EP 757 - DIGÃO RAIMUNDOS
Digão, fundador dos Raimundos, iniciou na música ainda jovem e construiu uma trajetória marcante no rock nacional. Multi-instrumentista, assumiu guitarras e depois os vocais, ajudando a manter a banda relevante ao longo dos anos. Além do grupo, segue ativo com projetos paralelos e presença constante no cenário musical brasileiro.
- História do RaimundosFormação e início da banda em Brasília · Ruptura com o rock cantado em inglês · Influências musicais e o fenômeno do rock brasileiro nos anos 80 e 90 · A importância do Fred na remontagem da banda · A negociação com a gravadora Sony e a recusa em mudar o som · Assinatura com o selo Banguela da Warner · O sucesso do disco 'Lavô Tá Novo' e a música 'Selim' · A importância do empresário Muniz na carreira da banda · A morte do irmão do Digão e a ligação com a moto VMAX · A morte do baixista Canisso e o impacto na banda · A saída de Rodolfo e a reestruturação da banda · A relação com a esposa do Canisso e o litígio judicial · A empresa Tobalove e a gestão do nome Raimundos · A comparação com o Pânico e a importância dos contratos · A composição das músicas e a divisão de direitos autorais · A origem da música 'Quero Ver o Oco' · A interpretação da música 'Milambi' e a polêmica com a esquerda · A atual formação da banda e o bom momento atual · O documentário sobre os Raimundos e a falta de representatividade · A possibilidade de um reencontro com Rodolfo e a homenagem a Canisso · A comparação com outras bandas duradouras como Jota Quest e Paralamas · A importância de um bom contrato e a cultura brasileira · A saída de Rodolfo e o impacto financeiro e pessoal no Digão · A proposta de um feat com o Filho do Piseiro · A colaboração com o produtor Rick Bonadio
- Projetos e agenda dos apresentadoresEstreia do talk show 'Isso Não é um Talk Show' na Jovem Pan · Participação na Canatec em Uberaba · Shows em Criciúma, Florianópolis, Joinville, Porto Alegre, Beto Gonçalves, Caxias do Sul e Campinas · Participação em Portugal no Festival das Flores
E... Oi!
Alô, alô. Fala, turma amiga. Alô, alô. Eu não sou, não. Fala, boleta. Tudo bem, carica? Maravilha. Como está a vossa? Graças a Deus, estou feliz, bola. Que bom, isso é importantíssimo. Porque tem muitas coisas na vida acontecendo, graças a Deus, positivas. Acabei de chegar do meu médico, um beijo para ele. Deu tudo certo, doutor. Doutor Eron Rashad. Doutor Eron, maravilhoso. Melhor cardiologista, bola.
O meu é o melhor. Se não for o melhor, um dos melhores. O meu é o melhor. Qual é o seu melhor? Quem é o seu? Meu doutor Vitor Galoro. Doutor Vitor Galoro. Os dois são ótimos. O doutor Heron, ele fez o pânico, lembra? Fez várias vezes. Foi ele que te emagreceu? Foi, foi. Foi ele que te... Quero vesgo engordar e você emagrecer. E emagrecer, isso mesmo. É que o doutor Heron, ele salvou o nosso querido Marcelo. Salvou o avestruz. O cara teve dois AVCs e três infartos.
O doutor Heron é fudido. E tá vivo. Eu falei, caralho, quem que é teu médico, maluco?
Doutor Heron. Eu te gravou muito no Pânico Quântico. Esse vai ser meu médico. A gente gravou muito. Dois AVCs e três infartos, meu irmão. Meu irmão. Esse é meu médico. Confia. E o cara tá de boa. Falei, é esse aí que eu quero. Um beijo, doutor Heron Rashedi. Um beijo, doutor Vitor. Obrigado, porra. Tive boas notícias hoje.
Que bom, que bom. Eu tô com 50, ele falou, cara, você tá voando, moleque. Oh, esse é delícia. Há 20 anos atrás você era um lixo, agora posso dizer que você... É, pepia fumava, é outro ponto. Ele não falou que eu era um lixo, ele falou que... Tava pior. Porque o Marvel de 50 tá melhor que o Marvel de 30, eu falei. Que bom, que bom. O Marvel de 50 despiorou.
despiorou, boa, bom termo digão, despiorou vamos treinar na Jovem Pan dia 19 de maio então fique atentos aí todo mundo ligado, hein isso não é um talk show, desafio aí, novo, né bola voltando pra Jovem Pan um dia você vai aparecer lá, vamos arrumar disso aí não, você sabe aquela expressão pô, não quer me dar uma força, caralho
Aquela expressão. Eu vou, lógico que eu vou. Um bom filho, a casa torna. É isso aí, de volta. Vou digonês. Marcar também com o Digão pra ir lá. Eu vou. Marcar, marcar de sei lá no talk show. Isso não é o talk show. Estreia terça-feira, dia 19 de maio, a partir das 10h30 da noite, de terça a sexta na Jovem Pan. Então, conto com vocês lá. Boa. Pra gente tentar, como é que eu posso dizer, ser feliz. O Bola fala, como é que você consegue fazer tanta coisa, né Bola? É.
Eu quero só ver. Showzinho. Eu vou esperar aqui encavalar tudo. Mas já tá encavalando, meu irmão. Papai já dá risada, né? Tudo bem. Dá, dá. Dá, dá. Tem que dar. Tem que dar. Nós vamos estar também na Canatec, né, papai? Lá em Uberaba.
Dia 28. É Uberaba, né? Uberaba ou Uberlândia? Uberaba. Canatec e Uberaba estaremos aí também. Dia 28. 28 de maio. Quer dizer, a gente não para. Tem o show também, cadê? Carioca botando pilha. Carioca botando pilha. Criciúma, Florianópolis e Joinville agora em junho. Porto Alegre, Beto Gonçalves, Caxias do Sul e Julho. E Campinas em agosto. A caravana não para, irmão. Tem que trabalhar. Esse é o segredo. Tem que trabalhar.
tá bom? Obrigado a vocês sempre já pede pra você se inscrever no canal né Boleta? É isso aí, inscreva-se, curta compartilhe, ative o sininho dê o do like chocolate pra nós delícia, é importantíssimo você gosta do do like? Eu adoro, adoro do like do like chocolate
adoro, é isso aí é importantíssimo, neste canal e no canal oficial de cortes também do Tica tá bom rapaziada? tá bom ajuda a nós, é isso aí, torne-se membro se quiser ajudar mais ainda torne-se membro do Tica e temos a plataforma, Carica, a plataforma
nossa querida plataforma, você entra aqui tem um link aqui amarelo no chat lá embaixo, você clica e entra na plataforma pra você falar pelo telefone, dá pra você ligar pra gente com rádio, velho, porra, a gente não tá vacilante quer testar alguém? temos um aqui, Carica já temos um aí, então assim, a gente já atende telefone, você manda o superchat com a voz que você quiser, pode mandar em áudio aí ó, interatividade Fala Boleta, Gabriel Tchau!
Ô, Gabriel, você fala de onde, irmão? Eu falo da Califórnia. Ah, você é o da Califa, Gabriel. Aí você é o cara, viu? Qual lugar da Califa você tá? Eu tô em Santa Rosa. Santa Rosa, não conoco.
Nós estamos bem. Era só para testar, tá? Obrigado, Gabriel. Nossa bola. Tem um outro aí? Você já ligou aqui? É da Califórnia. Entra aí na plataforma, só se inscrever lá. Você tem o telefone. E você se inscreve. Entra aqui na plataforma que a gente vai atender telefone. Você manda seu superchat. Fique à vontade. Alô. Alô, Carica. Alô, bola. Alô, tá me ouvindo?
Fala, Leandrão, tudo bem, irmão, e você? Tudo, aqui é o Leandro da Polônia, já participei aí com vocês algumas vezes. Pô, o Ligão tá aí, tá foda. Não, o que? Pô, que por causa da Polônia, que cidade da Polônia, irmão, você tá? Varsóvia. Eu tô a 100 quilômetros de Varsóvia, uma hora e meia de Varsóvia, uma cidade chamada Lúd, Vods, né?
E moro aqui há quase 15 anos. E, mano, vocês são muito importantes na minha vida. Posso te perguntar uma coisa, Leandrão? Por que você foi parar na Polônia, irmão? Ninguém vai pra Polônia. Tá do caralho, o país tá do caralho. Não, mas ele apostou e se deu bem, porque agora tá bem. É, agora tá legal. Agora tá legal, Polônia. Agora a Polônia tá bacana, tá... Uma.
Enquanto não cai uma bomba aqui, tá legal Tá tudo certo, é Mas você foi a trabalho, mulher, o que foi, irmão? Então, primeira vez eu vim a estudos em 2007 Depois em 2011 eu recebi uma oferta de trabalho E aí conheci a esposa e a esposa me amarrou aqui E ela é polonesa? É polonesa É brava? É brava ou não?
rapaz, tem mais brava que ela, viu? ela é de boa ela é de boa ela é de boa já deu aquela feijoada pagode aquela sambada
O jeitinho brasileiro. A minha gata é descendente polonesa. Já mostrou um Raimundo Spelo ou não? Um beijo, amor. Lógico. Já manda um Milambi, já manda um Ai Só e o Sem, o Digão é fudido. Aí já foi. É isso aí. Um abraço, meu irmão. Um beijo aí na Polônia. Você acha que vale o turismo aí pra Polônia? Vale o turismo? Passear?
Vale muito, vale muito. Tem muito lugar legal aqui. Recomendo demais, de verdade. A minha namorada quer conhecer lá. Ela já conhece, ela quer me levar lá. A Lininha quer me levar lá. Falou, amor, vamos na Polônia. Bora, vai conhecer. Já tem um guia lá, o Leandro. Aí, demorou. Com o maior prazer do mundo. E o vôleibol...
E o vôleibol referência, né, velho? Obrigado, irmão. Um beijo. O vôleibol na Polônia é bomba. O Giba morou aqui. Um beijão pra vocês. Valeu, abraço. A Polônia hoje é campeã, o caralho. O time é muito bom. Hoje eu tenho um joguinho, Bala. Você falou que tem contra quem? Contra o Sírio hoje. Sírio, sírio. É, Master, Master. Master, é, Sênio.
Bom, estamos no Spotify Enfim, demos todos os recados Você já sabe, segue a gente lá no Spotify Também, que é importante, né Boletar? Importantíssimo Homofobia em novembro, não, né? Não, não tem É igual ano de Copa De quatro em quatro anos nós fazemos um mês Vamos Bolinha, vamos Obrigada Vai ser legal
Foi tão legal. Bom, enfim, estamos aqui recebendo um amigo, cara, de longa data. Fazia tempo que eu não vi o Digam, maravilhoso. Amigo de longa data mesmo, né, cara? A gente se vê pouco, mas como se vê... Longuíssima. Porra, já ia nas festas da gente também. Não, fez o projeto... Como é que chamava da Jovem Pan? Que tocava nas faculdades?
Tipo, não era... Pânico na facul, né? O jovem pânico vai às aulas. É, pânico vai às aulas. Pânico vai às aulas. Bicho, esses caras são... O Digão sempre foi um cara muito bacana. Uma das maiores bandas... Da história. Da história do Brasil. Tá no hall aí do top 10 fácil. Fácil. Das maiores bandas. Se bobear, top 5 bola. Top 5. Se marcar, viu, irmão? Top 5. Top 5 de bandas que, porra... Não dá pra narrar.
A qualidade sonora, né? Uns caras bons. A cultura, o que foi o fenômeno e o que é até hoje. Se você for no show do Raimundo, você vai entender. Vai, vai. A loucura que é essa banda que... Onde tivesse tem que ir no show desses caras que é bom demais. Ô, Digão. Diga. O Raimundos...
Foi uma ruptura? Foi uma banda que ela naquele momento não tinha nada parecido, ela foi desreruptiva? Foi, cara, foi demais. Porque, por exemplo, abriu o caminho pra Charlie Brown, pra essas outras bandas mais pesadas. E a gente vinha ali da explosão ali do Grunge e tal, as bandas, aquele boom do Grunge ali, lá fora, e as bandas aqui querendo cantar em inglês.
Então quando o Raimundo chegou em 94, gravando... 94? É, em 94. Caraca. A gente gravou em janeiro de 94. Você veio em Tainapã em 93, irmão? É. Caralho, velho. E aí a gente veio e tava esse lance das bandas querendo cantar em inglês pra seguir ali aquele boom do grunge ali fora e tal. E o Raimundo veio, não, cara. É em português, velho. A gente veio, bateu na tecla e a coisa foi...
Foi a ruptura, porque o pessoal tava, todo mundo querendo fazer um Alice in Chains. O que que tinha a banda naquele momento ali? O Skank tava nascendo também, mas fazendo raga, um reguezinho, uma coisa mais... E o Skank foi pelo Rio, né? A gente tentou ir pelo Rio de Janeiro, mas não deu certo. Vocês eram de Brasília, é isso? A gente de Brasília. A gente passou...
Raimundo começou em 87, parou em 90. Em Brasília começou. Que era o trio, foi o embrião ali. Eu, o Rodolfo e o Canis. Mesmo em 87 o Rodolfo já estava? É, gente. Fundadores. Quem fundou Raimundo foi eu, o Rodolfo. A gente fez a brincadeira, a gente misturou o Zenilton com o Ramones. Foi eu, o Rodolfo, lá em casa. Muito louco, fumado uns baseados.
E aí depois a gente precisava de um baixista. E o Canice não era baixista, ele era... Tocava guitarra e tal. Mas aí a gente, não, você vai tocar baixo. Aprende aí, mano. A gente forçou ele a tocar baixo. Coitado. E aí ele entrou na banda e foi... Era brincadeira total, a gente não tinha nenhum... Você era moleque também, né? É, moleque, não tinha noção de nada, assim, né? E aí em 90...
Rock and Roll, a década de 80, a gente achou que ia rolar nos anos 80, mas não era pra ser. É porque tava decadente já. No final dos anos 80, aquele rock tava caindo. Começou no início e acabou ali pra 86, 87, foi moendo. É, 87, 88 já tava... Eu lembro que a última banda que ainda fez um sucesso absurdo no rock Brasil foi aquela banda do Sul. O Gênero tava aí. Não, ainda tinha uma outra que estourou depois ainda.
com o álbum Cardume, do Astronauta de Mármore. Ah, o Nenhum de Nós. Nenhum de Nós. Foi meio no final. Mas não tiveram ali. É, Nenhum de Nós. Era rock. Não tiveram ali. É, foi o finalzinho ali. Nenhum de Nós, Camila, Camila. É. E ali aquele... Aí entrou Sertaneja, Lambada.
Teve um pop também que tava ali. Um pop, mas não era rock. Era um popzinho que eu gostava. E bombou pra caralho. Foi Inimigos do Rei também. Também, hein? Que fez um puta sucesso em 89. Aquele outro que... Como é que é? Ai, velho. Puta, quando querem lembrar rápido, é que nem cachorro. Lembra da música que eu te ajudo. É aquela do...
Vou te dar uma geral. Papo de Jacaré. Ah, mas isso é 90. Isso é 94. Isso é 94. Não, é um pouquinho antes. Não, mais, mais até. P.O. Box. É o P.O. Box. Mas isso é 95, 96. Isso era junto com a Bahia. Era o fenômeno Bahia. O P.O. Box foi antes, cara. Não, cara. Papo de Jacaré é 95, 96. Eu vejo aqui. Pesquise pra não termos dúvidas. Que ano foi Papo de Jacaré? Adapta.
Coloque na adapta, por favor. Não, 95, coloquei na adapta aqui. O Popo de Jacaré foi 97, cara. Não é possível. É, cara. Eu lembro que Carlinho Pio Box. Eu lembro que Pio Box era uma coisa anos 90 pra lá.
Agora, ali nos anos 80 era finalzinho. Foi Inimigos do Rei. É. O Engenheiro sobreviveu também. Sobreviveu. Foi o auge, 87, né? É, o cara... Ele nadou de braçada, porque Legião acabou. Legião tinha que fazer mais show e tal. Fleb acabou. Isso. Aí o Capital também entrou naquela... Não, o Titãs sobreviveu bem. É, o Titãs se manteve ali, né? É, o Titãs tava ali. Teve o Blast Key Blown em 91. É. Que eu adoro esse disco. É, muito bom. Que disco bom. Não, o Titãs fez um álbum bom em 88 também.
Quer dizer, o Titã sobreviveu para Lamas também. Não perdeu a passada. Mas o movimento como um todo, né? Um todo. Principalmente o rock Brasília, né? Foi que... Que na época estourou muito. É, porque tinham várias bandas, né? Capital de Brasília? Capital de Brasília. É claro. Aborto Elétrico, né? O Aborto Elétrico também. O Aborto Elétrico é antes da Legião, né? Sim. É até um embrião da Legião Urbana.
Mas aí, pô, aí tinha as bandas de Brasília, Escola de Escândalo, tinha o Detrito Federal, que até gravou. O Brasília impressionante. Olha que nome banda boa, Detrito Federal. Muito bom, cara. Que nome maravilhoso de banda, Detrito Federal.
E o logo deles era maravilhoso, né, velho? É o punk cagando na... O côncavo e o convexo do Senado. Fazendo de latrina ali. Fazendo de vaso sanitário. É, muito bom.
E então o Raimundo ali, putz, aí a gente meio que fez um sucessinho ali na cena, mas bem assim, underground. Mas assim, a referência era Capital e Legião ali, né? É, das bandas que estavam... E plebe, né? É, que foram ali e saíram de Brasília. O Capital morreu nos anos 80, morreu, literalmente, a banda acabou. Eu lembro que o Jim abriu outra banda, a banda acabou. E voltou, é.
E voltou no acústico, aí explodiu mais do que era antes. É mais louco isso. É louco. É bem louco. Enfim, vamos lá. Aí acabou, 90, a banda, a gente meio que desvirtuou também, a gente, sei lá, porque era pra acabar, entendeu? As coisas acontecem do jeito que tem que acontecer. E aí ficamos dois anos num hiato, eu até parei de tocar bateria, eu era baterista na época.
E aí quando a gente voltou em 92... Era baterista. Que louco. Eu joguei nas 11 no Raimunds. Era baterista, depois eu fui pra guitarra. Aí, ó, detrito federal. Ali, ali, ó. Exatamente, aí, ó. Perfeito, cara. Muito bom. Bom demais. E o DF é o contrário, né? É muito bom. Muito bom. Vai lá, vamos lá. E aí, cara...
E a gente, beleza, aí em 92 foi quando o Fred entrou na história e ele botando pilha no Rodolfo pra remontar o Raimundos e tal. E aí o Rodolfo falava que não, porque o Digão não tocava mais bateria. Ele falou, não, mas ele toca guitarra agora, porque ele tinha visto eu fazendo umas brincadeiras. É, fazendo umas brincadeiras assim. E aí foi, aí remontou a banda. E o Fred, ele trouxe aquela coisa importante. Quem que ia pra batera?
O Fred. O Fred foi na batera, aí o Rodolfo... O Canissão. É, o Canissão no baixo, e eu, o Rodolfo, tocando guitarra e cantando. A gente dividia os vocais no começo. Inclusive a demo do Raimundos, que foi parar na mão do Miranda e tal, duas músicas é o Rodolfo cantando e duas sou eu. Que louco. É doido, é premonitório.
E aí, beleza, aí a gente foi, aí em 93, assim, a gente já tava, né, com um nomezinho e tal, aí começou a ir pro Rio de Janeiro no Super Demo, que era no Circo Voador, que ainda era aquele antigo Circo Voador, Calona Azul, sabe, das antigas. E aí a gente fazia um show e chegamos aí numa grande gravadora lá, mas aí o cara, né, já veio querendo mudar a banda inteira e tal, tá tudo no documentário. Quem que é o cara? Quem que é o cara? Conta aí. Tem tudo no documentário. Tem tudo no documentário.
Não sei se eu falei o nome do cara, mas era Ronaldo Vianna, era o diretor artístico da Sony, e era engraçado porque ele era baixinho, né? Mas ele queria mudar o quê, irmão? Sabe aquela cena do filme do Queen? Quando eles vão mostrar a boêmia, o episódio... E o cara da gravadora, velho, tipo assim, só que...
Mais ou menos parecido com aquilo, só que era o contrário, né, velho? Era o cara da gravadora ali gesticulando, falando pra caramba e a gente achando uma merda, porque ele queria mudar a banda, queria suavizar as guitarras, queria que o Rodolfo fizesse aula de dicção, ou seja, o cara tava tirando todo o molho do Raimundos, tirando os palavrões também, e aí fudeu, né? Aí fudeu, é. E aí rolou, cara. E aí em 94, eu...
Fred não era bobo, né? Fred já tava conversando com o Miranda e tal, já tinha um plano, né? Que era o melhor caminho e com certeza foi o melhor caminho. E aí rolou, cara. Em 94 gravamos e o resto aí é a história. Eu nem lembro porque eu tava contando essa história. Não, porque você tava indo pro Rio. Eu falei, da inspiração das bandas. Você sentaram a começar no Rio e não conseguiram. Pô, e se a gente for pra Sony e deu errado, como é que foi?
A gente subiu lá, a gente já tinha combinado. Se o cara vier com aquele papo de mudar o som, a gente vai embora.
Meu irmão, parece que... Na hora. Isso lá em Botafogo. É, lá na Sony, que pô, quando a gente entrou na sala do cara, velho, eu já vi o pão de açúcar lá atrás. A mesa do cara era gigante. Era linda a Sony no Rio. Era perto da minha faculdade. Era linda a Sony no Rio. É tipo assim, a enseada de Botafogo, sabe? Arapuca de ouro, assim, sabe? Você vender... Tudo pronto pra você vender sua alma ali. Você cair, né, meu? É, vender tua alma ali. Só que aí o cara começou a falar, a gente se olhou...
obrigado né, valeu aí falou, a gente levantou, valeu e o cara ficou, não, peraí pô, veja bem mas vocês faziam ah, então vai chegar lá, então acho que vai chegar lá aí vocês foram embora é, fomos embora e tal, e aí o Fred já tinha falado que a gente ia assinar com o Miranda que ia ter um selo dentro da Warner o Miranda do jurado o selo do Miranda não era o negócio dos titãs o Banguela
Era o selo, junto com os titãs, que eram da Warner, mas era um selo independente, que era distribuído pela Warner. Tá, era um selo dos titãs junto com o Miranda. Era um selo independente, mas que era distribuído pela... Eu lembro disso. É. Que vocês vieram... A gente encabeçou a parada. Como é que eles chamavam aquele disco com Lambi-Lambi? Eu não sei o nome, que eles davam pra...
Quando a gravadora queria saber a força dos novos artistas, eles criavam um álbum, um CD, com várias bandas, duas músicas de cada banda. Ah, não, a gente não entrou nessa. Coletânea, não, a gente não entrou. Tipo uma coletânea, entendeu? Não, mas vai que queira.
Teve uma da 89, teve um sei o que E a gente não entrou em nenhuma delas Não, eles fazem, a Warner fazia muito isso Eles faziam assim, duas músicas dele Duas músicas do outro, botava 10 bandas E ver qual que... E jogava nas rádios, a que estourasse fazia o álbum Era meio isso, não era? A gente não pegou isso Não pegamos isso
Aí foi, cara. E aí rolou. Era o gringo lá na Warner? Como é que era o nome dele? Era o André Midani. O Midani. Mas o Midani já estava fora do Brasil. Quem era o cabeça era o... Sérgio. O Sérgio Afonso. E o Paulo Junqueiro, que era o produtor musical. Inclusive, viajou com a gente, quando a gente foi pros Estados Unidos fazer a mixagem. Aí quando eles ouviram lá, já curtiram, não quiserem mudar nada. Aí rolou. A gente fez no Banguela.
gravamos, foi um puta sucesso que música que vocês gravaram no Banguela? o primeiro disco é Negra Jurema o Marrom? Cajueira, é o Marronzinho é o papel de pão lá e é legal assim, fazer uma ressalva bola porque quando vocês lançaram esse álbum era o começo do CD
Foi. Foi a virada. Foi a virada. De LP pra CD. É, ali foi a virada, né? Foi feito LP e CD, mas o que vendeu foi o CD. O CD já tava acontecendo no Carrefour. Sim, sim, sucesso. Era todo mundo ganhando. Compreava aqueles aivazinho, aquele, aquele. CD player, né? Oratatiozinho. E já tinha um que tinha aquele que tinha, era antichoque, que ele gravava 15 segundos. Isso.
Então ele ia tocando, se pulasse, ele estava tocando gravado. Esse aí, cara. Isso tinha muito pra carro, o antichoque. É. Antivibração. E tinha aquele bandejão da Sony, lembra? Carrossel. Carrossel. Minha cunhada. Carro forte. Minha cunhada. Minha cunhada.
Deixei de fumar aqui a música do Zenilton, né? Ah, e tinha o Selim já, caralho, velho. É, bombou o Selim, no Rio bombou pra caralho o Selim. Aqui também, aqui Selim foi foda. O Selim foi a música que salvou o Raimundo, porque... É mesmo? Conta aí, conta aí. Porque quando a gente lançou, a gente tava super hypado, né? MTV, Estadão, parecia tudo quanto é lugar. Tinha gravado o disco, já tinha lançado, a gente tava no MTV e tal.
Só que ele não vendia disco. Tava ali, 15 mil cópias, 20 mil cópias. Enquanto o Scant já tinha batido um milhão ali, sei lá. Aí foi uma puta decepção pra gravadora. Meio que deu uma patinada ali no começo. Os caras tão bem, mas não vêm. É, é. Caralho, velho. Aí o que aconteceu? Foi quando o meu irmão, ele me ligou e falou, velho, vocês estão dando mole, vocês estão dando empresário foda. E tal, e eu tô aqui com o irmão do Muniz.
Cara, o Muniz é uma figura assim, velho. Foi o cara que criou os girafas. Sabe os girafas? Eu sei. Ele foi criado na minha quadra, lá no Lago Sul, na Q9. É mesmo? Uma lanchonete, foi criada em Brasília pelo Muniz, o sócio dele. E era uma lanchonete ali, do lado da minha casa. Hoje é um puta regaço. Foi lá que eu engordei. Tô brincando. Cara, girafas engordou. Foi feito pelo Muniz, o primeiro foi na minha quadra, na Q9, ali no Lago Sul. E aí o Muniz...
Foi um empresário do Mel da Terra, 14 bis. 14 bis, sim. Ele era dos anos 70 ali, né? Ele arrebentou ele nos anos 70. Ele foi empresário do Robertinho do Recife, na época do Metal Mania. Sei. Irmão, aí... Só que o Muniz já tava grande aqui, é o cara que fazia os grandes shows, né? Mas você já tinha empresário.
Não, a gente não tinha. A gente só tava com a gravadora. A gravadora marcou um showzinho aqui e outro show ali. Você sabe que banda só anda quando tá na estrada, né, velho? Quando pega poeira de estrada é que o negócio acontece. E aí o meu irmão veio. Nós não somos banda. Só que o engraçado que era o seguinte, quando a gente tava ensaiando em Brasília pra fazer esse disco...
A gente não tinha dinheiro, né? E aí tinha um amigo nosso que tinha um estúdio, que era o Paulinho, que era o baixista do Mel da Terra, que tinha sido empresariado pelo Muniz. E o Paulinho, né? Você sabe como é que é, né? Depois que o cara... Que não dá certo a relação, o cara fica falando mal do Muniz, né? Então a gente já tinha ido pra São Paulo com a instrução de não assinar com o Muniz. Porque o Paulinho, é, porque o cara do estúdio já tinha falado.
Só que aí, cara, quando a gente tava ali naquela situação e o meu irmão falou, velho, vocês têm que assinar com o Muniz, o cara é grande, não sei o quê, pá, pá, pá. Aí eu falei pra galera, galera, deixa eu falar esse negócio aí que o Paulinho falou, vamos ver a proposta do Muniz, né? Beleza, a gente foi lá ter reunião com o cara, meu irmão, o cara já chegou e falou, ó, vamos fazer assim, vamos fazer assado, a gente vai desse jeito, ó, vocês vão pra cá, vou botar vocês no Comodoro, lembra do Comodoro ali?
Lebo Hotel. É, a gente morou lá um tempão, sacou? Porque era mais econômico e tal, então o cara...
era dos piores. Ele tinha uma visão certa, né? Pé no chão. Pé no chão, sacou? Vamos dar o passo do tamanho da perna. Devagarzinho. Exatamente. Aí botou a gente nesse hotel, aí cara, na outra semana o cara tinha um show americano, aí já botou, não sei o que. Aí vai lá o Raimundo, que é meu irmão, o que eu andei de topique, velho. Topique, topique, pariu. Começo da topique também. Besta, topique, meu irmão. Towner. Towner, lembra? Era o pãozinho de alto.
Topique, velho, besta. Topique, porra. E aí foi, cara. Era os furgão da época. Pô, top. Topique, por isso que é topique. E aí o Muniz botou a gente pra rodar, né, velho? E aí começou show, show, aí começou show pra caralho. Foi aí que a banda começou a andar, só que mesmo assim não vendia disco. Não vendia. Não vendia. Que coisa, irmão. Esse disco não vendeu. É, mas a banda tava fazendo muito show. Então, de qualquer forma, a banda tava andando, né?
Entrava no Cascaio. A banda tava andando, então tava rolando. Aí foi indo, foi indo, foi indo e tal, e daqui a pouco...
Pô, meu irmão, chegou ali, a gente lançou em maio, não lembro. No primeiro semestre, no segundo semestre, o Tatola resolveu tocar na Transamérica. O Tatolinha aqui. O Tatolinha, maravilhoso, né? Pô, amo o Tatola. E aí o Tatola tocou Selinha a primeira vez na Transamérica. Ele tocou na Transamérica. À noite, assim, ele trocou num programa dele lá, tocou.
Não, não, de manhã, velho, o telefone da Transamérica disparou. Pô, toca aquela música, começou a tocar, as outras rádios vieram atrás. Foi aí que fez assim. Passou de 20, passou pra 30, 50, 70, pum, aí bateu o disco de jogo. Por causa do CELIN do Tua Tola. Por causa do CELIN, velho.
Que loucura, irmão. É, desse disco aí eu lembro de duas músicas. Bota lá, por favor, Zaque, ali. Eu lembro do puteiro João Pessoa que tocou. É um disco foda. É um disco assim, velho. É, ó. Eu lembro do meu amigo Jean Lemos, grande Jean Lemos, era muito fã da banda. Minha cunhada, pô. É, minha cunhada, mas eu lembro assim. Mega Jurema. Eu lembro de Selim, assim, de ter tocado, né?
Puteiro em João Pessoa. Puteiro em João Pessoa e Selim. Mas o Quero Ver o Oco foi o disco seguinte. Pô, ó, a gente lançou o clipe de Negra Jurema, não tocou. Só tocou na MTV. Aí depois a gente tocou Palhas dos Coqueiros, a gente fez o clipe de Palhas dos Coqueiros. Ah, vocês gravaram o clipe. É, a gente fez clipe e tentou empurrar. Porque a MTV era a nossa rádio, né? Porra.
E era Banguela lá, tá lá Banguela, né? Era o selo do... Polisson, ó lá. Não, isso aí já é coisa atual. Essa polisson que faz os vinis atuais. Os vinis de hoje em dia. É feito pela polisson, não tem nada a ver. Mas o símbolo da Warner tá lá em cima. Lá em cima, é verdade, é.
Então, cara, a gente tentou, a gente foi indo. Aquele trabalho de formiguinha, mas o negócio só explodiu mesmo quando tocou o Selim. Né? Que é a... Não, Selim é muito bom. E era a cara do Raimundo, né? Selim é a zoeira. Pô, tocava muito na Rádio Cidade, cara. Na Rádio Cidade do Rio bombou muito Selim. E era diferente, né? É, velho, velho. Porra, que porra é essa, né? Tipo assim, você escuta e fala, que porra é essa? Aí depois você escuta a segunda vez e fala, porra, que do caralho.
Eu sou assim, cara, música, banda, banda que me pega. Quando eu escuto a primeira vez, eu falo, que porra é essa? É. Deixa eu ouvir de novo. Deixa eu escutar de novo. Aí na terceira que eu começo... Gostei. Aí eu falo, é genial. É genial. Pô, diga, em cima dessa história, que nós vamos dar segmento a ela, que eu acho isso do caralho, o que você tem a dizer? Porque, por exemplo, assim, eu percebo a dificuldade do hoje.
hoje tem um outro sistema pra fazer a música pegar, e o rock pro mainstream tá muito fora muito, muito eu nunca vi o rock tão sem nada não tem nada
Assim, de mainstream. O pop rock, o pop rock. Não vamos ser rock... O mainstream não tem. Aquela música que, por exemplo, Mulher de Fã, Exo, Cross. Que pega todo mundo, tem, não tem. Tudo bem, só tinha rádio e televisão, era mais fácil de você conduzir. Mas hoje, cara, eu não vejo uma... É porque nichou. Nichou, nichou, tudo é nichado. Não, mais ou menos. Não, não, assim, tirando o funk, sertanejo e coisa, é tudo nichado. É, pagode, pagode bombadaço, cara. É.
Você pega as músicas de pagode e toca em tudo quanto é lugar. E tem muito sucesso. E até porque eles convergem também, né? O pagode vai no sertanejo e eles brincam, né? Tem o tal do Pizeiro também, que é bombadaço. Você pega o filho do Pizeiro que teve aqui. Por que você não faz um rock Pizeiro, caralho? Junto com aquele maluco que veio aqui. Filho do Pizeiro. Porra, tem tudo a ver com vocês, cara. Filho do Pizeiro é maravilhoso.
Você viu esse cara, filho do Pizeiro? Não, não. Ele é muito bom, cara. Cara, vocês tinham que fazer uma onda com esse cara. Eu acho que rola. Não, vocês conseguem rolar. A gente mistura o Zenilton.
Com Raimundos? Por que não? Meu pai, para a minha faculdade. Como é que a música é muito Raimundo? Meu pai, para a minha faculdade. Não quero ser doutor. Não nasci para estudar. Eu sou ligado no crime da putaria. No posto de gasolina. Tem caraca, caraca, caraca. Não, qual que é a outra lá? Duas das... Uma rapariga é bom. Uma rapariga é bom. Tem rapariga é bom demais. Uma rapariga é bom. Tem rapariga é bom demais. Eu vi uma boa bicho.
É bom, cara, faz um negócio, cara Tem que fazer Pega esse moleque que tá estourado Filho do piseiro Se você fizer um rock com ele, irmão E você faz fácil, digamos Você faz fácil Tu já viu esse moleque? Ele veio aqui, acho que tem 15 dias que ele veio aqui Muita gente boa Sabe a energia do moleque, assim, de
Cara, dá um show, cara. É o que eu falo, velho. O rock, infelizmente, cara, tomou um rumo, assim, né? A galera que se desdona do rock, né, velho? Pô, a galera... Parece que eles querem espantar as pessoas, sabe? Mas rock é coisa de véio, você acha, digamos?
Não, porque tem uma molecada nova. Tô ouvindo. É, tem molecada nova. Cara, é assim, porque nichou. E dentro do rock tem o nicho do rock também. Sim, os camisas pretas. Não, não, não. Camisa preta é camisa preta. Não, mas tem os camisas pretas, a galera do rock. Os camisas pretas, eu posso até falar que é a galera mesmo que gosta de todas as vertentes de rock ali. Tem aquela galera do Nath Roots. Tem, tem isso, né? E tem a galera, e tem a galera...
da ideologia que, porra, que fica, sabe, que fica querendo cancelar, empatando a foda, sabe? Que eu acho que um puta de um desperdício, sacou? E ficar nessa, dividindo o rock pra um lado e pro outro. Falei, ah, velho, pelo amor de Deus, sempre foi nós contra eles, né? Contra o sistema. Agora não, agora é, porra, é defendendo, enfim. Então, eu acho que isso atrapalha muito. Isso, pra você ver, todo mundo tá unido ali, o funk tá unido com o sertanejo, os caras vão, brincam, vai, um participa no show do outro e tá tudo certo.
É verdade. Sacou? E o rock é assim, enfim. Eu acho besteira, sacou? Eu sou um cara, pô, a gente trouxe a Ivete Sangada pra cantar no Raimundo e ficou do caralho. Aí. Muita gente torceu o nariz antes. Antes, né? Quando ficou sabendo. Quando ouviu, cara, todo mundo assim, todo mundo, sabe, entrou em orgasmo múltiplo quando a Ivete entrou no palco e cantou e todo mundo veio com ela, sabe? Puta que do caralho. Então eu acho isso, cara. A galera tem que parar com essa besteira, velho.
Mas o cara que falou é verdade, o rock tá meio por fora Não, eu não vejo nada Porque o último Cara, o último rock que teve aí Vamos dizer assim Novo foi os Colorido lá É
Era rock? Era rock? Mas tem assim, ó, eu vou te falar. Era guitarra pesada? Tinha uma guitarrinha lá, como é que era o nome dos molequinhos lá, pô? Ah, até, tinha um... Os coloridinhos, restart. Restart ali e tal. Movimento de rock que eu lembro de ter pego o povão. Eu falo assim, rock mesmo, assim, NX0. Então. NX3. Realmente era um rock. O detonante.
A Mariana Donautas é anos 2000. Não, é, 2003. Mas não é agora? O último movimento assim de sucesso, eu acho que foi ali com o Restart, que tinha o rock, né, assim, praticamente. O NX0 acho que foi o último suspiro, vamos dizer assim, o que surgiu depois? Não teve uma onda rock que pegasse todo mundo, depois não teve. E é por isso que a gente tá aí, cara. Mas sabe o que eu acho, Digão? Vamos lá. Eu falo é por causa disso, porque tem uma galera que fica...
é aquela coisa, imagina um avião ele tem quatro turbinas, sacou? então são as vertentes do rock ali aí tem uma turbina que não quer acelerar porque a outra turbina tá acelerando mas você acha que é isso? é cara o negócio vai torto e não tem
Sabe o que eu acho que acontece? Eu vejo porque você tem filho adolescente. Tem. Eu também. Só que o meu filho não dá pra levar em consideração porque ele gosta de Echo e the Buniman, ele gosta de Day Smith, ele gosta das paradas alternativas. Mas pega o colégio dele, gosta do quê? As festas que eles vão, gosta do quê? Entendeu? Eu acho que a parada, o que aconteceu com a música, assim...
movimento do rock, pô, meu sonho quando eu era moleque era ter uma bateria. O do bola, o bola era baixista, o bola foi baixista. Era ter uma banda, era fazer um som. Todo mundo queria. Não é? Todo mundo. Então era uma coisa, hoje em dia... Era o sonho da molecada. Hoje o que eles gostam? Rap, trap... Que não precisa ter banda. Só um computador e um microfone que acabou. É isso aí, bota a batida. Não precisa aprender a tocar. Exato, então a cultura hoje é essa. O moleque só tá pra porra, olha o flow do cara. Olha o... Sabe qual é?
É outra onda, cara. É outra onda. Só era montar uma banda, é isso mesmo. E não dá pra misturar o rap. Assim, de certa forma, dá. Porque tem o... Você tem ali o Chili Peppers, você tem ali o Biohazard aqui, que é um pesado, mas com letra arrepiada, assim, de certa forma. Mas Chili Peppers é nos 80. É, então. Tô falando assim. Eu não vejo hoje o trap, o estilo do trap, não combina com o rock. Eu acho que não... Não orna. Não orna, cara. Não, orna mais com o rap, né?
É uma vertente do rap. Do hip hop, assim. Parece que essa galera não gosta de guitarra distorcida. Sabe? É uma coisa estranha. Cara, mas tem o cara do álbum 333, como é que é o nome dele, Isaac, que vocês adoram? Matuê. Cara, é. Matuê. Mas ele é rock? Não. Não. Agora tem um cara que é foda do rap e do trap, que é o Major RD. Esse cara, ele é bombado na cena. Esse cara é bom. Como chama?
Major RD e a meu camarada, Rodrigo, meu chará. E esse cara, ele já fez uma coisa com titãs. Ele faz umas paradas bem pesadas. Ele usa a maquiagem do Kiss num clipe dele. Caraca, que louco. É louco esse cara. Esse cara é... Ele é roqueiro. E ele é, pô... Major RD, tamo junto, irmão. Por exemplo, meu filho, ele gosta de teto, batuê. Ele gosta muito de trepe. Os amigos dele é funk trepe. O batuê hoje é o...
É o topo. É esse aí, Major R.D. Major R.D. é o Zipknot, cara. É, é. Mas esse teto é legal, cara. O Matuei, o teto são legais, cara. São musicais, né? São legais.
Mas é uma onda deles, né, cara? Mas não é que é onda, eu acho que o artista vai muito na onda do que... Por exemplo, quando você começou a fazer seu som em Brasília, o que você queria? Tocar a música que aquela galera fosse cantar com você. Sim. Então o artista, hoje não adianta ele inventar um negócio e achar muita prepotência do cara novo. É difícil o cara... Ele vai criar um... O que vocês fizeram foi muito disruptivo. Porque você pegou o que estava rolando no garagem...
né? É, e trouxemos pro... É, e trouxe pro mainstream. Vocês acreditaram, vocês falaram, cara, essa porra vai crescer, esse tipo de som tá crescendo cada vez mais. Eu acho que tem muito isso, né, Digão? Cara, é muito difícil tentar explicar isso, cara, é muito difícil mesmo. Assim, pra você ver, o último cara que eu vi que, assim, não é rock, mas ele, pô, ele é um cara pop e que fez uma música que todo mundo, que o Brasil inteiro cantou.
Foi aquela música do Sol, né? O Vitor Klee. O Vitor Klee, sacou? O Vitor Klee é bem legal. Cara, o Vitor Klee acho que foi o último cara que eu vi conversar com todo mundo. Eu também acho. A música pegou todo mundo, assim. É o Sol, vê esse mesmo. Puta, dá um sono da porra. Não, é bom esse cara. Ele é bom. O Vitor Klee é foda. Ele é bom. É que canta bem, toca bem. Reproduz bem. Boas harmonias. Cara, ele é fodaço. É o nosso amigo, né? É. Nosso amigo aqui.
Ah, o... O Henrique. Ah, o Henrique. Henrique Bonadio que produziu. Diz que fez o negócio... É, o cara que pegou o moleque e fez assim, ajudou, acho que produzi. Explodi. Não, produzi. Foi o Henrique. Beijo pro Henrique. Gente boníssima. Pô, Henrique é demais. Henrique Bonadio é maravilhoso. É uma coisa que eu tenho muita vontade, é de fazer um disco com ele. Com o Henrique? Com o Henrique. E ele falou que tem esse desejo também.
E por que ele não junta? Faltou o match, né? Faltou o... Vou mandar aqui agora pra ele, ó. Fala aí, ó.
Fala, Rick. Liga pra ele, pô. Liga pra ele. Liga pro Rick. O Rick pra tá no estúdio. Você tá ligado, velho. A gente ainda vai fazer um disso com Raimundo com você, beleza? Aí, ó. Rick Bonadio. E juntar como é que é o moleque da pisadinha? O filho do piseiro. Vai fazer um som com o filho do piseiro. Acredita que é sucesso. Vamos fazer essa loucura. Ó, faz essa, produz essa loucura. Eu tenho certeza que é sucesso. Raimundo com o filho do piseiro. Produz um som aí, ó. Vai dar bom. Puta que ideia boa, velho. Cara, essa, não é?
Porra. Uma raparinha. Porra, vai ficar bom pra caralho. Porra, porra, porra. Porque esse moleque eu olhei, ele é louco, cara. E tem aquele outro maluco lá também.
É ele. Esses caras também. É esse? É isso, meu velho. Que faz um tum-tum com a boca. Tum-tum. É. É ele. Esse cara é bom. E esse cara entra... É, agitando. É, agitando. É um louco, velho. Esse cara é bom, velho. Ele tem aqui, ó. O moleque aí é gente boa. Ele teve aqui, é gente boníssima. Eu acho que se fizer uma faixa, uma track... Uma track. Uma track, é. Faz, joga. Não, tem uma guitarra pesada. Não, fazer o remoto com ele. Fazer o... Eu acho que dá bom, cara.
A galera vai pôgar, imagina. O teu público vai gostar e o público dele vai assimilar o negócio. Quem que é o Raimundos hoje, digão? Cara, é eu, o Marquinho, que entrou em 2001, quando o Rodolfo saiu, entrou na guitarra. E aí, quando o Fred saiu, entrou o Caio, que tá desde 2007. E depois do falecimento do Caniço, entrou o Jean, que era a road da gente já há uns oito anos. Que legal, cara. Isso é uma tristeza.
eu fiquei tão triste e o Canissão, um cara tão gente boa porra, puta pariu foi o cara que eu mais convivi na vida foi de surpresa né irmão mais ou menos a gente não sabia mas ele já sabia há muito tempo que ele precisava fazer algumas coisas ele não se cuidou? não ele tinha um problema cardíaco é esse o
É, foi coração, né, cara? Coração e... Eu fiquei tão triste, cara. Advento dos excessos, né? É, mas o caniciário, assim, ele não era de cheirar essas coisas, ele só fumava, só que ele comia muito mal, né, cara? Então, aí eu falava milhões de vezes pra ele. Velho, eu não comia salado. O cara não comia nada de salado, era só gordura. Só fritura. Fritura, gordura, pizza, todinho, salgadinho.
E aí, velho, uma hora, a idade vem e vem também, né? As coisas. Eu fiquei sabendo, eu fiquei tão chato, você e ele é os caras que mais tratavam a gente bem. Sendo bem sincero, eu não tava bem com caniço nessa época, né? A gente tava... É horrível isso, né? O cara vai embora com o negócio com a desavença, né? É estranho, é estranho. A gente se respeitava, a gente tava tocando, só que a gente tava divergindo muito no direcionamento da banda, né?
E, cara, quem me ligou foi o filho dele, né? O filho mais novo, Pedro. Cara, meu irmão. Puta que... Minhas pernas tremeram na hora. Falei, cara... E agora, né? É, não, puta, foi triste mais. Não, tá louco, velho. Fiquei mal, velho. Fiquei muito mal. Eu lembro, eu tenho uma cena do Canício que eu não esqueço, cara.
Isso era uma figura. Era. Isso era uma figura. Não, eu tenho uma assim, aqueles olhão azul dele, né? Estraladão, assim. Ele era muito figura. Cara, vocês estavam no auge. Mas assim, no auge de Mulher de Fase. Acho que é o auge de vocês, né? É o auge, o auge. Radiofônica é o auge. Não, acho que o auge de tudo. De cross, o caralho, a música mais tocada. Raimundos, a banda... Até o Bel cantava Mulher de Fase. Essa música tocou em tudo que é canto.
Mulher de Fase, é o auge, o auge. Velório tocou em tudo que é canto. Assim, auge bizarro. Isso é o quê? 99, 2000, né? É, 99, 2000. É.
E aí, cara, a gente tava indo gravar que era Pânico nas Faculdades. Pânico nas Aulas. Pânico nas Aulas. Que gravava com a Arp, caralho. E tem que pegar isso aí da Jovem Pan e jogar isso, é muito bom. A gente pegava um auditório de uma faculdade e levava as bandas. A gente levou vocês, Nath Rutz, Paralamas. Eu nunca me disse, você foi na Escola de Medicina Paulista.
E aí, bicho, ele montou tudo. Teve que fechar, foi uma ponte. Não, aí gente pra fora teve que fechar que a multidão queria invadir. Multidão. Que distribuía ingresso, não era pago. Eles começaram a tocar, eu lembro que eu tava do lado do palco, arrebentando a alegatória. Foi animal. Aí veio um reitor, veio pra mim e falou, bola, tudo bem, eu falei, beleza.
não dá pra baixar um pouco o som? Eu falei, como abaixar o som? Você tá louco? Ele falou, bicho, olha pra cima. Tava caindo poeira do teto. A poeira do teto. Ele falou, bicho, o teto vai cair, você quer um pé de centenário, sei lá que porra. Falei, meu Deus do céu, os caras vão derrubar o teto. Aí o menino abaixou um pouco lá e tal. Mas esse dia... Falei, o Raimundo vai derrubar o teto, cara. Esse dia...
Deu olhar nos olhos do Caniço, por isso que eu não me esqueci. Conversando com ele ali, antes, passando som, eu lembro que tinha até um cabeludinho que cantava com o Rodolfo lá atrás. É, o Guiminha. Tocava guitarra. É, ele ficava... O Guiverme. Ele fazia a voz guia ali com ele, né? É, ele fazia backing e fazia umas bases. E umas guitarrinhas. E ele não ficava num palco, ele ficava escondido ali, ele gostava. É, não, não, não é isso.
É porque é o Fred que não deixava ele falar, achava que tinha que ficar só os quatro na frente.
Aí eu não via problema, né? Do cara ter um... Sim, ficar mais um, né? É, eu queria que ia fazer até botar aquele caldeirão de bruxa, assim, ó. Imagina, um caldeirão de bruxa. É, cara dentro. E ele tocando lá, ele com o chapéu de... Que do cara. Ele até parece um pouco o nosso moleque. Não, ele é um gnome. É, não, lembra, lembra mesmo. Lembro, lembro, lembro. Lembro dele, eu lembro dele. E aí, cara, eu lembro dele com baixo assim, com aquela bermuda, aquele boot assim. Aí ele pegou, mostrou a perna e falou assim, ó.
Agora tá tatuado essa porra. Era logo do Raimundos, assim, ele não tinha na panturrilha? Tinha, tinha. O Rodolfo tinha também. Ele falou assim, caralho, ele mostrou assim, ó. Tá vendo isso aqui?
Você acha que eu tô gostando do Raimundes? Agora é pra vida inteira. Ele tatuou na panturrilha. De tão feliz que ele tava com tudo aquilo, cara. Tava muito arraigado. Raimundes tava muito regaço. Foi, velho. Cara, foi assim, a melhor época da gente, cara. Engraçado, né? Porque, tipo, o começo a gente brigava pra caralho. Era aquela porra. É, a gente brigava pra caralho.
E aí, só que quando chegou, depois do Lapadas, que foi um disco muito difícil pra gente, porque era um disco que não tinha hit, é um disco que a gente quis fugir do Engraçadinho, porque tava rolando muita banda vindo atrás do Engraçadinho e tal. Uma monas, pô. É. Vamos pra coisa mamonas, é isso. Tipo, Virguloides, lembra?
virgulóis, toda essa coisa e tal. E a gente falou, velho, a gente tem que sair fora disso. Do Bumba lá, bagulho no Bumba. Cara, vamos fazer um disco porrada, vamos fazer um disco mais pesado da vida da gente. Eu acho que o Mamonas Assassinas é totalmente Raimundos. Ninguém tira de mim. Eles seguiram o que o cara da gravadora falou.
a gente fazia e a gente não fez. Exatamente. Mas era Sony, não, era o Rick. Tá zoando. Um exemplo, um exemplo. Mas o Mamonas, eles, eles, era aquele rock com putaria, com zoeira, com piadas. Era totalmente piada. Piada, totalmente piada. O Raimundo era bem humorado, mas não era totalmente piada. Era rock. Era bem humorado, até porque as músicas perduram até hoje, assim, tipo, não é uma piada que fica sem graça, é uma piada que sempre que você ouve, tá sem graça.
então, o que é que a gente tá falando? eu já perdi o mil da freada a gente tá falando de Kikaia do...
Do caniço, falei do caniço, da perna, que vocês estavam na melhor fase. E aí, cara, quando a gente fez o Lapadas e coisa, aí, porra, logo no lançamento, aí teve o lance de Santos, que porra... Que morreu, né? É, morreu e, pô, e matou a gente ali naquele momento também, que a gente ficou mal, né, cara? A gente parou de tocar, a gente ficou um tempo, a gente deu um tempo pra poder... Reestruturar a coisa. Reestruturar a cabeça naquele momento, que foi foda.
O nome é muito bom, né? Lapadas do Povo. O nome do disco é muito bom. Raimundos é muito madeiro, cara. E aí, cara, passou o ano todo, depois a gente retomou os shows e tal, e foi difícil, mas, cara, a partir dali, a gente falou, velho, o próximo disco, a gente vai fazer um disco ensolarado. É sério, a gente falou isso, vamos fazer um disco ensolarado. Brother.
Até o Rodolfo sair da banda ali, até o final de 2000, vocês vão entender o que aconteceu. Até ali, final de 2000, cara, tava tudo lindo. Assim, a gente tava fazendo show pra caralho, tava todo mundo muito cansado. Mas a gente não brigava mais, a gente conversava, a gente se frequentava. A gente tava sempre junto ali nos shows, não sei o que, e tava tudo bem, cara.
Só que aí rolou aquele lance, né, do caniço lá, cara, que, porra, o lance lá que ele engravidou, amante dele e tal, que tá até no documentário, né? É, tá na Globoplay, o documentário, maravilhoso. Eu só falo isso porque... Porque tá no documentário. É, porque tá no documentário, foi falado que eu sempre, aquelas coisas, né, eu sempre preservei a família. Mas isso atrapalhou muito, né? Cara, aquilo, velho, aquilo realmente, assim, se houve uma coisa que realmente catapultou, foi aquilo, velho, aquilo ali. Porque...
Deu merda pra todo mundo, né, velho? Porra, imagina, né? O caniço, o cara família, e porra, o cara que leva a família, que você fala da família, não sei o que, aí acontece um negócio desse, meu irmão. Aí foi merda no ventilador pra todo mundo. E cada um tratou a sua maneira, né? Em casa, com as suas esposas, enfim. E o caniço, depois que isso rolou, e que ele voltou pra casa, aí foi quando ele trouxe isso pra dentro da banda.
Porque ele, aí a Adriana, né? Aí, pô, a Adriana, nem a culpa dela, né? Virou sombra do caniço, né? E sempre, pô... Óbvio. E aí, pô, eu vi cenas dentro do camarim dela pegar um copo de cerveja assim, puta, com ele e derramar em cima dele. Pô, cheio de fã dentro.
Então isso aí ficou, velho. E não saiu mais, cara. E ficou assim até o fim, cara. Então, isso... E o Rodolfo, pelo que eu vi lá no documentário, ele tava muito louco, né? É, e ele já falou, cara, velho, putz, velho, isso aqui eu não quero isso pra mim. Então o Rodolfo teve coragem e saiu daquilo. E aí foi foda. E cada um teve que se lidar com a sua madeira. E foi o que aconteceu.
Mas vocês lidaram bem, velho. Hã? Vocês lidaram bem. Cara, não foi fácil. Não, não foi fácil. Não, não foi fácil, mas lidaram bem, eu não acho. Deu nada, acabou a banda, assim, naquele momento. Acabou no momento, mas depois... Porra. Meu irmão, eu vou te falar, o Raimundo, assim... E nunca tocou tanto o Raimundo depois que acabou. Eu lembro que a Pan tocava todo dia. Os caras são muito filha da puta, né?
programação toda hora, Raimundes, eu, caralho, mas a banda, foda-se, tá no hype. Tá no hype, é, exatamente. Tocava tudo, começou a tocar tudo de novo. É, exatamente. E, cara, é... Eu vou te falar, a gente só começou realmente a ficar muito bom agora. O melhor momento que o Raimundes, assim, depois da saída do Rodolfo, assim, é esse agora. Impressionante, cara. É mesmo. Depois de quanto tempo, digamos? Pô, a gente ficou anos ali, né, ralando, assim, ó.
A minha virada, assim, realmente, eu, dentro do Raimundos, foi 2007. Foi quando eu falei, não, velho, eu vou direcionar a banda. Foi quando eu rompi com o Fred. E ele até saiu da banda.
Não fui eu que tirei. Eu nunca tirei ninguém do Raimundo, sabe? Todo mundo, quem quis, fez o... Saiu o que quis. Saiu porque quis, sabe? E você tá rompido com ele até hoje? Não, cara. É assim, por mais que ele falou mal de mim aí, ficou chateado comigo, porque eu sempre conto a história real, né? Mas por que ele falou mal? Porque é o seguinte, cara, quando o Caniço saiu do Raimundo de novo, porque o Caniço já tinha saído...
O Canício era muito louco. Meu irmão, se eu contar as histórias do Canício... O Canício era um dos caras mais loucos que eu já conheci. Puta que pariu, bicho. É o seguinte, o Canício era da galera dos anos 80. Ele era amigo do pessoal lá, da Legião, da capital. Ele andava com aquela galera. Quando eu e o Rodolfo começamos a frequentar ali o lugar onde a galera se reunia, que é o Gilbertinho...
lá em Brasília, onde as bandas iam, o pessoal ficava lá tomando. Eu, Rodolfo, com 15 anos, os caras já com 20, e eu ia lá e, pô, ia me turmando com a galera e tal, não sei o quê. E o Canisso andava com essa galera. E a galera, e o Canisso era conhecido como tudólogo, né? Ele sabia de tudo, né? Você conversava com o Canisso e ele te explicava tudo. Aí uma vez eu perguntei pro Canisso, Canisso, como é que você sabe disso? Não, eu só leio o epílogo aqui, né? O prefácio. O prefácio, coisa, então eu consigo...
Resumir. É, falar que, achar que as pessoas... A base eu tenho. Que tem, é. Aí eu figo, cara, o Canista, quando ele pegava as pessoas, ele dominava. Ele era muito bom de oratória, de conversar. Ele parava a conversar, ele prestava atenção. É muito bom, cara, muito bom. E aí, cara, só que é que sim, ele falava, né, que dirigia carro melhor que todo mundo, que não sei o que, e tal. Aí tem a história do Sumir na Curva, que era uma festa em Brasília.
E aí o pessoal tinha combinado em dois carros, né? Porque era assim, quem tinha um carro, aí levava a galera. Aí ia uma festa no Lago Norte. Eles estavam ali no Lago Sul, Lago Norte. Eram dois carros, né? Eu vou sumir na curva. Aí falou pra galera do carro que ele tava. E vinha um carro atrás, né?
Aí chegando no Lago Norte, nessa época o Lago Norte tinha muito mato, né? Tinha poucas casas e muito mato. Tipo chácara, meio chácara. É, e tal. Então tinha uma curva que fazia assim e cheio de mato em volta, né? E o caniço vinha acelerando e a galera dentro do carro falando para, Cris, pô, não sei o quê, não, vou subir na curva. Aí foi fazer essa curva, o carro derrapou e brum, aí passou direto. Só que o carro que vinha atrás...
Quando ele passou, o carro passou, aí o mato abaixou, aí o carro passou, aí o mato subiu. Sabe a placa do Batman, quando ele saía? Saía e depois levantava. A caverna que subia. Aconteceu aquilo. E aí, antes ele tinha falado que ia sumir na curva, aí o pessoal foi pra festa. Chegou na festa, cadê o carro?
Aí daqui a pouco... Que do caralho, meu. Só que assim, ele passou, mas era um terreno baldio e tal. Conseguiu sair. Aí depois eles tiraram o carro, aí chegou na festa. Aí, tá mesmo? O que eles falaram que ia sumir a coisa? Sumiu mesmo? Sumiu. Puta merda. Aí veio a história do Rodolfo, né? Ele com o Rodolfo, que ele capotou o carro e foi ao cinema.
Cara, deixa eu te falar. Deixa eu contabilizar. Deixa eu contabilizar aqui. O Caniço capotou dois carros. Ele capotou o Passat e capotou o Fusca. Caralho, velho. E ele fez a Adriana capotar um Passat. Porque eles estavam brigando, aí a Adriana, puta, entrou na curva, capotou o Passat. Aí ele bateu no meu carro, me jogou pra fora, eu catei as guias, ele bateu no meu carro com o Fusca dele. Aí depois ele bateu no meu carro,
Um carrinho que eu tinha, ele bateu esse meu carro e depois ele caiu com a minha moto. Caralho. Destruía tudo o caniço, caralho. Tudo, o caniço, ele tinha essa coisa. Não vem que nem emprestei o carro pra ele. É, só o caniço. Puta que parada. É, o caniço capotou. A história de eu quero ver o Oco foi a capotada, né? A gente tinha combinado, que nem falei, né? O pessoal tinha assim, quem tinha carro levava a galera. Então eu tava com a caminhonete do meu pai.
Aí eu botei mó galera. Nessa época andava ali. Eu andei muito na caçamba. Mas tinha uma capota de filha. Mas mesmo assim, meu irmão. É uma cagada. E aí, beleza. Nessa época não tinha celular. A gente ligava na hora do almoço. Um telefone. Ó, tal hora, quatro horas. Beleza.
Aí eu fui com a galera, aí beleza, aí esperando pra entrar, ia começar o filme, pô, o Kenício não chega, o Kenício não chega, aí entramos, né? Beleza, então veio no filme, daqui a pouco, velho, maior silêncio aquela cena impactante, assim, eu escuto, Digão! Aí era a voz do Kenício, Digão!
Tô aqui, Tô aqui, Canisso, aqui, ó. Aí o Canisso veio assim, aí ele chegou do meu lado, velho, cheio de graça. Todo sujo, machucado assim. Eu falei, o que foi, cara? Capotei o carro. Puta que pariu. Meu irmão, o cinema inteiro ouviu, cara. Cara, todo mundo rindo. E ele estacionou o carro na frente da saída do cinema. Capotado. É, porque o carro capotou.
E parou nas quatro rodas. Tombou, tombou. Cara, ele desceu um barranco de grama, aí quando bateu embaixo que ficou reto, que tinha uma pista, aí fez a... Calçou, né? Aí o carro tombou.
amassou e foi indo deslizando de cabeça pra baixo e parou, sacou? Aí o Rodolfo falou que o teto foi ficando quente assim, eles tiveram que sair pelo vidro do carro. Quando eles desviraram o carro, o carro tava assim, ele tava todo inteiro, né? Da parte de baixo, mas o teto tava... Torto, inclinado. Tu lembra aquela charge, os cabeçudos?
que era um... Dos pescoço todo, é. Com o pescoço pro lado. Cara, tava igual, velho. Quando eu olhei o carro, eu... E aí tava lá, velho. Quando saiu todo mundo do cinema, todo mundo olhando o carro do caniço, aí o caniço... Aí ele entrou no carro, ligou e foi embora. Pô, então se for beber o caniço até durou bastante, hein, meu? Que caralho, irmão. Meu irmão, o cara... Capotou três, caiu com a tua moto, velho. Meu irmão, destúdio, meu irmão.
Pô, falar em moto, a moto que ele caiu foi essa aqui, que inclusive é um presente pra você.
A moto mais perfeita. Vemax? É, Vemax. Porra, irmão. Quem me conhece sabe que esse aqui é o sonho da minha vida. Sabe quem tem o amarelo? O que é Vemax? O que é Harley? Isso aí, não. Não, isso aqui é da Yamaha. Ah, Yamaha? Deixa eu te explicar o que é isso. Eu não conheço essas motos. Que do caralho, velho. Cara, isso aqui é o seguinte, cara. Quando... Eu tenho um irmão que morreu na cidade de moto, né? O João. O cara... O meu irmão que falou pra assinar com o Muniz e tal. Tá, você falou. É o meu ídolo, né, cara? O cara...
Meu, Ido, eu até falo dele pra calamba lá no podcast lá. Foi até engraçado, porque é o seguinte, na época lá, o meu irmão, ele pegou muita gente lá no Rio. Naquela época, época de Monique Evans, Diana Burley, não sei o quê. E meu irmão, ele era modelo da Toulon. Caralho, da Toulon. O João era modelo da Toulon, é bonitão. Ele namorou com a Ângela Neves, que é a irmã do Aécio Neves, sabe? Ele era pegador lá do Rio. E ele pegou a Monique Evans, sacou? Só que ela não lembra. Como eu falei isso no documentário?
Aí foram perguntar pra ela, eu não lembro disso. Eu falei, cara, como que eu não vai lembrar? Naquela época ela, porra, enfileirou, né? Eu não lembro. Mas eu lembro que meu irmão, né? O meu outro irmão conheceu ela e tal, mas ela não vai lembrar. Foda-se. E aí, cara... Foda-se demais, irmão. Quando o meu irmão voltou pra Brasília, que ele fez arquitetura no Rio e tal, aí ele voltou pra Brasília e tal, e aí ele começou a ganhar grana como arquiteto e comprou uma moto.
comprou uma VFR 900, né? VFR, bela moto. Suzuki, fodona. Bela moto. E tal. E eu, porra, eu sempre fui fudido, né, cara? É assim, apesar de eu ter um berço de... Esplêndido. Um berço esplêndido, o meu pai era mão fechada. Controlava o dinheiro. Então, velho, e eu, porra, naquela época, né, velho, porra, estourando, tinha a Mil da Yamaha, né, a Genesis, porra, e eu via aquelas motos, e eu tinha um sonho de ter uma moto. Foi quando eu tava no Rio de Janeiro, em 91,
E aí foi a primeira vez que eu vi uma VMAX, cara. O cara passou com uma VMAX. Sabe quando a cena fica em câmera lenta, assim, ó? E o som dela, eu vi aquela moto passando, eu falei, caramba.
Isso é demais. Caralho. E o Rodolfo nesse dia? Sabe quem tem uma zero, único dono desde zero? Rubinho Barrichello. Rubinho, ele tem uma amarela. Amarela. 9-4. Eu andava em campus, aquela moto, a turma parava, velho. 9-4. Ainda existe essa moto? Existe, único dono. Não, mas existe a moto. Não, não, não. Fizeram uma nova, depois não fabricaram, fizeram uma nova. Fizeram até, se eu não me engano, ela foi até 2006. Acho que foi isso.
A 1200. Essa moto nunca mudou, ela só mudava a cor. Quando ela começou, ela tinha só um freio diferente e uma roda diferente. Aí depois que mudou o freio, mudou a roda, ela ficou até 2006, só mudava a cor. E se quiser comprar é caríssima. Caríssima. Caríssima. Caríssima, eu tenho duas.
Você tem duas? Eu tenho duas, eu tive três. Eu tenho uma 95 vermelha e eu tenho uma 93 que eu transformei ela em branca, mas eu vou voltar pra cor original que é o roxo, mas na verdade ela é azul. Então eu te falo aqui todas as cores que eu estou usando, enfim, eu sou louco pra essa moto. Deixa eu ver, essa moto que eu nem conheço, velho. Eu sou ignorante pra moto. Olha só.
Essa moto é interessante porque é o seguinte, ela foi inspirada no KCF-18. Então, essas cornetas laterais, foi ela que, cara, se eu olhar toda a moto hoje em dia, tem essa entrada de ar. Porra, ela é bonita mesmo. Quem inspirou foi a VMAX. Essa moto é linda. Eu adoro Yamaha. Essa moto foi a única que a Harley Davidson imitou com a V-Rod. Foi a única moto que a Harley Davidson imitou na vida foi a VMAX. Então, isso aqui, velho, isso aqui é a deusa das motos. Mas voltando pra história do meu irmão, foi o seguinte.
E aí em 94, meu irmão, né, de moto lá e tal, e eu, porra, ainda sem dinheiro, fudido. É igual do Digão. É igual do Digão, olha que coisa linda essa moto, cara. Cara, e essa moto, imagina esse 1985, 0 a 100, 0 a 100 em 2.8 segundos. São canhão, são canhão. Ela é uma moto dragster, ela não é custom, ela não é street, ela não é nada, ela é dragster, ou seja, é uma moto de arrancada.
E tem um lindo, velho. Ela é linda. Olha o som dela. Tudo é perfeito. Vê se acha a foto da amarela também, Isaac. E aí, o que aconteceu? Aí eu falei, eu tinha um sonho. Aí quando eu vi a Vemax a primeira vez, eu fiquei louco por essa moto. Aí eu recortei uma foto da revista e colei no meu quadrinho que eu tinha no meu quarto. E nessa época, a gente morava na casa do meu pai, eu, meu irmão, morava lá e tal. Aí beleza. Aí eu, numa das viagens do Raimundo, quando eu voltei pra casa, eu fui olhar, cadê a foto da moto? Aí meu irmão tinha pego e botado no quadro dele.
Aí eu, ah, beleza e tal, aí deixei lá, né? Ó a amarela, que linda, velho. E aí o que que aconteceu? O Dunguinho é assim, Carioca. É. Igualzinho, né? Pô, maneira essa moto aí, eu não conhecia. Igualzinho. Com tesão. Que maneiro. Ele chegava em campo, se ele levava a moto, ele não andava. Ele falava, pode andar com isso aqui. Que maneiro a moto, hein, velho. Que eu andava em campo de Jordão com essa moto. Delícia de andar, cara.
E ele é lindo, né? É lindo. É, deve ser legal. E acelera que nem um capeta. Aí o que que aconteceu? Aí em janeiro, a gente tava fazendo show.
E a gente tava em Santa Catarina, em Camboriú. E aí, cara, aí uma das noites a gente tinha conhecido uma galera e tal, e tava dando uns rolés de carro lá. Aí tinha um show no outro dia, no sábado. Na sexta-feira, a gente tava andando de carro e tal. E aí, naquela época, pra atravessar de Camboriú pra Itajaí, tinha uma estradinha.
E eu andando na estradinha, eu não sei porquê, eu comecei a reparar nas placas, mas nas placas do lado esquerdo. Tá. Então eu só vi a parte de trás. Era uma cruz branca, né? Das placas. Que segurava a placa. Que segurava a placa. Perfeito. Aí eu comentei com a galera assim, nossa, cara, olha o tanto de cruz branca que eu tô vendo aqui. O que que tinha acontecido? Na sexta tinha sido o acidente do meu irmão.
ele tinha tido um acidente, e aí o pessoal já tinha avisado, o pessoal da banda, e falou, ó, não fala pro Digão, o João tá hospitalizado, tá lutando aqui e tal. Ah, você não sabia. E eu tinha um show no sábado. Então, eles não falaram pra não atrapalhar o show no sábado. Puta merda. E aí...
O que que aconteceu? Quando eu falei isso, a menina que tava dirigindo o carro tava sabendo, ela começou a chorar. Aí eu falei... O que que você tá chorando? É, o que que você tá chorando? Não, não, nada. Ele abriu um negócio aqui, aí disfarçaram. Aí eu fiz o show, aí domingo de manhã, meu irmão me ligou.
Aí eu não acreditei assim. Não, não, beleza, Baco. Pô, vai me falando aí. Eu falei, não, Digão, melhor você vir. Não, não, eu vou rezar aqui pelo meu irmão e tal, não sei o quê. Eu não tava ainda, né? Caindo a ficha. Caindo a ficha. Aí meu pai me ligou. Cara, meu pai ligou.
Aí ele falou, quando meu pai falou, não, o João, ele me explicou, ele não tá mais produzindo urina e coisa, não vai ter mais jeito e tal. E aí foi quando eu peguei um avião, aí quando eu cheguei já tinha morrido, né? Desculpa aí, galera. Por que é isso, irmão? É porque eu sempre me emociono com essa parte. Situação, porra. E foi foda.
E você sabe o que é o mais louco? Porque ele tava com essa VFR, essa moto, então você tinha que dirigir, esse DJ é meio deitado, né? É, meio esportivo. E foi um acidente assim, ele saiu de um lugar, ele esticou a moto e tal, e foi um moleque que foi mijar no canteiro central e entrou na frente dele, sacou?
Então, sei lá, sabe aquelas ocuras? Se ele estivesse na VMAX, ele tava assim, ele tava... Não ia estar tão deitado. Ele ia enxergar melhor, sabe? Essas besteiras e tal. Ele ia trocar a moto, ele ia comprar uma VMAX também. Ele tinha gostado da moto também. Tanto que ele botou a figurinha no quadro dele. É, então eu tenho essa ligação também. E era o sonho da minha vida, né, velho? Pô, eu sempre fui um fodido, cara. Ninguém me chama, às vezes me chama de playboy. Ah, de gana playboy.
Playboy é o caralho, né, irmão? É playboy, playboy. Meu pai não me deu nada. Eu via todo mundo ter tudo. Cara, tudo que você construiu. Você construiu a tua vida, cara. Eu vi todo mundo ter tudo. Eu não tinha nada. A gente acompanhou, irmão. É foda, cara. A gente acompanhou. Ó, Odigão, só de olhar pra sua trajetória, né, Bola, por mais que... Cara, porque assim, nascer pobre ou nascer rico, você nasce.
Agora, em que ambiente? Não interessa. E eu vi muita gente que nasceu em Bessurri que se fudeu na vida. Exatamente. Claro. E eu vejo que graças à cultura que seu pai te deu, à educação que seu pai te deu... Você dá pra caralho. Sim, mas você foi fazer seu corre. A grana que você fez foi com o seu trabalho, com os seus amigos, com a sua tua... Não foi. Então... Isso que é do meu caralho. Claro, claro. Graças à educação que seu pai te deu.
Eu comprei a minha primeira moto com o meu dinheiro. Sim, acredito. Não foi do meu caralho, irmão. E aí foi.
E aí, cara, imagina, né, velho? Foi na hora que eu tive o dinheiro na mão, aí aconteceu isso com meu irmão.
Só que aí eu falei, velho, meu irmão voava de asa delta, né, Brad? Meu irmão dropava o Leblon gigante. Sacou? Então, cara, era a hora dele. Sobre radical. É, então, cara... É, ele era um cara que vivia perigosamente, vamos dizer assim. De certa forma. De certa forma, é. Quem voa de asa delta e... Ele vivia, ele gostava, motor, tudo dele era meio ali no limite. O João era radical, no limite. É, um cara que vivia no limite, né?
E aí, cara, eu falei, velho, agora eu não vou mais poder comprar a minha moto, o meu sonho da minha vida e tal. Aí eu comprei, três meses depois eu comprei, cara, não aguentei. Eu falei, eu tava em São Paulo e eu tava sem locomoção, né? Tava andando só de táxi. Se eu tenho alguma coisa pra andar. Aí eu falei, eu tava lá na casa do Caniço, ali na Fradi Coutinho, que ele morava ali.
Aí eu falei, puta que pariu, velho. Eu preciso ter um, sei lá, acho que eu vou comprar uma DT200. Não. Vou descer aqui, vou achar uma coisa e vou comprar uma DT200. É, beleza. DTzinha é muito fraquinho. É, só pra eu ter uma motinha. Dois tempos, não. É, dois tempos. Rápida!
Meu irmão, eu desci da casa do Caniço, aí eu andei, aí eu entrei naquela principal ali, né? No final da Fradique, o último quarteirão da Fradique, ele morava em frente à Rita Lee, que ela morava naquele prédio ali. Cara, quando eu virei, aí tinha a Eurostar e um Ave Max vermelho parado na porta.
Aí foi Deus, né, cara? Você parou na hora. Aí eu parei, entrei lá e tal, o André. André, um puta paulistão daqueles. Zero? Não, aí ele falou... Usada. Não, era uma 94, né? Eu já tava em 95. Tá. Aí eu falei, não, eu quero comprar essa moto. Falei, ô, Digão, não tem problema não, eu vou comprar uma Zero, meu. Pô, não sei o quê. Aí comprei aqui na Imoema, ali na...
esqueci, Moacimoto, não lembro o que era, ele me lembra. Falou, vou comprar uma Zero na caixa, não sei o que, aí pronto. Vermelha também. É, vermelha também. Ele falou, quando é que fica pronta? Amanhã? Ele falou, amanhã fica pronta pra você. Aí foi lá e peguei. Que demais, irmão. E aí foi o caso de amor com essa moto. Homenagem ao teu irmão, cara. E aí, de certa forma, é... Essa moto é demais. Exatamente. Obrigado pelo presente, irmão.
Então, você vai por aí, né? Óbvio, óbvio. Coisa mais linda, muito obrigado. Mas tem mais coisa aqui também, ó.
O que tem mais? A gente tem de presente pra gente. Aí, ó. Essa aqui até o Axel Rose bebeu.
Matilde. Matilde. Vou te explicar o que é Matilde. Cara, meu pai... Meu pai é assim, meu pai era um cara... A vida dele era inventar coisa na vida, né? Meu pai, ele... Professor Pardal. É, meu pai era o... Ele criou o principal laboratório de exames de Brasília, que chama Exame, né? Na época não tinha save, não tinha essas porra, não. Então era o laboratório do meu pai. Todo mundo em Brasília fazia exame no Exame, que é o laboratório do meu pai.
E o meu pai, cara, ele tinha fazenda, inclusive, né, que tem as histórias engraçadas aí do puteiro João Pessoa, que a gente criou a música lá e tal. Então, o meu pai, uma hora ele inventava, ah, eu vou inventar aqui uma usina hidrelétrica aqui. Aí fazia uma coisa, aí a gente tinha energia própria. Ele criava. Ah, agora eu vou plantar não sei o quê. Aí, de repente, ele criou um alambique.
Foi a última coisa que meu pai fez na fazenda, foi um alambique, um alambique high-tech, top, daqueles tonel de inox, de 100 mil litros, não sei o que, com a parte de baixo, de cobre, a parte com as coisas de madeira, pra envelhecer, barril, barril de carvalho, barril de não sei o que e tal. E o meu pai criou esse drink, que é uma cachaça feita na nossa fazenda, com maracujá. Meu irmão, isso aqui, velho, é enlouquecedor, velho.
Você bota ele trincando geladinho. E aí você faz uma graça. Quando tá todo mundo doido, você fala, agora vocês vão tomar Matilde aqui. Que é maracujá, né? Aí pegou o nome engraçado, Matilde e tal. E é meu pai que... Meu pai que criou isso aqui, essa bebida. Porra, que legal. Uma pra você. Você tinha que criar pra sex shop e é só chupão. Só chupão.
É só chupão. Tem gente que acha que é só chupão, né? É só chupão. É só chupão. Vamos dar logo tudo.
Cara, essa música é muito boa. E ó, camiseta do Raimundo pra vocês. Aí, aí é de honra, irmão. E aqui, ó, essa aqui é a que a galera do Guns ganhou, usou, até no show. A minha trouxe grande, né, irmão? É, eu trouxe, vê aí, ó, tem G, ó, G. A minha G, aí eu falei que o bolo é GG. GG é minha. É. E essa GG é...
Essa é o que? Ah, essa é 3G. Essa aqui eu pedi pra trazer uma pra mim. Essa aqui é minha. Que eu ainda não tinha. Aqui, ó. Raimundos. Puta, que legal, cara. Que legal. O Dizzy Reed usou no show. Ele botou essa camiseta. Puta, que bonita, irmão. Coisa mais linda, véi. Raimundos. E as pistolas do Gans, né? E as rosas. É a camisa da turnê que a gente fez com o Gans.
Que legal, caralho. Aí, Raimundão. Eu gosto do chapéu também. O chapéu é foda. O chapéu é legal. Ju, já põe não na geladeira, papai. Que legal, hein, cara. É o chapéu, né? Tem o chapéu aqui, é o chapéu. Tem o chapéu, é a caveira do Raimundos com a arma do ganjo. O chapéu do Lampião. Chapéu. Que é a nossa logo. Puta, que demais. E a galera que quiser comprar essa camisa tem loja de gão? Sim, vai lá no Instagram da... Chama Forfam Mesh.
Só que é 4 4FANMERSH 4FANMERSH M-E-R-C-H
Merch. M-E-R-C-H. Merch. Merch, é. De merchandising. É, de merchandising. Então é 4fanmerch. Tem camiseta. 4fanmerch. Aí você vai lá no inbox e escreve eu quero a camisa nova do Raimundo, que aí vai ter o desconto lá. Ah, que legal, velho. Tá? Vai lá, galera. É só cupom. É só cupom. E tem boné. É só cupom. Tem boné, tem um monte de coisa. Tem tudo. Ah, que legal.
Cara, o Duffy usou essa semana em Forte Landerdale. É mesmo? E usou o boné do Raimundo. Puta, que demais. Os caras vieram fãs da banda, equipe, os caras. Raimundo é... E como é que tá de show, Digão? Pô, a agenda tá aqui, meu irmão. Passa a agenda, só pra gente ter uma ideia, vai. Vamos lá, vamos brincar. Vamos brincar, por favor. Pra turma ficar esperta já. Cara, dá uma sacada na agenda.
Puta, dá uma ligada. Caralho, velho. Tá bom o negócio. Você quer passar pro Zaque pra gente pôr uns traqueiros? Os filhos vão olhar pra você e falar assim quem é você? Não, não, tem umas coisas que ainda não pode, tem umas coisas que ainda não anunciaram, então eu não posso mostrar. Então vai falando o que pode falar. Ó, vamos lá. Se esse sábado agora eu vou tá...
Sexta-feira, no Dia das Mães, é dia 8 de maio, né? Sexta-feira, domingo, dia das mães. É domingo. 8 de maio é amanhã. Não é o dia. 8 de maio é amanhã. Estou viajando aqui. 10 de maio. Paranaíba, Mato Grosso do Sul, Itatiba, São Paulo. Vai ser sinal de semana. Sexta e sábado agora. Aí depois vem Biguaçu, Campina, Goiânia, Porangatu, Lages, Nova Prata. Meu irmão, a gente vai pra Portugal esse ano também. Que legal. Que bacana, hein?
A gente vai fazer um grande festival, que é o Festival das Flores lá, que é o Marquês Arrasco.
não sei o que, do Marquês. Quinto do Marquês. Caracatica do Marquês. É, é o Jardim, no Jardim dos Marquês, é o Festival das Flores, um negócio assim. É um grande festival que, pô, que vai português, vai brasileiro, vai todo mundo, né? E no show é só Raimundos ou você está com coisa de outros? Não, Raimundos. Só Raimundos. Show do Raimundos, é. Tá, bem disso. Que legal, cara. Então a gente está, cara. Tá bom de show, hein? Disco novo que a gente fez, pô, a gente está tocando...
seis a sete músicas novas no show e a galera vindo e, porra, show pra caralho. Então, é o que eu tava te falando, cara. É o melhor momento, assim, desde que o Dolph saiu da banda, assim, de... Tá sendo agora. De banda, de show, de agenda, de disco novo, de trabalho, sabe? De hype. A gente bateu meio milhão agora, né? De seguidores. Puta que legal, cara.
E assim, esses seguidores são seguidores fiéis, não é o oba-oba, ah, fulano apareceu, ficou hypado, ah, vou seguir. Não, é 500 mil cara que gosta do Raimundo, que vai lá, comenta. Que compra, que consome, que é aí no show, que vive o dia a dia, que ouve o som e que curte a cultura. Exatamente. Bom, documentário. Você falou muito bem no documentário. É. Quem teve a ideia, como é que surgiu isso? Bom, era outra pergunta, mas tudo bem. Não tá, só pra gente começar.
Porque, assim, pra mim, complementando a pergunta do Bola, existia a divergência, né? A briga que vocês tiveram. E você ficou quanto tempo sem falar com o Rodolfo? Porque o Rodolfo, cara, pra mim a banda era uma banda muito coesa, cara. O Rodolfo era o vocal, o vocal sempre tem, né? É a alma da banda, o vocal ali pra quem, o front. A cara, né? Sempre tinha a cara. Ele era cara, a voz, ele era um cara que tinha uma...
puta presença de palco assim tanto que a gente achou puta, saiu, vai acabar a banda não, a presença de palco do Rodolfo era porra, muito boa, o cara mandava bem, o cara manda bem e assim, porra, fica aquela coisa eu acho que a única banda
que resistiu a um baque, né, de um vocalista assim, Raimundos, e uma banda que deu meio uma volta por cima, na época, foi o Barão Vermelho. Sim. Porra, imagina, perdeu um Cazuza. Porra, o Frejá segurou. Assumiu a onda. Não, e a banda teve um... Teve, porra. Teve uma carreira bacana, mesmo sem o Cazuza, né? Então, assim, é difícil pra uma banda... Aí eu queria saber, fazer documentário, se encontrar com o Rodolfo.
Como é que rolou isso aí? Então, o documentário, cada um falou do seu lugar, né? Assim, a gente não teve um encontro. Não chegou a gente sentar os quatro dias, até porque não deu, né? Porque o Crenice faleceu antes, né? E... E aí cada um falou do seu canto, assim, né? Enfim, cada um veio... Falou do seu quadrado. Contou a sua história. Contou a sua história, né? Vocês tentaram ter um encontro, não rolou? Como foi? Não, não, não chegou a...
Pô, tinha que ter feito igual o Balão Mágico, pô. Você viu o do Balão Mágico? Não, não vi.
Balomática é bom. É boa, turma. É, mas é porque eram crianças, mas teve um, tipo um... Juntou. É, um... Que nem aquele negócio que faz e aí bota os dois. Não, é pra tentar trocar ideia ali. É, trocar uma ideia. Mas dá onde veio essa ideia, irmão? Do documentário? Não, o documentário foi do Daniel Ferro. Daniel Ferro, que já fez o DVD do Raimundos e tal. Enfim. É.
Cara, eu vou te falar, esse documentário, tecnicamente, eu achei ele muito bom. Tecnicamente, tá? Mas tem coisas das histórias ali, tipo... Ah, porque teve um show não sei aonde, não era. Uma confusão que rolou, foi em outro lugar. Falaram que foi em Petrópolis. Não, não foi, foi em Araras. Então, umas coisas ficam meio desencontradas, assim. E eu vou te falar, cara. Eu vim pra esse documentário, eu vim em outra frequência, sabe? Você sente que a galera, sei lá, tava meio ressentida, enfim. E aí E aí
E eu, cara, falei, putz, as coisas que falaram, falaram muito de mim, né? Quiseram me culpar de tudo, né, velho? Culpar os outros é divino, né? Mas o que que aconteceu, velho? O que que eu penso? Faltou pessoas, assim, importantíssimas que fizeram parte do Raimundo pra falar. Que eu achei que senti... Ó, primeiro, a minha esposa. Que é a minha esposa que fez eu voltar a falar com o Rodolfo.
Porque eu, assim, apesar de eu já estar, assim, não ter mais rancor de tudo, né? Ter dado a volta por cima e tal. Mas quem me levou pra Deus, pro perdão, aprender realmente o perdão, a perdoar? E coisa foi a minha esposa. Que legal. Então ela foi muito importante nesse momento, sabe? E não botou ela pra falar. Outra pessoa foi o Muniz.
Meu irmão, o Muniz fez o Raimundos tocar no Monsters of Rock, tocar com Ramones, que fez a gente ir pra uma grande gravadora, conseguir um produtor gringo. Mas por que não falo? Aí já é um problema que já foi na minha alçada, já não era mais a minha alçada.
O Leco, que é um grande amigo meu Que tava comigo em Brasília Carregou caixa comigo, um Raimundos lá Que a gente vai na porra nenhum O cara, meu irmão tá até hoje comigo, meu grande amigo É o Leco, é um sushi man foda E judoca fodido Não me perguntaram E assim, aquela coisa Eu não quero interferir, eu não queria interferir Não, mas, peraí, como não vai interferir Se você fez a história?
Mas assim, o documentarista, como é que é o nome dele? Era o Daniel Ferro. Daniel Ferro? É. Eu acho, do meu ponto de vista, você deveria ouvir essa, essa e essa pessoa. Porque elas são fundamentais aqui, aqui, aqui. Cara, ele foi na minha... Eu achei que ele, assim, eu queria uma surpresa. Sabe aquele... Ser surpreendido. Aquele do que tinha no Faustão, é... Arquivo Confidencial. Sei.
Eu queria uma coisa assim, sabe? Então eu não queria interferir, não queria falar. Só que o cara, velho... Eu até conversei com o Fred, depois que saiu o documentário, apesar do Fred ter me atacado e tudo. Liguei pra ele de boa, falei, velho, o que você achou? Ele falou, velho, é um documentário bom, mas o Raimundo é só um pano de fundo. O documentário é muito em cima do Rodolfo. E a gente ali meio que figurando, de certa forma, enfim.
Pô, você vê, não botaram os caras atuais do Raimundo que estão aí há 20 anos com a gente tocando. Não botaram. Pô, aí bota o baterista do Rodoc, mas não bota os caras que estão no Raimundo hoje, ah, comendo... Sabe, que é a cara da banda hoje, sabe? Então, sei lá.
Mas eu te entendo pra caralho. Eu te entendo. Pegando o que você tá falando, Raimundos não era o que existiu. Raimundos existe. Exatamente. Como é que não retrata isso? Até hoje tá aí. E tá grande. E não tá pequeno. Deixa eu fazer uma pergunta crucial. Bora.
Em relação a business. Porque assim, por exemplo, o pânico. Vou falar pelo pânico, que aí a gente consegue transportar pro Raimundos. O pânico, ele nasceu na Jovem Pan, através do Tutinho e do Emílio lá, pra fazer um programa em cima do programa livre. Era um programa que era pra ser um programa de... De rádio. Fala, garoto. Tipo, ah, hoje o assunto é fulano de tal. Aborto. Aborto. E a galera é...
E o pânico foi virando aqui, porque o Bola era motorista na rádio, xingava, era um cara engraçado. Foram botando ele ali, porque os ouvintes ficavam pedindo um ingresso pro Michael Jackson, ficava...
Em vez de falar do tema, ficavam causando. E aí eles xingavam e isso foi pegando. O pânico pegou assim. Obviamente a marca pertence ao Tutinha e ao Emílio. Nós fomos agregados. Eu fui agregado, o bolo foi agregado. O pânico cresceu, foi na rádio, depois foi pra TV. Sendo que nós não detínhamos a marca. A marca. Pânico, sim. Então eles poderiam me mandar embora. A gente, eu e o Carioca não poderíamos fazer nada usando o pânico. Nada.
Nada. Também a gente nunca... Não, mas não podemos fazer. Não, não podemos, claro. E acho justo. Também acho. Porque, afinal de contas, quem deu o espaço e quem desenvolveu, o dono da rádio e o Emílio. É justo. Você tá entendendo? Justíssimo. É isso. Ele era o dono. Tá claro, o Emílio sempre se posicionou dessa forma, o Tutinho, enfim.
Como é que era numa banda? Porque geralmente, às vezes, a gente começa os projetos, principalmente quando jovem, sem ter muito a noção burocrática. Hoje em dia isso mudou. Se tinha dono, se não tinha dono. Porque o contrato, um contrato, um bom contrato, ele é feito, né? Porque no Brasil a cultura... Pra não dar bagunça, é. É. Por exemplo, aqui, quando a gente montou aqui... É feito pra isso, né? Pra ficar preto no branco.
O contrato é feito pra não brigar. Por exemplo, nós aqui no Tica, quando a gente for montar aqui, né, Boleta? O Bolo até ficou meio puto comigo, né, Bolo? Não, eu fiquei puto. Não, puto não, porra, tá demorando, caralho, não sei o quê. Você fala, porra, já tô de... Não, puto, ele tava irritado. Vamos logo, porra, não sei o que. Eu falei, Bola, calma.
Tem que tá tudo certo. Azeitado. Antes de começar, porque o que que acontece? Geralmente as pessoas fazem as coisas, aí quando bomba, vai tentar arrumar a casa, a merda tá feia. E quer puxar a sardinha pro lado dele. Cada um quer puxar. Exatamente. E quando você nasce certo, não tem erro. Amigo, tá aqui, a gente definiu dessa forma. E acabou. E nós criamos o Tica dessa forma. É verdade. Né, bola? 100%. Então... É...
O que eu pergunto a você é, como foi esse começo, Raimundos, com essa parte burocrática? Tinha dono? Não. Essa é a pergunta. Não, não. Vamos lá. O Raimundos, e vou te falar, cara, o Raimundos não tinha um líder pré-estabelecido. Ah, você é o líder. Não. Era uma coisa meio maluca, assim. As coisas iam acontecendo no atropelo. E tem uma coisa, não sei se eu te interrompei num segundo, tem uma coisa engraçada. Todo mundo acha que o vocalista sempre é o meio dono da banda. Por quê, cara?
Ah, porque é o cara que é mais visável, não sei o que e tal. É o band leader que eles chamam. Mas vamos lá, eu quero entender, porque pelo visto que você tá me dando, é meio amador, assim, coisa de moleque. É, velho. Até porque a gente não media a força, cada um na sua frente ali, né? Foram coisas importantíssimas pro Raimundo dar certo. O que que era? O Raimundo diz que assim, quem fazia a maioria das letras era o Rodolfo, né?
Porque normalmente a pessoa que canta, e hoje quando eu canto, eu realmente vejo, cara...
Eu tenho que escrever. Você pra cantar, você tem que escrever, sabe? Você tem que escrever pra você se sentir bem, pra você cantar uma verdade sua, né? E eu só consegui isso realmente nesse último disco. Então eu entendo o lado do Rodolfo. Então a maioria das letras dele e tal, eu contribuí muito com ideia de música, com riff, com música, com parte de letra também. Então eu, nessa parte, graças a Deus, eu sempre ganhei bem, né? Eu sempre estive abaixo do Rodolfo, mas eu sempre tive uma boa parte, né?
beleza, porra, quem foi que conseguiu a gravadora? Pô, foi o Fred, velho o Fred conseguiu a gravadora o Warner foi o Fred? é, o Banguela o Banguela tudo foi foi mérito todo do Fred e vocês não colocaram isso no papel? calma, eu vou chegar lá é o Fred, porra, conseguiu a gravadora e tal o que que adiantaria as músicas do Rodolfo se não tivesse uma gravadora? nada nada é
não tivesse os caras ali manda uma demo, faz isso, faz aquilo nada, beleza aí a gente juntou essas duas coisas música e tal, legal, gravadora, gravou e aí? Começou a patinar aí quem foi que arrumou o empresário que fez o Raimundo desbombar? foi o meu irmão e eu que fui tum
Aí veio do meu lado. Beleza. Arrumamos o puta do empresário. Aí pronto. E o canizo com as loucuras dele. Sacou? Que era uma peça importantíssima também. Todo mundo tinha um... Cara, o maior ou menor que fosse, era vital. É que nem... Imagina, velho. Imagina se o cu resolve não funcionar. Fudeu o cérebro, fudeu o estômago, fudeu todo mundo. Fudeu o organismo, né? Fudeu todo mundo. Se o cu ficar triste, meu irmão, acabou.
É verdade. Se o cu entristecer... E ninguém dá valor pro cu. Se o cu falar que não, não vou, aí fodeu todo mundo. Daqui ninguém passa. Isso que rompeu, né? Eu rompi, assim, de certa forma com o Rodolfo naquele momento, foi no segundo disco, foi quando a gente foi falar dos direitos, né? Que o empresário falou, ó, é o seguinte, o primeiro disco tinha muito cover, né? Do Zenilton, não sei o quê. As músicas tiveram participação, não sei o quê. Então ficou meio elas por elas.
com direitos autorais, que naquela época era muita grana. Quando chegou o segundo disco, aí o empresário perguntou, vem cá, como é que vocês vão fazer? Vocês vão dividir? Vocês vão dividir meio a meio e tal. E foi quando o Rodolfo falou que queria tudo. Não, eu não vou dividir não, é minha música. É exatamente o que você falou. Quando chegou a responsa...
Aí o cara esqueceu que eu que arrumei a gravadora, esqueceu que o Fred arrumou a gravadora, todo mundo ralou pra essa porra. Se arrumou empresário. E tinha outra coisa, tudo que era pago, empresário, equipamento, equipamento não, é equipe, depósito, advogado, e não sei o que, tudo era dividido por quatro.
Na hora de pagar, era tudo dividido por quatro. Aí na hora de receber, aí foi quando rolou o problema. E isso me atingiu. Foi aí que eu...
Fiquei puto com o Rodolfo. Você pegou mal. E briguei com ele. Não briguei, cara. Eu fiquei calado um ano. Remoendo isso. Eu falei, velho, qual é o meu papel nessa banda? O que que é? Pra que que eu sirvo nessa banda? Que merda que eu sou aqui nessa banda? E eu fiquei um ano pensando nisso, velho. E você fazia a música. E eu fazia a música junto com ele. Não, você é melodia e ele é letra. Não, não tinha coisa certa. Pré-estabelecida.
Cara, eu cheguei... Criação coletiva, vamos dizer assim. Quero ver o Oco. Como é que nasceu o Quero Ver o Oco?
Eu tava, a gente tava ensaiando no... Como é que era o... Rock Memories. Lembra do Rock Memories? Lembro. Aquela banda de couve das antigas. Rock Memories. A gente ensaiava no Rock Memories. Só que a gente ficava no hotel na... Ai, eu esqueço o nome daquela. Frey Caneca. Uhum. Já tava ali naquela época. Frey Caneca. Naquele tempo, né? Que era... É. A gente tava num flat. Então, cada um tinha seu quarto e tal. Então, na noite anterior, eu tava vendo MTV.
E tava passando Beavis and Butthead. Maravilhoso. E aí tinha aquela cena, né? Quando eu passava uma banda legal, eles pulavam no sofá, batiam a cabeça, falavam rock, não sei o quê. Aí eu vendo aquilo, eu falei, caralho, velho, a gente tem que fazer uma música assim. Pô, a gente tem que fazer uma música assim. Eu fiquei com isso na cabeça, eu acordei de manhã tomando banho.
caralho, a gente vai fazer uma música foda. Aí eu desci no café da manhã, eu fiquei obsessivo com isso. Aí eu cheguei no café da manhã, galera, hoje a gente vai fazer uma música Beavis and Butter. Como assim? Aí eu falei, não, quando eles escutarem essa música, eles vão pular no sofá, não sei o quê. Vembrar pra caralho. Aí eu, caralho, eu na van enchendo o saco da galera, enchendo o saco. Você sabe, velho, tá tudo pronto. É só você pegar.
tá tudo pronto, já tá pronto, já tá feito, é só você pegar. Aí foi, aí beleza, aí cheguei no estúdio, já peguei a guitarra, já dropei a afinação, fiz o drop D, pra ficar mais pesado, pô, liguei, aí comecei a tocar, aí o caniço olhou assim, aí foi lá no microfone, aí ele, eu quero ver o oco!
Caralho, que coisa, irmão. Irmão, o Rodolfo do outro lado da sala, que que é isso, que que é isso? Eu falei, velho, sei lá, fala aí com isso. Olha só, cara, não vê, uou.
Sacou? Começou comigo, aí entrou o Caniço. Do nada mesmo. Aí depois veio Rodolfo, cara. Ou seja, o hino do Raimundo, eu não acho que é Mulher de Fase. É, eu quero ver o Oco, velho. É a última música do show, porque se der uma merda, vai ser ali. Né? Que negue vai quebrar tudo, é ali. Então, o que que eu tô... Um tinha, me lembre, eu tinha feito o Scar quase que todo, a música toda. É boa essa música, hein? Aí o Rodolfo veio e, porra, vai falar de que é errado. Vamos falar de uma...
De uma coisa que até rolou, é até uma tretazinha que a galera da esquerda adora, vim chamar o Raimundo de pedófilo por causa dessa música. Só que Milambi, cara, era a interpretação correta da lei. Ela é exatamente anti-pedófila. Foi um caso que eu vi, era um cara de uns 19 anos que tinha pegado uma menina de 17. Só que o pai era o figurão da cidade, ficou com ciúme. 17. É, 17. O cara, porra, 19 pra 17, meu amigo.
A menina já não é mais criança. E dentro da lei, né, cara? 14 anos. Sim, sim, sim. Sacou? Dentro da lei, sabe? Então, e rolou o quê? O cara mandou prender, o cara se fudeu, mas foi feita uma injustiça com o cara. A menina nem era mais virgem. Já tinha dado pra meia cidade, sacou?
E o cara se encantou pela menina e tal, pegou aí, o pai ficou puto, ficou com ciúme, não sei por quê, e rolou isso. Então, Milambe, conta essa história. Conta sobre uma injustiça. Diferente de um sujeito aí que com 40 anos comeu uma menina de 13, só que a galera não fala nada. Eu não vou falar nomes, mas nem preciso, né? Já tá claro. Já tá claro quem é. Então é isso, cara. Então, a galera que fica tentando botar, imputar isso na gente, fica... Velho, eu falo, é a interpretação correta da lei, velho.
A gente tá dentro da lei, você pode pegar qualquer jurista, não, vou processar o Raimundo não vai conseguir, meu amigo, vai se fuder pode tentar, meu irmão, é uma coisa normal, uma menina de 17 e um cara de 19 porra, tem coisa muito pior e quem fala, com certeza perdeu virgindade aí com 14 15 anos, sabe? Então é engraçado isso, mas enfim voltando pro assunto, as músicas do Raimundo cara, cada hora é de um jeito, sacou? tipo a gente foi gravar nos Estados Unidos é
E aí, velho, o Rodolfo lá fudido, sem mulher, né? Porque, pô, lá era difícil arrumar mulher e tal. Aí, pô, ele fez o rec do maneiro, sabe? Então, não tinha uma coisa muito... Aí, voltando pra onde a gente tava, a gente já perdeu até o... Não, eu quero saber... Não, eu quero saber... Não, não, não. Aí eu fiquei chateado, aí eu fiquei um ano...
assim, puta, eu fiquei mal, isso me fez muito mal, inclusive eu fiquei doido, que eu tomei um aço e fiquei muito louco, foi por causa disso, eu juntei a morte do meu irmão, que eu não chorei, depois, eu tentei, como a gente tava voando, eu não me deixei baquear por causa disso, então eu guardei isso, aí depois veio o lance da banda, aí veio esse lance dessa reunião, que eu fiquei puto pra caralho, que eu achei errado, pra caralho.
Porque, velho, todo mundo ralou. Eu falei, velho, é o seguinte, meu irmão, isso aqui é um casamento. A gente não fez contrato nupcial antes, então é com combinato, velho. Tudo que entra, tudo que sai é dos quatro. É dos quatro, 25 cada um. Eu acho justo. E hoje, o cachê do Raimundo, cara, eu sou o único dono da banda, eu sou o único dono do nome, mas os quatro ganham igual. Perfeito. Então, mas é isso que eu quero saber. Como é que você juntou toda essa porra, ficou puto?
Aí eu passei um ano, aí eu chamei o Rodolfo, inclusive ele conta a história de um jeito que não foi, eu chamei o Rodolfo na sala do Muniz, aí expliquei desse jeito que eu tô explicando pra vocês, Rodolfo, se você estivesse ali em Brasília, você com violão lá na rua, tocando...
e passar o cara da gravadora, pô, legal tua música. Pô, você quer gravar? Não, vamos lá gravar. Eu contrato uns músicos aí, e você grava, e estourado, beleza. É tudo seu, irmão, tudo seu. 100%. 100% é seu aí. Perfeito. Sacou? Mas, velho, esquece ler, porque, velho, o que acontece aqui, é o que eu expliquei, todo mundo deu a sua parcela de contribuição, não mediu esforço, né? Então, e foi o que aconteceu.
Aí ficou nisso, cara. Aí o Rodolfo entendeu, aceitou, mas acho que não aceitou muito bem. Ficou meio puto, não queria dividir. É, não queria dividir. Não achava justo. Ele achava que ele era o cara. Mas tá aqui, ó. Eu quero ver o outro. Tá como Rodolfo, Rodrigo e José Henrique. Eu quero nisso, é. Nós três, porque os três fizeram a música. Então, mas ele levava mais grana? Por quê? É porque é o seguinte... Explica pra galera entender, eu também não entendo.
Como é que é feita a divisão dos direitos autorais numa composição? De 100% da música, quem faz a letra é dividida em duas partes. 50% pra música, 50% letra. Então, se o Rodolfo fez música e letra, ele entra nos dois. Tá. Ele ganha... Aí, se um só fez a música, ele só entra na parte... Da música. É tipo mulher de fases, né, cara? O riff é meu, né? O riff e algumas partes ali do refrão é de uma...
era meu. Você só entra nessa parte. Eu só entro nos 50%, então, eu, 25 meu, 25 do Rodolfo, a letra é toda dele, então ele ficou com 50, ele ficou com 75, eu 25, assim. Então, conforme as pessoas vão entrando, vai fazendo essa divisão. Aí você brigou pra que todo esse dinheiro fosse pra todos.
É, porque assim, vamos lá. Foi, eu falei, velho, é o seguinte, pô, na hora da gente pagar as contas, vai estar todo mundo dividindo aqui. Agora é hora de ganhar, você vai ganhar mais. Por quê? Não tem sentido isso. Sacou? As pessoas não vão ficar felizes. É verdade mesmo. Vai todo mundo começar a trabalhar triste aqui. Vai dar treta, vai dar treta. Vai ser uma merda. Eu acho que o Raimundo durou até muito.
por causa disso, porque senão, velho, cara, ia ficar uma merda, uma hora no próximo disco, ah não, eu vou enfiar qualquer coisa na letra aí. Eu que fiz a letra. Ah não, eu vou mandar essa palavra, essa palavra, só pra botar meu nome, ia estragar a música.
Ia ter briga, ia ter confusão. Eu acho que é um pouco do que tem no Titãs, isso aí. Que eles brigavam pra qual música ia entrar. Porque... O Titãs tinha muita treta. Dava uma grana isso. E muita gente. É, mas então, eu entendi. A grana é sempre ela. Mas, cara, eu até... Eu tinha um negócio, uma intervenção boa aqui. Fus capô. Fugiu. Não, era boa a intervenção aqui de... Uma chance. E aí
Por que que... Pô, vai, continua, desculpa. 50%... Não, acho que eu já falei pra caralho. Não, não. A gente entendeu. Não, não, não. Não entendeu. Como não foi feito um contrato antes, que deu a cagada. Que deu a cagada, porque aí... Que depois, na hora que você quis consertar, já não dava mais tempo. Não, consertou de certa forma, porque aí depois, no próximo disco, e dividiu. E assim, uma coisa até importante falar...
Porque o Rodolfo, ele fala no documentário que só o dinheiro dele foi dividido. Não, o meu dinheiro também foi porque eu tinha uma parcela muito grande. E o Canisso, e principalmente o Fred, que tem muita pouca composição, então pra poder equalizar pra todo mundo, tirou grana do Rodolfo e tirou grana minha. Pra que o Canisso e o Fred pudessem ganhar igual. Então não foi só o dinheiro do Rodolfo que saiu, foi meu dinheiro também. É, eu entendi. O que eu queria dizer, retomei aqui a minha... E aí
raciocínio minhas sinapses acordaram volta pra mim é porque alguma coisa me levou embora é porque assim, o que eu entendo eu tô tentando o melhor dos mundos dentro das circunstâncias lógico se o cara tá com esse pensamento
O que eu acredito? Faz um Cazuza Barão. Cara, olha só. Eu sou capaz. Michael Jackson, quem assistiu o filme? Não sei se você assistiu. Era o Jackson 5. Ele falou, cara, eu quero fazer as minhas coisas. Quero fazer um trabalho solo. Então, sim, Raimundos, valeu.
que eu acredito, tá, Rodolfo? Vou fazer um trabalho só. Gente boa, ele veio aqui e tal. Mas o que eu acredito é assim, pô, é muito fácil. Aconteceu isso no pânico, tá? E foi um motivo de briga exatamente, você é a data. Eu sei a data, exatamente aconteceu isso no pânico. Essas coisas a gente não esquece. 12 de junho de 2007, inclusive até uma, vou fazer uma revelação, eu lembro do Emílio, é o dia que o pânico acabou.
2007. Então assim, aconteceu, acontece com as melhores famílias. Sim. Porque cada um acha que é mais importante que o outro naquele momento. Tem isso, que é a fotografia. Então assim, eu acredito que se eu estivesse numa banda, eu tô olhando pra minha banda, porra, e eu senti que, porra, eu tô a 200, os caras estão a 80.
Vai fazer o teu. Ou faz igual o Jota, né? Que o Jota é impressionante. Como eles são coesos, né? E fala, cara, foda-se. Ou fala, cara... Vou tocar o meu... Eu preciso ter a minha carreira. Isso acontece muito, cara. E seguir a tua carreira... Mas não fode os outros. É, mas porra, aqui dentro... Deixa eu te falar. Ganha mais aqui dentro. Não, aconteceu isso com a gente. Eu vi isso e é o seguinte. O Jota...
Se o Flauzino faz uma propaganda, ele vai lá e faz uma propaganda, todos ganham igual. É a receita que a banda tá há 30 anos aí. É o que eu queria pro Raimunds. Eu sempre quis. Então, enfim. É, acho que Jota Quest é a banda hoje, é Paralamas, né? É, mas acho que eles já fazem isso desde o começo. Quais são as bandas que estão vivas até hoje? É Paralamas? Paralamas. Que teve o problema do Herbert. Jota. Jota.
o capital mudou um pouco, mas o miolo ficou, só saiu o ouro. Não, mas o capital, ele teve o rompimento. Skank não tem mais. Skank não existe. Mas o Skank era assim também, eles eram também um em carne, era uma coisa bem... É, mas eu acho que o Skank não acabou, tá? É, né? Deu uma descansada. Eu acho que o Skank chegou e falou assim, cara, vamos tirar uns 4, 5 anos sabáticos, porque aí a gente volta com tudo. Exatamente. Eu acho que é meio isso, tá? Eu também acho.
Dá uns 5, 6 anos, assim. Quem mais? É, porque eles se dão bem. Eu vejo você falando bem do outro. Mas foi um acordo assim, cara, vamos dar um tempo. Denton altas tem ainda? Tá. Tem tão nativa. Tão nativa. CPM. Quem mais? CPM. Que mais? Mas das antigas, Barão acabou. O Barão acabou. Fez um encontro agora, né? Não, o Barão... O Barão acabou. Não, não. Não parou, né? O Frejá, parou. O Frejá fez a carreira solo. Tempão.
O Barão parou, falou, ó, paramos, igual o Skank. Vamos jogar aquele louquinho. Não, ele tá com o Rodrigo Suricato. Morreu, Peninha. Puto, Peninha, maravilhoso. Ele morreu, não, o Rodrigo Suricato. O Barão roda com o Rodrigo Suricato. Eles rodam bastante. Sim, mas sem o Frejá, não é? Sem o Frejá. É, então, é uma banda que parou, parou, parou. E durou, parou. O Frejá falou, não quero mais saber do Barão.
o que mais? qual banda que tem aí? o chat sempre ajuda, né? sempre mas eu acho que a banda que mais perdura é o Jota e Paralamas desde a formação total não teve nenhum abalo nenhum abalo é o maior exemplo de cumplicidade de banda pra mim é o Jota
É o Jota, impressionante. São gente boa, né? São gente boa demais. Eu sou muito amigo do... Eu amo todo mundo na banda, né? Eles são muito gente boa. Mas o cara que realmente eu frequento, que eu vou, quando eu vou pra BH, eu vou lá pra casa dele, é o PJ. O PJ é de Brasília, né? O PJ é de Brasília, morou em Brasília e tal. Eles são muito bacanas. O irmão do PJ também é gente boa pra caramba. O Rogério, os caras são muito legais.
Cara, eu amo esses caras. Ah, vai lá que roupa nova, é verdade. É. Roupa nova. Até hoje. Também foda pra caralho.
Roupa Nova acho que é a banda mais longeva, é verdade. É que assim, tô falando mais do rock. Roupa Nova, é, foi o rock lá no comecinho, sei lá, mas o Roupa Nova tem uma regra que é muito top, hein? Qual seria? Eu vi uma matéria, um especial do Roupa, por exemplo, o Paulinho morreu. Na época, por que que o Roupa dura tanto?
Sei que o clima também não é dos melhores. Tem suas desavenças também. É a mais dura. Sim, sim. É, mas... E não teve troca de pessoas. Sempre foi a mesma banda. Tudo bem, o Paulinho morreu. Entrou o menino, a gente boa pra caralho, o vocalista lá.
Ele entrou? Entrou um vocalista aqui? Não era? Bom. É porque eu não vi o Roupa Nova ultimamente. Pra substituir o Paulinho. É porque o Sérgio canta também, né? Sim, mas o cara... Pra fazer as partes do Paulinho. O Nestares. Gente boa pra caralho. Nestares é muito bom. Mas o Roupa, qual que é a ideia dos caras? É assim, ó. Isso aqui é uma família, todo mundo acha que ganha igual. E caso alguém morra,
continua a família recebendo. É. Perfeito. Tipo, uma garantia de que, porra, não vai faltar nada. Se acontecer alguma coisa... Então isso eu acho que une a banda, né? Do tipo, como negócio... Mas isso tem que ser um acordo da banda. Então. Legal. Eu acho que existe um acordo assim. Que já tava lá. Imagina, porra, roupa nova faz chupa caralho, ainda fatura direito a atuar uma banda que ainda rola muita grana. E os caras têm esse acordo, tipo, porra, você vê o Paulinho. Não tá mais aqui.
mas me parece não tenho hoje se isso é verdade ou não mas desse especial que eu vi quando o Paulinho ainda tava vivo tinha um pacto entre eles, não sei se isso é documentado eu acho que deve ser documentado isso aí deve ser com certeza em contrato mas aí o cara dizia o seguinte foi até o baixista que eu adoro ele o Nando, falando aqui existe essa banda porque tem um pacto é esse 그런 그런 그런 그런 그런 그런 그런 그런 그런 그런 그런 그런 그런 그런 그런 그런 그런 그런 그런 그런 그런 그런
que se alguém faltar...
a banda continua sustentando a família de quem foi embora. Legal. Então, cara, olha que garantia boa, né? Porque, imagina, você construiu... Aí é bom, né? Então, é um negócio bem sucedido. Mas é um negócio difícil também, porque no caso do Raimundo, no nosso caso, assim, que foi o que aconteceu com o Caniço, né? A gente não tinha isso. Realmente, a gente ajudou pra caramba a família do Caniço, né? A gente ficou ali quase dois anos pagando o cachê.
E a gente fez um monte de... Como é que fala? De show beneficente. Beneficiente, né? Pra recadar dinheiro. Só que aí, cara... Só que, velho, pra gente não dava pra assim... Porque, pô, tinha que entrar uma pessoa... Enfim, a gente ajudou, a gente avisou, né? Que uma hora que tinha que cessar, enfim... E aí foi assim, aí começou as brigas, né? Ali com a esposa do Canisso.
infelizmente, aí ela falou um monte de coisa, né, e quis, né, jogar na internet, inclusive até me acusou que eu bati nela, falei, caramba, meu Deus. Triste, isso tá rolando, infelizmente tá em processo, né. A gente já ganhou a parte da empresa que a gente tinha, e a empresa que a gente tinha... Então, é isso que eu queria entender. A empresa a qual ela se referiu não é a empresa que detém o nome da mana, que é a Tobalove.
Tobalove, né, velho? Até o nome da empresa. Nome bonito, velho. Estilo Raimundo. Tobalove. Tobalove, é. E ela existe até hoje. Até minha mãe foi sócia da Tobalove, porque quando o Rodolfo saiu, eu distrato. Aí o Canis saiu, distrato. Aí o Fred saiu, distrato. Aí eu tinha que botar um sócio. Aí eu botei minha mãe, né?
Aí chegou um ponto que não precisava mais. Você acabou herdando o nome da banda? Eu herdei o nome. Porque eles abriram mão do nome da banda? Abriram o nome, abriu o nome. Mas continua recebendo os direitos. Os direitos autorais. Tá lá, nem passa pela gente. Nem passa pela empresa. Nem passa pela Tobalove. Nada. A marca Raimundos, ela é o que hoje? Pra shows? Tudo.
Não, mas as músicas ele recebe. Não, não, não. Não é do direito da banda. Tá bom, tá bom. É isso que eu quero entender. Pra show, pra nome de banda, fazer disco, fazer DVD, camiseta, mexendo. Tudo o que envolve o Raimundos de banda, de coisa que eu posso fazer o que eu quiser. E eles abriram mão? Saíram, abriram mão. Todo mundo assinou o extrato e foi embora. Quando o Caniço voltou... Rapidinho, desculpa te interromper. Quando é que a banda, em que altura ela se tornou registrada e todos faziam parte? Quando que isso aconteceu?
Cara, eu acho que foi, se eu não me engano, foi... Não sei se foi no Lavô Tá Novo ou ali no Sexta Base. Não foi em 95 ou 96 que a gente fez a empresa. Mas foi por ali. Vocês demoraram pra cá. Não, a gente demorou, cara. A gente demorou demais mesmo. Porra, demorou muito. Vamos lá, irmão. É que nem eu te falei. Não tinha uma liderança. Não tinha um líder. O cara que resolvia as paradas. Vocês queriam ir tocar e fazer música. Estavam tocando, se divertindo e tá tudo certo.
Nessa hora que é importante um bom empresário que cuida dessa parte, quando vê que os caras estão ficando muito doidos, que estão dando problema, não sei o que, o cara é melhor, é, que segura ali. Porque o Fred foi assim, como direcionamento, de gravar, de fazer tudo e tal, mas precisava de alguém que cuidasse da cabeça dos quatro, sacou? Porque isso nunca teve. Então, foi uma loucura.
Tá, então aí vocês registraram, aí a banda ficou igual pra todo mundo? Igual pra todo mundo, é. E quando saíram, eles foram lá e falaram, não queremos mais? É, assinou, o Rodolfo quando saiu, assinou o Distrato, ficou os três. Aí o Canisso, pô, deu dois anos depois, pirou, saiu, aí ficou só eu e o Fred. Aí depois que o Fred que saiu, ele assinou, ficou eu e minha mãe, botei minha mãe. Aí depois, quando parece que mudou a lei lá, e não precisava mais de ter sócio. Aí eu...
Aí minha mãe saiu, né? Porque podia dar problema pra ela, se desse uma merda, eu não queria envolver minha mãe. E aí pronto, aí ficou. Aí a Toba Love é só minha. Mas assim, eu não uso isso... Tá nome bom, né? Eu não uso isso ao meu bem prazer, ao meu bel prazer. Ah, eu sou... Quando o Canis voltou? Não, eu não deixei ninguém entrar, porque, velho, ele nem foi questionado isso. A gente fez uma outra empresa, que era a... E aí...
pauleira, e aí a gente fez uma empresa onde estava eu, Caniço, Marquinho e o Caio e o Denis, que é o empresário. Que é um modelo de negócio que todo mundo faz, sabe? O empresário, que pra todo mundo... Mas já começa do zero tudo certinho. Tudo zero, que eu falei no começo aqui. Impecável, tudo bem. É isso aí. Quando houve o lance do Caniço e tal, não sei o que, aí a gente...
A gente falou, vamos aqui, puta situação horrível. E o Raimundo diz assim, cara, não é um Foo Fighters que morreu o baterista lá. Acabou. E aí, porra, eu vou ficar dois anos sem tocar, porque, meu irmão, equipe, o Raimundo alimenta 14 famílias, sacou? Então, porra, tem gente que precisa do cachê do final de semana que vem pra alimentar a família.
Eu não podia me dar o... Parar, né? Parar. Vou ficar de boa. Vou parar, não vou tirar um ano sabático, vou parar. Não podia. Até a família do Canis também ia ficar na merda. Então a gente, cara, a gente precisa continuar, não sei o quê, e continuar. Aí depois de um tempo a gente avisou, falou, a gente vai dar um tempo aqui, a gente vai ajudar, não sei o quê, mas isso tem que ter um fim. O documentário tá onde?
Globoplay. Globoplay. E aí a gente avisou, e o Caicunda avisou que começou aí as questões com a Adriana. Enfim, aí ela... Enfim, a gente estava falando de... Não, eu estava falando sobre em que momento que registrou, os caras saíram. Não, para entender mesmo, porque...
Parece que o Charlie Brown era o chorão, ele acabou herdando também. Cara, é o que eu falo. Se você quer montar qualquer negócio... Tem que ser do zero. Cara, olha só. Presta atenção. Você que é jovem, você que tá... Às vezes nem tão jovem assim. Pode ser banda, pode ser qualquer coisa. Pode ser seu melhor amigo. Eu aprendi isso também no sofrimento.
casamento que for, não tenha medo de colocar as claras, porque enquanto é sonho, tudo é lindo. É lindo você ter seu amigo ou sua parceira. Não comece a achar, não vai dar muito certo. Vamos ver qual é que é. A hora que explode o negócio. É que a cultura do Brasil é uma merda. É um problema cultural. Tem que ter que ir pra dentro, velho. É, porque no Brasil... Tem que ter que ir pra dentro com sangue nos olhos. É isso aí. É que no Brasil...
Um contrato, ele é considerado uma coisa do tipo assim, pô, você tá duvidando de mim? Tá duvidando de mim, caralho. Não, não, não, galera. Não tenham esse entendimento. Não tenham um contrato. Eu aprendi isso depois de velho.
Um bom contrato é feito pra não brigar. Exatamente. Porque está aqui, você assinou, é público, notório e registrado. Ah, mas não sei o quê, tá aqui, irmão. Porra, eu bola, por exemplo, a gente aqui tem estatuto. Então, ah, não sei o quê. Não, tá aqui, ó. A gente colocou isso como condição. A gente combinou que não vai rolar. Cara, não discute. Não tem discussão. Não tem discussão. E aí é um X da questão. Porque esse contrato que a gente tinha era só pra gente ter uma empresa.
Pra poder receber cachê, pagar um imposto e ficar tudo certo, como manda a lei. Era só pra isso. Esse contrato, ele não falava que a gente tinha uma obrigação com ninguém da manda. Não tinha isso em contrato. É, vocês tinham que ter...
Você devia ter um estatuto. Nunca teve isso. O único estatuto que tem, que é assim, que pra gente modificar o contrato, que tinha que ter a anuência dos quatro, assim, de... Mudar alguma coisa. É, da gente querer sair, de não sei o quê, sabe? Sim, entendi. E tem que ser os quatro. Aí o que aconteceu, né? Que foi que a gente tá em litígio, né? E a gente já ganhou na primeira instância, que é o nosso direito de sair dessa empresa. Porque não tem mais que estar nessa empresa. Porque não é mais.
aquela formação acabou, né o Canísse infelizmente faleceu, acabou aquela formação o Raimundos é quem tá trabalhando e fazendo o negócio acontecer é a banda parece que tem um litígio desse também com o Charlie Brown
Eu não sei, cara. É, tem do filho do Chorão com o Tiagão, lá, Tiagão. Tem que trazer até ele aqui pra trocar essa ideia. Porque o Tiagão tá tocando, o Charlie Brown e o outro Marcão. Eles tão seguindo a banda, mas parece que... Cara, ali de âmbito... Mas é que é o mesmo nome?
Ué, eles são o Charlie Brown. É, e deu uma merda pior agora, porque agora não pode mais usar o nome Charlie Brown. Porque o Charlie Brown do Pinot, lá do desenho, proibiu, né? Eles não podem mais usar o nome Charlie Brown. Charlie Brown Jr. não pode? É igual o J-Quest. Ah, o J-Quest. Ah, eu não sabia que o Charlie Brown também tinha dado esse problema. Aí tem que deixar só a sigla, né? C-B-J-R. C-B-J-R, pronto. Isso aqui é o nosso nome, C-B-J-R.
Acho que fica legal. É, eu acho que uma banda que teve um problema e pra mim é muito louco isso, né? Dá um tipo de problema e a banda fica melhor. O Nat Roots, por exemplo, era Nativos. Nativos. Aí tinha banda Nativos do Sul. Então, aí os caras falaram, não, Nativos bombou com Beija-Flor, né? É. Explodiu. Banda Nativos. Nativos, Nativos, Nativos. Nat Roots ficou muito melhor. Você sabia que a foto desse disco, a contracapa, estou numa cachoeira?
Tá fazendo, meu pai. É mesmo? Aquela cachoeira é minha. Caralho, que legal. Eu já vi essa foto. Essa foto, eles estão tudo meio com o ombrinho assim, caído. Triste. É, uma foto meio triste, essa foto. É, mas é numa cachoeira. Eles estão numa pedra, numa queda da... Que legal. É minha fazenda. Quando você for em Brasil, vou te levar lá. Porra, legal. Então, tomar um banho de cacho. Boa, boa. E tipo assim, aí os nativos...
Veio logo depois no primeiro disco, a banda bombou com Beija-Flor e tal. E aí a banda, eu lembro de estar na rádio, cara. Ó, chegou um comunicado que eles eram da Iamai. Eles eram da Iamai. Aí chegou o comunicado dizendo que a partir daquele momento não podia mais falar nativos, era Nati Roots. Todo mundo estranhou no primeiro momento, mas... Cara, eu achei que foi ótimo o nome.
Nat Rutz hoje é muito melhor que Nat Rutz. É, cara. Foda pra cara. É, muito melhor. E assim, são essas coisas que acontecem. E, porra, eu torço muito, cara, pra que... Sei lá. Tudo se acerte, é. Que se entendam, né, cara? Sempre foi, cara. Sempre foi a nossa intenção ajudar. A gente ajudou, velho. E muito. E não foi pouco dinheiro, não, velho. Foi muito dinheiro. Mas, cara, chega um momento, porra, os meus filhos, sacou? Eu não ajudo meu filho.
Eu sou que nem... Você viu o Sting agora, que ele falou? Vão trabalhar. Se vira. É o que eu faço com os meus filhos, cara. Todo mundo tem uma hora e todo mundo é grande ali, sabe? Eu tentei ajudar, inclusive arrumar até emprego pra Adriana, que ela é psicóloga. Eu consegui um cara foda, o meu terapeuta lá de Brasília, o cara fazer um mega, sabe? Pra ela recomeçar, eu fiz tudo que eu podia. Tudo.
Mas não adiantou, aí começou a brigarada, foi pra internet, falou muitas coisas. Quando vai pra internet é péssimo, né? Sabe por quê? Não tem que ir pra internet. É porque quando sabe que não vai conseguir resolver na justiça, porque sabe que não tem esse direito, aí apelou pra internet. E isso, pô, isso ficou ruim. Então, assim, mesmo assim, cara, eu desejo o bem pra Adriana, velho. Desejo que ele sabe que eles...
engrenem, sabe? Que eles toquem a vida, né? É, tem que tocar a vida, cara. Não pode mais ficar ali, cara, porque as coisas mudaram. Eu passei por isso várias vezes, cara. Porra, eu tive que parar de tocar bateria, sabe? Eu passei por coisas difíceis na minha vida e eu tive que me reinventar. Lógico, cara. Todo mundo se reinventa.
Então, assim, eu desejo que, pô, Adriana, os filhos dela, pô, cara, que sabe que... É por isso que eu falo, né? Então, esse conselho de juntar... Arrume um bom advogado. Desde o começo. Ó, é... Desde o zero. Namorado, noivado, casamento.
Desde o zero. Tenho um sonho com um amigo, vamos montar um negócio aqui. Começa com um contrato, não interessa. Cara, mesmo se der errado, depois você desfecha. Não interessa, é lógico. Faça a coisa certa. Não tenha medo de abrir essa conversa com a pessoa. Porque é honesto. E quando tá no começo, tudo são flores. A partir do momento quando o dinheiro começa a entrar. Aí o bicho pega. Aí é um sororô do caralho, meu irmão.
O pau começa a torar. Ô saudade, velho. Então, vocês precisam entender que um bom contrato. Imagina se o Raimundo nasce bonitinho com estatuto, com coisa. Hoje até... Não tinha nem que falar nada. É, exatamente. Tá tudo escrito ali, espólio, se for o caso, enfim. Por quê? Porque não houve...
uma organização, foi um sonho em que, ah, vamos deixar rolar, vamos deixar rolar. Bom ver o que acontece, né? Aí quando estoura, a bomba, a merda, não teve alicerce, não teve a base, então se você for montar um negócio, faça, cara, acerte antes de começar, é o caminho. E pegando carona isso que você tá falando, cara, quando o Rodolfo saiu do Raimundos, velho, eu assim, eu não tava preparado praquilo, né?
E, porra, eu entrei numa situação, cara, que eu tenho um nós da minha vida que eu tô desatando até hoje. Por causa da saída dele. Uma casa que eu comprei no Rio. A gente tinha feito um financiamento. Aí fudeu, né, velho? Como é que eu vou pagar? Como é que eu vou me virar? Me fudi. Tô até hoje desatando esse nós.
Então eu aprendi uma coisa muito importante, velho. Você tem que estar preparado pra tudo que... A porra toda, é verdade. A porra da vida, porque a vida é assim, velho. É verdade. Eu tô aqui hoje... Altos e baixos, é. A gente tá aqui hoje amanhã, pode não tá. Claro. Então, cara, aí quando eu entrei na pandemia... Foi foda a pandemia. Parou tudo, né? Parou tudo. Eu já não fiquei tão mal.
Tão mal. Sim, sim. Quando a pandemia acabou, eu já tava na reserva ali. Eu já tava ali já no xerina do tanque. Mas eu consegui passar a pandemia. Não deixei de pagar a pensão dos meus filhos, que eu pago. Boa, boa. Enfim, escola das crianças, tudo. É isso aí, irmão. Então, pra mim, eu tive um filho... A sua parte você fez? Tive um filho no meio da pandemia. Quanto filho, irmão? Eu tenho cinco. Caralho, puta. Precisa comentar uma TV pra você, irmão. Caceta de grande. Lá em casa tem uma esquada TV.
Agora sim, uma pergunta Eu até troquei essa ideia Com o Rodolfo quando ele veio aqui Faz o que, uns oito meses, os nove meses Que ele veio aqui Achei até meio surpreendente Porque ele teve Que eu fiz aquela música na Pan lá Sim, sim Ele ficou um pouco chateado Ele ficou puto pra caralho, até a gente já se acertou Não saiu na Folha de São Paulo Saiu na Folha, ele me sentou Eu fui no Tutinha um tempo lá O Tutinha, pô Ok
Pô, minha Marna Jovem Pan, é problema do Rodolfo ali, não tem nada a ver, não sacaria o Raimundo. Então, porque... Tu tinha que ser meio puto, ele falou de tocar em música. Fui eu que fiz aquela música. Eu sei, tô ligado. Fui eu que fiz aquela música. Mas assim, cara, é aquele negócio, chama-se Reg do Obreiro, né? É. Porra, o cara salda a banda, eu tô ali, é aquilo que eu falo, eu já tive processos.
em que eu ganho as ações porque eu falo a verdade pra excelência, pra juíza. Eu falo, olha, deixa eu te falar uma coisa. O fulano de tal que tá aí, vou dar um exemplo, que nem rolou o processo sobre isso, mas só pra deixar claro. O fulano de tal, ele ganha pra fazer música.
E ele é popular, ele se expõe, é um artista, é uma pessoa pública. Exposta. Eu pago a escola e boto a comida dentro de casa fazendo...
A sacanagem, né? Que eu acho que é... Humor, fazendo humor. Humor não é a palavra. Tem uma palavra mais forte ainda que é a sátira. Eu sou um satírio. Então eu faço a sátira. Mas é melhor que sarcasmo. Não, mas eu sati... Não, não, não. A sátira dentro do modo jurídico. A sátira.
É o quê? Eu tô retratando o que aconteceu de uma forma engraçada. Eu vivo disso, porque as pessoas gostam disso, é uma maneira de arte, a sátira é uma arte. Então, assim, porra, cara...
Eu nem conhecia você direito, assim, não tinha amizade pra caralho, como a gente tem já bastante tempo depois disso. E, porra, eu vou te fazer uma sátira disso aqui. Era o assunto. A Jovem Pan adorava fazer isso. Cheguei e apresentei. Sempre fez, sempre fez. Quem cantou foi o Frangão. O Ceará fez o Pastor Abu. Foi. E aí fiz a letra lá e bombou pra caralho. Aí o cara ficou puto. Enfim.
é a nossa como é que se diz? É o meu trabalho até falando se você não quer que faça, não quica a bola na área
Não quer que chute, irmão. Não quica a bola. Não quica a bola na área. É isso aí. Exatamente. O que que tu... Quando tu ouviu essa porra, o que que tu sentiu na época? Tu riu. Eu riu. Eu achei engraçado. Eu riu. Eu achei baleiro. Porque foi isso, cara. Naquele momento, cara, foi difícil pra mim. Tipo assim. E eu realmente, cara, eu perdoei, velho. Eu perdoei. Hoje eu tô de boa com o Rodolfo. Graças a Deus. Mas o perdão não muda o fato.
do que aconteceu, da forma que foi feita... Mas vem cá, vamos lá. E do prejudicial. Isso não muda o fato. Mas eu consegui...
Mandar um foda-se pras merdas que aconteceram, sabe? Mas, por exemplo... Dentro do meu coração. E eu só perdoei o Rodolfo depois que eu realmente limpei meu coração. Porque não adianta você falar, pô, eu te perdoe. Da boca pra fora, é. Da boca pra fora, é. Sabe? Não. Eu perdoei. Por isso que demorou. E não demorou muito, não. Porque, porra, o que os meus filhos passaram de perrengue por causa disso, né? Da saída dele e o que eu passei. Porque ninguém se preparou, né? Pra isso. Então...
ele até fala no documentário que ele achou que foi muito tempo. Pô, podia ficar puto uns meses. Irmão, eu tenho um problema até hoje que eu tô resolvendo por causa disso. Sim, sim. Dessa ruptura. Então, pra mim, realmente foi mais difícil. E eu fui o mais atingido por quê? Quem foi que começou essa merda? Quem foi o cara que tocou lá na campainha da casa do Rodolfo, que escutou ele tocando bateria? Fui eu, velho.
Fui eu, sacou? A gente criou uma parada junto. Porra, era... né? O Raimundo sempre foi... Mas um ponto, assim, pelo que ele falou aqui e no documentário, ...
A saída dele da banda foi uma questão vital. Você acha que não? Por exemplo... Vital pra quem? Vital pra ele. De vida ou morte. Não, tá ligado? Tudo bem. Ele tava num caminho da vida dele que ele ia morrer. Ele ia pro saco. Lembra do caroço, o caralho? Ele tinha umas paradas que ele tava se drogando, virando noite. Ele tava levando uma vida de merda. Resolveu parar. E a religião pra ele foi uma parada que o renasceu, né, velho? Mas aí eu vou ali pra uma coisa que você falou. Tinha um contrato.
justamente pra não dar merda, pra gente. A gente tinha três riscos, a gente tinha uma porrada de show.
E de repente o cara esqueceu que existia isso e tchau. Virou as... Tipo, tô aqui. Tem que estar aqui amarradão. Aconteceu isso no pânico? Tô ralando a banda. Falou, tchau. Obrigadão. E virou as costas e foi embora. Foi foda, cara. Sabe? O pai que fala que vai comprar cigarro e não volta nunca mais. É loucura, né? É loucura. Isso, cara. E porra, foi foda pra todo mundo. Pra todo mundo. Então, cara, é aquilo. Foi quebrado o contrato. A gente, cara, a gente deixou ele quebrar o contrato.
De brother. Assim, de brother não, de porra. Eu falei, velho, é isso que você quer? Então vai, velho. É isso que você quer? Então vai. Não vamos arrumar confusão. Não vou atrasar a tua vida. Mas, velho, isso me prejudicou pra caralho. Então, 20 anos, não foi muito tempo, não. Porque, meu irmão, tem gente que, acho que por menos...
Porra, deu tiro na cabeça, sacou, se matou e... E teve histórias assim no Brasil. Teve histórias assim no Brasil. E foi por causa disso também, né? Eu agentei porrada, pedrada pra caralho. E todas as pedras eram em cima de mim, velho. As pedradas não eram no Caniço, as pedradas não eram no Fred, eram em mim, velho. Porque eu fui lá assumir a bomba de cantar no lugar do Rodolfo.
Então isso aí imagina, velho. Vocês não pensaram em botar alguém de repente pra cantar? Cara, velho, naquele momento... Nem teste. É, a gente falava, não, velho, porque... A gente até tentou botar o Telo antes do Raimundo. E a gente chamou o Telo, né? Ele até é a figura que aparece lá. Meu irmão, o cara que... Puta compositor, ele compôs Palhas do Coqueiro, Marujo, várias músicas são do Telo, né? Ele me ajudou muito. E aí...
A gente, cara, sabe que você vê, cara, não, velho, a gente tem que resolver isso aqui dentro de casa, sabe? É um poço muito importante. Então, e o Fred falou, aí a gente pensou muito no Barão Vermelho. Cara, pra mim o Barão foi a maior inspiração, o Frejá se afoda pra caralho. Irmão, eu olhei pro Frejá e falei, velho, esse é o caminho. O Fred também falou, velho. O Fred que falou, eu falei, ó, Digão, cara, puta, não tem nada a ver, a gente...
Vamos nós. A gente ir pro Faustão, velho, a gente vai pagar um mix, sabe? Vai ficar uma coisa ridícula. Vamos resolver isso dentro de casa.
Então a gente vai chamar um guitarrista que é de Brasília e tal, não sei o que. Vamos botar ele no teu lugar. Porque olha só, o Raimundos não perdeu só o Rodolfo, perdeu o Digão também. Perdeu o Digão guitarrista.
Você tá ligado? É verdade. Porque aí eu fui fazer o papel, né? Cantar e não sei o que, que era uma outra parada. Porque, assim, o Raimundos, ele não tinha uma figura central. Lógico, o Rodolfo, ele era um cara, mas todo mundo sabia quem era o Fred. Pra caralho. O Caniço e o Ricão. Sim, tinha uma unidade. Pra caralho. Todo mundo era muito caricato. Isso é verdade. O Raimundos, se você pegar, você pode ver. É que a voz, a foda é que é a voz. É a voz.
é a voz isso é a coisa mais difícil do mundo de você substituir é a voz a voz é difícil você pode fazer uma analogia do Raimundo com os trapalhões olha só o Didi é o Rodolfo eu sou o Dedé o Zacarias é o Fred e o Mussum era o Canis em vez do Mé era o Bagulhos
Tá claro, tá claro, tá claro. Cara, é treta. Vamos pro Superchat, Boleta? Hoje nem vamos pro... O papo foi tão bom. Quer atender um? Tem um. Tem um. Eu vou fazer xixi enquanto você atende. Então vai. Tem um só. Deixa eu dar uma mijada, porque senão eu não aguento. Vamos ver se ele atende nós aqui. Alô? Caiu na cara. Nem mexi. Vamos ver se ele ligou de novo aqui. O Gabriel Lopes. Vamos ver se o Gabriel tem pergunta pro ligão. Fala, Gabriel.
Fala, mano. Puta, obrigado por atender de novo. O que é isso, irmão? O que você manda? Cara, eu gostaria muito de falar com o Digão. Fala, meu irmão. Digão, prazerzasse falar com você, cara. Prazer é todo meu, irmão. Ah, o seu cara... Calivais, Califórnia. E eu tenho uma história muito legal pra te contar, cara. Diga. É rápida, né?
É, é rápido. Tá bom. É rápido. Vai. Eu sou batera, tenho uma banda aqui em Sonoma County.
E, cara, desde os meus 13 anos eu sempre fui rock and roll. Eu nasci em 87, a minha geração se dividiu em pagode, galera do futebol e tal. Eu sempre fui do rock. Bom, em 2017 eu vim com a missão pra Califórnia de tentar trabalhar com uma banda aqui.
E esses desencontros da vida, de chegar pro imigrante, trabalhar, não ter tempo, isso nunca aconteceu. E cara, o dia que você anunciou que você ia abrir as turnês do Gans, pra mim, foi muito foda. Cara, aquilo ali me deixou assim, louco. Falei, meu, que insano.
E, cara, desde pequeno eu gosto dos caras, e gosto do Raimundos. Você pra mim no Raimundos, é a mesma coisa que o Angus tá pro ACDC, é a mesma coisa que o Ed Van Halen tá pro Van Halen e o Axl pro Guns. Entendeu? Tipo, o Raimundos é o digão, velho. Acabou, não tem papo. Inclusive, eu tenho um vídeo tocando do Quero Ver o Oco no meu Instagram e tal.
Cara, queria que você contasse um pouquinho sobre esse lance, como que foi a vibe com eles. Já conheci a Beta, nunca troquei uma ideia com ela assim. Cara, eu amo os caras. Vai ter um próximo show deles aqui em Passadena. Eu vou, eu moro em Sonoma Carne, vou pegar um avião pra LA. Cara, eu queria te pedir uma ajuda, se você puder.
Eita, lá vem. Lá vem. Você conseguir me ajudar a assistir o show dos caras, mano, no palco ali, velho. Porra, só. Só. Você não quer dar uma dedada no cu? Dá uma dedadinha no cu, mano. Tá fácil, Gabriel. Chupar ou dar uma lambida no picolé dele. Pede a guitarra do Slash também, meu. Eu prometo pra você que eu vou mandar uma mensagem pra Beta pra ela assistir o podcast e aí pronto. Isso eu prometo.
Qual é teu Instagram, Gabriel? Só pra te ter anotado aí. Obrigado pelas palavras. O meu Instagram é Gabe Richie. Eu preciso soletrar porque como eu casei, peguei o sobrenome americano, é G-A-B-E R-I-C-H-E-Y underline. Richie. Gabe Richie underline. Gabe Richie. É isso aí.
Tá bom, o Digão vai fazer isso pra você, tá? Depois você pega a bateria dos K também e pega o cachê também do show. Não quer que o Digão arruma pra você? Pega a guitarra do Slash. Isso também é. Já pega, que eu nem consegui chegar perto. Já tá dado, é. Já tá dado. Obrigado, Gabriel. Valeu, garoto. Valeu, cara. Adoro vocês aí. Valeu. Essa semana foi sinistra, hein? Valeu. Foi, abraço. Valeu. Super, Carica. Vamos tocar o Super Chats. Vamos lá, o Super Chat. Vamos lá.
Daniel Correa enviou uma mensagem. Rodolfo voltou com o Rodox. Digam, você aceitaria show com eles? No mesmo dia, seria foda. Você e o Rodox. Você é foda demais, velho. Imagina, Raimundo e o Rodox no mesmo dia, sei lá, seco voador, apinhado, gente pulando pelo ladrão. Eu já sou mais ambicioso.
onde? Eu sou mais ambicioso fazer o show aonde? eu acho que deveria ter
Um Raimundos, todos vocês. Todos vocês. Calma, calma. Isso aí é. Igual o Titãs fez, pô. Todo mundo achava impossível. E foi do caralho no Palmeiras. Ou não foi? Foi do caralho. Arnaldo Antunes, Nandu Reis. Não, mas se eles fizeram isso, o Palmeiras fica pequeno. Não, não, mas o Titãs foi lá, fez dois shows e beleza, cara. Fizemos um encontro aqui. Botaram dinheiro no bolso. Entendeu a parada? Eu acho que...
seria uma coisa muito importante pra vocês, pros fãs, pros promotores, era o famoso jogo de ganha-ganha.
E botar uma homenagem pro Canis também, chama a nossa amiga. Falou, ó, tá aqui. Vai entrar nessa parada. Tá ligado. E assim, é um promove, um negócio, não tem nada a ver com isso, mas aqui fica uma sugestão. Eu concordo com você. Vou até ser bem sincero, eu não vejo assim, que o Odô fala, né, que ele...
voltar pro Raimundos. Isso não seria voltar pro Raimundos. Isso talvez deveria coroar uma história que foi muito bonita, assim. Ele não iria voltar pro Raimundos. Ele vai só coroar uma história massa, que foi legal. E uma coisa que dá pra ajudar a família do Canis também, sabe? Fazer uma celebração.
Eu acho. Eu acho que isso, sei lá, até perante Deus. Cara, isso jamais... Trinta anos, pô, bora. Jamais seria uma afronta, enfim, até com... Eu respeito muito. Não, jamais, jamais. Eu respeito muito isso, desde quando eu voltei a falar com o Rodolfo e tal. Pô, a gente teve proposta, velho. Veio gente aqui, queria botar a gente na minha mão.
E se aproveitar de eu ter o acesso ao Rodolfo, eu falei, meu irmão, você tá maluco, velho. Pô, eu voltei porque eu quero meu amigo de volta. Lógico. Sacou? O que ia acontecer além disso, pra mim, beleza. Mas eu não vi pra ir com esse espírito.
Mas seria demais, hein? Fazer um ali no Palmeiras, um... Isso aí é um reluzar, sugiro. Lota, lota. Sabe o que eu falo? E seria bom pra todos vocês, cara. Sabe, é tipo assim, velho. Não depende de mim, cara. Assim, se dependesse, já ia ter. Mas, assim, eu... Eu sei, eu te entendo. Mas a ideia foi lançada. É, exatamente. Rodolfo. É o que eu acho. Que seja, Rodolfo.
Faça isso pelos fãs, por Deus. Aí até pelo canição. Uma noite. Especial ou duas noites. Cara, eu acho que dá. Vai ser maravilhoso. Cara, não precisa voltar pra banda. É só ter essa... Viver isso aí, porque... Legal. E também até essas pendências aí que você falou.
acerta essas porra, e tá tudo certo, e fica, ah, daqui a 5, 10 anos quer fazer, vamos fazer de novo? Cara, eu acho isso tão, eu vi o Titãs fazendo isso, eu achei tão do caralho, eu falei, porra, olha aí, que legal, qual o Reinaldo Antunes continuou fazendo a vida dele, o Nando Reis fazendo a vida dele, se encontrou, fez o bagulho e vamos nessa. Que eu acredito que o Pânico pode fazer isso também.
Não, obrigado. Não, Paulo, é legal. Um encontro. A gente encontra no boteco, eu prefiro. Tá bom. Tá vendo como é que não é fácil? Paulo Doreino enviou uma mensagem.
A galera fica zoando o Digão, diminuindo o cara, mas o Digão foi um sujeito que ajudou muito as pessoas. Eu mesmo tinha um restaurante aqui em Brasília e eu falei com ele, pô Digão, eu tô passando um momento difícil pra caramba. E ele chegou e falou, não, vem aqui na minha casa, traz o teu produto, eu vou divulgar pra ti, eu vou te ajudar. E cara, isso as pessoas não veem, saca?
Aí, ó. Tá vendo? Não precisa falar nada. Não precisa falar nada. Paulo do Reino. É. Não precisa falar nada. Eu tento ajudar o máximo que eu posso. Isso aí. Não dá pra você ajudar o mundo. É o que eu falo. É o que eu falo. Eu acredito que a gente não precisa provar nada pra ninguém. Nosso pacto é com o Criador. É. Ah, vão julgar. Cara, o Emílio falava uma coisa que eu adorava. Ele falou assim, caralquinha, 1% de dúvida é dúvida. É.
Você tem 99%, mas tem 1% é dúvida. Então assim, velho. Ah, o Carioca fez isso, o Bola fez aquilo, o Digão fez aquilo. Cara, você sabe que não. Então, cara, entra no seu coração e fala, cara, podem... Tá tudo certo. Cara, caguei pro que vocês estão falando. Tá tudo certo. Eu sei da minha vida e do meu coração e do que eu faço. Ponto final. Mas eu sei que é isso que eu aprendi. E domina a paz. Cara, hoje eu descanso em Deus, cara. Que bom, irmão. Descanso em Deus, porque... Porque...
Pode falar o que quiser, mas velho, o que as pessoas estão vendo, você entra no nosso Instagram, vê, cara, vê uma banda que, porra, tá os quatro, todo mundo no camarim, rindo, feliz, se frequentando, a equipe, sabe, é uma família. É isso, cara. Então o Raimundo hoje vive, cara, um dos melhores momentos, assim, posso te dizer. É isso aí, vambora. Temos mais? Muitos fãs, muitos fãs.
Bruno Maia enviou uma mensagem. Salve, rapaziada! Tem uma banda de covers variados e em todo show a gente toca Raimundos. Sigam lá, Banda El Fire!
A banda é o Fire. Se quiser. Foi o Mechã, né? Ah, mas é legal. Aí se foi por escrito, aí é a voz do... É a voz do Space Today. É a voz do Serginho do Foguete. Serginho do Foguete. A galera escolhe a voz, entendeu? Entendeu? Pela IA. Ela escreve a voz. Serginho Lê. Muito bom. Ai, caralho. Vamos lá. Tem uns que podem mandar áudio também. Ander Chaves enviou uma mensagem.
Carioca, meu querido, corrija essa injustiça histórica. O violão do UAU MTV, o último, né? O herdeiro natural sou eu. Eu tô atrás desse violão desde sempre. Conheceu, digamos, dia 8 de junho de 2013, o dia que eu passei no vestibular. Hoje sou engenheiro civil, tô muito bem, graças a Deus. Mas tô atrás desse violão desde sempre, rapaz.
Tem que ajudar aí, cara. Grande abraço pra todo mundo. Você não tá ligado? O violão que você me deu. Ah, aquele lá. O Malibu, o Fender. Lindo. Guardo com muito carinho. Meu irmão. Um presente que você me deu, eu guardo. E tenho o maior orgulho. Quem chega na minha casa e fala assim, ó. Quem me deu isso aqui foi o Digão do Raimundo. Você tava tão feliz tocando. Eu falei, velho, é seu. Porra.
E eu falei, então assina aí. Eu tenho um violão que você me deu há, sei lá, 15 anos. Saiba que tá muito bem cuidado, guardado. Eu quase nem toco nele pra não tirar tua vibe lá. Mas é um violão excelente. Fender? É um Fender Malibu. Cara, é lindo aquele violão. Então ele... Um DJ de ódio. Do Luau MTV. Um Janine, né? Por isso que ele tá falando. O cara viu no Luau MTV aquele violão e quer o violão. Não, não.
Esse é do Carica, irmão. Esse é dele. Aqui, ó, meu amigo que me deu. Mortalizado e tá lá. É, meu amigo que me deu. Paciência, amigo. Eu tenho um dia bom. Cada um tem um sim. Leilãozinha de fato. Não pensa em dólar, vai. Liga no... Não, os fãs. Aí, deixa eu ver aqui. Ai, caralho, onde eu parei?
Aqui. Aqui. Pronto. Tá grande. As letras são grandes. Eu não consigo enxergar. Juninho Gente Boa enviou uma mensagem.
Boa tarde, Bolinha. Boa tarde, Carioca. Boa tarde aí, o amigo de Digão. Eu queria dizer que parabéns aí ao Titi esse negócio aí. Acertou no convidado. Prevista muito boa. Parabéns aí. E bola, tô vendo aqui, não desmereça minha gagueira não, viu?
Meus amores! Olha lá, a gente já sabia que era você. Carioca. É, ele todo dia liga aqui. Valeu, irmão. Sempre tem o maluco, né? Sempre. É o stalker. Puta que pariu. Portal AM enviou uma mensagem. Fala xixuxus. Padre, sala de Ituaqui. No YouTube do portal Amememania, lançamos música do dia das mais. Deus abençoe.
é o Emílio, né? A voz do Emílio é a voz do Emílio, portal Amém ele falou, fala chuchus, amanhã é que o cara escreve no 100.A ah é, fica uma voz amanhã na sala de tu no Youtube, portal Amém, amanhã lançamos a música do Dia das Mães, Deus abençoe boa, boa padre, amém, complementa aí o que você ia falar
Não, não, porque você sempre tem um maluco, né, cara? Toda vez que a gente tá passando o sol na praça, aí tem o bêbado na praça dançando. Sozinho. E é, sozinho, amarradão. Você pode tá passando só a bateria. Só a bateria, ele tá lá dançando. É verdade, é verdade. A balada pra ele já começou faz tempo. Desde sete da manhã. Puta que pariu. Aqui, ó, vamos lá.
Jossiandri Barbosa enviou uma mensagem. Digão, um ano sem shorts. TV foi insubstituível. Abraços, bola e carioca. Amo vocês. Jossiandri do Presta ou Despresta.
Um ano sem shorts? Que porra é essa? Shorts deve ser algum post na página de vocês? Seria isso? Não, cara. Nossa página tá bombando. Que coisa pra caralho. De shorts? E a TV, o que ele falou? Ele falou aqui, ó. Digam, um ano sem shorts? Foi insubstituível?
Abraço, bola e carioca, amo vocês, Júcio. É, a turma usa muito tóxico também. É, o pessoal tá lá doidão. Cara, isso já passou de 4h20? Já, já. Você fica embora? Já. Douglas Pires enviou uma mensagem. Digam, eu e meu irmão Daniel vamos no show em Campinas, dia 23, nesse dia, você consegue tocar pitando no combão pra gente?
Opa, com certeza. Então vai ter no show de Campinas pra vocês. Pitando no condom. Tá mais fácil que botar no palco do Gans. Muito bom. Aí. Caralho. Tiago Soares enviou uma mensagem. Fala Digão. Preparado para o show do Raimundos aqui em Biguassu no dia 16? Manda um abraço pra grande Florianópolis. Ebes.
Opa, a galera de Floripa, que é um lugar que eu... Eu vou tá lá, hein? Vai no show, caralho. Eu vou tá lá dia 16? Deixa eu ver que dia que é. Sábado? Eu vou tá lá. Aproveita e embala o... Floripa, que tem a galera do skate lá. Leva a patrôma bater cabelo. A galera grande lá do skate. Vai ser em Biguassu o show? É. Nem conheço Biguassu, preciso conhecer.
Mas a gente se fala, se tiver por lá, a gente almoça. A gente ama algo. É, mandar um abraço aí, Pedro Barros, André Barros, toda a galera do skate, Bill Nunes, surfista, o Rafa da pousada raia de vento, todos os meus camaradas, alemão da Drop Dead, poxa, só irmão. É massa demais, cara. É, aqui. Beleza. Temos mais? Temos um último aqui. Vai. O Whindersson Souza enviou uma mensagem.
Fala Marcão e Ceará, bola tinga o Daniel do Grupo dos Parças que abandonou o grupo depois que começou namorar. Valeu. Obrigado, hein, Daniel, seu bosta. Você não pode abandonar teus amigos, seu merda. A Pepeca levou. Filada puta. Não tem o vento levou. Depois a Pepeca dá um. Se você quer voltar com os amigos, eles vão ficar putos com você. A Peleleca. A Peleleca.
Vai ficar no pilili. Daniel, seu trouxa, vai se fuder. Tomou chá de peleleca, largou os amigos. Feio isso, hein? A mulher controlou. Feio o seu trouxa. A mulher controlou. Palma andada do caralho. Mas também vamos combinar. Tem muito amigo que não quer que você namore.
Isso é uma verdade. Ah, tem, pra você não ficar também com a sua mina. É porque o amigo que é o amigo disponível... Exclusividade. É, porque o cara falou, pô, não sei como é, depois eu não voltei com quem sair. Aí ele vai namorar, ele vai dar aquela sumida, e eu vou ter que namorar também? Aí tem isso aí também, nego. Também tem isso, é verdade. Eu vou te falar, toda mulher sábia, velho, ela sabe. Quando a mulher tira é porque é só mal elemento.
A minha mulher é assim, cara. É verdade, irmão. E cara, assim, o meu relacionamento é tão bom, tão bom, cara, que eu não gosto de sair sem minha mulher. Eu também. Eu sou igual você. Eu me divirto com ela, velho. Eu só vou onde ela pode ir. Minha mulher é engraçada, ela conversa com todo mundo, conta piada, e eu fico ali rindo, amadão, cara, porque a minha mulher é assim, graças a Deus. Você tá quanto tempo junto? A gente tá há oito anos. Que bom. Eu bati o recorde. Fico feliz de você estar feliz assim. Casei.
no civil, vou casar no Rio de Janeiro. Fiz a primeira comunhão que eu não tinha feito. Eu fiz. Pra casar. Pra casar. E vou casar com ela, meu amor. Que maravilha. Que Deus abençoe vocês. Você edificou minha casa, minha vida. E a gente tem uma princesa que se chama Mariana. Que é a coisa mais fofa. Quantos anos? Ela tá com quatro. Vai fazer cinco agora em junho. Maravilha. Que Deus abençoe. Que Deus abençoe. Que Deus abençoe você, Mariane e todos. E a filhinha.
Vamos nessa, gordinho. Bora, irmão. Digão. Acabou. Obrigado por todos os presentes. Só botamos a cabecinha. Uma grande honra. Bela música, hein? Só botamos a cabecinha. Ele não tem ombro. Ele não tem ombro. Vai até o final. Só a cabecinha não faz mal. Bora. Eu não tô mentindo. Eu tô legal. Só a cabecinha não faz mal. Isso é bom, hein, velho. Porra, anota aí. Anota aí.
Tem que anotar tudo, velho. Riff, tudo, tem que anotar. Tá registrado aí no YouTube. É. Seguinte, faz essa parada com aquele moleque, velho. Cara, eu curti essa onda. Porque esse piseiro que é power, sacou? É, esse é power. E ele é rapante, ele é repente, ele é cacacacá, sacou? Eu acho que funciona.
Tem que fazer um feat. Meu irmão, a gente, quando falaram que a gente ia tocar Fábio Júnior, a gente... Ah, que porra! Meu irmão, ficou do caralho, velho. Porra, fazer com esse piseiro aí vai ficar maneiro. Não, filho do piseiro com Raimundos é em bola. Filho do piseiro. Vai ficar muito louco. Com o guitarrão ali. Pelo menos uma música pra fazer um feat. E ele topa na hora. Eu acho. Fechou então.
Então já. Vem, gente, boa demais. Filho do Viseiro, ó. Vamos fazer essa parada. Ô, Júlia, já faz o feat com ele aí, ó, do contato. É. Ela tem o contato aí, ó. Primeiro final, rap. Cara, isso aí... Cara, isso aí... Detalhe. Já vou aqui fuder o cara. Já bota o... Eu vou fazer o rap do Papai Noel. Não, já põe o... Coisa, o...
O produtor, caralho, fugiu o nome agora. O Rick Bonadio. Você, Rick Bonadio, filho do Piseiro. Vai ser feito lá. Vai ser feito com o Rick. Lá no Midas. E tá pronto. Cara, isso aí. Caralho. A gente já formatou, viu, Rick? É pra formatar. Rick Bonadio. Filho do Piseiro com Raimundo se vira... Eu acho que isso é sucesso pra caralho, velho. Eu acho que é muito sucesso. Aí é pra arrebentar.
Digão, fica com Deus. Irmão. Obrigado pelo presente, pela camiseta. Obrigado pelo presente. Pela motoca, já botou lá a bola? Cadê? Ali, ali, ó. Ah, velho. Pô, do lado da Caló e Crohn. Pô, mas tinha que tirar da caixa ou não? Não, da caixa autografada, tá louco? Não, guarda a caixa, mas... Não, deixa a motoca lá. Põe a caixa lá atrás. Isso. Presente é meu. Boa ideia, bota a caixa. O presente é meu, põe onde eu quiser. Obrigado, valeu. Não, 98% do cenário eu não pus nada.
Depois que você pôs o avião. Só o avião. E o BYUD. O BYUD e o avião. Não, foi o Daniel que deu. Não foi, deu pra mim, deu pro Tica. Não fui eu. O BYUD é teu. Não. Bola de vôlei e o capacete. A bola de vôlei e o capacete. Só. E o troféu e a imprensa. E o pica-pau.
O pica-pau e o Snoop, pronto. O Tutinho é teu. Cadê o Tutinho? Ali, ó. Não, não é meu. O Tutinho. O Tutinho. Eu tô percebendo, Bola, que não tem mais espaço pra pôr coisa aqui, viu? Vai ter que dar uma ampliada aí no... Vai ter que ampliar, vamos ter que botar mais partilheira. Tem muita coisa. Não desista, é meu, é verdade. Não desista, teus quadrinhos são teus. É, pouquinho, pouquinho. A gente arruma, a gente arruma. Ó.
vamos nessa, beijo, fechou siga, curta, compartilhe, inscreva-se no canal até semana que vem, muito obrigado sempre é isso aí, quem tiver em Mogi das Cruzes hoje o Digão vai tá lá, opa, aí sim, hein vai ter showzinho lá, é, show solo show, show, brincadeira, pocket vou tocar rock, é isso aí, boa, Digão beijo, Digão, valeu rapaziada