário.

A expertise dele é fazer esse negócio. Então ele, por exemplo, ele começou a chocar quando ele fazia a campanha de bané pra trás, óculos aviador, tênis New Balance, calça jeans, e os pés em cima da mesa com filtro amarelado e postar nas redes. Ele fazia pronunciamento assim, entendeu? Então ele começou a soar...

Não pro público jovem, mas como um jovem faria a campanha. Então ele tinha um apelo estético muito grande. Esse negócio do Secote, em grande medida, tem uma jogada estética nisso, que se tornou o cartão de visita de El Salvador. Que é, cara, olha aqui o presídio que a gente tem, todo mundo tatuado e tal. Então é um negócio meio insano. E aí ele começou a entrar, ele entrou pra mudar a política, tava muito destinado a isso. Ele primeiro foi prefeito de uma cidadezinha chamada Nuevo Cusca Clã, que é...

pequenininha, bem pequenininha, e ele fez dessa cidade um laboratório de comunicação. Então ele fez uns negócios nessa cidade. Testou lá. Puta, ele fez uns negócios puta inútil assim. Tipo, pegou um balão, aí fez o balão subir, não sei quanto na atmosfera, pra tirar uma foto da cidade e mostrar que agora era uma cidade científica. E quanto vocês puseram a japa no balão? O balão subiu. Sim. Ele fez esses negócios, sabe? A japa não subiu muito porque ela deu no prédio, né?

Ele pegou o salário dele de dois mil dólares de prefeito, e como ele não precisava de grana, ele falou, cara, todo mês eu vou pegar esses dois mil dólares e vou dar uma bolsa de estudos pra um estudante em El Salvador que não vai se envolver com as grandes. Tipo Dória. Tinha esse clima. Tá. Que ele tiza, que eu acho uma merda.

É, ele não... O dó é quando dava o salário. É o menosprezo, né? É do tipo assim, ah, mas eu dou o meu salário. Do tipo assim, quer dizer então que a gente só vai colocar cara rico no poder? Porque um prefeito, um cara que às vezes é um professor... Mais humilde. Mais simples, mais simples, assim, precisa do dinheiro, porque ele tá trabalhando, né? Exato. Eu quero que seja bem remunerado pra que trabalhe de verdade, não é verdade?

Cara, mas é marketing, né? Lógico, é resumindo, é marketing, né? Até porque prefeito que quer ganhar dinheiro não ganha dinheiro com salário.

aqui no Brasil importante lembrar é marketing e ele fez esses marketings e ele dali saiu pra prefeitura em 2015 de San Salvador que é a capital de El Salvador que é considerada já

É, já é considerada a antessala da presidência, El Salvador. E ali ele acertou algumas pautas. Por exemplo, de novo, tudo as pessoas tinham que ver e tudo ele tinha que comunicar no digital. Então ele tinha que fazer coisas que as pessoas vissem na rua e sentissem a diferença no dia a dia e também todo o país visse no digital.

Uma das primeiras coisas que ele fez, tinha um mercadão, um camelô, no centro da cidade. E ele desmanchou o camelô e reacomodou esses caras em um mercado. Que não era uma obra muito cara, era uma obra relativamente barata, mas liberou de novo o centro para ser habitado.

Então é um lance meio cracolândia aqui em São Paulo. Sim, sim. Parecido, assim, sabe? Libera lá, constrói. Só que o problema não era droga. Só que ela tinha trabalhador, né? É, exatamente. Aqui tem... Não, mas eu entendi. Traqueiro e morador em situação de rua. Aí a galera fala, pô, legal. E aí o cara filma, ele faz aqueles antes e depois, olha como é que era e tal. Olha o que eu fiz. Cara, legal. Não, isso é muito bacana.

aqui em São Paulo, a cubaninha outro dia ela foi lá na 25 de março baixou Jesus no templo ela começou a virar as barracas de camelô a cubaninha a cubanita, a vereadora como é que é o nome dela? a Zoe ela virava a beija

Não, porque tava filmando, né? Ela foi lá pra filmar, ela foi fazer isso aí. Ela é ganhadora, pra tirar o camelô da cidade. Só que ao invés dela propor um camelódromo, ao invés dela propor algo que o Bukele fez, ela ia lá. E tantos imóveis habitados no centro, né? Mas isso é importante, cara, porque às vezes a gente se confunde. A gente tá falando de um político tiktoker e tal, e a gente tá muito acostumado com o cara que grita muito no tiktok, que faz uma militância muito incisiva. O Bukele não é esse cara.

Porque ele é um cara institucional. Ele não chega gritando, berrando. Fala no alto, jogando as coisas. Não, ele se comunica sempre como uma propaganda de uma empresa. Entendi. Ele é muito cuidadoso na comunicação, ele vai na manha. Então, ele fala duro, ele fala coisas difíceis, mas você sabe, você compara, você vê que ele está equilibrando o discurso, o tom de voz. Ele é um cara comunicador. E ele começou... Outra coisa que ele fez na capital foi iluminar a capital. Nenhuma esquina sem iluminação.

Pô, isso aí pra galera foi... Era uma bosta a iluminação? É horrível. Ou não tinha? Era horrível, era horrível. Era uma merda. Tinha, mas sabe aquela coisa? Uma merda, tá. É, tudo escuro, aí tem mais crime, etc. Vou iluminar a cidade. Vou deixar tudo iluminado de noite, o cara vai conseguir ver tudo, etc e tal. Isso, pras pessoas, era... Pô, quem é esse cara que tá fazendo isso aí? Mas, tipo, ele conseguia isso da onde? Patrocínio, gantinho, a grana?

Filosofia simples. Acho que a parte mais difícil é essa. Governo de poucas coisas, governo de poucas coisas, razoavelmente baratas, mas muito bem divulgadas. Essa era a ideia. Tá.

Até porque ele é publicitário, né? Eu vou fazer pouquinho. Coisa barata, pouquinho... E eficiente. E que todo mundo vai ver todo dia e fala, pô, olha que legal isso aí, entendeu? Olha que legal isso aí. E aí ele foi... Enfim, a história vai andando, ele vai concorrer na presidência e ele passa um grande trabalho. Nessa época ele era do FMLN, que é o partido de esquerda lá.

É o partido esquerda. Farabundo Marti pela libertação nacional. Farabundo Marti foi um cara da Revolução Agrícola lá atrás e esse é um partido em homenagem. O Farabundo? Farabundo Marti. E esse cara, e esse partido é um partido... Mas quem chama Farabundo, Pag?

Que nome bonito. Farabundo. Prazer, Farabundo. O que é Farabundo? Farabundo. Farabundo é mais... Gostei do nome. Era o comunista líder lá de El Salvador. Teve muito político da guerrilha nesse partido.

Isso, é a partir da guerrilha. Teve uma puta... É aquela mesma história que todos os países da América Latina, né? Oligarquia, plantação, aí depois tem uma ditadura militar pra impedir uns comunistas, pelo menos diz que é pra isso, fica nos 30, 40 anos, aí começa uma guerra civil, aí oficializa do lado... Retoma. Aí fica um bipartidarismo, uma direita meio fisiológica e uma esquerda que é... Antigamente era comunista, mas agora é parte do sistema também. Tá.

Como algum país que a gente conhece. Tem alguns, né? Tem alguns que a gente conhece, assim, né? Bem próximo. Bem próximo. Acho que é assim. O Brasil, né, meu? Mais pra cima, né? Ah, é? Então, a mesma história. E aí, só que o que aconteceu é o seguinte, cara. E eu acho que a gente vive um momento parecido aqui. Por isso, acho que tanto candidato quer beliscar esse negócio do Bukele.

O povo depois lá da pacificação, redemocratização, etc, os caras viveram 20 anos de governo dessa direita meio fisiológica. Um PSDB, pra facilitar aqui.

Esquerda, centro-esquerda, vai. PSDB, centro-esquerda, vai. Segundo eu assisti no Brasil Paralelo, o Teatro das Tesouras. Estou falando das categorias do nosso querido telespectador, né? Não, mas o cara assim entender, assim. Não, porque eu assisti no Brasil Paralelo, eu vi o Teatro das Tesouras. O que o cara queria nessa direita? O nome do partido, por sinal, é a Arena, o partido dessa direita. Arena. Arena. É igual o que era o partido.

E o que ele queria? Ele queria privatização, abertura da economia. Então, por isso que eu digo, sabe, uma coisa meio... Ao mesmo tempo era meio corrupto, meio centão, a desigualdade social era considerada muito grande, que isso atrapalhava o país e tudo mais. De outro lado, cansaram desse governo, elegeram a esquerda FMLN.

Mais 15 anos de esquerda lá. Lá vem o farabundo. Aí a esquerda, o que aconteceu? Ascensão maior da criminalidade, grandes escândalos de corrupção, e tentou distribuir renda e não foi muito bem sucedido. Meio que empobreceu a classe média e ficaram... Nada diferente do São Paulo. Os Zeitgeist, o fantasma do tempo, né? Ele paira bem aqui no continente. Não muda, né? Mesma música, né? Então é uma história que a gente mais ou menos...

Não precisa gastar muito tempo, porque é tudo meio familiar pra gente, né? Sim, sim.

aí a galera cansa disso. Só que lá a gente tem que lembrar que é bem mais pobre que aqui. É bem mais pobre que aqui. Pô, você viu o PIB de lá, quanto é? É bem mais pobre que aqui. O PIB dos caras é muito bosta, desculpa o termo. 32 bi de dólar. Exato. Cara, são 6 milhões de habitantes, é o tamanho do Sergipe esse negócio. Boa pequena. É, são 6 milhões de habitantes e um terço da economia deles vem de remessa. Isso. O que é remessa?

É cara que é de El Salvador e mora nos Estados Unidos trabalhando. E manda dinheiro.

E manda dinheiro pra ajudar. É porque a moeda lá é dólar. É dólar. Ah, é dólar. É, lá só rola dólar e Bitcoin, governo, né? Não é isso? Foi, inclusive, o Arena esse que dolarizou a economia e isso foi considerado uma das coisas que empobreceu os caras. Mas sabe como é que é a economia, né? Ninguém sabe bem o que aconteceu. Foi o primeiro país também a aceitar a criptomoeda, né? É, isso já foi no Bukele. Aí o Bukele fala, cara, eu vou romper com esse discurso e eu vou dizer que eu não sou nem de direita nem de esquerda.

Igual o Moneogomes. Kassab. Ele é igual o Moneogomes. Ele chamou os caras dos mesmos de sempre. Os mesmos de sempre. Tá. Eles falam que são a direita e a esquerda, mas eles jantam junto enquanto você passa fome. Esse era o slogan do cara. Você é de direita? Não sou, não. É de esquerda? Não sou, não. E aí ele botou um discurso? Eu sou contra ladrão.

Sou contra ladrão. É ladrão? Por isso que eu digo, no momento, olha que os artigais... É, é uma coisa impressionante. Eu acho por isso que tem muito político beliscando esse case do Bukele e tentando se aproximar disso. Todo político do Brasil que foi pra lá foi fazer essa visita no Secote, né? É, exatamente. Nem todos conseguiram falar com o Bukele. Vocês conseguiram... Com o Naíbe, não. Falar com ele?

com o Naíbe não, porque primeiro que é difícil, né? E tem uma série de quando você começa a tentar muito o presidente de um país, a gente passou isso aqui no Brasil várias vezes tentando entrevistar o presidente o cara começa, a assessoria dele, nem sei se é ele mas a assessoria dele começa a querer ter umas garantias sobre o filme o que é esse filme, o que induzir a narrativa o que vai mostrar

Eu entendo a posição do cara, óbvio, né? O presidente do país vai se meter num negócio lá cheio de crítica, por quê? Mas não é bom, né? Essa posição assim de, ó, tá aqui o meu filme, ó como eu tô fazendo e tal. É meio ruim isso aí. Lógico. É, perde a tua independência, né, velho? E a palavra é ruim também de dizer pro cara, não, meu, fica tranquilo, participa do nosso filme. Eu não vou te queimar. Aí tu queima, cara, pô, é fogo também.

É, perde um pouco, não fica tão isento quanto, né? Cara, não te dá liberdade pra tu fazer o que tu quiser sem pensar nas amarras que tu tem. Não te dá para tu fizer o que tu quiser ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou não tem ou tem ou não tem ou tem ou não tem ou tem ou tem ou tem ou tem ou tem ou

Tem críticas também, como tudo na vida, tem um lado bom e ruim. O que é que você faz do lado ruim? Também tem aquela, né? Você vai tentar entrevistar o presidente de El Salvador, você vai editar o filme no Brasil.

Eles vão exigir como as garantias pela entrevista? Ah, o cara não chega a exigir, mas maeticamente é ruim também, porque tu entende. Ah, te prender, não te dá vista pra ir pra Salvador. Ele vai proibir uma guerra. Ele ganhou nessa polarização, ele ganha eleição presidencial com 52%. 52%. Foi um puta rolo. O TSE, que era comandado lá, TSE é mesmo nome, é Tribunal Supremo Eleitoral lá. Supremo. Ah, igual aqui.

não aceitou a candidatura dele tentou impugnar a partida, ele teve que pegar uma legenda de aluguel de última hora, toda uma correria mas ele conseguiu, ganhou a eleição com esse discurso, os mesmos de sempre, não sou nem direita nem esquerda, eu sou contra ladrão, quem é ladrão vai se ferrar comigo, esse é o papo do Buquiles, você se ouve e tal e o coro comendo em El Salvador nesse momento El Salvador era o país não em guerra com o maior número de assassinatos no mundo, caralho 103 ou 106, não lembro de cabeça 103 ou 106 assassinatos a cada 100 mil habitantes, puta

Que pariu. Seis pessoas eram assassinadas na capital por semana. Pô, o negócio era feio lá então. Pra um país de seis milhões de habitantes. Pequenininho. Pequenininho. Altamente povoado e tal. Então, ele chega nessa condição. E quando ele assume o poder, eu acho que ele faz coisas muito legais, cara. Que é assim, de aula pra político mesmo. Primeira coisa é o plano de grande controle territorial. Primeira fase do plano que ele anuncia, ele anuncia um plano... Lembra que ele é marqueteiro. Ele anuncia um plano de sete etapas.

A sétima a gente não sabe qual é até hoje. Aí ele já tá na direita. Cara, ele nunca vai dizer que é de direita, nem o governo dele. Tá, ok. Os ministros são proibidos. Eu conversei com vários ministros lá, jantei com alguns até. E qual que é o relacionamento dele com a direita histórica de El Salvador? Ah... Ele é estranho. Ou é... Botou alguns na cadeia. Ou é que nem aqui, né? Ele criou o buquelismo. Isso, ele criou o buquelismo. É personalista. É personalista, pacato.

é um puta personalista é muito personalista é, esse é o lance eu tinha que ficar lá falando pros ministros os ministros não, pra dar entrevista tem que estar a foto do buquê ali aqui atrás falava, pô, mas isso não vai ficar legal na fotografia, cara vai ficar o cara aqui no fundo e tal não, mas eu quero o buquê ali aqui atrás então

é personalista tu desce no aeroporto que prenda me prenda tu desce no aeroporto da capital e aí quando tu sai tem uma ali onde tu pega as malas tá meio que reencenado a sala da presidência um boneco dele sentado com a esposa é mesmo? é, é um negócio que a gente olha e fala assim

Eu não gosto, acho isso uma bosta. Eu não gosto, eu não gosto. É meio psicótico isso. Mas ele entende como essa coisa de rede social, de um tem que ter um rosto e tal. Imagem, é personalista. Imagem, tem que ser... Como fazem no Irã lá, os caras são assim também. Tipo, o bandeirão dos caras, né, meu? Estalta. Dos ayatollahs. Estalta. A foto do caminete. A foto do ayatollah. Estalta. Estalta. Estalta.

Os assistentes todos nos assistindo. Os assistentes vindo tudo, batendo palma. Ela ganhou essa eleição, apresentou esse plano, a primeira fase era conscientizar a população e apresentar o plano. Que eram sete etapas. Cara, sete etapas. A sétima a gente não sabe até hoje, ele deixou ir reservado. Ele tá em qual etapa? Ele tá na sexta e eu tenho dúvida se ele sabia sete quando ele anunciou o plano também. Ah, porque ele falava sete etapas, mas não revelava. Ele apresentou no começo, ele apresentou três.

Tá, e quatro seria uma surpresa. A quatro, a cinco, a seis, ele foi revelando. Tá, tá. Foi revelando. Uma marqueteira, né? Sete passos para transformar o Salvador. Ele começou com a primeira. Primeira, a conscientização. E aí ele fez um negócio muito diferente. Ele montou um plano de ação, cara. A conscientização do quê, Lucas? Da população, do plano que o Salvador ia integrar agora. Pra turma aceitar. Tá. E o nome do plano era Plano de Grande Controle Territorial.

o primeiro passo é a conscientização do plano que tem sete passos, então o primeiro passo já não tem um plano e qual é o segundo? o segundo passo já é mais legal, o segundo passo é as pessoas das comunidades tem que entender que a nossa vida vai ser melhor

se eu fizer o que eu quero fazer. Então eu preciso dar muita oportunidade de fazer muita coisa legal nas comunidades antes de quebrar a coluna do crime. Preciso do apoio deles. Tem muita gente, inclusive... O Estado pode ser melhor que o crime organizado. Esse é o mote do segundo passo. Exatamente. Mostrar que o Estado é melhor que o crime organizado.

Exatamente, ele chama de ocupação. Eu preciso chegar lá, então antes de quebrar, é claro que ele já está tentando combater o crime, mas o crime em El Salvador era muito difícil de combater. Estavam praticamente os caras para tomar o Estado, era bem grande. É o mesmo fenômeno aqui das comunidades. O crime organizado toma conta da favela, dos complexos, porque o Estado nunca deu atenção para a população.

É, exatamente. Então, pra população de lá, o crime organizado é mais vantajoso que o Estado. Então faz sentido. E era sexy, tinha virado uma coisa mais ritualística e tal. Depois a gente fala dessas facções, que é um troço louco. E aí ele apresenta esse negócio, segundo era ocupação. Então ele começa a fazer centro de trabalho, doação de bolsa. Só que, de novo, tudo pouco. Não tinha muito dinheiro.

É com 32 bi de PIB, pô. Mas a publicidade importa. Tu vai numa favela e tu pinta todas as casas. Cara, tu acha que o estado de um país não tem dinheiro pra ir numa favela e pintar todas as casas? Tem, pô. Tem, porque no Brasil eles roubam a tinta, o dinheiro. E aí tu faz um...

puta filme. Dá aquele tapa, aquele tapinha. Faz um puta filme, passa na TV. Olha o que eu fiz, ó. Aí ele faz uma festa. Porra. É, faz uma festa na capital pra apresentar. Três picanhas. Aí as pessoas vão lá, contam da casa nova. Era favela, agora é cigapura. Aí, ó. Essa é, já conheço. O cara vai fazendo esse negócio. Aí a galera vai se empolgando. E aí ele começou a... Tem gente que diz que ele... E aí o terceiro passo era combater.

Mas ele pintou mesmo as casas, deixou bonitinho. Não fez que nem o Maluf, fez um prédio do Singapur e deixou... Carada de pombo pra galera. Nós fomos nas favelas, nós fomos em tudo. E assim, isso também mantiveram a conservação. Mantiveram com o mandio de obra dos presos. Ai! Os presos vão virar... Já tô começando a gostar desse cara. Os presos vão virar os caras que melhoram o Salvador. Então vai, cara. Não chegamos lá ainda. Terceiro passo. E aí, terceiro passo é...

precisamos combater o crime. E esse passo se alongou um pouquinho porque não era tão fácil, né? Esse era o terceiro revelado em campanha. Isso, isso. Agora nós vamos combater o crime. Tem gente que fala que ele tentou fazer acordo com as facções, tem gente que fala um monte de coisa, nada deu certo. O fato é que nessa de prende, prende, prende, os caras iam para os presídios e continuavam mandando na facção dos presídios. E ele começou a prender e tentar estrangular os caras, e aí os caras armaram uma rebelião.

Esse é o grande ponto da virada do Bukele, que está tentando ser um cara de um jeito e a partir desse momento ele vai decidir um outro caminho.

Porque ele quer resolver. Armar uma rebelião. Os caras armam uma rebelião e matam 86 pessoas no fim de semana, aleatoriamente, na capital. Porque ele tava diminuindo. Igual o primeiro comando, que fez 20 anos essa semana. Como era aqui. Aqui na Zona Norte. O cara de futebol. Foi 12 de maio de 2006. 20 anos, exatamente.

Ah não, mas teve o Carandiru nos anos 90. Não, teve o Carandiru, mas teve a negociação no presídio. Sim, 20 anos. E aqueles ataques espalhados. Que São Paulo parou. Que São Paulo parou. Os caras se rebelaram, mataram quantos? 86 pessoas aleatoriamente. Pensa o caos que é esse troço. Pensa o caos. Você tá na rua, pá! O cara sai na rua, pá!

Daqui a 10 minutos, pá! Pra quê? Pra criar a ideia de que assim, ó, cara... Nós que mandamos nessa porra. O Buque falhou, ele precisa negociar com a gente, aliviar pras lideranças das facções e tal. Senão não vai ter paz. Mas o Buque resolveu jogar diferente. Dobrou a aposta. Ele não gritou que ia dobrar a aposta.

Mas ele negociou com os caras, num primeiro momento, ele foi lá e aclamou os negócios, sei lá o que os caras falaram, né? A sala que acontece, não sei. Ele fez esse negócio, e ele bota na cabeça, bom, eu preciso agora quebrar esses caras ao meio. Chama o Gustavo Villator, que a gente entrevistou, é o ministro da segurança lá, que fez a organização. O cara tem que ser assim pra ocupar esse cargo, então é um elogio que eu tô fazendo a ele, não é uma crítica. Mas o cara é uma puta vibe de...

maluco, sanguinário, entendeu? Cara, as caminhonetes blindadas nível 5, eu nunca tinha andado nesses carros nível 5, assim, cara, os vidrões dessa grossura, escolta e tal, o cara, ele gosta do que ele faz e esperto, inteligente, que apresenta pra ele, apresenta pra ele, ou pra equipe ali, a teoria do direito penal do inimigo. Tá. E fala, cara, olha só, existem duas formas da gente tratar as pessoas dentro de um país.

Esse processo constitucional, institucional, etc, participa de que ideia? De que o cidadão, em algum momento, comete um crime. Mas ele é participante da vida pública. O que eu quero dizer com isso? Cara, ele pode ter cometido um assassinato, ele pode ter feito um roubo, mesmo um crime de sangue. Mas a profissão dele não é ser criminoso. Ele pode ter sido corrupto, mas a missão da vida dele não é ser criminoso. Ele é um cidadão que comete crime.

Isso é um cara. Pra esse cara, constituição, direitos, deveres, devido processo legal, direitos humanos, tudo em dia. Existe um outro cara. Um cara que quer roubar o Estado da gente.

Esse cara, ele se diz um infiltrado e ele segue uma outra hierarquia ética, legal, etc. Quem são esse tipo de gente? Isso é um material que o cara trouxe da Alemanha. É, Gunther Jacobs. Ele escreveu a teoria do direito penal do inimigo e nunca foi aplicada. El Salvador foi o primeiro país a aplicar a teoria do direito penal do inimigo. Como é que funciona a Pavinator?

Então, isso foi elaborado pelo Gunther, que é um grande penalista lá na Alemanha, e ele recebeu muita crítica disso, porque quando você lê a teoria do direito penal do inimigo, você sente um ranço meio nazista no negócio.

Porque ele deixa claramente, ele não desenvolve bem a tese, esse é um problema também. Ele deixa claro que existem determinados tipos que não merecem as salvaguardas do direito, que não merecem presunção de inocência, que não merecem devido processo legal, que não merecem... Perde os direitos humanos. Exatamente. Você põe eles numa categoria abaixo de ser humano.

Esse é um problema. E o problema disso é que você pode aplicar de diversas maneiras. Você pode falar que isso é para um faccionado, um cara de uma facção narcotraficante, que isso a gente entende bem, né? Ah, vamos aplicar para o narcotraficante. A gente até aceita, mas e se cai o governo na mão de alguém que persegue ideologicamente?

Aí bicho, você coloca o direito penal do inimigo É uma arma complicada É uma arma bastante complexa Essa do direito penal do inimigo Eu acredito pessoalmente Esse foi um debate que eu levei Até na universidade Que a teoria do direito penal do inimigo Caberia se a gente levasse Para discutir psicopatia

Porque hoje a gente tem, a psiquiatria é difícil porque não tem marcador biológico. Não é exato. Mas hoje você tem uma margem de segurança pra dizer se uma pessoa tem um transtorno de personalidade que você enquadra como psicopata ou não. E quando o cara é psicopata, não adianta você ressocializar, mandar terapia. Nada adianta. É um fenômeno que não se explica exato. Tipo o champinho que nunca foi solto.

É um fenômeno que não se explica e também não se combate porque não tem cura. É uma condição inata de determinada pessoa. Cerca de 1% da população é psicopata. Então aí eu até entendo aplicar o direito penal do inimigo, mas o que foi feito em El Salvador foi feito por uma massa. A pessoa é faccionada, ela já perde o status de ser humano e vai para um status de alguma coisa que está abaixo dele.

Não, perde tudo. E a pena pra um cara desse seria o quê? Não, vamos lá. Ele acha legal a ideia. Tá. E tem uma coisa que facilita na cabeça deles, a aplicação. As regras das facções. Por que eles acham legal a ideia? Aí a versão deles do direito penal do inimigo já... Tá bom, já entendi a ideia. Como é que a gente faz isso?

Como é que funciona essa facção? Elas aliciam jovens. Pra entrar, o cara tem que cometer assassinatos. Tem duas grandes facções. Tinha duas grandes facções de El Salvador. MS-13 e Bairro 18. As duas vieram de Los Angeles. Toda uma história.

Mas eles aliciam os jovens, os jovens tem que matar pra fazer parte. Então a gente já sabe que se o cara faz parte, ele é um assassino. Certo. Então isso facilita a nossa vida. E tem a questão, acho que da tatuagem. Isso. Não é isso? Então uma coisa já facilitou. Como é que é a tatuagem? A tatuagem da facção. É, eles se tatuam. Então isso facilita... Pra caramba. Saber qual é que é o... Isso é um burro também. Os caras tem que obrigar o outro a tatuar.

Não, mas eles estavam no poder, cara. Eles não sabiam porque ele estava vindo. Eles estavam mandando na parada. Os caras estavam pelo centro. A gente tem um monte de vídeo. O cara vai ver a tatu, vai correr, lógico. Os caras estavam pelo centro, tranquilo. É então. Metendo terror. E aí, primeiro, então, o cara tem que matar pra fazer parte. Então, a gente já sabe que salvo uma exceção, alguma coisa assim, o cara é um assassino. Dois.

O cara tatua a plaqueta, eles chamam, que é o símbolo da facção. E eu vi pessoalmente, a gente filmou isso no Secote, a galera... Eu pensava, cara, mas aprender por tatuagem é meio complicado. Desci em Salvador meio questionando isso aí. Mas depois que eu vi os caras tatuados no pavilhão, ou eles montaram muito bem o pavilhão que a gente viu, sempre pode acontecer. Mas a tatuagem não deixa muita dúvida, tá?

Eu imagino. É o nome da facção, porra. E outra, não existe ex-faccionado. O cara fecha toda a barriga, a porta na cara. Não tem ex-faccionado. Sempre na cara. Tem que estar com a tatuagem na cara.

Ah, então facilita para os órgãos. Isso, todo mundo vê. Tomara que façam isso aqui também, né? Dá uma certa bandeira, digamos. Nada, imagina. Bobagem. Então, o cara é plaquetado. Tá. Que é... Pô, então a gente tem também uma dose de... E o que acontece com quem faz a tatuagem? Por exemplo, pô, tem um cantor de rap que é da facção que eu gosto, eu sou um moleque imbecil, vou lá e faço a tatuagem. A regra da facção é matar o cara, porque ninguém pode fingir que é da facção. Então diminui a margem de erro.

Essa é a teoria que... Não me faça à toa essa porra. E isso é o jeito que o ministro da segurança, o Vijatoro, explicou que entendeu a história. Falou, cara, tá bom. E os líderes, a gente sabe quem são? Sabe. Sabe. Aí o Bukele pergunta pra ele, se eu te desse o poder total?

Você pega os caras? Tu sabe pegar os caras em um dia? O tipo de tropa de... Ele é caveira, capitão. É 100%. É mesmo? É, eu sei onde estão todos. Eles tinham uma polícia bem equipada, legal lá? Não, não. Não, a polícia inclusive corrupta. Eita porra. E como é que ele resolveu?

Vários passos. O que eu acho que é um case, é isso que a gente tá tentando fazer no documentário, que é vamos botar essa discussão no Brasil, pelo menos pra ventilar, porque não tem ninguém que resolve, né? Então, pelo menos um cara tá resolvendo, a gente aprende com os erros dele, vê, pensa. Tá, vamos lá.

Consigo pegar os caras. Então, beleza. O que tu precisa pra gente pegar os caras legalmente falando? Como é que a gente aplica na prática essa teoria do direito penal do inimigo? Porque até aí, ah, o cara não tem os direitos. Tá, que direitos, né? Certo. Primeira coisa, o cara tinha... Ele precisava ter auxílio instruído em 72 horas. Quando o cara era preso, tu precisava ler os direitos dele, chamar um advogado, nada que a gente não conheça, e se em 72 horas tu não formalizar uma acusação, ele saía. Tá.

Não tem como a gente formalizar, a gente não tem condições de formalizar em 72 horas. Estudaram lá, preciso de 15 dias. Aumenta. Eu preciso de 15 dias. Se eu não formalizar a acusação em 15 dias, a gente pode soltar, mas eu preciso de 15 dias. Aí mudaram isso. Aí envolveu o legislativo ou não? Sim, vai envolver. Ele vai botar em votação isso aí. E aí tem que envolver o judiciário também. Aqui tá nascendo o estado de exceção. Isso vai ser o estado de exceção dele.

Ele vai botar em votação porque constitucionalmente ele vai precisar votar um estado de exceção. Ele criou um estado de exceção. É constitucional lá. Tu pode criar um estado de exceção, tá na Constituição. Tu pode criar um estado de exceção dependendo do grau de calamidade pública. E tem que ser aprovado na Assembleia. É que a gente tem um problema com o significado de palavras aqui. Isso é importante. Estado de exceção é estado de exceção aqui. Estado de exceção é o direito.

a regra é o estado de direito mas quando a gente tem um estado de sítio aqui, por exemplo, que é previsto na constituição são situações que excepcionam o direito, que excepcionam as regras básicas de direitos constitucionais direitos humanos então ele monta um sistema permanente, isso tem que ser

temporário, no constitucionalismo moderno. Lá em El Salvador, ele fez um estado de exceção permanente. Ok. Não tem volta. Não é tipo estado de sítio aqui. É um estado de exceção ao direito para aqueles que estão enquadrados nessa categoria. Que pro resto da sociedade valem as normas. Então, é como se tivessem dois estados. Um estado de direito... Um só adicionado e um patrônio. Exato.

E uma população... Os ladrinhos de galinha. E uma população a que você excepciona o direito. Entendi. Ele tá... O Estado de Direito Constitucional, ele é colocado durante 30 dias. Tá. Da Constituição de El Salvador, tá? Não, sim. Ele tá há 60 meses. Caraca. Calma. Ele vota todo mês. Um novo Estado de exceção.

Ele vai revogando. Ele vai renovando. Ele vota todo mês. E agora tem que conectar com o lado lá que ele era publicitário. Isso, cara, me caiu o queixo. O problema das palavras. Eu não acredito que eu tô vendo isso aqui. Ele faz propaganda do estado de exceção. É, porque... Virou o lema de governo. Ele faz igual o... É o Salvador, está... Aeroporto... É o Salvador, está completando 50 meses de estado de exceção. E é o povo feliz, assim. Êêêê! É... É...

A gente quando bate o olho nisso, o pessoal, opa. Interessante, né? É, ué, diferente. Mas é verdadeira essa propaganda? É, é. É genuína, porque às vezes... Não, a propaganda é meio brega, né? Porque propaganda é da essência da propaganda. É, mas vamos lá. Mas a população apoia. Ele faz igual, ele usa o método, eu adoro esse método, o Serguei Bubka.

Sabe o Serguei Bubka? Que saltava com varas e... Não faço ideia. Então, o Serguei Bubka foi um... Hoje ele não é mais recordista de salto com varas. Não é mais. Só que vou dar um exemplo. Eu não sei o número exato. Vamos dizer que ele saltasse... O recorde mundial era 2,12. Tá? Só que o Serguei Bubka já saltava 2,45.

Aí cada campeonato ele fazia 2 e 13, 2 e 14, 2 e 15. Pra ele estar sempre... Ele ficou famoso porque ele quebrava o recorde todo o campeonato. Então o recorde de Olímpico, recorde mundial. Vou ficar 4, 5 anos quebrando coisa. Não, ele ficou tipo...

15 anos quebrando o recorde mundial. Então é meio um método de ser que bubo. Porque ele já tem o negócio, mas ele vai fatiando. É, tu vai entregando. Então a outra regra que eles precisavam suspender, são quatro garantias constitucionais que eles suspenderam pra aplicação do direito penal do inimigo, pra traduzir ele em prática. Então o negócio é 72 horas, foi a primeira. Segunda, liberdade de associação. Por quê? Porque liberdade de associação diz, eu posso me associar com quem eu quiser.

E se tu quiser me condenar, tu precisa individualizar as evidências do meu crime. Ou seja, eu não posso te prender só porque tu tá na facção e presumir que tu matou, que tu fez, que tu aconteceu. Tem que ter provas. Eu preciso ter prova. Lógico. Eu preciso ter prova. Problema que o ministro tava dizendo. Líder de facção não anda com arma nem com dinheiro. Nem com droga. Nem com crachá. Se for pego... Não, eu tenho o crachá que é tatuagem. E nem papel assinado. Mas se for pego, eu não tenho nada.

E aí ele me falou um negócio que a gente gravou lá que eu achei muito legal pra pensar. Que ele falou, cara, tu entende que a gente monta um sistema jurídico? Normal. Monta um sistema jurídico, uma democracia constitucional, etc.

E a facção, ela se especializa no sistema jurídico pra entender como atuar. Então, o cara que anda com a droga não é o mesmo cara que anda com a arma, o cara que tem informação não é o mesmo cara que pode delatar. Ela vai se especializando na compartimentalização dessas responsabilidades e vira uma estrutura paralela ao Estado que consegue atuar com mais eficiência do que a gente, porque ela é uma estrutura ditatorial e tirânica.

Quem manda é o líder da facção. Lógico, lógico. Que pune muito mais severamente, mata se o cara não respeitar.

E tem bons advogados, tem dinheiro. Tem dinheiro pra corromper, pra comprar, pra fazer, pra acontecer, pra estudar. Então os caras estão sempre dois passos na frente. A gente tá prendendo o cara, o outro cara já tá delatando errado, o policial já tá sendo comprado, etc e tal. O juiz já tá... Então eu preciso simplificar essas coisas. A liberdade de associação é o segundo que eu preciso romper. Conseguiu. Botou no plano, na proposta. Liberdade de associação. A terceira coisa... Como é que ele...

Sustou. Ele sustou, mas toda a liberdade de associação, por exemplo, ah, eu quero montar a Liga das Farabundas de Santana. Eu participe. Na prática... É, que a gente só se reúne pra falar de farabundagem. Na prática, se o Bukele quiser dizer que essa liga é terrorista e te prender, ele pode. Ele tem que primeiro declarar terrorista.

A terceira coisa que ele precisava era poder denominar certas organizações terroristas. Entendi. Precisava do dispositivo legal pra isso. Pra poder entrar nessa lei. É. Entendi. Mas quem tem a chamada é ele, né? Sim, lógico. Óbvio. Só pra lembrar que é só um... Só um detalhe besta. É uma fina camada de gelo, né? Exatamente. Que separa essa água de estourar pro seu lado, sabe? Então, tá, ele precisou botar isso aí. E a quarta coisa que ele precisava era pena severa.

Que a gente acabou de aprovar também. Parecido. Um pacote de lei em relação a isso. Pena severa pra crimes terroristas. Mas aqui tem pena severa. É, foi aprovada lá. Foi aprovada. A pele da antifacção. O cara lê três livros. Dá um beijo no amigo do lado. Canta parabéns. É bom comportamento. Ele sai em três anos. Guimarães Rosa, pronto. Ele sai aí. Ai, meu amigo, eu sou bem comportado. Abraça o outro.

Se passar tudo isso, o que que tu tem? Eu consigo prender o cara sem individualizar a pena, só porque eu sei que ele é parte da facção, eu consigo dizer quais são as facções terroristas que eu tenho que prender os caras, eu tenho mais tempo pra montar a defesa desses caras, e eu tenho uma pena muito severa quando eu condenar eles. Qual seria a pena severa, você sabe? Começou com 20 anos por ter tatuagem.

Isso é severa só por ter tatuagem. Só por ter tatuagem. Se a gente souber mais alguma coisa, é cumulativo. Vai, tá. Você tava fodido. É bola. O importante é esclarecer. Bola não pode ir pra El Salvador. Essa era uma dúvida que eu tinha. O importante é esclarecer. Eu tava curioso de uma coisa em Salvador. Por exemplo, eu tigo o Bolinha, o Salvador. Ele vai ter que se despir pra... Pra ver se não tem a plaqueta. Pra ver se não tem a plaqueta.

Por que esse sistema é tão perigoso esse do Bukele? E ao mesmo tempo tão interessante. Porque tem um monte de coisa que tu pensa assim. Pô, se esse cara quiser me quebrar no meio aqui, é rápido.

Ao mesmo tempo, até então, parece um uso... Ok, tem uma... Minha primeira dúvida é como é que... Tem tatuado na rua? É, então. Ou ficou um clima meio... Não quero me tatuar. E se o cara... Que eu acho bom. E se o cara deu meio migué e, sei lá, apagou a...

A plaquetinha com laser deu um migué ou fez outra por cima. Ele não tem mais a identificação. É o Salvador, tem um monte de gente tatuada. Tem estúdio de tatuagem. Foi coisa que eu fui atrás lá pra ver, né? Falei com os caras de estúdio de tatuagem pra ver também. Fez alguma? Não fiz. Achei que não era o melhor momento.

Tinha cara de estudo de tatuagem Tem cara cantando rap Tem jornal crítico ao governo Então é importante saber que isso tá acontecendo A gente foi lá numa batalha de rap Que tava acontecendo no centro Tem jornal crítico, mas tem jornal grande Assim, de porte

Porque aqui ninguém grande de porte pode se dar ao luxo, né? Eu não sei se os jornais, assim... Pela pesquisa, tem um caso específico chamado El Faro, que é bastante polêmico lá. Que é um jornal que foi... Meio que independente, mas ele persegue lá. É. Ele dá a chandorizada lá no bagulho. Aí tu tem que acreditar, tu tem que escolher que lado tu acredita. Porque não tem mais como eu ir adiante na pesquisa em relação a isso. Sim.

Ele tá dizendo que os caras estavam lavando o dinheiro do crime, os caras estão exilados dizendo que isso é mentira, que era perseguição ideológica.

O Bukele se defende dizendo que se é perseguição ideológica, porque todos os outros veículos aqui podem falar a mesma coisa que eles falavam. E aí o que tu faz? Tu tá no teu limite ali como repórter, digamos. Aí o Bukele fez tudo isso. A gente entrevistou os exilados. Entrevistou? Entrevistamos os exilados. Que legal. Gente na Espanha, gente na lateral ali. E se eles entrevistaram um opositor lá dentro? Sim, nas universidades tem um monte.

Putz, sério? Na universidade tem opositor? Tem, tem, tem um monte. A gente entrevistou os opositores lá. Eu não sabia que na universidade... É errado, né? E é engraçado que é universidade. Exatamente. Que não é universidade. A gente entrevistou oposição intelectual, jornalista, gente exilada. Tem três parlamentares de oposição também.

E a gente entrevistou os três de oposição. Quantos parlamentares tem o país? 67. E tem três de oposição. Mas ele ganhou nas urnas. Tá. Mas as urnas são o quê? Eletrônicas ou só um papelzinho? Porque... Papel. Ela é papel? É papel, tem certeza?

Era bom saber, né? Vamos ver. Pesquisa aí. É uma boa pergunta. Não adapta. Eu não me preocupo muito com esse assunto, então não verifiquei. É. Mas ele ganhou nas urnas. Oi? Ele ganhou nas urnas. Ganhou, ganhou. Porque aí ele monta esse plano e ele tenta botar em prática. Quando ele tenta botar em prática esse negócio, precisa de dinheiro pra modernizar a polícia, precisa de um monte de coisa, né? Tá. E aí começa um... Pra poder prender os chefões.

Que aí você vai dizer assim, ou tu gosta do sistema, ou tu gosta do resultado. Aqui ele teve que escolher um dos dois.

E lembrar que o cara pode... O cara que tá escolhendo o resultado pode ser ruim, né? É. Pra caralho. Democracia sistemática, o preço que a gente paga, é uma coisa meio cética.

A gente paga um preço que assim, se eu eleger um cara muito bom, ele não vai poder fazer tudo o que ele quer fazer. E aí a gente não vai ter o prêmio de eleger um cara muito bom. Mas, se a gente eleger um cara muito ruim, ele também não consegue fazer tudo. E aí a gente não paga o preço de eleger um cara muito ruim. Então a democracia, esse jogo, é um sistema sofisticado de um certo ceticismo político que diz, olha, a gente já começa com um demo, né?

Não, mas é verdade. A gente fala, olha, pode ser muito bom, pode ser muito ruim, eu prefiro ficar no meio. Não tem nada a ver isso. Eu prefiro mais estabilidade. Você tá misturando o demo do latim com o demo do grigo. São demos distintos. Mas é nessa época que ele monta esse plano, a Assembleia não quis aprovar. E nem o orçamento, nem o plano. Não aprovaram. Não aprovaram, porque ele não tinha maioria, ele tinha recebido ganhado o presidente. Sim, lógico. E aí o cara publicitário, aí estoura a pandemia.

E isso é maravilhoso pra entender como essa coisa de direita e esquerda é muito mais tribal do que parece. É maravilhoso. Não aprovaram a pandemia? Então ele já começou uma certa indisposição com a Câmara, porque, pô, por que não estão aprovando o negócio pra combater o crime aqui? Tá bem.

Veio a pandemia. O Bukele, que sofre a alta oposição da esquerda no parlamento, ele resolve ser um líder. Ele já tem esse espírito meio sangue palestino, vontade de fazer estádio de exceção. Então, o que será que ele faz na pandemia? Ele fala, vamos fechar tudo. Lockdown. Lockdown. Lockdown severo. E o que a esquerda faz?

Fica contra. Falando que a economia importa, que ele tá sendo insensível, que ele vai matar as pessoas de fome. Isso pra mim foi uma aula de política. Claro. Porque eu pensei, entendi, é só um grupo reagindo ao outro, não é necessariamente... A lógica. A lógica. A boa... Tem uma que se diz, a boa fé. Pra mim foi uma aula muito importante. Você entendeu por que eu acho que o Bolsonaro não assinou a vacina da China, muito menos a outra? Porque se ele assinasse, ia ser do contra.

sempre ia ser do contra. Se ele fala que não deveria usar cloroquina, cloroquina seria... É de acordo com o que o cara decide. E ele não assinou o papel lá da... Daquela vacina, daquele laboratório gigante lá, que eu esqueci o nome. Não, foi a Pfizer? A Pfizer? Porque não dava garantia. Imagina se ele assina. Matou todo mundo porque assinou a vacina. É, justamente, é exato. É um pouco da dinâmica da militância política. É a política, a política em si.

Eu descobri isso lá em El Salvador, e foi muito interessante pra mim descobrir que o Bukele...

foi muito favorável ao lockdown desde o começo, um lockdown muito severo, e a esquerda pegou e adotou a pauta de economia pra combater ele. Isso pra mim foi uma aula de comportamento humano nos grupos de militância política. E aí ele começa a ter problema com a Suprema Corte lá. Problemas de El Salvador. Começa a ter problema com a Suprema Corte, chama os ministros dele, fala, cara, o que tá acontecendo aqui? Porque eu vou lá, os caras falam que tá tudo bem, lembrando que eu quero um cara um pouquinho mais...

educado e diplomático do que outros que a gente já viu ter problemas com a Suprema Corte em países afora, né? Então ele vai lá, faz a reunião e tal, parece tudo certo. O que tá acontecendo? Mas aí ele sai, as coisas param, trava, não anda, não sei o quê. O que tá acontecendo? E aí os caras passam informação pra ele.

de assim, cara, esses caras aí não são nossos amigos e esses caras tem dinheiro, tem boi na linha, amigo. Eles não são coleguinha. Tem boi na linha. Segundo isso... Ah, desculpa, eu esqueci de falar, porque o último princípio ali do plano jurídico era violar comunicação. Tá. Isso é muito importante pra toda essa história que eu tô falando aqui. E foi aprovado.

Não, ainda não. Mas eu... Isso é uma suspeita. Mas judicialmente pode ainda quebrar sigilo. Pode. Obviamente. A minha suspeita é que assim, não estamos aprovando, mas estamos caminhando nessa direção. Tá. Perfeito. Porque a gente às vezes acha que é super estável, que tem que autorizar um negócio, mas assim, o Salvador não é...

o Reino Unido, assim, né, de instituição também, sabe? Sim. Não é uns pouquinhos e tal. E aí tá bom, nada, nada passa na Suprema Corte, tem um problema, tá meio estranho a relação, os caras, ele afirma ter recebido informação que os caras são corruptos. Então, qual é a posição que o Bukele tá? Não tem maioria na Câmara, a Câmara não aprova nada.

E a Suprema Corte fica vetando as coisas que ele tenta fazer. O análogo a medidas provisórias e coisas assim. Ele tá lascado, né? Não tem o que fazer. Então. Mas quem que provoca a Suprema Corte? Ou a Suprema Corte vai de alegre?

A Suprema Corte vai de alegre. É. É, vai de ofício. Em alguns casos, em outros era provocação, mas lá é diferente o funcionamento da Suprema Corte. Porque eles têm duas... Eles dividem a Suprema Corte em duas instâncias e a que ele tava tendo problema era uma específica, que era a sala da Carta de Justiça Constitucional, que é a galera que cuida da Constituição. Certo.

E aí esses caras usavam inconstitucional... Que é o cara que provoca a segunda casa do Supremo. É como se fosse o PGR aqui. Isso, isso aí. Tem esse papel de advogado da sociedade. Lá tem o PGR também, Fiscalização Geral da República, tem também. Mas é mais para denunciar pessoas públicas. Aí é para provocar se alguma coisa é constitucional ou não. Que nem os caras entram aqui com recursos de inconstitucionalidade. Não, o Brasil tem tudo a ver. Porque você para e pensa no Brasil hoje.

Só porque o cara tem o título de juiz, o cara, mesmo contrariamente à lei, ele proíbe a sua liberdade de reunião.

ele quebra o teu sigilo de comunicação. E a manifestação religiosa. Ele determina o que é golpista ou não. E ele estende o prazo de 24 horas pra ter uma denúncia ou não pro prazo que ele quiser. O inquérito, você quer dizer. Tem muita gente que fala que o direito penal do inimigo é bem conhecido aqui no Brasil. Ele só não é assumido. Não, eu não sei dizer se é ou não, mas tem gente que fala e faz analogia. Tem, tem análise boa. Bom, você deve saber bem melhor do que eu.

Então, cara, ele bota isso aí tudo e ele não consegue... O que o cara faz? Assembleia, TSE, PGR, começa a investigar ele também. Fez isso, fez aquilo, fez isso, fez aquilo. Sempre meio inconclusivo, mas gerando um certo desgaste. E aí, Suprema Corte. Cara, cria um plano. Vou fundar meu partido.

No Evas Ideias. É um partido que ele já tinha fundado lá atrás, T7 impugnado, eu vou pegar esse partido. E aí ele faz um troço muito ousado, que ele fala, eu vou encher o partido de amigo. E eu como publicitário agora na reeleição...

vou pedir voto no partido, não vou pedir voto em mim, vou dizer, vocês não conhecem as pessoas que estão entrando aqui, mas elas são de minha confiança, pra gente progredir, pra gente progredir no plano de grande controle territorial, a gente precisa ter maioria. E ele faz a campanha, a Times deu a capa do ano pra ele nessa época. Caralho. Deu a capa do ano dessa época, a Forbes também, dizendo, o CEO de El Salvador, o ditador mais cu do mundo, não sei o que, começa... Por que ditador? Essa é a pergunta. Porque ele tá tentando passar um...

O ditador é o mais cu do mundo. Tá, mas tem congresso? Tem congresso. Tem justiça? Tem justiça. Qual é o argumento para ser ditador? Até a Bola está preso no farabundo. Farabundo Marte, né? Eu vou chamar o aviso só de farabundo. Que delícia para os opositores o seu opositor se chamar farabundo.

maravilhoso. É muito bom, quantas piadas. Seu farabundão. Se eu fosse filho do Raimundo, ainda farabundo Fagner. Puta, né? Mas o que a crítica é até 24? Depois de 24, muda um pouco, a gente fala disso. Mas até 24 é, cara, tudo é constitucional, tudo é com vontade da maioria, mas é um ciclo de reforço de poder que não tem um fair play.

A sensação é, parece que esse cara tá sempre vendo qual é o jeito dentro da Constituição e dentro das instituições de progredir o poder dele. Então é uma crítica qualitativa, não é uma crítica de inconstitucionalidade. Até 2024. Porque quando ele autorizar a reeleição indefinida, isso vai... Ah, indefinida? Agora tá indefinida. Ele pode ser reeleito indefinitivamente. Então ele é um ditadurado. Até ele morrer. Não, mas isso não é sinal de ditadura.

A Margaret Thatcher ficou quanto tempo Mas é primeiro ministro A Angela Merkel Primeiro ministro Quem manda mesmo é o primeiro ministro O rei manda alguma coisa Se ele é o atual presidente Ele muda a constituição

E aí ele não muda, quem muda é o Congresso. Tá, mas ele propõe. Mas vamos lá, durante sua gestão, aí você muda a Constituição e coloca ali uma cláusula de poder indefinido, de ser reeleito... Desculpa, ele teria que sair do poder e aí valer. Qual é o argumento dele? Fiz exatamente essa pergunta lá.

Parece que eu tô me vendo perguntar pro cara. Falei, tá, e aí? Por que que isso... Não aconteceu. E ainda terminei dizendo assim, e se o senhor quiser te tirar daqui a cinco anos, como é que funciona? Se o povo gostar de mim, vamos supor, né? E ele falou, cara, não é a nossa interpretação de democracia se a gente vence as eleições com 80 e poucos por cento dos votos. O povo não quer outro candidato, o povo quer continuar fazendo o que eu quero. Eu tenho 90% de popularidade.

Mas por que ele não fez isso de acordo? O povo quer votar em mim. Tá, mas vamos lá. Achei o argumento bom, perigoso. Mas o melhor caminho... É, porque você vai na Rússia, eles falam. O Putin é... Cada pleito ele é eleito com uma margem maior. 70, 80, 90. Aqui, a pergunta que fica é... Na minha opinião, isso poderia ser feito? Sim. Por que que tanto lá e aqui...

uma coisa que eu particularmente amo e não exerce, a gente não exerce esse direito, que é o plebiscito, cara. O plebiscito, pra mim, é a melhor ferramenta democrática. A gente teve um ou dois? Não, a gente teve há 30 anos, há 20 anos. Mas o que mudaria se ele fizer um plebiscito? Deixa o povo definir. Mas o povo faz pesquisa de opinião. Não, não, não. Há uma diferença de pesquisa de opinião, outra coisa do que o voto do cara ali. Você quer que seja reeleito e definido? Sim ou não?

A Itália é cheia disso. De plebiscito. A Itália é uns dois por ano. Eu acho o melhor caminho. Eu voto umas duas vezes por ano. É mesmo. Não tem um negócio nada a ver. Uma cédula desse tamanho. Eu não sabia que a Itália tinha uma facada. Nós vamos mudar a previsão funcional para isso.

A Itália é um país pequeno, você consegue viabilizar isso bem. Agora num país do tamanho do Brasil, pensando pra cá... Você acha ruim o plebiscito? Não é que eu acho ruim, eu acho que é um pouco inviável. E o plebiscito a pessoa precisa ler e o Brasil tem 75% de analfabeto, ou analfabeto funcional. Mas tem escola pra todos, porra. É, tem. Vai lá aprender, o beabá. Não tem escola pra todos.

Mas assim, eu continuo sendo favorável ao plebiscito. Acho melhor ao plebiscito do que ao cumulso. Mas a eleição de quatro em quatro não é um plebiscito. Não, mas de homens, não de... Por exemplo, você é a favor ou contra o aborto. A galera decide. Mas o que você está falando tem o nome, democracia plebiscitária, tem muita gente que defende isso. Eu defendo. Tem muita gente que defende isso.

Entretanto, isso não anularia as críticas que fazem ao Bukele como ditador. Se a gente adotasse esse modelo, não seriam resolvidas. As críticas do Bukele contra a ditadora é que a democracia é um sistema que permite mais estabilidade, que o povo pode estar errado momentaneamente.

Se ele realmente quiser isso ao longo do tempo, as coisas podem acontecer, mas ele pode pegar uma euforia, uma campanha, um negócio assim, se atropelar e cometer um erro irreversível. Daí a teoria do contramajoritário. Temos instituições contramajoritárias para diferenciar a democracia liberal ou constitucional de uma ditadura da maioria.

porque a gente pode se empolgar já aconteceu na história da gente se empolgar muito com uma ideia que é ruim a gente comete um erro irreversível, destrói a democracia por dentro e sofre as consequências você pode revogar isso de repente se você sentir que a coisa está descambando a gente pergunta novamente a democracia ateniense tentou isso aí lá atrás

A nossa democracia moderna, ela é diferente de trás justamente por isso. A democracia ateniense, que a gente fala, a demos, crácia, não sei o que, ela foi uma vergonha. Ela durou 80 anos, ela tinha esse aspecto de direto, claro que com ressalvas, não é todo mundo que votava, participando da elite, escravos não votavam, mulheres não votavam, metecos que eram estrangeiros não votavam. É que eles não eram considerados situações. Mas falhou miseravelmente. Tem nem sabe quanto tempo.

Agora é de 6 em 6 anos que ele aumentou o prazo Ah, ele aumentou ainda também Era de 4 em 4 Mas deixa eu só dar um recadinho Já que estamos falando de El Salvador El Salvador O dia que o medo mudou de lado É a nova produção original Da Brasil Paralelo Vai estrear, presta atenção, dia 20 de maio Quarta agora Quarta que vem, né

Isso, somos dia 14, dia 20 de maio, quarta-feira, com exibição gratuita no YouTube, né, Boleta? E se você quiser aproveitar uma condição mais do que especial, que só acontece uma vez por ano, e já se tornar um membro BP Premium, agora a Brasil Paralelo liberou em primeira mão uma oferta para a nossa audiência, carioca.

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Agora, você me fala aí, meu velho, qual outra plataforma que além de filmes, documentários e tem cursos de desenvolvimento pessoal e análises de todos os filmes?

Pensou bem, né? Não existe, meu velho. Exatamente. Não existe. Você vai clicar no link que está nesse episódio, tem um link aí do Brasil Paralelo, ou você vai usar esse QR Code que está aqui na tela para garantir os seus 44% de desconto agora. Está certo? Então, corre lá. Manda a bala, aproveita, descontar. Aproveita porque é a oportunidade... Para você se tornar membro premium da BPE.

E quarta-feira estreia... Põe na tela, meu irmão, o Zac. Põe nessa tela. Vai estrear quarta-feira no YouTube pra você El Salvador, o dia que o medo mudou de lá. Olha o tatu dos caras aí. Tá certo? No pescoço ali que ele tá com o nome da facção. Vamos fazer o seguinte. Vamos dar uma olhada no trecho... No trailer. No trailer. No trecho. É o trailer. O trailer de El Salvador estreando quarta-feira na Brasil Paralelo. Pode soltar aí, meu querido Zac.

O país mais pequeno de América é agora exemplo para países mais grandes que têm mais recursos. É bonito.

Porque não podemos mudar aqui em Brasil. A Corte Suprema de Justiça como a Assembleia Legislativa eram tão perigosa como as maras. O 1 de maio de 2021, os destituimos. Estou mandando este mensagem a nossos irmãos de Brasil e a toda a América Latina, de que mudar se é possível. Só tem que ter valor.

É isso aí, é isso aí. Estreia dia 20 de maio, quarta-feira, El Salvador, o dia que o medo mudou de lado na Brasil. Pelo que eu tô vendo ali... O Gustavo Lima ficou bom. Tá brabo, hein, você viu? É. Tá bonitinho, hein. O Lucas Ferruz, eu percebi aí que são ministros, provavelmente, do governo do Bukele.

Eles mandam um recado direto pra gente, não? Então, eles têm bastante vontade de exportar isso, porque ele tem essa crise de imagem internacional como ditador, né? E eles têm... Por que a gente consegue esse acesso na prática, né? Eu quero entrevistar todos os ministros aí e falar do filme de vocês. Porque eles falam assim, opa, vamos tentar falar a nossa versão da história com alguma projeção. Provavelmente por isso que aceitam, né? Porque eles querem exportar o modelo El Salvadorinho. Já tem um... Pra cá.

Não, pra cá não. É uma franquia. Esse modelo, foi bom que você estou no modelo, que é uma das razões pelas quais se chamou ele de ditador. Porque não é só o direito penal do inimigo que encarcera. Depois que você cai na secote...

você perde qualquer direito. As luzes ficam acesas 24 horas. Lá é bem difícil. É considerado tortura você deixar uma pessoa com luz 24 horas. 24 horas a luz fica acesa.

Luz de cirurgia, hospital. Mas por que ele deixa bem iluminado? Pra poder ver? É, tá fazendo merda. Aí fica aqueles guardas armados até os dentes, pra ninguém tentar fazer nenhuma gracinha. Ele mistura facções dentro de uma cela. Não tem essa. Aqui no Brasil, por que a facção manda no presídio? Ah, esse presídio é do PCC, o outro é do Comando Vermelho. Não, na cela ele põe todas as facções juntas, bicho.

Ele põe os inimigos, tudo numa cela só, amontoado. Ficam quantos numa cela? Ah, tem bastante, cara. Eu não calculei ali, mano, tem bastante. É, assim... Mas tá tudo lá no documentário. É empilhado. Bem caminha pra todo mundo. Não, é todo mundo dorme no chão, não tem colchão. Quando eu faço bilixinha de alumínio. Não, bilixinha de alumínio.

Dorme na lumina. É, tipo... Não tem colchão. Sabe aquelas... Malandro. Tem brateleira de rodinha da padaria. Comida tem? Tem, mas é muito importante. A gente filmou a comida lá, a gente ficou o dia inteiro pra filmar tudo isso aí. Filmar tudo isso. O cara entra, ele passa por 15 dias numa solitária.

Eu fiquei uns cinco minutinhos na solitária ali pra sentir o clima. É difícil, tá? Bem ruim. Quanto tempo ele fica? 15 dias. Pra dar uma condicionada. Sim, pra dar uma acalmada. Mas teve gente aqui no Brasil que foi presa injustamente, que teve as mesmas situações. A solitária existe do que ao lugar do mundo. Mas o protocolo... Tem, tem. Aqui no Brasil tem. 15 dias. Pra ver se abriu o bico.

Aí tem o protocolo, o cara fica 15 dias ali pra dar uma calmada. Aí o cara não tem cabelo e todo mundo usa a mesma roupa, que é uma cueca branca e uma camiseta branca pra dentro da cueca. Pra tu descaracterizar o cara e ficar... Então tá todo mundo careca com a mesma roupinha. Não tem colchão, como o pessoal falou, é a questão da comida. Os caras comem arroz, frijoles, tortijas.

Sempre. A mesma comida? Sempre. Café da minha, almoço, jantar? Tá, arroz. Toma e come. Feijão e uma massinha? E uma massinha. Não tem proteína? Eu fiz exatamente essa pergunta e eu adorei que a gente conseguiu filmar isso, porque eu olhei pro diretor do presídio que ele tava nos apresentando, eu falei assim, não tem proteína? E o cara olhou pra mim e falou, pra quê? Pra eles ficarem fortes?

Ah, bicho. Aí eu falei, eita. E aí ele, enfim, ele falou, não, uma piada. O motivo real é o seguinte, o Bukele desceu a ordem que quando o cidadão mais pobre de El Salvador comer frango todos os dias, a gente vai começar a pensar em mandar frango pra cá. Você vê, é uma ideia bonita. É uma ideia... É uma ideia que você conquista a população. O cara é comunicador, né? É, bicho. O cara é comunicador.

Os ministros, eu conversei quase todos os ministros lá, a gente gravou a maioria, e eles mesmos falam, cara, como é que o Bukele funciona? Ele nos escolhe porque ele acha que a gente é o cara certo pra fazer as coisas, entende do assunto, e a gente tem que passar pra ele uma aula e ele escolhe como comunica e se faz. Então ele é, os ministros técnicos, mas não deixa vocês falarem com a população que vocês vão falar de um jeito ruim.

Então o cara fica explicando pra ele, dando aula, fala, cara, é uma rotina isso, eu quero fazer um negócio, eu fico dando aula pra ele, ele fica fazendo pergunta, ele fica jogando narrativa, tá aí, por que isso aí não é tal coisa? E o cara vai respondendo tecnicamente, ele entende tudo, e daqui a um tempo ele volta com uma campanha de como é que isso vai ser anunciado.

E ele falou, esse é o modelo dele. Ele vai pro TikTok, então ele não vai falar, tipo, ah, a gente não vai gastar dinheiro com frango na cadeia e não vai deixar os caras fortes pra deixar eles mais fracos e sensíveis. E pra amedrontar as pessoas que estão fora e não entrar pra cadeia. Porque o sequente é tão ruim e eles deixam todo mundo entrar lá. Ah, não quer nem foder, né? É, pra quem tá de fora falar melhor não, né? Não fazer cagada, né?

Exato. Só que ao invés dele falar assim pra população, ele faz essas frases aí. Exato.

A partir de hoje, quando o cidadão é mais pobre... E você falou que os caras comem isso, a luz acesa 24 horas, os caras têm banho de sol, saem... Não, não tem. Não sai na marzela. Já toma o sol o dia inteiro. Não sai na rua. Não, não tem sol, é fechado. Está onde? Então, o sol dá luz, já tem luz o dia inteiro, porque sol, nem querendo sair. Não tem visita. Não tem visita. Não tem visita, nem de advogado. Ninguém pode visitar. Nem advogado.

O bagulho é o ingênuo. É esse o ponto, né? Agora eu vou te falar duas coisas que tu tá achando muito ruim. Eles tomam banho. Eles tomam banho. É bem higienizado. Rola uma sacanagem? Não. Não come e toma. Eles ficam 24 horas. Aí que é o ponto que eu queria chegar. Tem duas informações que estão faltando aqui que essa tua cara de isso é muito ruim vai piorar muito. Não pode falar. Ah, não pode trocar ideia.

Se falar, se fode. Se falar, acontece o quê? Vai para solitária. Vou responder a mesma coisa que o diretor do presídio. Não acontece muito. Ninguém aqui desrespeita. O cara entende rápido o que é para ficar assim.

Então você entra num puta silêncio lugar. Isso que me impactou. Eu entrei lá, tinha milhares de pessoas. Isso, cara. Me olhando, tudo tatuado com cara de psicopata, me olhando e o cara falando assim, porque esses vagabundos, não sei o quê, etc. E os caras quietam olhando. E aí eu falei, pô, mas dá trabalho condicionar os caras assim, se tiveram que dar uma condicionada neles. Ele falou, aqui vou te mostrar. Filmado também.

Falei, quem aí é da MS-13? Que era uma facção lá e todo mundo, numa das celas, né? Os caras levantaram a mão. Venham pra frente. Aí foram os caras tudo pra frente. Tirem a camisa. Tiraram a camisa. Falei, quer entrevistar algum? Falei, quero. Falei, tá, escolhe um aí. Pego um, trouxe ali. Tira da cela. Tira da cela. Tô o gêmeo e tal, tirou da cela. Pergunta, vou perguntar. Aí eu falei assim...

Como é que é estar preso aqui? Cara, é bizarro essa experiência. O cara assim, ó. Eu mereço, né? Caralho, mano. E eu vi o diretor do presídio do lado orgulhoso da obra. Óbvio, né? Como é que esses caras do louco é ser ao ponto? Eu acho que estão loucos, Jaco. Não, mas ele dá uma merda dentro. Eles não deixam o cara tentar se matar?

De pancadaria. É igual o Mauro Cid solto falando do Alexandre de Moraes e o Mauro Cid na frente do Alexandre de Moraes. E aí é o seguinte, né? Penas. Esse aqui tá condenado a 872 anos de cadeia. As penas são essas. Porque ele suspendeu também o... Isso ele mudou a lei, né? Não tá no estado de exceção. Que agora os crimes são cumulativos.

Então tatuagem, 20. Homicídio, 40. Seis homicídios, 40 vezes 6. É sequestro, tanto. Extorsão, tanto. É tudo cumulativo. E aí dá 1.800, 650. E lá não tem saídinha de Páscoa. E lá não tem mais mínima também. Só tem uma entradinha. Só tem uma entradinha.

Eu quero saber pena máxima, não tem? Como é que é? Tipo, no Brasil, até 40 agora, né? O Brasil, né? 40, subiu pra 40. Não tem pena mínima, porque só pela tatuagem o cara pega 20, né? Não, mas assim, no Brasil, o cara não pode cumprir mais de 40 anos. Não tem essa... Assim, se o governo... A grande pergunta é... Se o governo do Buqueiro mudar...

Vão reformar isso aí? Então. E aí, se mudar, ele também tem que se mudar pra um lugar bem distante, né? Porque esses caras aí vão... Vão vir com muito ódio pra cima. Cara, vai ser ruim te pegar. Não, eu acho que vão pegar em qualquer um. Mas, comentário à parte, um off record aqui, uma dessas autoridades importantes lá, que eu não vou dar o nome, a gente vai jantar depois da entrevista, num restaurante lá.

E aí já tá o vinho acontecendo. Eu falo assim, pô, e me surpreendeu que lá é... A pena mínima é 20 anos por causa da tatuagem. E o cara riu assim, falou assim, como é que é? Eu falei, não, porque... Aí eu pensei, pô, o cara não entendeu o meu espanhol, né? Eu vou explicar melhor. Não, o que eu tô dizendo é que me surpreende, que, pô, é muito ruim lá o secote, e o cara vai ficar ao mínimo 20 anos lá e tal. Ele deu outra risada e falou assim, ó, secote não tem piso, não tem teto. Aqueles vagabundos não vão sair de lá.

O cara morre ali dentro. Quer dizer... Esse é o plano, né, bicho? É o plano. Esse é o plano. É aquela coisa, né? Aí vai com o homem farta e entra outro presidente. É, a pergunta capital. A pergunta capital. Eu assisti um documentário sobre a... Eu fiquei sensibilizando. Cara, eu disse isso... Mas o Palminato mandou bem. Vai com o homem farta e entra outro presidente amanhã. O público quase me mata quando eu falo isso, mas eu não posso mentir a experiência pessoal. Cara, eu que acho, pô, isso aí tem que ter penadura, etc.

Não é dó, cara Na internet todo mundo é machão, bicho Na internet todo mundo é macho É um pouco estranho Na bocada também, o cara lá na bocada também Você já falou do bagulho Eu já falei É um pouco estranho, cara Acho que ninguém do time conseguiu sair Ninguém do time conseguiu sair Dizendo assim, ó, é isso aí Bem feito Sai um clima meio assim Agora por que você não faz a dualidade?

Pega esse teu sentimento e corre lá pra uma comunidade... É, a gente entrevistou, a gente fez isso. Do Rio de Janeiro.

Que vive sob o regime. Sim, exato. Mas não é essa... Você tá entendendo o alívio? O alívio... Essa sensibilidade aí, eu também sentiria pensando o seguinte. Vai que o buquê não vai com a minha cara. Eu sou da imprensa. Me manda pra lá. Eu dou um assovil errado pra ele, bicho, e me manda pra lá. Já era. Já era. Campo de concentração. É, acabou.

Game over, bicho. Game over. Cara, tu citou um negócio que é totalmente diferente, porque esses caras são faccionados, não são judeuéticos. Então o contexto todo é diferente. Mas a estética, porque tá todo mundo magro, tá todo... Cara, a estética... Sem força. Porque eu lembro que o Lucas falou no começo. Só como um campo de concentração. Só um negócio... Lá é pra quem... Lá é pra quem é faccionado. Mas também pode ter quem não é.

Tá, mas o debate... Pode ter. Porque se tiver uma única pessoa que não é faccionada... Exato. Essa é a questão, mas o debate... Eles não saem da série em nenhum momento.

eles não saem da cela em nenhum momento uma vez por dia, eles não saem nunca do pavilhão, uma vez por dia o cara sai da cela acompanhado, vai pro corredor faz 15 minutos de alongamento acompanhado e volta pra cela

Tá. E os presos que trabalham lá nas favelas são os outros tipos de presos. Os outros presos. Ah, lembrando de lá. Não, aqui, isso é muito importante. Porque esse é todo o argumento deles. Eu não estou prendendo gente normal. Eu estou prendendo gente que escolheu fazer da sua vida uma facção criminosa. Crime de onda, vai. Por que não aprova pena de morte, não é, mas barato? Porque, pergunta que me responderam da seguinte forma. Primeiro.

Tem uma questão ética do Estado matar que eles não querem enfrentar. Não achei... Sim. Não acho nada também. Sou afaninho no contexto. Não posso torturar. É, mas educa, educa. Isso é educa. O famoso estupro, mas não mata. Primeiro ponto é esse. Segundo ponto, os caras acham que vagabundo que tá fora tem mais medo disso daí do que pena de morte.

Então o secote é meio que um... Isso é verdade. O secote é tipo assim, ó. É verdade, porra. Agora, como é que funciona o Salvador? Cara, vamos fazer uma facção aqui do que ser torturado. É. A função do direito penal é essa. Você coibir a pessoa. Você olha pra lei e você fala não. Se eu roubar, eu vou ficar tanto tempo preso. E se você for ser ladrão, se for pego roubando um celular de bicicleta. Não vai pra lá. Não vai pra lá.

Não vai pra lá. Não vai pra lá. E eu visitei os outros presídios e filmei os outros presídios. Mas se você matar, sim. Os outros presídios,

sinceramente, animal. De boa. Não, animal. É porque os outros presídios são nos campos de fábrica. Então, os caras ficam fazendo móveis de escola, ficam fazendo tinta, ficam fazendo material pro Estado. E aí, a lógica é a seguinte. Três dias trabalhado, um dia menos de pena. Igual aqui. Detalhe, tem organograma.

E se tu for promovido, tu melhora. Então, o cara que é promovido a gerente, por bons méritos, etc., aí é dois dias trabalhado, um dia menos de pena. Entendi. Aí é o dia que eles vão passear...

não, não, não aí é uma abertura que fizeram pra imprensa ir lá verificar o secote pra direitos humanos e o que você falou do alongamento é nesse corredor é nesse corredor aqui, lá em cima o cara não sai daí de dentro lá em cima tem uns caras, depois das celas ali ficam uns caras, parece um zoológico os visitantes ali olhando dentro da cela, e olha os guardas e esse cara não sai da frente da cela nunca ele só revasa

Entendi. Caralho. Sentinela. Tem sempre... O capacete do Darth Vader. Aí tá acontecendo o que? Estão almoçando? Não, isso aí é uma demonstração pra imprensa internacional, se não me engano, a ONU. Queria verificar qual era a situação e eles levaram os caras lá, alegando-se a prisão mais limpa do mundo, aquela coisa toda. Olha lá em cima os caras. Coisas importantes, tá? Tá vendo os caras lá em cima? Estão armados. E esses caras que ficam cuidando da cela só tem arma de borracha.

Porque caso consigam uma rebelião pegar as armas de borracha, vem os caras de cima aqui com as armas real e pica-bala.

Não tem muita esperança pra tu estar aqui, entendeu? Isso pra tu tentar sair aqui de dentro. Porque saiu aqui de dentro... Olha como os caras saem da cela, irmão.

E a ungemada até o pé. Até o pé. E olha a qualidade do branco. Não, limpinho. É tudo muito limpo. Patrocínio Vênice. O alumínio das camas, inclusive, aparentemente é pra isso. Pra desinfetar tudo e ficar tudo sempre lavado. E como que é? Como que funciona essa parte da limpeza? Porque tem que sair da cela pra limpar ou não? Eles tiram, botam os caras sentados aqui. Limpa e põe pra dentro. Limpa tudo e lava. E banheiro. Quando quiser ir banheiro. É ali na frente dos caras. Da frente do guarda.

Caga com o guarda-vão. É um monteio. Pula o saco, é o pariu. Fica assim, dorme em pé, fica em pé, foda-se. Os caras dentro do chão. Tem prateleira de alumínio ali, ó. E essas prateleiras? Mas não cabe tudo. Não, não cabe. Não cabe todo mundo. Não, cabe. Cara, o Brasil é pior, tá? De lotação, só pra dizer. A gente já viu o presídio brasileiro também. Mas olha aí, bicho. Todo mundo... É que aqui eles puxaram todo mundo pra frente, entendeu?

É bem estranho mesmo. Uma pessoa não quer ir pra ir nunca na vida dela. Só de olhar a foto, eu já imagino lá é pior, né? A pessoa não quer ir pra ir nunca, irmão.

A pessoa prefere morrer do que ir pra ir. Não quer ir pra ir nunca. E não pode trocar ideia entre eles. Os caras cochicham uma coisinha pros outros no ouvido, mas não.

Não pode ficar trocando ideia. Ah, ou se não. Senão bala de borracha canta. Não sei o que que canta. É uma curiosidade que eu tenho. Alguma coisa canta. Como é que chega nesse nível de respeito? Do jeito que é o negócio. Aquela risadinha do cara lá falando. De obedecer. E do jeito que é o negócio. Ele não tem nem revista de cela. Eu perguntei se o cara não se matava. Os caras não tentam se matar aqui. Então. E ele falou, não, nunca a gente não deixaria.

Ah, não, é melhor a ironia. Olha, esse aí tá calmo. O estado de El Salvador protege a vida dos cidadãos. Ah, que bom. Esse aí tá calmo primeiro. Eu era aqui tranquilo.

A galera é meio sinistra.

É. Sabe o que é o debate que eu quero levantar aqui? E tu vê o olho de ódio deles te olhando. É, mas é normal. É da natureza do bandido, ainda mais desse tipo de bandido. O cara tá preso ali, tu tá filmando, entrevistando, o cara tá... Não, não é isso. O cara tá humilhado, né? O cara vai ficar a vida inteira lá, irmão. É a visão da derrota. Você vê, tudo não é... É mais ou menos gente jovem, meu. Você já olhou no... Não é só humilhação, é despersonalização. É muito senhor. É tipo assim... O cara perde a individualidade. Ó.

O olhar dele é tipo 7x1, você pega o jogador brasileiro e você filma a cara dele quando acaba o 7x1. É esse olhar aí. Ele não é mais um indivíduo, bicho. Só que é 14x1, né, meu? Olha lá, como é que é. Ele é uma unidade prisional. O Católico é uma prateleira, caralho. De alumínio. De alumínio. Olha que louco. Mano, putas que eu parar aqui, meu.

Eu acho que é o maior teste pra todo mundo que fala. Eu acho que essa turma tatuada, acho que começou isso. Ele tentou apagar todas as tatuagens do corpo. Com bom bril, com alguma coisa. Fala aí, fala aí. Eu acho um pedaço da pele.

o que eu quero também mostrar nesse filme provocar esse debate no Brasil é que a gente tem esse debate de pô, a gente precisa de pena severa eu também acho que precisa de pena maior tem dado de mutilação em El Salvador por exemplo? o cara tem uma tatuagem no braço

Ah, bondado, né? Vai pro hospital com um pedaço de... O cara passa com as lixas de lixar carro, né, meu? Pra tirar... Eu abriria um negócio de laser pra tatuagem lá. Ia ficar rico, né? Muito bandido se mandou de lá. Mas eu acho que esse aqui é um teste assim, ó. Tá bom. A gente quer punir. Até onde a gente é a favor de punir dessa forma? Eu acho que numa plebiscito da população ganha esse modelo aqui, tá? Ganha. Eu também ganho. A pergunta é...

Em quantos porcento reduziu a criminalidade em El Salvador? Primeiro 90%, foi 80%, 90%, 95% e agora eles anunciam estarem a mais de um ano e meio sem um homicídio. É mesmo? E eu andei em favela, em favela, tá filmado isso, andei em favela de noite com equipamento... Tá meio surdo, velho. Cara, 300 mil dólares de câmera no braço.

tranquilão. Não, e tu fala com a galera na rua, eu falei com muita gente na rua, porque tu vai entrevistar ministro, agora você falou isso no Brasil, bicho, o valor dos teus equipamentos, fodeu. Você não filma mais aqui. É importante saber, vamos lá, conta aí, conta aí. Aí eu fui entrevistar a gente na rua, teve uma hora que eu falei, cara, chega desses políticos, já entendi a história deles, deixa eu saber da galera, né? Tu tá maluco, cara.

A galera ama esse governo num nível que dá um trabalho tu achar alguém que critica, cara. Dá um trabalho. Eu chegava e escolhia de propósito. Eu falava assim, aquele moleque ali cantando rap de skate, todo tatuado, ele vai odiar o Bukele. Aí eu chegava e ele falava assim, é, governo é difícil e tal, não sei o que. Mas cara, o Bukele deixou seguro o país. Pra quem tinha uma... Acho bom.

Oi, eu tenho aqui um recado do Léo Santana pra você. Escuta aí. O GG na área pra dizer o seguinte. O Magalu e eu queremos convocar todos os brasileiros pra gente voltar a se ver do tamanho que de fato somos gigante. Chega de se ver pequenininho. Bora botar o Brasil no telão. Ouviu? E mais, em qualquer compra a partir de R$199, você ainda pode concorrer a uma sala completona. São seis salas por dia até a nossa estreia. Até mais.

Quantos assassinatos por dia você falou que tinha? Só na capital chegou a ter seis no auge, mas eram 103 ou 106, eu não tô lembrado agora. Assassinatos a cada 100 mil habitantes. Pra quem tinha isso e foi pra nada? É. O cara ama. É, você ama. É, mas assim... Vendo a perspectiva. Não é só isso que resolveu. Extorsão, assalto, mão armada. É que é uma cadeia, né? Tudo, né? Deu uma arrumada. Comerciante na rua de noite. É, cara, tirou o bandido de circulação. É, porque você para pra pensar, a população inteira.

os espaços ficaram comunitários de novo a população inteira não tinha direitos humanos se você para pra pensar, é o país inteiro que não tem direitos humanos o Rio de Janeiro sofre isso essa parcela que faz com que toda a população não tenha direitos humanos essa não vai ter mais nenhum a ideia é essa esse é o meu debate, essa é a minha ideia é... até quando isso? é meio aquelas perguntas que as pessoas fazem né, pra...

pra gente ter aquele desconforto, se você tá dirigindo um ônibus de criança e você vai ver se tem um penhasco e tem uma pessoa atravessando, você vai atropelar essa pessoa e matar? Ou se jogar no penhasco? O que você vai fazer? São essas situações limite. Mas eu acho que, não precisa nem ir tão longe assim, eu acho que...

Eu vou falar pelo Rio de Janeiro, que é uma coisa que tá aí, né? Tem um documentário na Globoplay, não sei se vocês assistiram. Não sei se você assistiu. Controle Territorial, um negócio assim, né? É, agora. Acabou de lançar, eu acabei de assistir, nem gostei muito, achei meio... Meio...

mais do mesmo com aqueles caras que ai sabe, os caras que possuem lacres assim, um pouco excessivos eu gosto de gerar paraíso em chamas é, muito bom mas o que eu alerto o que eu abro o debate e eu quero abrir a reflexão é

o Rio de Janeiro merecia um sistema desse, porque chegou um ponto no Rio, para quem mora no Rio, em comunidade, para quem mora na Zona Norte Carioca, ou em qualquer lugar do Rio de Janeiro, sabe a dificuldade que é o território. O problema do Rio está lá, no Brasil Paraná, eu tenho esse documentário.

E assim, perdeu-se completamente o controle de direitos humanos. Territorial. Não das pessoas. Exato. Qualquer lugar, fuzil, muita arma. Então assim, o Rio de Janeiro, na minha opinião, ele está do jeito que está com a economia em frangalhos porque a criminalidade tomou conta de um jeito que nenhum empresário quer ir para lá, ninguém quer investir no Rio. E vai piorar. Só vai piorar. Mas aqui tinha que ser feito um negócio desse por cada estado. Qual é a minha conclusão pessoal? Aqui é muito grande. Qual é?

Eu não sou contra existir um presídio assim pra faccionados que comprovadamente mataram não sei quantas pessoas e fizeram tudo isso aí. Crime idioma. E que segue de carreira, isso não sou contra. Preocupação. A vida não tem só prós e contras, né? Qual é a preocupação? Como é que a gente garante não botar alguém que não fez isso lá dentro?

Porque é muito... Cara, essa linha é tênue, cara. Como é que eu vou... Por melhor que eu faça a investigação lá... Pelas fotos aí, ou eles colocaram os caras do front ali, né? E deixou... Não, aqui lá também é muito característico por causa da tatuagem. Aqui no Brasil, você não tem uma característica se o cara é do PCC. Ah, não. PCC é uma coisa que não dá pra saber. Até hoje eu não... Não tem, cara. Eu não consigo... Não, é sério.

Eu lembro do Comando Vermelho, você sabe que é... Não, olha só. Não, olha só. Não dá pra saber, cara. Há uma diferença entre o crime no Brasil.

O cara do comando vermelho, terceiro comando, essas facções cariocas, você consegue distinguir? Porque eles andam na rua com fuzil, tem o radinho, a bermuda, tem todo um jeito de falar. É mais fácil. O PCC, eu não sei o que é.

Eu não consigo... O cara é... Não, é diferente. Você não sabe quem é o líder. Você não tem líder. Quem é o líder? Marcola, não é? Não, ele está entranhado na sociedade. Ele está no Faria Lima, ele está em Brasília. Ele está em todo lugar.

Então, e como é que você vai fazer isso aqui, cara? Eu acho que uma das defesas deles é que lá eles tinham essas facções meio seitas. Então, é mais fácil. Os caras... É um país pequeno, é um país pequenininho, é um Estado. E o cara tem PCC na testa. O cara usa crachaço. Eu não boto minha mão no fogo, eu não boto minha mão no fogo que não tem... Que seja impossível ter uma pessoa lá que não é bem isso. Ah, não? Eu também. Não tem como botar.

É por inviabilidade de coletar essa evidência. Não tem como ter a evidência. Mas quantos morrem? Quantos morrem...

sendo vítima do crime aqui também. Mas nesse pragmatismo que eu falo, você gosta do sistema, você gosta do resultado. Quando eu era moleque, a minha mãe dava 7, 8 horas, escurecia. É verdade. A minha mãe já ia pro portão, porque eu ficava no bar com meus amigos, trocando ideia, minha mãe já ficava no portão. Entra. Porque nego entrava no bar e rifava quem estivesse lá dentro. Foda-se se você é um cara do bem ou não. Quer pegar uma e pega todo mundo. Manda geral. Então assim, quantos inocentes também já morreram?

ou quantos morrem no Rio de Janeiro ou no Ceará ou na Bahia, enfim porque o crime cria não só cria um ecossistema de mortes inocentes e a gente tá muito fofo aqui falando de horrores de muitos humanos criminosos, mas vai conversar com as vítimas, a gente fez isso dos criminosos, cara, a gente conversou com uma senhora que os caras botaram fogo no ônibus ela queimou um pedaço da cara e ela foi fugir num protesto desse, e ela foi fugir do ônibus e ela tomou três tiros e ela sobreviveu, né? porra

E aí ela falou, cara, sobrevivi. E a gente conversou com gente que, cara, teve filha assediada, teve morador de favela que a gente foi voluntariamente falar com eles. E os caras disseram, cara, minha filha não podia sair na rua. Não podia sair na rua. Porque o meu maior medo é que um cara de facção engraçasse com ela aqui na calçada e tal. Porque não teria... Não podia fazer nada. Eu não tenho o que fazer. Não tenho o que fazer.

Isso aí, Rio de Janeiro. Desculpa. Rio é isso? Não, isso é histórico. Essa é a história do Lampião, bicho. Sim, do Lampião. Do Nordeste, a...

O pessoal pobre, né? Filha de coronel que ele nunca mexeu com gente rica. Mas o cara, se tem a hortinha dele e tal, bando de lampião na cidade, a menina não sai de casa, bicho. Não sai de casa.

Agora, como é que tu vai dizer pra esse cara que não tem mais esse problema, que agora tá sentado na calçada com a filha ali, que isso é ruim? Não vai, não vai dizer nunca. E ele quer que piore, se você quer saber. Uma pergunta, você teria coragem de implementar isso aqui no Brasil, pavinato?

Você acha que seria uma boa solução para o nosso... Vamos ver o índice de criminalidade do Brasil aqui. Vamos ver quantos morrem por ano. 60 mil? Não, eu não sei qual o índice. Deve estar nos 30. Mas o problema é que no Brasil... Acho que se caiu assim. O Brasil... O problema é que daqui de cada 10 homicídios, só 3 são resolvidos.

a gente tem uma taxa de não resolução de homicídio de 70%. Porque é muito alto e tem pouco pessoal pra... E não só, a polícia não pode olhar torto mais. Não. O policial olhou torto, vê um cara... É, exato. E aqui a gente não sabe se o cara é terrorista, é faccionado ou não. Como é que você vai saber?

Pra fazer um... Pra separar essa turma. Ó, 34 mil mortes violentas e intencionais em 2025. Que é altíssimo, tá? É claro. É muito alto. 35 mil. Ainda é muito. Apesar de ter registrado 38 mil. Mas 35 mil homicídios por ano é número de guerra, velho. Aí você pensar que nem 15 mil... E ninguém no Brasil se desculpa. Nem 15 mil é resolvido.

Nem 15 mil casos desses todos é resolvido, bicho. Ó, é 21 por 100 mil habitantes no Brasil.

É frustrante demais. 21.2. Só pra ter noção do problema de El Salvador, tá? Um quinto. Se bem que o Brasil já pegou 60 mil homicídios, né? É, já. Então vai um pouco do ano aí. É. Mas melhorou, né? Já melhorou. Melhorou bem. É difícil, né? Mas sim, melhorou. É que eu acho que o que melhorou a violência, essa redução de homicídios, posso estar equivocado, raciocinando, hoje em dia com o advento de câmeras,

em todos os lugares. Fica mais fácil encontrar o cara. É o lance da luz. É o lance da luz, entendeu? O cara iluminou a cidade e já deu uma melhorada. E é que aqui também eu acho que não sabe ser tão radical como é o Salvador. Mas se a gente tivesse uma lei mais... O Rio merecia. Uma lei mais forte, sabe? Ah, e tem audiência de custódia. E tem o caralho. E tem saídinha do dia da puta que los pariu. E o cara sai, mata três e volta.

Cara, aqui tem muita boiada. Eu acho que se aqui a Piafune lasse um pouco, já ia ser bem melhor. E não só o Estado tem que se impor também, porque se você ficar, não misturar, não vou misturar PCC com comando vermelho. Que se lasque, bicho. Agora o Estado tem que fazer, coletar feijão ali, você parar PCC, você parar comando vermelho.

Porque a sala queimou. Porque o toque de recolhimento silencioso de São Paulo em 2006, lá o do Salve Geral, sabe qual foi um dos motivos centrais pro PCC tocar o terror? Que o Marcola não queria usar o uniforme laranja. Ah, entendi.

O salve foi porque ele não queria usar o uniforme laranja. Vamos por telefone, vamos ouvir a opinião. Aqui é um podcast que a gente atende ouvintes pela nossa plataforma e o telespectador. A gente quer ouvir a opinião da galera também que puder entrar em contato. O pessoal já sabe, pode mandar o seu superchat e também pelo telefone. Alô? Alô, quem tá na linha? Alô?

Tá surdo, meu filho. Tá dormindo, né? Acontece, mas a gente tem aqui o primeiro podcast que atende a audiência, meu querido. Estamos com o número certo. É 11994. Não, não, não. Filha da mãe.

Alô? Abre mais bola, porque aí entra... Quem entrar sempre pega o nome. Não, vai ter quem tá ligado aí, né? Quem tá ligado é quem não tá ligado. Não diga alô, diga alô Cristina. Isso. Quem fala? Oi, eu sou o Pedro. Fale, Pedro. Fala de onde, irmão? Belo Horizonte, Minas Gerais. BH. O que você manda, Pedrão?

Ah, eu queria só mandar um abraço pra vocês, falar que eu sou muito fã. Nossa, eu tô muito bem emocionado agora que eu consegui falar com vocês. Obrigado, Pedrão. Valeu mesmo, velho. Você não quer dar nenhuma opinião aqui do programa ou você não tá assistindo? Cara, eu acabei de chegar em casa. Então tá bom, vai dar uma cagada que tá na hora. Obrigado. Eu só queria convidar o César.

quando vocês vieram pro Horizonte pra conhecer o hostel que eu trabalho, o hostel que é na região da Pampulha ali hostel, tá, nós vamos cara, muito obrigado tá, tô muito forte sou o Tiori Farabundo você se fudeu, tchau Pedrão

Eu e o Farabundo vamos visitar o hostel. Vamos, vamos ficar hospedados. A suíte presidencial. O cara acabou de chegar, não estava nem ligado. A gente está levando papo aqui, modo da hora. Vai dar. Chega em casa agora. O cara convidou para ir para o hostel. Isso que dá pena as brandas nesse país. Quem fala? William Saldanha. Fale, William. Fala de onde, irmão?

Eu falo do Goiás aqui, divisa com a Bahia. O pessoal pensa, Bicho. Um estado seguro, hein? Um estado seguro do Brasil. Caiadão tá fazendo o papel dele, né? O que você manda, William? Cara, parece até clichê, mas queria agradecer a vocês aí.

o Tica faz parte de um o Tica na realidade ele é um serviço de utilidade pública né e agradecer e perguntar pro Pavinato o nosso gay mais raiz do Brasil segundo ele eu preciso de companheiro Pavi você acha que esse modelo de El Salvador ou

daria certo no Brasil. Outra coisa também é que se o problema do Brasil seria onde? Na política, na nossa Constituição, no nosso povo que não sabe escolher. O que você acha? Olha, o problema metastasiou. Conhece o termo metástase? Invadiu tudo. O Brasil hoje, infelizmente, está num ponto que o problema é a Constituição, o problema está nas leis, está na classe política, está na bandidagem.

Está no judiciário, está em todo lugar. Está em todo lugar. E a gente não consegue fazer nada que enquanto não tiver um movimento mínimo de ensinar o nosso povo a aprender a ler e fazer conta. Que enquanto a gente não souber falar e fazer conta...

A gente vai ficar fazendo de conta que é um país. Infelizmente. É um arranjo, né? No atual arranjo institucional brasileiro, a gente não consegue nem sonhar com o modelo de El Salvador aqui. Esse problema de educação, cara, eu acabei de voltar rapidinho, acabei de voltar do Nordeste, estava lá no Nordeste, e eu passei por uma situação que eu achei tão triste. Eu fui numa venda de esquina, assim, no meio de uma periferiazinha, assim, e eu fui comprar dois galões de água, dois engradados de água. 24 água.

E aí a moça olhou, ela e uma calculadora na frente dela, ela olhou e falou assim, ah, moço, eu esqueci o preço do engradado, só sei o preço da água. De uma água. E eu demorei até pra entender o que tava acontecendo ali. Ela não sabia... Ninguém sabia usar a calculadora. Não sei se sabia ou não, mas ela tava meio que se sentindo impossibilitada de vender. Ela trabalha na venda no balcão, tava sentindo impossibilidade de vender porque ela esqueceu o preço do engradar de água.

Parece alguns deputados, né? Mas você fez a conta pra ela ali. Não sabe o que estão fazendo ali, né? Tem. É o que mais tem. Mas infelizmente a notícia é essa, querido assistente. Vamos lá. A última ouvinte aqui. Alô, quem tá na linha? Quem é que tá aí? Alô? Quem fala? Fala, Pedro. Fala, Pedrão. Tudo bem, irmão? Boa tarde.

O que você manda, meu velho? Estou assistindo vocês aqui, cara. Que papo top. Você está onde, Pedrão? Eu sou de Santa Bárbara do Oeste. Santo Interior. Terra de Gotardo. Pé Vermelho.

Fala aí, meu velho. Eu tava vendo o Pavinato aí, eu lembrei do dia do Milton Neves que ele foi aí, que ele falou que o Mauro Betting morria de inveja do Pavinato. Eu achei, cara. Rapaz, vamos lá em Muzambim. Você quer complementar com alguma opinião sobre o assunto do programa de hoje?

se eu estava assistindo aqui é uma coisa eu acho que o Bokelly só conseguiu esse efeito com a ajuda dos Estados Unidos

Eu acredito que sozinho, dessa forma, eu acho que ele não conseguiria. É, que teve um aporte do Trump, né? Quando ele entrou, não teve? Na entrada dele, ele tem o apoio do Trump, depois ele passa pelo governo Biden, o governo Biden chega a sancionar, essas coisas meio magníticas, etc. Certo. Dois ministros do governo dele, e aí depois volta o Trump, e sanciona os ministros, tá confusão, né? Mas ele teve apoio e desapoio. E aí, nessa época que ele teve desapoio, a China botou muito dinheiro lá.

Botou dinheiro no secote, botou dinheiro biblioteca. É, diz que a China bota muita grana lá, né?

Agora, então, Trump é o Trump, não mais a China, e assim vai. E a confusão vai. Obrigado, Pedrão. Mas o povo tá podendo jogar uma bolinha na rua. Tá podendo. Tá podendo fazer fofoca, vizinha. Pode ligar pros outros da rua. Mas isso é bacana. Isso é bacana. É, trouxe paz pras ruas. Eu acho que pro Rio de Janeiro poderíamos... Funcionaria. Experimentar. Bangu. Fazer um teste. Fazer de bangu.

Eu acho, cara, porque o Rio chegou... É que vocês não... Não sei se vocês têm muita noção do que acontece no Rio. Mas tem que fazer em algum lugar. É igual o Rio. É bizarro. Eu, como carioca, eu fico revoltado. Tu confia no Brasil pra escolher quem é que vai pra esse negócio aí?

Cara, olha só. Vamos lá. Eu não sei se eu vou falar aqui faz sentido ou não. Eu lembro... Por que eu não gosto da ideia de terroristas no Brasil indo pra uma cadeia especial e o cara não sai? Porque eu acho que esse critério no Brasil, político do jeito que tá, pode ser meio ruim, hein? Porque você se lembra que quando teve o 8 de janeiro de 2023, o discurso ensaiado era chamar o pessoal de terrorista.

Sim, mas não tem terrorismo. Isso aí esvaziou. A terrorista não é a terrorista. Chegou, chegou. O termo era terrorista. Aí depois... Tá com o fuzil na mão, irmão. Vai pra lá. Aí a golpista sentou melhor. Mas aqui não é melhor. Fuzil ou arma? O cara que tá com o fuzil ou arma faz isso. O próprio Mussolini da Moca. Tá ligado? Foi a falava terrorista. Fuzil e arma.

Acabou. Tá andando de fã. Cara, fuzil. Meu irmão, sabe o que é fuzil, velho? É um negócio muito pesa, porra, cara. Os caras não rindo com fuzil de boa, cara. Numa caminhonete tá tudo certo. E ninguém faz nada. Aí fica lá o bop tentando entrar. Mas eu tenho a impressão que esse é um dos únicos crimes no Brasil que não acontece nada. E eu acho que deve ter motivos bastante estruturais. Porque o...

Tem um monte de crime aqui que é muito relevante, né? Ganha mídia, ganha imprensa, etc e tal. Podemos combatê-los, não tem problema. Mas tem uma série de crimes mais estruturais na vida da população, como homicídio, assalto. Exato. Feminicídio. Crimes mesmo pontuais, que não ganham nem a capa, nem a investigação até o final. E sempre que você pega alguma coisa e vai ver como é que terminou a história que não foi noticiada...

Na maioria das vezes termina meio mal, meio amarga. Ah, o cara foi solto, revisaram, fizeram, aconteceram. Então eu penso, opa, tem alguma coisa estrutural que o Estado brasileiro não se sente motivado ou capacitado de fazer esse enfrentamento. Então como é que esse Estado vai criar uma cadeia dessa? Vai continuar mandando pra lá o cara que conta uma piada, que é essa piada, que não sei o que... Vou fazer o que o cara que falou. Tá com fuzil, vai pra lá. Cê veja, eu tenho cinco anos de cana pra puxar.

É que tá em recurso ainda, mas eu tô com 5 no fiado, bicho. Mas 5 não... Eu tô com 5 no fiado. Não vai pro fechado 5, né? Se você for... Começa nele. Ah, que bacana. Começa nele. Por opinião. Eu levo o cigarro lá pra você, irmão. Por favor. Mas por que você tomou o 5 daquele cara daqui? Teve o daqui... Esse daqui agora vai ter o julgamento dia 1º de junho, né? Do cara do Ministério Público. É o recurso no TJ.

Aí depois tem o do outro lado, o advogado do Master, que foi no Jatinho com o Toffoli. Ele não pode falar nada, bicho. É foda. Mas você foi punido por esse? Não, você nem vai. Não, eu tô em recurso. Eu fui condenado nos dois.

Ah, é? Do Rujatim também? É, você veja, eu nunca roubei ninguém, nunca soneguei um centavo de imposto na minha vida. Nunca passei... Não! Não, porque eu já tive problema com isso já. Já mandaram revirar minha vida fiscal.

Ah, é lógico, você é um cara que bate na frente. Não, já reviraram da avesso. É isso aí. Eu faço tudo certinho, para não ter esse tipo de problema. Entendi. E mesmo assim, dá o que dá. Vamos para o superchat, meu querido bola? É por isso que eu me preocupo também com esse modelo, porque eu me vejo jogado lá. É, aqui é complicado. E o Bukele não está no fim da história também, né? Ele está num momento de ascensão, que eu entendo que se eu morasse ao Salvador, eu acho que eu ia apoiar o cara.

Mas eu quero dizer, vamos esperar. Tem tanto cara que tu pode achar legal numa década e na próxima tu ter decepções. Que eu acho que a opinião correta é... É muito interessante o que ele fez. Porque no momento atual tu conseguiu 90% de aprovação na população. Nenhum governante no mundo consegue isso aí. Se reeleger, botar a maioria a fazer. 90%! Zerar homicídio. Mas o cara resolveu, né, velho? Pô, pra caralho. O cara resolveu o puta problema do lugar.

É um negócio que ninguém... Caralho, olha só. A criminalidade é um problema vital. O cara resolveu.

É você não conseguir sair da sua casa pra fazer qualquer coisa em paz. É princípio básico. Esse é o direito humano básico. É você sair da sua casa com o mínimo de decência pra que você, seu filho, vá à escola, você vá ao seu trabalho, e que ninguém te mate, ou que te assalte. Quantos anos tem o Bukele, Lucas? Cara, acho que uns 40 e alguma coisa. Puta, novo. Vixe. Talvez já tenha. Deixa eu ver aqui. Vamos confirmar, né? Não, tomara. Olha a sua bola. Tomara que ele não fique.

Eu torço pra que ele não fique se eternizando no poder, porque é um vício, né? É um vício. E outra coisa. O poder é viciante, mas vai ser impopular. O poder é viciante e o poder cria uma coisa sucessivamente, vai criando num começo muito legal, depois cai naquela famosa zona de conforto, o cara...

Como a violência no Rio, as pessoas também já não... Dá uma relaxada. É, entendeu? E aí começa a não ser um bom governo. Isso é normal, isso é normal. Por isso que a alternância de poderes, dizem, que é importante. Vai pro Super aí. Super Chat, vamos lá. Alex enviou uma mensagem. Porque o rei X não gosta de destrocos.

E de artes, poques? Isso foi de ontem. Acabou, ficou aqui. Mas vamos lá. Gami Sorts of C enviou uma mensagem. Ah, eu tô no dia ontem. Fala, Rui Carica. Tá no dia ontem eu não sei porquê. Você mandou um link errado, gato. É tão ruim na opinião dele porque fazem tanto sucesso. Não, não foi... Tá no link de ontem. É.

aparentemente o Regis estava polemizando várias bandas. Nada, que bobagem. Ele sempre traz essa... Uma opinião progredada. Ele é muito fã do Caneta Azul, né? Muito, muito fã do Caneta Azul. Inclusive é votar no Caneta Azul. Eu ri muito. Você vai votar no Caneta Azul? Vou, vou, já votei. É naquele farabundo, bicho. Jossiandre Barbosa enviou uma mensagem. Isso quer dizer que direitos humanos lá é para os cidadãos? Aqui eles são as vítimas da sociedade. E aí?

É, bicho, a gente tem esse problema aqui. Não tem direitos humanos pra gente, mas tem quem defenda dentro da cela. Isso é muito claro aqui no Brasil, né? É muito bom direitos humanos, eu não sou contra. Mas não quer dizer também que tenha pro bandido na cela, que não tem pra ninguém. É, cara...

Aqui não tem praia nenhuma. Eu acho um absurdo o cara... Assim, eu sou a favor da punição dos crimes, obviamente. Mas é um absurdo o cara no Brasil ser preso por um crime menor, que deve ser punido, mas ser misturado na cela com... Com um assassino, com um psicólogo.

O cara vai sair de lá pra aguentar aquela situação, 90%, 80% vai se drogar. Se o cara não era viciado, vai sair viciado. O cara tem uma chance de contrair doença sexualmente transmissível enorme. E ele vai sair dali numa vida que vai restar pra ele a profissionalização do crime. Eventualmente, esse é o ponto. O cara ser preso por uma... Ele não profissionalizou o crime, ele cometeu um crime. Ele tem que ser punido.

Aí ele vai lá e entra numa estrutura que agora ele é um criminoso profissional. Exato. É a faculdade do crime. O problema no Brasil é a política corrupta. Porque se eu vou implantar um sistema desse aqui, aí o governo vai liberar a verba para criar esses centros de detenção. Já assumiu o dinheiro na liberação. Aí começa a fazer, já custou dez vezes o centro de detenção. Aí no final das contas não tem nada, que a classe política já encheu o bolso de dinheiro.

É sinistro, né, meu irmão? Mais um, vamos lá. Vamos lá.

Jai Zumpi Remenergildo enviou uma mensagem. Prendeu, cancelou o CPF. Direito penal do inimigo, bandeira. Quartel de escola retomada do Estado e desfabilização. Construção do Secotins. Secot no meio do Topantins. Para tudo isso e muito mais conheça Renan Santos. Nossa, campanha para o Renan Santos.

Que piada boa, adorei a piada, hein, brother? Mas eu gostei do jeito que o cara escreveu, porque ele botou todo o conteúdo e no final ele fez o anúncio. É, é, na cartilha. Nossa senhora, segue. Nossa senhora, segue. Eu adorei essa piada. Nerimelo enviou uma mensagem. Meu padastro faleceu no domingo e assista a vocês o dia todo. Nome dele era Sandro Barreto.

Com meus sentimentos, irmão. É isso aí. Fica com Deus e você, a família e os amigos. Nossas orações pra ele. É que descanse em paz aí o nosso querido Sandro Barreto. Meus sentimentos, Sandro. Bom, então você já sabe, os sentimentos, a família aí. Perdemos uma pessoa da nossa audiência, poxa.

Fazer o seguinte, assista aí Esse documentário é o Salvador Aproveita 44% off Pra você ser assinante Num plano premium Põe na tela aqui meu querido O dia em que o medo mudou de lado É um original da Brasil Paralelo Escaneia esse QR Code aqui Aproveita rapaziada 44% off

Tem curso, tem filme, tem um monte de coisa legal que você não pode perder. Então vai estrear na quarta-feira no YouTube pra todo mundo poder assistir esse documentário feito pelo nosso querido Lucas Ferrugem. Ele que esteve lá, não é de boca pra fora, ele foi lá. Vocês vão poder assistir e refletir.

afinal de contas o documentário existe pra que você assista, não precisa concordar e essa conversa nossa deixou claro o documentarista vai fazer isso com um coração imparcial ele vai dar todos os dados pra quem assistir chegar na conclusão foi isso que eu senti eu às vezes tenho que explicar pras pessoas eu entendo que não se entenda

Eu não me importo nem um pouco se o caso de El Salvador é bom ou ruim. Eu não tenho... Entende que não tá na minha pauta... Você não consegue... Torcer por El Salvador. Sim. Eu só quero... Eu só acho assim... Já que tem um cara que diz ter zerado o homicídio, que é muito polêmico e que tá com 90% de aprovação da população numa era que todo mundo tá desaprovado em todos os países, é legal a gente discutir lá.

Tem que ver, tem que discutir. Até porque tá todo mundo numa sensação meio travada, não só Brasil, todos os países, as democracias estão se sentindo um pouco travadas, e se a gente não discutir melhoria, a gente deixa o terreno fértil pra quem quer botar o sistema abaixo.

Porque o hype do momento não é o sistema democrático, liberal, constitucional. Não é o hype do momento. O hype do momento é modelo chinês, Singapura, Orbán. Aí tu vai ver que esses... Orbán saiu de lá, né? Saiu, mas saiu muito bem. Saiu muito bem.

O Maquia gostava um pouquinho de passar o tom, gostava. Mas ele saiu, né? Saiu. Perdeu, ele saiu lá. Perdeu e entregou e é isso aí. É isso aí. Então, tem esses climas todos, tem esses modelos do hype. Você pode ver que, tanto no Brasil quanto fora...

Cada vez mais os caras estão ficando mais radicais dentro do sistema. O Trump joga na linha da linha. O PT joga... Bom, não vou nem comentar, né? Passou a linha muito ao longo da história, né? Mas você vai vendo que o discurso vai ficando mais radical. Mondani em Nova York, agora o prefeito lá. Os caras vão jogando na linha. A bola tá cada vez mais cedo na linha. Mas você não concorda? Você não acha que esse discurso... É porque...

muita gente tá de saco cheio. Porque, por exemplo, essa coisinha ao Salvador, o cara bateu no limite. Apareceu um cara lá que era empresário e teve coragem de resolver. Vontade política, vontade pessoal. Porque a vida do cara também vai pro inferno. E capacidade também, né? Não é só... Capacidade, óbvio. Mas a vida do cara, o cara abre a mão da vida dele de rico, que ele tinha uma grana, pra viver também. Deve ter uma puta segurança em cima. Ele anula a vida dele, né? Pra fazer o negócio.

O lance de El Salvador, eu acredito, Lucas, e Pavinato, seja onde isso vai dar. Eu acho que essa é a pergunta, né?

Exatamente. Onde vai dar? E só o tempo pode responder. Pode responder. Eu acho que a gente está numa ressaca, de tempo em tempo isso aconteceu na história, acho que a gente está numa ressaca de fé no modelo democracia liberal, constitucional. Está todo mundo, não vem dizer que isso é um discurso de extrema direita, não sei o que, não é. Está todo mundo nesse papo. Mondânia, papo fora da linha. É só olhar a justiça no Brasil, você vê que o tempo inteiro falando, não, a gente precisa...

precisa resolver o problema, não importa como, esse negócio de constituição a gente interpreta o fato de dar o jeito. E tá todo mundo achando. E aí o cara que tá na oposição também tá falando assim, deixa que logo, logo eu dou o meu jeito também. Eu entendo, é o zeitgeist do momento, mas tem que, alguém tem que estar pensando e debatendo, né? O Brasil urge.

O Brasil urge para a decência, urge da população. O problema é que o sistema, que a gente sempre fala essa palavra também, reage, está reagindo, está fato, está claro para todo mundo.

Não, não, não, tá claro que existem as cascas de banana, os antigos, é, o Brasil tá cheio de ratoeira de quem tem a caneta e tá tentando atrapalhar pra tirar essa vida de realeza. Porque Brasília, gente, Lago Sul, Lago Sul do Brasil, Lago Sul, anote esse nome, Lago Sul é a ilha da fantasia.

É a quinta da Boa Vista brasileira hoje. É ali onde tudo é decidido na sua vida, seja de qualquer do botequinho da água lá da tia lá que você estava, do Rio de Janeiro.

Ilha da Fantasia, chama-se Lago Sul de Brasília. É ali onde tudo é decidido por todos. É aqueles converscotes, é aquilo ali. É dali que se decide tudo. E é uma minoria que está toda a grana ali. E ali onde tudo se resolve. Infelizmente, nosso país mora, chama-se Lago Sul. O problema, eu estou dizendo isso. Porque...

É um fato, é um fato, infelizmente é um fato e triste. É uma minoria que decide por todo mundo e ali eles decidem como os arranjos, os acordos. O Brasil é resolvido dessa forma, infelizmente a gente não sabe o caminho, a gente tenta buscar e você não pode perder. Quarta-feira tá lá.

Na Brasil Paralelo. É um Salvador. 44%, vai lá. Tá bom? Plano Premium. Vamos nessa, Gordinho. Bora, irmão. Convido vocês para assistir a estreia do meu talk show da Jovem Pan. Dia 19. A partir de terça-feira. Dia 18. Às 10h30 da noite. 19. 19 de maio. Terça-feira é 19. Então é 19. 19 de maio. A estreia. Isso não. O talk show é terça-feira, sexta, sempre às 10h30 na Jovem Pan. Pavinato, obrigado.

Não é Pavinato, é Farabundo Obrigado Farabundo Você tá na Metrópole? Ah, deixa eu fazer É, tô no Pavinato 7 e meia Todo dia, na segunda a sexta Às 7 e meia da noite Farabundo 7 e meia Tá, vou mudar, só porque você quer Pavinato 7 e meia

Aí você farabundo, Pavinato 76 no portal Metrópolis, na Smart TV agora e no YouTube. Por enquanto o YouTube é a plataforma principal. Mas hoje, daqui a pouco, tem Pavinato 76 ou Farabundo, como certas pessoas gostam. É isso aí.

Ferrugem, um abraço a todo o time da Brasil Paralelo. Eu sou fã de vocês. Valeu, Eboa. Manda um beijo para todo o mundo. Muito legal. Manda um beijo para todo o time da Brasil Paralelo. Todo mundo lá. Que a gente gosta bastante. Exatamente. São os moleques lá. Eu chamo de moleque. Hoje não pode. Conheço vocês desde a época.

onde tudo começou. Desde a molecagem. Desde a molecagem, que vocês se uniram lá e montaram os documentários. Sou fã. Que maneiro. Demais. Do Valerim. Mando um beijo pra todo mundo, pro Viana, pra todo mundo, pra Renato, todo o time da Brasil Paralelo. Que já vai completar quase 10 anos aí? Esse ano? 10 anos. Que beleza, hein? 10 anos de Brasil Paralelo. Que beleza. E é muito bacana ver como vocês começaram os documentários. Eu sou muito fã da educação. Eu acho aquele documentário um primor.

pra você entender por que o Brasil não evolui na educação. Como é que é o nome desse documento? Pátria Educadora. Pátria Educadora, sensacional. Tem aquele Primeira Arte também, que eu acho um primor pra você que quer entender sobre música. Cara, aquilo é um primor mesmo de um documentário. Então, sou muito fã da Brasil Paralelo e assista na quarta-feira. Vamos nessa, Gordinho? Beijo, bom final de semana. Valeu. Valeu, pessoal, valeu. Tudo de bom.

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