Cafezinho 740 - Cadê o sonho pra sonhar juntos?
Em 1969, a chegada do homem à Lua mostrou o que acontece quando uma sociedade escolhe um objetivo grande o bastante para organizar esforços, desenvolver capacidades e aceitar dificuldades. Sete anos antes, Kennedy havia transformado uma ambição quase absurda em destino coletivo. O episódio parte dessa história para investigar o que acontece quando o desejo de conquistar dá lugar ao esforço de preservar o que já temos, e como líderes, empresas e pessoas podem voltar a enxergar futuros capazes de justificar trabalho, risco e desenvolvimento.
Host: Luciano Pires - @lucianopires – lucianopires.com.br
Takeaways
• Grandes capacidades muitas vezes são desenvolvidas depois que escolhemos objetivos que exigem de nós mais do que já sabemos fazer.
• Pessoas e organizações podem perder impulso não por falta de recursos, mas porque passam a dedicar mais energia à proteção do que conquistaram.
• Liderança não fabrica vontade, mas pode oferecer desafios e futuros que deem às pessoas uma razão para fazer esforço.
Capítulos
O sonho de chegar à Lua
Quando a dificuldade vira parte do objetivo
Primeiro vem o desejo
A força de um destino compartilhado
Quando preservar substitui conquistar
O papel do líder diante da vontade
O que ainda vale a pena querer
Links relevantes
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- O Sonho de Chegar à Lua· CienciaJohn·Programa Apolo·Corrida espacial·Ambição coletiva
- Vontade e Liderança· SociedadeFalta de vontade·Liderança inspiradora·Objetivos compartilhados·Benjamin Disraeli
A questão do Brasil, não falta dinheiro, cara, o dinheiro tá aí, né? Não falta capacidade, ela também tá aí, cara. Falta organização? Falta. Mas acima de tudo, falta vontade. Bom dia, boa tarde, boa noite. Meu nome é Luciano Pires e este é o seu Cafezinho. Em julho de 1969, 3 homens entraram numa pequena cápsula instalada no no topo de um foguete gigantesco e partiram para uma viagem de quase 400 mil quilômetros, cara. Dois deles desceram na Lua e caminharam num lugar onde nenhum ser humano havia pisado antes, né?
E alguns dias depois, os três estavam de volta aqui à Terra, vivos, prontos para contar a história, né? Tem gente que contesta, mas, cara, 7 anos antes do pouso, John Kennedy havia colocado diante dos americanos uma meta que parecia absurda, loucura, né, cara? Os Estados Unidos iriam à Lua ainda naquela década. E quando ele explicou a escolha, ele disse que eles fariam aquilo não é porque era fácil, mas justamente porque era difícil, né?
Foi um discurso inesquecível. Agora pense aí, ó, no quanto essa frase soa estranha hoje em dia. A gente vive cercado de promessas para facilitar tudo, né? Eliminar esforço, encurtar caminho, chegar aos resultados com o mínimo de desconforto possível. Isso que a gente mais quer hoje. E o Kennedy lá atrás tava propondo exatamente o contrário. A dificuldade fazia parte da razão para tentar fazer acontecer, né? Olha, as grandes realizações humanas, eu acho que sempre começaram assim, né?
Primeiro, um maluco deseja chegar em algum lugar impossível. E depois começa a descobrir como fazer para chegar lá. Antes da ferramenta existe uma intenção, né? Antes da capacidade existe uma decisão de desenvolver essa capacidade, né? Foi esse desejo que o programa Apolo conseguiu produzir, cara. Mobilizou todo mundo e de repente milhares de cientistas, engenheiros, empresas, universidades passaram todos a trabalhar na mesma direção.
Bom, apareceu dinheiro, tecnologias foram desenvolvidas, problemas que pareciam absolutamente insolúveis começaram a ser resolvidos. Parecia mágica, né? Mas não era. O que havia era um objetivo grande o suficiente para justificar todo aquele esforço. Depois que os americanos venceram a corrida espacial, Aí a coisa acomodou, alguma coisa mudou, né? Eles ainda tinham os cientistas, eles tinham o conhecimento, eles tinham a tecnologia, até o dinheiro eles tinham, mas a Lua deixou de ocupar o mesmo espaço na imaginação das pessoas.
Foi isso que aconteceu, cara. A capacidade permaneceu ali, mas o desejo diminuiu. Antes de eu continuar, lembre-se, esse vídeo aqui chega até você Com o apoio da Terra Desenvolvimento Agropecuário. Se você é produtor rural, pense comigo: negócio que não mede, não controla e não compara não é negócio, é tentativa. A Terra Desenvolvimento Agropecuário entra justamente aí, ajudando você a transformar a fazenda num sistema gerenciável.
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Mas pode ser que tenha acontecido uma outra coisinha. Depois de conquistar muito, a gente começa a gastar cada vez mais energia protegendo aquilo que a gente já conquistou, né? Empresas que nasceram ousadas podem, com o tempo, a gente cansou de ver isso, ficar cercadas de procedimentos, de controles, de comitês, de burocracia, tudo criado para evitar erros. Pessoas podem chegar a um momento em que preservar o conforto fica mais importante do que descobrir até onde elas ainda poderiam chegar, né?
E a gente aí entra num limbo. Olha, um líder não consegue fabricar vontade dentro da outra pessoa. Ele pode provocar, ele pode inspirar, mas ele não cria vontade, né? Mas ele pode ajudar alguém a enxergar uma razão para fazer um esforço, né? Ele pode propor desafios que façam sentido, ele pode até criar condições para que as pessoas descubram na prática que são capazes de fazer coisas que antes pareciam grandes demais. Tem que haver essa vontade.
E Apolo 11 mostrou que muitas vezes a gente descobre as nossas capacidades depois que escolhemos alguma coisa grande o bastante para nos obrigar a desenvolvê-las. O nosso maior problema não é descobrir do que que a gente é capaz, não. É decidir o que ainda vale a pena querer, cara. É disso que eu trato no Café Brasil 1042, o motor invisível da vontade que aparece antes da tecnologia, da relação entre propósito e capacidade, e do papel da liderança em fazer pessoas enxergarem futuros pelos quais vale a pena trabalhar.
Cara, você tem que ouvir o Café Brasil 1042, O Motor Invisível. O episódio completo tá esperando por você que é assinante. Se você não é assinante, você pode ouvir a versão compacta, né? Mas os assinantes têm o episódio completo que tá, cara, mais do que sensacional. Ele bate num tema que acho que nos preocupa hoje no Brasil, sabe? A questão do Brasil não falta dinheiro, cara, o dinheiro tá aí. Não falta capacidade, ela também tá aí, cara.
Falta organização? Falta. Mas acima de tudo falta vontade, falta o grupo olhar e falar, cara, tem um objetivo e nós vamos juntos buscar esse objetivo. Tá todo mundo batendo cabeça que nem barata tonta, né? E não é à toa que eu botei essa camiseta hoje aqui do Benjamin Disraeli, né? Aqui, ó, uma sociedade só tem chance quando os homens de bem têm a mesma audácia dos corruptos. O que nós estamos vendo É os corruptos dançando, cara, pintando e bordando, fazendo o que quiserem, gato e sapato conosco aí, né?
Enquanto nós, pessoas de bem, estamos aqui preocupados, sabe, não fazer feio e não pisar na bola, né? E obedecer as regras e jogar direitinho, enquanto o bandido tá lá mordendo, chutando, metendo o dedo no olho, né, cara? Essa audácia tá faltando. Tá na hora de aparecer alguém, ou alguéns, ou a gente tomar iniciativa de botar um sonho impossível diante de nós e botar todo mundo para caminhar no mesmo caminho, né? Bom, eu tô tentando fazer isso de alguma forma.
Criei o mundocafebrasil.com. Mergulha aqui, aqui dentro tem um ecossistema. Você entra, faz uma assinatura e começa a receber conteúdos aí que tem a intenção de mexer aqui, ó, mexer no cérebro para transformar em cérebro. Quem sabe assim a gente vê um sonho que vale a pena perseguir, né? Vem comigo. Mundocafebrasil.com. Quem vier aqui não vai chegar até a Lua não, mas vai na direção dela e voa muito longe. Vem, mundocafebrasil.com.
Esse cafezinho chega a você com apoio de Terra Desenvolvimento Agropecuário, gestão profissional para quem trata fazenda como empresa.