EP 741 - MOACYR FRANCO
Moacyr Franco é um dos artistas mais versáteis do Brasil, atuando como ator, cantor, humorista, compositor e apresentador. Com grande trajetória na TV, música e teatro, tornou-se um nome marcante do entretenimento nacional.
- Carreira musical de Moacyr FrancoInício na música · Trabalho na televisão · Experiência com humor · Influência na música brasileira
- Indústria MusicalProcesso criativo · Importância da melodia · Histórias por trás das músicas
- Interação com o PúblicoSuperchat e ligações · Histórias de fãs
- Promoções e Patrocínios
Ok, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai
Não, não, não, não, menino. Salve, salve, rapaziada. Grande boleta, Marcos Quienza. Como você está, Carica? Tudo bem, irmão? Que dia. Dia fantástico, maravilhoso. Dia fantástico. Dia de felicidade, né, Bola? Pessoa fantástica, dia fantástico, tudo fantástico. Sabe, hoje vai ser daqueles programas que a gente vai guardar pra sempre em nossos corações. Não tem a menor dúvida. Porque o nosso convidado é...
excelência e garbo garbo e elegância um dos maiores artistas desse país da história da história corta lá na carinha dele dando risadinha isso é lenda amigo olha o homem aí amigo, se você acha que você é artista
você tem que aprender com esse homem aqui. Tá bom? E nós vamos bater um papo maravilhoso. Trouxe músicos aqui. Nós vamos fazer um especial Moacifrã hoje. De músicas. Uma homenagem a esse homem, essa lenda que tá aqui do nosso lado. Eu acho que vai ser nesse filme, meu. Eu tô com sono danado, com uma ponta dor na coluna. É, que pari, Moacifrã. Acho que eu vou dormir aqui. Você vai dormir, Moacifrã. Ó.
Antes de começar o programa, bola! Ontem teve um evento muito legal. Olha isso, cara. A Squad da Philips é um encontro de todos os influenciadores da Philips. Olha o presente que a Philips mandou aqui pra gente. Isso é pintado à mão, rapaziada. É feito por um artista brasileiro. Só pra vocês ficarem com... A Bombite não está à venda, tá? É só pra gente. Só pra quem esteja lá. Só nós ganhemos. Só pro pessoal da Squad Philips. Olha que coisa. Mostra o outro lado.
Olha o outro lado, que coisa mais linda. Olha isso. Olha isso, cara. Feito à mão, maravilhoso. Dan Roots, obrigado, irmão. A caixa tá aí, bola. O nome do artista que fez essa... Dan Roots. Dan Roots. Dan Roots. Dan Roots fez, personalizado pra todos nós. Olha que coisa mais linda. Coisa chique no último. Pintado, pintadinho. Olha que coisa mais linda. Bola, a minha já tá linda na minha casa. Então, obrigado a Philips. Parabéns aí a todo o time da Philips. Philips, não tem pra ninguém, sempre arrebentando.
É um orgulho pra gente, né, Bola? Nem fala. Fazer parte da Philips hoje, já há algum tempo, né? Então, é muito orgulho pra gente fazer parte de uma empresa que também faz muita história desse país e do mundo. Você conhece eles lá? Claro. São nossos amigos. Nossos drogas, nossos patrocinadores.
Exatamente, então um beijo pra vocês Parabéns pelo evento ontem Adorei aquele rapper lá Vai vir aqui Vai vir aqui Animal né Tito tava lá Cossiello Marcelinho Carioca Marcelinho Carioca maravilhoso
O Souza. O Kidi Bengala. Aí, chama o Marcelinho Carioca, Renato. E o Souza aqui, quinta-feira. Pronto, resolvido. Já falei com o Marcelinho. Tô com o telefone dele aqui. Kidi Bengala tava lá. Pô, o Marcos Assunção, ele tá cara do Kidi Bengala. Tá insistindo muito nesse. Tá ganhando muito. Enfim, tá aqui essa caixa maravilhosa. Então você pode comprar a sua caixa da Philips. Vai lá no site da Philips. É a melhor boombox que tem no mercado e não tem pra ninguém. Vai na nossa.
é, Boom Beat da Philips, você coloca aí no Google, Boom Beat Philips e compre cara, tem preços maravilhosos aí na Amazon, em todas as lojas você pode ter a sua Boom, Boom, Boom, Boom Bot é, Boom Beat, né bola? a sua Boom Box, perdão, a sua Boom Box é Boom Beat da Philips é a melhor do mercado, coloca lá, Boom Beat Philips e compre a sua, isso aqui é um produto maravilhoso 15 horas de duração de bateria
Serve como Power Bank, Karaoke. Isso aqui é um grave maravilhoso. Um grave maravilhoso. Enfim. Tem pra ninguém. Obrigado, Filipe. Parabéns pelo evento. Também tem a Ambilight na Copa do Mundo chegando. Enfim. Vou deixar no cantico aí. Vou deixar aqui no cantico. A bandeira do nosso Brasil. É, nossa. Esse país que é... Um país tão ferido, né? Um país tão lindo, tão rico e tão ferido. Posso me apresentar o meu patrocinador? Pode. Pode. Deve, Mocio. Pode. É o meu querido Caram.
Pagou o almoço hoje pra mim Aí sim, caram Pedaço de pudim Me patrocina há muito tempo Cadê o caram? Tem como cortar o caram aí? Quanto tempo de patrocínio? Ah, uns 40 anos Que beleza Tem uns dias que eu gravei com o caram que ele não sabia Sabe quem gravou isso aqui, caram? Você Coisa de 20, 30 anos atrás Caramba Caram Caramba
Eu sei que apresento pra ele. Seja bem-vindo, grande músico. E aquele ali é o Márcio, que adora aparecer. Márcio no violão. Aqui, ó, corta com aquela dali, ó. Isso, essa elepa, o Márcio, ele na viola. Coisa linda, ó. Eu sei.
É o seguinte, é que eu falei pro meu empresário que eu queria falar de música, porque a minha carreira de cantor ficou completamente abandonada. É mesmo. Ninguém mais falou, porque a gente vira apresentador, humorista, esses negócios e tal.
E aí foram abandonando todo lugar que eu vou. Os caras querem saber se eu briguei com Carlos Alberto. Sim. Checaguei maravilhoso, tá? Deixa bem claro aqui. Checaguei. Falei pra ele, não, me leva nesses podcasts, mas eu preciso falar de música. Sim. Ele entendeu que era pra trazer a orquestra. Ué, mas tá bom aí, vamos falar de música. A gente tá aqui pra fazer o programa.
Pra você, cara, a gente gosta tanto de você, você é um cara tão brilhante. Se você quiser falar assim, cara, eu quero ficar pelado aqui, você fica à vontade. Você não tá entendendo. Você tocou num ponto agora, rapaz. Tá dala a fila. E vamos embora, e vamos em frente. Você não sabe. Tá dala e régua. É mesmo. Quantos filhos você tem, Moacir? Meia dúzia. É um bom reprodutor. Eu faço ginástica todo dia. E tem uma ginástica que eu aprendi com a Gretchen.
Que ela faz uma, sabe, dá um... Um rebolado? Uma coisa desenrosca, sabe? É muito bom. É isso aí. Moacir Franco, então você já inscreva-se aí no canal. Já vai ligando pra nós, mandando seu superchat. Ah, vou tirar os paradrapo aqui da taxa. Tira, você que manda, Moacir Franco. Tá acostumado.
Sabe o que é? É porque tem umas duas rugas que você fica muito velho. Essas rugas aqui da frente. Botox, conhece? Não, Botox não. É bom. Mas eu ponho esse paradrapo e aí quando chega na hora eu tiro. Na hora de entrar pro show eu tô assim, lindo. Você é lindo mesmo. Você é maravilhoso.
Tá chique. Então inscreva-se no nosso canal, a plataforma tá aí também. Curta, compartilhe. Você pode ligar, mandar o seu superchat com a voz que você quiser. Então tá aí, no link da descrição. Você entra na nossa plataforma, faz superchat, manda, pode ligar aqui, falar com a gente, vai falar com o Moacir também. É o primeiro podcast que coloca...
Um telespectador no ar Podcast eu nunca vi Nós temos a plataforma Lembrando as épocas boas do pânico Do rádio Mas sempre foi, meio que foi Enfim Temos a nossa plataforma, então você entra aí E coloca, lembrando que a partir da quarta Que vem estaremos onde, Boletamos?
Estaremos no Teatro Sabesp Fei Caneca com o espetáculo Humorfobia. Isso. Eu, Carioca e Vitor Sarro, partidas 20 horas toda quarta, partida semana que vem. O público vai ser o protagonista. Você paga pra entrar e reza pra sair. Vocês vão participar, vai ser divertido demais. O Bola vai aloprar, não vai, Bola? Vou, deixa comigo. Bola vai arregaçar daquele jeitinho. Vitor Sarro, maravilhoso. E eu vou estar lá, entrando com alguns personagens, fazendo zoeira e fazendo quadros ali com vocês. Vai ser muito legal.
Nós vamos captar isso aí e jogar também aqui no nosso canal. Teatro Saber e Freikaneca. Ah, no Freikaneca. No Freikaneca. Tá convidado, Moacir, pra você ir abaixar aí. Tá convidadíssimo. Bom, dito isto, eu estarei dia 10 de abril com o meu espetáculo Botando Pília lá em São Sebastião. Me dá a minha lista aí, Isaac. Lógico. Cadê a lista do Moacir? Tá bom. Só esse ano eu tenho uns três shows. Pô, aí sim.
É, vamos fazer mais. Tem a lista aí do Boacir. Daqui a pouco passa aqui pra gente, passa lá. Passa pra Ju, ela passa, a gente põe aqui também. Lógico. Não tem essa, tá bom? Boa, Cari, que temos o superchat, já falamos, liga. Tá aí, ó, tá aí. São Sebastião, dia 10, Florianópolis em junho, Joinville.
Itajaí, Porto Alegre em julho, Bento Gonçalves Caxias e Tula, Campinas em agosto Então, Botando Pilha tá aí Acho que eu vou fazer só mais esse ano Depois vai mudar Aí eu vou ter que pensar se eu volto ou não Tem que dar um tempo, não sei Eu adoro fazer teatro Eu amo, é a coisa que eu mais gosto Mas os compromissos vão Como é que eu posso dizer? Aumentando A minha vida tá difícil, não tô aqui chorando pitangas Não, mas é que Não, não é isso, bola Minha vida tá difícil Mas é a sua, mas
Não, não é tempo, né? A vida é tempo, né? É correria, é verdade. Então, tem dois shows rolando, tem a Jovem Pan agora aqui, filho, enfim, são muitas demandas. Muita demanda e a gente vai aqui sempre, mas sendo feliz, bola, isso que importa. Eu acho que você fala dos filhos, o Altemez está falando dos filhos. Eu amo meus filhos. Os filhos deles são demais. Eu amo meus filhos. Ontem eu dou uma risada com o Nicos, vamos fazer um podcast.
O Nico tá demais, né? É, as quenga buchudinhas. É. Eu e o Nicão vamos fazer podcast e quenga buchudinha. Na balada, Nico na balada. Eu e o Nicão. Já combinei com ele ontem. Nico na balada é um bom quadro. Já é bom, belíssimo. Nico na balada. Põe a câmera e deixa ele. Solta o moleque. Puta, o moleque tá sensacional. Ele é demais. Meu filhão, beijo. Beijo, Nicão. Beijo, Lolozita. Lolo, te amo também. Lolozita, tô de olho em você, Lolozita. É, Lolo. Ó.
Ó, a gente tá ligado, hein? Não dá migué não, tá? Nós estamos assim, né, Bola? Só com olho, né? Só na pontaria. É, estamos na pontaria, hein, filha? Você não dá migué não, viu, Lula? Não vem com miguezinho pra cima de novo, né, Bola? Você vai ver o que acontece. Teu padrinho tá aqui, já tá ligado, ó. Brinca. Bom, queria mandar um beijo especial, Bola, posso? Pro amor da minha vida, Aline. Deve. Um beijo, daqui a pouco eu tô aí, então manda um beijo, tô com saudade.
Beijo, Aline. Acho que é porque eu não vejo. Tudo de bom. Minha mulher maravilhosa.
E um beijo pra Gabi, já que você mandou um beijo pro meu esposo da Gabi. Gabi é um amor de pessoa. Gabi, a gente ama, viu? Gabi Correia. Um beijo pras minhas mulheres. Aí, ó. É no plural. Viva, viva Pfizer. Viva os laboratórios farmacêuticos. Transformaram homens como Moacir em novos homens. Mandar pra minha filha arada, pros que tão lá na América.
Podia ter avisado eles que vocês estão no ar aqui. Avisa aí. Mas ontem eles fazem comédia e cantam. Essa é uma dupla chamada. Que legal. Johnny Franco and His Real Brotherdom. Que ele chama Domênico, né? E ontem eles têm evoluído muito. O show deles está muito...
Eles estão nos Estados Unidos? Lá fora? Eles moram lá. Lá. Lá em Portland. Portland. E agora eles desceram pra Califórnia. Eles estão invadindo tudo aquilo lá. E eles são muito bons de humor. Eles fazem muito humor e cantam muito bem. O que será, né? É verdade. O que será? Tá no sangue.
Mas, e ontem, porque eles têm feito muita coisa, uns skets assim, são historinhas, assim, de 10 minutos, assim, de humor. E ontem eles estavam gravando dentro de um jato. Falei, puta que beleza, hein? De um jato, falei, na América do Norte. Não é pra qualquer um, hein? Arrumar um jato pra gravar dentro. Aí eu falei assim, e o que que é? Qual é a história do jato? Não, eu levo uma galinha pra dentro do jato.
Deve ser muito engraçado, né? Putado. Eles cantam o que, Lamoncinho? Que estilo. Eles cantam de tudo, mas a linha deles é rock, né? Rock. Mas eles fazem tudo brincadeira. É muita brincadeira. Tem uma banda espetacular. Que legal. Com direção. Vocês procuram Johnny DeFranco. Johnny DeFranco. Johnny DeFranco. D-T-H-E.
Johnny DeFranco. Johnny DeFranco. Vocês vão achar isso aí e vão gostar muito. São muita gente boa. Eu vou ouvir, vou ouvir. São maravilhosos. É isso aí. E aí tem o mais velho que é comandante da Latam. Tem o Guto que tá lá em Porto Alegre. Preguiçoso, não quer vir pra cá.
Eu tô querendo que ele venha de... O Gui tão maravilhoso diretor, né? Quer trazer ele pra cá. Dirigiu os Trapalhões há uns 15 anos. Quem são esses aí? Os músicos? É o Johnny de Franco. Esse aí é o Johnny e o Domenico. Johnny e o Domenico, tá. São os dois filhos? É, são meia dúzia, né? É muito legal. Estileira dos meninos, hein? É muito boa.
Legal. Que legal, cara. Que legal, Moacir. Bom, Moacir, primeiramente, cara, uma honra te receber aqui. Saiba que eu admiro, eu admiro assim... Agora é sério. É sério. Agora é sério. Então tá bom. O Brasil, não é você, o Brasil, né? Vocês precisam conhecer mais, quer dizer...
Todo mundo conhece Moacir Franco assim como uma lenda, o cara que... Eu acho que você é um dos artistas mais completos do Brasil. Eu falo que é difícil um ator... No Brasil só tem um ator que canta. Praticamente que conseguiu muito bem as duas posições.
Na minha opinião, assim. Fábio Júnior. Além de você, obviamente. Acho que o Fábio Júnior é um cara que... Que ele andou nas duas. É. E não tem aquela coisa... Ah, ele é ator, ele é cantor. Porque no Brasil você não pode ser múltiplo. Você foi aceito nos dois. Não, o Fábio Júnior ele é foda nos dois. Ele foi auge nos dois. Tanto na música, ao mesmo tempo. Então ele foi um cara que quebrou um pouco essa barreira. É. Né? De... Porque o Brasil é difícil, né, Mocci?
Ou o cara quer que você fique na comédia. Ou o cara quer que só você fique na música. Ou...
Pô, não, o artista múltiplo é o que interessa. E você começou onde, Moacir? Eu dei sorte porque quando eu comecei tudo tava começando, entendeu? A televisão, por exemplo. Você começou com música, Moacir? Você começou com música? Não, tudo é acidental. Eu era pintor num... Eu era pintor.
No cinema lá em Uberlândia. Aliás, eu vou te falar uma coisa. Eu pensava, hoje eu estava refletindo sobre, eu pensava que esse podcast era feito num prédio lá em Uberlândia. Não, não podia ser. Eu pensava que aqui no centro de São Paulo, mas o que me vinha na cabeça é um prédio de esquina lá na Praça Tubal-Vilé. Entendi. Engraçado.
Mas então eu trabalhava no cinema, pintava os cartazes. O pintor, o chefe mesmo, era o Valim. Ele recebia aquelas fotos assim, e a gente tinha que ampliar a foto pra fazer um cartaz na porta. Então eu fazia isso, eu repintava, né?
E a minha mãe tinha uma pensão. Então, teve um dia que tinha um programa de calor na rádio lá, chamava Astros e Estrelas da Manhã. Então, os hóspedes da pensão da minha mãe resolveram ir cantar naquele sábado. Tá. Foram ser candidatos. Então, um tocava violão e cantava Vicente Celestino. Tinha uma mulher que tocava sanfona. Bonito. Tinha dois cariocas que eram pintores, estava pintor de parede. Estava na pensão.
Ah, nós vamos cantar um samba. Resolveu todo mundo ir cantar nesse programa, que era de sábado, foi dia 14 de fevereiro de 1954. Eu não lembro que eu fiz ontem. Aí eu falei, eu posso ir também?
Mas eu não tinha pensado em samba de cantar. O que você ia cantar? Eu escutava os programas da rádio e tudo, que a minha mãe escutava e tudo. Então vamos, foi todo mundo. E você cantou o quê, moça? 6 e 7, eu cantei um samba. Quem falou que a vila morreu Se enganou A vila não morreu nem morrerá Deixa a malvada da língua do povo falar
É um samba de Audacilouro, que depois virou meu divulgador 10 anos depois. Audacilouro. Isso lá em Minas. Em Uberlândia. Em Uberlândia. Eu nasci em Tuiutaba. Não Uberlândia, é Berlândia. É, Berlândia. Berlândia. Mas isso tinha o quê? Uns 22 anos? Isso tinha o quê? Você tinha o quê? Uns 18 anos, Moacir? Por aí uns 18, né?
Não, eu tinha 16, 17 anos. Caramba, molecão de coisa. Aí você sabe que a arte te pegou pela música, então. Foi ali que você descobriu que você era artista. Não, aí eu cantei esse samba e tirei o segundo lugar. E uma menina ganhou o primeiro lugar e eu ganhei. Ela ganhou um prêmio em dinheiro e eu ganhei uma lata de bala.
Sim, sim. Eu já falei isso aí, a fábrica já me mandou um monte de bala. Que delícia. Tá bom. Então, eu dei a lata de bala pra ela na hora e tudo, e tudo acabou sendo minha primeira mulher. Olha aí. Que bicho. Ele é danado. Deu a bala pra ela. Casamento calouro. E teve filho com ela? Sim, o Guto e o Júnior. Ah, o Guto. É filho dessa canção.
Ela era cantora. Na primeira. Que maneira. Ela era cantora, ela era caloura. Caloura. E não fugiu. Mas então daí, aí começou uma orquestra, me pediu pra pintar as estantes, eu pintei as estantes de orquestra, contanto que me permitisse cantar com a orquestra, aí me permitiu. O seu preço era cantar. Chegou no dia, era um baile no colégio estadual, um ginásio lotado, todos aqueles uniformes, antigamente a banda. Era chique, é. Os cubanos. Soldados, é.
Rui Rei. Então, aquelas camisas bufantes, assim, com aquelas maracas. Chocóio. E aí, eu cheguei lá na hora, era pra cantar com a orquestra, cantei só com uma pianista. Que nem era pianista da orquestra, era a filha do dom do colega, enfim. Eu sei que eu cantei três músicas lá e arrebentei, graças a Deus. Que bom, Môncio. Eu cantei uma música chamada Angelitos Negros, não sei se vocês conhecem isso aí.
Que é uma história questionando por que não tem anjo preto. Entendeu? Tá. Na história, nas igrejas. Nas pinturas, nas artes. É. Pintou-se pintas com amor. Por que...
Pintor que pinta as igrejas, pinta-me, anhelidos negros. Então eu cantei essa música, arrasou, aí cantei uma em inglês que eu adorava, o Netkin Cole, né? Pô, o Netkin Cole é bravo. Bonito, hein? Too young to really be in love.
E aí pronto, aí eu comecei a viajar. E a turma se pegando lá embaixo. Como eu agradei, o dono da orquestra resolveu me ensaiar umas músicas, né, de verdade. Pra você fazer parte da... Eu passei a viajar com a orquestra e tal. Que legal. Bola, você tem noção?
Me dá um dinheiro aí de quem quer? Não tenho. É minha e do canarinho. Puta. Ei, você aí... Me dá um dinheiro aí... Me dá um dinheiro aí é um assistente. Mano, são regaços. É um monstro, né, cara?
Mas é... Por que é um acidente, Monsir? Eu tava indo pro Rio, tinha dois... Aqui tinha o Manuel de Nova, que é o pai do Carlos Alberto, maravilhoso, o Manuel, e ele resolveu me dar a passagem. E tinha um outro cara, chamava Luiz do Silva Araújo, que tinha um programa chamado Cadeira de Barbeiro, com sucesso arrasador em São Paulo, e um outro chamava... Tem uma coisa de Exército.
Então, eles me resolveram, a pedido do canarinho, o canarinho foi maravilhoso na minha vida, ele pediu, eles me levaram de figurante.
Um dava 500 reais de 500 cruzeiros. De ajuda. E o outro dava passagem. Eu fui e ia entrar fazer uma piadinha lá. Uma brincadeira. Uma piadinha dessas de entrada, assim, de figurante mesmo. Aí o Canarim chegou pra um cara lá que era o produtor. Não sei o que, mas o produtor é o que escrevia. Entendeu? Ele que produz, ele que escrevia.
Olha, esse cara aqui tá fazendo um sucesso em São Paulo. Antigamente não pegava São Paulo, não pegava no Rio, não pegava no São Paulo. Exatamente. Tinha que trazer aquele rolo. Puta é. E aí, então, o Canarinho falou pra ele, pro cara, olha, esse cara tá fazendo um sucesso.
Aí eu fiquei assim do lado, que diabos que ele vai falar? Aí o canário falou, é um mendigo todo horroroso, que ele aparece de repente no meio de um guarda-roupa, depois de uma lata do lixo e tal. E eu assim, eu falei, é, sim. A semana que vem o cara escreveu um esquetinho.
E aí o maquiador da TV Rio era o Eric Zapetek. Ele odiava o figurante. Ele odiava. Ele só queria maquiar a turma brava. Ele era maquiador de ator, de atriz, novela. Figurante vai pra lá. Figurante ele passava de qualquer coisa. Dava um tapa. Então ele acabou com a minha cara.
Ficou uma desgraça a minha cara. Uma peruca horrorosa. E eu entrei. Mas eu arrasei. A hora que eu falei. Puta, põe um arraso. O mendigo da praça, então, você que bolou. Sim, o mendigo da praça. Não, era do mendigo da... Da música. Da música. Na verdade, o mendigo não era da praça. Depois que entrou na praça. O meu foi independente.
Então, teve uma semana depois, aí estava escrito, estava no texto assim, cantar música de carnaval, que estava perto do carnaval. O carnaval antigamente começava em dezembro e até abril. Ainda bem que não é mais assim, não é do Deus no livro. Todos os cantores gravavam carnaval, todos? Todos. E aí, então, estava lá, cantava música de carnaval.
Eu falei, não vou cantar Mamãe Eu Quero, essas coisas, né? E entrei com elas, ei, você aí, me dá um dinheiro aí. O cara fugiu, o Irã Lima, ele fugiu pelo palco, assim, ele é a mulher dele, e eu fui atrás e a plateia começou a cantar, aí não parava mais, todo mundo, ei, você aí.
Me dá um dinheiro aí Me dá um dinheiro aí Arrasou aquele troço, era a segunda vez que eu entrava Não vai dar Não vai dar não, você vai ver Então, na semana seguinte Apareceram quatro caras, irmãos Ferreira
Ele falou, Laura, fizemos uma música pra você gravar e arrumamos a gravadora. Pra mim, era o máximo. Arrumou a gravadora, pra mim tá tudo resolvido. Uma gravadora queria gravar comigo, pô. Porra. E aí eu falei, como é que é a música? Ele, ei! Você aí!
Então, eles fizeram a segunda parte, mas o Wave, se não diram, foi eu e o Canarinho. E você cantou isso aí também ou não? Porque eu lembro que é voz de mulher, né? Uma voz de galera. Não, não, não. É meio um coro cantando aquilo, né? Aliás, esse disco também tem um outro recorde.
Eu tenho aí, mas não vou procurar agora não. É um... Música de Carnaval dificilmente entrava na parada de venda de disco. E depois que lançaram meu disco, essa semana, na segunda semana, tava em quinto lugar como o disco mais vendido. Cara, que loucura. Eu lembro que no décimo lugar tava uma música que o Golias gravou também. Mas de Carnaval ou não? Não, não. A música dele é uma música de brincadeira com crianças, essas coisinhas.
Então é isso aí, o meu começo foi isso aí, depois a orquestra e tal, aí fui pra Ribeirão Preto, Bonnie, Rogério Cardoso... Não, quero saber assim, você saiu de... Você fez esse programa, eu quero entender quando foi o primeiro lance artístico, porque você saiu de Minas, de Uberlândia, fez esse, ficou em segundo lugar...
Arrumou sua namorada que virou a mãe dos seus filhos, sua esposa. Fui pra Ribeirão Preto. E aí tu saiu de Uberlândia e foi pra Ribeirão Preto. Mas já pensando artisticamente ou não? Nada, nada. Eu queria trabalhar na rádio, eu adorei. Ah, tu queria ser radialista. E aí cheguei lá e assinou minha carteira, os Bueno, assinou o Bueno. Salário mínimo que naquele tempo era 1.100 cruzeiros. Nada diferente do que é hoje.
Não mudou muita coisa. É, eu acho que tá meio igual. E aí o Boni ia lá, de 15 em 15 dias, e ele ia lá dirigir um programa da Lever, que era Levertimentos, que era da agência que ele trabalhava aqui. Aí ele me viu fazendo as pinturas. Olha ele lá no meio. Não, mas não dá pra ver essa definição de foto aí. É tu aí? Ele acabou me mandando... De barba. É tu ali? Ah, tu ali no meio, de barba ali, ó. Ah, é aqui, ó.
Eu tô ali embaixo. É, de mendigão. Esse é o Chico Anísio que me enfiou nesse filme aí. Tá no YouTube ou tá na rede social? Bota aí, vai botar no Facebook. Olha aqui um trecho do mendigo aí. Ele vai pôr aqui. Se você quiser pôr o fone, você ouve também, Moacir. Não, tudo bem.
Aí o Chico Aliso me botou isso aí a gente... Olha lá tu lá, ó. É isso aí. Olha ali. Olha ali. Olha a cara que o cara... Porra, maravilhoso esse mendigo. Você tava um belo mendigo, olha aí. Lindo, cara. Olha a sobrancelha.
Pra vocês terem uma ideia de como é que era antigamente, eu cheguei lá assim, 15 pras 4, já de mendigo, às 4 horas eu já tava filmando. E às 5 horas eu já tava em casa. Moço, e que ano é isso aí? 50 e 60. Cara, que mendigo maravilhoso, bola. Sobrancelha grossa. Cara, que mendigo. Foi muito bem feito por causa do sacanagem do Zapetech lá.
Mas muito bom, muito bom. Mas tem uma outra história de roupa, assim, que foi na Rádio Nacional, que depois, bom, depois eu volto lá. Na Rádio Nacional, a Hebe tinha um programa, que era ele, ela e as mulheres, o mundo é das mulheres, uma coisa assim. Tinha uma piscina no estúdio de baixo, lá do Canal 5, que era paulista, Globo e tal.
Então tinha uma piscina, então tinha um monte de cadeiras, enfim, uma piscina. E tinha lá uma mulher que fazia coreografia de balé aquático. Tá. E lindo, eu lembrava o nome dela, agora não lembro mais. Maravilhosa.
E aí o produtor lá me chamou se alguém cantava Elvis Presley. Opa! Aí eu fiquei calado. Aí depois que ele saiu, eu falei pro Canarinho, quem tava na turma assim, eu falei, eu canto ele. E por que você não falou, cara? Ficou bravo, lógico. Tem tudo que perguntar, você fala. Eu sei, porque aqui ninguém sabe nada.
E aí eu falei, então fala pra ele que eu canto. Então manda que eu... Aí eu aprendi. E aí fui. Que demais. Aí eles foram me arrumar o figurino. Do Elvis. Do Elvis. Que é a cara do Lampião.
rapaz tem que achar foto disso com cowboy então eu tinha tudo amarrado, uma calça larga uma coisa horrorosa então quando foi na hora de cantar o rock agora como é que é a banda imagina mais
Era um sanfoneiro me acompanhando. Não, pra cantar, pra tocar Elvis. Rock around the clock with the sanfona. Puta! Aí eu cantei, aí eu falei, eu preciso agradar, era ao vivo. Aí eu, tigum na piscina.
Eu não sei nadar até hoje. Eu ia morrendo afogado naquela piscina. Aí o canarinho fazendo sinal pra Hebe. E aí eu vim chorando e rir. E o canarinho de fã. Ele tá morrendo, pô. Aí a mulher, a coreógrafo.
que te salvou aí você casou com ela na primeira intervenção Elvis Presley na minha e aí você casou com ela ou não? não, essa não e é engraçado porque um artista pouco ruim também começou como Elvis Presley
com artista... Roberto Carlos. Ah, todo mundo, né? Roberto Carlos... Roberto Carlos começou como cover do Elvis, correto? Que ele tinha os Sputniks, a banda dele com o Tim Maia, que deu a merda lá do Carlos Imperil. As primeiras gravações, eles eram bem rock and roll. Era Elvis Presley, então o Roberto também era um cara que ditava, né, assim, a América. Mas era o que se fazia na época, era o sonho de tudo que é menino. Era o que chegava aqui pra gente. Era Elvis.
Aí você foi pra Ribeirão Preto Pra fazer rádio, fez rádio Aí o Boni gostou de me pintando Me convidou pra vir trabalhar Na Lindas Ah, na agência Aí eu vim, trabalhei um dia No segundo dia Tinha um programa que ele dirigia Na TV Record, que chamava A Dona de Casa é a Dona da Casa
E eu fui lá cantar também assim, só com orquestra dessa vez. Aí eu cantei aquela música. Sereno da madrugada, caindo no meu caminho.
Na rua, mamãe, moça. Era um menino de franca que tinha gravado, arrebentudo. Aí eu tirei o segundo lugar. Aí ganhou uma cantora que tinha cantado um negócio de folclore. Casou ou não casou? Não, também não. Também não, tá. Só pra saber, moça. Pelo menos beijou essa. Atualmente é que eu caso mais.
tenho dado umas casadas boas entendi quantos casamentos, Mocê? não, cinco casamentos e mais um assim, seis seis casamentos tá bom, né? então, isso aí, pronto, depois o resto e tal aí eu fui pra primeira vez que eu vi televisão na minha vida, eu atuei
Primeira vez que você viu televisão. É, porque nesse dia que eu cantei desse programa, eu fui no Mapping e comprei no subsolo do Mapping, era liquidação. Eu comprei um terno marrom. Bonito. O Roberto te viu e falou, nem foda-me, perde-me nenhum. Então eu fui pra, de lá eu saí de terno, falei, eu vou lá na Rádio Nacional, que eu sabia que o Aloysio Silva Araújo, que também é de Ribeirão Preto.
Ele tava lá, ele tinha um programa aquele do exército, como é que é, sargento? Enfim, eu cheguei lá e ele falou, entra aqui. Entrar de figurão numa fila, marchando, que nem soldado. Eu fui lá no fundo que tinha uma salinha lá que era do Nhozé, que fazia os programas, você não lembra mais disso aí. É, não vou lembrar. Não era do seu tempo e nem do seu gênero.
mas era em Osérgio, um programa de livro nacional de Caipira. E tinha uma salinha dele lá no fundo. Eu fui lá, tirei a roupa e botei lá no fundo, botei a roupa do soldado e fui lá e fiz. Enquanto eu estava na fila assim marchando, tinha uma televisão desse tamanho no chão. Eu olhei, estava lá eu na fila lá marchando. Meu Deus, olha lá!
Você se viu e curtiu Foi isso aí Que legal Ah, e quando terminou Fui lá, tinham me roubado o terno Eu fiquei três horas com o meu terno O do MAP Então, quem foi responsável Pelo teu ingresso Na televisão, foi o Boni
É, porque ele que me trouxe para cá. Não, eu e o Bom nós tivemos uma aliança muito boa, graças a Deus. Depois a gente se encontrou na Rádio Bandeirantes, tinha um programa com o meu filho, programa de rádio. Aí eu convidei ele para dirigir meu programa na TV El Celso. E aí mudou tudo a cara do meu programa. Tem uma cena até muito engraçada, porque antigamente o chão da televisão era cimento.
Tinha uns programas de Granfin que botavam uns tapetes. Mas aí o Boni resolveu botar fórmica. Brilha no chão. Bonita. Tem direito, porra, tem que fazer direita. Aí tacou, pregou as fórmicas no chão. A câmera pesava 50 quilos. O cara pra carregar os cabos da câmera era dessa grossura. Aí quando como é ao vivo,
Nossa, Silvão, que show. Aí começou os movimentos de cama, rapaz. Aqui foi enrolando tudo. Nossa. As formas. E até arrancando o fórmico bonitinho. Arranca tudo. Depois ele bolou de botar em cima de uma tábua.
fez a triste tabela não, não, não, era mesmo um negócio assim aí sim, aí a gente começou pro primeiro chão de fórmica, brilhante assim o Boni que inventou lá é o Celso, é isso
Contei outro dia no Danilo que eu fui o primeiro programa de cores de verdade no Brasil. É mesmo? Em 64. 64? 64. A Atriz 1 chegou nos anos 70, a cor? 71. Mas chegou pra nós. O Boni tinha umas amizades lá da BBC.
Londres. E a BBC mandou, a pedido dele, um cara vir gravar o meu programa e o do Luiz Vieira, um emendado no outro. Tá. E aí o tubo da câmera era desse tamanho, era uma coisa assim.
uma câmera e tal, e aquele tubão e tinha um monitor e foi transmitido no fim do ano de 64 às vezes eu acho que é 63 mas foi 64 e então o Luiz Veiras, eu assisti o dele e ele assistiu o meu e eu avistava assim só naquela televisão, foi transmitido daqui pra aí, entendeu? mas foi, meu programa foi a cores mas isso não foi gravado não foi pro ar mas foi gravado
Não, não foi gravado. Videoteipe era complicado nessa época. Não tinha videoteipe ali nessa época? Tinha, tinha, porque o meu programa passava no Brasil inteiro, levado, ia no avião e tudo. Tinha que pegar a fita, levar. É. Que trampo. É que final de rede de TV foi em 69. Depois eu saí também inaugurando televisões pelo Brasil aí, né, que o Boni mandava e tudo. E aqui, ali e tudo, eu ia lá e tudo. Foi uma fase linda da minha vida, né?
Depois nós fomos pro Rio, fiz a TV Tupi, aí foi o Guto. Ah, um mundo bem melhor, tudo feito pra você. Essa música é sua? Não, isso é da Disney, mas o Rogério Cardoso fez essa letra. O Rogério Cardoso, aquele ator mineiro? Pô, esse cara era monstro. E o Ribeirão Preto também. Fez o Rogério Cardoso. E aí ele fez essa letra e a gente gravou com o Guto.
porque eu fiz muito sucesso com Suave à Noite. Vamos lá, vamos ouvir Suave à Noite. E faz a introdução, então. Bonito. É tão calmo a noite A noite é de nós dois
Ninguém amou assim, nem há de amar depois. Quando amanhã nos separar. Que bonito. Em nossa lembrança.
Onde ficar? Bom. Isso é música de um filme novo. Isso é música de filme O Vento Novo. Peraí, por que você parou? Música de filme clássico. Isso é música, o filme passou e parou. Não colou.
Mas aí eu estourei a música, aí o filme voltou, ficou o ano inteiro em cartaz. Então a Fox... Por causa da música. A Fox, americana, me convidou, me ofereceu pra ir pra lá. Mas isso é cara de filme de Disney, filme de Hollywood. Aí eu fui lá e lá eu tava estreando esse brinquedo. Me apaixonei pela música e perguntei pro pessoal da Fox. Me diz, arrumaram pra mim uma cópia. Tá.
pra... E aí eu pedi autorização e tudo, e o Rogério fez a letra, como ele fez também. Essa história eu vou contar pra vocês daqui a pouquinho. Tá bom, tá bom. Então foi isso aí. Boa. Suave a noite, depois veio Doce Amargura. Doce Amargura. Doce Amargura também. Pô, puta, tava lindo isso aí, cara. Doce Amargura. Pô, quase chorei aqui. Coisa linda. É emocionante. Você tem um feeling maravilhoso. Doce Amargura.
Quem sabe faz ao vivo, meu. É que vocês pensam que eu tô escutando. Ele tá assim. Vai à distância que nos separa Por mais que sigas Há de nos ligar
Sei que em amores novos sentirás Doce amargura de me relembrar Tudo é maldade, o mundo é mal
E a saudade em teu desejo O meu nome chamará E etc, irmão. Tá aqui, Pari, o Bonito, hein? Bonito demais, velho. Aí fui engatando um monte de sucesso, né? Um atrás do outro. Surge essa oportunidade, eu fui ganhando de...
Foi dando muito certo a minha carreira. E aí aconteceu o seguinte... Quer dizer, então, que virou a música primeiro pra você. A música foi a coisa que te alavancou, assim, pro grande público. Foi. Foi a música. Foi. Mas aí o meu programa, eu cantava com a orquestra dos Silvio Mazuca. Ai, Mazuca, querido. Orquestra com dez violinos. Porra, isso é animal. Não é, Celso, né? Eu nem tinha competência pra isso, mas eu era muito corajoso. Mandava o pau, né?
E aí eu gravei uma música chamada Ninguém Chora Por Mim, que era um encerramento do programa. No final do programa, quando tá todo mundo aplaudindo, curtindo, mas se um dia eu tiver que chorar, ninguém chora por mim. Acabava assim o programa, entendeu?
então foi isso então eu até trouxe aqui pelo seguinte, eu recebi uns seis meses atrás um recorte o que vocês chamam de corte hoje é, um recorte que ele tá certo, é um recorte é lógico
Era recorte. Do Diário de São Paulo. Diário de São Paulo competia com o Estadão. De 1971. Eu gravei uma música, é o Menário Mané Garrincha. Eu adoro. Música do Roberto Luiz. Eu adoro. Que ano isso? Eu vou cantar. 70, 71. Essa música é maravilhosa. Você conhece essa música, Bola? Deixa eu ouvir isso aí. Tu vai ouvir agora. Sua ilusão entra em campo no estádio vazio.
Uma torcida de sonhos, aplaude talvez.
O velho atleta recorda as jogadas felizes. Mata a saudade no peito, driblando a emoção. Hoje outros craques repetem as suas jogadas. Ainda na rede balança seu último gol.
Mas pela vida impedido parou, e para sempre o jogo acabou. Suas pernas cansadas correram pro nada, e o time do tempo ganhou. E aí vinha baixo. Cadê você? Cadê você? Cadê você? Você passou.
O que era doce, o que não era, se acabou. Cadê você? Ia por aí. Cadê você? Cadê você? Bonito, hein? Puta merda. E vieram esses meus filhos mais novos. E eu achei que eles não acreditavam mais que eu tinha sido cantor, entendeu? Por quê? Aí, graças a Deus, alguém me mandou esse recorte aqui. Pega a foto do Edrop. Tá aqui, ó.
Você tem Isaac aí? O Isaac tem essa foto aí? Bota aí, Isaac. Do jornal. Aqui eu tô vendo. Moacir Franco, campeão de 1971. Com essa música. É isso aí. Então vou ver o que tá escrito aqui.
Numa pesquisa realizada pelas transmissoras associadas, Rádio Tupi e Difusora, Mosse Franco, com balada número 7, ocupa o primeiro lugar na relação dos 100 discos mais vendidos em São Paulo em 1971. 53% nacionais e 47% estrangeiros. Tinha muita música estrangeira nessa época. Tá quase empatado. Depois dele...
Vêm seis estrangeiros e em oitavo lugar o segundo brasileiro a vender mais foi Roberto Carlos no oitavo lugar com Amada Amante. Chico Buarque, aí vem os caras abaixo do oitavo, entendeu? Aí eu falei, não, isso aqui eu preciso mostrar para os meus filhos, eu preciso acreditar que eu estava com essa bola.
essa bola está arrebentando é por isso que eu estou vindo nesse programa e em outros para falar de música porque senão o pessoal pensa que a gente isso é mentiroso e vocês vão daqui a pouco, ele vai cantar uma música aqui que nem o Bola sabia eu sabia que eu acho lindo até você contando essa história acho que um dos maiores hinos do sertanejo
Ninguém nem imagina. Mas eu acho que eu conheço. Não, você conhece a moça. Eu não sabia que era do Moacir. Sabia. Você sabia que era do Moacir? Mas aqui é o seu amor e ele é tudo. É isso aí. É isso aí. Então assim, Moacir... Muito prazer em revelar você está bonita.
Muito elegante, mas joga Cheia de vida Eu gosto de fazer música Imaginando uma cena Uma cena de cinema Mas manda pra galera A galera conhece isso aí, Boice Vamos nessa Essa música é bonita demais, velho Então, olha isso aí O Marrone cantando isso arrebenta
Posso te ajudar, Moacir? Esse fone é complicado, vai. Deixa eu ajudar o Moacir, peraí. Meu Deus do céu. Ele dobra essa porcaria. Não precisa, eu quero ser espelho. Vai, vai, que é bom que eu retorne aqui. Muito prazer em revela, você está bonita. Muito elegante, mas jovem, cheia de vida. Eu ainda falo de flores e declamo seu nome.
Mesmo meus dedos me traem e discam seu telefone. Bonito. É minha cara, eu mudei minha cara. Mas por dentro eu não mudo. O sentimento não para, a doença não sara.
Seu amor ainda é tudo. Daquele momento até hoje esperei você. Daquele maldito momento até hoje e só você. Sei que o culpado de não ter você sou eu.
E esse medo terrível de amar outra vez é meu.
Quem sabe faz ao vivo. Eita, olha aí. Tem que dar moral. Hoje eu não dormi. Se eu não durmo, não tenho voz. Puta que pariu. Como você não tem voz? Você tá cantando bonito. Tá cantando bonito. Márcio tá aqui. Márcio Carreiro.
Márcio Carriel no violão. Super Márcio Carriel. Cadê Márcio Carriel? Tá aí. E o nosso... E o nosso Márcio Caram. Luiz Caram. Luiz Caram no teclado. Luiz Caram gravou todos os discos históricos no Brasil.
Nas décadas de 70, 80, 90, ele gravou tudo, tudo que é MPB que você conhece aí, o caramba tá lá fazendo o arranjo e tocando. Eu tenho muita honra de ter ele do meu lado. Que legal, que legal, Monsir, porra. Isso aí que ano é isso aí? Essa aí que você cantou aí, de que ano é isso aí? Essa aí foi em 82, não, 86, 86.
Essa é aquela história do circo. Essa é um clássico. Que eu tinha gravado. Eu tenho uma música que se chama Pedágio. Que é uma letra que eu considero séria. Eu falo da minha vida. É uma música repetitiva, teatral. Minha mãe me fez rezar Para ser feliz um dia E eu falo da minha vida.
A felicidade se passou. Foi durante a noite eu dormia. Fui ao culto, rezei missa. Bibi pinga no terreiro. Vi que a graça nunca vem de graça. E os pecados eu paguei primeiro.
Me bati contra o destino, virei saco de pancada. Quero o braço levantado hoje, pra depois não acredito em nada. Me ensinaram a semear.
Plantei rosa, fiz canteiro. Mas enquanto eu reguei semente, desmataram esse mundo inteiro. Descobri que tanto faz. Sobriedade ou mais um pó.
Só se vive mesmo nove meses, pois o resto, amiga, a gente morre. Já morri em Nova York, outro tanto em Paris. Mas agora que te conheci, vou morrendo um pouco mais feliz.
E por isso não me fale, não me fale, não me fale, no futuro, no amanhã. Paraíso é esse instante aqui que comemos da mesma maçã. Faz de mim o que quiser. Faz de conta que é feliz.
Deixa o mundo se matar lá fora E me mate só de amor aqui Já partiram tantos barcos Eu chorei em tanto cais
Quando digo que te amo assim É porque te amo muito mais Tá que pariu, hein?
Que coisa linda, bicho. Que letra é essa, moço? Dizem que a música que o Santos mais gostava era essa aí. Essa aí, ele gostava. Essa música mexe comigo. Como chama a música, moço? Pedágio. Coisa mais linda. Isso aí foi em 81.
Eu tava voltando pra casa, tava um dia... A gente acha sempre que tá horrível, podia morrer. Aí eu vi uma padaria, tava... Eu tava meio chuvoso, e os caras tava lavando o chão da padaria, caminhei a porta assim. Aí eu olhei perto da minha casa, eles me conheciam. Falei, posso entrar e tomar um conhaque? Pode, entra e tal. Então as cadeiras em cima da mesa e tudo. Eu fui lá no fim, tudo pediu um... Uma dose. Um conhacão e tal.
tomei o cunhaque, aí me veio na cabeça de fazer esse pedágio. Puta, que letra linda. Porque o pedágio estava começando. Microfone, microfone.
Porque o pedágio mesmo, o instrumento explorativo, ele estava começando. Então, eu vou fazer uma música do pedágio. Tudo que você tem que pagar na vida para viver. E aí comecei a fazer essa letra e foi, foi, foi. Depois de duas horas, estava o cara, o dono da padaria, chorando junto comigo, lendo a letra. Tomando um coiaque. É muito legal o poder de um artista como você.
é ter, é muito bacana porque o artista ele consegue expressar
sentimentos ocultos que todos nós temos, né, Bola? Não tenha dúvida. Mas ter a capacidade de expressar, de transformar isso em arte. Você sabe que... É muito top isso, é muito top. Eu não posso assumir isso que você está falando, mas quando vem as pessoas me consultar sobre gravar, qual é a diferença, porque gostam de fulano, não gostam de tal... Eu digo para o seguinte, você tem que contar a música.
Contar. Contar, não é cantar. Entendi. Você pega uma letra e você tem que contar essa história. Interpretar, né? Não basta você fechar os olhos. Eu fui lá e falei com ela que eu quero morrer, morrer, morrer. Você tem que... Contar. Contar a música, entendeu? Aí é a diferença, que você pega uma cantora dessas que você fala, por que todo mundo amava essa música? Por causa disso. É.
Edith Piaf, aquela velha feia, horrorosa e tudo, e matava de chorar todo mundo na plateia. Todo mundo, é verdade. É isso aí. Por exemplo, eu gosto muito...
Das canções de Lupicínio Rodrigues. São lindas. Porra, esse cara era bizarro. Maravilhoso. É acho que um dos maiores caras que... Sem dúvida. Não é? Não é verdade? Ele era um romancista, porque as letras dele eram dramas. Dramas mesmo vivido. Vou te contar uma historinha do Lupicínio. Isso não é um ponto de lugar nenhum isso aí.
Eu fiz um show em Porto Alegre, eu tava no auge. Quem me levou foi o Brizola. Teve que botar na Câmara Estadual lá pra pagar meu cachê. Seu cachê. A inauguração de um lugar chamado Araújo Viana, um parque. Era um parcão, eu cantei só com um piano, pra você ter uma ideia. Tinha um microfone enfiado no piano e um outro que tava arrastando aquele fio. Mas foi um arraso.
E aí nós fomos pra um lugar lá em Porto Alegre, que eu não sei se tem ainda, era um bar lá na beira do Rio, que a gente parava todo mundo assim, de cantor, de músico, e ficava comendo sanduíche, bebendo. Jogando conversa fora. Aí, quem me aparece, Lupicínio Rodrigues. Eita! Aquele jeitinho dele, assim, uma círita, não sei o quê.
Aí ficamos tomando lá o almoço e tal. Aí ele falou, vamos ali na minha casa. A casa dele era perto, três quarteirão, né? A gente, mas não tinha medo de distância, não. Não tinha medo, é verdade.
Aí chegamos na casa dele, eu já tinha tomado, porque antes de cantar eu tomava umas também. Você tomava? É, eu gostava de cunhaque. Mas aí entramos na casa dele, já tipo cinco horas da manhã, assim, né? Puta merda. Tinha um sofazão daquele sofá antigo, macio, assim. Aí ele sentou junto comigo e falou assim, Amo a ser.
Eu vou te mostrar uma música nova minha. É um samba, assim, tal. Você presta atenção nessa história, tal. O seu puta, aquilo começou a me dar um sono. O sofá macio, né? Aí ele começou a cantar a música. Aí eu fingi que tava escutando. Eu peguei e botei a mão assim. Em meio do meu cochilão. Assim, né? Assim, eu estou escutando, né? E ele... Eu sei...
Quando chegou no pé de cem E botava a mão no meu ombro, sinto-se. Sei lá. Resumo da história. O filho dele chegou às oito da manhã, tava eu e ele dormindo no sofá.
Lupicínio Rodrigues é bom demais Lupicínio é bizarro Não, eu tô dizendo ter vivido isso Puta que pariu Um privilégio Silvio Caldo O Lupicínio, cara Em relação a letra O Brasil tem letristas Que são aqueles caras Que dão, são tiros de Eu gostei Tanto, tanto quando me contaram Eu gostei
Que te encontraram cantando e lelindo na mesa de um bar. E que quando os amigos do peito por mim perguntaram. Um sorriso, um soluço cortou sua voz. Não lhe deixou falar. É uma narrativa de romance. É, tá contando a música.
O Lupicínio era bizarro. Vingança. Porra, vingança. São canções assim. Ouçam o Lupicínio Rodrigues, porque ele consegue... Caras como o Lupicínio, eles são, como é que eu posso dizer, atiradores de elite. Para mim, depois do Lupicínio, o máximo que eu acho é o Jair Amorim, com o Evaldo Gouveia. É, aí eu já não...
Jair Amorim e Valdo Gouvelles fizeram de cada gênero no Brasil a melhor música. Eu sou o nosso e o Franco também, pô. Eles fizeram... Pichindinha cantava... Menino... Da Mangueira. Sei. Pichindinha. Só os dois. E eu gosto também... Aí vem... Eles fizeram... É...
Mas se um dia eu tiver que chorar, ninguém chora por mim. Aí fizeram aquele tango pra Tereza, da Ângela Maria. Aí fizeram pra outra uma adulta que eu sonhei que eu era um dia um troador. Dos velhos tempos que não voltam mais. Só tava assim a toda hora. As mais lindas modinhas do meu rio de outrora. Pelo amor de Deus. Cada gênero de música brasileira.
Eles fizeram a melhor. Fizeram um hit. A melhor. A melhor. O cara mais moderno, obviamente, um pouco depois desse tempo, que eu considero um cara com letras extremamente criativas e fortes e precisas, o Cazuza. O Cazuza era um puta compositor. As letras são bizarras. Tipo o Blues da Piedade, né, cara? Blues da Piedade, pra mim, você conhece a música, Bola?
Agora eu vou cantar para os miseráveis que vagam pelas mãos levantados por essas sementes mal plantadas Essa fase, eles trouxeram essa fase dos Beatles daquele pessoal da Europa e da América, né? Que era a fase do desmonte, né? De cair as máscaras e tal Aquelas letras fantásticas Eu acho aquela frase que ele fala assim Para as pessoas de alma bem pequena Remoendo pequenos problemas Isso, na verdade
Sempre querendo aquilo que não tem. Cara, eu acho isso, cara, muito forte. Muito bom. Pra quem ver a luz, mas não ilumina suas minicertezas. A melhor música pra mim dessa época aí, não é bem rock and roll assim, mas a melhor música pra mim é aquela do...
Hilton, Hilton, Hilton Hilton, na rua, na chuma, na fazenda na casa de sapéu não, não há outra não estou disposto não, eu essa música é fantástica aí esquece meu outro assim, gostar de que não goste de a construção dela, a harmonia a melodia essa música é um banho o Hilton é maravilhoso
Eu adoro o Hildo. Abraço, se tiver alguém que você gostaria que Estivesse sempre com você Na rua, na chuva, na fazenda Ou numa casinha de saber O Hildo é fera, o Hildo é... É bonito, não, dores do mundo.
A esquecer seu rosto assim Não, e ele tem aquela... Gostar de quem não gosta de mim O Hildo tem... Não, mas não é essa música ainda. Não, você tá falando... Quando eu chegar muito louco Quando eu chegar muito louco Essa música é um colo. Você tá falando na sombra. Larga de ser boba e vem comigo Essa... Não, não, não. Não é? Então é Dores do Mundo. Não. Eu vou esquecer de tudo Não, rapaz, quando eu chegar...
Muito louco. Ah, isso é... Isso é Dauto. Isso é Dauto. Isso é Dauto. Dautão de Niterói. Ah, é verdade. Muito estranho. Você tá cantando Dauto. É Dauto. Tem razão. Dauto é bizarro. Isso é Dauto. Nossa, a música é... Mas se um dia eu chegar... Muito louco. Nossa Senhora, pelo amor de Deus. Eu gosto dele de pessoa. Eu gosto de pessoa. Tá ligado? Pessoa.
ganhar você e não querer que você é a pessoa mais linda do mundo eu queria alguém bem no fundo o beijo pro Dalton lá em Niterói meu amigo Dalton que tem um show tem um show top o Dalton ele manda muito bem, o show dele é super animado puta show, o Dalton é um dos maiores compositores desse país Dalton, Dalton Adnikit entscheídos
Tá altinho? Depois disso aí... Aí, beleza, Mocci, você, aí nos anos 70, a sua música... 70, 80 explodiu. Eu ganhei um monte, botei um monte de sucesso. E viva a rosa! Uma música horrorosa, mas... É depois aquela... Mas tem uma tua religiosa. Qual, já que estamos na semana... Ave Maria, Aleluia!
Ave Maria Aleluia Ave Maria Pô Era alta madrugada Cansado da jornada Eu voltava pro meu lar Quando apareceu no escuro Me encostando contra o muro Um ladrão pra me assaltar
Com revolver no pescoço, ainda expliquei pro moço, tenho filho pra criar. Sou a reino de família, leva tudo, me humilha, mas não queira me matar. Ave Maria, aleluia, ave Maria.
Mas o homem sem piedade, um escravo da maldade, começou a me maltratar. Pra ver se eu tinha medo, antes de puxar o dedo, ele me mandou rezar. Eu nunca tinha rezado, eu que era só pecado, implorei por salvação.
Elevei meu pensamento e descobri nesse momento o que é ter religião. Ave Maria, aleluia, ave Maria. Um clarão apareceu, minha vista escureceu e o bandido desmaiou.
E morreu, não teve jeito, com uma flecha no peito, sem saber quem atirou. Nessa hora a gente grita, chora e acredita que um milagre aconteceu.
De joelho na calçada perguntei com voz cansada, quem será que me atendeu? Ave Maria, Ave Maria. Já estava amanhecendo, alegria me aquecendo, quando entrei na catedral.
Cada santo que eu via, eu de novo agradecia e jurava ser leal. Beijo santo de passagem, não me toque nas imagens, me avisou o sacristão. Pois lá ninguém explicava uma flecha que faltava na imagem de São Sebastião.
Ave Maria. Aleluia. Ave Maria. Vai. Ave Maria. Aleluia.
Chegou a hora de deixar os carros da idade da pedra pra trás. O BYD Dolphin Mini foi o elétrico mais vendido no varejo por dois meses consecutivos. Pela primeira vez, um carro 100% elétrico lidera essa posição no Brasil. E chegou a sua vez de ter um carro mais econômico que moto. BYD Dolphin Mini, a partir de R$ 109.990,00 pra CNPJ.
Fala até uma concessionária BYUG e faça um test drive. Consulte condições em byg.com.br. No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas. Maria! Boa, Cefã!
Grande Moacir Franco. Tá aqui, Paris. Pra abençoar todos vocês. Hoje é dia de quinta santa. Hoje é quinta santa, dia de Lava Pés. É verdade. Amanhã, sexta-feira santa. Já tá aí pra você. Agora isso, a banda completa, essa música fica muito boa. Eu imagino. Moacir, tinha uma música, eu não quero chorar. Ah, não quer chorar. Eu não quero, mas eu vou chorar. Ah, vá. Ah, vá.
Chora, meu bem, diga. Eu sou desse, eu sou desse. Vai chorar antes de falar já. Não, eu vou, porque eu me recordei de uma coisa aqui que mexeu um pouco comigo, que era uma das músicas prediletas do meu pai. Do seu Betinho. Que já nos deixou. E ele cantava essa música. Enlouquecidamente. Sistematicamente. Era uma coisa que eu lembro dessa música. A música do Moacir? É. Que legal, meu. Eu nunca mais vou te esquecer.
Isso meu pai cantava praticamente todos os dias. Ele cantava sozinho e ficava cantarolando isso. Então fica aí pro meu coroa aí. Mas então, essa música, ela... Ai meu Deus, eu não vou aguentar. É assim, o Wilton Franco foi um puta amigo meu, não era meu parente, mas acho que foi o melhor amigo que eu tive.
ele ficou muito doente, ele foi morrer em Santa Catarina. Sim, eu estive com o Hilton um pouco antes disso. Ele estava no Beto Carreiro, diretor artístico lá. Aí ele, quando ele viu que ia morrer, ele pediu para a filha, olha, a noite do meu velório, eu quero que toque o Mocílio Franco a noite inteira.
O Wilton. Conheci, eu tive o privilégio. Então, quando ele era mais jovem, eu tava lá no começo e tudo, ele me levava na casa dele, tá? Pra jantar, essas coisas. Gentileza, né? E aí, ele me botava pra tocar a música Turandô, que tem o Nessun Dorma, que é o... Muito bem. Eu me apaixonei por esse troço, toda hora tava com o escancabeça.
Bom, eu perdi a minha primeira mulher. Ela morreu. E ela ficou uns três, quatro dias lá nas clínicas. E ali na Rego Freitas que eu morava. Aí vieram me dizer que ela tinha... Partido. Aí eu fui lá pra janela do apartamento, fico olhando pra rua assim, e aí escrevi lá um texto.
E guardei. Aí passou o tempo, um dia a gente estava gravando um long play, e aí a censura cortou uma música. Uma música que eu fiz para o Arei Toledo na época, entendeu? Imagina o que era. Imagina o que cortaram. Aí, vamos, cortaram. E aí estava lá a orquestra inteira.
que os italianos tudo e tal, o Salinas, o produtor, acho que era o Nazareno de Brito, falei, e agora? Temos que achar uma outra. Aí me veio na ideia, falei, peraí, eu tenho uma aqui. Lembrei do, daquele evento lá e daquela música, do refrão.
Aí a orquestra foi dispensada, foi fazer lanche. Enquanto foi, eu fiz a melodia para essa letra da primeira parte. E aí pedi o maestro para ele botar os violinos, porque tinha que ser uma coisa que não precisasse escrever. Todo violinista toca essa música. Então ele só botou assim. E aí eu cantei essa primeira parte, que é assim.
Isso é lindo. Se eu tivesse o coração que dei Tivesse ainda a ilusão Nem sei Coragem pra recomeçar No amor
Bobagem, pois amor assim, só um. Agora é vida sem razão, sem razão, por quê? Tentando orar eu só rezei você.
A sua ausência mais e mais me invade. Pediu amor e devolveu saudade. Bonito, hein? Puta. Eu nunca mais vou te esquecer. Aí enfiei o turandô e aí arrebentou. Nossa, meu pai.
Eita Bonito demais, tá louco Tá louco Meu pai cantava isso todo dia Todo dia Todo dia
Gostava pouco sobre a tia. Olha o que eu encontro de gente nos meus shows, porque o meu show, o pessoal é tudo de mais de 50 anos, né? E cada um tem uma história com uma música, entendeu? Eles me pedem assim, então a gente é obrigado a estar preparado. Pô, mas se não o teu show vai ter o quê? 5, 4, duração, os pedidos e todas as músicas?
A gente faz umas duas horas de choro. Que legal, Mocinho. Mas eu faço muita brincadeira. Eu imagino. Muita brincadeira, eu brinco muito, a auditória não para, eu vou lá, eu beijo velho na boca e tudo. Olha aí, é primavera lá. Primavera não deu certo. Aí sim. Do choro ao riso, né? Aí sim. O cara é puta gênero, né? Que falava de um amor que deixou. Aí estão...
Imigrante... Isso aí é o seguinte, um amigo meu chamado Expedito. O avô dele veio pra cá em 1800 e tal, ele era apaixonado pra esse velho que vive 100 anos. Ele fez uma música, a gente tava no estúdio, eu gravei três músicas dele, ele falou, vou fazer uma agora. E fez essa aqui, ele contando para o avô. Imigrante sonhador O
Que me ensinou a cantar Que falava de um amor Que deixou pra lá do mar E me cantitou sozinho Velho do meu coração Eu voltei pra beber o vinho
E cantar sua canção. É primavera. Em algum lugar. Alguém te espera. Além do mar.
É primavera, além do mar. Em algum lugar. Alguém te espera, além do mar.
Não pode acabar esse tipo de música, sabe? Não pode. Você tem toda a razão. Mas elas estão aí.
Não pode acabar. É aquela coisa. É só pra quem sabe apreciar. E a música, ela tá muito ligada ao que a pessoa viveu. É, cara. É difícil fazer um negócio desses. A música, eu acho que ela forma a pessoa na infância ali. Dos seis aos doze, aos quinze ali. Se o cara tem uma boa formação musical ali, se for implementado dentro da vida dele, depende da música que for. Pois é. Ele vai carregar pro resto da vida.
O problema dessa música atual, desse momento, é o momento agora, é que ninguém dá mais confiança pra melodia.
Não tem confiança. Não tem capacidade. Não sei. Eu tava no... Não tem estudo, ninguém estuda mais. Há dois anos atrás eu tava no Raul Gil. Aí entrou no camarim um rapaz que cantava rap, funk, esses coisas. Ele chegou, me abraçou, que a mãe dele gostava muito de mim.
Eu quero, quentinho, quero. Um café dois. Olha, a minha mãe gosta muito de você e ela canta uma música. Deixa eu ver como é que é. Aí ele assobiou a música. Que era ainda ontem, chorei de saudade.
ele assobiou e tal, isso aqui, poxa vida, é bom a gente, né, música, assim, é bom, é bom, assim, falei, assobiou uma sua. Vai, fala pra nós ver, vai. Porque não tem como assobiar, sabe, essa música, não tem jeito de se fazer. É verdade. É bom no chão. Era uma brincadeira, aí demos muita risada, ele concordou comigo, que não faz melodia.
Não tem mais. Eu acho que não tem... Condições. Não é condição, porque hoje a tecnologia e os caras fazendo em casa, antigamente, eu acredito, mas eu posso estar completamente equivocado, pra se chegar no Moacir Franco, tinham muitos caras brigando pra estar com você, ou estar ao seu lado, ou estar no seu lugar.
E não tinha tantas possibilidades. Havia uma curadoria artística. Esse cara é bom, essa música é boa. Tinha muitos escrivos, obviamente. Mas é os estilos que tinha. Não tinha esse estilo aí. O primeiro estilo que veio assim foi... Tinha uma chinha de carnaval, que também era romântica, que era triste. Sim.
E o rock, depois do rock veio tudo, acessentou o twist, essas coisas. Não, é o sintetizador aí, o beat, os beats. O que se cantava tinha que ser triste e bonito mesmo. Eu discuto, eu tinha um grande amigo que se chamava Monsueto, foi um grande compositor de coisa.
Madureira chorou, Madureira chorou. Não, essa não é dele. Enfim, ele cantava essas músicas. O carnaval antigamente, primeiro que o samba era agora é metendo funk no meio. O pagode, né? Mudou um pouco. Então, a música é assim. Essa é a pressão.
Madureira chorou. A pessoa chorava. Madureira chorou de dor. Com o copo na mão. Quando a voz do divino, meu dedo estando divino, a sua estrela levou.
O Arlindo meio que fazia Essa onda aí Todos os compositoris antigos Eles eram assim mais lentos Eu falei isso muito pro Monsueto Na ocasião, que tava mudando muito a música Nessa época Dele era assim Era de madrugada Vinha raiando o dia Quando em minha porta Bateu Maria
Se não dissesse seu nome, eu não sabia. Nem conheci Maria. Porque era um troço... Rapaz, era um drama. Ele contava uma história pra você no samba, entendeu?
agora eu não tô falando que é ruim, pelo amor de Deus é completamente diferente é, mas tem muita gente ainda fazendo samba, né, você pega aí o mais recente, mais recente razoável o Diogo Nogueira, por exemplo
Pé na areia, a caipirinha, água de coco. Pô, essa música é uma construção melódica maravilhosa. Ainda temos, bom, o Arlindinho, o filho do... Temos ainda... Eu tô entendendo. O novo, sim, sim. É que assim, não dá pra prever o que o povo quer.
Não, o que eu tô tentando dizer é que era legal se uma das escolas, por exemplo, o ano que vem, resolvesse fazer o samba desse de chorar. Samba canção. Não, não. É o samba. Samba. Samba.
Levada romântica mesmo. Puta, é bonito demais. Eu cantava no carnaval com a orquestra, rapaz. Puta, lembro de ter uma música que tinha... Arrasta a sandália aí, morena. Arrasta a sandália aí, morena. Eu fiquei apaixonado por uma menina com uma sandália dessa de dedo na festa. Eu não parava de pensar no pé da menina com a sandália. E você mandava arrastar a sandália.
Não, é porque a música tomava conta da gente. Você conheceu a Dona Inê Barbosa? Muito. É mesmo? Ele era muito amigo do meu irmão. Puta, que legal. A Dona Inê, eu gosto muito. E o Arim Madureira, o Marcos César, que morava em Sorocaba, o Marcos César fez muita letra pra Dona Irã. Aquele Irassema, ele fez umas letras lá pra Dona Irã. Eles eram muito amigos. E o meu irmão Sica era muito amigo da Dona Irã.
E dormir na casa do Adonirão, acho que era na Vila Maria. E o Adonirão é maravilhoso. Eu gosto muito do Adonirão. Ah, pelo amor de Deus, a música dele. Ele não tem compromisso, a música dele. Ele tá indo assim, de repente, ele resolvia fazer... Era muito legal, sabe assim, o cara tinha liberdade. Aquilo é choro? O que é aquilo? É choro? Samba de breque? Não sei. Eu não sei como chama o estilo de música dele.
não sei, é Dona Irã. É Dona Irã. Tinha o que de morangueira aqui, de morangueira. Saudosa maloca. Ô, morangueira era maravilhosa. Era a samba de breque que eles chamavam. Ah, morangueira era maravilhosa. Foi no meu programa várias vezes.
Meio rapper, né? Meio rapper. É, mas era um swing, uma puta... Era uma grande ideia. Voltar a fazer esse tipo de samba rap, assim. Fica muito legal. Se quiser açúcar, tem ali, moço. Pronto, acabou, moçado. Vamos embora. Você quer ir embora? Não, eu quero que você cante... Mais algumas músicas. Ainda ontem.
Essa aí que eu mostro, na minha opinião Dos Móveis de Sucesso, e tem uma história muito boa Do seu filho com essa música É muito legal a história do filho dele Com essa música Com essa música, né moço Você se recorda dessa história? Eu vi você contando em algum lugar Não Que o seu filho foi pra balada E voltou e falou, pô pai, chorei pra cacete Cheguei lá todo mundo cantando A sua música
Ah, isso é... Faz um tempo que eu ouvi você contando isso em um lugar que o teu filho foi na balada.
E, cara... Maldinha sertaneja? Todo mundo... Essa música é um hino, velho. Essa música, ela... Essa música é um hino. Não tem um dia que eu não recebo no celular, que no mínimo 10 vídeos de gente no aniversário da fulana, do cicrano, do boteco do fulano. Essa música é um hino. O pessoal tá cantando. Essa música é um hino. É show, é balada, é casamento, é tudo. É velho, é moço, é rapaz, é sertanejo. Todo mundo canta essa música.
Essa música tá louca. Mas antes dela eu quero cantar uma que... Vai. Se eu não puder. Se eu não puder. Se eu não puder, vambora. Se eu não puder, eu tinha esquecido. Hum.
Se eu não puder te esquecer, mando dizer numa flor, mando uma estrela avisar que o velho amor acordou.
Se não puder me esquecer, basta dizer por aí. Quando você sussurrar, meu coração vai ouvir esquecer.
Difícil demais Ninguém é capaz Se amou um pouquinho Esquecer Você nem pensar E quando tentar Que eu morra Sozinho
Maravilha. Eu ganhei o ano. Eu tenho uma história boa com essa música aí. Essa letra me mata. Essa letra é maravilhosa. Puta que marido. Olha assim, eu sou do Rio, então eu tô aqui há 30 anos, mas eu gosto do seu esforço de Paulo Starr.
Eu tinha um amigo meu que chamava Afonso Brandão. Ele era carioquíssimo, ele irmão do Brandão Filho, que foi um baita comediante. E o Afonso falava assim, eu não gosto desse pessoal, o carioca, ele falando de carioca.
O paulista convida pra entrar. Olha lá em casa, carioca convida pra sair. Vamos tomar um chopp uma hora. Boa análise, hein? Carioca, o paulista chama pra entrar. Gosta pra sair. Então, olha aí, uma boa análise. Mas essa música que você cantou, eu não tinha muito contato com música sertaneja. Pois é, eu tô dizendo. Eu gosto do seu esforço de assimilar coisas diferentes à sua cultura. Sim, mas é que eu ainda tenho dificuldade com a música sertaneja. Eu tenho muita dificuldade.
por não me tocar não ouvi não ouvi nessa fase só que especificamente essa música é louco isso eu devia ter 13 anos de idade
Eu estava, eu me lembro até o local, eu estava viajando com meus pais em Poços de Caldas, tomando café da manhã no hotel, é muito louco música, né? E do nada, eu sei até quem canta, quem gravou isso aí, Mineiro Marciano. João Mineiro e Marciano. Exatamente, aí que eu fui saber quem era, porque eu estava tomando café.
no hotel, e eu ouvi essa música naquelas caixinhas que tinham nos hotéis, sabe? Ainda tem, só que agora só toca jazz. É. Aí, essa música, tocou.
Eu imediatamente, quando eu ouvi essa música, eu fiz assim, cara. Sabe aquela... E fui pra perto do rádio pra ouvir a música e saber que música era aquela. Era um outro tempo. Hoje a gente pega o celular e... Shazam e vamos nessa. Sound round e vamos. Muito mais fácil. Não é? E aí o locutor falou. João Mineiro Marciano, esquecer, não sei o que. Aí eu falei, eu nunca mais... Foi a primeira música sertaneja que eu aprendi a amar.
Foi essa a música. Pois é, então. Porque minha mãe gostava de Chitãozinho Chororó, que eles estouraram mais ou menos nessa época aí. Foi. Né? Aquele primeiro disco deles lá e eu não curtia. Naquele disco, eles tinham uma música minha chamada Será Que Eu Sou? É verdade, será? Será? Será? Será? Será? Será? Eu vou contar pra vocês uma história na música, eu nem vou... Conta, conta. Vocês vão saber tudo na última frase da música. Vai. Vai lá.
Eu ia atravessando a ponte sobre o rio Tijuco, no Triângulo Mineiro, quando avistei lá na beirada do rio um velhinho ajoelhado. Eu ia indo embora, mas uma emoção muito forte me fez descer o barranco e ir até lá. Nunca na minha vida aprendi tanto como naquela tarde.
Na barranca do Tijuco, vi um velho soluçando. Gota a gota a sua mágoa, o Tijuco ia levando. Tenho pena de quem chora, muito mais de um ancião.
Quando um velho molha os olhos, o seu pranto tem razão. Perguntei, meu velho amigo, que te faz chorar assim. Com os olhos sobre o rio, disse sem olhar.
Pra mim, ele disse, Meu amigo, eu amei tanto, Eu plantei demais amor, É deserto de canto em canto, Não nasceu nenhuma flor.
Minha luta foi inútil, joguei a palavra fora. Gente que me internecia, mente rouba e mata agora. Fui ficando emocionado, fui ficando emocionado.
Com esse velho de joelhos, mesmo sem ser preparado, arrisquei o meu conselho e disse, aqui mesmo em Uberaba, acredite se quiser.
Quem te pode consolar, amigo, é o Chico Xavier. Ele olhou fixo nos meus olhos, uma grossa lágrima caiu no Tijuco e ele disse. Agradeço o seu conselho, mas de nada me valeu.
Aumentou meu desespero Chico Xavier sou eu
Puta, que pariu. Bravo demais. Tá louco. Tá maluco. Isso é muito foda. A gente precisa editar isso aí. Ô, rapaz, você quer matar gente do coração? Isso é muito foda, moço. Moço e Franco aqui, essa lenda. Você topa atender um telefone aqui pra galera mandar um abraço pra você? Sim, tá ao vivo. Tamo ao vivo, moço. Bora. Esse programa especial por você pra mostrar...
esse artista que eu particularmente assim, a gente já se trombou algumas vezes mas te entrevistar e tá com você né Boletar? como falou o Moacir pode fazer o que ele quiser pode fazer o que ele quiser o povo aqui tá amando aqui e vamos ver o que a galera quer eu queria resgatar um pouco o pessoal saber que a gente faz isso também e faz muito faz bem pra cacete tá maluco tem
alguém aí? Telefone aí, galera que tá na plataforma. Já já também tem superchat. Aí, ó, chegou. Fala, Giovanni. Opa! Boa tarde. Tá bem, irmão? Tô ótimo. De onde você fala, meu irmão?
Eu sou de Belo Horizonte. O BH, terra boa, aqui que você manda, irmão. Isso, o BH. Eu queria, primeiramente, agradecer a participação, você, o Bola. Eu sou muito fã, fiquei tão emocionado com ele agora. Ele ficou emocionado e eu também fiquei muito emocionado aqui, porque minha mãe também gostava muito da música. É, beleza. Queria fazer uma pergunta para o Marci.
Fala, meu filho. Pode falar, irmão. Eu tava te ouvindo. Fala, João Mano. Eu gostaria de saber se tem uma música... Eu fui três vezes aí em Belo Horizonte. Naquele teatrão lá. Mas do Sesc, né? Nossa, arrasou lá. Graças a Deus. Diga. É que é muito bom, Márcio. Eu gostaria de saber se tem uma música que você fez, que você gosta e que o povo não conhece. A galera não conhece muito.
Isso tem Algumas, né Tem uma que não vai dar pra cantar, não Por que, Bacir? Como chama? Dói demais? Não Olha, tem uma que eu lembrei com o Daniel Você não morre mais Falei agora mesmo de você O que o destino faz
Por que que a gente nunca mais se vê? Por que... É bom, hein? Você não morre mais. Ficou eterna no meu coração. Como um castigo prago ou maldição. Por que...
Tanto que eu queria te esquecer um dia só Enxugar meu rosto, não lhe dar o gosto de me ver tão só Mas a vida passa, vou virando caçador
Sem matar a fera que me dilacera esse louco amor. Essa é a mão, mano. Nossa, muito bom. Respondido, Giovanni. Muito obrigado, Bacete. Um abração, valeu, Giovanni. Obrigado, irmão. Falou, um abraço. Rapaz.
Amor dá pra fazer música demais, né? Por isso você casou tantas vezes, né, Moacir? Isso muda mesmo na composição, Moacir? Sofrer de amor, você era o melhor momento? Sem dúvida, sem dúvida. Claro que com o tempo a gente vai se obrigando, você vai se cobrando de fazer coisa mais original, exigir um pouco de você, não ficar naquele mesmo, cama com ama.
Alô! Mas o sentimento, né? Mas é claro que as separações Matam a gente Nossa senhora Tem aquela música, tem uma música do Roberto Carlos A dele que me mata É aquela do Que tem uma mexicana Cantando aí que é uma coisa muito doida É de morrer É um dueto?
Não, não, peraí. Eu tenho uma música que o baterista do Roberto Carlos era casado com um artista. A Melinha, não sei.
E aí, o cara chorou pra caralho, tava tipo nessa vibe aí. O Roberto fez uma puta música pra porra da mulher. Eles fizeram algumas, uma centena de músicas. Eu esqueci que música, se o chat me lembrar, uma música do Roberto dos anos 70. Ele fez um dos maiores sucessos, porque o cara tava sofrendo, o batera dele tava sofrendo com a cantora. Ela era cantora, ela era famosa.
Ela era famosa. Antônio Marcos também fez cada letra. E foi o Antônio Marcos que ela casou. Trocou o baté, você falou disso agora. Antônio Marcos não foi casado com ela? Como vai você... Se é Antônio Marcos. Com a Vanusa ele foi casado. A Vanusa? Não, não, a Melinha, eu acho. Era a Melinha, uma dessas cantoras da época.
Martinha, Martinha. A Martinha. Não, a Melinha, Martinha. Martinha, eu te amo. A Martinha, acho que ela namorava um músico do Roberto. Que alguém te diga, Martinha, bem no ouvido, que eu te amo, meu amor. Boa, boa. E aí... Eu quero te abraçar, Martinha. Eu vou aí te ver, meu bem. E aí... Ah, já sei que música é. Achei aqui, ó.
Sabe que música ele fez? Como chama? Porque as canções que você fez pra mim. Ah! Puta, é só essa música só. Sabe que música é essa? De nome de música eu sou uma merda. Hoje eu ouço as canções que você fez pra mim. O Roberto fez, né? É linda. É por causa do cara que chorava. Por causa da Martinha.
O Roberto viu o sofrimento do cara tamanho que se apegou àquilo porque parece que ela cantava pra ele. Ficou sentido. Porra, o cara fez essa música, velho. Essa aqui é a música que eu choro pra Dedé deles, é... O Dedé é o nome dele.
Quantas vezes Eu tentei voltar Porra, isso é lindo E dizer que Meu amor nada mudou Distância
E na distância Morro todo dia Sem você Saber É isso aí O que é isso aí?
O que que é isso? Faltou uma cachaça hoje aqui, né? Um single malt, hein, Bola? Bom, quer dizer que vai acabar assim? Claro que não. Tem mais telefone aí, Boletar? Temos alguns aqui. Mas agora eu apurei. Ah, tem a da Rita ali, pô. Qual? Uma romântica que ela gravou minha. Ah, é? É. É mesmo? Tem? Qual que é? Tudo vira bosta. Ah, sim, claro. Um dia depois.
Não me mire as costas Salvemos nós dois Seminha também Tudo vira bosta O ovo frio, o caviar e o cozido A buchada e o cabrito O cinzento colorido E o programa do partido
Tudo vira bosta. Bonito. Essa foi sensacional. Foi a última gravação dela. Foi o último sucesso dela. Essa é uma pessoa gente fina no último, né? Era. Nunca vou esquecer quando ela foi na rádio. Eu nunca tive assim amizade com eles. Ela e o marido. Roberto.
Mas é que... Não, com o... Roberto Carvalho. Sim, Roberto. Mas é que eu tava mostrando essa música pro Eduardo Araújo. O Eduardo Araújo ficou horrorizado. Ele é muito Jesus Cristo. Você mandou um tudo vir à bosta, né? Não, pelo amor de Deus, você tá doido. Você tá doido, bosta. Você tá doido.
Eu pedi ele pra levar pra aquele baiano lá. Raul Seixas? O outro parceiro dele lá. Paulo Coelho? Não, Paulo Coelho é intelectual. Ah, o Marcelo Nova. Nova. O Marcelo Nova. Aí a minha secretária da época falou assim, olha, eu sou um amigo da secretária da Rita ali, posso levar pra ela? Eu falei, seja o que Deus quiser. E esqueci. Aí um belo dia eu tô na estrada. Escutou. Com meus primeiros celulares.
Aí tinha uma mensagem, era... Moacir! Era a Rita, né? Que legal! Bombei! Cantei em Belo Horizonte, mas arrebentando, bombamos demais! Tudo ira basta! Era a Rita, mano.
E gravou e foi um puta sucesso, né? Foi. Rita Lee, tem aquela música dela também, da música popular brasileira, que é muito boa aquela música. Ah, ela tem temas muito originais. Muito bom. Muito originais. Rita Lee é monstro também. Outro que pouca gente... Tô falando de música. Tem um outro que eu considero o máximo, é o...
É o Guilherme Arantes. Ah, esse é monstro. Vamos trazer ele aqui, 50 anos de carreira. Guilherme Arantes. 50 anos de carreira completa. O Guilherme Arantes, se ele é daquela época lá dos clássicos lá, ele ia ser um campeão por causa das harmonias e melodias dele.
Mas ele é, né? Ele mandou nos anos 80, Guilherme Arantes. Ele mandou, literalmente, a década de 80, final dos anos 70 pra 80 ali, o Guilherme Arantes dominou. Fez canções maravilhosas. Vamos trazer ele aqui, Boleta, 50 anos de carreira. Vamos, mãe. Eu amo o Guilherme Arantes. Já trouxeram o Fagner aqui, né? Raimundo Fagner, também é outro, hein?
esse é um monstro é um puta cara muito legal e é divertido né, fala merda só não é bom ser músico dele que eu fiquei sabendo, é verdade? é bravo com os músicos? é verdade é bravo meu tio Maia não, dá uns esporros tá errado essa porra
Eu fui num show dele outro dia, ele me puxou no palco cantando lá uns 20 minutos arrasando. Raimundo Fagner é gigante, né? Porra, eu sou fã pra caralho do Fagner, tá maluco. Você conseguiu tua agenda de show, você passou? Tá aqui, tá comigo. Tá comigo, Boletá. Pra gente mostrar pelo menos. Tá aqui a agenda de show do Moacir Franco.
E como é que faz? Arroba Moacifranco, como é que o pessoal... No teu Instagram, como é que acha a tua agenda, Moacifranco? Tá tudo certinho, é que quem cuida disso é o Isaac. Não, tá aqui, ó, a agenda tá aqui, ó. Arroba Moacifranco, tem o Insta dele aí, Isaac? Ah lá, ó, ah lá. Só entrar em contato, arroba Moacifranco. No Insta dele, você vai... O cara é chique, ele tem um arroba dele, ele é tão foda. É, fodido. Ó, a agenda do Moacifranco tá aqui, ó. Detalhada, vai. 9 de abril, Cubatão, 11, Goiânia.
Ele viaja pra caramba. 23 do 4, Ubatuba. Porra, em vez de fazer com o Batuba e o Cubatão, não. Vai pra Goiânia. Volta pra Ubatuba. Aí tem São Paulo, dia 24 de abril. Recife, dia 8 de maio. Limeira, dia 9 de maio. De Recife pra Limeira. Que ótimo. É, da meia-noite eu já pego e já chego. 16 de maio, Sesc e Curitiba. 31 de maio, Brasília. 6 de junho. Deixa eu ver o maio aí, quantos shows tem. É.
6 de junho, São Paulo. 12 de junho, Tupan, vai no chão, hein? Londrina, dia 20 do 6 e dia 25 do 7, Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Que bela agenda, hein, Monsinho? Graças a Deus. Quer dar o telefone? Vou dar o telefone. Tá com o telefone aí, ou, Zaque?
Pra contratar pra show? Eu tô aqui, ó. 11-9872-38777. Falar com o Isaac Newton, né? Que é o empresário do Moacir Franco. Vamos mais um telefone aí, rapidamente, Boletar? Vamos ver quem tá aí pra falar com essa lenda, esse parceiraço aqui, ó. Que tarde, hein? Esse cara... É, eu falei pra... Tem que ter mais essas coisas aqui. Alô? Eu acho.
É uma opinião pessoal. Francisco. Alô, quem é? Francisco não tá a bola. Vamos ficar ligado. Alô. Demora uns segundinhos aí pra entrar e vai entrando todo mundo. Já bota uns três. Aí vai... Você que tá... Conheça a nossa plataforma. Conheça a nossa plataforma. Então você entra no link aí e você pode ligar agora pro Tica. Tá certo?
Uma novidade aqui. Uma novidade aqui do Ticaracatiqueche, né, Boletá? É isso aí. Entendeu? Alô! Então, já que o povo tá obrando, como diria... Não tá aqui, mas não tá. Os músicos cobram por hora, hein? É melhor. Já tá dois shows, já. É verdade. Alô! Aí, ó. Quem fala.
É David Braga de Araruama? Ô David, tudo bem, irmão? Fala aí, parceiro. Tudo bem, graças a Deus. Olha que honra poder passar a tarde com vocês aqui. Moacir Franco é monstro, cara. Eu recordo muito...
O homem não é fã. Eu recordo dele do programa Meu Cunhado no SBT. Lembra disso, Moacir? Ele vai ouvir agora. Agora eu faço. E agora é para ele colocar o fone, vai ser foda. Ah, sim. Tudo bem, Moacir. Eu sou o David Braga de Araruama. Estou dizendo que eu sou muito seu fã e me recordo do programa Meu Cunhado no SBT.
Grande Bolias. Não, não sei não, tá bom. Olha, puta, fico muito contente. Araruama, eu amei essa cidade. Eu ia muito por aí. Que coisa bacana. E olha, quando você cita meu cunhado, é uma das melhores coisas que eu fiz na minha vida.
Eu escrevi 52 episódios aí, você pode assistir qualquer um, que eu tenho muito orgulho deles. E trabalhei com Ronald Golias, que ele foi o maior comediante do Brasil disparado. Não tenha dúvida. Ronald Golias, gênio. Aquele elenco era maravilhoso e eu só tenho que te agradecer por esses momentos que para a nossa cultura é ouro. Obrigado, queridão. Não mereço, mas agradeço.
Beijo, David. Obrigado, irmão. Obrigado, irmão. Vale, Carioca. Homorfobia, tamo aí, hein? Um abraço. Valeu, irmão. Aê. O cara gosta do meu cunhado. Meu cunhado, aquele de seriado. Boa, se você poderia fazer uma série pra mim. Boa, se... Minha cunhada. Vou te contar uma história do... Do Silvio. Pô, é sempre bom a história do Silvio. Essa é muito boa.
Quando eu estava fazendo, escrevendo meu cunhado, porque o Silvio, todo mundo lá considerava o Golias encerrado. Não dava para fazer mais nada com o Golias, porque ele não decorava, segundo eles. Ele estava, enfim, Golias estava encerrado. Não usa mais nada do Golias. Inclusive não estava fazendo a praça.
Aí eu falei, não, não, tem uma ideia, fazer com ele um programa assim, assim, assado e tal. E foi eu e o Guto na sala do Silvio e estávamos lá discutindo esse assunto. E aí ficamos assim, como é que está a câmera aqui? Olha aqui. Aí ficamos assim, eu estou sentado aqui, o Guto aqui e o Silvio ali.
certo? E eu tava com óculos. Aí eu fui limpar o óculos, caiu o parafuso do meu óculos, caiu aqui no meio das minhas pernas. Tá. E é pequenininho. Caiu assim, caiu lá no meio das minhas pernas. Aí eu fiquei procurando assim, tal. Aí o Silvio levantou de lá, agachou, enfiou a cabeça aqui no meio das minhas pernas. Pra achar o parafuso. Aí entra a secretária dele. Puta merda. Aí eu falei, ai, desculpa, e foi embora.
achou que tava olhando chupisco puta merda achou que era um bola gato o Silvio morreu de rir mas o João tá achando que o Paulo era um chupietário já foi muito sensacional que situação hein imagina tu levar a fama sem deitar na cama que merda né pelo amor de Deus sem deitar na cama é foda né imagina levar a fama
O cara procurando. O cara fazendo um bola gato. Pegou no flagrante. Mas que era o nome dela? Conceição. Foi a secretária dele 30 anos. Alô, quem é? Diga alô. Diga alô, Cristina. Fala, Marcelão. Fala de onde? Araçatuba. Araçatuba. O que você manda, Marcelo? Fala pro Moacir se ele consegue tocar naquela mesa de Nelson Gonçalves.
Naquela mesa, Nelson Brunson. Eu sou muito fã do Nelson, muito fã. E não é dele essa música? Cantava 200 coisas, mas ele não foi autor de quase nada. É, essa música é daquele que tem o pai e o filho, né? Não, não. O cara fez porque o pai duvidava dele. Pelo amor de Deus, claro. O compositor é uma história boa dessa música. Sim, é maravilhosa essa letra espetacular. Não, mas eu não canto. Eu devia ter cantado essa música já. É uma boa ideia, eu vou aprender, viu? Boa, boa. Eu vou ensaiar.
O nome da secretária me passaram aqui, que é Terezinha. Grande abraço pra você, querido. Abraço, Marcelão. Obrigado, velho. Terezinha, secretária do Silvio, era essa? Não, não. Naquela mesa, parece que o cara fez... Ele tava brigado com o pai. Brigado com o pai, e o pai achava que ele não ia ser bom, e ele foi lá e fez... Aprovar. É. É. Alô.
Aumenta mais o rádio aí, Marcão. Põe no último volume. Pra dar bem eco. É porque vocês são tão bons que vocês mesmo têm que se ouvir. Tá bom. O que você manda, meu velho? Velho, eu entrei... Bom, primeiro que eu gosto demais de vocês. Obrigado, Marcos. Nada por acaso. Mas eu tava fazendo umas coisas e eu não costumo assistir muito à tarde.
fazendo uma coisa ou outra, aí eu entrei aqui no YouTube pra vocês com esse cara, velho, Momacir Franco, eu tenho uma admiração enorme por ele, velho. Já fui pra vários shows dele aqui em Recife. Que legal. Então vamos cantar uma daí, pô. Vai. Boa série? Boa série?
A gente fica escondendo a dor E a fantasia do meu ideal É você Meu amor Só param cinzas no meu coração Tocou silêncio em todos os clarinhos Caiu a busca da ilusão Dos piões
E a lequinha E a lequinha Mas você Para não ficar mastigando muito Eu tenho uma enorme Admiração por você Eu acho que você é um dos maiores artistas Desse país de todos os tempos
E uma coisa que me toca muito em você, muito mais do que as outras coisas que você faz, são as suas músicas, o Milagre da Flecha, aquela história lá de Jesus Cristo, que você, do carro lá, que deu um problema, que você... Pô, não sei se você já contou essa história aí, mas se não contou, pede boleto aí, que ele contasse a história do carro que deu um problema e ele estava revoltado. Ah, sim, sim, sim. Cara, tu é de imagem. Valeu, Marcão, obrigado. É, mas conta...
Conta pra moçada aí, velho. Que programa, mais um programa maravilhoso, velho. Obrigado, irmão. Um beijo, Marcos. Valeu, irmão. Tchau. Estarei no dia 8 de... Vai lá, vai lá. Vai estar no humorfobia. Desliguei na cara dele. Desculpa, Marcão. Obrigado, velho. O que aconteceu com o carro, Moacir? Quebrou o carro? Que história que é essa? Não, é um vídeo que é campeão aí de... Ah, de viu.
É uma história de um carro, essa história é verdadeira, e o Guto adaptou pra... Fez dramaturgia, né? Ah, tá. Eu tava indo num carro pra... Depois de... O fim da Washington Luiz, lá indo embora toda a vida aqui lá. Não, né? Washington Luiz, é... Enfim, lá de São José do Rio Preto, que é de lado lá.
interior sombrado. Um monte de auto, sei lá, porque lá, né? E aí, estourou o pneu do... Puta. Do carro, sabe? Aí eu fiquei louco, a gente tava em cinco no carro, uma fase, uma fase horrorosa e tudo. Puta, saí do carro, pia da minha vida e tudo, e saí voltando pra procurar a calota.
Fui voltando, voltando, voltando. E aí os músicos desceram, estavam mexendo lá nos pneus e tudo. Trocando com macaco. Não, botaram macaco e tudo. Olha, o estepe tá vazio. Puta merda. Ficando naquela situação. Isso aí é de verdade.
Aí, puta, eu xinguei pra cacete lá e tal, né? Maldisse tudo, eu voltei. Aí vinha vindo um caminhão. Aí eu dei sinal. Fez sinal. Ele parou lá na frente, assim, entendeu? Aí eu fui lá e expliquei, ó, é assim mesmo, meu, tá? Estourou e tal, disse o quê. A gente não tem o que fazer. Ele falou, não, não, não, vamos lá, vamos lá. Vamos ver se eu tiro do meu pneu, eu passo o ar. Por seu pneu e tal.
Aí ele, vem ele com o pneu dele, pegou uma borrachinha, fez um track track. Eu sei que a coisa ficou, encheu meia boca assim, sabe? Já dava pra rodar. Aí eu fui agradecer a ele. Falou, não é nada, você tá louco, não. Aí eu fui lá e peguei um CD. Tá.
E vim para o presente. Não, aí essa hora que eu fiquei sozinho, eu xinguei tudo, sabe assim? Tudo que é sagrado. Ficou bravo. Aí eu fui dar o CD para ele. Vocês têm que assistir o vídeo, é muito bonito. Está no YouTube isso. Está, está lá. Aí eu falei, então vou te dar o CD.
eu falei, você quer que põe pra quem? não, põe pra mim mesmo lá tá, como é seu nome? é Jesus puta merda história é de morrer de boleta maravilhoso vamos pro superchat boleta superchat aqui ó, vamos lá primeiro, vamos lá uma mensagem aí olá pessoal olá pessoal
Boa tarde. Boa tarde. Carita, Moacir. Sou super fã de vocês. Obrigado. Belíssimas músicas tocaram o meu coração. Um forte abraço. Até a música do Nelson, né? Que eu não canto. Beijos.
Valeu, meu irmão. Obrigado, meu irmão. Meus amores. Obrigado, irmão. Valeu. A música do Braba, essa aí que você falou, hein? Do Nelson Nett. Eu tenho uma dele que é um sucesso. Eu tô ligado. Lembra disso, Bola? Lembra?
Eu não sei porque é que a gente gosta tanto de repente De quem não gosta da gente Essa vida é engraçada Pois a gente vive amando a pessoa errada
Todas as vezes que eu amo, rezo tanto pra dar certo, mas eu sempre me engano. A pessoa que eu amava me desiludia, não era o que eu pensava.
Meu coração é mesmo sem juízo, não sabe que eu preciso deixar de gostar tanto assim. Meu coração às vezes me entristece, meu coração parece que não gosta de mim.
Ele tinha gravado essa música e não tinha dado certo. Aí eu falei, deixa eu gravar. Aí botei essa introdução, que é a Berses de Bramos. É isso aí. Maravilha, né? Aí ficou muito bonito. Vamos lá, mais um aqui. MRC Afranco enviou uma mensagem. Oi, meu amor. Tô aqui te assistindo.
como sempre, onde você vai, seguindo a vida inteira, né? Márcia Franco do Wilton ou não? Só pra dizer que eu te amo. Mas você é a Márcia do Wilton ou não, né? É gravado. Eu sei que não é fácil, mas eu espero. E dizer que eu te amo muito, tá?
Márcia Franco. Márcia 1. Te amo, meu amor. Todas as Márcias Francas que você encontrava no caminho, sabe que eu amo vocês. Boa, boa. Aqui, ó. Mais uma aqui, boletar. Vai, mais uma aqui.
Felipe Oza enviou uma mensagem. Fala, Carica e Boleta. Quase todo dia chego do trabalho aqui no Agua. E assisto Panico no YouTube. Que tempo bom. SD10s. Abraco do canal Felipe Oza.
Estados Unidos, está em Ohio. Está em Ohio, nos Estados Unidos. Mais uma aqui, ó. Mandou um abraço. Abraço aí, meu véio. Felipe. Emmanuel Salvador enviou uma mensagem. Boleta Icarica, episódio legal demais. Obrigado, irmão. Uma linda música gravada por Moacir, chamada Zingra. Pede pra ele cantar um pedaço. Abraço de Maceió Al. Ele gosta da Zingra.
Zingara. Não, essa não, nunca contei ela. É muito bonita mesmo. Tá informadão. É, vamos lá, ele gosta, deve ter gravado ouviu. Vamos lá, mais uma. O Gringo Ai enviou uma mensagem. Moacir, pra mim você é um showman. Manda um abraço pro Igor, o gringo, de Bela Vista de Goiás, na Irlanda do Norte.
Olha aí. Ó, da Irlanda, ó. É, Moacir. Dá um pulinho aí um pouquinho mais pra lá na Holanda e dá um abraço pra minha filha aí. Aproveita o imbado. O gringo. Igor, o gringo. Um abração pra você, queridão. Tá na Irlanda.
Meu sonho, meu sonho é andar de bicicleta nessas estradas aí da Irlanda, sabia? É mesmo? É. Eu quero um dia andar de bicicleta ali. Só tem mais uma aí. Augusto Cesar enviou uma mensagem. Boa tarde, amigos. Obrigado, queridos Bola e Carioca, por esse episódio tão nostálgico.
Ontem fez um ano que minha mãe faleceu e, por coincidência, ela gostava muito do grande Moacir Franco. Feliz Páscoa pra vocês. Pra você também Feliz Páscoa, irmão. Augusto, César, um abraço, cara, e nossos sentimentos aqui. Valeu, meu querido. É, Moacir Franco não é fraco, não. O cara mexe em alma, não mexe em qualquer coisa. A do Chico Xavier é impressionante, né? Tá louco. Você não espera, né?
É, não pode falar nome, eu tenho que ficar no namoro. É. Aí. Rafael Burato enviou uma mensagem. Me tornei fã do Moacir Franco após meu pai falecido, Vitor. Trabalhar com ele, grande abraço. Fã de vocês, Bola e Carioca, excelente podcast. Rafael Burato, conhece? Vitor. É, pai dele, o Vitor faleceu. Não, é outro. Ah, tá.
Um abraço, Alborato. Aí, ó. Aqui, mais uma... Aqui. Tecalano Alano enviou uma mensagem. Eu não tenho palavras para definir o que significa Moacir Franco na minha vida. Não posso morrer sem assistir um espetáculo dele. Então aproveita que nós demos toda...
Ah, tá cala. Fica ligado aí. O negócio de shows aí. E entra no Instagram dele que você segue todo o tica-ra-ca-tica do Moacir. É isso aí. Marcos Demetrios aí, ó. Agora. Marcos Demetrios enviou uma mensagem. Fala, delegado e boleta. Beleza? Curto muito o programa de vocês. E primeiramente eu quero desejar muitas bênçãos aí pro Carlinho.
ontem mandaram uma praga pra ele aí, mas eu quero mandar só benção pra ele meu filho tem 6 anos e adora assistir todos os dias Silvio Asgaga ri demais vendo o quadro deles e ele não merece a praga que foi mandada pra ele ontem não, sucesso aí pra vocês
Abraço Marcos, valeu irmão Entrou um rame aí, dá um tapa num cabo desse aí, que pode ser um cabo Tem só 48 cabos Dá uma mexida aí, algum cozinabre Acho que vai ser É o seu?
Não sei, não é o do Bola, não. Deixa eu ver se é o meu, também não é. O do Moacir também não é. Tem alguma... Então, um helicóptero. É o meu motorista, ele deve estar me chamando. É, deve ser. Ele deve estar te chamando. Olha, puta Hammer, velho. Hammer escrotasso, né, velho? Odeio isso. Odeio. Tem mais algum, né? Aí, ó.
Um pedacinho das mães para as senhoras. Já a gente... É que é mais uma mensagem. Enviou uma mensagem. Oi, Moacir, o senhor continua indo para Bombinhas. Lembro na adolescência de vê-lo em uma casa lá pertinho da areia lá. Realmente, obrigado por você de Bombinhas aí. Grandes momentos. Aquele meu passeio lá.
Passei com a minha família lá, foi espetacular. Família maravilhosa que me recebeu, lindo. Boa, Monsinho. Não tá no ar, relaxa que só tá entre a gente. Vamos conviver com essa dor aí. Mas bombinhas, você gosta de bombinhas? Fui lá uma vez, foi espetacular. Boa, Monsinho. Aqui, ó, vamos lá. Aí. Dougrote Meiuco enviou uma mensagem. Alma prima de Monsinho Franco.
Parabéns, cara, que bola. Excelente, super, super programa. Crack do humor da música. Excelente. Vários abraços. Abraço ao Moacir Franco. Um abraço pra você aí, Moacir. Um beijão, querida. Falou que é sua prima. Oi, priminha. Vem cá, me dá um abraço. Aqui, ó. Adriano, mais uma. Vambora.
Tem mensagem a rosa aqui. Adriano Carvalho enviou uma mensagem. Vamos lá. Grande bola, grande carioca, um abraço para vocês primeiramente. E dizer que eu não gosto do Moistir Franco. Eu amo o Moistir Franco. É referência, parte da minha infância. Meu velho tinha os discos, os cassetes, os one plays, tudo. E eu cresci ouvindo todas as músicas. Até hoje coloco para tocar.
no alto dos meus 46 anos, ainda sou um apreciador da qualidade da música do Monsinho. Um abraço. Se for tirar os cabos da mesa, nós estamos fodidos, Cariol. Não, não, eu sei, estou tentando resolver. Tem só 600 cabos. Estou tentando resolver, Boletar. Não vai resolver, meu. Não sei. Tentar resolver. Só sei, achar de rabo. Vamos lá, mais um.
Excelente programa, Carica e Bola. Sou Doug de Alfenas. Ótimo, excelente, Marcel Franco. Por gentileza, canta a música da praça, Marcel Franco. Ótimo. Final de semana. Da Feira Santa. Abraço a todos. Humberto. Valeu, Humberto. O violão está saindo. Nem o violão está saindo. Agora voltou. Abaixa um pouco. Aí.
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Soltando aqui. Tá acabando, tá acabando. José Henrique... Aumenta o áudio aqui, filho. Fala bola, tamo junto. Obrigado pelas distorções e diversões na época do pânico. Você era foda e continua sendo foda. Tamo junto. Obrigado, Zé. Valeu, irmão. Um abraço. Um abraço, velho. A gente não sabe o que aconteceu aqui. A gente não sabe o que aconteceu. Algum hammer entrou aqui.
Estamos tentando resolver aí, Isaac. Consegue descobrir o que é? É, é. É, é. Pô, pior que atrapalhou. A gente ia encerrar com a melhor música e não vamos encerrar. Mas encerra com a melhor música. Mas com esse rame infernal. A última, a última superchat aqui. Vai.
Ju enviou uma mensagem. Será que o carioca, chato do jeito que é, vai saber mais de sertanejo e humor do que o moacir? Claro que não, Ju. Quem sou eu? Não dá para saber mais com o moacir. Não tem como, eu não manjo nada de sertanejo. Não manjo nada. Bom, não conseguimos descobrir o Hammer? Não. É algum cabo aí que deu o Zinabre, bola. É algum cabo aqui, ó. É aqui, ó. É aqui, ó.
Vou ver se eu desconecto um aqui pra ver o que que dá. Vamos ver se dá alguma... Não, não é. Tô tentando. Aqui quem sabe dá merda ao vivo. Mas tudo bem. Moacir. Moacir, obrigado. De coração, de coração. Desculpa esse hammer no final aí, eu não sei o que aconteceu. Deu um problema. Tá muito ruim no ar aí, galera? Só pra saber se tá muito ruim no ar aí. Pio.
Parou. Tá ruim, tá ruim. Moacir, muito obrigado pela sua presença. Adorei. Ah, parou. Quando fala, para. Quando fala, para. Não sei o que aconteceu. Muito obrigado, Moacir, por você estar aqui. Queria dizer que você... Obrigado por vocês, estipa. Dizer que você, pra mim, é um dos artistas mais brilhantes que eu tive a oportunidade de ver em minha vida.
Desde pequeno, sou admirador do seu trabalho como cantor, compositor, humorista, apresentador, humorista, um artista completo, né? Um artista raiz. Por exemplo, quem viu o filme O Palhaço sabe do que eu tô falando. Ah, é? Foi bom aquilo.
Ele foi um delegado lá, enfim, um cara magistral, um artista completo, que fez de tudo, rádio, TV, música, completo. E fez tudo bem pra cacete. Sempre com muito talento. Então, pra gente é uma honra a sua presença aqui no TICA. Com muito esforço e trabalho, sim. Hoje a coisa que eu me dedico mais é escrever. Escrevo, inclusive, lá pra América, lá pros meus filhos.
Coisa de humor. Isso eu acho que dá pra fazer ainda legal. E aqui essa tarde foi sensacional, que é a primeira, porque eu resolvi falar, eu vou dar agora em diante, eu vou tocar um assunto de música. Nos podcasts que eu for. Que eu for. E aí tô aqui com vocês. Um grande, maravilhoso abraço pra vocês. Obrigado aos meus músicos que estão aqui. Beleza. Aranha e Márcio.
Maravilhoso, maravilhoso. Para encerrar com chave de ouro. Vamos encerrar com chave de ouro. Ainda ontem? Vamos embora. Mocinha, até a próxima, hein? Valeu, galera. Até semana que vem. Boa Páscoa.
Você me pede na carta Que eu desapareça Que eu nunca mais te procure Pra sempre te esqueça Posso fazer-lhe a vontade Atender seu pedido
Mas esquecer é bobagem, é tempo perdido. Ainda ontem chorei de saudade. É lendo a carta, sentindo o perfume.
O que fazer com essa dor que me invade? Mato esse amor ou me mata o ciúme? A palduinha em pé, a palduinha em pé. O que é isso?
O que é isso? Coacifranco!
Que absurdo. Que absurdo. Que tarde boa, hein, Boleta? Beijo, pô. Ganhei o ano. É isso aí. Boa Páscoa pra todos vocês. Beijo, rapaz. Boa Páscoa na paz de Deus. Um final de semana reflexivo e de muitas boas energias pra todos vocês. Moacir, te amo, cara. Obrigado de coração, Moacir. Obrigado mesmo. Dá essa tarde maravilhosa pra gente, pro público. E você é gigante, meu irmão. Parabéns aos músicos aqui. Muito obrigado. Tocam muito bem. Porra.
E acompanha a agenda do Moacir no Instagram do Moacir pra você curtir esse espetáculo maravilhoso. Vai estar em Recife, Cubatão, enfim. Vários lugares espalhados pelo Brasil. Lembrando que quarta aí a gente começa com Morfobia esperando vocês no Teatro Frecaneca. Não perca, dia 8. Boa Páscoa, gordinho. Você também, irmão. Muito ouro pra você. Valeu, galera. Beijo, tchau, obrigado.
Philips
Boom Beat