Desenrola dívidas, leilão de ferrovias, escala 6x1, laboratório da Dell e mais, no Acerto de Contas
Apresentação: Giane Guerra Na pauta do programa Acerto de Contas, da Rádio Gaúcha:- Desenrolará mesmo? Vem aí o programa do governo federal para conter dívidas das famílias- E ainda, o que diz o presidente da comissão que discutirá o fim da escala 6x1 no Congresso- Além do leilão da Malha Sul, governo federal prevê “várias pequenas ferrovias” no RS- E se o aeroporto de Porto Alegre alagar de novo? Fraport responde- Dell instala no RS seu 1º laboratório global de design digital e inteligência artificial- Indústria de São Chico que fabrica "batatinhas" fatura R$ 212 milhões- Rede de academias expande no RS com planos de até R$ 1,8 mil e teste de DNA.
Produção: Isadora Terra e Diogo Duarte
Edição de áudio: Fabrício Correia e Fernando Bortolin
Patrocínio: Shopping Total, Sindilojas Porto Alegre, Marcopolo, Be8 e Corsan
Giane Guerra
Alencar Santana
Jorge Santoro
- Programa DesenrolaPrograma federal para conter endividamento das famílias · Juros de 1,99% ao mês · Uso de saldo do FGTS · Bloqueio em plataformas de apostas online · Crédito consignado CLT
- MDA Alimentos (Adói Chips)Fábrica de snacks e batatas pré-fritas · Produção com rótulo limpo e matéria-prima de qualidade · Expansão e desafios de produção no RS · Concorrência com produtos importados · Faturamento anual de R$ 212 milhões
- Rede de academias Smart Fit e BioritmoExpansão da rede de academias no RS · Planos de alta renda (R$ 1.800/mês) · Diferenças entre Smart Fit, Bioritmo e Nation · Foco em saúde e bem-estar · Consumidor mais exigente e busca por dados
- PEC da Escala 6x1Discussão sobre o fim da escala 6x1 no Congresso · Propostas de emenda à Constituição (PECs) · Jornada de trabalho e formação de escala · Regulamentação por projeto de lei · Contrapartidas para empresas
- Ferroviário na Série DLeilão da Malha Sul em 2026 · Modelo de três lotes para a Malha Sul · Integração com portos e Mercosul · Chamamentos públicos de pequenos trechos · Autorização ferroviária para investidor privado
- Laboratório global de design digital e IA da DellInstalação do primeiro laboratório global da Dell no RS · Parceria com Instituto Eldorado · Desenvolvimento de interface de software · Pesquisa aplicada, IA e design industrial · Profissionais com conhecimento em design e experiência do cliente
- Aeroporto de Porto Alegre e El NiñoRisco de alagamento do aeroporto de Porto Alegre · Previsão de El Niño · Obras de proteção necessárias · Responsabilidade do poder público e interesse do Exército · Prazos para conclusão das obras
Acerto de Contas Economia, Negócios e Finanças Pessoais Parceria, Shopping Total e Cinde Lojas Porto Alegre Giane Guerra
Olá, bom dia. Está começando o programa Acerto de Contas, o programa de economia da Rádio Gaúcha. E teremos muitas pautas hoje. Vamos falar sobre o Desenrola, o programa do governo federal para conter o endividamento das famílias. E também o que diz o presidente da comissão que discutirá o fim da escala 6x1 no Congresso.
Além do leilão da Malha Sul, o governo federal prevê várias pequenas ferrovias no Rio Grande do Sul. E ainda sobre logística. E se o aeroporto de Porto Alegre alagar de novo? Tem alninho neste ano. A Frapor responde. A DEL instalou no Rio Grande do Sul seu primeiro laboratório global de design digital e inteligência artificial.
E uma indústria de São Francisco que fabrica batatinhas e faturou mais de 200 milhões de reais. E para fechar uma rede de academias que está expandindo no Rio Grande do Sul. E é a maior da América Latina. Estes são os assuntos de hoje aqui do programa Acerto de Contas da Rádio Gaúcha. Que tem o patrocínio sempre de Shopping Total, Dia das Mães no Shopping Total, cada momento um presente. Sindy Lojas Porto Alegre, Sindicato dos Logistas de Porto Alegre. Projeto para cima Rio Grande, Corsã.
Nossa Natureza Movimento, Rio Grande e Marco Polo Transformando o Presente e o Futuro da Mobilidade são os patrocinadores aqui do programa Acerto de Contas da Gaúcha. Vamos começar falando sobre o programa do governo federal que será lançado nesta semana para reduzir o endividamento das famílias brasileiras. O impacto foi grande na popularidade do presidente Lula que pediu urgência à sua equipe econômica. E agora vai ser lançado esse programa...
Segundo o presidente Lula, antecipou os débitos vão poder ser negociados a juros de no máximo 1,99% ao mês. Mas é importante que o governo federal também consiga limitar juros futuros, talvez inclusive do rotativo do cartão de crédito, mas principalmente do consignado CLT. Os descontos vão ser de 30% a 90% do valor principal da dívida, diz o presidente Lula. Os trabalhadores vão poder usar até 20% do saldo do FGTS para reduzir o saldo devedor.
O pagamento vai ser feito diretamente entre a Caixa Econômica Federal para o banco, após o trabalhador autorizar. Não vai ter o dinheiro liberado diretamente para o trabalhador, vai ser para o banco. E, além disso, o presidente Lula colocou uma trava, que é para quem aderir ao novo programa de renegociação.
Essa pessoa ficará bloqueada por um ano em todas as plataformas de batchs, de apostas online. Vai poder usar o CPF do outro? Vai. Mas aí vai ter que driblar, vai ser um pouquinho mais difícil, uma medida para conter que o endividamento cresça novamente ali na frente. Mas nesse sentido eu reforço, é importante que o governo federal coloque limites também no consignado CLT. Eu vou trazer aqui...
Um áudio que eu recebi de uma ouvinte nossa, que é de uma rede de varejo de combustíveis. Um áudio que é bem preocupante sobre o efeito do consignado CLT, que faz com que os funcionários peçam demissão para que possam parar de pagar as parcelas do empréstimo. Não, eu vi esses dias, fiz uma matéria até para compartilhar. Agora não, começa a tarde um colaborador, recebeu e foi embora, porque ele disse que recebeu muito pouco. Só que ele tem 600 reais de crédito consignado, dois filhos.
filhos com mães distintas, duas pensão, e não dá conta. Eu tenho uma funcionária que está com três, tem outro que está com cinco, só que daí baixinho. Daí não tem. As criaturas fazem crédito consignado de mil reais, entende? E o adiantamento é mil reais, porque eles recebem dois e quinhentos, mas aí tem o adiantamento, tem o pagamento da folha. Curio, eu não sei mais o que fazer. E eu vi tudo levantando esse problema.
Tá caótico? O guri simplesmente foi embora, aqui do posto, perto de onde tu mora, porque ele disse que o salário era pouco. Só que eles não conseguem entender essa questão, eles vão lá e tiram o empréstimo, e eu não tenho nem como não descontar, vem direto.
Eu te mandei só deste, porque esse simplesmente veio, fardou e foi embora. E daí eu chamei o Brilha de RH e disse, olha só, eu quero ver o contra-cheque dele, daqui a pouco a gente, o que tem de errado? Préstimo consignado. Outra colaboradora de um outro posto agora, saiu porque ela tinha um de 600 e um de 300. Aí pediu demissão. E já tá difícil achar colaborador. E eles estão se entupindo desses créditos consignados. Não sei o que fazer.
A escala 6x1 avançou no Congresso, avançou o projeto de lei que o governo federal mandou e aí já puxou as propostas de emenda à Constituição, as PECs que estavam sendo encaminhadas e agora tem uma comissão para discutir isso. Foi instalada essa comissão, nós ouvimos no Gaúcho Atualidade o presidente dela, que é o deputado federal Alencar Santana do PT de São Paulo. Vamos ouvir o que ele disse respondendo algumas perguntas que eu fiz sobre o impacto disso nos setores econômicos.
Além da transição, deputado, quais exceções devem entrar nessa negociação? Quais segmentos devem ter exceções em relação a número máximo de horas de jornada ou de formação dessa escala que está sendo proposta? Quais segmentos devem ter, por exemplo, uma facilidade para contratar folguistas? Quais são os pontos que o senhor acha que entrarão nesta modulação para não impactar tanto a economia?
Ainda não há qualquer definição nesse sentido. E isso vai ter que ser debatido em um projeto de lei. Vamos pegar, vou dar um exemplo. Hoje, a jornada máxima é 44 horas. A regulamentação disso é feita por lei. Não é na Constituição Federal. A Constituição Federal dá a baliza.
Ela está dizendo que ninguém pode trabalhar mais que oito horas diárias e não pode trabalhar mais que 44 horas semanais. Ora, tem setores que têm uma jornada específica, cuja jornada diária, inclusive, é menor que oito, e tem outros que têm uma jornada que pode, eventualmente, ser maior. Por exemplo, quem trabalha 12h36. Então, esses regimes serão melhores disciplinados num projeto de lei. Por isso que o projeto de lei que o governo mandou...
questões que a Constituição Federal vai dizer é qual é a jornada máxima agora, como será, pode ou não ter escala 6 por 1. Então nós vamos ter que separar esse debate, logicamente que ele vai estar presente agora na Comissão Especial que analisa a proposta de emenda à Constituição, também ali sobre eventual tempo de transição, mas o detalhamento tem que vir dentro de um projeto de lei.
Bom, e deputado, nesse debate aí está previsto o governo vir com alguma contrapartida de até retirada de encargo da folha de pagamento para que as empresas que precisem contratar mais pessoas, já que terão que reduzir jornada e manter o salário, possam manter a sua atividade como está?
Por hora não. E é importante lembrar, quando o governo Temer fez uma reforma trabalhista, o trabalhador perdeu. Quando o governo Bolsonaro fez a reforma da Previdência, aumentou o tempo de contribuição, o valor da contribuição, o ano para se aposentar e o valor menor da aposentadoria. O trabalhador não foi compensado. Mas logicamente que nós vamos ter que entender a realidade de cada setor, em especial os pequenos.
e precisam eventualmente de um apoio para entender essas realidades e ver de que maneira atuar sobre elas. Mas não haverá uma regra geral de forma alguma.
E também, na atualidade, nós ouvimos o ministro dos transportes, Jorge Santoro, o novo ministro, que assumiu agora no lugar de Renan Filho, que deixou o governo federal. E é claro que eu perguntei para ele sobre as ferrovias. Vamos ouvir o que ele disse. O leilão da Malha Sul sai em 2026 mesmo, como anunciado pelo governo antes, e já se decidiu se o modelo será de fatiamento da Malha Sul ou uma concessão integral, como autoridades e empresários têm pedido aqui no Estado.
Nós estamos propondo um modelo de três lotes que entregue o Rio Grande do Sul ao país. Então, a gente vai abrir audiência pública em breve, provavelmente no mês de junho. A população vai poder opinar sobre esse modelo. A gente tem um lote que acessa o porto de Paranaguá, São Francisco do Sul e também incluindo agora um novo trecho até os outros portos privados que tem na região de Santa Catarina.
A gente tem um outro lote que faz a integração de São Paulo, do Oeste de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. E um último lote que faz dois rabichos. Um que acessa o Porto Rio Grande e um que acessa a Uruguaiana. Com a conexão com a malha da Argentina, na rodoferroviária que tem a Uruguaiana. Retomando a conexão ferroviária do Brasil com o Mercosul.
que a gente tem discutido com a Argentina e ela está colocando em discussão a nova concessão ferroviária dela, retomando a malha ferroviária da Argentina e isso a gente tem que ir em paralelo no Brasil, fazer o nosso projeto, avançar. A gente não vai renovar com a Rumo, a gente vai fazer a licitação e a licitação sai o edital.
Vai ser fatiado mesmo. Vai ser fatiada a nossa proposta, tá? Então a gente vai aguardar o que vai vir da audiência pública. A gente tem que ouvir a população, ouvir os técnicos, ouvir os empresários, colher essas contribuições, mas nós temos muita clareza que o estudo que a gente fez está muito consistente.
Passamos um ano e meio discutindo com a sociedade, ouvimos governos estaduais, ouvimos opinião de vários especialistas, montamos um grupo de trabalho que passou um ano e meio estudando toda a malha ferroviária. E além desses três projetos, três lotes, a gente pretende fazer chamamentos públicos de pequenos trechos que não entraram na concessão como um todo. Ou seja, a gente vai tentar aproveitar o máximo a malha existente.
mas de uma forma diferente. Tendo três trechos de estruturantes, podemos dizer assim, e pequenas ferrovias que farão alimentação desses trechos de estruturantes. Que aí não vai ser no modelo de concessão, vai ser no modelo de autorização ferroviária em que o investidor privado entra com um projeto para a gente. Acredito que a gente já inicie o projeto.
o ciclo de chamamentos ferroviários agora, no mês de maio, no dia 7, a NTT vai aprovar o primeiro edital de chamamento ferroviário da história do Brasil, que vai ser o chamamento da ferrovia ligando Varginha ao porto de Janeiro. Ministro. Oi.
Ministro, o senhor estava falando sobre a ferrovia, tem algum ponto ainda para complementar? Então, a gente vai começar esses chamamentos públicos agora, são vários trechos aqui no Rio Grande do Sul que a gente estudou com um projeto com o BIS, foram três anos estudando, e alguns já existem, são trechos operados por operadores turísticas, e a gente vai colocar também em chamamento alguns outros trechos.
que não vão estar nesses eixos estruturantes, que também a gente vai colocar em chamamento público. A gente tem uma boa perspectiva da gente ter uma malha totalmente recuperada ao longo do tempo, com a participação do setor privado fazendo os investimentos. Aqui, no Rio Grande do Sul, no Paraná e Santa Catarina, na Malha Sul, o governo se coloca com o compromisso de aportar o recurso para cobrir qualquer gap de viabilidade do projeto.
Então, no orçamento público do governo federal, o presidente Luz já orientou, já colocamos nesse ano recursos, foram mais de um bilhão para esse ano, estamos colocando para o ano que vem dois bilhões para complementar o gap de habilidade de projetos de concessão ferroviária, recuperando a malha brasileira que estava absolutamente abandonada ao longo dos anos, sem nenhum tipo de projeto de recuperação. O importante, acho que a gente deixar claro, é que a gente está reintegrando a malha do Rio Grande do Sul ao Brasil nesse projeto. Obrigado.
que ficou anos e anos sem estar integrado. E agora a gente tem a possibilidade de retomar a malha com o Mercosul, com a Argentina retomando a ferrovia dela em Uruguaiana, fazendo a conexão que eu acho que vai melhorar muito a logística brasileira.
Agora vamos conferir uma entrevista com o CEO da MDA Alimentos de São Francisco de Paula, Diego Auler, a empresa que fabrica batatinhas, mas que faturou no ano passado mais de 200 milhões de reais. Tudo bem, Diego? Tudo bom, Gênesis.
Bom, vamos contar um pouquinho sobre a MDA Alimentos, que eu particularmente na minha casa e na minha família conheço como Adói Chips, aquela batatinha, aquele salgadinho de batata. E vocês têm uma fábrica em São Francisco de Paula, na Serra Gaúcha. Conta para nós a estrutura da empresa e um pouquinho da história.
Bom, a MDA é uma empresa que possui duas fábricas em São Francisco de Paulo. Uma é voltada aos snacks, que é justamente as batatinhas que todo mundo conhece da Dói Chips. E também a mais recente, a gente entrou no mercado de batatas pré-fritas, batatas congeladas. Então a gente considera uma fábrica de congelados e uma fábrica de secos. Sim. E vocês hoje têm essas duas fábricas e vocês empregam quantas pessoas aí?
Nós temos hoje diretamente 479 colaboradores. Há quanto tempo a empresa existe? A empresa é uma empresa que já atua no ramo agrícola. Então, a parte de indústria entrou em 2017, final de 2016 e início de 2017. Mas ela é uma empresa que já está aqui em São Francisco de Paula desde 1999.
Ah, já faz tempo. E eu comentei aqui, né, eu conheço só esse produto da empresa, né, não conheço os demais, né, nunca consumi. Mas essas batatinhas, a Doidt Chips, até pra explicar pro nosso ouvinte, né, Diego, elas têm uma característica de as tradicionais terem o que eu chamo de rótulo limpo, né.
Com ingredientes, só que tu sabe o que é. Que é batata, sal e o óleo, né? Exato. Exatamente por isso que é o salgadinho que eu comprava para os meus filhos, né? E compro ainda para os meus filhos lá em casa. Exatamente por este rótulo limpo, né? Sem conservantes, sem aquelas espessantes, todos aqueles antes, né? Que nós vemos nos rótulos de muitos dos salgadinhos nos supermercados. Me conta uma coisa.
É fácil, é difícil ter um produto limpo, né, que eu chamo, um rótulo limpo, e manter a produção aqui no Rio Grande do Sul, porque eu também digo para as crianças lá em casa, tá, Diego, ó, este produto, esta batatinha, além de ser saudável, ela é feita aqui no nosso estado.
Não, com certeza. A gente busca sempre produzir um produto limpo, mas isso é muito voltado pela qualidade da matéria-prima. Hoje nós somos produtores da batata, a gente tem uma colheita que dentro de 24 horas a batata tem que estar chegando dentro da indústria. Esse processo, quanto mais rápido for, melhora a qualidade da matéria-prima. E isso faz com que a gente não precise estar trabalhando nenhum tipo de conservante, nenhum...
Produto que seja para manter, para buscar a qualidade dela. A qualidade é da matéria-prima mesmo. Então a gente acaba só trabalhando. Tanto a batata natural quanto a sal marinho são batatas que só levam óleo, batata e sal.
Então a gente busca tentar trazer produtos que consigam ser mais limpos, mas para isso a gente olha muito para a qualidade da matéria-prima. Fácil não é, mas essa era uma meta da empresa ter produtos mais limpos e a gente conseguiu e isso tem se destacado, porque as pessoas cada vez mais estão olhando o rótulo da embalagem. E isso para nós hoje é muito bom, porque desde que a gente começou a atuar no ramo, a gente sempre bateu nessa tecla e agora as pessoas estão olhando mais isso.
Sim, e manter a produção em São Francisco de Paula, na Serra Gaúcha, é um desafio ou facilita?
A Serra Gaúcha hoje aqui é um grande produtor de batata, né? Não só São Francisco de Paula, como o Bom Jesus, São José dos Ausentes, até um pouco de vacaria produz batata. É um grande... Hoje, por um grande período do ano, de janeiro até final de agosto, a gente consegue ter matéria-prima dentro do estado do Rio Grande do Sul.
fora alguns meses a gente tem que buscar no Paraná, mas já lá em novembro, dezembro, volta a ter batata na região sul, que é lá na região de Ibiraiaras. Então, a gente faz um grande esforço para que essa matéria-prima seja produzida dentro do sul, dentro do Rio Grande do Sul e seja processada dentro da nossa indústria. Então, a gente vai estendendo ao máximo para construir essa matéria-prima dentro do estado do Rio Grande do Sul.
Sim. E os mercados de vocês? Para onde é que vocês vendem? Qual é hoje o volume de produção, faturamento?
A empresa hoje atua com os snacks muito dentro da região Rio Grande do Sul e Santa Catarina, até Santa Catarina. Mas com a batata congelada a gente tem ido mais longe, tem clientes no Rio de Janeiro, São Paulo.
Minas, a gente tem... A batata congelada é um pouco diferente, ela consegue viajar mais, ela consegue... Como a gente hoje, na batata congelada, é a terceira maior planta do país, a gente consegue ter estados necessitando do nosso produto, com falta. Então, atravessar o país fornecendo um produto ainda é viável. Agora, dentro do snack, a gente atua mais só no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, porque existem muitas fábricas pelo país.
Sim, e qual é o plano agora de expansão? Nós acabamos de chegar da China aqui, fomos olhar máquinas, estamos olhando para o setor, para outras áreas do snack, produtos que já temos aí no mercado, mas só na mão de multinacionais, e a gente está buscando, está buscando expansão, está buscando tanto na linha do congelado hoje, que foi uma fábrica que a gente abriu a...
Há um ano e pouquinho, ela já está rodando 24 horas, ela já está no seu máximo de capacidade. A fábrica de snack que a gente veio construindo desde 2017 também está no seu teto de capacidade. As duas fábricas nos próximos anos vão passar por expansão. O congelado talvez um pouco mais rápido que o snack porque a demanda está um pouco maior.
E expansão, no caso, onde elas já estão? Ou terá que construir uma nova fábrica ou ainda está em avaliação? A fábrica do congelado ficou pronta para ser construída, para a expansão ser feita nela já com o prédio, com tudo. Por alguns motivos, a gente tem recebido algumas propostas, entendendo um pouco sobre mercado, talvez ela não consiga ficar aqui.
E a do SNEC, a previsão é que ela seja expandida dentro da área do Rio Grande do Sul também. Mas a do congelado, que é o principal volume de produção, a gente vem enfrentando algumas dificuldades dentro do estado que talvez essa fábrica tenha que ser construída fora daqui. Inclusive com transferência da atual produção? Provavelmente, sim. E quais são as dificuldades, Diego?
Hoje nós temos estados que são tributariamente com mais benefícios do que o que a gente tem aqui. Então a gente enfrenta essa dificuldade. A gente tem conversado, tem buscado isso junto ao estado, mas existem algumas limitações que às vezes a gente não...
a gente vai tentando até onde consegue mas se não houver o retorno às vezes é inevitável que a gente leve embora uma fábrica dessas. E mesmo com a reforma tributária que promete acabar com a guerra fiscal ainda assim ir para outro estado seria mais atrativo para o negócio.
é que é uma coisa momentânea. Até a guerra fiscal terminar, nós temos aí 2033, né? Acho que é 2032 para 33 aí. Então até lá tem muita coisa para acontecer ainda. Então, neste momento, a gente tem enfrentado uma situação muito difícil dentro do país.
que é de produtos importados chegando mais barato do que os que a gente vem produzindo dentro do Estado. Claro, existe o apelo de produto brasileiro, existe o apelo de a gente estar com matéria-prima daqui e tal, mas às vezes na conta lá, o comprador lá, ele quer saber do produto que esteja mais economicamente posicionado para ele revender dentro da loja dele. E vocês concorrem que em produtos da ONG?
Hoje nós concorremos com produtos do mundo inteiro. No snack não. Isso é muito voltado para a batata congelada. Mas a batata congelada hoje, o principal concorrente é a Europa. E nós temos muita entrada de batata do Egito. Assim como agora aqui do lado, na Argentina, também acabou uma multinacional.
inaugurando uma fábrica gigantesca está mandando muita batata da Argentina para dentro do Brasil e não há nenhuma blindagem para esse produto que vem de fora do país isso é por isso que a gente busca tributariamente um posicionamento muito bom dentro do país, alguém que nos dê benefícios para poder concorrer com as batatas importadas, porque o Brasil hoje 40% do que ele vende ainda é importado de batata congelada sim né
Por que São Francisco de Paula, vocês são daí? Não, nós viemos para cá em 99 para a produção de batata. E a região é uma região muito produtora de batata. Então, por uma janela muito boa de janeiro até agosto, se tem matéria-prima e aí é muito economicamente viável para nós estar ao lado da matéria-prima.
Bom, e a gente falou sobre investimentos futuros, mas vocês fizeram investimentos recentemente nas duas fábricas para chegar a esta capacidade total de produção?
Sim, sim, acabamos de fazer verticalização de logística na ordem de um milhão de investimentos, acabamos de fazer a robotização da ponta da linha em torno de 3 milhões e 200. A gente continua investindo, né? Porque eram projetos que estão na sequência deles, né? Eles foram iniciados em 2023 e continuam sendo executados e ainda terão alguns que continuarão acontecendo ao longo do ano, né?
E mais alguma coisa curiosa que queira contar pra nós antes de encerrarmos a entrevista, Diego?
Acho que a batata gaúcha hoje tem sido pouco conhecida como produzida regionalmente aqui. Então, a gente consome muita batata hoje dentro do estado do Rio Grande do Sul e ela vem toda da Serra Gaúcha aqui. O pessoal pouco conhece sobre isso, mas eu acho que é bacana o pessoal entender que a batata está sendo produzida aqui, industrializada aqui e distribuída dentro do estado do Rio Grande do Sul mesmo.
Sim. Qual é o faturamento que vocês têm anual? Hoje nós estamos na ordem de 212 milhões. 212 milhões. O grupo também tem um braço agrícola, né? Então tem alguma parte que a gente produz milho, soja, batata e a área das indústrias, né? Tá ótimo.
Tá certo, muito obrigada pela entrevista e nos mantém informados aí dos investimentos, das dificuldades também, porque às vezes aqui, né, a Rádio Gaúcha consegue dar uma mãozinha também nas dificuldades que as empresas aqui do Rio Grande do Sul enfrentam, combinado.
maravilha, nós agradecemos aí, eu acho que esse é um conjunto, todo mundo quer que as empresas do Rio Grande do Sul fiquem aqui e a gente como gaúcho também tem todo o interesse de ficar por aqui, mas chega um momento que às vezes a gente não consegue, né? Certo, bom, espero não ter que noticiar em breve aí que a MDA vai para o Paraguai, como eu tenho noticiado em relação a outras empresas.
Mas vamos lá, né? Vamos nessa. Diego Auler, CEO do Grupo MDA Alimentos, uma fabricante de alimentos da Serra Gaúcha de São Francisco de Paulo. Obrigada pela entrevista. Obrigado.
E na última semana, a coluna noticiou que a Dell, gigante mundial de tecnologia, instalou no Rio Grande do Sul seu primeiro laboratório global de design digital e inteligência artificial. É um laboratório em parceria com o Instituto Eldorado. A estrutura foi colocada na parte nova do Instituto Caldeira. A operação vai reunir trabalhos que hoje são feitos em unidades espalhadas pelo mundo, como pesquisa aplicada, inteligência artificial, experiência do usuário e inovação em design industrial.
E vamos ouvir aqui um trecho da entrevista com o presidente da Dell no Brasil, Diego Puerta, que é gaúcho e tinha antecipado essa novidade para a coluna ainda no South Summit Brasil. Nesse primeiro momento, o que esse time vai fazer é desenvolver a interface do software, dos aplicativos da Dell.
Ou seja, tornar o software, seja um Dell Display Manager, um Dell Support Assist, que são software proprietários nossos que vêm na máquina, mais simples de usar, mais fáceis, mais interativos, mais intuitivos. De novo, esses são softwares que equipam outros equipamentos da Dell no mundo inteiro, não é só os que vão ser vendidos no Brasil.
eles vão desenvolver para o mundo inteiro. Então, sabe aquele software que quando a gente conecta ele e é fácil e intuitivo de usar? Esse é o objetivo desse time, simplificar a utilização dos softwares.
O espaço de 400 metros quadrados terá 40 profissionais, com bastante conhecimento em design, experiência do cliente e interface gráfica. A gestão do laboratório com a execução dos projetos será pelo Instituto Eldorado, que já atua no programa de capacitação geração caldeira. E o superintendente do Eldorado, Roberto Sobol, está bem empolgado, é claro. O que nós vamos estar fazendo? A gestão desse laboratório.
um espaço físico muito legal, porque ele permite a exploração de novas visões, vão ter ambientes para poder fazer pesquisa, ambientes de workshop, ambientes de treinamento, experimentação, ou seja, criar um ambiente bastante rico em que a gente consiga trabalhar com sucesso nesse desafio.
Empolgado também está o diretor executivo do Caldeira, Pedro Valério, que agora com essa operação da Dell, o Caldeira vai atingir 141 escritórios de empresas. Vamos ouvir um trechinho da entrevista do Valério para a Rádio Gaúcha.
A sinergia que a gente acha que este laboratório terá com os demais empresas, membros e até mesmo os talentos que orbitam dentro do Caldeira, de certa maneira eu acho que reforça um pouco da vocação que o Instituto vem construindo aqui nesses últimos anos de colocar o Estado olhando para uma vocação de futuro.
E acho que, por fim, a gente tem falado muito sobre inteligência artificial nos últimos tempos. Acho que isso todos nós aqui estamos super inseridos na relevância da pauta. Então, acho que ter algo concreto fazendo desenvolvimento dentro desse aspecto. Mas eu queria dar esse destaque aqui para esse contexto do design, né, Jane? Que eu acho que a gente percebe uma vocação muito grande dos talentos.
aqui do Rio Grande do Sul para esse contexto ligado à economia criativa, design e todos esses territórios. E eu acho que a DEL e o Instituto Eldorado vão materializar as oportunidades que essas matérias têm para os talentos nos próximos anos. Então, a gente está muito feliz, foi muito celebrado internamente, junto ao Conselho também e os demais membros aqui da comunidade.
que eu acho que coloca, de fato, uma visão de que aquilo que foi sonhado há alguns anos, de como é que a gente atrai investimentos internacionais em projetos portadores de futuro, eu acho que a Dell e o Eldorado vão literalmente materializar esse contexto.
Vamos para o intervalo, daqui a pouquinho tem mais notícias de negócios aqui. Vamos ouvir uma entrevista com o novo CEO da maior rede de academias da América Latina e que está expandindo aqui no Rio Grande do Sul, agora com uma academia mais para alta renda, com planos mensais de R$ 1.800. O que tem num plano de academia desse, hein? Vamos saber daqui a pouquinho aqui no programa Acerto de Contas. Fiquem conosco.
O patrocínio do programa é de Shopping Total. Dia das Mães no Shopping Total, cada momento um presente. Projeto para cima Rio Grande, Corsã, Marco Polo e BH. Nós voltamos daqui a pouquinho. Giane Guerra
Olá, de volta aqui com o programa Acerto de Contas. Muito obrigada pela companhia de vocês, domingo bem cedinho aqui na Gaúcha. O programa que tem o patrocínio de Shopping Total e Projeto Pra Cima Rio Grande, Corsã e Marco Polo. Nossos patrocinadores aqui do programa Acerto de Contas.
que agora vai trazer aqui a resposta da CEO da Frapor, Andréa Pau, quando eu a questionei sobre a possibilidade de o aeroporto de Porto Alegre alagar de novo, porque temos um El Ninho por aí, e aí vamos ouvir o que ela respondeu. Presidente Andréa Pau, e se essa obra não for feita? E se tiver problema de novo? E se alagar o aeroporto de novo?
Para o Estado seria um horror, mas como é que fica a relação com a Afrapar? Para nós seria, eu não sei se temos ainda essa energia de refazer tudo em pouco tempo. Acredito, depende muito quanto tempo fica a água. Se vai ser igualmente como a última vez, com três semanas de água alta e não sei o que, praticamente vai ser mais ou menos o mesmo problema.
Pode ser que seja afetada só a capa superior da pista, sem ter que buscar até a estrutura, porque agora foi construída de uma maneira mais moderna, mas vai dar transtorno de alguns meses, com certeza.
E no dia seguinte nós entrevistamos o governador Eduardo Leite e eu questionei ele sobre isso, porque a obra que precisa ser feita ali custa 30 milhões de reais para proteger o aeroporto, mas é uma obra que tem que ser feita pelo poder público. O governo do estado disponibilizou já este valor para o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo.
Mas tem uma preocupação com prazos, porque tem aí um interesse de que o Exército faça essa obra. Só que o Exército ainda nem diz se aceita fazê-la. Está analisando. E ele pode demorar um pouco para dar esse ok, para analisar.
E se ele disser que não vai fazer, aí tem que fazer às pressas, à procura por outra empresa, outra forma de realizar essas obras. E elas precisam começar em julho, para que estejam prontas em setembro.
que é para quando se prevê o risco maior de chuva em excesso com este risco de alagar a Porto Alegre novamente. O governador diz que está acompanhando todos os órgãos e que vai ajudar a articular para que os prazos sejam cumpridos e que se tenha o quanto antes essa obra pronta. Mas encaminhamos este recado da Frapor para o governador Eduardo Leite ainda durante a atualidade.
E agora nós vamos fazer uma entrevista, vamos ouvir uma entrevista que eu fiz com o CEO da Smart Fit, do grupo Smart Fit, que tem várias academias, inclusive as academias que têm este nome, esta marca, Diogo Corona, que assumiu recentemente o cargo que era ocupado por seu pai, o fundador do grupo, que é a maior rede de academias da América Latina e que está expandindo com força também internacionalmente e aqui no Rio Grande do Sul, inclusive, vamos ouvir a entrevista com ele bem curiosa. Tudo bem, presidente?
Tudo bem, prazer, Jânia. Bom, vamos começar situando um pouquinho aqui para o nosso ouvinte da Rádio Golsh, já que é a primeira vez que nós conversamos, assumiu agora recentemente o cargo, né?
Sim, estou há 16 anos aqui na empresa, mas acho que foi um marco muito importante. Faz mais ou menos um mês e meio que eu assumi como CEO do grupo. E a preparação para assumir o cargo já faz mais tempo, acredito. Ah, é um processo, né? A gente não passa de um estágio apontado do nada. Então já foi uma construção muito grande, faz muito tempo. E aí começou nos últimos dois anos que ficou mais claro isso. Porque antes disso era vai assumindo função e vai crescendo.
Esse papo de assumir mesmo começou uns dois anos e foi cada etapa vencida e acho que agora começa o desafio, na verdade. Não é o fim da história, é só mais um marco e agora começa o jogo para mim. E pretende alterar coisas, pretende manter bastante coisa, qual é essa toada que o Diogo vai dar na Smart Fit?
Eu acho que assim, tem bastante coisa da minha história aqui, né? E da estratégia que eu já vinha desenhando, a empresa já seguia muito dessa estratégia. Então, não tem porque ter uma ruptura tão grande, né? Como eu já vinha assumindo muita função, muito do estratégia já era...
pautado pela minha visão de negócio aqui, né, então não deve ter muita ruptura, mas tem algumas coisas que eu acho que alavancam mais, né, assim, eu dentro de muitas coisas que eu fiz aqui na empresa, acho que uma história grande foi a história da Total PES, que também é uma...
eu acho que foi uma história de sucesso aqui dentro da nossa empresa, porque é muito difícil uma empresa grande, madura, criar um outro business dentro dele, completamente diferente, com clientes diferentes, o negócio completamente diferente, o business model, dentro da própria empresa, é muito difícil ser bem sucedida nesse sentido.
E é uma coisa que eu construí ali, né? Então, isso me ajudou muito a ter, a ser invalidado para assumir essa função. Eu acho que dado esse skill que transita no negócio de academias que é mais brick and mortar, né? Mais físico. E TotalPaz é um business digital. Essa expertise de trabalhar com os dois e nesse business verticalizado, né? Eu acho que é uma coisa que eu posso alavancar muito e ajudar muito, sabe?
Então, eu acho que isso a gente pode ter uma... Eu não vou falar mudança, tá? Porque eu acho uma trajetória que já estava indo. Eu acho que é alavancar mais essa história de sucesso. E aí, dentro das academias, poder focar na especificidade de cada uma, né? Cada uma tem os seus objetivos. Só dar um contexto geral aqui, né?
O nosso grupo hoje, ele não é só Smart Fitness. Smart Fitness da academia tem a Biorritmo, que é o high-end, que também um dos desafios grandes é um rebranding que a gente está fazendo. Vamos poder falar um pouco mais sobre isso aqui. É isso, isso é importante. E até peço que, como a Rádio Gaúcha tem uma audiência muito grande, e de um público muito amplo,
Eu preciso que explique um pouquinho melhor o que... O nosso público não é nichado, é um público bastante amplo. Então é importante nós explicarmos exatamente. A Smart Fit é a grande marca, a marca mais conhecida, que tem um negócio tradicional de academias. E tem esta outra operação que é a Bio. Explica para nós um pouquinho o que é. E também é importante nós explicarmos o que é o Total Pass.
Vou dar um contexto de uma maneira mais fácil de entender. Se a gente for pensar no grupo Smart Fit, o que confunde muito é que o grupo tem o nome de uma das marcas. Então, acho que acaba tendo uma confusão, e até porque ela é a principal marca. Então, por isso que a gente colocou, o grupo chamava Biorritmo lá atrás.
E aí chega um momento que, porque é a primeira marca que teve, aí chega um momento que a Smart foi muito grande e trocou para a Smart Fit. Mas às vezes confunde porque ela é uma das marcas. Se você pensar no grupo hoje, o grupo tem três verticais de negócio, três tipos de negócio. Um, o negócio de academias, e aí dentro das academias a gente tem algumas marcas. A gente tem a Smart Fit, que é um preço mais acessível, maior capilaridade, maior número de lojas, tem a Smart Fit que é a mais conhecida. A gente tem a Biorritmo.
que é para um público mais premium, mensalidades de R$400, R$500, com um serviço mais personalizado, em linhas gerais. E a gente tem a Nation, que é uma iniciativa pequena também, ainda que está no seu começo aqui, que é mais para um público mais nichado, mais bodybuilder, mais de força. Então, nessas três marcas de academia que a gente tem, a gente tem os estúdios.
Que tem a Velocity, que é a marca mais famosa, mas são sete marcas, sete modalidades, que é o negócio mais nichado, uma modalidade específica. Pô, eu quero bicicleta, eu quero yoga, eu quero pilates. Então tem uma marca para cada um. Então tem essa parte de estúdios, que a gente tem também em Porto Alegre a Velocity, que vai super bem, né? Então um sucesso aí.
E a gente tem a terceira vertical, que é a parte de digital, que é de plataforma, que vende para empresas, que é o Total Pass. Eu dei geral do que tem o grupo, então academias, os estúdios e o Total Pass, que é um negócio digital. Então são essas três, a grande divisão do grupo, para poder entender, se pensar dessa maneira, a gente consegue entender. E aí cada um tem o seu desafio.
Porque se você for pensar, a Smart tem um desafio de crescer com qualidade, está em todo lugar, a marca já é muito famosa, então acho que é continuar fazendo essa execução, esse trabalho que está sendo feito. A Bioritmo, que é a primeira marca que a gente teve, começou em 96, o grupo com a Bioritmo. A Smart só foi em 2009, então a Bioritmo começou em 96, ficou muito tempo só tendo Bioritmo.
A Bioritmo, por ter um ticket mais alto, ser mais caro, R$400, R$500 por mês de mensalidade, ela não cabe em todos os lugares. Ela nunca vai ter o número de lojas que uma Smart Fit tem. Então, a expansão das lojas dela é muito específica. Então, a gente, por exemplo, em Porto Alegre, queremos naquele lugar. Não é em qualquer lugar que dá para fazer. Tem menos opções.
Então a Biorritmo tem um pouco disso, a expansão é um pouco com menos escala, a gente está falando de por volta de 10 lojas novas esse ano, que já é um bom número, porque como ela é específica em tais lugares, tem que ter uma renda específica para a gente poder fazer sentido a Biorritmo. Quantas unidades vocês estão hoje da Smart e da Biorritmo?
A Smart a gente tem duas mil lojas em 16 países, sendo praticamente mil no Brasil, né? Então um pouco menos da metade delas está no Brasil, mas a gente deve atingir nesse semestre, nos próximos meses, mil lojas, né?
que é um marco importante para a gente que é uma Smart, né? E a Bioritmo a gente tem 35 lojas, a gente está abrindo 10 esse ano, a gente está voltando a uma expansão. De novo, nunca vai chegar na escala e no número da Smart, mas a importância estratégica é enorme, então estamos super felizes aqui com o projeto. E aí também, como a gente ficou bastante tempo sem expandir a Bioritmo, a gente está fazendo um grande trabalho de rebranding, de reposicionamento.
E alinhado com tudo que está acontecendo no mundo, né? Porque, assim, só em linhas gerais, o consumidor de academia, ele aumentou muito o número de pessoas que fazem academia, tá? Isso no mundo inteiro. As pessoas estão fazendo mais academia.
Mas ao mesmo tempo esse consumidor está querendo mais, né? Ele está querendo mais coisas, né? Porque ele está vendo que é mais importante isso e fala, beleza, isso é mais importante, então eu demando mais coisas sobre isso, né? O que, por exemplo, porque essa era uma pergunta, né? O nosso ouvinte aqui da Rádio Gaúcho gosta muito de curiosidades de consumo, né? E se tiver, inclusive, um recorte do consumo, da característica do Gaúcho, mais interessante ainda para o nosso ouvinte.
Mas qual é a diferença de um consumidor de academia hoje para um consumidor da década de 90, quando vocês começaram o grupo? Tá, o que muda é que a pessoa começou a ver a atividade física menos como estética e mais parte da saúde dela. É um negócio necessário para a sua vida. Eu gosto de dar um exemplo muito prático, né? Que quando a Smart surgiu em 2009, ela não abria de domingo.
E abrir de domingo era um negócio inconcebível, ninguém ia na academia de domingo quem ia era alguém que estava muito focado, muito específico e hoje é assim, inconcebível na abrir de domingo, todo mundo vai de domingo está super cheia a academia, super cheia a sábado
isso mostra um pouco da importância, então quem ia no fim de semana era a pessoa que era estranha treinava muito, hoje não ir passa assim um pouco estranho, porque assim o que você fez no seu dia que você não foi lá, então isso faz mais parte da rotina, então é super normal e a pessoa vê mais como saúde
E quando ela vê mais como saúde, seja ela física ou mental, então assim, pô, me senti melhor, minha cabeça é melhor, isso é um tipo de saúde também, se sentir melhor. Quando a pessoa vê isso, ela topa pagar mais pela academia. Por isso que mais gente vai. Vou dar alguns exemplos. Quando a academia era vista somente como estética, quando apertava alguma coisa financeiramente, a primeira coisa que a pessoa cortava, ah, isso aqui é só estético, cortou. Então parava de ir pra academia.
Quando a pessoa vê como saúde, ela corta outras coisas antes de cortar a academia, porque aquilo virou mais importante para a vida dela. Então, o que isso muda? Muda que mais gente começa a fazer academia, a pessoa de baixa renda fala, é mais importante, vou tirar outras coisas e vou fazer academia, então mais gente de baixa renda entra no setor.
E as pessoas que têm dinheiro falam, eu já pagava isso, eu vou pagar mais ainda, porque é mais importante. Então, ele aumenta a demanda de consumidores, tanto no espectro mais barato, para parte da Smart Fit, quanto para Biorritmo. Todas as linhas aumentam o número de pessoas, porque veem mais como saúde, mais importância, entendeu? E diminuiu aquele número de pessoas que pagavam o plano de academia e iam só na primeira semana e depois não apareciam mais?
as pessoas estão indo mais, né? Então, a frequência por usuário tem aumentado bastante, né? E aí o que acontece, né? Então, fica mais cheia a academia. E as pessoas ficam mais intolerantes, elas fazem mais questão de treinar, entendeu? Como é importante para a saúde, ela quer poder treinar, não quer ficar lá na fila e não conseguir treinar. Então, eles falaram no ambiente que eles consigam fazer o exercício que eles se proporam a fazer.
Então, ele fica um consumidor mais exigente, né? E no caso do high-end, mais ainda, né? Porque ele começa a ver Mas, né?
ele começa a pedir claramente muito mais personalização de atendimento e também outros aspectos, por exemplo a gente tem uma balança de impedância com o check-up da tecnologia que vê várias frentes da pessoa, a pessoa quer mais dados as pessoas estão olhando muito o dado
Então não é só treinar e foi, é treinar, tirar foto que treinou para mostrar para os outros e para ele mesmo, marcar que ele treinou e ter os dados também, para ele acompanhar. Hoje esse negócio de wearable, as pessoas usam os relógios, pulseiras, anéis, porque as pessoas querem dados e informações do treino dela, porque passa a ser saúde, então passa a ser importante medir.
como que a gente também se alavanca e ajuda a pessoa nesse novo cenário, que não é só vá lá e treine pronto, então tem bastante coisa que a gente tem mudado posso também falar um pouco assim, e que isso tem muito a ver também com as mudanças que a gente tem feito na Bioritmo Nova, que eu acho que tem dois pontos curiosos pra gente colocar aqui, que eu acho que vale a pena colocar, que é o plano Infinity, que a gente tem que também está disponível lá na
na nossa loja de Porto Alegre, né? E também tem o modelo de atendimento do Biu360, que eu vou falar só um pouco sobre os dois, tá? O que é basicamente? O Infinity é um plano com vaga limitada, R$ 1.800 por mês, que a pessoa tem direito a um exame de DNA quando entra, então tem tudo a ver, como eu falei, de dados da pessoa, né? Um exame de DNA. Ela tem personal três vezes por semana, que ela pode agendar o horário específico, né? O personal um para um, claro, né? Por semana.
tem uma fisio por mês e um nutre por trimestre. Então acompanhamento completo dessa pessoa por R$ 1.800 e nos lugares que a gente foi tem fila de espera.
Com isso, encerramos hoje o programa Acerto de Contas aqui da Gaúcha, que tem o patrocínio de Shopping Total, Dia das Mães no Shopping Total, cada momento um presente. Projeto Pra Cima Rio Grande, Corsã, Nossa Natureza, Movimento Rio Grande. Marco Polo, transformando o presente e o futuro da mobilidade. Estes são os patrocinadores aqui do programa Acerto de Contas da Gaúcha, que teve na produção Isadora Terri e Diogo Duarte, edição de Fabrício Correia e Fernando Bortolim.
E nós temos aqui na técnica Pedro Castro e Augusto Silveira. Muito obrigada pela companhia de vocês. Um ótimo domingo, uma boa semana. Comportem-se.
Acerto de Contas Economia, Negócios e Finanças Pessoais Parceria, Shopping Total e Cinde Lojas Porto Alegre
Be8
Marco Polo
Shopping Total
Sindilojas Porto Alegre
Sorte