Velho Jack e Angelita: loucuras e superações
#231. Angelita e Jack costumam dizer que não conseguem ficar longe de confusão. A verdade é que o casal tem muitas recordações inspiradoras. Com otimismo e bom humor, enfrentam situações bem complicadas. A mais recente envolveu um grave incidente com o veleiro em que vivem, justamente quando se desdobravam para fazer um evento inédito em Paraty.
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Instagram: https://www.instagram.com/velhojacksn/
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Abs e bons ventos!
Marina
Palavras-chave: Velho Jack, Paraty Sail Festival, vida a bordo, veleiro Onix.
- Incidente veleiro OnixArrebentamento da poita e enrosco em escuna · Queda do mastro · Danos ao convés e risco de afundamento · Recuperação do mastro e transporte para o Guarujá · Início da reforma e tratamento de osmoses
- Navio de Teseu e IdentidadeCasamento de 26 anos e desejo de viver perto do mar · Inspiração pelo canal Hashtag Sal e decisão de morar a bordo · Adaptação ao minimalismo e mudança de uma casa grande para um barco · 10 anos de vida a bordo
- Veleiro OnixAquisição do barco usado com o nome já existente · Associação com a pedra preciosa e a cor preta do barco · Conexão com Regina Duarte e a verdade sobre a associação · Decisão de manter o nome original devido à história e ao visual
- Profissão de Mergulhador ComercialExperiência com automóveis e motos como base para o trabalho náutico · Foco em preparação e venda de barcos · Criação e desenvolvimento do serviço de 'survey tropicalizado' no Brasil · Evolução para negociações e intermediação de vendas
- Compositores e conteúdo artísticoHistórico de Angelita com tatuagem e a dificuldade de manter agenda · Transição para a criação de conteúdo e registro das atividades · Uso do humor e espontaneidade na comunicação · Autenticidade e congruência como princípios
- Leitura de mapas e navegação espacialNecessidade de conhecer o barco e o básico de manutenção · Leitura de manuais e busca por informações técnicas · Habilidade com ferramentas e conhecimento de
E uns dias antes do evento, que foi uma outra loucura que a gente inventou, ele resolveu vir sozinho para o Guarujá. É uma brincadeira, né? Deu... Mas entrou frente fria, né? E é difícil chegar em Paraty uma frente fria forte. Quando chega, porque é forte mesmo. Passou um ciclone lá, deu um vento muito forte. E a poita, que era da Marina, que o nosso barco estava guardado, ela arrebentou o cabo da poita.
acabou enroscando numa escuna no grupê pelo Stai, ficou lá naquela luta interminável, e o Onix acabou perdendo a batalha com a escuna, mas por pouco, ele machucou bastante a escuna também. E aí teve a queda do mastro. Então a gente estava em São Paulo, indo para Curitiba, tentando ver a possibilidade. Isso era dia 8, o evento era dia 20.
Tentando ver recursos, porque até então a gente não tinha mais como fazer o evento. Oi, eu sou Marina Guedes e você ouve agora um novo episódio do podcast Maré Sonora.
Está começando o episódio 231, com um casal que tem, com certeza, muita história para contar. Eu tinha até feito uma pesquisa aqui. Jackson Ribeiro Alves e Angelita Rumor Alves, mas, com certeza, as pessoas conhecem os convidados de hoje com a família Velho Jack. É isso mesmo? Sejam muito bem-vindos aqui ao podcast.
Boa, Marina, muito obrigado. A gente sente uma grande honra, um grande prazer poder estar participando do canal muito bacana para divulgação dos oceanos. Enfim, a gente sabe que é um trabalho dedicado e muito trabalhoso. Então, parabéns e muito grato mais uma vez por estar aqui.
Muito obrigada. Valeu. Estou eslongeada. Eu sei que vocês estão a bordo do veleiro que eu quero saber um pouquinho mais, mas conta exatamente a bordo, em que lugar do Brasil, onde é que vocês estão nesse exato momento? Pois é, a gente agora está no Guarujá, a gente chegou, e esse é um barco de um amigo, cliente, que a gente conheceu, se transformou num grande amigo e colaborador.
das nossas presepadas que a gente faz, eles sempre estão juntos. Brinca que os caras estão pensando um pouco mais antes de ficar muito próximo da gente, e sempre acabam arrumando pra cabeça. Mas a gente está no Guarujá e é um Fast 395, é um barco muito legal, dos anos 80, e a gente vendeu pra esse casal de amigo, agora a gente vendeu de novo, então está preparando pra entregar pro próximo proprietário.
que vai acabar indo para o Rio de Janeiro esse barco. O Renato até brinca que ele quer música no Fantástico, porque já é o terceiro barco que ele compra, que a gente trabalha, então ele falou que tem direito à música. E estamos aqui se preparando também. Hoje a gente ainda tem uma viagem para o Rio, que a gente vai ter que chegar lá para amanhã. Começa o GP Sail, o Sail GP.
E a gente foi convidado, então vai estar com o Adriano lá e mais uma turma fazendo materiais, conhecendo os barcos, fazendo... Divulgando aí, né? Oportunidade muito massa, assim, né? Um evento bem importante aqui pro Brasil, eu acho, assim, pra divulgação da vela de competição, né?
E vocês sabem que quando eu estava dando aquela pesquisada clássica, né? Pré-bate-papo, dando aquela stalkeada e Googles e afins, eu digitei lá, velho Jack, e sabe o que apareceu? Um dos primeiros itens da pesquisa do Google.
Boné. Quase, uma barbearia. Pois olha. É, a gente fala que tem que isso aí direitos cobrassem, porque tem um bar que chama Old Jack, a gente sempre vai lá e fica brincando com o proprietário, que tem que pagar direitos autorais.
Tem bandas, tem uma porção de coisas. A história de vocês é muito legal, né? Não sei, para quem, esses primeiros minutos aí de bate-papo, não sei se o pessoal já conseguiu identificar de onde vocês são, mas se vocês puderem fazer um passo atrás, né? Alguns passinhos atrás e contarem um pouquinho da história de vocês para a galera que nos ouve. Valeu.
Bom, a gente está casado já há 26 anos, então a gente já é adolescente, a gente se conheceu e estamos juntos até hoje. E sempre foi uma vontade nossa de estar perto do mar, enfim, nesse processo todo a gente esteve no interior do Paraná. Eu sou curitibana e ele é de Ponta Grossa, que é uma cidade próxima a Curitiba, no Paraná. Paraná.
Então a gente sempre teve essa vontade de estar próximo ao mar, mas a vida foi levando a gente para outros momentos. Ele trabalhava de terno e gravata, ninguém acredita, mas é verdade. E trabalhava em concessionárias automotivas, enfim. Aí a gente conseguiu comprar uma casa no litoral do Paraná, ficamos um ano e meio ali. Aí a gente foi para Balneário Camboriú, Florianópolis, mas sempre almejando estar mais conectado ao mar.
E a gente comentou um dia sobre a ideia de morar a bordo, mas a gente não conhecia o veleiro propriamente, o barco. A gente conhecia motorhome, outros meios de ser nômades.
Então, a gente caiu na besteira de ver no YouTube o canal do hashtag Sal, o Adriano, hoje ele é muito nosso amigo. E a gente viu essa possibilidade de morar num barco, mas um barco praticamente uma casa, com banheiro, com quarto, cozinha, você pode tomar banho, enfim.
basta se adaptar ao minimalismo, porque realmente você sai de uma casa de 500 metros para um barco de 35 pés, foi o nosso caso. Então foi isso, a gente tinha essa ideia e de repente tudo foi acontecendo, eu acho que a gente joga para o universo, a gente até tem uma brincadeira aqui, cuidado com o que você deseja.
porque realmente o universo escuta e devolve. Então, amanhã, dia 10, vai fazer 10 anos que a gente foi morar a bordo.
Tem um episódio que vocês participaram, alguns episódios que vocês participaram do Adriano, do Hashtag Sal. É muito emocionante, é muito legal, porque vocês falam com mais detalhes, depois eu deixo o link para a galera assistir. É muito legal, eu fiquei muito emocionada. E eu fiquei muito emocionada também.
num outro vídeo recente de vocês falando sobre o evento em Paraty. Mas calma aí, que esse assunto a gente fala mais pra frente, mas me fez, sinceramente, me fez chorar o finalzinho lá, Angelita, culpa sua. Você me fez chorar.
Mas é muito legal, de um jeito bom, de ficar emocionada por coisas assim, por uma relação que você vê que é bonito, sabe? Enfim, mas guarda esse assunto por enquanto. Eu adoraria ouvir vocês sobre o nome do veleiro que vocês têm, que agora está nessa fase aí no seco, tomando um...
um banho de espuma aí, uma correção que aconteceu, mas depois a gente fala, vocês contam um pouquinho, mas eu fiquei curiosa para saber o nome do Onix, o que significa, se vocês pensaram em mudar ou não, como é que é essa história?
a gente comprou ele usado, né? A gente comprou 10 anos atrás ele, foi o primeiro barco que a gente teve, e ele já tinha esse nome. Então, é um barco dos anos 80, é um Main 35, do estaleiro Mariner, e ele já vinha esse nome, e por coincidência ou não, a gente sempre gostou do preto, e, ah, motociclismo, e a gente comprou um veleiro preto, apareceu ele pra gente, assim.
Então ele já tinha esse nome, a gente achava que era, por causa dele ser negro, da pedra onyx preciosa, e começamos a pesquisar a árvore genealógica dele, e lá em Paraty é curioso que ele era muito conhecido como o barco da Regina Duarte. Ah, é verdade.
Então, todo lugar que a gente chegava, você comprou o Onix, aquele barco da Regina Duarte. E a gente continuou as pesquisas, tentando achar os proprietários. De vez em quando, a gente estava fazendo um trabalho com alguém, a gente comentava que morava no barco, e os caras, não, poxa, esse barco foi mesmo. Então, era um barco bem conhecido. Até porque, só uma parêntese aqui, ele tem o nome Onix gigante no costado.
dá para pesquisar você vai ver ele tem então a gente pensou uma para trocar o nome ali demandar muito trabalho tá o barco inteiro e todo mundo vê de longe porque é um nome muito grande mesmo que tá ali no costado então isso é preto né porque normalmente o barco é branco mais comum né
E nesse tempo a gente falou, vamos trocar de nome, quando for pintar, quando for fazer, mas a gente não tinha essa tradição, não conhecia nada do meio náutico. E foi indo, foi indo, a gente encontrou o proprietário que tirou ele de estaleiro. Chegou num momento que a gente falou, se ele foi Onyx sempre, vamos manter. Se ele mudou em algum momento da vida dele, a gente muda para um nome mais adequado.
Só que o barco tem uma coisa que ele vai meio que se transformando no nome dele, né? Ele já, ele meio que, o nome do barco é como uma pessoa que você conhece, assim. Eu acho, minha opinião, é que barco tem alma. A minha opinião. E aí esse proprietário falou que ele tirou do estaleiro, e era preto, lindo.
E o momento de que ele foi conhecer o barco, que afinal, ele contou toda a história, a mobilização, mas ele não tinha encomendado um barco preto, ele não... Mas na época a Marina já não estava muito bem e não estava conseguindo entregar o barco dele, provavelmente não iria entregar. E tinha esse barco pronto que uma outra pessoa estrangeira tinha encomendado e super equipado para uma volta, para navegações super...
complicadas e ele acabou tendo problema que encomendou o barco e não conseguiu pagar o barco e aí devido a processos lá eles foram entregar esse barco foram mostrar para esse para essa família se eles topariam ficar com barco porque realmente esse é um problema né vender um barco desse
E recentemente eles tinham feito uma viagem para a Itália, ele tinha presenteado a esposa com joias de Onyx. E aí quando ela viu o mastro preto, o barco preto brilhando assim, ela falou, não, é o nosso Onyx. E aí saiu o nome. E curiosamente a gente perguntou, tá, daí tinha acabado os proprietários.
Eu já tinha achado a sequência toda da árvore genealógica dele. E eu fiquei intrigado e perguntei para ele. Eu falei, tá, mas todo mundo aqui conhece esse barco como o barco da Regina Duarte. E agora acabou, não faz sentido. Achei que eles tinham tirado ele do estaleiro, enfim. Aí ele deu risada e chamou a esposa dele. Não era a Regina Duarte, era muito parecida com ela, mas ele era cunhado.
cunhado dela, ele era casado com a irmã dela, e na época, nos anos 80, ela frequentava muito o barco, e os fotógrafos, paparazzis, transformaram o barco no barco da Regina Duarte, então ficou tudo esclarecido.
E a gente manteve, vai manter a ONIX. Inclusive, na reforma, agora a gente pensou em modificar, não o nome, mas o visual dele, atualizar. E a gente achou melhor não fazer isso, manter o barco o mais original possível. Mas vai estar sendo uma reforma muito extensa.
bem trabalhosa e demorada. Está aqui do lado, porque a gente passa trabalhando aqui, dá uns confere, faz alguma coisa e ansioso para voltar a ter a casa de volta. Imagino. Nossa, mas pelo menos tem a vantagem que vocês não estão dentro dele, nesse período que não é fácil. Às vezes você vai para o estaleiro, você mora a boda, é um trampo também. A gente fala que agora a gente está ocupando a nossa casa em terra, que é um furgão.
Ô Jack, vocês têm uma... vocês vêm de uma história de conhecimento, né? Na verdade, você trabalhava com automóveis, com motos, assim, né? Você manja fazendo e consertando e tem todo o conhecimento que te dá essa autonomia, que isso acho que é um facilitador gigantesco para o que você veio a fazer a bordo, né? E ser reconhecido no meio náutico, né?
Vocês estão fazendo ainda o trampo de manutenção? Ou hoje em dia é mais a parte de venda e broker? Como é que está o trabalho de vocês atual?
Hoje a gente está dedicando mesmo assim a venda, a preparação dos barcos. Então toda a parte do conhecimento que a gente adquiriu do mundo náutico, de manutenção, de preparação, a gente trabalhou com barcos muito especiais, a gente utiliza para preparar o barco para venda e para quando vai entregar. Então está fazendo um diferencial nessa parte. A gente veio desenvolvendo vários trabalhos, copiando, né?
estrangeiros aqui como o survey no Brasil nunca a gente nunca tinha visto alguém fazer alguém trabalhar com isso e eu partir de um tempo que a gente trabalhava com manutenção a gente começou a ver pessoas se dando muito mal né fazendo péssimos negócios e a gente começou a desenvolver um projeto de survey tropicalizado
Então a gente foi sempre adaptando, e até no começo a gente falava, a gente vai fazer serve, vai trabalhar com essa linha aí para diminuir. O trabalho de manutenção é muito exaustivo, a gente tinha agenda muito extensa, um acúmulo de trabalho, a gente estava trabalhando muito, e chegou num ponto que a gente falou, olha, daqui a pouco a gente vai ter que abandonar tudo isso aqui para uma caverna, porque voltou para o princípio, que a gente estava trabalhando demais.
Então a gente criou praticamente esse produto, o Serve, aqui no Brasil, não que não tivesse gente que fazia, mas ninguém vendia isso como um trabalho. E aí todo mundo chamava de louco, não, mano, vocês são doidos, quem que vai pagar vocês para ir olhar um barco? Como que o cara vai levar um amigo dele?
E aí a gente falou, cara, os automóveis estão assim hoje, é obrigatório você fazer uma inspeção técnica, né? Então não vai ser difícil a gente engajar. Deu certo, muito certo. E aí com isso começou a aparecer negociações, né? Porque às vezes a gente via um barco que era muito legal, mas a pessoa que contratou a gente não se adequou, não achou um projeto interessante, alguma coisa assim.
E aí já tinha pessoas que sempre estavam falando quando aparecer um barco legal, que vocês verem, o cara não comprar, me avisa. Então, naturalmente, a gente foi evoluindo e nessa intenção de trabalhar menos e poder viajar mais, curtir, sair dessa produção manual da nossa renda no meio náutico, a gente começou a explorar essa parte da venda e está bem feliz fazendo um trabalho diferenciado. Então, hoje o nosso é muito legal.
nosso principal trabalho, né, é preparar. Então, às vezes que vocês veem a gente viajando, trabalhando, fazendo manutenção, ou tá preparando o barco para vender ou vender, que nem é o caso desse aqui, e a gente tá preparando para entregar.
E Angelita, me conta uma coisa, eu sei que você vem da área mais das artes, pintura, desenho, tatuagem, você segue tatuando de vez em quando, como é que está essa atividade? Eu confesso que eu fiquei com vontade de se algum dia ver, você especialmente queria fazer uma tatu nova, mas eu fico curiosa para saber.
A gente nunca deixa de ser tatuadora, no caso, né? A técnica, a arte, tá já em mim, assim, mas eu, devido a essa logística nossa de trabalho, eu não consegui mais ter uma agenda, né? Então, por mais que eu trabalhava só com agenda, às vezes eu marcava, mas acontecia de uma viagem que no mar a gente depende muito do clima, né? Então, ah, tem que sair hoje.
porque tal dia vai entrar frente frita, tem que sair hoje. Então eu agendava e acabava tendo que reagendar. A Cris Amaral, por exemplo, eu fiz uma tatuagem nela, a gente levou três anos nessa, de marca e remarca, marca e remarca. Então eu optei por não... Porque isso estava me dando um esgotamento, porque eu tinha um compromisso e não conseguia cumprir. Então eu acabava levando o meu material para os barcos.
e fazia nos barcos dos amigos, mas aí realmente eu desisti por conta de agenda, passei para minha sobrinha, hoje ela tá fazendo muito bem, já dominou o processo, então tô muito feliz porque não ficou parado ali o material.
Aí eu estou aqui produzindo e gravando e registrando o que a gente faz. E eu estou muito feliz porque eu encontrei uma nova profissão. Eu nunca pensei que eu iria fazer isso. Mas eu estou bem feliz e continua sendo algo artístico, porque a gente cria conteúdo. Então, eu estou bem feliz.
Você tem uma coisa muito legal, que é o senso de humor, né? Você tem umas tiradinhas. Eu achei super legal. É uma coisa que você se preocupa, né? É uma característica sua de colocar isso nos vídeos?
Eu gosto para deixar mais leve, porque a informação em si, às vezes, é algo muito técnico também. Então, assim, abrange o público desde criança, que a gente vê que a gente encontra os pais e eles falam, ah, o capitão velho Jack, o pirata velho Jack. Então, a gente vê que crianças assistem também, e pessoas de 8 a 80 que a gente brinca, né?
Então, eu acho que a gente tem que deixar a vida um pouquinho mais leve, a informação, com diversão. E eu gosto, eu fico tirando sarro dele, fazendo bullying. É o clima real, assim. A gente sempre está de sacanagem um com o outro, sempre está de sacanagem com todo mundo. A gente fala, gente, vocês não podem levar a sério o que a gente fala, que a maioria é bobagem, né?
E a gente tenta ser bem espontâneo mesmo, a gente não faz nada, a gente prendeu isso com a Adriana. Não criar um personagem, a gente não é um personagem, a gente é o que a gente é mesmo, então é muito mais fácil de trabalhar, de viver, sem preocupação com isso. A gente tenta ser autêntico, a gente é autêntico, a gente é congruente, a gente fala o que faz, faz o que fala, que assim a verdade está sempre transparente.
Mas o começo foi bem difícil essa mudança, assim, né? Como a gente trabalhava com a parte técnica e a agenda era muito pesada, a gente tinha agenda para dois anos e meio de barco programado. E quando o cara chegava, né? Eu preciso que você faça um negócio. A gente falava, não, daqui dois anos e meio. Aí o cara achava que era brincadeira, a gente falava, não, é sério, não sei o quê. E o cara falava, beleza, eu espero. Aí a gente achava que era brincadeira, né? Pô, como é que o cara vai esperar?
Mas eram reformas muito grandes. E aí ela ficava divulgando isso, e filmando, e fazendo, e eu, pá, cara, sem o menor talento para falar, para se expressar. Ele ficava bravo comigo. Por que você está gravando? Já não tem agenda, você quer divulgar mais? Ela é para divulgar, divulgar. Mas divulgar o quê? A gente não vai mais... Já não dorme, já não come direito para poder trabalhar. Imagina ele ficar divulgando. Para!
E aí ela foi indo, a gente pode ajudar as pessoas, foi um trabalho muito intenso dela até hoje, né? Pra ela conseguir fazer eu... Gravar, né? Gravar e ter essa... Porque eu acho que ele tem uma didática muito boa em explicar as coisas, ele explica de uma forma que qualquer leigo entende, porque tem algo, tem coisas mais complexas e ele consegue explicar...
que todo mundo consegue entender. Então eu vi uma forma de que a gente pode ajudar outras pessoas que estão num barco, que às vezes não sabem daquilo. E é uma maneira, a rede social é uma maneira da pessoa estar assistindo ali e ajudar. Foi esse o meu raciocínio. Nunca pensei que ia ser uma forma de ganhar dinheiro. Porque há 10 anos atrás, se a gente for ver bem, as redes sociais, o Instagram, por exemplo, eram fotos.
Eu tinha Instagram para álbum de foto, para guardar, porque sempre gostei de fotografar. E de repente virou um negócio. Hoje é a nossa loja, hoje é a nossa divulgação. Hoje a gente depende mesmo.
de divulgar e lógico a gente faz muito para divulgar o mundo náutico meio que em geral, ajudar as pessoas a tomar a decisão correta, tem várias pessoas que acabam não gostando disso porque a gente está fazendo as pessoas pensarem, refletir a respeito, não ser só como a emoção.
a gente brinca com Adriano e Ludi e a gente tenta ajudar para o cara não se machucar muito assim convence ele convence a gente segura para o cara não cair essa brincadeira com ele é porque realmente como o Jack na área com vendas né automotivas
automotiva, mas o barco não é diferente, né, porque ele é um meio de locomoção e que exige manutenção, então é o antes, o durante e o depois, principalmente o depois. Então, e a gente como foi para o barco, a gente entendeu isso, assim, não foi tão difícil para ele porque foi uma adaptação de motor a gasolina para motor a diesel, né.
A hidráulica ali também, e elétrica. Então, para ele foi um pouco mais fácil. Mas a gente vê que muita pessoa que vem morar a bordo não entende, né? Então, eu sempre vi esse lado. Poxa, se você sabe explicar bem, fala bem. Ele já foi professor do Senai. Eu falei, você tem toda a didática. Então, por que não fazer? Mas sem pensar em monetizar com isso. Era realmente algo novo, assim, para as pessoas aprenderem. Foi essa a ideia.
E quando falavam de criar canal pra gente, a gente, nossa, a gente via o Adriano, o pessoal que criava conteúdo, assim, e falava, mano, a vida é difícil da pessoa de gravar, de editar, produzir, e aí vem, né, publica, às vezes vem o pessoal falar abobrinha.
A gente falava, ah, não, nunca vamos fazer isso. Dos haters, né? Porque tem, né, as pessoas que são maldosas mesmo, entram ali só para falar, mas a gente sabe filtrar muito bem, a gente não leva para o coração, a gente entende que a pessoa está de mal com a vida e não é um problema nosso. Então, a gente lida bem com isso.
Isso que vocês estavam falando, né, você falou, Angelita, da capacidade do Jack ensinar, uma coisa que me chamou atenção nesses vídeos, por exemplo, mostrando esses momentos, no mínimo, muito dramáticos e difíceis pra vocês, né, nessa situação que rolou ano passado com o mastro do Onyx, né, aquelas filmagens que você fez, eu fiquei imaginando o meu marido, que é italiano clássico, típico de...
adorar xingar por qualquer coisinha, né? Se tivesse... Desculpa. Se a gente tivesse vivido isso, você, com a tranquilidade que você estava, Jack, mostrando, não, porque olha isso aqui, realmente... Eu falei, meu, não parece que era tão grave assim, né? Eu fiquei muito impressionada com a sua...
capacidade, assim, primeiro a sua simpatia de não brigar com a Angelita, falar, não, sai daqui filmando, né, ao contrário, né, vocês estavam lá, é muito legal, isso me chamou atenção muito, eu falei, nossa, eles têm a manha de estarem num momento super difícil e contornarem, né, e mostrarem, compartilhar isso aí com as pessoas que possam agregar, né, de uma grande forma, fiquei pensando muito nisso.
Porque a gente viu, assim, lógico, a gente sempre, por mudar muito, a gente mudava muito, a gente sempre estava buscando alguma coisa, sempre estava fazendo, então a gente sempre tinha que estar se sujeitando a se adaptar, a tirar o melhor de cada situação.
E nesse tempo que a gente está no mar, a gente vê pessoas realmente com problemas. A gente teve o último alagamento que teve no Rio Grande, a gente foi lá de voluntário para arrumar os barcos. E acho que lá foi um grande seletor de o que é problema na tua vida.
Então, a gente, já por ter essa capacidade de se adaptar, a gente vê, mano, isso dá para resolver, aconteceu, é mais uma coisa que a gente tem capacidade, não condições, mas vai gerar uma condição para resolver, mas a gente tem capacidade para resolver, a gente está bem. Então, é muito importante como você absorve a...
o problema real, porque às vezes ele não é um problema, aconteceu, você vai ter que resolver, e vamos buscar o melhor meio, e foi muito legal quando aconteceu, porque muita gente, ah, fazer vaquinha, vamos ajudar, eles ajudam tanta gente, e todo mundo querendo fazer uma mobilização, e a gente pedindo calma, porque existem responsáveis aqui, a gente tem a Marina, a gente paga a Marina, a gente não quer que as pessoas...
se desgaste, ou se desdobre, ou pegar dinheiro, assim, sem uma necessidade. E foi difícil controlar, assim, a ansiedade das pessoas quererem ajudar. E essa é uma outra coisa também que a gente aprendeu, daí foi com o evento, assim, de aceitar a ajuda, que a gente sempre tá tanto trabalhando pra ajudar as pessoas, pra fazer as coisas, que a gente nunca soube receber uma ajuda. Mas deu certo, aí a Marina tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem mais, tem
se responsabilizou, a gente fez um acerto, conseguiu resolver da melhor forma, e é isso. Então, a gente tem que ressignificar os problemas que a gente tem, porque na ocasião até, né, chegou o Marquinhos, um amigo nosso, que estava chegando de travessia com a... e ele perdeu a esposa na navegação, e aí ele veio se solidarizar, pô, Jack, pô, isso aqui, o Mastro, eu abracei ele e falei, pô, Marquinhos,
Isso aqui a gente dá jeito, velho. A falta tua a gente não vai ter como resolver. Então, são momentos que se você tiver um pouquinho de acessibilidade, de percepção, você consegue passar tranquilo.
Então, a gente começou a falar do que aconteceu. Tem muita gente que deve estar com a orelha em pé aí, né? Não está entendendo muito o que a gente está falando. Explica para a gente, expliquem, por favor, para a galera que nos ouve o que aconteceu exatamente. E aí depois a gente fala do festival do ano passado. Mas se vocês puderem contar o que rolou exatamente com o barco para situar a galera.
A gente já estava programando essa manutenção, porque a gente começou a viajar muito, trabalhar muito, e o barco, a gente morava em âncor, fora de marina. Morou a maior parte do tempo ancorado em diversos lugares. E como a gente começou a viajar muito, o barco ficava sozinho, a gente sempre estava dando trabalho para os amigos, quando vinha temporal, e fica muito tempo fora. Hoje, a gente fica muito tempo fora.
E essa obra foi se estendendo, foi passando, e passou mais de três anos, quase quatro anos, que a gente tinha programado essa manutenção de tratar as osmoses, pintar. É porque demanda tempo, né? A gente sabe que não é dia, são meses. Reformar o barco, e foi deixando, foi deixando ele, foi deixando, e só passava lá de vez em quando para dar uma olhada, e ele foi ficando cada vez... Ele estava na poita.
Daí a gente mudou o barco para uma marina, para ter uma guarda, uma responsabilidade, para a gente ficar tranquilo com isso, ter acesso ao cais, e continuou viajando. E uns dias antes do evento, que foi uma outra loucura que a gente inventou, ele resolveu vir sozinho para o Guarujá.
É uma brincadeira, né? Mas entrou frente fria, né? E é difícil chegar em Paraty uma frente fria forte. Quando chega, porque é forte mesmo. Passou um ciclone lá, deu um vento muito forte. E a poita, que era da Marina, que o nosso barco estava guardado, ela arrebentou o cabo da poita. Acabou enroscando numa escuna, no grupê, pelo Stey. Ficou lá naquela luta interminável. E o Onix acabou perdendo.
a batalha com a escuna, mas por pouco, ele machucou bastante a escuna também. E aí teve a queda do mastro. Então a gente estava em São Paulo, indo para Curitiba, tentando ver a possibilidade, isso era dia 8, o evento era dia 20, tentando ver recursos, porque até então a gente não tinha mais como fazer o evento, tentando ver se levantava, angariava, para conseguir contratar pelo menos a estrutura.
E a gente ia para Curitiba, daí, fazer reunião com bancos, com coisas, e recebeu a notícia na madrugada, olha, o barco de vocês soltou da porta e quebrou o mastro. E aí, a gente teve que voltar...
para Paraty, daí que foi toda aquela situação, porque o pessoal da Marina não tinha a instrução adequada, acabaram arrastando o barco com o mastro pendurado, depois deixaram lá com o vento e o mastro pendurado ainda no barco, batendo. Como o nosso barco e o mastro é passante, ele vai para dentro do barco mastro, então ele quebrou toda a fibra em volta no convés, porque ele dobrou, então ele veio rasgando a fibra, então ele ficou um buraco enorme,
E como também lá é mais raso, o mastro dobrou e ficou preso para dentro e ele não tinha o giro. E como estava previsto ainda mais vento, a gente ficou preocupados que como o barco não estava girando e com aquele buraco no covés ele podia afundar. Batendo o costado, até quebrar o costado. Então normalmente quando cai o mastro, o procedimento é se livrar o mais rápido possível do mastro para salvar o barco.
Mas aí a gente chegou na madrugada, a gente viajou, chegou de manhãzinha, conseguiu fazer toda essa operação, jogou o mastro na água, moveu o barco para o cais, depois no outro dia a gente conseguiu resgatar o mastro do fundo. Por isso que a gente brinca com o pessoal que são nossos amigos, porque daí vai todo mundo ajudar. Olha lá, os amigos estão aqui, né?
ajudar a gente porque é pesado é trabalhoso então quando a gente viu a gente estava rodeado de amigos e todo mundo hoje é um monte de gente colaborando ali e aí a gente preparou o barco conseguiu colocar o mastro no próprio barco para trazer aqui para o Guarujá né são 24 horas aí de travessia direto 26 horas em que levou é só no motor
Então a gente conseguiu recuperar. A gente falou que a gente já ia tirar o mastro para pintar, então o barco já ajudou, já facilitou a nossa vida. Já facilitou, já está fora. E agora a gente definitivamente começou a obra, veio para cá, lógico, não tinha nada disso para fazer, mastro, nem conversa.
A gente até queria manter o Convés original, porque eu prefiro o Convés gasto original do que repintado. O ano dele é 86, né? Então é um barco já de mais de 40 anos, mas ele é bem construído, assim. A gente está bem surpreso porque a gente viu que agora abrindo essa parte da fibra que tinha osmose, está só bem superficial.
Então, a gente achou que ia ser mais profundo, a gente achou que ia ter mais trabalho e mais custoso financeiramente também. Mas não, a gente está muito surpreso, porque realmente ele está muito superficial e eu acho que vai acelerar um pouco mais. A gente estava falando aí de um ano, eu acho que a gente vai conseguir até fazer antes. Uns 11 meses.
E a gente tá com uma equipe, é um pessoal que já trabalha pra gente aqui toda vez que a gente vem com barco pra cá. Então o Anderson, o pessoal, eles já fazem trabalho pra gente, a gente conhece, eles estão nos dando uma mão super boa. O pessoal aqui da MCP também, o estaleiro que a gente deixa. E a gente vai pôr a mão na massa também, né? Porque tem trabalho ali. Mas agora a gente voltando do Rio, aí a gente volta pra cá e a gente vai se dedicar.
a fazer as etapas que precisam, e eu estou documentando isso no YouTube também, que a gente tem um canal lá, e justamente para as pessoas que pensam em reformar um barco, que pensam em ter um barco no futuro, para entender isso, que tem o processo, o custo disso, o que dá certo, o que não dá, enfim. Eu acho que vai ser, estou brincando que é uma novela, a novela da saga Onix.
Porque realmente é um processo do começo, meio e fim. A gente quer documentar tudo e tá lá. Então, não é toda semana, mas assim que eu consigo terminar o episódio, eu publico lá.
Quem conhece o Maré Sonora sabe que quando toca esse delicioso sonzinho do mar, é hora de uma pausa para dar um recado. Se você já conhece o canal e gosta do conteúdo que rola aqui quinzenalmente,
Vai lá na página inicial do Maria Sonora pelo Spotify e avalia o projeto, o podcast. E se deixar as cinco estrelinhas, saiba que eu vou ficar muito, muito, muito feliz e agradecida. E se você costuma conferir os programas através do YouTube, se inscreve por lá também. Sabia que fazendo isso ajuda muito a fazer com que o canal cresça e chegue a mais pessoas?
E agora a gente volta com o episódio de hoje. Ah, mas calma aí, calma aí, peraí, peraí. No final eu te conto como é que você pode ser um assinante do Maré Sonora, mas só no final.
Eu vou deixar o link para todos os canais de vocês, seja o Instagram, YouTube, todas as plataformas. Eu assisti alguns dessa série. Está muito legal. Tem essas tiradinhas. Enfim, eu achei super legal. E é bacana o pessoal acompanhar, porque são coisas que podem acontecer com todo mundo e que, eventualmente, você pode dar um insight para uma pessoa ou para outra.
Antes de perguntar sobre o Paraty Sail Festival, eu fiquei com uma vontade de abordar uma coisa com vocês, porque nessas informações que vocês passam para a galera de como resolver tal coisa, ou dicas, ou o que é fundamental na hora de escolher um barco ou não,
Eu me lembrei de uma coisa que rolou com a gente, nos anos que eu morei a bordo, foram quatro anos, né? E aí quando a gente chegou, a gente fez a travessia do Pacífico, quando a gente chegou nas Marquesas, tinha, infelizmente, tinha coincidentemente aquele ralido do Oyster, né? Daquela marca sensacional lá, que tinha muita galera a bordo, que tinha ido a bordo pela primeira vez, feito a travessia.
E aí você ouvia comentários de tripulantes, ou então de próprio skipper, falando no rádio, assim, né? Quem sabe trocar filtro? Quem que entende de filtro? Então o cara fez a travessia inteira do Pacific e não sabia trocar um filtro. Isso virou motivo de piadinha entre a galera, mas como é que o cara faz uma travessia e não sabe nada, né?
Minha curiosidade é ouvir de vocês o que é mínimo para uma pessoa fazer uma travessia dessas, como é que vocês veem essa situação, porque muita gente compra um barco sem saber nada, mas o que é fundamental na visão de vocês, como é que vocês veem esse tipo de falta de conhecimento, entre aspas?
O que eu costumo falar, principalmente para quem não vem, está começando agora, que é o nosso principal público, quem é o nosso principal cliente, é que você, no mínimo, precisa realmente conhecer o teu barco, conhecer o básico. Então, a gente fala sobre...
É que não é complicado, né? A gente que vem da área técnica, ter um manual, a gente perdeu a mania de ler manual. Eu, qualquer coisa que eu pego, eu tento ver as instruções, ver a parte da manutenção, né? Mas aqui, para mim, é natural isso. Mas a gente tenta colocar isso na cabeça das pessoas. Olha, você está adquirindo um equipamento que você tem que ter o mínimo de conhecimento. Não adianta você dizer, ah, mas eu não sou mecânico, eu não sou eletricista, eu nunca vou fazer.
Tá bom, mas entenda como que funciona, ou por que que aquilo funciona, para justamente você poder pedir uma ajuda. Porque é que nem você falar, o cara saber que tem que trocar um filtro já é um bom conhecimento, porque tem gente que não sabe nem que tem um filtro.
Então é muito importante você conhecer todos os registros do seu barco, de entrada de água, a condição dele, o acesso, deixar livre, porque a gente vê as pessoas guardar toneladas de coisa em volta dos registros, e além de...
de oferecer risco para ele mecanicamente dificulta o acesso, mas não é difícil você conseguir hoje em dia informação técnica, manuais, que você vai perder uns cinco minutos ali lendo e vai te esclarecer várias coisas para você fazer, então você não precisa ser um expert.
em praticamente nada, mas você tem que ter realmente condições de buscar informação e no mínimo conhecer assim. E lógico, ter habilidade com ferramentas, porque a gente vê também um monte de gente com um barco lotado de ferramenta.
o que para a gente é muito bom né porque daí quando a gente chega já tem tudo lá e o cara nem o cara começa olhar assim aí então é para isso que serve isso dali Deus fala mano não é possível aí outra coisa legal é ter peças sobre salientes né o básico da manutenção que tá no manual Olha precisa trocar tal coisa filtro tem que ter um filtro lá e você loja tem que conhecer a ferramenta para trocar então uma essa é uma coisa que a gente faz uma questão dos barcos que a gente tem que ver a gente tem que ver a gente tem que ver a gente tem que ver a gente tem que ver a gente tem que ver a gente tem que ver a gente tem que ver a gente tem que ver a gente tem que ver a gente tem que ver a gente tem que ver a gente tem que ver a gente tem que ver a gente tem que ver a gente tem que ver a gente tem que ver a gente tem que ver a gente tem que ver a gente tem que ver a gente tem que ver a gente tem que ver a gente tem que ver a gente tem que ver a gente tem que ver a gente tem que ver a gente tem que ver a gente tem que ver a gente tem que ver a gente tem que ver a gente tem que ver
a primeira revisão próxima que for fazer do motor da mecânica da elétrica a gente faz junto com o proprietário novo que de novo não é que ele vá fazer a revisão mas ele vai saber onde que tá o filtro porque que tem que trocar
Se ele precisar pedir ajuda por rádio, ele pelo menos vai saber orientar. Olha, no motor eu vi que escapou uma mangueira, ou que tal coisa está fora do lugar. Ele vai conseguir pelo menos passar uma informação, né? Não que ele vá fazer, justamente. Tem muitos que querem, que até fazem questão. Mas se ele, pelo menos, se ele não for mexer, ele vai saber. O melhor dos mundos é o cara que ele queria fazer, aprender a fazer, assim.
porque daí ele não faz, mas no mínimo conhecer, até para você não cair na cilada, a gente fala, né, o pessoal chega, olha o negócio e fala, não, isso aqui tem que trocar tudo, tem que fazer, tem que não sei o quê, tem que tirar o mastro porque está a correia solta do motor, e a gente vê que acontece, infelizmente acontece, e aí as pessoas, pô, ter esse mínimo de conhecimento do que é a manutenção, né, dos manuais, e para concordar ou não, assim.
É muito difícil. O cara se fazer ao mar e não ter o menor condição, assim, de falar, não é que a gente assusta, mas a gente fala, mano, você tem que ter condições de resolver o problema. Esse barco aqui é uma muito legal que a gente fez, não sei que época que era. A gente tá aqui, o proprietário tá trabalhando ali, tá trocando os registros, fazendo o negócio aqui.
mas a esposa dele resolveu uma pane de entupimento do tanque porque eles tinham um breve conhecimento né já é o terceiro barco que eles estão comprando e sempre a gente tá fazendo alguma coisa com eles mas ela pegou uma caneta Bic um galão e ela foi tirando a mangueira soprando conectou fez uma coisa fez um tanque de fortuna
E eles estavam indo para Florianópolis, uma condição difícil de mar, e conseguiram resolver o problema, sabe? Mas sendo, sendo, conhecendo o mínimo do barco deles, que eles tinham.
Bom, se a gente puder falar um pouquinho, então, do festival que rolou ano passado, expectativas aí para esse ano, que eu estou sabendo aí que vai ter desse ano, mas eu adoraria ouvi-los sobre o primeiro Paraty Sail Festival, que rolou em novembro do ano passado. Foi isso mesmo? Me corrija se eu estiver falando.
aconteceu foram quatro dias de evento e lógico a gente não consegue se manter muito longe de confusão parece que tem alguma coisa atrai assim por esse tipo de e desde a gente começou a ter aqui um festival de vela é o o
Vela Show. Vela Show. E a gente conheceu os organizadores, fez palestra lá com eles. Era um momento muito legal do ano que a gente esperava, assim, nossa, vai ter o Vela Show tal dia, todo mundo já se programava, vários barcos saíam de vários lugares para chegar ali. E o último ano não teve, uns dois anos atrás.
E aí eu, Adriano, o Renato aqui mesmo, a gente começou a falar, poxa, podia fazer um evento, alguma coisa para a gente mais simples, mais aconchegante, para não dar muito trabalho para ninguém. E foi, foi, a gente viu a dificuldade que era, a prefeitura, espaço, deixou para lá. Mas aconteceu daí de um cliente, veio ver um barco e acabou conhecendo alguém que...
que era meio da prefeitura ali de Paraty, que tinha uma data e eles queriam fazer um evento náutico. E eu não sei por que motivo esse cliente falou lá para o cara, falou, ah, eu conheço a pessoa que pode ajudar com isso aí. E vieram fazer a proposta para a gente, né, a maior das maluquices, assim. Faltava três meses para a data, a gente nunca tinha feito um evento, eles muito menos.
e a gente topou em fazer para ver o que ia dar só que foi se transformando no negócio muito maior assim do que a gente
esperava e muita gente né se se engajou fornecedores o pessoal começaram a pegar estande muitos não não não conseguiram né porque três meses para fazer um evento as pessoas têm que programar equipe transporte hospedagem é verba né para isso já era em cima da hora
Mas no final a gente resolveu fazer. E aprendeu muito. Teve regata. A regata teve até vento. Porque o pessoal brinca que Paraty é o cemitério do vento. Aqui não venta muito. E teve vento na regata. A gente quis homenagear o Amir Klink.
porque o Jack sempre admirou, leu livros, enfim, e ele falou, por que não homenagear? Então, a gente fez a regata Biclin, pedimos pessoalmente para ele a permissão de usar o nome, ele concedeu. Ele iria no evento também, mas ele tinha uma agenda e acabou não podendo ir para esse ano que vem, esse ano agora.
A gente está vendo se a agenda vai dar certo e vamos fazer a regata de novo também. Porque o pessoal insistiu e falou, não, vocês têm que fazer o segundo, por mais difícil que foi o primeiro, mas o primeiro sempre é muito difícil, então o segundo vai ser o melhor.
E a gente contava com uma verba que ia existir, porque a gente ficou nessa questão mais burocrática em relação à prefeitura, era uma pessoa que estava nos passando orientação. E a orientação que a gente tinha é que ia ter uma verba para a gente conseguir fazer a parte da estrutura, que é a mais cara, né? E bem no fim não existia essa verba, essa pessoa estava equivocada. E na reta final para acontecer o evento, tinha que pagar mais de 300 mil reais de...
de estrutura e a gente falou da onde que a gente vai tirar esse dinheiro, né? A gente não vai poder falar, não, não vamos mais fazer o evento na reta final, sendo que todo mundo já tinha se programado, já estava chegando gente na cidade. E eu falo, mas o mais importante é a gente ter um nome a zelar. Então, se a gente chegar de última hora e falar, pessoal, não vai ter mais evento, a nossa reputação vai cair, porque as pessoas vão desacreditar no que a gente está falando, né? Então, a gente não pode fazer isso.
E aí a gente foi rapando as moedinhas do bolso, e falando com um amigo, empresta daqui, tira dali, banco, enfim, conseguimos o dinheiro. O pessoal da Solari, que é o pessoal da estrutura, conseguiu fazer um super desconto, entraram como patrocinador master, e deram um super desconto para a gente, e a gente conseguiu pagar o evento.
Então, a gente não deve nada para ninguém, a gente pagou o evento, mas a gente se comprometeu com o banco, com amigos, então a gente está pagando até hoje esse empréstimo. Por isso que a gente estava muito relutante em fazer a segunda edição, porque praticamente saiu do nosso bolso todo o evento. Mas, assim, a gente não se arrepende, foi uma baita de uma escola. A gente conseguiu encontrar com muitos amigos, que foi muito legal reunir todo mundo ali, ver todo mundo se divertindo.
teve muita palestra legal, pessoas que nunca tinham palestrado, tiveram oportunidade de contar sua história, seus conhecimentos. Foi uma reunião mesmo, e ver como a comunidade da Vela é unida.
Porque tinha tudo para não dar certo. E quando a gente viu aquilo lotado, era feriado, ajudou bastante. Teve shows, também uma coisa diferente. Teve shows. Teve o pessoal do Cuba Paraty, que é um pessoal de comunidades lá de Paraty, que fazem artesanatos. E a gente cedeu o espaço para eles. Eles ficaram muito agradecidos também. Porque as famílias dependem dessas feiras para sustentar a sua própria família. Então a gente conseguiu fazer uma parte social muito legal.
Então a gente viu que a comunidade é carente de ter mais eventos voltados para a cidade de Paraty e juntando os velejadores, que foi sensacional. E desde que a gente está lá, nesses 10 anos, a gente nunca conseguiu entender o porquê que não...
Tinha um evento dedicado ao ar, a vela, a isso. Existem as regatas, não é que nunca teve, tinha a regata do Pigão, que era um negócio... Mas é sempre aquela coisa bem informal, sem a participação do município, sem a preocupação desse entrosamento. E apesar de ter sido só três meses para a gente tirar do papel que não tinha nada, a gente sempre se preocupou muito em que fosse uma coisa inclusiva.
um evento aberto para todo mundo, para a cidade, para os moradores, para os locais, e para quem não é da vela pudesse acessar, um evento que tivesse coisa para criança, para adulto, a regata, aí o pessoal da Marinha se engajou muito, deram uma força extraordinária para a gente, e aí a gente começou a ver uma mobilização muito grande de pessoas que...
engajados em fazer funcionar e virou um encontro carro evento foi muito legal é uma pena que a gente não pode eu brinco que a gente não pode ir que a gente tava tão assim né porque era tanta coisa para resolver coisas que a gente não fazia ideia do que que acontecia durante um evento mas eu falo foi uma ótima escola agora a gente tá já com a cabeça mais no lugar a gente já conseguiu tomar um fôlego
tinha história do barco também que tinha acontecido 10 dias antes do evento o masto caindo então foi uma avalanche assim de coisas então estava tão anestesiado né que nem precisava direito as coisas a vontade era tão grande de fazer o evento dar certo
Uma semana antes do evento a gente não tinha stand. Já tinha pessoal que tinha contratado o stand querendo saber como eram os stands, a gente não sabia. Não sabia a medida, não sabia a altura, não sabia nada. A gente só sabia que tinha que fazer o evento acontecer. E eu falo, eu acho que essa parte positiva nossa ajuda a ser positivo. Porque por mais que a dificuldade veio e a gente começou a fazer empréstimos, como que a gente vai pagar isso?
Não sei. A gente tinha uma reserva que era pra reforma do barco e a gente usou essa reserva, a gente não pensou nem duas vezes. Não, a gente, né, é o dinheiro que a gente tem, vamos usar. Mas não era o suficiente. Não, não era. A gente emprestou do banco, emprestou de amigos, mas, como eu te falei, a gente acabou, a gente já quitou com amigos, com evento, agora a gente só deve ir pra banco, né?
por incrível que pareça o acontecimento com barco veio colaborou com isso sempre a gente tá usando ela nas parcelas que a Marina tava pagando o dano que o barco sofreu a gente usou para acertar a conta do evento ainda assim
Então, a gente fala que, às vezes, a gente só não entende direito o que está acontecendo, mas é, bota ali, continua na ripa. Mas foi um momento muito importante. E a gente, pela exaustão, pelo desgaste, por tudo que aconteceu, a gente definitivamente não ia fazer. Até você entrou em contato para a gente fazer antes do evento, mas a gente realmente estava...
exausto, assim, estava muito complicado, eu acho que não seria o momento mesmo da gente falar, a gente ia virar só em lamentações, mas a experiência de ter tido, feito o evento assim, foi muito gratificante e a gente tinha decidido não fazer isso, a gente tinha combinado, Flórida.
Vamos largar a mão disso. É porque eu vi nossos amigos ali puxando cadeira, churrasco. O Renato que ajudou pra caramba. Dani pegou o microfone e saiu falando. Foi, virou apresentadora oficial. Eu vi ali nossos amigos ali tudo suando. Falei, gente, olha o que eu fiz. Eles virem estar aqui se divertindo, curtindo o evento. E de repente está todo mundo trabalhando como um louco.
sabendo que não vão receber nenhum centavo por isso. Pelo contrário, estavam colocando grana para ajudar. É, assim, aí eu me senti mal com aquilo que eu falei, poxa, não era isso que eu queria, não era ver essa exaustão dos amigos. Mas aí eu entendi isso, que foi o que a gente comentou. A gente tem que também entender que se a gente estivesse no lugar deles, a gente faria o mesmo.
a gente iria ajudar, a gente iria fazer o que fosse preciso para fazer o negócio acontecer também por eles. Então, eu entendi que eu teria que receber, tinha que receber aquilo de coração, porque todo mundo que estava ali estava de coração. Então, a gente vê que vai além do dinheiro, além de nome, além de qualquer coisa.
E aí a gente fala, a comunidade da Vela é uma coisa sensacional mesmo, tanto que faz 10 anos que a gente está vivendo isso, e cada vez mais a gente se apaixona e faz amigos de verdade, a gente chama de família.
E a gente conheceu pessoas extraordinárias, então isso veio muito. Tanto que o evento nosso, veio uma pessoa que se dedicou muito, o Chad lá, o Tiago, ele é da do Ártico lá, né? Ele é da... Ah, me fugiu o nome agora. Mas é... Mora no Ártico, ele é de lá, fazia aquela pesca mortal, e ele trabalha com a gente tem mais,
com imagem e ele procurou a gente Alasca e ele procurou a gente no começo quando ele tava começando a fazer o evento e ele a gente já tinha conhecido um monte de gente doida assim e falar o que que esse cara pode fazer e ele ofereceu tanta coisa para gente e falou cara mas não tem a menor condição de pagar cara isso não daí falou Jack
Eu tô entendendo que esse evento, eu tô vendo uma possibilidade que talvez vocês não estão enxergando, mas eu trabalho com o evento muitos anos, e eu tô vendo uma possibilidade que isso daí parece que vai dar certo, e eu tô disposto a trabalhar em prol esse ano, e o ano que vem a gente vê o que a gente faz. E de fato ele entregou imagens incríveis, velejou, botou uma equipe da molecada, um barco na água.
e o sensacional E aí ele veio vender o nosso evento para gente Londres aqui olha só veja bem eu acho que vocês tem que fazer porque não tem ele ele trabalhou bem fez umas imagens muito legais ele pegou momentos muito chaves assim emocionantes assim né ele falou cara já mostrei isso aqui para várias pessoas de de de de
de patrocinador, de publicidade, e a gente tem uma oportunidade de fazer alguma coisa. Enfim, enganou a gente mais uma vez, convenceu a gente de fazer esse ano. Mas lógico, agora a gente entrou com um projeto de lei de incentivo, tem muita gente profissional, porque a gente não tinha ninguém, a gente não sabia nada.
E as pessoas olhavam, queriam falar com os responsáveis, era a gente, o responsável do banheiro, é o Jack, o responsável é ela. E aí o próprio pessoal que estava ajudando, construindo, que a gente tinha contratado da estrutura, começou a falar, Jack, vocês não têm ninguém ajudando vocês?
como vocês fizeram evento desse tamanho como vocês estão se meteram nisso e aí foi isso e fez sozinho e conheceu muita gente boa esse o Sérgio da estrutura foi importantíssimo porque daí nas últimas semanas que ele viu que a gente tava sozinho e falou você já viram isso de documento nós não tem que ver
aí onde foi desenrolou conseguiu fazer então é o pessoal abraçou se tornou um evento muito importante na cidade a prefeitura mesmo falou como sendo o terceiro evento mais importante né que aconteceu nesse ano já colocou na agenda para esse ano a data então é
vamos trabalhar agora de um jeito certo, sem... Para curtir, né? Não quer dizer que a gente não vai se incomodar, mas agora a gente já aprendeu, já sabe com o que pode ou não contar, e vamos para frente. Não, é muito legal, porque eu lembro que na época, quem me passou o seu contato, Jack, foi o Marco Antônio, o Marco Polo, o Marco Charters.
ele já passou aqui pelo Maria Sonora de Campinas, a gente se conhece a minha irmã estudava com ele na escola na escola comunitária de Campinas era um mundo minúsculo e aí eu estava conversando com ele falando, Marcos, você conhece alguém que pode ser um eventual patrocinador do Maria Sonora? porque minha parte de marketing de comercialização é péssima, eu produzo conteúdo mas na hora de monetizar isso pra mim é uma coisa abstrata né
E aí, inocentemente, eu falei com ele, ele falou, ele falou, ah, Marina, eu te dou uma dica, não sei o quê, eu vou pensar, né, quem é que eu posso te indicar, mas por que você não fala com o pessoal, com esse pessoal aqui, que eles estão fazendo o evento em Paraty, para você participar de alguma forma, sei lá, entrevistar a galera, ajudar na divulgação, sei lá, então foi assim, olha que engraçado, né? Olha, que massa!
contas, né? É, ele me deu o seu contato e falou, conversa com ele. Daí eu falei, ah, que legal, vou entrevistar sobre o evento, né? É uma temática bacana pro podcast, daí acabou não rolando. Aí eu acompanhei de longe, eu falei, ah, puta, esse não é o momento ideal pra falar com eles, manja, vamos tentar falar depois, mas só pra dizer pra vocês como é que eu cheguei até vocês. Já conhecia um pouco, né, do trabalho de vocês, enfim, de acompanhar nas redes aí, desse nicho da vela.
Mas foi o Marco que me passou o seu contato. Ele falou, entrevista ele, sei lá, conversa com eles. De repente você vem alguma vez participar de alguma palestra, sei lá, contar um pouquinho. Mas aí eu falei, então no mínimo vou fazer um podcast com eles. Acho que vai ser um conteúdo super legal. E foi assim que rolou.
quase vários meses a gente tem bastante tempo para trabalhar bastante coisa bacana e por dentro de fazer isso aí fica aqui com três meses a gente fez uma coisa quase impossível agora com um pouquinho mais de tempo
Dá pra gente trabalhar com uma coisa bacana. É, e aí eu fui ver, assim, quando eu assisti uns episódios com você, eu falei, putz, com certeza eu quero entrevistar essa galera, porque eles têm carisma e têm história legal, né? Eu fiquei, como eu falei no comecinho, eu fiquei emocionada assistindo conteúdos de vocês. Eu falei, ah, que legal. Então, quando for a hora certa vai rolar, né, de bater esse papo virtual aí. Que legal.
Nossa mesmo. Bom, estou aqui quase uma hora com vocês falando. Eu fiquei com essa dúvida. Se, pós todo esse momento de desafio, de gastos, de grana, você fez um livro, né, Jack, sobre nós, vocês levantaram uma mobilização de tickets solidários na época do evento. As pessoas podem participar de alguma forma? Existe alguma forma que vocês criaram para...
Enfim, para receber essa galera que está afim de dar uma força para vocês, como é que está essa situação? E se você puder falar um pouquinho do livro? O pessoal da Ligarte, isso aconteceu nessa época lá das enchentes no Rio Grande. Quando a gente estava lá, a gente ficou hospedado na casa de hoje com uns amigos queridos aí, o Lissandro e a Vivi, que são... E aí
que eles têm essa marca né a ligar e eles já faziam os materiais para o Adriano do resto e a gente tava lá muito sem pretensão e naquela e rolou ali de fazer né eu falo muita bobagem que eu não sei faz com calma para não perder tempo
bora velejar e aí essa palhaçada sempre o tempo todo eles falaram pode aquele nós podia fazer uma linha das bobagens favorita que você fala aí nessas loja deles também ficou alagada alagou a gente conversa como é que a gente podia ajudar a eles a se erguerem mais rápido né então surgiu a ideia do
das camisetas, e eu já tinha essa ideia de fazer um livro de nós, porque toda vez que a gente entra num barco fazer um serve, eu vejo que sempre tem um monte de livros, e tudo voltado para a Náutica, e o pessoal pede muito para a gente, vocês podem indicar um livro assim e tal, e eu vejo que o nó é uma coisa que engaja muito, porque as pessoas não sabem qual nó usar, enfim.
E aí um dia eu estava no barco e vi um livro rapidamente de nós, mas estava em inglês e uns desenhos muito antigos e tal, e eu pensei, puxa, está aí uma boa possibilidade também de a gente fazer. Troquei uma ideia com a Vivi rapidamente, ela falou, tem uma pessoa que pode nos ajudar a fazer esse livro, porque tudo envolve, eu falei, eu não sei, nunca tive livro, editora, enfim.
E aí esse amigo topou também, ele fez a historinha, daí ele já veio com outra ideia de fazer tipo um RPG, que é um joguinho. Então aí a gente bolou ali a ideia, fez a primeira edição, e então eles vendem agora um box, que é uma camiseta do Noa Lás de Guia, o livro e um pedacinho de cabo para a pessoa treinar em casa.
Mesmo que não seja um navegador, velejador, mas são nós que você pode usar para a vida. E é uma brincadeira, é super divertido, didático. E está lá no site deles, que é ligarte.com.br. A pessoa pode entrar lá e acessar e crer o livro. Eles entregam para todo o Brasil e para o mundo.
também no Instagram arroba lojaligarte.com.br não, desculpa não, Instagram é arroba lojaligarte e lá também no site, eu não sei se está tendo aí no Amigo Solidário lá? Acho que sim, daí quando eles vieram para o evento, viram ali e a gente fez uma campanha do Amigo Solidário.
Porque como a gente não estava cobrando ingresso, não tinha... Eles bolaram alguns itens, camiseta, o próprio livro, com valor um pouco maior, para eles repassarem a quantidade. Então, está disponível no site lá o Amigo Solidário, que é o amigo do evento do Paraty Seio Festival.
que quem compra lá essa grana é diretamente direcionada aí para pagar o evento e fazer agora o próximo e tem todos os materiais e o livro ficou uma coisa bem legal assim porque é uma foi criado uma história né que é do Capitão Jack e as aventuras do alma salgada
Então eu tenho um barco fictício, pirata, e lá ele explica, ele manda o ajudante dele a fazer os nós, e daí tem a aplicação de cada nó. Fica um troço muito bacana, assim, lúdico. A gente fala, né? A gente até viu, ah, isso tem de graça em toda a internet disponível.
e quem que vai pagar a gente sempre pensa nisso mas é que realmente pessoa quer para dar um presente fazer alguma coisa e é óbvio é mais uma coisa um evento que ele foi dar palestra e o pessoal da ligar estava lá com o stand e o pessoal para pedir autógrafo ele é um livro lá da galera ficar sério que eu vou descobrir o legal Deus
Então, a gente tem, lá tem as roupas disponíveis, tanto do Velho Jack quanto do Hashtag Sal, e a marca deles também, eles têm uma marca bacana, eles trabalham com produção de dry fit, então se você tem tripulação, quer fazer camiseta para o barco, entra em contato com eles lá.
E aí a última pergunta, senão a gente vai ficar aqui, assim, eu faria várias perguntas, mas a gente combina de fazer um outro bate-papo aí mais pra frente, vai ser um enorme prazer. Vocês falam no site, em breve, cursos e treinamentos, quando é que começa, em que pé que tá essa história, tem tempo, como é que tá esses três pontinhos aí no site?
Já está tudo pronto. As aulas, é só gravar. Agora, o tempo. É um projeto que a gente sempre teve. Não é nem que a gente sempre teve. As pessoas sempre pediram. E a gente achou importante fazer, mas realmente a gente quer fazer um negócio legal. E aí entra naquela que quer fazer muito perfeito.
A gente está trabalhando nisso e quer entregar um material para o básico mesmo. De novo, você acha, você encontra, vai fazer um curso de mecânica diesel, de elétrica básica, tudo isso já te resolve. Mas a gente quer fazer um negócio meio assim, um bate-papo, os pulos do gato e aquelas coisas, porque a gente acha bem importante.
conseguir contribuir dessa forma. Tá no forno, eu acho que pra esse ano ainda não vai dar certo, mas é certo que pro ano que vem a gente tá bem atrasado com isso e pretende fazer, assim, pra conseguir ajudar mais pessoas aí dessa forma. Tá na pauta, tá na pauta.
Bom, Angelita e Jack, muito obrigada por essa conversa super gostosa e eu queria dar os parabéns pelo trabalho de vocês, que é muito legal, muito pé no chão, muito pé na água, não posso dizer essa expressão, mas é muito legal, porque realmente emociona e educa ao mesmo tempo. Super obrigada. É, dá para fazer, é só meter a cara, a gente fala, esforçar um pouquinho, não é fácil também.
Mas dá para fazer. Obrigada a você por nos convidar e a gente ter a oportunidade de falar mais um pouquinho da nossa história, das nossas loucuras por aí, mar afora, e conta com a gente. Estamos à disposição, foi realmente um grande prazer e seguimos à disposição e colaborar também com o que for possível.
Eu sou Marina Guedes e te agradeço por chegar até aqui. Se esse conteúdo foi bacana para você, que tal ser um apoiador ou apoiadora do Maré Sonora? O podcast é um canal independente, feito por mim, sozinha. Qualquer contribuição vai ser muito bem-vinda e de grande ajuda.
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