Episódios de TICARACATICAST

EP 745 - MARCELINHO CARIOCA E SOUZA

14 de abril de 20262h24min
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Ídolo do Corinthians , Marcelinho Carioca ficou marcado pela precisão em suas cobranças e pelo apelido “Pé de Anjo”, sendo decisivo em títulos importantes como o Brasileiro e o Mundial. Atualmente ele é jornalista, empresário e comentarista no programa Quebrada Fc junto com o Souza

Willamis de Souza Silva, o Souza, é ex-meio-campista que brilhou no São Paulo FC, sendo campeão da Libertadores e do Mundial. Ele também ja teve passagens por outros clubes como o Greio e o PSG, hoje atua como comentarista esportivo em diversos programas.

Participantes neste episódio3
C

Carioca

HostComediante
M

Marcelinho Carioca

ConvidadoJogador de futebol
S

Souza Willamis de Souza Silva

ConvidadoJogador de futebol
Assuntos3
  • Marcelinho CariocaPé de Anjo · Corinthians · Flamengo · São Paulo · Mundial
  • SouzaSão Paulo FC · Libertadores · Mundial
  • Apresentação de MarcelinhoCopa do Brasil · Supercopa
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E aí E aí

Fale cambada. Minha voz está ruim hoje, me perdoe, mas faz parte, tá? Tudo bem com vocês? Beleza? Como é que vocês estão? A sua tá boa. A minha tá uma porcaria, minha voz. A sua tá boa e eu tô com a cara zoada. Nossa senhora. Mas tá tudo certo, né, Boletar? Tudo certo. Tudo bem, Carica? Beleza? Como está a vossa? Você foi tomar uma vacina aí. Pô, tomei vacina da Herpes Zoster ontem. E deu ruim, bola? Me lasquei, bicho. É? Eu tô postando aqui no...

Estou postando aqui no... Me lasquei. Se lascou, boleto? Pô, deu uma reação lazarenta, velho. Mas tá bom, faz parte. É isso aí. Faz parte. E eu também tava...

Dermato, né, Bola? Eu vi que você foi ao Dermato. Fui na doutora Camila Serlegio. Doutora Camila Serlegio. Um abraço, Serlegio. Fiz a doutora Camila Serlegio. Fiz aquele tapa, né? Pra poder ficar com a cara melhor, né? Já que vamos pra TV também, né, Bola? Lógico, né? Tem que dar um up, né? É isso aí, irmão. Aí tá um pouquinho inchado meu rosto, mas... Já tá zero.

É, dois diazinhos. Já, já tá zero. Não fiz nada de preenchimento, essas coisas, porque eu não faço preenchimento, porque eu não posso, né, Boleta? Boa, Cari, que é isso aí. Não posso fazer por causa dos personagens, né? Imagina. Senão você não tem movimento da face, né? Que barbaridade, eu não fiz nada disso. Somente aquele CO2, sabe? Uma limpadinha, um... Sabe, um laserzinho, fotona.

Pra dar uma melhorada na pele, dar aquela bioestimuladora, né? Sei lá o nome dessa merda. Boa. Enfim, um beijo pra doutora Camila, minha dermato maravilhosa, querida, talentosa. Obrigado aí pelo... Sempre por cuidar de mim, né? Dessa lata horrível, ela deixa menos horrível. Precisamos sempre. Sempre, Boletá. Sempre. Então já aproveita, curta, compartilha, inscreva-se no canal, nesse no canal de cortes oficial. Pronto, falei. Que beleza de voz, hein, Boletá. Tá com a vozinha? Tá uma bosta.

Você foi tomar vacininha então? Tomei vacina ontem, deu uma puta de uma reação Caraca, aqui, cara Deu a reatina? Deu a reatina, mas tá tudo certo Eu tô com a cara inchada Se vocês verem como é que eu tô, eu tô estranho É, mas o teu foi os Os procedimentos CO2, essas porra aí, fotoana É, mas amanhã já tá Ontem tava, eu nem fui pra academia Porque Parecia o latino ontem

Aí eu meti o óculos, aí já dá um migué. Deixa eu agradecer um presente especial que recebemos aqui no Tica, Boletar. Pô, essa companhia era sensacional. Exatamente, muito obrigado. Muito obrigado a nossa querida Latam. A gente teve o episódio do Panda que mandou um presente aqui. Obrigado, Débora. Débora!

Fabiane, Fabiane, tá sabendo legal. Fabiane, obrigado aí, pessoal, todo time da Latam, que essa companhia aérea é maravilhosa, olha que lindo. Chique, hein, parabéns. Esse Dreamliner maravilhoso, Bola. Boa, Latam, tamo junto. Então, cara, a Latam, que tem sido, ó, minha segunda casa, por exemplo, Bola, porque... Tá usando pouco, né?

É, eu faço show, evento pelo Brasil inteiro. Vai ver a namorada. A minha digníssima mora em Florianópolis, então eu tô sempre... Dentro do Latam. Sempre, sempre. Minha vida virou muito... E eu vou dizer a você, Boletar. É uma bela companhia aérea. É uma companhia aérea maravilhosa. De categoria. Muito obrigado aqui pela cartinha, todo o time da Latam Airlines, do qual eu faço parte. Só vou o Latam, tá? Só pra te avisar que...

Metidão né Marcelinho Não, não é metidão Não é quando você Tá acostumado a boletar Ah não, é outra coisa O time já me conhece, os comissários, os pilotos Vira como se fosse a minha segunda casa Tratamento top E assim É muito bacana Poder contar Nossa, meu cara tá uma beleza Tá uma barbaridade

E eu posso mandar um beijo também, Carica? Por favor, Domingão estive na MotoGP 1000 em Interlagos. Eu vi! Com o pessoal da BMW, eu pedi uma equipe oficial BMW Motorrad. Foi muito legal, uma corrida da primeira a última volta, pegada. Mandar um beijo pro Thelma, nosso piloto. E um beijo pro Vitor, pro Cuca, pro Rato e pro Matheus, da BMW Motorrad. Quer ter sua BMW, consórcio BMW, tá? É isso aí. Conquiste sua BMW, meu amigo.

Um abraço a todo o time também da BMW Motors. Valeu, motorhados. BMW Motors que... É isso aí, amigo. C400, né, bola sua, né? C400X. Muito linda a sua moto. Bela motocicleta. Belíssima motocicleta. Obrigado, rapaziada. Tamo junto. Pô, a gente também lamenta a partida do nosso amigo. Pô, tá nóis, Mr. Sam. Mr. Sam. Jú de ação. Vai com Deus, irmão. Nosso querido Mr. Sam. Pra quem não sabe, Mr. Sam...

O homem responsável por Gretchen Pela música Le Freak Bombom Tudo isso aí que você gosta E é eterno, Mr. Sam, querido Mr. Sam Que Deus te abençoe, meu irmão Vai com Deus, irmão Sempre é no pânico, né? Sempre, direto lá Grande Mr. Sam Saudades Um abraço, que Deus te abençoe, meu amigo Mr. Sam, registrado Lembrando que também temos o canal de corte Você pode curtir e compartilhar aí O oficial do Tica Exato

Exatamente, meu querido Bola. Nosso canalzinho de corte. E amanhã temos show em Carica. Amanhã, é verdade, homofobia. Já tá quase esgotado. O primeiro dia foi muito legal, cara. Você gostou, né, Bola? Gostei. Será que amanhã você vai estar bem melhor, Bola? Ah, espero que sim, acho que sim.

casa descansar hoje, né? Não, hoje eu vou fazer. Vai descansar? Não vou ir pra academia. É, nem vai. Hoje vai descansar, repousa. Amanhã tá zero. Isso. Pra nós fazer humorfobia no teatro Sabesp e Frey Caneca a partir das 20 horas. Teatro Sabesp e Frey Caneca. Quero todo mundo lá, hein? Sabesp e Frey Caneca a partir... Que nós demos de risada. Das oito da noite. É uma barbaridade. Pague pra entrar e reze pra sair. Já tava no... Né?

Previsto essa loucura Então todas as quartas de abril Faltam apenas três shows Amanhã tem e a outra quarta e a outra quarta Até dia 29 No Teatro Frecaneca, últimos ingressos dessa semana Então corre se você tá afim Corre porque tá acabando E temos também o Carioca Botando Pilha Carioca Botando Pilha em junho Estarei em Florianópolis Tá aí a agenda

Florianópolis, Joinville Itajaí, Porto Alegre em julho Bento Gonçalves, Caxias do Sul, Campinas em agosto. Show de bola. Eu queria agradecer também Boleto, São Sebastião foi sensacional Eu vi, tá lotadão, né? Festival Que legal, cara. Sucesso absoluto, parabéns ao pessoal. Terra boa, terra boa De São Sebastião pelo festival, rá rá rá Foi animal Fiquei com o Rabin lá Fiquei com o Rabin

Rabinho maravilhoso Rabinzão, beijo pra você Eu amo o Rabinho O negócio dele é surfar, né? Ele fica pra surfar O negócio dele ficou pra surfar Eu falei, vambora Rabin Vou surfar amanhã Vou surfar amanhã Aquele puta carro velho podre dele Vamos nessa então, Boletar? Vamos falar com o homem Spotify, Amazon Em recados pra dar de pau Temos a plataforma também que você pode mandar O seu superchat Ligar pra cá Tem uma ótima

Pra falar com ele, o mito. O mito, a lenda. O mestre. A lenda, boletar. O homem. Um dos maiores jogadores e batedores de falta. Não tem a dúvida. O Neto, ele fala que é craque. Uma pé de Marcelinho. Mas me desculpa, Neto. Você não chega aos pés de Marcelinho. Pés de Marcelinho não dá.

Dentro do Corinthians, principalmente, há um equívoco de minha parte, meu querido Marcelinho. Eu tinha um ódio. Carioca, o vendedor de picolé. Se é moleque, você é chafado. Não, você é muieque, você é chafado. Obrigado, irmão. Marcelinho Carioca, um dos maiores ídolos do nosso querido Corinthians Paulista, meu querido Marcelinho. Fica na gatica. Eu tinha um ódio dele, porque na carreira dele, o Veloso só defendeu duas bolas. Na história.

Era tudo na furquilha, irmão. É isso aí. É impressionante. Cara, que alegria ter você aqui. Que legal mesmo, pô. Faz tempo que a gente tenta... A gente se encontra, a gente se adora, e você não vem aqui, não conseguia tempo. Agora você trabalha aqui do lado?

Lá no Podpá, né? No Podpá, no Quebrada.fc Quebrada com o Julio Canalha Solzinha, Ivan Drago, Maxunção e Corpo de Pai Daqui a pouco o Solzinha tá aqui O Canalha, o Julio Canalha É Julio Canalha? O Julio Canalha E você tá aqui, agora do lado eu falei Marcelinho, porra, a gente foi lá na FIPS Dá um pulo aqui, caralho, porra Passa aqui pra gente trocar uma ideia Essa lenda do futebol Um jogador extremamente técnico Habilidoso Sabia tudo Você não pode ir nem no Corinthians, né velho?

Não deve poder. O povo deve... Você tem paz, não tem paz. O povo deve... Primeiro, alegria, Carioca, bola de poder estar aqui com vocês. E vocês realmente passam muito humor, muita alegria.

Para todos os brasileiros que vivem uma porrada de dificuldade e a galera quer rir, sorrir. Mas vocês também, né? É um negócio muito legal. É maravilhoso a história de vocês. É brilhante porque vocês não provocam sensacionalismo. Vocês passam a informação de humor, de alegria. Divertido, né? Resenha. Nossa resenha. Igual o boleiro. Então, alegria de poder estar aqui. Exatamente.

De o cara que tem tomado uma surra No famoso Ping Pong Eu quero revanche Tomou surra no Ping Pong e tomou surra no FIFA Que eu vi também É, FIFA não sei jogar essa paradinha Eu se eu jogar com o Magela Eu perco o FIFA

Não, mudou muito. Eu parei de jogar faz uns 3, 4 anos e... Aí tomou um couro. Não, eu não me atualizei. Eu posso treinar, fazer um treino e melhorar um pouco a bola. Aí dá. Eu vi lá, foi tomou de 3 a 0, foi feio. É, mas o cara é viciado, né? É. O cara é muito viciado. Marcelinho, você não pode, né? Teve jogão domingo lá, palmeio, um jogo ruim, né? Um grande clássico, mas eu não achei um grande jogo. Ele treta no final.

Não, eu não achei um grande jogo. Foi um jogo truncado. Dois expulsos do Corinthians. O tio mostrou a sacola pra turma. Pouca bola. Pouca bola em campo, rodando, né, Marcelinho? O detalhe é o seguinte. Fica mais do que provado que o Palmeiras tem medo da gente.

O Pô, merece ter medo do Corinthians. Tem medo? Tem. Mas é o clássico do... Como tem medo? Vocês comemoraram o empate dentro de casa, porra? Um dois a menos? Porra, mas comemorou o empate, meu. Acabou o jogo. Tivemos a oportunidade de vencer com aquele lance fatídico do Iroberto.

Cara a cara com o boleiro. É o rei. Mais de quem também, né? Não, eu sei, mas às vezes ele faz os lances mais inusitáveis. Vocês gostam do Iriolbert, de verdade, Marcelinho. Não, eu gosto pra caceta. É mesmo? Primeiro porque... Eu só vejo o lance de perder. Não, mas eu vou te falar uma coisa, assim... Ele perde muito o gosto também. O extrafutebol, por quê? Tá. O bola. E assim, ele é um moleque resiliente. Moleque? Ele é um moleque? Eu sou um muieque. Chafadinho.

Ele é um moleque resiliente, porque, pô, os memes que saíram dele, os lances, ele faz os lances mais difíceis.

e às vezes o mais fácil, ele erra. Se atrapalha. Mas ele foi massacrado por certa parte da imprensa, certa parte do torcedor corintiano, e o moleque, ele calado, quieto, trabalhando, daqui a pouco ele sai do abismo, da areia movediça, e se torna o principal goleador, e ele é imprescindível para o ataque corintiano. Você pode ter certeza absoluta disso.

Ele é um cara que dá opção... O gringo não jogou, né? O Depay lá mesmo. O gringo não tava passeando, né? O Depay foi passear, né? É, passeando, né? Porque... Não é... Porque, ó, imagina só. Vocês trabalham, né? É a dupla. Certo. Aí daqui a pouco vão fazer um show. Lá em Florianópolis, dando exemplo. Aí daqui a pouco terminou o show, aí chega um cara e fala assim, porra, bola, toma aqui, ó. Cinco milhão, irmão. Na tua mão. O show foi maravilhoso. Porra, só que...

Tem um parceiro que não é coadivante. Tá. Vocês dois são... Aí toma aqui, dois e meio pra cá. Agora, o cara tem um prêmio individual. Ah, não sabia. É prêmio individual quando é campeão. Aí ele tem um prêmio, nada contra. Se ele fez, beleza pra ele e tudo. Mas é inaceitável o Corinthians permitir isso.

Eu não sabia. Pô, arrebenta o vestiário, vai pra casa do caralho, mano. Isso não existe, porra. Não tem fundamento. Eu ficaria com vergonha. É. Aí ele ganha um prêmio individual e até se der o passe, né? O passe pro gol, ele ganha também. Não, não.

Se ele der o passe pro gol, ele ganha. Aí o Corinthians campeão da Copa do Brasil e campeão da Supercopa. Ele teve os dois prêmios individuais. E o Corinthians separado. E aí o Corinthians só deve 42 milhões pra ele só. Agora, a quem interessa fazer um contrato desse?

Você tá entendendo? A quem ganha comissão. É, aquele churrasco, entendeu? Aquele churrasco. É absurdo, Marcelino. Mas por quê? Por quê? Eu não sabia disso. É, e tem mais um outro ponto ainda. Chegar no vestiário e falar assim, ó, me dá a 10. A 10 é minha, tá no contrato, é minha.

Porra, o Garro tinha conquistado essa camisa. Tava jogando bem. Arrebentou o moleque. Tava voltando a jogar bem agora, ali nos trancos de barranco. Fez uma boa partida no último jogo. Os dois passos ali, tanto pro Kaique que pro Iroberto. Mas...

O jogo é coletivo, cara. Eu vou citar um exemplo aqui, guardado as devidas proporções. Você viu? Eu fiquei ausente do Rio de Janeiro durante 12 anos. Então, qual foi a minha história? Eu iniciei no Madureira, esporte clube, 7 anos. Não é Galvão, Conselheiro Galvão? Não é Conselheiro Galvão, Mercadão de Madureira. Você não é de São Gonçalo.

Não, eu sou de Sulacap. Porque todo mundo que vem aqui é de São Gonçalves. Não, não, eu sou de Sulacap. Então, olha só. E aí, eu jogo sete anos no Madureira e sete anos eu vou pro Flamengo. Tá. Você jogou sete anos no Madureira? Sete anos no Madureira. Dos sete aos quatorze? Dos sete aos quatorze. Caraca. Aos quatorze eu vou pro Flamengo e dali acontece aquilo tudo que daqui a pouco a gente vai falar. Tá. Só que eu vou pra...

Pra fora. Fico fora, venho pra São Paulo e tal. E aí eu volto pro Rio só em 2003 com o saudoso Eurico Miranda do Vasco. O saudoso Eurico Miranda liga no Japão e fala, ó eu tô ligando pra um campeão, eu quero que você venha pro Vasco. Falei, Eurico você tá de sacanagem, né? Vou pro Vasco, não tenho dinheiro pra me pagar. Falei assim, como você ousa a falar assim do gigante da colina? Já me deu uma dura, já me deu no meio.

Aí eu falei, não, não. É não, caceta. Você não conhece a história do Vasco? Dos gigantes da colina? Do time das barreiras? Os portugueses têm dinheiro pra caceta aqui? Queremos você aqui. Você quer escutar ou não? Senão eu já desligo. Na minha cara, mano.

E aí quando eu fui conversar com ele, os dois anos de contrato, sensacional ali, ó. E quando já chegou na hora do contrato, eu tô fazendo só essa analogia pra você entender o contexto. E aí o vice-presidente chegou com a BM Davi, ele chegando com a BM Davi, eu falei, a minha luva já tá ali. É uma dessa. Eu falei, ó, eu tô 12 anos longe do Rio de Janeiro, meus flats tão alugados aqui, eu quero um flat no Meliar. Ele, tudo bem. Eu quero a BM Davi dos Aluíses. Ele, tudo bem.

É mais do que... Maravilhoso. Aí ele falou assim, só que agora eu quero o título. Só que o seguinte, eu vou te pedir uma coisa. Se você fizer o contrário, eu reencindo o contrato na hora. Ele falou, você não vai falar o nome do Flamengo.

Eu falei, mas como? Eu joguei sete anos, eu não posso ser ingrato. Eu já rasgo o contrato agora. Você vai falar rival. O tempo que eu fiquei no Vasco, você não podia falar Flamengo. Você ficou quantos anos no Vasco? Fiquei primeiro oito meses, depois eu fui pro Alnassi da Arábia, e depois eu volto em 2004 pro Vasco novamente. Mas onde eu quero chegar? Eu falei só rival. E fomos campeão do primeiro turno.

Chega o campeão do primeiro turno. Quer dizer, quem ganhava a Taça Guanabara, lembra? Lembra. Ia pra final. Era muito melhor esse regulamento. Sensacional. E aí chega um português pra me levar pra Arábia Saudita. O Alnasson, onde joga o Cristiano Ronaldo. Eu entrei na sala do Eurico, ele falou, quem é esse aí que tá do seu lado? Eu falei, não, é o português empresário que tem um propósito. Não quero escutar nada. Não quero saber nada.

Não, mas é uma propósito. Não quero saber. Você falou que ia me dar o título. Chegou só a Taça Guanabara. Pode ir embora.

E aí passa, entra no segundo turno, tal ponto que ele vai embora. Eu com contrataça ali na minha mão, eu falei, puta merda, perdi meu contrato, 33 anos de idade, tal, tal, tal. E o Eurico falou, eu quero título de campeão aqui. Caralho, velho. Aí, primeiro turno, e antes de começar esse turno, onde eu quero chegar? Quando eu falo que o jogo é coletivo e tem que ter a respeitabilidade?

antes de começar tudo, a imprensa, o jornal do esporte colocou assim, quem vai bater as faltas? Quem vai bater os pênaltis? Quem vai ser o capitão do time? Porque o Petkovic estava no time. E aí o Waldir jogava com a sete. Eu pedi uma reunião pro Lopes. Falei, comandante, você me permite uma reunião? Ele falou, mas você vai falar o quê? Falei, isso aqui que saiu no jornal, eu quero fazer exatamente pra gente ser campeão carioca, campeão dessa porra.

Você me permite? Tudo bem. Aí chamou o Valdir, o Max... O Valdir Bigode. O Valdir Bigode, o Max, no Corintena do Atlético, já tinha um certo nome, o Petkovic, os quatro, três cobras com veneno e uma cobrinha mais ou menos do tubinho de saia. Mas os quatro, bandido da bola. Aí eu cheguei e falei assim, ó, eu pedi essa reunião e o seguinte, Pet, a faixa de capitão é sua, eu não tenho o perfil de ser capitão, às vezes eu fico meio nervoso, mas nós somos líder, a faixa é sua, o pênalti você bate,

Se não tiver legal, bato o segundo. Escanteio daquele lado, você não chega, porque você não tem o três dedos. Do outro lado, pode revezar. Falta média distância ou longa distância. Você não chega, porque você não tem alavanca e não tem o três dedos. Próximo da área, vem quem está melhor, se você quiser ir. Beleza, primeira opção. Outro ponto, Valdir, a 7 é sua. Minha história com a 7 está lá no Corinthians.

A sete é sua. E eu termino aqui essa reunião pra gente ser campeão. Olha o que são no Jornal do Esporte. Pra dividir o nosso grupo. Alguém tem alguma coisa pra falar? Aí o Pet falou, é, você tá fazendo isso pra fazer média? Eu falei, não, não te conheço, porra. Tô conhecendo agora. Aí fica ele no quarto. E hoje é um dos meus melhores amigos. Que legal. A gente ganha o primeiro turno. Eu tô fazendo só essa analogia em relação do Memphis, que fez com o grupo.

Sim, sim. Certo? Tá claro. Ganhamos. Ganhamos o primeiro turno, tá, as Guanabara, já tá na final. Aí o Pet chegou pra mim e falou assim, ó, vou embora, vou pra...

Pra China. Antes do jogo? Não, quando acabou o primeiro turno. Aí eu falei, não, tu não vai me deixar na mão não, porra. Não, tem que ir minha grana. Eu falei, mas porra, eu não fui... Vou embora. Foi embora, cheguei lá. Você não vai botar aquele cãozinho lá pra jogar pra 10. Pô, bota o Léo Lima, bandido da bola, de bangu, mano. Bota o Léo Lima do meu lado. Léo Lima, claro. Falei, bota o Léo Lima do meu lado. E aí ele mete a letra, lembra?

Cruzamento de letra contra o Fluminense, gol do Souza, agente campeão carioca. E aí ele mete o Léo Lima do meu lado.

entreguei pro Eurico, o time aqui, fechado vozes e parábia não, cadê o português que não viu? aí começa o campeonato brasileiro pra resumir, 19 jogos eu tinha 9 gols no campeonato eu vou bater uma falta os canteios em São Januário eu escutei assim, Marcelo

Caralho, quando eu olhei, falei, caralho, o português veio e voltou. Voltou, voltou. Falei, tem que acabar o treino, tem que acabar o treino, tem que acabar o treino. Cheguei e fomos na sala do Eurico. Que do caralho. Sala do Eurico. Puta que pariu, olha ele aqui, ó. É ele de novo, né? Tá. Vamos conversar então. E o Eurico só escreveu aqui, ó. Sim, não, talvez... No papelzinho. E o Eurico falou assim, ó.

Pode ir embora. Não vou dizer o que eles escreveram, depois eu falo em off. Lógico. Pode ir, vai ser feliz, menino. E o que quer dizer isso? Mas ele foi gente boa ou foi... Pra caceta, brilhante, sensacional. Pode perguntar pro Romário Edmundo. Brilhante.

O Bolo adora, Eurinho. Brilhante. Eu gostava do Eurinho que ele causava, ele apagava a luz do estádio. Então, e aí o que ele fez? Ele não entrava em campo pra falar com nenhum jogador, não interferia na decisão do treinador, de ninguém. Ele deixava... Fica quando o cara é ruim, ele mandava embora. E aí o que eu quero dizer? No nosso time, um jogador não pode ter todo esse privilégio e ver o lado individual. Perfeito. Tudo bem, ganhou a Copa do Brasil e ganhou a Supercopa, mas, porra...

Mas não foi ele sozinho. E aí outro detalhe agora. Arrebenta o departamento médico agora. Trouxe um fisioterapeuta dele. Tipo, disse assim, ó. O fisioterapeuta aí não vale pra nada. O fisiologista não vale pra nada. E o CRM do médico é de vocês. Não sei, tô na dúvida. Porra, não tem fundamento isso. Quem paga ele é o clube. E aí como é que fica o elenco? Quem deixou ele fazer isso. Mas aí como é que fica o elenco? O elenco.

ficar puto, né? Ficar dividido. Lógico, cara. Então esse é o ponto, né? É a famosa comprometimento com a instituição, que é o que falta, provavelmente. Ele é um cara, realmente, um jogador muito diferenciado. Não, bom jogador. Bom jogador. Ele é bem diferenciado. Não, diferenciado. Cabelo, cabelo, roupa. Bom jogador. O Benfist? Bom jogador. Para o nosso nível de futebol brasileiro? Hoje está melhorzinho.

A declaração de Rudy Gullit, Van Basten, fala assim, quando você ganhar uma bola de ouro... Por quê? Não, mas aí você tá... Não, não, não, eu sei. Aí você tá querendo extrapolar, né? Não, não é extrapolar, caralho. Vai estar jogando no Coritinho o cara com bola de ouro. Não viaja, né? Não, eu sei. Porra, mas olha só. O nosso futebol, ele é um cara diferenciado. Não, é um bom jogador. É um bom jogador. Tá, mas se ele estivesse no jogo domingo lá, por exemplo...

Não é daí nada? Porra nenhuma. Você acha que não? Não ia fazer a diferença. Nada, nada. E naquele cara que define... O detalhe é o seguinte. Eu espero, eu espero. Não, tô que paga o que pagam pra ele, porra. Mas ó, eu espero. Se tira o Jura, ele tá morto. Tudo bem, não importa. Mas é um cara que faz a diferença. Não, é um bom jogador.

É um bom jogador. Não é aquele cara diferenciado como o Estevam do Palmeiras. Não, mas aí você tá falando do cara excepcional. Mas o cara não pode ser ter as mordomias que ele tem, bicho extra. Mas não é porque... Olha só a bola. Vamos lá, Marcelinho. Você dá bola. Mas vamos encarar a realidade. Vamos jogar limpo aqui.

A gente sabe o nível do nosso futebol interno. Não estou falando dos nossos jogadores. Estou falando dos nossos campeonatos, de quanto valem recurso. Comparado com uma Premier League, é nada.

É uma terceira divisão na Inglaterra, segunda, quiçá, em relação à folha de pagamento, a custo. Não, não chega perto. Então, cara, para você ter um jogador aqui, porque eu acho que o futebol, o Corinthians, Flamengo, Palmeiras, Botafogo, Fluminense, enfim. O clube é a coisa mais importante, mas nada é mais importante do que o personagem campo.

você concorda? Você não vai lá pra ver o Flamengo, você vai lá pra ver Zico, Marcelinho, sabe? Existe o Flamengo, é a camisa, mas quem faz ali o negócio... Por exemplo, ninguém tava vendo o jogo do Santos.

Neymar entra. Entrou o Neymar? Cara, 90% vai ver o jogo do San Juan. Porque ele tá vendo o Neymar, caralho. Quer ver o Neymar? Tá entendendo? O homem faz a diferença. Não, eu sei, mas olha só. É o homem, não é o time. É o homem, é a figura. Mas olha só, você vai... Você quer ver o cara. Eu concordo com o Marcelinho. Acho que o cara não tem que ter essas mordomias todas. Mas é o cara de outro nível. Não é, Carica, olha só. Tem que pagar, senão o cara não joga. Não, eu sou parceiro. Eu ganho 40, você ganha 10.

Pô, essa. Bola, mas é um cara que... Não, não, se é um cara extraordinário, beleza, só que o seguinte, vamos aos pontos. Ele não jogou no Barcelona. Ele não brilhou no Barcelona. Não brilhou no Lille. Não brilhou no Manchester United. E sempre ficou machucado. O próprio Souza trouxe um relato lá atrás. E aí nego brigando, falou, se machuca assim, assim, assim. Não tem uma sequência. Aí faz dois, três golzinhos. Aí o que o pessoal fez?

Levou pra comunidade, pra dizer que é comunidade. Aí transformaram num próprio... Que não é. Se o cara fosse bom pra caralho...

Aqui, todas as honras, tapete vermelho e tudo. É, não é craque. E o seguinte, toda atleta passa, a instituição, ela permanece, o torcedor também. Vou te falar do Bandeira de Melo do Flamengo. O que o Bandeira de Melo fez quando ele entrou? Ele chegou e falou assim, esquece aí título daqui dois, três anos. A torcida ficou louca com ele. O cara fez o business plan, o programa financeiro, zerou tudo e hoje é a potência que é com grana pra buscar. Qualquer jogador...

No mundo inteiro da bola. Qualquer jogador não, né? Qualquer jogador. Qualquer jogador que ele quiser. Traz o que ele quiser. Qualquer jogador. Qualquer jogador de nível. Ele traz o Vini Júnior. Se ele quiser, ele traz. Se quiser, mas não vem.

Mas também não vai fazer diferença nenhuma. Mas também não vai fazer diferença nenhuma. Tem qualquer jogador, olha só. O Flamengo, óbvio. Olha quem chegou. Achei. Eu também quero um cafezinho. Você quer um cafezinho, Marcelinho? Ou quer um picolé? Quero um cafezinho. Cafezinho pro Marcelinho também, dois? Grande Souza.

Esse jogava, hein? Nada. Joga, né? Nada. Ainda joga, né, Souza? Então o Vini Júnior não faz diferença, Marcelinho, você acha? Se vier Flamengo. Não, eu não venho pro Flamengo o Vini Júnior. Em outro momento na carreira, sim. Mas hoje, o cara joga no Real Madrid. Não tô diminuindo o Flamengo. Eu tô diminuindo o Campeonato. É visibilidade. É Champions League. É outro nível, cara.

Entendeu? O Flamengo tem grana? Tem? Demais. Então, demais. O Flamengo tem que ir lá pra jogar a Champions League, pra poder... O Flamengo só pagou agora mais caro no Paquetá do que o City pagou no cheque. 42 milhões de euros? E o City pagou 35. Não, pagou não. Rasgou dinheiro, né? E não tem grana?

Ah, eu não acho que o futebol... Eu, cara, não sou muito fã do Paquetá. Eu acho ele normal, o jogador normal. Também normal. Igual o Memphis. Não, porque ele tá falando que o Memphis é craque pra caralho. Não, não, não. Ele tá botando a deusa. Não, não, não. O Memphis é igual o Ronaldo, Ronaldo. Eu tô falando que o Memphis é craque pra caralho, mas pro futebol brasileiro é um jogador... Interessante. Que vem de fora e tem que pagar.

É o cu do cara. Ah, mas o Paquetá também, ué. Falei pra ele, quando você trouxe o relato do Memphis no...

as lesões dele, aquilo tudo e tal. Faz tempo que ele não joga, né? Ele sempre é um cara que tem muitas lesões. Desde a época do United, ele saiu de lá, ninguém roda tanto na Europa assim, né? O Bolo de Carioca. Se não tiver tanta lesão, né? O pessoal lá é custo-benefício, aqui a gente tem muita paciência com os de fora, né?

Aqui não se tem tanta paciência. Lá machucou, roda, vai pra outro. Roda, não tem jeito. Chegou lá, não deu certo, sai fora. Os caras queriam mandar o Casimiro embora do United. O Casimiro só não foi mandar, estão falando em renovar, porque ele cresceu, né? Ele começou a fazer gols, importante. Começou a mostrar serviço. Toda empresa é assim, né? Aqui nem tanto, né?

É, aqui já... É aquilo que o Marcelinho tava falando. Tem uns caras aí que tão aí, que ele tava falando do Memphis. Que eu falei, e o Memphis? O meu povo tá passeando. Eu falei, caralho, pô. Eu acho que o valor é muito. Então. Mas assim, eu tenho uma teoria, Carioca. A verdade é essa. O Corinthians, como a maioria dos clubes brasileiros tão sem dinheiro, você chega pra um cara e vê a facilidade. É caro, mas é fácil de trazer.

Então ele prefere pagar caro, mas paga caro pela facilidade, entendeu? Vem pra cá. E a Ana de Copa do Mundo agora? Pedro Raul. Quando todo time hoje tem um scout.

Pra você contratar um jogador, você tem que pegar... Um time que fica avaliando o score do cara, se o cara... Ele faz a matéria, pega os dados. Fala aqui, ó, esse cara é isso aqui, essa é a eficiência dele. Quando foram contratar o Pedro Raul, o Pedro Raul estava no México.

O Pedro Raul tinha dois gols no campeonato e o Volpi, que é o goleiro hoje do Red Bull Bragantino, tinha quatro ou cinco gols. Então você sabia do risco que ia correr, entendeu? Mas assim, ao invés de você avaliar isso, você avalia a facilidade. Esse jogador é fácil, eu não tenho dinheiro. Não vai me dar tanto trabalho. Pra poder tirá-lo de lá. Entendi. Eu vou lá, dou uma conversada com o cara. E eu tenho convicção, já falei isso pro Marcelinho, que quando chegaram pra levar o Memphis...

Porque assim, pô, o clube que tá na situação do Corinthians não pode oferecer tanta coisa assim, regalia. Eu não tenho nem dúvida de falar pra vocês que o Memphis não tinha o contrato que ele tem aqui em lugar nenhum onde ele passou. Caralho. Mas já tem que ter sido a condição. Olha só, vamos lá. É a facilidade. Não é isso. É porque assim, eu acho, eu acho que o Corinthians fez isso por uma questão de marketing.

A verba não é só do jogador. A verba é marketing. Marketing você vende ticket, você vende camisa, você... Porra, é marketing. Mas com o Nemar com a Arábia, é marketing. Mas com tudo isso. Mas nós estamos falando de... Nós estamos conversando do cara a meia hora aqui. Aqui não temos esse mercado. Não é só marketing. Entenda bem, você falou até do churrasco. Não tem uma lei de responsabilidade fiscal, carioca.

Então você entra ali, ali é um CNPJ. O seu CPF não tá na parada. O seu CPF não tá na parada. Então você entra com cachorro, macaco, papagaio. Quando você sai, você sai com o zoológico inteiro. Por quê? Tem gente ali que com empresa fudida, quebrada, arrebentada, o cara em dois anos, três anos, ele faz a venda dele. Aí você vê, o Mano, o Mano não, o Dorival, ele brecou a venda do André.

Porra, foram pra cima do cara. Derrubaram o cara. Um dos motivos. E agora, a quem interessa sair vendendo esses jogadores em junho e dezembro? O cara vai fazer a vida dele. Não tô aqui acusando ninguém. Mas me parece isso. Entendeu? Ninguém é trouxa, pô.

Ninguém é trouxa. Entendi. Pô, pelo amor de Deus. O Souza foi jogador. Pode perguntar a ele como é que fica o ambiente dentro do vestiário. Quando ganha fica tudo tranquilo. Mas quando perde já começa a aparecer. Eu até entendo, Carioca, a questão do marketing. É marketing. Eu concordo com você. O time não tem grana pra montar um time. Se pega a grana e investe num cara internacional. Mas assim, ó. Porra, a molecada já compra camisa. Não tem grana, caralho. Vou te dar um exemplo, tá?

A que preço isso vale, entendeu? A que preço? Para o torcedor ganhou três títulos, mas assim, o que é que vai deixar de legado? 2 bilhões e 800 bilhões de dívidas. Vamos lá, vamos desenhar o Corinthians aqui. 2 bilhões. Vamos desenhar o Corinthians aqui.

O Corinthians sempre foi campeão, nunca com grandes times, assim. Sempre foi um time da raça. É, exatamente, caramba. Calma lá, calma lá. Aí você vê um Palmeiras, aí você vê um Flamengo, que o Botafogo que esteve, agora não está mais, está em outra situação. É, e vai ficar ruim daqui a pouco. É, já está à venda no jornal inglês, você não está entendendo.

Então assim, tá vendo classificado o jornal inglês ontem. Tá aqui, cara. Então assim, o que eu tô dizendo é o seguinte, o Corinthians sabe que é time grande, é time de camisa, quem joga, joga o dobro. Tesão, disposição, torcida que chega junto, que é um dos maiores clubes do Brasil, pra mim é a torcida mais... Mais apaixonada.

Todos os clubes devem. Mas só o Corinthians. Menos que o Flamengo, o Palmeiras, mas todos os clubes devem um bi. Deve, tudo um bi. O Palmeiras deve também, mas... Tudo deve. Tem o dinheiro pra ir pagando, entendeu? Mas o Corinthians também, se quiser. Tem a torcida, você viu o estádio lá. O que eu tô dizendo é assim, o Corinthians precisava de...

uma coisa, isso foi detectado lá dentro, não estou dizendo se é certo ou errado, eu acho que eles partilham para a seguinte estratégia, vamos trazer um cara de fora, meter dinheiro para caralho, porque a gente anima, a gente cria algum, tapa buraco das merdas, não sei se você entende quando eu falo. É, tapa buraco das merdas e o seguinte também, eu encontrei com uma pessoa, e o seguinte, Carica, nada contra, eu moro na ZL, com um amor e carinho, aí o cara morava em outro lugar.

E quando eu cheguei em São Paulo, eu, Sérgio Silva, compramos um carro na agência onde ele tinha. Sérgio Silva, bomba do Brasileirão. O Caral do Parque. Aí, o cara, eu encontrei com o cara, eu dei os parabéns a ele. Assim, Chiquemão, falei, parabéns, você jogou no Real Madrid ou Barcelona? Ele me olhou e falei, pô, tá morando numa casa de nove milhões de Alphaville, caralho. Porra. Quem tá morando nessa casa? É, irmão, e aí? Qual jogador?

Não, não é jogador, não. Se for jogador, beleza. Ah, um dirigente. É, nove milhões. Falei, você jogou no Real Madrid ou Barcelona, irmão.

E foi craque, né? E foi craque. É inadmissível. É isso que eu tô falando. Você tá entendendo? É isso que eu tô falando. Que é inadmissível. Vai acabar nunca. Flamengo foi diferente. Flamengo não quis. Flamengo hoje pode chegar. E se os caras ganham ali suas comissões, e até é louvável isso, trazer jogadores que vão dar resultado, como a plateia, o público, quer ver os grandes jogadores. Agora, o cara chegar, o Flamengo vai lá e fala, três anos não tem título.

E organiza a casa toda, irmão. Pra depois arrebentar. As trabalhistas todas, tudo bonitinho. Agora, seriedade. Como diz o meu amigo Perrone, meu amigo Rica Perrone. Esse é fenômeno, viu? Ele é muito bom, né? Rica, um beijo pra você. Ele mandou o seguinte...

Quantos torcedores tem o Corinthians? Quase 40 milhões de torcedores. Imagina você ter uma empresa com 40 milhões de clientes. É. Porra, é uma empresa com 40 milhões de clientes. E cada jogo 45, 50 mil pessoas. Não, não, não. 40 milhões você forçou. Forçou. Forçou. Forçou não. Quase. Quase 40. Quase 40. Quase 40. Não, não. Quase 40. Quase 40. Quase 40. Quase 40. Quase 40. O Brasil tem 220 milhões. Você acha que 40 milhões é o Corinthians? Quase 40. Não, o Flamengo até acredita. Não, o Flamengo tem mais.

O Coríntio tem 37 ou 38 O Flamengo tem 33 Se imagina o Coríntio 28 Eu não falei 40, você dobrou É, mas o Coritiano é assim Quem tá falando no ouvido?

bota no quadro aí a quantidade de torcedores que se tiver. Pô, me quebra não, 28 não, pô. Mas tudo bem, 30 milhões de coletianos. Vou pra caralho, pô. Diminuiu, já diminuiu. Diminuiu, cara. Quase 30, pô. A casa do cara agora em Alphaville, eu tô achando que é 3 milhões, você exagera em tudo. A casa eu vi, eu tenho casa lá, lugarzinho. A casa eu vi. Começa a falar que vai cair mais. Não, não, 28.

Em quantidade, peraí. Ó, vamos às torcidas do Brasil. Quase 30 milhões. Em quantidade. Vamos lá. Vamos lá. Tudo bem que seja quase 30 milhões. Eu acho que é 30, 30, 32 milhões. Eu acho. É, pô.

Pô, é lógico que é o Flamengo maior, né? Sim, tudo bem. Torcida numericamente. Tá aqui, ó. Ah. Flamengo do Rio de Janeiro com 43 milhões de torcedores.

Certo. Porra, o Thiago tem 20% da torcida, que desgraça, hein, meu? É. Corinthians, 31 milhões. Falei que era 31, 32, por aí? Palmeiras, 16 milhões. 31 milhões de corintianos. O dobro. Tadinho, Palmeiras. Não, mas só vai crescer, né? Só vai crescer. Porque o que tá ganhando, São Paulo em quarto com 15 milhões. Olha aí.

Vasco com 14. Cruzeiro com 11. Grêmio com 10. Atlético Mineiro com 8.6. Pô, o Cruzeiro é maior que o Atlético? Eu joguei lá, então é maior. Eu jurava que o Atlético era da massa. Depois é quem? É da massa, mas é de restaurante. Aí depois Santos com 8. Botafogo com 6.2. Inter com 6.2 também. Depois Bahia, Fluminense.

6 milhões. Botafogo tem mais que o Fluminense. Flamengo, 41 milhões. Coríntios, é 31 milhões. 10 milhões a mais. É gente pra caralho. Porra, meu. Você vê, em Brasília tem 800 mil corintianos e 800 mil flamenguistas, 212 mil corintianos. Você vê. Então, assim, são 30 milhões de clientes.

Quem não quer? Assíduos, né? Não, fora que se você ganha título vai crescendo, né? Vai crescendo. O Brasil tem o quê? Você falou? O Brasil tem 212 mil corintianos e 800 mil flamenguistas.

acredito. A gente ia fazer evento lá, só tinha cara com a camisa do Flamengo. Não, é porque a do Rio, né? Porque a capital mudou, né? A capital mudou do Rio pra lá. Pra lá e isso fez toda a diferença. Os cariocas foram tudo pra Brasília. Lógico que tem os candangos, mas o futebol do Rio era muito forte na época, nos anos 60, 60. 80, o Flamengo viveu o seu auge, né? O Nordeste também. Bom, Marcelinho, queria saber um pouco da tua história e da história do Souza também?

Você começou lá em Sulacap, começou no Madureira, nosso conselheiro Galvão. Foi pro Flamengo. Legal aquele estádio, né? Pô, maravilhoso. Eu joguei vôlei naquele ginásio lá. Jogou vôlei, né? Joguei o campeonato lá no conselheiro. Muito legal, Madureira, né? Cara, e legal de tudo porque eu fui levado pelo Zeca da Pensão, cara. Como assim? Quem que é o Zeca da Pensão? Zeca da Pensão, o cara que morava na rua conselheiro Galvão. Mandava o reto. Ah, é. E ele tinha parente no bairro de Sulacap.

Ele que empurrava, Zor. Não, porque no armador tinha esse negócio. Tinha muito isso no futebol, né? Tinha que comer o treinador? Tinha os caras, né? Tinha os caras. Eu até de sofá ganha em futebol. Tinha. Na minha época tinha... Eu não sabia, cara. Fazia a peneira, a nego mandava... Pô, esse aí tá no Vasco, não joga porra nenhuma. Vai tá comendo o cara. Vai empurrando. Como assim, bro? Tá empurrando pra dentro. Então como é que chama o cara?

O Zeca da Pensão, porque ele... Não, não, o Zeca da Pensão, ele tinha parente no bairro de Sulacap. E eu jogava ali direto. E aí ele me levou pro Madureira, novinho, cara. Mas era uma coisa que você queria desde moleque ou foi sem querer, Marcelo? Não, não, não. A gente jogava bola desde criança, depois da escola, e a mãe mandava fazer o dever de casa. E eu joguei sete anos no Madureira, cara. E eu lembro que cada jogo contra Flamengo, Fluminense, Botafogo, Vasco...

eu falava pro dirigente, se fizesse gol ele ia abrir um crediário na Toulon, lembra da Toulon? aquela marca? Ainda dava abrir crediário a calça com três costuras você lembra da Toulon? não, Toulon é muito no Rio, né? eu lembro do Rio e aí eu lembro, nós ganhamos de 2x1 lembra de Pia? nossa, Pia aqui ó a Pia cantão, cantão aí

O Redley, aquele tênis do Redley. Aí, Marcelo. Rapaz, Company. Ô, companheira do caramba, velho. Pode falar uma coisa? Redley também. Primeira roupa da Company, cara. Meu aniversário dia 31 de dezembro, Chão Souza. É um negócio emocionante, porque eu queria aquele tênis cano longo, a calça da Company e a camisa, que era cara pra caceta. Porra, sabe quem me deu de presente? Quem?

Alcindo, mano. Alcindo. Porra, não tinha dinheiro pra nada. Alcindo falou, vou te dar de presente. Foi no San Conrado, fechou mal. Eu, Marquinho, porra, Alcindo me deu a roupa da company pro meu aniversário, mano. Puta.

Legal, né? Isso aqui é a ideia dos adesivos dos quartos, né? Que a gente colocava os adesivos. O Fico também era fera. O Fico era fera. É que é mais do Rio, né? Sim. E aí, cara, eu lembro, gama de dois a um do time infantil do Flamengo.

Paulo Nunes, o Nélio. Caralho. Abriu o que era diário. Sério, é verdade. Era verdade. O diretor comprou pra gente. Paulo Nunes. Eu comprei duas calças, duas camisas e dois tênis, que era pra mim e pro meu irmão. É. E sempre aquela festa de 15 anos, da menina do bairro e tudo. Eles davam presentinho. Porra, cara, meu irmão fez a barra e a noite a gente pra festa. Porra, aí tava bonito, hein? Porra, aí era coisa linda, cara. E era bonito demais. E daí você vai pro Flamengo, chega no Flamengo...

Isso deve ser muito foda, né? Se chegar no Flamengo. O estádio, o Maracanã. Outubro. Não, não. Em outubro de 86 eu cheguei. Porra. Pro profissional? Não, cheguei pro juvenil. Primeiro ano de juvenil. Sim, mas quando é que você fez a sua estreia?

Dia 30 de novembro de 88, uma quarta-feira, 9 e 41 da noite, Flamengo Fluminense, com 70.132 pessoas no Maracanã. Foi um jogo de meio de semana? Quarta-feira, Flamengo Fluminense. Olha que louco, como é que eu sei. Que louco, né? Por isso que eu falei, foi jogo de meio de semana. Porque eu me lembro, eu tinha um amigo na escola, flamenguista roxo, eu me lembro disso como se fosse hoje, cara. Aí ele falou assim, acabou de estrear.

Um gênio no Flamengo. E ele ficou, caralho, o moleque do juvenil Marcelinho Carioca. Eu me lembro que eu tava no Monteiro Lobato. Alex, o nome do cara, eu lembro um dia. Por isso que eu falei, foi meio de semana. Na quinta-feira, eu sabia que era meio de semana porque eu tava em aula. Poderia ter sido domingo, mas eu me lembro que foi meio de semana. E o cara, foi um jogo à noite.

Eu me lembro do cara falando de você, cara. Assim, porra. E eu lembro que a camisa em você era gigante, assim. É que a camisa antigamente era um tamanho único. Não, era um tamanho único. E aí você estreou no Flamengo. Como é que foi a tua estreia? Ganharam, perderam. O engraçado de tudo porque...

Assim, o saudoso Tele Santana, ele pegava os meninos do Juvenil e dos Juniores. Então, no Juniores estava Juno Baiano, Djalminha, Luiz Antônio. Caralho, só... E aí no Juvenil, eu, Marquinhos, Paulo Nunes. Só que sábado nós tínhamos jogado contra o Bangu, 2x1. E domingo eu fui pra praia pra vender picolé, eu fizemos salgados em todas as praias do Rio de Janeiro. Não tinha pau pra dar no gato, irmão. Mas eu tinha alegria em casa, base familiar, meus pais, meus irmãos. Que legal, velho. E aí segunda...

O Anísio, Anísio Abraão, ligando no vizinho pra falar que ia ter o treino à tarde. Pra você ir. Porra, mano, quatro anos até a Gavaí, o Júnior Baiano. Anísio? Anísio, Anísio. Ele era ligado ao Flamengo? Não, não é o Anísio da Beija-Flor, aquelas coisas. Ah, tá. O nome do cara era Anísio. Anísio Abraão, eu falei, porra, o cara da Beija-Flor, quem tem a ver com isso?

Não, era. Pô, tu conhece tudo, tá doido? Sim, ele conhece todo mundo. E aí, nós chegamos, cara. Sem sacanagem. Porra, longe, pegava quatro ônibus. E chegava até a Gávea. Porra, eu chego, eu vejo o Zico treinando com o Cantarelli, irmão. O Zico ali, ó. Eu acho que eu já ia embora. Não, e é fato, porque o Zico fala isso. Eu já virava as fotos e ia embora. Porra, eu vi só no rádio de pilha. Vi na televisão. Aí você vai chegar perto, irmão.

Caralho. Irmão, eu falei, se o Zico, o treino quatro horas, três horas o Zico tá uma hora antes, duas horas antes, e chegou aqui umas duas e meia. Eu tenho que tá meio dia aqui, eu tenho que dormir aqui, irmão. Porra, aí daqui a pouco o Juno Bando falou assim, porra, mal daí, tá aí.

ao Marquinho, porra. E a gente louco. E o detalhe é o seguinte, a gente meia um novinho, um short novo, a gente dois dias pra dar o bote, pra botar na bolsa, pra levar, pra usar no outro dia. No outro dia, no bairro. A cabeça pira. O suco de laranja puro, puro nosso. Era o Gatorade, era misturado. Era o Tang. Era o Tang, né? O suco de pó, o jarrão. O suco de pó, pô. Dá pra você pintar uma casa. Só aquele pequenininho ali.

Se você tomar aquilo, bater uma chapa ali pra mal. Dar um pintão na casa. Caralho, velho. E aí, cara. Engraçando que era o time titular do Flamengo com porra, Zico, Bebeto, Jorginho, Leonardo na esquerda. Que time. Aldaí. Saudoso goleiro Zé Carlos.

Porra, a gente... O time reserva com o Zico. E no ano seguinte, quem ganhou o Carioca em cima? Crescente Massa? Com o Mazolim, Maurício, Botafogo. Botafogo. Paulinho, Cresciúma. É o time bom pra caceta. Era bom. A pede de vocês era abisso. É, mas o time... Mas o Luizinho colou no Zico. O Zico ia peidar, ia cagar. O Luizinho tava na cola, lembra? É, o Luizinho... O time foi brilhante. Aí, voltando um pouquinho... Aí você viu o Zico.

Porra, meu irmão. Aí não entramos, ficamos no banquinho esperando. E eu olhando o Leonardo pela esquerda, eu falei, caralho, o Leonardo só tem a canhota. A direita dele é meio devagar, eu vou cortar pra dentro. Aí você inventa um rato de coisa. Quando ele subiu, quando ele jogou na Português, depois ele subiu lá de Maceió, subiu no profissional. Você imagina uma opção de coisa.

E no treino eu falei, pô, mas eu vou bater assim, vou fazer, não vou dar bola pra ninguém. E eu já pela direita cortando só pra dentro do Leonardo. E a gente aqui, pô, imagina, Dijama no meio, Junho no bairro atrás, gente. Entramos só no segundo tempo.

Porra, aí eu vou pra esquerda, a primeira bola que eu pego, o Jorginho me dá, ele é uma rasgada. Me joga pra esplaca e tudo. Eu falo, moleque, se você fizer aquilo lá, do lado de lá com o Leonardo, fizer aquilo, eu vou te arrebentar. Vai pra cara do cacete. Aí eu falei, mas o senhor não é crente? O senhor não é cristão? Aí ele falou, vai à merda! Só o mano do seu beijo. E aí, cara, eu cruzo uma bola ao cinto de cabeça, tum, empata.

Mano, e aí acabou o treino. Aí daqui a pouco o Zico vai lá pro outro lado, o Zico, Bebeto e o Zinho, pra cobrar de novo a falta. Treinar batida de falta. Aí eu falei assim, porra, o Junho do Baiano, vamos lá, vamos lá, cara. Vamos lá só pra ficar perto, só pra ver e tal. Ele falou, pô, você não vai pedir não pra bater e tal. Eu falei, não, não, vamos lá, vamos lá só pra ver.

Aí foi mandando. Engraçado, cara. E você pode perguntar pro Zico, que o Zico fala isso, mano. Nós chegamos, a camisa lá de fora, o Zico falou assim, ó, todo mundo bota a camisa pra dentro do calção e levanta o meião. Caralho. Postura. A atleta tem que ter postura. E o seguinte, a gente fazia preliminar do profissional no Maracanã. Eu lembro. Então o Djalma dava show, lembra? Djalminha. Sim. E ele sabia os gols. De repente viu alguns gols nossos de falta e tal.

E eu doidinho pra bater a falta, doidinho, sou doidinho. Mas não falou nada. Como eu vou falar? Como é que vai falar? Como eu vou falar? E o Zico chegou. Nem fudeu. Falou assim, ó, três aqui, três faltas aqui, ó. Caralho. Eu passava uma agulha. Porra. Só que o seguinte, a primeira falta aqui, ó. Daqui, ó.

Certo. Automaticamente a chapada nossa é pra onde? Por cima da barreira. E eu sabia fazer ao contrário, porque em 1987, o gol que o Zico faz contra o Santa Cruz, o goleiro é o Marola, no Maracanã, eu tava nas cadeiras. Ele faz ao contrário. Sim. Eu coloquei a bola, eu falei pro goleiro Zé Carlos. O goleiro nem se mexe. Eu falei, o goleiro Zé Carlos, olha isso aqui, Sousa. Eu falei, o goleiro Zé Carlos, eu falei, cara, eu vou meter no canto dele, porque ele não vai imaginar que é um moleque que vai meter no canto dele.

cara, eu pego a bola e eu vou encontrar a Zé Carl, sai antes ela, eu vou pro Zico e falo assim cara, esse gol é seu, esse gol é seu esse gol é seu, cara, eu tava no Maracanã mano, eu vi esse gol e eu comecei a chorar, mano, abraçar ele ele falou assim já acabou bora, faltam mais duas só que o seguinte, bola, cara, o Souza sabe disso, o especialista aí você fala, pô, mas você já era especialista com 16 anos e aí

O exímio cobrador de falta, ele não bate na barreira, irmão. Ele não bate na barreira. E de dez faltas, por nove, vai dentro do gol. Se vai ser gol ou não é outra história. Perfeito. Aí a segunda, rival na mão do Zé Carlos, na trave, e outra na trave. A Uzico falou assim, você viu a hora que eu cheguei aqui, né? Eu falei, eu vi sim, sim, eu vi a hora que o senhor chegou. E tudo aí falou assim, ó, se você quer ver um gol seu no Fantástico, ou no Globo Esporte, você vai chegar duas horas antes.

pra treinar. Então, o professor ensinando... Mas ele ensinou a você a batida? Não, eu tinha já aquela batida. Ele deu alguns toques pra você? Marcelinho, pega mais aqui e tal, não sei o que. Ele deu um toque tipo assim, tem goleiro que às vezes não vai querer treinar. Principalmente o titular vai ficar puto. Então você coloca um arco no ângulo, o outro arco no ângulo, ou coloca o colete, e a repetição vai te levar pra perfeição. Tá.

E eu fiquei com aquilo, eu comecei a chegar antes e, porra, aí daqui a pouco a bola era quase automática. Tum, ao contrário. Aquela topper, né? Nossa, a G32 era mais pesada ainda. As bolas eram duras, né, velho? As bolas duras, velho. As bolas duras, velho. Mas o mais bonito de tudo, do dia da estreia...

E eu lembro que o meu pai sempre trabalhou assim. Quando passava a escola de samba, meu pai era aquele cara que vinha varrendo ali junto com os garis todos. E você lembra da Geraldo Maracanã? Trabalhavam nove garis de um lado e nove do outro. E no dia da minha estreia, meu pai foi trabalhar no Maracanã. Caralho, velho. Na Geraldo Maracanã, meu pai tava trabalhando na Geraldo Maracanã. E eu não sabia se olhava o zico, se olhava a torcida, se olhava o meu pai.

Com o cu na mão pra entrar. E um ia ser cortado porque era só 16. Que jogo que era, Marcelinho?

Flamengo e Fluminense. O Fluminense com o Edinho, o Romerito, o Fla-Flu. Caralho, tinha um Fluminense bravo. E o Zico logo no início pegou a bola, dá o passo pro Bebeto, Bebeto faz um gol. A gente vê o Maracanã, soz assim, ó. O Juno Banu falou, caralho. Falei, se o negão desse tamanho tá com medo, imagina nós. Eu sou eu.

e o técnico do Flamengo era o Tele Santana e o Zico tinha um substituto dele na altura que era o Renato, cara de queijo do América, lembra dele? quem? Renato, cara de queijo que depois foi pro Fluminense o Renato, o Branquinho, depois foi pro Flamengo

O branco com cabeça 10. Você sabe o sobrenome dele pra ver se eu vejo aqui? Aquela que junha no banheiro, dá esse tesouro e pega ele? Sei, sei, mas não tô lembrando especificamente do cara. Você bota Renato Cara de Queijo e aparece... Não é Renato Cara de Queijo. Em 91 ele jogou pelo Fluminense. Depois. E ele é craque de bola. Ele é o substituto à altura do Zico. E aí o Zico quando faz assim... 91? É.

Ele jogou pelo Fluminense. Não enxergando porra nenhuma. Em 91, Renato. Deixa eu ver se eu lembro dele. Não, tá Renato Gaúcho, não é Renato Gaúcho. Não, Renato... Não, o cara de queijo. O cara de queijo, porra. O cara de queijo. Bom pra caraca, número 10. Renato e Bobô? Esse Renato aqui? É exatamente esse. Esse jogou no Fluminense, aí depois. Bom pra cacete. Eu não lembro, cara. E aí o Tele chega e fala assim, ó. Pro Bebeto preparado físico, que depois foi o de São Paulo, aquele negão. Aí ele falou assim, ó. Aquece o menino.

quando fala que é esse menino, amigo, não passa a sua agulha. E olha, quando eu levanto pra aquecer, a perna treme. É Renato Carioca? Isso, Renato Carioca. Perfeito. E aí, o Souza sabe quando estreou no profissional o nervosismo, nossa, ansiedade. E aí a gente vai aquecer a torcida. A torcida fala assim, quem é esse neguinho aí que vai entrar no lugar do maior jogador da história do Flamengo e da seleção brasileira?

E aí eu entrei, porra, preocupado e com medo, só toca no cu, toca aqui, toca ali. Aí já tomando dura, antigamente era dura. Ailton, o Zinho. O Bebeto não era de falar muito, o Bebeto era mais paizão, mas porra, os caras todinhos dando dura. Falou, moleque, tá com medo, tá cagado, tomo com um a menos, você vai sair.

Pra dar o choque. Aí acaba o primeiro tempo, vem toda a imprensa pra querer falar comigo aqui, ó. Já me pegaram com a mão. Sai, vai falar porra no Manão. Tá todo cagado esse short aí, que não sei o que. Aí no corredor, aquele corredor do Maracanã. Pra subir, mano. Pode tirar, tira, Leãozinho de treino, essas porra. Ele, o negão que é o baiano, o de Jauminha, tudo leão de treino, essas porra. Chega aí e fica cagado com 80 mil pessoas no Maracanã. Tá certo? Ele tá correto.

Com medo mesmo. Quem não ficar aí, irmão? Aí o tele, ó, no canto, o tele chegou e falou assim, fez assim, pode tirar, pode tirar. Eu falei, não, por favor, por favor. Me dá uma chance. Por favor, me dá uma chance. Aí o nego já falou, 10 minutos e vai sair. Se não fizer nada. Porra, aí, aí, eu saio da visão periférica, eu vou pra geográfica. Tipo assim, porra, eu tô no Maracanã. Eu tenho que chegar e dar minha vida. Aí eu olho pro meu pai, mano.

Quando eu olho pro meu pai, porque ele ficou, tava atrás, os garistas todos rodando, meu pai não rodava, era um que ficava atrás do banco. Quando eu olho pro meu pai, meu pai faz assim, ó.

E virou as costas. É mesmo. Virou as costas. Sensacional. Sensacional o que meu pai fez, meu saudoso pai. Porque o filho dele tava decepcionando ele.

Porra, aí, Souza. Aí eu falei, porra. Peguei a bola do Leonardo Passan, e eu aqui, ó. Fateada. Aí passa o lateral direito, daqui, ó. E comecei a tocar. Aí os caras brincando com o nego falaram assim, porra, agora sim. Primeiro tempo era o teu primo, agora você apareceu. E fui bem pra caralho, então ganhamos de 1 a 0.

Cara, e isso é fato, irmão. Fato porque, ó, meu pai não tinha dinheiro pra ir com carro até o Maracanã. Ele deixava em Deodoro, na estação de Deodoro, pra ir todo mundo de trem. E tava o bairro todo, a família toda ali e tal. Aí acabou o jogo, eu falei assim, porra, gente, faz o seguinte, cara. Vocês tão me perguntando a porra de coisa aqui. Chama aquele cara lá, ó. Aquele cara que tá com a roupa cor de abóbora lá. Meu pai, chama ele aqui, chama ele aqui. Passou uns 15, 20 minutos, pegaram meu pai e trouxeram meu pai.

E aí eu chego pro meu pai e falei, pai, eu falei pro senhor que eu ia jogar no Maracanã. Que demais. Eu falei pro senhor que eu ia vencer. Eu dei um passo pra vitória, meu pai falou assim. Porra. Deu um passo porra nenhuma. Eu falei, quietinho, vai tomar banho. Fui tomar banho, peguei a camisa 16, botei dentro da bolsa, sabão de coco, lembra? Fazer uma espuma do caralho. Sabão. Eu tenho um ali. Aí.

Delícia sabão de coco. Lembra? Maravilhoso. Eu falei assim, pô, meu pai... Eu falei assim, pô, meu pai tá de sacanagem. Sábado eu sou juvenil. Domingo eu tô na praia vendendo picolé e fazendo de salgado. Segundo e terço treino com os profissionais. Quarto, eu entro no lugar do Zico. E o diretor de gente já falou que sábado eu vou estar aqui contra o atalho paranaense com a 10 do Zico como titular. Não fui pra escola nem quinta nem sexta.

Saí andando, entramos dentro do trem, meu pai falou assim, ó, alguém te conhece aqui, ó.

Ninguém. Alguém te conhece aqui? Você já assinou seu contrato como profissional? Você já deu a casa pra sua mãe, que você prometeu pra ela? Você mudou a vida dos seus irmãos? Desce do salto, baixa a bolinha, que você não chegou em lugar nenhum. Você vai chegar agora lá na Sulacapa, vai ter baracola, tubaína, convenção de limão, o gizole, tudo cheio de óleo. Uma coxinha. E aquela festa, e nego, você não ganhou nada. Eu quero aqui, na minha mão, o diploma de torneiro mecânico. Caralho, velho. Na minha mão. Eu falei, pai...

se vira, se você não estudar eu tiro a bola dos seus pés se vira então assim, eu tive a felicidade de ter um pai maravilhoso, um pai que tentou ser jogador de futebol

E meu avô não deixou, porque o negro não entrava pela porta da frente do Fluminense, era pelas piscinas. Meu pai jogou no Madureira, no América, o Fluminense contratou ele. Eu fui descobrir isso só em 2003, na Arábia Saudita, quando já estava bem sucedido. E o meu avô chegou pro meu pai e falou assim, você não vai jogar bola, porque jogador de futebol é tudo vagabundo.

Você não vai jogar. É a mesma história, né? E aí eu cheguei e falei assim, pai, então quando o senhor chegava do trabalho, o senhor chegava, me acordava seis horas da manhã pra poder ir treinar, o senhor realizou o seu sonho... Não tenha dúvida. ...no seu filho. Aí meu pai começou a chorar e eu desabei. É. E, porra, eu tive um pai que... Coisa linda, velho. Que foi ali, ó.

presente, corrigia em tudo, cobrou os estudos, e falou assim, se você beber, eu vou bater em você. Não tinha negócio de bebida, e creio que com certeza o Souza deve ter passado a mesma coisa. A história de todo jogador que sai de comunidade, que sai, né, de onde não tinha nada, eu comia pão coê, mano. Podia comprar pão coê, mano.

Você não tinha manteiga, não tinha nada, cortava o pão, epa, fechava. O meu era oxe. Oxe. Pouco oxe abria e falava, oxe, não tem nada. A gente brinca, mas... Essa é a história, cara. Ô, Souza. Você é de onde, Souza? Tu é maceió, né? Sou de Maceió. Um beijo pra todo mundo de Maceió, como eu gosto das alagôs. Lugar lindo, né? Você foi no CSA lá? Eu comecei no CSA. Comecei a minha trajetória no CSA e... Quem te levou pro CSA?

Era um cara assim também. Era um cara assim também, entendeu? Era um cara assim e ele rolou pro CSA. Não é só o Marcelinho, caralho, pô. Ele fazia um trabalho muito... Ele até faleceu tem uns três anos, quatro anos atrás. Ele fazia um trabalho muito importante na beira da Lagoa com os meninos ali que moravam nas comunidades. Ele tinha um time ali. E aí, por esse trabalho, ele foi convidado por um cara que saiu de lá, que era um dirigente do CSA, pra ir trabalhar num juvenil do CSA.

Aí ele levou os jogadores de desconfiança dele. Aí um dos jogadores era eu e o menino que está morando aqui, o Chupeta. A gente foi fazer um teste. Foi de bicicleta fazer o teste. Chegamos lá, o cara separou os times. Deixou a gente para fazer o teste justamente contra o time principal do CSA. Ficou muito mais complicado que era contra o time titular. Mas assim, tinha uma outra coisa. Se a gente fosse bem, provavelmente a gente já garantia.

Enfim, a gente fez o teste, passamos, eu sempre costumo falar. Eu e o Marcelo, a gente tem histórias bem semelhantes. Meu pai também era gari, só que eu não tive a oportunidade de ser criado com meus pais. Meu pai e minha mãe nos separaram cedo. A minha irmã foi morar com meus avós, parte de mãe, e eu e meu irmão foi morar com os avós, parte de pai. Então quem me educou foi meu avô.

E minha avó, não tive, assim, essa aproximação, presença de pai, de incentivar, tal. E eu costumo dizer que toda vez que eu fui contar a minha chora pra um carroceiro, só pra você ter ideia, a burra dele chorou. De tão triste que era. Eu morava numa comunidade, eu não tinha, tipo, eu já não tenho vergonha de falar, né? Eu já passei necessidade. Eu morava numa casa, cara, que era menor do que isso aqui.

As pessoas chegavam em casa, me pediam água, eu abria a geladeira, o cara achando que eu ia pegar uma garrafa d'água, eu pegava uma camisa, que a minha geladeira era o meu guarda-roupa. Eu guardava minhas coisas dentro da geladeira. Caralho, irmão. E não tinha banheiro, eu fazia minhas necessidades do lado onde eu dormia. Eu cortava a sacola. Se tem um cara que tem uma mira no boga, não tem igual eu não.

Eu tinha que... Não podia errar aquele negócio ali. Acertava o saquinho bonito. Aí jogava o pombo, jogava na lagoa, né? O pombo ceasa na lagoa. Comida pros peixes. E o futebol pra mim sempre foi um meio de esquecer dos problemas. Eu era adolescente, pô, querendo...

viver, só que eu não tinha condições. E essa oportunidade do CSA pra mim, ela surgiu mais como outro escape também. Porque assim, pô, quando eu cheguei, se eu no Flamengo o Massarinho já tinha dificuldade, você imagina eu no CSA.

no Nordeste. Então a dificuldade era muito maior pra você chegar. A gente ganhava dois valetransporte, um pra ir e outro pra voltar. Eu, quando eu fui aprovado nessa peneira, eu pegava o ônibus até o mercado.

passava por trás, ficava com o Vale do Transporte, trocava em dois picolés, que era a minha janta do dia, ia andando pra casa. E o outro Vale do Transporte eu ia. E fiz isso durante dois anos. Caralho, né? O cobrador já me conhecia. Já vai maiar de novo, né? Infeliz. Eu falava, é. Vou pegar meu picolé, pô. É, e sempre maiava.

E aí, cara, quando foi um dia... Eu acredito muito, né? Quando Deus tinha um propósito na vida da gente, não adianta a gente correr. É verdade. Não adianta a gente correr pra lugar nenhum. Porque eu fiz tudo pra não ser. Pra não ser? Pra não ser. Na minha estreia do profissional, o cara me convocou, Celso Teixeira. Lembrei o nome dele, achei que não ia lembrar. Celso Teixeira, treinador. Ele me convocou, só que no mesmo dia da final, tinha um jogo da Vásia.

Na Vázia, o cara me dava uma feira, final do ano. E... Pô, era o dinheiro que eu tinha pra fazer. Tipo, manter a casa. Manter a minha casa, que eu já tinha saído da casa dos meus avós. E tava morando numa casinha pequena na favela, eu e meu irmão. É. E aí, eu falei, que agora, cara? E o cara me ofereceu, eu lembro como hoje, 200 reais. Falar, cara, a gente precisa de você nessa final. Aí, à noite, eu tô na concentração, comecei a chorar.

Essa história é muito boa, Marcelo. Aí os caras tudo, o que é que foi? O que é que foi? Quem tinha telefone naquela época? Eu tô falando de 90 e pouco. 96, 97. Ninguém tinha. E aí os jogadores vieram e falaram comigo, pô, Sô, o que é que foi? Falei, minha mãe tá doente, pô. E eu não posso ficar aqui. Tem que ir embora. Só tem meu irmão menor e eu preciso ir pra casa. Aí ligaram o treinador, o Sérgio Teixeira. O Sérgio Teixeira pegou os dois filhos dele. Isso sem eu ter falado nada com a minha mãe.

O treinador veio, falou assim, vamos lá na casa da sua mãe. Puta que legal, velho. Aí eu falei, mas assim, minha mãe não tava doente. Eu tava mentindo pra ele me tirar da concentração e eu jogar na vasa pra ganhar o dinheiro. Pra ganhar o dinheiro. Por causa da feira do final do... Agora que eu entendi, irmão. Caralho, que loucura, irmão. Aí ele me botou no carro dos filhos dele. Só que eu morava numa comunidade que ela era dividida, uma pista no meio.

E a minha sorte é que quando a gente tava indo, ele parou do lado contrário. Quando ele parou do lado contrário, eu corri e minha mãe vinha saindo de casa. Aí eu falei, mãe, deita e geme. Eu tenho que falar, eu dou risada hoje, mas eu falo assim, se qualquer emissora pra fazer novela, se a minha mãe, tô te falando, tinha contratado ela. Que do caralho. Aí a mãe descobriu, começou a gêmea hoje.

O que a senhora tem? Ai, dói tudo. Ela fala, dói tudo, dói tudo, dói tudo. Aí ele foi explicar pra ela que eu não sabia, que eu ia jogar de titular aquele jogo. Porque o lateral direito tinha sido suspenso o ano anterior e não podia jogar a estreia do campeonato. Tá. Aí ele olhou pra ela e falou, Doniara, eu não vou conseguir liberar o filho da senhora, eu vou deixar um dinheiro pra senhora. Aí deu 50 reais.

Aí eu olhei pra ela assim, quando ele deu os 50, eu fiz assim pra ela, né? Vou meiar. É, 25 pra cada um. 25 pra cada um, pô. É, 25 pra ela. Ele falou, não vou liberar seu filho, porque seu filho vai jogar amanhã. Aí eu... Vou jogar. Caralho, velho.

Caramba. E era o jogo no Rei Pelé, eu sempre fazia preliminar, mas assim, com torcida é outra coisa. E o sonho, meu pai, eu sempre também carreguei esse negócio de meu pai me ver jogar, porque meu pai tentou também ser jogador de futebol, apesar de não ter uma aproximação muito grande. Eu tinha esse negócio de mostrar pro meu pai, sabe? Pô, eu vou mostrar pro meu pai. Normal, né? Normal do menino, né? E aí eu fui pro jogo.

eu lembro que no início do jogo a gente jogando em casa o time fez 1x0 o Miguelense, eu lembro do nome do time fez 1x0, eu comecei a pensar, eu falei caraca, deixei de deixei de ganhar meu dinheiro na Vazia pra poder perder o jogo, vou perder o vou ganhar dois vale-transporte aqui, vou pra casa sem grana no bolso

Aí eu lembro que no decorrer do jogo, tal, aí eu... Foi quem? E Miguelense. Miguelense. Nós ganhamos o jogo de 3x1, eu fiz dois gols nesse jogo. Caralho, irmão. Aí eu fiz dois gols nesse jogo. Caralho. Aí já renovaram. Já meteu doiszão. Já meti dois na estreia. É, meti dois na estreia. Aí fizeram um contrato comigo, eu lembro como hoje, minha carteira de trabalho até hoje, eu ganhava 127 reais. Olha.

Que era o salário mínimo daquela época. E aí eles me tiraram da favelinha, onde eu morava, alugaram uma casa pra mim. E aí eu mudei pra lá e depois no profissional eu fui crescendo, crescendo. Aí surgiu a oportunidade de jogar no Botafogo depois do Rio. Ah, tu foi? Eu joguei no Botafogo. É mesmo? Que ano isso? Você vai lembrar, quando eu cheguei no Botafogo o pessoal me apontava como o novo Rivaldo.

Sim. Novo Rivaldo. Que ano foi isso, Souza? Foi... 2000? Acho que foi 2000 ou 2001. Alguma coisa assim. Só muito ruim de memória. É só boa. Era...

o goleiro era o... o negão, como é que chama? Wagner. Wagner, Sandro, Valdisson, Sérgio Manuel, Dejaí, Pantera. Porra, Pantera. Grande Pantera. Reide, né? Beto tava no... Beto... Beto jogou depois no Flamengo. Não, Beto não. Beto não. Era o Misso, lateral esquerdo.

O time ruim do Botafogo, hein? Pelo amor de Deus. O treinador, o Joel. Só que assim... O papai Joel, o time ruim, né, meu? Só tinha aí, vai. É. Porra, o que que tinha aí? Só o Dejaí. Dejaí? Dejaí jogava pra cá. Dejaí era do Flamengo, né? É, mas ele tava no Botafogo. Era o Dejaí. Era o Dejaí. Dejaí, quem mais? Você falou que tava aí no Botafogo? Sérgio Manoel. Sérgio Manoel é bom. Donizete Pantera, bom. Jogava pra caramba. Pantera, Pantera, bom.

Foi um dos caras que me ajudou pra caramba. Pantera, bom, ponto. Acabou o Botafogo, é isso aí. E antigamente era muito difícil você jogar.

Você chegava novo no lugar pra você jogar, você tinha que ter muita qualidade, porque os caras... Os caras tinham aquela panela deles ali, e os caras cobravam mesmo. Quem que era o volante lá na época, você lembra? Heidner. Puta. Heidner... E? E? Não lembro quem era o outro.

É, o Botafogo tinha um volantão que você jogou contra, aí você jogava, hein? Carlos Alberto Santos, lembra desse cara? Nossa! Era bom esse cara, né? Demais, cabelinho encaixadinho. Que era maravilhoso esse cara. Eu me lembro de um Botafogo e Bangu, lá na Moça Bonita.

Valdeir na frente, The Flash? Não, não, foi... Ali em 89. Ah, o Carlos Alberto meio campista. Isso, o volante meio campo ali, bom pra caralho. Carlos Alberto Santos, não o Carlos Alberto Dias. E aí, o cara ia começar o jogo, chegou ele no meio assim, botando a roupa assim, no meio do jogo. Do nada.

É, eu lembro, passava o jogo na manchete Aí a menina... É, Paulo Stein Aí eu ia assim, nossa, Carlos Alberto, você chegou em cima da hora Pois é, acabei de chegar da faculdade De fazer prova O cara chegou botando a roupa no jogo, cara Pra jogar Antigamente tinha que ser muito bom O cara fazia muita coisa Falava bonito Falava bonito quando dava entrevista o Carlos Alberto Santos Lembro disso, me recorda

Cheguei no Botafogo ali, aí fiquei um ano no fogão. O fogão tava passando um momento complicadíssimo. Sério? Quando é que tem? Quando é que a gente não tá num momento complicado? E eu me lembro depois que quando o saudoso Bebeto, que foi presidente do... Bebeto Freitas. A gente veio jogar um jogo, anos depois aqui, ele veio jogar pelo Botafogo contra o São Paulo.

Aí foi um jogo que eu deitei no jogo, aí ele olhou pra um dos meus, o meu empresário que trabalha lá comigo na época, ele falou, cara, esse é aquele Souza que mandaram embora lá do Botafogo? Aí ele falou, é, ele falou, caralho, por isso que a gente tá nessa merda aqui já faz tempo.

E daí depois surgiu o São Paulo, cara. Aí o São Paulo foi um divisor de... Mas como é que você foi parar no São Paulo? Eu fui emprestado do Botafogo pro Libertar, do Paraguai. Aham. Aí fiquei oito meses morando no Paraguai ali. Aí o Botafogo não pagou. Não pagou. O que o Botafogo não pagou? O Botafogo não pagou uma das parcelas que tinha comprado do CSA. Aí eu voltei pro CSA. Aí surgiu a oportunidade de eu ir pra Santista.

Portuguesa Santista. Arrebentou no pé, meu amor de Deus. Aí eu fui fazer um jogo contra o São Paulo. Aí eu fiz um gol no Rogério. Aí no intervalo do jogo, o Rogério veio conversar comigo, já no intervalo. Caralho. Eu já tinha escutado várias conversas, né? Desses negócios do cara vir falar que vai levar você pra um lugar e só pra poder... Pra não botar a fé. Pra você tirar o pé um pouquinho. Tá, tá, entendi. Aí ele veio falar comigo, caralho, velho, eu tomo pouco gol de falta, velho.

mas aquele onde você bateu ali, o goleiro não dava pra pegar não, quem é seu empresário? Eu falei, é o fulano. Aí ele falou, cara, depois o cara vai te ligar.

Aí depois surgiu o interesse, né? E aí... E aí, no mesmo ano, 2003, e eu falo, né, que às vezes, né, a gente acaba desacreditando da gente, né? O poder da palavra, ela é muito forte. Eu fui fazer, eu lembro que eu fui fazer um amistoso de frente ali, o CT da Barra Funda, como é que chama? Nacional. Nacional Clube, é. Nacional. E era um amistoso, não tinha nem começado o Paulista, eu passei em... Quando a gente terminou, eu joguei pra caramba, aí eu passei em frente e falei... E aí...

Segundo semestre eu vou estar aqui. Caralho, irmão. Aí de segundo semestre eu tava lá. Merece. É isso aí. Boa, Souza. É isso aí, irmão. Tá aqui demais. E pô, tu foi campeão do mundo, né, velho? É, foi campeão do mundo. Foi campeão do mundo. É, bobagem, né? O cara sai do CSA e campeão mundial. Marcelinho. Merecido. Souza, grande jogador, né? Talentoso, arrodo. Desculpa que fica essa merda me ligando aqui. É... Porra.

Tu teve um entreveiro, depois eu quero saber como é que você saiu do Flamengo pro Corinthians. Me conta essa parada, depois a gente vai pra uma outra engraçada. Foi um entreveiro? É, depois a gente conta o entreveiro. Eu quero saber por que que você saiu do Flamengo, cara, porque se você era um cara que chegou arrebentando... Querido. Porra, carioca. Ídolo. Ídolo da torcida. É. Por que que você mudou?

Qual foi o BO? Teve o BO mesmo. Não, é legal, legal isso. Eu quero saber, porque, porra, você é a cara do Flamengo, cara. Desculpa, aí acabou se tornando o maior ídolo do Corinthians. Do Corinthians, é. Você é Flamengo ou você é Corinthians? Cara, eu sou muito grato ao Flamengo, porque ele me acendeu para o futebol. Não, não, não, não é média, eu sou muito grato ao Flamengo, porque ele me acendeu para o futebol brasileiro e me deu plano de ontológico, plano médio, sexta baixa, centro social, emprego...

Tudo. Escola. E só que eu moro em São Paulo já há 33 anos. E é Corinthians minha vida, Corinthians minha história, Corinthians meu amor. O negócio... Corinthiansiano. O negócio é morar aqui com o tempo. Eu há 27 também. Mas continuo torcendo pro Botafogo. Ainda bem. Você gosta de sofrer. Ele não gosta de sofrer. Alguém tem de sofrer. Eu sou fiel às minhas origens. Não, ser fiel é uma coisa. Se ele gostar de sofrer é outra. É o meu pai, meu saudoso papai.

que também tem uma história muito parecida que meu pai jogou, meu pai foi reserva do Gilson Nunes no Fluminense Nossa, o Gilson Nunes Quando eu era juvenil e também foi a mesma história meu pai jogava bola pra caralho, meu pai era absurdo meu pai era muito famoso lá em Gota meu pai jogava muito, pontinha esquerda louco meu pai jogava muita bola, quem jogou com o seu Betinho sabe o que eu tô falando, meu pai jogava muita bola meu pai era famoso E não veio pra frente por quê, caralho? Porque os pais E aí

falava que é coisa de vagabundo. E meio isso. E aí foi muita pressão. Meu pai chegou aí pros juniores do Fluminense, foi reserva do Gilson Nunes nos juniores. É, o Gilson do Caracasso. E também tem uma história muito parecida, assim, dessa época. Quando você falou, eu falei, pô, coitado. Meu pai jogava muita bola. Meu pai jogava muita bola. Meu pai era aquele cara que em hotel era muito engraçado. Eu já era moleque, meu pai já tinha cabelo branco. Ah, deixa o coroa ali.

Sabe aquele hóspede contra garçom? Deixa o coroa aí. E São Paulo é muito diferente os rachinhas. No Rio é pelada. São Paulo os caras entram rasgando. O racha aqui não tem conversa. Aí eu vim jogar aqui com meu pai, né? Viajo de hotel. Tinha um hotel aqui no Serra Negro que o campo era gigante até. Essa eleição brasileira foi concentração nos anos 70. E aí...

10 minutos, 3 gols do meu pai já, mano. Os caras ficavam loucos. Pega esse coroa, filhado da puta. Só o cabelo branco. Mas quero saber por que vocês são do Flamengo. Ó, lógico que jogando no Madureiro, o sonho era jogar no Maracanã e no Flamengo. Realizamos isso. E aí, estreia em 88, aí 89, aquilo tipo assim, joga um pouquinho no profissional, 10 pros juniores, aí vão pra Tassau Paulo com aquele time massa e ganham. Mas sobe todo mundo, puf, todo mundo no profissional. E a gente doidinho pra derrubar os velhos.

Eu, Djalma, Juninho, Baiano, Paulo Nunes Os bandidos da bola Querendo derrubar os véi Só que os véi bem

E aí, 91... 90 eu fico como titular, aí depois o Flamengo contrata o Borg, aquele argentino, chega e sempre tem que sair. Aí 91 titular, 92 eu machuquei o Púbis. Só que 93 o Júnior passa a ser treinador, aí a gente estoura, aí arrebentamos. Desde o Carioca até...

Final do ano. Filha das puta, aquele título de 92 é brincadeira. Botafogo tinha um time, é bizarro. Primeiro jogo 3x0. Que ódio. E aí o seguinte, ó. Botafogo foi campeão, né? Se fosse no regulamento de hoje, nós seríamos campeões, né? Que a gente ganhou disparado. Renato voando também. Voltei.

Ó, Carlos Alberto Carlos Alberto de Voando e o Carlos Alberto Santos no meio campo ali na qualidade. Não, o D-Fletch, o Valdeir, aquele time do Botafogo era bizarro. E aí voltando. Bom, né? De maço. Aí em 93 inteiro, eu lembro, meu filho nasceu 3 de dezembro de 93. Aí lá pro dia 15 ligou, aí foi todo mundo pra Gávea pra receber. Três meses de salário. Aí vamos receber. E eu lembro que a gente ia no banco barmerindo, cara, comprar dólar, esses negócios. Aí, cara,

Quando chamou a gente, daqui a pouco tô vendo eu, Júnior Baiano, Marquinhos e Djalma. Só nós quatro. Aí eu falei, mas que porra é essa? Aí daqui a pouco chamaram primeiro o Júnior Baiano na sala. Volta aquele negão chorando e o caraca, ó. Fui pro São Paulo. Falei, mas o que é que foi? Não sei. Chegou lá dentro e falou. O presidente era o Veloso.

O Veloso. O Veloso era o presidente e o supervisor era o Isaías Tinoco. Aí depois chamaram o Djalma Guarani. Chamaram o Marquinhos Palmeiras. Aí eu fui o último e eu lembro a frase perfeitamente. Veloso e Isaías. Mas já sabia que você ia pra algum tempo. Não, com certeza. Não sabia pra onde. Ah, então. Tinha dado ruim. Caralho. Não, vou te explicar. Nós arrebentamos. Arrebentamos, irmão. É porque fizeram isso, cara. Não, mas aí você vai saber. Exatamente, ó.

Aí o Veloso e o Isaia Tineu, que falaram assim, ó, nós precisamos pagar o salário dos jogadores, do profissional, precisamos pagar mais ainda o Renato Gaúcho e o saudoso Gaúcho, centroavante. Então vocês já estão vendidos, como foram os seus três companheiros, você vai pro Corinthians. Eu falei, não vou porra nenhuma. Não quero. Eu não vou nada, eu sonhei pra jogar no Flamengo, jogar no Maracanã. Não vou, não vou. Não, não é que você não vai. Você já está lá.

Porra, eu dei uma porrada na mesa assim, eu falei assim, ó, vocês nunca mais vão me ver aqui. Vocês vão pedir, vai chegar um dia, vocês vão pedir pra eu voltar. E quem vai falar não, fui eu. E eu vim pra São Paulo a contra gosto, com medo da porra. Não, com medo, não conhecia nada. Vim morar do lado do aeroporto de Congonhas, imagina, pegando 23 até o treino. Campo Belo, luxo pra caralho. Eu fui morar, meu filho tinha dias de nascido, eu fiquei na casa.

da tia do Zé Luiz, que era irmão do goleiro Zé Carlos. Ele era o empresário do Jorginho, do Zé Carlos, e passou a ser nosso. E aí, meu mano...

Chega aí e arrebenta. Contaço tudo no Corinthians. Arrebenta. Contaço sequestro. E aí, tudo. Aí, em 97, eu fui pra Valência. Não, mas pra aí, o Corinthians... Peraí, calma. Você já adiantou muito. É, mas arrebentou. Não, mas você chegou no Corinthians em 93. Não, final de 93. Aí, em 94, já começou tudo. Primeiro jogo, gol de falta. Aí, tudo, tudo, Carioca. Impressionante. Tu ganhou o quê com o Corinthians?

São 10 títulos, 206 gols marcados em 433 jogos. Caralho. 205 no Veloso. É. Não, em verdade, ó, o maior artilheiro brasileiro, o maior artilheiro de Copa do Brasil, o maior em hack-trick, o maior em assistência.

Você superou os números do Neto? Não, você tá fraco. Superou os números do Neto? Faz porra, disparada, Neto. Neto é nada, pra perder o gocinho no polícia. Não, mas o Neto faz um gol em 91 no Maracanã, cara. Da linha lateral aqui, ó. No Gilmar Rinaldi. Eu sei qual é esse gol. Eu e o Jalminha tínhamos acabado de entrar. Eu falei, pô, esse cara não vai chutar daí, irmão. Esse gol é foda do Neto. E ele falou assim, aí, Juvenil, você dá uma olhada.

Eu falei a mesma coisa também um dia. Aí o Neto aqui, ó. Pum, tubo. Ele falou, viu, Juvenil?

Mandou pra ser. É, e aconteceu umas vezes com um sogro. Neto devia ser muito folgado, né? Foi, foi. Passei por Marcelinho uma vez, ele tava jogando, ele tava no Vasco. Falei, não, daí não, né, Pé de Anjo? Vasco e São Paulo não dá, né, meu? Eu falei, daí não. Ele falou, olha lá. Daqui de longe. Olha o Rogério Cerno. Quer barreira ou o Rogério? Aí o Souza falou, tá muito longe. Falei, dá uma olhada.

Lá no trinco. Por isso que nós saímos, cara. Nós saímos a contragosto, mas... Do nada a torcida do Corinthians te abraçou, é lógico, né, cara? Você tem uma história maravilhosa, né? Mas foi o maior presente que o Flamengo me entregou pro Corinthians. O Márcio Braga, que me tirou do Madureira, me levou pro Flamengo, foi depois me buscar no Valência e falou assim, ó, o pai veio buscar o filho pra casa. Eu falei, não, só que o filho tem outra casa. Eu vou voltar pro...

pro Corinthians, e não quis voltar pro Flamengo. Mas sou muito grato ao Flamengo, porque o Flamengo fez tudo pelo cidadão, pelo jovem. Adorasse tudo. A assistência social não é minha casa, irmão. Eu ganhava a cesta básica. Não podia comer na concentração, e o Zé tirou que falou assim, pode ir lá, vai comer. Era na Praça Seca, eu morava em Sulacap, ali morava o Paulo Nunes, o Júnior Baiano, o Júnior Baiano é da Bahia, o Paulo Nunes é de Goiânia, interior de Goiânia.

Porra, eu ia lá, almoçava, jantava e ia pra casa. Falando, me deu tudo, eu sou muito grato. Muito grato, cara. Não tem... Não, a história no Corinthians é muito absurda, cara. É um negócio ruim. É muito absurdo. Agora eu quero saber, Souza. Tá. Vamos pra aquela que eu adoro. Você só tá cozinhando galo. É, é o que eu acho maneiro pra caralho. Eu morro de rir. Pra mim é uma das cenas mais antológicas.

da resenha esportiva. Qual seria? Por favor, Zacarias, uma cara de sugerida, Isaac, Bilu, coloque essa cena que é maravilhosa. Eu amo isso aí, cara. Eu amo isso aí. Isso aí é... Não deixa ninguém falar. Não, não deixa falar, não. Primeiro que eu deixo falar porque você é safado.

Você é safado. Eu te conheço como cidadão há muito tempo. Você não vale nada. Eu valho muito sempre. Nunca provaram nada contra mim. E não vão provar. Você é safado. Você é moleque. Você é safado. Você é moleque. Você é safado. Vamos baixar. Vamos baixar. Vamos baixar. Vamos baixar. Vamos baixar. Vamos baixar.

Da Tena. Olha o Neto no meio. Calma, calma. Calma, se dá o pô dentro da bola, vai virar. Você tá falando da religião. A religião foi tua. Neto, meu. É, mano, Da Tena. Eu vou voltar o futebol. Eu tô falando a tua calma aí. Você é moleque, você é safado. Tá me pedindo pra...

Você é mulher que você é safado. Não, você é muieque, você é safado. Você é mulher. Que porra de treta é essa? Por que essa treta? É o que eu sei ou é lenda? O que você sabe?

É, fala o que você sabe, caralho. Porque assim, você não é baú. Vamos lá. Não, o que dizem por aí. Então vamos esclarecer. Então vai, manda. Nós éramos amigos do nosso querido, que ele inclusive precisava vir aqui, Ronaldo Giovanelli. Certo, Ronaldão. O goleiro falou que, porra, disse que o Luxemburgo, quando era técnico, era bravo pra caralho, não sei o quê, e não deixava ninguém sair da concentração, caralho é quatro. Aí teve um dia que os jogadores ouviam dizer que o Luxemburgo dava uns perdidos à noite.

Ele saía. Ele. Eu até sei onde ele ia. Aí eu não sei. Eu ia junto. E aí um dia o Ronaldo Giovanelli tava puto com ele. Falou assim, eu vou pegar esse filho da puta. Eu vou ficar na varanda esperando ele chegar de madrugada. Aí disse que um dia, sei lá que hora, que era no cu da madrugada, o Luxemburgo chega. Quietinho. Aí disse que o Giovanelli, mano...

E aí, profejo! Olha a hora, hein? Tipo, deu uma tirada nele. Tipo, ele chegando no cu da madrugada. Do tipo, ó, não fala da gente. Você tá saindo aí. Mas disse que era rolo de balada. Faz sentido? Não, não faz sentido. De Minas. Você deu uma furada de zóio. E tem o Marcelinho com o Giovanelli. Não, não, não.

É que deu uma flechada. Pulou. Deu uma flechada? É. Deu uma furada de zóio e ele tava bravo. Tem a ver isso aí ou não? Não, olha só. Vou explicar direito. Explica. Marcelinho. Primeiro de tudo. Esclareci a treta. Sim, primeiro de tudo. Vai achar a mulher aqui. Independente das tretas, o Vanderlei é extraordinário na oratória, na peça de exposição.

Ele falando com o grupo... Então fala que é falando, porra. Eu sei que porra é oratório, porra. É sensacional. Aprende, porra, também em Souza. Não fode. É bonito. É, e assim, ele é sensacional. Em 91, o Vanderlei, ele montou o time campeão brasileiro do Flamengo de 92. E aí derrubam ele.

Eu sei quem derrubou. Ele tirou ele pro cara tomar conta do time. Aí é outra história. E aí, eu briguei com ele já em 91, ele queria que eu marcasse o caço, aquele lateral esquerdo, e eu falei que, pô, o jogador craque não tem que marcar. A bola vai a hora sobrar, e no treino, quando sobrou, driblei, cruzei pro Gaúcho, Gaúcho faz o gol. Aí eu falei, viu como é que eu não tenho que marcar? Ele falou, sai do treino, já me tirou, mandou chamar meu pai.

Então a briga já vem dali. Aí nós fomos pro torneio Maria que tem. Aí vem o Che Moleque.

E de respeito ao treinador, era pra ter ficado quieto. Eu quero saber porque é um chefe chafado. O moleque você já explicou. Não, eu vou te falar. Aí, era pra eu ter ficado quieto. Mas deve ser com personalidade forte, você quer bater de frente. E na frente do grupo, você tira a autonomia do treinador. Isso é errado da minha parte. Reconheço isso. E aí, no torneio Marequitéria, né? A gente tá todo reunido, é congresso de medicina e de fisioterapia.

Então, imagina o que tinha no hotel. E ali, eu tava paquerando, na verdade, era a prima do Rodrigo Lateral.

E isso é fato, é verdade. E aí, já tava tudo pra depois do jogo, e eu te falo uma coisa, ó. É mentira. O Souza pode me desmentir aqui agora. É mentira que jogador pega e leva a mulher pro quarto. É mentira. Isso não existe. Você sempre fica com outro companheiro e tem segurança no corredor. Então isso já não procede.

Leva pra onde? Eu sou, não, não. Antes do jogo, é difícil o cara chegar e fazer qualquer coisa. Porque o cara vai chegar e vai cobrar e falar assim, se você não correr amanhã, você tá fudido, daqui ninguém sai. E aí, nesse dia, a prima do Rodrigo que tava lá na lateral...

E a gente armando pra depois do jogo e tal. E quando acaba o lanche, 11 horas você tem que estar dentro do quarto. E aí eu saio do lanche e tudo. E a gente vai lá pro quarto. Eu, o Rodrigo, vai lá onde estava a família dele. E realmente ficamos lá e tudo de boa, não conseguindo nada. Bateu no papo. É. E aí só que pra voltar eu bati 11 e 5 no corredor. E aí o Chicão falou assim, ó, fudeu, já era. Já era onde você estava. A gente estava te procurando aqui, não sei o quê. Ela não ia armar ali no hotel. Só que uma menina que tinha lá...

né, e uma dele mandou um recado e tal, a menina falou assim, eu não quero velho, eu quero um novinho. E era eu. E aí o Vampeta já zoou, o Vampeta chegou e falou assim, ó, tá vendo, chefe? Ela não quer um velho, ela quer um novinho. Aí a briga foi exatamente nesse sentido.

E aí quando eu chego no quarto... Ele tava de olho numa menina e vocês dividiram uma bola. Sim, sim. Dividido. Então o papo procede. Não, não, procede, mas só que o seguinte. O nego falou que tirou a mulher do meu quarto, não procede. Tá. Isso não procede. Não procede mesmo que não existe. Sim, acredito, claro, claro. Não tem fundamento. Eu já vi jogador sair de concentração... Ir pra outro campo. E depois voltar com autorização. Mas o cara resolvia no outro... Vi um cara só.

que foi o melhor do mundo, um cara só. Um só, que é extraordinário. Esse podia. Eu conheço um também que, que quando tinha os rolos, não posso citar nomes, um cara grande até hoje, ainda joga bola. Conheço o treinador também, que jantando um dia ele falou assim, o cara... Resolve. Queria pegar as minas, estava concentrado.

Então tá bom, você pode ir, mas me dá dois amanhã. É. Senão na próxima não tem. O cara lá entregava dois. É, outra, né? Combinado não é caro. É. Mas aí... Você tá com vontade? Beleza. Agora me entregue dois amanhã. Aí o Chicão chegou, aí o Chicão chegou e falou se já era o Vanderlei e tal. Eu falei, eu subi no quarto do Vanderlei. Subi lá no 23º e tal. Só que nesse prédio...

tava o programa H do Luciano Huck. E a tiazinha lá. E aí, imprensa, sensacionalista, falou, Marcelinho pegou tiazinha, pegou tiazinha e falou, nossa, porra. Aí seria um prêmio. Seria um prêmio lá na época. E aí, eu fui no quadro do Vanderlei e a discussão já começou ali.

Falando que não sei o que, você tá fora do horário. E que não sei o que. Eu falei, ah, casa do caralho, pô. Você faz um negócio aí. Não sei expor nenhum. E tudo. E a gente não fala porra nenhuma. É briga. Tá fora. Aí eu vou e pego tudo. Tô, eu ficava aí disso no quarto. Arrumou outras coisas, né? Aí fui pro aeroporto. Não tinha voo. Aí eu volto.

voltei, fiquei ali, fui dormir no quarto do Vampeta, aí no dia de manhã eu chego pra São Paulo e tinha a estreia do Brasileiro no sábado, contra o Vasco no Maracanã, que eu faço aquele golaço de longa distância, pra você ver como é que Deus é tão bom. E aí, só que a semana inteira, quarta, quinta, sexta, e sábado, um negro me massacrando, onde eu realmente não tinha essa culpa toda, só que eu desrespeitei a minha autoridade, o meu treinador, reconheço isso.

Só que eu cheguei pro Duolibre e falei, Duolibre, ó, esquenta não, tudo bem, eu tô errado. Tô errado, peço desculpa aqui, peço perdão. Quero ir pro jogo sábado. Chego lá no jogo sábado, eu decidi ir. Mas até hoje. Só que o seguinte, uma das coisas mais importantes e mais bonitas... Não, não tinha jeito. E o clima, Coluchê Borgo, ele nem olhava na tua cara? Não, mas depois, assim, eu ia ver no futebol, tem aquelas porra. Aí meteu o gol, fui lá, abracei ele. Aí acaba por ali. Mas por que ele tava tão bravo ali no programa?

Por que? Por que, Marcelinho? Não, não é, cara. Tem motivo do cara ir pro programa explanar? Ele tava puto, por quê? Ah, ali do programa? É, por que ele tá puto? Eu tava fazendo jornalismo. Eu tinha uma informação de Santos, porque ele era treinador do Santos. Eu tinha uma informação de Santos, o porquê um lateral direito não iria jogar...

E tudo tal, porque não tinha assinado com o tal de Salomão. Eu sabia. O atleta me ligou, me falou. Eu cheguei na reunião de pauta e falei, eu tenho isso aqui. Olha o diretor, porra, cuidado. Eu tenho isso aqui. E se me desmentir, a fonte vai falar. Tanto que depois o atleta vai e confirma. Por isso que ele ficou puto. Aí você mandou. É, ele ficou puto. Mas só que tem um lance mais grave ainda. Num sábado eu tô em Atibaia.

Um amigo meu, que eu coloquei no futebol, ele era motorista da Kombi da C&A, tá? E ele sabe o que ele fez, esse cara sabe o que ele fez, tá? O Márcio, fala o nome dele, porque ele agiu covardemente, foi sacana. Ele me ligou no sábado e falou assim, boa manhã você vai por dentro da bola e tal. Então, ó, já tá tudo beleza, não tem mais nenhum abrigo, o Vanderlei tá legal, tal, tal. Então já tava tudo ali arquitetado pra me dar um checkmate. Por quê? Eu vinha arrebentando no jogo aberto.

fazendo jornalismo, eu vinha bem para as externas, só a gente que fazia, porque os jogadores não queriam aceitar os outros, entendeu? Os jogadores queriam aceitar só eu fazendo entrevista em todos os clubes, então a gente sabia tanto, você vê, o Neto ficou ali travado. Quietinho. E aí, o Datena já sabia, então aquilo ali foi tipo que maquiado.

Vamos pegar ele, porque ele vai ter uma atitude... Nervosa. Nervosa. E eu... E vai causar. Tanto que no intervalo eu fui pra cima lá na hora de ir pro banheiro. Aí o nego evitou vias de fatos. Só que na hora, quando eu olho pra minha câmera, a luzinha vermelha, o diretor, atrás da câmera, veio assim, ó. Segura, segura, quieto, por favor, não briga. Eu segurei ali. Mas onde eu quero chegar? E eu carreguei isso, irmão. Porra, por 20 anos na minha vida isso daí.

Coisa ruim, mano. Que coisa ruim, cara. Imagina. Porra de... Você saber que o cara é o melhor treinador, feio. E assim, a gente nunca se encontrou... Ainda hoje, né? Não, aí o que que aconteceu?

Aí tinha um repórter, que eu não quero falar o nome, tava arquitetando um jantar, onde o Wanderlei ia ganhar uma grana, eu ia ganhar uma grana, e ali ia ter a conversa pra fazer as pazes. Mais uma coisa, arquitetada, organizada, não de coração. Não dá certo. Porra, aí sábado, meu irmão. Eu vou comer feijoada no São Bento. Meu amigo de Brasília tava lá. Estacionei meu carro, eu carregando isso uns 20 anos, cara.

Mas costa mais. Um talado, né? Porra. Aí, o gerente chegou e falou assim, ó. O Vanderlei tá ali sentado na mesa. Porra, quando eu entro no restaurante, todo mundo pegou o celular e ia que nego aqui. Vai dar pau. Porra, sabe quando você sente o seu coração e Deus prepara aquilo, cara? Eu cheguei, eu vou até lá, cara. Fala com ele. Aí eu cheguei perto dele, bolo. Tô aqui nas costas dele.

Aí eu falei assim, porra, comandante, eu não quero saber quem tá certo ou quem tá errado, cara. Ele me olhou aqui e eu falei, porra, você me perdoa, cara. Que legal, cara. Você me desculpa. Aí ele falou, porra, eu também tava querendo isso. Pô, ele levanta e me abraça.

Aí ele pega o celular e faz assim, fala, ó, Brasil inteiro esperando isso, isso aqui é feito de coração, demorou tantos anos. Aí Adriano, de Brasília, que tava tentando, né?

cara, sai um peso das minhas costas imagino, você é moleque agora você é moleque, você é safado aí eu brinquei com ele aí eu brinquei com ele não, aí eu falei pra ele, eu falei assim ô luxa, você é moleque você é safado, ele começou a rir ele falou, porra, para com essa porra mas assim, sai um peso que coisa boa vocês jogaram com eu sou muito fã dele, falo dele aqui direto, de quem? uma surpresa pra vocês aqui, falo direto ótimo

Pra mim, quem deveria ser o treinador da seleção brasileira? Fala direto mesmo. Renato Gaúcho. Renato foi meu treinador.

Eu amo o Renato Gaúcho. Acho ele é um cara campeão. Você fala direto mesmo. Eu falo direto. Há muito tempo eu falo, cara, tem que ser o Renato Gaúcho pra ser treinador da seleção brasileira. Pode falar o que você quiser. Todo mundo me xingava. E um dia isso tem que acontecer. O Renato Gaúcho tem que ser treinador. Hoje está no Vasco. Está levantando o Vasco. E está com a gente aqui no telefone. Alô, Renato! Alô, Renato! Ô, Renato, tudo bom? Acabou o treino aí no Vasco?

Acabou o treino aqui. Estou muito feliz de estar nessa resenha com vocês. Marcelinho, eu estava ouvindo a sua história de que você não conseguia levar a mulher para o quarto. Eu conseguia. Pode ser o que você fez. Entendeu? Se você não conseguia, se você não tinha as manhas, eu sabia como é que levaram uma mulher para o quarto.

Chegou a hora de deixar os carros da idade da pedra pra trás. O BYD Dolphin Mini foi o elétrico mais vendido no varejo por dois meses consecutivos. Pela primeira vez, um carro 100% elétrico lidera essa posição no Brasil. E chegou a sua vez de ter um carro mais econômico que moto. BYD Dolphin Mini, a partir de R$ 109.990,00 pra CNPJ. Fala até uma concessionária BYD e faça um test drive. Consulte condições em byd.com.br. No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.

Renato, como é que tá o Vasco, meu irmão? Nós chegamos aqui o grupo tava passando por algumas dificuldades o antigo treinador ele tava com problemas em fazer o time jogar e nós chegamos e conseguimos os resultados, entendeu? O mais importante é a confiança a confiança pro jogador e a confiança pro grupo também Renatão, tudo bem?

Pede anjo aqui. A voz também está mas eu te falo um caso. O Renato, o Renato Gaúcho. E quando nós fomos jogar contra o Grêmio no Sul, eu saí do quarto.

Porque eu vi cada... Aquele tem moral, irmão. Ele chegava pra gente, pra mim, pro Djalminha, pro Junho do Baiano, e falava assim, olha quem tá na arquibancada. No sul é absurdo. Esse tem moral. Ele fazia e resolvia. Eu joguei no sul.

Os meus amigos, quando iam jogar daqui pra lá, eles perguntavam pra mim onde eu moro. Eu falava, não, primeiro eu vou te indicar um advogado na área familiar. Que 50% vai ficar aí, você vai separar, miserável. É, lá é foda, lá é foda. No sul do país, você tá doido. Você jogou no Grêmio, né? Joguei. Ô, Renato, Souza tá aqui também. E aí, Souza, como é que você tá, meu amigo? Tudo na paz. E você, Renatão, como é que você tá?

Tô tranquilo também, tô muito feliz, tô aqui no Rio jogando meu futebol bebendo meu choco e fazendo meu negócio Renato, você fez o curso lá da CBF ou você continua no seu escritório que é em Copacabana? Marcelinho, nas minhas férias

Eu amo esse cara. Eu curto minhas férias. Eu não vou fazer curso na CBF. Eu não vou ficar dentro de uma sala de aula. Eu tô de férias, meu amigo. Eu não preciso estudar o futebol. Eu joguei. Eu sei muito bem o que é o futebol. É mais igualzinho. Você também sabe. Então, eu vou ter certeza que eu não preciso ficar estudando dentro de uma sala de aula o que é o futebol.

Renato, e essa polêmica aí que a Comebol quer te abrir um processo pra você não ter ido viajar com o Vasco aí no jogo da Sul-Americana? O que você acha disso? Eles que abram o processo. Eu vou continuar sem ir pros jogos. Eu sou jovem, com todo respeito. Você acha que eu vou sair do Rio de Janeiro? Vou lá pra dentro da Argentina, Venezuela, Paraguai, pra jogar contra uns times que eu nem conheço, com todo respeito.

Eu tô brincando aqui Querendo dar um abraço Nosso querido Magno Navarro E aí Magno, beleza? Mandou, mandou bem demais Tentei pegar os caras aqui Mas jogador de futebol você não consegue No início, porra, a voz igualzinha Olhei pro sono Eu trabalhei com o Renato Mas a voz igualzinha É impressionante, tudo bom Navarro?

Tudo bem, irmão. Pô, satisfação estar participando aí com vocês. Você tem que voltar aqui, hein, porra. Mandou bem, mandou bem. Pô, só marcar, cara. Você tem que voltar, hein. A gente marca e volta. Mandou muito bem. Eu vejo sempre você aí. Você tá na TMC, né? Tô, tô na TMC, irmão. TMC, bacana. Ó, mais uns treinadores aí. Luxemburgo. Luxemburgo você faz, ô Navarro?

Ô, camarada, deixa eu falar um negócio pra esse safado aí do Marcelinho. Ô, Marcelinho, você quis fazer as pazes comigo, tá certo? Você quis fazer as pazes comigo, mas deixou de ganhar o dinheiro. Você foi moleque, você foi safado, era muito melhor a gente ter feito as pazes naquele esquema que foi puxado pra gente. Mas você ficou com esse negócio de coração, de ser natural, de ser... Ah, o coração tem que ser de verdade. Camarada, eu não quero saber, eu quero saber do dinheiro, tá certo?

Você faz o Muricy também ou não? Muricy? Cara, o Muricy eu fazia um tempo atrás aí, mas como ele meio que sumiu um pouco do futebol... Esqueceu. Não, mais treinadores aí. Diniz, como é que é o Diniz? Como é que é o Diniz? Bom, primeiro falar que eu tô muito feliz aqui no Corinthians. E os jogadores...

Os jogadores já estão muito bem adaptados ao meu esquema, que é ter a posse da bola. Porque se tem uma coisa que eles estão fazendo, é colocando a mão na bola. Isso, para mim, é o fundamental. É manter a posse de bola para a gente jogar. O PVC. O Souza jogou bola, PVC? O Souza jogou no São Paulo. Foi campeão brasileiro. Jogou no Inês, foi campeão brasileiro.

Tem uma carreira vitoriosa. É um dos grandes meias da história do Sul Brasileiro, mas é pouco valorizado. É pouco valorizado. É um pouco indecisivo por onde passou. Ah, muito bem. Ô, Dorival, porra, te mandaram embora do Corinthians e deixaram o Dini no teu lugar? Pra onde você vai?

naturalmente, infelizmente mais uma vez nós estamos vivendo algo que o futebol brasileiro parece demais e infelizmente mais uma vez eu fui demitido mesmo fazendo um bom trabalho aqui no Corinthians, sendo campeão da Copa do Brasil e também da Supercopa muito bem Magno, vamos arrumar de você vir aqui você está morando no Rio ou está morando em São Paulo?

Tô mandando no Rio, mas, cara... Tá sempre por aqui? É, tô sempre por aqui. Eu tô aqui em São Paulo, inclusive. Hoje eu tenho um programa lá no canal Golt. Vou até fazer o jabá aqui. Canal Golt, faça. Maravilha. Mas, cara, quando quiser, quando quiser, eu já brota. Vamos marcar de servir aqui, tá bom?

Você é um moleque muito talentoso. Também, pô. Você quando veio aqui arrebentou. Vou marcar um programa de você vir aqui com o Igor Fina. Fazer um programa só. Aí sim, pô. Aí sim, moleque. Um beijo, meu irmão. Fica com Deus. Beijo, Navarro. Valeu, Navarro. Beijo, boleta. Valeu, irmão. Beijo, irmão. Valeu. Valeu, irmão. Valeu, grande Magno Navarro hoje aqui. Tentei fazer uma pegadinha com você, mas não consegui. Quase. Os caras estão espertos. Mas e você, estava esperto ou não?

Não, no comecinho eu caí, depois eu me liguei. É. Se fosse você imitando... É. Não, eu só imito... Eu tive um pouco de... O Muricy você faz bem. Não, vai tomar no seu cor, meu. Esses caras vão se fuder, meu. Esses caras têm que jogar, caralho. Esses caras não jogam, meu. Esses caras só querem chegar lá, meu. Vai se fuder, meu. Tá pensando o quê, caralho?

Mano cu, cara. Pô, tem que chegar aqui, cara. Tomar meu vinho. Cara, não tem melhor cerveja, meu. Você vai lá, meu. Faz o jogo. Jogo do caralho. Aí o time ganha, meu. Eu vou pra Ibiúna, meu. A melhor cerveja é quando eu chego, meu. Depois daquele puta jogo, cara. Aquelas geladas dessas que é uma beleza, cara.

Ele é maravilhoso. Ele se fala essa. Meu, acaba o jogo, meu. Vou pra Ibiúna, meu. Vou pra Ibiúna. Desse jeito, né? Desse jeito, igualzinho. E, meu, vai se foder. Ele é maravilhoso. Cara, tu tem que ver como é que desce a gelada, meu.

É a melhor gelada, é quando eu ganho, meu. Eu tomo aquela... E outra coisa, cara. O nego vem me pedir pra pagar as coisas, vai se fuder, meu. Eu só vou com a carteira de motorista, meu. Ali é foda. São Paulo paga. Ele é foda. Arroz, meu, já sabe, meu. O Maurício. Maurício e Rogério são dois caras aqui. É, meu. Eles dão tchau de mão fechada. Não, a gente foi sair pra jantar, ele jogou. Ele treinava no Santos na época. Pagava cartão e jogou sócio torcedor, caralho.

É, porque a única coisa que eu tô, caralho, eu tô com o Muricy, a porra, achei que tava com o cartão, tava com o sócio torcedor. Aí eu falei, por quê, cara? Meu, só ando com o meu RG, meu, até de motorista, meu, só com a minha carta, caralho. Falei, mas por quê? Porque o São Paulo paga tudo, meu. Eu não preciso pagar nada. Não preciso pagar nada, meu, só vou comer no check-in e na federação, meu.

Um abraço pro Mujica Mujica é maravilhoso Meu querido amigo Mujici, Ramalho Esse é fenômeno Uma vez eu chamei ele de Mujici Santana Ele ficou puto, vai tomar no seu cu Ramalho, filha da puta Beijo, Mujici Tô com saudade de você Completou acho que 70 anos, né? Fez uma festa Eu acho que é isso, né? Se não foi, é, né? Eu acho que é isso Se não foi, acabou de...

É, eu acho que foi 70, eu acho. Vamos checar aqui.

É, então, eu não fui no aniversário dele, caralho. Eu também não fui no aniversário dele, não me chamou, mas eu tava viajando também. Porra, 70 anos do Morissi, um beijo, amo esse cara. Acho que é um dos caras mais corretos do futebol, íntegro. Não é à toa que o São Paulo pode estar atravessando uma fase horrível, mas ele, pelo homem que é, pelo caráter que tem, sabe assim... Negócio seleção brasileira, pô. O bicho é íntegro. Ele é maravilhoso. Um cara verdadeiro e muito querido.

Pela torcida e também pelas pessoas que conhecem pessoalmente. Estou com a saudade dele de tomar um vinho. O Neymar foi lá na festa dele, pô. É, rapaz, ele é foda. Ele foi bater lá, pô. É. Ele é fedido. Amado pelo jogador. Então, a gente falou de seleção. Qual a opinião de vocês da seleção brasileira de futebol? Boa boleta, vou dar um xixi. Cara, eu acho que até... Neymar vai, Neymar não vai, tem que, não tem que. Eu acho que ele vai. Tá. Eu tinha a opinião que não ia, não iria pelos últimos...

últimos jogos, esse jogo agora ele já mostrou mais fisicamente, mas eu tenho opinião agora formada, sabe? Da forma que a seleção joga, cara, se você vai correr esse risco, eu risco ele, entendeu? É verdade. Não adianta você correr o risco, levar jogadores que não são decisivos, os próprios pra você ter ideia, os próprios jogadores pedem pra ele ir. Então, como é que eu não vou levar? Se o jogador não tem a personalidade de e...

Segurar a barra quando ele não tá jogando, leva o cara. Leva ele. Leva, leva. Já tá ruim com ele, pior sem ele, entendeu? E você, Marcelinho? Não, o Neymar é o último remanescente, bola. É o último, né? Ele jogou o fino da bola. Esse cara já era pra ter ganho uma bola de ouro já há bastante tempo. E o Souza foi cirúrgico agora nessa colocação. Por quê?

É a qualidade técnica da seleção brasileira. Ela não tem criatividade, não tem aquele toque diferenciado no meio de campo. Ah, mas, pô, tudo bem, não vai aguentar correr. Cara, mete três ali e vê o tempo que ele vai conseguir jogar. Se é 30, 40 minutos, é um tempo só. Leva o cara, são 26.

Não é mais 23, são 26. Então tem que levar ele. A Ancelotti vai ter aquela conversa com ele. Falar, Neymar, pô, vem cá. Leva ele no quarto e fala, vem cá, ó. Cara, se fosse qualquer outro brasileiro, não ia levar você. Tô trazendo você. Porque você tem que acreditar o quanto que você é diferenciado. Só que o seguinte, me ajuda.

Me ajuda. Me ajuda a te ajudar. Nas entrevistas com os jogadores. Seja humilde. Isso é o sonho dele. E eu levaria. Levaria porque o tempo que ele estiver em campo, ele vai fazer diferente de tudo que esses caras estão tentando fazer e não conseguem. Você levaria o Neymar? Levaria. Levaria pra Copa? Ou levaria o... O Hendrick? Neymar.

No lugar do Hendrick? Porra, Neymar. Sério que você lembra do Neymar? Neymar, Neymar. Do jeito que ele tiver, 70% e 60%. A bola no pé dele. Não, eu também acho que o Neymar é formado. O Hendrick não tá vivendo um momento melhor, não?

O que você acha, Souza? Eu gosto desse menino também, mas eu acho que é uma posição diferente. São posições diferentes, mas assim... Antigamente a gente se dava o luxo, né? A gente foi pra Copa do Mundo de não levar o Romário, mas a gente esquece quem tava. Cara, é só a gente pegar e olhar a seleção de 94. 94 não foi Marcelinho.

Não foi... Neto. Neto 90, né? Neto 90. Não foi Djalminha. Que foi Bismarck, desculpa. Não foi Djalminha. Djalminha...

Então antigamente você se dava o luxo de não levar jogador a quem estava, entendeu? Em 94, o Djalma ainda não tinha estourado, arrebentado, mas tinha jogadores com condição de poder estar realmente... É, 98 ou 2000. Isso, isso. O que eu quero dizer é que esses jogadores não jogaram Copa do Mundo. E era um destaque nos seus clubes, entendeu? O problema hoje é que você só tem um cara talentoso.

Você tem alguns que são referência nos seus clubes, mas quando chegam na seleção, não jogam, entendeu? Só o Estevão que tá... É, só o Estevão. Se eu fosse o Neymar no lugar deles, eu não queria ir.

Eu falava não, não, eu falava não, quero ir. Caralho, mano. Porque assim, como é que você... Todas as vezes que tem as duas Copas do Mundo, quando você olha pro Neymar, você vai falar do Neymar, o que é que você fala dele? Ah, ele ganhou tudo, mas não ganhou a Copa do Mundo. É igual o Zico. Vai ser igual o Zico. Você vai olhar pro Zico e vai lembrar sempre que o brasileiro, ele sempre... Levantes da França. Exatamente. Ele sempre vai ver o lado ruim da situação.

Não vê a quantidade de coisa boa que você fez. Você tem razão. Você olha pra... O Memória é o maior artilheiro da seleção brasileira. Isso, isso.

Você olha pra seleção hoje e vê aquela seleção Eu particularmente, se eu sou ele A paz que eu tô, vou nada Com essa seleção aí Peraí, peraí, peraí, vamos lá E só um detalhezinho, cara E até em relação pro Hendrick Só pra voltar um pouquinho atrás Ele não jogou com o Celote no Real Madrid O Celote não colocou ele Na verdade ele jogou com ninguém Com ninguém Então tem esse agravante Mas ele entrou nesse jogo, ele moeu, né velho No finalzinho É, mas...

É jogo... Cara, eu quero ver se ele... Cara, mas estava o jogo lá... Ele resolveu, ele fez duas jogadas e resolveu o jogo. Eu quero ver, ó. Eu acho ele decisivo, Henrique. Antes de Copa do Mundo... Não é, não é, não é. Mas deixa eu entender, ou vai ele ou vai o Neymar, é isso?

Não dá pra ir os dois. O Estevam também vai. O Estevam também vai. O Estevam, Luiz Henrique, o Danilo do Botafogo ganhou a posição. O quê? Tá jogando o Danilo, né? Demais. Só quero saber. Se ele foi embora agora no meio do ano, acabou a Série B. É o que tá salvando a gente, o Danilo. Mas eu levaria ele. Hoje eu levaria. Se eu fosse ele, eu não queria ir. Mas como ele quer ir, eu levaria. Sobrar tudo pra mim, pô. E aí

Assumir a trolha. O Souza. Você é doido? O Souza. Vai assumir a trolha. É, também tem isso. Mas vamos lá. Vamos tentar esclarecer uma coisa. Eu gosto muito do Neymar. Acho ele um cara extraordinário. Um jogador diferenciado. Cara, um super craque, né? O Neymar é um super craque. Mas, vendo ele jogar hoje...

comparado a outros jogadores, eu tô falando de futebol, não tô falando do nome, não tô falando de bola, eu acho que, pra você ganhar uma Copa do Mundo,

Posso estar errado, mas eu acho que pra mim tem que ser convocado é a fotografia do momento. Eu também concordo plenamente com você. Qual é a fotografia do momento? Quem tá jogando pra caralho e quem não tá? Tem que ir só quem tá jogando. Não, concordo contigo. Eu acho que o Neymar deveria ter ido em 2010 junto com o Ganso. Mas desde lá de trás nunca foi assim, né? É, exatamente. 98 você leva, com todo respeito, você deixa de fora o Clebão e o Antônio Carlos e levou o Gonçalves.

E aí o Zico pede a gente pela direita E bota o Leonardo pela direita E você não caiu outro Em 94 a gente Tá com um dos melhores jogadores do Brasil E levou outros que era do Hanfiger Aí em 2002 Levou outros onde eu voando Djalminha voando Alex Cabeção voando

Levou dois, três que era de Juan Figue e de outros. Você tá entendendo? Que bosta. Tanto que um deles jogando, ele sai e entra o Cleberson que encaixou.

A seleção, que aí liberou mais o Rivaldo. Se você perguntar pra mim, quem tá no momento melhor, eu vou dizer o Hendrick, fisicamente, porque assim, Copa do Mundo, você espera que todo mundo esteja no seu ápice físico. O próprio Memphis, que é o artilheiro também, que vive o mesmo dilema do Neymar, que é o artilheiro, o maior artilheiro da seleção holandesa, o treinador falou pra ele. Olha, precisa melhorar, senão você não vai. Por quê? Porque Copa do... Declarou. Declarou. Como?

É, porque Copa do Mundo, você tem que chegar fisicamente lá em cima. Agora, vamos olhar esses caras na seleção, que tem que ser avaliado. Vinícius Júnior, ele desempenha a mesma coisa que ele desempenha no Real Madrid. E todo mundo falava assim, antigamente, eu não ia se eu fosse o Neymar, justamente por isso. Porque quando ele estava na seleção e o Neymar estava bem, estava jogando, todo mundo falava, mas ele não joga porque na hora que tem que tirar, o treinador sempre tira o Vinícius Júnior, não tira o Neymar.

Agora, tá um treinador que trabalhou com o Vinícius Júnior, deixa o Vinícius Júnior jogar o jogo todo. Era pra ter tirado ele. E não tira. Contra a França. Contra a França, parecia com o Vinícius Júnior que eu tinha jogado bola na vida dele. E o treinador que trabalhou com ele, continua insistindo com ele. Então, assim, você olha pra seleção, quem é que pode...

Tá mal fisicamente, mas pode pegar uma bola e fazer uma jogada. Fazer a diferença. Fazer a diferença. Você vai olhar, Vinícius Júnior não conseguiu fazer isso até agora. Já são vários anos, ele tá indo pra segunda Copa do Mundo. Ele não consegue, a camisa amarela pesa pra ele, né? Aí você vai ver outro, Rafinha. Uma pena.

Rafinha. Rafinha, também. É o cara do Barcelona. Mas na seleção não consegue. Então, se é pra correr o risco... Mas peraí, deixa eu te fazer uma pergunta. Vocês como atletas, desculpa te interromper, já te interrompendo como diria a Ju... Fica tranquilo que eu tô acostumado. É... É só pra valer, pra gente cortar um espaço aqui.

Não é porque o cara no clube, ele joga de um jeito e na seleção joga de outro? Não, não, não. Miguel, pô, Miguel. Isso mudou agora porque assim, se questionava muito treinador de brasileiro com o Vinícius Júnior, porque questionava que tinha que correr pro Neymar. Hoje em dia, quem é o treinador da seleção brasileira? O cara que levou o Vinícius Júnior a ganhar duas Champions, que sabe aonde colocar o Vinícius Júnior e o Vinícius Júnior não continua jogando, não rende.

Então essa teoria acabou, entendeu? Quando veio o Ancelotti, acabou. Se alguém tinha uma dúvida, acabou. Então, por esses fatos, se você vai correr o risco com um cara que não entregou nada em duas Copas do Mundo, eu prefiro... Levar um gênio. Levar um gênio.

Tá indo pra segunda agora. Tá indo pra segunda. Então jogou uma Copa. Casemiro vai pra terceira ou segunda. Que na minha opinião foi injustamente substituído o Tite naquela porra daquele jogo. Ele não era pra ter saído. Exatamente. É exatamente o que eu tô te falando. Caralho, tira o cara. Muita gente questionou. Mas o Vinícius Júnior e Copa do Mundo tem o mesmo número de gol que nós quatro temos.

Só que tem um problema. Nós jogamos, entendeu? Ele jogou. Ele tem zero gol de Copa. Zero gol de Copa. Aí é ruim, né? Se eu vou correr o risco, eu vou. Souza, ia ter um detalhezinho aqui. Se fizer uma comparação.

A Argentina perde o primeiro jogo contra a Arábia Saudita. Verdade. E aí, tudo bem, o Messi não machucou o joelho, não machucou as costas, aquelas pontas ali que o Neymar teve. Só que o Scaloni, ele tirou seis do time. Tirou seis. E ele bota ali, bota ali dando karatê no meio de campo. Botou Macalhes, Depou, aí um outro ali. Julio Alves. Três ali, ó. E o outro correndo e o Messi solto. Resolveu, irmão.

Foram campeões. Campeão. O pior de tudo é que na geração do Neymar, a melhor geração, já passou, entendeu? A gente já passou, a gente já perdeu o Thiago Silva, o Marquinhos tá indo pra segunda Copa do Mundo, mas a gente tinha um lateral direito do Daniel Alves, lateral esquerdo tinha o Marcelo.

Era Casimiro, de volante Mas Casimiro vai pra Copa Vai pra Copa, era Mas tá levando um cara Hoje que tá indo pra terceira Copa do Mundo Tu viu a arrancadazinha que o MAP deu ali Lateral direito O Ancelotti tá levando O Danilo E o Edemilitão que a gente vai fazer ali Estamos botando um zagueiro que a gente não tem Improvisando Lateral esquerdo, se a gente for falar, tem gente que tá pedindo juba

Que joga no Bahia. Caralho. Porque se você... Porque a gente não tem lateral esquerdo. Nenhum dos dois. Então essa geração boa vai ter que mudar o jeito de jogar. Ele vai botar o Militão ali, o Danilo ali parado, com o Maquinho e o Gabriel Magalhães. 2014.

Qual é a nossa zaga? Marquinhos, qual é o meio ali? Quem vai ser o volantão? O volante é Casimiro e Bruno Guimarães. Tá. Eu ainda olharia pro Danilo ainda do Botafogo. Mas vai jogar o Bruno Guimarães. O Bruno Guimarães joga pra caramba. Só se ele tá numa lesão, tá muito tempo parado agora, só se ele volta mal. Mas é bom jogador. É, mas 2014 na Copa daqui, vocês precisam lembrar de uma coisa. Com aquela seleção que a gente tinha, a gente tomou 7. 7. Mas não era uma grande seleção.

Não, a geração era. Sócio Neymar. Não era. Era. Qual era? Marcelo, Real Madrid. Tá. Manuel Alves, Marquinhos, Thiago Silva. Só o nego de trás. Ataque. Oscar. Porra, para. Para. A gente é zico, velho. Sócrates, Marcelinho. É isso que eu tava falando. Acabou, acabou. Esquece.

O Fred. Desculpa. É que não dá pra comparar, meu. Com todo respeito. O Fred. O Tite quando bota o Fred. O Souza jogou mais que o Fred. Não é porque ele tá aqui, não. O Souza jogou mais que o Fred. Eu joguei mais. Um Cone jogou mais que o Fred, meu. Não, não é o Fred centroavante, não. O Fred meio. Eu tô falando desse aí. Eu tava falando desse. Ele jogou igual um Cone. Que no Brasil, nos últimos, quando ele jogava...

Astileiro, campeonato brasileiro. O cara levou aquele anãozinho lá, como é que é o nome? Que estava no segundo tempo, lá na esquerda. Ah, o Bernardo. O Bernardo, tá de sacanagem. Copa do Brasil com o Bernardo. Desculpa, cara. Como é que é tomar no cu? Não tinha time. E não tem agora, a gente tá falando de uma geração que tinha. Não, mas agora sim, na minha opinião. Na minha opinião. De goleiro, de goleiro. Peraí, na minha opinião.

O nosso time hoje, em relação à qualidade dos jogadores, é melhor que 2014. Eu acho que não. Não, eu acho que não. Não, em qualidade. Você está pensando nos Henrique e nos Estevam que não são titulares. Você vai ver o time titular, você vai passar mal. É.

Tá, mas eu acho que assim, pelo menos o ataque nosso é melhor. Nós temos jogadores mais brilhantes. Se colocar Estevam, Vini Júnior, Hendrik... Não, Vini Júnior. Mas Henrique Júnior e Henrique. Luiz Henrique do Botafogo. Vamos pra caceta. Que era do Botafogo. Que tá na Rússia. Esse tem que jogar pela direita, irmão. Esse é jogador de seleção. Então, mas... E jogou bem no jogo. E o Danilo, olha o... Tá faltando mais alguém aí. Nós temos grandes jogadores de ataque.

Esse é o problema. Você lembra do 86? Você lembra do 86? Claro que eu lembro. Que o Zico tava no banco, o Silas jogava. Aí o Silas saía e entrava o Zico. E o Zico deu aquele passo até pro Branco. Sofreu o pênalti. Sim. Poderia armar isso aí com o Neymar ali, ó. É. É, o Neymar enfia a bola pra caralho, né? É. Ele é foda. Só que assim, ele precisa se ajudar também, né? É. Ele não tem jogado bem. Eu tenho assistido os jogos do Neymar.

O cara, como treinador, o Jorge Jesus, que é o cara que encantou o Brasil aí. O último treinador.

antes do Abel, que encantou o Brasil, foi o Jorge Jesus. O cara falar que não tá conseguindo colocá-lo na mesma situação fisicamente dos outros atletas do... A gente tá falando de um campeonato lá, com todo respeito ao Campeonato Saudita, que os caras às vezes têm duas profissões, pô.

os cara é guarda, é policial e vai jogar um jornal exatamente mas como é que o Neymar tá agora? ele tá se cuidando fisicamente, você sabe? qual a informação que vocês têm? ele tá se dedicando? o último jogo dele foi a grande notícia, né? só que assim, a gente precisa ver o porquê dizem que foi o melhor jogo fisicamente dele agora precisa entender que ele tava 10 dias sem jogar

Os dois jogos que o Santos fez contra o Flamengo no Rio, ele ficou suspenso, porque ele tomou o terceiro cartão, e a viagem do Santos para poder jogar na altitude, ele não foi. Então, a tendência é que ele... Descansadinho. Descansado, entendeu? Hoje ele já vai fazer o segundo jogo consecutivo. Hoje ele vai jogar? Ele joga hoje. Joga hoje. Contra quem?

É contra... Jogou domingo, aí segunda e terça. É jogar hoje. Mas é contra um time... Não, não é mesmo assim, bate os 48 horas... É, vamos ver hoje, né, fisicamente, né. É um time fraco, tecnicamente, que vai afrentar hoje. E vai jogar aqui? Vai jogar aqui. Porque dizem... Na vila. É. Dizem, as mais línguas aí, que ele só vai jogar em casa, na vila. O pau que rola nas redes. Ah, não vai jogar fora. Não vai jogar fora. Que é o que tem acontecido, entendeu? O pau é que rola nas redes, é isso?

Vamos pôr o telefone, gordinho? Vamos lá, irmão. Tá, vamos ver a galera falar com meu querido amigo Marcelinho. Eu adoro, eu adoro. Souzão, meu vizinho. Souzão, meu vizinho. O rei do futebol e do Morumbi. É, irmão. Alô. O homem não para. Alô. Alô. Fale, Gabriel. E aí, beleza? Beleza, e você, irmão? Obrigado, irmão. Só tem o bolo aqui, irmão? Quer uma pegadinha do Rabinho? Não, eu vou...

O que você manda, irmão? Vou fazer uma pergunta pro Marcelinho Carioca. Deixa eu ligar a TV aqui. Tá no programa aqui. Faça. Qual o nome dele? Qual é o teu nome? Tá falando da onde, velho? Tá falando da onde? Gabriel. Da onde, Gabriel? Piracicaba. Piracicaba. Show! Vamos lá, Gabriel. Manda aí. Marcelinho. Bom, você já disse que veio pro Corinthians sem contra gosto, né?

E se tornou um dos maiores ídolos da história do clube. Rapitaram. Não pagou a conta. Sumiu do nada. O cara ia fazer uma pergunta boa. Tá reconectando. Os caras que me sequestraram pegaram eles. O cara ia fazer uma pergunta legal. Paga a conta, Gabriel, seu bosta.

Voltou ou não? Desconectou, bota outro aí. Porra, sacanagem, bicho. Porra, que triste agora. Porra, Gabriel, não fode. Alô. Achei que o cara ia mandar uma pergunta. Falei, ele vai mandar uma boa pergunta. É outro Gabriel agora, caiu também. Caiu também? Aí eu falei, vai mandar uma pergunta legal? Falei, porra, beleza, né? Ele foi desligado a televisão e desligou o Molder. Desligou, é? É, eu acho que ele desligou. A besta. Desligou o Molder.

Acho que ele fez isso mesmo. Ele fez isso, Souza. Nada aí? Alô? Quem tá falando? Alô? Alô? Gabriel aqui, pessoal, beleza? Da onde? Da onde, Gabriel? São Paulo. São Paulo, capital. O que você manda, irmão? Ah, queria perguntar aí pro Marcelinho e pro Souza. Qual a escalação ideal pra eles pra seleção? Porque eu tava escutando vocês falarem aqui sobre o Neymar e tudo.

Mas quem eles escalariam assim de goleiro até os atacantes? Bora. Seleção do Marcelinho e seleção do Souza. Vá lá, Souza. A minha seleção no gol. Cara, goleiro tá difícil hoje, tá? Goleiro, desculpa, goleiro pequeno da seleção. Acho que é um goleiro baixinho. Aquele lá baixinho. Como é que pode botar um goleiro baixo? O goleiro tem que ser alto. Mas cadê o bonitão? Acho que ele não volta não, né? Tá machucado, tá machucado. O Alisson tá machucado.

Hoje eu levaria o Hugo, cara. Sim. Hugo Souza. Hugo do Corinthians. Hugo do Corinthians. Lateral direito eu ia de Militão. A zaga, Marquinhos e Gabriel Magalhães. Lateral esquerdo eu fechava o olho, botava o do Flamengo. Alexandre. Alexandre. Os dois volantes, Casemiro e Bruno Guimarães. Aí eu ia de Neymar. Titular? É. Neymar.

Vini Júnior, Estevam e Rafinha. Nossa, tem... Marcelinho. Eu iria de Hugo, porque o Alisson já tem... O goleiro do Corinthians. Hugo. Eu iria também de Militão, Marquinhos, Gabriel Magalhães e... o Alexandre, que é mais experiente, que jogou até na Juventus. Aí eu coloco ali no meio de campo.

Casemiro, Bruno Guimarães e Danilo e deixaria o Neymar solto, colocaria Luiz Henrique e Estevam na frente. Caralho, que ataque é esse?

Mas, vem cá, Timarço, hein? É, Timarço, mas... O Neymar vai cansar, vai... Não falta um cara de uma força nesse ataque, não? É, mas o Luiz Henrique, amigo. Luiz Henrique e Estevam soltinho. Nós temos três marcando. Mas os dois não jogam pro lado direito? A gente é a única... Eu gosto na esquerda. Então, mas o Luiz Henrique e o Estevam não jogam meio que pela direita ou eu tô equivocado? Não, joga, mas joga o outro do outro lado também.

Mas quem que vai jogar na esquerda? Pode ser o Estevam também. Ele joga pela esquerda? Mas tem que jogar, mas ele não quer jogar só de um lado.

Não, não, mas é... Não, eu sei, mas eu não consigo entender isso. Era bom ter um cara característico de cada lado, né? Não sei. Quem que joga no lado esquerdo? É o Vini Júnior. Não resolve nada. Hã? Não resolve. É igual a dançar com o irmão. É. É? Dançar com o irmão. Vini Júnior. Você não coloca o Vini Júnior no titular? Não. Na seleção, não tem como, né? É dançar que a irmã é boa pra caralho. Mas eu decoloco o quê? Eu fui bonzinho com ele porque ele tá...

É, mas eu acho que arriscaria, daria essa segunda oportunidade, Luiz Henrique na direita, ele na esquerda. O Estevão tá voando, como é que você faz? Ah, eu levaria o Hendrick e deixaria o Hendrick no banco aí. Não, tudo bem, pode ficar no banco. São 26. É um bom ataque, hein? É. Vamos lá, tem mais telefone aí, Boleta? Paulo, tá na escuta, Paulo.

Paulo, alô Paulo, alô Paulo, cara, obrigado Paulo não fala, filha da puta é o corno do Paulo falou, vamos lá, tem mais aí tem um pouquinho, mas pode atender telefone, é importante também você pode acessar nossa plataforma link aí, onde tá o chat você pode acessar nossa plataforma, pode mandar áudio por superchat pode falar por superchat, pode ligar aqui pra gente, é importante são dois grandes coisas

Dois grandes atletas. Alô! Abre três aí. Alô, quem que tá aí? Não tem ninguém, Bola? Não é possível. Não conecta e o nego não fala, bicho. É? Eu sou o Matar. Alô! Fala, camboa de miserento. Fala. Alô, quem fala? Vamos ver se aparece alguém aí, Bola, na nossa plataforma do Ticara. Aí, entrou. Alô? Alô? Quem é?

Então, Matheus... Fale, Matheus, fala de onde, irmão? Rapaz, eu sou aqui de Volta Redonda. Volta Redonda. Cidade do Aço. Aqui o Aço como mesmo. Você já levou um Aço, irmão? Não, não. Rapaz, eu queria levar a cara de Magela. Eu tô a cara de quem? Magela.

cara do Magela. Puta que pariu. Eu tô só porque eu fiz ontem, eu fui na dermatologista, me fudir. O que você manda, Matheus? Tô todo machucado. Eu tenho acompanhado o Marcelinho no canal. Eu tenho acompanhado o Marcelinho no canal. O Marcelinho do Cossiello.

Eu vi lá que ele mandou uma presidência lá, e ele já viu o passageiro de sistema. É uma ligação de bosta também. É, volta redonda a internet. Você tá no presídio, né, irmão? Tá. Puta, que ligação de merda, meu. Tá horrível a ligação, você tá falando um celular da Ericsson, aqueles Nokia ainda, sei lá. Fala aí, meu mano, vai lá. Vai, manda de novo, Matheus, vai. Eu disse que eu tenho acompanhado o Carmel.

Júlio Cossier. Vi que o Marcelinho foi lá, fez um vídeo de pergunta e está cortado para desafiar o Júlio Ceni. Tá uma merda isso aí. Vai tomar no seu olho do seu rabo. Internet de porra. 56 KBPS. O cara usa IG discado, caralho. Ele foi com o Cielo. Olha a diferença. Fala aí, quem é? Fernando de Porto Alegre. Marmaridade, Tchê!

E aí, Gaúcho, beleza? O que você manda, Fernandão? Tá, olha só o que eu quero saber aí do Souza e do Marcelinho. Por que hoje em dia a régua pra ser craque é tão baixa? Por exemplo, antigamente tu falava craque, Marcelinho, bate falta. Craque, Souza, bate falta. Hoje em dia, craque é Rafinha e Vini Júnior. Tu não sabe a especialidade deles. Por que tá assim hoje em dia?

Primeiro, pra você usar a palavra craque, você tem que ser no nível ali de Zico, Ronaldo. É, jogadores Romário, jogadores Ronaldinho, jogadores diferenciados. Hoje eu coloco, tipo assim, um jogador muito bom jogador. Eu não coloco classifico como craque porque o talento ele tá escasso. Agora, o Neymar, ele vai ser eternamente craque.

É, esse é o meu pensamento. E você, Souza? Pra mim, eu acho que o nível do futebol brasileiro caiu bastante, né? A gente foi copiar muita coisa lá fora e esquecemos de fazer aquilo que a gente fazia de melhor, né? Que era revelar craques. O jogador que vai daqui pra lá agora tem que ir pra passar no Real B, no C, no D, pra poder aprender o que a gente ensinava aqui, que era um contra um. Ele já vai com 18 anos, né? É, hoje o cara tá... E aí

Tá pegando na maternidade. Então. Nasceu, é homem e já contrata. Então o nível do futebol brasileiro caiu. Caiu bastante. Marcelinho, por que que... Há quanto tempo eu não vejo um... Acho que o último grande cobrador de falta do futebol brasileiro foi o Rogério Senne.

Por que que não temos mais? É o Marcos Assunção. Foi um grande batedor de falta, mas não foi igual ao Rogério Senna. Eu acho que fez cento e tantos gols de falta. Por que que o jogador de hoje em dia não, cara, é um recurso tão importante? Na época tinha Dinamite, Zico, Éder, Zenon, Dicá, você, Neto. Pô, a gente tinha exímios de cobradores de falta. Roberto Carlos, desde Covid.

Por que que não tem? Eu não vejo mais grandes cobradores de falta no futebol hoje, cara. Hoje em dia, pelo que a gente fica sabendo, o fisiologista, ele chega pro treinador e fala que tem que ser o controle de carga, né, Souza? O controle de carga.

E aí bota ele pra fazer uns treinamentos que não tem nada a ver. Pô, se o cara não aprendeu a chutar já no profissional, não vai, tipo assim, o Roberto perdeu aquele gol. Vai chegar no outro dia, tiver dois dias, três dias de folga, vai falar pra ele, ó, conduz assim pra dentro, faz isso, aquilo, outro. Agora, uma bola parada decide.

decide. Fazer o cara treinar, a repetição te leva à perfeição. Não tem ninguém ali orientando, falar assim, o juiz apitou, espera os seis segundos, vê o posicionamento do goleiro, a distância da barreira, a barreira sempre vai andar. Em vez de você treinar com nove metros e quinte, 11 passos do ar, treina com oito metros, com sete metros. Eu, se eu sou treinador... É o que você falou, o Zico chega a duas horas e meia antes. Eu, se eu sou treinador, eu, se eu sou treinador do futebol brasileiro, hoje, eu chegava e falava assim, Marcelinho, vou te contratar.

Você vai fazer uma varredura aí. Já vai fazer isso. Um batedor de falta. Eu quero dois, três batedores de falta em posições diferentes. Eu quero que você me dê esses três nomes. E eu quero contratar esses caras. E assim que contratar esses caras, você vai treinar esses caras pra isso. Todo dia de treino, vai ter duas horas depois.

ou até antes ou depois, enfim tem na semana livre Marcelinho, você resolve pra mim eu preciso de 2, 3 batedores no time bons pra caralho, prontos pra bater falta dessas posições, você vai dizer quais são as posições e é isso aí eu vou pegar o Mateuzinho e córner também, córner também escanteio que é a tua especialidade

a falta, se ia bater falta, era pênalti. Não tem isso, cara. É uma vergonha, cara. Hoje o Otero, que joga no Cristi... Cristiúma. Viu o gol de onde ele fez? Gol de longa distância. Hoje o cara não vira uma bola da direita pra esquerda. Hoje não existe mais isso. Os caras estão tipo assim, eu jogo pra você, você que se vira, que eu já fiz a minha parte.

Então o jogo vai ser burocrático. Tá. Mecanizado. Vamos pro superchat, Boleta? Vamos lá, irmão. Mas você não acha que falta mesmo? Não tem. Falta, falta. Quem que bate falta hoje no Brasil? Não tem. Neymar, vai. Como é que você vai pegar um cara... Com todo respeito, sabe? Eu acho que é importante. É um complemento ao outro, sabe? O cara do estudo e o cara da prática. Você tem que ter os dois, mas o cara da prática sempre vai levar um pouco de vantagem, entendeu? Então você precisa ter o cara. Pô, se eu tenho um Marcelinho...

Pô, se o Corinthians tem o Marcelinho, o cara é o maior cobrador de falta da história do futebol mundial, né? Não tô falando do Brasil. Pega o cara aqui, vem cá. Olha só, Marcelinho, eu preciso que você dê uma aula, uma clínica pra essa galera aqui. Agora falando aqui de boa, se tem hoje igual aquela falta que o Léo Pereira bateu contra a França. Porra, sem sacanagem, na idade que a gente tá hoje, irmão, a falta próxima da área...

É gol. O quê? Ela não vai bater na barreira, irmão. Você tem que acertar pelo menos o goleiro, entendeu? Porra.

Aí não, o cara saindo na barreira, o outro vai lá na lua. É o peso da bola, o pergaduro do corpo, pede apoio. Então, na minha opinião, falta treinar esse recurso. Eu lembro de estar ouvindo na Rádio Globo do meu querido José Carlos Araújo. José Carlos Araújo, voltei.

Roberto Dinamite Era gol Caralho, era pênalti Não era dizer que era gol, mas era pênalti Falar assim, caralho, pênalti Roberto Dinamite era pênalti Falta perigosa na área Roberto Dinamite vai pra cobrança Jorge Mendonça do Botafogo O Mendonça era maravilhoso Eu sou botafoguense

Graças ao Mendonça. Eu ia ver o Mendonça jogar no Caio Martins, caralho. Meu pai falava do Jorge. É, o Mendonça era foda. Mas porra, não tem... Há muito tempo eu não vejo de futebol do mundo, tá? Sim. Não é uma coisa do futebol brasileiro, é uma coisa...

Tem um cara que joga no Liverpool hoje. Fez o gol agora. Sob os lá, esse cara bate bem pra caramba na bola. Fez o gol assim de alavada. Sim, mas antigamente era uma porrada. Era um puta recurso, hoje em dia não usam. Porque as defesas estão cada vez mais... Um jogo mais fechado.

A falta. Tá 0x0, jogo fechado, porra, uma faltinha. E não é só próximo da área. As faltas laterais se direcionam direto pro gol, ou os caras tão fazendo arco, bola super homem, pro alto e avante, pro goleiro botar ali. Hoje é mais, vou chutar baixo, tá? Mais de 70% dos jogos estão decidindo em bola parada. Mas, é só você olhar o Palmeiras. Palmeiras, a maioria, quem é o maior garçom do Palmeiras hoje? O Andrés Pereira.

Bate bem na bola, tem bolso cabeceador. Então, você precisa... Pô, na época do São Paulo, a gente era igual Palmeiras. A gente era 1x0 com o Muricy, mas a gente treinava pra caramba esse canteio. Bola parada da gente era absurdo. Treinava, né? Treinava pra caraca, velho. Então. Vamos lá. Vamos pro Superchat aqui. Vamos lá. Abriu o Superchat. Abrimos o Superchat. Mas não, entrou o áudio aí, meu querido? O que que ouve aí, meu querido Zacarias?

Ué, por quê? Que loucura. Mais um aqui, vamos lá. Liguei, cliquei aqui, ó. Agora foi. Lele Curtinha enviou uma mensagem. Um louco recebeu uma carta em branco no hospício, e aí ele falou do meu irmão, do meu irmão. Aí os outros loucos falaram, mas como você sabe que é do seu irmão? Essa carta tá em branco? É que nós estamos sem se falar.

Por que você perde tempo mandando uma bosta dessa, mano? Vai dormir, seu corno. Cara, é verdade que você vai fazer essa piada. Cara, manda uma bosta dessa, bicho. Para se foder, meu. Dom Xochit Meiuco enviou uma mensagem. Excelente programa, cara. Está em bolita. Excelente. Parabéns aí, Marcelinho Carioca. Campeão Libertadores. Mas está aí um...

João Fenas, Mundo Gerais, abraço. Obrigado. Excelente semana. Valeu, Doug. Obrigado, irmão. Valeu, Doug. Você que era o Tazã. Ah, parecia mesmo. O cara foi campeão do mundo com o São Paulo. Ah, bobagem. Hã? Besteira. Aí, o cara já tá mandando eu calar a boca aqui, ó. PHX enviou uma mensagem. Cala a boca, carioca. Você não é da bola, só escuta.

Eu falo o que eu quiser, irmão. Vai cagar, vai me dar bola. Vai cagar no mato, hein? Marius Lusa enviou uma mensagem. Tem jogador mais decisivo que o Neymar na seleção. Ele é o maior artilheiro da história da seleção, com 79 gols oficiais. Superou Pelé 77 gols. Somente por gratidão deveria levar ele para a Copa.

Não, gratidão também não força. Gratidão não, pô. Gratidão não traz o caneco, né, bola? Mas ele é bom pra caralho, Neymar. Acho maior falta de respeito quando o cara fala assim, eu vou levar o Hugo por causa dos pênaltis, pô, pô, como se o cara fosse goleiro só de pênaltis. É, verdade. Vai ter período de ser troca com ele. É, troca o goleiro, pô. É, gratidão leva a porra, leva o zico. É, pô. Gratidão leva o papa, cara. Matheus Fernandes enviou uma mensagem.

Saudações corintianas direto de Boston. Corinthians tem que virar SAF hoje ou amanhã. SAF ficaria com Arena ICT? O que você acha, Marcelinho? Cara, SAF os caras não vão deixar, cara. Com o Coluio que tá ali, os caras não vão deixar nunca. Mas seria... Uma boa jogada? Uma boa jogada pra botar a casa em ordem. Ou chegar e ligar pro Bandeira de Melo e falar, vem cá ajudar nós.

Entendi. É isso aí. Vamos nessa, gordinho. Se fosse algo imediato, eu acho que a SAF seria... Um bom negócio. Olha, pro Botafogo não tá sendo. Puta merda. Pro Vasco também não foi. Você falou que tá na notícia que tá vendendo isso? Não, foi o seguinte. A Holding, que é a dona, a Eagle, né? Eu acho que o cara deixou um rombo. Tanto do time da França, da Bélgica e o Botafogo.

A Holding, que é dona, e afastou o Texton, mas o Texton tá no Botafogo por uma questão de eliminar a justiça, tá uma zona. Chegou no jornal do Financial Times e falou, ó, estão à venda isso aqui. O Leon, Botafogo, podem fazer ofertas. Quem quiser comprar. Quem quiser comprar está à venda. Que isso? Você não sabia disso? Não sabia também. Saiu no jornal britânico ontem. Botafogo está à venda. Porra, que isso?

O dono, né? O dono da SAF. Tem lá o time da União. Não quer mais saber. O Botafogo e o time da Bélgica, que eu não sei o nome. Colocou à venda. É o Tolentinho o nome. Sei lá o nome. Tolentinho. Toletinho. E aí botou o Botafogo à venda. Então, aí o Texo disse que isso é uma coisa normal dentro do futebol. Normal, é? Normal? É, porque como é um processo judicial, o cara faz um negócio desse só pra dizer que, entendeu? No jornal pra poder... Mas se ele vender.

Cara, se vender, tomara que tenha um bom comprador. Você não compra, carinho. Porra. É, dá um lance, pô. Como diria um amigo meu, o presuntinho, tá custando a Mariola uma carteira de Carlton, cara. Então vambora, caralho.

Mas porra, vamos torcer pra que resolva, porque o Botafogo, pô, foi tão legal esse começo da SAF e infelizmente... Tão legal? Você tá brincando? Foi legal pra caralho. Sim, o cara em 3 anos o cara fez, mas também gastou os tubos e não... Gastou tudo. Não, mas na minha opinião, aparentemente a gestão que ele fez não parece que deixou um rombo, porque...

valorizou, o time ganhou muito dinheiro e vendeu caro pra caralho. Os caras, cansou de pegar um monte de jogador de graça, tipo goleiro, pegou aquele, o zagueirão lá, como é que é o nome dele? O A, o A, o Jogal, o Alisson, como é que é o nome dele, caralho? Fugiu. O A, o A. E Alisson, não, é...

Adrielson. Adrielson. Adrielson. Pegou praticamente barato e vendeu o cara pra caralho. Mas Adrielson jogou muito. Vai esfoder. Mas o nome é foda, né? É, o Adrielson. Então, assim, o Botafogo... O pai judiou. Porra, o cara fez, levantou, investiu e pegou o dinheiro de volta. Mas porra...

Que merda, cara. Situação desagradável. Esperamos que resolva o mais rápido possível. Venda bem. Não, que venda ou que o Texo assuma. Enfim, que resolva esse impasse da Eagle e o Texo. É isso? É essa informação, Souza? É, Isaac tomou. Falei merda aqui ou não? Se falou, vai ficar falado nós dois. E pau no cu também. Mas enfim. É porque se o Botafogo não resolver isso aí, pra mim é Série B, tá?

Série B. Eu já entrei esse ano já com esse pensamento. O coração já preparou. É, não, já nem é porque quando um time, pô, você joga futebol, você vê o Flamengo que você jogou, você é feliz, lá o cara manda você embora porque precisa do dinheiro. Quando você entra uma temporada em que o dono do clube tá afastado pela dona da SAF e o cara entra com uma liminar, a juíza fala que ele tem que ficar.

já é indício de merda, né? É o caso do Corinthians, que tem uma torcida gigante, segundo uma torcida do Brasil, e vive com problemas internos. E aí, esses problemas internos acabam refletindo no atleta e na coletividade, no retorno do futebol. Vamos nessa, Gordinho? Amanhã.

Ó, vocês estão lá no... Quebrada.fc. Agora. Boa. Pode mandar um aluno aqui? Bebe, bebe. Eu quero mandar um beijo geral pra Brasília, porque eu fui tratado com muita honraria, com muito respeito. Sabe, mandar um beijo pra toda a galera de Ceilândia, Samambaia, Taguatinga, de São Sebastião. Fui no samba da Tia Zélia, que é maravilhosa. Ah, falando em samba, como é que tá lá os ingressos, o Ticketmaster?

E aí mandar um alô também pra galera da subsede da Gaviões da Fiel. Dá o carinho por todo o povo de Brasília aí com a gente. Obrigado, tá, gente? E esse final de semana nós estaremos de novo aí. Eu, Marcelinho, se eu sou você, abre uma bilheteria. Ele já abriu já.

A tiqueteira? Marcelinho.com Vamos sair daqui, vamos pro quebrada.fc 1730 e depois nós quatro vamos entregar os ingressos. Não, não. Vamos, pô. Só um sequestrinho rapidinho. Vai ter que ir de meca, amigo. Não, mas blindada. É. Mas rapidinho, vamos. Eu já abriria a tiqueteira do Marcelinho. Pegue só por ser a VIP com o Marcelinho Carioca. Você é muñeque, você é chafado. Vai estar escrito na...

Você é bom, joão. Você é moleque. E sabe qual é o slogan? Venha ter uma experiência incrível. Amanhã, cara. É o VIP Cativeiro. Caralho, VIP Cativeiro. O VIP Cativeiro. Puta que pariu, bicho. Camarote não cativeiro.

Marcelinho Carioca e Souza hoje aqui no Ticaracatecast. Sensacional. Cara, eu adoro vocês. Obrigado, Carioca. Obrigado e coragem também. Souza, meu vizinho querido. Sou fã de sensação demais. Um cara exemplar no futebol. Obrigado, meu irmão. Um futebol fino, velho. Você tem um futebol lindo, que eu sou fã pra caramba. Eu tinha raiva porque você ia jogar, falava, caralho, então você não conta, filha da puta, jogava pra caralho. Marcelinho é outro, mas porra.

Perdeu aquele pênalti também, né? Pô, aquele foi foda. Vamos relembrar o Romão Mediador. Palmeiras? Claro, o Macão Brilhante. Macão Brilhante. A alegria da minha vida. Macão maravilhoso. E a maior tristeza da vida dele. É, acredito. Imagina. A maior aprendizagem do Macão.

O Macão é brilhante, cara. Não, não, e aquele ali, cara. Ali ele foi merecedor. Ele saiu dois dias antes, mas ele foi merecedor. Puta torcida. Mas o detalhe não é você bater o pênalti. Quando você sai do meio até lá. Eu vou mudar, vou rolar. E atrás do gol tava o praça dele assim, ó. É foda, velho. Praça dele assim, ó. Não pula, não pula que ele vai rolar.

E eu olhando aqui, porri ele. Aí eu, se eu jogo também rolando, ele vai lá pra Tóquio. Mas também se ele pega no meio como o Dida pegou do pato, eu tava no Bangu 1. Tava. Preso no Bangu. Tava mesmo. Mas Macão mereceu. É foda, né? Foda? Deve ser horrível esse momento, né? Não, não, tranquilo. Tranquilo.

tranquilo, meu filhinho de seis anos entrou no vestiário e falou, papai, o carro tá balançando eu falei, filho, não sei nada aí você perde o pênalti, o Dinei chega com ele e fala assim, não esquenta você é o maior jogador da história do Corinthians e tal, vamos pê-lo, não esquenta o caralho olha a merda que ele fez, quando ele tomar no cu

O Indy acertou O Edu acertou, larga ele de nele Vai sim, puto É foda, deve ser muito difícil Mas é maravilhoso Maravilhoso Maravilhoso depois O Silvão A mão dele desse tamanho Ele fazia assim

Se você mudar, eu vou pegar igual, hein? Passava a agulha. Caralho, velho. É o Edilson, como é que você tá? Eu falei, é... Tranquilão, né? Eu tô bem, tá bem. Porra nenhuma aqui, ó. Cara, toquei no canto, ele vai, a bola passa por debaixo, sai o pulso, é uma geladeira. Amanhã às 14h. Não imagina, todo mundo bota. Não. Vai lá e você pede. Eu nunca me esqueci, eu tava num motel, velho. Você pede. Você tava onde? Tava metendo? Não, não tava, porque eu não meti, porque eu tava vendo. Vocês vão chegar atrás dessa porra, velho. Tá vendo o jogo amanhã, quem vem.

Amanhã teremos aqui... Sócrates e Maradona. Amanhã teremos aqui Fernando Miranda. Fantasma. Nós vamos falar sobre empreendedorismo. Ele é um professor de marketing, um cara que sabe a carreira de tudo que está acontecendo no mundo. Sobre os grandes empreendedores, dos grandes negócios da história, do capitalismo amanhã. Sou muito fã dele. Legal. Na internet, Fernando Miranda aqui, dando uma aula de empreendedorismo e contando a trajetória de vários gigantes.

dos negócios, tá certo? Até amanhã, beijo. E quinta-feira teremos Léo Picardias, Ana Maria Brisa e Dudu Cagado aqui. Nossa, senhor maravilhoso. Obrigado pelo carinho de vocês. Você manda um beijo pro canal e os meninos do Podpá. Tamo junto. Até a próxima. Até amanhã, gente. Valeu. Valeu, bolinha. Obrigado, irmão.

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