EP 754 - JOÃO INÁCIO JR.
Com 50 anos na comunicação, João Inácio Júnior é um dos grandes nomes da rádio Cearense, conhecido pela comunicação direta e forte conexão com o público ele se consolidou como um ícone da internet, ampliando ainda mais seu alcance e influência.
- Carreira de João Inácio JúniorHistória no rádio e TV · Viralização na internet · Influência no Ceará
- Desafios PessoaisMedo de voar · Cura de doença grave
- Cultura e música do CearáPiseiro · Artistas cearenses · Tom Cavalcante · Belchior · Raimundo Fagner
- impacto da internetMudança na forma de comunicação · Viralização de conteúdos
E aí
Só pra ter uma ideia. Aí, estamos aí, boleta. Mais um episódio do Tica na Catiquete. Tudo bem? Vamos rápido hoje que eu tô empolgado com essa presença. Inscreva-se, curta, compartilhe, inscreva-se no canal. Obrigado desde já. Dá aquele like chocolate, se inscreva. Like chocolate, temos... Spotify. Um monte de coisa, Amazon Music. Isso aí. Mande seu Tica na Catica pra nós. Manda pra nós. Temos um patrocínio mais do que espetacular hoje.
Aqui, ó, Philips. Philips Audio e Vídeo com a Bombite, que é a melhor caixa do mercado. É isso aí. Ambilight TV, melhor TV do mercado. A melhor TV. Tem presente bacana pra você, meu querido João Inácio. Olha esse headphone, irmão. Não, não, calma que eu vou melhorar isso aí. É? Vou melhorar. Vamos melhorar isso aqui.
Presta atenção, tá aqui. É com você, irmão. Eu vou melhorar comigo. Caramba. Esse fone é excelente. Você viralizou a La Isla Bonita, certo, João? Sim. Pegou a La Isla Bonita? Você tentou outro, mas a La Isla Bonita foi pra mim, né, bola? É. O bongozinho. O top, o top. Que é o bongô do... Você tá ligado de quem é esse bongô?
Não. Paulinho da Costa, que tá com especial no Netflix. Caramba. Puxa vida. É brasileiro. Que notícia. Não, mas... O Paulinho da Costa tocando bongo. Ué, o nosso maior percussionista do mundo. Puta, que sucesso, hein? Que fez Michael Jackson Thriller. Enfim, tá no Netflix. Tá bom. Não, mas o barato da... O Paulinho tocando bongo. Não, mas o barato da meme. Aqui é ele, né? O Paulinho Gogô. Eu sei, mas... Enfim. Aquela pancada do... É sensacional. Bom, é o seguinte.
eu quero lhe presentear com uma bombite pra você gravar lá no Ceará. Igual essa aqui, ó. Não acredito! Exatamente igual a essa aqui. Posso pegar? Você vai receber uma dessa. Vai receber no Ceará, mas eu não vou fazer você levar. Não é essa, não é essa, mas é igual essa aí. Eu quero pegar e alisar.
Caramba! Então, João, pra você gravar seus vídeos nas praças nas praças de Fortaleza Nossa Avenida Fortaleza é uma terra muito boa, velho Que lugar legal, velho Será que tem um grave maravilhoso?
Será que tem o Duro há 15 horas? Ou será? Será que é o Powerbank? Será que tem o Powerbank? O pau que rola nas redes, que é a Bumbi, que é a melhor caixa do mercado. E um presente especial para o meu amigo, João Inácio Júnior. Muito feliz. Um dos maiores comunicadores. Do Brasil. Um dos caras mais inteligentes, né?
da comunicação brasileira que muitas pessoas, né, João? Eu já te conheço há algum tempo. Eu já te conheço há quase 30 anos porque o Ceará Ceará, que morava comigo, o nosso querido Wellington Muniz. Wellington Muniz. O Wellington, beijou. Falei com ele hoje. O Wellington Muniz, que morava com ele, quando eu cheguei a São Paulo ele falava, tem um cara em Fortaleza chamado João Inácio, ele ficava te imitando todo dia. João Inácio Junior. É verdade mesmo.
E eu fiquei com isso na cabeça. Aí teve a TV Diário, te conheci. E obviamente tive em Fortaleza. Né, Bola? Pra fazer meu espetáculo. Fui no teu programa. Você tem um programa na Rádio Verdes Mares à tarde. Rádio e TV. Rádio. TV Diário e Rádio. É media cruzada. Ao mesmo tempo que passa na TV, passa no rádio. FM 92.5 Verdinha e TV Diário. Você esteve lá comigo. Estive lá no seu programa.
E eu já tava fazendo a dança. Isso, no meio do ano passado, você já tinha dancinha. É. Já era viralizado em Fortaleza. Sim, sim. Olha, agora tem que fazer a dança e tal. Aí espalhou o Brasil. Aí a sacada do Será e da... Pô, cara. E do pau. E do pau que rola nas redes. E do pau. Tem que ter pau. Pau que rola. Cara, impressionante. Agora tem muita gente que tá dizendo não devia ser o pau que rola, devia ser o pau que rola.
É nós, compadre. Vou levantar aqui, ó. Pronto. João Inácio Júnior, quanto tempo de microfone, meu irmão, você... Pra gente entender, irmão. É, essa sua história, né? Você é nascido em Fortaleza, como é que é a tua história, cara? Cearense, nascido em Fortaleza, 69 anos, ou seja, caminhando... Pô, tá bem. Puta merda. Então, e 50 anos de comunicação. No rádio e na TV. E agora, entrando bacaninha...
Na internet. Meu querido Zach, vê se você acha aí João Inácio Júnior na TV da Globo. Aí ele apresentando o jornal. Se você achar no TikTok, bota aí pra você ver o que você fazia. Ele fazia o tipo SPTV, o local, né? Você fazia o jornal local lá, né? Durante 24 anos eu fui apresentador da Rede Globo no Ceará. Inclusive eu apresentei todos os telejornais. Todos. Eu não sei se você se lembra, porque você é novinho, você é uma criança.
Você também. Eu sou mãe velha. Mas no passado, as praças, ou seja, as televisões locais, apresentavam os telejornais com os mesmos nomes, com os mesmos títulos dos jornais de cabeça. Por exemplo, eu apresentei o Jornal Nacional Local no Ceará durante muitos anos. Eu terminava a minha parte...
Dizendo, agora vocês vão assistir as notícias, vão ver as notícias do Brasil e do mundo com Sérgio Chapelein e Cid Moreira. Que beleza, hein? Aí eles apresentavam. Cid Moreira nos deixou faz muito pouco tempo, mas o Chapelein tá ainda aí.
sumiu, não quis mais rádio, televisão, internet, barbundão. Não quis saber de mais nada. Quem encontra ele por aí nem sabe que ele não. Minas, né? Ele mora lá perto de... Lá na terra do Vesgo, de Itaenduco, cavalo, chácara. Ele vive meio... Acerto ele, vou descansar. Isso.
Mas você começou como, irmão? Eu comecei no rádio e na TV. Com dois meses que eu estava no rádio... Mas como você foi parar no rádio, João? Ah, porque desde menino eu era apaixonado por comunicação. Quando eu via ou ouvia uma pessoa que falava bem, que falava bacana, eu ficava encantado. Admirava. Admirava. E admirava muito rádio e TV. E uma vez eu fui me oferecer.
Me preparei bastante, fui para uma rádio. Eu não sei se vocês se lembram da maior rede de rádio e televisão que o Brasil já teve, que foi a Rede Tupi. Tupi. Tupi. A Tupi era o Brasil inteiro. Só no Ceará, só em Fortaleza, a Rede Tupi tinha uma TV, uma rádio, porque naquela época não tinha FM, era rádio AM, e dois jornais. Caramba. Mas você foi com a cara e com a coragem. Cara e coragem. Cheguei lá na empresa.
E falei com o... Cheguei na portaria. Quem é o diretor de programação? Quem é o diretor artístico? Me apresentaram. Eu tinha 19 anos.
Puta merda. Desculpa, eu sei. A minha mulher disse que eu sou muito... A minha autoestima é muito alta. Era um garotão bonitão, falava muito bem. Que bom, que bom. E o diretor me recebeu na sala dele imediatamente. Eu então disse, falei do meu sonho, ele me levou pra um teste, passei imediatamente, ele nem acreditou que eu não trabalhasse em rádio. Eu nunca tinha falado em aeroporto. E tô até hoje 50 anos. Que legal, cara.
Olha aí. Começou na Rádio Tupi, então. É, era Rede Tupi de rádio e televisão, mas no Ceará a empresa chamava assim. Não tinha rede, né? Sim. Era, tinha. Não, não, era rede. Não era via satélite. E não tinha interligação, tinha que produzir e mandar cita. Porque como é que funcionava antigamente, João? Vê se eu tô equivocado. Por exemplo, até 69, até os anos 80, início ali dos anos 70, né? 72, 73.
Por exemplo, passava a novela, a fita, ele tinha que fazer uma fita pra cada afiliado jogar no horário. Sim, lógico. Não era bem assim, não. Não era? Como é que era, João? Me conta aí. Era parecido com isso que você falou. Eles faziam a novela numa fita, numa fita... Não era cassete, era uma fita rolo. Ela tinha quatro dedos de largura. A fita, meu compadre. O rolo era isso aqui. O rolo de fita.
de vídeo, era levada no ombro, então a novela começava, por exemplo, se a cabeça de rede fosse São Paulo, Globo, por exemplo, Rio de Janeiro, Rio, Tupi, São Paulo, então a novela passava aqui em São Paulo, ia passar no último estado vinte e tantos dias depois, porque ele saia de um estado e ia pro outro. Mas eles não tinham fitas depois que foi... É, porque era muito complicado, né?
Passava um filme no sábado, aquela fita ia rodando cada afiliada. Eu trabalhei na Rádio Cidade aqui em 93. Foi o começo. Eu levava a fita para o Jornal do Brasil, no Rio de Janeiro. Nesse tempo já era fita cassete, né? Era de rolo. De rolo. As fitas eram isso aqui.
O rolo era isso aqui, meu bom. Era rolo mesmo. Entendeu? E grosso, né? E grosso. O rolo bonito. Passava na cabeça de rede, por exemplo, Tupi, São Paulo, Globo, Rio de Janeiro. Aí, no outro dia, ela viajava para outra cidade. Então, o final da novela, por exemplo, ou o começo da novela...
passava num estado num dia e no outro estado no outro dia. Cara, se não me falha a memória, eu vi no livro do Boni que começou em 69, o Jornal Nacional. E você sabe como é que era, Bola? Era de antena em antena.
Ia pingando. Repetidora. Era, era, era. Era o Brasil inteiro. Era micro-ondas. Caralho. As televisões depois... Imagina o custo disso. É. Então teve esse primeiro período que não tinha nada transmitido assim ao vivo. Depois de muito tempo, as emissoras começaram a construir torres... Hum.
De micro-ondas que ficavam em cima de montanhas e tal, pra passar de uma pra outra, pra chegar nas cidades e no restante do Brasil. Finalmente apareceu...
O satélite já existia há muito tempo, mas o satélite Brasil Sátio, Brasil Sátio. Aí veio a o satélite pra televisão. Aí pronto, ficou real time, ou seja, o que passa ao mesmo tempo, passa na rede inteira. Eu acho que o primeiro, acho que foi em 69, né, o primeiro... Não sei. Satélite? É, é. Vou perguntar aqui, qual foi a primeira, acho que foi o Jornal Nacional em 69.
Não foi? Foi a minha transmissão em satélite. Essa data eu não me lembro. Eu também não sei. E quantos anos de Itupi, João? Eu passei dois anos. Dois anos. Dois anos na Itupi, que era Ceará Rádio Clube de Fortaleza, integrante da Itupi, e TV Ceará Canal 2, integrante da Itupi. Passei dois anos. Fui convidado quatro vezes pra ir pra Globo. Nesse período. Nesse período. Tá.
que lá em Fortaleza é Televisão Verdes Mares, afiliada da Globo. Perfeito. E aí eu fui convidado a primeira vez, não fui. A segunda não fui, na terceira, com dois anos que eu estava na rede do PID Rádio e Televisão, então eu fui convidado pra Globo Ceará e aí aceitei, estou até hoje lá. Dois anos. Caramba.
Fora, em outra rede e 48 anos na Globo do Ceará. Agora sim, explicando só uma coisa pra vocês. O sistema Verdes Mares de comunicação, onde eu trabalho, tem em Fortaleza a Rádio Verdinha 92.5 FM, a FM 93, o Jornal Diário do Nordeste, a Televisão Verdes Mares, a TV Diário, que eu tô hoje trabalhando na TV Diário, canal 22, e ainda tem o G1.
Ceará que é nosso, é da Globo é nosso lá, e tudo isso é integrante do grupo Edson Queiroz que é um dos maiores grupos empresariais do Brasil. Sim, tu faz parte dessa parada. E aí tu foi da Tupi, pra Globo tu já foi pra Globo, Verdes Mares, né? Verdes Mares. Ainda é Verdes Mares. Rádio ou TV? É rádio e TV. E TV, os dois. Só que hoje a Rádio Verdes Mares virou Rádio Verdinha tá. A TV Diária é TV Diária TV e...
A TV Verdes Mares é TV Verdes Mares, a rádio é a Rádio Verdinha, tem também a Rádio FM 93, como eu disse, e ainda a TV Diário.
Pô, tem coisa pra caramba. Eu gosto muito de lá. E ainda somos proprietários. Eu não. A empresa lá da Rádio Recife FM. Tá. Em Recife? O seu programa vai pra Recife também ou não? Não. O meu programa é pro Ceará, mas hoje via satélite. É, pega o Brasil inteiro. Vai pra todo lugar. Nós temos algumas rádios afiliadas que retransmitem meu programa de rádio também.
Entendi. Você começou fazendo locução tradicional, João. Rapaz. Olha, FM, Verdes Mares. Eu comecei no Rádio AM, fazendo um programa diferente lá, que eu tocava música e informação. Tá. Né? E eu fui... Você via notícia, o que você fazia? Era notícias... E música. E música. Tá.
Mas também eu fui o locutor oficial da Rede Tupi lá no Ceará. Tipo, nesta sexta, Manics. Entendeu? Locutor de cabine. Que demais. Na verdade, a gente gravava, já não era mais locutor de cabine. Por exemplo, fazia a chamada. Tipo, ver Verdes Mares. Não tinha esse negócio? É. Assista. É. No caso, eu fui da TV Ceará, Canal 2, durante dois anos. Como eu te disse, como a programação era...
escalonada, né? Passava num estado e passava no outro. Então, todos os estados tinham que ter suas chamadas. E eu era o chamado oficial. Por exemplo, nesta sexta, os detetives, nove da noite, aqui, na Tupi. Entendeu? Caraca. Que voz em bola. Porra. Puta voz, né? Então, eu fazia chamada. Eu fazia aquele apicista daqui a pouco. Rede Globo. Canal 7.
Como é que era? TV Verdes Mares? Na Globo eu nunca fiz. Fiz na Rede Tupi. TV Tupi era no TV Ceará Canal 2. TV Ceará Canal 2. Assista. Eu adoro isso. Todos os dias os programas. Fui o locutor oficial das chamadas. A Globo teve o cara melhor da história. Dirceu Rabelo, né? Dirceu Rabelo, na verdade. Na Globo, nesta sexta. Globo Repórter. Os trapalhones.
Mas você não fazia local isso? Fazia local. Eu tô falando aqui de seu rabino. Mas você fazia chamadas pro Ceará. Locais, pro Ceará. Tipo como? Lembra uma aí, vai. Eu acho da hora isso aí. Por exemplo, na época passava um programa chamada Os Detetives, né? Aí eu chamava, nesta quinta, oito da noite, Os Detetives. Aqui.
Na Tupi. Tupi-Seará. Entendi. Você sempre foi um cara de estúdio, João? Ou você chegou a fazer reportagem de rua? Não, eu nunca gostei de fazer reportagem de rua. Eu apresentei programas de rádio, televisão, além de locutor de todos os telejornais da Globo no estado de Ceará, passei por todos durante 24 anos, depois fui pra TV Diário, que também é do nosso mesmo grupo, Grupo Verdes Mares.
E aí apresentei um programa durante muito tempo chamado João Inácio Show, que tinha as famosas tigressas. Eita, Lás, que rebelde. Tem que mostrar isso aqui. Não, vamos primeiro mostrar o João na Globo. Tem aí, tem aí. E acha esse João Inácio Show aí também. Que lembra do ano de 2000, caramba. É. Olha lá, ó. Olha lá, ó.
Olha que bonitinho, meu. Com um terninho. Hoje eu mostro um enterro logo de cara. Tá fácil, né? Mas sério, né? Naquele tempo, naquele tempo, o telejornal era bem diferente de hoje. Você sentava, você não mostrava muita emoção.
Nem podia. Nem podia. Então, a sua variação emocional e de voz era muito pouca. Você nem levantava as mãos no telejornal. Era muito tradicional. Hoje, não. E só os barracos, velho.
O cara botou o passeio na rede. Pronto. Já chamava Jornal do 10, porque lá é Canal 10. Então, é o seguinte. Hoje, não. O apresentador de televisão já tem muito uma liberdade, né? Ele vai pra um lado, vai pro outro. Faz a minha dancinha. Impressionante. Como apresentadores de telejornal de vários outros. Mas claro que fez. Eu vou mandar aqui pro Zay. Ele fez. Foi maravilhoso. O Carioca é incrível. Você também.
E aí você ficou, puta, todo esse tempo, quanto tempo de telejornal? 24 anos de telejornal. Caramba, irmão. Que coisa, velho. Agora eu tô na TV Diário de Fortaleza e também na Rádio Verdinha, é o programa Mídia Cruzada. Ele passa ao mesmo tempo no rádio e ao mesmo tempo na televisão. É de segunda a sexta de 1 às 4 da tarde. Que legal, cara.
E essa semana você acabou pegando uma folga aí, né? Uma folga? É, porque ele tá gravando lá com o Danilo, gravou. Entendi, entendi. Eu tô de férias, né? Vai e se aproveita pra fazer outras coisas. É, tô de férias e eu não viajava. Posso até contar uma coisa pra vocês aqui, impressionante.
Eu há 40 anos não viajava de avião. Nem fudendo. Nem, nem. É mesmo? É mesmo? 40 anos? Você não saia do Ceará? Não viajava de avião. E como é que você fazia? Eu já viajei muito de avião. Tá. Até muitos anos atrás, né?
Mas é o que? É medo, João? Pavô, pânico. É mesmo, cara. Engraçado que eu não tenho medo de nada. Eu não tenho medo de absolutamente nada. Eu sou um camarada, vou falar um pouco de mim. A minha mulher disse que eu tenho autoestima muito alta, mas eu vou falar. Eu sou um cara que amo a vida. Eu sou apaixonado pela vida. Eu nunca tive depressão, ansiedade, medo, pânico, nada. Pra mim a vida é maravilhosa. Os problemas devem ser enfrentados. Mas não te mete no avião.
Mas eu tinha um problema muito sério chamado avião. Pânico, terror. Que coisa. Cada vez que eu entrava num avião, eu passava muito mal. É mesmo. Terrivelmente mal. Muito mal mesmo. Ao ponto de dizer, eu não viajo mais. Nunca mais eu viajo além de avião. E aí... Ficou 40 anos sem pisar no avião. Sem pisar. Entrei no avião uma vez, o avião parado. Entrei pra fazer uma dancinha no avião. Parado. A dancinha no avião.
parado, aí o que que acontece o Danilo Gentili começou a me convidar pra participar do programa dele, o Celso Portioli também me convidou pra participar do programa dele
E eu terminei não indo, por medo de avião. Foi por medo de avião que eu segurei pela primeira vez a sua mão. Belchior, cearense. E nunca pensou em vir de carro? Nada, é uma viagem de tudo. Não dá, né, bola? Ué, não sei se ele não quer vir de avião. Dá o que? Três dias, né, João? Se ele não quer vir de avião. Ele já chegou a fazer esse rolê? De jeito nenhum. Aí o que aconteceu? Aí eu resolvi vir.
Porque o pessoal me incentivando... Vou encarar. Vou encarar essa parada. Vai, pô, dame. Aí, meus compadres, eu... A viagem foi marcada, hotel reservado, beleza tudo, e eu não pensei no assunto.
E os dias foram se aproximando da viagem e eu não sentia nenhum tipo de... Ansiedade, nada. É como se eu estivesse aqui conversando com vocês de boas. Chegou a hora de ir pro aeroporto, a gente foi tranquilo, despachou as bagagens, tranquilo. Passei, entrei na sala de embarque, passei por aquele túnel, passei no túnel, entrei no avião.
Tranquilex. É mesmo. Tranquilão. Sentei na poltrona, meu Deus, que maravilha. Eu devia estar aqui há mais tempo, pensei. E aí o avião táxiou, subiu maravilhosamente bem. E você? Tranquilão. Que beleza. Agora você tem que viajar mais, João. Agora eu vou. Agora aproveita. Agora do pai me espera.
São Paulo, Rio, Paris, o mundo me espera. Porque agora eu vou. E outra coisa importante. Eu quero dizer que quem me curou foi Deus. Quem me... Eu fiquei com medo, mas enfim. Que bom, que bom. Quem te curou foi Deus. Deus. Claro. Eu acredito demais em Deus. Eu nunca fiz esse pedido a Deus, porque eu achava desnecessário eu viajar. Apesar de... Eu achava desnecessário, mas tinha...
mais coisa pra pedir eu tinha que vir aqui eu tinha que viajar, mas eu não queria mais acabou, pronto, eu nunca peguei mas eu pedia a Deus eu peço a Deus tudo, e Deus me dá tudo, ele é maravilhoso eu acredito mais em Deus então esse foi um presente incrível, era a única barreira, o único problema que coisa boa a última coisa que me prejudicava na minha vida e agora não vai descer mais de avião então então então
Vai viajar bastante. Que legal. E eu quero que você venha sempre aqui, né, Bola? Já tá mais do que convidado. Obrigado. Cara, o João tem uma trajetória muito bacana. Pouca gente sabe Marcos Chiesa. Pois não, cara. Mas ele falou... Como é o nome dele? Marcos Chiesa. Marcos Chiesa. Chiesa. Chiesa. Chiesa. Só conhecia como bola. Agora eu tô conhecendo. É. Marcos Chiesa. Mas por que bola? Por que? O cara, mas eu pesei 130 já. Caramba. Ele era uma bola. Ele era mais gordão, é.
Mas bola é bom, bola é bom. Na bola eu tô acostumadíssimo. O João... Não, o João, pouca gente sabe, eu vou fazer uma... Vou fazer uma revelação. Mas faça, mas faça. Sim, me torci, eu vi o João. Olha que coisa, o João é muito versátil.
O João foi responsável somente por lançar e dar o nome a quem? O humorista do Brasil. Tom Cavalcante. É mesmo. Foi o João. Puta merda. O Tom Cavalcante não começou profissionalmente como humorista. Ele começou como locutor de rádio. Ele, com 17 anos por aí, assim, começou como... Acho que 18 anos ele começou como locutor da FM 93, lá no nosso grupo. E eu trabalhava também na FM 93.
Ele usava o nome artístico de Antônio José. Como eu já era famosinho, já tinha muito mais experiência, eu cheguei pra ele e falei, cara, por que você não muda seu nome? Ele perguntou, pra qual? Qual é a ideia que você dá? O nome artístico, né? Mudou o nome pro nome artístico mais charmoso, mais interessante, mais chamativo. Eu pensei Tom, de Antônio, e Cavalcante. Ele usava Antônio José.
Ele usava o número de antônio José. Eu disse, como é seu nome inteiro? Ele falou Antônio Cavalcante de outra coisa. Antônio Cavalcante, um outro sobrenome. Ele disse, pega tom de Antônio e Cavalcante. Vai ser legal. Ele disse, eu vou pensar. Você não tem nem o que pensar, garoto. Vai! Mas no outro dia ele chegou e disse, cara, gostei.
E o Tom Cavalcante, ele virou radioator. Então nós tínhamos um programa na Rádio Verdinha, Rádio Verdinha lá do grupo, que chamava-se Garras da Patrulha, que pegava vários casos policiais engalançados interessantes e os radioatores interpretavam num texto... Faziam uma radionovela.
Era uma radionovela. Tipo Jerusa. Eu ia te dar na sua cara. E aí era... Reproduziu o crime, né? É. Assim, algumas coisas que pudessem ser feitas de forma... Lógico, lógico. Divertida. Humorística. E ele recebia o texto, porque tinha os redatores. Ele lia o texto, né? Então ele nunca tinha feito show. Ele nunca tinha se aventurado. Caramba. E aí eu... Então...
que foi cantor durante uma época, foi fazer um show numa cidade chamada Paraipaba, e disse, Tom, eu vou te tirar do estúdio, porque a gente sempre foi muito amigo, eu vou te tirar do estúdio, Tom Cavalcante, vou te levar, vou fazer um show, vai ser um show muito grande, eu paro o meu show cantando, num ponto paro e te chamo pra contar mais piadas.
E foi a primeira vez que o Tom Cavalcante enfrentou o público cara a cara e contou piadas, porque ele lia textos antes no programa de rádio e televisão. No rádio e novela. E na volta, que eu levei ele no meu carro e trouxe de volta, eu fui dando dicas a respeito de show. E aí logo depois ele contratou uma pessoa pra fazer... .
os textos pra ele, né? O Nonato Albuquerque, um beijo o Nonato Albuquerque, que é um jornalista muito famoso apresentador lá em Fortaleza. Que legal. E aí eles começaram a fazer show em barzinhos e foi crescendo e tal e conheceu lá o Chico e teve uma oportunidade de ser redator ele não entrou como ator. Foi 10 anos redator do Chico.
Até que o Chico reconheceu que o cara é bom. É brabo. É o Tom do Brasil. Tom. I love you, Tom Cavalcante. Que legal, cara. Então o cara foi batizou. Que puta história. O cara batizou o Tom Cavalcante. Que legal, que demais. Aí que você vê que o cara tem história, né? Nada, quase nada. Bobagem, né? E o Tom também sim. E o Tom é um fenômeno, né? E o Tom também sim. Falando na latinha, velho. E o Tom é um fenômeno. E você vê que o Tom...
Aí que você vê que é a escola, né? Ele é um grande humorista e ao mesmo tempo ele consegue ser um excelente apresentador, né? Muito bom. Brilhando, com excelente bota lá. Eu fui nos dois programas dele aqui e eu participei. Ele é sensacional. O Tom realmente é um apresentador...
Um artista completo, né? Além de ser um artista completo, é um cara de muito caráter. Muito, muito. Gentil, né? Tom Cavalcante! Ele veio aqui e trouxe os cachorros dele. Fizemos festa. Os cachorros não quiseram morder vocês, não? Não, não, não. Muito legal. Tom é maravilhoso. Beijo, Tom. Mas aí, cara, tu ficou na Globo esse tempo todo. E sempre no rádio ao vivo? Sempre no rádio ao vivo. Há quanto tempo no rádio ao vivo? Você tá ao vivo. Também 50 anos. 50 anos.
Praticamente, simultaneamente. Todo dia você tá no rádio? Antigamente era de segunda a sábado. Hoje de segunda a domingo. Rádio e TV. De segunda a domingo? Não, antigamente, desculpa. Antigamente era de segunda a sábado. Tá. Errei. Hoje é de segunda a sexta. Aí faço rádio e TV. Você folga sábado e domingo. Sábado e domingo. Tá. Antigamente tinha que trabalhar sábado, né? No rádio. A escala 6 por 1. É. Mas eu pedi, eu pedi...
A empresa que eu trabalho é maravilhosa. A empresa me ama porque eu tô lá há 48 anos. E eu amo a empresa. Só 48? Parece o Emílio na Jovem Pan. Eu amo a empresa. Eu queria até agradecer aqui aos meus chefes que me incentivaram muito nessa viagem. Eu tinha dito pra eles que não via. Então eu quero agradecer ao meu superintendente, Rui do Ceará, um dos homens mais bonitos do Brasil.
É o nosso superintendente, uma capacidade enorme. Galã. Rui do Ceará, superintendente do Sistema Veio dos Mares de Comunicação. Ero agradecer também ao Fábio Ambrosio, que é diretor geral de programação de todas as empresas do Sistema Veio dos Mares. Agradecer ao Gustavo Bortoli, que é meu diretor de jornalismo. E vou dar um abraço aqui também pro Kleber. Kleber.
Meu diretor mais imediato, Kleber, um beijo pra você também. Obrigado, gente. Eles me incentivaram muito. Vá, vá. Vai contar a sua história, pô, você tem uma história. Não, e esse cara, bola, ele não consegue andar, ele não consegue andar no Ceará. Imagino, velho. Ele é um fenômeno no Ceará. Ele tá só 50 anos, ó. 50 anos e agora bolou essa parada. Eu tenho um vídeo aí, bola, eu no programa em agosto do ano passado. Que você dançou.
Não, fui no programa dele pra divulgar meu show lá. Olha lá ele lá, ó. Ah, você tem um palquinho lá. Olha lá. Olha lá aí, ó. No bolso, fazer o charminho. Tá sem áudio, né? Tem a gente falado aqui, não é isso? Explicando como é que é. É um piseiro estilizado. É. Se você quiser botar o fone aqui, ó. Tá sem áudio que você tá sem fone. Ah, eu tô... Porra, 50 anos deu esse mole. Não é. Um, dois, três... Tá bom, ó.
Viu? Isso foi agora em agosto. Eu estava... Isso é programa de rádio. É programa de rádio e TV. Ah, você falou. É verdade. Lá, né? Ele faz esse programa de variedades e tal. Foi lá divulgar o meu espetáculo. E aí tu tava com esse negócio e falou assim, essa dancinha tá viralizada no Ceará. Essa dancinha foi.
Por que que tu começou a dancinha? Qual foi a sacada? O que que você... Como você se ligou na dancinha? Rapaz, presta atenção numa coisa muito curiosa. Depois tem que passar um vídeo na dancinha dele. Ah, a outra. É. Seguinte, quando a internet chegou, eu jamais imaginei que a internet tomaria lugar...
da TV e do rádio, que eram rei e rainha do mundo. Nem fala. Rádio e TV eram tudo e mais alguma coisa. É verdade. Então, quando começou a chegar a internet, eu não imaginei que ela... Não deu muita bola. Não, dei muita bola e demorei muito a entrar. Eu me recusava a fazer qualquer coisa na internet, né?
Mas com o tempo eu imaginei que eu teria que entrar. Inclusive eu construí quatro estúdios para fazer programas para a internet. Caramba! Eu tenho quatro estúdios, cinco, e um bem grande. Eu construí cinco estúdios para produção de conteúdos para a internet. Não comecei.
porque o rádio e a televisão tomam muito tempo. Muito tempo. Então eu fui mantendo um canal, uma conta no Instagram só pra ter. Aí quando foi um dia, eu estava fazendo a construção da minha casa, eu resolvi fazer um mungango, ou seja, um...
uma macacada, uma brincadeira e existe uma coisa muito bacana no Nordeste alô meu Ceará, alô minha Fortaleza I love you, alô Nordeste lindo então o que que aconteceu eu, existe o Piseiro Piseiro é a vertente mais nova do forró sim
E o piseiro tem uma dança muito legal, muito forte, muito energética, sensual, gostosa. Mas ela, pra você dançar o piseiro, você tem que ter muito fôlego, tem que ter muito preparo físico, tem que ter muito mocotó. Joelho, tornozelo, né? Mocotó. Você tem que ter joelho, tem que ter quadril e coluna, senão você se arrebenta.
E aí eu fiz um mungango, eu vou fazer uma graça e botar na internet. Na obra? Lá na obra mesmo, na frente do portão. Eu comecei no portãozão grande, o portão grandão de ferro que tem, eu fiz um spinote, imitando, tentando imitar... O piseiro. Mas ficou, a marmota. E eu toquei na internet.
E rapidamente fez sucesso no Ceará e no Nordeste, em Fortaleza, porque o apresentador de rádio e televisão, que é brincalhão... O Cid Moreira mandando... Isso, isso, isso. O que é isso? O Cid Moreira mandou... Será? Fala, porra, é surreal. Mas não tinha o Ceará ainda. Não tinha o Ceará. Era só dancinha. Então viralizou no Ceará, em Fortaleza, porque...
Porque chocou as pessoas, né? Porque é isso? E eu comecei a fazer. Mas tudo que eu fazia era como se fosse uma imitação maluca, sem nenhum sentido do piseiro, que é uma dança muito bacana, né? Tem ritmo musical, mas tem a dança também.
E aí eu fui fazendo, mas assim, sem muita pretensão, mas no Ceará viralizou. Arrebentou, as pessoas imitavam em todos os lugares, eu virei meme e tal, né? Porque já era uma figura muito conhecida lá. E você entra no teu Instagram? No Instagram. Vê se acha aí, Isaac, pra passar por...
Eu tava bem longe, porque comecei Faz dois anos Faz dois anos Dois anos você tá com essa zoeira? Mas assim, sim Mas viralizou Mas viralizou quando eu tive uma ideia Olha como é que se faz Viralizar uma coisa
Vamos lá, João, ensina. Claro que eu não tinha nenhuma ideia de que ia virar. Sim, lógico. Mas eu sabia que, pelo menos no Nordeste, estava sucesso. No Ceará e Fortaleza ia arrebentar, né? Não sabia que ia se transformar no que se transformou. Então o que aconteceu? Eu resolvi, com a dancinha, dançar e falar ao mesmo tempo.
Olha o caminho pra chegar na maior... Ah, eu vou informar a vocês que eu tenho a informação que é a maior viralização da história da internet no Brasil. Olha aí. Nada durou tanto tempo, nenhuma viralização e que atingiu todas as idades. Você vê crianças a idosos de 90 e tantos anos fazendo.
Que legal. Passando por pré-adolescentes, adolescentes, homens, mulheres, jovens e idosos. Advogados, vira um negócio de profissão, né? Será que eu sou uma boa médica? Pra você ter uma ideia, eu fui entrevistado na semana passada pela revista Pequenas Empresas Grandes Negócios, porque a minha dancinha virou uma grande oportunidade de negócios. Sim. Os caras tão vendendo chinelo, tão fazendo... Eu vi um pedido de um cara vendendo carro.
Porsche, uma concessionária de Porsche, de Porsche. Será que esse cara vem dançando? Isso, é do caralho. Então, profissionais liberais, pastores, médicos, padres, pessoal da Umbanda, pessoal dos espíritos cadecistas, todas as, evangélicos, todas as camadas. Então, todas as idades, todas as camadas sociais.
todas as camadas intelectuais. A gente vê médicos cardiologistas, autos advogados fazendo. Até o pessoal do Ministério, tem o Supremo Tribunal Federal e tem o...
O STJ. O STJ. O STJ fez um com funcionários. O STJ fez um. Que loucura. Será que somos bons juízes? Não. Será? Será? Até... Até... É... Cientista fazendo... Não, sim. É um cross. É uma meme. É uma meme bizarra. Pegou geral. Não, é bizarra. É bizarra. Mas como começou, então... Pegou geral. Vamos lá. Eu quero entender como é que você... Olha o caminho da meme. Vai.
Pronto, o que aconteceu? Aí eu resolvi fazer a dancinha falando algumas coisas. Enquanto Pinal tava, falava. E eu falei que Deus, rapidamente. Rapidinho chegou a um milhão, dois milhões, três milhões. Me surpreendeu. Pegou. Começou. Mas podia ter sido só aquele, né? Aí, no próximo vídeo, eu coloquei. O que é que você gosta mais, bola? O que você prefere, carioca?
Uma bunda bem bonita, uma boca maravilhosa, umas pernas incríveis. O que você gosta mais? Enquanto eu dançava, eu perguntava isso. Você perguntou. Pufo, três, quatro milhões, rapidamente, divisorizações. Eu disse, é por aqui. Mas a música da Madonna ainda não era. Ainda não era. Tá. Mas já tava funcionando, três, quatro milhões. A ideia de falar dançando e ficar fazendo perguntas, né? Conversando. Conversando. Conversando, batendo papo.
Que loucura. Aí, a terceira, que também deu uma pancada muito grande, rapidamente foi pra uma, eu acho que 3, 4 milhões rapidamente, não me lembro bem. Olha lá da obra, ó. Ah, essa aí, ó. Vai. Aí, ó. Isso é só dancinha. Olha a mamota. Olha lá, ainda tava muito errado. Hein?
É, a primeira que ele fez, velho. É, você vê que ele tá descoordenadão. Agora, você imagina que você vê o apresentador de jornal fazendo isso. É, a internet tá louca, né? É. Aí o pessoal começou, lá viralizou, lá foi o comentário de todo mundo. Olha que loucura, cara. Esse é o portão da obra. Aí começou a mão no bolso. É. E tal.
Entendi. Obafolei. Aí você começou a... Aí eu fui fazendo, mas sem nenhuma pretensão. Mas arrebentou. Caraca, arrebentou. Será? Foi incrível.
Aí foi quando eu comecei a botar palavras, depois de dois anos que eu fiz isso aí. Aí a próxima foi assim. Como dizem que eu sou gay? Desde que eu comecei a trabalhar em rádio e televisão, imagina um garoto, eu tenho quase 70 anos, eu ainda me acho lindo, desculpa.
Mas eu me acho lindo. Mamãe me acha lindo. Minha mulher me acha lindo. Meu filho me acha lindo. Você é lindo. Então o que aconteceu? O pessoal fala que você era gay. Baitola, baitola. É baitola. Baito. Naquele tempo não se usava o termo gay. Somava baitola. Há 50 anos atrás. Então com dois meses que eu fazia rádio e TV, começou a história de que o João é... Baitola. Baitola. É a fama. Fama de baitola. Pronto.
Com dois meses que eu trabalhava com quantos meses? Dois meses. Ah, isso é quando eu era garoto. Ah, isso é quando eu fazia show. É por isso que começou mesmo. Não, aí já era baitola. Aí já era muito baitola.
Aí já era há muito tempo. Eu vou falar sobre isso aí, aí é outro período da minha vida, né? Mas o que aconteceu? Aí eu, todo mundo já falava que eu era, que eu era, e eu nunca me incomodei, apesar de não ser, porque eu nunca vi problema em ser. Eu não vejo nada, nenhum problema. Nenhum mal, né? E eu fui o primeiro comunicador do mundo a admitir, a dizer que quem é, já nasce sendo. Porque naquele tempo...
Exigia um preconceito muito grande. E diziam, a ciência dizia que era um hábito adquirido. E isso nunca foi. Deus já fez a pessoa sendo LGBTQIA+. Esse termo não se usava naquele tempo. Mas o pessoal dizia que eu era, que eu era. Eu nunca me incomodei. Nunca dei resposta, porque eu achei que isso não é um problema. Não te incomodava, é verdade. Não é problema, não é problema. É isso aí. E aí... .
Se você não é baitola. Não. Mas que dá uma pinta, dá. É preguiçoso. Não, e eu... É preguiçoso, né, Bola? É toda a serramenta. Mano usa. Essa maquiagem aí, por que você usa essa maquiagem? Pronto.
A esposa tá brava? Não, ela que maquia. Ela que faz a maquiagem. Mas é pra gerar polêmica, então. Também. E pra ficar mais bonitinho. Sim, pra pele ficar. Deixa eu falar pra vocês. Carioca, se você tirasse essa barba e você bola, e fizesse uma maquiagem... Ia ficar mais cara de nenê. Ia ficar mais lindo do que você é.
É, isso aí é... Sem dúvida. Você é um cara inovador, né, Bola? Porque tá ditando moda. Mas ele tem razão. Tá ditando moda. Aí veio o outro vídeo que eu vou abordar isso aqui. Tá. Então eu fiz um vídeo provocativo. Eu disse, macho, eu sou macho. E dançando.
Qual o problema de um homem? Eu falei homem hétero. Porque hoje há o homem gay. Sim, sim. Existe um homem gay. Todo respeito. Lógico. Eu dizia, eu sou homem hétero. E qual o problema de eu usar a minha boquinha pintadinha? Eu com... Você sabe o que é? Rouge. Rouge é que passa no ar. Antigamente chamavam. Chamava rouge. Blush. Antes era rouge. Era rouge. Pintar o rosto. Usar roupa coxadinha. Dançar bonitinho. Qual o problema?
Pintar as unhas que eu andava com... Eu não pintei hoje minhas unhas, mas eu ando com as unhas pintadas. Mas você costuma pintar. Aí você faz a... É, cada um entra uma cor e tal. Aí o que aconteceu? Porra, João, você tá preguiçoso, hein, Bola? Pois é. Tá com preguiça. Não, mas eu vou mostrar pra você. Se não tem preguiça, não. Se tomar uma coçadinha no Zé da Goiaba, libera. Libera, João. Será que... Porra. Será? A esposa tá rindo. Será?
Então eu fiz isso e disse que era macho. Aí foi uma brincadeira total, porque o pessoal entrou pra elogiar e muita gente pra avacalhar e tal. E eu respondo todo mundo de boas.
Se você entrar lá, meu amigo, e você me esculhamba, você sai meu fã. Que legal. Você pode me esculhambar, me chamar do que quiser, você vai sair meu fã, porque eu respondo com tanta gentileza. Tanto carinho. Entro na brincadeira. Cara, e depois eu vejo que o cara tá me seguindo.
Entendeu? Que legal, meu. E aí, isso logo no começo. Aí veio a viralização através desse vídeo. Olha o caminho, tá acompanhando o caminho. Se liga. A trajetória. Se liga. Aí, 50 anos ou quase 50 anos, as pessoas dizendo ele é gay, ele é gay, ele é gay. Eu nunca vi problema em dizer que eu sou gay, apesar de não ser. Eu resolvi fazer o vídeo, né? O pau que rola... Será que eu sou gay? O pau que rola nas redes sociais é que eu sou gay.
será? Será? O pau que rola em que eu sou gay, será? Aí eu falo que não sou gay. O pau que rola nas redes é muito bom. Aí eu disse, o pau que rola, não sou.
Contudo, não tenho nada contra e aplaudo o mundo colorido. Apoio, abraço. É igual a dor que você faz assim, né? E eu fiz outros vídeos, né? Dentro do mesmo tema. Sim. Eu fiz vários outros vídeos dentro do mesmo tema. E dizendo que aplaudo o mundo LGBT, que é a PN+, apoio. Ando com os gays, brinco com os gays, me divirto com os gays. Embora não sendo... Embora não sendo...
Não sou gay, mas não tenho nada contra aí, vamos ser felizes. O importante é ser feliz. Pronto, tá certo. Aí começou o pessoal a replicar do meu jeito ou dos seus formatos e virou bacana. Fiquei muito feliz quando os maiores artistas brasileiros fizeram e vi um cara que eu admiro pra caramba, sou fã pra caramba desde muito tempo.
chamado, chamado, apelidado, nome artístico de Carioca. Eu disse, agora eu tô feito. O Carioca fez! Qual é o teu nome mesmo, compadre? Marvil Lúcio. Marvil. Pô! Marvil. Como é que você me daria o nome artístico se eu chegasse pra você e falasse assim, João, eu sou o Marvil Lúcio. Lindo. O teu nome artístico tá feito. Marvil Lúcio? Marvil Lúcio. Mas vamos mudar. Tu é louco. Não tem mais Carioca.
esse nome é diferente não é um nome comum é original seu nome é fantástico quase que por causa do meu pai eu virei Marvel, mas eu ia me complicar porque eu ia ser o Mauro Lúcio
Já tem o Mauro Lúcio Já tem o Lúcio Mauro, Mauro Lúcio Não, e tinha muito Mauro Lúcio De locutor também, né Então assim, era um nome Mas você chegou a usar Marvel como locutor? Nunca, nunca Repete o teu nome verdadeiro Marvel Lúcio Muito top
até a gente se apaixona olha ele aí entregando a paçoca é preguiçoso patinando no gelo a embreagem daquela patinada não é bola
Ah, Tom. Já sei por onde você andou, Tom Cavalcante. E meu careca na lama. Geliza, que é uma beleza. Patina no barro, olha aí. É maravilhoso. Mas João Bova, que legal. Cara, eu fico feliz porque assim...
As pessoas não têm noção da capacidade... Não. Né? De um comunicador. Porra. De um cara que tem visão de mercado. Acha que aquilo que você fez foi uma coisa em vão. E não. Foi sem querer. Não. Você vê que não foi, caralho. É sacado, brother. Exatamente. E você viralizou propositalmente. Olha, e eu... É um tema delicado.
mas eu fui abraçado amado respeitado pelo meu lindo público LGBTQIA PN+. Que coisa boa. Eles têm um respeito imenso por mim. Graças a Deus. E eu fico tão feliz por isso, porque é um público incrível. É um público que... É um público...
forte. É um público que cresce cada vez mais. É verdade. E, poxa, somos todos iguais. Não tenha dúvida. Precisamos e necessitamos ser felizes juntos e sem preconceito. Toda forma de amor, ela traduz bem isso, né? Né? A gente vive junto, a gente se dá bem. Não desejamos mal a quase ninguém. A quase ninguém. Quase.
não desejamos mal a quase ninguém a gente vai a luta e conhece a dor consideramos justa toda forma de amor eu acho que essa canção ela traduz que amar seja como for da forma em que você encontrar dentro de si e da pessoa com quem você compartilha esse amor não é verdade? então
viva, né? O amor. O amor, não interessa como. Vá ser feliz, tá certo, João. Você tá certo. Ô, João, deixa eu te fazer uma pergunta. Você com tanto tempo de comunicação, quem são as pessoas que você tem como admiração pra você guiar seu trabalho? E também histórias bacanas no microfone de pessoas que você já entrevistou. Histórias bacanas da sua carreira, de que você viveu no rádio.
Rapaz, eu tenho uma dificuldade enorme de falar de fatos que foram importantes, porque em 50 anos... É coisa pra cacete. É muita coisa, cara. Por exemplo, quando eu apresentava jornal, telejornal, eu admirava demais o Cid Moreira. Sim. Admirava muito. Olá. Admirei também muito o Celso Freitas. Alô, Celso Freitas, que foi da Globo durante muito tempo. Depois ele foi para a Record e hoje está fora do ar, né? Certo.
Agora, uma admiração assim que a gente tem, acho que todo brasileiro tem,
um cara impressionantemente incrível chamado Silvio Santos. Ah, não tenho a doer. Esse é o maior. Talvez ele seja o maior comunicador da história da humanidade, porque era um cara que era camelô. E dizem que ele vendia na praça, até algumas coisas a gente não sabe se é folclore ou se é de fato verdade, mas ele foi camelô mesmo, né? E dizem, não sei se é brincadeira, que ele vendia...
canetas. Sim. E ele falava mas olha, atenção, mas compre a caneta e você leva de graça o bocal. Mas você compra a xícara e eu te dou de presente o Pires. Então dizem o Zívio vendia sabe o que ele começou a vender bola? Ele vendia porta título de eleitor
Capinha Aí ele deu caneta Aí ele sacou Ele foi o primeiro cara a sacar Eu vi o documentário do Silvio, é muito legal Tem na Disney Plus e no SBT mais tem É muito bom esse documentário Vale a pena assistir Aí na Barca Riniterói ali Ele criou O entretenimento Ele criou um bar
Um bar de vender bebida. Dentro da barca? Dentro da barca. Não era comunicador de rádio nem televisão ainda. Sim, sim, sim. E aí ele pegava o microfone e começou a animar dentro da barca. Pra vender os produtos. E ele virou um cara que todo mundo adorava. Chegava na barca, né? O Silvio vai estar lá. Ele falou assim, daqui a pouco nós vamos fazer um bingo. Ele começou a fazer um programa dentro das barcas. Que genial. Aí ele viu o programa da Rádio Nacional, que é... Tinha o concurso pra locutor.
eu vou me inscrever ele se inscreveu pra locutor e perdeu não, ele ganhou quem perdeu o Chico Anísio Chico Anísio ficou em segundo lugar e ele ficou em primeiro não, ele ganhou do Chico
Ele ganhou do Chico Anísio. Se você quer lojas, tapetes, não sei o que. Sabe locutor de comercial na época do rádio? Ele ganhou do Chico. Ganhou do Chico. Ganhou do Chico. Pois é. Então, além de ter saído de onde saiu, ele se transformou no maior comunicador da história do Brasil e talvez do mundo. E o empresário que criou...
um império de comunicação. Não só de comunicação, mas de produtos, né? É, de produtos. Balda Felicidade, Jiquiti, um monte de coisa. Até banco teve, né? O banco, isso é o banco. Então, assim, eu estive lá agora pra dar entrevista pro Celso Portioli, pro Danilo Gentili. Danilo é maravilhoso. Vou estar no Celso Portioli também.
Mas eu fiquei muito encantado com toda a estrutura do SBT, o carinho, a forma de trabalhar das pessoas. Você chega lá e se sente bem, né? Muito bem. É muito legal o SBT. Mas assim, quem você já entrevistou no rádio, assim que você fala, pô, já entrevistei pessoas. Eu tenho que perguntar a quem eu não entrevistei.
É porque um programa de rádio De televisão Com influência total numa região Qualquer artista que fosse lá Que passasse Que queria passar lá pro programa Pra divulgar seu trabalho, divulgar sua música Divulgar sua peça de teatro E quem você não entrevistou Uma pessoa que eu entrevistei E que eu achei muito legal Dercy Gonçalves Ela já tava lá com seus 100 anos E foi no meu programa E foi um programa de rádio
Falou palavrão pra cacete. De muito. Eu não vou contar tudo não. É lógico. Quem viu, viu. Deixa pra lá. Mas a Dersi Gonçalves foi entrevistada por mim. Aí eu teria que me lembrar de quem eu não entrevistei. Quem você não entrevistou que você tem vontade. Até hoje. Você entrevistou o Silvio. Não entrevistei.
Aí eu teria que vir aqui pra entrevistá-lo, né? Ele não ia pro Ceará. E outra coisa, o Ceará, o Wellington Muniz, quando trabalhava no... Ele chegou a trabalhar contigo? Trabalhamos juntos lá. Ele trabalhou na rádio. O Wellington Muniz, o Ceará, trabalhou nas garras da patrulha. Igual o Tom Cavalcante trabalhou.
Fazendo humor lá. Na Rádio Verdinha de Fortaleza. Mas assim, até o Elton Muniz do Ceará, pra entrevistar o Silvio Santos, você viu como é que foi? Sim. Ele tentou, tentou. Ele trabalhava no programa, era no... No Pânico. No Pânico. Ele nem sabia que era no Pânico. Rapaz, e o Silvio Santos valorizou muito a entrevista.
até que conseguiu entrevistar, foi uma dificuldade muito grande. Não entrevistei, eu não tive acesso a algumas pessoas, né? Mas, assim, de artistas famosos, é muito difícil ter um que eu não tenha entrevistado. Bom, um que eu não entrevistei, porque agora mudou tudo, né? Os formatos mudaram.
O Gustavo Lima. Ainda não. Ainda não? Ainda não. É porque o cara chega de jatinho na hora do show e vai embora. Antigamente a turnê... Ele chega de jatinho na cidade, vai pro local do show de helicóptero, volta pro jatinho e já vai embora. É. Antigamente os artistas, por exemplo, tinham turnê. Como a malha aérea era mais reduzida, ele fazia Recife, aí no outro dia João Pessoa. Fazia turnê. Por isso que chama-se turnê. Agora vai e volta. Aí o cara ia... Vai e volta. O cara ia pra...
por exemplo, pra Fortaleza, ficava dois dias, sabe? Aí ia fazer divulgação. Não tinha internet. Isso, então os artistas faziam questão. Você entrevistou o Caetano Veloso? Não. Alguns não. É? Não.
Lembra-se um... Roberto também não? Roberto sim. Você entrevistou o Roberto? Sim, ele foi na nossa empresa, fiz uma entrevista com ele. Roberto Carlos. Que legal, cara. Robertão. E você lembra que ano foi isso, mais ou menos? Ah, isso foi. Faz muitos anos. Inclusive, teve um show em Fortaleza do Roberto Carlos que eu apresentei. Ah, é? Você apresentou? Antes do show, na maior casa de espetáculo da época, chamada
Oba Oba, porque tinha Oba Oba no Rio de Janeiro, né? No centro de Sargentelli. Exatamente. Então lá criaram o Oba Oba. Foi a maior casa de show durante muito tempo. Ele foi fazer um show lá, Roberto Carlos.
E aí eu... Foi chamado a apresentar. Fui chamado para fazer uma apresentação naquele momento para o Roberto Carlos. Que legal. Como um artista da música da história do Brasil e talvez da América Latina. Roberto Carlos. E eu apresentei. Conheci a mãe do Roberto Carlos. Ela me contou algumas coisas. Lady Laura. Lady Laura, a mãe do Roberto Carlos. Ela estava...
Porque o Roberto Carlos, nesse dia, ele não ficou nas dependências do clube. Ele chegou pra fazer. Ele levou um camarim montável e montou lá. Que loucura. Um camarim montável de madeirite, todo do jeito dele. Ele faz uma casa, como se fosse uma suíte no lugar. Nesse tempo ele fez. Ele não quis nenhuma das dependências dos camarins da casa do sul. Deixa que eu monto o meu. Isso faz 30 anos. O Roberto Carlos estava no top do topo. No top do topo.
E aí ele então, naquele momento eu o entrevistei, aproveitei pra fazer a entrevista, e aí, na casa, porque tinha o lado do palco, onde as pessoas ficavam, e tinha a casa. Então, encontrei uma senhora tomando um uísque, baixinha, ela olhou pra mim e disse, eu sou mãe do Roberto Carlos. Puta merda.
Eu falei, não, não acredito não. Ela disse, sou mãe do Roberto Carlos. Eu disse, não acredito não. Eu sou mãe do Roberto Carlos. Aí ela chamou um dos seguranças do Roberto Carlos para confirmar. Ela chamou. Quem eu sou? Eu sou quem? A senhora é mãe do Roberto Carlos, dona Laura. Eu disse, caramba. E a gente bateu um papo. Ela me contou umas coisas muito curiosas. Ela tinha bebido um pouquinho, né?
Eu não vou contar, mas... Pouca gente sabe, mas o Roberto Carlos gosta. De uma cachaça? Mas gosta, não é pouco. Eu não sabia. Eu não sabia, não. Ah, não sei se eu conto. Eu tenho uma muito boa do Roberto. A mãe tava com um copo de uísque daqueles... Lembra aqueles copos de uísque que era assim? Meu copo? Um gelinho? É igual, ele é igual. Ele faz o especial lubrificadíssimo. Eita, é verdade. É? Eu preciso...
Eu lembro da minha mãe, tá gravando o especial, minha mãe olha pra mim e fala assim, que demorou, né? Enquanto não derrubou uma, não começa. É mesmo. Não, mas calma lá. Aí do nada ele vê e minha mãe, nossa, ele tá bêbado. Eu falei, não, mãe, é que ele anda meio assim mesmo. Meu cambaleante. Aí ele mandou assim, tava na gravação, ele falou assim,
Pessoal, só me dá um minutinho que eu preciso... É, molhando um pouco a minha garganta. Ele pegou e... Bora ao especial. Roberto gosta de lubrificar. Quantos anos estão o Roberto? 80, né? Mais de 80. Mas olha aí. 85? Aproveitar a oportunidade. Hoje em dia não sei, mas aos 5 anos, 80, ele mandava. A gente aproveita aqui, gente, para mandar um beijo para o Roberto Carlos. Lógico. Com certeza vê esse podcast.
Roberto, a gente ama você. Eu conheci sua mãe. Amei sua mãe. Ela conversou muito comigo. Falou muito de você. Falou quando você era criança. Contou uns negócios que eu não posso contar pra ninguém. Mas nada demais. Tudo show. Eu amo você, Roberto Carlos. Acho que você é o maior artista dessa terra de todos os tempos. Ele é top. Nunca houve um antes e jamais haverá outro. Ele é o rei, né? Igual a você. Ele é o rei, né? Brother, Roberto Carlos.
Na música, o Roberto Carlos, assim, é que ele tá com 85 anos, tipo, eu tenho filhos adolescentes, não tem muita dimensão... Do que foi, né? Não, mas o Roberto Carlos, eu acho que ele é um patrimônio, né? É um super patrimônio brasileiro. É um patrimônio. Rapaz, se você pegar a...
A discografia. Se você pegar o trabalho de Roberto Carlos, é impressionantemente rico, gigantesco. Ninguém fez sucesso pelo tempo que Roberto Carlos faz. São décadas. O Roberto Carlos é sucesso desde a década de 60. Então, olha, ele foi top nos anos 60, 70, 80, 90, 2000, 2010. Meu irmão, o cara tá 70.
anos de... na área. Quase sete décadas. Que coisa. Qual artista há seis décadas? Quase sete décadas? Eu não conheço. Eu tava mudando de canal em casa e ia começar um filme dele. Eu falei, deixa eu ver.
300 km por hora. Ele e o Erasmo eram mecânicos de uma condicionada Chrysler. Sim. Eles pegavam o carro do dono pra correr em terra. Sim. Eu fiquei vendo, eu vi o filme. Vai lá, Lô. Vai lá, Lô. Não é essa fala? Acho que é. É Lá, Lô. Vi o filme inteiro, bicho. E vocês sabiam? Em ritmo de aventura? Acho que é isso, eu não lembro. Roberto Carlos. Que lembra de 60 bola.
Então, em Telagos não tinha nada em volta. Era só mato. É anos 60, exato. Era só... Não tinha nem guarda e reio. E vocês sabiam que Roberto Carlos, que o grande parceiro de Roberto Carlos foi Erasmo Carlos? Erasmo Carlos, é. E vocês sabiam que durante um tempo eles ficaram inimigos? Não se falaram durante um tempo. É mesmo? Por causa de que? Nunca descobri.
Mas é fato, se você escolher... Será que tá na biografia dele? Eu tenho a biografia, eu teria que reler. Não sei. Eu tenho esse livro raro, Bola. É um livro raríssimo. Você não deve lembrar, né? Mas já li muita coisa sobre Tim Ma e tal. Eu tenho um livro do Roberto, aquela biografia dele proibida, sabe? A não autorizada. A não autorizada que ele mandou bloquear tudo. Isso. Eu comprei.
Eu tenho. Quando saiu no outro dia, eu falei, isso aqui vai grampear. O Roberto não vai deixar isso aqui rolar. Eu comprei, eu tenho. Na internet não deve ter nada sobre isso. Não deve. Porque esse livro foi proibido pelo Roberto Carlos. Você comprou antes de Roberto Carlos obrigar a esses livros serem retirados. Obrigar. A justiça, ele entrou na justiça pra conseguir. Mas Erasmo Carlos e Roberto Carlos passaram um tempo sem se falar. Não descobri por quê. Mas é fato.
Eu não sabia disso. Podemos jogar aqui na nossa querida Iazinha. Será que tem? Tem muita coisa que tem. Será? Será que o Roberto... Pega mais um vídeo do Será aí, por favor. O que rola nas redes sociais é que a internet não tem algumas coisas. A inteligência artificial às vezes responde errado e às vezes ela não tem a resposta. Porque pra ela responder tem que estar na internet. Ela só vai buscar. É assim, eu sei que o Roberto só vamos continuar.
teve o desentendimento, que acho que ele nem gosta muito sobre, é do Tim Maé. Tchel Marmita. Ele foi do Erasmus. Sim, mas o Tchel Marmita, a história é boa. É o Tchel Marmita. É boa a história do Tchel Marmita. Tem a do Richie. São várias poléias. O Richie é... Não, não foi que ele brigou. O Richie explodiu com Menina Veneno. E é da mesma gravadora. E acho que vendeu mais disco que ele. Na época. Na época, em 83. Aí o cara ficou meio assim. Ele ficou bravo.
Não, é que é competição, né, irmão? Não, o Tim Maia deu uma entrevista que tá na internet que o Tim Maia era doido, né? Nada. O Tim Maia muito louco, muita droga, né? E ele contou o seguinte, eu, o Tim Maia, se você procura na internet, está lá o Tim Maia dizendo o seguinte, eu, Tim Maia, ensinei esse menino a tocar violão.
Eu dei os primeiros passos pro Roberto Carlos. Eu abri as portas pro Roberto Carlos. E hoje ele nem sabe quem eu sou, o Tim Maia. Caramba. Eu não sei se isso é mentira. Porque o Tim Maia era doido. Agora eu sou fanzaço do Tim Maia. Que ativo, que compositor. Achou alguma coisa? Tá aqui, ó.
Sim, Roberto Carlos e Erasmo tiveram desentendimentos ao longo dos anos, apesar da parceria musical icônica. Os dois foram responsáveis, obviamente, para falar. Questões financeiras e autorais. Houve discussões sobre direitos autorais e divisões de ganho da música que compuseram juntos nas músicas. Diferenças criativas. Com o tempo, seus estilos de diversões artísticas divergiram, que gerou atritos na composição e produção. O afastamento gradual. A partir dos anos 80, a parceria se distanciou. Erasmo seguiu sua carreira sola, enquanto Roberto continuou como figura central da música brasileira.
E a reconciliação, apesar dos desentendimentos, houve momentos de reaproximação, especialmente em homenagem a reconhecimentos mútuos da importância dessa parceria histórica. Há passado tempo sem se falar. Sem se falar mesmo. Acho que foi nos anos 80 ali, na época do... Será? Será? Será que erasmo? Será? Da Roberta Closi, lembra disso aí? Dessa polêmica que ele fez a música? É. Será? Será? Será que erasmo?
Pim, pim, pim, pim, pim, Roberto Acolhos, o pau que rola é que pode ter acontecido.
Mas você sabe que... Que maravilhoso. Sabe o meu querido João Inácio Júnior? Não porque eu esteja puxando sardinha para o meu lado. Mas há... Há um pau que rola nas redes. Ultimamente, dizendo que Djavan está no caminho de superar Roberto Carlos. Em que sentido? Como um dos caras mais executados.
hoje. Sim, porque o Roberto, ele é o maior de todos, isso é indiscutível, ele é o rei, rádio, música, novela, disco, venda. Filme. Só que o pau que rola nas redes é que o Djavan, ele é um artista que perdurou a sua obra. Vou lhe dar um exemplo. Se você chegar em qualquer barzinho do Brasil, os caras estão cantando o Djavan pra caralho.
Já o Roberto, os caras não estão cantando. Como o Djavan, ele sustentou mais as músicas. Mais tempo. É a música de bar e violão. Entendi, entendi. É um cara que o Roberto ficou um pouco datado. O Roberto ficou um pouco datado.
O fenômeno. E o Djavan, a música, vem atravessando. Então o cara chega num barzinho, agora tem um cara cantando Amar é um deserto, como se fosse atual. Tipo o Charlie Brown com o Jovem. A obra tem se perdurado. Será? Será. Porque Roberto Carlos, durante muito tempo, ele foi, durante muitas décadas, era o mais executado.
No rádio, que existia o rádio. E na televisão também. A execução era absurda. Absurda, verdade. Inclusive, o lançamento do disco do Roberto Carlos anual era esperadíssimo. Era o maior presente de Natal, né? Então, assim, eu acho difícil que alguém supere Roberto Carlos. Não estou dizendo supere em execução, estou dizendo de... Perduração.
É, a música do Djavan ficou. E a do Roberto ficou inesquecível. Mas há quanto tempo o Roberto não faz uma coisa nova? Talvez nos últimos tempos isso seja fato. Porque faz tempo que ele não faz uma música nova. Esse cara sou eu. Quando foi isso? Há uns 15 anos atrás. Mas vou dar um exemplo. Vamos lá.
As músicas antigas do Djavan, vou dar um exemplo, Flor de Elis, que é uma música dos anos 70, uma música de 50 anos. Mas se você for num barzinho agora, o cara tá... Tem vários... Todos os caras de bar e violão estão cantando Flor de Elis, sabe assim? Valeu, meu Deus, é o fim. Atual. É uma música que soa... O Roberto já não sei se o cara canta. Quando eu estou aqui no violão... Não canto, não canto. Entendeu? Fico um pouco datado. Ou estou errado?
Nunca, eu acho que nunca. Deve ter uma ou duas músicas. Por exemplo, a música mais moderna do Roberto Carlos, eu acredito, posso estar equivocado, meu querido João, eu acho que é Amor Perfeito. Qual que é Amor Perfeito? Por causa do Chiclete com Banana.
Qual que é? Fecha os olhos pra não ver passar o tempo Então vem que eu contozia Quantas horas... Sim, mas é uma música que você ouve em qualquer lugar sobre qualquer artista. É. Não é? É verdade. Na boca de qualquer artista. É verdade.
Que eu conto dias quantas horas pra te ver Eu não consigo te esquecer Cada minuto é muito tempo Que se tornou uma música imortal Sertanejo, né? Detalhes, detalhes é maravilhoso, né? E a gente ama o Djavan Nordestino, Cabapão, grande artista Alagoano O Djavan você entrevistou Super fã, sim, várias vezes 50 anos de carreira, mas o Djavan é ruim de entrevista Com outras outras
Como assim é ruim? Ele é ruim. Ele não fala? Ele é tímido. Ah, entendi. Ele não gosta muito de... Mas ele entrevistou várias entrevistas. Sim, mas ele é um cara muito tímido. Quando eu ia no Ceará, me dava entrevista, sim. Eu tive muito orgulho e prazer de entrevistar, porque sempre foi muito fã. Eu não gosto de dar entrevista. Porque eu não sei, eu me expresso pela música, eu sou ruim pra... E eu me frustrei muito com o Djavan, João, porque...
Pô, eu adoro a obra dele. Aí a mulher falou assim, mas o Javan, de onde vem essas músicas tão lindas? Que momentos da sua vida, não? Ele falou assim, momento zero. Ele falou assim. Sai à toa. Porque eu sou, minha memória, meu trabalho.
as pessoas acham que a música tem algum significado na vida do cara, e não tem ele falou, não, a minha arte é é o meu ofício, é igual um marceneiro fazer a madeira, fazer a mesa o cara fazer a mesa, eu tenho que fazer música então eu fico quebrando a cabeça pra fazer as músicas não tem uma coisa especial puta, acabou acabou com o sonho do outro ele manda assim como se fosse um mecânico
Ele deu uma explicação de uma música dele que tem uma certa dificuldade de ser entendida. É muito bacana, mas em alguns pontos as pessoas não entenderam. Aquela... Ah, saí! Sim, foi o Chechel, a polêmica do Arthur Chechel. Ele deu uma explicação muito bacana sobre essa música dele. Sim, porque diziam que as músicas do Djavan... Teve uma época que a crítica jornalística, a crônica, os jornalistas... Não, falavam assim, o Djavan é um cara que faz sucesso, mas com músicas que não fazem sentido.
Aí ele falou assim, como não faz sentido, desculpa, ele deu uma entrevista falando assim, é ignorância.
Só porque era do açaí. Açaí, guardiã, zumo de besouro, um imã. Branca é a três da manhã. Aí tipo assim, uma música é um puta sucesso, mas não faz sentido. Claro que faz. Açaí, guardiã. Guardiã daquele povo da Amazônia, que não passa fome porque tem o açaí. Então, açaí é o guardiã. Zumo de besouro. É o besouro, o barulho da natureza. A voando, a voando. Na natureza. Branca é a três da manhã. Tipo, caramba, eu acordei na Amazônia, sabe? A vida daquele povo amazônico. Faz sentido.
Aplausos pro Javan E pra você, cumpadre Olha que coisa bacana, carioca E o nosso amigo, o querido Eu sou fã demais também do Raimundo Fagner Deve ser teu amigo Meu amigo Eu adoro, tem que trazer esse cara aqui O Fagner, ele é muito bom Você tem que vir aqui É uma riqueza musical Raimundo Fagner Meu amigão, amigasso O Fagner ainda vai em podcast Faz essas coisas Aqui ele vem Com outras outras outras outras
Tem que Raimundo Fagner. Eu sou muito fã do Raimundo Fagner. Raimundo Fagner, venha, aqui vale a pena. Boa, viu? Muito bom. Ele é um extraordinário cantor no seu estilo diferenciado. Sim, sim. Tem umas letras absolutamente incríveis e ele tem uma sequência de sucessos enorme que conquistaram o Brasil. Ele é um dos maiores do Brasil. É um grande... Fagner!
Sou muito fã do Raimundo Fagner também. Demais. Como é que é o nome daquele outro cara que era de lá também, rapaz? De Fortaleza? Não, mas tinha o Leonardo. Eu também, querido. Leonardo, não, era... É o... É o... Não é Leonardo? É o meu Deus. É um nome desse, assim. Esse cara também era... Leonardo. Gili Leonard? Como é que é? Giliardi? Giliardi é do Rio Grande do Norte. Não, mas o... Oh, meu Deus. Leonardo, não, é...
Porra, esse cara era bom. O nome é... É parecido com esse nome. É um grande... É cantor? Era, um cantor contemporâneo do Fag, que também fez sucesso no Brasil inteiro. Porque era muito difícil, né, cara? Um artista do Ceará, se ele não viesse morar pro Rio... Não fazia sucesso. Porque não tinha comunicação. É verdade. Né? Tinha... Tinha que estar entre Rio e São Paulo. Os caras vinham pra cá, né? Da Bahia. Tinha que morar no eixo Rio e São Paulo pra fazer sucesso no Brasil inteiro.
Mas esse cara aí, Leonardo, eu esqueci agora o nome dele. Fez tanto sucesso que você não lembra o nome. Não, mas é que a pessoa some por um tempo, a gente acaba esquecendo, né? É, e se não faz... Ednardo! Ednardo! Ednardo! Você não lembra de Ednardo? Ednardo, não sei. Fez tema pra novela, meu pai. Que música ele fez? Pavão misterioso, pássaro famoso. Mas não foi a voz dele? Sim. Foder! Ednardo, demais. Ednardo era um cara... É?
Como Nossos Pais ele gravou, Apalo Certo, que são músicas do... Do... Mais dele, tô dizendo. É, mas o Ednardo é um cara...
Que eu me recordo quando era moleque. Cearense. Tu é louco, fez muita música. Rapaz, ele tem uma quantidade de músicas também muito bacanas, sabe? Muito identificadas com o Ceará. Isso. O que ele parece, o Edinar? Ele parece o cara do... Alguém. Aquele da banda Sambô, sabe? O vocalista de Sambô. E o Belchior? Tu era amigo do Belchior ou não? Eu não cheguei a ser amigo do Belchior.
O Bigodeira. Meu compadre, outro artista de Sobral, Ceará. Sobral. Muito, muito, muito bom. Se você começar a ouvir as músicas dele, não quer mais parar. Muito bom. E ele era muito amigo do Fagner e do Ednardo também. Eles eram muito amigos. Era uma galera que fazia um som ali nessa época, né? Porque assim, o artista tinha uma dificuldade, principalmente né?
Pô, você é uma figura icônica. Icônica, velho. Porra, obrigado. Você não pode andar no Ceará. Você tá brincando. Ele é um cara lá, assim, todo mundo, quem não conhece o João. Só que por essa distância aí no tempo, né, a informação não chegava muito. Porque não tinha internet, né. Então as coisas eram muito regionais. E os artistas regionais tinham que vir pra cá, pra capital, Rio, São Paulo, onde, né.
pra ter uma visibilidade por causa das gravadoras que eram multinacionais e eram estavadas. Como a gente trabalhava em rádio, lembra que chegava as fitas? Sim. Aí a gente ouvia, o que é isso aqui? É o Moção. Quem é Moção? Moção. E passando o sucesso, a gente recebia... Moção! Red Bull, sucesso! A gente recebia as fitas na rádio. Sim. Aí você ficava conhecendo a pessoa. Exato. O que você falou, não tinha... Porque Moção mora em Fortaleza.
Ele tá morando em Fortaleza agora. Há muitos anos. Não, ele mora em São José dos Campos, que adora ele mora no lugar. É, não, agora o... O Titela que veio aqui. Ele não mora em Rio Grande do Norte? O Titela é maravilhoso. Não, ele é do Rio Grande do Norte, mas ele mora no Ceará. Só que muita gente mora no Ceará, aí daqui a pouco tá morando aqui e ali. Por exemplo, o Titela, que é seu amigo. Sim, o Titela, grande Titela. Titela, meu amor! Maravilhoso. Vai ver com o Titela.
Ontem o Titela me ligou. Vamos jantar aqui em São Paulo? Eu disse, tu tá aqui? Tô morando aqui. Eu falei, mas Titela, mas tu é meu amigo mesmo, né? Tu é tão meu amigo que tu vem morar em São Paulo e não me avisa. Eu tô devendo a entrevista pro podcast dele. Eu trombei com o Titela sabe aonde? No Metrô Novo, cara.
Aquele do aeroporto? Ah, é verdade. Eu drumei com titela de frente. É verdade. Eu fui pegar, falei, vou testar esse aeroporto novo. O novo trem, o monotrilho. Vou testar. Estou de cara com titela dentro do monotrilho. Na roleta. Que coisa. Eu estou devendo. Porque eu não dava entrevistas. Tá. Por que você não dava? Eu só dava entrevistas.
para as empresas que eu trabalho. Você trabalhava. É, porque meus colegas, meu diretor... Tu era meu Emílio, é meu Emílio. Fala com a Jovem Pan. Pronto, chega lá e... Aí eu dou entrevista pro G1 Ceará, pro Diário do Nordeste, pra Rádio Verdinha, pra TV Diário, e tal.
Mas assim, você viu, o Silvio Santos não gostava da entrevista, o João Soares não gostava da entrevista, o Hugo Liberato não gostava de dar entrevista, o Faustão não gostava. Então, parece isso ser uma síndrome de apresentadores que já entrevistavam demais. Talvez nós achássemos que a gente não fosse tão importante. Que é isso. Talvez.
Será? Será. O pau que rola. Então, eu, como um dos antigos do rádio e da televisão, né, não dava entrevista pra ninguém. É o estilo, né? É o estilo. Mas agora eu vou dar, porque... Eu vou dar, agora eu vou dar. Chegou a hora, né? Fala assim, ó. Não sou, não. Não sou, não. Do Aguinaldo Timóteo. Meu amigão. O Aguinaldo maravilhoso. Maravilhoso. E eu tenho uma coisa pra contar pra vocês. Aguinaldo foi...
dezenas de vezes no meu programa. Eu tenho um presente pra dar pra vocês, que eu trouxe do Ceará. Que legal, obrigado. Isso é importante. Eu olhei pra baixo e eu vi. O Agnaldo Timóteo foi no meu programa várias vezes, né? E numa vez, ele marcou que ia, e eu sempre fui muito fã do Agnaldo Timóteo.
eu acho ele de uma personalidade, de uma fluência verbal, de uma capacidade de retórica, eu acho ele um artista de uma voz, desde menino que era fã do Aguinaldo Timóteo e ele de tantas vezes que ele marcou para o programa
Uma vez ele disse, João, ligou pra mim, eu não vou poder ir. Aí me contou um problema danado. Um caos. E o Aguinaldo Timóteo era gay, mas ele nunca assumiu. Que é isso? Não, não era não. Não era não. Eu sou não. Eu não sou não. Não sou não. Não, não, não, não, não.
Pois é, mas ele não assumia. Mas por que ele não assumia? Eu entendo. Porque quando ele começou, o preconceito era muito terrível. Era brabo. Ele mesmo tinha, né? Ele mesmo tinha o próprio... Se bobear, ele tinha. Tem muito isso.
Do cara dele não se aceitar. Não, não. Ele vai contra o desejo. Não, não, não. Eu não concordo. Eu acho que ele tá certo. Eu não concordo. O Aguinaldo Timóteo, ele tinha um público antigo. E o público antigo é muito tradicional. Então, aquele público antigo, é difícil de aceitar certas coisas. Na época em que ele fez o maior sucesso, quando eu era adolescente, o Aguinaldo Timóteo não podia assumir a homossexualidade.
A homossexualidade é o termo certo. É isso, isso. Porque ele seria massacrado naquele tempo. Seria massacrado. Ninguém assumia. Depois, quando a coisa foi clareando, o mundo foi mudando, o mundo foi ficando mais justo, e esses preconceitos foram caindo.
Apesar de ainda hoje existir muito preconceito, ele já estava com um público garantido, um público antigo, então ele não podia assumir. Mas o que eu vou contar pra vocês é muito interessante. Então ele me ligou pra dizer que não podia ir pro programa porque aconteceu uma coisa. E eu disse a Agnaldo Timóteo...
Vamos fazer o seguinte. Se você vier, eu prometo que a gente namora. Eu vou pro hotel pra gente ficar junto. A gente vai fazer muito carinho, Aguinaldo Timóteo. Você não mandou essa. Mandei. É meu amigo, Aguinaldo. Ele manda na zoeira. É gol velho. Foi. Ele manda na zoeira. Aí sabe o que ele acreditou. Na minha frente. Na frente da minha mulher. Aí o Aguinaldo Timóteo me respondeu. Isso no telefone. Aí ele me respondeu. Meu amigo João Inácio Júnior. Eu gosto de homens mais jovens.
Ele tá me descartando Mas eu gosto de homem mais jovem Eu gosto de menino Eu gosto de menino Ele nunca assumiu, mas era
E eu entendo porque ele nunca sumiu, né? Por causa das questões e dos... Particularidades. Não soubam. Subir as particularidades. Rapaz, agora, Carioca, deixa eu falar uma subúrbica. Fala, meu irmão, fala, meu irmão. Você é um cara extraordinário. Você é um imitador, você é um humorista. É brabo. Rapaz, uma vez ele imitou, eu botei lá no meu programa, quase que eu morria de rir. Ele imitando, sem falar. Ele só com gesto, ele imitou o... Eu já te falei quando você foi lá no programa?
o Moro rapaz, tu tava acho que tu tava no programa do Faustão eu tava na Rádio Bandeirantes aquilo foi tão, fui divulgar meu show então ele, ele, ele, ele Sérgio Moro, do nada, isso aí viralizou muito mas ele fez sua carinha mas foi muito legal era como o Chico Anis, o Chico Anis dizia que bastava um olhar, um gesto e você já tava fazendo o amor esse Chico Anis de Cearense também cababão de maranguape e eu só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só só
Gente, mas você é um cara que como entrevistado é extraordinário, é uma pessoa muito bacana, e é um humorista que eu curto demais. Você faz uns personagens, você é incrível. É bom mesmo. Bola, mas eu também te amo, Bola. Obrigado, João. Fico feliz. I love you too. Eu fiquei sabendo, Bola, que o João...
Ele também é imitador. Ele já fez o Silvio aqui. Durante... Você fazia muitas vozes no rádio. Fazia. Quando o meu programa era só rádio, então eu podia fazer caras e bocas. Como o meu programa agora chama-se Bafolê...
ele é um programa que passa no rádio e na televisão ao mesmo tempo, eu teria que criar um personagem, um boneco, o tipo, ou fazer na inteligência artificial. Ia dar muito trabalho. Então eu aposentei o seu Jereba, que é um personagem. Jereba? Você sabe o que é Jereba, né? Meu compadre. Seu Jereba é maravilhoso. Seu Jereba.
Foi um personagem, e é um personagem meu, tão importante que ele virou nome de uma comunidade no Ceará. Fortaleza. Comunidade do Jereba. Se você chegar em Fortaleza e falar seu Jereba, todo mundo conhece, por causa do personagem do programa. No momento eu dei uma aposentada. Agora... Mas o que era o seu Jereba? O que ele fazia no programa? Era um veinho. Um veio doido, maluco.
desbocado engraçado o pessoal hoje ainda perde muito a força do Matuto mas era só voz ou você se caracterizava? como era só rádio, bastava a voz na TV você não fazia tipo o Paulo Jalás só que ele era um Matuto Matutão, desbocado não tinha limite posso conversar com ele? Tudo bom, seu Jareba?
Nunca mostrei a voz. Não, eu consigo, mas... Você não quer desvendar? Eu não quero mostrar ele e fazer a voz. Você não quer perder o encanto? Por enquanto. Porque eu vou voltar com ele. Eu te entendo perfeitamente. Como ele é um... Ele mora no imaginário. Ele é só a voz. Tipo o Moção, né? Só agora se mostra.
Mas ele ficou 30 anos escondido. Escondido. Imagina. Ele não mostrava nem a cara dele fazendo moção e nem ninguém queria que ele soubesse que era ele. Ele não queria que as pessoas soubessem que ele era o moção. E você sabe que tem um trauma, né? Eu lembro da história.
que ele já era um grande sucesso na Sonzumsat. Lembra de Sonzumsat? E Sonzumsat foi uma ideia minha. É mesmo. É mesmo. O Emanuel Gorgel, que foi o dono da Sonzumsat, teve 14 bandas de forró, inclusive o Masturis com Leite, ele já contou várias vezes. Tá na internet, procure. A ideia foi minha. É mesmo, Júlio. Eu...
Trabalhava no sistema verde de margem de comunicação e quis ter uma rede de rádio via satélite. Montei todo um projeto. Naquele tempo não era fácil, porque não existia a internet. Existia o satélite da Embratel. Então eu montei o projeto do estilo da rádio e procurei toda a...
aparelhagem técnica pra comprar. Eu fiz as pesquisas no Japão, na Alemanha, na França, pra comprar os melhores equipamentos pra mandar o satélite trazer. E o valor de dois canais na internet e tal. E apresentei pro Amonel Gurgel o projeto. E aí, a gente topou fazer junto. Eu e ele.
Então eu entrava com 50% do valor e ele disse que 50% a programação já tinha... Mas quando eu fui falar com a minha empresa, a minha empresa disse, o Sistema Verdes e Márcio, na época o Mansueto Barbosa era meu superintendente, ele falou...
João, você é nosso patrimônio. Você quer concorrer a nós? Não aceitamos. Eu fui pro Manoel Gugel e disse, eu te dou de presente todo o projeto. É mesmo, você deu tudo. Ele tocou e teve 126 rádios na rede SonsunSat.
Foi uma puta sacada, porque... Caraca. O que que a Sonzun Sat era? Eu tô falando isso aqui, comprova-se. Se você procurar... Acredito, João. Agora mesmo ele deu mais uma entrevista dizendo a ideia foi do João Inácio. Por quê? A Mané Rogel. I love you. Por que que o Sonzun Sat foi uma ideia legal na época? Pra que as pessoas entendam. Toda cabeça de rede, o que que isso quer dizer? Como...
Teve a onda nos anos 90 das redes de rádio, Rádio Cidade, Jovem Pan, Transamérica. Então, ou era Rio ou era São Paulo. Sempre. Que ditavam as músicas, a programação, a cultura. Mais São Paulo até, né?
É, São Paulo e Rio, a Rede Cidade, a Rádio Globo, Rede Globo, né? São Paulo e Rio, né? Bandeirantes, enfim. A Som Zunzat foi uma sacada porque era uma rede que partia de Fortaleza pra todo o Brasil. Então, a cultura das músicas, tipo assim, temos aqui uma rede... Já era diferente. Que é a programação e com a cultura que trazia de volta. Foi uma pancada. Foi muito forte. Assim como a TV Diário.
Sim. A TV Diário foi uma sacada do Monserito Barbosa, que foi nosso superintendente lá no Sistema Verde dos Mares de Comunicação, que criou uma rádio, uma TV local. Que jogava na parabólica. Que jogava na parabólica. E naquele tempo, como não tinha internet, o Brasil era lotado de parabólica. Era mesmo. E aí, a TV Diário começou a fazer um sucesso extraordinário. Sim.
ao ponto de ter afiliadas. Começaram a ter afiliadas no Brasil. E como nós, do Sistema Verdes Mares de Comunicação, somos os concessionários da Globo lá, Televisão Verdes Mares, a Globo chegou, isso aqui não é segredo pra ninguém, acho que eu posso falar, e disse, não queremos mais a TV Diário. E depois de muita negociação...
A gente ficou só no Ceará com a TV Diário. A TV Diário hoje está também por canais, por assinatura. E a TV Diário está também nas TVs por assinatura, nas parabólicas. Na Sky ainda tem TV Diário? Tem, tem, tem. E no YouTube também ou não?
No YouTube, alguns programas. Porque como alguns programas... É, não passa geral, porque alguns programas tocam algumas músicas. Ah, eu falei que é música. Tem BGs musicais, trilhas e a YouTube. Então, alguns programas sem música estão no YouTube. E você então tá na... Verdinha é TV Diário também ou não? Como é que é? É do grupo. A Verdinha é a rádio.
FM Verdinha 92.5, que é do nosso grupo lá, Sistema Verdes e Mares. E eu tô também na TV Diário, que é do grupo. E o meu programa Bafolê é de uma hora às quatro da tarde, de segunda à sexta. E é essa mídia cruzada, é a integração. Ao mesmo tempo que eu tô fazendo o programa na rádio, ele tá passando na TV.
Entendi. Que loucura, né, meu? Você entendeu o tamanho desse cara? Puta, gigantesco. Para as pessoas... Dá um às quatro. Não, que as pessoas acham que é só uma dancinha. Não. A história do João... O João é o cara fodido, velho. A dancinha é o de menos. Ele tem uma... Porra.
Pô, cara, você é um puta caparinho. Que visão, assim, do, do, do, sabe? Da comunicação do Nordeste de Fortaleza. Eu já sabia disso há muito tempo. Mas poder compartilhar hoje isso com o grande público, achando que é apenas uma dancinha com lá, eslabonita, será, não sei o que, não.
Tudo é proposital. É lógico. Joga a tarrafa e faz a pescaria, né, João? Obrigado. Você é lindo, maravilhoso. Não, mas é verdade, é verdade. Eu fico emocionado com tanto elogio aqui. Quando eu fui fazer meu show, o Zé das Tapioca, eu mando um abraço pra ele. Zé das Tapioca. Fala demais de você. Zé das Tapioca, beijo, você demais. Cara, eu quero te levar no João Inácio Júnior e tal, não sei o quê. Eu falei, o João?
agora, vamos pra lá agora, eu quero ir lá fui lá te dar um abraço no teu programa porque eu sei do teu tamanho o teu respeito e a tua importância pra cultura cearense e nordestina dentro do nosso ramo que nós somos o que? radialista, né bola? radialista isso aqui é um passo além do rádio a internet é a evolução do rádio o podcast é um programa de rádio na internet sem música sim
música. É isso aí. Você tá cobertíssimo de razão. É isso eu também acho. Cobertíssimo de razão. O que que você tem feito além desse programa? Você tem alguma outras ideias? Por fora. O que que você tá vivendo? Você com 70, quase fazer 70 anos, cara. É verdade. Parabéns. Você tá com uma aparência de 45. Tá aqui, pariu. Você tá muito bem, cara. Obrigado, pô. Que legal. Tá bem mesmo. Projetos, né? Então, é o seguinte, meu projeto é continuar no rádio e na televisão, que eu amo de paixão, mas eu tô entrando na internet.
eu vou investir muito na internet você vai estar construindo os estúdios já construí os estúdios, preciso montá-los um já está montado, mas preciso montar os outros não tive tempo de tocar, mas quando eu organizar meu tempo, eu vou ter vários projetos pra internet eu vou ter um canal de informação alguns canais de informação, fofocas e algumas outras informações, eu vou ter um canal de histórias
Um canal de histórias. Eu contava histórias no rádio. As pessoas me encontram. Sabe? E me perguntam. Cara, bicho, por que que tu não volta com aquilo? Eu vou voltar na internet. Por que que você parou, né? Por que que parou? E agora com a IA vai ficar sensacional, né, João? Isso, isso. Faz o que que é.
histórias, histórias, histórias incríveis histórias curtas com tamanho apropriado pra internet, mas histórias de arrepiar, não só histórias fantasmagóricas como de amor, de paixão e coisas curiosas, eu sei muitas cartas, demais eu recebia 40, no tempo que eu não tinha internet, eu recebia 40 mil em média, 40 mil cartas por mês e sentia uma sala imensa só só
Que pariu. Você tem noção disso? Não tem. Era incrível. No tempo que não existia internet, que a rádio era top, a televisão era... Não era que era top, era o que tinha. Era o que tinha. É o que eu falo, uma vez a Jovem Pan estava lá, a gente sorteou, acho que foi a primeira vez, uma BMW, logo que entrou. E a Jovem Pan vai te dar um... E a gente fazia sorteio, recebia a carta, fazia um bolo assim no andar, mas tudo bem.
Eu cheguei na rádio, 14, você não conseguia entrar. Fechou de carta. É aquela rede também, o Brasil inteiro. Eu falei, não, o que isso, cara? Hoje ninguém escreve mais, hoje é e-mail. Não, é e-mail. Rapaz, você sabe que eu recebi uma carta? Hoje é WhatsApp. Você sabe que eu recebi uma carta esses dias?
De quem? Não sei, cheguei na Jovem Pan agora, eu tô voltando pra Jovem Pan. Muito legal. E de vez em quando eu recebo carta também. De vez em quando, a pessoa escreveu uma carta. Eu tô passando pela recepção, menina. Carioca, eu falei, pois não, te mandaram essa carta.
O negócio verde e amarelo. Você abriu? Abri. É de atibar o cara. A carta, sei lá, o cara apaixonado. Não, o cara falando e tal, dando umas ideias e agradecendo o trabalho. Recebi uma carta escrita à mão, cara. Difícil. Fazia muito tempo. Existe selo ainda? É um carimbo. Era um carimbo assim. Que coisa. Aí eu recebi a carta, cara. Sabe aquela carta verde e amarelinha? Eu não sabia nem que tinha. Recebi. Recebi uma carta na Jovem Pan. Que legal, cara. Agora, semana passada.
Então até assustei. Você deve receber até hoje, né? Não, carta assim... Pouco, mas é legal carta. Vamos combinar? De vez em quando. Imagina você mandar pra um amigo mandar uma carta se quiser. Raro, mas às vezes eu recebo carta que veio pelo correio ou que a própria pessoa foi deixada. Entregou lá. Porque acha que vai ser mais fácil.
Receber na mão, né? Porque, poxa, você hoje... E-mail. Com a internet... A carta é o e-mail. É, e-mail. Então, todo mundo manda... Não, o que você falou é receber na mão. WhatsApp, e-mail. Ou, através da sua rede social, por exemplo, Instagram, no direct. É muito recado, milhares de recados. Então, as pessoas talvez imaginem. Eu não vou entrar nessa concorrência pra conseguir falar com ele, com você, com você.
Eu vou mandar uma carta. Eu chego de forma diferente. Claro. Eu olho um pouco ressabiado. Por quê? Não sei. Acho que foi o velho que me noiou. O Emílio que me noiou a bola. Ah, ele pegar a carta com a mão esquerda e ganhar a corrente. Ele me noiou. Ele tinha meio medo de carta.
É que ele tinha muito maluco atrás dele. Não, cara, a rádio é traidoido. Houve uma época em que nos Estados Unidos, na época do terrorismo... Antrax, né? Colocavam um veneno na carta. Um veneno na carta. Se você abria a carta, você era envenenado, porque você respirava. E também houve até aqui no Brasil uma autoridade, há um tempo atrás, que quando abriu um pacote que recebeu, era uma bomba.
um pacotezinho. Sim, sim. Então tem, né? Você lembra? Eu tinha umas merda, eu tinha umas cagadas. É uma coisa meio que é meio esquisita. A turma tinha um negócio. Esses dias chegou o negócio em casa de uma pessoa e não avisou nada. Pra minha esposa. Chegou o negócio, eu olhei e falei, você conhece? Ela falou, não, não sei quem é essa pessoa.
Cara, eu já abri meio me cagando. Com cabo de vaçã. Era um sapato. Eu falei, quem que é essa pessoa que te mandou? Eu não conheço. Eu falei, você não vai pôr isso no pé que vai cair tua perna. Pô, mano, eu joguei fora. É louco, né? Oba, fuleiro. Não. É.
Não sabe de quem é. Mas tu ganha muito presente, né, João? Deve ganhar, deve ganhar. Rádio ganha muito, né? Amo ganhar presente. Pode mandar presente. Olha, chuteira. O pessoal me manda muito chuteira. É, você tá usando chuteira na dancinha. Quer ver? Posso mostrar? Pode, claro. Posso mostrar? Deve. Olha aqui, Brasil. Põe a perna em cima, João. Toda chuteira tem marca, você sabe. Claro, não tem problema. Onde é que eu boto? Aqui, na mesa. Pode pôr no pé aí. Pode pôr no pé aí. Ufa.
Que marca é essa que eu não conheço? Nike, Nike. Ela é de futebol de campo. E você usa chuteira no dia a dia? Dia a dia. Com trava? Olha o tamanho das travas. Olha lá. Mas você usa com trava, João? Não é possível. É a chiqueira de futsal. Não, não é pessoal. Você usa mesmo. Uso, uso. Por quê? Por que você usa?
Será? Ou qual que rola? Inclusive, a gente já me questionou, você não consegue andar no dia a dia com uma chuteira de... Com chuteira de futebol de campo com trava grande. Seguinte, eu ando com a chuteira de futebol de salão, que não tem trava. É lisinha. Uso com a de futebol só site, que a trava é um pouco menor, e de futebol de campo mesmo, que é a grande. É a história do estilo.
O meu cabelo é cortado um pouco diferente. Na régua? É, na régua. O cabelo tá bonito, irmão. Tá bonito. Eu corto ele um pouco diferente. Os caras cortam. Cabelinho na régua, não é disso aí? É. E também, ele é mais altinho aqui atrás. Não, mas você usar a chuteira de trás é maravilhoso. Uso calcinha arrochadinha. Levanta aí, levanta aí, levanta aí. Vamos ver a... A calça sertaneja. Calça de sertanejo. Tá até frouxa, porque...
Como eu sei que aqui é um podcast e não aparece muito o corpo, onde é que eu fico para mim mesmo mostrar? Aí mesmo, aí mesmo.
Volta aí, dá uma voltinha, João, vai lá. Fica à vontade, João. Claro, Joãozinho, ó. Olha aí, vai dar uma voltinha, João. Calça rochadinha, é verdade. E a camisa também é rochadinha. Camisa de time de futebol. Só usa camisa de time. Quase sempre. Camisa de time de futebol, calça rochadinha, chuteira, boca pintadinha, rosto pintado e de rouge. Ou seja...
Só não tô com a unha pintada, porque eu pinto diferente. Eu pinto, às vezes, todos de uma... Cada cor. De uma cor diferente, ou só uma mão, ou só duas unhas, ou só três. Então, assim, criei um estilo e eu acho bacana, porque... Lógico, hein. Sabe? Cada maluco com o seu jeito. Claro. A sua mania com a loucura. E você é um artista, você é um patrimônio cearense.
Aí, camisa de time de futebol. Nenhuma camisa de time de futebol do Brasil pra evitar problema. Entendi. Ah, torce pra tal... Entendi. Essa aqui é do... Alnace. É o time do Cristiano Ronaldo. Só camiseta gringa. E os também de alguns times da Europa. Tá.
A time da Itália, a time da Alemanha, a time dos Estados Unidos, que agora tem futebol, a time da Espanha e dos times lá das Arábias, né? Dá a ficar sem uso, tem umas camisas bonitas, tem umas bonitas, camarões, é bonita. Isso, mas tão bonita a camisa da seleção da Alemanha, meu Deus. Eu não uso time.
Eu não uso camisa de time de futebol do Brasil, não, preconceito que eu amo. Mas você tá certo. Você sai com a camisa de um time e o cara, pira essa porra aí. Você tá certo. É briga, é confusão. Vira confusão, não é coisa que política. Eu não trato de política. Boa. Também não, João. Eu não trato de religião. Mandou bem. Eu não trato de... Futebol. Futebol. Agora, sou crente em Deus.
eu não sou uma pessoa religiosa eu não sou aquela pessoa de igreja muito temente a Deus eu leio a bíblia eu acredito demais em Jesus Cristo no Espírito Santo e em Deus e vivo por eles e eles já fizeram por mim ele, são três em um então eu vou chamar ele eles já fizeram coisas por mim
inacreditáveis. Eu acredito muito mais. E só ele poderia fazer, né? Absolutamente. Coisas que não são aquelas coisas que você se hipnotiza, porque existe o auto-hipnotismo. Já li muito sobre hipnotismo. Então você se auto-hipnotiza e acha que tá acontecendo e não tá. São fatos reais, fatos físicos que acontecem, entendeu? Que são irrefutáveis que Deus fez por mim.
E eu procuro viver uma vida agradável a ele. Eu procuro ser decente, eu procuro ser correto. Eu procuro agradar a Deus. Então, assim, eu digo tudo que eu tenho até a minha vida a Deus. Você tá certíssimo. Porque já era pra ter morrido.
Deus me curou de coisas assim inacreditáveis. Sério, João? Sim. Você já era pra ter morrido? Você olha assim, pra frente, diz assim, acabou. É mesmo, João? Me preparar. Você chegou nesse nível? Cheguei. Deus te... É mesmo? E eu... Deus te deu a mão e levando. Ore a Deus. Coisa boa. Você teve alguma doença grave? Tive. Tive várias. Mas você já teve, tipo assim, na UTI, assim, acamado ou não? Não, eu tive na UTI várias vezes, mas assim, pela UTI eu não morreria.
Eu morreria pelos diagnósticos que eu tive, que indicavam coisas muito sérias. E antes de fazer o último exame, quando todos diziam que era, e era muito grave, eu resolvi pedir aos médicos um mês. Me dê um mês. Que eu vou falar com o papai. Tá claro. E eu fazia minha oração de manhã, de tarde e de noite, fortes.
Dizer, meu Deus, eu não tenho medo da morte.
Se chegou a minha hora, eu disse pra minha família. Se chegou a minha família que tava apavorada, nunca disse pra todo mundo, disse só pros meus filhos e pra minha mulher, não disse pra mais ninguém, né? Pra não assombrar minha mãe, que é velhinha, nem meus irmãos, nem ninguém. Nem merece, nem merece. E eu disse pro médico, antes de fazer o último exame, eu quero falar com o papai. E todos os dias eu falava com Deus, fazia orações longas, e tentando ser o mais correto possível.
E no dia do último exame, não deu nada. Olha que... Caraca. Porque todos os... Não deu nada. Não deu nada. Que coisa. Eu fui curado, porque os médicos diziam, você tem 93% de risco de ter um câncer violento. Entendeu? 93? Três. Porque todos os exames, inclusive as ultrassonografias... Não, como é que é?
A tomografia, a ressonância magnética paramétrica. Mas tem aquele que você pega, como é que é o nome? O que você pinça? A biópsia. A biópsia. Então todos indicavam essa ressonância magnética paramétrica. Naquele caso, ela é muito específica. Então eu estava no nível, o nível mais grave era o 4. 5, eu estava no 4. Altíssimo risco.
Mas com os outros exames laboratoriais, davam 93% de 93% a 95% de um câncer muito grave. Mas eu não fiquei com medo. Eu sabia, se eu tiver que morrer, se eu tiver que enfrentar, vamos. E o que vier depois, eu tô com Deus, eu tô bem. Não tive medo, ela é prova, meus filhos são prova, nenhum pingo de medo, nada.
Eu achava até que era meu fim, mas eu disse, se Deus quiser, eu não morro. Teve um momento que Deus deixou o próprio filho dele morrer?
Tinha um objetivo? Tinha. Jesus Cristo morreu? Então, se Deus deixou o filho dele morrer por um objetivo, não objetivo, mas se minha vida tiver chegado ao fim... É o ciclo da vida, né, João? Eu pensei, se minha vida tiver chegado ao fim, eu terei sido extremamente feliz, extremamente próspero.
Eu não tenho o que agradecer. Irrealizado. Até pensei, eu morrer velhinho, gagar, fazendo cocô na calça. Todo estrupiado. Todo estrupiado. É melhor morrer logo. Eu só fico triste por causa dos meus filhos, da minha mulher. Mas o resto tá tudo bem. Mas de fato eu não queria morrer. Óbvio. Ninguém quer, né? E aí, depois de um mês, eu fui fazer a biópsia. A biópsia foi a mais moderna do mundo.
cara, o plano de saúde não dá, mas ela é muito precisa.
E depois de arrancarem 22 pedacinhos de mim, pedacinho por pedacinho, zero câncer, zero câncer, zero câncer. Até o médico se admirou, porque todos achavam que eu tinha. Todos os médicos que eu passei, você tem, você tem, você tem, você tem. E tá numa área que é um câncer que não é legal. Deus, obrigado. Que bênção, porra. Obrigado, meu Deus. Obrigado, Jesus. Obrigado, Espírito Santo.
É isso aí, irmão. Bela história do nosso querido, lendário João Inácio Júnior. Vou pôr uma dancinha, vai. Vamos botar, tem aí? Só pra gente ir. Só cuidado com a música. A dança que gerou... É o Lays La Bonita. Eu fiz alguns depois com a Lays La Bonita, outros com o Cindy Lauper também. Essa é interessante. Do Manchester. É interessante. Bota aí também, né? Olha que pracinha linda lá. A dancinha revolando. Uma calça roxadinha. Roxadinha.
O pessoal tá dizendo que essa praça aí que eu tô, que é muito famosa, eu tô numa parte de fora da praça, mas o pessoal tá dizendo que agora é um tema rotatório. Não, é quando eu vou fazer, é uma loucura. O pessoal vê, aí eu tenho que ir num dia que não tem carro e tal, entendeu? Que não passa gente.
Muito interessante. É, mas... Faz demais, velho. Ótimo. Agora o que gerou mesmo... Essa também eu já falo, eu falo da história. O problema é que toca música, derruba o YouTube. É, e bota sem música. Não, é, pra galera ver. Você viu que eu vou ter um programa na Jovem Pan. Vai. Parabéns. Está de volta, está de volta. Estamos de volta na Jovem Pan. Parabéns. Já tem nome.
Eu vi que você fez a minha dancinha. Será que eu vou? Tem o meu aí, bota a minha homenagem. Será que eu tô de volta? O pau que rola é que eu volto. É, então, cara, eu falei, cara, eu vou homenagear o João. Vou ter que fazer, né? Um dia feliz. Não, eu sei, eu acredito. Eu botei a tua calça, botei uma camisa e eu falei, cara...
No momento, eu vou... Isso, claro. Eu falei, vocês vão ter um saco de... Você fez duas vezes, ou três. Eu fiz. Fez uma dancinha lá, imitando lá o Cava do Banco. Isso, começou lá, no Cava do Banco. Eu sou o Vocaro. Será que eu vou delatar? Será? O pau que rola é teu não. O pau é que rola nas redes, que é seu falar.
E aproveitando pra fazer a divulgação do meu programa, do teaser de chegada, né, encarecidamente obrigado a Jovem Pan pela oportunidade eu falei, vamos de João Inácio Júnior, vamos com a mesma, eu botei maquiagem botecal
tem que levar ele agora que ele falou que vai voar ele não dá entrevista, mas pra mim eu sei que ele vai dar na Jovem Pan e quando eu for a Fortaleza eu vou passar uma tarde inteira com você lá na Verdinha pra gente falar merda com toda certeza, a vontade cheia de pauta, ô glória vamos lá, deu um serviço, João Inácio Júnior sempre, aí, aí, ó aí, aí, ó
Pode soltar a calcinha acolchada, a mãozinha do bolo. Você gostou de botar um cerá lá atrás? Da Paulista, ó. E a calcinha perdeu. E olha o tamanho da mala. Você botou a meia. Claro. Botou a meia. Olha o tamanho da mala. Mas faltou a chuteira. Ah, tá de chuteira. Tá de chuteira? Olha lá, ó. Abre as pernas.
Eu me senti muito honrado. Viu, Carioca? Eu me senti muito honrado por você também fazer a trend. Porque a trend dizia... É com respeito. Não, não é só respeito. É você pegar uma sacada de gênio dele, falar assim, pô, eu preciso divulgar isso aqui. Com licença, João, eu vou fazer também. Muito bom, muito bom. Isso é muito legal. Deu serviço na Verdinha de segunda a sexta. O horário. Pronto, eu tô lá. Bafule.
Ah, eu quero os presentes. Por favor. Presente sempre é bom. Já deu a estourada. Presente sempre é bom. Que bonita sacola, hein? Eu amo o Ceará, eu amo o Fortaleza, eu amo o Nordeste. Que bonita, velho. Essa é uma sacola típica de Fortaleza. Linda. E eu trouxe pra vocês alguns presentes.
Pode falar o microfone, João, senão não vai pegar. Menina, eu me esqueci, eu pensei que eu tava com lapela. Não, você tá sem lapela. Desculpa aí, ô cara, de rádio e de televisão, sem lapela, porque eu me acostumei com internet também. Ah, você tá usando direto? Tô usando lapela. Ó, eu trouxe pros dois, mas eu vou abrir aqui. Pois não, nós vamos. Isso aqui é um doce de caju, ele é feito da polpa de caju, é muito típico do estado do Ceará. Ótimo. É uma delícia. Vocês gostam de coisa dura?
Depende. Depende. Depende da coisa dura. Eu trouxe uma rapadura. Isso é bom pra caralho, pelo amor de Deus. Rapadura de coco. Puta, eu amo. E outra rapadura tradicional. Amo. Rapadura dos Ceará. Isso eu vou só descascando assim, ó. Cai na mesa, quase quebra a mesa. Olha, eu trouxe pra vocês a castanha. O Ceará é um dos maiores produtores de castanha do mundo. E olha o tamanho das bichas.
Aí você pega pra você, pode ficar com a castanha E eu trouxe a pamonha do Ceará Pamonha Ou a vibrador Serve pra vibrador Precisa linguiça essa porra Eu trouxe mais castanha do Ceará Essa castanha aqui é diferenciada É uma castanha caramelizada Glaceada E eu trouxe, é pros dois, tem outro pacote aqui pros dois E eu trouxe uma coisa muito interessante Que é isso aí, João Que é Até
É a obra de arte feita dentro de uma garrafa com areia. Que é muito conhecida. No estado do Ceará. Isso é demais. Vamos deixar uma aqui no Tica. Olha aqui, olha. Tá aqui, João. Os artesãos e as artesãs, elas conseguem desenhar dentro de garrafas pequenas e grandes. Isso é impressionante. Com areia. E sabe de onde é isso aí? Vamos deixar uma aqui no açougue. Isso é uma artilada de beberibe. Não é? É.
E de outros lugares também, né? Porque lá em Beberibe, Bola, tem as falésias. Vamos botar isso aqui. As falésias têm várias cores. São várias cores as terras e aí os... Botar aqui no cenário, pô.
Já vai estar aqui em homenagem ao nosso querido Ceará. Eu ia trazer uma garrafa maior, mas como a gente trouxe tanta bagagem. Não, mas aqui, saiba que vai ficar no nosso cenário. Põe aí, Bola. Pra sempre, se eternizou. Pra falar disso, deixa eu falar uma coisa interessante pra vocês. Esse cenário de vocês é lindo. É bonito, né? Puts! É bacana, né? Lindo, lindo, lindo, lindo, lindo. É muito legal o nosso cenário. Graças a Deus, a gente tamo aqui no Ticap.
Bom, vamos agradecer ao nosso querido João Inácio Júnior, sempre de segunda a sexta, na Verdinha, você tem o programa Bafolê, não é isso, João? É, de segunda a sexta, na Rádio Verdinha, 92.5 FM de Fortaleza, programa Bafolê, eu, João Inácio Júnior, a Cláudia Leite, o Alisson Marques, de 1 às 4, segunda a sexta, e o programa é exibido simultaneamente na TV Diário, canal 22 de Fortaleza, canal aberto em todo o estado de Ceará, agora há várias emissoras. E tá no YouTube também, tá no YouTube. Não, o programa não tá no YouTube. E aí
A gente tem trilhas sonoras. Trilhas, né? Não pode. Depois eu vou te dar uma dica pra resolver isso aí. Tá. Eu tenho um cara que resolve. Eu quero. Vou te apresentar. Arrebenta, arrebenta. E aí, gente, também o programa é retransmitido por várias emissoras de rádio em todo o Brasil. É uma cadeia de rádio.
Ah, eu quero divulgar meu Instagram. Lógico. Agora, arroba, põe aí. Arroba, arroba João Inácio Júnior. Arroba, arroba João Inácio Júnior. O Júnior é J-U-N-O-R não é... J-U-N-O-R. Me segue, vai ver lá, vai ver minha dancinha. Olha, esculhamba, elogia, me segue, maratona.
Se você me tratar de boas, eu te trato de boas. Se você me tratar de uma forma deselegante, eu vou te tratar com um amor. Eu também te trato de boas. Boa. De carinho. Um beijo, Brasil. Meu Ceará, meu Nordeste, minha Fortaleza. Obrigado por tudo. Obrigado a você. Obrigado a você, irmão. Carioca, meu irmão. Meu querido João Inácio Júnior. Bola, eu não te conhecia pessoalmente pra você. Uma grande honra.
lindo e simpatizíssimo uma grande honra te conhecer essa lenda da comunicação nordestina e brasileira uma honra te receber aqui e parabéns porque você é um cara muito inteligente
Que as pessoas... É, e 69 anos tá bem, cara. Olha aí, ó. Pô, parece o Vicentão, bicho. O irmão. Não, ele tá mais bravo. Ele tá mais sarado que o Vicentão, né? É? Cheguei em São Paulo, já arranjei uma academia pra malhar. É isso aí. Viciado em academia. É bom, faz saúde. Você não malha, não? Pegar no ferro é bom. Bom demais, pô. Não é? Aí, ó.
vamos nessa Gordinho, agradecendo a nossa querida Philips, você vai receber uma bombite fial de vídeo é Philips, não tem pra ninguém eu quero você com uma dessa aqui no chão da praça, botando pra cá mostra você com a bombite arrebentando, aperta assim ó chega acendando, aperta play, joga o Lais lá bonito aí, será? vai ser top, hein? top demais, João Inácio Júnior
Parabéns e obrigado a Philips. Conheça a Ambilight TV, Copa do Mundo chegando. Bom beat. Assista com uma imagem excelente. QR Code na tela, você vai conhecer os preços, os produtos. Tem para ninguém, fone de ouvido. O que você precisar de áudio e vídeo. Toda a linha áudio e vídeo da nossa querida e amada Philips. Vamos nessa, gordinho. Obrigado, Cari. Valeu, rapaziada. Até a próxima. Beijo, até a próxima. Valeu.
E aí
Philips
Bombite