BIOEMBALAGENS BIODEGRADÁVEIS: Como nasceu a Já Fui Mandioca? | NABOA PODCAST EP 103
Neste episódio do NABOA Podcast, Sílvia Castro conversa com Ademar Soares, representante comercial da Já Fui Mandioca, que detalha como surgiu o modelo de negócio para desenvolvimento de bioembalagens biodegradáveis e compostáveis produzidas com fécula de mandioca brava. Inspirado na proteção inteligente da casca das frutas, o produto é 100% brasileiro, decompõe-se em até 90 dias com água da chuva e fortalece a agricultura familiar sem disputar espaço com a produção de alimentos para consumo humano.
O bate-papo aborda os desafios reais da economia circular no Brasil, a necessidade de adaptação de maquinários para ganhar escala fabril e a barreira do greenwashing em potes que misturam papel com película plástica. Descubra como funciona o modelo de vendas B2B para o setor de food service, os diferenciais de sustentabilidade na cadeia produtiva e a forma correta de descarte no lixo orgânico.
O que são as bioembalagens biodegradáveis da Já Fui Mandioca:
São recipientes 100% biodegradáveis e compostáveis produzidos a partir da fécula de mandioca brava combinada a fibras de celulose. A matéria-prima é classificada como imprópria para a mesa do consumidor, assegurando que o processo industrial não concorra com a produção de alimentos para consumo humano. O material é atóxico, seguro para o meio ambiente e atua como matéria orgânica para solo e adubagem.
Como funciona a produção das bioembalagens do Já Fui Mandioca e o seu tempo de decomposição:
O insumo tem origem no cultivo sustentável por agricultura familiar e pequenos agricultores no Brasil, sob regime de policultura. A raiz segue para fecularias e, em seguida, é transformada em embalagens na unidade fabril localizada em Diadema (SP). Em contato com a umidade e intempéries (como água da chuva), potes menores se dissolvem em até 15 dias no solo; modelos de delivery completam o ciclo de compostagem em até 90 dias.
Quais são os principais desafios de escala e regulação do setor de bioembalagens:
Não existe maquinário pronto à venda no mercado internacional (como Alemanha ou China) adaptado para termomoldagem de fécula de mandioca, exigindo anos de P&D proprietário e adaptações mecânicas graduais. No âmbito regulatório, a empresa enfrenta a concorrência desleal de copos e potes de papel impermeabilizados internamente com polietileno (PE) — compostos que misturam celulose a plástico fóssil, dificultam a separação pós-consumo e são comercializados incorretamente como ecológicos.
O que você verá neste episódio do NABOA com Ademar Soares do Já Fui Mandioca:
- Como é feita a embalagem de fécula de mandioca brava.
- Se a embalagem de mandioca é comestível ou apenas atóxica.
- Quanto tempo o pote biodegradável leva para virar adubo na terra.
- Como descartar embalagens biodegradáveis corretamente.
- Qual é a diferença prática entre embalagem reciclável, biodegradável e compostável.
- Como identificar greenwashing em potes de papel com película plástica interna.
- Se vale a pena substituir o plástico descartável em sorveterias e no delivery de comida.
- Como a produção de bioembalagens apoia pequenos produtores e a agricultura familiar.
NABOA Podcast é apresentado por Sílvia Castro: publicitária, jornalista, palestrante e produtora de conteúdos de impacto socioambiental. Aqui você acompanha histórias reais, ideias potentes e pessoas que estão transformando o mundo nos mais diversos locais, culturas e contextos. Conteúdos que mostram que causar impacto não precisa ser complexo: pode e deve ser possível, acessível e coletivo.
Este canal é um convite: para olhar diferente, agir diferente e, principalmente, fazer parte.Porque o mundo muda quando a gente se envolve, se aproxima e conhece gente BOA.
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Produção: Wepod