Episódios de TICARACATICAST

EP 743 - AUTOMOBILISMO E FÓRMULA 1 - LUCIANO BURTI

08 de abril de 20262h17min
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Luciano Burti é ex-piloto de Fórmula 1, com passagens por Jaguar Racing e Prost Grand Prix. Após sua carreira nas pistas, brilhou na Stock Car Brasil e hoje é referência como comentarista, levando análise técnica e didática ao público brasileiro.

Participantes neste episódio3
B

Bola

HostHumorista
M

Marcos Carica

Co-hostHumorista
L

Luciano Burti

ConvidadoEx-piloto de Fórmula 1 e comentarista
Assuntos4
  • Fórmula 1 e motorsportLuciano Burti · Mudanças na Fórmula 1 · Carros elétricos · Regulamento da Fórmula 1 · Verstappen · Hamilton · Ferrari · McLaren · Stock Car Brasil · Porsche
  • Experiências de CorridaAcidente de Luciano Burti · Memórias de corrida
  • Tecnologia AutomotivaDireção hidráulica · V10 · Desempenho de carros
  • Cultura AutomotivaFestas de GP · Fórmula 1 e entretenimento
Transcrição368 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

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Salve, salve! Hello, cambada, tudo bem com vocês? Marquinhos, queza. Espero que sim, tudo bem, carinho? Tá nervoso, gordinho? Eu estou um pouco. O furiquito na mão? O furiquito já passou da mão, já.

É isso aí, hoje a gente estreia a Homorfobia. Teatro Sabesp Frey Caneca, às 20 horas. Sabesp Frey Caneca. E eu fiquei sabendo que está quase sold out, falta acho que pouquíssimos. É mesmo, então todas as quartas hoje tem, todas as quartas de abril, Homorfobia. Até dia 29. Meu Deus do céu, meu Deus do céu. Bom, enfim, vamos para cima.

Eu não quero nem ver o que vai dar. Eu, Carioca e Vitor Sapa. Pague pra entrar e reze pra sair. Então vai ser muito bacana hoje, esperando vocês a partir das oito da noite no Teatro Sabesp Frey Caneca, tá bom? A de adquira seu ingresso, por favor. Exato, gordinho. Uhu.com. E eu estarei... Sexta-feira. Sexta agora em São Sebastião. Boa, lá é muito legal. No Festival Ha Ha Ha. Tá aí minha agenda. Depois em Floripa, Joinville, Itajaí. Aquele bate e volta amigo.

De caranga? Ah, tranquilo, né? O estado tá boa agora. É, São Sebastião, tranquilo, faço bate-volta. Sexta-feira estaria aí no Festival Rá Rá Rá, são vários artistas. Ah, que legal. Vai ter Maurício Meirelles, vai ter L. Delapenha. Puta, que legal, velho. Vai ter uma galera, uma enxurrada. Vai encontrar um monte de gente bacana. É, vai ter um festival. Rabin vai estar também nesse festival. Pô, Rabinzão é gênio. Então, eu vou ter o meu show, mas é cada um fazendo um show o dia inteiro. Então, tipo... Tá.

O Festival Rá Rá Rá em São Sebastião. Você tem mais ou menos o horário do teu? Eu acho que é sexta-feira, 10 da noite. Vou entrar tarde, vou chegar em casa às duas da manhã, pelo que eu tô vendo, ou mais. Tá bom? Beleza, Carica. É isso aí, gordinho. Aproveita e embala o curta, compartilha, inscreva-se no nosso humilde canal, por favor, ative o sininho, dê o like, chocolate, ajuda a gente neste canal e no canal de Cortes, oficial do Tica. Exato. Que mais temos? Quer telefonar?

Não, eu quero isso, a plataforma. Plataforma. Temos agora uma plataforma exclusiva do Ticaracaticast, inclusive não entrou branquinho aqui, meu querido Zaki. Vai entrar já, Bilu. Biluzinho, não entrou, Biluzinho. Bilu salvou minha carcaça hoje. Tem um link aqui no chat, é um link branco. Vamos explicar o que significa, porque tem muita gente que está chegando agora. Para tu não entender, vai. Nós do Ticaracaticas somos pioneiros em...

ouvintes. Desde a época do rádio. Desde a época do rádio. Exatamente. Nós transformamos o nosso podcast em que você entra com o telefone e participa. Tá certo? Então, pra que isso aconteça na sua vida, irmão. Amém? Você vai entrar nesse link branco que tá aqui. Você entra em nossa plataforma, faça seu cadastro, é rápido.

entra ali com a sua conta do Google você tem telefone, você pode mandar o seu superchat escolhendo a voz você pode com superchat mandar áudio, você manda áudio pra cá, entendeu? aí você atende a pessoa assim tudo bem irmão? caí ontem duas vezes

Pô, tava ruim. E hoje caiu a terceira. Olha aí, ó. Não, não, não. Caiu sem querer, irmão. Puta, tava ruim. Vivo tá uma porcaria hoje. Nossa senhora. Mas tá vendo? Dá pra se ligar. Entendeu? Mais um. É o Pedro, mas o Pedro vai atender. Porra, bola. Não, não, não. Não, não, não. O cara desescutadinho, velho. Ligue, ligou. Fala, Pedrão. Fala, bola. Como é que você tá?

Eu tô bem, e você, irmão? Bem. Não desliga na minha cara hoje, não, bora, por favor. Não, só de leve. Fala de onde, Pedro? De Santa Bárbara do Oeste, meu querido. Oh, pé vermelho. Isso. Você entendeu como é que funciona? Liga daqui a pouco, Pedro. Tchau, obrigado. Ninguém perguntou. Tchau, obrigado. Onde você nasceu, ninguém quer saber também. Obrigado, viu? Então...

Então você pode ligar pra gente e mandar seu super chat também. Participe aqui. Temos um convidado. De luxo. Que é mais fácil trazer o Bernie Eccleston. É verdade, Bola. O Bernie Eccleston e o Jean-Marie Balestre vinham os dois aqui e ele não vinha. É mais tranquilo. É mais fácil. Lembrando, Bola, que o nosso episódio de hoje é patrocínio de quem? Da nossa amada, querida e idolatrada, Philips. Cadê a caixa? Cadê a caixa, papai? Philips, áudio, vídeo, cadê a nossa bombite? Cadê a nossa bombite? Tá aí?

Júlia, cadê a Bombite, Júlia? Júlia, Bombite, Júlia. Cadê a Bombite? Nós ganhamos uma bonita, hein? Puta, né? Puta bonita com a bandeira do Brasil. Pô, a Philips, vocês estão brincando. Eu vou mostrar a Bombite aqui. Você quer ter um som de qualidade, uma TV de qualidade, uma caixa de qualidade, fone de ouvido de qualidade? É Philips. Philips Audio e Vídeo. Ah, eu quero comprar uma caixa pra curtir no litoral, no interior.

Essa aqui é a caixa. É isso aí. Coisa fina. Essa aqui, ó. Coisa fina demais. Essa aqui é a verifica. É a nossa querida bumbite. Não gasta dinheiro com coisa ruim, meu velho. Compra... Deu na cara? Deu na cara. Parabéns. Machucou? Não.

Gasta dinheiro com coisa boa, meu velho. Isso aqui está um preço bom, a caixa é excepcional. É uma boombox maravilhosa. Qualidade grave, de agudo. Serve como chama powerbank, karaokê. Se você quiser. Você leva para onde você quiser. E digo mais, bola. Bateria tem alta duração. É a melhor boombox. É.

O melhor preço do mercado. Não tem pra ninguém. Preço e qualidade. É custo-benefício. Ah, vou comprar outra. Compra que você vai se lascar. Vai pagar mais. Vai pagar mais, comprar uma porcaria. Se você entrar nesse QR Code aí, você vai encontrar... Bota aí, Boom Beat, Felipe, você vai encontrar... Não, preço bom, qualidade. Não é só o preço, é a qualidade, Caio. Exato. A qualidade dessa caixa é um negócio muito absurdo. É animal.

E como o Carica sempre fala, a Copa do Mundo está aí. Exato. Quer assistir como se fosse um cinema? Isso.

já pega a sua... Ambilight TV. Tá aí. Ambilight TV. Ambilight TV. É uma Ambilight TV, ilumina atrás e presente para o nosso querido convidado Luciano Burte para ouvir. Mestre. Ô, como é que era ele? O Ticaracati Cash. Esse fonezinho é show de bom. Mostra aí a caixa, Zaki. Olha a caixa aí que eles fizeram. Nós ganhamos. Personalizado. Pegaram essa caixa. Teve um evento da FIIs. Olha aí. Aí, mandaram para o artista plástico. Olha que linda.

É Adam Root, acho que ele chama um negócio desse. Ele pintou a mão, que coisa mais linda. Uma dessa aí. Muito linda. Então, quer produto de qualidade, áudio e vídeo? Philips, meu amigo. Sabe o que eu fiz com ela, Bola? Botei de home tcheta no meu quarto. Você falou que você linkou com a TV. E ela, detalhe, tá? Ela desliga sozinha. Como eu boto o timer...

Ah, entendi. Quando a TV desliga, ela dá um tempinho, ela desliga também. É gênio, né? Coisas da Philips, meu amigo. Você não tá entendendo? Vira um puta home tita no meu quarto. É, também com essa puta caixa. Puta grave, meu. Vira um puta home tita com uma caixinha que você carrega 15 horas de boa. Deixa lá.

Dá pra dormir uns 10 dias sem carregar. A Philips não vem pra ninguém, desculpa, tá. Maravilha. E carrega rapidinho, viu, Bola? É, eu tô ligado. Duas, três horinhas, tá carregado. Eu tô ligado. E fica aí, 15 dias sem carregar. É, beleza, hein. De bada minha TV ali no quarto, puta grave. É, beleza, viu. Maravilha. Tá bom? Boa, Philips, tamo junto, é nóis, valeu. Tamo sempre junto. É isso aí. Boa, Carita. Fechou, gordinho. Que mais?

Quer mandar parabéns pra alguém? Abraços. Parabéns pra nós que a gente estreou. Puta.

O Vitor Sarro. Sabe o que ele fez no SBT ontem? Não. O cara tá louco. Se liga. O que eles estão fazendo no SBT. Eu falei, não, você não chegou nesse nível, Sarro. Ele, ele e o Capela. Não, mas vai durar dois minutos o programa. Se liga, os caras estão fazendo dentro do SBT. Puta, que maravilhoso, cara.

Puta guerra de rojão. Dentro do SBT, guerra de rojão. Eu acho maravilhoso. Meu fã mil deus. Puta, eu vou aplaudir o Victor. Que gênio. Bom, vamos começar nosso programa. Vamos fazer bom hoje, que esse cara sabe tudo e mais um pouco. É isso aí, estamos com um dos maiores... Foi piloto da Jaguar. Salber também, ou não? Prost. Prost. Prost e Jaguar, eu lembro. Jaguar. Pô, trabalhou... Pra mim, acho que foi o primeiro...

piloto comentarista que levou, profissionalizou o lado técnico, que Reginaldo lembra de fazer isso de uma forma muito bacana, mas você... Mas nunca tinha pilotado. Nunca tinha pilotado. Mas o Burt, ele é um cara que levou, levou essa... Um nível. Exatamente. Levou pra um outro patamar. Levou esse... O detalhe técnico, né? É. Que às vezes a gente desconhece. Às vezes não, a gente sempre desconhece. Sempre.

Ainda mais hoje em dia, né? É ajuste de asa e motor. E coisa elétrica, liga e desliga. Quero saber tudo hoje. Exatamente. E ele trouxe isso na Rede Globo. Há quanto tempo você começou com isso na Globo? É. O Burt já foi mal? Esse é o 22º ano. Faz agora 22 anos, fim do ano. Tudo isso, irmão? É. Você correu até que ano, Burt? 2004. Tem uma história legal aí, mas deixa eu só voltar um pouquinho. Volte, por favor. Bom, primeiro, obrigado pelo presente. Presente da FIIs pra você, você merece. Obrigado.

Eu não sabia que vocês estavam no teatro. Pode ter certeza que eu vou comprar. Não precisa comprar. Não, não, não. Vou comprar. Você é irmão, cara. Não, não, não. Você é você? Já falaram o seguinte, bola. Não peça pro padeiro. E o Gua, você é aquele cidadão ali que daqui a pouco ele vai sentar aqui pra gente contar a nossa viagem. Olha quem tá aí, ó. Nossa viagem do Canadá. Olha aí, ó. Tem história. Não, foi a maior viagem da minha vida.

Então vamos lá. Vai. Não peça pão pro padeiro, sabe? Então eu vou lá assistir vocês. Eu não sabia. Tô sabendo agora. Pô, que legal, irmão. É uma honra.

Vou sim. E aí se falaram o cara que é mais difícil que o Bernd... Cara, eu vou falar pra vocês. Eu sou... Bom, sou fã de vocês, de verdade, né? Você é amigo e fã. A gente é amigo e fã. Igual eu de você. Fã do gordo da vida. O Bola é aquele cara que...

Ele é engraçado sem fazer graça, né, cara? A gente se conhece faz um tempinho. Faz um tempo bom. E eu gosto do gordo de graça mesmo. Obrigado, irmão. Carioca também. A gente se conhece desde aquela época do Pânico, né? Sim, na rádio. Você não era piloto. Mas, na verdade, eu passei a... Sempre gostei de você lá com seus personagens, mas eu passei a gostar mais do Carioca o dia que a gente se encontrou em Orlando.

Que eu fui descobrir que você é um puta fã de corrida. Que eu não sabia. Lembra no cartezinho lá? Porra, eu andei até legalzinho lá. Peguei uma dica com você. O cara se acha, tá vendo? Não, peguei uma dica boa com você. Vamos fazer o simulador de novo. Você contra o boot. Mas eu tô dois anos sem pegar em simulador. Raspa a cabeça não pode. Não, raspa a cabeça não dá mais.

Mas essa ideia daquele kart era muito legal. Legal, né? Porque joga todo mundo e quem fizer o melhor tempo. Cara, foi no evento da FIIs, tomou um pau no futebol que eu não vi nem a cor da bola. Então, desde aquela época que a gente começou a ter um pouco mais de contato. E cara, eu sou assinante aqui do canal de vocês. Obrigado. Vocês começaram o quê? 2019?

21. 5, vai fazer 5 anos. Cara, então assim, sempre assistir, sempre assisto. Então assim, quando vocês falam de eu ser mais difícil do que o Bernd, eu vou contar pra vocês uma coisa que vocês nem sabem. Eu gosto muito de podcast. Eu assisto podcast, eu gosto. Mas eu nunca participei, nunca. Primeira vez? Pra não dizer que essa é a primeira vez, quando eu estive lá, quando a Globo perdeu a Fórmula 1, comecinho de 21,

eu tinha recebido vários convites que tava meio dando uma pinta que poderia ter algum problema lá, muita gente me chamava e eu não ia, né? Não porque eu não gosto, mas acho que, cara, tem muita coisa que às vezes o pessoal quer explorar que, sei lá, não vai muito ao encontro do que eu gosto.

E, beleza, só que antes de começar o barulho, tinha um cara só que tinha me chamado, um cara chamado Adalto, que tem lá o podcast, o site dele, que é de automobilismo, ele me convidou antes de qualquer barulho, eu falei, cara, aí bom, resumindo, quando a Globo perdeu a Fórmula 1, e eu fiquei um tempo ali no hiato, que não sabia se eu ia continuar ou não,

Falei, cara, quer saber? Esse foi o único cara que me chamou antes do barulho. Então, eu fui lá, fiz o podcast dele e nunca mais. Ou seja, esse aqui hoje é o primeiro podcast de verdade que eu faço. Puta honra. Chupa o restante de todos os outros podcasts. Chupa a camada de filha das putas.

chupa nós temos o Luciano Burt caralho e não quero falar de um jeito como se eu fosse alguma coisa importante claro que você é se eu conheço a tua família com o teu irmão é um dos caras mais sensacionais que eu conheci na minha vida eu recomendaria um monjinha pra ele de leve, só o cheirinho ele deixa de ser gordo, não vai ter graça é então, não pode tá na hora, vem com o papai tá fazendo exame, tá tudo bem

Não, mas não, tem que dar um... Fica gostoso, Lelê. Você é um rapaz bonito, grande. Você não viu o pelado. Tá bom que se marcar e ele senta com nós aqui. Esse é um filho da família. Então a tua família é muito gente boa, cara. Todo mundo, teu pai, tua mãe. Lembra que a gente fazia lá as pizzaiadas, churrascadas? Puta, era uma delícia aquilo, cara.

Puta que pai, então muito bem-vindo, irmão, de coração. Obrigado, prazer estar aqui. Uma grande honra ter você aqui. O Butch, vamos começar então, já que você está em podcast, podcast tem essas... Manda.

E essa... Está uma reclamação generalizada com essas mudanças de 2026 da Fórmula 1, né, cara? De bateria, de que o carro não acelera, os pilotos estão reclamando que, pô, é uma competição de quem pisa mais, tem que... O carro morre na reta. Eu ouvi dizer que o Verstappen vai sair fora por causa disso.

Deixa de quem entende falar sobre. Eu acho que antes de responder exatamente a questão técnica, acho que tem que voltar um pouco. Tem que voltar um pouco. Cara, seja o podcast de vocês ou uma categoria de automobilismo, no fundo, no fundo aqui, é o negócio. Vocês têm seus compromissos comerciais, vocês têm suas metas, como qualquer negócio, vocês precisam crescer, vocês precisam...

Não é da satisfação, mas vocês precisam se adaptar muitas vezes ao público, não ao gosto necessariamente de vocês. Até de quem vocês convidam aqui, às vezes, de repente o gosto de vocês... Sim, sim. Cara, você ser muito balizado pelo público, pela audiência, por questões comerciais, como em qualquer empresa. Claro. Então vamos lá. A Fórmula 1 também é mais ou menos isso. Cara, então assim, você acha que a Fórmula 1 foi lá e botou o motor elétrico porque ela acha muito legal, vou colocar aqui? Não, cara, é uma necessidade do negócio. Mercadológico. Exato, por quê?

O mundo está mudando, questão de reduzir a emissão de carbono, os carros elétricos estão surgindo e algumas montadoras, eu nem estou atualizado, mas se eu lembro que tinha uma meta lá, por exemplo, lembro a Audi, até 2030, cara, ia acabar a carro combustão. Se não for a Audi, pode me corrigir. A Volvo também. Cara, o mundo está mudando. Sim, não tenho dúvida.

Fórmula 1 é um esporte global, né? Diferentemente, fala, porra, a Nascara Americana, meus V8ão... Fodido ainda. Beleza, uns puta carro velho, mas, cara, animal de categoria. Por quê? Ela é muito nichada. Estados Unidos apenas, lá, os chamados rednecks, né? Então, tem um público, cara, que é só aquele. Uma lota, uma lota. Mas, animal, animal. Tá tudo certo. Mas a Fórmula 1, que é global, né? Que não tem um público tão nichado, que tem que atingir um público até, inclusive, maior, e que depende das montadoras,

tem que atender o mercado automobilístico. A necessidade, é. E sempre foi, né, Burt? A Fórmula 1 você foi o laboratório da rua, né? Sempre foi. Então assim, cara, os caras... De novo, quero voltar. Então, colocar o motor elétrico porque eles acham legal? Não, não é isso. Mas é que a necessidade da Fórmula 1...

É seguir o mercado. E o mercado, cara, por exemplo, se não tivessem feito essa mudança que fizeram agora, a Audi não teria vindo, a Cadillac não teria vindo. Talvez algumas tivessem saído, como já estava saindo ali a Renault, né? Talvez, será que Mercedes continuaria? Será que não? Cara, não sei. Então, a Honda tinha saído. Mas isso barateia a custo também? Não, não é questão de baratear, é questão seguinte. Então, vamos lá. Então, por uma necessidade do mercado, eles tiveram que mudar ali o rumo, falar, cara, se ficar só aqui a combustão.

os V8 Power aqui, a gente vai atender um público menor. Vamos ter que mudar, aí mudaram pro motor híbrido, 1.6 turbo com recuperação de energia e viram um cara que não era o suficiente. Faz aquele barulho bonito. Exato. E aí chegaram então nessa solução que, porra, é difícil, porque saíram lá do motor que tinha 15% mais ou menos de recuperação de energia, né, até o ano passado, pra agora que tem quase 50-50.

porque essa é uma necessidade do mercado. De novo, não é a Fórmula 1 falar, vamos fazer isso porque a gente achar legal. Cara, o mercado está pedindo, as montadoras estão pedindo e a gente tem que fazer. Beleza. Como qualquer mudança, isso também fala. Então, eu tenho também que... Eu não quero assumir o papel que eu estou aqui defendendo a Fórmula 1. Sim. Não é isso. Porque senão, às vezes, mesmo na transmissão... Mas eu concordo com você, tá? Então, eu vou chegar lá. Mas você está certo. Eu vou chegar lá.

Na transmissão, às vezes, eu falo algum ponto que eu dou, vamos dizer, algum mérito à mudança do regulamento. Ah, pô, essa porcaria, você tá protegendo. Cara, eu não tô protegendo, eu tô falando aquilo que eu acho, que eu tô entendendo como um negócio, mas tem coisas que não estão funcionando. Então, assim, antes de bater nos caras, primeiro entenda o conceito, de onde tá vindo essa mudança, por que que essa mudança...

É necessário, cara. O quanto que a Fórmula 1 tem crescido nos últimos anos. Que essa visão americana, inclusive, do negócio, desde que compraram do Bernie, que tem todo o mérito, mas o Bernie era um outro conceito, né? Cara, os americanos estão crescendo, estão popularizando a categoria. E coisa que eles fazem bem pra cacete, né? Coisa que os caras são os melhores. Não, aqui o americano, ele pega o esporte, ele coloca na cultura.

Eu lembro aqui, é a primeira vez que nós transmitimos a Índia, a primeira corrida. Sim. Fui transmitir pela Jovem Pan.

cara, a galera no box, velho é, total o piloto aqui, a galera aqui, ó Fórmula 1 era um negócio, você lembra era um negócio distante pra caralho, velho o conceito do Bernie era o que? cara, é fechado, é meu, se você quiser ver a gente chega a pé de você, porque você era nosso brother porque não chegava perto o Bernie é assim, você quer ver? você paga, esse papo de rede social, meu não quero ouvir falar, se você quiser botar o pé aqui você paga, era o conceito dele a gente não pode desmerecer o cara, mas não pode desmerecer o cara, mas

Era limitado. As coisas mudaram. As coisas mudaram, o Fórmula 1 cresceu como americano, aí Netflix, cara, abriu, né? Abriu esse mundo e tal, então, de novo. Então, assim, foi uma necessidade de negócio, uma necessidade do mercado.

questão comercial, questão de compromissos aí, que, né, tornar a Fórmula 1 mais sustentável e tudo mais, fizeram essa mudança e, cara, de novo, qualquer projeto que você mexa, dificilmente, seja carro de coelho, eu falei, hoje eu sou sócio de uma empresa de tecnologia. Cara, dificilmente você vê um projeto grande, nascer e pá, aperta o botão e liga e, meu, pá, funciona tudo. Dá pau, as coisas dão pau, por mais que tenha tido investimento, simulação, as coisas dão pau. Bom, pra traduzir então as críticas, né?

a mudança foi necessária, mas eu acho que deu certo? Não, não deu ainda, né? Tem uma questão importante, exemplo, qual que é o problema? Você vê na última corrida no Japão.

Tem aquela curva chamada 130R, que é uma curva pra esquerda. Que é pé embaixo. Puta curva, um pé embaixo, meu, animal. Aqui tem um vídeo do Senna que ele faz, só dá um toquinho na margem. E esses carros dos últimos anos, meu, nem toquinho dava, era pé embaixo. Mas no limite. Cara, você viu os caras fazendo a 130, meu, perdendo velocidade, reduzindo marcha. De tanta velocidade estava perdendo.

por causa do chamado super clipping, que é o momento de... De reabastecer. Tá carregando as baterias. Então, assim, cara, você não quer ver isso. Você não tira o tesão, exatamente. Eu sei, então assim, óbvio que eu também vejo isso. Eu não sou nenhum especialista, mas... Não, não, não quer. Você quer ver, você não quer ver. Você quer ver o piloto tirando o máximo do carro. Com o pé embaixo, é. E talvez aí, eles já entenderam que a receita que começaram, cara, não deu certo, mas ao invés de tacar em pedra, ficar chique... Vamos mudar uma coisinha aqui.

uma coisinha ali. Calma, tem que ajustar. Vai arrumar uma solução do dia pra noite? Não. Não, né? Talvez onde que erraram, posso chamar assim, quiseram dar muita velocidade ao carro quando ele tá com a energia ali, né, pau total na bateria, os carros são bem mais rápidos de reta do que era até ano passado. Ou seja, quando entra lá o motor elétrico, o carro sai da frente. Acho que talvez pecaram um pouquinho de deixar o carro ser muito veloz de reta, só que essa bateria acaba.

Na hora que acaba ele perde muito. Então talvez se tivessem dosado essa potência do motor elétrico, o carro ia ficar uns dois segundos mais rápido, mais lento, desculpa, que seria meio chato. Mas cara, dois a mais, dois a menos pra quem tá assistindo e não vê nada. E talvez eu não tenha uma energia mais constante e não ia ter essa redução de velocidade. Porque eu vi gente que parece que o cara breca o carro. É, não chega a brecar, meu, mas realmente é...

O carro perde. É uma broxada de velocidade que não é legal. Então assim, não é legal.

eu acho que tem que ser ajustado, tem que melhorar. Teve até um acidente que teve muito a ver com essa diferença de velocidade entre os caos, que é perigoso. E já tinham cantado a bola que isso poderia... O Colapinto, né? O Colapinto e o Berman. Já tinham cantado a bola, então assim... Colapinto e o Berman batem, sem precisar ter elétrico.

Então assim, cara, eu só não desmereço o que os caras estão fazendo, porque começam a ouvir críticas. Não, entendi. Que, pô, parece que os caras são um jumento, cara. São os melhores caras do mundo. Mas toda mudança da Fórmula 1 gera isso. Eu sei, eu sei, Carioca. Mas quando você escuta às vezes, fala, cara, parece que é um negócio que nada a ver. E aí, calma, né? Fala, então assim, a mudança foi necessária, precisa de um tempo.

Por que não dá pra arrumar do dia pra noite? Por exemplo, fala, porra, é só aumentar a potência do multa da combustão que você diminui essa proporção do elétrico não aparecer tanto. Beleza.

Se você aumentar a potência do combustão agora, tem um negócio chamado combustível. Você vai gastar mais potência, você gasta mais combustível. O tanque de gasolina já está desenhado, já está dentro do carro, não tem como você aumentar... Tem que fazer o projeto inteiro. Tem o peso, né? Se você aumentasse a potência do combustão, faltam 10 voltas, ia dar aquele... Apagão. Apagão, meu... Então assim, não dá para mudar tudo. Então é uma solução boa, voltar os V10, e deixar o negócio elétrico.

Não, não, eu vou chegar lá. Então assim... Tem que ter um barulho. Ó, então vamos lá. Tem que mudar algumas coisas, tem que corrigir. Acho que pra esse ano vão melhorar, mas não vai ser 100%. Pro ano que vem acho que vai ser bem melhor. E cara, faz parte. É uma nova era aí que...

Começou do jeito não tão legal. É uma mudança brusca nela. E outra, e eu falo aqui, eu falo que eu não quero defender, eu sou o cara que corri de V10. Então, bicho. Eu, se for ser olhar pro meu umbigo, porra, eu quero... Eu queria um V10. Eu ia falar, eu só não queria um V12 que foi o motor mais animal que eu vi na pista. Eu também, Interlagos.

porque o V12 acho que era o tamanho dessa mesa mas um V10 é um motor que eu corri de F1, porra, nem mal se eu fosse pensar só em mim, o que eu gosto cara, eu queria um V10 lá, pau na máquina e tal só que eu sei que o mercado mudou o mundo mudou e que a F1 precisa fazer mudanças nesse sentido, então acho que tem que ter um olhar mais de negócio pra entender o motivo, tem até um vídeo legal do Rem que ele tá dando entrevista, passa, acho que o Alonso é, tipo a Renault de V10, ele para a entrevista e fala cara

Caralho, é o melhor som de um carro de corrida que já teve, meu. Enfim, então é isso, cara. Eu não me enviava. É isso. Tá, é... Mas assim... Respondi? Muito bem respondido. Tá claro, tá claro. E eu concordo com você, eu acho que... Mas tipo assim, você sabe se vai ter alguma mudança pro ano que vem, já ainda não começaram a falar nada. Se mudar alguma coisa, vai ser ainda com esse mesmo tipo de motor, né? Chamada unidade de potência.

É, não tem mais motor. Por que não chama motor? Porque é elétrico e combustão, né? Então chama de unidade de potência. Se mudar, e deve mudar...

É mantendo essa base. Mas estão falando que... Olha os 12, cara. Olha o escapamento, irmão. Dá uma olhada, pessoal. Só o motor essa mesa aqui. Olha o tamanho do pneu de trás, velho. Dá uma olhadinha, Gordo, se não é isso aqui, ó. Putz, dá o tamanho do motor, irmão. A matra.

costa do tio. Ah, na costa. Não, e só posso falar, sabe o que era esse cara, meu, animal? Puta no vedosaço desse. Aqui ao lado, ó, tanque de combustível na lateral do carro aqui. O cara vira o Nick Lauda na hora. Pô, assim, Nick Lauda. Meu, era um puta no vedoso e ali o escapamento queixo. E, meu, só gasolina do lado do cara aqui, ó. Olha o que tem de cano de PV. O que que é isso, irmão? Olha lá. Olha isso, cara. Mas você imagina o barulho disso aí, Burt. Que espetáculo, velho.

esses carros não faziam curva, não freavam, mas cara, esse motorzão já dava 300 por hora de reta, tá? Então, olha a lapa do pneu. Dá uma ligada do tapa. Mano, esses carros eram muito loucos. Animal, né? Não, esse carro aí era suicida, né? Animal. Não, mas é suicida. Eu sei, mas naquela época... Esse o quê? Esse carro é meio anos 70, né? Ah, mas isso é o máximo de tecnologia. Isso é 60. É 60? 68. Ô, Gordo, fica tranquilo. Olha a asinha que tem na padeira. Ah, só.

É pra firmar a traseira. Só pra não perder muito a traseira. É lógico, cara. Cara, mas isso... É um barbante que segura a asa, dá uma ligada. Morreu quantos por temporada? Alguns. Uns três. Um, dois. Isso que tinha tecnologia, isso era o máximo. Lembra, os caras... Uma vez o Jack Stewart me falou... Foi meu primeiro patrão na vida, o Jack, que era da década de 60, 70. Esse era um figura... Animal, né? E ele falou uma coisa, ele falou assim... Era muito difícil, porque a gente entrava...

No primeiro briefing do ano, na primeira corrida do ano ia pro briefing de pilotos e a gente sabia que no fim do ano nem todo mundo estaria ali. Eles já sabiam que um ou dois ia pro saco. E ia não estar mais, entendeu? Com eles. Já era programado, né? Já não, certeza. Não, isso aí já era certo. Você viu como que era o carro, bicho?

Não tinha segurança nenhuma. Animal. É um motor do tamanho dessa mesa na costa do tio. Aqui já tinha cinto de segurança. Antes não tinha, né? Não, é o capacete de couro. De couro e sem cinto. Eu peguei outro dia um vídeo desse. O cara voava. Os caras voando igual estrela, assim. E bah no chão. Que isso, cara. É, muita loucura. Que barbaridade, bicho. Era muita barbaridade.

Mas a turma é braba, cara, que você pega, pô, é assim, falando, continuando o negócio de hoje em dia. Então você acha que alguma coisa vai ter que mudar pra dar mais emoção. Vai ter que equilibrar essa questão de, cara, os carros não podem... Eu ouvi dizer, desculpa te cortar, uma notícia que ia voltar o Z8. É verdade isso ou não? Então assim, os caras vão ter que reequilibrar de um jeito que o carro não perca potência na reta e que o piloto...

não tem que tirar o pé do acelerador pra andar mais rápido. Que tá acontecendo um pouco isso. Pra carregar. Os caras tão deixando de ir numa curva de alta, ao invés de entrar cravado, buscar o limite, os caras tiram o pé, usam a velocidade, carregam a bateria, porque vai ganhar mais tempo na reta do que em curva, cara. Entendi. Isso não vai... Não faz sentido. Não faz sentido. Não faz sentido. Então, vão ter que equalizar de novo.

Tipo assim, o cara não tá dando o máximo dele, né? Não, exatamente. Porque se der o máximo, às vezes, é mais lento do que...

Dá uma tiradinha de pé e, cara, vai contra o que a gente quer da Fórmula 1. E aí, pra responder o bolo. Então, assim, de novo, talvez isso... Só consigam achar a receita melhor pro ano que vem. Esse ano tá um pouco limitado. E sim, eu ouvi falar dessa questão de voltar ao V8. E por que o V8? Porque já que o combustível agora é sustentável... Aliás, é o seguinte, tá, cara? Esse combustível...

Um litro hoje, né? Desse combustível da Fórmula 1 Falam que custa de 3,5 a 5 mil dólares por litro Oi? 5 mil? Dólares por litro Juro Deve estar já baixando um pouquinho Que porra, a guerra no Iraque está melhorando a coisa 5 mil dólares no Irã, quer dizer 5 mil dólares um litro Um litro Porque é um negócio que estão desenvolvendo ainda É raro Quantos litros vai num tanque de Fórmula 1? 70, 80

Isso só na corridinha, fora o resto. É só você passar um avião. Enfim, mas quero dizer assim, então falando o seguinte, já que tem um combustível que é sustentável, cara, bota logo o V8 lá e pau na máquina, entendeu? Não vai poluir tanto, não vai... É uma possibilidade fácil? Cara, essa é fácil.

Mas vai perder a proposta das montadoras de evoluir o carro. Mas sem a parte elétrica. Sem a parte elétrica, que é o que estão dizendo. Mas é isso aí que você acabou de responder. O que vai acontecer? Ah, beleza. Vai ficar lá, meu. Vai ficar Ferrari, vai ficar McLaren, vai ficar Williams. Provavelmente a Audi não vai querer. Honda não vai querer. Aston Martin não vai querer. Ford. Ford. Quem mais?

É porque... É aí que mora a questão. O berço, a Fórmula 1, desenvolveu a ABS, que é, se eu dizer, uma de retomada de carro foi desenvolvida na Fórmula 1. Cara, tudo praticamente. Controle de tração. A Fórmula 1, né? A própria aerodinâmica dos carros. Muito, é. A Fórmula 1 é o laboratório competitivo. É que não pode perder o tesão, né, meu? Sim, mas é o que ele falou. Não pode perder o tesão da competição. O que mudou hoje no mercado automobilístico, eu acredito,

Cara, mudou da água pro vinho. Hoje a motorização elétrica vai ser uma realidade. Não vai ter mais carro a combustão no mercado pro dia a dia pro cara rodar. Por quê? Por causa de custo. Por causa de eficiência. Poluição. Cara, tudo. Os benefícios de um carro com motorização elétrica é inenarrável, cara.

Entendeu? Sem contar que um dia o tal do combustível petróleo fóssil vai acabar também, né? Um dia vai acabar. Vai acabar. Sim, então... Eu vou estar morto já quando acabar. A gente não vai estar aqui. Eu vou queimar petróleo até eu morrer. Você viu que tem bateria de sal agora? Você me mandou, eu vi, fudido.

Bateria de sal, cara? Que loucura de sódio? Vamos queimar tudo. Eu vou queimar petróleo até eu morrer. Eu vou queimar tanto petróleo, mas tanto, que eu vou botar um V12 no meu fusco, daquele matra lá. Com aquela fumaça preta. Pra queimar minhas costas com o fogo do motor, velho. Eu vou andar em petróleo até... Não tenho dúvida que o elétrico elétrico é o futuro, a menor dúvida. Menor. Mas eu...

Não, eu sei, eu sei. Mas é que a proposta da Fórmula 1 é desenvolvimento de carro urbano. Sim, mas não pode... Evolução do carro, né? Daqui a pouco o cara tá andando a 20 por hora porque é elétrico, entendeu? Não pode ter isso. Mas já se ligaram, já viram que precisam corrigir. Cara, mas... É porque você falou daquele acidente que o cara tirou o pé, o outro enxão traseira dele. Exato, exato. É o que eu quero pegar só pra acabar.

O que eu acho só que a gente tem que, meu, ver o lado sempre bom da história, né? Então, cara, não bata na Fórmula 1, não fique xingando. Sim, lógico. Deixa adaptar. Deixa adaptar, dá um tempinho. Os caras vão fazer o show acontecer. Os caras estão andando bem. Quem está assistindo a gente é o Rica Perrone. Um abraço. Beijo, Rica. Ele mandou aqui, ó.

Pede pro Buti te explicar porque existe a Ferrari e o resto. E junte-se a mim, a torcida pela única e maior de todas. Beijo nos três. Ferrarista, né? Ferrarista doente. Para de ser ferrarista mesmo. A Ferrari é Ferrari, né? Não é legal, mas também não precisa de tanto. Não, mas ele tem... Bom, primeiro abraço aí pra ele. E ele tem uma colocação interessante. Tese interessante sobre a Fórmula 1. Desenvolver carros. Verdade. Mas se ela seguir nessa linha, ele tira o piloto dos carros, porque senão os carros são autônomos e elétricos.

Já, já. Já, já. Perdei a graça. Só pra falar um ponto que ele tem razão, tá? Na época do Bernie, o Bernie que falou o seguinte...

A Fórmula 1, como é que tu fala? A Fórmula 1 vive... Não, a Ferrari vive sem a Fórmula 1, mas a Fórmula 1 não vive sem a Ferrari. Eu também acho. A Ferrari, cara, aí de novo, né? Eu tive a chance, falar, ter sorte na vida é importante também. Você andou lá, né? Porque eu tive o ano mais difícil da minha vida, que foi justamente o... Eu comecei tarde, eu tenho que voltar um pouquinho, eu comecei muito tarde no automobilismo, eu comecei com 16 anos, cara. Caraca, tudo isso. Eu queria correr de moto.

Eu gostava de moto, aprendi velocidade, descobri a velocidade com moto. A gente ia lá, o sítio lá em Ibiúna, que naquela época, meu moleque ainda andava... Imagina o que vocês faziam de moto. Andava de carro, de moto, tudo menor de idade, meio zoado. Assim que eu aprendi a dirigir. E cara, meu negócio era moto. Inclusive, sou mega fã dos caras de moto até hoje. Eu tenho o Ducati Sena no apartamento dele pendurado.

É, quem comprou foi o Gordo. É outro nível, né, irmão? Mas assim, meu negócio é moto, sou mega fã dos caras até hoje. Quando eu vou assistir, cara, eu gosto mais de moto do que de carro. Eu também. Entendeu? Que loucura. Eu, Moto, GT... Mas o que aconteceu? Aí, chegou com 16, eu cheguei pra minha mãe um dia e falei, mãe, queria ser emancipada. Eu falei, meu...

Que papinha é esse? Não, mas por quê? Não, que puta, eu queria tirar a carteira pra correr de moto. Eu falei, meu, nem... Nem a pau. Aí, cara, eu falei, porra, deu aquela broxada que não ia poder correr. E um amigo meu, um grande amigo, Santo Feltrin, que era um cara... Feltrin. Conhece ele, né? Conheço. Campeão de moto, o cara tinha a oficina dele lá, que eu não saía da oficina e tal. O cara falou, cara, tá vendo aquele cartezinho lá? Um cartezinho usado?

Cara, ele falou, comprei pra brincar, mas... Vai dar uma volta. Falou, você não quer comprar? Aí me deu um instalo, falei, cara, já que minha mãe me cortou, quer saber como eu... Vou pro carro. E outra, né, cara, andava assim, bem de moto, na minha cabeça, babaca, né?

vou andar de kart e vou matar. Nem Macuar. Não, vou matar os caras. Eu de moto, empino, raspo o joelho no chão, vou andar de kart e vou matar essa molecada, vou dar pau em todo mundo. Fui lá, eu lembro que na época, sei lá, tinha 300 dólares, um macacão da Inés, troquei com o santo, dei um macacão, uns dólares, peguei o kartzinho e fui com um amigo também, que era um cara de moto que não entendia nada de kart. Ele tinha um chevetinho vermelho.

A gente comprou o rec de prancha de surf, colocamos em cima do chevette, o kart em cima do chevetinho. Nem fudendo. Chegamos em Interlagos, assim, se achando malandro. Quando eu cheguei lá, cara, vi meu motorhome de equipe. É, os caras preparados, né? Cacete, cara, os caras aqui davam meia sério essa porra. Bom, resumindo. Meio sério. Isso era outubro de 91, cara. Tinha 16 anos. Cara, fui pra pista, tomei um pau. Tomei um pau.

Não viu a cor. Não, tomei volta na corrida, papelão, assim, ridículo. Eu falei, meu...

cara, os caras são bons pra cacete, isso aqui é difícil demais, mas é o seguinte, cara, deu aquela, né, que ele está... Vou melhorar. Meu, eu posso até sair daqui, mas eu só vou sair daqui o dia que eu estiver andando direito, senão eu não saio. E, cara, eu comecei assim, aí o Lê, meu irmão... E aí, mas aí, carro tua mãe não encheu o saco.

Não, ele, tipo, ela falou, meu, já que se fizer mané... Melhor sair da moto, né? Já que é isso, deixa ele. Mas eu fui meio na miúda, assim, não pedi muito permissão, eu fui indo, fui indo. O Leia começou a me ajudar, mas, cara, pra você ter uma ideia, o esporte é caro, e eu não tinha muita grana pra correr na época.

Cara, os caras, a gente começa a ficar amigo da moçada, e os caras pegavam os pneus usados, que eles não usavam, emprestavam, botavam meio cartilhinho e pau, pau. Cara, resumindo, fui andando, fui melhorando, tomava pau, porque não tinha nem equipamento bom. Depois de seis meses, se eu lembro, foi em maio.

de 92, um dia choveu, fui lá e ganhei a corrida, ganhei na chuva, falei, opa, sinal que tem alguma coisa aqui, e aí, cara, comecei a andar um pouco melhor, um pouco mais, então vai, eu tinha 16 anos, no fim de 91, 92, 93, andava direito, mas não, tô bem, um dia 94, cheguei pro meu pai, né, por mais que eu lhe me ajudasse, cheguei pro meu pai, falei, pai, deixa eu falar uma coisa.

Comecinho de 94 ou finalzinho de 93? Falei, ó, eu não tô nem estudando direito, que eu tinha entrado na faculdade de administração. Meu pai tinha gráfica na época, não tava nem trabalhando direito, onde meus irmãos trabalhavam.

e não tô nem andando de kart direito. Posso fazer o seguinte? Posso pedir um acordo? Deixa eu trancar... Deixa eu trancar a faculdade. Não vou vir aqui com esse papo de trabalhar. Me ajuda a correr de kart, ou seja, me dá a grana pra eu correr de kart direito, ano de 94. Chegou no fim do ano. O patrocínio. E era mesmo. E todo mundo foi assim. É normal, porque patrocínio mesmo, só um rubinho com marisco, mas é raríssimo. Falou, ó, chegou no fim do ano, se eu não andar bem,

Cara, eu paro com tudo, vou estudar, vou trabalhar Bom, resumindo, 94 O Leme ajudou muito também nessa época Cara, fui campeão sul-americano Fui campeão paulista Fui oitavo no mundial e cara, nunca mais Sentei com meu pai pra conversar, né Aí já se virou sozinho Mas pagou o teu pai pelo menos? Devolveu o dinheiro pro teu pai? Devolvi não engana O investimento Mas assim, nunca mais parei E o legal, e aí também tem uma história Vou emendar aqui

Eu ia falar que você falou da Ferrari, que eu acabei não respondendo, eu vou chegar lá, tá? Da Ferrari. Que tem uma coisa legal, você vê como as coisas acontecem, porque aquele ano de 2000, quando eu corri, daqui a pouco eu conto, cara, foi um ano mega assim, deu tudo errado, né? E eu tive um acidente que eu quase morri, e foi ali que acabou minha carreira, e eu tive a sorte de ser convidado pela Ferrari pra ser piloto de teste, eu vou chegar lá.

Mas olha que legal essa história. Antes de eu começar a andar de kart, que até falei do V12 agora há pouco,

a primeira vez que eu fui ali em Interlagos pra assistir uma corrida de Fórmula 1 foi no GP Brasil de 91, que era mais no comecinho do ano, acho que era abril, né? Era março, março. Março, então. E um amigo meu da escola, um amigo meu, o Anão, o Anão que é amigo de escola, o pai do Anão trabalhava...

na Felipe Morris, e ele conseguiu lá uns ingressos de arquibancada, e era bem na frente do box, Marborão, na frente do box setor, arquibancada B, bem na frente do box, que é um lugar não tão bom pra ver a pista, né? Mas o barulho ali é... Então, aí tô lá, sentadinho lá, eu, anão na arquibancada, meu bonezinho, binóculo e tal, torcedor total.

Cara, primeiro carro que passou ali, cara. Meu, a Lezy de Ferrari motor V12. Às vezes eu falo, hoje não. Não, não tem pra ninguém. Às vezes eu arrepio. Só de lembrar. Não tem pra ninguém. Do barulho, da sensação. Que ali caiu a ficha. Eu lembro do Mansell. Falei, cara.

A Ferrari que eu vejo na TV, tá aqui, tipo, sei lá, 30 metros de distância. Meu, o Alesi, cara. E o barulho, cara. Não, e o barulho, o V12, cara. Animal, animal, animal. É animal. E sabe, Alesi, Ferrari, puta que pariu. Bom, resumindo, primeira vez, nem de kart eu andava.

Chegou naquela corrida, eu falei, o setor não era tão bom, de repente um cara vai lá, chamado Ayrton Senna, vence a primeira vez, tem aquele pódio dele e tal, bem na nossa cara, ou seja, deu uma puta sorte. Puta sorte. E ficou marcado. E aí no fim desse ano, eu fui começar a andar de kart. Olha como é louco, né? No fim desse ano eu andei de kart. Resumindo a história...

Falei que meu pai me ajudou, meu irmão e tal. Em 10 anos, isso foi... 91. 91, né? Em 10 anos, cara, tava eu na Fórmula 1 como piloto oficial, correndo na Fórmula 1. Quem que era meu companheiro de equipe? Jean Lezy. Jean Lezy. Na Prost. E um dia eu contei isso pra ele, cara, ele ficou emocionado, né? Que legal, cara. É, o Jean Lezy. E um ano depois...

tá vendo a Ferrari sendo contratado pra ser piloto de teste. Então é muito louco, né, cara? Muito top. Muito louco. Eu falo assim, se alguém chegasse pra aquele moleque de 16 anos, falasse assim, ó, daqui 10 anos, você tá sentado, dando uns pau no alesio, e a Ferrari vai estar te pagando pra você andar nesse carro. Fábio, o que você fumou, velho? É, tá louco, velho. Que legal, Bud, puta que pariu. Bom, aí você, nesse ano de 94, você...

ganhou muita coisa, aí veio o patrocínio. Então, aí vamos lá, aí não, eu quero responder o que o Rica falou e eu tô enrolando aqui, não falei nada. 94, aí meu, fui lá super bem, aí 95 fui campeão paulista de kart e de uns outros campeonatos, e 96 foi quando eu decidi que eu tinha que, bom, correr de carro, mas aí eu falei, cara, e aí teve... Que categoria que eu... Que categoria onde? Como eu já tinha já 20 anos de idade, já tava veinho, eu não podia perder tempo, né? Aí eu fui...

Buscar a informação, cara, de onde é o melhor lugar pra correr no mundo. E aí, o Lê também me ajudou nessa hora com o Roberto Moreno. A gente conheceu o Moreno. O Roberto Moreno. Eu lembro dele no nosso Corsa, depois vamos contar no Canadá. Lembra? Você conta. O Moreno, cara, é um cara que tem uma história super difícil. Um cara que nunca teve grana, um cara que...

Foi muito na cola do Piquet, né? O Piquet foi abrindo, o Moreno, um cara muito inteligente, muito talentoso. Pô, não tem físico pra ser um piloto de Fórmula 1, porque, meu, pequenininho, magrinho, fraco, sofria muito fisicamente. Mas o cara é extremamente talentoso e, meu, em termos de mecânica, de acerto, pô, o cara nota 10, né? Então, super experiente.

E o Moreno falou, cara, é o seguinte, você quer o melhor mesmo? Se você quiser ir para um país lá que não é tão forte assim, que de repente para você se destacar é mais fácil, naquela época, tá? Pô, vai para a Itália, que lá na Itália de repente você consegue, meu, se destacar mais e tal. Mostrar serviço. Mas falou, cara, mas é o seguinte, se você quer mesmo, onde o bicho pega, onde o negócio funciona, e vão estar de olho se você andar bem.

Mas, meu, pra andar bem lá é difícil pra cacete. É a Inglaterra. Fórmula 3, inglês. Por quê? É, tem as categorias de base. Antes, que era a antiga Fórmula Ford e tal. Falei, cara, lá é o seguinte. A Fórmula 1... Se você andar bem, a turma vai te ver. A Fórmula 1, praticamente, ela é inglesa. Por mais que tenha a Sauber na Suíça. Cara, a Fórmula 1 é na Inglaterra, ali ao redor de Silverstone. Tem quase todas as equipes que estão lá.

Ele falou, cara, mas lá o bicho pega. Tipo, a chance de você conseguir chegar lá e andar bem é difícil, porque lá vai ter os melhores. Os topzera estão lá. Bom, resumindo a história, eu fui pra, então, fazer uns testes na Inglaterra, falei, opa, negócio que... Nem fui pra Itália. Não. Vou pra Inglaterra. Não, aí, cara, fui lá testar, falei, cara, bom, resumindo. Peguei uma categoria chamada Voxo Junior, que era o equivalente à Fórmula Ford da época do Senna. Aham.

e aí também algumas coisas acontecem, depois que também passou, fui entender, cara, bom primeira corrida do ano, em Donington Park, tinha uns caras muito bons, já na categoria que eram conhecidos da Inglaterra o Dan Weldon, era um dos pilotos

Tinha o Justin Wilson, tinha o Andrew Karkaldi, tinha o Tim Mullen, uns caras que já eram muito bons ingleses, né? Que estavam lá e, bom, chegou nesse cara de paraquedas que ninguém conhecia. Bom, a primeira corrida eu largava em Donington Park. Eu acho que eu largava em terceiro ou quarto. Resumindo, cara, eu dei um largadão de quarto pra primeiro.

fez uma baita corrida, uma categoria que tinha muito vácuo, ganhei essa primeira corrida, cara. De cara. E é isso, eu vou falar, muito louco, tá? Esse dia, era uma categoria de base, mas esse dia, talvez tenha sido o dia que realmente abriu as portas pra mim pra chegar no pablau. Porque, como era a primeira corrida do ano, era um cara que ninguém conhecia,

Eu falei, meu, quem que esse Zé Mané que chegou aí e ganha essa corrida de, meu, dar uma molecada boa, né? Os moleques bons lá. E eu acho que daí começaram a prestar atenção em mim. Um ano depois, a equipe do Jack Stewart, que já tava de olho, me chamou pra correr com eles.

Fui campeão pela equipe do Jack, na Fórmula Vox, que era a Fórmula Opel, né? Fui campeão, cara, e dali foi quando assinei um contrato pra andar de Fórmula 3, já com a opção de andar de Fórmula 1, ou seja, as portas se abrirem. Então, eu acho legal essa, né, de ver de onde saiu, essa primeira vitória em Donington, acho que foi ali que o negócio fez... Foi um divisor de água. Foi um divisor de água. E aí, vamos lá, pra responder, que eu tô enrolando aqui fora da Ferrari.

Cara, chega um ponto, então, que tive minha carreira lá de 2001, comecei pela Jaguar, depois passei pra Prost, aí o Gordo pode falar um pouquinho que ele viu também. O Gordo é maravilhoso. E, cara, a equipe quebrou no fim do ano, financeiramente a equipe tava, meu, teve briga lá entre o Alan Prost e o Pedro Paulo Diniz, que era o sócio da equipe, foi quem me chamou pra ir pra lá, que tinha um projeto brasileiro de que ele ia comprar a equipe pra 2002.

Ele falou, Burt, eu quero comprar essa equipe, essa é uma equipe brasileira, quero que seja você e o moleque que está subindo bem, que é o Felipe Massa. Essa era a ideia do Pedro. O moleque que está subindo bem. Estava na Itália, correndo de 3 mil. E, cara, nesse meio do caminho, eu topei o projeto, falei, cara, tem um caminho aqui, ele e o Prost não se entenderam comercialmente, brigaram, a equipe acabou não tendo a menor condição de fazer.

um carro naquele ano de 2001, e ainda pior, eu tive um acidente que eu quase morri lá na Bélgica. Eu não lembro. E, pô, eu tinha contrato pra 2002. Eu lembrava como chamava a coisa vermelha. A hematoma. É verdade. Aí o Bud esqueceu as coisas. Como esqueceu as coisas? O Bud, como chama quando você bate e fica roxo? Eu não sabia. Não, eu lembrava de 10 anos atrás, mas não lembrava de 10 minutos atrás. Então, assim, tive aquela porrada.

Acabou minha carreira. Eu tinha contrato pra correr em 2002. Dois meses depois do meu acidente. Eu tava no hospital lá meio fudido. Aí eu falo, ó, a equipe quebrou. Ou seja, tudo que podia dar errado, deu errado. Aí um dia toca o telefone, literalmente. Eu tava aqui...

Eu até lembro, eu tava na Avenida Bandeirantes, em frente ali àquela concessionária da Mitsubishi. Sei. Chegando na Marginal. Grandona. Eu lembro que eu tava ali, cara. Tocou meu telefone e eu não podia nem dirigir na época, porque o médico falou que você tem que ficar, meu. Você pode bater lata aí, nem carrinho de rua você pode dirigir. Batava você lá. Tava lá, tinha o motorista guiando, tocou meu telefone, vi lá o prefixo 39, né? Tipo da Itália. Falei, meu, atendi.

Aí o cara, a secretária falando, ah, aqui é a secretária do Jean Toddy, que é o chefe da equipe do Ferrari, né? Ele queria falar com você, eu falei, meu, pegadinha essa, pegadinha, né, cara? Ah, lógico, né? Os caras do pânico, de repente... O cara é o que imitando Jean Toddy, né? Eu falei, cara, nesse ano que deu tudo errado, pô, que porra é essa, né? O que esse cara quer, né? O cara falou o aborto seguinte, a gente tem interesse que você venha...

ser nosso piloto de teste a gente foi buscar informação sua na Prost, porque tinha motor e câmbio Ferrari e os caras recomendaram você que a gente sabe que você não vai ter contrato pra no que vem, blá blá blá você quer? eu falei, não, obrigado deixa eu perguntar pro meu irmão deixa eu pensar, deixa eu pensar dia seguinte cara, peguei o voo foi pra Itália, lógico mesmo não podendo dirigir mas eu não falei isso pro Jean Toddy na época

falei cara só um detalhezinho só bobagem eu tô meio sem assim multi-elevação foi meio falhado mas tô desnorteado resumindo cara que louco eu cheguei lá dia seguinte peguei um voo cheguei na sala dele conhecia ele só de cruzar mas não conhecia é o seguinte tem um interesse peguei um pedacinho de papel juro cara um pedacinho escrevi aqui ó salário é tanto tempo de contrato aceita? aceita falou dá rabisca aqui só pra rabiscar tá

Esse foi o contrato. Falei, ó, você vai receber o contrato, mas isso aqui é o que vale. Vai na sala aqui do lado, já tira uma foto com a camisa, já pra gente já me anunciar e pau na máquina. Que do caralho. Então assim, aí... Ganhou a Ferrari de Uno? Não, eu vou chegar lá. Tá. Aí eu fui descobrir o que era a Ferrari, pra então trazer o assunto Ferrari, Fórmula 1 e tal. Cara, quando eu fui ver...

o que era aquela equipe, né, em termos de estrutura. Eu tava vindo da Proche, velho, pequenininha, assim. Falei, cara, como é que alguém pode dizer que eu tava no mesmo grid, na mesma categoria que esses caras? Que, tipo, não tinha nada a ver, né? E o dia que eu entendi, pras pessoas, o que significava Ferrari, cara...

É sagrado. Sagrado, assim, animal, né? É um bagulho sagrado. Eu fui numa das eventos, festas da Ferrari, que eu fui entrar, tipo, segurança lá da porta, né? Eu não fazia ideia de que o cara meteu a mão no meu peito, assim, pá! Chegou alguém no vídeo dele e falou que eu era da Ferrari, meu. O cara quase me beijou, sabe? Tipo, nem sabia meu nome. Mas só de eu ser da Ferrari, o cara achava que eu era, tipo, Deus. Então, assim, era um negócio tão maluco, o poder da Ferrari.

Aonde você vai no mundo, cara? Vai ter gente vestida de vermelho que torcem pela Ferrari. Então... ...

O Bernie dizia o quê? Que a Ferrari vive sem a Fórmula 1, mas a Fórmula 1 não vive sem a Ferrari. E por isso que, né, até hoje tá mudando um pouco, mas mesmo assim, a Ferrari é a preferência. Quando tinha a divisão de prêmio, de grana, ao fim do ano na Fórmula 1... E um tequinho a mais, cara. Não, um tecão a mais. Ferrari é... Tipo, Ferrari ninguém mexe. O que sobrar aqui, todo mundo divide. E boa, cara. Então... Obrigado.

A Ferrari é muito forte, o que o Rica disse aí, ele tem sua razão. A Ferrari tem um poder muito grande e, cara, é o que é. Eu tô vendo lá o negócio da Netflix do ano passado, se você já viu. Sim, sim, tô vendo. Eu vi, eu vi. A hora que o Hamilton chega na Ferrari, aquele mar de gente pra receber. Eu falei, mano, o que é isso, cara? Que porra é essa, irmão? E tem a casinha lá do Enzo. É.

Eu tenho a casinha tudo lá, o escritório dele, do jeito que ele usava, tá lá. Isso é uma coisa que eu queria conhecer um dia. Eu falei, o dia que eu entrei lá, eu falei, meu, sabe quando você fala meio... Será que, meu, é verdade, né? De tá entrando aqui, de tá tendo acesso a umas coisas que eu nunca imaginei. Lembro, eu era moleque da arquibancada, tá? Sim, claro. Pô, é, vem no Alesi passar ali. Eu nunca esqueci. Onze anos depois, dez anos depois de estar na Ferrari, pô. Eu nunca esqueci de que eu era moleque da arquibancada. Eu nunca esqueci disso.

E tava lá, cara, e enfim, aconteceu. E aí, só pra somar então, já que falei, chegou um dia então que eu fiz, foram três anos de Ferrari com piloto de teste.

O que é o piloto de teste? Aquele cara que testa tudo. Na época testava, hein, meu? Porra, se testar semana sim, semana não, meu. Só em 2002, eu tive 18 mil quilômetros de teste. Putas que pariu. Que era muito mais quilômetro do que pilotos oficiais correndo, não conseguiam ter. É equivalente a 60 GPs, talvez, eu tive. E só em 2002.

E foram três anos, e eu dei muita sorte também, né, cara, que foram três anos que a Ferrari ganhou tanto de piloto com Schumacher, como também de construtores. Ou seja, meu, acho que isso nunca mais aconteceu. Barba, cabelo e bigode. Barba, cabelo e bigode, por sorte, eu tava lá. Tem uns trofeuzinhos de campeão do mundo lá em casa. Era o Schumacher e o Rubens? Schumacher e o Rubens, né. E, então assim, animal. Mas desde que chegou um ponto, eu falei, cara, quer saber?

que é o ponto que meu irmão fala, meu, bate a cabeça e você ficou louco, né? Porque eu tava andando de Ferrari, ganhava bem, morava em Monaco, mas eu falei, cara, tá faltando alguma coisa. E eu fui descobrir que, na verdade, o meu negócio não é só guiar, eu gosto de competir, cara. Faltava competição, eu não tava mais competindo. Ah, entendi. E por quê? A Ferrari era a melhor equipe da época, então assim, ah, a Fórmula 1 tá toda indo pra Silverson.

Manda o boot lá pra Manicú, ninguém vai ver. Ah, a Fórmula 1 vai pra Manicú. Manda o boot lá pra Monza, ou seja, a gente tava sempre isolado, pra ninguém ver. E eu tava andando sozinho. Ah, de Ferrari? Pô, mas andando sozinho, velho. Então, eu fui descobrir um dia, falei, cara...

Meu negócio é competição. E eu não quero mais só testar, né? Falei, cara, já deu. Sou muito grato por tudo que aconteceu. Falei, ah, mas você nunca venceu. Cara, beleza. Ok, mas eu... De onde eu saí e onde eu cheguei... Porra! Já é uma puta vitória. Eu sou realizado. Você, de repente, acha que alguém... Ah, você é um pé de chinelo. Beleza, tá tudo bem. Mas eu sou realizado, né? Porra, você é um pé de chinelo. Não, tô falando. Porra, você tá brincando, né?

Você cabe julgamento de qualquer um. E eu respeito a opinião. Mas assim, eu sou um cara muito realizado. Eu falei, cara, já quer saber, já deu.

Quero também voltar pra casa, que a gente tem as questões Brasil, que a gente reclama muito com razão, mas pra quem mora fora, eu morei oito anos. Senti falta. Senti a falta de muita coisa aqui, tive a questão do acidente, foi difícil pra mim, família e tal. Cara, 2004 eu comecei a voltar pro Brasil.

E aí, quando eu comecei... Mas pra competir? Então, eu tava já pensando em correr de estocar em 2005. Falei, ó, quer saber, cara, vou voltar ao Brasil. Tem estoque lá que tá começando a ter um negócio legal como automobilismo. E comercialmente também. Uma puta categoria. Porque a Globo começou a apoiar estoque alguns anos antes. A estoque começou a crescer. Falei, quer saber, cara, vou pra lá. E aí, meados de 2004, eu comecei a voltar pra cá.

E aí comecei a assistir a corrida de Fórmula 1, que eu não assistia mais aqui há oito anos, né? E falei, cara... Só que eu saí daqui piloto de kart e voltei piloto de Fórmula 1, oito anos depois. Então, quando eu fui assistir a corrida, eu era um outro cara assistindo, né? E aí quando eu vi lá o Galvão narrando, o Regi comentando, que são meus ídolos também, que naquela época a cena, eram os caras que eu ouvia, né? Os caras, pô, baita ídolos, né? O Galvão, o Regi...

Quando eu comecei a ouvir os caras narrando e comendo, eu falei, cara, eles não estão vendo um monte de coisa. E não é culpa deles. Não, porque eles não foram piloto. Nunca sentaram a bunda num carro de corrida. Então, assim, os caras não estão vendo um monte de coisa. Não estão vendo, não estão vendo. Aí me deu um estalo, cara. Me deu um estalo. Ninguém me deu ideia. Cara, eu falei, quer saber?

Falei, quem que é o diretor de esporte da Globo, né? Na época era o Luiz Fernando Lima. Aí fui lá, arrumei o contato do Luiz Fernando, mandei um e-mail, falei, ó, aqui é o Burt e tal, tô vendo as corridas, expliquei, né? Tem umas coisas que passam despercebidas, mas não é culpa deles e tal. Aí o Luiz Fernando respondeu pra mim, falou, cara, beleza, tô indo pra São Paulo semana que vem, que é a ideia do Rio, né?

semana que vem eu tô indo pra São Paulo, vamos almoçar no Fogo de Chão ali da 23 de maio, eu, você, o Luiz Fernando é diretor de esporte, e o Marco Mora era o diretor de eventos. Eu vou ser Marco Mora que a gente quer te ouvir. Beleza, aí eu sentei na mesa, o cara falou, cara, nunca ninguém criticou a gente assim não. Já que você criticou, diz aí. O que você quer? Não, não é que eu critiquei. Cara, expliquei, falei, né?

Comecei a contar e falei, inclusive, cara, eu acho que tem uns caras legais aí que já correram de Fórmula 1, né? Tipo o Pedro Paulo Diniz, o Gujoumin. Falei uns caras assim que eu acho que seriam figuras legais pra de repente, né? Falei, cara, nunca ninguém deu ideia. Nunca ninguém teve a cara de pau de vir criticar. Nunca ninguém pensou. Porra, você não quer fazer um teste com a gente? Vamos fazer.

Aí eu falei, calma, deixa eu pensar. Aí, cara... Aí eu falei, cara, não, eu falei, mas porra, aí você sabe até melhor do que eu. Você já está correndo de estoque. Eu estava para correr de estoque. Para correr de estoque, tá. Era final de 2004, eu estava ainda sem saber o que ia fazer em 2005, mas, né...

Cara, falar, comunicação, e por isso que eu falo o que eu faço. Fazer o que você faz, cara, de interpretar. É difícil. É difícil demais. É difícil. Eu sou um puta no Zé Mané. Não, você não é Zé Mané. Peraí, não. Eu tô falando de característica, de personalidade, tá? Eu sou um cara flat, eu não sou um cara de entonação.

Eu sou um cara flat, né? Então, pra comunicação boa aqui, cara, tem que saber interpretar, entonação, que é o que você faz, meu, super bem, né? É um negócio difícil. É difícil. Eu fui me preparar um pouco pra ter um pouquinho só de conhecimento, cara, que é Rede Globo, né? Do lado do Galvão, do lado do Reginaldo. A audiência é gigante, né? E aí, uma época que a galera pegava muito no pé, tipo, Galvão...

Galvão fala o que o cara pensa. Isso aí sempre. Tudo é problema em dráudica. Olha que o Leandro está estando dramático. E a gente chega lá. E cara, eu fui fazer curso de expressão verbal, corporal, fonoaudióloga. Ah, cara, eu fui fazer o mínimo. Passaram-se dois meses desse almoço.

Os caras me ligaram e falaram, meu, Burt, faltam três corridas pra acabar o ano, China, Japão, Brasil. Cara, vem fazer um teste com a gente, só pra gente ver. Aí como eu tinha feito esses alguns... Me preparei um pouquinho. Falei, cara, vamos lá, né? Pra ver. Vou encarar. Eu lembro que eu assistia, comecei a assistir tipo jogo de handball, que não entendo nada. Pra ver o que o comentarista falava que ele me ajudava, o que faltava.

Eu comecei a estudar um pouco. Cara, fui lá. As três últimas do ano, fiz como convidado. De repente... Eu, Galvão Regi.

Cara, 2005, fui contratado, ou seja, são quase 22 anos agora, fui contratado. E o legal dessa história, sem trazer muito questão, não é questão de mérito, mas é o que aconteceu. O legal dessa história, que você falou que foi um dos primeiros e tudo mais, isso foi, então, vai, 2005, começou oficialmente.

Na Olimpíada seguinte, que foi 2008, esse diretor de eventos, o Marco Mora, que infelizmente já faleceu, que era um cara durão, gente finíssima, mas um cara duro. Em 2008, ele chegou para mim e falou assim, Burt, nesse ano a Globo vai ter o seguinte, todos os esportes da Olimpíada, a gente vai ter um ex-atleta ao lado do narrador. E eu quero que você saiba que a referência veio da Fórmula 1.

Mas quem manda aqui é a gente, então a ideia foi nossa, tá? Que do caralho. Foi o jeito dele falar obrigado. Então assim, foi legal essa história porque, né? Que do caralho. Ninguém me convidou, ninguém deu ideia. Foi uma coisa que eu cavei, que deu certo. Não, você viu, assim... A oportunidade. Você viu uma oportunidade, assim como você viu a oportunidade na Inglaterra. Como você viu a oportunidade... É uma característica da sua personalidade. Lá em Interlagos. Na Ferrari. É, quem vê, velho.

Lembra o dia que a gente bateu um papo sobre a questão de empreender, de ter visão? Sim. Eu até falei de você também. Lembro, lembro, claro. Essas coisas são legais da gente trazer um pouquinho, porque não é só o piloto, não é só o comentarista, às vezes depende de alguns, né, algumas atitudes nossas, detalhes. Um pouco de sorte também, que é sempre bem-vindo. Sorte é pra quem tá no game. Eu sei, eu sei. Fica deitado em casa esperando a sorte chegar. Não vai cair do céu. Não, a sorte faz parte como...

ninguém é bater na tua porta e te entregar um saco de dinheiro não é questão só de sorte também não é questão só de falta de sorte não é ah, mas deu errado, pô, deu errado cara, se você ver eu quero ver uma história absurda, eu vi esses dias tem um canal no Youtube que eu acho muito legal chama Curioso Mercado

Não sei se você já viu isso aí. Não vi. O cara faz uns mini docs dos empreendedores. Eu nunca vi um cara sofrer tanto que nem aquele tal de comandante Rolim, velho. Dá tanto. Cara, meu irmão, pega a história do cara. Se fodeu pra caralho. Do cara com os primeiros... O cara quebrou umas 12 vezes.

E o cara não desistia. Ah, porra, o cara mantou a maior companhia aérea do Brasil. Eu também, né, meu? Meu irmão, assiste. Aí você vai falar assim, porra, o cara de sorte. Meu irmão... Como é que chama? Chama Curioso Mercado. Eu te mando, eu te mando. Não, mano, eu fiquei em choque. Quantas cagadas deu. Aí quando o cara deu certo, falou, porra. Ah, tá vendo, deu sorte. Caiu o avião em Zabaquara. Aí, pô, meu irmão, o cara é um visionário.

Eu já falei aqui. Não é só visionário. Eu já embarquei um dia de manhã cedo ele recebendo a gente na escadinha. Eu lembro. Eu digo visionário. Acho que eu falei visionário pensando nesse cara. Não, ele é alucinado. Não, tudo bem. Ele recebia a gente na escadinha. Cumprimentava todo mundo. Sim, mas o cara se tu vê... Entendi, entendi. O que o cara passou eu já tava, na terceira eu já tava agoniado.

Meu Deus, como é que esse homem aguentou? Eu ficava tentando me colocar. Quando ele conseguia, aí estourou. Na terceira eu já tinha de vir. Estourou uma crise no Brasil, o dólar, não sei o que, quebra o negócio do cara. E o cara vai procurar outro cara. O cara nunca desistiu, mesmo ele quebrado. O nego nem sabia que ele tava quebrado e ele dando um jeito. Daqui a pouco surgiu um negócio, ele pegava o avião, ia lá pra Holanda falar com a foca, o cara...

pra dentro mas você foi ver, você não tava quebrado mas a mesma coisa que você, você foi procurando aqui procurando ali, você nunca deixou de ir, mas esse cara aí o que esse cara passou, eu juro por Deus eu não sei que força daquele homem tinha, e hoje tá e a Latam né cara, uma companhia da América Latina, do cara do cara que se tu ver o que o cara passou é bizarro, eu admiro muito empreendedorismo né cara, empreendedorismo é uma coisa que é difícil irmão

É uma puta arte, né? É difícil. Puta que pariu. E, de novo, tenho pouco a ver daquilo que a gente conversou um dia. Que, cara, vocês aqui, né? Esse negócio de podcast aqui e tal. Acho que vocês deram uma largada aqui. Quantos abriram, quantos fecharam. Foi na hora que tinha que dar. E vocês deram uma largada também, empreendendo aqui, né? Sim, pra caralho. Esse aqui botou dinheiro no começo. Não, por isso que eu falei. Você também. Eu presto.

Eu presto muita atenção que a gente, de novo, tem lá o esportista, tem lá, no caso de vocês lá, artista, humorista, mas, cara, por trás tem uma pessoa também que muitas vezes precisa tomar decisão, fazer escolha. O negócio é o negócio, né? Não depende só de... Ah, cara, é o negócio, né? Vocês têm que saber tocar esse negócio. Então, assim, eu sou muito...

atento a essa questão do empreendedor e ainda mais aqui num país como o nosso que é muito interessante sobre essa coisa de você empreender, que ele fala que a questão de empreender

Não é só por você empreender. O difícil não é você... É você convencer a todo mundo a participar daquela coisa que você pensou. E achar legal. E ainda ganhar dinheiro com aquilo que você pensou. Você reuniu pessoas que estão junto com você naquela ideia.

E mais o que tá em volta a consumir aquilo que você pensou e aquele time que você trouxe com você. É difícil, hein? Entendeu? É uma loucura. É difícil, né? Mas dá certo pra quem fica ali exaustivamente. E aqui no Brasil é um mega desafio mais enfim. Mas por isso que a gente é bom, porra. A gente sobrevive a um sócio que consome cinco meses do teu ano e não te dá porra nenhuma.

Zero. Todo mês você tá lá, ó, QR Code, QR Code, QR Code, QR Code, QR Code, pagando, é um sócio que só te leva e não te traz nada, né? E fica tebolando qual é a próxima jogada pra eu tomar mais um pouco de você, né? Que é o estado. Vamos falar de Ferrari? Bora.

Falar de Hamilton, porque... Depois eu quero falar de Canadá. Aquilo foi uma viagem mais legal da minha vida. A festa mais é bom, a gente vai chegar lá. Quer contar agora? Foi tão interessante que eu fiquei com vontade. Antes eu vou deixar o gordo. Cara, de verdade... Não, não, não.

De verdade, foi a melhor festa que eu fui na minha vida. Foi na vida também. Se alguém falar, mas eu não fui... Eu falo pra todo mundo. Se alguém vai falar, ah, mas a festa que eu fui é a melhor. Beleza, pode ter... Mas eu... Não, eu foi aquela. Então, quer que eu fale ou você conta? A gente foi... A gente ia ver a corrida do Canadá. Eu fui pra Miami. Fiquei com o Tony em Miami. 2001. É, a gente ia pro Canadá ver a corrida do Canadá. O Rubinho convidou a gente.

Eu e o Nandinho. Quer um café? Não, obrigado, tô bem aqui. Ah, vamos lá, vamos pro Canadá e vamos convidar ele pela Ferrari e tal. A cadençalzinha da Ferrari, tudo bem. Eu era peloto da Prost. Puta, chegamos, o carro da Ferrari buscou a gente no aeroporto. Era um negócio... Ferrari era foda. Era? É, é foda. Beleza, chegamos lá e só que Ferrari, bicho, você senta ali no box, ali atrás e fica... Quietinho.

não, não se mexa muito se você quiser alguma coisa se você relar no Schumacher você toma um pau então fica na sua, irmão e a gente sentado ali quietinho, daqui a pouco vinha aquele vagabundo ali

Ah, vocês estão aí, tipo... Não grita, cara, na Ferrari. Não, eu tô na próxima, vai lá, pô, vai lá, cara, vai ver o Lu. Vamos lá ver o Lu, cara, vamos dar um abraço nele. Não saíram mais de lá. Não, chegamos lá, irmão. A gente já queria pegar a cozinheira, que era uma gata, lembra? Puta de uma gata, gente. Bicho, uma puta festa, irmão.

É liberdade. Nós não ficamos nenhum dia na Ferrari. Nenhum dia. Sentado na prótica cadencial da Ferrari. Bicho, caos, ancho. E uma coisa que eu nunca vou me esquecer na minha vida, a corrida, você correu bem pra caralho aquela vez. Não lembro nem em que lugar. Acho que eu cheguei em décimo que eu marcaria a ponta. Marcaria a ponta.

Com carro de mão, com carrinho de mão. E o Pelixir desceu do carro, ele não conseguia andar. Ele não conseguia andar, ele pegou, lembro que você pegou uma banana, ele não conseguia descascar a banana. Eu falei, caralho. Depois eu vou contar sobre isso, mas eu vou... Que porra é essa? Aí o Leme falou, o bicho não tem direção hidráulica.

O Alessi tem, ele não tem. Não, eu vou contar isso aí depois, mas só pra gente iludiar. Beleza, aí eu vou. Só um detalhe, ele falou que chegou de Ferrari e tal, lembra o meu carrinho que eu tinha na próxima? Não, aí vambora. O Rubens tinha 300 reuniões depois, o Luciano falou, se vocês quiserem ir comigo, eu deixo vocês no hotel. Vambora, eu falei, vambora, vamos com ele. E onde para os pilotos, meu, só Ferraris, BMW, Mercedes. Aí uns Corsa, velho. Caralho.

Quem que parou um Corsa aqui nessa bosta, velho?

Ah, chegão. Eu falei, não, cara. Aí, os dois gordão, esse aqui dirigindo, eu na frente, você... Alex Dias Ribeiro. Alex Dias Ribeiro e o Nandinho atrás. E o Alex Dias Ribeiro é piloto de Cristo, tal, todo mundo. E a gente, bicho, isso aqui parava no farol, eu desengatava, era corcinha automático. Eu desengatava. Vem pro capeto, cara.

de corcinha é, calar o demônio bicho, nós paramos na vida uma hora, não falamos vermelho, é uma puta avenida foi, gente, eu vou descer aqui que eu tenho que ir ali não, aqui não tem onde ir, não, eu vou descer ele desceu na hora do carro quando falou capeta desceu na hora e foi embora a pé a gente chorava de rir o pior que nós estamos aí tinha essa puta fé, o Rubinho, depois da corrida tem uma puta festa esse aqui, eu vou embora você não vai embora o Mungu foi embora

Eu falei, eu vou tacar uma lata de cerveja no rotor do helicóptero. Se você subir no helicóptero, eu vou mandar. Pra você não ir embora. Aí, ó, só pra dar o contexto, a gente ficou na festa. O que que era, cara? Então, lá, o final de semana de corrida. Notre Dame, né? É. Em Montreal. Montreal, é. Então, assim, tudo que o Gordo falou é verdade. O esquema da Ferrari. Convidado Rubinho. Ficamos lá na Prost, que lá era meio descontraído.

Muito mais. Queria pegar a cozinheira e a moça que servia. Só ficava sério quando o Narigudo chegava. O Narigudo passava e a gente ficava sério. É, o Prost, é.

E aí, cara, no final do final de semana, alguns GP falam ah, GP, pô, balada, cara, nem tem... Não, não tem, não tem. GP é meio sem graça, né? Muito técnico e tal, falando de balada, cara. Pontualmente algumas etapas tem umas baladas, e essa do Canadá, que a gente nem sabia... Isso foi o último ano que teve, né? Teve depois, mas não foi igual a essa aí. Eu fui lá em 2002, mas não foi igual. Enfim.

O dono, os caras chamados Gui Liberté, que é dono do Circo de Soler. Foi ele que fundou, foi ele que criou, ele já vendeu, né? O Gui Liberté, que por acaso na época... Na época era dele ainda. Era dele, e era casado com uma brasileira, então ele gostava de brasileiro. Resumindo, o cara fez uma festinha na casa dele. A limousine passou no hotel, pegou eu, Nandinho e o Rubinho.

Então assim, na casa do cara, e aí vou contar, e aí eu peguei uma caraninha, né, pra pegar, o cara mandava limusine pegar a gente, mandava limusine. Aí os caras na limusine, já, meia tocando o terror, quando chegou na, e aí o dono do circo, cara, não era, então assim, além da casa do cara, esse animal, tinham personagens do circo na casa dele, só que a gente não sabia, na hora que a gente chegou lá, que abriram a porta, eram os duendes, anãozinho duende.

Meu, de círculo. Fantasiada, é. Abriram a porta, não sei o que. Aí a gente entrou, você lembra, Bola? A gente entrou, tinha uma escada, de repente tinha uma... No Canadá é muito frio, tinha uma piscina coberta. Não, dentro da casa. Dentro da casa do cara. E outra. Não, e o cara tinha com uma bermuda e uma toalha. E dentro da piscina... Ah, pra você curtir. Não, não, escuta. Você vai lembrar, dentro da piscina, de repente a gente olha, tinham três mulheres, modelinhas assim, lindas.

Não é que tava pelada, não, não. Pelada? Pelada. Mas é normal. E aí... Não, não é normal. Pera aí, escuta aqui. E assim, era um chamado Petit Comité, mas tinha bastante gente, sei lá, umas 200 pessoas. Tinha bastante, é. E aí quem tava em volta da piscina, como era metida, descolada, como se nada tivesse acontecendo. E você é retardado aqui, meu. Os brasileiros, caralho, tá pelada, ó a teta.

A gente gritando. E os caras, como se nada tivesse acontecido. A gente, meu, a gente, meu. Eu lembro uma cena muito boa tua, cara. Que era, tipo, Dom Penhão, uma puta champa, naquela garrafa pequenininha. Então o cara vinha servir e você pá, abria a champa. Isso aqui tomou, deu dois goles na champa. Não quero mais, quento. Outra. E o cara traz outra pra você, irmão. E o cara lá e tamo sentado, bicho, batendo papo. Uma mulher vem.

E o cara, sai daí, porra. Tá mexendo no meu pé, cara. Tirou meu tênis, tirou minha meia, começou a fazer massagem no pé. Vocês sentaram, batendo papo.

Não, e aí, cara... Eu comia carajé, irmão. Então, eu vou falar lá. Aí, ó, o Gordo, só pra lembrar. Aí tinha a casa do cara, aí, meu, pista de dança dentro da casa. Puc, cinema. E aí, o que aconteceu? Acabava assim, tinha a casa dele, aí um gramadão... Gigantesco, cara. E acabava num lago. É. Nesse gramadão, cara, você ia andando, cara, era a barraca de hambúrguer, era a barraca de pizza, a barraca de sushi, de carajé. Eu lembro uma, uma fonte de chocolate. Mas não era, cara, era uma fonte de chocolate.

O que que tinha no lago? Então, aí... Cara, isso... Aí tinha negócio de fazer... Tato de rena. Tato de rena, que o Rubens descobriu que tinha alergia. Tato de alergia nele. Descreveu gorda, não sei o que. Quase caiu o braço dele de fora. Aí, cara, chegava assim, meu... Cara, você fala, não é possível, sabe? Não é possível. Os bares, né? Tinham bares que eles montavam.

E tinha um cara e uma menina, meu, tanto o cara quanto a menina, mega, super bonitos, boa pinta, e vestido com a roupa do circo. E no meio, de repente, tinha uma borboleta, que era uma personagem do circo, mas que ela não falava com você. Ela era uma borboleta. Tinha um...

Com doentes. Não, o cara fazendo malabares. E aí, cara, você tinha os bares e tal. Os caras, só de você sair da casa, chegar lá no lago, você já tava bêbado. Cara, de repente começa a tocar uma música, quem tava bêbado, já nem lembrava. Mas é como, tipo, Celine Dion da vida, sabe? Começa a tocar uma música, uma voz linda assim, a gente fala, meu, da onde vem esse... Você vê que era ao vivo? Que porra é essa? De repente, cara, escurece a festa inteira, acende uma luz no meio do lago, assim, ó.

Tem um piano, assim, sobre a água, que você parece que... Sabe, você vê que parece que ele tá apoiado na água. Meu, essa mulher tocando. E o cara tocando. Cara, animal. Nem passa uma gôndola, lembra? Passava uma gôndola. É, assim... É o cara do cerco de sol. Não, você não tá entendendo, cara. Aí, aí... Eu falei pros caras, é a festa mais legal que eu já fui na minha vida. A gente tá resumindo muito, cara. Muito. Eu lembro, aí uma hora eu fui no...

Pô, a casa do cara não tem muitos banheiros. Uma hora eu fui no banheiro, tinha, sei lá, tinha uma filhinha.

E um cara que cutucando, né? Eu falei, meu, nem olhei pra trás, o cara quer passar na minha frente. O cara cutucando. De repente eu cheguei, olhei assim, cara, quando eu olho pra trás, o cara com sorrisão, né? Era aquele Jim Carrey. Cara, posso passar na sua frente? Era nesse nível. Eu falei, beleza, fiquei meio desconcertado, sabe? Passa aí, meu. Esse cara quer, meu. Puta festa. Jim Carrey tava na festa. Jim Carrey.

Que isso, cara. Então assim, cara. Não, você não tá entendendo. A festa do cara. Isso é um bagulho inesquecível. Você sempre fala disso, dessa festa aí. E outra, só pra terminar, eu tinha voo, tipo, 10h30 da manhã. Na hora que eu li no relógio, sei lá, tipo, era 10h12, eu tava na festa ainda. Eu não tinha. Cara, a gente não... E a hora que você quisesse ir embora. Eu, tipo, eu quero ir embora pro hotel. A limusine na porta te levava pro seu hotel. Eu não preciso ir embora com o Rubinho.

Não precisa ir embora. A hora que deu pra mim. Não precisa ir embora com o bolo. Você foi embora que hora dessa festa, bola? Ah, não me lembro. Bebeu tanto assim? Tomei uma cachaça boa. Eu nem sou de beber muito, mas lá tinha... Mas não dá. Lá, meu, lá... Eu comia carajé, cara. Tinha uma baiana fazendo a carajé. Tá, cara.

Que porra é essa? Comida do mundo inteiro. Na animal, cara. E o cara fez essa festa pra galera da... Fazia pra galera da Fórmula 1. O Petit Comité. O Petit Comité. No ano seguinte eu fui, teve, mas... Já deu uma... Menorzinha. Porque assim, como... A casa do cara era bem distante da cidade, né? É verdade.

E acho que só tinha lá os milionários que moravam por ali. Os caras que não gostaram muito da zona que foi. Aí deram uma tosada pra 2002. Aí em 2013 ele fez no aeroporto. Ele pegou hangares. Ah, não foi na casa dele. Não, pegou hangares. E cada hangar era um estilo de música. Aí passou. Ainda existe essa festa? Será que até hoje? Não sei. Acho que hoje em dia não deve ter mais. Porque era meio liberado ano demais. Hoje não pode. É hoje com celular, né? Com celular, é.

Só o Vorcaro que faz a festa boa É estilo Vorcaro, tio Você entrava na casa Piscina aquecida Uma gruta Deve ter sido uma experiência muito legal A mulher cabia em mudo e com a toalha Você ia pro vestiário, você se trocava Ia nadar Eu queria falar do Hamilton e Ferrari Porque ele teve um ano Desgraçado ano passado Um ano pra esquecer Ou pra aprender Um ano pra...

Mas ele tá bem esse ano, né, cara? Vamos lá. A Ferrari deu um up, cara, com essa mudança. Começou bem foi a Mercedes. Sim, o que eu... Também, né, eu entendo que as pessoas comentam, em rede social, falam um monte de coisa, mas, cara, a verdade é a seguinte, tudo tem uma explicação. O Hamilton... Não é que o ano passado não tô afim, agora esse ano tô afim. O que mudou foi, se vocês lembrarem, lembra aquele...

o campeonato de 2021 que decidiu lá na última volta, literalmente na última volta. Até aquele ano, o Hamilton andou muito bem. 22, 23, 24 e 25, o Hamilton não andou bem. Por quê, cara? Quando mudou o regulamento e os carros passaram a ser efeito solo...

que foi 22 a 25, cara, não vai ao encontro do estilo do Lewis Hamilton. Fala, o cara pode ser, quem for, todo mundo tem uma questão de estilo de pilotagem. E o cara é o Hamilton, o cara é recordista, de vitória. Não é um Zé Ruela, né? Mas ao mesmo tempo, ele também é um ser humano que tem suas limitações. E a grande verdade é que nos últimos quatro anos, então, 22 a 25,

O carro não era do estilo dele, cara. É um carro... Qual que é a diferença? O carro de efeito solo tem muita pressão e dinâmica. É um carro muito de contorno de curva. O carro contorna muita curva. Então, a freada em si não é o mais importante. É óbvio que tem que frear tarde, mas é muito de contorno. O Hamilton tem uma característica que é dele, cara. O cara é mega ninja em freada. O cara freia, meu, super... Freia forte. Muito forte. Mas de contorno não é estilo. Não que ele não saiba. Sim, sim, sim.

E cara, num caso você pode ver que andou mal na Mercedes, andou mal, foi pra Ferrari, andou mal. Cara, o que aconteceu pra esse ano? Por que o Hamilton, né? Porque ele quer... Que voltou o regulamento do assoalho plano, que não é mais o efeito solo. E aí permite que seja um carro muito mais esfriado, de menos contorno de curva, e o Hamilton meu.

Brilhou. Brilhou, mas a Ferrari por enquanto não tem o melhor carro, o melhor carro é da Mercedes. Dentro da Ferrari tem um cara chamado também Leclerc, meu, o cara é muito bom. Tá no auge, né? Tá no auge e tem essa também na carioca.

O Hamilton tem, tá com 41... É, isso que eu ia falar, idade, né? Cara, isso pesa, cara, né? Não tem como falar que não pesa. Lembra? Até o Schumacher, né? O Schumacher, lembra que ele parou e voltou? Foi. Ele foi pra Mercedes. Voltou e tomava do Rosberg o tempo todo, cara, né?

Você acha que ele vai até quando, irmão? Ah, eu acho que... Mais um aninho? No máximo, é esse, mais um e... E deu. E deu, né? Então, assim, a idade pega. É, o Alonso tá aí pra dizer o contrário, né? Mas então, mas o Alonso... Mas peraí, o Alonso tá com... Sem desmerecer o cara, que ele também não é tão torto quanto falam. O Alonso tem o... Qual que é a referência do Alonso? O Stroll. Lance Stroll.

Que também não é dos topzera. Não, não é. Que do topzera? Não é. Ele é favorzeira. Não, não. Digo assim, ele não é tão ruim que nem dizem não, tá? Ele, pra chegar... Cara, ele já fez pole na Fórmula 1, já chegou no pódio. Você tem que ser bom, tá? Mas o Alonso tem uma facilidade de não ter um Leclerc ao lado dele, de não ter um Verstappen, de não ter um Russell. Então, pro Hamilton é mais difícil.

Pro Alonso também pesa a questão da idade, mas ele tá bem ali. Pro Hamilton, cara, tem um cara novo no auge dele, que é o Leclerc, então, pô, a referência é difícil. E você vê dia no pano comum da Aston Martin, tá a draga, né, irmão? E não foi pra lá o Tio? Mas peraí, não, eu vou falar. Que draga o Tio tá lá. E eu torço muito, tá? O pai? Não, não, o Adrian Newey. Ah, foi, foi, foi. Mas eu torço muito, cara, imagina o Hamilton vencendo a Ferrari, a história, né? Imagina a história, que legal.

pariu. Os caras vão invadir a pista e vão no QC. Tão brilhante, né? Tão grande quanto o Hamilton, né? Ele tá quase, viu? Não, então, mas imagina, cara. Tá beirando ele ganhar uma corrida aí. E de Ferrari, pô, seria animal. Então, eu torço muito, mas eu acho que não tem muito mais tempo pra que, né? Ele tenha a chance de fazer isso. E Aston Martin, bola, você vê que

O ano passado tava até razoavelmente. É, mas aí os caras pegaram, então, o Adrenil, que é o grande projetista da Favla 1. Aquele livrinho dele, todo mundo faz. Esse cara é esse bicho. O Adrenil começou vencendo na Williams, que, aliás, dava pau no Senna, inclusive, né? Porque lembra o Mansell de Williams.

Era quase imbatível aquele carro, depois o Prost também foi campeão, e outros tantos foram campeões ali com aquela Williams, Damon Hill, Jovilleneuve. Aí depois ele se mudou pra McLaren, e aí com a McLaren ele foi campeão duas vezes lá com o Mika Hakkinen, né? Depois até na época do, enfim, ele foi, aí foi quando ele foi pra Red Bull, que comprou justamente a Jaguar onde eu corri, né? Isso mesmo. E aí contrataram o Newey, cara, e aí deu no que deu, naquela Red Bull que ficou até chato de tanto que venciam, né? Com o Vettel.

depois com Verstappen e esse carro era do Adrian Newey e até que agora então, ano retrasado Aston Martin veio com todo esse investimento na Fórmula 1 e pegou o Newey pai do tio está fraquinho de grana quase não tem dinheiro comprou todo o esquema, contratou o Newey só que onde está o problema deles esse ano? Está no motor

questão de que? Ronda, cara. E aí, não dá nem pra desmerecer, porque você vê que aí também a história foi errada. Por que aconteceu? A Ronda, que volta lá no começo do papo que a gente teve aqui, a Ronda decidiu deixar a Fórmula 1. Venceu quatro anos seguidos com o Verstappen.

Na verdade, antes de vencer o último ano, a Honda decidiu sair da Fórmula 1 porque não estava mais valendo a pena como negócio. Saiu. No que saíram, o que a Red Bull fez? Falou, opa, cara, a gente tentou andar de Renault, não funcionou. A gente sabe que a Mercedes não vai dar motor bom pra gente. A gente sabe que a Ferrari também não vai querer dar motor bom pra gente. Cara, vamos fazer o nosso motor. Vamos fazer o nosso motor.

Ah, vamos fazer o deles. Então, o que eles fizeram? Eles pegaram praticamente todo mundo da equipe da Honda, que a Honda estava sendo a Fórmula 1, e falaram, vem cá.

Vocês querem trabalhar pra Red Bull? Cara, os caras vieram, fizeram esse motor que tá hoje lá com a... Não é Ford esse motor? É uma parceria, cara. Tem lá o simbolinho Ford, mas quem fez essa antiga fábrica de motores da Honda. E aí quando a Honda, por conta dessa Fórmula 1, do motor elétrico, do motor sustentável, blá, blá, blá, falou, opa, agora interessa voltar. Quando a Honda decidiu voltar...

voltaram? Mas vem cá. Cadê? Não, cadê? Tudo bem. Mas cadê os engenheiros que a gente tinha? Não temos mais. E aí os caras começaram a ter que buscar de novo as pessoas pra fazer esse motor. Resumindo, cara. Todo mundo novo, zerado. Resumindo, deu no que deu. O motor tá muito aquém, tanto de potência, de meu carro tem vibração e tal. É, porque tá uma daca. Então não deu nem pra ver ainda se o carro do Adrienil é um carro bom, não é?

Mas o motor tá com muitos problemas que eles vão resolver. A Honda também, porra.

japonês, né? Se a onda não resolver, quem vai resolver? Os caras vão resolver, né? Porque a briga tá feia, Cadillac e Aston Martin lá atrás, tá feio o negócio. Mas deu uma caca aí que eles pecaram, pecaram, de não ter se preparado tão bem, de repente devia ter esperado mais um ano e tal, assumir esse compromisso com a Aston Martin, que meu tá investindo os tubos ali.

Mas, putz, o motorzinho tá, meu... Porque eles tão brigando na Cadillac. A Cadillac também não tá. Mesmo igual, é a mesma coisa, bicho. Tá ruim por enquanto. Bom, aí a gente falou do Hamilton, mas temos aí... Vamos falar do Verstappen também? Que pra mim é... Que disse que vai parar, né? Não sei, disse que vai parar. Eu vi uma notícia. Ou tá chorando? Pode ser. Não, é até que tá com o lugar ruim, porra. Ele disse que se continuar essa regra, ele vai parar. Acredito. O cara é cara.

Ele é o melhor piloto do grid hoje. Ele é o melhor piloto do grid, né? É um cara fora da curva. Torça você pelo Verstappen ou não torça? Acho que a gente tem que lembrar disso. A gente tá assistindo um negócio, cara, que tem uns caras que são muito fora da curva, né? E é um privilégio poder assistir esse cara na pista.

às vezes você tá num, né, você é Botafogo e sou Palmeiras, mas cara, às vezes tem um cara no teu time que é meu rival, que fala, pô, deixa eu prestar atenção que, pô, não é sempre que a gente vai ter um cara desse, né? Então, ele é o melhor piloto da Fórmula 1,

E ele, cara, acho que ele... É genuína a opinião dele de ele falar que ele tá meio assim, que ele não tá topando esse regulamento, que de repente ele vai parar. Ele é o chamado racer, né? Ele é o cara meio... Como é que chama? Que é a volta do V10, né? Ele é o cara do V8, tipo bola e tal. Ele é um cara que gosta de corrida de verdade. Ele vai correr de GT, ele vai andar de kart, ele não sai do simulador. Ele gosta de competir.

Então, cara, o cara, meu, já ganhou quatro campeonatos do mundo. Se aprovar, não é nada pra ninguém. Já ganhou dinheiro, né?

tal. De repente ele vai falar, cara, não quero mais e vou correr de... Não vai parar de correr, tá? Ele vai correr de alguma coisa sempre. E quem sabe, se ele... Não tô dizendo que ele vai fazer, mas se ele fizer isso, às vezes até é importante pra ele mesmo. De repente dá um tempo, um dia volta, sei lá. Eu não acho que é obrigado a ficar na Fórmula 1 só porque a Fórmula é Fórmula 1. Se o cara não tá afim... Eu acho que o problema... Eu acho que o problema do Verstappen...

por eu ser fã dele, de acompanhar a carreira dele, o que ele deve estar sentindo, bola, é não estar com competitividade.

É, mas acho que... De não ter um carro que não vai brigar pelo título. Ou pelas primeiras posições. E isso broxou o cara, entendeu? Eu acho que é mais do que não estar competitivo, porque ele sabe. Se ele falar, ó, opa, tô no mercado, cara, ele vai sentar onde ele quiser. Qualquer alguém vai chamar. Então assim, ele tá ciente de que não é exatamente isso. O que ele tá contra...

É a questão agora do regulamento, que tem esses problemas que a gente falou de ter que tirar o pé. E posso te falar outra coisa, cara? A grande verdade é a seguinte, muita gente fala, porra, né? Sei lá, vou usar exemplo, o Schumacher era um cara metido. O cara não é bem assim também, né? Esse mundo, e vocês também têm experiência com isso, de muita exposição.

Cara, é difícil, né? Seja televisão, seja a Fórmula 1, Fórmula 1 soma um pouco de tudo. Mas tem caras e caras, né? Eu digo assim, quando você chega num nível que você é um cara muito exposto, cara, é difícil, né? Pessoalmente falando. Não, sim, não tem a dúvida. Você tem muitas questões ali que você fica de saco cheio. Falavam que o Chumac era metido, eu falei, cara, não é exatamente isso. O cara era um cara normal, um cara simples, um cara de gente boa, né? Você conheceu também.

Mas o cara começa a ser tão assediado, tão assediado, que ele se fecha, né? Eu queria falar uma vez, ele nunca me esqueceu, eu tava em Interlagos aqui, fui ver a corrida com o Rubinho, e aí, bicho, a gente tava andando ali, e o banheiro de Interlagos é atrás do boxe, então o piloto saia andando, e o Schumacher saiu andando, puta.

juntou um caralhão de Nê com caneta. Sim. Ele deu dois, três, mijou e foi embora. Sim. Irmão, o Ralf Schumacher... Passou reto. Passou reto, não. Ele derrubava na peitada as crianças, meu. Eu falei, mano, olha esse cara que absurdo. É irmão, você é um bosta, cara. Você é irmão do Mikael, meu.

ele corria de Williams mas ele ia dando peitada nas crianças o Ralph, cara o que eu quero dizer é o seguinte só pra voltar aí o Mike era metido não foi ele que mudou com as pessoas primeiro as pessoas que mudaram com o cara antes, porque começa a fazer sucesso as pessoas mudam, as pessoas são invasivas então de repente o Versapie acho que tem também disso, o meu cara já é retirada

É muito assediado, é muito criticado. Hoje em dia, quem a gente fala qualquer coisa, o celular tira uma foto, não sabendo da vida dele. É, ele sempre o criticado. Você teve recentemente aí briga com cara de imprensa, porque ele fala mal do cara pra caramba. Então, assim, ele deve estar meio de saco cheiro um pouco do todo, que faz parte do jogo. E, de novo, quer dizer que ele vai parar? Talvez não pare, talvez.

a Red Bull melhore, talvez ele vá pra Mercedes, né? Ou talvez ele pare, vai correr um pouco de, sei lá o que, e um dia volte. Acho que ele tem a liberdade de fazer isso. Hoje em dia você torce pra quem, irmão? Pra ser campeão do mundo? Ele não torce, eu acho. Eu não sei se ele tem um período preferido, não sei. Eu tenho que ser... São duas coisas, cara. Eu não vou apagar aqui de...

Tipo, jornalismo é imparcial, mas eu já aprendi uma coisa. Todo mundo tem um negocinho, né? Esse papo de imparcial é discurso, cara, bonito, que é obrigatório, né? Jornalismo é obrigação, mas cara, você... Admiração, vamos dizer. Eu sou um profissional, no caso da TV, que tem que ser imparcial, eu vou ser mesmo. Mas tem uns caras que você fala, pô, legal esse cara ganhar, né? Por exemplo, o ano passado eu achava muito legal o Norris ganhar.

ao invés do Verstappen. Eu não torço contra o Verstappen, mas pô. Era um momento. Mas legal. Aí eu queria que o Verstappen ganhasse pra passar o reino. Competitividade. Exato. Esse ano, né, você fala, pô, tem... Ver o Russell ganhar, legal. Ver o Antonelli ganhar, muito legal. Maravilha o molequinho. Molequinho. Então assim, se eu fosse falar, de repente tá disputando Antonelli e Russell contra o Verstappen, eu falo, pô, tomara que um desses dois ganhe.

Então, eu tenho que ser imparcial na hora de comentar, mas cara, eu tenho também um...

Uma predileção. É, tem um lado de torcedor. O Hamilton ganhar de Ferrari. Você torce pelo esporte, é isso? Exato, né? E quando o Hamilton... Eu falei, eu sou fanzaço do Hamilton, mas quando o Hamilton tava ali, só dava Hamilton, eu torci pro Verstappen ganhar. Falei, pô, tomara que dê Verstappen, porque, cara, é um cara novo. Pô, aquele título foi animal. Pra dar sangue novo. E deu no que deu. Então, assim, eu torço pelo esporte.

Agora você falou do Antonelli, isso deve estar afinando a piroca, hein, irmão? Por quê? Porra, você viu que eu chegando no colégio? Não. Pô, chega de AMG GT, né?

Vai tomar no cu com 19 anos. 18? Que 19? Acabou de fazer 18, né? Ele chega no colégio de AMG, GT, as meninas tudo em volta, ele deve estar comendo a mãe das meninas, caralho. Mas ó, vou te falar. Porra, puta que deve... Vamos aqui falar do Kimi Antonelli. O Paulo tá lembrando, ele vem com 18 anos, chegando no colégio lá de... Eu não comia ninguém, nem melancia eu comia.

O Kimi Antonelli é meio surpreendente, porque eu acho que o último grande gênio, os dois últimos grandes gênios da Fórmula 1 é o Hamilton. Sim. Schumacher e o Verstappen. Schumacher, Hamilton e o Verstappen. É, sim, são caras realmente muito fora da curva. Não é só uma questão de equipamento, você vê que quantos anos... O Schumacher acho que ganhou um ou dois títulos. Dois de Benetton.

Benetton. Dois de Benetton e cinco de Ferrari. Não, não, perdão. O Verstappen ganhou dois títulos. Ele ganhou o título e o o Sérgio Pérez chegava em décimo. Ah, sim. Sim. Tá ligado? Mas também o Sérgio Pérez, né? Não, não, mas não é isso. O carro não era tão bom quanto a excepcionalidade do cara. Os dois últimos anos eram uma desgraça. É que esses moleque da McLaren, além de acertarem o carro, os moleques são muito bons. Os dois são muito bons. São muito bons. O Piastre e o Morris são muito bons. Ambos, sim.

E é legal o jeito que o... E a Ferrari acertou o carro, a McLaren. Não, e é legal você vendo o Survivor lá, o Driver. Aham, o Survivor. Você vê o chefe da equipe lá, o Zac Brown. O Gordinho, o Gordinho.

não faz igual a Ferrari não tem primeiro piloto deixa o pau torar que eu acho isso legal só não bate um no outro mas enfim foi bom pra equipe, foi bom pros caras deixa os caras resolver isso na pista portanto que até ele virou em cima do piacho no ano passado, que era improvável todo mundo já tava dando piacho como campeão é meio preciso, mas eu gosto mas o que eu quero falar do Kim Antonelli que você tava dizendo aí viu

Eu tô atento a uma outra coisa. Eu acho que nasceu um novo gêniozinho. Porque esse... Você viu o vídeo dele dos tempos? Tu viu isso? É, não. Gênio nesse sentido, ele é mesmo. Tu viu isso aí, Bolo? Cara, eu vou te mostrar um vídeo. É o seguinte, assim, ó. Tempo de volta. Tempo de volta. Ele memoriza todas as corridas da história dele, do dia, da volta.

Tipo, ele faz um... Bola, se perguntar o que eu comi outro, eu já não sei, tá? É, então... Você viu um negócio... Eu comi no almoço, não estou aí. Outro dia, olha só. Rapidinho, antes de soltar. A carinha dele. Você acha que ele não tá comendo tudo muito, irmão? Eu acho que ele tá querendo focar. Vai dormir, velho. Não, mas rapidamente, bola. Ele, outro dia, antes de fazer, eu achei muito interessante. Ele dá a volta mental com os caras, não nesse vídeo, dentro do carro, tu viu isso? Mas todo piloto faz, cara.

É? E ele acerta com precisão o serviço aí? Ah, mas vou te falar, eu vi esse aí, mas não, esse aí que... Não, isso aí se bota aqui qualquer um que tem uma noção muito boa da volta. Que ele meio que sabe a volta que vai dar. Não, mas não é só ele não. Eu vi, eu vi, mas cara, quase todo piloto faz mais isso. Mas é igual o que eu assustei o Mark e Marx. Os caras põem o bolho da moto. Ah, eu também.

vai falar com o Pista é ele acertou todas eu falei caralho eu não digo que eu vou acertar todas mas vamos botar aqui ele acertou todas dificilmente vai errar você vai errar é mas o molequinho mas que o moleque é geniozinho ele é concordo solta esse vídeo aí olha só o cara pergunta os tempos dele num dia tal que legal dá uma carinha dele

E aí E aí E aí E aí E aí Os caras da Ferrari Esse é Fórmula 2 Ah é F2 É o Berman Ah é o Berman É verdade Bacelano Quali

É certo! Passa no qual, qual foi a última? Eu fiz 24, 8, 9, 4... 24, 8, 9, 4... É, mas talvez o timing do FAE é diferente... Talvez é a questão que você fez... 24, 8, 7, 1... Caralho! Melanon qual! Espera! Eu entendi! Itália não!

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Se eu derrubar, eu vou derrubar. Eu derrubar a gente antes, porque eu não vou derrubar. E a última vez. Ah, espera. Você lembra quando fizemos a corrida em F4? Sim. Qual foi a sua corrida? Você não foi? Não. Quando me derrubar? Em 2021, nós fizemos a corrida em F4? Foi a 52.9.

Qual é o Q1? Qual é o Q1? Qual é o Q1? Qual é o Q1? Qual é o Q1? Qual é o Q1? O Q1? Ele era por milésimo A moleque é absurda, velho

Não, mas outra coisa, eu gosto do desafio. O sector 2 do JEDA. Esse ano. O sector não é. O cara quer o setor, o cara também não força. Eu, em JEDA, fácil. Fácil? Fácil?

sabe até do companheiro, ele sabe do companheiro, que absurdo muito louco, ele memoria não, é um cara que você vê que tem uma uma

Mas aí eu tenho um ponto aí, tá? Então assim, essa é a memória do cara. Nunca vi igual. Imagina, o cara lembra do décimo, né? Puta louco. Puta louco. E aí, eu vou te falar, mas assim, uma coisa que eu aprendi lá, tá? Esses caras muito bons. Os caras são muito inteligentes, cara. Então assim, alguns que eu conheci.

O Jack Stewart, meu primeiro patrão. Gente boa, né? Gente finíssima. Super inteligente. O Prost, cara. Era um cara meio difícil, assim, um pouquinho, mas super inteligente. O Alonso, cara. Um cara mega inteligente. O Schumacher, mega inteligente. Então, assim, esses caras são... É muito fora da cor. São talentosos. Eles são super talentosos.

Mas, cara, pra se tornar o que eles se tornaram, desse cara fora da curva, inclusive a inteligência é um fator importante. Todos eles têm esse moleque, esse negócio de memória e tal. Eu nunca vi igual, cara. Então, por quê? É absurdo. Vamos raciocinar. Raciocina comigo, como diria Marcelo. Se o cara tem...

Essa fixação por tempo. Cara, ele deve ficar a corrida inteira. Sabendo quanto que ele fez a volta. Entendeu a parada? Será? A obsessão dele é o tempo. Ah, cara. Mas assim, vamos lá. Cara, eu nunca vi um cara com uma memória... Nunca vi. Mas vamos lembrar o seguinte, tá bom. Na Fórmula 2, ali, aquele caminhão que eles estavam, na Fórmula 2 do ano retrasado. Quem foi campeão da Fórmula 2, cara?

Foi o Drogovic, não foi? Bortoleto. Bortoleto, Bortoleto. Em cima dele e do Berman. Então assim, ele é um cara super bom e tal, mas tá numa categoria, tudo bem que os carros não são iguais, mas tem as suas diferenças de equipe, mas cara, o Bortoleto foi campeão, entendeu? Eu sei que na Fórmula 4, parece que no kart...

O Rafael Câmara, que é um menino brasileiro muito bom que tá esse ano na Fórmula 2, batia de frente e com o Antônio, eles eram os dois caras que, meu, rivais. Então, assim, ele é um cara super talentoso, torço por ele, meu moleque de 19 anos, ganhando na Fórmula 1, tá liderando o campeonato, inteligente, mas ainda não coloco ele como um cara fora da curva, entendeu? Não, mas isso aí me assustou um pouco. Não, não, é surpreendente, mas assim, se eu for hoje, ó, é então, que a gente esquece muito, ó, se eu for falar hoje, cara...

Cara, o que o Bortoleto fez na Fórmula 2 com esses caras aí no grid, é um animal. É. Entendeu? Agora é uma pergunta. Tudo bem, ele tá com equipamento, ok? Exato. É engraçado, né? Que a Mercedes, ela não tá tão boa assim de largada, né? Ela tá largando mal. Sim. Mas de corrida, tá dando um cacete. É, ele abriu o quê? 14 segundos, a última corrida? O moleque mandou muito bem no Japão.

14 segundos no Japão, pô. Teve um pouco de... É um caminhão. Teve um pouquinho. O Russell, que é o cara, teoricamente, o favorito, teve problemas tanto na classificação da China, quanto também na classificação do Japão. Então, assim, isso também tem que contar um pouco, mas o moleque andou muito na corrida do Japão. O Antonelli andou muito. Porra, ele abriu 14 segundos. Andou muito. Com esse carro, todo mundo andando igual. Mas, eu lembro, o Bortoleto, cara, não...

Não deve nada, não. Mas o equipamento que ele tá? Então, aí é uma Audi. Lamentável? Não, não é lamentável, cara. Tudo é uma questão de processo. Tá começando, é. Cara, os caras estão entrando na Fórmula 1. É a terceira corrida, né? Nunca na área de Fórmula 1. Os caras estão construindo um motor, cara. Você vê a Honda, que é a Honda. Que tá 200 anos. Tá batendo o pino lá.

Cara, os caras estão entrando. E, pô, o Bortoleto na Austrália já foi... Eles estão usando o motor Audi? Audi, cara. Ah, que legal, não sabia. Diferentemente da Cadillac, que está com o motor Ferrari. Então, assim, a Audi está fazendo um mega de um trabalho. Primeira corrida dos caras na vida. O Bortoleto vai pro Q3, marcou pontos. Foi pro Q3 de novo no Japão. Então, assim, cara, calma. Que vai dar bom. É, mas tem que esperar.

E só digo o seguinte, sem desmerecer absolutamente... Cara, o Tonel é um mega do moleque talentoso. É que sentou na Mercedes também, deu sorte, né? Sentou no carro certo.

Então, e o Bortoleto, eu acho que não deve nada mesmo pra ele. De piloto ali, é a minha opinião, não é que eu torço pelo Gabriel, eu gosto, mas cara, é a minha opinião mesmo. Mas voltando à visão do Verstappen, você falou dele parar, porque eu não tava nem sabendo disso. Foi porque eu vi uma matéria. Cara, ele olha pro grid, aí ele vê. Piastre, que é bom pra cacete. O Norris. Norris. Agora esse molequinho.

Ele fala, porra, eu com carro merda, eu tô fazendo o que aqui, cara? Eu não nasci pra ser coadjuvante. É, tudo bem. Ele tem direito, cara. Não é verdade? Ele tem direito. Não, porque ele já tá rico. É que ele anda muito. Ele vai andar dentro da categoria e foda-se, mano. Vai. Vai se divertir do mesmo jeito. Eu tinha mania de ficar... E de repente volta, vai saber. Se ele sair um dia... Eu tinha mania de ficar muito dentro do carro do...

Ver a corrida aqui, ficar dentro do carro do Verstappen. E ver como ele conversa com a equipe. Sim. E é muito legal a noção que ele tem... Ter retirado.

do que tá acontecendo, assim, e da equipe falar uma coisa, ele, não, não, não, não, vamos ficar mais cinco voltas, sabe? Os caras, não, cara, não sei o quê, eu aguento aqui o carro, mas tá andando menos, ele, mais cinco voltas, deixa comigo. E assim, ele ia lá, com a estratégia, ele tem uma menina também muito boa pra escrever na Red Bull, que faz a estrategia, a estrategia tá muito bizarra.

E o cara ganhou muita corrida, assim, no feeling do cara, né? E é um cara inteligente, tá? Sem dúvida. E até você falou de câmera de dentro do carro, que eu falo esse ano, essas mudanças todas, óbvio que eu preferia que fosse um V8, porque até pra nós lá, comentando a corrida, né? É mais gostosinho, né? Não, não, cara, você entende mais o jogo. Tipo, agora tá difícil de entender. E até do que o Carioca tá falando, às vezes você ouve no rádio, meus pilotos tão meio sem entender.

Sem entender o que tá acontecendo. Às vezes tá acontecendo. Então, assim, essa mudança é difícil pra todo mundo, cara. Pra comentar também...

Agora eu tô vendo o negócio da Netflix Se você pudesse pilotar hoje Você entraria numa equipe Com o Flávio Beatore de chefe de equipe Que o cara é o demônio Só se Você não tivesse outra opção Só nesse caso Eu tô vendo, eu tô espantado com esse cara Que cara absurdo É ruim né

O cara errou duas corridas e ele já arranca fora, põe o outro e foda-se. Não é que ele fala de boa, ele fala você é um bosta. Vamos lembrar. Mas de novo, não vou tomar a partida aqui, mas é um cara muito inteligente. Um cara muito... Das antigas. Então, só pra lembrar quem é esse cara. Esse cara chegou lá do... Não era um cara do automobilismo.

Os irmãos Benetton compraram uma equipe, inclusive a equipe Toleman, que era a equipe do Senna, compraram a Toleman, transformaram em Benetton, começou a rodar e... Linda, né, cara? E um dia, meu, viram que tava ali, o negócio não tava caminhando, pegaram o Briatore, que era um cara que eles estavam... Não tinha nada a ver com o automobilismo, mas que era um cara, né, safo, botou lá pra ele, de repente, o cara foi, foi, foi, foi campeão mundial, contratou o Schumacher, foi campeão mundial lá em 94, em 95.

Então, ou seja, depois foi campeão, aí o cara, meu, o cara safa. Aí já virou empresário de piloto, aí só botava na equipe dele quem era cliente dele, Alonso, companhia, ganhou mais dois campeonatos com Alonso, então assim, o cara tem muito mérito de ser um baita de um administrador e um cara bom de negócio, um cara ligeiro de negócio.

mas cara, tem essa personalidade que eu não queria trabalhar com esse cara não, mas o cara é o jeito que ele fala, o outro não consegue dirigir e aí desestabiliza demais, né? e é o interesse dele e é o interesse dele, e vamos lembrar e só pra não esquecer, lembra? ele tava expulso da Favlão então, ele voltou agora, né? fez aquela cagada, né? aquela do Nelsinho sim, do Nelsinho que prejudicou massa, né? ele tava expulso

teoricamente pra nunca mais voltar, mas deu um jeitinho de falar de novo. É que engraçado, pulsão esquisita, né? Mas é um cara difícil, agora, tem que lembrar que tem mérito ali de ser um cara um baita de um gestor, um cara bom, um cara esperto, inteligente.

Que, né, tem no mínimo aí, tem quatro campeonatos no mundo no bolso dele, né? Então... Outro cara, a gente já vai pro telefone, vamos deixar a galera falar o telefone. Eu queria muito que você falasse do Horner, né, cara? Que eu fiquei muito triste com a saída dele, sabe? Um cara que eu acho... Segura o telefone aí, boletão. Boa em ter, Gabriel. Boa em ter, Gabriel. Então até corta o áudio dele aí. Só queria que você falasse do Christian Horner, porque...

Porra, cara, é o coroa lá que... Marco, é o Marco que... Qual que é a treta lá? O pai do outro, né? Antes de falar até... Eu vou falar do Horner porque tem uma historinha com ele também, mas antes de falar, só pra não esquecer, você falou da McLaren, né? McLaren tem um cara fundamental, a gente vê muito do Zac Brown, mas tem um cara fundamental pra essa... Lembra? A McLaren tava no fundo do grid, cara. Tava, sim. Lembra? O anúncio de Honda lá, no fundo do grid. Tinha um piloto lá que tá até na fórmula elétrica, que era de lá.

é um nome gigante o cara já já eu lembro dele eu sei quem é piloto bom aliás tá ali é belga é e cara a grande mudança técnica da McLaren vem de um cara chamado André Stella que você deve ter conhecido mas você não vai lembrar quem é que ele era engenheiro de performance engineer do Schumacher era um cara extremamente agradável na Ferrari que às vezes vinha ali conversar com a gente

Cara, foi o melhor engenheiro com quem eu trabalhei, ainda mais como performance engineer, e ele se tornou diretor técnico da McLaren, cara, e é um cara super gente boa. Na Fórmula 1, são pessoas muito capacitadas, mas pessoas difíceis muitas vezes, a grande maioria. O André é um cara leve, um cara gostoso como pessoa, e um cara, meu, genial, que fez com que a McLaren chegasse onde está. Então, também um cara que eu posso chamar de amigo da época da Ferrari.

E eu lembrei dele por conta do Horner, porque eu lembro do Horner antes da Fórmula 1, quando ele tinha equipe de 3 mil, e ele me convidou pra correr, eu tinha acabado de fazer Fórmula 3 lá com a Stewart, e ele me convidou pra correr na equipe dele, que era a melhor equipe de 3 mil.

E... Só que na época foi quando eu decidi de fazer escolhas. Falei, cara, se eu for pra 3 mil, precisava de muita grana, que eu não teria, teria que buscar patrocínio, ia ser difícil. Tava um grid cheio de cara bom. Falei, putz, cara, aqui pra se destacar... Vai ser braba a coisa, né? Pra se destacar, você precisa vencer. No primeiro ano. E, puta, pra vencer aí é difícil. E foi quando me deu a ideia, eu falei, cara, em vez de ser piloto de 3 mil, eu vou me dedicar a ser piloto de teste da Jaguar.

E cara, e deu certo, né? Então eu também fui por um caminho ali que a escolha foi boa, mas eu tô falando do Horner, que ele me chamou e tipo, era um cara gente boa, assim, um cara dono de equipe e tal. Tem até uma história legal que ele conheceu o Helmut Marko da Red Bull, de onde saiu o link com a Red Bull? Ele foi comprar um motorhome do Helmut Marko

nada a ver história foi comprar um motorhome se conheceram, começaram a manter contato, ficaram o brother o Marco era o braço direito lá do Matos Echides, que era o dono da Red Bull começou a investir na Fórmula 1 um dia falou, cara, aquele cara lá tocando a 3000, conhecia chamou ele pra ser chave, cara é bom e eu falo do Horner porque ele saiu e eu falo

Que era um cara legal, um cara acessível, mas eu vou te falar, cara, ele ia ser um dos caras, e não tô falando mal dele não, mas é o que é. Que o tal do sucesso sobe a cabeça, ele foi um cara que mudou muito, assim, começou a ganhar muito poder, começou a ter muita força, ter muito mérito, o cara super capacitado pra levar...

A Red Bull, onde a Red Bull chegou, tem muito a ver com o Horner, né, cara? Na Fórmula 1, tem muito mérito, mas é um cara que foi mudando muito, foi ficando muito estrela, foi ficando o cara, foi comprando muita briga. Casou com uma Spice Girls, né? Beleza, mas assim, é um cara que começou a incomodar... Mas ele saiu ou saiu com ele? Então, ele começou a incomodar muita gente. Então, eu tô te falando assim, deu conhecendo ele...

Daquela época de 3 mil, um cara, né, legal, acessível, na boa, né? Deu uma mudada. Pô, deu um, né, passava meio reto assim, não cumprimentava mais, então, eu acho que foi muito isso também, ele foi arrumando certas inimizades, ele gostou de ser poderoso e foi botando esse aí, tipo, nas relações ali, não só fora da equipe, brigando com o Toto Wolff ali, que era até meio que um teatro, né?

Mas dentro da equipe, então ele e o Horner, ele e o Marco não se davam, só que é onde ele se deu mal. E o pai do Verstappen também não ia ficar. Mas é onde ele se deu mal.

O Marco era time Verstappen. Então o Verstappen era ligado ao Marco. E foi o Marco que lançou o Verstappen, né? Então, na hora que o Horner fez a bobagem de começar a comprar essa briga com o Marco, ele comprou briga com o Verstappen. E aí, cara... Aí fodeu. E morreu o cara da Red Bull, né? Mas parece que o Horner era amigo do pessoal da Tailândia. Não, ele não era amigo de ninguém. É que ele tinha um currículo, um sucesso ali. Mas ele não foi pra nenhuma outra equipe, irmão.

Porque ele se tornou um cara dificinho, assim, que as pessoas não... Não vão muito cacau. Eu até sabia que ele tinha esse... Ah, não tô falando mal dele, não. Tô falando só o que... Não, mas eu não sei o que dizem, o que dizem. E talvez... O pau é que rola no grid. Talvez assim, até alguma equipe podia contratá-lo, mas falam, putz, cara, esse cara é meio briguente, esse cara é meio, né... Não vou arranjar confusão. É, então... O cara é bom. Mas ele ganhou quantos títulos esse cara? Então...

Muitos, né? O cara ficou desempregado. Quatro do Vettel, mais quatro do... O cara ganhou oito títulos em quantos anos? Não, não, não. Tem todo mérito. Super mérito. Quantos anos ele tá na Fórmula 1? Então, como que ninguém pegou o cara? O cara ganhou quase metade, velho. Eles compraram a Jaguar em 2005, se não me engano. Então, em 20 anos o cara ganhou oito títulos, porra. Que isso, cara. O cara ganhou muito com uma equipe do zero. Não, não. Tem super mérito. Mas... Né?

De repente, qualquer hora ele pinta aí. A Fórmula muda muito. Você até abriu a toa e voltou? Eu acho que a Ferrari ia cair bem pra ele, né?

Ferrari é difícil. Ferrari é braba. Eu posso falar, a gente tem passaporte italiano. Não tenho sangue italiano aqui. Vou trabalhar com italiano. É casca, viu? Não é pra qualquer um, não. Dolce Farniente. É o Dolce Farniente? Você acha que é o Dolce Farniente? Não é nada, né? Imprensa italiana é difícil. O estilo Horner lá, não sei se... Não sei, mas... Imagina a cobrança da torcida da imprensa italiana. Deve ser um negócio absurdo. Não, é difícil, cara.

Pô, que os caras são muito fãs. É difícil. Tanto é que também falo, né? Na minha época que eu estive lá e falei, a Ferrari venceu tudo. Por quê? Na minha opinião, se você deixa italiano no comando da Ferrari, cara, é muita cobrança, é muito motivo. Na minha época era o Jean Toddy, que é francês, o Ross Brown, que era inglês, o Rory Byrne, que é sul-africano.

E o cara de motores na época... Não tinha nenhum italiano. Era um alemão. E o único italiano que tinha lá, que também era de motores na época, era o Binotto. O Binotto, que foi da Ferrari. Que tá numa outra equipe agora. Tá na Audi. Tá na Audi, isso. Tá na Audi. Mas é um batrão do Bortoleto. É um baita de um... Aquele cabelinho cagumelo dele. É, o Binotto. O Harry Potter, né? Harry Potter bonitinho. Mas ele é um baita de um cara assim, um mega de um homem também.

Um cara gente boa, mas engenheirão. Eu gostava do que saiu também, que era da Haas, acho.

Ah, o Gunther, trabalhei com ele. Puta, esse cara é muito figura. Ele é figura. Não, tudo bem, mas... Ele era teatral. A pessoa dele. Resultado que é bom. Eu trabalhei com ele na Jaguar. Eu trabalhei com ele na Jaguar. E eu vou te falar, o único convite que eu tive pra voltar a correr quando eu tava na Ferrari foi do Gunther, pra voltar pra Jaguar. Por que você não voltou? Porque tava meio, a gente tava encaminhando, tava indo bem. Isso acho que era 2003.

De repente chegou lá o Christian Klein com um DNA da Red Bull e falaram passar bem, Luciano. Obrigado. Passou. Vamos tomar uma energética. Eu gostava dele, pra dar cara figurasse com tomar uma energética. Geladinho, sem açúcar. Era o Weber, né? Era o Weber. Não, não, foi o Christian Klein. E você vê também como desse acordo do Christian Klein pra correr na Jaguar foi de onde depois de dois anos

a Red Bull foi lá e comprou a Jaguar. Então esse foi o primeiro link, Red Bull, Jaguar, foi com Christian Klein em 2003. Eu achava aquele teu carrinho verde mó maneiro. Vê se acha o carro do... Da Jaguar? Era só bonito, era ruim o carro. Não, não era ruim, não era bom. Era bonito. Coisa mais linda. Mostra o carro do Burt aí, o porro verdinho, adorava aquele carro. Não falo mal dele, mas não era um carro... Era um carro... Tinha muito problema interno de... Sabe, equipe...

multinacional, empresas multinacionais que tem um monte de conflito político interno era processos complexos, né? não tem uma unidade de processo processo muito complexo, né? tem que ver com o pessoal de lá cara, chegou um ponto daqui que carro verde da Jaguar que ano, bonitão? 2001 Jaguar Burt 2001

você falou um pouquinho lá de não conseguir guiar o carro, eu vou chegar lá. Por que eu saí da Jaguar, cara? Porque eu era, vamos dizer assim, posso até falar que eu era o queridinho da turma do Jack Stewart, que vendeu a equipe dele pra Ford, a Ford comprou a Jaguar e fez a equipe Jaguar. O cara que me contratou, que era um cara da Ford, chamava-se Neil Raster, baita do executivo da Ford da vida inteira.

me contratou, tava tudo encaminhado assim, cara, eu era compreendente do Ed Irvine, Ed Irvine, era vice-campeão do mundo e já tava assim, em rota de aposentadoria, ou seja, eu tava no lugar certo, cara, na hora certa.

Olha ele aí. Aí, ó. Não tem de ladinho, não, pô? Esse carrinho é bonito demais. De ladinho. É, dando passar. Esse carro que tá atrás é o Rubinho. Eu lembro isso aí. Isso aí é lá na Áustria. Olha que louco. Eu boto o olho na foto, eu lembro. Na Áustria, eu falando pro Rubinho passar. É. Na Áustria, olha que louco.

Número 7, que foi justamente quando eu estreei pela Jaguar. Esse carro era a coisa mais linda. Esse aqui, então aquele que passou era 2000, esse aqui é o 2001. Ah, bonito esse carro, hein? Coisa mais linda esse carro. Seu carro era muito maneiro, cara. Não sei se andava, mas que era bonito. Andava médio. E essa cerveja veio pra cá, né?

Não tinha essa cerveja na época aqui? Não sei. Eu não sou pinguço. Essa cerveja não é daqui? É cerveja, Bex, não é? Ela é belga. Mas ela tá no Brasil. Ela não tinha. Nessa época que você corria, ela não tinha. Não sei.

Ah, mas você me lembra que o Rubinho trazia na mala escondido Flying Horse. Eu lembro, opa. O que é isso? É energético. A gente nem sabia o que é ele trazia escondido na mala. E ó, e ó. Eu lembro, eu lembro. E pra contar, cara, então assim, eu tava no lugar certo na hora certa na Jaguar e aí assinei o contrato em setembro de 2000 né, pros contratos de 5 anos.

cara, passaram-se três meses, acho que novembro e dezembro, a filha desse... Olha que carro bonito, esse verde. Olha que louco, essa freada é lá em Melbourne. Pô, você tá igual o Kimi Antonelli, cara. Cara, tô te falando, Melbourne, freada da Curva 1, eu acho isso aí. Deu uma travadinha. Tava freando o pneu de fora, porque a gente tava usando disco errado.

e tava de disco Brembo, ao invés de ter que usar o Carbon Industry que era o melhor pra essa pista que meu compheiro Irvine era malaco usou sem me contar, e eu tava com engenheiro que era muito novato tava os dois tchongos aqui travando roda até, meu travando roda de fora, nada a ver, bom isso na corrida? Isso aqui era de ser treino mas depois, enfim, pra contar um pouquinho que é legal, você lembra o tempo?

mas lembra da porrada que a gente deu quando quebrou a suspensão você vê as circunstâncias né cara que seja piloto, seja vocês aqui com da época de rádio, tv as circunstâncias valem pra qualquer um né então cara, tava de novo, no momento certo na hora certa, fui contratado em setembro fim do ano lá, dezembro a filha desse executivo que era o CEO da equipe, ela morreu nos Estados Unidos, tinha 40 anos de idade retirada

morreu de câncer, e esse cara que me contratou, o cara quer saber, vou aposentar, vou voltar pros Estados Unidos, aposentou, cara, nunca aposentou.

Os caras contrataram o chamado Bobby Rehal pra vir dirigir a equipe, né? O Bobby Rehal, piloto americano. Bobby Rehal, sim. Que venceu muito na Fórmula 1 e tal. Que nunca tinha... Nunca conhecia nada de Fórmula 1. Resumindo a história, botaram o cara lá. O cara não entendia de Fórmula 1 e o cara veio com uma meta que hoje em dia, não sei se era a meta dele ou se era a meta até da Ford. Enfim, de sacar todo mundo que era da antiga gestão do Jack Stewart. E aí mandou embora o Gary Anderson, que era projetista. Mandou embora os caras.

Fez o Rapa Geral. O Andy Miller, o Rob Armstrong, o piloto de teste, o Thomas Schechter, o Toby Schechter, o Toby é o pai, o Thomas. E eu era um dadista, porque eu falei, cara, eu tinha 5 anos de contrato.

Mas, cara, eu era o queridinho do Jack, meu. E aí o cara começou a mandar embora. Falei, meu, quer saber? Minha hora chegou. Vai chegar já já. Aí, antes de começar a temporada, não é que o cara esperou a temporada começar e falou, de repente, esse brasileiro aí, sei lá. Anda bem. Depois de quatro corridas, não andou? Nunca era esse cara. Antes da temporada começar, o cara já contratou o Pedro Della Rosa pro ano seguinte, ou seja, eu tava já... Parabéns pra ele, hein? Não, e outra, eu já tava sem emprego.

Você entende? Eu tinha contrato, mas o cara contratou um outro cara, nem esperou comer. Eu falei, cara, os caras vão me mandar embora. E não tinha nada a ver comigo. Eu falei, cara, vou tomar uma tungada aqui. Vou me garantir de algum jeito. E aí foi descobrir outra coisa, que contrato como esse, no fundo o que o contrato garante é a grana. Então os caras iam pagar meu salário, mas meu vaze, vai brigar na justiça se quiser. Foi quando o Pedro Paulo Diniz veio.

Ou seja, o azar que eu dei, né, cara? Tava tudo certo, morreu a filha do cara, mudou tudo, de repente, meu, virou inferno aquilo lá.

Vem o Pedro Paulo Diniz e falou, meu, quero comprar a Prost, quero uma equipe brasileira, você, Felipe Massa, pá, pá, pá. Falei, meu, ufa, a gente tem um piloto aqui argentino chamado Gaston Mazacani, que a gente tem uma obrigação comercial com ele até a quarta corrida, na quinta ele não vai mais estar aqui. Você não quer vir pra cá? Falei, meu, jura por Deus? Pô, sabe quando juntou? Prost, uma puta equipe de nome, né? Falei, cara, o cara vai comprar, Pedro Paulo, os caras tem uma força comercial.

gigantesca, aí falei, cara tô dando um baita no azar aqui, pô pareceu uma solução, cara, mudei no meio da temporada eu mudei vou lá, juro pra você cara, a gente tava em Silverstone testando lá por três dias, os dois primeiros dias eu fiz de Jaguar, andei, lembro que andei bem lá andei super bem

tava negociando com os caras, meu, mudamos, no terceiro dia, já sentei na Prost. Caralho. Meu, felizão, beleza, tal. Na hora que liga, liga o motor, meu, saiu do box, cara. Cara, não conseguia virar o volante. Aí parei, né? Isso eu nunca vou esquecer. Eu parei. Eu parei. Ele não conseguia descascar a banana. Aí eu parei e falei pros caralhos, tá com um problema na hidráulica e tal, que, meu, não dá pra virar o volante. Não, não, não, não. Não tem hidráulica. Falei, velho, não dá pra guiar o carro.

E é outra coisa que eu falo, né? Quando as pessoas quentam de fora, não imaginam que... As circunstâncias de cada um... E não é que é desculpa, cara. Mas aconteceu. Eu vi, cara. Então, não. Você vai lembrar. E aí, cara, o que aconteceu? O Alessio, ele também não tinha. Mas, cara... O Maldeira tinha alguma coisa que o teu carro não tinha. O Alessio, tem duas coisas que ele tinha. Ele era mais forte que eu. Fisicamente mais forte.

E outra, cara. Eu com a cabeça que eu tenho hoje. A gente vai ficando mais velho.

a gente resiste de formas diferentes, a gente tem maturidade pra lidar com dificuldades muito na cabeça. Eu, moleque lá de vinte e poucos anos de idade, no meu ano, o ano teoricamente do sonho, eu não conseguia guiar o carro, então ao invés de eu buscar a solução, eu gerava mais problema, porque eu não conseguia. Pra você ter uma ideia, eu tenho uns macacões até hoje lá em casa, eu mostro pra algumas pessoas.

Não tem lá o papo lá, Guiá, na ponta do dedo, né? Até o nome do nosso podcast, Na Ponta dos Dedos. Cara, na ponta do dedo é um cacete, cara. Eu tive que botar espuma aqui no cotovelo. Eu tenho os macacões da próxima. Eu tinha espuma nos cotovelos pra eu poder apoiar no cockpit e fazer alavanca. Meu Deus.

O Bola me viu sendo o carro? Lembra? Você ia com bolha na mão, sangrava mesmo, cara. Nunca me esqueço, é verdade. Né? Então assim, eu não tinha condição de ganhar o carro. Acabou a coisa que você estava feliz, o cara chegou bem, eu falei, vamos dar um abraço nele. Juro, parecia um defunto. É, eu lembro que eu largava... Eu falei, mano, o que aconteceu com o teu irmão? Ele falou, bicho, ele não tem direção em grau, ele não conseguia se mexer.

Eu largava, a corrida, vamos dizer, a corrida tem de 60 a 70 voltas na média. Eu largava na minha cabeça e falei, cara, preciso dar 20.

porque eu conseguia 20, eu falei o resto depois eu vejo eu não tinha condição de guiar o carro ninguém imaginava, ninguém sabia passou o ano inteiro assim? passou o ano inteiro porque não tinha o que fazer a equipe estava quebrada financeiramente e por que não tinha uma direção hidráulica? por que era tão pesado? o carro foi projetado para ter direção hidráulica então tem uma parte de engenharia de suspensão eles tinham um caster fixo quando você não tem direção hidráulica você tem um caster ajustável que você tira caster então você tem um caster ajustável

prejudica um pouco o equilíbrio do carro, mas torna o volante um pouco mais macio. Que eram os carros de antigamente, que não tinha hidráulica, mas tinha uma engenharia lá pra... Era pesado, mas guiável. Como esse aí foi projetado pra ter direção hidráulica, era um caster fixo, não daria pra regular.

era um chumbo, só que como a equipe tava tão quebrada financeiramente, eles não conseguiam nem a grana pra desenvolver o sistema hidráulico, ou seja, eles começaram a cortar coisas que não precisavam, cara, não tinha direcionário por falta de grana. Que absurdo. E porra, eu não conseguia ir ao carro, cara. Eu lembro que você sentava... Foi esse carro que você deu a panca? E aí, de novo, e a panca não foi por acaso, mas quer comentar?

Não, tô dizendo, você sentava ali, você fala, cara, eu tô na equipe do Prost, caralho.

é cara, não era... pô, puta equipe do Caio Prost o cara não vai botar o nome dele numa bosta uma miô, né? e aí, pra você ter uma ideia, o acidente por isso que eu falo, tudo tem uma certa uma certa lógica cara, o acidente, no fundo por isso que tem que ter um contexto o acidente não aconteceu por acaso né?

Eu fui tentar passar o Irvine, que tava o Irvine Jaguário de Próximo. Eu tenho imagem aí, se quiser ver. Quer ver? Bela porrada, hein? Pode botar. Bota aí, ó. Bela panca. Tá aí a panca. Bélgica, né? Bélgica. Tá aí, ó. É isso aí? Setembro de 2001.

Mas ele deu em você, caralho. Puta que pariu, velho. É muito perto que você bateu. Não é muito perto, é muito rápido. Não, não teve tempo de desaceleração. Nada. O Ivarin desceu do carro. Não, ele bateu também, cara. Enfim. Você não lembra de bosta nenhuma? Nada. Mas nem meu nome. Ó, vamos ver aqui, ó. Ah, isso aí foi... Aí que tá passando a bulança. É Montoya, esse cara aqui é o Montoya, ó.

Tá. Isso aí é antes de eu tentar passar ele. Eu tenho o teu capacete. Vem.

Ele deu em você, o que aconteceu, irmão? Olha, na hora que bateu aí, bateu a 270. Tá bom, pode ir. Bateu a 270. Meu Deus. Foi pro zero. É, deu 111 G de força na pancada. 111? É, falam que era um dos recordes. Por quem disser que não tem o recorde, eu tenho. Olha o meu capacete. Olha o meu capacete, cara. E aí, por que eu vejo que aconteceu o acidente, tá? Era um ano, cara.

De novo, o ano dos sonhos que se tornou um ano de pesadelos, né? De tanta coisa da errada. Começou lá com a história da Jaguar. Aí eu vou pra Prost. Aí não conseguia guiar o carro. A equipe lá com briga interna entre os sócios. Não tinha grana, meu. A gente, pô, o bicho pegando. O que eu acho que aconteceu? Eu, moleque, tinha 26 anos na época.

Eu tava tentando tirar leite de pedra, cara. É, então. E aí, onde eu tentei passar o Ed, cara, a gente tava ali a 300 por hora, não era ponto de ultrapassagem. Não era um ponto. Mas eu tava assim, pensando naquela situação que eu tava vivendo, tipo, tava, sabe, faca na caveira? Vou passar aqui, foda-se. Vou passar aqui, foda-se, meu, vou pra cima e tentei passar o cara onde o cara... E o Ed, a gente é amigo, ele fala, meu, ele fala pra mim, você é burro de passar lá.

Eu falei, pô, você é cego, né, cara? Porque, porra, eu botei do lado e, meu, os dois erraram. Mas eu não devia nunca ter tentado passar bem. Mas a cabeça tava em outro lugar. Eu tava, meu, dando assim, sabe? Tipo... Tudo. Tudo. E, cara, bateu. Na hora que deu no muro lá... Agora bateu? Deu no muro a 270. 270.

Aí aconteceu isso. E para e trava. E o parar é o problema, né? Quando o cara bate, sai capotando, voando pena pra tudo que é lado, tá tudo bem, você vai dissipando energia. O bater e parar, cara, eu tive hemorragia cerebral, eu tive concussão cerebral, eu fiquei dois dias de coma induzido pra drenar o sangue, né? Porque eu tava com hemorragia e o corpo drenou e tal. Mas aí foi aquele Luciano que você ia perguntar as coisas e não sabia.

Eu lembro que eu liguei pro Rubinho na hora. Falei, Rubinho, como é que tá o Luiz? Falei, não, ele tá bem.

Eu vou no hospital ver ele agora. Acho que pouco depois da corrida. Ele falou que tava bem porque ele não tinha visto ainda. É, então. Mas aí você lembra de mim? Não sabia nem falar. Não sabia, não falava. Como chama isso aqui? Caralho, Luciano, você tá bem louco. O Piquet fala que ele deu uma porrada no ano que ele foi campeão.

no ano que ele foi campeão contra o Mansell foi no terceiro campeonato dele que ele bateu de costas na tamburela isso, puta porrada e ele perdeu a referência de curva de profundidade só que ele ficou quieto e foi campeão do mundo sem referência o Nelson, assim, eu tive pouco contato com ele mas uma vez ele, a gente cruzou na pista lá ele falou, ah, aposto quando você quiser que você ficou bem mais lento depois do seu acidente, eu falei, cara retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir retir

Se você tá dizendo que sou eu pro falar aqui não, né? Mas eu não senti diferença. Ele começou a explicar a falta de referência. Perdeu o campo de visão, mudou, tá, tá, tá. Acredito, mas eu não senti mudança pra mim. Mas que eu fiquei lelé um tempo e fiquei... Você ficou quantos grandes prêmios afastado? Não, eu... Faltavam quatro corridas pra cá ver esse ano. Eu não pude mais correr.

aí a equipe quebrou aí somou tudo por isso que eu falei, cara, tu anda porra do tudo derrubado porra não corri as últimas 4 quebrou a equipe, fiquei desempregado e tocou o telefone um dia em fevereiro em final de janeiro começo de fevereiro, eu tava guiando o Ferrari

Que loucura, né, velho? Se perguntar se eu vou... Mas você sentiu diferença? Porra. Não, assim, do acidente você sentiu? Ah, não, eu não senti. Eu só tava meio... Eu tava lelé. Diferença de equipe, né? Não, de guiar, não. Eu sentava no carro e eu guiava bem, mas... Mas eu... Não lembrava das coisas. E emocionalmente eu não tava bem, sabe? Eu não tava... Fiquei muito fraco fisicamente, porque... Eu fiquei muito tempo sem treinar, e aí eu não tinha a mesma confiança, sabe? Eu... Eu...

Foram dois anos ali, pelo menos. Imagina uma porrada dessa. Eu tava desequilibrado emocionalmente, sabe? Não tava... Então, guiei pela Ferrari, tive a chance, foi um presente que eu ganhei, cara, de poder ter, né? Aprender, vou te dizer, quase tudo que eu aprendi de Fórmula 1, deve-se principalmente aos três anos de Ferrari, porque, cara, tava na melhor equipe, num momento vencedor, ou seja, vi tudo que tinha que ir pra ver, né? E...

Mas eu não tava bem. Então eu precisei, quando eu voltei aqui pro Brasil, que eu comecei a me estabilizar. Mas quais foram as sequelas então? Memória recente? Cara, memória recente foi pro saco e depois foi voltando aos poucos. Emocionalmente eu fiquei abalado. Então eu era um cara muito confiante. Preparo físico, né? Isso arrancou a tua confiança. Arrancou, cara. Eu fiquei naqueles anos de Ferrari assim. Tu sabe que eu ia pro carro e falava... Meu Deus.

meio se cagando. Será que eu posso guiar esse carro? Será que eu tenho condição de guiar esse carro? Será que eu tô preparado? E ficava me questionando, então não tava legal. Mas, cara, foi o que aconteceu, né? E hoje não tem nada, tá tudo certo, você tem que fazer exame de rotina. Diz meu irmão que só eu, acho que eu fiquei inogado. Zero porra nenhuma? Zero porra nenhuma? Zero nada ali? Ficou sequelado?

É, porrar 260 por hora pra zero não deve ser uma coisa... Não deve ser gostoso, é. É, vocês viram a imagem aí. Não deve ser nada gostoso. Carai, que panca. Que merda, hein, meu. Puta panca bizarra, né? Puta panca bizarra. Vamos pro Superchat, Boleto? Só pra ele não tinha pra fazer rápido. Por favor. Com a tua opinião, quem é campeão esse ano? Russell. Russell, George Russell. É. Tá bom. Só pra saber. Vai. Olha eu aqui fazendo o questionador. Vai.

Duas etapas não vão ter. Sim. Por causa da guerra. Não, talvez tenha, né? Foram... Ah, vão readaptar? Não falaram canceladas, falaram adiadas. Ah, pode ser por outra data. Pode colocar uma dessa no final do ano, pode ser que não, ou seja, não foram canceladas. Depende do interesse de quem for. Cara, pode repetir. A da Arábia Saudita é um dos maiores patrocinadores da Fórmula 1 Aranco. Sim. É da Arábia Saudita. É Jeddah, né? É, de repente essa corridinha acho que os caras vão querer fazer. Em Jeddah lá. É.

E Catar, né? Que não vai ter também qualquer outra. Catar é no fim do ano. Bahrein, Bahrein. Bahrein, Bahrein. De repente não rola. Mas, cara, tô supondo aqui. Não tem informação nenhuma. Tá, porque depende do negócio chamado guerra, né? Só vai voltar em maio, né? A Fórmula 1. Fim de abril. Fim de abril agora. É.

Porque ficou sem Jeddah, sem Arábia Saudita, e Bahrein e Arábia Saudita. Arábia Saudita e Bahrein, sim. Por causa do conflito lá no Oriente Médio. É a maior GP também. Parou também? Eu vi nos Estados Unidos a corrida. Legal, né? Eu assisti. Animal. É. Ó, vamos pro superchat aqui, Boleta? Vamos lá, irmão. Então ele tá postando ruído, mas o que eu... George Russell. Mas o meu questionamento é...

Essas duas semanas, cara, pelo que eu tenho percebido nos últimos anos de Fórmula 1, as equipes estão, tipo, trabalhando bastante e fazendo modificações e melhorando o carro muito rápido. Às vezes com essas atualizações os carros mudam muito, né, cara? Mudam muito, mas a Mercedes também tá trabalhando, entendeu? Mas os carros a todas estão fazendo. Quem tá aqui e quem tá abaixo tem a tendência de recuperar mais. E quem tá acima também.

Mas quem tá acima não tá parado também, cara. Sim. Lógico. Pode mudar? Pode mudar, tá? Sim.

E a Red Bull, então? Como é que você vê a Red Bull aí? Ah, pode mudar, cara. Pode ir. O Marco lá? Ah, não. O Marco não é mais... Mas quem que tá mandando lá? Cara, eles têm uma equipe técnica. Não é mais... Eles não querem colocar mais um... Chefe de equipe? Não tem? Não, tem lá... Esqueci o nome dele lá. O francês que é o que assumiu o lugar do Cristiano. Tadeu berrou. Tadeu berrou. Mas eles não estão colocando...

Talvez na mão de uma pessoa. Tem uma equipe técnica e os caras vão fazer o jogo. Para não botar a responsa no rabo de um só. É, eu acho que... Tá cagada no teu Horner lá. Não, tudo bem. Cagada master. Mas ao mesmo tempo, pra qualquer empresa. Quando começa o meu criar um cacique e o cara fica muito poderoso, também não é muito bom pra empresa não, tá? Porra, mas quer mais que o Toto, cara? É, mas então, cara, mas o Toto é acionista.

Ele é dono. Ah, bom, é verdade. Ele é meio dono, né? Ele é acionista. Então, né?

O Toto é meio dono só. Ele só é meio dono da equipe. É, tá devagar. Vamos lá pro Superchat, boletar. Zemario Foto enviou uma mensagem. Grande entrevista. O Borti deveria voltar para a Stock. Agora que está com carros melhores do que da época dele. E, se gostam de fotos de corrida, já sabem a quem seguir. Abraços a todos.

Zé Mário Dias fotógrafo achei que era a Landelon essa voz é da plataforma é o Zé Mário Dias um abraço Zé Mário sabe tudo ele falou aqui, se você não quer voltar pra estoque ah Carioca eu parei de correr em 2016

Tá. E por que, cara? Dez anos atrás. Dez anos. Tudo isso, irmão. Caramba. Passa rápido. E por que, né? Eu era casado, com dois filhos pequenos, cara, viajando pra Fórmula 1, a gente fazia pelo menos doze corridas fora. Ah, é verdade. E mais doze de estoque. Então assim, cara... Você não tinha fim de semana, né? Não tinha final de semana e filho pequeno em casa e tal. Putz, não tava dando certo e aí... Vou deixar só a Globo mesmo. É.

Aí eu falei, cara, vou focar mais na Globo, foi quando eu abri minha primeira empresa que eu comecei a empreender, né? Comecei a dar uma atenção ao empresário, que eu nunca tinha sido, mas que eu comecei a me dedicar.

E aí, cara, mas Aconteceu, e aí bem na hora O Porsche Cup é legal também, é visual É outro É rolê de rico, né? Rolêzinho de rico, eu tenho grana Você viu quem corre de Porsche Cup? E eles tem o direito de, né? O ator, como é que chama? Eles tem o direito de Claro, é legal Mas você viu quem corre não? Paulo Muzi

Eu vi o Muzi, é verdade. Paulo Muzi. Ah, ele o... Caio Castro. Caio Castro. É, não, tem uma galera lá e tá tudo bem. O Dana Hickman lá, o Sorveteiro, o Edu Guedes. Edu Guedes. Ele anda também, o Sorveteiro anda. Sorveteiro anda. E esse cara, é uma categoria com uma proposta diferente e beleza, tudo certo. Pode ter uma se divertir. É, pochinha cup. Tem mais aí? Tem mais uma aqui. Vamos lá.

André Richards enviou uma mensagem. Xandão. Luciano, se você pudesse escolher pilotar um carro da geração atual, 2022 a 2026, ou os V10 da sua época, qual prefere? Aí, tá aí, o André perguntou. Os carros atuais ou os V10? Cara, os carros atuais são, sem dúvida, bem mais rápidos.

Mas aí talvez eu vou proteger um pouco aquilo que eu conheço. Eu ia preferir dirigir o... V10. O V10 que eu já conheço. Sem esse papo de recuperação de energia. Que não gritava, que dava gosto. É, e tipo, não tinha muito segredo. Era sentar e mandar o pau, entendeu? Será que tem o vídeo do Hamilton ouvindo?

acho que não pode passar, né? se tiver, se for de internet, acho que não tem problema será que tem aí, Zaqueu Hamilton ouvindo o Alonso passar que ele para a entrevista aquilo é genial o barulho, o ronco o negócio, que arrepia até o pelo do Toba, velho porra, vai tomando um cu, velho é bom demais aquilo aqui, o Mário mandou mais uma o Mário é um dia, velho que ele mandou sim, velho

Quem gosta de automobilismo, me sigam. Muitas fotos e bastidores. É verdade. Está aqui, ó. Está aqui, ó. Um dia vou mandar vozinhas para vocês. José Mario Foto enviou uma mensagem. Quem gosta de automobilismo, me sigam aí. Muitas fotos e bastidores. José Mario Dias.

Arroba José Mário Dias, rapaziada. Arroba. Pode seguir que é bom demais. Ó, e tem mais um aqui, ó. Chegou mais um do Neida aqui, ó. Manda. Agora que chegou. Agora ele deve um tempo pra processar.

José Nascimento te enviou uma mensagem. Boa tarde, bola e carica, vocês são top. Obrigado, irmão. Eu te admiro muito. Se acaso o Verstappen saía do RB e igual o ano passado, a Mercedes tenha interesse. Quem que vai ficar como companheiro dele?

Boa pergunta. Se o Verstappen sair da Red Bull e a Mercedes falar, né, vamos pegar esse cara aí, eu acho que quem dança nessa é o Russell. Por quê? Porque, primeiro, que o Antonelli tá mandando muito bem,

E o empresário do Antonelli é o Toto Wolff. Ah, que bobagem. Besteira. Bobagem. O Russell vai pra Red Bull. É só uma troca de cadeiras. Pode ser, mas nessa hora você não queria, né? Fazer assim. Acho que o Russell quer pra Red Bull. Demorou tanto pra estar nessa posição. É, ele ficou atrás do Hamilton. Mas ele tava andando melhor que o Hamilton já. Não, mas tava tomando o pau do Verstappen porque a Red Bull era melhor. Bem na hora que a Mercedes tá top, você não quer fazer a troca. Não quer.

Não quer pra nenhum lugar. Dinheiro é dinheiro, né? O cara quer ganhar corrida, cara. Achou o vídeo, Zaque. Ah, mas você acha que o... Dá uma ligada. É o Alonso.

Oh, that sound is just so good, man. I mean... Oh. That's the greatest sound of a racing car ever. What? Ele assustou, porque os caras passaram com o V10. V10zão. Colado no muro, né? Ele assusta. Coladaço no muro. É o melhor som de carro de corrida e da história. E você vê que até ele acaba esquecendo, né? Porque fica tanto tempo sem ouvir, e na hora o cara escuta, ele fala... Não, ele assustou, ele fica passando, e falou que porra é essa? É, mal. Que desporro, né? Que demais, velho. Vamos nessa, gordinho? Bora, bora.

Lembrando que daqui a pouquinho a gente está indo para o teatro 20 horas Vamos lá, parece lá Vamos lá, passa com o Lele lá Humofobia, a partir de hoje Todas as quartas de abril Estaremos no Teatro Sabesp Ali no Frey Caneca, aqui em São Paulo Eu, Carioca e Vitor Sá, rapaziada Exatamente, já está quase esgotado hoje, né Bola? Quase esgotado, que bom, obrigado Agradeço a você e todas as quartas, estamos lá

e eu, não, achei que tinha acabado não, pode falar falei do lado de cá, lembrando, né foram três, por enquanto suspenderam duas, tem mais 19 corridas aí pra vocês acumperem também não, vou dar um recado aí, vamos chegar aí vou chegar em você aí, vamos aí, vou falar todo dia aí, vamos chegar aí lembrando que sexta-feira eu estarei aí em São Sebastião, no festival Carioca botando pilha, rapaz

Isso, sexta-feira aí em São Sebastião. Quer saber um pouco mais? Vai lá no meu arroba, no meu Instagram, tem o link lá pra você comprar seu ingresso. Tem o Kiesa Marcos também. Tem o arroba do nosso querido Luciano Burte. Cadê o arroba do Luciano Burte? Arroba Burte Luciano. Arroba Burte Luciano. Como é que chama pra comprar ingresso pro teatro? Qual que é o nome do... Uhu.com

Tem no link no episódio também. Tá aí, Burt e Luciano. Sigam o Lu também, que é gente finíssima. E agradecer a nossa querida Philips. Philips, nós amamos você, Philips. Conheça aqui, ó. Boombit, a melhor caixa da atualidade. Não tem pra ninguém, de verdade. Isso aqui é uma maravilha. Qualidade de som, praticidade, não tem pra ninguém, de verdade. Tem pra você pendurar, se você quiser. Não, é demais. Mais tudo aqui.

A bombite é a melhor. Não vai comprar porcaria, por favor. Você vai se arrepender. Humorfobia, já achei aqui. Boa, boa. Oburt, você tá lá, então, todo da Globo, fazendo a Fórmula 1. Na Globo e em Sport TV. Isso, então, eu ia falar. Vamos lá. Tem mais 19. Mais 19 etapas. Pagar o serviço, né? Mais 19.

Lembrando que o Sport TV transmite tudo, treino, livre, classificação, corrida, das 19 que tem pela frente. A Globo não transmite as 19, mas transmite a maioria. Então, pra mim é o seguinte, em todas eu estarei no treino livre e na classificação do Sport TV.

E algumas estarem nas corridas da Globo e outras do Sport TV. Quando a Globo não transmitir, você está no Sport TV. E a Copa do Mundo, como é que vai ser? Então, aí tem... A Fórmula 1 vai continuar, vai ter... Mas, cara, continua, entendeu? Cada um no seu quadrado. Cada um no seu quadrado, para quem quiser acompanhar. Óbvio que a atenção total é a Fórmula 1. Não, a Fórmula... É Copa do Mundo, perdão. Mas eu vejo todas as coisas.

Então, não, não. Mas quem gosta vai assistir a F1 TV. É, animal. Mas não tá você no F1 TV. Tá o Sport TV. É, não tá você, né? Tá lá, quando eu estiver fazendo pelo Sport TV, eu tô lá. Sim, mas eu pensei que ia ser o da... Não, tem questões aí comerciais, é complicado. Entendi. Eu falei, ué, cadê o Burt? Não, não, não, não.

Mas aí no Globoplay tá lá. Sim. Tá certo? Não, comentarismo. Então acompanhe na Globo, Globoplay, Sport TV, Fórmula 1. Esse menino manda bem demais, rapaziada. Com esse nosso amigo de longa data, né, gordo? Obrigado, irmão. Luciano Butti. Eu sou fã dele pela pessoa, adelanto que é piloto.

que é um cara de gente fina uma família exemplar o irmão dele é potosofão mais ainda que é um lelé da cuca é uma família muito legal muito bacana e esse cara vale ouro obrigado pela visita arroba burt luceno no instagram

você vai acompanhar tudo e todas as informações tudo sobre Fórmula 1 ele é um dos pioneiros aí, se não for o pioneiro, de trazer esse lado técnico que a gente desconhece e ajuda a desvendar pra você que tá assistindo a corrida trazer detalhes que são muito legais pra você que nunca dirigiu um carro de Fórmula 1 sem direção hidráulica

Sabe tudo. Não sabe o que é isso. Eu vou te dar meu corcel pra você dirigir. Obrigado, obrigado. 72, meu irmão. Caralho, vou botar um macacãozão lá com a sua... Que inferno, manobrar o carro, bola também não conseguiu. Eu fui esse daqui e não conseguia virar o volante. Caralho, tem que fazer isso. O do Fulco é mais fácil. Porra, você tá puxando um balde de concreto mesmo. É a direção dessa grossura, né, irmão? Meu Deus do céu.

Tá pegando um marame. Horrível. Amanhã, Toguro aqui. Amanhã, o Togurão aqui é a partir das 14 horas ao vivo. É isso aí.

Beijo, obrigado, até mais tarde. Tchau.

Chegou a hora de deixar os carros da idade da pedra para trás. O BYD Dolphin Mini foi o elétrico mais vendido no varejo por dois meses consecutivos. Pela primeira vez, um carro 100% elétrico lidera essa posição no Brasil. E chegou a sua vez de ter um carro mais econômico que moto. BYD Dolphin Mini, a partir de R$ 109.990 para CNPJ. Fala até uma concessionária BYD e faça um test drive. Consulte condições em byd.com.br. No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.

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