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Cafezinho 734 - Para quem você aponta o dedo?

03 de julho de 20267min
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Link para À Mesa: https://www.lucianopires.com.br/amesa/a-mesa-instagram?utm_source=Podcast&utm_medium=Cafezinho&utm_campaign=Amesa

Quando uma sociedade está tensa, cansada ou com medo, quase sempre procura alguém para carregar a culpa. Foi assim com Jean Valjean, foi assim tantas vezes na política, no futebol, nas empresas e agora nas redes sociais. A pessoa erra, mas o erro vira identidade. Neste Cafezinho, parto de René Girard e da ideia do bode expiatório para perguntar: quando apontamos o dedo, estamos buscando justiça ou apenas alívio? Um convite para ouvir o Café Brasil 1036 – O Bode Expiatório, e desconfiar das certezas fáceis da multidão. 

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Participantes neste episódio1
L

Luciano Pires

Host
Assuntos2
  • A Expiação e RedençãoJean Valjean e Os Miseráveis · René Girard · Mecanismo do bode expiatório · Yom Kippur e Levítico · Redes sociais e linchamento moral · Café Brasil 1036
  • Jornada de empreendedorismo e autoconfiançaEncontro À Mesa · Tomada de decisão em incerteza · Medo disfarçado de prudência
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
LPLuciano Pires

Final do dia, todo mundo foi embora, mas a decisão ficou com você. É você quem precisa escolher se avança ou se recua, se contrata ou se demite, se insiste ou se encerra, cara. E quase sempre você decide sozinho justamente aquilo que pode mudar o rumo da sua empresa, da sua carreira e da sua vida. Que baita solidão, né? Você já se sentiu assim, sozinho? Essa solidão tem um preço, viu? Porque sem alguém confiável por perto para pensar junto com a gente, o medo vai se disfarçar de prudência.

Agora os nossos vieses vão aparecer, parecem bom senso, e a dúvida começa a paralisar a gente. Pois nos dias 1 e 2 de agosto, das 9 às 13 horas, eu vou conduzir o À Mesa, um encontro online e ao vivo para empresários, líderes e profissionais cansados de carregar sozinhos as decisões que mais importam. Olha, vão ser 2 dias de casos, de reflexões, de conversas para melhorar a qualidade das suas escolhas em ambientes de total incerteza, como nós estamos vivendo agora, né?

Você não vai sair daqui com respostas prontas, não. Você vai sair com mais clareza para encontrar as suas próprias respostas. Eu sou Luciano Pires, Eu tô fazendo um convite com você. Reserve o seu lugar à mesa. Esse A tem crase, cara. À mesa. Acesse lucianopires.com.br/amesa para compartilhar com pessoas experientes os perrengues, as loucuras, num ambiente de honra e confiança, especialmente para você. Dia 1 e 2 de agosto. Não deixe escapar.

Reserve o seu lugar à mesa. Quando uma pessoa deixa de ser vista como um ser humano e se transforma num símbolo sobre o qual depositamos nossas frustrações, nossos medos e a nossa raiva. Você já reparou como isso acontece o tempo todo, hein, cara? Olha em volta aí, ó. Bom dia, boa tarde, boa noite. Meu nome é Luciano Pires e este é o seu Cafezinho. Outro dia eu me peguei pensando em Jean Valjean, o personagem de Os Miseráveis, de Victor Hugo.

Ele roubou um pão para alimentar a família, cometeu um crime, é claro, mas essa não é a parte mais interessante da história, não. Aquilo que realmente chama atenção é que depois de ser preso, cumprir a pena, a sociedade continuou condenando aquele homem. O roubo deixou de ser um fato e passou a ser a sua identidade. Jean Valjean já não era mais alguém que errou, ele se transformou no próprio erro. E foi aí que eu me lembrei do pensador francês René Girard.

Girard dizia que quando uma comunidade vive momentos de extrema tensão, de medo ou de incerteza, ela costuma procurar alguém para carregar a culpa de tudo, cara. É muito mais fácil apontar um culpado do que enfrentar os problemas complexos, não é mesmo? Nasce assim o mecanismo do bode expiatório. Essa expressão bode expiatório vem de um antigo ritual descrito na Bíblia, no livro de Levítico. Durante o Yom Kippur, o dia da expiação dos judeus, os pecados do povo eram simbolicamente colocados sobre um bode que depois era enviado no deserto para desaparecer no deserto.

Assim a comunidade se livrava dos seus pecados, transferia suas culpas para aquele animal. Era o bode expiatório. Com o tempo, esse termo bode expiatório passou a significar uma pessoa ou um grupo que recebe a culpa por problemas que pertencem a muita gente. E espera um pouquinho, Esse vídeo chega a você por causa da Terra Desenvolvimento Agropecuário. Se você é produtor rural, pense comigo: negócio que não mede, não controla e não compara não é negócio, é tentativa.

A Terra Desenvolvimento Agropecuário entra justamente aí, ajudando você a transformar a fazenda num sistema gerenciado. Com diagnóstico de desempenho, controle e planejamento estratégico, você passa a saber onde está ganhando, onde está perdendo e o que precisa ser ajustado para aumentar a margem. O benefício é simples: decisões melhores, menos risco, mais previsibilidade e mais lucro ao longo do tempo. Terra Desenvolvimento Agropecuário, gestão profissional para quem trata a fazenda como empresa.

Acesse terradesenvolvimento.com.br. .com.br. Então, Girard acreditava que o processo de apontar o bode expiatório continua acontecendo até hoje. E tem uma parte que é muito mais intrigante, né? O bode expiatório nem tem de ser inocente. Ele pode até ter cometido algum erro. O problema começa quando esse erro sozinho passa a explicar tudo, quando uma pessoa deixa de ser vista como um ser humano e se transforma num símbolo sobre o qual depositamos nossas frustrações, nossos medos e a nossa raiva.

Você já reparou como isso acontece o tempo todo? Olha em volta aí. Na empresa, quando um executivo vira o responsável por uma cultura inteira. No futebol, quando um jogador é tratado como culpado pela derrota de um time. Na política, quando um líder passa a explicar sozinho Problemas que foram construídos durante décadas e principalmente nas redes sociais, onde basta um deslize para que milhares de pessoas participem alegremente de uma espécie de um ritual de linchamento moral.

Cara, será que a gente tá fazendo justiça, hein, ou só tá procurando alívio? Olha, no episódio dessa semana aqui do Café Brasil eu mergulho fundo nessa ideia do girário, viu? Eu falo do Jean Valjean, eu falo do Rivelino, falo do Wilson Simonal, falo do Bolsonaro, falo de Hannah Arendt e até de Karl Popper, para mostrar que o verdadeiro perigo, cara, não é o bode expiatório não, é a multidão. Ouça o Café Brasil 1036, O Bode Expiatório.

Ele tá em todos os agregadores de podcasts, mas ali na versão expressa, né? O episódio completo, com meia hora de duração, É para assinantes do Café Brasil. O link para assinar tá aqui em algum lugar aqui na descrição desse episódio, né? Olha, eu tenho impressão, eu tenho certeza, cara, que depois que você ouvir esse episódio, você nunca mais vai olhar da mesma forma para aquelas situações em que todo mundo parece ter absoluta certeza de quem é o culpado.

No mínimo, vai tomar mais cuidado. Com isso aqui, ó, para quem você aponta o dedo, né? Bom, entre aqui, ó, mundocafébrasil.com é o lugar que eu criei, o ambiente que eu criei para trazer conteúdos que possa fazer as pessoas discutir mais detalhes, né, chegar um pouco mais perto da verdade, tomar um pouco mais de cuidado antes de fazer o julgamento, né, antes de tomar decisões, melhorar o seu repertório. Tá aqui, ó, mundocafébrasil.com.

Assim a gente, quem sabe, deixa de ser uma fábrica de bode expiatório. Vem, esse cafezinho chega a você com apoio de Terra Desenvolvimento Agropecuário, gestão profissional para quem trata fazenda como empresa.

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