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Acerto de Contas - 10/05/2026

10 de maio de 202647min
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Acerto de Contas - 10/05/2026

Assuntos8
  • Data Centers e InfraestruturaProjeto da Escala em Eldorado do Sul · Investimento de 300 bilhões de dólares · Licenciamento e Master Plan · Disponibilidade de energia e subestação Guaíba 3 · Uso de energia renovável · Uso de água para resfriamento (WE) · Cronograma de obras e operação · Gargalos na entrega de equipamentos · Competitividade, política pública e preço de energia · Soberania digital e processamento de dados
  • Uso de cartão de créditoRede de supermercados IMEC/Desco · Lançamento de cartão de crédito próprio (DM Card) · Estratégia de fidelização motivada · Foco em perecíveis e marcas próprias
  • Canetas emagrecedorasMudança de hábitos de consumo · Redução no consumo de álcool e açúcar · Migração para proteínas magras e água natural · Troca de quantidade por qualidade
  • Dívida Pública BrasilRenegociação de dívidas com juros altos · Foco em trabalhadores informais · Mecanismos garantidores e fundos garantidores · Comparativo com Desenrola para inadimplentes
  • Suspensão de Novos Projetos em GramadoMedida para hotéis e restaurantes · Problemas de infraestrutura e mobilidade · Projetos aprovados e em construção
  • Expansão do Complexo SEASANovo presidente Ailton dos Santos Machado · Projeto de expansão com investimento de R$ 65 milhões · Dúvidas sobre construção de espaço coletivo · Construção de posto de gasolina
  • Licenciamento ambientalAudiências públicas no Ibama · Licença prévia e licença de instalação · Investimento de 6,5 bilhões de reais
  • Recuperação Judicial do Grupo Pão de AçúcarSuspensão por Banco Votorantim · Argumento sobre exclusividade para empresas · Dívida de quase 1,5 bilhão de reais
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Acerto de Contas Economia, Negócios e Finanças Pessoais Parceria, Shopping Total e Cinde Lojas Porto Alegre Giane Guerra

Olá, bom dia. Está começando o programa Acerto de Contas, o programa de economia aqui da Rádio Gaúcha. Na pauta de hoje, foi finalizado o plano de negócios para uma cidade de data centers na região metropolitana, um investimento que pode chegar a 300 bilhões de dólares. O próximo desenrola terá foco em trabalhadores informais enforcados com juros altos.

Uma rede de supermercados com 32 lojas está lançando um cartão de crédito próprio e também prepara marcas próprias. Na Serra Gaúcha, Gramado pretende manter a suspensão a novos projetos de hotéis e restaurantes.

E o novo presidente da SEASA pretende manter o projeto de expansão do complexo, mas diz que tem um nó a desatar. Estes são os principais assuntos de hoje aqui do programa Acerto de Contas da Rádio Gaúcha, que tem sempre o patrocínio de Shopping Total, Dia das Mães no Shopping Total, cada momento um presente.

O futuro do varejo te espera na FBV 2026. Ingressos em feirabrasileiradovarejo.com.br. Um evento realizado pelo CINGI Lojas Porto Alegre. Projeto para cima Rio Grande, Corsã, Nossa Natureza Movimento Rio Grande. Marco Polo, transformando o presente e o futuro da mobilidade. E B8, reinventar o futuro agora. Estes são os patrocinadores aqui do programa Acerto de Contas da Rádio Gaúcha.

que começa falando sobre um megaprojeto previsto aqui para a região metropolitana de Porto Alegre, para Eldorado do Sul, que nós monitoramos desde quando a coluna noticiou em primeira mão, lá no final de 2024. É a cidade de data centers da Escala. E nós conversamos no podcast Nossa Economia de GZH na última semana com o vice-presidente Luciano Fialho. Vamos conferir agora uma boa parte dessa entrevista. Tudo bem, vice-presidente?

Tudo bom, Chane. Prazer aqui conversar com vocês. Ah, ótima essa oportunidade de fazermos essa conversa, vice-presidente, porque o pessoal tem me perguntado muito em que pé está o projeto.

que foi anunciado com bastante ênfase pelo governo do Estado. Nós demos muitas notícias relacionadas ao projeto da escala. Há uma expectativa gigante não só da cidade de Eldorado do Sul, mas da região metropolitana e do Estado em relação a esse investimento. Em que fase nós estamos? Da última vez que eu tive notícias, se aguardava a finalização do plano de negócios.

Isso, na verdade a gente está cumprindo o nosso cronograma, nós estamos na fase que eu chamo hoje de licenciamento. Nós vamos protocolar na próxima semana todo o que a gente chama de master plan, é todo o projeto que envolve a cidade, o projeto urbanístico, o projeto dos prédios, a parte de iluminação, a parte de...

de fornecimento de água, é toda a urbanização da área, tá certo? Para poder fazer esse processo, a gente teve que fazer uma série de estudos, tá certo? Para cumprir todo o processo de licenciamento. O processo de licenciamento não começou ainda, tá? Esse é um processo, é uma área muito grande, é um projeto robusto.

Então, ele depende de uma série de estudos de impacto ambiental, de impacto viário, que precisam ser feitos previamente e serem protocolados juntamente com o Master Plan. Então, nós estamos na fase de licenciamento. E, bom, vocês até anunciaram depois da enchente, porque o terreno, inclusive, onde vocês vão construir, não foi atingido pelas águas, pelo alagamento de Eldorado do Sul.

Mas vocês já estavam avaliando este projeto antes. Foi necessário fazer alguma adaptação no projeto devido à enchente em Eldorado? Não, não foi. Só para você ter uma ideia da linha do tempo, o projeto foi discutido e concebido a ideia de se fazer um campus de processamento de inteligência artificial em 2023.

no segundo semestre de 2023. A gente começou a olhar, fez uma pesquisa ampla no país todo, para saber em que área, em que região do país havia uma disponibilidade de energia, uma grande disponibilidade de energia, a razão pela qual a substração...

Guaíba 3 foi escolhida, a gente fez uma pesquisa profunda e chegou à conclusão que a região de Guaíba 3, da subestação de Guaíba 3, havia uma grande disponibilidade de energia não utilizada. A energia passava por Guaíba 3 e subia para a região sudeste, então a gente fez a escolha.

aconteceu a enchente, nós acompanhamos a enchente, depois que a gente fez a escolha, a gente comprou os terrenos em volta da subestação de Guaíba 3, depois nós fizemos todos os processos necessários para tornar aquele zoneamento ali, não a gente, mas o município, como área, era uma área rural, passou a ser uma área urbana. Ao longo de 24, em 25, a gente trabalhou para obter a autorização.

do Ministério da Minas e Energia, para explorar os 5 gigas de energia lá. Por isso que o projeto tem cada ano, tem uma etapa específica dele. Como o tamanho é muito grande, os processos são todos demorados mesmo. Então, primeiro a gente comprou, depois que a gente comprou, a gente fez os estudos da parte de energia. Os estudos da parte de energia foram protocolados, foram estudados e foram concedidos em maio de 2025.

A partir desse momento, a gente passou a trabalhar em cima do projeto para poder conceber o projeto mesmo, o Master Plan, e agora a ideia era que a gente licenciasse em 2026. E é o que está acontecendo, o que vai acontecer a partir de agora. Bom, vice-presidente, acho que até da última vez que nós falamos foi numa dessas etapas com o Ministério de Minas e Energia. Já está tudo bem encaminhado para essa disponibilidade de energia que vocês vão precisar para o Data Center?

Esse é o processo, a gente faz, como é que ele funciona? A gente faz um estudo, apresenta o Ministério da Minas e Energia, o Ministério da Minas e Energia faz uma portaria que saiu em maio de 2025, onde ela diz, os estudos que vocês fizeram, o completo que vocês fizeram de consumo de energia nesta região de até 5 gigas, ela suporta...

condicionado a determinadas obras que precisam ser feitas de reforço no sistema. Mas o que o Ministério diz para a gente é que até 1,8 gigas estão prontos imediatamente, imediatamente sem necessidade de grandes reforços. Então o Ministério...

da portaria, a segunda etapa é a gente ir para a ONS, que é o Operador Nacional do Sistema, e obter dele um documento que se chama parecer de acesso, onde a gente dá a rampa de uso e os reforços que precisam ser feitos no sistema. A gente já obteve a portaria e já obteve o parecer de acesso da ONS. Vocês vão usar energia renovável? Vamos usar energia renovável.

E vão ter que puxar tudo do sistema elétrico? Ou haveria uma possibilidade de geração próxima? Não, nós vamos puxar do sistema elétrico, há possibilidade de geração próxima, há possibilidade de usar a geração do próprio Estado, mas o grid brasileiro, Jane, ele é interconectado. Então você pode comprar energia renovável em qualquer parte do país, usar de qualquer parte do país.

mas o grid entrega na porta da gente, tá? Mas a energia vai ser toda renovável. Sim. Bom, e um ponto que se levanta muito, e nós já abordamos sobre isso numa outra conversa, mas reforço aqui porque o questionamento é frequente, vice-presidente, é sobre a necessidade de uso de água para resfriamento do data center, que é um assunto que se levanta em relação ao data center em qualquer lugar do mundo.

Isso, é verdade, mas eu já te adianto que a gente tem uma métrica que se usa no setor de uso de água, que chama WE, que é o Water Usage Effectiveness, que diz a quantidade de percentual de água que se usa e o nosso é zero na escala. A gente usa água uma única vez em todos os nossos data centers, na escala toda na América Latina inteira.

A gente usa água uma única vez, onde você coloca a água dentro do sistema, o sistema é fechado, então você não precisa repor a água ao longo do sistema, é de closet loop. Então esse é um problema, não vai ter uso hídrico na região, a não ser, obviamente, para o uso das pessoas do dia a dia lá.

Bom, vice-presidente, vamos recuperar, porque tem uma primeira fase deste projeto que pode se tornar uma cidade de data centers, mas, por enquanto, nós estamos tratando da primeira etapa, é isso? Isso. Na verdade, o projeto que a gente está apresentando é o projeto da cidade toda, do campus inteiro, o que não significa que a gente vai construir ele todo de uma vez só. A gente vai construir ele em etapas, mas o projeto, a gente vai fazer o licenciamento do projeto inteiro.

Ah, é? Não. Então, o que nós estamos falando agora já se refere ao projeto na sua totalidade. Isso, na sua prioridade, exatamente. É uma área muito grande e a gente, estrategicamente, a gente entendeu que era melhor que a gente fizesse todo o licenciamento.

porque você envolve biomas, correntes de rios, áreas alagadas, que é global, isso não dá para a gente segregar ainda, poderia fazer, mas como eu vou fazer uma coisa global, eu já vou fazer o licenciamento inteiro.

Sim, sim. Como é que estão os investimentos previstos? Porque o anúncio de você já foi feito há algum tempo e às vezes essas cifras são atualizadas. Dessa primeira etapa a ser construída, qual é o investimento? E considerando todo o projeto, quanto seria o aporte financeiro?

Jane, olha, o nosso investimento inicial é de 3 bilhões de reais, tá certo? Para fazer a primeira etapa, que é uma etapa bem inicial, tá certo? Eu preciso urbanizar a área inteira, eu preciso criar as ruas, eu preciso... uma parte dessa área tem que ser doada obrigatoriamente para os municípios de Eldorado do Sul e Charqueadas, e uma parte tem que ser doada para o Estado. Então, eu tenho esse projeto todo, eu preciso urbanizá-lo, tá certo?

Mas só para você entender, se a gente usasse toda a área para processar a inteligência...

artificial, vou colocar o prazo aí, não sei te dizer, tá? Quanto tempo a gente ocuparia isso, porque depende de ter os clientes pra ocupar. Mas vamos dizer que a gente ocupa no prazo de 10 anos e usasse a área em toda. Os investimentos podem chegar a 300 bilhões de dólares, tá? Este é o tamanho do investimento que a gente pode ter lá. E, obviamente, que eu tô contando só o investimento naquele local, tá? Pra construir os prédios.

Por que é tão caro? Só para você entender, esse projeto que você está vendo aqui atrás de mim, ele é um projeto que também, um único prédio desse custou para a gente 450 milhões de dólares. Por que é um projeto tão caro? Porque eu construí um prédio, esse prédio tem um sistema de refrigeração super sofisticado, com equipamentos.

de resfriamento super sofisticados, importados. Eu tenho um sistema de backup de energia, de geradores de backup, quer dizer, nossa atividade é de 24% e ela não pode parar em momento algum, então eu tenho um sistema de energia sofisticado. Eu tenho que fazer a conexão, eu tenho que fazer a segurança disso. Então, isso tudo sem contar o que se é gasto para fazer o preenchimento desses prédios, que são com chips de processamento. Então, a escala, ela não faz...

o preenchimento do prédio com os chips de processamento. Ela constrói e opera, mas terceiros que são os nossos clientes, que a gente chama de hyperscales, é que vão preencher. A somatória dos investimentos que nós fazemos, os nossos investimentos, para fazer esse campus inteiro da escala, são da ordem de 50 bilhões de dólares, se a gente fizer ele inteirinho ao longo do tempo.

das empresas que vão preencher com computadores, com servidores, é da hora de 250 bilhões de dólares para preencher todos esses prédios ao longo do tempo. Isso se toda a energia que a gente demandou for utilizada, for demandada. Pode ser que eu tenha pedido 5 gigas e no fim das contas eu consiga fazer um projeto.

porque eu só vou ter demanda para 1 giga, 2 gigas, 3 gigas, não importa. Qualquer tamanho que for feito, dessa magnitude de gigas que nós estamos conversando, os resultados são sempre na casa de bilhão, tá certo? Ah, ótimo. Bom, e antes de encerrar nossa entrevista, vice-presidente, queria ouvir um pouquinho sobre prazos, né? Claro, condicionando que os prazos sempre são...

dependentes e vinculados a aprovações, enfim, coisas que vão acontecendo na conjuntura e tudo. Mas, assim, vocês trabalham hoje com que ideia de prazo? Vocês vão pedir agora a licença ambiental para a FEPAM, primeira licença, licença prévia, depois tem uma tramitação de licença de instalação, para, então, o início de obras. Vocês esperam iniciar a obra quando desta primeira fase? Primeiro quarto de 2027.

E finalizá-la para começar a operar? Uma primeira etapa no final de 27 e início de 28.

em algum momento em 28 agora Gênesis, só para você entender se a nossa demanda e não é nossa demanda que eu falo escala só não, a demanda de Brasil para o processamento explodir que existe uma chance razoável que existe um gargalo especialmente em outros mercados especialmente no mercado americano de processamento para inteligência artificial se o Brasil virar uma opção

para processamento, tudo que eu estou te dizendo, ele toma ultra velocidade. Está certo? Precisa para ontem.

Aí precisa para ontem. E aí o gargalo não vai ser construir ou licenciar, aqui entre nós, nem energia. O gargalo vai ser lead time para entrega de equipamentos. Tá certo? A indústria toda... Eu preciso fazer, para você ter ideia, eu preciso fazer de 5 a 7 novas subestações dentro do meu campus para eu distribuir a energia e baixar a tensão.

Todas essas subestações precisam ter equipamentos do setor de energia, precisam ter transformadores. Os equipamentos de resfriamento, eu também tenho um lead time, eu faço hoje e assumindo que essa demanda é uma demanda global, existem demandas do mundo inteiro para os mesmos fabricantes, eu tenho prazo para a entrega disso.

O nosso gargalo provavelmente não será a construção, o licenciamento, a construção. O gargalo que eu digo é, em termos de timing, vai ser a entrega dos equipamentos necessários para poder fazer o processamento, para poder montar a infraestrutura toda. E aí, por que eu estou dizendo que a gente vai operar em 28, em algum momento de 28? Porque eu construo, eu converso com os clientes.

vamos assumir que os clientes vão demandar, aí eu preciso pedir, requisitar os equipamentos, os equipamentos têm um prazo de entrega para serem instalados. E vice-presidente, o que faria o Brasil se tornar esta opção? Três coisas basicamente, número um, competitividade, o Brasil hoje tributa,

de uma forma acima da média global, os equipamentos de processamento, que é o Redata, você deve ter ouvido a discussão do Redata, que é o regime especial, para poder isentar de impostos os equipamentos de importar, os equipamentos são importados para processamento de dados. Então esse é o número um, tornar o Brasil competitivo. Isso a gente acredita que vai acontecer em algum momento. Número dois.

O Brasil precisa estabelecer uma política pública para a atração desse tipo de investimento. Hoje ainda existe a política pública para o Brasil se tornar um hub de infraestrutura digital para o processamento de inteligência artificial. As políticas hoje do governo federal, dos diferentes governos federal, estadual e municipal, elas estão separadas, estão feitas por diferentes órgãos.

estão diferentes, com diferentes sinalizações, diferentes destinações, diferentes racionalidades. Eu preciso, em algum momento, criar uma política específica para o setor de infraestrutura digital. E o terceiro, especificamente no setor de energia, o Brasil precisa continuar e ficar mais competitivo no que diz respeito a preço de energia. O Brasil já é...

um player competitivo no que diz respeito à qualidade da energia, porque a energia renovável no Brasil é predominante, mas o preço da energia tem que continuar se mantendo, especialmente com a autoprodução, continuar se mantendo com um preço competitivo. Nós estamos numa briga, Gianni, num xadrez que é de geopolítica global, tá certo? Porque alguns lugares vão ser

tomadores de serviços de infraestrutura e outros vão ser provedores. Tá certo? Lugares com grande quantidade de energia, com espaço e com boas políticas públicas serão provedores de energia e, obviamente, haverá uma dependência maior de quem tomar.

desculpa, provedores de infraestrutura digital, obviamente haverá uma dependência maior de quem tomar esses serviços de infraestrutura digital. Hoje o Brasil é tomador, ele não é prestador. Hoje, estima-se que 50%, 60% dos dados dos brasileiros é processado fora do Brasil.

O que a gente quer fazer é trazer esses dados para cá e processar dados de estrangeiros aqui, para que a gente passe a ser fornecedor e não tomador de infraestrutura. O que traz o discurso da soberania digital, torna o país soberano, no sentido de que ele processa os próprios dados, está sob a legislação dele, inclusive pode processar dados de terceiros. Está prestando serviço, eu estou vendendo...

Eu não estou tomando serviços. É isso que precisa para o Brasil se tornar o hub de processamento. Se o Brasil se tornar o hub de processamento, o projeto de Eldorado Sul é o projeto no hemisfério sul. E aí eu estou pegando da Austrália, em todos os continentes até o Brasil, é o projeto mais bem preparado, mais bem estruturado para fornecer infraestrutura para processamento de inteligência artificial.

Certo. Bom, agradeço muito essa entrevista para que nós possamos atualizar esse projeto que é muito importante aqui para o Estado. E olha, vice-presidente, é pergunta frequente aqui dos nossos ouvintes da Rádio Gaúcha, dos nossos leitores de Zero Hora também. Por favor, nos mantenha informados, então. É um prazer, obrigado. Estou sempre disponível. É um prazer informar sobre esse projeto. É o nosso projeto aqui, principal da escala. Tá bom?

Certo, obrigada, vice-presidente da Scala Data Center, Luciano Fialho, obrigada pela entrevista, até uma próxima. Até a próxima, obrigado. Esse é o vice-presidente da Scala, Luciano Fialho, quem quiser conferir a entrevista na íntegra, completinha, só acessar gzh.com.br barras de Aniguerra. Agora um destaque da Isadora Terra, o novo presidente da SEASIA pretende manter o projeto de expansão do complexo, mas diz que tem um nó a desatar.

A SEASA de Porto Alegre teve uma troca recente no comando. Agora, a instituição é presidida por Ailton dos Santos Machado, que disse à coluna que vai manter os planos de instalar novas operações no espaço físico.

Projeto, que chega a parecer como um shopping a céu aberto, pode chegar a um investimento de R$ 65 milhões. No entanto, há alguns pontos colocados em xeque pelo presidente, com uma dúvida de se haverá interessados em construir o espaço coletivo, um prédio que pode ter operações como lojas e restaurantes.

Então eu tive essa preocupação. Quem vai construir esse prédio, se será um espaço coletivo? A SEASA não tem esse recurso. Já o outro ponto do projeto, que trata da construção de um posto de gasolina, será mais fácil, pois ficará com apenas uma empresa, segundo o presidente.

Ele também avalia que o projeto pode trazer aumento no fluxo de carros e pessoas na região. Nós vamos para o intervalo, mas antes, alguns destaques de economia aqui no programa Acerto de Contas. A maior parte das grandes instituições financeiras entraram já na renegociação de dívidas do novo desenrola do governo federal. Devedores podem procurar Itaú, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Santander e Bradesco.

O Banrisul também vai aderir, disponibiliza um pré-cadastro no site e em breve vai liberar os canais de atendimento. Interessados podem então já fazer este pré-cadastro. E aguardamos ainda o retorno de Unicred e Cicobi, que são cooperativas de crédito. Cicred está aguardando ainda algumas regras para também liberar as renegociações.

Outra notícia de negócios, o Tribunal de Justiça suspendeu a recuperação judicial da Cotribá, cooperativa agrícola mais antiga do país, 115 anos. A instituição tinha recebido autorização para o pedido com a proteção de uma fábrica de eventuais cobranças. A reivindicação agora foi do Banco Votorantim, que tem um crédito de 15 milhões de reais, mas a Cotribá está devendo no mercado quase um...

bilhão e meio de reais. O argumento principal do Votorantim, apresentado pelo escritório Souto Corrêa, foi de que cooperativas não podem recorrer à recuperação judicial e que este mecanismo é exclusivo para empresas.

Vamos para o intervalo, então, daqui a pouquinho nós voltamos. Os patrocinadores aqui do programa Acerto de Contas, Shopping Total, Cinde Lojas, Porto Alegre, BH, Marco Polo e Corsã, que são do Projeto Pra Cima Rio Grande. Até daqui a pouquinho. Fiquem conosco aqui na Gaúcha.

Voltamos então com o programa Acerto de Contas aqui da Gaúcha, que tem o patrocínio de Shopping Total, vendas de Dia das Mães. Hoje é Dia das Mães, feliz Dia das Mães para todas, para mim também, que tenho dois filhos, Atena de 12 anos, Gael de 10 anos, meus tesouros, coisa mais importante da minha vida. Feliz Dia das Mães para todas as mães também.

Temos também o patrocínio de Cinde Lojas Porto Alegre, que está esquentando os tamborins para a Feira Brasileira do Varejo AFBV. E o patrocínio de Projeto Pra Cima Rio Grande, BH, Corsã e Marco Polo. São os patrocinadores aqui do programa Acerto de Contas, na Rádio Gaúcha.

Já vamos passar para mais entrevistas, mas antes aqui registrar mais uma nota de economia. Foram marcadas as audiências públicas para o licenciamento do Porto de Arroio do Sal. Licenciamento que está ocorrendo no Ibama e as audiências serão conduzidas pelo Ibama. Serão duas, uma em Arroio do Sal no dia 16, outra em Porto Alegre no dia 18.

Os encontros são exigência do processo para obter a licença prévia, que atesta a viabilidade ambiental do empreendimento e a libera para que os empreendedores possam buscar, captar recursos financeiros. E depois disso precisa ainda da licença de instalação para que a empresa Porto Meridional possa iniciar as obras desse projeto de 6 bilhões e meio de reais.

Bom, agora nós vamos para mais notícias, mais entrevistas aqui no programa Acerto de Contas, começando pelo presidente do grupo IMEC, Fabiano Pivoto. O grupo IMEC, que é dono de supermercados e de atacarejos da marca Desco, são 32 lojas, além de indústrias, e que está com algumas novidades, que são interessantes por si só, mas mais ainda, porque elas buscam adaptar a operação da empresa ao momento atual da economia. Vamos conferir.

Presidente Fabiano Pivoto, tudo bem? Bem, e você, Giane? Tudo bem, faz um tempinho que não nos falamos, né? Verdade, é um prazer estar aqui falando com você hoje, viu? Bom, o presidente Fabiano me disse que a rede tem novidades aí, novidades curiosas, né, inclusive importantes, considerando o atual momento macroeconômico. Conta para nós, presidente.

A gente está trabalhando fortemente para ser um facilitador do cliente. A gente está vivendo uma transição importante nos hábitos de consumo e as pessoas estão procurando cada vez mais facilidades durante os seus momentos de compra e nós estamos trabalhando em uma série de frentes para isso. E uma delas super importante que a gente vai lançar agora é o cartão bandeirado.

do Desco e do Imex Supermercado, Desco Atacada e Imex Supermercado, um cartão de crédito próprio, administrado pela DM Card, que é uma empresa super competente nessa frente, para também conseguir oferecer a modalidade de crédito para os nossos clientes através das nossas marcas do Desco e do Imex Supermercado.

Nós sabemos o momento econômico que a população atravessa, o momento mais difícil, vamos chamar assim, para não chamar de outra coisa até, com um certo comprometimento grande da renda, com dívidas, com o que eu tenho chamado de uma...

Uma mesma fatia, uma mesma pizza de renda, mas muitas fatias de custo. Então as pessoas estão precisando cada vez mais acessar créditos e acesso para conseguir cumprir essa ginástica orçamentária do mês. E pensando nisso, nós estamos então trazendo essa novidade, ampliando a nossa disponibilidade de forma de pagamento através.

desse lançamento que vai se dar agora nesse mês de maio. Mas, presidente, e como é que seria a análise de crédito para a liberação deste valor para as pessoas usarem nas lojas de vocês? Porque se as pessoas estão bastante endividadas, elas estão com empréstimos, estão com outras dívidas e aí, no caso, elas assumiriam mais uma dívida, qual é a estratégia de vocês?

A estratégia é facilitar aquela pessoa que está precisando utilizar de crédito e esperamos que com consciência do que está fazendo. A análise de crédito se dá, como qualquer instituição financeira, através da DM Card.

que vai aprovar conforme o score dessas pessoas, como naturalmente é numa modalidade dessa. Mas a nossa intenção é ser parceiro dos clientes com uso consciente, obviamente. Então, não é a nossa intenção estimular mais utilização e endividamento, e sim propor...

mais acesso a quem precisa nesse momento utilizar dessa modalidade. Infelizmente, nós não conseguimos regular o cenário econômico adverso que está aí espalhado pela situação. Mas nós temos que também, do outro lado, oferecer aquilo que as pessoas precisam nesse momento. E será possível fazer parcelamento das compras ou a ideia é só dar mais prazo para fazer o pagamento?

Eventualmente nós temos trabalhado com parcelamento sim, eu sinceramente, é uma modalidade que eu tenho bastante restrição no meu pensamento com relação a isso, porque você parcelar comida, você estica o problema, você imagina que pegar uma compra do mês e fazer ela em três vezes, como nós temos disponibilizado em algumas vezes, faz com que as pessoas dividem aquilo que é compra mensal. Mas, do outro lado, a gente está vendo sim essa necessidade das pessoas de...

de acabar, e o que a gente pode fazer e temos feito é fazer isso sem juros. A gente tem feito com alguma frequência esse parcelamento de três vezes sem juros, para que as pessoas não absorvam o impacto de juros na compra de supermercado, o que seria um agravamento sério dessa situação.

Isso nós estamos absorvendo dentro do nosso custo. E como é que vai ser no cartão de crédito? Vai ter alguma taxa, taxa por fatura, taxa por ter o cartão ou algum eventual juro em parcelamento?

O parcelamento que nós temos oferecido hoje já é 3x sem juros, nós pretendemos continuar com essa modalidade quando ele acontece. Quando ele acontecer, a nossa oferta é de 3x sem juros. Obviamente que você ter um cartão próprio da marca da empresa facilita algumas coisas, a gente ainda está estudando o que a gente pode fazer.

para ajudar essa utilização. Como já disse há três vezes sem juros, já é uma oferta que nós absorvemos o custo disso para repassar para o cliente, de fato, a utilização sem nenhum impacto, o que já é, nesse momento, uma coisa importante no cenário que as pessoas estão vivendo. Essa ferramenta também serve para fidelizar o cliente.

Sem dúvida alguma, porque você tem a marca no cartão e aí a gente está também trabalhando para justamente conquistar o que eu estou chamando de uma fidelidade motivada. Aquela fidelidade comportamental que a gente já viu o cliente ter, que era muito mais por hábito, ela está deixando de existir. As pessoas estão menos fiéis aos locais de compra e migrando muito fácil diante da disponibilidade dos multiformatos, marketplace chegando para oferecer serviço alimentar, drogarias vendendo.

coisas que eram somente de supermercados. Então a gente começa a construir agora um pacote de coisas para ser um facilitador do cliente e de fato atender ele e gerar essa fidelidade motivada, ter motivos para ser fiel a essas marcas. Só porque o cartão é só um pedaço disso, a gente está revisitando uma série de coisas, nossas áreas de perecíveis, tornando elas cada vez mais atrativas e frescas, porque para mim esse é um ambiente que no supermercado vai ter um papel.

fundamental de distinguir principalmente de marketplaces e outros formatos, no atacarejo da mesma forma. Também estamos fortemente com o lançamento de marcas próprias, que é outro vínculo para oferecer também produtos de alta qualidade, com um valor menor, gerando custo-benefício para o cliente. Isso também vincula as nossas marcas, então faz com que o cliente, de fato, vá se vinculando aos nossos negócios.

muito mais por um pacote de coisas e não somente um desses. O que vocês estão fazendo na área de perecíveis, presidente, para essa fidelização? Perecíveis é bom porque faz o pessoal ir para a loja, né? Faz, ele é um gerador de frequência. É um trunfo que a loja física tem em relação à compra pela internet. Mas o que vocês estão mudando nas unidades de vocês nesse segmento?

A gente está, nesse momento, fazendo uma série de treinamentos, revisitando essencialmente. Depois de mais de três décadas no varejo, eu pude acompanhar o quanto o Perecíveis já foi uma atuação exímia nos supermercados e o quanto ele deixou de ser ao longo do tempo daquela mesma forma dos anos 90, dos anos 2000.

A gente, infelizmente, as redes perderam um pouco dessa característica de ter um perecíveis que era um primor naqueles perigos, por vários motivos. Pela cadeia como um todo, pelo excesso de pontos de vendas, pela dificuldade, pela rotatividade do varejo, a gente tem uma troca muito frequente, infelizmente, de pessoas que trabalham no varejo.

E nós estamos justamente revisitando os treinamentos e a formatação de açougue, padaria, do próprio hortifruti e grangeiros, para a gente ter um cuidado, uma atenção, desde a nossa compra, da nossa negociação, até a forma que nós expomos isso. Perecíveis no varejo é quase que uma arte, você tem que ter um cuidado frequente, nós estamos gerando essa cultura desse cuidado.

E no momento que nós estamos vendo as pessoas se movimentarem mais para a saúde, para a saudabilidade, os perecíveis têm um papel fundamental nisso. Bom, e falando em proteínas, o pessoal está demandando bastante, principalmente agora com o uso maior das canetas emagrecedoras. Esse tem sido um assunto do varejo e da indústria de alimentos também aqui do Rio Grande do Sul.

Eu entrevistei recentemente um executivo da Nielsen sobre pesquisas recentes que eles fizeram do impacto das canetas emagrecedoras na tendência de consumo. E também uma outra pesquisa que eles fizeram sobre o impacto das bets na tendência de consumo. E a Nielsen é muito ouvida, principalmente pelo varejo, mas também por setores econômicos no geral. Vocês identificam nas lojas do IMEC também esse impacto no consumidor de vocês?

Sem dúvida. A mudança de hábito já traz um consumo um pouco menor de alimentos ou uma troca de categorias. A gente está vendo as categorias alcoólicas e carbonatadas, refrigerantes com gás carbônico adicionado e com açúcar. E as categorias que têm álcool, desde cerveja até os destilados, eles estão em decréscimo de vendas.

As pessoas estão consumindo menos essas categorias, assim como aquelas que são carregadas de açúcar, de gorduras, os alimentos que são ultraprocessados. E a gente está vendo uma migração mais para dentro de ambientes menos processados, menos carregados de açúcar, mais naturais. Então a gente vê uma expansão de venda de água natural, água mineral, sem adição de carbonatado.

um crescimento em hortifruti e grangeiros, se vê um crescimento em proteínas magras, está havendo uma migração entre categorias dentro da loja. Mas do outro lado, a gente tem também um esmagamento do poder de compras e aí sim, aí nós viemos para esse, você tocou no ponto das canetas, elas têm duas situações, elas consomem parte da renda.

de quem está utilizando, com a própria aquisição das canetas que ainda tem um valor elevado, agora devem baixar com a quebra da patente, devem ter outro cenário à frente, mas também deve expandir muito o uso, se estima um crescimento exorbitante ao longo dos próximos meses e anos.

E também isso diminui o consumo de alimentos. As pessoas que utilizam dessas canetas, obviamente, consomem menos, mas também trocam esse consumo em quantidade por qualidade. E é aí que entra a nossa proposta de oferecer essa área de perecíveis muito mais pensada, muito mais fresca, com proteínas mais magras, para que essas pessoas que estão trocando quantidade por qualidade encontrem nas lojas do IMEC e do Desco essa solução de forma prática.

E você tocou também nesse tema das pets, eu acho que isso, sem dúvida alguma,

É um dos motivos que a gente está vendo, mas ele não é sozinho o comprometimento de renda das pessoas. Recentemente, esse índice de 30% da renda comprometida com o endividamento, para mim isso é uma coisa bastante preocupante e isso muda o consumo, não só do varejo alimentar, mas de todos os negócios, você tem menos disponibilidade de dinheiro para as pessoas consumirem. Sim.

Bom, e como é que estamos de lojas? O que nós temos aí de lojas? Estão planejando abrir mais por agora? Falou um pouquinho, né, presidente, sobre esse investimento, reinauguração, nos atualiza. Esse ano nós investimos em reformas de dois supermercados e não temos, nesse ano, planos para expandir a empresa. É preciso se tomar cuidado, no momento que nós estamos vivendo econômico, e dos juros ainda do tamanho que estão, e ser...

Eficiente no que já se tem. Nós temos aqui 15 supermercados, 17 atacarejos do Desco, atacados do Desco. E aí nós estamos trabalhando e revisitando cada uma dessas operações para tornar cada ponto de venda eficiente e um ponto de venda que atenda a demanda do cliente. Porque também expandir desordenadamente pode criar um esquecimento nas lojas que já existem e que já tem um cliente que precisa.

voltando ao que eu falei no início, de uma fidelidade motivada, já que aquela comportamental, eu não acredito mais que ela vá voltar e nós precisamos gerar motivadores que garantam que o cliente nos escolha nesses pontos que nós já temos, então estamos reforçando ser uma empresa eficiente com aquilo que já possui, para depois voltar a pensar em expansão de forma correta, segura, sempre preservando a saúde financeira da empresa. 15 supermercados Zimec e 17 atacarejos, né?

Isso, e também temos duas indústrias, a Italiania Alimentos é uma indústria de panificação, que a nossa padaria realmente é um sucesso de qualidade, de sabor e vem de uma indústria própria, e a Líder do Sul Alimentos, que é um engenho e beneficiamento, embalamento de arroz da Líder do Sul, que inclusive deu origem à nossa marca própria de uma série de produtos de alimentos Líder do Sul.

Bom, o pessoal está pedindo supermercado grande aqui no Menino Deus, meus ouvintes, fica a sugestão se vocês estiverem avaliando quando retomarem a expansão, porque fechou aqui o nacional da José de Alencar, o Carrefour fechou aquele nacional e o pessoal está sempre me perguntando, não, está bem, leitores e ouvintes, eu vou encaminhar as redes de supermercados os pedidos de vocês. Está ali aquele prédio, o pessoal está sempre me perguntando.

Daqui a pouco sai um empreendimento residencial ali, mas acho que o pessoal está precisando do supermercado. Mas muito boa a nossa conversa. Vamos continuar atualizando os planos de vocês. Presidente do Grupo Imec, Fabiano Pivoto, obrigada pela entrevista. Obrigado a você, Giane.

Na última semana tivemos o lançamento de mais um desenrola pelo governo federal para a renegociação de dívidas atrasadas, como comentávamos no bloco anterior aqui do programa Acerto de Contas. Mas vem mais por aí, vai ter um novo desenrola para adimplentes, para pessoas que estão pagando em dia, mas que estão com dívidas com juros muito altos e acabam enforcadas.

mas pagam direitinho mesmo assim. E é por isso que o governo federal está prometendo, então, uma nova etapa do Desenrola para renegociar e baixar esse juro para diminuir o comprometimento da renda dessas famílias. E a confirmação foi dada em entrevista ao Gaúcha Atualidade pela ministra-chefe da Casa Civil, Miriam Belchior. Vamos ouvir aqui um trechinho.

O centro de conseguir um juro mais barato, visto que a Selic está muito alta, é você ter algum tipo de garantia. E quem mais sofre com isso são os informais, Jane. Porque eles não têm garantia para dar. Às vezes ele não tem uma casa própria, ele não tem um veículo. Porque isso dá mais segurança para o banco, porque você tem um seguro para o empréstimo que está dando.

Essa medida, para poder baixar o juro que será cobrado e renegociar esses contratos que as pessoas estão se esforçando para pagar, nós vamos certamente trabalhar com algum mecanismo garantidor, com recursos de fundo garantidor.

para poder permitir que, especialmente os informais, que não têm um vínculo empregatício regular, têm renda, mas não têm um vínculo firme, que eles possam fazer a renegociação das suas dívidas e ficar menos apertado no fim do mês para pagar a dívida, que ele está fazendo bem. Isso foi uma coisa que o presidente insistiu muito.

Nós precisamos ajudar quem está inadimplente, mas, pô, quem está lá se esforçando para pagar também precisa ter a sua ajuda. Tem fôlego no fundo garantidor para isso? Tem, nós acreditamos que sim. Nós não fazemos isso sem todos os cálculos muito bem, cuidadosamente calculados. E você já tem uma ideia de como vão colocar os requisitos para isso, para saber quais pessoas terão acesso a esse incentivo? Então, é isso que nós não lançamos junto, porque nós...

Primeiro priorizamos os inadimplentes que têm 90 dias até dois anos de atraso. Todo mundo que tiver nessa condição procure o seu banco para renegociar. Você vai ter desconto entre 30% e 90%, dependendo da situação do seu contrato, com um juro bem pequeno de 1,99%. Para esses outros nós estamos finalizando esses detalhes para poder lançar. Então não posso te dizer aqui ainda porque nós não finalizamos.

Também no programa Gaúcha Atualidade, nós entrevistamos o prefeito de Gramado, Nestor Tissot, para falar sobre um projeto que mexe no centro da cidade, leva a movimentação para outro local, tem um outro centro na cidade que é a mais turística do Rio Grande do Sul e que enfrenta sérios problemas de infraestrutura. E até por isso, ela está já há quase um ano com uma medida de suspensão no protocolo de novos...

pedidos, novos projetos de hotéis e de restaurantes e a tendência é de que essa suspensão que está para vencer continue, sinalizou o prefeito, vamos ouvir. Continua o projeto, o decreto está em vigor, ele foi prorrogado por mais seis meses e acima de 20...

apartamentos e acima de 20 mesas de restaurantes estão momentaneamente proibidos. Nós vamos analisar mais lá, próximo ao vencimento desse decreto, vamos analisar, se fosse hoje não teríamos condições de não prorrogar novamente o decreto, porque isso foi feito em conjunto com...

com a área de restaurantes, de hotéis, com os investidores, porque a primeira ideia foi manter os que estão aqui com ocupação.

Nós temos ainda muitos hotéis que serão construídos ao longo dos anos, porque antes da moratória, antes do decreto, tínhamos muitos projetos aprovados, na ordem de 6 mil leitos, que ainda alguns estão em construção, outros estão engavetados, esperando talvez uma política de juros mais...

mais propícia, né? Então nós temos mais 6 mil leitos somados aos 26 que nós temos hoje que serão executados, já aprovados na Prefeitura em tempos anteriores. Então a tendência é manter esta suspensão. A tendência é manter, exatamente. O que faria mudar de ideia?

A expectativa e também a entrega desses 6 mil leitos quando ocorrer. Hoje não tem como aprovar, porque nem construção estão acontecendo, estão todos paralisados. Então, no momento que esses projetos serão executados pela iniciativa privada, construídos, entregues à sociedade, bom, aí a gente vai analisando se comporta mais apartamentos, mais hotéis.

Então, na área central, por exemplo, aqui já tem uma determinação que não se consegue mais construir hotel, não tem mais condições aqui em função, principalmente da mobilidade. E antes de fechar o programa, uma notinha curiosa, um restaurante italiano vai estrear fora do eixo Rio São Paulo, estreando aqui no Rio Grande do Sul, ele vai abrir nos próximos dias no Bourbon Shopping Carlos Gomes, aqui em Porto Alegre, é o Grupo Trevisani.

A empresa do Ristorantino investiu 5 milhões e meio de reais para instalar essa unidade. O foco é em clientes de alta renda. O local vai ter 400 metros quadrados, com espaço para 80 pessoas, 45 funcionários. Tem imagens do projeto lá na minha coluna em GZH.

Muito obrigada pela audiência de vocês aqui hoje no programa Acerto de Contas da Gaúcha, que tem o patrocínio de Shopping Total, Dia das Mães no Shopping Total, cada momento um presente.

E Cinde Lojas Porto Alegre, o futuro do varejo te espera na FBV 2026. Ingressos em www.feirabrasileiradovarejo.com.br. Projeto para cima Rio Grande. Corsã, Nossa Natureza Movimento Rio Grande. Marco Polo, transformando o presente e o futuro da mobilidade. BH, reinventar o futuro.

Agora, na produção, Isadora Terra e João Pedro Sechini, que estreia aqui no programa Acerto de Contas. Muito bem-vindo, João Pedro Sechini, agora mais novo integrante da coluna Acerto de Contas, trabalhando comigo e com a Isadora Terra. Na edição de áudio, Christian Rafael e Paulo Fraga. Na técnica, Pedro Castro e Marcelo Figurelli. Novamente, feliz Dia das Mães a todos. Um ótimo domingo, uma boa semana e comportem-se.

Acerto de Contas. Economia, negócios e finanças pessoais. Parceria, Shopping Total e Cinde Lojas Porto Alegre. O futuro do mercado de trabalho exige empresas mais humanas, mas como preparar as organizações de hoje para este novo cenário?