Episódios de Jornal das 18h00

Edição | Margarida Pereira

04 de maio de 202639min
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Participantes neste episódio3
M

Margarida Pereira

HostJornalista
L

Luís Garcia

ConvidadoPresidente da Assembleia Regional
S

Suzana Golar Costa

ConvidadoRepresentante da República para os Açores
Assuntos8
  • Incêndio em loja Casas BahiaPlano funcional final para o futuro hospital · Criação do Centro Académico Clínico · Financiamento da obra e comparticipação da República · Hospital modular e sua integração · Serviço de hemodiálise e sua localização
  • Representante da República nos AçoresPosição e funções de Susana Golar Costa · Relação entre órgãos regionais e soberania · Proximidade com entidades municipais e sociedade civil
  • Transporte Rodoviário BrasilTransição para a Valdoave Transportes · Negociações com trabalhadores e atuais transportadoras · Condições laborais e antiguidade dos trabalhadores
  • Formação UniversitáriaPerda de preparatórios de medicina · Papel da Secretaria Regional da Saúde e da Universidade dos Açores · Articulação e competências regionais
  • Infraestrutura HospitalarHospital de Ponta Delgada como hospital central · Diferenciação de serviços entre hospitais · Custos acrescidos e visão economicista
  • Descanso e RecuperaçãoPapel da Universidade dos Açores na criação do Centro Académico Clínico · Independência e rigor do grupo de trabalho
  • Partido LiberalProteção de famílias e empresas contra aumento de combustíveis · Proposta de regime de neutralidade fiscal
  • Gestão e estabilidade no Hospital de Ponta DelgadaMudanças nos Conselhos de Administração · Atividade assistencial e listas de espera cirúrgicas
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São seis horas nos Açores. Muito boa tarde.

Seguimos para as notícias em destaque nesta edição. Figura de representante da República não é inútil e com Suzana Golar Costa não será fútil, garantiu a própria, ao ocupar esta tarde o cargo na terceira. Transporte público estava a ser autorizado mês a mês com dificuldades no acesso prévio dos passageiros aos espaços. Governo acordou serviço com as atuais transportadoras em São Miguel até a entrada do Val do Ave Transportes a 1 de setembro.

Secretária da Saúde vem a este jornal, já com o plano funcional final para o Hospital de Ponta Delgada em mãos e com a possibilidade de esclarecer as interrogações dos utentes. Fique para ouvir. Quanto às temperaturas máximas previstas para amanhã, podemos contar com 17 graus em Angra do Heroísmo e Santa Cruz das Flores, 18 na Borta e também em Ponta Delgada. Agora as notícias da região, edição das 6 com Margarida Pereira.

Nova representante da República para os Açores promete lançar pontes entre os órgãos de governo próprio da região e os órgãos de soberania. Susana Golar Costa diz que a figura do representante não é inútil e não será fútil consigo no cargo. A nova representante da República chegou à terceira esta tarde para ocupar o solar da Madre de Deus. A partir de agora...

A sua residência oficial, as primeiras palavras, foram para reafirmar a importância do cargo Eduardo Amentes. Reconhece e assume como natural a controvérsia em relação ao cargo. Numa instituição, seja ela pública ou privada, mais antiga ou mais recente, laica ou religiosa, está excluída do necessário debate público e do contraditório político.

É aliás positivo que assim seja, ou não fosse a liberdade de expressão das ideias, o oxigênio de todas as democracias liberais. Susana Golar Costa chegou à Ilha Terceira para assumir o cargo de representante da República para os Açores e deixou clara a sua posição. A figura constitucional do representante da República, no contexto de um Estado unitário regional como o nosso, não é inútil.

e no que depender de mim, seguramente nunca será fútil. E afirma assentar as funções que hoje inicia num pilar tripartido. Seriedade, serenidade e proximidade. Partindo de uma posição de absoluta isenção, poderei lançar as pontes de que a autonomia dos Açores merece e precisa para prosperar no médio e no longo prazo. Pontes entre os órgãos de governo próprio da região e os órgãos da soberania.

transitáveis nos dois sentidos. Pontes com as entidades municipais, células estruturantes das vivências locais. Pontes com as instituições da sociedade civil açoriana, normalmente as instituições de solidariedade social. Pontes com os muitos agentes culturais, que labutam em vários setores e geografias.

Pontes para comunicação social regional, expressão de uma democracia atenta. A cerimónia oficial aconteceu no Terminal Militar da Base Aérea nº 4, onde encerrou o discurso com a garantia de manter as portas do solar da Madre de Deus abertas a todos os que a procurem.

Os órgãos de poder regional estiveram presentes na chegada da nova representante da República, Luís Garcia. O presidente da Assembleia Regional congratulou-se com a vontade de Susana Golar Costa de manter estreita relação entre as instituições políticas e diz-se disponível para colaborar.

Simbolizo no seu discurso uma questão que é a questão da proximidade, do respeito pelas instituições regionais e de uma total disponibilidade para a cooperação e para o diálogo. Isto é fundamental entre instituições no quadro constitucional que vigente.

nós termos esta perceção e essa disponibilidade para dialogarmos, para colaborarmos, para cooperarmos a bem de Portugal e da região autónoma dos Açores. Sendo ela uma conhecedora profunda da nossa região, essa cooperação ainda será mais útil também no levar algumas das nossas preocupações ao Sr. Presidente da República, aos órgãos da República e, portanto, não será seguramente da minha parte que não faltará este diálogo e esta cooperação.

Luís Garcia, presidente do Parlamento açoriano presente, também José Manuel Buleiro, presidente do Governo Regional, elogiou o primeiro discurso oficial da representante da República para os Açores e garantiu que desde a tomada de posse tem estabelecido contatos institucionais com Suzana Golar Costa.

Apreciei a sua intervenção numa trilogia que é bem representativa, aliás, também do meu pensamento e da minha atitude. Seriedade, serenidade e proximidade. Foi a trilogia escolhida pela nova representante da República para a região autónoma dos Açores. Subscrevo e sei que no seu perfil pessoal tenho capacidade para passar das palavras aos outros.

Aliás, já temos tido a oportunidade, desde a sua posse, de termos conversado sobre as grandes questões que interessam à defesa da autonomia política. Sinto que, à semelhança, aliás, do seu antecessor, nós temos vindo a existir fruto de um diálogo que parece que os representantes da República têm assumido mais a função de representantes da autonomia da República do que ao contrário. E a professora Susana Goulart é nitidamente um caso destes.

presidentes do governo e do Parlamento açoriano na chegada oficial da representante da República para os Açores à terceira. A iniciativa liberal avança com duas iniciativas legislativas no Parlamento açoriano. É para proteger as famílias e as empresas do impacto do aumento dos preços dos combustíveis.

Pedro Ferreira, deputado da IEL, explica que a intenção é evitar que possam voltar a ocorrer aumentos substanciais como aqueles que estão a ser aplicados desde o dia 1 de maio nos Açores.

tendo em conta que nós não queremos fixar preços, nós não queremos perigar contra os operadores nem naquelas que são as suas margens de lucro e que nós não queremos naturalmente também impactar de forma alguma nas receitas públicas da região autónoma dos Açores, vai avançar neste mês de maio com duas iniciativas legislativas no Parlamento dos Açores que visam claramente proteger as famílias e as empresas de novos impactos.

do aumento dos preços dos combustíveis e preparar a região para um futuro com menor dependência energética. Porque o que aconteceu nos últimos dias e o que está a acontecer durante este mês de maio, na perspectiva da iniciativa liberal, não deve voltar a acontecer. Ou seja, não devemos ter subidas dos preços dos combustíveis nos montantes que este mês foram impostos pela região.

Pedro Ferreira, deputado da Iniciativa Liberal, uma das iniciativas visa introduzir maior justiça, transparência e estabilidade na formação dos preços, sem impor perdas aos operadores privados, evitando aumentos abruptos no bolso dos consumidores. A Iniciativa Liberal propõe a criação de um regime de neutralidade fiscal nos Açores, impedindo que o Estado aumente a sua receita à custa da subida do preço dos combustíveis.

Transporte público em São Miguel estava a ser autorizado mês a mês, com dificuldades no acesso prévio dos passageiros aos espaços. O governo acordou o serviço em São Miguel com as atuais transportadoras até à entrada da Valdoave Transportes, a 1 de setembro. A empresa Valdoave ganhou o concurso para a exploração da operação em toda a ilha, mas tem seis meses desde a publicação do concurso para preparar a sua entrada na região, explica o diretor regional da mobilidade, Francisco Petencur.

Temos que ter em consideração que tem que se trazer à volta de 100 autocarros para cá. E, portanto, quem ganhado já era previsto que um prazo de preparação de seis meses. Ou seja, é algo que decorre normal num concurso destes, em que, ganhando o concurso, não está logo em condições de começar, porque interliga toda a infraestrutura que precisa. Portanto, três meses era o prazo mínimo normal numa situação dessas, e é o que foi dado no concurso.

A prorrogação dos contratos atuais foi hoje publicada em jornal oficial. A empresa tem até outubro a Valdoave para iniciar a operação, mas já adiantou que planeia avançar dia 1 de setembro. Por isso, precisa de motoristas. Estão a decorrer negociações com a Caetano Raposo e Pereira, Autoaviação Michelense e Barraqueiro para a mobilidade de trabalhadores para a Valdoave. E nesse dia, Inês Linhares Dias.

À mesa de negociações senta-se também o Governo dos Açores. O Diretor Regional da Mobilidade, Francisco Betancur, dá conta das preocupações do Executivo. Garantir, por um lado, que haja o serviço público todos os dias, até o dia 1 de setembro ou o dia 1 de outubro, quando ele começar com o novo concessionário, mas também garantir que há condições para o serviço continuar a decorrer, como tem decorrido, sem interrupções.

por parte dos atuais concessionários. A transição está na mão dos trabalhadores. Francisco Betancur não antevê grandes problemas. Nunca é um problema porque a própria lei claramente define que os trabalhadores passam a não ser que não queiram. E, portanto, por norma vão passar aqueles que querem, portanto, o número considerável de trabalhadores, como é normal, até porque o próprio serviço também passa.

E, portanto, isso é que interessa garantir. Interessa garantir isso e as condições laborais de quem passa de um lado para o outro. Eles têm que manter as condições que têm neste mês. Portanto, se houver melhoria de condições, como julgo que poderá haver, melhor para todos. Mas, de qualquer forma, o que é preciso garantir é a antiguidade de tudo o que é os trabalhadores que têm hoje em dia. Portanto, para já, as expectativas são boas.

Nós temos acompanhado junto do novo concessionário, portanto, quer dizer o concurso.

E tudo indica que no prazo que foi se ocupado, portanto só saiu em abril, o Tribunal de Contas, portanto significa que tem até 1 de outubro para começar. A expectativa é que possa começar antes, mas portanto está tudo preparado para começar dentro do prazo legal que é 1 de outubro.

Um processo normal que não faz antever grandes dificuldades é a visão do Governo Regional sobre a preparação para a entrada de uma nova empresa nos transportes públicos em São Miguel. 4 de maio de 2024 foi um dia que perdurará na memória dos açorianos.

o dia em que parte do Hospital de Ponta Delgada foi consumido pelo fogo. O incêndio com consequências que perduram no tempo. Neste jornal, daqui a pouco, vai estar em direto a Secretária Regional da Saúde. Antes, ouvimos uma das vozes mais críticas sobre todo este processo de recuperação do Hospital de Ponta Delgada. Vem de um médico, de Guilherme Figueiredo.

um dos poucos com posição pública sobre o futuro hospital de Conta Delgada. Uma das questões que se coloca neste momento é saber que tipo de hospital será o futuro H10. Para que possa ser universitário, é necessária a criação prévia de um centro académico clínico.

O Governo já criou o grupo de trabalho que integra a Universidade dos Açores. Guilherme Figueiredo diz que a liderança na criação do Centro Académico Clínico deveria ser da Universidade e não da Secretaria da Saúde, sob pena da Academia açoriana ser menorizada. O papel fundamental de vanguarda de liderança é da Universidade dos Açores e não da Senhora Secretária ou da Secretaria de Saúde. Também, na minha modesta opinião, é um erro à constituição do grupo de trabalho.

Tem algumas reservas sobre este grupo de trabalho? Tenho totais reservas. E porquê? É um grupo de trabalho criado, coordenado pela senhora secretária regional, com a esmagadora maioria dos elementos nomeados por si, e portanto é um grupo de trabalho com poucas possibilidades de desenvolver um trabalho independente e rigoroso do ponto de vista técnico-científico.

Com o governo a liderar este processo, o Dr. Guilherme Figueiredo tem medo, tem receio que a Universidade dos Açores seja menorizada na constituição deste centro?

Se eu tenho receio, eu tenho a certeza que aceitar este papel perfeitamente dominador da Secretaria Regional e da Senhora Secretária está a ser, desde há bem início, menorizada e vai fragilizar muito o trabalho do grupo de trabalho que, enfatizo este dado, não vai servir rigorosamente para nada. Ou pouco mais de nada.

Questões levantadas pelo médico Guilherme Figueiredo. Ontem no Açores ouviu também Carlos Pinto Lopes. É o terceiro responsável máximo pelo Hospital de Ponta Delgada em dois anos. À data do incêndio, a instituição era presidida por Manuela Gomes de Menezes, que foi depois substituída por Paula Macedo. O atual responsável presidente do Conselho de Administração do Hospital de Ponta Delgada admite que o processo para as grandes obras vai ser longo.

A obra deve acontecer o mais rápido possível, porque nós temos uma grande necessidade de a ter. Agora, há passos que têm que ser cumpridos. Não podemos avançar para uma obra sem ter um programa preliminar e um projeto de execução. Pressupõe um período de contratação pública.

depois pressupõe a própria elaboração da peça em si, até ao fim do ano, se tivermos programa preliminar, será excelente, se no início do ano que vem pudermos ter concurso público internacional para a contratação do projeto de execução, também seria muito bom. Vai depender também do modelo de financiamento. Ficaria satisfeito se no final de 27 tivesse máquinas no seu espaço? Ficaria muito satisfeito.

Presidente do Conselho de Administração do Hospital de Ponta Delgada, entrevistado pelo jornalista Pedro Moreira. A Unidade de Saúde tem presentemente duas enfermarias fechadas, dois blocos operatórios sem funcionar. O fecho destas estruturas resulta do incêndio, mas também da falta de recursos humanos. Este jornal junta-se agora em direto a partir dos estúdios da terceira. A senhora secretária da Saúde, boa tarde, doutora Mónica Seidi, seja bem-vinda.

Boa tarde, muito obrigada pelo convite. É um gosto. Dois anos depois do incêndio no Hospital de Ponta Delgada, doutora Mónica Seidi, o Governo tem em mãos o plano funcional final que define o que será o futuro hospital. Quem nos está a ouvir neste momento, o que quer saber com certeza, doutora Mónica Seidi, é isto. Quantos anos daqui até entrar o primeiro doente no Hospital de Ponta Delgada?

Muito boa tarde novamente, Margarida Pereira. Gostaria desde já de dar nota neste segundo aniversário, que nunca é demais agradecer ao fim destes dois anos, todo o trabalho e resiliência, não só dos profissionais de saúde, que no dia 4 de maio de 2024 nos ajudaram.

todo o processo do incêndio e na evacuação do hospital, que estavam em casa e de imediato acederam aos pedidos e alguns deles até de forma espontânea se deslocaram para o hospital, percebendo que havia uma situação potencial de risco. E desde já deixar mais uma vez, porque nunca será suficiente, o nosso agradecimento.

não só aos profissionais, mas também a todas as entidades da Ilha de São Miguel e não só fora da Ilha de São Miguel, do Serviço Regional de Saúde, que desde a primeira hora se prontificaram para ajudar o Serviço Regional de Saúde, ajudar os oscilianos naquilo que tinha sido um incidente com uma gravidade sem qualquer precedente. Feito este preâmbulo, doutora Mónica, aceitir a resposta.

Naturalmente, Margarida, com toda a sinceridade, essa é uma resposta que eu não poderei dizer quando é que entrará o primeiro doente no novo HDS. O que posso dar nota é que o Governo General está empenhado em cumprir tudo o que são trâmites e procedimentos legais, aos quais não podemos saltar ou deixar de fazer.

para que todo o processo decorra dentro da legalidade que é exigida e conforme tem sido aquilo que é a minha posição pública, nós queremos o melhor hospital possível, no menor tempo possível. E nunca em menos de uma década, senhora secretária?

Essa é uma data que nunca foi avançada por mim. Estou a perguntar, estou a guiar o plenadeira que tem em construção desde o projeto até a construção, ou está já em curso essa obra há 10 anos. Por isso estou a tentar extrapolar. Eu acho que felizmente essa extrapolação não será válida porque todo o nosso processo do programa funcional...

tem decorrido com uma celeridade diferente face àquilo que são outros hospitais que estão em construção. Não só a nível nacional, mas também se quisermos rever aquilo que foi o processo do Hospital de Santos Piritelha III. Portanto, dentro daquilo que é possível, o Governo Regional tem conseguido agilizar todos os prazos. E prova disso mesmo é que já mais recentemente a Comissão de Análise deu, entregou aquilo que era o relatório.

ainda antes do prazo terminar e mais recentemente o programa funcional a sua reformulação já foi recepcionada pelo governo regional já vamos lá ao plano funcional estaria concluída no dia 15 de maio há prazos que é possível e tem sido possível agilizar há outros que infelizmente decorrentes de constrangimentos legais não nos é possível encurtar os mesmos o rei tem um compromisso no menor tempo possível e naturalmente

Menos de uma década. Menos de uma década é a sua expectativa. Vamos falar de uma questão. A sua expectativa, a minha, é que seja ainda num tempo inferior. E, portanto, esse prazo de 10 anos nunca foi atirado pelo governo regional. Sem querer avançar uma data, sem querer avançar uma estimativa.

Pergunto-lhe, doutora Mónica Saidi, é fundamental perceber como é que vai ser financiada a obra do novo hospital. Um projeto de interesse comum como aquele que existe na Madeira, que está em curso na Madeira para a construção do novo hospital, com a República a pagar metade da construção e do equipamento e o Governo Regional a pagar outro tanto, será assim ou não será assim?

Bom, desde a primeira hora, o Governo Regional, em relação a esta matéria, tem tido uma solidariedade bastante significativa da parte do Governo da República, desde já da Senhora Ministra da Saúde, que inclusive visitou na altura do incêndio, preferiu declarações públicas em que há um compromisso público do Governo da República.

em financiar esta reconstrução. 85% dos custos elegíveis. Exatamente, e também quero dar nota que até à data, com participação do Governo da República, faça aquilo que foram as despesas tidas até então, foram nesse sentido. Se for assim, será mais do que está a ser pago para a Madeira.

Neste momento, aquilo que publicamente é conhecido e aquilo que nós temos conhecimento é que há efetivamente essa disponibilidade da compartilhação dos 85% e naturalmente que estamos empenhados a trabalhar para que se consiga ter o programa funcional fechado, o programa preliminar e só com base neste documento último que acabei de referir é que poderemos ter uma estimativa de custos que também será importante para definir aquilo que será o apoio ou a compartilhação do Governo da República.

Que valor efetivamente já transferiu o Governo da República para a região? 40 milhões para o modular, já veio mais alguma coisa? Ainda não veio? A informação que tenho, até o final do ano passado, teriam sido transferidos à volta de 40 milhões. Não para o modular, ou seja, no sentido apenas da despesa do modular, porque ela não chega a 40 milhões, isso também tem sido.

Uma mensagem que tem sido repetida de forma indevida para algumas forças políticas e, naturalmente, que não é de todo verdade. Basta consultar os documentos da própria Comissão Política de Inquérito, em que está esplanado e é bastante perceptível aquilo que foram as despesas com a infraestruturação do próprio modular e depois com a construção em si do modular.

um valor que é superior e que está associado a equipamentos, e equipamentos esses que estão atualizados são modernos e poderão ser atualizados e até mesmo substituídos por um upgrade, portanto, por equipamentos mais modernos, quando os mesmos forem de utilização naquilo que será o novo H10. Portanto, os 40 milhões dizem que respeitam um conjunto de despesas.

que vai além do hospital modular e isto é uma informação que tem sido repetida de forma recorrente e que em bom rigor não é de todo rigorosa. Com o atual estado das finanças públicas regionais, é pesado para a região assumir aquilo que a República não assumir dos custos do hospital de Ponta Delgado? Há capacidade para isso?

Naturalmente, este é um projeto que consideramos prioritário. A saúde dos açorianos está em primeiro lugar. É uma área que o Presidente do Governo já assumiu como sendo prioritária e neste caso em concreto do Hospital do Divino Espírito Santo, esta situação resulta de anos sem fim de um investimento adequado. Portanto, ainda mesmo antes do incêndio...

já estavam mapeadas obras bastante significativas para que se pudesse devolver dignidade aos profissionais de saúde, aos utentes do Serviço Regional de Saúde no H10, situação que, após o trágico incidente do dia 4 de maio, veio expor aqui mais fragilidades. E, portanto, assumindo que esta é uma prioridade, naturalmente, dentro daquilo que é uma boa gestão e da sustentabilidade, para naturalmente não causar...

não pôr em causa as finanças regionais nem outros investimentos do Serviço Regional de Saúde, esta é uma obra que deverá avançar. Doutora Mónica Seidi, aparentemente abriu-se agora uma porta a nível nacional, através do PTRR, para financiamento também de obras em hospitais e unidades de saúde nacionais, que apresentaram propostas em vários pontos do país, propostas para financiamento. Nas propostas dos Açores, pelo menos à primeira vista, não encontramos o hospital de Ponta Delgada. Foi uma opção.

Naturalmente que aquilo que foi falado inicialmente, estaríamos aqui a dar nota de várias obras que estariam numa fase de maturidade para poderem ser incluídas no PTRR. O PTRR é o plano de governo a longo prazo. Exatamente, mas teríamos de ter pelo menos uma estimativa para poder submeter esta obra a esta mesma condição.

Não há nada de estranho por não estar nas propostas do governo assuriano. Não a vim, querida. Nós não temos ainda um programa preliminar que consiga quantificar a obra, portanto, não seria de todo correto estar a tirar um valor para cima da mesa que nós não saberemos de forma rigorosa se será efetivamente o investimento necessário no novo H10.

Pergunto-lhe, doutora Mónica Seidi, a senhora secretária já tem o plano funcional final consigo, como já disse há pouco, o que é que é aproveitável da velha estrutura, quantos metros quadrados vão ser acrescentados e para onde, o hospital modular vai mesmo integrar o novo hospital de Ponta Delgada?

Em primeiro lugar, dar nota do seguinte. O programa funcional teve uma primeira versão, que foi submetida ao Conselho de Governo, a discussão, e da qual saíram três indicações muito claras. A primeira é que houvesse uma concentração dos serviços no atual perímetro hospitalar, evitando expropriações que, numa fase inicial, foram tidas em conta.

A segunda é que houvesse a utilização da capacidade instalada, aproveitando desde já a estrutura modular. E a terceira é que se tornasse o H10 numa estrutura com uma resposta hospitalar moderna, funcional e preparada para o futuro. Isso implicaria naturalmente requalificação, reorganização e redimensionamento do H10.

Aquilo que lhe posso dar nota nesta fase e com os documentos que eu já tive a oportunidade de analisar, confesso que são de uma complexidade elevada, estamos a falar de um hospital que é transformado, assim dizendo, posso lhe dar nota que naquele que é o edifício atual, aquilo que nós chamamos de platô tecnológico, são concentrados uma série de serviços, desde já serviços com um peso significativo no dia-a-dia do hospital.

tudo o que está relacionado com cirurgia, cirurgia convencional, cirurgia do ambulatório. Há a necessidade de acrescentar a este edifício do platô tecnológico uma zona direcionada para a atividade no âmbito da urgência e recordo que o serviço de urgência à data do dia 4 de maio encontrava-se completamente obsoleto e é necessário expandir e modernizar até para melhorar.

Mantém que foi a melhor opção modular e não começar logo a recuperar o hospital de Ponta Delgada. Margarida, como é que nós conseguiríamos recuperar, fazer obras se não temos uma estrutura de retaguarda para acomodar doentes? Isso não é possível. Eu sempre, sempre mantive a velha máxima. A segurança dos utentes e o bem-estar associado. E nunca irei abdicar desta premissa que considero essenciais no âmbito da prestação de cuidados em saúde.

E portanto, acho que respondi de forma clara à sua não se não se não se não se não se não se não se não

O tempo corre muito rápido, doutora. Vamos à designação que está a gerar tanta polémica. A senhora secretária diz que o hospital de Ponta Delgada é e será sempre um hospital de fim de linha. Percebe-se, oferece serviços que nenhum outro tem, porque não tão bem um hospital central. É uma questão política, o que está aqui em causa é uma divergência entre São Miguel e Terceira? Nada disso. Aliás, essa discussão nunca foi levantada pelo governo regional.

E deixo-me até, aproveitando esta oportunidade, para dar nota que estranho... Não foi, mas o governo podia tomar posição. Estranho, às vezes, de forma ligeira, com que alguns setores da sociedade têm abordado uma questão tão complexa e sem qualquer precinto no Serviço Regional de Saúde. Aquilo que o governo regional...

De forma clara, e até hoje de manhã já ouvi aqui falar sem opacidade relativamente a essa questão, eu refuto na totalidade estas declarações. De forma muito clara, o Governo Regional sempre falou em complementaridade. Essas palavras foram preferidas por mim e também, por sua excelência, o senhor Presidente do Governo Regional, e não iremos abdicar. O Hospital de Ponta Delgada é efetivamente um hospital de fim de linha.

É um hospital que presta serviços e que tem uma diferenciação que os outros dois hospitais da região não têm, desde já, por recursos humanos. E, portanto, é nesta ótica que o hospital de Ponta Delgada irá continuar a diferenciar-se sem impedir que os outros hospitais também o possam fazer. Mas, desde já, porque presta serviços e porque tem especialidades que nós não observamos em mais nenhum dos outros dois. Mas é, efetivamente, por natureza, um hospital central. Isso...

Isso é uma afirmação sua. Porque serve os Açores inteiros, portanto é uma questão que é lógica. Uma coisa é ser um hospital central, outra coisa é centralização de serviços. E isso também é algo que tem vindo para debate e que tem vindo confundir e gerar mais discórdia quando a nossa perspectiva é numa ótica de complementaridade e é nessa perspectiva que o Governo Regional mantém a sua atuação. Há quem diga que a complementaridade traz mais custos ao Serviço Regional de Saúde. Assume mesmo assim a complementaridade.

No sentido de trazer mais custos? No sentido de trazer mais custos. Mas que tipo de custos? Mais custos ao Serviço Regional de Saúde, porque há duplicação de serviços em várias ilhas. Naturalmente que nós não podemos nem devemos anular o crescimento de um hospital sem observar para os outros dois e ver naquilo que eles se poderão diferenciar.

naturalmente que na região em que nós estamos, que é uma região arqueopelástica, todas as decisões que têm sido tomadas não podem ser só vistas numa visão economicista. O que quer dizer que pode haver mais custos e o governo assume. Exatamente. O que quer dizer que há serviços e há circunstâncias em que podem estar associados um aumento de custos.

mas reconhecendo a necessidade e a prestação de serviços e a prestação de cuidados em serviços a todo um arquipélago que tem uma dispersão bastante significativa, há decisões que são tomadas nessa perspectiva, mesmo sabendo que algumas delas podem gerar custos acrescidos. Falemos tão bem. Contudo, deixe-me só dar nota que a nossa preocupação é efetivamente os cuidados de saúde aos utentes do Serviço Regional de Saúde.

E é nessa perspectiva que muitas decisões são tomadas e não por uma visão meramente economicista. Falemos também da possibilidade do Hospital de Ponta Delgada vir a ser um hospital universitário. Já o é, de alguma forma, a senhora secretária diz que o HDS continuará a ter o ensino universitário com os três primeiros anos do curso de medicina. Diz mesmo que isso é ponto assento, ali numa entrevista que deu.

Mas não é o que diz a reitora da Universidade dos Açores, Susana Mira Leal, diz que a Universidade pode perder os preparatórios de medicina muito rapidamente, já na próxima avaliação, se não for criado o Centro Académico Clínico. O Governo já criou o grupo de trabalho, mas isso por si só não é garantia de que ele vá mesmo existir. O grupo vai perceber se a região tem condições para ter esse Centro Académico Clínico. Ainda hoje não tem no Açores.

O doutor Guilherme Figueiredo disse que a senhora secretária nomeou a maior parte das pessoas, só há dois elementos na Universidade dos Açores, e que o centro não devia ser a iniciativa do governo, mas liderado pela Academia Açoriana e por outros parceiros que possam fazer a investigação científica. Aceita a crítica? É para ter o controle, como diz o médico Guilherme Figueiredo?

Deixa-me dar nota do seguinte, infelizmente vivemos em democracia e eu aceito a crítica, mas em relação a este processo em concreto, aceito a crítica de uma forma em geral. Agora, em relação a estas declarações preferidas, eu lamento informar, mas demonstram total desconhecimento e alguma ignorância sobre este processo do centro académico clínico, sobre a responsabilidade de cada uma das instituições e até mesmo daquilo que é o papel, quer da Secretaria, quer da Universidade dos Açores. Deixa-me dar nota que...

Há uma articulação plena entre a Universidade dos Açores e a Secretaria Regional da Saúde relativamente a esta matéria. Na medida em que... Não é menorização da Universidade? Com certeza que não. Eu recordo que a região autónoma dos Açores não tem qualquer competência relativamente no ensino superior.

E, portanto, nós temos de perceber quais são os passos que têm de ser dados, tal como fez a região autónoma da Madeira, que já iniciou o processo em 2022 e que ainda não o concluiu, nós temos de perceber quais são os passos que têm de ser dados. Nós não queremos a criação de um centro académico clínico de menor dimensão ou de menor reconhecimento.

Se é para avançarmos com o Centro Académico Clínico, naturalmente que queremos que esteja ao nível dos outros 12 Centros Académicos Clínicos que existem a nível nacional. E, portanto, dar nota que as nomeações feitas e as pessoas que integram o grupo de trabalho foram devidamente articuladas com a Universidade dos Açores. Até porque o Centro Académico Clínico é constituído por dois terços por instituições que estão relacionadas com prestação de cuidados em saúde, que serão naturalmente as instituições do Serviço Regional de Saúde.

instituições de investigação, da qual fazem parte o laboratório do SEB, que está incorporado no Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira, e o próprio laboratório de genética também do Hospital do Divino Espírito Santo. E, portanto, essas afirmações sinceramente não fazem sentido. Tem que colocar a questão nesses termos, doutora Mónica Seidi, não são pessoas de mão que estão colocadas ali maioritariamente pelo governo para decidirem aquilo que o governo quiser sobre este centro.

Com certeza que não, o Governo Regional tem todo o interesse em que este processo chegue a bom porto, porque será um processo bom para o Serviço Regional de Saúde, para os utentes do Serviço Regional de Saúde, para todas as instituições do Serviço Regional de Saúde. E, aliás, foi nesse espírito agregador e de inclusão...

que a senhora reitora me contactou para que pudéssemos dar passos e criar um grupo de trabalho proposto pela Universidade dos Açores para que a região se unisse e que formasse um centro académico clínico. Que pode ser formado por associação ou por consórcio, ou seja, qualquer uma destas modalidades.

se põe o envolvimento de várias estruturas, que até podem ser estruturas do ensino privado. O que nós queremos é, efetivamente, criar um centro académico clínico com massa crítica, com condições, sem nunca esquecer o nosso objetivo final, que é uma melhoria contínua na prestação de cuidados de saúde.

Estamos a caminhar para o final desta entrevista, senhora secretária. O programa funcional vai a Conselho de Governo este mês? Já tem data? A minha proposta, e que já disse publicamente, é que seja debatido em Conselho de Governo este mês e, portanto, creio que isso irá acontecer, conforme tive a oportunidade de dizer, é uma prioridade do Governo Regional.

Uma questão que também tem levantado polémica é o serviço de hemodiálise. Já se percebeu que vai ficar, pela entrevista que a senhora secretária deu, que vai ficar no perímetro do hospital. Está no programa funcional final. O que lhe pergunto é, vai ser concessionada privados ou vai ficar na alçada do próprio hospital e do Serviço Regional de Saúde?

Ainda bem que faz essa pergunta, Margarida, porque também esta é mais uma matéria que tem sido muito politizada e o meu entendimento é que não é possível tomar uma decisão política credível sem tecnicamente a mesma estar fundamentada ou decidida. O que é que me parece relevante aqui? Nós sabemos que a nível nacional e mesmo na região autónoma da Madeira, 90% dos serviços de hemodiálise para doentes crónicos, repito, doentes crónicos,

é feito fora dos hospitais, em clínicas com as quais existem convenções. Naturalmente, aquilo que sabemos do Serviço de Nefrologia no Hospital do Divino Espírito Santo, com carência de recursos humanos, que felizmente no último ano conseguimos que uma interna se fixasse no serviço e que isso também será importante porque a breve prazo poderá recuperar a idoneidade formativa que tinha perdido face a essa escassez de recursos humanos.

O serviço, do ponto de vista físico, já estava ultrapassado, portanto já tinha excedido a sua capacidade de crescimento. Sabemos que há um crescimento acentuado de doentes que, de forma crónica, vêm a necessitar deste tipo de serviços. Aquilo que não sabemos neste momento, que me parece muito importante para a decisão política,

do ponto de vista técnico, fundamentar com um estudo analítico. Ou seja, nós precisamos de saber o que é que custa a hemodiálise ao Serviço Regional de Saúde para tentar perceber se será mais vantajoso externalizar o serviço para doentes crónicos, repite, para doentes crónicos, ou se será necessário ou será igualmente vantajoso, mantê-lo dentro da esfera pública, sendo certo que terá de ser feito no perímetro hospitalar.

naturalmente que esse estudo terá de ser feito para a decisão política ser sustentada. Com toda a sinceridade, nós temos obras a decorrer, temos um cronograma que terá de ser feito. Neste momento, à data de hoje, eu não creio que seja a prioridade. Quero primeiro fechar o programa funcional, concluir o programa preliminar e tudo o que terá de ser feito numa perspectiva de funcionamento, não só para a EmoDiálice, mas para outros serviços que o próprio programa funcional aponta como necessários para a externalização.

Tudo isso terá de ser forte. Não podemos esquecer que a decisão política será tanto melhor sustentada como a decisão técnica que evidencie vantagens para o Serviço Regional de Saúde. E não é numa ótica de poupança. É sim de poder reinvestir esse dinheiro no Serviço Regional de Saúde e na prestação de cuidados para os nossos atores. Uma última pergunta para si. Em dois anos, o Hospital de Ponta Delgada teve três conselhos de administração numa altura em que precisava de muita estabilidade. Sempre na sua tutela. Sente-se responsável por isso?

Queria dar nota do seguinte. O Conselho de Administração teve efetivamente três presidentes do Conselho de Administração. A doutora Paula Macedo deixou de ser presidente do Conselho de Administração, manteve-se na equipa como diretora clínica, por opção da própria, que foi respeitada.

pelo Governo Regional e numa perspectiva de continuidade e atendendo a essa estabilidade que também falou, foi nomeada o doutor Carlos Pinto Lopes, que já era conhecedor da realidade do HDS e que estava orientado com aquilo que tinham sido as políticas definidas. Mais importante que isso, Margarida, e apesar da estabilidade que fala, eu gostaria de dar nota do seguinte.

é que, do ponto de vista da atividade assistencial e da resposta aos utentes, não houve instabilidade. Pelo contrário, se olharmos para aquilo que é a atividade assistencial do hospital, o ano 2025 realizaram-se mais de 300 mil consultas, realizaram-se inclusive mais consultas do que em 2023. No âmbito das listas de espera cirúrgicas e da atividade cirúrgica, que é efetivamente o ponto muito batido pelos partidos da oposição, gostaria da nota do seguinte.

Foram operados mais 764 doentes em 2025 que em 2024. Sim, a lista de espera aumenta porque as consultas aumentam, o acesso aumenta, fazem-se mais diagnósticos, realizam-se mais exames e naturalmente existe mais referenciação.

E também do ponto de vista do poder político, nós temos ajudado e temos disponibilizado os recursos que são possíveis disponibilizar a estes profissionais. Desde já pelo cirúrgico, em 2025 a taxa de execução do cirúrgico ultrapassou os 100%. Agora, efetivamente, estamos limitados, não só do ponto de vista da estrutura física, mas também do crescimento de recursos humanos, que acabam por impactar no normal funcionamento do bloco operatório. Está satisfeita com o trabalho que fez ou podia ter sido feito melhor?

Eu penso que de uma forma humilde não irei responder a essa pergunta. Uma coisa tenho a certeza. Fiz aquilo que me pareceu mais adequado e aquilo que melhor sabia perante as dificuldades e perante toda a exposição a que estive sujeita.

E também algumas destas matérias, efetivamente o sucesso das mesmas, eu tenho da nota que se deve aos profissionais de saúde, à sua resiliência e à sua preocupação e entrega. E é também por eles que o nosso trabalho é reconhecido. Muito obrigada a todos. Doutora Mónica Seidi, muito obrigada por ter estado esta tarde, este final de tarde, na Antena Soros. Uma boa tarde também para os nossos ouvintes. Obrigada.

Jornal das Seis, edição da jornalista Margarida Pereira. Recordo que a informação da região está também atualizada em acordes.rtp.pt e nas redes sociais da RTP Antenu.

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