Episódios de Culto da ICE Nova Russas

Cristãos comprometidos_Lucas 9:57-62 (Pr. Egberto)

03 de maio de 202657min
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Muitos tem vivido um "cristianismo" sem um um verdadeiro compromisso com Cristo. Infelizmente, muitos têm afirmado que seguem ao Senhor, mas na prática a realidade é outra. Hoje, você vai aprender o que é de fato, ter compromisso com Jesus.
Participantes neste episódio1
P

Pr. Egberto

HostPastor
Assuntos5
  • Atenção e ConcentraçãoMetáfora do arado e a atenção exclusiva · Olhar firmemente para Jesus · Esquecer o passado e avançar para o alvo · Não retroceder para a perdição · Evitar acomodação e religiosidade
  • Manter o foco em JesusSeguir a Jesus imediatamente · Deixar os mortos sepultarem os mortos · Pregação do Reino de Deus · Incoerência e hipocrisia no chamado · Jesus não quer resto, mas prioridade
  • Renúncia de Cláudio CastroJesus sem onde reclinar a cabeça · Conforto e segurança vs. renúncia · Prioridade em servir e morar onde Deus quiser · Peregrinos e forasteiros na terra · Desapego das paixões carnais · Desmamar-se desta terra · Tesouros no céu vs. tesouros na terra · Acomodação na vida cristã · Graça de padecer por Cristo
  • Cristianismo sem compromissoIdentificação cultural vs. compromisso real · Banalização do compromisso cristão · Prioridades: trabalho, política, futebol, sonhos
  • Reavaliação do compromisso cristãoCompromisso com a carreira, lazer, sonhos vs. Jesus · Abandonar o cristianismo superficial · Parar de adiar decisões espirituais · Romper com o passado pecaminoso · Entrega total a Cristo
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Muito boa noite a todos. Sauda a todos com a graça, com a paz do Senhor Jesus Cristo. Amém? Muito bom estarmos juntos, cultuando ao nosso Deus. E louvamos a Deus pela vida de cada um que veio, para estarmos juntos nessa noite exaltando a Jesus, Rei dos Reis, Senhor dos Senhores. Também louvamos a Deus pela vida dos que estão acompanhando conosco a partir de casa, quer seja pela rádio Seara ou pela internet, que Deus também esteja abençoando a vida de cada um. Ok?

Então, Lucas capítulo 9. Nós vamos ler aqui. Como eu disse, estava mencionando no início, eu tenho falado muito sobre vida cristã, porque tem tudo a ver conosco. Nós somos cristãos.

E fico olhando o cristianismo, como eu disse no domingo passado, a nível do nosso país, e isso tem a ver conosco também para olharmos a nosso nível local de igreja e nossa vida pessoal como cristãos, cada vez mais procurando entender melhor o que é ser cristão. E ninguém melhor para nós aprendermos sobre o ser cristão do que com a pessoa de Jesus Cristo.

O que nós vamos ler aqui, mais uma vez, no Evangelho de Lucas, nesse capítulo 9, no versículo 57 até o 62, tem a ver com o ser cristão. E uma coisa que tem se perdido, um pouco em relação aos cristãos da atualidade, é o fator compromisso.

Tem muitas pessoas que estão vivendo um cristianismo light, soft, meio que um cristianismo mais para ter as suas satisfações pessoais, desejos pessoais sendo satisfeitos quanto ao viver cristão, do que propriamente ter um compromisso verdadeiro e real com Jesus. E essa expressão compromisso, ela precisa estar presente dentro do nosso coração, no tocante ao ser um discípulo de Jesus, um seguidor de Jesus. Portanto, diante disso, quero falar nesta noite sobre cristãos comprometidos.

Lucas capítulo 9, então, versículo 57 até o 62, diz assim. Indo eles caminhar fora, alguém lhe disse, Seguir-te-ei para onde quer que fores. Mas Jesus lhe respondeu, As raposas têm seus covis e as aves dos céus ninhos, mas o filho do homem não tem onde reclinar a cabeça. A outro disse Jesus, Segue-me. Ele, porém, respondeu, Permite-me primeiro, Então, se inscreva no canal.

e sepultar meu pai? Mas Jesus insistiu, deixe os mortos, os sepultar os seus próprios mortos. Tu, porém, vai e prega o reino de Deus. Outro lhe disse, seguir-te-ei, Senhor, mas deixa-me primeiro despedir-me dos de casa. Mas Jesus lhe replicou, ninguém que tendo posto a mão no arado, e olha para trás.

É apto para o reino de Deus. Vamos orar? Vamos falar com Deus? Ore também por mim, viu? Para que Deus me use como instrumento nas mãos dEle para sermos edificados por meio da sua palavra nesta noite. Pai, muito obrigado, Senhor, por termos aqui sua palavra.

Obrigado porque por meio dela o Senhor se revela a nós como Deus maravilhoso, misericordioso, gracioso. O Senhor se revelou a nós de uma maneira muito especial na pessoa do Seu Filho Jesus por meio da Sua Palavra. E Senhor, agora pedimos que o Senhor esteja falando a cada coração aqui nesta noite. Não somente os que estão aqui presencialmente como qualquer um que esteja ouvindo a Sua Palavra.

quer seja pela internet ou pelas ondas da rádio Seara, que o Senhor esteja falando a corações, Senhor, para o louvor da sua glória, edificando o seu povo, a cada um de nós como seus filhos, mas também, Senhor, esteja falando a corações, convertendo corações à pessoa de Jesus Cristo.

Louvamos ao Senhor por sua graça que há na pessoa de Jesus. E que ela seja derramada de uma forma abundante nesta noite. Através da pregação da sua palavra. Glorifique o seu nome, Senhor, por meio dela. É o que eu lhe peço em nome de Jesus. Amém. E amém. Muito obrigado, Rian, pela água. Como eu disse, então...

Na atualidade, o termo cristão tem se tornado, em muitos contextos, muito mais uma ideia de uma identificação cultural do que um compromisso real de vida com Jesus Cristo. E há uma crescente banalização no cristianismo com relação a essa questão do compromisso, como eu falei anteriormente. Alguns cristãos, às vezes... ...

demonstram no seu viver um compromisso maior com o seu trabalho do que com Jesus. Às vezes demonstram um compromisso maior com determinados políticos do que com a pessoa de Jesus Cristo. Alguns cristãos têm demonstrado, às vezes, um compromisso maior com o seu time de futebol do que com Jesus Cristo.

Alguns têm demonstrado um compromisso maior com seus sonhos, com seus projetos de vida, do que com a pessoa de Jesus Cristo. E esse texto aqui de Lucas, capítulo 9, versículo 57, aos 62, apresenta três encontros de três pessoas diferentes com a pessoa de Jesus. São pessoas que se apresentam como possíveis discípulos de Jesus.

E no versículo 51 do capítulo 9 diz assim, E aconteceu que ao se completarem os dias em que devia ele ser assunto ao céu, manifestou no semblante a intrépida resolução de ir para Jerusalém.

Aqui nesse versículo 51 nos informa que Jesus manifestou no seu recebante uma resolução intrépida. Ele colocou no coração, determinou no seu coração ir para Jerusalém. Ou seja, aqui ele está a caminho dos seus últimos dias dentro do seu ministério terreno antes da cruz. Antes de realizar a obra redentora que nos traz a salvação. E aí o chamado a ser discípulo de Jesus aqui ocorre num contexto muito mais de sofrimento do que de conforto.

Jesus sabe o que o aguarda. E diante disso, então, vai acontecer esse encontro com essas três pessoas aqui relatadas no texto. Não temos o nome delas. Esse texto aqui não é um convite superficial, viu? Não veja esse texto aqui como algo que está no campo da superficialidade do ser cristão. É um confronto direto com a realidade do que é ser de fato um cristão genuíno.

Aqui é um confronto a nós, a cada um de nós, que dizemos ser discípulos de Jesus. Diante disso, então, quero propor que o verdadeiro cristianismo exige de nós um compromisso total com a pessoa de Jesus Cristo. Não é um compromisso parcial. Não é um compromisso com Jesus, ele ficando em segundo plano na nossa vida, mas um compromisso total com a pessoa dele. E quais são as marcas que revelam um compromisso autêntico com a pessoa de Jesus Cristo?

Nós vamos ver aqui três aspectos que envolvem, de fato, que evidenciam que nós somos verdadeiramente comprometidos com a pessoa de Jesus. Primeiro, e aí eu fico até pensativo, porque é basicamente o ponto de muitas das minhas mensagens que têm sido trazidas a respeito sobre a vida cristã, que é o da renúncia.

Eu olho para esse versículo 57 ao 58 e vejo aqui Jesus confrontando aqui a nós com relação à renúncia. Você vai entender o porquê. E eu tenho dito então que não existe cristianismo sem isso. Não existe alguém que intentou ser um seguidor de Jesus que não teve que renunciar a algo.

Primeiro, a renúncia é de nós mesmos, né? Mas por que falar de renúncia aqui? Por que salta a renúncia aqui? Versículo 57 diz assim, Indo eles, caminhou afora. Alguém disse. Jesus então estava caminhando com seus discípulos. Eles aqui no plural, Jesus e seus discípulos estão caminhando. Lembre que ele tinha intentado no coração ir para Jerusalém. Ele está caminhando rumo a Jerusalém. E aí, chega alguém e fala com Jesus. E ele diz o seguinte.

Seguir-te-ei para onde quer que fores. Bonito, não é? Você já parou para ver aqui a intenção desse homem com as suas palavras? É algo aparentemente bonito. Senhor, eu te seguirei para onde quer que fores. Nós também já falamos isso de alguma forma quando cantamos. Onde quer que for, irei. Já cantou esse hino? É a proposta desse homem para Jesus. Senhor, eu seguir-te-ei para onde quer que fores.

Aí Jesus, no versículo 58, vai responder para esse homem o seguinte. Mas Jesus lhe respondeu. As raposas têm seus covis e as aves do céu ninhos, mas o filho do homem não tem onde reclinar a cabeça.

A resposta de Jesus aqui para este homem envolve aqui um olhar de Jesus para os animais aqui. Raposas, aves. Esse homem aqui chega para Jesus com uma boa intenção, uma frase boa. Senhor, eu se guistei para onde quer que fores. Aqui é o primeiro personagem que demonstra uma iniciativa.

Seguir-te, ei, para onde quer que fores. No entanto, Jesus responde aqui, expondo que há um desafio.

no ser cristão, que é o desafio da renúncia. A expressão aqui que Jesus usa, o filho do homem, é uma expressão messiânica contida lá em Daniel, capítulo 7, versículo 13, mas a expressão filho do homem aqui arremete à identidade messiânica de Jesus, humana. Mas aqui também está associado ao aspecto de humilhação. O filho do homem não tem onde reclinar a cabeça. E aqui, gramaticalmente, há um contraste muito forte.

Jesus, então, usa aqui que os animais possuem abrigos. Mas Jesus tem um viver itinerante. Na maioria das vezes, rejeitado. Ele não tinha residência fixa. E aqui Jesus constrói a expectativa de um cristianismo de conforto. Interessante quando ele diz que...

Usa essa metáfora aqui desses animais e das aves. As raposas têm seus covis e as aves do céu ninhos. Mas o filho do homem não tem onde reclinar a cabeça. É uma coisa que nós buscamos muito. Conforto. São duas coisas que basicamente a humanidade procura. Conforto e segurança. Depois de vista como são as nossas casas, nós buscamos, em certo sentido, um conforto.

Também colocamos muita grade, você já prestou atenção, que a gente vive numa busca de segurança, de proteção. São reflexos de necessidades que para o ser humano são importantes. Mas Jesus aqui vem falar que o cristianismo não é muito um ambiente de conforto. Não, é de renúncia. Interessante, não é?

Jesus fala aqui que ele não tinha onde reclinar a cabeça, a ideia de que ele não tinha residência fixa. E não pense que eu não tenho o desejo de comprar uma casa própria. Sempre eu e minha esposa falamos sobre, rapaz, ainda não tem uma casa própria. Temos... Agora completamos 18 anos de ministério.

E desde o dia que nos casamos e fomos morar na nossa primeira casa de moradia, não nossa propriedade, mas moradia em Fortaleza, de lá nós nos mudamos para o primeiro ministério que foi São Benedito. Quatro casas nós moramos lá. Foram cinco mudanças, contando com a de Fortaleza para lá. Fomos para Pires Ferreira, lá em São Benedito, passamos sete anos.

Moramos em quatro casas. Fomos para Pires Ferreira, passamos cinco anos. Moramos em três casas. Aqui nós já estamos na terceira casa. São doze moradias diferentes. Onze mudanças de casa. E não pense você que a gente andou por aí chutando casa de vão de barro. Não é porque quem disse que se muda demais. É porque chutou casa de vão de barro em algum momento. O pessoal disse, não, não pense que foi isso não. Sabe o que é isso? Chamado.

Chegamos em Pires Ferreira, a casa que tinha era de uma irmã que estava terminando a casa. Ainda não estava nem completa e a proposta foi. Nós demos um adiantamento de três meses de aluguel para ela botar o piso e a gente ir para dentro da casa até eles trabalharem na casa mais um pouco para concluir para quê? Para eles irem morar. Então, os proprietários da casa estavam morando com a sogra. E eu disse, rapaz, será que esse negócio dá certo?

então eu disse, olha, nós vamos, mas com uma certeza é temporário, porque é desejo meu que vocês venham morar na casa de vocês o que de fato aconteceu posteriormente depois fomos para uma casa, então surgiu a oportunidade de uma outra casa onde a pessoa estava saindo da cidade e era uma casa bem mais próxima da igreja e a pessoa ofereceu com um custo bem mais acessível e não tinha outra opção não é que a gente queria ficar mudando de casa é porque precisava morar Amém

Viemos para cá, para Nova Russas, a pessoa alugou a casa para nós. Um tempo depois, estava, não, preciso vender a casa. E o que a gente faz quando o dono quer vender? Muda. Não é que a gente gosta de mudar. Não é que a gente tenha prazer em ficar mudando. Não, não. Fomos morar em outro, procurar casa na cidade que tenha pelo menos quatro quartos. Pastor, por que você precisa de uma casa de quatro quartos? Tenho três filhos.

Dois homens, uma moça e um casal, que eu e minha esposa precisamos morar, precisamos de três quartos. Mas eu tenho um monte de livro, um ambiente que eu preciso no escritório, que não fica bem botar ali na sala da casa, aquela ruma de coisa. Preciso de um lugar para receber pessoas, às vezes para conversar.

E aí fomos para uma casa que era muito distante. Não tinha muita acessibilidade dos irmãos à nossa casa, por ser distante. E para nós também, era muito distante sempre que precisávamos ir para cá. Até que apareceu uma oportunidade de uma outra casa mais próxima, mais central aqui. Nos mudamos, estamos na terceira casa. Mas o que eu estou dizendo aqui com isso? É que sim, desejamos ter um lugar para um dia, quem sabe se não morrermos antes, for chegarmos na velhice, ter um lugar para poder morar.

Mas não é a nossa prioridade. A nossa prioridade é servir. E quem serve tem que entender uma coisa. É aonde Deus mandar. E morar aonde Ele quiser que a gente more. Essa questão de mudança para minha esposa gera uma certa apreensão.

Quando alguém diz assim, estamos precisando da casa, sempre ela fica um pouco mais apreensiva. E eu sempre fico mais tranquilo dizendo o seguinte, minha filha, quem já providenciou 12 lugares para nós morar, para providenciar mais um, não vai ser problema. Nunca nos deixou morar em um lugar ruim, graças a Deus o nosso Senhor. Mas a ideia aqui é de renúncia, de desapego.

O que Jesus está dizendo é que quando aquele homem disse, seguiste-ei para onde quer que fores, aqui tem uma questão que Jesus está confrontando, que é as motivações daquele homem. Para onde fores, parece que ele imagina que Jesus vai para um lugar, que ele vai seguir Jesus para um determinado lugar, e ali ele vai ser um seguidor, um cristão seguidor de Jesus, mas no lugar. E a questão não é um lugar.

aqui nessa terra. Jesus não veio preparar para nós um lugar aqui. Lembra de João, capítulo 14? Quando Jesus disse que ia para junto do Pai, para onde ele ia, os discípulos não poderiam ir com ele, pelo menos naquele momento. E aí Jesus disse, não se turbe o vosso coração.

Crente em Deus, crente também em mim, na casa de meu pai há muitas moradas. Se não for assim, eu vou luteria dito, pois vou preparar-vos lugar. E quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que onde eu estou esteja em vós também. Na cruz ele prepara um lugar para nós nas regiões celestiais.

Para estarmos para sempre com o Senhor. Precisamos sim de casa aqui, viu? Precisamos. É necessidade básica da vida. Mas a questão aqui é que o nosso coração não deve estar nessas coisas aqui. Deve estar em Jesus. E aonde nós formos, e aí pensando que não é uma questão de lugar, o cristianismo não é para ser expresso aqui. Porque é muito fácil ser crente aqui. É bom, não é não? A gente ora.

A gente louva. A gente levanta as mãos, estende as mãos, abençoa um ao outro. É bom demais. Dá vontade de morar, né? Na igreja. Mas sabe onde é o lugar desafiador para ser cristão? É lá fora. É quando a gente sai daqui.

Lugar muito desafiador de ser o cristianismo, de ser um seguidor de Jesus, um cristão genuíno, é dentro da nossa casa, nos nossos relacionamentos familiares, com nossos cônjuges, com nossos filhos. Lá que é desafiador. Mas também o cristianismo não é algo para ser vivido só em casa. É onde formos. É no trabalho. É na escola. É nas ruas. É no comprar pão, no comprar leite, nos negócios que fazemos. Em tudo devemos ser cristãos.

que tem Cristo como centro da nossa vida. Jesus está dizendo que seguir a ele é desafiador. E o que Jesus está confrontando é as motivações daquele homem. Jesus diz, as aves dos céus, aliás, as raposas têm seus covis, as aves dos céus têm hinhos, mas o filho do homem não tem onde reclinar a cabeça.

Jesus não veio para trazer para nós as bênçãos terrenas somente. Ele veio para trazer para nós a bênção espiritual de termos resgatado a nossa comunhão com Deus. Para morarmos eternamente com o Senhor. Isso não quer dizer que vivemos uma vida alienada, sem se preocupar em cuidar da moradia. Continue botando grau na sua porta, continue comprando um sofá bom, continue trabalhando.

A questão é só de prioridade, a questão é só de não viver apegado só a essas coisas terrenas aqui, esquecendo que somos cristãos e que isso deve ser viciado com o lugar que Cristo ocupa em nosso coração. Os rabinos, geralmente, tinham discípulos que seguiam aos seus mestres, mas eles tinham suporte, eles tinham que ter algumas garantias.

Jesus, porém, exige segui-lo sem garantias materiais. Sem ter garantia de um lugar para reclinar a cabeça no sentido de que é aqui que nós vamos fixar a nossa residência. Porque, na verdade, irmãos, nós não somos daqui. Nós não somos daqui. Assustador, não é? Acho que, muito bom, como eu preguei uma mensagem, não sou daqui nem vim para ficar.

Porque nós não somos daqui. E às vezes a gente gasta muito da nossa vida se empenhando nas coisas terrenas aqui, quando na verdade, quando nós partirmos, tudo isso perde o sentido. O sentido real é colocar o nosso coração e se empenhar em coisas eternas. Abra em 1 Pedro capítulo 2, 1 Epístola de Pedro capítulo 2, versículo 11, o que diz lá? Amados.

Exorto-vos, como peregrinos e forasteiros que sois, a vos absterdes das paixões carnais que fazem guerra contra a alma. Aqui tem uma questão da nossa identidade. Faz parte de quem nós somos essa identidade de sermos peregrinos e forasteiros. Somos peregrinos. Estamos aqui numa passagem.

E interessante que nós somos desafiados aqui nesse texto a nos abster das paixões carnazes que fazem guerra contra a alma. É uma luta estar aqui e não estar preso às coisas daqui. Eu achei muito interessante um missionário que veio para o Brasil, Russell Shedd, morreu alguns anos recentes atrás e ele teve um câncer.

E nos últimos momentos de vida dele, nos últimos dias, ele foi entrevistado. Muitas pessoas procuraram o pastor Rousseau Shedd e uma das pessoas que o procurou para conversar com ele, gravou esse momento. E como ele estava enfrentando um câncer, a pessoa perguntou o seguinte, vamos ouvir aqui um pouco o doutor Rousseau Shedd, ele tem muito a nos falar sobre sofrimento, a nos ensinar sobre o sofrimento, pelo que ele tem vivido nos últimos dias, e ele ainda com o seu...

um pouco do seu sotaque carregado, disse, eu não tenho muito a ensinar sobre sofrimento. Eu não sofri muito. Nos últimos dias, sim, tenho sofrido um pouco. Mas o que eu sinto é como que Deus me desmamando dessa terra e me preparando cada vez mais para viver na eternidade com o meu Senhor. E eu achei muito interessante essa expressão, desmamando dessa terra.

Porque de fato, parece que a gente vive com nosso coração muito aqui. E Jesus nos confronta quanto a isso. A estarmos aqui e sabermos ser bons mordomos, administrando as coisas daqui, mas não tendo o coração preso a esse mundo aqui. Então Jesus confronta as motivações daquele homem.

Irmãos, temos que ter cuidado com relação ao nosso coração. Mateus capítulo 6, versículo 19 a 21. Mateus 6, 19 a 21, Jesus diz o seguinte no Sermão do Monte. Não acumuleis para vós tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corrói, onde ladrões escavam e roubam. Mas ajuntai para vós tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, onde ladrões não escavam nem roubam, porque onde está o teu tesouro.

Aí estará também o teu coração. Não é problema trabalhar, não é problema ganhar dinheiro, não é problema ter as coisas. O problema é que se o nosso coração está nessas coisas. Se o nosso coração não está nas coisas do reino. Se o nosso coração não está ligado a Jesus. E para que isso aconteça, precisamos ter uma renúncia do nosso eu. É a renúncia que precisamos fazer. Precisamos estar dispostos a entender.

Que o cristianismo não é um chamado a uma vida de conforto não, meus irmãos. E como eu disse, nosso eu pede muito isso. Mas quando você estiver vivendo muito confortável, pode saber. Você vai para um ponto de acomodação. E uma coisa terrível dentro da vida cristã é uma vida cristã acomodada. Acomodada.

Penso que uma das maneiras mais efetivas que Satanás tem trabalhado no cristianismo é levando os cristãos a uma vida de acomodação. Para que esse negócio de evangelizar? Para que esse negócio de se envolver com missões? Para que esse negócio de sair um dia, um feriado, primeiro de maio, para ir dedicar minha vida para estar falando de Jesus para os outros? É muito melhor eu ter o meu dia de lazer?

É muito melhor eu que estou cansado de uma vida de tanto trabalho, armar minha rede e me deitar naquele feriado. Domingo eu estarei às 18h30, pontualmente, lá na igreja. Cantarei os meus louvores, erguerei as minhas mãos, estenderei a mão quando o pastor pedir para abençoar uma criança. Voltarei para casa para viver a minha vida de trabalho, de fadiga, de canseira, compromissada com os meus sonhos, com os meus projetos, com a minha vida.

E não se preocupe, domingo que vem tem de novo. Terrível essa vida. Não há nada pior para Satanás fazer do que pegar o povo de Deus e levar o povo de Deus a uma acomodação. A deixar as prioridades do reino.

Para viver as nossas prioridades. Não é nada mais terrível do que isso. Eu fico pensando se a maior oposição ao cristianismo está acontecendo lá nos países perseguidos. Onde o cristianismo é perseguido. Eu fico pensando se é lá que está acontecendo a pior perseguição ou é aqui. Ou é aqui. Quando nós já estamos acomodados. Preocupados com coisas tão fúteis. Brigando por tanta besteira.

E deixando de lado as coisas do reino. As coisas de Cristo Jesus. Filipenses 1,29. Apóstolo Paulo diz o seguinte. Filipenses 1,29. Porque foi concedida a graça de padecer por Cristo. E não somente de crer de Deus.

padecer, mas é padecer por Cristo. É uma graça. É uma graça. É uma graça grande. E foi dada essa graça, concedida essa graça a nós cristãos de padecer por Cristo e não somente crer nele. Ouvi uma certa vez algo muito confrontador. Quem quer um Cristo somente para se safar do inferno? Quem quer se safar é o quê?

E na minha mente veio safado. E o cara na pregação disse, não foi eu que disse, foi você que pensou. Parecia que ele estava olhando o meu pensamento. Quem quer um Cristo só para se safar do inferno não entendeu o cristianismo. E nós não podemos viver esse tipo de cristianismo que só está aqui vivendo para o nosso bel prazer, para as nossas vontades, para coisas tão fúteis da vida.

E achar que não, mas ele já me livrou do inferno. Isso me basta. E os outros? E falar desse Jesus para os outros, não importa que eles vão para o inferno, mas que eu já fui salvo. Eleito de Deus. Salvo por Cristo, pela graça de Cristo, para viver um cristianismo centrado em mim mesmo. Será se isso é cristianismo? Será se isso parece com cristianismo, de acordo com o que Jesus nos desafia, sempre na sua palavra? Penso eu que não.

Então, o cristianismo requer compromisso. Seguir a Cristo não é ter um estilo de vida de conveniência, mas é uma vida de renúncia. O Evangelho não está comprometido em nos trazer conforto, mas transformação de vida e transformação de mente. Envolve outra coisa também aqui que marca ser de fato um discípulo comprometido, que é a questão da prioridade.

Versículo 59 diz, a outro disse Jesus, segue-me. Ele, porém, respondeu, permite-me ir primeiro sepultar meu pai. Aqui tem uma questão clara de prioridades. A resposta de Jesus vem do versículo 60, quando ele diz, mas Jesus insistiu. Está na mesma tônica do que ele vinha falando anteriormente. Mas Jesus insistiu.

Deixe os mortos sepultar os seus próprios mortos. Tu, porém, vai e faz o quê? Prega o reino de Deus. Prega o reino de Deus. Aqui Jesus é quem toma a iniciativa. Versículo 59. Segue-me. É o que Jesus propõe para este homem nesse versículo 59. É outro, que não é dito o nome. A proposta de Jesus é essa. Vem, segue-me.

E a resposta do homem parece legítima. Ele quer sepultar o pai dele. E aqui é interessante porque sepultar o pai dentro da cultura judaica era algo muito honroso, viu? O judeu sabia muito bem do quarto mandamento. Honra teu pai e tua mãe. Agora, o texto aqui sugere que o pai não é que ele estava morto em casa, ou não é que ele estava morto?

E o filho está pedindo só para ir lá sepultar. A ideia do texto não é essa. Trata-se de um adiamento aqui. Não. O senhor está me chamando para lhe seguir, mas deixe primeiro eu sepultar o meu pai. Era esperar ele morrer. Para depois eu seguir o senhor. A ideia era de um adiamento aqui. E aqui tem a ver com a questão das prioridades.

A frase deixa os mortos indica, deixa os mortos sepultarem os próprios mortos, indica que mortos espiritualmente cuidam das coisas temporais aqui da terra mesmo. Mas a ideia traz também e nos desafia a uma prioridade absoluta quanto ao reino de Deus. Aqui no original há um imperativo por parte de Jesus. Segue-me.

E aqui esse imperativo, ele tem uma conjugação verbal, que é um presente contínuo, que implica tanto algo imediato como contínuo. Seguir a Jesus implicaria em imediatamente deixar tudo para seguir a ele, mas era seguir de uma maneira constante, não temporária. Tem aqui um caráter de urgência espiritual. Como tem em Hebreus capítulo 3, versículo 15, uma urgência.

Hebreus 13, 15 diz, enquanto se diz, hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração como foi no dia da provocação. Aqui há um desafio de Jesus, segue-me, e ele deveria fazer isso de maneira urgente, como prioridade na sua vida. Aqui tem um confronto à questão daquilo que é prioridade em nosso coração. Para esse homem.

Jesus convidá-lo a segui-lo. Os pais eram mais importantes do que Jesus. Vimos no domingo passado que ser cristão é ter Jesus como prioridade acima das pessoas. Lembra? Ainda que sejam pai e mãe. Um dos pontos da pregação do domingo passado era este. E aqui esse homem está colocando pessoas novamente acima de Jesus.

E o nosso coração tem tendência a isso. O chamado de Jesus para seguir a ele é algo urgente e contínuo, de maneira que ele deve ser o primeiro lugar em nossa vida. Quando esse homem coloca essa situação de primeiro, deixe sepultar meu pai. Ele não está dizendo, não, não vou seguir o senhor, não. Não, não é isso que ele está dizendo.

Ele está apenas querendo primeiro fazer algo para depois seguir a Jesus, quando Jesus, na verdade, não quer depois. Ele não quer ser o segundo. Ele quer que ele seja uma questão de prioridade. Era para primeiro deixar tudo, seguir a Jesus. Deixe os mortos septar os seus próprios mortos. É a palavra de Jesus para este homem, mas não para por aqui.

Ele não diz só que ele tinha que deixar algo. Ele tinha que fazer algo. Tu, porém...

vai e prega o reino de Deus. Este homem não é desafiado somente a deixar os mortos, sepultarem os seus mortos, e como eu disse, a ideia de que era um aspecto de mortos espirituais priorizando as coisas terrenas, mas ele tinha agora também diante dele uma responsabilidade, pregar o reino de Deus.

Essa não é uma responsabilidade só para pastores, nem para missionários. É para cada cristão. Cada cristão é responsável de anunciar o evangelho do reino de Deus. Esse homem aqui estava sendo desafiado a isso. Mas como anunciar um reino se esse reino não for prioridade na nossa vida?

Estava com os jovens em poeiras há uns dias atrás. E lá desafiando os corações de cada um que estava ali, não só dos jovens, mas o seguinte. O contexto era que nós fomos para lá para sair evangelizando, chamando pessoas para o culto à noite. Mas a chuva não permitiu. Nós ficamos então todos lá, debaixo daquela coberta, reunidos só os crentes ali. E no meu coração veio uma tranquilidade muito grande.

Eu disse, não é o diabo que está impedindo a gente de sair para falar de Jesus para as pessoas. Porque quem é o dono da chuva é Deus e Ele é dono de tudo. Soberano sobre todas as coisas. Então, uma certeza eu tinha no meu coração. Era a vontade de Deus que nós estivéssemos ali naquele momento. Como é a vontade de Deus que você esteja aqui agora, viu? Para ouvir isso. Eu disse, nós viemos para cá para falar de Jesus para as pessoas para quê?

Para que essas pessoas entreguem a vida a Jesus. Para que Jesus seja o salvador da vida delas. Mas eu disse, e como é que está o nosso relacionamento com esse Jesus? Será que ele é uma prioridade na nossa vida? Porque se for para nós sairmos, para chamar pessoas, para fazer algo que nós mesmos não estamos fazendo, isso é uma incoerência. Tem um grupo que fazia isso muito bem. Chamado os fariseus, os religiosos.

E foi a estes que Jesus dirigiu as palavras mais duras durante o seu mito. Então, às vezes, nós queremos chamar as pessoas para vir até Jesus, para receberem a salvação de Jesus, mas nós temos que entender que essas pessoas são chamadas para serem salvas por Jesus, para agora terem um relacionamento com Ele. E como é que nós queremos chamar pessoas, falar de Jesus para as pessoas, para que elas sejam salvas, para viver uma coisa que nós não estamos vivendo?

Entende? Isso é incoerência, isso é hipocrisia, isso é farisaísmo, isso é religiosidade. E não tem nada a ver com o que Jesus quer de nós. Então, nós às vezes não estamos pregando o reino, não estamos anunciando Jesus como rei para a vida das pessoas, como salvador da vida das pessoas, porque às vezes nós não estamos desenvolvendo nenhum relacionamento com ele. E já imaginou? Pense nisso agora.

Se nós saíssemos daqui para falar de Jesus essa semana, e cada um falasse só para uma pessoa. Se cada um daqui, durante essa semana, falasse de Jesus como salvador somente para uma pessoa. Temos mais ou menos umas 200 pessoas aqui. Se cada um falasse para um, e a graça salvadora de Jesus agisse nesses 200 corações que iriam ouvir essa semana.

E 200 pessoas estivessem aqui convertidas no próximo domingo. Que coisa maravilhosa. Que festa. Mas se essas 200 pessoas fossem chamadas para viver, quem eu chamei, ele fosse chamado a viver o cristianismo que eu estou vivendo. E que você, que pregou para aquela pessoa, ela fosse chamada e desafiada para viver um cristianismo que você está vivendo. Como seria o cristianismo dessa pessoa?

Então nós teríamos agora, em vez de 200, 400 cristãos. Para viver que tipo de cristianismo? Se fosse baseado no que nós estamos vivendo. Um cristianismo cujo Jesus não é a prioridade?

Um cristianismo que não diz, deixa primeiro eu ir sepultar meu pai, mas que deixa primeiro eu curtir minha vida, deixa primeiro eu realizar os meus sonhos, deixa primeiro eu cuidar dos meus planos. E lá na frente, lá quando eu estiver nos meus 70 anos, 65 anos, depois da aposentadoria, eu vou servir melhor a Jesus. Jesus não quer resto. Jesus não quer o resto da sua idade. Para começo de conversa, não sabemos nem se estaremos vivos nos 65 anos para dizer que vamos servir a ele depois da aposentadoria.

Sabe qual é o privilégio de servir a Jesus, de anunciar o reino de Deus, de anunciar Jesus? É agora. É no vigor da nossa idade. Enquanto nós temos saúde. Enquanto nós temos vigor. Que tempo maravilhoso para nos envolvermos com o reino de Deus, servir a Jesus. É o tempo de agora. Que tempo maravilhoso.

Mas a gente deixa sempre pra depois. Mais tarde. Mais na frente. Deixe primeiro eu. Pontinhos. O dele aqui foi, deixe primeiro eu sepultar o meu pai. Deixa eu ir cuidar do meu pai. Quando ele morrer, lá na frente, depois que ele morrer, quanto tempo? Não sei, pode ser um ano que ele vai levar pra morrer, dez anos, vinte anos. Mas quando ele sepultar, pode ter uma certeza, eu vou seguir o senhor.

Jesus disse, deixa que o morto sepultem os seus próprios mortos. Tu, porém, vai e prega o reino de Deus. Agora, se Jesus falou assim com alguém que está falando sobre o Pai, alguém que dentro da cultura judaica era altamente honroso, o que ele diria em relação ao nosso emprego? O que ele diria em relação aos nossos sonhos e planos de um conforto melhor aqui na Terra?

O que ele diria com o nosso projeto de faculdade, de pensar em se formar, em exercer uma boa profissão, em casar, em ter meus filhos, em lá na frente, depois de tudo, eu vou servir melhor ao Senhor, eu vou ser um seguidor mais fiel do Senhor. Não. Jesus quer ter prioridade. E aí eu não quero nem falar sobre as dedicações que às vezes a gente faz de empenho com relação a políticos, ao time de futebol, isso eu não vou nem entrar na conta aqui, não. Prioridade.

Tu, porém, vai e prega o reino de Deus. Uma outra marca de um seguidor, realmente, Jesus, que tem um coração totalmente entregue a ele, é a marca da dedicação. Versículo 61 diz, a outro lhe diz, aqui é uma pessoa que vai falar com Jesus, dizendo, Seguir-te-ei, Senhor, mas deixe-me primeiro despedir-se dos de casa. Aqui é alguém que está tendo a iniciativa.

E a resposta de Jesus está no versículo 62, quando ele diz, mas Jesus lhe replicou. Ninguém que tendo posto a mão no arado, olha para trás, é apto para o reino de Deus. Ninguém que tendo posto a mão no arado, olha para trás, é apto para o reino de Deus. Temos o terceiro candidato aqui. Esse também se dispõe.

mas ele coloca uma condição aqui. Deixa primeiro despedir. E aqui Jesus vai usar uma metáfora, uma metáfora agrícola para falar com esse homem. A metáfora de arar terra. E interessante aqui, que arar terra requer um foco absoluto, viu?

Esse negócio de arar terra, mexer com cultivador, eu entendo desse assunto aqui. Formado ali nos patos. Esse negócio de entender de cultivador. E um cultivador, você tem ele aqui em mãos, e aí você vai virar a terra, e às vezes você vai virar a terra preparando para plantar.

Depois de plantado, você vai com o cultivador mexendo na terra, tirando os matos. E se você não tiver cuidado e tirar a atenção, você corta os legumes que você mesmo plantou. Se é preparando a terra e você fica olhando para trás, você vai fazendo um arado tortuoso.

Parece mais um bêbado que aradou a terra. E se você já tiver plantado a terra e for mexer nela com arado, você tem que ter muito mais atenção para que não corte os legumes que você mesmo plantou. Mas que ilustração interessante, e era muito conhecida dos ouvintes de Jesus aqui, o que Jesus está dizendo é que ninguém que tendo posto a mão no arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus.

Meu querido, aqui tem uma questão de que seguir a Cristo requer dedicação. E aqui é um confronto aos interesses. Deus aqui não quer nosso coração dividido, meus irmãos. Ele quer uma atenção exclusiva. De maneira que se nós não tivermos cuidado, nós vamos ficar dispersos e acabar olhando para trás e botando tudo a perder. Esse homem diz... Amém.

Há quem chega para Jesus dizendo, seguir-te, ei, Senhor, mas deixe-me primeiro despedir-nos de casa. Jesus diz para ele algo que é confrontador ao seu coração em termos de atenção, de dedicação, de foco. Você tem que, nessa questão do reino de Deus, ter um olhar firme para uma pessoa. Jesus Cristo. Isso é descrito lá no livro de Hebreus, no capítulo 12.

Versículo 1 e 2, Hebreus 12, 1 e 2, diz assim, ó. Portanto, também nós, visto que temos rodear-nos tão grande nuvem de testemunha, do capítulo 11, os heróis da fé, desembaraçando-nos de todo o peso e todo o pecado que tenazmente nos assedia, corramos com perseverança a carreira que nos está proposta. Como é que eu corro essa corrida? Como é que eu vivo essa jornada da vida cristã? Como é que eu devo seguir nessa corrida cristã? Versículo 2.

É olhando firmemente para o autor e consumador da fé. Jesus. O qual em troca da alegria que estava proposta. Suportou a cruz não fazendo caso da ignomínia. Da vergonha que ele passou. E ele agora está sentado à destra do trono de Deus. Está aqui como um cristão deve viver. Olhando firmemente para Jesus. Pegou no arado.

É um seguidor de Jesus, é um discípulo de Jesus, pois olhe para frente. Olhe para Jesus. Não fique olhando para trás, para a velha vida, para aquilo que ficou lá atrás, para as coisas da nossa velha natureza que ficaram para trás. Olhe firmemente para Jesus, porque quem tem posto a mão no arado e olha para trás, não é apto para o reino de Deus. E não se engane, tem gente olhando para trás. E não se engane, tem muitos cristãos querendo viver a vida cristã olhando para trás. Cuidado com isso.

É muito cômodo dizer o seguinte, quando uma pessoa sai, saiu porque não era dos nossos, sim, mas está tendo alertas quanto à questão da seriedade do que é ter um compromisso com Jesus? Nós estamos alertando as pessoas quanto seguir a Cristo não é estar vivendo uma vida displicente, superficial, um cristianismo superficial, será se a igreja de Cristo, os cristãos estão sendo acertados, alertados quanto a isso? Todo que lança mão no arado.

deve olhar para frente. E ninguém que lança a mão no arado e olha para trás está apto para o reino de Deus. Nosso olhar deve estar para Jesus. Filipenses, capítulo 3, versículo 13 e 14, o apóstolo Paulo nos diz o seguinte. Irmãos, quanto a mim não julgo havê-lo alcançado, ele está falando da perfeição da maturidade em Cristo Jesus. Mas uma coisa eu faço.

Tempo presente. Uma coisa eu faço agora, no tempo presente. Em relação ao passado, o que é que eu faço? Esquecendo-me das coisas que para trás ficam. Em relação ao futuro, o que é que eu faço? Avançando para as que diante de mim estão. Prossigo para quê? Para o alvo. Cuidado para não perder o foco.

Cuidado para não errar o alvo. E a etimologia da palavra pecado é justamente essa. Errar o alvo. Cuidado para não errar o alvo. O nosso alvo é Jesus Cristo. O nosso olhar deve estar fixo em Jesus Cristo. Se nós nos dispersarmos, se nós ficarmos desatentos, se nós cairmos na acomodação da vida cristã, nós estamos tendo riscos terríveis de desagradar o nosso Senhor, o nosso Salvador.

Uma coisa fácil, esquecendo-me das coisas que para trás ficam, é o apóstolo Paulo, dentro do contexto, está falando de toda a sua vida de religiosidade que ele tinha. Deixou tudo para trás. Deixou lá para trás toda a vida de religiosidade. Meus queridos, esse negócio da internet está um negócio. O que tem de gente dita cristão, pastores voltando para a vida de religiosidade?

Dizendo que agora conheceu verdadeiramente a verdade. Que mentira. Que engano. Meu querido. Deixar tudo por Jesus. É que é o verdadeiro cerne da vida cristã. É olhar para Jesus, viver com Jesus, se agarrar com Jesus.

E permanecer nele. Sem olhar para trás. Quando Jesus falou a respeito da sua vinda lá, da sua volta, né? Em Lucas capítulo 17, versículo 30 em diante. Ele faz uma alerta. Assim será no dia em que o filho do homem se manifestar. Naquele dia, quem estiver no irado e tiver seus bens em casa, não desça para tirá-los. E de igual modo, quem estiver no campo...

Não volte para trás. Aí olha o exemplo que ele dá aqui no versículo 32. Lembrai-vos da mulher de Ló. Quando estavam saindo de Sodoma, Deus está exercendo o seu juízo sobre Sodoma e Gomorra. Ló e sua família estão saindo. E a mulher de Ló olha para trás. E virou uma estátua de sal. Olhou para trás.

Todo aquele, ninguém que lança a mão no arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus. Olhe para Jesus. Não firma teu coração numa religião, não firma teu coração numa vida religiosa, numa estrutura organizacional. Firma teu coração em Jesus.

Segue juntinho dele, firme com ele. Muita coisa vai querer desviar o teu foco. O meu foco. Muita coisa vai ficar clamando pra gente olhar pra trás. Esquecendo-me das coisas que para trás ficam. E avançando pras que diante de mim estão. Prossigo para o alvo. Para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.

Hebreus capítulo 10, preste bem atenção nos versículos 35 em diante que diz o seguinte. Não abandoneis portanto a vossa confiança. Ela tem grande galardão. Com efeito, tem desnecessidade de perseverança. Para que afendo feito a vontade de Deus alcanceis a promessa. Agora olha aqui.

Porque dentro de pouco tempo, aquele que vem virá e não tardará. Todavia, o meu justo viverá pela fé. Se retroceder, nele não se compraz a minha alma. Agora, olha o versículo 39.

A nossa identidade em Cristo aqui. Nós, porém, não somos dos que retrocedem para a perdição. Somos, entretanto, da fé para a conservação da alma. Nós não somos dos que retrocedem. Nós somos daqueles que seguram firme em Jesus, olham firmemente para Jesus, botou a mão no arado, olha para frente, olha para Ele, aguarda a vinda dEle, ou o dia que nós iremos nos encontrar com Ele.

Mas voltar atrás na vida cristã? Recuar, meu filho. Só se for para pegar impulso para frente. Não volte atrás. Não recue. E eu sei o que eu estou dizendo aqui. E eu sei o que eu estou falando aqui. Cristãos desanimando. Cristãos se acomodando em viver uma vida de religiosidade. Sendo cristãos. De duas vão lá.

Ou é um cristão que Satanás está levando ali para aquela zona de conforto para ficar acomodado e neutralizar essa vida? Ou é alguém que pensa que é um cristão e não é? E se as palavras de Jesus, não as minhas, mas as de Jesus, não desafiar o meu e o seu coração?

Nada, nada, nada vai atingir o seu coração se não for a palavra de Deus. Não vai ser um movimento emocional que você vai vir, vai ser saculejado e no outro dia vai voltar para a mesma vida. Não, se não for a palavra de Deus, a palavra de Jesus que mexer conosco, que nos tirar dessa comodidade, nada vai mexer conosco. Concluo então...

que esse texto nos revela alguns cuidados que nós temos que ter. O cuidado com essa conformidade. O cuidado com a conveniência. O cuidado com o coração dividido. E de aplicações para a nossa vida, nós temos que reavaliar o nosso nível de compromisso com Cristo. Porque Deus quer cristãos comprometidos. Com o que você está mais comprometido na sua vida?

Com a sua carreira profissional? Com o lazer e o conforto da vida? Com seus sonhos e planos ou com Jesus? Segunda coisa, nós devemos abandonar o cristianismo superficial, viu? A fé bíblica, ela exige entrega total. Não uma entrega parcial. Terceira coisa, nós temos que parar de adiar decisões espirituais.

Depois eu faço. Depois eu me comprometo. Depois, depois. O tempo é hoje. O desafio para nós é para hoje. E nós devemos romper definitivamente com aquele passado pecaminoso, com a vida antes de Cristo. Não há discípulo verdadeiro com reservas ocultas no coração.

Quinto lugar, nós devemos viver uma vida comprometida com Jesus Cristo. Não há cristão verdadeiro sem ter compromisso verdadeiro com Jesus. A igreja precisa voltar a pregar. A igreja precisa voltar a se comprometer com as coisas do reino. Isso só acontecerá como igreja quando acontecer individualmente com cada um de nós.

Cristo não busca admiradores ocasionais. Ele quer cristãos comprometidos com Ele. Ele não quer cristãos parciais. Sabe por quê? Porque Ele não se entregou parcialmente na cruz. Ele se entregou totalmente naquela cruz. Para que nós possamos também nos entregar completamente a Ele. Duas perguntas finais.

Você está realmente comprometido com Jesus Cristo? Ou apenas confortável com Jesus? Estou bem. Não mexa comigo. Se o senhor pregar de novo desse jeito, no domingo que vem eu nem venho. Se continuar nessa toada aí, ó, o dízimo ou a oferta para... Meu irmão, que Deus nos desafie a sair do comodismo.

E a você que está aqui e ainda não é um cristão, ainda não entregou sua vida a Jesus Cristo. Você precisa dessa entrega a Ele. Reconhecendo como Senhor e Salvador da sua vida. Para ser salvo por Ele. E entrar nesse compromisso de ser um seguidor de Jesus. Ele não enganou ninguém, viu? Mas Ele chama pessoas para uma vida eterna com Ele.

Que Deus tenha misericórdia de nós. E nos desafie a vivermos um cristianismo de compromisso com Cristo. Amém? Vamos orar. Vamos falar com ele. Se você entende que é um pecador. E que o seu pecado lhe condena. E nunca tomou uma decisão por Cristo. Mas sabe que é somente ele que pode lhe salvar. Mas também não é para vir viver uma vida de comodismo, não. É de compromisso com Jesus.

É de alguém que entrega a sua vida a Cristo, recebe tudo que ele preparou na cruz por você, mas também entrega a sua vida a ele para que ele use nas mãos dele como ele quiser. Quem quer receber de Cristo tudo que ele preparou para você naquela cruz?

de vida eterna, de salvação, de perdão de pecados, para viver um compromisso com Ele, se Deus falou o seu coração nesta noite, diga, eu quero, eu quero tomar esse passo de fé, de entrega de vida a Jesus. Talvez você tenha ouvido o Evangelho há muito tempo já, mas nunca tomou esse passo de fé, de compromisso com Jesus. E talvez nesta noite Deus esteja falando com você. Alguém?

Nessa noite, Deus falou ao coração para ser um discípulo de Jesus, um servo de Jesus, salvo por Jesus. Diga, eu quero. Se não, nós vamos encerrar esse momento com oração.

Alguém? Vamos orar. Muito obrigado, Senhor, por sua graça maravilhosa que há na pessoa de Jesus. Obrigado por tão grande salvação que o Senhor nos trouxe por meio de Jesus, entregando sua vida na cruz, pagando preço pelos nossos pecados. Senhor, obrigado porque um dia o Senhor abriu nossos olhos espirituais para enxergar essas verdades. Mas, Senhor, às vezes no meio do caminho nós fomos nos tornando displicente. Nós paramos de renunciar Amém.

Nós paramos, ó Pai, de ter o Senhor como prioridade na nossa vida. Paramos de priorizar o reino. Às vezes, Senhor, nós começamos a deixar outras coisas, a ocupar o nosso coração. O nosso coração começou a ficar dividido. Senhor, tenha misericórdia de nós. Que sejamos, de fato, cristãos comprometidos com o Senhor.

com seu reino, com a sua obra, com a pessoa de Jesus. Ó Pai, nos ajude, Senhor. Tenha misericórdia de nós, ó Pai. Não nos deixe ficarmos no comodismo, Senhor, mas nos desperte para olharmos para aquilo que é interesse do Senhor. Que o Senhor esteja agindo no nosso meio, com liberdade, transformando o nosso coração, a fim de que sejamos cristãos que glorificam o Seu nome.

Para o louvor da sua glória, eu lhe peço isso, Pai, que o Senhor esteja agindo no meu coração. Nas coisas que eu preciso ser trabalhado e na vida de cada um dos meus irmãos. Nas coisas que precisamos ser trabalhados pelo Senhor. Afim de que o nosso viver seja um viver que, de fato, manifesta um cristianismo compromissado com Jesus Cristo. Que o Senhor abençoe a nossa semana, nos dando uma semana debaixo da bênção, da graça do Senhor.

E que o Senhor nos use como instrumento nas suas mãos de propagação de Cristo para que outras pessoas possam conhecê-lo como o Senhor das suas vidas. Que o Senhor esteja abençoando a vida de cada um. É o que nós lhe pedimos em nome de Jesus. Amém e amém. Uma ótima semana. Deus abençoe a todos. E que Deus nos use para o louvor da sua glória cada vez mais.

Cristãos comprometidos_Lucas 9:57-62 (Pr. Egberto) | Castnews Index — Castnews Index